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❖ Gold Hills — {MOPIM} Vitor S. Magnus

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❖ Gold Hills — {MOPIM} Vitor S. Magnus

Mensagem por Lavínia Cavendish em Seg Out 24, 2016 2:03 pm




gold hills


missão one post interna mediana





Praticamente nunca era fácil ter uma rotina normal no Acampamento, nem mesmo nos dias em que tudo ocorria bem. Em meio aos treinos de seu chalé, problemas brotavam de um lado para o outro, mas o que aguardava o monitor de Ares era muito maior do que aquilo.



+ Faça uma introdução coerente com um dia normal de treinos no Acampamento. Estará na arena junto com seus meio-irmãos quando Quíron chega e abruptamente puxa você e outro campista para o canto, aleatoriamente escolhidos dentre o grupo.

+ Ele explicará que está com a cabeça cheia de muitas reclamações daquela tarde, estas que provinham de um estranho acontecimento na floresta. Pelo que parece, alguém está roubando pertences importantes dos campistas e escondendo em uma caverna.

+ Você obrigatoriamente deve aceitar ajudar, pela motivação que melhor lhe convier. O meio-irmão que lhe acompanha acaba encontrando a caverna na floresta, e então vocês percebem que se trata de um ninho de formigas gigantes, conhecidas por colecionar metais preciosos.

+ O primeiro desafio será tirá-los de cena para que então você consiga adentrar na caverna. Ache um modo criativo de afastá-las e enfrente duas delas antes de prosseguir, podendo matá-las ou não. Lembre que cada ato produz uma consequência.

+ Por fim conseguem atingir o objetivo e você entra na caverna, encontrando pilhas e pilhas de espadas, escudos, armaduras e as mais diversas armas que foram roubadas pelas criaturas. Entretanto, quando você iria sair para relatar aos responsáveis, uma filha de Hermes esbarra em você enquanto corria para dentro do ninho.

+ Descubra que ela estava controlando os monstros de alguma maneira e pretendia roubar tudo aquilo antes de fugir do Acampamento naquela mesma noite. Enfrente-a sem matá-la e finalize da forma que julgar melhor, podendo entregá-la ou não, devolver os pertences ou não, etc. Não poupe detalhes no desfecho.


+ Não utilize cores cegantes e/ou templates com menos de 400px de largura no texto.

+ Poderes (com nível, separados por ativo e passivo) e armas em spoiler no final da narração.

+ Prazo de postagem até 23h59, segundo o horário de Brasília, do dia 14/11/2016;

+ O critério de avaliação usado será o baseado neste sistema (clique);

+ Caso você não poste e nem justifique até o prazo, perderá 50% do status de HP e MP total;

+ A premiação máxima consiste em: 400 XP, 75 dracmas e uma recompensa;

+ Ao final, caso atinja 85% da premiação total, ganhará um item mediano-fraco;

+ Ao final, caso não atinja 35% da premiação total, morrerá;

+ Agradeço se me enviar uma mensagem privada assim que postar;



+ Missão OP interna fácil para Vitor S. Magnus, filho de Ares, de nível 54;

+ Condições do player: HP 520/530 - MP 520/530

+ Condições climáticas: Ensolarado;

+ Horário de início: 14h00;

+ Local: Floresta, Acampamento Meio-Sangue;

+ Adversários: Dois Myrmekos, 200 HP/MP cada. Filha de Hermes, nível 54, full HP/MP;

Lavínia Cavendish
Mentalistas de Psiquê
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Re: ❖ Gold Hills — {MOPIM} Vitor S. Magnus

Mensagem por Vitor S. Magnus em Ter Dez 27, 2016 7:34 pm


Gold Hills


S
ua corrente cortava o ar como um chicote e o estalo fazia todos se arrepiarem.

— Parem de moleza, seus caras de pau! — Bradou o monitor de Ares.

Em pares, seus recrutas lutavam com espadas de treinamento, o bater de madeira contra madeira ocupava toda a arena. Vitor passava no meio deles observando cada movimento feito uma águia. O dever dele era manter a disciplina e a ordem no chalé, tal qual manter todos os seus irmãos em condições para missões e, principalmente, para uma guerra.

— Clarck, melhore sua postura! Qualquer um pode te derrubar assim! — A cada reclamação batia sua corrente no ar. — Andressa! — Uma semideusa baixinha tinha raiva no olhar e partia pra cima de outra mais alta com ferocidade, em contrapartida a semideusa mais alta desviava e defendia dos golpes com um pouco de dificuldade. — Seja menos bruta, garota! Não adianta partir pra cima do inimigo sem observar pontos fracos e usar as habilidades certas!

Enquanto caminhava devagar, estudando os movimentos de seus recrutas com cautela, um deles foi derrubado por outra e caiu bem à sua frente.

— MORTO! — Vitor chutou areia no rosto dele. — Porra, Kurt, seu tarado! Não consegue se manter de pé numa lutinha dessas?! Num campo de batalha você vai ser um dos primeiros a morrer! Torça pra o pai não ter vergonha de você nos Elisíos… Se você merecer ir pra lá. — Chutou o braço do garoto que tentava se levantar. — Levante-se!

— Atenção! — Vitor bradou estalando sua corrente o mais forte que pôde. Todos pararam no mesmo instante e olharam para Vitor.

— Quero que entendam uma coisa... — Falou num tom de repreensão misturado com zelo. — Cada um de vocês tem sangue olimpiano correndo pelas veias. Honrem o nome de nosso pai, façam com que ele se orgulhe a cada instante! — Ele pegou uma espada de madeira no chão e estudou a sua superfície num devaneio, escolheu as melhores palavras pra falar e prosseguiu. — A vida de cada um de vocês… — Falou apontando a ponta da espada para os que estavam ao seu redor. — Também está nas minhas mãos. Minha responsabilidade aqui é garantir a vitória de vocês em campo de batalha! É garantir que a morte de vocês seja gloriosa! E não que vocês corram amedrontados e levem uma flechada nas costas. — Ele jogou a espada no chão. — Treinem, lutem, melhorem… Parem de choramingar e reclamar de tudo. Superem o próprio limite e se tornem lendas como nossos antepassados e aproveitem a glória dos Elísios comigo um dia! — Ele se deixou sorrir por um segundo e logo recuperou sua voz de comando novamente. — Entendido?!

— Sim, senhor! — Todos bradaram num coro.

— Muito bem. Equipe Bravo e equipe Delta: dez voltas na arena. Equipe Alfa: formem pares novamente e continuem o treinamento. Equipe Charlie: treinamento livre. Vão!

Antes que todos saíssem Vitor chamou Kurt.

— Ok, garoto… Use seu melhor golpe. — Desarmado, Vitor esperou que o garoto avançasse contra ele. E assim foi.

O semideus era desengonçado, correu contra o irmão sem postura nenhuma e levou uma rasteira após ser desarmado em menos de um segundo.

— Tá de sacanagem, né, Kurt? Como um filho da guerra pode ser tão desengonçado assim? — Vitor revirou os olhos e jogou a espada do lado do garoto. — Nem levante… Cem flexões. — O garoto choramingou um pouco e começou a contar.

— Alina! — Uma garota que treinava com lança próxima dali foi ao encontro do semideus sem demora. — Treine o garoto… Ele não se aguenta em pé e não tem muita habilidade com a espada. Use seus métodos e…

Trotes de cavalo se aproximaram deles chamando a atenção de Vitor. Ele não teve tempo de se virar, sua blusa foi puxada e ele foi arrastado. A força do ser que o puxava era sobrenatural.

— Mas que por… — Ele foi jogado de lado sem cair, encarou a criatura com raiva, mas logo sua feição mudou quando reconheceu. — Quíron. — Bufou. — Desnecessário.

O centauro também havia puxado o garotinho que ia ter o treinamento particular, parecia que os deuses tinham outros planos para a pobre criatura.

— Venham comigo. — Quíron estava sério e preocupado, os garotos não pensaram duas vezes antes de segui-lo. Kurt não parecia acostumado com a presença dele, mas estava atento a cada palavra.

— Tenho recebido muitas reclamações de objetos perdidos. Não simples objetos, mas o valor não importa. Chegaram relatos hoje mesmo de que eles estão sendo levados para a floresta, mas nada mais que isso. Vocês já sabem o que fazer. Estou com a cabeça cheia de coisas pra resolver e não tenho tempo.

— É claro que vamos resolver isso, Quíron. Pode resolver os seus problemas. — Claro que Vitor aceitaria o pedido, independente da gravidade ele sempre cumpria sua missão.

A criatura tocou o punho cerrado no peito, sendo retribuído pelos dois, e partiu na mesma velocidade que chegou.

• •• • •• •

— Fique perto de mim, Kurt.

Aquilo parecia um passeio no bosque para o novato. Ele corria e se escondia atrás de uma árvore olhando para os lados, corria agachado dava uma ou duas cambalhotas e repetia tudo de novo.

— Se você quer achar alguma coisa precisa primeiro se acalmar e prestar atenção. Se continuar correndo e fazendo tanto barulho qualquer inimigo vai nos ouvir a quilômetros daqui!

O garoto era teimoso como uma mula. Continuou a correr como uma gazela num bosque.

— Vitor! Olhe! — Ele gritou agachando e tocando a terra.

Vitor apressou o passo, mas antes que pudesse chegar perto o moleque já tinha disparado. O monitor agachou e observou a terra a seus pés. Pegadas estranhas, mais semelhantes a furos, e desuniformes seguiam numa reta.

— Volte aqui! — Ordenou.

Mas já era tarde. O garoto era rápido e partiu como vento em busca de novas pistas. Vitor foi obrigado a correr atrás dele. Passaram-se cinco minutos até que o garoto parou entre duas árvores e de lá não saiu. O monitor se aproximou dele e paralisou também, não por medo, mas qualquer movimento poderia ocasionar uma situação bem ruim.

Mymerkos! A mente de Vitor ribombou. Ele puxou o garoto para trás de uma árvore assim que viu uma brecha e cautelosamente tentou espiar.

Estavam na entrada de uma clareira enorme, as árvores formavam semicírculo enorme e no final tinha uma montanha feita de pedras e uma criatura enorme protegendo a entrada circular. Sua couraça vermelho-sangue e - obviamente - sua forma de inseto não deixavam dúvidas do tipo de monstro que era. Vitor sabia exatamente o perigo que era lidar com um Myrmeko. A formiga parecia vigiar a entrada do que provavelmente era um ninho e não iria perguntar qual era a senha para os garotos entrarem. Por sorte deles ela estava a muitos metros de distância e não percebeu a presença deles.

Vitor segurava a gola de Kurt para que ele não tentasse nada estúpido.

— Suba a árvore, não faça barulho e só faça o que eu mandar… Entendeu? — Sussurrou.

Obedecendo, Kurt subiu a árvore com facilidade, mas custava a destreza para não quebrar um galho. Não demorou muito até ele parar num lugar bem alto e sentar num galho firme.

Com passos calmos e muito cuidado Vitor contornou parte da clareira observando o monstro. Vitor era paciente, podia gostar de uma boa briga e matar vários monstros, mas não ia arriscar a vida indo até lá, tanto poderia só ter uma quanto centenas de formigas gigantes ali. Ele tinha opções, poderia usar seus poderes ou fazer alguma loucura para atrair a atenção dela, mas decidiu esperar. E sua espera não foi em vão, o Mymerko parecia inquieto depois de um tempo, andava de um lado para o outro e entrou na caverna. Poderia ser a oportunidade perfeita! Mas nada mudou em relação à periculosidade de entrar naquele formigueiro.

Vitor permaneceu onde estava, não entendeu o que deu no Myrmeko e isso o preocupava. Teria ele percebido a presença dos dois filhos de Ares e ido alertar? Era o que ele estava para descobrir. Uma formiga saiu da caverna com passos apressados, nem parecia ter aquele tamanho todo, os raios de sol fizeram sua couraça reluzir. Seguindo ela, outra formiga saiu no mesmo ritmo e assim se repetiu sucessivamente totalizando dez formigas bem alinhadas. Por um momento Vitor sentiu um calafrio e segurou o cabo de seu florete. A que guiava a comitiva vinha na sua direção, mas logo mudou a direção para o leste, o que foi um alívio para o garoto. Elas adentraram a floresta sem diminuir o passo e sumiram entre as árvores.

Vitor deu mais um minuto e correu em direção à entrada da caverna. Para seu azar duas delas saíram na mesma hora em que ele estava a alguns metros de distância. Os monstro o encararam e emitiram um som que ele lembrava fielmente. As formigas avaçaram contra ele.

Um assobio agudo tomou conta da clareira chamando a atenção dos três. Os Myrmekos  e o semideus olharam pra cima. Kurt gritava e balançava sua faca no ar e isso fazia ela refletir ao sol. Então, como se um cão trocasse osso por carne os Myrmekos dispararam para a árvore onde Kurt estava.

A árvore balançou quando um dos monstro cabeceou. Kurt desequilibrou do galho e quase caiu. Já com seu florete em mãos Vitor correu até um deles cravando-o na perna do meio do monstro, que por reflexo, deu um chute elevando o corpo do filho de Ares. Vitor aproveitou o impulso e subiu nas costas da criatura. O pouso não foi um dos melhores, mas seu peso foi suficiente para a formiga dar uma guinada para trás e fazer a cria de Ares rolar para a bunda - ou coração - do inseto gigante.

As lâminas de suas botas fizeram ele ficar firme e não ter o risco de cair. O Myrmeko não parava de se mexer, ele balançava como se um cachorro estivesse tentando se secar. Vitor segurava na carapaça blindada dele. Precisava pensar rápido, Kurt estava em apuros.

Com a mão esquerda segurou o cabo de Rebellion que estava diagonalmente presa em suas costas e com firmeza puxou. Seu pé direito deu o impulso para que ele corresse sobre o corpo do Myrmeko. A espada começou a aumentar, mas não pesou. Deu dois passos firmes antes de saltar em direção à cabeça do monstro e, usando as duas mãos, enfiar a espada como uma lança na cabeça gigante da criatura.

O mymeko perdeu as forças e caiu. Vitor saltou e rolou no chão ao sentir o impacto com a grama. Correu para pegar Sun já caída ao chão pelo fato da formiga estar se transformando em pó. Menos uma pensou consigo mesmo antes de virar e deparar-se com a cena mais engraçada do dia.

A formiga servia de pula-pula para o garoto que parecia pipoca. Vitor revirou os olhos apesar de estar segurando o riso. Aquilo era divertido aos olhos do monitor, mas não podia deixá-lo morrer.

O sol refletia na lâmina dourada do florete. Num estalar de dedos toda a atenção do Myrmeko foi para o aquele brilho irradiante. O monstro parou de se debater e se preparou para avançar.

— Pule! — Ordenou.

A formiga passou a ignorar a existência do novato que saltou sem problemas e correu para a árvore mais próxima.

Vitor cravou o florete no chão e se afastou para trás bem devagar, ainda tinha Rebellion em mãos. Flexionou os joelhos e posicionou o pé esquerdo como base. Segurou a espada com as duas mãos e esperou.

O Myrmeko correu com a intenção de agarrar a arma com as garras. Vitor interceptou o avanço dela saltando por cima da espada e dando um ataque diagonal de baixo pra cima e, logo em seguida, um ataque direto com a ponta da lâmina.

O Myrmeko se enfureceu. Tentou pisar no filho de Ares com as duas patas dianteiras. O que não foi muito efetivo. O semideus não teve dificuldade em desviar, mas antes que pudesse reagir a formiga cuspiu uma gosma em sua direção. Seus reflexos foram precisos, ele saltou para o lado antes que todo seu corpo fosse coberto. A formiga não parava, inclinou na diagonal para pegar o garoto com as garras, mas por pouco não teve sucesso. Apesar de seu físico, o filho de Ares conseguia fazer acrobacias precisas.

Ele se afastou com saltos para trás, a sua espada começou a diminuir e ele decidiu repôr nas costas. Encarou a formiga que olhava novamente para o florete que brilhava intensamente. Ele tinha que pôr um fim naquilo, não tinha ideia se podiam aparecer mais delas.

Apostou corrida com o Myrmeko que já corria em direção ao florete e antes que o monstro pudesse pegar com as garras ele pulou estendendo o braço. Agarrou o cabo da arma retirando-a do chão, e rolou evitando o choque, o Myrmeko passou por cima dele, mas não pareceu notar e nem ao menos tocou o garoto. Vitor sentiu a energia quente que a arma emanava e girou-a ao lado do corpo com habilidade. Dessa vez ele não ia esperar o Myrmeko avançar. Ele correu até o monstro que dava meia volta para encará-lo. Vitor correu até ele, mirando as patas dianteiras. Tinha que se abaixar para evitar as garras. Ele enfiava a ponta da espada nas patas quando achava um espaço, deixando o Myrmeko ainda mais enfurecido. Rolava, agachava e atacava. Esquivava e recuava sempre que o Myrmeko levantava a pata para atingí-lo. Repetiu isso diversas vezes até que não foi possível desviar das garras do Myrmeko. Vitor foi agarrado e suspendido no ar. As garras apertavam seu corpo e ele estava perdendo o ar. Com uma medida desesperada ele levantou a espada deixando ela ser alimentada pelo sol e perfurou a cabeça do Myrmeko onde alcançava. Ele tentou ignorar a pressão que sentia no abdômen e se concentrou na espada que começou a esquentar. Ele segurou o cabo do florete mais forte e gritou antes do poder ser canalizado. Uma energia foi lançada da ponta do florete e explodiu parte da cabeça do Myrmeko. O buraco fez estrago suficiente para um pedaço da garra se desprender da cabeça O corpo do Myrmeko desabou sem forças.

Vitor despencou. Suas costas atigiram o solo e por poucos metros a mais não quebrou nenhum osso. Levantou com um pouco de dificuldade e respirou fundo tentando controlar a respiração. Suor pingava do seu cabelo e seus membros pareciam ter travado, principalmente o braço esquerdo, ele não tinha notado no momento da batalha, mas fora atingido por uma das patas do Myrmeko. A formiga começou a desaparecer em pó. Ele embainhou o florete, finalmente controlou a respiração e pôs a mão no corte. Era um corte considerável, mas não o bastante pra sentir muita dor, além disso, não escorria muito sangue da ferida.

— Vitor! — Kurt vinha correndo de trás de uma árvore. — Você está bem?

— Calma, guri. — Vitor o encarou. Já estava rasgando uma parte da blusa pra colocar no corte. — Não foi nada demais.

Kurt olhava preocupado para a ferida.

— Me desculpe… Eu não deveria…

— Você fez o certo. Só não deveria ter caído. Fique aqui fora. Suba em uma árvore e assobie daquele jeito assim que ver algum perigo. E se te notarem, corra o mais rápido que puder. Pule de galho em galho se possível. — Tocou o ombro do garoto. — Não há honra em semideuses mortos. A batalha é algo que almejamos, mas não somos idiotas. Se ver que ficarei em apuros… O que dificilmente vai acontecer, chame ajuda.

O garoto fez um pequeno gesto com a cabeça e correu pras árvores.

• •• • •• •

Escuridão era a única coisa que podia ser vista na caverna. Um enorme buraco negro guardava o mistério que havia lá dentro. A cadência de seus passos ecoava nas paredes da enorme caverna. Se não consegue imaginar a dimensão disso, tente se imaginar andando num túnel de trem muito escuro, ou maior e sem fim, mas sem os trilhos. Aos poucos sua visão foi se acostumando até que ele viu uma pequena luz em frente. Era tão fraca que parecia uma vela querendo morrer. A luz vinha de um pequeno lampião preso na parede gelada da caverna, parecia estar lá a muito tempo e já estava pra apagar. O lampião indicava uma entrada grande, não grande o suficiente para um Myrmeko.

Ao entrar Vitor não se surpreendeu. Uma pilha enorme de peças de ouro: desde pequenas adagas até a armadura mais brilhante. Tudo reluzia graças aos três lampiões que iluminavam a espécie de cofre, que não poderia ter esse nome propriamente dito, a passagem com certeza foi feita para facilitar a entrada de alguém, porque mais acima podiam ser vistos dois buracos enormes na direita e esquerda. Era tentação para os olhos, tudo aquilo valeria uma fortuna, mas o filho de Ares não era um ladrãozinho qualquer.

Tinha que sair rápido do lugar. A qualquer momento os Myrmekos poderiam voltar e ele não tinha nem ideia de como não esbarrou em algum outro dentro da caverna. Estava prestes a sair do local quando algo se chocou contra seu corpo.

Um baque surdo preencheu o silêncio do recinto, ouviu-se um “ai” de uma garota e se não fosse a falta de iluminação certamente Vitor veria claramente as feições de surpresa da garota que acabara de esbarrar em seu peito.

— O que você está fazendo aqui? — Ela perguntou

O bracelete no pulso dele brilhou em puro prata, a serpente desenhada começou a deslizar em seu braço e desceu para a mão. Uma corrente caiu no chão, ao lado do seu pé direito, fazendo um leve barulho.

— Isso é o que eu pergunto. O que você e essas coisas estão fazendo aqui?

A garota levantou num salto. Começou a correr para a saída.

— Ah… Não mesmo!

Vitor girou a corrente por cima da cabeça e, como não podia mirar devido à escuridão, chicoteou o ar em frente. A extensão da corrente envolveu o tornozelo dela e ela caiu, ele deduziu isso graças ao baque que ouviu e o gemido de dor.

— Você tem três segundos pra dizer quem é e o que pretende fazer com esse ouro todo.

Vitor se aproximava lentamente. No mínimo a garota iria sair mancando graças ao ferimento, com isso não se preocupava. Assim que ele se aproximou a sua visão já estava acostumada com a presença dela, não conseguia distinguir muita coisa, mas puxou o braço dela.

Ele não esperava vacilar daquele jeito, a garota se virou no chão e se levantou num salto. Empunhava uma adaga curva e atingiu em cheio a lateral da cintura do filho de Ares que gritou de dor. Ele se ajoelhou pondo uma mão na ferida e só conseguiu ouvir os passos se afastando.

— Maldição!

Ele se levantou com dificuldade. Não podia deixar um ferimento impedir seu objetivo. Correu até a saída e só conseguiu alcançar a garota por ela estar mancando. Ela virou-se para encará-lo.

— Quem é você? — Ele perguntou.

A garota era só um pouco mais baixa que ele. Tinha cabelos loiros cacheados, olhos castanhos bem escuros que reluziam ao sol. Sua postura era de uma gatuna experiente e pronta para qualquer coisa. Vestia uma camiseta branca bem decotada e short jeans, as asas em seus tênis não mentiam a sua descendência.

— Típico.

— Você estragou meus planos, rapaz. — Falou ela com tranquilidade. — Mas não tem problema. Eu mesma acabo com você.

Ela puxou mais uma adaga curva que estava embainhada e pôs-se numa base perfeita. Avançou contra o filho de Ares lançando uma rajada de ataques diagonais fazendo cortes em sua roupa. Vitor não esperava que ela viesse tão rápido, esquivava e desviava os golpes com os braços, recuava evitando as adagas, mas a maioria das tentativas eram em vão. Quando conseguiu interceptar dois ataques seguidos, apoiou numa das pernas e deu um chute forte no abdômen dela. A garota foi lançada pra trás sem cair.

O filho de Ares começou a se queixar da dor que sentia na região da cintura. O corte realmente tinha sido profundo. Ele se ajoelhou novamente apoiando no chão, o  sangue do seu corpo pingava no chão. Encarou a garota.

— Se acha que consegue porque não acaba logo com isso? — Ele riu.

A semideusa arqueou uma sobrancelha e não esperou para avançar contra ele novamente. Uma infeliz escolha. Ela disparou contra ele numa velocidade absurda, mas foi facilmente interceptada por pelo menos cinco espadas que surgiram do chão quando ela estava a dois metros do alvo. As espadas cortaram as pernas dela deixando um rasgão na perna direita. O grito agudo dela ribombou no ouvido de Vitor que sentiu enorme prazer com a cena.

As asas do tênis debateram afastando ela do perigo. Ela pousou sentada no chão lacrimejando com as dores.

— Ora vejam só. — Falou Vitor levantando. — Acho que você não vai conseguir me…

— Cuidado, Vitor! — A voz de Kurt foi como um raio.

A situação era o seguinte: Vitor não sabia todas as habilidades existentes de um filho de Hermes. Ele achou que já tinha tudo sob controle, mas existia um pequeno detalhe. Esperta como era, a filha de Hermes não esperava para dar brechas aos inimigos. Ela realmente estava sentindo dores, mas precisou apenas de dois segundos para deixar um clone em seu lugar, flutuar graças às asas e tentar fazer seu movimento final. Porém, para a sorte do semideus, seu irmão decidiu ser louco novamente.

Quando Kurt gritou, a filha de Hermes paralisou e olhou em sua direção. Pensamentos malignos surgiram em sua cabeça. Vitor arregalou os olhos. A filha de Hermes disparou no ar em direção ao garotinho.

— Você não vai fazer isso! — Berrou o filho de Ares.

Vitor jogou a corrente no ar. Ela não caiu, simplesmente disparou como uma cobra perseguindo a presa atrás da filha de Hermes. A filha de Hermes parecia não ter a mesma velocidade de antes, provavelmente tinha custado muito de suas energias. A corrente envolveu a filha de Hermes prendendo suas pernas uma na outra, seus braços no seu tronco e  envolvendo levemente sua garganta. Tudo a comando do filho de Ares que ardia em fúria. Com ele as coisas eram simples: Que matem ele antes de mexer com seus aliados… Principalmente irmãos.

A filha de Hermes tombou no chão, não quebrou nada, mas talvez tenha deslocado um braço. Gemia de dor e estava para desmaiar, dessa vez não tinha como usar poderes ou escapar. Vitor controlava a intensidade com que a corrente apertava seu corpo.

Kurt desceu a árvore. Dessa vez estava muito assustado para pedir desculpas.

— Me poupe dessa sua cara de choro. Já disse que você é um filho de Ares! — Vitor se aproximou dele.

Kurt gaguejou. Não sabia reagir à ferimentos. De certa forma pensava que tudo era culpa dele por não ter visto ela entrar na caverna e isso travava ele.

— Escute aqui… — Vitor respirou fundo e sentou no chão próximo à semideusa. — Controle-se. Não é sua culpa não tê-la visto entrar. Preciso que você vá direto para o acampamento. Procure Quíron e diga que preciso dele com urgência. Diga para trazer Ayla, filha de Selene e Stark, filho de Héstia e de preferência mais dois dos nossos irmãos para proteção. — Ele respirou fundo novamente. — Peça uma lanterna também. Não fale da minha situação. Corra!

Vitor segurou o cabo da corrente, queria garantir que a filha de Hermes não ia escapar, coisa que duvidava muito, ou que ela morresse. Tentou duas ou três vezes extrair alguma informação dela, mas a semideusa nada falava.

• •• • •• •

Eles não demoraram muito para chegar. Quíron liderava a comitiva com sua velocidade tremenda, com Kurt na garupa e os quatro semideuses na retaguarda.

— Vitor! Fiquei preocupado quando ele voltou sozinho. Fico feliz que esteja vivo. Agora… Pode Explicar o que está acontecendo? — Quíron olhou para a garota presa e se aproximou.

Vitor teve dificuldades em levantar. Jhonn viu seus ferimentos e se aproximou.

— Não… Cuide dela, não a deixe morrer… Ou se matar. — Vitor olhou para Ayla enquanto sua corrente voltava a ser um bracelete. — Preciso que você retire a verdade dela. Ela andou roubando objetos do acampamento e, acredito eu, que controlava Myrmekos para isso. Sei que posso contar com você.

Ayla fez um leve gesto com a cabeça e olhou friamente para a filha de Hermes.

— Nem pense nisso. — O filho de Héstia advertiu à filha de Selene, parece que sentia a sede de tortura da garota.

Vitor levou Quíron até a sala. Lá ele explicou tudo o que aconteceu.

— Isso não é normal, Quíron.

— De fato não é, mas depois de tantos anos não me surpreendo. Já vi filhos de Hermes… E não só dele, fazerem coisas piores.

Ambos ficaram em silêncio.

— Desculpe tê-lo chamado com urgência. Se minhas condições não estivesse tão ruins eu não teria feito. O que devemos fazer agora?

— Vamos voltar ao acampamento. — Quíron analisou as feridas dele. — Você precisa se tratar. Filhos de Ares são duros na queda, mas podem morrer também. — Ele olhou fixamente para Vitor. — Você sabe bem disso.

— Não foi difícil. — Falou Ayla. — Poderia ter sido mais rápido se ele não me impedisse. — Apontou para Stark, que nesse momento passava alguma coisa estranha nas pernas da semideusa que parecia ter adormecido ou desmaiado. — Só precisei procurar lembranças recentes dela. — Ayla entregou um apito vermelho para Quíron, em sua extensão estava escrito Myrmex em grego antigo. — Ela usava isso para chamar atenção dos Myrmekos, não sei como funciona. Ela fez armadilhas para eles, teve sucesso em pegar todos e matá-los na floresta. Logo não precisaremos fazer uma varredura na área e não tem mais nenhum vivo. Daí só precisei perguntar o que queria fazer com os objetos roubados: Ela iria vendê-los lá fora para ter sua vida rica que tanto desejava. Se não fosse o Vitor ela iria embora hoje mesmo.

— Interessante… — Quíron passou os dedos no apito sentindo sua textura metálica. — Não lembro de ter lido sobre esse apito em lugar nenhum, mas procurarei assim que voltarmos.

Vitor sentou novamente no chão, dessa vez não podia esconder as dores.

— Stark. — Falou Quíron, mas o curandeiro não parou de cuidar da garota. — Mantenha Vitor vivo até os reforços chegarem. Trarei um grupo de semideuses para pegarmos os objetos roubados e duas macas. Vitor… — Ele olhou para o semideus. — Quando se recuperar venha ao meu encontro.

Falando isso, ele chamou Kurt novamente para sua garupa. Ele rompeu galope sendo seguido por Ayla que tocou no ombro de Vitor e sorriu antes de ir.

Vitor olhou para o céu. A tarde começava a acabar, os raios de sol ainda enchiam a clareira e as nuvens passavam devagar. E assim tudo parecia tranquilo. Ele deitou na grama, mas evitou dormir. Suas lembranças ainda atormentavam-no, não queria que elas estragassem a paz que sentia naquele simples momento.




Extras
Armas:
♈ Ataque:


▬ {Rebellion}/ Espada [Uma espada de um metro e meio de comprimento, completamente feita de prata e super leve. Sua guarda tem a cabeça de uma caveira com a boca aberta esculpida. Quando é derramada certa quantidade de sangue de seu usuário na boca da caveira a espada ganha o tom de vermelho-sangue e causa dano mais elevado ao inimigo até este estar morto] {Prata} (Nível mínimo: 15) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão “Invasão”]

▬ {Piège}/ Corrente Farpada [Uma corrente de 2,5 metros, desses, 0,5 são prata e o restante bronze Sagrado, a corrente contém farpas ao seu decorrer, as mesmas são feitas de prata, a mesma se transforma em um bracelete-cobra que ao ser acionado a corrente desliza até a mão do usuário.] {Prata e Bronze Sagrado} (nível mínimo: 10) {Não controla nenhum elemento}

❃{Botte} / Par de botas [Par de botas de couro escuro com um zíper lateral. Tal item tem aparência simples, sem enfeites e sendo básica quase não pode ser notado que é mágica. Foi dada ao filho de Ares como presente pelo seu novo amigo de uma mente brilhante. Feita pelo próprio semideus resgatado, foram feitas para ser leves, mas extremamente duras causando dano adicional de 10% se usadas de modo direto (como chutes, por exemplo). A bota possui uma pequena lâmina prateada em sua ponta de 7cm que pode ser ativada a desejo do portador. {Couro/Bronze} (Nível Mínimo: 10) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão Mente Brilhante, avaliada por Athena e atualizada por Asclépio]

♦ {Sun} / Florete[Um florete com cerca de 70 cm, feito de ouro solar e aço. Seu protetor de mão não é tão curvo quanto o de um florete comum. Possui essência da luz, podendo canalizá-la e depois liberá-la na forma de ataque,com custo de MP da semideusa e alcance curto - 5m - além de recarga de 3 turnos. É mais efetivo quando está em contato com luz solar.]{Materiais utilizados: Ouro solar e Aço}(Nível mínimo: 25)(Elemento: Luz)[Recebimento: Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥. Comprada de Zoey e atualizada por Asclépio]

♈ Defesa:

▬ Peitoral [Uma das partes de uma armadura de ouro; este é preso ao corpo do usuário por duas fitas de aço que circulam o corpo do usuário, pendendo-a na posição que este desejar; aumenta a porcentagem de defesa, e não é muito pesado.] {Ouro} (Nível mínimo: 5) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão “Invasão”]

▬ Ombreiras [Uma das partes de uma armadura de ouro; composta por duas camadas, uma de aço – no lado direito – e a outra de ouro polido – no lado esquerdo –. Fica ligado ao peitoral e há inscrições na ombreira esquerda com os dizeres escritos em grego antigo: "Força"; em conjunto com o peitoral, dá ao filho de Ares mais agilidade que ele teria normalmente, o que influencia de modo escasso, mas ajuda] {Ouro e aço} (Nível mínimo: 5) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão “Invasão”]

Poderes:
Ativos:
◊ Fúria [Nível 01]
Ares nunca foi famoso pela calma ou paciência e, quando em batalha, deixa-se levar pelo espírito de combate. O mesmo ocorre com seus filhos. Ao ativar este poder, o semideus entra em um estado parcial de fúria - ele ainda pode diferenciar amigos de inimigos, e sua mente fica focada em combate, de modo que poderes mentais contra eles são reduzidos em 10%. Contudo, isso faz com que poderes que exijam calma e concentração ou mesmo foco detalhado não possam ser ativados/ utilizados. Por outro lado, lhes fornece uma bonificação de dano de 25%, desde que em ataques corporais (seja com ou sem armas) por três rodadas (considerando apenas dano base, não proveniente de poderes, elementos e afins que a arma possua). Não modifica a chance de acerto, contudo. 1 vez por combate. [Modificado, antigo "Agressividade e selvageria]


◊ Resistência [Nível 11]
Ao ativar essa habilidade, o corpo do(a) filho(a) de Ares é imbuido de uma resistência sobrenatural. Isso faz com que danos de ataques físicos sejam reduzidos em 25% por 3 turnos. Outros tipos de dano ou efeitos não são afetados. Uso pessoal, 1 vez por combate. Ação livre para fins de ativação, mas há gasto de MP normal.[Modificado]


◊ Barreira de lâminas [Nível 16]
Convoca uma barreira de espadas que fica ativa, circundando-o. Qualquer um que se aproximar será ferido. Dura 2 rodadas e pode ser usada uma vez a cada 5 turnos. A barreira é móvel, seguindo o semideus, mas só há espaço para o invocador dentro dela. As espadas saem do interior da terra, vindo de guerreiros caídos que um dia serviram o deus da guerra, e se posicionam em círculo na altura da cintura do semideus, circundando-o, na horizontal, e impedindo aproximações a menos de 2m. Pode ser utilizada sobre outros alvos, que devem ser tocados para tal - nesse caso, a barreira surgirá  na próxima rodada, mantendo sua duração normal a partir do surgimento. [Novo]

◊ Dança das Armas I - Iniciante [Nível 17]
Com este poder, os filhos de Ares podem encantar uma de suas armas para que a mesma possa agir sozinha, executando os movimentos desejados, como se estivesse sendo manejada - a habilidade será equivalente à metade da do próprio semideus. Deve-se tocar a arma a ser afetada, e dura 3 turnos. A cada turno, o filho de Ares deve especificar os movimentos a serem realizados pela arma, não podendo modificá-los depois; caso não tenha condições de fazer isso a arma ficará parada no ar até o término do poder, caindo no solo em seguida. Nesse nível apenas armas passíveis de serem manejadas com uma única mão, e desde que em um raio de 15m do semideus. Afeta apenas armas próprias ou que não estejam sendo empunhadas, desde que não sejam armas de reclamação de outros deuses. [Modificado, antigo "Dança das lâminas"]


◊ Duplo Alcance da Lâmina [nível 23]
Uma energia estranha envolve a arma (apenas uma) do filho de Ares, fazendo com que o seu alcance dobre e seus danos sejam aumentados em 20%. Dura duas rodadas; podendo ser ativada uma vez por combate. [Modificado, antigo especial]


◊ Ataque Preciso [Nível 37]
O semideus consegue imbuir a si próprio ou ao alvo tocado com um aprimoramento de batalha. Tal aprimoramento fornece uma melhoria em ações que dependam de precisão ou mira, como ataques em um ponto específico da anatomia do alvo. Dessa forma, tais ataques recebem uma bonificação de 50% para acerto e, caso sejam efetivos, 25% de dano. Dura 3 rodadas, 3 vezes por combate, desde que em alvos diferentes. [Modificado]
Passivos:
◊ Força Aprimorada [Nível 01]
Ares é conhecido pela sua beligerância, estando sempre em treinos e exercícios constantes para exercer seus domínios. Seus filhos também herdam a mesma aptidão física, possuindo um corpo geralmente atlético e delineado, mesmo que não sejam musculosos, e uma força aprimorada se em comparação com semideuses de outra origem. Ainda perdem para filhos de Héracles, e não são páreos para semideuses treinados de nível mais alto, mas quando comparados com humanos comuns ou semideuses de outra origem não relativa à força física, suas capacidades de força são cerca de 15% maiores.[Modificado]

◊ Aparência Intimidante [Nível 03]
O corpo dos filhos de Ares é bastante chamativo, mesmo que o semideus não seja necessariamente musculoso ou estereotipado, o sangue de um verdadeiro guerreiro corre em suas veias. Isso, aliado ao seu comportamento sério e a determinação em combate faz com que ele se torne mais intimidador aos olhos das pessoas ao redor. Ações de intimidação passam a receber uma bonificação de 20% nas chances de sucesso quando os alvos puderem vê-lo.[Modificado]

◊ Destemor [Nível 04]
Como legítimos filhos do deus da guerra, as proles de Ares não sentem tanto medo diante de uma batalha, conseguindo controlar seus sentimentos e encarando os desafios. Isso lhes dá imunidade a poderes de medo ligados diretamente ao emocional, se vindos de oponentes até 10 níveis mais fracos. Entre isso e 5 níveis acima, adquirem resistência de 50%, e entre 10 e 20 níveis, 25%. Acima disso, são afetados normalmente. [Modificado, antigo "Aura anti-medo"]

◊ Ambidestria [Nível 06]
Habilidade que permite manusear, com eficácia, armas em ambas as mãos, seja ao mesmo tempo ou não, desde que sejam armas de porte médio, pequeno e/ou que não seja necessário o uso das duas mãos para seu manuseio. Essa habilidade também funciona apenas com armas que possuam um peso leve e seja possível ser erguida com apenas uma das mãos. Note que não fornece ações adicionais, apenas implica que não possuem penalidades em condições normais, independente da mão utilizada.[Modificado]

◊ Perícia com Espadas [Nível 07]
Os filhos do deus da guerra são ótimos combatentes, conseguindo utilizar diferentes tipos de armamentos. Nesse nível, além da habilidade que possui em manusear lanças, a habilidade com espadas se destaca. A habilidade reflete apenas a familiaridade, e um aprendizado mais facilitado se comparado ao uso de outras armas, mas não um conhecimento automático ou uma capacidade insuperável, sendo que a habilidade reflete o nível do personagem e está em constante evolução, mas não significa que não seja passível de erros.[Modificado, antigo "Perícia com armas laminadas"]

◊ Marcha forçada [Nível 08]
Filhos de Ares se acostumaram com o desgaste físico e o treino árduo. Isso faz com que ações físicas comuns, que não envolvam poderes, como correr, escalar e etc, representem um gasto menor de energia para eles. Ao se considerar tais atividades, desde que em condições normais e sem influências mágicas/ divinas/ etc, seu cansaço sempre será 50% menor do que o de um semideus de outra origem. [Novo]

◊ Guerreiro atento [Nível 09]
Filhos de Ares possuem experiência elevada em lutas, conseguindo com isso perceber brechas nos golpes e intuindo a movimentação do inimigo. Isso faz com que as defesas dos oponentes não sejam tão efetivas, reduzindo a esquiva dos adversários em 10%. Afeta apenas um adversário por vez e que esteja em combate corporal contra o filho de Ares, independente de quantos estejam lutando contra o semideus. O alvo deve ser definido no primeiro turno de combate, e só pode ser alterado caso morra ou deixe de lutar contra o semideus de alguma forma. Apesar de ser uma passiva, a delimitação do número de alvos se deve pela necessidade de concentração em luta - fator reduzido contra uma quantidade grande de alvos. Contudo, aumenta com a experiência, afetando 1 alvo a mais no nível 30, + 1 adicional a cada 20 níveis posteriores ao 30, representando a experiência do semideus.[Novo]

◊ Orgulho [Nível 10]
Por mais que seja o deus da guerra, Ares perdeu inúmeras batalhas e o orgulho sempre foi uma de suas marcas, fazendo com que ele realmente se ire diante de uma derrota. Seus filhos ao herdarem esse orgulho, odeiam perder ou se verem em uma situação que sejam inferiores ao seu oponente. Com isso quando a prole de Ares estiver com menos de 50% do seu HP atual(ou seja, o que se encontra no início da luta com o oponente em questão, e não seu valor absoluto), sentirá a ira tomando seu corpo e ampliando suas habilidades, fazendo com que lute em seu limite, podendo usar os poderes ativos de até três níveis acima que o seu. O bônus não é cumulativo, independente das circunstâncias e só dura enquanto o oponente que o provocou permanecer na luta. O custo de MP do poder usado, contudo, continua a ser gasto normalmente. Caso não exista poder ativo dentro da limitação de níveis a habilidade não funcionará. {Idealizado por Katherine B. Angelline}[Modificado]

◊ Perícia em Combate Não-Armado [Nível 12]
Nem sempre se tem uma arma à mão, mas um verdadeiro soldado mesmo desarmado deve saber se defender. Assim, filhos de Ares desenvolvem uma habilidade e consciência corporal maiores, o que faz deles bons combatentes corpo-a-corpo, conseguindo aprender mais facilmente estilos de golpes não armados que sejam mais complexos do que os habituais, e tendo um aumento de 5% a mais dos danos causados com esses golpes, a cada 10 níveis que o semideus avance acima deste, até um máximo de 50%. [Modificado]

◊ Desenvoltura em Batalha [Nível 14]
Os filhos de Ares, apesar de robustos, neste nível podem mover-se com precisão e facilidade. Isso faz com que tentativas de manobras mais técnicas realizadas por eles, como desarme e agarrão, tenham uma chance maior de serem bem sucedidas, sendo ampliadas em 10%. Essa ampliação também vale para golpes que requerem precisão, desde que com armas corpo a corpo, quando tentar acertar um ponto específico no alvo. Aumenta para 20% no nível 25.[Modificado]

◊ Arma Resistente [Nível 15]
Essa habilidade fará com que a arma dos descendentes do deus da guerra dificilmente o deixe na mão em meio ao combate. Considerando o foco armamentista de seu pai, filhos de Ares herdam sua influência no combate, de forma a englobar vários aspectos. Agora, suas armas sempre parecerão mais aptas do que uma arma similar, como se tivessem a habilidade de "dureza" ou "durabilidade". Para fins de jogo, suas armas contariam com 20% de resistência adicional caso sejam alvos de ataque para serem quebradas/ danificadas. Armaduras, escudos, equipamentos de defesa e itens de suporte não são afetados.[Modificado, antigo "Arma inquebrável"]

◊ Resistência Aprimorada [nível 18]
Os filhos de Ares são acostumados a treinar faça chuva ou faça sol, consequentemente aumentando sua resistência corpórea contra modificações climáticas. Caso o semideus se encontre em uma situação climática de frio, calor ou umidade fora do normal, ele terá os efeitos danosos reduzidos, como insolação, hipotermia, etc. Ele ainda sofre tais sintomas e condições, mas demora 5x mais se comparado a um humano comum ou outro semideus sem tais habilidades. Válido apenas para ambiente naturais, mas não afeta golpes elementais e similares. [Modificado, antigo "Resistência aprimorada & pele calejada", agora separados em dois efeitos.]

◊ Adrenalina [Nível 19]
Mesmo que tente contrariar sua natureza, até o mais calmo filho de Ares sente-se mais vivo em uma batalha - eles não necessariamente se comprazem com seus atos, mas a guerra de um modo ou de outro instila energia em suas veias. Durante um combate, após receber o primeiro ferimento (contanto que não seja intencional ou autoinfligido), a cada ato que o filho de Ares fizer contra seu inimigo (apenas o que provocou o ferimento), desde que o adversário tente se defender,o faz ganhar 2% de HP e MP. Por ato, considera-se a ação do turno que provoque dano no oponente intencionalmente. O valor adquirido nunca o fará ultrapassar seu limite máximo de vida e energia. Oponentes que tentem fugir, se render ou não revidar não provocam este efeito, bem como inimigos abaixo de 10 níveis - desde que em um combate individual (caso seja atacado por mais de um oponente ao mesmo tempo, mesmo que mais fracos, o poder ainda fará efeito, exceto nesse caso se a margem dos níveis somados seja menor que 10) ;uma vez que apenas um verdadeiro combate pode afetar um guerreiro. O valor aumenta para 5% no lvl 30, 7% no nível 60 até o máximo de 10% no nível 80. [Modificado, com base nos antigos "Regeneração Sanguinária" unindo os níveis I e II e "Sadismo"]

◊ Pele Calejada [Nível 20]
Os semideuses de Ares treinam frequentemente se pondo à prova de diversas maneiras, o que resulta em poderem ampliar sua capacidade física, aumentando a consistência de seus músculos e desenvolvendo seu corpo para suportar golpes. Sua pele calejada é a prova de seu trabalho duro, o que na certa, fica mais fortalecida a ataques de natureza física. Quanto mais fortes forem (níveis), sofrerão uma redução de danos 5% a cada vinte níveis a partir do ganho do poder, sendo o máximo de resistência possível a ser adquirida 20% (no nível 80), ao receberem golpes com componentes físicos.[Modificado, antigo "Resistência aprimorada & pele calejada", agora separados em dois efeitos.]

◊ Habilidade com armas I [Nível 24]
Como Ares, os filhos do deus possuem grande facilidade em manusear armas, conseguindo empunhar com certa familiaridade mesmo as que não conhece. Nesse nível as proles de Ares adquirem uma perícia inicial com qualquer arma não exótica que utilize (entende-se por arma exótica aquelas classificadas no arsenal como tal, e armas personalizadas em termos de formato/ empunhadura - mas não estético - bem como armas adaptadas para criaturas específicas ou originárias de um raça ou cultura específica). Não é ativo por representar uma habilidade sempre em uso, adquirida com treinamento - ele não modifica as habilidades da arma, apenas possui conhecimento para explorá-las melhor. Além disso, em termos comparativos, a empunhadura do filho de Ares será mais baixa do que de alguém que treine com aquele tipo de arma desde níveis inferiores (considerando assim o nível em que adquirem tal habilidade) sendo sempre inicial. [Modificado, separado de "conhecimento Bélico"]

◊ Imponência [Nível 27]
A origem do semideus torna-se mais evidente, criando uma espécie de aura, fazendo com que os monstros e semideuses mais fracos não consigam iniciar a luta quando frente a frente, exceto se provocados a tal pelo semideus, deixando o primeiro movimento para a prole de Ares. Emboscadas e ataques furtivos ainda funcionam, uma vez que o enfrentamento não é direto nesses casos.[Novo]

◊ Resistência a impactos [Nível 28]
Seu porte e força dificultam que você seja movido. Quando alvo de um poder de carga ou que o faça se deslocar contra a sua vontade, você só se moverá metade do deslocamento requerido, caso a fonte do poder seja de até 10 níveis acima do seu. O mesmo vale para outros efeitos impactantes que possam deslocá-lo, caso esteja ciente de sua ocorrência (uma explosão, por exemplo, que você perceba antes de ocorrer efetivamente) mas não reduz os danos provocados, independente da origem.[Novo]

◊ Aptidão Estratégica [Nível 29]
Ainda que Ares não seja um estrategista tão eficiente quanto Atena, optando por abordagens mais agressivas e perigosas, os filhos do deus da guerra poderão criar estratégias rapidamente, mesmo em meio a uma luta. Isso faz com que suas estratégias de batalha tenham uma chance adicional de dar certo de 10%, desde que coerentes (considera-se como batalha apenas o combate em si e o planejamento dentro dele, não o planejamento anterior).[Modificado]

◊ Postura de combatente [Nível 35]
Filhos de Ares tem uma postura defensiva mais aprimorada. Eles conhecem seus pontos frágeis e fortes, e sabem como balancear isso, evitando brechas. Sua defesa é sempre 10% mais eficaz do que a de outros semideuses. [Novo]

◊ Reflexo Treinado [Nível 40]
Graças ao combate e treino constante, sua agilidade e reflexos tornaram-se mais afiados. A partir desse nível, o semideus recebe uma bonificação inata de 20% em ações de esquiva, simulando sua experiência e sentidos à flor da pele. [Modificado, com base nos antigos "Pressentimento I e II", idealizados por Katherine B. Angelline]

◊ Avaliar oponente [Nível 45]
Gastando ao menos 1 turno para avaliar o alvo, o filho de Ares terá uma noção de seu poder em termos de níveis, com uma margem de 5 níveis de erro. Dessa forma, tornariam-se aptos a elaborarem estratégias mais precisas com base nessa percepção.[Modificado, com base no antigo poder "Perito", idealizado por Katherine B. Angelline.]

◊ Habilidade com armas II [Nível 47]
Como Ares, os filhos do deus possuem grande facilidade em manusear armas, conseguindo empunhar com certa familiaridade mesmo as que não conhece. Nesse nível as proles de Ares conseguem usar melhor qualquer tipo de armas de corte, perfuração e esmagamento, fazendo com que seus golpes, enquanto em uso por ele, infrinjam um dano 10% maior do que semideuses que não possuam pericia com a arma usada. A habilidade funciona apenas com uma facilidade em aprender a manusear essas armas, e de modo que consigam com treinamento usa-las melhor. Não afeta dano fornecido por poderes ou aprimoramentos extras, apenas o dano físico da lâmina/ corpo da arma. Não é ativo por representar uma habilidade sempre em uso, adquirida com treinamento - ele não modifica as habilidades da arma, apenas possui conhecimento para explorá-las melhor. [Modificado, antigo "Habilidade de Guerra"]

Poderes da filha de Hermes (Não tão news assim...):

Passivos:
Nivel 1 - Agilidade

Você como filho de Hermes terá uma agilidade maior que outros campistas inclusive voando com seus tênis alados.

Nivel 2 - Esquiva

Você agora é capaz de se esquivar de golpes com mais facilidade.

Nivel 3 - Pericia com Adagas

Por ser filho de Hermes você controla a Adaga como ninguém.

Nivel 10 - Passos de Anjo

Seus passos são delicados, ou seja, o contato com o chão é mínimo, mesmo correndo. Permite que você se mova em total silêncio e que não quebre gelo se você andar por cima dele, mas você ainda escorrega no mesmo.

Raciocínio Rápido - Nível 10 {NEW}{Idealizado por Sophie Deneuve}

Os filhos de Hermes adquirem um raciocínio mais amplo e acelerado das situações, podendo, desta maneira, encontrar mais facilmnente soluções para os momentos que mais necessitarem.

Nível 13 - Neutralidade

O filho de Hermes não é afetado por magias que alterem seu estado de espírito (alegre, feliz, triste, raivoso, etc.) do seu nível ou inferior.

Nivel 20 - Ambidestria com Adagas

Você pode usar duas Adagas ao mesmo tempo.

Estratégia - Nível 20 {NEW}{Idealizado por Sophie Deneuve}

A grande habilidade em cometer furtos, possibilitou que os filhos de Hermes criassem a capacidade de bolar estratégias simples e diretas, de uma maneira inteligente e com uma grande facilidade. Obviamente, não é nada comparado aos filhos de Athena. Porém, se tal estratégia for muito bem traçada e executada, a probabilidade dela funcionar é muito grande.

Nivel 40 - Super Velocidade
Você é realmente rápido, visto de quem você é filho. A sua velocidade máxima se equipara à velocidade de um carro comum.

Ativos:
Nivel 8 - Combo com Adaga

Você pode usar ataques sucessivos com sua adaga. O custo de energia varia de acordo com o número de ataques.

Nivel 15 - Arrancada

Ao ativar essa habilidade, você dobra a sua velocidade e aceleração no turno.

Nível 18 - Mais Veloz que a Visão {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}

Quando essa habilidade está ativa, um movimento ágil do filho de Hermes deixará para trás um clone ilusório que enganará a visão do inimigo. O clone fica visível por no máximo 2 rodadas.

Nivel 25 - Ataque Atordoante

O usuário sabe achar e atingir os pontos fracos dos oponentes.

Observações finais:
Quanto à narração: Só quero fazer uma observação sobre a aparição de Ayla e Jhonn. Ayla estava de passagem no acampamento já que ela não vive lá, Vitor decidiu chamá-la devido às condições e pressa de obter uma informação. A ligação entre eles é de ex aprendiz e mestre. Jhonn só pode tratá-lo na enfermaria dele graças às feridas profundas e local adequado, logo não é possível sair full da missão e sim no estado que o avaliador achar que tem de sair.
Ambos concordaram na participação especial.

Gostaria de pedir desculpas pelo atraso da postagem. Como a avaliadora já está ciente: Meu trabalho não tá me dando folga e chego morto em casa. Tentei me esforçar ao máximo com o tempo que me sobrava pra fazer algumas poucas tarefas de monitor e adiantar a minha missão. Não ficou 100% como eu esperava, mas seria extrapolar demais do prazo se eu demorasse mais. Espero que gostem! (Não que alguém vá ler... Além da querida Lavínia por obrigaçao ser a avaliadora) CamsCompletaMinhaArmadura

Vitor S. Magnus
Filhos de Ares
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