Teste para Filhos de Zeus - Novembro

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Teste para Filhos de Zeus - Novembro

Mensagem por Zack Dwytter em Seg 21 Nov 2016, 20:11



The Pilot

There is nothing faster than lightning


- Características

Zack sempre se colocou acima dos outros. Apesar da infância e história não reveladas ainda, a sua juventude o redirecionou numa gama competitiva de corridas ilegais em becos e até mesmo no próprio Centro de Nova Iorque, onde ficou conhecido por sua habilidade no drift e rápida troca de marcha. Um competidor que nunca perdeu, psicologicamente, é dotado do ego e da soberania parentaria, nunca “levando desaforo para casa” ou se deixando rebaixar, já que se considera o mais alto numa hierarquia imaginária.

Em quesito de aparência, o semideus tem tudo para se chamar de bonito. Alto, cabelo loiro bem cortado e arrepiado, olhos azuis tão penetrantes que colocam medo em qualquer indivíduo mortal, porte físico atlético e bronzeado, adotando todas as características do pai, Zeus. De qualquer modo, nunca abandonou os amigos, e é bem severo no quesito de fidelidade. Sendo um líder, sabe usar a hora certa e ser punho firme suficiente para decidir o que é melhor para o grupo. Também estratégico, mas humano, se preocupa na segurança de cada indivíduo a que convive, como uma família.

– História

Na Instalação Correcional de Auburn, ser detento de uma penitenciária não significa apenas fazer aliados ou treinar ao ar livre, como vemos nos filmes. Lá, os presos precisam pagar para obter todos os seus direitos: desde dormir deitado e beber água até evitar surras. Acredita-se que, para sobreviver em condições de calma mínima, é necessário pagar em torno de 300 dólares por mês.

Todo esse dinheiro era redistribuído entre as gangues. E elas se responsabilizam por apartar os guardas com grande parte da renda, comércio e produção de drogas, resoluções mercenárias e diversos outros que nem mesmo eu, o narrador, posso citar.

O sistema de facções dentro da cadeia funcionava em funções. A mais alta liderava, com alto poder representativo no exterior, enquanto as baixas, divididas entre roubo/violência/inteligência eram chefiadas por seus serviçais em troca de maços de cigarro e algumas drogas não tão pesadas como maconha.

Quando se entra em Auburn, obrigatoriamente você é designado para uma das três. Caso você seja um fodido que deu sorte, é selecionado para a da liderança. Essas ocasiões só acontecem se faltar gente na camarilha superior, coisa que nunca sucedia. Nunca ninguém chegou a não aceitar o sistema imposto pelos mais perigosos bandidos do país. Todos queriam uma vida fácil e sem procedentes dentro do xadrez.

Esse fato não se aplica a Zack Dwytter, a nova putinha de Auburn. Quando o selecionaram para a sessão de inteligência, encarregados da produção de drogas e mapeamento do reformatório, um não bastou para avacalhá-los. Seus olhos tão azuis quanto os relâmpagos no céu penetravam qualquer mortal como se estivesse pronto para fatiá-los, e ninguém ousava, dentro das quatro paredes, submetê-lo, nem mesmo os policiais.

- Hora do almoço, seus vermes!

A voz do Policial SaintHarmon retumbou dos megafones e as celas foram abertas. Em sua cela particular, por causa do período judicial ainda alarmante – em decisão se Dwytter era ou não culpado de extorsão de veículos importados, o loiro acobertado pelo macacão laranja atravessou os corredores junto da meia centena de marmanjos até o reformatório.

Nas mesas, também havia a divisão de facções. Ninguém da liderança se sentava com a da violência, seus seguranças, e ninguém da violência se sentava com os do roubo, simpatizados por sua habilidade de furtar o depósito dos guardas e compartilhar informações sobre segurança e objetos “de valor”.

Zack estava inserido no canto ao lado da lixeira, sentado com as pernas estendidas. Avaliava cada um dos detentos, todos cochichando sobre uma ação de fuga do chefe da liderança, B-Ray, e seus dois companheiros, T-Dog e Emmet. Soube a partir de Ryan e B.O.B, dois palermas da sessão da violência que erraram o buraco do recipiente e quase acertaram os restos da carne podre do refeitório em seu cabelo, por dias não lavado.

Na verdade, a repugnância de Zack não o afetava, mas sim a dos outros. Ser um sem facção representava quase a mesma coisa que ser um estuprador. Estar exposto era um medo que carregava dia após dia. Por isso, dispensava os banhos, onde provavelmente seria surrado e cercado. Os outros lugares eram todos monitorados por câmeras entre suas paredes de cimento não pintadas e policiais fardados com walkie-talkies nos ombros para quaisquer ocasiões. O papel de segurança máxima bem ocupado.

Depois do almoço, o cronograma apontava o horário livre na quadra de basquete ao ar livre, toda desfigurada. As linhas que demarcavam o garrafão e os limites eram todas empoeiradas pelas pedras não eliminadas, sem grama, e o terreno não fértil. O calor não era pior que o ar, tão abafado que se tornava difícil de respirar. O horizonte tremia por conta da temperatura, se alguém tentasse observar mais de dez metros em diante.

O relógio bateu e todos os detentos foram empurrados para a saída do reformatório, descendo o segundo e o primeiro andar até o campo aberto. Novamente, Zack estava sozinho, sempre provocado por falas soltas e esbarrões, muitos dizendo que B-Ray seria encarregado da sua morte, já que não respeitou sua autoridade a partir que negou participar do sistema de camarilhas.

O interesse sobre sair da prisão era gritante. A resposta judicial seria promulgada em três meses, e após quatro dias dentro de Auburn Dwytter sentiu que não sobreviveria sequer duas semanas. Não conseguiria sozinho. Precisava falar com os chefes da liderança.

Entre alguns passos tortos por causa do desgaste e má alimentação, finalmente atingiu a arquibancada. A primeira fileira estava totalmente dominada pelos membros da liderança, e não levou nem quinze segundos para todos cercarem Zack.

Estava rodeado por onze homicidas de pele escura e porte alto, como grandes armários de corte de cabelo afro e mangas arreganhadas. O espaço encurtado dificultou mais ainda a respiração do loiro de um metro e oitenta e cinco, e lá de cima da arquibancada estava B-Ray, um negro barrigudo com a dentadura destacada por outro na barba rala, muito parecido com o quadro do 50 Cent.

- Primeiro você ridiculariza minha autoridade negando o sistema de facções, blú, depois aparece aqui como se nada tivesse acontecido? Porra, blú! Levem ele daqui! Eu quero esse merda, blú, na minha cela em cinco minutos, blú!

No meio de toda aquela gritaria anunciada pelo líder, se perguntou o motivo de tantos “blú”, e mordeu a língua para não dar risada. Zack perambulou os olhos azuis entre a multidão para ver se mais alguém também estava segurando a gargalhada, mas não encontrou ninguém. Não era a hora de bancar o engraçado, por mais que fosse abusivamente cômico a deficiência fonoaudióloga do maioral. Teve os braços agarrados e imobilizados, sendo arrastado violentamente.

- Espera! Eu posso ajudar! Eu posso! Eu soube que você está tentando fugir de Auburn. Eu tenho informações!

E todos congelaram por um instante quando Zack citou a fuga de Auburn, um assunto extremamente delicado por lá. O chefão soltou um sorriso torto e desceu um degrau da arquibancada, mandando liberarem os braços do rebelde e o deixarem falar.

- Eu sou piloto. Quando estavam me guiando até a entrada, ouvi um dos supervisores do portão da Ala Sul dizer que vão entregar os suprimentos pela madrugada de amanhã, mais ou menos às seis da manhã, por um caminhão.

Interessado, B-Ray curvou a barriga farta para frente e se destacou entre seus capangas, que brevemente desfizeram a roda e deixaram ambos conversarem frente a frente.

- E o que mais, blú?

- Vai ter que me deixar participar para saber mais.

- Me encontre, blú, na cela às nove horas. T-Dog e Emmet, venham comigo, blú.

B-Ray deu uma última encarada no novato de Auburn, como se quisesse mata-lo por ter sido desafiado na frente de todos mais uma vez. O latino-americano, T-Dog, foi na frente, coberto até as canelas de tatuagens. Já Emmet, um branco de cabelo raspado, muito parecido com um nazi skinhead, foi atrás.

Ao esgotar o tempo de ficar ao ar livre, Zack esperou em sua cela até dar a hora, marcada de tudo o que precisava para sobreviver: um edredom, um colchão velho, um travesseiro duro e uma privada, fora as revistas pornográficas que os policiais bondosamente entregavam, quase todas as páginas grudadas de porra, que o loiro nem ousava tocar.

Quando o horário bateu no relógio com o ponteiro menor marcado no nove, Zack foi o primeiro a chegar à gaiola de B-Ray, maior que as demais, sem contar com seus dois capangas. O toque de recolher é determinado para as dez horas, até lá todas as portas ficavam abertas para visitas diversas.

- Soube que você competiu com um milionário e foi preso.

A voz aguda de Emmet, o skinhead, assumiu aquele ambiente. Zack só fez concordar, sem querer relembrar o passado naquele momento importante. Em seguida, apareceram Polly Dee, inteligência, DeShawn, segurança, Marco e Aguiar, ambos os latinos da facção do roubo. Finalmente D-Ray iniciou a reunião.

- Como informado por Zack, acontecerá um carregamento amanhã, blú. O portão ficará disponível na Ala Sul, que não é tão monitorada, blú, durante uns trinta minutos, como sempre. Temos duas viaturas, blú. Zack abrirá o caminho no primeiro e DeShawn seguirá no segundo, blú.

- Quem irá no segundo carro?

A pergunta veio de Polly Dee, da inteligência. Ele era um misto de cientista maluco com dreads, óculos de hippie e pele morena. Seus espasmos musculares frequentes apontavam uso constante de cocaína e heroína, consequentes pela falta de uso. Materiais assim eram difíceis de conseguir.

- Estamos em oito pessoas, blú. Zack, T-Dog, Emmet e eu ficaremos no primeiro carro, blú. No segundo, DeShawn, Marco, Aguiar e você, blú.

Todos ficaram quietos após a resposta, esperando que o grande e gordo B-Ray continuasse a planejar as ações.

- O caminhão de entregas chegará as seis, blú. Cinco e quarenta e cinco nós sairemos das celas para chegar seis e quinze no estacionamento, blú. Seis e quinze porque é o tempo dos guardas descarregarem as caixas e se ocuparem dentro do edifício.

- E como faremos para sair das celas?

- Calma, porra, blú! É por partes, abestalhado! Polly Dee conseguirá o acesso para o sistema elétrico de Auburn e abrirá nossas celas, blú. O guarda que se encarrega do corredor recebeu uma boa quantia do lucro passado, blú, para ficar de bico calado, blú.

- E se nos localizarem?

A pergunta agora veio de Marco, acompanhado do parceiro Aguiar, ambos de cabelo raspado e bigode. Os dois ostentavam tatuagens de uma caveira cruzada por espadas no pescoço, parrudos.

- Eu faço o blackout. Toda rede de iluminação de Auburn será cortada. Ficarei monitorando as redes de segurança pelas câmeras até todos saírem. Estão com o “olho de Deus”, amigos.

Polly Dee sorriu com todos os seus dentes amarelados, fazendo um sinal de paz e amor nas mãos. B-Ray se sentiu tão orgulhoso que travou por um momento, tomando um susto, pulando e prosseguindo, voltando a andar de cá para lá na cela.

- DeShawn, fora o papel de segundo motorista, cumprirá a segurança, assim como Marco e Aguiar, blú. Nos encontraremos todos lá, blú, e Zack comandará o caminho, blú. Prove que sabe fazer alguma coisa além de me desrespeitar, moleque.

Zack assentiu e permaneceu de braços cruzados, pensativo. B-Ray, Emmet e T-Dog mandaram todos saírem, ao passo em que o líder puxava uma maleta preta debaixo da cama, aberta, com todas as cédulas verdes ostentando milhares e milhares de dólares contrabandeados dentro e fora de Auburn.

- O que está olhando, blú? Vai embora, porra!

Dwytter se fingiu de desentendido e chamou Polly Dee, DeShawn, Marco e Aguiar para a sua cela particular, menor que a do chefão da camarilha da liderança. Faltavam exatos dez minutos para o toque de recolher.

- Ouçam bem, já que não temos muito tempo. No final disso tudo, B-Ray, Emmet e T-Dog sairão com o dinheiro que eu sei que vocês também viram. Provavelmente, apenas B-Ray, se ele não matar os dois. Em alguma parte do plano, vamos se separar, quando cada um cumprir seu papel como “peça”. E quando acontecer, seremos abatidos.

- Como tem tanta certeza? Eu vou me mandar! Eles não vão conseguir me ver.

A palavra veio de DeShawn, maior que todos os outros membros da equipe. Portava duas tatuagens no antebraço, uma dizendo “Lucy” e outra “DeLary”. Zack as indicou com o queixo, observando tudo ao seu redor, o talento em liderança e convencimento à tona.

- Acredito que sejam seus filhos. Nunca conseguirá dormir sabendo que tem alguém atrás de você. Eu sei bem como é isso. B-Ray não está sozinho. Para chegar até o lugar que ele chegou, ele teve que fazer amigos dentro e fora de Auburn. E eles não rejeitariam uma ordem dele.

- Estou com você.

Polly Dee foi o primeiro a concordar, e os outros fizeram o mesmo depois de três minutos. O toque de recolher foi anunciado por uma sirene, e todos os detentos se encaminharam até suas celas, para uma boa noite de sono.

O céu ainda estava escuro quando a equipe acordou. Um tranco na porta foi o suficiente para eles despertarem, a luz vermelha do cadeado eletrônico passou para a verde anunciando o progresso do papel do hippie da inteligência.

Zack arrumou o macacão laranja e saiu da cela, olhando pelo lado dos corredores e se reunindo até a cela de B-Ray silenciosamente. Cada passo, um suspiro. Cada suspiro, uma batida rápida no coração. Se fosse pego, sua pena seria aumentada e toda a chance de “boa conduta” seria eliminada do contrato.

Todos os prisioneiros estavam lá, sendo Dwytter o último a chegar. Comandados pelo gordo afro americano, a trupe rastejou entre o piso até encontrar o primeiro andar, montado por pilares e colunas de cimento, onde nos cantos a lanterna de cerca de cinco guardas rodeava o local.

Por cada virada do segurança do flanco esquerdo, mudavam de pilar. DeShawn, Marco e Aguiar estavam na frente, como grandes barreiras. Já B-Ray em seguida, coordenando o avanço. Zack estava muito bem acompanhado de T-Dog e Emmet, que não paravam de vigiá-lo.

Assim que atingiram o corredor para descer ao térreo, separados por um portão de ferro, uma voz alarmou os missionários num frio na espinha, como se estivessem perdidos. Quando olharam por cima dos ombros, lá estavam três policiais armados até os dentes de metralhadoras.

- Vocês! Parados!

E Dwytter sentiu o coração bombardear o peito de tanta palpitação. Suando frio, nenhuma palavra foi proferida pelo bando, todos tentando raciocinar o que estava acabando de acontecer. Todo o esforço, plano, confraternização forçada, jogados pelos ares por um descuido.

No que o trio de policiais andou na direção da equipe para algemá-los, o portão de ferro controlado na sala de gestão desceu e os esmagou, uma ação feita pelo cê-dê-efe do Polly Dee, encolhido atrás dos monitores que televisionavam através das câmeras. As armas pararam do outro lado, longe do alcance da equipe, pela infelicidade de cada um.

- O que estão esperando, blú? Vamos!

Chegaram finalmente ao estacionamento. A escuridão era apenas iluminada pela torre de vigilância, o farol percorrendo de um lado para o outro num ritmo ridiculamente devagar. O portão estava aberto e todos os guardas dentro do refeitório, descarregando os suprimentos. Duas viaturas estavam bem estacionadas, e Zack não tardou para entrar.

- Nós iremos para o leste e vocês irão para o oeste. Não vamos nos encontrar mais depois da fuga, blú.

No banco da frente, consigo, estava B-Ray. No traseiro, seus dois capangas. Polly Dee estava no outro carro com DeShawn, Marco e Aguiar. Depois de conectar ambos os fios vermelhos abaixo do painel do volante, e orientar para o segundo motorista fazer o mesmo, a ligação direta funcionou. Engatou a marcha e deu ré, sem cantar pneu até a saída dos portões. Ninguém sentiu falta.

B-Ray mandou estacionar o carro em uma floresta, para fazer uma ligação, após a saída de Auburn ter sido concluída. Quando Zack saiu, foi abordado por T-Dog pelas costas, abraçado e imobilizado. Trincou os dentes e falou como se já soubesse, afobado. Emmet demorou um tempo para revelar o que estava fazendo, terminando de amarrar o soco inglês nos nós dos punhos.

- Você achou mesmo que eu ia te deixar livre depois da merda que você fez, blú? Ninguém desafia B-Ray! B-Ray é o rei! Agora os meus companheiros irão te matar, blú.

Antes que Emmet concluísse o primeiro murro, o farol do segundo carro apareceu embelezando a cena. DeShawn, Marco, Polly Dee e Aguiar saíram, confiscando T-Dog das costas de Zack e abatendo Emmet com uma coranhada. Desesperado, B-Ray caiu de cócoras no chão, estapeando o ar e clamando por piedade, coisa que não foi concedida por Aguiar, o primeiro a pisotear seu rosto.

Depois de todo o sangue ser espalhado, lá estavam os cinco se encarando, com uma expressão vitoriosa e de cansaço. Na mão de B-Ray, a maleta cheia de dinheiro. Era outro caminho a se enfrentar.

- Podem dividir o dinheiro entre vocês. Eu não quero. Só vou precisar do carro.

Concordaram sem fazer birra, afinal, eram criminosos. Quanto menos gente para dividir, melhor. E tinha muito dinheiro para ser repartido. Zack assumiu o volante, se despediu, e engatou novamente a ré. Polly Dee acenou e gritou, um sorriso fanático no rosto.

- Para onde você vai?

- Atrás do homem que me colocou aqui.

- Narrativa

Quando Zack fugiu da cadeia, a única coisa viável a se fazer era: fugir. E passou fugindo de tudo ao longo desse período de libertação. A cadeia da Califórnia o trouxe pesares, mas, ao mesmo tempo, benefícios. Sabia lidar com tudo no mundo – pelo menos, era o que pensava, até ser atacado por Górgonas num penhasco três meses atrás. Já estava ciente da sua descendência divina, e também dos monstros mitológicos que se conflitavam apenas para arrancar um pedaço do loiro de olhos azuis. Não entendia o motivo de tantos virem. Uma delas disse que o sangue dele era “sagrado”, “mais apetitoso que os outros”, “mais nutritivo”, e outros adjetivos que você consiga imaginar. Mas, depois de matar e atropelar dezenas, estava gritantemente cansado.

- Vá visitar o seu pai, Zeke. Vá ao Olimpo.

Foi a última coisa que ouviu de uma Mensagem de Íris, dotada na sua dimensão de um centauro de nome Quíron e dezenas de campistas espiando sua gravação-comunicativa divina. Depois de explicar todo o ocorrido e os motivos para o ex-presidiário fugitivo, não restavam mais dúvidas. Era um semideus. E precisava cumprir aquela meta, caso quisesse que revelassem a localização do tal Acampamento Meio-Sangue e sua barreira impenetrável. A oportunidade de nunca mais ter que fugir, nem dos perigos mortais, pegou Dwytter de maneira apreensiva: o que jamais pensou em negar a oferta.

Com o endereço dado ao Empire State Building e seu andar absurdamente alto, que acreditou não existir, manobrou o carro pela 5° Avenida e turbinou os motores em direção de um dos prédios mais altos do mundo.

Estacionou entre as ruas 33° e 34° Oeste e abandonou o muscle car preto e decorado, desocupando o assento. Fechou a porta com delicadeza, dando as costas para o veículo arranhado e quase inteiramente destruído. Quando pensou finalmente chegar, escutou o ganido esganiçado de uma criatura, a qual não tardou de mergulhar do céu e ataca-lo com as suas poderosas garras afiadas.

Grande parte da jaqueta de motoqueiro de couro de Zack havia sido destroçada, e parte da sua coluna também, de cima até a cintura rasgados. O sangue banhou o asfalto, onde o provável filho de Zeus estava largado, tossindo para suportar a perda de energia agravante. A harpia pousou seus pés de galinha no cimento seco, e se aproximou do loiro desfalecido.

De supetão, para a infelicidade da harpia, uma projeção banhou o topo da cabeça de Zack de uma aura exclamativa. A aparição de um raio por entre seus fios loiros indicava soberania e poder, anunciando realmente o proclamado por Quíron: era uma cria perdida de Zeus.  Uma espada dourada se materializou na mão de Dwytter, e ele não demorou para cravá-la na carne da barriga da criatura, atravessando-a conforme uma propagação de energia elétrica atiçava os dois corpos numa rajada desprezível.

Quando o monstro submundano desapareceu, Zack cambaleou até o interior do salão de entrada do Empire State Building, o sangramento minimizado. A espada que girava na mão direita ao lado da cintura não parecia assustar os humanos lá presentes, que provavelmente estavam enfeitiçados pelo agente da névoa. Dwytter, ainda com o raio no alto da cabeça, sequer precisou barganhar o porteiro, que automaticamente abriu o elevador – com o símbolo de Ômega num dos botões, o mais alto, o qual apertou.

Num estopim, o elevador subiu e um choque estremeceu o para-raios do Empire State, anunciando a chegada. A modelação de mármore logo na entrada escalava numa escada até o topo do salão imperial, composto de diversos tronos alinhados e desocupados, exceto o central, a qual uma figura gigante e barbuda estava esperando.

- Não temos muito tempo.

- Pai?

- Você conseguirá sua vingança assim que me ajudar. Hera não está contente por eu ter estabelecido aquele acordo com Hades e Poseidon sobre quebrar a regra de gerar filhos legalmente uma única vez, tornando você, Zeke Drewetty e Zane Dywetter crias dos Três Grandes oficiais. O propósito disso tudo você ainda irá descobrir, já que uma grande ameaça se aproxima. Vocês deverão deixar as diferenças e competições de lado para se unir, e então salvar o Olimpo e a Terra mais uma vez da ameaça de um monstro inigualável.

- Mas, mas...

- Eu sei que é muita informação, mas me ocorreu da mesma forma quando soube, na minha origem, que meu pai, Cronos, havia tentado me devorar, e que já tinha concluído sua digestão dos meus irmãos. Eu aprendi, treinei e voltei para combatê-lo. Você é meu herdeiro, Zack, apesar de por enquanto ser o mais fraco dos meus. Cumpra as tarefas que Hera determinou, sobreviva, e reúna seus primos. Eles estão passando pelo mesmo treinamento, mas você... foi o primeiro a saber, provavelmente.

- Quem são eles? Você pode me dar a localização?

- Não, por enquanto ainda não me foi recomentado pelo Oráculo. Siga o destino, Zack. Ele nunca erra. Agora você precisa ir.

Numa batida do raio mestre, Zack desapareceu e foi enviado para uma Colina completamente diferente, no pé de uma árvore gigantesca. Ao aguardo, Quíron já mantinha o cajado amadeirado na mão, montando um meio sorriso torto:

- Seja bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue, filho do deus dos deuses.

ARMAS:
{Karabela} / Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

PODERES:
PASSIVOS:
Perícia com armas laminadas (Nível 1)- Filhos de Zeus são bons com espadas, as manejando com certa familiaridade.
ATIVOS:
Controle sobre a eletricidade de iniciante (Nível 1) - Você controla um pouco da eletricidade ambiente. Não é letal, mas pode ser útil. Em um ataque, você pode concentrar a eletricidade na palma de sua mão, na forma de uma pequena esfera. Pode ser usada em ataques corpo a corpo ou atiradas no inimigo, a uma distância curta, de até 5 m, mas não causa impacto no oponente. 1 esfera a cada 10 níveis.

AVE, IMPERATOR, MORITURI TE SALUTANT
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Re: Teste para Filhos de Zeus - Novembro

Mensagem por Hera em Sab 03 Dez 2016, 19:29


Zack, achei simplesmente incrível sua trama e também sua ficha. Li a história já fazem alguns dias e peço desculpas pela demora na avaliação, assim como o tópico estar indisponível na época em que postou.

Não tenho do que reclamar, apenas aguardo para saber o desenrolar dessa história envolvendo os filhos dos três grandes. Espero ver sua evolução no fórum, filho de Zeus! Parabéns!

Att

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