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Teste para filhos de Hades — Setembro

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Teste para filhos de Hades — Setembro

Mensagem por Gary Danvers em Ter 20 Set 2016, 13:06

Teste de Reclamação
Para filho de Hades



Perfil do personagem:

Físico:
Ruivo, pele muito clara, olhos verdes-azulados, considerado baixinho para a idade (12 anos). Sobrancelhas quase ausentes e profundas olheiras constantes, independente de ter dormido bem à noite ou não.

Psicológico:
Gary não se permite demonstrar sentimentos. É calado e sombrio, geralmente afastando as pessoas, e sente profundo desejo de saber como é ter muitos amigos. Isso apenas agravou depois do trauma com a mãe e só quem consegue falar com ele é Annie Murray.

A história:

Gary nunca se sentiu parte do mundo. Enquanto todas as crianças de sua idade brincavam umas com as outras e se divertiam, ele era o estranho que não conseguia fazer amizade. Elas normalmente se sentiam desconfortáveis perto dele por um motivo nunca compreendido antes, como se sempre houvesse um monstro ao seu lado que impedisse a todos de se aproximarem.

Além disso, ele se sentia culpado por nunca conseguir fazer a mãe sorrir de verdade. Ela o amava mas sempre parecia carregar um olhar melancólico ao fitá-lo, como se o garoto a fizesse lembrar de algo realmente muito triste de seu passado. E realmente fazia.

Nascido em San Francisco, Gary nunca soube que vivia cercado de monstros até o dia em que completou 12 anos. Na ocasião ele vinha saindo da escola todo enrolado em um sobretudo e com um cachecol sobre o nariz, protegendo-o do estranho frio cortante que fazia naquele dia, quando um trio de mulheres com perna de cobra começou a persegui-lo.

A casa foi o único lugar no qual ele conseguiu pensar para se proteger, mas essa decisão o faria se arrepender enquanto ele estivesse vivo. Gary tentava arremessar tudo que fosse pesado ou afiado. Nas ruas, pelo caminho, as pessoas olhavam sem tomar qualquer atitude. Talvez vissem um trio de loucas perseguindo uma criança, talvez vissem uma brincadeira de família. Nunca se sabe do que a Névoa é capaz.

Ao chegar em casa, o garoto atirou vasos e puxou os quadros mais leves das paredes, mas tais ataques apenas causavam mais fúria nas estranhas e desconhecidas criaturas. Pareciam ter corrido longos minutos de luta, mas foi rápido que a mãe apareceu em socorro de seu pequeno, no momento em que as monstras tinham enfim conseguido pegá-lo e estavam prestes a esmagá-lo com suas pernas de cobra.

Kara Danvers as acertou com paneladas, tentou cortá-las com facas de cozinha, jogou uma panela de água fervente com massa caseira de lasanha dentro — o que seria o almoço de aniversário de seu querido filho —, mas nada adiantava para derrotá-las de fato, era quase como se os itens atirados passassem através delas.

Com ódio e queimadas em algumas partes dos corpos, as reptilianas se voltaram contra a mulher tomando nas mãos os objetos atirados por mãe e filho e, sem que pudesse ver através do véu mágico da Névoa, Kara sentiu subitamente todo o oxigênio ir embora de seu corpo, bem como sua vida, quando viu pernas envolverem seu tronco com uma força sobre-humana.

O terrível e nauseante som dos ossos se partindo e dilacerando os órgãos de Kara foram o suficiente para levarem Gary a um estado de quase loucura. Nos poucos momentos em que as monstras o deixaram de lado, ele viu-se paralisado, sem forças para correr, obrigado por seu próprio emocional fraco a assistir o assassinato cruel da mãe que tanto amava.

Então sentiu uma sensação totalmente diferente de todas já sentidas antes. O ódio finalmente tomou conta de seu ser e o permitiu se mover, mas tudo o que saiu foi um grito cheio de cólera, os punhos cerrados de forma que as unhas abriram feridas nas palmas das mãos, uma névoa roxa tão escura que quase era negra e todas as joias da mãe voando na direção das criaturas, acompanhadas de lâminas afiadas que vinham emergiam do chão, feitas de diamante, prata e ouro, que cravavam-se nos troncos das adversárias.

Gary desmaiou ali mesmo. Não viu quando um grupo de adolescentes vestidos de laranja chegaram à sua casa, guiados pelo faro de um jovem híbrido de homem com bode. Acordou dois dias depois num lugar desconhecido e ouviu de um homem misto com alazão que ele era filho de um deus. O centauro, que se apresentou como Quíron, parecia suspeitar da identidade do tal progenitor, mas por algum motivo não lhe dizia.

O pequeno ruivo relatou ao diretor de sua nova casa tudo o que aconteceu, escondendo a parte das lâminas preciosas por ter medo de estar delirando. Quíron, porém, que já tinha ouvido relatos dos semideuses que o resgataram, o incentivou a contar a parte que faltava em sua história e o garoto se surpreendeu ao ver que o centauro não viu nada de estranho naquilo. Na verdade, pareceu até positivamente impressionado.

Quando a dor de cabeça de Gary passou, ele foi liberado para conhecer o acampamento. A dor da perda da mãe era-lhe massacrante e a companhia de uma jovem semideusa era o que ainda o fazia se manter forte. A semideusa, um ano mais nova que ele mas claramente bem mais experiente naquele universo, era Annie Murray, filha de Poseidon que vivia no refúgio desde sempre, mas que só havia sido reconhecida pelo pai havia dois meses.

Annie mostrou-se completamente compreensiva enquanto mostrava-lhe as localidades sem perguntar-lhe por sua dor e dias se passaram sem que ela o interrogasse sobre seus sentimentos, somente sugeria-lhe atividades como canoagem e colheita de morangos para relaxar. Ela parecia saber o que ele sentia e foi a primeira que não se afastou de Gary. Ao fim da semana, quando já não era mais possível suportar, ele se sentiu seguro o suficiente para chorar diante dela e do agitado mar de inverno que banhava a praia do acampamento.

Com a filha de Poseidon a seu lado e suas mãos agarrando punhados de areia, Gary infligia a si a culpa pela morte da mãe, dizendo que jamais deveria ter corrido para casa ao fugir das monstras. Cobrava-se, gemendo que deveria ter sido mais forte. Socando a areia, ele urrou pelo pai, querendo saber quem ele era e, se era mesmo um deus, por que não protegera sua mãe.

Como que em resposta à sua ânsia, a mesma névoa roxa de outrora o cobriu novamente, mas dessa vez trazia consigo um holograma de caveira prateada sobre a cabeça do rapaz. Uma caveira semelhante mas concreta e em forma de anel surgiu em seu anelar esquerdo, uma magnífica espada de bronze sagrado com guarda incrustada de pedras preciosas ocupou sua mão direita e uma capa feita de lã negra, obsidiana e da própria escuridão amarrou-se às suas costas.

Annie quase gaguejou ao ver-se pela primeira vez na incumbência de anunciar uma reclamação, lembrando a forma como Quíron fizera com ela:

— D-Deus do Mundo Inferior e das pedras preciosas. Guardião dos mortos e das pedras preciosas... Ave, Gaara Matthew Danvers, filho de Hades.

A missão:

— Filho de... Hades? O deus dos mortos? Isso é alguma piada de mau gosto?

Não, não era fácil receber uma notícia como aquela. Enquanto Annie corria puxando-o pela mão e tagarelava sem parar sobre tudo fazer sentido, já que ele trouxera metais preciosos do chão, Gary sentia uma revolta intensa pela ironia que aquilo se mostrava ser. Filho do deus dos mortos que perdeu a mãe para a morte!

As palavras ditas por Annie ecoavam em sua cabeça como se ela falasse de muito longe, o sangue quente corria rápido por seu corpo e seu coração martelava no peito tão alto que ele acreditava ser possível para qualquer um ouvi-lo. Deus das pedras preciosas... ele tentou evocar ouro do solo novamente, mas foi totalmente sem sucesso. Não entendia como tinha sido capaz de um feito como aquele e agora só puxava pedras comuns.

— Pode acontecer algo muito grandioso na sua reclamação. É um momento em que seus poderes podem explodir com força total, sabe? Depois você tem que treinar, conquistar a evolução gradativamente. Não vai adiantar tentar puxar joias do chão assim, você precisa se fortalecer bastante.

Annie corria contra o fluxo de semideuses que voltava do anfiteatro e Gary se esforçava para acompanhar-lhe a corrida. Quíron vinha atrás de todos e inclinou a cabeça de forma curiosa ao ver o jovem ruivo trajado com os presentes de reclamação de Hades.

A filha de Poseidon contou tudo ao diretor do acampamento. Preocupado com o que poderia vir a seguir, ordenou que os dois montassem em seu dorso equino e galopou com eles diretamente para a Casa Grande, onde encontraram Rachel Elizabeth Dare dando voltas na sala com expressão grave e deixando Seymour tonto. Quando a ruiva ergueu os olhos para o trio que chegava, começou a tremer imediatamente e agarrou Gary pelos ombros.

— Deseja de fato saber quem sou, garoto? — A voz saiu da boca de Rachel, mas era masculina e gélida demais, trazendo arrepios e a sensação da própria morte, e Gary logo soube quem falava. — Deseja esbravejar face a face ao invés de socar a areia? Prove seu valor antes de me desafiar e venha até mim! Mostre-me seus anseios! Derrote o meu soldado e talvez possa ganhar a minha recompensa!

Rachel soltou o garoto assustado e cambaleou para trás com a cabeça doendo. Finalmente sabia o motivo de ter ficado subitamente tão inquieta — um deus queria falar através dela. Quíron e Annie gemeram em agonia, sabendo exatamente o que aquilo significava. Gary precisaria voltar a São Francisco, ir até o Mundo Inferior e cumprir uma missão nas terras do próprio pai para mostrar-se digno dele.

Sem pestanejar sequer uma única vez ao ouvir esta explicação do centauro, Gary aceitou o desafio. Não tinha ideia de quem era o tal soldado de seu pai, mas o destruiria completamente e exigiria sua recompensa. Precisava de uma específica. Nunca lhe traria completa paz ou felicidade, mas ao menos poderia trazer alguma tranquilidade ao seu espírito culpado e agitado.

Uma viagem de avião seria custeada pelo Acampamento Meio-Sangue, pois Gary ainda não sabia trafegar pelas sombras, mas Annie conseguiu convencer um dos pégasos a voltar à cidade perigosa onde havia resgatado o garoto. Mesmo assim foi a experiência mais fisiologicamente horrível de sua vida. Enjoo o tempo todo, desmaios, mais enjoos. Oficialmente filhos de Hades jamais deveriam estar fora do solo e aquele pégaso nunca teve tanto medo de que vomitassem em cima dele!

O animal alado pousou na frente de um estabelecimento nomeado Estúdios de Gravação M.A.C. e Gary sentiu-se tentado a perguntar se o pégaso estava pensando em gravar um cd. Só desistiu da ideia porque sabia que o animal não daria uma resposta compreensível e porque leu as palavras impressas nas portas de vidro:

— "Proibida a entrada de advogados, vagabundos e viventes? Tá me dizendo que isso aqui é a... entrada?

O pégaso relinchou, contrariado, estava odiando ficar naquele lugar. Com extremo cuidado, para não dizer medo, Gary apeou e despediu o animal, dizendo que o chamaria quando terminasse sua missão. Viu-se sozinho quase que instantaneamente e se forçou a começar a caminhar.

Havia alguns delinquentes na rua mas, provavelmente devido à sua aura de morte, o ruivo não foi seguido. Seus passos ecoaram na rua quando ele se dirigiu à entrada e sua respiração ofegante denotava sua tensão. Ele precisava se controlar urgentemente ou não chegaria nem perto do teste de seu pai.

Gary entrou no saguão do M.A.C. e correu a vista pelo local: paredes e tapetes cor de chumbo, cactos crescendo nas paredes, móveis lustrosos e pretos. Espectros vagavam de um lado a outro, às vezes podendo ser vistos, outras vezes desaparecendo diante dos olhos verdes do semideus.

Uma bancada podia ser vista por todos, alocada sobre um degrau, e atrás dela um homem de pele escura, óculos com armação de tartaruga e cabelos pintados de loiro mantinha uma apática expressão de tédio. O terno tinha cor de gemada e num pequeno crachá de prata lia-se com certa dificuldade o nome Caronte. Gary estava diante do famoso barqueiro.

Respirando fundo e tomando coragem o garoto caminhou diretamente para o curioso homem, que agora o olhava deliberadamente, tentando intimidá-lo. Pelos trajes de Gary — a capa de reclamação, o anel e a espada embainhada — era possível que Caronte o reconhecesse como um filho da morte, mesmo assim o barqueiro não permitiria uma passagem tão fácil.

— Em que posso ajudá-lo?

— Vim ver o rei do Mundo Inferior.

Caronte quase riu. Que inocente era o jovem rapaz, achar que podia simplesmente entrar no Mundo Inferior e exigir uma audiência com Hades.

— Ninguém pode entrar sem que esteja morto. Posso resolver isso para você.

— Diga isso a Nico di Angelo! — Gary arriscou, sem ter certeza se tinha acertado o nome de um dos semideuses mais famosos dos últimos tempos e que era filho de Hades, assim como ele. Ele tirou do bolso duas dracmas e bateu com elas sobre o balcão. — Faça seu trabalho e leve-me ao rei.

Caronte ergueu uma sobrancelha. Todos os que apareciam no saguão costumavam temê-lo, o próprio Percy Jackson o temeu! Quem aquele garoto pensava que era para tratá-lo como a um escravo? Mal sabia Caronte o quanto Gary estava amedrontado, mas a raiva por estar nos domínios do deus dos mortos depois de presenciar a morte de sua mãe dava-lhe coragem e impulsionava para fora as palavras certas enquanto ele se impunha.

— Você é um jovem curioso, príncipe da morte — disse o barqueiro e recolheu as dracmas. Estava a ponto de expulsar Gary do saguão, mas acabara mudando de ideia devido à ousadia do garoto. Na verdade, Caronte agora faria questão de levá-lo só para que houvesse a chance de Gary ser fulminado pelo próprio Hades.

Gary desceu o elevador e viu-se sobre uma barca velha de madeira. Ao seu lado, Caronte tornava-se um espectro com manto negro e sem óculos para ocultar os buracos no lugar de seus olhos. O barco foi conduzido até a praia de areia vulcânica e o barqueiro indicou o caminho a ser seguido pelo jovem semideus.

O ruivo viu-se então diante dos três portões guardados pelo rottweiller fantasmagórico Cérbero. Os dois das pontas conduziam ao julgamento dos Três Juízes e o do meio levava direto aos Campos de Asfódelos. Era a fila que avançava mais rápido e provavelmente a que o faria chegar logo ao palácio do rei.

Gary achou que teria problemas para passar por Cérbero, mas aparentemente os guardas espectrais pareciam temer um filho de Hades e facilmente o deixaram passar, mesmo quando o alarme de itens mágicos soou acima do portão do meio.

O semideus estava pisando agora no gramado cinza e seco pontuado por choupos que eram os Campos de Asfódelos. Ao longe, via-se uma tenda de onde saíam duas filas: a da esquerda para os Campos da Punição; a da direita, consideravelmente menor, para os Campos Elísios. Gary sabia apenas por alto o que cada área representava e acabou se perguntando involuntariamente para onde teria ido uma mulher inocente que se apaixonou por um deus e que morreu para salvar seu filho.

Finalmente, depois de andar por quilômetros entre diversos fantasmas, Gary avistou o imenso palácio negro e brilhante de obsidiana com portões de bronze reluzente — a casa de seu pai. Sentindo o peito ferver de raiva, o garoto avançou a passos firmes e finalmente alcançou a entrada do castelo.

Seu primeiro desafio foi passar pelos guardas, mas bater lâminas com espectros de repente lhe pareceu uma batalha indigna que jamais poderia lhe tomar muito tempo. Gary lutou com súbito ódio, não dando o menor espaço para que os fantasmas impedissem sua entrada. Quando protestaram, ele se virou com altivez e bradou em alta voz:

— Eu sou o filho de Hades! E fui chamado aqui pelo próprio rei!

Foi uma surpresa ver que os guardas não tentaram segui-lo, mas ele ainda não sabia que aquilo tudo era um grande teste pelo qual estava passando muito bem. Apesar do medo, Gary não desistia, sequer titubeava. De longe, sem que ele soubesse, o pai o observava com sua face impassível e esperava para ver até onde a ousadia de seu pequeno filho iria.

Gary entrou no palácio e tudo estava vazio, silencioso exceto pelo som de fogueiras crepitando inutilmente, já que o frio mórbido se mantinha naquele lugar. Tudo trazia a sensação de morte. Com a espada em riste, o ruivo avançou devagar, esperando o ataque do tal soldado de seu pai.

Algo lhe dizia as direções a seguir, um sexto sentido talvez. Depois de vários passos, um átrio e um corredor, Gary chegou ao imenso salão principal ricamente mobiliado e com um imenso espelho bem no centro. No reflexo deveria haver um Gary pálido de olhos verdes carregados de raiva e os cabelos pingando de suor o encarando, mas o que se via era um guerreiro em armadura grega completa que tinha o seu pequeno tamanho.

Foi aí que a coisa ficou estranha. O guerreiro riu-se sob o capacete e começou a caminhar para a frente, saindo da peça enorme de vidro espelhado e avançando como um psicopata na direção de Gary. O semideus, dividido entre a estranheza da situação e a adrenalina de finalmente encontrar seu oponente, firmou a espada em sua mão. A batalha começou.

As lâminas bateram-se com força, soltando faíscas. Naquele salão vazio, Gary e o misterioso guerreiro lutavam por suas vidas, com determinação e força. O garoto se surpreendia por conseguir antever cada golpe que seu oponente pretendia desferir, mas também se decepcionava ao ver que o guerreiro tinha a mesma habilidade. Gary precisaria surpreendê-lo, mas sem experiência de batalha maior que um ou outro treino na praia com Annie, ele não sabia o que fazer.

Além disso, havia o olhar do guerreiro. Os olhos, no mesmo tom de verde dos do semideus, o encaravam com absoluta coragem e segurança, coisas que Gary jamais soube ter durante toda sua vida de garoto isolado e rejeitado pelas outras crianças. O guerreiro era seu inverso, apesar de lutar com os mesmos golpes. Gary percebeu que jamais conseguiria chamar a atenção do pai se continuasse sofrendo por ter vivido sozinho. Com força, ele desferiu um golpe surpresa que lançou longe o capacete do oponente.

O semideus quase caiu para trás quando viu que estava lutando consigo mesmo. Um duplo, ele saberia mais tarde. Percebeu que para vencê-lo era necessário superar seus medos, suas frustrações, suas tristezas, canalizar a mágoa de ter perdido a mãe e golpeá-lo como se aquele guerreiro fosse o culpado. Não seria difícil, Gary queria socar a si mesmo desde que concluíra que a morte da mãe fora culpa sua.

O ruivo se transformou. Lutava com a raiva que estava presa em seu coração durante todo aquele tempo. Golpeava seu duplo como se desejasse infligir a si mesmo a dor que julgava merecer. Sendo um duplo, o guerreiro tinha sentimentos opostos e portanto não compreendia tamanha determinação. Gary conseguiu desarmá-lo e por fim acertou um forte chute em seu peito, lançando-o de volta para o espelho, que foi quebrado logo em seguida.

Ao ruir do vidro, o trono de ossos de Hades pôde ser visto e sentado nele estava o próprio deus dos mortos. Tinha um sorriso mínimo em seu rosto, um olhar mortífero e a pele tão pálida quanto a de seu filho.

— Saiu-se bem, Gaara Matthew Danvers — Gary manteve-se calado. — Sabes o que significa seu nome, rapaz?

— Cumpri o que pediu. É o bastante?

— Eu lhe fiz uma pergunta. Responda e receberá minha recompensa.

— Não sei o que significa meu nome e não quero sua recompensa. Quero a minha! Exijo ver minha mãe! Permita-me uma despedida, permita-me pedir desculpas por ter ido para casa.

— Você exige? Quanta ousadia, Gaara. Se não tivesse acabado de derrotar seus maiores medos e angústias, ficaria tentado a fulminá-lo. Provavelmente não faria isso, afinal você é meu filho, mas não pense que pode me provocar, rapaz. Seu nome significa "eu adoro a morte". Sua mãe sabia quem eu era e abraçou o fim de sua vida como a um amigo, porque protegeu você ao fazer isso. Terá seu momento. Olhe para trás.

Gary assim o fez e viu o fantasma de sua mãe tomar corpo e correr para abraçá-lo. Ali ele chorou e pediu perdão, mas a mãe trouxe conforto ao seu coração ao mostrar que estava bem. Seu ato lhe conferira o Elísio e agora ela estava livre de qualquer sofrimento. O coração de Gary pareceu perder toneladas de peso e só voltou a doer quando precisou se despedir. A mãe não poderia ficar com ele, por mais que desejasse, mas prometeu que rezaria aos deuses todos os dias para que o protegesse.

O semideus prometeu a mãe que voltaria para visitá-la ou aprenderia a evocar sua presença. Não ficariam longe um do outro, não poderiam ficar. Infelizmente o tempo para os dois era curto demais e Kara precisou partir novamente. Quando o fez, Gary perdeu os sentidos e desmaiou. Acordou novamente na Casa Grande. Quíron disse que Hades o enviara para lá depois de tê-lo aprovado. Ele tinha passado no teste de seu pai, era agora reconhecido como o novo filho de Hades.

Adendos:

Armas utilizadas:

{Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

{Void} / Anel [Anel de caveira que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, armazenando-as. As almas guardadas podem ser usadas como um combustível na forma de um "buff", ampliando o poder de ataque do semideus em 10% por 3 turnos a cada alma utilizada. A alma utilizada segue ao submundo após isso. Esse efeito pode ser usado apenas 2x por missão. Adicionalmente, 1 vez por missão o filho de Hades pode gastar uma alma coletada para recuperar 10% de sua HP e MP.] [Almas coletadas: 0]{Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

{Shadow} / Capa [Capa feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana. Com uma magia muito parecida com a do elmo de Hades, a capa faz com que o semideus fique invisível em meio as sombras, mas não modifica o odor do semideus, não diminui o barulho de suas ações ou modifica a estrutura corporal do semideus. A capa pode ser usada em partes do copo ou no corpo inteiro, mas ao passar por um foco de luz a camuflagem passa a ser inútil. Ao usar essa capa apenas como um acessório de vestimenta, mesmo estando sobre a luz ela concede um aumento de 10% na potencia dos poderes referente ao medo que o semideus usar.] {Lã}(Nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]


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Re: Teste para filhos de Hades — Setembro

Mensagem por Zeus em Sex 07 Out 2016, 00:21


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Gary Danvers: Reclamado.

Uma história boa do início ao fim. Gostei das características de Gary e da forma como você as detalhou. A personalidade do garoto ficou muito bem aplicada na narração. A luta contra o "duplo" foi muito interessante e inteligente, gostei da criatividade.

A visita ao reino do progenitor também fora narrada com detalhes e maestria, deixando tudo ainda mais interessante. Nada a criticar, sua ficha está excelente.

Meus parabéns, filho de Hades!

Caso tenha alguma dúvida ou reclamação envie-me uma MP.

_____________________________

O atraso na avaliação ocorreu devido a problemas pessoais. Peço desculpas e agradeço a compreensão!


Atualizado
Por: X_X_X_X_X_X


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
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Re: Teste para filhos de Hades — Setembro

Mensagem por Psiquê em Ter 11 Out 2016, 09:14

Att



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Teste para filhos de Hades — Setembro

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