Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Jack Blackmount em Dom 18 Dez 2016, 23:56

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?

Desejo ser reclamado, por Atena, deusa da sabedoria e da estratégia em batalha, afim de honrar o seu nome e mostrar que a sabedoria é capaz de exceder até o mais alto nível de poder.

▬ Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas)

  • Características Físicas: Jack Blackmount possui 1, 70 m de altura; pesa exatamente 52 Kg; o tom branco de sua pele evidencia poucos pelos loiros em seus braços; a íris de seus olhos possuem coloração cinzenta-clara; Seu cabelo tem coloração loiro platinado.



  • Características Psicológicas: calculista e estratégico, Jack é sempre calmo e tenta estar sempre um passo na frente de quem quer surpreender (seja numa relação de amizade ou em uma batalha). Pensa em suas iniciais interações, não como um meio de conseguir amigos, mas um modo de se achegar a pessoas cujas características venha a complementar as suas e se tornem potenciais ao seu lado. Porém, quando estas pessoas são consolidadas em seu ambiente de amizade, se tornam significativas em sua vida. Diante de situações de exacerbada pressão, procura congelar suas emoções, afim de não se precipitar em alguma atitude, muito embora isso não o faça acertar em todas as vezes. Odeia que o enganem ou o atraiam e o fato de não conseguir sair de um enigma, algo que prenda sua mente, possui igual efeito sobre o mesmo.



História


Eu não dormia bem há tempos! Mal tinha a ideia de tempo e espaço. Precisava me localizar: uma cama de solteiro bibox, com detalhes de madeira em um tom marrom escuro, bem como o móvel de madeira modulado, que pegava duas paredes, uma atrás da cama e a outra ao lado (respectivamente, tinha a largura em média 2,80m e 3,50m), uma janela redonda que permitia a luz do Sol iluminar o quarto azul escuro. Na cama debaixo, o notebook que meu pai me dera no meu último aniversário. Sim, estava no meu quarto e sim, ainda era 2016.

Enquanto me levantava, uma coisa se colidiu contra a minha janela, me dando um susto. Foi um vulto preto. Poderia ser um outro pombo que, assim como os outros, achara que o arco da minha janela fosse um bom lugar para descansar. Decidi ignorar o evento extremamente estranho e me levantei da cama.

Abri a porta de madeira do meu quarto e me vi no corredor do meu apartamento. Paredes pintadas com tinta a óleo de cor branca e chão com porcelanato preto formavam o mesmo. Caso virasse a direita, daria para o banheiro ou o quarto do meu pai - no qual ele deveria estar - uma coisa que eu não desejava. Virei a esquerda e saí na sala. A sala, preenchida com um sofá de couro preto na direção de uma mesa de vidro baixa e, posteriormente, de uma televisão de 38 polegadas, apoiada em um painel de cor acinzentada. Em cima da mesa de centro, havia uma coruja de ouro, que parecia supervisionar tudo.

Na parede atrás do sofá, a porta branca que dava para a cozinha. Passei por ela e entrei no outro cômodo, afim de preparar o meu café, despreocupado com as horas. Afinal, já havia passado para o 2º ano do ensino médio e a última coisa que eu deveria fazer era ocupar minha mente com preocupações. Já fora bastante difícil para conseguir boas notas com o déficit de atenção e dislexia. Talvez estivesse na hora de viver uma vida despreocupada... pelo menos até que o meu pai acordasse e voltássemos a brigar.
Peguei um prato e o pus na bancada de madeira clara. Fui até a geladeira, e... o telefone toca.

– Alô?

– Seu pai já acordou? Estou quase chegando – dizia a nova namorada do meu pai, uma mulher de 32 anos, um pouco nova e talvez louca demais para namorar um cara de 40. Certa vez a vi sozinha, falando com o arco-íris refletido pelo uso de uma mangueira de borracha. Isso já foi o suficiente para ficar com o pé atrás.

Olhando para o relógio e verificando que ainda eram 8:20 da manhã, disse:

– Parece ter se adiantado hoje, Jessie. Acho melhor comprar alguns pães, já que pretende tomar café conos... – antes que eu terminasse, desligou o telefone. Ela normalmente não ligava para as minhas grosserias. Como eu queria que ligasse!

Não gostava de Jessie! Ela entrara há pouco tempo na família e nunca direcionava uma só palavra a mim além do necessário, ficava sempre me observando. Outra coisa que me irritou bastante foi o fato de tentar começar a tomar conta das finanças da casa. Ora, não sei como o meu pai conseguiu aquela mulher irritante, mas talvez se minha mãe...

Eu pensava nela desde o momento em que, na minha infância, meu pai dissera que havia ido trabalhar no exterior. Foi quando que, em um momento de não sobriedade, alguns anos depois, me disse que ela havia falecido. Eu o questionei como, quando e onde ela morreu, onde fora enterrada, mas ele sempre me respondera com o silêncio ou desconversava.

Estava perdendo bastante tempo com o ele. Não podia suportar como ele poderia reter detalhes tão importantes quanto a algo que não se resumia a apenas a sua vida, mas a minha também. Certa vez fui tentar procurar certidões de casamento, mas não encontrei nada. Parece que ela simplesmente não havia existido. Além do mais, tentei procurar minha certidão de nascimento e saber o nome dela ou buscar, ao menos, o local onde nasci, mas não consegui. Não encontrei nenhum documento referente a este tipo de coisa. Como sempre, meu pai escondia a minha mãe de mim.

Muitas vezes briguei com ele por causa disso. Certa vez, ele e eu estávamos gritando um com o outro, quando vizinhos começaram a esmurrar a porta do nosso apartamento, com o fim de entrar e interferir a discussão. Porém, isso não traria minha mãe de volta, então, não daria fim a discussão.

O que mais queria era sair daquela casa. Ter dinheiro o suficiente para estudar filosofia, como o meu pai, trabalhar e continuar a estudar com o dinheiro recebido, mesmo que isso significasse morar em uma cabana de madeira com cupins, pernilongos e triatoma infestans, o famoso barbeiro. Sempre fui ávido por conhecimento, seja qual for a sua origem: sempre fui um cara muito cauteloso e tinha noção que, mais cedo ou mais tarde, poderia aplicar tudo o que havia aprendido no decorrer da minha vida.

Quer saber? Perdi o apetite. Sai da cozinha e fui até o banheiro, tomando cuidado para não acordar o meu pai.

Abri a porta grande e larga de cor branca que dava para o banheiro. Lá, assim que entrei, me deparei com o espelho acima da pia de mármore preto, vi o quanto estava cansado: meus olhos, de íris cinza-claro, estavam envoltos por veias vermelhas que ardiam e coçavam. Meu cabelo, loiro bem claro, baixo dos lados e um pouco volumoso em cima, estava bem bagunçado. Decidi não me importar com isso e lavei o meu rosto.

Depois disso, fui até o meu quarto, peguei uma bermuda preta, roupa íntima e uma blusa do álbum The Dark Side Of The Moon, da banda Pink Floyd.

Entrei no banheiro e tomei um banho gelado. Depois que terminei, sequei-me e pus a roupa. Assim que saí do banheiro, a campainha faz um barulho estridente – Havia ficado ruim uns dias antes, mas como o meu pai trabalhava muito em Harvard, acabou por não consertar.

Relutante, fui até a porta e, respirando fundo, eu a abri e ela estava lá: uma mulher branca e magra, usando um sobretudo acima do joelho, com sapatilhas pretas. Seus cabelos eram castanho escuros e usava óculos de sol.

– Seu pai já acordou? – Disse Jessie, entrando na sala e me empurrando levemente para a esquerda. Assim que passou por mim, o cheiro de perfume empesteou a sala – espero que sim! Afinal, ele e eu vamos fazer compras hoje.

– Nesta hora da manhã? Não que eu ligue para ele, mas não poderia esperar até que chegasse à tarde para explorar o meu pai?

Ela já estava na metade do corredor quando se virou para mim e disse:

– Não acha melhor dar uma volta, moleque? Deixe os adultos conversar um pouco.

Naquele momento, senti meu rosto ferver, meu punho se fechar e meus músculos se contrair. Ignorei e, quando ela se voltou para a direção do quarto e entrou no mesmo, vi que era o momento perfeito para sair. Talvez o conselho dela me valesse de algo.

Entrei no meu quarto e coloquei um tênis preto All-Star. Me arrastei pela cama para pegar a carteira, que sempre ficava embaixo do travesseiro. Lá haviam 40 dólares, o suficiente para ir ao McDonald’s e comer quando a fome voltasse – e, me conhecendo bem, com certeza voltaria com bastante intensidade.

Saí do quarto e reparei que a porta do quarto do meu pai estava entreaberta. Deduzi que Jessie se deitara ao seu lado e, enquanto o acordava lentamente, colocava em sua cabeça que deveria comprar um vestido de 400 dólares para ela.

Enfim, fui até a sala para sair, até que olhei pela janela e vi uma grande nuvem de pombos que se deslocavam em várias direções. Além do fato das nuvens aparentarem estar pesadas, decidi levar um guarda-chuva. Vai que os pombos tenham dor de barriga.

Desci as escadas de degraus de pedras brancas, cujas paredes que a circundavam tinha coloração amarela clara, quase num tom branco. Normalmente, desceria pelo elevador, mas na semana passada estava com um problema – enguiçou com uma senhora do 4º andar. Eu não queria ter a mesma experiência – então decidi descer a escada.

Chegando lá em baixo, dei um rápido “oi” para o porteiro, que imediatamente, de sua cabine, abrira o portão para mim. Assim que pisei na calçada, meus planos mudaram: não estava com fome, queria ler. Então, pensei em pegar o ônibus para a biblioteca mais próxima, mas talvez ficasse com muita fome mais tarde, por isso decidi ir andando e não gastei o dinheiro.

Uma hora ou outra, a multidão de pessoas que passava por mim, desviava sua atenção para a nuvem de pombos que pairava acima de nós. Apertei um pouco mais forte o meu guarda-chuva, na mão direita.

Havia chego na biblioteca, cujo pátio de fora possuía uma bandeira dos Estados Unidos, balançando graças ao forte vento. Abri a porta dupla de madeira e entrei em um universo arrebatador: demasiadas prateleiras preenchidas com os mais diversos livros. Apenas o cheiro do lugar parecia me trazer certa calmaria. Olhei para um relógio e marcavam 09:53.

Me aproximei da prateleira de política e peguei O Príncipe, de Maquiavel, um livro que atribuo caráter estratégico, não político. Me afundei nas observações históricas feitas por Maquiavel e suas conclusões retiradas meio delas.

Um zumbido, do lado de fora. Talvez o constante barulho do lado de fora da biblioteca – na qual se encontrava com mais duas ou três pessoas, no máximo – tivesse sido obstruído pelo meu interesse em O Príncipe. Quando me voltei para fora, vi pessoas correndo para todos os lados. Um incrível engarrafamento se formara na frente da biblioteca e eu não sabia o que poderia estar acontecendo.

Ainda com o livro em mãos, mas deixando o guarda-chuva de lado, me dirigi até a janela e percebi algo estranho: aquelas pessoas estavam correndo de pombos medonhos!

Meu cérebro explodiu! Como poderia, os pombos, todos em um grande grupo, estar atacando cidadãos? É claro que o desenvolvimento da civilização em seus demasiados aspectos, fora nociva a biosfera, mas isso não justificava o fato dos pombos atacarem seres humanos de modo organiza... – meu pensamento, um tanto medíocre, fora interrompido com um pombo que batera no vidro da janela. Em questão de segundos, pude observá-lo bem e pus em evidência fatos que tornava impossível considerar aquela ave como um pombo: para começar, possuía penas de aço e eu não sei como se mantinha no ar; seu bico era de bronze e sua aparência, monstruosa, bem como seus olhos que brilhavam insanamente.

Depois desses segundos em que o havia analisado, ocorrera algo mais estranho: ele simplesmente se virou e soltou um som absurdamente ensurdecedor. Porém, não estava simplesmente expressando uma característica natural de sua espécie, mas, aparentemente, estava chamando outros, como se dissesse: “Ei, aqui está ele!”

No mesmo momento em que isso aconteceu, duas outras aves entraram pela janela. Rapidamente me abaixei e os estilhaços de vidro caíram sobre mim e, provavelmente, se aglomeraram no meu cabelo.

Levantei os olhos para eles e os vi circulando a ampla sala que da biblioteca. Ouvi o quebrar de mais vidros na sala do lado, esperava que fossem as outras pessoas fugindo do ataque e não mais aves demoníacas.

Duas vieram na minha direção. Rolei para direita e uma delas passou direto pela janela quebrada – aquelas aulas de judô, haviam servido para algo – Porém, a outra, mais esperta, afundou seu bico nas minhas costas e o retirou rapidamente, se preparando para outro ataque. Com dificuldade me pus em pé novamente, usando como suporte um pedestal branco que segurava um jarro de flores de plástico ao meu lado direito.

A outra ave, que antes se mantivera voando em círculos no teto, veio direto para cima de mim. Não tive outra opção senão pegar o vaso de flores ao meu lado. Foi o que fiz. Pus a mão direita na base inferior do vaso e o joguei na direção da ave grotesca. Seu corpo colidira com o do vaso, resultando no característico som de porcelana se quebrando. A ave que outrora já experimentara da minha pele, se preparava para outro ataque: abriu suas asas um pouco longe e tomou impulso como um foguete na minha direção.

Mais uma vez, fiz um rolamento para a direita, o que me levou para o centro da sala. A ave passou ao lado dos meus ouvidos e fincou-se numa prateleira de livros. Rapidamente corri para a prateleira e, como a maior força que pude fazer, pulei em cima da grande prateleira e a forcei para baixo. Tudo que pude ouvir foi o estrondo feito pela queda da mesma e o último bater de asas da grotesca ave.

Mais barulhos ensurdecedores atrás de mim: primeiramente, entraram cinco aves. Depois, mais cinco e estava começando a ficar preocupado.

Num impulso, fui obrigado a lançar O Príncipe em meio a nuvem de pássaros que se formava no teto da biblioteca. Usando isso como distração – por mais que aparente não ter funcionado muito bem – fui em direção as escadas e as subi, correndo.

Chegando no próximo andar da biblioteca, havia mais um degrau que dava para uma porta dupla. Abri rapidamente e fechei com toda a minha força, segurando nas alças de ambas as portas. Ora, aquelas coisas estavam fazendo força do outro lado e parecia que estavam ficando mais fortes – ou estavam chegando mais delas.

Para a minha sorte, havia um esfregão do lado da porta esquerda. Me movimentei rapidamente, peguei-o e o coloquei entre as duas alças em que segurava. Certo, agora tinha alguns minutos para pensar no que fazer para me ver livre disso.

No andar de cima, ficavam muitos livros de caráter universitário. Haviam 4 estantes de 2 metros enfileiradas, tanto na direita quanto na esquerda. Pensei na possibilidade de, estimulando um incêndio, arrumar algum meio de eletrocutá-los depois de molhá-los com sprinklers. Porém, em uma biblioteca, não poderiam haver sprinklers.

Ao lado das primeiras estantes de livros da esquerda e direita, havia um extintor de incêndio de cada lado – daqueles médios.

Certo, agora era apenas aproveitar do que eu tinha em mãos: dois extintores e centenas de livros – a porta chacoalhando atrás de mim.

Resolvi adentrar mais na sala. No final, haviam duas janelas quadradas e uma ala que parecia ser própria para reuniões. Lá havia um quadro branco e cadeiras voltadas para o mesmo. Em cima de uma das primeiras cadeiras da esquerda, havia uma garrafa de álcool 90%, provavelmente usado para limpar a lousa branca – me perguntei o motivo pelo qual havia um álcool com aquela concentração para este fim, deveria fazer parte de um estoque antigo – peguei-o e um plano já estava se formando em minha mente, quando, mais uma vez, o barulho vindo da porta começou a se tornar alarmante.

A voz de uma mulher, suave e segura soou na minha cabeça: “Olhe ao seu redor, criança”. Bem, estava preocupado com o fato de, além de disléxico, ter se tornado esquizofrênico.

Mesmo assim, olhei ao redor e, atrás de mim, no lado oposto da sala, havia uma armadura medieval, com uma espada prata de tamanho médio sendo segurada pelas duas mãos, apontada para baixo. Ela se encontrava dentro de uma vitrine retangular, na qual havia um papel colado na parte dianteira do vidro, dizendo algo sobre ser uma armadura antiga. Não me dei ao trabalho de ler: golpeei a vitrine com meu cotovelo – e Deus, como aquilo doeu – e retirei a espada, que era mais pesada do que eu achava. Segurei em seu cabo e a arrastei no chão. Peguei o extintor e levei para a última estante da direita.

Certo, era isso ou nada: no teto, não muito alto, havia uma lâmpada fluorescente acesa – os funcionários que estavam varrendo o local um pouco antes deveriam ter esquecido de apagar as luzes – e era ela a minha passagem para fora dali ou para dentro daquelas da barriga daquelas aves.

Primeiramente, abri a tampa da garrafa de álcool e comecei a lançar o conteúdo no teto, ao redor da lâmpada, e continuei fazendo um caminho em direção as estantes. Além disso, também joguei um pouco nos livros. Quando a garrafa já estava acabando, fiz uma linha que ligava as duas primeiras estantes. Fiz tudo isso rapidamente, uma vez que este tipo de álcool evapora bem depressa.

Já estavam se formando fendas na porta e a cabeça daquelas coisas já estavam passando por elas. Tinha pouco tempo.

Segurei a espada atrás das costas, com dificuldades e a lancei, sem equilíbrio e precisão em direção a lâmpada fluorescente. A lâmina passara uns 10 cm abaixo da lâmpada, mas para a minha sorte, o cabo a acertou e, imediatamente, com uma pequena faísca, o fogo começou a tomar conta do teto e, depois, atingiu as primeiras prateleiras e fumaça estava começando a tomar conta de toda a sala.

Consegui pegar a espada e fui em direção a última fileira, onde se encontrava o extintor de incêndio. Rapidamente, tirei a minha camisa e a pus no extintor, direcionando o mesmo para a janela quadrada, não muito distante dali – em média 2 metros.  

Ouvi o barulho da porta sendo destruída e o barulho que aquelas aves faziam. Era agora ou nunca.

Ergui a espada para cima e atingi o gatilho do extintor, que imediatamente começou a lançar um jato, impulsionando-o em direção a janela. Quando a atingiu, a única coisa que vi, fora um extintor com camisa do The Dark Side Of The Moon rompendo uma janela e uma nuvem de corvos indo em direção ao mesmo.

Certo, comecei a fraquejar. Parece que a fumaça negra havia começado a tomar conta dos meus pulmões.  A espada caíra da minha mão – ficara incrivelmente pesada – e comecei a ouvir sirenes de bombeiros do lado de fora.

Meus olhos começaram a se fechar e a visão tornou-se turva, mas consegui ver o vulto de alguém se aproximando de mim e me levantando com os dois braços. Depois disso, tudo ficou escuro.

...


Quando abri os olhos, me deparei com a paisagem passando rapidamente ao meu lado – o que me deixou um tanto enjoado. Estava em um táxi, sabia apenas disso.

Balancei a cabeça e pus as mãos nos olhos. Quando as tirei, olhei para a minha esquerda e lá estava Nathan, um amigo que fizera no último ano de aulas. Ele possuía cabelos cacheados de cor castanho-claro. Seus olhos também eram castanhos, porém escuros. A tonalidade de sua pele era um pouco amarelada. Estava vestindo uma camisa laranja e usava calças jeans e tênis pretos.

– E aí, cara? – Disse ele, me avaliando com seu olhar e esperando uma justificativa ou algo assim.

– Como... o que estou fazendo aqui, com você? – Perguntei tentando entender o eu estava acontecendo.

Ele apertou os lábios e disse:

– Eu te encontrei e te salvei. Você estava sendo atacado por aqueles pombos, galinhas ou seja lá o que aquilo for – ele deu de ombros, muito embora parecia já ter conhecimento acerca do assunto.

Olhei para o meu colo e vi a espada que conseguira na biblioteca. Minha cabeça doía.

Nathan voltou a falar:

– Estamos indo para um local mais seguro, Jack. Você vai se sentir bem lá.

Suas palavras foram interrompidas pelo motorista do táxi, um homem gordo, com cabelos pretos e ondulados, que usava uma camisa havaiana, o qual disse em tom alarmante:

– O que aquela maluca está fazendo no meio da rua?

Deveriam ser mais ou menos 12 horas. A rua estava deserta, sem trânsito de carros, mas mesmo assim tive dificuldade para enxergar a mulher a quem o motorista se referia, mas então, no final da rua, observei uma Jessie um pouco mais sombria, enfiada dentro de um sobretudo marrom e com óculos escuros.  

Ela ergueu a mão e com um movimento suave o carro levantou-se do chão, girou no ar e colidiu-se com um poste luz.

Estilhaços de vidro estavam sobre todo o chão, mas consegui engatinhar para fora do carro. Quando me levantei, do outro lado, Nathan já havia tirado o motorista desacordado. Havia algo de singular em Nathan: para começar estava sem calças e para completar, suas pernas eram peludas. No lugar de pés, tinha cascos de bode.

Embora tivesse acabado de sofrer um acidente, estava chocado com aquilo que vira. Nathan veio na minha direção para falar algo. Porém, antes que pudesse completar a sua fala, saiu votando para atrás de mim, caindo de costas no asfalto. Olhei para frente e lá estava ela: Jessie, com seu sorriso sarcástico.

Ela vinha devagar, com passos leves e calmos. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas de uma coisa tinha certeza: precisava me defender dela.

Corri na direção do carro, para pegar a espada, mas a mesma voou em direção ao poste paralelo ao que colidimos.

Virei-me pare ela, sem saber o que fazer. Ela sorriu mais uma vez e ergueu a mão na minha direção: cortes profundos começaram a surgir na minha pele – rosto, braços e tronco.

Mal conseguia ficar em pé. Me ajoelhei. Ela estava 10 metros a minha frente. Fui engatinhando para o poste esquerdo, onde se encontrava a minha espada, enquanto ela dizia:

– Seu pai mandou lembranças, garoto! Na verdade, seu nome foi a última coisa que pronunciou quando eu o matei! – Ela gargalhou friamente e continuou – Bem, pode correr para o seu brinquedo. Você não tem mais pelo o que lutar: seus pais, estão mortos! Eu os matei!

Segurei o cabo da espada e, em cima do meio fio, consegui me levantar e ficar em pé, mesmo com os joelhos bambos. Só tinha um plano, mas não sabia se daria certo. Ao menos, nas minhas condições, com certeza as probabilidades eram pequenas.

Conforme ela se aproximava, mais fundos ficavam os cortes. As lágrimas pela dor que estava sentindo e pelo o que ela acabara de falar, se misturaram no meu rosto. Permaneci lá, esperando a minha chance.

Ela estava se deslocando para o meio fio, quando ergui a espada para atrás das costas – do mesmo jeito que na biblioteca – só que agora parecia estar pesando muito mais. Tive que fazer muita força e, assim, soltando um grito de dor lancei a espada, não na direção dela, mas para o alto.

Quando lancei, Jessie sorriu com deboche e disse:

– Esperava mais de você, criança – a espada caíra ao lado de seu pé esquerdo – Patético.

Sua expressão logo mudou quando notara que eu estava rindo, mesmo com minha pele cheia de cortes profundos.

– Você está exatamente onde eu precisava que estivesse – então apontei para cima.

Tudo o que ela pôde ver foi um fio cortado indo em sua direção. Não teve tempo de se esquivar. Assim que a extremidade partida tocou o seu corpo, houve uma explosão e tive de tampar os meus olhos.

Me ajoelhei diante de tanta fraqueza e dor. Até que ouvi Nathan, atrás de mim:

– Jack, sua cabeça... – ele apontava para uma forma tremeluzente acima dos meus cabelos.  Princípio pensei que fosse fogo, mas não. Por mais estranho que aquilo fosse, era uma coruja com luz amarelada. Nathan se ajoelhou, abaixou a cabeça e continuou – Atena, deusa da sabedoria e estratégia em batalha.  

Não consegui olhar muito tempo. Caí de bruços e, a última coisa que me lembro, era de Nathan despejando um líquido com gosto de pavê na minha boca, uma das minhas sobremesas favoritas.
Jack Blackmount
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ayla Lennox em Seg 19 Dez 2016, 00:13

E aí, guri, beleza? Bem-vindo ao fórum :D
Pra que sua ficha possa ser avaliada, você precisa postar ela nesse tópico aqui: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t11887-ficha-de-reclamacao
Caso tenha alguma dúvida ou precise de alguma orientação, pode me procurar (seja no chat ou por MP)!
Ayla Lennox
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jack Blackmount em Seg 19 Dez 2016, 01:07

Segundo alguns players, fui orientado e postei a ficha no local correto. Peço que ignorem este tópico e o enviem ao Tártaro.
Jack Blackmount
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Re: Ficha de Reclamação

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