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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Macária
Rigorosa
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial  (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jake P. Frost em Sab 24 Dez 2016, 02:35


Jake P. Frost

O Florescer de um Novo Dia


- Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
R:
Thanatos, pelo simples fato de que o mesmo representa


- Perfil do Personagem:
Físicas:
Com seus 1,82m Jake é o que se pode chamar de adolescente esguio, seus cabelos loiros avoaçados balançam com o soprar do vento e reflete a luz que os atinge concedendo uma aura luminosa aquele jovem. Uma cicatriz em formato de Ômega em seu pulso o difere de outras pessoas e seus olhos azuis transmitem uma serenidade surpreendente que traz calma a todos que olham.
.
Psicológicas: Jake é o que se chama de pessoa carismática, com seu sorriso contagia a todos ao seu redor numa tentativa de afastar quaisquer emoções ruins que possam atingir as pessoas que o circundam, pois se existe algo que ele odeie é a sensação de tristeza. Além disso, gosta de criar amizade com as pessoas que ele conhece por sua trajetória, pois assim sempre terá aliados para qualquer coisa que pretenda fazer. Por trás desta máscara de alegria existe um jovem que sofre com as manchas que deixou em seu passado, e esta face oculta que Jake tenta esconder em situações de decisões extremas acaba por aflorar.




- História do Personagem:



Na Quinta Avenida pessoas perambulavam de um lado para o outro, carros buzinavam, mais um dia comum em Manhattan. A High School de Upper East Side seguia com sua rotina corriqueira, alunos falando alto, professores gritando e pedindo silêncio. O sinal soava e se desdobrava em uma gritaria frenética, adolescentes saem apressadamente com a bolsa sobre os ombros. Em meio aquela multidão um jovem de cabelos loiros e olhos azuis se destacava por andar serenamente, ignorando toda aquela movimentação, seu olhar vago olhava para o infinito. Aquele jovem era Jake Frost, filho adotivo de um casal de imigrantes alemães, tinha 17 anos e estava encerrando seus estudos no ensino regular. Enquanto caminhava de volta para sua residência, Jake se deparou com seu professor de Química, Horton, saindo do mesmo prédio que morava, o jovem surpreso, gritou acenando:

- Eiiii Sr. Horton!

O professor simplesmente o fitou e seguiu com seu percurso, um frio subiu correndo a espinha de Jake, aquela sensação ruim fez com que ignorasse o fato de seu professor ter acabado de sair do prédio em que morava. Saiu correndo em disparada em direção a seu apartamento e com um supetão abriu a porta e se deparou com uma visão horripilante, traumática. Sua mãe estava pendurada pelo pescoço com uma corda negra, sua barriga aberta despejava sangue no chão, os olhos brilhavam com a cor negra e de sua boca uma névoa se dissipava. Com um grito Jake caiu no chão, suas lagrimas se encontram com o sangue de sua mãe. O corpo de sua mãe começara a se contorcer e aquela névoa se expandira por todo o hall de entrada, uma voz grave e profunda ecoava daquele corpo:

-Jake Phoster Morgan, a raiva que sentes é apenas o menor dos seus problemas. Corra! Salve-se! As forças das trevas esperam ansiosamente por teu futuro. Provavelmente os campistas se alertaram e virão a seu encontro, com tudo...

Antes que aquele espírito terminasse de recitar suas palavras um grunhido adentrou na sala. Jake por reflexo virou-se para ver o que era, e com um suspiro percebeu ser seu pai. Mas logo notou que havia algo de estranho, pois seu pai simplesmente adentrou no apartamento como se aquela cena que se encontrava no hall de entrada fosse apenas uma decoração. Jake começou a se arrastar lentamente para o corredor do lado de fora de sua residência, quando a porta simplesmente se choca contra o batente, que fez um estrondo que poderia ser ouvido até mesmo do andar superior. Com o bater da porta Jake se lançou para frente caindo em cima daquela poça de sangue. Seu pai então se volta para ele e diz:

-Onde você estava indo Jake, venha aqui e tome café comigo!

-Quem é você? – Gritou Jake enquanto se levantava correndo

-Ora que pergunta estupida! Sou seu Pai, Franz Morgan!

Jake então correu para a porta e tentou abri-la, mas era praticamente impossível, parecia que ali se encontrava uma parede pois nem sequer se movia um milímetro. Ao olhar para trás observou seu pai se aproximando a passos curtos. Franz agora estava todo desfigurado, suas unhas haviam crescidos como garras, seus dentes mais pareciam abridores de lata, os olhos eram negros como a mais obscura noite de lua nova e pelos começavam as surgir por todo seu corpo. Quando aquele ser estava ao lado do corpo pendurado, ele simplesmente parou e começou a devora-lo como se aquilo fosse a melhor iguaria que alguém pudesse lhe oferecer. Jake estava paralisado de medo, aquela besta simplesmente se colocava a devorar sua mãe, e o máximo que ele conseguira fazer era chorar. Quando aquele monstro terminoude comer aquele corpo, ele virou para o jovem, todo sujo de sangue e perdido em prantos, começou a gargalhar e a falar com o mesmo:

-Ora Ora, não é sempre que posso me deparar com um banquete deste nível, um humano e um semideus. Porém antes de te devorar, por favor, com quem você estava falando antes de eu chegar?

-Ahhh, e.. eu não sei, simplesmente uma voz saiu de minha mãe, mas não era ela, PORQUE VOCÊ A MATOU!

-O que?! Eu não a matei garoto, acabei de chegar! Além disso, acho que você esta ficando louco você conversa com cadáveres! Mas chega de conversa, hora do banquete!

Após encerrar sua frase, aquele ser que agora se parecia com um cão, saltou em direção a Jake com sua mandíbula aberta. Porém, pouco antes de atingi-lo, aquele ser foi reduzido a um pó dourado. Uma flecha dourada agora estava cravada bem ao lado do rosto de Jake. Atônito, uma sombra aparecera na janela, logo aquela veneziana se abriu e por ela entraram dois jovens. Um deles era esguio de cabelos negros e uns óculos escuros, e em suas mãos havia um arco e flecha. O outro era um jovem de porte mediano e cabelos vermelhos como fogo, em sua mão direita se encontra uma espada de bronze com coloração parecida com a de seu cabelo. Os dois recém-chegados foram em direção de Jake que se colocou em posição fetal e falou:

-Por favor, não me matem!

-Calma viemos te resgatar e não te matar! – Disse o ruivo

-Sou Peter Crown. – Resmungou o jovem de óculos escuros.

-Aé meu nome é Philip McVolp. – Replicou o garoto de cabelo vermelho.

-Ahn, meu nome é Jake, mas o que fazem aqui?

-Viemos lhe buscar oras!
–Disse Peter em tom indignado.

-Mas para onde vocês querem me levar? Além do mais o que aconteceu aqui?

-Vamos te levar para um acampamento, por favor, colabore, ao chegarmos te explicaremos melhor.

Jake mesmo receoso correu para teu quarto e pegou suas coisas, junto delas levou seu taco de baseball caso precisa-se se defender. Quando foram para sacada Jake foi surpreendido com um Cavalo Alado, Pégaso. Mesmo com medo, ele pulou na garupa e viajou durante horas. O dia já estava acabando quando uma colina surgiu no horizonte, Peter apontou para lá, sorrisos estamparam as faces daqueles jovens. Mas o inesperado aconteceu, tudo desacelerou e um homem grisalho simplesmente flutuou em meio aos dois pégasos. Jake olhou atentamente e reparou que se tratava do seu professor de Química, Sr. Horton. Jake então tentou gritar mais nada saiu de sua boca, então aquele homem começou a falar, com uma voz grave e profunda, idêntica aquela que falara pelo corpo dilacerado da mãe de Jake:

-Jake, primeiramente quero que saiba que não foi minha pessoa quem matou sua mãe, tentei chegar a tempo para salva-la, mas não consegui. Sei que por dentro deve achar que estou mentindo, mas saiba que tudo que digo são deveras verídicas. Antes que me pergunte meu nome é Thanatos e sou a própria personificação da morte, sua mãe hoje diria a real verdade sobre você, mas não teve tempo. Jake você é um Semideus, Meio Humano, Meio Deus, provavelmente você iria descobrir isso está noite quando chegasse ao Acampamento, mas eu precisava falar com você. Espero que você consiga se acostumar com sua nova rotina. Até Breve Filho

Quando terminou de citar sua frase o tempo voltou ao normal e Jake gritou:

-Como assim você é meu pai?


Mas já era tarde demais, porém Peter virou para Jake como se perguntasse se ele estaria bem, com uma certa feição de preocupado ele disse:

- O que houve Jake?


-Como assim o que houve? Você não viu ele? Ele disse que era meu Pai!


-Quem é seu pai Jake, do que esta falando?

-Tantos, acho que era esse o nome dele!


-Thanatos? Você tem certeza disto?

-Sim, ele flutuou na nossa frente você não viu?

-Desculpe Jake, mas não via nada.

Continuaram a viagem e quando chegaram naquela colina, uma foice surgiu sobre a cabeça de Jake, e finalmente aquilo que ele havia comentado se tornou verdade. Uma multidão se aproximou próximo ao local de aterrisagem querendo descobrir quem era o novo campista que havia chego. Jake desceu do Pégaso e foi recebido com uma salva de palmas e um grito foi emanado por toda aquela multidão:

-Bem Vindo, Filho de Thanatos!







Vestindo: Camisa listrada preto e branco, calça preta rasgada e sapato preto

Escutando: Time - Pink Floyd

Post: 001
Jake P. Frost
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Sab 24 Dez 2016, 20:36



Avaliação



Eu tô vendo vocês roubando o meu template. q




Jake P. Frost
Olá, Jake! Antes de qualquer coisa, seja bem-vindo ao fórum. Bom, vamos à avaliação. Devo começar lhe chamando atenção para a primeira coisa que reparei em sua ficha: o primeiro campo.

- Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
R: Thanatos, pelo simples fato de que o mesmo representa


Note que ficou incompleto, provavelmente sendo um erro provocado por falta de atenção. Atente-se nas próximas, ok? Mesmo que pareça um campo sem relevância da ficha, também deve passar pela revisão.

Seguindo ao perfil do seu personagem, o mesmo me surpreendeu de forma positiva. Você não se prendeu ao esteriótipo e isso confere ao personagem certa personalidade, sabe? Não que seguindo o esteriótipo isso não seja possível, apenas requer um pouco mais. Ainda nesse campo, pude já nele notar alguns erros que tornaram a se repetir no decorrer da ficha: pontuação e acentuação. Preste atenção nos trechos a seguir:

Com seus 1,82m Jake é o que se pode chamar de adolescente esguio, seus cabelos loiros avoaçados balançam com o soprar do vento e reflete a luz que os atinge concedendo uma aura luminosa aquele jovem.

Enquanto caminhava de volta para sua residência, Jake se deparou com seu professor de Química, Horton, saindo do mesmo prédio que morava, o jovem surpreso, gritou acenando

Em ambos é possível notar-se certo excesso de vírgula, tornando o texto corrido e confuso. Em ambos os casos seria uma alternativa terminar o período com um ponto, ao invés de tentar dar continuidade fazendo uso da vírgula. Uma boa dica para isso é ler a frase em voz alta, de forma pausada e natural, adicionando a pontuação de acordo com as pausas da fala. Leia dessa forma os trechos acima e os trechos abaixo (onde a pontuação foi alterada). Note a diferença.

Com seus 1,82m, Jake é o que se pode chamar de adolescente esguio. Seus cabelos loiros avoaçados balançam com o soprar do vento e refletem a luz que os atinge, concedendo uma aura luminosa àquele jovem.

Enquanto caminhava de volta para sua residência, Jake se deparou com seu professor de química, Horton, saindo do mesmo prédio que morava. O jovem, surpreso, gritou acenando.

Sendo feitas tais observações, podemos seguir com a avaliação. Sabe o que mais pegou na sua ficha? Coerência. No desenrolar dos fatos eu me vi com muitas perguntas que não conseguia responder. O seu padrasto era um monstro ou um monstro se passou por ele? Se era um monstro por que não aproveitou de um momento de vulnerabilidade (como ambos - seu personagem e a mãe dele - estarem dormindo) para se alimentar? Se o Sr. Horton chegou e viu sua mãe morta, por que ele não te encontrou e levou para um lugar seguro? Além disso, não creio que faça sentido um deus se camuflar de professor de ensino médio para ficar de olho em apenas um filho. Um deus possui obrigações e mais obrigações, além de não poder interferir/participar assim de forma direta na vida dos filhos. Você consegue entender isso? Essas quebras de coerência, mais do que qualquer erro gramático, foram o que me levaram até a minha decisão. Também tente atentar-se às emoções do seu personagem, descrevê-las e explorá-las melhor. Poxa, ele encontrou a mãe assassinada. Como ele se sente em relação a isso? E a ver todo o mundo dele virando de cabeça pra baixo?

Jake, você tem potencial pra isso. Atente-se aos pontos que eu chamei a sua atenção e tente corrigi-los. Pergunte-se em relação à coerência da sua história, releia, revise. Qualquer dúvida, qualquer esclarecimento ou reclamação, qualquer coisa, qualquer mesmo, você pode e deve me contatar: seja por mp, seja por chat, facebook, o que for. Não só a mim quanto a outros monitores e deuses, ok? No mais, é isso. Não desanime e boa sorte para a próxima.

Reprovado
Darya Archer-Gilligan
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Guido Navon em Dom 25 Dez 2016, 16:39

- Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?
Atena. A deusa da sabedoria vem incomodando minha mente desde pequeno. Sempre zombado e excluído por diferenças em conhecimento, acostumei-me a buscar refúgio em livros e pensamentos. Da filosofia platônica até Foucault, uma única figura fez-se sempre presente: Palas Atenas. Agora, a escolho para me reclamar.

- Perfil do Personagem
Físicas: Guido não é dos mais atléticos, tem uma barriguinha proeminente para seus quinze anos e seu um metro e sessenta e oito. Tinha um início de barba falha, da mesma cor que seus cabelos, um tom de castanho opaco. Os olhos eram de um castanho mais claro, mas pareciam mortos quase o tempo todo. Fundos, observavam tudo ao redor, a todo instante. Os lábios eram grossos, herança do pai. Opondo-se ao vulgar, não tinha tanta força (embora lhe apeteça). De ascendência paterna judia, compartilha a cor da pele e os traços da face com seus ancestrais: um rosto de contornos bem definidos e um branco mais escurecido pelo sol.

Psicológicas: O ser humano é permeado por duas interações essenciais: a individual e a compartilhada. A mente de cada indivíduo é um barco, no qual seus tripulantes são as várias faces de uma mesma pessoa. A cada momento, uma das faces esta no timão, levando a embarcação pra direção desejada, não sem relutância das partes que se opõem a decisão. Logo, toda decisão nada mais é que o triunfa da parte que a acolheu. Assim, sempre que vês alguém dizendo ‘’Eu quero, mas não consigo!’’, nada mais é que duas pessoas, duas partes, uma que quer e a outra que discorda, num feroz embate. Esse embate, essa troca de farpas é a interação individual. O ser faz-se e refaz-se a todo momento, é fluido, como Heráclito descreveu. (Esse, por conseguinte, é o campo de estudo da psicologia)
A interação compartilhada, por sua vez, é o fruto das ações de duas pessoas ou mais, que afetam a si próprias e aos vizinhos. A comunicação, a luta, a caça, a coleta, a procriação são exemplos de interações compartilhadas que os primitivos já usavam. Essas ligações atingem um nível macro, formando sociedades, reinos, crenças, ideias, heróis. Toda ideologia que atinja mais de um ser já esta enraizada na sociedade. (Esse é o campo de estudo da sociologia).
É dessa forma que Guido vê o mundo. Não dividido em dois, como descrito, mas uma coexistência e síntese dessas potências, uma cadeia simbiótica entre seres que se necessitam, mas ainda assim ignoram esse fato. Tudo é ligado de alguma forma, e uma comunidade pode ser bem estudada em um sujeito, assim como um sujeito pode ser estudado analisando sua convivência corriqueira.
Não se engane, isso não fez do garoto uma pessoa fria e insensível, mas pelo contrário, alguém amigável, que sabia sempre dosar o que falava, com quem e porque falava. Era acalorado com quem devia, reflexivo com quem necessitava. Mesmo que um pouco excluído, ainda o procuravam quando tinham problemas. Era quase um psicólogo para os que estavam a sua volta. Todo ser é submetido a sua mente, e por consequência, a suas emoções e sentimentos. A lógica não só se aplica, mas reina imponente sobre isso. A união da racionalidade e do sentimentalismo o fez forte.

- História do Personagem


As luzes iam se apagando uma a uma, denunciando que o toque de recolher estava prestes a bater. O orfanato onde morava tinha regras flexíveis, reflexo de sua diretora, a Senhora Brígida, afável como a mãe que nenhum deles tivera. No entanto, a hora de dormir era quase sagrada. Todos os dias, assim que batia meia noite, todos deveriam estar nas camas. Até no natal. Guido contava os riscos que Amélie tinha feito na porta de madeira. De seu leito, conseguiu distinguir quinze traços, mas pensava que havia mais. Fazia isso para pegar no sono.
Sonhos eram sempre frequentes, mas esse fora diferente. No devaneio, viu-se no escritório da diretora. Sentia o ritmo cardíaco aumentar. Noventa, noventa e cinco, cem. A respiração parecia cansada, como se houvesse desempenhado esforço físico há pouco. Seus olhos percorriam a sala vorazmente. Manifesto comunista, coruja empalhada, mesinha de centro, pisca-pisca que muda de cor a cada quinze segundos, janela entreaberta, brisa gelada de inverno, bola de tênis no canto esquerdo em relação à porta, porta quebrada, cheiro de carne assada. Fechou os olhos, tentando se acalmar. Respirou fundo e expirou, como de praxe. Ouvia vozes baixas resmungando qualquer coisa.

– Ele tem quinze anos! Deveria ter ido há tempos pro acampamento? O que estava pensando em fazer? – a voz parecia irritada.

– É minha responsabilidade! Eu decido quando o garoto vai, foi confiando a mim! Sem mais discussões. – era Brígida, a diretora do orfanato. Nunca tinha visto um tom tão descontrolado vindo dela. Guido permanecia com os olhos fechados, se concentrando.

– Esse é o terceiro monstro, Vaz. O terceiro! Já não acha que é hora?

– Devo torcer o braço. O garoto deve ir.
Quando abriu os olhos, estava sentado em sua cama, com os raios de sol invadindo suas pupilas pelo vidro opaco da janela. Sentia um leve desconforto no estômago, e uma vaga lembrança do que comera no café da manhã do outro dia. Alguém perguntou seu estado, e ele respondeu roboticamente a primeira coisa que lhe veio a cabeça:

– Fluindo. – Heráclito teria gostado da resposta, se estivesse vivo. A filosofia grega era sua companheira nas tardes de quinta feira, muito embora ele tenha uma paixão especial por Hegel, os gregos eram pais de todo o saber, e Atena a mãe. Olhou em volta, as crianças mais novas dormiam. Amélie, nascida um ano depois dele, já tinha um sorriso caloroso no rosto. Ele se desculpou pela resposta e completou devolvendo o sorriso.

– Acordem minhas amoras, é natal, época de alegria e felicidade, segundo o consentimento ocidental! Vamos, todos vão ganhar abraços e, com sorte, livros! – sua voz era de liderança, como todas as manhãs. Apesar de ser um garoto exótico, sabia lidar com as crianças que se encontravam no mesmo estado que ele.

Pouco a pouco, os pequenos iam levantando, cansados, mas assim que compreendiam qual era a data, pulavam das camas numa velocidade estonteante. O quarto todo estava idêntico, com exceção da ausência das aranhas – que o assustam até hoje – e um broche de coruja, a mesma que vira empalhada no sonho, que estava em cima do seu travesseiro. Guardou no bolso, e acompanhou os outros no café da manhã.

Era manhã de natal. E da mesma forma que os outros quinze natais, Guido se sentia sozinho. Costumava dizer que era um tempo para os suicidas. Foi abandonado na porta da casa da Diretora, ainda sem um ano completo. Consta que seu sobrenome era Navon, que significa sábio em hebraico, mas nunca procurou saber. A cultura judaica era negada ao máximo por ele. Tinha certo receio do pai por ter-lhe abandonado. E da mãe, sabia muito pouco.

A coruja no bolso parecia ter esquentado. Socou a mão e a retirou. As letras em grego estavam um pouco superficiais, mas já podia ler o nome: era ‘’Palas Athena’’. Sempre teve facilidade com o grego. O que o fazia ainda mais próximo da filosofia das polis. Lia todos os livros em grego antigo. Se surpreendia com a rapidez com que aprendeu a língua e a quantidade de escritos que Brígida tinha no escritório.

–Guido? Guido? Venha cá, preciso falar com você. – a voz da Diretora estava trêmula, muito destoante do costume.

–Hey! Buongiorno, Principessa! Stanotte, t’ho sognata tutta La notte! – recitou as falas mais tocantes do filme A Vida é Bela, de Roberto Benigni, cujo protagonista era a inspiração para seu nome.

Entrou na sala. Tudo exatamente igual no seu sonho. Até o Manifesto Comunista, o que ele não esperava, visto que Brígida era apartidária. O dono da outra voz, a grave e rouca, era um senhor corpulento, calvo e baixinho, que parecia andar sempre irritado. Eles conversaram e explicaram toda a situação, tudo que havia ocorrido em sua vida.

– Certo, eu sou um semideus ou coisa parecida. Quem é meu pai ou mãe? – mesmo que sentisse Atena, ainda tinha dúvidas. Nunca conhecera nenhum dos seus pais.

– Você parece já saber, não é, garoto?
Assentiu com a cabeça. Sentiu cada gota de sangue correndo pelo corpo, suas pupilas dilatarem, os lábios ressecarem. Passava por uma surpresa, as reações do corpo eram normais.

– Para onde irão me levar?

– Acampamento Meio Sangue.

Agarrou o broche de coruja, e passou seus dedos sobre ele. Pressentia que estava tudo prestes a mudar.

Considerações:
Esse não é o tipo de texto que costumo fazer, sou mais adaptado com textos reflexivos, estarei aceitando muito bem dicas pra melhorar minha narração, já que não é meu forte. Achei o site bem estruturado e curioso, estou gostando. Sobre as características psicológicas, pode ter ficado um pouco confuso, mas juro que é a primeira vez que tiro essa teoria da minha cabeça e ponho no papel, so, sorry. Obrigado por ter lido <3
Guido Navon
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalled C. Almeida em Seg 26 Dez 2016, 22:13



Avaliação



Eu tô roubando esse template. q




Guido Navon

Meu caro, você apresentou uma narrativa breve, porém corrida. Achei interessante o fato de que você tentou demonstrar suas experiências dentro do orfanato; afinal é muito importante que conheçamos os detalhes sobre os semideuses que chegam ao Acampamento.

Porém nem tudo é um mar de rosas, logo preciso lhe falar sobre alguns deslizes, como o fato de que você poderia se valer de pontuação ou separar os parágrafos para que sua narrativa não ficasse corrida. Fora isso sua narrativa foi boa, mas o fator reprovativo foi o fato de não ter descrito sua reclamação. Entenda que para ser reclamado é preciso algum sinal forte de sua ligação com o progenitor e não houve isso em sua narrativa. Por enquanto...

Reprovado

Kalled C. Almeida
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acampamento meio sangue

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Orfeu em Ter 27 Dez 2016, 09:11

mal feito, feito!
atualização (ou quase isso)
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Garota, eu vou pra Califórnia. ♪

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Guido Navon em Ter 27 Dez 2016, 13:15

- Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Atena. A deusa da sabedoria (além da civilização, deusa das artes, estratégia em batalha, da justiça e da habilidade!) vem incomodando minha mente desde pequeno. Sempre zombado e excluído por diferenças em conhecimento, acostumei-me a buscar refúgio em livros e pensamentos. Da filosofia platônica até Foucault, uma única figura fez-se sempre presente: Palas Atenas. Agora, a escolho para me reclamar.

- Perfil do Personagem

Físicas: Guido não é dos mais atléticos, tem uma barriguinha proeminente para seus quinze anos e seu um metro e sessenta e oito. Tinha um início de barba falha, da mesma cor que seus cabelos, um tom de castanho opaco. Os olhos eram de um castanho mais claro, mas pareciam mortos quase o tempo todo. Fundos, observavam tudo ao redor, a todo instante. Os lábios eram grossos, herança do pai. Opondo-se ao vulgar, não tinha tanta força (embora lhe apeteça). De ascendência paterna judia, compartilha a cor da pele e os traços da face com seus ancestrais: um rosto de contornos bem definidos e um branco mais escurecido pelo sol.

Psicológicas: O ser humano é permeado por duas interações essenciais: a individual e a compartilhada.

A mente de cada indivíduo é um barco, no qual seus tripulantes são as várias faces de uma mesma pessoa. A cada momento, uma das faces esta no timão, levando a embarcação pra direção desejada, não sem relutância das partes que se opõem a decisão. Logo, toda decisão nada mais é que o triunfa da parte que a acolheu. Assim, sempre que vês alguém dizendo ‘’Eu quero, mas não consigo!’’, nada mais é que duas pessoas, duas partes, uma que quer e a outra que discorda, num feroz embate. Esse embate, essa troca de farpas é a interação individual. O ser faz-se e refaz-se a todo o momento, é fluido, como Heráclito descreveu. (Esse, por conseguinte, é o campo de estudo da psicologia).

A interação compartilhada, por sua vez, é o fruto das ações de duas pessoas ou mais, que afetam a si próprias e aos vizinhos. A comunicação, a luta, a caça, a coleta, a procriação são exemplos de interações compartilhadas que os primitivos já usavam. Essas ligações atingem um nível macro, formando sociedades, reinos, crenças, ideias, heróis. Toda ideologia que atinja mais de um ser já esta enraizada na sociedade. (Esse é o campo de estudo da sociologia).

É dessa forma que Guido vê o mundo. Não dividido em dois, como descrito, mas uma coexistência e síntese dessas potências, uma cadeia simbiótica entre seres que se necessitam, mas ainda assim ignoram esse fato. Tudo é ligado de alguma forma, e uma comunidade pode ser bem estudada em um sujeito, assim como um sujeito pode ser estudado analisando sua convivência corriqueira.

Não se engane, isso não fez do garoto uma pessoa fria e insensível, mas pelo contrário, alguém amigável, que sabia sempre dosar o que falava, com quem e porque falava. Era acalorado com quem devia, reflexivo com quem necessitava. Mesmo que um pouco excluído, ainda o procuravam quando tinham problemas. Era quase um psicólogo para os que estavam a sua volta. Todo ser é submetido a sua mente, e por consequência, a suas emoções e sentimentos. A lógica não só se aplica, mas reina imponente sobre isso. A união da racionalidade e do sentimentalismo o fez forte.

- História do Personagem

As luzes iam se apagando uma a uma, denunciando que o toque de recolher estava prestes a bater. O orfanato onde morava tinha regras flexíveis, reflexo de sua diretora, a Senhora Brígida, afável como a mãe que nenhum deles tivera. No entanto, a hora de dormir era quase sagrada. Todos os dias, assim que batia meia noite, todos deveriam estar nas camas. Até no natal. Guido contava os riscos que Amelie tinha feito na porta de madeira. De seu leito, conseguiu distinguir quinze traços, mas pensava que havia mais. Fazia isso para pegar no sono.

Sonhos eram sempre frequentes, mas esse fora diferente. No devaneio, viu-se no escritório da diretora. Sentia o ritmo cardíaco aumentar. Noventa, noventa e cinco, cem. A respiração parecia cansada, como se houvesse desempenhado esforço físico há pouco. Seus olhos percorriam a sala vorazmente. Manifesto comunista, coruja empalhada, mesinha de centro, pisca-pisca que muda de cor a cada quinze segundos, janela entreaberta, brisa gelada de inverno, bola de tênis no canto esquerdo em relação à porta, porta quebrada, cheiro de carne assada. Fechou os olhos, tentando se acalmar. Respirou fundo e expirou, como de praxe. Ouvia vozes baixas resmungando qualquer coisa.

– Ele tem quinze anos! Deveria ter ido há tempos pro acampamento? O que estava pensando em fazer? – a voz parecia irritada.

– É minha responsabilidade! Eu decido quando o garoto vai, foi confiando a mim! Sem mais discussões. – era Brígida, a diretora do orfanato. Nunca tinha visto um tom tão descontrolado vindo dela. Guido permanecia com os olhos fechados, se concentrando.

– Esse é o terceiro monstro, Vaz. O terceiro! Já não acha que é hora?

– Devo torcer o braço. O garoto deve ir.

Quando abriu os olhos, estava sentado em sua cama, com os raios de sol invadindo suas pupilas pelo vidro opaco da janela. Sentia um leve desconforto no estômago, e uma vaga lembrança do que comera no café da manhã do outro dia. Alguém perguntou seu estado, e ele respondeu roboticamente a primeira coisa que lhe veio a cabeça:

– Fluindo. – Heráclito teria gostado da resposta, se estivesse vivo. A filosofia grega era sua companheira nas tardes de quinta feira, muito embora ele tenha uma paixão especial por Hegel, os gregos eram pais de todo o saber, e Atena a mãe. Olhou em volta, as crianças mais novas dormiam. Amelie, nascida um ano depois dele, já tinha um sorriso caloroso no rosto. Ele se desculpou pela resposta e completou devolvendo o sorriso.

– Acordem minhas amoras, é natal, época de alegria e felicidade, segundo o consentimento ocidental! Vamos, todos vão ganhar abraços e, com sorte, livros! – sua voz era de liderança, como todas as manhãs. Apesar de ser um garoto exótico, sabia lidar com as crianças que se encontravam no mesmo estado que ele.

Pouco a pouco, os pequenos iam levantando, cansados, mas assim que compreendiam qual era a data, pulavam das camas numa velocidade estonteante. O quarto todo estava idêntico, com exceção da ausência das aranhas – que o assustam até hoje – e um broche de coruja, a mesma que vira empalhada no sonho, que estava em cima do seu travesseiro. Guardou no bolso, e acompanhou os outros no café da manhã.

Era manhã de natal. E da mesma forma que os outros quinze natais, Guido se sentia sozinho. Costumava dizer que era um tempo para os suicidas. Foi abandonado na porta da casa da Diretora, ainda sem um ano completo. Consta que seu sobrenome era Navon, que significa sábio em hebraico, mas nunca procurou saber. A cultura judaica era negada ao máximo por ele. Tinha certo receio do pai por ter-lhe abandonado. E da mãe, sabia muito pouco.

A coruja no bolso parecia ter esquentado. Socou a mão e a retirou. As letras em grego estavam um pouco superficiais, mas já podia ler o nome: era ‘’Palas Athena’’. Sempre teve facilidade com o grego. O que o fazia ainda mais próximo da filosofia das polis. Lia todos os livros em grego antigo. Surpreendia-se com a rapidez com que aprendeu a língua e a quantidade de escritos que Brígida tinha no escritório.

–Guido? Guido? Venha cá, preciso falar com você. – a voz da Diretora estava trêmula, muito destoante do costume.

–Hey! Buongiorno, Principessa! Stanotte, t’ho sognata tutta La notte! – recitou as falas mais tocantes do filme A Vida é Bela, de Roberto Benigni, cujo protagonista era a inspiração para seu nome.

Entrou na sala. Tudo exatamente igual no seu sonho. Até o Manifesto Comunista, o que ele não esperava, visto que Brígida era apartidária. O dono da outra voz, a grave e rouca, era um senhor corpulento, de cabelos encaracolados, baixa estatura, com chifres saindo da cabeça – não que isso fosse normal – e parecia andar sempre irritado. Trajava-se de forma comum, salvo a ausência de sapatos que revelava cascos no lugar de pés.

– O q-que você é? – os olhos de Guido mantinham-se fixos nas partes incomuns do homem. O homem o fitou docilmente, e respondeu:

– Muito prazer, Guido. Meu nome é Hazel. Sente-se, precisamos conversar.

Hazel e Senhora Brígida lhe explicaram tudo, desde seu nascimento. O quanto o pai se assustara com a notícia de que sua mulher era uma deusa, sua facilidade para ler em grego, a natureza de sua mãe. Atônito, o garoto permaneceu calado até o fim. Acabado a confissão, permaneceu quieto por um tempo, perguntando:

–Isso é tudo muito estranho. Vou precisar de um tempo pra digerir. – lançou um sorriso carinhoso pra Brígida, e completou: – Minha mãe, no caso, é?

– Você parece já saber, não é, garoto? Você é filho de Atena. – Hazel apontou para o bolso do petiz, que carregava o broche com as inscrições do nome da mãe.  

Assentiu com a cabeça. Sentiu cada gota de sangue correndo pelo corpo, suas pupilas dilatarem, os lábios ressecarem. Passava por uma surpresa, as reações do corpo eram normais.

– Para onde irão me levar?

– Acampamento Meio Sangue. Lá você estará seguro.

Agarrou o broche de coruja, e passou seus dedos sobre ele. Pressentia que estava tudo prestes a mudar.
Guido Navon
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Vitor S. Magnus em Ter 27 Dez 2016, 17:08


Avaliação
Guido Navon


O
lá garoto. Sinto dizer que vou ter que dar um quote na avaliação do Kalled. (Desculpe, Kall.)

@Kalled C. Almeida escreveu:Meu caro, você apresentou uma narrativa breve, porém corrida. Achei interessante o fato de que você tentou demonstrar suas experiências dentro do orfanato; afinal é muito importante que conheçamos os detalhes sobre os semideuses que chegam ao Acampamento.

Porém nem tudo é um mar de rosas, logo preciso lhe falar sobre alguns deslizes, como o fato de que você poderia se valer de pontuação ou separar os parágrafos para que sua narrativa não ficasse corrida. Fora isso sua narrativa foi boa, mas o fator reprovativo foi o fato de não ter descrito sua reclamação. Entenda que para ser reclamado é preciso algum sinal forte de sua ligação com o progenitor e não houve isso em sua narrativa.

Guido, preste atenção em cada detalhe da avaliação dele. Ele disse que sua narração foi muito rápida e curta. Ou seja, dê mais detalhes, mostre coisas mais interessantes. Você simplesmente repostou a mesma ficha colocando parágrafos que o Kalled aconselhou. Explore as características psicológicas do seu personagem na ficha. Coloque situações onde ele se encontra que possam mostrar o lado semideus dele e não simplesmente mande um sátiro buscá-lo. Apresente o momento de reclamação, porque é um dos pontos obrigatórios pra uma aprovação.

Siga essas dicas que você pode se dar bem. Qualquer coisas nós monitores estamos à disposição não tenha vergonha de chegar junto.

Por enquanto... Reprovado.

Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alois Mircea em Qui 29 Dez 2016, 00:56

Ficha de Alois Mircea

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Reclamo por Ares. Porque? Guerras sempre fizeram parte de minha vida pessoal (Off) sejam elas pessoais (Problemas do dia-dia) e até mesmo guerras ficticias (RPG, Jogos e etc). Sou um verdadeiro apaixonado por estratégias de guerra e tudo que engloba este mundo, nada mais justo que fazer o um filho forjado para a guerra. Filho de Áres. (Preferia pegar algo mais mitologia nórdica.. Mas nhé.. Percy..)

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Vindo de uma provincia localizada no Norte do Rio Danúbio (Valáquia - Romênia). O estrangeiro Alois Mircea ostenta um largo peito varonil, uma pele ligeiramente morena (Tipica dos Romênos), cabelos encaracolados, pernas grossas e braços fortes. Fruto de sua propria genética, a qual foi ricamente favorecida por Marte, no reinado de Átila, o Huno.
Natasha Mircea, a mãe solteira de Alois era filha de um dos mais notórios combatentes Nazistas, ela transmitiu todo o conhecimento que adquiriu de seu pai para o filho, como se fosse uma relíquia de família, transmitindo a ele um comportamento estratégico e sobrevivente, e claro, o comportamento dominativo dos Nazistas.

Alois cresceu em um periodo de paz, suas unicas experiencias vividas de guerra, vieram de seus incontáveis sonhos, os quais inclusive provou do fio da navalha e até mesmo o gosto do mais grosso calibre, sonhos tão vividos que até mesmo ele se perguntava os porquês de tudo aquilo.. No fim, ele é uma pessoa de comportamento neutro (Nem bom ou ruim) e um dignissímo "Bon Vivant"

- História do Personagem

Irei dividir a história em duas partes, Tambem irei contar a história da mãe e avô

Major Dracul e Natasha
- Um conto de Pai e Filha

Alois foi o nome de seu avô, Major Dracul, apelido dado por sua brutalidade em campo de batalha. Ele foi um exímeo combatente Nazista, o qual viveu seus ultimos dias em conflitos internos na Valáquia, a guerra nunca pode sair de seu sangue, um sentimento compartilhado com todos de seu esquadrão, os quais fundaram uma força para-militar que faziam a segurança do local.
Natasha cresceu a sombra do pai, visto que não possuía mae. O periodo pós guerra rendeu a toda europa uma grande perda a sua população. Ela não tinha tantos amigos, vivia atrás de Dracul, carregando suas armas e aprendendo com seu pai os prazeres da Bebida e Guerra... Não demorou muito para que ascendesse assim como ele aos "negócios" da familia, Natasha ousou se mudar para um local distante, alegando ao pai que naquela cidade típica de "quase interior" havia nada além de mato e pouco futuro.. Natasha ousou se mudar para o Rio de Janeiro (Brasil). Fundando um sistema similar a "Máfia", usando seus conhecimentos herdados do pai para dominar aquele local e viver uma vida digna a de uma Senhora da Guerra, chegando a um ponto que até a propria policia local temesse a sua fúria... Seu reinado não durou sequer 10 anos... Acabou misteriosamente engravidando de seu primeiro e único filho. O qual a forçou a trabalhar as escuras. Mantendo sigilo até mesmo do pequeno Alois sobre seus negócios...

Alois
- A Ascenção De Um Pequeno Dragão

Seu nome era Alois, Natasha queria que fosse assim como seu pai, além de um exímeo combatente, um homem de coração puro, astuto como uma raposa e feroz como um Dragão. Alois, nascido em solo Brasileiro cresceu forte como um touro, dono de uma força e determinação incomum, o qual assim como Natasha se afeiçoou pelas artes de combate e guerra, chegando a superar sua mae em conhecimento, perdendo apenas pela falta de pratica, sua mae sempre o ensinou tudo oque sabia, menos o manejo de armas e suas funções... Rezava para que Alois não herdasse o mesmo destino que ela e seu avô trilham. Procurando sempre manter as aparencias de seus assuntos "extra-curriculares" em sigilo absoluto. Alois cresceu até os seus 15 anos sem saber sobre a Máfia Mircea... Mas logo tudo iria mudar...

- Test Your Might (Teste sua força)

Era dia de uma excurção de escola organizada as preças. O local era deveras estranho, o Museu das Armas e Artefatos de Guerra.. Um tanto longe daquele local.. O dia inspirava maus agouros para o jovem Alois, um dia muito frio, incomum de solo carioca.. Garoava tão finamente naquele dia que o obrigava a usar casaco. Aquele Museum era conhecido por todos por portar uma variedade grande de armas usadas ou não em guerra. Até mesmo continha armas tão bem conservadas que pareciam nunca terem sido ultilizadas. Naquele mesmo dia, o Exercito Brasileiro havia adquirido os novos Fuzís de Assalto Leve (PARAFAL, CAL. 7,62) estocados exclusivamente naquele mesmo Museum por pura preguiça de Recrutas.
A viagem foi calma, animada. Alois estava feliz, conversava com seus amigos sobre as diversas histórias que sua mae havia compartilhado com ele, sobre seu avô... Mas demorava apenas duas palavras para ser francamente sensurado por sua Professora Conservadorista, a qual incriminava o Major Dracul como insensato e um completo diabo.

Após chegar no local.. Tudo parecia tão claro para Alois que ele nem sequer precisava ver os nomes das armas que já sabia seus nomes e oque faziam.. Os textos históricos eram tão vividos em sua mente que mais parecia que havia vivido tudo aquilo e transcrevido. Conseguindo facilmente discernir a mentira da mais completa verdade em uma guerra. Tudo aquilo o facinava de tal forma que até mesmo se perdia de toda a escola... Sendo atraído por uma estranha vóz que a pouco tempo foi instruído por sua mae a se afastar... Uma voz tão sedutora e encantadora que fazia seu coração palpitar de emoção, passo após passo ele seguia rumo a escuridão.

??? - Venha... Jovem combatente... Irei guia-lo para a batalha...

Seu sangue esquentava a mesma medida que sua destra segurava fortemente um colar que sua mãe o havia dado com tanto carinho, o qual ela disse a ele sempre manter proximo. Após diversos passos, ele podia ver uma mulher com face perversa, segurando uma lança em sua destra, era sem duvidas a mesma voz que o chamou até aquele local. Ela definitivamente não era humana, possuía olhos de coloração avermelhada, com uma fenda em seu centro, como os olhos de uma besta, sem dúvidas uma habilidosa Ninfa... O fugor da batalha tomava seu pequeno corpo, oque o impulsionaria para o combate.

Ninfa - Η ψυχή του νεαρού αρνιού θα είναι δικό μου! Για τους ανθρώπους μου ΔΟΞΑ

As palavras dela deixavam o jovem paralizado, sem saber oque fazer... A segurança naquele local era nula, tornando aquele local completamente obscurecido pelos mais diversos caixotes que foram entregados mais cedo. Aquela lingua era estranha, provocava um tremendo baque nele... Embora dominasse perfeitamente inglês, Romêno e Português. Nunca em sua vida ouviu tal dialeto.

Ninfa - καταστρέφομαι... χαθεί από τη λεπίδα μου, ο γιος του Άρη! (Pereça... Pereça por minha lâmina! Filho de Ares!)

As ultimas palavras soavam com clareza em toda mente de Alois, fazendo cada sentido do corpo dele gritar como um só. A adrenalina da batalha o fazia se jogar para o lado, enquanto apanhava rapidamente uma baioneta. aremessando-a em direção a Ninfa, a qual rapidamente atingia aquele objeto com sua espara, o ricocheteando para longe. Ele chegava a apanhar um dos fuzís já municiados, destravar e atirar. Mas com sua impericia com aquele armamento, acabava por errar todos os seus tiros e por fim, ter o fuzil cortado ao meio... Sem esperanças, ele pegava o colar que sua mae lhe deu, retirando-o do bolso... O colar ardia em chamas, as quais tomavam todo o grande salao sem sequer queimar, chamas místicas que expurgavam a Ninfa juntamente a força de Alois

- Depois da Tempestade.
Sua conciencia sómente foi recobrada em um carro desconhecido... Escoltado por homens de terno negro, vizinhos seus, os quais trabalhavam secretamente para Natasha em meio a Máfia... Toda história da família foi explicada a Alois no instante de seu embarque para os Estados Unidos da América, junto a uma mulher que seria sua "babá". Natasha não entrou em detalhes, mas...

Natasha havia conhecido um concorrente a Máfia ao chegar no Brasil, diversos confrontos diretos e indiretos foram travados entre os mesmos, que compartilhavam de um colérico fogo, não apenas em combate como a cama. Mas logo após a ultima batalha, foi revelado a ela que ele possuía nenhum interesse no local, mas sim na força dela e de seu avô. A possivel mãe de seu mais poderoso herdeiro.

Alois vive até os dias de hoje nos EUA, recentemente ingressou ao Acampamento Meio-Sangue, aos seus 17 anos.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Qui 29 Dez 2016, 12:41


Avaliação


Alois Mircea:
Olá, Alois. Seja bem-vindo ao nosso querido Pejotinha! Vamos à sua avaliação! Amigo, você tem uma história interessante, pelo que consegui compreender, mas a ortografia e a concordância sabotaram sua ficha. Erros de grafia como "exímeo" onde deveria ser "exímio", falta de acentuação em diversas palavras, falta de vírgula em diversos lugares... tudo isso deixou a ficha confusa e meio que cansativa.

Outro ponto foi a questão das falas. Numa narrativa como a sua não é preciso colocar o nome do personagem antes da fala, você deixa isso claro no texto. Colocar o nome antes da fala ocorre em peças de teatro (como os livros de Shakespeare), ok? Outra coisa: não coloque as falas em grego para depois traduzir. Deixe claro na narrativa que o personagem falou em uma língua X (não necessariamente o grego, claro) e coloque o texto já em português. Se você quiser pode até usar o itálico para mostrar que era em outro idioma.

P.S.: os romenos não tem a pele morena. O cabelo geralmente é escuro, sim, mas a pele é clara. Exemplos são a ginasta Nadia Comaneci e o ator Sebastian Stan.

Por enquanto, ficha reprovada.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Rhutrey Arkle em Qua 04 Jan 2017, 11:58





If you come for me...

Want Retribution or Revenge?






-------- Desejo ser reconhecido como filho de Nêmeses porque justiça deve ser trazida a todos.

Características Psicológicas: Organizado; Analítico; Sadomasoquista com oponentes; Bipolar (lutando a favor/contra filhos de Zeus).

Características Físicas: 70Kg; 1,80m de altura; Magro, mas definido; cabelos pretos; olhos escuros.


E entre esses nomes há um em especial: Travis O'Brien.
Travis era um filho de comerciante da classe alta da cidadela onde eu vivia juntamente com meu pai (que também não ficava atrás, mas sem exageros) até saber de minha ascendência materna e paterna. Ele não parava de gabar-se das posses de sua família para quem quer que fosse.
Do fundo da minha alma desejei e disse que ele teria seus privilégios perdidos pelo fato de ostentar todo aquele ego desmedido e a fortuna não merecida. Eu tinha 10 anos na época quando falei essas coisas e, dois dias depois, a casa onde Travis morava fora saqueada e levaram somente os pertences dele. A partir daí que Guilhermo, meu pai, percebeu os indícios dos poderes herdados de minha mãe “descendo a vara” nas pessoas.

Ele contou que havia conhecido uma mulher, na época juíza da vara criminal do estado, e se apaixonou por ela. A moça sempre falava que o envolvimento não era justo para ele ou a mim futuramente porque ela iria embora. Meu pai não se importou e prosseguiu com o romance.

Depois de um tempo ela engravidou e gerou-me (Rhutrey) deixando aos cuidados dele. Guilhermo recebeu a explicação de que agora estava envolvido com uma deidade grega e que eu deveria ser levado ao Acampamento Meio-Sangue. Essa última parte não aconteceu porque ele morreu antes.

Enquanto vagava pelo país a procura desse tal acampamento encontrei um semideus chamado Baldwin que disse poder me ajudar. O feri e fugi porque aquele filho de Zeus matou meu pai e queria tirar a minha vida. Até hoje não confio em nenhum deles, pois pensam que o fato de serem da prole dele garante algum benefício a mais que outros. Estão errados e farei com que todos percebam isso, mesmo que tenha de derrubar um por um.


Presentes de Reclamação: {Balance}/ Espada longa de uma mão. [Seu formato é simples, com a guarda reta e empunhadura anatômica, de couro avermelhado. Sua cor é prateada, com entalhes discretos. Possui 1,30 de tamanho total, sendo que a lâmina corresponde a 1,10m. Transforma-se em um anel no nível 20.]{ Bronze sagrado e couro. } (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Nêmesis]






TAGS: BALDWIN, NÃO ADIANTA FUGIR! HAHAHAHAHA

Lost in Space by Caah at tdn ,

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Qua 11 Jan 2017, 14:10



Avaliação


Rhutrey Arkle — Reprovado como filho de Nêmesis

Rhutrey, seja muito bem vindo ao PJBR! Já devo iniciar dizendo que seu texto está muito estreito para as regras de ficha de reclamação, que esclarecem ali na primeira postagem uma largura de texto maior do que 400 px. Atente-se aos detalhes para que não tenha seus textos ignorados das próximas vezes.

Passando para o texto, logo no início sua quase-mãe ficaria um pouco triste em ler o próprio nome escrito errado. É Nêmesis, e não Nêmeses. Leviosa.

Não gostei da descrição das características tanto físicas quanto psicológicas, e nestas últimas aconselho a pesquisar um pouco os próprios termos que colocou. Ser bipolar não é isso que você expôs, lutar contra e/ou a favor de um mesmo grupo é apenas ser um personagem de alinhamento neutro, bipolaridade é um distúrbio mental bem mais complexo. Pelas características físicas eu poderia citar em média a metade dos semideuses do mundo, então não teve nada muito relevante ali também.

Seu texto também não apresentou o único e obrigatório propósito da ficha de reclamação: A reclamação. Desenvolva melhor a história do seu personagem, adicione detalhes e mantenha uma linha de narração constante. Explicite o momento em que Nêmesis o reconhece como filho e os motivos para tal. Tome cuidado com a coerência dos fatos.

Aconselho fortemente a trocar de template, ou ao menos editá-lo para que as cores fiquem mais legíveis (você me fez sofrer lendo nesses tons de azul) e o texto mais largo e espaçado. Temos em nossos parceiros alguns fóruns de códigos muito bons.

Lembre-se que está prestando um teste para ser filho de uma deusa cuja categoria é rígida, então deve caprichar o máximo possível. Caso necessite de mais algumas dicas ou explicações pode entrar em contato comigo ou qualquer outro monitor de chalé pelo chatbox ou MP. Boa sorte da próxima vez, espero ver sua ficha aprovada no futuro!

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Edward Beck Ontem à(s) 15:48


Ficha de Reclamação

para filho de Macária


Observação inicial: o texto está todo em negrito devido a um bug na página, causado por algum template acima ¬¬

Por qual deus deseja ser reclamado?

Macária, a deusa da boa morte. A deusa é a que melhor se encaixa para a trama deste personagem.

Características do personagem:

Físicas:
Cabelos pretos, olhos azuis, corpo atlético, 1,80m de altura, 72kg. É ágil, apesar da altura, e sabe ser bem discreto (silencioso) para agir.

Psicológicas:
Silencioso, quieto, nunca fez amigos. Entretanto, sabe conquistar facilmente a confiança de qualquer pessoa quando quer, sendo bastante encantador e persuasivo. Mas o que realmente caracteriza Edward Beck é seu impulso assassino, algo que ele odeia e mesmo assim não consegue se libertar. Tem um argumento bastante absurdo para os crimes que comete e espera se livrar desta psicose algum dia.

História do personagem:

Cresci com um homem que fez de tudo para me fazer verdadeiramente feliz, mas sempre me neguei a isso. Não sei quando começou exatamente, mas desenvolvi uma teoria de que as pessoas mais felizes deveriam morrer logo, de forma pacífica, sem sofrimentos. A felicidade deveria ser o ápice da vida e viver mais era-me sinônimo de ter mais oportunidades para sofrer. Desta forma, privei-me de todos os prazeres da vida e assumi a missão de dar às pessoas seu merecido descanso e retirar delas a possibilidade de se tornarem tristes outra vez.

O homem que tentou me fazer feliz era meu pai. Por mais que tentasse se aproximar, ele sempre pareceu estar distante demais de mim, como se fizéssemos parte de mundos diferentes. Se eu soubesse antes que isso era verdade... Ele foi minha primeira vítima. Tinha sido meu aniversário e eu não quis convidar ninguém. Comemos um bolo, assoprei as velas, quatorze velas. Ele me disse que era o homem mais feliz do mundo e que não importava se eu não queria ninguém. Saber que era suficiente para mim era o que o fazia o homem mais feliz do mundo.

Tento me livrar deste demônio interior desde aquela noite, há cinco anos. Não sei o que tomou meu corpo, mas a visão de seu peito parando de se mover ainda me causa os piores pesadelos. Desse dia em diante, as coisas só pioraram. A polícia só apareceu na velha casa dias depois e eu já estava longe dali, observando as pessoas de uma forma que elas nem podiam imaginar. Eu as via felizes, completamente realizadas, e sentia o ímpeto de dar a elas uma boa morte, sem sofrimentos.

Sempre acontecia à noite. Toda manhã seguinte era um tormento. Apesar de não saber o que me dominava, eu tinha total consciência do que fazia e me lembrava de tudo depois que o monstro adormecia dentro de mim outra vez. Um monstro, era isso que eu era. É o que ainda sou! Dia após dia eu esperava encontrar uma cura, esperava conseguir me controlar quando os ataques vinham, mas não podia contar com ninguém. Buscar ajuda não era uma opção, qualquer pessoa fugiria ou chamaria a polícia. Eu precisava de cura, apesar de merecer retaliação e linchamento.

O tempo passou e as coisas não melhoraram. Já não me lembrava mais de onde tinha vindo e não tinha a menor ideia de para onde estava indo. Os assassinatos continuavam e meu sofrimento aumentava. Uma coisa inusitada aconteceu e foi quando percebi que estava ficando louco, totalmente louco. Depois de matar um jovem casal, um símbolo brilhou sobre minha cabeça. Parecia uma mortalha acompanhada de uma coroa de flores.

Pouco depois, um par de adagas, um manto e um par de botas surgiu em meu esconderijo. Digo que surgiu, mas na verdade nem me lembro se já não estavam lá antes. Fiquei louco, sei que fiquei. Desde esse ocorrido, há dois anos, vim tentando ao máximo ficar longe das pessoas. Me embrenhei no meio da floresta e fiz de tudo para não ver mais ninguém. Infelizmente, a floresta não é segura.

Fugindo de ursos, acabei indo parar numa cidadezinha afastada e meu pânico de tornar a ser um assassino em série retornou com força total. Não sei se por sorte ou por azar, mas fui encontrado por um padre muito gentil que me acolheu em seu lar para órfãos. Nunca lhe disse meu sobrenome, idade ou quaisquer outras informações mais profundas sobre mim.

Estou no orfanato ainda hoje e é por isso que estou fazendo este relato. Acho que meu problema está voltando e estou desesperado. Se eu cometer mais um crime... céus, se eu cometer mais um crime, não me importo mais com quem me encontre. Deixo aqui minha história, por mais que esteja cheia de furos e talvez confusa, para que peguem e deem um fim a isso se eu tornar a matar alguém.

Ainda não sei o que foi aquela coisa que brilhou em minha cabeça, se é que brilhou de fato... nem de onde vieram as armas que mantenho escondidas. Só quero ter paz. Sei que matar as pessoas é errado e não sei o que é este demônio que me domina, mas preciso me livrar dele. Nem que, para isso, seja eu quem precise morrer.

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
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Re: Ficha de Reclamação

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