Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Hera em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.




 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 



Deuses / CriaturasAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresComum
Centauros(as)Comum
DeimosComum
DeméterComum
DespinaRigorosa
DionísioComum
Dríades (apenas sexo feminino)Comum
ÉoloComum
EosComum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)Comum
HadesEspecial (clique aqui)
HécateRigorosa
HéraclesComum
HefestoComum
HermesComum
HéstiaComum
HipnosComum
ÍrisComum
LegadosComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
NyxRigorosa
PerséfoneRigorosa
PhobosComum
PoseidonEspecial  (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)Comum
SeleneComum
TânatosComum
ZeusEspecial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses, criaturas ou legados. Aqui, ressaltamos e relembramos a existência de um sistema de Legados no fórum. Com as recentes mudanças na ambientação do fórum, também, deixamos aqui explícito que os novatos que decidirem seguir para o acampamento, estarão vivendo sob a tutela e regência de Éris. Os que desejarem ser guiados por Quíron e campistas aliados do Olimpo, devem seguir para o Clube da Luta. Mais informações no tópico de trama geral do fórum.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Astéria Rustkosky em Ter 06 Mar 2018, 22:54

Austin Bravellus: reprovado.
    Para sua avaliação, Austin, quero ressaltar alguns pontos. O primeiro é o problema de fluidez logo no primeiro parágrafo do texto, o que pessoalmente me desagradou um pouco:
    A noite transparecia com um céu estrelado e potente, o frio fazia Lauren Bravellus ajustar seu cachecol, ela andava pela avenida 49, às 3 da manhã em Yellowknife.
    Caso fosse numa narrativa minha, escreveria esse trecho de outra forma, dando maior fluidez ao texto e até mesmo um pouco mais de ambientação. O exemplo é dado a seguir:
    Com um céu estrelado e potente, a noite transparecia. O frio fazia Lauren Bravellus ajustar seu cachecol contra a pele enquanto andava apressadamente (ou vagarosamente) às 3 da manhã em Yellowknife, na Avenida 49 especificamente

    Agora algo que me incomodou muito durante a sua narrativa é a repetição exagerada do nome Lauren. Antes da primeira fala do seu texto, o nome fora citado sete vezes, o que me diz duas coisas: ou que não tem afinidade com a narração em terceira pessoa (o que é normal) ou que não teve atenção enquanto escrevia (o que é normal também). Mas denota uma pequena falha de revisão que prejudica, novamente, a fluidez do texto.

    Outra coisa que me incomodou muito foi como fizera seu texto de maneira corrida. Uma das falhas mais graves que encontrei foi a seguinte parte:

    — Mãe, quem é Nyx? — questionou o pequeno.

    Lauren não sabia o que falar, ela sabia que sabia, mas era um mundo totalmente injusto para aquela pequeno menino, que havia sido abandonado carregando um L.

    — Eu não sei, vou descobrir. — respondeu Lauren. — Agora é a hora de estudar filho, suba.

    Austin subiu as escadas lentamente, cogitando tudo, o que encantava Lauren, a incrível persuasão do garoto não a deixou omitir a verdade.

    — Ela é sua mãe Austin. — disse Lauren.

    Austin parou nas escadas, e lá ficou esperando explicações.

    — Eu não tenho certeza, sei apenas o que dois períodos da faculdade de história me ensinou. A deusa da noite, sua mãe.

    O garoto subiu para o seu quarto e de lá não saiu, até deixar o fato de lado.

    Apesar de ser um momento de fala das personagens, isso me incomodou muito. Foi muito rápido, pra mim até mesmo mal desenvolvido. E pra ser filho de Nyx, a ficha precisa melhorar.
    Atente-se aos erros e melhore.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jung J. Eurim em Sex 09 Mar 2018, 06:48


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Ares, deus da guerra selvagem. A Jung tem um que de determinação que me lembra bastante o arquétipo do deus da guerra, e foi na relação dele com Afrodite que me inspirei para desenvolver a trama dela.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Sua pele não é bem do tipo que fica bronzeada, mas sim queimada, portanto a garota está sempre com uma boa quantidade de protetor solar espalhado por seu corpo pálido. Seu físico é atlético, um aspecto que adquiriu graças as corridas que pratica religiosamente todos os dias. Seu cabelo é platinado, e está quase sempre amarrado em um rabo de cavalo para não ficar em contato direto com o suor. Possui um característico par de olhos que refletem claramente sua descendência coreana, e são motivo de orgulho para a semideusa.

Psicológicas: Se você se deixar levar pela voz macia e calorosa de Jung talvez não perceba que suas palavras são diretas e certeiras. Ela é assim, como se empunhasse um escudo difícil de ser abaixado o tempo todo. Ela pode parecer um carvalho difícil de derrubar, mas não se engane, use as palavras certas e conheça uma jovem com coração de ouro. Bondosa até nas raízes mais profundas de seu particular, e detentora de um amor sólido como sua força de vontade. A filha de Ares é perseverante e cabeça dura em relação aos seus princípios, e se achar de coração que o que faz é correto, é capaz de passar por cima de amores por isso.

— História do Personagem:

éden. 1.

Jung esticou seu braços para o alto de olhos fechados. Seus dedos envolveram-se na primeira fruta que tocaram, e a arrancaram de seu galho logo então. Ainda de olhos fechados, a garota levou a fruta para perto de suas narinas, e tentou descobrir qual era o fruto apenas com seu olfato. Foi preciso de apenas uma aspirada para inalar aquele cheiro cítrico tão característico da laranja.

Abriu os olhos, e de uma imersão no escuro foi parar no paraíso. Estava em um jardim, talvez o jardim mais bonito em que já esteve durante toda sua vida, e aqui arrisco dizer tanto do passado quanto do futuro. Sua grama era macia e pintada no verde mais verde que existe, árvores frutíferas diferentes umas das outras foram plantadas aqui e acolá, e suas raízes se abraçavam e tomavam conta de todo o espaço. Era um ambiente grande, mas surpreendentemente bem cuidado. Abelhas e borboletas as vezes o visitavam, e bem de manhãzinha alguns beija-flores vinham cumprimentar cada umas das várias flores dali. Era um jardim, mas também os fundos de um belo casarão. Lá morava Jung, junto de sua mãe adotiva.

Adentrou a cozinha do casarão e lá encontrou uma mulher diante do fogão. Sua pele tinha cor de amêndoa, e seu cabelo crespo e escuro estava preso em um coque. Seus olhos eram profundos, e traziam um aspecto misterioso, como se ela pudesse ver mais do que nós simplesmente conseguimos. Devia ter seus 60 anos, mas parecia estar chegando agora mesmo aos quarenta. Black don't crack, brincava, se referindo as poucas  rugas que colecionava em tanto tempo de vida. Seu nome era Tonya, e era a mãe adotiva de Jung.

— Do que será o suco hoje, docinho? — a mulher perguntou de um jeito doce, daquele jeito que raramente ouvimos alguém falar no cotidiano.

A jovem despejou cinco laranjas sobre a mesa da cozinha.

— Laranja, mamãe — a jovem disse enquanto pegava uma faca no armário.

A moça cortou fruta por fruta, todas as cinco até ter dez metades. Espremeu essas dez metades manualmente, sem ajuda de máquina, e viu uma jarra vazia se encher de líquido alaranjado em minutos. Ao acabar recolheu as cascas que sobraram, e as atirou no lixo. Também lavou a faca que cortou as frutas. No final disso tudo o café da manhã já estava pronto, e Tonya enchia a mesa de bacon, ovos mexidos e geleia caseira. Mas Jung não queria comer, ela queria outra coisa.

— Eu queria estar morta. — Ela soltou as palavras enquanto se servia de ovos mexidos.

Sua mãe, que estava sentada bem na sua frente, largou os talheres na mesma hora e disse:

— Cruzes, garota! Olha a coisa que você vem me falar uma hora dessas!

A jovem encarou apática os ovos mexidos e disse:

— Eu me expressei mal — corrigiu-se perante a reação da mãe. — Eu não quero morrer. Só quero viver a minha vida, ou melhor, começar a viver ela.

As duas permaneceram em silêncio por alguns minutos, sentindo o constrangimento que era não falar nada depois daquele diálogo estranho. Depois decidiram que não tinha muito o que fazer senão comer, então ingeriram seus ovos mexidos com bacon e beberam seus sucos de laranja, até ficarem satisfeitas.

— Faça suas malas, eu vou te levar para um lugar. — Tonya anunciou, mas enquanto fazia isso olhava para longe, para o jardim. Seus olhos misteriosos parecendo ver além do compreensível a olho nu.




running up that hill. 2.

Enquanto sobrevoava os Estados Unidos das Américas, acompanhada unicamente por sua mãe e sua mochila de viagem, a donzela meditou sobre sua juventude. Meditou, enquanto fingia dormir, sobre o que amava e sobre o que não conhecia, sobre as coisas que queria experimentar antes de morrer, e as coisas que queria nunca ter experimentado. Meditou, e durante uma turbulência, viu que estava viajando para o desconhecido. Sabia que o voo era para Nova York, mas nunca havia ido lá, na verdade nunca tinha saído da costa oeste. Nem sequer tinha conhecidos lá. Imaginou que sua mãe fosse apresentar alguma faculdade de música ou algo do tipo, ou que talvez estivesse apenas fazendo um turismo para refrescar a mente. Mas não. Desembarcaram, alugaram um carro e seguiram uma estrada, e nada de Estátua da Liberdade ou Columbia University. Depois de algumas horas Jung desistiu de ansiar pelo nada, deitou no banco de trás e dormiu.

Acordou, e já era noite. O carro estava estacionado em uma floresta, e não mais em um engarrafamento na selva de pedra. A jovem sentou-se no mesmo instante, perguntou onde estavam.

— Alguém no acampamento vai saber te explicar melhor, mas estamos em Long Island. — Tonya disse chorando. — Desculpa só te acordar agora, docinho... Mas eu queria ver você dormir uma última vez, minha campeã... — Campeã era um apelido amigável que a mãe de Jung havia dado após a garota vencer um campeaonato de boxe aos doze anos (agora tinha 17). Ela só usava o apelido em despedidas, como em primeiros dias de aula e quando deixava Jung dormir na casa de uma amiga.

— Mamãe, isso é uma despedida? — A jovem perguntou, uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo. Tonya não respondeu, apenas abraçou a filha. Mas quando a donzela subiu a Colina Meio-Sangue e adentrou o portal ela soube, tinha sido uma despedida.




unlock. 3.

Um oceano parecia cair daquele céu acinzentado, e também dos olhos de Jung. Um choro que começou por tristeza tornou-se um choro de raiva. Enquanto um centauro a levava para fora das ruínas do Acampamento Meio-Sangue, a garota soluçava de tanto chorar. Tantos vidas, sua nova casa, suas expectativas... Ela não seria um fardo na próxima batalha, ela lutaria, ela derramaria o sangue que fosse preciso para erguer seu acampamento de volta para a luz.

E naquele instante, em que um donzela decide se tornar uma guerreira, um símbolo apareceu acima de sua cabeça: duas lanças vermelhas cruzadas, um abutre no centro delas. Dedos indicadores apontaram para o sinal de reclamação de Jung, até ela o perceber também. Que momento infortúnio! É Ares! Ela estava fadada a guerra desde o berço, oh, coitada! O choro cessou.

Informações:
A parte três (unlock. 3.) está ligada ao meu post no encerramento do evento. Para compreender tudo melhor e ainda ver mais da bela bagunça que é minha narração leia ele. LINK: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t12649-chained-souls-evento-encerramento#277011

E uau! Você realmente leu isso! Muito obrigado por isso!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Elizabeth Walker em Sex 09 Mar 2018, 10:15


AVALIAÇÃO


Jung J. Eurim:

Bom dia Jung, tudo bem? Espero que sim :>

Duas partes e mais a terceira e uau. Juntando tudo ficou uma coisa completamente compreensível. Sua ficha foi um pouco curta e rápida, apesar de ter fugido um pouco dos padrões do "fui atacado por monstros", o que me é ótimo já que pula dos clichês. Quanto sua organização textual e a parte da reclamação, não tenho comentários negativos a fazer. Espero que possamos nos encontrar mais vezes :>

Aprovada.

Obs.: desculpe roubar o template ;-;

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Anneliese Edelstein em Sex 09 Mar 2018, 16:08


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamada por Afrodite, pois considero o amor uma incerteza bastante poderosa. Ademais, ela é a progenitora que mais se encaixa na trama da Olivia.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Seu corpo é perfeitamente distribuído em 1,60 de altura. Os fios loiros atingem um pouco mais da metade de suas costas em forma ondulada, contrastando as imperceptíveis mechas castanhas. Olivia é dona de olhos penetrantes e hipnotizantes de um tom esverdeado incomum. A pele meio bronzeada deixa a tona seu passado, não negando suas origens. Seu sorriso é encantador e contagiante, capaz de demonstrar toda a simpatia que Olivia possui e guarda para aqueles que forem merecedores da tal.

Características psicológicas: Para Olivia atos dizem mais do que palavras, ou seja, a menina sempre irá agir melhor do que dizer algo. Amante das pequenas coisas, é do tipo que se apaixona pelos menores atos, por sorrisos, por trocas de olhares e até por um apertar de mãos.

A loira sempre está de bom humor, mais do que qualquer um, adora semear o amor e juntar casais apaixonados, porém, preocupa-se tanto em semear o amor que se esquece de encontrar o seu. Totalmente confiável e amiga, nenhum segredo que lhe fora confiado sairá de sua boca. Discreta, a garota odeia chamar a atenção dos outros, prefere que notem nela por conta própria sem motivo concreto, apenas por curiosidade em saber quem realmente ela é.

Não pense que Olivia é apenas uma garota bonita, ela é muito mais do que isso. Além do mais, odeia aqueles que só se aproximam por conta de sua beleza, eis ai um dos motivos para não ter encontrado um verdadeiro amor.

Trair sua confiança ou duvidar de sua amizade é a maior ofensa que alguém poderá fazer a ela, porém, com uma boa conversa acredita que tudo pode se resolver e sempre estará de braços abertos para perdoar e acolher qualquer um que precisar.

— História do Personagem:

Talvez sua ligação com o mar não fosse por acaso. Talvez a sensação de renascimento que sentia quando entrava em contato com a água salgada não fosse apenas uma sensação. Talvez tivesse a ver com sua origem, com suas raízes ou com sua verdadeira progenitora.

Nascida às beiras do Pacífico, no Havaí, em uma família amante do surfe que já carregava consigo o título de melhores surfistas de toda a costa Banzai-Pipeline, Olivia é a caçula de três irmãos, e também, a única menina de sua família.

Seu pai e seus irmãos sempre a viram como o “tesouro” da família, ou seja, eram superprotetores e chegavam a tratá-la como uma criança algumas vezes. Sua mãe, bom, dizia o seu pai que ela falecera no dia em que Olivia nascera, porém, a loira nunca acreditou muito nisso, pois nunca achou uma foto de Eleanor grávida dela, apenas de seus dois irmãos. Porém, tentava afastar este pensamento de sua mente e acreditar no que lhe era dito.

As aulas de surfe iniciaram em meados de seus oito anos de idade, ali mesmo, em Pipeline, palco de ondas gigantes, tubulares e perfeitas. A garotinha nunca teve medo do mar e muito menos de ondas, afinal, sentia-se ligada a ele.

Era sempre a mesma coisa, Olivia arriscava-se nas ondas e os três homens de sua vida ficavam com o coração na mão, morrendo de medo de perderem-na para as ondas. As quedas eram simultâneas e esperadas, mas nem isso fez com que ela desistisse de aprender a surfar.

A medida que o tempo corria, a loira crescia e se tornava uma jovem bela, sedutora e apaixonante. Por onde passava arrancava olhares hipnotizados de homens e olhares de inveja e admiração de algumas mulheres. Era engraçado porque sua beleza não tinha nada a ver com a de sua mãe, o que a fazia suspeitar ainda mais de uma possível traição por parte de seu pai.

O número de amigos de Olivia era razoavelmente alto, eram mais meninos do que meninas, e estes na maioria das vezes acabavam por se deixarem seduzir pela beleza da adolescente que por sua vez não sabia o que fazer. Era tudo muito confuso para ela, afinal, nem ela mesma achava-se tão bonita assim, por que será que todos se apaixonavam tão fácil por ela?

O dia de sua primeira competição profissional enfim chegara. Após oito anos de treinamentos intensivos, competições amadoras e torneios beneficentes. Aquele também era o dia de seu décimo sexto aniversário e ela, particularmente, esperava mais do que aquilo para o tal dia.

Olivia polia sua prancha, nervosa, ansiosa e confiante, ciente de que teria e iria ganhar um prêmio naquele dia. Foi então que alguém bateu na porta de seu quarto, invadindo-o em seguida.

Seu pai e uma mulher de uma beleza estranha pareciam apavorados. Estavam ofegantes e praticamente cuspiam as palavras:

- Você precisa ir com ela, chegou a hora. – Seu pai dizia.

- O que? O que tá acontecendo aqui? Eu não vou a lugar algum!

- J. J. você ainda não contou a ela? – A mulher perguntava meio intolerante.

- Não, não contei. Eu estava esperando a hora certa.

- Espera aí! – Olivia gritou, sem entender nada. – Vocês podem, por favor, me explicar o que está acontecendo aqui? – Seus olhos estavam arregalados e a aquela altura ela já sentava sobre sua cama.

J. J. dirigiu-se até sua filha e sentou-se do seu lado. Pegou em suas mãos delicadamente e a olhou nos olhos, suspirando, nervoso, porém logo começou a dissertar sobre o que a mulher falava.

- Bom, minha filha. Eu sei que você já suspeitava sobre você não ser filha de Eleanor, sei que procurou fotos por todas as caixas e álbuns e nunca achou nenhuma em que ela estivesse grávida de você ou com você nos braços. – Suspirou. – Sabe, Olivia, eu amei muito a Lea, eu a amei incondicionalmente, mas aí ela faleceu. Exatamente um ano depois da morte dela eu conheci sua verdadeira mãe. – Os olhos do homem se enchiam de lágrimas. – Ela era mágica. A beleza dela era incomparável, era divina. Seu jeito era encantador e seu olhar despertava nos homens uma paixão avassaladora. Eu não sabia com quem eu estava me metendo até que tivemos nossa primeira noite juntos... – O silêncio pairou sob o ambiente e as lágrimas vinham agora de ambas as partes. – Olivia, ela era um ser divino, e você herdou parte da divindade dela.

A loira não conseguia pronunciar nenhuma palavra. Logo, a mulher estranha se intrometeu.

- Então Olivia, como seu pai dizia: você é filha de uma deusa. Porém, a deusa só será revelada assim que chegarmos ao Acampamento Meio-Sangue, e para isso você deve estar pronta dentro de cinco minutos. Um sátiro disfarçado que estava na sua escola teve uma emergência e pediu para o Acampamento enviar alguém para te buscar. Pegue suas coisas mais importantes e uma muda de roupa, Long Island nos espera. – A mulher era fria.

Sem perguntar nada, a menina levantou-se e pegou uma muda de roupa, enfiou tudo dentro de uma mochila e trocou de roupa. O seu estado era de choque, como assim filha de uma deusa? E o pior, ela acreditava em tudo porque para ela, tudo fazia sentido.

Despediu-se de seu pai e de seus irmãos rapidamente, mas com abraços longos e apertados. Apenas disse que os amava e que voltaria para visitá-los assim que lhe fosse permitido, afinal, sua liberdade estava nas mãos da mulher friamente estranha.

Todo o percurso fora feito em silêncio, desde casa até o aeroporto e desde o aeroporto até Nova Iorque. Assim que pegaram o táxi para Long Island a mulher começou a falar coisas que Olivia ignorava constantemente, sua mente estava embaralhada demais para ficar escutando a conversa de uma louca.

Após um tempo, o táxi estacionou em uma estrada deserta, totalmente estranha. A moça desceu do veículo e fez um gesto para que a semideusa a acompanhasse. Assim que desceram, as portas do táxi se fecharam e ele sumiu em disparada pela estrada, sem deixar nem sequer um rastro.

Os instantes seguintes poderiam ser descritos como uma trilha pela floresta da encosta em busca do tal Acampamento. A jovem começava a se sentir cansada e descrente de tudo aquilo, até que seus olhos puderam contemplar a construção grega, as pilastras e o grande nome “Acampamento Meio-Sangue”.

- Até que enfim. – Sussurrou a protagonista, tranquila.

- Olha só, ela fala. – Brincou a mulher puxando-a para que andasse mais rápido.

Após alguns minutos, ambas estavam paradas em frente à entrada do local, a mulher adentrou o recinto primeiro e tornou-se uma espécie de ninfa, daquelas que você acha que só existem em contos de fadas. A loira suspirou e fechou os olhos, passando lentamente pela barreira invisível. Assim que suas pálpebras se abriram ela pode ver que já estava dentro de seu novo lar, daquele lugar que seria a sua nova casa e que um símbolo de um pombo brilhava acima de sua cabeça.

Várias garotas escandalosas vinham em sua direção, pulando e gritando coisas como “Seja bem vinda irmãzinha!”, ou “Abram alas para a nova filha do chalé 10”. Todas a abraçavam e sorriam animadas, enquanto Olivia não entendia nada daquilo mas deixava sorrisos escaparem pois estava feliz em ser bem acolhida em sua nova casa.

A mulher estranha enfiou-se no meio das garotas eufóricas e parou em frente a recém-chegada, sorriu e pegou em suas mãos.

- Bem vinda ao Acampamento Meio-Sangue, irmãzinha.

Para uma deusa nascida do mar, uma filha amante do mar.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Astéria Rustkosky em Sex 09 Mar 2018, 16:25

Olivia Hamilton: Aprovada como filha de Afrodite.
    Gostei de sua escrita, é gostosinha de ler e não encontrei errinhos de português que pudessem atrapalhar a leitura nem nada do tipo. Única coisa que incomodou-me um pouco foi a falta de uso do travessão (—) nas falas. Fora isso, meus parabéns e seja bem-vinda.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zeus em Seg 12 Mar 2018, 10:04

Atualizadas. Ao resto da administração, lembrar de postar quando atualizar os perfis, evitem bagunça.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Anneliese Vogel em Qua 14 Mar 2018, 00:05


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite, pois os poderes combinam de maneira perfeita com a trama planejada para as gêmeas Villeneuve.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Sophie parece uma boneca de porcelana: o rosto de feições delicadas que parecessem ter sido feitas para sorrir, os longos cílios, a baixa estatura, os cabelos - de um tom de cobre que varia com a luz - que caem em belíssimos cachos até a pele quase doentiamente pálida, praticamente tudo nela passa um ar de ''sou-tão-frágil-que-posso-quebrar''. As únicas coisas que quebram esse ar de fragilidade são as enormes olheiras embaixo dos olhos da garota, resultado de várias noites de insônia, e os olhos: intensos e observadores, são de um tom de castanho que de tão escuro, até parece negro.

Olhos cor de noite, como Peter costuma brincar.

Características emocionais: Quando se descreve a personalidade de Sophie, duas palavras praticamente opostas se juntam: doçura e irritabilidade. Sim, pois ela é um doce a maior parte do tempo, porém se irrita com muita facilidade, o que devido a aparência frágil que possui, surpreende muita gente.

Apesar de ter uma enorme facilidade em conversar com as pessoas, é difícil para ela fazer amizade, e coisa mais próxima que ela de amigos verdadeiros são os irmãos, Catherine e Peter.

— História do Personagem:

Definitivamente aquele lugar era deprimente. Talvez fosse devido ao barulhinho dos aparelhos ligados aos bebês, talvez fosse devido a patética tentativa da administração do lugar de criar uma decoração alegre e animadora, talvez fosse devido a visão de tantos seres que mal haviam começado a conhecer a vida e já tinham que lutar por ela. Ou talvez ...

Bom, fosse pelo motivo que fosse, não havia como negar que a UTI neonatal do Queen Elizabeth Hospital era um lugar deprimente.

Porém naquela madrugada, o lugar possuía uma aura de paz e tranquilidade, o que era algo raríssimo.  O único ser vivo ali que aparentava estar acordado era uma mulher que usava um enorme manto negro com pontos prateados, imitando o céu noturno.

Com passos suaves, foi andando em direção a uma incubadora, onde duas bebês, identificadas pelas pulseirinhas que usavam nos pulsos como Catherine e Sophie Villeneuve, descasavam.

Elas haviam nascido a exatamente três meses atrás, porém devido a razões ainda não identificadas pelos médicos, aparentavam ter apenas ter algumas semanas, e a saúde delas ia de mal a pior.

Parando em frente da incubadora, a mulher deu um sorriso tristonho, colocou na mão encima dela e começou a murmurar em grego antigo, tão baixinho que as palavras eram abafadas pelo barulho dos aparelhos ligados as meninas.

Assim que ela começou a murmurar, uma aura negra surgiu em torno de Sophie e Catherine. Porém a medida que ela murmurando, a aura foi se tornando dourada, depois cinza e por fim desapareceu. Quando a aura desapareceu, ela parou de murmurar, apertou o manto mais firmemente contra si e desapareceu também.

...

Que estranho, pensou a menininha, cadê o papai, a Cat e o Peter?

A pequena, também conhecida como Sophie Villeneuve, ou simplesmente Soph para as pessoas mais queridas, havia acordado há pouco tempo e agora estava completamente assustada. O motivo? Três simples razões.

Primeiro: Porque ela estava sozinha em casa, o que era no mínimo estranho, já que o pai dela, superprotetor, nunca iria sair e deixar a filha com infecção intestinal sozinha em casa.

Segundo: Porque pela hora indicada pelo pequeno relógio da Barbie que ficada na mesinha ao lado da cama dela, sua irmã gêmea, Catherine, e seu irmãozinho dois anos mais novo, Peter, já deveriam ter voltado da escola há uma hora e o pai deles nunca se atrasaria tanto para busca-lós.                                                                                                                                                                                                               
Terceiro: Porque havia uma enorme mancha marrom-avermelhada na parte da frente da blusa do pijama que ela estava usando e que se parecia, de uma maneira bastante preocupante, com sangue.

Depois de ficar esperando por algum tempo que o pai e os irmãos chegassem, ela pegou seu ursinho de pelúcia favorito, abraçou-o com o máximo de força que conseguiu, se enrolou debaixo das cobertas e  ficou repentindo mentalmente até dormir:

''Eu devo ser sonambula e enquanto dormia, devo ter tentando devorar um frasco de ketchup. Logo, logo o pai vai chegar e vai ficar tudo bem''

...

Infelizmente devo dizer que nada ficou bem. Cinco de fevereiro de dois mil e sete foi a última que Anthony Villeneuve, famoso arquiteto britânico e pai de Sophie, Catherine e Peter Blanchard foi visto.

O sangue no pijama de Soph, testes forenses feitos durante a investigação do desaparecimento de Anthony descobriram, pertencia ao pai da menina.

A teoria que a polícia criou a partir dessa descoberta e do fato de a casa estar totalmente revirada quando Sophie foi encontrada sozinha lá por um dos vizinhos era de ele havia sido vítima de um latrocínio e que a menina havia visto tudo, porém em choque com a tragédia que havia ocorrido ao pai, suprimiu as lembranças ou algo parecido.

Quando interrogada sobre isso, apesar de não acreditar nessa teoria, Sophie sempre respondia algo como ''Deve ter sido isso'' ou ''Pode ser''.

Não é que não ligasse para o desaparecimento do pai, ela queria mais do qualquer um descobrir a verdade, mas tinha uma amarga certeza, vinda de sabe-se lá onde, de que nunca descobriria a verdade.

Ou que se descobrisse, não iria gostar.

Mas isso já ocorrera a quase dois anos atrás e aquele era um dia raro, pois além de ser o primeiro dia de sol que aquela cidadezinha via em muito tempo, também era o  primeiro dia em muito tempo em que Soph se sentia realmente se sentia bem.

Cat e Peter estavam por aí aprontando das suas, e a menina dos olhos cor de noite estava sozinha na pequena e aconchegante biblioteca do Orfanato Princess Margareth, lendo um interessantíssimo livro, que continha a versão dos primeiros escritores de contos de fadas.

▬ Quem diria que na versão original de A Pequena Sereia, a Ariel morre? ▬ pensou em voz alta.

▬  É surpreendente sim, mas é melhor que aquela baboseira de E viveram felizes para sempre... não acha? ▬ respondeu uma garota, que a julgar pela voz, devia ter mais ou menos a mesma idade dela.

Surpresa ao ouvir a garota, já que achava que estava sozinha, Sophie levantou o rosto do livro para olhar quem tinha falado com ela. E viu o que a assustou e a divertiu o mesmo tempo.

A garota era quase igual a ela. A única diferença, a única coisa que fez com que Soph não pensasse que o seu reflexo tinha saído do espelho, era que ao contrário de Sophie, aquela garota tinha a pele bronzeada, os olhos azul gelo e o cabelo loiro-platinado. Ou seja, ela era praticamente uma anti-Sophie.

▬ Quem é você?

▬  Quem sou eu? ▬ a anti-Sophie riu com a pergunta ▬ Eu sou você.

...

▬ Será que esse otário ainda vai demorar muito? ▬ Sophie ouviu Catherine perguntar.

Bom, ela podia entender a raiva da irmã, afinal, elas e Peter já estavam há meia hora na sala onde ocorrem as entrevistas entre os interessados em adotar e as crianças disponíveis para a adoção, esperando que o futuro adotante que manifestara interesse neles aparecesse.

Como se alguém realmente fosse querer adotar duas adolescentes com TDAH e o irmãozinho disléxico delas, Soph pôde ouvir a voz de Emma na cabeça.

Emma era como a garota dos olhos cor de noite nomeara aquela estranha garota dos olhos cor de gelo, que desde aparecera naquela tarde ensolarada há quase quatro anos atrás, nunca mais saiu de perto de Sophie.

Geralmente, ela era só uma voz na cabeça de Sophie, mas as vezes ela aparecia fisicamente, como fizera na biblioteca do orfanato do qual os Villeneuve foram expulsos um mês depois, aparentemente por algo que Peter havia aprontado.

Mas explicações à parte, foi só Emma dizer isso que o possível adotante chegou.

Ele estava usando um terno e até parecia elegante, porém o boné que ele estava usando meio que quebrava o look. Quando viram o adotante, os três Villeneuve ficaram bastante surpresos, o que rendeu um ou dois minutos de um silêncio constrangedor.

▬  Então, você é o maluco que vai tentar adotar a gente? ▬ Cat fora a primeira a falar. E ainda lançou para o homem um dos seus melhores olhares assustadores.

Sophie esperava que ele dissesse algo tipo ''Que garota atrevida!" ou que desistisse da adoção, porém o que ele fez a surpreendeu bastante.

▬ Você tem atitude, garotinha. Gostei ▬ ele disse, rindo.

Sophie decidiu naquele momento que gostava dele. Afinal não era qualquer que recebia um dos olhares assustadores da Cat e simplesmente ria.

Porém, de repente aconteceu algo muito estranho: ela começou a sentir o cheiro dele. E não era o cheiro do perfume dele, era o dele mesmo. E não era só o dele. O de Cat e Peter também.  E no mesmo instante, o estômago dela começou a roncar.

Caraca Sophie!, pensou consigo mesma, enquanto em sua mente Emma estava se acabando de rir,você está querendo ir parar em um hospício ou o quê?

...

▬ Espera aí, deixa eu ver se eu entendi direito. Você é algum tipo de meio-bode, que tem que nós levar para um tipo tipo de acampamento nos Estados Unidos, que é só para filhos de deuses gregos. O que aliás, eu, o Peter e Annabelle somos? ▬ Sophie, ainda chocada com a revelação feita por John, que durante os meses que levaram para o processe de adoção ser finalizado, se tornara amigo dos Villeneuve, ouvia sem falar a conversa entre ele e Cat.

▬  O termo certo é sátiro, mas é por aí ▬ ele respondeu, rindo, o que fez a garota se lembrar de quando se conheceram. Sophie logo também se lembrou de várias coisas que haviam acontecido com ela e os irmãos desde que eram pequenos.

De repente, as revelações feitas por John não pareciam tão malucas assim.

...

A viagem fora torturantemente lenta, o pesadelo que tivera durante o voo pior ainda, com uma voz que gritava o tempo todo ''Criança amaldiçoada, criança amaldiçoada'', e Sophie mal pode conter a alegria quando finalmente chegou ao tal Acampamento.

O lugar estava em total silêncio, pois eram quatro da manhã e provavelmente todos os campistas deveriam estar dormindo, mas assim que ela, Cat e Peter pisaram no Acampamento, John olhou para os símbolos de pomba brilhando acima da cabeça deles e comentou:

▬ Parece que já sabemos de quem vocês são filhos.

▬ De quem? ▬ Sophie perguntou, muito curiosa.

▬ Afrodite, deusa do amor.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adam Kyle em Qua 14 Mar 2018, 01:17



avaliação



Sophie O. Villeneuve - Aprovada como filha de Afrodite.
Sua narrativa é boa, suas ideias e sua ótima execução do enredo demonstram o domínio que você tem. Porém, eu notei alguns errinhos que, com uma revisão, poderiam ser sanados. Vou citar alguns e colocá-los em negrito:
Sophie O. Villeneuve escreveu:
"[...] colocou na mão encima dela[...]"
"[...] abraçou-o com o máximo de força que conseguiu, se enrolou debaixo [...]" - usa-se "enrolou-se", por ser empregado em início de frase, após vírgula.
"[...]era o  primeiro dia em muito tempo em que Soph se sentia realmente se sentia bem.[...]"


Esperando Atualização.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zeus em Dom 18 Mar 2018, 00:21

Atualizados.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Daniel Rothmud em Qua 21 Mar 2018, 20:05


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hipnos. Acredito que seja a divindade que melhor se enquadra nas tramas e características que possuo em mente para a construção do personagem, o desenvolvimento de um mundo dos sonhos paralelo a realidade vivenciada por todos me parece muito atrativo.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas;

Daniel sempre foi aclamado por sua beleza natural e estranhamente atrativa; seu rosto é composto por traços finos, que são acompanhados pelo par de olhos tão azulados quanto o mais comum céu matutino do Kansas, sua cidade natal. De altura mediana, cerca de um metro e setenta e cinco altura, sempre foi tradicionalmente magro e os fios ondulados castanho-escuros do cabelo costumam estar desajeitados, típicos de um recém-acordado ou de uma pessoa que não se importa muito com a sua imagem. Dan é incapaz de se livrar do semblante apático e desprovido de grandes emoções, muitas das vezes aparentando como um indivíduo introvertido.

Psicológicas;

Daniel Richtoff é um adolescente de personalidade inconfundível - suas ambições visionárias apresentam-se como ideias de outro mundo para as pessoas de mentalidade limitada - para os capazes de raciocinar tão alto quanto ele, o garoto é um gênio. Não muito interligado com relacionamentos sociais e portador de uma astúcia enorme, Dan, mesmo sendo solitário, possui uma capacidade comunicativa assustadora. Provindo de Hipnos, costuma ter sonhos excêntricos e reveladores, e isso frequentemente o surpreende, resultando em uma insônia complexa demais para ser explicada. Excluindo sua mentalidade fria e, segundo psicólogos, distorcida gravemente em certas situações, Dan é generoso e bondoso com seus conhecidos.

— História do Personagem:

Kansas, Overland Park (2/19) - Hotel Winston

Naquela madrugada monótona e solitária, Daniel enfim adormeceu após a inevitável insônia, apagando sua mentalidade da realidade e despertando para um universo muito mais característico. Estava agora sentado de forma descontraída no centro do salão de Saint Patrick, o orfanato onde passou oito anos de sua existência enquanto aguardava a procura de um familiar propenso a adotá-lo em sua propriedade. Naquele cômodo composto por paredes de madeira e uma aparência rústica e agradável, com uma lareira acesa repleta de poltronas ocupadas por outras crianças, Dan brincava com uma pequena e brilhante estrela entre a palma de suas mãos. A estrela rutilava em um tom pálido e servia como iluminação por todo o ambiente, mesmo que já houvessem lâmpadas no local.

- "Seja a luz", comentou uma das vozes no interior do corpo celeste. Em oposição, outra vociferou agressivamente;  - "não! Seja a sombra!". Outra se manifestou; - "seja o começo e o final, seja a luz e a sombra! Seja o que você é! Por favor, persiga-me! E então o astro explodiu em um festival de luzes brancas, arremessando Richtoff metros para trás, por cima das poltronas repletas de garotos e diretamente nas chamas dançantes na lareira. Ergueu-se em seguida, com o fogo consumindo cada centímetro de seu corpo - de alguma forma, não ligava. A estrela em colapso se transmutara para a forma de um homem alto de pele e cabelos pálidos, com um terno que, Daniel podia jurar, era colorido e composto pelos sonhos de todos aqueles à sua volta. Em sua gravata, podia ver Thomas, seu amigo, pilotando o seu tão imaginado avião. Podia ver Millena escalando as listras negras do tecido como se subisse, enfim, em direção à seus falecidos pais. Conseguia enxergar Matthew, em algum lugar naquela imensidão de tons, encaixando um anel de casamento no dedo anelar de Grace. E no meio, exatamente no meio, via o próprio rosto - sério, insensível, e mesmo assim com um sorriso astuto no canto dos lábios. Em seu entorno, um rastro mutável de puro negro se arrastava pelo terno anteriormente multicolorido, e compreendia perfeitamente, graças a percepção enorme, o que se passava; nenhum daqueles sonhos seria alcançado.

O homem, então, começou a correr incessantemente pelos corredores de Saint Patrick, procurando uma forma de escapar daquele lugar. Daniel o seguiu, rápido como o corpo magro o permitia ser. A cada curva na construção, um comentário único era recitado em sua mente em uma tonalidade frágil e doentia, procurando guiá-lo na perseguição. Encontrou a porta de saída e, quando a abriu com um impacto dos ombros, o indivíduo pálido não mais corria. Agora, ele olhava para o céu com um riso alegre na feição, e sua voz atordoou Dan o suficiente para que recuasse um passo, hesitante.

- Conseguiu enxergar algo relativo a você nas estampas de meu terno além de escuridão e solidão, Daniel? Aposto que não.
- Não entendo. O que quer de mim?
- Apenas desejo que siga os seus sonhos, eles te mostrarão o caminho, não confie em ninguém além de si mesmo. Que o infinito o tenha, irmão.
- Espere, ei! - Tarde demais, a imagem reluzente do sujeito pálido se desfez em uma nuvem cinzenta, e no interior daquela névoa pode ver o seu destino por milésimos antes de despertar. Não tinha recebido qualquer informação sobre, mas tinha plena convicção do nome de onde devia estar; Acampamento Meio-Sangue.

Kansas, Overland Park - Hotel Winston (Agora acordado)

Parece que havia dormido o suficiente, visto que o sol já brilhava no céu quando abriu as cortinas do pequeno quarto do hotel do tio Gellert, reservado exclusivamente para Dan enquanto estudasse. Percorreu os longos corredores até encontrar o saguão principal, onde o tio já supervisionava a estadia dos clientes. Tossiu duas vezes quando o alcançou para sinalizar que estava de pé.
- Daniel, finalmente acordou. Vá ajudar Isabelle na cozinha, rápido.
- Tio... - Hesitou por um momento, o que foi o suficiente para Gellert estender a sobrancelha esquerda, curioso.
- Preciso chegar no Acampamento Meio-Sangue. - Os olhos do homem resplandeciam entusiasmo. Ele tomou Richtoff pelo pulso e gritou para Isabelle, sua filha.
- Belle, tome conta do hotel por hoje! Retornarei em breve! - E guiou o sobrinho até fora da propriedade, até a caminhonete estacionada na garagem enquanto a filha correspondia em tom irônico, engraçada como somente ela era.
- Espero que não vá comprar cigarros!


Acampamento Meio-Sangue (3/19) - Long Island

Daniel havia adormecido por grande parte da viagem, apenas acordando periodicamente para se alimentar na estrada, mas seus sonhos não foram relevantes. Enfim haviam chegado em seu destino e Gellert o chutou para fora da caminhonete com um sorriso simpático.
- Seja livre, criança! Talvez eu o visite, talvez não! Pensei que sua mãe estava louca quando me falou sobre esse lugar! - E disparou com a caminhonete, acenando.

Quando Richtoff foi encontrado pela Patrulha da Fronteira, uma tocha brilhando em dourado e repleta por uma névoa pálida destacava-se por cima de sua cabeça.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Bianca H. Somerhalder em Qua 21 Mar 2018, 21:34

Daniel Richtoff: aprovado como filho de Hipnos.

Pra ser sincera, eu achei sua ficha um tanto quanto rápida, sem muitas informações sobre sua história e personalidade. De qualquer modo, não pude encontrar erros muito grandiosos na narração que te fizessem ser reprovado. Queria ressaltar apenas algumas coisas que notei:

1) você usa hífen (-) no lugar do travessão (—), sendo que este último é utilizado tanto para iniciar falas quanto para separar orações. Corrija isso em posts futuros, pois é errado utilizar o primeiro sinal nessas ocasiões;

2) na frase "Daniel Richtoff é um adolescente de personalidade inconfundível - suas ambições visionárias apresentam-se como ideias de outro mundo para as pessoas de mentalidade limitada - para os capazes de raciocinar tão alto quanto ele [...]", você simplesmente iniciou uma nova frase após o hífen (que deveria ser travessão), não retornando o sentido iniciado na primeira oração. Mesmo que utilize esse tipo de estrutura, ainda deve dar continuidade à frase;

3) caso não saiba, agora o Acampamento pertence a Éris, e não aos Olimpianos. Se não estiver ciente dos últimos acontecimentos, leia os tópicos sobre para melhores informações.

Tirando isso, meus parabéns. Você foi aprovado!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zeus em Qua 21 Mar 2018, 22:31


atualizado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Allyson Pratt em Qui 22 Mar 2018, 15:50


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Perséfone, a deusa se encaixa na trama do personagem e poderá trazer benefícios a mesma.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Olhos escuros, pele clara e cabelos sempre arrumados, Allyson é um garoto comum que pode passar despercebido na maioria das vezes. As surras da vida deixaram seu olhar triste, podendo ser até amedrontador em alguns momentos.

Psicológicas: Seu psicológico está evoluindo para um lado rebelde, devido todos seus traumas que passou a viveu desde que descobriu que é um semideus. É retraído e não costuma ter vida social ou amigos (apenas Joshua). No momento, ele tem pequenas esperanças de que as coisas podem dá certo para ele, mas tudo parece conspirar para que ele tenha a pior vida possível e seja sempre sozinho.

— História do Personagem:

Allyson Pratt despertou um fino sorriso em sua boca quando viu aquela cena; Joshua, seu antigo companheiro de quarto, corria em sua direção com nada mais nada menos que três monstros em seu encalço. Para o semideus aquilo era engraçado por diversos motivos, em primeiro lugar estava o fato de que Joshua tinha optado por deixa-lo sozinho no mundo e ir para um lugar que ele dizia ser “seguro”, o acampamento meio-sangue, enquanto Allyson tinha escolhido ficar no mundo que considerava real.

Mas, diante das circunstâncias, o acampamento não era lá muito seguro, Joshua tinha voltado para debaixo das asas de Allyson. Os dois amigos tinham agora uma importante tarefa: se livrar daqueles três Ciclopes.

— Bom revê-lo, Joshua — o sorriso na boca de Allyson ainda estava lá, mas tinha o claro significado de ‘então você resolveu voltar, não é mesmo’.

— Imaginei que você não conseguiria viver sem mim — Joshua estava ofegante, mas, se observasse bem, poderia notar que o jovem também estava feliz em rever o amigo.

Aquele dia definitivamente não estava nos planos de Allyson. Lutar contra três monstros e rever Joshua não eram as coisas que ele tinha pensado em fazer quando se acordou naquela manhã de terça-feira. Tudo seria simples para o rapaz de 18 anos; sairia daquele hotel no qual estava hospedado havia semanas, fingiria que iria voltar em breve, mas aquela faxineira nunca mais o veria, tomaria um expresso em uma cafeteria que ficava no final da rua, como tinha feito nas últimas semanas, depois iria em direção ao aeroporto onde esperaria um voo para o mais longe possível de Nova York.

Mas seus planos foram completamente mudados quando viu Joshua virar a esquina onde ficava a cafeteria. Sem olhar para trás, o garoto corria desesperadamente como se já soubesse exatamente onde deveria ir.

E ali estavam os dois amigos em busca da vida. Amigos... Allyson não considerava Joshua exatamente um amigo, estava mais para Garoto Que Sobrevive Comigo. Os dois tinham vencido muitos monstros juntos, mas nenhum deles pestanejou quando surgiu a oportunidade de cada um seguir seu caminho. Já o destino tinha feito outros planos para eles.

Os dois estavam de costas um para o outro e cercados pelos três monstros.

— Você pega o da direita... E eu pego os outros dois.

Parecia um bom plano, Joshua era o mais forte e daria conta de dois monstros facilmente, especialmente por ser filho de Apolo.

Tudo acabou tão rápido quanto começou. O filho do sol tirou seu arco das costas e começou a atirar uma saraiva de flechas no monstro mais próximo. As primeiras acertaram o pé do gigante o impedindo de continuar a correr. No fim, caiu no chão com um urro de dor. Antes do golpe final, Joshua começou a lançar mais e mais flechas na direção do segundo monstro da mesma maneira. Quando terminou, os dois estavam com várias flechas pelas pernas e soltando um grito de dor agoniado e monstruoso.

Já Allyson tinha pegado sua faca da cintura e a manuseava com certa destreza na qual tinha conquistado nos últimos meses desde que saiu de casa. Desde que saiu de casa...

A história de Allyson se baseava na tristeza desde que nasceu. Tinha sido abandonado pela mãe – uma ferida que nenhum curandeiro poderia  estancar– e abusado pelo seu maldito pai até o dia de sua morte. Quando enfim seu pai morreu pelas mãos de um monstro, tudo poderia ter caminhado para o bem... Iria segurar a mão de seu irmão e juntos continuariam a viver na melhor forma que conseguissem. Mas seu irmão, Tobias, fugiu sem nem mesmo olhar para trás, tinha ido para o acampamento meio-sangue.

Logo após isso, Allyson andou perdido pelo mundo, até ser adotado por uma simpática família. Mas o semideus estava ficando cada vez mais forte e os monstros apareciam cada vez mais... Não poderia colocar aquela família em risco, por isso fugiu. Novamente, sem esperanças, Allyson se refugiou no apartamento de Joshua, e assim os dois começaram a sobreviver juntos.

Todos esses pensamentos de sua história passaram pela cabeça do garoto durante aquela luta. Mas por que tinha lembrado de tudo isso justamente naquele dia, naquele momento... Quando piscou os olhos e voltou a si, sua faca estava cravada no ombro direito do gigante caído. Ele tinha algumas flechas pelo corpo, mas ainda estava consciente e tentou morder o semideus, mas suas feridas o deixaram lento e tudo que conseguiu foi arranhar o garoto. Allyson tirou a faca com certa dificuldade e a abaixou novamente com toda a força, usando as duas mãos, no peito do monstro.

Joshua finalizava os outros dois monstros naquele mesmo momento. Apenas um silêncio pairou nos dois quando tudo acabou. A rua estava deserta, assim como os sentimentos de ambos.

— E o acampamento? — perguntou Allyson, tentando esconder o toque de magoa que possuía. Não deixaria transparecer, tinha se aguentado até aquele momento.

— O acampamento... O acampamento caiu. Sinto muito, Allyson, pelo seu irmão...

O acampamento tinha caído... Como o lugar mais seguro do mundo tinha caído, como? Não podia ser verdade, aquilo não podia ser verdade! Tudo que restava para Allyson era seu irmão, seu maldito irmão! Além de tê-lo abandonado, Tobias ainda tinha morrido. Para o semideus, isso era imperdoável.

— Sente muito pelo meu irmão? — o semideus cuspiu aquelas palavras como se fosse lixo — Não se preocupe, Joshua. Eu não tenho irmão.

Assim que sua frase terminou, Joshua passou a encara-lo mais do que já tinha feito. Os olhos do garoto, assim como todo seu corpo, estavam sendo iluminados por um estranho brilho violeta que parecia vir de...

— Allyson... Você... Você é filho de Perséfone.

Foi quando Allyson notou que o brilho vinha, na realidade, de algo no alto de sua cabeça. Sua mãe finalmente o tinha reclamado... Perséfone... O garoto tinha esperado tanto tempo por isso, desde que era uma simples criança sem mãe. Seu sonho sempre tinha sido saber quem era... Perséfone... Nos olhos de Allyson o brilho violeta era inconfundível, ele não estava feliz. Era como se aquele garotinho que sonhava com a mãe tivesse desaparecido e quem assumia o lugar era um jovem sem esperança de que as coisas pudessem alguma vez simplesmente darem certo.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jeremiah Dahmer em Qui 22 Mar 2018, 16:45

Allyson Pratt: reprovado como filho de Perséfone.

No geral, sua ficha cumpriu os requisitos para uma aprovação. Você possui um bom senso de certo e errado quanto a ortografia, então, por mais que eu sempre deseje encontrar tais erros em textos alheios, não tenho do que reclamar. Quanto ao background em si, posso dizer que a história de Allyson é uma infelicidade, embora ele próprio seja o esteriótipo de criança rebelde. Isso, junto com a trama de Tobias — posso supor que se trata de uma relação entre o irmão bom e o irmão mau — e com os acontecimentos atuais pode acrescentar gosto e desejo em continuar acompanhando a trajetória de Allyson. Portanto, parabenizo-o pela fluidez do texto.

O único fator que realmente me incomodou em sua ficha foi a situação envolta dos três ciclopes. Sim, não é necessário toda uma luta bem detalhada em uma ficha de reclamação, já que o principal pedido é o reconhecimento do deus sob o filho, no entanto, você encaixou a presença dos monstros para matá-los facilmente, sem narrar a maioria dos movimentos de Allyson, achando que isso poderia ser substituído por um trecho contendo lembranças do personagem. Atente-se a isso pois muitos avaliadores gostam de saber como a personagem do player se safou de uma luta.

Quanto à aprovação, infelizmente não poderei concedê-la. Além de possuir uma avaliação rigorosa, você deixou passar um detalhe importantíssimo que é a descrição detalhada do símbolo de reclamação da deusa. Por tal motivo, peço para que refaça sua ficha acrescentando tal detalhe. Afinal, seu personagem viu o símbolo, abrindo brecha para uma descrição bem detalhada. Só assim poderei aprová-lo.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Allyson Pratt em Qui 22 Mar 2018, 22:29


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Perséfone, a deusa se encaixa na trama do personagem e poderá trazer benefícios a mesma.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Olhos escuros, pele clara e cabelos sempre arrumados, Allyson é um garoto comum que pode passar despercebido na maioria das vezes. As surras da vida deixaram seu olhar triste, podendo ser até amedrontador em alguns momentos.

Psicológicas: Seu psicológico está evoluindo para um lado rebelde, devido todos seus traumas que passou a viveu desde que descobriu que é um semideus. É retraído e não costuma ter vida social ou amigos (apenas Joshua). No momento, ele tem pequenas esperanças de que as coisas podem dá certo para ele, mas tudo parece conspirar para que ele tenha a pior vida possível e seja sempre sozinho.

— História do Personagem:

Allyson Pratt despertou um fino sorriso em sua boca quando viu aquela cena; Joshua, seu antigo companheiro de quarto, corria em sua direção com nada mais nada menos que três monstros em seu encalço. Para o semideus aquilo era engraçado por diversos motivos, em primeiro lugar estava o fato de que Joshua tinha optado por deixa-lo sozinho no mundo e ir para um lugar que ele dizia ser “seguro”, o acampamento meio-sangue, enquanto Allyson tinha escolhido ficar no mundo que considerava real.

Mas, diante das circunstâncias, o acampamento não era lá muito seguro, Joshua tinha voltado para debaixo das asas de Allyson. Os dois amigos tinham agora uma importante tarefa: se livrar daqueles três Ciclopes.

— Bom revê-lo, Joshua — o sorriso na boca de Allyson ainda estava lá, mas tinha o claro significado de ‘então você resolveu voltar, não é mesmo’.

— Imaginei que você não conseguiria viver sem mim — Joshua estava ofegante, mas, se observasse bem, poderia notar que o jovem também estava feliz em rever o amigo.

Aquele dia definitivamente não estava nos planos de Allyson. Lutar contra três monstros e rever Joshua não eram as coisas que ele tinha pensado em fazer quando se acordou naquela manhã de terça-feira. Tudo seria simples para o rapaz de 18 anos; sairia daquele hotel no qual estava hospedado havia semanas, fingiria que iria voltar em breve, mas aquela faxineira nunca mais o veria, tomaria um expresso em uma cafeteria que ficava no final da rua, como tinha feito nas últimas semanas, depois iria em direção ao aeroporto onde esperaria um voo para o mais longe possível de Nova York.

Mas seus planos foram completamente mudados quando viu Joshua virar a esquina onde ficava a cafeteria. Sem olhar para trás, o garoto corria desesperadamente como se já soubesse exatamente onde deveria ir.

E ali estavam os dois amigos em busca da vida. Amigos... Allyson não considerava Joshua exatamente um amigo, estava mais para Garoto Que Sobrevive Comigo. Os dois tinham vencido muitos monstros juntos, mas nenhum deles pestanejou quando surgiu a oportunidade de cada um seguir seu caminho. Já o destino tinha feito outros planos para eles.

Os dois estavam de costas um para o outro e cercados pelos três monstros.

— Você pega o da direita... E eu pego os outros dois.

Parecia um bom plano, Joshua era o mais forte e daria conta de dois monstros facilmente, especialmente por ser filho de Apolo.

Tudo acabou tão rápido quanto começou. O filho do sol tirou seu arco das costas e começou a atirar uma saraiva de flechas no monstro mais próximo. As primeiras acertaram o pé do gigante o impedindo de continuar a correr. No fim, caiu no chão com um urro de dor. Antes do golpe final, Joshua começou a lançar mais e mais flechas na direção do segundo monstro da mesma maneira. Quando terminou, os dois estavam com várias flechas pelas pernas e soltando um grito de dor agoniado e monstruoso.

Já Allyson tinha pegado sua faca da cintura e a manuseava com certa destreza na qual tinha conquistado nos últimos meses desde que saiu de casa. Desde que saiu de casa...

A história de Allyson se baseava na tristeza desde que nasceu. Tinha sido abandonado pela mãe – uma ferida que nenhum curandeiro poderia  estancar– e abusado pelo seu maldito pai até o dia de sua morte. Quando enfim seu pai morreu pelas mãos de um monstro, tudo poderia ter caminhado para o bem... Iria segurar a mão de seu irmão e juntos continuariam a viver na melhor forma que conseguissem. Mas seu irmão, Tobias, fugiu sem nem mesmo olhar para trás, tinha ido para o acampamento meio-sangue.

Logo após isso, Allyson andou perdido pelo mundo, até ser adotado por uma simpática família. Mas o semideus estava ficando cada vez mais forte e os monstros apareciam cada vez mais... Não poderia colocar aquela família em risco, por isso fugiu. Novamente, sem esperanças, Allyson se refugiou no apartamento de Joshua, e assim os dois começaram a sobreviver juntos.

Todos esses pensamentos de sua história passaram pela cabeça do garoto durante aquela luta. Mas por que tinha lembrado de tudo isso justamente naquele dia, naquele momento... Quando piscou os olhos e voltou a si, sua faca estava cravada no ombro direito do gigante caído. Ele tinha algumas flechas pelo corpo, mas ainda estava consciente e tentou morder o semideus, mas suas feridas o deixaram lento e tudo que conseguiu foi arranhar o garoto. Allyson tirou a faca com certa dificuldade e a abaixou novamente com toda a força, usando as duas mãos, no peito do monstro.

Joshua finalizava os outros dois monstros naquele mesmo momento. Apenas um silêncio pairou nos dois quando tudo acabou. A rua estava deserta, assim como os sentimentos de ambos.

— E o acampamento? — perguntou Allyson, tentando esconder o toque de magoa que possuía. Não deixaria transparecer, tinha se aguentado até aquele momento.

— O acampamento... O acampamento caiu. Sinto muito, Allyson, pelo seu irmão...

O acampamento tinha caído... Como o lugar mais seguro do mundo tinha caído, como? Não podia ser verdade, aquilo não podia ser verdade! Tudo que restava para Allyson era seu irmão, seu maldito irmão! Além de tê-lo abandonado, Tobias ainda tinha morrido. Para o semideus, isso era imperdoável.

— Sente muito pelo meu irmão? — o semideus cuspiu aquelas palavras como se fosse lixo — Não se preocupe, Joshua. Eu não tenho irmão.

Assim que sua frase terminou, Joshua passou a encara-lo mais do que já tinha feito. Os olhos do garoto, assim como todo seu corpo, estavam sendo iluminados por um estranho brilho violeta que parecia vir de...

— Allyson... Você... Você é filho de Perséfone.

Foi quando Allyson notou que o brilho vinha, na realidade, de algo no alto de sua cabeça. Uma flor iluminava como uma lanterna, exibindo suas cores roxas e rosas. Sua mãe finalmente o tinha reclamado... Perséfone... O garoto tinha esperado tanto tempo por isso, desde que era uma simples criança sem mãe. Seu sonho sempre tinha sido saber quem era... Perséfone... Nos olhos de Allyson o brilho violeta era inconfundível, ele não estava feliz. Era como se aquele garotinho que sonhava com a mãe tivesse desaparecido e quem assumia o lugar era um jovem sem esperança de que as coisas pudessem alguma vez simplesmente darem certo.


obs:
A "dificuldade" da reclamação se deu por conta de Allyson ser upado ter a companhia de um filho de Apolo upado tbm

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jeremiah Dahmer em Qui 22 Mar 2018, 22:53

Allyson Pratt: aprovado como filho de Perséfone.

Mantenho os mesmos pontos a serem considerados na avaliação passada. Acrescentando que a observação quanto ao duelo contra os ciclopes não foi uma crítica à dificuldade em si, mas sim a forma como você simplesmente cortou a narração, substituiu por uma lembrança e deixou vago a forma como Allyson avançou contra o monstro.

No mais, parabéns pela reclamação.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maya Kaznia em Sex 23 Mar 2018, 02:02


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Olá! Bom, desejo ser reclamada por Phobos, a personificação do medo. Bom, tenho desenvolvido a personagem à meses, e acredito que Phobos caiu como uma luva nela. Tirando que, o medo é uma arma poderosa ao meh ver. Quando ele se apodera dos alicerces da alma, deus e mortal, clamam igualmente por descanso.


— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Abigail Asiferi é uma garota de estatura média, 1,69. Olhos cor de mel, um pouco esverdeados, que são um pouco puxados. Os cabelos castanhos, como caramelo, caem até abaixo dos ombros, numa cascata doce. Tem um corpo magro porém forte, lábios carnudos. Um nariz pequeno e arrebitado, como o de um coelho.

Características Psicológicas: Abigail é carrancuda e orgulhosa. Costuma passar pelos lugares sem chamar atenção, vivendo em anonimato. Quando perguntam por ela, a resposta costuma ser: "Quem?!". Tem muita raiva reprimida, por conta de uma mãe insana. Mas mostra seu melhor lado aos amigos, um lado doce e fiel.

— História do Personagem:

Margareth Asiferi foi uma diretora e roteirista que atingiu um bom sucesso com seus filmes de terror. A obra de sua vida consistia em uma sequência de filmes, um para cada fobia. Era apaixonada pelo medo desde pequena, sentia prazer nele. Tinha uma beleza sútil, sensual nos pequenos traços e atitudes, assim como a filha. Naturalmente, chamou a atenção de Phobos. O deus se fez aparecer na forma de um entusiasta de seu trabalho, e aos poucos, conquistou o coração de Margareth. Após a possuir, satisfazendo seus desejos carnais, provocou todo tipo de dantescas alucinações. A mulher caiu em loucura, vivia tagarelando sobre revoadas de leões e coisas igualmente insanas. A filha, que exalava a aura do pai, ganhou rapidamente seu asco e desprezo. Um dia, fugiu do internato onde era interna. Andando pelas ruas da cidade, de cabeça baixa e palmos embolsados. Pensava sobre sua situação, onde iria agora que se via livre de minhas rédeas. Passou por um beco, e nele, viu uma figura humana, bem lá no fundo. Parou de andar, encarando o negrume, que ali, parecia quase sólido. Ouviu uma risada grossa, e nisso, seu coração gelou. Logo em seguida, um grito estridente, que se assemelhava à unhas contra o quadro negro. Do negrume, saiu, ou melhor, rastejou uma mulher de corpo reptiliano e duas pernas que... Deuses, caudas de cobras... Em uma mão, carregava uma lança, e em outra, uma rede com pesos, que era conectada a sua mão por um fio. Num movimento extremamente ágil, jogou lhe a rede, que a atirou contra o chão, e ali a prendeu. Sibilando, aproximou-se, erguendo a lança e a colocando próxima do nariz de Abigail. Erguendo-a, fez menção de cravar ela em seu crânio, até que algo inusitado aconteceu. Uma flecha, varou o ar, zunindo em velocidade. Cravou-se contra a mão munida da grotesca mulher, parando o seu golpe. Depois, de outra direção, veio outra flecha, rasgando o ar e emitindo um som grave. A mulher, que virou um pó cor de amarelo em sua frente, estava derrotada. O pó, formando um montinho no chão, lotou o rosto da garota, que tussia imobilizada. Durante dois silenciosos (e aterrorizantes) minutos, garotas com arcos e flechas começaram a aparecer, com um ar cauteloso. Uma delas se aproximou, e disse algo como "Uma mortal, essa aqui?" e uma voz à direita de Abigail respondeu "Não... Eu vejo a aura dela. Está fraca, no entanto. Não deve ter sido reclamada ainda. Hum... Essa aura... É ligada à Ares, por certo. Mas não sei defin-". E foi interrompida, uma luz se fez em volta da prole do medo, algumas se afastaram. A mesma voz que falara sobre auras, tornou a se fazer ser ouvida. "Bom, eu estava certa. É um prazer, filha de Phobos". A rede, que exauria suas forças nas tentativas de se soltar, acabou por fim, desacordando a garota. Teve um sonho estranho, sobre entrar numa floresta, sobre uma deusa grega, era Ártemis? Não importava, que sonho esquisito ela tinha tido... Quando acordou, o Sol já raiava, resplandecente ao céu. Quando abriu os olhos, e olhou em volta, viu um ambiente desconhecido. Parecia um hospital, e cheirava muito bem. Caminhou lentamente para fora, a confusão tomando conta. Ela não sabia ainda, mas havia por fim, chegado onde todos do seu tipo chegam um dia. Havia chegado no Acampamento Meio-Sangue.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jeremiah Dahmer em Sex 23 Mar 2018, 02:24

Maya Kaznia: reprovada como filha de Fobos.

Primeiramente, bem-vinda ao fórum, Maya. Espero que você se divirta.

Bem, eu notei alguns erros em sua ficha logo no início, nas perguntas. Mesmo se tratando de uma primeira narração e uma ficha de reclamação, creio que as ressalvas que estou acostumado a dar em missões possam ser encaixadas aqui. Vamos lá:

Evite repetição de palavras não só em um único trecho, mas em dois. Por exemplo, o uso do adjetivo Bom na primeira e na segunda frase da pergunta número um. Bom, desejo ser reclamada por Phobos, a personificação do medo. Bom, tenho desenvolvido [...]. Muitas vezes é aconselhável que palavras repetidas sejam substituídas por um sinônimo que não mude o sentido da frase. Mas neste caso citado, o que eu aconselharia seria a retirada do Bom na segunda frase, sendo um adjetivo descartável para a ocasião.

Ainda na primeira pergunta, atente-se a erros bobos como no seguinte trecho: "Tirando que, o medo é uma arma poderosa ao meh ver."

Algo que é muito cobrado aqui é o espaço entre parágrafos e, como notamos, o seu texto não dispõe de nenhum. Sugiro que deixe sempre um espaço entre eles, onde o mínimo de linhas para a separação de dois parágrafos seja cinco (5). Isso não apenas deixa o texto atrativo, como o torna fluído na leitura.

Algo que não entendi em sua história foi o trecho a seguir: "Pensava sobre sua situação, onde iria agora que se via livre de minhas rédeas." Pois em todo o texto foi narrado em terceira pessoa, isso é muito descontado em missões, quando não há uma explicação plausível — exemplo de explicação plausível: narrador participante, ou seja, um terceiro personagem da sua trama narrando a vida de Maya e que tenha ligação direta com ela, nesse caso.

Em relação à luta, devo parabenizá-la, pois mesmo se tratando de uma ficha curta, eu gostei do detalhamento. Mas o mesmo detalhamento foi ausente na descrição da reclamação. O aconselhável é que você não narre apenas a reclamação acima da cabeça da personagem, mas também o símbolo do deus. Esse motivo já seria o suficiente para reprová-la, mas há outros a serem citados.

Você resumiu bastante a história da sua personagem. Se tratando de ficha, não pedimos o background da vida de Maya, apenas o momento de reclamação. No entanto, como você se dispôs a narrar do nascimento até a reclamação, devo atentá-la quanto a isso. Nenhuma ficha costuma ser aprovada em tamanho tão resumido.

Isso, junto aos outros fatores, me fez reprová-la. Não desista e envie-nos a ficha novamente, dessa vez revisada.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zeus em Sex 23 Mar 2018, 02:39

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Eleonor Moonlight em Sex 23 Mar 2018, 17:51


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Hefesto, o deus das forjas e tecnologia. Os filhos de Hefesto são naturalmente criativos - pelo menos no que diz respeito a novas maquinas, tecnologias e armas - e talentosos com tudo o que envolve os itens supracitados, o que me atrai bastante e é coerente com a ideia central da personagem. Independente de serem fisicamente fortes, o que é uma característica inegável a partir de certo ponto devido ao trabalho nas forjas, eles costumam usar várias maneiras de superar as dificuldades que não se resume, pura e simplesmente, a força bruta e/ou violência. As crias de Hefesto inovam a todo instante as formas de obter e fazer as coisas, seja usando maquinas ou outros meios parecidos para tal.

— Perfil do Personagem:
Características Físicas: Eleonor possui cabelos ruivos ondulados, que lhe descem até o meio das costas. Sua pele é clara como a neve, destacando seus olhos verdes e os lábios pequenos e rosados. Com um metro e sessenta e quatro de altura e pesando sessenta quilos muito bem distribuídos em seu corpo atlético, a semideusa é magra e baixa quando comparada ao que esperam de um filho de Hefesto, mas não se enganem com sua aparência pouco ameaçadora - sua aparência menos intimidadora não é sinônimo de incapacidade de se defender sozinha ou fraqueza de sua parte. Apesar de não possuir o mesmo nível de beleza que filhos de Afrodite ou Eros, possui uma aparência agradável e um corpo feminino, com a cintura fina, bons quadris e seios pequenos para moderados. Seu corpo mostra sinais claros de que a jovem treina sim, com os braços ligeiramente definidos e a barriga "de tanquinho", tal como pernas bem torneadas.

Características Psicológicas: Eleonor é uma garota inteligente e amigável, com uma personalidade alegre e que gosta de ajudar aqueles ao seu redor. Apaixonada por tecnologias e livros, dedica parte de seu tempo a leitura e ao estudo de novas tecnologias e meios de utiliza-los sem atrair monstros. Com uma curiosidade insaciável e mente ativa parece intensificar mais o TDAH da semideusa, impedindo-a de ficar parada por muito tempo - especialmente quando ela poderia estar buscando novos conhecimentos ou forjando armas e equipamentos, seja para si ou para outros semideuses. Além disso, é bastante preocupada com seus amigos e irmãos, prestando-lhes ajuda sempre que pode e mostrando-se interessada em seu bem-estar. Outra característica marcante é sua paixão por projetos de armas e tecnologias diversas - não só armas, como também maquinas em geral e outras formas de tecnologia - e a dama tende sempre a pensar em meios de melhorar o que já está disponível para os semideuses.

— História do Personagem:
Era uma bela noite de verão quando o choro de Eleonor preencheu o ar, anunciando seu nascimento a quem quisesse saber. Katherine estava desacordada quando a filha nasceu, devido a anestesia dada para realizar a cesária, e apenas viu a criança horas mais tarde, quando a trouxeram para si. A pequena criança, a humana ficou aliviada em saber, não lembrava seu amante fisicamente e seu marido não perceberia que não era filha dele. Sim, a mulher sabia que o marido ficaria furioso se soubesse que a única criança que ela não havia abortado não era sua filha legitima. Mas quem precisava saber daquele detalhe além dela, Hefesto e, no futuro, a própria criança?

Guardando o segredo a sete chaves, Eleonor foi criada em uma família inglesa rica e bem sucedida no ramo dos jogos para computador. Em alguns anos, a Bluehands chegava próxima a empresas como Tencent e Microsoft. Seu presidente, sério e ganancioso, passava mais tempo no trabalho e com amantes do que em casa, com a família. Não que Katherine ou Eleonor sentissem falta do homem. Na realidade, agradeciam a ausência dele quase todos os momentos, pois só assim encontravam paz. Richard se tornara violento com o passar dos anos e descontava suas frustrações em sua esposa e filha, fingindo para os de fora que tudo estava bem. Mas aquele terror não iria durar para sempre.

Durante os anos de agressão, Katherine reunia dinheiro com ajuda da própria família e amigos na empresa, que não gostavam das ações de Richard. E, em segredo, comprou uma casa nos E.U.A. em nome da filha, para onde se mudaria com a pequena Eleonor. A pequena garota apenas precisava continuar fingindo que estava tudo normal e que a vida familiar era ótima ao mundo, além de não deixar o padrasto descobrir o que ela e a mãe fariam assim que a jovem possuísse mais idade e compreendesse o que estava ocorrendo.

Quando ela completou dez anos, tudo se desenrolou depressa. A mulher deixara a filha com a mãe mais cedo, do outro lado da cidade, e pedira ao irmão, Jeremy, que levasse a criança a cidade vizinha e se hospedassem em um hotel, sem levar nada com eles além de documentos. Quando Richard chegou, a mulher e ele brigaram por causa, mais uma vez, das traições e ela saiu de casa, reclamando alto para quem quisesse ouvir na rua. Sim, aquilo era importante, pois na manhã seguinte foi noticiado um acidente com o carro dela e, dentro, um corpo carbonizado demais para ser reconhecido. Apesar de morrer não ser parte do plano, era intenção da mulher que parecesse que houve um acidente seguido de morte.

Jeremy saiu com a criança do país, usando identidades falsas obtidas através de um amigo, e foram para casa nos Estados Unidos. Por anos, a criança de Richard foi procurada sem nunca ser encontrada e todos acharam que havia sido sequestrada ou morta em algum processo. Ao procurarem o tio, pouco após a morte de Katherine, ele já havia regressado a Londres, tendo deixado a jovem com um casal de amigos de confiança. Mesmo que o ganancioso padrasto da semideusa tivesse certeza que a filha de criação estava viva, ele nunca foi capaz de encontrar. Mas os crimes cometidos contra a esposa e filha começaram a ser revelados e tudo que tivera até aquele dia ruíram, primeiro devagar e depois virando uma bola de neve em constante aumento. Preso e destruído, agora deixaria a única "família" que ainda tinha em paz, longe de suas garras e totalmente anonima em outro país.

Dois anos após a morte da mãe, a jovem foi encontrada por um dos sátiros rastreadores do Acampamento Meio-Sangue e levada para a segurança das barreiras. Por algumas semanas, a garota ficara como indefinida até, durante um treino de machados, ser reclamada por Hefesto. Desde então, habita o chalé oito com seus meio-irmãos.
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Re: Ficha de Reclamação

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