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— Atividade de Halloween, Masterchef PJBR

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— Atividade de Halloween, Masterchef PJBR

Mensagem por Psiquê em Sex 28 Out 2016, 18:16





trick or treat?

Vocês pediram e ele voltou! O concurso para criar a melhor receita de halloween está oficialmente aberto!

Desta vez, optamos por uma atividade mais objetiva do que a de alguns anos atrás, e agora vocês terão que criar o próprio bolo de dia das bruxas. Descrevam corretamente todos os ingredientes e o modo de preparo, e as três melhores receitas ganharão prêmios extras ao final da atividade.





ORIENTAÇÕES GERAIS:



  • A atividade ficará disponível até o dia 04/11/2016, 23h59;

  • Não preciso nem dizer que plágio irá desclassificar o participante, um dos principais critérios de avaliação será a criatividade;

  • Não será permitida a participação de mais de uma conta por pessoa no evento, IPs serão checados;

  • Podem anexar imagens do bolo, tais como desenhos ou coisas do gênero;

  • Devem criar uma receita o mais nojenta e assustadora possível, sendo que todos os ingredientes usados obrigatoriamente devem ser comestíveis;

  • Podem imaginar o ingrediente que desejarem, podendo ser ou não originado de criaturas mitológicas;

  • Sugerimos uma organização de postagem do tipo: Descrição, ingredientes, modo de preparo. Podem acrescentar mais detalhes se desejarem, mas mantenham a objetividade;

  • Todos que participarem e seguirem o proposto da atividade serão recompensados ao final.


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Re: — Atividade de Halloween, Masterchef PJBR

Mensagem por Isobel em Seg 31 Out 2016, 02:02



Bolo de Abóbora



Um dia antes do Halloween, Isobel abandonou um pouco a confecção da fantasia para tentar contribuir fazendo um delicioso bolo de Halloween.

A dríade não queria fazer apenas uma coisa assustadora assim como todos os anos todo mundo fazia. Ela queria levar algum conceito, um pouquinho da ótica dela sobre o mundo, então resolveu fazer o bolo de abóbora com cobertura de terra fértil. O sabor do bolo foi esse pois a abóbora é o mais próximo da representatividade da natureza na festa e cobertura de terra fértil, pois, além de representar a um pouco a personalidade da criadora do bolo, traria um pouco de diversão as pessoas que comeriam.

Para preparar a massa do bolo, a dríade usou os seguintes ingredientes:

- 3 Xícaras de Farinha de Trigo (Da plantação particular de Deméter)
- 1 colher (Sopa) de Fermento em Pó
- 4 Ovos de Pássaros de Estinfália (Não pode faltar, é o segredo da receita!)
- 2 Xícaras de Açúcar
- 500g de Abóbora Cozida (Da horta de Deméter)
- 1/5 Xícara de Óleo

Isobel despejou três xícaras de farinha de trigo em uma tigela grande e adicionou apenas uma colher de sopa de fermento em pó. Reservou essa tigela e despejou no liquidificador o restante dos ingredientes, deixando-os bater por dois minutos. Depois que a mistura ficou pronta a jovem despejou-a na tigela, junto a farinha de trigo e o fermento. Com toda sua destreza culinária que lhe é natural, misturou tudo, untou a forma com manteiga e farinha e despejou tudo que estava na tigela ali na forma untada. O restante foi simples, levou ao forno pré aquecido á 180 graus e deixou lá por exatos quarenta minutos.

Enquanto esperava o bolo ficar pronto, começou a fazer a o recheio do bolo para isso ela precisou de:

- 0,5 kg de Abóbora. (Da horta de Deméter)
- 1,5 Xícara de Água. (Cedidas por uma Náiade por livre e espontânea vontade)
- Cravos da Índia (Em sachê, pra ficar mais fácil)
- Canela em Pau (Extraído sem sofrimento)
- 1,5 Colher (chá) de suco de Limão (Selvagem)
- 300 g de Açúcar

Primeiro, Isobel colocou a abóbora na panela (picada em cubos e sem casca) depois a canela em pau, o sache de cravo, a água, limão e deixou tudo em fogo médio até a abóbora ficar cozida. Depois disso ela retirou o cravo e a canela em pau, para o gosto não ficar tão predominante. Adicionou o açúcar e misturou tudo, deixando em fogo médio por dez minutos.

Enquanto esperava os dez minutos para o recheio ficar pronto o timer apitou e ela já pode retirar o bolo do forno, feito isso, ela tirou o bolo da forma o cortou no meio de forma horizontal, com muito cuidado para não quebrar ao meio.

Colocou a metade inferior em um vaso de jardinagem bem limpo, que ela tinha preparado especialmente para essa ocasião. Retirou o recheio do fogo que a essa altura já estava pronto, e jogou na forma de forma homogênea. Colocou a parte superior do bolo em cima do recheio, e então o bolo estava pronto.

Apesar do sabor maravilhoso, faltava a calda e algumas ornamentações, que tirariam a cara de receita da vovó e dariam a ele uma cara mais assustadora. Para essa segunda etapa ela precisaria de uma calda para dar aderência para a terra fértil. Fazer a calda de chocolate, necessitou dos seguintes ingredientes:

- 3 Colheres (sopa) de Margarina
- 6 Colheres (sopa) de Açúcar
- 200 ml de Creme de Leite (De uma vaca sagrada de Hera)
- 3 Colheres (sopa) de Chocolate em Pó

Ao fogo, Isobel levou todos os ingredientes e deixou por oito minutos em fogo baixo. Deixou a cobertura esfriando um pouco, para então ser jogada no bolo de abóbora, já pronto.

Iniciando a terra fértil ela pegou os ingredientes necessários:

- 4 Pacotes de biscoito (Negresco ou Óreo)

A jovem simplesmente bateu o ingrediente no liquidificador e jogou metade do conteúdo em cima do bolo, que já estava com a cobertura. Reservou a outra metade e foi fazer a parte que seria a mais surpreendente do bolo, as minhocas.

As minhocas fazem parte essencial da terra fértil, e para fazê-las de forma comestível foi necessário:

- 100 canudos de drinks (Conseguidos de Dionísio, sem autorização)
- 2 copos longos e finos
- Fita Adesiva

A primeira coisa que Isobel fez foi puxar a 'dobrinha' de todos os canudos, para dar uma forma mais legal a minhoca. Depois juntou todos de forma vertical e os uniu com a fita adesiva. Agora com tudo isso feito apenas colocou os canudos dentro dos copos e foi preparar a goma das minhocas, para isso ela precisou de:

- 120 g de gelatina de Morango (Ou framboesa) em pó.
- 48 g de gelatina incolor em pó
- 1 xícara de leite em pó
- 1 xícara de água (Cedidas por uma Náiade por livre e espontânea vontade)
- 36 gotas de corante natural e comestível verde (da seiva de uma árvore feliz)

Misturou os ingredientes em pó até ficarem homogêneos. Uniu a mistura ao restante dos ingredientes em uma leiteira e ficou misturando-os no fogo por um minuto em fogo baixo. Colocou a goma na forma (preparada anteriormente) e deixar nas mãos de um filho de Despina (ou em um congelador) por vinte minutos. Após esse período, com a ajuda de uma faca ela retirou a fita adesiva que prendia os canudos e tirou da forma as minhocas de goma. Algumas ficaram menores e outras maiores, mas na natureza as minhocas nunca são do mesmo tamanho mesmo... Isobel jogou as minhocas em cima da primeira camada de terra e depois cobriu-as com outra camada dos biscoitos triturados.

O bolo estava pronto! E aparentemente era só um punhado de terra boa num vaso de jardim, mas ao partir e retirar o primeiro pedaço, com certeza sairiam várias minhocas gelatinosas para todos os lados. Tudo vai ser tão real que vão até pensar que jogaram terra em cima do bolo de abóbora. Pensando nisso, a Dríade resolveu fazer uma plaquinha e colocar em cima com os dizeres em grego: "Bolo de Abóbora"

Adendos:
Poxa, passei horas, procurando receitas para fazer isso! Agora eu sei fazer mil coisas com abóboras, cérebros de massa americana, sangue falso, olhos raivosos, minhocas de goma, bolo de coração humano... Caraca! Vou me inscrever no masterchef - sqn.

thanks juuub's @ cp!  
Isobel
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Re: — Atividade de Halloween, Masterchef PJBR

Mensagem por Ninha Fabbris em Sex 04 Nov 2016, 02:30

Bolo Zumbi do Mal



A época de Halloween certamente era uma das mais divertidas e a que mais me fazia sorrir. Havia muito tempo que não fazia nada, em partes pelo acampamento sempre estar em problemas - incrivelmente o final do ano chamava a atenção de monstro e nunca dava tempo de comemorar - e uma pequena parte por sentir falta de minha mãe, que sempre fazia bolos e esculturas divertidas.

Assim que os boatos da competição de bolo rolaram pelo acampamento, uma ideia surgiu em minha mente (confesso que assistindo um filme de zumbi pavoroso) para um bolo escultural.

- O que devo fazer? - sussurrei para meu interior, tentando mentalmente memorizar todos ingredientes que eram precisos para o bolo que iria preparar enquanto listava em um papel.

Assim que consegui fazer uma lista completa, pedi carona para Cyon, meu Pégaso, para ir e comprar os ingredientes necessários para o bolo. O mercado era um lugar de difícil convivência para uma criança, olhares me cercavam por todos os lados, se perguntando qual seria o motivo de não estar com meus pais. Mas nada dentro daquele local superava os olhares assustados de uma criança que carregava sacolas pesadas sem ter problemas alguns de peso. E por esse motivo, corri para Cyon, voltando para meu chalé o mais rápido possível.


...


O chalé de Poseidon era ótimo para fazer qualquer tipo de bagunça. O local era pouco habitado, dando espaço para todos os tipos de processos possíveis sem que atrapalhasse a vida solitária de campistas mal educados que não toleravam diversão.

- Mãos na massa! - falei sorridente

Primeiramente, pretendia preparar o cérebro, sendo a parte mais difícil de todo o processo depois do detalhamento e pintura da escultura. Corri até minha cama pegando os papeis que eu escrevera a receita e lendo-o em voz alta, para poder recordar.


Massa:

1 pacote de gelatina de morango em pó (Sei que você filha de Poseidon, mas sem água)
4 ovos grandes (bem grandes Ninha!)
2 xícaras de chá de açúcar
2 ¾ xícaras de chá (mais ou menos 395 g) de farinha de trigo
½ xícara de óleo
1 ½ xícaras de chá de leite
1 xícara de morangos frescos picados o mais fino possivel
1 colher sopa de fermento em pó


Apoiei-me na bancada mais baixa do chalé, pegando uma batedeira novinha (obrigada galera da cozinha por me emprestar todos os aparelhos possíveis!), adicionando o pacote de gelatina, ovos, açúcar e a farinha de trigo e ligando a batedeira na velocidade baixa.

Em torno de um minuto, a mistura se torna homogênea e fico nas pontas dos pés, adicionando os morangos frecos e colhidos do acampamento. O aroma de morango subiu em todo o chalé, se camuflando com aquele toque de maré e praia que sempre existira e acalmara os filhos de Poseidon.

Peguei uma colher de plastico para raspar as laterais e deixar que o morango se misturasse por toda a massa e aumentei a velocidade da batedeira para a média. Aos poucos era possível ver a massa crescendo e se tornando fofa, uma deixa para desligar a batedeira e acrescentar delicadamente o fermento.

Procurei entre os acessórios de cozinha uma forma pequena e funda, de aproximadamente 20cm por 20cm e com mais de 30cm de altura.

Peguei um pouco de margarina sem sal para untar a forma e acrescentei farinha, despejando toda a massa do bolo nela. Corri para o forno, o pré-aquecendo enquanto aproveitava o tempo de espera para raspar com os dedos a massa que sobrara na bacia.

enquanto a massa estava no forno, comecei a fazer o restante dos ingredientes para o cérebro que seria formado, novamente lendo o papel em voz alta.

COBERTURA:

meio pacote de pasta de cholate branca
1 copo de leite
corante alimenticio vermelho
1 pote de gelatina de morango


Peguei um copo de leite e acrescentei uma gota de corante vermelho, o deixando com aspecto rosado. Em uma nova bacia adicionei a pasta de chocolate  e o leite, já corado, misturando com as mãos até que a massa se tornasse mais macia e cremosa. Minhas mãos cheiravam a chocolate e precisei muito para resistir e não lamber os dedos.

Assim que o bolo saiu do forno, o deixei esfriar por um tempo antes de tira-lo da forma.
O formato ovalar era chato e difícil de fazer, mas não tão irritante quanto o resto que viria, por isso cortei delicadamente até que se parecesse uma massa de cérebro. Algo quase parecido com meia lua.
Em um copo adicionei leite, jogando por todo o bolo até que ficasse com uma consistência úmida e macia e então, voltei a trabalhar a pasta de chocolate.

Cortei em pedaços para que ficasse fácil e fui enrolando-as com a mão até se tornarem minhocas. De pouco em pouco minha mesa de trabalho parecia um balde de iscas de peixe para a pesca do ano. Peguei as "minhocas" de chocolate e fui esculpindo em formato de cérebro até que, em algumas horas de trabalho uma massa rosada e assustadora estava ali.

Finalizei o processo com a gelatina em volta e jogando em um congelador para poder usar somente no final.

Descansei por um momento antes de pegar a segunda receita de bolo que seria precisa para fazer a carne do zumbi. Corri para minhas anotações novamente recitando - desta vez como uma canção - a receita do bolo que seria feita a "carne" de minha escultura.

MASSA
3  e ½ xícaras de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de açúcar
1 e ¼ xícaras de chá de manteiga
1 e ½ xícaras de chá de Buttermilk (360ml de leite e 2 colheres de sopa de vinagre branco)
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
3 colheres de sopa de chocolate em pó
2 colheres de sopa de corante vermelho em gel
1 colher sopa de essência de baunilha
3 ovos
30 ml de vinagre de vinho branco
1 pitada de sa
l


Assim que vi todos os ingredientes peguei uma bacia e coloquei uma peneira em cima, despejando a farinha, o sal e o bicarbonato e misturando até que se tornasse homogêneo e coloquei em um canto para reserva. Em outra bacia despejei o chocolate em pó, o corante e a essência de baunilha - que tinham um cheiro maravilhoso -, misturando-os bem e também deixando de lado.

Antes de usar a batedeira, comecei a fazer a receita de Buttermilk que era exageradamente simples: misturar os dois ingredientes e deixar descansar por dez minutinhos.

Enquanto deixava o Buttermilk descansando, peguei a batedeira já limpa e adicionei a manteiga e o açucar suavemente em velocidade media até que se tornasse uma massa fofinha, cheirosa e clarinha. Em uma vasilha separadamente quebrei os ovos devagar, para não haver casca de ovo e fui acrescentando na mistura ainda com a batedeira ligada até que se misturasse. Então acrescentei o chocolate até que se tornasse uma massa totalmente homogênea.

Coloquei a batedeira de canto acrescentando na mistura intercaladamente os ingredientes secos da primeira bacia, o buttermilk e o vinagre misturando com uma colher de pau, assim que tudo estava devidamente misturado e feita quatro receitas de bolo, peguei quatro formas redondas untadas e despejei a massa, colocando no forno por 40 minutos.

A parte mais divertida de meu bolo seria montar a estrutura óssea do zumbi, para isso usei

5 barras grandes de chocolate branco

Mesmo procurando em todos os lugares não foi possível encontrar formas de chocolate em forma de esqueleto, por isso fui até os grandes ferreiros do acampamento e encomendei as formas do cranio, vertebras e costelas.
Piquei o chocolate para que derretesse mais rápido e o coloquei em banho maria na água, esperando-o derreter até que pudesse ser temperado no mármore. Esta era a parte mais legal e nem percebi o tempo passar enquanto preenchia as formas e colocava para refrigerar.

Assim que o bolo ficou pronto comecei a montar.

Toda parte que era de carne era preenchida com o bolo vermelho macio, sendo picado e colocado aos poucos para pegar o formato de zumbi. As peças de "osso" eram encaixadas dentro do corpo. O processo durou mais do que cinco horas, mas quando foi terminado já dava para ver o zumbi sendo formado.
Para fazer a pele do zumbi, usei

2 pacotes de pasta de chocolate branco
pacote completo de corantes alimentícios


Estiquei toda a massa, colando parte por parte até se tornar um zumbi branco. As partes que estavam sobrepostas passei água até que se juntassem e ficassem uniforme. Aos poucos o zumbi ia se formando: dentes, pele, orelha, cérebro exposto. A atividade era tão divertida que não havia visto o tempo passar.
Quando terminei pude admirar o busto de zumbi que havia feito e sorri triunfante

- espero que seja um ótimo bolo!


thanks sugaravatars
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Re: — Atividade de Halloween, Masterchef PJBR

Mensagem por Jhonn Stark em Sex 04 Nov 2016, 22:04


Masterchef CHB


Tompero, paixão, mise en place e olhos vivos


Colocou novamente seu avental de "This is a hot cook". Olhou para o balcão e os ingredientes que havia escolhido, examinando-os sem acreditar que o dia de invadir a cozinha do acampamento tinha chegado novamente. Ali e agora não era o monitor de Héstia, nem o curandeiro de Asclépio, apenas o chef Stark. E aquilo era suficiente para fazer com que abrisse um largo sorriso.

A cozinha estava menos tumultuada que no ano anterior, o que era um alívio enorme. Não tinha mais dezenas de harpias esbarrando, gritando e bagunçando tudo: apenas sua própria ação e poder para estragar tudo ali.

Mas estava tudo bem, ele sabia estragar as coisas sozinho.

– Ovos, farinha, leite, fermento de possessão, farinha de karpoi... – Erguia uma das sobrancelhas enquanto contava as bandejas e tentava verificar o que lhe faltava ali. – Açúcar, morango, fondant e muitos corantes. É, acho que basta pro momento.

Colocou as duas panelas separadas no local enquanto relia a receita, checando qualquer falha que pudesse fazer o lugar explodir. Talvez pudesse, ou fizesse pior, mas ele gostaria de testar algumas ideias que teve nos últimos dias. Desde que usou essência de fogo para dar um atributo picante à sua última criação e deu certo, decidiu ser um pouco mais... aventureiro.

Acendeu a ponta do indicador, utilizando-a para ligar uma das bocas do fogão. Colocou uma panela com água ali e mergulhou no trabalho.

Receita:
Eyeball twisted cake

Massa
- 3 xícaras de açúcar;
- 4 xícaras e meia de farinha de karpoi (trigo);
- 6 colheres de margarina;
- 4 ovos;
- 2 xícaras e meia de leite;
- 1 colher de fermento de possessão. CUIDADO AO APLICAR.


Cobertura e recheio
- Fondant branco;
- Corantes (preto, vermelho e azul);
- Uma cesta de morangos dos campos.
- Gelatina (incolor e de morango)
- Açúcar alquímico (não misturar de início ao resto, ou aquecer a temperaturas muito altas. Hades agradece).

"Pff, cuidado." Pensou enquanto separava as claras dos ovos em uma bacia, deixando os ovos em um copo no canto direito do balcão. A seguir, começou a bater aquela gosma esquisita até atingir uma consistência boa de claras em neve.

Derrubou as gemas, a margarina e o açúcar em outro vasilhame, conectado a uma batedeira fixa. Deixou-a ligada enquanto jogava os morangos em um liquidificador, deixando-os batendo até um ponto quase que liquefeito.

Satisfeito, desligou o liquidificador e retornou à batedeira, acrescentando o leite e a farinha de trigo feita com os grãos de um karpoi derrotado. Conforme adquiria consistência, despejava as claras em neve. Quando os ingredientes estavam todos colocados, decidiu que era hora de rezar a Tique e todos os outros que pudessem dar alguma sorte para evitar catástrofes.

Abriu o pequeno frasco que continha o fermento de possessão, despejando-o de forma rápida e cronometrando tudo com seu relógio.

Despejou o conteúdo em uma vasilha semicircular previamente guardada, colocando-o no interior do fogão e ligando-o com mais uma chama brotada de seus dedos. Os restos de massa foram misturados ao corante vermelho, e em seguida organizados em uma bandeja como vários filetes disformes que também foram para o fogão. Agora era só esperar que aquilo ficasse pronto antes do despertar do efeito desejado, ou teria em mãos uma massa levemente irritadiça em mãos.

Retornou aos outros ingredientes. Na água já fervente, adicionou o pó das duas gelatinas antes separadas, misturando os morangos conforme batia. Assim que começou a sentir dores nos braços, largou a panela no congelador mais próximo.

Aquilo estava bem difícil sem assistência. Quase sentia falta das harpias.

Do mesmo congelador retirou a massa branca de fondant que tinha feito naquela manhã. Pegou um rolo de madeira e começou a estendê-la, dividindo três porções diferentes por ordem de tamanho: da maior para a menor. Após dividí-las, tomou um tempo para colocar o açúcar alquímico no fogo baixo, derretendo até caramelizar. Enquanto isso, voltou para as massas brancas.

A primeira permaneceu intocada, mas as outras duas foram tomadas por corantes azuis e pretos, batidas até assumirem as colorações respectivas. organizou tudo em circunferências tão perfeitas quanto podia.

O relógio apitou. A massa estava pronta, quarenta minutos passados. tinha mais uma hora e vinte antes da magia do fermento ser ativada. Com suas luvas de mãe – que tinham até desenhos de flores e sorrisos – Retirou a massa e deixou-a esfriando um pouco enquanto ia para a última parte do processo.

Desligou a panela do açúcar, vendo o líquido branco formado em seu interior com uma expressão de satisfação nos olhos. Se quisesse caramelizar algo normalmente, ficaria muito escuro, não teria o tom que queria. Então tomou a liberdade de pedir algo que não ficasse com cor para o mesmo filho de Hécate que o forneceu o fermento.

Levou tudo isso e o recheio de gelatina para a parte da bancada onde estava a massa do bolo. Virou-a de cabeça para baixo em uma bandeja, vendo a semicircunferência perfeita surgir. Passou uma camada da mistura vermelha por cima, em seguida lançando o fondant branco por cima. A seguir, o fondant azul e o preto, formando um globo ocular perfeito. Dedicou-se a seguir aos detalhes da vascularização da área, usando um pincel e o recheio de morango.

Uniu as tiras de massa róseas à peça, como uma única criação. Elas representariam ali a musculatura do olho, as veias e afins. No geral, ficou satisfeito com a aparência geral de tentáculos que as seis faixas extras de massa proporcionavam.

Despejou mais da calda de morango ao redor da bandeja. Quando estava tudo acabado, pegou um novo pincel e usou para caramelizar tudo, dando o aspecto brilhante de um olho normal e deixando a peça o mais realista possível.

... Bem, por enquanto.

Encarou a obra, acompanhando o tempo em seu relógio até que fossem marcadas pontualmente as duas horas da aplicação do fermento. Inicialmente nada aconteceu, o que fez com que ele questionasse a promessa do garoto de Hécate.

"Isso é feito com o pó da destruição de um êidolon." Tinha dito o garoto. "Energia de possessão concentrada, medida... Talvez esteja na medida certa para poder dar um efeito leve, sem trazer necessariamente o bicho de volta."

"Talvez?" O curandeiro questionou. O filho de Hécate deu de ombros. Mas naquele instante, não parecia que tinha nada acontecendo ali, o que o frustrava. Quando a massa foi tomada por um brilho etéreo, fantasmagórico, os olhos do garoto se arregalaram de espanto. Disse por fim as palavras que o alquimista o orientou.

Katécho! Kínisi!Possua. Mova.

E então, a massa começou a mover-se. Os tentáculos agitando-se e a pupila de fondant dilatando-se. A íris única e azul acompanhando os movimentos do garoto.

Funcionou.

– Está VIVO! – Ele gritou, em sua melhor imitação de dr. Frankenstein.

Observações:
1) A receita tá toda narrada, só separei os ingredientes mesmo.
2) O fermento de possessão é um item pra comidas mesmo, só pra dar esse aspecto mais... Vívido mesmo.
3) Não falta tompero.

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Re: — Atividade de Halloween, Masterchef PJBR

Mensagem por Chelsea H. Drevoir em Sex 04 Nov 2016, 23:18




Dreamcatcher
Masterchef


"Anything worth doing always starts as a bad idea."
— Leigh Bardugo (Siege and Storm)

✚ ✚ ✚ ✚ ✚

Chelsea tinha diversos motivos para manter-se afastada de cozinhas e ambientes semelhantes, afinal de contas, era uma curandeira e não uma cozinheira. No entanto, o pensamento de que não havia explodido a enfermaria ou matado nenhum paciente fazendo poções pareceu o bastante para permitir que se aventurasse naquela vez.

Gostava de se vestir a caráter e, longe da Healing Hills, o jaleco - que de tão usado já era como uma extensão de sua própria pele - não tinha vez. O dólmã lhe servia perfeitamente, bem como o chapéu branco que repousava em seus cabelos ruivos devidamente presos.

"Não pode ser tão difícil assim." Foi seu primeiro pensamento ao fitar o livro de receitas aberto em cima da mesa. E, no fim das contas talvez não fosse.

receita:
3 cenouras médias raladas
1/2 xícara (chá) de óleo
4 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de fermento em pó de boa qualidade
2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo peneirada

A grande questão era que se tratava de uma ocasião especial e ela pretendia fazer algo um tanto quanto... Único.

Na mente da jovem, nada representava tão bem o espírito do Halloween quanto as boas e velhas Jack o'Lanterns. No entanto, sua abordagem seria diferente- a começar do fato de que usaria cenouras para um bolo no formato de abóbora - e teria um toque asquerosamente digno do trinta e um de outubro.

Enquanto os ingredientes eram misturados no liquidificador, a cria de Hipnos rabiscava em um pedaço de papel o design da cabeça de homem-abóbora que pretendia esculpir. Escolheu as facas que utilizaria e as colocou em cima da mesa junto aos pincéis, tinta comestível e canudos que também seriam importantes no processo.

A massa estava no ponto ideal e foi colocada em uma forma alta e redonda devidamente untada com manteiga e farinha antes de ir para o forno.

— Ok, agora o sangue.

Vasculhou os armários mais próximos até encontrar leite condensado, leite, corante vermelho e chocolate em pó. Misturou os ingredientes em uma pequena panela e mexeu com uma colher em fogo baixo até que possuísse uma viscosidade quase equivalente a sangue coagulado e cor equivalente. Estava pronto.

Um relógio próximo despertou, alertando que a massa estava pronta. Com uma luva removeu o bolo parcialmente pronto do forno e o colocou sobre o balcão antes de desenformá-lo.

— Vamos lá, Chelsea. Recapitulando. — Suspirou. — Jack. Um garoto. Híbrido com abóbora morto, cérebro se liquefazendo, sangue em fase intermediária de coagulação. — Falou sozinha. — Cortes precisos, sem olhos, canais pelos quais o recheio escorra.

A massa havia adquirido a cor alaranjada que Drevoir tanto desejara. Assim sendo, começou a deslizar a faca pela superfície e criando formas e contornos que oscilavam entre a face humana e um rosto macabro de abóbora. Uma vez que o trabalho bruto havia sido terminado, uma faca menor se encontrava nas mãos da ruiva, cuidadosamente entalhando os detalhes e rugas da abóbora, em seguida deixando dois globos oculares vazios.

Os dentes foram feitos pontudos e marcando um sorriso tenebroso. O exterior estava completo, quase uma obra prima.

Era a hora do interior.

Uma abertura no formato irregular de uma estrela com múltiplas pontas foi feita no topo do bolo e a massa colocada no balcão. Chelsea escavou cuidadosamente, retirando mais alguns centímetros de massa e então criou pequenos canais com os canudos que chegavam até os olhos e boca da abóbora metamorfa.

A garota tomou a panela com chocolate líquido ainda quente e despejou o conteúdo lentamente no interior do bolo até ver que este escorria pelos orifícios feitos. Sorriu.

Os pedaços de massa foram colocados por cima da cobertura, criando uma fina camada com alguns sulcos acima do sangue falso. Com um pincel e as tintas rosa e vermelha, detalhou ali até que pudesse se assemelhar o máximo com um cérebro humana.

Mentalmente, agradecia a Asclépio por seu conhecimento anatômico considerável.

Com cautela, prendeu à tampa que tampa? do bolo um pedaço de fondant marrom para ser o talo cortado da abóbora e a colocou por cima do pseudo-cérebro.

Feito isso, aproveitou as demais cores para realçar o tom alaranjado e sombrear seu prato. Além disso, pintou de preto as órbitas vazias e com uma mistura de branco com amarelo, fez os dentes.

Violà. — Comemorou a garota ao ver seu trabalho impecavelmente executado da mesma forma que havia planejado.

Sua alegria durou apenas até ver o local totalmente sujo, vem como suas vestes. Alguém precisaria limpar tudo e, na posição de estagiária, certamente seria ela.

Obs:
Não revisei e nem revisarei. Amo vocês, usem a criatividade pra imaginar esse troço porque não achei nenhuma imagem de referência que preste.

PAS
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Re: — Atividade de Halloween, Masterchef PJBR

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