Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

Ficha de Reclamação

Página 11 de 14 Anterior  1 ... 7 ... 10, 11, 12, 13, 14  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex Out 07, 2016 3:41 pm

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.









































































































































Deuses / Criaturas Avaliação
Afrodite Comum
Apolo Comum
Atena Rigorosa
Ares Comum
Centauros(as) Comum
Deimos Comum
Deméter Comum
Despina Rigorosa
Dionísio Comum
Dríades (apenas sexo feminino) Comum
Éolo Comum
Eos Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões) Comum
Hades Especial (clique aqui)
Hécate Rigorosa
Héracles Comum
Hefesto Comum
Hermes Comum
Héstia Comum
Hipnos Comum
Íris Comum
Macária Rigorosa
Melinoe Rigorosa
Nêmesis Rigorosa
Nyx Rigorosa
Perséfone Rigorosa
Phobos Comum
Poseidon Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino) Comum
Selene Comum
Tânatos Comum
Zeus Especial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Curabitur facilisis lacus eu urna varius, quis tempus neque tincidunt. Nulla ex nisl, ornare et maximus nec, auctor quis nisi. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus.

[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Curabitur facilisis lacus eu urna varius, quis tempus neque tincidunt. Nulla ex nisl, ornare et maximus nec, auctor quis nisi. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus.

[b]— História do Personagem:[/b]

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Curabitur facilisis lacus eu urna varius, quis tempus neque tincidunt. Nulla ex nisl, ornare et maximus nec, auctor quis nisi. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus. Mauris ut luctus lorem, at malesuada neque. Integer eget consectetur mi, sit amet efficitur magna. Maecenas tincidunt euismod orci non pretium. Suspendisse potenti. Donec non enim et est fringilla faucibus quis at elit.

Maecenas a augue odio. Pellentesque faucibus vehicula sollicitudin. Curabitur tincidunt purus ante, ut ultricies dui congue non. Ut volutpat convallis gravida. In interdum, mi id lacinia dignissim, mauris nulla maximus sem, fermentum luctus sapien velit sed felis. Nullam fermentum, lectus in eleifend iaculis, magna ex bibendum mi, nec dignissim felis urna tincidunt ex. Nunc vitae elementum diam. Nullam ac leo cursus, porta magna vitae, tempor purus. Nunc dictum, purus non malesuada auctor, turpis felis tristique turpis, ac volutpat dolor mi eget eros. Donec a neque a augue tincidunt hendrerit eu et sapien.

Maecenas vel est vulputate, suscipit enim a, vehicula mauris. Curabitur ac molestie dui. Sed vel venenatis lacus. Sed at purus interdum, venenatis metus viverra, sodales metus. Sed aliquet eleifend nisl, id placerat urna sagittis sit amet. Aliquam vitae scelerisque lectus. Maecenas ligula massa, luctus eget commodo sit amet, dignissim eu quam. Curabitur interdum vitae lectus ut congue.

Nulla mollis ornare magna in suscipit. Quisque pretium libero at sem condimentum, dignissim pretium turpis rhoncus. Ut mattis posuere nibh sit amet fringilla. Nulla feugiat imperdiet fermentum. Aenean in diam urna. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus. In pharetra convallis neque fringilla gravida. Donec ullamcorper, eros et pharetra facilisis, lectus turpis sollicitudin justo, vitae lobortis quam lorem quis tellus.
</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


<style type="text/css">.frank1 {margin-left:-320px; width:300px; height:200px; padding:20px; background:transparent; border-left:1px solid #000; border-top:1px solid #000;} .frank2 {margin-right:-320px; width:300px; height:200px; padding:20px; background:transparent; border-right:1px solid #000; border-bottom:1px solid #000;margin-top:-210px;} .frankt1 {margin-left:-320px; width:300px; text-align:center; font-family:'Slabo 27px'; font-size:30px; color:#000; padding:10px;font-weight: bold; line-height:25px;letter-spacing:-1px;} .frankt2 {margin-right:-220px; width:210px; font-family: VT323; font-size:12px; text-transform:uppercase; letter-spacing:2px; text-align:center; color: #000; line-height:9px;padding:10px;} .franktextim {width:550px; padding:30px; font-family:calibri; font-size: 13px; color:black; background: #fff; display: relative; margin-top:-230px;text-align:justify;} .franktextim b {font-size:13;color:#4D4C4C; font-family:'Slabo 27px'; font-weight:700;} .franktextim i {color:#9A9999;} .franktextim f {font-weight: bold; font-size:13; color:#777;font-family:'Slabo 27px'}</style><link rel="stylesheet" href="path/to/font-awesome/css/font-awesome.min.css"><link href="https://fonts.googleapis.com/css?family=VT323" rel="stylesheet"><link href="https://fonts.googleapis.com/css?family=Slabo+27px" rel="stylesheet">



Tks Maay from TPO
Psiquê
avatar
Administradores
Mensagens :
970

Localização :
Castelo maravilhoso do Eros

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Yujin Hyun em Qua Jul 12, 2017 7:02 pm


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamado por Héstia. Não tenho um motivo específico a não ser pela melhor adaptação a trama da personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Yujin tem um corpo magro e esguio para a sua idade, além da coloração de sua pele branca como a de seu pai. Seu cabelo é negros e liso com uma divisória no centro. Um clássico corte considerado "nerd" para os padrões americanos. Seus olhos possuem tonalidade castanha enquanto seus lábios finos contrastam em uma nuance avermelhada. O garoto tem um gosto muito peculiar por roupas longas e sempre é visto trajando moletons e bermudas além de claro seu par de uwabaki branco com listras. Em resumo é um clássico adolescente caucasiano de sua idade.

Psicológicas: Assim como o dragão do horóscopo chinês, yujin é um garoto generoso e compassivo com seus familiares e próximos. Tenaz e inteligente o garoto desenvolveu empatia até demais para até mesmo com desconhecidos, sendo este um defeito deveras grave. Determinado e forte em seus objetivos, Yujin não aceita derrotas e falhas já que foi doutrinado desde pequeno a isto — o que acarreta em um abalo mais intenso em casa de falhas.

— História do Personagem:

Hyujin não teve uma vida traumatizante como a da maioria dos semideuses. Nunca foi órfão ou sequer fugiu de casa, muito menos odiou sua progenitora, mas pelo contrário. Héstia era como uma entidade maior qual ele sempre admirou e tentou alcançar. A história do rapaz começou a muito tempo atrás bem no inicio da dinastia Hyun.

A família sempre fora prestigiada por reger e reatar laços entre as famílias coreanas por milênios, como os mediadores de tratados de paz. Todo homem tinha a obrigação de ser regente enquanto as mulheres os auxiliavam. As eras se passaram e tudo fluía bem, até que um dos familiares de Hyujin resolveu negar seu destino como mediador.

Ele havia feito o oposto — começou um conflito entre duas cidades que em pouco tempo devastou parte da população. Com a reputação manchada, a família havia recorrido a medidas drásticas; o culto ao dragão de fogo foi iniciado e em alguns meses a paz havia sido restaurada. Com a queda do golpista e a reputação restaurada, o avô de Hyun havia de cumprir sua parte do trato feito nos cultos a entidade.

O lendário dragão qual nunca fora visto havia solicitado que quando um 24° filho único da família nascesse, ele deveria ser preparado para um propósito maior. O tempo se passou e a profecia permaneceu intacta, até o nascimento de Hyujin que estava destinado a grandes feitos.

Seu pai havia clamado por ajuda durante um de seus acordos com as nações unidas quando a entidade se manifestou. O dragão na realidade era Héstia que havia descido ao mundo mortal para averiguar sobre os tratados, mas acabou apaixonando-se pelo homem.

Hyujin foi reclamado quando tinha dez anos de idade durante um ataque em uma palestra de seu pai que o levou consigo. Uma criatura tentou mata-lo ao perceber sua descendência divina e com o devido cuidado fora eliminada pelo garoto que deu seu primeiro sinal sobre-humano. Foi a partir daquele dia que seu destino estaria traçado.

Os treinos se iniciaram e o garoto cresceu sob os cuidados e ensinamentos de seu pai. Todos os dias eles rezavam a suas mães antes de repetir inúmeras vezes treinamentos corporais e de sobrevivência. Como a profecia dizia, ele deveria estar pronto para os grandes desafios que a deusa havia determinado a prole.

Quando completou quinze anos Hyujin foi levado por seu pai até o acampamento meio-sangue nas Américas. Seu treinamento básico havia sido concluído e agora o acampamento era o único local qual ele poderia desenvolver melhor suas habilidades. Agora o garoto permanece no único lugar seguro para sua raça, mas será que ainda haverá tempo para o jovem mediador?

Percy Jackson RPG BR



Yujin Hyun
avatar
Filhos de Héstia
Mensagens :
14

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Qui Jul 13, 2017 12:58 am


Ficha de Reclamação - AVALIAÇÃO

YUJIN HYUN


Olá, Yujin. Vamos à sua avaliação.
Ficha rápida, sucinta, mas que não deixou a desejar no quesito história. Você soube muito bem passar uma ambientação para o seu personagem e introduzir a trama dele de forma bastante original, parabéns. Vi apenas pequeninos erros, coisas que podem ser facilmente evitadas com uma leitura atenta do texto antes da postagem, mas nada muito grave. Portanto...

Ave, Yujin Hyun, reclamado como filho de Héstia!

Silvia Kawasaki
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
425

Localização :
Chalé de Íris

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Shin Dak Ho em Seg Jul 17, 2017 2:58 pm


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamado como filho de Perséfone. O motivo é que já joguei outras vezes como prole de Afrodite, e gostei do roleplay como alguém com beleza "além", porém não gostaria de repetir o progenitor e acredito que o mais próximo disso seria justamente alguém que descende da Perséfone.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

A aparência de Dakho tem muito a ver com o esperado de um filho de Perséfone. Independente de como seja sua personalidade, a maioria das pessoas que acabam o julgando por sua aparência tendem a achar sua beleza ligeiramente singular, para não dizer que passa a impressão de ser intimidador. Isso se dá porque não possui olhos muito grandes. Quando está relaxado, pode parecer que está com uma expressão de raiva ou desconforto. Possui olhos e cabelos pretos, muito escuros mesmo. Ele mesmo corta seu cabelo, deixando a lateral bem baixa porém com uma pequena franja que quando penteada para trás acaba dando volume. Tem 1,80 de altura e uma paixão especial por vestimentas pretas ou rosas.

Dakho é um cara legal. Como teve que aprender desde cedo a ajudar nas coisas em sua casa, por conta do que passou quando adotaram Sofie, acabou por se tornando fortemente responsável... Para a grande maioria das coisas. Ele tenta não bancar o tiozão a maior parte do tempo, permitindo os outros e a si mesmofazer coisas absurdas se notar que vão tirar algum proveito real daquilo. Apesar de não ser muito de puxar assunto, pelo menos um aceno ele irá dá para aqueles que acabar por cruzar o olhar. Poucas coisas o aborrecem, isso desde novo. Uma dessas coisas é tentar ofender de alguma maneira a sua irmã Sofie. Quando isso acontece Dakho definitivamente deixa de ser o cara legal para se tornar o pesadelo do infeliz que ousou se meter com a sua família. No mais, nada excepcional que mereça ser citado, Dakho é definitivamente alguém dentro da média.
— História do Personagem:
Capítulo 1: Shin Taewoo

A história de Dakho inicia-se na verdade com Shin Taewoo, seu pai. Taewoo nasceu e cresceu em Daegu, uma cidade ao sudeste da Coréia do Sul. Desde criança ele se mostrou alguém curioso e de iniciativa, e de uma paixão muito específica sobre conhecer o mundo de todas as formas que lhe fosse possível. Um dos motivos de ter sido sempre um dos melhores entre as escolas que passou foi justamente para que no futuro pudesse cumprir esse seu maior sonho. Seu país possuía de tempos em tempos programas de intercâmbio entre países e um dos requisitos era justamente histórico escolar exemplar. Por isso, quando chegou sua hora de entrar na faculdade e ele se inscreveu para as duas vagas para estudar Turismo nos Estados Unidos não foi surpresa nenhuma ele ter sido um dos selecionados para viajar até Nova Iorque e ter essa honra. Era o curso que ele sempre quis fazer, então mesmo que de início existisse uma barreira linguística — porque apesar de saber inglês era a primeira vez utilizando-o pra valer — tudo deu certo no fim. Foi inclusive na sua faculdade que ele conheceu aquele que viria a ser seu melhor amigo, Erik Skousen, um sueco. Eles não eram exatamente do mesmo curso, mas acabaram se conhecendo por algum capricho do destino e assim ficou sendo pelos longos anos que passaram na faculdade. E foi então na Festa de Formatura que a vida de Taewoo mudou.

A festa estava indo tudo como planejado: todos se divertindo e comemorando a graduação. Só que no meio disso tudo, quando começou a música de verdade, Taewoo cruzou o olhar com a mulher mais linda que ele já tinha visto até então. Era uma mulher com a pele mais escura que a sua, cabelos negros e um sorriso que mais parecia que ela estava desafiando todos ali a conseguirem sua atenção. Ficou como que hipnotizado e quanto mais se aproximava da mesma, mais sentia-se atraído por ela. Como sempre foi alguém bem descontraído, não teve dificuldade em iniciar o assunto. Aliás, o papo fluiu de uma maneira sem igual, e quando ele se deu conta já estavam os dois em um hotel desfrutando um do outro de uma forma mais íntima.

Capítulo 2: Mudança

Durante o tempo que ficou estudando para se formar sendo sustentado pelo governo da Coreia do Sul, Taewoo arranjou alguns empregos de meio período e quando finalmente se formou tinha reservas para alugar uma casa em Nova Iorque. Não era exatamente o seu plano, mas quando meses antes foi informado que seria pai e, mais do que isso, esse filho seria um Semideus, bom, ele precisava se refugiar. A conversa com Perséfone foi bastante simples, Taewoo não era cético para a maioria das coisas. A mulher explicou que estava grávida e quem ela era, e Taewoo precisaria ser mais que um pai, precisaria ser um guardião daquele bebê que ela estava gerando. Explicou que na idade certa ele apresentaria parte dos seus poderes, estaria ligado às flores e à magia, que seria tão bonito quanto ela e que chamaria atenção por isso, e o dever de Taewoo seria escondê-lo dos outros seres míticos até que ele enfim pudesse se deslocar para um local seguro. Alguns meses após Taewoo se mudar para a casa que alugara para morar com seu filho, Erik anunciou que também tinha conseguido moradia pelas redondezas, então seriam vizinhos. Mais que isso, também disse que seria pai de uma menina. Taewoo ficou muito feliz por poder compartilhar aquela nova fase da sua vida com Erik, afinal estavam tão perto um do outro que provavelmente acabariam se envolvendo.

Passado o tempo necessário, nasceu então Shin Dak Ho, o mais novo filho da Rainha do Submundo. Perséfone entregou-o para Taewoo, e junto do bebê uma carta que deveria ser entregue a ele quando chegasse o momento certo. E feito isso, ela se foi. Pouco tempo depois nasceu Sofie Skousen, filha de Erik.

Capítulo 3: Shin Dakho

Aqui inicia-se a história real de Dakho. Ele cresceu tendo somente seu pai de parente próximo, segundo o que sempre lhe foi dito sua mãe tinha viajado para muito longe sem prazo para voltar. Porém Dakho era compreensível, viveu toda sua infância sem criticar a ausência de sua mãe, até porque seu pai era simplesmente incrível. Além disso, tinha o suporte do tio Erik também, quem ele respeitava como se fosse seu segundo pai, afinal cresceu com ele sempre por perto.

A infância de Dakho no geral foi bastante comum, apesar de ele ter tido alguns problemas de percurso enquanto tentava sair da escola. Ainda novo foi diagnosticado com dislexia, possuía dificuldade para interpretar alguns textos, isso se conseguisse ao menos o ler. Sua psicólogo por algum tempo cogitou que ele talvez tivesse algum nível menor de autismo, pois estava sempre viajando olhando os arredores como se não ligasse para o que estava o que acontecia, além da sua ideia maluca de que as letras não deixavam que ele as lesse porque não paravam de dançar quando ele tentava. Posteriormente essa ideia foi descartada, e ficou decidido que ele era apenas muito distraído. Por conta disso, sofreu um pouco de bullying na escola. Como possuía dislexia, precisava passar por provas especiais, e alguns garotos da sua sala achavam isso um absurdo porque segundo eles Dakho recebia tratamento especial por ser "burro". Dakho por sua vez não se afetava muito. Apesar dos seus problemas sempre foi muito seguro de si, então simplesmente ignorava o que os garotos estúpidos falavam.

Quando chegou no ensino médio começou a notar algumas coisas. Mudou de instituição porém foi para uma bastante conhecida, então boa parte das pessoas da sua sala acabaram sendo as mesmas, incluindo uma parte do grupo dos garotos que tentavam o incomodar. A diferença dessa vez é que esse grupo se aproximou de Dakho, alegando que eram "amigos" pois estudaram vários anos juntos. Por sua personalidade, o jovem Shin apenas aceitou passar a fazer parte da roda de amizade deles e se surpreendeu quando notou que eles estavam mesmo diferentes, pois não faziam mais baderna como costumavam fazer antes. Isso que lhe permitiu se aproximar do que seria o líder deles, Louis Alecssander. Nunca tiveram conversado antes, porém eles eram tão compatíveis que chegava a ser engraçado. Gostavam do mesmo tipo de música, mesmas comidas e compartilhavam às vezes até as mesmas paranoias em relação à vida. Quando se deu conta Dakho já se sentia envolvido com Louis, mais do que ele um dia já imaginou estar.

Capítulo 4: A filha do tio Erik

Antes de continuar a história de Dakho torna-se completamente necessário citar sua relação com Sofie Skousen, a filha do tio Erik. A garota sempre foi mais calada, Dakho até diria mais fria porque quando estavam juntos quanto criança ele tentava a todo custo arrancar uma risada dela mas na maioria das vezes só levava um gelo, com ela virando o rosto para o lado como se não desse muita atenção. Só que apesar de levar essas ignoradas, ele nunca se sentiu desconfortável perto dela e, pelo o que ele podia dizer o sentimento era recíproco. Ele a via desde sempre como uma irmã que morava em outra casa, até porque Taewoo e Erik viviam marcando programas juntos, tipo ver o jogo do time favorito deles na casa de Dakho, e acaba que Sofia ia junto então como eles não se interessavam pelo programa dos seus pais acabavam indo brincar de alguma coisa no quintal, coisas do tipo.

Em outras palavras, era aquele tipo de relação que não precisava de palavras para expressar o sentimento. Eles apenas eram, e só isso importava.

Capítulo 5: Paixão

Novamente, para prosseguir na história de Dakho se torna necessário voltar rapidamente para as coisas que ele sempre aprendeu em casa. Apesar de boa parte dos coreanos serem bastante tradicionais no que diz a respeito à grande maioria das coisas, Taewoo nunca teve a mente fechada para essas coisas. Quer dizer, ele ligava sim para as tradições e sabia que elas eram importantes, porém uma boa parte delas ele simplesmente não conseguia aceitar e isso era pauta de discussão sempre que se reunia para reuniões em família quando ainda morava na Coreia, porque assim como ele sua família também era muito mente aberta então sempre era agradável quando se reuniam. Por isso, Taewoo levou isso para sua casa e ensinou desde cedo para Dakho que se ele respeitasse os outros conseguiria coisas grandiosas na sua vida. Quer dizer, o jovem Shin tinha total liberdade para ser o que ele quisesse, tanto que Taewoo nunca impôs nem mesmo as roupas de Dakho, nem mesmo a profissão que queria que ele exercesse e, o que importa para essa parte da história do garoto, nunca impôs por quem seu filho deveria se sentir atraído.

O que esse ponto ressaltado quer dizer é que quando Dakho se aproximou de Louis e começou a sentir um sentimento mais forte que amizade o garoto não se sentiu confuso. De verdade aquela estava sendo sua primeira experiência no que diz respeito a se apaixonar, então estava meio assustado com o que viria em seguida. Sabia que não podia forçar Louis a retribuir aquele sentimento, e pior, sentia-se completamente certo quanto a heterossexualidade do seu amigo, então não seguiu muito em frente com essa paixão. Se ele deixasse aquilo pra lá e foca-se em outras coisas logo esqueceria, pensou. Porém as coisas não aconteceram dessa maneira. Começou até mesmo a ficar desconfortável estar na presença de Louis. Viajado como sempre foi, Dakho se pegava sempre se imaginando como seria namorar Louis e o quanto eles seriam perfeitos juntos. Eram muito compatíveis, lembram? Seria o maior casal que aquele país um dia já teria ouvido falar. Mas era determinado, e novamente, firmou sua decisão de não seguir em frente com aquilo.

Só que em determinado dia, Taewoo precisou viajar a negócios e deixou Dakho sob custódia de Erik, e a única forma que tinham de se comunicar era por mensagens. Em algum ponto pai e filho começaram a falar sobre a escola e por algum motivo um deles puxou o assunto namoro. A relação de Dakho e Taewoo nunca envolveu segredos, era algo que os dois se orgulhavam, então ele contou o que estava acontecendo na sua cabeça em relação a Louis. O problema foi que Dakho se descuidou em algum ponto e acabou mandando a mensagem que tinha escrito com todas as letras que gostava de Louis para o próprio Louis. Ele ficou desesperado naquele mesmo momento, sentiu como se o teto que o protegia fosse cair naquele mesmo momento bem em cima de si. O celular acusou que Louis tinha lido a mensagem, porém não respondeu. Na verdade, a partir daquele momento, Louis não disse mais nada. No dia seguinte, na escola, Dakho simplesmente não conseguiu olhar na cara do seu amigo e, aparentemente, isso não fez a menor diferença, pois Louis simplesmente o ignorou também. Isso se seguiu por longas três semanas.

Passou bastante tempo e embora não falassem naquele assunto, os outros amigos em comum entre os dois começaram a estranhar eles não estarem mais tão próximos quanto antes. Ambos notaram que chegaria um ponto em que não poderiam mais fingir que nada aconteceu, mas continuaram guardando tão noção para eles mesmos. Certo dia, enquanto Dakho decidiu ir ao banheiro durante o intervalo, ele não notou, mas Louis o seguiu. E foi ali naquele banheiro que as coisas se resolveram, e da melhor forma possível. Louis estava estranho, entrou no banheiro olhando para trás e saiu abrindo todas as portas das cabines para checar se estava vazio. E estava. De forma súbita aproximou-se de Dakho, que estava mais afastado, do outro lado do banheiro lavando as mãos e foi surpreendido por nada menos que um beijo. Nenhuma palavra foi dita, mas aquele beijo significou infinitas coisas, e uma delas foi o início de um relacionamento. Dakho só queria que aquilo tivesse durado... Mais.

Capítulo 6: Decepção
O relacionamento do jovem Shin não durou muito. Louis retribuía o afeto de Dakho porém não tinha coragem para aceitar para o mundo o que sentia, e isso foi ficando cada vez mais complicado. A família de Louis em diversos momentos se mostrou ser contra os “faggots”, então ele não podia simplesmente contar que estava namorando um garoto, e isso foi consumindo o relacionamento aos poucos, até que um dia Louis apareceu na sala apresentando sua nova namorada. Aquilo foi um choque para Dakho, que apesar de ter fingido aceitar bem no momento, quando chegou em casa não conseguiu segurar mais sua frustração e chorou deitado na sua cama até pegar no sono e, quando acordou, chorou um pouco mais até sentir que sua alma estava satisfeita. Como dito, foi seu primeiro relacionamento, então o jovem sentia-se traído, e quando pensava nisso esse sentimento se tornava raiva. Era simplesmente um turbilhão infinito de coisas rodando na sua cabeça e ele não conseguia lidar muito bem. Por sorte, o ensino médio tinha acabado, e no fim das contas Dakho superou, já tinha superado coisas piores, como quando o tio Erik morreu.

Capítulo 7: Mundo despedaçado
Quando ainda era apenas uma criança, Dakho passou por uma experiência que ele não desejaria a ninguém. De forma resumida, um dia Sofie apareceu muito assustada e com sangue nas mãos gritando por Taewoo, dizendo que o papai dela estava sangrando e não respondia quando ela chamava. Taewoo foi correndo até a outra casa, enquanto Dakho ficava encarregado de tentar acalmar Sofie. O garoto só conseguia rir de nervoso porque seu pai pediu para cuidar de Sofie enquanto ele mesmo estava desesperado. O lance é que os dois ficaram abraçados sentados em algum canto da sala até a garota dormir e, quando isso aconteceu, o jovem tentou ir devagar até a casa em que Erik morava. Ficou surpreso ao encontrar uma ambulância e um carro da polícia lá, com um policial conversando com seu pai e alguns curiosos comentando que Erik tinha “se matado”, e foi aí que Dakho percebeu a gravidade da situação. Ele sentiu seu mundo rodar, embora não estivesse tonto de verdade. Sentiu o chão sumir, embora ainda continuasse de pé, e então caiu de joelhos no chão. Ali ele ficou durante vários minutos, até começarem a sair com uma maca de dentro da casa. Tinham muitas pessoas na frente, mas conseguiu notar o saco preto sendo carregado, e dentro do saco volume suficiente para indicar ser uma pessoa.

Só se levantou quando Taewoo notou o jovem ajoelhado e se aproximou, dizendo que ele devia ter ficado em casa cuidando de Sofie, mas o garoto nem mesmo respondeu, estava em choque, não muito diferente da garota momentos antes quando chegou na sua casa pedindo por ajuda. O lance é que Erik nunca ia visitar seus familiares, sempre disse que não tinha a melhor relação com eles e que esse era um dos motivos de ele ter se mudado para Nova Iorque sozinho. Em outras palavras, não tinha com quem Sofie ficar. Na verdade, até tinha, porque ela passou algumas semanas morando com Dakho e Taewoo, o único problema é que pela lei ela deveria morar com algum parente legítimo ou então seria mandada para um orfanato. Naquela situação, somente a segunda opção estava disponível e Taewoo não estava disposto a deixar aquilo acontecer, e muito menos Dakho.

Foram longos meses. Praticamente toda semana ocorria uma reunião para discutir sobre a guarda de Sofie. O Estado não achava Taewoo apto a cuidar de uma criança, quanto mais duas. Ele ainda era muito jovem, morava de aluguel, era pai solteiro, não tinha uma renda alta, enfim, tudo contava contra ele. Só que enquanto o adulto travava uma luta na justiça, Dakho travava uma luta em casa. Sua relação com Sofie tinha sido destruída após a morte de Erik e o início da luta para conseguir a guarda da garota. O jovem Shin fazia de tudo para tentar deixar a garota confortável, mas ela não parecia mais ser a mesma. Enquanto o garoto tentava ser prestativo, ela simplesmente desprezava os esforços dele. Ela dizia que eles só estavam fazendo aquilo por pena e que nunca desejou passar por aquilo, que seria mais fácil deixarem ela de uma vez. E sempre que ela dizia isso era como se um pedaço de Dakho fosse arrancado dele. Como dito, a relação deles sempre foi verdadeira, porém eles nunca foram de expressar em palavras, então ter que ouvir Sofie falando todas aquelas coisas simplesmente destruíam o jovem por dentro.

Mas ele tentava não se deixar abalar. Quanto mais ela dizia que pra desistirem dela, mais Dakho se esforçava para tentar fazer com que ela se sentisse em casa. Não era pena, ela estava errada. Ela era a irmã de outra família que ele tinha e não permitiria que ela sofresse ficando largada sem ninguém. Provavelmente essa situação contribuiu bastante para o amadurecimento precoce dos dois. Tão jovens, porém passando por uma situação tão dura.

Demoraram muitos meses, para Dakho pareciam séculos, mas finalmente os advogados entraram em um acordo. Entraram em contato com os parentes de Erik, informaram que ele tinha morrido e deixado uma filha para trás, e para o choque de todos eles simplesmente não se importaram. Falaram que podiam o que quisessem com Sofie, eles não tinham nada a ver com isso. Sem perceberem, eles colaboraram para que a guarda da garota fosse conquistada por Taewoo. Basicamente, o que aconteceu foi que o júri decidiu que ela poderia ficar com a família. Já estava com eles mesmo durante aquela situação toda e não apresentava nenhuma injúria, o que contava como pontos positivos para Taewoo. Na mesma medida, acabaram notando que ela aos poucos ia superando o que aconteceu se apoiando em Dakho. Em outras palavras, concordaram que aquela família era a ideal para ela. E assim ficou.

Capítulo 8: Sou filho de um deus?

Anos se passaram desde o capítulo anterior, e podemos voltar para o presente. A relação entre Sofie e Dakho deu um salto gigantesco durante esse tempo. Apesar de não ter sido mencionado anteriormente, antes de contar para seu pai no fatídico dia que por engano acabou confessando para Louis, era Sofie que servia de porto seguro para ele enquanto tinha suas crises de “não posso falar, vou estragar a amizade”, então sim, ela foi a primeira a saber quando Dakho se apaixonou pela primeira vez. Sua primeira nota baixa? Também ela foi a primeira a saber, e ainda ajudou a esconder até ele fazer a recuperação e se livrar da reprovação. Ele ajudava ela sempre que ele precisava de algo, e ela retribuía fazendo o mesmo.

Certo dia, Dakho precisou do cartão de crédito de seu pai para uma pequena compra. Era bem barato mesmo, era apenas uma peça para seu celular, ele tinha derrubado e rachou no canto, visitou a assistência e não era grande coisa, então queria consertar logo. Ele chegou em casa chamando por ele, mas somente Sofie estava em casa. Ele explicou para sua irmã a situação e como era algo bastante simples ela subiu para o quarto de Taewoo com ele afim de procurar o bendito cartão de crédito. Podiam usar sem medo, ele definitivamente não iria se importar. Só que enquanto procuravam, Sofie acabou encontrando um envelope. Julgando pela aparência meio surrada parecia ser algo um tanto antigo. Tipo, não antigo tipo da era dos faróis, mas claramente aquilo já estava ali há alguns bons anos. Não sabiam se era o certo a se fazer, mas como dito nos capítulos anteriores, a relação de Taewoo e Dakho era isenta de mentiras, e isso se estendia para Sofie também, assim sendo eles acharam que não teria problema checar o que estava dentro. E ambos tiveram uma surpresa.

Da parte de Dakho, ele encontrou uma carta direcionada a Taewoo falando sobre si. Dizia que ele era especial, que ele tinha sangue divino e quanto completasse a idade certa ele deveria ser mandado para um lugar seguro. Ironicamente, Dakho possuía exatamente a mesma idade que estava mencionada na carta. A assinatura... Era um nome desconhecido. Mas da forma que estava escrito ele tinha certeza: era da sua mãe. Ficaram os dois aguardando ansiosos pela chegada de Taewoo, e quando ele finalmente chegou em casa, Dakho não perdeu tempo, e foi direto mostrando a carta. O homem pareceu hesitar no início, mas logo contou. E bom, ele somente repetiu o que o garoto já tinha lido. Semideus? Perséfone? Um lugar seguro? Aquilo tudo parecia loucura demais, mesmo para ele que sempre teve a mente aberta. Mais parecia que seu pai não queria contar a verdade, e isso fazia Dakho se sentir traído. Uma parte de si sabia que seu pai jamais mentiria, mas não fazia sentido. Simplesmente não fazia sentido. Ele disse que iria no endereço que tinha na carta. Taewoo não pareceu que fosse recusar, pelo contrário, sugeriu formas do garoto chegar onde queria. Sofie por outro lado não deixou transparecer sua opinião. Só que eis o que aconteceu: Dakho tinha outros planos.

Ele combinou um dia com seu pai para irem juntos, mas como estava se negando a aceitar aquela ideia toda de divindade, resolveu ir checar sozinho. Basicamente, pegou o carro do seu pai e estava se preparando para sair quando se assustou quando olhou pelo retrovisor e notou uma presença no banco de trás. Era Sofie. Ela disse que conhecia seu irmão e que sabia que ele não esperaria muito mais para saber mais sobre aquela história estranha. Disse que iria com ele, para poder intervir se alguma coisa fosse acontecer. E assim seguiram. Quando chegaram no local, já estava quase amanhecendo, só que deviam seguir para uma parte fora da estrada, para a floresta. Os dois concordaram que era loucura, mas não pretendiam voltar agora que já estavam ali. Andaram por algum tempo sem achar nada, até que ouviram um barulho galho se partindo, seguido de uma pancada bem alta. Quando se viraram na direção do barulho, notaram um ser que nunca tinham visto antes. Era um tipo de touro humanoide, muito alto e claramente muito bravo. Ele avançou na direção dos irmãos, que se separaram jogando o corpo para lados opostos, fazendo o minotauro avançar no vazio. Com apenas um olhar cruzado eles decidiram: vamos correr. E que corrida turbulenta. O bicho não parou de segui-los e aquela situação toda bastou para que Dakho finalmente aceitasse que a história do seu pai era real. Se sentiu péssimo por duvidar dele.

A corrida só parou quando depois de correr por longos minutos, pareceu que o terreno deu uma descida que fez Dakho e Sofie tropeçarem. Caíram perto um do outro, e aquele parecia o fim. Só que por algum motivo... O monstro parou de avançar. Não por vontade própria, foi como se alguma coisa o segurasse. Parando para olhar com cautela, era como uma barreira. Não demorou muito que para que algumas pessoas se reunissem perto de onde a dupla de irmãos caiu. “Novos semideuses”, eles gritavam, como se anunciando a chegada deles. Mas espera, semideuses? Dakho não entendeu o plural, mas depois de serem acomodados naquilo que chamavam Acampamento Meio-Sangue explicaram que aquela barreira protegia o lugar. Que somente seres com sangue divino podiam atravessar, e que, portanto, tanto ele quanto Sofie, por terem o atravessado, possuíam esse sangue correndo em suas veias. Significava que ela também era um semideus. Dakho foi reclamado primeiro. Aconteceu durante um treinamento em que se viu pressionado, algo muito comum segundo o que ouviu. Para si não foi surpresa nenhuma, afinal já sabia de tudo por causa da carta. Sofie por sua vez seguiu como uma incógnita.

E como se adaptaram? Bom, isso fica para histórias futuras.
Percy Jackson RPG BR



Shin Dak Ho
avatar
Indefinido
Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Ter Jul 18, 2017 1:08 pm



Atualizado!







Hécate

.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha :: uma deosa, uma loka, uma macumbeiraaa ::.

Hécate
avatar
Administradores
Mensagens :
405

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalled C. Almeida em Ter Jul 18, 2017 2:22 pm

Shin Dak Ho:

Sua ficha está longa, porém boa. Devo dizer que seu modo narrativo é novo pra mim, você parece ter experiência com o fórum e por isso não posso te aprovar. Veja bem, apesar da sua ficha estar boa ela está muito longa para que sua reclamação tenha sido tão "pobre". A reclamação não precisa ser nada uau, mas ela precisa ter certos detalhes como o que você sentiu na hora, que símbolo apareceu, que tipo de poder você manifestou e no seu caso você pareceu não se importar quase nada com isso tratando de forma casual e leviana, sugiro que poste sua ficha novamente atentando para este detalhe.
Shin Dak Ho: Reprovado como filho de Persefóne
Kalled C. Almeida
avatar
Líder dos Menestréis
Mensagens :
652

Localização :
Residindo em Nova York

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aiden Lee em Seg Jul 24, 2017 7:25 pm


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Nyx, a deusa da noite. Porque tenho no mínimo um fake pra cada deus tenho uma trama que se encaixa perfeitamente nesta filiação, causando todos os conflitos psicológicos que o personagem requer.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Aiden tem traços orientais graças às origens paternas de seu pai, sendo o garoto um neto de um coreano e de uma americana. Tem cabelos e olhos pretos, não chega a ser alto demais, mas tem um bom porte e corpo ágil e bem definido.

Psicológicas:
É um rapaz romântico e é justamente por causa de um romance que sua jornada começa. Muito sentimental, vê na noite o momento perfeito para que suas emoções aflorem e nunca soube agir muito bem racionalmente. Prefere sempre ouvir seu coração e fazer o que acha que o deixará satisfeito consigo mesmo, ainda que todos achem que ele está cometendo um erro.

— História do Personagem:

Bip. Bip. Bip.

O som irritantemente constante da máquina me faz acordar de um sonho agitado e estranho, embora eu não esteja completamente desperto. Com dificuldade, abro ligeiramente os olhos e as longas lâmpadas fluorescentes no teto me encaram com uma frieza de dar medo. Meu corpo dói, mas não consigo erguer minha cabeça ou mesmo me mover para sentir onde exatamente está o problema. Meu coração bate forte, doendo com uma angústia que, ao menos por um pequeno espaço de tempo, não consigo compreender.

Com o que eu estava sonhando?, pego-me pensando e tudo retorna à minha mente como uma enxurrada de puro sofrimento. Eu estava num carro e sofri um acidente, mas quem dera eu tivesse sido a vítima. A pessoa mais especial da minha vida estava ao meu lado e foi ela quem deu adeus a este mundo. Meus olhos ardem imediatamente quando me lembro de tudo e não estou pronto para contar em detalhes tudo aquilo agora. Se o fizer, sei que entrarei em colapso.

De alguma forma, a memória do acidente me dá uma injeção de adrenalina e faz meu corpo despertar, enfim. Quando me ergo na cama e corro o olhar pelo recinto, um conjunto de imagens se forma em meu cérebro ao mesmo tempo em que meu corpo deitado envia as sensações de estar repousando em uma superfície não tão confortável quanto deveria. Estou em um quarto de hospital, sozinho. Não há outros pacientes, enfermeiros ou médicos comigo. O corredor, observo pela janela, está à meia-luz, então deve ser alta madrugada.

Consigo me sentar na maca e a maquininha irritante ao meu lado faz mais "bip's" do que nunca, provavelmente expressando naquele som incômodo o quase desfalecimento que tenho ao fazer mais esforço. Uma sensação de formigamento acomete minhas mãos e pés e minha vista escurece, enquanto isso meu corpo desliza lentamente pela maca até que me vejo (ou quase me vejo) deitado novamente e sem forças para me manter erguido. Novamente desmaio.

* * *

Novamente é um som que me acorda, mas muito mais incômodo do que o bip do monitor. É o som de lâminas batendo agressivamente e de brados raivosos. Antes de abrir os olhos, meus pensamentos me dizem que aqueles não são sons típicos de um hospital, então o que está havendo? Abro os olhos, mas não enxergo qualquer coisa além da ligeira penumbra da noite, alguém apagou completamente as luzes do meu quarto e do corredor. Quando minha vista se adapta, porém, consigo enxergar o que está acontecendo, embora seja impossível de compreender.

Tem uma mulher bem à frente da minha maca, mas não é bem uma mulher porque suas pernas diferem uma da outra, sendo uma de metal e a outra de aparência animal. Sua pele é branca como cera de vela, seus olhos são vermelhos, tem presas no lugar dos dentes e seus cabelos são feitos de fogo. À frente dela, mais precisamente lutando com ela, está um homem de aparência jovem trajado em um jaleco branco. Encarando-a, os dois parados, mantém a perna e o braço direitos à frente do corpo, portando uma espada e permitindo ler o início de sua identificação antes de tornarem a se agredir: Dr. Alex...

Tenho certeza que estou delirando e, durante o embate eletrizante entre o médico e o monstro, tenho pequenos desmaios por repetidas vezes. As vozes dos dois, por conta das minhas perdas de sentido, ficam abafadas e não consigo compreender qualquer coisa que dizem. A cada vez que abro os olhos, a cena está um pouco mais diferente, até que, na última vez, o jaleco do médico tem várias manchas vermelhas e ele está caído no chão. A mulher de cabelos de fogo está se aproximando de mim e erguendo a espada. O monitor ao meu lado faz "bip bip bip" muito rapidamente em reflexo dos meus batimentos altamente acelerados. Eu só posso estar delirando, mas estou com um medo indescritível e sem explicações. Ela abaixa a espada com força e tudo muda de figura.

Uma aura luminosa e arroxeada emana de mim no exato momento em que a lâmina está a ponto de entrar em meu corpo, atirando para longe a mulher de cabelos de fogo e a transformando em pó. Este é o momento em que tenho certeza que enlouqueci. A aura, contudo, não afeta o médico, que está se levantando e vindo em minha direção com um olhar preocupado. Meus olhos giram nas órbitas e vejo um céu noturno aberto sobre minha cabeça enquanto o médico se apoia em minha maca e me observa atentamente, murmurando estranhas palavras logo antes de eu desmaiar de novo, palavras que, no momento, não consigo entender:

— Ave, Aiden Lee, reclamado como filho de Nyx.

Percy Jackson RPG BR



Aiden Lee
avatar
Filhos de Nix
Mensagens :
19

Localização :
Chalé de Nyx

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Will Fortune em Seg Jul 24, 2017 7:36 pm


Ficha de Reclamação - AVALIAÇÃO

AIDEN LEE


Olá, Aiden. Vamos à sua avaliação.
Foi uma ficha boa, rápida, sucinta e contem o necessário para ser aprovada. Já conheço sua narração a algum tempo no fórum e tenho apenas que te dar os parabéns por mais conta reclamada. Estou ansioso para ver como essa sua conta irá se encaixar com as outras que você tem.

Aiden Lee reclamado como filho de Nix

Will Fortune
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
315

Localização :
No cu de Judas

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por luanalevin em Qui Jul 27, 2017 8:51 pm

∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮

FICHA DE RECLAMAÇÃO






∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮



LUANA LEVIN



∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮

"Father did you miss me? Been locked up a while. I got caught for what I did, but took it all in style. Later ask for my confessions I got way back when. But now I’m versed in so much worse. So I am back again. Heresy"


     ═════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═══════∮✞∮═══════════∮✞∮═════


— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Phobos, o deus do medo. Gostaria de ser reclamada pela personificação do medo pois acredito que seja um deus entre aqueles que mostram o que há de ruim nos seres humanos: seu medo, a covardia. Mas também, a realidade: o quão longe um ser humano pode chegar ao ser controlado por suas piores emoções?

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

*Físicas:
A aparência de Luana foi moldada de acordo com o tempo que passara internada ou escondida. Ela tem altura mediana (1,61 m). Seu cabelo loiro cai até a altura de seus seios, comumente está bagunçado, mas não o suficiente para caracterizá-la como desleixada, e sim rebelde. Seus olhos geralmente alternam entre o azul e o cinza, sempre aplicando-a a uma característica fria e intimidadora. Sua pele é pálida, tom ocasionado pelo tempo pelo qual não teve a possibilidade de entrar em contato com a luz solar. Ainda assim, a garota é forte, sempre tentava treinar seu corpo e agilidade, quando não estava dopada pelos remédios que lhe obrigavam a tomar. As curvas de seu corpo são bem delineadas, dando-lhe um belo molde corporal, com alguns músculos ali escondidos. Quem olha para a garota pode ter duas impressões totalmente opostas: Uma garota fraca, que costuma apenas esconder-se de seus problemas; ou, o mais comum, uma garota perigosa, característica bem ressaltada pelo seu olhar frio e agressivo.



*Psicológicas:
A garota é caracterizada pelo comportamento impulsivo, comum desprezo por normas sociais e indiferença/desrespeito pelos direitos e pelos sentimentos dos outros. Frequentemente a garota demonstra também baixa ou sentido de moral associado a um histórico de problemas ilegais e comportamentos agressivos ou impulsivos. Além disso, é uma garota determinada e destemida. Ela sabe o que quer e como conseguir o que quer. Dotada de uma personalidade forte, Luana Levin jamais se deixa ser controlada pelas opiniões e desejos alheios. Ela está sempre preparada para discussões, armada com comentários irônicos e sarcásticos. Para a loira, caso precise mentir, ela o faz sem hesitar, tornou-se uma profissional nisso. Ela costuma não demonstrar sentimento algum, o que caracteriza a frieza geralmente emitida pela garota. Além do mais, Luana aprecia a liberdade e defende a ideia de que o ser humano é imutável. Para ela, uma pessoa pode fingir ser quem não é, mesmo que por um longo período, mas, depois de acomodada, esta acaba relaxando e demonstrando sua verdadeira essência: o ser humano que há dentro dela, nem bom, nem mal, mas sim fazendo o que precisa ser feito em determinadas situações.



— História do Personagem:


                                          OS GÊMEOS DE PHOBOS NASCEM.

Era uma noite fria e chuvosa. As gotas de água caíam com violência, como se tentassem machucar/destruir tudo o que atingiam. A casa da família Levin estava vazia naquela noite, pois, sua única moradora, Lídia Levin, estava longe dali, tentando suportar as dores que lhe ajudariam a dar a luz aos seus bens mais queridos.

Luana Levin foi a primeira a nascer. Seu choro findou com delicadeza quando a mostraram para sua mãe. Mas a mulher estava dopada, como uma tentativa de diminuir a dor que lhe consumia. Em seguida, Malcom Levin. O garoto tardou a parar de chorar, mesmo quando o mostraram para sua mãe. Ele continuou chorando. Aquele choro infantil e belo que todo bebê deve emitir ao chegar no mundo- talvez porque eles saibam que o mundo não é repleto de maravilhas, que, talvez, seria melhor terem ficado no útero materno. A última a nascer foi Laura Levin. Ela não nasceu chorando. Os olhos da garota estavam totalmente fechados e ela não respirava. Com agilidade e cuidado, os médicos fizeram tudo o que estava ao seu alcance, mas não era o suficiente. Ela estava morta. Um dos bebês Levin havia se perdido.

                                O ANIVERSÁRIO DE SEIS ANOS DE VIDA, MAS TAMBÉM DE MORTE.

Luana Levin estava animada com o fato de completar mais um ano de vida naquele dia. A garota não achava aquele mundo injusto e cruel, ela sabia que ele era aquilo, que eram as pessoas que o tornavam aquilo. Mesmo tão nova, ela sempre o achara intrigante, misterioso e interessante. Mas, ainda assim, era a única sentir essa animação tão escondida sobre o mundo e seus seis anos de vida. Pois, enquanto comemorava sua vida, Lídia, sua mãe, mantinha-se trancada no quarto, chorando pela morte daquela que seria a irmã mais nova dos três.

Mas Luana não tinha culpa de não saber. Sua mãe sempre escondeu a verdade sobre a terceira irmã, mesmo de seu tão querido e comportado filho, Malcom. O garoto, também loiro como a irmã, mas com olhos sempre azuis, agora brincava com a única criança dos vizinhos à direita, Amanda Maxwell. Eles estavam brincando de pega-pega e as vezes paravam para tentar convencer a garota a brincar, mas Luana estava mais interessada em ficar se balançando, sozinha no balanço de madeira que havia o quintal de sua casa. Era ali que passava parte de seus dias, olhando o movimento dos carros na rua à esquerda de sua casa, assim como alguns acidentes e brigas que ali aconteciam.

E então, ela decidira sair dali. Caminhou e caminhou pelo quintal. Não por simplesmente querer, mas ela estava escutando alguém lhe chamando. Uma voz suave e determinada, fria e misteriosa, uma voz que despertava a curiosidade daquela garotinha. Ela não percebera que era a única a escutar. Ela parou no fim do corredor que levava até o quintal de sua casa. A porta para a bela construção na qual vivia agora estava fechada. Não havia ninguém ali.

-Olá?- perguntou, enquanto procurava por alguém ali.

Sua voz era suave como a de uma criança, mas ainda assim era possível de identificar algo poderoso nela, como um poder sombrio e antigo. Mas ela não conseguia perceber isso, era apenas uma criança. Aquela garotinha de seis anos não estava com medo.

Um reflexo ocasionado pelo contato da luz em joia perturbou seus olhos, chamando sua atenção. Havia uma colar, preso na maçaneta da porta que lhe levaria para dentro de casa. O pingente era uma coruja prateada, com olhos totalmente negros. Um sussurro fez com que a garota virasse para ver quem estava ali.

-Use-o, minha filha. É um presente de pai para filha, logo você saberá.

Mas não havia ninguém ali. A garota não hesitou e colocou com dificuldade o cordão em seu pescoço.

                                                AS VERDADES UMA HORA APARECEM.

Luana Levin foi a primeira a apresentar as características. Ao decorrer do tempo, sua leitura tornou-se mais complicada. Para ela, era como se as palavras estivessem brincando de pega-pega onde quer que estivessem. Ela não apresentou a hiperatividade. Sempre quieta e detalhista, sempre calculista e fria, mesmo com apenas 14 de seus anos vividos.

Mas também, era sua vez de mostrar quem estava se tornando. E isso não era bom. A cada consulta na psicóloga a personalidade da garota tornava-se mais forte, mais suja, mais impulsiva. Ela não tinha medo de nada, enfrentava quem era preciso. E, em uma noite vagando pela internet, ela descobriu a verdade sobre sua irmã falecida.

O artigo no jornal era o seguinte

                           
Após a morte de uma, entre seus três filhos, Lídia Levin, renomada psiquiatra, passa dois anos em observação psicológica, por atribuir a culpa da morte da bebê recém-nascida, Laura Levin, ao pai de seus filhos que, segundo ela, era um deus da mitologia grega, Phobos, também conhecido como a personificação do medo. Depois de seus dois anos de tratamento, a psiquiatra está apta para voltar a trabalhar e cuidar de seus outros filhos, Luana e Malcom Levin, que passam bem.
E a garota foi atrás de respostas. Suas mãos estavam em forma de punho, enquanto batia com força contra a porta do quarto de sua mãe, chamando pela mesma.

-Filha, o que houve?

Mas a garota estava rindo, a raiva consumia-lhe quando começou a bater em sua mãe. Não conseguia suportar com facilidade o fato de ter sido enganada por tanto tempo. O fato de a mãe dela tratar como loucura e imaginação os sonhos que a garota tinha, as ações da garota, talvez tudo aquilo pelo qual a mãe se tratara seja verdade. Mas ninguém acreditaria em uma criança de catorze anos. Quando ela voltou ao seu estado de calmaria, já era tarde. Não sabia ao certo quando ou como fizera aquilo, mas os corpos de sua mãe e seu irmão jaziam jogados no chão, o sangue espalhava-se pela sala. As mãos da garota tremiam quando ela deixou a faca cair no chão. Ela não conseguia se lembrar do que acontecera desde que espancara sua mãe.

A única coisa que conseguiu fazer foi ligar para o número de emergência na geladeira: a melhor amiga de sua mãe e, também, psicóloga de Luana, Clary Keynes.

                               FORAM TRÊS ANOS DE TORTURA E, FINALMENTE, LIBERDADE.

Aqueles três anos que se seguiram marcaram a vida de Luana, não mais do que a noite que lhe colocara ali, mas ainda assim formaram-se como cicatrizes em sua mente. Quando ligou para Clary Keynes, ela fez o que lhe parecera certo: internou a garota em um antigo hospício em Los Angeles, longe de tudo o que lhe acontecera.

Todos ali pareciam se importar com Luana, mesmo quando entravam em seu quarto para a "terapia especial" que consistia em duas horas de tratamento com choque que eles afirmavam funcionar como estímulo para recuperar os detalhes daquela noite. Mas ela sabia que era mentira.

Mas, um dia, quando ela já estava com seus dezessete anos, Clary Keynes voltou para lhe buscar.

-Sentiu saudades?- a loira perguntou para a mulher, assim que viu a ruiva entrar em seu quarto.

O tom que deixava os lábios de Luana era irônico, assim como o sorriso que marcara seus lábios.

-Eu paguei apenas três anos de tratamento, estava esperando você ter a idade correta, estava esperando você estar mais preparada para verdade- a mulher falou, jogando duas sacolas com roupas em cima da cama, do jeito que Luana gostava, eram todas pretas, cinzas ou roxas, nada de vestidos, elas eram confortáveis e permitiam o fácil movimento da garota. Ela jogou também duas caixas de sapatos: uma bota preta e um tênis, também preto.

-Alguém andou me vigiando.

Foi a última coisa que Luana falou.

Depois de duas horas, talvez três, elas saíram dali, direto para o aeroporto de Los Angeles. Elas iriam para Nova York e, dali, Luana iria pegar um táxi até o estreito de Long Island.

E assim Luana fez.

Seu primeiro dia no acampamento foi agitado. Passou um mês no chalé de Hermes, esperando por sua reclamação. Foi no seu aniversário de dezoito anos que tudo aconteceu. Ela estava treinando com alguns campistas que conhecera. Ela havia tornado-se uma ótima guerreira, sempre adaptando-se às armas que lhes eram oferecidas. Ela não hesitava nos golpes e, se precisasse ferir, o fazia com êxito. Mas ela sabia que ainda tinha muito a aprender.

Não foi preciso nenhum monstro lhe atacar para que chamasse a atenção de seu pai. Ela encontrara duas espadas duplas e curtas. Elas se adaptaram perfeitamente às mãos da garota e brilharam: uma aura negra e medonha. A aura também cercava a garota, mas nenhum símbolo apareceu, por que atribuiriam um símbolo a um deus não cultuado? A aura negra permaneceu, mesmo quando as espadas sumiram.

Uma voz antiga pairou no ar, a mesma que lhe dera aquele cordão há anos atrás, o qual também brilhava:

-Luana Levin, filha de Phobos.

No momento em que ouvira aquilo, ela não sabia o que sentir. Mas ela conseguia sentir um certo medo emanando dos que estavam ali perto e conseguiram ouvir sua reclamação.

Tudo o que passava pela cabeça dela era: Ele realmente me reclamou. Siginifica que não estou mais sozinha?

Aquelas espadas haviam fixado-se em sua mente. O modo como suas lâminas brilhavam. Haviam elas, sido um presente de reclamação? Mas por que surmiram?

Tudo aquilo era queria saber, mas estava ocupada demais, tentando decidir o que deveria estar sentindo.


  ═════∮✞∮═══════∮✞∮Filha de Phobos∮✞∮═══════∮✞∮══════
luanalevin
avatar
Indefinido
Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Will Fortune em Qui Jul 27, 2017 9:12 pm


Ficha de Reclamação - AVALIAÇÃO

LUANA LEVIN


Olá, Luana. Primeiro de tudo seja bem-vinda ao fórum.

Infelizmente eu terei que recusar a sua ficha por dois motivos. O primeiro é que você deve postar a ficha com o template padrão para isso que está no começo desse tópico. O segundo é pelo fato do seu nome estar inadequado as regras do fórum, você pode fazer a solicitação aqui(clique). Assim que fizer o pedido de alteração você pode postar novamente aqui com o template certo.

Não desista. Se precisar é só me mandar mp ou procurar qualquer @ no fórum que ficaremos felizes em te ajudar.

Luana Levin recusada como filha de Phobos

Will Fortune
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
315

Localização :
No cu de Judas

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Garwin Krieger em Qui Jul 27, 2017 10:01 pm


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Héstia; Eu pensei muito em qual deus seria filho já que todos são únicos. Porém, após reler alguns livros da saga de Percy Jackson reparei em quão foda a Héstia era, ainda mais no último livro. A família, lareira e lar são coisas de extrema importância e acho que além disso tudo, encaixa com a trama que estou montando para meu personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Garwin é alemão de origem, possuindo cabelos louros encaracolados que vão até os ombros e pele branca. Seus olhos são castanhos, suaves e em alguns momentos duros. Tem 1,78m de altura e um corpo magro porém de músculos fortes.

Psicológicas: Garwin é um menino traumatizado, porém que sabe bem lidar com esses traumas. Quando tinha 5 anos em uma viagem para os EUA, o navio onde se encontrava com seus pais adotivos naufragou. Sendo o único sobrevivente, foi adotado mais uma vez por um médico e seu companheiro. Mas certo dia encontrou toda a casa onde morava queimada, perdendo mais uma vez sua família. Garwin é duro consigo mesmo, sempre exigindo o máximo de sua capacidade. Por viver nas ruas desde de então, criou dentro de si um altruísmo diferente do comum. Fiel, calmo, companheiro, que nunca deixa transparecer suas batalhas internas em busca de respostas sobre a sua vida.

— História do Personagem:

Um lar

A aula de Biologia estava completamente chata para o Garwin, ele sabia todo aquele assunto de có e salteado, considerando que seu pai era médico e seu segundo pai era floriculturista. O professor falava e falava e tudo que a mente do Garwin queria era como sair dali, sua mão se movia rápido com o lápis enquanto esteve desenhava coisas aleatórias em uma folha de seu caderno.
Finalmente o sinal toca, mais um retoques ali e fim, o desenho também estava completo. Uma lareira com uma criança junto do fogo, mas o Garwin nem parou para pensar direito e avaliar como havia ficado seu desenho já que rapidamente o fechava enquanto guardava o restante das coisas para ir embora.

"O que é aquilo?" - Pensava o jovem ao ver uma fumaça no fim da estrada, exatamente de onde fica sua casa. Seus pés então se moveram rapidamente, sem que ele percebesse já estava correndo pelo caminho de terra batida. Sua casa era afastada da cidade, seus pais tentavam correr do preconceito de Syracuse. Rapidamente o jovem chegou em sua casa e sua mente parou por alguns segundos perante aquilo que seus olhos viam - A casa estava em plena chamas. Seu pai, o médico, dr. Arthur McGowth estava sangrando e morrendo no chão em frente a casa. Ao se aproximar, Garwin percebeu que o rosto de seu pai se suavizou enquanto sua mão pegava um velho caderno encardido.
- Pai, pai, o que houve? O senhor vai ficar bem - Começou a falar o jovem enquanto também começava a chorar.
- Eu sei minha situação... cof... Garwin... cof... vá para Long Island... pegue minha caixa de ferramentas, junto com esse... cof... caderno e vá . - Cada cof que o senhor McGowth dava, mais sangue saia de sua boca enquanto sua vida se esvaia. - Vá, antes...
- Antes??? Antes?? - O desespero de Garwin se tornava evidente enquanto a vida de seu pai ia embora.

Horas se passaram, talvez duas, talvez três, o jovem não sabia dizer. Chorava desde então ainda segurando o caderno que estava na mão de seu falecido pai, o segundo pai também poderia estar morto mas seu paradeiro era desconhecido. Porque ir para Long Island? O que havia acontecido? Porque seus pais estavam mortos mais uma vez? O que havia naquele caderno? Todas essas perguntas viam a cabeça do mais uma vez órfão Garwin Krieger.
Sons, sons de patas, algo corria na direção de onde ele estava. O seu corpo agiu, correndo na direção dos destroços de sua casa que agora não estava mais em chama, Garwin correu até a garagem no fundo da casa e essa estava somente um pouco queimada com o portão aberto. O jovem rapidamente entrou indo diretamente para a caixa de ferramentas do pai, ali encontrou uma faca com a lâmina bronzeada e o punho de aço com um pouco de couro escuro o cobrindo, ali também estava algumas moedas antigas e a chave da caixa de tesouro do pai. Pegando todos os itens, Krieger correu logo para a "caixa de tesouro", que nada mais era do que uma caixa antiga de carvalho onde ele guardava aquilo que ele mais achava precioso e até aquele momento o jovem nunca tinha se quer aberto a mesma.
Dentro da caixa, estava uma gládio de ferro que o doutor havia comprado alguns anos antes. E nesse momento o som de cascos parou atrás do jovem.
- Parece que cheguei tarde. - Disse uma voz rouca porém jovem. Se virando, Garwin viu mais uma coisa que seu cérebro demorou para processar. Um sátiro, com pernas felpudas de bode, cabelos cacheados e pequenos chifres o olhava, vestido com uma camisa laranja que tinha "Acampamento Meio-Sangue - Long Island" e em sua mão estava um porrete de madeira com alguns espinhos enferrujados. - Prazer, Thrall... Desculpe ter chegado tarde, o rastro do Cão Infernal era difícil de rastrear, precisamos sair daqui.
A espada do Garwin apontava para o jovem sátiro enquanto sua mão tremia, seu cérebro não processava porém seu corpo sabia que aquele ser dizia a verdade, seja qual fosse.
- E para onde vamos? - Perguntou.
- Acampamento Meio-Sangue, filho de Héstia. - Respondeu Thrall, enquanto farejava o ar. - E precisamos ir logo, o cheio daquele cão ainda se encontrava presente. Coloque tudo na sua mochila, menos a espada.
- Filho de... Héstia? - Perguntou, começando a correr junto com o sátiro, que mancava enquanto corria facilmente. O jovem se atrapalhava pois estava guardando suas coisas enquanto corria, deixando apenas a gládio na mão.
- Leia esse caderno, eu que entreguei para seu pai. A muito a ser contado e pouco tempo disponível, espere chegar no Acampamento e tudo se tornará claro. Mas, seja bem-vindo, Garwin Krieger, filho de Héstia, deusa do lar, da lareira e da família.


Poderes Usados:
Passivos:
Nível 1

Proficiência com espadas - Filhos de Héstia possuem uma ligação natural com espadas, conseguindo manejá-las com mais facilidade do que outros semideuses de nivel similar que não possuam a perícia, mesmo que não tenha experiência anterior. É algo evolutivo, e não implica em golpes indefensáveis ou aprendizado imediato.

Tranquilidade - Consiste na capacidade que o semideus tem de, involuntariamente, passar uma sensação sossegada às pessoas, de modo que, por exemplo, diminua o estresse numa discussão. Poderes que mexam com coisas opostas à tranquilidade - medo, pânico, raiva - terão seus efeitos reduzidos em 50% (em relação unicamente ao semideus) se o oponente for de nível inferior ou igual ao do filho de Héstia. Se o nível do inimigo for superior ao do semideus por até dez níveis, reduz-se 25%. Acima desse limite de superioridade, os efeitos são normais.


Armas Levadas:
♦ ] ♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

Gládio de ferro - Meramente interpretativo. 


Percy Jackson RPG BR



Garwin Krieger
avatar
Filhos de Hécate
Mensagens :
16

Localização :
Ruas de alguma cidade desconhecida

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aurora Jockey em Sex Jul 28, 2017 1:42 am


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Apolo, pois ele combina muito bem com o modo que quero evoluir a personagem que tenho em mente, sua personalidade e sua trama.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Física: Aurora possui cabelo castanho escuro, mas atualmente decidiu pintar de rosa. Seus olhos, castanhos claros, são pequenos e combina com seu nariz achatado. Ela tem 1.51cm de altura, pele negra com um bronzeado de leve e possui gordurinhas a mais nas laterais, mas nada que uma boa blusa folgada não possa esconder.

Psicológico: Confusa, pois sabe o que quer, mas utiliza abordagens erradas para obter acreditando que é certo. Ela tem medo de não ser aceita na sociedade, mas tem coragem de tentar ser. Ilude a si mesma na tentativa de ignorar os fatos quando são dolorosos tratando-se de seus fracassos. Altruísta, pois age de forma passiva quando se trata  dos outros, mas agride emocionalmente o seu eu colocando-se em segundo plano.

— História do Personagem:

Enquanto batia a ponta de seu lápis no caderno, Aurora observava o quadro negro. Apesar de olhá-lo ela não conseguia compreender o que estava escrito. Uma informação que preferiu guardar para si, pois já estava no meio do ano letivo e era a quarta escola que frequentava em menos de um ano. Ela sabia que se falasse a professora que possuía dislexia ocorreria uma situação bastante desagradável, exatamente como as anteriores — ao menos era o que ela imaginava. Por isso, não tendo muita opção, pediu para sua mãe não dizer nada quando fosse fazer a matrícula.

No entanto, o que Aurora não esperava, aconteceu. Ela era ignorada pelos alunos mesmo escondendo sua situação. Todo dia ela chegava com uma nova tentativa: já buscou fazer piadinhas e bobeiras durante a aula, pesquisar os assuntos mais falados pelas turminhas montadas e responder todas as perguntas feitas pelo professor - mesmo estando erradas. Porém, nada funcionava, pelo contrário, agora todos inclusive um garoto que aproximou nos primeiros dias estavam mais afastados. Ao contrário do que pretendia, quando chegavam perto, era para fazer comentários desagradáveis sobre ela e não para dialogar de forma amigável.

Hoje, quase terminando a segunda semana, ela tentaria mostrando sua coleção de chaveiros. Aurora havia guardado cuidadosamente sua caixa na mochila e não aguentava esperar a hora do intervalo. Seus pés moviam o tempo todo e o relógio parecia ter parado, ou melhor, ela tinha a certeza que eles tinham parado. Mas, felizmente, o sinal bateu anunciando o final da aula e o começo da sua felicidade. Ela colocou rapidamente o lápis no estojo, guardou seus pertences e tirou, de forma delicada, sua caixa enquanto a sala esvaziava. Entretanto, antes que tivesse qualquer chance de mostrar a alguém, sua caixa foi jogada no chão espalhando todo o conteúdo. Antes que Aurora entendesse o ocorrido, suas relíquias estavam sendo pisoteadas por dois meninos de sua turma.

— Por favor, pare! — Aurora pediu ao levantar e se jogar em cima dos seus pertences. Ela começou a recolhê-los desesperada, mas não tinha onde colocar, pois sua caixinha de papelão, toda enfeitada com adesivos, estava completamente estragada. — Olha o que fizeram. — Disse com voz de choro e, no mesmo instante, algumas lágrimas começaram a cair de seus olhos. Porém, ela às limpou de imediato e falou tentando reunir alguma motivação na busca de encontrar algum motivo plausível para isso. — Vocês não a viu, certo? Eu fui uma tola, deveria ter falado sobre ela antes de tirar da mochila. Vocês acharam que eram bons objetos para pisar, mas sabem… Eles são importantes para mim.

— Você é estúpida ou o que? Sério, você me dá nojo com um pensamento tão idiota. — O garoto dono da voz, para enfatizar o seu desprazer, chutou mais uma vez os que restaram no chão. — Esquisita. — Finalizou expressando toda sua repulsa nessa palavra e saiu da sala.


Aurora colocou na blusa quantos chaveiros podia, mas os soltou de uma vez ao ver o seu favorito todo quebrado. O único chaveiro de ouro que tinha formato de uma harpa pequena, mas tão bela que Aurora poderia passar eras olhando. Ela a tinha desde que nasceu, sua mãe brincava dizendo que era presente de um deus, um deus que a protegia, mesmo que fosse uma bobagem para criança, Aurora gostava da sensação que este comentário passava. Ela apertou forte o objeto e o levou ao peito, fechou os olhos e sussurrou um pedido de desculpas, como se protegê-lo fosse um dever o qual ela acabara de falhar.

Uma gargalhada histérica a fez abrir os olhos espantada. Olhou para trás e se assustou com o que viu. Achou que ambos os garotos haviam saído do local, mas um ficou, e este possuía o rosto completamente deformado. Ele ria de forma escandalosa, como se o fato de Aurora está ajoelhado diante de seus valiosos chaveiros fosse a melhor piada de todas. Engolindo seco, assustada, Aurora permaneceu paralisada na sua posição. Ela queria sair daquele ambiente, precisava e todos os seus instintos mandava-a fazer isso, mas parecia que seu corpo não correspondia.

— O que foi semi-deusa, não está se divertindo? — O garoto, ou melhor, a coisa falou e sua voz parecia soar três em um. Com certeza não parecia com a de um menino normal. Garras enormes apareceram no lugar de suas mãos e pernas. Aurora não conseguia pensar, muito menos agir. O monstro começou a andar na sua direção mostrando sua grande língua de serpente. A única reação da garota foi proteger o rosto com os dois braços antes de virar comida daquela criatura abominável. Porém, tudo que conseguiu escutar foi um grito ensurdecedor. Sem compreender o que havia ocorrido, Aurora, tremendo, retirou os braços do corpo e viu que o que quer que tenha sido aquilo, tinha desaparecido e no lugar existia  pó juntamente com um menino barbudo com cascos no lugar das pernas empunhando uma espada.

— Tudo bem? Cria de Apolo. — Perguntou, abaixando a arma e estendendo sua mão para ela.

Sem compreender, Aurora piscou duas vezes, perplexa. O garoto bode apontou para o corpo dela o que acabou fazendo-a olhar. Espantada com a luz radiante que parecia sair de seu corpo, Aurora começou a se bater como se estivesse pegando fogo. Mas parou ao notar que não produzia efeito algum. Estava assustada por não compreender o que era e mais ainda por notar que seu corpo estava quente devido a essa luz emanando dele. Para piorar a sua situação, o símbolo de uma harpa flutuava na sua frente.
Percy Jackson RPG BR



Aurora Jockey
avatar
Filhos de Apolo
Mensagens :
4

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Eddard W. Dayne em Sab Jul 29, 2017 8:06 pm


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hefesto. Eu sempre tive uma grande vontade de ser filho de Hefesto na vida real, tamanho a engenhosidade que o deus têm, sendo completamente inteligente e fazendo coisas fantásticas. Acho que ter uma parte disso, me possibilita olhar para diversos horizontes.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: O menino tem o corpo completamente cheio de tatuagens, feitas desde de muito novo no subúrbio nova iorquino. Cabelos louros, pele branca e barba por fazer, o conjunto da uma aparência um tanto assustadora para o garoto. Sua altura não é tanta, sendo 1,79m.

Psicológicas: Eddard é um jovem fiel aos seus. Por nunca ter nada em sua vida, acredita que a fidelidade de seus amigos sempre vai ser mais importante do que qualquer outra coisa, com isso nunca estará sozinho. Um pouco depressivo, por ter sido abandonado na rua pelos seus pais, sempre está em busca de preenchimento. Apesar disso, sempre genial em suas ideias, garante a sobrevivência nas ruas da grande cidade e sempre age como um líder, por necessidade e não por querer. Lida bem com os atrasos da vida, sempre tentando se manter pra cima apesar da tristeza sempre presente. Sério, honroso e amável.

— História do Personagem:

Eddard Wayland Dayne não sabe o que é casa. Desde de muito cedo foi largado na rua de Nova Iorque, sendo encontrado por Vayon e seus irmãos, que era um grupo de vegetarianos que viviam no Central Park. Eles sobreviviam combatendo alguns criminosos fajutos da região com porretes, flautas e coisas estranhas que a mente do Ned não sabia definir quando era pequena, achando ser somente coisas de sonho, como pernas de bode, mulheres-árvores e coisas desse tipo. Uma mulher cuidava dele quando criança, a Clara, ela não tinha mais de 15 anos, mas todo o leite que o Vayon conseguia, todos os recursos para que o Eddard crescesse saudável, era ela que tratava.
Aos 8 anos, o jovem já ajudava os meninos a lutar contra uns homens gigantes, mulheres feias e ladrões do Harlem fazendo armadilhas. O garoto se mostrava genial, com uma mente aguçada, aprendendo a ler e sempre procurando livros largados no lixo e as pessoas poderiam se surpreender com o conteúdo encontrado. Wayland vivia junto com a Clara, tratando de procurar a comida, cuidar dos mais jovens e aprender mais. Eddard aprendia muito rápido, enquanto ia nas feiras comprar legumes, achar coisas não tão perdidas no lixo, frutas que ainda da pra reaproveitar e materiais jogados fora, como sucata, objetos e coisas do tipo.
A vida continuou nessa e cada momento, Eddard se sentia mais dentro da família que tinha encontrado no Central Park. Estranha? Sim, muito estranha. Cheia de brigas? Sim. Porém, era uma família, cuidou dele, ajudou ele. E no seu aniversário de 13 anos, com todos os garotos ali, cerca de 15 juntamente com a Clara, o garoto ganhou seu melhor presente - Uma pequena... forja. Em uma casa abandonada nos arredores do Park, Vayon e os seus irmãos montaram uma forja com as coisas achadas no lixo, juntamente com todos os livros sobre mecânica, aerodinâmica e assuntos físicos e químicos que o Dayne havia achado mais alguns exemplares que o grupo havia conseguido em segredo. Não havia bolo, não havia comida, somente a forja para comemorar o aniversário do pequeno. E naquele dia, a sua obsessão foi se tornar um grande ferreiro. Todos os dias, treinava alguma característica, passando a forjar pingentes, correntes e coisas básicas. O ferro e o bronze utilizado era encontrado pelo grupo e toda a sucata disponível ia para lá. Livros chegavam, o aprendizado ia aumentando, Eddard começou a ensinar alguns interessados também a lerem, mais a maioria era desastrada demais para ficar no prédio abandonado sem tropeçar nas próprias pernas, fazendo com que o local fosse um completo perigo, especialmente para o Vayon, que malmente ia no local.
Porém, um dia, Eddard havia forjado um pingente com uma árvore entalhada, sendo o pingente em formato de moeda e esse era o presente para seu melhor amigo, aquele que o criou e que se mostrou um pai. O jovem tinha 15 anos, mas ele não sabia que aquele dia as coisas iam mudar.
A forja havia crescido, tomando todo o andar do prédio, adagas mal-feitas, adagas bem feitas, porretes com pregos, tacos de beisebol e uma lança com a ponta feita de ferro enchiam o local. Um televisor concertado estava pendurado, mostrando informações que o garoto achava essencial em seu trabalho. Cinco prateleiras também estavam ali, cheias de livros. E o local se mostrava completamente bagunçado. Vayon chegou, rindo enquanto tentava se aproximar do sofá onde o jovem se encontrava lendo um livro de Engenharia Elétrica, com o pingente em mãos e ao ver o seu melhor amigo se aproximando fazendo tamanho barulho, tratou de levantar abrindo os braços. Vayon o abraçou, rindo enquanto pegava em seus braços:
- Está musculoso, trabalhando direto aqui hein. - Afirmou, se afastando um pouco enquanto sorria.
- Ao menos isso um nerd deve ter. - Completou o jovem, rindo e olhando para o mesmo. Vayon não parecia ter mais de 20 anos e isso desde que o Eddard o conhecia. Uma barba rala cobria seu rosto, sendo que seus cabelos e suas pernas nunca foram vistas pelo jovem, já que sempre estavam cobertos, os cabelos agora estavam cobertos por uma touca verde e suas pernas por uma calça boca de sino cheia de bolinhas. - Tenho um presente para você.
O pingente foi mostrado, fazendo com que Vayon ficasse um pouco tímido e seus olhos se encherem de lágrimas, a mão estendida do Eddard logo se abaixou quando o mesmo pegou o pingente o levando a boca para morder, uma velha mania do líder do grupo.
- Tenho tanto a te falar, Ned... - Começou o Vayon, até parar ao ouvir um som completamente estridente. Na entrada do andar, onde a escada chegava, um homem extremamente grande como aqueles que o Eddard ajudava o grupo a enfrentar quando pequeno se encontrava ali. Porém... Ele tinha apenas um olho. Um porrete feito com árvore estava em sua mão esquerda, sua pele se parecia áspera assim como sua voz.
- Sátiro, sátiro... Achei que nunca iria nos mostrar aonde escondia seu precioso semideus. - Afirmou o mesmo enquanto avançava. - O cheiro de bode fazia com que meu faro se tornasse inútil, mas o seguindo... O seguindo, sabia que chegaria até o filho de Hefesto. E olha só... Ele se mostra inteligente. - Seus olhos iam por todo o andar avaliando o local.
- O que ele está falando, Vayon? - Perguntou Eddard, enquanto ia pegar um martelo que ele usava para forja, um martelo grande que pesava cerca de 8 kg.
- Sobre o que eu falei que tinha a te contar... Você é um semideus, Eddard. Tudo sobre aquele livros de mitologia que você já leu, é verdade. Eu sou um protetor... Mas agora não vai dar pra explicar. - Disse o líder, tirando agora sua calça mostrando as pernas felpudas que esta cobria. Em sua mão surgiu um porrete de madeira com pregos.
- Então não era sonho... - A mente de Ned estava confusa enquanto ele associava todas as coisas, seu corpo repleto de tatuagens mostrava que a mitologia sempre esteve presente em sua vida. Deuses, espadas, guerreiros, mecanismos, tudo se encaixava.
- Nunca foi, semideus. E agora, mostrarei a realidade. - Afirmou o Ciclope, enquanto corria na direção dos dois.
Vayon se moveu com agilidade para alguém que tinha pernas de bode, se esquivando do ataque do ciclope enquanto desferia diversos golpes na pernas do mesmo. Wayland vendo a batalha, tratou de correr também e aproveitando que o monstro estava voltado para o seu amigo, martelou o joelho deste ouvindo um som de crack logo em seguida. O mesmo arqueou enquanto seu braço desferia um tapa do garoto, o jogando a três metros de distância. Os olhos de Eddard não enxergavam muita coisa, tendo a visão completamente turva. Um som de cascos, de batalha preenchiam o local além de xingamentos e afirmações. Pareciam horas, a mente do Ned só conseguia processar que tudo aquilo que ele enfrentou a vida toda, ele era filho de Hefesto, um dos deuses que tinha tamanha admiração. E o Vayon e seus irmãos... Eram sátiros. Sátiros. Seres mitológicos. Como aquilo era possível?
Sua mente divagava, até que um toque caloroso tocou seu ombro, o tirando daquele torpor.  Uma melodia tocada por uma flauta o enchia de bem-estar.
- Acabou, Ned. Os outros sátiros chegaram, conseguimos vencer o Ciclope. - A voz de Vayon parecia distante e agora o Ned conseguia perceber outros sons, outros cascos, vozes. - O levem para o Acampamento, irei limpar o local.
Vayon dava ordens e antes de Ned perder os sentidos, sua voz foi escutada perto de seu ouvido:
- Está indo para casa, Ned. Para casa.
E todo se tornou escuro.

Poderes Utilizados pelo Eddard W. Dayne:
Passivos:
Perícia com armas pesadas: Por geralmente ter mais força do que agilidade, os filhos de Hefesto tem facilidade em usar armas pesadas. Martelos, machados e marretas são suas melhores amigas na hora do combate.

Forjas: Os filhos de Hefesto se destacam nas forjas desde o principio, mas em nível inicial eles podem forjar apenas itens que derivam dos materiais comuns, como madeira, ferro, alumínio, latão e bronze comum, além de couro e tecidos. A habilidade progride com o nível, sendo cumulativa:
Ativos:
Nenhum
Poderes Utilizados pelo Sátiro Vayon - Nível 20:
Passivos:
Nível 1: Comunicação natural ~ Naturalmente, sátiros conseguem conversar com qualquer ser vivo relacionado à natureza, como árvores e animais.

Nível 1: perícia com flautas ~ Sátiros tem uma encantadora habilidade natural com Flautas, usando-as inclusive como arma indireta.

Nível 8 : Perícia com cajados e bastões ~ Sátiros lutam bem com este tipo de arma, seja um cajado mágico ou um bastão de beisebol.[criado por Sadie Bronwen]
Nível 15: Determinação ~Sátiros são determinados em seus trabalhos, como achar Pã ou meio-sangues. Por conta disso, sempre que tiverem um objetivo em mente, torna-se mais difícil de desviá-los disso. Eles ganham 50% de resistência a poderes de mentais de confusão e sedução que visem tirá-los de seu caminho.

Nível 20: Amizade com a natureza ~ Assim como ocorre com as dríades, animais não-mitológicos nunca atacam um sátiro, exceto se atacados antes ou se controlados de alguma forma.[criado por Sadie Bronwen]

Protetor

Nível 10: Pressentir o perigo ~ O sátiro sempre sente quando um ser hostil está perto, seja ou não um monstro. O sentido se extende sobre o que afeta seu protegido. Ele saberá se o semideus está em perigo

Nível 15: Ligação ~ O sátiro é ligado a um semideus ou aliado. Com isso, pode enviar mensagens telepáticas ou por sonho para ele, sem custo. As mensagens nem sempre serão claras, e terá a desvantagem de que se algo acontecer ao sátiro, o protegido irá sentir. Pode ser quebrada com a vontade do sátiro. O alvo não precisa estar ciente da ligação, mas só funciona em aliados.
Ativos:
Nível 5:Impacto ~ Ao usar essa habilidade com qualquer arma que possua, inclusive suas armas naturais, o sátiro triplica o dano do golpe. Pode ser combinado com outros poderes que exijam ataque físico direto.[Criado por Sadie Bronwen]

Nível 7: Escoicear ~ O sátiro concentra sua força nos cacos, fazendo uma seqüência de 2 a 5 golpes com eles, alternadamente, causando um dano razoável ao aumentar a potência dos chutes. O gasto de mp varia de acordo com a quantidade de golpes.[criado por Sadie Bronwen]

Nível 15: Melodia de Cura ~ Fazendo uma melodia com sua flauta, o sátiro consegue curar lentamente os ferimentos de um ser vivo. 5 hp por rodada, com duração de 3 rodadas. Aumenta para 10 hp no nível 25 e para 20 hp no nível 35. A duração não é alterada, mas cada pessoa só é afetada uma vez por missão pelo poder. Pode ser usado em si mesmo.

Protetor

15: Santuário ~ Cria uma área em que ninguém pode atacar. Serve tanto para oponentes quanto aliados. A partir do momento que o sátiro ou um de seus aliados ataca, o efeito se quebra. Duração de 3 rodadas. No caso do inimigo tenta atacar, toma dano e o efeito se quebra também.
Percy Jackson RPG BR



Eddard W. Dayne
avatar
Filhos de Hefesto
Mensagens :
323

Localização :
Nômade

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Mikhaela Dragunova em Dom Jul 30, 2017 11:02 pm


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Hécate. A deusa da magia sempre me foi incrivelmente atraente, me chamando a atenção e criando uma simpatia por ela. Suas raras aparições em mitos criaram em mim também algum carinho especial pela deusa: Ela ajudou Deméter a encontrar sua filha perdida, mesmo após - em algumas versões de seu mito - despertar a ira de sua própria mãe por roubar pote de carmim e ir viver na terra, em busca de purificação. Quando o mundo foi repartido entre os Três Grandes, a deusa manteve seus domínios sobre a terra, o céu, o mundo inferior e o mar, sendo honrada pelos deuses. Outra coisa me me faz admira-la é crer-se que a deusa possuía também a capacidade de ver passado, presente e futuro devido a sua forma tríplice. O próprio Zeus concedera a Hécate a capacidade de atender pedidos de mortais e marinheiros pediam a deusa proteção para travessias seguras. Por admiração a essas e outras coisas, gostaria de ser filha da deusa da magia.

— Perfil do Personagem:

  • Físico. Mikhaela é uma dama ruiva, com cabelos lisos que lhe vão até abaixo dos ombros. Seus olhos são verdes cinzentos e sua face possui sardas de cor próxima aos seus cabelos cor de bronze. Com um metro e meio de altura, pesa apenas quarenta e cinco quilos, sendo uma garota pequena e magra para os seus dezesseis anos. Sua pele é bem clara e seus seios medianos, com a cintura fina e quadris largos, dando um corpo bem feminino a criança da magia. Em sua coxa direita, há a tatuagem de uma flor de lótus pequena e de cor negra feita depois de sua chegada ao Acampamento Meio-Sangue.
  • Personalidade. A russa é uma dama gentil e educada, sempre disposta a auxiliar seus amigos e conhecidos, porém não se deixe enganar por sua aparência delicada e comportamento meigo e calmo. Por trás de sua delicadeza e feminilidade, está uma semideusa tão perigosa quanto qualquer outro. Muito determinada, Mikhaela não se esquece de ofensas e desaforos, esperando o momento certo para retribuir o que fizeram a ela e aos que estima. Quando realmente se compromete com alguém, é tão leal e fiel a pessoa quanto possível, desde que a pessoa trate-a da mesma forma.


— História do Personagem:

Mikhaela nasceu em Vladivostok, Rússia, como quinta filha de Altair Dragunov. Apesar de crer-se que é filha da falecida esposa do homem - que morreu, supostamente, ao dar a luz a ela -, é filha da deusa Hécate. Tendo nascido como uma semideusa, sofria de TDAH e Dislexia, o que lhe dificultava a leitura e a concentração, porém era compensado com reflexos apurados e capacidade de resposta a estímulos externos maior que de seus irmãos. Desde a infância, Misha aprendera a defender dos irmãos e dos outros, mas ao mesmo tempo criou uma personalidade gentil e inclinada a ajudar as pessoas. Viveu quase a vida toda na cidade onde nascera, frequentando a mesma escola e estudando com as mesmas pessoas. Isso permitira que criasse algumas amizades com os colegas de turma, porém não poderia afirmar que morria de amores por todos ou tratasse todos igualmente - todos recebiam o devido respeito, mas carinho não. A vida lhe fora até fácil, até seus doze anos de idade, quando descobriu o que era de verdade.

Estava voltando para casa após a escola a pé, pois morava apenas a dois quarteirões de sua escola. A tarde estava abafada, mas não exatamente quente - considerando o país em que morava, calor de verdade era bem raro - e não havia muito com o que se preocupar, na opinião dela. Como estava enganada... Em meio aos seus devaneios sobre a excursão que fariam na semana seguinte, mal notou a mão que lhe puxara para um beco. O homem a sua frente era alto e forte, com os braços desproporcionais ao seu tamanho. Sua cara era má e cruel e a jovem sentia-se prestes a ser morta ou coisa pior.

- Sinto cheiro de magia. - Seu sotaque era estranho e aquilo não parecia ser russo ou inglês, porém a compreensão foi completa por parte da jovem. Olhou a criatura e tentou se livrar do aperto no pulso, sem o menor sucesso. Sentiu ele começando a torcer seu pulso e a mão livre dele envolveu seu pescoço, prendendo a jovem contra a parede do prédio e estava prestes a enforca-la quando um chicote enrolou-se em seu pulso, puxando-o e libertando a dama do aperto. Arfando, Mikhaela caiu no chão e levou ambas as mãos ao pescoço. Sua respiração era difícil e seu pulso esquerdo quase havia sido quebrado, porém fora salva e agora estava bem. Ouviu os sons do chicote cortando o ar e golpeando o inimigo, seus gritos de dor e ergueu os olhos para ver a criatura e sua salvadora.

A jovem que lhe salvara era morena e baixa, de origem oriental e nome desconhecido. A incompreensão dos fatos era evidente na face da russa, mas ao olhar a criatura com os olhos franzidos algo pareceu tremer e a forma verdadeira da criatura se revelou. Ciclope. Como ela ainda estava viva? Como a dama simplesmente não havia morrido? Não fazia sentido. Se levantar foi difícil e, antes que compreendesse mais algo, a garota com chicote lhe lançou uma faca. O objeto caiu no chão próximo aos pés da russa, mas não foi difícil pegar e entender a mensagem. Devia atacar também. Não era tão experiente quanto sua ajudante, mas conseguiria ao menos acertar um inimigo tão grande. Seus cortes eram fracos e pouco precisos, suas mãos tremiam e por mais de uma vez foi jogada longe. Mas, no fim, o monstro tombou e desfez-se em pó.

A oriental lhe levara para casa e, em um turbilhão de lembranças confusas e que pareciam sem importância depois, lhe foi explicado o que era. Houveram despedidas e, por fim, após dias de tentativas, foi levada para Long Island, nos Estados Unidos, onde passou a habitar no chalé de Hermes. Ficara por semanas lá, no meio de outros indefinidos, até que sua mãe, Hécate, lhe reclamasse para si, retirando-a das sombras de um não reclamado. A luta contra o ciclope apenas lhe deixara uma certeza: deveria lutar por sua vida e treinar todos os dias. Não era mais a pequena e delicada dama de antes, a última das filhas de Altair. Agora era uma semideusa e sua sobrevivência dependia de suas habilidades.
Percy Jackson RPG BR



Mikhaela Dragunova
avatar
Filhos de Hécate
Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ayla Lennox em Seg Jul 31, 2017 12:21 am



Avaliação
a mão da reprovação chega a tremer



Garwin Krieger:

E aí, guri, tranquilo? Então, vou tentar ser o mais breve possível aqui - sem deixar de te orientar em todos os aspectos necessários, claro -, então vamos ao que realmente importa aqui: sua avaliação.

Logo nos primeiros parágrafos da tua história propriamente dita é possível perceber qual a bronca nessa ficha. Basicamente você tem dificuldade em organizar as ideias e, além disso, sinto que a revisão do post (se ela existiu) foi feita sem muita cautela.

Esses dois pontos que eu abordei se estendem até o fim do texto. Hora de matar a cobra e mostrar o utensílio usado para tal.

você escreveu:A aula de Biologia estava completamente chata para o Garwin, ele sabia todo aquele assunto de có e salteado, considerando que seu pai era médico e seu segundo pai era floriculturista. O professor falava e falava e tudo que a mente do Garwin queria era como sair dali, sua mão se movia rápido com o lápis enquanto esteve desenhava coisas aleatórias em uma folha de seu caderno.
Finalmente o sinal toca, mais um retoques ali e fim, o desenho também estava completo. Uma lareira com uma criança junto do fogo, mas o Garwin nem parou para pensar direito e avaliar como havia ficado seu desenho já que rapidamente o fechava enquanto guardava o restante das coisas para ir embora.

Arrumando tudo, ficaria algo mais ou menos assim:

A aula de Biologia estava completamente chata para Garwin, especialmente considerando que ele sabia todo aquele assunto de cór e salteado. Seu pai era médico e seu segundo pai, floricultor. O professor falava e falava, mas tudo que a mente do garoto queria era saber como sair dali; sua mão se movia rápido com o lápis enquanto esteve desenhava coisas aleatórias em uma folha de seu caderno.

Finalmente o sinal tocou.

Mais um retoques ali e pronto, o desenho também estava completo: uma lareira com uma criança junto do fogo, mas Garwin nem parou para pensar direito e avaliar como havia ficado, já que rapidamente fechava o caderno e guardava o restante das coisas para ir embora.

Percebe como há uma mudança considerável ao ler? Fique atento à pontuação e divisão dos períodos, assim como o uso dos artigos ("o", por ser um artigo definido, quando utilizado junto ao primeiro nome fica estranho - quase redundante, eu diria). Mantenha uma divisão igual entre os parágrafos e falas como eu estou fazendo aqui, revise bem o texto, leia ele em voz alta, domine bem os porquês e explore melhor a personalidade e a reação de Garwin aos eventos que ocorrem durante a narrativa.

Finalmente, o que eu preciso destacar aqui é o fato de não ocorrer a reclamação propriamente dita do teu personagem. Sim, o sátiro te encontra (a propósito, como sabe de imediato que ele é um sátiro?) e diz que você é uma cria de Héstia, mas você não manifesta um poder, o símbolo não surge acima de sua cabeça ou seus presentes de reclamação são entregues - apesar de, de certa forma, existir um gatilho para tal.

Levando em consideração as coisas ditas acima, não posso te aprovar. Ao menos ainda não. Você possui potencial, mas precisa melhorar alguns aspectos.

Por enquanto, reprovado.
Não desista.

Aurora Jockey:

Well, well, well... Como já lhe dei as boas vindas, acho que o adequado é ir ao que te interessa: a avaliação.

Antes de mais nada, pode parecer bobo, mas a gente lê sim os campos da ficha que vem antes da história do personagem. Preciso dizer que o motivo da sua escolha é traduzido aqui no fórum para um "Porque sim"; além disso, creio que sua intenção era dizer que possuía 1.51 m, estou certa?

Quando ao seu psicológico, vamos por partes. A personagem (ao meu ver) não é confusa pelo que você disse, afinal de contas, sabe o que quer. Ela pode se sentir confusa por estar disposta a utilizar de métodos que, aos olhos da sociedade, são errados para alcançar os próprios objetivos. Sendo altruísta, você pode ser passiva (denotando falta de iniciativa, indiferença ou apatia) para consigo, priorizando então o outro.

Como dito ao guri acima, organize bem suas ideias e revise o texto, ok?

Lendo a história, reparei um ou outro deslize na pontuação (essa é a minha deixa para dar a dica universal: Leia o texto em voz alta - de verdade, vai ficar surpresa quando perceber como isso ajuda) e admito que fiquei com uma dúvida séria sobre o resultado final. Inclusive não tinha certeza se o momento de reclamação em si apareceria, mas ali na prorrogação...

Assim sendo, espero que você leve em consideração todas as dicas dadas por aqui. Você tem potencial e sei que irá aproveitar as oportunidades de melhorar com o passar do tempo.

Seja bem-vinda, filha de Apolo. Aprovada.

Dúvidas, reclamações, elogios, sugestões, desabafos, mimimis... MP
Aguardando a atualização.
as fichas de Eddard e Mikhaela estão sob responsabilidade de Andrea M. Lyserg
Ayla Lennox
avatar
Filhos de Selene
Mensagens :
1054

Localização :
EUA

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andrea M. Lyserg em Seg Jul 31, 2017 5:04 pm


Avaliação
Ficha de Reclamação

Eddard W. Dayne

Primeiramente, devo lhe das as boas-vindas ao nosso queridíssimo PJBR!

Devo dizer que realmente não sei por onde começar a falar da sua ficha, mas vamos lá. Acho que o que me incomodou mais foi a sua falta de organização no texto, não quero parecer rude falando isso, mas os parágrafos estão todos praticamente colados e isso dificultou muito a leitura. As falas também estão muito confusas e em algumas partes eu não entendi nada, além de você usar o hífen (-) e não a travessão (—) para iniciar os diálogos.

Não tenho muito a reclamar da sua escrita, não me recordo de muitos erros cometidos. Porém se teve uma coisa que eu não vi foi o momento de reclamação do Eddard mesmo que o sátiro tenha lhe dito que ele era um semideus, além dele ter descoberto do nada que era filho de Hefesto. Desculpa, mas só porque ele era um bom ferreiro não significa nada.

No mais, realmente acho que você e seu personagem tem potencial. A ideia do grupo de vegetarianos justiceiros é bem chamativa, você só precisa organizar o texto melhor e narrar de forma mais clara o momento de sua reclamação (O segundo motivo foi que te reprovou, então fica mais ligado nele, ok?). Se não fosse por isso não hesitaria em te aprovar, mas por enquanto reprovado.

Mikhaela Dragunova

Ok, devo dizer que desde o começo sua ficha já me chamou a atenção. Gosto muito de quando detalham bem o motivo pelo qual as pessoas escolheram sua ascendência divina e o seu me deixou simplesmente trêmula. Enfim, como sempre gosto de lembrar a ficha de Hécate é rígida e eu também, então me desculpa se acabar sendo muito rude ou coisa do tipo.

Sua ficha foi sucinta e me prendeu da primeira palavra até a última. Que escrita gostosa de se ler, meu Deus! Você não mostrou muito da personalidade de sua personagem, mas juro que me apaixonei por ela somente lendo a descrição.  

Você narrou tudo muito brevemente e eu senti falta de uma detalhação melhor, mas eu gostei muito da sua ficha. Mesmo que a luta tenha parecido durar somente alguns segundos e você tenha tido o mesmo problema do Eddard de usar o hífen (-) no lugar da travessão (—), foi algo muito bom de se ler.

Desculpa, mas eu não tive escolha além de te aprovar.
Reprovar ou não reprovar, eis a questão.

Mizera e córdia
Andrea M. Lyserg
avatar
Monitor de Nix
Mensagens :
117

Localização :
somewhere only we know

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Eddard W. Dayne em Seg Jul 31, 2017 11:48 pm


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hefesto. Eu sempre tive uma grande vontade de ser filho de Hefesto na vida real, tamanho a engenhosidade que o deus têm, sendo completamente inteligente e fazendo coisas fantásticas. Acho que ter uma parte disso, me possibilita olhar para diversos horizontes.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:O menino tem o corpo completamente cheio de tatuagens, feitas desde de muito novo no subúrbio nova iorquino. Cabelos castanhos, pele branca, alargadores e um corpo atlético torna o Eddard um garoto que chama à atenção onde passa.

Psicológicas: Eddard é um jovem fiel aos seus. Por nunca ter nada em sua vida, acredita que a fidelidade de seus amigos sempre vai ser mais importante do que qualquer outra coisa, com isso nunca estará sozinho. Um pouco depressivo, por ter sido abandonado na rua pelos seus pais, sempre está em busca de preenchimento. Apesar disso, sempre genial em suas ideias, garante a sobrevivência nas ruas da grande cidade e sempre age como um líder, por necessidade e não por querer. Lida bem com os atrasos da vida, sempre tentando se manter pra cima apesar da tristeza sempre presente. Sério, honroso e amável.

— História do Personagem:

Eddard Wayland Dayne não sabe o que é casa. Desde de muito cedo foi largado na rua de Nova Iorque, sendo encontrado por Vayon e seus irmãos, que era um grupo de vegetarianos que viviam no Central Park. Eles sobreviviam combatendo alguns criminosos fajutos da região com porretes, flautas e coisas estranhas que a mente do Ned não sabia definir quando era pequena, achando ser somente coisas de sonho, como pernas de bode, mulheres-árvores e coisas desse tipo. Uma mulher cuidava dele quando criança, a Clara, ela não tinha mais de 15 anos, mas todo o leite que o Vayon conseguia, todos os recursos para que o Eddard crescesse saudável, era ela que tratava.
Aos 8 anos, o jovem já ajudava os meninos a lutar contra uns homens gigantes, mulheres feias e ladrões do Harlem fazendo armadilhas. O garoto se mostrava genial, com uma mente aguçada, aprendendo a ler e sempre procurando livros largados no lixo e as pessoas poderiam se surpreender com o conteúdo encontrado. Wayland vivia junto com a Clara, tratando de procurar a comida, cuidar dos mais jovens e aprender mais. Eddard aprendia muito rápido, enquanto ia nas feiras comprar legumes, achar coisas não tão perdidas no lixo, frutas que ainda da pra reaproveitar e materiais jogados fora, como sucata, objetos e coisas do tipo.

A vida continuou nessa e cada momento, Eddard se sentia mais dentro da família que tinha encontrado no Central Park. Estranha? Sim, muito estranha. Cheia de brigas? Sim. Porém, era uma família, cuidou dele, ajudou ele. E no seu aniversário de 13 anos, com todos os garotos ali, cerca de 15 juntamente com a Clara, o garoto ganhou seu melhor presente - Uma pequena... forja. Em uma casa abandonada nos arredores do Park, Vayon e os seus irmãos montaram uma forja com as coisas achadas no lixo, juntamente com todos os livros sobre mecânica, aerodinâmica e assuntos físicos e químicos que o Dayne havia achado mais alguns exemplares que o grupo havia conseguido em segredo. Não havia bolo, não havia comida, somente a forja para comemorar o aniversário do pequeno. E naquele dia, a sua obsessão foi se tornar um grande ferreiro. Todos os dias, treinava alguma característica, passando a forjar pingentes, correntes e coisas básicas. O ferro e o bronze utilizado era encontrado pelo grupo e toda a sucata disponível ia para lá. Livros chegavam, o aprendizado ia aumentando, Eddard começou a ensinar alguns interessados também a lerem, mais a maioria era desastrada demais para ficar no prédio abandonado sem tropeçar nas próprias pernas, fazendo com que o local fosse um completo perigo, especialmente para o Vayon, que malmente ia no local.

Porém, um dia, Eddard havia forjado um pingente com uma árvore entalhada, sendo o pingente em formato de moeda e esse era o presente para seu melhor amigo, aquele que o criou e que se mostrou um pai. O jovem tinha 15 anos, mas ele não sabia que aquele dia as coisas iam mudar.
A forja havia crescido, tomando todo o andar do prédio, adagas mal-feitas, adagas bem feitas, porretes com pregos, tacos de beisebol e uma lança com a ponta feita de ferro enchiam o local. Um televisor concertado estava pendurado, mostrando informações que o garoto achava essencial em seu trabalho. Cinco prateleiras também estavam ali, cheias de livros. E o local se mostrava completamente bagunçado. Vayon chegou, rindo enquanto tentava se aproximar do sofá onde o jovem se encontrava lendo um livro de Engenharia Elétrica, com o pingente em mãos e ao ver o seu melhor amigo se aproximando fazendo tamanho barulho, tratou de levantar abrindo os braços. Vayon o abraçou, rindo enquanto pegava em seus braços:
— Está musculoso, trabalhando direto aqui hein.  — Afirmou, se afastando um pouco enquanto sorria.
— Ao menos isso um nerd deve ter.  — Completou o jovem, rindo e olhando para o mesmo. Vayon não parecia ter mais de 20 anos e isso desde que o Eddard o conhecia. Uma barba rala cobria seu rosto, sendo que seus cabelos e suas pernas nunca foram vistas pelo jovem, já que sempre estavam cobertos, os cabelos agora estavam cobertos por uma touca verde e suas pernas por uma calça boca de sino cheia de bolinhas. - Tenho um presente para você.
O pingente foi mostrado, fazendo com que Vayon ficasse um pouco tímido e seus olhos se encherem de lágrimas, a mão estendida do Eddard logo se abaixou quando o mesmo pegou o pingente o levando a boca para morder, uma velha mania do líder do grupo.
— Tenho tanto a te falar, Ned...  — Começou o Vayon, até parar ao ouvir um som completamente estridente. Na entrada do andar, onde a escada chegava, um homem extremamente grande como aqueles que o Eddard ajudava o grupo a enfrentar quando pequeno se encontrava ali. Porém... Ele tinha apenas um olho. Um porrete feito com árvore estava em sua mão esquerda, sua pele se parecia áspera assim como sua voz.
— Sátiro, sátiro... Achei que nunca iria nos mostrar aonde escondia seu precioso semideus.  — Afirmou o mesmo enquanto avançava. - O cheiro de bode fazia com que meu faro se tornasse inútil, mas o seguindo... O seguindo, sabia que chegaria até o filho de Hefesto. E olha só... Ele se mostra inteligente.  — Seus olhos iam por todo o andar avaliando o mesmo.
— O que ele está falando, Vayon? — Perguntou Eddard, enquanto ia pegar um martelo que ele usava para forja, um martelo grande que pesava cerca de 8 kg.
— Sobre o que eu falei que tinha a te contar... Você é um semideus, Eddard. Tudo sobre aquele livros de mitologia que você já leu, é verdade. Eu sou um protetor... Mas agora não vai dar pra explicar. — Disse o líder, tirando agora sua calça mostrando as pernas felpudas que esta cobria. Em sua mão surgiu um porrete de madeira com pregos.
— Então não era sonho... — A mente de Ned estava confusa enquanto ele associava todas as coisas, seu corpo repleto de tatuagens mostrava que a mitologia sempre esteve presente em sua vida. Deuses, espadas, guerreiros, mecanismos, tudo se encaixava.
— Nunca foi, semideus. E agora, mostrarei a realidade. — Afirmou o Ciclope, enquanto corria na direção dos dois.
Vayon se moveu com agilidade para alguém que tinha pernas de bode, se esquivando do ataque do ciclope enquanto desferia diversos golpes na pernas do mesmo. Wayland vendo a batalha, tratou de correr também e aproveitando que o monstro estava voltado para o seu amigo, martelou o joelho deste ouvindo um som de crack logo em seguida. O mesmo arqueou enquanto seu braço desferia um tapa do garoto, o jogando a três metros de distância. Os olhos de Eddard não enxergavam muita coisa, tendo a visão completamente turva. Um som de cascos, de batalha preenchiam o local além de xingamentos e afirmações. Pareciam horas, a mente do Ned só conseguia processar que tudo aquilo que ele enfrentou a vida toda, ele era filho de Hefesto, um dos deuses que tinha tamanha admiração. E o Vayon e seus irmãos... Eram sátiros. Sátiros. Seres mitológicos. Como aquilo era possível?
Sua mente divagava, até que um toque caloroso tocou seu ombro, o tirando daquele torpor.  Uma melodia tocada por uma flauta o enchia de bem-estar.
— Acabou, Ned. Os outros sátiros chegaram, conseguimos vencer o Ciclope. — A voz de Vayon parecia distante e agora o Ned conseguia perceber outros sons, outros cascos, vozes. — O levem para o Acampamento, irei limpar o local.

Vayon dava ordens e enquanto a consciência do Eddard voltava, os sátiros trataram de levantar seu corpo e em alguns segundos o jovem já se via sendo apoiado pelo Uthel e foi este que afirmou dando um leve grito:
— Veja, Ned! Seu pai. — Armas surgiam na frente do menino, um machado duplo repleto de runas e um martelo de ferreiro apareceram  e em sua cabeça, um símbolo aparecia. Tomado pelo susto do ocorrido, o garoto começou a dar gritos tentando tirar aquela luz de sua cabeça enquanto percebia que o símbolo se tratava de uma bigorna com um martelo. Rindo, Uthel falou em voz alta enquanto todos os sátiros do local inclusive o Vayon ajoelhavam.
— Ave! Eddard Wayland Dayne, filho de Hefesto! Deus dos ferreiros, do fogo, dos metais e dos artesãos! Bem-vindo, semideus! — Vayon foi o primeiro a levantar após a fala do Uthel, sorrindo enquanto se aproximava.
— Vamos para casa, Ned.


Poderes Utilizados pelo Eddard W. Dayne:
Passivos:
Perícia com armas pesadas: Por geralmente ter mais força do que agilidade, os filhos de Hefesto tem facilidade em usar armas pesadas. Martelos, machados e marretas são suas melhores amigas na hora do combate.

Forjas: Os filhos de Hefesto se destacam nas forjas desde o principio, mas em nível inicial eles podem forjar apenas itens que derivam dos materiais comuns, como madeira, ferro, alumínio, latão e bronze comum, além de couro e tecidos. A habilidade progride com o nível, sendo cumulativa:
Ativos:
Nenhum
Poderes Utilizados pelo Sátiro Vayon - Nível 20:
Passivos:
Nível 1: Comunicação natural ~ Naturalmente, sátiros conseguem conversar com qualquer ser vivo relacionado à natureza, como árvores e animais.

Nível 1: perícia com flautas ~ Sátiros tem uma encantadora habilidade natural com Flautas, usando-as inclusive como arma indireta.

Nível 8 : Perícia com cajados e bastões ~ Sátiros lutam bem com este tipo de arma, seja um cajado mágico ou um bastão de beisebol.[criado por Sadie Bronwen]
Nível 15: Determinação ~Sátiros são determinados em seus trabalhos, como achar Pã ou meio-sangues. Por conta disso, sempre que tiverem um objetivo em mente, torna-se mais difícil de desviá-los disso. Eles ganham 50% de resistência a poderes de mentais de confusão e sedução que visem tirá-los de seu caminho.

Nível 20: Amizade com a natureza ~ Assim como ocorre com as dríades, animais não-mitológicos nunca atacam um sátiro, exceto se atacados antes ou se controlados de alguma forma.[criado por Sadie Bronwen]

Protetor

Nível 10: Pressentir o perigo ~ O sátiro sempre sente quando um ser hostil está perto, seja ou não um monstro. O sentido se extende sobre o que afeta seu protegido. Ele saberá se o semideus está em perigo

Nível 15: Ligação ~ O sátiro é ligado a um semideus ou aliado. Com isso, pode enviar mensagens telepáticas ou por sonho para ele, sem custo. As mensagens nem sempre serão claras, e terá a desvantagem de que se algo acontecer ao sátiro, o protegido irá sentir. Pode ser quebrada com a vontade do sátiro. O alvo não precisa estar ciente da ligação, mas só funciona em aliados.
Ativos:
Nível 5:Impacto ~ Ao usar essa habilidade com qualquer arma que possua, inclusive suas armas naturais, o sátiro triplica o dano do golpe. Pode ser combinado com outros poderes que exijam ataque físico direto.[Criado por Sadie Bronwen]

Nível 7: Escoicear ~ O sátiro concentra sua força nos cacos, fazendo uma seqüência de 2 a 5 golpes com eles, alternadamente, causando um dano razoável ao aumentar a potência dos chutes. O gasto de mp varia de acordo com a quantidade de golpes.[criado por Sadie Bronwen]

Nível 15: Melodia de Cura ~ Fazendo uma melodia com sua flauta, o sátiro consegue curar lentamente os ferimentos de um ser vivo. 5 hp por rodada, com duração de 3 rodadas. Aumenta para 10 hp no nível 25 e para 20 hp no nível 35. A duração não é alterada, mas cada pessoa só é afetada uma vez por missão pelo poder. Pode ser usado em si mesmo.

Protetor

15: Santuário ~ Cria uma área em que ninguém pode atacar. Serve tanto para oponentes quanto aliados. A partir do momento que o sátiro ou um de seus aliados ataca, o efeito se quebra. Duração de 3 rodadas. No caso do inimigo tenta atacar, toma dano e o efeito se quebra também.

Armas dos filhos de Hefesto que apareceram:

{Tvö} / Machado [Machado duplo com lâmina de bronze sagrado, marcada com os símbolos de Hefesto. Possui runas em sua extensão, lembrando um machado vicking. É uma arma pesada, que exige as duas mãos para o manuseio. No nível 20 transforma-se em uma luva de couro batido, com o punho formando um bracelete de metal, que pode ser utilizada na forja como proteção durante o trabalho, facilitando o manuseio de materiais.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hefesto]

{Mjö} / Martelo [Martelo de ferreiro feito em titânio resistente ao fogo] {Titânio} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hefesto]


Observação:
Modifiquei o nome das armas para melhor encaixar no personagem. Espero que não haja problemas
Percy Jackson RPG BR



Eddard W. Dayne
avatar
Filhos de Hefesto
Mensagens :
323

Localização :
Nômade

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Qua Ago 02, 2017 9:29 pm



Atualizado!







Hécate

.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha :: uma deosa, uma loka, uma macumbeiraaa ::.

Hécate
avatar
Administradores
Mensagens :
405

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Vitor S. Magnus em Qui Ago 03, 2017 4:00 am


Avaliação
Eddard W. Dayne


O
lá Eddard. Sem tantas delongas... Foi meio difícil tomar a decisão devido a uns erros básicos, mas vamos lá.

Sobre a gramática e estrutura: Logo no começo observei um pequeno erro

“Desde de muito cedo foi largado...”

Durante a história:

“...frutas que ainda da pra reaproveitar...”
Quando o certo poderia ser: “...frutas que ainda davam para reaproveitar…”

Atente ao uso de passado e presente na narração do texto. É um ou outro.

E o uso de “mais” e “mas” empregados de maneira errada.

Recomendo bastante você observar os posts dos mais antigos aqui no forúm, principalmente monitores, para entender como funciona o espaçamento de parágrafos, porque isso conta muito em avaliações e deixar o texto junto torna a leitura cansativa.

Sobre a história: Achei interessante a ideia do grupo dos vegetarianos. Ao longo do tempo você desenvolver as habilidades do personagem e formar o caráter dele foram coisas bem importantes, mas senti falta de sentimentos e pensamentos.

Gostei de você ter usado a observação dos poderes do sátiro (Isso foi bem importante, mostra que você se preocupou com a estrutura da história). Porém, não recomendo você tentar a sorte contra um ciclope enquanto é novato.

Você seguiu a orientação de colocar o momento de reclamação. E fez muito bem, foi mais um ponto positivo para a reclamação.

Sinceramente se fosse para um deus de avaliação rigorosa, provavelmente você teria que refazer, mas por ser comum e a história ter sido criativa e não o velho “arroz com feijão”, posso deixar passar.

Recomendo fortemente que você veja posts dos mais experientes para não sofrer avaliações negativas em treinos e missões. Leia e releia seu texto para não sofrer punições e conseguir alcançar recompensa máxima, lembre que ortografia e organização são pontos de avaliação no fórum. Procure melhorar a narração e dar detalhes do que imaginar sempre, para poder passar tudo de uma maneira clara ao leitor. Nunca desista de ser grande, todos são capazes. No mais, bem-vindo, filho de Hefesto.


Eddard W. Dayne reclamado como filho de Hefesto.

Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP


Vitor S. Magnus
avatar
Monitor de Ares
Mensagens :
363

Localização :
Chalé de Ares

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Qui Ago 03, 2017 8:32 pm



Teje coisado!







Hécate

.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha :: uma deosa, uma loka, uma macumbeiraaa ::.

Hécate
avatar
Administradores
Mensagens :
405

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dan Baizen em Sex Ago 04, 2017 12:51 am


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Íris, por motivos de trama conjunta com outras contas minhas (Thor Myers, Annie Murray, Gary Danvers, Tom Reilly, Mike Chase e Petrus McKeller).

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Dan é ruivo, tem olhos azuis, não tem o corpo mais atlético do mundo, mas também não é gordo. Seus cabelos parecem ter alguma magia oculta que não se permitem ser arrumados, o que dá ao rapaz uma leve aparência desleixada. Atualmente está com 13 anos.

Psicológicas:
É um garoto gentil normalmente, sempre muito educado e atrapalhado, chegando a ser até um pouco fofo. Porém, sabe também jogar charme quando quer e não é tão inocente quanto aparenta. Odeia o escuro com todas as forças (não é medo!) e adora música. Também se apaixona muito fácil, já tendo encontrado o amor da vida dele umas quinhentas vezes.

— História do Personagem:

Não há por que se estender muito no relato sobre Dan Baizen. Criado por uma família ausente (composta pelo pai e pelo irmão mais velho), o ruivo sempre se sentiu muito só. Por conta de suas particularidades típicas de semideus, como o déficit de atenção, costumava ser rejeitado e deixado de lado em todos os grupos em que tentava se envolver. Os únicos momentos em que Dan chamava a atenção por coisas boas era quando cantava e tocava violão, momentos em que as pessoas diziam que ele parecia trazer luz às vidas de quem o ouvia.

Sua entrada no mundo semidivino ocorreu ao fim de uma sucessão de eventos estranhos. Acidentes dos mais diversos aconteciam nos lugares onde o garoto estava e ele não fazia ideia de como vinha conseguindo se livrar destes problemas. Mesmo assim, ele sabia que não demoraria para que algo finalmente o atingisse, pois continuamente o rapaz via sombras misteriosas em seus caminhos, que desapareciam assim que alguma tragédia se dava perto dele.

Até que Dan se viu caminhando até a London Eye, em uma noite qualquer de verão. Queria se divertir um pouco, distrair-se do clima tenso em sua casa e não ouvir, ao menos por alguns instantes, que era amaldiçoado. A roda gigante deveria dar duas voltas completas antes que ele pudesse descer, mas Dan só viu metade do caminho ser percorrido. Um tiroteio começou (ao menos ele achou que fosse um tiroteio, no princípio), prejudicando o funcionamento da roda. Era um problema muito maior do que ele pensava.

Parada em um ângulo nada promissor, a London Eye começou a ranger e um perigoso movimento indicou que a enorme maravilha moderna iria cair de cara no rio Tâmisa. Foi um desespero geral. Passageiros da roda gigante gritavam em pânico e tentavam abrir as portas, totalmente sem sucesso, mas alguém ainda conseguiu pensar friamente e chamou os bombeiros, que vieram o mais rápido que puderam e iniciaram um salvamento. Não seria o suficiente para salvar o ruivo, que nada compreendia, uma vez que a cabine em que ele se encontrava sozinho fora invadida por uma estranha bomba de fumaça fétida, fazendo-o perder a visão do que acontecia e também os sentidos.

Dan nunca soube quanto tempo se passou desde o desmaio até o momento em que um filho de Zeus chamado Thor Myers entrou voando na cabine e o tirou de lá no último segundo. Claro que ele também não fazia ideia da filiação de seu salvador àquele momento. Fato é que a London Eye caiu, levantando uma enorme massa de água, mas milagrosamente ninguém se feriu no incidente. Acompanhando-o até em casa, Thor explicou a Dan o motivo de tudo aquilo acontecer em sua vida e contou que recebera um sonho, indicando que deveria salvá-lo. Em outras palavras, o papel de Dan em sua entrada no mundo meio-sangue foi puramente passivo! Decepcionante...

Sem qualquer protesto por parte do pai, Dan foi trazido para o Acampamento Meio-Sangue e passou a viver como um semideus, mesmo que ainda não entendesse bem como aquilo funcionava (essa lentidão para compreender seu lugar era culpa do déficit de atenção, ele tinha certeza). Mas o garoto ainda estava incompleto. Passou-se uma semana, Dan se inteirou mais das atividades e costumes e até mesmo viveu a perda de um amigo que se tornou muito querido, embora não o conhecesse tanto assim. É, ele se entregava facilmente às pessoas. Um psicólogo facilmente diria que isso era por conta da carência de carinho em que sempre se encontrou.

Embora tenha perdido Marvin, já vinha conquistou seu lugar em um grupo seleto de amigos e não ficou sozinho, mas o que realmente fez a diferença em sua vida foi se apaixonar por Annie Murray (deveria ser a quarta ou quinta paixão dele só naquele ano, não dava para levá-lo a sério). Claro que a garota nada quis com ele, afinal estava completamente derretida por Mike Chase (e ele por ela...), mas o sentimento foi essencial para a resposta mais desejada por Dan: a revelação de quem era sua mãe.

Subitamente encantado pela garota, o ruivo resolveu cometer a loucura de cantar pela primeira vez no acampamento, em uma noite de programação no anfiteatro, dedicando nas entrelinhas, que apenas Gary Danvers leu, a música para a filha de Poseidon. Seu coração estava tão envolvido na execução do plano que a mãe do garoto, a deusa Íris, acabou tocada pelo gesto de amor e resolveu por recompensá-lo diante de toda a plateia, fazendo um arco-íris envolvê-lo e dançar em volta dele ao ritmo da canção.

Dan desceu do palco em busca da aprovação de Annie, mas conseguiu apenas felicitações e honrarias de seus novos amigos. Quando a garota amada se retirou com o amado dela, Dan recebeu a explicação de todo aquele alvoroço e mal acreditou quando ouviu, deixando claro acreditara ter sido apenas um jogo de luzes do anfiteatro. Dan fora reclamado e pela segunda vez seguida foi azarado o suficiente para não ver o acontecimento de algo tão importante para sua vida.

Muita coisa nova estava a caminho para Dan Baizen, e ele agora estava pronto (ou, pelo menos, acreditava estar) para não perder qualquer novo momento louco como semideus que o destino lhe reservava.
Percy Jackson RPG BR



Dan Baizen
avatar
Filhos de Íris
Mensagens :
5

Localização :
Chalé de Íris

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Akira Yagami em Sex Ago 04, 2017 2:22 am


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Nêmesis! Por quê? Simples, acredito que dentre todos os deuses Nêmesis seja a que mais se adequa à personalidade de Akira.

.
— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Descrição Física:
Dona  de  traços  singelos.  Dos fios lisos de bronze marcantes. O cabelo apresenta um tamanho mediano, chegando até mais ou menos um palmo abaixo do ombro. Os olhos enegrecidos como um abismo, cujo olhar se encontra perdido em um horizonte distante, parece sempre que se encontra em um estado de profunda reflexão.

O corpo aparentemente magro esconde alguns músculos bem trabalhados. A altura é mediana, por volta de um metro e sessenta e sete. A postura é quase impecável, os ombros são alinhados ao quadril.  

Apresenta, no dorso da mão direita, uma tatuagem de uma fênix negra. E, na região das costelas localizadas no lado esquerdo do corpo, encontra-se uma marca de nascença em formato semelhante à uma cruz invertida.

Personalidade:
Loucura e lucidez se misturam no seu Ser. A inconstância é o estado de maior predominância. O caos no equilíbrio.

Imagine uma pessoa capaz de fazer qualquer coisa para que o resultado seja o seu sucesso? Bem, essa é Akira. Mataria um aliado para se manter viva ou para salvar um amigo. Uma jovem que se esconde por mais máscaras do que se pode imaginar, que sempre passa tranquilidade e segurança, até nas horas em que o chão já não está mais sobre os seus pés.

Apresenta como lema: olho por olho, dente por dente. A sede por vingança corre em suas veias, tal como o dom de disseminar discórdia entre os demais. É como se sentisse um prazer interior, esse tipo de coisa serve como o alimento de sua alma, de sua natureza.  

Mesmo não sendo das mais comunicativas ou sociáveis. Aprecia muito suas amizades, fazendo o possível e o impossível para mantê-las a salvo. Porém algo raro é conseguir tal sentimento por parte da jovem, uma vez que a mesma é extremamente desconfiada e fechada. Esconde tudo o que pode sobre si.

— História do Personagem:

Nada fazia muito sentido naquele lugar. Ou melhor, nada, desde... desde aquele dia em que abriu os olhos, sem saber o que havia acontecido, sem saber onde estava, quem era, o que a levara até aquele lugar... Seu passado era inexistente para ela, não havia sobrado memória alguma.
 
Os olhos percorreram o ambiente em que se encontrava e, sentia medo, a sua frente estavam criaturas no mínimo assustadores. A reação inicial foi de erguer o corpo, como que num impulso, porém uma mão foi posta abaixo do pescoço, a impedindo. As mãos eram de um jovem, com um sorriso simpático, porém isso não diminuiu o seu temor.  
 
- O-o-on-onde é que eu...? - Sua voz falhou. Os olhos ficaram vazios.  
 
Voltou a deitar, dessa vez sem pronunciar uma só palavra. Deixou a cabeça cair para o lado oposto ao onde o jovem se encontrava.  Ouviu um leve riso, porém não se importou. Em sua mão, sentiu algo gélido repousando. Segurou-o com toda a força que tinha, o que não era muito, e levou, seja o que aquilo fosse, para diante de seus olhos. O objeto revelado ao abrir a mão lhe causou surpresa: um colar no qual estava cravado seu nome: Akira.  
 
Leu em voz alta, o que lhe causou um certo espanto, afinal, como lembrava como se ler e não o seu próprio nome? Mas aquilo não importava naquele momento, nada importava. Enquanto fitava o colar, ouvia vozes tentando explicar o que havia acontecido, falaram algo sobre ser meio-sangue, deuses mitológicos, acidente... Não conseguiu associar as coisas muito bem, era muita informação.
 
Por dias ficou sob cuidados "médicos" (?) As informações eram repassadas a cada amanhecer, e a cada vez que as palavras eram pronunciadas aquilo parecia mais absurdo.  
 
--X--

 
Muitos acham tal acampamento  um paraíso, bem, Akira com certeza não fazia parte desse grupo. Desde que ali chegara, cerca de cinco dias, não conseguia parar de pensar em toda a loucura que a circunstância era.  
 
Os seus pés corriam sobre o asfalto. Estava atrasada. Em sua mão direita, deixava escapar um cigarro, que caia sobre uma poça d’água. A chuva havia chego em má hora. Sua roupa estava grudada ao corpo, o vento parecia cortar seus ossos, tamanha a potência.  
 
A camisa social preta com detalhes que se assemelhavam ao caminho de uma gota em azul, juntamente com aquela calça vermelho sangue se misturavam ao enegrecer da noite. A lua encontrava-se encoberta pelas nuvens cinzentas. A jovem, já quase no local, surpreendeu-se com uma parte irregular do piso, que quase a levou ao chão.  
 
– Droga! – Resmungou, enquanto tentava voltar ao estado de equilíbrio.  
 
O relógio corria contra a semideusa, um fato um tanto comum, isso era incontestável, porém aquele dia era diferente, não podia se atrasar. Sempre que podia, conforme movimenta o braço e a face, olhava discretamente para os ponteiros. 21:35 pm, era para ter chego há mais de meia hora.  
 
Tinha que correr, antes que não desse mais tempo. Haviam lhe informado quanto que aquilo durava, porém ela não estava prestando muita atenção, para variar. Àquela altura do campeonato já conseguia ver as luzes vindas da praça de alimentação, ou refeitório como costumam falar.
 
Passados poucos minutos, adentrava no local, já não mais correndo. Claro que não, seria uma péssima cena aquela, encontrava-se caminhando com total elegância e postura impecável. Os olhares, obviamente, voltaram-se todos para ela, afinal, o atraso já havia passado do que se poderia dizer ser perdoável. A reprovação era percebida, porém não lhe incomodava.  
 
O sorriso sarcástico no rosto parecia deixar os ali presentes ainda mais irritados. Ah, como ela adorava isso.  
 
Observando o local, via algumas pessoas sendo abraçadas e comemorando. Para saber o que havia acontecido não era preciso ser nenhum filho de Athena, estava bastante claro, novos semideuses estavam chegando ao acampamento.
 
Um garoto, deveria ter uns 14 anos, estava realizando o ritual. Encontrava-se notoriamente nervosos, aquela deveria ser a sua primeira vez alimentando-se no acampamento. Fazer toda aquela baboseira de entregar parte da refeição para os deuses, agradecer, pedir e todo aquele blablabla... mais uma coisa que não fazia sentido para Akira.
 
A maior parte das pessoas já estava sentada, cada qual na mesa pertencente ao seu progenitor... Ela, como ainda não sabia quem era sua mãe, ou pai, caminhava para o seu devido lugar. Ainda tinha certa esperança de que ia acordar e descobrir que aquilo era um sonho, ou então que em algum momento alguém sairia de trás de alguma das árvores gritando que era uma pegadinha. Porém a cada dia que se passava a esperança diminuía.
 
– Estás atrasada, não achas? – A voz era firme, grave, um tanto excitante, tal como seu dono. Um homem, ou deus, quem sabe, com aparência de uns 27 anos, sem aquela cara de garoto que a maior parte dos ali presentes apresentavam. Quem era ele? Bem, em algum momento haviam lhe dito, porém, para variar, não havia prestado a devida atenção nisso. Sabia que era alguém importante naquele lugar, porém nada mais do que isso.
 
– Ah, eu estava ocupada. – Disse em um tom de deboche, dando de ombro e se aproximando daquela chama que eles diziam ser sagrada.
 
Via o seu reflexo na dança do fogo. Aquilo lhe causava uma certa dor de cabeça, não sabia o motivo ao certo, porém sempre era incômodo. Fechou os olhos, afastando a dor e, quando voltou a abri-los, ficou petrificada.  
 
Por alguns segundos hesitou em fazer aquilo. Porém era algo "necessário". Os olhares todos estavam voltados para ela.  
 
– Senhorit... - Ele não precisou terminar.  O prato na mão da jovem foi posto sobre o fogo e, então, deixou parte da comida cair e ser engolida pelas chamas.  
 
– Agradeço a vossas divindades por essa droga de vida imprestável... - Sarcasticamente agradeceu. Sussurros começaram a tomar conta do ambiente. Em seu rosto um sorriso irônico. Lançou um olhar para o homem que não sabia quem era, então se virou e se dirigiu rumo ao canto mais isolado do local.  
 
--X--

 
Caminhava sorrateiramente rumo ao chalé mais cheio daquele lugar, Hermes era de fato um mulherengo, ao analisar seu número de filhos, pode-se fazer uma associação com um coelho.  A noite estava consideravelmente calma, silenciosa o suficiente para que fosse possível ouvir a si mesmo.  
 
Daí em diante ficou difícil distinguir o que de fato aconteceu. Em algum ponto estava havendo o que muito diriam ser "só mais uma briga", porém algo a diferenciava das demais: os envolvidos.
 
Akira passava pelo local quando viu a criança, franzino e quase inconsciente pedindo socorro em um sopro. Em cima dele, um jovem quase adulto que Akira reconheceu ser filho de Ares. Seus socos não cessavam. Por um segundo, ela se encostou na parede mais próxima e ficou olhando a cena. A raiva tomava conta de si, demorou um pouco, mas por fim agiu.  

Seus passos eram silenciosos, seu sorriso irônico, como sempre. Balançava a cabeça negativamente. -  Sabe, desde que acordei todos tentam me explicar sobre isso aqui e sobre tudo. - Fez uma leve pausa, quando percebeu que adquirira a atenção do agressor. - Mesmo eu não sabendo de muitas coisas, acho que não erro pelo meu julgamento. - A face do filho de Ares era de confusão, ele parecia não entender o que a jovem dizia, ou porque que ela dizia. - Sua covardia me dá nojo, sabia? Não importa o que esse pobre menino fez ou deixou de fazer, uma briga é uma briga, eu entendo, porém a partir do momento em que alguém cai, perde a consciência, não há mais briga. Todavia, você não para, não é? Continua a agredir uma pessoa que não tem condições de se defender. - Começou a bater palmas, foi quando a prole de Ares saiu de cima do outro jovem e avançou contra a indefinida, prendendo-a na parede, com o braço pressionando a garganta. - Muito valente você, não é? - A cada silaba sua voz saia um pouco mais baixa.

Um soco, e outro, e outro... e mais muitos. Mas nada tirava o sorriso bobo do rosto da menina.  

Ela já estava quase se entregando, quase desmoronando, quando algo surgiu em sua mão: uma espada. Aquilo fez com que o filho de Ares recuasse, pareceu surpreso. Porém não era para a arma que ele olhava, e sim para a face de Akira, onde uma balança surgiu, como uma tatuagem, em sua testa. O garoto recuo, até tropeçar nos próprios pés. De sua garganta, ecoou uma só palavra: - Nê-Nêmesis!

Akira, por sua vez, admirava a arma que ganhara, sem saber o que estava acontecendo. Deu uma leve gargalhada, em um tom baixo, antes de fechar seus olhos. Não tivera força para caminhar para sua nova e nem para a velha moradia, adormecera ali mesmo.  

No dia seguinte, o recado lhe foi dado, sua mãe havia lhe reconhecido e, oficialmente, ela fazia parte daquele lugar... Foi então que sua esperança de aquilo não ser real se esvaiu.  
Percy Jackson RPG BR



Akira Yagami
avatar
Filhos de Nêmesis
Mensagens :
2

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Will Fortune em Qua Ago 09, 2017 4:12 pm


Ficha de Reclamação - AVALIAÇÃO

Dan Baizen


Olá, Ed Sheeran. Vamos à sua avaliação.
Bom, como você sabe eu já te acompanho a muito tempo no fórum sou muito tiete sim. Não tenho muito o que falar da sua ficha. Ela foi boa, teve o necessário, eu já sabia como seria o desfecho dela, afinal foi eu quem avaliou sua diy. Mas enfim, parabéns sz

Dan Baizen reclamado como filho de Íris



Akira Yagami


Olá, Akira. Vamos à sua avaliação.
Primeiramente, Seja bem-vinda ao fórum. Sei que esses dias atrás você veio tirar algumas dúvidas comigo no chat, então sim, levarei isso em conta.
Não encontrei erros gritantes no seu texto, você narra no passado, e vez ou outro um verbo é conjugado no presente, mas nada que, de fato, atrapalhasse o leitor.
Uma coisa que me incomodou no seu texto é que, em algumas, você usou traço (-) em vez de travessão (—) e nas horas que iniciava uma fala com o travessão, assim que ela terminavam e vinha uma ação, você usava o traço novamente. Se atente nisso para a sua próxima narração.
No mais eu achei a sua ficha interessante, e ela teve o momento da reclamação, o que é necessário.

Akira Yagami reclamada como filha de Nêmesis



Will Fortune
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
315

Localização :
No cu de Judas

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Qua Ago 09, 2017 6:30 pm



Tejem coisados!







Hécate

.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha :: uma deosa, uma loka, uma macumbeiraaa ::.

Hécate
avatar
Administradores
Mensagens :
405

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Isaac A. Maxwell em Seg Ago 14, 2017 6:50 pm


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser um semideus, filho de Atena.

Acredito que os filhos de Atena sejam extremamente inteligentes e lógicos, de forma que seja possível desenvolver uma narrativa muito interessante e ainda por cima criar um personagem forte que não dependa de poderes, mas de raciocínio. Além disso, acredito que um filho de Atena seja mais parecido comigo em off do que os demais.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Isaac é um garoto de 17 anos, tendo 1,75 m de altura, com cabelos curtos de cor castanha escura e olhos acinzentados. Seu corpo é um tanto magricela, mas nada de exagerado, enquanto sua pele poderia ser um pouco mais bronzeada. Se usasse óculos, ele seria o perfeito estereótipo de um nerd.

Características Psicológicas: Apesar de extremamente inteligente, o garoto se mostra uma pessoa amigável e sociável uma vez que é cativado, contudo ele não parece se importar com o que os outros pensam e, por vezes, tende a ser arrogante, podendo achar que é melhor que todos, o que pode tornando-lo um tanto calculista com quando o assunto é qualquer tipo de relacionamento.
Ele também é extremamente preguiçoso quando imposto a qualquer tipo de atividade física, além de perder facilmente o interesse nas coisas ao seu redor.
Portanto, é normal que ele sinta uma vontade quase que incontrolável de se manter deitado apenas viajando em pensamentos.
Vale ressaltar que, diferente da maioria dos semideuses, Isaac não possui déficit de atenção, nem mesmo hiperatividade.

— História do Personagem:

Tudo começou naquela tarde fresca de Nova Iorque. Eu me via sentado em uma cadeira bamba, a cabeça abaixada sob a mesa fria de madeira, mantendo meus olhos vidrados no quadro negro, enquanto o Sr. Garret ministrava sua aula de matemática "não tão" avançada.

Bocejei de forma discreta e rodei os olhos pela sala de aula. O lugar estava cheio de alunos extremamente desinteressados – assim como eu. Alguns usavam seus celulares, outros conversavam sobre besteiras ou faziam aviõezinhos de papel para jogar pelos ares. Idiotas, poderiam ocupar seu tempo de forma mais produtiva ou simplesmente faltar.

- Sr. Maxwell? - A voz ecoou pela minha minha mente de forma que eu levantei a cabeça levemente buscando sua origem. Sr. Garret parecia estar olhando em minha direção – Sr. Maxwell, pode nos dizer a solução da equação no quadro?

"Tantas pessoas para ele chamar, por que vai pegar logo no meu pé?" pensei. Levei os olhos para a lousa uma segunda fez, analisando a equação escrita em giz branco. Soltei um leve sorriso ao perceber o erro de sinal em um dos termos, ponderando se deveria ou não avisar o professor sobre seu erro infantil.

- Desculpe professor, não tenho ideia da solução. - Falei da forma mais natural que pude.

Ele pareceu decepcionado e, após um comentário sobre minha falta de estudos, tornou a sua explicação como se eu o houvesse magoado ou algo do tipo. A aula que deveria ter durado 45 minutos pareceu levar anos para acabar. Finalmente quando o sinal da liberdade ecoou por toda a escola, meu melhor amigo se aproximou sorridente, com suas muletas e seu boné escondendo os cabelos desgrenhados.

- Por que não resolveu a equação? - Perguntou-me com ar de risos. - Você com certeza sabia a resposta daquilo.

- Sabe como é, Austin... Fiquei com preguiça. – Admiti enquanto guardava meu material em minha mochila cinza surrada.

- Só você mesmo. - Disse-me ele rindo. - Viu, hoje a tarde eu queria passar na sua casa, tenho um assunto mega secreto pra te contar.

- Fechou, cara. - Falei pensativo – Eu chamo a galera toda, compro uns refris e uns salgadinhos. Ai passamos a tarde jogando e...

- Não, não Isaac. - Sua voz ficou séria, mas ele forçou uma tosse e voltou ao seu tom amigável. - É um assunto sério, acho que só você e seu pai já bastam!

- Eu e meu pai? - Exclamei dando-lhe um soquinho no ombro. - Ta de zoeira comigo, cara?

- Relaxa, Izzy. - Ele disse enquanto se afastava. - Passo lá depois do almoço!

Ω

- Quer dizer que o Austin quer falar com a gente? – Perguntou-me meu pai enquanto lavava a louça do almoço. Ele parecia ter levado aquele papo extremamente a sério. -  O que será que ele quer?

Fitei-o por alguns momentos, não podia acreditar que ele estava realmente interessado por aquilo. Sentei-me em uma cadeira proxima à mesa com as pernas cruzadas e coloquei minha mente para funcionar. Para início de conversa, não lembrava de meu pai tendo qualquer tipo de conversa com Austin por mais de 5 ou 10 minutos. Algo estava estranho.

- Sei lá, ele tem umas ideias meio estranhas. – Dei de ombros. Já estava prestes a mudar de assunto quando a campainha tocou de forma quase que ensurdecedora. Soltei um leve suspiro e ergui as sobrancelhas enquanto encarava meu pai. - Bem... Falando no diabo.

Caminhei pela casa, pensativo. Alguma coisa estava acontecendo ali, mas eu não conseguia decifrar o que. Era como se aquela situação fosse um grande quebra-cabeças cujas peças haviam se perdido. Finalmente alcancei a porta de entrada, o que me fez afastar aqueles pensamentos confusos de minha mente. A campainha tocou mais uma vez, como se Austin estivesse impaciente.

Assim que abri a porta, o garoto abriu um sorriso e entrou rapidamente mesmo sem convite, era a primeira vez que eu o via sem suas muletas. Aquilo não fazia o menor sentido. Ele apertou minha mão com sua própria e envolveu-me em um abraço com o braço contrário.

- Izzy, estamos com menos tempo do que eu pensei, ela está vindo! – Disse-me ele disparando pela casa mais rápido do que se espera de um aleijado – Onde está seu pai?

- O que quer dizer com isso, cara? – Tentei acompanhar a passada dele, mas logo o garoto já estava com meu pai, apertando sua mão.

- Isaac, sente-se. – Ele apontou para a cadeira da qual eu levantara há alguns minutos. - Temos que conversar sobre você, filho.

Fiz o que ele disse enquanto minha mente vagava pelo infinito. Eu queria respostas, queria saber o que eles tinham de tão importante a dizer, e com certeza queria entender como Austin poderia estar sem suas muletas. Levantei uma sobrancelha olhando para os dois ali presentes, se eles queriam brincar de misteriozinho, eu entraria no jogo.

- Filho, eu sempre te disse como a sua mãe era inteligente e especial. – Ele começou, parecendo um tanto receoso. O homem puxou de um dos bolsos um esqueiro e um maço de cigarro do outro, antes de finalmente acender seu cigarro e dar uma longa tragada. Eu odiava quando ele fumava dentro de casa, mas ele não pareceu se importar, antes que eu pudesse expressar meu descontentamento ele deixou seu isqueiro sobre a mesa e tornou a sua fala. - A verdade é que ela era uma deusa.

Pigarreei, tentando abafar uma risada extremamente alta. Um sorriso zombeteiro surgiu em meu rosto enquanto meus olhos viajavam entre meu pai e Austin. Nenhum dos dois começou a rir, o que me deixou muito impressionado. Eles realmente estavam levando aquela brincadeira muito a sério.

- É sério, Izzy. – Austin deu alguns passos em minha direção, sua voz parecia angustiada. - Sua mãe era uma deusa, cara!

- Vocês dois fizeram todo esse mistério pra me contar isso? – Levantei-me enquanto levava minhas mãos aos bolsos de minha jeans. Eles realmente acreditavam que eu ia cair numa palhaçada dessas? - Sério gente, valeu o esforço, mas acho que dessa vez vocês forçaram a barra, né?

- Filho, isso não é uma piada! – Meu pai avançou até mim, sua voz mais séria do que eu jamais vira. - Sua mãe é a deusa da sabedoria, Atena! O mundo é um lugar perigoso para pessoas como você. Monstros... Coisas podem estar atrás de você neste instante!

- Espera, se eu sou filho de uma deusa e um mortal, isso faz de mim um... Semideus? – Fiz a expressão mais séria que consegui. Meu pai estudava minha reação enquanto Austin acenava com a cabeça a cada palavra que eu proferia.

Sem me segurar, tornei a gargalhar. Aquela era a coisa mais ridícula que eu já ouvira em minha vida.

- Vocês dois são engraçados. Mas não consigo entender... Se estes monstros estão atrás de mim, por que eles nunca me acharam? Será que são ruins em esconde-esconde?

- Bem, eu desenvolvi um composto especial que mascarasse seu cheiro. – Meu pai se aproximou ainda mais de mim, sua voz voltara ao seu tom calmo. - Mas conforme você foi crescendo, o cheio foi ficando mais difícil de mascarar. Quando você fez 14 anos eu já deveria ter te mandado para o acampamento, mas achei que conseguiria dar-lhe uma vida normal por mais alguns anos.

- Você não achou que a deusa da sabedoria iria se atrair por qualquer um, não é mesmo? Seu pai foi o primeiro químico a desenvolver um composto que pudesse mascarar o cheiro de semideuses. – Austin começara a falar antes que eu pudesse responder meu pai. Aquilo já estava começando a me deixar entediado. - Evidentemente ele não funciona em semideuses mais velhos... E muito menos quando estão em grupo...

- Eu sei que vocês se empenharam muito para criar essa história, mas sério gente, já encheu... – Estava prestes a por um fim na conversa quando um estrondo pode ser ouvido da entrada de casa.

Todos nos silênciamos. Austin parecia extremamente assustado, ele olhou para meu pai e então focou seus olhos em mim. Levantei uma sobrancelha para ele como quem diz "ta olhando o que?"

Soltei outro suspiro e avancei até a porta, antes que meus companheiros pudessem me segurar, provavelmente era só alguma batida de carro ou coisa parecida. Antes que qualquer um dos dois pudesse me impedir, avancei pelo recinto e subi as escadas até meu quarto, de onde eu poderia ver a rua.

Minha visão parecia embaçada ao olhar, mas um tipo de mulher-cobra podia ser visto no começo da rua. Sua pele parecia escamosa e possuía um duvidoso tom esverdeado, tendo a metade superior do corpo semelhante ao de uma mulher e duas longas caudas onde deveriam estar suas pernas. Ela caminhava – ou rastejava -  em direção à minha casa com um olhar penetrante, enquanto destruía tudo em seu caminho. As pessoas corriam para longe, fugindo da criatura, mas evidentemente sempre tinha um ou outro idiota para querer tirar fotos e filmar o ocorrido.

- Mas que por... – As mãos de Austin cobriram minha boca antes que eu pudesse demonstrar minha indignação e me puxaram para trás. Olhei para ele surpreso, devincilhando-me de suas mãos. - Aquilo é real?

- Claro que é real, Izzy! – Ele parecia nervoso e assustado ao mesmo tempo. Por fim, voltou-se ao meu pai, que nos acompanhara até ali. - Sr. Maxwell, esconda-se. Temos que matar aquele monstro e depois precisaremos de uma carona para o acampamento!

- Matar? Por que não fugimos? – Exclamei incrédulo, o que poderíamos fazer contra uma criatura como aquela?

- Acho que você não está entendendo a situação aqui... – Ele olhou mais uma vez pela janela. - Não dá pra simplesmente fugir de uma Dracaena. Pelo menos não na nossa situação.

Dracaena? Aquilo tudo parecia loucura. Minha cabeça começou a trabalhar tentando entender tudo o que estava acontecendo. Eu tinha um problema, como solucioná-lo? Eu sentia meu cerebro forçar pensamentos e as ideias mais loucas apareciam em minha mente em frações de segundos. Era uma situação de vida ou morte, se houvesse uma saída dali, eu a encontraria!

Olhei ao redor, procurando alguma coisa que pudesse ser útil. Mas sabe como é, você nunca se prepara para uma coisas dessas, quando se espera que uma mulher-cobra assassina vai aparecer na sua rua quebrando e destruindo tudo?

- Austin, como você sabe de tudo isso? - A pergunta pareceu pegá-lo de surpresa. Ele então fechou seus olhos cansados por alguns momentos e começou a abaixar as calças. Fiquei totalmente sem reação, a confusão em minha mente era crescente, até que finalmente entendi. Ele era um deles. - Caralho, cara! Você é meio cabrito!

- Cabrito? Ta tirando com a minha cara? É meio bode, sou um sátiro! – Ele balançava a cabeça negativamente como se eu o tivesse magoado. - Eu sou seu protetor, meu dever é garantir que você fique a salvo.

Precisei processar aquilo por alguns instantes enquanto minha mente vagava para as aulas de história antiga. Deuses gregos, sátiros, semideuses e heróis, aquilo tudo parecia estar conectado. Milhares de perguntas surgiram em minha mente e eu sentia um impulso quase que incontrolável de encontrar respostas. Mas eu não tinha tempo para aquilo, precisava sair vivo dali.

- Certo. Sátiro. Saquei. Então, você já enfrentou aquelas coisas ali? – O sátiro assentiu positivamente com a cabeça. Finalmente, algo fez sentido. Um plano se montou quase que instantaneamente em minha mente. Abri um sorriso arrogante e encarei meu dois companheiros. – Já sei o que fazer...

Ω

Meu pai estava no segundo andar, o sátiro dissera que aparentemente que ele não seria de muita ajuda. Austin se mantinha ao topo da escada, segurando um facão de cozinha e uma garrafa de álcool etílico, enquanto eu permanecia sentado em uma cadeira na cozinha bem de frente para a porta de entrada da casa. As pernas cruzadas e os dedos entrelaçados em frente ao rosto me faziam passar mais coragem do que eu realmente tinha, minha unica defesa era uma lata de desodorante que eu mantinha em meu colo.

Alguns segundos de silêncio. Repentinamente a porta de entrada estourou com um barulho ensurdecedor. Meu coração se acelerou, gotas de suor começaram a brotar em minha testa, mas mantive a postura, encarando-a.

Ela focalizou os olhos em minha direção e abriu um grande sorriso arrepilante, dando-me calafrios na espinha. Separei as mãos e as abri de forma a mostrar que minha guarda estava aberta, levantei a sobrancelha direita e sorri com o canto da boca.

- Não quer provar um pouco?.

A criatura avançou em minha direção, sibilando algo que eu não consegui entender. Conforme ela avançava, eu podia distinguir mais detalhes sobre ela e meu medo crescia. Ela não usava arma alguma e vestia uma blusinha rosa da Hollister, o que me deixou extremamente perplexo.

Contudo, a medida que ela passou próxima a escada, Austin lançou-se ao ar na direção de nossa inimiga, jogando todo o álcool que pode sobre sua pele escamosa e esverdeada, tentando desferir um golpe com seu facão em uma de caudas da criatura.

A monstrenga soltou um urro raivoso, e virou-se para o sátiro. Ela estava encharcada de álcool, entretanto não parecia machucada. Sua fúria deveria ser por conta da tentativa de emboscada. Ela então agarrou o homem-bode e o levantou no ar.

- Sssssuass armasss ssão inúteisss contra mim! – A dracaena sibilou para Austin, o desprezo em sua voz era praticamente palpável.

Aquela era minha chance, levantei-me de minha cadeira com o desodorante em mãos e passei a mão no esqueiro que meu pai deixara ali poucos instantes antes quando acendera seu cigarro. Aproximei-me da criatura o mais rápido que pude enquanto ela estava distraída com Austin, acendi o esqueiro e levantei o desodorante, mirando em sua cabeça.

- Hey, querida? – Minha voz ecoou pelo recinto, a dracaena manteve-se segurando meu amigo, mas girou seu rosto para me olhar. Já estava ficando desinteressado novamente, a montagem e elaboração do plano foram um sucesso, agora tudo estaria acabado em questão de instantes. Seu olhar se cruzou com o meu, mas antes que ela pudesse fazer outro movimento, pressionei o desodorante, criando uma espécie de lança chamas caseiro. - Bum...

O fogo atingiu o monstro bem no rosto, queimando-o por completo. Ela largou o sátiro e  levou as mãos aos olhos, mas já era tarde. O fogo se alastrava sobre seu corpo por conta do álcool e queimava com grande eficiência.

Mantive meu ataque mesmo após a mulher-cobra começar a se debater em chamas. O fogo começava a se alastrar pelo cômodo, mas eu não pararia até que a criatura estivesse imóvel. Meu companheiro tentava apagar o fogo no chão e nas paredes com qualquer coisa que encontrasse. Passados alguns minutos a criatura parou de se debater e explodiu em uma espécie de pó dourado, fazendo um único pensamento surgir em minha mente: "É sério isso? Os monstros viram purpurina quando morrem?".

Tossi, enquanto deixava de lado o esqueiro e o desodorante. Estava acabado. Ainda haviam focos de fogo pela casa, mas Austin parou sua tentativa de erradicá-los e apontou para algum lugar acima de mim.

Segui com os olhos para onde apontava e um pequeno símbolo amarelo rodava sobre minha cabeça. Tornei a encarar o sátiro com dúvida no olhar.

- Izzy, você é realmente o filho de sua mãe! – Ele se aproximou vagarosamente, sorrindo como se nada tivesse acontecido. - Este é o símbolo de Atena, cara!

- Hãn? Que estranho... – Mantive o olhar no pequeno símbolo sobre minha cabeça. Eu não sabia o que sentir, na verdade, eu não me sentia diferente, mas sabia que algo havia mudado. Daquele dia em diante, tudo seria mais difícil. - Acho que você me deve algumas explicações.

- Vamos fazer o seguinte. A gente chama seu pai, terminamos de arrumar as coisas aqui e eu te conto tudo a caminho do Acampamento Meio-Sangue.

- Acampamento Meio-Sangue?

- Já disse, eu te conto tudo no caminho...

- Ok, ok... Vamos ver aonde essa história vai dar...

Percy Jackson RPG BR



Isaac A. Maxwell
avatar
Filhos de Atena
Mensagens :
1

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Will Fortune em Qua Ago 16, 2017 4:17 am


Ficha de Reclamação - AVALIAÇÃO

Isaac A. Maxwell


Olá, Pedrinho perdido. Vamos à sua avaliação.

Bom, vou dizer que eu amei ler algo seu. Não sou muito de ficar bisbilhotando narrações alheias, mas por ter sido a primeira leitura minha de algo seu apenas me faz te dar os parabéns. Sua escrita é impecável.

Uma coisa que me incomodou no seu texto é que, em algumas, você usou traço (-) em vez de travessão (—) e nas horas que iniciava uma fala com o travessão, assim que ela terminavam e vinha uma ação, você usava o traço novamente, vez ou outra um meia risca(–). Mas sei que isso, muita das vezes, é por conta do corretor do seu editor de texto, mas fique atento a isso, alguns narradores podem descontar em missões.

No geral, parabéns.

Issac A. Maxewll reclamado como filho de Athena



Will Fortune
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
315

Localização :
No cu de Judas

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 11 de 14 Anterior  1 ... 7 ... 10, 11, 12, 13, 14  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum