Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Mensagem por Deméter em Sex 18 Nov 2016, 17:19


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you'll do what he want?

A
bruma do sonho era incrivelmente real. Ela circulava os pés de Robert, envolvendo-os com vagareza, parecendo guiá-lo mais à frente no cenário — algo que ele inconscientemente fez. Tanto que, em determinado momento, deparou-se com um garoto cuja testa reluzia com um pentagrama luminoso em seu centro, sentado no meio de um círculo mágico, olhando fixamente nos olhos do filho de Hermes. Quando estava próximo o suficiente para ouvir, a aparição soltou o seu discurso:

— Eu vejo o passado, o presente e o futuro. Eu vejo quem você é, semideus. Você, desordeiro, foi o meu escolhido. Faça jus ao nome do seu pai e roube de volta o meu item, levado de mim pela cria da força. O faça e lhe recompensarei; fuja ou falhe e eu o reduzirei a pó. Seu destino é o Obeslisco de Nova Iorque.


objetivos
para robert lefebvre, filho de hermes

— Comece a missão narrando obrigatoriamente o sonho. Incremente, coloque detalhes, pode até usar de espaço para encaixar sua trama; o que importa no momento é ser criativo e detalhista! Em seguida, narre o garoto do sonho fazendo todo o discurso (que pode ser "copiado" por você sem problema, por mais que esteja aqui na minha narração).

— Quando acordar, o sonho estará fresco na sua memória. A sensação é de que alguém realmente falou com você, e não hesite: seja pelo motivo que for, você atenderá o pedido. Assim sendo, encontre uma forma de ir para o Obeslisco, no Central Park, e tenha pelo menos uma dificuldade não-combativa no trajeto.

— Ao chegar lá, você encontrará o mesmo garoto do seu sonho, remontando a cena que você viu: ele estará no centro de um círculo mágico, tendo um pentagrama na sua testa. Ele abrirá repentinamente os olhos e um tom de púrpura estará em suas íris. Tenham um diálogo rápido sobre você ter atendido o pedido, como ele bem esperava.

— Ele dirá que você precisa resgatar um item no Central Park, que está protegido por magia. Adicionalmente, ele dirá que lhe recompensará primariamente dando a oportunidade de você ser tão desordeiro quanto gosta, secundariamente com um item poderoso.

— Não resistindo e, afinal, já estando ali, você segue as coordenadas dele. De alguma forma descobrirá que o item (um relógio de pulso aparentemente normal) está sendo guardado por uma dríade de nível 1, sendo ela a pessoa com quem batalhará. Está livre para fazer da batalha o que quiser, devendo colocar a personalidade do seu personagem aqui.

— Vencendo-a, leve o item de volta para o garoto, que não mais estará no Obelisco. No lugar em que antes estava, há apenas um bilhete: "Eu não planejei te contatar, mas você foi o filho de Hermes escolhido pela magia; faça do item um bom uso, ele te escolheu."

— O desfecho é livre, ficando a seu encargo; mas lembre-se: coerência e criatividade sempre! Voltar ou não ao Acampamento é uma escolha sua. Btw, não narre nada sobre o item além do que coloquei aqui, podendo, no máximo, dar uma descrição estética e as suas impressões sobre ele.


Adicionais
tudo sobre o local e as diretrizes — para fins de organização

— Diretrizes: missão one-post externa fácil para Robert Lefebvre; turno único.

— Local do turno: Nova Iorque.

— Horário: Fim de madrugada/amanhecer.

— Clima: úmido; tempo firme, nublado, com ventos fortes.

— Extras off: poderes, armas e possíveis mascotes deverão ser colocados em spoiler ao final do post, para fins de organização.

— Adendos: informações não dadas poderão ser acrescentadas por você, porém com coerência. Qualquer coisa, contate-me via MP.

— Prazo de postagem: 15 dias, vencendo no dia 03 de dezembro de 2016, às 23h59m.

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Re: — {Contact}: MOPEF para Robert Lefebvre

Mensagem por Deméter em Seg 23 Jan 2017, 00:21


atualizado!
O player não postou ou apresentou justificativas dentro do prazo estipulado. Portanto, missão cancelada e posta em aberto. Desconto de 25% HP e MP efetuado. Pré-requisito para assumir a missão: ser filho de Hermes. Adeque o nível das dificuldades ao nível do seu personagem, ainda que mantendo a missão como fácil; e para maiores alterações, entrar em contato com a equipe de narração.




deméter, sweetheart
SE VOCÊ NÃO COMER O CEREAL, O BANHAMMER É QUE VAI COMER! n
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Re: — {Contact}: MOPEF para Robert Lefebvre

Mensagem por Igor Berserk em Qui 02 Fev 2017, 19:40

Pego
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Re: — {Contact}: MOPEF para Robert Lefebvre

Mensagem por Igor Berserk em Sex 03 Fev 2017, 01:22


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missão one post externa fácil


Estou de pé em algum lugar. Eu deveria saber onde estou, mas não sei e, por algum motivo escuso, também não me interesso em saber, pois tem coisas mais intrigantes tomando minha atenção no momento. Uma neblina estranha envolve meus pés de modo que nem mesmo consigo vê-los e me impele a dar passos para frente, me guiando para algum lugar. É muito estranho caminhar e não enxergar seus pés assim. Não é como caminhar em um rio escuro, ali você SABE que está na água. Esta névoa não me revela o solo e me deixa bastante apreensivo. Onde, pelos deuses, estou? Estou caminhando sem nem perceber que o faço. Quando finalmente paro, estou diante de um rapaz que é, talvez, um ou dois anos mais novo que eu. É correto ainda chamá-lo de garoto pelo que vejo. Ele está sentado no centro de um grande círculo mágico (algo como aqueles de transmutação dos alquimistas) e um pentagrama brilha em sua testa. Ele me olha tão fixamente que parece avaliar cada pedacinho da minha alma. Começo a pensar que morri quando ele respira fundo e finalmente começa a falar:

— Eu vejo o passado, o presente e o futuro. Eu vejo quem você é, semideus. Você, desordeiro, foi o meu escolhido. Faça jus ao nome do seu pai e roube de volta o meu item, levado de mim pela cria da força. O faça e lhe recompensarei; fuja ou falhe e eu o reduzirei a pó. Seu destino é o Obelisco de Nova Iorque.


Acordei suando frio e soube que meu corpo não tinha descansado o suficiente. Como se já não bastasse a vergonha com que retornei ao acampamento, agora era acordado por uma espécie de Edward Elric desorganizado que havia perdido algum item importante. Droga... Não se tem mesmo um pingo de sossego nesse mundo! Não, eu não queria ajudar aquele carinha. Honestamente, eu nem sabia se ele era real ou não, mas desde quando se pode ter certeza de algo quando se é um semideus?

O tratamento recebido na enfermaria da filha de Íris que eu conhecia havia tantos anos vinha funcionando perfeitamente, mas eu ainda pensava seriamente no que havia acontecido menos de 24 horas antes. Ofereci ajuda a um filho de Zeus que também estava em seu caminho de volta e acabei nocauteado por um filho de Éolo revoltado que queria destruir tudo. Ah, como eu detesto essas crianças revolucionárias! Nem chegaram ao nosso mundo direito e já acham que podem acabar com a coisa toda. Eles mal sabem com quem estão lidando...

Enfim, o fato é que um mal estar socou meu estômago com a força de um ciclope adulto furioso. Havia dois anos desde a última vez que eu tinha deixado o acampamento para fazer algo errado e o retorno não tinha sido dos melhores. Agora um garoto todo diferentão brotava nos meus sonhos e me pedia com toda a gentileza do mundo para roubar um objeto que lhe fora roubado antes. Lá ia eu me meter em alguma enrascada, afinal eu não poderia saber se a ameaça fora real ou não e muito menos sabia quem era aquele cara. Se fosse um deus disfarçado, eu estaria totalmente ferrado!

Olhei pela janela do chalé e vi que o céu estava começando a ficar azul anil, uma clara evidência do fim da madrugada. Meus irmãos dormiam quando me levantei para reunir alguns dos meus itens para sair naquela estranha e inesperada missão rumo ao Obelisco. Após um rápido banho, vesti uma roupa confortável e bem aquecida, considerando o frio de fevereiro fora dos domínios do acampamento, calcei os All Stars voadores, prendi Quick Cut na cintura e tomei Loki, a lança, em mãos.

Ah, meus deuses... Lá vamos nós... A primeira coisa a fazer, contudo, era arrumar uma forma de sair do acampamento. Assim, o caminho para a Casa Grande foi o primeiro a ser tomado, já que eu estava decidido a não agir escondido de Quíron desta vez. Àquela, como esperado, não precisei me esquivar de harpias vigilantes e logo cheguei às escadas que davam para a varanda e a porta principal do casarão azul e branco. Bati à porta duas ou três vezes e esperei que o centauro viesse me atender.

— Mas o que é que você quer comigo a essa hora da manhã, Igor? — A voz engrolada de sono chegou aos meus ouvidos antes mesmo que ele pousasse os olhos em mim. Não me pergunte como raios ele sabia que era eu.

— Bom dia, Quíron. Recebi uma missão em sonho. Preciso de transporte. Bela camisa, aliás — dei um sorriso torto, travesso como os sorrisos do meu pai e de todos os filhos desordeiros dele, ao apontar para o pijama dos Pôneis de Festa do diretor do refúgio.

— Você tem quase 19 anos, viveu por dois lá fora e até hoje não comprou um carro? — Ele indagou, embora já soubesse a resposta, e se inclinou para passar pela soleira da porta, revelando bobes coloridos no cabelo. Precisei me segurar muito para não rir.

Ele caminhou comigo até os estábulos, perguntando que missão misteriosa tinha sido esta. Contei-lhe tudo no caminho, cada detalhe ainda bem claro em minha mente, e sua expressão facial foi provavelmente a mesma que a minha quando acordei: pura confusão. Parecia uma incumbência um tanto quanto sem dados e possivelmente eu estivesse me encaminhando para uma armadilha. Sendo este o caso ou não, eu só tinha uma forma de descobrir.

Tártaro, o cavalo possuído de Annie Murray, relinchou agitado no momento em que pus os pés na área do estábulo. Pelos deuses, eu ainda precisava ouvir a história de como ela conseguiu domar aquele demônio equino. Quíron me levou até o local onde estavam os pégasos e um acinzentado, cor de nuvens de tempestade, foi-me emprestado, sob duras exigências de cuidado ao montar. Pelo visto o animal também tinha muita personalidade, mas nada que fosse impossível de lidar.

Despedi-me de Quíron e parti em direção à Colina Meio-Sangue com o pégaso Ruthless ao meu lado. Quando estávamos no topo, montei e ele alçou voo, seguindo minha orientação e dirigindo-se para o Central Park, onde eu deveria encontrar o local marcado pelo misterioso garoto do sonho. O pégaso parecia bastante tenso (eu diria irritado) com aquela viagem e juro que tentei de tudo para animá-lo e tentar fazer amizade. Não funcionou. Já estava ficando totalmente frustrado quando algo fora do roteiro aconteceu e precisamos fazer uma pequena pausa.

Era uma garota ruiva, muito linda por sinal, que estava correndo desesperada na direção da mata. Atrás dela, a alguns metros, três caras a perseguiam facas nas mãos. Poderia ser apenas mais um crime para a polícia resolver exceto por alguns fatores: não havia polícia, as pessoas ao redor pareciam não ver nada e os três caras pareciam vampiros. Sim, eram damphyres. E provavelmente a garota em fuga era uma semideusa.

— Desvio, Ruthless. Vamos levá-la até o pinheiro!

O pégaso relinchou ainda mais frustrado, mas mergulhou no ar e partiu na direção da ruivinha gata, quero dizer, da semideusa. Os damphyres ficaram ainda mais para trás do que já estavam depois que ela entrou na floresta, o que me fez pensar que ela provavelmente vivia escondida por ali e já conhecia bem a área. Será que já estaria procurando o acampamento? Emparelhei com ela e o olhar de pânico em seus olhos verdes-amendoados (se é que isso é possível) foi de cortar o coração. Ela achou que eu era um inimigo e brandiu um porrete na minha direção.

— Calma, ei! Sou amigo! Posso te livrar daqueles caras. Vem cá!

Ela olhou de mim para minha mão estendida e de volta para mim, ponderando se deveria ou não aceitar a ajuda de um estranho num pégaso. O que quer que tenha passado na cabeça dela a convenceu que podia confiar em mim. Pegando minha mão, a ruiva se impulsionou para cima de Ruthless, mostrando-se mais leve do que eu imaginava, e novamente alçamos voo, retornando ao refúgio em alta velocidade. Eu não fazia ideia do que aquilo poderia me render com o garoto do pentagrama, mas foi um atraso necessário.

— Eu sou Igor. Igor Berserk. Como se chama? — Perguntei depois de um tempinho.

— Não sei se devo falar pra você. Ainda não sei porque aceitei sua ajuda.

— Porque sou confiável e estou te levando para um lugar seguro.

— Se for mesmo seguro, talvez eu me apresente — ela disse, deixando claro que era ela quem estava no poder. Pelos deuses, me apaixonei instantaneamente.

Infelizmente para mim, ela não se apresentou quando pousamos no topo da colina, nem quando eu expliquei por alto o que era o refúgio e nem mesmo quando acenei para Quíron e pedi para ele dar as boas-vindas oficiais. Ela foi totalmente má comigo! Pobrezinha, mal sabia que tinha me deixado completamente arriado por ela... Ah, quer dizer... mal sabia que eu tinha várias garotas aos meus pés... Ah, cara, quem eu quero enganar? Melhor parar de falar da ruivinha e seguir com o que aconteceu depois antes que eu fale mais bobagens.

De volta ao ar e com uma motivação nova para retornar ao acampamento, segui com Ruthless para Nova Iorque novamente e dessa vez sem problemas. O pégaso me deixou à entrada do enorme Central Park e nem esperou que eu desse outra instrução antes de bater asas e me abandonar. Precisei de todas as minhas forças para não gritar insultos a ele e apenas me forçar a caminhar. Adentrei o parque e segui em direção ao Obelisco. A manhã ainda estava bem no início e por isso não tinha tanta gente no local. Excelente, pensei, sem plateia.

Quando cheguei ao local, vi a mesma cena do sonho, exceto pela ausência da bruma aos meus pés. Um círculo mágico de transmutação estava no chão e em seu centro havia um garoto com um pentagrama na testa. Sei que não deveria temer garotos, mas, pelos deuses, aquele ali era de dar arrepios. Se fosse apenas um semideus filho de Hécate, provavelmente estava trabalhando pesado para ser transformado em um deus assustador, mas eu não fazia ideia do que aquele garoto era.

— Bem, aqui estou eu. Nas agulhas de Cleópatra! O que deseja que eu faça? — Silêncio. O garoto mantinha os olhos fechados e nada respondia. — Alô! Alguém vivo aí? — Novamente silêncio, estava quase segurando-lhe os ombros para sacudi-lo quando ele abriu subitamente os olhos feito personagem de filme de terror.

— Você veio.

— É, eu vim. Era isso ou... o quê, mesmo? Ah, sim, você me reduziria a pó!

Ele sorriu. Aquele sorrisinho condescendente que um psicopata assassino dá quando sua vítima tem a audácia de o desafiar. Seus olhos de cor púrpura também não me tranquilizavam nem um pouco e eu ainda não sabia o que de fato ele queria. Que objeto misterioso era esse que eu precisava roubar?

— Sabia que não iria me decepcionar, prole de Hermes. Foi por isso que o chamei para recuperar meu item. Ele está protegido por magia e, como eu disse, foi tomado de mim por alguém forte. Recupere-o e terá uma recompensa agradável. Além, é claro, desta que já lhe ofereço: a oportunidade de ser quem você, pura desordem e totalmente furtivo.

Seu olhar me dizia que eu não deveria negar seu pedido, mas a ideia de receber uma recompensa parecia bastante promissora. Para um filho de Hermes, roubar e ainda se dar bem era tentador demais e já que eu já estava ali... Bom, por que não? Era isso ou ser reduzido a pó. Desta forma, acenei com a cabeça e confirmei que aceitava o desafio. Ele me passou as coordenadas e me vi a caminho de onde o objeto misterioso se encontrava sem ter a menor noção do que encontraria.

Depois de muitos, muitos passos mesmo, encontrei algo brilhando no meio de um conjunto bem fechado de árvores. Honestamente, eu nem sabia que havia um conjunto tão peculiar de árvores naquele lugar e isso por si só já tornava o ambiente místico. O brilho era como uma redoma mágica, um escudo, protegendo um simples relógio de pulso prateado de fundo verde escuro. Sério, cara? Um relógio de pulso? Espero que isso tenha poderes pra valer a pena...

Já estava bem próximo dele (e ainda sem saber como quebrar a magia protetiva) quando ela surgiu por detrás das árvores. A jovem tinha feições élficas, pele bronzeada e cabelo escuro, além de olhos verdes intensos e ameaçadores. Uma dríade, com uma adaga bastante afiada presa à coxa e toda trajada para batalha. Parecia que aquele era o meu dia de encontrar garotas poderosas, mas aquela não me encantava em nada!

— Certo, gata, parece que é você que está guardando o relógio do meu colega bruxo ali atrás, não é? Que tal colaborar e evitar uma batalha? Nós dois podemos entrar num acordo. O que acha, hm?

Ela apenas se manteve carrancuda, talvez esperando que eu ficasse intimidado por seu olhar penetrante e caísse fora. Não ia rolar, não mesmo. Depois de ter ido até ali, não era uma dríade revoltadinha que me convenceria a simplesmente ir embora. Claramente ela também não aceitaria meu não como resposta para seus desejos e por isso arrancou seu próprio cinto e o fez virar um belo chicote de cipó revestido de madeira. Já tinha visto outros desses pelo acampamento. Se ela soubesse mesmo usá-lo, poderia causar estrago. Infelizmente para ela, eu era mestre em me esquivar dos golpes alheios.

Deixei que ela atacasse primeiro, sabendo que era de seu interesse me manter afastado. No primeiro golpe com o chicote, dei um mortal para trás como um perfeito ginasta olímpico e ativei as asas dos all stars. Disparei para cima da dríade à toda velocidade e manejei a lança em sua direção, na intenção de cortar-lhe o chicote e causar a menor quantidade de danos possível a ela. Eu sei, eu sei, ela era uma oponente, mas depois de crescer no acampamento vendo dríades como fadas da floresta, eu simplesmente não conseguia conceber a ideia de machucar uma delas.

Ela desviou do meu golpe, porém, e conseguiu salvar o chicote. Infelizmente, eu não era o único que sabia pensar rápido e vi sua adaga surgir bastante brilhosa para ser usada em batalha. Droga... Olhei na direção do relógio e vi que sua magia protetiva tinha se desfeito, como se ele estivesse nos desafiando a lutar por ele e merecer possuí-lo. Se isso faz sentido? Nenhum, mas nada no nosso mundo faz sentido, convenhamos.

A dríade atacou novamente, mas consegui outra vez me esquivar. Percebi, finalmente, que ela não era como as ninfas do bosque do acampamento, ela era selvagem e cruel, tinha roubado um item mágico e estava disposta a me ferir para manter sua conquista. Deixá-la livre era entregar a luta nas mãos dela, era preciso lutar para valer! Pousei e aproveitei-me, então, da distância que minha lança me permitia e contra-ataquei novamente, mirando seu chicote (cujo alcance ameaçador com certeza era um problema) e também sua outra mão, para desarmá-la.

Esperta, ela desviou a mão do chicote novamente e tentou um novo ataque com ele. Precisei correr com a agilidade de um filho de Hermes para desviar outra vez. Neste momento ela resolveu equiparar a luta e valeu-se de sua agilidade também acima do padrão. Estávamos quase de igual para igual a partir daquele momento e ali se iniciou uma sequência rápida demais para qualquer olho despreparado acompanhar.

Ela atacava com a adaga, eu puxava a minha e defendia. Ela tentava o ataque com o chicote, eu contra-atacava com a lança. Faíscas saíam do bater de nossas lâminas, lascas de madeira escapavam do chicote dela. Corríamos em volta um do outro e tentávamos golpes traiçoeiros, velozes e fortes, todo o possível para alcançarmos nossos objetivos. Vez por outra eu alçava voo e tentava algo diferente, mas ainda não tinha conseguido encontrar a brecha ideal para vencê-la.

Foi no momento em que nos afastamos, ofegantes, que percebi o que tinha que fazer. Um desafio tão emparelhado com minhas habilidades só ocorria quando eu treinava com meus irmãos e, com eles, havia algo que eu não podia usar por eles possuírem o mesmo poder. Aquela dríade, porém, não tinha e era ali que estava o segredo para minha vitória.

Fitei seus olhos e percebi que daria certo. Tinha que dar certo. Ela, selvagem como gostava de ser, novamente atacou primeiro e continuou tentando me intimidar com seu olhar penetrante no fundo dos meus olhos. Era exatamente do que eu precisava. Enquanto ela corria, ergui meu braço com a lança e deixei-a preparada enquanto ativava meu olhar paralisante. No momento exato em que o ativei, ela parou de se mover e enfim me vi no comando daquela luta.

Aproximei-me com a lança em riste e toquei-a na direção de seu coração. Matá-la? Não, não era necessário. Ativei o poder de Loki e iniciei o controle de sua mente, falando pausadamente para que ela captasse completamente minha ordem:

— Muito bem, mocinha. Eu vou desativar a paralisia e você vai correr como se não houvesse amanhã. Vai para bem longe daqui e deixará o relógio, não vai tentar pegá-lo. E não vai tentar qualquer outro golpe contra mim. Vá! Agora! — Ordenei, desativando a paralisia e imediatamente (e com um olhar de puro ódio) ela desatou a correr para o mais longe possível. Imediatamente eu corri para o lado contrário, peguei o relógio e voltei a toda velocidade para onde o garoto do pentagrama estava.

Ou deveria estar. Em seu lugar, havia apenas um pedaço de papel com algumas palavras escritas: "Eu não planejei te contatar, mas você foi o filho de Hermes escolhido pela magia; faça do item um bom uso, ele te escolheu." Mas como é que é?! Resgatei o relógio e era justamente ele o meu prêmio? Pelos deuses, aquilo só ficava mais intrigante. Pelo menos era um relógio bonito, gostei bastante do prateado com fundo verde escuro.

Suspirei fundo e olhei para o céu, frustrado ao me lembrar que Ruthless tinha ido embora. Estava quase cogitando a possibilidade de roubar um carrinho bem bacana quando ouvi um relincho atrás de mim: o pégaso estava de volta. Pouco depois pousamos no acampamento e ele tratou de me abandonar novamente enquanto eu me dirigia para a Casa Grande, a fim de relatar tudo a Quíron.

— ... e a essa altura ela já deve estar de volta ao lugar dela no parque, mas não tem mais objeto mágico algum pra guardar. Que Pã me perdoe, Quíron, mas acho que fiquei com trauma de dríades depois dessa missão.

— Puxa, que pena — uma voz suave disse, uma voz familiar... — Achei que você quisesse saber meu nome, mas... se quer distância de dríades, vou entender.

Era ela. A garota de antes da missão. A que eu resgatei. Ah, caramba, ela era uma dríade também!

— P-Passou. Passou o trauma.

Quíron riu e deu um tapinha em minhas costas, dizendo algo como "vou deixar você decidir se tem trauma ou não", ou alguma coisa assim. Eu estava todo arranhado e com alguns cortes pelo corpo, além de estar um pouco enfraquecido pelo uso do olhar paralisante, mas estranhamente arrumei forças para ficar firme diante da ninfa novata. Depois de muito insistir, acabei ganhando mais uma recompensa: o nome dela era Ivy Woodsen.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Agilidade (Nível 1) - Você como filho de Hermes terá uma agilidade maior que outros campistas inclusive voando com seus tênis alados.

Esquiva (Nível 2) - Você agora é capaz de se esquivar de golpes com mais facilidade.

Saltos (Nível 11) - Você é capaz de fazer saltos acrobáticos com perfeição.

ATIVOS:
Olhar Paralisante (Nível 4) - Uma das lendas sobre as cobras é de que são capazes de paralisar seus inimigos com os olhos, habilidade herdada pelos Filhos de Hermes, por sua ligação com as serpentes. O inimigo fica paralisado por 2 rodadas. O gasto de energia é muito grande, mas diminui com o passar dos níveis.

Armas levadas:

{Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Loki} / Lança [Lança de 1,75m. O corpo da lança é segmentado e de ouro polido, ligeiramente curvado. Possui duas lâminas na ponta, uma grande e outra menor, ambas de prata. Ao comando do dono, pode controlar a mente do oponente, desde que a ponta faça contato físico com o mesmo. Dura 2 turnos.] {Ouro e prata} (Nível mínimo: 10) {Elemento controlado: mente/telecinese} [Recebimento: presente de aniversário, de Hermes]

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Igor Berserk
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