Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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— don't forget about me (MOID / CAMPBELL, Mikhael)

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— don't forget about me (MOID / CAMPBELL, Mikhael)

Mensagem por Vicka L. Danniels em Seg 20 Nov 2017, 00:22


don't forget about me

O Acampamento deveria ser o porto seguro dos semideuses, mas mesmo com as proteções mágicas acontecia de haverem problemas. Daquela vez, era uma epidemia. Todas as enfermarias estavam lotadas e nenhum dos Curandeiros, ou Quíron, sabia o que estava acontecendo. Como última alternativa, chamaram o Mikhael — um dos poucos semideuses não afetados pela doença. A cargo do filho de Macária, estava descobrir a origem da doença misteriosa, fazendo filhos de todos os deuses perderem suas memórias. E no ritmo que as coisas andavam, era apenas uma questão de tempo até que o próximo afetado fosse o próprio Campbell.


pontos obrigatórios


• Faça uma introdução de acordo com os fatos narrados acima, detalhando sua conversa com Quíron e detalhando o máximo possível a situação dos campistas sem memórias, de forma que realmente seja um problema no acampamento;

• Após conversar com Quíron, vá até as enfermarias e tente conversar com os doentes. A maioria não tinha memória de quem era, onde estavam, ou sequer sobre suas habilidades. Crie um motivo para um dos doentes sem memória chamar sua atenção em particular. Ele não saberá quem é assim como os outros, mas falará sobre uma criatura de pelos brancos e olhos azuis, e que ela estava a espreita de todos;

• Consiga mais informações: visite a biblioteca, pergunte a Quíron... Ao final de sua pesquisa, descubra sobre uma criatura de formato similar a uma preguiça, porém com olhos grandes e azuis e pelos esbranquiçados capaz de apagar temporariamente as memórias de quem encosta em seus pelos. Você é livre para adicionar mais detalhes sobre a criatura. Procure-a por um tempo, sem resultado, e então a noite vai começar a cair, e você perceberá que algumas memórias ameaçam a se apagar;

• Você achará a criatura entocada no porão da Casa Grande. Será inofensiva, além dos poderes de apagar memórias, e tentará se aproximar. Antes que ela chegue perto, contudo, um outro semideus sairá do meio da pilha de entulhos e inutilidades. Ele será um filho de Atena do seu nível. Vai se apresentar como William e dirá que Quíron lhe encarregou da mesma tarefa que você: descobrir o que estava acontecendo. Após alguns minutos de diálogo, contudo, o semideus tentará jogar a criatura em sua direção e sairá correndo. Defenda-se, lembrando que o contato com os pelos da criatura apaga memórias;

• Vá atrás do semideus filho de Atena e o neutralize de alguma forma. Chame Quíron, e arranque do meio-sangue uma confissão: ele será um mentalista rebelde querendo se desvincular de Psiquê, então pegou uma das criações da deusa para tentar dominar o acampamento. Mostre Quíron onde está a criatura tipo preguiça e narre uma forma que o centauro deu para neutralizar seus poderes e levá-la até o andar de baixo da casa. Ele, então, chamará Psiquê, que agradecerá você pelo favor feito;

• Finalize da forma que achar mais adequada;


player


Mikhael Campbell
Nível 18;
Vida: 270/270;
Energia: 270/270;


regras e informações


— Você tem 5 dias para postar. Ao fazê-lo, me mande uma MP, para que a resposta seja agilizada;
— Itens e poderes em spoiler ou code no final no post. No caso dos poderes, preferencialmente organizados por nível e tipo;
— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);
— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;
— Dúvidas, problemas? Precisa de um prazo maior? Me mande uma MP.


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Re: — don't forget about me (MOID / CAMPBELL, Mikhael)

Mensagem por Éris em Dom 07 Jan 2018, 00:52

Missão colocada em aberto a pedido do player. Por apresentar justificativas adequadas, punições não foram adequadas.

Requisitos: desejar se tornar mentalista ou já ser mentalista. Nível 10 ou mais.




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Re: — don't forget about me (MOID / CAMPBELL, Mikhael)

Mensagem por Jeff Smith Ontem à(s) 09:43

Pego a missão. Se possível, quero fazer essa missão como teste para virar um mentalista :)
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Re: — don't forget about me (MOID / CAMPBELL, Mikhael)

Mensagem por Jeff Smith Hoje à(s) 01:22



Don't forget about me


No final, somos todos lembranças e histórias. Mas e se nós perdêssemos nossas lembranças? Foi um terror quando isso aconteceu no acampamento, mas, no final, teve suas vantagens.

Começou com um dos meus irmãos. De um dia para outro, ele não se lembrava de mais nada sobre o lado divino de sua família. Na verdade, ele não se lembrava nem do seu próprio nome. Levamos o coitado para a enfermaria, na esperança de que alguém conseguisse ajuda-lo, mas nada. E a situação só piorou. Desde esse caso, os curandeiros e Quíron estimaram que, durante todo o ocorrido, mais de 70% dos campistas do acampamento perderam suas memórias.

Eu sempre fui fascinado em entender mais sobre o funcionamento da mente humana. Então, como isso era uma situação que afetava diretamente a mente, eu tentava sempre estar na enfermaria, seja ajudando os enfermeiros ou até mesmo conversando com os pacientes. Nenhum deles se lembrava de quem era, mas pelo menos mantinham algumas das funções básicas, então não precisavam de muita ajuda para comer ou fazer suas necessidades.

Era interessante esse contato, pois eu conseguia conversar com praticamente todos os pacientes, coisa que os curandeiros não conseguiam fazer. Talvez fosse a “aura de médicos” que pairava sobre eles, ou então eu tinha uma cara de bobo que não faria mal nenhum a uma mosca, mas eu conseguia me aproximar dos pacientes, mesmo que isso não ajudasse em quase nada, no processo de recuperação.

Aproximadamente um mês depois do “paciente zero”, eu estava na enfermaria central, ajudando meus irmãos e primos. Tudo corria normalmente, mas isso mudou quando um curandeiro veio até mim, e disse que Quíron precisava falar comigo, urgentemente. O curandeiro disse que o centauro estava conversando com outra curandeira, em um canto mais afastado da enfermaria. Agradeci o jovem e fui até o local indicado. Chegando perto do local, eu ouvi duas vozes, identificando o tom calmo do velho mestre, e outra voz, feminina, que eu me recordava vagamente de tê-la ouvido na enfermaria. Os dois conversavam sobre a situação dos pacientes.

...não sei o que aconteceu, Quíron. Nada do que eu ou os outros curandeiros tentamos deu resultado. – A voz da curandeira estava tremendo, possivelmente de pavor, dada a situação – Tenho medo de que essa situação seja permanente.

Eu fui me aproximando lentamente dos dois, tentando descobrir alguma coisa sobre a situação.

Acalme-se, criança. Tenho fé que logo descobriremos a causa desse mal. – Mesmo quando tudo estava desmoronando, Quíron sempre mantinha aquele tom de voz calmo. – Tudo o que nós podemos fazer agora é... – talvez eu nunca saiba exatamente o que ele tinha em mente, pois, enquanto o centauro falava, eu havia escorregado em uma pequena ampola, possivelmente um recipiente de uma das milhares de poções que haviam sido ministradas aos pacientes. Consegui me equilibrar, mas o estrago já estava feito, e eu já havia chamado a atenção para mim.

Ahn, olá. – Claro que eu não pensei em coisa melhor para falar naquele momento extremamente constrangedor. Acho que, se a curandeira, que mais tarde eu descobri que se chamava Julia, não estivesse extremamente preocupada com os campistas desmemoriados, provavelmente iria me jogar uma maldição ou algo do tipo. Quíron, no entanto, sorriu quando me viu.

Exatamente o que estávamos precisando. Uma prole de Atena. Você sabe o que estamos passando, afinal eu o vejo aqui, todos os dias. Agora, chegou a hora de você nos ajudar de outro modo. – Embora o tom de voz de Quíron continuasse calmo, suas patas e sua cauda tremiam. – Eu vi que você, de um modo que talvez só os deuses entendam, consegue fazer com que os campistas escutem você. Sendo assim, eu tenho que pedir-lhe um favor. Precisamos que você continue falando com os pacientes, só que, de agora em diante, faça isso com mais intensidade. Tente encontrar qualquer pista sobre o que está fazendo isso com nossos companheiros.

S-sim, Quíron. – Eu engoli em seco antes de continuar a falar. – Só para confirmar, vocês não fazem ideia do que possa estar causando isso, não é?

Exatamente, caro semideus. – Quíron respirou fundo, e eu pude ver o quanto essa situação o estava cansando. – Por isso, precisamos de você. Nossos melhores estão sendo atingidos por esse mal, e como você ainda está com sua memória intacta, você é uma de nossas últimas esperanças.

Sem pressão, eu apenas precisava salvar o acampamento inteiro, quase. Despedi-me de Quíron e voltei para a enfermaria, onde estavam as pessoas que haviam acabado de perder a memória.

Por incrível que pareça, as pessoas que perdiam suas memórias estavam em uma paz inabalável. Por não se lembrarem de nada, nenhuma rusga passada, ou mágoa vinham à tona. Apenas a calma. A tristeza ficava com os que ainda mantinham a memória. Cheguei a escutar, uma ou duas vezes, alguém dizendo que queria perder a memória também. A situação estava terrível, então decidi agir imediatamente. Por mais de duas horas, falei com cada pessoa que estava naquela enfermaria. Nenhuma delas conseguiu me dizer algo que fosse útil, mas eu percebia no olhar de alguns pacientes certo brilho, como se admirassem o que eu estava fazendo, ou pelo menos, gostavam do fato de alguém emocionalmente controlado estar falando com eles.

Durante todo esse tempo, mantive minha parte racional me controlar, mas, depois de sair da enfermaria e ir para o chale VI, me arrumar para o jantar, eu percebi o quanto eu estava esgotado, emocionalmente falando. Ver todos aqueles campistas sem memória era algo que me deixava devastado, por dentro. Alguns deles só tinham suas memórias para manterem-se lúcidos. Outros usavam suas memórias para visitar parentes e amigos mortos. Eu sabia como era viver apenas com as memórias como suas amigas. Se você perde isso, o que sobra de você? Era algo que me tirou o sono por muitas noites.

•••

Eu costumo pensar que o jantar realmente é uma hora sagrada. Afinal, é a hora que conseguimos falar com nossos progenitores divinos, e nesse dia não foi diferente. Como todo dia, enchi meu prato de comida, então fui até a fogueira no centro do pavilhão e joguei um pedaço de carne na fogueira, e entoei o nome de minha mãe, Atena. Tudo isso foi como sempre, porém, quando me virei e dei alguns passos para voltar para a mesa do chalé VI, uma pequena borboleta azul passou voando pela minha frente. Era algo comum, mas ao mesmo tempo trouxe à minha memória um grupo de semideuses que serviam uma deusa com poderes na esfera da mente, os Mentalistas de Psiquê.

Tempos desesperados pediam medidas desesperadas, então eu voltei para a fogueira e joguei outro pedaço de carne no fogo, e comecei a colocar tudo para fora.

Lady Psiquê. Sei que não sou um de seus seguidores, mas eu preciso de sua ajuda. A senhora é uma das minhas últimas esperanças para resolver esse mistério. Qualquer ajuda é bem vinda.

Após terminar minha prece, voltei para a mesa do chalé VI. Durante todo o tempo em que eu jantava, a pequena borboleta azul se aninhou em meu ombro. Poderia ser apenas uma borboleta, mas eu sentia como se uma mão divina estivesse ali, todo o tempo.

Depois de jantar, voltei para o chalé, juntamente com meus irmãos, ajudando a conduzir quem estava sem memória. Mal sabia eu que os problemas ficariam mais pessoais a partir daquele momento.

Quando chegamos ao chalé, encontrei minha irmã, Dana, sentada na sua cama, abraçando os joelhos, com uma expressão que misturava o choque e a apatia, enquanto William, outro de meus irmãos, estava ao lado dela, amparando-a. Eu conhecia isso muito bem para saber que ela havia sido mais uma vítima do mal que assolava o acampamento. Não pensei duas vezes e corri até ela.

Dana. DANA! Você está bem? – Por mais que eu fosse um filho de Atena, e que a razão sempre superaria minhas emoções, eu não consegui segurar minhas lágrimas. Entenda, Dana havia me ajudado há algumas semanas atrás, e eu desenvolvi uma forte ligação com ela, coisa que eu nunca havia tido com outro irmão ou irmã. Vê-la naquele estado me deixou louco. – Por favor, Dana, não se esquece de tudo, por favor. Lembra, nós encontramos a Alinna há duas semanas. Você me ajudou com o enigma. Por favor, você tem que se lembrar.

Quem é você? – Eram as únicas palavras que eu não queria ouvir naquele momento. – E quem sou eu? Você sabe quem eu sou?

Sei. Você é Dana Johnson, minha irmã. Nossa irmã. – Mostrei todos os nossos irmãos, incluindo os que também haviam perdido a memória. Willian a abraçou, como se quisesse mostrar que gostava muito dela. – Eu vou descobrir o que aconteceu com você, mas antes preciso saber se você lembra-se de alguma coisa, qualquer coisa.

Eu... eu me lembro de um... animal. – Dana falou a palavra “animal” bem pausadamente, como se lembrar de cada sílaba fosse um esforço brutal. – E-ele tinha olhos a-azuis, e p-pelo branco. – E então, desmaiou na cama. Rapidamente eu pedi para Willian leva-la até a enfermaria, enquanto eu saí correndo, indo em direção à biblioteca do acampamento.

•••

A biblioteca era enorme, com livros sobre quase todos os assuntos. Eu gostava de perder um tempo considerável com aqueles tomos, mesmo que fosse difícil ler alguns. Mas eu não tinha tempo a perder. Chegando lá, peguei todos os livros que falam sobre criaturas mitológicas e comecei a ler como um condenado. Bem, um condenado com dislexia, já que metade dos tomos estava escrito em inglês. Procurei por mais tempo do que o permitido, pois desmaiei de sono em cima dos livros, e só acordei com o som nada agradável dos cascos de Quíron, que faziam um barulho excessivamente alto, capaz de acordar até um morto.

Eu presumo que o senhor passou a noite inteira aqui. – Quíron pegou um livro que estava servindo de travesseiro e estava molhado com algo que supus ser minha baba. – Por mais que eu aprecie sua dedicação, eu quero que você vá agora para seu chalé e durma um pouco. Você não ajudará em nada caindo de sono.

Eu apenas concordei com a cabeça e comecei a me dirigir para a saída. Foi então que uma coisa estranha aconteceu. Uma borboleta, dessa vez em um lindo tom de âmbar, pousou em cima de um livro que eu havia visto, mas ignorei na minha pesquisa. Era um título estranho, eu não conseguia saber o que era e, mesmo usando minha habilidade para tentar decifrar o título, eu não consegui muita coisa. Apenas consegui distinguir a palavra “criaturas”. Decidi abrir o livro, mesmo sabendo que Quíron estava quase me jogando para fora da biblioteca.

Aparentemente, era um livro sobre criaturas mitológicas. Nada que eu já não tivesse visto antes. Porém, uma ilustração me chamou a atenção. Era uma criatura parecida com um bicho-preguiça, mas sua pelagem era totalmente branca, e seus olhos, bem maiores do que o normal, eram de um azul claro como o céu. A descrição desse animal estava escrita na mesma linguagem que o título do livro, mas, forçando ainda mais a minha habilidade, eu consegui pegar algumas palavras soltas como “pelo”, “memória” e, por incrível que pareça, “deusa”. Isso foi o suficiente para ligar alguns pontos, e uma euforia anormal possuir meu corpo.

QUÍRON! Você precisa ver isso! – Eu estava quase pulando de alegria quando o centauro veio até mim. Mostrei-lhe minha descoberta. Enquanto Quíron analisava o livro, eu contei-lhe que a ilustração batia com as poucas informações que Dana havia me dado. O rosto do centauro assumiu um semblante de puro alívio.

Muito bom, jovem. Agora sabemos por onde começar a procurar. Agora, ouça meu conselho e descanse, pois você precisa.

E eu precisava mesmo, pois cada passo que eu dava era uma pontada de dor em algum lugar diferente do meu corpo, graças a eu ter dormido de mau jeito. Resolvi obedecer ao velho mestre e voltei para o chalé VI, sendo dispensado de todas as atividades do dia, para dormir um pouco.

•••

Sonhos de meio-sangue nunca são apenas sonhos. Geralmente eles têm algum aviso para o futuro, ou então um aviso do passado. Dessa vez, o aviso foi do presente.

Sonhei que estava em casa, e por casa, quero dizer a casa de meu pai, o professor John Smith. Estávamos discutindo animadamente sobre algum filme antigo, quando um clarão iluminou todo o ambiente, e uma mulher apareceu ali, no meio da sala. Seus olhos denunciaram quem ela era. Atena, minha mãe.

Ela sentou-se ao lado de meu pai e olhou séria para mim, e acredite, quando Atena olha daquele jeito para você, é melhor prestar muita atenção ao que ela vai dizer.

Não temos muito tempo. Você já sabe qual é a criatura que está fazendo os campistas perderem a memória. Agora, uma criatura dessas, em geral, é mansa. Alguém deve estar usando-a para fazer algum mal ao acampamento. – Ela olhou fixamente para mim com aqueles grandes olhos cinzentos.

Filho. – Meu pai olhou para mim, e ele estava sorrindo abertamente. – Concentre-se em suas memórias. Não as deixe ir embora, de forma alguma. E o mais importante... – Mas eu nunca soube o que era o mais importante, pois nesse momento, meu pai desapareceu, juntamente com toda a casa. Ficamos apenas eu e Atena em um lugar totalmente escuro.

As memórias, meu filho. Apegue-se a elas. – E então, ela sumiu também e, por um momento, eu tive a impressão de que ela deu um sorriso, mas achei estranho, afinal Atena não sorri.

Eu comecei a gritar, chamando minha mãe e meu pai, e nem percebi que havia alguém me sacudindo energicamente.

Calma, cara. Você precisa acordar. – Foi só quando eu recebi um tapa na cara que eu finalmente parei de gritar. Estava de volta ao chalé VI, mas havia um problema: eu não lembrava que aquele era o chalé.

O-onde eu estou? Minha cabeça ta doendo demais. – Eu tentei lembrar-me do sonho, mas não consegui. Apenas flashes de uma casa, um homem e uma mulher vinham à minha mente.

Ah, merda. Você se lembra do seu nome? – Dava pra ver que o garoto, que eu consegui reconhecer como sendo Willian, meu irmão, estava preocupado demais comigo.

L-lembro sim. Jeff Smith. Também me lembro de você, Willian Durigan. Mas eu não consigo lembrar algumas coisas. Parece que, aos poucos, minhas memórias estão indo embora, como lágrimas na chuva.

Minha mente estava completamente bagunçada, mas ainda assim, eu lembrava o que tinha que fazer, então me levantei, com algum esforço, peguei a minha faca e meu amuleto de proteção, que por algum motivo não estava no meu pescoço, e saí a procura da criatura, ignorando o que meu irmão estava falando.

•••

Procurei por todo o acampamento, e por todo, entenda que eu fui até à floresta. Claro que, armado apenas com uma faca, eu não poderia ir muito longe, ou então viraria comida de algum monstro.  Então não me aventurei pela floresta inteira, pois eu sabia que ela era muito perigosa, mesmo não me lembrando exatamente o porquê.

Passei a manhã inteira procurando pela criatura, mas foi uma busca sem sucesso. Só percebi que era hora do almoço quando eu ouvi a trombeta chamando todos os semideuses para a refeição. Mas eu ignorei o chamado, e continuei procurando.

Enquanto eu procurava, algumas memórias voltavam. Recordei de quem eu era filho, Atena e John Smith. Lembrei-me também de pessoas que foram importantes para mim, mas que haviam partido. Era um processo lento, mas ainda assim, um progresso enorme, comparado aos outros campistas.

Em certo momento, eu percebi que não fazia ideia de onde mais procurar, então andei um pouco a esmo pelo acampamento, até que cheguei à Casa Grande. A varanda estava vazia, afinal todos estavam no pavilhão do refeitório. Sentei-me em uma das cadeiras que estavam por lá e comecei a pensar nos lugares que eu ainda não havia procurado. Não estava lembrando-me de nenhum lugar, e eu não sabia se era porque eu já havia procurado ou se eu havia esquecido mesmo do lugar. Até que um estalo surgiu em minha mente. Existia um lugar que eu ainda não havia checado, e esse lugar era justamente a Casa Grande.

Quando entrei na Casa Grande, não havia um único barulho. Compreensível, já que todos estavam almoçando, mas ainda assim era um pouco incômodo todo aquele silêncio. Comecei a busca pelo porão. Não havia nada além de umas caixas de morangos.

Depois, fui olhando andar por andar. Enquanto fazia a busca, tentei rastrear alguma coisa, uma pegada ou alguns pelos soltos, mas não havia nada. A busca pelo animal tornou-se uma atividade extremamente frustrante para mim, pois nada do que eu fazia me levava a ter alguma resposta.

Depois de vasculhar o quarto andar inteiro, me dei por vencido e aceitei o fato de que não havia nada na Casa Grande. Estava quase indo embora quando ouvi um barulho, acima de mim, e percebi que havia um ultimo lugar que eu não havia procurado: o sótão.

Embora não exista uma proibição, não é qualquer semideus que vai ao sótão. Quem se aventura naquele lugar realmente precisa fazer isso. E esse era o meu caso. Poderia não ser nada, mas poderia ser o lugar onde estariam todas as respostas que eu estava procurando. Fechei os olhos, respirei fundo, umas cinco vezes, reuni coragem e comecei a subida até o sótão.

A primeira coisa que eu senti foi o cheiro. Imagine um armário onde você guarda suas coisas mais preciosas, que foram parte importante de sua vida. Agora, imagina que você tem esse armário há mais de cem anos. Então, o cheiro era mais ou menos isso. O cheiro acre de mofo era predominante, mas havia outros aromas que quase me fizeram vomitar. Sorte a minha que eu não fui almoçar. Usando a minha visão aguçada, que me permitia enxergar relativamente bem no escuro, consegui ver claramente as pilhas de itens deixados por semideuses ao decorrer dos anos. Era inacreditável que Quíron nunca mandou ninguém arrumar essas coisas.

Havia muita coisa ali, mas o que realmente me chamou à atenção não foram os itens, e sim a razão de todos os problemas do acampamento. Encolhido em um canto, perto de umas quinquilharias, estava um bolo de pelos brancos. Mas, mesmo quando esse bolo de pelos brancos começou a se mover, eu não fiquei assustado. Eu estava seguro que ele não ia me atacar, pois meu amuleto estava normal, não detectando nenhum perigo.

Lentamente, comecei a me aproximar da criatura. Enquanto eu ia me aproximando, flashes de memórias vinham à minha mente. Nesses flashes, eu lembrei-me do que achei naquele livro estranho. Consegui me lembrar principalmente das palavras que eu consegui traduzir, pelo e memória. Juntando dois mais dois, cheguei a conclusão quase óbvia de que tocar no pelo daquela criatura não seria a melhor das ideias.

Estava tão concentrado em me aproximar da criatura sem ela me atacar, que não reparei nos passos que estavam ecoando atrás de mim. Na verdade, eu levei um susto quando uma mão agarrou meu ombro.

Erre es korakas! Mas o que é isso? – Virei para olhar o dono da mão e vi meu irmão, Willian. Ele estava com uma expressão estranha no rosto, calma demais. – O que você está fazendo aqui?

A mesma coisa que você, suponho. Quíron me disse para procurar a criatura. Mas acho que você a encontrou primeiro, não é? – Ele começou a andar em direção à criatura, com a mão no bolso da calça. No momento em que ele falou isso, uma sensação estranha percorreu meu corpo, como se, de alguma forma, meu corpo estivesse reagindo ao que ele falou. Eu não teria dado bola a isso, se não fosse o fato de meu colar estar quase congelando meu peito.

Um momento, amigo. O que você tem aí no seu bolso? – Lentamente, eu comecei a levar minha mão em direção a minha faca.

Calma. É apenas uma coisa para ele comer. – E, tirando a mão do bolso, meu irmão mostrou-me a metade de uma maçã. – Eles gostam de maçã, principalmente se ela não tiver sementes. – Dito isso, ele ajoelhou-se ao lado da criatura e deu a maçã para que a criatura comesse, enquanto ele fazia carinho em seu pelo branco.

Não faça isso! Você irá perder a memória! – Eu fui em direção ao maluco, mas ele simplesmente deu risada, e continuou o que estava fazendo.

Então você descobriu como ele tira a memória das pessoas. Muito bom, irmão. Agora, você sabia que os mentalistas possuem imunidade ao efeito do pelo de um Psion? – Willian continuava acariciando o pelo do animal, que eu supus ser o tal Psion.

Não sabia disso. Mas, espere um momento. Se você sabe sobre o efeito do Psion, por que não falou nada antes? Estamos há mais de um mês nessa situação. Poderíamos ter evitado tudo isso. A menos que... – Enquanto eu falava, comecei a, lentamente, andar em direção à saída do sótão. – Deuses, como eu não percebi antes. Foi você, não é?

Muito bom, Capitão Óbvio. – Enquanto falava, Willian começou a bater palmas. – Sim, isso tudo é minha culpa. Mas é uma pena que você não se lembrará disso. Vai, Zeke!

Eu estava tão concentrado em pensar como iria vencer uma batalha contra um irmão, que possuía as mesmas habilidades que eu, e ainda por cima era um mentalista, que não percebi que, por “Zeke”, William estava se referindo ao Psion, que veio voando até mim, em um ritmo assustador, sabendo que tudo acabaria se ele simplesmente encostasse sua pelagem em mim.

Não tive muito tempo para analisar a minha situação, mas sabia que uma batalha no sótão, além de explodir tudo e causar minha expulsão do acampamento, iria acabar me matando mais rápido do que eu posso dizer “Psion”. “Prioridades”, eu pensei. Havia uma bomba de esquecimento vindo até mim, então fiz o que parecia ser o mais óbvio: apontei minhas mãos na direção de Zeke e usei minha telecinese para impedir o voo do Psion. O pequeno animal parecia assustado com toda a situação, e eu não conseguia fazê-lo se acalmar, o que tornou todo o processo muito cansativo. Tão cansativo que, quando Zeke estava a menos de um metro do chão, Willian passou por mim, me empurrando com força. Como toda minha concentração estava focada no Psion, que aparentemente não tinha culpa de nada, não consegui me defender do empurrão, que me jogou no chão e cortou meu poder, fazendo com que Zeke caísse pesadamente.

Eu ouvi William descendo as escadas, e não podia deixa-lo escapar impune, então, com algum esforço, levantei-me e fui atrás dele, mas antes disse para Zeke ficar ali em cima, em segurança. Quando fiz isso, achei que havia batido a cabeça quando caí, pois eu poderia jurar que havia visto o Psion dar um sorriso.

Eu não podia contar muito com meu amuleto, pois ele estava quase congelando meu peito, sinal de que eu estava correndo muito perigo. Enquanto descia os andares da Casa Grande, fiquei atento, a procura de qualquer barulho, seja de Willian ou de qualquer outra pessoa, pois eu sabia que as chances de sair vitorioso dessa batalha eram de 0,000000001% e ter um reforço seria de grande ajuda.

Quando saí da Casa Grande, um silêncio anormal pairava no acampamento. Mesmo sabendo que os campistas estavam no pavilhão ainda, não havia um som no ar. Porém não tive muito tempo para contemplar essa quietude anormal, pois eu fui atingido por um golpe desferido no meu estômago, que me tirou todo o ar que eu ainda tinha dentro de mim. Senti meus pés abandonando o chão, e meu corpo sem peso, por dois segundos, então caí pesadamente no chão.

Quando me levantei, procurando forças para respirar, eu vi o que havia me atingido. Em pé, a dez metros de distância, segurando uma corrente prateada nas mãos, estava Willian. Ele estava sorrindo, e era um sorriso estranho, quase um esgar. Mas não era isso que me chamou a atenção. O que realmente se destacava nessa cena eram os olhos dele. Ambos estavam com um desenho de uma borboleta, e foi então que eu soube que ele iria lutar para valer, usando todas as habilidades que possuía.

Se ele queria assim, pensei, então assim será. Puxei minha faca, a única arma que eu possuía, e assumi a minha postura defensiva. Em uma batalha como essa, eu tinha todas as desvantagens possíveis. O inimigo sabia exatamente quais eram minhas habilidades, quais eram meus defeitos. Mas ele só não contava com uma coisa: no passado, eu fui conhecido como o “cara das ideias loucas”. Era a hora perfeita para eu relembras os velhos tempos.

Willian estava girando a corrente ao seu redor, se preparando para o ataque. Ele não aparentava carregar mais nenhuma arma além da corrente. Aparentemente, sua especialidade era o combate à média distância. Consegui até sorrir com essa informação, pois minhas chances de sair vencedor dessa batalha acabaram de subir para 1%.

Respirando fundo, e levando a mão à boca, eu dei um assovio muito alto, e, depois de alguns segundos, uma coruja passou voando acima de minha cabeça, em direção a Willian. Quando ele percebeu o que eu havia feito, respirou e também assoviou, chamando um protetor para si mesmo. Como a minha visão em batalha fica muito mais aguçada, eu conseguia ver as duas corujas brigando no céu, mas eu não podia parar para admirar isso, pois precisava colocar meu plano em prática.

Usando minha agilidade, comecei a correr até William, fazendo um trajeto que não fosse linha reta até ele. Assim como eu, ele ficou admirado com a batalha das corujas, e eu esperava por isso. Conforme eu cheguei perto dele, concentrei todo meu poder em meus braços, esperando assim um ataque decisivo contra meu irmão, mas, quando cheguei perto o suficiente para atacar, uma luz azulada começou a surgir dele, então ele desapareceu. E eu também esperava por isso. Uma rápida olhada ao redor mostrou que Willian se teletransportou para uns cinco metros atrás de mim. Antes que ele terminasse de se materializar, eu virei para ele e, com minhas duas mãos fazendo o gesto que o Homem-Aranha faz para lançar suas teias, eu simplesmente disse:

Shazam. – E lancei contra ele uma rede de energia. Eu não sabia exatamente quais seriam os efeitos da rede nele, mas sabia que pelo menos eu havia tirado o teletransporte da jogada, pelo menos por algum tempo.

Willian deu um grito, mas não foi um grito comum. Ele havia emulado o Grito de Guerra de nossa mãe. Mas nesse jogo, jogam dois. Mesmo zonzo com o grito, eu consegui chegar até ele, que ainda se encontrava preso pela rede. Quando cheguei a quase um metro de distância, enchi meus pulmões de ar e soltei meu Grito de Guerra, tão potente quanto o de Willian.

A situação era até cômica, se eu não estivesse lutando pelo futuro do acampamento. Com o grito, Willian também ficou zonzo, e, por alguns instantes, ele parou de lutar contra a rede de energia que cobria todo seu corpo.

Eu ainda estava me sentido tonto, então me sentei no chão, em frente a ele, e pousei minha faca entre minhas pernas. Eu sabia que lutar não era a melhor estratégia, então decidi batalhar contra ele por outros meios, meios em que não haveria vantagens.

Willian, por favor, vamos parar com isso. Acha mesmo que essa luta vai nos levar a algum lugar? Você é filho de Atena, a deusa da sabedoria. Pare de agir como um brigão e usa essa cabeça para pensar. O máximo que vai acontecer aqui é um matar o outro. – Essa realmente era uma das piores ideias que eu tive na minha vida, mas eu estava desesperado, e já não tinha nada a perder. – Se você morrer, eu conseguirei ajudar a reverter o que você fez. Se eu morrer, alguém vai achar meu corpo e vai atrás de você. Você virará um renegado, e logo morrerá pela mão de outro semideus ou até mesmo de Psiquê. É isso mesmo que você quer?

E quanto a você, irmão? Essa é a vida que você sempre quis? Ficar enfurnado aqui nesse acampamento? – Por mais que eu resistisse, sabia que Willian estava usando o poder da diplomacia, tentando me induzir a aceitar as escolhas dele. – Enquanto eu servia àquela deusa menor, eu vi muitas coisas, coisas que eles escondem de nós. Tudo o que eu quero é a minha liberdade.

A rede finalmente teve seu fim, então eu me levantei calmamente, e esperei Willian vir até mim. Ambos sabíamos que a batalha física não teve nenhum propósito, a não ser nos cansar fisicamente. O verdadeiro combate estava sendo travado agora, no campo em que Atena tinha mais poder.

Eu sei o que você está pensando, Willian. – Eu mantinha minha voz calma. A minha última esperança ela manter ele falando, até todos finalmente pararem de comer e saírem do refeitório. – Os deuses nos abandonaram aqui e vivem se divertindo às nossas custas. Eu mesmo já pensei isso várias vezes. Mas, o que você fez aqui, foi muito errado. Nenhum meio-sangue é responsável pela sua herança. Somente pelo seu destino, e você selou o seu destino aqui, nessa batalha.

É mesmo, Smith? E quem disse que meu destino foi selado hoje?

EU! – Eu ouvi os passos característicos de Quíron se aproximando, mas a voz com certeza não era a dele. Era uma voz feminina, que ao mesmo tempo era firme e delicada. Quando procurei a dona da voz, eu vi uma mulher, aparentando uns vinte anos, pele branca, trajando um vestido azul leve, cabelos negros e longos, presos em uma trança com uma presilha de borboleta, também azul. Mas o que realmente impressionava eram seus olhos. O azul era de uma tonalidade que eu nunca havia visto na vida. Eu simplesmente estava hipnotizado por aqueles olhos.

– [color:69d8=##33cc66]Então, Willian, foi para cá que você trouxe Zeke. – A voz da mulher, que, mesmo em meu estado quase catatônico, julguei ser a deusa Psiquê, ainda mantinha a mistura firme/delicada, mas eu realmente não queria estar na pele de meu irmão. – Vou perguntar apenas uma vez. Onde está meu Psion?

O pior erro de Willian foi ter ficado quieto. Psiquê começou a emitir um brilho azulado de seu corpo, e eu tinha certeza de que ela o mataria ali mesmo. Pode parecer um pensamento idiota, e talvez fosse, mas Willian ainda era meu irmão. E ele não era exatamente um criminoso hediondo. Apenas um semideus desequilibrado, que tinha acesso a poderes devastadores. Assim, eu não podia deixar a deusa da mente fazer isso, mesmo que há dez minutos eu mesmo estivesse tentando mata-lo.

Por favor, minha senhora. – Eu entrei entre os dois e me ajoelhei perante Psiquê. – O Psion está no sótão da Casa Grande. Eu o deixei lá, pois assim ele não apagaria a memória de mais ninguém, por acidente.

Eu não ousei olhar para cima, mas vi que a luz azul estava diminuindo. Assim que senti que era seguro, olhei para cima e, para minha surpresa, Psiquê estava olhando diretamente para mim.

Vejo que você se afeiçoou ao Psion. Mas temos coisas mais urgentes a tratar. – Ela colocou a mão no meu ombro e não precisou de mais nada para me dizer que eu não deveria ficar na frente dela, neste instante. – William Durigan, desde momento em diante, você não faz mais parte dos meus Mentalistas, e sofrerá as sanções cabíveis. Quanto a seus crimes aqui no Acampamento Meio-Sangue, deixarei tudo a cargo de Quíron.

Eu acho que Psiquê usou algum poder em sua voz, pois Willian não esboçou reação alguma ao ser erguido do chão por dois campistas que eu supus serem de Ares, devido ao tamanho dos dois. Quíron dispensou todos os campistas que haviam se reunido em torno de nós. É engraçado o tanto de pessoas que aparecem quando não precisamos delas. Depois disso, o velho mestre e Julia, a curandeira que estava a frente dos pacientes desmemoriados, foram em direção a Casa Grande, pois Julia jurava que conseguiria criar um antídoto a partir da pelagem de Zeke.

Quanto a mim, eu estava exausto, e caí deitado na grama, de olhos fechados. Ficaria ali para sempre, se não fosse por um barulho ao meu lado. Quando olho, Psiquê está sentada ao meu lado. Rapidamente me levantei e sentei-me em uma posição que deixaria qualquer maníaco por postura apaixonado por mim.

Então, apesar de tudo, você não deixou que seu irmão fosse morto por mim. – A voz de Psiquê havia mudado. Ela perdeu a parte firme, restando apenas a parte delicada. – Eu admiro muito isso. Agora, preciso voltar ao Olimpo. Zeus nos fulminará se eu ficar aqui mais tempo. Contudo, eu tenho algo a fazer por você. – Psiquê levantou-se, e eu achei sábio fazer o mesmo.

Sim, minha senhora. O que seria? – Tentei fazer a minha melhor “voz de servidão”

Eu sei que você teve algumas memórias apagadas por Willian, então é justo que eu as devolva. – Psiquê tocou em minha testa, e foi uma sensação maravilhosa e ao mesmo tempo assustadora. Em apenas um segundo, eu vi toda a minha vida, até agora. Coisas que eu não lembrava, pelo tempo passado, ou por ter afundado tais memórias tão fundo em minha mente. Eu me vi com três anos, brincando com meu pai. Com dez anos, sendo expulso de uma escola, com quinze anos, chegando ao acampamento, com dezessete anos, tendo que me despedir de um amor que partiu há muito. As memórias eram tantas que minha única ação era chorar. As lágrimas caiam descontroladamente dos meus olhos.

Eu caí de joelhos quando Psiquê tirou sua mão de minha testa. O choro ainda continuava, mas agora eu estava feliz. Feliz por ter todas as minhas memórias recuperadas. Respirei fundo, e me ajeitei em uma posição de reverência.

Obrigado, minha senhora. – Eu fiquei ajoelhado, olhando para o chão. Então, eu vi uma luz azul começar a brilhar, e soube que seria sábio continuar olhando para o chão. Senti Psiquê se desmaterializando, mas antes ela me deixou uma última mensagem.

Um dia, quem sabe, Zeke possa ser seu companheiro. E, talvez, você possa vir a ser mais do que você é. – E com essa mensagem, Psiquê desapareceu.

Quando olhei para cima, havia apenas uma borboleta azul, voando na minha frente. Estendi meu dedo até a borboleta, e ela pousou no meu dedo, como um pássaro em um poleiro. Sorri, olhei para o céu e murmurei um agradecimento, tanto para Psiquê quanto para Atena, por me guiarem nessa aventura que eu, com toda a certeza, jamais esquecerei.


DADOS DA MISSÂO:
ARMAS E ITENS:
Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

— {Protection} / Amuleto [Feito de pedra d'água, o amuleto encantado é quadrado, com pontas arredondadas e gravado com uma runa antiga cujo significado é "proteção". Quando o usuário está em perigo, sua temperatura diminui, dando a impressão de estar molhado, a fim de avisar o dono.] (Nível mínimo: 3) {Elementos controlados: magia} [Recebimento pela missão "O Mundo de Semideuses", avaliada e atualizada por Hécate.]

PODERES PASSIVOS:
Nível 1: Inteligência natural - Filhos de Atena possuem a mente rápida, capaz de elaborar planos com facilidade mesmo em situações em que se encontram em desvantagem. Quando seus ataques envolvem uma estratégia (indo além dos golpes diretos, e com a linha de pensamento explicada, dentro do que é coerente) seus ataques ganham uma chance de acerto 10% maior (mas não afeta dano nem a capacidade do alvo de se defender). Não se aplica à estratégia em equipe. [Modificado]

Nível 3: Combatente ágil - Filhos de Atena tendem a ser mais esguios e velozes do que fortes, em termos físicos. Isso faz com que tenham mais chances de acerto em combates corporais com armas de curta distância. Sua agilidade usando armas corpo a corpo é ampliada em 10% durante as batalhas. [Modificado, antigo "Agilidade"]

Nível 5: Visão de Batalha - Assim como a coruja parece ter uma visão mais ampla do que ocorre ao seu redor, os filhos da deusa, em batalha, poderão desfrutar de uma visão mais ampla, de até 270º, permitindo assim melhores ataques ou defesas. Ainda existem pontos cegos, contudo, e só afeta os semideuses em combate.

Nível 7: Visão Noturna - A coruja é o animal sagrado de Atena e como seu filho este semideus tem mais facilidade em ver no escuro. Mas não se engane! Isso não quer dizer que sairá vendo igual uma coruja - a acuidade e alcance visual não são alterados. Poderá, contudo, encontrar todos os detalhes do local, seja da batalha, do relevo ou do ambiente. Filhos de Atena tem a capacidade de distinguir objetos mesmo em meio à escuridão, não necessitando de uma grande luminosidade para ver (mas ainda é necessária uma luz mínima/ penumbra).

Nível 8: Perícia com adagas e facas - Filhos de Atena adquirem uma familiaridade natural com este tipo de arma, facilitando seu aprendizado e manobras. O conhecimento em si não é imediato e nem os ataques certeiros - apenas indica uma propensão maior a lidar com este tipo de item.

Nível 13: Decifração Arcaica - Por ser uma deusa da civilização, filhos de Atena recebem uma bonificação instintiva ao tentar decifrar enigmas e línguas que provenham de culturas com um sistema alfabético/ fonético concretizadas (ou seja, linguagens com um mecanismo de registro, mas não linguagens estritamente orais e dialetos não oficiais). Isso fornece a eles uma bonificação de 50% nas traduções dessas línguas. Adicionalmente, ao lidar com enigmas e outros quebra-cabeças baseados em códigos (inclusive códigos computadorizados) recebem uma bonificação de 25% para a resolução (não cumulativo com a de tradução por serem objetivos distintos). Note que é uma bonificação, não uma tradução automática, e que compreender/ resolver são ações distntas - assim como compreender/ usar no caso de ativações de habilidades. Essa habilidade não te ‘ensina’ a manipular qualquer coisa (magia, elementos, etc). [Modificado]

Nível 19: Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.

PODERES ATIVOS:
Nível 1: Ataque Eficiente - Ao ativar esta habilidade a aura do filho de Atena se expande e afeta a arma, passando a provocar dano maior caso acerte o oponente. Dura 3 rodadas, com a bonificação cumulativa de 20% no dano, mas apenas se acertar na sequência (ou seja, se acertar o primeiro golpe, ele causará 20% mais dano, se acertar o segundo, 40%, e se acertar o terceiro, 60%); caso acerte o primeiro e erro o segundo, por exemplo, a bonificação do terceiro, em caso de acerto, volta a ser 20%. Pode ser utilizado uma vez por combate. [Modificado, antigo "Ataques certeiros"]

Nível 8: Enredar - Atena também é a deusa dos ofícios manuais, conhecida principalmente pela tecelagem, campo em que Aracne ousou desafiá-la. Ao ativar este poder, o filho de Atena torna-se capaz de lançar uma espécie de rede de energia em seu inimigo, dificultando seus movimentos. Inimigos com pelo menos dois níveis de diferença, ficam presos na rede. De nível igual ou inferior ficam presos, não podendo se movimentar ou usar poderes de teleporte e similares (intangibilidades ainda são efetivas se estiverem ativas antes de serem enredados), se acertados, mas ainda podem atacar e se defender sem sair do lugar. Inimigos de nível mais alto apenas perdem  metade da locomoção e ficam com a limitação de teleporte. A penalidade cai conforme a diferença de nível (1 turno a cada 10 níveis acima) mas será sempre no mínimo de 1 turno, independente das condições e habilidades do alvo. Dura 3 rodadas. Alcance em linha reta de 10m. Atinge apenas um oponente por vez. [NOVO]

Nível 12: Postura defensiva - Ao ativar este poder o filho de Atena fica ciente de seus pontos fracos, reforçando sua defesa por 3 turnos. Dessa forma, sua defesa é ampliada em 50% contra ataques físicos e, adicionalmente, apenas para fins de poderes físicos que considerem os níveis de personagem na possibilidade de defesa, ele será considerado um personagem 5 níveis acima. Não altera uso de poderes, estatísticas como vida e energia e similares. 1 vez por combate.

Nível 14: Invocar protetor - Usando este poder, assoviando, o filho de Atena invoca uma coruja. Ela será da espécie predominante na região, e terá habilidades similares a um animal comum, mas suas garras e bico serão de bronze e seu tamanho será cerca de 50% maior que a espécie natural. Sua inteligência é um pouco mais elevada que uma ave natural (mas ainda baixa, pelos padrões humanos). Ela não pode ser usada como montaria, mas auxilia em ataques e outras táticas, só obedecendo ao semideus que a invocou. Possuirá 50% mais HP e MP que o animal base, não excedendo 150 de status. Fica ativa por cinco rodadas, ou menos, caso seja morta ou dispensada. 1 vez por missão. [Modificado, antigo Chamado da Alvorada]

Nível 15: Telecinese Intermediária - O semideus consegue levantar objetos um pouco mais pesados e seu alcance é ampliado; limite de peso: 10 kg; limite de espaço: 15,0m, com taxa de movimentação de 9m por turno, com velocidade baixa. Gasto constante, neste nível até 2 objetos que estejam dentro do campo de visão e que não excedam o limite. Não afeta itens que estejam sendo segurados por outra criatura. Não se pode executar outras ações além de andar e falar enquanto movimenta os itens. [Modificado, antigo especial "Telecinese"]

Nível 18: Grito de guerra - Ao nascer, Atena deu um Grito de Guerra muito forte, saindo já armada da cabeça de Zeus. Os filhos da deusa terão o poder do Grito espantando o inimigo, fazendo com que aqueles ao menos 10 níveis mais fracos sintam-se impelidos a fugir. Oponentes até 10 níveis mais fortes não fugirão, mas ficarão zonzos, perdendo 25% do ataque e defesa, e oponentes ao menos 10 níveis mais fortes apenas perderão a iniciativa, sendo os últimos na rodada. É um poder de efeito sonoro. Uma vez por combate. [Modificado]

ALGUMAS OBSERVAÇÔES:
Certo, primeiramente, Dig Din. Agora, vamos lá. Sobre a "imunidade"
dos mentalistas ao Psion, eu inventei mesmo, pois esse monstro não existe no bestiário, embora é uma ótima ideia. Todo o crédito à Vicka.

Depois, sobre eu usar a telecinese pra segurar o Psion, foi um reflexo, e o animal se encaixa nas restrições do poder, sendo que uma preguiça normal tem no máximo 10 quilos.

Quanto a tonelada de poderes que eu utilizei, alguns deles foram utilizados apenas por alguns segundos, e não em sua totalidade, como, por exemplo, o Ataque Eficiente. Não sei se isso vai pesar na avaliação, mas achei importante mencionar, só para eu não morrer.

Jeff Smith
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