Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

Ficha de Reclamação

Página 16 de 16 Anterior  1 ... 9 ... 14, 15, 16

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.









































































































































Deuses / Criaturas Avaliação
Afrodite Comum
Apolo Comum
Atena Rigorosa
Ares Comum
Centauros(as) Comum
Deimos Comum
Deméter Comum
Despina Rigorosa
Dionísio Comum
Dríades (apenas sexo feminino) Comum
Éolo Comum
Eos Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões) Comum
Hades Especial (clique aqui)
Hécate Rigorosa
Héracles Comum
Hefesto Comum
Hermes Comum
Héstia Comum
Hipnos Comum
Íris Comum
Macária Rigorosa
Melinoe Rigorosa
Nêmesis Rigorosa
Nyx Rigorosa
Perséfone Rigorosa
Phobos Comum
Poseidon Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino) Comum
Selene Comum
Tânatos Comum
Zeus Especial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Curabitur facilisis lacus eu urna varius, quis tempus neque tincidunt. Nulla ex nisl, ornare et maximus nec, auctor quis nisi. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus.

[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Curabitur facilisis lacus eu urna varius, quis tempus neque tincidunt. Nulla ex nisl, ornare et maximus nec, auctor quis nisi. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus.

[b]— História do Personagem:[/b]

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Curabitur facilisis lacus eu urna varius, quis tempus neque tincidunt. Nulla ex nisl, ornare et maximus nec, auctor quis nisi. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus. Mauris ut luctus lorem, at malesuada neque. Integer eget consectetur mi, sit amet efficitur magna. Maecenas tincidunt euismod orci non pretium. Suspendisse potenti. Donec non enim et est fringilla faucibus quis at elit.

Maecenas a augue odio. Pellentesque faucibus vehicula sollicitudin. Curabitur tincidunt purus ante, ut ultricies dui congue non. Ut volutpat convallis gravida. In interdum, mi id lacinia dignissim, mauris nulla maximus sem, fermentum luctus sapien velit sed felis. Nullam fermentum, lectus in eleifend iaculis, magna ex bibendum mi, nec dignissim felis urna tincidunt ex. Nunc vitae elementum diam. Nullam ac leo cursus, porta magna vitae, tempor purus. Nunc dictum, purus non malesuada auctor, turpis felis tristique turpis, ac volutpat dolor mi eget eros. Donec a neque a augue tincidunt hendrerit eu et sapien.

Maecenas vel est vulputate, suscipit enim a, vehicula mauris. Curabitur ac molestie dui. Sed vel venenatis lacus. Sed at purus interdum, venenatis metus viverra, sodales metus. Sed aliquet eleifend nisl, id placerat urna sagittis sit amet. Aliquam vitae scelerisque lectus. Maecenas ligula massa, luctus eget commodo sit amet, dignissim eu quam. Curabitur interdum vitae lectus ut congue.

Nulla mollis ornare magna in suscipit. Quisque pretium libero at sem condimentum, dignissim pretium turpis rhoncus. Ut mattis posuere nibh sit amet fringilla. Nulla feugiat imperdiet fermentum. Aenean in diam urna. Interdum et malesuada fames ac ante ipsum primis in faucibus. In pharetra convallis neque fringilla gravida. Donec ullamcorper, eros et pharetra facilisis, lectus turpis sollicitudin justo, vitae lobortis quam lorem quis tellus.
</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


<style type="text/css">.frank1 {margin-left:-320px; width:300px; height:200px; padding:20px; background:transparent; border-left:1px solid #000; border-top:1px solid #000;} .frank2 {margin-right:-320px; width:300px; height:200px; padding:20px; background:transparent; border-right:1px solid #000; border-bottom:1px solid #000;margin-top:-210px;} .frankt1 {margin-left:-320px; width:300px; text-align:center; font-family:'Slabo 27px'; font-size:30px; color:#000; padding:10px;font-weight: bold; line-height:25px;letter-spacing:-1px;} .frankt2 {margin-right:-220px; width:210px; font-family: VT323; font-size:12px; text-transform:uppercase; letter-spacing:2px; text-align:center; color: #000; line-height:9px;padding:10px;} .franktextim {width:550px; padding:30px; font-family:calibri; font-size: 13px; color:black; background: #fff; display: relative; margin-top:-230px;text-align:justify;} .franktextim b {font-size:13;color:#4D4C4C; font-family:'Slabo 27px'; font-weight:700;} .franktextim i {color:#9A9999;} .franktextim f {font-weight: bold; font-size:13; color:#777;font-family:'Slabo 27px'}</style><link rel="stylesheet" href="path/to/font-awesome/css/font-awesome.min.css"><link href="https://fonts.googleapis.com/css?family=VT323" rel="stylesheet"><link href="https://fonts.googleapis.com/css?family=Slabo+27px" rel="stylesheet">



Tks Maay from TPO
Psiquê
avatar
Administradores
Mensagens :
979

Localização :
Castelo maravilhoso do Eros

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Sab 06 Jan 2018, 23:35

Teje coisado!





Hécate

.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha :: uma deosa, uma loka, uma macumbeiraaa ::.

Hécate
avatar
Administradores
Mensagens :
466

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adam Kyle em Ter 09 Jan 2018, 15:28


FICHA DE RECLAMAÇÃO DAHORA
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária. Porque acho muito interessante abordar o tema da morte de um modo não tão triste. E também acho que seria perfeito para a trama do meu personagem, com uma mentalidade um pouco contrária do natural.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas - Adam tem cabelos castanhos, sua pele é branca. Não tem um porte atlético, mas também não é gordo. É magro e alto. Seus olhos são escuros, uma cor que é quase impossível distinguir do castanho ou do preto.

Psicológicas - Adam tem um coração muito bom. Ele se importa com as pessoas. Seu maior talento é fazer as pessoas rirem, mas também é muito solitário às vezes. Passou sua vida inteira com seu pai, cuidando dele e sendo seu único amigo, sendo assim, amadureceu muito cedo. Gosta de fazer o bem para as pessoas, mas muita das vezes é um pouco egoísta consigo mesmo.

— História do Personagem:


O dia não foi normal. Aliás, foi longe do normal.
Eu queria poder dizer que foi tudo uma mentira, uma brincadeira boba de algum amigo, mas não. Foi tudo real. Cada momento dessa história é real. Aconteceu; eu não sei como.
Tudo que lembro é que morri, ou melhor, quase morri.
Mas antes que eu possa precipitar algum assunto nesse início da minha contação, eu queria dizer pra você, que mal conheço, que não espalhe isso por aí. Você pode pensar que eu não quero que me conheçam, ou qualquer outra coisa; mas a verdade, a real e única real verdade, é que, eu gosto do meu “eu” anterior, antes disso tudo acontecer. Não quero que pensem que não sou mais aquele.
Mesmo não sendo.

Parte 1 - Eu anterior




Eu era simples. Talvez não possa explicar muito em palavras, porque realmente não tem o que dizer ou sequer escrever. Eu era um cara normal, usava roupas normais; algumas mais caras, outras mais simples, mas nada muito excêntrico.

Eu morava na parte urbana da cidade, subúrbios eram meus pesadelos; um apartamento velho, com uma pintura tão velha quanto o tom do concreto que superava a tinta sem cor. Naquele edifício moravam famílias comuns, poucos solteirões desabrigados após sair da casa dos pais e alguns divorciados, que perderam, literalmente, até as roupas do corpo no fim do casamento. Eu me enquadrava em uma quarta categoria dessas. Eu morava com meu pai.
Ah, meu pai! Aquele homem era… incrível. A maioria dos meus amigos, conhecidos, tinham a certeza que meu pai era louco. Não digo o contrário, mas também não concordo com isso. Só quem realmente o conhecia, sabia quem era Michael Kyle; e isso se resumia em poucos, na verdade, em só um: eu.

Michael não era antissocial, ele conversava normalmente com todos, até era muito legal algumas vezes, mas o que realmente afastava pessoas do seu círculo íntimo era o seu jeito fora das conversas.
Meu pai falava sozinho. Ele entrava no seu quarto e sentava na beira da cama, com a face voltada para a parede desbotada. Não fechava as portas, ele apenas ficava ali falando com o nada. As conversas eram banais, muitas vezes sobre a vida e o dia-a-dia. Porém, todas conversas começavam com as mesmas palavras.
“Você tem um minuto, amor?”.

E isso sempre foi insanidade para todos que ouviam aquilo. Menos para mim.
Todos comentavam nos cantos de bares e restaurantes: “Michael Kyle é louco. Ele fala com a esposa morta.”. Certo dia, quando perguntei sobre isso que estavam dizendo, ele respondeu algo que me intrigou.

— Eles estão comentando isso? — Meu pai soltou uma gargalhada. — Nossa, como se isso fosse uma coisa ruim.

Era complicado conversar sobre o que ele fazia naquele quarto. Toda vez ele terminava contando uma história de minha mãe. Sobre como ele deu flores pra ela, e ela deu risada das tulipas brancas, dizendo “Você me conhece mesmo, Kyle, sabe que odeio tulipas!”.
Cada vez era uma história diferente, e algumas vezes eu o deixava repetir alguma ou outra.
Eu o deixava repetir. Por quê? Porque eu sabia que ele adorava. Os olhos castanhos esboçavam a emoção sem mais, nem menos. Em cada história, uma lágrima era libertada ou uma risada era solta; eu me divertia e emocionava a cada final. Ele não era louco, não podia ser.

Eu não conhecia minha mãe. E também nunca perguntei ao meu pai sobre ela. Na verdade, ele me contava dela, mas nada específico. Eu nunca cheguei até ele e perguntei como minha mãe era; para mim, era muito mais delicioso descobrir em cada história que ele contava, com a emoção em sua feição.
Porém, o que eu descobri era que ela era muito bonita, mas era uma beleza mais sutil, sem nenhuma propaganda. Com cabelos da cor do cascalho e com a pele tão branca quanto uma tulipa. Ela era emocionante, contagiante, mas não muito extrovertida. Era aconchegante e muito empática. “Simplesmente extraordinária”, como meu pai sempre contava.


Enfim, eu trabalhava no período noturno em uma mercearia perto de casa, no bairro mesmo. Muitas vezes, quando eu chegava, perto da meia noite, eu passava pelo corredor de casa e ao chegar na porta do quarto de meu pai, eu via ele deitado ou, algumas vezes, conversando com a parede. Eu não interrompia ele em nenhum desses afazeres. Porém, um dia, quando passei por sua porta, vi ele ali sentado na beira da cama, conversando. Apenas sorri e segui, rumo ao meu quarto. Mas, no momento que saí, pude ouvir meu pai dizendo palavras que fizeram uma lágrima escorrer pelo meu rosto.

— … vê como ele é lindo? Assim como você. Sinto saudades, amor…
Talvez tenha ficado emocionado com a tristeza daquilo tudo, ou apenas pela dúvida de encontrar a insanidade no meu pai.
Os dias eram sempre assim: escola, trabalho e descanso. Até um dia…

Parte 2 - A mudança.



Chegou um dia na minha vida, que tudo mudou. Eu estava trabalhando, na mercearia ali perto, cujo nome era estampado nos letreiros luminosos, que desenhavam no céu escuro da cidade: “Tudo um pouco”. Eu era o caixa da mercearia, muitas das vezes eu atendia bêbados comprando mais uma garrafa de uísque ou qualquer bebida que fosse prolongar aquele torpor momentâneo. Era meio solitário ficar ali no canto, sem fazer nada pela maior parte da noite, mas eu já estava acostumado.

No momento que um homem de meia-idade entrou no estabelecimento, se encaminhando diretamente para o corredor das bebidas alcoólicas, uma dor correu pelo meu peito. Um ardor que eu nunca tinha sentido antes, atravessando meu coração e parando bem acima do meu ombro.
Eu estaquei, fui para trás e encostei na parede do caixa. Fiquei assustado e apertei meu peito, tentando cessar aquele sofrimento. Porém, após alguns segundos, a dor passou e continuei meu trabalho normalmente, até esquecer daquele infortúnio.

Naquele dia, quando voltei para casa e abri a porta do apartamento, deparei com a casa vazia. A pequena sala, que abrigava um sofá de três lugares em frente a uma televisão velha, a cozinha suja, que muitos pratos imundos jaziam na pia e até os quartos estavam desertos. Quando, andando pelo corredor, passei pelo quarto de meu pai, não vi ele lá. E, quando dei um passo em direção à minha cama, algo me parou. Um sentimento, uma intuição. Dei meia volta e entrei no quarto de meu pai. Era um cômodo simples, com uma cama de casal e um armário na frente. Entrei e sentei do mesmo modo que meu pai sempre fazia, encarando aquela parede suja.
Não fiz nada, inicialmente, olhei para aquela parede e fiquei por alguns minutos. Parecia normal, nada diferente de qualquer outra parede da casa. Mas, no momento em que disse as palavras que meu pai sempre dizia, “Você tem um minuto, amor?”, eu senti algo diferente.
Não ouvi nenhuma voz ou resposta. Nem sequer vi a imagem de minha mãe ou de qualquer pessoa ali. O que aconteceu foi… um sentimento. Parecia que alguém estava ali sentado do meu lado na cama, olhando para mim sem falar nada; a respiração constante no meu ouvido, o peso na cama, tudo indicava que tinha alguém ali sentado comigo. Mas não tinha ninguém. Nenhuma voz.
Eu levantei da cama, saí do quarto, fechei a porta e fui dormir. Não foi nada demais.


Porém, para eu resumir um pouco a história, meu pai voltou depois de meia hora e foi dormir. Meus dias continuaram os mesmos, mas aquelas dores no peito começaram a ficar mais agudas e constantes. Até que chegou um dia que disse para o meu pai, que me levou ao médico.

Chegando no hospital, fiz exames, que constataram uma doença muito grave no meu coração. Uma doença cujo o nome eram siglas que mal me lembro. Porém, ela consistia em dores no coração, artérias e no sistema vascular do meu corpo, até um momento que meu coração pararia de funcionar, em um AVC. Meu pai ficou devastado. Ele chorou como nunca tinha feito antes, e batalhou comigo lado a lado.

Fui internado um mês depois, com muita dor. Os médicos previam que eu fosse ter um derrame em breve, então preferiram que eu ficasse aos cuidados deles, 24 horas por dia.
Mas, mesmo assim, a hora tão esperada chegou. Meu braço começou a formigar e adormecer, e do meu peito jorrava uma dor tão aguda quanto a nota de um violino desafinado. Minha visão ficou turva e meus sentidos se perderam, então eu desmaiei.

Acordei algumas horas depois, mas eu não conseguia falar, nem me mexer. Eu conseguia enxergar meu pai do meu lado, tentando se comunicar comigo, e, pela impotência, eu chorava. Tudo estava horrível, e os dias foram se passando desse modo, sem nenhuma esperança por parte dos médicos.

Mas, o dia esperado pelos médicos também chegou.

Parte 3 - Recomeço.



Eu estava na minha cama, no hospital, no quarto 505. Meu pai tinha saído para tomar um banho em casa e já estaria de volta. Eu só conseguia olhar para o teto, com uma cor branca límpida. Era noite, nenhuma luz adentrava o quarto. E, como eu já estava acostumado, eu comecei a passar mal.

Porém, dessa vez, minha visão ficou embaçada, mas eu conseguia ouvir tudo. No momento que aconteceu tudo isso, eu consegui ver uma pessoa naquele quarto, bem ao meu lado da cama. Não discerni quem era, mas era um homem. Com certeza não era meu pai, esse homem era mais alto que Michal Kyle. E antes de conseguir observar mais qualquer coisa, ele falou.

— Chegou a sua hora, Adam. — A voz daquele sujeito era grave e alta. Cada palavra era proferida de uma forma eloquente, com pausas certeiras e uma escolha impecável do vocabulário. — Aparentemente, a morte o escolheu no dia de hoje. Fique calmo, tudo vai ficar bem.

Nesse momento, meus ossos começaram a tremer. Um medo tomou meu corpo e lágrimas escorriam na minha bochecha. Mas, no instante que esse homem disse suas últimas palavras, alguém o deteve.

— Não. Deixe comigo. — Essa outra voz era mais doce, mas ainda tinha uma gravidade intensa nas palavras. Era uma mulher.

Aquele homem, então, olhou para trás, para aquela mulher, que eu não conseguia enxergar, e então recuou da cama onde estava. E então, uma mulher apareceu ao meu lado. Mas, ao contrário daquele homem, essa mulher me trazia paz. Parecia até que aquelas palavras, proferidas pelo sujeito, eram reais: “tudo vai ficar bem”.

— Não precisa ficar com medo, ele já foi embora. — Mesmo não conseguindo enxergar a feição daquela moça, eu tinha certeza que ela esbanjava um sorriso singelo. — Adam, eu sei quem você é. — Nesse momento eu estaquei, aquela mulher sabia quem eu era. — E, por escolha da morte, hoje é o dia que você morre. Mas, fique calmo. Muitos dizem que a melhor coisa que pode acontecer na hora da morte, é me encontrar. E eles se vão sorrindo…

Eu não podia morrer. Eu era novo, eu tinha apenas 18 anos! Eu precisava cuidar do meu pai, estudar, ter um futuro! Eu já tinha um plano traçado na minha vida, eu iria fazer faculdade e virar professor. Mesmo sendo um assunto terrível de se ouvir naquele momento, em uma cama de hospital, eu, surpreendentemente, não fiquei assustado.

— Eu sei que você tem uma vida pela frente. — Aquela moça falava com a fala carregada, passando a mão no meu cabelo. — Então, em vez de te levar para o lugar dos mortos, eu farei outra coisa. — A mulher então fez uma pausa. — Eu vou te dar o que muitos acham um presente divino, e que muitos outros recusariam sem nem pensar duas vezes. Você poderá viver, meu filho.

Filho?! Não era possível ela ser minha mãe. Mas no momento em que pensei nisso, aquela mulher se aproximou mais de mim, e colocou sua cabeça bem ao lado da minha.
Uma respiração calma exalava no meu ouvido, a mesma respiração que outrora ouvira na beira da cama do meu pai.

— Você viverá. Mas, com uma condição. Não voltar para essa cidade nunca mais. Deixe sua vida para trás, seu pai, seus amigos, emprego, tudo… você foi escolhido pela morte hoje por um motivo, e não é seguro você ficar aqui. Então, recomece uma nova vida, seja outra pessoa.

Eu não conseguia raciocinar direito, era muita informação. Eu viveria, mas não seria aquela vida de sempre?! Eu não entendia. Eu ficaria sem nada, sem ninguém…

— E, Adam. Se em qualquer momento você se sentir sozinho, você sabe onde me encontrar, filho. Eu sempre estarei ali por você, na beira da sua cama. — Aquela mulher soltou um suspiro, causa de um sorriso espontâneo. — Eu sempre terei um minuto para você, amor.



— E depois disso eu não lembro mais de nada. Eu acordei aqui, na sua frente, sem saber como nem o porquê cheguei aqui. Desejo muito voltar para meu pai, conversar com ele, saber como ele está…. Mas sei que não posso. Minha mãe… não sei se é minha mãe, disse que tudo ficará bem, e se eu encontrei o senhor aqui, é porque você pode me ajudar.

Quando Adam terminou de contar sua história, o homem com uma camisa florida olhou diretamente nos seus olhos, tentando extrair qualquer montante de informação adicional possível.

— Ai ai…. Essa Macária. Com certeza se meteu numa grande confusão com o poderoso lá de baixo! — Ele então soltou uma gargalhada profunda. — Vamos, Aaron, vou te mostrar o pessoal.

Percy Jackson RPG BR



Adam Kyle
avatar
Filhos de Macária
Mensagens :
37

Localização :
In the lonelyness of your eyes

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Ter 09 Jan 2018, 15:58


Ficha de Reclamação

avaliação ryan storm


Olá, Adam! Bem-vindo de volta ao PJBR! Vamos à sua avaliação!

Vou te falar, devo estar com os hormônios sensíveis, porque me emocionei demais com a sua narrativa. Exceto pela divisão ligeiramente fora de padrão dos parágrafos e pelo pequeno deslize em "eu vi ele" (deveria ser "eu o vi"), não constatei falhas em sua escrita. Simples, direta, com um plot twist no final que me pegou numa surpresa muito bem-vinda, porque foi bem feito, não há dúvidas de que foi um sucesso. Espero que continue assim. Sem mais delongas...

Ave, Adam Kyle, reclamado como filho de Macária!

Aguardando att.


Silvia Kawasaki
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
456

Localização :
Chalé de Íris

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Ter 09 Jan 2018, 17:03

Teje coisado!





Hécate

.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha :: uma deosa, uma loka, uma macumbeiraaa ::.

Hécate
avatar
Administradores
Mensagens :
466

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Sun Hee em Ter 09 Jan 2018, 20:02


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Iris sempre foi uma deusa fofa que me chamou certa atenção. Por este motivo decidir ser filha dela.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

DESCRIÇÃO FÍSICA:
Lee Sun Hee tem a estrutura corporal típica de uma mulher asiática, magra e pouco voluptuosa, apesar de possuir seios grandes, possui a pele clara, cabelos coloridos, seus olhos normalmente são escuros, seu cabelo liso e comprido até o meio das costas. Possui olhos não tão pequenos quanto os asiáticos, mas de formato característico, normalmente castanhos claros, tem um sorriso bonito e cativante, nariz pequeno e sua boca também é pequena, possui lábios não muito volumosos, mas corado mesmo sem batom. Não é muito alta, possui 1,53 cm e pesa 42kg.

DESCRIÇÃO PSICOLÓGICA:

A semideusa é sempre positiva com a vida, leal e companheira. SunHee está sempre disposta a ajudar outro semideus, tem uma personalidade muito energética, sempre se movimentando, dançando e conversando com pessoas, objetos, deuses e paisagens. Espirituosa e comunicativa, costuma expressar sua gratidão aos deuses. Não é rancorosa ou vingativa, tenta sempre encontrar o lado positivo na vida e usa as cores para expressar-se. Uma pessoa bastante transparente quanto as suas emoções e muito ligada à amizade.
— História do Personagem:

A nossa história começa a ser escrita com o nosso nascimento, as primeiras pessoas que compõe sua vida são os seus pais, os primeiros modelos, o primeiro amor, o primeiro contato. Na vida de um semideus, a história sempre começava com uma metade ausente, para Lee Sun Hee era a figura maternal.

Como qualquer criança, SunHee sentia a ausência da mãe na escolinha, pela manhã para pentear os cabelos, no dia das mães para dar presente, para usar uma roupa bonitinha como as demais colegas, para ter um batom da Barbie e uma imagem para se espelhar. Não que seu pai, Lee Woon Kuk não se esforçasse, porque ele era um excelente pai, um jornalista investigativo que se dobrava em vários para ser presente.

A pequena descendente de Coreano sempre soube da sua ascendência divina, porque acreditava sem duvidar de seu pai que lhe contava coisas fantásticas sobre sua mãe e como ela era positiva, nos intervalos entre uma reclamação e outra sobre o quanto era difícil viver fugindo. O primeiro monstro haviam conhecido foi um lestrigão quando a menina tinha somente 5 anos de idade, por muito pouco sobreviveram ao ataque e conseguiram fugir, como jornalista, Lee Woon Kuk facilmente transitava de um canto para outro, assim, nunca ficavam mais que meses num mesmo lugar.

Para a garota era um sonho descobrir a mãe que a tinha condenado a uma vida de fuga, mas que era tão fantástica que fazia o olhar de seu pai brilhar. Mas aquilo parecia cada vez mais distante à medida que o tempo passava.

Quando tinha 9 anos a semideusa e seu pai depararam-se com um minotauro. Eles fugiram por quilômetros, cansados e com pouca esperança, quando já desistiam de se esconder SunHee e seu pai depararam-se com um grupo de crianças fortemente armadas.

SunHee gritou-os, mas seu pai a repreendeu por pôr a vida dos outros em risco, por não ter percebido logo de cara que eram guerreiros gregos em miniatura, mas em instantes a cena se desenrolou, os semideuses travaram uma batalha com o minotauro, dois filhos de Hermes e um filho de Ares, enquanto a menina defendia o pai dos efeitos colaterais da batalha. Pedaços de madeira e objetos quebrados voavam por todo o canto e a garota corria e empurrava o pai para longe dos destroços, percebendo de repente que o mundo era mais lento que o normal. Tomada ainda de uma dose alta de adrenalina, tentou ajudar os semideuses com um pequeno espelho que carregava na mochila, sua mente funcionou rapidamente, enquanto os demais atacavam coordenadamente o monstro que se desviava e atacava, ela usou seu espelho para refletir luz nos olhos do monstro e desorienta-lo tempo o suficiente para que o filho de ares deferisse o último golpe.

Naquele dia, ela e seu pai foram levados para o acampamento meio sangue e descobriram que mais pessoas como eles existiam. No primeiro momento, Lee Woon Kuk não havia gostado da ideia de transformar sua pequena menina em guerreira, mas não demorou para que a Quírio o convencesse que SunHee estaria mais segura se soubesse defender a si mesma e vivesse dentro dos muros encantados do acampamento.

Desde então, a menina havia se dedicado a aprender a manejar espadas, a ajudar seus companheiros e se envolver na rotina do acampamento, de onde fez seu novo lar e facilmente adaptou-se.

Percy Jackson RPG BR



Sun Hee
avatar
Indefinido
Mensagens :
2

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Qua 10 Jan 2018, 20:16

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Sun HeeReprovada

Sua ficha não chegou a ser ruim, apesar de simples. Houveram alguns deslizes bobos, como o de concordância logo no começo da história: "as primeiras pessoas que compõe sua vida" — aqui, o verbo devia estar no plural. Além disso, houve também um deslize relacionado à pontuação, vide abaixo:
O primeiro monstro haviam conhecido foi um lestrigão quando a menina tinha somente 5 anos de idade, por muito pouco sobreviveram ao ataque e conseguiram fugir, como jornalista, Lee Woon Kuk facilmente transitava de um canto para outro, assim, nunca ficavam mais que meses num mesmo lugar.
A utilização de muitas vírgulas deixa a leitura corrida e cansativa. O mais adequado seria usar um ponto depois de "fugir".

Mas, apesar disso tudo, o que eu acho que foi o pior erro cometido (e decisivo para a reprovação) foi o narrado no penúltimo parágrafo.
Naquele dia, ela e seu pai foram levados para o acampamento meio sangue e descobriram que mais pessoas como eles existiam. No primeiro momento, Lee Woon Kuk não havia gostado da ideia de transformar sua pequena menina em guerreira, mas não demorou para que a Quírio o convencesse que SunHee estaria mais segura se soubesse defender a si mesma e vivesse dentro dos muros encantados do acampamento.
Como o pai foi também pro acampamento se, aparentemente, ele era mortal? Não foi explicado muito bem isso. E, além do mais, a ficha precisa, obrigatoriamente, narrar (pelo menos por cima) o momento da reclamação, com o símbolo na cabeça e tal.

Enfim, espero que não desanime e que volte aqui corrigindo esses detalhes, para que possa ser aprovada.

Alaric L. Morningstar
avatar
Líder dos Feiticeiros
Mensagens :
1087

Localização :
Hollywood Hills, LA.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Emmanoele Dal'Evedove em Qui 11 Jan 2018, 23:49


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Deusa Atena. Seria bem clichê se eu dissesse que é devido em grande parte pelo gosto pessoal? Desde as aulas de antiguidade clássica na matéria de história na escola, sempre tive um interesse maior na deusa da sabedoria. Além disso, acredito que seria um maior desafio interpretar uma filha da mesma, evoluir e crescer em estratégia e força, forçando-me a sair da zona de conforto e realmente estudar para melhorar minha narração, texto e afins. That’s it!

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Psicológicas

Emmanoele é muito simples, extremamente sincera e verdadeira, sendo sempre delatada por suas expressões, mesmo que não diga uma palavra. Gosta que as coisas sejam explicadas nos mínimos detalhes para que possa analisar cada um deles, chegando a ser metódica e até chata. Não consegue ficar parada e algo sempre está em movimento quando o faz (podendo ficar movendo pés ou as mãos), é discreta e demonstra seus sentimentos através de amizade sincera e protetora, já contato físico? Não, obrigada.
Ama descobrir coisas novas e vive estudando, sempre carregando livros e mapas embaixo dos braços. Pode chegar a ter um nível de arrogância velado, mas de certa forma sem perceber, pois muito sinceramente ela acredita que, talvez, possa ter todo o conhecimento do mundo e com isso possa ajudar aos outros. Ela ama ajudar, ensinar e sonha em ser professora como seu pai.
Muito independente, gosta de fazer as coisas ao seu tempo e irrita-se quando isso não acontece, tem um senso de humor fora do padrão e é curiosa chegando a ser petulante.

Características físicas

Possui 1,75 cm e 68 kilos, esguia e um tanto quanto magricela, pele clara e macia. Seus cabelos são de uma coloração entre o castanho claro e o louro escuro, longos e seus fios são grossos e volumosos. Quanto ao rosto têm fisionomia delicada e um ar petulante com o nariz sempre levemente empinado, seus olhos possuem um matiz de verde acinzentado e são profundos, têm olheiras que nunca desaparecem.
Tem uma marca de nascença atrás da orelha direita, pequena e clara e uma cicatriz no joelho esquerdo de um tombo misterioso quando era pequena.


— História do Personagem:

01 de Janeiro de 2004 – 00:45 am| Algum lugar da Grécia.
A noite estava estranhamente escura, as ondas do mar quebravam na praia com uma violência inusitada para aquele lugar e fazia frio, o que é comum para a época. Era ano novo e ao fundo ouviam-se os sons animados dos turistas que comemoravam na vila próxima, mas ali, parado na penumbra da noite, permanecia um homem ereto e em silêncio, apenas a observar o horizonte com seus próprios pensamentos. Seu nome era Rafael, vindo de um lugar distante para estudar e para sua surpresa encontrou muito mais que arquivos e papiros antigos em sua viagem à Grécia.
Era possível deduzir que ele esperava alguém, pois olhava para o lado direito da orla de tempos em tempos. E cinco minutos depois, a dedução conclui-se por correta, pois ao fundo uma imagem surgiu e avançava aos poucos, trazia nos braços um pacote pequeno e enrolado em um pano.
Rafael olhou para a figura e permaneceu parado, esperando-a avançar e quando chegou perto o suficiente para seu rosto ser banhado pela luz da lua, ele sorriu carinhosa e pesarosamente para ela.
Era uma linda mulher, de traços leves, mas que exalava um poder e presença tremendo e nos braços ela trazia uma criança que ressonava delicadamente.
- É ela? – ele falou com a voz rouca, como se tivesse arrancado o som do fundo da garganta.
- É ela – respondeu a mulher  – Eu sabia que iria acontecer, eu senti. Desde que nos conhecemos.
Os dois permaneceram o que pareceram horas encarando a criança em total silêncio, então o homem tomou a iniciativa e estendeu os braços, reclamando a criança. Ao pegá-la, sentiu uma sensação estranha nos braços e toda a dor que sentira nos últimos dias desapareceu, ao ver aquela pequena vida em seus braços. – Ela é real? – perguntou-a ainda admirado.
- Sim! – respondeu a voz embargada – Tão real quanto você e...
Ele levantou os olhos e disse: - Quanto você? Tão real quanto você, Atena?


Um dia qualquer em meados de 2014 | Brasil
- Emmanoele, o café da manhã está pronto! – gritou Rafael ao pé da escada. Ele estava engraçado, usava por cima do vestuário devidamente alinhado um avental amarelo com bolinhas brancas e corria de um lado para o outro preparando o café da manhã de sua filha – Vem logo! – replicou ele mais uma vez.
No andar de cima, atrás da terceira porta à esquerda, alguém já estava acordado há muito tempo. – É claro, como não pensei nisso... – disse uma voz fininha carregada de descrença.
Seu nome era Emmanoele, filha de Rafael e de uma mulher que em algum momento teve de ir embora, deixando os dois para trás. O que não seria um problema é claro, a não ser quando você abandona uma criança com um doutor em Antiguidade Clássica que o máximo que sabia de cozinhar era fazer macarrão e sobre cuidar de crianças é que elas choram quando têm fome.
- Pai, por favor, eu já pedi para deixar isso comigo! – gritou ela, enquanto levantava de seu assento com um salto e corria porta afora. Era assim entre eles: assim que a garota completou oito anos assumiu a cozinha, ia para a escola sozinha e se virava muito bem, obrigada. Assumir a cozinha foi um caso de vida ou morte, seu pai era péssimo quando cozinhava.
Ao chegar ao local, encontrou-o vestido para o trabalho e arrumando a mesa do café da manhã - Roubando minhas obrigações, mocinho! – falou.
- Um mimo para alguém muito especial que entrou para a turma avançada de História – disse ele encabulado e ela sorriu.
Seu pai estava orgulhoso, ela havia entrado numa turma avançada de seu colégio, com apenas dez anos – Às vezes, você age como se fosse adulta... Cedo demais. Só tem dez anos, devia brincar mais ao invés de ficar traduzindo textos antigos...
E aí ele chegou ao ponto que queria. Seu pai estava estranho fazia algum tempo, mais nervoso e ansioso para algo que nunca chegava. E nos últimos dias, ele estava tentando mudá-la, o que era completamente anormal, pois seu pai tinha muito orgulho dela, mas ele tentava obrigá-la a fazer coisas que simplesmente não gostava.
- Mas, eu brinco, pai... – replicou a menina sentando-se numa cadeira da confortável cozinha deles – Só não como outras crianças, ué.
Rafael olhou para a menina carinhosamente, ela tinha os mesmo olhos da mãe: profundos e que pareciam guardar um enorme segredo.
Ele a educou em casa até que ela simplesmente bateu o pé e disse que queria ir a uma escola de verdade. Desde então, já passou por diversas escolas, no começo ele não entendia, pois reconhecia nela uma inteligência fora do normal.
Um dia conversou com a diretora de uma das escolas e ela lhe explicou: TDAH. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, um palavrão. Ela não conseguia ficar parada, sua cabeça trabalhava de modo diferente, ela pensava na resolução antes de pensar no problema em si, tinha problemas para se relacionar.
Olhou-a dar uma mordida no pão meio desconfiada e sorriu ao ver sua expressão de alívio ao perceber que estava comível o alimento.
Ele não acreditava no que diziam sobre sua filha, já a virá realizar coisas humanamente impossíveis e lembrou-se de algo há muito esquecido, alguém dizendo que ela seria diferente.
- Pai, não acredita... – tagarelou Manu – Ontem eu estava jogando online e fiz uma jogada perfeita, planejei semanas... E não deu certo. Tinha certeza de que havia algo errado, passei quase a noite toda e agora de manhã analisando e encontrei um erro tão bobo. Um bug de tempo no sistema. Meu ataque demorou um segundo para ser efetivo, assim atrasou a condução da força, logo, foi direcionado para outro local. Uma coisa tão simples, né? Já mandei uma mensagem para o Adm, aí aí...
Rafael sorriu tendo a plena certeza de que se há algo de diferente e especial no mundo sua filha faz parte.

Férias de verão — 2018 | Em algum lugar do EUA.
Todos arfavam descontroladamente, Emmanoele sentia seu coração bater tão forte em seu peito e sua pulsação causava uma sensação estranha em seus ouvidos. Ela estava sentada no chão, suja de barro e com um corte profundo no ombro, porém estava dispersa.
As cenas passavam repetidamente em sua mente, desde que saíra de sua casa no Brasil para passar férias num “acampamento de prodígios”, foi exatamente nesse momento que tudo ficava estranho.
- Ér... Manu – começou uma voz ao fundo que a tirou do transe, era Peter, seu amigo que fugiu com ela e a ajudou.
- Górgona. Era uma górgona? – perguntou desorientada, sem tirar os olhos do amigo.
Os dois haviam se conhecido no acampamento, tornaram-se amigos, frequentavamos atividades juntos e se escondiam dos valentões, também. E naquele dia haviam fugido da orientadora que se transformou em uma górgona! Amizade boa é assim!
- Era sim! – respondeu uma segunda voz e, então, Manu olhou para o lado e percebeu que não estava sozinha com Peter, quem lhe falara foi um rapaz alto e forte, ao seu lado havia outros meninos e meninas com espadas e armaduras – E foi muito esperta, foi um bom plano para conseguir escapar. Uma de nossas equipes terminou de lidar com o monstro...
- Lidar? Equipe? – replicou a menina ainda aturdida.
- Sim! – falou ele saudando-a – Bem-vinda ao acampamento Meio-Sangue, semideusa!
Nesse momento foi como se finalmente houvesse caído a ficha, ela não estava sonhando e era realmente verdade toda aquela situação, aquele lugar, as palavras de seu pai e Peter. Ela realmente havia enfrentado uma górgona que tentou arrancar-lhe a cabeça em vingança a algo no passado... Ela era filha de uma deusa.
- Obrigada – disse ela se levantando ainda tonta – Ainda estou meio perdida...
- É normal – replicou Peter dando apoio à menina – Mas, nós iremos te ajudar, estou aqui para isso. Vou te levar a enfermaria, depois vamos conversar sobre sua mãe deusa e onde você irá ficar até ser reclamada...
- Peter? – disse o menino que havia saudado Manu, apontando o dedo para o alto – Não será necessário, ela já tem um chalé e já sabemos de quem é filha.
A menina seguiu o olhar do garoto mais velho e voltou seus olhos ao céu, podendo ver nitidamente o contorno de um símbolo contrastando com o azul anil, era cinza e dourado, ele tremeluziu e desapareceu. Parecia de prata e bronze, palpável, continha um escudo, com uma coruja e uma serpente, formando um símbolo trabalhado.
Todos pareciam encará-la, ela reconhecia aquele símbolo, mas se quer ousava pensar nessa possibilidade... – Saudações a nossa mais nova companheira – disse Peter orgulhoso – Saudações a Emmanoele, filha de Atena.

OBS :
Observações: Oi oi, avaliador. Serei breve, só tenho duas coisas para abordar. Primeiramente,
as datas. Eu usei as datas temporais normais, pois como sou nova e ainda estou apanhando para entender o fórum e achar todas as informações, então não consegui encontrar ano que estamos em ON.
E o outro assunto: eu fiz a narração da história em terceira pessoa e ousei um pouco. Na primeira parte, fiz a terceira pessoa como alguém realmente de fora, sem tomar partido ao descrever tudo. Na segunda, mesmo usando este tipo, fiz focada no pai da Emmanoele e na terceira focada na minha personagem em si. Geralmente, não uso esse tipo de narração, mas para contar uma história, preferi assim. Isso é tudo, obrigada e estamos aí!
Percy Jackson RPG BR
Emmanoele Dal'Evedove
avatar
Filhos de Atena
Mensagens :
10

Localização :
chalé 06

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Sex 12 Jan 2018, 03:26

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Emmanoele Dal'EvedoveAprovada como filha de Atena

Foi uma ficha simples, cuja trama ainda poderia ser melhor explorada; mas foi o suficiente para uma aprovação. Você conseguiu abordar todos os detalhes essenciais da ficha, e deixou bem clara a personalidade da personagem. Devo admitir, aliás, que gostei bastante da forma como narrou de diferentes perspectivas.

Eu apenas achei estranha a reação da personagem ao descobrir ser uma semideusa (foi algo meio "ah, de boa, deuses são reais, ok", que não seria muito normal), mas enfim, não foi nada que pesasse para uma possível reprovação. Não tive muito o que falar, de verdade; e, sendo assim, meus parabéns e seja bem-vinda.

Alaric L. Morningstar
avatar
Líder dos Feiticeiros
Mensagens :
1087

Localização :
Hollywood Hills, LA.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andy Westwood em Sex 12 Jan 2018, 19:16


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Dionísio. Achei que pode combinar com o estilo de personagem que gosto de criar, mais espontâneo e divertido.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

— Físicas: A junção dos genes mortais de Jane e dos divinos de Dionísio teve um ótimo resultado. Andy é um  garoto de pele clara, com as bochechas coradas como se sempre estivesse sob efeito de álcool. Os cabelos lembram muito os do pai, encaracolados e acastanhados. Os olhos são escuros e rápidos, eufóricos o tempo todo. Os traços são harmônicos e bastante atraentes. Como usa a própria imagem no dia-a-dia, cuida do corpo. As vantagens de ser um semideus o ajudam a parecer sempre atlético e com tudo definido e no lugar.

— Psicológicos: A insânia de Dionísio pode ser bem representada em Andy. É um adolescente que faz tudo para ser notado, principalmente em festanças, o que adora e vive por. Como qualquer outro filho de Dionísio, seu hobby é ficar bêbado, apesar de ser muito mais controlado que os outros adolescentes da sua idade sob os efeitos do álcool. Seu talento para a atuação pode facilmente ser visto em seus vídeos no Youtube, em que chora, ri e age como doido deliberadamente, tudo para conseguir mais visualizações. Apesar de tudo isso, tem a personalidade extrovertida de uma índole bondosa.

— História do Personagem:

Andy levou uma vida mortal por um tempo longo demais. Começou a apresentar ameaça ao mundo dos semideuses quando começou a compartilhar os acontecimentos extra-mortais com o mundo todo. O alcance de seu canal, com onze milhões de inscritos, chamou a atenção até de quem não deveria. Mesmo sem saber de nada, fez um acontecimento gigantesco.

Ele foi interrompido quando foi denunciado por vários internautas sob a punição de mensagem enganosa. Não era muito difícil de duvidar que baratas saíam do bueiro e se tornavam cachorros ensanguentados. Mas tudo ia muito além. Ele descrevia sensações estranhas e, para sua idade, tinha um comportamento boêmio que extrapolava todos os limites. Por incrível que possa parecer, seus pais nunca criaram um problema ao redor disso. Talvez soubessem que o furacão Andy era impossível de ser parado.

Começou a perder seguidores repentinamente. Não esperava que aquilo fosse, na verdade, uma intervenção dos próprios deuses para tentar impedir o fenômeno Andy de destruir as barreiras da névoa. Nem mesmo os lendários do Olimpo foram capazes de parar um adolescente com acesso à internet sem uma intervenção direta. Foi quando o próprio pai do menino, Dionísio, foi notificado sobre sua prole incontrolável.

Dionísio primeiro apareceu como um felino para monitorá-lo. Andy, sempre um enxerido nato das boas causas para ganhar visualizações, passou a investigar suas visitas anormais. O pai, então, se transformou em alguém com a aparência humana para poder ter uma conversa mais próxima com seu herdeiro. Foi no próprio quarto de Andy que tudo aconteceu. Ele se lembra com os mais claros detalhes do ocorrido que já faz um aniversário de duas semanas.

"Cale a boca, pirralho, me deixe falar. Se abrir a boca de novo eu transformo você em uma lagartixa comedora de insetos!" Era o próprio Dionísio que o repreendia, sempre muito compreensível e afável. Ele perdeu a paciência porque Andy fazia perguntas demais. Como pode um menino que faz vídeos de dança e maquiagem ser tão espertinho?

Foi somente sob uma ameaça que Andy ficou quieto. Não chegou a acreditar em tudo logo de cara, sobre ser filho de um deus, porque sempre acreditou ter um pai, que sempre foi uma ótima companhia, à propósito. Mas deu mais lado para o discurso assim que Dionísio pediu para que a mãe do rapazinho, Jane, contasse toda a história.  

Andy enfim acreditou. Mesmo sem entender muita coisa, mas passou a ter em sua mente que tinha, agora, dois pais, apesar de um deles ser um completo vagabundo. Não desenvolveu muito gosto por Dionísio à princípio, principalmente depois que foi quase obrigado a ir ao Acampamento Meio-Sangue, ficar na custódia de bichos estranhos durante todo o verão.

Ele relutou e lutou para não ter de ir, mas os pais – os de verdade, que estiveram presentes sua vida toda – o convenceram – inclusive seu padrasto, que acabou participando de toda a história desde o começo. Logo que chegou, sem muitos problemas, já que tinha sido escoltado por um garoto-bode e outro meio-sangue, um par de vinhas brilhou sobre sua cabeça. Foi bem recebido e estranhamente bem tratado, mas associou ao fato que soube logo em seguida: seu parente divino era o atual diretor do Acampamento, em forma de punição.

Andy talvez nunca deixe de ser um problema aos deuses, apesar de estar andando na linha. Ele sempre acaba inventando alguma maluquice digna dos filhos de Hermes, com quem acabou se dando muito bem, por sinal, principalmente por eles sempre conseguirem um meio de acessar a internet. Não deixou o canal de lado, apesar de agora focar muito, muito mais nas maquiagens e nas danças por pura e espontânea pressão dos poderosos. Sem esquisitices sobre um mundo completamente diferente por um bom tempo. Sabe-se lá até quando.
Percy Jackson RPG BR



Andy Westwood
avatar
Filhos de Dionísio
Mensagens :
5

Localização :
uuh gurl

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Sab 13 Jan 2018, 19:23

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Andy WestwoodAprovado como filho de Dionísio

Foi uma ficha muito boa, que fugiu daquele padrão/clichê pros semideuses, você foi mais o lado mortal das coisas. Gostei bastante do que li, e não encontrei nenhum erro — apenas achei curta, o enredo poderia ser mais explorado (como disse pra Emmanoele lá em cima); mas, ainda assim, não há motivos para reprová-lo. Meus parabéns e seja bem-vindo.

Alaric L. Morningstar
avatar
Líder dos Feiticeiros
Mensagens :
1087

Localização :
Hollywood Hills, LA.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ares em Sab 13 Jan 2018, 19:29


atualizado




EU SOU TIRANO.
Ares
avatar
Administradores
Mensagens :
1913

Localização :
Na guerra mais próxima de você

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 16 de 16 Anterior  1 ... 9 ... 14, 15, 16

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum