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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.









































































































































Deuses / Criaturas Avaliação
Afrodite Comum
Apolo Comum
Atena Rigorosa
Ares Comum
Centauros(as) Comum
Deimos Comum
Deméter Comum
Despina Rigorosa
Dionísio Comum
Dríades (apenas sexo feminino) Comum
Éolo Comum
Eos Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões) Comum
Hades Especial (clique aqui)
Hécate Rigorosa
Héracles Comum
Hefesto Comum
Hermes Comum
Héstia Comum
Hipnos Comum
Íris Comum
Macária Rigorosa
Melinoe Rigorosa
Nêmesis Rigorosa
Nyx Rigorosa
Perséfone Rigorosa
Phobos Comum
Poseidon Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino) Comum
Selene Comum
Tânatos Comum
Zeus Especial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Phobos em Sab 21 Out 2017, 15:13

Atualizado



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kao Morningstar em Dom 29 Out 2017, 22:22


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Deimos. Escolhi aleatoriamente e vi que dava pra encaixar legal na trama do meu personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Físicas - Possui 1,82 de altura, 18 anos, rosto quadrado e porte físico atlético. Pele morena, olhos e cabelos negros. Seu corte de cabelo varia muito, mas geralmente é penteado para trás e raspado aos lados. Parece ter uma expressão permanente de sorriso no rosto, que é visto como estranho em algumas pessoas.

Psicológicas - Sua mente é instável, pensamentos que mudam de acordo com sua "máscara", podendo entrar em conflito. É infeliz, mas sempre está com o sorriso no rosto na frente de outras pessoas, mascarando suas emoções. Possui conceitos de moral quase inexistente e acha que tudo é uma brincadeira, não se deixando afetar pelas consequências de suas ações.
— História do Personagem:

Kao morava numa periferia no estado do Arizona, não conhecia seus pais e havia crescido numa espécie de abrigo informal na cidade. Hoje em dia, divide uma casa com outras 4 pessoas, cuja relação não é das melhores.

Trabalhei o dia inteiro no Mc Donalds, não gosto de lá, mas é o que da pra fazer por enquanto, é claro que eu não vou ficar lá a minha vida toda. Antes de sair, levei o gato Anne para um abrigo. Ela havia derrubado meu celular, destruindo o touch. Eu sei que ela tem dinheiro para consertar, mas ela se recusa, irei usar chantagem. Vou na cozinha preparar alguma coisa pra comer e encontro ela lá.

— Cadê o meu gato?
Ela perguntou, desconfiado que eu havia feito alguma coisa com ele. Provavelmente procurou por algumas horas antes de deduzir que eu havia sumido com ele.
— Eu levei pra um abrigo, só vou dizer onde depois que você pagar o conserto do meu celular.
Ela olha para mim com um olhar furioso e me responde:
— Não vou pagar merda alguma para você, Cadê o meu gato?
Uma longa discussão seguiu aquele momento, não iria ceder para ela, eu sabia que estava sendo justo e que tinha razão. Após argumentar sem sucesso, vou ao meu quarto usar o computador para me distrair. Algumas horas depois o namorado dela entra no meu quarto, ele toca a mesa do computador e me encara. Eu tiro os fones de ouvido e olho para ele, que começa a falar:
— Onde você colocou o gato dela?
Eu sinto o tom hostil nas palavras dele, começo a argumentar me negando a dizer o animal estava. Ele me escutava pacientemente, mas raiva emanava do seu rosto.
— Por que você faz essas coisas?
Sua pergunta era retórica, parecia que ele estava me analisando, ou pensando em algo para falar.
— Você acha que eu tenho medo de você? Se você fizer qualquer coisa a ela eu mato você.
Ele falou pacientemente, não esperava algo tão hostil vindo dele. Normalmente tínhamos um relacionamento normal, que se alterava para esses estresses e brigas.
— Não tenho medo de você.
Eu disse firmemente.
— Se alguma coisa acontecer com ela, eu mato você, passo o resto da minha vida na cadeia.
Ele voltou a me ameaçar. Afirmei novamente que não sentia medo dele mas minhas mãos estavam tremendo, não sabia se isso era visível. Após alguns minutos de troca de ameaças ele sai do quarto, e começa a conversar com ela.

Meses depois, com a situação já resolvida, eu havia refletido muito sobre essa questão do medo. Eu havia agora uma rixa pessoal com o Wesley. Nós não nos falávamos mas quase todos os dias eu sonhava com ele. Medo... Por que isso é tão importante para mim? Também tive outros sonhos estranhos, descobri que era filho de um deus. É claro que no começo foi tudo muito confuso, mas agora todas as peças se encaixam, esse era o meu destino todo esse tempo. Havia algo maior por trás disso tudo, e eu havia um papel a cumprir.

De vez em quando, o Wesley passava lá em casa durante as folgas do trabalho, ele comia, deitava, ou apenas descansava. Tudo estava preparado para hoje, eu iria partir para o Acampamento Meio-Sangue e começar uma nova fase da minha vida. Confesso que cheguei a me questionar se era tudo verdade ou estava ficando louco, será que eu tinha esquizofrenia? Havia pesquisado os sintomas na Wikipédia, mas fugir para lá também seria bom para o que eu iria fazer.

A mesa da cozinha ficava encostada na parede, Wesley estava sentado com as costas para a entrada. Estávamos sozinhos na casa, e eu já havia largado meu trabalho, e usado meu dinheiro para me preparar para a viagem. Me esgueiro atrás dele e empunho um martelo na minha mão direita e uma pistola na esquerda, ele era mais forte do que eu, e eu tinha medo de perder caso houvesse alguma luta. Golpeio a cabeça dele com força, usando o lado do martelo na tentativa de atordoa-lo. Ele solta os talheres, abaixa a cabeça e coloca as mãos no local onde eu havia ferido. Soltou um grunhido de dor, sem entender oque estava acontecendo.

Eu o queria no chão, então golpeei novamente a cabeça dele, acertando seus dedos, e o derrubei a cadeira. Mirei a arma caso ele fosse se levantar. Deitado, ele olhava para o que o havia atingido. Sangue começava a escorrer pela vala dos seus dedos. Eu sempre soube que havia algo diferente comigo, algumas pessoas notavam também. Eu tinha alguns amigos que sempre brincavam me chamando de psicopata, e eu já havia conseguido afastar uma namorada por causa do meu talento em ser assim... Não sei explicar.

De todas as pessoas que sentiam medo de mim, ele era o único que me desafiava. Que zombava da minha cara e não via quem eu era. Esse foi o seu maior erro. Talvez ele poderia ter filhos, e ter uma longa vida. Tudo foi jogado no lixo porque ele não sentiu medo da pessoa errada. Observei enquanto ele agonizava de dor, com os dentes serrados e provavelmente confuso com a situação. Será que ele finalmente estava com medo? Tudo que eu lia em suas expressões era dor, mas eu espero que no fundo ele esteja sentindo, de verdade.

Antes que ele agonizasse mais e alguma coisa saísse do controle, eu precisava acabar com aquilo. Coloco a arma em cima da mesa, sabendo que ele não teria chances de reagir e começo a martelar o seu rosto, usando a parte da frente dessa vez. O som dos ossos quebrando e todo aquele sangue fluindo de cada ferida que eu abria era... desconfortável. Quebrar a cabeça de alguém era pior do que eu imaginava. Eu iria precisar de um banho antes de sair para o acampamento.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raphael Jauregui em Sex 03 Nov 2017, 00:51

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Kao MorningstarReprovado como filho de Deimos.

Primeiramente Fora Temer e em segundo seja bem-vindo.

Bom vamos por parte. Esse seu começo explicando que ele mora em tal lugar ficou um tanto quanto confuso. Talvez você devesse usar aspas ou ele em itálico, pois a impressão que deu era de que você começou escrevendo em terceira pessoa e no segundo parágrafo você cansou e começou a escrever em primeira.

Sobre as falas eu achei um pouco desorganizada nessa parte por exemplo:

Kao escreveu:— Por que você faz essas coisas?
Sua pergunta era retórica, parecia que ele estava me analisando, ou pensando em algo para falar.
— Você acha que eu tenho medo de você? Se você fizer qualquer coisa a ela eu mato você.

Você começou a falar de um terceiro colocou a ação dele em baixo e depois a fala dele novamente e poderia ter ficado assim:

@Raphael escreveu:— Por que você faz essas coisas? —Sua pergunta era retórica, parecia que ele estava me analisando, ou pensando em algo para falar. — Você acha que eu tenho medo de você? Se você fizer qualquer coisa a ela eu mato você.

Em fala do seu personagem também faça isso sempre que quiser expressar uma ação durante uma fala. Ah, e sempre tente deixar o espaço de uma linha de cada fala/parágrafo fica mais fácil de enxergar visualmente.

Mas o principal motivo da sua reprovação foi o momento da reclamação do seu personagem. Você diz que ele teve um sonho e descobriu que era semideus e é exatamente ai que foi o seu erro. A ficha PRECISA ter o momento da reclamação, você apenas contou que ele sonhou e acabou descobrindo e nesse caso você deveria ter narrado como foi esse sonho, como ele descobriu, com quem ele conversou, o que ele viu no sonho e quando o personagem acordasse o simbolo do seu progenitor estaria voando em cima de sua cabeça.

Eu gostei do background do personagem mas infelizmente terei de reprová-lo. Não desista e continua tentando. Keep foxxie, fon fon.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Michael T. Neville em Sab 04 Nov 2017, 19:46


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Ares, Vai ser tanto por Personalidade, já que seria um personagem mais "Animado" que normalmente e diferente de bastantes filhos de Ares, mas quando agitado(nervoso) vai ser idêntico a um, e tanto por Habilidades, que eu amei, e acho que se encaixaria.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Características Físicas
Um homem um tanto definido, não buscando por muitos muculos, ou exagerar por os mesmos, tendo uns 1,82, olhos de íris marrom escuros, e seus cabelos morenos, uma pele clara, mas não tanta, e com poucas espinhas ou cicatrizes.

Características Psicológicas
Seria alguém mais animado que seus irmãos como dito mais acima, sendo alguem bem de boas com as pessoas em suas voltas para não criar muitos conflitos, mas porem quando desafiado não iria negar, normalmente indo até o final de seus desafios, a menos que seria um desafio obvio que seria uma armadilha para o mesmo, pois afinal.. ninguém é idiota.
— História do Personagem:

Por quanto tempo o garoto estava esperando a sua mãe sair do quarto? Não sabia mais, a mãe e o filho, haviam combinados de ir dar uma caminhada como normalmente sempre fariam todo o final de semana, apenas os dois, que não seria algo muito cansativo e entediante, para os dois que seriam duas pessoas muito ligadas. Jessy Thompson Neville, era uma mãe um tanto nova, por ter tido engravidado aos 19 anos, Michael, sendo assim alguém de 40 anos de idade, não sendo muito velha em relação as amigas delas, saindo do quarto, a mulher olhou seu filho, assim avisando-o que iriam caminhar até o Central Park, pois bem.. Nada poderia dar de errado, ou era oque ele pensava.

Estavam andando pela a cidade enquanto tanto quando a mãe e o filho estavam conversando sobre coisas relacionadas a promoções de lojas, de todos os tipos, tantos a eletrônicos que era o lado do filho, e tanto para moda, e decorações para casa, que era mais o lado da mãe, tudo estava bem, até que adentravam um atalho, para chegar ao central park, seria um lugar mais escuro da cidade, e naquele atalho, se viam duas senhoras sentadas em um banquinho em frente de suas casas, que eram pessoas que podiam confiar-se, quando o a mãe e o filho passavam por elas, elas chamavam-os, para tomar café. Por que não? Oque poderia dar de errado, não é mesmo? Então aceitaram, indo assim adentrando a casa de ambas irmãs, onde quando preparavam o chá, e serviam, a mãe que se precipitava, já tomava, onde o filho esfriava o café, enquanto esfriava, a mãe do tal veio a cair em um sono profundo, onde as senhoras de idade olhavam Michael. Michael que suspeitava, se afastou das mulheres com a chicara de chá em mãos, logo uma da mulher falou;

- Droga, essa peste não bebeu. - Quando a mulher falava, a tal se transformava em uma mulher com asas(harpia), e já a outra se transformava em uma mulher com uma especie de cobra(Dracaenae), onde Michael, por instinto, jogava o chá quente no olho da Harpia, e a chicara, bem no rosto da outra, pegando a mãe no colo, dando um chute na porta da casa, assim saindo da casa, correndo o mais longe possível, mas não iria conseguir chegar muito longe, assim as duas saiam da casa onde a Dracaenae, fazendo rastros de destruições seguia Michael, já a outra voava para ter uma visão melhor, o garoto que corria, encontrava uma daquelas escadas que seguiam para baixo a uma estação de metro, descia-as, impossibilitando a visão da Harpia, mas não despistando outra.

Entrando naquela estação, via-se varias pessoas, onde tentava passar por elas, o garoto pulava nos "trilhos" mesmo, não se importando, enquanto assim a Dracaenae seguia-a, o garoto por estranhos momentos, se perguntavam por que as pessoas não reagiam gritando, o garoto correndo entre aqueles trilhos, olhando para o chão, se escondia, entre aquelas portas que ficavam próximo aos trilhos, que no caso segurava a perna e as costas, da mãe, se escondendo, apenas ouvindo:
- Cade você, ein filho de Ares? - Dizia a Dracaenae - Ah.. está aqui!

Ela acertava o local que o filho de Ares estava, encarando-o.

- Hoje irei ter jantar de semi-deus! - Assim quando iria capturar o semi-deus, um metro em grande velocidade, acertava em cheio a mulher, onde assim salvo pelo o gongo, o garoto saia de ali, onde iria para a casa meio escondido.

Assim esperando algum tempo, deixava a mãe em sua cama, até ela acordar, onde os dois tiveram uma longa conversa sobre essa história de semi-deus, então assim o garoto sozinho iria para o acampamento, com um velho carro que havia na garagem, e por sorte, não foi seguido , ou era o que pensava, pois quando estava cantando uma música do rádio, e bom, não se sabe o por que, mas o carro capotou, e quando estava capotando, pelo o vidro do carro, viu uma harpia passando voando encima do mesmo, lembrando-se daquela harpia que havia "despistado."

Assim quando foi sair do carro, o filho de Ares totalmente atordoado por não ter colocado o seu cinto de segurança acabava que por fim desmaiando, ouvindo gritos de outras pessoas, e passos, assim apagou.
Quando acordou se viu em uma espécie de enfermaria, que no caso teria várias camas e outras pessoas deitados.

- Mas que merda é essa?

Michael se levantava, saindo do local, e quando saiu da enfermaria, um símbolo de um javali referente ao Simbolo de Ares flutuava sobre a cabeça do mesmo.
E foi ai, que eu realmente me tornei um semideus.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Qua 08 Nov 2017, 15:09


Avaliação

ficha de michael t. neville


Olá, jovem! Seja bem-vindo ao PJBR. Vamos começar sua avaliação, prometo que não será cansativa.

Certo, olha só. Normalmente, em fichas de avaliação comum, nós apenas damos alguns conselhos para os iniciantes, mas, sem muitos erros, aprovamos. Infelizmente não é o seu caso. Veja bem, seu problema não foi apenas a presença de algumas linhas sem sentido, como em:

@Michael T. Neville escreveu:[...] dar uma caminhada como normalmente sempre fariam todo o final de semana [...]

Como assim? "Normalmente", "sempre" e "todo final de semana" são expressões que poderiam ser escolhidas de forma independente, bastava ter usado uma delas.

Mas, como eu ia dizendo, esse não foi o único problema. Constantes erros de digitação puderam ser vistos no seu texto, como plurais fora de lugar ou ausência deles, e muitos problemas de concordância atrapalharam demais na leitura do texto. Aconselho que passe seu texto em um revisor antes de postar novamente e que o leia atentamente, preste atenção às vírgulas e aos locais onde deverá ou não encaixá-las, coisa simples. Tenho certeza de que se sairá bem melhor na próxima.

Ficha reprovada.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Joel Hunter em Qui 09 Nov 2017, 19:30


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Nêmesis. Além de ser a deusa da vingança, ela também representa o equilíbrio, o que eu acho muito interessante. O fato dela punir tanto os excessos negativos quanto os positivos é algo que me intriga, e eu me identifico com a característica de reprovar e o orgulho de poderosos. E também ela possui uma habilidade sem igual com espadas (o que é muito maneiro).

— Perfil do Personagem:

Atributos Físicos: Joel é um jovem de 16 anos, com 1,80 de altura e um biotipo esguio. Possui um rosto longo, com olhos negros brilhantes, sorriso largo, nariz levemente alongado, cabelo cacheado castanho-claro que sempre parece estar precisando cortar e pele morena.

Atributos Psicológicos: O rapaz é incrivelmente calmo e bem humorado, sempre fazendo piadas e tentando deixar o ambiente em que ele está mais leve (apesar de nem sempre obter sucesso). O bom humor de Joel é uma espécie de arma contra as situações difíceis que ele sempre acaba enfrentando, mas não é algum tipo de falsidade ou máscara. Ele simplesmente acredita que até mesmo os momentos ruins são necessários, pois é deles que retiramos valiosas lições. Afinal, o que se aprenderia se tudo na vida fosse feliz? Sempre deve haver um equilíbrio em tudo... Outra característica de Joel é seu senso de justiça, embora este não seja muito ortodoxo. Possui um tique verbal que o faz falar "cara" muitas vezes.

— História do Personagem:

Cara, como eu odeio falar de mim mesmo. Sempre soa tão egocêntrico.

Bom, meu nome é Joel Hunter. Se você não sabe, Joel é um profeta, cujo o livro está no antigo testamento na bíblia. Ele é conhecido por falar do "dia de Yaweh" ou se você preferir, o "dia da vingança do Senhor". Acredite, eu queria que a história desse cara não tivesse tanto a ver com a minha.

Moro no Brooklyn e sou filho de um ex-policial militar brasileiro, Edmundo Hunter. Provavelmente você deve estar pensando: "Como diabos um ex PM brasileiro está morando nos EUA?". Bom, eu também não sabia responder essa pergunta, mas não me questionava muito. Me mudei do Brasil, mais especificamente do Rio de Janeiro, quando tinha 6 anos e não carregava muitas memórias da minha vida carioca, apesar de meu pai sempre insistir em falar em português comigo.

Obviamente meu pai não arranjou o melhor dos empregos por aqui. Mesmo sendo portadores de um green card, meu pai não possuía um ensino superior e, bom, por aqui eles não levam muito a sério o ensino médio brasileiro. Ele trabalhava como garçom de um buraco que faz cosplay de restaurante no bairro e o jantar em casa quase sempre era a comida nojenta daquela espelunca.

Bom pelo menos a escola era legal, certo? Um brasileiro descolado mostrando o que é viver em um colégio na terra do Tio Sam, não é?

Errado.

Pra começar, por aqui os brasileiros são apenas mais um tipo de latinos. Não que eu não me considere um latino, mas o fato deles não verem nenhuma diferença entre você e um mexicano ou porto-riquenho é meio irritante. "Olha Joel, hoje o almoço são tacos! Isso não te faz lembrar do seu país?".

Isso sem contar com os estereótipos de carnaval, drogas, mulheres fáceis e todo esse tipo de coisa.

Pra completar, eu não conhecia minha mãe, e os meus preciosos companheiros de classe não me deixavam esquecer isso nenhum dia sequer. Sempre ouvia piadas maldosas sobre o que havia acontecido com a minha mãe. Sempre que eu perguntava para meu pai quem ela era, ele ficava desconfortável e tentava mudar de assunto, até o dia em que eu parei de perguntar e até mesmo pensar nisso. "Sua mãe era a mulher mais corajosa que eu já vi. Ao mesmo tempo que me inspirava, me assustava. E era isso que me atraía nela. Você... você é muito parecido comigo, fisicamente. Mas seus olhos, esses olhos..." Isso foi a única coisa relevante que o bom e velho capitão Edmundo me disse, uma vez.

Mas eu tinha amigos, afinal, nem só de coisas trágicas e misteriosas é composta a minha vida. Evan Cohen, o meu melhor amigo, era um cara baixinho, negro e, como meu pai sempre dizia, parrudo. Ele tinha um senso de humor tão ridículo e trágico quanto o meu, o que fez a gente se aproximar. Evan vivia com a mãe e a irmã. O pai dele havia morrido de câncer quando ele tinha 12 anos, e desde então ele havia assumido o papel de homem da casa, trabalhando no período em que não estava na escola e durante as férias.

Dylan White era um outro cara que sempre estava comigo e com Evan. Tinha longos cabelos pretos e lisos e uma pele bastante pálida. Devido a uma doença crônica em seus ossos, Dylan tinha que andar com o auxílio de muletas. Ele vivia com os pais e era filho único, e os garotos na escola espalharam o boato de que seus pais eram irmãos e por isso ele havia nascido com o problema ósseo.

Era terça, e eu odiava terças. Não havia absolutamente nada de interessante nas terças. Não fazem parte do fim de semana, não estão no meio da semana nem as odiamos tanto quanto as segundas. Terças eram sempre apáticas e tediosas.

Cara, como eu estava errado.

Já estávamos no terceiro tempo de aula e eu fui ao banheiro. Química Orgânica era o tipo de aula onde você não conseguia assistir inteira sem pensar em se jogar de um viaduto. Quando cheguei na porta do banheiro, ouvi o som de algo metálico sendo jogado com força no chão, seguido de algumas risadas e um som de tombo.

-Não, de novo não- balbuciei.

Assim que entrei no banheiro, vi dois garotos de frente pra parede e uma muleta perto da porta. Quando olhei mais de perto, vi que tinha alguém caído no chão. Era Dylan. Os garotos eram uma dupla de babacas da escola, Ted e Mitch. Eles sempre implicavam com Dylan, chegando muitas vezes a machuca-lo, deixando marcas roxas em seus braços.

Eles estavam rindo enquanto Dylan estava no chão, tentando levantar se apoiando nas paredes.

-Cara, seus pais vão pro inferno. Primeiro por incesto, segundo por botar uma aberração como você no mundo.- dizia Ted

-Como eles deixam você sair de casa? Se eu fosse eles, te deixaria preso no porão pra ninguém saber da sua existência.- completou Mitch

Dylan não falava nada enquanto os caras riam e falavam aquelas coisas horríveis. Aquilo tinha que acabar.

-Hey, será que os boçais não têm nada melhor pra fazer?- eu falei, com um tom calma e quase amigável, com a muleta do Dylan na mão direita- Tipo ler alguma cartilha de alfabetização? No último bilhetinho que vocês deixaram no meu armário, "bastardo" tava escrito errado.

-¿Que Pasa Cabrón?- rosnou Mitch, com um ódio palpável.

-Mitch, Mitch, Mitch- eu respondi, em tom de desaprovação -Quantas vezes eu vou ter que te dizer que não falam espanhol no Brasil? Seu cérebro de neandertal não consegue armazenar essa informação? Vamos embora, Dylan.

Enquanto eu andava na direção de Dylan, Ted se colocou na frente.

-Veio socorrer a namorada, Jojo? Relaxa, nós só estamos nos divertindo, não é, Dylan?- disse Ted

Dylan sequer olhava pra cima. Sua cabeça estava baixa e seus longos cabelos negros cobriam o rosto, mas eu podia jurar que ele estava chorando.

-O conceito de diversão de vocês é um lixo- eu retruquei

-E o que você vai fazer sobre isso, hein, chicano sujo?- Ted falou, em tom bem baixo, enquanto se aproximava de mim. Mitch ria, atrás dele.

-Bom, eu acho que vou ter que falar com a Sra. Brown sobre isso e...

Antes que eu pudesse terminar a frase, Ted socou a minha cara. Aquele pela saco era forte. Eu era um cara alto e ele era maior que eu, e bem mais musculoso. Micht era menor e menos musculoso, mas ainda era quase certo de que, se eu entrasse em uma briga contra ele, eu levaria a pior.

Ted tinha me acertado em cheio e eu caí no chão, atordoado. Eu realmente não esperava por aquilo. Se meu pai me visse naquela situação, ele ficaria decepcionado. Minha mãe, então...

Minha mãe? O que ela tinha a ver com isso? O soco deve ter desconfigurado minha cabeça.

Enquanto eu estava no chão, ouvi Ted e Mitch rirem e soltarem alguns insultos contra minha família e minha mãe. Logo depois, eles viraram as costas e se voltaram pro Dylan. Minha visão estava embaçada, mas eu vi que eles começaram a chutar e jogar o garoto de um lado para o outro, e eu ainda segurava a muleta.

-Pa... Parem.- eu sussurrei, mas eles continuaram

Aquilo não estava certo. Dylan não tinha feito nada contra eles. Ele já sofria bastante com a condição física dele e agora tava sendo surrado por dois babacas por nenhum motivo. Aquilo tinha que parar. Mais do que parar, aqueles dois não poderiam sair impunes...

-Parem!

Dylan merecia justiça. Não... A escola, com todo o seu discurso de "justiça e igualdade", não impediu que ele fosse surrado daquele jeito. Ele agora estava sangrando pela boca. Não, justiça já não bastava mais ali... Aquilo merecia...

Vingança.

-Parem!- eu gritei, em uma voz que nem mesmo eu me reconheci.

Os dois pararam e me olharam, assustados. Dylan também me olhou. Eu estava de pé, com a muleta na mão.

-O-O que é isso?- gaguejou Mitch

-O dia da Vingança- eu respondi

Ted veio em minha direção e tentou desferir um soco, mas eu rapidamente desviei, indo para trás dele e o acertando nas costas com a muleta. Ele soltou um grito de dor e caiu no chão. Logo em seguida, Mitch tentou me agarrar pela camisa, mas eu abaixei e o soquei no estômago, fazendo com que ele tossisse e desmoronasse no banheiro, gemendo. Ted se levantou de forma furtiva e tentou me atacar por trás, mas antes que ele conseguisse eu virei, com um chute circular com a perna direita que o acertou no rosto, e mais uma vez ele caiu.

-Se algum de vocês dois ou qualquer outro dessa escola fizer algo com o Dylan, eu vou quebrar vocês ao meio. Estejam avisados.- eu disse, mais uma vez de forma imponente e com firmeza, mas ainda calmo.

Os dois valentões saíram do banheiro igual baratas quando as luzes acendem. Entreguei a muleta a Dylan, que me olhava assustado.

-Hey, você tá bem?- perguntei, mas ele não conseguia falar nada.

Ouvi o barulho da porta do banheiro abrindo. Virei e era Evan.

-Mas que mer...- ele parou assim que me viu, tão atônito quanto o nosso outro amigo.

-Caras, porque vocês estão me olhando assim? Tem algo errado comigo?- questionei

-Bom- começou Evan, ainda me encarando sem piscar os olhos - tirando o fato que tem uma balança vermelha brilhando na sua testa, tá tudo normal.

Depois de toda essa confusão, os pais dos envolvidos foram chamados na escola. Bem, na verdade, só meu pai foi chamado na escola. Sabe como é, os filhos da terra da liberdade nunca fariam mal algum contra um imigrante, não é mesmo? Tudo havia sido culpa do "sangue quente latino".

Quando chegamos em casa, antes de qualquer coisa, contei tudo ao meu pai. Desde de como eu senti a necessidade absurda de vingar Dylan até a balança vermelha reluzente na minha cabeça. Eu achei que ele falaria que eu estava louco, mas ele simplesmente me olhou, soltou um suspiro e sentou no sofá.

-Joel... Eu não estou bravo com você- ele começou - na verdade, eu já esperava que algum dia isso iria acontecer.

-Isso o que, pai? O que você tá falando?

-Acho que está na hora de você saber sobre sua mãe.

Meu coração gelou. Eu não tinha dito que havia pensado na minha mãe no banheiro.

-O que ela tem a ver com isso?

-Joel... Quando eu era policial no Brasil... Eu descobri um esquema de corrupção na corporação. Eu era jovem, achava que poderia mudar o mundo... Foi quando eu conheci a sua mãe. Ela era a mulher mais linda que eu já havia visto, mas isso não foi o que me chamou a atenção nela. Seus olhos eram negros como a noite... E ela sempre reprovava tudo o que havia de errado, todos os excessos... A personalidade dela era única. Nos apaixonamos e tivemos você. Depois de algum tempo, quando você tinha acabado de nascer, eu contei para ela sobre a corrupção na polícia e que eu não sabia o que fazer... Até que ela disse aquilo...

-O que ela disse, pai?- perguntei, nervoso

-"Quando a justiça falha"- ele disse -"A vingança é necessária".

Houve um silêncio ensurdecedor na sala.

-Eu fiz o que tinha que fazer, Joel. Por isso viemos pra cá. Quando você nasceu, sua mãe me disse que havia um lugar pra onde você deveria ir, quando chegasse a hora certa...- ele parou, repentinamente, depois continuou -Até que demorou bastante pra esse dia chegar. Você já tem 16 anos... Muitos que nem você não chegam nessa idade... Não sei como os monstros não vieram atrás de você, como ela disse...

-Pai...- eu disse, confuso -Eu não entendo do que você está falando.

-Joel... você é um semideus. Um filho de Nêmesis, deusa da vingança. E a balança brilhante na sua testa significa que ela o reconheceu como filho.

Meu mundo começou a girar. Naquele momento, achei que meu pai que havia enlouquecido. Semideus? Nêmesis?
Reconhecer? Do que ele tava falando? Eu realmente não sabia o que pensar.

-Você vai entender tudo logo... mas antes, temos que ir a um lugar. O mais rápido possível. Arrume suas coisas, vamos para lá agora... Antes que as coisa fiquem mais difíceis.

Mais? Cara, eu realmente não sei como aquilo poderia ficar pior.

-E para onde nós vamos?- perguntei, anestesiado, enquanto enchia minha mochila com roupas e outras coisas.

-Long Island- ele respondeu, prontamente.- Acampamento Meio-sangue, pra ser mais específico.








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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Qui 09 Nov 2017, 23:39


Avaliação

ficha de joel hunter


Mermão.

MERMÃO.

M E R M Ã O.

M E R M Ã Ã Ã Ã Ã Ã Ã O!!!!

Que ficha topster! -q Sério, adorei sua narrativa! É fluida, tranquila, prende a gente sem precisar de tantos floreios, é super simples e é isso que faz dela tão boa. Parabéns! O único erro na sua ficha foi o uso de traço/hífen (-) no lugar do travessão (—), mas isso em NADA atrapalhou seu texto. Vou falar mais o quê, né? Seja muito bem-vindo! Espero ver novas narrativas suas em breve!

Ave, Joel Hunter! Reclamado como filho de Nêmesis, a deusa da justiça e da vingança!

Aguardando att.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Qui 09 Nov 2017, 23:47

Teje coisado!





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zero Dromen em Dom 12 Nov 2017, 19:02


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado / qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamado por Deimos. Gosto dos poderes, e acredito ser o deus que melhor se encaixa na trama do personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Originalmente Vincent, o semideus é o típico adolescente popular de colégio de ensino médio: cabelo bem cuidado, alto, charmoso e sempre rodeado de amigos. Previsivelmente, é ótimo em esportes, o que não faz seu físico monstruoso — pelo contrário, Vince tem o corpo esguio, de modo que compensa a falta de força com agilidade e reflexos rápidos. Seu atrativo reside no conjunto completo, contudo: olhos cor de mel calorosos, sempre bem arrumado com roupas novas e um sorriso simpático — o qual o meio-sangue não hesita em usar para arrancar o que quer das pessoas.

A primeira vista, Vincent parece ser o exato adolescente babaca sem coração ou experiência de vida que vai acabar como zé ninguém antes dos trinta anos; e ele de fato se esforça para posar essa imagem. Nunca parando com uma garota, causando problema com os ditos amigos e esnobando quem quer que esteja fora de seu círculo interno. De fato, um otário que uma pessoa em sã consciência não gostaria de estar perto. Apesar de tudo, tem potencial de redenção e um bom coração, demonstrados em sua paixão por arte e sua admiração por Van Gogh, em parte por terem em comum o primeiro nome.

— História do Personagem:

Vincent nasceu sem pai, e aquilo não havia afetado sua vida até aquele momento.

Claro, sabia que sua mãe não o fez sozinho. Houve um homem em algum momento dezessete anos atrás, mas Lianne não gostava de falar sobre e o rapaz respeitava isso — o que não diminuía sua curiosidade. Não. Vincent Goble era curioso o suficiente para fazer uma pergunta ou outra, e não o bastante para causar desconforto à alguém que ama.

Nasceu e cresceu sem pai, então nunca soube como um homem deveria se comportar — sua mãe fez um trabalho decente o suficiente, contudo. Nunca se envolveu em merda muito séria, tem notas o suficiente para passar de ano e não é um estranho andando sozinho pela escola. Contudo... Não era a melhor pessoa do mundo para se ter por perto. Talvez, se tivesse um pai, as coisas fossem diferentes. Teria sido uma criança honrada e com princípios.

Cresceu um adolescente cretino e babaca — podado o suficiente apenas para não ser um dos problemáticos indo de uma escola a outra a cada mês. Era arrogante por ser quem era — atleta, popular —, mas não deixava de ter seu próprio traço de gentileza revelado apenas para aqueles mais próximos. Sua mãe, que poderia ser sua irmã tendo apenas 16 anos a mais, era uma dessas pessoas. Fez desenhos quando criança e um ou outra pintura enquanto adolescente. Vincent nasceu sem pai, mas com as mãos certas para a arte.

As coisas talvez fossem diferentes se tivesse uma presença masculina em sua vida. Não é como se fizesse falta; sua mãe sempre dizia que homens estragavam os filhos. "Meu pai me estragou, Vince. O seu não teria feito muito diferente", ela diria, e então daria outro gole de sua garrafa de uísque — uma que o rapaz, mais tarde, desenharia enquanto tomava goles do mesmo gargalo que sua mãe.

Quando completou treze anos, Lianne tentou lhe dar um pai. Seu nome era William, mas todo mundo chamava-o de Bill, então Vincent também resolveu chamá-lo de Bill. Era dono de uma das lojas onde sua mãe comprou decoração para sua festa de aniversário, e foi um tipo de paixão instantânea que o rapaz nunca tinha visto, porque do dia para a noite a expressão rabugenta de Lianne mudou para um sorriso leve muito parecido com o do filho e, diferente do rapaz, o brilho em seus olhos era sincero e caloroso, ao invés de amargo e oportunista.

Não foi até que Lianne e Bill estivessem 100% comprometidos em seu relacionamento, organizando casamento e o homem estivesse morando com a mulher e o rapaz que o pai de Vincent apareceu. Primeiro, foi de forma invisível. Goble sequer desconfiava que o novo e estranho zelador era mais do que um dos viajantes que passavam pela cidade. Trocou olhares com o homem vez ou outro pelos corredores da escola, mas fora isso, não sabia quem era. Não tinha interesse em saber.

Depois, coisas estranhas começaram acontecer — a começar pela nova e desconhecida empresa que se instalou na cidade. Plantações morriam, pessoas desapareciam, e o departamento de polícia nunca esteve mais ocupado. A esta altura, Vincent tinha catorze anos e o zelador parecia estar em todos os lugares que visitava. A princípio, ignorou, até que percebeu tentativas de aproximação e resolveu falar com o delegado, e então o homem sumiu, assim, instantaneamente.

Passaram-se duas semanas, ataques e mortes por animais na madrugada se tornaram mais do que frequentes, e Vincent também tinha sonhos estranhos. E foi numa noite chuvosa que fez a visita aos domínios oníricos que mudaria sua vida para sempre.

Um trovão reverberou do lado de fora, e Vince se viu dentro de um pesadelo. Na sua mente, corria de uma criatura que não sabia dizer ao certo o que era — corria como um lobo, mas sua pele era gosmenta e brilhava com a luz. Era noite, e sabia que iria morrer ali, como havia morrido em muitos outros sonhos. Deu mais um passo para frente, e outro. E outro. E quando a criatura ia abocanhar sua perna, tudo o que estava escuro ficou claro e num grito esganiçado, a criatura desapareceu.

A sua frente, havia um homem. O zelador.

Havia um sorriso meio malicioso meio desdenhoso em seu rosto, e Vincent não gostava daquilo. Viu o homem se abaixar e, em seu movimento, sua aparência mudar: as roupas largas do uniforme foram substituídas por um terno mais caro do que a vida do rapaz e o rosto se rejuvenesceu, revelando um homem bonito em seus trinta e poucos anos. Vincent engoliu em seco enquanto observa o homem aproximar a mão de sua testa, e o sorriso mudar para um de arrogância. "Você vai precisar disto para o que está prestes a acontecer", ouviu uma voz sussurrada em sua mente.

E então, acordou. Acima de sua cabeça, havia o que parecia um holograma de um elmo com chifres. Não durou muito, segundos depois, havia desaparecido.

E de repente, muitas coisas em sua vida começaram a fazer sentido. Deimos.

explicações:
Sobre o nome: Vincent é o nome de nascimento do personagem. Zero é uma alcunha que ele ganha posteriormente, mas que vai segui-lo por toda a trama. Achei melhor registrá-lo com o título que vai segui-lo pelo resto da trama, principalmente levando em conta que a reclamação até o momento de início do que planejei se passa em "flashbacks" durante 1984.

Não sabia o que por de símbolo pra Deimos, então foi o elmo. Espero que conte. #ehisto
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andrea M. Lyserg em Dom 12 Nov 2017, 20:08


Avaliação
Ficha de Reclamação

Zero Dromen

Olá, chuchu. Você por aqui? Devo dizer que realmente gostei muito da tua ficha e que amo o tipo de personagem que é o Zero. A maneira que Deimos se apresentou na vida dele, o motivo no qual essa personalidade babaca se desenvolveu nele, tudo isso me deixou bem fascinada com tudo na tua história. Não comecei bem graças ao motivo de sua escolha de deus que foi, praticamente, um porque sim, porém fui surpreendida.


Mas chega de enrolação, certo? Não tive motivos para te reprovar, então, acho que já é bem previsível o resultado. Aprovado.
Why don't you just come around?

Mizera e córdia
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Phobos em Dom 12 Nov 2017, 20:21


atualizado



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Peter Cannon em Seg 13 Nov 2017, 22:47


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Apolo, porque acho que combina com o background do personagem pelo fato dele ser bem afeiçoado e ter uma banda de considerável sucesso em sua cidade.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Peter 19 anos, 1.70 m de altura e um porte físico atlético, mesmo nunca tendo pisado em uma academia ou feito algum esporte. Possui feições levemente latinas, cabelo castanho escuro cortado de forma militar e olhos azuis. Tem algumas tatuagens.

Características Psicológicas: Típico caladão carrancudo, Peter tem uma relação de amor e ódio com a família. Abandonado pelo pai, cujo ele não sabe que é um olimpiano, vive com a mãe e a meia-irmã 4 anos mais nova, filha de sua mãe com um ex-namorado abusivo. Após o abandono de seu pai, a mãe de Peter se tornou viciada em heroína. Peter já viu o pior que essa vida tem para oferecer, por isso tende a ser fechado e falar pouco. A única maneira pela qual se expressa verdadeiramente é pela música. Possui uma banda de post-hardcore que formou com alguns amigos, e agora estão indo assinar um contrato com uma gravadora para produzirem seu primeiro álbum.

— História do Personagem:

A ensolarada Califórnia amanheceu vazia e triste, e um assustador sentimento de identificação com esse dia tomou conta dos meus ossos. Dia ruim, assim como eu.

Mas não havia motivo pra isso, certo? Nos últimos meses, eu havia feito inúmeros shows com a banda na minha cidade, Torrance. Tantos shows que acabamos chamando a atenção de alguém. Alguém grande. Uma semana depois de alguns emails trocados e um telefonema, estávamos indo para Manhattan assinar um contrato e gravar um CD. Isso poderia ser o sonho de qualquer artista, mas estranhamente, deixava um gosto amargo na minha boca.

Talvez fosse a sensação de estar abandonando minha irmãzinha, Samantha, com a minha mãe drogada. Aquilo me incomodava demais, mas eu prometi a ela e a mim mesmo que voltaria para tira-la daquele buraco. E Deus sabe que eu cumpro as minhas promessas... Não importa como.

Hora de partir. Me despedi de Sam, e ela, tentando esconder as lágrimas, me abraçou.

— Você vai voltar mesmo, certo? — Ela indagou.

— Claro, monstrinha — eu respondi — E não vou demorar. Onde ela...?

— Dormindo... — ela disse, com um tom baixo e envergonhado.

Me despedi rápido, pois se eu a visse chorar mais, desistiria de ir para Nova Iorque. Não conseguia imaginar deixando minha irmã com aquilo... Precisava voltar o mais rápido possível.

A van já estava lá fora. Peguei minha mochila e minha guitarra e entrei nela. Estranhamente, apenas Cody, que dirigia o veículo, estava lá.

— Bom dia, Pete — ele me cumprimentou, com uma empolgação quase forçada — Pronto para a aventura?

— Ahn... Claro. Onde estão os outros?

— Bom, sabe o Trevor e Kyle são... Eles estão enrolados com a loja. Falaram que vão amanhã pela manhã.

Trevor era nosso baixista e Kyle o segundo guitarrista. Eles eram irmãos e trabalhavam na loja de ferramentas dos pais. Eles só poderiam ir conosco para Manhattan se cumprissem uma meta de vendas estabelecida pelo pai. Eu achava aquilo uma babaquice, mas como essa foi a condição imposta... Não tínhamos muito o que fazer.

— Isso nem faz sentido — eu reclamei

— É, eu sei. Mas espero que eles consigam — Cody respondeu, sem tirar os olhos da estrada.

Cody era nosso baterista e de longe o cara mais estranho que já conheci. Pra começar, ele tinha uma quantidade de pelos no corpo bem acima do aceitável para um jovem da idade dele. Sempre usava calças e andava mancando, apesar de isso nunca ter atrapalhado em suas habilidades no instrumento. Ah, e ele era vegano.

Seriam dois dias de viagem e eu revezaria no volante com Cody. Chegando ao nosso destino, deveríamos procurar algum lugar para dormir antes de falar com o produtor. Meu companheiro não estava exatamente animado, e eu também não, apesar de negar com todas as minhas forças.

Música sempre foi tudo pra mim. Ganhei um violão da minha mãe, antes de perde-la para a heroína, aos 10 anos e aprendi sozinho a tocar. Comecei a compor minhas canções aos 13. Sentia que através das minha letras e melodia eu podia mostrar quem eu realmente eu era, sem convenções sociais ou máscaras. Talvez por isso eu comecei a me identificar com o hardcore melódico, por suas letras cruas e honestas. E acho que foi por isso também que todas as adolescentes da cidade eram tão caidinhas. O que é mais sexy que um cara chorando verdades em um microfone acompanhado de uma guitarra com distorção?

Depois de muitas horas de viagem, minha barriga começou a roncar. Todo o nosso estoque de porcarias pra comer havia acabado. Estávamos em Iowa e ainda havia muito chão pela frente, então decidimos parar para comprar algo. Cody avistou uma loja de conveniências no meio da estrada e concordamos em ir ali mesmo.

— Frutas, certo? — Perguntei a ele — Bananas?

— Você me conhece tão bem, querido — ele respondeu, em sua melhor imitação de esposa de seriado dos anos 80. Não consegui conter o riso.

Eu duvidava muito que aquela loja teria algo que meu amigo comesse, mas eu tinha que procurar. Assim que entrei, cumprimentei o garoto no caixa. Ele devia ser bem mais novo que eu, uns 16 ou 17 anos. Quase da idade da Sam...

Ok. Não era hora de pensar nisso.

Era por volta de 21h e o tempo estava bem fresco. Imaginava como alguém seria tão irresponsável a ponto de deixar aquele menino sozinho no meio do nada nesse horário. Eu chegava em uma conclusão de que donos de lojas eram surpreendentemente cretinos.

Enquanto eu estava pegando algumas batatas e refrigerantes, uma mulher entrou na loja. Devia ter por volta de seus 30 anos, apesar de eu não conseguir enxergar pelos óculos e chapéu, acessórios estranhos para se usar a noite, inclusive...

Notei, pelo vidro da loja, que Cody começou a ficar bastante agitado no carro. Parecia estar me procurando na loja, como se soubesse que algo ruim iria acontecer.

Antes que eu pudesse entender, a mulher apareceu atrás de mim. Rapidamente me virei para encara-la, mas petrifiquei. Olhando a moça de perto, ela parecia ter... escamas?

— Oh, querido... Se continuar comendo essas besteiras, você não vai chegar aos 20 anos — ela comentou.

— Ehr... Bem, na verdade eu já tenho 20... — respondi, sem compreender o motivo daquela conversa.

— Eu sei, senhor Cannon. Mas você morre aqui.

Antes que eu pudesse sequer ter um pensamento sobre o que ela falou, algo como uma marreta acertou meu estômago, me fazendo atravessar a loja até onde estava o rapaz do caixa. Ele olhava parar a mulher e depois para mim, horrorizado. Demorei pra perceber que a marretada, na verdade, havia sido um soco daquela senhora.

Aliás, ela já não tinha uma aparência de senhora. Havia adquirido características reptilianas, se tornando uma criatura grotesca e assustadora.

— MAS QUE MERDA É VOCÊ? — Eu gritei, totalmente apavorado

— Oh, minha criança... Eu sou seu fim. Prometo que serei rápida — ela sibilou

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, o monstro rastejou (sim, rastejou, pois suas pernas haviam se transformado em algum tipo de tentáculo ou sei lá o que) com uma velocidade inumana em minha direção. Meu instinto me fez folar para o lado para não ser atingido pela investida, mas agora eu estava encurralado.

— Acabou, Peter — ela declarou

— Não no meu turno! — contrariou uma voz

Tudo foi muito rápido. Pelo que meu cérebro conseguiu processar, Cody acertou a mulher com um cajado de madeira na cabeça, fazendo com que ela ficasse desnorteada o suficiente para me tirar da situação nada favorável em que eu estava.

— Parabéns, Pete — ele disse, com a respiração pesada — Hoje você mata sua primeira dracanae

— Draca o quê?

— Mortes primeiro, perguntas depois!

Ele me jogou o bastão de madeira. Havia até algumas pequenas flores nascendo em pontos do cajado. Parecia que estava vivo, de certa forma.

A draca alguma coisa soltou um grito de ódio e veio em minha direção novamente. Segurei a madeira como um taco de baseball e quando ela se aproximou... Bam. Home run, e o estádio vai a loucura. Se desfazendo em uma pilha de pó dourado, o monstro simplesmente havia sumido.

— Nada mal pra um primeira vez, semideus — Cody disse, quebrando o silêncio

— O que você botou na minha água? — Eu respondi, ainda anestesiado com tudo o que havia acontecido — Que papo é esse de semideus?

— Calma, filho de Apolo. Você vai ter suas respostas logo. Agora entre no carro, temos um lugar para ir.

— Filho de Apolo? Do que você tá falando, Cody? — Eu gritei, tentando parecer o mais bravo possível.

— Será que dá pra você parar de gritar? Que saco — ele resmungou, enquanto pegava uma jarra de suco em uma das poucas geladeiras que haviam permanecido inteiras após o confronto.

— Não, isso não pode ser real... Eu devo estar delirando — ponderei

— Diz isso pra lira brilhante em cima da sua testa — ele disse, brincando

Quando olhei parar cima, vi um símbolo brilhando em amarelo ouro em frente a minha cabeça. Eu só podia estar ficando maluco.

— Agora dá pra botar esse traseiro parcialmente divino na van? Temos muito o que conversar — falou Cody, tirando suas botas de couro e revelando o que pareciam ser pés de bode — Finalmente posso tirar essa porcaria.

Ao entrar naquela van, eu me despediria de toda a minha antiga vida. Pena que eu não sabia disso naquele momento.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Açucena Baudelaire em Sex 17 Nov 2017, 21:37


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Phobos. O medo permeou a existência humana e foi responsável pela sobrevivência dos seres, um instinto. Entretanto, com o avanço do homem, o temor deixou de ser apenas uma reação ao perigo e tornou-se um problema psicológico. Controlar o medo e o pânico é revelar a verdadeira natureza humana.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Guido não é dos mais atléticos, sendo bastante magro e esguio aos seus dezesseis anos. Com cerca de um e setenta, pesa cinquenta e nove quilos e regredindo (ficou de cama, doente, por algumas semanas, e desde o dia não ganhou muito peso, mas o perdeu). Tem um início de barba falha, da mesma cor que seus cabelos, um tom de castanho opaco. Os olhos são de um castanho mais claro, mas parecem mortos quase o tempo todo. Fundos, observam tudo ao redor, a todo instante. Os lábios grossos, herança da mãe. Opondo-se ao vulgar, não tem tanta força (embora lhe apeteça). De ascendência materna judia, compartilha a cor da pele e os traços da face com seus ancestrais: um rosto de contornos bem definidos e um branco mais escurecido pelo sol.


Psicológicas: O ser humano é permeado por duas interações essenciais: a individual e a compartilhada.
A mente de cada indivíduo é um barco, no qual seus tripulantes são as várias faces de uma mesma pessoa. A cada momento, uma das faces esta no timão, levando a embarcação pra direção desejada, não sem relutância das partes que se opõem a decisão. Logo, toda decisão nada mais é que o triunfa da parte que a acolheu. Assim, sempre que vês alguém dizendo ‘’Eu quero, mas não consigo!’’, nada mais é que duas pessoas, duas partes, uma que quer e a outra que discorda, num feroz embate. Esse embate, essa troca de farpas é a interação individual. O ser faz-se e refaz-se a todo o momento, é fluido, como Heráclito descreveu. (Esse, por conseguinte, é o campo de estudo da psicologia).

A interação compartilhada, por sua vez, é o fruto das ações de duas pessoas ou mais, que afetam a si próprias e aos vizinhos. A comunicação, a luta, a caça, a coleta, a procriação são exemplos de interações compartilhadas que os primitivos já usavam. Essas ligações atingem um nível macro, formando sociedades, reinos, crenças, ideias, heróis. Toda ideologia que atinja mais de um ser já esta enraizada na sociedade. (Esse é o campo de estudo da sociologia).

É dessa forma que Guido vê o mundo. Não dividido em dois, como descrito, mas uma coexistência e síntese dessas potências, uma cadeia simbiótica entre seres que se necessitam, mas ainda assim ignoram esse fato. Tudo é ligado de alguma forma, e uma comunidade pode ser bem estudada em um sujeito, assim como um sujeito pode ser estudado analisando sua convivência corriqueira.

Não se engane, isso não fez do garoto uma pessoa fria e insensível, mas pelo contrário, alguém amigável, que sabia sempre dosar o que falava, com quem e porque falava. Era acalorado com quem devia, reflexivo com quem necessitava. Mesmo que um pouco excluído, ainda o procuravam quando tinham problemas. Era quase um psicólogo para os que estavam a sua volta. Todo ser é submetido a sua mente, e por consequência, a suas emoções e sentimentos. A lógica não só se aplica, mas reina imponente sobre isso. A união da racionalidade e do sentimentalismo o fez forte, não por amor ao próximo, mas por amor a si. Domar o medo dos indivíduos, conhecer seus temores, tomar o controle da situação propicia êxito no que quer que se tente. Todos são ferramentas para alcançar um objetivo.


— História do Personagem:

Guido sempre leu muito. A literatura é a viagem pela mente dos outros. Devorava toda palavra que via, de Hume à Sartre, de Dumas à Rachel de Queiroz. Amava, principalmente, a filosofia. No mundo moderno, em que a ciência tomou o lugar da religião, o medo dos grandes homens, dos mais reflexivos e intrusivos, era a filosofia. Não o ato de pensar em si, mas a insignificância da existência e a inutilidade humana perto do universo. A pequenez os assustava. Ao contrário, senão por amor ao medo – de quem era muito conhecido, vez que quando criança tinha medo de tudo e todos – Guido abraçava essa enfermidade do homem e a usava como seu escudo. Se formos tão míseros, não há problema em não ser moral, bom ou amável. Foram os livros que o fizeram tomar as rédeas da própria vida e o transformaram no jovem reflexivo, instigador, meio advogado do diabo e cínico que era.

Estava lendo alguma coisa de Proust na biblioteca quando sentiu os leves passos curtos e apressados se aproximarem. Uma garota de cabelos curtos e olhar acelerado sentou-se ao seu lado, tocou suas bochechas e o brigou a fechar o livro – ela forçou suas mãos a fecharem-no. Era Cassandra, vulgo Cass.

– Hey, Guido, to com outro problema. O Jason me traiu de novo e eu não consigo terminar com ele. A gente sempre volta. O que pode ser? O que eu tenho? – os pés pequenos batiam apressadamente os calcanhares no chão. O garoto não entendia o motivo de tanta rapidez, de tanta euforia. A vida passa tão rápido, não tem como descansar um pouco? As pernas brancas apareciam até onde a saia revelava, alguns palmos acima do joelho. Era uma visão magnífica. Guido agradeceu aos deuses por aquela visão.

– É uma situação bem simples até, e já conversamos sobre isso no colégio. Você e esse ‘’cão’’ estão juntos há certo tempo, e ele te leva pra fazer aquelas atrocidades juvenis que você tanto ama. Jason não é seu namorado, seu amor. Ele é tua adrenalina, teu motorista, o corpo que você usa pra sentir prazer. E não há problema algum nisso. Fale com ele, entre num relacionamento aberto e pronto, assunto resolvido. E da próxima vez que fumar, nem fale comigo. – o cheiro de nicotina era nítido e isso lhe causava uma dor de cabeça incômoda, e mesmo sendo rude assim, media as palavras para não afastar a garota. Ela tinha sido, de toda forma, quem tinha lhe tirado a virgindade. Quando Jason pisava na bola, era a ele quem recorria. Isso lhe agradava muito, então a mantinha por perto, com toda sutileza.

Cass assentiu com a cabeça, buscando compreender as ideias arrotadas pelo amigo, deu um beijo em seu rosto e saiu. Guido abriu o livro e tentou voltar a ler, mas logo um homem mais velho, quase idoso, sentou-se no lugar da garota. Era o bibliotecário.

– Bonita a garota, não? É sua namorada? – ele entrelaçou os dedos e os colocou no colo, observando atentamente ao garoto.

– Quem dera. É só uma amiga. Perdão por qualquer barulho ou inconveniente que ela tenha causado, retifico que não ocorrerá novamente. – o tom de seriedade e modéstia era claro em sua voz. Não queria causar problemas para si dentro do melhor lugar da terra.

– Fique tranquilo, é muito bom ter jovens dentro da biblioteca. Esse canto da cidade quase não é frequentado por gente da sua idade. Diga-me, meu garoto, qual o melhor pecado que um homem pode empunhar? – uma pergunta estranha nos moldes de um garoto estranho. Parecia uma conversa que fluiria de forma interessante.

– A preguiça, é claro. Veja, Nietzsche utiliza do conceito de ‘’amor fati’’ para reafirmar o compromisso do homem em desejar ardentemente aquilo que lhe é imposto, logo, permanecer num estado de inércia preguiçosa, tranquilo, acarreta menos destinos obrigatórios que estar tomando decisões a todo instante. Não fazer nada é a melhor contracultura e meio de ser feliz que existe. Quando o capitalismo surgiu, o negar o ócio ascendeu junto, deixando a ideia dos antigos gregos de lado. A valorização do homem vinha com aquele que negava esse estado de ‘’não fazer nada’’, e, ao meu ver, traz infelicidade ao homem que deve tomar escolhas. Note, um homem que tem dentro cinco opções de decisão e escolhe uma, também esta escolhendo recusar as outras quatro. Um homem que não tem o dever de tomar decisões não abraça nem nega nada, mas permanece consigo mesmo... – a conversa tornou-se longa, extensa e sem um rumo certo. Antes que notassem, havia escurecido e Guido tinha ido para casa, sem nenhuma intenção por trás do extenso diálogo senão a satisfação mental.

Já adormecido, o jovem sonhou com o bibliotecário que, curiosamente, não tinha dito seu nome. Os dois estavam sentados um na frente do outro, e o pânico parecia ter tomado o coração de Guido. Tentou pensar, não conseguia. Tentou levantar-se, não conseguia. Tentou gritar, não conseguia. O homem retirou um livro da casaca e abriu. Era um dicionário, e a palavra grifada no centro da página exposta era ‘’fobia’’.

Acordou sobressaltado, encharcado de suor e ofegante. Passou a manhã na escola, pensando no que tinha sido e representado aquele sonho. Não constatou nenhuma evidência que sustentasse a ideia de um medo reprimido, de uma impotência subjetiva que lhe assustasse. Parecia tipicamente com uma situação angustiante, como os livros do Dazai Osamu, mas nada mais.
Escolheu matar a última aula e ir até a biblioteca municipal. Quando chegou, o bibliotecário era outro, uma mulher meio gorda de meia idade, sem muita disposição. Assim que passou por ela, a meio gorda o chamou.

– Garoto, me disseram que um jovem parecido com você viria esse horário e que eu deveria entregar este livro. Acho que é você, toma.

A mulher o entregou uma cópia de um livro sobre mitologia grega. Estava em grego, por sinal, e ele entendia! Ele se escondeu entre as prateleiras, para identificar de qual parte havia vindo aquele livro. Não encontrou nada semelhante, e decidiu o folhear. Quando encontrou o deus Phobos, seu coração palpitou, sentiu um frio percorrer a espinha e um holograma apareceu em sua cabeça. Sentiu uma sensação de desconforto. Uma voz sussurrou-lhe: ‘’Torna-te quem tu és’’. Compreendeu a situação e questionou a própria existência. Quando um mundo se abre, o pavor surge.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raphael Jauregui em Sab 18 Nov 2017, 22:48

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Peter CannonAprovado como filho de Apolo.

Primeiramente Fora Temer e em segundo seja bem-vindo.
Não tenho muito do que dizer da sua ficha. Achei ela boa e um pouco clichê, e sim eu amo clichês. Gostei da história do seu personagem e estou muito ansioso para ver como você vai continuar a trama do seu personagem.

AçucenaReprovado como filho de Phobos.

Bom, seja bem-vindx ao fórum. O motivo da sua reprovação é o nome estar inadequado com as regras que o fórum permite. O correto de uma conta que será semideus é ter um nome e um sobrenome. Fora que o seu personagem é um homem e seu PP é uma mulher o que para grande parte do fórum é uma incoerência com o personagem. Clique aqui para poder solicitar a mudança de nome.

Não desista. Keep foxxie, fon fon.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Açucena Baudelaire em Sab 18 Nov 2017, 23:22


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Phobos. O medo permeou a existência humana e foi responsável pela sobrevivência dos seres, um instinto. Entretanto, com o avanço do homem, o temor deixou de ser apenas uma reação ao perigo e tornou-se um problema psicológico. Controlar o medo é controlar o homem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Açucena não é das mais atléticas, sendo bastante magra e esguia aos seus dezesseis anos. Com cerca de um e setenta, pesa cinquenta e nove quilos e regredindo (ficou de cama, doente, por algumas semanas, e desde o dia não ganhou muito peso, mas o perdeu). Tem um cabelo na altura dos ombros, num castanho opaco e sem vida, mas muito macios e sedosos. Os olhos são de um castanho mais claro, que parecem mortos quase o tempo todo. Fundos, observam tudo ao redor, a todo instante. Os lábios grossos, herança da mãe. Opondo-se ao vulgar, não tem tanta força (embora lhe apeteça). De ascendência materna judia, compartilha a cor da pele e os traços da face com seus ancestrais: um rosto de contornos bem definidos e um branco mais escurecido pelo sol.

Psicológicas: O ser humano é permeado por duas interações essenciais: a individual e a compartilhada.
A mente de cada indivíduo é um barco, no qual seus tripulantes são as várias faces de uma mesma pessoa. A cada momento, uma das faces esta no timão, levando a embarcação pra direção desejada, não sem relutância das partes que se opõem a decisão. Logo, toda decisão nada mais é que o triunfa da parte que a acolheu. Assim, sempre que vês alguém dizendo ‘’Eu quero, mas não consigo!’’, nada mais é que duas pessoas, duas partes, uma que quer e a outra que discorda, num feroz embate. Esse embate, essa troca de farpas é a interação individual. O ser faz-se e refaz-se a todo o momento, é fluido, como Heráclito descreveu. (Esse, por conseguinte, é o campo de estudo da psicologia).

A interação compartilhada, por sua vez, é o fruto das ações de duas pessoas ou mais, que afetam a si próprias e aos vizinhos. A comunicação, a luta, a caça, a coleta, a procriação são exemplos de interações compartilhadas que os primitivos já usavam. Essas ligações atingem um nível macro, formando sociedades, reinos, crenças, ideias, heróis. Toda ideologia que atinja mais de um ser já esta enraizada na sociedade. (Esse é o campo de estudo da sociologia).

É dessa forma que Açucena vê o mundo. Não dividido em dois, como descrito, mas uma coexistência e síntese dessas potências, uma cadeia simbiótica entre seres que se necessitam, mas ainda assim ignoram esse fato. Tudo é ligado de alguma forma, e uma comunidade pode ser bem estudada em um sujeito, assim como um sujeito pode ser estudado analisando sua convivência corriqueira.

Não se engane, isso não fez da garota uma pessoa fria e insensível, mas pelo contrário, alguém amigável, que sabia sempre dosar o que falava, com quem e porque falava. Era acalorada com quem devia, reflexiva com quem necessitava. Mesmo que um pouco excluída, ainda a procuravam quando tinham problemas. Era quase uma psicóloga para os que estavam a sua volta. Todo ser é submetido a sua mente, e por consequência, a suas emoções e sentimentos. A lógica não só se aplica, mas reina imponente sobre isso. A união da racionalidade e do sentimentalismo a fez forte, não por amor ao próximo, mas por amor a si. Domar o medo dos indivíduos, conhecer seus temores, tomar o controle da situação propicia êxito no que quer que se tente. Todos são ferramentas para alcançar um objetivo.


— História do Personagem:

Açucena sempre leu muito. A literatura é a viagem pela mente dos outros. Devorava toda palavra que via, de Hume à Sartre, de Dumas à Rachel de Queiroz. Amava, principalmente, a filosofia. No mundo moderno, em que a ciência tomou o lugar da religião, o medo dos grandes homens, dos mais reflexivos e intrusivos, era a filosofia. Não o ato de pensar em si, mas a insignificância da existência e a inutilidade humana perto do universo. A pequenez os assustava. Ao contrário, senão por amor ao medo – de quem era muito conhecido, vez que quando criança tinha medo de tudo e todos – Açucena abraçava essa enfermidade do homem e a usava como seu escudo. Se formos tão míseros, não há problema em não ser moral, bom ou amável. Foram os livros que o fizeram tomar as rédeas da própria vida e a transformaram na jovem reflexiva, instigadora, meio advogada do diabo e cínica que era.

Estava lendo alguma coisa de Proust na biblioteca quando sentiu os leves passos curtos e apressados se aproximarem. Uma garota de cabelos curtos e olhar acelerado sentou-se ao seu lado, tocou suas bochechas e a obrigou a fechar o livro – ela forçou suas mãos a fecharem-no. Era Cassandra, vulgo Cass.

– Hey, Açucena, to com outro problema. O Jason me traiu de novo e eu não consigo terminar com ele. A gente sempre volta. O que pode ser? O que eu tenho? – os pés pequenos batiam apressadamente os calcanhares no chão. A garota não entendia o motivo de tanta rapidez, de tanta euforia. A vida passa tão rápido, não tem como descansar um pouco? As pernas brancas apareciam até onde a saia revelava, alguns palmos acima do joelho. Era uma visão magnífica. Açucena agradeceu aos deuses por aquela visão.

– É uma situação bem simples até, e já conversamos sobre isso no colégio. Você e esse ‘’cão’’ estão juntos há certo tempo, e ele te leva pra fazer aquelas atrocidades juvenis que você tanto ama. Jason não é seu namorado, seu amor. Ele é tua adrenalina, teu motorista, o corpo que você usa pra sentir prazer. E não há problema algum nisso. Fale com ele, entre num relacionamento aberto e pronto, assunto resolvido. E da próxima vez que fumar, nem fale comigo. – o cheiro de nicotina era nítido e isso lhe causava uma dor de cabeça incômoda, e mesmo sendo rude assim, media as palavras para não afastar a garota. Ela tinha sido, de toda forma, quem tinha lhe tirado a virgindade. Quando Jason pisava na bola, era a ela quem recorria. Isso lhe agradava muito, então a mantinha por perto, com toda sutileza.

Cass assentiu com a cabeça, buscando compreender as ideias arrotadas pela amiga, deu um beijo em seu rosto e saiu. Açucena abriu o livro e tentou voltar a ler, mas logo um homem mais velho, quase idoso, sentou-se no lugar da garota. Era o bibliotecário.

– Bonita a garota, não? É sua namorada? – ele entrelaçou os dedos e os colocou no colo, observando atentamente ao garoto.

– Quem dera. É só uma amiga. Perdão por qualquer barulho ou inconveniente que ela tenha causado, retifico que não ocorrerá novamente. – o tom de seriedade e modéstia era claro em sua voz. Não queria causar problemas para si dentro do melhor lugar da terra.

– Fique tranquila, é muito bom ter jovens dentro da biblioteca. Esse canto da cidade quase não é frequentado por gente da sua idade. Diga-me, filha, qual o melhor pecado que um homem pode empunhar? – uma pergunta estranha nos moldes de um garoto estranho. Parecia uma conversa que fluiria de forma interessante.

– A preguiça, é claro. Veja, Nietzsche utiliza do conceito de ‘’amor fati’’ para reafirmar o compromisso do homem em desejar ardentemente aquilo que lhe é imposto, logo, permanecer num estado de inércia preguiçosa, tranquilo, acarreta menos destinos obrigatórios que estar tomando decisões a todo instante. Não fazer nada é a melhor contracultura e meio de ser feliz que existe. Quando o capitalismo surgiu, o negar o ócio ascendeu junto, deixando a ideia dos antigos gregos de lado. A valorização do homem vinha com aquele que negava esse estado de ‘’não fazer nada’’, e, a meu ver, traz infelicidade ao homem que deve tomar escolhas. Um homem que tem dentro cinco opções de decisão e escolhe uma, também esta escolhendo recusar as outras quatro. Um homem que não tem o dever de tomar decisões não abraça nem nega nada, mas permanece consigo mesmo... – a conversa tornou-se longa, extensa e sem um rumo certo. Antes que notassem, havia escurecido e Açucena tinha ido para casa.

Já adormecido, a jovem sonhou com o bibliotecário que, curiosamente, não tinha dito seu nome. Os dois estavam sentados um na frente do outro, e o pânico parecia ter tomado o coração de Açucena. Tentou pensar, não conseguia. Tentou levantar-se, não conseguia. Tentou gritar, não conseguia. O homem retirou um livro da casaca e abriu. Era um dicionário, e a palavra grifada no centro da página exposta era ‘’fobia’’.

Acordou sobressaltada, encharcada de suor e ofegante. Passou a manhã na escola, pensando no que tinha sido e representado aquele sonho. Não constatou nenhuma evidência que sustentasse a ideia de um medo reprimido, de uma impotência subjetiva que lhe assustasse. Parecia tipicamente com uma situação angustiante, como os livros do Dazai Osamu, mas nada mais.

Escolheu matar a última aula e ir até a biblioteca municipal. Quando chegou, o bibliotecário era outro, uma mulher meio gorda de meia idade, sem muita disposição. Assim que passou por ela, a meio gorda a chamou.

– Garota, me disseram que uma jovem parecida com você viria esse horário e que eu deveria entregar este livro. Acho que é você, toma.

A mulher a entregou uma cópia de um livro sobre mitologia grega. Estava em grego, por sinal, e ela entendia! Ela se escondeu entre as prateleiras, para identificar de qual parte havia vindo aquele livro. Não encontrou nada semelhante, e decidiu o folhear. Quando encontrou o deus Phobos, seu coração palpitou, sentiu um frio percorrer a espinha e um holograma apareceu em sua cabeça. Sentiu uma sensação de desconforto. Uma voz sussurrou-lhe: ‘’Torna-te quem tu és’’. Compreendeu a situação e questionou a própria existência. Quando um mundo se abre, o pavor surge.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raphael Jauregui em Sab 18 Nov 2017, 23:31

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Açucena BaudelaireAprovada como filha de Phobos.

Bom não tenho muito o que falar. Obrigado por ter seguido as sugestões, adorei o sobrenome por sinal. No geral sua ficha foi muito boa. Adorei a descrição na parte psicológica, sério, eu nunca vi algo tão grande e bom de se ler. Adorei a historia e estou bastante ansioso para poder ver o desenvolvimento da Açuena. Seja bem-vinda.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Phobos em Sab 18 Nov 2017, 23:34


atualizado



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Nap Cruz

Mensagem por Napoleon Cruz em Ter 21 Nov 2017, 19:17


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hermes, o deus dos viajantes. Ninguém melhor para representar o que foi a vida de Napoleon do que o próprio pai. Em diversos aspectos Nap representa uma forma sintetizada de Hermes: amante das estradas, inquieto e veloz como vento.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: corpo atlético, esguio, com um metro e setenta e cinco de altura e sessenta e dois quilos. Os cabelos são dreadlocks de tamanho médio que parecem não se decidir entre o castanho e o preto, a pele negra clara da mistura afro e hispânica dos avós. Apesar de ter apenas quinze anos Napoleon já é um homem completo e até seu rosto já mostra sinais da barba farta que terá um dia, exigindo que se barbeie ocasionalmente se não quiser ficar com um bigode de porteiro.

Psicológicas: Napoleon é superprotetor, sarcástico e autoconfiante. As pessoas que viajam bastante tem esse ar de autoridade, como se soubessem mais que as pessoas comuns, por isso são independentes. Sua autoconfiança também vem daí, e ele é superprotetor porque sempre viveu apoiando e protegendo a mãe (assim como ela fazia com ele).

No dia a dia ele é um cara bem humorado, mestre das piadas sem graça e do sarcasmo alheio. Embora a vida no acampamento seja totalmente contra tudo que ele é acostumado, ele transmite seus instintos de proteção para os amigos e sua autoconfiança o transformam num grande falastrão do acampamento. Sua forma de falar é enérgica e as características que o definem melhor são HIPERATIVO e EXAGERADO.

— História do Personagem:

Tina Cruz, mãe de Napoleon, era dona e principal escritora do blogue de viagens favorito de Hermes na época. Sua forma de escrever era simples e bem humorada, tornando os artigos fáceis de serem compreendidos, como um verdadeiro manual deveria ser. A temática por trás do sucesso do blogue era simples: Tina fazia uma viagem para determinado destino e depois publicava informações que considerasse importantes, visando economizar o máximo de dinheiro possível e otimizando o tempo dos viajantes.

De fato, uma literatura que encantou Hermes de imediato: experiências em viagens rápidas e econômicas, ensinadas de forma a ajudar os protegidos do deus mensageiro. Não demorou até que Hermes reservasse para si alguns minutos de seu tempo para uma primeira interação com a simpática Tina.

O resto não vale a pena ser mencionado porque é a mesma lenga lenga de sempre. Uma viajante exótica, um homem experiente, algumas doses de tequila e voilà... Napoleon Cruz bem passado, ao seu dispor.
A parte realmente interessante é saber sobre a educação de Nap - apelido estranho/carinhoso que a mãe lhe deu - não foi convencional nem para mortais nem para semideuses. Já que o blogue era a fonte de renda de Tina, que arrecadava uns bons tostões com a publicidade e os patrocinadores, ela não podia deixá-lo morrer (nem para criar seu filho). A solução então foi educar o garoto ela mesma, levando-o consigo em suas viagens e então voltando para casa em Miami durante alguns meses.

Quando a situação começou a complicar com os monstros, Hermes se revelou para Tina e explicou como as coisas acontecem realmente no mundo real. Aos quatorze o garoto chegou ao acampamento, e daí pra cá é só repetição das histórias de sempre. Tina continua viajando, embora o blogue tenha se transformado em livro e o livro numa série.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Ter 21 Nov 2017, 23:27

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Napoleon CruzReprovado

Eu gostei de como você descreveu bem o personagem, algo que nem todos aqui costumam explorar. A personalidade do Napoleon é algo que eu gosto num personagem, e que, sinceramente, meio que tá em falta aqui.

Por outro lado, a história foi curta e simples demais. Você poderia tê-la explorado melhor também (nem sequer narrou algo do personagem em si, apenas sobre a mãe e encontro com Hermes). O enredo em si parece bem bacana, mas ficaria bem melhor se tivesse sido mais desenvolvido. O fator crucial para sua reprovação foi o descumprimento da seguinte regra:

O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Você não narrou a reclamação, de fato, o que me impediria, de qualquer forma, de aprová-lo. Mas não desanime, admito você escreve bem. Apenas corrija isto e boa sorte na próxima.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Napoleon Cruz em Qui 23 Nov 2017, 01:45


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hermes, o deus dos viajantes. Ninguém melhor para representar o que foi a vida de Napoleon do que o próprio pai. Em diversos aspectos Nap representa uma forma sintetizada de Hermes: amante das estradas, inquieto e veloz como vento.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: corpo atlético, esguio, com um metro e setenta e cinco de altura e sessenta e dois quilos. Os cabelos são dreadlocks de tamanho médio que parecem não se decidir entre o castanho e o preto, a pele negra clara da mistura afro e hispânica dos avós. Apesar de ter apenas quinze anos Napoleon já é um homem completo e até seu rosto já mostra sinais da barba farta que terá um dia, exigindo que se barbeie ocasionalmente se não quiser ficar com um bigode de porteiro.

Psicológicas: Napoleon é superprotetor, sarcástico e autoconfiante. As pessoas que viajam bastante tem esse ar de autoridade, como se soubessem mais que as pessoas comuns, por isso são independentes. Sua autoconfiança também vem daí, e ele é superprotetor porque sempre viveu apoiando e protegendo a mãe (assim como ela fazia com ele).

No dia a dia ele é um cara bem humorado, mestre das piadas sem graça e do sarcasmo alheio. Embora a vida no acampamento seja totalmente contra tudo que ele é acostumado, ele transmite seus instintos de proteção para os amigos e sua autoconfiança o transformam num grande falastrão do acampamento. Sua forma de falar é enérgica e as características que o definem melhor são HIPERATIVO e EXAGERADO.

— História do Personagem:

Tina Cruz, mãe de Napoleon, era dona e principal escritora do blogue de viagens favorito de Hermes na época. Sua forma de escrever era simples e bem humorada, tornando os artigos fáceis de serem compreendidos, como um verdadeiro manual deveria ser. A temática por trás do sucesso do blogue era simples: Tina fazia uma viagem para determinado destino e depois publicava informações que considerasse importantes, visando economizar o máximo de dinheiro possível e otimizando o tempo dos viajantes.

De fato, uma literatura que encantou Hermes de imediato: experiências em viagens rápidas e econômicas, ensinadas de forma a ajudar os protegidos do deus mensageiro. Não demorou até que Hermes reservasse para si alguns minutos de seu tempo para uma primeira interação com a simpática Tina.

O resto não vale a pena ser mencionado porque é a mesma lenga lenga de sempre. Uma viajante exótica, um homem experiente, algumas doses de tequila e voilà... Napoleon Cruz bem passado, ao seu dispor.
A parte realmente interessante é saber sobre a educação de Nap - apelido estranho/carinhoso que a mãe lhe deu - não foi convencional nem para mortais nem para semideuses. Já que o blogue era a fonte de renda de Tina, que arrecadava uns bons tostões com a publicidade e os patrocinadores, ela não podia deixá-lo morrer (nem para criar seu filho). A solução então foi educar o garoto ela mesma, levando-o consigo em suas viagens e então voltando para casa em Miami durante alguns meses.

Quando a situação começou a complicar com os monstros, Hermes se revelou para Tina e explicou como as coisas acontecem realmente no mundo real. Aos quatorze o garoto chegou ao acampamento e Tina continua viajando, embora o blogue tenha se transformado em livro e o livro numa série do Discovery Channel.

Nap foi de Miami até Orlando com a mãe, de lá pegou um ônibus para Boston, Massachusetts, onde encontrou Gwaine, um sátiro protetor júnior que vinha com outros quatro semideuses desde Princeton. Sua mãe havia feito todos os arranjos da viagem, aparentemente (ou talvez tivesse sido orientada).
O tempo inteiro Gwaine se gabava da sua sorte e competência por proteger um grupo tão grande de semideuses tão cedo, mas a verdade é que o grupo inteiro era formado por filhos de deuses menores com exceção de Napoleon. É importante entender que Napoleon não sabia nada sobre seu pai, por mais que a história escrita até aqui possa insinuar que ele já conhecia o progenitor.

Com exceção de um ciclope solitário não houve encontro com monstros e a viagem ocorreu perfeitamente. Napoleon chegou ao acampamento e foi alojado no Chalé 11 juntamente com os companheiros de viagem. Durante as primeiras semanas seus colegas foram sendo reclamados durante as atividades que executavam, mas para Nap demorou um mês e meio, até se envolver em problemas com filhos de Ares. Resumindo: ao andar pela margem do lago Napoleon encontrou roupas abandonadas enquanto seus donos nadavam romanticamente. O impulso foi maior que a razão e Nap roubou, mas foi visto e portanto perseguido pelo homem (filho de Ares).
A fuga foi cinematográfica e os pés do señor Cruz pareciam os de um running back, mas durou apenas até chegar nos campos de morango, onde filhos de Dionísio o derrubaram apenas pela diversão. Lá, cercado pelos filhos de Dionísio, Ares e alguns trabalhadores do Chalé de Deméter, Hermes resolveu reclamar o filho viajante: um palmo acima de sua cabeça surgiu o caduceu reluzente, evidenciando a ascendência do patrono dos ladrões.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Qui 23 Nov 2017, 03:08

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Napoleon CruzAprovado como filho de Hermes

Desta vez, não tenho muito o que falar. Positivamente, repito tudo o que havia dito na avaliação anterior, que se manteve aqui. Além disso, você conseguiu adaptar a história muito bem, corrigindo o erro de antes e completando a ficha (embora eu tenha sentido falta de um detalhamento maior, pareceu rápido/simples demais em alguns momentos). Mas, apesar dos pesares, repito que foi uma boa ficha, e não há nada que impeça sua aprovação.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jodi Dominey em Qui 23 Nov 2017, 15:17


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária.

Acredito que a ‘deusa da boa morte’ seja uma ótima opção para o tipo de personagem que desejo criar, que é uma muito ligada ao lado ‘obscuro’, mas ainda assim tendo algo positivo para mostrar, o que pode acarretar em muitas reflexões e talvez até mesmo tornar possível desenvolver uma história com certa profundidade sentimental. Do jeito que eu gosto. Isso sem falar que a ideia de tratar a morte como algo que não precisa ser trágico realmente me agrada.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: De pele pálida e olhos claros, Jodi Dominey pode ser considerada uma jovem de beleza comum. Com traços delicados e poucos detalhes marcantes, certamente ela não se destacaria como uma grande modelo, mas isso não quer dizer que não possua seu charme, um charme frio e profundamente encantador.

Os cabelos finos possuem naturalmente um tom castanho escuro, porém, por ela demonstrar um gosto bem variável com relação à sua aparência, Dominey costuma tingi-los a qualquer instante, variando do negro ao loiro mais platinado. A menina pode tomar essa decisão da noite para o dia, tudo isso porque apesar de possuir uma personalidade mais tranquila, ela também aprecia muitas mudanças em seu visual. A garota de 16 anos não pode ser considerada alta, possui 1,63 de altura, pesando 52kg.

Psicológicas: Extremamente educada e possuindo certo carisma, a garota consegue atrair facilmente amizades. O ponto negativo é que ela é um pouco introvertida com desconhecidos e pessoas muito diferentes de si, por isso, apesar de nunca destratar alguém com quem não possua intimidade, Dominey não se torna amiga de outra pessoa do dia para noite.

Jodi é apaixonada por assuntos mórbidos, por filmes de terror, por rock mais melódico, por canais mais macabros. Seu sonho é ser uma médica legista e esse assunto chegava a assustar seus pais adotivos, um casal de protestantes fervorosos que se incomodava com os gostos peculiares da filha. Na verdade Ethan e Marjorie foram os únicos capazes de provocar certo desconforto na garota e por isso a relação da família não costumava ser tão estável como todos gostariam. A menina até pouco tempo atrás não sabia que fora adotada, mas com tantos indícios que surgiam, lá no fundo ela já desconfiava. A certeza chegou duas semanas atrás..

Com o passar dos anos Jodi passou a se recusar a frequentar os cultos que aconteciam praticamente todos os dias, passando a se dedicar ao trabalho voluntário. Dominey começou a visitar crianças que sofriam com câncer terminal e esta é uma tarefa que tenta manter até os dias de hoje. Ela consegue levar conforto a essas almas que aos poucos aceitam que a morte não precisa ser temida. Foi em uma dessas visitas a um hospital que Jodi encontrou Corey, o servente manco que possui um humor agradável e aquele que revelou um grande segredo sobre suas origens…

— História do Personagem:

Era uma noite de céu cinzento, com nuvens carregadas e um clima gelado quando Jodi nasceu, isso há 16 anos atrás. Seus destino não foi como o da maioria das crianças, ela não conheceu sua mãe e acabou ficando sob responsabilidade do pai, um homem que estava disposto a cuidar da filha, mas devido a uma tragédia não foi capaz de cumprir seu desejo.

A garota ainda era um bebê de pouco mais de sete meses de idade quando foi posta para adoção. Seu pai, o jovem Joshua, era um policial que tentava manter a todo custo a vida de pai e profissional. Ele temia um dia deixar sua filha sozinha, mas ao mesmo tempo não tinha outra coisa na vida que pudesse fazer. O homem até mesmo tentou mudar sua área de atuação para uma que não oferecesse tantos riscos,, mas não houve muito tempo para transferência. Sua morte foi repentina, aconteceu como uma fatalidade que seus próprios colegas de trabalho não conseguiram explicar. Joshua perdeu a vida no cumprimento do dever. Ele morrera em uma troca de tiros contra bandidos, mas fora atingido por um disparo feito pelo seu próprio parceiro. Assim, de maneira tão sem sentido, Jodi perdeu a única família que lhe restava.

Sem nenhum parente vivo, foi posta para adoção, mas não ficou no orfanato por muito tempo. Para ela, uma bebezinha de poucos meses e bochechas gorduchas e rosadas, foi fácil encontrar uma nova família. Seus pais a partir dali seriam os Dominey, um casal que desde essa época já eram protestantes fiéis. Ethan era pastor, e Marjorie era sua amada esposa, aquela que tinha acabado de perder um bebê após um aborto traumático e que por complicações nunca mais poderia engravidar novamente. Para o casal foi um choque descobrir que não poderiam perpetuar seu sangue, porém, a fé de ambos fez com que aceitassem a ideia de adoção. Sendo assim, apesar de tantos problemas e até mesmo de certos preconceitos por conta da religião, Jodi foi escolhida e cresceu em meio a uma boa família. Os Dominey, apesar de um pouco distantes, nunca deixaram faltar nada para pequena, talvez só um pouco mais de carinho; contudo, ‘Jojo’ acostumou-se a isso logo nos primeiros anos de vida. Incapaz de se lamentar por tanta distância, ela aceitou que de alguma maneira era diferente de todos e não culpava ninguém por isso, mas também não se sentia obrigada a fazer parte daquele mundo considerado normal, mas que não tinha nada a ver com sua personalidade.

Quando a adolescência chegou, amizades mal vistas pelos pais da menina começaram a aparecer. Enquanto Ethan e Marjorie não aceitavam a maneira como os jovens se vestiam e se comportavam, os novos amigos apareceram para fazer a garota acreditar que podia sim se considerar agregada a um grupo que possuia ideias semelhantes. Esses três novos amigos de Jodi se tornaram inseparáveis para ela. Foram 3 anos de uma amizade verdadeira e foi esse trio que despertou na menina o seu gosto pelo obscuro. A amizade, apesar de muito criticada pelos pais, nunca foi algo prejudicial para a garota, contudo, quando completou 15 anos ela precisou se mudar do Texas para Nova York. A realidade foi difícil e triste de aceitar, mas era algo que não poderia ser evitado e dessa maneira a garota se despediu de seus fiéis ‘escudeiros’ e viajou para um mundo totalmente diferente.

A nova escola e a dificuldade em fazer amigos foi algo complicado no começo, porém, com o tempo ela conseguiu se adaptar. Acabou sendo aceita por uma turma que não tinha muito a ver com seus gostos. Todos eram filhos de fiéis da igreja onde Ethan servia como novo pastor. Eram adolescentes mais tranquilos, com gostos mais fechados e… sem graça. Talvez por isso Jodi nunca tenha sentido a ligação que tinha com seus antigos amigos. Chegou um momento em que a menina começou a evitar essas pessoas, conseguindo perceber todas as diferenças entre eles. Os jovens falavam muito sobre morte, inferno, sofrimento, pecados e a garota já se sentia saturada de tantas coisas que para ela não fazia nenhum sentido. Para evitar essas conversas ela passou a se dedicar a visitar crianças com câncer terminal e se sentiu muito feliz com isso. O trabalho voluntário foi uma salvação para Jodi, principalmente por ser algo que Ethan não poderia se opor. Logo a garota conseguiu descobrir um grande talento.  Falar sobre a morte nunca foi um problema para ela, que conseguia tanto confortar os pais quanto os pequenos que estavam prestes a partir.

Em um dos hospitais que costumava visitar (eram dois, na verdade), ela conheceu Corey, um servente manco e cheio de humor que também passou a ajudá-la com as crianças. Corey desde o início se mostrou diferente, alguém capaz de despertar o sentimento de conforto na jovem Dominey. Ele passou a ser encarado como amigo e conseguia mantê-la ocupada e animada com suas conversas e brincadeiras. Aos poucos esse servente simpático conseguiu convencê-la e prová-la de que ela não era uma jovem comum. Corey revelou que a vida de Dominey era cheia de mistérios do passado. Não houve muito tempo para ele se aprofundar no assunto, principalmente porque duas semanas atrás veio a reclamação de Macária. De uma maneira repentina a deusa da boa morte decidiu reclamar a filha e em um momento muito difícil para a garota.

Até o dia de sua reclamação era algo completamente natural e fácil para Jodi falar sobre a morte, e com o passar do tempo a menina deverá aceitar que sempre será assim; porém, há duas semanas atrás, além de descobrir quem era sua progenitora divina, Jodi também descobriu que nunca será fácil aceitar a morte de alguém que você ama. Nessa época, a garota experimentou pela primeira vez a tristeza pela partida de alguém. Jodi até então não tinha se deparado com tal experiência. As crianças a ouviam e aceitavam suas palavras, sentiam-se confortadas e não rejeitavam a morte. Contudo, uma em especial não reagiu como todas. Essa criança era Phoebe, uma jovenzinha de 9 anos que, apesar de ser muito teimosa, tornou-se uma grande amiga de Jodi por breves meses. A semideusa sabia que não havia esperanças para a menina que tentava a todo custo driblar seu destino, mas lá no fundo queria acreditar que ainda poderia haver um milagre.

Quando Phoebe partiu, Dominey não conseguiu aceitar que uma criança tão batalhadora poderia partir dessa maneira. Pareceu algo tão injusto. Jodi sentiu aquela dor que nunca se achou capaz de conhecer e, apesar de acreditar que Phoebe cumprira toda sua missão na Terra, desejou pela primeira vez que a morte não existisse. Pareceu uma ironia do destino quando o símbolo da deusa da morte brilhou sobre sua cabeça enquanto ela se emocionava profundamente após receber a notícia da morte de sua amiga. Foi Corey que correu até a escola da adolescente. Com muito cuidado ele revelou a triste notícia e enxergou o símbolo de Macária surgir enquanto Jodi e ele conversavam no corredor.  O sátiro no mesmo instante passou a desconfiar que a reclamação apenas ocorreu por conta dos sentimentos conflitantes da semideusa, para ele a reclamação foi uma resposta de Macária.

Na primeira semana após a perda, Jodi mostrou seu luto e por esse motivo não deu tanta importância para aquela reclamação que tinha o poder de mudar completamente sua vida. Ela se entregou à saudade, tentando a todo custo oferecer conforto aos pais de Phoebe. Ainda lutava para se manter em seu propósito, apesar de se sentir devastada por dentro. Deparou-se com pais resignados, que por mais que se forçassem a aceitar, ainda não sabiam como lidar com o sofrimento de nunca mais serem capazes de ver aquela que tanto amavam. Jodi também não sabia como reagir a esse novo sentimento. Apenas se relembrava que conhecera essa dor ao receber a notícia e agora o sofrimento só aumentava dia após dia. A sensação de vazio se manifestou antes mesmo de tomar conhecimento da morte de Phoebe. A ligação com a menina e o sexto sentido de Jodi fez com que ela sentisse a partida no momento exato do óbito. E foi assim, Phoebe acabou por ser tornar tão especial ao ponto de ser capaz de trazer a reclamação de Jodi e ainda fazer com que a semideusa liberasse certos poderes.

A recordação da garotinha permanece forte na mente de Jodi. Hoje a jovem Dominey já se sente mais resignada quanto a passagem de Phoebe. Os últimos dias que passaram diminuíram sua dor, apesar de não afastar a saudade. Contudo, a semideusa finalmente pôde parar para pensar sobre seu passado, sobre sua mãe, sobre o sátiro que a protege, sobre como deverá sua vida a partir de agora, afinal, ela é uma filha dos deuses. A sensação de se sentir deslocada no mundo se tornou ainda maior, e ela não se sente mais confortável ao lado de seus pais, de seus amigos tão diferentes dela. Ela sente que é hora de mudar.

Corey falou para ela sobre o ‘Acampamento Meio Sangue’ e o local parece muito promissor. Sabendo que seus pais nunca aceitariam que ela fosse para um lugar como esse, Jodi decidiu que é hora de fugir, desconfiando de que essa é a melhor atitude a tomar. Não sabe como dizer para os pais que é filha da morte, que descobrira que fora adotada. A verdade é que tem medo de ser acusada das piores coisas possíveis, de ser taxada como uma aberração, um ser demoníaco. Se os Dominey soubessem que adotaram como filha uma ‘cria da morte’ poderiam reagir da forma mais ignorante possível. Por isso Jodi decidiu se afastar. É hora para se obter mais respostas, descobrir mais sobre o passado para só então entender o que é exatamente...
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Miranda Belotto em Seg 27 Nov 2017, 05:55


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Deimos, pois nunca havia um personagem do tipo e gostaria de tentar algo novo, além de ter me interessado pelos poderes assim que os vi.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Possuindo uma constituição pequena, a primeira vista você deve pensar ser uma garota inofensiva. Medindo por volta de 1,60 com cabelos ruivos herdados de sua mãe e traços faciais que mais lembram a avó materna que sua própria progenitora. Um sorriso singelo quase sempre está presente em seus lábios, principalmente quando contemplando pequenas coisas que chamam sua atenção.

Psicológicas:
Detalhista e de personalidade forte, não se engane pelo rostinho bonito. A garota acredita que tudo deve existir em um equilíbrio, inclusive isso se apresenta quando seu lado divino se mostra presente revelando o pior de sua personalidade, não sentindo remorso pelas coisas que faz ao pensar ser por algo que de alguma forma interfira na balança do destino.


— História do Personagem:

"Com suas folhas caindo uma a uma sob o vento cada vez mais frio que antecede o inverno, o outono é a estação de mudança e adaptação; a luz solar decai a cada dia que se passa, preparando as pessoas para os dias mais curtos e noites mais longas que a estação oposta ao quente verão traz."


Paro um instante de escrever, erguendo minha cabeça para poder apreciar os jardins que serviam de inspiração para muitos de meus pequenos textos. O parque da cidade não era grande se comparado a muitos outros que eu já havia visitado com minha avó e mãe. O que mais me atraia naquele lugar em específico eram as árvores. Amava a forma como decoravam a paisagem e principalmente no outono o chão desaparecia sob o tapete de folhas alaranjadas, deixando tudo com um ar quase mágico.

Me inclino um pouco para o lado escolhendo uma pequena folha caída do bordo ao qual agora estava sentada com as costas apoiada. Ao encontrar uma exatamente do tamanho que queria, a erguo contra a luz suave da tarde, girando a folha em meus dedos, vendo todos os seus pequenos detalhes, escondidos de pessoas que simplesmente não paravam para nota-los.

Criança, esta na hora.

Virando minha cabeça, consigo ver vovó se aproximar com certa dificuldade devido a idade já avançada mas que não a impedia nunca de sorrir de forma tão ampla que até mesmo a fazia parecer anos mais jovens. Ao seu lado, minha mãe mantêm uma mão sobre a mão de vovó que tinha o braço cruzado com o dela. A semelhança era mínima entre ambas, nem mesmo pareciam ser parentes, afinal mamãe era praticamente uma cópia do pai, com os cabelos vermelhos e feições duras tão diferentes dos cabelos grisalhos que um dia foram castalhos da vovó.

Miranda, temos que voltar, sua avó já está cansada.

Já vou!

Suspiro guardando a folha que havia escolhido dentro do caderno que carregava no colo e me levanto me escorando no tronco da árvore, me perguntando momentaneamente a quanto tempo ela estaria naquele parque. Será que era jovem como eu ou já velha como a vovó? Quais segredos ela deve guardar das muitas coisas que já aconteceram por aqui. Intrigada, passo minha mão pelo tronco quase em uma carícia. Ouço mamãe me chamar novamente e então desperto de meus pensamentos, sorrindo ao me virar deixando a árvore e seus mistérios para trás, correndo para minha família.

Quando me aproximo delas, vejo espanto e até medo tomar conta de suas feições, o que me faz olhar em volta com receio de que algum mal esteja próximo de nós, porém não vejo nada além das árvores que passei a tarde inteira observando.

O que houve? — Pergunto confusa, as observando e então noto seus olhares cravados em algo acima da minha cabeça. Sem entender, ergo meus olhos me assustando e dando um passo para trás.

Em cima da minha cabeça um simbolo que eu não conseguia reconhecer brilhava de uma forma muito estranha. Algo dentro de mim parecia despertar, era uma coisa estranha, mas boa, talvez uma sensação. Não sabia o que sentia, apenas estava lá. Olho para minha mãe, apertando o meu caderno contra o peito, sua expressão ainda era trazia certo medo, porém agora voltava aos poucos a ser o rosto sério que conhecia.

Precisamos conversar sobre seu pai, Miranda.

É tudo o que ela diz antes de segurar minha mão e em silêncio guiar tanto a mim quanto minha avó de volta para casa. No caminho, dentro do carro, mamãe me contou uma história tão absurda que senti até certa dificuldade de acreditar, porém aquela coisa que havia aparecido na minha cabeça a poucos minutos me impedia de desacreditar totalmente sua história.

Deuses, não, não deuses, deus. Um deus pelo qual ela havia conhecido no final da faculdade e se apaixonado. Contou sobre alguns encontros e como se sentia com ele, me poupando de detalhes mais profundos, só comentando de como ele a havia deixado depois que engravidara.

Minha cabeça girava com tanta informação nova, não sabendo ao certo como lidar com aquilo tudo. Em minhas mãos, girava um tanto nervosa a folha de bordo, medo de ter que me afastar da minha família agora que um deus, meu pai, havia me reclamado como sua filha, reconhecendo minha existência.

Me mantive em silêncio por todo o caminho até em casa e permaneci dessa forma até deitar em minha cama já horas mais tarde, ainda tentando processar todas as informações que minha mãe havia me passado e pensando em como seria o meu futuro a partir de agora.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Phobos em Qui 30 Nov 2017, 20:13


atualizado
Napoleon atualizado. Jodi e Miranda, aguardem avaliação de deus estagiário ou monitor, encarregados preferíveis para esta tarefa visto que possuem cotas mensais a cumprirem.





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Theodosia Sunsteel em Sex 01 Dez 2017, 03:29


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eu gostaria de Thanatos. É o deus que mais se encaixa na minha personagem e sua trama.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Theodosia tem cabelos crespos rebeldes e olhos profundamente negros. Pele escura, traços afrodescendente e corpo robusto, ainda que curvilíneo. Mede 1,65 metros e pesa 58 quilogramas. Tem o corpo em forma e é plenamente saudável.


Características psicológicas: É uma pessoa justa, inquieta e honesta. Segue a ideologia de que a vida é muito curta para ser desperdiçada com coisas covardes como mentiras e joguinhos. Para ela, o equilíbrio entre a diplomacia e a força bruta precisa ser alcançado, e não tem medo de encarar pessoas que a desafiem. Nunca está satisfeita, sempre correndo e buscando ainda mais.



— História do Personagem:

— Finalmente em casa! Theo, é melhor você ter lavado as vasilhas como eu mandei, ou as coisa vão ficar feias nessa casa!

Eva Sunsteel nunca foi mulher de falar baixo, e isso só piorou com o tempo. Sua voz ecoava pela casa e doía os ouvidos mais sensíveis, mas Theodosia nem ao menos se surpreendia mais. Eva deixou desajeitadamente os sapatos altos na porta, aproveitando a sensação de ficar descalça.

Eva enfiou a cabeça para uma checagem rápida na cozinha, satisfeita ao encontrar a pia limpa e organizada. Seu alívio, no entanto, durou muito pouco.

Theodosia apareceu no corredor assim que ouviu a voz da mãe, disposta a finalmente conseguiu as respostas de todas suas perguntas hoje. Em seu aniversário de 15 anos, toda a verdade sobre seu pai e a superproteção desnecessária tinha sido prometida á ela e Theo com certeza não deixaria isso passar.

— Mãe, você prometeu. É hoje.

Eva deu suspiro, o sorriso recém formado murchando em uma feição cansada para desconhecidos. Para Theodosia, era claro que tinha alguma coisa mais, alguma coisa escondida que ainda doía falar sobre. Doía nela também, sentir como se estivesse causando dor á sua mãe, mas ela precisava insistir.

— Eu sei, Theo. Espere um pouco na sala que eu já vou, ok?

Theodosia trocou olhares com a mãe alguns segundos, e então liberou a passagem, pulando no sofá.

Fez questão de manter a televisão desligada, para evitar distrações. Alguns minutos depois, sua mãe acomodou-se no sofá, e encarou sua filha antes de dar um sorriso triste.

— Você tem certeza que quer ouvir essa história, Theo?
— Absoluta
— Então eu quero que você me prometa que, não importa o que você decidir depois que eu te contar, você vai tomar cuidado?

Theodosia afirmou que sim com a cabeça, e sua mãe desviou o olhar como se fosse muito pesado falar daquilo olhando em seus olhos.

— Enquanto eu fazia faculdade em Los Angeles, eu conheci esse cara. Nós brigávamos muito no começo, mas algumas coisa nos obrigava a conviver e...acabamos nos apaixonando. Vivemos felizes enquanto eu fazia faculdade, e eu nunca me importei com o trabalho secreto que ele se recusava a falar sobre. Mas tudo mudou quando eu descobri que estava grávida. Quando eu contei para ele, ele começou a falar um monte de coisas que eu não acreditei. Eu o chamei de louco, e nós discutimos feio aquela noite. Durante nove meses, ele insistiu no assunto, e eu continuei achando que aquilo era algum tipo de alucinação doida que ele tinha. Mas quando você nasceu, eu senti. Você não é humana, Theodosia. Você é filha de Thanatos, a personificação da morte.

Theodosia estava paralisada. Ela esperava muitas coisas, mas essa literalmente a pegou de surpresa. Ela queria levantar, gritar que era mentira e que essas baboseiras não existiam, mas Theodosia Sunsteel sentia que era verdade. Sua alma sabia que não era como as outras pessoas, e não era desde agora. Além disso, era sua mãe. Ela não mentia.

Sua mãe a abraçou, chorando silenciosamente e acariciando suas costas. Elas continuaram assim por uns trinta minutos. Até que Theodosia acordou da suspresa e percebeu um buraco nesse explicação.

— Mas então, por que toda essa proteção? Se eu sou uma semideusa, por que eu tenho que ser protegida?
— Querida, você não é treinada. Mal sabe usar seus poderes direito e existem muitos monstros lá fora que te devorariam em segundos. E agora que você sabe de tudo, vai ser ainda mais difícil te esconder.

Sua mãe desviou o olhar e mordeu o lábio inferior, como sempre fazia quando não gostava nem um pouco da próxima coisa que ia falar.

— Se você quiser ser treinada, você teria que ir para um lugar específico. Um acampamento, especialmente para pessoas como você.

O coração de Theodosia pulou ao ouvir aquilo. Eva sabia que Theo iria querer ir. Era a personalidade de Theodosia, ela nunca se acomodava em ser mais ou menos ou piro ainda, a mais fraca. Eva olhou profundamente nos olhos da moça, reconhecendo que a filha havia decidido. Demorou-se num longo beijo na testa de sua filha e, três dias depois, Theodosia Sunsteel estava á caminho do Acampamento Meio-sangue.

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Re: Ficha de Reclamação

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