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[É Um Lindo Dia Para Salvar Vidas] - MOPEM para ana m. thernadier

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[É Um Lindo Dia Para Salvar Vidas] - MOPEM para ana m. thernadier

Mensagem por Atena em Qua 19 Out 2016, 17:23


É Um Lindo Dia Para Salvar Vidas




"As vitórias são contadas pelo número de vidas salvas. E, de vez em quando, se for esperta, a vida que pode salvar pode ser a sua.”



Uma pequena criança entrou dentro da enfermaria e encontrou uma estudiosa e cansada semideusa curandeira. Diferente do habitual, a menina não parecia querer tratamento (apesar de ter o ombro deslocado e arranhões de espinhos por todo corpo); na realidade ela queria apenas que Ana a seguisse.

Pontos Obrigatórios


❃ Narre uma introdução de acordo com a narração.
❃ Fale o que sentiu, detalhe seu post etc...
❃ Após um longo dia de trabalho (diga especificamente o que lhe deixou tão cansada), você receberá a visita da pequena criança.
❃ Envolva a personalidade de sua personagem aqui, de modo que ficará temerosa se deve seguir a garota ou não, mas acaba por fazer. Deixe claro o que lhe motivou a seguir a garota, seja criativa.
❃ A menina lhe levará até as fronteiras do acampamento. Lá, do outro lado da fronteira, corpos estão jogados, alguns sem vida.
❃ Você irá examinar alguns e tentará leva-los para a enfermaria, mas não conseguirá; eles não são semideuses.
❃ Todos que estão ali (incluindo a criança), terão manchas vermelhas pelo corpo. De alguma forma irá descobrir que eles foram envenenados.
❃ Enfrente ao menos dois monstros enquanto tentar salvar as poucas vidas ali. A garotinha irá lhe ajudar, mas deve, obrigatoriamente, morrer intoxicada pelo veneno.
❃ Finalize a missão olhando o cenário de guerra ao seu redor, todos estão mortos, apenas você sobreviveu. O mistério fica no ar: Quem envenenou eles?
❃ Descubra qual o motivo de ninguém ter encontrado os corpos antes de você, tente ser coerente.

Informações Adicionais


❃ Coloque armas, poderes, observações, mascotes etc... Tudo em spoiler. Poderes divididos por ativos e passivos.
❃ Tente não usar templates que atrapalhem a leitura e organize bem os parágrafos.
❃ Local: Fronteiras do Acampamento
❃ Horas: auto.
❃ Clima: auto.
❃ Qualquer dúvida, reclamação, detalhe, recalque, destaque, informação, me mande mp.
❃ Quando postar, me mande mp também :)
❃ Prazo de 30 dias. Se quiser mais, mande mp.
GAROTINHA: Filha de: Desconhecido. Nível: Desconhecido. Obs: Ela não é nova no acampamento, mas estará muito fraca para lhe ajudar em batalha.
❃ Missão One-Post Externa Mediana para ana m. thernadier



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Re: [É Um Lindo Dia Para Salvar Vidas] - MOPEM para ana m. thernadier

Mensagem por Atena em Sab 19 Nov 2016, 17:07

Prazo ampliado pra +8 dias, pedido da player. Essa foi por muito pouco.


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Re: [É Um Lindo Dia Para Salvar Vidas] - MOPEM para ana m. thernadier

Mensagem por Ana M. Thernadier em Sab 19 Nov 2016, 23:47

Poisonous
Missão One Post Interna Mediana



Tornados. Eis aí um desastre quase tão certo naquela região quanto o fim da primavera.

Normalmente, os meses mais afetados são setembro, outubro e novembro, apesar das condições extremamente específicas e aleatórias para a formação de um vórtice substancial o bastante para colocar as autoridades em alerta. É claro que existem motivos muito bem definidos para tais fenômenos, mas revelá-los ao mundo dos mortais seria perigoso demais.

Mesmo que estivesse com peso na consciência, Ana simplesmente adorava essa época. Fazia questão de invocar um ou dois tufões, mas apenas em lugares extremamente afastados da sociedade e com baixas chances de espalhamento. Tinha uma dificuldade, um quê de desafio no processo de criação que lhe provocava um estado de catarse, de dissociação das questões mundanas. Quando manipulava o tempo para criar algo com potencial destrutivo, ainda que não o fizesse com esse fim, sentia-se acima dos demais. Essa era sua húbris.

Passando algumas semanas fora do Acampamento – já que a maioria dos campistas estava em período letivo -, a curandeira viajou sozinha pelos estados mais próximos à procura das melhores correntes de ar. Na maior parte do tempo deslizava pelo ar, apostando corrida com os anemoi thuellai, mas também pegava um ônibus com um destino qualquer.

Metaforicamente falando, era como se estivesse se comportando como um dente de leão.

 — Onde o vento me levar  — Respondeu a um motorista, durante uma parada em um posto de conveniência. Levantou um dedo para sentir o ar, e depois apontou para o noroeste.  — É para lá que eu vou.

No entanto, nem só de aventura estava vivendo a jovem. Existia um compromisso ao qual não podia evitar, algo que havia prometido devotar suas habilidades e seu tempo: salvar vidas. Tinha um registro médico vinculado ao Órgão de Medicina dos Estados Unidos – garantia do próprio Asclépio –, e podia dar plantões em determinados hospitais, sem compromisso. Por isso, levava sempre na mochila um jaleco com as inscrições “ANA THERNADIER – Physician, MD.”, estetoscópio, esfigmomanômetro e óculos de armação grossa para criar uma impressão mais madura  e contida.

O que mais gostava de fazer, nas cidades em que passava, era interver em situações de emergência. Comportava-se praticamente como uma heroína em vigília: sentava no topo de um edifício, levava binóculos e alguns refrigerantes, vislumbrava detalhes da vida noturna e descia apenas quando encontrava algum acidente, alguma batida ou problema.

Era melhor que o Sonho Americano.

-//-

Mas, cedo ou tarde, tinha que voltar para sua enfermaria, no Acampamento Meio-Sangue. Teria que voltar à rotina monótona de cronometrar a duração dos treinos, suturar membros, recolocar membros decepados e performar pequenas cirurgias. Não sentia mais a mesma emoção que antes desde que voltara de um voluntariado no Oriente Médio, então sentia a constante necessidade de escapar.

Ainda estava lidando com isso.

Havia recém passado a entrada de sua tenda quando sentiu o estresse voltar a chicotear sua nuca. Deixara o comando da Enfermaria nas mãos do estagiário mais experiente, mas ainda havia muito a ensiná-lo sobre como organizar e delegar responsabilidades. Como esperado, seu local de trabalho estava caótico: materiais de poções desorganizados, plantas na estufa precisando de poda, casos de pouca complexidade ocupando leitos especiais, cafeteira estragada.

 — E eu achava que teria mais um dia de férias.  — Lamentou-se. Ana dispensou os dois aprendizes de curandeiro que estavam ali, entediados, e pôs-se a resolver os problemas enunciados.

-//-

Havia passado a noite inteira organizando prontuários, frascos e suprimentos, e mal notara quando a manhã despontava no horizonte. Não estava exausta, ainda, mas já começava a sentir um peso a mais no corpo em especial em suas pálpebras. Decidiu fazer uma pausa e tomar uma xícara de café (em pó, já que sua amada máquina não funcionava).

Estava encostada na estante de plantas quando surgiu o primeiro paciente do dia. A curandeira tomou rápido o resto da bebida e foi na direção de uma garotinha, de doze ou treze anos, com as vestes rasgadas e arranhões visíveis na pele. Ela caminhava de um lado para outro, como que quem quisesse pedir ajuda, mas apenas não soubesse o que dizer.

 — Oi! Deixe-me dar uma olhada em você.  — Saudou-a, tentando encaminhá-la até a maca mais próxima. No entanto, ela resistia e frequentemente apontava para algo do lado de fora da tenda.  — Ei, fale comigo. — Protestou.

Ela não conseguia encadear sílabas para formar palavras, mas comunicava-se em murmúrios de urgência. O instinto médico de Ana imediatamente denunciou alerta para uma descrição de afasia de Broca, onde o portador da desabilitação pode compreender claramente, mas apresenta dificuldades na comunicação. Além disso, haviam complicações físicas: um de seus ombros estava deslocado para a frente e inchado, sem falar nos cortes que precisavam de assepsia. Por fim, notou pequenas erupções em sua pele que indicavam pequenas hemorragias internas.

Preciso dar um jeito no seu ombro. — Agachou-se, fixou os olhos no dela e forçou-a a parar de tentar se comunicar. Tocou na região do músculo trapezoide, para deixar bem claro o que iria fazer, agarrou o membro pelo antebraço e, antes que qualquer outra coisa pudesse surgir para impedir a recolocação, puxou-o com força.

Um grito de profunda dor, como esperado, mas passaria após alguns dias.

Viu? Já passou. — A curandeira sorriu para ela.

Em resposta, a garotinha afastou-se dela, chorando, e saiu correndo para fora dali. Isso não era esperado.

Por uma fração de segundo, Ana se viu em um dilema profissional: o que fazer agora? Correr atrás de uma “paciente” que não conseguia se comunicar e estava seriamente alterada ou voltar aos seus afazeres, afinal, não lhe era uma obrigação lidar com fugitivos? Ela era uma criança e poderia estar em sérios apuros, mas, se realmente estivesse, Quirón ou algum monitor deveria se preocupar com isso antes de si mesma. Havia prometido curar, proteger e cuidar da vida daqueles que lhe procurassem, mas aquilo não era um pouco além de sua alçada?

Estava na fronteira do Acampamento quando deu por si novamente, correndo no encalço de uma desconhecida.

“Ai, droga”, pensou. “Estúpido cérebro multitarefas.

-//-

Balanço da situação: Ana Thernadier, curandeira de Asclépio, 21 anos e de alta erudição, corria desembestada, vestindo apenas pijamas cirúrgicos, crocs branca, jaleco com sua bolsa de componentes mágicos em um dos bolsos, seguindo garota desconhecida, afiliações desconhecidas, idades desconhecidas e faculdades cognoscíveis duvidáveis.

Tentou se perguntar por que estava fazendo aquilo, mas a perseguição exigia toda sua concentração e energia. Desviava de galhos, pedras e musgos ao mesmo tempo que tentava manter a sandália nos pés e não perder a garota de vista.

(Mais tarde naquele dia, após isso tudo ter acabado, concluíra que simplesmente seu corpo havia agido de forma automática, o que era extremamente raro para uma pessoa que valoriza a racionalidade à emoção.)

E quanto mais a fundo adentravam no bosque externo ao Acampamento, mais notava as árvores ficando mais próximas e densas. Tentava controlar a respiração, mas cada passo a mais lhe trazia uma sensação maior de claustrofobia – afinal, estavam correndo por território desconhecido, potencialmente perigoso e cada vez mais fechado. A garota não parava de correr, mas eventualmente fez uma curva para a direita.

Ei! — Tentou, em vão, protestar. Quis desacelerar para recuperar o fôlego, porém, ela começou a descer na direção de um pequeno vale e desapareceu. Ana soltou um xingamento e foi atrás.

Quando chegou na borda do declive, porém, encontrou uma paisagem que lhe forçou a tomar uma pausa.

-//-

Lama, esporos, uma enorme flor púrpura, corpos no chão. Era uma visão tóxica e doentia, quase mórbida. Ouvia gemidos, alguns lamentos fracos e pedidos de socorro. Se fizesse uma estimativa, diria que haviam entre quinze e vinte pessoas ali.

E ela não conseguia mover um músculo.

Era quase como ver aquelas imagens idealizadas do inferno durante a idade média, vinda diretamente de uma tradução distorcida de A Divina Comédia. Ana sentia o gosto de bile subir à sua garganta e para provocar vômito, mas, naquele instante, estava estupefata demais até para se curvar.

Aqui! — Ouviu a voz da garotinha, que a despertou do estado de choque. A curandeira buscou apoio em uma árvore e perscrutou o lugar com os olhos, procurando a fonte do barulho. Não sabia o que fazer ali, mas nenhum dos palpites em sua consciência cogitava descer até ali, do jeito que estava.

Quando conseguiu se recompor, agiu da forma que, empiricamente falando, era a mais eficiente:

E-eu... Eu vou procurar ajuda! — Sua voz quebrou no início, e soou trêmula.

Virou-se de costas e fez menção de voltar para o Acampamento, mas só uma coisa a impediu.

Não sabia como voltar.

-//-

Já passado alguns minutos desde que recuperara os movimentos, a curandeira procurava em sua bolsa de componentes mágicos qualquer coisa que pudesse ser de milagrosa ajuda.

O objeto poderia lhe fornecer em infinitude qualquer especiaria, erva medicinal, instrumento cirúrgico e equipamento de proteção encontrado na rotina hospitalar, mas seria pedir muito que encontrasse lá coisas específicas para riscos bioquímicos? Uma daquelas máscaras usadas em filmes de guerra seriam razoáveis, ou até mesmo os narizes compridos que os médicos usavam durante a peste bubônica. Quiçá um escafandro.

Mas só conseguiu tirar de lá um protetor facial cirúrgico e algumas gazes.

Imploradores não podem ser escolhedores. — Lamentou-se, e amarrou as finas camadas de tecido no rosto. Começou a descer na direção do horror.

“Isso parece mais uma relação mutualística entre planta e fungo, ambos venenosos”, analisou. Tinha um vasto conhecimento na área de botânica e experiência com fungos (que não são subtipos de plantas), mas jamais havia encontrado na literatura científica ou mitológica algo em tal proporção, capaz de derrubar vários seres humanos de uma vez.

Aliás, o que estavam fazendo ali? Não conseguia sentir cheiros, então não poderia dizer se eram ou não humanos, mas conseguia ver e ouvir o suficiente para saber que a maioria já não apresentava sinais vitais.

Caminhou em direção à garotinha, que parecia ser a única vítima com força suficiente para permanecer de pé. Notou que seus olhos estavam ligeiramente voltados para cima e sua boca estava entreaberta, como se tivesse entrado em um estado de transe. As erupções cutâneas agora estavam mais pronunciadas, como verdadeiras manchas rubras de sangue.

Você tem que sair daqui. — Disse, a fala abafada pelas camadas de gaze e tecido. Reagindo ao toque, ela sacudiu a cabeça e respirou fundo, quase perdendo a consciência no ato. — Tente respirar o mínimo possível, certo?

E então, olhou ao redor. Pensou em elaborar um plano para “limpar” o ambiente daquela névoa de esporos, mas a floresta era muito densa para invocar uma ventania capaz de dispersar aquele pó levemente rosado no ar.

Mas talvez não precisasse fazê-lo, não através dos poderes derivados de Éolo. Levava o símbolo de Asclépio onde quer que fosse, na forma do colar-símbolo dos Curandeiros. Tirou-o do pescoço, revirou-o na mão e fez com que se transformasse em um bordão.

“Asclépio, por favor, ilumine meus pensamentos para que exista apenas pureza”, começou a entoar a oração. Fincou o objeto no chão, que começou a emitir uma aura lilás.

Ilumine minhas mãos para que curem e jamais façam o mal. Ilumine minha alma para que possa doá-la a outros. Ilumine meus instrumentos para proteger os molestados.

Da ponta superior do bordão, começou a surgir uma fumaça da mesma cor da aura e imediatamente começou a se adsorver no ambiente, em uma onda de purificação. Ana pensou no tipo de reação que poderia estar acontecendo, mas resolveu deixar isso para depois. Haviam coisas mais urgentes.

(A “fumaça” é composta por micropartículas extremamente porosas que reagem com substâncias nocivas, absorvendo e transformando-se em um composto inerte e não nocivo para seres vivos em geral.)

Ana fez com que a garotinha sentasse e respirasse fundo, e depois foi à procura de outros eventuais sobreviventes. Caminhava entre um e outro corpo, embora, naquela confusão de membros, não saberia dizer se estava conferindo a mesma pessoa de novo.

A maioria estava morta. Era difícil aferir um pulso tátil diante de tantas erupções e bolhas de pus, mas a curandeira tinha uma audição treinada para os mais sutis batimentos cardíacos. Conseguiu arrastar um adolescente e uma mulher para longe daquele siribolo. Ambos inconscientes.

Se ao menos estivesse mais perto do Acampamento, poderia levá-los até a Enfermaria e talvez conseguir salvar suas vidas. Mas isso só seria possível se fossem semideuses, e a essa altura não estava convencida que eles poderiam sê-lo. Algo assim acontece no mundo mitológico e todo mundo fica sabendo.

Calma, eu vou dar um jeito em vocês. — Disse, mais para si mesmo do que para as vítimas.

Azar. A carga de purificação começava a esgotar, e a estranha flor continuava a lançar no ar mais esporos, como se estivesse ciente da purificação.

Animais começavam a se aproximar, como que atraídos pelo aroma adocicado da planta (ou de carne disponível). A princípio, não conseguiu ver, mas ouviu alguns rugidos típicos da criatura mais temida da floresta americana: o urso.

Caramba. Tenho que dar o fora daqui. — Apesar de ter dito isso, não era o que realmente iria fazer. Era inimaginável que fosse capaz de simplesmente voltar ao Acampamento em segurança. Ainda tinha que pensar em como faria para encontrá-lo novamente.

Pouco tempo depois, ele apareceu. Primeiro alguns passos cautelosos, mas logo que viu os corpos avançou sobre eles. Por acaso do destino, Ana e a garotinha estavam do outro lado da clareira, imóveis e aterrorizadas.

Ana olhou para a criança.

A criança olhou pra Ana.

A curandeira levantou um dedo na frente da boca, pedindo silêncio. Caminhou, o mais furtivamente que pôde, até o seu bordão, e tirou-o do chão. Apontou-o ameaçadoramente e começou a gritar, enquanto corria na direção do animal. Talvez aquilo pudesse assustá-lo.

O urso levantou.

Ana lembrou-se que tinha um pouco mais de um metro e meio, mas isso não a fez desistir de investir e golpeá-lo uma, duas, três vezes.

-//-


Se existe alguma entidade totalmente beneficente que interceda em questões mundanas, ainda que das formas mais complexas no tecido tempo-espaço, certamente a jovem se lembraria de agradecê-la depois.

Funcionou. E ele recuou. Voltou e saiu, subitamente desinteressado no banquete de carne.

Uma hora no banheiro depois dessa. — Disse, virando-se para a direção da garotinha. Ela também parecia melhor agora, e até ajudava a examinar mais indivíduos no chão.

Ainda assim, grande parte deles sequer se mexia. Era um choque dar-se conta do que realmente estava acontecendo ali, uma carnificina pura. Nos restos de roupa, sequer conseguia encontrar identidades ou algo que os identificassem.

“Ninguém deveria morrer desconhecido assim”, lamentou.

Ainda levariam algumas horas até que os esporos atingissem a mesma concentração que antes, mas Ana decidiu resolver o problema logo de uma vez. Cavou um buraco (com certa dificuldade, já que estava em terreno lamacento), e foi na direção da misteriosa planta.

Ao encarar a flor, não pôde deixar de maravilhar-se com o detalhado padrão de pétalas e matizes de cores. Mas eram apenas um atrativo para curiosos: o verdadeiro veneno é o desejo. Utilizou as partes laminadas de seu bordão para recortar o caule, e separar a flor do resto. Empurrou-a até o buraco e depois começou a jogar terra por cima, de forma a encerrar permanentemente aquela maldição.

Ainda assim, era uma pena. Não a conhecia, e certamente poderia fazer importantes descobertas se decidisse estudá-la. Mas, naquela situação, estando ela praticamente sozinha, acabar com aquilo parecia a decisão mais sábia.

Você se lembra do caminho...? — Começou a falar para a garotinha, mas, ao se virar, viu-a deitada no chão. Correu na direção dela. — Droga, droga, fique comigo, tá bom?

Ana tentou usar as habilidades curativas mais eficazes que conhecia, mas tanto a mágica falhava quanto a criança já havia abandonado aquele corpo. Quando o mundo do curandeirismo lhe falhou, fez longos minutos de reanimação cardiopulmonar, em vão.

Não quis desistir, mas a exaustão tornava suas investidas cada vez mais fracas, até que os braços começaram a tremer. Desesperada, foi na direção dos outros dois sujeitos que havia conseguido tirar da área de risco, mas igualmente estavam com a respiração e os batimentos cardíacos silenciados.

Estavam todos mortos.

-//-


Havia passado minutos, talvez horas em um estado de dissociação da realidade. Não conseguia derramar lágrimas, sentir dor ou sequer encontrar algum sentimento que pudesse descrever a situação. Talvez fracasso fosse o que melhor se encaixava.

Não poderia ficar ali para sempre. Mas não podia deixar a cena do crime.

Já não sentia mais nojo ou desgosto pelos corpos, mas havia simplesmente um nó em sua garganta que lhe sufocava.

Sentia uma dor muito forte no lado esquerdo da cabeça. Tirou a “máscara” do rosto e respirou fundo muitas vezes para oxigenar o cérebro. Levantou-se.

O que eles estavam fazendo ali? Era um espetáculo da natureza, obra de uma perversidade humana ou simplesmente puro acaso? Procurou objetos ou qualquer coisa que lhe ajudasse a encontrar uma pista, algum motivo para justificar aquela situação toda.

No bolso de um adulto, encontrou um pedaço de papel amassado:



E, no verso, uma letra escrita à mão com os dizeres “SAÍDA ÚNICA”.



considerações finais:

Mais uma vez, perdão pela demora no prazo. E obrigada pela oportunidade.
itens utilizados:


— Bolsa de Componentes Mágicos / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nívem mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento)[Presente de Curandeiro]

— Colar do Serpentário / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado a força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro]
Poderes/Habilidades:

Considerações:

Como uma “desculpa” para justificar o baixo MP, embuti uma história condizente de justificativa, mas não os colocarei aqui para não poluir muito, já que a primeira parte da missão é, basicamente, um filler.


Passivos:

Detectar venenos (Nível 5)
O curandeiro, com alguns turnos de análise, é capaz de descobrir se algo está envenenado ou contém veneno, porém ainda não sabe identificar o tipo do mesmo contido no material examinado. Não gasta energia, mas exige concentração, não podendo realizar outras ações enquanto examina. Necessita de 3 turnos - 2 com equipamentos adequados, e apesar de identificar a presença de veneno não seria capaz de identificar qual seja, sua composição ou efeitos/ antídotos - apenas a presença. Não identifica isso no organismo de uma pessoa ou criatura - nesse caso, prevaleceria o diagnóstico através de suas habilidades médicas. No nível 14 consegue distinguir as criaturas que contém venenos ou foram envenenadas, e reduz em um turno o tempo de detecção de venenos.[Modificado]


Plantão (Nível 10)
Médicos sempre devem estar preparados para atender alguém e, com isso, sofrem menos efeitos de sono natural - enquanto pessoas normais não aguentam mais do que 48h sem sono, eles suportam 50% a mais, podendo passar 3 dias sem dormir, depois dos quais deverão descansar pelo menos 16h. Além disso, poderes de sono sofrem redutores, portanto, metade do efeito é cancelada, e o arredondamento é feito para baixo, mas apenas se provenientes de alguém com até 5 níveis acima do semideus, e não entra nessa resistência forças divinas.


Olhar Clínico (Nível 13)
Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

Conhecimento Anatômico (Animais)(Nível 18)
A partir desse nível os curandeiros adquirem conhecimento sobre os organismos de animais e por isso, eles sabem com perfeição qual é o melhor local para inserir uma injeção ou medicamento para que haja mais efeito no mesmo, como também sabe os locais exatos para acertar durante um golpe para causar mais dano. Isso faz com que seus golpes tenham um dano adicional de 10% em um ataque planejado 

Resistência a veneno (Nível 23)
O contato constante com venenos e o conhecimento sobre vários efeitos destes na medicina dão ao Aprendiz uma certa resistência a quaisquer tipos de venenos. Inicialmente, seu efeito é reduzido pela metade, sempre arredondando para baixo, quando provenientes de uma fonte de poder de nível menor que o semideus.

Ativo:

Onda purificadora (Nível 29)
Basicamente, uma evolução de "Purificar". Este poder remove toxinas e substâncias venenosas de uma área. Não afeta organismos vivos que já tenham sido intoxicados (ou seja, não cura envenenamento). O semideus se concentra e, através de seu bordão de curandeiro, fincando-o no chão, uma aura lilás é espalhada, removendo efeitos de substâncias nocivas que porventura estejam no ambiente em uma área de 5m de raio ao redor do local onde posicionou a arma. Os efeitos da purificação duram 3 turnos.



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Ana M. Thernadier
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Re: [É Um Lindo Dia Para Salvar Vidas] - MOPEM para ana m. thernadier

Mensagem por Atena em Sab 26 Nov 2016, 19:55


➤ Clicando aqui você irá encontrar o sistema de avaliação que deu base para os descontos aqui apresentes.
➤ Clicando aqui você poderá entender melhor o motivo de ter perdido essa quantidade de MP.  
➤ Clique aqui para entender melhor o sistema de DIY, aqui para saber mais sobre SM, e aqui para entender as dificuldades de uma missão.
Olá moça da medicina!

Vamos lá...

Sua escrita deixa clara sua inteligência e o quanto você deve se dedicar em cada frase que cria. Desde o começo de sua missão até sua última palavra, a fluidez e seu total controle da situação descrita e, principalmente, sua segurança no que descrevia, tudo isso deixou claro sua grandiosidade como escritora. Eu daria com todo gosto a nota máxima para você nessa missão, mas infelizmente existe alguns pontos que devo comentar.

Acredito que os pontos obrigatórios dessa missão deixou sua criatividade bem livre, de modo que não selecionei nem os monstros e o enredo é bem leve tornando possível que você incluísse o máximo possível de sua trama, o que de fato fez. Mas, entretanto, todavia, porém, contudo, veja só:

@Atena escreveu:❃ Você irá examinar alguns e tentará leva-los para a enfermaria, mas não conseguirá; eles não são semideuses.

Sua missão:

@Ana escreveu:Se ao menos estivesse mais perto do Acampamento, poderia levá-los até a Enfermaria e talvez conseguir salvar suas vidas. Mas isso só seria possível se fossem semideuses, e a essa altura não estava convencida que eles poderiam sê-lo. Algo assim acontece no mundo mitológico e todo mundo fica sabendo.

Eu não encontrei a sua tentativa de levar os mortos para o acampamento. Okay, isso não é grande coisa e nem relevante o suficiente para ser retirado pontos por isso. Apenas uma observação mesmo, se atente a tudo que foi posto na missão.

Agora, o mais relevante.

@Atena escreveu:❃ Enfrente ao menos dois monstros enquanto tentar salvar as poucas vidas ali. A garotinha irá lhe ajudar, mas deve, obrigatoriamente, morrer intoxicada pelo veneno.

❃ Finalize a missão olhando o cenário de guerra ao seu redor, todos estão mortos, apenas você sobreviveu. O mistério fica no ar: Quem envenenou eles?

Existe uma diferença entre monstro e dificuldade. Você enfrentou um urso, na verdade quase não enfrentou, e uma flor que é uma dificuldade. Posso até está errada, mas sua missão deu a ideia de que o veneno vinha da flor, sendo que um dos pontos obrigatórios deixou esse mistério no ar. Espero que se atente mais aos pontos, e qualquer dúvida que tenha fale com o narrador.

Além de que, como já comentado, seu encontro com o urso foi muito... Qual a palavra? Incoerente. Ele era um urso, você não tem o nível baixo e ainda tem grupo extra. Acredito que você pisou na linha entre o ''monstro fácil" e "poderia ter lutado mais, mesmo que o monstro seja fácil". Enfim... Acredito que deu pra entender o que quis passar para você, espero que entenda, sou sua fã.

— Coerência: 200/190;
— Coesão, estrutura e fluidez: 100/100;
— Objetividade e adequação à proposta: 60/40;
— Ortografia e organização: 40/40;

— Recompensa final: 370xp.
— Dracmas: 70.
— + item fraco:

❃ {Pastor} / Anel [Após a morte da pequena semideusa, Ana encontrou em seus dedos um pequeno anel que se encaixa em seu mindinho. Sempre que olhar para ele, a semideusa irá lembrar do dia em que encontrou vários corpos e não conseguiu salva-los, de modo que, apenas uma vez por missão, seu corpo irá se alertar dando 20% de chance de acerto para a próxima ação da semideusa (sua ação não precisa ser necessariamente um golpe de combate, o poder pode ser usado como combo junto com poderes passivos ou lhe deixar alerta quando for cuidar de pacientes). ] {Plástico} (Nível Mínimo: 19) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Missão É Um Lindo Dia Para Salvar Vidas, elaborada e avaliada por Athena, atualizada por ______]

— Descontos: -126 MP e -20HP


Agradecer a Deméter pela ajuda na avaliação


Qualquer dúvida/reclamação/mimimi/elogios/desabafos/recalques ou se quiser conversar (aw ♥), me mande MP ou contate em qualquer rede social.


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Re: [É Um Lindo Dia Para Salvar Vidas] - MOPEM para ana m. thernadier

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