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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.









































































































































Deuses / Criaturas Avaliação
Afrodite Comum
Apolo Comum
Atena Rigorosa
Ares Comum
Centauros(as) Comum
Deimos Comum
Deméter Comum
Despina Rigorosa
Dionísio Comum
Dríades (apenas sexo feminino) Comum
Éolo Comum
Eos Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões) Comum
Hades Especial (clique aqui)
Hécate Rigorosa
Héracles Comum
Hefesto Comum
Hermes Comum
Héstia Comum
Hipnos Comum
Íris Comum
Macária Rigorosa
Melinoe Rigorosa
Nêmesis Rigorosa
Nyx Rigorosa
Perséfone Rigorosa
Phobos Comum
Poseidon Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino) Comum
Selene Comum
Tânatos Comum
Zeus Especial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Fausto Santagar em Dom 11 Fev 2018, 19:46


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Apolo.

Pelo simples fato de que é o deus da música e se adaptar a trama de meu personagem.



— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Fausto puxou fisicamente à  mãe, Maria Santagar, tem uma aparência latina e é bonito. Seus cabelos são negros assim como os da família materna e suas íris são assim como os dos avós: avelãs.

Psicológicos: é um garoto extremamente obediente à sua mãe e a ama muito - o que o leva muitas vezes não questionar suas decisões mesmo que ele mesmo sofra com essas. É calmo e como um bom filho de Apolo gosta de música.


— História do Personagem:

   Ainda era madrugada quando Fausto acordou. O ronco do motor e o ventro frio no rosto indicava que ainda estavam em alto-mar. Estava deitando em um dos bancos da embarcação, enquanto a mãe deixava que Fausto apoiasse a cabeça em seu colo. Ao bocejar, o menino tapou a boca com uma das palmas das mãos.

- Vuelve a dormir, mi amor – ordenou carinhosamente Maria Santagar, sua mãe, com a voz carregada de sotaque cubano.

- ¿Falta mucho? - perguntou a criança, olhando para cima.

Eles não eram os únicos a viajar na balsa. Um casal de Las Tunas conversavam baixinho em um banco na frente deles. Pelo jeito que o rapaz tratara sua esposa ao entrar na balsa, era óbvio que ela estava grávida. A sua direita, em outro banco, um senhor de 68 anos cuja família, ele dissera, não via há mais de três décadas abraçava os joelhos com os braços devido ao forte vento. Outros passageiros se encontravam dispersos em outros assentos. O menino levantou-se para encarar a luz que aparecia ao longe. Fausto tinha onze anos e tinha os cabelos negros característicos de sua mãe. Seus olhos cor de avelã se fixaram a frente para o que, segundo sua mãe, seria sua “nueva casa”. Luzes brilhantes indicavam uma cidade. Ao redor deles nada se podia ver, apenas o mar dos Estados Unidos que mais parecia um abismo.

Fausto ouviu sua mãe expirar de cansaço e depois se esforçar para dizer com calma:

- El tiempo que necesite, mi querido. - respondeu acariciando os cabelos negros do menino

Fausto não entendia o por que ele e sua mãe precisavam fazer aquilo para chegar no lugar que ele conhecia como sendo “Flórida”, mas sua mãe afirmara que foram “las circunstancias” que os fizeram ter de recorrer aquilo. Como filho obediente, Fausto não pestanejara, mas se sentia bastante triste por deixar os avós maternos e os amigos em Havana.

Fausto obedeceu e deitou novamente em seu colo, agarrando-se com força ao cobertor. Acordou minutos depois com a voz tensa da mãe.

- Es hora, Fausto. Arriba. - orientou ela na penumbra. Fausto notou que o motor havia parrado de roncar. Tateando para pegar sua pequena mochila, viu um dos tribulantes orientando os demais passageiros com uma lanterna em mãos.

- Rapído, mi hijo! Rápido. - Chamou Maria já em pé com sua mochila nas costas e puxou Fausto. Os dois rapidamente se misturaram a multidão de migrantes. Pelo visto, teriam que descer com a água ainda batendo no peito de um adulto. Para que não fossem descobertos pelo governo americano - justificara um dos tripulantes. Um dos passageiros se ofereceu para levar Fausto nos ombros e assim todos desceram cautelosamente. Um tripulante foi o primeiro.

Fausto estava nervoso com toda aquela situação. Fez uma prece à Nossa Senhora para que protegesse a todos e tentou manter os olhos fixos na mãe que se não fosse pelo barulho da água se mexendo ao lado, não poderia ver.
Todos mantiam-se focados nas luzes a frente, as luzes da nova Terra: Os Estados Unidos – onde poderiam viver em paz e liberdade.

Maria estava ansiosa e tensa. Grande parte disse estava na possibilidade de serem descobertos.

Continuavam a caminhar e Fausto ficava cada vez mais tenso. Ao todo umas dezoito pessoas estavam ali. A balsa partira quase imediatamente quando o último passageiro descera e agora estavam sozinhos - abandonados pela própria sorte.

De repente, ouviu-se um grito masculino de terror e em seguida um som de água e bolhas. Um enorme silêncio seguiu depois disso.

- ¿Que es eso? - gritou alguém, uma mulher, interrompendo o silêncio. Era a grávida que estava sentada na frente de Fausto no barco. O marido tentou acalmá-la até que aconteceu o mesmo com uma menina de apenas vinte anos.

Pânico se instalou por entre as pessoas e o rapaz que carregava Fausto começou a andar mais rápido. Outro homem, desta vez ao lado de Fausto, foi agarrado e foi o tempo de Maria olhar para trás e ver algo surgindo da água. As pessoas tentavam correr inutilmente na água enquanto um dos muitos ciclopes emergia e pegava um dos migrantes pela cabeça e o levava até a boca. Parece um boneco de pano... Ciclopes, por deus, isso não podia está acontecendo! Maria sabia o que aquilo significava morte para ela e para seu filho. Eles os acharam: ela e seu filho! Se tivesse levado Fausto antes... - pensou a mulher com os olhos marejando. Devia ter tomado mais cuidado. Afinal, ciclopes eram filhos de Poseidon. Como poderia ser tão tola a ponto de não pensar nisso? Mas ela também era filha de sua mãe e iria lutar com todas as suas forças para proteger seu filho!

Em meio ao caos, Maria conseguiu ver que tinha Fausto nos braços cair na água com o menino nos ombros.

- ¡Por Dieu, no! - Maria mergulhou atrás do filho, retirando sua mochila para nadar mais rápido - não se importando com os pertences.

A água salgada invadia os pulmões de Fausto que gritava, tentando desgarrar da mochila, bolhas de ar saiam de sua boca enquanto o pequeno semideus agonizava. O menino não sabia nadar, mas sabia boiar. Suas mãos se debatiam e seus olhos abertos ardiam devido ao sal da água e a constante movimentação da areia. Ele ainda conseguiu ver a enorme mão do gigante afundar na água querendo arrancá-lo de lá até que algo aconteceu. Com um impacto de alguma coisa,, o monstro caiu na água bem em cima de Fausto e o menino afundou com força batendo a cabeça em uma pedra e tudo escureceu.



Fausto sonhou muitas vezes. Primeiro com sua mãe, sonhou que Maria Santagar estava montada nas costas do ciclope que agonizava por que tinha uma faca em seu olho. Em outro, via sua mãe ser devorada por outro gigante - talvez o irmão do qual ela acertara no olho. Em mais um, sonhou estranhamente com seu pai. Sonhou que seu pai era um homem louro, musculoso e tinha uma pele brilhante como o sol. Na verdade, seu pai era o Sol. Fausto sabia disso, mas não entendia o porquê - apenas sentia. O homem sorriu e Fausto acordou.




Fausto Santagar acordou em uma cama de hospital com uma enfermeira ao lado. Ela era ruiva e bonita e tinha uma cara de amigável.

- Olá, docinho – cumprimentou ela, falando em espanhol, com um sorriso bobo no rosto – pensei que nunca fosse acordar.

Fausto tentou falar, mas parecia que sua boca estava engessada. A enfermeira então se apressou a falar:

- Você está no Smith Hospital e sim, aqui são os Estados Unidos – ela nem esperou um tempo para que o garoto assimilasse as informações – você é o único sobrevivente do Naufrágio Cubano, uma tragédia bastante famosa no mundo todo. - ela continuou, abrindo bem a boca, com uma estranha empolgação

Fausto continuava calado. Se ele era o único sobrevivente, isso significava que... sua mãe estava morta?! Fausto esperou lágrimas escorreram de seus olhos, mas parecia que assim como sua voz, suas glândulas lacrimais estavam congeladas. No fundo, ele já sabia. Ele deu uma olhada em si e viu que aparentemente estava maior, porque seu pé estava quase para fora da cama.

- Por. Quanto. Tempo. - perguntou, esforçando a falar e sentindo dor a cada sílaba.


- Quase seis anos. - respondeu a mulher, engolindo em seco.

Fausto parou por um instante e tentou assimilar aquela informação.

Seis anos! Seis anos passei em coma! Como pôde ter acontecido isso? E aparentemente, uma coisa martelava a sua mente. Se ele sonhara que sua mãe havia morrido, então talvez... talvez os monstros foram reais.

- Você... - esforçou-se - sabe. quem. causou. tudo?

A mulher analisou a pergunta e sem rodeios, respondeu:

- Olha, é uma longa história. Mas para adiantar você é um Meio-Sangue. - disse dando um pequeno silêncio - Filho de um Deus com um mortal.

Fausto quis rir, mas invés disso sua cara fez uma expressão estranha com os lábios meio retorcidos.

A mulher pacientemente continuou a encará-lo e seus olhos brilharam ao ver que uma luz dourada apareceu na cabeça do Meio-Sangue. Fausto conseguiu ver o símbolo antes de sumir: um sol. Sua cabeça girou e ele lembrou do homem-sol que apareceu em seu sonho, homem não, deus. Fausto a encarou com os olhos bem abertos.

- Pois, é. Parece que seu pai já o reclamou – pigarreou a ruiva - Apolo, o deus do sol e da música. A propósito, acho que eu não me apresentei – continuou a mulher – sou Flora, sua dríade protetora e como já sugere o meu cargo, o protegi por todos esses anos até você, pela vontade dos deuses, finalmente acordar. Agora precisamos ir até o Acampamento Meio-Sangue. - Ela tirou uma foto do seu jaleco - Essa foto foi a única coisa que sobrou do acidente. Todos os pertences desapareceram. Foi encontrada boiando perto de seu corpo. Sua mãe também era uma meio-sangue e parece, - Flora pigarreou - ou melhor, é evidente que ela tinha muitos mais muitos inimigos. - entregou a foto a Fausto, era sua mãe, na véspera da viagem, junto com seus avós e ele.

A foto havia sido tirada na praia, em um ângulo que favorecia a luz, sua avó e avô estavam sorridentes, ele e Maria também. Todos tinham as características semelhantes: cabelos negros, pele morena e olhos avelã - com exceção de Maria que invés dos olhos cor de bronze característicos tinha tempestuosos olhos cinzentos.

Vendo aquela foto, Fausto notou sua visão ficar turva e quando suspendeu o rosto para olhar para Flora percebeu que finalmente estava chorando.

OBSERVAÇÕES:


Já faz tempo que eu não jogo rpg de Fórum e creio que eu esteja "enferrujado". De certo modo, me esforcei para criar algo diferente de tudo que eu já havia criado ANTES. Espero que tenham gostado da história e por favor,
enviem-me sugestões de qualquer ponto que eu possa obter melhora. A trama de Fausto se desenvolverá em breve e a personalidade dele será moldada de acordo com as suas dificuldades. Então tomei por escolha não detalhar muito suas características psicológicas visto que é um garoto de onze anos e quem aos 11 já tem personalidade formada?



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Yuko Tanaka em Dom 11 Fev 2018, 23:58


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite.

Afrodite é a deusa do amor – um dos sentimentos mais fortes que existe! Isso pra mim já é de bom tamanho para querer ser filha dela.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):


FÍSICAS: Com dezoito anos, Yuko é extremamente bela. Possui ascendência oriental, além de lábios bastante avermelhados e pele pálida feito porcelana. É magra e bastante esguia.

EMOCIONAIS: Teimosa, Yuko muitas vezes impõe-se as pessoas. É muitas vezes calma e fria e prefere ser assim em discussões – escolhendo a grosseria como última opção. No entanto, sua personalidade caí por terra quando se trata de seu pai – o qual é sempre submissa.
— História do Personagem:

Tic-toc.
Tic-toc.
O relógio não parava de fazer tic-toc.

Expiro e inspiro. Uma, duas, três. Não consigo mais conter essa maldita ansiedade.

Levanto-me da penteadeira e pego o relógio que se encontra no criado-mudo, ao lado de minha cama, quando alguém bate na porta. Recupero-me e ainda com o relógio na mão esquerda, a escondo atrás das costas e digo com a voz polida como sempre:

- Entre!

Meu pai entra no cômodo sorridente:

- Olha se não está linda, meu tesouro - ele usa um terno impecável. Um maravilhoso figurino para ocasião tão importante que se seguirá no jantar. Ele abre os braços para me abraçar – você será impecável está noite, não vai? - ele pergunta com aquele olhar brilhante a ambicioso. Não que eu duvide que ele me ame, na verdade, eu tenho certeza disso. É que, às vezes, as ambições de meu pai não são as mesmas que a minha.

- Sim, eu serei – respondo, sorrindo. Estou em um impecável vestido da última coleção da Chanel todo vermelho vivo que só assenta meus traços orientais. O cabelo está solto, na altura do pescoço, um novo penteado para uma nova fase da vida de uma garota.

- Está na hora, amor. - avisa meu pai oferecendo o braço – não queremos deixar os convidados esperando.

Segundos depois, estamos no corredor e logo em seguida, descendo as escadas. A ansiedade cada vez se tornando uma questão de honra suportá-la. O jantar que se seguirá é nada mais que um acordo comercial mesclado a casamento.

Vanger-White LTDA e Tanaka Co. Uma é dona de 57% do que é vendido em alimentos no mundo atualmente. A outra, além dos 11% do que vendido em alimentos e pioneira em tecnologia na indústria. Um acordo extremamente conveniente para ambas: a união das duas maiores empresas alimentícias do planeta sem perda de nenhuma das partes! E como será feito isso? Simples, casamento. Depois de firmar compromisso, iremos transformar as duas apenas em VWT, as iniciais de nossas “dinastias”.

Ao descer as escadarias, fingo está sorrindo quando, na verdade, estou gritando em desespero. Meu pai ainda continua a sorrir e imito seu ato. Um ato de vendedor vendendo sua mercadoria.



Em um olhar agradável vejo o meu noivo: Sebastian Vanger-White. Olhos azuis elétricos, cabelos negros, um olhar penetrante. Nós descemos e cumprimentos e mais cumprimentos e o jantar entendiante se inicia e logo estou quase sonolenta. Eu disse quase. Seria algo horrível a noiva parecer entediada meses antes do casamento -
diria minha mãe. Se ao menos ela pudesse está viva... talvez ela me entendesse. Sebastian está sorrindo falsamente. É óbvio que ele me odeia. Atração sexual não é a mesma coisa que passar a "vida inteira" com uma pessoa altamente submissa - sem brilho algum. Ao menos, é o os amigos dele o acham. "Não adianta, a pessoa fazer por merecer, ela sempre será criticada". Um das maravilhosas lições de minha mãe. Ao terminar o jantar, os "adultos" decidem conversar na sala de visitas e eu decido dá uma escapada para pegar um pouco de ar no jardim.

- Não deveria caminhar sozinha. - ouço a voz de Sebastian seguindo atrás de mim e me viro. Seus olhos frios como sempre. Afinal, não estamos na presença dos outros.

- Não venha já me dizer o que fazer, Sebastian – começo a dizer calmamente.

O jardim encontra-se escuro, há não ser por alguns arbustos com lâmpadas coloridas.

- Seria bom você fazer minha vontades de vez em quando, Yuko – Sebastian continua, cínico – não vamos nos matar tão cedo. Talvez com uma década de casamento, mas vamos manter a pose de família feliz e quando nosso filhos atingirem no mínimo, dez anos, podemos nos divorciar...

- Que bom que nosso casamento terá acordos. Assim não perderemos patrimônio - corto-o, com a mesma ousadia

Ele revira os olhos e começo a dizer alguma coisa quando um uivo atravessa-nos o peito

- Você ouviu? - fico encarando Sebastian, espantada, imóvel.

- Devem ser alguns lobos próximos a mata – Sebastian assume uma expressão tensa – acho melhor entrarmos – ele ordena com a voz firme

Ouço um som de choro familiar: Pippy, meu poodle.

- Não é um lobo, é um cachorro. - digo, olhando para o caminho da mata – Deve ser Pippy, ele deve ter torcido a pata, tenho que ajudá-lo. Deve estar machucada! – insisto, agora realmente tensa

- Não, vamos voltar. - Sebastian disse, dessa vez perto de mim, segurando meu braço

- Ora, me solte! - digo, puxando o braço – você não manda em mim! - e entro na mata, correndo.



Sebastian corre atrás de mim enquanto corro em direção aos sons de lamento canino. Entramos mata adentro e chegamos próximo a uma clareira. Pippy está encolhido com a pata quebrada, próximo de uma árvore assustado como se estivesse fugindo de algo

- Pippy, sou eu, Yuko – agarro cachorro com os braços, lentamente para não machuca, ele treme nos meus braços. - Está vendo Sebastian, eu disse que tinha algo errado.

- E tem mesmo. - quando viro para Sebastian ele está sério olhando pra bem na minha frente. - não se mexa, Yuko. Deixe comigo.

Na penumbra do jardim, um cão imenso emerge na clareira, negro como a escuridão. Ele late e sua baba caí no chão e logo meu coração dispara, estou com medo. Com muito medo! Controlo-me para não demonstrar medo. Ouvir dizer que cachorros sentem o cheiro do medo humano.

- Para trás – diz Sebastian baixinho, e logo percebo que é para mim e faço o que ele diz, lentamente. - É bom que não se aproxime, cria de Hades! - ele grita para a criatura.

Eu me levanto e posiciono-me atrás dele com Pippy chorando cada vez mais em meus braços

O monstro avança grunhindo cada vez mais e surge um brilho nas mãos de Sebastian de um azul elétrico e ele grita: - Eu mandei voltar! - e lança um jato azul em direção ao bicho que salta para trás, não sendo atingido.

A fera me olha intensamente e um dedo gélido corre pela minha espinha. Ele late novamente e corre para atacar Sebastian. Sebastian me joga para o lado e vejo o outro jato elétrico.

Me jogo de costas no chão para não cair em cima de Pippy. Aterrisso ao chão e olho para ver o que está acontecendo. Agarrando-me ao meu cachorro a medida que ele treme.

Uma luta entre homem e fera toma início. Sebastian surge com um escudo na mão esquerda protegendo-se do ataque da fera que se joga para trás e prepara um salto. Uma espada prateada surge da outra mão de Sebastian e do jeito que o brilho azul corre por ela, vejo que ele sabe o que faz.

Assustada, levanto-me e vejo Sebastian atacar a criatura e a lâmina da espada atravessar seu corpo, fazendo o monstro explodir em pó dourado.

Em choque, ouço o brilho dourado do pó pousar lentamente no chão e Sebastian se aproximar. A espada e escudo de Sebastian desaparecem de suas mãos - uma tornando-se o relógio outra, o anel. Ele gesticula com as mãos e uma neblina aparece em sua volta. Ele chega perto de mim e de Pippy.

- Você está bem? - pergunta, enquanto ainda tremo.

- Que cão era aquele, Sebastian? - pergunto, forçando a segurar lágrimas.

Sebastian me olha cético.

- O que disse? - a voz dele está rouca

- O que era aquilo? - pergunto com mais força. Ele é surdo?

- Você era para esquecer isso! - Sebastian diz, parecendo não entender. Ele põe mão nos cabelos negros, confuso. - A menos que…

- A menos o quê? - pisco os olhos, assutada com o que ele vai dizer

- Que você seja uma de nós… - ele responde

Uma de nós? Como assim?! Ele me olha por alguns segundos e aí caí a ficha. Eu estava tão preocupada com aquele animal que esqueci que o que Sebastian fizera para me proteger era completamente fora da esfera humana. Algo sobrenatural. Engulo em seco e consigo dizer:

- O que isso quer dizer?

- Uma Meio-Sangue, idiota. - ele grita comigo – filha de um Deus e um Mortal

Meio-Sangue? O que afinal era um Meio-Sangue? Aquilo era loucura de mais para acreditar. Filho de um Deus? E por que ele estava chateado comigo? Não fiz nada de errado. Se ele vai gritar, eu também vou.

- Você acha que eu queria isso?! - luto contra lágrimas e dou as costas para ele e agarro Pippy com força, dando-lhe as costas – Idiota!

Ando rapidamente com Pippy ainda em meus braços quando uma luz branca toma conta de meu corpo. De repente, percebo que não foi só a luz. Minhas vestimentas também mudaram. Estou agora vestida com um vestido branco com detalhes dourado. Toda atmosfera parece mudar. Minha pela assume uma coloração brilhante, meu cheiro muda. Braceletes dourados aparecem em meus braços e anéis de rubi completam o figurino. Até Pippy muda a aparência com uma atadura na pata quebrada, limpo e vestindo com uma toga adaptada a padrões caninos. É isso mesmo?

- O quê é isso? - olho abismada para cada detalhe.

- Isso significa – começa Sebastian, se aproximando – que sua mãe a reconheceu como filha. E pelo que parece você é filha de Afrodite.

- O quê, Afrodite? - pergunto sem qual é seu atributo – ela é deusa do quê, exatamente?

Sebastian finge não está tão chocado e concluí:

- Você não estudou mitologia grega na escola? - Eu já ia abrir a boca quando ele interrompe: - é a deusa do amor - ele segura o riso quando eu coro e diz, indo em minha frente: - vamos, temos que contar ao seu pai no que ele se meteu…

- Como assim, no que ele se meteu? - pergunto, furiosa.

- Ao se casar com uma deusa, claro – ele vira-se brevemente em um sorriso de deboche: - ainda mais com essa deusa. - e caminha de volta para minha casa




Meu pai e Helena ficaram chocados com tudo. Na verdade, apenas meu pai. Parece que Helena sabia de tudo a respeito de Deuses, Monstros e até uma espécie de acampamento que parece uma Hogwarts para Semideuses! O que mais incomodou meu pai e também a mim é o fato de minha mãe ser uma deusa. Aparentemente, a deusa Afrodite manipulou as memórias de todo mundo. Pois é, Sebastian me explicou tudo, com aquele ar bossal de sempre. Isso tudo me chocou pelo fato de que as memórias que eu antes eu tinha acerca de minha mãe são todas mentirosas. Afrodite nem teve consideração com a gente! Aquilo fez minha cabeça rodar. Deuses gregos existem e bem no nosso nariz! O Empire State é o Olimpo e... é tanta coisa!

Ao me despedir de meu pai na noite de hoje, um sentimento de culpa me invadiu. Não queria abandoná-lo. Ele só tinha a mim agora. É verdade que não ele ficaria sozinho, tinha a criadagem, claro. Mas não tive opção: “você morrerá se não vim comigo” - dissera Sebastian - “tem que aprender a se proteger antes de se aventurar pelo mundo” - continuara ele. O Acampamento Meio-Sangue, pelo que ele disse, ficava em Nova York, mais precisamente em Long Island e aquele cão, que ele chamava de Infernal, era o primeiro de uma série de monstros que viria atrás de mim me caçar.

Ao sair de Londres com Sebastian veio comigo uma confusão de sentimentos. São tantos sentimentos que fica difícil escolher um. Mas um se tornou mais presente que todo os outros: frustração. Foi exatamente assim que me senti quando partir aquela noite.

Se já não bastasse está comprometido com um filho de um Deus, embora eu não soubesse, por que eu também tive que ser filha de uma Deusa?

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maxwell Trevian em Qua 14 Fev 2018, 21:42

— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Hestia, porque eu gosto muito da deusa, e acho que ela se encaixa melhor com o perfil do personagem.


— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas ):
Físicas: Max tem treze anos, um e setenta e cinco de altura, olhos azuis, cabelos loiros, pele clara, é magro.
Psicológicas: Max é um garoto bem humorado, faz amizades facilmente, muito calmo, sempre pensando bem antes de falar ou fazer algo, pensa nos outros antes de si mesmo, muito corajoso e curioso.


— História do Personagem:
Maxwell Trevian, ou Max como gosta de ser chamado, mora no Brooklyn desde seu nascimento a treze anos atrás. Ele mora com seu pai Charlie e sua madrasta Monica, tem uma vida normal e feliz, pelo menos era isso o que ele achava. Ele nunca conheceu sua mãe verdadeira, volta e meia perguntava ao seu pai sobre ela, mas ele sempre dizia a mesma coisa, "quando chegar a hora irei lhe contar tudo".
Max faz a mesma rotina todos os dias, acorda cedo e vai para a escola, sempre estudou na mesma escola. Mas na sexta feira passada a aula de ciencias teve um toque um tanto quanto diferente. A professora iria fazer um experimento com fogo, Max nunca prestou muito atenção nas aulas dela, mas naquele dia algo chamou sua atenção. No meio do experimento, logo após a professora ter acendido o fogo, o garoto sentiu uma sensação de paz emanando do fogo, se sentiu atraído pela chama. Quando acabou a aula, Max foi para casa, quando chegou foi logo contando para seu pai a novidade da aula:
- Pai!! Hoje na aula tivemos um experimento com fogo!!
- Nossa que legal filho, mas teve algo de diferente? Além do fogo?
- Me senti um pouco estranho so.
- Como assim?
- Me senti atraído pelo fogo, me passava uma sensação boa.
- Filho, acho que ja está na hora de te contar sobre sua mãe
Max não fala nada e nem questiona, so escuta atenciosamente tudo o que seu pai diz. Quando ele termina de contar, o garoto fica um pouco chocado, mas, achou incrivel ser filho de uma deusa, e começou com a chuva de perguntas:
- Tá mas eu tenho poderes? Sou filho de quem? Eu sou imortal? Se sou filho de uma deusa eu sou o que?
Seu pai responde todas as perguntas com as informações que ele tem a disposição, no final ele diz que Max é um meio-sangue, e explica para o garoto o que é ser um meio-sangue. Logo após, seu pai conta que sua mãe pediu-lhe para leva-lo ao acampamento meio-sangue, depois de eu te contar toda a historia. Ele explica que lá vão ensinar tudo o que ele precisa saber, o garoto só faz um sinal que gostaria de ir. 
No outro dia com tudo arrumado, eles partem em direção ao acampamento. No caminho seu pai conta que nao poderá entrar com ele, mas tentará visita-lo sempre que possivel. Mas Max está animado de mais e so faz um sinal com a cabeça, depois de algumas horas de viagem eles chegam ao acampamento. Seu pai se despede com um abraço bem forte e Max passa os portões do acampamento e uma chama aparece sobre sua cabeça, e o garoto se pergunta: 
- O que será isso?
Ele ignora e segue seu caminho, rumo ao centro do acampamento, e assim começa sua aventura ou pelo menos ele espera que seja assim.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aahron Hyperium em Qui 15 Fev 2018, 22:29


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hermes. Respondendo com toda a sinceridade do mundo: pois é o deus que mais me contentou ao pensar em um plot para criar um personagem. A história vai ficar mais legal e eu consigo alguns detalhes muito bons pro perfil que eu quero construir para o Aahron.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

FÍSICAS: Aahron é um menino de 17 anos. É alto, alcançando os 1,84, e pesa seus 79kg. Seu condicionamento físico é excepcional; por mais que não seja tão musculoso, a definição corporal denuncia seu histórico como um atleta de rotina disciplinada. Usa dreads finos e curtos, muito pretos, geralmente amarrados em um rabo de cavalo no topo da cabeça. Possuí traços comuns a negros: nariz largo, boca grande e bochechas magras.

PSICOLÓGICAS: É um jovem comunicativo e carismático. Costuma abusar de bom humor para socializar com as pessoas, o que se confunde com indisciplina. Tem pouco apego a regras, ainda que não tenha aversão a elas. Prefere eficiência e simplicidade a capricho, mas não significa que seja descuidado em suas tarefas. Por fim, possuí uma ansiedade peculiar, além de uma atenção flutuante muito fácil de se conquistar, mas difícil de manter. Isso acabou levando-o a evitar quaisquer tarefas que exijam concentração demais ou longas sessões de exercício - ou seja, entre o time de atletismo e o clube de leitura, o garoto preferiu competir a prova mais rápida de todas, ainda que sua eloquência tenha conquistado diversos professores.

— História do Personagem:

Minhas costas já doíam de me apoiar naquela arquibancada. Não é à toa que esse clube faliu. Quem é que visita um lugar onde o estádio é uma merda? Eu não posso nem assistir um jogo de baseball tranquilo nessas cadeiras.

- Droga, Aahron. Se você se remexer desse jeito a cada 5 minutos, essa merda toda cai.

- Não vem com essa! Eu disse que esse lugar era uma espelunca. Eu sou um atleta, preciso de cada osso no lugar.

- Um atleta... fumando desse jeito? Não tem antidoping no colegial?

O idiota estava certo. Se eu fosse mesmo tentar uma vaga na faculdade através das bolsas esportivas, eu teria que passar por exames. Mas a pressão...

Sabe como é crescer no subúrbio sendo filho de uma professora? Os seus amigos curtem uma vida medíocre e tranquila, sonhando em se tornarem rappers ou atletas, mas você precisa manter as notas porque "VOCÊ VAI PARA A FACULDADE, AAHRON!". Por que mães solteiras são sempre tão bravas?

E eu ainda fui inventar de entrar para o time de atletismo. Agora eu realmente poderia ir pra uma faculdade. Vencer os jogos estaduais nos 100m e 200m rasos foi mais fácil do que pensei, mas com isso eu passei a criar expectativas e tudo que eu queria era despistar o radar.

Dei mais um trago naquele cigarro.

Eu só comecei a fumar nesse recesso. Tinha que aliviar a pressão, e o álcool é péssimo pro corpo. Meu treinador disse que meu desempenho teria um decréscimo absurdo se eu começasse a beber. Não posso arriscar. Além disso, Caesar tem um primo que vende maconha da boa pra gente.  

- Ei, Aah. Você já fugiu da polícia antes?

- Como assim, Caesar? Não é porque sou um negro do Brooklyn que eu já corri da polícia.

- Então se prepara, porque aqueles caras tão vindo atrás da gente. - Nesse momento, segui o olhar dele e pude ver uma dupla, absurdamente alta, vindo em nossa direção. Por algum motivo, seus olhos pareciam realmente estranhos e distorcidos, o que me fez supor que era uma cara de irritação, mas, na verdade, chegava a parecer que eles tinham apenas um olho.

Saltei e pousei em frente ao banco. Dei uma última olhada pra trás e tive a impressão de que o cassetete na mão de um dos policiais fosse um enorme martelo, mas não poderia perder muito tempo pensando. Comecei a correr na direção oposta e Caesar rapidamente ficou para trás. Eu precisaria ajudá-lo. Não demorou muito para encontrar uma brecha na grade. Primeiro eu passei, com algum esforço, depois esperei por Caesar, usando minhas pernas para empurrar um dos lados do arame de tal forma que o garoto conseguisse passar com mais facilidade.

- Pega o carro! Te encontro na Ralph Ave! - Foi o que pude dizer no momento em que meu desengonçado amigo passou por mim. Ele tinha um Volkswagen antigo, mas chamaria muita atenção se nós dois corrêssemos em sua direção. Como eu havia ficado pra trás no momento em que ele atravessou o arame, os policiais voltaram sua atenção ao corredor aqui e, bom, ficaram pra trás. Corri com todas as minhas forças na direção oposta à de Caesar e, antes de virar a esquina, pude ouvir toda a grade chacoalhar e quebrar, como se corpos enormes estivessem atravessando a proteção de ferro. Esses caras eram muito fortes e um tanto inescrupulosos, pensei. Mas não importava mais. Eu conhecia o bairro como ninguém, e era muito mais rápido que qualquer um.  

Atravessei rápido aquelas poucas quadras até a esquina para a avenida Ralph. Era um bom ponto de encontro, já que Caesar precisaria fazer o retorno de carro pelo outro lado e eu precisaria cortar em duas esquinas diferentes antes daquela. Os policiais ficariam para trás. Logo ao passar para a última rua no limite leste de Bed-Stuy, pude ver o carro amassado do meu amigo. Enquanto corria em sua direção, senti-me revigorado, como se estivesse apenas iniciando minha disparada. Talvez fosse a adrenalina de ser perseguido e ter sucesso na fuga.

Só que era mais do que isso. Meus pés reluziram, e a luz subiu por meu tornozelo. Logo minhas pernas brilhavam como se eu houvesse as banhado em ouro. Ao ficar perto o suficiente daquele velho Volkswagen me esperando, vi asas acima de minha orelha. Então, no momento em que abri a porta do carro, foi como se tudo nunca houvesse acontecido. Não estava mais lá nem a luz, nem as asas, nem a força. Eu estava cansado, as pernas tremiam como quando eu terminava uma competição. Sentei no banco do passageiro, e logo Caesar acelerou.

- Você viu isso? - Perguntei.

- Vi. Irônico. Ser reclamado enquanto corre, para fugir da polícia e, coincidentemente, atravessa uma fronteira imaginária.

- Que. Merda. Você. Está. Falando?

Ele não me explicou. Eu não tinha a intenção de puxar mais nenhum assunto. Eu juro que, durante toda aquela viagem de carro, eu entendi que ele havia tirado sarro por que fugi da polícia. Como se eu fosse um bandido. Uma piada estranha com uma referência que eu não entendi, como a maioria das piadas de Caesar. Então chegamos em casa.

_________________________________________



-Mãe, isso é um castigo? Aliás, como você sabe o que aconteceu?

-Eu soube através de um pombo correio. É tudo que interessa. Não foi a melhor mensagem que já recebi em toda minha vida, mas aparentemente chegou a hora para você conhecer seus irmãos.


Ela vivia me dizendo que eu possuía irmãos, eles só não eram filhos dela. Mas, do jeito que ela me dizia, parecia que ela não os conhecia. Agora, estava me levando para ser apresentado. Mais do que isso, esse evento era tão urgente e estranhamente conectado com o fato de que eu havia sido pego pela polícia - que, tão estranhamente como, ela possuía ciência - que ela esperava ansiosamente pela minha chegada, para que pudesse me levar de uma vez por todas até lá. Estava enfezada, e eu não sabia se era por mim ou por ver os filhos das amantes do meu pai. Sabe-se lá por quê, Caesar também havia sido convidado. Eu só devia agradecer por não apanhar, ela havia dito. "A polícia, Aahron? Poderia ter sido algo mais respeitoso, não!? A polícia, Aahron!", ela havia dito.

O carro estacionou ao lado de um monte, depois de uma viagem longa até o fim de Long Island. Eu cheguei a pensar que meus irmãos deviam ser mais ricos do que eu, já que tivemos de sair do Brooklyn para vê-los, mas se eles estavam morando no meio do mato, então eu estava errado.

-Caesar vai levá-lo até lá. Ele estava me ajudando a fazer isso acontecer o mais tarde possível, mas aparentemente, você precisou adiantar tudo com seus erros de adolescente. Então, não tenho mais tempo pra te explicar nada. Eu nem sei se posso estar aqui, de verdade.

Olhei para o garoto com um olhar de reprovação. "Dedo-duro", tentei sussurrar para ele. Eu já havia perdido a completa noção do que estava acontecendo. Talvez fosse um daqueles episódios de "Tratamento de Choque", onde eles levam os meninos que cometeram crimes pra conhecer detentos e verem como eles podem acabar. Era isso. Eu estava sendo punido por ter sido pego com maconha pela polícia, e agora ia ser obrigado a conhecer meus irmãos pobres que tem tatuagens de gangues e essas coisas todas. Eu só não entendia o que Caesar tinha a ver com tudo isso, mas ele provavelmente havia sido o dedo duro. Talvez ele estivesse com medo de que os policiais tenham decorado a placa de seu carro.

Subi por aquele morro sem saber o quanto minha vida iria mudar.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jessamine H. Julie em Sex 16 Fev 2018, 00:01

Fausto Santagar: reclamado como filho de Apolo.
    Gostei bastante da descrição da travessia, do ataque do ciclope e o coma que seu personagem entrou. Mas acho que poderia ter desenvolvido um pouco mais a parte de reclamação do Fausto, assim como o que te levou a escolher Apolo. Peço que tome cuidado com errinhos básicos de grafia - falta de acento, algum verbo conjugado errado e coisas do tipo -, que teriam sido evitados com uma revisão do texto. Espero ver sua trama sendo desenvolvida em breve, e seja bem-vindo!

Yuko Tanaka: reclamada como filha de Afrodite.
    Assim como Fausto, encontrei alguns erros na sua ficha, que poderiam ter sido resolvidos com uma revisão do texto. Curti a elaboração da sua trama, e toda a treta de casamento arranjado por negócios, mas acredito que teve certas frases que poderiam ter sido melhor elaboradas, e o passado de sua personagem, melhor explorado. Sem mais, seja bem-vinda!

Maxwell Trevian: reprovado.
    Primeiro de tudo, notei que não usou o template padrão do fórum (que pode ser encontrado em code logo abaixo da ficha, no primeiro post desse tópico). À medida que fui lendo sua ficha, reparei em erros gramaticais e de acentos (revise seu post na próxima vez!), e sua história ficou breve demais, não houve um aprofundamento devido de sua personagem. O propósito é narrar toda a história, então não economize; fale da infância, de sua relação com as pessoas, com os familiares, os gostos de desgostos de Max, tudo. Ao meu ver, sua narrativa não passou de um único momento na história de seu personagem, e penso que poderia ter sido melhor explorada. Caso tiver dúvidas ou afins, pode me mandar uma MP ou para qualquer um dos deuses!

Aahron Hyperium: reclamado como filho de Hermes.
    Gostei do seu personagem, e do jeito fácil dele. Única coisa que vou falar é que acredito que a história poderia ter sido mais bem-desenvolvida, embora as descrições e ocasionais detalhes da vida de Aahron tenham te "salvado". Seja bem-vindo!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Éris em Sex 16 Fev 2018, 00:27


atualizado





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Re: Ficha de Reclamação

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