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{baskerville} — mopcem para Kora Layla

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{baskerville} — mopcem para Kora Layla

Mensagem por Ares em Dom Dez 10, 2017 10:41 pm

BASKERVILLE
Os boatos não demoraram a chegar: mais um campista estava a ser dado como desaparecido. Após quatro dias sem comunicação, Quíron havia soado o alarme da preocupação e não demorou para que todo o Acampamento soubesse do desaparecimento do meio-sangue. Kora era a escolhida para o resgate, mesmo sem imaginar o que lhe aguardava no território da Pensilvânia.

Sentada numa das muitas cafeterias de Pitsburgo, Layla não esperava uma surpresinha enquanto decidia seus próximos passos. Pelo menos, não do jeito que aconteceu; as coisas estavam quietas. Não deveria ter acontecido algo naquela tarde — ou, na realidade mitológica, tudo aquilo se tratava do trabalho das Queres. Foi numa lufada de ar que o furacão aconteceu. Pela porta da frente sem se importar com o pobre sino, responsável apenas por anunciar novos clientes, entrou uma idosa. Se seus cabelos brancos, rugas e corpo flácido eram de se julgar, deveria ter seus 70 anos — ou mais. Acompanhada dela estava uma moçoila de pouca idade, provavelmente em seus dezessete.

Após cinco minutos encarando diretamente a semideusa, com um olhar alarmado e fora de si, a mulher se moveu na direção de Kora de forma assustadora, anormalmente rápida para uma idosa. Ofegante, parou na mesa da garota e apoiou as mãos na superfície — e com esse gesto, proferiu poucas palavras: "encontre Baskerville".

| DIRETRIZES |

• Narre uma introdução coerente, adicionando detalhes inerentes à sua trama e à rotina de sua personagem.
• O campista desaparecido é um filho de Hefesto nível 10. Ele estava em Pitsburgo realizando uma missão em nome do próprio progenitor, o objetivo da missão primária era coletar um conteúdo importante. Agora, a missão de Kora é resgatá-lo com vida até o camp. Quero que narre como você foi escolhida para a missão de forma coerente.
• Narre o método de viagem da personagem até o estado da Pensilvânia. Exijo, no decorrer deste ponto, um empecilho não combativo a seu gosto.
• Ao chegar em seu destino, narre o fato ocorrido na cafeteria. Finalize o turno com Kora decidindo investigar a situação e descobrindo, de forma criativa e coerente, que Baskerville se trata de um sobrenome antigo na cidade.

| INFORMAÇÕES |


• Local: Pitsburgo, Pensilvânia, EUA
• Horário: 14h25 pm
• Condições climáticas: frio 18°

• Itens, pets e poderes relevantes (ativos ou passivos) devem ser devidamente colocados no fim do texto (preferencialmente em spoiler).
• Não coloque "considerar poderes até tal nível", pois se isso ocorrer, as habilidades em questão não serão consideradas.
• Evite utilizar templates muito estreitos ou com barrinha; além de cores muito cegantes ou qualquer coisa que possa dificultar a leitura.
• Você possui um prazo de 15 dias.
• Quando postar ou caso haja alguma dúvida, entre em contato por MP.
• Boa morte.




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Re: {baskerville} — mopcem para Kora Layla

Mensagem por Kora Layla em Ter Dez 12, 2017 1:16 am





Something, someone, turned out to be. Something I should have known. Will be the death to me. I tried, I promise I'm usually better than this. And now I can't even recognize myself anymore. You turned me into this
TWO RIVERS

Eu estava longe. Sentada segurando uma caneca em mãos, longe do calor das fogueiras do acampamento. Disseram-me uma vez que a distância nos faz esquecer a dor. Eu estava longe da Grécia à pelo menos um mês e não conseguia esquecer a traição de meu pai. Cheguei a Pitsburgo à duas horas, e ainda podia sentir o cheiro dos morangos.

Hoje de manhã, fui levada a Casa Grande. Não por vontade própria. Braços fortes do chalé de Hefesto me arrastaram na lama. Chovia forte. Antes de ser convocada eu estava na floresta. Entorpecida de ódio eu atacava árvores, arbustos e plantas. Com minha lança, Sina, eu mirava em inimigos imaginários, achando que se destruísse um pouco da flora poderia me livrar da dor em minha cabeça. Ela não parava de girar e nada que eu fazia remediava. Meu estopim chamou a atenção dos outros campistas e logo fui levada ao grande “paizão”.

Eu sujava seu tapete com lama e folhas. O centauro olhava para mim de cima procurando em mim a filha de Hécate que ele recebeu no acampamento.  Eu mais parecia um ogro.

- Se desferisse golpes em monstros, como faz com as árvores, teria enchido o Tártaro até a boca - Disse Quíron me jogando uma toalha.

- Eu...

- Você precisa de uma missão garota. Há demônios demais gritando em seus ouvidos. Se você quer ferir algo, então faça isso numa missão.

Uma missão de resgate.

Uma pessoa falhou e sumiu. O velho centauro confiava muito em mim, ou me queria longe. Não via em seus olhos rancor ou medo, mas via pena.

O garoto desaparecido era muito mais querido do que eu. Um garoto do chalé de Hefesto, cujo nome eu esqueci logo depois de ouvir. Pelo menos eu tinha uma foto dele para olhar. Eu tinha que resgatá-lo, trazer ele de volta a seus irmãos e amigos. Será que se eu sumisse um grupo de pessoas se preocuparia comigo?

Pitsburgo. Não foi fácil de chegar. A Colina Meio-Sangue ficava em Long Island, e meu destino era a Pensilvânia. Nomes estranhos e confusos para uma muçulmana criada na Grécia. Meus bolsos estavam vazios e eu precisaria de dinheiro para me locomover. Isto era universal. Segundo os mapas na rodoviária eu teria que ir até Nova York, e de lá pegar outro ônibus até meu destino.

Eu não me orgulho disso, mas tive que roubar.

Em Long Island eu esperava em um banco na Estação Rodoviária. Um senhor bem agasalhado se sentou ao meu lado. Ele reparou que eu lia um livro antigo, de capa dura e sem título. Meu grimório. Muito curioso ele se curvou para o lado e me perguntou.

- Que interessante. O que está lendo minha jovem?

Nada. As páginas estavam em branco. Na verdade eu estava ali buscando algo que me ajudasse em meu problema. Um truque, uma magia, um pedido de socorro. O senhor parecia interessado. Eu não sabia o que dizer. Eu só queria dinheiro. Eu poderia pedir a ele, mas logo ele iria querer saber o motivo e eu não sou boa em mentir.
Foi quando algo surgiu entre as páginas. Como uma pessoa tímida que se aproxima devagar. Formas foram saindo do papel. Era uma simples palavra. Não estava em inglês ou outra língua comum.
Estava em árabe.

- ضباب (dabab). – Sussurrei

- O que disse minha jovem?

- ضباب (dahab).– Repeti mais alto, olhando em seus olhos.

O senhor ficou parado me olhando. Seu rosto perdeu expressão, a pele empalideceu e eu juro que podia ver nuvens se formando em sua íris. Estávamos sozinhos naquela área e ninguém poderia ver o que eu tinha feito a ele. Desesperada, tentei acorda-lo do transe, mas ele apenas balbuciava frases sem sentido. Eu não sabia o que tinha causado á aquele homem. “Dabab” significava “névoa”. Eu desejei ajuda e esperava que aquilo fosse uma, e logo o efeito passasse. Sem orgulho nenhum enfiei minha mão em seu casaco e achei sua carteira. Ele tinha dinheiro suficiente, por isso só peguei o necessário e devolvi a carteira. Ele nem ligou para o fato de eu ter o roubado.

- Me perdoe...

Oito horas de viagem até Pitsburgo. Oito horas de tortura imaginando o que havia acontecido ao gentil senhor. Nem notei quando cheguei à cidade. Não era muito diferente da metropolitana Nova York, porém menor, mais colorida e arbórea. Cruzei uma enorme ponte que me deixou no centro, uma pequena península cortada por dois rios. Passei por ruas pitorescas, e brilhantes. O antigo e o moderno se cruzavam na arquitetura. Achei um pequeno café aconchegante, numa rua qualquer. Beber algo quente naquele dia frio poderia me ajudar a esquecer de minhas últimas decisões. Ainda sobraram uns trocados do roubo.

Sentei-me com a caneca em mãos, sentindo o calor me consumir. Apesar da temperatura lá fora, o dia era agradável. Pessoas riam, enquanto desciam e subiam as ruas. Muitos deles usando estranhas camisetas preto-amarelado de um time local. Tudo parecia um filme antigo, o que me permitia fugir por um minuto do turbilhão de minha mente. Eu estava segura ali, mas o turbilhão me seguiu.

Um vento forte varreu a rua. Chapéus voaram, saias levantaram, pessoas corriam. Um vendaval havia descido sobre os moradores da cidade. Um sino tocou. A porta se abriu. Uma senhora entrou parecendo não ligar para a mudança súbita do clima. Nem se interessava pelo que a cafeteria tinha oferecer. Logo atrás de si uma jovem também entrou e apenas parou a seu lado, ao invés de se sentar numa mesa. Elas olharam para todos no local até pousarem seus olhos em mim. Foi inevitável não cruzar meus olhos com os delas. Não me eram conhecidas. Elas continuavam a me encarar, como se estivessem me esperando puxar a cadeira ao meu lado.

Será? A primeira coisa que veio á minha mente era que a velha senhora poderia ter me reconhecido. Ela poderia ter visto o que fiz na rodoviária. Poderia até mesmo ser parente do Senhor que enfeiticei. Pensei em me levantar, mas subitamente ela se aproximou.

Meus olhos não captaram sua movimentação. Quando pisquei ela estava diante de mim. Involuntariamente, levei minha mão ao cabo da adaga, escondida no cós da calça. A senhora não me atacou. Ela apenas disse: “encontre Baskerville”, e do mesmo modo que chegou se foi como o furacão na rua. Se eu não vivesse agora em um mundo mítico diria que estava tão desorientada como o homem da estação.
Baskerville.

O nome sim me era familiar, apesar de desconhecido. Mas porque uma senhora que mal me conhecia iria me procurar para dizer aquelas palavras? Não fiquei ali muito tempo para descobrir. Fosse quem fosse ela poderia voltar.

Rumei entre as ruas, me segurando para não sair voando. A palavra martelava em minha mente mais do que meus antigos problemas. Baskerville. Um livro me via a mente. Algo que meu pai teria na estante de seu escritório. Um livro. Era a única pista que eu tinha.

Eu precisava de uma biblioteca.

- No que posso ajudar, senhorita...- Disse a bibliotecária atrás do balcão. Eu havia acabado de chegar e ela notou minha desorientação.

- Nara – menti. - Tenho um nome para pesquisar. Baskerville.

- Ora, Sir Conan Doyle.

- Quem?

- O autor de o “Cão de Baskerville”. Uma das obras mais famosas dele. Um romance policiar protagonizado pelo detetive Sherlock Holmes.

Era um livro mesmo. E uma senhora me pediria para procurar um livro? Não poderia ser isso. Pedi a mulher procurar outro resultado e ele se dirigiu ao computador. Enquanto ele procurava me distrai olhando o balcão da recepção. Meus olhos focaram em algo. Um folheto:

A Prefeitura de Pitsburgo convida:

Feira Anual do Livro.

A Prefeitura em parceria com a Biblioteca Pública Carnegie realiza a 27º Feira Anual de Livros. Queremos instigar na população o gosto pela leitura. Confira inúmeras editoras vendendo seus livros a preços especiais. Todo o dinheiro arrecadado será revertido para manter as bibliotecas públicas da cidade.



Local: Praça Noah Jones Baskerville
De Terça á Domingo, 10am/19:30.


Baskerville, um nome.

- Senhora. Onde é isso? – Interrompi a bibliotecária.

- Oh. Praça Baskerville. Esta Baskeville. Claro, como pude esquecer? Fica a algumas quadras daqui. Se tiver sorte pode achar algum livro em promoção e...

- Não estou procurando por livros. – Interrompi um pouco agressiva. – Me desculpe. Quem é este Baskerville?

- Você não é daqui né? – Disse ela me analisando de cima a baixo. – Baskerville é um nome muito antigo de Pitsburgo. Vem de uma família importante que esteve por trás de muitas coisas aqui. Praticamente ajudaram a construir a cidade.

Um nome. A estranha mulher procurava um nome. Um alguém.

Poderes:
Nível 5
Confusão [Grimório]: Ao apontar para o alvo e pronunciar a invocação, o semideus altera sua percepção. Não é um efeito mental, mas biológico/ mágico, deixando-o confuso por 3 rodadas. Não provoca danos, mas reduz seu ataque e defesa em 10% pelo tempo de duração, aumentando em mais 5% a cada 15 níveis após adquirir o poder, chegando ao máximo de 25% no nível 50. [Modificado] [RM]

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Re: {baskerville} — mopcem para Kora Layla

Mensagem por Ares em Ter Dez 19, 2017 10:39 pm

BASKERVILLE
A praça Baskerville era um dos primeiros espaços públicos construídos na cidade e, apesar de não ser uma das mais reconhecidas, era famosa entre os cidadãos locais pela feira anual de livros. Felizmente, Kora havia sido estratégica e sortuda o bastante para descobrir tais informações.

Fossem quem fossem, a família Baskerville ainda tinha grande influência naquela cidade, aquilo estava óbvio. Talvez a semideusa descobrisse algo investigando a feira anual, qualquer informação seria uma aquisição bem-vinda à missão.

No entanto, aquela tarde ainda guardava algumas surpresas para a muçulmana. Em meio ao passeio no evento, notou que um motoqueiro um tanto quanto misterioso a seguia em passos cuidadosos e pacientes, apesar da expressão ameaçadora no rosto cabeludo. Além disso, ela não sabia ainda, mas a autoridade local havia sido informada sobre uma possível estrangeira com atitudes suspeitas na biblioteca e a descrição encaixava-se perfeitamente com a filha de Hécate.

A sorte parecia estar enfraquecendo.

| DIRETRIZES |

• Por favor, insisto para que deixe bem explícito em spoiler os itens levados pela personagem e que tipo de habilidade foi usada no próximo turno (passivas ou ativas). Caso contrário, por mais que os itens e poderes sejam utilizados no texto, serão ignorados.

• Narre uma introdução coerente, adicionando detalhes, pensamentos e emoções inerentes à sua trama.
• Kora deverá se dirigir até a praça onde a feira anual está acontecendo. Investigue da forma mais criativa que desejar, acrescentando curiosidades e método de pesquisa da sua personagem.
• Você descobrirá que um dos fundadores da cidade era proprietário de um grande casarão (atualmente abandonado) ao longe da cidade, próximo à uma floresta.
• Você estará pronta para prosseguir até o endereço, quando será abordada e atacada pelo 'motoqueiro' que a espionava. Narre um embate coerente e criativo e o derrote, acrescente o fato de que a polícia foi testemunha de todo o embate e a perseguirá. Finalize despistando as autoridades.

| INFORMAÇÕES |

— Kora Layla, filha de Hécate, nível 6;
Vida: 150/150
Energia: 130/150
* Desconto de 20 MP pelo uso do poder ativo de nível 5.

Bucéfalo, nível 6 - inimigo:
Homem em um veículo, como uma moto ou similar. Podem possuir itens mágicos e de ocultação, assim como Quíron e sua cadeira, mas tendem a ser orgulhosos demais para isso.

Semelhantes aos centauros, mas com a parte inferior do corpo de um touro. Mais brutos e rústicos, mas nem sempre são necessariamente maus, ainda que não compartilhem da inclinação artística ou habilidade com arcos, preferindo machados e lanças, além de ataques massivos atropelando seus oponentes ou empurrando-os com escudos. São teimosos e orgulhosos, se ofendendo facilmente, e gostam de exibir a força e habilidades marciais que possuem. Tendem a se dar bem com filhos de Ares, pelo temperamento similar. Possuem uma noção forte de dever, proteção e família, e não toleram que seus grupos sejam ameaçados.
para mais informações, clique aqui.

PASSIVAS

(-) Parentesco mitológico: Por sua similaridade, bucéfalos tem praticamente os mesmos poderes e habilidades de um centauro, exceto pela perícia com arcos, a ausência do berrante  – ainda que também possa utilizá-los – e pelos poderes adicionais descritos.

ATIVAS


(5) Arremesso forte: Ao ativar esta habilidade, Bucéfalos conseguem arremessar armas que normalmente não seriam utilizadas para tal, utilizando sua força. Isso se aplica a lanças em geral e à outras armas corporais, desde que de uma mão. Ainda assim, exige um gasto de energia e esforço para obter o efeito desejado. Cada arremesso  equivale a uma utilização.

• Local: Pitsburgo, Pensilvânia, EUA
• Horário: 14h35 pm
• Condições climáticas: frio 18°

• Itens, pets e poderes relevantes (ativos ou passivos) devem ser devidamente colocados no fim do texto (preferencialmente em spoiler).
• Não coloque "considerar poderes até tal nível", pois se isso ocorrer, as habilidades em questão não serão consideradas.
• Evite utilizar templates muito estreitos ou com barrinha; além de cores muito cegantes ou qualquer coisa que possa dificultar a leitura.
• Você possui um prazo de 15 dias.
• Quando postar ou caso haja alguma dúvida, entre em contato por MP.
• Boa morte.




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Re: {baskerville} — mopcem para Kora Layla

Mensagem por Kora Layla em Qui Dez 21, 2017 3:58 pm





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TWO RIVERS

Praça Baskerville.

Um quadrado de pedra no meio da cidade. Ficava sob os pés de dois enormes prédios comerciais em sua área norte e sul. Eram como picos de montanhas projetando sombras gigantes sobre o local. O lado oeste possuía um mirante para o enorme rio chamado Allegheny. Do outro, uma avenida movimentada onde ao invés de correr água, corriam carros. Tive que atravessá-la para chegar até a praça, onde quase fui atropelada por um motoqueiro. Ele estava sem capacete e com muita pressa, rosnando seu motor.  Parou bem na minha frente na faixa de pedestres, a poucos centímetros de me acertar com sua roda. Alguma coisa nele era estranha, como se sua imagem suja e encardida não fosse real. Porém, seu fedor era bem presente. Dei-lhe as costas e entrei na praça.

O chão era formado por tijolos marrons, que brilhavam sob o sol. Algumas árvores foram plantadas no local em fileiras. Havia bancos sob suas sombras. Com a brisa do rio, e a calmaria daquele lugar, seria um ótimo lugar para aproveitar o dia. Mas não hoje. Primeiro que fazia frio, a brisa vinda do Allegheny era cortante. E segundo, a calmaria tinha dado lugar a uma multidão de pessoas.

A Feira do Livro Anual não era um simples evento como imaginei. Havia tendas, enormes decorações e até um painel preso em um dos prédios. Carrinhos vendiam comida aos visitantes, o que provocou um ronco na minha barriga. Diversas editoras vendiam seus livros em estandes, anunciando suas promoções e lançamentos. Pessoas de todos os tipos circulavam pela praça enfiando seus rostos em livros. Mais do que uma feira, aquilo era um circo.

Apesar de eu não gostar de multidões, principalmente de um povo como aquele, eu não tinha muito que fazer. Comprei um crepe em um dos carrinhos e andei como pude na multidão.

Tentei me distrair no meio de tanta diversão e oferta. Fiquei tentada enquanto ia de estande em estande, mas não possuía dinheiro suficiente. Alguns vendedores já estavam cansados de me ver indo de um lado pro outro de mãos abanando. Tentava achar uma pista dos Baskerville em cada parte que eu ia, mas se tratando de uma feira de livros, eu voltava encontrar o romance de Conan Doyle.

Afastei-me um pouco do centro nervoso da feira, indo a um canto menos tumultuado. Avistei estandes negligenciados, de livros usados ou pouco conhecidos. Parecia que esta parte tinha sido deixada de fora dos holofotes. Entrei num tenda pequena que chamou minha atenção. Um senhor estava sentado atrás de um balcão improvisado com caixas. Vendia livros usados, porém em bom estado. A maioria em capa dura de couro. Havia títulos famosos com paginas amareladas. Volumes enormes de enciclopédia que já deviam estar desatualizados. Em um cesto no chão, alguns livros possuíam nomes em relevos dourados. Pareciam importantes, apesar de eu não reconhecer nenhum. Procurei ali algo sobre Baskerville, mas nenhum livro tinha seu nome no título.

Bati os olhos mais uma vez por tudo que tinha ali, pensando que talvez algo havia escapado. Percebi que ao lado da entrada tinha um quadro apoiado num pilha de livros. Parecia ser um mapa. Um desenho da cidade toda, porém não era recente. Nenhum dos prédios de vidro ou longas avenidas estava no mapa. A folha amarela era uma pista de sua idade. No canto inferior havia um símbolo, semelhante a um brasão de família. Abaixo dizia “Baskerville&Holtz”.

- Senhor! – disse em desespero. Arranquei o quadro da pilha e mostrei ao vendedor.

- 50 pratas moçinha. – respondeu ele dando uma rápida olhada em mim e no objeto.

- Não... O que é isso?

- Oras, um quadro. – respondeu como se fosse obvio.

Me segurei para não jogar aquilo em sua cabeça.

- Isso eu percebi, mas onde é isso?

- Pitsburgo. Um mapa da região. Na verdade uma cópia. Todo lugar tinha um desse.

- Este tal de Baskerville. – voltei ao foco. - Já ouvi falar dele. Ele foi muito importante pra cidade?

- Claro. Você não é daqui né? – pela primeira vez o senhor havia me notado de verdade, e não parecia muito feliz com minha presença. – Está vendo estes prédios no desenho? Foram todos fundados pela família Baskerville.

No mapa havia prédios destacados com legendas acima de seus desenhos. Bibliotecas, praças, pontes e prédios. Locais importantes pra cidade e para a história.

- Todo o local que a Baskerville&Holtz construiu tinha uma cópia deste mapa. – continuou o vendedor. - Tudo que está vendo aqui veio de uma mansão da família. Foi desativada devido a dívidas, mas ninguém a comprou. Um fantasma nos limites da cidade. Bem aqui. - ele apontou o local no mapa. - Resgatei algumas coisas de lá, está tudo na promoção e...

- Que ótimo. Que livro é aquele ali? Parece ótimo. – menti

Enquanto o senhor se distraia falando de um enorme livro numa estante atrás dele, rapidamente tirei o desenho de dentro da moldura. Sai de lá às pressas enrolando o desenho e tentando parecer honesta. Escondi-me atrás de uma árvore, mas o senhor não havia me seguido.

Falando em seguir alguém, não foi impossível notar algo. De onde eu estava tinha uma visão nítida da avenida. O motoqueiro estava lá. Estacionado na calçada da praça. Pareceu estranho, mas eu poderia jurar que ele tentava farejar o ar como um cachorro. Com seu cheiro seria impossível ele sentir alguma coisa.

- Sua ladra!

Virei-me a tempo de fugir das mãos do vendedor. Ele queria me agarrar, mas era velho e lento. Não queria piorar a situação, mas o empurrei o fazendo cair deitado num banco. Fugi dali em disparada, correndo na direção da avenida. Foi quando ele me viu.

Ele rangeu o motor a me ver. Parecia enfurecido, como se minha presença fosse um insulto a ele. Apontou sua moto em minha direção, estava louco. Eu poderia voltar à feira para me esconder dele, mas assim acabaria topando com o vendedor. Continuei seguindo pela calçada achando que o despistaria, mas de repente eu ouvi gritos.

O motoqueiro subiu no meio-fio. Ignorou as pessoas, estandes ou o fato de aquele local não ser uma rua. Sua moto avançou em minha direção e por pouco eu me desviei, me jogando para o lado. O movimento brusco me fez ralar o joelho no chão de pedras.

Ele seguiu feira adentro, destruindo tudo em seu caminho. Mesas e cadeiras voavam. Pessoas corriam em desespero. Paginas de livros arrancados enchendo o céu. Levantei-me para correr dali, mas ele me viu. Deu meia volta com a moto, derrubando tudo a sua volta. A multidão tentava correr dele enquanto acelerava até mim.

Levei minhas mãos às costas em busca de Sina, mas nada encontrei. Lembrei que deixei minha lança no casarão depois de Quíron confiscá-la. Minha companheira de batalhas não estava ali e uma moto estava prestes a me atropelar. Em meu cós podia sentir apenas a adaga que ganhei de minha mãe. Uma adaga, diferente de uma lança, não poderia parar uma moto em movimento.

Escondi-me atrás de um estande. Se ele não me visse poderia desviar a trajetória. No chão vi uma haste. Um cano de ferro que deveria servir de sustentação de alguma tenda. Não muito maior que minha lança, porém um pouco mais leve. Poderia usá-la como arma. Assim que a moto estava próxima mirei o cano em sua roda. Se eu acertasse, prenderia a haste nos aros e poderia fazer parar aquela moto.

Mas não aconteceu como previ.

A haste acertou a roda, mas não entrou nos aros. Bateu na roda e sua força fez o cano retornar até mim acertando em cheio meu peito. Cai no chão sem ar. De alguma forma a haste ricocheteou na moto.

Ali caída, sentindo uma forte dor e sem ar, minha visão ficou turva. O motoqueiro deu mais uma volta desta vez derrubando uma árvore. Aquilo era impossível. Mesmo sendo uma máquina rápida, não era forte o suficiente para arrancar uma árvore do chão. Uma fumaça densa saia de seu escapamento. Deixava tudo ainda mais turvo. Sua imagem se misturava a nuvem e dava uma nova forma ele. Era como se a moto na verdade fosse viva, feita de carne e pelos. Como se o motoqueiro estivesse em cima de um touro. Não, o touro e ele eram um só. Um homem peludo e forte da cintura pra cima, e um touro robusto e negro da cintura para baixo.

Ele não era um homem. A ilusão havia sido desfeita a meus olhos. Hécate deve ter ficado desapontada por eu ser sua filha e ter caído no truque de sua névoa. Isso explicava a força dele ao destruir o local. Estava vermelho de fúria. Baforava ruidosamente a minha procura. Resisti à dor, respirei fundo e me levantei. Eu precisava sair dali, mas aquele ser não me deixaria sair andando. Estava me caçando. Mal sabia ele que eu já tinha experiência em derrotar predadores.

Ergui meu braço. Senti um poder fluindo por meu corpo, como um choque elétrico. Eu havia testado aquela força poucas vezes. Não era ainda eximia em meus poderes, mas se não os usasse naquele momento aquela criatura me derrubaria facilmente. Se eu tinha algo que desequilibraria a balança a meu favor eu deveria usar. Mentalizei o mais profundo de meu ser. Um lugar de onde vinham todos os mistérios de minha existência. A fonte de toda minha força.

Hécate me de forças

- سر (Arcanum). – gritei.

Nuvens estáticas de energia se formaram em meu punho. Elas se concentraram na palma de minha mão em formato de uma pequena esfera. Mirei no peito da criatura que já se preparava para avançar em minha direção. Devido a sua velocidade ele não poderia desviar. Como uma bala, a esfera voo e o atingiu em cheio, explodindo como uma bomba.

Uma fumaça densa cobriu a criatura. Não consegui enxergar o resultado de meu ataque. Senti-me fraca por um momento. Minha energia se esvaiu um pouco para que eu pudesse soltar aquele poder. Ainda havia pessoas na praça gritando. A explosão expulsou alguns poucos curioso que ficaram para assistir o motoqueiro destruir a feira. Apontavam para mim dizendo palavras ofensivas e desesperadas. Ouvi “terrorista” algumas vezes e isso me atingiu mais do que qualquer ataque de monstro.

Uma árvore voou em minha direção. Esqueci as ofensas, pois minha vida era mais importante que minha índole. Rolei novamente desta vez batendo meu braço direito. A árvore atingiu um dos prédios de vidro, quebrando a fachada.

Meu ataque não foi suficiente. Um ferimento em formato circular sangrava em seu peito. Não o matou, apenas o deixou mais enfurecido. Ele havia arremessado a árvore e agora vinha em minha direção. Além de veloz, seus músculos lhe davam vantagem física. Era como um aríete vivo, abrindo caminho até mim. Mesmo ferido e mostrando estar se cansando, a criatura era persistente. Pensei em invocar mais uma vez o Arcanum, mas não teria tempo nem força para aquilo.

Eu corri. Sim foi a ideia mais idiota que eu já tinha pensando. Eram quatro patas contra duas. Desviei de sua trajetória e corri pro meio da feira. Mesmo que boa parte já estivesse no chão, ainda havia objetos o suficiente para impedir que ele se mantivesse perto de mim. A todo o momento ele tinha que destruir um obstáculo ou desviar, o que me dava tempo de fugir de seus ataques. Assim como daquilo que ele jogava. Mesas caiam do meu lado se espatifando. Lascas de madeira e papeis rasgados batiam em meu corpo, e se prendiam a minha roupa e cabelo.

- Ladra!

A pior hora para reencontrá-lo. O velho vendedor havia me achado. Ele parecia não se importar com as destruições e explosões. Sua tenda ainda estava em pé e ele gritava para que eu parasse. Foi quando tive uma ideia.

Puxei o homem pelo braço o tirando do caminho. A criatura vinha a fortes galopes em nossa direção. O Senhor agarrou meu braço, mas com o outro apontei para meu oponente.

- Abaixe-se – eu gritei. – الشرر (Faíscas).

Um feixe de luz saiu da ponta de meu dedo e acertou o rosto do monstro. A luz intensa o cegou, mas seu corpo continuava a correr. Ele avançou sem enxergar e entrou na tenda. A enorme criatura se enroscou na lona e despencou. Cego e atordoado ele tentava se livrar da prisão de tecido e barras de ferro.

Este era meu momento. Soltei-me do senhor que estava atônito. Puxei Graveolentiam do cós e subi aquela montanha formada pela criatura. Ele se mexia muito, mas eu só precisava de um golpe certeiro. Ergui o punho, mas ele me socou com força. Cai do lado, xingando o com toda minha força.

Na avenida, o barulho de sirenes cortou o ar. Luzes vermelho e azul se estendiam por toda praça.

Polícia.

A criatura também ouviu, o que a motivou ainda mais a se soltar. Seu rosto surgiu de uma fresta. O homem me viu e cuspiu. “Filho de uma vaca” pensei. Sem remorso ou pesar eu peguei minha adaga e enfiei em seu olho esquerdo. Ele gritou e bufou como um animal acuado. Agarrei seus cumpridos cabelos e cortei sua garganta de lado a lado. Não jorrou sangue. Ao invés disso um pó dourado se esvaia de suas feridas. Logo todo seu corpo começou a tremer e se dissolver virando pó também.

Policiais entraram no local com armas nas mãos. O vendedor que havia testemunhado tudo estava ali parado sem expressar nenhuma reação. Eu precisava fugir.

Eles viram tudo. Talvez não do mesmo modo que ela. Mas podia adivinhar. Uma muçulmana e seu comparsa atacaram um local público, atropelando e explodindo tudo. E agora ela, com uma arma branca na mão, matou o homem. Não tinha como provar o contrário.

Escondi-me nos restos da tenda, mas ele já sabiam mais ou menos onde eu estaria. Olhei para o vendedor, olhei para ele com suplico, mas ele não parecia entender. Precisava da ajuda dele, era a única forma.

- Me ajude, por favor. – sussurrei.

Dois policiais chegaram até onde eu estava. Um parou para conversar com o vendedor enquanto outro vasculhava a área. Ele estava bem próximo de mim chutando a lona da tenda. Os restos do monstro deveriam ser como sangue e óleo de motor se espalhando pelo chão. Um local de crime e eu estava escondida bem baixo daquilo. Como fui burra.

- Ei! – disse um dos policiais. Eu já estava pronta para me entregar. – Este senhor aqui disse que ela entrou em um dos prédios. Vamos!

O policial chutou mais um pouco antes de desistir da tenda. Eles correram dali se afastando. Pulei rapidamente do esconderijo. Agradeci o vendedor pela sua mentira. Peguei uns poucos trocados que haviam sobrado e coloquei em seu bolso, antes de partir. Eu salvei sua vida o tirando do caminho do monstro. Não se por medo de mim ou gratidão ele me ajudou. Lhe dei as costas e seguir meu rumo.

O único lugar para onde eu poderia ir era a mansão. Estava abandonada e não teria nenhuma testemunha para me dedurar. Seguiria o mapa em minha mochila até meu destino. Agora eu era uma fugitiva. Uma muçulmana correndo da polícia. Logo helicópteros e câmeras de televisão iriam me caçar como uma presa.
Eu era agora o show dos americanos.

ARMAS E ITENS:
{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

{Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]

{Phobia} / Colar [Um adorno simples, formado por uma pedra preciosa vermelha sustentada em uma fina corrente de prata. O item foi feito com um dos fragmentos do cristal encontrado por Kórah em uma de suas missões, e este ainda possui alguns resquícios de poder mágico em si. Até três vezes por ocasião, a semideusa pode ativar a habilidade do objeto através do toque, passando a emitir uma aura de medo que afeta criaturas vivas de nível inferior ao seu que estejam ao seu redor. Estas ficarão hesitantes pela duração do efeito, o que permite à semideusa agir antes na ordem de iniciativa em combates. Alternativamente, a semideusa também pode gastar um dos usos para tentar descobrir um dos medos de um alvo específico. No primeiro dos casos, resistências a medo são aplicadas. No segundo, resistências mentais. Nenhum dos efeitos afeta criaturas que possuam pelo menos cinco níveis acima do portador.] {Prata e rubi} (Nível Mínimo: 5) [Recebido pela missão "Hunting the Haunters", avaliada por Éris e atualizada por ~Eos.]

PODERES:
[PASSIVO] Nível 1 - Perícia com Adagas - Filhos de Hécate não são conhecidos por sua perícia em combate ou força física. Contudo, suas habilidades favorecem o uso de armas menores, como a adaga, facilmente ocultável e também utilizada em rituais, exigindo mais destreza e habilidade do que músculos. Essa perícia não implica, contudo, que seus ataques sempre serão certeiros - apenas indica uma familiaridade e facilidade maior com este tipo de armas, em detrimento das outras. É algo evolutivo. [Modificado]

[ATIVO] Nível 1 - Arcanum: Os feiticeiros concentram sua energia mágica [éter] na palma da mão, criando uma pequena esfera com cerca de 10cm de energia. Ela pode ser atirada contra oponentes a até 5m de distância, e explode ao entrar em contato com alguma superfície, gerando uma explosão de 2m de raio. Ataque de energia. Uma esfera por utilização. Ganha uma esfera adicional no nível 30. Por ser energia pura, concentrada, não se aplica RM.[Modificado]

[ATIVO] Nível 3 - Faíscas: como deusa que rege os caminhos, seus filhos tem o poder de sinalizar a direção. Apontando o dedo na direção desejada, eles conseguem lançar um feixe de luz sinalizador, como um fogo de artifício, composto de energia mágica (éter) e com alcance de 50m. Não causa dano, mas em combate pode deixar o inimigo cego por duas rodadas se direcionado á sua visão, provocando a perda de 50% no ataque e defesa no próximo turno. Além disso, um inimigo cego não poderá utilizar ataques visuais (ainda que também fique imune a eles). [RM]

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Re: {baskerville} — mopcem para Kora Layla

Mensagem por Ares em Ter Jan 02, 2018 11:51 pm

BASKERVILLE
Esforço e sorte eram as palavras cabíveis à situação de Kora. Mesmo perdendo boa parte da energia, ela foi capaz de derrotar a criatura com eficácia e, pelo bom grado de um mortal, escapou do policiamento — momentaneamente. No entanto, uma dúvida persistia na mente da semideusa enquanto ela se encaminhava entre becos, vielas e poucas casas até a área arborizada, afastada da cidade: como aquele homem-touro havia sentido tão facilmente sua presença? Afinal, por mais que fosse uma meio-sangue, seu cheiro e aura ainda eram fracos. Algo em seu âmago lhe dizia que o bucéfalo não seria o único problema.

Não teve tempo para raciocinar ao escutar o som de hélices cortando o ar acima dela, como se as autoridades estivessem em seu encalço. Correr até a área afastada da cidade poderia ter sido uma atitude um tanto quanto 'suicida', mas era preciso. Em quinze minutos, ela avistou um casarão abandonado.

| DIRETRIZES |


• Narre uma introdução coerente, adicionando detalhes, pensamentos e emoções inerentes à sua trama.
• Kora é, oficialmente, uma fugitiva. As autoridades possuem apenas uma descrição física da personagem, ao recolherem depoimentos. Narre uma extensa fuga, evitando ser vista por qualquer pessoa — passar em frente a polos urbanos, por exemplo, apenas aumentará as chances da polícia te encontrar.
• Após quinze minutos, Kora finalmente encontrará a antiga residência dos Baskerville. Quero que faça uma descrição precisa do imóvel, lembre-se do fator tempo e desgaste. Não poupe criatividade.
• Explore o ambiente. Não tenha medo de invadir o lugar e investigá-lo, mas tenha cuidado. Ao fim do turno, Kora escutará o uivo metalizado de um cão e uma voz feminina.

| INFORMAÇÕES |

— Kora Layla, filha de Hécate, nível 6;
Vida: 150/150
Energia: 114/150
* Desconto de 16 MP pelo uso do poder ativo de nível 1 e 3.

• Local: Pitsburgo, Pensilvânia, EUA
• Horário: 14h50 pm
• Condições climáticas: frio 18°

• Itens, pets e poderes relevantes (ativos ou passivos) devem ser devidamente colocados no fim do texto (preferencialmente em spoiler).
• Não coloque "considerar poderes até tal nível", pois se isso ocorrer, as habilidades em questão não serão consideradas.
• Evite utilizar templates muito estreitos ou com barrinha; além de cores muito cegantes ou qualquer coisa que possa dificultar a leitura.
• Você possui um prazo de 15 dias.
• Quando postar ou caso haja alguma dúvida, entre em contato por MP.
• Boa morte.




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Re: {baskerville} — mopcem para Kora Layla

Mensagem por Kora Layla em Qua Jan 03, 2018 3:38 pm





Something, someone, turned out to be. Something I should have known. Will be the death to me. I tried, I promise I'm usually better than this. And now I can't even recognize myself anymore. You turned me into this
TWO RIVERS

Eu sobrevivi. Um monstro de origem incerta me achou em meio a milhões de pessoas que vagavam por esta cidade, e me atacou. Como? Eu não sabia, mas não teria tempo de lamber as feridas. Se um monstro apareceu mais poderiam vir a minha caça, porém não foram criaturas que passaram a me perseguir. Agora mortais fardados tinham meu rosto e me perseguiam sem fim.

Eu quis gritar. Eu quis amaldiçoar e destruir tudo a minha frente, como um trem desgovernado levando tudo ao chão. Queria ver as pessoas correndo de mim, rostos pálidos e olhos saltados. Ver chamas subindo ao céu...

Enquanto corria percebi que eu estava pensando como uma terrorista. Desejava destruir tudo como vingança, mas aquilo não seria o certo. "Será que é assim que eles pensam realmente?". Agora eu sentia o peso do ódio americano. Da xenofobia institucionalizada. Este povo que cultuava a guerra e forçava suas grandes armas no rostos de quem quisesse desafiá-los. E se fosse corajoso o suficiente eram dizimados em poucos segundos.

A confusão não era minha culpa. Eu só queria respostas para uma missão em que fui jogada. A busca pelo garoto do chalé de Hefesto se mostrou mais intensa do que imaginei. De turista estrangeira me tornei terrorista fugitiva em poucas horas. Por isso os deuses antigos amavam tanto está terra. Aqui a aventura e o perigo estão por todas as esquinas e isso deveria esquentar suas veias douradas e preencher suas vidas imortais. Colocaram a peça Kora no tabuleiro e agora jogavam os dados para ver o que seria de mim.

Eu não podia ficar a mostra. Cada um que visse meu rosto num jornal ou televisão seria uma testemunha. Línguas afiadas iriam me entregar rapidamente, ainda mais por ser semelhante aqueles que explodiram prédios neste país. Se eu fosse pega pagaria por um crime que não seria meu. Me usariam de exemplo contra os inimigos, um corpo estendido numa cerca para afastar invasores.

Entrei num banheiro público e troquei de roupa. Tirei da mochila outro par de calças e um jaqueta limpa. Poderia me ajudar na fuga, mas seria inútil se as pessoas reconhecessem meu rosto. Olhei me no espelho. Não podia negar minha ascendencia árabe. Pele cor de canela, olhos amendoados, cabelos compridos e encaracolados.

"Meus cabelos"

Puxei minha adaga. Soltei ela na pia e chutei uma lixeira. Eu poderia cortar meu cabelo, mas estava preocupada demais com minha vaidade. Olhei me novamente e vi mais do que eu. Vi minha mãe, não a deusa, pois sua forma não era física como a minha. Vi minha mãe de criação. Ela penteava meus cabelos todas as noites enquanto eu cheirava os dela. Sempre tão macios e com aroma de amêndoas. Toda vez que sinto este cheiro lembro de casa.

"Será que um dia eu voltarei a Grécia?"

Peguei a adaga cortando este pensamento. Eu sabia que não. Agarrei um parte de meus cabelos com força. Chorei enquanto cortava meu último toque de vaidade. Parei algumas vezes entre suspiros e gemidos. Fios caiam ao chão mortos. Raspei o mais curto que pude sem habilidade alguma. O resultado foi uma moça de cabelos curtos que parecia ter fugido de um hospício, ou passado sua vida nas ruas. Não era mais a muçulmana perigosa, pelo menos não de longe.

Juntei todos cachos, guardando uma mecha de lembrança. Joguei as provas de minha presença ali no lixo e sai. O ar frio cortou meu couro cabeludo, agora á mostra. Não havia muita gente naquela parte da cidade. Algumas viaturas corriam pelas ruas. Assim que eu ouvia uma sirene ou as luzes piscantes, me enfiava atrás de uma cobertura ou trocava de rua. Isso me atrasou um pouco, mas eu precisava ser cautelosa. Percebi que o novo corte de cabelo me tornava um pouco mais comum. Deveriam me ver como uma artista rebelde, ou uma garota que fugiu de casa, mas não ficava muito tempo parada para notarem mais detalhes de mim.

Finalmente cheguei a Mansão Baskerville, ou pelo menos aos seus muros. Podia ver um telhado careca no topo da amurada, mas um grande muro de pedra coberto de hera e pichações me impedia de ver mais. A propriedade ia de uma esquina a outra numa rua arborizada. Haviam outras casas enormes na região, como monstros gigantes dormindo num pasto, de baixo do sol.

Havia uma portão de ferro com arestas cheias de ferrugem, mas os vãos estavam cobertos de tapumes de madeira. Chutei uma ripa podre que me deu certa visão. Apenas avistei um vasto jardim abandonado, entulhado de lixo. Quebrei mais algumas madeiras para abrir locais na grade, por onde enfiei meus pés e mãos. Com certo esforço subi o portão e pulei para o outro lado. Não tinha muita habilidade o que me fez cair de mal jeito no gramado alto. Meu joelho ralado ainda doía e agora eu sentia a dor da queda.

Me sentei ali mesmo e avaliei meus machucados. Não eram muitos. Dois ralados, um corte pequeno no braço e agora meu tornozelo direito levemente inchado. Combinado com o novo corte de cabelo eu era quase uma garota problema. "Não nasci pra isso".Olhei em volta e reparei na Mansão.

Ela talvez fosse bela no dia em que foi terminada. Uma grande construção de pedra sobre pedra, tão negras que o sol batia e pouco iluminava as paredes. Uma torre ladeada por duas alas quadradas. Enormes colunas erguiam um ático, acima de uma pequena varanda com degraus. As janelas eram como muitos olhos de uma fera, todos olhando para mim, me desafiando a entrar. Em ambos os lados do prédio, no segundo andar haviam sacadas que davam pro jardim. A porta principal era uma verdadeira escultura. Madeira-de-lei esculpida com animais e folhas. Mesmo tão imponente, a mansão de dois andares estava aos cacos. Pedras faltavam nas paredes, janelas quebradas, telhas faltando e um dos degraus estava completamente destruído. O jardim a sua frente era uma confusão de folhas e lixo. Embalagens largadas, papéis amassados, móveis velhos e até camisinhas. Era como se a Mansão Baskerville fosse mais um lixo jogado naquele local. Olhando bem me pareceu até que ela estava inclinada para a direita.

Descansei um pouco sentada de baixo do sol. A corrida até ali foi intensa. Meia maratona, contra policiais e homens e mulheres racistas. "Será que eu ganharia uma medalha por isso?". Usei muito poder e cansei meus músculos. Ali não parecia haver ameaças então me deitei na grama alta até meu peito parar de se agitar.

Empurrei as pesadas portas e achei uma hall completamente vazio. Escadas de marmóre levavam ao segundo andar e bem no meio dela uma passagem até outro comodo. Um salão de baile. As madeiras do chão estavam completamente irreparáveis, me forçando a andar com cuidado, pois poderia ir parar no porão andando por ali. As parede um dia estavam cheias de quadros, pois agora so exibiam as curvas das molduras que antes estava presas ali. Lustres poeirentos tinham teias cumpridas que desciam de suas astes, como se os cristais tivessem sido substituídos pela sujeira.

Imaginei as grandes festas que deveriam ter acontecido no local. Me permiti rodopiar num ponto que madeira ainda estava firme. Fechei meus olhos e tentei ver a beleza que aquele lugar ainda tinha escondido.

Um uivo agudo e metálico me arrancou da viagem ao passado.

- Aceita uma dança? - ouvi uma voz dizer. Uma moça atrás de mim.

Eu não estava sozinha na Mansão Baskerville.


ARMAS E ITENS:
{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

{Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]

♦️ {Phobia} / Colar [Um adorno simples, formado por uma pedra preciosa vermelha sustentada em uma fina corrente de prata. O item foi feito com um dos fragmentos do cristal encontrado por Kórah em uma de suas missões, e este ainda possui alguns resquícios de poder mágico em si. Até três vezes por ocasião, a semideusa pode ativar a habilidade do objeto através do toque, passando a emitir uma aura de medo que afeta criaturas vivas de nível inferior ao seu que estejam ao seu redor. Estas ficarão hesitantes pela duração do efeito, o que permite à semideusa agir antes na ordem de iniciativa em combates. Alternativamente, a semideusa também pode gastar um dos usos para tentar descobrir um dos medos de um alvo específico. No primeiro dos casos, resistências a medo são aplicadas. No segundo, resistências mentais. Nenhum dos efeitos afeta criaturas que possuam pelo menos cinco níveis acima do portador.] {Prata e rubi} (Nível Mínimo: 5) [Recebido pela missão "Hunting the Haunters", avaliada por Éris e atualizada por ~Eos.]

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Re: {baskerville} — mopcem para Kora Layla

Mensagem por Ares em Qua Jan 17, 2018 8:43 pm

BASKERVILLE
Ao se virar, Kora avistou uma garota de mais ou menos a mesma altura que a dela, cabelos negros presos em um rabo de cavalo, um corpo um tanto quanto forte, ainda que feminino. Tinha uma cicatriz que seguia do busto até a clavícula, vestia-se com uma regata do Acampamento, uma jaqueta curta e calças rasgadas. Ela segurava uma lança e um escudo.

Atrás dela, havia uma rede de captura um tanto quanto incomum, com pesos de titânio acoplados em cada ponta. Preso dentro da rede haviam dois cães que, por mais inquietos que estivessem, não conseguiam escapar. Um detalhe: um era feito completamente de ouro e o outro de prata.

Atrás de tudo isso, um rapaz agachado e com um sorriso maldoso observava o cenário, cabelos negros encaracolados e uma pele completamente calejada, como se acabasse de sair de um forno ou algo do tipo. Também vestia-se com roupas do Acampamento.

| DIRETRIZES |


• Narre uma introdução coerente, adicionando detalhes, pensamentos e emoções inerentes à sua trama.
• A garota é uma filha de Ares, de nível 3. Já o garoto, é o filho de Hefesto desaparecido e, obviamente, ele não está do seu lado. Ambos são cúmplices e você ainda não sabe exatamente o plano deles.
• Narre uma luta coerente contra a filha de Ares. Ao final dela, tente libertar os cães de forma furtiva e de forma que o outro semideus não consiga descobrir.
• Finalize o turno com ele te atacando e conseguindo te vencer momentaneamente.

| INFORMAÇÕES |

— Kora Layla, filha de Hécate, nível 6;
Vida: 150/150
Energia: 114/150
* Desconto de 16 MP pelo uso do poder ativo de nível 1 e 3.

• Local: Pitsburgo, Pensilvânia, EUA
• Horário: 15h00 pm
• Condições climáticas: frio 18°

• Itens, pets e poderes relevantes (ativos ou passivos) devem ser devidamente colocados no fim do texto (preferencialmente em spoiler).
• Não coloque "considerar poderes até tal nível", pois se isso ocorrer, as habilidades em questão não serão consideradas.
• Evite utilizar templates muito estreitos ou com barrinha; além de cores muito cegantes ou qualquer coisa que possa dificultar a leitura.
• Você possui um prazo de 15 dias.
• Quando postar ou caso haja alguma dúvida, entre em contato por MP.
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Re: {baskerville} — mopcem para Kora Layla

Mensagem por Kora Layla em Qui Jan 25, 2018 4:26 pm





Something, someone, turned out to be. Something I should have known. Will be the death to me. I tried, I promise I'm usually better than this. And now I can't even recognize myself anymore. You turned me into this
TWO RIVERS


Eu estava em uma armadilha. Uma jovem surgiu na entrada do salão arrastando uma rede de ferro. Pelas suas vestes ela parecia ser do acampamento como eu. Movi-me até ela achando ser uma aliada, mas o modo como ela erguia sua lança me fez parar no caminho. Não estávamos do mesmo lado, e tive certeza quando ela largou a rede para segurar um escudo de guerra. Observei a rede e avistei duas formas que me lembravam de cães, mas eram diferentes. Possuíam um brilho metálico, como se um fosse de ouro e outro de prata.

Ele também estava lá. Atrás da mulher e perto dos cães. O garoto que eu deveria resgatar e trazer comigo até o acampamento. Seu sorriso cínico me dizia que ele não planejava ser salvo. Nem havia cicatrizes ou feridas recentes. O filho de Hefesto estava bem.

Puxei Graveolentiam e segurei o grimório em outra mão. Aqueles dois queriam me atacar, eu podia sentir no ar. Mas eu também queria avançar. Alguma coisa na áurea daquela mulher que instigava, como se eu nutrisse um ódio por ela, mesmo sem conhecê-la. Sua forma física e armas deixavam claro que ela era uma filha de Ares, o senhor da Guerra. Cruzei com muitas das proles do deus na colina. Crianças nojentas e hiperativas, que usavam da força física para dominar os outros. Os valentões do acampamento meio-sangue.

- O que você veio fazer aqui de verdade? – mirei o garoto. – Quíron está a sua procura e me mandou aqui para saber de seu paradeiro. Vejo que nunca esteve perdido, não é?

Ele estalou os dedos e ela gritou. A filha de Ares avançou contra mim sob o comando do filho de Hefesto. Um tanque de guerra correndo até mim, feito de músculos e cólera. Eu não podia lutar contra ela diretamente. Fugi de seu ataque, mas era difícil escapar num ambiente fechado e caindo aos pedaços. Eu tinha apenas uma adaga e ela uma lança. Poderia de borduar de longe sem nenhum problema. Como senti falta de ter Sina em minhas mãos.

Eu precisava atacar de longe também, como fiz com o centauro. Ambos os oponentes eram maiores que eu, e usavam da força bruta a seu favor. E eu venci um deles.

Consegui distancia dela e ergui minha mão direita. Iria atirar uma esfera de éter, quando uma lança voou na minha direção. Me joguei pro lado, mas a lamina abriu um corte no meu ombro. A arma se fincou no solo do meu lado como um dardo. Minha adversária era mais inteligente que um centauro, e com o escudo me atacou, acertando meu queixo com o circulo de metal. Minha cabeça foi até o espaço e voltou - eu via estrelas.

Eles riram de mim enquanto eu estava no chão atordoada. Uma tola filha de Hécate, completamente inútil em uma batalha, mas eu precisava virar o jogo. Enquanto eles se concentravam na chacota eu concentrava na desorientação em minha mente. Queria que ela se sentisse como eu estava me sentindo e lembrei que palavras mágicas que antes eu havia usado. Desta vez seria contra alguém não tão inocente.

- ضباب (névoa). - eu conjurei. O mesmo feitiço que usei contra o velho na estação de trem.

A mulher parou de rir. Na verdade ela parou completamente, como se tivesse se lembrado de algo. Ou melhor, tentava se lembrar de algo que esqueceu. Sua confusão mental derivada de meu poder me deu tempo de me recuperar do golpe que levei. Meu queixo sangrava devido ao impacto, assim como meu ombro.

A garota recobrou parte da consciência e foi atrás de mim. Desta vez eu não erraria. Ergui novamente minha mão e atirei.

- سر (Arcanum)

A esfera de energia a acertou, mas em seu escudo. O impacto foi intenso e eu estava perto demais da explosão. Fomos atiradas para lados diferentes dos salão. Eu já estava ferida e agora sentia a dor do impacto da queda. Enquanto me recuperava uma sombra negra cobriu meus olhos. Uma ave cheia de fúria me atacava com seu bico e garras afiadas. Me protegi com os braços tentando me desvencilhar do animal ensandecido. Peguei minha adaga e o acertei no peito e aquilo explodiu em várias penas negras, como se eu tivesse acertado uma travesseiro.

Não tive tempo de respirar, nem folego para isso. A filha de Ares teve tempo de se recuperar e me atacar. Ela pulou sobre meu corpo menor e suas mãos firmes apertaram minha garganta. O ar parou de entrar em meus pulmões e eu entrei em desespero. Ela queria me matar, me sufocar até parar de viver. Ainda tinha a adaga em minha mão. Eu tremia, meus olhos estavam ficando turvos, mas eu tinha que agir. Não queria matá-la, mas seria minha vida ou a dela. Mirei sua barriga e minha adaga entrou na lateral de seu corpo. A mulher largou meu pescoço.

Eu puxei ar como se minha vida dependesse disso, e dependia. Ela se ergueu vendo a ferida em sua barriga e segurou firmemente o ferimento para estancá-lo. Eu me desvencilhei dela e com o pé acertei um chute em seu nariz.

- Pronto agora estamos quites.

A garota caiu no chão devido as dores. Não sabia ao certo se acertei algum órgão com a adaga, mas provavelmente quebrei seu nariz, o que me daria tempo de encarar o segundo indivíduo naquele salão. O sorriso dele sumiu da face ao me ver ficar de pé e me aproximar dele. Eu estava fraca, e sentia dores no corpo todo, mas tinha uma missão a cumprir, assim como, um segundo plano.

Me concentrei na porta de entrada. A que passei para acessar o interior da Mansão Baskerville. Desenhei ela mentalmente em minha cabeça, lembrando de cada detalhe de seu adorno. Assim eu consegui imagimar uma mão firme e pesada batendo nela. E foi assim que distrai o filho de Hefesto. Batidas fortes foram ouvidas na porta da frente, graças a minha prestidigitação. Ele se virou e se prostou até o Hall, tentando imaginar quem estaria batendo na porta. Com o garoto de costas eu corri até a rede e tirei de cima dos cães. Usei todo esforço que eu tinha para levantar pelo menos um dos pesos, criando uma saída para os cães.

Uma mão pesada me puxou. Eu era como uma folha de papel para força que me puxava. Cai no chão e uma pesada bota prendeu meu peito. O filho de Hefesto me olhava de cima com toda o ódio que ele tinha em seu ser.

Kora Layla:
PODERES:
Passivos:
Nível 1
Perícia com Adagas - Filhos de Hécate não são conhecidos por sua perícia em combate ou força física. Contudo, suas habilidades favorecem o uso de armas menores, como a adaga, facilmente ocultável e também utilizada em rituais, exigindo mais destreza e habilidade do que músculos. Essa perícia não implica, contudo, que seus ataques sempre serão certeiros - apenas indica uma familiaridade e facilidade maior com este tipo de armas, em detrimento das outras. É algo evolutivo. [Modificado]

Ativos:
Nível 1
Arcanum: Os feiticeiros concentram sua energia mágica [éter] na palma da mão, criando uma pequena esfera com cerca de 10cm de energia. Ela pode ser atirada contra oponentes a até 5m de distância, e explode ao entrar em contato com alguma superfície, gerando uma explosão de 2m de raio. Ataque de energia. Uma esfera por utilização. Ganha uma esfera adicional no nível 30. Por ser energia pura, concentrada, não se aplica RM.[Modificado]

Nível 2
Prestidigitação [Grimório]: Pequenas mágicas, que não causam dano direto mas podem ser úteis em feitos interpretativos, ou como distração:

* Faz com que um objeto (até 0,5kg) fique limpo, sujo ou mude de cor

* Faz com que um objeto (até 0,5 Kg) levite lentamente - não pode ser usado para atacar

* Aquece, esfria ou tempera até 0,5 Kg de material inanimado por lvl - não pode ser usado em ataques

* Abre/ fecha portas e móveis que não estejam trancados, respeitando o limite de peso acima

* Cria som de fundo musical, etéreo

* Altera o cheiro e/ou gosto dos alimentos comuns

* Cria pequenos efeitos: velas acendem ou apagam, cortinas se movem, luzes piscam, baralhos que se embaralham sozinhos, etc - apenas um efeito por vez

* Cria pequenas luzes que dançam ao redor do semi-deus ao seu comando. Não ilumina verdadeiramente, sendo o equivalente a pequenos vaga-lumes.

Dura 3 rodadas e o semi-deus pode alternar o efeito entre elas. Limpar, sujar, mudar a cor ou trocar um objeto de lugar tornam-se permanentes após a duração, sendo necessário outra magia (para mudar a cor, por exemplo) ou ação física (limpar, mover) para restaurar os objetos. A quantidade de material que pode ser afetada/alterada aumenta em meio quilo a cada 5 níveis, para as 4 primeiras habilidades.

Nível 5
Confusão [Grimório]: Ao apontar para o alvo e pronunciar a invocação, o semideus altera sua percepção. Não é um efeito mental, mas biológico/ mágico, deixando-o confuso por 3 rodadas. Não provoca danos, mas reduz seu ataque e defesa em 10% pelo tempo de duração, aumentando em mais 5% a cada 15 níveis após adquirir o poder, chegando ao máximo de 25% no nível 50. [Modificado] [RM]

ARMAS E ITENS:
♦️ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

{Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]

♦️ {Phobia} / Colar [Um adorno simples, formado por uma pedra preciosa vermelha sustentada em uma fina corrente de prata. O item foi feito com um dos fragmentos do cristal encontrado por Kórah em uma de suas missões, e este ainda possui alguns resquícios de poder mágico em si. Até três vezes por ocasião, a semideusa pode ativar a habilidade do objeto através do toque, passando a emitir uma aura de medo que afeta criaturas vivas de nível inferior ao seu que estejam ao seu redor. Estas ficarão hesitantes pela duração do efeito, o que permite à semideusa agir antes na ordem de iniciativa em combates. Alternativamente, a semideusa também pode gastar um dos usos para tentar descobrir um dos medos de um alvo específico. No primeiro dos casos, resistências a medo são aplicadas. No segundo, resistências mentais. Nenhum dos efeitos afeta criaturas que possuam pelo menos cinco níveis acima do portador.] {Prata e rubi} (Nível Mínimo: 5) [Recebido pela missão "Hunting the Haunters", avaliada por Éris e atualizada por ~Eos.]

PODERES DO NPC:
Passivos:
◊ Perícia com Lanças [Nível 01]
A arma preferida de Ares é a lança, e ele sempre foi retratado como indo à batalha portando uma. Por suas preferências, seus filhos herdam como característica a facilidade no aprendizado e manuseio no mesmo tipo de arma. A habilidade reflete apenas a familiaridade, e um aprendizado mais facilitado se comparado ao uso de outras armas, mas não um conhecimento automático ou uma capacidade insuperável, sendo que a habilidade reflete o nível do personagem e está em constante evolução, mas não significa que não seja passível de erros.[Modificado]

◊ Força Aprimorada [Nível 01]
Ares é conhecido pela sua beligerância, estando sempre em treinos e exercícios constantes para exercer seus domínios. Seus filhos também herdam a mesma aptidão física, possuindo um corpo geralmente atlético e delineado, mesmo que não sejam musculosos, e uma força aprimorada se em comparação com semideuses de outra origem. Ainda perdem para filhos de Héracles, e não são páreos para semideuses treinados de nível mais alto, mas quando comparados com humanos comuns ou semideuses de outra origem não relativa à força física, suas capacidades de força são cerca de 15% maiores.[Modificado]

◊ Manejo Defensivo [Nível 02]
Perícia em manusear um escudo, aumentando assim seu reflexo defensivo e sua capacidade de efetuar manobras medianas com o escudo em 20% se comparado a quem não possui a perícia; manobras possíveis como acertá-lo em um inimigo para desestabilizá-lo ou similares. Lembrando, contudo, que para utilizar um escudo deve empunhar uma arma de uma mão só. [Modificado, antigo ativo de mesmo nome]

◊ Aparência Intimidante [Nível 03]
O corpo dos filhos de Ares é bastante chamativo, mesmo que o semideus não seja necessariamente musculoso ou estereotipado, o sangue de um verdadeiro guerreiro corre em suas veias. Isso, aliado ao seu comportamento sério e a determinação em combate faz com que ele se torne mais intimidador aos olhos das pessoas ao redor. Ações de intimidação passam a receber uma bonificação de 20% nas chances de sucesso quando os alvos puderem vê-lo.[Modificado]

Ativos:
◊ Abutre [Nível 02]
A prole de Ares invoca um grande abutre, que o auxiliará por três turnos no duelo (ou menos, caso seja morto ou dispenado). Essa ave é um dos símbolos de Ares, e, por isso a ligação. Seu status é de 50/50 e não possui nenhum dom especial. Apenas uma invocação pode ficar ativa por vez. O pássaro pode ser invocado apenas uma vez por combate, abandonando a luta ao término da duração. [Modificado]

◊ Provocar [Nível 03]
Ao ativar este poder, a aura do filho de Ares se torna mais pronunciada, mas com um efeito diferente: ela atrai os inimigos que estão ao redor (até 15m), ao expandir sua presença, forçando seus oponentes a focarem seus ataques no filho de Ares na próxima rodada. Se mais de um filho de Ares estiver em combate usando a mesma habilidade, o oponente sempre avançará no de nível mais alto. Cada ativação interfere apenas na ação seguinte dos oponentes. Para fins de resistência é considerado um poder de influência mental, por alterar o comportamento. Inimigos resistentes podem atacar outros oponentes, mas perdem 25% do poder de ataque neste caso - mas não sofrem alterações se avançarem na prole de Ares; enquanto oponentes sem resistêncis sofrem uma penalidade de 50%. Inimigos com 25 ou mais níveis de diferença não são afetados. [Novo]


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Kora Layla
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