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{Memórias?} - MOPEM para Orion Delagarth

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{Memórias?} - MOPEM para Orion Delagarth

Mensagem por Isobel em Sex 23 Jun 2017, 23:07

memórias?
Memórias ao vento?
Era uma madrugada quando Orion sonhava com sua irmã mais velha, Circe... Ela tinha planos para ele, e por mais que ele não se lembrasse exatamente qual a relação que tiveram sabia que nunca era bom contrariá-la. O sonho dizia a ele que ele devia sair do acampamento temporariamente e que fora dele, Orion encontraria alguém que poderia lhe revelar algo de seu passado. Bastava ele ir comer um lanche no Fast Food mais horrível que ele encontrasse.

Pontos Obrigatórios:
- Descreva o sonho.
- Saia do acampamento para o centro de NY a procura do pior fast food possível.
- Ao encontrar o local você deverá comer o pior sanduiche da sua vida (quero detalhes do sabor).
- A garçonete será uma semideusa ainda não descoberta.
- Após o choque a garçonete vai gritar por socorro do lado de fora da loja.
- O inimigo será um Filho de Atena Nível 4 montado em um Cavalo de Corrida nível 1. O filho de Atena portará apenas os presentes de reclamação.
- Resgate a semideusa será uma Filha de Éolo nível 1 e receberá os presentes de reclamação no momento da luta.
- O motivo do filho de Atena querer raptar a Filha de Éolo fica a cargo de sua criatividade, mas ele deve saber algo sobre o seu passado e te revelará assim que for derrotado.
- Volte para o acampamento ao amanhecer como o Herói da filha de Éolo e deixe sua reputação um pouquinho melhor.

Ademais:
- Missão One-Post Externa Mediana para Orion Delagarth;
- Local: Fast Food Horrível - NY;
- Clima: Calor fora do normal cerca de 26ºC;
- Coloque as armas levadas em code ou spoiler ao final do texto. O mesmo deverá ser feito com os poderes, e peço para que diga quais são ativos e quais são passivos, por gentileza;
- Evite usar Templates com letras pequenas ou com cores cegantes;
- Prazo para a postagem: 30 dias. Caso necessite de mais tempo, contate-me via MP;
- Dúvidas? Pode me contatar via MP;

Isobel
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Re: {Memórias?} - MOPEM para Orion Delagarth

Mensagem por Orion Delagarth em Qui 20 Jul 2017, 15:12


não siga seus sonhos

Quíron trotava despreocupado sob o gramado verdejante do acampamento e eu seguia montado na sela presa em suas costas com os braços cruzados.

— Eu não consigo entender como o centauro favorito dos deuses pode não ter ideia do que aconteceu comigo depois que eu sai daqui. Você deve ser a pessoa... centauro, que mais conhece semideuses no mundo. Tem seus contatos dentro e fora do Olimpo! Se quisesse me ajudar bastava um estalar de dedos... cascos, você entendeu, e estaria tudo resolvido!

— Vamos fazer assim; eu te deixo continuar montado por mais cinco minutos e nós deixamos essas perguntas de lado, sim ?! — Disse despreocupado e sem olhar para mim.

— Eu não quero ficar montado em você, eu só quero respostas!

Quíron me ignorou e continuou trotando pelo acampamento me fazendo sacolejar nas suas costas conforme cavalgava.

— Não finja que não está me ouvindo ! Se não quer me dar respostas pelo menos me apresente algum feiticeiro que possa dar!  

E então o céu claro pareceu rachar no horizonte como um vidro gigante sob a minha cabeça. As rachaduras se espalharam rápidas por todo horizonte e os contornos escuros das rachaduras enegreceram tudo ao meu redor. Percebi meu coração acelerar de nervoso e me tornei imediatamente consciente de que eu estava em um sonho. Era estranha a sensação de saber que eu estava acordado e consciente dentro do meu próprio sonho.

O resto do acampamento havia desaparecido conforme a escuridão dominou tudo ao meu redor mantendo apenas eu e o centauro dentro do meu campo de visão. Quíron parou de cavalgar e virou o rosto para mim num sorriso malicioso que em muito contrastava com o suas feições gentis e então seu rosto começou a crescer gradualmente, ganhando traços delicados e lábios carnudos carmesins. Seu corpo também crescia junto com o resto do corpo, agora sinuoso e esguio, seus pelos e pele se metamorfosearam em um vestido roxo com um corte largo do lado esquerdo que revelavam uma pouco de uma perna bem desenhada.

— Óoooooinc ! — Guinchei assustado ao perceber que não era o corpo da figura que tinha crescido, e sim eu que havia diminuído.

Pior do que isso. Ao olhar para baixo minhas mãos se encontravam minúsculas e cobertas por pelos brancos, minhas unhas mais compridas tocavam o chão e minhas articulações fizeram meu corpo se dobrar e enrijecer numa posição que normalmente eu julgaria vergonhosa. A mulher abaixou e me segurou com uma só mão, ainda sorrindo maliciosamente e me fitando diretamente nos olhos.

— É como eu sempre digo; não existem mortais feios, existem mortais que ainda não viraram porquinho-da-índia! — Seu sorriso malicioso dançou numa risada contida, como se contasse uma piada antiga.

Sua voz era melodiosa e doce e mesmo sem ter lembrança alguma da mulher a minha frente, eu sabia que se tratava da minha irmã mais velha. A sensação de estar sendo segurado por uma mão gigante, dona de unhas impecáveis pintadas de carmesim era estranho, mas não mais estranho que a sensação de estar preso num corpo que não era o meu.

— Óooinc ! — Ouvi o som estridente sair de novo da minha boca, focinho na verdade, ao tentar falar, fazendo o sorriso da deusa dançar ainda mais em seus lábios.

— Você nunca foi muito inteligente, mas esperava que ficasse claro que eu não te transformei em um porquinho-da-índia porque queria conversar.


" Isso é apenas um sonho, eu não sou um porco! Relaxa! Fica calmo! " Mentalizei tentando normalizar minha respiração e me dei conta que não sabia fazer isso naquele corpo, até mesmo a maneira que eu respirava era diferente. A deusa me encarava com seus olhos esverdeados e inteligentes.

— Você provavelmente não se lembra, mas eu e você temos um acordo! — Ela fez uma pausa. Seu contato visual se mantinha firme a procura de qualquer sinal de reconhecimento em minhas expressões e pude notar algo além da inteligência em seus olhos, eles também reluziam cansaço. Não... era algo além disso. Eles reluziam uma certa antiguidade profunda e desconcertante de se encarar. — Embora eu queira cumprir a minha parte nesse acordo, Zeus proibiu os deuses de interferir diretamente na vida dos mortais. Contudo... nunca disseram nada sobre não podermos sugerir para um dos meus irmãos comer um lanche no Fast Food mais horroroso das proximidades. É sempre bom estar aberto a novas experiências e Fast Foods são bons para conhecer pessoas novas, quem sabe você não tem sorte e encontra alguém do seu passado por lá ?! — Ela não demostrava nenhuma emoção ao falar.

— Óinc ! — Parei de guinchar assim que o som que vinha da minha garganta me relembrou do meu estado atual.

O sorriso da deusa voltou a dançar em seus lábios e a escuridão que antes só mantinha eu e ela visível tornou a se expandir tragando tudo a minha volta e me deixando numa completa escuridão.

•••

Abri os olhos em minha cama no chalé dezesseis. Fazia um calor infernal para uma noite, minha coluna ainda parecia estar rígida e minhas pernas se encontravam retesadas numa posição que não era comum eu dormir. Eu podia sentir os músculos tensos dos meus braços dobrados junto ao peito e mesmo sabendo que agora eu já estava acordado hesitei por alguns minutos antes de criar coragem e começar a esticar o meu corpo lentamente.

— Aaa. — Senti meu corpo relaxar ao não ouvir um guincho e constatar que estava de volta no meu próprio corpo.

Me levantei da cama tomando cuidado para não acordar meus irmãos e vesti uma calça jeans por cima do short. Circe havia sido clara o bastante para qualquer idiota entender o que ela queria, mas também vaga o bastante para não deixar nada claro, como por exemplo, se eu podia esperar amanhecer para sair do acampamento ou se o "alguém do meu passado" não iria me esperar.

Peguei minha faca e minha adaga e prendi ambas no cinto da calça, torcendo para não ter que usá-las. Já havia passado do toque de recolher, mas mulher pássaro nenhuma iria me fazer arriscar perder a oportunidade de conhecer alguém que podia contar algo sobre mim.

Calcei meu par de tênis e me dirigi até a porta do chalé, paralisando próximo a porta quando um dos meninos se revirou na cama. Esperei dois longos minutos até ter certeza que ele continuava dormindo e abri a porta lentamente. Porém antes de passar por ela parei e voltei a fechá-la. Meu olhar percorreu rapidamente as outras três camas ocupadas até se voltar para a cama que vinha o ronco mais alto. Andei devagar até ela tendo certeza do sono pesado do dono e tateei a escrivaninha ao lado a procura do seu celular. Sorri ao constatar que não tinha senha e usei um aplicativo para chamar um táxi.

Apesar do horário não demorou para o aplicativo localizar um carro. A previsão de chegada era de dezesseis minutos. Guardei o celular no bolso. Dificilmente eu faria mais amizades com essa atitude, mas quando eu tinha acordado uma semana atrás sem memorias, também não tinha um celular e por hora eu poderia precisar de um para chamar outro táxi na hora de voltar ao acampamento antes que alguém notasse minha escapada. Minha intensão era devolver na manhã seguinte, com um pouco de sorte, antes do meu irmão acordar

Segui em silencio para o hall de entrada sentindo o bolso pesado com o aparelho furtado. A estatua da minha mãe parecia me observar silenciosamente enquanto eu me dirigia até uma das janelas a começava a procurar as mulheres pássaros. Não demorei em avistar a silhueta de duas delas num galho de árvore distante, com as pernas de galinha elas pareciam rasgar algum animal.

Respirei fundo e empunhei minha adaga com a mão direita. Eu não era habilidoso o bastante para dar conta de duas harpias sozinho e se algum dia já tinha sido, não me lembrava. Então minha melhor opção era tentar não ser visto.

Abri a porta devagar com a outra mão e atravessei devagar. Esperei alguns segundos observando as harpias se alimentarem até criar confiança o bastante para correr até uma árvore próxima ao chalé. Espiei por trás da árvore e as harpias ainda comiam. Arrisquei correr de novo até outra árvore mais próxima da floresta que era o caminho para a saída. Tomei folego ao encostar minhas costas no tronco e esperei alguns segundos antes de voltar a espiar para o galho onde as harpias estavam.

Prendi a respiração ao notar que elas haviam sumido. Esperei atrás da árvore tentando captar qualquer barulho próximo. O barulho do vento noturno, o farfalhar dos galhos e das aves da noite não ajudaram meus ouvidos inexperientes a identificar o que eu estava procurando.

Eu já estava prestes a arriscar uma nova espiada quando ouvi vozes próximas:

— Eu estou te falando, eu vi algo correr para cá!

— E eu estou te falando: não é a primeira vez que você vê coisas!
— A segunda respondeu e ambas pousaram na árvore acima de mim começando uma discussão.

Senti o sangue fugir do meu rosto e minha mão pressionar mais forte a adaga.

Elas continuaram discutindo e cada vez mais eu sentia o bolso pesado. Quando eu solicitei o táxi no chalé faltavam dezessete minutos para a chegada, agora na melhor das estimativas deveria faltar cinco.

Dei um passo nervoso em direção a floresta olhando para as figuras aladas discutindo. Dei um segundo passo me controlando para não tremer e elas ainda discutiam. Dei um terceiro passo e minha mão agora apertava a adaga com tanta força que chegava a doer. Dei um quarto passo silencioso sentindo meu coração bater cada vez mais forte contra o peito e quando dei o quinto passo meu pé pisou em cima de um pequeno graveto produzindo um estalo baixo.

Não esperei para ver se o som havia sido o bastante para chamar a atenção delas, quando dei por mim já corria em disparada entre as árvores da floresta em direção a saída.

Urros de prazer que, ora se assemelhavam com um barulho humano, ora se assemelhavam com o som de pássaros me seguiam de cima. Resisti ao impulso de olhar para trás e segui me infiltrando mais no meio das árvores, sempre indo de encontro pelo caminho onde as árvores se aglomeravam. Apesar de estarem em duas e me seguindo de cima, as harpias precisavam de um espaço maior para se locomover devido ao par de asas que, em relação a mim, quase triplicava a largura necessária para me seguir e eu usava isso a meu favor.

Ouvi barulhos raivosos vindos de cima ao passar por árvores mais altas e mais estreitas. Eu já podia vislumbrar a estrada que o táxi deveria estar à espera. As harpias agora voavam acima das árvores para não me perder de vista, mas isso as mantinha numa distância segura de mim.

Vi os faróis de um carro solitário na estrada andando devagar, pelo horário só podia se tratar do meu táxi. Parei a alguns metros da estrada para recuperar o folego. Precisaria de todo o folego possível para alcançar o táxi quando a floresta acabasse e comesse a estrada. Se as harpias arriscassem descer ao meu encontro e eu voltasse a correr não teriam espaço para voar ao meu encalço então deduzi que continuariam ali e comecei a organizar as ideias.

Eram harpias do acampamento, dificilmente me seguiriam muito longe dali e dificilmente atacariam o táxi já que havia um mortal lá dentro. Me agarrei a esses palpites me mantendo otimista e de repente uma delas mergulhou com as garras na minha direção.

Devido as árvores serem altas consegui voltar a correr em direção ao carro a tempo de fugir do seu ataque e como previra o lugar fechado retardou seu voo, porém a outra ainda me seguia. O carro ao longe começou a andar, provavelmente desistindo de esperar.

— EEEI!!! AQUI!!! AQUI!!! ESPEERA!!! — Gritei me esforçando ao máximo para aumentar o passo e o carro acelerou um pouco na minha direção.

Abri a porta traseira entrando e batendo a porta a tempo de ver as garras da mulher pássaro quase roçar o vidro no fim do rasante.

— VAI, VAI, VAI!!! — O motorista me olhou confuso pelo retrovisor e acelerou o carro sem entender.

•••

Minha respiração só normalizou quando eu já havia chego a área urbana próxima ao acampamento sem nenhuma mulher abutre rondando o carro. O motorista me olhava toda a hora pelo retrovisor sem se dar ao trabalho de disfarçar o olhar de curiosidade. Era um olhar que eu havia aprendido a ignorar no acampamento e no momento minha expectativa do que eu iria descobrir do meu passado crescia gradualmente para eu me importar com o desconhecido.

— E chegamos. — Anunciou o taxista. — O pior Fast Food 24hr que eu conheço na região... como você pediu. Ficou trinta e sete.

Fitei o taxista por alguns segundos. Minha amnésia não havia apagado as lembranças triviais, como ler e escrever, mas hesitei antes de lembrar da opção de pagar pelo aplicativo. Adicionei uma pequena gorjeta, ciente que meu irmão definitivamente iria me matar, mas de certa forma o homem calvo no volante havia salvo a minha vida e evitado perguntas.

Desci do carro na rua deserta e me deparei com um fast food posicionado de esquina embaixo de uma estação de metro. O letreiro reluzente dizia "Court Square Diner". Olhei para a placa de entrada do metro e vi que era a estação Court Square. Apesar do nome pouco criativo, pelo menos de fora não parecia ser um péssimo fast food. Balancei a cabeça afastando meus pensamentos. Eu tinha que confiar na experiência do taxista.
 
Adentrei o local com os olhos percorrendo rapidamente tudo a minha volta. O fast food se encontrava completamente vazio, o que incluía eu não ver também nenhum atendente. Olhei para um relógio pendurada no alto da parede atrás do balcão. Ele dizia que já passava das três horas da manhã, o que explicava a falta de clientes.

Andei até a frente do caixa e toquei a campainha do balcão. Esperei alguns minutos sentindo minha expectativa crescer desenfreada. Eu sentia que começava a suar naqueles poucos minutos de ansiedade e quando ninguém apareceu voltei a tocar mais duas vezes a campainha. Não demorou para uma menina surgir dos fundos com os olhos inchados e mechas azuis saindo pelos lados da toca de cozinha. Deveria ter a minha idade, mas era um pouco mais alta do que eu, possuía curvas bem desenhadas e uma saliência exagerada embaixo do avental na região da barriga.

— Demorei muito ? — Ela me perguntou sonolenta. — Sabe como é... trabalhos noturno, pouco movimento. Eu e o cozinheiro acabamos capotando lá nos fundos.

Sinais de piercings estavam espalhados das pontas das orelhas ao queixo, retirados devido o trabalho na cozinha. As unhas em cima do balcão estavam roídas e o nome "Karen" tinha sido bordado no avental. Sua pele era de um branco sem vida, quase amarelado e seus olhos de castanho escuro comum. Notei um olhar de estranheza vindo dela quando percebeu que eu a analisava.

— O cardápio tá ali.  — Apontou para um menu fixado na parede atrás do balcão.

— Você se lembra de mim ?  — Minha voz soou insegura.

Ela abriu mais os olhos parecendo mais acordada e me fitou por alguns segundos. Éramos as únicas pessoas no lugar, se eu estava no fast food certo só poderia ser ela quem eu vim procurar.

— Foi mal, eu atendo várias pessoas todo dia, não lembraria dos rostos nem se quisesse.  —Senti minha expectativa ser substituída repentinamente por uma pontada de medo. "Ótimo ! Eu estou no fast food errado!"Mas aceita alguma coisa ?  

" Circe disse algo sobre comer, talvez tenha algo na comida, ou ela não contava que eu iria fugir no meio da noite e só me esperava de manhã ? "

Rangi os dentes me sentindo frustrado e pedi o lanche mais barato do cardápio. Me sentei numa banqueta junto ao balcão, sem me preocupar em pensar como eu iria pagar por ele.

Enquanto esperava a garçonete voltar com lanche me questionei se eu havia entendido mal o sonho de Circe, mas descartei a ideia logo em seguida. Eu não sabia que tipo de relação tínhamos para ter alguma perspectiva de um motivo para ela mentir, mas parecia ilógico uma deusa se dar ao trabalho de inventar algo tão fútil. Acabei concluindo que; se ela tinha falando a verdade bastava eu esperar, se eu estava no lugar errado queria dizer que ela não se importava comigo a ponto de avisar, se fosse mesmo uma brincadeira boba queria dizer que eu e ela tínhamos uma boa relação, agora se fosse uma cilada queria dizer que eu tinha uma inimizade poderosa para me preocupar. Mas de um jeito ou de outro, em poucas horas eu teria mais respostas do meu passado.

Karen demorou para voltar com o hambúrguer, provavelmente tendo perdido tempo para acordar o cozinheiro. Quando voltou eu já tinha pensado em pelo menos mais oito interpretações das palavras de Circe. Agradeci com um aceno de cabeça a garçonete e me voltei para o lanche bem montado a minha frente. Assim como o local, ele também não parecia digno da fama de "pior fast food da região" como o taxista dissera.

Minha opinião mudou assim que dei a primeira mordida. O molho especial não tinha gosto de nada e o excesso dele dava a sensação que o lanche tinha sido mergulhado na água. Mesmo um pouco queimado nas bordas o centro do hambúrguer ainda estava gelado... cru seria a palavra certa, e o queijo tinha um gosto forte de manteiga, pastoso num ponto que quase se confundia com os outros molhos.  

Me forcei a engolir imediatamente arrependido de não ter pedido uma bebida. Karen havia voltado para os fundos então não me importei de limpar a língua num guardanapo de papel tentando tirar o gosto de manteiga da boca.

Pelo menos agora eu não tinha que duvidar sobre esse ser o pior fast food da região. Agradeci ao hambúrguer cru por me dar um motivo de não pagar pelo lanche e afastei um pouco a bandeja de mim.

Foi quando um grito feminino irrompeu dos fundos da loja, capturando minha atenção. O som estridente do grito naquele local vazio de pessoas e de outros barulhos, facilmente ecoou pelo fast food e instintivamente minha mão desceu até a cintura empunhando a adaga.

Um segundo grito ecoou em seguida, agora num pedido por socorro. Me levantei e passei pela mesa do balcão em direção aos fundos em passos rápido, ainda com a adaga em mãos enquanto caminhava para os fundos, onde parecia ser a fonte do barulho.

Ao entrar na cozinha um corpo grande deitado em cima de algumas caixas de papelão me assustou, até eu notar que era apenas o outro funcionário dormindo com um par de fones no ouvido, provavelmente cansado demais para acordar com qualquer barulho.

Segui até uma porta de ferro entreaberta na extremidade da cozinha, sentindo de novo uma expectativa devoradora se apoderar de mim ao me aproximar mais dos gritos e abri a porta num rompante.

O elemento surpresa podia me favorecer dependendo do que me esperava do outro lado, mas a urgência nos gritos levava claramente a mensagem de que eu não devia me dar esse luxo.

Quando passei pela porta me deparei com uma cena incomum aos olhos. A porta era uma saída para os fundos que dava num beco. Karen estava encurralada numa das paredes por um garoto que apontava uma lança em direção a ela de cima de um cavalo num cenário bizarro que parecia não pertencer a essa época.

— POR FAVOR, ME AJUDA! ELE É LOUCO! — Karen voltou a gritar ao me ver.

O rapaz sorriu olhando para mim, enquanto mantinha a lança firme na altura do rosto da garçonete. Seus cabelos eram curtos e cacheados de uma coloração dourada. Tinha um nariz pontudo e torto que chamava atenção do resto do seu rosto. Tinha um corpo alto e magro, onde no seu outro braço dava para ver um escudo com o desenho de uma coruja no centro.

Eu já havia visto esse conjunto de armas inúmeras vezes pelo acampamento nos últimos dias. Se tratava de um filho de Athena, o que queria dizer que eu devia ter o dobro de precaução com ele.

— E finalmente ele aparece ! — O rapaz disse ainda sorrindo. — Eu já estava começando a pensar que não viria !

— Nós nos conhecemos ? — Perguntei dessa vez controlando minha ansiedade.

Mesmo no escuro da noite deu para observar seu olhar reluzir em diversão com a minha pergunta e num gesto limpo ele virou a lança que antes apontava para Karen num movimento de arco na direção do meu rosto. Recuei a tempo de ver a lâmina da lança se chocar com a parede ao meu lado.
 
" Um inimigo! Porque não estou surpreso ?! " Me perguntei frustrado. Com a lâmina da adaga acertei o cabo da lança, pressionando ela contra a parede. O semideus sorriu e puxou a lança para trás, mas c a outra mão pressionando ambas contra a lança e mantendo-a presa.

Meu reflexo captou Karen aproveitando a distração para tentar correr para o outro lado do beco que dava para a rua, mas o garoto percebeu a tempo de olhar para trás e lançar o escudo em direção as pernas delas. O escudo a derrubou no chão e ricocheteou na parede voltando para sua mão.

Eu obviamente não era mais experiente que ele em combate e se um dia tinha sido não me lembrava, então me aproveitei da brecha para escorregar uma das mãos da adaga para a lança dele e puxar o cabo, desequilibrando ele de cima do cavalo com a surpresa e transformando aquilo numa batalha de força e não mais de habilidade.

O garoto suspirou irritado e puxou as rédeas do cavalo para trás e o cavalo respondeu se empinando para dar um coice. Recuei vários passos para trás entrando novamente na cozinha, ciente que não havia espaço para ele entrar com o cavalo.

No vazio da cozinha, por alguns segundos, ponderei fugir pela porta da frente. Estávamos ao lado de um metro, ele não conseguiria me seguir a cavalo ali dentro ou pelas escadas do metro e pelo que eu sabia as proles de Athena não tinham poderes de longa distância.

Do outro lado da porta o semideus recuou em cima do cavalo me encarando nos olhos.

— Não interprete isso errado garota. Eu estava tentando te explicar antes que nós estamos do mesmo lado! Assim que eu dar um jeito nele eu te levo daqui e te explico tudo, mas se tentar fugir de novo eu juro que quebro suas pernas com o escudo. — Disse sem desviar os olhos de mim.

— Você está me confundindo com alguém! Eu juro! Por favor, eu nem te conheço! Eu não quero ir a lugar nenhum! — A voz tremula de Karen ecoava pelo beco longe da minha vista.

Eu não sabia para onde ele pretendia levar uma simples mortal, mas pela abordagem "amigável" com a lança não conseguia imaginar nada muito agradável. Rangi os dentes irritados comigo mesmo por não tomar a atitude mais inteligente que era fugir e saquei minha faca com a mão esquerda, me armando com as duas mãos.

Eu havia treinado na arena recentemente arremessos de adagas e embora ainda estivesse longe de ser um perito em arremessos o cavalo era um alvo grande e cobria praticamente toda a altura da porta. Me parecia errado mirar na cabeça do animal que não tinha nada com tudo aquilo, então arremessei a faca um pouco abaixo do fim da sua garganta, onde iniciava o torso.

O filho de Atena tentou puxar as rédeas para o cavalo desviar, mas isso fez apenas a faca cravar um pouco mais a esquerda de onde eu tinha mirado, fazendo ele empinar o corpo em agonia e dar mais dois coices no ar e recuar. O relinchar de dor do animal era agoniante de ouvir.

Enquanto o semideus tentava retomar o controle dele aproveitei para avançar novamente em direção ao beco, agora que a porta não estava mais ocupada.

Corri em direção à Karen que agora se mantinha ajoelhada onde havia caído minutos atrás, com o olhar num misto de incredulidade e medo. Não devia ser todo dia que ela recebia ameaças de sequestro de um cara armado de lança em cima de um cavalo, arremessando um escudo como o Capitão América. Mas quem era Capitão América mesmo ? Não me lembrava ao certo, mas tinha certeza que ele arremessava escudos daquele jeito.

— Não fique aí no chão! Se levanta e corre para o metro! Eu seguro ele ! — Minha voz soou muito mais confiante em comparação de como eu estava me sentindo.

Ela me olhou confusa fazendo eu me dar conta que um desconhecido armado com uma adaga dificilmente passaria mais confiança para ela que o próprio filho de Atena.

— Não precisa confiar em mim, só precisa fugir daquUUUUURGH!

O escudo agora havia acertado as minhas costas me desequilibrando no chão ao lado da garota. Mordi os cantos da boca numa tentativa de controlar a dor e virei a cabeça para ver o semideus.

Ele havia saltado do cavalo que ainda se debatia e relinchava atrás dele, incomodado com a faca e impedindo a aproximação do dono. O escudo do garoto havia voltado para sua mão e a lança estava na altura do rosto em posição de ataque. Dava para ver a raiva no seu rosto, porém ele evitava falar como a maioria das pessoas levadas pela raiva, assim como eu havia visto seus irmãos na arena, uma boa parte dos filhos de Atena evitavam sabiamente se distrair ou se cansar sem necessidade. 

Me levantei rapidamente sentindo minhas costas arder onde o escudo havia acertado e ergui minha adaga em posição de ataque. Karen ainda no chão havia começado a murmurar baixinho um pedido de ajuda.

— Não adianta pedir ajuda para o nada ! Eu não vou falar de novo: se não quer ir com ele, aproveita minha distração, se levante e fuja!! — Minha voz soou firme e irritada, muito mais confiante em comparação de como eu estava me sentindo.

Karen se levantou ainda murmurando pedidos de ajuda e eu encarei o semideus. Ele estava com uma lança e um escudo que podia ser usado como Bumerangue. Uma arma para cada um de nós se ele quisesse tentar um ataque a longa distancia. Mas não, minha aposta era que ele não iria se arriscar a ficar desarmado, ele atacaria apenas um de nós e como eu era o único armado, eu era a escolha mais óbvia.

— VAI !! — Gritei para Karen e avancei na direção dele com a adaga, pronto para me desviar de um ataque.

Ele arremessou o escudo novamente, mas dessa vez em direção a parede. O escudo ricocheteou e passou reto por mim. Ele tinha mirado na garçonete.

Virei a cabeça e vi Karen dar uns passos para o lado instintivamente levantando as mãos na frente do corpo como se pudesse se proteger do escudo. Foi quando uma pequena lufada de vento invadiu o beco no meio daquela noite de calor infernal. Não era uma ventania forte, mas foi o suficiente para dar espaço para Karen se desviar e o escudo passar reto, repousando no chão alguns metros a frente.

A ventania então voltou mais forte, levantando toda poeira e jornal do beco de maneira. A toca de cozinha voou da cabeça da garçonete junto com o vento, deixando expostos seus cabelos azuis desbotados quando uma espécie de nuvem-holograma reluziu em sua cabeça.

Ela estava sendo reclamada.

Segundos depois a nuvem começou a se desmanchar caindo pelo seu corpo e ganhando outra forma num escudo pequeno preso em seu braço esquerdo e uma lâmina em forma circular na mão direita.  

"Não devia se distrair" a voz do semideus ecoou melodiosa do meu lado esquerdo.

Sem pensar, investi com a adaga em direção do som, acertando o vazio. Foi quando senti uma dor dilacerante explodir no meu ombro esquerdo, me fazendo soltar a adaga no chão.

O filho de Atena havia se aproveitado da distração para se aproximar e de alguma forma projetar sua voz em outra direção, me confundindo e atacando pelas costas.

Mordi as laterais da minha boca com mais força para sustentar a dor do ataque e em resposta a senti um suave sabor de sangue. Segurei a lança de forma desajeitada com as duas mãos começando a tirar ela de dentro de mim, mas o semideus ainda segurava ela na outra ponta e começou a forçá-la contra o meu corpo, sem querer me dar abertura para fugir.

Mesmo eu sendo maior do que ele competir quem tinha mais força física enquanto ele tentava me rasgar não só equilibrava nossa força, mas me deixava em desvantagem.

— Tira essa coisa dele... Ou eu vou te machucar! — Karen disse com a voz tremula.

Ela estava fora do meu campo de visão, mas pela visão periférica dava para ver a ponta do seu chackran erguido para cima. Agradeci aos deuses a teimosia dela em não ir embora, mas aquela ameaça desprovida de confiança me fazia duvidar que o filho de Atena a levaria a sério.

O semideus assobiou duas vezes e o cavalo que ainda fazia movimentos desconexos, incomodado com a faca, virou a cabeça em nossa direção e começou a trotar em direção a Karen.

O filho de Atena e eu estávamos em torno de um metro de distância, separados pelo cabo da lança. Longe demais para um soco, mas perto o bastante para eu tentar um chutar. Me aproveitei da força que ele fazia contra o meu corpo para virar meu ombro para o lado para forçar a lâmina para fora. Mesmo sabendo que assim abriria o corte um pouco mais para os lados era melhor que a alternativa de deixar ele ir mais fundo, mas esse aumento de dor começou a me obrigar a curvar meu corpo no meio do movimento.

O cavalo passou do nosso lado nesse momento e Karen deu a volta em torno de nós correndo para o outro lado do beco e arremessando o chackran em direção ao cavalo que dava meia volta pronto para segui-la. O chackran emitiu um som vazio enquanto cortava o vento em direção ao animal e novamente ouvi seu relinchar grave de dor.

Foi quando meu reflexo captou o brilho de uma lâmina nos meus pés. Cedi a investida do semideus repentinamente terminando de me dobrar no chão e afetando o equilíbrio dele com o movimento, apenas o bastante para me dar a chance de soltar a lança com uma das mãos para pegar a adaga e enfiar em seu abdômen.

Ele afrouxou o ataque instantaneamente e eu terminei de tirar a lança de dentro de mim com a mão que eu ainda a segurava. O cabo da lança deslizou por cima do meu ombro devido o impulso que ainda fazia.

O semideus começou a dobrar a coluna, se curvando e repousando suas mãos em cima da minha mão direita que ainda apertava a adaga contra sua barriga, mas não tentou retirar. Diferente do ombro, com o intestino localizado ali, o abdômen não era um local que alguém podia se dar ao luxo de receber uma facada e retirar a lâmina e o filho de Atena era inteligente o bastante para não fazer isso.

Torci a lâmina dentro da barriga dele e aumentei o corte rasgando um pouco mais para cima numa tentativa de garantir o fim da luta, mas evitar uma morte rápida.  

Seu corpo começou a amolecer e suas mãos sobre a adaga mal ofereceram uma resistência digna de nota. Dobrei o corpo dele no chão ficando com as pernas em cima de um dos seus braços.

— Aí meu Deus, ele tá... morto?! — Karen disse cobrindo a boca.

Eu não via o cavalo dele em nenhum lugar. Provavelmente havia fugido após o ataque com o chackan. Fugido com a minha faca presa no corpo!!!

— Ele não tá morto ! Pelo menos não ainda ! — Respondi encarando o semideus.

O brilho confiante em seu olhar de minutos atrás havia se despedaçado e agora com suas sobrancelhas arqueadas e as órbitas fixas no meu rosto ele parecia alguns anos mais novo.

— A gente tem que ligar pra policia. Não, a gente tem que ligar para uma ambulância!

Karen pegou seu celular debaixo do avental. Suas mãos estavam tremulas e suas expressões ainda pareciam um misto de emoções.

— Deixa que eu chamo, você não está em condição de fazer isso. — Falei estendendo a mão para ela que me entregou o celular.

Me voltei para o semideus e pus o visor em frente ao seu rosto.

— Calminha, calminha. Respira devagar. Quem sabe se a ambulância vir rápido você não se salva?! — Transformei meu rosto numa expressão confusa e então tristonha — Mas sabe o que acontece ? Eu não me lembro do número da ambulância... Minha memoria é um pouco fraca, eu esqueço as coisas, sabe ?! Mas a gente pode fazer assim: Você ajuda a esclarecer minha memoria sobre algumas coisas e eu te ajudo a ir mais rápido para um hospital. — Tirando o olhar que denunciava seu medo, seu rosto se manteve impassível por alguns segundos até que ele assentiu — Pode começar contando o que está fazendo aqui, porque me atacou ou o que queria com ela.

Karen agora me olhou com incredulidade e pareceu que ia protestar, mas se manteve calada.

— To fazendo o mesmo que você... Tudo o que eles querem que eu faça em troca de alguma coisa... — Dava para notar o esforço que ele fazia para falar. Arqueei uma sobrancelha e ele deve ter entendido que eu não queria que enrolasse, pois prosseguiu — Circe me mandou aqui... Era um teste... Eu te matava, levava a garota para a ilha e ela me tornava um de seus feiticeiros...

— Eu não conheço nenhuma Circe ! Você estava atrás da garota errad...

— Já resumi tudo! Liga para a ambulância... — Ele disse, ignorando-a.

— Ainda não ! Você ainda não disse o que Circe queria com ela. Alias preciso saber se nós nos conhecemos. O que você sabe sobre mim ? — Deu para ver um respaldo de sorriso transpassar seu rosto brevemente se deliciando com minha confusão mesmo a beira da morte.

— Eu não te conheço... Mas ouvi algumas histórias... A maioria qualquer um no próprio CHB pode contar... Agora o que os feiticeiros querem esconder é que você já estava desaparecido da ilha a alguns meses antes de reaparecer sem memorias... Nem Circe sabe onde você esteve. Agora sobre a garota... ela ainda não tinha sido reclamada apesar da idade... Mais fácil de manipular para se juntar aos feiticeiros... Você não se lembra, mas Circe ainda tem preferencia por seguidoras mulheres... Pra eu entrar eu tinha que trazer uma nova feiticeira e manter o grupo como uma maioria feminina maciça... Agora liga pra porra da ambulância! ... Isso é tudo que eu sei...

Entreguei o celular de novo para Karen. Eu realmente não me lembrava do número da ambulância. Enquanto ela ligava começou a interrogar o semideus sobre o que estava acontecendo, mas ele se mantinha deitado sem responder. Quando terminou a ligação ela desistiu de perguntar para ele e começou a dirigir as perguntas par mim.

•••

Eu não lembrava e não entendia o conflito dos semideuses novos em aceitar explicações sinceras, então tentei limitar o máximo de informações e a convidei a me acompanhar até o acampamento com a promessa de explicar o que aconteceu. Ela já estava bastante intrigada com o holograma que se transformou em armas, então não foi difícil persuadi-la a me seguir, apesar de inicialmente ela exigir que esperássemos a ambulância chegar.

Chegamos no acampamento de táxi quando já começava a amanhecer. Eu não via sinal das harpias, como era comum de acontecer assim que amanhecia.

Karen me serviu como muleta até a enfermaria e os filhos de Eos que pareciam ser os únicos acordados não demoraram para chamar Quíron e o Sr. D. ao me avistarem ferido junto com uma desconhecida.

Apesar de Quíron se mostrar satisfeito com a minha história o Sr. D não pareceu compartilhar da mesma satisfação e os dois tiveram uma rápida discussão antes de chegarem a um consenso que eu não devia ser punido por sair do acampamento depois do toque de recolher, já que se tratava de "uma missão", mas deveria passar algumas horas na cozinha lavando pratos como castigo pelo celular furtado.

No final das contas eu tinha conquistado uma pequena inimizade com um dos meus colegas de quartos, o rumor que percorria o acampamento era que eu tinha ameaçado Argos e obrigado ele a me levar para cidade no meio da noite, onde eu encontrei um semideus de 8 anos desarmado e o sacrifiquei num ritual de feitiçaria em homenagem a Circe junto com a mais nova semideusa infiltrada no acampamento.

É claro que essa versão era a mais popular em comparação com a verdadeira e alguns semideuses mais novos a defendiam com unhas e dentes, mas em contrapartida agora eu tinha conquistado uma verdadeira admiradora dentro do acampamento e num mar de olhares desconfiados aquilo sem dúvida era no mínimo a coisa mais reconfortante que tinha me acontecido desde que eu acordei.

Poderes & Habilidades:
~ Poderes dos filhos de Éolo ~

Passivo:

Perícia com Chackran [Nível 1]: O filho de Éolo consegue manejar chakrans de maneira bem simplista, mesmo não tendo tido contato com a arma anteriormente na vida. Consegue executar giros simples, pegar na arma de modo correto e como se posicionar, entretanto, não concede uma perícia considerada, elevada ou absoluta, apenas representa uma familiaridade com a arma e uma facilidade de aprendizado, se comparado a alguém sem tal habilidade. [Novo]

Ativo:

Aerocinese I [Nível 1]: Você consegue manipular pequenas quantidades de ventos podendo apenas influenciar objetos de pequeno porte e direcionar pequenas rajadas de ar contra o oponente, porém nada que prejudique seriamente - apenas uma pequena distração no próximo turno, o suficiente para reduzir o ataque do alvo em 25%. [Modificado, nome e descrição]. [Antigo Aerocinese Iniciante]

~ Poderes dos filhos de Atena ~

Passivo:

Perícia com Lanças [Nível 1] - Filhos de Atena adquirem uma familiaridade natural com este tipo de arma, facilitando seu aprendizado e manobras. O conhecimento em si não é imediato e nem os ataques certeiros - apenas indica uma propensão maior a lidar com este tipo de item.

Inteligência natural [Nível 1] - Filhos de Atena possuem a mente rápida, capaz de elaborar planos com facilidade mesmo em situações em que se encontram em desvantagem. Quando seus ataques envolvem uma estratégia (indo além dos golpes diretos, e com a linha de pensamento explicada, dentro do que é coerente) seus ataques ganham uma chance de acerto 10% maior (mas não afeta dano nem a capacidade do alvo de se defender). Não se aplica à estratégia em equipe. [Modificado]

Perícia defensiva [Nível 2]- Os filhos de Atena conseguem usar broquéis e escudos com mais familiaridade, intuindo até que ponto eles podem efetivamente protegê-lo e até usando-os em manobras simples (mas não de forma sobrenatural - isso depende de certos poderes ativos). A perícia não fornece ao semideus a capacidade de empunhar o item se ele não possuir condições (por exemplo, mesmo tendo a perícia alguém usando uma arma que exige as duas mãos não vai conseguir empunhar um escudo). [Modificado]

Ativo:

Telepatia Iniciante [Nível 3] - Neste estágio inicial, os filhos de Atena conseguem manter uma leve comunicação – emissão de poucas palavras ou algum sentimento latente - para pessoas que estejam perto de si, desde que na linha de visão a até 25m. Apenas pode se comunicar com uma pessoa por vez, e não permite a leitura dos pensamentos, apenas a projeção dos seus para outra pessoa. Ou seja, se o alvo não for capaz de responder por meios próprios, ele apenas ficará ciente dos planos do filho de Atena. Gasto constante por turno, ação livre (podendo ser usado sem atrapalhar ataques e defesas). A ligação é interrompida se o alvo ficar longe do alcance ou fora de vista. [Modificado, antigo especial "Telepatia"]

Escudo Bumerangue [Nível 4] - O filho de Atena poderá usar seu escudo como bumerangue, lançando-o contra o adversário e fazendo com que ele volte para suas mãos. O alcance é de até 15m em linha reta. O escudo retorna no turno seguinte, impossibilitando seu uso no período. O escudo retorna se acertar o alvo, for bloqueado ou encontrar um obstáculo ou alcançar a distância máxima do poder. Não afeta escudos de corpo. Broquéis podem ser utilizados, mas devem ser soltos antes do uso. [Modificado]

~ Poderes dos filhos de Hécate~

Passivo:

Perícia com Adagas [Nível 1] - Filhos de Hécate não são conhecidos por sua perícia em combate ou força física. Contudo, suas habilidades favorecem o uso de armas menores, como a adaga, facilmente ocultável e também utilizada em rituais, exigindo mais destreza e habilidade do que músculos. Essa perícia não implica, contudo, que seus ataques sempre serão certeiros - apenas indica uma familiaridade e facilidade maior com este tipo de armas, em detrimento das outras. É algo evolutivo. [Modificado]

Obs: Pode retirar a faca do inventario.
Equipamentos:
~ Equipamentos do filho de Atena ~

- {Wisdom}/ Lança [É uma réplica da lança de Athena. O cabo da arma é branco, feito de álamo, enquanto a lâmina é prateada - apenas um efeito estético, já que seu material ainda é bronze sagrado. Perto da lâmina está engastada uma coruja, e todo o cabo foi trabalhado, não sendo linear, e sim possuindo algumas curvaturas, o que faz com que seu manuseio seja mais complexo a quem não tem a perícia adequada. Possui 1,5m de alcance][Álamo e bronze sagrado](Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Atena]

- {Strategy} / Escudo [Escudo médio de bronze sagrado. Possui uma pequena coruja entalhada em seu centro. O escudo tem uma superfície muito lisa, denotando um exímio trabalho de forja, sem imperfeições. No nível 20 transforma-se em um bracelete com entalhes similares ao do item.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo:1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Atena]

~ Equipamentos da Karen ~

- {Twister} Chackran [Chackran de bronze sagrado, de formato circular e vazado no centro. A empunhadura é apenas levemente abaulada, não afetando a aerodinâmica, e exigindo atenção na hora do uso para quem não está acostumado. Decorado com arabescos, faz o leve som do vento ao ser lançado no ar. Transforma-se em um pequeno chaveiro com guizos no nível 20.]{Bronze sagrado} (Nível mínimo: 1)[Recebimento: Presente de Reclamação de Éolo]

- {Breeze} / Broquel [Broquel pequeno e circular, de bronze sagrado mas em tons prateados. Leve, não interfere no uso das armas] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Éolo]

~ Equipamentos do Orion ~

- Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

- {Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

Orion Delagarth
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