Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Hera em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.




 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 



Deuses / CriaturasAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresComum
Centauros(as)Comum
DeimosComum
DeméterComum
DespinaRigorosa
DionísioComum
Dríades (apenas sexo feminino)Comum
ÉoloComum
EosComum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)Comum
HadesEspecial (clique aqui)
HécateRigorosa
HéraclesComum
HefestoComum
HermesComum
HéstiaComum
HipnosComum
ÍrisComum
LegadosComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
NyxRigorosa
PerséfoneRigorosa
PhobosComum
PoseidonEspecial  (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)Comum
SeleneComum
TânatosComum
ZeusEspecial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses, criaturas ou legados. Aqui, ressaltamos e relembramos a existência de um sistema de Legados no fórum. Com as recentes mudanças na ambientação do fórum, também, deixamos aqui explícito que os novatos que decidirem seguir para o acampamento, estarão vivendo sob a tutela e regência de Éris. Os que desejarem ser guiados por Quíron e campistas aliados do Olimpo, devem seguir para o Clube da Luta. Mais informações no tópico de trama geral do fórum.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dante Hale em Ter 08 Nov 2016, 21:15

+ por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

     
Apolo. Honestamente, uma das primeiras coisas que eu quis trazer ao meu personagem foi sua autoconfiança que o faz parecer um pouco arrogante, e acredito que o deus do Sol seja a alternativa que mais combina com Dante e sua personalidade.



+ características físicas:

     
Dante é um garoto pequenino, com menos de um metro e sessenta de altura e estrutura óssea diminuta, quase podendo ser comparada com a de uma menina. Aos dezessete anos, o jovem possui feições um tanto infantis demais para a sua idade, o que acaba contrastando com sua personalidade atrevida.
     Mesmo não tendo uma aparência exatamente dentro dos padrões de beleza masculinos impostos pela sociedade, Hale não se considera uma pessoa feia – pelo contrário, ele vê mais perfeição em seus olhos azuis e sorriso um pouco torto do que no bronzeamento artificial que a maioria dos outros garotos ostenta – e não tem vergonha de sair pelas ruas usando uma blusa listrada e com uma bolsa de grife no ombro, tanto faz se ele é zoado de “gay” no sentido pejorativo inexistente por isso.



+ características psicológicas:

     
Diferente da maioria dos adolescentes de sua idade, Dante é um menino muito confiante. Ele sabe quais são suas capacidades e não tem medo de usar sua aparência frágil para tirar vantagem de pobres inocentes. Sendo um homossexual assumido, o adolescente já teve que lidar com preconceito diversas vezes em sua vida, porém ele está sempre muito ocupado sendo fabuloso para se preocupar com a opinião de reles mortais nazistas com vidinhas medíocres.
     Ele é, além de confiante, extremamente preocupado com moda e vestuário. Dante Hale nunca repetirá a mesma combinação de roupas duas vezes, e sua situação financeira um pouco melhor do que a da maioria o ajuda com sua extravagância. Na opinião dele, uma estrela ainda não descoberta deve estar preparada para qualquer ocasião, e o único jeito de garantir isso é vestir-se de modo adequado.
      Para honrar o seu nome, Dante desde pequeno se interessou pelo poder das palavras escritas, e começou a inventar histórias logo quando ingressou no primário. Porém, durante o ensino médio, o pequeno Hale acabou por descobrir sua verdadeira paixão: a música. Desde então, seu maior sonho se tornou entrar na Broadway e ser reconhecido por sua voz.
+ história do personagem:

     
Dante sorriu, tremendo levemente enquanto sentia o garoto da sua classe de Química distribuindo beijos pela extensão de seu pescoço. Não fazia ideia de como eles haviam acabado ali, matando aula no galpão perto da escola, porém isso não lhe era tão importante assim. Contanto que ninguém os encontrasse, ficaria tudo bem.
     — Ok, já chega – ele murmurou com um sorriso travesso enquanto abaixava as mãos que tentavam tirar o seu casaco, observando a expressão confusa no rosto do garoto – Eu posso ser visto como um imoral por aquela escola inteira, mas ainda não estou desesperado o suficiente para deixar as minhas roupas novas nesse chão todo sujo.
      Despediu-se do colega de classe após prometer que continuariam de onde pararam mais tarde naquele dia, e o observou afastando-se, orgulhoso de si mesmo por ter conseguido um carinha extremamente atraente para ser seu passatempo da vez. Como Química era a última aula, ele estava livre para almoçar longe daqueles vermes que estudavam consigo e poderia ficar de bobeira por algumas horas antes de ir para a aula de canto. Entretanto, parecia que os astros não estavam muito felizes em cooperar com seu plano, e colocaram um empecilho travestido como um garoto de muletas no seu caminho. Fantástico.
     — Com licença, por acaso o senhor seria Dante Hale? – o ser inferior perguntou, e o pequeno Hale apenas revirou os olhos, pensando na quantidade de batata frita que ele poderia estar colocando em seu prato agora se não fosse aquela pessoa querendo bater papo.
     — Sou eu mesmo, mas ao menos que você seja um olheiro da Broadway, eu não estou interessado. – ele suspirou e já estava pronto para dar o fora de lá quando sentiu o estranho o puxando pelo braço até uma área mais afastada.
     Espera, aquele cara usando muletas realmente achava que poderia estuprá-lo no meio do dia só o levando até um cantinho escuro?
     Felizmente, parecia que o ser humano mal-vestido realmente só queria conversar e decidira parar pobres inocentes no meio da rua ao invés de procurar um psicólogo. Por um momento, Dante pensou ter visto o menino sorrir, mas logo seu rosto já estava sério novamente.
     — Um típico filho de Apolo, claro. Você vem comigo. – ele voltou a puxar Dante pelo braço, irritando o pequeno, que se soltou com uma expressão de desgosto em suas feições.
     — Escute bem, eu não vou a lugar algum com você. Se o seu problema é não ter ninguém para conversar, ok, eu sinto muito, você é meu convidado para vir comigo e me assistir almoçar, mas eu não garanto que vou dar atenção para os seus problemas. Agora, se você tocar em mim de novo, eu chamo a polícia.
     Desta vez, o adolescente teve certeza absoluta que o aleijado havia sorrido. Talvez ele fosse um tipo de maníaco que gosta de receber ameaças antes de esfaquear suas vítimas trinta e oito vezes e queimar os corpos para acabar com o DNA. Fazia sentido.
     — Almoçar, então. Vamos lá. – o estranho concluiu, esperando que o indefinido começasse a andar.
     Arqueando uma sobrancelha, Dante o guiou até seu restaurante favorito, movendo-se em passos largos para tentar despistar ou cansar seu companheiro, porém aquele garoto era rápido demais para alguém com muletas. Ele poderia ser um maratonista, não que isso importasse.
     A caminhada durou poucos minutos, e logo o pequeno Hale já tinha um prato recheado de batatas fritas com queijo e macarrão na sua frente, pronto para devorar sua refeição e ainda descolar uma sobremesa no final. Por algum motivo que não o interessava, o aleijado dissera que estava sem fome e somente tomava curtos goles de suco.
     — Qual o seu nome, afinal? – Dante perguntou entre garfadas, já que ele ainda estava se referindo ao outro garoto como “ser humano do casaco horrendo” em seus pensamentos.
     — Arthur, mas pode me chamar de Artie, se quiser. – ele respondeu de modo distraído, ocupado com o barulhinho irritante que seu canudo fazia ao tentar sugar o líquido.
     — Não quero – Dante comentou em voz baixa e fez uma careta – Como você sabe quem eu sou, afinal?
     E lá estava o sorriso de novo. Arthur era estranho, mas nada comparado com a maioria dos alunos da escola na Educação Física.
     — Saber o nome de pessoas como você é basicamente o meu trabalho – o maior respondeu, deixando uma leve risada escapar ao ver a interrogação no rosto do outro – Semideuses, Dante. No seu caso, filhos de Apolo. É meu trabalho te levar para um lugar onde você possa estar seguro.
     — E que lugar seria esse? Broadway? – o estudante questionou, colocando uma grande quantidade de macarrão na boca enquanto franzia a testa. Ele estava almoçando com alguém que usava muita cocaína, fascinante.
     — Você irá para o Acampamento Meio-Sangue. É um lugar onde existem outras pessoas que também são filhas de deuses, incluindo os seus irmãos. Esse é o único jeito de proteger, Hale, e a sua mãe concorda com essa decisão. Margot é uma boa pessoa.
     Hale parou de mastigar instantaneamente e arregalou os olhos, empalidecendo como se tivesse visto um ghoul andando pelo restaurante. Como Arthur sabia o nome da sua mãe?
     — V-Você a conhece? – ele se permitiu perguntar em voz baixa após respirar fundo.
     — É claro que conheço, eu não poderia te levar sem a permissão dela. Mas aconselho que termine o seu prato logo, é uma viagem longa e eu preciso te entregar são e salvo até o anoitecer.
     Comer rápido causava indigestão. Droga.


     
Era uma viagem de poucas horas, e Arthur dirigia tão rápido que fez o estudante se perguntar da quantidade de multas que ele já recebera. Está certo que, de acordo com o garoto que se revelara um sátiro – seja lá o que isso for – eles estavam atrasados, mas se envolver em um acidente de carro não aceleraria o processo.
     No banco de trás do carro, Dante mantinha-se entretido com um episódio de Kuroshitsuji, um anime qualquer que estava disponível para assistir on-line. Desse jeito, ele conseguia evitar qualquer conversa e arranjar um novo vício ao mesmo tempo, além de ser um modo prático de não prestar atenção no movimento do veículo e acabar vomitando. Era ganhar/ganhar.
     Talvez ele fosse louco por ter concordado em acompanhar um estranho com cara de drogado numa viagem para o meio do mato só porque ele sabia o nome de sua mãe, mas Dante era um garoto extremamente curioso e tinha plena consciência de que não conseguiria dormir sem saber o final dessa história que daria um filme de fantasia. Ou até mesmo uma série de livros.
     Quando estava prestes a adormecer, Dante ouviu seu nome sendo chamado pelo outro garoto, que havia acabado de parar o carro.
     — Chegamos!
     O pequeno Hale abriu a porta do carro e pulou para fora, olhando ao redor. Só podia ser piada, eles estavam no meio de uma floresta! Era como se Arthur tivesse o levado para as gravações de um live-action do Tarzan. Onde estavam os figurinos e as câmeras?
     — Então, é aqui que você me estrangula e depois corta o meu corpo em partes e dá para as cobras comerem? – ele perguntou para o sátiro, torcendo o nariz.
     — Não, criança – Arthur respondeu, com um sorriso largo delineando seus lábios – Este é o Acampamento Meio-Sangue.
     E com essas palavras, Dante começou a se sentir meio tonto. Havia algo, um símbolo ou coisa parecida, brilhando no topo de sua cabeça, e ele tinha a sensação de ter bebido cinco doses de vodca seguidas e depois ter passado horas em um touro mecânico.
     — Agora você é oficialmente um de nós, filho de Apolo – ronronou uma voz feminina que não possuía rosto, muito provavelmente por estar logo atrás de Dante.
     Após isso, ele desmaiou.
Dante Hale
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Localização :
Acampamento meio-sangue.

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Nataniel Rodrigues em Sab 12 Nov 2016, 00:34

Ficha de Reclamação
Por qual deus você deseja ser reclamado e por quê?
R: Apolo, pois ele é o deus da arquearia, do sol e da medicina, e eu acho que essas características combinam bastante comigo.
Características físicas:15 anos, pele clara, olhos castanhos, altura mediana de 1,56 m, corpo normal (nem muito gordo, nem muito magro), cabelo castanho claro encaracolado.
Características Psicológicas (Personalidade): Sou alegre e bem extrovertido (menos quando o assunto é amor), gosto de fazer piadas e deixar as pessoas felizes e sou bem otimista, sou leal aos meus amigos e valorizo muito a lealdade, adoro ficar ao ar livre, mas também gosto bastante de ficar perto das máquinas.
História
Era uma vez uma mulher chamada Marilane Rodrigues, uma ótima cientista e projetista de maquinas, ela era linda com seus longos cabelos castanhos claros quase loiros, ela adorava música, principalmente a banda Bon Jovi.
No ano de 1995 no show de sua banda favorita, em Londres, Marilane estava curtindo o seu show quando percebe uma cutucada nas costas, ela vira para ver o que é e se depara com um cara alto, esbelto, de cabelo cacheado e loiro, de aproximadamente uns 25 anos, vestindo uma camisa de manga comprida rocha, calça jeans e tênis preto dizendo:
-Hum... olá.
-Oi. Respondeu ela um tanto desconfiada.
-O que uma garota como você faz num lugar como esse? Perguntou o homem
-Como assim uma garota como eu?
-Bom, como eu pude ver, você não se encacha no perfil de "rockeira".
-Ah, todos dizem isso, eu só tenho um gosto peculiar para música, mas você também não está exatamente vestido de acordo com o local. Disse ela, apontado para ele num tom sarcástico.
-Touché.
-Bem... você ainda não me disse seu nome... Disse ela
-Oh perdão, meu nome é Afonso. Mentiu ele, que na verdade se chamava Apolo.
-Que belo nome, o meu é Marilane
-Quer sair para comer alguma coisa depois do show? Perguntou Apolo.
-Para falar a verdade, quero sim, ficar no meio de toda essa gente me deu fome.
E foi assim que nasceu uma linda amizade entre um deus e uma cientista, e dessa amizade nasceu o amor, e esse amor deu frutos.
Até que na noite do dia 14 de fevereiro de 2001, Marilane entra em trabalho de parto, mas Apolo não está presente, ela passa por um parto difícil sem o seu amado, mas ao final do parto Apolo chegou correndo no hospital, e quando chegou à porta da sala ouviu um som diferente, delicado, um choro, e foi quando ele se encheu de alegria, pois a criança havia nascido, mas também de tristeza, pois aquela criança iria crescer sem um pai, sem uma pessoa em quem se espelhar. Ele entrou no quarto e viu Marilane com seu bebê no colo e disse:
-Ele tem os seus olhos.
-É. Respondeu ela com voz de cansaço.
-Já decidiu qual vai ser o nome? Perguntou o deus
-Sim, ele será Nataniel, Nataniel Rodrigues.
-Rodrigues deve ser um sobrenome muito comum, não é? Eu me lembro de conhecer alguém com esse nome, só não me lembro quem...
-Seria... Mauro Rodrigues, um dos semideuses e filhos de Atena mais inteligentes, da história?
-Ele mesmo, eu me lembro de como a estratégia dele foi crucial contra a ditadura... Pera aí?!?! Como você sabe sobre semideuses?
-Eu sou a filha de Mauro, e aprendi muito sobre os deuses, meu querido Apolo.
-Então se você sabe até quem eu sou... deve saber o que acontece agora, certo? Perguntou Apolo.
-Sei, infelizmente.
-Posso perguntar mais uma última coisa? Alguém já conseguiu usar a Luz do Amanhã? Preguntou ele
A Luz do amanhã era um arco mágico que foi dado de presente à família Rodrigues por Apolo após sua extrema ajuda na guerra contra os gigantes.
-Infelizmente, ainda não. Respondeu ela
-Entendo... Adeus.
Após essa despedida, o tempo se passou, e Nataniel já estava com 15 anos e estudava numa escola chamada Colégio Cenecista Felipe Thiago Gomes, na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, lá ele tinha muitos amigos, mas em especial Raphael e Isabela. Raphael era seu amigo de infância inseparável, e Isabela era uma garota misteriosa e não muito sociável que havia chegado na escola naquele ano, mas nada como um pouco de simpatia para fazer qualquer pessoa se abrir. Havia também um garoto, Gean, ele era alto, forte, mas o tamanho de seu cérebro compensava seu corpo, ele praticava bastante bullying com Nataniel, que, como era menor e mais fraco, não podia fazer muito a respeito, mas ele se vingava do seu jeito, às vezes tacando pedras na janela da casa de Gean com seu estilingue, e às vezes apenas abaixando a moral dele perto dos amigos.
Certo dia, após bater o sinal do intervalo, todos da sala de aula desceram para o pátio, menos Nataniel, ele esperou todos descerem, e quando estavam só ele e Raphael na sala, Nataniel o chamou e tirou seu estilingue do bolso, foi até o corredor, e mirou lá para baixo:
-Onde você está? Disse ele baixinho para si mesmo
-A qualquer momento ele deve passar. Respondeu Raphael
E lá estava ele, Gean estava passando lá embaixo com uma lata de Coca-Cola na mão conversando com seus amigos.
Nataniel preparou o tiro, e respirou fundo.
-Você não planeja acertá-lo daqui não é? Perguntou Raphael
E, naquele exato momento, Nataniel soltou a corda do estilingue, fazendo a pedrinha voar na direção, não de Gean, mas sim de seu refrigerante.
-Não só planejo, como já acertei. Respondeu ele com um sorrisinho no rosto
E no momento em que a pedrinha se encontra com a lata, explode refrigerante para todo o lado, principalmente no rosto de Gean, que imediatamente já sabe quem foi que fez aquilo, e nesse momento ele percebe que suas suspeitas estavam certas, nenhum ser humano normal acertaria aquele alvo tão de longe, ele percebeu que era hora de agir.
Nataniel e Raphael estavam caindo na gargalhada quando uma inspetora chegou e os avisou que eles deveriam descer, pois nenhum aluno pode ficar na sala durante o intervalo, e foi o que eles fizeram. Lá embaixo eles veem Isabela conversando com Gean e vão averiguar a situação, Isabela percebe a aproximação deles dois e se vira dizendo:
-Ah, oi! Eu estava procurando vocês por toda parte.
-O que você estava falando com ele? Perguntou Nataniel inclinando a cabeça na direção de Gean.
-Ah, eu estava confirmando uma coisa.
- O que exatamente você estava confirmando? Perguntou Raphael desconfiado
-Que era a hora de agir! Respondeu ela.
E naquele momento, ela começou a se transformar, sua pele foi ficando verde e cresceram caudas de cobra no lugar de suas pernas, ela pulou em cima de Nataniel que estava paralisado de medo, mas Raphael pulou e deu uma voadora de duas pernas nela fazendo-a cair para trás e gritou ofegante:
-Corre Nataniel!
E ele o fez, saiu correndo em direção à saída da escola. Enquanto corria, olhou para trás e viu seu amigo lutando com o que já fora Gean, mas não havia mudado muito, apenas cresceu mais e no lugar dos dois olhos agora haviam só um, o monstro foi jogado para trás por... aquilo era uma Árvore?!?!
Ele conseguiu sair da escola com segurança e se virar a tempo de ver Raphael tocando o que parecia uma flauta, comandando as árvores para prender os monstros e correr até ele, quando Raphael chegou perto, Nataniel percebeu uns rasgos nas calças do seu amigo, e o que tinha em baixo delas não era exatamente humano.
-Cara... A sua calça...
-Droga, ela era minha favorita. Respondeu ele, tirando a calça e jogando-a de lado, revelando suas pernas peludas, e cascos no lugar dos pés.
-Wow, que maneiro! Você é um... como se chama mesmo? Fauno, igual ao do filme “As crônicas de Nárnia”. Disse Nataniel entusiasmado.
-Não cara, pelo amor de Pã, sátiro, sou um sátiro, não me confunda com aqueles inúteis que só sabem vagabundear por aí. Respondeu Raphael
-Não vejo muita diferença... disse Nataniel sarcasticamente.
- Ha, Ha, Ha. Não temos tempo para isso cara, aquilo não vai segurá-los por muito tempo, temos que ir até a sua casa, rápido.
-Ir até a minha casa, por quê?
-Precisamos falar com a sua mãe.
E eles o fizeram, mas como a casa de Nataniel era à umas duas ruas a escola, não foi tão difícil de chegar até lá. Ao chegar, ele abriu a porta com força e sua mãe foi vê-lo:
-Já em casa filho? Perguntou Marilane
-Olá Sra. Rodrigues, nós temos um probleminha, Nataniel foi descoberto. Interrompeu Raphael
-Eu temia que esse dia chegasse, temos que mantê-lo seguro.
-Pera aí, me descobriram? Levar para onde? O que está acontecendo? Perguntou Nataniel, confuso com toda essa história.
-Parece que já está na hora de você saber. Você lembra de sempre me perguntar sobre seu pai? E que eu só respondia que ele que nos abandonou?
-Lembro.
-Então, essa parte é verdade, mas o motivo por ele ter nos abandonado é bem simples, o nome de seu pai é Apolo, deus grego do sol, por isso ele não podia ter uma família mortal e foi embora.
-Não acredito. Disse Nataniel espantado.
-Acredite depois, não há tempo para isso venha. Disse Marilane.
Após isso ela foi até a parede, apertou um pequeno quadrado destacado da pintura e abriu-se um buraco ao lado do tamanho de uma porta, e entrou por dentro dele:
-O que estão esperando? Venham. Disse Marilane.
E eles entraram. Chegando lá embaixo eles se depararam com um grande laboratório de pesquisas com várias máquinas, e várias espadas, adagas e arcos pendurados nas paredes e, num canto um pouco mais afastado, havia um pedestal com uma almofada, e encima dessa almofada havia um pedaço de madeira encurvado e encrustado de ouro nas pontas, em seu centro a madeira se dividia em dois e depois se juntava novamente formando um tipo de anel, parecia um arco, mas não havia corda:
-Aqui é o antigo laboratório secreto do seu avô, era aqui que ele trabalha com as coisas mitológicas, e por sinal, ele também era semideus. Disse Marilane.
-Eu sabia que o vovô era inteligente, mas isso? É de deixar qualquer um louco. Exclamou Nataniel
-E o que é aquilo ali no canto? Perguntou Nataniel apontando para o pedestal.
-Aquilo é um arco mágico, que seu próprio pai forneceu à nossa família há milhares de anos, como forma de gratidão por tê-lo ajudado, mas ele disse que só aquele com a melhor pontaria da família poderá usá-lo, seu nome é Luz do Amanhã. Chega de enrolação, temos que nos preparar. O que vamos enfrentar Raphael?
-Uma dracaena e um ciclope. Respondeu o sátiro.
Após isso, pôde-se ouvir um estrondo gigantesco vindo da parte de cima casa.
-Parece que nossos visitantes chegaram. Disse Nataniel.
Marilane pegou duas adagas de bronze, as entregou para seu filho e disse:
-Fique aqui dentro e não saia em hipótese alguma.
-Mas eu quero ajudar! Protestou ele
-Você já estará ajudando bastante ficando seguro aqui embaixo. Está pronto Raphael?
-Só preciso da minha flauta, vamos, temos que protegê-lo. Respondeu Raphael.
Então, subiram Raphael, equipado apenas com sua flauta, e Marilane, equipada com sua espada e escudo de bronze celestial, enquanto Nataniel ficou lá embaixo com a porta trancada. Passaram-se uns três minutos após eles saírem e Nataniel só escutava estrondos muito altos e barulhos de coisas quebrando, então ele resolveu abrir a porta para ajudá-los, pois eram seus amigos e não podia deixá-los na mão. Ele abriu a porta, subiu as escadas e se deparou com a casa toda destruída, sua mãe desmaiada num canto da sala e seu melhor amigo sendo estrangulado pelo ciclope, ao ver aquilo gritou:
-Eu estou aqui! Venha me pegar seu merdinha!
Ao escutar isso o ciclope jogou o sátiro com força na parede, deixando-o quase morto e foi correndo em direção ao semideus, Nataniel desceu correndo as escadas até chegar à sala, no último segundo conseguiu pular para o lado e desviar da investida do monstro, que foi à toda velocidade de encontro com a parede, que quase cedeu à força do ciclope, criando uma rachadura no concreto, que foi ficando maior até desabar metade da casa encima dele.
Quando Nataniel pensou que estava tudo bem, as pedras começaram a se movimentar, e o monstro que já fora Gean, levantou do meio dos destroços e disparou novamente contra Nataniel, ele teria que pensar em alguma coisa senão a morte chegaria para ele, e chegaria rápido, até que ele avistou o arco mágico de seu pai, jogado ao seu lado, e sendo iluminado por um raio de sol que vinha do buraco no teto aonde estavam os escombros, mas ele não estava apenas sendo iluminado pelo sol, ele parecia que estava sugando energia dele.
Nataniel pega o arco, ele começa a brilhar em sua mão, parecia que ele estava se comunicando com o arco, se conectando à ele, então no anel do centro se materializa uma flecha de luz, ele segura aquela flecha e mira, respira bem fundo, se concentra nela e imagina ela bem no olho daquele ciclope, e por fim, dispara, a flecha vai cortando o ar diretamente no único olho do ciclope, atravessando o crânio dele por inteiro, fazendo-o se transformar em pó instantaneamente, Nataniel sente a fadiga o atacando, mas ainda há um monstro lutando contra seus amigos e volta pra ajudá-los.
Ele encontra a dracaena na sala destruída de sua casa e ela, por sua vez, parte para cima dele com suas presas à mostra, ele tenta preparar uma flecha de luz, mas naquele momento ele se lembra de tudo que passou com a sua amiga e deixa essas lembranças de lado dizendo a si mesmo que não era mais ela, mas algo estranho acontece, a flecha não se materializa, ele tenta de novo e nada, o arco não responde.
Quando a dracaena já está quase encima de Nataniel, ele fecha os olhos para esperar a própria morte, mas quando os abre novamente, ele se depara com aquilo que já foi a sua amiga, parada na sua frente com uma cara de espanto e só depois ele percebe que tem um galho da árvore do seu quintal atravessando o peito dela, ele procura um pouco pelo lugar e vê Raphael todo machucado usando suas últimas forças para tocar aquela flauta e salvá-lo mais uma vez.
O monstro se desfaz em pó bem na sua frente, logo após isso ele senta-se no chão pelo cansaço e o arco mágico que o deixara na mão se enrola em sua cintura, formando um cinto de couro normal.
Um pouco mais tarde naquele mesmo dia, após encontrar a sua mãe e contá-la o que aconteceu, eles discutem o que fazer a seguir:
-O que faremos agora, que nossa casa foi destruída? Pergunta Nataniel à sua mãe.
-Eu vou com seu padrasto e sua irmã para um apartamento de férias que ele tem numa cidade próxima daqui. E você... é melhor perguntar ao seu amigo. Respondeu ela apontando a cabeça para Raphael.
-Nós vamos a um lugar seguro para pessoas feito você, se chama acampamento meio-sangue e eu acho melhor partirmos o mais rápido possível antes que mais monstros sintam seu cheiro. Disse Raphael.
Naquele momento ele tira uma moeda estranha do bolso da camisa, que por algum motivo ainda estava intacta, e a joga para o alto, logo em seguida aparece uma espécie de taxi com três senhoras cegas dirigindo.
-Para o acampamento meio-sangue, por favor. Pediu Raphael.
-É claro. Disse uma das senhoras.
-Vamos cara, ainda quero chegar lá antes do jantar. Disse Raphael apressado.
Nataniel olha para sua mãe com cara de dúvida e ela diz:
-Vá meu filho, eu vou ficar bem.
Então vai até ela, dá um abraço bem apertado em sua mãe e diz no seu ouvido:
-Eu te amo, mãe.
-Eu também te amo, filho.
E nisso ele entra no carro e vai direto para o acampamento.
Após uns 45 minutos de viagem, quando já havia anoitecido, o carro para numa colina no meio de uma floresta e eles descem do carro, que vai embora voando:
-Você tá brincando, né? Não tem nada aqui. Disse Nataniel indignado.
-Calma, estamos quase lá. Respondeu Raphael.
E eles foram andando pela floresta, Nataniel já estava impaciente quando eles passam por um arco grande de madeira fincado no chão, então do nada, eles não estavam mais no meio de uma floresta, agora, no topo de uma colina, e abaixo dela, havia um campo gigantesco com várias casas enormes diferentes:
-Uau, que lugar enorme! Disse Nataniel
-Bem-vindo ao acampamento meio-sangue. Todas aquelas pessoas lá embaixo são iguais a você. Disse Raphael apontando para o campo aberto.
-Todos aqui são bonitões e com um ótimo senso de humor? Perguntou Nataniel.
-Não exatamente. Eu quis dizer que todos aqui também têm um parentesco divino, seja pai ou mãe. Vamos rápido, está na hora do jantar! Disse Raphael apressado.
Raphael saiu correndo na frente e Nataniel foi logo atrás, chegando lá embaixo, estavam todos reunidos em volta de uma grande fogueira, Raphael estava conversando com uma criatura que era metade cavalo e metade humano, ele se aproximou dos dois quando o homem-cavalo começou a falar:
-Hoje, se juntou a nós um novo semideus, uma nova criança assustada que, assim como todos vocês, passou por muitas dificuldades para chegar até aqui. Apresente-se garoto. Apontando para Nataniel.
-Hmm... sou Nataniel Rodrigues, e sou filho do deus sol, Apolo. Respondeu ele.
- Rodrigues? Interessante... Muito prazer, meu nome é Quíron, mas como você sabe disso, já foi reclamado? Perguntou ele.
-O que é ser reclamado? Perguntou Nataniel.
-É quando seu parente divino lhe reconhece como filho, geralmente alguma coisa mágica acontece, como um símbolo flutuante girando em torno de sua cabeça. Respondeu-lhe Raphael.
-Ah, entendi. Então não, não fui reclamado, eu sei disso pois minha mãe me disse. Disse ele a Quíron.
-Entendo, mas não podemos oficializar nada sem uma reclamação, você ficará no chalé de Hermes por enquanto. Disse Quíron.
-Mas É ele, eu tenho certeza! Exclamou Nataniel
-Acalme-se garoto, se ele realmente for o seu pai, te reclamará logo, não tenha pressa. Agora está na hora mais aguardada da noite. A hora da Comida! Quíron exclamou a todos.
Nataniel vai até a mesa dedo chalé de Hermes, que por sinal, era a mais cheia, enquanto as harpias serviam o resto dos campistas. Ele passou todo o jantar pensando em seu pai e em quando poderia velo pessoalmente, mal tocou na comida por causa disso.
Ao final do jantar, os campistas se dirigiram aos seus respectivos chalés e Nataniel fez o mesmo, chegando lá ele procurou a sua cama, se jogou nela e rapidamente caiu no sono graças ao seu dia puxado.
Ele estava tendo um monte de sonhos estranhos, como luzes piscando em seu rosto, imagens aparecendo e sumindo em seus olhos, até que uma hora, eles ficaram mais lúcidos e Nataniel estava agora num campo bem aberto sob a luz do sol e um pouco à frente ele via uma silhueta de um homem, alto, esbelto, cabelos loiros e cacheados, emanando um calor aconchegante, ele soube na hora quem era e foi até ele dizendo:
-Apolo? É você?
-Olá meu filho, como você cresceu. Disse Apolo.
-Eu sabia! Sabia que era verdade, a mamãe estava certa! Exclamou Nataniel alegre.
-Ah sim, eu me lembro muito bem, era a noite do show da banda Bon Jovi em Londres, no ano de 1995, sua mãe era a garota mais diferente que eu já havia visto, era uma cientista, muito linda e com bom gosto para música, falando nela, como está Marilane? Perguntou Apolo
-Ela está muito bem, está vivendo num apartamento com meu padrasto e minha pequena irmãzinha, ela demorou para superar a sua partida, eu que tive que a convencer de ir conhecer gente nova.
-Sinto muito pelo que fiz ela passar, mas foi necessário, fico feliz de ver que ela seguiu em frente. Disse Apolo.
-Aqui, tenho uma coisa para lhe mostrar. Disse Nataniel enquanto tirava seu cinto, que se transformou em um arco.
-Essa é a Luz do Amanhã? Uau, então você é aquele que será digno de usá-la. Exclamou Apolo
-Sim, eu até consegui usá-la, uma vez, mas na segunda, ela nem respondeu, por favor, me ensine a usá-la. Suplicou Nataniel.
-A Luz do Amanhã usa diretamente a energia solar para materializar as suas flechas, portanto seu usuário deve estar diretamente conectado ao sol, se tornando um com ele e com a determinação de matar seu inimigo a todo custo, mantenha o arco sempre à luz do sol e treine que, um dia, irá dominá-lo. Tome, tenho um pequeno “presentinho” para você, por todos os 15 aniversários que eu não estive presente.
Nesse momento Nataniel começou a brilhar bem forte, e quando o brilho se extinguiu, ele estava vestindo um casaco verde de moletom por cima de sua roupa.
-Legal! O que é?
-É um casaco de moletom encantado com magia, ele te fornece uma boa proteção nas batalhas e quando você botar o capuz em sua cabeça, ele aumentará drasticamente a sua precisão, seu nome é Manto do Meio-Dia. Disse Apolo
-Muito obrigado, pai. Agradeceu ele
-Agora é melhor você ir, isso tudo está causando uma boa confusão no acampamento. Disse Apolo.
-O que? O que está aco...
Nesse momento as imagens começaram a sumir e Nataniel caiu num abismo sem fim.
Ao acordar ele percebe uma agitação em seu quarto e uma luz forte, tão forte que quase desavia a escuridão da noite, mas essa luz não estava vindo de uma lâmpada ou algo assim, ela estava vindo dele mesmo.
Quíron aparece no chalé para averiguar a situação e quando percebe o que aconteceu diz:
-Salve Nataniel Rodrigues, um filho do sol.
Nataniel Rodrigues
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Amber Anzoy em Sab 12 Nov 2016, 23:14

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Ares. Pois é o Deus com qual mais me identifico, e se encaixa para a personagem que criei.

- Perfil do Personagem

- Físicas: Amber é alta para o auge do início dos seus 17 anos, loira e de olhos acinzentados. Esses que brilham com forte intensidade e maldade sempre que se envolve em uma confusão. De corpo forte e vagamente definido, ela coloca muito marmanjo de lado no quesito força e resistência. Sua pele é branca e os traços do rosto são pouco marcados, principalmente na região das bochechas.

- Psicológicas: De personalidade difícil e estourada, Amber até engana quem realmente não a conhece. Por incrível que pareça é um pouco quieta e calma, porém, seus olhos não deixam de faiscar e demonstrar uma raiva imensa guardada dentro de si. A falta de paciência, desejos por brigas e ferocidade parecem ser ativados em um estalar de dedos, e então vem à transformação. Todo o caos que a raiva e o desejo de vingança daqueles que a provocam vem à tona, causando estragos imensos em qualquer um que se coloque em seu caminho.

- História do Personagem

Após vários dias de viagem, finalmente encontro aquele lugar. No meio da floresta. E por mais bizarro que seja, parece ser um ótimo refúgio. Encaro as paredes do acampamento, são altas e bem resistentes. – São assim para que os campistas não destruam o lugar, ou para proteger a vida de quem está do lado de fora? – Um sorriso me escapa no canto dos lábios, o sentimento de que eu vou encontrar o que sempre quis me preenche. Brigas, aperfeiçoamentos, respostas... Afinal, não dá para esquecer como acabei vindo parar aqui.
– Eu me lembro de tudo... - Fecho os olhos e todas às lembranças voltam, parecendo não fazer muito tempo que ocorreram.


***


Mais um dia vai se encerrando na cidade de Oslo, Noruega. Eu não passava de uma garota com 12 anos, meramente feliz e brincando com os dois irmãos menores enquanto esperava minha mãe voltar do trabalho. O meu pai eu não fazia ideia de quem era, só sabia que tinha sido um homem que seduziu a minha mãe e depois sumiu da vida dela, deixando-a sozinha para cuidar de mim. E por mais que isso me cause certo nojo dele, algo me diz que a situação é maior do que parece.

Eu continuava ali brincando com os irmãos caçulas, quando um primo mais velho me chamou para ir com ele em outra parte da casa. Inocente e com tédio da brincadeira dos outros dois, decidi que talvez fosse melhor ir. Ele me levou até os jardins da casa, e após alguns minutos sorrindo e me encarando estranhamente, começou a deslizar suas mãos pelo meu corpo. – O que está fazendo? – Eu perguntei a ele, ainda sem entender. E ele continuava sorrindo estranhamente, o que me fazia sentir nojo e uma raiva crescente em meu peito. Uma vingança enlouquecedora surgiu dentro de mim, e quanto mais ele me tocava, mas eu sentia que deveria machuca-lo. Foi então que ele se abaixou e seu rosto ficou próximo aos meus seios, e nesse momento, eu o ataquei. Com uma força e rapidez que eu nunca imaginei que teria, peguei uma pedra ali perto e acertei a sua nuca em cheio, e ali mesmo ele caiu e desmaiou.

Pouco tempo depois, minha mãe chegou e quando viu aquilo, parecia que iria enlouquecer a qualquer minuto. – Você tem algum problema, garota? Que bicho te mordeu? – Ela gritava, irada. Eu não me dei ao trabalho de responder, até porque ela mesma não deixou. Levou meu primo ao hospital e me deixou em casa, sozinha. Minha cabeça gritava comigo mesma, mas ao contrário de minha mãe, eu me felicitava pela atitude. A raiva e o desejo de vingança brotavam dentro de mim e se espalhava por cada parte do meu corpo, uma força estranha subia e descia pelo meu corpo. Eu sorria, escondida, mas sorria. E enquanto me encarava no reflexo da porta envidraçada da sala, eu também vi os meus olhos cintilarem numa cor escura e profunda.

Desde esse dia, tudo mudou. Minha mãe me fez frequentar o psicólogo, segundo ela, precisava descobrir qual o meu problema para ter causado aquilo tudo. Durante as consultas, eu até me divertia um pouco, a psicóloga era engraçada e parecia entender o motivo de eu estar no mundo, e isso me deixava extremamente intrigada. Após alguns anos frequentando o local, ela era quase uma íntima minha, e foi quando uma conversa bem estranha aconteceu.

- Amber, entre, preciso te fazer alguns esclarecimentos. – Disse um tanto séria, e eu sentei no divã que ela usava. – Bem... Eu já te expliquei sobre o seu comportamento agressivo se tornar normal nessa idade e após o que você passou isso ser ainda mais comum. Porém... A cada dia que passa, isso está se tornando maior. Você vive de confusão no colégio, toda semana é algo diferente. Na última vez, arremessou um estilete em um colega de classe e por muito pouco não o cegou. Isso sem falar na semana passada quebrou o nariz de uma garota por conta dela ter falado do seu jeito largado. A sorte é que sua mãe depois de muito conversar com a direção, conseguiu os convencer de não te expulsar da escola. Mas acho que agora chegamos a um ponto insustentável. – Eu continuava de olhos fechados e sem dar muita atenção ao que ela dizia, era sempre assim. Então eu senti uma mudança drástica na sua voz, e ela parecia extremamente calma.

- O primeiro deles é que estive conversando com sua mãe, em segredo. E ela me contou sobre o homem que deduz ser o seu pai. Me falou da noite em que eles se conheceram. – Automaticamente eu abri os olhos e a encarei, séria, mas também curiosa. Ao notar que minha atenção estava ganha, continuou.

- Era uma noite de festas na cidade e ela como boa adolescente da época, resolveu sair para comemorar com alguns amigos e amigas. Decidiram ir para um barzinho que era famoso na região, tanto pelas bebidas, como também pelas confusões que ali aconteciam. Estava sendo uma noite tranquila até o momento que um rapaz alto, forte e que ela disse também ser o mais bonito entre todos que ali estavam, começou uma confusão, próxima ao balcão do bar. Uma roda de homens se fez ao redor daquele rapaz, mas um a um, ele foi tombando todos, até mesmo alguns seguranças e só saiu com alguns poucos arranhões. Qualquer outra mulher provavelmente sairia correndo de perto daquela confusão toda, mas não sua mãe. De alguma forma, os olhos deles se encontraram e ali ela se viu deslumbrada com aquele rapaz forte e de olhar matador e maldoso. Mas ele saiu do local, talvez querendo evitar ser pego, talvez fazer uma nova confusão com sua fuga, não sabemos, mas a grande questão é que sua mãe seguiu os passos dele e depois de algumas ruas, ele notou a seguidora. Se embrenhou no meio de algumas árvores em um canto escuro da rua e quando sua mãe passava por ali, ele a puxou.

Veio então os questionamentos sobre ela estar o seguindo, e após muito tempo de explicações, ele a convidou para sair pela cidade, e ela sem muito hesitar, foi. Eles conversaram bastante, porém em momento algum o rapaz disse quem era e sua mãe mesmo intrigada, não fez muito questionamento sobre isso. Logo aquele encanto também o pegou e eles acabaram por parar na cama. Na manhã seguinte, ele já havia sumido quando sua mãe acordou, mas não sem antes deixar um bilhete para ela. Escrito ali estava a seguinte frase “Se você sabe quem é o Deus da Guerra, também agora sabe quem sou eu”.

E o resultado disso foi uma garotinha linda, loira e de olhar tão carregado quanto do pai. Você. – Eu não acreditava muito em toda aquela história. Senti até mesmo vontade de soltar uma grande gargalhada e ir para casa, porém... Algo dentro de mim parecia ter acendido. Diante da minha confusão, ela resolveu continuar. – A outra parte é que... Bem, desde que iniciamos as suas consultas, eu já notava que você não era um ser humano normal. Muito pelo contrário, e acho que a nossa facilidade foi devido ao fato comum que temos em nossas vidas. Eu também sou filha de uma deusa, Atena. – Depois dessa, eu já não sabia mais no que acreditar. Primeiro, eu era filha de um deus e a mulher que me ajudou depois de tudo que aconteceu, agora diz ser igual a mim? Eu me perguntava em que momento a minha vida tinha resolvido virar de cabeça para baixo por conta própria. Então após alguns minutos, tentei conseguir o máximo de respostas possíveis. – Como eu posso saber que tudo isso é verdade? Se você é filha de quem diz ser, porque está aqui? – Lancei as perguntas feito uma criança perdida, e no mesmo momento senti raiva da minha atitude despreparada.

- Quando eu descobri sobre a minha origem, fui levada até um acampamento onde seres como nós, chamados semideuses, são treinados. Lá eu recebi o sinal da reclamação de minha mãe. – Nesse momento, ela me mostrou uma tatuagem em seu ombro, que até aquele dia eu não havia visto por ela sempre estar usando um jaleco por cima. E quando ela resolveu demonstrar alguns de seus “poderes”, o meu queixo caiu e eu não tive mais nenhuma dúvida de toda aquela história absurda. – Agora a pergunta final, você aceita o seu destino e buscará a sua verdade, Amber? Você é um ser grandioso no meio de tantos outros mortais. Consegue lidar com aquilo que lhe foi destinado, mais ainda, partirá rumo ao acampamento? – Ela me perguntou séria, mas também parecia calma.

Minha cabeça explodia em pensamentos e por alguns segundos, eu deixei de ouvi-la. Afinal, o que aquilo significava? O quanto isso poderia mudar a minha vida? Eu não sabia o que dizer ou sentir, mas resolvi ir atrás. Aquela sensação de aventura parecia queimar mais e mais dentro do meu peito a partir do momento que eu decidi tentar. Sem medo algum, eu a respondi. – Se é assim, irei atrás de toda essa história. – Ela sorriu docemente, me contou sobre aquele lugar e que faria contato com um sátiro para que ele me levasse até o tal acampamento dos semideuses.


***


E assim, com ajuda daquele sátiro contatado pela semideusa, consegui chegar até aqui. Ela me contou também sobre a proteção do lugar, do perigo que correria até chegar ao acampamento e do que aconteceria ao atravessar os portões. Então eu coloquei a mão dentro do bolso e puxei um pequeno bilhete que minha mãe me deu em nossa despedida. Apertei o mesmo com força em minha mão e adentrei o local.
Com cautela, eu olhava ao redor, buscando qualquer sinal de perigo ou de outros seres por perto. Foi então que aquilo que eu já esperava aconteceu. Um símbolo parecido com uma espada-lança apareceu encima da minha cabeça, brilhando bastante. E só então eu resolvi abrir aquele bilhete e mais uma vez, ali estava.
“Se você sabe quem é o Deus da Guerra, também agora sabe quem sou eu”.
Ainda um pouco confusa, mas bem mais calma, eu soube que era verdade. Eu realmente sou uma filha de Ares.
Amber Anzoy
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Cassandra Alexandra em Dom 13 Nov 2016, 23:39


FICHA
Por qual deus você deseja ser reclamado e por quê?

Selene! Uma Deusa de aparência solitária e depressiva, porém, tão bela quanto o luar. Como todos devem saber, Selene viveu na eterna solidão até encontrar o seu amor tornando o luar ainda mais belo e brilhante. Penso em criar uma personagem que carrega a solidão e a beleza da Deusa, quebrando meu clichê por Donzelas "boazinhas".

Características Físicas:

Cassandra é uma adolescente pequena, para as demais pessoas da sua idade, medindo cerca de 1,55 cm. Possui cabelos curtos que quase sempre estão amarrados no estilo "coque", um par de grandes olhos azuis e brilhantes que realçam seu rosto juvenil.
Possui seu corpo magro, pesando 55KG e faz questão de manter o seu peso. A garota não possui muita autoconfiança, com isso tenta esconder seu corpo usando Suéteres, Leggings e Botas nada que chame muita atenção das pessoas em sua volta. Gosta de usar sombras e batons escuros, deixando claro sua tristeza e pessimismo.    


Características Psicológicas:

Cassandra possui uma depressão de nascença, algo que venceu os Psicólogos de sua cidade. A garota não possui uma gota de autoconfiança, sempre está atrás de alguém para ser o seu "líder", não consegue se orgulhar de algo bem feito ou se anima com algum evento.
Enquanto as demais garota de sua idade se preocupavam com o grande baile do colégio, a deprimida Cassandra ficava em casa vendo TV ou escrevendo em seu diário. A tia da jovem acabou por tentar de tudo, mas logo aceitaram que a tristeza de Cassandra era o que a deixava feliz, ficar em casa era sua diversão, livros eram os seus amantes, seu melhor amigo era o seu diário, uma vida deprimente? Talvez, mas não para está adolescente que ama o luar. Sim, a jovem sempre foi muito apegada a lua, sentava em seu gramado verde vendo aquele satélite brilhante por horas, algumas vezes esquecia-se de dormir e passava toda noite cantarolando para a grande Lua.  

História:

Havia amanhecido à pouco tempo, o despertador tocava de forma alta e repetitiva, Cassandra levantava com o seu olho esquerdo completamente pregado em sua bochecha, resultado de outra noite chorosa. A garota se levantava e olhava para a janela de seu quarto, esticava sua mão direita em direção a persiana para fecha-la enquanto bocejava de forma prazerosa. Como todo santo dia, a garota entrava no banheiro primeiro que sua família e tomava um banho de cinco ou mais minutos,  após isso voltava para o seu quarto e vestia seu uniforme para voltar ao inferno, vulgo, sua escola. O ônibus chegaria logo, o que restava era ficar de bobeira jogando em seu monótono celular antigo nas perigosas ruas de Brooklyn.
Era incrível ver que aquela cidade nunca mudava, era sempre o mesmo som das luzes Estroboscópicas da polícia logo de manhã, e o cheiro forte de drogas que subia pelos ares, era amedrontador no inicio mas acabou virando costume na vida da jovem.
Finalmente aquele veiculo amarelo e barulhento chegava. Cassandra guardava seu telefone e entrava naquele "arrastão amarelado"com passos lentos, ela olhava para as pessoas em sua frente de forma assustada, por que estavam tão animados? A garota tampava seus ouvidos e olhava de um lado para o outro, sem nenhuma escolha se sentava bem na lateral do "fundão", junto dos populares jogadores de futebol, como eles conseguiam feder suor logo as 06:00 da manhã? De qualquer forma era um pesadelo ver três turmas juntas em um só ônibus logo de manhã, aquela gritaria desenfreada de pessoas desesperadas para contar como foram os seus fins de semana ou sobre a vida do rival, não importava o que eles queriam falar, eles iriam falar todos de uma vez. Estava um caos aquele automóvel, Cassandra tentava esquecer aquela barulheira olhando para a janela em seu lado, aquela vista decorada com pequena gotas de chuva a deixava feliz e confortável de alguma forma. O ônibus estava indo um tanto quanto rápido, logo os alunos chegariam na escola. A jovem deprimida continuava a ignorar a zona em sua volta e tentava prestar a atenção apenas na bela chuva.
O ônibus finalmente havia chegado em seu destino, aqueles jovens estudantes desciam do automóvel as pressas e adentravam a grande escola, enquanto a jovem os seguia de forma lenta e com muita paciência. Cassandra logo desceu daquele Show de Rock Ambulante, olhou em sua volta e entrou na escola assim como os demais. Como sempre, a escola estava muito movimentada, jovens por todos os lados e o maldito bloqueio social da garota a impedia de conversar com os demais, a menina apenas se afastava da multidão entrando em sua sala e sentando em sua carteira.  
A garota voltava para sua solidão, abaixava sua cabeça e continuava sentada em seu devido lugar, mas, alguns fortes sons eram emitidos do armário chamando a atenção da mesma, Cassandra se levantou com cuidado e abriu a porta, uma criatura pequenina e esverdeada saltava sobre a jovem, aquela criaturinha ousada a arranha múltiplas vezes, sem escolha Cassandra gritava em busca de ajuda, até que um jovem empunhando uma espada atacava a criatura com coragem, a criatura levava um corte forte na cabeça se transformando em pó de uma só vez, Cassandra, sorriu e se levantou sem a ajuda do rapaz, e então perguntou - Hey, você é o Joshua da Sala C1, não é mesmo? - O rapaz sorriu de volta enquanto recolhia sua espada do chão e então começava a falar  - Bem, me chamo Edward na verdade. Joshua é apenas minha "identidade secreta". Você sempre foi muito estranha, porém muito bonita, fui chamado para encontrar uma Filha de Selene, seria você? - Cassandra se assustou, arregalou seus olhos e então falou - Selene, uma Deusa? Eu não tenho capacidade para isso, sou apenas... Eu. - Disse a garota, Edward iniciava sua fala, no entanto o sinal do começo das aulas tocava. Edward, segurou em um dos braços da garota e então a levava para fora da escola de forma sigilosa.
A chuva estava fraca e o sol estava aparecendo, a manhã estava se tornando um pouco mais tranquila. Edward e Cassandra se sentavam no banco molhado ali presente, e então voltavam a conversar - Bem, acredite se quiser, você é uma Semideusa, assim como eu! - Gargalhou - Ótimo, mais uma coisa para preocupar. - Suspirou a garota, colocou suas mãos na testa e inclinou sua cabeça para baixo, o rapaz se aproximou da garota e colocou suas mãos em seus ombro tentando aconchega-la - Ei, seus Pais sabem de algo que ainda não te contaram, eles vão te ajudar, você ira adorar ser uma Semideusa. - Cassandra suspirou e então levantou - Vivo com minha tia, ela deve saber algo sobre isto. Vamos, vamos para a minha casa. - Dizia ela entusiasmada.
O rapaz e a mais nova Semideusa seguiam em direção à residência, ambos pegaram um ônibus não tão cheio e então chegaram em seu destino rapidamente. Cassandra e Edward caminhavam em direção a porta da frente e batiam gentilmente contra a mesma, não conseguiram resposta, outra batida forte e outra seguida, sem resposta, eles tentavam se manter otimistas e batiam mais uma vez, a garota gritava contra a porta para obter a resposta de alguém, de repente a porta se abre e a tia da garota se assusta ao vê-la fora da escola. Cassandra entra com rapidez dentro de sua casa e começa a perguntar com lágrimas nos olhos - Mãe, eu sou uma Semideusa? - Edward se assusta com a ignorância de Cassandra, mas evita interrompe-la, a mãe da garota olha fixamente para a mesma e responde - Querida... Seu Pai teve um relacionamento com uma Deusa, Sefene, a deusa da Lua. Seu pai morreu para que Sefene conseguisse dar a luz à você, é por incrível que pareça ela conseguiu. Sefene te entregou para min e agora cuidei de você minha vida toda esperando este momento. - Dizia a mulher chorando, Cassandra paralisou por alguns minutos e como um milagre ela não derramou uma lágrima se quer - Se meu destino e este, devo cumpri-lo em nome de minha mãe e em nome de meu pai. Tia devo agradece-la por tudo que você fez por min, mas devo seguir minha aventura. - Dizia a garota com muita persistência - Tudo bem faça isso, é seu futuro. - Disse ela abraçando a garota.
Cassandra subia em direção ao seu quarto e então preparava suas três malas, a garota pensava em seu futuro sem parar, era algo certeiro que não dava para evitar. Edward entrava no quarto da mesma e começava a falar - Acho que está na hora de ir embora. - Cassandra sorria respondendo - Vamos logo com isto. - Ambos desceram as escadas as pressas e seguiram para a sala de estar onde se encontrava a velha tia da garota - É hora de você ir embora, seguir o seu próprio destino. - A mulher estava completamente acabada e chorava sem parar, Cassandra abraçava de forma duradoura e então seguia para a fora de casa.
Edward acompanhava Cassandra até o meio da rua, o mesmo recolhia de seu bolso uma moeda e a arremessava contra o chão, um automóvel feito de névoa muito semelhante a um fantasma logo aparece, três velhas cegas o dirigia fielmente, a garota logou achou isso um tanto quanto estranho mas evitou falar sua opinião. - Nós leve para o Acampamento Meio Sangue! Por favor. - Exclamou Edward, a velha que estava entre as outras duas falou com sua voz rouca e rude - Vamos embora! Entrem logo ai. - A outra que estava na esquerda a empurrou e roubando o olho que a outra estava segurando - Vamos embora! - Edward e Cassandra não perderam tempo entraram no estranho Taxi, que não esperou os mesmos colocar o cinto, foram de uma vez arrancando contra o nada indo mais rápido que um rápido para o meio de uma floresta, as portas do automovel se abriram e jogaram os jovens para lados opostos, os expulsando para fora do carro, ao mesmo tempo o carro dava ré sumindo ao meio do nada.

-X-

Cassandra e Edward haviam chegado no tão esperado Acampamento Meio Sangue, uma grande quantidade de jovens semideuses saiam de todos os lugares, aquela energia juvenil era completamente contagiante. - Bem Vinda ao Acampamento Meio Sangue! Aqui você encontrará pessoas como você! - Disse Edward de forma educada e feliz, Cassandra olhou para o rapaz e logo depois olhou em sua volta, ela finalmente havia chegado no tão esperado Acampamento, sua aventura como filha de Salene havia começado.

thanks aqua
Cassandra Alexandra
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Luke D. Miller em Seg 14 Nov 2016, 00:10

Ficha de Reclamação

Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Eu desejo ser filho de Afrodite. Sempre tive um carinho pela deusa, admirando a deusa e sua historia. Seus símbolos e o que ela representa, faz com que eu goste mais ainda dela. E claro que me identifico bastante com ela, a escolhendo como progenitora divina em todo fórum que vou.

Características Físicas:
Marcos tem 1,80m de altura. Sua pele é clara, Seus olhos são de cor castanha, e seu cabelo é preto. Ele tem um corpo de modelo. Ele tem uma pequena tatuagem no pulso esquerdo, sendo ela uma pomba com uma rosa no bico.

Características Psicológicas:

Luke é uma pessoa fria em poucos momentos. Sempre debochando de tudo, o que costuma irritar as pessoas que ficam a sua volta. Ele é educado quando precisa ser, e legal em 30% do tempo. Ele costuma ser galinha, todo sai com uma pessoa nova. E por ser rico, acaba sendo mimado, sempre querendo as coisas do seu jeito.

História:

“Psiu, psiu... Acorda!”

Luke acordava com um grito no seu ouvido, e quando abria seus olhos via uma figura feminina sentada ao seu lado, logo sua visão ia voltando e conseguia saber quem era.

- Poha Jenny! Já tinha lhe dito para não me acordar assim! – Disse Luke, se acomodando na poltrona e lembrando que estava no seu jato particular, percebendo que os empresários de seu pai que estavam ali, o olhavam.

-Você não grita comigo! Respeita sua irmã – Disse Jennyfer, uma mulher de 23 anos, cabelo loiro, olhos azuis e seios grandes. Ela trajava um vestido vermelho, com um cinto dourado e brincos de diamante – Já chegamos ao Aeroporto, e um carro já está a nossa espera do lado de fora.

Luke não disse nada, só levantou e foi andando até a saída do jato. O garoto trajava uma blusa social azul marinho, calça jeans preta e sapato social preto. Ao colocar o rosto do lado de fora, o mesmo foi descendo a escada e passava sua mão sobre seu cabelo negro que estava agitado com o bater do vento. Com passos longos, ele chegou ao carro preto que o aguardava, assim então nele, e do seu lado se sentou sua irmã que olhava para ele com um sorriso, mas o jovem virou a cara e ficou olhando o lado de fora.

Depois de um tempo, eles estavam nas ruas de Nova York a procura do hotel que ficariam hospedados, atrás deles, havia outro carro preto que carregava os empresários, que passariam a semana em um hotel ao lado.

Já no hotel, Luke estava de cueca Box se olhando no espelho e fazendo varias poses. Seu corpo estava molhado, já que o jovem havia acabado de sair do banho. Depois de se admirar, o garoto se jogou na cama de casal e colocou seu fone de ouvido e plugou no seu mp3, e sem seguida escolheu sua playlist pop, começando a ouvir Bank Space – Taylor Swft... Depois de algumas musicas Luke já estava dormindo.

O jovem acordava com um barulho vindo da cozinha da sua suíte, sem pensar duas vezes ele deu um pulo, puxando o  mp3 junto e o fazendo cair no chão, e com isso ele pode ouvir passos de salto saindo da cozinha e a tal pessoa apareceu, mostrando ser Jennyfer.

- É só você... Pensei que fosse alguém importante. – Disse o garoto dando de ombro e se jogando novamente na cama – O que você quer?

- Só vim ver se você estava bem... Mas quando cheguei você estava dormindo às 3 da tarde de um sábado... Você é um merdinha mesmo – Disse a moça que foi andando até a cama e se sentou – Estou brincando, ok? – Ela ficou a espera de uma resposta, mas não recebeu nada

Eles ficaram um tempo em silencio, até que Luke se levantou e foi até a cozinha pegando uma maça no cesto de frutas e voltando para a cama, se sentando ao lado da sua irmã, que parecia querer contar algo.

- Luke tenho algo a lhe contar. – Disse Jennyfer sem nenhuma emoção no rosto – Você é um semideus assim como eu. – Continuou, olhando para o chão – Tive que esperar alguns anos para te contar isso, e queria esperar o momento certo... Bom, é agora esse momento.

Luke se afastou sem entender nada, a expressão de sua irmã não mostrava se ela estava mentindo ou falando a verdade, mas então ela segurou sua mão... A mão da garota estava fria e suada, ela estava contando aquilo a ele sem demonstrar que estava nervosa, mas suas mãos pareciam dizer o contrario. Luke fez algo que surpreendeu sua irmã, e se levantou e ficou andando de um lado ao outro e no final fez um gesto sinalizando para sua irmã continuar a falar.

- Somos filhos de Afrodite, a deusa do amor, beleza e bla bla bla. – Disse ela e logo após deu uma risada, mas foi repreendida pelo olhar de Luke que não estava para brincadeira – Então, nossa Mãe Afrodite teve relações com nosso pai e eu acabei nascendo, anos depois ela apareceu novamente e foi ai que você nasceu. Bom, continuo a te explicar no caminho, precisamos ir você ira para outro lugar chamado acampamento meio-sangue.

Ela se levantou e pegou uma muda de roupas que estavam dobradas na cabeceira da cama, e por fim jogou na direção de Luke.

- Vamos rápido com isso irmão, troque de roupa – Disse com uma voz doce, a mesma voz que ela sempre fazia para conseguir as coisas, e assim Luke fez sua vontade.

Depois de um tempo ele saiu do banheiro arrumado e foi pego pelo braço por sua irmã, que o puxou para a sacada da suíte, a qual havia uma espécie de cavalo alado, ele o conhecia do anime CDZ, ela olhou para ele e usou seu charme, o mandandoele subir e o mesmo assim fez, montando no pegasos.

- Vamos Espy! – Gritou Jennyfer para o eqüino alado, que abriu suas asas brancas e levantou vôo, indo na direção de Long Island.

—X—

Depois de um tempo eles pousaram em uma espécie de acampamento com vários chalés, um lago, uma casa enorme, uma colina com um pinheiro e um enorme campo de morango. Sua irmã se virou para ele que estava de boa caída.

- Bem vindo ao acampamento meio-sangue maninho – Logo um sorriso se formou no rosto dela – Vamos, tenho muito que lhe mostrar. – Ela desmontou do Pegasos e estendeu a mão para Luke, que a segurou e foi puxado para baixo, caindo da criatura e caindo na gargalhada junto com sua irmã.


Obs:
- Algumas coisas irão ser reveladas mais para frente, por exemplo o pq de Jennyfer ter ficado ao lado de Luke até o momento que ela o contaria a verdade, como conseguiu o pegasos, entre outros...
Luke D. Miller
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Logan Montecarlo em Seg 14 Nov 2016, 16:44



Avaliação
I'm back, bitches.


As fichas foram divididas entre os monitores. Qualquer problema, por favor, comunique o monitor de sua respectiva avaliação.




Dante Hale (por Vitor S. Magnus)

Então, Dale… Você incorporou um filho de Apolo completamente arrogante e narcisista. E isso foi ótimo. A última vez que li uma ficha tão boa  que incorporou o personagem com maestria foi de uma certa filha de Quíone, a sua foi quase lá. A história foi um pouco curta por ser objetiva, um fato que eu também gostei, porém em postagens futuras você vai precisar ser mais detalhista, mas sem enrolações.

Quanto à parte técnica: Atente ao uso de vírgulas, use-as só quando necessário se não pode extrapolar. Um template com letra maior e espaços entre os parágrafos e diálogos para que a leitura não seja cansativa. Fora isso, não vi nada absurdo em acentuação ou coesão.

Melhore cada vez mais.

E como não gosto de enrolação… Bem-vindo

Aprovado como filho de Apolo.




Nataniel Rodrigues (por Vitor S. Magnus)

Que ficha enorme, cara. Primeiramente, bem-vindo ao fórum. Sempre é bom ter campistas novatos.

Vamos ao que interessa… Sua ficha foi relativamente legal. Tem referências com os livros e mostra realmente o quão difícil é a vida de um semideus até chegar ao acampamento. Porém ela apresenta falhas que foram meio que fatais.

Primeiro os pequenos detalhes: Nunca passe a sua narração do passado pro presente no mesmo parágrafo ou na mesma linha de raciocínio a não ser que esteja fazendo de modo sensato. Sempre mantenha um tempo verbal para que isso não prejudique a narração. Diálogos… Esse foi um dos motivos chaves de não ter sido tão bom: você usou muitos diálogos na ficha. Não que isso seja ruim... Pelo contrário. Quando usado com sabedoria, a narrativa fica muito boa. Porém você fez muitos diálogos não tão bons, além de não separar falas de narração. Por exemplo:

-O que uma garota como você faz num lugar como esse? Perguntou o homem

Quando deveria ser:


- O que uma garota como você faz num lugar como esse? - Perguntou o homem.

O simples uso do travessão é essencial pra leitura não ficar bagunçada.

Vírgulas: Atente ao uso delas e saiba o lugar certo delas e do ponto final. Algumas palavras foram escritas de maneira errada, sempre releia seus posts e corrija alguns erros, na dúvida o amigo google está aí pra ajudar.

Grandes detalhes: Seu personagem estava no Brasil quando o ataque e tudo mais aconteceu… Como o táxi chegou tão rápido no acampamento meio-sangue? Tudo bem que o transporte é rápido, mas elas não usam um teletransporte.

Sátiros protetores sentem a presença de inimigos. O tal Raphael sentiria a presença deles e teria afastado o seu personagem de encrencas.

Particularmente eu achei forçado Apolo te dar presentes que não estão de acordo com a lista dos presentes de reclamação. Tudo bem, você pode colocar tudo o que quiser numa ficha de reclamação, mas tenha em mente que não vai ganhar nada além do que está previsto nas regras.

Bem… A dica que dou é: Procure ler fichas aprovadas, não use muitos diálogos e tente ser coerente na história. Ela não precisa ter 10 páginas, apenas uma breve história de como era a vida do seu personagem até descobrir a vida de semideus.

Qualquer coisa os monitores estão dispostos a tirar dúvidas, não desista nunca, você tem potencial e muita criatividade.

Por enquanto… Reprovado.




Cassandra Alexandra (por Garrett Bardrick)

Houve alguns erros bobos de pontuação e a famosa crase. Isso não atrapalhou em nada na sua reprovação, mas o que pesou mais foram as falas do semideus e de sua tia. O início do seu texto estava bem legal, estava fazendo sentido. Assim que o meio-sangue entrou em cena, a coisa desandou. A sua personagem não teve nenhuma explosão de poder característico dos filhos de Selene, recebimento de presentes de reclamação ou do holograma. Isso não aconteceu. A sua tia falar e o semideus ''afirmar'' é uma coisa, mas uma dessas 3 coisas que acabei de falar teria que acontecer. Não é porque falaram que você tem que aceitar. Então só arrume esse erro, entre os outros que citei logo no início. Ah, em uma parte do texto você escreveu ''Sefene'' arrume isso também. Outra coisa, não use uma cor tão cegante. Atrapalhou um pouco para ler.

Assim sendo, reprovada.




Amber Anzoy (por Ayla Lennox)

Olá, guria! Como vai você? Espero que bem. De toda forma, seja bem-vinda ao fórum e caso precise de alguma orientação ou tenha dúvidas, sinta-se mais que à vontade para me procurar (ou qualquer outro líder/monitor - nós temos um @ no chatbox pra facilitar a identificação).

Vamos ao que importa: Sua avaliação.

Confesso que me surpreendi positivamente quando li sua ficha. A história fluiu bem e tenho pouco a comentar nos aspectos de ortografia - só encontrei um ou outro deslize na pontuação que pode ser facilmente resolvido com uma leitura um pouco mais cautelosa antes de postar -, mas assim que li o primeiro parágrafo, notei que você começou a narração no presente.

Admito que me identifiquei, porque assim que cheguei por aqui também usava esse tempo verbal, mas, olha, pra ser bem sincera, é nele que se tem mais facilidade de errar. Digo, oscilar. Caso resolva mantê-lo, peço que revise bem o texto e decida em quais pontos está descrevendo uma ação que está acontecendo ou uma que já aconteceu, okay?

No geral, eu não tenho o que reclamar do aspecto coerência. Na verdade, achei realmente interessante o uso da figura da filha de Atena como sua terapeuta - já que não é comum a menção de semideuses adultos - ao invés de perseguição de monstros ou qualquer outro desenrolar estrambólico para descobrir sua colocação no mundo semidivino.

Espero que se desafie cada vez mais no quesito narrativo aqui dentro e vá progredindo cada vez mais, de verdade - e que eu acabe por acompanhar seu desenvolvimento vez ou outra.

Meus parabéns, garota.
Aprovada como filha de Ares.




Luke D. Miller (por eu mesmo)

E aí, Luke, beleza?

Então, você tem alguma qualidade de escrita, que obviamente precisa ser lapidada. Mas Afrodite não é uma deusa rigorosa, então isso não é necessariamente um problema.

Logo no começo da ficha, eu notei dois pontos negativos bem chamativos: o primeiro, a repetição desnecessária da palavra "deusa" na primeira pergunta; o segundo, quando você se refere às características físicas de Luke, você fala de um Marcos (atente-se). Esse é o tipo de coisa que nos faz imediatamente ir atrás de plágio - e normalmente nós achamos. Obviamente que existem situações e situações, mas esse tipo de erro não se pode cometer, entende? Uma coisa é seu personagem ter, sei lá, duas identidades - e mesmo assim você teria que explicar. Outra coisa é trocar o nome do próprio semideus.

Quanto à história, eu já tenho alguns avisos iniciais pra te dar: cuidado com as cores. É bem típico de filhos de Afrodite usar uma paleta de cores puxando para o rosa, então não é um problema desde que você não acabe usando tons muito claros (os de Jenny, por exemplo, poderiam ser mais escuros).

Eu queria salientar que tua escrita é boa, mas precisa de uns retoques. Também te recomendo reler e revisar o texto sempre que possível: você não aparenta ter muitos problemas com ortografia, mas precisa tomar cuidado com trechos confusos.

Por exemplo, na hora em que descreve a saída do jato, você diz: "Com passos longos, ele chegou ao carro preto que o aguardava, assim então nele, e do seu lado se sentou sua irmã que olhava para ele com um sorriso", sendo que a frase "assim então nele" fica meio perdida. Não está completamente errada, dá pra entender; mas seria melhor se fosse articulada de outra maneira, talvez usando o ponto final e iniciando um novo período.

Dentro do hotel, em um certo parágrafo, você ainda comete repetidos erros de acentuação: "Eles ficaram um tempo em silencio, até que Luke se levantou e foi até a cozinha pegando uma maça no cesto de frutas e voltando para a cama, se sentando ao lado da sua irmã, que parecia querer contar algo." - silêncio e maçã. Silencio é o verbo "silenciar" conjugado na primeira pessoa do presente, e maça é uma arma.

Em outra situação, mais precisamente aqui ("Depois de um tempo ele saiu do banheiro arrumado e foi pego pelo braço por sua irmã, que o puxou para a sacada da suíte, a qual havia uma espécie de cavalo alado, ele o conhecia do anime CDZ, ela olhou para ele e usou seu charme, o mandandoele subir e o mesmo assim fez, montando no pegasos"), você usa um período imenso para jogar um monte de informações. Calma. Você pode usar pontos finais no lugar da vírgula em várias ocasiões, até para o narrador se orientar bem. Do contrário, fica um texto muito corrido.

No entanto, Luke, o mais importante de tudo: NARRE O MOMENTO DA RECLAMAÇÃO. Desculpa se isso parecer meio rude, mas é só pra você não se esquecer quando refizer a ficha. Narre o momento da reclamação - sua irmã te contar é uma boa saída para dar algum sentido à história, mas você não narrou a reclamação. Esse momento pode tanto ser a manifestação de algum poder, ou um símbolo em cima da sua cabeça, ou receber os presentes de reclamação de alguma forma... Enfim, seu progenitor olimpiano - no caso, Afrodite - precisa te reconhecer como filho. Sem esse momento, sua ficha é automaticamente reprovada.

Assim sendo, reprovado.





Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos e mimimis... MP.
Aguardando atualização



Ayla, roubado de.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Roman Belcchior em Ter 15 Nov 2016, 20:41

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Desejo ser reclamada por E os, pois de todos os deuses, ela é a minha favorita, e também porque a Roman sofreu muito e acho que a trama de aprender a deixar o ressentimento no passado e a olhar para frente que planejei para ela poderia ser representada lindamente pelo amanhecer, domínio de Eos.

- Perfil do personagem.

Roman é bem tímida com as pessoas, porém quando faz amizade se solta. Inteligentíssima, com estratégias perspicazes e um jeitinho um tanto quando maluco. Misteriosa, é difícil ela contar algum segredo para alguém, mesmo assim é muito fofa e uma excelente amiga, sempre com um conselho na ponta da língua.

Roman tem cabelos castanho-escuros e lisos, quase sempre soltos. Seus olhos também são castanho-escuros e a pele é bem pálida.

- História do Personagem.

Muitos dizem que uma pessoa só morre quando seu coração para de bater, o que geralmente acontece em uma idade mais avançada ou por um terrível acidente. Eu discordo. Arthur Belcchior, meu pai, morreu no momento em que se casou. Não uma morte de alma, mas de sentidos. Isabella Caleigo era a mulher perfeita. Doce, delicada, gentil. Um perfeito exemplo e comigo sempre mostrara ser uma mulher muito materna. Quando olho para trás posso ver as pequenas fissuras em sua máscara, mas, criança leiga que eu era, como adivinhar que meu pai estava levando para casa um monstro que chamavam de princesa?

Nos primeiros meses após o casamento tudo ocorreu tão maravilhosamente bem que quase me esqueci da pergunta fantasma que repetia todas as noites: quem é minha mãe e onde ela esta? Aos poucos as coisas foram mudando. A mulher que era doce foi se transformando em uma pessoa fria, cruel, egocêntrica. Nos mudamos para Nova Iorque. Uma cidade belíssima de acordo com Isabella. Não tanto na minha opinião. Eu sentia falta da minha casa, dos meus avós, as únicas pessoas além de mim que realmente viam quem era a nova Sra. Mendell, da ilha. De tudo.

Mais acima de qualquer coisa: eu sentia falta do meu pai. Sentada em uma mesa escrevendo as poucas memórias que me restam de uma vida dolorosa, eu ainda me permito divagar para as tardes de verão onde íamos até a praia. Eu, ele, meus avós, meus primos. Andando com pés descalços sobre a areia, contando histórias e lendas sobre Athanasía e a torre dos relógios. Das corridas, brincadeiras de conchas, das inúmeras risadas ao lembrar de minha querida tia Emma. Não tenho palavras para descrevê-lo como é agora, ou como era quando o vi pela última vez. Sempre jogado no sofá, uma garrafa de vodka na mão, bêbado demais até mesmo para entender que eu era sua filha , sua garotinha, e que não estava tentando fazer mal algum a ele, que era o que ele insistia em gritar enquanto me batia em suas piores noites, geralmente quando Isabella saia acompanhada pela porta por homens ricos, nascidos em berço de ouro, segundo ela.

Acredito que minha vida mudou completamente na noite em que meus avós morreram. De tudo o que havia me acontecido até aquele momento, aquilo foi definitivamente o mais doloroso. Isabella ao receber a noticia ria, descontrolada… Histérica. E meu pai, embora houvesse acabado de perder duas das pessoas que ele mesmo dizia serem as mais importantes em sua vida, continuava bebendo como se a notícia não fosse nada que valesse seu tempo. Naquela noite sozinha no telhado eu chorei como nunca havia chorado até então. Meus pilares eram os meus avós e se eu continuei viva até aquele momento era porque eles existiam, a querida Isabella não queria que boatos ruins sobre sua adorável pessoa circulasse em Messina.

O relógio badalou. Uma, duas, três vezes e meu inferno começou nesse segundo. Isabella surgiu e, com uma força que eu jamais acreditei que ela teria, saiu me arrastando escada abaixo. Meu pai apesar de ter sido levemente abalado pela cena não fez nada, absolutamente nada que mostrasse que no fundo se importava. Nem mesmo enquanto a sua querida esposa gritava desaforos sobre como eu era ingrata e como minha mãe provavelmente devia ter visto o monstro que havia parido para ter me abandonado. Não lutei contra, não respondi, não fiz nada. Apenas me deixei ser arrastada no meio da noite para um beco, onde ela me largou após ter avisado para não voltar para a entrada do inferno que chamava de casa. Apesar de não ter o que temer eu não retornei, não naquela noite, nem nas seguintes. Daqueles dias só o que tenho são memórias borradas, que não faço questão de me lembrar.

Minha primeira experiência fora do comum foi quando depois de vários dias sem comer, estando faminta, sedenta e suja me deparei com algo no mínimo estranho. Estava passando por um beco, havia avistado uma velha senhora que sempre me ajudava, quando vi um pouco mais a frente uma menina. Diria que ela era mais nova do que eu, com algo parecido com uma adaga em mãos, lutando contra um cão enorme. Porque só podia definir aquilo como um cão. Fascinada eu observei quando ela enfiou a adaga em um dos olhos da criatura e em poucos minutos ela se transformou em pó. A garota caiu. Estava tão machucada e eu queria tanto poder fazer algo. Corri até dois policiais que estavam sentados em frente a uma cafeteria algumas ruas atrás e os levei até o beco explicando tudo o que havia visto, mas quando chegamos lá não havia nenhuma garota, ou sangue. Não havia nada. Me taxaram de louca. Ir parar em uma clinica psiquiátrica foi inevitável após isso.

St. Salutem era tudo o que um hospital não deveria ser. Localizado perto de Long Island ele se assemelhava muito a uma fortaleza na beira do mar. Perdi a conta de quantas vezes recebi o tratamento de choque dado a todos os internos, de quantas atividades para reestabelecimento social tive que fazer, de quantas pessoas vi ir e voltar nos corredores sujos daquela prisão de ninguém. Em um momento passei a acreditar que de fato era louca, que a menina e o cão eram alucinações de minha mente fraca após semanas vagando pelos becos imundos de Nova Iorque debaixo da neve. Se não fosse por um descuido da enfermeira eu até hoje estaria decifrando figuras e observando os flocos brancos caindo através de minha pequena janela.

Foi em um dia de tempestade de neve que fugi. Meu quarto era no alto de uma das torres e a enfermeira acreditando que eu estava dormindo foi buscar minha dose noturna de remédios. O pior erro dela e a minha salvação foi sua falta de atenção ao fechar a porta que ficou entreaberta e me permitiu correr até estar sentindo o ar noturno em cima de um dos longos muros.

A morte pode ser vista de várias formas. A insolente que leva pobres almas para joga-las em um mundo duvidoso. A amiga que acolhe debaixo de seu manto aqueles que sofrem durante sua monótona existência. A dissimulada que promete aos delirantes um novo conto rodeado de fantasias juvenis. E a manipuladora que arrasta lentamente os suicidas na beira do abismo até as profundidades pútridas do subsolo. Para mim ela era uma libertadora, que carregaria minha alma pelos reinos de Morfeu.

A única coisa que pensei enquanto ouvia os gritos das enfermeiras e me lançava em direção ao mar foi porque mamãe havia me deixado, tão sozinha, com um pai morto e em um lugar tão, tão escuro.

Uma semana depois, quando acordei na enfermaria do lugar que se mostraria um lar como achei que nunca mais teria, a primeria coisa que vi foi um símbolo, que poucos minutos depois, descobri ser o sinal de reclamação de Eos.

Após fazer muitas perguntas sobre o lugar para ver se havia entendido direito esse lance de filhos de deuses gregos com mortais, Acampamento Meio-Sangue e tudo mais, descobri também que fui resgatada por uma filha de Éolo, que trabalhava como enfermeira no hospital e suspeitava desde que soube como fui parar lá que eu era uma semideusa.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Nataniel Rodrigues em Qua 16 Nov 2016, 20:38

Ficha de Reclamação
Por qual deus você deseja ser reclamado e por quê?
R: Apolo, pois ele é o deus da arquearia, do sol e da medicina, e eu acho que essas características combinam bastante comigo.
Características físicas:15 anos, pele clara, olhos castanhos, altura mediana de 1.56 m, corpo normal (nem muito gordo, nem muito magro), cabelo loiro cacheado.
Características Psicológicas (Personalidade): Sou alegre e bem extrovertido (menos quando o assunto é amor), gosto de fazer piadas e deixar as pessoas felizes e sou bem otimista, sou leal aos meus amigos e valorizo muito a lealdade, adoro ficar ao ar livre, mas também gosto bastante de ficar perto das máquinas.
História

0 – Prólogo
No ano de 1995 no show de sua banda favorita, em Londres, Marilane Rodrigues - uma ótima cientista e projetista de maquinas, linda com seus longos cabelos castanhos, estava curtindo o seu show quando percebeu uma cutucada nas costas, ela virou para ver o que era se deparou com um cara alto, esbelto, de cabelo cacheado e loiro, de aproximadamente uns 25 anos, vestindo uma camisa de manga comprida rocha, calça jeans e tênis preto, que disse:
-Hum... olá.
-Oi.- Respondeu ela um tanto desconfiada.
-O que uma garota como você faz num lugar como esse? - Perguntou o homem
Ela ficou em silêncio esperando uma explicação.
-Bom, como eu pude ver, você não se encaixa no perfil de "rockeira".
-Ah, todos dizem isso, eu só tenho um gosto peculiar para música, mas você também não está exatamente vestido de acordo com o local. - Disse ela, apontado para ele num tom sarcástico.
-Touché.
-Bem... você ainda não me contou o seu nome... - Disse ela
-Oh perdão, meu nome é Afonso. - Mentiu ele, que na verdade se chamava Apolo.
-Que belo nome, o meu é Marilane
-Quer sair para comer alguma coisa depois do show? - Perguntou Apolo.
-Para falar a verdade, sim, ficar no meio de toda essa gente me deu fome.
E foi assim que nasceu uma linda amizade entre um deus e uma cientista, e dessa amizade nasceu o amor, e esse amor deu frutos.
Até que na noite do dia 14 de fevereiro de 2001, Marilane entrou em trabalho de parto, mas Apolo não estava presente, ela passou por um parto difícil sem o seu amado, mas ao final do dele Apolo chegou correndo no hospital, e quando foi à porta da sala ouviu um som diferente, delicado, um choro, e foi quando ele se encheu de alegria, pois a criança havia nascido, mas também de tristeza, pois aquela criança iria crescer sem um pai, sem uma pessoa em quem se espelhar. Ele entrou no quarto e viu Marilane com seu bebê no colo e disse:
-Ele tem os seus olhos.
-É. - Respondeu ela com voz de cansaço.
-Já decidiu qual vai ser o nome? - Perguntou o deus
-Sim, ele será Nataniel, Nataniel Rodrigues.
-Rodrigues deve ser um sobrenome muito comum, não é? Eu me lembro de conhecer alguém com esse nome, só não me lembro quem...
-Seria... Mauro Rodrigues, um dos semideuses e filhos de Atena mais inteligentes da história?
-Ele mesmo, eu me lembro de como a estratégia dele foi crucial para derrubar a ... Pera aí?!?! Como você sabe sobre semideuses?
-Eu sou a filha de Mauro, e aprendi muito sobre os deuses, meu querido Apolo.
-Então se você sabe até quem eu sou ... deve saber o que acontece agora, certo? - Perguntou Apolo.
-Sei, infelizmente.
-Espero que vocês fiquem bem... adeus.
1 – O ataque
E o tempo foi passando, Nataniel já estava com 15 anos e estudava numa escola chamada Colégio Cenecista Felipe Thiago Gomes, na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro. Era o primeiro dia de aula do seu último ano na escola, ele e seu melhor amigo, Raphael, estavam sentados em seus lugares na sala de aula, quando a professora apresentou uma aluna nova, ela era linda com seus longos cabelos negros e sua pele branca como a neve, seu nome era Isabela.
No momento em que a garota entrou na sala, Raphael percebeu algo de estranho nela, algo ruim, ele se virou para Nataniel e, ao vê-lo quase que hipnotizado pela garota, sussurrou:
-Nem tenta parceiro, essa garota é furada.
-Ela é tão bonita, né? – Perguntou Nataniel.
Nisso, a garota procurou uma carteira no fundo da sala e sentou ao lado de Gean - ele era um garoto alto e forte que não se entendia com Nataniel, sempre estava procurando confusão com ele, mas Raphael sempre defendia seu amigo, afastando-o do garoto e não deixando ele brigar – e começou a conversar com ele, como se fossem velhos amigos:
-Olha lá, ela é amiga de Gean, você acha mesmo que aquela garota é pra você? – Perguntou Raphael
-Ah cara, esquece isso.
Ao bater o sinal do intervalo, todos os alunos desceram para o pátio, menos Nataniel e Raphael, eles foram até o corredor quando já tinha mais ninguém, e Nataniel tirou seu estilingue do bolso para mirar lá embaixo no pátio.
Até que ele viu Gean passando lá embaixo com uma lata de Coca-Cola na mão conversando com seus amigos.
Nataniel preparou o tiro, e respirou fundo.
-Você não planeja acertá-lo daqui não é? - Perguntou Raphael
E, naquele exato momento, Nataniel soltou a corda do estilingue, fazendo a pedrinha voar na direção, não de Gean, mas sim de seu refrigerante.
Nataniel não respondeu, apenas deu uma risada para o seu amigo.
E no momento em que a pedrinha se encontrou com a lata, explodiu refrigerante para todo o lado, principalmente no rosto de Gean, que imediatamente já soube quem foi que fez aquilo, e nesse momento ele percebeu que suas suspeitas estavam certas, nenhum ser humano normal acertaria aquele alvo tão de longe, ele percebeu que era hora de agir.
Nataniel e Raphael estavam caindo na gargalhada quando uma inspetora chegou e os avisou que eles deveriam descer, pois nenhum aluno podia ficar na sala durante o intervalo, e foi o que eles fizeram. Lá embaixo eles viram Isabela conversando com Gean e Nataniel resolveu ir falar com ela:
-Oi! Você é a garota nova, né? Muito prazer, meu nome é Nataniel.
-Muito prazer, eu vi vocês dois lá encima ainda agora... foi você que fez isso? - Perguntou ela apontando para o garoto todo molhado de refrigerante.
-Hmm... foi sim. – Respondeu ele um pouco envergonhado.
-Que legal! Você é exatamente quem eu estava procurando. – Disse ela se aproximando de Nataniel.
Nessa hora Raphael finalmente percebeu o que havia de errado com a garota, e se condenou por demorar tanto a perceber.  
Naquele momento, ela começou a se transformar, sua pele foi ficando verde e cresceram caudas de cobra no lugar de suas pernas, ela pulou em cima de Nataniel que estava paralisado de medo, mas Raphael foi mais rápido e deu uma voadora de duas pernas nela fazendo-a cair para trás e gritou ofegante:
-Corre Nataniel!
E ele o fez, saiu correndo em direção à saída da escola. Enquanto corria, olhou para trás e viu seu amigo lutando com o que já fora Gean, mas não havia mudado muito, apenas cresceu mais e no lugar dos dois olhos agora haviam só um, o monstro foi jogado para trás por ... aquilo era uma Árvore?!?!
Ele conseguiu sair da escola com segurança e se virar a tempo de ver Raphael tocando o que parecia uma flauta, comandando as árvores para prender os monstros e correr até ele, quando Raphael chegou perto, Nataniel percebeu uns rasgos nas calças do seu amigo, e o que tinha em baixo delas não era exatamente humano.
-Cara... A sua calça...
-Droga, ela era minha favorita. - Respondeu ele, tirando a calça e jogando-a de lado, revelando suas pernas peludas, e cascos no lugar dos pés.
-Wow, que maneiro! Você é um... como se chama mesmo? Fauno, igual ao do filme “As crônicas de Nárnia”. - Disse Nataniel entusiasmado.
-Não cara, pelo amor de Pã, sátiro, sou um sátiro, não me confunda com aqueles inúteis que só sabem vagabundear por aí. - Respondeu Raphael
-Não vejo muita diferença... - Disse Nataniel sarcasticamente.
- Ha, Ha, Ha. Não temos tempo para isso cara, aquilo não vai segurá-los por muito tempo, temos que ir até a sua casa, rápido. Precisamos falar com a sua mãe.
2 – A batalha
A casa de Nataniel era à umas duas ruas a escola, portanto, não foi tão difícil de chegar até lá. Ao chegar, eles abriram a porta com força e Raphael foi correndo falar com a mãe de seu amigo, que estava na sala de estar:
-Olá Sra. Rodrigues, nós temos um probleminha, Nataniel foi descoberto. – Disse Raphael, ofegante
-Eu temia que esse dia chegasse, temos que mantê-lo seguro.
-Pera aí, me descobriram? O que está acontecendo? - Perguntou Nataniel, confuso.
-Você lembra de sempre me perguntar sobre seu pai? E que eu só respondia que ele que nos abandonou?
-Lembro.
-Então, essa parte é verdade, mas o motivo dele ter abandonado a gente é bem simples, o nome de seu pai é Apolo, deus grego do sol, por isso ele não podia ter uma família mortal e foi embora.
Ele ficou olhando para sua mãe, não acreditando naquela história toda.  
-Não podemos perder tempo, venha. - Disse Marilane.
Após isso ela foi até a parede, apertou um pequeno quadrado destacado da pintura e abriu-se um buraco ao lado do tamanho de uma porta, e entrou nele:
-O que estão esperando? Venham. - Disse Marilane.
E eles entraram. Chegando lá embaixo eles se depararam com um grande laboratório de pesquisas com várias máquinas, e várias espadas, adagas e arcos pendurados nas paredes e um grande computador com uma tela enorme no lado direito da sala:
-Aqui é o antigo laboratório secreto do seu avô, era aqui que ele trabalhava com as coisas mitológicas, e por sinal, ele também era filho de um deus grego. - Disse Marilane.
-Eu sabia que o vovô era inteligente, mas isso? É de deixar qualquer um louco. – Afirmou ele
-Chega de enrolação, temos que nos preparar. O que vamos enfrentar, Raphael?
-Uma dracaena e um ciclope. - Respondeu o sátiro.
Após isso, pôde-se ouvir um estrondo gigantesco vindo da parte de cima casa.
-Parece que nossos visitantes chegaram. - Disse Nataniel.
Marilane pegou duas adagas de bronze, as entregou para seu filho e disse:
-Fique aqui dentro e não saia em hipótese alguma.
-Mas eu quero ajudar! - Protestou ele
-Você já estará ajudando bastante ficando seguro aqui embaixo. Está pronto Raphael?
-Só preciso da minha flauta, vamos, temos que protegê-lo. - Respondeu Raphael.
Então, subiram Raphael, equipado apenas com sua flauta, e Marilane, equipada com sua espada e escudo de bronze celestial, enquanto Nataniel ficou lá embaixo com a porta trancada.
Passaram-se uns três minutos após eles saírem e Nataniel só escutava estrondos muito altos e barulhos de coisas quebrando, então ele resolveu ir lá para cima, mas ele não podia lutar com aquelas adagas, ele nem sabia usá-las, ele foi até uma das paredes e retirou um arco e uma aljava com algumas flechas, e foi ajudá-los, pois eram seus amigos e não podia deixá-los na mão. Ele abriu a porta, subiu as escadas e se deparou com a casa toda destruída, sua mãe desmaiada num canto da sala e seu melhor amigo sendo estrangulado pelo ciclope, ao ver aquilo gritou:
-Eu estou aqui! Venha me pegar seu merdinha!
Ao escutar isso o ciclope jogou o sátiro com força na parede, deixando-o quase morto e foi correndo em direção ao semideus, Nataniel desceu correndo as escadas até chegar à sala, no último segundo conseguiu pular para o lado e desviar da investida do monstro, que foi à toda velocidade de encontro com a parede, que cedeu à força do ciclope, desabando metade da casa encima dele.
Quando Nataniel pensou que estava tudo bem, as pedras começaram a se movimentar, e o monstro que já fora Gean, levantou do meio dos destroços e disparou novamente contra Nataniel, ele teria que pensar em alguma coisa senão a morte chegaria para ele, e chegaria rápido.
Nataniel preparou uma flecha no seu arco e mirou, respirou bem fundo, se concentrou nela e imaginou ela bem no olho daquele ciclope, e por fim, disparou, a flecha foi cortando o ar diretamente no único olho do ciclope, atravessando o crânio dele por inteiro, fazendo-o se transformar em pó instantaneamente, Nataniel sentiu a fadiga o atacando, mas ainda havia um monstro para matar, então ele subiu novamente.
Ele encontrou a dracaena na sala destruída de sua casa, e ela, por sua vez, partiu para cima dele com suas presas à mostra, ele tentou preparar outra flecha, mas ao se lembrar de quem aquele monstro era, ele hesitou, não conseguiu atirar contra o monstro que já fora Isabela. A dracaena deu uma patada em seu arco, jogando o garoto para trás e destruindo a arma.
Nataniel estava caído no chão quando viu a dracaena partindo para cima dele mais uma vez, ele fechou os olhos para esperar a própria morte, mas quando os abriu novamente, se deparou como monstro parado na sua frente com uma cara de espanto e só depois ele percebeu que tinha um galho da árvore do seu quintal atravessando o peito dela, ele procurou um pouco com o olhar e viu Raphael todo machucado usando suas últimas forças para tocar aquela flauta e salvá-lo mais uma vez.
O monstro se desfez em pó bem na sua frente, logo após isso ele sentou-se no chão pelo cansaço e ficou ali por um tempo.
Um pouco mais tarde naquele mesmo dia, após encontrar a sua mãe e contá-la o que aconteceu, ele a perguntou:
-O que faremos agora, que nossa casa foi destruída?
-Eu vou com seu padrasto e sua irmã para um apartamento de férias que ele tem numa cidade próxima daqui. E você... é melhor perguntar ao seu amigo. - Respondeu ela apontando a cabeça para Raphael.
-Nós vamos a um lugar seguro para pessoas feito você, o acampamento meio-sangue e eu acho melhor partirmos o mais rápido possível, antes que mais monstros sintam seu cheiro. -Disse Raphael.
Naquele momento ele tirou uma moeda estranha do bolso da camisa, que por algum motivo ainda estava intacta, e a jogou para o alto, logo em seguida apareceu uma espécie de taxi com três senhoras cegas dirigindo.
-Para o acampamento meio-sangue, por favor. - Pediu Raphael.
-É claro. - Disse uma das senhoras.
-Vamos cara, ainda quero chegar lá antes do jantar. - Disse Raphael apressado.
Nataniel olhou para sua mãe com cara de dúvida e ela disse:
-Vá meu filho, eu vou ficar bem.
Então ele foi até ela, deu um abraço bem apertado em sua mãe e disse no seu ouvido:
-Eu te amo, mãe.
-Eu também te amo, filho.
Ele entrou no carro e foi direto para o acampamento.
3 – A Chegada
Após quase um dia de viagem, já havia anoitecido, o carro parou numa colina no meio de uma floresta e eles desceram dele, que foi embora voando:
-Você tá brincando, né? Não tem nada aqui. - Disse Nataniel indignado.
-Calma, estamos quase lá. - Respondeu Raphael.
E eles foram andando pela floresta, Nataniel já estava impaciente quando eles passaram por um arco grande de madeira fincado no chão, então do nada, eles não estavam mais no meio de uma floresta, agora, no topo de uma colina, e abaixo dela, havia um campo gigantesco com várias casas enormes diferentes:
-Uau, que lugar enorme! - Disse Nataniel
-Bem-vindo ao acampamento meio-sangue. Todas aquelas pessoas lá embaixo são iguais a você. - Disse Raphael, apontando para o campo aberto.
-Todos aqui são bonitões e têm um ótimo senso de humor? - Perguntou Nataniel.
-Não exatamente. Eu quis dizer que todos aqui também têm um parentesco divino, seja pai ou mãe. Vamos rápido, está na hora do jantar! - Disse Raphael apressado.
Raphael saiu correndo na frente e Nataniel foi logo atrás, chegando lá embaixo, estavam todos reunidos em volta de uma grande fogueira, Raphael estava conversando com uma criatura que era metade cavalo e metade humano, ele se aproximou dos dois quando o homem-cavalo começou a falar:
-Hoje, se juntou a nós um novo semideus, uma nova criança assustada que, assim como todos vocês, passou por muitas dificuldades para chegar até aqui. Apresente-se garoto. - Apontando para Nataniel.
-Hmm... sou Nataniel Rodrigues, e sou filho do deus sol, Apolo. - Respondeu ele.
- Rodrigues? Interessante... muito prazer, meu nome é Quíron, mas como você sabe disso? Já foi reclamado? - Perguntou ele.
-O que é ser reclamado? - Perguntou Nataniel.
-É quando seu parente divino lhe reconhece como filho, geralmente alguma coisa mágica acontece, como um símbolo flutuante girando em torno de sua cabeça. - Respondeu-lhe Raphael.
-Ah, entendi. Então não, não fui reclamado, eu sei disso pois minha mãe me disse. - Disse ele a Quíron.
-Entendo, mas não podemos oficializar nada sem uma reclamação, você ficará no chalé de Hermes por enquanto. - Disse Quíron.
-Mas É ele, eu tenho certeza! - Exclamou Nataniel
-Acalme-se garoto, se ele realmente for o seu pai, te reclamará logo, não tenha pressa. Agora está na hora mais aguardada da noite. A hora da Comida! - Quíron exclamou a todos.
Nataniel foi até a mesa do chalé de Hermes, que por sinal, era a mais cheia, enquanto as harpias serviam o resto dos campistas. Ele passou todo o jantar pensando em seu pai e em quando poderia velo pessoalmente, mal tocou na comida por causa disso.
Ao final do jantar, os campistas se dirigiram aos seus respectivos chalés e Nataniel fez o mesmo, chegando lá ele procurou a sua cama, se jogou nela e rapidamente caiu no sono graças ao seu dia puxado.
4 – O encontro
Ele estava tendo um monte de sonhos estranhos, como luzes piscando em seu rosto, imagens aparecendo e sumindo em seus olhos, até que uma hora, eles ficaram mais lúcidos e Nataniel estava agora num campo bem aberto sob a luz do sol, um pouco à frente ele viu um homem alto, esbelto, cabelos loiros e cacheados, emanando um calor aconchegante, ele soube na hora quem era e foi até ele dizendo:
-Apolo? É você?
-Olá meu filho, como você cresceu. - Disse Apolo.
-Eu sabia! Sabia que era verdade, a mamãe estava certa! - Exclamou Nataniel, alegre.
-Ah sim, eu me lembro muito bem, era a noite do show da banda Bon Jovi em Londres, no ano de 1995, sua mãe era a garota mais diferente que eu já havia visto, era uma cientista, muito linda e com bom gosto para música, falando nela, como está Marilane? - Perguntou Apolo
-Ela está muito bem, está vivendo num apartamento com meu padrasto e minha pequena irmãzinha, ela demorou para superar a sua partida, eu que tive que a convencer de ir conhecer gente nova.
-Sinto muito pelo que fiz ela passar, mas foi necessário, fico feliz de ver que ela seguiu em frente. Acho melhor você ir agora, eu deixei uns “presentinhos” para você em sua cama, por todos os 15 aniversários em que eu não estive presente. - Disse Apolo.
Nesse momento Nataniel começou a brilhar bem forte, as imagens começaram a sumir e ele caiu num abismo sem fim:
-O que? Espera aí!!
Quando acordou ele percebeu uma agitação em seu quarto e uma luz forte, tão forte que quase desafiava a escuridão da noite, mas essa luz não estava vindo de uma lâmpada ou algo assim, ela estava vindo dele mesmo, e encima dele, haviam um arco dourado, uma aljava e um pequeno escudo de bronze celestial.
Quíron apareceu no chalé para averiguar a situação e quando percebeu o que havia acontecido disse:
-Salve Nataniel Rodrigues, filho do sol.
Nataniel Rodrigues
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Noelle van Houten em Dom 20 Nov 2016, 16:24



Avaliação


Roman Belcchior — Reprovada como filha de Eos


Banida por 3 dias por conta de plágio, receberá um aviso e poderá voltar ao fórum assim que a punição se encerrar. O texto original pode ser encontrado aqui. Poderá recorrer e comprovar a autoria da ficha em 24h a partir da data e horário desta postagem, porém não será aceita de qualquer maneira.



Nataniel Rodrigues — Aprovado como filho de Apolo


Se você é novato aqui, seja bem vindo!

Vamos direto ao ponto, já que eu tenho algumas (muitas) coisas pra te falar sobre sua ficha. A primeira delas é sobre seu futuro progenitor, Apolo: Ele não é O deus da medicina, apenas existem histórias de que ele foi o percursor dessa área, mas o cargo pertence ao seu filho, Asclépio.

Gostei da parte das características (apesar de eu achar corpos magros e gordos "normais", anormal é pele azul etc), mas achei que faltou algum pingo de particularidade aí. Alguma característica física que só o seu personagem tenha, ou algo mais específico. Apesar disso, continua tudo ok.

Um conselho que tenho sobre suas futuras narrações é a organização. Quando enviar novos testes, missões one post ou qualquer texto único, experimente criar um roteiro para ele — o que, obrigatoriamente, deve conter na introdução, no desenvolvimento e no encerramento. Citando as principais fica mais fácil para que não se perca e também para evitar rodeios no texto, informações desnecessárias, diálogos dispensaveis e outros.

Você teve alguns erros de ortografia mas eu prefiro não expô-los aqui, já que o propósito da ficha de reclamação não é toda essa avaliação tecnica. Você certamente vai melhorá-los em futuras narrações, assim como todos nós.

Achei legal ter descrito a interação da mãe do personagem com o deus logo no início, e os fatos que se seguiram também foram interessantes. Alguns erros de coerência como ter chegado no Acampamento em uma hora — ok, por mais que tenha usado a carruagem da danação, ainda demoraria mais do que isso. O semideus estava realmente longe de lá.

No geral acho que é suficiente, apenas pode organizar melhor seu texto, colocar parágrafos e mais quebras de linha entre eles, para que fique mais agradável e fácil de ler. Como sempre, revisar é essencial.

Se tiver alguma dúvida sobre o fórum ou reclamação, pode me enviar uma mensagem privada! Seja bem-vindo!

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
© lavínia cavendish


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hera em Seg 21 Nov 2016, 14:00




Atualizado!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Cole Undameno em Qui 24 Nov 2016, 21:36

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Melinoe. Eu não vejo muitos personagens que são filhos dela, o que deixa meu personagem mais original, e eu sempre gostei de coisas de fantasmas.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Cole é um garoto pálido (mas nem tanto!) com um cabelo loiro e olhos castanho claro. Ele é um pouco pequeno para sua idade (14) mas dificilmente alguém percebe. Ele usa sapatos preto e uma calça preta, com a camisa do Acampamento Meio-Sangue.


Cole é um pouco obsessivo, mas também é caridoso. Ele gosta de ordem e limpeza, mas também é desajeitado e tem um pouco de problemas em fazer novos amigos, sabendo que ele é um pouco estranho. Seu defeito mortal é guardar rancor. Ele pode ficar raivoso e arrogante facilmente, e ele sempre tenta ganhar vingança contra seus inimigos.

- História do Personagem

Cole na verdade foi um acidente- seu pai nunca queria ter um filho com a deusa dos fantasmas, mas é difícil saber se sua mãe pensava o mesmo. Eles deram Cole para sua vó, e ela o colocou num orfanato.

Quando sua vó morreu, ele viveu junto com sua irmã mais velha, que não era uma meio-sangue e sua mãe não era Melinoe. Ele foi colocado numa escola por ela, e eles viveram relativamente bem.

Na manhã seguinte, quando Cole voltava da escola sozinho, viu um escorpião gigante indo até sua direção, com 3 outros meninos.

Um raivosamente atacava a calda do animal com uma lança, o outro com um arco e o ultimo com uma faca. O animal estava sofrendo pelo menos algum dano, mas ele ignorava. Ele corria atrás de Cole.

Horrorizado, Cole saiu correndo, mas o escorpião alcançou ele. Agarrou ele com uma de suas garras, e tentou acabar com Cole com sua calda, mas foi parada pela lança de um dos garotos lutando contra ele.

Quando tentou escapar das garras, Cole se lembrou de uma coisa; ele adorava usar correntes como armas. Ah, e ele também sem querer congelou um sanduíche na escola.

Arrotou na calda calda do inseto, congelando-a completamente. Um garoto pulou na cara do escorpião, deixando ele ainda mais bravo e soltou Cole.

Cole pegou uma corrente do bolso, e atirou num dos braços do escorpião.

Quando o bichano olhou de volta para Cole, os 3 atacaram ele de uma vez. Poof! O monstro desapareceu em pó.

Quando sua irmã voltou, Cole contou sobre o escorpião e sobre os 3 meninos que ajudaram ele a enfrenta-lo a ela, e também falaram sobre o Acampamento Meio-Sangue.

Sua irmã concordou em coloca-lo lá. Cole abraçou sua irmã, e depois partiu para o Acampamento Meio-Sangue.

Quando eles chegaram, já estava de noite. Estavam cantando em volta da fogueira com o resto do chalé do Apollo. Quando eles terminaram, um símbolo apareceu flutuando na cabeça de Cole. Era cinza, parecia ser um "fantasminha" metade branca e metade preta.

Era o simbolo de Melinoe.
Cole Undameno
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Gaspard Delevigne em Qui 24 Nov 2016, 23:09

Death's Oracle
1. mamãe querida e motivos claros
Desejo ser reclamado por Macária. O meu background de trama — que envolve uma habilidade específica, futuramente ganha em DIY, a qual me permitirá ver as formas de morte de um ciclo específico de pessoas influentes na trama pessoal — pede isso, uma vez que deveria ser algo ligado à morte, ainda que sem a aura tão pesada dos deuses do submundo (Hades, Tânatos, Melinoe, etc.). Perséfone seria uma saída pela sua segunda face como deusa da primavera, mas o surgimento de Macária coube muito melhor nos meus planos, principalmente se for levada em consideração a possibilidade narrativa fornecida pelo evento passado (Les Revenants), a vasta gama de habilidades e os presentes incríveis.
Death's Oracle
2. físico agradável, mas emocional fodido
— Físico: Seu porte não é dos mais atléticos. Apesar de magro e, de certo modo, em forma, não possui músculos muito definidos e nunca contou com eles para lhe tirar das mais diversas provações que encontrou em seu caminho, preferindo usar a sua agilidade e inteligência para tal. Assim sendo, tem um corpo esguio, alongado, soando muito mais elegante do que realmente era; afinal, para um garoto de rua parecer assim... custava.

Não fosse a sujeira constantemente povoando seu físico, ele facilmente seria confundido com um modelo: tendo seu rosto em formato de coração, com cabelo cortado rente ao couro cabeludo e olhos claros muito expressivos — daquele tipo que parece revelar o misto de emoções que seu âmago comprime —, além de uma boca em certos termos grossa, desejável, que vira e mexe formavam palavras profundas, enaltecidas por sua voz rouca e tão adulta para alguém de dezessete anos... céus, ele não fazia ideia do quanto era tentador.


— Psicológico: Os muitos anos nas ruas de Ottawa foram mais educadores do que a casa dos seus pais, pensava ele. Nunca os conheceu, mas sabia que estavam lá em algum lugar; afinal, ele tinha ido parar naquele mundo de alguma forma, não tinha?

Isso o afetava mais do que ele gostava de admitir. Acabou criando uma personalidade isolada, com dificuldade para fazer amizades, para confiar em alguém. Ainda assim, permitiu-se fazer alianças nos anos em que passou nas ruas, já que furtar comida em grupo era muito mais fácil do que uma ação solitária, e já que enfrentar valentões sozinho não era uma ótima ideia, diga-se de passagem.

Ainda que recluso, sabia que esse seu afastamento era apenas uma forma de defesa. Era como paredes erguidas, muros altos para que ninguém entrasse. Mas assim que alguém entrava, surpresa: François era alguém doce, simpático e muito, muito leal; daria a sua vida por alguém que ama, muito provavelmente por não existir muitas pessoas como essa. Sábio por pensar demais e falar pouco, também é alguém para se pedir conselhos — quando já se passou da fase fechada com ele, é claro, porque antes disso ele vai fingir uma indiferença ou simplesmente fugir da conversa, já que fugir das coisas que não deixam-no à vontade é uma prática muito comum para o canadense.
Death's Oracle
3. trágica história do personagem
Ela gemia em agonia. Havia sangue empapando toda a frente da sua blusa, irrigado por um corte profundo pouco abaixo do seu diafragma, e uma de suas pernas estava virada num ângulo estranho, visivelmente quebrada. Isso, junto ao suor acumulado em sua testa, ao tom pálido de seus lábios e ao tremor de seu corpo inteiro, denunciava o óbvio: ela estava morrendo.

Ali, eu gostaria de saber quem era. Eu gostaria de saber quais eram as minhas habilidades; saber que eu podia fazer coisas fantásticas como ela havia feito o atacar, se defender e desviar do seu oponente. Mas eu não sabia. Eu me resumia a ser o garoto trêmulo que ainda estava chocado por descobrir um mundo que ainda não entendia — um com deuses e monstros —, sujando-se de sangue ao segurar no colo a garota ferida e implorando inutilmente para a sua vida não se esvair.

— Fr-Franz... —  disse fracamente a garota. Seus olhos puxados, de traços orientais, buscavam os meus, enquanto suas pequenas e finas mãos vacilavam ao tentar cruzar a distância que as separavam do meu rosto. Quando finalmente ancorou seus olhos nos meus e tocou-me fracamente, senti suas extremidades anormalmente gélidas, bem como senti que o fio que amarrava a sua alma àquele corpo estava para se romper. — E-eu... est-tou mor... morrendo...

De olhos lacrimejantes, eu neguei com a cabeça. Eu acariciei seu rosto e, automaticamente, limpei uma lágrima que escorria por seu rosto. Levei meus olhos para o ferimento que arrancava a ferro cada segundo de vida que ainda lhe restava, desejando como nunca saber uma maneira de estancar o sangramento. Kaya morreria e eu não seria capaz de fazer nada contra isso.

— E-está doendo... Fr-Franz, e-está do-doendo... — choramingava ela. Seu olhar passava a adotar aquele tom de distanciamento, não conseguindo focar-se nos meus, e mesmo sua respiração já fraquejava. Eu não aguentava mais ver aquele sofrimento. — Vo-você precisa... me... m-mat-tar... E-eu n-ão aguento m-mais...

Então, atrapalhada, ela resgatou um pequeno objeto caído ao seu lado: uma faca de lâmina bronzeada parecendo muito afiada, cujo punho era recoberto com couro. Ela entregou-me e, suplicante, repetiu a sua fala de antes. Ela estava em seu limite.

— E-eu não posso, Kaya — protestei. A minha voz falhava como se eu fosse o ferido, mas aquilo se resumia à negação de, propriamente dizendo, matar alguém que aproximou-se de mim e conquistou a minha confiança em tão pouco tempo. — Eu não posso fazer isso com você. Você vai sobreviver, eu sei... Você vai...

Ela silenciou-me com um olhar. Não sabia ao certo, mas pareceu-me ser de pena — era como se ela soubesse que não tinha mais salvação e risse ao ver minha esperança ainda viva, literalmente; os cantos da sua boca repuxaram-se para cima e revelaram seus dentes perfeitamente alinhados, no último sorriso que a Mahn-Sunwoo daria naquela vida. Uma pena que ele tenha durado tão pouco: ela pareceu sentir uma pontada em seu estômago e remexeu-se, gemendo alto pela dor.

— Faça — implorou, voltando a ter aquela expressão de sofrimento em seus olhos. Eu não me enganava: no fundo, sentia que ela estava partindo, sabia que acabar com o seu sofrimento era o melhor a ser feito. Foi por isso que, mesmo relutante, eu apoiei a faca no seu pescoço, onde a pulsação parecia mais forte, e ainda olhando diretamente em seus olhos eu a empurrei com força. A quantidade de sangue que saiu dali foi o suficiente para criar uma poça abaixo dela, fazendo-me tomar distância e encarar a cena com imenso horror.

Então, de uma hora para outra, ela parou de se agonizar. O local foi tomado por um silêncio sepulcral, em que nem mesmo a minha respiração ressoava, e um rápido arrependimento começou a se acumular em meu peito, fazendo-me andar vacilante até o corpo de Kaya.

Erro.

Quando dei o meu terceiro passo em sua direção, o cabelo loiro da garota começou a arder em chamas, bruxuleando solitariamente, enquanto sua pele parecia fumegar com vagarosidade. Então, num estalo, ela inteira se consumiu em chamas, armando um fogaréu dentro daquele galpão — que, em instantes, sumiu com o corpo da garota ao se extinguir tão fugaz quanto começou. Para a minha surpresa, seus pertences tinham sumido junto dela.

Eu larguei-me no chão, estupefato. Meu queixo caído e meus olhos esbugalhados não deixavam dúvida: a incredulidade quanto ao que eu tinha acabado de viver estava estampada na minha face. E como se só isso não bastasse, uma aura rosada cobriu meu corpo, fazendo-me respirar fundo e tentar fugir de mim mesmo. Um vidro fosco largado por ali me permitiu ver: sobre a minha cabeça, um estranho ankh parecia flutuar, como se sinalizasse a minha presença tal qual uma placa em neon.

Parecia loucura. Era demais para a minha mente, demais. Tanto que em seguida a única coisa que me lembro é de completa escuridão; então, inconsciência.

• • •

Meus olhos piscaram para se adequar à claridade do local. Despertar com uma luz forte sobre si não era uma das sensações mais agradáveis, afirmo, principalmente se você sequer conseguia se lembrar de onde estava. Tudo o que eu conseguia enxergar era um teto forrado, dotado de arabescos cuidadosamente entalhados em sua extensão.

Sentei-me bruscamente quando minha realidade me atingiu: Kaya, chamas, brilho, ankh. Olhei minhas mãos à procura da aura que me cobrira e procurei qualquer coisa espelhada para que pudesse ter uma visão melhor do meu corpo, buscando saber se o estranho símbolo que flutuou sobre mim ainda estava ali. Mas, para a satisfação dos meus padrões de normalidade, não havia nada; eu estava normal. No entanto, já parecia outro: não havia sangue em minhas roupas, que por sinal cheiravam a lavanda, e eu sequer tinha os ferimentos provenientes da batalha que enfrentei ao lado da minha amiga, pouco antes de vê-la morrer e ser consumida em chamas.

— Relaxe. O símbolo da reclamação desaparece rápido. São poucos os deuses que deixam uma benção forte nos seus filhos, como Afrodite, que inconvenientemente deixa uma benção por horas.

Num salto, eu olhei para trás. Meus olhos pararam sobre uma garota de cabelo platinado e curto sentada à minha frente, trajando uma camisa laranja, cuja estampa dizia "Acampamento Meio-Sangue", e uma calça jeans muito escura, aparentando ser recém-comprada. Ela estava sentada de pernas cruzadas, segurando uma xícara fumegante em mãos. Franzi o cenho ao perceber que só quando falou é que eu percebi a sua presença.

Havia também aquele... quarto. Parecia ser de uma casa com primeiro andar, pois a vista da sua janela era alta o suficiente para permitir a visão da copa de uma árvore próxima, parecendo ter sido plantada no jardim. A sua decoração era cuidadosa e milimetricamente planejada, tendo objetos combinando — variando entre vermelho, rosa e branco —, além de um carpete grosso e forros nas cores já citadas. Só não era muito rico em móveis: havia uma cama e um criado-mudo, além de um guarda-roupas e uma escrivaninha vazia, sequer tendo cadeira.

— Quem é você? E onde... — Detive-me. Forcei um pouco a minha mente, tentando montar uma linha cronológica, mas foi difícil; o exato momento da morte de Kaya havia sido confuso demais, soando aos meus neurônios como um borrão intercalado por flashes nítidos. Mas tinha certeza que depois de ver o ankh eu havia desmaiado, exausto. — Onde eu estou? Nunca vi esse lugar antes. E nunca vi você também.

A garota bebericou da sua xícara, fazendo com que uma pausa marcasse presença entre as minhas perguntas e a sua resposta. Parecia estar pensando na melhor forma de me responder.

— Você está em Vernon, Nova Iorque. Sabe, Estados Unidos da América, essas coisas... — respondeu-me calmamente. Estreitei meus olhos para ela negando internamente aquela informação. Eu não poderia estar em Nova Iorque. Eu cresci nas ruas de Ottawa, fugindo da polícia e me virando para sobreviver como podia — e, até onde sabia, nunca havia sequer saído do bairro em que morava. Como poderia, de repente, estar em outro país? — Eu sei. É difícil de acreditar. Mas você vai encontrar muito para duvidar nessa vida, então se fosse você eu economizava essa incredulidade aí. Eu te encontrei desacordado, e como estava numa missão de busca, só te trouxe para uma rápida parada antes do Acampamento Meio-Sangue. Achei até que acordaria rápido, mas pelo visto estava cansado demais. Você fez muito esforço físico nos últimos dias, dormiu pouco?

Flagrei-me sendo guiado por suas palavras da garota, como se a simples menção aos meus últimos dias me fizesse relembrar vividamente deles, sentindo até mesmo o cansaço mental que acumulei com o estresse da ocasião.

Nas minhas memórias, sabia bem: era início de noite. Eu havia marcado de me encontrar com Kaya no galpão que usávamos como lar, chegando cedo demais ao encontro marcado — afinal, o furto que fiz para o nosso jantar foi rápido o suficiente para me fazer adiantar a chegada. E como o esperado lá estava ela, sentada sobre um colchão velho e poeirento, coberta com casacos roubados e um lençol esburacado. Por sobre todo aquele o frio, seu sorriso ainda era caloroso.

— Já chegou? — lembro-me de ter ouvido-a perguntar. Sua expressão, apesar de surpresa, deixava clara o quão agradável era aquele inesperado. — Então a partida de hoje foi rápida. Ótimo, porque eu já estava morrendo de fome, não aguentava mais esperar. Não consegui nada o dia inteiro.

Eu a conhecia havia pelo menos dois meses. Ela apareceu completamente nua no meu galpão bem no meio da madrugada, desmaiando antes de dar qualquer explicação. Por ter crescido na rua desde que podia me lembrar, tendo encontrado todo tipo de gente e passado por todo tipo de situação, cuidadosamente a cobri e esperei desperto até que acordasse, tomando cuidado para não dar brechas para um possível furto pela parte dela. Quando se vive marginalizado, nunca se sabe o que pode acontecer.

Para a minha sorte, no entanto, ela era inofensiva. Acordou horas depois perguntando onde estava e dizendo que havia sido sequestrada logo antes de ser largada ali sem roupa alguma, encontrando o meu galpão como esconderijo antes de acabar desacordada. Ela me disse que seu nome era Kaya Mahn-Sunwoo — americana, descendente de sul-coreanos. Chegar em Ottawa, segundo ela, foi um puro acidente.

Ela pediu-me para ficar pelo galpão até ter estrutura suficiente para voltar para a sua casa. Em troca, me ajudaria como pudesse — e isso significou conseguir comida e limpar o galpão, como se eu tivesse conseguido uma colega de quarto. Me soou hilário semanas depois, quando flagrei-me pensando nos nossos últimos dias.

De certa forma, era como se Kaya não quisesse partir. Dia após dia, nossa rotina era a mesma: acordar, sair para conseguir alguma comida para o café e o almoço, voltar para o galpão, conversar besteira, arrumar nossa bagunça e então sair para conseguir o jantar — tudo na base do furto rápido, tanto que nem éramos notados pelos nossos alvos. Nunca falamos sobre o retorno dela ou mesmo sobre a sua família, assim como tampouco falávamos sobre mim.

— Hoje foi fácil. Tinha um turista dando sopa — lembro de ter comentado casualmente, sentando-me com ela e dividindo o hambúrguer e a porção de batatas-fritas. — Foi uma benção. Eu também estava faminto, cansado. Depois de tantos pesadelos seguidos e depois de ficar sem almoço hoje... nada mais normal.

Depois que comemos e falamos besteira entre as mordidas, paramos alguns minutos para descansar. Após o jantar era comum que conversássemos ainda mais lorotas, falando de prospecções futuras ou de devaneios complicados, mas aquele foi um dia atípico; algo parecia diferente entre nós, como se o ambiente estivesse pesado, tenso.

Ao ouvir passos próximos ao galpão, não demorei muito para entender o que era.

Não era comum ter ninguém por ali, pois ele ficava nos fundos de um prédio abandonado; em anos, só tinha recebido uma visita, e naquele exato momento ela estava abaixo de um cobertor surrado, trançando casualmente seus cabelos loiros. Chamei a sua atenção com um chiado baixo.

Kaya olhou-me de cenho franzido, custando a entender. Então, mais passos, e só aí ela percebeu: levantou-se com rapidez e andou até perto de mim, levando misteriosamente suas mãos às costas e olhando para a entrada do local. Ela sussurrou para mim, perguntando se não havia notado que alguém tinha me seguido, mas eu não tive tempo de respondê-la: o turista que anteriormente tinha me servido de alvo para o furto entrou com um sorriso triunfante no local, erguendo seu queixo e respirando fundo. Parecia estar farejando alguma coisa.

— Dois de vocês. Isso vai ser melhor do que eu esperava. — dizia, arrogante. Kaya olhou fundo em seus olhos e pareceu posicionar-se como quem estava prestes a lutar, tirando do cós da sua calça uma faca — a mesma que usei para aliviar o seu sofrimento momentos depois, inclusive. Ela resumiu rapidamente uma explicação complicada e ainda alegou que não tinha tempo para me explicar direito, mas que, se saíssemos daquela, contaria tudo em detalhes. Por enquanto, mandou que eu me preocupasse apenas com minha vida: me manter vivo era o objetivo.

Então, algo estranho ocorreu: a minha percepção do homem se alterou, mostrando uma versão mais grotesca sua, com músculos saltados e uma carranca terrível, somados a uma altura humilhante e ao mesmo sorriso arrogante de antes, só que mil vezes mais assustador. Já achava que aquilo era um pesadelo.

O que veio a seguir foi tão estranho quanto a transformação do turista, pois ele e Kaya entraram numa batalha ágil e sangrenta, culminando na morte do homem (que na verdade foi transformado em pó, misteriosamente) e em ferimentos graves para a garota e para mim, que a ajudei como pude, ainda que isso não significasse muito. Após isso você já sabe: eu aliviei seu sofrimento, a vi ser consumida em chamas e, então, passei pelo momento que a garota à minha frente chamou de reclamação.

A garota à minha frente.

Agitei a minha cabeça, espantando as cenas torturantes que povoavam as minhas memórias. Pareci ter ficado fora do ar por segundos, pois ela me olhava como se eu fosse uma bomba prestes a explodir... ou como o louco que eu já acreditava ser. Aquilo não fazia sentido. Kaya e o turista não faziam sentido. Ela não fazia sentido.

Eu só queria que a minha cabeça parasse de doer por alguns segundos, que tudo voltasse à normalidade.

— Eu sei, você só queria que a sua cabeça parasse de doer por alguns segundos e que tudo voltasse a ser como era. Acredite, quando eu soube, pensei exatamente assim. Tudo o que eu queria era que os deuses não existissem e que eu pudesse continuar sendo uma medíocre americana, não uma semideusa caçada por monstros.

Abri a boca para peguntar como ela sabia o que eu estava pensando, mas desisti no momento em que admitir que uma garota havia lido meus pensamentos seria bizarro demais. Preferi me sentar novamente na cama e esfregar meu rosto, tentando entender. Alguém tinha que me dar uma explicação muito boa para o que estava acontecendo ali.

— Olhe, é mais fácil do que parece — começou ela, falando sobre deuses gregos e como eles de fato existiam, sobre como eles mudaram de país para país à medida que o título de "potência mundial" mudava de nação para nação. Na atualidade, estavam nos Estados Unidos da América: seu lar era o Empire State Building e o Mundo Inferior ficava em Los Angeles, ou qualquer coisa parecida. Ela me contou que esses deuses tinham filhos com humanos e que, assim, eles acabavam gerando semideuses, afirmando que havia um local especial para eles chamado "Acampamento Meio-Sangue".

— Acampamento... Como essa sua camisa? Acampamento Meio-Sangue. Meio-Sangue... alguém meio humano e meio deus. Isso não faz o menor sentido — rebati. Ela tinha um sorriso divertido no rosto, como se o fato de eu estar acompanhando a sua explicação lhe fosse satisfatório. — Vai dizer também que acabou de ler a minha mente, que o cara que me atacou era na verdade um monstro e que a minha amiga na verdade era uma semideusa?

— Para quem acha tudo isso sem sentido, até que você consegue ligar os pontos com velocidade. — Era claro: eu ainda não acreditava, e com toda a razão. O acúmulo de informações na minha mente fazia tudo se embaralhar, por mais que eu tivesse certeza do que havia visto e do que estava vendo. Eu levaria tempo para me acostumar à ideia e, mesmo assim, eu precisaria de mais provas para realmente acreditar naquilo. — Se ainda estiver duvidando, olhe pela janela. Tem um hipogrifo deitado próximo à árvore, descansando após o extenso percurso de Ottawa para cá. Garanto que você está lúcido o suficiente para notar isso.

E mesmo relutante, eu olhei. Um animal do tamanho de um corcel, com a metade frontal de ave e a metade posterior de cavalo — com pelos e penas prateadas, com bico, cascos, garras e tudo mais que se tinha direito — estava deitado à sombra da árvore, parecendo piar baixo a cada respirada do seu sono profundo. Mesmo à distância, a vista era magnífica. Magnífica e inacreditável.

— Mas que... Jesus.

Abre:
Então, ficou meio confuso, mas fiz o possível para ficar lindo, lindo. A ideia da ficha era deixar mesmo uma estrutura vaga para a trama do personagem, elencando apenas pontos fundamentais: estadia nas ruas de Ottawa; encontro com Kaya (conta existente - e minha); morte de Kaya; encontro com Renesmee (garota que o resgatou, sendo uma conta existente - e minha). Isso porque muito do que eu quero desenvolver vai ser relacionado a ganhos materiais (itens, poderes, maldições, mascotes...) e essas informações soariam repetidas se eu as colocasse aqui e, posteriormente, em uma missão. No entanto, eu fiz o necessário para a aprovação, em resumo sendo isso: narrei pinceladas da sua trama pessoal, narrei o momento da reclamação e narrei como ele ficou sabendo do mundo mitológico, ainda deixando uma brecha para questionamentos adicionais.

Kaya é uma filha de Deimos, aliás. Futuramente ganharei uma maldição para ela que vai explicar essa sua morte, sendo relacionada a uma fênix (que a faz renascer dolorosamente, ardendo em chamas - algo que tinha acontecido logo antes de ela conhecer François, quando apareceu repentinamente em seu galpão). Renesmee, por sua vez, estava em uma missão de busca no Canadá, relacionada a resquícios de um evento daqui: Les Revenants (em que semideuses buscavam filhos de Macária misteriosamente renascidos, ainda que François não seja um revenante e ainda que a missão tenha acontecido dias depois deste acontecido, uma vez que foi apenas um rápido averiguar de pistas para saber se não havia mais ninguém desgarrado por aí; por sorte, ela encontrou o semideus, retirando-o do local e levando para uma casa da sua família, em Vernon, NY).
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Atena em Qui 24 Nov 2016, 23:42


➤ Clicando aqui você irá encontrar o sistema de avaliação que deu base para os descontos aqui apresentes.
➤ Clicando aqui você poderá entender melhor o motivo de ter perdido essa quantidade de MP.  
➤ Clique aqui para entender melhor o sistema de DIY, aqui para saber mais sobre SM, e aqui para entender as dificuldades de uma missão.
Olá, Colen! Espero que esteja se sentindo muito bem vindo aqui no fórum! Qualquer dúvida, qualquer uma que tiver, não se envergonhe e me mande uma MP que lhe responderei o mais breve possível.

Agora, vamos pra sua avaliação:

Eu senti que você tentou fazer um personagem bem real, principalmente na parte da descrição, que eu particularmente acho bem chato de criar. Existe alguns aspectos que acho bom você melhorar de início, vamos lá.

Tente preencher mais a história, deixe o leitor realmente dentro daquilo que você escreveu. Fale como as coisas eram, o que aconteceu, o que ele sentiu, cores, detalhes, recheie mais seu texto. Não estou dizendo que você deve escrever uma bíblia, afinal tamanho não é qualidade, apenas sugiro que tente deixar a situação que você está escrevendo mais atrativa, entende?

Outro ponto, tente evitar a repetição do nome "Cole", use coisas como "ele" ou algo assim. Mas, crucialmente, espero que melhore a forma como narra a luta/combate. Como eu disse antes, detalhes, tente fazer com que ela não pareça algo 'jogado' na ficha, e leia várias e várias vezes para ter certeza que todas as suas ações e as ações dos monstros e de seus companheiros fazem sentidos e que não são um exagero ou incoerentes. Sugiro que leia missões de jogadores experientes e ou que peça ajuda particular de algum monitor, todos estamos aqui para lhe ajudar.

Cole Undameno você foi reprovado.


OBS: A ficha do player François Baudelaire foi posta na responsabilidade de outro avaliador
Qualquer dúvida/reclamação/mimimi/elogios/desabafos/recalques ou se quiser conversar (aw ♥), me mande MP ou contate em qualquer rede social.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Isobel em Sex 25 Nov 2016, 01:30



Avaliação

François Baudelaire

Olá! Tudo bom? Quando comecei a avaliação já começou um certo encanto por conta do template e tal... Notei em como você deve ler mais do que a média, pela qualidade de escrita, riqueza de vocabulário e tudo o mais. Estava indo muito bem, mas eu encontrei alguns erros que talvez com uma revisão você poderia notado como:

François Baudelaire escreveu:Por sobre todo aquele o frio, seu sorriso ainda era caloroso.

Tem um ponto muito importante, que me deixou com um nó na cabeça tão grande que me impediu continuar a leitura, sem sair pesquisando as localidades das cidades Ottawa, Vernon e Long Island. Então fiquei me perguntando (Se ela chegou até Vernon, o que impediu ela de chegar ao acampamento?) A viagem durou apenas um dia? Por quanto tempo ele ficou desacordado? A viagem em si ficou, de fato, incoerente e confusa.

Mas mesmo assim, a leitura foi envolvente - apesar de ser um texto extenso - e não vejo motivos para jogar todo o seu trabalho fora, por conta de uns errinhos ortográficos e um furo de localidades.

François Baudelaire, reclamado filho de Macária, a deusa da Boa Morte!
thanks juuub's @ cp!  
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Rhae em Ter 29 Nov 2016, 19:53

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser uma dríade.  Minha personagem é uma criatura doce e meiga, que exala um suave perfume natural por si só. Sempre gostei de ser personagens assim, com essa personalidade, e ela combina com uma ninfa de carvalho, uma protetora da natureza.  Não só por isso, mas também pelo RPG não possuir muitos membros que são dríades, e eu me sentiria bem ocupando um espaço diferencial em quantidade.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Rhae tem a pele bronzeada naturalmente, com cabelos longos ondulados e da cor do chocolate. Sua estatura é baixa, sua altura mal chega aos 1.60, embora tenha um corpo desenvolvido, porém magro.  Seus olhos são da cor de amêndoas, e são circulados por cílios extremamente escuros e abundantes.
A dríade é conhecida por sua vasta paciência e um estado de humor constantemente alegre. Não se irrita facilmente, mas se for irritada, o rancor será guardado por bastante tempo.  Mostra-se constantemente solícita para ajudar seres femininos, porém é muito tímida diante da presença masculina, já que teve que fugir de sátiros loucos muitas vezes em sua vida.

- História do Personagem
Numa noite estrelada em que a lua estava em seu auge, completamente cheia, uma pequena árvore nascia. Era um carvalho-roble, uma caducifólia que possui uma copa redonda e ficaria bem extensa com o passar dos anos.  Junto com ela uma menininha nascia também, parecendo ter por volta dos 10 anos de idade, apesar de ter acabado de ser criada.

As dríades dos bosques vizinhos batizaram-na Rhae. Não tinha um certo significado, era somente por ser um nome considerado bonito e exótico, assim como a menina. Ela era sempre alegre durante a primavera e o verão, um pouco deprimida durante o outono e mais introvertida no inverno. Mas mesmo com suas fases, conseguia conquistar a afeição de suas amigas dríades e até de alguns sátiros – no qual sempre fugia.  

A menina viveu por muitos anos somente nas florestas, tecendo cestas de trigo ou objetos parecidos, ou cantando à luz do luar para fazer com que as plantas germinassem mais rápido. Até que, em um dia em que Rhae estava distraída brincando com as flores, humanos apareceram no seu bosque.  Assustou-se com os mesmos, e rapidamente se escondeu em uma árvore próxima. Nunca havia visto algum antes, somente ouvia falar sobre eles em lendas. Pensava inclusive que não passavam somente de mitos folclóricos para fazer com que as dríades menores não se afastassem muito de suas árvores originais, para protegê-las. Mas não era.  Um grupo de lenhadores apareceu em frente ao seu carvalho-roble.

Ela tremeu de medo. Suou frio enquanto o grupo de homens – altos e com um ótimo porte físico – se aproximavam com gigantes machados. “O temível machado” ela pensou. Esse era o instrumento que humanos utilizavam para cortar árvores e matar diversas dríades! Ela não poderia deixar que isso acontecesse.

Num momento louco de coragem misturada ao desespero, Rhae pulou da árvore até um lenhador enquanto ele se preparava para cortar sua árvore.

- TIRE SUAS MÃOS IMUNDAS DO MEU CARVALHO, HUMANO!

Foi o que ela disse. Lembrando que ela ainda aparentava ser uma criança, mas dessa vez por volta dos 13 anos.  
Ela agarrou a cabeça de um deles e girou ferozmente sobre ela, gritando com fervor. Os outros homens, que eram apenas mais dois, pareciam não entender o que se passava. Um deles simplesmente riu da situação, obviamente não vendo a menina como uma ameaça. O lenhador em que Rhae “atacava” conseguiu tirar a dríade de cima de sua cabeça e a colocou no chão.

- O que você está fazendo aqui, menina? Está  louca? – o mesmo disse, com uma expressão engraçada em seu rosto, como se não soubesse se ria ou se ficava surpreso.

Mas Rhae não demonstrou medo algum, apesar de estar terrificada. No exato momento começou a cantar, e alguns troncos de árvores prenderam os três homens, que gritaram sem entender e xingaram a menina. Ela correu velozmente até a anciã dríade do bosque local, que assumiu a situação. Rhae nunca soube do que aconteceu com os homens, mas nem queria saber.  Foi nesse momento que o Acampamento começou a ser construído, e ela estava curiosa para conhecer os tão famosos semideuses.

Com o passar dos anos, Rhae deixou de ser uma menina e aprendeu melhor a controlar a natureza ao seu redor.  Ela demorou para chegar à maturidade, já que o tempo de vida de sua árvore é grande. Nos tempos  atuais, Rhae teria a aparência de uma garota no fim de sua adolescência. A mesma realiza alguns trabalhos instrutores com chicote no acampamento, já que tem uma habilidade natural para tal e que aprendera em sua “adolescência” com ninfas mais velhas, e realiza períodos nos campos de morangos, colhendo as frutas. Evita contato humano devido às más experiências, mas conversa de vez em quando.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Ter 29 Nov 2016, 23:09


Avaliação




Rhae Solecnocsav
Olá! Primeiramente queria te desejar as boas-vindas ao fórum (seja essa a sua primeira vez ou não). Devo dizer que fiquei bem feliz com a sua escolha por dríade, os seus motivos sendo genuínos. Não sei se é o meu humor (q), mas sua escrita me passou uma sensação de tranquilidade e calma; além disso, achei bem interessante e original a sua interpretação dos humanos como "criaturas mitológicas" (uma certa inversão de papel à qual não estamos acostumados e, pessoalmente, eu nunca levei em conta). Contudo, não posso deixar certas críticas de lado, sendo o ponto mais grave foi em relação à coerência. Durante o momento do "confronto", sua personagem utiliza habilidades incoerentes com o nível da mesma; lembre-se que por mais velha ou experiente a sua personagem seja, ainda está restrita ao sistema de habilidades por níveis. Caso queira consultar as habilidades de dríades, as mesmas se encontram aqui(link).

Também chamo a sua atenção para a forma com que certos períodos ficam estruturados. Por exemplo:

Sua estatura é baixa, sua altura mal chega aos 1.60, embora tenha um corpo desenvolvido, porém magro.

Leia a frase acima em voz alta. Não soou muito bem, certo? Em ocasiões desse tipo é interessante que tente se alterar a organização da sentença até que se chegue a um resultado que soe melhor. Veja como uma simples reestruturação pode fazer diferença:

De baixa estatura, sua altura mal chega aos 1.60m, sendo o seu corpo, embora magro, desenvolvido.

Também recomendo que detalhe melhor as suas ações. Não ficou muito claro, por exemplo, o que a sua personagem fez no trecho "Ela agarrou a cabeça de um deles e girou ferozmente sobre ela, gritando com fervor.", sendo necessário não apenas reler a sentença algumas vezes quanto avançar no seu texto para entender a movimentação. Tente evitar ambiguidades do tipo e, novamente, ler em voz alta e tentar enxergar sentido no que foi dito.

Além disso, aconselho que dê uma lida no tutorial para fichas de reclamação (link), sendo algo que pode te esclarecer em alguns quesitos.

Posto principalmente a questão de coerência, não vejo escolha a não ser reprová-la. Porém não desanime, ok? Apenas atente-se aos pontos citados e torne a postar a sua ficha. Havendo qualquer dúvida, reclamação, desabafo (ou qualquer, qualquer mesmo, coisa em que possamos ser úteis), não hesite em contatar a mim ou a outros monitores (identificados com um @ no chatbox) e deuses. Bem vinda novamente e boa sorte.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hera em Qua 30 Nov 2016, 16:39




Atualizado!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Rhae em Qui 01 Dez 2016, 10:29

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?


Desejo ser uma dríade.  Minha personagem é uma criatura doce e meiga, que exala um suave perfume natural por si só. Sempre gostei de ser personagens assim, com essa personalidade, e ela combina com uma ninfa de carvalho, uma protetora da natureza.  Não só por isso, mas também pelo RPG não possuir muitos membros que são dríades, e eu me sentiria bem ocupando um espaço diferencial em quantidade.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Rhae tem a pele bronzeada naturalmente, com cabelos longos ondulados e da cor do chocolate. De baixa estatura, sua altura mal chega aos 1.60m, sendo o seu corpo, embora magro, desenvolvido. Seus olhos são da cor de amêndoas, e são circulados por cílios extremamente escuros e abundantes. 
A dríade é conhecida por sua vasta paciência e um estado de humor constantemente alegre. Não se irrita facilmente, mas se for irritada, o rancor será guardado por bastante tempo.  Mostra-se constantemente solícita para ajudar seres femininos, porém é muito tímida diante da presença masculina, já que teve que fugir de sátiros loucos muitas vezes em sua vida.

- História do Personagem

Numa noite estrelada em que a lua estava em seu auge, completamente cheia, uma pequena árvore nascia. Era um carvalho-roble, uma caducifólia que possui uma copa redonda e ficaria bem extensa com o passar dos anos.  Junto com ela uma menininha nascia também, parecendo ter por volta dos 10 anos de idade, apesar de ter acabado de ser criada. 

As dríades dos bosques vizinhos batizaram-na Rhae. Não tinha um certo significado, era somente por ser um nome considerado bonito e exótico, assim como a menina. Ela era sempre alegre durante a primavera e o verão, um pouco deprimida durante o outono e mais introvertida no inverno. Mas mesmo com suas fases, conseguia conquistar a afeição de suas amigas dríades e até de alguns sátiros – no qual sempre fugia.  

A menina viveu por muitos anos somente nas florestas, tecendo cestas de trigo ou objetos parecidos, ou cantando à luz do luar. Até que, em um dia em que Rhae estava distraída brincando com as flores, humanos apareceram no seu bosque.  Assustou-se com os mesmos, e rapidamente se escondeu em uma árvore próxima. Nunca havia visto algum antes, somente ouvia falar sobre eles em lendas. Pensava inclusive que não passavam somente de mitos folclóricos para fazer com que as dríades menores não se afastassem muito de suas árvores originais, para protegê-las. Mas não era.  Um grupo de lenhadores apareceu em frente ao seu carvalho-roble. 

Ela tremeu de medo. Suou frio enquanto o grupo de homens – altos e com um ótimo porte físico – se aproximavam com gigantes machados. “O temível machado” ela pensou. Esse era o instrumento que humanos utilizavam para cortar árvores e matar diversas dríades! Ela não poderia deixar que isso acontecesse. 

Num momento louco de coragem misturada ao desespero, Rhae pulou da árvore até um lenhador enquanto ele se preparava para cortar sua árvore. 

- TIRE SUAS MÃOS IMUNDAS DO MEU CARVALHO, HUMANO! 

Ela pulou da árvore até uma distância próxima de um dos homens e pegou um chicote feito de cipó que se encontrava preso ao seu cinto, ameaçando-o.

Lembrando que ela ainda aparentava ser uma criança, mas dessa vez por volta dos 13 anos.  
Os outros homens, que eram apenas mais dois, pareciam não entender o que se passava. Um deles simplesmente riu da situação, obviamente não vendo a menina como uma ameaça. O lenhador em que Rhae tentava ameaçar simplesmente gargalhou.

- O que você está fazendo aqui, menina? Está  louca? – o mesmo disse, com uma expressão engraçada em seu rosto, como se não soubesse se ria ou se ficava surpreso. 

Mas Rhae não demonstrou medo algum, apesar de estar terrificada. Ela pegou impulso, levando o braço para trás e para frente, junto com o chicote, e chicoteou o chão próximo ao homem que falava com ela.

- Eu estou avisando, saiam logo daqui. Vocês não deveriam estar aqui, é uma área florestal protegida!

Os três se entreolharam com um sorriso de lado, e um deles resolveu se pronunciar.

- E quem vai nos impedir? Você? Uma menininha brincando de cowboy com esse chicote?

Ela não sabia o que seria um "cowboy", mas levou aquilo como ofensa. Chicoteou o estômago daquele lenhador e gritou por ajuda. Os outros dois lenhadores agarraram-na por trás e tiraram o chicote de suas mãos, e embora a menina tentasse se soltar, esperneando e gritando, ela não conseguiu. Até que um deles bateu em sua cabeça e ela perdeu a consciência.

No dia seguinte ela acordou novamente em sua árvore. Por um momento, pensou que tudo aquilo havia sido um sonho, mas descartou a ideia ao sentir a dor em sua cabeça. Saiu da árvore e encontrou com uma dríade anciã daquele bosque, que disse a ela para descansar e ficar tranquila, pois elas haviam tomado conta dos humanos. Rhae nunca soube do que aconteceu com eles, mas nem queria saber.  

Semanas depois, foi dada a notícia de que um  Acampamento para semideuses começaria a ser construído, e ela estava curiosa para conhecer os tão famosos filhos dos deuses com mortais.

Com o passar dos anos, Rhae deixou de ser uma menina e aprendeu melhor a controlar a natureza ao seu redor.  Ela demorou para chegar à maturidade, já que o tempo de vida de sua árvore é grande. Nos tempos  atuais, Rhae teria a aparência de uma garota no fim de sua adolescência. A mesma realiza alguns trabalhos instrutores com chicote no Acampamento, já que tem uma habilidade natural para tal e que aprendera em sua “adolescência” com ninfas mais velhas, e realiza períodos nos campos de morangos, colhendo as frutas. Evita contato humano devido às más experiências, mas conversa de vez em quando.

Obs.: Desculpe pelos erros, realmente eles precisavam ser corrigidos. Espero que agora a ficha esteja completa! Obrigada pela atenção aos detalhes :)
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Isobel em Qui 01 Dez 2016, 17:30

(B)ounty
Rest in the quick sand
Primeiramente, minhas boas vindas ao fórum! Depois, eu queria dizer que eu li as duas versões da ficha. É bem empolgante para mim que haja uma nova dríade no acampamento, principalmente por eu ser a única dríade ativa no fórum.

Sobre a sua ficha anterior, note que você foi reprovada por questões de coerência que é o que mais pesa em todas as avaliações por aqui. Confesso que não notei grande evolução de um texto para o outro, talvez por se tratar da mesma história e também ser uma versão corrigida do texto anterior.

Não vejo motivos para não aprová-la, mas como da monitoria das dríades, me vejo na obrigação de lhe dar algumas dicas.

Use templates. Essa é uma prática amplamente utilizada pelos players aqui no fórum para deixar o texto esteticamente atraente e, consequentemente, deixar a leitura um pouco mais interessante. Sugiro que o texto seja postado em forma justificada, não de forma centralizada. Desta forma você pode usar o 'code' de centralizado para um título ou uma informação de maior destaque.

Quando se narra em terceira pessoa, não é muito fácil imprimir as emoções dos personagens. Eu sofro com isso e sei que é realmente complicado, mas não é impossível. Dramatize sem dó! Esse aqui é um jogo de interpretação, e quanto mais você coloca de personalidade e quanto mais autêntico for, mais interessante fica o seu texto.

Rhae, protetora do carvalho-roble!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Marvin Morrysson em Sab 03 Dez 2016, 16:30

Ficha De Reclamação



- Thanatos

-Físicas, um garoto pálido de olhos vermelho escuros, com braços magros e aparência mórbida, cabelos negros e arrepiados em um topete, usa roupas comuns e camisas de banda maiores que seu tamanho, de vez em quando usa uma blusa preta com capuz, porém só a usa quando está de mal-humor.

-Emocionais, é um garoto centrado, tenta ignorar o fato de nunca ter tido um pai por perto, já que desde os 11 anos já sabia que o pai era um deus grego. Gosta de passar o tempo treinando suas habilidades e se aprimorando, já que sempre acha que não está forte o suficiente.


- Thanatos é um deus que tem muitas semelhanças com o personagem, e o único "substituto" de Hades, já que não tenho experiência para jogar como filho de um dos 3 grandes. Mas acabei achando a dinâmica de Thanatos mais interessante conforme fui lendo mais à respeito.


Marvin era um garoto estranho, nenhuma criança gostava dele na escola, ele era sempre caçoado, e alguns até tinham um pouco de medo dele, já que morava no terreno de um cemitério. Sua mãe morava sozinha com ele, e eles não tinham muito dinheiro para se sustentar, então ela alugou um casebre no cemitério local, desde então a família ficou conhecida como "Os caras emos", muitos achavam que pelos cabelos da mãe serem ajeitados em uma franja ela tinha uma certa ligação com a cultura emo, e se mudar para um cemitério não ajudava na defesa de tal indicação, mas na realidade ela se mudara para alí para sempre ter a proteção de seu ex-marido Thanatos, para que seu pequeno Marvin pudesse desfrutar de uma vida saudável.

Marvin costumava causar calafrios até nos adultos, já que no primário era pego conversando com corvos, alguns professores indicaram psiquiátras para a mãe, Emma, mas ela não o levou, pois sabia que isso era um dom dado a ele.

Em certa noite Marvin foi pegar um copo de leite na geladeira, sua mãe dormia, então, ouviu um barulho estranho vindo lá de fora, ele nunca teve medo, muito menos do escuro, pelo contrário, se sentia confortável nele, então, foi ver o que havia acontecido, quando em um repente, a porta foi quebrada e um Javali enorme entrou pela porta, ao que parecia, ele viera de um monte que ficava atrás da casa, nesse momento Marvin pulou para a frente e uma foice surgiu das sombras em suas mãos, ela foi suficiente em um golpe, para abater a fera, os grunhidos do bicho, porém, acordaram sua mãe, que ao ver as duas metades de um monstro selvagem em sua sala de estar, falou para o filho toda a verdade sobre seu pai, e este se conformou e resolveu adotar as filosofias do pai como suas.
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Re: Ficha de Reclamação

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