Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.









































































































































Deuses / Criaturas Avaliação
Afrodite Comum
Apolo Comum
Atena Rigorosa
Ares Comum
Centauros(as) Comum
Deimos Comum
Deméter Comum
Despina Rigorosa
Dionísio Comum
Dríades (apenas sexo feminino) Comum
Éolo Comum
Eos Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões) Comum
Hades Especial (clique aqui)
Hécate Rigorosa
Héracles Comum
Hefesto Comum
Hermes Comum
Héstia Comum
Hipnos Comum
Íris Comum
Macária Rigorosa
Melinoe Rigorosa
Nêmesis Rigorosa
Nyx Rigorosa
Perséfone Rigorosa
Phobos Comum
Poseidon Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino) Comum
Selene Comum
Tânatos Comum
Zeus Especial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hefesto em Qua 06 Dez 2017, 14:13

Atualizado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Angus em Qua 06 Dez 2017, 15:39


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Centauro, porque não existem outros aqui no fórum e eu gosto de exclusividade.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: a pelagem equina é preta como o petróleo acompanhando a tonalidade do cabelo e a cor dos olhos. Angus tem 2,38 metros de altura e 2,16 metros de comprimento. Seu peso está por volta dos 700 Kg embora ele nunca tenha se pesado de fato. Sua metade cavalo é bem musculosa e preta enquanto sua metade humana é esguia (apesar de bem torneada) e a pele é branca.

Psicológicas: Angus é solitário e rude. Suas habilidades sociais não são desenvolvidas e por isso seu convívio com outras pessoas é difícil. Ele só confia em si mesmo e só ama a si mesmo, é rabugento e seu humor é tão negro quanto sua pelagem. Isso é um mecanismo de defesa que criou para se isolar do mundo, já que o convívio com outros de sua espécie lhe foi negado e as outras espécies com que se envolveu mostraram-se traiçoeiras.

Angus é um centauro pessimista que vaga em busca de reconhecimento. Ele não possui vínculo com ninguém e nem possui um lugar para chamar de casa desde a infância. Ele odeia monstros, especialmente ciclopes, e também não nutre nenhum tipo de apreço pelos semideuses. De fato, Angus é uma criatura difícil de lidar e mais difícil ainda de domar.

— História do Personagem:

Em algum momento do passado, não sei se fazem dez, cem ou mil anos, o jovem Angus viveu com um grupo de Centauros no noroeste do Oregon.

O grupo era pequeno, todos com algum grau de parentesco, cerca de seis machos e quatro fêmeas que cuidavam alternadamente de três potros. O próprio Angus era um desses três, e passava seus dias brincando e aprendendo coisas novas, como é costume dos centauros.

O pai de Angus era o líder do grupo, seu nome era Quavo e era o maior centauro que Angus já vira, apesar do espaço amostral não ser tão grande assim. Quavo era autoritário e arrogante, como todo bom guerreiro, e não sustentava nenhum tipo de laço emocional com o filho porque acreditava na incapacidade de Angus de ser um bom centauro.
Esse era um pensamento coletivo. Somente Afeny, fêmea mais fraca e excluída do grupo parecia transmitir algum tipo de carinho ao potro, atitude esperada de uma mãe. Quavo possuiu Afeny numa noite de festa e bebedeira no solstício de verão e aquele encontro único gerou a vida do centauro pessimista.

Angus ganhou esse título na época, porque de tão acostumado a ver as coisas darem errado começou a se tornar pessimista sobre a vida. Quem lhe deu o apelido não pertencia ao grupo: Gareth Lovecraft, filho de Afrodite, que se refugiou entre os centauros durante uma missão que prestava para o Acampamento Meio Sangue. Quando se encontraram, Angus ficou muito curioso porque nunca havia conhecido um semideus, só ouvido histórias e fofocas sobre Quíron e o acampamento, por isso se tornou muito próximo de Gareth no curto período que o rapaz teve no acampamento.

A história de Gareth era sensacional porque tinha aventura, combates, mortes trágicas e um amor perdido. Angus decorou cada palavra como se escutasse sobre Teseu e o Minotauro, fazendo questão de escutar a história novamente sempre que tinha oportunidade. Gareth também parecia se interessar por Angus, que lhe era de longe o mais amigável dos centauros, e nas duas semanas que abrigou-se entre tais criaturas deu ao potro carinho e amor.

Como bem sabemos Angus não estava acostumado a receber carinho e amor, por isso criou um forte elo com seu novo amigo. Aconteceu então o trágico evento:

— Angus, acorde!
— Hã?
— Filho, são ciclopes! — os sussurros de Afeny pareciam um lamento choroso.
— Ciclopes aqui?
— Avise seu pai, eu vou tentar segurá-los.
— Mãe?

O potro ainda não havia conseguido ver mas sabia que sua mãe não mentiria nunca. Galopou pela pradaria por quinhentos metros antes de chegar no restante do grupo. Seu pai havia ordenado há anos que ele a mãe dormissem longe do restante do bando. Ao norte viu Gareth que acenava com uma faca de bronze luminoso na mão. Deveria ter ido até o pai, mas o instinto de proteger o amigo foi mais poderoso e Angus trotou até ele.

— Gareth, temos que avisar os outros.
— Eu sei, cliclopes, um monte deles.
— Eles devem ter seguido você até aqui... Temos que lutar. E chamar os outros.
— Não, Angus, você não acha melhor irmos embora? — Angus era um potro e nunca tinha conhecido o Charme.
— É, talvez seja melhor ir embora.
— Ninguém liga pra você aqui. Eles te fazem dormir longe!
— Ninguém liga pra mim aqui. Esses idiotas!
— Eu sou seu amigo de verdade, né?
— Você é meu amigo de verdade. Você é tão bonito e gosta de alguém como eu! — a voz de Angus estava abafada com a emoção da gratidão que sentia por Gareth.
— Vamos embora, amigo! Vamos ficar juntos para sempre.

Gareth através do Charme convenceu Angus a fugir. Ele galopou o máximo que pôde antes da exaustão e levou Gareth Lovecraft montado nele.

Dois dias depois Gareth abandonou Angus e seguiu viagem de volta ao Acampamento. O potro retornou ao campo dos centauros apenas para encontrar os resquícios de um massacre. Todos os parentes haviam sido mortos e alguns foram devorados. Equipando-se com os itens que encontrou, Angus passou a vagar condenando-se ao isolamento.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ares em Qui 07 Dez 2017, 18:46

Avaliação

Angus, aprovado como Centauro:

Bem, Angus, não há muito o que dizer sobre sua ficha. Excelente, cumpriu os requisitos mínimos para uma aprovação e, como esperado, sua narração é agradavelmente aceitável. Uma história única e atraente de se ler, a forma como ele foi criado em meio ao grupo, as relações, os motivos que carregam seu título de pessimista. Creio que você fará um ótimo personagem na ambientação do fórum. Portanto, não vejo erros grotescos ou motivos para não aceitá-lo no grupo dos centauros, será uma boa adição e talvez a única em muito tempo. Meus parabéns e boa sorte narrando a vida desse homem-equino.

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Corey Flint

Mensagem por Stanley Tomaselli em Sex 08 Dez 2017, 00:28


   
FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

   Desejo ser um filho de Hécate porque a magia e as crenças são presentes na vida de Corey. Sobreviver de dia e fugir a noite tornaram a vida do garoto de sete anos um inferno. Hoje, aos dezessete, a noite tornou-se parte dele, e sua principal fonte de paz.

   — Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

   ~ Físicas: Corey Flint é baixo, esguio e relaxado. Seus cabelos são compridos e suas roupas largas e surradas, como um skatista rebelde. Ele tem dezessete anos mas parece que já atingiu sua forma adulta (com apenas 1,65 metros de altura). Seu peso provavelmente é o ideal mas ele é despreocupado demais para conferir. Inclusive, esse estilo desleixado é seu charme pessoal.

~ Psicológicas: Corey vive no acampamento desde os sete anos. Há dez anos ele foi dado como desaparecido, mas por mais que tenha saudades da madrasta carinhosa e do pai protetor, ele se mantém longe de Atlanta. Seu receio de reencontrar a família é a religiosidade do Reverendo Phil (seu pai ex-mágico de circo), que pode considerar o filho um "usado do demônio". Essa dor seria maior ao seu pai que a dor de um filho perdido.

O filho de Hécate já experimentou de tudo, inclusive a perda de entes queridos, de forma que se tornou um exímio bon vivant. Aproveita sua vida despreocupado com as obrigações (sem negligenciá-las), vendo sempre o lado bom das coisas e curtindo no processo.

Seu estilo descontraído é sua marca registrada: sua voz é calma e audível, como são os cantores de surfmusic, e seu olhar emana as mesmas mensagens claras o tempo todo. Sim, Corey Flint tem olhares fixos que são facilmente lidos, e dependem da situação.
Por exemplo, se ele sente ódio é um "e daí?!" raivoso e arrogante, duvidando que alguém o contradiga. Quando está calmo é um "qual o problema, cara?" compreensivo e carinhoso. Nas outras ocasiões seu olhar diz "você duvida?", desafiando amigavelmente os observadores, como fazia o Maravilhoso Phil na época do circo.

No geral: Corey Flint é um cara bondoso e goodvibes, curte skate e tocar violão à noite. Não se estressa com nada, quase nunca, mas quando se estressa isso é notável. O problema maior, talvez, seja nunca saber o que estressa esse cara.

   — História do Personagem:

    Corey cresceu em Atlanta, onde o pai pastoreava uma pequena igrejinha no centro. A igreja era comprida e estreita - como se pegassem um pequeno quarto e o esticassem - porque na verdade era metade do imóvel real. A outra metade era ocupada pela Loja de Truques Mágicos do Maravilhoso Phil (nome autoexplicativo).
Phil Flint fora um veterano de guerra que encontrou no circo a função de mágico. Viveu disso por anos até conhecer no Texas uma mulher que se mostrou mais interessada em suas mágicas do que normalmente são as mulheres de trinta anos. Phil viveu um romance curtíssimo de quatro noites com ela - e o fato de só vê-la a noite lhe era normal, - antes de partir para a próxima cidade da turnê.

Nove meses mais tarde, em Miami, Phil recebeu novamente em seu trailer a paixão de quatro noites. Sob o pseudônimo de Harriet, a jovem do Texas, Hécate entregou aos cuidados do pai o semideus recém nascido.

— Por Deus, mulher! — a voz de Phillip soava abafada, como se tentasse falar enquanto sufocava. — Vou te transformar em mulher honesta. Nós podemos casar e criar isso juntos... Não. Ele. Nós podemos criar ele... Meu Deus todo poderoso.  

— Uma mulher honesta?! — a gargalhada não soava verdadeira, mas ainda assim Phil sofreu com a troça. — Tem tanta coisa errada aí... Você presume que eu seja uma mulher, por exemplo. Não, não fique confuso, querido, eu sou mulher, mas sou tanto mais. Sou o quanto eu quiser.

— Você não fala coisa com coisa, isso é coisa do diabo! O tinhoso tá me testando! Eu não tenho como criar uma criança e você sabe! O circo não é lugar para bebês! Nem os filhotes dos animais tem vida fácil aqui... — o mágico Maravilhoso Phil gritava e agitava os braços para ilustrar seu ponto de vista. Ele parecia um grande morango de cabelo ralo e bigode por fazer.

— Phillip, não seja um imbecil. Abandone o circo e monte uma igreja, já que é tão "crente" assim. Eu não ligo. — a névoa fez parecer aos olhos mortais de Phil que Hécate havia atirado o filho nele, que milagrosamente pegou-o num reflexo de soldado. Na verdade Hécate enviou cuidadosamente o bebê aos braços do pai numa nuvem roxa fofinha.

 Os eventos da noite fizeram de Phil Flint um cristão fervoroso, afinal estava convencido que havia encontrado uma mulher possuída por Satanás. A doce Harriet, ávida por conhecer os melhores truques do Maravilhoso Phil se transformou em nove meses numa megera que atira o próprio filho num ataque de fúria.
Decerto Phil deveria chamar a polícia ou prender a mulher, mas ela abandonou o trailer imediatamente ignorando os gritos do amante.

Registrar a criança foi um verdadeiro pesadelo burocrático, por isso vamos ignorar essa parte e pular para Atlanta.
O motivo que levou pai e filho para a aconchegante cidade de Atlanta foi a madrasta calorosa: Edina Gonzalez. Todos amavam Edina porque ela cozinhava bem, era atenciosa e não ligava para o que os homens da família faziam desde que eles não deixassem roupa espalhada pela casa. Essa simpática senhora porto-riquenha tinha família espalhada por todas as Américas e após algumas conversas no telefone em espanhol conseguiu convencer Phil a abandonar tudo e construir vida nova como comerciante.

Corey passou a frequentar a escola mais próxima e a manter o péssimo desempenho de sempre; Edina tornou-se garçonete no Barney's Restaurant fazendo turnos diários das dez às dezoito horas; Phillip comprou uma locadora decadente e transformou-a numa pequena loja de mágica / numa pequena igrejinha com pouco mais de vinte membros (eu não disse que Phil havia virado um verdadeiro crente?).
Aos sete anos as coisas começaram a acontecer. Os monstros começaram a dar as caras, apenas os mais fracos, e normalmente por acaso. Corey não sabia, mas a pequena igreja era um grande entorpecente para o olfato dos montros. Bem, não é tão difícil de assimilar o conceito: você junta vinte senhorinhas às quartas e domingos as vezes mais de uma vez ao dia. O cheiro delas acaba ficando entranhado em você e no lugar, apagando o rastro de semideus. Ainda assim os monstros apareciam, e quando isso acontecia Corey fugia (as vezes por dias).

Numa dessas noites em que ele se abrigou nos becos de Atlanta para se esconder de algum monstrinho acabou sendo encontrado por Forrest Woods, um sátiro de meia idade que parecia os nerdões que compravam na loja de truques.

— Aí está você, garoto. — a voz insegura do sátiro fez algo na memória de Corey apitar.
— Eu já te vi na igreja...
— Não, não... Quer dizer... Nada contra...
— Não é da igreja? No restaurante?
— Oh! Eu até gostaria, mas fui uma vez e me baniram por comer os talheres...
— Da loja de mágica então?
— Hã? Loja de mágica? Oh, sim, de fato! Eu compro muitas coisas lá. Adoro comer as varinhas que se tornam flores.... Huuuum..... Aquela caneta que espirra água quando você tira a tampa é refrescante e saborosa, eu queria saber como seu pai consegue aperitivos de tanta qualidade.


Na entrada do beco surgiu uma górgona enraivecida ávida por sangue de semideuses. Forrest em trinta segundos desfez seu disfarce e explicou sobre a realidade da situação (tudo isso da forma mais atrapalhada possível).
Forrest saltou e puxou a escada de incêndio do prédio; Corey subiu enquanto o sátiro atirava latões de lixo contra a górgona. Os latões atrasaram o monstro por dois minutos e nesse tempo o semideus conseguiu chegar no terraço, por onde correu até o do prédio seguinte (que era colado parede com parede). Essa aventura Parkour terminou após Corey atravessar seis terraços e descer pela escada de incêndio do último prédio.

Milagrosamente lá embaixo estava Forrest Woods segurando a porta traseira de um táxi. A górgona finalmente havia chegado na escada de incêndio e pôde observar enquanto Corey e seu sátiro protetor partiam. O semideus pegou no sono e horas mais tarde acordou no Acampamento Meio Sangue.

 Durante o jantar todos pareciam prestar atenção em Corey por se consolidarem com a situação (não é todo mundo que vai para o AMS aos sete anos). Enquanto se lambuzava com seu McColosso de sobremesa a criança estranhou os murmúrios que retornaram bem mais fortes do que antes. Alguém começou a aplaudir como se algo solene estivesse acontecendo e então Forrest tocou no ombro de Corey.

— Meu garoto, você é um filho de Hécate... Quem diria, né? — a orgulho protetor nos olhos de Forrest e o tom afável de sua voz fizeram Corey lembrar da família e naquela noite ele chorou até dormir.

   
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raphael Jauregui em Sex 08 Dez 2017, 21:13


AVALIAÇÃO


Corey Flint: E aí, tudo bem?
Antes de dizer minha posição, preciso comentar algumas coisas. Você escreve bem. Muito bem por sinal. Tua forma de postagem é diferente, e eu gostei bastante do que li. Mas é uma narração um pouquinho falha.

Ela não te passa interesse. Ela é corrida, quase tão relaxada quanto o seu personagem. Eu consegui sentir o personagem, consegui entender ele, mas foi tudo tão rápido que não pude aproveitar. Falta emoção, falta o que seu personagem está sentindo.

Acredito que se não fosse para um Deus o qual exige uma ficha mais trabalhada, você teria passado. Mas não é o caso. Por fim, por favor, não desista!

Corey Flint, reprovado como filho de Hécate
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ivan Magritte em Qua 13 Dez 2017, 01:00


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Perséfone: A deusa é sinônimo de sedução, luxúria e vingança. Como filho de Perséfone, Iv é um belo garoto problema, que gosta de fazer suas próprias regras, usar da sedução para conseguir o que quer, e pisar em quem estiver em seu caminho.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físico: Ivan é descende de Belgas, portanto possui uma pele clara, é alto e esguio. Seus cabelos naturalmente loiros são escondidos com tintura negra. Os fios dourados passam a ele a impressão de ser angelical demais. Ele se move de forma pretensiosa, usando sempre roupas que são uma mistura de choque e sedução. Brinca entre o feminino e masculino. As vezes pinta as unhas, os lábios e as pálpebras, um por vez ou tudo de cada vez. Num dia nebuloso pode ser confundido com uma jovem garota. A influência das ruas Nova Yorkinas lhe deram trejeitos, girias e cicatrizes. Uma tatto bem escondida no meio da espinha: uma flor de papoula-ópio. E outra na lateral do dedo-do-meio da mão direita: "ven y verás".

Mente: Todos que olham Ivan nunca sabem o que esperar. Um beijo ou um cuspe no meio do rosto. E tudo isto seguido de seu sorriso misterioso. Ele é atraente, não por ser bonito, mas pelo seu mistério. Isso também faz com que ninguém confie nele devido a seu espírito volátil. Pode fazer amigos e inimigos em segundos com sua lábia, e depois inverter a situação com um estalo. Ele é curioso, com seus olhos ele penetra seu ser buscando te entender, mas logo se cansa e te esquece por completo. Porém, não apenas externamente que Ivan é dúbio. Seu próprio ser caminha duas estradas. Ele se ama de manhã e se odeia a tarde. Deseja alguém de dia e quer matar a noite. As palavras de um médico disseram: "Transtorno Bipolar". Mas o que ele ouvia em sua cabeça era: "Você é mais do que podem ver".

— História do Personagem:

Eu sou filho da traição. Da luxúria. Sou filho largado de uma mãe que não me quis. Sou sofrimento. Sou fruto de uma mãe seca. Uma mãe fria, enterrada numa tera infértil. Sou filho de uma mãe que apenas gera para ferir seu marido. Eu sou filho de...

- Tem certeza que ele virá? - Um garoto nerd parecia apreensivo. Ele se escondia da chuva em baixo da marquise de um prédio. Seus óculos embaçados escondiam o temor em seus olhos.

- Da para largar de ser medroso. - O garoto usando o moletom do time socou seu braço. - Quem me deu isso é de confiança.

Ele mostrou um cartão ao outro garoto. Uma carta de baralho negra. Em um dos versos podia se ver uma gravura. Um número "IV" em algarismo romano, sob uma flor de papoula. O símbolo dele. Daquele que tinha audácia e meios de se infiltrar na escola, e vender as ilícitas mercadorias. Drogas, armas, equipamentos. O que sua mente suja, pervertida e cheias de hormônios desejasse ele poderia conseguir. Porém, a seu preço.

Ele. IV, The Poppy.

O prédio em que os dois estavam era a antiga quadra da escola. Não era mais usada, sendo destino de encontros secretos, drogados anônimos e um dos pontos de troca de IV. Uma sombra se projetou em uma das janelas. O nerd saltou de medo, se segurando para não despejar suas fezes na calça. Uma pessoa encapuzada abriu a janela e fitou os dois do lado de fora. Um casaco escondia seu rosto e corpo. Poderia ser qualquer um. Ele se debruçou sobre o parapeito como uma senhora fofoqueira a observar a rua. Ergueu uma das mãos. O jogador lhe entregou a carta e junto um bolo de notas enrolado numa tira de elástico. O encapuzado levou o dinheiro até o rosto e pareceu cheirar. Ele enfiou a mão dentro do capuz de onde tirou um saquinhos plásticos contendo pequenas pastilhas e as jogou no chão. Os dois se abaixaram para pegar e quando se levantaram a figura estranha já havia sumido. O garoto por baixo do capuz já estava longe, andando por aí displicente enquanto contava o valor de sua transação.

Ivan Magritte era IV, The Poppy. Um descendente de imigrantes Belgas. Filho bastardo de um músico bêbado, que chegou em casa um dia trazendo um bebê no colo. Logo depois sumiu deixando dúvidas e uma criança para sua esposa criar. Eva Magritte, uma secretária pobre que teve que criar um filho de outra mulher. E criou, com muito amor e como pode. Teve ajuda de seu sogro. Um velho senhor, que possuía uma pequena barbearia no Brooklyn. Local que anos depois Ivan descobriu ser apenas uma fachada. Soren Magritte, líder de uma pequena gangue Belga local. Ensinava o pequeno Iv sobre a vida enquanto barbeava seus clientes. Depois ensinava no porão como sobreviver ao mundo, onde escondia armas, drogas e artimanhas. Seu neto cresceu como um belo jovem. Tinha a lábia da família, como Soren dizia. E como ninguém, parecia ter nascido com o dom de lidar com as plantas que abasteciam o estoque da "cozinha" de drogas. Suas palavras eram doces quando chegavam aos ouvidos dos "clientes", trazendo muito lucro a seu avô. Logo Eva percebeu a aproximação perigosa de seu sogro com seu filho.

Com coração na mão Iv negou o avô, mas apenas na frente dos olhares de Eva. Passou a construir seu pequeno império, sob tutela de Soren. Engava e comerciava com seus colegas, garotos dos bairros vizinhos, e turistas obtusos. Para seu nome não correr por aí e chegar aos ouvidos de sua mãe, Ivan adotou um codinome. Papoula sempre foi sua flor favorita, aquela que trazia a essência entorpecente. Assim IV, The Poppy nasceu.

Ivan por sua vez não era alguém que prestasse. Sua família era a única que algum dia escapavou de sua personalidade volátil. Seu hobby era estragar a vida dos outros. Ele era perfumado, mas o aroma so escondia o podre de seu ser. Uma alma selvagem, com olhos penetrantes que seduziam tudo e a todos. Limites nunca foram para ele. Seu nome corria por aí como um safado amante e perigosa companhia. Tão parecido com seu pai.

No corredores da escola preferia ser invisível, mas algumas cabeças viravam com seu andar. Inclusive de Isabela Loren. A garota mais popular da escola. A garota que ele fez questão de beijar. Não escondido, mas no corredor principal logo após o sinal tocar. Todos presenciaram. Inclusive Frank Gallo, namorado de Isabela.

Ele o achou na frente do prédio da escola. Uma multidão presenciava Frank indo em direção de Ivan. Uma formação de músculos contra o magro garoto. Socos, chutes e empurrões o detonaram, mas há quem dissesse que aquilo não tirava o sorriso dos lábios de Ivan, nem seu charme. Ele levantava e Frank continuava a derruba-lo. Ele não se importava com aquilo. Seu felicidade era ver a dor do outro. A dor que ele sentia em si, projetava naqueles que ele mais desprezava. Frank Gallo. Um idiota popular que se achava rei da escola.

Ivan viu seu sangue sujar o asfalto da calçada. Poças vermelhas e intensas como a flor de Papoula. Quando viu não acreditou em seus olhos. Seu sangue correu e se juntou. Depois se espalhou criando forma, desenhando o chão. Uma flor se formou, intensa brilhante e bela. Parecia que só ele via aquilo. Ele sentia que não era alucinação. Era algo poderoso, um chamado, uma força que o levantou. Ele não sentia dores ou remorço. Ele sentia um calor, uma vontade de se aproximar de Frank. Ele caminhou até seu oponente. Olhos nos olhos. Uma aúrea intensa saia dele. Um aroma luxuriante. Frank começou a tremer, sentia seu corpo vascilando e o coração batendo. Ivan estava bem a sua frente e ele não conseguia bater nele, ou ofende-lo.

- Frank Gallo. - Falou Ivan. - Porco sujo, boneco de plástico. O rei coroado por esta massa uniforme de rostos todos iguais. Sem história, sem individualidade e sem futuro. Você anda por estes corredores exalando confiança, fazendo todos de temerem e amarem, mas você é tão fraco quanto eles. Um pobre garoto com músculos que não tem coragem de verdade. - Ivan se aproximou mais ainda. - Que finge ser aquilo que querem de você. Você so me bate porque quer seu "eu". - Ivan envolve seus braço no pescoço de Frank. - Porque você quer... a... mim...

E foi assim que Ivan Magritte abandonou sua vida antiga. Com um beijo. Um ato que destruiu a fama de Frank Gallo. Um ato que fez todos admirarem e se assustarem ainda mais com ele. Ele nunca mais retornou a sua escola. Pegou suas coisas, despediu de sua mãe com um abraço, e se foi.

Um simples beijo fez com que Ivan entendesse a fragilidade e mediocridade daqueles a sua volta. Que ele pode sentir que era diferente, e mesmo não sabendo como ainda, logo estaria trilhando um destino maior.

O destino de um semi-deus.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Sex 15 Dez 2017, 01:48

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Ivan MagritteAprovado como filho de Perséfone

"Uau". Se eu pudesse resumir a ficha em três letras, seria isso.

Sua forma de escrever é muito boa, e você também possui bom domínio ortográfico. Sem erros de coesão ou coerência, a reclamação, embora quase tenha passado despercebida, foi um tanto peculiar. A história, em geral, foi diferente, saiu de todo aquele clichê de enfrentar monstro camuflado, encontrar sátiro também camuflado e ir pro acampamento. É uma trama boa, para um personagem apaixonante.

Eu apenas ressaltarei um pequeno deslize encontrado no início do texto:
- Da para largar de ser medroso.
Aqui, falta o acento no "dá" e, além disso, trata-se de uma pergunta. Portanto, deveria haver o ponto de exclamação no final.

Mas, apesar disso, adorei toda a descritividade que você usou na ficha, explorando bem tanto a parte de características quanto na história (e isso, pra mim, garante muitos pontos). Resumindo, foi uma ótima ficha e o resultado não pode ser diferente. Meus parabéns!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoë Woodward em Dom 17 Dez 2017, 23:22


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Despina, pois os poderes combinam de maneira perfeita com a trama planejada para as gêmeas Woodward.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Zoë parece uma boneca de porcelana: o rosto de feições delicadas que parecessem ter sido feitas para sorrir, os longos cílios, a baixa estatura, os cabelos - de um tom de louro que varia com a luz - que caem em belíssimos cachos até a pele quase doentiamente pálida, praticamente tudo nela passa um ar de ''sou-tão-frágil-que-posso-quebrar''. As únicas coisas que quebram esse ar de fragilidade são as enormes olheiras embaixo dos olhos da garota, resultado de várias noites de insônia, e os olhos: intensos e observadores, são de um tom de verde que de tão intenso, até parecem esmeraldas.

Olhos de pedras preciosas, como Peter costuma brincar.

Características emocionais: Quando se descreve a personalidade de Zoë, duas palavras praticamente opostas se juntam: doçura e irritabilidade. Sim, pois ela é um doce a maior parte do tempo, porém se irrita com muita facilidade, o que devido a aparência frágil que possui, surpreende muita gente.

Apesar de ter uma enorme facilidade em conversar com as pessoas, é difícil para ela fazer amizade, e coisa mais próxima que ela de amigos verdadeiros são os irmãos, Catherine e Peter.

— História do Personagem:

(29, 05, 2002 - Queen Elizabeth Hospital, Londres, Inglaterra)

Definitivamente aquele lugar era deprimente. Talvez fosse devido ao barulhinho dos aparelhos ligados aos bebês, talvez fosse devido a patética tentativa da administração do lugar de criar uma decoração alegre e animadora, talvez fosse devido a visão de tantos seres que mal haviam começado a conhecer a vida e já tinham que lutar por ela. Ou talvez ...

Bom, fosse pelo motivo que fosse, não havia como negar que a UTI neonatal do Queen Elizabeth Hospital era um lugar deprimente.

Porém naquela madrugada, o lugar possuía uma aura de paz e tranquilidade, o que era algo raríssimo.  O único ser vivo ali que aparentava estar acordado era uma mulher que usava um enorme manto branco.

Com passos suaves, foi andando em direção a uma incubadora, onde duas bebês, identificadas pelas pulseirinhas que usavam nos pulsos como Catherine e Zoë Woodward, descasavam.

Elas haviam nascido a exatamente três meses atrás, porém devido a razões ainda não identificadas pelos médicos, aparentavam ter apenas ter algumas semanas, e a saúde delas ia de mal a pior.

Parando em frente da incubadora , a mulher deu um sorriso tristonho, colocou na mão encima dela e começou a murmurar em grego antigo, tão baixinho que as palavras eram abafadas pelo barulho dos aparelhos ligados as meninas.

Assim que ela começou a murmurar, uma aura escura surgiu em torno de Zoë e Catherine. Porém a medida que ela murmurando, a aura foi se tornando dourada, depois cinza e por fim desapareceu. Quando a aura desapareceu, ela parou de murmurar, apertou o manto mais firmemente contra si e desapareceu também.

(05, 02, 2009 - Residência dos Blanchard, Londres, Inglaterra)

Que estranho, pensou a menininha, cadê o papai, a Cat e o Peter?

A pequena, também conhecida como Zoë Woodward, havia acordado há pouco tempo e agora estava completamente assustada. O motivo? Três simples razões.

Primeiro: Porque ela estava sozinha em casa, o que era no mínimo estranho, já que o pai dela, superprotetor, nunca iria sair e deixar a filha com infecção intestinal sozinha em casa.

Segundo: Porque pela hora indicada pelo pequeno relógio da Barbie que ficada na mesinha ao lado da cama dela, sua irmã gêmea, Catherine, e seu irmãozinho dois anos mais novo, Peter, já deveriam ter voltado da escola há uma hora e o pai deles nunca se atrasaria tanto para busca-lós.                                                                                                                                                                                                                              

Terceiro: Porque havia uma enorme mancha marrom-avermelhada na parte da frente da blusa do pijama que ela estava usando e que se parecia, de uma maneira bastante preocupante, com sangue.

Depois de ficar esperando por algum tempo que o pai e os irmãos chegassem, ela pegou seu ursinho de pelúcia favorito, abraçou-o com o máximo de força que conseguiu, se enrolou debaixo das cobertas e  ficou repentindo mentalmente até dormir:

''Eu devo ser sonambula e enquanto dormia, devo ter tentando devorar um frasco de ketchup. Logo, logo o pai vai chegar e vai ficar tudo bem''

(17, 05, 20011 - Orfanato Princess Margareth, alguma cidadezinha a seis horas de Londres, Inglaterra)

Infelizmente devo dizer que nada ficou bem. Cinco de fevereiro de dois mil e sete foi a última que Charles Woodward, famoso arquiteto britânico e pai de Zoë, Catherine e Peter Woodward foi visto.

O sangue no pijama de Zoë, testes forenses feitos durante a investigação do desaparecimento de Charles descobriram, pertencia ao pai da menina.

A teoria que a polícia criou a partir dessa descoberta e do fato de a casa estar totalmente revirada quando Zoë foi encontrada sozinha lá por um dos vizinhos era de ele havia sido vítima de um latrocínio e que a menina havia visto tudo, porém em choque com a tragédia que havia ocorrido ao pai, suprimiu as lembranças ou algo parecido.  

Quando interrogada sobre isso, apesar de não acreditar nessa teoria, Zoë sempre respondia algo como ''Deve ter sido isso'' ou ''Pode ser''.

Não é que não ligasse para o desaparecimento do pai, ela queria mais do qualquer um descobrir a verdade, mas tinha uma amarga certeza, vinda de sabe-se lá onde, de que nunca descobriria a verdade.

Ou que se descobrisse, não iria gostar.

Mas isso já ocorrera a quase dois anos atrás e aquele era um dia raro, pois além de ser o primeiro dia de sol que aquela cidadezinha via em muito tempo, também era o  primeiro dia em muito tempo em que Zoë se sentia realmente se sentia bem.

Cat e Peter estavam por aí aprontando das suas, e a menina dos olhos cor de noite estava sozinha na pequena e aconchegante biblioteca do Orfanato Princess Margareth, lendo um interessantíssimo livro, que continha a versão dos primeiros escritores de contos de fadas.

▬ Quem diria que na versão original de A Pequena Sereia, a Ariel morre? ▬ pensou em voz alta.

▬  É surpreendente sim, mas é melhor que aquela baboseira de E viveram felizes para sempre... não acha? ▬ respondeu uma garota, que a julgar pela voz, devia ter mais ou menos a mesma idade dela.

Surpresa ao ouvir a garota, já que achava que estava sozinha, Zoë levantou o rosto do livro para olhar quem tinha falado com ela. E viu o que a assustou e a divertiu o mesmo tempo.

A garota era quase igual a ela. A única diferença, a única coisa que fez com que Zoë não pensasse que o seu reflexo tinha saído do espelho, era que ao contrário de Zoë, aquela garota tinha a pele bronzeada, os olhos castanhos-escuros e o cabelo preto. Ou seja, ela era praticamente uma anti-Zoë.

▬ Quem é você?

▬  Quem sou eu? ▬ a anti-Zoë riu com a pergunta ▬ Eu sou você.

(19, 04, 2017 - Orfanato Guardian Angel, Londres, Inglaterra)

▬ Será que esse otário ainda vai demorar muito? ▬ Zoë ouviu Catherine perguntar.

Bom, ela podia entender a raiva da irmã, afinal, elas e Peter já estavam há meia hora na sala onde ocorrem as entrevistas entre os interessados em adotar e as crianças disponíveis para a adoção, esperando que o futuro adotante que manifestara interesse neles aparecesse.

Como se alguém realmente fosse querer adotar duas adolescentes com TDAH e o irmãozinho disléxico delas, Zoë pôde ouvir a voz de Emma na cabeça.

Emma era como a garota dos olhos cor de noite nomeara aquela estranha garota dos olhos cor de gelo, que desde aparecera naquela tarde ensolarada há quase quatro anos atrás, nunca mais saiu de perto de Zoë.

Geralmente, ela era só uma voz na cabeça de Zoë, mas as vezes ela aparecia fisicamente, como fizera na biblioteca do orfanato do qual os Woodward foram expulsos um mês depois, aparentemente por algo que Peter havia aprontado.

Mas explicações à parte, foi só Emma dizer isso que o possível adotante chegou.

Ele estava usando um terno e até parecia elegante, porém o boné que ele estava usando meio que quebrava o look. Quando viram o adotante, os três Woodward ficaram bastante surpresos, o que rendeu um ou dois minutos de um silêncio constrangedor.

▬  Então, você é o maluco que vai tentar adotar a gente? ▬ Cat fora a primeira a falar. E ainda lançou para o homem um dos seus melhores olhares assustadores.

Zoë esperava que ele dissesse algo tipo ''Que garota atrevida!" ou que desistisse da adoção, porém o que ele fez a surpreendeu bastante.

▬ Você tem atitude, garotinha. Gostei ▬ ele disse, rindo.

Zoë decidiu naquele momento que gostava dele. Afinal não era qualquer que recebia um dos olhares assustadores da Cat e simplesmente ria.

Porém, de repente aconteceu algo muito estranho: ela começou a sentir o cheiro dele. E não era o cheiro do perfume dele, era o dele mesmo. E não era só o dele. O de Cat e Peter também.  E no mesmo instante, o estômago dela começou a roncar.

Caraca Zoë!, pensou consigo mesma, enquanto em sua mente Emma estava se acabando de rir,você está querendo ir parar em um hospício ou o quê?

(15, 12 , 2017 - Aeroporto Internacional de Londres - Londres, Inglaterra)

▬ Espera aí, deixa eu ver se eu entendi direito. Você é algum tipo de meio-bode, que tem que nós levar para um tipo tipo de acampamento nos Estados Unidos, que é só para filhos de deuses gregos. O que aliás, eu, o Peter e Zoë somos? ▬ Zoë, ainda chocada com a revelação feita por John, que durante os meses que levaram para o processe de adoção ser finalizado, se tornara amigo dos Woodward, ouvia sem falar a conversa entre ele e Cat.

▬  O termo certo é sátiro, mas é por aí ▬ ele respondeu, rindo, o que fez a garota se lembrar de quando se conheceram. Zoë logo também se lembrou de várias coisas que haviam acontecido com ela e os irmãos desde que eram pequenos.

De repente, as revelações feitas por John não pareciam tão malucas assim.

(17, 12, 2017 - Acampamento Meio Sangue, Long Island, EUA)

A viagem fora torturantemente lenta, o pesadelo que tivera durante o voo pior ainda, com uma voz que gritava o tempo todo ''Criança amaldiçoada, criança amaldiçoada'', e Zoë mal pode conter a alegria quando finalmente chegou ao tal Acampamento.

O lugar estava em total silêncio, pois eram quatro da manhã e provavelmente todos os campistas deveriam estar dormindo, mas assim que ela, Cat e Peter pisaram no Acampamento, John olhou para os símbolos de floco de neve brilhando acima da cabeça deles e comentou:

▬ Parece que já sabemos de quem vocês são filhos.

▬ De quem? ▬ Zoë perguntou, muito curiosa.

▬  Despina, deusa do inverno.

obs:
sei que certas partes ficaram estranhas, mas serão desenvolvidas e explicadas por meio da trama pessoal
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Ter 19 Dez 2017, 13:34


Ficha de Reclamação

avaliação zoë woodward


Olá, Zoë! Seja bem-vinda ao PJBR, caso seja novata. Ou seja bem-vinda para mais uma avaliação, caso já seja experiente aqui XD

Então, eu realmente adorei sua ficha. Simples entendimento, boa escrita, objetiva e detalhada ao mesmo tempo. Gosto quando leio narrativas assim, principalmente porque fazem o leitor se interessar pelo que vem pela frente. Parabéns! Sem mais delongas...

Ave, Zoë Woodward! Reclamada como filha de Despina!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Qui 21 Dez 2017, 10:51



Teje coisado!







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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Harumi Ryo em Sex 29 Dez 2017, 04:57


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Apolo, e não tem um motivo específico, é só que identifico-me mais com ele, além de apreciar a distância que lutar com arco-e-flecha geralmente proporciona.

— Perfil do Personagem:

Características Físicas: Eu sou de descendência japonesa, neta de imigrantes. Assim sendo, meus olhos são levemente puxados, de um castanho fechado, escuro e brilhante. Possuo cabelos lisos, compridos e loiros e minha pele não apresenta nenhuma imperfeição. Meço 1,68 de altura e peso 45kg.

Características Psicológicas: Apesar de mudar de cidade constantemente quando criança, sempre tive facilidade para enturmar-me e fazer amigos. Li Pollyanna quando pequena e tenho como filosofia de vida sempre enxergar o lado positivo da vida, mesmo quando tentam tirar-me o sorriso do rosto. Sou expansiva e aprecio mais que tudo a honestidade, comigo e com outros, exigindo tal qualidade de quem mantenho próximo a mim.

— História do Personagem:

A chuva batia em meu cabelo, encharcando-me por inteira. Tremi, insatisfeita com a virada do tempo. Sentia-me entorpecida, ainda não havia assimilado o que havia visto.

Apenas corria.

Tanto sangue.

Saíra de casa tropeçando, sem tempo de pegar um guarda-chuva ou qualquer outra coisa que já não estivesse nos bolsos do meu casaco. Familiarizada com as ruas, meus pés não hesitavam ao virar uma esquina ou desviar de pedestres tão apressados quanto eu. Meu destino, o Avery Fisher Hall, lar da Orquestra Filarmônica de Nova York, encontrava-se perto. Havia retornado para casa há poucos meses, após o falecimento de minha mãe, para morar com meu avô, a única família que restou-me. Desde que ela partiu, sentia-me perdida. Ao chegar da escola e deparar-me com o corpo do meu avô corpo estendido no chão da sala e ouvir os barulhos que vinham do andar de cima, como se estivessem destruindo a mobília, fui tomada por um instinto de sobrevivência e fugi, procurando um refúgio aonde sentisse-me segura. Para mim, esse lugar era a sede da Orquestra, onde minha mãe ocupara a segunda cadeira como violinista, antes de acompanhar um grupo que passava cada temporada em um país diferente, levando-me ainda criança com ela, há muitos anos. Aparentemente, eu recordava-me bem do caminho, afinal, eu cresci entre aquelas paredes.

Precisava percorrer apenas mais alguns metros para chegar ao edifício quando esbarrei em algo pesado e desajeitado e fui lançada ao chão, caindo sobre um objeto duro. Com frio e tremendo, senti uma dor intensa. Aquilo deixaria um belo hematoma em minha pele. Desorientada, levantei a cabeça e olhei para quem causara meu tombo. Era um sujeito esquisito, usando um enorme sobretudo.

– Faz favor de tirar a sua bunda de cima da minha ferradura?

Fitei-o e levei a mão à cabeça, julgando tê-la batido. Ferradura? Ainda sem saber se havia entendido direito, virei-me de lado e pondo-me de joelhos, levantei-me. Mancando, afastei-me enquanto o homem erguia-se, atrapalhado com o longo sobretudo.

– Desculpe. – Consegui dizer. – Não o vi.

– Isso é o de menos, garota. Pelo visto quer roubar meu trabalho, já que foi você quem me achou.

– Do que está falando? Não o conheço. – Temerosa, afastei-me mais ainda, pronta para voltar a correr.

– Calma lá, nada disso. – Adivinhando minha intenção, o homem moveu-se, colocando-se à minha frente. Já estava preparando-me para acertar-lhe onde dói mais, quando ele apressou-se em dizer-me: – Venho em nome de seu pai! Você corre perigo.

Precisei de um minuto para entender o que ouvi. Piscando os olhos, comecei a sair do torpor em que encontrava-me até então. A palavra "pai" ecoava em meus ouvidos e uma raiva começou a surgir, pois mesmo após tantos anos, quando os presentes cessaram, eu ainda sentia falta daquele homem a qual nunca havia visto e que abandonara-me quando nasci.

– Escuta aqui, senhor. Não sei quem você é e se você está com os ladrões que mataram meu avô, volte para o apartamento e pegue tudo o que há lá, mas não ache que eu vou cair na sua conversa de “pai” porque eu não tenho um!

Ladrões? Garota estúpida, não foram ladrões que mataram seu avô, mas monstros que estavam atrás de você! Eu os vinha rastreando, mas perdi o rastro com essa maldita chuva e achei melhor ir logo até a sua casa. Infelizmente, estou atrasado. Você tem é muita sorte!

Ele parecia impaciente com a conversa e não parava de olhar para trás, o que fez-me pensar que talvez meu pai fosse um criminoso que tivesse algum inimigo que resolvera usar-me como isca. Pelo menos ele importava-se comigo o suficiente para mandar-me ajuda.

Olha, garota, não tenho vocação para virar ração, então vamos andando. – Não esperando minha resposta, o homem puxou-me pelo braço, obrigando-me a acompanhá-lo. Incomodada com seus modos, arranquei meu braço de sua mão, mas resolvi segui-lo, pois embora confusa, estava curiosa e agora que parava para pensar, ferradura devia ser código para alguma arma que ele devia estar carregando.

Andamos por alguns minutos, na direção contrária ao Avery Fisher Hall e finalmente paramos em um ponto de ônibus. Sentei-me e olhei à minha volta, procurando por alguém que poderia escutar nossa conversa, sentindo-me em um filme policial. Não vendo ninguém, provavelmente devido à chuva que aumentava cada vez mais, senti-me à vontade para fazer-lhe algumas perguntas.

– Quem é o meu pai? Quem é o senhor? Que história é essa de monstro e para onde vamos?

– Meu nome é Craig e sou um sátiro. Só não reclamo da sua desconfiança que nos custou um tempo crucial que poderia ter sido a diferença entre viver e virar comida de monstro porque essa é uma ótima qualidade para um semideus.

– Sátiro? Como na mitologia? Semideus? – Eu o interrompi antes que continuasse. – Como assim semideus?

– O que você achou que eu fosse, garota? É porque eu sou um sátiro que seu pai me enviou. – Ele disse-me, claramente irritado com minha interrupção.

– Quem é meu pai?! – Perguntei-lhe novamente, mais alto desta vez.

– Aquele que conduz o sol, pai da música e galanteador profissional. Apolo, ora essa! Pelo visto ninguém te disse nada todos esse anos, hein?

Lembrando-me do que estudei na escola, entendi porque Craig dissera que eu sou uma semideusa, afinal, Apolo é um dos deuses do Olimpo. Olhei para o homem que dizia-se um sátiro com pena e levantei-me, intentando partir, quando ele soltou um suspiro alto e dramático e abriu seu sobretudo. Antes que eu pudesse pensar que ele estava a assediar-me, vi pernas peludas e no lugar que deveriam haver dois pés, vi também cascos com, sim, ferraduras. Olhei-o boquiaberta, que soltou uma risadinha, enquanto fechava seu sobretudo.

– Se mesmo assim você não acreditar, garota, te dou um pontapé pra ver se você vai duvidar do ferro na sua bunda. Logo o símbolo de reclamação aparece.

Antes que eu pudesse responder-lhe, o homem (sátiro?) avistou um ônibus e deu sinal. Empurrando-me para entrar no transporte, vi que o destino era Long Island, o que respondia uma das minhas perguntas. Ele pagou as passagens e sentei-me, soltando um muxoxo ao sentir dores pelo tombo de agora há pouco.

– Ok. – Eu disse, pensando em voz alta. – Meu pai é Apolo e sou uma semideusa. Apolo, até que faz sentido. – Ainda estava acostumando-me com a ideia de saber o seu nome e quem era. Minha mãe ficava triste quando eu perguntava por ele e por isso eu suprimi o desejo de conhecê-lo. Eu sabia que a tristeza que a permitia tocar seu violino tão belamente provinha da saudade que ela sentia dele. Na melancolia de suas notas, encontrei contentamento.

Fechei os olhos por alguns minutos e quando os abri, olhei para Craig que havia escolhido sentar-se ao meu lado e baixando o tom de minha voz, perguntei-lhe: – O que você quis dizer com monstros?

Monstros são criaturas saídas do Tártaro que adoram a carne de garotinhas como você, já que vocês cheiram como uma bela porção de fritas com um hambúrguer duplo para eles!

Senti um frio percorrer minha espinha ao lembrar-me das imagens que vi em livros de história que retratavam a mitologia grega.

– Como vai ficar meu avô? Ele precisa de um funeral, como vou explicar tudo isso para a polícia? – Estremeci, finalmente recordando-me do meu pobre avô, de quem eu não era muito próxima, mas que não merecia ficar jogado em um tapete como uma boneca rasgada.

Não se preocupe com isso, garota. Já tem alguém cuidando disso. – O sátiro disse-me suavemente, reconhecendo minha perda e colocando a mão em meu ombro. Aceitei seu gesto de conforto e encostei a cabeça no vidro da janela, perdida em pensamentos.

Após o que pareceu uma hora, descemos do ônibus, no meio do nada. Minhas suspeitas voltaram e eu já estava achando que teria de lutar por minha vida quando Craig livrou-se de seu sobretudo, pulou uma cerca, virou-se e disse-me com uma voz séria: – Bem vinda ao Acampamento Meio Sangue, semideusa. Ah, olhe. Você foi reclamada. Presentinhos te aguardam.

Um calor inexplicável subiu por minhas pernas e senti que poderia cantar uma ária para uma multidão. Notei que já não chovia, na verdade o sol brilhava. Ou melhor, não era o sol que brilhava, mas sim o símbolo sobre minha cabeça, resplandecente. Tanto mudara em menos de um dia. Olhei para o sátiro, que também olhava para o símbolo com o que parecia aprovação e sorri. Estava grata por sua ajuda.

Pulei a cerca. Queria que aquela sensação de pertencimento durasse.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raphael Jauregui em Sex 29 Dez 2017, 08:42


AVALIAÇÃO


Harumi Ryo: E aí, tudo bem?

Antes de dizer minha posição, preciso comentar algumas coisas. Você escreve suficientemente bem. Sua narração flui, os requisitos necessários foram cobertos pelo texto e não deixa muito a desejar. Mas é uma narrativa previsível.

Não me leve a mal quando digo isso, mas sua história não tem nada demais. Ficha genérica. Outro ponto é que ou sua personagem tem a mente MUITO aberta (e aí podia ser uma característica pessoal a ser considerada), ou ela já imaginava o que ela era (o que, por sua narração, não me parece o caso). Diferente disso, você totalmente ignorou o que a personagem pensou sobre ser uma semideusa e correu pro final da ficha, como se tivesse pressa de acabar.

Você será aprovada porque eu acredito que será um incentivo para você melhorar esses deslizes que cometeu em sua ficha. Tenha em mente que faltou muito pouco para que você fosse reprovada.

No mais, muito bem vinda ao PJBR!

Harumi Ryo, aprovada como filha de Apolo.
Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 29 Dez 2017, 12:16




Atualizado!




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Elizabeth Anne Mitchell em Ter 02 Jan 2018, 14:24


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Por Apolo, porque ele é um deus que corresponde muito bem à personalidade, ao caráter e aos talentos da minha personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Lana (ou Elizabeth) tem cabelos cor-de-rosa, que na sua definição, seriam na verdade ruivos. São naturais, e têm mechas de diferentes tons de rosa. Seus olhos são grandes, brilhantes e de cor castanho-claro. Tem cílios enormes e muito pretos. Algumas sardas rosadas e sutis debaixo dos seus olhos grandes. Bochechas rosadas, e rosto inocente. Voz fina e rouca. Altura normal, magra e bonita. Tem um estilo original e peculiar, e se veste de acordo com suas emoções.

Psicológicas: Animada às vezes, e quando isso acontece, ela mostra seu lado doce, amável e gentil, atraindo muitos ao seu redor. Quando está triste, prefere ficar sozinha e o mais quieta possível. Quando está brava com alguém, evita essa pessoa, principalmente falar com ela. Muda de humor muito rápido. Às vezes, tem crises de raiva, ou de choro, ou ainda de riso. Às vezes, ainda, seu humor se torna obscuro, algo que ela não sabe controlar.

— História do Personagem:

Eu estava dentro do carro, quase dormindo. Estava chovendo. Minha mãe estava no banco, pagando as contas. Ela tinha certa dificuldade em mexer com a máquina do banco. Seus cabelos estavam molhados da chuva, e ela estava suando. Nervosa. Ela tinha um jeito engraçado de lidar com máquinas. Eu ri. Escutava nos fones de ouvido cor de rosa, a música Change de Lana Del Rey. Ouvia a chuva como se fosse música de ninar. Acariciei meus cabelos ruivos e cacheados, que no momento estavam curtos como os de minha mãe. Meus cabelos também estavam molhados. Sempre me perguntei o porque de meus cabelos serem tão estranhos, porque o meu ruivo não era ruivo avermelhado e nem quase loiro, era num tom de róse artificial, como de algodão doce. “Óbvio que não é natural” diziam minhas amigas. Lorraine era incrivelmente linda, com seus olhos azuis. Namorava um atleta. Mae era cheia de sardas e tinha cabelo curto, castanho. Dino era baixinho e tinha cabelo curto, usava brincos de argolas e saias com camisas todos os dias. Diana pintava seu cabelo de azul e era estilosa como Dino. Emma era alta demais, e usava tranças em seus cabelos morenos e sem volume. Eu era apenas quieta e diferente. As meninas costumavam dizer que eu talvez fosse adotada. Elas eram íntimas. Não eram cruéis. Elas me entendiam perfeitamente. Éramos quase irmãs. “Você poderia usar óculos de gatinho.” Disse Mae certa vez. “Ia completar seu look de nerd.” E eu ri junto com ela. “Deus me livre!” E Lorraine “Tadinha da garota!” Pegando seus óculos de volta, na noite em que estávamos vendo filmes de terror da casa de Emma.
Eu mudava de escola todos os anos. Disse, naquele ano, para minhas amigas que eu ia mudar de cidade. E sim, realmente, mudamos. Eu e minha mãe dividíamos kitnets simples e escuras. Sempre fomos ótimas amigas. Mas...
— Mãe, você nunca vai me contar o porque de eu nunca ter o conhecido?
— Pobrezinha... seu pai? Sim. Mas ainda não está pronta.
— Quando vou estar pronta? — perguntei, impaciente. Eu tinha 10 anos.
— Não falta muito — sorriu ela, enquanto terminava de assinar papéis na escrivaninha. Me sentei do lado dela.
— O que você está fazendo? — perguntei, me sentando ao lado dela, carinhosa.
— Assinando papéis. — ela ficou quieta, concentrada.
— Ah. E você... já pensou em se casar de novo? — perguntei, inocente, provocando sem querer uma cara espantada da minha mãe.
— Por que? — perguntou ela, agora rindo.
— Sei lá mãe, porque você parece tão sozinha.
— Ah, filha. Mas eu tenho você...
— Eu sei, mas não é o suficiente.

Anos depois, quando havíamos nos mudado para Nova Jersey, eu comecei a estudar em um colégio particular. Mas não haviam muitas pessoas legais lá.
Mas logo encontrei um sujeito legal. Brian. Ele era alto, usava uma jaqueta azul-bebê e uma touca da mesma cor. Usava uma muleta. O seu jeito de andar era altamente desajeitado. Era muito gente boa. Me chamava de Liz.
— Então Liz, vamos comer chocolate no recreio. — ele disse, abrindo sua barra, enquanto andávamos pelo corredor.
— Estou faminto. — me impressionou a rapidez dele a comer o chocolate.
— Há. Se quiser dividir, estou aberta.
— Aha, mas eu tô com muita fome. Mesmo. Desculpa. — e passou a mão na cabeça dela.
— Eu adoro seu cabelo. Parece natural. — comentou. Revirei os olhos.
— É natural, mas ninguém acredita em mim.
— Tanto faz, espero que você não seja igual a todos.
— Não sou — sorri.
— Ainda bem. Enfim, bora dar uma volta hoje de noite?
Eu o encarei.
— Não é um encontro, né?!
— Claro que não, meu Deus. —zombou ele. — Eu quero te mostrar uma coisa.
Aquele era a minha segunda quarta-feira na escola. Brian queria me mostrar uma coisa. Olhei para os lados, pensativa.
— Tá. Que horas?
— Acho que as sete.
— Que tarde. Sabe, eu volto da escola, coloco a roupa e vou?
— Isso. Daí você traz a sua mãe junto se você quiser.
— Minha mãe?!
— Sim, eu quis dizer, ela pode ficar junto.
Eu ri.
— Tá. Então.

As sete da noite, eu troquei meus jeans rasgados por uma saia preta de couro, rodada. Coloquei uma meia comprida preta até o joelho, e vesti meus coturnos. Uma jaqueta preta de couro e fiz uma trança na franja, prendendo-a atrás da orelha. Passei gloss rosa, um pouco de rímel, blush, lápis. Sai de lá dizendo que meu novo amigo havia nos convidado para sair. (“Mãe, não é encontro formal!!! Calma...”) e ela disse que eu era muito pequena para namorar de qualquer maneira. Nunca havia pensado no meu amigo Brian como algo a mais, mesmo. Juro.
Quando chegamos ao local (uma praia que ficava perto de casa), encontramos o garoto, com as mesmas roupas de sempre, mas a mamãe estava com medo. Ele me chamou.
— Ela veio junto. Bem. Eu e sua mãe nos conhecemos. — ele parou para ver minha reação. — e você precisa se mudar. Para outro lugar. Muito longe. É um acampamento para pessoas como voce. Existem outras, é claro. Mas você sempre foi perseguida por acontecimentos estranhos, que são na verdade, presença de monstros. Eu sei que é difícil. Eu sou um sátiro. Vou te levar ao Acampamento em segurança.
— Espera...um sátiro? Isso não é mitológico...?
— Sim. Seu pai não está morto, ele é um deus olimpiano. — a esta altura eu já estava gargalhando. —não ria, é sério. Apolo namorou sua mãe e teve você. Muito tempo depois, ele teve que voltar para o Olimpo.
— Acho que já é demais pra mim, isso. — disse, me retirando. Mas Brian segurou meu ombro.
— Diana? Já posso?
— Pode. Vamos, pegar um metrô.
— Tá, pera, mas você também, mãe?! Que merda! — comecei a rir descontroladamente.
— Shhh, você vem, mocinha. — ela me pegou pelo braço, me fazendo parar de rir repentinamente. —vamos, ao metrô agora, que vai para o Centro.
— Para onde vamos? Para o Olimpo, encontrar meu pai deus?! — recomecei a rir outra vez. — Tá bom.
Foi ai que eu desmaiei. Quando acordei, estava na beira de um morro cheio de pés de morango. Estava chovendo. Havia um pinheiro gigante mais adiante. Eu queria me soltar dos braços de minha mãe e de Brian, que agora estava sem calças e abandonara sua muleta. No lugar das pernas, haviam outras coisas que pareciam pernas de cabra ou algo do tipo. O que me fez querer sair dali mais rápido ainda. Mas havia muito barro, e eu estava escorregando inutilmente.
— Tá! E que diabos estamos fazendo nessa merda?! — gritei em meio a chuva, feito uma louca.
— Vamos Brian, vamos, vamos. — incentivou minha mãe, me empurrando para cima.
— Eu sei andar sozinha! — empurrei minha mãe para baixo da montanha, sem perceber o que estava fazendo. Então Brian segurou meus braços com força e me puxou para cima.
— Vá, Diana, desculpe! Gritou o sátiro enquanto me empurrava para a frente. E eu, enquanto acordava, deixava lágrimas caírem.
— Mãe! — gritava inutilmente, enquanto cedia minhas forças para poder subir o morro que parecia infinito.

Depois de trinta demorados minutos, cheguei ao topo, onde havia uma árvore gigante, ou melhor, um pinheiro. Agora, havia sol. Meus olhos estavam úmidos, e eu não me lembrava nitidamente do que eu havia feito.
Brian era muito estranho. Nunca havia reparado isso. Eu o conhecia havia pouco tempo, mas minha primeira impressão sobre ele havia sumido completamente.
— Aqui — disse, retomando o fôlego — é o Acampamento Meio-Sangue, onde você vai ficar até o final das suas férias. Isso vai impedir você de topar com monstros o tempo todo, e o pessoal aqui vai te treinar a lutar e se defender. Eu prometo que vai ser legal. Você vai conhecer muita gente.
Eu fiquei o olhando, paralisada. Estava cansada, porém, aliviada. O sol parecia fazer uma diferença grande. Enxuguei meus olhos.
— Ah. — eu falei, meio rouca, quando ele parou de falar.
— Então... vamos? Você vai entrar, e bem vai reparar... os semideuses são os únicos que podem entrar, e também criaturas pacíficas mitológicas. Sátiros, centauros... enfim. Entre.
Eu entrei. Vi então que havia uma bolha transparente e brilhante, muito bonita.
— Ela é a bolha que te protege.
— Ah. — falei, constrangida. Então entramos. Era bonito, haviam estradas, onde não passavam carros, e sim alguns cavalos e sátiros. Algumas pessoas caminhavam e conversavam, animadas, e haviam chalés em formato de U no centro. Algumas casinhas ficavam em alguns cantos do acampamento. Eu ri, de alívio. Sentia a brisa leve, agora. Sorri, sincera.
— Que lugar lindo. — comentei.
— É, né? Vamos conhecer o diretor daqui, o Dionisio.
— Ele também é um deus... né?
— É, sim. E mora aqui.
— Que loucura. — sorri. Não parecia real.
— Vamos encontrá-lo, vem.
Haviam campos verdes cheios de objetos espalhados, muitas árvores nos cantos deles, e pessoas treinando arco e flecha. E outras treinavam esgrima, e outros esportes.
— Bom, e como eu esqueci de te avisar, você vai ser reclamada pelo seu deus, que é Apolo, como você já sabe. Mas alguns semideuses não sabem até que isso aconteça. Enfim, enquanto isso, você vai ficar no chalé de Hermes. Aquele do canto. Enfim, vamos. Ah, aqui. Oi!
Ele falou a um homem gordo tomando uma Coca, com cara feia.
— Este é Dionísio, e esta é Lana Mitchell. Também conhecida como Lizzie.
— Ou Liz — disse eu. — Prazer, então, Dionísio. — eu apertei a mão dele, decidida.
— Você é o que? — perguntou, entediado.
— Filha de Apolo, Senhor.
— Ah! Você que tinha que vir. Prazer, moça. Que bom. Já podia ficar na sua casa, mas as regras dizem que a casa de Hermes... enfim. Vai conhecer seus amigos, e tal. Vamos ter um jogo logo, logo. Depois do almoço provavelmente. Enfim, você podia levar a garota pro chalé dela, e depois eu vejo o que eu faço a respeito. — disse, dando uma mordida em um salgado assado, e se virando de costas em um “tchau” implícito.
— Ele é assim mesmo. Tá, nenhum meio-sangue realmente gosta dele, mas enfim. A gente tem que conviver e tal. Vem, o teu chalé fica ali em cima, já pode ir. Quer que eu vá junto?
— Sei la, pode ser. — disse eu.
— Tá bom. Vamos.
Então fomos andando por um morrinho pequeno, onde havia o U de chalés. O de Hermes parecia estar mais lotado, mesmo de longe. Ouviam-se alguns gritos.
— Essa é a Liz, tratem ela bem, por favor. — gritou Brian. Mas ninguém pareceu ouvir. Então eu apenas entrei, e fiquei parada, sem saber o que fazer. Haviam beliches por toda a parte, e as pessoas gritavam e brigavam, algumas escutavam música em volume alto, e outra dividiam salgadinhos, sujando todo o local. Uma garota parou bem ao meu lado e gritou no meu ouvido “Você pode dividir o colchão comigo se quiser! É de casal, eu durmo sozinha.” Eu a olhei. E assenti. Brian piscou para mim e saiu. Então eu fiquei pensando, e se eu ficar aqui por um bom tempo? Poxa. Vou morrer esmagada. Ela fez um aceno de mão para eu sair do chalé. Eu saí.
— Meu nome é Emily. Você?
— Elizabeth.
— Ah, vem. Não tem nada de bom pra fazer agora. Mas se quiser olhar os outros chalés, pode vir comigo. Da pra gente ir na praça também. Tem um monte de gente lá. Ou a gente pode... ah, você já viu o rio? É bem bonitinho. Fica pertinho daqui, mas se quiser...
— Sim, já entendi — eu ri, interrompendo-a.
— Ah, e a gente também pode ir jogar caça à bandeira. Mas isso vai ser só depois do almoço. Enfim. Acho que já podemos ir almoçar, certo?
— Sim, Sim, Vamos.
Então fomos a um lugar fechado, onde haviam bancos. Sentamos em um banco mais longo que os outros. O lugar estava vazio. Havia um balcão com pia e fogão separados do resto do salão.
— Aqui é onde os filhos de Hermes ficam. Que nem sempre são filhos, você sabe. Tipo eu. Sou filha de Aftrodite. Ah, e você tem que conhecer outros, tipo filhos dos Três Grandes: Poseidon, Hades e Zeus. Thalia era filha de Zeus, mas é uma longa história.
— Ah. Então. — falei, sem ter nada para falar realmente.
— Enfim. Eu nunca conheci ela, mas enfim. Falam muito sobre ela. Vicky e Sarah sabem muito sobre. São umas garotas do chalé de Ares. Enfim. — ela riu. Um centauro estava entrando de repente no local.
— Já está fazendo amigos, Emily! E aí, moça? Tudo bem? Eu sou Quiron, prazer!
— Oi, eu sou Lizzie. — me apresentei. Ele me estudou. Logo, disse que já havia me visto alguma vez. Então se dirigiu ao balcão e tocou um sino, que tinha um som muito alto. Chamou por um microfone: “Pessoal, quero chamar vocês todos, que já está na hora do almoço. Atenciosamente, Quiron.” Instantaneamente, algumas crianças e adolescentes correram para o local, animadas.
— Aquela, loira, da mesa de Athena, é Ariana. O loiro, da nossa mesa, bem no canto, é Danny. Eles são bem amigos.
— Ah.

•~•~•~•~•~•~•~•

Algum tempo depois, fomos jogar caça à bandeira. Emily foi junto comigo até o chalé. Cumprimentei o Danny. Vi Ariana e acenei um olá para ela, que sorriu.
O jogo correu bem. Ari era especialmente boa em arco e flecha, e Danny era ótimo na esgrima. Eu e Em não nos saímos tão bem quanto esperei. Mas pelo menos, demos algumas boas gargalhadas.
Algum tempo depois, conheci Itha, um garoto do chalé de Poseidon. Ele me mostrou o lago onde ele foi reclamado pelo pai. A gente conversou, e depois voltamos para a praça, onde supostamente estariam Danny, Ari e Em.
Já eram 5:00 da tarde. Comentei que estava ansiosa para ser reclamada. Ari me contou que eu deveria mostrar algo a ele.
— Como mostro algo a ele? Ele não pode me ver.
— Pode, sim. — disse Dan. — é só você fazer algo aleatorio. Qual o seu pai ou mãe deus?
— Apolo. — disse.
— Apolo. Então, sei lá, faça uma arte, ou cante uma música. Toque alguma coisa, algum instrumento. Eu tenho um violão, quer emprestado?
— Não, obrigada.
— Ah, vai, Liz, anda.
— Tá, tá bom. Então vamos. — Dan se levantou e então todos nós fomos até o chalé dele. O meu, temporariamente.
— Você toca? — perguntei.
— Sim. — disse ele, erguendo o violão e me entregando — aqui está. Vamos.
Eu fui até a praça com o violão.
— Que música eu toco?
— Não sei. Você que sabe. — disse Ari.
Comecei a dedilhar Wish You Were Here de Avril Lavigne. Emily me ajudou a cantar, e logo Ari, Itha e Dan. Entao, vi algo descendo. Um sinal.
— É isso, o sinal. — disse Aria. —Você está oficialmente reclamada. Agora, você pode ir ao chalé de Apolo.
Eu ri. Estava muito feliz. Todos olhavam para mim. Até mesmo Em.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dua Mitra em Qua 03 Jan 2018, 03:21


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Filha de Nêmesis. Minha personagem é alguém que busca sempre o equilíbrio, a justiça, e claro, se vingar daqueles que passam por cima daquilo que ela ama.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Corpo: Dua Mitra é Indiana. Seu corpo é alto e magro, com a pele cor de canela. Ela é bem resistente e ágil, sempre correndo pelas ruas de Nova Deli, sem perder o fôlego na quente capital. Apesar de bela, ela não usa isso como arma, preferindo sua inteligência e destreza física para conseguir o que quer. Foi da equipe de maratona e natação em sua escola, o lhe deu condicionamento físico e notoriedade.

Mente: As pessoas veem nela uma pessoa de fibra. Por sempre estar correndo por aí, respirando fundo, os outros tendem a temer sua cara fechada. Poucos tentam se aproximar da atleta, porém os que tem coragem descobrem que Dua possui um coração enorme. Generosa, caridosa, bondosa. A garota faz de tudo para ajudar aqueles de quem ela tem gratidão. Mesmo sendo gentil, sabe ser sincera e não gosta de perder tempo. Ao mesmo tempo que é caridosa, Dua é sinônimo de justiça, e não admite que ninguém seja enganado ou desprezado.

A garota também esconde um lado espiritual. Sempre respeitou as crenças de seu país, se destinando a cumprir seus deveres no templo de sua família.

— História do Personagem:

Dua corria sem parar. Os pés batendo no chão, em ritmo e precisão. Os músculos respondendo ao estímulo, a movendo e segurando o impacto. Suor, odor, calor, respiração, adrenalina. Resultados de uma equação chamada “exercício”. Ela estava acostumada a correr. Uma de suas paixões e também terapia pessoal. Com o vento cortando seu corpo ela se sentia desprendida, como se fizesse parte do ar que a rodeava.
Ela precisava correr. Estava com pressa, mais do que o usual. Nem colocou os tênis de corrida ou uma roupa adequada. Saiu de sári, os cabelos soltos batendo em seu rosto. Quando chegou à praça o tumulto já havia começado.

Pessoas gritavam de um lado para o outro. Placas erguidas em punho, levantando e subindo no ar. Policiais com cara fechada formando cerco. Homens de terno e dinheiro se escondendo atrás deles. No fundo crianças gritando e chorando em frente a uma casa.

Dua correu até eles. Tentou consolar as crianças como pode, mas a confusão era assustadora demais. Um orfanato estava para ser fechado pela prefeitura. Precisavam do local para um novo empreendimento. Nova Deli sempre tinha algo moderno a ser feito, pisando no passado. A mudança, porém, iria colocar pobres almas na rua. O povo protestava, mas nada mudaria a realidade.

Ela havia brigado como pode também. Seu pai era político, o que lhe dava certa influência, mas o dinheiro era uma peça mais forte neste tabuleiro. Aquela multidão era sua última tentativa de frear a demolição.

Dua Mitra, a filha perfeita de Supir Mitra. A atleta exemplar, orgulho da família. Criada para ser exemplo e cada dia mais parecida com o pai. Eloquente, destemida, segura. Usava sua voz para falar por aqueles que não tinham, e seu corpo também. Seu pai havia perdido as contas de quantas vezes a buscou na prisão, na companhia de homens e mulheres que faziam de tudo para garantir o direito de outros. Supir os chamava de rebeldes, Dua os chamava de irmãos. Almas como a dela que lutavam pela igualdade de todos.

...

Homens de farda esvaziavam o local. Arrancavam tudo de dentro da casa, móveis, brinquedos, as poucas lembranças dos órfãos.

- Não! - Ela ouviu um grito.

Uma menina se agarrando a uma coluna. O guarda a puxava sem dó, até que outro deu um tapa na garota para que ela soltasse. O sangue voltou a correr nas veias de Dua. A adrenalina agitou seu corpo e quando ela percebeu já estava sob um dos guardar o acertando com um pedaço de madeira. A confusão se alastrou como chamas quando todas as crianças e funcionários voaram para cima da polícia. Cadeiras, bonecas e pedras viraram armas. A força policial largou os manifestantes e se concentrou na frente da velha casa.

Mãos firmes e fardadas agarraram Dua e as crianças e as arrastaram para dentro do local. Longe da visão de qualquer um usaram cassetetes para forçar as crianças e entrarem nos cômodos as trancando.

Bombas de gás afugentaram todos da praça, trazendo de volta a paz e silêncio. Dua chutava, socava e mordia aqueles que tentavam prende-la, como um animal em cativeiro. Sentiu uma bordoada certeira em sua cabeça. A batida foi suficiente para deixá-la mole e indefesa. Foi largada num corredor, como trapo qualquer. Ela estava consciente, mas apenas conseguia compreender vozes e vultos que iam e viam até ela.

- Temos que dar fim a isso. – ela ouviu de um dos homens.

- Senhor o que sugere? – perguntou outro.

- Nos livrar das crianças!

- Mas... senhor!

- Não me venha com falsa moralidade. Para isso que pago vocês, para esquecerem-se do resto e apenas cumprirem minhas ordens. Chame todos, quero estes “ratos” exterminados. Ao fim do dia estaremos cumprindo um bom serviço a esta cidade.

- E quanto a ela? – perguntou o homem cutucando Dua com a ponta da arma.

- Ela é filha de gente importante. Se sumir darão falta dela. Aliás, é linda demais pra morrer, pode se tornar uma boa esposa... Jogue ela num beco qualquer, mas antes se livrem do problema.

Não... eu suplico”.

Dua pediu, mas não com a voz, e sim com a mente, pois não conseguia mexer a boca. Lagrimas desciam de seu rosto diante de sua impotência. Aqueles homens iriam matar inocentes por cobiça, e ela estava parada ali sem nada fazer. A adrenalina não respondia mais a seu comando. Ela não sentia o calor pulsar em seu corpo. Estava estagnada diante o perigo.

Cave um buraco e morra”.

Ela ouviu.

Se for para fazer nada, simplesmente morra”.

Não era uma voz. Não era um guarda. Eram palavras fortes, e ardiam nos ouvidos, mas não vinha de ninguém.

Fraca, inútil, eles vão morrer!”.

- Não! – ela conseguiu gritar.

A voz vinha dela, não de sua mente como uma alucinação. Vinha de seu ser, da profundeza de sua realidade.

Você quer desistir, não quer lutar por ninguém. Eles vão morrer por sua causa”.

- Não! Pare, eles não podem...

Mas eles vão. O sangue que vai correr vai ser despejado por você. A culpa é sua!”.

Gritos de crianças ecoaram em sua cabeça. Ela se retorcia no chão ouvindo o desespero.

Ouça, os gritos delas. Eles as estão matando e você não faz nada”.

- FILHOS DA PUTA! – berrou.

Homens sórdidos sairão daqui sujos de sangue, mas com o nome limpo. Sorrirão para suas esposas e filhos como homens inocentes. Andarão nas ruas sem se lembrar dos rostos delas”.

- Desgraçados... – chorou. – Eu vou...

O que?

- Eu vou... VOU MATA-LOS!

Uma luz surgiu sob o corpo trêmulo de Dua. Sua visão voltou ao normal ao ver o brilho no chão. A luz assumia uma forma semelhante a uma balança. O brilho passou para seu corpo se transformando numa áurea. Dua emanava ódio, sede de vingança pura. Ela se ergueu. Um objeto metálico surgiu em sua mão esquerda, uma espada. Sob sua lamina ela podia ver rostos. Rostos de crianças morrendo.

Ela gritou. Depois disso ela tudo foi um borrão. Mais tarde, Supir ouviu da boca de quem foi testemunha, mas não podia acreditar. Cada um contava sua versão dos fatos, uma mais sórdida que a outra, porém todos concordavam com um fato.

Dua Mitra matou todos os guardas naquela casa. Munida de uma espada ela massacrou todos eles, sem lhes dar tempo de fugir. Cada um dos homens foi cortado pela lâmina. Ninguém entendeu o motivo. Os funcionários do orfanato ouviram que os homens estavam prontos para atirar nas crianças e neles, mas antes de levantarem suas armas, Dua surgiu matando a todos. Assustadas as crianças fugiram do local, e os guardadores tiveram que ir atrás delas, deixando a mulher ensanguentada e inconsciente para trás. Depois daquele dia ninguém nunca mais a viu.

A polícia local e os homens poderosos a caçavam como uma criminosa. O povo e sua família a viam como uma mártir. Ela lutou pelo que era certo e fosse onde estivesse eles rezavam por ela. Rezavam por Dua para que ela os salvasse.

A compararam a Kali, a deusa vingativa, que matava sem remorso a quem ficasse em seu caminho. Não demorou muito para sua história se tornar lenda e ela inspirar revoltas por toda Nova Deli.

Mal sabiam que Dua estava no banco de trás de um carro enquanto a polícia a procurava. Um homem dirigia para fora da cidade a levando para longe deles, e para mais perto do destino dela.

Um homem como ela, filho da Vingança.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jessamine H. Julie em Qua 03 Jan 2018, 22:50

Elizabeth Anne Mitchell: reclamada como filha de Apolo.

    A primeira coisa que reparei, logo no comecinho da sua narração, foi o uso exagerado de sentenças curtas demais, todas separadas por um ponto final. Isso acabou fazendo com que a leitura ficasse "emperrada", cheia de pausas. Você também acabou introduzindo uns cinco personagens novos à estória do nada, o que acabou me confundindo por um momento. Em um momento, escreveu(...) contar o porque de eu (...)e o certo seria "porquê", já que nessa sentença, está servindo como um motivo, uma razão (clica para saber mais). E esse próprio diálogo - e o com Brian, logo em seguida - não foi bem desenvolvido. Assim, preste atenção às regras de acentuação e de pontuação.Sobre a coesão: eu entendi essa parte de "sou um sátiro e vim te levar para o Acampamento", mas pareceu um pouco forçado, já que a explicação de Brian não foi bem desenvolvida. A história de como você foi reclamada também foi um pouco fora de nexo; os diálogos e as ações não fluíram, e alguns deles foram um pouco contraditórios.

    Edit (Ares): apesar dos erros, foi decidido que a player receberá a reclamação. No entanto, continue atenta aos erros, pois eles podem lhe prejudicar nas futuras narrações.

Dua Mitra: reclamada como filha de nêmesis.

    Gostei bastante da confusão que foi instalada logo no primeiro parágrafo da narração. Peço, porém, que preste atenção à alguns erros de acentuação que pude encontrar pelo seu texto (lagrimas e mata-los não tiveram seus devidos acentos, que ficariam lágrimas e matá-los).De resto, meus parabéns! Conseguiu criar uma história envolvente, que me deixou com aquela vontade de ler mais sobre a sua personagem.  

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Éris em Qua 03 Jan 2018, 22:58


atualizado







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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Matt Royce em Sex 05 Jan 2018, 13:53


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Íris, por uma trama conjunta com outra personagem já criada no fórum.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Alto, porte atlético, cabelos sempre controladamente curtos, olhos claros.

Psicológicas:
Não fala muito e geralmente é bastante sério. Não dá detalhes de sua vida pessoal e, por causa dela, nunca consegue ter relacionamentos muito longos. É gentil e educado, mas às vezes é tido como antipático apenas por ser mais quieto que os demais e não se misturar muito.

— História do Personagem:

Eu odeio ser um semideus, é por isso que faço o possível para me manter longe desse mundo de confusões, mas, aparentemente, alguém resolveu precisar de mim a essa altura do campeonato. Pensei que minha fase já tinha passado, afinal você não vê tantos semideuses em idade adulta por aí, vê? Está certo, alguns (muitos) morrem no meio do caminho, mas não é possível que sejam todos. Pensando assim, acabei por acreditar que essa coisa toda desapareceria quando a minha adolescência passasse.

A primeira prova que tive de que estava errado foi quando, há cinco anos, minha irmã caçula apareceu. De alguma maneira absurda, meu pai conseguiu cometer o mesmo erro duas vezes e teve dois filhos com uma mesma deusa. Quando minha irmã apareceu, disse que nosso pai tinha morrido. Eu não tinha uma relação de proximidade com ele mais aos 22 anos, na verdade eu nem sabia como as coisas estavam já havia um longo tempo, mais precisamente desde que precisei fugir sem nem saber do quê aos oito anos. Meu pai era um cara legal, mas nunca soube lidar com o fato de ter um filho superpoderoso.

Minha irmã tinha apenas três anos quando saí de casa para sobreviver sozinho e nem se lembrava de mim inicialmente, mas isso não é importante. Ela permaneceu comigo por alguns meses e foi até legal, apesar de ficarmos sempre olhando por cima dos ombros para termos certeza de que não estávamos sendo perseguidos. Eu moro em Londres, aliás, e a proximidade com a Grécia e a Itália apenas pioram as coisas para quem é um meio-sangue. Enfim, acabou que olhar por sobre os ombros não adiantou de nada e fomos atacados em uma noite qualquer do mesmo jeito. Era uma vez a minha casa, agora era apenas um amontoado de ruínas após uma explosão, e nunca mais vi minha irmã.

Não, ela não morreu. Eu é que aproveitei a situação para fugir novamente. Agora você deve estar pensando: "Nossa, Matt, você é mau". Desculpe se é isso que parece, mas pode acreditar quando digo que foi melhor assim, inclusive porque ela acha que eu parti dessa para uma melhor naquela ocasião. Depois disso, e apesar dos percalços, tudo ficou relativamente bem. Consegui uma quitinete em um local mais afastado, não perdi meu emprego no restaurante do centro da cidade e nenhum semideus vinha atrás de mim. O tempo passou e os ataques de monstros ficaram mais raros, até que, misteriosamente, posso dizer que cessaram. Provavelmente havia mais sangue jovem a ser farejado e o meu se tornou sem graça...

Mas aí houve um atentado à London Eye. Nunca conseguiram provar que foi terrorismo e, apesar das milhões de teorias formadas, a única causa que eu vi para o estranho incidente foi a intervenção mitológica de algum capeta grego. Podia não me afetar diretamente, mas estava sempre me rondando. Sempre aquele mesmo perigo, aquela aura de tensão, a possibilidade de ser atacado a qualquer segundo e os rumores. Foram os rumores que me trouxeram de volta ao estado de alerta. Dizia-se que um grupo especial estava se formando e que haveria um ataque à base de proteção dos semideuses. Dizia-se que logo o Olimpo estaria em guerra e eram os moradores da Terra, mortais ou não, que pagariam o pato. Como sempre.

Tentei evitar ouvir a estes comentários, juro que tentei. Mas eles apenas ficavam mais fortes, mais frequentes. E então eu ouvi o nome da minha irmã, o novo nome, que ela tinha adotado após um tempo no Japão. Ela era curandeira, agora, e líder do grupo de filhos de Íris do acampamento. E estava se metendo em problemas. Quando dei por mim, estava arrumando as malas e pedindo as contas do emprego para viajar para Montauk. Veja, eu não sou assim tão mau quanto você pensou. Não houve qualquer outro motivo para fazer isso, exceto a preocupação com ela. A única família que eu tinha e da qual, sendo bem sincero, eu sentia muita falta.

A torrente de lembranças veio como um filme na minha cabeça assim que meu avião decolou. Eu estava voltando aos Estados Unidos depois de muitos anos e voltando especificamente para o local onde, em uma luta contra valentões filhos de Ares, minha mãe me reconheceu e me protegeu com um escudo colorido. Claro que isso não impediu as risadas dos meus oponentes, mesmo que estivessem caídos ao chão depois da explosão de cores, afinal que filho de Íris conseguia ser forte, certo? Ao menos era o que eles diziam, mas o chalé de sete cores tinha lá seu grupo de especiais...

Deixei o acampamento aos 13 anos. Estou voltando aos 27. Talvez esteja velho demais para isso e acabe morrendo logo. Talvez os adolescentes olhem para mim como o "tiozão" que veio dar consultoria a pedido de Quíron. Talvez eu tenha perdido a prática... Mas nada é mais quente do que a sensação do sangue semidivino correndo em minhas veias. Eu odeio ser um semideus e todas as implicações que isso me traz, mas não posso fugir de quem eu sou. Acho que o período de paz, tranquilidade e anonimato acabou. Estou voltando para casa.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ryan Storm em Sab 06 Jan 2018, 01:11


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Filho de Atena, pois gosto de um desafio e quando você tem que enfrentar monstros e deuses usando não raios e fogo e sim sua inteligência, isso me parece um desafio.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Os cabelos de Ryan são loiros claros, porém nunca é visto assim pela sua insistência em sempre os pintar de preto, sendo que o motivo nunca foi entendido direito por seu pai nem ninguém, ele apenas cismou com isso e seguiu em frente. Além disso tem os olhos cinzentos e uma altura abaixo da média para a sua idade. Geralmente é visto com roupas mais folgadas e como fiz "confortáveis", uma pessoa que o vê na rua consegue perceber seus traços bonitos, porém estes são bem disfarçados pelo seu não tão bom gosto por roupas.




Inteligência é uma das coisas que definem o garoto, mesmo que muitos que o veem apenas uma vez não percebam. Não é muito sociável e evita jogar na cara dos outros que sabe mais do que eles, na verdade prefere mantê-los em sua própria ignorância.

Devido a maneira como foi criado por seu pai, tem uma grande dificuldade em confiar nas pessoas, sabendo que seus olhos e demais sentidos podem o enganar, mas quando se abre pra alguém e este conquista sua amizade é fiel, fazendo de tudo em seu poder para proteger os que pra si é importante.

— História do Personagem:

Nasceu na cidade de São Paulo, Brasil, onde sempre foi o melhor da classe, mesmo sempre estudando nas melhores escolas. Seu pai o falou que não iam morar por muito tempo no Brasil e por isso o deu um nome estrangeiro. Quando criança um acidente aconteceu na universidade onde seu pai trabalhava e eles quase não saíram vivos, na época ele tinha 9 anos, mas não tem lembranças deste dia, apenas uma cicatriz que atravessa suas costas do ombro até próximo à cintura, então eles se mudaram para os EUA, de onde seu recebeu uma proposta de emprego para uma das melhores universidades de lá, Stanford.

No avião seu pai lhe contou que sua mãe era uma deusa o que de começo não fez muito sentido para uma criança, mas ele nunca conseguiu esquecer isso, principalmente porque seu pai não deixava, desde que aterrissaram seu pai o fez começar um treino diário, desde luta com espadas, até a grego antigo. Sendo seu pai professor de matemática avançada, Ryan nunca soube como seu pai sabia grego, ele desconfiava que seu pai nunca esqueceu sua mãe, afinal deve ser difícil esquecer uma deusa, mas como ele sempre desviava do assunto quando o assunto era ela, então ele nunca descobriu o que se passava com ele.

Um pouco depois de fazer 12 anos, Ryan chegou em casa e se depara com seu pai morto com um furo gigantesco em sua barriga, havia vestígios de que ele se arrastou até sua escrivaninha para pegar papel e caneta e antes de morrer de hemorragia havia escrito uma única palavra em uma folha de sulfite "Fuja". Isso só significava que eles os haviam encontrado, seu pai sempre falou que os monstros os encontrariam, mas Ryan nunca imaginou que isso fosse acontecer de verdade.

Então ele faz o que seu pai desde que se mudaram para os Estados Unidos o vem treinando, foge, com uma muda de roupa, seu equipamento de treinamento, dinheiro para a passagem e uma coisa que estava fora da lista que seu pai tantas vezes o fizera repassar, o caderno de anotações de seu pai, pois embora não tivesse tempo para o luto no momento, uma hora ele ia chegar, e nesta hora ele queria ter algo além das memórias para lembrar de seu progenitor. Agora iria rumar para o outro lado do pais, para o único lugar, de acordo com seu pai, que era seguro para ele, o acampamento meio-sangue.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Sab 06 Jan 2018, 01:34


Ficha de Reclamação

avaliação ryan storm


Olá, Ryan! Seja bem-vindo ao PJBR, caso seja novata. Ou seja bem-vindo para mais uma avaliação, caso já seja experiente aqui XD

Então... Você claramente tem uma história boa a ser desenvolvida, um plano de fundo coerente com Athena e tal, mas para uma avaliação rigorosa ainda não dá pra te aprovar. É coisa simples que precisa ser mudada, veja só: uso de vírgula e ponto, que pode ser facilmente resolvido com uma leitura em voz alta do texto; atenção à acentuação, na qual você teve alguns deslizes facilmente evitáveis com uma pré-visualização do texto; falta de mais detalhes, expresso na "correria" do seu post (não queremos que escreva a Bíblia, mas ambiente melhor as situações, senão fica parecendo algo feito na pressa e sem cuidado). Peça ajuda sempre que precisar, sempre tem gente no chat disposta a ajudar. Por enquanto, ficha reprovada.

FICHA DE MATT ROYCE AINDA PENDENTE POR SER FAKE MEU
Aguardando att

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raphael Jauregui em Sab 06 Jan 2018, 14:11


AVALIAÇÃO


Sílvia Matt Royce: Well, well, well, bem vinda, nº 42 q

Não é a primeira vez que avalio algo seu, e na última, tive que dar pontuação máxima. Dessa vez, não me decepcionei. Sua narrativa é como sempre envolvente e quero ver mais sobre seu personagem "velho" num acampamento, tenho certeza que vai gerar uma trama incrível.

Sua ficha foi simples, objetiva, fácil de ler e me deixou arrepiada quando cheguei ao parágrafo final, implorando por mais. Acho que esse é o objetivo, que você concluiu com louvor. Parabéns!

Matt Royce, aprovado como filha de Íris.
Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Sab 06 Jan 2018, 14:28

Teje coisado!





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Benjamin Cornwell em Sab 06 Jan 2018, 19:50


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamado por Hefesto, pois as características do deus são condizentes com o que quero para a personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Benjamin tem cabelos, pele e olhos negros. É alto e forte, porém não musculoso. Evita precisar interagir com as pessoas, mas quando necessário não sente muita dificuldade. É impulsivo em situações de pressão mas calculista nos casos em que tem tempo para agir.

— História do Personagem:

Benjamin não teve uma história muito diferente da maioria dos semideuses.

Sua infância foi normal dentro do possível, vendo uma ou outra coisa que as crianças comuns não viam. Sua mãe trabalhava numa oficina mecânica e sozinha sustentava a casa, já que o homem com quem tivera um filho nunca deu as caras depois de engravidá-la. Ela, naturalmente, sempre despistara sobre a origem e o destino desse homem quando Benjamin tocava no assunto.

Com dezesseis anos se formou no colégio e decidiu por bem não fazer faculdade. Não tinha tempo para isso, e tampouco vontade. Além disso, sua mãe preferia que ele trabalhasse.

Quando completou dezenove anos (idade avançada para o “chamado”) seu caminho se cruzou com o de um sátiro, no turno da tarde do seu trabalho. Aliás, trabalhava num Walmart em Long Island, operando as máquinas que transportavam as mercadorias no galpão do supermercado.

Naquele dia, estava dirigindo uma empilhadeira com vários galões de água. Quando ergueu as pás da empilhadeira para colocar a mercadoria em uma das prateleiras mais altas do depósito, alguma coisa voou de encontro à máquina e os galões explodiram com água voando pra todo lado, encharcando o garoto e todas as outras prateleiras.

Ben não teve muito tempo pra entender o que estava acontecendo. O que aparentemente atingiu as pás foi um homem, que já estava no chão, jogado, desacordado. O que fez o desconhecido cair de tão alto e com tanta força, por outro lado, surpreendeu o garoto: parecia um robô enorme em forma de ave, com corpo metálico e uma envergadura de quase dois metros. Essa mesma ave pousou na prateleira mais alta - ao lado daquela em que Benjamin tentou empilhar as águas – e começou a devorar as latas de tinta que tinham ali.

O rapaz desceu da empilhadeira e foi de encontro ao homem desacordado. Terminou de rasgar a camiseta dele para ver se havia algum ferimento grave visível e, surpreendentemente, não encontrou nada. A única coisa que o preocupava era um corte que encontrou na cabeça daquele homem, por onde sangue fluía e escorria devagar na confusão do seu cabelo.

Aproveitou-se da distração daquele pássaro esquisito para carregar o homem até a saída da rua direto do galpão, sem precisar passar dentro do mercado onde haveriam clientes e supervisores, o que com certeza colocaria seu emprego em risco. Já tivera azar o suficiente por estar sozinho no depósito na hora do incidente. A responsabilidade provavelmente recairia sobre ele se as câmeras não tivessem pegado a bizarrice.

Quando finalmente alcançou a calçada, o homem ferido estava recobrando a consciência. Benjamin tratou de tentar tranquiliza-lo:

▬ Você bateu a cabeça. Fique quieto que eu vou pedir ajuda.

Mas o homem agarrou seu braço.

▬ Não, Benjamin! ▬ ele disse, chamando a atenção do rapaz por saber seu nome. ▬ Precisamos ir agora. Eu vim atrás de você.

Ben teve uma estranha sensação de que ele falava a verdade. Mas arqueou as sobrancelhas enquanto o homem se punha sentado.

▬ Eu me chamo Josh. Estou aqui por causa do seu pai. ▬ ele falou, com cuidado. ▬ É surpreendente que você tenha chegado até essa idade sem saber a verdade. Aquele pássaro lá dentro é só o primeiro de muitos problemas que você vai ter se não me seguir.

O garoto pensou por um momento, e num ímpeto resolveu aceitar seguir o Josh. Mais tarde, chegaria no acampamento meio sangue, onde descobriria a verdade sobre Josh e, o mais importante, sobre seu pai, Hefesto.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raphael Jauregui em Sab 06 Jan 2018, 21:55


AVALIAÇÃO


Benjamim Cornwell : Bem vindo de volta, campeão.

Não tenho muito a comentar, sua ficha é simples, numa narrativa que eu particularmente gosto e admiro, cobriu todos os pontos necessários para ser aprovada. Se atente, da próxima vez, em adicionar melhores descrições, como locais, personagens, até mesmo do personagem principal. Parabéns!

Benjamin Cornwell, aprovado como filho de Hefesto
Aguardando atualização
[/quote]
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Sab 06 Jan 2018, 23:35

Teje coisado!





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Re: Ficha de Reclamação

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