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— {Can't Help Myself}: MOPCID para Johan O. Griffiths

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— {Can't Help Myself}: MOPCID para Johan O. Griffiths

Mensagem por Deméter em Qui 13 Abr 2017, 15:23


Can't Help Myself
you better run. stay there and you'll die!

A
vingança é um prato que se come frio, dizem. É algo que se arquiteta meticulosamente. Nem mesmo o mais impulsivo dos semideuses, ou o mais burro, faria algo tão repentino contra alguém. E talvez por isso é que o inimigo número um da prole de Ares tenha demorado tanto para agir, ainda que tenha sido tão destrutivo.


objetivos
pontos obrigatórios

— Você estará num dia comum, praticando atividades como de praxe (descreva este ponto, narrando com detalhes). Em certo momento da sua atividade, já cansado, irá se recolher ao chalé. Na chegada ao local, um sátiro o espera na porta; ele tem um bilhete em mãos, dizendo que um campista tinha pedido para entregá-lo a Johan Griffiths. Narre sua reação a isso e decida o que fazer com o papel.

— Caso leia-o, verá que está escrito um local e um horário: "Pinheiro de Thália, 00h". Caso não, exijo que narre um acontecimento acidental que te levará ao local mais ou menos no horário combinado, devendo necessariamente ser uma dificuldade. Caso opte por ler o papel e ir ao local de bom grado, mesmo que suspeitando, deverá adicionar uma dificuldade para chegar ao local, condizente com a dificuldade da missão.

— Subir a colina é a parte mais fácil, apesar de tudo. Como já é tarde e pelos recentes acontecimentos do Acampamento, uma equipe de patrulha estará rondando a área do pinheiro. De alguma forma você denunciará sua posição, tendo que escapar deles para não ser pego e punido; não esqueça que é um grupo grande e que conta com habilidades de progenitores e grupos extras, então não será fácil deixá-los para trás.

— Depois que você finalmente os despista, acaba sozinho, próximo ao pinheiro. É quando ouve uma voz conhecida às suas costas, prontamente ligando-a a alguém próximo a você. Este alguém saiu em missão havia alguns dias e ainda não tinha retornado, deixando você apreensivo. Por achar que essa pessoa está retornando, abaixe a guarda e vire-se para encará-la.

— Incrivelmente, parece-se com a pessoa que você esperava. O mesmo visual, a mesma postura, o mesmo tom de voz... Mas algo está diferente. Cite a diferença e reaja a isso, já desconfiando de que algo está errado. Encerre o turno com essa interação.


Adicionais
tudo sobre o local e as diretrizes — para fins de organização

— Diretrizes: missão op-contínua externa difícil; primeiro turno.

— Local inicial: A decidir.

— Local do turno: Pinheiro de Thalia, Acampamento Meio-Sangue.

— Horário: inicial desconhecido; final do turno, por volta das 00h. Noite.

— Clima: úmido. Ventos fortes e céu nublado.

— Extras off: poderes, armas e possíveis mascotes deverão ser colocados em spoiler ao final do post, para fins de organização.

— Adendos: informações não dadas poderão ser acrescentadas por você, porém com coerência. Qualquer coisa, contatem-me via MP, Fb, Wpp, carta, sinal de fumaça, etc.

— Prazo de postagem: 30 dias, vencendo no dia 13 de maio de 2017, às 23h59m.


Participantes
sobre os participantes, de players a monstros

Johan O. Griffiths, filho de Ares, nível 5. (PLAYER)
  • vida: 140/140;
  • energia: 140/140;




deméter, sweetheart
SE VOCÊ NÃO COMER O CEREAL, O BANHAMMER É QUE VAI COMER! n
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No meio das planta

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Re: — {Can't Help Myself}: MOPCID para Johan O. Griffiths

Mensagem por Johan O. Griffiths em Sex 21 Abr 2017, 22:02


THE BLACK HOUND
Can't Help Myself

O Cão estava mais forte do que nunca. O cigarro fazia falta. Muita. Sentia-se estressado. Continuava procurando evitar a todos. Entretanto, diante dos recentes acontecimentos, era mais difícil. Caíra nas graças do Chalé de Ares. Seus meio-irmãos sempre o cumprimentavam quando o viam, com tapinhas no ombro, acenos de cabeça ou, às vezes, com chutes nas canelas.

O Chalé de Héracles era o segundo problema. Havia certo tipo de trégua entre ele e Joseph. Andavam se evitando. Se por caso se vissem, afastavam o olhar com as carrancas carregadas e seguiam seus próprios caminhos. Seus irmãos, nesse quesito, eram piores. O encaravam de forma ameaçadora e, aos sussurros, ameaçavam agredi-lo ou pior.

Era certo que tal comportamento o incomodava. Mesmo evitando qualquer tipo de contato, essas pequenas atitudes o cansavam. O psicológico é algo engraçado. Johan sentia seu corpo mais pesado. E enquanto ficava mais fraco, o Cão Negro aproveitava para se fortalecer.

Rosnava aos seus ouvidos. Aumentava em sua cabeça cada ameaça que recebia. Quando elogiado, lembrava-o que não merecia. Estava um caco. Era um perdedor. Sozinho. Por que não se matava logo de uma vez? Onde estavam os cigarros? Era melhor morrer. Melhor que não dar um trago.

Isso era constante em seus dias. A única solução que encontrara para afastar tais tipos de pensamento foi o treinamento físico. Dedicou-se. A cada treino que tinha, dava tudo de si e procurava cansar seu corpo ao máximo. Isso o ajudava a dormir. Mas não era infalível. Não sem seu escape.

Naquele dia, sentiu que iria enlouquecer. Seu último treino da tarde era de arquearia. A abstinência havia chegado a um ponto crítico. Sentia-se mal e faminto. Repetira o almoço duas vezes, mas ainda sentia fome. Suas mãos tremiam bastante e ele teve dificuldades para manejar a arma. Foi a chacota do chalé naquele dia. As flechas caiam no chão quando tentava encaixá-las no arco. Errava os alvos por muito. Tinha dificuldade para se concentrar e suava frio.

Depois de uma hora e meia de frustração, tomou uma chuveirada nos banheiros públicos e, antes de seguir para seu próprio chalé, foi para o de Hermes. Foram necessários alguns minutos de negociação para estabelecer o valor de cinco dracmas – bem elevado, mas o desespero falou mais alto – por um maço de cigarros e um isqueiro. A prole do deus dos ladrões queria receber adiantado, mas Johan sabia da fama desses semideuses, insistindo em pagar na hora.

Combinaram de se encontrar por volta das dez e meia da noite, após as atividades noturnas, na orla da floresta. Ali teriam menos chances de serem vistos. Depois de um breve aperto de mão, Johan finalmente se direcionou ao chalé de Ares. Ansiava por sua cama.

Entretanto, um empecilho o aguardava à entrada. Ao alcançar a soleira do pequeno prédio vermelho, constatou a presença de um sátiro à porta. Seus olhos se dirigiram dos cabelos desalinhados de Johan às escuras olheiras que sombreavam a parte inferior de seus olhos.

- Johan Griffiths? – perguntou ele. Sua voz estava ligeiramente trêmula.

- Sou eu – rosnou o filho de Ares, cansado. Surpreendeu-se o quão seca sua voz saiu. Sabia que estava irritado, mas não ao ponto de ser hostil. Realmente, por vezes acontecia, mas Johan tentava se controlar. Os outros não tinham nada a ver com seus problemas. Ensaiou um sorriso forçado, procurando apaziguar a situação.

- U-um campista pediu para que eu entregasse a você – disse o sátiro, estendendo um pedaço de papel dobrado. O rapaz o apanhou, curioso. Quem mandaria um bilhete para ele? Não se correspondia com ninguém. Não tinha ninguém próximo. A não ser... Não, não poderia. Estava fora. Havia algum tempo que não sei viam. Mas era a única pessoa no acampamento de quem realmente gostava.

- Obrigado – murmurou Johan, desviando sua atenção para desdobrar o papel e ler o conteúdo da carta. Pelos cantos dos olhos, conseguiu ver o sátiro ir embora. Agora aberto, as poucas palavras estavam destacadas em tinta preta no centro do papel.

”Pinheiro de Thália, 00h”

Na atual conjuntura de seu corpo e de sua mente, a resposta lógica para tal tipo de convite seria “não”. Estava cansado. Muito. Entretanto, pensou nas circunstâncias que o rodeavam.  Estava legitimamente curioso. Não sabia se era algo sério ou algum tipo de peça. Poderia ser o chalé de Héracles, sedentos por vingança, ou até mesmo seu próprio, no intuito de fazer troça. Mas poderia ser uma urgência. Por mais que não gostasse de se envolver nos problemas de outras pessoas – os seus já eram tamanhos – não era de seu feitio negar ajuda a quem precisasse.

Além disso, estaria nas redondezas mais ou menos naquele horário. Poderia matar uma horinha na floresta para fumar após sua transação com o filho de Hermes. Estaria mais ou menos no horário para atender ao pedido do bilhete. Parecia um bom plano. Entrou no chalé e deixou-se cair na cama.

O Cão rosnava. Gostava de incomodar quando se deitava. Os minutos – às vezes horas – que precediam seu sono eram os momentos em que estava mais desperto, em que mais era pesado. Naquele dia ele parecia diferente. Entre seus resmungos, pensou ouvir uma risada rouca. Fechou os olhos.

●●●

Cochilou até a hora do jantar. Se levantar era a parte mais difícil. Sentia-se preso à cama por camisas de força. Seu corpo parecia pesar toneladas. Sua cabeça mais ainda. Bufou. Atirou as pernas para fora e sentou-se. Descansou o rosto sobre as mãos por um momento. Sentiu-as tremer contra e pele quente. Sentia-se mal. Febril.

- Vício de merda – murmurou, erguendo-se com dificuldade e rumando ao pavilhão de refeitório. Sentia fome, mas não vontade de comer. Empurrou para dentro alguns míseros pedaços de peixe grelhado até quase enjoar. Depois, matou o resto do tempo no chalé, deitado e sem dormir.

Quando os ponteiros do relógio alcançaram dez horas e vinte e cinco minutos, o filho de Ares saltou da cama. Já se encaminhava para a porta, quando o Cão o alertou. Um latido rouco e seco que não foi ouvido por mais ninguém. Estacou. Virou os olhos para seu baú pessoal. E se algo desse errado? E se precisasse? “Precisasse de que?” pensou ele, furioso “machucar alguém?”. Mas sabia que era ponto dele. Seu mês de acampamento comprovara que o lugar era perigoso. Ameaçador. Recheado de monstros e, pior, campistas.

Abriu a tampa de madeira. Seu escudo estava ali. Nunca o usara, realmente. Não seria aquele o dia. Pareceria extremamente suspeito carregando o pesado disco de metal. Igualmente a lança. Repousava atrás de sua cama e lhe dava arrepios olhar para sua ponta. A faca talvez fosse a melhor escolha. Quando levou as mãos para dentro do baú e levantou o escudo para apanhá-la, avistou o soco inglês intocado.

Aparecera em suas coisas depois de seu confronto com o filho de Héracles. Não sabia se era uma recompensa ou um presente, mas nunca o usara. Até agora. Mesmo sabendo que possuía uma lâmina retrátil, era mais fácil de carregar do que a faca. Aos seus olhos, era menos ameaçador. Embolsou o apetrecho e saiu do chalé a passos rápidos e ansiosos.

As pontilhadas tochas que iluminavam o caminho não eram suficientes para afastar a escuridão e o frio da noite. Não que ele fosse reclamar. As sombras eram boas para ocultar sua presença e o ar fresco era agradável em sua pele. A floresta estava um breu. Mal conseguiu divisar o contorno de uma pessoa recostada ao tronco de uma das árvores até que ela se moveu.

O rapaz de feições brincalhonas aproximou-se com cautela, abrindo um sorriso ao constatar que era mesmo o filho de Ares quem estava ali. Seus cabelos castanhos eram encaracolados e o sorriso era contagiante, como o de um elfo. Usava um casaco camuflado para proteger-se da noite gélida e calças de moletom.

- Trouxe o dinheiro? – questionou ele. Deveria ter notado algo errado em seu sorriso.

- Claro – murmurou Johan, passando-lhe os dracmas sem pensar.

- Obrigado, trouxa – seu sorriso se intensificou quando ele correu, deixando Johan atordoado e de mãos vazias. Demorou alguns segundos para entender o que havia acontecido e disparar para dentro da floresta atrás do ladrão. “Estúpido”, pensou, enquanto fazia força para acompanhar o ritmo do filho de Hermes. Não estava pensando direito. A probabilidade de um golpe como aquele era alta. Estavam discutindo o contrabando de um produto proibido. Johan não poderia reclamar o furto junto à Casa Grande sem denunciar que buscara burlar as regras do Acampamento Meio-Sangue. Precisava resolver com as próprias mãos.

O que levava ao grande problema. O filho de Hermes era veloz. Muito. Desviava-se das árvores com facilidade. Saltava as raízes e pedras com agilidade. Johan, debilitado por sua abstinência, logo foi deixado para trás até perdê-lo de vista. Ouviu seus passos se distanciarem e, por fim, não escutou mais nada. Ficou parado na floresta escura e fria, borbulhando de raiva e sem saber o que fazer.

Cerrou os punhos, que tremiam quase descontroladamente. Tinha vontade de arrancar a própria cabeça. Estava no limite. O Cão Negro não pesava seu corpo naquele momento. Pelo contrário. Estava enraivecido, assim como ele. Sentia uma energia estranha passar pelo seu corpo. Não como nas vezes que entrara em combate. Nessas era como se o Cão tivesse ido embora. Naquele momento, pareciam sincronizados. Ainda se sentia cansado, mas era como se estivesse anestesiado. Uma raiva fria. Acalmou-se.

Estava muito escuro. Provavelmente tanto para o filho de Hermes quanto estava para ele. Isso era fato. Refletiu. A floresta não era só escura, como perigosa. Seria extremamente imprudente se aventurar em suas profundezas naquela hora apenas por cinco dracmas. Se fosse o ladrão, o que faria? Provavelmente despistaria a vítima. Arrumaria um esconderijo não muito longe da orla, para não se expor a perigo. Aguardaria o outro ir embora, derrotado, e voltaria ao chalé com cinco moedas a mais do que com que saíra.

Em outras palavras, provavelmente não poderia estar longe. Mas nunca o encontraria no escuro. Deveria fazê-lo se revelar. Atraí-lo. Mas como poderia? Um pensamento desconfortável surgiu-lhe. Provocação. Já vira seus irmãos fazendo. Deixava os outros loucos para atacá-los. Era uma especialidade dos filhos de Ares. Mas Johan não era bom com esse tipo de coisa.

- Escute aqui, seu verme de merda – surpreendeu-se com palavras que não eram suas saindo de sua boca. Eram do Cão. Sua voz ecoou pela floresta silenciosa – Meu dia foi uma merda. Minha vida é uma merda. A última coisa de que eu preciso é de um ladrão cretino me privando da única coisa que me impede de me atirar de cima de uma ponte.

“Você acha que sou estúpido? Eu sei onde você dorme, seu retardado”, continuou. Tinha entrado em modo automático. Nunca diria coisas como essas. Mas no fundo sabia que pensava nelas. “Você acha que vou simplesmente aceitar isso? Não, não... Presta bem atenção, pra não dizer que não avisei. Eu vou te quebrar todo. Vou te bater tanto até você implorar para que eu pare. Então vou continuar até você não conseguir dizer mais nada” Que raios estava dizendo? “E se algum de seus irmãos tentar me impedir, eu faço o mesmo com eles. Depois eu dou um jeito de sair daqui. Então vou encontrar a sua mãe, aquela...”

Um farfalhar atrás de si denunciou o filho de Hermes. Foi bem rápido. Mas Johan foi feito para o combate, mesmo não gostando disso. Surpreendeu-se com a adaga que o semideus carregava na mão, apontada para suas costas. Virou-se com velocidade e conseguiu agarrar seu pulso. Forçou a ponta para baixo e, com a palma da outra mão, usou o cotovelo do oponente como alavanca e o atirou ao chão, imobilizando seu braço e, com isso, seu corpo. Seu coração batia rápido. Sentiu um sorriso trespassar seus lábios. Por um breve momento, sentiu vontade de calçar o soco inglês e acertar o filho de Hermes.

Balançou a cabeça e desanuviou os pensamentos. O rapaz se debatia sobre seu aperto, mas Johan era simplesmente mais forte. Não esperava que desse certo. Sentia o clima pesado no ar. Parecia vir dele. Tentou se acalmar. O Cão se retraiu. A tensão se desfez. O próprio filho de Hermes piscou, confuso, como se repensasse no que acabara de tentar fazer.

- Fico feliz que tenha caído na minha conversa – disse Johan, forçando um sorriso. Sentia-se fatigado. Esperava transparecer que não tinha intuito de fazer nada daquilo que dissera. Mesmo não sabendo se pretendia ou não no momento em que entoara as palavras – me promete que não vai correr ou me atacar se eu te soltar?

- Sim – arquejou o garoto. O filho de Ares desfez o aperto, libertando o outro semideus, que se sentou e massageou o ombro. Encarou Johan, confuso – Me desculpe por... sei lá. Naquela hora, eu realmente queria te matar. Quando você falou da minha mãe, da minha família...

- É uma das qualidades dos filhos de Ares – respondeu Johan, pondo-se de pé – somos especialistas em ser ameaçados de morte. Comumente as pessoas nos odeiam. Você trouxe meu cigarro, ou pretendia me roubar desde o início?

O filho de Hermes deu uma risadinha e tirou o maço do bolso, atirando-o para Johan. Coçou a cabeça e o olhou sem um pingo de constrangimento.

- Geralmente nós cumprimos os nossos combinados – disse ele – mas quando alguém dá sopa assim para a gente, não costumamos ignorar. É uma das qualidades dos filhos de Hermes.

- Você fica quieto sobre os cigarros e minhas ameaças e eu fico quieto sobre o roubo sua tentativa de me assassinar? – perguntou Johan, estendendo a mão para o colega em um oferecimento para ajudá-lo a se levantar.

- Claro – concordou ele, aceitando o aperto e se pondo de pé. Espanou a sujeira das roupas com as mãos – bem, já que resolvemos aqui, vou indo embora.

- Você se “esqueceu” de me dar o isqueiro.

- É uma qualidade nossa – ele deu de ombros, catando um isqueiro branco de plástico dos bolsos e passando para Johan. O filho de Ares observou o outro meio-sangue se afastar. Apertou a embalagem na mão direita. Finalmente. Sabia da existência de um riacho ali perto. Não era tão embrenhando na floresta ao ponto de oferecer perigo, mas afastado o bastante para não atrair nenhuma presença indesejada.

Encontrou uma pedra relativamente confortável para que pudesse se sentar. Finalmente poderia apreciar sua própria companhia. E o tabaco. Que saudade! Mal sabia que a noite ainda apresentaria uma infinidade de surpresas. Uma misteriosa filha de Melinoe com quem passaria os próximos minutos. Uma perseguição seguida de um acordo do qual se arrependeria pelo resto de sua vida. O encontro com alguém especial que acabaria de uma maneira que nunca imaginaria.

●●●

Sentia-se bem. Tão bem quanto poderia se sentir, na verdade. Bem não era a palavra que melhor definia como Johan se sentia. Nunca, realmente, se sentia bem. Mas estava melhor. Melhor do que estava em dias. Sentia-se leve. Tossia um pouco. O tempo sem fumar o desacostumara. Mas estava satisfeito.

Eram dez para a meia-noite. Deixara a presença de Lilian Esmé próxima ao riacho e seguia em direção ao Pinheiro de Thalia. Finalmente afastara a tremedeira das mãos. Tinha sono. Pensou seriamente em ignorar o pedido e rumar ao chalé. Tinha a impressão de que, caso deitasse, conseguiria dormir como um bebê. Entretanto, agora mais calmo, queria saber quem o convocara até o local incomum tão tarde da noite.

Já alcançara os arredores da Casa Grande. Conseguia ver o pinheiro recortado contra o céu noturno, mesmo no escuro. Longe da floresta, a lua conseguia iluminar o ambiente com seu fulgor prateado. Quando deu o primeiro passo despreocupado em direção à colina, avistou o grupo.

Estacou. Não conseguia ver tão bem no escuro, mas conseguiu distinguir cinco campistas. Pelos penachos em suas cabeças e pela robustez de seus contornos, concluiu que trajavam armaduras. Um grupo de patrulha, provavelmente. Caminhavam próximos à quadra de vôlei. Com certeza o veriam se continuasse em direção ao pinheiro.

Ocultou-se, em silêncio, próximo a uma das paredes da grande casa senhorial azul. Como passaria por eles? Era loucura. Não só estava quebrando as regras por estar ali naquela hora, mas com certeza o revistariam e encontrariam o maço em seu bolso. Estava encrencado. Só restava dar meia volta. Era melhor retornar ao Chalé e ignorar o chamado. Parecia a melhor solução. Então tossiu.

O mundo ficou em silêncio depois da tosse rouca. O grupo, que conversava baixinho, se se calou. “Ouviram isso?”, perguntou um deles. Johan se esgueirou até os fundos da Casa Grande com o coração na boca. O que faria? Ouviu-os se aproximar. Poderia dar a volta pela casa. Se corresse rápido o bastante.

Disparou o mais silenciosamente que conseguiu. Percorreu metade do caminho, quando sentiu a garganta se fechar e pinicar incomodamente. Puta merda. A tosse que saiu de seus pulmões foi áspera e rouca. Várias delas. Apertou o passo enquanto tossia. Não adiantava tentar fazer silêncio. Ouviu o grupo atrás de si, agora longe.

Cruzou o campo aberto e correu em direção à trilha dos Chalés, o conjunto de construções mais próximo. “Parei aí mesmo!”, ouviu. É claro que não obedeceu. Cruzou a ponte de madeira sobre o riacho e se adiantou em direção à ala dos Chalés femininos. Enfiou-se entre o chalé de Íris e Nêmesis e se escondeu atrás dos banheiros públicos.

- Espalhem-se – disse um dos campistas da equipe de patrulha. A decisão lógica para o grupo era procurar entre os Chalés. Talvez entrassem em alguns em busca de um semideus acordado. Aproveitou a oportunidade e deu a volta na construção dos banheiros.

Seguiu, cauteloso, contornando o lago de canoagem, que contava com algumas árvores ao seu redor para encobri-lo. O caminho ao redor do lago era mais longo, porém mais seguro. Um corvo crocitou quando estava na metade do caminho. Alçou voo, batendo as asas muito negras para longe da árvore em que estava.

Demorou alguns minutos para terminar o percurso do lago. Poderia seguir em linha reta até a Colina Meio-Sangue, mas a ideia de atravessar o espaço aberto o incomodou. Era melhor se abrigar nas sombras do prédio de Artes e Ofícios. Era mais seguro. Quisera.

Alcançou o prédio com alguns passos apressados. Ouviu um novo crocitar. Uma figura emergiu das sombras a um canto da construção. O corvo em seus ombros lançou um olhar inteligente em sua direção antes de voar de volta à floresta. O filho de Ares estacou, observando o meio-sangue se aproximar de forma ameaçadora.

- Muito tarde para um passeio, não? – disse ele. Johan percebeu que carregava um grosso livro embaixo de um dos braços.

- Como você...?

- Tenho amigos na floresta – interrompeu o estranho. Tirou o elmo da cabeça, revelando um rosto pálido e salpicado com sardas no nariz. Seus cabelos muito escuros caíam sobre os olhos de forma displicente. Um sorrisinho incômodo trespassava seus lábios. Tocou a ponta do próprio nariz com um dos dedos – além disso, não foi difícil seguir seu cheiro. Você fede. Cigarros são contra as regras, não?

Johan não estava com medo, mas entendia a seriedade da situação. Tentou parecer calmo. Sabia que uma tentativa de fuga ali não teria sucesso. Além de a patrulha estar em maior número, provavelmente contava com semideuses mais experientes do que ele. Permaneceu em silêncio sob o olhar crítico do outro. O observava de cima a baixo, como se o estudasse. Algo ruim em sua mente despertou.

- Qual é seu nome? – perguntou ele. O filho de Ares sentiu que não deveria mentir. Seus ouvidos foram os únicos a escutarem o rosnado do Cão Negro. Acordara de repente e estava em posição de ataque. Quase pôde ver os pelos em seu pescoço se eriçarem enquanto abaixava o corpo para proteger o pescoço e a barriga. O rapaz a sua frente trazia-lhe uma sensação estranha. Ameaçadora.

- Johan Griffiths – respondeu. Incomodou-se quando o sorriso do outro se alargou de forma sinistra. Ele pigarreou, livrando-se da expressão. Seu rosto parecia uma máscara.

- Sei, filho de Ares. Confusão com o chalé de Héracles por salvar um filho de Apolo – disse o meio-sangue, girando o elmo na ponta de um dos dedos – coincidentemente, o mesmo garotinho que eu resgatei da floresta. Olha só.

“Estamos com um problema, Johan”, anunciou o rapaz. “Eu faço parte da patrulha de hoje. Estou tentando ajudar a Casa Grande no que posso. Nesse momento, mais quatro colegas estão procurando um campista fora da cama. Não somente, no momento em que eu o encontro, descubro que está em posse de produtos proibidos”. Ele deixou o silêncio pairar por um momento, como se quisesse que o filho de Ares processasse suas palavras. Assumiu uma expressão preocupada.

- Porém, sei que não é um cara ruim – disse ele, recolocando o elmo na cabeça – você só se meteu em uma briga para defender outra pessoa. É diferente dos seus meios-irmãos. É reservado, contido. Até bem falado, pelo que ando ouvindo. Bem promissor. Então faremos o seguinte, escute com atenção.

“Eu vou deixar você ir. Vou te ajudar e vou inventar alguma coisa para livrar sua cara. Sozinho, você não conseguiria escapar. Temos um filho de Nix, um de Hades, uma filha de Hipnos e uma de Atena, além de mim, na equipe. Todos conseguem ver no escuro como se fosse dia. Acredito que você não consiga. A filha de Atena é capaz de seguir qualquer rastro, muito boa mesmo. Eventualmente, ela vai conseguir chegar até você. Todos são mais fortes e mais experientes que você, cada qual com habilidades únicas. Então, logicamente, você aceitará o meu socorro”.

- Por que me ajudar? – Johan não acreditava em sorte. Nem ao menos em caridade alheia. Aquele garoto o incomodava profundamente, mesmo sem saber o motivo. Não poderia ser tão simples – o que você quer em troca?

- O que quero em troca? – riu-se ele, assumindo o semblante risonho de quem nem havia pensado no assunto. O Cão latiu em sua mente – ora, Johan, nada em especial. Vamos dizer que você fica me devendo uma, que tal? O dia que eu precisar de um favor seu, eu o procuro.

“Não volte para o seu chalé agora. Provavelmente alguns patrulheiros ainda estão lá. Arranje algo para fazer, dê uma volta, esconda-se, o que achar melhor. Eu cuido daqui, provavelmente alguém estará chegando a essa altura do campeonato. Só não se esqueça de que está devendo um favor para Zachary Dewin, certo?”.

Johan observou o campista se afastar. Um frio percorreu sua barriga. Ele era o suposto assassino do acampamento. O que matara um filho de Atena na biblioteca. Isso era bem comentado no chalé de Ares. Aparentemente, parecia estar envolvido em muita coisa no lugar. No fundo, esperou que o dia em que cobraria o favor nunca chegasse.

●●●

Subiu a colina com certa dificuldade. Suas pernas doíam das corridas explosivas que acabara de realizar, além do cansaço das atividades do dia. Resistiu à tentação de ascender outro cigarro. Gostaria, mas seria imprudente. Alcançou o cume, mas não viu ninguém. Aproximou-se do pinheiro, confuso. Passara por tudo aquilo para ser feito de bobo?

- Você se atrasou – disse uma voz às suas costas. Johan sentiu o sangue colorir sua face. Era realmente ela? Mas havia saído em missão, não deveria estar no acampamento ainda. Virou-se, descrente. Não poderia.

- Hannah? – perguntou. Sentiu-se estúpido. Quem mais seria? Seus cabelos louros caíam sobre as costas, iluminados pela lua. Seu rosto pontilhado por sardinhas suaves abriu-se em um sorriso. Os olhos brilharam. Linda. Linda como na primeira vez que a vira, quando tratara de suas injúrias no momento em que chegara ao Acampamento. Linda como na segunda vez, quando cuidou de suas costelas após sem embate com Joseph. Linda como na terceira vez, quando combinaram de se ver nos campos de morango. Linda como na quarta vez...

- Espero que não tenha se metido em encrenca – murmurou ela, fazendo beicinho – mas eu queria te ver.

- Foi quase, mas... – tentou dizer Johan, mas se calou quando ela se aproximou. Um olhar intenso permeava seu semblante. Tocou o corpo no seu. O cheio de seus cabelos invadiu suas narinas. Era o seu perfume de sempre. Ele sentiu seus braços o envolverem. Deveria se sentir relaxado. À vontade. Não é como se não tivessem passado algum tempo juntos antes. Mas havia algo diferente – Hannah, eu...

- Shh... – ela pousou um dos dedos sobre sua boca, calando-o. Acariciou sua face com os dedos delicados e pousou-os sobre a sua nuca. Johan se arrepiou. Olhou para sua boca. Sentia-se extremamente bem. Mas ao mesmo tempo sentia que estava errado. Era um costume dos dois trocarem algumas palavras antes de namorarem. Gostavam de conversar.  Bastante. Ela nunca o interrompera antes. Olhou em seus olhos azuis, à procura de algo errado. Seu olhar era apaixonado. Novo. Veja bem, eles aproveitavam a companhia um do outro. Mas não estavam em um relacionamento. Era uma espécie de combinado. Não estavam presos. Não estavam comprometidos. Não estavam apaixonados. Havia algo de diferente na filha de Apolo naquela noite, e Johan queria saber o que era.

adendos:

JOHAN O. GRIFFITHS:

PODERES UTILIZADOS:

Passivos:
● Força Aprimorada [Nível 01]: Ares é conhecido pela sua beligerância, estando sempre em treinos e exercícios constantes para exercer seus domínios. Seus filhos também herdam a mesma aptidão física, possuindo um corpo geralmente atlético e delineado, mesmo que não sejam musculosos, e uma força aprimorada se em comparação com semideuses de outra origem. Ainda perdem para filhos de Héracles, e não são páreos para semideuses treinados de nível mais alto, mas quando comparados com humanos comuns ou semideuses de outra origem não relativa à força física, suas capacidades de força são cerca de 15% maiores.[Modificado]

Ativos:
● Provocar [Nível 03] : Ao ativar este poder, a aura do filho de Ares se torna mais pronunciada, mas com um efeito diferente: ela atrai os inimigos que estão ao redor (até 15m), ao expandir sua presença, forçando seus oponentes a focarem seus ataques no filho de Ares na próxima rodada. Se mais de um filho de Ares estiver em combate usando a mesma habilidade, o oponente sempre avançará no de nível mais alto. Cada ativação interfere apenas na ação seguinte dos oponentes. Para fins de resistência é considerado um poder de influência mental, por alterar o comportamento. Inimigos resistentes podem atacar outros oponentes, mas perdem 25% do poder de ataque neste caso - mas não sofrem alterações se avançarem na prole de Ares; enquanto oponentes sem resistêncis sofrem uma penalidade de 50%. Inimigos com 25 ou mais níveis de diferença não são afetados. [Novo]
ARMAS LEVADAS:

● {Honor} / Soco inglês-adaga [Um soco inglês feito de bronze sagrado reforçado e recoberto com couro na parte interna, para conforto. "Abraça" a mão do portador como uma luva e possui uma extensão de lâmina, de modo que o item pode ser usado como adaga. O encaixe é feito de modo a se adaptar a ambas as mãos. Não possui efeitos além dos naturais para um equipamento do tipo.] {Materiais utilizados: bronze sagrado e couro.} (Nível Mínimo: 5.) {Elemento controlado: nenhum.} [Recebimento pela missão "The Greater Good", narrada por Silvia Kawasaki, atualizada por Deméter.]
FILHO DE HERMES:

PODERES UTILIZADOS:

Passivos:
● Nivel 1 – Agilidade: Você como filho de Hermes terá uma agilidade maior que outros campistas inclusive voando com seus tênis alados.
●Nivel 5 – Camuflagem: Alguns ladrões precisam se esconder para realizar um roubo. Graças a isso, você é capaz de achar um escondeirijo e se esconder rapidamente.

Ativos:
Nenhum.
ARMAS LEVADAS:

● {Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]
ZACHARY DEWIN:

PODERES UTILIZADOS:

Passivos:
● [Nível 4] Olhos noturnos - Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica, que ainda impede a visão por sua natureza sobrenatural. Sua acuidade visual contudo ainda se mantém, sem receber ampliações se comparada à visão diurna. [Modificado]
● [Nível 9] Crocitar - O corvo é um dos animais associados a Hécate, e seus filhos podem falar livremente com eles - mas não comandá-los. Eles podem fornecer informações, mas não agirão contra sua própria vontade. O resultado depende da inteligência e percepção do animal. Este poder não invoca, apenas permite a comunicação.
● [Nível 11] Sentidos aguçados I; Da mesma forma que os cães, um dos símbolos da deusa, seus filhos começam a desenvolver seus sentidos, de forma que se tornam melhores - em geral, o dobro de um humano comum. Nesse nível, afeta apenas o olfato.

Ativos:
Nenhum.
EQUIPE DE PATRULHA:

Filho de Nix
● [Nível 2] Olhos noturnos - Filhos de Nix adaptam melhor à noite e passam a enxergar em ambientes de escuridão, mantendo o mesmo alcance e acuidade visual de sua visão normal.

Filho de Hades
● Visão Noturna [Nível 2] Possui a capacidade de enxergar perfeitamente quando escuro.[Novo]

Filha de Atena
● [Nível 6] Rastrear - Perícia baseada na observação e interpretação de rastros. Permite encontrar pegadas, deduzir ações e presumir a passagem de certo tipo de criatura através da análise do solo e de outros sinais. Não é algo automático nem sobrenatural, nem permite descobertas específicas (pode notar que uma pessoa passou pelo local, deduzir peso ou número de calçado aproximado, mas não quem é a pessoa, sua altura ou aparência) requerendo a narração da observação. O narrador descreverá as descobertas, que podem variar pelo tempo transcorrido, movimentação e clima do local, além das ações do próprio semideus. [Novo]
● [Nível 7] Visão Noturna - A coruja é o animal sagrado de Atena e como seu filho este semideus tem mais facilidade em ver no escuro. Mas não se engane! Isso não quer dizer que sairá vendo igual uma coruja - a acuidade e alcance visual não são alterados. Poderá, contudo, encontrar todos os detalhes do local, seja da batalha, do relevo ou do ambiente. Filhos de Atena tem a capacidade de distinguir objetos mesmo em meio à escuridão, não necessitando de uma grande luminosidade para ver (mas ainda é necessária uma luz mínima/ penumbra).

Filha de Hipnos
● [Nível 4] Visão noturna - Filhos de Hipnos são ligados à escuridão, podendo ver normalmente durante a noite ou em locais não-iluminados, desde que a escuridão não seja mágica.[Novo]
Johan O. Griffiths
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Re: — {Can't Help Myself}: MOPCID para Johan O. Griffiths

Mensagem por Deméter em Qui 27 Abr 2017, 22:08


Can't Help Myself
you better run. stay there and you'll die!

A
s coisas nem sempre são o que aparentam, todos sabiam. Um sorriso sorriso aparentemente convidativo nem sempre significa simpatia. Um crocitar de corvo nem sempre é apenas um alarde natural. E sua garota rindo e convidando-lhe para um beijo nem sempre é uma oferta ingênua. Mesmo que já houvesse percebido, Johan finalmente entenderia isso por completo mais cedo ou mais tarde.


objetivos
pontos obrigatórios

— Enquanto você e Hannah mantém o contato inicial, um farfalhar ao lado denuncia que algo se aproxima. Mas, nesse caso, é alguém: Zachary retorna sem aviso prévio, e parece sem ar. Ele se assusta ao ver vocês ali, mas não hesita; precisava de ajuda e vocês serviriam para isso.

— Ele conta que logo após o retorno para o grupo de buscas, eles sofreram um ataque. Foram emboscado e lutaram contra criaturas estranhas, que roubaram suas vozes e os impediram de gritar por socorro. Ele foi o único a escapar, buscando pelo seu auxílio, sabendo que você estaria pelo local.

— Inesperadamente, um ser estranho aparece: pernas curtas, corpo alongado terminando numa cauda reptiliana, duas vezes maior que seu dorso. Tinha uma cabeça sem olhos, mas com enormes orifícios que seriam as narinas e, adicionalmente, duas bocarras com dentes muito afiados. Ela começa a fazer um som de sucção, como se estivesse sugando todo o ar, e repentinamente percebem que suas vozes estão sumindo.

— Por algum motivo, Zachary e Hannah não podem se envolver na batalha. Diga o motivo, crie. Em algum ponto da narrativa, o bicho irá atacar um deles, mas por ele ser incrivelmente ágil e você lento demais para a criatura, conseguirá apenas defender um dos presentes, atacando o ser quando ele tentar morder o alvo inicial; e, sendo afastado, morderá o outro logo em seguida. Decida quem sairá ileso e quem não, sabendo que isso trará sérias consequências à sua missão.

— Por fim, após a mordida, o ser tentará fugir, mas você deve obrigatoriamente matá-lo. Ele será cinco níveis acima de você, mas não contará com nenhuma outra habilidade além das ditas aqui. Atente-se às armas naturais: presas, velocidade, cauda. Faça uma luta coerente ao cenário e à narrativa.

— Ao fim dela, Hannah novamente buscará conforto em você, assutada (sendo isso de seu feitio ou não). Estranhamente, parecerá mais alarmada do que o normal, como se realmente tivesse sido aterrorizada pelo bicho. Narre sua reação a isso, bem como a tudo o que aconteceu até agora.


Adicionais
tudo sobre o local e as diretrizes — para fins de organização

— Diretrizes: missão op-contínua externa difícil; segundo turno.

— Local do turno: Pinheiro de Thalia, Acampamento Meio-Sangue.

— Horário: inicial desconhecido; final do turno, por volta das 00h30m. Noite.

— Clima: úmido. Ventos fortes e céu nublado.

— Extras off: poderes, armas e possíveis mascotes deverão ser colocados em spoiler ao final do post, para fins de organização.

— Adendos: informações não dadas poderão ser acrescentadas por você, porém com coerência. Qualquer coisa, contatem-me via MP, Fb, Wpp, carta, sinal de fumaça, etc.

— Prazo de postagem: 30 dias, vencendo no dia 27 de maio de 2017, às 23h59m. Avise quando postar.


Participantes
sobre os participantes, de players a monstros

Johan O. Griffiths, filho de Ares, nível 5. (PLAYER)
  • vida: 138/140;
  • energia: 115/140;




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Re: — {Can't Help Myself}: MOPCID para Johan O. Griffiths

Mensagem por Deméter em Dom 04 Jun 2017, 12:46

À pedido do player, prazo estendido por mais 20 dias, encerrando-se no dia 16 de junho, às 23h59m.



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Re: — {Can't Help Myself}: MOPCID para Johan O. Griffiths

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