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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.




 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 



Deuses / CriaturasAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresComum
Centauros(as)Comum
DeimosComum
DeméterComum
DespinaRigorosa
DionísioComum
Dríades (apenas sexo feminino)Comum
ÉoloComum
EosComum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)Comum
HadesEspecial (clique aqui)
HécateRigorosa
HéraclesComum
HefestoComum
HermesComum
HéstiaComum
HipnosComum
ÍrisComum
LegadosComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
NyxRigorosa
PerséfoneRigorosa
PhobosComum
PoseidonEspecial  (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)Comum
SeleneComum
TânatosComum
ZeusEspecial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses, criaturas ou legados. Aqui, ressaltamos e relembramos a existência de um sistema de Legados no fórum. Com as recentes mudanças na ambientação do fórum, também, deixamos aqui explícito que os novatos que decidirem seguir para o acampamento, estarão vivendo sob a tutela e regência de Éris. Os que desejarem ser guiados por Quíron e campistas aliados do Olimpo, devem seguir para o Clube da Luta. Mais informações no tópico de trama geral do fórum.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Joseph K. Napier em Sex 30 Mar 2018, 15:05


avaliação



Lane H. Thompson - Reprovado como filho de Macária
Sua narrativa é boa, mas a história não foi bem desenvolvida. como você pode ver, a ficha para filhos de Macária tende a ser mais rigorosa, uma história com três parágrafos não seria aprovada - mesmo que para outro deus. Trabalhe sua trama. Preencha lacunas, narre com mais solidez e tente novamente, não desista! Qualquer coisa, mande uma MP, ficarei feliz em ajudá-lo.

sim adam, roubei o template


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Éris em Sab 31 Mar 2018, 19:13


atualizado





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Noha Brown em Dom 01 Abr 2018, 16:03


FICHA DE RECLAMAÇÃO
Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eu desejo ser reclamado por Eos, porque acho que a deusa simboliza algo muito legal e importante que eu gostaria de simbolizar também e usar como fonte de poder, o amanhecer.


— Perfil do Personagem :

- Características Físicas:

Noha tem uma altura e um peso razoavél para a sua idade. Tem os cabelos claros e olhos azuis boca pequena e um nariz algo grande.

- Características Psicológicas

Noha foi muito afetado por nunca ter conhecido os pais e sempre ter vivido com os avós tentando ser sarcástico e engraçado para se distrair disso mas por conta de suas anedotas não consegue levar uma conversa a sério e é meio infantil.

Ele sente que tem de ser bom em tudo e influenciado por sua avó é meio prefecionista e as coisas que os avós ensinaram para ele não param por ai. O avô sendo um pescador Nova Iorquino é meio agressivo e brusco no que toca a falar co pessoas novas. Ele sabe que não deve mas Noha lê os policiais antigos da biblioteca dos avós e então ele fica desconfiado muito facilmente.

Quando Noha vai para a casa dos tios em Boston ele se sente mais calmo, pois já não sente medo em relação aos arranha-céus que parecem desabar sobre ele criando assim o medo de Noha das alturas.
Em Boston Noha também gosta de se pôr na janela obsrevando o horizonte bem cedo lhe dando mais força para começar o dia.

— História do Personagem:

Noha nasceu em Glasgow e nunca conheceu os pais devido a um acidente que estes tiveram na autoestrada ao irem para Londres. Noha tinha apenas 2 meses e milagrosamente sobreviveu tendo escapado com apenas uma cicatriz nas costas. Estranhamente o acidente ocorreu de manhã cedo e não houve quaisquer vestígios de colisão no velho Peugeot dos Brown. Sem pais o pequeno Noha teve de ser entrege aos avós em Nova Iorque. Com o seu crescimento o garoto quis começar a investigar o que tinha acontecido realmente e sempre que se sentia em baixo olhava para o horizonte por cima dos predios mais baixos ou para as pessoas que pareciam formigas vistas do nono andar onde se encontrava a criança.

Numa pequena fase de sua vida Noha foi viver para Boston com os tios porque o avô teve um ataque cardíaco que demorou muito tempo para recuperar. Nessa sua fase da vida Noha começou a ler, não a ler livros de banda desenhada ou livros fantásticos como crianças de sua idade deveriam fazer, ele começou a ler livros de comédia stand-up, porque, ele sentia que o mundo tinha de ser alegre e mesmo com coisas más todos deveriam sorrir. Por causa desse seu entusiasmo o garoto começou a fazer espetáculos todas as manhãs para a familía.Ele era tão bom que no dia de seu 13º aniversário levaram Noha a um concurso de comédia em Long Island onde sua vida mudou completamente.

Nesse estranho dia Noha, ansioso e nervoso, ensaiou o máximo que pode olhando para o sol saindo do mar na praia de Long Island. Com o coração a bater a mil o garoto se dirigiu para a porta do teatro onde iria ocorrer o concurso, mas infelizmente , algo o empurrou para fora da area de alcançe de um jato de ácido. Esse algo era um homem normal mas com cascos no lugar dos pés que olhou por cima do ombro, cheirou algo no ar e agarrou em Noha como se este fosse um saco de batatas. Começou então a correr e a correr depressa de mais para o estomâgo do pequeno garoto que vomitou e olhou para o monstro que os seguia. O monstro era estranho (mas não mais estranho que um rapaz sendo levado ao colo de algo parecido com um bode), era uma combinação de cobra com homem, tinha corpo e cabeça de um homem moreno que malhava bem (agora si é um "monstro") e usava apenas um suporte paara colocar a espada que levava na mão. Já a parte de baixo era toda de cobra. Uma cauda verde esmeralda enrolada em fita branca. Este abriu a boca e uma língua bifurcada deixou escapar ácido.

Com muita certeza aquela coisa era perigosa e Noha só se importava com os saltos que o seu protetor dava. Este parecia que já tinha sido atacado pelo perseguidor a já algum tempo. Durante um tempo incerto o garoto esteve em perseguição que terminou com o homem-bode batendo numa árvore. " Estava tudo tão bem até agora..." pensou o garoto, "Porquê hoje?". Não teve tempo de pensar mais, pois o monstro investiu contra a árvore onde o bode desmaiara. Noha correu instintivamente para ajudar o bode mas o monstro queria-o a ele... Rolou para o lado e atacou cintura do inimigo se arriscando ser cortado ou atacado pelo ácido. O homem-cobra desorientado tentou tirar o garoto com sua mão o puxando pela camisa. Noha era persistente mas largou o inimigo e foi içado até a altura de sua cara. Frente a frente com o adeversário o garoto desferiu um soco alietoriamente acertando no nariz do homem-cobra e enquanto este se queixava Noha lhe roubou lâmina que usou para prender a cauda de cobra ao chão. O tempo que o monstro demorou para tirar a espada na cauda e continuar a perseguição foi o tempo de Noha levar o bode até uma colina alta onde se via ... Um campo de férias?

O homem-bode murmurou algo como: " casa...morangos... dríades... boa garoto...". Noha desceu a colina e sentiu algo como uma parede atravessando seu corpo e logo depois um grupo de garotos e garotas vieram salvar ao que chamaram um sátiro e logo de seguida levaram Noha até uma casa enorme do lado de um campo de morangos. Nessa casa um homem de cadeira de rodas veio até ao exterior e veio ajudar o garoto ferido.

Depois de algumas explicações como: "Você é um semideus, seus pais, um de seus progenitores é um deus e esse acampamente serve para treinar e proteger os semideuses como você." Noha se sentia algo melhor e pediu para lhe mostrarem o campo e quando passou pelos campos de morangos ainda via gotas de orvalho nas folhas, ainda era de manhã toda aquela aventura tinha se passado em pouco mais de uma hora e quando se aprecebeu disso muita gente estava olhando para a cabeça do semideus onde se viam portões abertos no meio das nuvens rosas da manhã. O senhor de cadeira de rodas que aparentemente se chamava Quíron disse logo:
- Os " Portões da Manhã" um dos simbolos de Eos! -  logo em seguida gritou - Deêm as Boas-Vindas a Noha Brown, Filho de Eos a deusa da Manhã e dos Portões do Amanhecer.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jason A. Hallows em Dom 01 Abr 2018, 16:45


avaliação


Noha Brown - Não reclamado;

Eu geralmente ignoro completamente a primeira pergunta da ficha, já que a reposta dela é simples e implícita — mesmo enchendo linguiça, você escolheu o deus x por ser de sua vontade. Às vezes alguns jogadores conseguem ser contundentes nesta resposta, tornando-a um pouco atrativa. Mas, na maioria das vezes, ela não faz diferença alguma na avaliação final.

Já as características, mesmo que não necessitem de todo um texto para descrevê-las, sempre prezo que os novatos não as deixem de lado e as façam por fazer. Notei que você fez isso na característica física, então — até mesmo para sua evolução dentro do jogo — peço para que não repita tal erro novamente. Aprofunde-se na sua personagem até o limite, seja criativo com as palavras. Atente-se também à utilização da vogal E para se dar continuidade a uma frase, por exemplo, no trecho a seguir:

@Noha Brown escreveu:Noha tem uma altura e um peso razoavél [correto seria: razoável] para a sua idade. Tem os cabelos claros e olhos azuis boca pequena e um nariz algo grande.

Neste caso, a vírgula seria muito bem-vinda no lugar do primeiro E. Além disso, ela devia ter sido usada para separar as características. Veja:

Noha tem uma altura e um peso razoável para a sua idade. Tem os cabelos claros, olhos azuis, boca pequena e um nariz algo* [*: ? não compreendi] grande.

Continuando, o uso correto de pontos é aperfeiçoado com o tempo, então não se preocupe, mas não relaxe.

Notei que você utiliza muito a palavra algo para definir alguma característica de sua personagem e, por vezes, isso foi desnecessário e sem nexo.

@Noha Brown escreveu:Noha se sentia algo melhor e pediu para lhe mostrarem o campo [...]

No mais, os erros já citados se repetiram extremamente ao longo do texto. Por esse motivo, por mais que sua história seja um tanto quanto aceitável, o reprovei. Peço para que não desista e poste sua ficha novamente, dessa vez com os erros descartados. Revise-a bem e peça a ajuda de players experientes.

Boa sorte.

Jason A. Hallows
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Noha Brown em Seg 02 Abr 2018, 10:48


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eu desejo ser reclamado por Eos, porque acho que a deusa simboliza algo muito legal e importante que eu gostaria de simbolizar também e usar como fonte de poder, o amanhecer.

— Perfil do Personagem :

- Características Físicas:

Noha é um rapaz atlético e alto para sua idade, por ainda ser uma criança seus muscúlos ainda não se notam tirando os abdominais. A pele macia e branca não consegue ficar muito bronzeada ficando no máximo vermelha. O rosto não tem traços muito estranhos nem incomuns. Tem olhos amendoados e azuis que realçam com os cabelos meio dourados. O nariz não é grande e sua boca é pequena.

- Características Psicológicas:

Noha foi muito afetado por nunca ter conhecido os pais e sempre ter vivido com os avós tentando ser sarcástico e engraçado para se distrair disso mas por conta de suas anedotas não consegue levar uma conversa a sério e é meio infantil.

Ele sente que tem de ser bom em tudo e influenciado por sua avó é meio prefecionista e as coisas que os avós ensinaram para ele não param por ai. O avô sendo um pescador Nova Iorquino é meio agressivo e brusco no que toca a falar co pessoas novas. Ele sabe que não deve mas Noha lê os policiais antigos da biblioteca dos avós e então ele fica desconfiado muito facilmente.

Quando Noha vai para a casa dos tios em Boston ele se sente mais calmo, pois já não sente medo em relação aos arranha-céus que parecem desabar sobre ele criando assim o medo de Noha das alturas.
Em Boston Noha também gosta de se pôr na janela obsrevando o horizonte bem cedo lhe dando mais força para começar o dia.

— História do Personagem:

Noha nasceu em Glasgow e nunca conheceu os pais devido a um acidente que estes tiveram na autoestrada ao irem para Londres. Noha tinha apenas 2 meses e milagrosamente sobreviveu tendo escapado com apenas uma cicatriz nas costas. Estranhamente o acidente ocorreu de manhã cedo e não houve quaisquer vestígios de colisão no velho Peugeot dos Brown. Sem pais o pequeno Noha teve de ser entrege aos avós em Nova Iorque. Com o seu crescimento o garoto quis começar a investigar o que tinha acontecido realmente e sempre que se sentia em baixo olhava para o horizonte por cima dos predios mais baixos ou para as pessoas que pareciam formigas vistas do nono andar onde se encontrava a criança.

Numa pequena fase de sua vida Noha foi viver para Boston com os tios porque o avô teve um ataque cardíaco que demorou muito tempo para recuperar. Nessa sua fase da vida Noha começou a ler, não a ler livros de banda desenhada ou livros fantásticos como crianças de sua idade deveriam fazer, ele começou a ler livros de comédia stand-up, porque, ele sentia que o mundo tinha de ser alegre e mesmo com coisas más todos deveriam sorrir. Por causa desse seu entusiasmo o garoto começou a fazer espetáculos todas as manhãs para a familía.Ele era tão bom que no dia de seu 13º aniversário levaram Noha a um concurso de comédia onde sua vida mudou completamente.

Nesse estranho dia Noha, ansioso e nervoso, ensaiou o máximo que pode olhando para o sol saindo do mar na praia de Nova Iorque. Com o coração a bater a mil o garoto se dirigiu para a porta do teatro onde iria ocorrer o concurso, mas infelizmente , algo o empurrou para fora da area de alcançe de um jato de ácido. Esse algo era um homem normal mas com cascos no lugar dos pés que olhou por cima do ombro, cheirou algo no ar e agarrou em Noha como se este fosse um saco de batatas. Começou então a correr e a correr depressa de mais para o estomâgo do pequeno garoto que vomitou e olhou para o monstro que os seguia. O monstro era estranho (mas não mais estranho que um rapaz sendo levado ao colo de algo parecido com um bode), era uma combinação de cobra com homem, tinha corpo e cabeça de um homem moreno que malhava bem (agora si é um "monstro") e usava apenas um suporte paara colocar a espada que levava na mão. Já a parte de baixo era toda de cobra. Uma cauda verde esmeralda enrolada em fita branca. Este abriu a boca e uma língua bifurcada deixou escapar ácido.

Com muita certeza aquela coisa era perigosa e Noha só se importava com os saltos que o seu protetor dava. Este parecia que já tinha sido atacado pelo perseguidor a já algum tempo. Durante um tempo incerto o garoto esteve em perseguição que terminou com o homem-bode caindo num bueiro. " Estava tudo tão bem até agora..." pensou o garoto, "Porquê hoje?". Não teve tempo de pensar mais, pois o monstro escorregou no mesmo buraco onde o bode caira. Noha saltou do ombro do bode mas o monstro queria-o a ele... Rolou para o lado e atacou cintura do inimigo se arriscando ser cortado ou atacado pelo ácido. O homem-cobra desorientado e no meio de água muito suja tentou tirar o garoto com sua mão o puxando pela camisa. Noha era persistente mas largou o inimigo e foi içado até a altura de sua cara. Frente a frente com o adeversário o garoto desferiu um soco alietoriamente acertando no nariz do homem-cobra e enquanto este se queixava Noha lhe roubou lâmina que usou para prender a cauda de cobra ao chão. O tempo que o monstro demorou para tirar a espada na cauda e continuar a perseguição pelos esgotos foi o tempo que Noha levou a fugir até um lugar "seguro". O homem-bode conseguiu explicar ao garoto que este era um ssemideus e que estavam no meio de uma guerra, tinham de chegar a um lugar chamado "Clube de Luta" e assim foi com o maior cuidado e medo de ter de correr mais pelas águas nojentas.

Depois de um ou dois quilometros os dois pararam na frente de uma porta de metal que podia facilmente ser confundida com a parede. Quando o bode bateu na port com uma sequência exata a porta abriu momentaneamente e o semideus seguiu o seu guia para dentro do Clube. A sala era enorme com uma catedral no meio de uma montanha com salas, mesas e armas espalhadas por todo o lado. Sabes lá de onde um homem de cadeira de cadeira de rodas tocou no ombro de Noha e lhe disse com uma voz rouca:
- Esse Clube serve pra treinar semideuses como você para lutarem em campo por isso se prepara... - O homem não teve tempo de falar porque de uma brecha no teto a luz da manhã iluminou o rosto do garoto e um portão aberto sobre nuvens rosas apareceu sobre a cabeça dele.
- O símbolo de Eos!!!- gritou alguém.
- Seja bem-vindo Noha Brown, filho de Eos - balbociou o homem de cadeira de rodas.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Isabelle Boutin em Seg 02 Abr 2018, 12:37


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Despina. A escolha se deu através de questões de pura afinidade com a deusa e toda a sua história. Creio que ser filha de uma progenitora como ela é uma grande chance de criar e jogar com um personagem bem pouco explorado. Ser prole de de um deus ou deusa menor é algo que poucos buscam, mas é uma escolha totalmente compensatória e que acarreta em grande fascínio por aqueles que a escolhem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Loira com os cabelos lisos, a jovem Isabelle nunca foi exatamente 'alta' em comparação as pessoas a seu redor. Não que se considerasse muito baixa, mas os seus longos 1,60 pareciam não ser o suficiente para alcançar lugares muito elevados. Com olhos grandes e brilhantes e bochechas quase sempre rosadas a jovem menina mulher, apesar de apreciar as próprias curvas, nunca foi de se exibir com roupas extravagantes ou decotes exagerados... Mas isso não significa que não goste de se cuidar. Raras são as ocasiões em que os lábios carnudos não estejam avermelhados, mesmo que muito fracamente. Bom, para resumir, a filha do gelo não é exatamente vaidosa, mas também não deixa de se arrumar quando pede a ocasião.

Características Psicológicas: Estressada, carinhosa, chata, meiga, implicante, divertida, descuidada, animada, boba... Bem, em uma única palavra Isabelle é extremamente camaleônica. Seu temperamento muda drasticamente em questão de segundos e o que poderia ser um encontro fofo pode passar a ser uma discussão ampla sobre toda e qualquer coisa do universo. Mas a jovem não muda sem motivos. Ela mesmo se define como um diamante de várias faces que é visto de acordo com a posição do observador. Cada um pode ter um prêmio dependendo da 'chave' que usa

— História do Personagem:

Hey... Você pode me ouvir? - No fundo eu tinha consciência de quão idiota eu deveria parecer... Mas acho que aqueles garotos e garotas já estavam acostumados - A senhora não sabe o quão estranho é jogar minha comida na fogueira enquanto meu estômago ronca e falar sozinha enquanto os outros me olham... Mas eu estou fazendo, não estou? Estou fazendo por... - Por ela? Não, eu não estava fazendo isso pela mãe que me abandonara quando eu era pequena e que nunca viera me visitar. Não estava fazendo isso pela mulher imortal que se sentara em seu trono e me vira rezar dia após dia para que ela estivesse bem quando ainda era muito pequena... Já fazia muito tempo que eu deixara de fazer tudo por ela. Eu fazia isso por mim. Estava fazendo isso para que quando eu me deitasse esta noite em algum lugar quente, onde outros jovens de minha idade também se deitavam sem remorso ou ódio, eu não tivesse que ouvir os lamentos pelo abandono ou os choros de saudades... Estava fazendo isso para que pelo menos uma vez em minha vida eu pudesse simplesmente dormir. Sem pesadelos, sem memórias, sem nada. Apenas dormir. - É, eu estou mesmo fazendo isso por mim. - Completei com os olhos baixos, suspirando com certo cansaço. Por que tinha que ser assim? Por que eu não podia ser normal? Por um momento uma pequena faísca de ódio brilhou em meu peito... Não ódio por minha mãe, mas ódio pelo que eu era, mas eu não seria assim se não fosse por ela. - Sabe, eu não me importo de ser egoísta dessa vez. Não me ocupo em negar e dizer que estou fazendo por ti e por todo o amor que tenho em meu peito... Até por que você sabe quando estou mentindo, mas não me preocupo com isso. Por que? Porque quando eu era muito pequena fui abandonada pela senhora na casa de meu pai. Por alguns anos funcionou bem e tudo mais... Acho que ele tinha remorso de me deixar.. Mas o álcool serve pra isso não é? A bebida curou o remorso e depois que ele se foi não sobrou nada. Meu pai, se é que posso chamá-lo assim, me largou na frente do orfanato. Eu cresci la, sabia? As crianças tinham medo de mim. As funcionárias tinham medo de mim.. E quando eu era adotada as famílias me devolviam! Sabe por que? POR TEREM MEDO DE MIM! - As palavras escaparam em um turbilhão e várias imagens tomaram minha mente. O homem barbudo de hálito quente e cabelos negros me olhando pela janela do carro antes de se afastar do orfanato, a mulher de roupa branca que me levara para uma sala pequena e me fizera perguntas sobre tudo em mim, as primeiras crianças que tocaram minha pele e perceberam que ela era fria, o primeiro quarto que dividi com alguém, meu primeiro aniversário naquele lugar, minha primeira adoção, minha primeira devolução... Fora tudo extremamente rápido.

Um pouco impaciente usei a mão direita para arrumar uma mecha atras da orelha antes de voltar a falar, tomando fôlego com certa decepção - Sabe mãe... Eu perdi coisas demais, tive que me despedir de pessoas demais. Você se lembra não é? Tive um ou outro amigo no orfanato, mas sempre que alguém me aceitava acabava sendo adotado e eu nunca mais o via. Quando era adotada me devolviam em menos de uma semana e depois de tudo ainda tinha você. Antes eu rezava todas as noites para que você viesse me buscar ou para que simplesmente estivesse bem.. Mas você nunca respondeu, não é? Nunca tive qualquer vislumbre de que você ainda era viva ou qualquer sinal de que me ouvia. Em troca eu recebi outra coisa não foi? É, você sabe que sim. Hoje é meu primeiro dia de acampamento e não sei bem o que eu devia fazer... Na maioria dos acampamentos você vem de ônibus ou coisa assim... Mas eu tive que vir carregada por um sátiro, não é? Tive que ver o orfanato sendo queimado por aquela mulher-cobra idiota e eu não pude fazer nada... O sátiro a chamou de dracaena, sabe.. Não sei se significa algo para você, mas para mim parece um nome idiota. - Um sorriso desanimado tocou meus lábios e meu olhar se voltou para as chamas. Até que não parecia tanta loucura assim. - A única casa que tive algum dia agora não passa de cinzas e as únicas pessoas que conhecia acreditam que eu sou uma criminosa revoltada. Não que eu me importe com o que as pessoas pensam, mas não sei se essa é uma boa fama para cultivar. - Murmurei dando de ombros para a ultima parte. - Bom... Parece que agora você teria que me 'reclamar' ou algo do tipo... Um sinal, sabe? Quer dizer, claro que sabe... Mas não faz mal avisar. Olha mãe, você não é exemplar. Você não é carinhosa, não é atenciosa, não é amorosa e não chega nem perto de ser responsável, mas eu não tenho ódio por ti. Acho que deveria saber disso enquanto decide se vai se revelar ou não... Bom... Tem mais alguns 'sem-teto' por aqui, então acho que eu vou me sentar. Hum... Amém? - A palavra soou quase como uma pergunta enquanto minhas sobrancelhas se arqueavam para o fogo. - Não sei se devo ou não falar amém, então eu vou falar ok? Bom... Não demore ok? Acho que talvez eu precise sim sentir o gostinho de como é ter mãe. Han... Amém. - O 'amém' ja não era uma pergunta. Mas também não parecia religioso... Era como uma espécie de despedida, sendo a ultima palavra pronunciada antes de eu me afastar, andando para a mesa de Hermes poucos segundos antes de ver a projeção de um floco de neve ampliado girando sobre minha cabeça. Sem reação apenas voltei a encarar o vermelho vivo das chamas, boquiaberta com a 'agilidade' de minha progenitora, e assentindo com um gesto de cabeça muito leve para todos aqueles que me davam tampinhas mas costas ou coisas do tipo. Vagamente pude ouvir o centauro que me se apresentara como o diretor de atividades do Acapamento falando sorridente - Despina! - Dissera ele. O resto do jantar passara como um borrão e a ultima coisa que pude ver foi o teto azul claro do chalé para o qual eu havia sido mandada, dormindo quase instantaneamente em meio aos outros filhos da deusa do inverno.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jason A. Hallows em Seg 02 Abr 2018, 14:54


avaliação


Noha Brown - Reclamado como filho de Eos;

Avaliação anterior:
Eu geralmente ignoro completamente a primeira pergunta da ficha, já que a reposta dela é simples e implícita — mesmo enchendo linguiça, você escolheu o deus x por ser de sua vontade. Às vezes alguns jogadores conseguem ser contundentes nesta resposta, tornando-a um pouco atrativa. Mas, na maioria das vezes, ela não faz diferença alguma na avaliação final.

Já as características, mesmo que não necessitem de todo um texto para descrevê-las, sempre prezo que os novatos não as deixem de lado e as façam por fazer. Notei que você fez isso na característica física, então — até mesmo para sua evolução dentro do jogo — peço para que não repita tal erro novamente. Aprofunde-se na sua personagem até o limite, seja criativo com as palavras. Atente-se também à utilização da vogal E para se dar continuidade a uma frase, por exemplo, no trecho a seguir:

@Noha Brown escreveu:Noha tem uma altura e um peso razoavél [correto seria: razoável] para a sua idade. Tem os cabelos claros e olhos azuis boca pequena e um nariz algo grande.

Neste caso, a vírgula seria muito bem-vinda no lugar do primeiro E. Além disso, ela devia ter sido usada para separar as características. Veja:

Noha tem uma altura e um peso razoável para a sua idade. Tem os cabelos claros, olhos azuis, boca pequena e um nariz algo* [*: ? não compreendi] grande.

Continuando, o uso correto de pontos é aperfeiçoado com o tempo, então não se preocupe, mas não relaxe.

Notei que você utiliza muito a palavra algo para definir alguma característica de sua personagem e, por vezes, isso foi desnecessário e sem nexo.

@Noha Brown escreveu:Noha se sentia algo melhor e pediu para lhe mostrarem o campo [...]

No mais, os erros já citados se repetiram extremamente ao longo do texto.

Como você pôde notar, eu mantive as correções da avaliação passada para que você realmente as leve em conta, como por exemplo o uso errôneo da vírgula. No entanto, você consertou alguns pontos criticados ao tentar se aprofundar na descrição de sua personagem. Além do mais, ao avaliá-lo anteriormente, não me passou pela cabeça que em off-game você é de Portugal e, por mais que as duas línguas sejam 90% semelhantes, há diferenças que levei em conta nessa segunda avaliação. Como por exemplo, o uso da palavra para ao se referir a um local, quando no Brasil, geralmente usamos em. No mais, apenas peço para que se atente a ortografia padrão daqui para evitar descontos desnecessários em seus posts. Ou, como um conselho, deixe em spoiler um glossário com todas as possíveis palavras portuguesas que você ache que o avaliador não vá compreender.

No mais, parabéns.  

Aguardando atualização.

Isabelle Boutin - Não reclamada;

Isabelle, sua ficha foi um tanto quanto comum em comparação com outras já lidas, mas não foi por isso que a reprovei. Confesso que estive tentado a aprová-la pois, apesar de tudo, sua escrita é razoável. Porém, além de se tratar de uma deusa da qual a ficha é avaliada rigorosamente, eu fiquei um tanto quanto confuso durante a leitura da história. O motivo? Você pecou ao não separar adequadamente cada parágrafo e diálogo. Isso, junto ao fato de se tratar de uma narração em primeira pessoa, pode ser capaz de confundir qualquer leitor.

Por muitas vezes eu não soube diferenciar o que era uma narração e uma fala. Isso também passou a sensação de que em seu texto havia mais diálogo do que ação e isso é um ponto a menos na aprovação. Aprofunde-se nisso, diálogo em excesso é um fator perfeito pro desinteresse na leitura.

Além do mais, isso está acontecendo frequentemente com novatos no fórum, mas atente-se ao fato de que: o Acampamento não é mais regido por Quíron e sim por Éris, deusa da discórdia. Siga as dicas e melhore sua ficha.  

Boa sorte.

Jason A. Hallows
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Timmy Coleman em Ter 03 Abr 2018, 03:12


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser filho de Nêmesis por acreditar que é a melhor escolha para o perfil de personagem desejado.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

FÍSICO
Timothy James Turner Coleman é ruivo, possui a pele bem pálida e é canhoto. Aos vinte anos, tem 1,95 metros de altura e pesa 82Kg. Gosta de se impor visualmente, mantendo a cabeça sempre erguida, o cabelo penteado com gel e o peito estufado. Seus olhos verdes possuem uma vaga semelhança com o dos filhos de Atena: vivem com olhar curioso e observador (afinal a deusa da vingança requer observação dos alvos).

PSICOLÓGICO
Apesar do apelido amistoso, Timmy não é flor que se cheire. Este filho de Nêmesis se preocupa muito com a parte da vingança e pouco com a parte do equilíbrio. Para ele não há ética, apenas a lei da ação e reação, e se lhe parecer justo Timmy será capaz de cometer uma atrocidade afim de finalizar "sua justiça".

Por algum motivo obscuro Timothy não teve contato com seu lado divino da família até o fim da guerra, de forma que o mundo grego que ele conhece é diferente dos semideuses mais antigos no acampamento. Para ele a experiência de ser um semideus é basicamente composta de combates e inimizades - o tipo de situação que aflora as características dele - e por isso Timmy apoia o regime de Éris.

O semideus é uma pessoa que gosta de impor sua opinião com palavras incisivas, gosta de tomar decisões no lançamento de moedas e principalmente apoia demonstrações de poder. Tem o temperamento volúvel e pode variar da serenidade para a raiva em pouco tempo (embora nunca chegue ao ponto de agredir alguém).


CÓDIGO DE CONDUTA

Timothy possui comportamentos peculiares que são resultado do seu pouco entendimento sobre a divindade do mundo grego.

A) Ele é sempre respeitoso com todos, porque entende que assim Nêmesis o fará ser respeitado;
B) Luta com honra, sem golpes baixos, porque entende que isso lhe trará glórias;
C) Executa vinganças (suas e de pessoas próximas), porque acha que isso fará Nêmesis abençoá-lo;

É comum que ele lembre a si mesmo que deve seguir esse código.

— História do Personagem:

Scott Coleman era âncora do Ballpark Talk, programa esportivo transmitido diariamente no horário nobre pela NBC. O foco do programa sempre foi o mundo do baseball, reunindo pautas para debate e notícias sobre o jogo ao longo da exibição. A influência de Scott era tanta que no seu auge ele seria capaz de derrubar técnicos e jogadores apenas com comentários contundentes. Os fãs pareciam sempre apoiar a opinião do jornalista.

Apesar do apelo popular houve também muita comoção, já que os profissionais haviam se tornado reféns de Scott, e logo surgiram os primeiros enfrentamentos. O presidente dos Red Sox acusou Coleman de manipular e propagar informações falsas, visando gerar uma crise interna e favorecer os NY Giants. De fato, houve crise no clube e o time de Nova York venceu a final, tornando Scott Coleman o grande "culpado" pela derrota do time de Boston.

Por um tempo as coisas permaneceram calmas, mas a popularidade do jornalista começou a cair exponencialmente. O golpe final veio quando um estagiário do Ballpark Talk foi à FOX NEWS para mentir e alegar que Scott realmente escolhia premeditadamente os alvos de suas críticas, para em seguida bombardeá-los com Fake News.

A NBC suspendeu Scott para abafar os rumores negativos contra a emissora, após isso veio uma carta de demissão e no fim de tudo o jornalista estava desempregado.

Nêmesis entra em cena aqui. A deusa seduziu o jornalista num bar furreca, onde ele afogava as mágoas em doses de whisky. Ela foi atraída pela ânsia de vingança e influenciou o homem até que ele fosse cobrar satisfações de seu ex-estagiário. Eles surraram o difamador juntos e enquanto ele tentava se recompor da agressão, copularam.


Timmy é resultado das interações citadas acima, e apesar de ser filho de uma entidade divina, nunca apresentou qualquer sintoma de ser um semideus. Tá certo, ele não tinha boas notas e nem gostava de ler/ser uma pessoa focada, mas também não aparentava sofrer algum tipo de déficit.

Seus pontos fortes eram os esportes, principalmente o futebol americano. Sempre recebeu os méritos de craque e jogador prodígio, por isso tornou-se essa pessoa difícil (como citado no campo "personalidade"). Também sempre praticou bullying e bancou o jovem delinquente, mas nunca teve contato com monstros ou criaturas mitológicas.

O primeiro encontro aconteceu após a ascensão de Éris, enquanto uma tropa de Arautos da Discórdia exterminava um covil de ciclopes no Central Park. Timothy presenciou o confronto de perto, paralisado pelo medo, e sua reação foi percebida por semideuses.
Entre eles havia uma filha de Eos que foi capaz de afirmar que Timmy era um semideus, portanto o levaram com eles para as ruínas do acampamento.

A reclamação aconteceu duas semanas depois, na hora do jantar, quando Nêmesis resolveu admitir que aquele jovem grandalhão era seu filho. De fato, Timmy não saberia dizer quem era sua mãe porque ainda conhecia muito pouco da cultura grega. Ele se sentiu diferente, sim, mais resignado e um pouco menos problemático, como se houvesse conquistado magicamente um novo guia moral. Foi um filho de Apolo com olho vesgo que anunciou aos quatro ventos: O NOVATO É DE NÊMESIS!

Ali começou o aprendizado de Timothy. O que ele aprenderia? A ser um semideus.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jason A. Hallows em Ter 03 Abr 2018, 12:20


avaliação


Timmy Coleman - Não reclamado;

Timmy, o que posso dizer da sua ficha é que ela teve 99% de sucesso para ser aprovada. A sua escrita, junto às suas ideias um tanto quando incomuns, auxilia ao deixar a leitura atraente. Inclusive, é a primeira vez que vejo alguém incluindo um código de conduta para um personagem tão ácido e me identifiquei com a ideia. No entanto, o 1% que faltou em sua ficha é o fator essencial para uma aprovação. Você cumpriu todos os requisitos de ortografia e coerência, adaptando-se à trama global, mas deixou um importante quesito de lado: o símbolo de reclamação descrito acima da cabeça de sua personagem.

Como sempre faço em todas as fichas que pecaram neste quesito, não poderei deixar esse detalhe passar de lado. Peço que repita sua postagem adicionando a descrição detalhada do símbolo. Só assim poderei aprová-lo.

Boa sorte.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ares em Ter 03 Abr 2018, 12:30

Noha atualizado. Boa sorte aos não reclamados.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Timmy Coleman em Ter 03 Abr 2018, 15:28


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser filho de Nêmesis por acreditar que é a melhor escolha para o perfil de personagem desejado.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

FÍSICO
Timothy James Turner Coleman é ruivo, possui a pele bem pálida e é canhoto. Aos vinte anos, tem 1,95 metros de altura e pesa 82Kg. Gosta de se impor visualmente, mantendo a cabeça sempre erguida, o cabelo penteado com gel e o peito estufado. Seus olhos verdes possuem uma vaga semelhança com o dos filhos de Atena: vivem com olhar curioso e observador (afinal a deusa da vingança requer observação dos alvos).

PSICOLÓGICO
Apesar do apelido amistoso, Timmy não é flor que se cheire. Este filho de Nêmesis se preocupa muito com a parte da vingança e pouco com a parte do equilíbrio. Para ele não há ética, apenas a lei da ação e reação, e se lhe parecer justo Timmy será capaz de cometer uma atrocidade afim de finalizar "sua justiça".

Por algum motivo obscuro Timothy não teve contato com seu lado divino da família até o fim da guerra, de forma que o mundo grego que ele conhece é diferente dos semideuses mais antigos no acampamento. Para ele a experiência de ser um semideus é basicamente composta de combates e inimizades - o tipo de situação que aflora as características dele - e por isso Timmy apoia o regime de Éris.

O semideus é uma pessoa que gosta de impor sua opinião com palavras incisivas, gosta de tomar decisões no lançamento de moedas e principalmente apoia demonstrações de poder. Tem o temperamento volúvel e pode variar da serenidade para a raiva em pouco tempo (embora nunca chegue ao ponto de agredir alguém).


CÓDIGO DE CONDUTA

Timothy possui comportamentos peculiares que são resultado do seu pouco entendimento sobre a divindade do mundo grego.

A) Ele é sempre respeitoso com todos, porque entende que assim Nêmesis o fará ser respeitado;
B) Luta com honra, sem golpes baixos, porque entende que isso lhe trará glórias;
C) Executa vinganças (suas e de pessoas próximas), porque acha que isso fará Nêmesis abençoá-lo;

É comum que ele lembre a si mesmo que deve seguir esse código.

— História do Personagem:

Scott Coleman era âncora do Ballpark Talk, programa esportivo transmitido diariamente no horário nobre pela NBC. O foco do programa sempre foi o mundo do baseball, reunindo pautas para debate e notícias sobre o jogo ao longo da exibição. A influência de Scott era tanta que no seu auge ele seria capaz de derrubar técnicos e jogadores apenas com comentários contundentes. Os fãs pareciam sempre apoiar a opinião do jornalista.

Apesar do apelo popular houve também muita comoção, já que os profissionais haviam se tornado reféns de Scott, e logo surgiram os primeiros enfrentamentos. O presidente dos Red Sox acusou Coleman de manipular e propagar informações falsas, visando gerar uma crise interna e favorecer os NY Giants. De fato, houve crise no clube e o time de Nova York venceu a final, tornando Scott Coleman o grande "culpado" pela derrota do time de Boston.

Por um tempo as coisas permaneceram calmas, mas a popularidade do jornalista começou a cair exponencialmente. O golpe final veio quando um estagiário do Ballpark Talk foi à FOX NEWS para mentir e alegar que Scott realmente escolhia premeditadamente os alvos de suas críticas, para em seguida bombardeá-los com Fake News.

A NBC suspendeu Scott para abafar os rumores negativos contra a emissora, após isso veio uma carta de demissão e no fim de tudo o jornalista estava desempregado.

Nêmesis entra em cena aqui. A deusa seduziu o jornalista num bar furreca, onde ele afogava as mágoas em doses de whisky. Ela foi atraída pela ânsia de vingança e influenciou o homem até que ele fosse cobrar satisfações de seu ex-estagiário. Eles surraram o difamador juntos e enquanto ele tentava se recompor da agressão, copularam.


Timmy é resultado das interações citadas acima, e apesar de ser filho de uma entidade divina, nunca apresentou qualquer sintoma de ser um semideus. Tá certo, ele não tinha boas notas e nem gostava de ler/ser uma pessoa focada, mas também não aparentava sofrer algum tipo de déficit.

Seus pontos fortes eram os esportes, principalmente o futebol americano. Sempre recebeu os méritos de craque e jogador prodígio, por isso tornou-se essa pessoa difícil (como citado no campo "personalidade"). Também sempre praticou bullying e bancou o jovem delinquente, mas nunca teve contato com monstros ou criaturas mitológicas.

O primeiro encontro aconteceu após a ascensão de Éris, enquanto uma tropa de Arautos da Discórdia exterminava um covil de ciclopes no Central Park. Timothy presenciou o confronto de perto, paralisado pelo medo, e sua reação foi percebida por semideuses.
Entre eles havia uma filha de Eos que foi capaz de afirmar que Timmy era um semideus, portanto o levaram com eles para as ruínas do acampamento.

A reclamação aconteceu duas semanas depois, na hora do jantar, quando Nêmesis resolveu admitir que aquele jovem grandalhão era seu filho. De fato, Timmy não saberia dizer quem era sua mãe porque ainda conhecia muito pouco da cultura grega. Ele se sentiu diferente, sim, mais resignado e um pouco menos problemático, como se houvesse conquistado magicamente um novo guia moral. Foi um filho de Apolo com olho vesgo que anunciou aos quatro ventos: O NOVATO É DE NÊMESIS! No topo da cabeça de Timothy pairava uma balança que equilibrava uma espada longa em seus pratos.

Ali começou o aprendizado de Timothy. O que ele aprenderia? A ser um semideus.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalel Johnson em Ter 03 Abr 2018, 18:27


avaliação


Timmy Coleman - Reclamado;
Bom, Christopher disse praticamente tudo o que tinha que ser dito. Você adicionou o que foi apontado por ele então não o por que de ser reprovado ou algo que tenha que ser apontado. Parabéns pela ficha e pela reclamação. Precisando de algo é só procurar dos arrobados no chat. Beijão.

Boa sorte.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ares em Qua 04 Abr 2018, 00:27

Atualizado.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jessie Gauntlett em Qui 05 Abr 2018, 17:27


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Despina, pois além de ser a deusa que mais combinam com a trama que planejei, os poderes também combinam de maneira perfeita com a personalidade da Jessie ao longo da trama.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Jessie parece uma boneca de porcelana: o rosto de feições delicadas que parecessem ter sido feitas para sorrir, os longos cílios, a baixa estatura, os cabelos - de um tom de cobre que varia com a luz - que caem em belíssimos cachos até a pele quase doentiamente pálida, praticamente tudo nela passa um ar de ''sou-tão-frágil-que-posso-quebrar''. As únicas coisas que quebram esse ar de fragilidade são as enormes olheiras embaixo dos olhos da garota, resultado de várias noites de insônia, e os olhos: intensos e observadores, são de um tom de castanho que de tão escuro, até parece negro.

Olhos cor de noite, como Peter costuma brincar.

Características emocionais: Quando se descreve a personalidade de Jessie, duas palavras praticamente opostas se juntam: doçura e irritabilidade. Sim, pois ela é um doce a maior parte do tempo, porém se irrita com muita facilidade, o que devido a aparência frágil que possui, surpreende muita gente. Essa mistura se deve, em grande parte, ao fato de que se desde que foi parar no orfanato, usa a meiguice que já possuía como escudo, e que uma hora ou outra sempre agir com doçura para todos acaba cansando.

Apesar de ter uma enorme facilidade em conversar com as pessoas, é difícil para ela fazer amizade, e coisa mais próxima que ela de amigos verdadeiros são os irmãos, Catherine e Peter.

— História do Personagem:

(27, 05, 2003 - Queen Elizabeth Hospital, Londres, Inglaterra)

Definitivamente aquele lugar era deprimente. Talvez fosse devido ao barulhinho dos aparelhos ligados aos bebês, talvez fosse devido a patética tentativa da administração do lugar de criar uma decoração alegre e animadora, talvez fosse devido a visão de tantos seres que mal haviam começado a conhecer a vida e já tinham que lutar por ela. Ou talvez ...

Bom, fosse pelo motivo que fosse, não havia como negar que a UTI neonatal do Queen Elizabeth Hospital era um lugar deprimente.

Porém naquela madrugada, o lugar possuía uma aura de paz e tranquilidade, o que era algo raríssimo.  O único ser vivo ali que aparentava estar acordado era uma mulher que usava um enorme manto negro com pontos prateados, imitando o céu noturno.

Com passos suaves, foi andando em direção a uma incubadora, onde duas bebês, identificadas pelas pulseirinhas que usavam nos pulsos como Catherine e Jessica Gauntlett, descasavam.

Elas haviam nascido a exatamente três meses atrás, porém devido a razões ainda não identificadas pelos médicos, aparentavam ter apenas ter algumas semanas, e a saúde delas ia de mal a pior.

Parando em frente da incubadora , a mulher deu um sorriso tristonho, colocou na mão encima dela e começou a murmurar em grego antigo, tão baixinho que as palavras eram abafadas pelo barulho dos aparelhos ligados as meninas.

Assim que ela começou a murmurar, uma aura negra surgiu em torno de Jessica e Catherine. Porém a medida que ela murmurando, a aura foi se tornando dourada, depois cinza e por fim desapareceu. Quando a aura desapareceu, ela parou de murmurar, apertou o manto mais firmemente contra si e desapareceu também.

(05, 02, 2010 - Residência dos Blanchard, Londres, Inglaterra)

Que estranho, pensou a menininha, cadê o papai, a Cat e o Peter?

A pequena, também conhecida como Jessica Gauntlett, ou simplesmente Jessie para as pessoas mais queridas, havia acordado há pouco tempo e agora estava completamente assustada. O motivo? Três simples razões.

Primeiro: Porque ela estava sozinha em casa, o que era no mínimo estranho, já que o pai dela, superprotetor, nunca iria sair e deixar a filha com infecção intestinal sozinha em casa.

Segundo: Porque pela hora indicada pelo pequeno relógio da Barbie que ficada na mesinha ao lado da cama dela, sua irmã gêmea, Catherine, e seu irmãozinho dois anos mais novo, Peter, já deveriam ter voltado da escola há uma hora e o pai deles nunca se atrasaria tanto para busca-lós.                                                                                                                                                                                                                              

Terceiro: Porque havia uma enorme mancha marrom-avermelhada na parte da frente da blusa do pijama que ela estava usando e que se parecia, de uma maneira bastante preocupante, com sangue.

Depois de ficar esperando por algum tempo que o pai e os irmãos chegassem, ela pegou seu ursinho de pelúcia favorito, abraçou-o com o máximo de força que conseguiu, se enrolou debaixo das cobertas e  ficou repentindo mentalmente até dormir:

''Eu devo ser sonambula e enquanto dormia, devo ter tentando devorar um frasco de ketchup. Logo, logo o pai vai chegar e vai ficar tudo bem''

(13, 08, 2012 - Orfanato Princess Margareth, alguma cidadezinha a seis horas de Londres, Inglaterra)

Infelizmente devo dizer que nada ficou bem. Cinco de fevereiro de dois mil e dez foi a última que Anthony Gauntlett, famoso arquiteto britânico e pai de Jessica, Catherine e Peter Gautlett foi visto.

O sangue no pijama de Jessie, testes forenses feitos durante a investigação do desaparecimento de Peter descobriram, pertencia ao pai da menina.

A teoria que a polícia criou a partir dessa descoberta e do fato de a casa estar totalmente revirada quando Jessica foi encontrada sozinha lá por um dos vizinhos era de ele havia sido vítima de um latrocínio e que a menina havia visto tudo, porém em choque com a tragédia que havia ocorrido ao pai, suprimiu as lembranças ou algo parecido.  

Quando interrogada sobre isso, apesar de não acreditar nessa teoria, Jessica sempre respondia algo como ''Deve ter sido isso'' ou ''Pode ser''.

Não é que não ligasse para o desaparecimento do pai, ela queria mais do qualquer um descobrir a verdade, mas tinha uma amarga certeza, vinda de sabe-se lá onde, de que nunca descobriria a verdade.

Ou que se descobrisse, não iria gostar.

Mas isso já ocorrera a quase dois anos atrás e aquele era um dia raro, pois além de ser o primeiro dia de sol que aquela cidadezinha via em muito tempo, também era o  primeiro dia em muito tempo em que Jessica se sentia realmente se sentia bem.

Cat e Peter estavam por aí aprontando das suas, e a menina dos olhos cor de noite estava sozinha na pequena e aconchegante biblioteca do Orfanato Princess Margareth, lendo um interessantíssimo livro, que continha a versão dos primeiros escritores de contos de fadas.

▬ Quem diria que na versão original de A Pequena Sereia, a Ariel morre? ▬ pensou em voz alta.

▬  É surpreendente sim, mas é melhor que aquela baboseira de E viveram felizes para sempre... não acha? ▬ respondeu uma garota, que a julgar pela voz, devia ter mais ou menos a mesma idade dela.

Surpresa ao ouvir a garota, já que achava que estava sozinha, Jessica levantou o rosto do livro para olhar quem tinha falado com ela. E viu o que a assustou e a divertiu o mesmo tempo.

A garota era quase igual a ela. A única diferença, a única coisa que fez com que Jessie não pensasse que o seu reflexo tinha saído do espelho, era que ao contrário de Jessica, aquela garota tinha a pele bronzeada, os olhos azul gelo e o cabelo loiro-platinado. Ou seja, ela era praticamente uma anti-Jessica.

▬ Quem é você?

▬  Quem sou eu? ▬ a anti-Jessica riu com a pergunta ▬ Eu sou você.

(19, 11, 2017 - Orfanato Guardian Angel, Londres, Inglaterra)

▬ Será que esse otário ainda vai demorar muito? ▬ Jessie ouviu Catherine perguntar.

Bom, ela podia entender a raiva da irmã, afinal, elas e Peter já estavam há meia hora na sala onde ocorrem as entrevistas entre os interessados em adotar e as crianças disponíveis para a adoção, esperando que o futuro adotante que manifestara interesse neles aparecesse.

Como se alguém realmente fosse querer adotar duas adolescentes com TDAH e o irmãozinho disléxico delas, Jessie pôde ouvir a voz de Emma na cabeça.

Emma era como a garota dos olhos cor de noite nomeara aquela estranha garota dos olhos cor de gelo, que desde aparecera naquela tarde ensolarada há quase quatro anos atrás, nunca mais saiu de perto de Jessica.

Geralmente, ela era só uma voz na cabeça dela, mas as vezes aparecia fisicamente, como fizera na biblioteca do orfanato do qual os Gauntlett foram expulsos um mês depois, aparentemente por algo que Peter havia aprontado.

Mas explicações à parte, foi só Emma dizer isso que o possível adotante chegou.

Ele estava usando um terno e até parecia elegante, porém o boné que ele estava usando meio que quebrava o look. Quando viram o adotante, os três Gauntlett ficaram bastante surpresos, o que rendeu um ou dois minutos de um silêncio constrangedor.

▬  Então, você é o maluco que vai tentar adotar a gente? ▬ Cat fora a primeira a falar. E ainda lançou para o homem um dos seus melhores olhares assustadores.

Jessie esperava que ele dissesse algo tipo ''Que garota atrevida!" ou que desistisse da adoção, porém o que ele fez a surpreendeu bastante.

▬ Você tem atitude, garotinha. Gostei ▬ ele disse, rindo.

Jessie decidiu naquele momento que gostava dele. Afinal não era qualquer que recebia um dos olhares assustadores da Cat e simplesmente ria.

Porém, de repente aconteceu algo muito estranho: ela começou a sentir o cheiro dele. E não era o cheiro do perfume dele, era o dele mesmo. E não era só o dele. O de Cat e Peter também.  E no mesmo instante, o estômago dela começou a roncar.

Caraca Jessica!, pensou consigo mesma, enquanto em sua mente Emma estava se acabando de rir,você está querendo ir parar em um hospício ou o quê?

(04, 04, 2018 - Aeroporto Internacional de Londres - Londres, Inglaterra)

▬ Espera aí, deixa eu ver se eu entendi direito. Você é algum tipo de meio-bode, que tem que nós levar para um algum tipo de refúgio nos Estados Unidos, que costumava ficar em um acampamento, mas agora é em um Clube da Luta, que é só para filhos de deuses gregos. O que aliás, eu, o Peter e Jessie somos? ▬ Jessica, ainda chocada com a revelação feita por John, que durante os meses que levaram para o processe de adoção ser finalizado, se tornara amigo dos Gauntlett, ouvia sem falar a conversa entre ele e Cat.

▬  O termo certo é sátiro, mas é por aí ▬ ele respondeu, rindo, o que fez a garota se lembrar de quando se conheceram. Jessie logo também se lembrou de várias coisas que haviam acontecido com ela e os irmãos desde que eram pequenos.

De repente, as revelações feitas por John não pareciam tão malucas assim.

(05, 04, 2018 - Clube da Luta, EUA)

A viagem fora torturantemente lenta, o pesadelo que tivera durante o voo pior ainda, com uma voz que gritava o tempo todo ''Criança amaldiçoada, criança amaldiçoada'', e Jessica mal pode conter a alegria quando finalmente chegou ao tal Clube da Luta.

O lugar estava em total silêncio, pois eram quatro da manhã e provavelmente todos os outros deveriam estar dormindo, mas assim que ela, Cat e Peter pisaram no lugar, John olhou para os símbolos de flocos de neve brilhando acima da cabeça deles e comentou:

▬ Parece que já sabemos de quem vocês são filhos.

▬ De quem? ▬ Jessie perguntou, muito curiosa.

▬ Despina, deusa do inverno.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jeff Smith em Qui 05 Abr 2018, 18:21



Avaliação
Are you my mummy?


Jessie Gauntlett - Não reclamada

Muito bem, Jessie. Vamos começar. Gostei muito de como você desenvolveu sua trama, trabalhando não só com o seu personagem, mas com dois NPCs que, tenho quase certeza, serão importantes para a sua história. Também gostei da personalidade da Jessie e da “Anti-Jessie”.

Mas nem tudo são flores, então vamos ao que realmente interessa. Pessoalmente, eu não ligo nem um pouco em ler posts grandes, afinal descrições de pessoas, lugares e sentimentos tomam espaço. Contudo, em alguns momentos, a história parece picotada, com se faltasse alguma coisa ali que deixa uma sensação de Eu perdi alguma coisa, só não sei o que é. Esse recurso pode ser ótimo, quando bem utilizado, e você o utilizou bem em metade do seu texto. Peço para que se atente a isso.

Outra coisa que eu gostaria de apontar é que, no começo, você desenvolveu várias situações, pessoas e lugares, mas nos dois últimos “tópicos”, por falta de palavra melhor, você acelerou um pouco as coisas. Em um momento, eles estavam no aeroporto, e logo depois já estavam no Clube da Luta. Por mais que você tenha descrito que sua personagem ficou chocada com as revelações, esse salto temporal repentino corta o ritmo de seu texto.

Por fim, peço que você tenha um pouco mais de cuidado ao revisar o texto, pois ao ler seu texto, percebi vários errinhos de digitação que poderiam ter sido evitados com um olhar mais calmo em sua ficha.

Então, por esses motivos, infelizmente não posso aprovar sua ficha como filha de Despina. Mas não se desespere. O material que você tem aqui é muito bom, só precisa de um pouquinho mais de carinho. Se você tiver qualquer dúvida quanto a avaliação, ou mesmo se quiser uma ajuda em sua ficha, não hesite em entrar em contato comigo através de MP ou pelo chatbox. No mais, boa sorte na próxima.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 129-ExStaff em Sex 06 Abr 2018, 13:33

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Eva Jones em Ter 10 Abr 2018, 21:37

Obs.: Eu fiz a solicitação para trocar o nome de usuário Bem Aqui!!


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser reclamada por Nyx, pois fiquei encantada com sua história e importância na mitologia Grega. Não conhecia essa Deusa/Titã até hoje e quando estava vendo a lista do Forum acabei me deparando com seu nome. Depois de uma busca rápida pela internet (Google) pude ler e conhecer mais sobre Nyx e simplesmente fiquei maravilhada por ela.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Eva é uma menina tímida, acuada e um tanto hostil para com quem ela não conhece. Seus longos cabelos negros e lisos tampam parte do seu rosto na maior parte do tempo. Seus olhos azuis, escuros como a noite, estão sempre em movimento, assustados. Ela nunca foi muito de falar, até porque nunca teve nenhum amigo para conversar. Não muito alta, magra e de pele clara, Eva evita lugares movimentados sempre preferindo ficar escondida em um canto escuro qualquer.

— História do Personagem:
Era uma noite fria, de lua cheia e sem nuvens, aquela deveria ser a quarta ou quinta vez em que Eva Jones fugia de mais um abrigo para crianças de rua. Por algum motivo ela nunca se dava bem com ninguém dos orfanatos em que ficava, mesmo sendo uma outra criança, um tutor, professor ou, até mesmo, psicólogos especializados em crianças e adolescentes. Ela se sentia estranha, acuada, com medo, como se tudo aquilo fosse uma grande mentira na cabeça dela. Mas nem sempre foi assim, não quando seu pai ainda estava vivo.

A garota se encontrava na beirada do terraço do prédio, acima do terceiro andar, olhando para a rua vazia e silenciosa daquela madrugada gelada. Sua respiração ofegante se condensava no ar e desaparecia ao subir em direção às estrelas, seu coração acelerado fazia uma veia de seu pescoço saltar e suas roupas surradas mal evitavam a tremedeira que estava tendo por conta do frio. Talvez não estivesse sentindo a baixa temperatura devido à adrenalina correndo em seu corpo, mas nem por isso ela se preocupava com o tempo, sempre que fugia a garota sabia que uma hora ou outra acabaria encontrando tudo o que fosse precisar para sobreviver nas lixeiras, becos e casas abandonadas da cidade. Uma certa vez chegou a encontrar um casaco de couro que era 3 vezes o seu tamanho esquecido em um banco do Central Park. Mas agora, precisava descobrir um modo de descer dali.

Seu plano estava correndo bem até o momento, enganar a supervisora fingindo passar mal durante a tarde talvez tenha sido o ponto mais complicado. Depois de uma manhã apenas cumprindo com seus deveres dentro do Abrigo e uma tarde melodramática enganando à todos fingindo estar muito enjoada, aonde provavelmente seu tom de pele branco como a neve deve ter lhe ajudado, Eva conseguiu ser transferida para a enfermaria com a finalidade de passar a noite. Lá, no final do corredor do terceiro andar, encontrava-se uma salinha esquecida, com algumas camas espalhadas e luzes amareladas que pouco iluminava o ambiente. Apenas uma enfermeira era a responsável: Madeleine, uma senhorinha enrugada, de idade muito avançada, ombros caídos, olhos cansados, cabelos brancos e ralos, sempre vestida como uma Enfermeira dos anos 80 e que tinha como robe preencher livrinhos de palavras cruzadas. Ao lado da cama de Eva encontravam-se um balde e um criado mudo com caixas de remédios para enjoo. Não demorou muito para que a simpática senhorinha pegasse no sono enquanto fazia suas palavras cruzadas e, logo no início da noite, Eva já se encontrava nas escadas da saída de incêndio após arrombar a janela com um grampo de cabelo.

O vento frio soprava devagar como uma respiração gelada ao pé do ouvido, o típico clima de final de Outono que traz consigo os primeiros indícios de neve. E nesse momento, olhando para a rua à 13 metros abaixo, uma lágrima corre no rosto da garota. Fazia esse mesmo clima na noite em que Perdera seu Pai num acidente de carro: À 4 anos atrás eles estavam fazendo uma viagem típica de Pai e Filha para conhecer o Zoológico novo que tinha aberto na cidade vizinha, passaram o dia inteiro juntos rindo, contando piada, comendo pipoca e vislumbrando os diversos animais esquisitos que tinham naquele lugar. Eva podia jurar que tinha visto de relance até mesmo um bode andando sobre as duas patas, mas, ao se virar, o animal encontrava-se nas quatro patas a encarando como se fosse ela a estranha. Seu pai, Thomas Jones, era um ex-capitão do exército, alto, corpulento, de cabelos pretos e curtos em um corte militar, um sorriso amoroso, olhos cor de ambar e mãos grandes que sempre estavam à disposição da garota sempre que ela quisesse um cafuné.

-- O que foi Pequena??

Thomas se aproximou de sua filha colocando a mão sobre sua cabeça.

-- Eu achei que... -- Eva olha para seu pai. -- Nada... Deixa pra lá...

Eva sabia que ele acreditaria nela se contasse, seu pai era o único com quem ela podia conversar, mas preferiu guardar aquilo só para si. O resto do dia deixou a garota completamente exausta.

Eles voltavam para casa no início da noite, ela sentada no banco de trás do carro e ele olhando de vez em quando pelo retrovisor para ter contato visual com sua filha. Ainda relembravam cada detalhe da tarde deles enquanto riam dos macacos, do búfalo e dos pinguins que tinham acabado de ver. O ar gelado entrava pelas janelas entreabertas refrescando o ambiente já que o ar-condicionado do carro tinha pifado algumas semanas atrás. Aquele era, de longe, o melhor dia da vida de Eva.

De volta à sacada do prédio, a garota permanece de olhos fechados tentando segurar as emoções enquanto re-lembra o final daquele dia: Um clarão, um grito, o impacto extremamente forte, ela acordando com a cara no asfalto gelado enquanto vários bombeiros a circundam incrédulos, o hospital, a matéria no jornal no dia seguinte de um acidente horrível entre um carro e um caminhão, a falta de visitas e, enfim, o primeiro Orfanato. Por algum motivo ela se culpava pelo acidente, não sabia como nem porquê, mas alguma coisa dentro dela dizia que a culpa era sua. E agora estava ali, em cima de um Orfanato de 3 andares, relembrando tudo isso com um nó na garganta sem que ninguém soubesse que ela existia e de frente para a rua mal iluminada. Quem sentiria sua falta?

-- Não...

Um sobressalto quase faz com que Eva escorregasse de vez prédio abaixo, com o susto a garota cai sentada pra trás. Ela se vira esperando dar de cara com a Supervisora ou com a Enfermeira prontas para lhe darem um esporro, mas ao invés disso ela não vê nada. Literalmente nada, nem telhado, nem escada, nem céu, nem lua, estrelas, árvores, chão... Nada... Apenas escuridão, como se uma massa negra a tivesse engalfinhado. Eva esfrega os olhos torcendo para que não estivesse ficado cega, mas, ao afastar suas mãos, ela percebe que consegue se ver. Seu corpo, suas roupas, seus cabelos, está tudo ali. Mas não existe chão, não existe telhado, não existe mais nada além dela e a escuridão. Mas mesmo assim, ali ela se sente segura.

-- Não criança... -- Mais uma vez o sussurro vem em seus ouvidos. -- Esse não é o caminho...

-- QUEM ESTÁ AÍ??

Eva grita quase desesperada.

-- Não precisa grita... Credo... Estou te ouvindo...

A garota fica um pouco vermelha, como assim 'aquilo' estava lhe dando uma bronca? Mesmo naquele tom suave e sussurrante como a brisa de uma noite de luar, aquela voz feminina lhe parecia poderosa. Teria Eva desmaiado? Provavelmente era um sonho. A garota abaixa a cabeça, se belisca e solta um gemido contido de dor.

-- Hahahaha... -- O sussurro solta uma risada gostosa e contida como se estivesse assistindo à um bebê tentando caminhar pela primeira vez -- Certamente essa é a primeira vez que eu vejo esse tipo de reação. Na maioria dos casos as pessoas entram em estado de choque. Não, você não está dormindo.

O silêncio mórbido que se segue faz com que Eva se sinta incomodada, como se estivesse sendo observada.

-- Aonde eu estou?

Eva, dessa vez, fala quase sem abrir a boca, o que seria quase inaudível mesmo à poucos metros de distância.

-- No mesmo lugar de antes criança, no topo do Orfanato. Atrás de você tem uma queda de 13 metros de altura, à frente tem as escadas de incêndio e, à sua direita, você verá uma árvore grande com alguns galhos bem próximos. Eu diria que por lá seja o melhor caminho.

Eva olha para a direita instintivamente, mas acaba não enxergando nada alem da escuridão mórbida. Provavelmente a conversa ainda não tinha acabado.

-- O que é você?? O que você quer??

E dessa vez a voz não respondeu de imediato, parecia estar analisando a garota ou então teria se irritado com as perguntas.

-- Você cresceu... -- Enfim falou o sussurro no ouvido dela. -- Desde a última vez que te vi, no hospital, você está maior, mais esperta, mais bonita, certamente puxou à mim.

-- Como assim no hospital??

Eva demonstrava raiva e angústia, o punho cerrado e os olhos lacrimejando enquanto fitavam o chão, ou o que ela achava que fosse o chão. Ela mal prestara atenção no que tinha escutado e mais uma vez a voz demorou à vir.

-- Sim... No hospital... Não teve um dia sequer que eu não tenha ido lá te ver...

-- CALHE A BOCA!!

As lágrimas agora corriam livremente em seu rosto. Eva tentava permanecer de olhos fechados a fim de evitar que elas caíssem, mas era completamente falha em sua tentativa. E o silêncio permaneceu. A garota não queria mais ouvir nada daquilo, estava ficando maluca, com certeza era sua mente lhe pregando uma peça, ela iria abrir os olhos e descobrir que acabou dormindo na enfermaria. Mas não foi a sala amarelada e velha que a garota viu ao abrir os olhos, mais uma vez ela viu apenas a escuridão. Ela então esfrega o rosto, tenta secar seus olhos com as mãos e respira fundo.

-- Por favor... Me deixa ir embora...

A garota parecia exausta, quase como se tivesse corrida uma maratona no Sol quente.

-- Sim... Não vou me estender muito mais, estava apenas com saudades. -- O sussurro também parecia cansado. -- Mas antes... Eu preciso me desculpar. Naquele dia...

Eva sabia que se tratava do acidente, ela queria gritar mais uma vez, mas um nó em sua garganta a fez apenas engolir em seco e escutar.

-- Naquele dia... Se eu não tivesse me descuidado, nada daquilo teria acontecido. Criança, eu amei seu pai como nunca tinha amado outra pessoa na vida. Ele era doce, era forte, era bonito, me fazia mimos e me tratava tão bem... E do nosso amor você foi gerada. E como ele à amava, era como se eu tivesse lhe dado o maior presente desse mundo, mas... Graças à uma maldição, eu fui obrigada à me afastar!! Precisei deixar vocês dois... mas continuei de olho em vocês... Eu cuidava de vocês, indiretamente eu os protegia. E então, naquele dia... Por conta de um erro meu, ele foi assassinado... Ceifado, tirado à força desse mundo... Como eu sofri...

Um silêncio então pairou no ar antes que ela voltasse à falar. Eva, chorosa, estava completamente desnorteada, apenas escutando.

-- Sabe... Eu não podia perder você também, eu dobrei meus cuidados, a observava, a protegia, lhe dava comida, roupas, moradia... Você talvez nunca tenha percebido também nos monstros em que eu evitava que te encontrassem.

Eva agora parecia mais confusa do que nunca e, provavelmente, essa dúvida parecia estar estampada em seu rosto, pois o sussurro respondeu logo em seguida.

-- Sim minha filha, monstros tentaram te encontrar. Mas agora você deve ir para um lugar em que meus cuidados não serão mais precisos, você ficará forte, aprenderá à se defender, vai se tornar meu orgulho e, no futuro, devemos nos encontrar novamente. Vá minha filha, um grupo de aliados está te esperando...

E, aos poucos, a massa de escuridão começou à se dissipar e tudo começou à "voltar" ao que era antes. Enquanto Eva secava seus rosto na camisa, um último sussurro lhe alcança os ouvidos.

-- Lembre-se: Diga-lhes que você é filha de Nyx, a Deusa da Noite!!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maisie De Noir em Ter 10 Abr 2018, 22:49

Avaliação

Eva Jones — Não reclamada.

Olá! Well, devo dizer que gostei bastante da forma como você escreve e detalhou a sua ficha. Houve erros como usar as palavras "pai" e "filha" com letras maiúsculas e o uso de "--" em vez do travessão "—". Outra coisa que me incomodou bastante foi o uso excessivo das reticências. Por ser uma ficha com o critério rigoroso isso tudo foi levado em conta. Porém o fator decisivo para que não fosse reclamada foi a falta do símbolo de reclamação descrito acima da cabeça de sua personagem.

Sugiro que faça as mudanças necessárias e tente novamente.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Eva Jones em Qua 11 Abr 2018, 00:45

Obs.¹: Eu fiz a solicitação para trocar o nome de usuário Bem Aqui!!
Obs.²: Fiz as alterações solicitadas de retirado do "--" por "—", de retirada de letras maiúsculas desnecessárias (mania minha... :s) e acrescentei algumas linhas no final referente ao Simbolo de Reclamação.
Obs.³: Referente ao Símbolo de Reclamação... Eu não encontrei nenhum específico à Nyx na internet... Então acabei pegando uma ideia que eu acredito ser de uma FanFic...
Ideia do Símbolo de Reclamação de Nyx:



FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser reclamada por Nyx, pois fiquei encantada com sua história e importância na mitologia Grega. Não conhecia essa Deusa/Titã até hoje e quando estava vendo a lista do Forum acabei me deparando com seu nome. Depois de uma busca rápida pela internet (Google) pude ler e conhecer mais sobre Nyx e simplesmente fiquei maravilhada por ela.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Eva é uma menina tímida, acuada e um tanto hostil para com quem ela não conhece. Seus longos cabelos negros e lisos tampam parte do seu rosto na maior parte do tempo. Seus olhos azuis, escuros como a noite, estão sempre em movimento, assustados. Ela nunca foi muito de falar, até porque nunca teve nenhum amigo para conversar. Não muito alta, magra e de pele clara, Eva evita lugares movimentados sempre preferindo ficar escondida em um canto escuro qualquer.

— História do Personagem:
Era uma noite fria, de lua cheia e sem nuvens, aquela deveria ser a quarta ou quinta vez em que Eva Jones fugia de mais um abrigo para crianças de rua. Por algum motivo ela nunca se dava bem com ninguém dos orfanatos em que ficava, mesmo sendo uma outra criança, um tutor, professor ou, até mesmo, psicólogos especializados em crianças e adolescentes. Ela se sentia estranha, acuada, com medo, como se tudo aquilo fosse uma grande mentira na cabeça dela. Mas nem sempre foi assim, não quando seu pai ainda estava vivo.

A garota se encontrava na beirada do terraço do prédio, acima do terceiro andar, olhando para a rua vazia e silenciosa daquela madrugada gelada. Sua respiração ofegante se condensava no ar e desaparecia ao subir em direção às estrelas, seu coração acelerado fazia uma veia de seu pescoço saltar e suas roupas surradas mal evitavam a tremedeira que estava tendo por conta do frio. Talvez não estivesse sentindo a baixa temperatura devido à adrenalina correndo em seu corpo, mas nem por isso ela se preocupava com o tempo, sempre que fugia a garota sabia que uma hora ou outra acabaria encontrando tudo o que fosse precisar para sobreviver nas lixeiras, becos e casas abandonadas da cidade. Uma certa vez chegou a encontrar um casaco de couro que era 3 vezes o seu tamanho esquecido em um banco do Central Park. Mas agora, precisava descobrir um modo de descer dali.

Seu plano estava correndo bem até o momento, enganar a supervisora fingindo passar mal durante a tarde talvez tenha sido o ponto mais complicado. Depois de uma manhã apenas cumprindo com seus deveres dentro do abrigo e uma tarde melodramática enganando à todos fingindo estar muito enjoada, aonde provavelmente seu tom de pele branco como a neve deve ter lhe ajudado, Eva conseguiu ser transferida para a enfermaria com a finalidade de passar a noite. Lá, no final do corredor do terceiro andar, encontrava-se uma salinha esquecida, com algumas camas espalhadas e luzes amareladas que pouco iluminava o ambiente. Apenas uma enfermeira era a responsável: Madeleine, uma senhorinha enrugada, de idade muito avançada, ombros caídos, olhos cansados, cabelos brancos e ralos, sempre vestida como uma enfermeira dos anos 80 e que tinha como robe preencher livrinhos de palavras cruzadas. Ao lado da cama de Eva encontravam-se um balde e um criado mudo com caixas de remédios para enjoo. Não demorou muito para que a simpática senhorinha pegasse no sono enquanto fazia suas palavras cruzadas e, logo no início da noite, Eva já se encontrava nas escadas da saída de incêndio após arrombar a janela com um grampo de cabelo.

O vento frio soprava devagar como uma respiração gelada ao pé do ouvido, o típico clima de final de Outono que traz consigo os primeiros indícios de neve. E nesse momento, olhando para a rua à 13 metros abaixo, uma lágrima corre no rosto da garota. Fazia esse mesmo clima na noite em que perdera seu pai num acidente de carro: À 4 anos atrás eles estavam fazendo uma viagem típica de pai e filha para conhecer o zoológico novo que tinha aberto na cidade vizinha, passaram o dia inteiro juntos rindo, contando piada, comendo pipoca e vislumbrando os diversos animais esquisitos que tinham naquele lugar. Eva podia jurar que tinha visto de relance até mesmo um bode andando sobre as duas patas, mas, ao se virar, o animal encontrava-se nas quatro patas a encarando como se fosse ela a estranha. Seu pai, Thomas Jones, era um ex-capitão do exército, alto, corpulento, de cabelos pretos e curtos em um corte militar, um sorriso amoroso, olhos cor de ambar e mãos grandes que sempre estavam à disposição da garota sempre que ela quisesse um cafuné.

— O que foi pequena??

Thomas se aproximou de sua filha colocando a mão sobre sua cabeça.

— Eu achei que... — Eva olha para seu pai. — Nada... Deixa pra lá...

Eva sabia que ele acreditaria nela se contasse, seu pai era o único com quem ela podia conversar, mas preferiu guardar aquilo só para si. O resto do dia deixou a garota completamente exausta.

Eles voltavam para casa no início da noite, ela sentada no banco de trás do carro e ele olhando de vez em quando pelo retrovisor para ter contato visual com sua filha. Ainda relembravam cada detalhe da tarde deles enquanto riam dos macacos, do búfalo e dos pinguins que tinham acabado de ver. O ar gelado entrava pelas janelas entreabertas refrescando o ambiente já que o ar-condicionado do carro tinha pifado algumas semanas atrás. Aquele era, de longe, o melhor dia da vida de Eva.

De volta à sacada do prédio, a garota permanece de olhos fechados tentando segurar as emoções enquanto re-lembra o final daquele dia: Um clarão, um grito, o impacto extremamente forte, ela acordando com a cara no asfalto gelado enquanto vários bombeiros a circundam incrédulos, o hospital, a matéria no jornal no dia seguinte de um acidente horrível entre um carro e um caminhão, a falta de visitas e, enfim, o primeiro orfanato. Por algum motivo ela se culpava pelo acidente, não sabia como nem porquê, mas alguma coisa dentro dela dizia que a culpa era sua. E agora estava ali, em cima de um orfanato de 3 andares, relembrando tudo isso com um nó na garganta sem que ninguém soubesse que ela existia e de frente para a rua mal iluminada. Quem sentiria sua falta?

— Não...

Um sobressalto quase faz com que Eva escorregasse de vez prédio abaixo, com o susto a garota cai sentada pra trás. Ela se vira esperando dar de cara com a supervisora ou com a enfermeira prontas para lhe darem um esporro, mas ao invés disso ela não vê nada. Literalmente nada, nem telhado, nem escada, nem céu, nem lua, estrelas, árvores, chão... Nada... Apenas escuridão, como se uma massa negra a tivesse engalfinhado. Eva esfrega os olhos torcendo para que não estivesse ficado cega, mas, ao afastar suas mãos, ela percebe que consegue se ver. Seu corpo, suas roupas, seus cabelos, está tudo ali. Mas não existe chão, não existe telhado, não existe mais nada além dela e a escuridão. Mas mesmo assim, ali ela se sente segura.

— Não criança... — Mais uma vez o sussurro vem em seus ouvidos. — Esse não é o caminho...

— QUEM ESTÁ AÍ??

Eva grita quase desesperada.

— Não precisa grita... Credo... Estou te ouvindo...

A garota fica um pouco vermelha, como assim aquilo estava lhe dando uma bronca? Mesmo naquele tom suave e sussurrante como a brisa de uma noite de luar, aquela voz feminina lhe parecia poderosa. Teria Eva desmaiado? Provavelmente era um sonho. A garota abaixa a cabeça, se belisca e solta um gemido contido de dor.

— Hahahaha... — O sussurro solta uma risada gostosa e contida como se estivesse assistindo à um bebê tentando caminhar pela primeira vez — Certamente essa é a primeira vez que eu vejo esse tipo de reação. Na maioria dos casos as pessoas entram em estado de choque. Não, você não está dormindo.

O silêncio mórbido que se segue faz com que Eva se sinta incomodada, como se estivesse sendo observada.

— Aonde eu estou?

Eva, dessa vez, fala quase sem abrir a boca, o que seria quase inaudível mesmo à poucos metros de distância.

— No mesmo lugar de antes criança, no topo do orfanato. Atrás de você tem uma queda de 13 metros de altura, à frente tem as escadas de incêndio e, à sua direita, você verá uma árvore grande com alguns galhos bem próximos. Eu diria que por lá seja o melhor caminho.

Eva olha para a direita instintivamente, mas acaba não enxergando nada alem da escuridão mórbida. Provavelmente a conversa ainda não tinha acabado.

— O que é você?? O que você quer??

E dessa vez a voz não respondeu de imediato, parecia estar analisando a garota ou então teria se irritado com as perguntas.

— Você cresceu... — Enfim falou o sussurro no ouvido dela. — Desde a última vez que te vi, no hospital, você está maior, mais esperta, mais bonita, certamente puxou à mim.

— Como assim no hospital??

Eva demonstrava raiva e angústia, o punho cerrado e os olhos lacrimejando enquanto fitavam o chão, ou o que ela achava que fosse o chão. Ela mal prestara atenção no que tinha escutado e mais uma vez a voz demorou à vir.

— Sim... No hospital... Não teve um dia sequer que eu não tenha ido lá te ver...

— CALHE A BOCA!!

As lágrimas agora corriam livremente em seu rosto. Eva tentava permanecer de olhos fechados a fim de evitar que elas caíssem, mas era completamente falha em sua tentativa. E o silêncio permaneceu. A garota não queria mais ouvir nada daquilo, estava ficando maluca, com certeza era sua mente lhe pregando uma peça, ela iria abrir os olhos e descobrir que acabou dormindo na enfermaria. Mas não foi a sala amarelada e velha que a garota viu ao abrir os olhos, mais uma vez ela viu apenas a escuridão. Ela então esfrega o rosto, tenta secar seus olhos com as mãos e respira fundo.

— Por favor... Me deixa ir embora...

A garota parecia exausta, quase como se tivesse corrida uma maratona no Sol quente.

— Sim... Não vou me estender muito mais, estava apenas com saudades. — O sussurro também parecia cansado. — Mas antes... Eu preciso me desculpar. Naquele dia...

Eva sabia que se tratava do acidente, ela queria gritar mais uma vez, mas um nó em sua garganta a fez apenas engolir em seco e escutar.

— Naquele dia... Se eu não tivesse me descuidado, nada daquilo teria acontecido. Criança, eu amei seu pai como nunca tinha amado outra pessoa na vida. Ele era doce, era forte, era bonito, me fazia mimos e me tratava tão bem... E do nosso amor você foi gerada. E como ele à amava, era como se eu tivesse lhe dado o maior presente desse mundo, mas... Graças à uma maldição, eu fui obrigada à me afastar!! Precisei deixar vocês dois... mas continuei de olho em vocês... Eu cuidava de vocês, indiretamente eu os protegia. E então, naquele dia... Por conta de um erro meu, ele foi assassinado... Ceifado, tirado à força desse mundo... Como eu sofri...

Um silêncio então pairou no ar antes que ela voltasse à falar. Eva, chorosa, estava completamente desnorteada, apenas escutando.

— Sabe... Eu não podia perder você também, eu dobrei meus cuidados, a observava, a protegia, lhe dava comida, roupas, moradia... Você talvez nunca tenha percebido também nos monstros em que eu evitava que te encontrassem.

Eva agora parecia mais confusa do que nunca e, provavelmente, essa dúvida parecia estar estampada em seu rosto, pois o sussurro respondeu logo em seguida.

— Sim minha filha, monstros tentaram te encontrar. Mas agora você deve ir para um lugar em que meus cuidados não serão mais precisos, você ficará forte, aprenderá à se defender, vai se tornar meu orgulho e, no futuro, devemos nos encontrar novamente. Vá minha filha, um grupo de aliados está te esperando...

E, aos poucos, a massa de escuridão começou à se dissipar e tudo começou à voltar ao que era antes. Enquanto Eva secava seus rosto na camisa, um último sussurro lhe alcança os ouvidos.

— Lembre-se: Diga-lhes que você é filha de Nyx, a Deusa da Noite!!

Então, subitamente, um arrepio lhe corre à espinha, um calafrio que surge no meio de suas costas e termina em sua nuca. Ao mesmo tempo suas roupas mudam e novos trajes substituem magicamente os surrados: Uma camisa preta de manga longa, calça jeans azul escura, um par de All Star de cano alto preto aos pés e um sobretudo também preto que lhe cobre até a metade das coxas com capuz. A garota fica sem reação, com o capuz cobrindo-lhe a cabeça, enquanto tentava digerir tudo o que acabara de acontecer.

A garota demora alguns segundos até conseguir se mover e sua primeira reação é abaixar o capuz, no entanto, como se tudo o que acontecera não tivesse sido suficiente, logo acima dela pairava um simbolo brilhando soberano em meio a noite escura: Um triângulo preto com estrelas brancas ao fundo em uma lua crescente em seu topo.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maisie De Noir em Qua 11 Abr 2018, 01:00

Avaliação

Eva Jones — reclamada.

Olá de novo! Quero dizer que gostei dos acréscimos que fez na sua ficha além das mudanças. Há algo que não havia falado que são os sinais suplicados "??" e "!!". Acredito não haver uma necessidade disso, mas dessa vez não será esse detalhe que a impedirá de se tornar uma filha de Nyx! Parabéns, nyah!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Will Campbell em Qui 12 Abr 2018, 23:47


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Dionísio. Os poderes passivos dele facilitam e promovem ações de interpretação, algo que venho priorizando desde que comecei a jogar RPG de mesa.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas

Will é um jovem loiro, de rosto com feições quadradas, embora não grande. Costuma utilizar um corte de cabelo tradicional curto, quase militar. De olhos claros, que possuem uma cor mesclada entre azul e verde, sua aparência facial é agradavelmente serena.

Seu porte físico não chama muita atenção, podendo passar despercebido pela maioria das pessoas. Com 1,77m e 75kg, está apenas dentro do saudável. De fato, não é um porte atlético, musculoso, também não passa a sensação de magreza. Suas vestimentas geralmente são simples.

Características Psicológicas

Will é um garoto que teve uma infância perturbada, como a maioria dos semideuses. Essencialmente, ele tem enormes problemas para trabalhar em grupo. Quando sozinho, é aplicado. Sendo caótico, suas tendências iniciais geralmente são de quebrar regras. Contudo, ele é bondoso, então vai agir em benefício de seus amigos.
Ele esconde um profundo sentimento dentro de si, e para tal ele busca tornar todos os ambientes tão agradáveis quanto possível. É simpático e sociável, desde que não envolva trabalho. Gosta de festas e de agito, como todo filho de Dionísio tende a gostar.
Por ser caótico, pode tomar decisões ilógicas do ponto de vista dos outros e ser mal interpretado.

— História do Personagem:



1998, 10:37 am, Memphis, Tennessee. Na creche.

– O que você está fazendo!? – Com esse grito espantado, o menino foi retirado do chão e carregado para a sala da diretora da escola de ensino infantil, a creche. A professora insistira, veementemente e com muitos gestos, durante 2 horas para que a diretora acreditasse que o menininho estava brincando com as flores no jardim e estas responderam ao seu contato. A mãe do aluno fora chamada e no outro dia a matrícula havia sido cancelada.
Sara, a mãe, já começava a perceber que estas situações fariam parte de sua vida. Por sua escolha.

Adendo:
Gostaria de deixar claro que esta é uma situação sugestiva da influência do sangue divino na vida de Will. Não há confirmação de que realmente algum poder tenha se manifestado nesse momento. Fica a dúvida se a professora viu mesmo uma manifestação ou se apenas não gostava do menino.

...
Aproximadamente 13 anos depois
...

2011, 5:47 am, Philadelphia, Pennsylvania. Apartamento dos Campbell.

– Não se atrase para a escola! – gritou Sara, ao sair de casa para trabalhar. Era quinta-feira, pouco antes das 6 da manhã, e Will Campbell acordou com os gritos de sua mãe.
– Tá bom, mãe! Tô levantando.

Will estava se sentindo apreensivo. Tivera sonhos bizarros naquela noite; era como se uma guerra estivesse prestes a explodir em Nova Iorque. Vira centauros marchando, armados com arcos e flechas, espadas, e uma variedade de armas que não conseguira identificar. No momento seguinte, vislumbrou jovens de sua idade, aparentemente comuns, mas que se vestiam de forma estranha e portavam armas tão extravagantes quanto as dos centauros. Estes não marchavam, pareciam formar uma linha defensiva; estavam visivelmente tensos. Então, um rosto gigante, no meio de total escuridão, virara-se para ele e encarara-o como quem observa sua alma. Acordara suado durante a noite; a aparente realidade daqueles sonhos era nauseante. O dia estava prometendo e o garoto não sentia vontade de levantar. Em obediência à mãe, levantara e se preparara para a escola.

Sara e Will Campbell destacavam-se por serem uma família um tanto quanto exótica. Nos últimos anos, morando em um bom apartamento, próximo do Parque Fairmount em Filadélfia, poderiam se passar por uma família comum. Nem sempre fora assim. De fato, mudavam-se quase duas vezes por ano. Às vezes por conta dos empregos da mãe, outras tantas vezes por conta dos problemas em escolas que Will frequentava. E havia também o pai, que ele nunca conhecera, mas que era fonte de crises entre mãe e filho. Precisava se consolar com a seguinte resposta: ele os abandonou. Ponto.

Apesar dos conflitos, mãe e filho tinham muitos gostos em comum. Eles gostavam muito de movimento, de agitação. Envolviam-se e integravam-se facilmente em qualquer lugar que houvesse muitas pessoas. Isso os fizera morar em muitas cidades grandes. Além disso, ambos tinham uma inclinação muito forte para a atuação teatral. E ambos amavam isso.

...
1 ano antes.
...

2010, 20:17 am, Philadelphia, Pennsylvania. Em um bar do outro lado da cidade.

O dono do bar não podia deixar de espantar-se quando a mulher largou o dinheiro para mais uma bebida no balcão. Jovem, aproximadamente 34 anos, cabelos loiros compridos e presos em um rabo de cavalo, com olhos azuis penetrantes e impressionantemente lúcidos para quem já havia bebido algumas garrafas. Viera acompanhada de um jovem, loiro e com o cabelo quase tão grande quanto o dela mesma, também amarrado, com as feições do rosto quadradas. Era muito mais jovem que a mulher, então Bartold questionara-o sobre sua idade. A última coisa que queria era um menor de idade bebendo em seu bar. O olhar do jovem fora cortante e fizera o homem deixa-lo em paz.

Will e Sara estavam vestidos da forma mais intimidante que conseguiram, tentando parecer casuais, com jaquetas de couro pretas, ambos com camisetas brancas, calças jeans e botas, também de couro. Além disso, chegaram em uma Harley Davidson XI 883, de 2008, com ele pilotando. Não havia como evitar que o garoto mostrasse ser jovem, mas dava para faze-lo parecer mais velho. Mãe e filho gostavam tanto daqueles ambientes que valia o risco de serem denunciados para se divertirem algumas horas por lá. Havia uma satisfação em chegar, beber e ir embora, sem que descobrissem o adolescente. Até aquele momento, o menino nunca se perguntara porque a mãe o deixava a acompanhar.

Quando estavam saindo, algumas horas depois, Sara foi abordada por um dos clientes que ali se encontravam. Sem qualquer cerimônia, o homem careca e de barba malfeita, com uma barriga de cerveja já acumulada, levantou-se, agarrou-a pela cintura e indagou:

– Largue desse menino e conheça um homem de verdade, princesa. – Ela conseguia sentir o forte hálito de quem bebera tanto ou mais que ela. Tentando se desvencilhar, Sara acabou percebendo que seu corpo estava menos equilibrado do que gostaria. Will viu a dificuldade da mãe em se desvencilhar, e percebeu que a atenção dos clientes estava inteiramente naquela situação. As coisas já haviam fugido de controle, precisava agir. Ao reunir coragem e começar a se mover, percebeu que seu corpo estava bastante firme e equilibrado, apesar de também ter bebido. Aproximou-se do homem, que não era muito alto e tinha sua altura, pôs a mão sobre o ombro dele e falou o mais claramente possível.

– Solte-a, se não quiser amanhecer boiando. – O resultado daquilo seria definido de acordo com quem exercesse melhor controle. Para acentuar sua ameaça, Will levou a mão até a cintura, onde o homem não poderia ver, por dentro da jaqueta, como quem pega uma arma. -Concentradíssimo em sua atuação, não ousou piscar ou mover outros músculos faciais. O garoto se manteve encarando os olhos daquele velho – Solte-a, ou estouro seus miolos.

O homem de repente pareceu hesitar. De fato, ele vira que o garoto era jovem e, por isso, não esperara qualquer reação por parte dele. Contudo, a firmeza com a qual o jovem andara e o comportamento completamente sério exalavam perigo. Vira que o casal bebera durante horas, mais ainda do que ele. Nunca vira um adolescente beber tanto e sequer tropeçar ao andar. E havia uma ameaça na posição e olhar daquele cara loiro. Duvidou então da sua dedução feita anteriormente acerca da idade dele. A loira era uma modelo, mas preferiu manter-se seguro.

Quando o velho nojento encerrou o contato com sua mãe, Will partiu para cima dele feito um raio, girando sobre os pés e lhe acertando uma cotovelada no nariz. Escutou-se um forte crack e o homem desabou com o nariz ensanguentado. Correram para fora do bar antes que o tumulto se generalizasse, subiram na Harley e desapareceram. Apenas mais um episódio entre tantos. Muito mais tarde naquela noite, sentado em uma cadeira enquanto segurava um punhado de gelo contra o nariz dolorido, aquele velho gordo estaria jurando que vira os olhos do garoto brilharem em um tom púrpura no momento em que o encarara.

...
6 anos depois
...

2017, 1:05 pm, San Francisco, California. ACT.

Havia se mudado novamente. Fizera todo aquele processo de arrumar as malas, roupas, coisas pessoais, despedir-se de colegas e amigos, e mudara-se. Bom, não que houvesse muitos amigos. Mudara-se tanto, criara tantos problemas, que a maioria dos relacionamentos se mantinham bem superficiais. Bom, havia uma amiga que fizera e, maravilhosamente, ela mudara-se junto com o garoto. Difícil mesmo, para Will, foi dar adeus para sua mãe. Ao longo dos anos, Sara e ele haviam criado um vínculo muito forte que apenas mães solteiras e filhos possuem, uma dependência emocional um do outro. Isso fora há 1 ano. Agora, estava no American Conservatory Theater e já passara por alguns módulos muito intensos sobre teatro, atuação e artes cênicas.

Acabara de sair de uma aula teórica, onde se estudava a história do cinema nos EUA. O professor passara alguns vídeos muito interessantes e inspiradores, então Will andava com um largo sorriso até o refeitório da faculdade. Sentia-se muito motivado a atuar e já sentia falta das excursões feitas com sua mãe. Servira-se apenas com o suficiente, um pouco de massa com molho e suco de abacaxi, e fora sentar no lugar de praxe.

– Alguém está bem animado hoje, Will! – Uma garota dissera, aproximando-se logo atrás dele, enquanto ia tomando o lugar de sempre, a frente dele na mesa. Ela inclinou o rosto a frente do dele antes de sentar e beijou-lhe os lábios brevemente, jogando o perfume provocante contra ele. – A aula foi boa?

Emily Johnson. Jovem aspirante a atriz, também estudante na ACT. Uma garota ruiva, cabelos ondulados, pele muito clara, o que só ajudava a destacar a luz própria que ela tinha. Com feições arredondadas no rosto e olhos verdes, era uma visão bastante estonteante. Se Will apenas disfarçava-se na multidão, Emily certamente era o centro em qualquer lugar. Conheceram-se nas ruas, em uma peça improvisada no centro de Filadélfia, havia 2 anos. Naquele momento estavam dividindo uma casa próxima ao instituto, onde também passavam boa parte do tempo.

– Com você como meu horizonte todos os dias ao amanhecer, o dia sempre está radiante! – Respondeu Will, servindo-se do macarrão. – Tive aula da história do cinema. É uma aula ótima, ver tantos artistas que realmente fizeram história. Estou morrendo de vontade de atuar de novo.
– Podemos treinar no bosque perto de casa, então? Gostaria de te acompanhar nisso. – Sugerira Emily, com um sorriso em lábios que fez o garoto sentir borboletas no estômago.

Almoçaram rapidamente e dirigiram-se para o bosque. A paisagem, composta principalmente de pinheiros, tornavam o lugar receptivo e caloroso. Além disso, o brilho do sol lançava sombras ao longo do bosque, que tremulavam com o vento balançando as árvores. Emily adiantou-se a Will ao chegarem a uma clareira, onde os pinheiros tomavam a forma de um círculo, e sentou-se encostada em uma árvore com as pernas cruzadas. Em suas mãos estava um ukulele. Ela era uma exímia musicista, além de muito boa atriz. O garoto não pôde deixar de sorrir e sentou-se ao lado dela. Emi então começou a cantar Silvertongue – Young the giant e, em um dueto de uma soprano com um baixo, passaram algumas horas apenas cantando e registrando a beleza da natureza.

Em certos momentos, Will interrompia-a e eles brincavam entre papéis. O preferido do garoto era o de humilde vassalo, que encantado pela jovem moça da nobreza, buscava se aproximar, mas estava, ao mesmo tempo, muito consciente da distância que havia entre eles. Ela, por outro lado, não sendo moça de preocupar-se com posições sociais, abria-se ao contato dele e ia, também, encantando-se com a delicadeza com que ele a tratava. Assim, eles passavam muitos momentos por entre os pinheiros daquele lindo bosque. Na cabeça do garoto, quando deitava a cabeça no travesseiro naquela noite, ele não podia imaginar um futuro diferente do que estar ao lado de Emily o resto de sua vida. O coração martelava forte e quase desejava que ela pudesse o ouvir, no quarto ao lado do seu. Dormiam separados por um desejo dela de manterem-se assim até o casamento. Ainda que Will tivesse uma opinião diferente, respeitava-a e amava-a assim. E aos poucos, aprendia o valor daquelas decisões.

...
2017, madrugada daquela noite.

Poc. Silêncio. Poc. Silêncio. Poc. Silêncio. Silêncio. Poc. Silêncio. Will despertou com esse barulho, que parecia com gotas caindo no chão. Esperou e esperou, mas não ouviu mais nada. Virou-se e tentou voltar a dormir. Contudo, aquele barulho o incomodara tanto que o fez levantar-se e ir até o corredor, onde se dava acesso aos quartos. Vestido apenas com uma calça, deu dois passos, a distância entre seu quarto e o de Emily. Gostava do fato de a casa ser de madeira, o chão não ficava gelado durante a noite e podia andar descalço. Ele pensava em bater na porta, que geralmente estava fechada durante a noite, mas acabara de perceber que ela já estava entreaberta.

– Emily? Você está acordada? – Perguntou Will baixinho, enquanto avançava devagar para dentro do quarto. No interior de sua mente, algo estava disparando alarmes. Ela nunca deixava a porta aberta.

Poc. Poc. Algo estava pingando. Quando o garoto entrou no quarto dela, seu coração apertou um pouco e sua respiração acelerou. Com a pouca luz que vinha de um abajur ligado ao lado da cabeceira da cama, pôde perceber que a cama estava vazia. Havia um livro aberto onde Emily estivera deitada. Parece que não havia dormido. O relógio mostrava 2:07 am. Poc. Ao olhar, percebeu que o que estava causando o barulho que o despertara era a água que caía de uma cômoda, a garrafinha estava caída ao lado. Com um rápido olhar no banheiro, certificou-se que ele estava vazio. Ela saíra apressadamente e, em sua pressa, derrubara garrafa.

Indo até a sala, sentiu uma brisa fria percorrer seu corpo. “O que está acontecendo?”, pensava o já desesperado garoto. A porta de entrada também estava entreaberta. Will começava a suar frio, um arrepio de medo percorreu seu corpo. Desesperadamente, saiu de casa. Olhava ao redor agoniado, seu coração martelava no peito, sua boca já estava completamente seca. Ao longe, a lua iluminava o bosque e criava sombras que, agora, nada tinham de acolhedoras.

Naquela semana, muitas equipes de buscas percorreram toda a região, liderados pelo incansável e inconsolável garoto. Polícia, estudantes, familiares, inclusive a mãe de Will, Sara, todos tinham ajudado. Nada adiantara. A garota simplesmente desaparecera. Sem vestígios além daqueles vistos durante a noite pelo próprio jovem. Nenhum pedido de resgate. Quando a polícia enfim deu fim às equipes de buscas, Will desabara. Como nunca, muito mais do que pela falta do seu pai, Will chorara. Por mais uma semana, não compareceu as aulas. E então, voltou para a Pensilvânia.

...
1 ano depois
...

2018, 2:00 am, New York. Ruas.

Nova Iorque era uma cidade conhecida por nunca parar. Bom, isso é verdade para a maioria das cidades grandes. Mas naquela hora e naquele parque, havia apenas um indivíduo presente. Sentado em um dos bancos, o garoto lia um livro sob a iluminação pública. Usava um casaco escuro com capuz, que mantinha seu rosto nas sombras. Parecia completamente alheio ao horário, sentado confortavelmente como se fosse meio dia.
Havia 1 ano desde que Will conseguira dormir bem antes das 2 da manhã. Nunca se perdoou por não ter escutado nada, por não ter podido fazer nada. O garoto tentou voltar para a casa de sua mãe, mas ficar lá era muito doloroso, pois fora naquela cidade que ele e Emily haviam se conhecido. Resolvera, então, mudar-se para uma cidade que não havia morado antes e onde tentaria reconstruir-se. Tentara. Mas se no passado vivia sonhos estranhos, agora tinha pesadelos com ela. Com monstros que a capturavam.

Arranjara um emprego noturno, trabalhava das 18 horas até a 1 hora da madrugada, em um bar. Era garçom. Quando saía, sempre caminhava ou corria cerca de 30 minutos. Às vezes, depois disso, ia para alguma academia que estivesse aberta treinar, às vezes apenas buscava um lugar de solidão. Todos os dias, havia um ano, chorava às 2:07 da manhã. Quando as primeiras lágrimas, naquela noite, tocaram o solo, o garoto enfim percebeu que estava acompanhado.

– Parece que alguém tá perdido. – Indagou uma voz masculina. Surpreso, Will levantou a cabeça. Seu capuz caiu, revelando o cabelo curto, ao mesmo tempo em que via 3 caras cercando-o. Um deles, aquele que estava falando, já tinha uma faca nas mãos. – E veja, é uma mocinha! Tá chorando! Cara, passa logo a carteira e ninguém se machuca.

Na maior parte do tempo, era extremamente controlado. Em verdade, transparecia felicidade para as pessoas. Até teria entregue a carteira se fosse outra hora. Mas naquele momento... Aquele era seu momento; era o momento dela. Pensando com frieza, deixando com que as lágrimas enxugassem seu rosto, atacou primeiro o cara que estava com a faca. A ameaça maior. Um soco de baixo para cima, usando o impulso do pulo para se levantar do banco. Trac, mandíbula quebrada. Virou-se então para o da esquerda, que estava se recuperando mais rapidamente do ataque repentino. Dois socos precisos, estômago e têmpora. Desabou, desorientado.

Preparado, Will virou-se para o último adversário com a guarda erguida e o soco desferido deslealmente por trás parou em seus braços. Segurou o braço do atacante, pegou sua mão e a torceu pelos dedos até ele se ajoelhar, gritando. Desferiu um forte chute nas costelas e sentiu os ossos cederem sob seu pé. Só então, quando as próprias lágrimas já haviam parado, ele percebeu que eram garotos. Pouco mais que adolescentes. Talvez dois deles tivessem idade para beber, mas esse último certamente era menor. – Deviam estar em casa. Está tarde. ¬– Como quem não tem mais o que fazer, tirou de dentro do bolso um cantil pequeno, de metal, onde tinha um bom vinho.

Bebeu alguns goles, fechou-o e estava virando-se para ir embora, quando notou a presença de mais alguém.
Uma garota, alta, morena, vestida com roupas de couro e que trazia virado para ele um celular. – Mantenha a calma, olhe atentamente, me siga e então me ouça. ¬– Olhando pela tela do celular, que estava com a câmera frontal ligada, sobre a própria cabeça, via um símbolo brilhante que lembrava a imagem de um tirso. Estupefato, olhou para a recém-chegada. Ela estava com os dedos na frente dos lábios, apontou para um carro estacionado próximo ao parque. O porquê de sentir que ela poderia saber alguma coisa, Will não sabia. Mas sentia isso, então seguiu-a até o carro.

– Me chame de Jess. Há muitas coisas que preciso te contar.

Deste modo, andaram toda a madrugada, enquanto Jess contava ao garoto coisas muito estranhas acerca de deuses, semideuses, titãs e monstros.

Você talvez se pergunte: ele acreditou nela, assim? Sem mais nem menos? Bom, há dois motivos que o fizeram acreditar. O primeiro deles, ela fez uma demonstração de poderes em determinado momento da viagem. E Will estava predisposto a aceitar. Ele precisava de algo em que se agarrar. O segundo motivo, ela lhe entregou uma carta. Na carta, havia seu nome nela. Com a letra de Emily.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jeff Smith em Sex 13 Abr 2018, 00:13



Avaliação
Are you my mummy?


Will Campbell - Reclamado como filho de Dionísio

Vamos lá, Will. Serei curto e grosso em sua avaliação. Sua narrativa é bem fluída. Você sabe como manter o leitor focado em sua história, e ainda por cima sabe como deixar uma ponta para que o leitor queira ver mais sobre sua história assim como eu quero ver.

Por isso, seria um pecado não te aprovar como filho do Senhor D. Meus parabéns. Logo você receberá seus itens de reclamação.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jung Iseul em Dom 15 Abr 2018, 19:40


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Quero ser de Nêmesis porque a minha personagem terá todos os traços necessários para formar uma adolescente narcisista, rancorosa e sobretudo vingativa - o que, convenhamos, não poderia ser caracterizado como um meio-sangue de outro deus.

— Perfil do Personagem:

Características Físicas
Iseul pesa 48kg e tem 1,63 de altura. Possui longos cabelos castanho-escuros embora já os tenha tingido algumas vezes. Seus olhos são estreitos e os lábios arredondados e róseos. Olhos castanhos, mas frequentemente é vista com lentes de contato. Gosta de usar roupas da moda e estar sempre sexy, já que desde cedo recebera elogios por sua aparência impecável. Ciente de sua beleza, não costuma se valer de maquiagens muito pesadas, pois acredita que isso ofusca seus traços naturalmente afrodisíacos. Minissaias e sapatilhas compõem com frequência seu visual, além de olências doces e suaves.

Características Psicológicas
“Aquela ali é a Jung Iseul, é o mal em figura de gente... Ela parece só uma garotinha egoísta, traiçoeira e descarada, mas na verdade ela é muito, muito mais do que isso. Jung Iseul... Como é que eu posso começar a explicar Jung Iseul?” Park Seulgi sobre Jung Iseul ainda no Ensino Médio.
“A Jung Iseul é perfeita!”
“Ela tem duas bolsas de pele, e um carro importado prateado”
“Soube que o cabelo dela está no seguro por dez mil dólares”
“Ouvi dizer que ela faz comerciais de carro... No Japão”
“O filme que ela mais gosta é As Apimentadas”
“Ela até conheceu o Do Kyungsoo em um avião, e ele disse que ela era linda”
“Um dia, ela me socou no rosto... Isso foi irado!”


Iseul se vale de sua aparência angelical e de seu carisma para enganar todos a sua volta, conquistando a simpatia até dos mais céticos para depois puxar o tapete de cada um deles na melhor oportunidade.

E embora muitas vezes o faça para atingir algum objetivo próprio, também tem o hábito de fazê-lo por mero prazer. Acha engraçado ver as pessoas se desentendendo.

Acredita em homens como um bibelô e um apetrecho de função sexual, mas num geral é apenas uma adolescente entediada e com um forte complexo narcisista que coloca sua necessidade patológica de atenção acima de tudo - até mesmo da empatia que geralmente não demonstra com seus semelhantes.

É muito competitiva, e esse traço se expressou ainda mais após sua chegada ao acampamento meio-sangue.

Como a boa filha de Nêmesis, uma vez que recebe uma ofensa, guarda-a para sempre e sabe ser paciente, esperando o melhor momento para devolver, mas nunca na mesma intensidade - sempre mais forte.

A única pessoa com que - talvez - se importa, é sua irmã Sonyoung.

— História do Personagem:

Frutos de um breve caso entre Nêmesis, a deusa da vingança, e um jovem de pouco dinheiro, mas muita beleza, chamado Jung Dohyeong, as gêmeas Iseul e Sonyoung foram separadas desde muito cedo.
O que elas desconheceram, entretanto, durante a maior parte de sua vida, era a história macabra que antecedia a separação de ambas e suas adoções às pressas - a gênese de sua infância havia se pautado em um assassinato.
Nêmesis era a deusa da vingança. E Dohyeong não sabia disso.
Uma vez que a engravidara, o homem, forjado sob os padrões machistas sul-coreano, havia sido bem claro quanto ao destino que preferia para as crianças: “Aborte ou suma. Não assumirei, nem ajudarei-lhe em nada”, disse com frieza.
Foram suas últimas palavras. Tomada pela ira, Nêmesis o matou, e sabendo que não poderia cuidar das duas meninas, tempos depois regressou à capital da Coréia do Sul para entregá-las na mão do melhor orfanato que possuía por lá.
Eram belas, não tardaram a serem adotadas por famílias distintas.
Iseul cresceu como filha única de Park Hansol e sua esposa Nayeon, que a criaram com esmero apesar da condição social não muito elevada.
Revelando-se muito estudiosa desde cedo, ela possuía as melhores notas em seu colégio e entrou para dois grupos extracurriculares: o Grêmio Estudantil e as Líderes de Torcida.
Dera-se melhor no segundo, pois o que mais se exigia era beleza e carisma - e ela os possuía em excesso.
Andava com duas garotas menos inteligentes e bonitas durante o Ensino Médio, pois sabia que assim pareceria ainda mais inteligente e mais bonita do que já era por si só. Seus nomes eram Minah e Jungah, e elas preenchiam o único requisito que Iseul considerava essencial para compor sua tropa: elas a idolatravam, como uma deusa.
Mesmo antes de ser descoberta uma meio-sangue, Iseul já suspeitava que de alguma maneira era divina. Ela se sentia superior a todos, principalmente no que dizia respeito ao intelecto. Adorava mentir, achava isso prazeroso, fácil. Enganava e manipulava todos a sua volta ao seu bel prazer.
É claro que foi um choque quando um sátiro de nome Vincent, advindo diretamente de um misterioso acampamento norte-americano, arrancou-a de sua realidade limitada e ela se viu forçada a encarar sua verdadeira natureza - uma filha da deusa da vingança - e, uma situação que jamais imaginaria possível: ela tinha uma irmã gêmea.
A princípio, Iseul e Sonyoung não se davam muito bem. Consideravam-se muito diferentes uma da outra, e não viam como um laço mais profundo de afetividade poderia dar certo.
Eram apáticas com relação uma a outra, e não conseguiam trocar muito mais que cinco palavras.
Levou cerca de um mês e meio no Acampamento Meio-Sangue até elas começarem a ter algum nível de interação - um nível bem baixo, diga-se de passagem.
Uma vez iniciadas as relações sociais de ambas com os outros campistas, a personalidade gritante de Iseul não deixou dúvidas: foi a primeira reclamada.
Estavam todos almoçando no Pavilhão-Refeitório quando um menino dentuço e alto do mesmo chalé a que ela estava sendo designada levantou-se e indicou um espectro com a forma de uma balança que sustentava em seus pratos uma espada, pairando sob a cabeça de Iseul.
— Filha de Nêmesis! — gritou ele para que todos ouvissem, estufando o peito orgulhoso.
Não foi nenhuma surpresa quando poucas horas depois a irmã foi parar no mesmo chalé.
Depois de mais de trinta dias, parecia estar claro que elas não eram tão diferentes assim, afinal.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Catherine Burkhardt em Dom 15 Abr 2018, 19:56


Avaliação




Jung Iseul — Aprovada como filha de Nêmesis


Não tenho nada a reclamar de sua ficha. Você escreve extremamente bem, soube inserir a personalidade de sua personagem na história com perfeição. Confesso que hesitei um pouco em aprová-la de uma vez pelo curto espaço dedicado à reclamação em si, porém vejo em você potencial demais para reprová-la. Em minha opinião, você cumpriu os requesitos necessários, mesmo que por um triz.

No mais, bem-vinda, semideusa!


Dúvidas ou reclamações, é só mandar por mp.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Acir Santos em Dom 15 Abr 2018, 21:25


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária. Quando decidir criar o Acir, eu já tinha alguns deuses que poderiam se encaixar melhor com a história de vida e personalidade do meu personagem, estavam entre eles Macária, Ares e Atena, no entanto devido a evolução dos poderes e o desfecho que pensei, Macária seria a mais indicada.


— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Acir tem onze anos de idade, herdou deu seu pai e de sua ancestralidade indígena a maior parte de suas características, como sua cor de pele que muitos já consideraram vermelha, seu longo cabelo escuro e sedoso, seu olho um pouco puxado e seu sorriso, que muitos diriam ser puro e encantador. Não há manchas em sua pele, ela é simplesmente límpida e bela.
Sua altura é considerada baixa para outros garotos de sua idade, além do fato de estar no início da puberdade, por isso sua voz é muito mais doce e ele é geralmente confundindo com uma menina. Ele também é bastante magro.

Apesar da sua idade, Acir mostra uma maturidade e um pensamento de uma pessoa mais velha, ele já leu inúmeros livros de várias coisas, tem uma paixão por conhecimento, não sendo inocente ao ponto de acreditar em ideias que muitos consideram verdadeiras, ele conhecer a dor, conhece a vida e acima de tudo conhece a guerra. A guerra que cada um vive, a que seu pai e seu povo viveu. Devido a todo processo educacional e a experiência que ele mesmo novo percebeu, é claro as vezes faz birra, é claro as vezes ele só quer se divertir e não pensar em mais nada, mas para o povo de Acir, esse é um luxo que ele não pode ter.
Mesmo assim, é um garoto gentil e doce, com medo de muitas coisas, mas sem medo de dizer “Eu sou Acir e essa é a minha história”.

— História do Personagem:

Meu nome é Acir, na verdade, Moacir Santos, Acir é um apelido. Meu nome é uma junção de duas palavras na língua tupi, a tradução seria algo como, “O que vem da dor”. As vezes me pergunto o motivo do meu pai ter escolhido esse nome... talvez seja o fato dele gostar do livro Iracema, ou realmente tenha um significado.
Meu nome é estranho comparado aos nortes americanos, eu não tenho problema com isso, afinal, não sou norte-americano, sou brasileiro, então para mim foi bastante difícil me adaptar a américa, mas... necessário.
Eu não conheci minha mãe, ainda não conheço, eu só sei o que meu pai me contava e sua história, que no fim, também é a minha. Meu pai foi um líder, um grande líder, ele protestou inúmeras vezes por nossa terra, ele protestou inúmeras vezes para que tratassem nós, nativos, como seres humanos e não como selvagens, como muitos ainda pensam quando ouve a palavra “índio”. Ele foi um dos poucos que saiu para fazer um curso superior, que foi aclamado na política e por essa luta, e por nossa guerra, por terra, por condições básicas de sobrevivência que foi reconhecido até internacionalmente, viajando para o mundo, para falar sobre nossa vida.
Foi assim que meu pai, conheceu a minha mãe. Quando ficávamos sozinhos, ele me falava.

” Era a mulher mais bonita que já conheci. Sua mãe resplandecia uma serenidade e um misticismo, uma beleza que superava as lendas de Iara, para mim era como uma deusa. Ela tinha uma empatia fora do comum e essas pequenas coisas da personalidade dela acima de tudo fez com que me apaixonasse, porém, após uma noite eu nunca mais a vi. Até que depois de um longo tempo, você apareceu para mim, no momento que olhei para seus olhos, eu soube que você era o fruto do nosso amor, mesmo que breve, com você seria infinito. ”

E eu olhava para o céu e quando pensava nela, imaginava sua beleza como José de Alencar falava de Iracema, eu imaginava o papai, a mamãe e eu juntos... Isso nunca aconteceria, meu pai foi morto.
Meu país é belo, seja de terras, flora e fauna diferenciada, ao povo, a mistura de diferenças etnias, a essa cultura, mesmo que o processo tenha sido forçado, a verdade é que para muitos é ruim ver alguém desafiar o sistema, de dizer, “NÓS EXISTIMOS” , “NÃO SOMOS SELVAGENS”, “SÓ QUEREMOS MANTER  A NOSSA CULTURA, SÓ QUEREMOS PODER EXISTIR EM BOAS CONDINÇÕES”, meu pai falou tudo isso, ele desafiou e essa foi a resposta. Somente eu chorei naquela noite, todos meus outros familiares e as pessoas de minha tribo não, era comum morrer em sua luta.
E eu realmente não queria está agora nos Estados Unidos, mas, meu pai tinha deixado a minha guarda para um de seus amigos que ele conheceu lá, o tio Carlos, todos meus familiares entenderam, eu não. Eu queria ser que nem meu pai, eu não consigo compreender porque não me deixaram lá, apesar de o Tio Carlos ter me ensinado muita coisa, como ajuda na fluência no inglês, ele não era o papai.
Quando conheci o Tom, o sátiro que me trouxe ao acampamento, eu quase surtei, aquilo não era compreensível para mim, mas logo muitas coisas foram fazendo sentido e parecia que meu pai estava certo, a mamãe era realmente divina, o que me pergunto agora é “porque? ” , fui reclamado filho de Macária, a deusa da boa morte. Parece irônico, quando meu pai, que a conheceu e a amou, morreu com um tiro na cabeça.

Meu nome é Acir, eu não sei qual vai ser meu papel nesse mundo, tudo que eu acreditava que fazia parte, foi tirado de mim e agora eu me pergunto, quem eu vou ser.

Percy Jackson RPG BR



Acir Santos
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Filhos de Macária
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