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{Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

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{Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Qua 14 Jun 2017, 11:02


Night Changes

story mode para bruce e steve


Does it ever drives you crazy just how fast the night changes?

Eles brigaram feio. Não vinham se entendendo já havia um longo tempo, mas aquela última vez foi a gota d'água. A amizade que começara tão naturalmente esvaiu-se em mágoa e ressentimento. Tudo por causa de um segredo. O problema foi que, depois de romperem de uma vez por todas, Bruce Chandler desapareceu sem deixar rastros. O que poderia ter acontecido? Steve Johnson, por mais durão que gostasse de parecer, preocupara-se instantaneamente e começava a se sentir culpado pela falta de respostas em relação ao ex-amigo desaparecido.

Pontos obrigatórios:

Bruce:
Explanar o que vem acontecendo desde que sumiu do acampamento;
Ambientar o personagem em seu paradeiro atual, no qual está preso;

Steve:
Demonstrar os efeitos que sentiu pelo sumiço de Bruce;
Ambientar o personagem e seus sentimentos e, por fim, tomar uma atitude.

Condições dos combatentes:

Bruce Chandler: HP 90/220, MP 80/220
Steve Johnson: HP 150/150, MP 150/150

Informações adicionais:

Story Mode, incluída no evento Level Up - Valentines, para Bruce Chandler e Steve Johnson
Local inicial para Steve: Acampamento Meio-Sangue
Local inicial para Bruce: Ilha, até o momento, desconhecida
Horário inicial para Steve: 00:00
Horário inicial para Bruce: não há noção de tempo na ilha
Clima (para ambos): ameno, 20 °C
Prazo de postagem: 7 dias.
Itens e poderes utilizados no turno devem estar em spoiler ao fim do post
Boa sorte!

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Qua 14 Jun 2017, 12:19


Night Changes

story mode


Bruce nada sentiu durante a maior parte do sequestro. Lembrava-se vagamente de ser acordado por um rapaz jovem que trazia em seu rosto um sorriso maníaco antes de dar-lhe uma pancada na cabeça. Não tão forte na primeira vez, visto que Bruce ainda tentou chamar por seus irmãos e alcançar suas armas, enquanto o rapaz, mostrando-se mais forte do que aparentava, o arrastava para fora do chalé 5.

Em algum momento, o semideus apagou novamente e só veio despertar quando já tinha chegado ao seu destino. Tratava-se de uma caverna absurdamente grande, cuja parca iluminação vinha de algum lugar muito ao alto e deixava o local com uma coloração cinza azulada. Bruce mal podia ver de onde esta luz vinha ou qualquer saída do lugar, até porque, além de sua visão ainda turva, estava preso em uma gaiola de metal resistente.

— Não se preocupe — dissera uma voz. — Todos os que estão aqui são garotos perdidos.

Bruce suspeitava que era seu captor falando, mas não conseguiu ver-lhe o rosto. Ele também explicara algo sobre a caverna, mas Bruce não conseguiu compreender. Seu corpo e seu cérebro não tinham acompanhado a viagem que o garoto fizera e não o permitiram ficar acordado por muito tempo. Bruce desmaiou logo depois de ouvir as palavras do interlocutor ao longe. Garotos perdidos... estou perdido.

* * *

Em um outro dia, sem saber quanto tempo tinha-se passado desde que desmaiara, Bruce despertou sem "ajuda" externa. Pelo visto, quem quer que estivesse responsável por levá-lo até ali, não quis forçar a barra. Não mais do que já tinha forçado, certo? O filho de Ares acordou com a cabeça latejando de tanta dor e, quando chamou por ajuda, um rapaz apareceu das sombras de uma fenda na pedra.

— Finalmente despertou, princesa? — Ele tinha um sorriso sarcástico, mas não era o mesmo que pairara acima da cabeça de Bruce na noite de sua captura.

— Minha cabeça dói...

— Oh, tadinho! Neném quer remedinho? — O rapaz caçoou, posicionando-se à beira do precipício que ficava entre a entrada da caverna e o local onde a gaiola de Bruce repousava.

Então, a primeira coisa estranha aconteceu. O rapaz deu um passo em direção ao abismo e, por um instante, Bruce pensou que o veria cometer suicídio. Porém, para a surpresa do filho da guerra, pedras se ergueram do nada e se colocaram sob os pés do rapaz, que caminhou até ele sem qualquer dificuldade. Bruce tinha os olhos arregalados quando foi retirado da jaula.

— Essa será a única vez que você atravessará essa passarela sem pagar o preço. Pan é muito benevolente, se você obedecer-lhe as regras.

Preço? Pan? Regras?

— Pan? Estou preso pelo deus da natureza? O que eu fiz?

Bruce não sabia o que tinha dito de errado, mas viu o rapaz cair numa gargalhada tão alta que até sentiu vergonha. Não entendia nada do que estava acontecendo ali. Que preço precisava pagar além de já ter sido sequestrado? Que regras precisava seguir? E, acima de tudo, se Pan não era o deus da natureza, quem poderia ser?

— Ah, ele acordou! — Bruce sentiu suas pernas bambearem quando ouviu aquela voz. Era a mesma da noite anterior e, sem dúvida, o sorriso era o captor que lhe acertara na cabeça.

O jovem, provavelmente na mesma idade do rapaz que o arrastava para fora da caverna e um pouco mais velho que Bruce, trajava uma camisa verde-musgo de tecido grosso, calças marrons no mesmo estilo e botas de couro. Seus cabelos eram de um loiro desbotado e suas orelhas eram pontudas, quase élficas. Os olhos, verdes como a camisa, tinham um brilho ligeiramente louco e sua pele perfeita (embora toda suja de lama) parecia pertencer a um garoto muito mais jovem. Associando todas as características com o nome...

— Estou delirando. Alguém me dê um remédio por favor...

Mas era exatamente o que ele estava pensando. Diante de Bruce estava o lendário menino que jamais envelhecia, que reinava em uma ilha com garotos que se perdiam e lutava contra um pirata com gancho no lugar da mão. Mas isso é conto de fadas! Não pode ser verdade, não é verdade, Bruce dizia mentalmente a si mesmo, mas, convenhamos, nada é assim tão impossível quando se é um semideus.

* * *

Como se tudo já não fosse estranho demais, Bruce viu-se em uma espécie de arena. Estava frente a frente com aquele de quem ainda duvidava completamente da identidade, principalmente porque ele ia contra tudo aquilo que o filho de Ares conhecia de sua história. O rapaz parecia um louco desvairado, mas, ao mesmo tempo, cada palavra sua parecia estar carregada de uma certeza imutável conhecida como verdade.

— Não acredite em tudo que você ouve, Bruce. Nem tudo que é real é real e nem tudo que fábula é fábula — disse o rapaz de verde, enquanto batia sua espada contra uma dada a Bruce, já que o garoto não tinha seu arsenal em mãos por ali.

— Você está me dizendo que é realmente... ele?

— Não precisa ter medo de dizer meu nome, Bruce. Eu sou um igual! Bom, quase. Eu não envelheço, veja bem, porque desafiei aos deuses, sabe? É. Eu me revoltei, Bruce! — A intensidade dos golpes intensificou e o herdeiro da guerra quase viu-se perdendo a luta. — Meus irmãos e eu nunca fomos reconhecidos, Bruce. Primeiro eram só os olimpianos, depois alguns deuses menores, depois outros, mas nossa mãe jamais teve lugar! Jamais tivemos oportunidade!

— Quem é sua mãe?

— Você não adivinha? A juventude é uma bênção, Bruce, mas envelhecer também é. Ao menos, foi o que pensei logo depois de ser amaldiçoado. Depois... Depois percebi que ser jovem é bem melhor, de fato. Seu corpo se deteriora quando você envelhece, Bruce, mas um jovem mantém seu vigor. A maldição jogada pelos deuses virou-se contra eles, porque farei uso dela para destruí-los!

— Sua maldição é jamais crescer. Ser jovem para sempre... Você é filho de Hebe?

Os golpes cessaram e o sequestrador abriu o mesmo sorriso aterrorizante com que acordara Bruce naquela noite. Ele fez uma vênia exagerada, confirmando o palpite do filho de Ares.

— Peter Pan. Ao seu dispor.

* * *

Bruce tinha certeza de que tinha enlouquecido de vez, mesmo depois de receber remédios e curativos de uma espécie de curandeiro local (também um garoto). Seriam todos filhos perdidos de Hebe? Sua pergunta foi respondida antes mesmo de ser feita. Pan explicou que inicialmente sim, eram todos seus irmãos. Todos fugiram do alcance de Quíron havia tempos, antes que Bruce chegasse ao refúgio.

Tentaram, por vezes, implantar um chalé para Hebe, mas, por algum desígnio oculto do Olimpo, a ideia jamais foi aprovada. Pan e seus irmãos nunca souberam o motivo da rejeição e, revoltados, deixaram o acampamento e planejaram uma rebelião contra a morada dos deuses. Morreriam por sua causa, se preciso fosse. Jamais chegaram perto de suas intenções, pois, antes mesmo que colocarem seu plano em prática, foram amaldiçoados a permanecerem exatamente do mesmo jeito em que se encontravam à época, com a mesma idade.

Peter, à época atendendo pelo nome de Malcolm Peterson, era o mais velho do grupo de dez garotos e assumiu a liderança deles com mãos de ferro, dando um ultimato: quem não quisesse se juntar a ele, era melhor que desaparecesse. Ele não perdoaria traição, então a decisão precisava ser tomada imediatamente. Quando seis irmãos ficaram ao seu lado, o garoto passou a buscar um lugar para eles, um lugar que chamariam de lar.

Sozinho, encontrou uma ilha cheia de magia perdida à entrada do Mar de Monstros, isolada inexplicavelmente. Ali assumiu o nome de Peter (vindo de seu sobrenome) Pan (vindo do deus das florestas), pois viveria na natureza e dela tiraria seu sustento. Mas mais do que apenas uma casa para ele e seus irmãos, Peter Pan decidiu que abrigaria todos os garotos que se sentiam perdidos, independente de sua filiação. Todos os que se vissem abandonados teriam lugar em sua casa.

Bruce entendeu que, de fato, se encaixava ali. Não tinha qualquer amigo mais, mal sabia como definir a si mesmo e não tinha o mais amoroso e presente dos pais. Família mortal? Nunca o quis após a morte da mãe. Ele estava só, realmente perdido. Mas não pretendia qualquer coisa contra os deuses. Era o único requisito da ilha que não cumpria. Percebendo isso, começou a pensar se não estaria correndo perigo por ali. Talvez os demais fossem tentar "catequizá-lo" para sua vertente de pensamento, talvez não.

Uma semana se passou e Bruce recebeu vestimentas, treinamento e cuidado, tal como todos os outros. Sorria e aceitava tudo o que lhe era passado e não voltou mais para a jaula. Todos pareciam confiar nele, mas o olhar de Pan ainda parecia-lhe estranho. Precisaria de muita destreza para lidar com o chefe do grupo. Ele não era um semideus qualquer. Se Bruce tinha alguma intenção de sair dali, precisaria ser ainda mais esperto que o garoto que jamais crescia.

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Steve Johnson em Qui 22 Jun 2017, 12:12


Night Changes

story mode


Steve bateu forte a porta do chalé de Héracles, atraindo revoltosos olhares em sua direção. Poderiam ser filhos da força, mas ainda sabiam fechar as coisas sem quase quebrá-las. Como quer que fosse, o rapaz estava pouco se f... lixando para aquilo. Nunca na vida pensou que sentiria vontade de gritar para tirar um peso do próprio coração, mas a situação chegara a um ponto irreversível. Na verdade, passara de todos os pontos. Simplesmente acabara.

Ele tinha acabado de sair do chalé de Ares, onde teve a última e derradeira briga com Bruce Chandler, o único no acampamento a quem Steve realmente respeitava e admirava. Tinha o loiro por irmão, mais do que qualquer outro filho de Héracles que o cercasse. Ele era o valentão, que queria passar a vida exibindo sua força para pegar garotas. Bruce era a razão, era o que o fazia colocar os pés no chão. Bem, ao menos tentava. Era parte essencial de Steve, embora ele jamais tenha dito em voz alta. "Isso é coisa de mariquinha", dizia a si mesmo.

Nos últimos tempos, Bruce vinha agindo de forma absurdamente estranha. A última vez que os dois conversaram como bons amigos foi antes que o filho de Ares saísse numa maldita missão para o Havaí com um filho de Hades, que morreu no processo. De alguma forma sobrenatural, Bruce se apegara ao garoto e sentiu a morte dele mais do que qualquer outra coisa, aparentemente. Não, não pense que Steve apenas ficou com ciúme. Na verdade, o motivo de sua inquietação foi que, devido à morte de Nate, Bruce o abandonou completamente.

Steve ficou cheio de ouvir sobre uma tal maldição que somente Bruce acreditava que existia. Segundo ele, todos a quem ele se apegava morriam e, teoricamente, para proteger Steve, ele decidiu se afastar. Uma ova, pensava o filho de Héracles, afinal eles eram amigos havia mais de dois anos e nada ruim tinha acontecido a ele por causa do herdeiro da guerra. Muito explosivo, Steve acabou lidando com o abandono da pior forma possível: arrumou brigas, chegou a atacar Bruce por trás em um treino e, por fim, quase o mandou ao inferno.

Deitado em sua cama e escondido pelas cortinas, Steve pensou em todos os problemas que vinham tendo e por fim precisou dizer a si mesmo várias vezes que eles não eram mais amigos. Perdera o irmão que tinha. Acabou. No dia seguinte... ainda naquela noite, os dois pertenceriam a mundos diferentes e não se olhariam nos olhos quando, eventualmente, passassem um pelo outro. Não teria mais seu conselheiro, a parte racional de sua vida, ao seu lado. Era cada um por si, agora.

* * *

Steve tinha acabado de sair da área das paredes de escalada, seu local favorito para treinar e agarrar garotas, tal como tinha acabado de fazer. Era uma filha de Héstia em quem ele vinha investindo fazia um longo tempo, finalmente conseguindo quebrar-lhe a fortaleza. Estava na praia, observando o pôr do Sol e tentando não pensar em Bruce, pois com certeza teria contado a ele sobre sua última conquista. Steve nunca aparentava, mas tinha sentimentos. Lá no fundinho, batia um coração, ainda que por poucas coisas ou pessoas.

— Johnson! — Johan, o novo monitor do chalé 5, chamou, aproximando-se com um olhar bastante sério.

— O que foi?

— Onde o Bruce se meteu?

Steve se segurou para não bufar. Esquecera-se de um fato importante: as pessoas sempre perguntavam a ele onde o filho de Ares estava. Mesmo nas últimas semanas, em que eles tanto brigavam.

— Não faço ideia. O irmão dele é você, não eu.

— Não brinca comigo, cara, cadê o Bruce?

— Já falei que eu não sei! Que saco! Vai se ferrar, parceiro, não sou pai do Bruce, não!

Se a situação fosse diferente, as coisas poderiam ter saído de controle, mas Johan apenas quedou-se a esfregar os olhos e se afastar, aparentando ter ficado ainda mais preocupado. Steve fingiu para si mesmo que não ligava, mas intimamente ficou se perguntando o que diabos teria acontecido. Não foi nada, repreendeu-se, ele deve ter saído em missão outra vez, apenas isso. Mas Bruce não voltou no dia seguinte, ou no outro, e toda hora vinha um morador do chalé 5 pedir informações a Steve.

Ao fim do terceiro dia, saindo do anfiteatro, Steve se enfureceu e foi ter com Quíron. Aquilo precisava parar! Provavelmente os filhos de Ares já tinham ido até o centauro fazer perguntas, então, se os questionamentos continuavam, provavelmente era porque Quíron não quisera dizer a eles qual era o problema. Mas diria para Steve. Precisava dizer. As perguntas já tinham enchido o saco mais do que o garoto poderia aguentar, mais um e alguém sairia de olho roxo.

— Missão secreta? Do que está falando, meu rapaz? — Perguntou Quíron, confuso quando Steve indagou sobre o segredo que ele fazia do paradeiro de Bruce.

— Só pode ser isso. Aqueles idiotas do chalé 5 já vieram falar com você, não?

— Já sim...

— Então, por que eles continuam vindo falar comigo, porra?

— Olha a língua...

— Quíron!

— Eu não sei onde ele está — Steve sentiu como se tivesse engolido lava. Quíron não estava mentindo. Não que o garoto fosse um grande detector de mentiras, mas ele pôde dizer por seus olhos. — Bruce está desaparecido, Steve. Deixou todos os itens dele aqui e sumiu. Não sabemos se foi embora por conta própria ou se foi levado, mas os dois casos me preocupam. Aconteceu algo que você saiba?

Steve caiu sentado no sofá. Bruce fora embora. Levado ou não, o que importava? Ele fora embora! Deixara o acampamento no dia seguinte ao rompimento da amizade dos dois. Teria alguma relação? Mas foi ele que pediu a Steve que ficasse longe, por que iria embora? A decisão foi dele! Se alguém tinha o direito de ficar magoado, era...

— Steve?

— Nós não somos mais amigos. Bruce e eu brigamos e não somos mais amigos. Eu não faço ideia do que pode ter acontecido.

— Acha que pode ter relação com o sumiço dele? Vocês eram inseparáveis, mas, de uns tempos pra cá, pareciam cão e gato.

Steve suspirou. Suspirou! Ele jamais fazia isso.

— Não sei. Talvez. Bruce acreditava que tinha uma maldição, que todos morreriam se ficassem perto dele, ou sei lá o quê. Era besteira, eu estou vivo aqui até hoje! Mas por que ele deixaria as armas? Ele não pode sobreviver lá fora desarmado. É um semideus!

— Também duvido que ele seria imprudente a este ponto, o que me leva a pensar que Bruce foi levado. Isso me preocupa.

* * *

Uma semana se passou depois do desaparecimento e nenhuma resposta foi dada. Nenhuma pista encontrada. Absolutamente nada. Era meia-noite quando Steve se despediu de Quíron no topo da Colina Meio-Sangue. Montava em um pégaso e trazia consigo uma quantidade grande de armas: suas, tinha o arco e a aljava com as flechas, ambos presos às costas; de Bruce, para devolver a ele, tinha a faca presa ao cinto, a lança e o escudo encaixados em suportes na sela do pégaso e, ao alcance da mão, o machado de lâmina dupla que o loiro ganhara naquela última e maldita missão. Era hora de trazer o amigo, ou ex-amigo, que fosse, de volta.

Adendos:

Poderes utilizados:

Não houve uso de poderes neste turno.

Itens levados:

Do arsenal de Steve:
{Surestrike} / Arco [Arco de bronze sagrado. Seus entalhes lembram escamas, em referência ao trabalho de Héracles com a Hidra] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

{Acutus} / Aljava [Aljava com flechas de bronze sagrado. Comuns, pórem ilimitadas.] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

Do arsenal de Bruce:
Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Wrath} / Lança de artilharia [Lança longa, de 2m de comprimento. O cabo é feito de mogno, recoberto em bronze sagrado, sendo resistente porém mais leve que uma lança comum. A ponta é de bronze sagrado. Em toda sua extensão pontos avermelhados podem ser vistos: são engastes em rubi, decorando o cabo.] {Bronze sagrado, mogno e rubi} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Stunt} / Escudo [Escudo circular feito de metal com uma cabeça de javali esculpida em seu centro. Banhado em bronze, este fica em um tom avermelhado quando usado em batalha, representando sua segunda camada de bronze sagrado. Transforma-se em uma braçadeira de spikes no nível 20.] {Bronze sagrado (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Maleficus} / Punho Inglês-Machado [Machado dupla face feito em bronze sangrento e banhado em prata. Seu cabo feito de prata é revestido em couro negro para dar melhor apoio ao semideus que o utilizar. A arma foi feita para ser mortal de ambos os lados, possuindo um ponta perfurante no final do cabo. Sua lamina não é comum, não possuindo ponta na extremidade exterior, com serras no lugar. Seu corte é sempre afiado. Quando em repouso, o item transforma-se em um punho inglês prateado com as inicias B.C. bem desenhadas em uma de suas curvas.] {Materiais Utilizados: Couro, Prata, Bronze Sangrento} (Nível Mínimo: 7) {Elemento encontrado: nenhum} [Recebimento pela missão “Son of... Witch?”, narrada por Jonas W. Harris, atualizada por Psiquê.]

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Ter 27 Jun 2017, 12:44


Night Changes

story mode para bruce e steve


Does it ever drives you crazy just how fast the night changes?

Uma semana desde o sequestro. Steve saiu em busca de seu melhor amigo. Ou ex-melhor amigo. Bruce mal tinha noção do tempo no lugar onde estava, tudo ainda parecia muito irreal. Peter Pan? Sério? Ele ainda achava que estava sonhando ou, no mínimo, que Malcolm Peterson enlouquecera, tal como seus irmãos e os demais garotos perdidos. Tinha medo de enlouquecer também, mas, mais do que isso, tinha medo do que os outros planejavam. Enquanto isso, Steve não sabia mais para onde ir. Sua jornada parecia não levá-lo a qualquer lugar, mesmo depois de um longo tempo. Também começava a se sentir perdido.

Pontos obrigatórios:

Bruce:
Ambientar o personagem em seu paradeiro atual, no qual está preso;
Explanar sobre as impressões que tem de Peter Pan e dos demais garotos perdidos, assim como seus planos e espíritos vingativos;

Steve:
Demonstrar uma passagem de tempo de pouco mais de dois dias desde a saída do acampamento;
Buscar por pistas sobre Bruce e acabar sentindo-se perdido, o que possibilitará que encontre a ilha;
Narrar a entrada na Terra do Nunca com detalhes para então tomar uma primeira atitude a fim de encontrar Bruce.

Condições dos combatentes:

Bruce Chandler: HP 90/220, MP 80/220
Steve Johnson: HP 150/150, MP 150/150

Informações adicionais:

Story Mode, incluída no evento Level Up - Valentines, para Bruce Chandler e Steve Johnson
Local atual para Steve: Costa norte-americana, oceano Atlântico
Local atual para Bruce: Terra do Nunca
Horário atual para Steve: 02:00
Horário atual para Bruce: não há noção de tempo na ilha
Clima (para ambos): 23 °C
Prazo de postagem: 7 dias.
Itens e poderes utilizados no turno devem estar em spoiler ao fim do post
Boa sorte!

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Ter 27 Jun 2017, 22:07


Night Changes

story mode


Malcolm, ou como gostava de chamar a si próprio, Peter Pan mantinha o treinamento de Bruce de forma pesada e incansável. Num primeiro momento, o braço direito do filho de Ares chegou a doer um pouco por não estar usando uma arma balanceada como as que costumava ter no acampamento, mas o uso contínuo acabou por fazê-lo se acostumar, embora ele não soubesse com certeza quanto tempo teria de fato passado. Bruce viu noites e dias passarem, mas tinha a leve impressão de que o tempo estava alterado na ilha.

Às vezes parecia passar bem devagar, outras vezes parecia estar altamente acelerado. Estava morrendo de medo. Nunca antes pensou que se veria em uma situação tão confusa. Teoricamente, deveria sentir-se em casa rodeado daqueles outros garotos tão perdidos na própria vida quanto ele, mas os sorrisos loucos, as manifestações festivas sem qualquer razão e, principalmente, o discurso de ódio em relação aos deuses o faziam temer.

Bruce não tinha qualquer problema contra o Olimpo, não culpava quem quer que fosse pela maldição que acreditava ter, mas precisava engrossar o coro dos moradores da Terra do Nunca se não quisesse acabar trucidado. Em diversos momentos teve de concordar com planos e até colaborar com ideias para quando o grupo fosse deixar a ilha e invadir a morada dos deuses. Temia que percebessem sua falsa motivação e também que os olimpianos acreditassem nela.

Ele sabia que, embora todos parecessem já tê-lo incluído como membro da família, Peter Pan ainda tinha certas desconfianças. Por vezes foi pego de surpresa pelo loiro quando estava caminhando entre as árvores, dando graças por jamais pensar em voz alta. Quando indagado, dizia estar pensando na maldição e em como todos aqueles a quem amava precisavam morrer ou se afastar dele para que sobrevivessem. Nestes momentos, seus pensamentos voavam para Steve no acampamento e o coração doía. O fingimento parava.

O que o distraía eram os treinos. Querendo ou não, era como se sua rotina não estivesse assim tão diferente. Lutando, sentia-se confortável consigo mesmo, como se nada mais importasse. Eram os momentos em que ele se esquecia completamente dos problemas, mas bastava ter a atenção desviada para que tudo voltasse com o peso de um navio de carga repousando em seu peito. A passagem estranha de tempo também o afligia e ele, com medo de estar surtando, decidiu que precisaria tomar uma providência.

* * *

— Atire, Chandler! Vamos! — Felix, segundo em comando na ilha, instigou.

Bruce não se lembrava como tinha ido parar naquela situação, apenas que sentira uma estranha euforia ao soar da flauta de Peter Pan. Ele tinha dançado, deixado-se levar pela magia do filho de Hebe, que ainda era-lhe parcialmente desconhecida. O captor não dava muitos detalhes de quantos poderes tinha e nem o que podia fazer com eles, o filho de Ares também não tinha coragem para perguntar ainda. Vendo-se com uma flecha apontada para a maçã sobre a cabeça de um garoto perdido, porém, percebeu que tudo era ainda mais perigoso do que ele imaginava.

— Atire, Bruce. Você consegue fazer isso sem matar nosso querido Tyler, não consegue? — Instigou Peter, com seu sorriso maléfico mais aberto do que nunca.

Bruce mirou. Sua cabeça era um turbilhão. Perguntava-se como tinha terminado naquela situação e como sua mente voltara à lucidez justamente naquele momento tão crucial. Seria porque estava segurando uma arma? Deuses, o que estou fazendo aqui? Tyler tremia, encostado contra a parede e de olhos bem fechados. Era jovem, muito jovem. Uma criança que se sentira perdida em algum momento e encontrou a ilha. Ou talvez foi trazido por Pan, sequestrado como eu.

Atirou. A seta zuniu e girou rapidamente no caminho até o que poderia ser a fruta vermelha ou a cabeça de um garoto inocente, vítima de algo que Bruce não tinha ciência do que poderia ter sido. O som da ponta penetrando a maçã causou aplausos calorosos em todos os garotos perdidos, inclusive Pan, embora este ainda conservasse certa desconfiança em seu olhar. Bruce sorriu, exercendo a expressão de cumplicidade que aprendera para convencer os demais de sua parceria, mas seu coração disparava em alívio por ter acertado e tensão pelo que vivia.

Tomou o cuidado de permanecer sentado durante todo o resto da festa sem propósito, alegando estar cansado pelo intenso dia de treinos. De fato estava, mas seus motivos no momento eram bem diferentes. Preciso sair desse lugar, decidiu, enquanto assava castanhas de caju sozinho perto da fogueira. Fazia o possível para parecer sereno e despreocupado, sabendo que Peter o observava constantemente, mas sua mente começava a trabalhar em um plano. Precisava explorar mais a ilha e descobrir uma rota de fuga com urgência.

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Steve Johnson em Qua 28 Jun 2017, 14:18


Night Changes

story mode


Ele estava deitado sob a frondosa copa de uma árvore, em uma área isolada de alguma cidade litorânea. O Atlântico à sua frente trazia ondas grandes e pequenas, hipnotizando o olhar do filho de Héracles, que tinha os pensamentos voando longe. Onde você está, Bruce...? Sentia falta do loiro, mais do que podia confessar a si mesmo. Sentia saudade da única pessoa com quem ele sorria verdadeiramente e com quem poderia até ter uma conversa séria. Não imaginava o motivo do desaparecimento do garoto e esperava conseguir convencê-lo a voltar. Precisava conseguir.

Tendo voado com um pégaso do acampamento durante os últimos dois dias, Steve já tinha perdido as contas da quantidade de cidades pelas quais já tinha passado. Começou a busca perguntando se alguém tinha visto o garoto da foto que ele trouxera consigo, mas aparentemente ninguém tivera qualquer relance de Bruce. Ao mesmo tempo, procurou pistas físicas, indícios da passagem de um semideus pelos lugares, rastros que somente meios-sangues deixam quando passam por algum lugar, mas não viu nada. Procurou também por roupas ou itens pessoais, mas nada surtiu efeito.

Enquanto se lembrava de cada passo dado, tentando descobrir se tinha deixado algo passar, notou que as nuvens pesadas no horizonte causavam uma espécie de ilusão de ótica, como se o mundo terminasse exatamente onde elas começavam. O cheiro de maresia e os movimentos das ondas mantinham Steve em um certo estado de torpor que ele não conseguia evitar. Estava cansado, mas não dormia. Perdera esta capacidade. Não sabia mais onde estava e nem o que fazer mais para procurar o amigo perdido. Perdido... Começava a sentir-se exatamente desta forma, de mãos atadas e sem enxergar qualquer coisa que lhe trouxesse uma luz sobre todo o mistério que envolvia o filho de Ares.

Foi então que o vento, que acariciava seu rosto de forma calma, tornou-se mais agressivo. De repente, as nuvens ao longe começaram a fazer o que parecia ser uma estranha dança e o pégaso ao lado de Steve ficou subitamente irrequieto, levando o rapaz a se preocupar com a possibilidade de alguma magia hostil estar por perto. Levantando-se, pegou seu arco e enganchou uma flecha, mas não sabia exatamente para quem ou para que apontar, visto que, ao menos aparentemente, não havia qualquer pessoa ou criatura próxima a eles.

Uma névoa densa baixou-se sobre o semideus e o animal, cegando-os por um breve momento. Era como se um enorme e branco algodão doce os tivesse envolvido, mal permitindo que vissem um palmo à frente de onde estavam. O pégaso relinchou alto, irritadiço e agitado, batendo os cascos no chão sem sair do lugar. Steve mantinha o arco pronto para dar um tiro, mas tinha certeza que não conseguiria mirar no que quer que fosse o causador daquilo. Como se não bastasse estar em um beco sem saída, agora tinha que enfrentar um nevoeiro potencialmente perigoso.

— Shhhh, calma. É só a névoa... — ele repetia, tentando acalmar o pégaso apesar de sua própria preocupação.

Porém, apesar de todo o suspense, a misteriosa massa branca de ar denso foi embora tão rapidamente quanto chegou. O vento tornou a se acalmar, as nuvens no horizonte voltaram à ilusão de ótica "normal" que tinham antes e a maré tornou a ficar à vista, do mesmo modo hipnótico que estava antes. Porém, surgido sabe-se lá de onde, um barco a remo grande o suficiente para ser usado por Steve e o pégaso apareceu sobre a areia, parecendo estranhamente convidativo, quase pedindo para ser usado pelos dois. Mas que loucura é essa?, pensou o filho de Héracles, aproximando-se da embarcação.

Qualquer pessoa prudente aceitaria de bom grado manter distância, mas Steve não era racional e algo em seu coração o mandava se aproximar. O barco era simples e estava em ótimo estado de conservação. Na verdade, parecia novo em folha, assim como seus remos. Erguendo os olhos novamente para tentar ver se havia algum responsável pelo surgimento da embarcação, acabou tendo os olhos atraídos na direção do mar, ao longe, onde a ilusão das nuvens agora parecia esconder um conjunto de montanhas.

— Aquilo não estava ali antes, estava? — Murmurou consigo mesmo, tendo certeza absoluta de que não havia qualquer coisa por detrás das nuvens antes da chegada do nevoeiro. — Spirit... Acho que vamos dar um passeio de barco — Steve informou, fazendo o pégaso relinchar em protesto. Mas não adiantaria reclamar, o filho de Héracles tinha a nítida sensação de que aquilo era a coisa certa a fazer.

* * *

A viagem no barco foi mais longa do que pareceu que seria, mas Steve não perdeu de vista seu objetivo. À medida que avançava, viu as montanhas tornarem-se maiores e conseguiu visualizar a costa de uma grande ilha envolta em névoa. O mar agitava-se a cada metro que se aproximava e foi preciso ter extremo cuidado para que o barco não virasse. Steve deu graças pelas lições de canoagem do Acampamento Meio-Sangue, teria morrido se não fosse pela experiência adquirida com elas.

Em certo momento, temeu ouvir uma música. Estando no mar, não era preciso ser um gênio para saber que o perigo de encontrar sereias era um tanto quanto palpável e precisou se concentrar ao máximo na tarefa para não se distrair. Contudo, o som que ele ouviu não foi de criaturas mágicas causadoras de naufrágios, mas de uma flauta, que ficava mais e mais alta enquanto ele se achegava mais à ilha. Depois do demorado percurso e de mais um nevoeiro denso, o filho de Héracles enfim viu-se diante de uma extensa faixa de areia branca que terminava exatamente onde uma verdadeira selva começava.

Steve não sabia que acabara de chegar à Terra do Nunca, mas tinha o íntimo sentimento de que estava perto de encontrar seu amigo outra vez e resgatá-lo, querendo ele ou não.

Adendos:

Poderes utilizados:

Não houve uso de poderes neste turno.

Itens levados:

Do arsenal de Steve:
{Surestrike} / Arco [Arco de bronze sagrado. Seus entalhes lembram escamas, em referência ao trabalho de Héracles com a Hidra] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

{Acutus} / Aljava [Aljava com flechas de bronze sagrado. Comuns, pórem ilimitadas.] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

Do arsenal de Bruce:
Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Wrath} / Lança de artilharia [Lança longa, de 2m de comprimento. O cabo é feito de mogno, recoberto em bronze sagrado, sendo resistente porém mais leve que uma lança comum. A ponta é de bronze sagrado. Em toda sua extensão pontos avermelhados podem ser vistos: são engastes em rubi, decorando o cabo.] {Bronze sagrado, mogno e rubi} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Stunt} / Escudo [Escudo circular feito de metal com uma cabeça de javali esculpida em seu centro. Banhado em bronze, este fica em um tom avermelhado quando usado em batalha, representando sua segunda camada de bronze sagrado. Transforma-se em uma braçadeira de spikes no nível 20.] {Bronze sagrado (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Maleficus} / Punho Inglês-Machado [Machado dupla face feito em bronze sangrento e banhado em prata. Seu cabo feito de prata é revestido em couro negro para dar melhor apoio ao semideus que o utilizar. A arma foi feita para ser mortal de ambos os lados, possuindo um ponta perfurante no final do cabo. Sua lamina não é comum, não possuindo ponta na extremidade exterior, com serras no lugar. Seu corte é sempre afiado. Quando em repouso, o item transforma-se em um punho inglês prateado com as inicias B.C. bem desenhadas em uma de suas curvas.] {Materiais Utilizados: Couro, Prata, Bronze Sangrento} (Nível Mínimo: 7) {Elemento encontrado: nenhum} [Recebimento pela missão “Son of... Witch?”, narrada por Jonas W. Harris, atualizada por Psiquê.]

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Qua 28 Jun 2017, 22:41


Night Changes

story mode para bruce e steve


Does it ever drives you crazy just how fast the night changes?

Tão perto e tão longe. Steve sentiu que tinha chegado a um ponto importante, mas não tinha ideia de onde deveria ser seu ponto de partida para a busca por seu melhor amigo. Precisaria começar, de alguma forma. Enquanto isso, Bruce decidido a ir embora, começava a explorar a mata e a traçar planos para fugir. Será que alguma de suas ideias daria certo?

Pontos obrigatórios:

Bruce:
Narrar os sentimentos do personagem e as providências que ele tomará para deixar a ilha;
Mostrar apenas o início da execução do plano, pois, como bem dito no início da narrativa, Pan tem olhos em todo lugar e irá descobrir suas intenções;
Bruce deverá ser preso e acordar de um segundo desmaio no local onde se viu inicialmente, à chegada na ilha, a Caverna do Eco;
Lá, depois de algum tempo, ele será finalmente encontrado por Steve Johnson. Terminar a narração neste ponto.

Steve:
Iniciar a procura por Bruce Chandler, mostrando certa dificuldade, pois a ilha está cheia de garotos perdidos claramente hostis aos seus propósitos;
Demonstrar a confusão causada pela passagem estranha de tempo que ocorre na ilha;
Ouvir vozes alteradas dizendo que alguém quer fugir e seguir pistas que o levem até a Caverna do Eco, onde o filho de Ares estará preso. Terminar a narração ao encontrá-lo.

Condições dos combatentes:

Bruce Chandler: HP 90/220, MP 70/220
Steve Johnson: HP 150/150, MP 130/150

Informações adicionais:

Story Mode, incluída no evento Level Up - Valentines, para Bruce Chandler e Steve Johnson
Local atual para ambos: Terra do Nunca
Horário atual para ambos: não há noção exata de tempo na ilha
Clima (para ambos): 23 °C
Prazo de postagem: 7 dias.
Itens e poderes utilizados no turno devem estar em spoiler ao fim do post
Boa sorte!

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Qui 29 Jun 2017, 00:09


Night Changes

story mode


Todos dormiram em algum momento da longa madrugada. A festa, aparentemente, deixou todos exaustos, inclusive o próprio Peter Pan. Bruce se levantou o mais silenciosamente que pôde, o que foi uma tarefa difícil considerando a quantidade de folhas secas os seus pés, e se afastou do local onde a celebração daquela noite acontecera. Aparentemente, não havia mais qualquer pessoa na ilha que estivesse acordada além dele, então ele teria tempo para explorá-la conforme queria.

Não era uma tarefa fácil, contudo. Ao mesmo tempo que tudo parecia diferente a cada virada no caminho, as árvores também pareciam se igualar, confundindo qualquer um. Caminhos cercados por sebes altas, clareiras e mais trilhas tortuosas apareciam a cada segundo e Bruce já não sabia se tinha se afastado dos demais ou se apenas andara em círculos. Até que, em determinado momento, viu-se de frente ao fim da trilha em que seguia e obrigado a adentrar um pedaço de floresta fechada e muito escura.

Armado com a espada que ganhara para se fortalecer na ilha, o filho de Ares abriu caminho pelo matagal e tentou caminhar o mais em linha reta que conseguia. Vez ou outra ouvia o silvo de algum animal, mas não chegou a encontrar um deles, então se manteve firme em sua caminhada. Tinha os braços arranhados e suava em bicas, mas estava decidido a ir até onde pudesse. Nem considerava mais retornar, visto que não tinha ideia de onde estava e nem como reencontraria os demais. Bem, não era essa a intenção mesmo.

E foi então que ele chegou a um penhasco, assim, de surpresa, quase chegando a cair. A beira tinha, no máximo, um metro de largura e não era possível ter ideia da profundidade da queda devido à noite. Droga! Não havia saída dali que não fosse voltar ou se atirar lá embaixo. A primeira opção era a que parecia mais sensata. Calmamente, ele caminhou de costas para a orla da floresta fechada de onde tinha saído. Daria um jeito de sair dali antes que fosse tarde.

Ou não.

— É uma queda muito grande, não é, Bruce? — A voz de Peter quase fez o filho de Ares perder o equilíbrio e dar adeus à própria vida ali mesmo, mas ele precisou manter a compostura.

— Enorme! Céus, você me assustou.

— Por quê? Estava fazendo algo errado? — Perguntou Pan, impassível, mas altamente perigoso.

— Não. Claro que não. Não sei onde deixei meu cantil e vim atrás de água. Acabei me perdendo e decidi voltar. Me perdi mais ainda.

— Poderia apenas ter pedido ajuda, Bruce.

— Vocês estavam dormindo, não quis incomodá-los.

— Somos como irmãos aqui, Bruce. Você sempre pode contar com qualquer um de nós. Qualquer seja o momento. Qualquer que seja o propósito. Você já sabe disso. Sabe como as coisas funcionam na Terra do Nunca. Vamos voltar.

Pan guiou Bruce por todo o caminho de volta, que, por sinal, foi bem mais curto do que o herdeiro da guerra pensava. Ou ele não tinha se afastado tanto quanto pensava, ou Pan conhecia bem os atalhos da Terra do Nunca. Bruce tinha certeza que era a segunda opção.

* * *

No dia seguinte, Bruce percebeu que Pan o vigiava mais do que o normal. Se tinha suas desconfianças antes, elas apenas aumentaram depois da incursão do garoto. Mesmo assim ele treinou com afinco e participou o mais ativamente possível de todas as atividades do dia, mostrando-se colaborativo e solícito sempre que precisava. Todos pareciam acreditar nele, menos Pan e Felix, o segundo em comando. Bruce soube que não seria fácil executar seus planos de fuga, mas começava a ficar simplesmente impossível aguentar ficar preso naquela loucura.

Estava no meio da tarde quando ele decidiu que não aguentava mais. Tinha dado um jeito de descobrir onde havia uma fonte de água ali perto durante a manhã e, aproveitando-se do que pareceu um momento de distração simultânea de Pan e Felix, esgueirou-se por entre as árvores de troncos grossos e começou a correr quando achou ser seguro. Precisava ficar atento a cada detalhezinho do caminho para não acabar perdido novamente e sabia que isso não seria tarefa fácil, mas precisava tentar.

Ele correu. Os cortes da noite anterior receberam novos colegas e mesmo assim ele não parava. A adrenalina corria em seu corpo, deixando-o alerta e quase imune ao ardor causado pelo contato do suor com os ferimentos. Seus batimentos acelerados soavam altos em seus ouvidos, mas seus pensamentos gritavam mais. Jamais se sinta perdido novamente, Bruce..., aconselhava-se, esperando de todo o coração encontrar a saída daquele lugar para voltar para casa... ou para qualquer lugar em que estivesse em maior segurança do que ali, entre loucos.

Em dado momento, seu pé pisou em falso e ele caiu. Lembrou-se de proteger o rosto enquanto rolava encosta abaixo e tentou não se desesperar pela mudança súbita em sua rota. Torceu para que aquilo apenas facilitasse sua jornada mas, caramba, foi exatamente o contrário. Ele parou exatamente aos pés de Felix quando parou de rolar. Ao erguer os olhos das botas do rapaz para seus olhos, tudo o que conseguiu ver foi um porrete descendo em direção à sua testa.

* * *

Mais uma vez, Bruce não sabia quanto tempo tinha passado enquanto estava desacordado. Sua cabeça doía e ele quis instintivamente levar a mão ao epicentro da dor, mas conseguiu se controlar. Não sabia como, mas queria ter certeza de que estava só para fazer qualquer movimento mais expressivo. Além disso, sentia-se sem energia. O que ele tinha pensado, afinal? Sabia que Pan tinha olhos em todos os lugares, como ousou tentar fugir? Estava preso ali para sempre, ou, pelo menos, até que todos finalmente deixassem a ilha para atacar o Olimpo.

O som apressado de alguém correndo preocupou Bruce. O impacto parecia ser sobre pedra seca, não sobre o solo arenoso do restante da floresta. Foi só então que, ainda sem abrir os olhos, Bruce percebeu que estava deitado sobre uma superfície também rígida e que o lugar em que estava era muito mais frio que a mata em que vinha dormindo durante todo aquele tempo. Ele sabia onde estava, mas finalmente abriu os olhos só para confirmar: voltara à Caverna do Eco, onde ficara preso no início, e o lugar agora o aterrorizava ainda mais, pois sabia qual era o preço a pagar.

Ele fechou os olhos novamente. Não poderia expor seu segredo. Não que algum dos garotos perdidos fosse fazer qualquer coisa, mas Pan poderia usá-lo contra ele, talvez como uma forma de controle. Ele pode deixar a ilha? Bruce não sabia, mas não podia se arriscar mais agora. De fato estava preso. Mas era melhor assim do que revelar aquela que era sua maior fraqueza. Sentiu os olhos arderem e o coração apertar. Quis chorar, depois de muito tempo, pelo mesmo motivo da última vez. Só esperava que nunca conseguissem chegar até ele.

— Bruce!

O filho de Ares se pôs sentado subitamente. Estava delirando, só podia estar. Encarou o fundo da caverna e respirou fundo, resistindo ao impulso de voltar-se para a entrada do local. Não poderia ser verdade. Aquela voz... Era impossível! Como teria chegado até ali? Por quê? Depois de tudo, por que teria se ocupado em ir atrás dele? Não era possível. Não podia ser possível.

— Estou aqui, cara. Olha pra trás!

Bruce se virou. Seu coração saltou uma batida quando viu os cabelos desgrenhados e a expressão vitoriosa de Steve Johnson à entrada da Caverna do Eco. Não sabia o que sentia. Deveria estar feliz por ver que justamente ele fora ao seu encontro, fora salvá-lo, que, apesar de tudo, ele ainda se importava o suficiente para lhe salvar a vida. Mas não podia ficar feliz porque sabia o que viria a seguir. A única forma de ser salvo por Steve era contar a ele o segredo que tanto se esmerara em esconder.

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Steve Johnson em Qui 29 Jun 2017, 01:46


Night Changes

story mode


Ele optou por deixar boa parte das armas no barco, sob os cuidados de Spirit, o pégaso. Armado com o arco, a aljava de flechas e o machado de Bruce, Steve adentrou a floresta densa e começou sua jornada. De alguma forma instintiva, tinha certeza que estava muito perto de Bruce e tudo o que queria era levar o garoto embora dali de uma vez por todas. Que se danassem as brigas, ele ainda era o irmão que Steve mais amava.

As montanhas pareciam ainda maiores agora que ele estava na ilha, mas a subida não o impedia de continuar. O cansaço fora embora com a nova carga de adrenalina que corria em seu sangue e ele nem imaginava que estava desbravando a ilha no mesmo momento em que Bruce fazia o mesmo para sair dela. Mas estavam muito distantes um do outro ainda, era preciso percorrer uma longa distância para chegar ao filho de Ares.

Steve subiu e subiu cada vez mais, fez desvios e já não podia ver mais de onde tinha vindo, mas continuava em frente. Aproveitou-se de sua capacidade física aprimorada para continuar sem descanso pelo máximo de tempo que pôde, mas sabia que precisaria descansar em algum momento. Isso ocorreu quando a luz do dia surgiu por detrás dele, fazendo-o se assustar. Tinha certeza que eram no máximo duas da madrugada quando o barco apareceu na praia e não tinha dado tempo de amanhecer ainda. Tinha?

Ele resolveu se sentar um pouco. Estava com fome, mas o amanhecer misterioso o deixou com medo. Primeiro nuvens dançantes escondiam a ilha, depois uma névoa estranha trás um barco do nada, agora uma alvorada fora de hora. Steve com certeza não comeria coisa alguma que aquela ilha lhe oferecesse, ao menos não enquanto pudesse evitar. Assim, tateou os bolsos da jaqueta em busca de alguma reserva energética que ainda pudesse ter e acabou encontrando um pacotinho com dois biscoitos. Vai ter que dar.

Steve tirou um tempo depois de comer para analisar sua situação. Tinha plena consciência de que tinha subido bastante pelas montanhas da ilha, mas ainda não tivera sinal de Bruce. Além disso, a mata era bastante fechada, então era muito possível que os dois tivessem se desencontrado. Isso se ele realmente estiver aqui, pensava, tentando manter a centelha de esperança que se acendera em seu peito quando ele aportou. Estava a ponto de recomeçar sua jornada quando ouviu vozes. Estranhas vozes.

— Pan disse que ele está tentando fugir. Eu não acho que ele queira isso.

Steve se escondeu atrás de uma árvore, a fim de ouvir melhor. Tinha certeza que ouvira a voz dizer "Pan". Seria o deus?

— Ele está do nosso lado, não está? — Perguntou uma segunda voz, no momento em que Steve viu que eram dois garotos um pouco mais novos que ele que se aproximavam. Armados até os dentes. — Quer dizer, você viu como ele tem treinado? Está sempre colaborando com a gente!

— Exato! Mas se Pan acha que está tentando aprontar, é melhor ficarmos de olho. Senão nós é que vamos pagar se o deixarmos passar.

— Eu estava pensando... Se ele realmente estiver tentando fugir, não acha que ele vai perceber alguma coisa estranha? Ninguém sai pra fazer ronda em dias normais.

— Talvez perceba, é verdade, mas vá saber o que passa na mente de Peter Pan!
— Steve quase engasgou. Que maluquice é essa? — O fato é que ele acha que alguém entrou na ilha, também, disse que viu um barco, mas que até agora nenhum novo garoto perdido chegou até ele. Normalmente ele encontra um desesperançoso facilmente.

— Seja como for, melhor focarmos no trabalho. Se Bruce tentar passar por aqui, teremos de detê-lo.


Bruce! Então, ele estava mesmo na ilha. Os instintos de Steve estavam certos, mas que loucura era aquela ilha? Peter Pan? Garotos perdidos? Só faltava dar de cara com a fada Sininho e o Capitão Gancho! Não... Tinha algo mais sombrio por trás daquela insanidade e era exatamente isso que fazia daqueles dois ali próximos (e quantos outros mais houvesse) servirem de soldados a quem quer que fosse o tal líder.

Steve tornou a se mover, de forma mais precavida agora. Encontrou mais dois grupos de vigia em outros momentos e precisou ter muito cuidado para não ser visto. Bruce queria fugir e ele queria ajudar, não podia permitir que o encontrassem. Deuses, me ajudem..., pedia incessantemente, ciente de que nunca tinha recorrido tanto às divindades antes. Precisava salvar seu amigo.

Pouco depois de passar pela sexta dupla de vigias, o Sol forte queimando sua cabeça enquanto subia a montanha com muito menos velocidade agora, ele ouviu passos apressados esmagarem as folhas no chão. Um garoto muito jovem, uma criança, veio anunciar que o próprio Pan o tinha pego. Bruce de fato tentara fugir e caiu na ribanceira do lado sul, bem aos pés do líder. O garoto informou que o filho de Ares fora levado à Caverna do Eco e ficaria preso lá até Pan decidir o que faria com ele.

Steve teve um calafrio. Precisava ser rápido ou seu amigo poderia morrer. Aqueles garotos tinham sofrido alguma lavagem cerebral e com certeza não brincariam em serviço contra alguém que desafiasse suas regras. Cavernas do Eco... Ele não fazia ideia do que era esse lugar, então precisaria seguir os vigias, por mais arriscado que fosse. Assim, mantendo o que ele acreditou ser uma distância segura, pôs sua ideia em execução, chegando próximo ao platô da montanha mais rápido do que imaginara.

* * *

Uma reunião tinha acontecido. O líder do grupo, aquele a quem todos se referiam como Peter Pan, estava furioso por conta da audácia de Bruce em tentar fugir bem debaixo dos olhos dele. Duas vezes! Delegando horários, o rapaz selecionou uma equipe para ficar de vigia naquele dia à entrada da tal Caverna do Eco. Os guardas deveriam estar atentos a qualquer coisa, principalmente porque Pan sabia que havia alguém na ilha e não tinha boas suspeitas de quem fosse.

Steve passara o resto do dia de tocaia. Tendo seguido o primeiro guarda, conseguira saber onde ficava a tal caverna e esperou até que a noite caísse para atacar. Surpreendeu-se por não ter sido pego durante a espera, talvez os deuses estivessem mesmo o ajudando. Assim, quando finalmente escureceu e o terceiro guarda tomou seu posto, Steve viu a oportunidade de tomar uma atitude. Não queria matar o garoto, mas não poderia deixá-lo acordado, então aproximou-se lentamente e acertou uma pancada muito bem dada em sua cabeça com a parte chata do machado de Bruce.

Vendo o guarda completamente desmaiado, Steve se esgueirou pela passagem e passou rapidamente por um corredor escuro de pedra até desembocar em uma borda larga no interior da estranha prisão. Era sobrenatural, com certeza. Ao longe havia um patamar, onde repousava uma gaiola simples de metal, da qual qualquer um poderia escapar. O problema era que havia um grande abismo entre o lugar onde Steve estava e o patamar da gaiola, e era dentro da gaiola que Bruce estava preso.

— Bruce! — Arriscou chamar, ouvindo sua voz ecoar mais alta do que o esperado. Seria por isso que o lugar era chamado de Caverna do Eco?

Bruce se sentou imediatamente, fitando o lado oposto ao que Steve estava, fazendo o filho de Héracles sorrir em alívio. Ele ainda estava vivo, apesar de tudo.

— Estou aqui, cara. Olha pra trás!

Bruce fez exatamente o que ele pediu. Steve sentiu-se mais feliz do que nunca, naquele momento. Não fazia ideia de como iria atravessar a distância entre ele e o amigo, mas sabia que daria um jeito, nem que precisasse matar todos os tais garotos perdidos e fazer uma ponte com os corpos deles emendados. Porém, apesar de seu otimismo, o que ele viu no rosto de Bruce não foi alegria. O filho de Ares pareceu devastado assim que olhou para ele e Steve sentiu uma pontada de dor. Seria rejeitado mais uma vez? O que poderia ter causado em Bruce tanta repulsa por ele? Depois de enfrentar aquela confusa jornada, não suportaria perder o irmão novamente.

Adendos:

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Constituição aprimorada (Nível 6) - A força de Héracles não se refletia apenas em seus músculos, mas sua capacidade de executar tarefas extenuantes e por longos períodos, como foi comprovado em seus doze trabalhos. Seus filhos, portanto, gastam 50% menos MP na realização de atividades físicas (arredondando para cima) - mas não para ativação de poderes de qualquer tipo. [Antigo ativo "Super Resistência", modificado]

Itens levados:

Do arsenal de Steve:
{Surestrike} / Arco [Arco de bronze sagrado. Seus entalhes lembram escamas, em referência ao trabalho de Héracles com a Hidra] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

{Acutus} / Aljava [Aljava com flechas de bronze sagrado. Comuns, pórem ilimitadas.] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

Do arsenal de Bruce:
Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Wrath} / Lança de artilharia [Lança longa, de 2m de comprimento. O cabo é feito de mogno, recoberto em bronze sagrado, sendo resistente porém mais leve que uma lança comum. A ponta é de bronze sagrado. Em toda sua extensão pontos avermelhados podem ser vistos: são engastes em rubi, decorando o cabo.] {Bronze sagrado, mogno e rubi} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Stunt} / Escudo [Escudo circular feito de metal com uma cabeça de javali esculpida em seu centro. Banhado em bronze, este fica em um tom avermelhado quando usado em batalha, representando sua segunda camada de bronze sagrado. Transforma-se em uma braçadeira de spikes no nível 20.] {Bronze sagrado (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Maleficus} / Punho Inglês-Machado [Machado dupla face feito em bronze sangrento e banhado em prata. Seu cabo feito de prata é revestido em couro negro para dar melhor apoio ao semideus que o utilizar. A arma foi feita para ser mortal de ambos os lados, possuindo um ponta perfurante no final do cabo. Sua lamina não é comum, não possuindo ponta na extremidade exterior, com serras no lugar. Seu corte é sempre afiado. Quando em repouso, o item transforma-se em um punho inglês prateado com as inicias B.C. bem desenhadas em uma de suas curvas.] {Materiais Utilizados: Couro, Prata, Bronze Sangrento} (Nível Mínimo: 7) {Elemento encontrado: nenhum} [Recebimento pela missão “Son of... Witch?”, narrada por Jonas W. Harris, atualizada por Psiquê.]

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Qui 29 Jun 2017, 01:58


Night Changes

story mode para bruce e steve


Does it ever drives you crazy just how fast the night changes?

Finalmente viram-se de novo. Depois de todo aquele tempo, estavam frente a frente. Steve não sabia o que deveria fazer, mas Bruce sabia. Era a hora de colocar tudo em pratos limpos. Nenhum dos dois tinha ideia do que iria acontecer dali em diante, mas, o que quer que fosse, mudaria a história dos dois para sempre.

Pontos obrigatórios:

Bruce:
Explicar o que deve ser feito para que a ligação entre as duas partes da caverna seja feita e como sabe disso. Não poupar detalhes de sentimentos no momento das revelações;
Quando a ponte for feita, correr diretamente para fora;
Lutar, em conjunto com Steve, contra dois guardas que estarão à espera e descer a montanha. Lutar e derrotar Peter Pan e Felix assim que passar da orla da floresta e atingir a areia branca da praia;
Deixar a Terra do Nunca.

Steve:
Revelar o segredo que carrega e demonstrar em detalhes a reação ao segredo de Bruce, conforme a trama do personagem;
Quando a ponte for feita, correr diretamente para fora;
Lutar, em conjunto com Bruce, contra dois guardas que estarão à espera e descer a montanha. Lutar e derrotar Peter Pan e Felix assim que passar da orla da floresta e atingir a areia branca da praia;
Deixar a Terra do Nunca.

Condições dos combatentes:

Bruce Chandler: HP 80/220, MP 65/220
Steve Johnson: HP 150/150, MP 125/150

Informações adicionais:

Story Mode, incluída no evento Level Up - Valentines, para Bruce Chandler e Steve Johnson
Local atual para ambos: Terra do Nunca
Horário atual para ambos: não há noção exata de tempo na ilha
Clima (para ambos): 19 °C
Prazo de postagem: 7 dias.
Itens e poderes utilizados no turno devem estar em spoiler ao fim do post
Boa sorte!

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Sex 30 Jun 2017, 01:00


Night Changes

story mode


— Por que você veio, Steve? — A voz de Bruce denotava a exata tristeza que sentia por aquele momento, fazendo a expressão do filho de Héracles se agravar.

Sabia que o amigo estava chateado. Sabia o quanto o tinha ferido por brigar com ele, por pedir que se afastasse, por romper a amizade que tinham. Mas fora pelo bem do próprio Steve e também para evitar que ele viesse a odiá-lo. Provavelmente o consideraria uma aberração e seu maior medo era justamente esta rejeição.

— Porque você estava em perigo! Você está em perigo! E também... Cara, você é o meu melhor amigo. Eu não poderia simplesmente aceitar que você fosse embora assim. Agora me fala, como é que eu chego até aí? Precisamos cair fora logo!

— Não tem jeito — mentiu. Odiava ficar preso na Terra do Nunca, mas a ideia de contar a Steve aquilo que tanto o afligia era pior que o cativeiro.

— Não mente pra mim! Eles te colocaram aí de alguma forma, então tem que ter um jeito! Parece até que você não quer ser salvo! Ou... Ou o problema é comigo? O que está acontecendo afinal, Bruce?

Não dava mais para esconder. Por mais que quisesse, não tinha mais como mentir. Aquele era o ponto final de toda aquela trajetória cheia de segredos, ali acabariam os mistérios e tudo, enfim, seria desvendado. Bruce sentiu o peso no peito, sentiu-se fraco e vulnerável, como se estivesse se entregando à própria morte. Oficialmente deixaria de ser quem todos pensavam que era e tudo mudaria.

— Bruce... — Steve chamou novamente, seus olhos mostrando preocupação. — O que é preciso fazer? Eu sei que você sabe. Só me diga, por favor.

Bruce suspirou fundo. Seu coração batia rápido, suas mãos tremiam, seu corpo inteiro se arrepiava em calafrios.

— Esta caverna é dominada por magia. Uma ponte de pedra pode ser conjurada se o preço for pago.

— Preço?

— Segredos. Você e eu... devemos contar nossos segredos mais íntimos, Steve. Aqueles que nunca teríamos coragem de contar a quem quer que fosse. Só assim a ponte de pedra aparece.

Bruce leu na expressão de Steve que ele havia entendido qual era o problema. Todo a confusão entre eles começara por causa de um maldito segredo que Bruce fazia questão de guardar a sete chaves. Era justamente isso que ele deveria contar agora. Bruce estava em pânico, tendo a mais absoluta certeza de que aquilo era um adeus oficial e permanente. Steve jamais aceitaria ficar perto dele quando soubesse. O rejeitaria, o repudiaria.

— Tudo bem, olha... Bruce, eu sou seu melhor amigo. Eu sempre disse que você poderia contar tudo pra mim, assim como eu sempre fiz com você. Vai dar tudo certo, confie em mim — Bruce quase chorou. Claramente Steve não fazia a menor ideia do que vinha pela frente. — Olha... eu conto o meu primeiro, pode ser? Eu conto e você se prepara. Aí você conta e nós damos o fora daqui. Ok?

Bruce não tinha forças para dizer mais nada, então apenas acenou com a cabeça, aceitando o acordo.

— Certo. Eu nunca disse a ninguém, nem pra você, porque sempre achei que se tornaria uma fraqueza se eu dissesse em vocês alta. Bruce, eu sou a pessoa mais insegura que você conhece, pode apostar. Você me vê investindo em mil garotas ao mesmo tempo no acampamento sem ficar sério com nenhuma... Não é porque eu sou só um idiota, um mulherengo... Eu tenho medo, Bruce.

Steve... tem medo? Bruce não conseguia compreender. Seu amigo sempre fora tão seguro de si! O que era aquele lado que ele mostrava agora? Pelo visto, Bruce não era o único que escondia quem realmente era.

— Eu tenho medo porque vi como minha mãe ficou. Desde o desencantamento com meu pai, ela nunca mais conseguiu ser feliz e eu morro de medo de ser infeliz também. Ao mesmo tempo... Meu sonho é ter uma família, sabe? Uma mulher bacana, que conquiste meu coração de uma forma incontestável e me dê filhos com hiperatividade, para eles correrem pela casa, quebrando tudo! Bobo, não é? Eu sei. Mas debaixo dessa casca, bate um coração, parceiro, e é por isso que eu tenho medo. Eu tenho pânico de ser infeliz, mas a verdade é que eu já sou, enquanto finjo autoconfiança. Eu sou um grandessíssimo fracote!

Ele queria uma família. Mulher e filhos. Pelos deuses, como ele diria o que se passava em seu coração depois daquela confissão? Um conjunto de pedras se uniu à borda onde o filho de Héracles estava e ele andou em frente, passando por metade do caminho até a jaula. Faltava o segredo de Bruce para completar a ponte. Ele precisava contar, mas...

— Eu não posso...

— Bruce! Por favor... Alguém pode aparecer a qualquer momento, conta logo! Eu já disse o meu. Eu expus a você o que mais me aflige, por que você consegue confiar em mim?

— Porque você vai me odiar quando eu contar!

— Eu não consegui te odiar nem quando você me expulsou da sua vida, seu idiota, conta logo a porcaria do segredo ou...

— EU TE AMO, STEVE!

Um silêncio sepulcral baixou sobre a caverna. Bruce disse, finalmente proferiu as palavras que estavam presas em seu peito havia tanto tempo. Contara seu maior segredo e Steve não tinha qualquer reação a não ser franzir o cenho e encará-lo, aparentando total incredulidade.

— Me ama... c-como? — Ele perguntou. Seria um tremor em sua voz? Parecia estar com medo da resposta, Bruce notou, mas agora já tinha começado e precisava terminar.

— Eu me apaixonei por você... desde o início.

— Que brincadeira é essa, cara? Isso... Isso não faz sentido. Você já...

— Já o quê? Já fiquei com garotas? Isso não quer dizer nada.

Bruce queria ouvir Steve, queria saber o que ele pensava, mas ao mesmo tempo perdera toda a coragem. A ponte foi completada, comprovando suas palavras, mas Steve não deu um passo sequer à frente. Ele não quer se aproximar, concluiu Bruce, aterrado. Nem conseguia mais captar o olhar de seu amigo. Provavelmente o repudiava, mais do que a qualquer outro covarde a quem ele detestava no acampamento, Bruce tinha certeza.

Somente quando um som foi ouvido foi que Steve pareceu ser despertado do torpor em que se encontrara após a confissão. Alguém estava se aproximando e uma atitude se fazia necessária, mas o filho de Héracles parecia estar mudado. Sua expressão se fechara, seus olhos se nublaram e aquela expressão vitoriosa, o sorriso clássico e confiante de sempre, tinha desaparecido.

— Steve...

— Cale-se! — Ordenou o filho de Héracles, finalmente vencendo a distância entre ele e a jaula. Com o machado que Bruce reconheceu como seu, ele quebrou as barras da prisão e libertou o herdeiro da guerra. Bruce recebeu a arma das mãos do amigo em silêncio, desejando falar e não tendo culhões para isso. À frente, Steve correu e Bruce o seguiu, finalmente atravessando a ponte. Era hora de sair da caverna.

Eles adentraram o corredor de pedra que dava para o lado de fora com o mínimo de barulho. Com uma flecha apontada, Steve ia adiante, observando atentamente se havia alguém por perto. Bruce quase esbarrou contra as  costas dele quando o viu parar de súbito, com certa tensão para continuar. Foi quando viu, por cima do ombro alto do filho de Héracles, o movimento de alguém se levantando com ajuda.

Era um guarda que murmurava a respeito de um cara grande que o abordara do nada e o acertara na cabeça, provavelmente para entrar na Caverna do Eco. O outro, que o havia ajudado a se reerguer, resolveu se aproximar cautelosamente da fenda entre as pedras. Steve puxou a corda do arco e apurou a mira, fazendo Bruce temer que ele fosse matar o garoto perdido, mas não foi o que aconteceu.

A flecha disparada parou exatamente entre os pés do jovem, como um sinal de alerta, e os dois semideuses deixaram o corredor de pedra. O garoto perdido outrora caído já estava de pé e em guarda. Steve se pôs à frente do recém-chegado enquanto Bruce tomou seu posto diante do outro. Precisariam lutar, não tinha outro jeito, e era melhor começarem logo antes que os dois pedissem ajuda.

Bruce e Steve atacaram ao mesmo tempo, como se pensassem como um só. Treinavam juntos desde sempre, nunca sendo derrotados na arena do acampamento quando trabalhavam em conjunto. Um sabia exatamente como o outro agia e, ao menos durante a luta que se seguiu contra os garotos perdidos, nada parecia ter mudado após a revelação que Bruce fizera.

Um traçava arcos, o outro ia por baixo. Eles giravam e trocavam de oponentes, um continuando o trabalho iniciado pelo outro e depois retornando aos adversários originais. Não davam tempo para que eles se sentissem confortáveis na luta, pois mantinham-se em constante mudança, seguindo padrões combinados havia muito tempo e que apenas eles conseguiam compreender.

Ambos saíram machucados do enfrentamento, é claro, mas nada grave o suficiente para impedir-lhes a fuga. Conseguiram deixar os dois moradores da ilha em péssimo estado e saíram correndo, disparando montanha abaixo como se soubessem exatamente para onde ir. Ao menos era o que Bruce achava, considerando que Steve era quem guiava o caminho pelos declives sem parecer duvidar do que estava fazendo. Talvez a magia da ilha tivesse afetado o pequeno nível de dislexia que ele tinha, mas não surtisse efeito no filho de Héracles.

Mesmo assim, com toda a igualdade de pensamentos, ambos ainda permaneciam em completo silêncio, exceto por seus pés esmagando as folhas secas da floresta. Bruce tentava não pensar no que tinha acontecido, preferia fingir que eles eram apenas os amigos que sempre foram, desde antes de chegarem ao refúgio e conhecerem outros adolescentes como eles, optou por fingir que tinham voltado no tempo e estavam lutando juntos pela sobrevivência, protegendo um ao outro com suas próprias vidas.

Chegaram à praia com a Lua alta no céu, derrapando na areia branca assim que viram as duas figuras paradas à beira do mar e de frente para eles, como se já estivessem à espera. Bruce jamais iria entender como Pan conseguia estar sempre um passo à frente dele. Como sabia que estaria exatamente naquele lugar? Teria o poder de se teletransportar ao mesmo tempo que conseguia ler mentes? Honestamente, era muito chato lidar com a onisciência do garoto o tempo todo.

Não havia tempo para reclamar, contudo. Pan e Felix não tinham a menor intenção de usar gentileza e rapidamente partiram para o ataque. Steve correu na frente e tomou o líder como seu oponente, deixando Felix para Bruce. A luta foi muito mais difícil do que a anterior, uma vez que os dois chefes da ilha combatiam de forma tão concisa quanto os rapazes do Acampamento Meio-Sangue.

Bruce batia seu machado contra a espada de Felix com ferocidade e, embora ainda estivesse enfraquecido pelo que passara antes, sua natureza de filho de Ares nunca o deixava na mão. Mas o melhor amigo de Pan não era ingênuo e fazia jus ao cargo de segundo em comando da Terra do Nunca, pois esgrimia como um furacão quase indomável. Não seria possível vencê-lo sem o uso de poderes, mesmo que a prudência fosse necessária para não acabar derrotado pela própria falta de energia.

Ele invocou, silenciosamente, a força furiosa herdada de seu pai. Precisava manter-se firme e centrado na batalha, de modo que acabou ignorando completamente o que ocorria ali próximo, onde Steve batalhava contra Pan. Seus golpes se tornaram mais fortes e precisos. Felix atacou investindo de cima para baixo com a espada e Bruce se defendeu desviando a arma adversária com um forte golpe. Deu um passo em frente logo depois, transformando sua defesa em um ataque de baixo para cima, acabando por acertar o queixo do oponente.

Felix caiu para trás, ligeiramente desnorteado, mas conseguiu ainda dar uma rasteira em Bruce, que caiu com as costas na areia de forma dolorosa. O mais velho se ergueu enquanto Bruce ainda puxava o ar e se aproximou de forma ameaçadora, erguendo a espada. Bruce percebeu que seria matar ou morrer e esperou até o último segundo para rolar para o lado, desviando-se do que seria o golpe final de Felix, e acertar a lâmina do machado diretamente sobre o crânio do rapaz.

Foi uma visão horrível. Bruce já tinha matado um semideus hostil que estava a ponto de tirar-lhe a vida antes, mas não sentiu os ossos do rapaz se quebrando sob sua arma. Era estranha demais a sensação de tirar uma vida e ele só esperava não ser punido pelos deuses por este ato. Ou o fazia ou entregava a própria vida. Vendo seu adversário morto, pôde finalmente voltar suas atenções a Steve e o que viu foi uma cena totalmente inesperada.

Um pégaso acabava de acertar Pan por trás e Steve rolou pela areia da praia para sair do alcance da espada do líder, muito parecido com o que o próprio Bruce acabara de fazer. Mas o filho de Héracles fora desarmado e tinha sangue escorrendo por metade da face, estaria morto em pouco tempo, com ou sem pégaso, se não tivesse ajuda e Bruce viu rapidamente o que precisava fazer: correndo o mais rápido que pode alcançou o arco de Steve e o jogou para o rapaz. Este, puxando uma flecha outrora fincada no chão, conseguiu se armar e cumpriu o objetivo.

Malcolm Peterson caiu ajoelhado no chão. Sua pele ainda jovem mantinha o feitiço que seus olhos, agora sem o brilho da vida, já não tinham mais. O sangue escorreu de seu peito a partir do ponto onde a flecha o atingiu e desabou no chão, morto. O garoto que não envelhecia tinha encontrado a derrota. O pégaso agitou-se e disparou pela praia, relinchando como se chamasse os semideuses. Steve e Bruce o seguiram, largando os corpos de Felix e Malcolm exatamente onde tinham sucumbido.

Alcançaram um barco cuja origem Bruce não tinha ideia de qual poderia ser, mas Steve parecia saber o que fazer. Surpreso, o filho de Ares encontrou ali dentro todas as armas que havia sido obrigado a deixar no acampamento, no momento em que foi sequestrado por Pan. Ele ainda não sabia como exatamente aquilo tinha acontecido, mas não queria nem pensar no assunto no momento. Jamais se sentiu tão grato na vida como no momento em que Steve remou para longe da encosta.

Adendos:

Poderes utilizados:

ATIVOS:
Fúria (Nível 01) - Ares nunca foi famoso pela calma ou paciência e, quando em batalha, deixa-se levar pelo espírito de combate. O mesmo ocorre com seus filhos. Ao ativar este poder, o semideus entra em um estado parcial de fúria - ele ainda pode diferenciar amigos de inimigos, e sua mente fica focada em combate, de modo que poderes mentais contra eles são reduzidos em 10%. Contudo, isso faz com que poderes que exijam calma e concentração ou mesmo foco detalhado não possam ser ativados/ utilizados. Por outro lado, lhes fornece uma bonificação de dano de 25%, desde que em ataques corporais (seja com ou sem armas) por três rodadas (considerando apenas dano base, não proveniente de poderes, elementos e afins que a arma possua). Não modifica a chance de acerto, contudo. 1 vez por combate. [Modificado, antigo "Agressividade e selvageria]

Itens utilizados:

Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Wrath} / Lança de artilharia [Lança longa, de 2m de comprimento. O cabo é feito de mogno, recoberto em bronze sagrado, sendo resistente porém mais leve que uma lança comum. A ponta é de bronze sagrado. Em toda sua extensão pontos avermelhados podem ser vistos: são engastes em rubi, decorando o cabo.] {Bronze sagrado, mogno e rubi} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Stunt} / Escudo [Escudo circular feito de metal com uma cabeça de javali esculpida em seu centro. Banhado em bronze, este fica em um tom avermelhado quando usado em batalha, representando sua segunda camada de bronze sagrado. Transforma-se em uma braçadeira de spikes no nível 20.] {Bronze sagrado (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Maleficus} / Punho Inglês-Machado [Machado dupla face feito em bronze sangrento e banhado em prata. Seu cabo feito de prata é revestido em couro negro para dar melhor apoio ao semideus que o utilizar. A arma foi feita para ser mortal de ambos os lados, possuindo um ponta perfurante no final do cabo. Sua lamina não é comum, não possuindo ponta na extremidade exterior, com serras no lugar. Seu corte é sempre afiado. Quando em repouso, o item transforma-se em um punho inglês prateado com as inicias B.C. bem desenhadas em uma de suas curvas.] {Materiais Utilizados: Couro, Prata, Bronze Sangrento} (Nível Mínimo: 7) {Elemento encontrado: nenhum} [Recebimento pela missão “Son of... Witch?”, narrada por Jonas W. Harris, atualizada por Psiquê.]

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Steve Johnson em Sex 30 Jun 2017, 14:50


Night Changes

story mode


— Por que você veio, Steve? — Foram as primeiras palavras que o filho de Héracles ouviu de seu melhor amigo.

Mas que diabos estava acontecendo? Steve tinha percorrido um longo caminho, perdera-se tentando encontrá-lo, e era isso que ouvia? Tinha ficado irritado, extremamente chateado, quando brigaram, mas agora era a preocupação que dominava seus pensamentos. Bruce não queria ser salvo? Que tipo de lavagem cerebral tinha sido feita para que aquilo acontecesse?

— Porque você estava em perigo! — Viu-se respondendo. — Você está em perigo! E também... Cara, você é o meu melhor amigo. Eu não poderia simplesmente aceitar que você fosse embora assim — não diria naquele momento, é claro, não com a pressa com que estava, mas jamais sentira tanta falta de algo ou alguém antes como sentiu de Bruce. — Agora me fala, como é que eu chego até aí? Precisamos cair fora logo!

— Não tem jeito — respondeu Bruce, fazendo o coração de Steve afundar. Como assim não tem jeito?

Ele não acreditava nisso, mas também não aceitava quer que Bruce mentiria para ele. Não era possível! Por que o filho de Ares não iria querer ser salvo daquela ilha esquisita? Ele estava preso e claramente tinha sido castigado, considerando o sangue em sua testa, então por que evitaria ser resgatado? Não fazia o menor sentido.

— Não mente pra mim! Eles te colocaram aí de alguma forma, então tem que ter um jeito! Parece até que você não quer ser salvo! Ou... — ele pensou rapidamente, embora a ideia o destruísse por dentro. — Ou o problema é comigo? O que está acontecendo afinal, Bruce?

Ele precisava saber. Precisava entender o motivo de tudo aquilo estar acontecendo. As coisas estavam estranhas desde a tal missão de Bruce para o Havaí e a morte do filho de Hades que lhe foi parceiro foi o estopim para agravar a situação. O amigo dissera que seus problemas eram decorrentes de uma maldição, mas Steve não acreditava mais nisso. A questão era ele. Não sabia o que tinha feito de errado, mas, de alguma forma, fizera Bruce querer mantê-lo afastado. Mas o que poderia ter sido?

— Bruce... — chamou novamente. Queria tentar. Precisava tentar. Iria embora e nunca mais falaria com o filho de Ares se assim ele o quisesse, mas primeiro o resgataria. Nem que fosse contra a vontade dele. — O que é preciso fazer? Eu sei que você sabe. Só me diga, por favor.

O suspiro dado por Bruce em resposta ao pedido fez Steve se alarmar ainda mais. O que você está me escondendo, parceiro...? Seus olhos fitaram os do amigo, tentando buscar qualquer resposta plausível, mas o herdeiro da guerra se retraía mais a cada segundo. Porém, apesar da clara insegurança, acabou decidindo por falar o que era preciso.

— Esta caverna é dominada por magia. Uma ponte de pedra pode ser conjurada se o preço for pago.

— Preço? — O que aquilo poderia significar? Palavras mágicas? Um sacrifício? Um pacto de sangue?

— Segredos. Você e eu... devemos contar nossos segredos mais íntimos, Steve. Aqueles que nunca teríamos coragem de contar a quem quer que fosse. Só assim a ponte de pedra aparece.

Foi então que ele entendeu. Era exatamente por isso que Bruce se recusava a dizer como poderia ser solto de sua prisão. O segredo. Apesar de alegar uma maldição, o filho de Ares sempre deixara claro que estava escondendo algo e era justamente por causa deste mistério que a amizade dos dois tinha, teoricamente, acabado. Bruce nunca dissera, por mais que soubesse que Steve jamais tinha acreditado na tal "maldição que matava pessoas queridas". Agora precisaria dizer e enfim tudo ficaria às claras.

— Tudo bem, olha... Bruce, eu sou seu melhor amigo. Eu sempre disse que você poderia contar tudo pra mim, assim como eu sempre fiz com você. Vai dar tudo certo, confie em mim — ele assegurou, mas não estava assim tão certo.

É claro que desejava de todo o coração que tudo ficasse bem, mas tinha medo do que Bruce iria lhe contar. Por algum motivo, sentia que era algo pesado, forte demais para que as coisas simplesmente permanecessem como sempre foram. Porém, como quer que fosse, Steve sabia que a situação deles jamais iria se resolver, a menos que todas as cartas estivessem na mesa. Não dava mais para continuar com desculpas e mentiras.

— Olha... eu conto o meu primeiro, pode ser? — Propôs, tentando fazer seu amigo relaxar. — Eu conto e você se prepara. Aí você conta e nós damos o fora daqui. Ok?

Bruce assentiu, dando a Steve a impressão de que estava aceitando ser levado ao matadouro, mas assentiu. O filho de Héracles respirou fundo. Seu segredo não era bem a pior coisa do mundo, ou algo extremamente constrangedor, mas era bastante problemático se fosse considerada a personalidade que ele sempre mostrava no acampamento. O garanhão que conquistava todas as garotas (algumas com mais dificuldade que outras) e o fortão que não suportava gente fraca, que impunha medo naqueles que considerava como covardes.

— Certo. Eu nunca disse a ninguém, nem pra você, porque sempre achei que se tornaria uma fraqueza se eu dissesse em vocês alta — iniciou. — Bruce, eu sou a pessoa mais insegura que você conhece, pode apostar. Você me vê investindo em mil garotas ao mesmo tempo no acampamento sem ficar sério com nenhuma... Não é porque eu sou só um idiota, um mulherengo...Bem, na verdade, eu sou, pensou consigo mesmo. — Eu tenho medo, Bruce.

Ele respirou fundo. Jamais tinha dito a quem quer que fosse que tinha medo. Aquela era uma sensação que somente os fracos tinham, era o que costumava dizer. Medo era coisa de imbecis! Mas a verdade, a íntima verdade, era que isso era justamente como ele se considerava. Um grande imbecil.

— Eu tenho medo porque vi como minha mãe ficou. Desde o desencantamento com meu pai, ela nunca mais conseguiu ser feliz e eu morro de medo de ser infeliz também. Ao mesmo tempo... Meu sonho é ter uma família, sabe? Uma mulher bacana, que conquiste meu coração de uma forma incontestável e me dê filhos com hiperatividade, para eles correrem pela casa, quebrando tudo! Bobo, não é? Eu sei. Mas debaixo dessa casca, bate um coração, parceiro, e é por isso que eu tenho medo. Eu tenho pânico de ser infeliz, mas a verdade é que eu já sou, enquanto finjo autoconfiança. Eu sou um grandessíssimo fracote!

Ali estava a confissão de Steve Johnson. Ele se sentia um fracasso de ser humano desde sempre. Erguera um muro em torno de si mesmo e transformara-se em algo que odiava, só para esconder o que, para muitos, poderia ser visto como fraqueza. Inclusive para ele. Era um semideus, afinal de contas, um filho do deus da força, da valentia! Família era sonhar alto demais, felicidade também. Mas ele queria. Queria porque tinha a necessidade de viver com alguém aquilo que não pôde viver com o pai.

Queria dar carinho, amar e fazer bagunça com crianças que se parecessem com ele e que deixassem sua esposa de cabelo em pé, ainda que ela fosse capaz de dar a própria vida por eles. Queria ter uma vida normal, como se toda essa coisa de mitologia fosse apenas mito, como o nome sugeria. Mas não via um futuro certo em que isso fosse acontecer. Quem poderia saber se ele sequer sairia vivo daquela ilha? E quando chegasse ao acampamento, se chegasse, teria a coragem de parar de agir feito um babaca e se entregar de verdade a alguém?

Metade da ponte surgiu e ele avançou imediatamente. Sentia o peso de sua confissão sobre as costas ao mesmo tempo em que ficara leve por finalmente dizer a alguém como se sentia. Nada disso, porém, se equipararia ao segredo que Bruce estava prestes a revelar. Steve não tinha ideia do que poderia ser, mas com certeza absoluta não estava preparado para o que ouviria a seguir. Principalmente porque tinha a ver com ele, com eles. Com a amizade deles e com tudo o que ambos sentiam.

— Eu não posso... — murmurou Bruce, negando-se a contar seu segredo.

— Bruce! Por favor... Alguém pode aparecer a qualquer momento, conta logo! Eu já disse o meu. Eu expus a você o que mais me aflige, por que você consegue confiar em mim?

— Porque você vai me odiar quando eu contar!

Pelos céus, o que poderia ser assim tão grave? Já estava ficando impaciente.

— Eu não consegui te odiar nem quando você me expulsou da sua vida, seu idiota, conta logo a porcaria do segredo ou...

— EU TE AMO, STEVE!

Toda a impaciência subitamente se esvaiu. Na verdade, tudo pareceu se esvair. A voz de Bruce ecoou pela caverna de forma tenebrosa e Steve torceu para que tivesse entendido a confissão do amigo de forma diferente do que aquilo parecia significar.

— Me ama... c-como? — Gaguejou, querendo e ao mesmo tempo não querendo saber a resposta.

— Eu me apaixonei por você... desde o início.

Só podia ser uma piada. De muito mal gosto, mas, com toda a certeza, uma piada!

— Que brincadeira é essa, cara? Isso... Isso não faz sentido. Você já...

— Já o quê? Já fiquei com garotas? Isso não quer dizer nada.

Bruce era... Não... Não, não, não! Isso é bizarrice demais! Steve nem percebeu, mas não pôde sequer esboçar reação. Seu melhor amigo... Ele pensava que o conhecia! Pensava que sabia com quem dividia suas aventuras, suas alegrias e frustrações. Que droga de segredo era aquela? Aquilo era uma pegadinha? Ele quis acreditar que era, mas então percebeu que a ponte mágica fora completada. Bruce dissera a verdade.

Um som lá fora e Steve se lembrou que precisava tomar uma atitude. Estava estupefato, mas não podia ficar parado ali para sempre. Ainda tinha que resgatar o amigo. Amigo... Será que ainda poderia chamá-lo assim depois daquela revelação? Ele simplesmente não fazia ideia de como iria agir com Bruce dali em diante, mas sabia que não poderia ser da mesma forma porque... Não, não era hora de pensar naquilo.

— Steve... — Bruce chamou, fazendo fortes arrepios correrem pela espinha do herdeiro da força.

— Cale-se! — Ordenou. Não poderiam se dar ao luxo de serem ouvidos por quem quer que estivesse lá fora.

A forma com que falou com Bruce, contudo, ecoou em sua mente. Mandou-o ficar calado de forma tão rude que pareceu estar ralhando com qualquer criatura asquerosa que o irritava. Quis pedir desculpas, mas simplesmente lhe faltaram palavras. Steve não tinha a menor ideia de como agir, mas não podia deixe-se ficar perdido agora. Precisavam sair dali o mais rápido possível.

Viu-se entregando o machado nas mãos de Bruce, viu-se correndo pela ponte suspensa, viu-se atravessando o corredor de pedras da entrada da caverna, atirando uma flecha de aviso entre os pés de um garoto e lutando em conjunto, instintivamente, com Bruce. Sentiu na pele a mesma adrenalina que sempre sentia ao lutar ao lado de seu melhor amigo, como se absolutamente nada estivesse diferente do que ele conhecia. Mas estava.

Ainda entorpecido e sem abrir a boca para dizer qualquer coisa, Steve disparou montanha abaixo, sem nem saber como tinha tanta certeza do caminho. Apenas parecia certo seguir em frente, virar aqui ou ali, e ele o fazia. Bruce também não dizia nada. Graças aos deuses... Ele não saberia o que responder. Mal sabia o que pensar diante de toda aquela confusão.

Chegaram à areia da praia para serem recebidos pelo tal Peter Pan e pelo melhor amigo dele. Será que sabe quem ele é de verdade?, pegou-se pensando. Mas antes que pudesse se perder outra vez na confusão da revelação de Bruce, Steve se viu correndo e bradando com fúria (ou pelo menos achou que estava bradando) enquanto armava e atirava flechas, uma atrás da outra, na direção do líder da ilha.

Não tinha ideia do quanto odiava aquele cara até aquele momento e, por mais que o adversário estivesse armado com uma espada bastante afiada, Steve estava disposto a ir para o corpo a corpo com o desgraçado que havia sequestrado seu amigo. Seu irmão. O mesmo que era... Não, não pense nisso agora! Flechas voaram, ele nem viu em que condições Bruce estava em sua luta, só conseguia focar em um objetivo: matar o suposto Pan.

Em dado momento, seu arco foi atirado longe, mas isso não o deteve. Mal viu o tempo da luta passar enquanto socava Pan em uma sequência de golpes cada vez mais fortes. Deveria ter tomado mais cuidado, mas simplesmente estava cego de pura fúria. Fazia Pan sangrar e sentia prazer nisso, sentia a vibração da vingança correr por suas veias e queria mais, cada vez mais sangue escorrendo do corpo do garoto perdido.

Não sentiu, durante um bom tempo, os ferimentos o loiro abria em seu corpo. Cortes nos braços, golpes fortes nas costelas, quebrando-as, talhos nas pernas, uma fenda sobre o supercílio que jorrava sangue em toda a sua face. Mas chegou o momento em que até o filho da força encontrou sua fraqueza e viu-se zonzo, caído sobre a areia branca. Pan, mesmo castigado pelos socos que levara, ainda tinha forças para erguer a espada.

Uma sombra cobriu a Lua e Steve reconheceu as formas de Spirit, o pégaso que o acompanhara na viagem, só então se lembrando que o tinha deixado com um barco na praia antes de subir a montanha. Spirit desceu com velocidade incrível e acertou os cascos nas costas de Pan, fazendo-o cair. Steve conseguiu rolar para o lado e desviar da tentativa de golpe que o garoto perdido ainda tentava infligir.

O filho de Héracles se virou, procurando seu arco, e seus olhos encontraram os de Bruce. O herdeiro da guerra acabava de alcançar a arma e a atirava para ele. Steve a aparou no ar, deslizando a mão pela areia até alcançar uma flecha ali próxima e enganchá-la no arco. Puxou a corda e atirou, matando Pan com um disparo certeiro no meio do coração.

Estava acabado. Bem, tinham derrotado os líderes, pelo menos. Spirit relinchou alto e disparou pela praia, parecendo saber exatamente para onde estava indo. Instintivamente, Steve o seguiu e ouviu os passos apressados de Bruce atrás dele indicarem que o loiro fazia o mesmo, ao mesmo tempo em que divisava a alguns metros de onde estavam o barco em que tinha navegado para entrar na ilha.

Quando finalmente o alcançaram, entraram nele e as armas de Bruce foram devidamente devolvidas. Era hora de dar adeus à Terra do Nunca.

Adendos:

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Intimidador (Nível 2) - Sua força e aparência o tornam mais intimidador se comparado a outros semideuses. Ações e poderes de intimidação do filho de Héracles recebem uma bonificação de 10%. [Novo]

ATIVOS:
Fúria (Nível 3) - Héracles nunca foi reconhecido por ser calmo - pelo contrário - assumindo um fervor em batalha que beira à fúria. Este poder lembra isso, fazendo com que o semideus perca razoavelmente sua capacidade mental, não conseguindo utilizar habilidades ativas - ou mesmo passivas - que dependam de destreza ou calma; mas em compensação faz os danos dos golpes dele aumentarem em 10% por três rodadas. Uso pessoal. Ativação livre (não consome ação, mas gata MP). 1 vez por combate.[Novo]

Itens levados:

Do arsenal de Steve:
{Surestrike} / Arco [Arco de bronze sagrado. Seus entalhes lembram escamas, em referência ao trabalho de Héracles com a Hidra] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

{Acutus} / Aljava [Aljava com flechas de bronze sagrado. Comuns, pórem ilimitadas.] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Sex 30 Jun 2017, 16:09


Night Changes

story mode para bruce e steve


Does it ever drives you crazy just how fast the night changes?

Saíram da ilha. Finalmente, Bruce estava a salvo e Steve tinha seu melhor amigo de volta. Ou talvez não. Eles ainda precisavam de fato conversar sobre o que o segredo de Bruce significava para o futuro da amizade deles, se é que ela ainda existiria. Mas, de uma forma ou de outra, os dois agora estavam fora de perigo.

Pontos obrigatórios:

Bruce e Steve:
Conversar o que for necessário, resolver de verdade a situação;
Narrar a volta ao acampamento sem grandes problemas;
Relatar a Quíron tudo o que aconteceu e conseguir explicações a respeito de Malcolm Peterson (pontos que possam ter ficado ocultos durante a estadia na ilha);
Finalizar de modo coerente à trama de ambos.

Condições dos combatentes:

Bruce Chandler: HP 60/220, MP 46/220
Steve Johnson: HP 100/150, MP 105/150

Informações adicionais:

Story Mode, incluída no evento Level Up - Valentines, para Bruce Chandler e Steve Johnson
Local final para ambos: Acampamento Meio-Sangue
Horário final para ambos: 16:00
Clima (para ambos): 20 °C
Prazo de postagem: 7 dias
Itens e poderes utilizados no turno devem estar em spoiler ao fim do post
Boa sorte!

Bruce Chandler
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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Sex 30 Jun 2017, 18:18


Night Changes

story mode


Metade da travessia do mar foi feita em silêncio. Bruce não conseguia sequer tentar olhar nos olhos de Steve. Estava envergonhado e tinha certeza absoluta que o amigo, ou ex-amigo, tinha-lhe total repulsa. O movimento da água, inicialmente agitado e depois mais lento, hipnotizava o filho de Ares perdido em pensamentos. Relembrava de tudo que tinha passado nos últimos... quanto tempo tinha realmente se passado, afinal de contas? Ele não tinha a melhor ideia.

— Desculpe por ter sido rude com você quando estávamos saindo da caverna — disse Steve, quebrando o silêncio depois de muito tempo.

Bruce mal conseguiu acreditar que estava ouvindo a voz de Steve de novo. E lhe pedindo desculpas? Parecia até ilusão.

— É só que... cara, isso é bizarro. Muito, muito bizarro.

O coração de Bruce afundou. Então era isso que Steve achava dele. Não que tivesse esperado algo muito diferente, afinal conhecia a personalidade que o rapaz tinha, mas mesmo assim doeu. Doeu porque a rejeição vinha de quem ele amava.

— "Isso" é quem eu sou, Steve. É tão ruim assim pra você que eu seja...

— Espera um minuto. Espera um minuto! Quê?! Bruce, eu... eu não me importo se você é hétero, gay, bi, ou o que quer que seja! É seu direito, a vida é sua e eu não tenho qualquer coisa a ver com isso. Cara, eu... eu sou um babaca, eu sei, mas sou tanto assim? Tanto que você achou que eu te afastaria por você ser... quem você realmente é?

— Não é um problema pra você?

— Cara, não! Isso não, pelo menos...

— Então... o que exatamente é tão bizarro?

Steve respirou fundo, parecendo a Bruce que não sabia bem como dizer o que queria dizer.

— É que... você se apaixonou por mim e eu... eu sempre vi você como um irmão. Um irmão de verdade, sabe? Não um daqueles manés do chalé de Héracles. Um irmão pra quem eu sempre contei tudo, inclusive as minhas conquistas! Caramba... Eu nem imagino o quanto isso foi duro pra você.

— Foi bastante, mas eu sabia que você nunca olharia pra mim do mesmo jeito, sabe? Isso meio que me forçava a me conformar. Mas eu confesso que não esperava essa reação. Pensei que você me odiaria.

Steve deu uma gargalhada.

— Eu já disse. Não te odiei nem quando você tentou me expulsar da sua vida, seu panaca, não vai ser isso que vai me fazer te odiar. Eu vou precisar de um tempo, claro... É estranho saber que seu melhor amigo é afim de você quando você não corresponde, mas eu nunca vou deixar de ser seu amigo, Bruce. Não interessa sexualidade, nem caras loucos que pensam ser o Peter Pan, nem uma maldição que você jura de pés juntos que acredita. Só te peço uma coisa, tá?

— O quê?

— Nunca mais... NUNCA MAIS esconda qualquer coisa de mim, seu desgraçado!

Os dois desataram a rir. Estavam bem! Bruce mal podia acreditar que estavam realmente bem. Steve não correspondia seus sentimentos, ok, mas não o odiava, não o repudiava. O herdeiro da guerra nunca tinha ficado tão feliz por ter se enganado e prometeu, de todo o coração, que jamais guardaria segredos outra vez. Tinha um melhor amigo que o aceitava como ele era e isso era mais importante do que qualquer coisa.

* * *

A viagem pelas cidades litorâneas dos Estados Unidos foi tranquila. Os amigos pararam para comer por duas vezes e se mantiveram no ar durante todo o restante do tempo, no ritmo de Spirit. Não havia mais qualquer motivo para pressa, até porque conseguiram informar Quíron que estavam a caminho em determinado momento.

Os dois chegaram ao acampamento por volta das quatro da tarde e Bruce dormia apoiado nas costas de Steve quando Spirit pousou bem na frente da Casa Grande. Estava exausto, mas forçou-se a ficar acordado durante todo o período em que o amigo narrou sua incursão até a ilha misteriosa. Depois foi sua vez de fazer o relato sobre o estranho sequestro que sofrera e sobre como os semideuses da tal Terra do Nunca agiam.

— Sabem, meninos... — suspirou Quíron, com a expressão grave. — Alguns jovens acabam por enlouquecer quando se veem como parte desse mundo. Foi o caso do Malcolm. À época dele não existiam todos os chalés que vocês conhecem, os deuses menores ainda estavam em processo de reconhecimento. Eu sempre quis que houvesse um lugar para cada deus aqui, mas nem eu, com milhares de anos, entendo todas as decisões do panteão.

— Ainda não temos chalé para Hebe, não é?
— Comentou Steve.

— Não, não ainda. Acabou que a tal Terra do Nunca se tornou o chalé dela para Malcolm e seus irmãos, mesmo que ele só a tenha encontrado porque os deuses o guiaram até ela, sem que ele percebesse.

— Espera. Os deuses guiaram os meninos perdidos até lá?

— Bruce, eles não são burros. Aqueles garotos foram amaldiçoados para permanecerem sempre jovens, mas os deuses não deixariam um bando de revoltados com todo o vigor de seus corpos soltos por aí para intentar contra eles, não acha? A ilha é uma prisão, meu rapaz, a pior de todas. É encantada e os faz acreditar que estão  em vantagem e que um dia conseguirão a sonhada vingança. Quanto mais pensam nisso, mais presos ficam na própria loucura. Por que acha que Malcolm passou a se chamar de Peter Pan?

— É, faz sentido.

— Mas acredito que a magia da ilha está indo além dos limites aceitáveis. Ela conseguiu capturar seu sentimento de desalento e atraiu Steve para ela com um barco no meio da madrugada, quando ele se sentiu perdido.

— Como ele conseguiu me sequestrar, afinal, Quíron? Quer dizer, se ele foi amaldiçoado e conduzido até a ilha, como veio até aqui? Como conseguiu ser tão rápido para vir e voltar?

— Isso ainda é algo que me assusta, Bruce, mas ele nunca foi proibido de sair de lá. A questão é que ele sempre iria voltar, independente de quantas vezes saísse ou do quanto a magia da própria ilha estivesse ligada à dele. Ele jamais se sentiria pronto para realmente intentar algo contra os deuses.

— Isso é muito confuso
— Steve resumiu, em apenas uma sentença, como Bruce encarava aquilo.

— De fato, é. Mas é muito difícil tentar entender completamente como as decisões dos deuses funcionam. É triste saber que Malcolm e Felix acabaram tendo que morrer e que seus irmãos permanecem enlouquecidos, mas às vezes alguns castigos são menos destrutivos do que as próprias intenções do castigado. Agora vão, meninos. Vocês precisam de tratamento e descanso. Espero que se unam aos demais no jantar. Até logo.

Eles se despediram do centauro e partiram em direção às enfermarias. No caminho, vários irmãos de Bruce os pararam, jorrando milhões de perguntas para as quais a resposta padrão era "longa história, alguém mexeu com a minha mente e eu acordei sem saber onde estava". Quando perguntavam se ainda havia o risco de acontecer com mais alguém, o enfático "não, o mal foi cortado pela raiz" era suficiente.

Eles chegaram juntos à enfermaria de Silvia Kawasaki dispostos a qualquer providência que a curandeira precisasse tomar para tratá-los. Apesar da fraqueza e dos ferimentos, Bruce jamais se sentira tão bem em toda a sua vida. Chegou até a considerar a ideia de ignorar sua maldição, a que fazia todos aqueles a quem ele amava morrerem, mas o pensamento acabou o deixando alarmado.

— Relaxe — disse Steve, enquanto esperavam pelo atendimento. — Depois que descansarmos um pouco de toda essa confusão, vamos desvendar esse problema. Na verdade, eu vou te provar que você não tem porcaria de maldição nenhuma, seu cabeçudo!

E assim, rindo, Bruce deixou para trás seus medos e inseguranças. De fato, tudo tinha mudado depois de sua revelação. Mudado para bem melhor do já tinha sido em qualquer momento vivido antes.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

Nenhum poder utilizado neste turno.

Itens levados:

Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Wrath} / Lança de artilharia [Lança longa, de 2m de comprimento. O cabo é feito de mogno, recoberto em bronze sagrado, sendo resistente porém mais leve que uma lança comum. A ponta é de bronze sagrado. Em toda sua extensão pontos avermelhados podem ser vistos: são engastes em rubi, decorando o cabo.] {Bronze sagrado, mogno e rubi} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Stunt} / Escudo [Escudo circular feito de metal com uma cabeça de javali esculpida em seu centro. Banhado em bronze, este fica em um tom avermelhado quando usado em batalha, representando sua segunda camada de bronze sagrado. Transforma-se em uma braçadeira de spikes no nível 20.] {Bronze sagrado (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Maleficus} / Punho Inglês-Machado [Machado dupla face feito em bronze sangrento e banhado em prata. Seu cabo feito de prata é revestido em couro negro para dar melhor apoio ao semideus que o utilizar. A arma foi feita para ser mortal de ambos os lados, possuindo um ponta perfurante no final do cabo. Sua lamina não é comum, não possuindo ponta na extremidade exterior, com serras no lugar. Seu corte é sempre afiado. Quando em repouso, o item transforma-se em um punho inglês prateado com as inicias B.C. bem desenhadas em uma de suas curvas.] {Materiais Utilizados: Couro, Prata, Bronze Sangrento} (Nível Mínimo: 7) {Elemento encontrado: nenhum} [Recebimento pela missão “Son of... Witch?”, narrada por Jonas W. Harris, atualizada por Psiquê.]

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Steve Johnson em Sex 30 Jun 2017, 21:02


Night Changes

story mode


Os ferimentos doíam e ardiam fortemente a cada movimento que Steve fazia ao remar em direção à costa americana, mas ele permanecia em silêncio. Começava a se sentir estúpido por não saber o que falar, mas simplesmente tinha sido pego de surpresa por algo que jamais esperava ouvir. Seu melhor amigo era apaixonado por ele. Se a vida do filho de Héracles ainda escondia algo mais esquisito que isso, ele não queria nem imaginar!

Mesmo assim, sentia-se mal. Tinha total consciência de que ninguém escolhe por quem se apaixona e até entendeu o empenho de Bruce em esconder a informação, afinal o amigo sabia que não seria correspondido. Talvez estivesse tentando evitar um constrangimento?, Steve pegou-se pensando. Não sabia, na realidade. Apesar de seu sonho de formar uma família e ter um casamento feliz um dia, ele nunca tinha, de fato, se apaixonado por alguém. Não chegava, portanto, a ficar constrangido quando tomava um fora de alguém.

Tentou repassar o que tinha ocorrido na Caverna do Eco. Lembrou-se do momento em que Bruce revelou que o amava, quando disse que se sentia daquela forma desde o princípio. Deuses, são mais de dois anos! Steve se sentiu estúpido por nunca ter percebido nada, mas também como o faria? Bruce era seu melhor ouvinte quando relatava sobre as garotas com quem tinha ficado e até já tinha disputado as atenções de algumas delas com ele! Com a mente nada atenta a detalhes, Steve jamais teria sequer pensado naquela possibilidade.

— Desculpe por ter sido rude com você quando estávamos saindo da caverna — disse subitamente, ao recordar o modo como tinha pedido para o amigo ficar em silêncio.

Não queria ser grosseiro naquele momento, por qualquer que fosse o motivo. Ele tinha ouvido o barulho de alguém lá fora e qualquer ruído poderia ser fatal para ambos. Não foi como soou aos ouvidos de Bruce, ele tinha certeza, e se desculpar era o certo a fazer. Não queria mais que existissem mal-entendidos entre eles.

— É só que... cara, isso é bizarro. Muito, muito bizarro — confessou, porque realmente o era.

— "Isso" é quem eu sou, SteveHã?! Do que ele está falando? — É tão ruim assim pra você que eu seja...

— Espera um minuto. Espera um minuto! Quê?! — Steve tinha soado ridículo mais uma vez e seu amigo entendeu tudo errado. De novo. — Bruce, eu... eu não me importo se você é hétero, gay, bi, ou o que quer que seja! — Exclamou, surpreendendo a si mesmo.

Para um valentão metido a super macho, ele passava longe de ser homofóbico. Provavelmente já tinha falado alguma besteira ao longo da vida, mas nunca tinha sido com essa intenção. Steve respeitava qualquer pessoa por sua opção ou orientação sexual (ele honestamente não tinha ideia de qual era o termo certo) e só rechaçava quem era realmente covarde, que se amedrontava por qualquer idiotice e não lutava pelo que era ou pelo que queria.

— É seu direito, a vida é sua e eu não tenho qualquer coisa a ver com isso. Cara, eu... eu sou um babaca, eu sei, mas sou tanto assim? Tanto que você achou que eu te afastaria por você ser... quem você realmente é?

— Não é um problema pra você?

— Cara, não! Isso não, pelo menos...

— Então... o que exatamente é tão bizarro?

Steve precisou de todas as forças que pôde reunir para dizer aquelas palavras. Odiaria estar apaixonado por alguém e receber um fora como aquele, mas precisava ser sincero com seu amigo. Sem mais enganos, Steve. Seja sincero.

— É que... você se apaixonou por mim e eu... eu sempre vi você como um irmão. Um irmão de verdade, sabe? Não um daqueles manés do chalé de Héracles. Um irmão pra quem eu sempre contei tudo, inclusive as minhas conquistas! — Ele lembrou de todas as vezes que se vangloriou por ter conseguido dar uns beijos em certas garotas. — Caramba... Eu nem imagino o quanto isso foi duro pra você.

— Foi bastante, mas eu sabia que você nunca olharia pra mim do mesmo jeito, sabe? Isso meio que me forçava a me conformar. Mas eu confesso que não esperava essa reação. Pensei que você me odiaria.

Steve gargalhou. Gargalhou de nervoso, porque a verdade era que estava envergonhado. Seu melhor amigo precisou esconder quem era porque tinha medo de ser rejeitado. Que grande babaca eu sou...

— Eu já disse. Não te odiei nem quando você tentou me expulsar da sua vida, seu panaca, não vai ser isso que vai me fazer te odiar. Eu vou precisar de um tempo, claro... É estranho saber que seu melhor amigo é afim de você quando você não corresponde, mas eu nunca vou deixar de ser seu amigo, Bruce. Não interessa sexualidade, nem caras loucos que pensam ser o Peter Pan, nem uma maldição que você jura de pés juntos que acredita. Só te peço uma coisa, tá?

— O quê?

— Nunca mais... NUNCA MAIS esconda qualquer coisa de mim, seu desgraçado!

E Bruce riu. Era a primeira vez em muito tempo que Steve o via realmente rir, divertido e leve, sem preocupações ou segredos. Nem percebeu que ria junto, que tirava um peso absurdo de dentro do peito, que se sentia melhor do que nunca porque seu melhor amigo estava de volta.

* * *

A viagem pela costa americana foi suave, sem qualquer problema, surpreendentemente. Os amigos pararam para comer logo que amanheceu, quando tomaram um café da manhã reforçado e cheio de gordices, e algumas horas depois, em um almoço surpreendentemente bom em um lugar absurdamente pequeno. Bruce contou a Steve o que tinha acontecido em sua última missão, a tal em que o filho de Hades foi morto.

O garoto tinha descoberto o segredo de Bruce devido a uma ilusão e o apoiara de uma forma que ele não poderia ter imaginado. Ver Nate ser assassinado foi o que fez Bruce se desesperar e temer pela vida Steve, além do fato de que ficava cada vez mais difícil esconder o que sentia. Assim, quando ele voltou ao acampamento, estava confuso demais para saber o que fazer e acabou decidindo que era melhor se afastar do filho de Héracles.

Steve precisou se segurar para não encher o amigo de bons socos por conta disso, deixando claro que Bruce só não ia apanhar porque eles já tinham se entendido outra vez. Assim, seguiram viagem novamente e sem escalas até chegar ao acampamento. Bruce dormiu no caminho, aconchegando-se Às costas de Steve, que não fazia ideia do que pensar sobre a situação. Ainda não estava muito acostumado à ideia de que seu melhor amigo o via de forma diferente.

Quando chegaram ao acampamento e Bruce despertou, Steve o ajudou a subir as escadas de entrada da Casa Grande e juntos relataram tudo o que tinha acontecido. Primeiro Steve contou a Quíron sobre a viagem e como não tinha encontrado qualquer pista ao longo do caminho, como se Bruce tivesse simplesmente se teletransportado. Depois contou sobre a ilusão na praia e como as nuvens pareciam dançar e sobre a névoa estranha que trouxe o barco. Quando terminou de contar seu lado, Bruce começou o dele.

Eles não falaram sobre os segredos. Era algo deles ainda e só seria exposto para alguma outra pessoa se Bruce assim o quisesse. Quíron contou que Malcolm Peterson (esse era o nome do louco que se proclamava Peter Pan) tinha sido, de fato, amaldiçoado e que o banimento não era apenas permanecer fora do acampamento e ficar jovem para sempre, mas ficar preso na ilha sem nem saber que estava preso. De alguma forma mágica maluca, os deuses conseguiram mexer com a cabeça dele e de seus partidários para que encontrassem a ilha encantada e lá permanecessem, sem nunca se sentirem verdadeiramente seguros para a deixarem em busca de sua vingança.

— Isso é muito confuso — foi só o que Steve conseguiu dizer.

* * *

Quíron dispensara os dois ao fim da conversa e eles estavam aguardando atendimento na enfermaria de Silvia Kawasaki. Estavam extremamente cansados, mas Steve sabia que estavam bem, apesar de tudo. As talas improvisadas que tinham feito em seus ferimentos tinham aguentado bem até o momento, as perguntas feitas pelos irmãos de Bruce não tinham sido invasivas e o garoto parecia estar lidando muito bem com o retorno.

— Steve...?

— Quê?

— E se, mesmo depois disso tudo, eu ainda for mesmo amaldiçoado?

Steve se segurou para não rir. É sério que você ainda acredita nisso? Tudo bem, a mãe de Bruce morrera poucos anos após o nascimento dele. A avó, a quem ele ainda jovem se apegara, também morreu pouco depois de largá-lo em um orfanato e chamá-lo de demônio. Mortes o acompanhavam desde sempre, mas nada tinha acontecido a Steve em mais de dois anos! Com todo o amor que o herdeiro da força sabia, agora, que seu amigo lhe tinha, com certeza já era para ele ter morrido umas quinze vezes se a maldição fosse real!

— Relaxe. Depois que descansarmos um pouco de toda essa confusão, vamos desvendar esse problema. Na verdade, eu vou te provar que você não tem porcaria de maldição nenhuma, seu cabeçudo! — Assegurou, fazendo Bruce rir novamente.

Steve sabia que tudo, dali em diante, seria diferente, mas com certeza não seria ruim. Eles eram diferentes em muitos aspectos e tinham sentimentos diferentes um pelo outro, mas Steve percebeu que eles também eram muito parecidos, mais do que ele imaginava. Uma semana atrás, ele acreditava piamente que não tinha um pingo de racionalidade em seu ser, assim como achava que Bruce passava longe de ser emocional ou, principalmente, impulsivo.

Agora sabia que ambos eram as duas coisas. Eram iguais e diferentes ao mesmo tempo. Eram melhores amigos. E nada, nem mesmo um segredo tão profundo como que Bruce carregara por tanto tempo, seria capaz de destruir a ligação que tinham.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

Não houve uso de poderes neste turno.

Itens levados:

{Surestrike} / Arco [Arco de bronze sagrado. Seus entalhes lembram escamas, em referência ao trabalho de Héracles com a Hidra] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

{Acutus} / Aljava [Aljava com flechas de bronze sagrado. Comuns, pórem ilimitadas.] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Bruce Chandler em Sex 30 Jun 2017, 21:22


Night Changes - The End

story mode para bruce e steve


Olá!
Espero que não tenha sido muito enfadonho ler todos esses posts enormes e que eu tenha conseguido passar bem a trama dos dois. Essa SM serve para marcar uma nova era nas tramas de Steve e Bruce e muitas coisas novas virão por aí. Enfim, torço para que tenha gostado.

P.S.: não trago aqui nenhuma sugestão de recompensa, seguindo a premiação básica indicada no fim do tópico Sistema de Story Mode (SM).

Condições finais sugeridas:

Bruce:
HP: 60/220
MP: 46/220

Steve:
HP: 100/150
MP: 105/150

Observação: os status limite de ambos os personagens ainda constam condizentes com os níveis atuais e deverão ser mudados de acordo com a mudança de nível.

Observação II: a SM está inclusa no evento Level Up - Valentine's.

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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Phobos em Qui 07 Set 2017, 19:48



✖ Night Changes ✖
Sm de Bruce e Steve

Perdão pela demora da avaliação.

Farei a avaliação de modo geral, já que ambos os personagens pertencem a mesma pessoa, não é mesmo Silvia? Heuheu brincadeiras à parte, a missão foi excelente, talvez por ser minha primeira SM, eu acabei ficando deslumbrado com o quanto esse enredo me surpreendeu, pegando algo dos contos de fadas e adaptando ao mundo mitológico (e deixando com muito mais sentido, inclusive).

A forma como usou a trama dos personagens, a escrita, o enredo, a divisão dos textos, até mesmo o template, tudo parece ter sido minunciosamente pensado, fazendo da sua SM uma das missões mais gostosas (e emocionantes no sentido do drama mesmo) de serem lidas. O desenvolvimento que tais personagens vêm tendo no fórum é de exponencial, e me faz crer que a próxima missão deverá ser ainda melhor!

Em todos os turnos houveram leves erros de digitação, coisa que eu sei que passou despercebida, mas que gerou um leve desconto, afinal, nem tudo é perfeito. Mas sua SM deixou aquele gostinho de quero mais, e desejo continuar acompanhando o desenvolvimento desses personagens como já vinha fazendo.

Pontuação final
Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação a proposta: 15/15
Ortografia e organização: 8/10
Total: 98 (multiplicado por 5): 490 + 20% do Evento Level UP = 588 XP! (Um pouco muito atrasado kkk)
98 Dracmas


Situação final:
- Bruce 60/280 HP | 46/280 MP
- Steve 100/210 HP | 105/210 MP



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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

Mensagem por Hécate em Sab 16 Set 2017, 23:50

TEJE FINALMENTE COISADO, MEU DEUS DO CÉU!!!!!!





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Re: {Night Changes} - Story Mode de Bruce Chandler e Steve Johnson

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