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— Gonna be a demon

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— Gonna be a demon

Mensagem por Jason A. Hallows em Sab 02 Dez 2017, 10:28




There's a beast and I let it run



Jason A. Hallows
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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por Jason A. Hallows em Sab 02 Dez 2017, 13:53

Past on my back

• Long Island, New York. 2015 •

O vento contra o rosto de Mason secava qualquer indício de lágrima que ameaçava escapar de seu olho. Ele não podia demonstrar fraqueza, não diante de Maxine, tão pouco dos deuses. Era orgulhoso o bastante para se importar com a avaliação do Olimpo, no entanto, ainda assim faria de tudo para surpreendê-los cada vez mais, principalmente ao deus da guerra. Além do mais, o semideus preferia se ocupar odiando do que sentindo qualquer tipo de arrependimento ou remorso.

Mas Christopher sabia que tudo aquilo era culpa dele. A colheita.

Se você tentar fugir vai ser pior! — afirmou o semideus enquanto estacionava a motocicleta na estrada de terra. Maxine, na garupa, parecia insatisfeita com a decisão do irmão mas não tinha coragem o bastante para se impor. — Não me faça te arrastar, Max.

Fosse por sensatez ou temor, Madmax não tentou se desvencilhar da mão do irmão mais velho. Ele estava possesso, furioso, poderia ferir metade do Acampamento se quisesse, ela sabia disso. Ambos caminharam em meio a passos rápidos e fortes na direção do pinheiro de Thalia, antes que qualquer monstro renascesse do Tártaro em busca deles - só a aura de Christopher era o suficiente para atrair uma boa parte dele. O ex-mentalista, ao perceber que estavam seguros o suficiente, agachou-se diante da fronteira mágica e pela primeira vez na vida, talvez a última, demonstrou um ato de amor para com a caçula. A mão calejada do garoto afagou carinhosamente os cabelos ruivos da menina.

Eu vou voltar pra tirar você desse buraco.

Quando encarou o ambiente, notou que a ex-namorada já estava no lugar combinado horas atrás. Ele não poderia confiar mais em ninguém a partir dali, mas de todas as pessoas ainda vivas, a campista era a única que despertava um senso de confiança no filho de Ares. Ele se negou a demonstrar emoções por meio de sorrisos, embora sentisse um embrulho no abdome, como se houvesse um grande buraco. Apenas puxou Max pelo ombro na direção da outra semideusa e, com um gesto de cabeça, agradeceu a ajuda. Agora estava livre para iniciar seu plano de vingança, sem ninguém para se preocupar, apenas ele mesmo. Finalmente, depois de cinco minutos caminhando, avistou novamente a estrada de terra e sua motocicleta, onde sentou-se para respirar e refletir. Fellp havia sido brutalmente assassinado pelo cartel, assim como Abbey Mason meses atrás. Poucos haviam sobrado e Christopher não deixaria que o maldito Ortiz realizasse outra chacina.

Ele, já acendendo um cigarro, tirou o pré-pago do bolso e procurou pelo número de Morningstar. Juntos, haviam sido vítimas do criminoso e desejavam vingança. No entanto, quando estava prestes a realizar a chamada, ele notou que o ambiente estava se arrastando - ele não sentia mais o vento como antes mas sabia que ainda estava ali ao ver um bocado de folhas de árvore sendo levado lentamente pelo ar. Além disso, uma borboleta azulada pousou em velocidade normal no medidor de combustível da Harley-Davidson. Christopher reconheceu os sinais.

Esse não é seu caminho, Christopher. Ainda há tempo. — era Psiquê, não pessoalmente, mas na cabeça do semideus. A voz perdurava na mente do garoto, pesando sua consciência.

Embora travado, o filho de Ares ainda compreendia a situação. Perderia tudo em troca de ações que ele tomaria por puro e simples prazer, ações egoístas travestidas em vingança. Mas era sua natureza, incapaz de ser evitada. Quando se deu conta, o tempo e espaço corriam normalmente, nenhuma voz em sua cabeça. A borboleta voando e pousando em seus dedos lembrou-lhe das promessas da deusa da mente. Paz de espírito. Mason gargalhou diante das lembranças fajutas de esperança enquanto sentia sua mão amassando o pequeno inseto.

• Austin, Texas. 2016 •

O uísque desceu queimando da garganta ao abdome do semideus, sua visão já estava um tanto quanto turva, momentos que o faziam sentir falta das bençãos de Dionísio. A boate, como era de se esperar em uma noite de sexta-feira, estava cheia, ocupada pelos mais diferenciados tipo de clientela. De fato, a escolha do proprietário referente as garotas havia sido perfeita. "Todos os gostos saciados" diziam as palavras gravadas em uma placa na entrada do estabelecimento. Infelizmente, o gosto do filho de Ares naquele momento era pelo caos. Estava ali após receber informações sobre um magnata que poderia lhe pôr um passo mais próximo de seu padrasto.

Ashryver era um homem nojento e ríspido, dono de não só uma, mas várias boates e outras propriedades espalhadas pelo Texas. Todo o poderio? Construído através de alianças. Não era surpresa alguma que ele era envolvido no tráfico de drogas em território texano, além de mandá-las a viagem para outros estados americanos. O fato era que sua influência era tão grande que nem mesmo o julgamento humano foi capaz de detê-lo — passou três anos em uma penitenciária federal, conseguindo sair de lá mais rico do que antes. Mason passou noites acordados pensando em como assassiná-lo.

Mas ao vê-lo frente a frente, o planejamento pouco importava. Poderia arrancar sua traqueia ali mesmo, na frente de todos.

Foco, olhos azuis. — era a voz da dançarina logo a frente dele. Com os dedos delicados ela tocou-lhe o queixo, tirando a atenção do semideus em suas fantasias sádicas. Ela sorriu de forma provocante ao notar que havia conseguido o que queria e agachou-se, com as pernas abertas, tirando com a boca a nota de cem entre os dedos de Mason.

Era a mais bela garota dali, talvez a mais bela que havia visto em meses. Não que estivesse preocupado em foder, no entanto, era a primeira depois de um certo tempo que tinha um certo "quê" indecifrável. Ele sentia uma aura forte vindo dela, felizmente não demorou para reconhecer seu cheiro. Era com certeza uma semideusa e, em outras palavras, isso significava uma coisa: problema. Mas não ela — era fraca e não demonstrava hostilidade alguma. Estava com um traje vermelho de dança do ventre com adornos dourados, os cabelos alisados caídos parcialmente sobre o rosto, tinha um cordão em ouro com o nome "Ariella" preso ao pescoço. Ao redor dos ombros da meio-sangue, uma jiboia amarela serpenteava por onde bem quisesse.

Ela caminhou em passos provocantes por toda a extensão do palco, agarrando a jiboia pela cabeça e passando o animal próximo ao rosto das pessoas ao redor, a maioria dando um passo de recuo. Na vez de Christopher, foi diferente: a serpente se arrastou das mãos da semideusa ao ombro do filho de Ares, circundando-os até que estivesse ao redor do pescoço de ambos. Ariella, como provavelmente era chamada, abriu um sorriso devasso enquanto sentia a respiração do meio-sangue cada vez mais próxima.

Tenha cuidado, ángel. — disse a dançarina com um sotaque espanhol, como se estivesse testando Mason.

Por quê? Só uma de vocês vai me morder.

Tocou-lhe delicadamente os lábios em sinal de silêncio, juntando as pernas enquanto se erguia e empinou a bunda lentamente. Tomou das mãos de outro cliente uma garrafa de Everclear, deslacrando. A perna direita da semideusa se ergueu e ela direcionou o pé desnudo suavemente contra os lábios do filho de Ares que, envolvido na dança, abriu a boca. Ariella derramou um bocado da bebida na própria perna, o líquido escorregou dos joelhos até a garganta do semideus, queimando seu abdome como nenhuma outra bebida havia feito até ali.

Antes que o show pudesse continuar, a música perdurada no ambiente foi trocada, indicando também a troca de dançarinas —  para o infortúnio de Mason. Analisou-a enquanto a garota se distanciava do palco, encontrando-se diretamente com o dono da boate. Ele estava carrancudo, cercado por dois seguranças pessoais, apontando o dedo indicador contra o rosto de Ariella. Depois de uma breve discussão, ele a agarrou pelo braço e prosseguiu caminho por uma escadaria até uma sala no piso superior. Os dois seguranças o seguiram apenas até a porta, deixando claro o que aconteceria do lado de dentro em alguns minutos. O plano do filho de Ares, até aquele momento, era esperar até que o mortal saísse da boate, ele o seguiria até onde quer que fosse e tiraria dele algumas informações.

No entanto, ao analisar o cochicho entre outras dançarinas, notou o olhar de aflição e amargura das garotas ao encararem Ariella subindo os degraus. Revirou os olhos ao sentir uma necessidade extrema de ajudar aquelas meninas, afinal, nenhuma delas era problema dele. O semideus se ergueu, levando consigo a mesma garrafa de Everclear usado minutos atrás pela dançarina das serpentes. Caminhou em passos firmes na direção dos seguranças, pouco se importando em ser barrado ou agredido.

— Área privada, garoto. — afirmou um dos brutamontes, dando um passo a frente e tentando afastar o meio-sangue com o braço.

Sem temor algum, Christopher bateu a garrafa de bebida contra a parede, agarrou o braço do humano e o puxou com força para frente onde desferiu um golpe com a ponta quebrada da garrafa na região da barriga. Causou um corte vertical tão profundo que bastou apenas segundos para uma quantidade exacerbada de sangue e queda de algumas tripas. Em meio a um grito, o primeiro segurança jogou-se para trás segurando os pedaços internos de seu corpo. As dançarinas, os clientes e outros empregados, ao verem a cena, se alarmaram e correram para fora do local. O segundo segurança levou a mão até a cintura na tentativa de se apossar de uma arma de fogo.

Eu não faria isso se fosse você.

O aviso não foi o suficiente e o segurança apontou a arma contra o rosto de Mason que, com o reflexo, foi ágil e rápido para segurar de modo firme o pulso e a arma na mão do homem, erguendo o braço dele para cima no exato momento em que um tiro foi disparado. Ashryver, de dentro do escritório, abriu as persianas na tentativa de descobrir do que se tratava todo aquela balburdia. O filho de Ares, em um movimento rápido, tirou a arma das mãos do mortal e contra-atacou com um soco na traqueia, tirando dele o foco, respiração e a chance de qualquer movimento ofensivo. Christopher aproveitou a brecha, agarrando o homem por trás com o braço contra seu pescoço e a arma contra sua têmpora.

Vamos descobrir se sua lealdade é recíproca, pendejo.

Subiram a escada, a voz do dono dentro do escritório era nítida apesar da música alta no ambiente — ele ameaçava Mason de vida e que tinha chamado a polícia. O semideus gargalhou ao chegar em frente a porta e, com toda a força que tinha, desferiu um chute contra a tranca, abrindo caminho até a sala.

— Você é mesmo um idiota, garoto! Ninguém tenta me roubar e sai ileso! — afirmou o mortal mirando uma pistola contra o filho de Ares.

Ariella, a dançarina, estava agachada atrás da mesa principal, apenas assistindo toda a cena. Mason piscou com um dos olhos, fazendo um sinal discreto com a cabeça na esperança de que a semideusa reagisse de alguma forma. Foi quando ele percebeu que a garota estava nua da cintura pra cima e John com as calças despidas.

Abaixa a arma, velho, ou seu colega aqui vai pintar as paredes de vermelho! — gritou Mason, visivelmente enfurecido.

— Como se eu me importasse com esse inútil! — afirmou o velho criminoso enquanto digitava o número de emergência no celular. Foi quando ele analisou Christopher de cima a baixo e, alarmado, o reconheceu. — É você, o filho do Ortiz.

No entanto, antes que pudesse continuar o diálogo, John Ashryver foi atingido por um extintor de incêndio na cabeça, despencando no chão em meio a gemidos de dor. Atrás dele, a dançarina nua parecia tão enfurecida quanto o filho de Ares, derramando uma única lágrima. Mason estava surpreso com a atitude da semideusa, no entanto, aquilo veio a calhar. Ele puxou o gatilho da arma contra a cabeça do segurança, assassinando-o. Ariella ignorou a cena, completamente focada em continuar a agredir o patrão, mas no momento exato, foi impedida pelo filho de Ares.

Agora não. — afirmou o semideus, tomando as rédeas da situação. A garota pareceu entender e manteve-se afastada. Mason chutou a pistola para o lado, puxou o humano pelo terno e o jogou contra a parede, agachando-se em frente a ele. — Então, John, você vai me dar o que eu quero ou essa merda que você chama de pênis nunca mais vai ver nenhuma dessas garotas.

Ameaçou enquanto mirava o cano da arma contra o órgão genital de seu inimigo.

— S-seu maldito... você acha que pode com o cartel?!

Sem resposta ou paciência alguma, o filho da guerra desferiu um soco contra o nariz do velho, vendo-o sangrar.

Ariella, certo? — questionou, encarando a dançarina ao lado, recebendo a confirmação. — Além de você, alguma daquelas dançarinas tem motivos pra estar aqui dentro?

Sim. — respondeu. Mason gesticulou a cabeça novamente, fazendo sinal para chamá-las.

— Ok! Ok! Eu conto, mas você vai me deixar vivo. — gritou John ao ver que Ariella o encarava com um sorriso sádico e vingativo antes de se retirar da sala. Christopher concordou, movendo os ombros em sinal de indiferença. — Depois das mortes em El Paso, ele tem passado mais tempo no México... é tudo o que eu sei.

Certo... — apesar de ser pouca coisa, já era uma informação importante para Mason. Seu padrasto estava se escondendo no país vizinho. O semideus se ergueu, mirando a arma no homem e recuando até a porta, avistando um grupo de dançarinas subindo as escadas. — e quanto a essas garotas?

— Não seja escroto, garoto! Um homem precisa satisfazer as necessidades! — gritou, cuspindo saliva e massageando a região ferida da cabeça.

Mason abriu um sorriso, não compactuando com o velho, mas abraçando a fúria das meninas. Ariella caminhava na frente de todas como uma líder determinada, parando em frente a porta e mostrando ao resto a situação do patrão. O semideus abriu espaço e entregou a arma de fogo na mão da filha de Nix, acendendo um cigarro para assistir a cena. Levitt cuspiu no rosto de John e, em seguida, sem temor ou pena alguma, disparou um tiro contra o órgão genital de seu estuprador. Foi uma das cenas mais prazerosas da vida do ex-campista. A dançarina respirou profundamente, virou-se com um olhar intenso.

Ade, você sabe onde me encontrar. — afirmou para uma garota loira e extremamente bela, entregando a arma e retirando-se da sala.

Christopher, intrigado com a personalidade da semideusa, seguiu-a. Retirou sua própria jaqueta e a alcançou na escada, entregando para poupá-la do frio e que outras pessoas a vissem nua.

Vámonos.

• Las Vegas, Nevada. 2017 •

A mão do desconhecido apertava o pescoço do filho de Ares, o sufocando. Mason estava surpreso com tamanha força do rapaz agressor, além disso, era o primeiro oponente que o fazia sentir temor, receio, o medo mais instintivo. Era um rapaz completamente tatuado, nada além disso e de sua hostilidade o diferenciava dos outros.

O que você tem pra oferecer à ela? — disse o outro semideus, largando Christopher para que ele pudesse falar.

Christopher tossiu por alguns segundos, recuperando o ar. Ele encarou Allan com destemor no olhar, refletindo sobre o jogo perigoso em que estava entrando. Frey era notícia no mundo mitológico, filho do medo e boatos o denunciavam como seguidor de Éris. Mas pouco importava para Christopher, ele conseguiria o que almejava de qualquer forma, mesmo que tivesse que voltar do inferno se morresse. Se ergueu do chão, mostrando-se o guerreiro que era.

Guerra.

| PODERES & HABILIDADES |

Ares:

PASSIVOS

◊ Força Aprimorada [Nível 01]
Ares é conhecido pela sua beligerância, estando sempre em treinos e exercícios constantes para exercer seus domínios. Seus filhos também herdam a mesma aptidão física, possuindo um corpo geralmente atlético e delineado, mesmo que não sejam musculosos, e uma força aprimorada se em comparação com semideuses de outra origem. Ainda perdem para filhos de Héracles, e não são páreos para semideuses treinados de nível mais alto, mas quando comparados com humanos comuns ou semideuses de outra origem não relativa à força física, suas capacidades de força são cerca de 15% maiores.[Modificado]

◊ Aparência Intimidante [Nível 03]
O corpo dos filhos de Ares é bastante chamativo, mesmo que o semideus não seja necessariamente musculoso ou estereotipado, o sangue de um verdadeiro guerreiro corre em suas veias. Isso, aliado ao seu comportamento sério e a determinação em combate faz com que ele se torne mais intimidador aos olhos das pessoas ao redor. Ações de intimidação passam a receber uma bonificação de 20% nas chances de sucesso quando os alvos puderem vê-lo.[Modificado]

◊ Aura de precipitação [Nível 05]
A prole da guerra, assim como apresentado por seu pai na série, tem uma aura que incita irritação nas pessoas que os cercam, principalmente inimigos - sendo mais suscetíveis a este poder graças a sua "abertura" de raiva para com o personagem. Isso acaba por influenciar em um embate, sendo que os sujeitos a raiva acabam por ser mais descuidados do que seriam em seu estado normal, e seus golpes perdem parte da precisão afetando sua efetividade e reduzindo as chances de acerto e o dano em 10% quando contra o filho de Ares. Entre dois filhos de Ares que se enfrentem, prevalece a aura do de maior nível. Se ambos forem de mesmo nível, as auras se anulam. A aura afeta o estado mental, e portanto aqueles que possuem resistência são menos afetados, de acordo com seus poderes - se tiverem mais de 10 níveis de diferença, não serão afetados. Resistência a poderes de Ira também se aplicam. {Idealizado por Katherine B. Angelline}[[Modificado, antigo "Influência"]

◊ Guerreiro atento [Nível 09]
Filhos de Ares possuem experiência elevada em lutas, conseguindo com isso perceber brechas nos golpes e intuindo a movimentação do inimigo. Isso faz com que as defesas dos oponentes não sejam tão efetivas, reduzindo a esquiva dos adversários em 10%. Afeta apenas um adversário por vez e que esteja em combate corporal contra o filho de Ares, independente de quantos estejam lutando contra o semideus. O alvo deve ser definido no primeiro turno de combate, e só pode ser alterado caso morra ou deixe de lutar contra o semideus de alguma forma. Apesar de ser uma passiva, a delimitação do número de alvos se deve pela necessidade de concentração em luta - fator reduzido contra uma quantidade grande de alvos. Contudo, aumenta com a experiência, afetando 1 alvo a mais no nível 30, + 1 adicional a cada 20 níveis posteriores ao 30, representando a experiência do semideus.[Novo]

◊ Perícia em Combate Não-Armado [Nível 12]
Nem sempre se tem uma arma à mão, mas um verdadeiro soldado mesmo desarmado deve saber se defender. Assim, filhos de Ares desenvolvem uma habilidade e consciência corporal maiores, o que faz deles bons combatentes corpo-a-corpo, conseguindo aprender mais facilmente estilos de golpes não armados que sejam mais complexos do que os habituais, e tendo um aumento de 5% a mais dos danos causados com esses golpes, a cada 10 níveis que o semideus avance acima deste, até um máximo de 50%. [Modificado]

◊ Desenvoltura em Batalha [Nível 14]
Os filhos de Ares, apesar de robustos, neste nível podem mover-se com precisão e facilidade. Isso faz com que tentativas de manobras mais técnicas realizadas por eles, como desarme e agarrão, tenham uma chance maior de serem bem sucedidas, sendo ampliadas em 10%. Essa ampliação também vale para golpes que requerem precisão, desde que com armas corpo a corpo, quando tentar acertar um ponto específico no alvo. Aumenta para 20% no nível 25.[Modificado]

◊ Pele Calejada [Nível 20]
Os semideuses de Ares treinam frequentemente se pondo à prova de diversas maneiras, o que resulta em poderem ampliar sua capacidade física, aumentando a consistência de seus músculos e desenvolvendo seu corpo para suportar golpes. Sua pele calejada é a prova de seu trabalho duro, o que na certa, fica mais fortalecida a ataques de natureza física. Quanto mais fortes forem (níveis), sofrerão uma redução de danos 5% a cada vinte níveis a partir do ganho do poder, sendo o máximo de resistência possível a ser adquirida 20% (no nível 80), ao receberem golpes com componentes físicos.[Modificado, antigo "Resistência aprimorada & pele calejada", agora separados em dois efeitos.]

◊ Estado de alerta [Nível 21]
Quando os filhos de Ares estão correndo algum risco de serem atacados ou mortos de surpresa, eles têm uma premonição, um sentimento de perigo. Este sentimento os alerta para que fiquem em guarda, e apenas se eles forem o alvo original e intencional - um acidente ou desvio não seria alertado, como uma bala perdida, por exemplo, por não fazer deles o foco (da mesma forma, algo que afete uma área não seria notado) - e não revela a localização do inimigo ou o tipo de ataque. Não funciona se estiver dormindo ou inconsciente de alguma forma. Abrange apenas os efeitos em um raio de 50m. [Modificado, antigo "Percepção instintiva"]

◊ Fúria destrutiva [Nível 22]
Ares é o deus da guerra e um dos efeitos da guerra se manifesta nos locais na forma da destruição pura., mesmo sobre objetos e construções ao redor. Da mesma forma, seus filhos provocam mais danos em objetos (inclusive equipamentos) e edificações, provocando dano adicional de 20%, considerando para isso apenas seu dano base, não adições de buff. [Novo]

◊ Memória de Golpes [Nível 23]
Pela habilidade anormal de Ares guerrear, seus filhos conseguem copiar a movimentação de um golpe de seu oponente atual, desde que o mesmo seja puramente físico e não seja fruto de um poder. Com isso, as proles de Ares saberão se defender caso o inimigo use o mesmo golpe mais uma vez, e saberão efetua-lo em outras ocasiões. Quando um oponente tenta repetir a mesma manobra em um mesmo combate contra o semideus, a defesa da prole de Ares é ampliada em 50% (note que é específico - se no primeiro turno o oponente usa um golpe ascendente com a espada, só valeria para o mesmo tipo de golpe, e não necessariamente para qualquer ataque com a espada - dessa forma, a análise da descrição do golpe é importante para determinar a coerência e validade do poder. A última palavra será do avaliador). [Modificado]

◊ Resistência a impactos [Nível 28]
Seu porte e força dificultam que você seja movido. Quando alvo de um poder de carga ou que o faça se deslocar contra a sua vontade, você só se moverá metade do deslocamento requerido, caso a fonte do poder seja de até 10 níveis acima do seu. O mesmo vale para outros efeitos impactantes que possam deslocá-lo, caso esteja ciente de sua ocorrência (uma explosão, por exemplo, que você perceba antes de ocorrer efetivamente) mas não reduz os danos provocados, independente da origem.[Novo]

◊ Devoção [Nível 33]
Ares sempre foi um deus respeitado por toda a Esparta, os filhos do deus da guerra também terão uma aura que faça seus inimigos mais fracos sentirem respeito por eles, de forma que terão o desejo de não atacar seu oponente momentaneamente; fazendo com que o primeiro golpes de natureza física, que a pessoa for desferir no filho de Ares tenha uma chance de erro acrescentada em 20%.  Resistência a medo pode ser aplicada. {idealizado por Tony Scipriano} [Novo]

◊ Postura de combatente [Nível 35]
Filhos de Ares tem uma postura defensiva mais aprimorada. Eles conhecem seus pontos frágeis e fortes, e sabem como balancear isso, evitando brechas. Sua defesa é sempre 10% mais eficaz do que a de outros semideuses. [Novo]

◊ Reflexo Treinado [Nível 40]
Graças ao combate e treino constante, sua agilidade e reflexos tornaram-se mais afiados. A partir desse nível, o semideus recebe uma bonificação inata de 20% em ações de esquiva, simulando sua experiência e sentidos à flor da pele. [Modificado, com base nos antigos "Pressentimento I e II", idealizados por Katherine B. Angelline]

◊ Cheiro de Sangue [Nível 65]
Os sentidos do filho de Ares tornam-se mais apurados, uma vez que estar atento é essencial para um guerreiro. A partir desse nível, o semideus consegue discernir, pelo olfato, o odor de monstros e semideuses, conseguindo captar a natureza de um alvo dessa forma. Dessa forma, podem captar a aproximação de alguém da área em que se encontram  - não tem garantias de que sejam amigos ou inimigos, contudo - desde que em condições favoráveis (como o vento e a não-interferência de outros odores fortes) e dentro de uma área próxima (a até 20m de raio). Não localiza o cheiro de um alvo específico - por exemplo, pode identificar a presença de um semideus em uma área movimentada, mas não a localização exata ou de quem é filho. [Novo]

| ARSENAL & EXTRAS |

Observação:
Não deve ser descontado nenhum ponto de vida ou energia nesta DIY — apenas ressaltando, pois: 1) tudo se passa no passado; 2) não houve uso de poderes ativos e 3) a personagem não sofreu nenhum ferimento que justifique a redução de vida.

Foram citadas as players Maxine Mason, Ariella Levitt e Adelina Rutkosky Ashryver — além do falecido Allan P. Frey. Para os que não entenderam: na trama atualizada, Christopher se envolveu com o cartel de drogas do padrasto Sebastian Ortiz, mas devido a conflitos internos e a verdade sobre sua 'paternidade', Ortiz colocou uma recompensa sobre a cabeça dos irmãos Mason, além de assassinar cruelmente a mãe de ambos e um antigo aliado, Fellp. Tudo isso ocorreu em 2015, dando gancho para a introdução desta DIY.

Long Island, New York, 2015: Christopher levando Maxine de volta ao Acampamento, pois julga ser o único lugar capaz de protegê-la enquanto ele luta com o cartel.
Austin, Texas, 2016: ele finalmente localizou um dos sócios do padrasto e o caçou para recolher informações minuciosas sobre o cartel. De quebra, conheceu e libertou Ariella do serviço escravo na boate, ganhando uma nova aliada em sua busca por Éris.
Las Vegas, Nevada, 2017: o falecido arauto Allan, vivo na época, localizou Christopher e o questionou sobre sua busca. Foi quando ele descobriu como ter a atenção da deusa da discórdia.

A DIY retrata o passado antes de Christopher se tornar Arauto da Discórdia.




Edited by H.I.M. and stolen by me
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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por 129-ExStaff em Sab 02 Dez 2017, 23:53


past on my back — avaliação

Como sempre, Christopher, narração exemplar. Cumpre os requisitos mínimos para não pecar em coerência (embora tenha havido alguns descontos, explicados motivos posteriormente) quanto à ações executadas pelo personagem e ortografia excelente. Nesta missão, contudo, seus erros foram em principalmente coesão e fluência e menores quanto a coerência. Como já dito em avaliações anteriores, em trechos do texto você tende a "relaxar" um pouco quanto a pontuação, e isso causa um efeito de mecanização na escrita — evite isso, você é capaz disso com uma simples revisão.

Quanto a coerência, o que eu mais senti foi a facilidade que o ferimento de Christopher derrubou o policial — claro, você é um semideus nível alto, mas acho que uma garrafa não seria capaz de causar um ferimento das dimensões que você narrou (ou talvez sim, mas dependeria da sua escrita e descrição, e é aqui que eu entro em outro tópico importante). Não tenha pena de descrever ações e efeitos, Mason — tenha cuidado para não "encher linguiça", claro. Mas, talvez, com uma descrição mais consistente do que aconteceu, esses descontos não tivessem ocorrido. No mais, meus parabéns, semideus!

• Coerência 40/50;
• Coesão, estrutura e fluidez 22/25;
• Objetividade e adequação à proposta 15/15;
• Ortografia e organização 10/10;

Recompensas
Com um total de 96% de rendimento, você conseguiu 384xp + 72 dracmas.


atualizado



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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por Jason A. Hallows em Sab 17 Mar 2018, 16:51


 
Out of control
 

 
counting bodies like sheeps


O temporal abafava todo som proveniente da parte interna da igreja, até mesmo o sino de alerta. Sendo assim, mesmo que algum cidadão se arriscasse a sair na rua debaixo de toda aquela chuva, seria impossível desconfiar do que acontecia dentro do solo sagrado. Era uma igreja estilo clássica na cidade de Boston, em Massachussets e seus fiéis eram homens e mulheres de bom coração. Nenhum deles imaginava que morreriam em frente ao altar do próprio Salvador. Um trovão ecoou no céu, como acontecia em praticamente todo o lado leste do país desde a derrota do Olimpo para o exército de Éris — isso, somado à presença de um filho de Zeus, era o suficiente para causar um vendaval.

Christopher Mason já não tinha mais salvação. Ele escutou os passos de seu companheiro ecoando pelo salão da igreja, o som de um isqueiro acendendo e um sopro de fumaça próximo a ele. De relance, notou o outro arauto limpando a lâmina de uma faca de caça na própria calça.

Vamos embora, não há nada importante aqui. — apesar do pedido, Alec Lochees se divertia com a cena que enxergava. E, para não interrompê-la, encaixou o cigarro aceso nos lábios do filho de Ares, que puxou a fumaça sem retirar as mãos de sua vítima.

O arauto estava ali por um propósito e não retornaria a Éris de mãos vazias — principalmente após ter sido coroado um dos generais da deusa, um líder. Tinha em mãos o poder de controlar todo o exército, incluindo aliados que ele considerava fortes e, falhar em sua primeria missão como líder não seria uma boa campanha. Ele expeliu a fumaça pelas narinas enquanto o padre embaixo dele tossia, não só pelo fumo jogado contra o próprio rosto, mas também pelas mãos de Mason que o enforcava. O humano se debatia, tirando um sorriso sádico do meio-sangue. Christopher notou que o homem fiel dava tapinhas em seu ombro, como quando está prestes a desistir ou, naquele caso, ceder informações. Ele desafroxou as mãos, tirando o cigarro da boca e apontando-o contra o olho do padre.

Espera um pouco, o Arturito aqui vai dizer exatamente o que queremos. — afirmou o filho de Ares para o companheiro, ameaçando despejar no olho de sua vítima a quantidade de cinzas que havia se acumulado na ponta do cigarro. Era preciso apenas um toque de seu dedão. O arauto tanto se divertia, que exibia a euforia em um sorriso aberto, com a língua de fora. — Certo, Arturito?

— P-por Deus... façam o que quiserem comigo, mas... d-deixem essas mulheres vivas! — o padre implorava em meio a tossidas, passando os dedos frágeis ao redor do próprio pescoço. Christopher revirou os olhos e tocou o cigarro entre os dedos, fazendo a ponta de cinzas cair em cima do olho direito do homem crente. Ele deixou que os gritos ecoassem, divertindo-se também com o choro das mulheres ajoelhadas em frente ao altar. — O QUE VOCÊS QUEREM?!

Quem olhasse para Mason identificaria os sinais de sadismo, pouco se importava em instaurar o terror naquele lugar, mesmo que significasse colocar três mulheres grávidas em perigo. E sob efeitos de drogas, sua crueldade e esquizofrenia eram ampliadas. Ele encaixou o cigarro nos lábios do padre, obrigando o mesmo a tragá-lo.

Shhh... se acalme. — devolveu o cigarro para Alec, dando um sinal ocular para que o filho de Zeus desse conta das três grávidas. Lochees se posicionou atrás delas e Christopher ergueu o padre do chão, deixando-o sentado e obrigando-o a encarar a cena com o olho que havia restado. — É simples, se você enrolar, meu amigo ali vai matar uma de cada vez. Você tem três chances.

Mesmo desgostoso, o padre não poderia colocar a vida de três pessoas a custo de uma. Ele assentiu com a cabeça, em meio a um choro.

Qual delas é a Parker?

— Ela não está aqui. Há um grupo de alcoólatras anônimos próximo ao porto de Boston, nos fundos de um armazém alugado. Por favor, não as machuque!

Christopher não sabia exatamente o que pensar. Por um lado, estava alcaçando a glória, externando toda sua fúria mas, por outro, estava perdendo sua humanidade. Ele afastou tais pensamentos quando sentiu a presença de Bloodface agachado ao seu lado, cheirando o corpo do padre. Claramente, apenas ele era capaz de enxergar o demônio, por isso manteve-se calado quanto a isso. Não queria passar uma imagem ainda mais perturbadora dele mesmo. O filho de Ares repetiu a ação de sua entidade, cheirando o pescoço do padre. O homem tinha um cheiro familiar: era um meio-sangue.

Você é um de nós... por quê não resistiu? Atacamos sua igreja em menos de dez minutos.

— Eu me afastei dessa vida, criança. Por isso cheguei aonde cheguei... vivo. E redimido.

Christopher, com um aceno de mão, deu o sinal para que Alec libertasse as três mulheres. Eles eram os filhos da puta responsável por centenas de mortes na guerra recente, mas ainda assim, não eram assassinos de crianças. Assim que viu-se sozinho com o padre, apontou para os vários corpos espalhados pelo salão da igreja.

Conseguirá viver com isso, padre? Você teria evitado tudo isso com uma simples luta. OLHA! — Mason encarava o homem com certa curiosidade. Queria entender de onde ele podia ter tirado tanta bondade, sendo um semideus, mesmo afastado do mundo mitológico. Um sonho que Christopher pensava em seguir, se não fosse a guerra. Então, ele mudou a pergunta. — Eu ainda tenho salvação?

O padre manteve-se quieto enquanto encarava todos os corpos com pesar no olhar. Mason, naquele momento, compreendeu exatamente o que o homem sentia. Estava arrependido, sentindo-se culpado por não ter salvo todas aquelas pessoas, mas principalmente, o padre sentia raiva. Estava exalando o único sentimento em comum entre todos os semideuses: ódio. Ódio, consequência de uma tragédia, como era comum entre eles. O filho de Ares engoliu em seco, sabendo a resposta definitiva: não havia salvação. Então, ele movimentou a própria língua para fora da boca, sentindo-a se alongar até o abdome, tornando-se bifurcada e laminada. Em um movimento rápido e sem pensar duas vezes, a língua de Christopher enrolou-se no pescoço do padre, apertando-o. Ele sentia o sangue escorrendo por conta da ferida causada pela língua cortante, o gosto metálico não era um dos melhores, mas era familiar. Sua vítima se debateu o quanto pode, mas no final, tornou-se apenas mais uma das pessoas estiradas no chão da igreja. Ainda sozinho, ele tirou dois dracmas do bolso e os encaixou nos olhos fechados do padre, para que ele pudesse ter passagem paga para o submundo.

Vamos atear fogo. — afirmou para Alec, ao senti-lo se aproximar.

Então, após se afastarem alguns metros da igreja, Christopher acionou o dispositivo de sua lança-granadas. Ele ergueu o braço rente à entrada da igreja, com as portas abertas. Então, respirou fundo e disparou uma das granadas contra o lugar, que não demorou para explodir. Encarou toda a destruição sem piscar por um segundo. Sentia como se alguém o observasse de longe.

INTREPID MUSEUM, MANHATTAN

O museu, ao contrário do que era normal no resto da semana, estava fechado para visitação naquela noite. Sempre que os visitantes analisavam os veículos de guerra presentes no lugar, era como se aquilo revigorasse cada vez mais a energia divina de Ares, o deus da guerra. Mas naquela noite, haviam assuntos mais importantes a serem tratados do que o louvor de humanos para com espólios de guerra. O Olimpo não só havia sofrido uma derrota vergonhosa, como estava em pé de guerra. Cada vez mais deuses se estressavam e discordavam da liderança de Zeus e um desses deuses era o próprio Ares — que mesmo sabendo que não poderia ir contra o próprio pai, optou-se por se afastar do Monte Olimpo por alguns dias. Ao contrário da maioria dos olimpianos, o deus tinha motivos para se alegrar com a guerra recente. Afinal, para uma entidade que rege guerras, nada melhor do que ter um filho como um dos protagonistas de uma batalha que ficaria guardada na história. Foi assim com Adolf, seu seguidor fiel, durante a segunda guerra e estava sendo com Christopher, seu filho supremo.

Apesar de travarem a batalha em lados diferentes, estava orgulhoso.

Mas o deus da guerra não esperava que seu filho fosse o assunto daquele encontro. Na realidade, o que ele realmente queria era: uma foda casual. E ele conseguia aquilo fácil, com várias pessoas, com quem ele quisesse. Naquela noite, estava com Ênio, a deusa destruidora, também conhecida por ser quase como uma irmã de guerra dele mesmo, uma de suas generais ao lado de Fobos, Deimos e alguns daemons. Ela havia adentrado o museu da mesma forma que havia feito outras vezes: vestindo-se com roupas de couro e montada em uma Harley-Davidson. Era a versão feminina dele mesmo. Então, não demorou para que ambos partissem direto para o assunto em comum entre eles, que seria sexo. Os deuses logo deixaram as roupas de motoqueiro e de militar jogados no chão, se dispondo apenas da nudez que lhes era comum, uma garrafa de vodca. Ênio era uma bela mulher, apesar de exibir inúmeras cicatrizes no corpo. Tinhas curvas estonteantes e um olhar mortífero, porém atraente.

A deusa assoprou a mecha ruiva que estava colada ao rosto, erguendo uma das pernas para fora da coberta que tampava os dois deuses da guerra. Ela, considerada uma deusa manipuladora do fogo, não havia se acostumado com o calor de Ares, mesmo em Eons de encontros. Ênio encarava os vários aviões de guerra antigos e modernos dispostos no museu, mas principalmente um em especial, que estava acima deles. Na ponta da asa, havia uma escrita em grego antigo, seu próprio nome. Ela mesma havia batizado aquela aeronave em mil e novecentos e quarenta e cinco.

Bem, querida, foi ótimo mas tenho assuntos a resolver. — afirmou Ares, se erguendo do chão e dando uma última golada na garrafa de vodca.

Não tão rápido, irmão. — retrucou a deusa destruidora, tirando das mãos dele a garrafa e bebendo o resto do líquido, deixando o deus da guerra visivelmente irritado.

Ele se apossou do recipiente vazio e o jogou contra a parede, acalmando-se logo em seguida.

Desde quando se interessa em diálogos pós-sexo, Ênio? Eu devo voltar ao Monte. — Ares respirou pesadamente e voltou a vestir as roupas militares.

Precisamos falar sobre seu pivete... como é o nome? Sim, Mason. — dessa forma, em meio a um sorriso sádico, a deusa conseguiu a atenção do amante. O deus da guerra retribuiu o sorriso da mesma forma, coompletamente interessado no assunto. Ela pegou um dos cigarros e o pôs entre os dentes, procurando pelo isqueiro. Assim que o encontrou, acendeu o bastão cancerígeno e deu uma tragada profunda. — Está se sentindo o pai do ano, não é?

Desembucha, merda!

Não é brincadeira, eu me sentiria também. Sua criança virou assunto depois de invadir o Acampamento... e claro, não podemos esquecer das suspeitas em Alcatraz. O modo como aquele semideus derrotou Disnomia... era com certeza seu filho embaixo daquela máscara. — ela se apossou do maço de cigarros e isqueiro, jogando-os nas mãos do deus. — Venho observado ele desde então e tenho notado uma sede de sangue insaciável em Christopher. É quase como se ele estivesse se tornando você, só que pior.

Ares gargalhou ao escutar que qualquer ser inferior, mesmo um filho, poderia ser pior que ele.

Tudo isso ele tirou de mim. O charme foi da mãe. Direto ao ponto, baby.

Pense comigo, Ares, as coisas que essa criança ainda pode realizar em nosso mundo. As guerras! — ela se ergueu do chão, aproximando-se do amante e agarrando-o pela nuca. — Neste momento, ele está destruindo uma igreja em Boston. Veja você mesmo.

Ares deixou o sorriso de lado e focou a mente, procurando pelas auras de seus filhos. Eram inúmeras, fracas e fortes, mas a maior de todas estava em Boston, como a deusa havia dito. Ele assistia a cena em tempo real e, apesar da forte chuva que se apossava da cidade, conseguiu reconhecer Christopher Mason em frente a uma igreja despedaçada e sendo consumida por fogo grego. Então, o deus da guerra retornou ao Museu, com os olhos em chamas.

O que propõe?

Deixe-me abençoá-lo. Sei que tivemos problemas no passado, mas com ele será diferente. Christopher Mason trará espólios para nós dois.

O deus da guerra lembrou-se do último filho que havia sido abençoado por Ênio e de como o mesmo filho havia o traído. Havia sido obrigado a planejar o ataque que resultou na morte da própria cria. No entanto, aquilo havia acontecido ainda na Grécia antiga e desde então os tempos haviam mudado. Sabia que não tinha o respeito de Christopher, não como antes, então por quê não deixá-lo um pouco mais destrutivo? Para ele, seria divetido.

Ele precisa merecer. — Ares acendeu um cigarro e encarou a deusa com desprezo. — Dou minha permissão. Conhece nosso trato... essa conversa não chegará aos ouvidos do velho.

Um trovão estrondou nos céus, mesmo com o tempo seco. Ares caminhou museu afora, deixando a deusa sozinha com um sorriso satisfatório no rosto. Em seguida, ela entrou um transe, buscando pelo filho de Ares em sua mente.

BOSTON HARBOR

Christopher encarou o caminho atrás dele, sentindo-se vigiado por algo ou alguém, mas seus sentidos não apontavam nenhuma investida hostil contra ele, tão pouco Mozart e Érides se mostravam inquietos. O filho de Ares ajeitou o casaco em seu corpo e prosseguiu o caminho, sentindo a serpente se rastejar ao seu lado. Estavam no porto de Boston, ainda andando debaixo da chuva — não que fosse um problema para eles. Os dois arautos buscavam por um armazém de materiais de construção e estavam parados em frente a um deles. Do lado de dentro, eles podiam notar uma luz acesa pelas frestas do portão de entrada e vozes vindas do fundo. Provavelmente se tratava do grupo de apoio do qual o padre havia falado uma hora antes.

Mozart, esconda-se nas sombras. Érides, siga-me e abra caminho no armazém. Ataque qualquer um, menos mulheres. — ordenou o filho de Ares enquanto voltava a atenção para o filho de Zeus. — Não podemos falhar... seu pai provavelmente nunca o perdoará.

Alec engoliu em seco, mas ainda assim, concentrou energia na palma das mãos e tocou os portões de ferro do armazém, que se retorceram com intensidade da energia e foram impulsionados para trás. Não demorou para que as vozes calmas no fundo fossem substituídas por gritos de susto.

Vamos.

Eles adentraram o lugar, passando pelas máquinas de construção, pedaços de ferro e madeira os escombros dos portões. Aproximaram-se de uma pequena porta de madeira que resguardava uma saleta. Ele a abriu, deixando que a mamba-negra se fizesse presente no meio dos vários humanos, tirando gritos.

Todos estão se divertindo? — questionou Christopher em meio a um sorriso enquanto assistia Alec atingindo um grandalhão idiota o suficiente para enfrentá-lo. O resto das pessoas manteve-se calado, assistindo a tudo enquanto se escondiam atrás das cadeiras. — Eu tenho uma boa e uma má notícia. Todos vocês irão morrer.

Os gritos de terror eram como uma melodia agradável para o filho de Ares. Ele sorriu de forma ainda mais sádica, divertindo-se com a forma em que os aterrorizava. Érides rastejava-se pacientemente ao redor dos humanos, esperando uma ordem de ataque.

A menos que me entreguem Alison Parker. Alison? Não?

Ao notar que todos haviam ficado em silêncio, Christopher encarou sua serpente, acenando com a cabeça e permitindo um ataque. Érides sibilou eufórica e avançou em cima de um homem, o rapaz que mais aparentava juventude ali, novo. As presas da serpentes se aprofundaram na artéria do pescoço do rapaz, injetando o veneno enquanto se enrolava em volta do corpo do menino. Era possível ouvir os ossos estalando.

Não quero ter que repetir.

— Ela é Alison. — uma mulher apontou para uma garota um tanto quanto jovem. A menina era loira, aparentava estar na casa dos vinte e vestia-se como uma empresária bem sucedida. Mas o que mais chamou a atenção do filho de Ares foi a barriga de gestante, provavelmente de oito meses ou até mesmo nove. Era pior do que Mason imaginava. Aquilo era assassinato de crianças.

— Sim, é ela! — o restante do grupo reafirmou.

Christopher odiava traição, embora ele próprio estivesse fadado a ser um traidor para o resto da vida. Apesar disso, ele projetava seus erros nos outros e aquilo o enfurecia. Ele encarou todos os presentes e voltou-se para Alec, respirando profundamente enquanto analisava as opções. Tirou do bolso da calça uma carteira e dela retirou toda a quantia de dólar que possuía, entregando ao filho de Zeus.

Leve-a ao aeroporto... convença-os a liberarem um visto e uma passagem a Londres, só de ida. Esse dinheiro vai ajudá-la a se esconder na Inglaterra por algumas semanas.

Então, se aproximou de Alison, observando a garota colocar as mãos sob a barriga de gestante e abaixar o rosto com receio. Ela podia sentir a respiração de Mason em seu rosto, espalhando a mecha de cabelo sob seus olhos. Ele estendeu a mão, sem tocá-la, comunicando-se mentalmente com a garota e ordenando que lhe entregasse os documentos. Parker consentiu, tirando da própria bolsa de ombro uma carteira e documentos, entregando ao semideus. O arauto se apossou deles, guardando-os no bolso de trás da calça e voltando a se posicionar na frente dos outros humanos.

Alison, siga meu amigo. Agora. — mesmo assustada, a grávida acatou a ordem de Christopher, sabendo que não obedecer poderia ser pior. A aura do filho de Ares era amedrontadora. Assim que se viu sozinho com o resto dos alcóolatras anônimos, o arauto tirou da bota uma faca de caça, feita completamente de aço, ou seja, mortífera para os humanos. — Pessoas como vocês buscam se redimir dos erros... mas não pensam duas vezes antes de entregar um amigo. Qual é o ponto?

Então, o arauto lançou a faca contra o rosto de um homem sentado em frente a ele, perfurando a testa. Outro tentou escapar pela lateral, mas o filho de Ares foi rápido o suficiente ao agarrá-lo pelo pescoço, sentindo os dedos penetrarem a carne e o sangue escorrer pela sua mão ao arrancar a traqueia do humano. A mulher, responsável por entregar Alison Parker, estava encurralada na extremidade final da sala, escondendo o rosto choroso nos joelhos. O arauto, além de se divertir, sabia que não poderia deixar nenhum deles vivo mesmo se quisesse. Já era considerado um terrorista pelas autoridades e mais de um estado norte-americano e não poderia se dar o luxo de ser procurado em Massachussets. Sem desgrudar os olhos de sua vítima, agarrou-a pelo cabelo e desferiu um golpe com a lâmina da faca contra o pescoço da mulher, sentindo um jato de sangue contra o próprio rosto.

E deixou ela ali, morrendo lentamente.

Ao se retirar do galpão, acendeu um cigarro, tragando-o calmamente. Esperaria ali enquanto Alec não retornava, pois sabia que chegar no Acampamento sozinho poderia atiçar a desconfiança da deusa da discórdia — e a relação de ambos já não era mais o mar de rosas como no início. Estavam travando uma guerra silenciosa. Ele não sabia com total certeza se poderia confiar no filho de Zeus, no entanto, ao analisar a leitura corporal e sentir as emoções do companheiro, Mason compreendeu que Alec não era vilão ao ponto de compactuar com o assassinato de uma grávida.

Enquanto refletia, ele novamente sentiu-se espionado, como se fosse alvo de alguém oculto. Sabia que aquilo não era um bom sinal e suas desconfiança foi confirmada ao sentir um ataque hostil contra ele. O renegado deu meia volta, procurando por qualquer sinal de aproximação, mas aquele ataque havia sido certeiro. Ele sentiu um impacto forte contra seu ombro e outro contra sua cintura. Sentia o próprio sangue escorrendo e encharcando suas vestes por baixo do casaco gigante que o cobria. A ferida ardia como nenhuma outra, sendo pior até mesmo que o corte de uma espada. O impacto havia sido brutal o suficiente a ponto de deixá-lo cambaleando. Ele notou um ponto vermelho que descia de seu rosto até seu peito. Em seguida, ergueu a camisa que vestia, observando uma perfuração de bala.

Christopher sorriu. Ainda era humano, com seu lado frágil, seu lado que perderia uma guerra.

Outro disparo e, dessa vez, ele foi rápido o suficiente a ponto de pressionar sua braçadeira de adamantium e transmutá-la em um escudo altamente resistente, erguendo-o na altura do peito e evitando um ferimento que seria mortífero. Mas sua força diminuía drasticamente, ele sentiu tanto o peso do escudo quanto do próprio corpo o derrubando no chão. Manteve energia o suficiente para se apoiar com um joelho e mãos, enquanto sua respiração ofegava e ele encarava o cigarro se apagando no chão. Conseguiu ouvir vozes ao longe, por conta de suas habilidades cedidas por Éris, mas apenas enxergava contornos turvos e um giroflex.

Enquanto sua vida se esvaía, Christopher escutou passos ao lado dele, sentindo uma aura extremamente poderosa se aproximando. Com a pouca força que tinha, encarou a figura que estava parada ao seu lado, o encarando de cima. Era uma mulher de etnia hispânica, cabelo ruivo como fogo vivo, vestes características de couro e um capacete em mãos. Ela se agachou com um sorriso sádico no rosto e tocou a têmpora do filho de Ares, antes de desaparecer dali.

Destrua-os.

Então, os dedos da mulher tornaram-se quentes, emitindo uma alta temperatura no corpo do arauto, como se ele estivesse coberto por fogo. O líquido carmesim que se espalhava pelo chão passou a flutuar ao seu redor, expandindo-se por uma grande área e intrigando os policiais que se aproximavam do corpo de Christopher com cautela. Era quase como uma névoa natural, no entanto, possuía a coloração vermelho-sangue. A poça ao redor do bandido, assim como todo o sangue que ele havia derramado dentro do galpão, juntavam-se e evaporavam para formarem a névoa. E assim que ela se expandiu a ponto de tocar a pele dos policiais, eles sentiram uma ardência impossível de ser controlada, a pior sensação de todas, a pele dos humanos queimava e tornava-se carne viva. O filho de Ares sentia-se revigorado a cada morte que causava, o sangue dos inimigos adentrava as duas perfurações em seu corpo, restituido a carne, pele e deixando apenas cicatrizes.

Quando os corpos dos três policiais despencaram no chão em carne morta, dissecados, o arauto se ergueu surpreendido. Estava vivo e melhor do que isso, sentia-se saciado por toda aquela matança. As sirenas se aproximavam, cerca de duas viaturas e, mesmo sentindo-se revigorado, ele não poderia arriscar aquilo novamente. Gritou por seu cão infernal enquanto sentia Érides se enrolando ao redor de seu torso, aconselhando-o mentalmente a fugir. Assim que o cão apareceu entre as sombras ao seu lado, Christopher o tocou com rapidez.

Retorne ao Acampamento! — ordenou o arauto, evitando ser alvejado novamente.

Recompensa:
Considerar a recuperação de HP caso seja aceito.

{Ênios Blood} / Poder especial [A sede de sangue de Christopher alcançou níveis irreversíveis, atraindo a atenção de Ênio, a deusa destruidora, retratada como uma das seguidoras de Ares. Ela ofereceu a ele uma habilidade capaz de redobrar a carnificina sem muito esforço. Quando o semideus receber 20% (considerando seu HP total) ou mais de dano durante um combate, todo o sangue presente no ambiente em que se encontra, incluindo o dele próprio, será controlado pelo filho de Ares, expandindo-se pelo ar e transmutando-se em uma névoa avermelhada capaz de causar dano de 10% de HP. A habilidade não depende da quantidade de sangue presente, mas sim da presença dele — uma poça, por exemplo, seria facilmente redobrada enquanto uma gota de sangue não seria tão útil. A área afetada refere-se a 10 metros de raio a partir do usuário. O dano é drenado e redirecionado ao filho de Ares. O efeito do poder é imediato e não distingue aliados e inimigos. Resistência a dreno se aplica. 1x por missão. Caso o valor drenado ultrapasse o máximo de HP do usuário, a diferença será aplicada como dano em si mesmo.]{Poder especial}(Nível mínimo: 106){Não controla nenhum elemento}[Recebimento: Couting bodies like sheeps, avaliado por _ e atualizado por ___]
Arma utilizada:
Escudo de Adamantium [Escudo de porte médio, sendo o material completamente feito de adamantium, exceto a braçadeira que foi modificada com um metal retrátil. No centro, há a figura de um tríscele, símbolo do poder da Trindade Olimpiana, já que o item foi um presente de Zeus, Poseidon e Hades para um antigo herói da Grécia Antiga. Por conta do material extremamente único e resistente, é um escudo que defende todo tipo de ataque físico, desde os mais mortíferos - como armas de fogo. Apenas impactos físicos provindos de inimigos 10 níveis superiores podem causar uma força capaz de empurrá-lo, mas nem mesmo uma rachadura. Só pode ser quebrado por poderes extremamente poderosos, semelhantes a de um deus, que focalizados somente no escudo, sendo semi-indestrutível. Quando não estiver em uso, transmuta-se em uma braçadeira com o símbolo tríscele no centro que, ao ser pressionado, ativa o escudo novamente.][Adamantium]{Sem elemento}(Nível mínimo: 50)[Comprado de Grimmjow Yuikimura, atualizado por Ares]
Poderes passivos:
Ares:
◊ Força Aprimorada [Nível 01]
Ares é conhecido pela sua beligerância, estando sempre em treinos e exercícios constantes para exercer seus domínios. Seus filhos também herdam a mesma aptidão física, possuindo um corpo geralmente atlético e delineado, mesmo que não sejam musculosos, e uma força aprimorada se em comparação com semideuses de outra origem. Ainda perdem para filhos de Héracles, e não são páreos para semideuses treinados de nível mais alto, mas quando comparados com humanos comuns ou semideuses de outra origem não relativa à força física, suas capacidades de força são cerca de 15% maiores.[Modificado]

◊ Manejo Defensivo [Nível 02]
Perícia em manusear um escudo, aumentando assim seu reflexo defensivo e sua capacidade de efetuar manobras medianas com o escudo em 20% se comparado a quem não possui a perícia; manobras possíveis como acertá-lo em um inimigo para desestabilizá-lo ou similares. Lembrando, contudo, que para utilizar um escudo deve empunhar uma arma de uma mão só. [Modificado, antigo ativo de mesmo nome]

◊ Aparência Intimidante [Nível 03]
O corpo dos filhos de Ares é bastante chamativo, mesmo que o semideus não seja necessariamente musculoso ou estereotipado, o sangue de um verdadeiro guerreiro corre em suas veias. Isso, aliado ao seu comportamento sério e a determinação em combate faz com que ele se torne mais intimidador aos olhos das pessoas ao redor. Ações de intimidação passam a receber uma bonificação de 20% nas chances de sucesso quando os alvos puderem vê-lo.[Modificado]

◊ Aura de precipitação [Nível 05]
A prole da guerra, assim como apresentado por seu pai na série, tem uma aura que incita irritação nas pessoas que os cercam, principalmente inimigos - sendo mais suscetíveis a este poder graças a sua "abertura" de raiva para com o personagem. Isso acaba por influenciar em um embate, sendo que os sujeitos a raiva acabam por ser mais descuidados do que seriam em seu estado normal, e seus golpes perdem parte da precisão afetando sua efetividade e reduzindo as chances de acerto e o dano em 10% quando contra o filho de Ares. Entre dois filhos de Ares que se enfrentem, prevalece a aura do de maior nível. Se ambos forem de mesmo nível, as auras se anulam. A aura afeta o estado mental, e portanto aqueles que possuem resistência são menos afetados, de acordo com seus poderes - se tiverem mais de 10 níveis de diferença, não serão afetados. Resistência a poderes de Ira também se aplicam. {Idealizado por Katherine B. Angelline}[[Modificado, antigo "Influência"]

◊ Guerreiro atento [Nível 09]
Filhos de Ares possuem experiência elevada em lutas, conseguindo com isso perceber brechas nos golpes e intuindo a movimentação do inimigo. Isso faz com que as defesas dos oponentes não sejam tão efetivas, reduzindo a esquiva dos adversários em 10%. Afeta apenas um adversário por vez e que esteja em combate corporal contra o filho de Ares, independente de quantos estejam lutando contra o semideus. O alvo deve ser definido no primeiro turno de combate, e só pode ser alterado caso morra ou deixe de lutar contra o semideus de alguma forma. Apesar de ser uma passiva, a delimitação do número de alvos se deve pela necessidade de concentração em luta - fator reduzido contra uma quantidade grande de alvos. Contudo, aumenta com a experiência, afetando 1 alvo a mais no nível 30, + 1 adicional a cada 20 níveis posteriores ao 30, representando a experiência do semideus.[Novo]

◊ Perícia em Combate Não-Armado [Nível 12]
Nem sempre se tem uma arma à mão, mas um verdadeiro soldado mesmo desarmado deve saber se defender. Assim, filhos de Ares desenvolvem uma habilidade e consciência corporal maiores, o que faz deles bons combatentes corpo-a-corpo, conseguindo aprender mais facilmente estilos de golpes não armados que sejam mais complexos do que os habituais, e tendo um aumento de 5% a mais dos danos causados com esses golpes, a cada 10 níveis que o semideus avance acima deste, até um máximo de 50%. [Modificado]

◊ Desenvoltura em Batalha [Nível 14]
Os filhos de Ares, apesar de robustos, neste nível podem mover-se com precisão e facilidade. Isso faz com que tentativas de manobras mais técnicas realizadas por eles, como desarme e agarrão, tenham uma chance maior de serem bem sucedidas, sendo ampliadas em 10%. Essa ampliação também vale para golpes que requerem precisão, desde que com armas corpo a corpo, quando tentar acertar um ponto específico no alvo. Aumenta para 20% no nível 25.[Modificado]

◊ Estado de alerta [Nível 21]
Quando os filhos de Ares estão correndo algum risco de serem atacados ou mortos de surpresa, eles têm uma premonição, um sentimento de perigo. Este sentimento os alerta para que fiquem em guarda, e apenas se eles forem o alvo original e intencional - um acidente ou desvio não seria alertado, como uma bala perdida, por exemplo, por não fazer deles o foco (da mesma forma, algo que afete uma área não seria notado) - e não revela a localização do inimigo ou o tipo de ataque. Não funciona se estiver dormindo ou inconsciente de alguma forma. Abrange apenas os efeitos em um raio de 50m. [Modificado, antigo "Percepção instintiva"]


◊ Resistência a impactos [Nível 28]
Seu porte e força dificultam que você seja movido. Quando alvo de um poder de carga ou que o faça se deslocar contra a sua vontade, você só se moverá metade do deslocamento requerido, caso a fonte do poder seja de até 10 níveis acima do seu. O mesmo vale para outros efeitos impactantes que possam deslocá-lo, caso esteja ciente de sua ocorrência (uma explosão, por exemplo, que você perceba antes de ocorrer efetivamente) mas não reduz os danos provocados, independente da origem.[Novo]

◊ Cheiro de Sangue [Nível 65]
Os sentidos do filho de Ares tornam-se mais apurados, uma vez que estar atento é essencial para um guerreiro. A partir desse nível, o semideus consegue discernir, pelo olfato, o odor de monstros e semideuses, conseguindo captar a natureza de um alvo dessa forma. Dessa forma, podem captar a aproximação de alguém da área em que se encontram  - não tem garantias de que sejam amigos ou inimigos, contudo - desde que em condições favoráveis (como o vento e a não-interferência de outros odores fortes) e dentro de uma área próxima (a até 20m de raio). Não localiza o cheiro de um alvo específico - por exemplo, pode identificar a presença de um semideus em uma área movimentada, mas não a localização exata ou de quem é filho. [Novo]
Éris:
Nível 2
As you wish - Arautos adquirem uma compreensão melhor das motivações das criaturas - o que procuram, suas paixões, o que os desestabiliza. Esse é um poder passivo, que permite ao semideus saber os anseios dos seus adversários e - consequentemente - qual a melhor forma de tentá-los, desviando-os do seu caminho. No caso, o desejo do personagem - não um desejo sexual, mas suas ambições e motivações mais fortes, sejam materiais ou sentimentais. Não permite a manipulação, apenas o conhecimento, e personagens mental/ sentimentalmente resistentes tem essa visão bloqueada, mas apenas se forem de nível igual ou superior.

Nível 3
Controle dos Males I: Pseudologos - Arautos recebem poderes relativos aos filhos de Éris e seus companheiros inseparáveis. Neste nível, Pseudologos os influencia: eles se tornam peritos em analisar pessoas através da linguagem corporal. Isso faz com que esconder seus reais sentimentos ou mentir para um deles seja muito mais difícil. Nível não interfere tanto aqui, uma vez que os sinais corporais independem deles, exceto para casos de semideuses específicos, que possuam poderes relativo à ocultação sentimental - nesse caso, se forem de nível igual ou maior suas reações podem ficar ocultas. Adicionalmente, a leitura corporal de um Arauto sempre vai ser dificultada, uma vez que eles sabem quais reações são esperadas e como controlá-las. Mentiras comuns são mais difíceis de serem descobertas, e poderes de manipulação igualmente - personagens de nível igual ou menor terão sempre 50% de chance a menos de notar tais coisas, não sabendo se o poder fez efeito sobre eles ou não caso sejam de nível igual ou menor, e igualmente tendo uma percepção menor quando o filho de Éris for sutil ao utilizar estes recursos. Claro que, se exagerar ou deixar brechas propositais, eles serão descobertos. Não significa que sejam imunes/ resistentes aos poderes, apenas não demonstram suas reações a tal.

Nível 6
Língua viperina I - Poder de combate corpo a corpo. Ao utilizar este poder, a língua do arauto adquire a aparência de uma língua serpentina, bifurcada, e é ampliada para 30cm, ganhando propriedades que a tornam semelhante a uma navalha ou lâmina de bronze sagrado. A transformação dura 3 turnos. Pode ser utilizada com outros poderes.

Nível 7
Controle dos Males II: Anfilogias (Ambiguidades e dúvidas) - Recebendo os poderes de uma dos filhos de sua patrona, Arautos neste nível passam a visualizar as dúvidas dos alvos, podendo utilizar este conhecimento combinado com outros poderes para desviar a atenção do alvo ou fazê-lo mudar de opinião com base em seus próprios sentimentos. Não permite a manipulação, apenas o conhecimento, e personagens mental/ sentimentalmente resistentes conseguem bloquear isso, mas apenas se forem de nível igual ou superior.

Nível 8
Ouvidos atentos - Informações são importantes, ainda mais quando se planeja utilizá-las como fonte de suas tramóias. Os Arautos, por isso, tem sua acuidade auditiva dobrada se em comparação com outros semideuses - isso se refere tanto ao alcance quanto ao volume do som que são capazes de identificar.

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%.
Poderes ativos:
Éris:
Nível 9
Telepatia  Menor - Nesse nível, o personagem consegue enviar mensagens telepáticas para um aliado ou oponente (caso ultrapasse suas resistências). Ainda não é possível ler pensamentos profundos, apenas as respostas imediatas à sua comunicação. Dura 3 turnos e permite afetar um alvo a até 100m, mesmo fora da linha de visão, desde que se conheça ele e tenha noção de sua localização.

 

 
Jason A. Hallows
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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por Éter em Sab 17 Mar 2018, 23:20


Avaliação

Não esperava menos de você, o infame Christopher Mason. É bom ler seus textos, acompanhando a mente doentia do personagem e, ao mesmo tempo, notando que há algo além desse jeito Mason de ser — como um herói incompreendido e perturbado que fora convertido em alguém desprezível.

No geral, o post fluiu bem; tirando dois pequenos deslizes de digitação que acabei encontrando (falarei mais abaixo), foi tudo muito bem descrito e de forma coesa. O enredo em si foi ótimo, e gostei também da outra visão no meio da DiY, relatando Ares e explorando o pensamento do deus acerca de tudo que ocorria. Só não foi uma postagem perfeita por quanto pontos que serão abordados a seguir:

1. poder ativo listado como passivo
Sei que não parece grande coisa, mas confunde o avaliador e poderia até mesmo gerar um mal entendido no caso de narrada.

2. a ausência da citação do lança granadas em meio aos itens utilizados
O mesmo do ponto anterior. Considerei porque lembrei que seu personagem de fato havia este item.

3. a faça de caça de aço
Eu não cheguei a olhar seu arsenal para conferir se realmente havia essa faca de aço, mas não estava em spoiler. Acabei levando em consideração também por não ser algo com poderes e etc., mas atente-se na próxima vez (assim como os casos anteriores).

4. "seus sentidos não apontavam nenhuma investida hostil contra ele, tão pouco Mozart e Érides se mostravam inquietos"; "As sirenas se aproximavam, cerca de duas viaturas"
E, para finalizar, os errinhos de digitação. No primeiro caso, o correto seria "tampouco"; já no segundo, seria "sirene" (sirenas são sereias).



Coerência
44/50
Coesão e Fluidez
25/25
Ortografia e Organização
14/15
Objetividade e Adequação
10/10
Rendimento
93%


Recompensas: 372 272 xp (desconto pela aquisição da recompensa almejada) + poder especial:

{Ênios Blood} / Poder especial [A sede de sangue de Christopher alcançou níveis irreversíveis, atraindo a atenção de Ênio, a deusa destruidora, retratada como uma das seguidoras de Ares. Ela ofereceu a ele uma habilidade capaz de redobrar a carnificina sem muito esforço. Quando o semideus receber 25% (considerando seu HP total) ou mais de dano durante um combate, todo o sangue presente no ambiente em que se encontra, incluindo o dele próprio, será controlado pelo filho de Ares, expandindo-se pelo ar e transmutando-se em uma névoa avermelhada capaz de causar dano de 10% de HP. A habilidade não depende da quantidade de sangue presente, mas sim da presença dele — uma poça, por exemplo, seria facilmente redobrada enquanto uma gota de sangue não seria tão útil. A área afetada refere-se a 10 metros de raio a partir do usuário. O dano é drenado e redirecionado ao filho de Ares. O efeito do poder é imediato e não distingue aliados e inimigos. Resistência a dreno se aplica. 1x por missão. Caso o valor drenado ultrapasse o máximo de HP do usuário, a diferença será aplicada como dano em si mesmo.]{Poder especial}(Nível mínimo: 106){Não controla nenhum elemento}[Recebimento: Couting bodies like sheeps, avaliado por Éter e atualizado por ___]


Descontos: 484 mp (60 dos dois ativos de Éris, 424 pelo uso da recém-adquirida habilidade; hp não descontado por ter regenerado com o poder) e 1 granada (contador) do lançador de granadas em seu inventário.



MaayTPO
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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por Ares em Sab 17 Mar 2018, 23:42

Atualizado. O poder pode sofrer alteração pela staff.
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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por Jason A. Hallows em Sab 07 Abr 2018, 21:08


deuses
a terra além dos
Quando me dei conta, a viagem havia sido tão rápida quanto uma viagem nas sombras. Não sabia o motivo, mas ao sentir que perderia a batalha contra a criatura, desejei retornar à loja de conveniência de uma humana qualquer que havia conhecido ao desembarcar no Alasca. Além dos danos de cansaço, o teleporte havia me causado ânsia de vômito. Apoiei o braço na parede, derrubando alguns itens que julguei ter um valor importante para a loira, devido à expressão de surpresa e desastre em seu rosto.

— Algo... quente... rápido. — murmurei com o queixo tremendo enquanto me desfiz do casaco coberto por neve. Abandonei também as armas no chão, tampando-me com os braços enquanto refletia sobre o que havia acabado de acontecer.

Uma derrota. Christopher Mason, o príncipe da guerra, derrotado por uma nevasca filha da puta. O formigamento e tremores, além do frio, de fato eram um martírio, mas não tanto quanto meu orgulho ferido. Não estava preocupado com a possibilidade de morte, afinal, para quem já esteve vivo no inferno, morrer não seria ruim. Mas o fato de que os deuses gargalhavam de minha derrota era o motivo de meu ódio. Talvez fosse o destino a favor de Éris, mas fosse o que fosse, toda aquela situação já havia passado dos limites. Eu os faria engolir cada risada.

— Parece hipotermia. — afirmou a garota, exibindo todo seu conhecimento acerca de tudo, como havia feito quando a conheci. Ainda assim, me cobriu com um ou dois cobertores, não me dispus a contar. — Vocês californianos precisam entender como as coisas funcionam por aqui.

Mantive-me calado, ignorando completamente as provocações da garota. Poderia muito bem seguir meus impulsos naturais e destruir tudo ao meu redor, mas julguei importante me manter estático enquanto recuperava o mínimo de calor em meu corpo. Ela alternava os passos entre a loja e uma pequena saleta atrás de uma porta nos fundos, murmurando palavras inaudíveis para si mesma. Após um minuto e meio sem parar, a humana agachou-se próximo a mim e me abraçou.

— Eu geralmente não faço isso, mas você poderia ter morrido se continuasse cinco minutos naquela nevasca. Afinal, foi uma nevasca, não é?

Apesar de surpreso, compreendi a iniciativa dela. A transmissão de calor diminuiria o risco da hipotermia se propagar pelo meu corpo. Deixei uma risada fraca escapar ao escutar as palavras da garota.

— Você seria uma ótima filha de Atena. — comentei com a voz menos trêmula que outrora. — Qual o seu nome?

Subi os olhos para encará-la, enquanto mantinha a cabeça deitada em seu ombro. Notei que minha frase havia saído como um tipo de elogio, o que a deixou um tanto encabulada, mas ainda assim, ela manteve o ar de sabichona. Respirei fundo e concentrei-me em me aquecer, ainda tampando-me com meus próprios braços. E continuamos naquela posição por cerca de mais cinco minutos até que finalmente ela se levantou em passos apressados enquanto eu senti um aroma agradável vindo da saleta. Não demorou para que ela retornasse com um copo de café, entregando-me.

Minhas mãos já não tremiam tanto quanto antes e, ao agarrar o copo, notei que a temperatura não estava tão quente para provocar um choque térmico. Beberiquei o café com gosto, sentindo a temperatura interna estabilizar. Claro que não seria o suficiente, mas quem sabe com um descanso, logo estaria bom novamente.

— Meu nome é Claire.

— Claire... você é tão por dentro do meu mundo. Quais as chances de ter néctar e ambrosia na sua loja?

Ela sorriu enquanto me ajudava a erguer o copo a cada golada, estava completamente convecida — pudera, afinal, era a segunda vez em um dia que eu recorria à sua ajuda. Talvez os humanos não fossem tão ruins quanto eu pensava. Até que me passou pela cabeça a chance de Claire não ser completamente humana. A loja outrora pertenceu à sua avó. Talvez...

— Sua avó foi uma semideusa.

Ela riu, mudando a placa de "aberto" para "fechado" na porta de entrada e, em seguida, buscou por algo nas cômodas espalhadas pela loja.

— Ela me contava as histórias sobre vocês. Os monstros que enfrentavam, a vivência com a mãe dela... disse que Atena era a mulher mais linda que havia conhecido e, dessa forma, ela é minha bisavó. — Claire parecia maravilhada apenas ao se lembrar dos contos nostálgicos de sua avó. Em seus olhos havia um brilho esperançoso e pensei em alertá-la de que aquela vida não era tão favorável quanto ela pensava. No entanto, algo nela parecia saber disso. — Até que vieram problemas maiores, os boatos, os perigos. Então ela decidiu viver aqui, onde não há influência de deuses, conheceu meu avô. E cá estou.

O silêncio perdurou após aquilo, ela estava desconfortável assim como eu. Minha mente estava imersa em suposições, lembrando-me de que havia alguém que dependia de mim, sobrevivendo na California enquanto eu estava atrás de que? Poder, orgulho? Algo a se provar... não sei dizer, apenas não conseguia parar. Era como se houvesse um ímã em meu âmago, levando-me a prosseguir aquele caminho de morte.

— Aqui. — disse ela ao retornar com uma garrafa térmica e um pedaço de doce semelhante a um doce de leite, embora um pouco mais claro — que julguei se tratar da ambrosia.

De imediato, deixei o copo de café no chão e me apossei da garrafa, destampando-a e sentindo o aroma doce e revigorante do líquido dourado e brilhante, o néctar. Tratei de bebê-lo, sentindo o gosto de cerveja em minha garganta, mas não tudo, já que não queria correr o risco de me transformar em um amontoado de cinzas — repetindo o ato com a ambrosia.

— Então, agora pode me dizer o que aconteceu?

— Uma nevasca e um dragão. — assumi, sentindo como se uma lâmina atravessasse meu peito.

— E o que pretende fazer?

Respirei fundo e me ergui do chão com um braço apoiado na parede, retomando minha força lentamente. Dessa vez não sorri, tampouco debochei. Não havia motivos para aquilo, afinal. Eu estava completamente tomado por fúria. Christopher Mason não falharia.

— Vou derrotá-lo.


Sorri ao me deparar com a entrada da reserva florestal, a mesma onde havia falhado em uma missão pela primeira vez. Pensei e repensei em como conseguiria uma segunda chance do Olimpo, mas ao estar de frente ao Monte McKinley. A vontade maior naquele momento foi o de derrotar a merda do protodraco. E, para meu auxílio, não havia nevasca tampouco o indício dela. Era a chance perfeita para retomar meu orgulho perdido naquele lago congelado. Sendo assim, prossegui pelo mesmo caminho de terra que havia percorrido um dia antes enquanto utilizava meu olfato dobrado para sentir o odor característico do monstro. Quanto mais eu me aproximava, mais forte ele ficava.

Só que, daquela vez, eu não cometeria os mesmos erros. Quando notei que estava me aproximando do lago, optei por prosseguir o caminho entre as árvores, onde conseguiria me ocultar. O elmo do pânico já estava em meu rosto e, como da última vez, utilizei sua lente telescópica para analisar o local, conseguindo enxergar cerca de 400m à frente. No lugar do lago, havia uma grande abertura, tão grande quanto o próprio monstro, e pedaços de gelo quebradiços. Ainda assim, havia uma margem congelada, tão extensa quanto um ônibus. No entanto, nenhum sinal do protodraco.

Até que uma rajada forte de vento foi jogada contra as árvores, forçando-me a fincar a lâmina de minha adaga no tronco para não ser levado. Ouvi um som de impacto e um tremor se apossou do chão e, assim que tudo se estabilizou, retornei à minha posição em busca de meu alvo. Sim, era ele, prensando o cadáver de um urso polar contra o chão congelado e o rasgando em dois. Abri um sorriso, pois sabia que, daquela vez, não falharia.

Dessa forma, fechei os olhos e concentrei energia em meu âmago de forma que uma contraparte de mim foi criada ao meu lado, materializando-se lentamente. Como esperava, o clone — por quem chamo de Beta — dividia comigo os pensamentos, o que era bom, mas também as sensações, o que era extremamente ruim. Dessa forma, seria fácil formular um plano de ataque, embora minha atenção precisasse ser redobrada. Imaginei que Beta deveria iniciar o ataque na vanguarda enquanto eu faria o esforço de realizar movimentos ocultos, evitando ser identificado por um período de tempo. E ele compreendeu o raciocínio de imediato, partindo para fora da floresta pensando paralelamente na mesma estratégia que eu.

Assim, Beta se aproximou do enorme buraco que o separava do protodraco, assoviando para chamar sua atenção. A criatura mastigava a carne do urso entre os enormes dentes, no entanto, perdeu completamente o foco ao avistar uma nova presa. Assim, o protodraco soltou as patas de cima do animal morto e ergueu o rosto no ar, provavelmente puxando-o para sentir o cheiro. Então, o monstro rugiu de forma aterrorizante, o que não foi um problema pra mim, mas sim para meu clone. Beta passou a recuar cada vez mais rápido ao escutar o rugido da criatura, erguendo o escudo na altura do rosto. Mas aquilo seria um problema. Aproveitei que a atenção do protodraco estava voltada para o segundo Christopher e me teleportei até algumas árvores na margem atrás do protodraco — que estavam à uma distância de 100m.

Então, ocultei-me parcialmente atrás de um tronco e apontei o lança-granadas no braço direito contra as costas do protodraco, visando atingir a ligação de suas asas. O monstro ergueu as patas dianteiras, ameaçando alçar voo para o outro lado congelado do rio, no entanto, acionei uma granada em sua direção. Ela atingiu suas costas em cerca de segundos, explodindo com o impacto e liberando uma quantidade de fogo grego que se espalhou nas costas do dracônico. Outro rugido, dessa vez de dor e, então, a criatura voltou sua atenção para mim. Sua cauda veio de encontro com os troncos de árvores ao meu redor, partindo cada um deles em dois e os derrubando. Joguei-me para fora da floresta, apoiando-me no rio congelado e encarando meu inimigo. O intuito era transmutar a coloração de minha íris, deixando-a dourada e brilhante com o efeito de paralisia.

Para minha sorte, o efeito funcionou. O protodraco, que segundos atrás estava pronto para baforar seu sopro de gelo contra mim, perdeu completamente a ação de ataque e, como era de costume com aquele poder, de defesa. Além disso, havia o fator sem asas, já que elas haviam sido danificadas pela explosão da granada. Repetindo a mesma história de nossa primeira batalha, o monstro transformou o próprio olhar, deixando-o hipnótico. Eu conhecia aquele ataque, era visual, como o meu, e de imediato senti uma redução em minha iniciativa de ataque. No entanto, aquilo não seria um problema. Aproveitando-me da vantagem da paralisia, raciocinei uma estratégia rápida para que Beta — àquela altura, sem medo algum — realizasse um combo mortífero.

Ele compreendeu e, de imediato, imbuiu na própria lança um efeito poderoso que seria capaz de causar um dano forte na criatura. Dessa forma, Beta usou a força de seu próprio corpo para jogar a lança contra o protodraco, mirando em sua garganta. Com a arma ainda no ar, ele disparou dois projéteis de granada mirando suas patas traseiras. Devido a diferença de tempo entre os dois ataques, a lança cravou-se perfeitamente na garganta do protodraco, atravessando-a lateralmente. Cerca de dois segundos depois, as duas granadas explodiram nas patas traseiras, mas não em fogo grego, em fogo comum — que ao contrário do fogo nas costas do monstro, se extinguiu ao tocar a carcaça gélida do dracônico. O protodraco, sem asas e mancando, tentou utilizar o ataque de sopro, mas de sua garganta foi possível escutar apenas um grunhido fraco.

Como eu imaginava, seu sopro havia sido danificado pela lança de Beta. No entanto, meu oponente foi rápido e instintivo. Quando me aproximei em uma corrida para atingi-lo, senti uma dor forte em meu corpo, além de uma sensação gélida como se estivesse dentro de uma nevasca novamente. No entanto, ao me distanciar, notei que havia um tipo de escudo elemental ao redor do protodraco. Era eficiente, mas não evitaria meu próximo ataque. Me levantei, apesar de sentir uma dor se espalhando por meu corpo e ergui a mão esquerda, apontando Plaga na direção do monstro. Desejei que o anel realizasse seu efeito especial: direcionou uma rajada de dor excruciante no animal e não demorou para que ele próprio passasse a abocanhar a si mesmo.

No entanto, sentia que a efetividade de Beta estava para se findar, como se ele estivesse enfraquecendo. Sabia que em questão de segundos ele desapareceria, então raciocinei uma cartada final para ele. Beta compreendeu e, como não estava sendo visualizado pelo protodraco — já que eu havia me tornado seu alvo pela distância —, ativou o poder de ignorar a dor e teleportou-se acima da carcaça da criatura e usou a réplica de Disorder para atingi-lo na altura do crânio. Mas o ataque com a lâmina não era o principal. Ele encostou na pele do animal, imbuindo no toque o poder de dano por fogo. Sentindo a dor extrema de meu anel e a sensação de queimação infernal, o protodraco se desestabilizou e perdeu completamente o efeito do escudo elemental.

— Bingo! — murmurei em meio a um sorriso sádico.

Beta, tomado pelas dores ao ser atingido pelos efeitos do escudo elemental — como eu esperava, o efeito colateral foi que eu as senti também, mas utilizei minha habilidade para meu corpo ignorar a dor — desapareceu a meu comando, já que para mim ele não teria mais uso. Dessa forma, desembainhei Disorder e aproveitei a distração do monstro ao se ferir para teleportar-me até estar próximo o suficiente do peito da criatura. Sem demora, empunhei o sabre que etava coberto por uma chama azul e o finquei na carcaça do animal, perfurando seu busto enquanto uma camada de fogo infernal se espalhava por todo o corpo do protodraco. Era questão de segundos para que seu efeito se iniciasse. Evitando ser pego pela explosão, teleportei-me novamente para me afastar o suficiente do protodraco, constatando que não estava sendo alvo de sua visão.

E assim funcionou. Longe o suficiente e fraco, avistei a camada de fogo infernal tomando todo o corpo dracônico do monstro e, em seguida, uma explosão se fez presente e a criatura manteve-se imóvel, sendo consumida pelas chamas infernais. No entanto, ainda estava vivo, se movimentando com dificuldade. Toquei meu colar Temptation a fim de recuperar vitalidade. Assim, me aproximei calmamente, sabendo que uma taque furtivo daquela criatura seria impossível, mesmo com a cauda, já que seus movimentos estavam fracos. A uma distância de 10m, imbuí na lança da guerra o elemento elétrico e a mirei no corpo da criatura. O erro do protodraco foi, novamente, me encarar, visto que utilizei uma habilidade comum para filhos de Ares: meus olhos tomariam uma propriedade de medo, reduzindo as defesas do monstro. E assim aconteceu. A lança cravou-se em sua carcaça, no ombro e a eletricidade se espalhou. Ele estava paralisado novamente.

A partir dali não seria um problema. Aproximei-me face a face do dracônico e empunhei Disorder, dessa vez não precisando de seu efeito explosivo. Seria necessário apenas sua lâmina para finalizar aquilo. Com o monstro paralisado, não tive problemas para perfurar seu crânio com meu sabre. A criatura se debateu mas, depois de meio minuto, constatei que eu havia finalmente derrotado o maldito. Estava morto e, com ele, minha sensação de derrota. Eu não deixaria um espólio afundar no rio congelado junto com a estátua de Zeus — metade de seu corpo estava caído na margem da floresta e a outra metade parecia despencar lentamente para dentro da água. Fui rápido ao agarrá-lo pelo chifres pontiagudos em sua nuca e trespassei a lâmina rapidamente, usando toda minha força para decepar a cabeça. Quando finalmente o fiz, respirei pesadamente e deixei que o resto do corpo afundasse.

— TESTEMUNHEM! — gritei com todo ódio para os céus, dirigindo-me aos deuses.

Por mais que a estátua de Zeus ainda estivesse afundada, aquela vitória tinha um peso pessoal para mim.

Sugestão de desconto e explicação:

Christopher Mason
HP: 1240/1240 (-200)(+248)
MP: 546/1240 (-380)(-250)(-84)(-250)(+248)(-40)(+62)

[-200 HP por ser atingido pelo escudo elemental do protodraco; +248 HP através do colar Temptation][-380 MP pelo poder Convocação XIV: Massacre; -250 MP pelo poder Passo Fantasma; -84 MP pelo poder Ignorar a dor; -250 MP pelo poder Passo Fantasma; +248 MP através do colar Temptation; -40 MP pelo uso do poder Olhos do Medo; +62 MP pelo poder passivo Controle dos Males XIII: Fonos]

Beta
HP: 450/650 (-200)
MP: 172/650 (-52)(-84)(-92)(-250)

[-200 HP por se manter dentro do escudo elemental do oponente][-52 MP pelo poder Investida Poderosa; -84 MP pelo poder ignorar a dor; -92 MP pelo poder toque infernal; -250 mp pelo poder Passo fantasma]

Protodraco branco
HP: 0/1480 (-200)(-50)(-100)(-100)(-50)(-100)(-296)(-148)(-436)
MP: 940/1480 (-100)(-180)(-260)

[-200 HP pela explosão de fogo grego; -50 HP pela lança cravada na garganta; -100 HP pela explosão de fogo normal; -100 HP por ferir a si mesmo; -50 HP pelo ataque de Beta; -100 HP pelo Toque Infernal; -296 HP pela explosão de fogo infernal; -148 HP pelo fogo infernal se propagar em seu corpo; - 436 por ser atingido em uma região vital][-100 MP pelo Rugido; -180 pelo Olhar fascinante; -260 pelo poder escudo elemental]

Adendos:
Acho que ficou tudo bem explicado. Qualquer dúvida antes de avaliar, sabem onde me encontrar.

Passivos:

◊ Perícia com Lanças [Nível 01]
A arma preferida de Ares é a lança, e ele sempre foi retratado como indo à batalha portando uma. Por suas preferências, seus filhos herdam como característica a facilidade no aprendizado e manuseio no mesmo tipo de arma. A habilidade reflete apenas a familiaridade, e um aprendizado mais facilitado se comparado ao uso de outras armas, mas não um conhecimento automático ou uma capacidade insuperável, sendo que a habilidade reflete o nível do personagem e está em constante evolução, mas não significa que não seja passível de erros.[Modificado]

◊ Força Aprimorada [Nível 01]
Ares é conhecido pela sua beligerância, estando sempre em treinos e exercícios constantes para exercer seus domínios. Seus filhos também herdam a mesma aptidão física, possuindo um corpo geralmente atlético e delineado, mesmo que não sejam musculosos, e uma força aprimorada se em comparação com semideuses de outra origem. Ainda perdem para filhos de Héracles, e não são páreos para semideuses treinados de nível mais alto, mas quando comparados com humanos comuns ou semideuses de outra origem não relativa à força física, suas capacidades de força são cerca de 15% maiores.[Modificado]

Nível 8
Ouvidos atentos - Informações são importantes, ainda mais quando se planeja utilizá-las como fonte de suas tramóias. Os Arautos, por isso, tem sua acuidade auditiva dobrada se em comparação com outros semideuses - isso se refere tanto ao alcance quanto ao volume do som que são capazes de identificar.

Nível 14
Controle dos males IV: Hisminas - Filha que rege as discussões e disputas, situações que exigem um pensamento claro e raciocínio veloz. Por isso, seguidores da deusa da Discórdia desenvolvem uma capacidade de raciocínio acima do comum. Isso tanto faz com que consigam reagir e bolar estratégias rapidamente, quanto faz com que se recuperem mais rapidamente de ataques de confusão - habilidades e efeitos do tipo ou que visem tirar seu foco e concentração são reduzidos em 25% para oponentes de nível menor, ou 10% para oponentes de nível igual ou maior.

Nível 18
Agilidade corporal - Éris é veloz, e seus seguidores também precisam ser. Sua velocidade e capacidade de movimentação tende a ser um pouco maior do que a de pessoas comuns - cerca de 10%. Não permite que faça mais de um ataque por turno, mas aumenta suas chances de acerto em caso de ataque corporal, e suas reações de reflexo/ defesa no caso de ataques físicos.

Nível 21
Controle dos Males VI: Ponos - Éris é mãe de Ponos, a fadiga. Seus seguidores, por sua vez, mantém uma relação distinta com esse fator - eles não são tão afetados pela fadiga natural, conseguindo suportar esforços físicos maiores. Seu gasto de Mp para atividades naturais será sempre de 50% comparado a semideuses comuns. Isso não afeta o uso de poderes, seja da parte deles, sejam efeitos de poderes nocivos - nesse ponto, o gasto é normal.

Nível 27
Controle dos Males VII: Ate - A ruína e insensatez. Arautos, apesar disso, desenvolvem uma espécie de bom senso - justamente pela proximidade desse daemon, eles sabem melhor como evitá-la. Quando em uma situação que envolve uma escolha explícita de um curso de ação, eles intuirão o caminho com menos chances de falhas. Não implica agir sobre qualquer golpe - por exemplo se deve acertar o oponente pela esquerda ou direita -  mas apenas quando a escolha é imposta a eles de forma direta a modificar os resultados de algo - tentar acertar o oponente que mantém um refém ou baixar as armas? Para ser interpretado corretamente deve-se conversar com o narrador/ avaliador. Note que apesar de indicar a chance com menos falhas, não anula a possibilidade de erro.

Nível 45
Controle dos Males X: Algea - Também chamada Algoz, representa as tristezas e também as dores. Neste ponto, Arautos adquirem uma resistência maior contra a dor. Apesar de ainda perderem HP normalmente por ataques, golpes que visem debilitá-los pela dor não surtirão efeitos tão drásticos - eles podem ter dificuldade em manusear uma espada com o braço quebrado, mas não pela dor, e sim pela incapacitação do membro, por exemplo. Por isso penalidades relativas à dor provocadas por oponentes até 10 níveis mais fracos deixam de ser aplicadas.

Nível 53
Controle dos Males XI: Macas - Representante das batalhas, também acompanhava Ares com frequência. Neste nível, o Arauto ganha um aumento em sua força física (e consequentemente em ataques corporais que dependam dessa característica) de 10%, comparado a semideuses comuns.

Nível 60
Controle dos Males XII: Neikea - O ódio. Neikea representa a sede de sangue e, apesar de não influir na personalidade do semideus, acaba influindo nas suas batalhas. Seus golpes tornam-se mais potentes, provocando um dano adicional de 5%, desde que sejam golpes físicos diretos (magias, armas a distância e poderes que não dependam de um ataque corporal não são afetados, nem o dano adicional de uma arma encantada - a porcentagem aplica-se apenas ao dano comum).

Nível 70
Controle dos Males XIII: Fonos - A matança. Neste nível o Arauto se envolve mais em combates, resistinto às batalhas e tirando energia delas. Cada inimigo morto pelo Arauto permite que recupere 5% do seu total de HP e MP, desde que ele tenha sido responsável pela morte.

Nível 80
Pele demoníaca - A essência do Arauto foi alterada de tal forma que agora sua pele, apesar de não apresentar alterações vísiveis, torna-se mais resistente a impactos e golpes comuns, aumentando suas defesas em 10%.

Nível 90
Controle dos Males XIV: Androctasias - A destruição e o massacre. Nesse nível, o seguidor de Éris torna-se mais devastador. Seus ataques desarmados, ainda que provoquem apenas danos contusivos, tem a potência aumentada, causando 50% mais dano se comparado a ataques comuns de outros semideuses. Note que não o torna tão efetivo quanto uma arma, nem interfere quando se está portando uma, mas permite que o Arauto consiga reagir em combates mesmo quando aparentemente sem meios.

Nível 100
Aura imprevisível - Ataques de Arautos da Discórdia deixam de ser identificados por sexto sentido e similares. Sua natureza caótica e furtiva faz com que seus ataques e ações sejam sempre inesperados, não podendo ser definidos por profecias, flash, insigths ou similares. Isso só é efetivo no caso de oponentes mais fracos.
Ativos:
◊ Olhos do Medo [Nível 10]
O medo não é apenas filho de Ares, mas seu companheiro constante e fator influenciador dos combates. Dessa forma, o semideus da guerra também aprende a dominar - ainda que em pequena escala - tal influência, exercendo poder sobre um alvo através do olhar, concentrando energia em um ataque visual que, caso efetivo, abalará o alvo e reduzirá sua capacidade de ataque nos próximos 3 turnos. Resistências a medo são aplicadas. O ataque visual pode afetar um alvo a até 15m de distância. 1 vez por combate. [Modificado] (gasto de 40 mp)

◊ Ignorar a Dor [Nível 21]
Ao receber um golpe, o semideus é capaz de ativar essa habilidade e impedir que qualquer dor seja sentida durante três turnos, anulando penalidades advindas da dor, ainda que o dano de HP, caso recebido, seja computado normalmente. Pode ser utilizado em outros alvos. Até 2x por combate. [Modificado] (gasto de 84 mp)

Nível 50
Passo fantasma - Similar a um teleporte, é considerado um poder de movimento. Utilizando-se de sua capacidade de ocultação o arauto se movimenta de um local a outro. Esta habilidade possui limitações, uma vez que para funcionar ele não pode estar sendo observado de forma específica. O local de chegada deve estar a até 100m e dentro do campo visual do arauto, ou dentro de seu conhecimento - ele poderia se teleportar para dentro de uma casa, por exemplo, se a conhecesse. Gasto alto de energia. Mais utilizado para fugas. [b](gasto de 250 mp)


Nível 95
Convocação XIV: Massacre - Ao ativar este poder o Arauto tem criada uma contraparte, como um clone. Esse clone é sólido e ataca ao comando do personagem, compartilhando pensamentos e sensações, mas não visões e sentidos. O clone possui metade das estatísticas e poderes do Arauto (em termos de nível), mas dura apenas 3 turnos, e seus itens apesar de réplicas são comuns, sem qualquer habilidade. 1 vez por missão. (gasto de 380 mp)
Beta:
ATIVOS

◊ Investida [Nível 13]
Golpe poderoso que, além do dano adicional, agora aumentado em 50%, também faz com que o inimigo seja atirado ao chão. O dano é 75% maior com o uso de lanças. Ao usar essa habilidade, a prole de Ares usa a força de seu corpo contra a do seu inimigo, de maneira que funciona apenas com semideuses e monstros que sejam de até uma categoria de tamanho maior (oponentes grandes, de até 5m, mas não acima disso). Oponentes resistentes a empurrões e similares podem não ser jogados ao chão, dependendo da diferença de níveis, mas tomarão o dano normalmente caso sejam acertados. [Novo] (gasto de 52 mp)

◊ Ignorar a Dor [Nível 21]
Ao receber um golpe, o semideus é capaz de ativar essa habilidade e impedir que qualquer dor seja sentida durante três turnos, anulando penalidades advindas da dor, ainda que o dano de HP, caso recebido, seja computado normalmente. Pode ser utilizado em outros alvos. Até 2x por combate. [Modificado] [b](gasto de 84 mp)


Nível 23
Toque infernal - O toque do Arauto adquire a propriedade de causar dano por fogo nos alvos - um resquício da ligação que sua patrona possui com o Tártaro. O dano é pequeno, mas a propriedade se mantém por 3 turnos. (gasto de 92 mp)

Nível 50
Passo fantasma - Similar a um teleporte, é considerado um poder de movimento. Utilizando-se de sua capacidade de ocultação o arauto se movimenta de um local a outro. Esta habilidade possui limitações, uma vez que para funcionar ele não pode estar sendo observado de forma específica. O local de chegada deve estar a até 100m e dentro do campo visual do arauto, ou dentro de seu conhecimento - ele poderia se teleportar para dentro de uma casa, por exemplo, se a conhecesse. Gasto alto de energia. Mais utilizado para fugas. [b](gasto de 250 mp)

Armas:
☭| ITENS DE RECLAMAÇÃO |☭

๑ {Wrath} / Lança de artilharia [Lança longa, de 2m de comprimento. O cabo é feito de mogno, recoberto em bronze sagrado, sendo resistente porém mais leve que uma lança comum. A ponta é de bronze sagrado. Em toda sua extensão pontos avermelhados podem ser vistos: são engastes em rubi, decorando o cabo.] {Bronze sagrado, mogno e rubi} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

Efeito especial:
Poder do Item (Nível 75) Furiosa - Ganha a propriedade elétrica em sua ponta, fazendo com que ao acertar seu alvo o deixe paralisado por um turno. Pode ser usado duas vezes por missão.

☭| ITENS DE GRUPO EXTRA |☭

{Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

{Backstab} / Adaga [Adaga de bronze sagrado. Diferente do comum, a adaga possui uma empunhadura com meia guarda, que protege a mão do portador parcialmente, sem contudo interferir em seus movimentos.]

{Perfidious} Anel [Anel dourado em forma de garra, se encaixa no dedo indicador do arauto. É afiado, mas seu dano seria semelhante a de uma ponta de flecha se usado em ataque corporal, devido ao tamanho diminuto. Ainda assim, possui a capacidade de inocular veneno ao toque, seja diretamente, seja transmitindo o poder para a arma segurada. O veneno é debilitante, sendo considerado um veneno sobrenatural do nível do personagem, para fins de resistências - mas RM não se aplica - e causa a perda de 5% do HP do alvo por 3 turnos seguidos. 1 vez por missão. Adicionalmente, o anel detecta a presença de venenos em um raio de 5m do semideus, esquentando levemente como sinal, ainda que o semideus deve procurar para achar o local exato da presença da substância - a temperatura do anel indica a proximidade. Ambos os poderes só funcionam se o anel estiver sendo utilizado - apenas carregá-lo não permite nenhuma das duas coisas]

☭| ITENS OFENSIVOS |☭

— {Disorder} / Sabre [Réplica do sabre de Disnomia, antes empunhado por sua duplicata na luta em Alcatraz, é completamente negro pela sua lâmina forjada em ferro estígio e a empunhadura em prata, com diversas runas incandescentes azuis entalhadas no centro da lâmina. Embora não seja mais portado pela deusa, ainda mantém seu poder (mesmo levemente enfraquecido): uma vez por ocasião, a lâmina é coberta por uma chama azul que, ao tocar em um inimigo ou objeto, insere uma grande quantidade de fogo infernal no alvo, que explodirá no turno seguinte e, depois deste, continuará em chamas por mais dois turnos. A explosão em si não causa destruição — é quase como se o fogo infernal criasse uma película sobre a superfície do objeto/inimigo e depois de um tempo a liberasse —, mas o alvo ainda recebe muito dano tanto por explodir (perde 20% de seu HP total) quanto pelas chamas (10%).] {Prata e Ferro Estígio} (Nível Mínimo: 100) {Controle sobre o Fogo Infernal} [Recebimento: "Chained Souls", evento avaliado por Esquecimento, reavaliado e atualizado por Phobos.]

— {Affiance} / Espada [Um anel feito de ouro que ao desejo do dono se transforma em uma espada de bronze celestial, um metal raríssimo e bem poderoso. Perto do punho, na parte da lâmina, possuí um buraco no formato de sol. Uma vez por missão/evento o usuário pode fazer o anel se dividir em dois e pode entregar o segundo anel apenas para uma pessoa que ame ou tenha extremamente confiança, caso contrário não servirá de nada. Quando os dois semideuses quiserem, os anéis se transformam em um par de espadas, sendo que a do semideus que recebeu a segunda parte tem uma lua cravada ao invés do sol. Durante 3 turnos, os ataques combinados dos dois dão 50% a mais de dano (além do dano a mais que o metal divino já causaria em monstros/outros semideuses). Pela sua composição, não afeta mortais.] [Bronze celestial] [Nível Mínimo: 84] (Nível Mínimo para receber a segunda parte: 06) [Recebimento: Comprado de Alaric L. Morningstar]

— {Plaga} / Anel mágico [Trata-se de um anel de ouro enegrecido, com entalhe de um crânio expressando dor e sofrimento. Uma vez por missão, o anel é capaz de causar dores físicas extremas no corpo de um oponente que esteja no raio de visão do arauto, em até 25m. A dor é tanta que, ao ser efetuado, o oponente atingido passa a ferir-se a si mesmo com as próprias mãos durante um turno — para inimigos de até 10 níveis inferiores. De 5 níveis ou nível igual, o alvo sente-se atordoado por um turno, reduzindo o sucesso de ataques e defesas em até 30%. Oponentes de nível superior não são atingidos. O anel nunca se perde de seu portador, a não ser por vontade própria do usuário.] {Ouro negro} {Nível mínimo: 79} {Efeito de dor física e atordoamento} [Recebimento: missão "Finders Keepers", avaliado por Vicka L. Danniels, atualizado por Phobos]

♦️ {Green Death} / Lançador de Granadas [Besta de pulso semi-automática adaptada para lançar granadas. Acopla-se ao braço através de uma correia de couro, e possui um compartimento retrátil que "fecha" o corpo do lançador em uma bolsa metálica e o inutiliza, para que o usuário possa "ativá-la" e "desativá-la" quando quiser, além de facilmente portável. O lançador tem um alcance de 45m, e as granadas explodem áreas com 5m de raio. As granadas são especiais, sendo de fogo grego — que possui chamas verdes e o poder de afetar monstros com mais efetividade — e só podem ser obtidas 5 a cada DiY ou SM, sem alterar a recompensa em xp.] [Munição: 17] {Aço, ferro, couro} (Nível Mínimo: 80) {Fogo grego} [Recebimento: MOPED Enemies Business, avaliada por Elliot Cumming e atualizada por Phobos]

{Misery Stone} / Pedra negra [Depois de ter lutado contra Oizus ao lado de Alaric, Mason encontrou um colar com uma pedra negra similar a ônix. A pedra contém um poder que ao desejo do semideus libera uma névoa cinza. A névoa, duas vezes, por missão deixa todos ao redor do filho de Ares, em um raio de 20 metros, em um estado de plena miséria e angústia, ou seja, um estado moribundo. Tal efeito reduz em 50% os movimentos de ação e defesa de oponentes que sejam até o nível do usuário e em 25% para oponentes de até 10 níveis superiores, não funcionando acima disso. A névoa só dura 3 turnos a cada ativação, podendo ser desativada antes disso. Afeta oponentes e aliados, por isso deve ser usada com cautela. Resistências a doenças se aplicam, mas somente elas. Pode ser fundida a um item.]{Ônix}(Nível mínimo: 100){Não controla elemento}[Recebimento: Missão “Misery and Darkness”, narrada e avaliada por Kalled C. Almeida, atualizada por Ares]

☭| ITENS DEFENSIVOS |☭

Escudo de Adamantium [Escudo de porte médio, sendo o material completamente feito de adamantium, exceto a braçadeira que foi modificada com um metal retrátil. No centro, há a figura de um tríscele, símbolo do poder da Trindade Olimpiana, já que o item foi um presente de Zeus, Poseidon e Hades para um antigo herói da Grécia Antiga. Por conta do material extremamente único e resistente, é um escudo que defende todo tipo de ataque físico, desde os mais mortíferos - como armas de fogo. Apenas impactos físicos provindos de inimigos 10 níveis superiores podem causar uma força capaz de empurrá-lo, mas nem mesmo uma rachadura. Só pode ser quebrado por poderes extremamente poderosos, semelhantes a de um deus, que focalizados somente no escudo, sendo semi-indestrutível. Quando não estiver em uso, transmuta-se em uma braçadeira com o símbolo tríscele no centro que, ao ser pressionado, ativa o escudo novamente.][Adamantium]{Sem elemento}(Nível mínimo: 50)[Comprado de Grimmjow Yuikimura, atualizado por Ares]

—  {Warn!} / Relógio [Na forma de um relógio comum, analógico. Ao ser ativado, cria um campo de energia. O campo em si é transparente e afeta apenas o próprio semideus. No período ativado, reduz danos de impactos (mas não cortes ou outros tipos) em 50%, desde que provenham de fontes mundanas ou de nível inferior ao semideus. Como extra, também mantém um indicador da temperatura ambiente, como um segundo relógio, onde os marcadores vão de azul para vermelho, conforma as mudanças de frio para quente (mas não afeta itens e similares, apenas marca a temperatura local). E ainda serve para ver as horas!. 3 ativações por missão, com duração de 3 turnos cada] [Eletrônico] [Não controla  nenhum elemento] [Nível mínimo: 3] [Recebimento: comprado de Heron Montecchio. Atualizado por Poseidon]

☭| ITENS EXTRAS |☭

✞ {Panic's Mask} / Máscara [Um elmo de ferro estígio, com um desenho de caveira nele. A mandíbula fica na parte em que é possível levantar para mostrar o rosto,parecendo que a caveira está rindo. Porém, conectada a essa parte está uma máscara aterrorizante feita de magnésio sagrado, na mesma tonalidade do elmo. Quando o usuário desejar, o elmo emite pânico no oponente por duas rodadas, mas depende de seu nível (semideus) ou força (monstro). A máscara possui função telescópica, devido a uma lente que fica no olho esquerdo da mesma, permitindo seu usuário ver objetos distantes, e inimigos a longa distância. A lente alcança até quatrocentos metros.] {Magnésio Sagrado} (17) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart(Máscara)/ Presente(Elmo); comprado de Aleksander Frey e atualizado por Phobos]
Recompensa almejada:
Armadura de Protodraco [A armadura é completa e feita da carcaça de um protodraco de gelo morto por Christopher. Seu tom é prateado, de acordo com o tom de cor da criatura outrora viva. Seu elmo foi forjado no formato da cabeça do monstro, possuindo escamas pontiagudas no topo — assim como as costas do dorso. Têm 75% a mais de resistência contra impactos e perfuros, mas não à magia. Considerando o elemento natural do protodraco, a armadura protege o usuário e diminui o dano por frio e gelo em 50%, afetando apenas o elemento comum, sendo que frio e gelo mágicos ainda surtem efeito normalmente. É capaz de manter a temperatura corporal do usuário estável quando em um ambiente gélido (uma nevasca, por exemplo).]{Pele de protodraco}(Nível mínimo: ?){Elemento: gelo}[Recebimento: conquistada através da DIY "A terra além dos deuses", avaliada por _ e atualizada por ___]

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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por 129-ExStaff em Dom 08 Abr 2018, 01:37


Avaliação

Bom, vamos lá. Não tenho o que falar da sua missão, pra ser sincero. Já avaliei várias coisas de sua pessoa, já sabe todos os elogios que eu preciso te dar. Sua escrita é impecável, é fluída e boa de se ler, o que me fez achar um total de zero erros.

Devo admitir que eu te achei um completo bundão quando fugiu do protodraco na sua ultima missão. Não sei o que houve, mas claramente você teve motivos para aquilo. Essa diy apenas prova isso. Você conseguiu se redimir da missão, arrasou completamente nessa, dando a sequência da sua ultima narrativa.

A unica coisa que consigo pensar e dizer nesse momento é: LINDÍSSIMO, FALOU TUDO.



Coerência
50/50
Coesão e Fluidez
25/25
Ortografia e Organização
15/15
Objetividade e Adequação
10/10
Rendimento
100%


Recompensas: 400 300 xp (desconto pela aquisição da recompensa almejada) + ITEM:

Armadura de Protodraco [A armadura é completa e feita da carcaça de um protodraco de gelo morto por Christopher. Seu tom é prateado, de acordo com o tom de cor da criatura outrora viva. Seu elmo foi forjado no formato da cabeça do monstro, possuindo escamas pontiagudas no topo — assim como as costas do dorso. Têm 75% a mais de resistência contra impactos e perfuros, mas não à magia. Considerando o elemento natural do protodraco, a armadura protege o usuário e diminui o dano por frio e gelo em 50%, afetando apenas o elemento comum, sendo que frio e gelo mágicos ainda surtem efeito normalmente. É capaz de manter a temperatura corporal do usuário estável quando em um ambiente gélido (uma nevasca, por exemplo).]{Pele de protodraco}(Nível mínimo: ?){Elemento: gelo}[Recebimento: conquistada através da DIY "A terra além dos deuses", avaliada e atualizada por Phobos]

Status final: HP: 1240/1240
MP: 546/1240



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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por Jason A. Hallows em Qui 19 Abr 2018, 08:18


Ἔρεβος
mantos escuros e sem vida
— Não faz isso... p-por favor — o pedido de Ariella soou como uma súplica. Uma melodia para os meus ouvidos. Os olhos da filha de Nix estavam cheio de lágrimas e terror, além de expressarem surpresa. Enquanto recuava para trás em passos cambaleados e pressionava a própria ferida na barriga, ela tinha várias dúvidas passando pela própria cabeça. Eu conseguia compreender aquilo através de seu desespero. — sou eu!

Abri um sorriso enquanto sentia o sangue da garota na lâmina da adaga. Era prazeroso.

— É uma pena que uma garota tão bela seja filha dela. Um desperdício de potencial, admito.

Com a adaga próxima ao meu rosto, passei a língua pela lâmina, sentindo o gosto ferroso do sangue da mestiça se espalhando em minha boca. Ao mesmo tempo, ela procurava por um de seus itens perdidos no chão na tentativa de se defender. Como se fosse possível. Minha risada ecoou pelo galpão.

— Talvez se eu fosse seu namoradinho, você teria chance, criança. — afirmei, respirando profundamente e sentindo o poder de meu novo corpo.

— O... o que?

Então, imbuí na adaga seu efeito de teleporte e a lancei contra o céu. A arma desapareceu no ar e reapareceu ao atingir as costas da semideusa, ferindo-a na altura do coração e causando sua queda, retornando para minhas mãos em seguida. Levitt estava com o corpo colado ao chão, sentindo o próprio sangue se esvaindo do corpo, a respiração cada vez mais dificultada.

— Shh... — sussurrei ao ergue-la em meus braços, colando seu corpo ao meu e fazendo carícias em seu cabelo enquanto sentia o resto de vida a deixando. — Não resista.

— Você... você não é ele.

Abri um sorriso ao escutar as últimas palavras da morena, satisfeito. Por fim, após o último suspiro de vida, os olhos da meio-sangue se tornaram vazios, sem luz e seu corpo caiu com o próprio peso. Estava morta. De fato, eu estava longe de ser quem ela esperava.


Pela primeira vez em tempos, eu sentia um verdadeiro alívio ao ver que minha irmã não corria risco algum. Ela estava sendo cuidada por Ariella e algumas humanas. Devo isso à Alaric que abriu as portas de sua boate para que as duas não corressem mais risco algum nos arredores de Los Angeles.

— Elas ficarão bem. Aqui é seguro. — afirmou o feiticeiro ao tocar meu ombro em um gesto de solidariedade.

Consenti com a cabeça, voltando a bebericar meu copo de uísque. Ouvi passos familiares adentrando o saguão e a voz de Levitt percorreu toda a boate — que naquele horário estava vazia não fosse a presença minha, dos outros dois e alguns empregados.

— Você acha, Christopher? Seu amigo ficou famoso depois de Alcatraz, ele é tão procurado quanto você.

Senti a raiva tomando conta de meu corpo ao escutar as palavras da morena. De uma forma ou de outra, mesmo reconhecendo meu erro, eu não conseguia rejeitar a ideia de que ela havia sido fraca ao deixar que meus inimigos sequestrassem minha irmã. Eu havia salvado sua vida e seu único dever era cuidar do bem-estar de Max.

— Não se preocupe. O sistema de segurança de Valhalla é quase impenetrável para os indesejáveis. — Alaric rebateu com calma na voz, despejando uísque em outro copo para si mesmo.

— E é nesse quase em que pessoas como nós morremos.

O debate entre ambos foi interrompido com o som de algo se quebrando. Minha mão sangrava com a nova ferida e, devido ao conteúdo do copo despedaço, ardia. Os cacos de vidro caíram no chão, chamando a atenção para mim. Não foi preciso nem mesmo uma fala para que a garota entendesse que, naquele momento, sua presença era dispensável. Eu não entendia o porquê, mas era como se todo o meu ódio estivesse tomando um novo alvo, sendo ela. Como se eu não tivesse controle.

Assim que a filha de Nix se retirou, Morningstar se manifestou, pouco preocupado com o copo desperdiçado.

— Não foi culpa dela, você sabe disso.

Respirei pesadamente, cansado de tudo aquilo. O drama familiar humano e divino, as traições. Havia entrado em um buraco de cobras ao me aliar a Éris e, para sair de lá, deveria ser tão árdil quanto a deusa. Mas, de fato, tudo aquilo era culpa minha. Não de Ariella, Maxine, Éris ou Zeus. Minha. Abri um sorriso forçado para meu amigo, na tentativa de que ele não se preocupasse tanto a ponto de iniciar uma discussão acerca de minhas escolhas. Sentei-me na ponta do grande sofá em forma de ômega enquanto meu corpo se enfraquecia. Estava sentindo calafrios e tremedeiras, o que acabou dando motivo para que Alaric iniciasse uma conversa que eu, de fato, não desejava.

— Quantas escolhas erradas fará até perceber que está morrendo?

No mesmo segundo, tossi de forma tão forte que um bocado de sangue e saliva saíram de minha boca, tirando uma expressão de pena e preocupação do feiticeiro. Após recuperar o ar necessário, abri um segundo sorriso e, na tentativa de me erguer, fui impedido pelo filho de Nix.

— Porra... eu não estou morrendo.

Tirei do bolso um maço de cigarros e acendi um entre os dentes para me acalmar.

— Você acha? — questionou-me de forma retórica, apontando para o sangue que eu havia acabado de cuspir. Dei de ombros e revirei os olhos. — Pode não estar morrendo da forma convencional, mas aqui? — ele encostou o indicador em minha têmpora e, em muito tempo, consegui identificar algum tipo de afeto incondicional com algum semideus além de minha própria irmã. — A droga, o ódio, a dor. Você vai se afundar.

Semicerrei os olhos e o encarei na tentativa de ver algum indício de falsidade ou diversão no olhar do feiticeiro, mas Alaric realmente se preocupava, como um verdadeiro irmão. Bufei e me levantei, saindo do saguão e me direcionando para a suíte reservada.


Vesti a toalha ao redor da cintura e saí do box, limpando o vapor de água no espelho do banheiro. Por algum motivo, ao encarar meu reflexo, tentei buscar em minha mente todas as lembranças, os motivos de todas as cicatrizes em meu corpo. Uma delas, do lado esquerdo, seguia da mandíbula até a bochecha e foi a primeira conquistada contra um cão infernal, na noite em que fui reclamado por Ares. A segunda, marcada em meu olho direito, quase me deixou cego e foi resultado da luta contra Ajax, na arena de Fobos e Deimos. As mais recentes foram causadas pelo leão de Nemeia, uma que seguia do osso do nariz até o lado esquerdo do rosto e a maior eram três garras em meu abdome.

De alguma forma, eu havia conseguido tais cicatrizes no período em que agia a favor do Olimpo. Era fraco. Após virar a casaca, nenhum arranhão sequer. Meus devaneios foram interrompidos quando a luz passou a piscar de forma constante, como se estivesse passando por uma falha de energia. Por cinco segundos a luz se apagou e, ao retornar, pude notar a presença do demônio negro atrás de mim. Pela primeira vez em meses, ele me atacou, agarrando-me com força enquanto se transformava em uma névoa escura, me invadindo pelos olhos, nariz e boca.

E eu apaguei.


O lugar onde eu estava era completamente diferente da suíte de Alaric. Parecia ser o topo de um precipício, o horizonte ao redor era um céu alaranjado, quase vermelho, como se tivessem pintado de sangue. Ao longe pude ver uma tempestade se aproximando, tomada por raios, uma chuva de raios tão forte quanto a que havia ocorrido no Acampamento durante a batalha de Éris. Quando tentei me mexer, senti-me travado, como se uma força maior estivesse me mantando estático, assim como minha voz não se propagava.

Contudo, antes que tivesse tempo para me preocupar com isso, minha atenção foi tomada por duas aves especiais. A primeira era um abutre de penugem vermelha e olhos negros, ele partiu do fundo do precipício e pousou na minha frente, encarando o horizonte, como eu. A segunda ave veio de dentro da tempestade de raios e, apesar de ser comum, seus olhos brilhavam em um dourado intenso. A águia continuou no ar, encarando o abutre e assim se manteve por segundos.

Até que as duas aves iniciaram um voo, partindo em direção uma da outra e iniciaram um duelo. O abutre atingiu o pescoço da águia com o bico e, quando a oponente se soltou do ataque, teve um dos olhos perfurados por um par de garras. Acima deles a tempestade se aproximava cada vez mais, iniciando um temporal intenso e temorizante. No entanto, enquanto a luta se prosseguia, a tempestade foi obstruída por uma fumaça negra que se apoderava de todo o céu, deixando o ambiente imerso em trevas.

A fumaça tomou a forma de um rosto inumano, com a face alongada e uma expressão de ódio, além de chifres que se iniciavam nas laterais do rosto.



Senti o toque de mãos em meu ombro e, ao abrir os olhos, consegui me mover. Ao meu lado havia uma bela garota de pele branca, cabelos pretos e olhos familiares. Olhos semelhantes à de minha irmã e, por tal motivo, a reconheci como a amante de Christopher. Ariella, filha da noite, da usurpadora e traidora Nix.

— O que houve? Você parecia em um tipo de transe, falava em grego antigo. Algo sobre escuridão.

De imediato, reconheci os sentimentos do filho de Ares por aquela semideusa. Algo entre afeto e, recentemente, raiva, embora o primeiro relutasse em se manter vivo. Aquilo era um problema para meus planos afinal, mesmo em uma família de deuses e semideuses, aquele tipo de sentimento era sempre o motivo de falhas. E mais de vinte anos de planejamento não seriam jogados fora por conta de uma ex-dançarina, uma pirralha e um playboy.  

— Eu estava... fazendo contato.

Saí do banheiro em busca das roupas do garoto, vestindo-me com a primeira que avistei.

— Bem... com quem?

Bufei de forma irônica, quase impaciente para assassiná-la ali. Contudo, o outro filho de Nix estava por perto e eu podia senti-lo, era tão forte quanto meu receptáculo e um duelo não planejado seria um problema que eu preferia dispensar. Além de que havia algo muito mais poético em mente.

— Vamos? Tenho um lugar pra te mostrar. — afirmei enquanto recolhia o máximo de armas possíveis para aquela jornada.


O letreiro de Hollywood. Os portões do inferno haviam se tornado algo completamente diferente de quando eu havia sido aprisionado por Zeus há muito, muito tempo. Ao chegar no local, não foi difícil convencer os seguranças a passarem alguns minutos fora, tempo o suficiente para que eu pudesse invadir o submundo. Ariella e eu caminhamos por alguns minutos até finalmente alcançarmos a letra W, onde havia a entrada secreta. A primeira coisa que fiz foi utilizar o colar de Éris para recuperar a energia que meu receptáculo havia perdido algumas horas atrás.

— O letreiro?

— Você não sabe muito sobre meu mundo, não é? — questionei-a enquanto analisava as armas dispostas comigo. Talvez fosse pelo afeto que o filho de Ares sentia pela garota, mas decidi que uma morte menos sanguinária seria o suficiente para atingir Nix. Encarei-a enquanto passava os dedos na lâmina da adaga de bronze, emitindo um sorriso sádico. — Aqui embaixo tem sido o meu lar por... bem, éons. Não tem sido uma rotina divertida desde então.

— Não entendo...

Suspirei e fingi uma expressão cínica, aproximando-me. Toquei seu rosto com toda a gentileza que Christopher a devia, aproximando o meu do dela.

— Seu tempo aqui acabou.

Dessa forma, empunhei a lâmina da adaga, rasgando seu abdome.

Adendos:
Caso não tenha ficado claro, o começo da DIY também é o final.

A única arma usada foi a adaga Backstab, do grupo extra Arautos da Discórdia, junto com o poder especial da arma, de nível 50.

Bem, não houve uma luta significativa nesta DIY, tampouco um pedido de recompensa que exceda os pontos de experiência. Por isso, creio que não há motivos para uma anulação.

A DIY ocorre 24h após o término da missão-teste Family First. Ela também é a introdução para uma segunda DIY.

Os fatos citados, como a luta contra um cão infernal durante a reclamação, a luta contra Ajax e contra o Leão de Nemeia realmente aconteceram e, caso tenha interesse, estou disposto a mandar o link — mas deixo avisado que nem sempre eu tive uma desenvolvetura tão boa na escrita.

Bem, Ariella Levitt é uma fake minha e, até essa diy, envolvida diretamente com Christopher. Sim, ela está morta. Tenho a liberdade de fazer isso, já que se trata de uma segunda conta minha. Mas há um porém: a partir daqui, ela deve ser considerada npc, já que a conta da Ariella não passou por nenhum risco real no fórum. Portanto, a morte não deve ser acrescentada na ficha de Ariella. A conta será doada e receberá outro nome, então, sem neura.

A DIY também serviu para limpar completamente o organismo de Christopher que, servindo como receptáculo de um deus, perdeu completamente a necessidade química de manter a droga ópio no organismo. É como se ele nunca tivesse experimentado a droga.

A tradução do título é o nome Érebo, de acordo com a wikipedia.
Sobre status:
O colar Temptation foi usado para recuperar 20% do total da HP/MP de Christopher (258 pontos de cada). Sendo assim, com essa DIY, a HP fica full e a MP fica 1048.

Qualquer dúvida, me contatar, por favor.
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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por Éolo em Qui 19 Abr 2018, 11:23


mantos escuros e sem vida — avaliação

Pois bem, Christopher Mason. Pois bem.

Creio que o enredo foi certamente bem pensado antes de ser desenvolvido, já que cada detalhe conecta-se com bastante facilidade, mas não vejo esta como uma de suas melhores narrações.

Senti ela mecanizada, com poucos sentimentos e sendo sincero, um pouco ilógica. A parte ilógica tange à todo o processo de possessão que sofrera, já que fora vagamente descrito e, na minha concepção, um pouco descabido. Mesmo com o aviso de que o decorrer do enredo estará sendo desenvolvido futuramente, não creio que uma criatura aprisionada por tantos éons, como dito em uma das falas, teria um controle tão excepcional de um receptáculo recém-possuído. Portanto, saliento esses tópicos para que melhor desenvolva o seu enredo, já que tal possui excelentes características para ter um perfeito plot.

Agora partindo para os erros mais chatos, vamos para a ortografia. Encontrei durante o seu texto algumas ocasiões de má utilização da pontuação (principalmente a vírgula), acentos faltando e, se não me falha a memória, uma única palavra digitada errada. Vou destacar alguns dos erros e corrigirei para que possa desenvolver ainda melhor sua narrativa.

Eu conseguia compreender aquilo através de seu desespero. — sou eu!

Aqui, confesso perceber que é um erro de digitação, mas são dois pequenos erros que somam-se em um mediano: a) após ponto final, letra maiúscula; e b) falas iniciam com letra maiúscula.

— Shh... — sussurrei ao ergue-la em meus braços, colando seu corpo ao meu e fazendo carícias em seu cabelo enquanto sentia o resto de vida a deixando. — Não resista.

Havia entrado em um buraco de cobras ao me aliar a Éris e, para sair de lá, deveria ser tão árdil quanto a deusa.

Destaquei dois erros de pontuação. Não é completamente errado, pois a gramática permite tais flexões, mas creio que o menos agressivo na leitura desses trechos seriam as grafias como erguia-a (e, neste caso, mudando a oração para "sussurrei enquanto...") e ardil.

Quando tentei me mexer, senti-me travado, como se uma força maior estivesse me mantando estático, assim como minha voz não se propagava.

Aqui é o erro de grafia mais substancial do seu texto, por ser algo que quebra completamente o ritmo de leitura ao ser lido com atenção. Não vejo necessidade, mas ressaltarei para os fins avaliativos que a grafia correta é mantendo. Não dê esses vacilos bobos, sério.

Ao longe pude ver uma tempestade se aproximando, tomada por raios, uma chuva de raios tão forte quanto a que havia ocorrido no Acampamento durante a batalha de Éris.

Aqui é que jaz a mágica, Christopher. Qualquer um dos dois termos ali destacados se encaixaria muito bem na narrativa. Seja um "[...] tomada por raios tão fortes [...]" ou algo do tipo "[...] uma chuva de raios tão forte [...]". Os dois juntos só estragaram a sensação que você buscava passar.

Outra coisa que vou destacar com uma minúcia um pouco exagerada, neste mesmo destaque, é a vírgula empregada (e destacada em vermelho): na minha concepção, caberia ali um ponto-e-vírgula e, no mais extremo, um ponto final.

• Coerência 48/50;
• Coesão, estrutura e fluidez 43/25;
• Objetividade e adequação à proposta 14/15;
• Ortografia e organização 8/10;

Totalizando 93% de rendimento, sua DIY renderá 372 pontos de experiência.

Christopher Mason terá a sugestão de status finais aceita, ficando assim com Full HP e 1048 MP.


Atualizado por Zeus





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Re: — Gonna be a demon

Mensagem por Éris em Qui 17 Maio 2018, 00:21

tópico trancado a pedido doplayer. movido pro tártaro.




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Re: — Gonna be a demon

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