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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.




 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 



Deuses / CriaturasAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresComum
Centauros(as)Comum
DeimosComum
DeméterComum
DespinaRigorosa
DionísioComum
Dríades (apenas sexo feminino)Comum
ÉoloComum
EosComum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)Comum
HadesEspecial (clique aqui)
HécateRigorosa
HéraclesComum
HefestoComum
HermesComum
HéstiaComum
HipnosComum
ÍrisComum
LegadosComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
NyxRigorosa
PerséfoneRigorosa
PhobosComum
PoseidonEspecial  (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)Comum
SeleneComum
TânatosComum
ZeusEspecial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses, criaturas ou legados. Aqui, ressaltamos e relembramos a existência de um sistema de Legados no fórum. Com as recentes mudanças na ambientação do fórum, também, deixamos aqui explícito que os novatos que decidirem seguir para o acampamento, estarão vivendo sob a tutela e regência de Éris. Os que desejarem ser guiados por Quíron e campistas aliados do Olimpo, devem seguir para o Clube da Luta. Mais informações no tópico de trama geral do fórum.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Fausto Santagar em Dom 11 Fev 2018, 19:46


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Apolo.

Pelo simples fato de que é o deus da música e se adaptar a trama de meu personagem.



— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Fausto puxou fisicamente à  mãe, Maria Santagar, tem uma aparência latina e é bonito. Seus cabelos são negros assim como os da família materna e suas íris são assim como os dos avós: avelãs.

Psicológicos: é um garoto extremamente obediente à sua mãe e a ama muito - o que o leva muitas vezes não questionar suas decisões mesmo que ele mesmo sofra com essas. É calmo e como um bom filho de Apolo gosta de música.


— História do Personagem:

   Ainda era madrugada quando Fausto acordou. O ronco do motor e o ventro frio no rosto indicava que ainda estavam em alto-mar. Estava deitando em um dos bancos da embarcação, enquanto a mãe deixava que Fausto apoiasse a cabeça em seu colo. Ao bocejar, o menino tapou a boca com uma das palmas das mãos.

- Vuelve a dormir, mi amor – ordenou carinhosamente Maria Santagar, sua mãe, com a voz carregada de sotaque cubano.

- ¿Falta mucho? - perguntou a criança, olhando para cima.

Eles não eram os únicos a viajar na balsa. Um casal de Las Tunas conversavam baixinho em um banco na frente deles. Pelo jeito que o rapaz tratara sua esposa ao entrar na balsa, era óbvio que ela estava grávida. A sua direita, em outro banco, um senhor de 68 anos cuja família, ele dissera, não via há mais de três décadas abraçava os joelhos com os braços devido ao forte vento. Outros passageiros se encontravam dispersos em outros assentos. O menino levantou-se para encarar a luz que aparecia ao longe. Fausto tinha onze anos e tinha os cabelos negros característicos de sua mãe. Seus olhos cor de avelã se fixaram a frente para o que, segundo sua mãe, seria sua “nueva casa”. Luzes brilhantes indicavam uma cidade. Ao redor deles nada se podia ver, apenas o mar dos Estados Unidos que mais parecia um abismo.

Fausto ouviu sua mãe expirar de cansaço e depois se esforçar para dizer com calma:

- El tiempo que necesite, mi querido. - respondeu acariciando os cabelos negros do menino

Fausto não entendia o por que ele e sua mãe precisavam fazer aquilo para chegar no lugar que ele conhecia como sendo “Flórida”, mas sua mãe afirmara que foram “las circunstancias” que os fizeram ter de recorrer aquilo. Como filho obediente, Fausto não pestanejara, mas se sentia bastante triste por deixar os avós maternos e os amigos em Havana.

Fausto obedeceu e deitou novamente em seu colo, agarrando-se com força ao cobertor. Acordou minutos depois com a voz tensa da mãe.

- Es hora, Fausto. Arriba. - orientou ela na penumbra. Fausto notou que o motor havia parrado de roncar. Tateando para pegar sua pequena mochila, viu um dos tribulantes orientando os demais passageiros com uma lanterna em mãos.

- Rapído, mi hijo! Rápido. - Chamou Maria já em pé com sua mochila nas costas e puxou Fausto. Os dois rapidamente se misturaram a multidão de migrantes. Pelo visto, teriam que descer com a água ainda batendo no peito de um adulto. Para que não fossem descobertos pelo governo americano - justificara um dos tripulantes. Um dos passageiros se ofereceu para levar Fausto nos ombros e assim todos desceram cautelosamente. Um tripulante foi o primeiro.

Fausto estava nervoso com toda aquela situação. Fez uma prece à Nossa Senhora para que protegesse a todos e tentou manter os olhos fixos na mãe que se não fosse pelo barulho da água se mexendo ao lado, não poderia ver.
Todos mantiam-se focados nas luzes a frente, as luzes da nova Terra: Os Estados Unidos – onde poderiam viver em paz e liberdade.

Maria estava ansiosa e tensa. Grande parte disse estava na possibilidade de serem descobertos.

Continuavam a caminhar e Fausto ficava cada vez mais tenso. Ao todo umas dezoito pessoas estavam ali. A balsa partira quase imediatamente quando o último passageiro descera e agora estavam sozinhos - abandonados pela própria sorte.

De repente, ouviu-se um grito masculino de terror e em seguida um som de água e bolhas. Um enorme silêncio seguiu depois disso.

- ¿Que es eso? - gritou alguém, uma mulher, interrompendo o silêncio. Era a grávida que estava sentada na frente de Fausto no barco. O marido tentou acalmá-la até que aconteceu o mesmo com uma menina de apenas vinte anos.

Pânico se instalou por entre as pessoas e o rapaz que carregava Fausto começou a andar mais rápido. Outro homem, desta vez ao lado de Fausto, foi agarrado e foi o tempo de Maria olhar para trás e ver algo surgindo da água. As pessoas tentavam correr inutilmente na água enquanto um dos muitos ciclopes emergia e pegava um dos migrantes pela cabeça e o levava até a boca. Parece um boneco de pano... Ciclopes, por deus, isso não podia está acontecendo! Maria sabia o que aquilo significava morte para ela e para seu filho. Eles os acharam: ela e seu filho! Se tivesse levado Fausto antes... - pensou a mulher com os olhos marejando. Devia ter tomado mais cuidado. Afinal, ciclopes eram filhos de Poseidon. Como poderia ser tão tola a ponto de não pensar nisso? Mas ela também era filha de sua mãe e iria lutar com todas as suas forças para proteger seu filho!

Em meio ao caos, Maria conseguiu ver que tinha Fausto nos braços cair na água com o menino nos ombros.

- ¡Por Dieu, no! - Maria mergulhou atrás do filho, retirando sua mochila para nadar mais rápido - não se importando com os pertences.

A água salgada invadia os pulmões de Fausto que gritava, tentando desgarrar da mochila, bolhas de ar saiam de sua boca enquanto o pequeno semideus agonizava. O menino não sabia nadar, mas sabia boiar. Suas mãos se debatiam e seus olhos abertos ardiam devido ao sal da água e a constante movimentação da areia. Ele ainda conseguiu ver a enorme mão do gigante afundar na água querendo arrancá-lo de lá até que algo aconteceu. Com um impacto de alguma coisa,, o monstro caiu na água bem em cima de Fausto e o menino afundou com força batendo a cabeça em uma pedra e tudo escureceu.



Fausto sonhou muitas vezes. Primeiro com sua mãe, sonhou que Maria Santagar estava montada nas costas do ciclope que agonizava por que tinha uma faca em seu olho. Em outro, via sua mãe ser devorada por outro gigante - talvez o irmão do qual ela acertara no olho. Em mais um, sonhou estranhamente com seu pai. Sonhou que seu pai era um homem louro, musculoso e tinha uma pele brilhante como o sol. Na verdade, seu pai era o Sol. Fausto sabia disso, mas não entendia o porquê - apenas sentia. O homem sorriu e Fausto acordou.




Fausto Santagar acordou em uma cama de hospital com uma enfermeira ao lado. Ela era ruiva e bonita e tinha uma cara de amigável.

- Olá, docinho – cumprimentou ela, falando em espanhol, com um sorriso bobo no rosto – pensei que nunca fosse acordar.

Fausto tentou falar, mas parecia que sua boca estava engessada. A enfermeira então se apressou a falar:

- Você está no Smith Hospital e sim, aqui são os Estados Unidos – ela nem esperou um tempo para que o garoto assimilasse as informações – você é o único sobrevivente do Naufrágio Cubano, uma tragédia bastante famosa no mundo todo. -  ela continuou, abrindo bem a boca, com uma estranha empolgação

Fausto continuava calado. Se ele era o único sobrevivente, isso significava que... sua mãe estava morta?! Fausto esperou lágrimas escorreram de seus olhos, mas parecia que assim como sua voz, suas glândulas lacrimais estavam congeladas. No fundo, ele já sabia. Ele deu uma olhada em si e viu que aparentemente estava maior, porque seu pé estava quase para fora da cama.

- Por. Quanto. Tempo. - perguntou, esforçando a falar e sentindo dor a cada sílaba.


- Quase seis anos. - respondeu a mulher, engolindo em seco.

Fausto parou por um instante e tentou assimilar aquela informação.

Seis anos! Seis anos passei em coma! Como pôde ter acontecido isso? E aparentemente, uma coisa martelava a sua mente. Se ele sonhara que sua mãe havia morrido, então talvez... talvez os monstros foram reais.

- Você... - esforçou-se - sabe. quem. causou. tudo?

A mulher analisou a pergunta e sem rodeios, respondeu:

- Olha, é uma longa história. Mas para adiantar você é um Meio-Sangue. - disse dando um pequeno silêncio - Filho de um Deus com um mortal.

Fausto quis rir, mas invés disso sua cara fez uma expressão estranha com os lábios meio retorcidos.

A mulher pacientemente continuou a encará-lo e seus olhos brilharam ao ver que uma luz dourada apareceu na cabeça do Meio-Sangue. Fausto conseguiu ver o símbolo antes de sumir: um sol. Sua cabeça girou e ele lembrou do homem-sol que apareceu em seu sonho, homem não, deus. Fausto a encarou com os olhos bem abertos.

- Pois, é. Parece que seu pai já o reclamou – pigarreou a ruiva - Apolo, o deus do sol e da música. A propósito, acho que eu não me apresentei – continuou a mulher – sou Flora, sua dríade protetora e como já sugere o meu cargo, o protegi por todos esses anos até você, pela vontade dos deuses, finalmente acordar. Agora precisamos ir até o Acampamento Meio-Sangue. - Ela tirou uma foto do seu jaleco - Essa foto foi a única coisa que sobrou do acidente. Todos os pertences desapareceram. Foi encontrada boiando perto de seu corpo. Sua mãe também era uma meio-sangue e parece, - Flora pigarreou - ou melhor, é evidente que ela tinha muitos mais muitos inimigos. - entregou a foto a Fausto, era sua mãe, na véspera da viagem, junto com seus avós e ele.

A foto havia sido tirada na praia, em um ângulo que favorecia a luz, sua avó e avô estavam sorridentes, ele e Maria também. Todos tinham as características semelhantes: cabelos negros, pele morena e olhos avelã - com exceção de Maria que invés dos olhos cor de bronze característicos tinha tempestuosos olhos cinzentos.

Vendo aquela foto, Fausto notou sua visão ficar turva e quando suspendeu o rosto para olhar para Flora percebeu que finalmente estava chorando.


OBSERVAÇÕES:


Já faz tempo que eu não jogo rpg de Fórum e creio que eu esteja "enferrujado". De certo modo, me esforcei para criar algo diferente de tudo que eu já havia criado ANTES. Espero que tenham gostado da história e por favor,
enviem-me sugestões de qualquer ponto que eu possa obter melhora. A trama de Fausto se desenvolverá em breve e a personalidade dele será moldada de acordo com as suas dificuldades. Então tomei por escolha não detalhar muito suas características psicológicas visto que é um garoto de onze anos e quem aos 11 já tem personalidade formada?


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Yuko Tanaka em Dom 11 Fev 2018, 23:58


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite.

Afrodite é a deusa do amor – um dos sentimentos mais fortes que existe! Isso pra mim já é de bom tamanho para querer ser filha dela.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):


FÍSICAS: Com dezoito anos, Yuko é extremamente bela. Possui ascendência oriental, além de lábios bastante avermelhados e pele pálida feito porcelana. É magra e bastante esguia.

EMOCIONAIS: Teimosa, Yuko muitas vezes impõe-se as pessoas. É muitas vezes calma e fria e prefere ser assim em discussões – escolhendo a grosseria como última opção. No entanto, sua personalidade caí por terra quando se trata de seu pai – o qual é sempre submissa.
— História do Personagem:

Tic-toc.
Tic-toc.
O relógio não parava de fazer tic-toc.

Expiro e inspiro. Uma, duas, três. Não consigo mais conter essa maldita ansiedade.

Levanto-me da penteadeira e pego o relógio que se encontra no criado-mudo, ao lado de minha cama, quando alguém bate na porta. Recupero-me e ainda com o relógio na mão esquerda, a escondo atrás das costas e digo com a voz polida como sempre:

- Entre!

Meu pai entra no cômodo sorridente:

- Olha se não está linda, meu tesouro - ele usa um terno impecável. Um maravilhoso figurino para ocasião tão importante que se seguirá no jantar. Ele abre os braços para me abraçar – você será impecável está noite, não vai? - ele pergunta com aquele olhar brilhante a ambicioso. Não que eu duvide que ele me ame, na verdade, eu tenho certeza disso. É que, às vezes, as ambições de meu pai não são as mesmas que a minha.

- Sim, eu serei – respondo, sorrindo. Estou em um impecável vestido da última coleção da Chanel todo vermelho vivo que só assenta meus traços orientais. O cabelo está solto, na altura do pescoço, um novo penteado para uma nova fase da vida de uma garota.

- Está na hora, amor. - avisa meu pai oferecendo o braço – não queremos deixar os convidados esperando.

Segundos depois, estamos no corredor e logo em seguida, descendo as escadas. A ansiedade cada vez se tornando uma questão de honra suportá-la. O jantar que se seguirá é nada mais que um acordo comercial mesclado a casamento.

Vanger-White LTDA e Tanaka Co. Uma é dona de 57% do que é vendido em alimentos no mundo atualmente. A outra, além dos 11% do que vendido em alimentos e pioneira em tecnologia na indústria. Um acordo extremamente conveniente para ambas: a união das duas maiores empresas alimentícias do planeta sem perda de nenhuma das partes! E como será feito isso? Simples, casamento. Depois de firmar compromisso, iremos transformar as duas apenas em VWT, as iniciais de nossas “dinastias”.

Ao descer as escadarias, fingo está sorrindo quando, na verdade, estou gritando em desespero. Meu pai ainda continua a sorrir e imito seu ato. Um ato de vendedor vendendo sua mercadoria.



Em um olhar agradável vejo o meu noivo: Sebastian Vanger-White. Olhos azuis elétricos, cabelos negros, um olhar penetrante. Nós descemos e cumprimentos e mais cumprimentos e o jantar entendiante se inicia e logo estou quase sonolenta. Eu disse quase. Seria algo horrível a noiva parecer entediada meses antes do casamento -
diria minha mãe. Se ao menos ela pudesse está viva... talvez ela me entendesse. Sebastian está sorrindo falsamente. É óbvio que ele me odeia. Atração sexual não é a mesma coisa que passar a "vida inteira" com uma pessoa altamente submissa - sem brilho algum. Ao menos, é o os amigos dele o acham. "Não adianta, a pessoa fazer por merecer, ela sempre será criticada". Um das maravilhosas lições de minha mãe. Ao terminar o jantar, os "adultos" decidem conversar na sala de visitas e eu decido dá uma escapada para pegar um pouco de ar no jardim.

- Não deveria caminhar sozinha. - ouço a voz de Sebastian seguindo atrás de mim e me viro. Seus olhos frios como sempre. Afinal, não estamos na presença dos outros.

- Não venha já me dizer o que fazer, Sebastian – começo a dizer calmamente.

O jardim encontra-se escuro, há não ser por alguns arbustos com lâmpadas coloridas.

- Seria bom você fazer minha vontades de vez em quando, Yuko – Sebastian continua, cínico – não vamos nos matar tão cedo. Talvez com uma década de casamento, mas vamos manter a pose de família feliz e quando nosso filhos atingirem no mínimo, dez anos, podemos nos divorciar...

- Que bom que nosso casamento terá acordos. Assim não perderemos patrimônio - corto-o, com a mesma ousadia

Ele revira os olhos e começo a dizer alguma coisa quando um uivo atravessa-nos o peito

- Você ouviu? - fico encarando Sebastian, espantada, imóvel.

- Devem ser alguns lobos próximos a mata – Sebastian assume uma expressão tensa – acho melhor entrarmos – ele ordena com a voz firme

Ouço um som de choro familiar: Pippy, meu poodle.

- Não é um lobo, é um cachorro. - digo, olhando para o caminho da mata – Deve ser Pippy, ele deve ter torcido a pata, tenho que ajudá-lo. Deve estar machucada! – insisto, agora realmente tensa

- Não, vamos voltar. - Sebastian disse, dessa vez perto de mim, segurando meu braço

- Ora, me solte! - digo, puxando o braço – você não manda em mim! - e entro na mata, correndo.



Sebastian corre atrás de mim enquanto corro em direção aos sons de lamento canino. Entramos mata adentro e chegamos próximo a uma clareira. Pippy está encolhido com a pata quebrada, próximo de uma árvore assustado como se estivesse fugindo de algo

- Pippy, sou eu, Yuko – agarro cachorro com os braços, lentamente para não machuca, ele treme nos meus braços. - Está vendo Sebastian, eu disse que tinha algo errado.

- E tem mesmo. - quando viro para Sebastian ele está sério olhando pra bem na minha frente. - não se mexa, Yuko. Deixe comigo.

Na penumbra do jardim, um cão imenso emerge na clareira, negro como a escuridão. Ele late e sua baba caí no chão e logo meu coração dispara, estou com medo. Com muito medo! Controlo-me para não demonstrar medo. Ouvir dizer que cachorros sentem o cheiro do medo humano.

- Para trás – diz Sebastian baixinho, e logo percebo que é para mim e faço o que ele diz, lentamente. - É bom que não se aproxime, cria de Hades! - ele grita para a criatura.

Eu me levanto e posiciono-me atrás dele com Pippy chorando cada vez mais em meus braços

O monstro avança grunhindo cada vez mais e surge um brilho nas mãos de Sebastian de um azul elétrico e ele grita: - Eu mandei voltar! - e lança um jato azul em direção ao bicho que salta para trás, não sendo atingido.

A fera me olha intensamente e um dedo gélido corre pela minha espinha. Ele late novamente e corre para atacar Sebastian. Sebastian me joga para o lado e vejo o outro jato elétrico.

Me jogo de costas no chão para não cair em cima de Pippy. Aterrisso ao chão e olho para ver o que está acontecendo. Agarrando-me ao meu cachorro a medida que ele treme.

Uma luta entre homem e fera toma início. Sebastian surge com um escudo na mão esquerda protegendo-se do ataque da fera que se joga para trás e prepara um salto. Uma espada prateada surge da outra mão de Sebastian e do jeito que o brilho azul corre por ela, vejo que ele sabe o que faz.

Assustada, levanto-me e vejo Sebastian atacar a criatura e a lâmina da espada atravessar seu corpo, fazendo o monstro explodir em pó dourado.

Em choque, ouço o brilho dourado do pó pousar lentamente no chão e Sebastian se aproximar. A espada e escudo de Sebastian desaparecem de suas mãos - uma tornando-se o relógio outra, o anel. Ele gesticula com as mãos e uma neblina aparece em sua volta. Ele chega perto de mim e de Pippy.

- Você está bem? - pergunta, enquanto ainda tremo.

- Que cão era aquele, Sebastian? - pergunto, forçando a segurar lágrimas.

Sebastian me olha cético.

- O que disse? - a voz dele está rouca

- O que era aquilo? - pergunto com mais força. Ele é surdo?

- Você era para esquecer isso! - Sebastian diz, parecendo não entender. Ele põe mão nos cabelos negros, confuso. - A menos que…

- A menos o quê? - pisco os olhos, assutada com o que ele vai dizer

- Que você seja uma de nós… - ele responde

Uma de nós? Como assim?! Ele me olha por alguns segundos e aí caí a ficha. Eu estava tão preocupada com aquele animal que esqueci que o que Sebastian fizera para me proteger era completamente fora da esfera humana. Algo sobrenatural. Engulo em seco e consigo dizer:

- O que isso quer dizer?

- Uma Meio-Sangue, idiota. - ele grita comigo – filha de um Deus e um Mortal

Meio-Sangue? O que afinal era um Meio-Sangue? Aquilo era loucura de mais para acreditar. Filho de um Deus? E por que ele estava chateado comigo? Não fiz nada de errado. Se ele vai gritar, eu também vou.

- Você acha que eu queria isso?! - luto contra lágrimas e dou as costas para ele e agarro Pippy com força, dando-lhe as costas – Idiota!

Ando rapidamente com Pippy ainda em meus braços quando uma luz branca toma conta de meu corpo. De repente, percebo que não foi só a luz. Minhas vestimentas também mudaram. Estou agora vestida com um vestido branco com detalhes dourado. Toda atmosfera parece mudar. Minha pela assume uma coloração brilhante, meu cheiro muda. Braceletes dourados aparecem em meus braços e anéis de rubi completam o figurino. Até Pippy muda a aparência com uma atadura na pata quebrada, limpo e vestindo com uma toga adaptada a padrões caninos. É isso mesmo?

- O quê é isso? - olho abismada para cada detalhe.

- Isso significa – começa Sebastian, se aproximando – que sua mãe a reconheceu como filha. E pelo que parece você é filha de Afrodite.

- O quê, Afrodite? - pergunto sem qual é seu atributo – ela é deusa do quê, exatamente?

Sebastian finge não está tão chocado e concluí:

- Você não estudou mitologia grega na escola? - Eu já ia abrir a boca quando ele interrompe: - é a deusa do amor - ele segura o riso quando eu coro e diz, indo em minha frente: - vamos, temos que contar ao seu pai no que ele se meteu…

- Como assim, no que ele se meteu? - pergunto, furiosa.

- Ao se casar com uma deusa, claro – ele vira-se brevemente em um sorriso de deboche: - ainda mais com essa deusa. - e caminha de volta para minha casa




Meu pai e Helena ficaram chocados com tudo. Na verdade, apenas meu pai. Parece que Helena sabia de tudo a respeito de Deuses, Monstros e até uma espécie de acampamento que parece uma Hogwarts para Semideuses! O que mais incomodou meu pai e também a mim é o fato de minha mãe ser uma deusa. Aparentemente, a deusa Afrodite manipulou as memórias de todo mundo. Pois é, Sebastian me explicou tudo, com aquele ar bossal de sempre. Isso tudo me chocou pelo fato de que as memórias que eu antes eu tinha acerca de minha mãe são todas mentirosas. Afrodite nem teve consideração com a gente! Aquilo fez minha cabeça rodar. Deuses gregos existem e bem no nosso nariz! O Empire State é o Olimpo e... é tanta coisa!

Ao me despedir de meu pai na noite de hoje, um sentimento de culpa me invadiu. Não queria abandoná-lo. Ele só tinha a mim agora. É verdade que não ele ficaria sozinho, tinha a criadagem, claro. Mas não tive opção: “você morrerá se não vim comigo” - dissera Sebastian - “tem que aprender a se proteger antes de se aventurar pelo mundo” - continuara ele. O Acampamento Meio-Sangue, pelo que ele disse, ficava em Nova York, mais precisamente em Long Island e aquele cão, que ele chamava de Infernal, era o primeiro de uma série de monstros que viria atrás de mim me caçar.

Ao sair de Londres com Sebastian veio comigo uma confusão de sentimentos. São tantos sentimentos que fica difícil escolher um. Mas um se tornou mais presente que todo os outros: frustração. Foi exatamente assim que me senti quando partir aquela noite.

Se já não bastasse está comprometido com um filho de um Deus, embora eu não soubesse, por que eu também tive que ser filha de uma Deusa?

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maxwell Trevian em Qua 14 Fev 2018, 21:42

— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Hestia, porque eu gosto muito da deusa, e acho que ela se encaixa melhor com o perfil do personagem.


— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas ):
Físicas: Max tem treze anos, um e setenta e cinco de altura, olhos azuis, cabelos loiros, pele clara, é magro.
Psicológicas: Max é um garoto bem humorado, faz amizades facilmente, muito calmo, sempre pensando bem antes de falar ou fazer algo, pensa nos outros antes de si mesmo, muito corajoso e curioso.


— História do Personagem:
Maxwell Trevian, ou Max como gosta de ser chamado, mora no Brooklyn desde seu nascimento a treze anos atrás. Ele mora com seu pai Charlie e sua madrasta Monica, tem uma vida normal e feliz, pelo menos era isso o que ele achava. Ele nunca conheceu sua mãe verdadeira, volta e meia perguntava ao seu pai sobre ela, mas ele sempre dizia a mesma coisa, "quando chegar a hora irei lhe contar tudo".
Max faz a mesma rotina todos os dias, acorda cedo e vai para a escola, sempre estudou na mesma escola. Mas na sexta feira passada a aula de ciencias teve um toque um tanto quanto diferente. A professora iria fazer um experimento com fogo, Max nunca prestou muito atenção nas aulas dela, mas naquele dia algo chamou sua atenção. No meio do experimento, logo após a professora ter acendido o fogo, o garoto sentiu uma sensação de paz emanando do fogo, se sentiu atraído pela chama. Quando acabou a aula, Max foi para casa, quando chegou foi logo contando para seu pai a novidade da aula:
- Pai!! Hoje na aula tivemos um experimento com fogo!!
- Nossa que legal filho, mas teve algo de diferente? Além do fogo?
- Me senti um pouco estranho so.
- Como assim?
- Me senti atraído pelo fogo, me passava uma sensação boa.
- Filho, acho que ja está na hora de te contar sobre sua mãe
Max não fala nada e nem questiona, so escuta atenciosamente tudo o que seu pai diz. Quando ele termina de contar, o garoto fica um pouco chocado, mas, achou incrivel ser filho de uma deusa, e começou com a chuva de perguntas:
- Tá mas eu tenho poderes? Sou filho de quem? Eu sou imortal? Se sou filho de uma deusa eu sou o que?
Seu pai responde todas as perguntas com as informações que ele tem a disposição, no final ele diz que Max é um meio-sangue, e explica para o garoto o que é ser um meio-sangue. Logo após, seu pai conta que sua mãe pediu-lhe para leva-lo ao acampamento meio-sangue, depois de eu te contar toda a historia. Ele explica que lá vão ensinar tudo o que ele precisa saber, o garoto só faz um sinal que gostaria de ir. 
No outro dia com tudo arrumado, eles partem em direção ao acampamento. No caminho seu pai conta que nao poderá entrar com ele, mas tentará visita-lo sempre que possivel. Mas Max está animado de mais e so faz um sinal com a cabeça, depois de algumas horas de viagem eles chegam ao acampamento. Seu pai se despede com um abraço bem forte e Max passa os portões do acampamento e uma chama aparece sobre sua cabeça, e o garoto se pergunta: 
- O que será isso?
Ele ignora e segue seu caminho, rumo ao centro do acampamento, e assim começa sua aventura ou pelo menos ele espera que seja assim.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aahron Hyperium em Qui 15 Fev 2018, 22:29


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hermes. Respondendo com toda a sinceridade do mundo: pois é o deus que mais me contentou ao pensar em um plot para criar um personagem. A história vai ficar mais legal e eu consigo alguns detalhes muito bons pro perfil que eu quero construir para o Aahron.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

FÍSICAS: Aahron é um menino de 17 anos. É alto, alcançando os 1,84, e pesa seus 79kg. Seu condicionamento físico é excepcional; por mais que não seja tão musculoso, a definição corporal denuncia seu histórico como um atleta de rotina disciplinada. Usa dreads finos e curtos, muito pretos, geralmente amarrados em um rabo de cavalo no topo da cabeça. Possuí traços comuns a negros: nariz largo, boca grande e bochechas magras.

PSICOLÓGICAS: É um jovem comunicativo e carismático. Costuma abusar de bom humor para socializar com as pessoas, o que se confunde com indisciplina. Tem pouco apego a regras, ainda que não tenha aversão a elas. Prefere eficiência e simplicidade a capricho, mas não significa que seja descuidado em suas tarefas. Por fim, possuí uma ansiedade peculiar, além de uma atenção flutuante muito fácil de se conquistar, mas difícil de manter. Isso acabou levando-o a evitar quaisquer tarefas que exijam concentração demais ou longas sessões de exercício - ou seja, entre o time de atletismo e o clube de leitura, o garoto preferiu competir a prova mais rápida de todas, ainda que sua eloquência tenha conquistado diversos professores.

— História do Personagem:

Minhas costas já doíam de me apoiar naquela arquibancada. Não é à toa que esse clube faliu. Quem é que visita um lugar onde o estádio é uma merda? Eu não posso nem assistir um jogo de baseball tranquilo nessas cadeiras.

- Droga, Aahron. Se você se remexer desse jeito a cada 5 minutos, essa merda toda cai.

- Não vem com essa! Eu disse que esse lugar era uma espelunca. Eu sou um atleta, preciso de cada osso no lugar.

- Um atleta... fumando desse jeito? Não tem antidoping no colegial?

O idiota estava certo. Se eu fosse mesmo tentar uma vaga na faculdade através das bolsas esportivas, eu teria que passar por exames. Mas a pressão...

Sabe como é crescer no subúrbio sendo filho de uma professora? Os seus amigos curtem uma vida medíocre e tranquila, sonhando em se tornarem rappers ou atletas, mas você precisa manter as notas porque "VOCÊ VAI PARA A FACULDADE, AAHRON!". Por que mães solteiras são sempre tão bravas?

E eu ainda fui inventar de entrar para o time de atletismo. Agora eu realmente poderia ir pra uma faculdade. Vencer os jogos estaduais nos 100m e 200m rasos foi mais fácil do que pensei, mas com isso eu passei a criar expectativas e tudo que eu queria era despistar o radar.

Dei mais um trago naquele cigarro.

Eu só comecei a fumar nesse recesso. Tinha que aliviar a pressão, e o álcool é péssimo pro corpo. Meu treinador disse que meu desempenho teria um decréscimo absurdo se eu começasse a beber. Não posso arriscar. Além disso, Caesar tem um primo que vende maconha da boa pra gente.  

- Ei, Aah. Você já fugiu da polícia antes?

- Como assim, Caesar? Não é porque sou um negro do Brooklyn que eu já corri da polícia.

- Então se prepara, porque aqueles caras tão vindo atrás da gente. - Nesse momento, segui o olhar dele e pude ver uma dupla, absurdamente alta, vindo em nossa direção. Por algum motivo, seus olhos pareciam realmente estranhos e distorcidos, o que me fez supor que era uma cara de irritação, mas, na verdade, chegava a parecer que eles tinham apenas um olho.

Saltei e pousei em frente ao banco. Dei uma última olhada pra trás e tive a impressão de que o cassetete na mão de um dos policiais fosse um enorme martelo, mas não poderia perder muito tempo pensando. Comecei a correr na direção oposta e Caesar rapidamente ficou para trás. Eu precisaria ajudá-lo. Não demorou muito para encontrar uma brecha na grade. Primeiro eu passei, com algum esforço, depois esperei por Caesar, usando minhas pernas para empurrar um dos lados do arame de tal forma que o garoto conseguisse passar com mais facilidade.

- Pega o carro! Te encontro na Ralph Ave! - Foi o que pude dizer no momento em que meu desengonçado amigo passou por mim. Ele tinha um Volkswagen antigo, mas chamaria muita atenção se nós dois corrêssemos em sua direção. Como eu havia ficado pra trás no momento em que ele atravessou o arame, os policiais voltaram sua atenção ao corredor aqui e, bom, ficaram pra trás. Corri com todas as minhas forças na direção oposta à de Caesar e, antes de virar a esquina, pude ouvir toda a grade chacoalhar e quebrar, como se corpos enormes estivessem atravessando a proteção de ferro. Esses caras eram muito fortes e um tanto inescrupulosos, pensei. Mas não importava mais. Eu conhecia o bairro como ninguém, e era muito mais rápido que qualquer um.  

Atravessei rápido aquelas poucas quadras até a esquina para a avenida Ralph. Era um bom ponto de encontro, já que Caesar precisaria fazer o retorno de carro pelo outro lado e eu precisaria cortar em duas esquinas diferentes antes daquela. Os policiais ficariam para trás. Logo ao passar para a última rua no limite leste de Bed-Stuy, pude ver o carro amassado do meu amigo. Enquanto corria em sua direção, senti-me revigorado, como se estivesse apenas iniciando minha disparada. Talvez fosse a adrenalina de ser perseguido e ter sucesso na fuga.

Só que era mais do que isso. Meus pés reluziram, e a luz subiu por meu tornozelo. Logo minhas pernas brilhavam como se eu houvesse as banhado em ouro. Ao ficar perto o suficiente daquele velho Volkswagen me esperando, vi asas acima de minha orelha. Então, no momento em que abri a porta do carro, foi como se tudo nunca houvesse acontecido. Não estava mais lá nem a luz, nem as asas, nem a força. Eu estava cansado, as pernas tremiam como quando eu terminava uma competição. Sentei no banco do passageiro, e logo Caesar acelerou.

- Você viu isso? - Perguntei.

- Vi. Irônico. Ser reclamado enquanto corre, para fugir da polícia e, coincidentemente, atravessa uma fronteira imaginária.

- Que. Merda. Você. Está. Falando?

Ele não me explicou. Eu não tinha a intenção de puxar mais nenhum assunto. Eu juro que, durante toda aquela viagem de carro, eu entendi que ele havia tirado sarro por que fugi da polícia. Como se eu fosse um bandido. Uma piada estranha com uma referência que eu não entendi, como a maioria das piadas de Caesar. Então chegamos em casa.

_________________________________________



-Mãe, isso é um castigo? Aliás, como você sabe o que aconteceu?

-Eu soube através de um pombo correio. É tudo que interessa. Não foi a melhor mensagem que já recebi em toda minha vida, mas aparentemente chegou a hora para você conhecer seus irmãos.


Ela vivia me dizendo que eu possuía irmãos, eles só não eram filhos dela. Mas, do jeito que ela me dizia, parecia que ela não os conhecia. Agora, estava me levando para ser apresentado. Mais do que isso, esse evento era tão urgente e estranhamente conectado com o fato de que eu havia sido pego pela polícia - que, tão estranhamente como, ela possuía ciência - que ela esperava ansiosamente pela minha chegada, para que pudesse me levar de uma vez por todas até lá. Estava enfezada, e eu não sabia se era por mim ou por ver os filhos das amantes do meu pai. Sabe-se lá por quê, Caesar também havia sido convidado. Eu só devia agradecer por não apanhar, ela havia dito. "A polícia, Aahron? Poderia ter sido algo mais respeitoso, não!? A polícia, Aahron!", ela havia dito.

O carro estacionou ao lado de um monte, depois de uma viagem longa até o fim de Long Island. Eu cheguei a pensar que meus irmãos deviam ser mais ricos do que eu, já que tivemos de sair do Brooklyn para vê-los, mas se eles estavam morando no meio do mato, então eu estava errado.

-Caesar vai levá-lo até lá. Ele estava me ajudando a fazer isso acontecer o mais tarde possível, mas aparentemente, você precisou adiantar tudo com seus erros de adolescente. Então, não tenho mais tempo pra te explicar nada. Eu nem sei se posso estar aqui, de verdade.

Olhei para o garoto com um olhar de reprovação. "Dedo-duro", tentei sussurrar para ele. Eu já havia perdido a completa noção do que estava acontecendo. Talvez fosse um daqueles episódios de "Tratamento de Choque", onde eles levam os meninos que cometeram crimes pra conhecer detentos e verem como eles podem acabar. Era isso. Eu estava sendo punido por ter sido pego com maconha pela polícia, e agora ia ser obrigado a conhecer meus irmãos pobres que tem tatuagens de gangues e essas coisas todas. Eu só não entendia o que Caesar tinha a ver com tudo isso, mas ele provavelmente havia sido o dedo duro. Talvez ele estivesse com medo de que os policiais tenham decorado a placa de seu carro.

Subi por aquele morro sem saber o quanto minha vida iria mudar.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jessamine H. Julie em Sex 16 Fev 2018, 00:01

Fausto Santagar: reclamado como filho de Apolo.
    Gostei bastante da descrição da travessia, do ataque do ciclope e o coma que seu personagem entrou. Mas acho que poderia ter desenvolvido um pouco mais a parte de reclamação do Fausto, assim como o que te levou a escolher Apolo. Peço que tome cuidado com errinhos básicos de grafia - falta de acento, algum verbo conjugado errado e coisas do tipo -, que teriam sido evitados com uma revisão do texto. Espero ver sua trama sendo desenvolvida em breve, e seja bem-vindo!

Yuko Tanaka: reclamada como filha de Afrodite.
    Assim como Fausto, encontrei alguns erros na sua ficha, que poderiam ter sido resolvidos com uma revisão do texto. Curti a elaboração da sua trama, e toda a treta de casamento arranjado por negócios, mas acredito que teve certas frases que poderiam ter sido melhor elaboradas, e o passado de sua personagem, melhor explorado. Sem mais, seja bem-vinda!

Maxwell Trevian: reprovado.
    Primeiro de tudo, notei que não usou o template padrão do fórum (que pode ser encontrado em code logo abaixo da ficha, no primeiro post desse tópico). À medida que fui lendo sua ficha, reparei em erros gramaticais e de acentos (revise seu post na próxima vez!), e sua história ficou breve demais, não houve um aprofundamento devido de sua personagem. O propósito é narrar toda a história, então não economize; fale da infância, de sua relação com as pessoas, com os familiares, os gostos de desgostos de Max, tudo. Ao meu ver, sua narrativa não passou de um único momento na história de seu personagem, e penso que poderia ter sido melhor explorada. Caso tiver dúvidas ou afins, pode me mandar uma MP ou para qualquer um dos deuses!

Aahron Hyperium: reclamado como filho de Hermes.
    Gostei do seu personagem, e do jeito fácil dele. Única coisa que vou falar é que acredito que a história poderia ter sido mais bem-desenvolvida, embora as descrições e ocasionais detalhes da vida de Aahron tenham te "salvado". Seja bem-vindo!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Éris em Sex 16 Fev 2018, 00:27


atualizado





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kori Grayson em Dom 25 Fev 2018, 00:18


FICHA DE RECLAMAÇÃO


A sala era arejada e acompanhada pelo pequeno vinil no canto. Por mais que houvessem poucos clientes, mantinha seus olhos vidrados no copo à sua frente, acompanhando o som do blues que tocava descompassado e descontraído à cor melancólica que a chuva, lá fora, proporcionava ao local.

Eram-se poucos os lamentos dentro do bar. Limitadas, roucas e cansadas vozes. Ela sabia quando estavam quebrados, tristes e tudo que queriam era um fim ou recomeço. - Ela própria já desejou tantas e tantas vezes.
E com o tilintar dos copos de alguns clientes, Kori acompanhou com o olhar os hermanos bêbados gritarem com a pequena mulher que ali, acanhada entre seus copos e garrafas vazias de gim, parecia ter chorado bem mais que o comum para um ser humano. Sua mãe suspirou, atenta à confusão. A senhora Grayson realmente sabia como carregar barris de vinho e derrubar alguns idiotas pelo ombro de vez em quando.

Os homens com a estatura acima que qualquer porta, levantaram-se em um só estrondo com o trovão ao fundo – o que, ao rezar as lendas de sua mãe, já era um sinal de que algo dramático iria acontecer. Um tal de Zeus sempre dava sinal para sua tropa atacar.
Mas como todo cidadão que teve um dia extremamente cansativo e amargurado, Kori continuou ali, sentada, olhando a beirada de seu copo escorregar as gotas do liquor que tanto almejou durante um todo dia, mês e horas.

A dona da estatura baixa chorou alto, o que para ela já era um novamente e não uma novidade. Olhando suas poses e ações, não era difícil definir o que aconteceria em repente. De tantas as vezes que presenciou, ouviu e salvou mulheres de situações assim, ver mais uma não era novidade. Mas não era por isso mesmo que estava ali?
A garota correu para o banheiro, derramando suas lágrimas, cansaço, moedas e anos de maus tratos pelo chão. Aos tropeços, ouviu a música cortá-la até o box mais próximo, zumbindo forte entre o choro alto e a madeira bem trancada da porta. Havia passado anos ali, ao lado daquele brutamontes maltrapilho e agora tornou-se o ápice da dor, malevolente, ouvindo um zunido tão grave quanto Elvis Presley. Mas o rei do rock não visitava garotas derrotadas por seus próprios entulhos sentimentais, fracas e derrotadas em um banheiro público. Dionísio quem as visitava.

Não precisou nem escutar, bastasse ver o sorriso entre as covas sardentas da mãe. Aquilo era sinal que estava pensando nele. – Mas esse tal de Dionísio não está aqui. Não é, mãe?

– Mas a mãe aqui está, Kori. – Ela riu e jogou o pano na filha ao lado dela. O avental, depositado às pressas no balcão. – E mais respeito com esse nome. É errado falar nomes em vão.

Kori revirou os olhos. As famílias monoteístas passavam por esse tipo de problema ou era só ela? Sabia que a família do Arthur não tinha uma mãe sacerdotisa. A da Julie não havia sido envolvida com nada religioso e a do Brew não tinha nenhum caso de romance com um deus. “Que inapropriado julgar deuses, Kori! ” Seria o que sua mãe diria caso a ouvisse assim de novo, mas como ela não lê mentes...

– Eu espero que entendam que precisam se retirar nesse instante do meu estabelecimento, rapazes. Nós vamos fechar dentro de alguns minutos.

Rapazes? Os brutamontes levantaram-se em extrema calma e pagaram o que deviam, ainda rindo e conversando. Nenhum deles parecia ter algum resquício de memória sobre a moça que sumira minutos atrás para dentro do banheiro. Mas ao julgar pela forma como a trataram publicamente, duvidava muito que eles ainda se importassem ao invés de apenas esquecerem-na ali. Sua mãe ajudou-os limpando a mesa e sorrindo graciosamente, como sempre. O que não era nada impossível vindo dela.

– Ter sido sacerdotisa de Dionísio te deu uma máscara para seus sentimentos, Rosé? Você odeia esse tipo de atitude. A Grayson de antigamente os expulsaria daqui no chute!

–  Que extrema falta de respeito, Koriander. – Kori revirou os olhos. – Usar meu nome é uma coisa, usar a do seu pai é outra. Mas quer abusar da sorte publicamente? As paredes têm ouvido, menina!

Aquele papo novamente.

– Sorte de quê? Mãe! Mitos? Livros? Magia? Sacerdotismo? Politeísmo?! Mãe! – Ela se debruçou em cima do balcão. O ar parecia mais frio. Infelizmente nenhuma das duas tiveram a noção para perceber no momento. – Eu tô’ ficando cansada desse teu conto de fadas! Por que não dá para parar com essa história idiota sobre a sua vida passada e me contar a história real disso?!

Rosé Grayson já havia escutado a descrença de sua filha antes. Depois de dezoito anos pedindo fielmente aos seus deuses que não atrapalhassem seus negócios e deixassem que o cheiro dos destilados e álcool atrapalhassem qualquer localização das duas, ela falhou. Naquele mísero instante, ela deixou de pedir. Por segundos ela desejou com todas as vísceras de seu corpo que cada ato que escondeu por década e anos se mostrasse presente.

E nesse pequeno instante entre gritos, desejos e desperdício de tempo, as portas e janelas estouraram dentro da casa acima do bar. A casa que demorou anos para ter e sustentar. O lar em que Kori cresceu bem menos do que crescera no estabelecimento dos tios. A única casa que dividia em silêncio e solidão com a mãe por anos.

Os dedos de Rosé serpentearam com a energia correndo entre eles. Talvez tenha esperado demais.

O primeiro ônibus foi por horas até Kori perder a noção das placas. Sempre odiou ler. Adentraram aquele campo no meio da noite, um matagal na escuridão gelada.

- Extremamente irônico para uma neta daquele sol enorme lá em cima, Rosé. – Dionísio sorriu. Minimamente. Mas sorriu. Ela sabia que sim. – Sempre tão apressados... berrando e correndo. Hiperativos e cheios de hormônios. Ele tem que ter crianças tão irritantes? – Viu uma carranca se formar no rosto do deus. Kori achou um absurdo. Tudo, absolutamente tudo.

– Entendeu agora, Boris? – A divindade a olhou sem um pingo de interesse. Ela ainda era ruiva como a mãe, como a avó, como uma das faces de Apolo. Mal se parecia com ele. De todas as crianças que teve, essa era a mais difícil de ter que reclamar como tal.

Dar esse gosto de ser parecida justo com ele.

– É Kori. K-O-R-I. E sim, eu entendi. Entendi que minha avó rejeitou essa espelunca quando pequena e preferiu ter uma vida como uma criança normal. Eu saquei que minha mãe aceitou ser sua sacerdotisa longe de qualquer asneira de semideus e que por isso eu estou aqui, Hermano. Entendi que ela é neta de sei-lá-quem que é o sol e que por isso sou ruiva e não morena igual você. Entendi tudo.

–  Perfeito. Vá para o seu chalé, Koriana. – ele ousou. Rosé suspirou. Sabia que a filha era tão agressiva, antipática e enciumada quanto o pai. Ela passou anos ao lado de ambos; mesmo que em tempos diferentes e ela sabia muito bem que o temperamento isolado e frio da filha iria deixá-la insana dentro do acampamento caso realmente precisasse trazê-la. Mas se Dionísio foi pessoalmente pedir para leva-la, significava que era importante, certo? Pelo menos rezava que sim, só não sabia se estava fazendo para o deus certo no instante.

Dionísio escutou a prece e suspirou. E lá foi: de novo explicar cada mísero pedaço do que teve com Rosé e o porquê de abandoná-la. Mas ele fez por Rosé. Sabia que Kori entendia, só que como ele, nunca aceitaria. E para ele, estava tudo bem.

Kori se despediu da mãe, recebeu o endereço do apartamento em que sua mãe estaria e pegou sua bolsa. Olhou com os olhos vazios, dissimulados e frios para o chalé que adentrara. Olhou-se ao espelho e as vinhas brilharam em sua cabeça, em meio aos fios ruivos. Apertou os punhos e suspirou. Se fosse para estar ali, mostraria cada pedaço do que viveu e aprendeu; mostraria com o que ela venceu cada espaço em sua vida, cada cicatriz. Se fosse para ser filha de alguém, seria de Rosé e teria a força de mostrar isso.

Porque ela era uma Grayson, não uma bacante.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adam Kyle em Dom 25 Fev 2018, 08:36



avaliação



Oi, Kori, tudo bem?
Então, eu realmente pensei em recusar essa ficha, por não seguir os "padrões" postados: um tópico do porquê, um das características, da história, etc...
Mas, meu, que se dane os padrões, né? Hahaha, brincadeiras à parte, vamos lá:
Sua história foi muito bem formulada, eu notei quase nada de erro; uma das coisas que te digo é: troque o hífen ( - ) pelo travessão ( — ), fora isso, acho que não tenho mais nada pra te falar.
O fim da história ficou meio... "confuso". O porquê e como, do encontro de Dionísio, ficaram com algumas dúvidas no ar. Mas, enfim, não tenho mais o que dizer. Alguns podem reclamar de não estar nos padrões descritos no tópico, mas pra mim é:

Kori Grayson - Aprovada como filha de Dionísio


Esperando Atualização.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Heidi Bordlëtch em Seg 26 Fev 2018, 02:07

FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Por Nyx. Eu a escolhi para esta conta porque pretendo ter uma trama ligada ao céu e às estrelas, então o mais interessante seria ter como progenitor algum deus que se aproximasse disso. Até arriscaria Zeus pela ligação com o céu, mas preguiça como as estrelas aparecem à noite... é Nyx mesmo.

— Perfil do Personagem:

1. Físicas — Heidi Bordlëtch é o que se pode chamar de aquela garota.

É a que todos veneram, silenciosamente — não por sua personalidade ou por seu charme, mas por sua beleza. Todos querem ser ela. Todos querem seu cabelo acastanhado, naquele tom perfeito entre o negrume e o caramelo. Todos querem seu rosto levemente arredondado, de bochechas fartas e maçãs do rosto protuberantes. Todos querem sua boca carnuda, naturalmente rosada, e o par de íris negras como o manto de sua mãe. Acima de tudo, todos querem seu corpo alongado, repleto de curvas em proporções exatas, coberto pela pele esbranquiçada, ainda que amorenada pelo sol.

É estranho como toda roupa cai bem em si. E estranho, também, como até as suas cicatrizes parecem perfeitas; seja a linha fina que vai da base de seu polegar até seu pulso, a tortuosa ondulação na clavícula ou a esquisita na parte posterior do joelho, sempre há uma forma de embelezar a criatura.

Ainda assim, ela não gosta tanto da sua beleza. Acha suas bochechas grandes demais. Acha seus lábios caídos, exagerados. Gostaria que seu cabelo fosse completamente negro e maior do que era. Sobretudo, gostaria que cada uma das cicatrizes desaparecesse, que sua pele fosse limpa novamente.

Mesmo sendo aquela garota, Heidi Evalin Bordlëtch era capaz de estar descontente consigo mesma.

2. Psicológicas — Sabe-se: quem a visse em situações distintas, diria não reconhecê-la. Ao mesmo tempo que conseguia ser fofa ao extremo, conseguindo carinhos que apenas um filhote de cachorro angariaria, também sabia ser a líder que seu grupo precisava.

Ela sempre soube disso. Sempre teve uma personalidade doce com quem lhe convinha, viciada em fazer aegyo fofuras e ser reconhecida como tal. No entanto, esse modo infimamente infantil de ser era rapidamente substituído caso precisasse segurar as rédeas da situação, mostrando a segunda faceta da garota: alguém completamente seguro de si, que dava seu sangue para que o todo saísse como deveria.

Afinal, ela é, sobretudo, alguém responsável. Mesmo que ninguém perceba (o que é muito difícil de acontecer), lá está Heidi: mexendo seus pauzinhos para a situação correr bem, ou mesmo puxando as cargas para si, aliviando os demais. É alguém que pole, poda e apruma. É alguém que cuida, também — e, ao menos para ela, cuidar nem sempre significa querer todos bem o tempo inteiro. Apesar da sua graça, pode ser taxada de grossa ou antipática quando se torna a líder, justamente por polir, podar e aprumar.

— História do Personagem:

Heidi tinha treze anos quando aconteceu.

Bem naquele sete de dezembro, Nyx a revelou como sua prole para o mundo todo ver. Ela o fez enquanto o manto azul se desfazia e as estrelas que o decoravam como cristais cintilantes se recolhiam para dar lugar ao sol. Estava tudo exatamente como na noite em que a semideusa foi concebida. Se não fosse o pânico embebendo suas veias, teria sido o momento mais esperado da sua vida, pois só em seus sonhos poderia se imaginar enfim notada por sua mãe.

Era uma lástima que a divindade o tivesse feito tão tardiamente.

A manhã daquele dia se iniciou preguiçosa, tingindo os céus com seus tons de azul e salmão. A garota sabia disso porque havia passado a madrugada em claro no cume de uma colina, como de costume quando ela estava nervosa. Para si, era tranquilizador ter como trilha sonora apenas o silêncio da noite, assim como se sentia um pouco mais segura por poder ver com perfeição a base em que seu pai estava trabalhando durante toda a madrugada. Era como uma garantia de que nada de ruim fosse acontecer.

— Ele logo voltará para casa — ela disse em certo ponto de sua vigília, mais orando para que aquilo fosse verdade do que realmente pensando alto. Ouvir isso saindo da própria boca a fez sorrir contida e abraçar o próprio corpo na tentativa de se esquentar. — Quando ele chegar, dormiremos na cama com Eiva e Hector até que eles acordem. Será legal.

Apesar da ideia que a garota teve parecer tentadora, isso nunca aconteceu. Pouco depois das 5h30 daquela manhã, quando ela já se levantava para descer a colina e ir esperar o pai do lado de fora do Arizona, ela avistou o primeiro avião na linha do horizonte. Não se alarmou de imediato porque achava ser mais um dos aviões da frota americana, mas isso se provou ser impossível quando dezenas deles apareceram seguindo o primeiro.

O coração de Heidi falhou uma batida quando ela viu um projétil ser solto por uma das aeronaves. Ela prendeu a respiração por um segundo assim que a bomba atingiu uma das embarcações e fez um sonoro caboom, despedaçando-a em pedaços indistinguíveis.

— Pai! — gritou ela enquanto saía de seu torpor, e mais bombas vieram enquanto a semideusa corria para os pés da colina. Estava presenciando a destruição de Pearl Harbor ao vivo e a cores. Estava vendo os aviões bombardearem as frotas americanas sem a menor piedade, eliminando vidas inocentes por ideais de guerra. Estava vendo um pedacinho de si ser destroçado a cada segundo que se passava, pois era assim que se sentia.

O que ela não estava vendo, no entanto, era a aura densa que a envolvia, e muito menos o corvo feito puramente de sombras que acimava a sua cabeça. Um tremelique que não parecia ser unicamente do nervosismo a acometeu, sendo seguido do primeiro soluço e, enfim, das lágrimas. À sua volta, sombras ora se solidificavam, ora se dissipavam, parecendo tão instáveis quanto a própria garota.

E pensar que a semideusa havia saído da Holanda para fugir da guerra. Refugiou-se no Havaí com seu pai, sua madrasta e seu irmão mais novo, justamente pelo pai ser combatente, mas não querer lutar. Ele acabou trabalhando em Pearl Harbor naquele sete de dezembro, e, como os demais soldados americanos daquela base, ele não escapou do ataque.

O encouraçado Arizona foi alvejado por uma das bombas cerca de trinta segundos depois do início dos ataques. Heidi viu com perfeição quando a bomba atingiu o casco do navio e liberou uma enorme quantidade de energia, sendo capaz de romper a camada metálica como se ela não fosse nada. Infelizmente para aquele encouraçado e para os mil homens que nele estavam, a casa de máquinas foi a mais avariada pela bomba, dando conta de explodir em consequência e transformar o encouraçado a nada.

Enquanto a semideusa puxava um longo fôlego pela surpresa da explosão do encouraçado em que seu pai estava, uma bomba caiu perto de onde ela se encontrava, sendo o suficiente para arremessar o corpo de Heidi oito metros para trás. Ela felizmente não se feriu pelas chamas, mas os ossos do seu corpo não saíram ganhando com o impacto. A batida dela foi tão violenta que a própria semideusa pôde ouvir o som dos seus ossos se partindo.

De uma hora para outra, ela mal conseguia se mexer.

Sentia uma necessidade surreal de se levantar e ir até onde o Arizona esteve, porque tinha fé que, de alguma forma, seu pai havia escapado. Mas ela não tinha forças. Conseguiu mexer seu pescoço apenas para olhar para o céu e deixar que mais uma lágrima rolasse por seu rosto e banhasse o chão. Naquele exato momento ela decidiu que odiava ser metade humana, e odiava mais ainda que os deuses não estivessem fazendo nada para impedir aquela chacina.

Em algum momento ela fechou os olhos, pronta para partir ao tentar convencer-se de que com certeza encontraria com seu pai em outro plano. Permitiu-se relaxar quando a morte veio para levá-la em seus braços, mas o que realmente sentiu foi um toque gentil em seu ombro e um fungar que parecia verdadeiro.

Heidi não teve coragem para abrir os olhos e ver ali, tão perto de si, o que pensava ser a morte.

— Eu não te ignorei, Heidi. Eu sempre estive olhando por você. Não é agora que eu te abandonarei. — Ao fim da frase daquela voz que parecia etérea, ecoando de todos os lugares à sua volta, Heidi sentiu seu corpo flutuar. Ela estava leve, tanto quanto uma pluma. No segundo seguinte, não havia mais barulho algum de explosões ou sequer dores em seu corpo. Só havia brilho.

Heidi achou que isso não era possível, mas ela estava tão brilhante quanto uma estrela.

•••

Há quem use a expressão "cair da cama" quando vê alguém acordar cedo. E muito embora não fosse cedo — muito pelo contrário, já anoitecia naquele dia — e Heidi não estivesse exatamente numa cama, talvez essa expressão se encaixasse na situação. Afinal, ela havia definitivamente caído.

Enquanto um enorme grupo de semideuses estava ao redor da fogueira cantando e dançando comportadamente alguma canção de acampamento, uma estrela brilhou forte no céu. Ela foi aumentando de tamanho aos poucos, sem que ninguém percebesse, até que de uma hora para outra fosse um ponto luminoso com uma cauda gigantesca cruzando o céu de Manhattan.

Os com a melhor audição foram os primeiros a escutarem, logo olhando para cima e vendo o aparente cometa indo na direção da fogueira. Se alarmaram e avisaram para os outros correrem, de forma que a área ficasse mais vazia do que estava quando a estrela tocou o chão.

Um abalo sísmico foi sentido quando a cratera foi aberta pelo choque do cometa. Ele caiu diretamente na fogueira, destroçando a construção no impacto. No enorme buraco aberto, madeira, brasas e uma garota encolhida em posição fetal chamavam a atenção dos curiosos, que logo aproximaram-se da beirada para observar o que raios acontecia ali.

— Afastem-se! — ordenou Quíron assim que chegou ao local. — Quem foi o filho de Nyx que fez isso? Já foi avisado que não é permitido brincar com cometas desta forma!

— N-não foi nenhum de nós, Quíron. E-ela só c-caiu aí — balbuciou Christian, um dos filho de Nyx mais antigos do Acampamento. O centauro o olhou enviesado pouco antes de franzir o cenho ao ouvir o semideus dizer "ela". Aproximou-se da beirada um tanto receoso antes de prender o fôlego ao ver aquela garota bem no centro da cratera.

— Tirem-na daí! Rápido! — mandou, logo vendo semideuses descerem pela borda do buraco e resgatarem a semideusa ainda inconsciente. Eles logo colocaram o corpo inerte nas costas de Quíron, vendo-o correr a toda na direção da Casa Grande.

Uma garota caindo do céu como um cometa. Aquele era apenas mais um dia normal no CHB.

Quando o centauro chegou à construção, um curandeiro já estava lá. Eles entraram até chegarem à sala de estar e colocarem a garota no sofá o mais confortavelmente possível, para então começarem os trabalhos: o curandeiro a examinava como podia, enquanto o centauro se recolhia em sua cadeira de rodas à espera de alguma notícia.

Percebendo que não havia nenhuma avaria na garota, o curandeiro decidiu acordá-la. Rapidamente pegou uma garrafa de álcool e a destampou, logo colocando sob o nariz dela. O cheiro forte a fez franzir o cenho e sentir sua alma voltar ao seu corpo num movimento brusco.

Ela puxou o ar como que não respirava havia décadas, sentando-se no sofá macio abaixo de si apenas por reflexo. À sua frente havia um rapaz com o álcool em mãos, um homem numa cadeira de rodas e, na parede logo atrás dele, a cabeça de um leopardo a olhava com palpável curiosidade.

A garota levou as mãos à cabeça. Sentiu-a doer. Encolheu-se no sofá ao ouvir a voz do cadeirante.

— Você está bem? — perguntou o centauro, mas ela não o respondeu.

Sua mente estava confusa. Havia memórias tortuosas sobre uma praia de água cristalina, uma colina e explosões. Ela não conseguia ordenar bem seus pensamentos, principalmente por causa da sensação estranha de estar tocando em algo, de ter peso, de não estar flutuando.

O que ela era, afinal?

— Você apareceu aqui vindo... bom... do céu tentou o rapaz que segurava o álcool. Ele sentou-se sobre uma mesinha de centro que havia ali e tentou tocar na garota, mas ela se esquivou. Parecia não ser muito inteligente tentar aquele tipo de contato naquele momento. — Você lembra de onde veio?

Ela não lembrava, para ser sincero. Na verdade, as lembranças estavam lá, mas tão embaralhadas que era impossível de organizá-las o suficiente para responder aquelas perguntas. Por isso ela preferiu ficar calada, fechando os olhos com força em demasia e balançando a cabeça em negativa como resposta.

— Você não lembra, ok. Não precisa se forçar a lembrar agora. Você só está confusa. — E ela de fato estava, como aquele curandeiro bem apontou. — Você ao menos sabe o seu nome? E sabe de quem é filha?

Ao ouvir a palavra filha, a imagem de um encouraçado explodindo apareceu nítida em sua mente. E isso lhe lembrou de guerras, que ela sabia que aconteciam. Mas não foi só isso que ela lembrou por causa da palavra do rapaz, ela também lembrou de estar correndo desesperadamente antes de... ser interrompida.

A garota se pôs de pé num rompante, assustando o centauro e o curandeiro. Ela esbugalhou os olhos e abriu a boca uma, duas, três vezes, mas nenhuma palavra cruzou a fronteira dos seus lábios. De uma hora para outra, um fragmento da sua vida fazia sentido, por isso ela podia dizer que lembrava. Lembrava até demais.

Ela também lembrou seu próprio nome. E de quem era filha. E de onde provavelmente ela vinha.

— M-meu nome é Heidi Bordlëtch. Eu sou filha de Arthur Bordlëtch e Nyx, a deusa da noite. E... e eu acho que vim... do espaço.

Spoiler:
Solicitei troca de nome. Era Carrie, agora é Heidi. Caso você esteja lendo a ficha e o nome ainda for o antigo, não estranhe. Agradecida. q
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adam Kyle em Seg 26 Fev 2018, 11:07



avaliação



Meu, realmente eu não tenho o que dizer. Se fosse uma missão comigo, eu daria nota máxima.

Os pontos foram abordados de uma maneira tão correta e cativante, que eu não me cansei ao ler. Eu quero é ler mais. Notei apenas um erro, em que você usar uma palavra masculina no lugar de uma feminina (trocou "a" por "o"), mas isso ocorre até com os profissionais. Enfim, não tenho mais o que dizer, meus parabéns!

Heidi Bordlëtch - Aprovada como filha de Nyx


Esperando Atualização.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Seg 26 Fev 2018, 12:21

Teje coisado!





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Keane DalMoro em Sab 03 Mar 2018, 22:43

Ficha de Reclamação
Por qual deus você deseja ser reclamado e por quê?

Deimos. Tirando o clichê geral de curtir o deus escolhido, que já é bastante óbvio e acho que vocês estão cansados de saber esse fato neste tópico, eu curti o modo que criei a minha personalidade. Pareceu única. Como, de início, me fez pensar o ciclo familiar de Deimos (sendo filho de Afrodite e Ares, irmão de Phobos, etc), também me trouxe um repulsar de ideias na minha cabeça do que fazer a respeito com o parentesco direto com o deus do pânico. Interligando o gene com os avós olimpianos, criando uma personalidade convincente e um modo de pensar para um personagem talvez, original e metafórico.

Características Físicas:

Alto, 1,82cm. O porte físico relembra o avô paterno, Ares (atlético e exageradamente forte). Tem os olhos castanhos escuros, a pele branca chega a ser um meio-pardo. Tem as mechas negras e lisas — suas laterais são raspadas, formando o famoso ''undercut'' — e pesa cerca de 69kg.



Características Psicológicas:

Líder, agressivo, inovador, e principalmente, egoísta. Tem um certo instinto de heroísmo amargurado — por conta do seu passado —, mas também é bastante elétrico e raramente, vago.  

Sempre esteve à frente de seus grupos, visando um comportamento claro de liderança, o que se tornava confuso por ser fruto do deus do horror. Talvez, o fator panical do semideus tenha lhe agraciado desta forma. Sempre esteve aberto a zombaria e a agressão, sendo às vezes, chato com bullying e apelidos desnecessários. Pela índole, teve certa genética puxada a avó materna, Afrodite, às vezes, sarcástico e sensual (sem que ele queira, apenas dá a impressão).

História do personagem:


Filho de Deimos

A Sinfonia do Caos


Respire. Sinta a impotência das cores tingirem o céu nublado, drasticamente, tornando-se negro. Mórbido. Infelizmente, os anjos que ele acreditava não lhe salvaram, como prometido. Tornou sua vida, banhos de sangue frio. Quebrou promessas... até podia se escutar as lágrimas decaírem do rosto dele, que até cômico, tornava-se uma peça frágil num semblante tão vingativo. Podia também escutar, as doces melodias da chama ardente queimar nas folhagens que desbotam, tão lentamente, na silhueta de sua janela despedaçada.

Esse é o início de uma maldita canção. Uma sinfonia, adocicada e amaldiçoada, apelidada de guerra. Nem mesmo o mais são dos homens, pode prevenir o infame caos. Às vezes, até deuses. Por isso, as músicas serão lembradas por toda a eternidade, compartilhando o amor, a dor, a alegria, a tristeza. E felizmente, ouço o estridente acordar de Ares sucumbir. Ele se sentia impiedoso. Seus príncipes de sangue, os irmãos Deimos e Phobos mostravam-se em lados opostos ao olimpiano. O medo era sério. O pânico ria.

Seus gritos de intimação chegaram a pescar uma renegada das trevas. Mas como se pode se renegar ao que já é renegado? Seria um fato discutível, se ao menos, um dos herdeiros da guerra sangrenta pudesse apoderar-se de uma mortal. Chegando a concluir outra transgressão dos gregos.

Isso se torna um ciclo vicioso. Todo século, seja uma ou duas vezes, os próprios deuses, sejam eles gregos, romanos ou até nórdicos, não conseguem respeitar as leis de seu poder como divindade. Eles sempre quebram as regras. Eles sempre geram frutos incertos; procriam semideuses. Versões fracas dos mesmos.

O nome daquele rapaz que chorava no quarto escuro, auscultando o fragor do fogo alastrar-se por sua cidade, denominava-se Keane DalMoro. Ele, num transe completo de semear vingança, explodia em pensamentos maldosos aos americanos e todos aqueles que complicou a sua vida. Pensava em formas diferentes de torturá-los... enquanto isso, suas lágrimas dançam por seus braços. Pensava em formas diferentes de vingá-los... enquanto isso, suas mãos dançam com um cerrar abrupto. Pensava como Deimos. Mas enquanto isso, suas cicatrizes saravam.

O solstício no Irã, nunca foi, tempos de admirar o pôr-do-sol como no acampamento. Pois uma guerra, ela só nos traz desgosto, influencia a total maldade e a catástrofe.

Agora estale os dedos. Sinta o aroma sanguinário deste ar te sugar, filho de Deimos. Deixe com que dedos e respirações tornem-se um fardo para você, DalMoro. Mostre a criatura caótica que se esconde dentro de você. Estale a p**** dos dedos.

As chamas queimavam intensamente, chegando a causar um estrondo sob o andar abaixo da moradia do garoto. Um jovem, que em passos apressados, revelava a sua figura ao esmurrar a porta chamuscada do quarto sombrio. O sotaque iraniano parecia ser ensurdecido, cujo som dilacerante de canhões e o próprio incêndio irrompia os dizeres do rapaz. Ele gritava o nome de Keane, capturando-o por entre a cintura, subindo o antebraço para ser enlaçado pelo seu pescoço e, corria aos estreitos do fim da casa.

Os passos e o olhar castigador a saída pareciam um cenário impossível. Keane, desvencilhava-se do garoto e insinuava para que ele continuasse. Debatia seus cotovelos, com uma força anormal, entre as costas do rapaz. Ele chocava o corpo bruscamente para a frente e estava à frente a porta. Calou-se num alívio, mas viu, ao reparar para trás, DalMoro com um olhar desfalecido e desistido. Um forte mar em chamas enfurecidas penetrou a mente do garoto salvo pelo semideus, sendo levitado pela detonação e, por seus cinco segundos de consciência, assistiu a suposta morte do amigo ser afundado no ímpeto do fogo.

Você já parou para pensar que nós, semideuses, deuses, titãs... nós somos privilegiados? Costumamos a dizer por aí, nossas trágicas aventuras, nossa intensa busca pela verdade. O oráculo de Delfos, dizia estar corrompido por saber o infeliz futuro. Seria a clarividência uma maldição? Termos sangue divino? Poder... ambição... glória... não importa qual seja o motivo, sempre estamos convictos a reclamar do que temos.

O cenário catastrófico da capital iraniana, Teerã, torna-se uma chuva inconstante de helicópteros e soldados bem-armados dos Estados Unidos. Agências nacionais, como a CIA, ou quaisquer figura policial americana, pisava em solo pós-batalha aos escombros da casa do cadáver meio-sangue.

Eles pareciam calmos, alguns, inquietos. Conversas desnecessárias, atitudes egocêntricas, tudo, reconduz em algo relativamente imbecil. Patriotismo. Eles se sentiam vitoriosos por ter queimado casas, mutilado inocentes. Primeiro a Síria, e agora, o Irã. É estranho pensar qual a verdadeira intensidade do deus da guerra. Se é prazer por ver estes acontecimentos. Se é frustração... nós realmente não podemos entender um deus.

Do outro lado do embate, corpos triturados, em decomposição, cremados, eram achatados em camas de enfermagem. Os médicos do país atacado, respingavam o suor necessário para garantir vidas. Em uma dessas, o corpo salvo por DalMoro colocava-se em pauta numa tenda médica.

— E-Ei... esse... não é... — o médico que retirava o pano preso em sua face, surtava num susto imediato. Ele cutuca as costas do outro soldado que estava atrás com um bisturi, passando a vivenciar o momento consigo. — Esse é... o major Kalil? Ele estava no comando na frota leste da capital... — o olhar dos sobreviventes parecem morrer. Mortos de esperança.

É como eu disse a vocês, nós somos privilegiados. Não importa quem, ou como seja, o sangue divino é superior ao sangue humano e fraco. Você não entende, Keane. Tenta se sacrificar em nome do seu país, servindo a um dos piores exércitos da humanidade. E piora a situação, tentando salvar a vida de um mortal.

O único corpo deixado naquela zona aguerrida, era do filho de Deimos. E para a nossa surpresa, seus dedos dedilhavam o chão pintado em vermelho-sangue. Trêmulo, ressurgido das cinzas. Suas cicatrizes marcadas pela guerra, abriam numa silenciosa hemorragia. Sangrava por entre o joelho, a caixa torácica e o seu nariz. Sórdido, estava manchado por poeira e sujeiras.

E, bom... complemento a questão abordada neste contexto, o gene sanguíneo dos deuses, havia acudido o semideus. Nós somos privilegiados. E isso não pode ser explicado, apenas... sentido. Você nasceu de Deimos, Keane, querendo ou não, você não morrerá agora.

Existe um mundo lá fora, bonito, saciável. Onde as flores permanecerão vivas, o pôr-do-sol poderá ser visto, sem interrupção do odor da fumaça. Existem pessoas boas, repletas de amor e esperança. Mas infelizmente, este não é o seu mundo. O seu mundo está semeado de guerras, incontáveis batalhas que irão te trazer mais e mais cicatrizes pelo seu corpo. Traições, distúrbios que irá ter que conviver. A sinfonia, mesmo que seja lenta, corromperá a sua alma bondosa, Keane. Sua mãe é fraca, o seu pai é a porra do deus do pânico.

Enquanto divaga, a cada passo, parece sofrer eternamente. Existe uma história profunda carregada pelo filho do deus menor. Essa história repassa, em visões lentas, por entre os pensamentos alheios do soldado iraniano. Ouça a melodia, os ouvidos encantados pela doce voz de sua figura materna.

Ela cantarolava, as pessoas prendiam a atenção nela. Suas tatuagens, uma que carregava o nome do filho no antebraço, os seus olhos castanhos escuros, iguais aos seus, o cabelo loiro e ao mesmo tempo, escuro. A doce sinfonia do caos. Sua música autoral.

''Ei, pequeno,
não me olhe assim,

ei, pequeno,
o mundo é injusto, sim...

Mas saiba que enquanto eu estiver aqui,
quero que saiba
sua vida sempre será uma doce sinfonia

Uma doce sinfonia do caos.

Mas saiba que, se um dia eu não estiver aqui,
pequeno, sua vida sempre, será...
a doce sinfonia do caos.''


É um baque memorial, a morte da mãe, Felicia DalMoro, repassa no último ataque americano. É um baque memorial, a serventia ao país do Irã, treinado pelo Exército Militar Iraniano, repassa nos últimos dias de refúgio. É um baque memorial, Keane. Repassa, a morte de sua mãe a frente do dia que sua casa havia sido incendiada. O dia que havia desistido da vida.

Em segundos, as memórias repassam por toda a drástica vida do meio-sangue. Lentamente, os passos vão e vão, até que, o corpo pesa demais. Ele decai em ondas de sangue, manchando a bochecha esquerda. Os olhos reprimidos, fechavam-se. Não, semideus, você terá que sucumbir. Está predestinado a viver. Amaldiçoado pela vida.

— Você me entendeu? — suas mãos gélidas entrepassam pelo meu cordão de pétalas negras, deslizando por entre a camiseta alaranjada. Revista o quarto escuro, chegando a passear as mãos pelo meu pescoço. Quando chega naquela região, passa a brutalizar e enforcar-me com lucidez.

Ele prende-me na parede, valente. Seus olhos parecem noites agressivas, cheia de maldades. — Quem é você? E onde eu estou? — repreende, DalMoro. Quando para a se queixar, parece desabrochar os dedos à minha blusa.

— Eu sou você, Keane.

O momento lúcido parece desapagar, soltando-se de si mesmo. Ele, prendia a respiração ofegante, tonteado pelos acontecimentos passados no Irã. Estava envolvido por diversos panos medicinais, coberto por cicatrizes. Vestia a mesma camiseta do homem que ameaçou. Vestia o mesmo acessório do homem que ameaçou.

— Você entende o seu problema agora? — o clarão da sala, mostrava a certa loucura despejada naquele semideus. Ele estava num centro psiquiátrico, a luz do abajur desnorteava a visão do rapaz. Decaído e, alienado no chão, notava uma mulher esbelta e visivelmente séria à frente, escorando os cotovelos em sua mesa. Seus olhos esverdeados estavam centrados no paciente.

— Doutora... eu... eu não consigo entender. — o modo que Keane se comporta relembra a Ares, parecendo mais o avô do que o próprio pai. Agressivo, debatendo as mãos brutas na mesa quando chega a se sentar.

— Existe um lugar para onde iremos te levar, Keane. Mas você não pode ir pra lá, desta forma. Nós precisamos cuidar de você primeiro. — incita a psiquiatra, anotando algo com a caneta no caderno em branco.

— Eu não entendo, cara. Eu não entendo! Todas essas coisas de semideus, e depois... essa bipolaridade, você pode simplesmente dizer o que eu tenho?! — volta ao descontrole, Keane.

— Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT). É uma doença afetada por veteranos de guerra. Faz um ano que serviu a infantaria militar do Irã. Lembra disso, certo? — revela a mulher.

— Sim, eu lembro... — os olhos de Keane parecem cansados. — Então, Keane, nós teremos que cuidar disso antes que ingresse ao acampamento. — ela afirma. Por alguns segundos, um silêncio aconchega a sala, apenas o zunido da caneta pode ser escutado. O filho de Deimos percebia o certo desconforto dado a sua presença, quando seus olhos cadavéricos encontram os arrepios constantes na mulher.

— Qual o seu nome, doutora? — Keane pergunta. Ela arqueia as sobrancelhas, passando a fitar o rapaz e cessar a escrita. — Dra. Jasmine Pollton. — ela responde, sorrindo.

O refugiado do Irã passa a enxergar um violão no canto da sala, num movimento brusco, ele chega a pescá-lo e trazê-lo a sua cadeira. Abraçado com o instrumento, busca a recitar uma canção, enquanto estudado pela psiquiatra. Era tentador a voz ressoante do garoto, tendo uma excêntrica e cuidadosa melodia. Atencioso as notas musicais, até estrambólico, assistir um rapaz tão problemático cantar tão bem. — Costumo chamá-la de a doce sinfonia do caos.



A guerra é certa para aqueles que descendem de Ares e Deimos.
Querendo ou não
.

Vale a pena servir o seu país?:
Os cientistas fizeram uma pesquisa junto a milhares de soldados pertencentes a quatro unidades americanas da infantaria de combate (três do Exército e uma de Marines), enviados para o Iraque e o Afeganistão onde integraram a 82ª divisão aerotransportada e a 3ª divisão de infantaria.

Os questionários, anônimos, foram entregues antes do envio dos militares ao Iraque e ao Afeganistão e de três a quatro meses depois de sua volta. A pesquisa não inclui os soldados que foram feridos ou afastados de sua unidade por má conduta.

Os especialistas constataram que o número de soldados interrogados que sofre de depressão, ansiedade generalizada ou estresse pós-traumático é muito maior entre os que combateram no Iraque ou no Afeganistão (11,2 a 17,1%) do que entre os que responderam antes de ir ao Iraque (9,3%).

A diferença é particularmente significativa em relação ao estresse pós-traumático, que se desenvolve em resposta a uma situação violenta (guerra, agressão ou tomada de reféns).

Os pesquisadores também constataram a existência de uma estreita ligação entre as experiências de combate (ser alvo de tiros, transportar corpos, conhecer alguém que morreu ou matar um inimigo) e o estresse pós-traumático.

A prevalência de casos de estresse pós-traumático é de 4,5% entre aqueles que não se envolveram em combates, de 9,3% entre os que participaram de uma ou duas situações deste tipo, de 12,7% entre aqueles que se envolveram em três a cinco situações e de 19,3% entre os que participaram cinco vezes ou mais.

Esta é a primeira vez que um estudo sobre os efeitos da guerra na saúde mental dos combatentes é feito com tanta rapidez, quando ainda continuam as operações militares no Iraque. O estado mental dos veteranos de guerra do Vietnã foi investigado, mas só 10 ou 20 anos depois de sua volta.



Do you believe in Gods?
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Joseph K. Napier em Sab 03 Mar 2018, 23:30


AVALIAÇÃO


Keane DalMoro: CARA.

É uma honra avaliar um player como você. De longe uma das melhores fichas que já li, em sete anos de fórum. História fantástica, personagem muito bem desenvolvido e caramba! Que escrita. Não tenho muito a dizer; parabéns, filho de Deimos.

Seja muitíssimo bem vindo ao PJBR e que os deuses estejam com você.

Keane, aprovado como filho de Deimos.
Aguardando atualização

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ares em Dom 04 Mar 2018, 08:07

Não atualizado.

Seguindo as regras do tópico, fichas postadas com outros modelos de template, além do padrão disponibilizado pela adm, não são aceitas. Para a reclamação de seu personagem, repita o post padronizado.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Keane DalMoro em Dom 04 Mar 2018, 12:36


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Deimos. Tirando o clichê geral de curtir o deus escolhido, que já é bastante óbvio e acho que vocês estão cansados de saber esse fato neste tópico, eu curti o modo que criei a minha personalidade. Pareceu única. Como, de início, me fez pensar o ciclo familiar de Deimos (sendo filho de Afrodite e Ares, irmão de Phobos, etc), também me trouxe um repulsar de ideias na minha cabeça do que fazer a respeito com o parentesco direto com o deus do pânico. Interligando o gene com os avós olimpianos, criando uma personalidade convincente e um modo de pensar para um personagem talvez, original e metafórico.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Alto, 1,82cm. O porte físico relembra o avô paterno, Ares (atlético e exageradamente forte). Tem os olhos castanhos escuros, a pele branca chega a ser um meio-pardo. Tem as mechas negras e lisas — suas laterais são raspadas, formando o famoso ''undercut'' — e pesa cerca de 69kg.

Psicológicas: Líder, agressivo, inovador, e principalmente, egoísta. Tem um certo instinto de heroísmo amargurado — por conta do seu passado —, mas também é bastante elétrico e raramente, vago.  

Sempre esteve à frente de seus grupos, visando um comportamento claro de liderança, o que se tornava confuso por ser fruto do deus do horror. Talvez, o fator panical do semideus tenha lhe agraciado desta forma. Sempre esteve aberto a zombaria e a agressão, sendo às vezes, chato com bullying e apelidos desnecessários. Pela índole, teve certa genética puxada a avó paterna, Afrodite, às vezes, sarcástico e sensual (sem que ele queira, apenas dá a impressão).  

— História do Personagem:


A Sinfonia do Caos


Respire. Sinta a impotência das cores tingirem o céu nublado, drasticamente, tornando-se negro. Mórbido. Infelizmente, os anjos que ele acreditava não lhe salvaram, como prometido. Tornou sua vida, banhos de sangue frio. Quebrou promessas... até podia se escutar as lágrimas decaírem do rosto dele, que até cômico, tornava-se uma peça frágil num semblante tão vingativo. Podia também escutar, as doces melodias da chama ardente queimar nas folhagens que desbotam, tão lentamente, na silhueta de sua janela despedaçada.

Esse é o início de uma maldita canção. Uma sinfonia, adocicada e amaldiçoada, apelidada de guerra. Nem mesmo o mais são dos homens, pode prevenir o infame caos. Às vezes, até deuses. Por isso, as músicas serão lembradas por toda a eternidade, compartilhando o amor, a dor, a alegria, a tristeza. E felizmente, ouço o estridente acordar de Ares sucumbir. Ele se sentia impiedoso. Seus príncipes de sangue, os irmãos Deimos e Phobos mostravam-se em lados opostos ao olimpiano. O medo era sério. O pânico ria.

Seus gritos de intimação chegaram a pescar uma renegada das trevas. Mas como se pode se renegar ao que já é renegado? Seria um fato discutível, se ao menos, um dos herdeiros da guerra sangrenta pudesse apoderar-se de uma mortal. Chegando a concluir outra transgressão dos gregos.

Isso se torna um ciclo vicioso. Todo século, seja uma ou duas vezes, os próprios deuses, sejam eles gregos, romanos ou até nórdicos, não conseguem respeitar as leis de seu poder como divindade. Eles sempre quebram as regras. Eles sempre geram frutos incertos; procriam semideuses. Versões fracas dos mesmos.

O nome daquele rapaz que chorava no quarto escuro, auscultando o fragor do fogo alastrar-se por sua cidade, denominava-se Keane DalMoro. Ele, num transe completo de semear vingança, explodia em pensamentos maldosos aos americanos e todos aqueles que complicou a sua vida. Pensava em formas diferentes de torturá-los... enquanto isso, suas lágrimas dançam por seus braços. Pensava em formas diferentes de vingá-los... enquanto isso, suas mãos dançam com um cerrar abrupto. Pensava como Deimos. Mas enquanto isso, suas cicatrizes saravam.

O solstício no Irã, nunca foi, tempos de admirar o pôr-do-sol como no acampamento. Pois uma guerra, ela só nos traz desgosto, influencia a total maldade e a catástrofe.

Agora estale os dedos. Sinta o aroma sanguinário deste ar te sugar, filho de Deimos. Deixe com que dedos e respirações tornem-se um fardo para você, DalMoro. Mostre a criatura caótica que se esconde dentro de você. Estale a p**** dos dedos.

As chamas queimavam intensamente, chegando a causar um estrondo sob o andar abaixo da moradia do garoto. Um jovem, que em passos apressados, revelava a sua figura ao esmurrar a porta chamuscada do quarto sombrio. O sotaque iraniano parecia ser ensurdecido, cujo som dilacerante de canhões e o próprio incêndio irrompia os dizeres do rapaz. Ele gritava o nome de Keane, capturando-o por entre a cintura, subindo o antebraço para ser enlaçado pelo seu pescoço e, corria aos estreitos do fim da casa.

Os passos e o olhar castigador a saída pareciam um cenário impossível. Keane, desvencilhava-se do garoto e insinuava para que ele continuasse. Debatia seus cotovelos, com uma força anormal, entre as costas do rapaz. Ele chocava o corpo bruscamente para a frente e estava à frente a porta. Calou-se num alívio, mas viu, ao reparar para trás, DalMoro com um olhar desfalecido e desistido. Um forte mar em chamas enfurecidas penetrou a mente do garoto salvo pelo semideus, sendo levitado pela detonação e, por seus cinco segundos de consciência, assistiu a suposta morte do amigo ser afundado no ímpeto do fogo.

Você já parou para pensar que nós, semideuses, deuses, titãs... nós somos privilegiados? Costumamos a dizer por aí, nossas trágicas aventuras, nossa intensa busca pela verdade. O oráculo de Delfos, dizia estar corrompido por saber o infeliz futuro. Seria a clarividência uma maldição? Termos sangue divino? Poder... ambição... glória... não importa qual seja o motivo, sempre estamos convictos a reclamar do que temos.

O cenário catastrófico da capital iraniana, Teerã, torna-se uma chuva inconstante de helicópteros e soldados bem-armados dos Estados Unidos. Agências nacionais, como a CIA, ou quaisquer figura policial americana, pisava em solo pós-batalha aos escombros da casa do cadáver meio-sangue.

Eles pareciam calmos, alguns, inquietos. Conversas desnecessárias, atitudes egocêntricas, tudo, reconduz em algo relativamente imbecil. Patriotismo. Eles se sentiam vitoriosos por ter queimado casas, mutilado inocentes. Primeiro a Síria, e agora, o Irã. É estranho pensar qual a verdadeira intensidade do deus da guerra. Se é prazer por ver estes acontecimentos. Se é frustração... nós realmente não podemos entender um deus.

Do outro lado do embate, corpos triturados, em decomposição, cremados, eram achatados em camas de enfermagem. Os médicos do país atacado, respingavam o suor necessário para garantir vidas. Em uma dessas, o corpo salvo por DalMoro colocava-se em pauta numa tenda médica.

— E-Ei... esse... não é... — o médico que retirava o pano preso em sua face, surtava num susto imediato. Ele cutuca as costas do outro soldado que estava atrás com um bisturi, passando a vivenciar o momento consigo. — Esse é... o major Kalil? Ele estava no comando na frota leste da capital... — o olhar dos sobreviventes parecem morrer. Mortos de esperança.

É como eu disse a vocês, nós somos privilegiados. Não importa quem, ou como seja, o sangue divino é superior ao sangue humano e fraco. Você não entende, Keane. Tenta se sacrificar em nome do seu país, servindo a um dos piores exércitos da humanidade. E piora a situação, tentando salvar a vida de um mortal.

O único corpo deixado naquela zona aguerrida, era do filho de Deimos. E para a nossa surpresa, seus dedos dedilhavam o chão pintado em vermelho-sangue. Trêmulo, ressurgido das cinzas. Suas cicatrizes marcadas pela guerra, abriam numa silenciosa hemorragia. Sangrava por entre o joelho, a caixa torácica e o seu nariz. Sórdido, estava manchado por poeira e sujeiras.

E, bom... complemento a questão abordada neste contexto, o gene sanguíneo dos deuses, havia acudido o semideus. Nós somos privilegiados. E isso não pode ser explicado, apenas... sentido. Você nasceu de Deimos, Keane, querendo ou não, você não morrerá agora.

Existe um mundo lá fora, bonito, saciável. Onde as flores permanecerão vivas, o pôr-do-sol poderá ser visto, sem interrupção do odor da fumaça. Existem pessoas boas, repletas de amor e esperança. Mas infelizmente, este não é o seu mundo. O seu mundo está semeado de guerras, incontáveis batalhas que irão te trazer mais e mais cicatrizes pelo seu corpo. Traições, distúrbios que irá ter que conviver. A sinfonia, mesmo que seja lenta, corromperá a sua alma bondosa, Keane. Sua mãe é fraca, o seu pai é a porra do deus do pânico.

Enquanto divaga, a cada passo, parece sofrer eternamente. Existe uma história profunda carregada pelo filho do deus menor. Essa história repassa, em visões lentas, por entre os pensamentos alheios do soldado iraniano. Ouça a melodia, os ouvidos encantados pela doce voz de sua figura materna.

Ela cantarolava, as pessoas prendiam a atenção nela. Suas tatuagens, uma que carregava o nome do filho no antebraço, os seus olhos castanhos escuros, iguais aos seus, o cabelo loiro e ao mesmo tempo, escuro. A doce sinfonia do caos. Sua música autoral.

''Ei, pequeno,
não me olhe assim,

ei, pequeno,
o mundo é injusto, sim...

Mas saiba que enquanto eu estiver aqui,
quero que saiba
sua vida sempre será uma doce sinfonia

Uma doce sinfonia do caos.

Mas saiba que, se um dia eu não estiver aqui,
pequeno, sua vida sempre, será...
a doce sinfonia do caos.''


É um baque memorial, a morte da mãe, Felicia DalMoro, repassa no último ataque americano. É um baque memorial, a serventia ao país do Irã, treinado pelo Exército Militar Iraniano, repassa nos últimos dias de refúgio. É um baque memorial, Keane. Repassa, a morte de sua mãe a frente do dia que sua casa havia sido incendiada. O dia que havia desistido da vida.

Em segundos, as memórias repassam por toda a drástica vida do meio-sangue. Lentamente, os passos vão e vão, até que, o corpo pesa demais. Ele decai em ondas de sangue, manchando a bochecha esquerda. Os olhos reprimidos, fechavam-se. Não, semideus, você terá que sucumbir. Está predestinado a viver. Amaldiçoado pela vida.

— Você me entendeu? — suas mãos gélidas entrepassam pelo meu cordão de pétalas negras, deslizando por entre a camiseta alaranjada. Revista o quarto escuro, chegando a passear as mãos pelo meu pescoço. Quando chega naquela região, passa a brutalizar e enforcar-me com lucidez.

Ele prende-me na parede, valente. Seus olhos parecem noites agressivas, cheia de maldades. — Quem é você? E onde eu estou? — repreende, DalMoro. Quando para a se queixar, parece desabrochar os dedos à minha blusa.

— Eu sou você, Keane.

O momento lúcido parece desapagar, soltando-se de si mesmo. Ele, prendia a respiração ofegante, tonteado pelos acontecimentos passados no Irã. Estava envolvido por diversos panos medicinais, coberto por cicatrizes. Vestia a mesma camiseta do homem que ameaçou. Vestia o mesmo acessório do homem que ameaçou.

— Você entende o seu problema agora? — o clarão da sala, mostrava a certa loucura despejada naquele semideus. Ele estava num centro psiquiátrico, a luz do abajur desnorteava a visão do rapaz. Decaído e, alienado no chão, notava uma mulher esbelta e visivelmente séria à frente, escorando os cotovelos em sua mesa. Seus olhos esverdeados estavam centrados no paciente.

— Doutora... eu... eu não consigo entender. — o modo que Keane se comporta relembra a Ares, parecendo mais o avô do que o próprio pai. Agressivo, debatendo as mãos brutas na mesa quando chega a se sentar.

— Existe um lugar para onde iremos te levar, Keane. Mas você não pode ir pra lá, desta forma. Nós precisamos cuidar de você primeiro. — incita a psiquiatra, anotando algo com a caneta no caderno em branco.

— Eu não entendo, cara. Eu não entendo! Todas essas coisas de semideus, e depois... essa bipolaridade, você pode simplesmente dizer o que eu tenho?! — volta ao descontrole, Keane.

— Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT). É uma doença afetada por veteranos de guerra. Faz um ano que serviu a infantaria militar do Irã. Lembra disso, certo? — revela a mulher.

— Sim, eu lembro... — os olhos de Keane parecem cansados. — Então, Keane, nós teremos que cuidar disso antes que ingresse ao acampamento. — ela afirma. Por alguns segundos, um silêncio aconchega a sala, apenas o zunido da caneta pode ser escutado. O filho de Deimos percebia o certo desconforto dado a sua presença, quando seus olhos cadavéricos encontram os arrepios constantes na mulher.

— Qual o seu nome, doutora? — Keane pergunta. Ela arqueia as sobrancelhas, passando a fitar o rapaz e cessar a escrita. — Dra. Jasmine Pollton. — ela responde, sorrindo.

O refugiado do Irã passa a enxergar um violão no canto da sala, num movimento brusco, ele chega a pescá-lo e trazê-lo a sua cadeira. Abraçado com o instrumento, busca a recitar uma canção, enquanto estudado pela psiquiatra. Era tentador a voz ressoante do garoto, tendo uma excêntrica e cuidadosa melodia. Atencioso as notas musicais, até estrambólico, assistir um rapaz tão problemático cantar tão bem. — Costumo chamá-la de a doce sinfonia do caos.



A guerra é certa para aqueles que descendem de Ares e Deimos.
Querendo ou não.

Vale a pena servir o seu país?:
Os cientistas fizeram uma pesquisa junto a milhares de soldados pertencentes a quatro unidades americanas da infantaria de combate (três do Exército e uma de Marines), enviados para o Iraque e o Afeganistão onde integraram a 82ª divisão aerotransportada e a 3ª divisão de infantaria.

Os questionários, anônimos, foram entregues antes do envio dos militares ao Iraque e ao Afeganistão e de três a quatro meses depois de sua volta. A pesquisa não inclui os soldados que foram feridos ou afastados de sua unidade por má conduta.

Os especialistas constataram que o número de soldados interrogados que sofre de depressão, ansiedade generalizada ou estresse pós-traumático é muito maior entre os que combateram no Iraque ou no Afeganistão (11,2 a 17,1%) do que entre os que responderam antes de ir ao Iraque (9,3%).

A diferença é particularmente significativa em relação ao estresse pós-traumático, que se desenvolve em resposta a uma situação violenta (guerra, agressão ou tomada de reféns).

Os pesquisadores também constataram a existência de uma estreita ligação entre as experiências de combate (ser alvo de tiros, transportar corpos, conhecer alguém que morreu ou matar um inimigo) e o estresse pós-traumático.

A prevalência de casos de estresse pós-traumático é de 4,5% entre aqueles que não se envolveram em combates, de 9,3% entre os que participaram de uma ou duas situações deste tipo, de 12,7% entre aqueles que se envolveram em três a cinco situações e de 19,3% entre os que participaram cinco vezes ou mais.

Esta é a primeira vez que um estudo sobre os efeitos da guerra na saúde mental dos combatentes é feito com tanta rapidez, quando ainda continuam as operações militares no Iraque. O estado mental dos veteranos de guerra do Vietnã foi investigado, mas só 10 ou 20 anos depois de sua volta.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Joseph K. Napier em Dom 04 Mar 2018, 13:14


AVALIAÇÃO


Keane DalMoro: CARA. agora vai

É uma honra avaliar um player como você. De longe uma das melhores fichas que já li, em sete anos de fórum. História fantástica, personagem muito bem desenvolvido e caramba! Que escrita. Não tenho muito a dizer; parabéns, filho de Deimos.

Seja muitíssimo bem vindo ao PJBR e que os deuses estejam com você.

Keane, aprovado como filho de Deimos.
Aguardando atualização

[/quote]
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Damon R. Grint em Seg 05 Mar 2018, 21:18


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Quero ser reclamado pelo deus Ares. Por quê? É o que mais se encaixa em minha personalidade, tenho certeza que meu progenitor é ele. Dizem que seus filhos são meio explosivo né? Que seja, tá legal, eu sou quase sempre, mas é culpa das outras pessoas por serem tão ininteligentes e incapazes de não fazer alguma coisa que dê errado!

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Como dito acima, confesso que diversas vezes tenho reações meio explosivas e que tais reações são consequências apenas de situações que fazem meu pavio queimar muito rapidamente. Na minha antiga escola – uma das dez que estudei – meu apelido era dinamite justamente por causa disso, eu apenas aceitei o fato. Também tenho um ótimo espírito de liderança, uma pena que as pessoas não valorizem isso só por eu ser explosivo.
Aliás, além de Dinamite, meu apelido na oitava escola era Touro, justamente por todo meu tamanho maior que o normal. Com doze anos eu era o maior da classe, medindo 1,73, meu peso? Ah eu não lembro, mas recordo que eu também ganhava na categoria “Aluno Mais Pesado Da Turma.” Porém com o passar do tempo eu – cresci mais, é claro -, mas pratiquei exercícios, o que fez toda a massa do meu corpo ir para seu lugar certo e digamos que agora não sou mais tão gordo como antes. Meus olhos são castanhos escuros e meu cabelo é da mesma cor. Tenho, atualmente, 1, 85 e peso 87 kg.

— História do Personagem:
Eu sempre fui meio complicado. Negava esse fato até meus quatorze anos, mas fazer o que? É apenas a realidade. Com doze anos eu havia passado em seis escolas, ou seja, com 17 anos, eu já estou indo para a décima primeira, mas enfim. Minha mãe biológica eu nunca vi, nem é o meu desejo, pois quem me adotou foi uma mulher maravilhosa.
Elizabete Radcliffe, na época ela devia ter seus trinta anos, infértil, casada. Professora de matemática, saiu de casa ainda nos seus vinte anos para o casamento, com o cara que dizia amá-la, mas, quando se passaram dois anos após minha adoção, disse que iria comprar cigarro na padaria e nunca mais voltou. Tá, essa parte foi uma invenção, tentei apenas dar uma de engraçadinho. Acontece que, você deve estar se perguntando “o que esse cara tem a ver?” Ele é muito importante na minha história, na verdade na história de como eu descobri que era um semideus.
Eu estava no primeiro ano do ensino médio, totalmente perdido nessa nova fase da vida. Não parece, mas o colegial é um verdadeiro inferno na vida de alguns, ainda mais quando você é um adolescente que, além de problemático, é diagnosticado com TDAH. Dizem que alguns são reclamados bem cedo, mas no meu caso Ares decidiu que ainda não era meu momento, ou estava com preguiça, ou pena do seu Chalé no Acamamento Meio-Sangue.
Coisas estranhas sempre aconteceram comigo, como por exemplo, uma vez um cara com pernas de bode – mais tarde eu soube que era um sátiro – me perseguiu totalmente desorientado pelos corredores da escola, quando o diretor me encontrou, eu estava escondido no banheiro, resultado: fui chamado na secretaria junto com minha mãe por “matar aula” e, quando eu contei o que havia visto, ninguém acreditou em mim e ainda suspeitaram que eu estava usando alguma droga alucinógena. De verdade, eu fiz até alguns exames, que felizmente provaram que eu estava completamente limpo. Outra vez um professor me atacou e quando eu usei a única coisa que era afiada para me defender, um colar em formato de osso pontudo que tenho até hoje, o cara explodiu em uma nuvem de  pó e quando comentei sobre ele ninguém nem lembrava de sua existência. Mais uma vez os exames, mais uma vez limpo.
Num dia, logo após o intervalo terminar, decidi matar aula. Eu não havia paciência para matemática, por mais que minha mãe fosse professora de tal matéria, era algo que não entrava na minha cabeça. Nunca fui bom com números. Então, às escondidas, fui do prédio escolar por uma salinha que ficava perto da cozinha, que tinha uma janela quebrada e sem vidro. Passei o dia caminhando pelo Central Park e vendo as pessoas correrem com seus cachorros. Quando deu minha hora fui para o velho prédio que minha mãe e eu nos mudamos no ano anterior. Era um conjunto de apartamentos com quatro andares, escadas com pisos que não se completavam e paredes que tinham suas tintas num tom cinza morto descascadas. Percebi, quando virei a esquina da minha rua, que havia um homem me seguindo. Ele não parecia querer se esconder, andava alguns passos atrás e falava no telefone. Apressei-me e entrei dentro de casa, assim que fui colocar a chave para abrir a porta do apartamento, percebi que havia algo de errado: estava encostada. Se tem uma coisa que dona Elizabete não fazia era deixar a porta entreaberta.
O lugar estava revirado! Tipo, tudo mesmo! Até o sofá estava de ponta cabeça. Entrei correndo, num rompante, e fui em direção ao quarto dela que era seu cômodo favorito. Havia uma gritaria e era a voz de... Henry, seu ex-marido. Eles tinham uma relação ainda conturbada. Estavam separados, mas viviam se reencontrando, brigando etc, entretanto Henry nunca tinha ouvido o rapaz falar com uma voz tão ameaçadora.
“ONDE ESTÁ O MENINO?” Ele vociferava. Ouvi a respiração de minha mãe ofegante.
“O que você quer com Damon? Ele nunca foi de seu interesse!” Gritava Elizabete.
Entrei no quarto, os olhos dela se arregalaram e eu senti uma mão encostando no meu ombro direito. Quando me virei... HENRY?
Haviam dois Henry, eu não estava entendendo mais nada e acho que minha mãe compartilhava da mesma sensação: tudo estava completamente confuso. O Henry agressivo olhou para minha direção. Seus olhos eram vermelhos rubros, seu rosto estava se distorcendo, de modo que ele estava mostrando, somente a mim, sua verdadeira forma.
Ele se atirou na minha direção e na mesma hora eu corri. O corredor do apartamento é grande e tem uma porta que dá no meu quarto, quando o falso Henry estava passando por ela, um abajur vermelho voou pela abertura e acertou sua cabeça em cheio, quando olhei para trás, o monstro estava praguejando com uma das mãos no crânio e, pasmem, meu vizinho Marcel estava bem ali, com pernas peludas e, no lugar de seus pés, haviam cascos. Ele estava tocando uma flauta e, de  repente, os pés do falso Henry se prenderam no chão, grudados pelo que pareciam ser casca de árvore. Minha mãe e seu ex-atual-confuso companheiro passaram correndo por ele, juntamente com Marcel.
“Não dá mais para esconder!” Berrou Marcel, com voz trêmula e ele soltara um “BÉÉEE” no final da frase. “Escute, eu sinto cheiro dos deuses em você, desde que vocês se mudaram para cá. Eu tenho certeza que você é um semideus e...”
“Semi-o que?” Perguntamos os três como se fosse um coral.
“Olhe, Henry, você é professor de História, conhece os deuses gregos, não é?”  Ele ofegou e olhou com medo para o monstro que tentava se soltar e gritava. “Não são apenas histórias. Os deuses existem. Seres como ele são responsáveis por caçar pessoas como o Damon, que são semi-...”
“Semideuses. Sim! Hércules, Teseu, Perseu...”
“Isso, isso mesmo. Não são apenas contos, você, Damon, é filho de algum deus grego, indefinido ainda, mas, chegando no Acampamento Meio-Sangue possa ser que ele te reclame como filho!” Seu sorriso traduzia um total nervosismo. “Mas precisamos ir logo, antes que esse cara aí se solte. Tem algum carro?”
“Pera aí, meu filho não vai a lugar nenhum!”
Eu era a parte mais alheia a toda conversa e eu era apenas o protagonista daquela história!
“Mãe, você não está vendo o rosto daquele homem? Monstro?! Ele pode nos matar com apenas alguns golpes!”
“Não, ela não pode ver por causa da névoa. Depois explico o que é.” Marcel respirou fundo. “Inclusive, essa faca é feita de bronze celestial, feita para mandar esses seres direto para o Tártaro, o lugar mais profundo do submundo!” Ele me entregou uma faca de porte médio. “Agora vamos, não temos mais tempo!”
Corremos em direção à rua e pegamos o táxi. Marcel tocou algo com sua flauta e o taxista concordou em dar as chaves do carro para Henry. “Aliás, quem estava te seguindo era eu.” Disse o professor de história.
Marcel disse que o acampamento ficava em Long Island, então seria uma viagem muito, muito longa. Passamos minutos intermináveis praticamente naquele taxi, até que enfim estávamos chegando ao Acampamento quando, de repente, ouvimos um estrondo. O falso Henry, com mais dois deles, estava correndo em nossa direção, numa velocidade imensa, até que acertaram o carro no pé da colina. Com dificuldade, subimos o mais rápido que conseguimos, até que chegamos próximo a um pinheiro, onde um dragão se encontrava. Árvores começaram a cair, minha mãe estava apavorada, Henry estava tentando manter a pose, Marcel com sua flauta na boca e eu estava com a faca em mãos. Eu não tinha medo, podia sentir a adrenalina no meu sangue. Não sei como, mas posicionei os pés firmemente no chão esperando o impacto dos três monstros, quando ouvi um zumbido e uma flecha dourada acertou o da esquerda que evaporou em pó dourado. Marcel tocava sua flauta e, acho que por estarmos num bosque, o truque de transformar um deles em árvore funcionou muito melhor que no prédio. Agora faltava só o falso Henry.
Uma de suas pernas, notei, era de burro e a outra de bronze celestial, seu rosto era pálido e seus cabelos flamejantes. Ele tentou me acertar com suas garras, mas, pela graça dos deuses, vocês deveriam ter visto aquele giro, eu desviei e acertei meu cotovelo literalmente no meio de suas omoplatas. O bicho arfou, mas continuou de pé. Ele conseguiu acertar Marcel com um soco na cabeça, que caiu, tonto, no chão de terra batida. O monstro também trazia uma faca, mas não era feita de bronze celestial e sim metal normal. Pela primeira vez eu estava duelando e, mesmo com alguns errinhos, parecia que eu era parte daquele duelo. Meus reflexos sempre foram bons para briga corpo a corpo, entretanto eu desconhecia aquele meu talento.
O dragão rugia e o monstro mais ainda. Até que ele acertou minha faca e conseguiu me desarmar. O falso Henry tentou me acertar,mas, com a respiração ofegante, eu esquivava. Sabia que não iria durar muito só ficar na defensiva, porém alguém desarmado e sem escudo não tem muita chance. Foi quando sua perna de bronze me acertou no joelho. Foi a pior dor que eu já havia sentido. Com grito, acertei um soco bem na boca do estômago do monstro, que demonstrou um leve desconforto. Arrastando-me por causa da dor, vi que a faca se encontrava a poucos metros de mim, continuei com o plano de esquivar até minha mão agarrar seu cabo. O falso Henry desferiu mais um golpe, que me acertou na bochecha. Sangue vermelho vivo jorrava pelo meu rosto, quando ele se preparada para mais uma golpeada, finquei a lâmina em sua perna de burro e ele se esvaiu em fumaça.
Minha mãe correu para me auxiliar enquanto eu tentava me colocar de pé, até que minha visão ficou turva demais e eu desabei no chão e desmaiei, entretanto, antes de ficar desacordado, vi que uma lança brilhava em cima da minha cabeça, ouvi um cavalo trotar e alguém gritar o nome Ares.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Catherine Burkhardt em Seg 05 Mar 2018, 21:56


Avaliação


Damon R. Grint:

Olá, darling. Eu gostei bastante da sua ficha. Gostei da maneira que você narra em primeira pessoa, pois podemos sentir a personalidade do Damon a cada frase. É informal, rápido, mas nunca deixou de ser descritivos. No entanto, pude notar alguns errinhos que uma revisão mais atenta poderia ter prefinido, como: vírgulas em locais errados ou em excesso, tornando as frases muito longas e muito cansativas de se ler; alguns parágrafos que podiam ter sido divididos, tanto para organizar melhor o texto quanto pela mudança de ação/foco e uma ou duas frases que, creio eu, por falta de atenção, acabaram ficando confusas ou incompletas.

"Eles tinham uma relação ainda conturbada. Estavam separados, mas viviam se reencontrando, brigando etc, entretanto Henry nunca tinha ouvido o rapaz falar com uma voz tão ameaçadora" — acredito que o correto seria o oposto, que VOCÊ nunca tinha ouvido HENRY falar com uma voz ameaçadora.

“Aliás, quem estava te seguindo era eu.” Disse o professor de história. — sim, era Henry quem o seguia. Mas por que ele fazia isso é uma resposta relevante para a coerência do texto.

Sua história foi muito bem contada, mesmo com esses pequenos deslizes, no entanto, me sinto forçada a reprová-lo - POR ENQUANTO - por causa de um erro na hora de descrever os monstros. Eu suponho que pela descrição dada das criaturas que você enfrentou, elas sejam Empousas. Porém, de acordo com o bestiário oficial do fórum, Empousas possuem aparências FEMININAS na névoa e, mais importante, NÃO são capazes de alterar sua forma para assumirem a aparência de alguém.

Então, meu jovem, repense essa última parte e ficarei satisfeita em aceitá-lo ao fórum!


Damon R. Grint: REPROVADO como filho de Ares.

Dúvidas ou reclamações, basta mandar uma mp.

template roubado da Silvia

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 129-ExStaff em Ter 06 Mar 2018, 02:00

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Damon R. Grint em Ter 06 Mar 2018, 15:53


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Quero ser reclamado pelo deus Ares. Por quê? É o que mais se encaixa em minha personalidade, tenho certeza que meu progenitor é ele. Dizem que seus filhos são meio explosivo né? Que seja, tá legal, eu sou quase sempre, mas é culpa das outras pessoas por serem tão ininteligentes e incapazes de não fazer alguma coisa que dê errado!

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Como dito acima, confesso que diversas vezes tenho reações meio explosivas e que tais reações são consequências apenas de situações que fazem meu pavio queimar muito rapidamente. Na minha antiga escola – uma das dez que estudei – meu apelido era dinamite justamente por causa disso, eu apenas aceitei o fato.
Aliás, além de Dinamite, meu apelido na oitava escola era Touro, justamente por todo meu tamanho maior que o normal. Com doze anos eu era o maior da classe, medindo 1,73, meu peso? Ah eu não lembro, mas recordo que eu também ganhava na categoria “Aluno Mais Pesado Da Turma.” Porém com o passar do tempo eu – cresci mais, é claro -, mas pratiquei exercícios, o que fez toda a massa do meu corpo ir para seu lugar certo e digamos que agora não sou mais tão gordo como antes. Meus olhos são castanhos escuros e meu cabelo é da mesma cor. Tenho, atualmente, 1, 85 e peso 87 kg.

— História do Personagem:
  Eu sempre fui meio complicado. Negava esse fato até meus quatorze anos, mas fazer o que? É apenas a realidade. Com doze anos eu havia passado em seis escolas, ou seja, com 17 anos, eu já estou indo para a décima primeira, mas enfim. Minha mãe biológica eu nunca vi, nem é o meu desejo, pois quem me adotou foi uma mulher maravilhosa.
  Elizabete Radcliffe, na época ela devia ter seus trinta anos, infértil, casada. Professora de matemática, saiu de casa ainda nos seus vinte anos para o casamento, com o cara que dizia amá-la, mas, quando se passaram dois anos após minha adoção, disse que iria comprar cigarro na padaria e nunca mais voltou. Tá, essa parte foi uma invenção, tentei apenas dar uma de engraçadinho. Acontece que, você deve estar se perguntando “o que esse cara tem a ver?” Ele é muito importante na minha história, na verdade na história de como eu descobri que era um semideus.
  Eu estava no primeiro ano do ensino médio, totalmente perdido nessa nova fase da vida. Não parece, mas o colegial é um verdadeiro inferno na vida de alguns, ainda mais quando você é um adolescente que, além de problemático, é diagnosticado com TDAH.
  Dizem que alguns semideuses são reclamados bem cedo e é verdade, no Acampamento tem filhos de deuses com seres humanos de uns sete ou oito anos de idade, mas no meu caso Ares decidiu que ainda não era meu momento, ou estava com preguiça, ou pena do seu Chalé no Acamamento Meio-Sangue.
  Coisas estranhas sempre aconteceram comigo, como por exemplo, uma vez um cara com pernas de bode – mais tarde eu soube que era um sátiro – me perseguiu totalmente desorientado pelos corredores da escola, quando o diretor me encontrou, eu estava escondido no banheiro, resultado: fui chamado na secretaria junto com minha mãe por “matar aula” e, quando eu contei o que havia visto, ninguém acreditou em mim e ainda suspeitaram que eu estava usando alguma droga alucinógena. De verdade, eu fiz até alguns exames, que felizmente provaram que eu estava completamente limpo. Outra vez um professor me atacou e quando eu usei a única coisa que era afiada para me defender, um colar em formato de osso pontudo que tenho até hoje, o cara explodiu em uma nuvem de  pó e quando comentei sobre ele ninguém nem lembrava de sua existência. Mais uma vez os exames, mais uma vez limpo.
  Num dia, logo após o intervalo terminar, decidi matar aula. Eu não havia paciência para matemática, por mais que minha mãe fosse professora de tal matéria, era algo que não entrava na minha cabeça. Nunca fui bom com números. Então, às escondidas, fui do prédio escolar por uma salinha que ficava perto da cozinha que tinha uma janela quebrada e sem vidro. Passei o dia caminhando pelo Central Park e vendo as pessoas correrem com seus cachorros. Quando deu minha hora fui para o velho prédio que minha mãe e eu nos mudamos no ano anterior. Era um conjunto de apartamentos com quatro andares, escadas com pisos que não se completavam e paredes que tinham suas tintas num tom cinza morto descascadas. Percebi, quando virei a esquina da minha rua, que havia um homem me seguindo. Ele não parecia querer se esconder, andava alguns passos atrás e falava no telefone. Apressei-me e entrei dentro de casa, assim que fui colocar a chave para abrir a porta do apartamento percebi que havia algo de errado: estava encostada. Se tem uma coisa que dona Elizabete não fazia era deixar a porta entreaberta.
  O lugar estava revirado! Tipo, tudo mesmo! Até o sofá estava de ponta cabeça. Entrei correndo, num rompante, e fui em direção ao quarto dela que era seu cômodo favorito. Havia uma gritaria e era a voz de... Henry, seu ex-marido. Eles tinham uma relação ainda conturbada. Estavam separados, mas viviam se reencontrando, brigando etc, entretanto eu nunca havia ouvido o cara falar de uma forma tão ameaçadora com minha mãe.
 “ONDE ESTÁ O MENINO?” Ele vociferava. Ouvi a respiração de minha mãe ofegante.
 “O que você quer com Damon? Ele nunca foi de seu interesse!” Gritava Elizabete.
  Entrei no quarto, os olhos dela se arregalaram e eu senti uma mão encostando no meu ombro direito. Quando me virei... HENRY?
  Haviam dois Henry, eu não estava entendendo mais nada e acho que minha mãe compartilhava da mesma sensação: tudo estava completamente confuso. O Henry agressivo olhou para minha direção. Seus olhos eram vermelhos rubros, seu rosto estava se distorcendo, de modo que ele estava mostrando, somente a mim, sua verdadeira forma.
  Ele se atirou na minha direção e na mesma hora eu corri em direção à sala. O corredor do apartamento é grande e tem uma porta que dá no meu quarto, quando o falso Henry estava passando por ela um abajur vermelho voou pela abertura e acertou sua cabeça em cheio, quando olhei para trás o monstro estava praguejando com uma das mãos no crânio e, pasmem, meu vizinho Marcel estava bem ali, com pernas peludas e no lugar de seus pés haviam cascos. Ele estava tocando uma flauta e, de  repente, os pés do falso Henry se prenderam no chão, grudados pelo que pareciam ser casca de árvore. Minha mãe e seu ex-atual-confuso companheiro passaram correndo por ele juntamente com Marcel.
  “Não dá mais para esconder!” Berrou Marcel, com voz trêmula e ele soltara um “BÉÉEE” no final da frase. “Escute, eu sinto cheiro dos deuses em você, desde que vocês se mudaram para cá. Eu tenho certeza que você é um semideus e...”
  “Semi-o que?” Perguntamos os três como se fizéssemos parte de um coral.
  “Olhe, Henry, você é professor de História, conhece os deuses gregos, não é?”  Ele ofegou e olhou com medo para o monstro que tentava se soltar e gritava. “Não são apenas histórias. Os deuses existem. Seres como ele são responsáveis por caçar pessoas como o Damon, que são semi-...”
  “Semideuses. Sim! Hércules, Teseu, Perseu...”
  “Isso, isso mesmo. Não são apenas contos, você, Damon, é filho de algum deus grego, indefinido ainda, mas, chegando no Acampamento Meio-Sangue possa ser que ele te reclame como filho!” Seu sorriso era de total nervosismo. “Mas precisamos ir logo, antes que esse cara aí se solte. Tem algum carro?”
  “Pera aí, meu filho não vai a lugar nenhum!” Protestou minha mãe. “Que história é essa? O que está acontecendo?”
  Eu era a parte mais alheia a toda conversa e era apenas o protagonista daquela história!
  “Mãe, você não está vendo o rosto daquele homem? Monstro?! Ele pode nos matar com apenas alguns golpes, olha eu sou relativamente forte e queria trucidá-lo, mas não tenho nada para nos defender!”
  “Inclusive, essa faca é feita de bronze celestial, feita para mandar esses seres direto para o Tártaro, o lugar mais profundo do submundo!” Ele me entregou uma faca de porte médio. “Agora vamos, não temos mais tempo!”
  Corremos em direção à rua e pegamos o táxi. Marcel tocou algo com sua flauta e o taxista concordou em dar as chaves do carro para Henry. “Aliás, quem estava te seguindo era eu.” Disse o professor de história. “Vi você saindo do Central Park num horário que, penso eu, deveria estar assistindo aula ou terminando de assisti-la. Queria saber para onde você estava indo. Já se meteu em tantos problemas que a gente fica com o pé atrás, não é mesmo?”
Marcel disse que o acampamento ficava em Long Island, então seria uma viagem muito, muito longa. Passamos minutos intermináveis praticamente naquele taxi, até que enfim estávamos chegando ao Acampamento quando ouvimos um estrondo.
  O falso Henry, com mais dois monstros que eu não consegui observar sua aparência, estavam correndo em nossa direção, numa velocidade que não era possível alguém normal correr, até que acertaram o carro no pé da colina. Com dificuldade subimos o mais rápido que conseguimos e chegamos próximo a um pinheiro, onde um dragão se encontrava. Árvores começaram a cair, minha mãe estava apavorada, Henry estava tentando manter a pose, Marcel com sua flauta na boca e eu estava com a faca em mãos. Eu não tinha medo, podia sentir a adrenalina no meu sangue.
  Não sei como, mas posicionei os pés firmemente no chão esperando o impacto dos três monstros, quando ouvi um zumbido e uma flecha dourada acertou o da esquerda que evaporou em pó dourado. Marcel tocava sua flauta e, acho que por estarmos num bosque, o truque de transformar um deles em árvore funcionou muito melhor que no prédio. Agora faltava só o falso Henry.
  “É UM COPIADOR!” Gritou Marcel. “Ele pode se transformar em qualquer um de nós aqui, foi o que fez com Henry.”
  O copiador se aproximou sem expressão alguma. Sua verdadeira pele era pálida e cinzenta, reparei também que seu corpo tinha uma ausência demasiada de pelos. O monstro correu na minha direção com uma faca em punho, mas, pela graça dos deuses, vocês deveriam ter visto aquele giro, eu desviei e acertei meu cotovelo literalmente no meio de suas omoplatas. O bicho arfou, mas continuou de pé. Ele conseguiu acertar Marcel com um soco na cabeça quando o sátiro tentou atacá-lo. Sua faca não era feita de bronze celestial e sim metal normal. Pela primeira vez eu estava duelando e, mesmo com alguns errinhos, parecia que eu era parte daquele duelo. Meus reflexos sempre foram bons para briga corpo a corpo, entretanto eu desconhecia aquele meu talento.
  O dragão rugia. O monstro acertou minha faca e conseguiu me desarmar. O falso Henry tentou me acertar,mas, com a respiração ofegante, eu esquivava. Sabia que não iria durar muito só ficar na defensiva, porém alguém desarmado e sem escudo não tem muitas opções. Foi quando ele acertou um chute na minha costela. Aquela foi a pior dor que eu já havia sentido. Com um grito, acertei um soco bem na boca do estômago do monstro, que demonstrou um leve desconforto. Arrastando-me por causa da dor, vi que a faca se encontrava a poucos metros de mim, continuei com o plano de esquivar até minha mão agarrar seu cabo. O falso Henry desferiu mais um golpe, que me acertou na bochecha. Sangue vermelho vivo jorrava pelo meu rosto. Quando ele se preparava para mais uma golpeada eu ataquei e assim que finquei a faca em sua perna pálida e cinzenta o monstro se esvaiu em pó.
  Minha mãe correu para me auxiliar enquanto eu tentava me colocar de pé, até que minha visão ficou turva demais e eu desabei no chão e desmaiei, entretanto, antes de ficar desacordado, vi a copa das árvores e os raios solares entrando por elas, vi também que uma lança brilhava em cima da minha cabeça, ouvi um cavalo trotar e alguém gritar o nome Ares.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Catherine Burkhardt em Ter 06 Mar 2018, 16:20

@Catherine Burkhardt escreveu:

Avaliação


Damon R. Grint:

Fico feliz de ver que seguiu meu conselho e editou a ficha. Como falei anteriormente, sua história é boa, você escreve bem e gostei bastante de como você desenvolve a personalidade de seu personagem com uma narração informal e, muitas vezes, em direto contato com o leitor - uma característica do próprio Percy Jackson nos livros. Dessa vez, tenho apenas uma observação de algo que foi recorrente no texto: o uso demasiado de vírgulas.

"O corredor do apartamento é grande e tem uma porta que dá no meu quarto, quando o falso Henry estava passando por ela um abajur vermelho voou pela abertura e acertou sua cabeça em cheio, quando olhei para trás o monstro estava praguejando com uma das mãos no crânio e, pasmem, meu vizinho Marcel estava bem ali, com pernas peludas e no lugar de seus pés haviam cascos" - esse trecho, por exemplo, não possui nenhum ponto sequer para que o leitor recupere a respiração e o foco. Isso acaba dificultando a leitura e a tornando cansativa. Use mais pontos finais, reduzindo essas frases e usando conectivos para ligar as orações. A leitura fluirá bem melhor. Ler o texto em voz alta é sempre uma boa para que você perceba onde as pausas devem ficar.

No mais, seja muito bem-vindo ao PJBR, meu caro!

Damon R. Grint: APROVADO como filho de Ares.

Aguardando atualização

Dúvidas ou reclamações, basta mandar uma mp.

Catherine Burkhardt
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Catherine Burkhardt em Ter 06 Mar 2018, 16:20


Avaliação


Damon R. Grint:

Fico feliz de ver que seguiu meu conselho e editou a ficha. Como falei anteriormente, sua história é boa, você escreve bem e gostei bastante de como você desenvolve a personalidade de seu personagem com uma narração informal e, muitas vezes, em direto contato com o leitor - uma característica do próprio Percy Jackson nos livros. Dessa vez, tenho apenas uma observação de algo que foi recorrente no texto: o uso demasiado de vírgulas.

"O corredor do apartamento é grande e tem uma porta que dá no meu quarto, quando o falso Henry estava passando por ela um abajur vermelho voou pela abertura e acertou sua cabeça em cheio, quando olhei para trás o monstro estava praguejando com uma das mãos no crânio e, pasmem, meu vizinho Marcel estava bem ali, com pernas peludas e no lugar de seus pés haviam cascos" - esse trecho, por exemplo, não possui nenhum ponto sequer para que o leitor recupere a respiração e o foco. Isso acaba dificultando a leitura e a tornando cansativa. Use mais pontos finais, reduzindo essas frases e usando conectivos para ligar as orações. A leitura fluirá bem melhor. Ler o texto em voz alta é sempre uma boa para que você perceba onde as pausas devem ficar.

No mais, seja muito bem-vindo ao PJBR, meu caro!

Damon R. Grint: APROVADO como filho de Ares.

Aguardando atualização

Dúvidas ou reclamações, basta mandar uma mp.

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[FICHA] Austin Bravellus

Mensagem por Austin Bravellus em Ter 06 Mar 2018, 17:13

|FICHA DE RECLAMAÇÃO|

— Solicitação de reclamação como prole de Nyx, o personagem apresenta características semelhantes e voltadas à deusa.

— Perfil do Personagem :

Físicas:
O personagem contém um corpo desenvolvido e com a musculatura aparente, seu corpo não tem um tamanho abundante, mas é desenvolvido ao ponto de ser perceptível suas curvas.

Psicológicas:
Austin é um garoto que se impõe, emite opiniões. Que suga o cérebro dos outros, e os fazem dançar sua música.

— História do Personagem:

A noite transparecia com um céu estrelado e potente, o frio fazia Lauren Bravellus ajustar seu cachecol, ela andava pela avenida 49, às 3 da manhã em Yellowknife. Não havia ninguém no ambiente, apenas ela e uma grande vitrine de lojas brilhando e anunciando produtos velhos.
Lauren avistou uma máquina de café italiano próxima a um stand de pneus, ela soltou o beck de maconha no chão e o frio a fez ir até lá e pegar um café. Ao primeiro gole, ela ouviu um impacto vindo do interior da loja de pneus. Apenas observou e virou-se retomando seu caminho, após dois passos ela ouviu o impacto novamente e virou-se avistando um enorme brilho vindo do teto nevado da loja, foi um brilho intenso, que aos poucos se apagou.  
Ela não sabia se realmente aquilo ocorrera, não sabia se era efeito da maconha ou qualquer esquizofrenia. A senhora ficou deslumbrada mas em seguida, quando as luzes se apagaram, ela sentou-se no chão nevado da avenida e lá ficou tentando compreender o que houvera. Ela encarou o telão de uma loja que anunciava ferramentes mecânicas, uma árvore coberta pela neve e finalmente encarou a loja de pneus. A máquina de café — que estava em frente a loja — se apagou totalmente e Lauren ouviu um choro crescente vir à tona, o choro de um bebê.
Lauren levantou-se assustada, largou o copo de café no chão — o  café derreteu a neve em segundos — e ela caminhou, em direção à loja. Onde ocorrera impactos, brilhos e choros.
Ao se deparar com a porta da loja trancada, Bravellus a chutou com toda a força que a sobrava após uma noite longa de trabalho na Land Chopper, ela conseguiu arrombar a porta e deslumbrou-se.
Havia um pano branco enorme estendido por toda a loja, em cima de uma pilha de pneus, havia um bebê descoberto chorando pelo frio, e ao seu lado, um sátiro coberto por um pequeno pano preto em sua intimidade. Lauren ficou tremula, se encostou na parede, respirou profundamente e correu em direção a criança que estava sofrendo com o frio.
Havia apenas um colar na criança, com a letra L pendurada. Lauren tirou seu cachecol e o enrolou no recém-nascido, o pegou no colo e saiu correndo de lá, após verificar que o sátiro estava morto.

Ao primeiro dia, Lauren não saiu de casa, ficou pasma com toda a situação. Havia um bebê e um sátiro, ela apenas alimentou-o e encarou a neve pela janela durante todo o dia.
Após a primeira semana, Bravellus preparou a documentação da criança: Austin Bravellus.

No outono do mesmo ano, quando as casas de Yellowknife não estavam cobertas de neve, Lauren após buscar Austin — que agora tinha cinco anos — na pequena escola de Weledeh Catholic School, recebeu uma carta com um símbolo desconhecido.




Quem é você, quando são 3am e Yellowknife não te faz sentir em casa.
- Nyx.





No sofá velho da casa deles, Lauren sentou-se no sofá e fechou seus olhos, ela viu a cena quando encontrou Austin. Ao abrir os olhos, ele estava em frente a ela, observando.

— Mãe, quem é Nyx? — questionou o pequeno.

Lauren não sabia o que falar, ela sabia que sabia, mas era um mundo totalmente injusto para aquela pequeno menino, que havia sido abandonado carregando um L.

— Eu não sei, vou descobrir. — respondeu Lauren. — Agora é a hora de estudar filho, suba.

Austin subiu as escadas lentamente, cogitando tudo, o que encantava Lauren, a incrível persuasão do garoto não a deixou omitir a verdade.

— Ela é sua mãe Austin. — disse Lauren.

Austin parou nas escadas, e lá ficou esperando explicações.

— Eu não tenho certeza, sei apenas o que dois períodos da faculdade de história me ensinou. A deusa da noite, sua mãe.

O garoto subiu para o seu quarto e de lá não saiu, até deixar o fato de lado.

Aos quinze anos, Austin continha uma legião de jovens seguindo-lo através da noite. O garoto havia mudado o correr de Yellowknife, os jovens não ficavam mais apenas no celular com uma vida entediosa, Austin fez da noite, o horário da disposição. O horário em que ele brilhava.
Na noite do festival dos descobridores, já eram 3am quando Lauren — que aproveitada sua folga do Land Chopper — ouviu alguém bater na porta, ela esperava que fosse Austin, que estava fora desfrutando os prazeres da noite. Ela correu em direção à porta e se deparou com um velho barrigudo, que tinha um casaco velho em volta do seu corpo, uma moleta em sua mão esquerda e uma carta em sua mão direita.

— Perdoe-me o horário senhora Bravellus — disse o velho. — Mas eu tenho que lhe entregar uma carta com uma mensagem de 15 anos.

— Entre. — disse Lauren amistosa.


O velho entrou observando a casa, sentou-se no sofá, encostou sua moleta e acomodou-se. Havia um aquecedor próximo ao sofá que deixou o homem confortável. Lauren estava encostada na parede da televisão, intrigada.

— Meu nome é Ethan, sou dono de uma loja de pneus. — narrou o velho — Há 15 anos atrás, ao abrir a minha loja, eu me deparei com um monstro estirado. Eu fiquei apavorado, estressado e amedrontado. Creio que fiquei cerca de duas horas paralisado tentando compreender tudo aquilo. Mas com o tempo, eu venci o medo e me aproximei daquela criatura, daquele sátiro. Ele estava morto, havia um pano preto cobrindo-o. Então, por um bem maior, eu decidi enterrá-lo e levar esse segredo a meu túmulo, eu não queria exposição. Ao tirar o pano preto dele, havia essa carta: Entregue-me em 15 anos. Abaixo há seu nome, endereço e a data de hoje.

Lauren Bravellus estava paralisada.

— Eu nunca li a carta, há uma força dentro de mim que nunca me permitiu. Nem minha família sabe da existência disso tudo. — explicou o idoso. — Então, eu vim aqui cumprir a missão que me foi dada.

O velho levantou-se com dificuldade, apoiou-se na moleta e entregou a carta a Lauren.

— Obrigada. — disse ela.


A senhora Bravellus acompanhou o idoso até a porta, e quando Ethan teve certeza que ela já tinha se retirado, ele largou a moleta no chão, cuspiu na própria mão e a passou em seu rosto. Numa explosão de segundos, haviam chifres e pernas de bode. Ethan, o salvador de Austin.

Dentro da casa, Lauren estava sentada na escada, observando a carta. Após tomar coragem, ela a abriu:




Querida Lauren,

Foram 15 anos de atribuição de moral ao garoto, eu serei eternamente grata pelos seus trabalhos prestados.
Acredito que agora, nesse momento, não será algo bombástico para você. Austin é meu filho, filho da noite,
filho de Nyx, eu, a deusa da noite. Anos atrás eu tive um relacionamento com um humano que surtou quando soube que eu teria que ir embora e matou-se. Então um sátiro protegeu meu filho do mal durante meses, até que ele caiu e você o encontrou. O colar ''L'' é de Liam, pai do garoto. Um dia ele saberá disso, mas como todo semi-deus, Austin precisa seguir seu destino como tal. E isso acontecerá hoje, sem precedências, perdoe-me por tirar de você a chance de se despedir do garoto. Obrigado por criar nosso filho, que a noite a deixe confortável.



No festival dos descobridores, Austin celebrava o evento ao redor de uma enorme fogueira. O som alto eminente e uma vasta quantidade de jovens divertindo-se. Ele estava acompanhado de duas garotas e três garotos, todos sorriam juntos com o efeito da bebida. A fogueira tomou um tom azul, todos ficaram impressionados, em seguida,
viram a fogueira tornar-se verde, foi assustador, e por último chamas pretas tomaram conta da fogueira que em seguida se apagou.
O som desligou-se, as estrelas pararam de brilhar. Austin observou e tudo estava paralisado, menos ele. Ao forçar a vista, ele viu que ao redor de tudo haviam harpias vindo em sua direção, o garoto fechou os olhos e ao abri-los novamente, viu Ethan segurando-o e sorrindo. O garoto Bravellus desesperou-se, mas ao sentir o sopro do sátiro que tinha uma coloração estranha, se viu numa floresta enorme e uma entrada: Camp Half-Blood.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Joseph K. Napier em Ter 06 Mar 2018, 17:19


AVALIAÇÃO


Austin Bravellus:

Seguindo as regras do tópico, fichas postadas com outros modelos de template, além do padrão disponibilizado pela adm, não são aceitas. Para a reclamação de seu personagem, repita o post padronizado.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Austin Bravellus em Ter 06 Mar 2018, 21:51


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Solicitação de reclamação como prole de Nyx, o personagem apresenta características semelhantes e voltadas à deusa.

— Perfil do Personagem :

Físicas: O personagem contém um corpo desenvolvido e com a musculatura aparente, seu corpo não tem um tamanho abundante, mas é desenvolvido ao ponto de ser perceptível suas curvas.

Psicológicas: Austin é um garoto que se impõe, emite opiniões. Que suga o cérebro dos outros, e os fazem dançar sua música.

— História do Personagem:
A noite transparecia com um céu estrelado e potente, o frio fazia Lauren Bravellus ajustar seu cachecol, ela andava pela avenida 49, às 3 da manhã em Yellowknife. Não havia ninguém no ambiente, apenas ela e uma grande vitrine de lojas brilhando e anunciando produtos velhos.
Lauren avistou uma máquina de café italiano próxima a um stand de pneus, ela soltou o beck de maconha no chão e o frio a fez ir até lá e pegar um café. Ao primeiro gole, ela ouviu um impacto vindo do interior da loja de pneus. Apenas observou e virou-se retomando seu caminho, após dois passos ela ouviu o impacto novamente e virou-se avistando um enorme brilho vindo do teto nevado da loja, foi um brilho intenso, que aos poucos se apagou.  
Ela não sabia se realmente aquilo ocorrera, não sabia se era efeito da maconha ou qualquer esquizofrenia. A senhora ficou deslumbrada mas em seguida, quando as luzes se apagaram, ela sentou-se no chão nevado da avenida e lá ficou tentando compreender o que houvera. Ela encarou o telão de uma loja que anunciava ferramentes mecânicas, uma árvore coberta pela neve e finalmente encarou a loja de pneus. A máquina de café — que estava em frente a loja — se apagou totalmente e Lauren ouviu um choro crescente vir à tona, o choro de um bebê.
Lauren levantou-se assustada, largou o copo de café no chão — o  café derreteu a neve em segundos — e ela caminhou, em direção à loja. Onde ocorrera impactos, brilhos e choros.
Ao se deparar com a porta da loja trancada, Bravellus a chutou com toda a força que a sobrava após uma noite longa de trabalho na Land Chopper, ela conseguiu arrombar a porta e deslumbrou-se.
Havia um pano branco enorme estendido por toda a loja, em cima de uma pilha de pneus, havia um bebê descoberto chorando pelo frio, e ao seu lado, um sátiro coberto por um pequeno pano preto em sua intimidade. Lauren ficou tremula, se encostou na parede, respirou profundamente e correu em direção a criança que estava sofrendo com o frio.
Havia apenas um colar na criança, com a letra L pendurada. Lauren tirou seu cachecol e o enrolou no recém-nascido, o pegou no colo e saiu correndo de lá, após verificar que o sátiro estava morto.

Ao primeiro dia, Lauren não saiu de casa, ficou pasma com toda a situação. Havia um bebê e um sátiro, ela apenas alimentou-o e encarou a neve pela janela durante todo o dia.
Após a primeira semana, Bravellus preparou a documentação da criança: Austin Bravellus.

No outono do mesmo ano, quando as casas de Yellowknife não estavam cobertas de neve, Lauren após buscar Austin — que agora tinha cinco anos — na pequena escola de Weledeh Catholic School, recebeu uma carta com um símbolo desconhecido.




Quem é você, quando são 3am e Yellowknife não te faz sentir em casa.
- Nyx.





No sofá velho da casa deles, Lauren sentou-se no sofá e fechou seus olhos, ela viu a cena quando encontrou Austin. Ao abrir os olhos, ele estava em frente a ela, observando.

— Mãe, quem é Nyx? — questionou o pequeno.

Lauren não sabia o que falar, ela sabia que sabia, mas era um mundo totalmente injusto para aquela pequeno menino, que havia sido abandonado carregando um L.

— Eu não sei, vou descobrir. — respondeu Lauren. — Agora é a hora de estudar filho, suba.

Austin subiu as escadas lentamente, cogitando tudo, o que encantava Lauren, a incrível persuasão do garoto não a deixou omitir a verdade.

— Ela é sua mãe Austin. — disse Lauren.

Austin parou nas escadas, e lá ficou esperando explicações.

— Eu não tenho certeza, sei apenas o que dois períodos da faculdade de história me ensinou. A deusa da noite, sua mãe.

O garoto subiu para o seu quarto e de lá não saiu, até deixar o fato de lado.

Aos quinze anos, Austin continha uma legião de jovens seguindo-lo através da noite. O garoto havia mudado o correr de Yellowknife, os jovens não ficavam mais apenas no celular com uma vida entediosa, Austin fez da noite, o horário da disposição. O horário em que ele brilhava.
Na noite do festival dos descobridores, já eram 3am quando Lauren — que aproveitada sua folga do Land Chopper — ouviu alguém bater na porta, ela esperava que fosse Austin, que estava fora desfrutando os prazeres da noite. Ela correu em direção à porta e se deparou com um velho barrigudo, que tinha um casaco velho em volta do seu corpo, uma moleta em sua mão esquerda e uma carta em sua mão direita.

— Perdoe-me o horário senhora Bravellus — disse o velho. — Mas eu tenho que lhe entregar uma carta com uma mensagem de 15 anos.

— Entre. — disse Lauren amistosa.


O velho entrou observando a casa, sentou-se no sofá, encostou sua moleta e acomodou-se. Havia um aquecedor próximo ao sofá que deixou o homem confortável. Lauren estava encostada na parede da televisão, intrigada.

— Meu nome é Ethan, sou dono de uma loja de pneus. — narrou o velho — Há 15 anos atrás, ao abrir a minha loja, eu me deparei com um monstro estirado. Eu fiquei apavorado, estressado e amedrontado. Creio que fiquei cerca de duas horas paralisado tentando compreender tudo aquilo. Mas com o tempo, eu venci o medo e me aproximei daquela criatura, daquele sátiro. Ele estava morto, havia um pano preto cobrindo-o. Então, por um bem maior, eu decidi enterrá-lo e levar esse segredo a meu túmulo, eu não queria exposição. Ao tirar o pano preto dele, havia essa carta: Entregue-me em 15 anos. Abaixo há seu nome, endereço e a data de hoje.

Lauren Bravellus estava paralisada.

— Eu nunca li a carta, há uma força dentro de mim que nunca me permitiu. Nem minha família sabe da existência disso tudo. — explicou o idoso. — Então, eu vim aqui cumprir a missão que me foi dada.

O velho levantou-se com dificuldade, apoiou-se na moleta e entregou a carta a Lauren.

— Obrigada. — disse ela.


A senhora Bravellus acompanhou o idoso até a porta, e quando Ethan teve certeza que ela já tinha se retirado, ele largou a moleta no chão, cuspiu na própria mão e a passou em seu rosto. Numa explosão de segundos, haviam chifres e pernas de bode. Ethan, o salvador de Austin.

Dentro da casa, Lauren estava sentada na escada, observando a carta. Após tomar coragem, ela a abriu:




Querida Lauren,

Foram 15 anos de atribuição de moral ao garoto, eu serei eternamente grata pelos seus trabalhos prestados.
Acredito que agora, nesse momento, não será algo bombástico para você. Austin é meu filho, filho da noite,
filho de Nyx, eu, a deusa da noite. Anos atrás eu tive um relacionamento com um humano que surtou quando soube que eu teria que ir embora e matou-se. Então um sátiro protegeu meu filho do mal durante meses, até que ele caiu e você o encontrou. O colar ''L'' é de Liam, pai do garoto. Um dia ele saberá disso, mas como todo semi-deus, Austin precisa seguir seu destino como tal. E isso acontecerá hoje, sem precedências, perdoe-me por tirar de você a chance de se despedir do garoto. Obrigado por criar nosso filho, que a noite a deixe confortável.



No festival dos descobridores, Austin celebrava o evento ao redor de uma enorme fogueira. O som alto eminente e uma vasta quantidade de jovens divertindo-se. Ele estava acompanhado de duas garotas e três garotos, todos sorriam juntos com o efeito da bebida. A fogueira tomou um tom azul, todos ficaram impressionados, em seguida,
viram a fogueira tornar-se verde, foi assustador, e por último chamas pretas tomaram conta da fogueira que em seguida se apagou.
O som desligou-se, as estrelas pararam de brilhar. Austin observou e tudo estava paralisado, menos ele. Ao forçar a vista, ele viu que ao redor de tudo haviam harpias vindo em sua direção, o garoto fechou os olhos e ao abri-los novamente, viu Ethan segurando-o e sorrindo. O garoto Bravellus desesperou-se, mas ao sentir o sopro do sátiro que tinha uma coloração estranha, se viu numa floresta enorme e uma entrada: Camp Half-Blood.
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