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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.




 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 



Deuses / CriaturasAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresComum
Centauros(as)Comum
DeimosComum
DeméterComum
DespinaRigorosa
DionísioComum
Dríades (apenas sexo feminino)Comum
ÉoloComum
EosComum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)Comum
HadesEspecial (clique aqui)
HécateRigorosa
HéraclesComum
HefestoComum
HermesComum
HéstiaComum
HipnosComum
ÍrisComum
LegadosComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
NyxRigorosa
PerséfoneRigorosa
PhobosComum
PoseidonEspecial  (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)Comum
SeleneComum
TânatosComum
ZeusEspecial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses, criaturas ou legados. Aqui, ressaltamos e relembramos a existência de um sistema de Legados no fórum. Com as recentes mudanças na ambientação do fórum, também, deixamos aqui explícito que os novatos que decidirem seguir para o acampamento, estarão vivendo sob a tutela e regência de Éris. Os que desejarem ser guiados por Quíron e campistas aliados do Olimpo, devem seguir para o Clube da Luta. Mais informações no tópico de trama geral do fórum.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adam Kyle em Ter 09 Jan 2018, 15:28


FICHA DE RECLAMAÇÃO DAHORA
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária. Porque acho muito interessante abordar o tema da morte de um modo não tão triste. E também acho que seria perfeito para a trama do meu personagem, com uma mentalidade um pouco contrária do natural.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas - Adam tem cabelos castanhos, sua pele é branca. Não tem um porte atlético, mas também não é gordo. É magro e alto. Seus olhos são escuros, uma cor que é quase impossível distinguir do castanho ou do preto.

Psicológicas - Adam tem um coração muito bom. Ele se importa com as pessoas. Seu maior talento é fazer as pessoas rirem, mas também é muito solitário às vezes. Passou sua vida inteira com seu pai, cuidando dele e sendo seu único amigo, sendo assim, amadureceu muito cedo. Gosta de fazer o bem para as pessoas, mas muita das vezes é um pouco egoísta consigo mesmo.

— História do Personagem:


O dia não foi normal. Aliás, foi longe do normal.
Eu queria poder dizer que foi tudo uma mentira, uma brincadeira boba de algum amigo, mas não. Foi tudo real. Cada momento dessa história é real. Aconteceu; eu não sei como.
Tudo que lembro é que morri, ou melhor, quase morri.
Mas antes que eu possa precipitar algum assunto nesse início da minha contação, eu queria dizer pra você, que mal conheço, que não espalhe isso por aí. Você pode pensar que eu não quero que me conheçam, ou qualquer outra coisa; mas a verdade, a real e única real verdade, é que, eu gosto do meu “eu” anterior, antes disso tudo acontecer. Não quero que pensem que não sou mais aquele.
Mesmo não sendo.

Parte 1 - Eu anterior




Eu era simples. Talvez não possa explicar muito em palavras, porque realmente não tem o que dizer ou sequer escrever. Eu era um cara normal, usava roupas normais; algumas mais caras, outras mais simples, mas nada muito excêntrico.

Eu morava na parte urbana da cidade, subúrbios eram meus pesadelos; um apartamento velho, com uma pintura tão velha quanto o tom do concreto que superava a tinta sem cor. Naquele edifício moravam famílias comuns, poucos solteirões desabrigados após sair da casa dos pais e alguns divorciados, que perderam, literalmente, até as roupas do corpo no fim do casamento. Eu me enquadrava em uma quarta categoria dessas. Eu morava com meu pai.
Ah, meu pai! Aquele homem era… incrível. A maioria dos meus amigos, conhecidos, tinham a certeza que meu pai era louco. Não digo o contrário, mas também não concordo com isso. Só quem realmente o conhecia, sabia quem era Michael Kyle; e isso se resumia em poucos, na verdade, em só um: eu.

Michael não era antissocial, ele conversava normalmente com todos, até era muito legal algumas vezes, mas o que realmente afastava pessoas do seu círculo íntimo era o seu jeito fora das conversas.
Meu pai falava sozinho. Ele entrava no seu quarto e sentava na beira da cama, com a face voltada para a parede desbotada. Não fechava as portas, ele apenas ficava ali falando com o nada. As conversas eram banais, muitas vezes sobre a vida e o dia-a-dia. Porém, todas conversas começavam com as mesmas palavras.
“Você tem um minuto, amor?”.

E isso sempre foi insanidade para todos que ouviam aquilo. Menos para mim.
Todos comentavam nos cantos de bares e restaurantes: “Michael Kyle é louco. Ele fala com a esposa morta.”. Certo dia, quando perguntei sobre isso que estavam dizendo, ele respondeu algo que me intrigou.

— Eles estão comentando isso? — Meu pai soltou uma gargalhada. — Nossa, como se isso fosse uma coisa ruim.

Era complicado conversar sobre o que ele fazia naquele quarto. Toda vez ele terminava contando uma história de minha mãe. Sobre como ele deu flores pra ela, e ela deu risada das tulipas brancas, dizendo “Você me conhece mesmo, Kyle, sabe que odeio tulipas!”.
Cada vez era uma história diferente, e algumas vezes eu o deixava repetir alguma ou outra.
Eu o deixava repetir. Por quê? Porque eu sabia que ele adorava. Os olhos castanhos esboçavam a emoção sem mais, nem menos. Em cada história, uma lágrima era libertada ou uma risada era solta; eu me divertia e emocionava a cada final. Ele não era louco, não podia ser.

Eu não conhecia minha mãe. E também nunca perguntei ao meu pai sobre ela. Na verdade, ele me contava dela, mas nada específico. Eu nunca cheguei até ele e perguntei como minha mãe era; para mim, era muito mais delicioso descobrir em cada história que ele contava, com a emoção em sua feição.
Porém, o que eu descobri era que ela era muito bonita, mas era uma beleza mais sutil, sem nenhuma propaganda. Com cabelos da cor do cascalho e com a pele tão branca quanto uma tulipa. Ela era emocionante, contagiante, mas não muito extrovertida. Era aconchegante e muito empática. “Simplesmente extraordinária”, como meu pai sempre contava.


Enfim, eu trabalhava no período noturno em uma mercearia perto de casa, no bairro mesmo. Muitas vezes, quando eu chegava, perto da meia noite, eu passava pelo corredor de casa e ao chegar na porta do quarto de meu pai, eu via ele deitado ou, algumas vezes, conversando com a parede. Eu não interrompia ele em nenhum desses afazeres. Porém, um dia, quando passei por sua porta, vi ele ali sentado na beira da cama, conversando. Apenas sorri e segui, rumo ao meu quarto. Mas, no momento que saí, pude ouvir meu pai dizendo palavras que fizeram uma lágrima escorrer pelo meu rosto.

— … vê como ele é lindo? Assim como você. Sinto saudades, amor…
Talvez tenha ficado emocionado com a tristeza daquilo tudo, ou apenas pela dúvida de encontrar a insanidade no meu pai.
Os dias eram sempre assim: escola, trabalho e descanso. Até um dia…

Parte 2 - A mudança.



Chegou um dia na minha vida, que tudo mudou. Eu estava trabalhando, na mercearia ali perto, cujo nome era estampado nos letreiros luminosos, que desenhavam no céu escuro da cidade: “Tudo um pouco”. Eu era o caixa da mercearia, muitas das vezes eu atendia bêbados comprando mais uma garrafa de uísque ou qualquer bebida que fosse prolongar aquele torpor momentâneo. Era meio solitário ficar ali no canto, sem fazer nada pela maior parte da noite, mas eu já estava acostumado.

No momento que um homem de meia-idade entrou no estabelecimento, se encaminhando diretamente para o corredor das bebidas alcoólicas, uma dor correu pelo meu peito. Um ardor que eu nunca tinha sentido antes, atravessando meu coração e parando bem acima do meu ombro.
Eu estaquei, fui para trás e encostei na parede do caixa. Fiquei assustado e apertei meu peito, tentando cessar aquele sofrimento. Porém, após alguns segundos, a dor passou e continuei meu trabalho normalmente, até esquecer daquele infortúnio.

Naquele dia, quando voltei para casa e abri a porta do apartamento, deparei com a casa vazia. A pequena sala, que abrigava um sofá de três lugares em frente a uma televisão velha, a cozinha suja, que muitos pratos imundos jaziam na pia e até os quartos estavam desertos. Quando, andando pelo corredor, passei pelo quarto de meu pai, não vi ele lá. E, quando dei um passo em direção à minha cama, algo me parou. Um sentimento, uma intuição. Dei meia volta e entrei no quarto de meu pai. Era um cômodo simples, com uma cama de casal e um armário na frente. Entrei e sentei do mesmo modo que meu pai sempre fazia, encarando aquela parede suja.
Não fiz nada, inicialmente, olhei para aquela parede e fiquei por alguns minutos. Parecia normal, nada diferente de qualquer outra parede da casa. Mas, no momento em que disse as palavras que meu pai sempre dizia, “Você tem um minuto, amor?”, eu senti algo diferente.
Não ouvi nenhuma voz ou resposta. Nem sequer vi a imagem de minha mãe ou de qualquer pessoa ali. O que aconteceu foi… um sentimento. Parecia que alguém estava ali sentado do meu lado na cama, olhando para mim sem falar nada; a respiração constante no meu ouvido, o peso na cama, tudo indicava que tinha alguém ali sentado comigo. Mas não tinha ninguém. Nenhuma voz.
Eu levantei da cama, saí do quarto, fechei a porta e fui dormir. Não foi nada demais.


Porém, para eu resumir um pouco a história, meu pai voltou depois de meia hora e foi dormir. Meus dias continuaram os mesmos, mas aquelas dores no peito começaram a ficar mais agudas e constantes. Até que chegou um dia que disse para o meu pai, que me levou ao médico.

Chegando no hospital, fiz exames, que constataram uma doença muito grave no meu coração. Uma doença cujo o nome eram siglas que mal me lembro. Porém, ela consistia em dores no coração, artérias e no sistema vascular do meu corpo, até um momento que meu coração pararia de funcionar, em um AVC. Meu pai ficou devastado. Ele chorou como nunca tinha feito antes, e batalhou comigo lado a lado.

Fui internado um mês depois, com muita dor. Os médicos previam que eu fosse ter um derrame em breve, então preferiram que eu ficasse aos cuidados deles, 24 horas por dia.
Mas, mesmo assim, a hora tão esperada chegou. Meu braço começou a formigar e adormecer, e do meu peito jorrava uma dor tão aguda quanto a nota de um violino desafinado. Minha visão ficou turva e meus sentidos se perderam, então eu desmaiei.

Acordei algumas horas depois, mas eu não conseguia falar, nem me mexer. Eu conseguia enxergar meu pai do meu lado, tentando se comunicar comigo, e, pela impotência, eu chorava. Tudo estava horrível, e os dias foram se passando desse modo, sem nenhuma esperança por parte dos médicos.

Mas, o dia esperado pelos médicos também chegou.

Parte 3 - Recomeço.



Eu estava na minha cama, no hospital, no quarto 505. Meu pai tinha saído para tomar um banho em casa e já estaria de volta. Eu só conseguia olhar para o teto, com uma cor branca límpida. Era noite, nenhuma luz adentrava o quarto. E, como eu já estava acostumado, eu comecei a passar mal.

Porém, dessa vez, minha visão ficou embaçada, mas eu conseguia ouvir tudo. No momento que aconteceu tudo isso, eu consegui ver uma pessoa naquele quarto, bem ao meu lado da cama. Não discerni quem era, mas era um homem. Com certeza não era meu pai, esse homem era mais alto que Michal Kyle. E antes de conseguir observar mais qualquer coisa, ele falou.

— Chegou a sua hora, Adam. — A voz daquele sujeito era grave e alta. Cada palavra era proferida de uma forma eloquente, com pausas certeiras e uma escolha impecável do vocabulário. — Aparentemente, a morte o escolheu no dia de hoje. Fique calmo, tudo vai ficar bem.

Nesse momento, meus ossos começaram a tremer. Um medo tomou meu corpo e lágrimas escorriam na minha bochecha. Mas, no instante que esse homem disse suas últimas palavras, alguém o deteve.

— Não. Deixe comigo. — Essa outra voz era mais doce, mas ainda tinha uma gravidade intensa nas palavras. Era uma mulher.

Aquele homem, então, olhou para trás, para aquela mulher, que eu não conseguia enxergar, e então recuou da cama onde estava. E então, uma mulher apareceu ao meu lado. Mas, ao contrário daquele homem, essa mulher me trazia paz. Parecia até que aquelas palavras, proferidas pelo sujeito, eram reais: “tudo vai ficar bem”.

— Não precisa ficar com medo, ele já foi embora. — Mesmo não conseguindo enxergar a feição daquela moça, eu tinha certeza que ela esbanjava um sorriso singelo. — Adam, eu sei quem você é. — Nesse momento eu estaquei, aquela mulher sabia quem eu era. — E, por escolha da morte, hoje é o dia que você morre. Mas, fique calmo. Muitos dizem que a melhor coisa que pode acontecer na hora da morte, é me encontrar. E eles se vão sorrindo…

Eu não podia morrer. Eu era novo, eu tinha apenas 18 anos! Eu precisava cuidar do meu pai, estudar, ter um futuro! Eu já tinha um plano traçado na minha vida, eu iria fazer faculdade e virar professor. Mesmo sendo um assunto terrível de se ouvir naquele momento, em uma cama de hospital, eu, surpreendentemente, não fiquei assustado.

— Eu sei que você tem uma vida pela frente. — Aquela moça falava com a fala carregada, passando a mão no meu cabelo. — Então, em vez de te levar para o lugar dos mortos, eu farei outra coisa. — A mulher então fez uma pausa. — Eu vou te dar o que muitos acham um presente divino, e que muitos outros recusariam sem nem pensar duas vezes. Você poderá viver, meu filho.

Filho?! Não era possível ela ser minha mãe. Mas no momento em que pensei nisso, aquela mulher se aproximou mais de mim, e colocou sua cabeça bem ao lado da minha.
Uma respiração calma exalava no meu ouvido, a mesma respiração que outrora ouvira na beira da cama do meu pai.

— Você viverá. Mas, com uma condição. Não voltar para essa cidade nunca mais. Deixe sua vida para trás, seu pai, seus amigos, emprego, tudo… você foi escolhido pela morte hoje por um motivo, e não é seguro você ficar aqui. Então, recomece uma nova vida, seja outra pessoa.

Eu não conseguia raciocinar direito, era muita informação. Eu viveria, mas não seria aquela vida de sempre?! Eu não entendia. Eu ficaria sem nada, sem ninguém…

— E, Adam. Se em qualquer momento você se sentir sozinho, você sabe onde me encontrar, filho. Eu sempre estarei ali por você, na beira da sua cama. — Aquela mulher soltou um suspiro, causa de um sorriso espontâneo. — Eu sempre terei um minuto para você, amor.



— E depois disso eu não lembro mais de nada. Eu acordei aqui, na sua frente, sem saber como nem o porquê cheguei aqui. Desejo muito voltar para meu pai, conversar com ele, saber como ele está…. Mas sei que não posso. Minha mãe… não sei se é minha mãe, disse que tudo ficará bem, e se eu encontrei o senhor aqui, é porque você pode me ajudar.

Quando Adam terminou de contar sua história, o homem com uma camisa florida olhou diretamente nos seus olhos, tentando extrair qualquer montante de informação adicional possível.

— Ai ai…. Essa Macária. Com certeza se meteu numa grande confusão com o poderoso lá de baixo! — Ele então soltou uma gargalhada profunda. — Vamos, Aaron, vou te mostrar o pessoal.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Ter 09 Jan 2018, 15:58


Ficha de Reclamação

avaliação ryan storm


Olá, Adam! Bem-vindo de volta ao PJBR! Vamos à sua avaliação!

Vou te falar, devo estar com os hormônios sensíveis, porque me emocionei demais com a sua narrativa. Exceto pela divisão ligeiramente fora de padrão dos parágrafos e pelo pequeno deslize em "eu vi ele" (deveria ser "eu o vi"), não constatei falhas em sua escrita. Simples, direta, com um plot twist no final que me pegou numa surpresa muito bem-vinda, porque foi bem feito, não há dúvidas de que foi um sucesso. Espero que continue assim. Sem mais delongas...

Ave, Adam Kyle, reclamado como filho de Macária!

Aguardando att.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Ter 09 Jan 2018, 17:03

Teje coisado!





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Sun Hee em Ter 09 Jan 2018, 20:02


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Iris sempre foi uma deusa fofa que me chamou certa atenção. Por este motivo decidir ser filha dela.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

DESCRIÇÃO FÍSICA:
Lee Sun Hee tem a estrutura corporal típica de uma mulher asiática, magra e pouco voluptuosa, apesar de possuir seios grandes, possui a pele clara, cabelos coloridos, seus olhos normalmente são escuros, seu cabelo liso e comprido até o meio das costas. Possui olhos não tão pequenos quanto os asiáticos, mas de formato característico, normalmente castanhos claros, tem um sorriso bonito e cativante, nariz pequeno e sua boca também é pequena, possui lábios não muito volumosos, mas corado mesmo sem batom. Não é muito alta, possui 1,53 cm e pesa 42kg.

DESCRIÇÃO PSICOLÓGICA:

A semideusa é sempre positiva com a vida, leal e companheira. SunHee está sempre disposta a ajudar outro semideus, tem uma personalidade muito energética, sempre se movimentando, dançando e conversando com pessoas, objetos, deuses e paisagens. Espirituosa e comunicativa, costuma expressar sua gratidão aos deuses. Não é rancorosa ou vingativa, tenta sempre encontrar o lado positivo na vida e usa as cores para expressar-se. Uma pessoa bastante transparente quanto as suas emoções e muito ligada à amizade.
— História do Personagem:

A nossa história começa a ser escrita com o nosso nascimento, as primeiras pessoas que compõe sua vida são os seus pais, os primeiros modelos, o primeiro amor, o primeiro contato. Na vida de um semideus, a história sempre começava com uma metade ausente, para Lee Sun Hee era a figura maternal.

Como qualquer criança, SunHee sentia a ausência da mãe na escolinha, pela manhã para pentear os cabelos, no dia das mães para dar presente, para usar uma roupa bonitinha como as demais colegas, para ter um batom da Barbie e uma imagem para se espelhar. Não que seu pai, Lee Woon Kuk não se esforçasse, porque ele era um excelente pai, um jornalista investigativo que se dobrava em vários para ser presente.

A pequena descendente de Coreano sempre soube da sua ascendência divina, porque acreditava sem duvidar de seu pai que lhe contava coisas fantásticas sobre sua mãe e como ela era positiva, nos intervalos entre uma reclamação e outra sobre o quanto era difícil viver fugindo. O primeiro monstro haviam conhecido foi um lestrigão quando a menina tinha somente 5 anos de idade, por muito pouco sobreviveram ao ataque e conseguiram fugir, como jornalista, Lee Woon Kuk facilmente transitava de um canto para outro, assim, nunca ficavam mais que meses num mesmo lugar.

Para a garota era um sonho descobrir a mãe que a tinha condenado a uma vida de fuga, mas que era tão fantástica que fazia o olhar de seu pai brilhar. Mas aquilo parecia cada vez mais distante à medida que o tempo passava.

Quando tinha 9 anos a semideusa e seu pai depararam-se com um minotauro. Eles fugiram por quilômetros, cansados e com pouca esperança, quando já desistiam de se esconder SunHee e seu pai depararam-se com um grupo de crianças fortemente armadas.

SunHee gritou-os, mas seu pai a repreendeu por pôr a vida dos outros em risco, por não ter percebido logo de cara que eram guerreiros gregos em miniatura, mas em instantes a cena se desenrolou, os semideuses travaram uma batalha com o minotauro, dois filhos de Hermes e um filho de Ares, enquanto a menina defendia o pai dos efeitos colaterais da batalha. Pedaços de madeira e objetos quebrados voavam por todo o canto e a garota corria e empurrava o pai para longe dos destroços, percebendo de repente que o mundo era mais lento que o normal. Tomada ainda de uma dose alta de adrenalina, tentou ajudar os semideuses com um pequeno espelho que carregava na mochila, sua mente funcionou rapidamente, enquanto os demais atacavam coordenadamente o monstro que se desviava e atacava, ela usou seu espelho para refletir luz nos olhos do monstro e desorienta-lo tempo o suficiente para que o filho de ares deferisse o último golpe.

Naquele dia, ela e seu pai foram levados para o acampamento meio sangue e descobriram que mais pessoas como eles existiam. No primeiro momento, Lee Woon Kuk não havia gostado da ideia de transformar sua pequena menina em guerreira, mas não demorou para que a Quírio o convencesse que SunHee estaria mais segura se soubesse defender a si mesma e vivesse dentro dos muros encantados do acampamento.

Desde então, a menina havia se dedicado a aprender a manejar espadas, a ajudar seus companheiros e se envolver na rotina do acampamento, de onde fez seu novo lar e facilmente adaptou-se.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Qua 10 Jan 2018, 20:16

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Sun HeeReprovada

Sua ficha não chegou a ser ruim, apesar de simples. Houveram alguns deslizes bobos, como o de concordância logo no começo da história: "as primeiras pessoas que compõe sua vida" — aqui, o verbo devia estar no plural. Além disso, houve também um deslize relacionado à pontuação, vide abaixo:
O primeiro monstro haviam conhecido foi um lestrigão quando a menina tinha somente 5 anos de idade, por muito pouco sobreviveram ao ataque e conseguiram fugir, como jornalista, Lee Woon Kuk facilmente transitava de um canto para outro, assim, nunca ficavam mais que meses num mesmo lugar.
A utilização de muitas vírgulas deixa a leitura corrida e cansativa. O mais adequado seria usar um ponto depois de "fugir".

Mas, apesar disso tudo, o que eu acho que foi o pior erro cometido (e decisivo para a reprovação) foi o narrado no penúltimo parágrafo.
Naquele dia, ela e seu pai foram levados para o acampamento meio sangue e descobriram que mais pessoas como eles existiam. No primeiro momento, Lee Woon Kuk não havia gostado da ideia de transformar sua pequena menina em guerreira, mas não demorou para que a Quírio o convencesse que SunHee estaria mais segura se soubesse defender a si mesma e vivesse dentro dos muros encantados do acampamento.
Como o pai foi também pro acampamento se, aparentemente, ele era mortal? Não foi explicado muito bem isso. E, além do mais, a ficha precisa, obrigatoriamente, narrar (pelo menos por cima) o momento da reclamação, com o símbolo na cabeça e tal.

Enfim, espero que não desanime e que volte aqui corrigindo esses detalhes, para que possa ser aprovada.

Alaric L. Morningstar
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Emmanoele Dal'Evedove em Qui 11 Jan 2018, 23:49


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Deusa Atena. Seria bem clichê se eu dissesse que é devido em grande parte pelo gosto pessoal? Desde as aulas de antiguidade clássica na matéria de história na escola, sempre tive um interesse maior na deusa da sabedoria. Além disso, acredito que seria um maior desafio interpretar uma filha da mesma, evoluir e crescer em estratégia e força, forçando-me a sair da zona de conforto e realmente estudar para melhorar minha narração, texto e afins. That’s it!

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Psicológicas

Emmanoele é muito simples, extremamente sincera e verdadeira, sendo sempre delatada por suas expressões, mesmo que não diga uma palavra. Gosta que as coisas sejam explicadas nos mínimos detalhes para que possa analisar cada um deles, chegando a ser metódica e até chata. Não consegue ficar parada e algo sempre está em movimento quando o faz (podendo ficar movendo pés ou as mãos), é discreta e demonstra seus sentimentos através de amizade sincera e protetora, já contato físico? Não, obrigada.
Ama descobrir coisas novas e vive estudando, sempre carregando livros e mapas embaixo dos braços. Pode chegar a ter um nível de arrogância velado, mas de certa forma sem perceber, pois muito sinceramente ela acredita que, talvez, possa ter todo o conhecimento do mundo e com isso possa ajudar aos outros. Ela ama ajudar, ensinar e sonha em ser professora como seu pai.
Muito independente, gosta de fazer as coisas ao seu tempo e irrita-se quando isso não acontece, tem um senso de humor fora do padrão e é curiosa chegando a ser petulante.

Características físicas

Possui 1,75 cm e 68 kilos, esguia e um tanto quanto magricela, pele clara e macia. Seus cabelos são de uma coloração entre o castanho claro e o louro escuro, longos e seus fios são grossos e volumosos. Quanto ao rosto têm fisionomia delicada e um ar petulante com o nariz sempre levemente empinado, seus olhos possuem um matiz de verde acinzentado e são profundos, têm olheiras que nunca desaparecem.
Tem uma marca de nascença atrás da orelha direita, pequena e clara e uma cicatriz no joelho esquerdo de um tombo misterioso quando era pequena.


— História do Personagem:

01 de Janeiro de 2004 – 00:45 am| Algum lugar da Grécia.
A noite estava estranhamente escura, as ondas do mar quebravam na praia com uma violência inusitada para aquele lugar e fazia frio, o que é comum para a época. Era ano novo e ao fundo ouviam-se os sons animados dos turistas que comemoravam na vila próxima, mas ali, parado na penumbra da noite, permanecia um homem ereto e em silêncio, apenas a observar o horizonte com seus próprios pensamentos. Seu nome era Rafael, vindo de um lugar distante para estudar e para sua surpresa encontrou muito mais que arquivos e papiros antigos em sua viagem à Grécia.
Era possível deduzir que ele esperava alguém, pois olhava para o lado direito da orla de tempos em tempos. E cinco minutos depois, a dedução conclui-se por correta, pois ao fundo uma imagem surgiu e avançava aos poucos, trazia nos braços um pacote pequeno e enrolado em um pano.
Rafael olhou para a figura e permaneceu parado, esperando-a avançar e quando chegou perto o suficiente para seu rosto ser banhado pela luz da lua, ele sorriu carinhosa e pesarosamente para ela.
Era uma linda mulher, de traços leves, mas que exalava um poder e presença tremendo e nos braços ela trazia uma criança que ressonava delicadamente.
- É ela? – ele falou com a voz rouca, como se tivesse arrancado o som do fundo da garganta.
- É ela – respondeu a mulher  – Eu sabia que iria acontecer, eu senti. Desde que nos conhecemos.
Os dois permaneceram o que pareceram horas encarando a criança em total silêncio, então o homem tomou a iniciativa e estendeu os braços, reclamando a criança. Ao pegá-la, sentiu uma sensação estranha nos braços e toda a dor que sentira nos últimos dias desapareceu, ao ver aquela pequena vida em seus braços. – Ela é real? – perguntou-a ainda admirado.
- Sim! – respondeu a voz embargada – Tão real quanto você e...
Ele levantou os olhos e disse: - Quanto você? Tão real quanto você, Atena?


Um dia qualquer em meados de 2014 | Brasil
- Emmanoele, o café da manhã está pronto! – gritou Rafael ao pé da escada. Ele estava engraçado, usava por cima do vestuário devidamente alinhado um avental amarelo com bolinhas brancas e corria de um lado para o outro preparando o café da manhã de sua filha – Vem logo! – replicou ele mais uma vez.
No andar de cima, atrás da terceira porta à esquerda, alguém já estava acordado há muito tempo. – É claro, como não pensei nisso... – disse uma voz fininha carregada de descrença.
Seu nome era Emmanoele, filha de Rafael e de uma mulher que em algum momento teve de ir embora, deixando os dois para trás. O que não seria um problema é claro, a não ser quando você abandona uma criança com um doutor em Antiguidade Clássica que o máximo que sabia de cozinhar era fazer macarrão e sobre cuidar de crianças é que elas choram quando têm fome.
- Pai, por favor, eu já pedi para deixar isso comigo! – gritou ela, enquanto levantava de seu assento com um salto e corria porta afora. Era assim entre eles: assim que a garota completou oito anos assumiu a cozinha, ia para a escola sozinha e se virava muito bem, obrigada. Assumir a cozinha foi um caso de vida ou morte, seu pai era péssimo quando cozinhava.
Ao chegar ao local, encontrou-o vestido para o trabalho e arrumando a mesa do café da manhã - Roubando minhas obrigações, mocinho! – falou.
- Um mimo para alguém muito especial que entrou para a turma avançada de História – disse ele encabulado e ela sorriu.
Seu pai estava orgulhoso, ela havia entrado numa turma avançada de seu colégio, com apenas dez anos – Às vezes, você age como se fosse adulta... Cedo demais. Só tem dez anos, devia brincar mais ao invés de ficar traduzindo textos antigos...
E aí ele chegou ao ponto que queria. Seu pai estava estranho fazia algum tempo, mais nervoso e ansioso para algo que nunca chegava. E nos últimos dias, ele estava tentando mudá-la, o que era completamente anormal, pois seu pai tinha muito orgulho dela, mas ele tentava obrigá-la a fazer coisas que simplesmente não gostava.
- Mas, eu brinco, pai... – replicou a menina sentando-se numa cadeira da confortável cozinha deles – Só não como outras crianças, ué.
Rafael olhou para a menina carinhosamente, ela tinha os mesmo olhos da mãe: profundos e que pareciam guardar um enorme segredo.
Ele a educou em casa até que ela simplesmente bateu o pé e disse que queria ir a uma escola de verdade. Desde então, já passou por diversas escolas, no começo ele não entendia, pois reconhecia nela uma inteligência fora do normal.
Um dia conversou com a diretora de uma das escolas e ela lhe explicou: TDAH. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, um palavrão. Ela não conseguia ficar parada, sua cabeça trabalhava de modo diferente, ela pensava na resolução antes de pensar no problema em si, tinha problemas para se relacionar.
Olhou-a dar uma mordida no pão meio desconfiada e sorriu ao ver sua expressão de alívio ao perceber que estava comível o alimento.
Ele não acreditava no que diziam sobre sua filha, já a virá realizar coisas humanamente impossíveis e lembrou-se de algo há muito esquecido, alguém dizendo que ela seria diferente.
- Pai, não acredita... – tagarelou Manu – Ontem eu estava jogando online e fiz uma jogada perfeita, planejei semanas... E não deu certo. Tinha certeza de que havia algo errado, passei quase a noite toda e agora de manhã analisando e encontrei um erro tão bobo. Um bug de tempo no sistema. Meu ataque demorou um segundo para ser efetivo, assim atrasou a condução da força, logo, foi direcionado para outro local. Uma coisa tão simples, né? Já mandei uma mensagem para o Adm, aí aí...
Rafael sorriu tendo a plena certeza de que se há algo de diferente e especial no mundo sua filha faz parte.

Férias de verão — 2018 | Em algum lugar do EUA.
Todos arfavam descontroladamente, Emmanoele sentia seu coração bater tão forte em seu peito e sua pulsação causava uma sensação estranha em seus ouvidos. Ela estava sentada no chão, suja de barro e com um corte profundo no ombro, porém estava dispersa.
As cenas passavam repetidamente em sua mente, desde que saíra de sua casa no Brasil para passar férias num “acampamento de prodígios”, foi exatamente nesse momento que tudo ficava estranho.
- Ér... Manu – começou uma voz ao fundo que a tirou do transe, era Peter, seu amigo que fugiu com ela e a ajudou.
- Górgona. Era uma górgona? – perguntou desorientada, sem tirar os olhos do amigo.
Os dois haviam se conhecido no acampamento, tornaram-se amigos, frequentavamos atividades juntos e se escondiam dos valentões, também. E naquele dia haviam fugido da orientadora que se transformou em uma górgona! Amizade boa é assim!
- Era sim! – respondeu uma segunda voz e, então, Manu olhou para o lado e percebeu que não estava sozinha com Peter, quem lhe falara foi um rapaz alto e forte, ao seu lado havia outros meninos e meninas com espadas e armaduras – E foi muito esperta, foi um bom plano para conseguir escapar. Uma de nossas equipes terminou de lidar com o monstro...
- Lidar? Equipe? – replicou a menina ainda aturdida.
- Sim! – falou ele saudando-a – Bem-vinda ao acampamento Meio-Sangue, semideusa!
Nesse momento foi como se finalmente houvesse caído a ficha, ela não estava sonhando e era realmente verdade toda aquela situação, aquele lugar, as palavras de seu pai e Peter. Ela realmente havia enfrentado uma górgona que tentou arrancar-lhe a cabeça em vingança a algo no passado... Ela era filha de uma deusa.
- Obrigada – disse ela se levantando ainda tonta – Ainda estou meio perdida...
- É normal – replicou Peter dando apoio à menina – Mas, nós iremos te ajudar, estou aqui para isso. Vou te levar a enfermaria, depois vamos conversar sobre sua mãe deusa e onde você irá ficar até ser reclamada...
- Peter? – disse o menino que havia saudado Manu, apontando o dedo para o alto – Não será necessário, ela já tem um chalé e já sabemos de quem é filha.
A menina seguiu o olhar do garoto mais velho e voltou seus olhos ao céu, podendo ver nitidamente o contorno de um símbolo contrastando com o azul anil, era cinza e dourado, ele tremeluziu e desapareceu. Parecia de prata e bronze, palpável, continha um escudo, com uma coruja e uma serpente, formando um símbolo trabalhado.
Todos pareciam encará-la, ela reconhecia aquele símbolo, mas se quer ousava pensar nessa possibilidade... – Saudações a nossa mais nova companheira – disse Peter orgulhoso – Saudações a Emmanoele, filha de Atena.

OBS :
Observações: Oi oi, avaliador. Serei breve, só tenho duas coisas para abordar. Primeiramente,
as datas. Eu usei as datas temporais normais, pois como sou nova e ainda estou apanhando para entender o fórum e achar todas as informações, então não consegui encontrar ano que estamos em ON.
E o outro assunto: eu fiz a narração da história em terceira pessoa e ousei um pouco. Na primeira parte, fiz a terceira pessoa como alguém realmente de fora, sem tomar partido ao descrever tudo. Na segunda, mesmo usando este tipo, fiz focada no pai da Emmanoele e na terceira focada na minha personagem em si. Geralmente, não uso esse tipo de narração, mas para contar uma história, preferi assim. Isso é tudo, obrigada e estamos aí!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Sex 12 Jan 2018, 03:26

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Emmanoele Dal'EvedoveAprovada como filha de Atena

Foi uma ficha simples, cuja trama ainda poderia ser melhor explorada; mas foi o suficiente para uma aprovação. Você conseguiu abordar todos os detalhes essenciais da ficha, e deixou bem clara a personalidade da personagem. Devo admitir, aliás, que gostei bastante da forma como narrou de diferentes perspectivas.

Eu apenas achei estranha a reação da personagem ao descobrir ser uma semideusa (foi algo meio "ah, de boa, deuses são reais, ok", que não seria muito normal), mas enfim, não foi nada que pesasse para uma possível reprovação. Não tive muito o que falar, de verdade; e, sendo assim, meus parabéns e seja bem-vinda.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andy Westwood em Sex 12 Jan 2018, 19:16


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Dionísio. Achei que pode combinar com o estilo de personagem que gosto de criar, mais espontâneo e divertido.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

— Físicas: A junção dos genes mortais de Jane e dos divinos de Dionísio teve um ótimo resultado. Andy é um  garoto de pele clara, com as bochechas coradas como se sempre estivesse sob efeito de álcool. Os cabelos lembram muito os do pai, encaracolados e acastanhados. Os olhos são escuros e rápidos, eufóricos o tempo todo. Os traços são harmônicos e bastante atraentes. Como usa a própria imagem no dia-a-dia, cuida do corpo. As vantagens de ser um semideus o ajudam a parecer sempre atlético e com tudo definido e no lugar.

— Psicológicos: A insânia de Dionísio pode ser bem representada em Andy. É um adolescente que faz tudo para ser notado, principalmente em festanças, o que adora e vive por. Como qualquer outro filho de Dionísio, seu hobby é ficar bêbado, apesar de ser muito mais controlado que os outros adolescentes da sua idade sob os efeitos do álcool. Seu talento para a atuação pode facilmente ser visto em seus vídeos no Youtube, em que chora, ri e age como doido deliberadamente, tudo para conseguir mais visualizações. Apesar de tudo isso, tem a personalidade extrovertida de uma índole bondosa.

— História do Personagem:

Andy levou uma vida mortal por um tempo longo demais. Começou a apresentar ameaça ao mundo dos semideuses quando começou a compartilhar os acontecimentos extra-mortais com o mundo todo. O alcance de seu canal, com onze milhões de inscritos, chamou a atenção até de quem não deveria. Mesmo sem saber de nada, fez um acontecimento gigantesco.

Ele foi interrompido quando foi denunciado por vários internautas sob a punição de mensagem enganosa. Não era muito difícil de duvidar que baratas saíam do bueiro e se tornavam cachorros ensanguentados. Mas tudo ia muito além. Ele descrevia sensações estranhas e, para sua idade, tinha um comportamento boêmio que extrapolava todos os limites. Por incrível que possa parecer, seus pais nunca criaram um problema ao redor disso. Talvez soubessem que o furacão Andy era impossível de ser parado.

Começou a perder seguidores repentinamente. Não esperava que aquilo fosse, na verdade, uma intervenção dos próprios deuses para tentar impedir o fenômeno Andy de destruir as barreiras da névoa. Nem mesmo os lendários do Olimpo foram capazes de parar um adolescente com acesso à internet sem uma intervenção direta. Foi quando o próprio pai do menino, Dionísio, foi notificado sobre sua prole incontrolável.

Dionísio primeiro apareceu como um felino para monitorá-lo. Andy, sempre um enxerido nato das boas causas para ganhar visualizações, passou a investigar suas visitas anormais. O pai, então, se transformou em alguém com a aparência humana para poder ter uma conversa mais próxima com seu herdeiro. Foi no próprio quarto de Andy que tudo aconteceu. Ele se lembra com os mais claros detalhes do ocorrido que já faz um aniversário de duas semanas.

"Cale a boca, pirralho, me deixe falar. Se abrir a boca de novo eu transformo você em uma lagartixa comedora de insetos!" Era o próprio Dionísio que o repreendia, sempre muito compreensível e afável. Ele perdeu a paciência porque Andy fazia perguntas demais. Como pode um menino que faz vídeos de dança e maquiagem ser tão espertinho?

Foi somente sob uma ameaça que Andy ficou quieto. Não chegou a acreditar em tudo logo de cara, sobre ser filho de um deus, porque sempre acreditou ter um pai, que sempre foi uma ótima companhia, à propósito. Mas deu mais lado para o discurso assim que Dionísio pediu para que a mãe do rapazinho, Jane, contasse toda a história.  

Andy enfim acreditou. Mesmo sem entender muita coisa, mas passou a ter em sua mente que tinha, agora, dois pais, apesar de um deles ser um completo vagabundo. Não desenvolveu muito gosto por Dionísio à princípio, principalmente depois que foi quase obrigado a ir ao Acampamento Meio-Sangue, ficar na custódia de bichos estranhos durante todo o verão.

Ele relutou e lutou para não ter de ir, mas os pais – os de verdade, que estiveram presentes sua vida toda – o convenceram – inclusive seu padrasto, que acabou participando de toda a história desde o começo. Logo que chegou, sem muitos problemas, já que tinha sido escoltado por um garoto-bode e outro meio-sangue, um par de vinhas brilhou sobre sua cabeça. Foi bem recebido e estranhamente bem tratado, mas associou ao fato que soube logo em seguida: seu parente divino era o atual diretor do Acampamento, em forma de punição.

Andy talvez nunca deixe de ser um problema aos deuses, apesar de estar andando na linha. Ele sempre acaba inventando alguma maluquice digna dos filhos de Hermes, com quem acabou se dando muito bem, por sinal, principalmente por eles sempre conseguirem um meio de acessar a internet. Não deixou o canal de lado, apesar de agora focar muito, muito mais nas maquiagens e nas danças por pura e espontânea pressão dos poderosos. Sem esquisitices sobre um mundo completamente diferente por um bom tempo. Sabe-se lá até quando.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Sab 13 Jan 2018, 19:23

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Andy WestwoodAprovado como filho de Dionísio

Foi uma ficha muito boa, que fugiu daquele padrão/clichê pros semideuses, você foi mais o lado mortal das coisas. Gostei bastante do que li, e não encontrei nenhum erro — apenas achei curta, o enredo poderia ser mais explorado (como disse pra Emmanoele lá em cima); mas, ainda assim, não há motivos para reprová-lo. Meus parabéns e seja bem-vindo.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ares em Sab 13 Jan 2018, 19:29


atualizado


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adonis El-Sayed em Dom 21 Jan 2018, 20:24


   
FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Deméter. Minha ficha é antiga e se perdeu no Tártaro então vou refazer.

   — Perfil do Personagem:
Nome: Adonis El-Sayed;
Idade: 23 anos;
Nacionalidade: egípcio, marroquino, italiano;
Idioma: árabe, francês, italiano, inglês;
Mão dominante: direita;
Altura: 1,92 metros;
Peso: 88 Kg;
Aniversário: 10 de Novembro
Signo: Escorpião, ascendente em Peixes;

Psicológico:
Adonis é agressivo, passional, muito ligado aos defeitos carnais para se permitir possuir as virtudes divinas. Ele se coloca acima de todos, buscando retorno positivo de seus relacionamentos e de suas ações. Ele irá apoiar seus aliados até o fim, desde que haja chance de uma recompensa futura. Para sair vencedor de uma situação vale tudo, inclusive virar casaca.

Ele não é um personagem misterioso, com passado turbulento que conquista os espectadores de um filme. Ele não tem misericórdia e busca lucrar sempre, como uma trepadeira que parasita outras árvores para alcançar um lugar melhor ao sol.

Código de conduta pessoal: não é errado mentir/iludir/enganar pessoas inocentes para se dar bem;
matar é permitido se a recompensa for boa e garantida;
nunca perdoar/mostrar misericórdia aos inimigos;
apoiar aliados apenas quando houver chance de vitória;
NUNCA ser prejudicar em prol de outrem;


Seu combustível é a pura ganância. Dinheiro, mulheres e fama. Adonis quer possuir aquilo que os outros mais desejam e esfregar na cara dos que não possuem. Se seu objetivo é conquistar o semideus X, Adonis vai dar em cima do semideus X só para torná-lo inacessível pra você.

A voz dele é grave e imponente como uma sequoia, inflexível, que não varia diante das emoções apesar da personalidade do locutor. Estudo psicológico já apontou que talvez essa ganância e voz robotizada sejam sinais de um grande vazio existencial.

   — História do Personagem:

   O TRECHO A SEGUIR FOI RETIRADO DA TRANSCRIÇÃO DO DEPOIMENTO DE ADONIS EL-SAYED.
O TEXTO ORIGINAL ENCONTRA-SE SOB POSSE DA 3ª DELEGACIA DE POLÍCIA DE MILÃO.

[Detetive Zamperini] — El-Sayadi? Il faraone? Vocês são parentes?
[Adonis El-Sayed] — Todo árabe tem que ser parente agora? Esse racismo já tá tão fora de moda...
[Detetive Mantovani] — Racismo? Não, não tem racistas aqui. Então Al-Sayadi, o que você estava fazendo na praça no domingo?
[Adonis El-Sayed] — O nome é El-Sayed. Vocês falam que não são racistas mas quando leram na minha ficha que eu sou egípcio já assumiram que eu era parente do jogador. Vê na minha ficha, eu sou cidadão italiano desde os dezesseis anos.
[Detetive Zamperini] — Escuta garoto, nós não vamos chegar a lugar nenhum dessa forma. Toma um ar, fuma um cigarro, depois pensa com calma e diz pra gente o que você estava fazendo na praça antes da explosão.

*** INTERVALO DE TEMPO ***

[Adonis El-Sayed] — Eu sou um cara normal, vivendo uma vida normal. Fui na praça porque estou solteiro há um tempo e como era feriado, achei que ia encontrar alguém pra conversar.
[Detetive Mantovani] — Então, Romeu, como você explica a imagem do caixa eletrônico?
[Adonis El-Sayed] — Que imagem?
[Detetive Zamperini] — RÁ! Ficou nervoso? Um caixa eletrônico flagrou você correndo com esse pedaço de encanamento na mão.
[Adonis El-Sayed] — Pedaço de encanamento?.... Oh, sim... Eu encontrei o pedaço de encanamento na calçada e pensei em reciclá-lo, transformar num cabideiro.
[Detetive Zamperini] — Isso é um absurdo!
[Detetive Mantovani] — Desembucha garoto!
[Adonis El-Sayed] — O que quer que eu diga? Você já viu alguém explodir um carro com um cano enferrujado? Eu tô suspeitando que isso aqui é pegadinha. Paolo você tá aí? Alô, produção, cadê o Paolo?
[Detetive Mantovani] — Isso não é pegadinha, seu bostinha egípcio. Se não abrir o bico eu vou chutar sua bunda de volta pras pirâmides, comedor de areia desgraçado.
[Adonis El-Sayed] — Já chega! Isso é um absurdo. Eu sou cidadão e tenho direitos!
[Detetive Mantovani] — Fale pra nós a verdade, moleque! A VERDADE!

*** INTERVALO DE TEMPO ***

[Adonis El-Sayed] — Vocês querem a verdade? Eis a verdade então... Eu nasci em Casablanca, no Marrocos. Meu pai é um engenheiro de renome e me criou com conforto, fazendo questão de não esquecer da minha origem egípcia. Não sei se vocês acompanham as notícias, mas as coisas andam bem difíceis politicamente lá no Egito. Ele sempre dizia que eu não podia deixar o luxo de Casablanca me afetar, sabe, mas isso era praticamente impossível. Mesmo sendo árabe, minha primeira língua era o francês, que só a elite usa. Pesquisem depois sobre meu pai: Omar El-Sayed, o engenheiro que revolucionou a ideia de jardins suspensos.
[Detetive Mantovani] — Oh, eu acho que sei de quem tá falando. A prefeitura contratou ele pra restaurar uns monumentos antigos...
[Adonis El-Sayed] — Sim, é ele mesmo. Meu pai conheceu minha mãe em Casablanca, onde era encarregado da construção de um resort cassino seis estrelas. A obra tinha tantos jardins, suspensos, subterrâneos, nas paredes, até um conjunto de plantas submarinas num grande aquário. Era algo inovador, tão peculiar que atraiu a minha mãe... Ela é uma especialista em vegetação e agricultura.
[Detetive Mantovani] — Qual o nome da sua mãe?
[Adonis El-Sayed] — Deméter.
[Detetive Zamperini] — Demétria?
[Adonis El-Sayed] — Deméter.
[Detetive Zamperini] — Prossiga, por favor. Você está indo bem.
[Adonis El-Sayed] — Eu nunca conheci minha mãe porque ela se jogou no mundo logo depois que eu nasci. De qualquer forma, mulher não faltou e meu pai arranjou três pra substituí-la.
[Detetive Mantovani] — Cara de sorte...
[Adonis El-Sayed] — Eu cresci sendo educado nas melhores escolas, praticando esporte e fazendo esgrima com um tutor particular. Minha vida foi uma molezinha até uns treze anos de idade, quando comecei a notar que monstros vinham atrás de mim. Aprendi a me virar com a ajuda do meu tutor e foi ele que me disse que eu era um semideus.
[Detetive Zamperini] — Espera? O que?!
[Adonis El-Sayed] — Eu sou um semideus, filho de Deméter. Eu fui reclamado aos treze anos e meu tutor de esgrima era um sátiro chamado Forrest Millstone. É verdade, aquilo que vocês viram como encanamento velho na verdade era uma foice celestial. Sou um filho reclamado, com direito a uma aura verde e tudo!
[Detetive Mantovani] — SEU PIVETE! FAZENDO PIADA!
[Adonis El-Sayed] — É verdade, eu estava lutando contra um ciclope. Foi ele que explodiu o carro quando caiu sentado em cima dele.
[Detetive Zamperini] — EU NÃO ADMITO ISSO!

*** BARULHO DE PORTAS BATENDO ***

[Advogado Giacomazzi] — Vamos, Adonis.
[Detetive Zamperini] — Quem é você?! Eu ainda não acabei com esse garoto!
[Advogado Giacomazzi] — Me chame de Sr. Advogado. Meu nome é Roberto Giacomazzi e estou levando meu cliente embora.
[Adonis El-Sayed] — Até que enfim, Giacomazzi. Estou aqui há quarenta minutos.
[Advogado Giacomazzi] — Millstone demorou a me achar. Vamos embora agora.
[Adonis El-Sayed] — Até mais, agentes da lei.
[Detetive Mantovani] — Isso não vai ficar assim!

*** INTERVALO DE TEMPO ***

[Detetive Zamperini] — O diabo do garoto contratou Roberto Giacomazzi. O maldito Roberto Giacomazzi...
[Detetive Mantovani] — Não dá pra fazer nada contra os poderosos...

*** FIM DA GRAVAÇÃO ***

Millstone mastigava apreensivo o volante do Rolls-Royce prata estacionado na porta da delegacia. Giacomazzi abriu a porta traseira, se despediu de Adonis com um aperto de mãos firme e fechou novamente a porta. Millstone finalmente deu ignição e partiu cantando pneu.

— Garoto, eu tenho ordens do seu pai... O senhor Omar quer que você suma por uns tempos.
— Eu? Sumir? E as minhas coisas?
— Vai ser bom, Adonis. Isso vai te fortalecer. É só até a poeira baixar.
— Eu recuso, obrigado.
— Não é escolha sua. Ele é dono de uma companhia... Se ligarem um suspeito de terrorismo ao Sr. Omar... imagine o prejuízo aos negócios.

Não havia escolha, então só me restava cair no mundo. Sem sátiro protetor, já que meu pai contratou aquele. Sem advogados caros. Sem carros de luxo. Só eu e meu sangue mestiço.

   
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Joseph K. Napier em Dom 21 Jan 2018, 22:13

Olá querido! Por mais que sua ficha tenha sido perdida, você não perdeu sua reclamação, então não é necessário atualizações.

Bem vindo de volta!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Anna C. Dellatorre em Seg 22 Jan 2018, 22:46


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Deméter. Em off eu sou ligada às ciências agrárias e tinha um professor que sempre brincava: “Olha lá, se achando a Deméter da vida!”, então, achei que seria legal ter uma conta em que ao menos eu pudesse representar a filha de deusa, além de ter achado os poderes interessantes.


— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Psicológico: Anna tem uma ótima personalidade, de natureza gentil e bondosa é muito responsável e sincera, sempre ajudando o próximo e até esquecendo-se de si mesma muitas vezes.

Não se irrita com tanta facilidade, mas quando acontece pode ser extremamente rude e dura, agindo de maneira abrupta, além disso, não sabe lidar bem com mágoa e rancor, não perdoando com tanta facilidade e podendo ser bem teimosa e até pirracenta quando decide algo.

Relaciona-se com os outros muito bem e gosta de coisas simples, evitando tudo o que for complicado. Gosta de festas e reunir pessoas para conversar, ótima ouvinte e tem opiniões fortes, sendo extremamente decidida.

Físico: De estatura mediana, possui 164 cm, 60 kilos, seu corpo é curvilíneo e a pele é clara. Possui longos cabelos castanhos, com pontas naturalmente cacheadas, seus olhos também de coloração acastanhada são profundos e emoldurados por grossas sobrancelhas desenhadas. O nariz é reto, bem desenhado e a ponta é rechonchuda, possui covinhas dos dois lados do rosto demarcando as bochechas proeminentes e a boca carnuda.


— História do Personagem:

Era uma vez a vida real.
Era mais um dia comum no campo, o céu estava nublado e a temperatura amena, o vento castigava o rosto dos trabalhadores e o único som ouvido era das ferramentas de trabalho que haviam começado a lida logo de manhã. Comentavam entre si de como o céu estava estranho esta manhã e previam que os ventos trariam chuva forte.

Na Fazenda Dellatorre os dias corriam calmamente, os seus colaboradores eram os mesmos desde que a família se instalou naquelas terras há muitos anos, passando de pai para filho o ofício vinícola.

A família Dellatorre é formada pelo patriarca Paolo Cincini Dellatorre e pela matriarca Laura Cincini Dellatorre, o homem é de personalidade forte e trabalhador que acabou casando-se com uma jovem doce e gentil que se apaixonou na juventude e ainda hoje, apesar dos cabelos negros tornarem-se brancos e delicadas rugas emoldurarem seus olhos, continua de personalidade doce. Deu sua vida para a terra e conseguiu se tornar com ajuda da esposa e seus ajudantes o maior produtor de uvas finas da Itália, cumprindo a promessa que fizera a seu pai de tornar as suas terras uma grande produtora de alimentos.

Teve um único filho e acredita que foi a única vez que cometeu um erro verdadeiramente consciente. Paolo, mesmo nome do pai, é um homem irresponsável e que usa seu charme e dinheiro para conquistar o que deseja, considera-se muito esperto, mas no fim, vive encrencado e precisou sempre da ajuda de seu pai para escapar de confusões, além disso, teve duas filhas com mulheres distintas e não liga muito para a educação das mesmas.

Alessa é a filha mais velha, sua mãe era uma socialite italiana que se envolveu com Paolo quando ele era novo e os dois estiveram envolvidos nos principais tablóides italianos, até que ela encontrou um marido mais rico e deixou a menininha na fazenda indo embora sem muito se importar com Paolo ou a criança.

A segunda é a principal personagem de nossa história, seu nome é Anna e ela é a menina dos olhos da família. Ela não tem uma história tão honrosa, sua mãe não tinha dinheiro e era apenas uma trabalhadora de temporada que pediu emprego ao Sr. Dellatorre e que teve o infeliz acaso de cair nas graças de seu filho.

Após o nascimento de Anna, a moça de longos cabelos castanhos partiu a deixando para trás, apenas com uma carta e uma flor para o dono da fazenda, sem pedir absolutamente um centavo pela temporada trabalhada e os serviços incríveis prestados. Ainda hoje Laura e Paolo lembram em como a terra respondeu com vigor na época da mãe da menina.

As duas netas e herdeiras são completamente diferentes, Alessa é mimada, infantil e sonha em se tornar uma digital influencer famosa, usando da fama em decadência da mãe e do pai para isso, já Anna é doce, gentil e viveu com os avós no campo, estudando e trabalhando na fazenda para ter seu próprio salário.

Há alguns anos, Paolo morreu deixando para sua mulher o cargo de cuidar da fazenda e de Anna e do segredo a respeito da mãe da jovem menina. Laura trabalhava e conciliava o sofrimento ao ver o filho envolvido em coisas perigosas e que se casou com uma moça de personalidade duvidosa, a neta mais velha que precisava de dinheiro semanalmente para seus gastos e foi morar com a mãe por odiar o campo, porém sua preocupação maior era com Anna, sua pequena criança que cada dia tornava-se algo que ela ainda desconhecia.

Todos amavam Anna e admiravam sua personalidade generosa e bondosa, além da capacidade e jeito na lida com a terra. “Ela nasceu para isso” diziam os trabalhadores a respeito dela, seu único problema é que havia sido diagnóstica com TDAH, o que rendia comentários maldosos de sua irmã. Mas, havia outro segredo que foi revelado há muitos anos numa carta e que Paolo e Laura decidiram guardar até certo dia. E esse dia chegou.

---

Fazenda Dellatorre - Sede | 14:00 hr
Anna estava na biblioteca lendo um dos grossos livros de seu avô sobre adubações, pois após uma das analises de solo feitas na pré-temporada das plantações, percebeu que a terra estava ácida demais e sabia que podia ser algo relacionado com o adubo utilizado.

A janela estava aberta e o vento fazia as cortinas debaterem-se violentamente, mas isso não havia realmente atraído a atenção da menina até que um trovão ecoou pelo céu e fez os pelos de sua nuca se arrepiarem. Ela largou o que tinha em suas mãos e foi até a janela, observando o céu em silêncio e com estranheza, pois de forma peculiar a garota conhecia o tempo muito bem e a tempestade que se aproximara era uma surpresa para a mesma.

Decidiu ir atrás de sua avó e o pessoal, toda a tarde ela ajudava a senhora a preparar o café para os trabalhadores da fazenda e isso era um grande prazer para a menina. Andou pelos cômodos em silêncio, ainda estava com a mesma roupa usada no dia, então suas botas estavam sujas e cheias de terra. Ao chegar à cozinha encontrou sua avó próxima ao fogão passando uma enorme caneca de café, mas o local estava silencioso.

Nonna, por que tudo está silencioso? – perguntou aproximando-se – Onde está todo mundo?

Oi, querida – disse a senhora de cabelos brancos virando-se – Pensei que havia dormido, pois estava quietinha. Ainda não voltaram, pois ficaram com medo da chuva, então decidiram adiantar umas coisas lá.

Nossa nona! – Disse ela preocupada – Mas, o tempo está muito feio e parece que vem chuva forte e grande, eles ficarem em campo aberto é perigoso.

As duas olharam juntas para a enorme porta da cozinha que estava aberta, então Anna tomou uma decisão e marchou porta a fora.

Aonde vai? – falou a avó preocupada.

Buscá-los! – Disse ela simplesmente e correu em direção ao celeiro.

O tempo ficava ainda mais feio a cada segundo, trovejava e raios cortavam o céu, as nuvens estavam tão carregadas que pareciam brigar entre si e mesmo sendo por volta das duas da tarde era como se fosse noite.

Anna abriu as portas do celeiro rapidamente e foi até o molho de chaves, buscando uma dourada com um chaveiro de trator feito de crochê e correu até um trator pequeno e vermelho ao fundo da construção. Subiu com um salto e ligou o veículo dirigindo o mais rápido que podia, ela sabia dirigir tratores desde pequena, então não encontrou muitas dificuldades mesmo com o tempo feio.

O caminho da área central das terras até onde os trabalhadores estavam era cinco minutos de caminhada, então ela pisou fundo no acelerador e rezou silenciosamente para que desse tempo. De repente, os pingos de chuva começaram a cair e em poucos segundos ela tornou-se torrencial deixando a visibilidade horrível.

A jovem moça estava encharcada, mas continuava a dirigir até que chegou onde eles deveriam estar, desligou o motor e desceu dando um pulinho espirrando lama em si mesma. Correu entre umas árvores e abriu um portão, enfim enxergando algumas pessoas abrigadas embaixo de uma das construções que serviam de pontos de apoio na época da colheita.

Vamos embora – gritou ela entre os trovões e a chuva que castigava seu rosto chegando próximos a eles – A chuva vai piorar e pode tornar-se perigoso.

–  Senhora Anna – gritou Mateo, ele era o capataz e administrador da fazenda – O que faz aqui?

Vim buscar vocês! Estão todos bem? – Perguntou ela rapidamente.

Sim! Caiu uma árvore, mas foi longe de onde estávamos. – Falou o homem – Só estamos esperando o José para irmos...

Onde está o José? – perguntou aumentando o tom de voz, pois a chuva havia aumentado e precisavam quase gritar para serem ouvidos.

Ele foi verificar suas parreiras antes de irmos, mas não voltou – respondeu Mateo contrariado.

Ah! – disse a garota chateada – Vamos procurar ele, então. O resto de vocês espere um pouco a chuva parar e vão. Vamos lá, Mateo.

O homem assentiu e saiu guiando a garota, os dois caminhavam com pressa e olhavam entre a plantação procurando o senhor perdido, José era um funcionário antigo e de idade avançada, trabalhou para o bisavô de Anna e depois para seu avô também.

Os dois o avistaram ao mesmo tempo e ficaram assustados, ele estava em uma escada lutando contra a chuva enquanto tentava amarrar uma das partes da construção ao qual a parreira estava fixada. Mateo e Anna gritaram, mas o homem não ouviu nada, apenas continuou a trabalhar.

Os dois se puseram a correr para tentar alcançá-lo, mas não deu tempo, uma forte corrente de ar acabou jogando o velho de onde estava. Anna parou assustada e gritou, no momento tudo pareceu passar em câmera lenta e o homem foi ao chão num ato mudo. O capataz continuou a correr e a menina permaneceu parada com um nó na garganta, eles não perceberam, mas a chuva havia misteriosamente parado.

Ela esperava o pior, esperava o homem gritar para que ela pedisse socorro, esperava ter ouvido barulho de algum osso se quebrando, mas de repente ouviu apenas a voz do velho reclamando: – Estou bem, Mateo, pares de passar a mão em mim!

O homem levantou o olhar para onde José estava segundos antes e para ele mais uma vez, era uma queda de mais de quatro metros.

Ele está bem? – perguntou ela com a voz rouca e confusa.

Está, senhora! A terra em volta dele está tão fofa quanto uma pluma! – Disse Mateo olhando-a em descrença, porém, seus olhos se desgrudaram dela e foram para o céu ao mesmo tempo em que sua boca abriu formando um ‘O’ e José tinha o olhar voltado para a mesma direção, os dois pareciam assustados e surpresos ao mesmo tempo.

Anna voltou seus olhos para o alto e notou que a cima de sua cabeça havia uma imagem estranha formando-se, não era parecido com nada que já vira. Era a imagem de uma foice entremeada por espigas de milho e flores de papoula, era de um verde folha vivo e parecia ser pintado à mão em aquarela no céu.

O que é isso? – perguntou ela confusa.

Não sei, Anninha – disse José – Mas, sinto que é algo grande.

---

Fazenda Dellatorre - Sede | Mais tarde naquele mesmo dia
Que imagem era, Anna? – perguntou a avó mais uma vez.

Já disse, nonna – falou a menina rindo levemente – Uma foice e aparentemente espigas de milho e papoulas, formavam um conjunto e era bem verde.

A confusão já havia passado, assim como a chuva. José estava bem e todos já estavam em suas casas aquecidos, Mateo havia contado o que havia acontecido com um tom de urgência para a Sra. Dellatorre, mas esta havia tornado-se taciturna e inquieta durante a história e depois chamou a menina para a biblioteca.

Anna já havia tomado banho e mesmo com muita curiosidade pela imagem que se formou no céu e em como José conseguiu sobreviver à queda estava calma por tudo ter corrido bem.

Menina... Eu queria ter te contado antes – falou a avó contrariada – Mas, eu e seu avô fizemos uma promessa de que esperaríamos algo acontecer, algo grande. A queda de José e sua sobrevivência, a chuva parando de repente, a imagem no céu... Acho que é o que não queríamos, mas esperávamos.

Não entendo, nonna – falou a moça confusa – Contar o quê? Esperando o quê?

Sua mãe... – a mulher suspirou e continuou – Ela se chamava Deméter. Veio para nós durante uma seca horrível, o solo não produzia, os animais estavam quase sem pasto e tínhamos uma temporada horrível pela frente, porém, tudo mudou. Ela levava jeito na lida, muito jeito, os colaboradores se afeiçoaram a ela e ela ainda ensinava coisas que em nenhum livro era possível encontrar.

“Seu pai a viu trabalhando um dia e encantou-se por ela e aparentemente ela por ele. Então, você foi gerada... Até aí, tudo normal. Mas, ela tinha algo a mais... Ela é uma deusa grega, filha. Sua mãe é Deméter, a deusa da agricultura.”

Anna que estava sentada na poltrona a frente da mulher permaneceu em silêncio durante todo o discurso, já que ninguém falava muito sobre seu nascimento. Suas feições foram de serenidade para descrença ao fim das palavras da avó. – Deusa? Tipo deusa grega do Olimpo e essas coisas ou deusa tipo "como uma deusa, você me mantém..."? Não. Como assim? Isso não existe, nonna. Está brincando comigo? – Sua voz era alta e aguda dividida entre diversão e seriedade.

Não, querida, eu nunca faria isso! – defendeu-se Laura rapidamente – Eu também não acreditei de início e nem seu avô, mas depois começamos a lembrar de tudo o que aconteceu na época em que Deméter estava aqui, tudo o que ela tocava florescia, brotava vida do que estava seco misteriosamente. Ela nos deixou uma carta e uma flor há 15 anos e ela ainda esta viva, Deméter disse-nos que a flor era o sinal da sua divindade, que você iria mantê-la viva e nos informou que iria mandar alguém para cuidar de você e levá-la ao lugar certo quando chegasse a hora.

A mulher levantou-se e abriu um armário que ficava a direita de onde estava, retirou uma gôndola de vidro e lá dentro havia uma flor de papoula com cores vivas.

Nonna, uma flor que vive há tanto tempo, se é mesmo que essa é a mesma que minha mãe deu e uma pessoa pancada da cabeça que veio, abre aspas ME BUSCAR PARA LEVAR-ME AO LUGAR CERTO fecha aspas, não são motivos plausíveis para eu crer nisso! – Falou a menina ficando irritada com toda a situação, se era uma brincadeira já estava na hora de ser revelada, oras. “Não era possível, é só uma brincadeira”, ela repetia a si mesma sem parar por mais que seus olhos a traíssem e pousassem na flor a todo o momento para certificar-se de que era real e perceber que era a assustava.

Eu sei que é louco demais e irreal demais para você acreditar agora – replicou a senhora – Mas, está ficando perigoso demais, você conseguiu viver 15 anos escondida aqui, mas Mateo disse que estão te rastreando...

O que Mateo tem a ver com isso? – perguntou ela levantando-se de repente.

Ele não é só... Administrador da fazenda, querida – falou Laura cansadamente – Ele é o seu protetor aqui, ele foi mandado para te buscar quando fosse à hora. E hoje foi um sinal bem claro disso, era para José ao menos ter se machucado com a queda, mas o chão ficou fofo, tudo que você toca floresce, você conhece todas as plantas e seus nomes e suas funções simplesmente olhando-as. Querida, você é uma semideusa.

Você deve estar enganada – falou a menina indo em direção a porta e abrindo-a – Não posso acreditar nessas loucuras, algo aqui está muito errado.

Ela saiu fechando atrás de si a grossa porta de madeira colocando uma barreira entre si e sua avó, porém, ela queria mesmo era distância entre o que a senhora havia falado, pois algo no seu interior a incomodava e pinicava em sua consciência. “Isso foi só um sonho, irei acordar e tudo será mentira”, dizia a si mesma calmamente, enquanto ia para seu quarto dormir esperando que quando acordasse toda essa conversa fosse apenas um sonho louco.

---

O destino se concretizou
Mal sabia a garota que ao acordar teria de fugir de uma harpia bem zangada, ver o capataz da fazenda tirar as calças e mostrar suas pernas de bode ("Sou um sátiro, mais respeito a classe" repetiria Mateo com orgulho) e sair em disparada da fazenda rumo a um acampamento em outro país, por fim, tendo a confirmação de que precisava. Era realmente filha de uma deusa grega e a partir daquele sinal que recebera sua vida havia mudado totalmente, ela verdadeiramente acreditando ou não.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Sex 26 Jan 2018, 14:03



avaliação  //


Anna C. Dellatorre — Aprovada como filha de Deméter


Olá Anna! Eu gostei muito da sua história e fiquei muito feliz em ver um novo filho de Deméter no fórum, não temos muito semideuses deste chalé ultimamente!

O modo com que você escreve também é muito agradável e fácil de se ler, os parágrafos foram divididos de uma forma harmônica e contribuíram muito para a boa fluidez do texto. Não encontrei muitos errinhos de ortografia (algumas poucas palavras com acentuação errada e talvez vírgulas equivocadas), mas ao longo das missões você irá aperfeiçoando sua escrita — que já é boa — ainda mais.

Parabéns e bem vinda ao PJBR!



Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 26 Jan 2018, 15:05




Atualizado!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Louise Price Bolter em Seg 29 Jan 2018, 03:02


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Despina, pois a Deusa em questão possui relativa afinidade com as características psicológicas da personagem Louise, aproximando a frieza de ambas e colocando-as par a par no quesito de ações maléficas.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Em suas características físicas, Louise possui a pele excessivamente pálida, combinando com os longos cabelos louros (algo raramente encontrado nos filhos de Despina, tornando-a uma personalidade única) e olhos azuis, dotados de uma profundidade absurda, lembrando as profundezas do mar, as águas mais gélidas que passam pelo domínio de Poseidon. As bochechas rosadas dão um toque de graciosidade, contrastando com o sorriso cínico e dissimulado. Possui estatura mediana, com seus 1,68 centímetros. Há possibilidade de enxergar algumas veias por baixo da pele de Louise, de forma que esta possua um tom quase azulado, combinando com os olhos.

Diante das características psicólogicas de Louise, existe a possibilidade de citar um grande bloqueio emocional. A frieza mostrada nas ações e pensamentos da personagem em questão refletem um passado solitário e vazio, com um pai agressivo e viciado em cocaína. O inverno reflete um momento de fortalecimento e abandono do passado, porém, não chega ao ponto de destruir as barreiras construídas durante toda a infância. Louise possui exímio cuidado ao se aproximar de outras pessoas, aparentando ser quieta e tímida, mas, no fundo, é apenas calculista. A ausência de uma figura materna tornou-a bastante rígida, com forte inclinação para as questões racionais, dificilmente deixando a emotividade afetar os passos que devem ser feitos para alcançar determinado objetivo. Outro traço bastante importante é a manipulação, pois Louise possui a capacidade de conseguir praticamente tudo o que deseja através de manipulações, tendo em vista seu passado difícil, no qual precisava se virar durante as mais diversas adversidades e conseguir sobreviver com as ações de outras pessoas.

— História do Personagem:

Nascida em um pequeno vilarejo Francês, Louise Price Bolter mudou-se ainda bebê para Paris com o seu pai, após este sofrer uma grande decepção amorosa e contrair dívidas exuberantes junto aos traficantes da região. Um pequeno quarto foi sua moradia durante os anos que antecederam a chegada ao Acampamento Meio-Sangue. Os dias e noites passavam lentamente na dita "cidade do amor" e, aos 7 anos, a garota passa a não precisar mais de uma babá para cuidar de si. O cheiro de mofo e a poeira no local faziam com que Louise descesse todos os dias para um café em frente ao prédio em que morava, no qual era bem recebida pelas garçonetes, que lhe davam alguns restos de comidas e bebidas. O pai, John P. Bolter, passava seus dias torrando dinheiro em jogos de azar e consumindo as mais variadas drogas, praticamente esquecendo o fato de possuir uma filha. Esse é o ponto, o pai não gostava de ver e lembrar que possuía uma filha, pois isso o levava de volta para a decepção adquirida pelo abandono da mulher amada, a Deusa Despina.

Os olhos azuis profundos de Louise fitaram todos os tipos de barbaridades dentro daquele prédio que agregava diferentes tipos de pessoas perdidas na vida, solitários sem alma procurando alguma satisfação na existência mórbida em que estavam inseridos. Houve um momento de maior intensidade, tão grande que fez o coração da jovem, agora com 15 anos, acelerar. Ao passar pelo corredor verde e mal iluminado do prédio e chegar diante da porta descascada que indicava o local no qual morava com o seu pai, Louise girou a maçaneta devagar, sentindo a gélida sensação que o ferro em contato com a pele trazia. Um corpo estava caído no tapete. Havia sangue misturado com cocaína espalhado pelo chão, seringas e mais seringas. A figura pálida de John foi identificada pela garota, que derramou algumas poucas lágrimas enquanto sentia seu coração pulsar mais rápido. Overdose. Respirou fundo, sentindo algumas partículas irritarem suas vias aéreas. Pegou o antigo telefone amarelado e chamou a polícia. Seu pai havia morrido, no entanto, a sensação de vivacidade nunca foi tão sentida pela garota quanto naquele momento. O assunto estava encerrado, quem empatava a vida dela já não estava mais neste mundo e, agora, emancipada, poderia fazer o que desejasse.

Um sorriso ambíguo brotara nos lábios de Louise, logo após esta deixar o cemitério no qual fora enterrado John. Por sorte, havia uma pequena poupança com o dinheiro recebido por alguns dias de trabalho na cafeteria em que crescera. Pela primeira vez sentia-se livre. Andou pela cidade, visitou pontos turísticos e por fim foi pega por si mesma contemplando a bela Torre Eiffel. As bochechas coraram com o vento gelado de uma tarde invernal. Alguns raios de sol trouxeram vida para a pele pálida. Sentiu a presença de flocos de neve na ponta do nariz. Tomou um gole de café e, ao virar, esbarrou com uma bela mulher de cabelos escuros e olhos tão cintilantes quanto os de Louise.

- Perdão! Eu não tinha a intenção! - Disse a garota, ao tentar limpar as roupas respingadas de café da desconhecida.

-- Não há problema. Eu estava mesmo procurando por você. - Respondeu a mulher, com um pequeno sorriso no canto dos lábios.

Um sentimento estranho fez as entranhas da garota revirarem. Encarou os olhos da mulher em sua frente e segurou forte o pulso da mesma. No fundo, sabia de quem se tratava. A pessoa que seu pai amava e, ao mesmo tempo, odiava. Por todos os anos que passaram, a busca implacável de John por Despina fez com que esta se afastasse, tanto dele quanto de Louise. E ali, naquela tarde de Dezembro, houve o encontro de duas almas separadas na maternidade. Não foi preciso que Despina se explicasse, Louise entendia perfeitamente a situação, afinal, nem ela aguentava o pai e sentia grande leveza ao lembrar da morte do mesmo.

Alguns dias foram o suficiente para aproximar mãe e filha. As personalidades de ambas eram muito parecidas, fato responsável por não trazer problemas de afinidade. Um outro mundo foi descoberto por Louise. Um mundo no qual a palavra Deusa não era apenas sinônimo de uma mulher extremamente bonita. No entanto, tudo o que é bom dura pouco. A presença de Despina entre os seres humanos já estava desgastada e era hora desta voltar a conviver em meio aos seus semelhantes. Porém, antes de partir, deixou para Louise um bom montante em dinheiro, além de passagens para sua ida ao acampamento Meio-Sangue.

Sabendo das possíveis dificuldades para a filha chegar ao local indicado, Despine deixou uma amiga para ajudá-la nesta jornada. A porta do hotel luxuoso em que estavam hospedadas se abriu, Valentina entrou. Era uma mulher que cuidara de Louise desde a infância, uma das garçonetes que alimentava a garota no café que esta procurava ajuda. Houve grande dificuldade em aceitar que todo o mundo que conhecia era apenas uma parte do que realmente existia. Porém, sem nada que a prendesse na bela cidade Francesa, Louise partiu em busca de uma nova vida e de novas realizações. A garota estava preparada para o acampamento, mas será que ele estava preparado para ela?

Louise precisou de alguns dias para conseguir tirar o passaporte e comprar as passagens, mas, logo que possível, partiu para Long Island junto com Valentina. Nunca havia andado de avião, sentia a textura do tecido que cobria a poltrona da aeronave. Respirou fundo e viu o mundo pela janela, tudo parecia extramente pequeno e frágil. Nesse momento sentiu a linha tênue entre a paz e o caos. Tudo poderia ser destruído em um piscar de olhos. Um meteoro, uma bomba, reações nucleares... Existiam diferentes possibilidades de toda a terra ser dizimada.

Sentiu um frio na barriga quando o avião começou a pousar. Olhou para Valentina e agradeceu mentalmente por não estar sozinha ao enfrentar tudo o que estava acontecendo. Sabia que não era muito simpática, no entanto, a mulher ao seu lado era conhecedora de todo o sofrimento pelo qual Louisa havia passado, de modo a possuir grande empatia com relação a garota.

Ao descer da aeronave, sentiu, logo de cara, a elevada temperatura do ambiente. A úmidade e salinidade tornavam aquele local totalmente diferente do que estava acostumada. Pediu um táxi e seguiu para o acampamento. Não era muito de conversar. Apenas o necessário. Porém, naquele momento, fitou Valentina.

- Então você sabia de tudo desde a minha infância? Sempre cuidou de mim indiretamente... Qual o tipo de lealdade existente entre você a minha mãe? Eu não entendo. É muita coisa para digerir em pouco tempo. Eu sei que não estou ficando louca, porque vi os poderes de Despine com os meus próprios olhos, a maneira como ela criava coisas de gelo. -- Louise para um pouco para respirar e observa a paisagem através do táxi. A janela que dava para o motorista estava fechada, de modo que ele não podia ouvir sobre o que conversavam.

-- Sua mãe me salvou enquanto eu ainda era criança. Estava perdida em meio a uma nevasca, quase morrendo de hipotermia. Recebi ajuda de quem menos esperava, uma mulher bastante fria. Cresci com a ajuda dela, com uma mesada, e, em troca, cuidava de você indiretamente. Não posso ver o acampamento Meio-Sangue, muito menos entrar lá. Sei a localização através da explicação dada por Despina. Minha missão final é conseguir te deixar lá sem nenhum problema. -- Valentina sorriu com o canto dos lábios e logo pediu para o táxi parar. Seguiríamos a pé.

Passaram por um pedaço de floresta. Valentina levava consigo uma adaga de bronze. Por sorte, o máximo que encontraram no caminho fora alguns esquilos. Louise parou subitamente ao ver uma grande entrada, indicamente que chegara ao local desejado. Não houve luta com nenhum ser sobrenatural, talvez fosse intervenção divina por conta da vida de sofrimento que Louise havia tido até o momento. Abraçou Valentina com um pouco de receio e balbuciou um "Fique bem". Passou pela grande entrada e seguiu sozinha em busca de informações. Uma nova jornada começara.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jessamine H. Julie em Ter 30 Jan 2018, 12:02

Louise Price Bolter: reclamada como filha de Despina.
    Olha, já comecei babando na descrição do perfil da sua personagem. Ambas as partes foram muito bem-feitas e deu para ter uma ideia bem definida de como é a Louise. Gostei da história dela, embora acho que poderia ter sido um pouco mais desenvolvida. Além disso, tente usar o travessão mesmo ( — ) do que os hífens ( - ou -- ), e depois do término da fala, não volte a narrar com uma maiúscula. É isso. Meus parabéns, mal posso esperar para ler mais narrativas suas!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Xayah Lhothlan em Ter 30 Jan 2018, 18:27


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hermes. Xayah é um rebelde, filha de uma vastaya - um povo quimérico de Runeterra (uma nação oculta do mundo, conhecida apenas por seus habitantes e pelos deuses), cuja linhagem é composta de sangue humano e uma magia espiritual de uma raça pré-humana. Seu povo desapareceu misteriosamente e, desde então, a moça vaga sozinha pelo mundo, tentando encontrar traços dos desaparecidos. Hermes é o deus dos ladrões, mas também dos viajantes, e isso é o suficiente para "abençoar" Xayah para que a mesma consiga seguir pelas estradas e locais atrás de seu povo.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Psicológico: Xayah é uma moça centrada, focada em seu único objetivo que é encontrar seu povo desaparecido. Inteligente, letal e precisa, a jovem vastaya é uma garota revolucionária e independente, embora tenha uma queda por Rakan, seu parceiro de combate que desapareceu junto a seu povo. Não aceita o fato de ser uma semideusa, afinal seu pai é aquele que a criou em Ionia, sua cidade natal e um povoado de Ruuneterra, a nação de onde saiu. Não costuma esboçar muitas emoções e reações, embora não negue um sorriso ou dois quando lhe convém. Não é uma má pessoa, mas não sai fazendo bondades por puro altruísmo, pedindo sempre uma recompensar por seus trabalhos.

Físico: Xayha não é muito alta, possuindo cerca de 165cm, e pesa exatos 50kg, tendo um corpo magro e esbelto, pernas fortes e coxas roliças. Nos pés sempre há uma botinha de cano alto e salto grosso, mas que não retiram sua agilidade natural. Os cabelos são naturalmente púrpuros, mas para evitar ser reconhecida como uma vastaya, ela os tingiu de ruivo, embora ela não consiga esconder as íris amareladas como esconde as orelhas de harpia com seu sobretudo roxo em formato de longas penas. O capuz sempre está cobrindo sua cabeça. Usa sempre roupas pretas, desde saias até jeans, camisetas e vestidos. Preso à cintura sempre há um cinto feito de couro negro de Runeterra, onde há uma bolsinha onde coloca suas adagas em formato de penas roxas (estas serão faladas e pedidas em uma DIY futura)

— História do Personagem:

A mão repousava no chão de maneira paciente enquanto os olhos pareciam brilhar na escuridão da noite sem lua. Os ouvidos estavam atentos a qualquer barulho que pudesse captar dentro dos limites humanos e vastayeses que seu corpo permitia, afinal era uma filha de Ionia, um povoado de belezas imaculadas e magia natural, e Xayah honrava suas raízes, talvez mais do que deveria. Mas ela só não queria esquecer.

Suspirou pesadamente e as íris levemente amareladas voltaram-se para o brilho das estrelas, o mesmo brilho que costumava ver em Runeterra junto a seu pai, uma vez que sua mãe morrera no parto. Mas, agora, ele havia desaparecido junto com o resto de seu povo. Junto com seu amado Rakan. Balançou a cabeça negativamente para afastar os males que rondavam sua mente, pois pensamentos depressivos a essa altura do campeonato apenas iriam atrasá-la e não podia deixar que nada a abatesse.

Ficou de pé e fechou a mão direita em punho, levando-a até ficar sobre o coração, coisa que sempre fazia quando estava nervosa. A jovem vastaya recomeçou sua caminhada pacientemente, as adagas no formato de penas afiadas estavam presas ao cinto que usava, todas muito bem guardadas em uma bolsinha feita do melhor couro de Runeterra. O sobretudo feito de penas roxas acompanhava seu caminhar suave por entre as árvores do Monte Hood, no estado americano de Óregon, enquanto o capuz cobria sua cabeça e suas orelhas... Um tanto quanto anormais.

Andou até conseguir avistar uma caverna, correndo para lá antes que encontrasse algum animal selvagem, e então entrou. A mochila, com a graça dos céus, não pesava muito então era fácil de carregá-la para cima e para baixo sem cansar demais. Escorou na parede fria de pedra do lugar e deixou-se cair, ouvindo quando um trovão soou furioso do lado de fora, cortando os céus em um clarão ameaçador, o que fez os pelos dos braços de Xayah se arrepiarem. Seria uma longa noite...

— De tempestade. — uma voz grave soou em complemento a seu pensamento, fazendo a jovem vastaya pegar uma de suas penas e atirar na direção de quem havia falado e que ainda se mantinha no escuro, mas ouviu quando o baque surdo das pontas atingiram as paredes da caverna. — Caramba, poderia não atirar sem avisar? — e, surgindo das sombras, um homem alto e loiro surgiu, um sorriso travesso brincando nos lábios finos. Vestia uma roupa de mochileiro e carregava uma mochila junto, mas mesmo com a aura descontraída, a menina não abaixou sua guarda.

Existiam vastayeses que a caçavam, como no caso de Ahri, aquela raposa ardilosa e Zed, o filho da puta que quase matara Rakan naquela fatídica noite do desastre do festival em homenagem aos corvos. Observou-o atentamente, procurando traços de vastaya nele, mas nada encontrou. O que significa que era um humano normal, o que poderia ser mais perigoso ainda, já que no geral eles a odiavam graças a seu diferencial: suas orelhas de harpia. Puxou o capuz um pouco mais no objetivo de esconder-se, o que resultou em uma risada baixa do homem, que apenas limitou-se a sentar no chão. Viu-o colocar algo a seu lado, notando que se parecia com um caduceu dourado, atiçando um pouco a curiosidade dela.

— Não precisa se assustar, jovem vastaya. — ele falou, o que causou um arrepio de alerta que correu por todo o corpo de Xayah. — Não vou machucá-la, ainda mais sendo tão parecida com sua mãe, Mirianna. — um novo arrepio percorreu o corpo da garota, que deu dois passos para trás, encostando novamente nas paredes da caverna. Ah, merda.

— Como sabe o que seu sou? — perguntou, abaixando o capuz e revelando suas orelhas em tom tão diferente do cabelo tingido de ruivo: púrpuras. — E como conhece minha mãe? — tornou a perguntar, sentando-se no chão mas não sem antes pegar mais uma adaga em formato de pena, inteiramente roxa, e segurá-la nas mãos delicadas. Ia ser uma longa noite.

O homem suspirou pesadamente e pegou o caduceu, girando-o nas mãos, o que fez a vastaya apertar ainda mais o que segurava, puxando para perto de si sua mochila, estando pronta para atirar e correr caso fosse necessário. Ele sorriu novamente para Xayah, abanando a mão livre como quem diz para relaxar e confiar nele.

Até parece.

— Se isso foi um sinal para confiar em você, peço que esqueça. — comentou com um leve mau-humor na voz. — Ahri e Zed estão atrás de mim. Além disso, procuro por Miss Fortune, a capitã das Águas de Sentina. Dizem que ela possui poderes para ajudar a encontrar o meu povo. — a vastaya suspirou, esticando ambas as pernas e recolocando o capuz. — Você não acha estranho as minhas orelhas?

— Por que acharia, Xayah? — o homem pronunciou seu nome com tanta doçura que, por alguns instantes, o coração endurecido dela amoleceu. Aquele homem não somente conhecia a jovem, como conhecia sua mãe e sabia o que ela era. Piscou algumas vezes e, com isso, conseguiu notar uma coisa que não havia percebido ainda: ele não era real, aquele homem era uma ilusão, o que explicava o fato de suas adagas terem batido diretamente na parede da caverna. O homem emitia um leve brilho espectral que, em sua paranóia,  a vastaya não captou com suas íris levemente amareladas.

— Quem é você? — sentindo-se, em parte, aliviada, a menina guardou as penas e prestou atenção verdadeiramente nele, esperando por sua resposta. Ele abriu um sorriso largo e então pronunciou, a voz parecendo ecoar na caverna.

— Meu nome é Hermes, jovem vastaya. Deus dos ladrões, dos andarilhos e mais algumas coisas por ai. Venho cuidando de você há tempos, Xayah. Minha filha. — os olhos da menina se arregalaram e, de repente, uma luz acima de sua cabeça chamou sua atenção. Um caduceu dourado pairava acima de si, girando pacientemente como se tivesse todo tempo do mundo, antes de sumir como fumaça. — E, aqui, te reclamo como minha filha. Uma semideusa. — e, dito isso, a imagem de Hermes começou a desaparecer, deixando a menina sozinha.

Um nó se formou na mente da ruiva. Semideusa? O que era uma semideusa? E quem diabos era Hermes, que se dizia deus de alguma coisa? Não, Xayah era uma vastaya, não uma semideusa, embora sua curiosidade sobre semideuses estivesse apitando no momento. Ela iria atrás de respostas às suas perguntas, mas não sem antes encontrar a Capitã Demônio das Águas de Sentina, para que a mesma lhe ajudasse a encontrar seu povo e seu Rakan.

Observação:
Bom, basicamente é isso. Mais coisas serão explicadas por meio de DIY's futuras, como a origem de Xayah e sobre Runeterra, assim sobre o que exatamente ela é. Ah sim, e eu pedi mudança de nome da personagem. Qualquer dúvida, MP. Muito obrigada!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Raphaella Alves em Qua 31 Jan 2018, 19:38

• CÓDIGO:

FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser reclamada por Hefesto, Deus dos metais, dos Ferreiros e do Fogo. O motivo é simples: Hefesto foi humilhado por ter nascido feio e coxo. Mas ele é um exemplo de que isso não define sua personalidade, nem sua capacidade. E ele provou isso. Provou seu valor a todos e se tornou respeitado. Seria uma honra ser sua filha.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Alyx é uma garota extremamente observadora. Ela prefere entender as coisas em sua cabeça e saber exatamente o que deve fazer depois. Ela é uma garota estudiosa e centrada. Um tanto solitária. Impassível e calma, Alyx consegue facilmente disfarçar suas emoções. Ela não esboça medo ou compaixão, mesmo que por dentro isso aconteça. Ninguém nunca sabe o que ela está sentindo e isso incomoda as pessoas, pois Alyx parece não se importar com nada. Alyx tem um ar vingativo estranhamente forte, algo que ela tem certeza que não herdara de sua mãe, que possuía uma alma caridosa e amorosa. Talvez esse sentimento seja o primeiro vestígio de sua descendência paterna. Em dias normais, Alyx prefere ficar sozinha no colégio, embora tenha dois amigos verdadeiros ali. Ela prefere se afundar em livros de engenharia e física. Isso em parte foi bom, já que esse seu conhecimento de mecânica lhe rendeu um emprego numa loja de consertos.

Bom... Alyx não é o exemplo de garota bonita, ela certamente passa despercebida por entre os garotos de sua escola. O que ela até gosta. Ela não é assim tão inexperiente em relação a garotos, mas nos últimos anos, ela tem se afastado completamente deles. Manca, Alyx nasceu com uma perna ligeiramente maior que a outra e isso lhe foi motivo de chacota por muitos anos, até chegar ao ensino médio. Ela tem olhos castanhos e seu cabelo tem a mesma cor. Sua pele porém parece ter puxado para a sua mãe pois tem a mesma coloração: Clara e pálida. Seus cabelos são médios e aparentam estar um pouco secos ao longo do dia. Já sua pele sim está sempre ressecada e suas mãos apresentam cicatrizes devido ao trabalho na loja de consertos. Alyx aparenta ser fraca, mas sua força é impressionante para seu físico. Talvez a segunda coisa que herdara de seu pai.




— História do Personagem:

Meu padrasto me contou que o médico perguntou se minha queria manter a gravidez. Ele sabia que eu tinha uma perna maior que a outra e supôs que minha mãe e meu padrasto talvez não quisessem arcar com os custos que uma criança com problemas de saúde teria. Não sei se eles tomaram a decisão certa. Também nunca questionei. Por isso sempre procurei dar o mínimo de trabalho possível para meu padrasto. Foi por isso que tomei a decisão de ir trabalhar. Só que hoje isso não importa muito, pois minha mãe morreu quando meu irmão mais novo nasceu. Foi um parto com complicações e eu tinha 6 anos Hoje tenho 18. Meu padrasto teve que arcar com toda a casa, eu e o mais novo membro da família. Ele é bom para nós e... Eu o admiro por não ter saído correndo e não ter nos abandonado num orfanato. Ele me criou e devo tudo que sou a ele. Mas nunca fez questão que eu o chamasse de pai. Bom... Eu não gosto de falar muito sobre isso. Mãe e pai... Talvez depois, okay?

Minha rotina nunca teve nada de interessante. Desde que nasci faço consultas mensais com um ortopedista que mal olha na minha cara. Melhor assim. Detesto que me tratem como se eu fosse uma incapaz. Pela manhã deixo meu meio irmão mais novo, Antony, na escola e vou apé até a minha escola que fica um quarteirão depois. Pela tarde, saio do colégio e vou direto para o trabalho, na Clayton's consertos, onde eu conserto patins, skates e patinetes. Claro, eu como alguma coisa nesse meio tempo. No fim da tarde, pego Antony no colégio e vamos os dois para casa. Não é tão longe, o que é bom.

Só que.. Há uns meses atrás... As coisas ficaram extremamente estranhas e erradas. Pensei que fosse os efeitos colaterais dos remédios que meu médico receitou, mas... Depois de uma semana sem tomá-los, não podia ser eles. Vozes estranhas na minha cabeça. Sensação de que alguém me observava. Isso estava me tirando do sério. Até tudo virar de cabeça para baixo.

Quando eu tinha 15 anos, uma pessoa desconhecida deixou uma caixa na porta da minha casa, em pleno dia de Natal. Meu padrasto, Fernath, temeu abrir. Ele tem medo de tudo. Disse que não abriria mesmo. Se eu não tivesse impedido, ele teria jogado no lixo. Levei para o porão onde estavam as coisas da minha mãe. Pela madrugada, abri a caixa vi do que se tratavam. Eram botas ortopédicas.

Nunca entendi aquilo. Mas eu precisava das botas. Uso elas até hoje. Agradeço aos deuses por ela. Foi o que evitou várias humilhações no ensino médio. E... Agora que eu acabei... Bom! Como explicar... Tudo aconteceu muito rápido:

Eu estava nos jardins da nossa pequena casa. Antony estava próximo brincando com um carrinho que eu havia consertado para ele. Eu estava lendo Física III dos meus livros da escola quando Antony grita. Não era um chamado comum, mas sua voz estava carrehada de pavor. Corri até ele, onde seu carrinho agora convertido em plástico derretido chamuscava na grama. Perguntei o que havia acontecido e ele apontou para cima. Veio de lá, foi o que ele disse e ao virar na direção a qual ele apontou, bom... Não sei explicar o que eu senti. Mas meus pelos eriçaram por completo e meu corpo provavelmente havia congelado ali. Um monstro enorme estava me olhando como se eu fosse sua próxima refeição. Era como se uma estátua dos livros de mitologia grega tivesse se materializado para fora das páginas e ganhado vids, mas eu não ficaria ali para descobrir. Agarrei Antony pela cintura e comecei a correr para dentro de casa, o chão tremeu e eu percebi que o bicho horrendo vinha atrás. Fernath!! Gritei. De uma maneira estranha, ele saiu de casa como se já soubesse o que fazer, ao passar por mim, ele arranca do meu pescoço a única lembrança que eu tinha dos meus pais: um colar de prata. Ele era fino e discreto e seu pingente era uma pequena espada. Não parei para questionar, apenas entrei em casa, ordenando que Antony se escondesse no porão. Foi quando olhei pela janela e Fernath empunhava uma espada enorme na qual esta estava afundada no peito do monstro, até que ele virou apenas pó, sumindo complemente. Não consegui absorver aquilo.

Dois dias depois do ocorrido, eu estava com duas malas e uma mochila prontas, já no porta mala de um estranho táxi que meu padrasto chamou. Tudo estava confuso. Mas não questionei, só segurei o colar que eu já tinha de volta no pescoço e entrei no táxi.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jessamine H. Julie em Qua 31 Jan 2018, 21:16

Xayah Lhothlan: reclamada como filha de Hermes.
    Já começou prendendo minha atenção com essa história do povo dela, que achei bem interessante e mal posso esperar para ver como você irá desenvolver isso! Mas aqui vai uma observação: gostaria que você tivesse desenvolvido e explico um pouco mais a sua história. Sua infância, como cresceu, como era o ambiente etc.. Mas como deixou explicado no spoiler que o fará em futuras DIY's, seja bem-vinda!

Raphaella Alves: reclamada como filha de Hefesto.
    É o seguinte: eu curti o começo da sua ficha, e fui atraída positivamente pela descrição da sua personagem. Afinal, não é todo dia que encontro uma personagem que foge dos padrões de estética e blá, blá, blá. Mas acredito que você desenvolveu muito pouco o passado dela. E o penúltimo parágrafo, aquele responsável por descrever como a vida dela mudou, parece ter sido escrito às pressas. Aconselho que você revise seus futuros posts, atenta a errinhos básicos, e procure separar as sentenças e frases, ok? Apesar disso, meus parabéns e seja bem-vinda!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Éris em Sab 03 Fev 2018, 18:33


atualizado






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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Samantha Evergreen em Ter 06 Fev 2018, 23:44


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamada por Afrodite. Abordar os outros tipos de aspectos da deusa, sair da mesmice do padrão da Miss para algo mais voltado para amor próprio, amor por todos independente do que for. Sair da ideia de que Afrodite se resume a um sorriso bonito, a uma mulher capa de revista, e encontrar o valor da beleza em prol dos outros e amor de todas as formas, e claro o bom uso da sexualidade, logo que fazemos loucuras por amor, podemos ir até o inferno por quem mexe com nosso coração, Ele gera força, coragem e energia, por isso desejo e pretendo expor isso com essa personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas):

Físicas - Samantha é uma moça com traços das regiões desérticas do mundo, pele morena, rosto com traços marcados, olhos castanhos escuros, cabelo ondulado que vai até sua cintura, esse também castanho escuro. Tem a altura de 1,75m e pesa 51kg. Suas roupas são sempre casuais, resumindo-se a calça jeans ou de moletom, uma blusa regata com ou sem um casaco meia estação, praticidade é o foco. Corpo atlético e saudável, não há maiores exuberâncias.

Psicológicas - Temperamento difícil define essa garota. Sam é teimosa, cabeça quente, enérgica e não gosta de ficar parada, sempre a procura de algo para fazer, gosta de atletismo, artes marciais, ginástica, yoga e tudo mais que possa por o corpo em ação. Ela acredita piamente que o corpo humano é uma peça tão importante quanto a mente, e ambos devem ser trabalhados em conjunto. Sua estação favorita é o Verão, adora sair para caminhar, sempre de bom humor, valoriza demais suas amizades, seria da casa Lufa-Lufa. Não tolera traições de qualquer gênero, muito menos desigualdade e preconceito, odeia falsidade, por isso é muito sincera, também tem um ódio por superficialidade e gente que não consegue manter uma discussão.

— História do Personagem:

Samantha, filha de Nova York, herdeira do império Egípcio

"A família Evergreen surgiu das cinzas, com um pequeno auxílio. Sr. Evergreen, Anhk Evergreen, nasceu no Egito, de uma família muito pobre e carente, nos distritos de Cairo ele residia. Antes de ter seu império de tecidos por toda a América, o homem de sucesso fez o que podia para ajudar seu humilde lar, vendendo balas na rua, trabalhando horas e horas sem parar, sempre pensando em poder ajudar sua família, pois toda noite seu coração apertava ao ver a situação que vivia sua mãe e seu pai.

Sua mãe era costureira e tapeceira, e o pai auxiliar de obras, ambos sem muito êxito em suas funções, mas Anhk era diferente, colocava seu coração e alma no trabalho, dava tudo de si, mas sabia que ali não havia lugar para crescerem, teriam que encontrar um ambiente onde o que sabiam fazer fosse valorizado. Anos se passaram, até que o sonho de se mudar pudesse finalmente acontecer, as mãos de todos ali já estavam calejadas do serviço, que não acabou quando chegaram nos Estados unidos.

Na selva de pedra, o ambiente parecia mais hostil, as pessoas não tinham compaixão nenhuma, mas a força e o amor um pelo outro fizeram eles se superar! Começaram uma produção de peças de tecidos que retratavam a cultura egípcia e vendia de porta em porta, e onde mais que fosse necessário, até então que foram ficando famosos por suas artes em algodão, a empresa foi crescendo e crescendo, foi quando assumiram o nome Evergreen, sempre-viva, sempre verde, que representava a esperança deles, o amor que nunca falhou ou os abandonou. "

- Nossa, como esse New York times gosta de tornar tudo em matéria! - bradou Samantha indignada, enquanto lia a notícia de sua família no jornal, observava a foto da família em frente a bem sucedida loja de tecidos da família - Eles mudaram alguns trechos do que eu mandei para eles, mas não mudaram o contexto... Creio que seja termos uma matéria sobre nós, não acha? - comenta o pai, em resposta, enquanto tomava um capuccino na sua caneca favorita.

- Não comentou sobre a mamãe na matéria... - o veneno das palavras era o que faltava no café de Anhk, a garota não largava da história de querer saber mais sobre sua mãe.

O homem já estava cansado de explicar que a mãe de Samantha foi um egípcia imigrante, assim como ele, tiveram um breve relacionamento, que resultou na garota Samantha, mas as coisas não estavam tão prósperas naquela época, o que fez a mãe voltar para o Egito, mas Anhk não cedeu e ficou, bom pelo menos era isso que o homem contava...

A história não era mais o suficiente para suprir a curiosidade da garota, esta já se encontrava se arrumando para ir ao seu treino de ginástica artística, em seus 15 anos, já conhecia e praticava esportes e diversos tipos de práticas fitness. Hoje, o dia deveria ser comum, sábado ensolarado, sem trabalhos do colégio para fazer, apenas aula no ginásio e jogo de vôlei mais tarde, ninguém esperava que conforme a garota crescia, e treinava, seu cheiro ficaria mais forte, apesar de Anhk saber da verdade, ele não sabia de tudo.

O treino de ginástica, nada incomum, muito alongamento, saltos e piruetas, alguns tombos, não houve alterações na rotina, Samantha sempre foi muito solitária, seu temperamento afasta muitas pessoas, até hoje nunca namorou, sequer beijou... Embora isso não fora o suficiente para afastar Helena, uma moça muito gentil, a melhor amiga da Sam.

Ambas faziam quase tudo juntas, sair, treinar, e muitas conversas íntimas compartilhadas, tudo isso fortaleceu os laços dessa amizade, que resiste a quase tudo. A rotina continua, no mais tardar, as amigas seguiam para a quadra onde jogavam vôlei com as demais garotas do bairro, estas que só deixam Sam jogar por que Helena fez a cabeça delas.

Enquanto seguiam para o jogo, perceberam que nuvens escuras cobriam o céu, chuva está a caminho, a luz do sol já ficava mais fraca, quase nem se via, o que deixava o ambiente escuro e mais perigoso. Nova Iorque não é muito segura sem luz para iluminar os becos e pessoas mal intencionadas e infelizmente, hoje não era o dia de sorte da nossa protagonista.

Uma sombra espreita as garotas, a primeira a perceber foi Helena, que está sempre atenta, por motivos de ser sua tarefa... Mas Samantha, como foi negada da sua verdade, não percebeu o perigo que corria e não havia mais volta. Um puxão forte no cabelo da morena a fez gritar assustada, um homem com roupa toda preta a puxava para trás, nesse momento foi definida a sentença, o cheiro de meio sangue estava forte o suficiente para atrair monstros.

Helena em um piscar de olhos, moveu sua mão, galhos e raízes grudam no pé de Helena a impedindo de ser arrastada, e ao ver de relance sua amiga, agora estava com a pele verde e cabelo recheado de folhas.

- Suma daqui, criatura do Tártaro! - gritava a garota-verde para o homem que tentava sem sucesso puxar Sam, e nessa confusão, a moça avança puxando uma adaga do seus utensílios e parte para briga, fazendo o agressor soltar a presa, Sam bate com a cabeça no chão duro de cimento e apaga.

Após o breu, a herdeira do império Evergreen abriu lentamente os olhos, estava na sua cama com um saco de gelo preso a sua cabeça, apenas ouvia o som de conversas vindas da sala, as vozes eram de conhecidos, seu pai e Helena.

- Ela deve ir ainda hoje para o acampamento! Uma hora ou outra o cheiro, que fizemos de tudo para encobrir, ia ficar mais forte! Falta pouco para ela ter 16 anos, idade perigosa para meio-sangues... - dizia Helena, compreensiva e preocupada - Eu já não posso falar com a mãe da garota, agora querem tirar minha FILHA! Eu posso protegê-la aqui mesmo, na cidade! Ela ainda não está pronta para saber... - o pai não teve forças para terminar a frase, pôs as mãos no rosto e lágrimas escorriam.

- Saber do que? - disse, furiosa, Samantha agora de pé na sala, com o gelo nas mãos e "sangue nos olhos" - Me proteger de um bandido? Ir para um acampamento? Meio- sangue? Que drogas vocês estão usando?

O pai entra em estado de choque, não conseguia dizer nada, então Helena assumiu as rédeas da situação e explicou, de uma forma bem simples.

- Sam, o que temos para te contar é que... Sua mãe, era uma pessoa muito especial, e poderosa, por isso existem seres, não bandidos, que querem você por conta disso... O acampamento serve para te proteger e impedir que seja violentada, como ocorreu hoje! - dizia a amiga, esperando a compreensão de Samantha, o pai continuava em silêncio.

- Como assim, minha mãe era especial e poderosa? Do que está falando? Você nem a conheceu! Somente o meu pai sabe quem era ela, e nunca disse para ninguém! - responde ainda mais indignada, a tensão estava no ar, e então Anhk responde, franco e seco - Sua mãe é uma deusa Samantha, você tem sangue divino correndo em suas veias... E por isso querem pegar você.

Bem, a reação foi óbvia, a garota avança para cima do pai, o insultando por falar asneiras usando o nome da mãe que ela nunca viu ou verá, Helena a segura, e sabe que se ela não ver, não irá acreditar, por isso assume sua verdadeira forma, como se um nevoeiro tivesse se formado no apartamento, uma mão verde segura Sam.

O grito que a garota deu, ouviu-se em toda a quadra, um ser híbrido de menina com árvore apareceu, Helena revela sua identidade, a dríade protetora de Samantha. Anhk não demonstra surpresa, mas a garota sim, se afasta de Helena, na mesma velocidade que avançou para cima de seu pai, encarando os dois, a semideusa esfrega seus olhos, mas a imagem não muda.

- Volte a forma humana, vou pegar o carro, vou deixa-la no acampamento... Isso não tem como negociar. - disse Anhk, pegando um casaco, nesse instante Helena pega em sua bolsa um frasco de perfume, aperta diversas vezes até o nevoeiro a cobrir por completo, fazendo-a assumir uma forma humana, conhecida por Samantha.

- Eu não vou a lugar nenhum, muito menos com você! - gritava Sam, mas não foi de muita utilidade. Arrastada pelos dois, seguiram para a garagem, onde o manobrista trazia a Range Rover da família.

- Você vai me explicar a razão por ter ficado verde, e que história é essa de deusa que estão falando! - resmungava a garota morena para seus "sequestradores", ela colaborava um pouco com a situação, pois queria obter respostas, e se isso envolvia sua mãe, ia até o fim.

Quando o manobrista desce do carro e entrega a chave para o pai, algo mais estranho ainda acontece, antes de entrarem no carro, Anhk sofre uma pancada na cabeça, do manobrista, este começa a assumir uma forma maior e desfigurada, Helena corre para ajudar e deixa Samantha sozinha, ela sente seu corpo todo formigar de medo, o ser grotesco estava tentando pegar sua amiga que resistia contra ele.

Mas o alvo não era a dríade, Sam estava vulnerável o suficiente para ele se aproximar, com um movimento rápido, empurra Helena para longe, fazendo-a cair, derrubando seus utensílios, inclusive a adaga. Agora seria aquele ser e a indefesa Sam, o inimigo era lento, mas o pânico a impedia de se mexer, a morena sabia o que fazer, pegar a adaga para se defender, porém o corpo não obedecia, não estava preparado, não estava aquecido, parecia certa a morte de Sam, se não fosse a voz...

- CORRA! - Foi o que Samantha ouviu, um som que não veio de lugar nenhum, parecia que veio com o vento, junto de uma voz doce e gentil, que ordenou Samantha correr e ela fez isso, o corpo simplesmente obedeceu a voz.

Ela disparou em direção da adaga, perto de Helena que tentava se recuperar, agarrou a arma e se virou contra o monstro, seus instintos diziam para ela cortar, então ela mexia aquela lâmina de um lado para o outro, Sam não sabia exatamente como fazer. O inimigo nem precisou de muito para empurra-la como fez com a dríade, Sam choca-se contra a parede, e caí no chão, a adaga voou da sua mão, e caiu entre ela e o monstro que seguia em sua direção, lambendo os lábios, seria um petisco apetitoso.

Anhk não permitiria, não poderia viver sabendo que não impediu uma atrocidade dessas, avançou contra o monstro, puxou os restos de roupa que nele estavam, chutou e bateu, irritou a criatura a ponto de distrai-lo e partir para cima do pai, que simplesmente gritou:

- Vá! Helena leve ela para o acampamento! Explique tudo para ela!! - abriu então seus braços, pronto para se sacrificar em prol da sua filha.

A dríade, de pé, tentava puxar a garota que lutava contra, Sam não ia abandonar seu pai, Helena a segurava, mas não foi o suficiente, a garota ouve outra vez a voz doce que vinha com o vento, trazendo força e coragem, um calor no peito surgia e começava a emanar por todo seu corpo, uma força sem igual, algo nunca sentido, essa fúria e necessidade de proteger quem ama. Nisso, com essa sensação a ajudando,Sam consegue se soltar da dríade, corre em direção do inimigo, juntando a adaga do chão, a energia estava tão forte que fluía até para fora do seu corpo, uma fumaça rosa, escorria de cada poro de sua pele, de cada respiração que ela soltava, a voz disse algo que jamais devia ser uma dúvida.

- Proteja quem ama, com todas as suas forças, e se não houver mais nenhuma, ainda restará o amor para te ajudar!

Samantha pulou nas costas do brutamontes, e em um grito de guerra, fincou a adaga na cabeça do ser, que em um grito de dor, simplesmente desmanchou em uma explosão de pó, e a semideusa brilhava em tons rosa, consagrada com a forma de uma pomba acima de sua cabeça. Foi em questão de segundos, a cena, a voz, e a explosão, Sam vai ao chão, seu coração estava acelerado, e a energia rosa ia se enfraquecendo, novamente Samantha retorna ao breu.

Dessa vez quando abre os olhos, está em uma maca, com a luz do sol da manhã raiando em uma janela, ao seu redor, mais ninguém, apenas jazia em cima de uma bancada uma blusa laranja, uma adaga e um bilhete, nele estava escrito: Para Samantha, de Anhk, seu pai.

Ao abri-lo, lágrimas mancham o papel.

Minha pequena, está na hora de conhecer o novo mundo que lhe aguarda. Saiba que estou bem, e te amo com todas as minhas forças, queria estar com você agora, porém o acampamento não permite a entrada de mortais, como eu.

Sua mãe está orgulhosa de você, assim como eu, procure por Helena assim que puder, ela explicará tudo que precisa saber. Treine, aprenda e nunca desista, quero vê-la novamente, ainda mais forte e bonita, assim como sua mãe...

No final da carta, um foto de uma moça estonteante, ao lado de um moço, segurando um bebê, moreno igual a mãe... Nessa foto, uma assinatura se destaca, junto de um perfume de rosas, as letras formam a palavra Afrodite. Uma relíquia guardada no cofre da família, desde que Samantha era pequena, finalmente revelada.

Sam veste a blusa laranja, nela havia um Centauro e as palavras "Acampamento Meio-sangue", levanta da maca, guarda a adaga no seu cinto, junto de sua bainha e sai da tenda que a abrigava, bem o que ela viu... Somente semideuses tem direito de saber.

Uma nova filha de Afrodite chega ao Acampamento, pronta para conhecer a verdade sobre o mundo de Deuses e Monstros.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kion Ingonyama em Sex 09 Fev 2018, 20:30


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Héracles, por ser um deus selvagem e forte e por experiências que ele teve quando ainda era apenas um semideus que influenciam na trama do Kion.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Kion tem a pele morena e olhos puxados, cabelos pretos lisos que crescem para todo lado, corpo em forma (mesmo que ele tenha apenas 10 anos no início de sua narrativa) e olhos escuros sempre brilhosos e atentos.

Psicológicas:
Kion é muito esperto e valente, mas isso não significa que é inconsequente. O garoto apresenta uma maturidade grande demais para sua idade, do tipo que sempre evita uma briga até o último segundo, preferindo o diálogo. Muito amigo, faz o possível para proteger o reino e os clãs que fazem parte dele.

— História do Personagem:

AO AVALIADOR: A história de Kion é inspirada em "O Rei Leão" (filmes, série e livros), portanto não se espante com nomes iguais que possam aparecer.

Conhecido como o portador da mais bela das vozes, Kion era o mais jovem príncipe do clã Ingonyama, a Casa do Leão. Mais do que isso, ele era o segundo na linha de sucessão ao trono do grande castelo chamado de Pedra do Rei. Bastante inteligente, Kion sempre foi o filho do rei Simba que mais buscou conhecer a história de seus ancestrais e de como sua família chegara à posição que tinham. Não por ambições egoístas, mas por admiração e respeito por aqueles que vieram antes dele.

Kion conhecia bem a história de seu pai, de como as Terras do Reino quase foram perdidas para sempre pela péssima administração do falecido rei Scar, seu tio-avô, mas também sabia que havia muito mais a ser descoberto sobre seus familiares do que apenas a tradicional história sobre os reis do passado que olhavam e aconselhavam seus sucessores do alto das estrelas do céu africano.

Por conta disso, o jovem garoto realizava infindáveis incursões pelos lugares ocultos da Pedra do Rei e acabava por descobrir detalhes muito mais profundos do que aqueles sabidos pelo restante do domínio de Simba. Na verdade, Kion sabia de coisas que todos pareciam desejar esconder a qualquer custo, por quaisquer que fossem os motivos, mas não ousava questionar seus pais por respeitar a decisão deles e de seus ancestrais em deixar tais coisas enterradas sob os anos de História da família.

Mas havia um único aspecto do clã Ingonyama que Kion jamais descobriu por suas pesquisas, pois era algo a ser-lhe revelado apenas quando a devida hora chegasse. Ela veio em um embate do qual ele nem mesmo deveria participar, algo que poderia custar-lhe a vida se seu caso fosse diferente.

Kion era portador de um segredo que, até aquele momento, ele próprio desconhecia. Seu pai lutava contra um exército de exilados do clã, um grupo de Ingonyamas que apoiara o rei Scar quando este matou o próprio irmão e usurpou-lhe o trono, quando a rainha Nala sofreu uma emboscada. Ninguém esperava por um ataque direto à Pedra do Rei, a própria rainha decidira permanecer no castelo a fim de proteger Kion e sua irmã mais velha, Kiara, enquanto o marido ia por contra própria resolver o problema.

O caos instaurou-se imediatamente após o ataque. Nenhum dos guerreiros e guerreiras sabia bem como reagir pois não estavam prontos para o que houve e, por conta disso, as baixas facilmente começaram a ser vistas. A rainha Nala foi retirada de perto dos combatentes, bem como a princesa, mas foi impossível conter o jovem Kion. O garoto meteu-se em campo de batalha trajando a capa felina característica de sua família e a espada de sua mãe.

Tendo recebido apenas lições iniciais de combate, mostrava-se um espadachim nato, cujos movimentos fluidos e suaves eram também completamente precisos e deixavam claro que ele tinha completo domínio de cada ínfimo movimento de seu corpo, o que arregimentou as tropas novamente e trouxe aos guerreiros o ânimo que pareciam ter perdido.

A batalha finalizou quando o exército inimigo bateu em retirada. As perdas dos exilados foram absurdamente maiores que as dos guerreiros do rei e eles sabiam que seriam extintos se continuassem a combater, principalmente porque o rei Simba acabava de adentrar o castelo, portando sua própria espada e trazendo consigo seus conselheiros reais, também guerreiros. Um deles parecia estupefato demais para pronunciar qualquer palavra até toda aquela poeira abaixar.

Simba abraçou seu filho com um olhar desesperado no rosto, como se tivesse acabado de se livrar da repetição de uma experiência terrível. Kion sabia que seu pai ainda era atormentado pela morte do rei Mufasa e por outro triste trauma, e o sofrimento de seu pai causava dor também nele. A rainha e a princesa foram trazidas de volta para perto dos dois pelos guardiões Timon e Pumbaa, amigos de longa data do rei, e o conselheiro Zazu aproximou-se para oferecer seu auxílio sempre presente. E foi então que o outro conselheiro, o grande espírito ancião Rafiki, exigiu falar a sós com o jovem príncipe.

Foi Rafiki quem revelou a Kion que sua vitalidade e poderio vinham do deus grego Héracles e que este era seu pai, bem como entregou a ele as armas que a divindade deixara em seu poder até que sua prole lhe fosse revelada. Com tal revelação veio também a exigência de que aquilo fosse mantido em segredo para sempre. Em outras palavras, Kion deveria permanecer no reino e cuidar dele como se fosse um herdeiro sanguíneo de Simba, pois era esta a sua missão no mundo e receberia as bênçãos de Héracles para isto.

A conversa entre o espírito ancião e o príncipe foi muito mais longa que a revelação, porém. Havia muitas coisas ocultas no clã de Kion e somente agora ele realmente conheceria todos os segredos e ensinamentos deixados por seus ancestrais. Descobrir sobre seu pai foi apenas o primeiro, confuso e doloroso passo a ser dado em sua jornada. Se ele honrasse o dom que tinha, poderia um dia vir a ser grande. Se fosse egoísta, em contrapartida... bem, sua vida poderia ser interrompida antes mesmo que ele percebesse.

Cabia ao pequeno Kion, a partir daquele momento, decidir como trilharia seu próprio Caminho do Leão.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jessamine H. Julie em Sex 09 Fev 2018, 21:44

Samantha Evergreen: reclamada como filha de Afrodite.
    Gostei bastante do começo já, com sua intenção de fazer uma personagem diferente dos típicos filhos de Afrodite, e curti a forma como apresentou a história de sua família, através de uma matéria do jornal. Mas tente separar as falas de diferentes personagens em diferentes parágrafos nas suas futuras narrativas. Faça uso também do corretor - seja do Word ou do próprio navegador, como o Chrome -, revise seu texto, pois consegui ler um ou dois errinhos que poderiam ter sido evitados com isso (falta de acentos, principalmente, como em "(...) deixa-la (...)" ou "(...) distrai-lo (...)"). De resto, achei que faltou um pouco de coerência na sua história, principalmente nas lutas. Sem mais, meus parabéns e seja bem-vinda!

Kion Ingonyama: reclamado como filho de Héracles.
    Ficha bem construída, sem grandes erros gramaticais. A inspiração da trama remeteu-me ao trabalho de Héracles quanto ao Leão de Neméia. Meus parabéns e vemk que a Jess te dá uns abracinhos. ~créditos ao Grimm/peste.

Jess: + 10 dracmas, + 10xp
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Sex 09 Fev 2018, 22:25

Teje coisado!





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Re: Ficha de Reclamação

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