— chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

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— chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Éris em Ter 06 Mar 2018, 13:20


Chained Souls
Encerramento Externo

Éris havia triunfado sobre os olimpianos, mas aquela era, de longe, a menor preocupação daqueles que se encontravam em Alcatraz — ou melhor, nas ruínas de Alcatraz. Por maior que tenham sido os estragos causados por Antiphates, agora o dragão já se encontrava longe, muito distante da vista de qualquer um que pudesse subir até o topo das torres da ilha e observar o horizonte. O dragão, contudo, não foi embora despercebido; a criatura deixou em seu caminho um rastro de morte e destruição do qual era impossível fugir. Não; aqueles envolvidos na tragédia não tinham escolha a não ser imergir em seu novo destino e se deixar cair sem resistência.

Eles caíam. De fato, eles caíam. Embora a cela do Dragão de Ouro ficasse no último nível do subsolo da prisão, alguns semideuses foram os primeiros a descobrir que a construção não prava ali. Ao levantar voo, o monstro fez tanto o chão quanto as paredes cederem, e tudo que os soldados poderiam fazer era amenizar a queda. Haviam metros e mais metros de nada, vazio abaixo da prisão do enorme monstro, e a escuridão tornava quase impossível enxergar o fundo daquele corredor em vertical.

Cada um caía em um lugar diferente — ao desmoronar a prisão, a grandiosidade de Antiphates foi capaz de tremer a estrutura de Alcatraz, sua carcereira por tantas décadas agora. Com isso, grupos se desfizeram e meio-sangues foram jogados nas mais diferentes direções; tudo isso para que, ao alcançarem o chão, não houvesse uma dupla sequer. Todos deveriam estar sozinhos. Solitários. Todos deveriam experimentar a vida e realidade de um prisioneiro do Olimpo — marginalizados e abandonados, sendo suas únicas visitas os guardas carregando novos presos.

A sede de vingança e empatia do dragão, do deus perdido, e todos os outros aprisionados era tão grande que antes mesmo de alcançarem o chão os bastardos se viram isolados do resto dos seus. Sem ajuda, sua primeira preocupação deveria ser sobreviver. A queda era fatal para todos aqueles que não tivessem um jeito de parar ou suavizar o impacto. Aqueles semideuses que estavam mais ao fundo da prisão já podiam ouvir alguns gritos vindos do andar mais abaixo: monstros e outros filhos dos deuses que tiveram seu destino findado com a queda livre colossal.

Ao chegarem no fundo, no entanto, muitos — se não todos — desejariam voltar para o momento em que a prisão desmoronou. No chão, olhando de cima e incapazes de detectar luz mesmo do enorme buraco deixado por Antiphates, os semideuses teriam que olhar para frente, eventualmente. E a visão que tinham, acompanhada da realização que trazia consigo, era da mais desagradável possível para quem havia acabado de sair de uma batalha — fosse ela ganha ou perdida.

Alcatraz era apenas um ponto de muitos possíveis outros. Um ponto vivo.

O Labirinto Dédalo não foi destruído com seu criador. A construção continuava mais viva do que nunca.


Informações
instruções, objetivos, diretrizes e ambientação


• Esta é uma atividade extra com o objetivo de fechar este capítulo da trama. Como alguns já podem saber, a postagem segue a regra de modelo semi-aberto: todos os personagens que se encontravam em Alcatraz no momento da invasão, e depois da consequente destruição da prisão, podem postar neste tópico (ou seja, mesmo que você não tenha participado do evento Chained Souls em si, basta narrar que estava presente durante os acontecimentos);

• Esta postagem segue o modelo One-Post (OP). Você deve narrar todos os acontecimentos, inclusive os descritos no texto de ambientação acima, em uma única postagem. Ao final, todos vocês serão avaliados de acordo com o sistema de avaliação do fórum, podendo alcançar uma recompensa máxima de 200xp;

• A postagem pode ser livre, mas seu conteúdo não é qualquer um. Há alguns orientações de postagem, descritas logo abaixo:

    a) como podem ter observado, todos os personagens estarão no Labirinto de Dédalo ao final da queda. Narre como você suavizou ou evitou a queda, utilizando o texto de ambientação como base;
    b) Ambiente-se. Descreva o labirinto e como são os corredores onde você parou. Lembre-se que esta é uma estrutura viva: o labirinto muda seus corredores e passagens, e há os mais diferentes monstros e obstáculos nas suas entranhas. O tempo ali dentro também é diferente: pode passar mais rápido ou mais devagar em relação ao mundo da superfície. Seja coerente, e tenha em mente que para conquistar a recompensa em xp é necessário que hajam obstáculos na trajetória de seu post;
    c) A missão de vocês é basicamente sobreviver e achar uma saída do labirinto. Aos aliados do acampamento, Quíron fez um acordo com o Clube da Luta para abrigar os campistas; ou seja, você pode escolher ir para lá. Caso o faça, narre uma explicação coerente de como o personagem ficou sabendo desta informação. Àqueles que decidirem por não seguir até Clube da Luta, finalizem seu post da forma que desejarem, seguindo o que é coerente com o evento e com seu personagem;


• NPCs e monstros podem e devem ser utilizados para tornar a atmosfera mais natural e auxiliar no desenvolvimento da narração. Sintam-se livres;

• A atividade de encerramento ficará aberta por um total de sete dias, encerrando-se às 23:59 do dia 13/03. Textos postados após esse horário serão ignorados, e o responsável poderá ser punido por flood;

• Flood não é permitido. Só serão consideradas postagens com mais de 5 linhas em fonte arial ou times tamanho 12 com margem normal, no Word. Templates e tables são aceitos, mas o tamanho da postagem será verificado para ver se o conteúdo se adequa ao disposto;

• A avaliação virá contida em um único post após a finalização do prazo (até 10 dias depois). Em casos de não avaliação de um ou mais indivíduos, favor contatar os organizadores do evento (Ares, Éris, Éolo, Hades, Afrodite e Esquecimento);

• O encerramento é atemporal, o que significa que vocês podem participar de outras missões/ atividades enquanto aguarda a postagem da avaliação.
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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Logan Montecarlo em Qua 07 Mar 2018, 20:16


somebody showed you all of the horror
you weren't born with it

e violet, justo violet, lhe parecia o mais forte gancho de um abismo de esquecimentos,
primavera, queda

Demorava.

Uh, demorava muito.

Demorava até mais do que esperava, e estranhou.

Logan já havia caído por bem uns trinta minutos, ou trinta horas, ou trinta dias, ou trinta vidas, ou... Não sabia direito qual o problema com o número trinta, na verdade. Mas foram exatos trinta segundos que ele teve entre ver o piso aproximando-se fatalmente de si e raciocinar o suficiente para teletransportar-se. Assim, quando já estava a quase três metros de distância, desfez-se em uma fumaça azul-perolada e se refez a cinco metros do solo.

Sim, concordamos nós três — eu, você e Logan — que o melhor teria sido aproximar-se ainda mais do chão, mas não foi seu reflexo. Pelo contrário, afastou-se, mas, em sua defesa, o mentalista diminuiu a força de uma queda livre obviamente eterna para a de cinco metros, que era apenas dolorosa. Talvez, ele poderia argumentar, em vez de explodir seu organismo em milhares de pedacinhos orgânicos, apenas teve que lidar com uma baita dor muscular pelo impacto.

Mas, é, em resumo, Logan foi pateticamente amassado contra o chão da mesma forma.


infinitamente maior, com o teto distando quilômetros do chão, havia também uma curiosa peculiaridade: aquilo era um labirinto
verão, caminhada

E era um labirinto em dejà vú.

Já estivera ali — ao menos tinha a sensação —, mas não se lembrava. Havia algo que lhe parecia igualmente familiar e estranhamente novo, como se fosse o mesmo rio só que com águas novas; velho, porém jovem; fundamentado em paredes antigas, mas caminhos inéditos. Até o paradoxo de uma "mudança constante" era banal perto daquela estrutura, cujos ladrilhos variavam entre os famosos azulejos portugueses e desgastes de muros pichados, das tecnológicas metrópoles e das vilas medievais, de goteiras despencando de um teto infinito até a secura de um ar desértico, meio entre o frio e o quente, o céu e o inferno.

Pra ser sincero, meio como Logan: transitando entre dois mundos.

Transeunte, e não falo de transar.

[Nota do autor: tran.se.un.te (adj. 2g.) 1. que é passageiro; que não perdura; de caráter transitório; transitivo: estilo de vida transeunte.
2. que não deixa rasto: paixões transeuntes.
3. que não permanece por muito tempo no mesmo lugar; diz-se da pessoa que está de passagem.
4. que caminha; diz-se da pessoa que anda a pé por certo local.
(sub. 2g.) 1. pessoa que possui as características acima citadas; quem está de passagem por; passageiro.]

Levantou-se. Com as mãos apoiadas no chão, forçou-se a ficar de pé e respirou fundo, estalando todos os ossos e forçando todos os músculos; e, por conseguinte, disparando várias cãibras ao mesmo tempo, que, caso você não saiba, é uma das situações mais dolorosas e incômodas de um organismo cansado.

Para ter uma ideia, mesmo Logan, de cabeça forte, mente blindada, personalidade autêntica,
    abençoado por Héstia, seguidor de Psiquê, o Rei Estrangeiro do Norte,
      aquele que sentiu Ananke, que desafiou Hades no próprio Palácio de Érebo, que caiu de Alcatraz,
mesmo ele, Logan, contorceu-se no chão de dor, porque não era só o desgaste da batalha ou as pancadas dos destroços da cela de Antiphates. Não, aquelas coisas nunca colocariam Logan no chão.

Mas o peso de tudo isso, com toda a história passada, com todos esses títulos e as memórias e as cicatrizes — e o desgaste de cada cicatriz, corpórea ou não...

Ah, meu leitor. Isso sim é de derrubar qualquer um.

[PS: Quando levantou-se, de novo, depois de incontáveis tempos, aproveitando-se do luxo que era estar sozinho (mas nunca seguro) na criação de Dédalo, Logan não estava menos cansado, nem menos dolorido, nem menos morto. Mas estava, sobretudo, melhor; nem melhor, na verdade, mas aprendera a lidar com o cansaço, com a dor, a morte. E isso era suficiente para, com mãos nos bolsos, caminhar.]


— antes de partir, o forasteiro nos disse que saberíamos quem era o seguidor de psiquê porque ele seria o único capacitado a ler o livro — informou átila
outono, livro

“No Egito Antigo, acreditava-se que a alma era dividida em partes, que seriam levadas para toda a vida. Apesar dos escritos egípcios, os conceitos variam bastante entre si, principalmente por erros de tradução; os egípcios eram ótimos explicadores, só não faziam isso de forma muito simples, como pode ser percebido pelos hieróglifos. [...] Diferentemente da história, que apresenta fatos, ou da química, que realiza experimentos, a alma ainda é objeto de discussão, teorias e estudos, como as Camadas da Alma. Não significa, contudo, que não possam ser observados relatos que comprovem a existência uma ou mais camadas.”
OBLIVION, capítulo X, registro I.


“Os egípcios poderiam, sim, talvez, estar certos. A experiência de ter a alma dividida, retalhada em pecadinhos (segundo Hades), era estranha, mas passível de existência. Como tudo, no final, não? Bom, não que isso importe.

Não é como se os egípcios, também, estivessem 100% corretos. Acho que ninguém está, mas essa entrada já tá ficando muito informal e confusa pra eu continuar com meus comentários por aqui. A questão central nem sou eu, ou melhor, até posso ser, mas não é o ponto principal.

O ponto principal é que os egípcios, provavelmente, acertaram nessa divisão de almas; não sei, contudo, se eram nove partes, como algumas fontes indicavam. Não sei, e não me incomodo em não saber. Porque — não que eu saiba, mas que eu sinta — eu também só sou uma parte de uma alma.”
OBLIVION, capítulo X, registro II.


“O Labirinto de Dédalo era uma construção eterna. Originalmente feito para guardar o Minotauro, monstro que foi derrotado por Ariadne (sim, Teseu era só uma figura mais carismática; fazia bem pro marketing vender o mito com o rosto dele), ele acabou se tornando uma estrutura mitológica mágica, tal como o Olimpo e outros lugares sagrados, pois viajava com os deuses conforme o foco da sociedade ocidental também mudava.

Com o aprisionamento de Dédalo (e a morte de Ícaro, e o consequente rancor do tio), o lugar acabou se unindo ao seu criador, ganhando força vital e construindo-se praticamente sozinho, em constante expansão, desde a Grécia. Diziam que o Labirinto poderia levar a qualquer lugar.

Com a morte de Dédalo, foi presumido que o Labirinto também morrera.”
OBLIVION.



fora trocada por uma túnica meio cinza, em estilo grego, feita em peça única, com uma rosa negra sangrando. assustado, teve uma intuição súbita que aquela era sua mortalha
inverno, descida? ou inferno, reencontro?

Já havia caminhado demasiado. O fio da vida em seu pescoço lhe dava alguma direção, sabendo, mais ou menos, quando virar à esquerda ou à direita, ou seguir reto, ou dar um passo pra trás para evitar que uma parede em movimento o esmagasse naquele exato instante.

Já havia encontrado outros semideuses. De fato, em um corredor, achou ter visto a menina que caíra consigo de Alcatraz, e quase chamou-a, mas um desses muros móveis fechou o breve canal de comunicação que poderia ser estabelecido entre ambos.

Já havia, na verdade, encontrado outros tudos, porque coisa estranha era o que mais tinha ali. Nesse momento, peço que lembrem-se que Logan era, "apenas", um pedaço de uma alma retalhada vagando por um labirinto orgânico, então seu conceito de estranheza já estava bem alto, e não precisava de mais para comprová-lo.

Por isso, aquilo foi o cúmulo.

Entre todo tipo de criatura estranha, aparecer justamente a porra do Minotauro foi a gota d'água, além de engatilhar uma raiva súbita e mal explicada que vinha de dentro de si, talvez originada pelo urro de guerra que o monstro soltou.

Sem perceber, o filho de Perséfone já estava no meio do recinto e só foi atentar-se a isso quando um machado-duplo gigantesco começou a descer sobre si. Seus reflexos estavam bons, embora os músculos não; e, por pura sorte [de Narciso?, ou da probabilidade ínfima de sobreviver?], quis movimentar-se rápido demais para que suas pernas correspondessem, caindo idiotamente para o lado direito, pois seu pé dormiu, e estupidamente conseguindo escapar do golpe.

Enquanto a criatura se focava em tirar a lâmina do piso de terra batida (e agora rachada), o Montecarlo rastejou todo humilhantemente para longe, pondo mais força em seus braços do que deveria. Logicamente, antes de ser novamente alvo, abriu a palma em direção aos cascos de touro, congelando-os até o início dos joelhos, com o objetivo de ganhar mais tempo.

Funcionou, mas não por tanto tempo. Em algum momento, a força sobre-humana do híbrido seria o suficiente para quebrar aquela constrição. Porém, Logan só precisava de espaço e um pouco de sombras — que, uh, eram bem presentes —, para sentir-se mais revigorado. Não só isso, mas, ao entrar no efeito borboleta, com o mundo passando mais devagar, conseguiu concentrar-se o suficiente para preparar-se para a batalha.

Bem, "preparar-se" era, definitivamente, um termo muito forte para quem só havia desembainhado a espada e empunhado seu escudo.

No entanto, era o suficiente para, ao desabrochar da flor, cuja seiva escorria por todo o broquel, criar uma leve armadilha para o minotauro, grudando sua arma em seu escudo. Com isso, deixou que a força do minotauro viesse contra ele, teletransportando-se para trás do monstro e buscando dar golpes diretos: nas costas, três fincadas, três vezes.

Embora não fosse o suficiente para matá-lo, o minotauro meio gemeu, meio mugiu devido à dor, arqueando as costas para trás e, com um golpe rápido de seu punho fechado, lançando Logan contra a parede mais próxima. As costelas do semideus doíam, mas o impacto foi de certa forma suavizado, já que (e, como bom filho de Perséfone, ele culpava seus perfumes mesclados ao da espada) o ataque não foi tão preciso quanto deveria, sendo atingido "somente" pelo antebraço de seu inimigo.

No chão, antes que fosse pego desprevenido de novo, Logan instruiu mentalmente a corrente a subir pelo machado gosmento e puxar o minotauro contra o escudo coberto pela seiva, esperando que aquilo o retardasse até se pôr de pé novamente.

E, quando o fez, talvez pela vertigem do impacto e da rapidez de sua subida, sentiu-se tonto.

Imediatamente, deixando a espada cair, as mãos foram em direção aos olhos, que pareciam queimar, assim como seu rosto inteiro. Não só o rosto, mas o corpo; não só o corpo, mas a alma. Ainda mais: o fino pedaço, melhor, o fino retalho de alma que era.

A criatura aproveitou-se desse momento para desvencilhar-se da corrente, que também perdeu sua força, e ergueu-se perante o semideus, levantando-o pelo pescoço, asfixiando-o, prestes a separar a cabeça do corpo... quando, em um grito, o colar de hidra espirrou seu veneno na face de touro. Obviamente, foi o suficiente para Logan ser solto ao piso, enquanto o Minotauro tentava, de alguma forma, lutar contra o ácido que o corroía.

Foi ao tocar do solo que as lembranças — ou seriam esquecimentos? — lhe invadiram. Recordando-se da sensação de atravessar uma massa de piche muito densa, o filho de Perséfone deixou que o poder divino fosse manifestado por seu corpo, enquanto receptáculo. Repentinamente, quatro tentáculos opacamente e etereamente negros rasgaram suas costas, buscando o oponente, que ainda lutava contra o líquido esverdeado, tentando inutilmente limpar-se.

Logan não sabia dizer se foi pelas toxinas ou pelos vetores, mas o Minotauro morreu. Porém, o que lhe assustou foi a forma como seu corpo se encontrava: não se tornou pó, mas permaneceu ali, um cadáver de carne necrosada com alguns ossos derretidos.

Logan se assustou pelo que sentiu dos tentáculos.

Eles tinham fome. E Logan não queria ser a próxima refeição.

Ofegante, ele notou uma porta que não havia buscado antes. Assim que a abriu, viu que haviam escadas, e que elas desciam, e que a temperatura ali caía e aumentava ao mesmo tempo, e que o cheiro ali era de morte.

Por alguma estranha intuição, sabia que ali era o caminho do Mundo Inferior.

Pelo brilho do fio das Moiras, sabia que ali era seu destino.

Desceu.

pequenas observações:
1. todos os títulos (partes em negrito) são de narrações antigas minhas, que estão linkadas nas respectivas estações do ano, nos subtítulos; o primeiro, por exemplo, é a última frase do último post do evento, até pra dar uma ideia de continuidade. isso é também uma maneira de mostrar que, na trama do logan, tudo é destinado, como um grande dejà vú.

2. no "outono", consta o oblivion, um livro mágico que está sob a posse de logan. a primeira passagem já foi usada em uma diy (de novo, como eu falei, tudo é destinado, tudo é cíclico, tudo é um grande dejà vú), mas foi reduzida aqui pra não poluir. foi também a primeira vez que eu usei "capítulos" e "registros" para marcar o oblivion.

3. também usei a batalha contra o minotauro (que não consta no bestiário) pra realizar a descoberta dos tentáculos de esquecimento, habituando o logan à sensação.

4. a escolha de ir pro mundo inferior é devido ao estado atual de logan: como já explicado no evento, ele está "morto". sua alma foi dividida em pedaços, e um dos pedaços (esse que está sendo narrado) foi o que participou de alcatraz. agora, esse pedaço volta ao mundo inferior, para que todos os pedaços se unam. [efeito meramente interpretativo]

5. qualquer dúvida sobre o post pode ter origem na [confusa] trama do logan. qualquer problema, é só me buscar que eu explico alguma ponta solta que ficou por aí, se for necessário.
bur(r)ocracias:
itens ativamente usados:

— {Flowerblade} / Espada [Uma espada que mede cerca de 70 cm, sendo que sua lâmina é em torno de 60 cm. Sua lâmina é de aço e fica em um tom diferente conforme a estação do ano, e o pomo tem a forma de uma rosa desabrochando. Seu guarda-mão tem um formato de quatro pétalas laterais divididas igualmente, e no centro há um brasão em forma de flor, adaptável ao gosto do meio-sangue. Ao matar alguém, toda a sua estrutura torna-se negra e gélida, relembrando ao filho de Perséfone o sofrimento que uma morte pode causar (e cárcere também). Quando a arma fica deste jeito, todo o monstro que tocá-la será automaticamente coberto por uma energia escura, que o deixará lento (esse efeito só passa após duas rodadas).] {Aço} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]
+ (Nível 25) Odor - A espada solta um odor forte, que pode ser referente ou ao cheiro muito doce das flores ou ao cheiro dos monstros. Esse odor pode disfarçar o cheiro do semideus, pode ser usado para confundir seus inimigos e para fazer com que eles se sintam enjoados. Ao sentir o odor, caso seja o odor de flores o inimigo irá enjoar, perdendo 15% de sua defesa, e caso seja odor de monstro, o oponente irá se sentir ameaçado, de modo que ele perderá 15% de seu ataque e precisão. Pode ser usado uma vez por missão com uma duração de três turnos. O tipo de odor deve ser definido na ativação.

— {Flowershield} / Escudo [Um escudo pequeno e circular (cerca de 30 cm de altura e largura); é feito de aço e é bastante resistente. Criado para prevenir ataques rápidos, com uma defesa igualmente rápida e eficiente (ataques que não atinjam uma área muito comprida). Em seu centro há entalhado um brasão de flor adaptável ao gosto do semideus, cujo contorno é adornado por espinhos que dão dano no alvo que se chocar contra o escudo.] {Aço} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]
+ (Nível 25) Desabrochar - O desenho na flor desabrocha, produzindo uma seiva real que faz com que golpes de natureza corpo-a-corpo tornem a mão ou arma do oponente pegajosa, de modo que ele tenha dificuldades para soltá-la, reduzindo sua defesa e ataque no turno seguinte em 10%, enquanto tenta se recuperar. Pode ser usado uma vez por missão e dura três rodadas.

— Anima Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista]

Colar da hidra [Colar feito de couro entrelaçado com um pingente de escama reptiliana. Ao ser ativado duas vezes por missão, o item fornece ao usuário a capacidade de emitir uma rajada de ácido, como um sopro, pela boca, em linha reta e com alcance de 9m. Além do dano inicial, o alvo ainda perde mais 10 HP por turno durante o mesmo período, não cumulativos - ambos os danos, tanto inicial quanto secundário, afetando também seus itens. Três ativações por evento. Para fins de resistência, os poderes desse item equivalem ao nível 40. (Nível mínimo 40) {Material: couro e escamas} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

{Fio da Fortuna} / Cordão [Obviamente, não é o fio da vida de Logan, até porque ele está cortado. No entanto, é feito do mesmo material que as Moiras tecem a vida dos mortais, tendo atrelado em si a magia do “destino”. O fio da vida tem como característica “manter o proprietário em seu destino”. De fato, não é nade de exagerado, mas poderia orientá-lo dento de um labirinto, por exemplo, ou norteá-lo quando precisar fazer uma escolha – isso não significa que mostra a melhor/correta ou pior/errada opção, mas sim aquela de acordo com o seu destino, como uma intuição ou predestinação do que deve ser feito. Também, é uma lembrança de seu encontro com Ananke, a deusa primordial do Destino, simbolizando o fim da tarefa dada por ela às Moiras, ou seja, de mostrarem a Logan seu destino.] {Fio da Vida} (Nível Mínimo: 30) {Intuição} [Recebimento: “Lifetime”, DIY, avaliada por Apolo e atualizada por Asclépio.]

{Oblivion} / Livro [Esse livro foi dado aos hiperbóreos por um forasteiro, um dia antes de Trotsy, o Conselheiro, passá-lo a Logan. Era destinado que fosse seu: o forasteiro dissera que um seguidor de Psiquê viria buscar. Encadernado de forma simples com alguma espécie de couro preto, o livro é feito de Papiro do Lete, que permite que tudo aquilo que seja escrito em si seja apagado imediatamente, isto é, continua um livro em branco, sempre, independente de quanto seja escrito; o conteúdo, contudo, permanece no livro. A escrita pode ser feita de maneira convencional ou de forma mágica, simplesmente fluindo os pensamentos para o papel através do toque. O conhecimento disposto nele é incalculável: existem relatos no livro antes mesmo da escrita ter sido inventada pelos egípcios. Entretanto, apenas o possuidor dele consegue acessar as informações ali contidas; e, mesmo assim, não sempre. Conhecer não significa poder usar; ler sobre o funcionamento de um barco é diferente de saber pilotar um barco; o mesmo é válido para feitiços, rituais e formas de magia em geral; embora seja capaz de lê-los, não é capaz de lançá-los ou coisa parecida. Todo aquele que não for seu possuidor encontrará apenas páginas em branco; os que forçarem alguma forma de penetração no diário sofreram danos mentais (na prática, ficam incapazes de realizar uma ação ofensiva durante dois turnos). O novo possuidor só pode ser escolhido voluntariamente pelo antigo ou quando conquistado de forma nobre, ou seja, não pode ser roubado ou tomado a força. Em termos práticos, o possuidor do livro pode pesquisar uma informação, segredo, história, enfim, alguma coisa relativa a conhecimento, uma vez por batalha — não é exigido tempo para a pesquisa, uma vez que a informação "pula" para a mente do portador, mas é necessário que toque nas páginas de papiro. Aparece e desaparece conforme vontade do portador. Fora de uso relativo aos objetivos da missão, pode ser escrito ou lido, como forma de "lazer".] {Papiro do Lete} (Nível Mínimo: 50) {Memórias, Conhecimento, Teletransporte} [Recebimento: DIY "Alaska I - Igloo", avaliada por Deméter e atualizada por ~Eos.]



poderes ativamente usados:

(passivo, 1) — Perícia Bélica I: Por ganharem de poder de reclamação uma espada (Flowerblade), as proles de Perséfone serão peritas no manejo de tal arma, podendo fazer movimentos considerados difíceis com pouco treinamento. (MODIFICADO!)

(passivo, 2) — Respiração Subterrânea: O Mundo Inferior é um local fechado, onde a circulação de ar é pouca (senão nula, a depender do lugar onde estiver), e isso não é mais um problema para as proles de Perséfone, pois conseguirão oxigenar normalmente mesmo se expostos a condições difíceis. O principal efeito disto, além de respirar normalmente no Submundo, é segurar a respiração por três turnos completos, inutilizando venenos do ar, por exemplo, sem sofrerem consequências da falta de inspiração ou expiração. (MODIFICADO!)

(passivo, 3) — Olhar Infernal: Por Perséfone viver metade do ano no Submundo, seus filhos conseguirão enxergar perfeitamente em ambientes escuros ou com pouca luz. Afora isto, conseguirá ver seres do Submundo, por exemplo, o Cérbero e espíritos, que aparecem meio desfocados em condições normais (não inclui deuses ou semideuses).

(passivo, 18) — Aura da Sorte: Narciso, flor designada como seu símbolo, além da renovação, também significa boa sorte, e seus filhos são cercados por esta aura. A partir desse nível, qualquer atividade do filho de Perséfone tem uma chance aumentada em 10% de ser bem sucedida (em jogos de azar, essa chance sobe para 50%).

(passivo, 20) — Fortalecimento II: Quando próximos de sombras ou em ambientes funestos – que não sejam criações suas –, os filhos de Perséfone sentem-se muito mais animados e fortes. Dessa forma, ganham um bônus de força física, velocidade e resistência mental (contra ataques que mexam com o psicológico dele).

(passivo, 22) — Perfume embriagador: Filhos de Perséfone sempre exalam um perfume floral, cujo aroma será percebido pelas pessoas ao seu redor de acordo com suas preferências. Esse perfume encanta a aliados, aumentando o poder de sedução do filho de Perséfone, mas contra inimigos atrapalha nas batalhas: ele é venenoso, e – com a exposição acima de 2 rodadas – o inimigo fica atordoado, perdendo 10% de suas capacidades de batalha, como força de ataque e reflexos.

(passivo, 30) Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém.

(ativo, 4) Teletransporte iniciante: Capacidade de transportar o corpo para uma distância de 5 metros. Tem de ter em mente o local para onde vai, pois se for teletransportar-se sem saber para onde vai pode ficar preso em uma parede ou objeto e morrer automaticamente. Teletransportar para locais perto não gasta tanta energia quanto se teletransportar para o limite dado. O tempo do teletransporte pode durar de 5 a 10 segundos, ou seja, o tempo em que você desaparece e reaparece.

(ativo, 10) Efeito borboleta: Ao ativar essa habilidade, tudo ao seu redor começa a passar em câmera lenta enquanto você fica na velocidade normal. Uma das características dessa habilidade é que quando em uso um desenho traçado de uma borboleta surge nos olhos do mentalista. Pode ser usado apenas duas vezes e tem duração de apenas um turno.

(ativo, 34) Accel Triplo: Seguindo o mesmo conceito do Accel duplo, porém com a possibilidade de atacar em três lugares diferentes. Pode ser usado apenas duas vezes.

(especial, 20) — Consciência Monstruosa: Ao ser tocado por Equidna, Logan adquiriu uma espécie de “consciência monstruosa”, como se tivesse um certo lado dos monstros, que possui tanto prós quanto contras. Dessa forma, adquire a capacidade de se comunicar com os monstros, como se falasse a língua deles, desde que este tenham alguma inteligência miníma para comunicar-se, além de ganhar um conhecimento geral sobre eles; contudo, quando Logan se encontra no mundo mortal ou no mundo inferior, ele deve obrigatoriamente ter um encontro extra (ou seja, um encontro a mais do que os já determinados na missão/evento/situação) com um monstro, pois fica mais fácil de ser achado, e – afora isso – ganha o “cheiro dos monstros”, assim podendo ser confundido com algum monstro por poderes de rastreamento como os dos sátiros e etc., o que pode causar problemas (Em resumo, seres da natureza, a princípio, irão confundi-lo com um monstro em forma disfarçada). {Efeito Especial} (Nível Mínimo: 20) [Recebimento: 2º Treino Trimestral 2014, "Darkness"]

(especial, 40) {Rei do Norte} / Criocinese avançada [O poder aumenta, podendo congelar objetos de porte grande, e quando em área o espaço afetado passa a ser de um raio de 5m. Agora pode dar forma ao gelo, e esta será definida. O gasto é por turno utilizado. Pode ser combinado com outros poderes, mas aumentando exponencialmente seu custo. A resistência é maior, e inimigos mais fracos dificilmente serão capazes de quebrar o gelo, mas inimigos de nível igual ou superior ainda terão capacidade para isso, seguindo a proporção do nível anterior do poder. Lembrando que não adianta criar coisas muito complexas: tentar criar um veículo de gelo não funcionará, por mais que se gaste energia e por mais complexas que sejam as peças, pois movimentá-lo exigiria outros fatores, como a geração de energia para tal, que só é possível através de combustão - então, seu veículo não passaria de uma estátua. Objetos mais simples, por outro lado, não apresentam impedimento, como objetos sem partes móveis ou sésseis (uma faca, dardo de gelo ou mesmo ferramentas mais simples). Criaturas maiores podem ser afetadas conforme o aumento do nível - 10 níveis acima para criaturas entre 1m e 1,5, 20 níveis para criaturas humanóides até 2m, e mais 10 níveis adicionais a cada 2m de tamanho.] {Criocinese} (Nível Mínimo: 40) [Recebimento: DIY "Alaska I", avaliada por Nyx e atualizada por Psiquê]

(especial) — Vetores Vazios [Apesar de ter tido sucesso em atravessar a Forma Vazia de Esquecimento, Logan ficou com sequelas do acontecimento, desenvolvendo a habilidade do deus em criar seus próprios vetores de suas costas - embora mais finos - sendo semi-transparentes e negros, feitos de escuridão mágica. Os ataques realizados pelos tentáculos têm um alcance de três metros, e Logan é capaz de ter até quatro deles ativos. Se tiver sucesso, o golpe, ao invés de afetar a vida do alvo, afeta sua energia (resistência a dreno se aplica) - e, apesar de drenar MP em seus ataques, a energia que os tentáculos retiram não é transferida pro Logan -, e a defesa pode ser feita por meios não físicos (elementais, de energia ou mágicos). Duração de três turnos, com gasto contínuo de 150MP por turno ativo.]

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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Adam Kyle em Qui 08 Mar 2018, 13:55



labirinthian




Adam nunca tinha pensado que cair demoraria tanto. No primeiro minuto o desespero tomou conta do garoto, fazendo-o se debater incessantemente em busca de um apoio. Depois de algum tempo, seus nervos se acalmaram, e ele apenas ficou parado, relaxado. Não adiantaria se preocupar tanto apenas pela morte. Aliás, Kyle sabia que a morte era sua mãe; então, eu acho que ele não teve nenhum medo. Quer dizer, não posso precisamente dizer isso, eu nunca caí de um precipício, atingindo uma velocidade média de 100km/h, por vários minutos. Então, digamos apenas que a queda foi mais tranquila que o normal. Porém, pensando bem, Adam não saberia dizer o que seria uma “queda normal”. Enfim, o que importa é que ele estava caindo nos braços do desconhecido.

Enquanto despencava por longos minutos, a cabeça do semideus viajava em inúmeros números. Alternando entre “0” e “1”, sua mente realizava contas matemáticas, transformando números binários em decimais, e vice-versa. Aquilo era algo que Adam aprendera na escola, e que fazia o seu tempo passar mais rápido, sem o tédio constante. Entretanto, em certo momento, seus pensamentos se voltaram para a situação atual, visualizando o passado e tentando prever seu futuro. Será que ele sobreviveria aquela queda? Será que a vida de um semideus poderia ser muito mais do que batalhas incessantes? Às vezes ele sentia falta de sua convivência pacata com sua rotina monótona. O trabalho, de certa forma, é revigorante; e os estudos articulam a mente de forma constante. Sentiu falta de seu pai, Michael. “Será que meu pai sabe que estou caindo diretamente para minha morte?” pensou o garoto, mas logo recordou o nome de sua progenitora. “É, com certeza ele vai saber se alguma coisa acontecer comigo”.

Cerca de trinta minutos depois, Adam pôde sentir uma mudança na atmosfera. O ar era rarefeito, o aroma pairado sintetizava um cheiro de sujeira terrena, enquanto o calor chegava aos seus poros. E, quando ele pensava que aquilo tudo ia se findar, o relógio caçoou da inocência do garoto, jogando na sua face os ponteiros dançantes, passando pelo número “12” inumeráveis vezes. Aquilo continuou por infindáveis minutos, se não horas. A contagem de tempo do garoto estava ficando escassa. E, quando ele menos esperava, um choque foi sentido em seu corpo e a escuridão continuou a cobrir sua visão. “Será que isso é a morte? Cadê minha mãe?”. Adam ficou parado por longos minutos, até resolver tentar se mover. Os ferimentos agora já estavam secos, mas a dor interna ainda continuava. Definitivamente ele não estava morto. Ao se mexer, ele notou que estava no meio de alguma coisa. Quando buscou uma saída daquele sufocante estado, a luz iluminou seus olhos, fazendo-os se fecharem instantaneamente. A luz não era bem vinda naquele momento; mas, quando se acostumaram com a iluminação, seus olhos abriram, contemplando a paisagem nova.

Era um local úmido, com um cheiro forte de esterco. A limpeza naquele lugar não era praticada há muito tempo. As paredes de pedra refletiam as tochas penduradas. E, no lugar em que Adam jazia, um entulho grande de feno abrigava sujeiras não tão agradáveis. Ao sair daquele meio, o filho de Macária sentiu, pelas suas narinas, que sua calça estava suja de fezes. O aroma era implicante, mas, depois de algum tempo, Kyle se acostumou com o rumor fétido caminhando por seu olfato. Aparentemente não havia ninguém ali além do garoto. Portanto, o semideus caminhou para a única saída encontrada: uma passagem estreita, entre duas tochas acesas.




E, então, corredores. Intermináveis quantidades de corredores, virando à direita, à esquerda, seguindo reto e, até alguns, voltando para o mesmo lugar da partida. Era detestável saber que estava caminhando em círculos; embora Adam estar seguindo o único caminho à sua disposição. Mesmo quando ele pensou em desistir, Kyle continuou, explorando cada canto daquele imenso labirinto. Minutos, horas se passaram. Depois de algum tempo, ele encontrou outra sala, um pouco mais arejada e sem o aroma nauseante de antes. Era um local circular, com muitas saídas. A escolha de Adam poderia ser fatal naquele momento. Portanto, ele decidiu seguir reto, na entrada que jazia à sua frente quando adentrou aquela sala oval. Provavelmente era a passagem mais improvável. Se eu fosse ele, nunca teria escolhido esse caminho. Era muito óbvio. Mas eu, obviamente, não sou o personagem aqui.

Muitos minutos se passaram até o filho de Macária parar para descansar. Seus pensamentos ecoavam nos acontecimentos passados. O dragão gigante, os desafios enfrentados e... seus colegas! Kyle se desesperou ao pensar em Jessamine, Maisie e Catherine. Não esperava conseguir sair dali tão fácil, mas desejava com todo seu ser que seus companheiros estivessem bem. Porém, ao raciocinar tudo isso, a sonolência chegou, sem pedir como nem por quê; e, quando menos esperava, com a cabeça encostada na parede de pedra, o semideus adormeceu. E sonhou.

Adam nunca vira sua mãe com uma aparência tão triste. Mesmo para uma deusa da morte, Macária sempre estava sorridente, simpática e hilária. Gostava da mãe por isso. Sempre que estava para baixo, conversando com ela, o garoto absorvia as energias positivas. Era claro que a deusa não era uma das mais poderosas, mas, talvez por isso, o humor de Macária era acolhedor. Adam agradecia por ter tido pelo menos um pingo dessa descendência. Não se achava engraçado, mas sim, despreocupado.

Enfim, a deusa da morte jazia sentada, abaixo de uma árvore pálida, sem cor. As lágrimas escorridas no rosto branco corava-o em um vermelho ofuscado. Os traços simples eram convergidos nos lábios trêmulos. Macária parecia não ver Adam ali, mas ele podia sentir a tristeza saída das entranhas da morte. E, como um espelho refletido, o garoto chorou. Talvez por simpatia, ou pelo triste fato de ver sua mãe daquele jeito. O semideus queria ajudá-la, abraçá-la, dizer que “tudo estava bem”, mas era impossível acalentar a simples e pura morte. Parecia até ironia.

E, depois de um soluço profundo e choroso, Kyle acordou. As lágrimas escorriam no rosto sujo, que fitava o chão fétido. Se tu, leitor, nunca viu sua progenitora ao menos esbanjar o mínimo sinal de tristeza, não sabes o que nosso protagonista estava passando. Nós, filhos e filhas, quando observamos o lado paterno ou materno chorar, ficamos impotentes; pois, quando essa situação se inverte, a mãe sempre está lá para proferir palavras tranquilizadoras, oferecendo o melhor ombro para secar as lágrimas. Por isso, querido companheiro, não ache ruim quando eu comentar que Adam ficou ali por um bom tempo, matutando a ideia. E muito menos pense que tudo aquilo fora em demasiado. Nem ao menos pense.

Mas, como todo início tem um fim, o filho da deusa da boa morte se levantou e caminhou por horas e horas, parando para descansar vez ou outra. Em certo momento, como em um flash instantâneo, o garoto se viu à frente de uma porta, cuja maçaneta tremeluzia na escuridão. Com a mão tateando o metal gélido, Adam abriu a porta. E, mesmo sendo o mais improvável possível, ele apareceu em um Starbucks.

O cheiro do café era reconfortante. Todas aquelas pessoas bem arrumadas, com notebooks, estudando, trabalhando e conversando, notaram a presença de Adam. Porém, o que todos viam era um garoto moribundo, suado e com a calça suja de fezes. Por instinto, o semideus olhou para trás, observando a porta por onde viera. Em letras verdes, estava escrito: WC. Parecia muito irônico ter saído do banheiro, todo sujo e suado. Mas, para completar a situação, Kyle não se reteve.

— Uma aventura e tanto! Quase morri ali dentro.




Ps.'s:

Itens:


{Rest in peace} / Adagas Gêmeas [Este par de adagas é branco prateado e, considerando cabo e lâmina, possuem no total 30cm cada. Seu gume é liso e o cabo apresenta arabescos e entalhes que mesclam ramos florais e runas. As duas adagas possuem os mesmos poderes e eles sempre são ativados/ consumidos ao mesmo tempo (assim, mesmo que só transforme uma em arma, ao ativar o poder o consumo também vale para a que está em forma de item, ainda que neste caso seja ineficaz). Transformam-se em um par de anéis no nível 20, gravados com as letrs R.I.P. na parte interna.] {Bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Presente de reclamação de Macária]

{Shadow walker}/ Botas [As botas parecem coturnos, negras e com cadarços. Seu uso garante um aumento constante no deslocamento natural de 3m. Adicionalmente, ativando seu efeito o usuário torna-se capaz de se locomover sobre qualquer superfície que forneça um mínimo de apoio (sejam superfícies íngremes ou líquidas, mas não gases ou similares) ainda que permaneça sujeito a condições adversas (caminhar sobre lava danificaria o item, não sendo possível por muito tempo, uma vez que ainda há o contato com a superfície). Cada ativação dura 3 turnos. 3x por missão.] {Couro e borracha} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Presente de reclamação de Macária]

{Embrace} / Manto [Manto leve, de um tecido negro e fluido. Apesar de não fornecer bonificações efetivas na defesa, seu efeito permite ao usuário teleportar-se pelas sombras. A distância permitida por viagem equivale ao nível do semideus x10 em Km (no mínimo 1/ 10 desse valor por viagem). Permite até 3 usos por missão. Há uma chance de falha na localização final caso não se conheça o lugar a ser visitado. Pesquisas, imagens, fotos e similares podem reduzir isso. Não é possível atravessar barreiras mágicas com este poder.] {Tecido} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Presente de reclamação de Macária]


Elixir da vida (titânico)
Poderes:

Passivos:

Nível 1
Perícia com Adagas - Macária representa a boa morte. Por isso, diferente das foices de Tanatos ou das correntes de Melinoe, suas armas são mais sutis - elas provocam dano e ainda podem ser mortais se empunhadas da forma correta por quem possua a habilidade, mas são armas menos chamativas e que oferecem uma morte mais limpa. Seus filhos adquirem uma familiaridade básica com este tipo de lâmina - seu aprendizado é melhor, e sempre serão considerados mais habilidosos se comparados a alguém que não possua isso, mas é algo evolutivo, que depende do nível e esforço do próprio personagem. Afeta também punhais e lâminas curtas que possam ser empunhadas com uma mão.

Empatia - Macária solidarizava-se com as pessoas que ia buscar, sabendo de suas dores e emoções. Seus filhos possuem o mesmo sentido. Assim, a ocultação emocional de um personagem só funcionará caso ele seja de nível maior que o filho de Macária.

Nível 2
Visão no escuro - A escuridão e a noite não são problemas para esses semideuses. Como filha dos deuses do submundo a própria Macária é caracterizada como uma deusa ctônica. seus filhos então se adaptam facilmente a condições precárias de iluminação, mantendo a mesma capacidade visual do que em condições normais.

Nível 4
Aura de Calmaria I - Filhos de Macária convivem com o submundo, mas não possuem a aura de temor e escuridão que normalmente cerca os descendentes de lá. Pelo contrário - Macária era conhecida por sua bondade. Isso faz com que possam se tornar curandeiros normalmente e, além disso, faz com que sejam menos suscetíveis a poderes de medo e intimidação, reduzindo seus efeitos em 10% quando forem alvos de tal coisa.

Nível 8
Recuperação umbral - Como uma deusa ctônica ligada às trevas e ao submundo, seus filhos herdam aspectos relacionados. Assim, a escuridão não é algo que tende a incomodá-los, pelo contrário: quando na escuridão completa (desde que não seja criada por si próprio) eles recuperam 2% da HP e MP por turno enquanto não estiverem em atividades extenuantes (combate e esforço físico prolongado, como corridas e testes de resistência).Sombras e ambientes apenas na penumbra não produzem nenhum efeito. Soma-se a outras condições de recuperação.
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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Bianca H. Somerhalder em Sex 09 Mar 2018, 19:31

ABRAÇO DA MORTE

Não era a primeira vez que a destruição levava a prole da lua para lugares desconhecidos, mas era a primeira em que o destino demorava tanto a chegar. O vento fazia com que os olhos da garota lacrimejassem, e o frio ao redor a obrigava a apertar a jaqueta contra o corpo. Haviam ganhado a batalha, mas não era isso que lhe parecia. Para ela e todos os arautos em Alcatraz, ainda estavam lutando. Dessa vez, entretanto, lutando pelas suas próprias vidas, e não por Éris.

Bianca não sabia qual das duas situações era melhor, mas teve tempo para pensar. Pensou pelo que aparentou ser algumas horas, mas não tinha certeza; se lhe dissessem que tinham sido meses, ela provavelmente acreditaria. De todo modo, pôde de fato chegar a uma conclusão: a deusa do caos abandonara seus aliados ali, partindo para onde sua aparição causaria mais estrago. A circunstância deveria aborrecer Hale, mas não o fez. Nunca precisara da ajuda de ninguém para sobreviver, e não seria diferente com a patrona. “Cada um por si, então”, concluiu.

Mas ainda pensava depois daquilo… Tinha tantas coisas para pensar. Não sabia como levaria a vida a partir da batalha, e estava realmente curiosa para descobrir, mas teria de esperar. Porque, quando voltou o rosto para baixo, a visão perfeita lhe permitiu enxergar algo sólido, que quebraria todos os seus ossos caso não agisse rápido.  “O chão, finalmente!” Ficou desperta de repente, ansiosa para poder fazer algo que não fosse cair, cair, cair e cair. Sendo assim, voou. Ativou seu poder de voo e interrompeu a queda apenas alguns segundos antes de sua morte iminente, que parou de se aproximar. O pouso foi tranquilo e, exatamente por isso, não lhe causara nenhuma sensação de perigo — aquela que tanto amava. Ao contrário  do ambiente ao seu redor.

Estava sozinha, e disso tinha certeza antes mesmo de revirar todo o local com seus olhos. O silêncio era praticamente absoluto, e a escuridão dominava todos os cantos dali. Mesmo que olhasse para cima, do buraco de onde caíra, não conseguia enxergar nenhum resquício da luz solar; era tudo trevas, o que a fazia ficar minimamente confortável. Talvez começasse a se sentir melhor depois do fato anterior, mas a percepção que teve a impediu. Os corredores estavam… Mudando? Porque era o que parecia.

Anteriormente, quando olhara pela primeira vez, vira somente dois, todos para a direita. Porém agora que analisava novamente, existiam três. E depois cinco, quatro, um e três novamente. Era como lá em cima, em Alcatraz, onde a prisão dera um jeito de separá-la de todos os seus aliados com a criação de novas passagens. Mas aquilo era pior, muito pior. Não havia um motivo específico para a mudança, mas Bianca sentia como se tudo estivesse vivo. E não conseguia lembrar de muitas coisas que sequer chegavam perto daquela ali, apenas uma: o Labirinto de Dédalo. Era de conhecimento público para os semideuses que ele havia sido destruído, mas aparentemente estavam errados. Como sempre.

Mesmo que quisesse pensar no que fazer, Somerhalder não era capaz. A constante mudança, acompanhada por feixes de luzes repentinos, faziam com que seus olhos ardessem e sua cabeça girasse, a impedindo de realizar qualquer ação inteligente. Talvez o labirinto fosse realmente perspicaz, porque pareceu perceber a confusão da prole da lua. Com um barulho de desativação, ele de repente parou de transmutar. Acabou parando com dois túneis à esquerda da garota, que agora conseguia manter as pálpebras abertas.

Apesar de estar irritada, também sentia entusiasmo. Era de fato irritante a confusão feita ali embaixo, com nada além de instinto para guiá-la, mas era a segunda vez no mesmo dia — ou na mesma semana? Não sabia quanto tempo tinha durado a queda — que descobria algo presumivelmente morto. Primeiro Hélio, o deus que salvara do esquecimento, e agora um labirinto vivo. Suas veias pulsavam com o perigo que o local provavelmente continha, e seus pés mal conseguiam ficar parados. Com um sorriso doentio no rosto, Bianca substituiu a confusão por agitação.

Analisou os dois corredores, ambos diferentes. O primeiro era composto de inúmeras folhagens, todas verdes e bem cuidadas, sendo que, por toda a parte, borboletas voavam livremente. Por algum motivo, tudo aquilo parecia venenoso para Somerhalder, desprovido de beleza; o segundo, em contraste com o anterior, era de mármore preto, com estalagmites despontando de todas as partes. No piso, corpos estavam espalhados e, apesar de não haver nenhum fedor extravagante, alguns ainda se decompunham. Hale, sem nem precisar pensar muito, se decidiu. Encaminhou-se na direção do segundo, atraída por tantos mortos depositados ali. Tinha uma atração inexplicável pela morte, e talvez o Labirinto soubesse disso.

Seus passos eram firmes e cuidadosos, para que assim não pisasse em nenhuma das pontas que provinham dos arredores. Ao mesmo tempo em que prestava atenção no caminho, tentava enxergar o final do corredor. Mas ele parecia infinitamente distante, porque, como muitas outras vezes em Alcatraz, Bianca não conseguia enxergar nenhuma saída. Andava, andava e andava, apenas para continuar aparentemente no mesmo local. Parecia um loop, algo que nunca acabaria. Já não passara por aquele mesmo cadáver outras vezes? Ou será que estava apenas imaginando? Naquele lugar, Hale tinha certeza de um total de zero coisas.

A dúvida lhe atormentava e fazia com que rangesse os dentes, impaciente com a situação. Mas não tinha muito o que fazer, de todo modo. Não poderia retornar, porque provavelmente nunca voltaria para o local onde caíra, e permanecer parada ali não era uma opção. Então seguiu em frente, atenta a qualquer sinal diferente que pudesse encontrar. Mas às vezes se distraía com o odor da decomposição, que tanto lhe agradava. De todo modo, apaixonada pela morte ou não, não se encontrava preparada para ver um brilho vermelho nos buracos de um crânio, onde normalmente estariam os olhos. Sua boca se escancarou de surpresa e seus músculos se enrijeceram, tensos com o que via. Era burrice se aproximar para conferir, tinha absoluta certeza disso — para variar —, mas não conseguia resistir. Estava como que hipnotizada, dando passos lentos em direção aos ossos.

Esticou o braço esquerdo para tocar o crânio, mas não chegou a fazê-lo; antes que pudesse, o próprio cadáver se mexeu repentinamente, envolvendo suas mãos duras e incrivelmente fortes nos tornozelos da semideusa. Isso a tirou do transe e, apesar de não chegar a machucar, era sufocante. Perdendo o fôlego, Bianca tentou mover-se para se livrar do aperto, mas não conseguia. Pensou em alcançar a espada para atingir o esqueleto, mas seus olhos se encontraram com as orbes avermelhadas e, como mágica, seus movimentos foram paralisados. Ainda tinha vontade de se mexer, mas o corpo não a obedecia.

— Bianca Hale Somerhalder finalmente se juntou a nós… — entoou o cadáver. Sua voz era rouca e, apesar de sua mandíbula se mexer, não parecia que o som vinha dali. Bianca não sabia ao certo o que ele queria dizer, mas não lhe causava uma boa impressão. O máximo que conseguiu fazer para demonstrar o desconforto foi ranger os dentes, infelizmente. — Estávamos esperando a amante da morte há tanto tempo… Sabíamos que viria para tomar nosso lugar.

A hipnose para que Bianca não se movesse se desfez, juntamente com aperto da mão de ossos. Apesar de terem estado ali para impedi-la de se afastar, agora já não precisavam mais fazê-lo. Era óbvio que o esqueleto havia conseguido a atenção da prole da lua, que não iria embora enquanto não descobrisse o significado por trás das palavras proferidas. Com um erguer de sobrancelhas, Hale abaixou-se para que o rosto ficasse na altura do crânio.

— Não sei do que está falando — disse, sendo sincera. Os punhos abriam-se e fechavam-se freneticamente, como tentando impedir a si mesma de explodir. O Labirinto a deixava maluca, e não sabia por quanto mais tempo conseguiria aguentar a tortura da incerteza. — Não vim para tomar o lugar de ninguém. Muito pelo contrário: estou de partida.

Uma risada macabra pôde ser ouvida, fazendo os pêlos de Bianca se arrepiarem. Conhecia a insanidade, o ódio e a neutralidade, mas aquilo era diferente. Era deboche, uma risada de pura superioridade, como se a semideusa de pouco soubesse. Entretanto, Somerhalder não poderia matar o que já estava morto. Sua única alternativa era ouvir a coisa mais interessante que achara naquele corredor.

— Se gosta de se enganar assim… É um direito seu. Mas meu dever é informá-la das circunstâncias, e assim o farei — de repente assumiu um tom de seriedade, deixando de lado a graça que antes achara da situação. Com o que parecia um pigarreio para limpar a garganta, disse: — Seu maior desafio vai ser resistir à tentação de abraçar aquilo que mais ama. Mas aja com cuidado, porque a qualquer erro seu espírito vai ficar preso aqui para sempre. E nós, os mortos, nos reergueremos às suas custas.

E, como repentinamente veio, as luzes dos supostos olhos se apagaram, deixando pairar sobre Bianca a curiosidade e confusão. Odiava se sentir perdida, mas era assim que estava desde que pousara no solo novamente; como se, durante a queda, tivesse perdido toda a sua capacidade de raciocinar decentemente. Ou será que estava fora de forma, depois de meses caindo? Não, provavelmente foram só horas… Nunca descobriria, talvez. A dúvida a atormentaria para sempre, mas a deixaria de lado naquele momento.

Porque outras coisas aconteciam ao seu redor: quando olhou novamente para a frente, já não via mais o infinito corredor, mas sim uma porta. Estava parcialmente aberta, mas em seu interior tudo era escuridão. Sentia a morte lá dentro, mais forte do que em qualquer outro lugar. Diferente de todas as outras vezes, Somerhalder queria se mover. Voluntariamente caminhou até o novo recinto, tendo o cuidado de manter os olhos atentos e empunhar Backstab, a adaga. Não era necessário, entretanto.

Quando de fato pôs os pés para dentro do cômodo, a porta se fechou lentamente e algumas tochas se acenderam, fornecendo uma luminosidade sombria para o local. Este era como uma câmara, em formato de um círculo; no meio, o chão era mais baixo, e na extremidade oposta da de Bianca havia um trono. Nele, estava sentado uma figura. Suas roupas eram pretas e esvoaçantes, como se não envolvessem nenhuma carne ou osso, e o capuz cobria tudo o que poderia vir a ser seu rosto.

Não era a Morte — como Hades ou Tânatos —, mas emanava uma aura como a deles. Somerhalder sentia que aquela era sua verdadeira senhora, e que, sobretudo, deveria servir a ela. Seu coração palpitava forte e sua respiração era desregulada, causando uma confusão em sua cabeça. Nunca sentira nada como aquilo: era como se quisesse matar todos à sua frente, como se quisesse matar a si mesma. Precisava fazer sangrar algo, e era provavelmente a única ali que sangrava. Mas sua mente se revirou de repente… Não seria melhor se entregar à Senhora e deixá-la usufruir de sua vida e juventude? Eram exatos cinco passos para atravessar o salão; exatos cinco passos até a Morte.

Um.

Um sorriso psicótico se abriu no rosto de Somerhalder, que se permitia atender ao seu desejo mais profundo. Ao mexer a perna, perdeu o fôlego e encarou a figura, que a encarava. Estava fazendo o que era certo, sabia disso. Nunca tivera tanta vontade de se juntar à Morte quanto tinha naquele momento. E não costumava se privar do que queria.

Dois.

Suas defesas se abaixavam ainda mais conforme se aproximava, de modo que guardou a adaga na bainha. O sorriso se transformou numa careta, descontente por estar tão longe do que desejava. Cravou as unhas nas palmas das mãos, segurando-se para não correr. Não queria aparentar uma tola, embora provavelmente estivesse sendo. Tentou olhar dentro do capuz, para assim enxergar quem tanto amava, mas viu algo inesperado. Orbes vermelhas: iguais a de algo com o qual ela havia se encontrado. Mas o quê? Não se lembrava direito, parecia tantos meses atrás… Ou tantos anos. Mas a imagem lhe causava desconforto, o que a fazia hesitar.

Três.

Por que a Morte teria olhos vermelhos brilhantes? Jurava já ter visto a mesma coisa anteriormente… Talvez ali mesmo, no Labirinto. Vasculhou a mente, e de repente uma memória lhe veio à tona. O cadáver! Ele havia lhe falado algumas coisas, mas a memória de Somerhalder se encontrava péssima. Não era algo sobre apodrecer por abraçar aquilo que mais amava? Bianca certamente amava a Senhora, mas ela não lhe enganaria assim. Pelo menos, era o que achava. O desconforto subiu pelo seu peito, desconfiada com a situação. Já havia sido enganada tantas outras vezes, por que não mais uma?

Quatro.

O penúltimo passo. Já podia sentir o abraço frio da outra, envolvendo-a com seus braços incertos. A Morte era incerta… Assim como ela. E, sendo assim tão duvidosa, por que acreditaria em sua proteção? O estômago se revirou, enojado com a possibilidade de apodrecer para sempre, enganada por quem amava. Deveria ser fácil de aceitar depois de tanto tempo — quanto, exatamente, ela não sabia — vivendo em meio a cobras, mas era um assunto delicado. Não esperava ser traída assim. E, quando olhava para aquelas orbes vermelhas tão de perto, se lembrava do aperto nos tornozelos, a hipnose sufocante. E sabia que estava sendo uma marionete dentro de um jogo maior.

Deixou que os joelhos batessem no chão com suavidade, impedindo-se de dar o último passo. As lágrimas lhe desciam, embora ela não soubesse exatamente o motivo. Talvez a dor de ser enganada lhe fosse dura, mas talvez sentisse mesmo era a dor de não poder se entregar. Enrijecendo a mandíbula, encarou a Senhora, que agora sabia ser uma farsa.

— Sinto muito não podermos ficar juntas.

E, com isso, pegou novamente Backstab. Mirou a adaga dentro do capuz da outra e, embora a visão estivesse turva pelas lágrimas, a mira ainda era boa demais para errar. Com uma explosão de luz, a figura se desfez diante do olhar da semideusa, juntamente com seu trono. Nenhum barulho ocorreu, mas Bianca preferia que tivesse ocorrido. Daquele jeito, era como se a vista lhe enganasse. Fechou os olhos e respirou profundamente, pensando no que tinha feito. Talvez tivesse sido o correto, mas não era isso que sentia.

Quando abriu novamente as pálpebras, o ambiente já não se encontrava mais na escuridão. No local onde antes havia um trono, agora havia uma passagem. Ela aparentemente dava para um jardim bem cuidado e banhado pela luz da lua, em que árvores podiam ser vistas em toda a extensão. As maçãs, ao invés de cores normais, aparentavam um tom dourado. Não parecia confiável para Hale… Mas o que, ultimamente, lhe parecia confiável? Exatamente, nada.

Sem muitas opções, a arauta de Éris levantou-se do chão e limpou as lágrimas, retomando o orgulho que ainda possuía. Daquela vez, seus passos foram determinados e rápidos, sem lhe permitir ter dúvidas sobre o que estava fazendo.

Não aguentava mais viver na incerteza, portanto não o faria.

pormenores:
1. Os itens a seguir não necessariamente foram utilizados, mas me senti na obrigação de colocar em spoiler todos que levei para o evento, já que o encerramento é contínuo a esse;

2. O local escolhido para a saída de Bianca foi o Jardim das Hespérides, embora eu não pretenda revelar o motivo agora. Era parte da trama dela e, por eu ter recebido a dádiva de poder escolher para onde ir, acabei utilizando isso como um atalho para diys futuras;

3. Ao fazer descontos, favor considerar os poderes passivos de lvl 18 de Selene e 22 de Éris.
arsenal:
{Falling Stars} / Shurikens [Conjunto com 10 shurikens de bronze sagrado, mas que se repõem sempre, funcionando quase como um \"conjunto de shurikens infinitas\". São guardadas em um estojo de couro e veludo. O alcance é limitado à força do semideus, mas não ultrapassa 25m. Podem ser atiradas até 2 por turno, e ambas seriam afetadas pelos poderes.] {Bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene] [preso à cintura, do lado direito]

{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito \"CLUBE DE ASTRONOMIA\".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene] [em forma de botton, preso sob a manga esquerda da jaqueta]

{Backstab} Adaga [Adaga de bronze sagrado. Diferente do comum, a daga possui uma empunhadura com meia guarda, que protege a mão do portador parcialmente, sem contudo interferir em seus movimentos.] [presa à cintura, do lado esquerdo]

{Perfidious} Anel [Anel dourado em forma de garra, se encaixa no dedo indicador do arauto. É afiado, mas seu dano seria semelhante a de uma ponta de flecha se usado em ataque corporal, devido ao tamanho diminuto. Ainda assim, possui a capacidade de inocular veneno ao toque, seja diretamente, seja transmitindo o poder para a arma segurada. O veneno é debilitante, sendo considerado um veneno sobrenatural do nível do personagem, para fins de resistências - mas RM não se aplica - e causa a perda de 5% do HP do alvo por 3 turnos seguidos. 1 vez por missão. Adicionalmente, o anel detecta a presença de venenos em um raio de 5m do semideus, esquentando levemente como sinal, ainda que o semideus deve procurar para achar o local exato da presença da substância - a temperatura do anel indica a proximidade. Ambos os poderes só funcionam se o anel estiver sendo utilizado - apenas carregá-lo não permite nenhuma das duas coisas] [dedo anelar esquerdo]

{Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP] [pescoço]

— {Bravery} / Dog tag [Aparentemente uma placa normal de identificação do exército, com os dados básicos do semideus. Com uma bênção mágica contínua, abençoa seu utilizador com um bônus de 15% em sua força física e providencia uma resistência de igual nível a poderes e auras que envolvam os atributos medo e pânico.] {Prata} (Nível mínimo: 1.) [Recebimento: \"Face Your Fears\", treino trimestral para filhos de Selene e Hipnos. Avaliado por Ayla Lennox e atualizado por ~Lady Íris~.] [pescoço]

♦️ {Seduction} / Colar [Colar de ouro com um pingente em forma de serpente, que possui rubis mágicos encravados nas córneas do réptil. Quando utilizado, bonifica ações e poderes relativos a sedução e charme em 20%.] {Ouro e rubi} (Nível Mínimo: 15) [Recebimento: Missão \"A Boate\", avalida por Hipnos e atualizada por Poseidon] [amarrado no pulso esquerdo]

Braçadeira quitinosa [Braçadeira lisa e cilíndrica, de tons avermelhados. Ao ser ativado, faz com que a pele do semideus tenha suas características alteradas, se enrijecendo, aumentando sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: pele de carangueijo gigante} [Ganho como recompensa pelo evento \"O levante\"] [sob a manga direita da jaqueta]

— {Spikes} / Escudo [Um escudo circular simples de 70cm de diâmetro feito de cobre nas bordas e alumínio no centro. Possui alguns espinhos em várias partes do metal, que servem como instrumento de ataque. Ele se transforma em um bracelete marrom-acinzentado quando não estiver sendo usado. Quando ativado, o usuário pode lançá-lo, tendo uma chance de acerto de 15% a mais do que teria ao usar um arco comum, por exemplo. Assemelha-se a um broquel.] {Alumínio e Cobre} {Não controla elementos} {Nível mínimo: 16} [Vendido por Matias Blake, forjado por Hiccup H. Haddock.] [sob a manga esquerda da jaqueta, acima do botton]

❃{Ilusion} / Anel [Enquanto saia do local em que tinha sido mantida prisioneira, a filha de Selene encontrou um anel no formato de uma caveira negra. Tal item exala uma constante fumaça negra que só poderá ser enxergada por aqueles que tiverem a permissão de seu portador sendo útil para a localização de se portador. De modo que as outras pessoas não enxergam a fumaça, assim a semideusa pode desejar que ninguém veja a fumaça, ou que ao menos uma pessoa a encontre. A desejo do portador e apenas uma vez por missão, a fumaça exalada aumenta deixando uma área de 3x3 completamente no escuro impossibilitando a visão de seu inimigo por três rodadas. Poderes que permitem visão no escuro são afetados em 40%, pois se trata de algo mágico não uma escuridão normal.] {Bronze} (Nível Mínimo: 30) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Missão Save Yourserlves, avaliada por Athena e atualizada por Asclépio] [dedo médio direito]

♦️ {Leviathan} / Pulseira O devorador de homens.\". Uma vez por missão ou evento, ao ser ativado, as letras emitem um brilho bem fraco e as semideusas são induzidas a um estado combativo acima do normal. Isso aumenta em 30% os efeitos e danos causados por ataques corpo-a-corpo. O efeito dura até duas rodadas, mas pode ser interrompido de acordo com o desejo do usuário.] {Ouro, magia} (Nível mínimo: 40) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão - Leviathan. Avaliada por Éris e Atualizada por Asclépio] [pulso direito]

Δ {Stetia} / Espada [Item ganho na entrada de Bianca ao grupo de semideuses, é feito de bronze sagrado e cabo do mesmo material, envolto com couro para melhor manuseio. Possui 110 cm de extensão da ponta da lâmina ao fim do cabo, sendo uma arma um tanto quanto pesada, mas podendo ser empunhada com uma única mão, ainda que requeira um pouco de força; seus atributos, porém, compensam sua dificuldade: a espada, uma vez por ocasião, pode ser envolta com uma energia de fonte desconhecida que dobra o dano causado no oponente, desde que com a lâmina da arma. A espada vem acompanhada de uma bainha de couro simples.] (Nível mínimo: 40) {Bronze sagrado e couro} [Recebimento: por Harmonia na missão \"Attracting\", atualizada por Asclépio.] [atravessada nas costas]

◆ {Luck} / Ficha de Cassino [É uma ficha de cassino comum, aparentemente. Tendo a cor vermelha e os números escritos em branco, só dá para se notar o brasão do cassino pelo toque. Sua habilidade especial é que, uma vez a cada missão e em somente uma rodada, quando ativa enquanto segura pela semideusa, ela permite que a portadora escape de somente um golpe vindo de um oponente ao teleportar-se o mínimo de distância possível para desviar-se do ataque. Caso venha mais de um golpe, o amuleto só pode ser usado em um deles, tendo que defender o outro normalmente, caso o teleporte ainda a deixe na linha de ataque - definido pelo narrador, a ficha só leva para o espaço livre próximo, mas a semideusa não define o local. Caso seja um golpe em área, aplica-se o máximo de cinco metros de raio para teleporte, se o ataque pegar mais do que a área de teleporte, os danos serão calculados normalmente. Para ativá-lo, a usuária precisa ficar rodando a ficha entre os dedos de sua mão.][Material: Plástico.][Nível mínimo: 65][Recebimento: Missão \"Money Lies\", avaliada por Poseidon e atualizada por ~Eos] [bolso esquerdo da jaqueta]

♥️ {Ágape} / Cristal [O pequeno cristal (5cm de altura) é feito de diamante rosa e emite um brilho forte quando ativado seu poder. O item dá ao utilizador a possibilidade de usá-lo para uma das duas finalidades: Pode fazer com que os poderes de manipulação emocional do semideus se potencializem em 25%, porém apenas os que envolvem paixão, sedução, charme e similares; Ou pode fazer com que o meio-sangue adquira 25% resistência aos poderes citados anteriormente. Para filhos de Afrodite o efeito dura três turnos no máximo, e para os demais apenas dois turnos. Pode ser usado uma vez por missão ou evento. O cristal foi presenteado pela própria Afrodite em seu evento no Acampamento Meio-Sangue.] {Diamante Rosa} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Afrodite pela participação no evento Level Up: Valentine\'s. Atualizado por Psiquê] [bolso esquerdo da calça]

— JC / Anel [Anel feito de ouro rosa, com a cor acobreada acentuada pela magia própria do item. Duas vezes por missão, o portador do anel pode usá-lo para provocar uma ilusão num alvo escolhido: o atingido se verá num lugar escuro onde somente ele se sobressai em meio as sombras, com uma coroa de espinhos crescendo em sua cabeça e suas roupas mudando para apenas o necessário para cobrir as partes íntimas. Então, soldados em estilo romano se aproximarão e a pessoa se verá deitada numa cruz de madeira, sendo crucificada a moda da Roma Antiga. A crucificação e a coroa de espinhos causarão dor, mas não há dano real — ou seja, não há desconto de HP e MP. A ilusão dura 2 turnos, e tem efeito atordoador; impedindo que o alvo ataque enquanto ela estiver ativa. O uso de poderes ainda é possível, mas com poucas chances de acerto uma vez que estará preso dentro de uma ilusão.] {Ouro e cobre} (Nível mínimo: 27) {Psiquíco} [Recebimento: missão Her Trust, avaliada e atualizada por Phobos.] [dedo indicador esquerdo]

Elixir da Vida (fraco): Recupera 10HP. [bolso direito da calça]

Elixir da Vida (médio): Recupera 30HP. [bolso direito da calça]

Elixir da Vida (titânico): Recupera 100HP. [bolso direito da calça]

Elixir da Energia (divino): Recupera 200EP. [bolso direito da calça]
poderes:
Nível 2
As you wish - Arautos adquirem uma compreensão melhor das motivações das criaturas - o que procuram, suas paixões, o que os desestabiliza. Esse é um poder passivo, que permite ao semideus saber os anseios dos seus adversários e - consequentemente - qual a melhor forma de tentá-los, desviando-os do seu caminho. No caso, o desejo do personagem - não um desejo sexual, mas suas ambições e motivações mais fortes, sejam materiais ou sentimentais. Não permite a manipulação, apenas o conhecimento, e personagens mental/ sentimentalmente resistentes tem essa visão bloqueada, mas apenas se forem de nível igual ou superior. [passivo de éris]

Nível 4
Gosto pelo perigo - Arautos são rodeados por uma aura que instiga seus alvos. Isso faz com que eles próprios possam se tornar uma tentação em si, como se rodeados por uma aura sobrenatural - não mudará a aparência, mas mesmo que seja feio, o arauto ainda será considerado "instigante", "carismático", "exótico" ou similar - o famoso "ele não é bonito, mas tem um certo "que" que não dá pra explicar". Seus poderes de charme são ampliados em 5% a partir deste nível, aumentando para 10% no nível 14, e mais 5% a cada 10 níveis subsequentes, chegando ao máximo de 25% no nível 44. [passivo de éris]

Nível 7: Passo Etéreo
A prole de Selene consegue se mover em silêncio, como se andasse disfarçadamente. Isso não a impede de ser localizada - ela ainda pode cometer gafes e provocar sons, bem como ser detectada pelo odor ou por possuidores de outros meios, como sentidos aguçados, mas em geral lhe dá oportunidades melhores, caso o filho de Selene esteja sendo cauteloso. {Idealizado por Dominique C. Everyd - Modificado} [passivo de selene]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo] [passivo de selene]

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%. [passivo de éris]

Nível 18: Aura Lunar II
Agora, adicionalmente aos efeitos do nível I, o filho de Selene passa a gastar 10% menos energia ao utilizar seus poderes no período noturno ou escuridão completa. [Novo] [passivo de selene]

Nível 20
Andar silencioso - Os arautos desenvolvem uma propensão para a furtividade, e isso se reflete em sua postura e movimentação. Não quer dizer que não produzam ruído algum, mas que seus passos são mais leves e silenciosos - e, consequentemente, mais difíceis de detectar - do que o de semideuses comuns. [passivo de éris]

Nível 22
Afinidade sombria - Arautos são ligados ao tártaro e às sombras das quais Éris descende. Eles tem um gasto 10% menor de MP (arredondando para cima) quando em ambientes totalmente escuros, seja escuridão mágica ou noturna (desde que sem iluminação artificial ou puar muito claro/ direto - sombras ou penumbra apenas não possuem nenhum efeito. [passivo de éris]

Nível 25: Gravidade pessoal
O filho de Selene consegue controlar a gravidade do próprio corpo. Isso possibilita a ele voar. Nesse nível, alturas de baixas a medianas, com capacidade baixa de manobra - basicamente, pode ir apenas para cima e para os lados, mas não consegue fazer curvas automaticamente, e sua velocidade é baixa - apenas velocidade de caminhada - não podendo aumentá-la nem parar bruscamente. No nível 35, passa a poder fazer curvas, no 45, a velocidade aumentando, mantendo a velocidade máxima normal que o semideus alcançaria em terra e, no nível 50, consegue alcançar grandes alturas, ainda que seja limitado pela pressão corporal. O custo de MP é constante. [Antigo Vôo, Modificado] [ativo de selene, utilizado para conter a queda]

Nível 27
Controle dos Males VII: Ate - A ruína e insensatez. Arautos, apesar disso, desenvolvem uma espécie de bom senso - justamente pela proximidade desse daemon, eles sabem melhor como evitá-la. Quando em uma situação que envolve uma escolha explícita de um curso de ação, eles intuirão o caminho com menos chances de falhas. Não implica agir sobre qualquer golpe - por exemplo se deve acertar o oponente pela esquerda ou direita -  mas apenas quando a escolha é imposta a eles de forma direta a modificar os resultados de algo - tentar acertar o oponente que mantém um refém ou baixar as armas? Para ser interpretado corretamente deve-se conversar com o narrador/ avaliador. Note que apesar de indicar a chance com menos falhas, não anula a possibilidade de erro. [passivo de éris]
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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Anne Elle Kallais em Sab 10 Mar 2018, 10:18



Alcatraz


Deixou-se deitar no chão enquanto delirava.

Não, não é este o início do fim; este é, mais ou menos, o meio da história. Antes disso, houve a queda. E esta era talvez o gatilho de Skeiron.

"Eu subirei acima das mais altas nuvens e estabelecerei o meu trono acima do Trono de Deus e serei semelhante ao Deus altíssimo."
Lúcifer

Pensou em Lúcifer. Em sua queda. Em quantas vezes sua mãe, que havia dado aos quatro ventos – quase que literalmente –, contara aquela história, quando o fanatismo havia consumido seu cérebro dedicado; quando sua fé era a única coisa que a restara. Pensou sobre aqueles versos escritos por alguém chamado Isaias, em que o anjo caído que jurara superar o deus católico foi ao mais profundo abismo que seria possível. E lá fez seu império. Pensou no inferno. E voltou a pensar na queda. Talvez fosse aquela sensação, afinal. A sensação de voar sem asas, de um plano infinito, da ausência de medo que deveria sentir, mas no fim, não o fazia; ao se igualar com a figura angelical, sabia, em uma certeza falsa, em uma convicção incerta, que sobreviveria. Se Lúcifer soubesse, teria se livrado do reino dos céus muito antes.

Lilith era, pelos mitos mais antigos, a primeira mulher de Adão, a enviada de Lúcifer e também, o demônio dos ventos. Era boa e ruim; tinha fases como a lua. Lilith era poderosa, e caiu pelas fraquezas mais mundanas. Mas você, meu anjo, você já é o anjo caído.

O sussurro de sua mãe em seu ouvido a fez abrir os olhos sutilmente; um depois do outro. Via o garoto das flores caindo logo ao seu lado e podia sentir o alívio sutil, ele estaria com ela afinal. Aquilo a fez viajar de novo. Talvez para mais longe do que sua infância.

"Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra."
Apocalipse 12:7-9

Pensava em sua mãe. Nunca parara para pensar nela, mas o fazia naquele agora, uma forma de redenção. Cassidy enlouquecera. Pior que isso, tivera depressão, e nunca, nem mesmo por Lily, melhorou, nem mesmo tentou melhorar. Aos poucos, o fio de sanidade mental que a conectava com o mundo se desgastava, até arrebentar. Quando o fez, as palavras já não faziam sentido. As lágrimas desciam como a chuva em um dia de inverno, sem pressa de cessar. O silêncio ensurdecedor da casa era a companhia mais sensata da filha de Éolo, mesmo que, por vez ou outra, fosse interrompido por algum balbuciar insano.

Era uma noite fria. Depois que sua mãe enlouquecera, os dias e as noites acabaram por se tornar muito, muito mais longos. E a garota, no auge da adolescência, não deixaria aquela estragar sua vida. Dizia a si mesma que era a melhor decisão. Que era uma escolha difícil de fazer, mas todos sabemos – até mesmo você – que não era. Adentrou o recinto, que fedia a urina, vômito e sangue e suspirou. Informou-a que estava no horário das medicações e recebeu um sorriso fraco. Sabia que sua mãe tomaria o frasco inteiro se deixasse, e foi o que fez, ingerindo todo aquele. Sua mãe agradeceu, disse a ela que a amava.

Adeus mamãe.

Não sabia se sua voz estava naquele ou em outro plano. Não fazia diferença, ponderou. Olhou para o lado de novo. Ainda tinha companhia. Queria tocá-lo, mas parecia tão absorto quanto ela estava a... Segundos? Minutos? Horas quem sabe; atrás. E era pra lá que voltaria, pelo menos tinha um passatempo. Assim como Lúcifer.

Pensava na droga. Fazia horas que não colocava nada em seu organismo. Tinha quase certeza que tinha algo dentro da bota, assim que chegasse ao inferno, teria de colocar aquilo pra dentro. Pensava na abstinência. Seis horas. Mais todo o tempo de queda. Pensava nas consequências. Os tremores, o cansaço, a ânsia de vômito constante. A sensação de que estava morrendo em prestação, o nariz sangrando. Pensava no nariz ensanguentado. Podia sentir todos os vasos se rompendo. A dor excruciante, a lágrima escorrendo pelo canto do olho esquerdo; um traço desuniforme e escuro como a noite manchando a pele pálida. Pensava no sangue. Sentia o líquido escarlate escorrer até seus lábios finos, o gosto metálico envolvendo cada milímetro de sua língua, aliviando aquela sensação desconfortável, como se a areia passasse por sua garganta. Tossiu.

Abriu os olhos. Estava perto do chão?
Vácuo. Nem mesmo uma onda sonora.
Silêncio. Estava sozinha?
Solidão. Onde estava seu corpo?
Dormência. Estava morta, afinal?
Queda. Era aquele o inferno?

Tateou o ar. Sentiu-o. Red tinha envolvido a garota em sua forma natural, quase como uma nuvem. Seria o suficiente para que sua queda fosse tranquila. Leve. Não fosse uma queda. Fosse seu pouso. Como o anjo que era. Mesmo que tivessem arrancado suas asas.

"Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. "
João 12:31

Sua mãe costumava falar sobre as asas de Lúcifer. Que eram as mais bonitas do reino dos céus. O que se falava era que Deus havia dado ao arcanjo os próprios pares, uma forma de destacá-lo diante aos outros.

Deixou-se deitar no chão enquanto delirava.

Era um par de asas majestoso. Quando caminhava, as penas mais inferiores tocavam o chão. Eram as penas mais brancas que já se vira; se um humano a encarasse, ficaria cego instantaneamente. Emitiam um brilho prateado, ainda mais reluzente se seu poder estivesse em uso: poderia curar qualquer ferimento. Lilith daria tudo por uma pena daquelas agora. Sentia a dor consumir seu corpo.

Dor. Podia sentir.
Consciência. Não estava morta.
Frio. Não era o inferno.
Inferno. Parecia o inferno.
Passos. Não estava sozinha.
Pânico. Não estava sozinha.

Choque. A alma de Lilith parecia querer abandonar o corpo. Sua mente vagava entre os dois lados, entre desistir ou continuar a lutar. E não achava que fosse uma escolha tão difícil. Mas mesmo que escolhesse a segunda opção, estaria tão perto da morte quanto. Abriu os olhos que não sabia bem quando os fechara. Passos. Red se colocou em frente ao som. Passos. Viu a forma se aproximar. Passos. Era o menino das flores. Passos. Ele poderia ajudar. Farfalhar. Sua visão turvou. Farfalhar. O Venti era, mais uma vez, sua única companhia.

Pensou sobre o menino das flores. Queria que estivesse com ela. Puta egoísmo, eu sei, ele parecia melhor do que ela. Poria-se de pé se fosse possível. Rolou, de modo com que ficasse de bruços contra o chão de concreto. Tossiu. Apoiou as mãos, uma em cada lado do corpo, e sentiu cada músculo que podia sentir tremendo. Deixou a face tocar o chão mais uma vez. A dor lancinante envolvendo seu tronco. Podia se lembrar de quando foi atingida e resmungou algo que eu não ousaria repetir aqui. Apoiou seu corpo na própria lateral esquerda, colocando a mão onde acreditava que podia sentir as costelas partidas. Estava fora do lugar. Suspirou, havia perdido a guerra. A guerra. Levantou-se. Não sabia como tinha o feito, mas o fez. Ficou lá, sentada, absorvendo a dor.

Lembrou-se da droga no sapato. Tirou-os rapidamente, chacoalhando-os até o pequeno plastico transparente cair. Aquela quantidade não seria suficiente nem para um momento feliz. Fez aquilo da maneira menos sadia possível. Depositou o pó embaixo da língua, o gosto ácido se espalhando rapidamente, dissolvendo-se em segundos.

Esqueceu-se dos sapatos. Encarou a parede mudar de forma, acredito até que elogiou a qualidade da cocaína. Invocou uma nuvem, largou os itens sobre ela, pôs-se de pé. Poderia morrer naquele segundo e não faria a mínima diferença. Suspirou. Deu três passos, eu sei porque eu contei.

Um. Doía como se mil facas atravessassem seu corpo.
Dois. Ela não aguentaria tanto tempo.
Três. Equilibrou-se na parede de espelhos.

Vomitou. Por n motivos. Pelo órgão perfurado, pelo medo, pelo cansaço e talvez por culpa da droga também. Encarou o líquido escarlate no chão que agora era de madeira e viu uma lágrima se misturar em meio à poça difundindo-se em meio ao sangue. Encarou seu reflexo. Sua face demonstrava um milhão de sensações estranhas. Seus cabelos loiros agora possuíam manchas vermelhas, a maquiagem criara uma nascente de traços pretos irregulares pela pele pálida, que agora se difundia com a sujeira gerada pelos escombros. Traçou um objetivo, caminharia até o fim do corredor. Pé direito, pé esquerdo... Sua voz era como um mantra, uma ordem silenciosa. Parava vez ou outra para expulsar o sangue que se acumulava, observar os corredores e tomar as decisões.

Pensava sobre o clima. Fazia muitos anos que a temperatura não a incomodava, mas naquele momento sentia os calafrios percorrerem seu corpo, seus músculos de contraindo a cada estalo que o ambiente fazia. As folhas balançavam, a terra molhada contra os pés desnudos a fazia temer o pior. O frio estava apenas em seu psicológico.

A floresta que o labirinto gerara agora uma cópia fiel da floresta amazônica, famosa pela quantidade de animais que habitavam-na. Ouvia o sibilar sutil, podia sentir olhos a encarando. Queria sair dali mas sentiu o bote da cobra contra sua perna, e mesmo quando a matou com um golpe certeiro, sabia: o veneno estava em seu corpo. Correria em suas veias, espalharia-se pelo seu sangue, mataria-a da forma mais lenta e dolorosa possível.

Pensou em Lúcifer. Sua mãe sempre disse que a cobra que desvirtuou Adão e Eva foi enviada pelo Satanás, que não estava contente em sua solidão. Talvez o anjo a quisesse com ela. Seria fiel a ele, com certeza seria. Ela o amava. Ele sempre esteve lá. Mas ela teria de ir atrás dele antes que fosse tarde demais.

Correr. Para lugar nenhum.
Inferno. Precisava chegar.
Frio. Estava longe.
Metal. Deixara a floresta pra trás.
Espelho. Já estivera ali antes.
Sangue. Nunca saira do lugar.

Tateou a perna ferida ainda no chão. Nada. Havia alucinado. Lúcifer não estava com ela, afinal. Colocou-se de quatro no chão, deixando o sangue sair da sua boca. Encarou-se novamente no espelho, a palidez agora se estendia para os lábios, para a cor de sua iris. Precisava sair daquele local. Rastejou, não sabia dizer por quanto tempo, mas o fez. Não contou por quantas vezes se colocou em uma encruzilhada, mas a cada uma delas, ela garantia que ia desistir na próxima. E a hora havia chegado

Seu corpo alcançara o limite. As lágrimas de derrota escorriam condescendentes. Suas costas alcançaram o chão cerâmico em um baque surdo. Em poucos segundos, o sangue expelido não era o suficiente. Tossia incessantemente, engasgando-se com o próprio sangue. Estava morrendo.

Pensou no paraiso. No quanto gostaria de que fosse mentira. Se fosse, encontraria seu noivo, sua mãe e eventualmente poderia pedir desculpa à garota que matou em uma crise de ciúmes boba. Talvez fosse pro paraíso, quer dizer, mesmo o inferno não seria tão ruim. Teria que pagar pra ver.

Concentrava-se nas lágrimas que caiam, quentes, ásperas, culpadas. Se parassem de cair; saberia qual era a cor da cobra que se pendurara no teto. Dava atenção ao silêncio; se não estivesse tossindo tão alto, poderia ouvir ao bater de asas da borboleta azul. Tentava apreciar o cheiro; se não tivesse vomitado tanto, poderia sentir o cheiro das flores. Afagava a terra com o pé; se não tivesse andado descalço e cortado toda a planta, agora poderia sentir a terra fria. Procurava limpar a garganta, já havia se cansado do gosto ferroso.

Não sabia dizer em que momento perdeu a consciência. Mas quando a recobrou, viu-se tão próxima a uma porta quanto gostaria. Estava logo ali, quase ao alcance de seus dedos. As palmas das mãos foram de encontro ao chão agora liso, parecido com mármore. Talvez fosse mármore, não saberia dizer. Sabia que levantar-se exigiria muito de si, portanto, arrastou-se tanto quanto podia em direção à porta, esticando-se para alcançar a maçaneta. Puxou-a para baixo, e viu a luz branca irradiar contra seus olhos azuis.

Me tire daqui, Red.

Pensou em casa. O conforto que o chão de tacos lhe trazia. O tapete manchado de tinta azul logo na entrada. O machado na madeira do corrimão, Lilith nunca o tirara de lá. Assim que voltasse, iria consertar as janelas. E a porta. E as cortinas. Ia limpar o quarto de sua mãe, tinha que tirar o corpo de lá. Contrataria um jardineiro. Talvez mandasse reformar a cozinha, mas não os banheiros.

Fez-se um mundo de promessas que jamais cumpriria, numa forma de se manter lúcida. Olhou para baixo e pôde ver sua cafeteria favorita. Queria um café. Talvez depois. Testaria um novo café da próxima vez. Precisava dormir. Pensou em Lúcifer.

"Como você caiu dos céus,
ó estrela da manhã, filho da alvorada!
Como foi atirado à terra,
você, que derrubava as nações! Você, que dizia no seu coração:
"Subirei aos céus;
erguerei o meu trono
acima das estrelas de Deus;
eu me assentarei no monte da assembleia,
no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto
que as mais altas nuvens;
serei como o Altíssimo". Mas às profundezas do Sheol
você será levado,
irá ao fundo do abismo!
"

Isaías 14:12-15

Armas, Poderes, Mascote e Considerações Finais:
Armas:

{Poison} / Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]
Poderes:
Poderes Passivos:

Fôlego Ampliado [Nível 3]: Devido a capacidade respiratória conferidas aos filhos de Eólo, estes conseguem captar uma maior quantidade de oxigênio no organismo e controlar sua absorção/perda em pequenos níveis, ampliando assim suas capacidade de ficar sem respirar debaixo d'água ou em ar rarefeito, conseguindo aguentar o dobro de uma pessoa mediana (cerca de 3min). [Antigo Fôlego]

Cansaço reduzido [Nível 4]: O filho de Eólo consegue captar mais oxigênio fazendo com que o coração e os outros órgãos trabalhem por mais tempo antes da fadiga, graças a oxigenação mais elevada da que de humanos e semideuses comuns, todavia, este poder não afeta a fadiga muscular, esta que cansa os músculos do corpo. Ainda assim, lhes proporciona certos benefícios, fazendo com que gastem cerca de 25% menos MP em atividades aeróbicas (mas não afeta gastos de MP por uso de poderes). [Antigo Cansaço Nulo]

Resistência Climática [Nível 10]: Devido à relação de Éolo com os ventos seus filhos tem certa resistência a alterações climáticas provocadas por eles (deverá ser respeitada a coerência com a descrição do efeito do vento no ambiente, e lembrar que se aplica mais a efeitos secundários, como temperatura, mas que outros efeitos ainda podem abalá-lo - uma tempestade de areia, por mais que seja movida pelo vento, ainda o afetaria pela questão das partículas carregadas no ar, e não pelo vento em si, mas um clima onde o vento frio esteja afetando as pessoas já se aplica a essas condições normalmente). O narrador dará o veredito sobre o efeito final. [Antigo Resistência Climática]

Visibilidade Aérea [Nível 20]: fenômenos aéreos ou dispersos pelo ar, como nuvens, granizo e similares que normalmente prejudicam a visibilidade fazem efeito reduzido nos filhos de Éolo, que conseguem manter sua acuidade visual. Mesmo provenientes de poderes de outros semideuses, gases e névoa terão efeito reduzido em 25% ou 1 turno, para poderes de uso contínuo, mas apenas na questão visual. [Novo]

Camuflagem aérea [Nível 23]: O filho de Éolo sabe instintivamente como se camuflar durante o voo, usando as nuvens e a variação de altitude para tal. Não o torna invisível, e outros fatores podem interferir - como a cor da roupa do semideus, por exemplo - mas nas condições adequadas, torna-se difícil percebê-los em vôo, caso eles se preocupem com isso. A interpretação e coerências são essenciais no sucesso desse tipo de tática, e a última palavra é do narrador. [Antigo ativo "Camuflagem em nuvens"]
Poderes Ativos:
Nuvem Particular [Nível 1]: O semideus consegue manipular uma pequena quantidade de ar, condensando-o na forma de uma nuvem com esforço, e usando sua filiação divina consegue fazer com que ela flutue e voe. É frágil nesse nível podendo carregar itens extras com custo de MP para mantê-la ativada, caso seja cancelada a mesma irá se desfazer e o item, cairá. Não suporta mais do que 5kg. Além disso, a nuvem não é sólida: uma pessoa não poderia se apoiar nela, por exemplo, mas também não modifica o peso dos itens, que mantém a forma e as características. [Modificado, estabelecido parâmetros para limitar e evitar grandes incoerências como carregar item pesados demais].
Mascote:
Venti {Nome: Red}(Tem leve poder sobre os ventos.)[200/200]
Considerações Finais:
Era pra ser uma DIY, mas eu não terminei.
Eu sei todos os sinônimos do verbo pensar, mas era pra ficar redundante mesmo.
A dificuldade enfrentada é, apenas e unicamente, sua própria mente. Desde as ilusões até o texto meio desconexo, é proposital
Anne Elle Kallais
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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Catherine Burkhardt em Sab 10 Mar 2018, 21:29


survive
breath, get up and fight back


I.
Catherine caía. Sua cabeça latejava e o sangue que escorrera do ferimento causado pelos escombros tingia sua visão de vermelho. Ela caía, ela falhara, mas ela não morreria assim. Girando o corpo no ar, ela virou-se para o fundo do buraco – escuro, sombrio e assustador, com promessas de perigo e possível morte esperando em seu inalcançável fundo – e, esticando os braços, concentrou sua telecinese ao redor de seu corpo. O efeito não foi imediato, o esforço fez sua mente gritar em protesto, porém, gradualmente, sua velocidade foi diminuindo e o chão foi se aproximando até que, com um baque surdo e, graças à Psiquê, indolor, a inglesa pousou no chão, jogada de bruços contra o piso frio de pedras abaixo.

Enquanto recuperava sua respiração, a filha de Afrodite permaneceu no chão, tirando aquele momento de isolamento e de silêncio para se recompor. Seu grupo havia perdido. Éris ganhara. Ela falhara no que, muito possivelmente, fora a missão mais importante de sua vida. Catherine sentia seus olhos arderem, não só pelos fortes ventos que açoitavam seu rosto durante a queda, mas pelas lágrimas que ameaçavam cair. Lágrimas de frustração, de revolta, de ódio. Ódio contra Éris, mas, principalmente, ódio contra si mesma. A semideusa não achou que seria capaz de se odiar mais do que tinha feito após a morte de seu pai – cuja culpa ela colocara sobre seus ombros. Pois nessa ocasião, ela perdera a pessoa que mais amava, que lhe criara, lhe educara e lhe amara acima de tudo e seu coração fora despedaçado. Agora, as chances de que suas ações – ou inações, ela não sabia dizer – pudessem ter com consequência um genocídio de semideuses e mortais ao redor do mundo inteiro. A culpa e o arrependimento que sentia eram tão fortes que uma pequena parte de sua mente simpatizava com Atlas por ter que viver com sua punição. Em meio a sua miséria, ela achou ter visto Katherine, ter realizado uma conversa às pressas com ela, antes que a filha de Phobos partisse outra vez, mas não sabia dizer se a presença da outra semideusa fora real ou apenas um fruto de sua imaginação.

Mas essa não era a hora nem o lugar certo para desmoronar. "Não", pensou a semideusa, colocando as palmas abertas contra o chão e empurrando seu corpo para cima até estar ajoelhada e, finalmente, poder olhar ao redor. "É hora de sobreviver para que eu possa revidar".

A negra estava em um longo e ainda mais velho corredor. Ali, o cheiro de mofo e de abandono era ainda pior. Teias de aranha cobriam a maior parte das superfícies e alguns metros acima placas e estruturas metálicas pareciam segurar o teto, exceto pelo largo buraco por onde entrada, causado pelos escombros e pedregulhos que caíram junto com a semideusa. Depois de cair por tanto tempo, a inglesa supôs que acabaria no Mundo Inferior – morta ou fisicamente no local – mas ela estava errada. Onde estava, no entanto, ainda era um mistério.

Levantando-se, Catherine fez um careta ao sentir o inchaço no topo de sua cabeça, sentindo o sangue quente que fluía lentamente. Envolvendo sua bandana ao redor de sua cabeça com firmeza, a mentalista estancou o ferimento e embora tentada a limpar-se naquele lago, ela optou por manter a distância. Sua cabeça ainda doía bastante, o que lhe fez repensar seu primeiro e imediato plano de se teletransportar para longe dali. Com relutância, decidiu investigar o local e quando se sentisse preparada, seguiria com a ideia.

O único caminho disponível era em frente, pois o lado de trás do corredor havia sido completamente bloqueado pelos escombros. A semideusa iniciou a caminhada, atenta e cautelosa aos seus arredores. Enfiando a mão no bolso distraidamente, ela sentiu um pequeno objeto redondo. Franzindo a testa, ela o retirou do bolso e viu um botton com a imagem de uma explosão. Ela lembrou-se o que aquilo era, um comunicador direto com Quíron, algo pouco utilizado por Burkhardt, mas que agora se mostraria útil. Ela concentrou seus poderes de ciberpatia para que uma mensagem fosse digitada e enviada enquanto ela caminhava: “Alcatraz está em ruínas. Não tenho certeza de onde estou ou se os outros sobreviveram. Nós falhamos.” Então, Catherine guardou o objeto em seu bolso, esperando que sua mensagem fosse recebida e respondida o mais rápido possível.

A negra havia caminhado por cerca de 15 minutos – ou talvez tenha sido mais tempo, ela não tinha certeza – quando um ruído, seguido pelo som de engrenagens, rompeu o silêncio do corredor no instante que dera um passo a frente. Ativara uma armadilha.

No segundo que o piso sob seus pés se abriu, a filha de Afrodite ativou seu Anima Bracelet e comandou sua corrente em direção ao teto, seu corpo novamente caindo. Mas dessa vez, o fundo do longo buraco era visível e enormes espinhos de metal aguardavam ansiosamente para empalá-la. A corrente enrolou-se em uma das barras metálicas e ela agarrou-se a ponta em suas mãos com força, com apenas 30 centímetros entre seus pés e a ponta afiada da estaca. Exalando profundamente, Catherine analisou sua situação.

O buraco não havia se alargado apenas para as laterais, ele se esticara até que quase 3 metros a separasse de chão firme e seguro. Ela teria que saltar. A mentalista fez sua corrente a puxar para cima, afastando-a mais 30 cm dos espinhos, mas ela estimou que entre sua posição atual e o teto havia um pouco menos do que 2 metros. Aquilo devia ser o suficiente.

A negra começou a se balançar, como se estivesse em um cipó, para frente e para trás e logo começou a ganhar velocidade e altura. Não era o bastante para alcançar o outro lado, mas era perto o bastante para que ela saltasse e torcesse para chegar ao outro lado inteira. E foi isso que ela fez. Quando se balançou para frente, depois de chegar na altura que achou adequada, a semideusa usou o impulso para liberar a ponta de sua corrente e girar no ar, como uma trapezista, até que seu corpo tocou o piso e, com um rolamento ela estava de joelhos, ofegante, mas a salvo.

Sua escolha de continuar o percurso não era a mais inteligente, porém ela não via outra opção. Afinal, não era como se Catherine pudesse retornar pelo local que entrara ali. No entanto, a partir daquele momento, ela prosseguiu com mais cuidado, observando as pedras da parede e piso com muito mais avinco.

E, quando avistou uma pequena marca avermelhada no que seria outra armadilha, alguns minutos depois, e a reconheceu como um delta grego, ela sentiu seu estômago revirar. Ela lembrava-se das histórias que lera sobre Dédalo e seu gigante, horripilante e magnífico labirinto, e nenhuma delas lhe causou desejo algum de visitar o local. Dessa vez quando reiniciou sua caminhada, Yin Yang estava desembainhada.

Outros 15 minutos se passaram e a semideusa se viu parada diante de uma pilha de escombros idêntica a que deixara para trás, com um buraco exatamente do mesmo tamanho do que aquele que a destruição de Alcatraz causara no teto. Trincando os dentes, ela se perguntou se havia passado por alguma outra armadilha que passara despercebida ou se os corredores simplesmente decidiram levá-la de volta ao seu ponto inicial.

Com um longo suspiro e um revirar de olhos, a semideusa devolveu a espada a sua bainha e começou um trabalho manual de remover as pedras no topo da pilha, para que pudesse passar para o outro lado. Se o caminho anterior havia se mostrado uma grande pegadinha, ela esperava que o que a aguardasse do outro lado fosse mais agradável.

A negra não saberia dizer com certeza quando tempo levou até que uma abertura larga o suficiente para permitir a passagem de seu corpo fosse formada, mas agora ela estava ainda mais suja, um tanto cansada e preocupada pela ausência de resposta do centauro. As imagens de tragédia que seu cérebro conjurara causaram arrepios na mentalista e ela escolheu afastar tais pensamentos de sua mente. Sobreviver àquele pesadelo era sua prioridade no momento. O sangue havia parado por completo de escorrer um tempo atrás e embora ainda pulsasse dolorosamente, Catherine notou que o machucado exercia menos poder sobre sua concentração. Ela supôs que seu corpo estava se acostumando ao ferimento.

Deslizando pela abertura – e adicionando uma camada extra de pó a imundice de suas roupas – a filha de Afrodite não se surpreendeu em estar de cara com um corredor praticamente igual ao anterior. Mas a porta branca que a esperava alguns metros a frente trouxe esperanças para seu coração. Avançando cuidadosamente, a inglesa alcançou a maçaneta sem que nada surgisse da escuridão para atacá-la, então, com a katana em mãos outra vez, ela a girou e cruzou a porta.

O lugar que estava era um tanto inesperado. Era como se tivesse entrado em um grande jardim mantido dentro de uma redoma. Uma grama esverdeada estava sob seus pés, flores e plantas silvestres estavam por toda parte e um pequeno lago se encontrava na extrema esquerda. Tudo era perfeitamente harmonioso e sereno – e nenhuma dessas coisas serviu para tranquilizar a negra.

Com desconfiança, ela começou a mover-se pelo local, lentamente, com Yin Yang pronta a frente de seu corpo. Num primeiro olhar, nada parecia estar fora do normal. Mas antes que ela pudesse realmente investigar o local, ela sentiu seu bolso esquentar e imediatamente soube que era a resposta de Quíron. Apressadamente, ela puxou o objeto e leu a mensagem, seu coração praticamente parando a cada linha: “Éris atacou o acampamento. Nós perdemos e a Discórdia deixou nossa casa em ruínas. Fugimos para o Clube da Luta. Dezenas de semideuses morreram. Sua ajuda se faz necessária, Catherine.” Eles haviam perdido em todas as frontes. Éris havia triunfado. A mentalista não conseguiu evitar o pensamento de se sua derrota influenciara de alguma forma a tomada do acampamento.

Mas a semideusa foi impedida de afundar-se em seus pensamentos sombrios, pois, quando se virou, uma sombra avançava em sua direção, rápida e grande, e o tempo que Catherine levou para notar sua presença permitiu que o monstro chegasse muito, muito perto.

A aranha guinchou e saltou na direção dela. A filha de Afrodite encontrou um dos seus vários olhos e, instintivamente, usou seus poderes de paralisia. O pesado corpo da aranha caiu sobre o seu, com Yin Yang sendo posta entre as duas. Quase que por acaso, a espada deslizou dentro de uma brecha do exoesqueleto do monstro e o sangue pegajoso e esverdeado derramou-se sobre a semideusa. A aranha estava morta e Catherine, enquanto jogava o corpo do monstro para o lado, resmungou sobre seu peso.

Com um pulo, a negra se ergueu, ativando Anima Bracelet ao mesmo tempo em que deixava Yin Yang à frente de seu corpo. Dessa vez, ela olhou ao redor mais devagar e atenciosamente, à procura de outros inimigos. Se havia uma criatura daquelas ali, nada impediria que ela tivesse companhia.

Ela quase não notou a maneira que a paisagem pareceu se mexer à sua esquerda, mas por já ter olhado naquela direção antes, ela foi capaz de notar a diferença. Um jato de alguma coisa branca voou diretamente para seu corpo enquanto que a segunda aranha saiu de sua camuflagem. Catherine saltou para o lado, girando no ar com uma mão no chão para suporte e, ao pousar no chão, de costas para o lago, Catherine assistiu a criatura avançar.

A adrenalina que a luta lhe trouxera clareara sua mente, sobrepondo a dor e tudo o que pensava naquele instante era que ela tinha que voltar. Tinha que sair dali e tinha que achar seus meios-irmãos, tinha que achar Jeff, tinha que se certificar que eles estavam bem. Com um amplo movimento de seu ombro, a filha de Afrodite lançou sua corrente contra a aranha no segundo que esta pulou para atacá-la, comandando-a a se enroscar ao redor do pescoço do monstro. Utilizando a velocidade da criatura a seu favor, Burkhardt jogou-se no chão, usando toda sua força e o peso de seu corpo para arremessar a criatura para longe, de forma que ela passasse por cima dela e seguisse até o lago.

O som de algo pesado caindo na água foi o aviso que seu plano dera certo. Sem esperar pelo retorno do monstro ou algum outro colega delas aparecerem, Catherine chamou de volta sua corrente, recolheu seu botton e agarrou o cabo de sua katana. “Psiquê, ajude-me em minha viagem. Leve-me para perto dos meus. Ajude-me a protegê-los,” pediu a mentalista à sua patrona e em meio a uma fumaça azulada, a negra teletransportou-se para New York e de lá, ela faria seu caminho para o Clube da Luta.

Extras:
Esclarecimentos:
Os monstros enfrentados são Aranhas Camaleões.

A linha sobre um encontro com a Katherine Villeneuve foi colocada como um gancho para o post de encerramento dela, que deverá ser abordado mais profundamente na missão da Katherine e está presente em minha missão pela coerência on-game do diálogo.

Quando eu perguntei, alguns ADMs confirmaram que o uso do teletransporte era permitido. Como justificativa da razão de Catherine simplesmente não tê-lo usado logo de cara usei o ferimento na cabeça sofrido no último turno do evento para a personagem estar cautelosa em usar poderes avançados de sua patrona até sentir-se mais desperta/confiante de que daria certo.

Tomei a liberdade de acrescentar um item a minha lista de equipamentos carregados para o evento, pois o item tornaria a descoberta de que os campistas fugiram para o Clube da Luta aceitável. Espero que isso não cause problemas. É isto.
Equipamentos:
♦️ {Arche de l\'Amour} / Arco longo [De cores dourada e prata, este arco de bronze sagrado possui um desenho elegante e chamativo, mas não vulgar. Para todos os efeitos, age como um arco longo comum. No nível 20 transforma-se em um anel que faz par com Enchantè.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1 ) [Destreza/ Ataque/ Poder de precisão][Recebimento: Presente de Reclamação de Afrodite] ~anelar esquerdo~

♦️ {Enchantè} / Aljava de Flechas Infinitas [As flechas reluzem claramente, dado o acabamento mais elegante se comparado à armas de outra origem. Porém, são apenas flechas de bronze sagrado. O compartimento é feito de couro, decorado com filigramas metálicas. No nível 20 transforma-se em um anel que faz par com o Arche de l\'Amour.] {Couro e bronze sagrado; Madeira de freixo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Afrodite] ~indicador esquerdo~

♦️ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal \"bênção\", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como \"audição perfeita\"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, \"Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta\". Jan/2015.] ~na cabeça~

♦️ Colar de ent [Colar feito de couro entrelaçado com um pingente de madeira com o formato retorcido de uma árvore. Ao ser ativado duas vezes por missão, o item emite uma nuvem de esporos em um raio de 2m ao redor do usuário. Os esporos não fazem mal ao semideus, mas qualquer outra criatura que na área será acometida por uma coceira lancinante, que forçará o alvo a reduzir seus movimentos em 50% durante três rodadas. Como se não bastasse, os esporos também envenenam, fazendo o indivíduo perder 10 HP por turno durante o mesmo período. Para fins de resistência, os poderes desse item equivalem ao nível 50. (Nível mínimo: 50) {Material: couro e madeira} [Ganho como recompensa pelo evento \"O levante\"] ~pescoço~

♦️ Braçadeira de madeira [Bracelete de madeira rústica e irregular. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: madeira} [Ganho como recompensa pelo evento \"O levante\"] ~antebraço direito~

♦️ {Skull} / Pingente [Pequeno pingente metálico no formato de uma mini caveira que pode ser facilmente preso a um colar ou pulseira. Uma vez por missão, envolve o usuário por uma aura azul que afasta os oponentes vindos do submundo - desde que estes sejam, no mínimo, 7 níveis mais fracos. Caso estes sejam do mesmo nível, apenas faz com que hesitem no ataque; sendo estes mais forte, apenas reduz em 20% o dano proveniente de ataques diretos. Seu efeito dura 3 rodadas.] {Metal} (Nível mínimo: 40) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão - Skelleton Boy | Avaliada por Éris e atualizada por Asclépio] ~preso ao Colar de ent~

Anima Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista] ~antebraço esquerdo~

Yin Yang. [Uma espada de punho prateado e com um desenho bem talhado de uma borboleta em azul. Sua lâmina é de uma beleza diferenciada, pela divisão do cume central, metade dela possui um material negro e a outra metade é feito de prata sagrada. Seu corte é duplo e sua ponta afinada, uma espada bastante resistente. Ela possui uma habilidade de ativar um segundo modo em que a espada original se divide em duas, uma de lâmina totalmente preta e outra de prata sagrada. Nesse segundo formato a sua resistência diminui um pouco, porém seu corte fica extremo, podendo cortar metais pesados e causar efeitos sobre armas sagradas. Essa espada vem em uma bainha preta com entalhes azuis em borboletas, ela se adapta ao corpo do mentalista podendo ser usada do modo que este desejar carregar a espada.] [Materiais: Prata Sagrada e Material Negro] (Nível Mínimo: 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: Presente por ser mentalista] ~bainha nas costas, em mãos no momento~

{Jamie's Head} / Amuleto [Um colar de aço com um pingente de gelo em formato de caveira. O pingente é encantado, não derretendo nem no calor mais profundo. Ao utilizá-lo, o semideus deverá pisar sobre o pingente, destruindo o item. Até três inimigos num raio de cinco metros serão congelados, durante três turnos. O encanto não afetará outros semideuses, apenas mortais e criaturas próximas, até 10 níveis acima de Catherine. Atacar, ferir ou enfeitiçar os oponentes paralisados remove os efeitos da magia de gelo. O item é um agradecimento de Psiquê pela ajuda prestada ao mundo humano.] [Aço e Gelo] {Elemento: Gelo} {Nível Mínimo: 40}[Recebimento: Missão Cops!, idealizada por Katherine J. Villeneuve e atualizada por Éris.] ~amarrado no pulso direito~

Cota de malha [Feita de anéis de aço dispostos em uma base de couro que minimiza o atrito com a pele, mais pesada que a armadura de couro, mas ainda não exige tanto esforço para o uso. Mais eficaz, porém interfere um pouco na movimentação, reduzindo-a em apenas 5%, sendo mais ruidosa. Ainda assim, oferece boa proteção contra os diversos tipos de ataque. Não acompanha manoplas ou elmo, e seu comprimento é até os joelhos, sem mangas.][Aço][Sem elemento][Nível mínimo: 3, exceto para semideuses de Athena, Ares, Hefesto, Héracles e Centauros]

-- 2x Elixir da Energia (titânico): Recupera 100 EP.

♦️ {Alert!}/ Botton eletrônico [Este item na verdade é um comunicador, na forma de um botton com imagens de uma explosão e a frase \"Fire in the hole!\". Dado aos integrantes dos grupos que auxiliaram nos eventos, uma vez que, caso algo se repita, eles devem poder avisar rapidamente o Acampamento ou mesmo pedir auxílio aos colegas recém conhecidos. Cada botton liga apenas as pessoas de um grupo entre si e entre o Acampamento, na forma de Quíron. O item pode ser modificado futuramente, mas não para retirar ou inserir outras pessoas, exceto por eventos de trama global que possam influenciar - nesse caso, cada portador receberá modificações específicas, de acordo com suas ações e a avaliação da staff, nem para transmitir quaisquer tipos de poderes: é um comunicador, apenas. Este item não pode ser vendido ou doado. Uma vez por ocasião para cada pessoa ligada, ele pode enviar uma mensagem distinta, de até 150 palavras, apertando-se o botton. A pessoa recebe a mensagem desde que não esteja em locais mágicos ou dimensões diferentes (Olimpo, Tártaro e afins), mas não é obrigada a responder. Em caso de OP, Quíron pode auxiliar com informações se contactado. Em missões conjuntas com as pessoas ao qual está ligado, o uso do botton é livre entre as mesmas, desde que em um raio de 100m. É um item eletrônico e transmite apenas as vozes, audíveis normalmente para as pessoas próximas. Pessoas ligadas de acordo com seus grupos, não permitindo contato com as de outro grupo. Grupo 1: William Veroz, Leonard Woodcliff, Elijah B. Montgomery; Grupo 2: Meredith H. Wermöhlen, Kyle Loran, Emma Mills, Logan H. Smitters, Matias Blake, Laura Martins; Grupo 3: Mark Anthony Blackthorn, Justin Law, Hiccup H. Haddock, Oliver H. Greyback, Heron Montecchio; Grupo 4: Dorian Lefevrè, Raviel Vega, Kissa Donnely, John Harvellen, Harleen F. Quinzel][Eletrônico: alumínio, ferro e chips][Não controla  nenhum elemento][Nível mínimo: 1][Recebimento: Evento Burn, baby, burn! - Jan. 2014. Atualizado por ~Eos]


Poderes:
Passivos:
Afrodite  
Beleza Estonteante (Nível 1)
Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fossem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo. Não é nenhum efeito hipnótico, contudo - apenas estético.

Habilidade com Chicotes e Correntes (Nível 1)
É com esse tipo de arma que você se identifica perfeitamente e o tipo de arma com o qual se destaca. Tais armas parecem ser uma extensão de seu corpo, você consegue realizar movimentos incomuns e precisos, aprendendo a manusear esse tipo de arma facilmente. Não quer dizer que nunca erre, mas que seus movimentos são melhores com esse tipo de arma. É algo que evoluiu com o semideus.

Eterna Boa Forma (Nível 2) [Modificado, unido com bons reflexos]
A boa forma que você possui agora não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. É algo leve, contudo, e outros fatores podem interferir. Em combates, você transfere sua graça aos seus movimentos, o que faz com que seja capaz de se esquivar com mais facilidade, com movimentos belos e fluidos. Na prática, chances de esquiva aumentadas em 25% contra golpes normais.

Delicadeza (Nível 6)
Assim como pombos ou cisnes, seus passos são suaves e delicados, dificilmente sendo percebidos pelo inimigo em uma aproximação sutil. Note que sentidos aguçados ainda podem captar sua presença, assim como uma aproximação descuidada podem lhe denunciar. O silêncio não é completo.

Autocontrole (Nível 9)
Suas emoções não podem lhe atrapalhar em momento algum em uma batalha ou momento importante. Você não viverá a mercê delas, você saberá controla-las facilmente podendo manter o foco em uma batalha sem ser influenciado por nenhum sentimento, a menos que seja mais forte que você. Poderes que afetem emoções como charme, medo, fúria e etc terão efeito reduzido, não fazendo efeito se proveniente de inimigos de menor poder. Se forem de nível igual a até 5 níveis acima, 50% de resistência, e de 6 a 10 níveis, 25%. Acima disso, os poderes o afetam normalmente.

Super-Elasticidade (Nível 10)
Uma habilidade ainda relacionada à eterna boa forma dos filhos de Afrodite, que agora relaciona a incrível habilidade em realizar movimentos que exigem muita elasticidade corporal sua e uma excelente condição física. Você seria como um contorcionista, mas note que limites humanos ainda devem ser considerados.

Perfeccionismo I (Nível 13) [Modificado]
Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, durante o combate. Qualquer arma que privilegia a graça, e não a força - em geral, armas de uma mão - serão mais fáceis de manusear, como se você tivesse a habilidade/ perícia para tal. Será apenas o conhecimento inicial, como se fosse nível 1, mas auxilia bastante.

Inteligência (Nível 16) [Modificado]
Você conseguiu chegar a um nível mais alto, provando que você domina estratégias de lutas e batalhas. Isso mostra que filhos de Afrodite não tem somente superficialidade. Assim você consegue rapidamente observar o inimigo, sabendo os seus pontos fracos e pontos fortes, você pode estudá-lo brevemente e saber como atacar. Isso é válido apenas para fraquezas visíveis, como técnica de luta e brechas na armadura, mas não fraquezas emotivas ou sobrenaturais. É um olhar mais aguçado, mas ainda é natural. Assim, toda vez que atacar suas chances de acerto serão maiores nesse caso.

Perfeccionismo II (Nível 23)
Sendo extremamente perfeccionista, você nota detalhes que ninguém nota. Isso pode ser útil em batalha, notando mais facilmente erros nos movimentos do adversário, conseguindo contra-atacar com maior facilidade.

Salto felino (Nível 28) [NOVO - idealizado por Sadie Bronwen]
Filhos de Afrodite parecem como gatos: belos e lânguidos, e isso reflete na sua postura corporal e ações. Seus saltos são quase tão aprimorados quanto os dos filhos de Hermes, mas com uma diferença: eles sempre caem na posição desejada quando em condições normais. Em jogo: dano de queda reduzido em 50% para alturas equivalentes ao nível do personagem.

Linguagem corporal (Nível 50) [NOVO - idealizado por Sadie Bronwen]
A sedução é um jogo que envolve muitos fatores, dentre eles a capacidade de emitir sinais, e reconhecer aqueles enviados pelo alvo para ver se estão em sintonia. Por isso, a capacidade dos filhos de Afrodite é aprimorada nessa área. Eles reconhecem sinais da linguagem corporal, podendo analisar melhor aqueles ao seu redor. Não é uma premonição e não é certo, mas auxilia - sinais de que a pessoa está descontente, está nervosa, está mentindo ou interessada em algo, etc. O corpo fala, e o filho de Afrodite é capaz de ouvir.

Psiquê
◉ Nível 2. Memória fotográfica: Tudo o que você ver ou ler ficará gravado em sua memória por anos, serve tanto para imagens para textos.

◉ Nível 4. Resistência Mental: Sua mente é resistente a manipulações ou invasões. Isso não se aplica a outro mentalista, porém se o inimigo for mais fraco encontrará muita dificuldade, assim como o que for mais forte terá de se concentrar mais para conseguir o efeito mental sobre um mentalista.

◉ Nível 14. Ciberpatia: A capacidade de interceptar, gerar mensagens e eletrônicos, digitais e transmissões de rádio

◉ Nível 15. Memória Muscular: Ao observar um movimento de alguém, você o aprende e consegue reproduzi-lo com perfeição. Apenas movimentos corporais.

◉ Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos.

◉ Nível 30. Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém.
Ativos:
Afrodite  
Olhar Fatal (Nível 5)
Seus olhos são fascinantes, e se o seu inimigo encará-los diretamente, ficará perdidamente encantado com seus olhos. Sem que ele perceba no primeiro momento, ele irá ficar sem movimentos. Seu olhar encantador pode paralisá-lo, e ele estará vulnerável a um ataque seu. Duração: 1 rodada. Uma vez por oponente por combate. Não é um poder de charme, mas de paralisia/ constrição e afeta apenas um inimigo por vez.

Psiquê
◉ Nível 11. Telecinese intermediária: Consegue mover e levitar objetos mais pesados, porém não chegando a ser aqueles bem pesados e complicados, a velocidade também aumenta, sendo proporcional ao peso.

◉ Nível 28. Mestre do teletransporte: Pode teletransportar-se para qualquer lugar e distância.




i wanted to play tough, thought i could do all this on my own
but even superwoman sometimes needs superman's soul

Catherine Burkhardt
Catherine Burkhardt
Mentalistas de Psiquê

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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Henry L. Joshua em Ter 13 Mar 2018, 12:52



HOMECOMING



Cair nunca era difícil…

Aleksandr já tinha passado por diversas coisas durante sua vida e podia afirmar que nem de longe aquilo era uma dificuldade para ele.
Caiu quando enfrentou Mason e Grimmjow. Caiu quando Esquecimento não acatou seu pedido, e continuava caindo na imensidão daquele lugar.
Bater as asas como um ato natural não adiantava muito. Ouvia gritos, corpos se chocando contra o chão, contra paredes e vozes que ele não sabia de onde vinha.
Podia perder muito tempo analisando tudo que acontecia e ainda lembrar da figura do dragão saindo dali. Os semideuses mais fortes do mundo estavam naquele local, e nenhum deles conseguiu resistir aquilo… Todos caíram, e nem mesmo ele que achava ser diferente tinha ficado de pé.

Éris havia derrubado todos…

Interrompeu seu pensamento quando um calafrio percorreu sua espinha. Era seu sensor de perigo avisando que estava chegando no chão.
Naquele instante mais rápido que um estalar de dedos, Frey era algo não muito concreto indo de encontro ao chão. Seu corpo não tinha bem uma definição, mas para quem olhasse, ele era um vulto puro de sombras, e isso salvaria sua vida.


Se levantar e perceber que estava inteiro - pela segunda vez naquele lugar - não era muito positivo. Afinal… Onde ele estava?

Olhar para os lados e nem mesmo enxergar no escuro adiantava muito. Frey estava em uma sala escura, sem portas e sem janelas. As paredes eram negras e passavam a imagem de ser de algum material bem pesado e resistente. Pelo visto, ele estava preso ali.
Ou não!
Em questão de segundo algumas escrituras que estavam entalhadas nas paredes começaram a se mexer. Ascendiam em um azul bebê como se fossem leve luz de LED. Assim, uma das paredes se moveu, descendo e abrindo uma passagem estreita de onde vinha um doce cheiro de flores.

Alek sacou seu machado, andando em passos normais, ele não parecia assustado, apenas atencioso ao seu redor.
Por mais maciças que as paredes fossem, ele ouvia sussurros próximos. Não conseguia compreender, mas ainda assim ouvia.
Ignorou tudo ao seu redor e seguiu o caminho único sentindo o cheiro de rosas cada vez mais próximo. Os corredores se dobravam e logo ele começou a ver pequenas plantas rasteiras pelo chão e pelas paredes. Elas começavam  suavemente, e a medida que ele seguia seu caminho, observava elas dominarem todo o corredor. Logo ele já estava andando em meio a paredes feitas de plantas, como um muro de plantas, na verdade.

Agora parecia que Frey tinha um pote de creme feminino bem no seu nariz. O cheiro era extremamente forte e logo avistou o fim do corredor.
Ele não estava mais sozinho. No final do corredor, ao redor de várias rosas e uma luz que surgia do meio das plantas havia um pavão.
Ao dar um passo para trás, ele viu que estava tarde. O caminho de volta já havia sido fechado.

Em instantes as plantas se enrolaram no corpo do arauto e ele foi engolido pela parede. Sem tempo até para reagir, às plantas soltaram o rapaz novamente.
Agora ele estava em uma sala maior. As paredes eram formadas de ouro e flores tanto reais quanto esculpidas. Num dos cantos daquele recinto, um pequeno altar continha um trono em ouro branco com diversos adornos e coisas do tipo. Sentado no trono, uma mulher que aparentava de trinta e cinco a quarenta anos usando um longo vestido de noiva, e sentado aos seus pés, um homem de cabelos medios, uma máscara negra, e um machado idêntico ao de Aleksandr… O Frey Hammer.

- Saúdo em nome do Olimpo, o último sangue Frey. - Hera estava mais sorridente que nunca.
- O que faz aqui? Onde estamos afinal?
Alek estava na defensiva. Sabia que aquilo não era um bom sinal.
- Estamos num local antigo, jovem Frey… Muito sangue já escorria nas paredes que você viu desde tempos muito antigos. Consegue pensar em algo?
Não. Ele não conseguia. Parecia estar numa espécie de labirinto, algo assim… Mas de qualquer forma, não sabia que lugar era aquele.

- Você não sabe, não é mesmo, Aleksandr? Você não é tão esperto como Allan. Não raciocina como ele. Não age como ele. - Hera se levantou enquanto de seu vestido começava a escorrer sangue. O rapaz mascarado ao seus pés começou a alisar a lâmina do machado. - Você nunca foi tão bom quanto ele… E nunca vai ser. Ele está aqui para te mostrar isso.

Logo o rapaz se colocou de pé. Quando ele tirou a máscara do rosto Aleksandr pode identificar Allan, porém metade de seu rosto estava rasgada como se fosse por uma pata gigante. Não entendia como aquilo poderia estar acontecendo.

Aleksandr recuou, erguendo seu machado em modo defensivo, mas o outro Frey parecia não ter qualquer receio daquele embate.
Allan avançou com um olhar sádico e logo os dois machados se chocaram, algo que Aleksandr não estava pronto. O impacto fez o loiro se chocar contra a parede de ouro puro.

- Você vai morrer aqui, Aleksandr. Deixe um guerreiro mais capaz assumir. Será bom para todos nós.

Aleksandr não estava disposto a desistir assim. Investiu com o machado em direção ao inimigo e então concentrou sua mente, tentando fazer estacas de sombras surgirem e transpassar Allan. O ato foi falho.
O russo não conseguia convocar nenhum de seus poderes, e era fácil para Allan desviar de um golpe simples de machado. Allan girou seu corpo impedindo que fosse atingido e então bateu em um golpe forte com a parte sem corte do machado na cabeça de Aleksandr.

Foi ao chão sentido-se fraco e com a visão escurecendo. Mas logo sentiu seus cabelos sendo puxados. A lâmina fria de uma adaga igual a adaga que os arautos ganhavam de Éris tocou o pescoço de Aleksandr, fazendo um calafrio percorrer seu corpo.
- Você treme ao sentir uma adaga em sua garganta, Aleksandr… Você não é útil.

Ouviu novamente a voz da mulher, que agora já não vestia aquele vestido branco mais. O cenário foi se transformando, e as flores todas murchando. Quando aquela que ele pensava ser Hera surgiu na sua frente novamente, Aleksandr agora via outra deusa… Era Éris ali.
- Você jurou sua lealdade a mim… Frey. Mas não vejo como me pode ser útil. Deixe com que eu fortaleça seu corpo. Deixe-me te dar a inteligência e força que nenhum semideus tem.
E se eu não aceitar?
- Poderá sentir essa adaga rasgando seu pescoço.

Frey não disse nada. Ele sabia que aquilo não era de tudo mentira, mas como Éris daria aquilo para ele?!
De qualquer forma, não tinha escolha. Um leve balançar de cabeça mostrava que ele aceitava a proposta da deusa.


E então o corpo que estava atrás de Aleksandr, até então supostamente Allan Frey se dissolveu em uma sombra negra e nebulosa, deixando os itens e roupas caírem no chão.
A sombra negra parecia ser a alma de Allan. Negada no céu e negra demais para descer ao inferno, dançou pelo lugar num ato desesperado e então invadiu o corpo de Aleksandr, adentrando pelos olhos, nariz e boca.
Quando acabou, Aleksandr começou a tossir, ficando de quatro no chão enquanto seu nariz sangrava e ele não conseguia ver mais nada.
Ouvia a voz de Éris cada vez mais distante enquanto sua visão era totalmente negra. Logo, já não conseguia sentir suas pernas, e depois seus braços. Não ouvia mais nada, e sua força para emitir algum som era inútil. Tudo estava desconexo e ele só conseguia ter um raso sentido.

Sem ver, sem se mover, sem falar e sem ouvir, Aleksandr agora era uma parte do inconsciente de sua própria mente, que já não era ocupada e nem controlada por ele.


- Venha, Príncipe do Medo. Os Olimpianos não cairão sem você.


Allan ergueu a cabeça deixando o sangue escorrer até sua boca e barba. Um sorriso surgiu enquanto ele passava a língua limpando os lábios do líquido vermelho.
Tinha um corpo novamente, e o usaria bem dessa vez.


Em instantes, Éris e Allan estavam na base da deusa.
Arsenal:
☭|
✞ {Angel Wings} / Asas de Empousa [Dois pares de asas negras de uma empousa. Estas, ao encostadas nas costas, se conectarão à pele(ou às roupas) e o usuário poderá voar como uma das demônios empousai.] {----} (10) {Não controla nenhum elemento} [Presente de Rafaella Crockford Gauth] -Costas

☩ Frey Harmmer [Machado com duas lâminas e cabo comprido de titânio. A arma possui sua própria aura do medo equivalente a de seu usuário e a cada golpe deixa o alvo 25% mais fraco a ataques de medo por 2 turnos, sendo acumulativo até 50%. A arma possuí o peso de um martelo pesado. Uma vez por missão, ao ser levantado contra um alvo, a arma desperta o pior medo do alvo, reduzindo sua defesa em 15%.] [Titânio e Medo] {Controle sobre o Medo} [Nível: 75] [Só pode ser empunhado por filhos de Phobos e Deimos, levando qualquer outro que o empunhar à loucura] [Recebimento: DIY avaliada por Tânatos e atualizada por Quíron] - Bainha

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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Kalled C. Almeida em Ter 13 Mar 2018, 20:45



Chained Souls

Alcatraz


A criatura de rosto mutável conseguiu realizar seu ataque e prejudicar ainda mais o pobre menestrel. Antes que pudesse executá-lo algo aconteceu. Uma fenda antes aberta se abriu por completo. O resultado? Kalled e seus companheiros caíram para o desconhecido.

Mais uma vez o forjador estava entregue à própria sorte. Enquanto caía testemunhou a sombra de algo se distanciando e ascendendo aos céus. Pensou ter visto um dragão; talvez estivesse finalmente louco. Por fim perdeu a conta de quanto tempo estava caindo rumo ao desconhecido. Lembrou-se de Hesíodo que certa vez havia citado que nove dias era o tempo necessário para chegar ao Tártaro através de uma simples queda. Estaria Cavaliére percorrendo o caminho para o lugar mais tenebroso de todos?

Não, não era o Tártaro lá embaixo. Não sabia o que o aguardava, nem sequer tinha estado no Tártaro algum dia; mas sabia que o lugar de castigo dos monstros teria uma aura poderosa capaz de ser sentida por simples mortais. Definitivamente o lugar para o qual estava indo não era assim; por que isso não o tranquilizava?

A audição perfeita definitivamente o incomodava. O som produzido pelos ventos velozes era quase ensurdecedor. Apesar de tudo o garoto possuía certa sorte; nenhum dos escombros que caíam junto com ele o acertara. Alguns escombros atingiram o fundo daquela cratera antes do semideus, o que possibilitou para o mesmo saber quanto tempo lhe restara até a morte certa.

Pela sua ecolocalização deduziu que tinha uns 50 metros antes de concluir aquela queda. Concentrou-se no anel e desejou que o mesmo fizesse com que vinhas irrompessem em sua direção. Em sua mente imaginou que as mesmas se moldavam no formato de um retângulo que possuía seu comprimento e largura.

Atingiu a cama feita de vinhas. Para sua sorte, a cama se moldou no formato de seu corpo absorvendo a maior parte do impacto ao mesmo tempo que aparava sua queda. Com o tempo, as vinhas se contraíram e o levaram ao chão.

Ao ficar de pé no terreno desconhecido sentiu dor. Dor por sua perna. Dor por ter fracassado. Dor por ter ido o mais fundo que poderia. Dor pelas mortes que testemunhara e por aquelas que ainda iria testemunhar. Manteve o esforço de ficar de pé e notou estar em uma câmara ampla.

As paredes eram feitas de rocha com musgos e teias de aranhas emaranhados nelas. O teto não parecia exibir sinal de uma cratera, pois aparentava estar completamente fechado. Em alguns pontos das paredes símbolos brilhavam em uma luz azul clara. Os símbolos eram deltas.

O lugar apresentava características de um lugar do qual Almeida ouvira falar: O Labirinto de Dédalo. Aproximou-se de um dos símbolos na parede e o pressionou. Em resposta imediata a câmara pareceu compactar-se, e conforme isso ocorria um corredor estreito se estendia em sua frente. Cavaliére, sem muita opção, seguiu pelo corredor na tentativa de sair daquele lugar.

Não sentia mais medo, sentia ansiedade. Percorreu o caminho do corredor capengando; sua perna estava atrapalhando. Por fim chegou ao fim daquele corredor e acabou numa espécie de pátio romano antigo. Como aquilo poderia estar ali?

O pátio estava em estado de erosão, mas algumas colunas ainda estavam de pé. Uma fonte de granito estava ali e aparentava não ver sinal de água há séculos. No meio da fonte havia uma escultura de um sátiro feito de um mármore. Mas o que chamou a atenção foi ter escutado um passo. Virou-se e contemplou uma figura de seu passado.

Era um garoto trajando uma camisa cinza, calças jeans rasgadas e uma jaqueta surrada. Tinha a pele branca, cabelos negros, olhos cinzas e rosto fino. Mas o que mais chamava a atenção era o sangue espalhado por todo seu corpo e a faca que segurava na mão direita.

– Parece que nos reencontramos, Kalled. Ficarei grato por lhe devolver o tratamento que tomou comigo – Tim Russel, o filho de Atena que fora morto pelo Kalled futurístico, estava “vivo”. E sentia sede por sangue.

– Eu sei que você acha que sou culpado pelo que te aconteceu, mas não é bem assim. Eu posso explicar o que houve...

– Chega disso!! Você tirou minha vida e agora vai pagar por isso!!

Tim avançou contra o menestrel erguendo sua adaga e não havia muito o que Kalled pudesse fazer. Em um movimento rápido desejou que seu escudo crescesse a partir da pulseira em seu pulso, e desviou o golpe de último instante batendo com o escudo na cabeça do oponente. O filho de Atena caiu ao lado da perna boa do forjador e, aproveitando o momento, cravou a adaga na coxa do menestrel. Almeida urrou de dor e caiu no chão.

Russel ergueu-se e pôs seu corpo acima do corpo de Cavaliére, sua faca encostada na garganta do menestrel.

– Últimas palavras, assassino?

– Sim, eu sei que você não é real. Você é uma ilusão do labirinto, um ato desesperado de me fazer desistir. Eu fracassei de múltiplas maneiras, mas não dessa vez. Não implorarei por minha vida, e por isso você não sentirá prazer ao me executar. – Sangue escorria da coxa de Kalled, a sua perna latejava de dor. Reconhecia seu fracasso, mas não a derrota por completo.

– Péssima escolha de palavras. – Tim esboçou um sorriso maléfico enquanto erguia a faca para executar seu golpe, antes que pudesse uma flecha o transpassou no peito e o mesmo se dissolveu em pó.

Com muito esforço Almeida tentou ficar sentado. Tamanha foi sua surpresa ao ver quem o salvara. Era um garoto que não aparentava ter mais que 19 anos, tinha os cabelos loiros, olhos azuis, pele bronzeada. Trajava uma camisa dos Beatles branca, uma calça jeans caída e tênis de skatista. Orfeu estava ali.

– Eu te falei que nunca mais permitiria que você sofresse sozinho. – O semideus tentou conter as lágrimas. Lágrimas essas que seriam de alívio, tristeza e gratidão.

– Meu senhor, eu fracassei de múltiplas maneiras. Nem sequer lidero mais os seus menestréis. – Orfeu esboçou um sorriso. Um sorriso que simbolizava acolhimento, compreensão e carinho.

– Não se preocupe, você será mais uma vez o meu general. Com sua ajuda impediremos que o Olimpo caia. Mas por hora precisamos sair daqui. Quíron ordenou que todos aqueles que sobreviveram fugissem para o Clube da Luta. Creio que você seja mais necessário em outro lugar. – Ao término de sua fala, o deus abraçou seu fiel seguidor. Uma energia quente emanou cobrindo o semideus, talvez resultado da filiação do deus da música. Almeida sentiu que seu corpo ficava mais leve e parecia se desmaterializar. Estava sendo levado para outro lugar, só não sabia para onde.





O Necessário:
Explicação:

Acho que tá tudo explicado. Tim é um rapaz que foi assassinado e Kalled foi acusado por esse crime.

Deixei o local para onde Kalled foi levado em aberto para futura DIY.

Acho que é só isso. Dúvidas? Me chama na MP ou probleminha.

Poderes:


Ativos:
Nenhum
passivos:
Nível 2

Audição aprimorada: A audição do menestrel é programada para ir além da capacidade mortal. Sua audição é 3x mais acurada que a de um humano normal, tendo o alcance igualmente ampliado. [Novo]

Nível 11

Precisão: Pode não parecer, mas a música é intimamente ligada à matemática, seguindo ritmos e fórmulas. Essa ligação também permite aos menestréis uma percepção avançada de certos padrões. Dessa forma, se submetido a uma situação que exija precisão, o menestrel saberá determinar o momento mais propício para que sua ação tenha êxito, semelhante a um filho de Athena (como Annabeth em O ladrão de Raios, no parque aquático, ao determinar o momento do pulo mais adequado para escapar da armadilha de Hefesto). Note que mais propício significa apenas o momento em que tem mais chances de funcionar, mas não um resultado instantâneo ou necessariamente favorável - assim, pode calcular qual o melhor momento para tentar atirar uma flecha em um alvo em movimento, mas não significa que seu golpe o acertará. Tudo dependerá das condições explicitadas na narração e da própria capacidade do semideus em analisar sua situação. Mesmo se já tiver a habilidade, não possui efeito cumulativo. [Novo]

Nível 38:
Pensamentos velozes: Os filhos de Hefesto possuem uma capacidade de analisar rapidamente a situação em que se encontram e criarem uma estratégia param se safarem dela. Isso se dá devido ao fato de que ao lidar com máquinas e invenções sempre estarem preparados para falhas e efeitos adversos, precisando agir rapidamente. Não se comparam aos filhos de Athena, mas ainda assim, é algo que pode fazer diferença.[Novo]


Nível 45

Mente focada: Pela habilidade desenvolvida e concentração necessárias para executar suas músicas, sua mente se torna mais forte. Assim, a partir desse nível um menestrel necessita 1 turno de concentração a menos em poderes que demandem essa ação (por ex: detectar magia, detectar vida e similares). [Novo]


Nível 85

Ecolocalização: Uma ampliação de suas capacidades auditivas, mais do que formar a imagem/ noção da área perto de si, o menestrel consegue intuir, pela reverberação sonora, distâncias entre dois pontos/ objetos, possibilitando melhor localização e posicionamento em combate. Abrange uma área de 50m ao seu redor. [Novo]


Itens e Pets:



♣️♣️♣️♣️ Ataque ♣️♣️♣️♣️

Adaga de Dente do Ládon [Envenenada, esa possui 40 centímetros de lâmina, sendo a mesma feita do dente do grande dragão Ládon o guardião do jardim das Hespérides, devido ao seu veneno a mesma é capaz de causar reações ácidas naqueles atingidos pela adaga podendo causar queimações ou detrimento da área atingida caso não seja tratado logo, em certos casos ela é até mesmo capaz de matar (requer uma quantidade muito baixa de hp do oponente), por ser feita de um dente de dragão a mesma é capaz de cortar carne como ninguém e perfurar até certas armaduras (deve-se consultar a resistência da armadura em questão).Seu punho é feito de uma grande extensão da própria raiz do dente. O corte feito com essa adaga retira 20HP do oponente a cada rodada, durante três rodadas, só podendo ter o efeito renovado após o término dessas três rodadas, não sendo cumulativo.] (dente do Ládon) (efeito venenoso) (nível mínimo: 25) [ embainhada na cintura.]



♣️ Machado Médio Duplo de Guerra [Um machado de duas lâminas grande, feito para batalhas. A lâmina negra é de ferro estígio, que, além de causar danos fisicamente, causa danos na alma do atingido. Não captura almas. A lâmina bronzeada é de bronze comum, que, quando atinge alguém, causa um choque de intensidade baixa, causando um leve desnorteio. Transmuta-se em um canivete suiço]{ ferro estígio e bronze} { eletricidade e poder de causar dano nas almas}{ nível mínimo: 30}[transmutado em canivete no bolso direito]


♠️ Anel com uma nota musical cravado nele que se transforma em uma espada de bronze sagrado com um desenho na lâmina (uma clave de Sol). Inquebrável e fica flamejante nos momentos mais cruciais. Magicamente, mesmo dentro da água, o fogo não se extingue, e os movimentos da arma não são retardados pela resistência da água, os ataques tendo a mesma velocidade do que se executados fora da água.{bronze sagrado} {fogo especial} {nível mínimo: 25} [transmutado no anel no indicador direito.]

♠️ {Óbolo da Magia} / Moeda [Trata-se de um óbolo que, à primeira vista, parece ser comum, mas, quando jogado no chão, se dissolve e em seu lugar aparece um guerreiro do submundo. Este guerreiro é um espírito infernal que assume uma forma tangente e ataca os inimigos de Kalled. O espírito só pode auxiliar Kalled uma vez por missão durante três turnos. Hécate deu-lhe esta moeda para compadecida da situação do jovem rapaz e, como deusa dos espíritos infernais, resolveu prestar auxílio ao semideus na luta contra a Realeza. Quando o espírito se dissolve, o óbolo retorna para o bolso do filho de Hefesto.] {Materiais utilizados: ferro} {Elementos controlados: espíritos infernais} (Nível Mínimo: 70) [Recebimento pela Do It Yourself "A Bela Madri", avaliada e atualizada por Hécate.][bolso esquerdo]

♣️♣️♣️♣️ Defesa ♣️♣️♣️♣️

♣️ Pulseira de ouro branco [Se transforma em um escudo de ouro branco sagrado, indestrutível][By: Éolo]{ouro branco} {não controla elementos} { nível mínimo: 3} [ transmutado em pulseira no pulso esquerdo]

♣️ Armadura [Uma armadura completa, possuinte do peitoral e perneiras feita de ouro. Bem resistente e leve, a armadura tem compartimentos secretos para algumas armas de Kalled, como martelos e machados, além de ter uma bainha para se colocar alguma espada. Transmuta-se em uma jaqueta combinando com uma calça jeans surrada.]{Ouro Solar} (Nível Mínimo: 30) {Não Controla Nenhum Elemento}[Presente de Aniversário de Lucas R. e Forjado por Harry][trajando como jaqueta e calça jeans]

Braçadeira quitinosa [Braçadeira lisa e cilíndrica, de tons avermelhados. Ao ser ativado, faz com que a pele do semideus tenha suas características alteradas, se enrijecendo, aumentando sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: pele de carangueijo gigante} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"][Ganho de Ayla Lennox em uma troca][presa ao braço direito]

♠️ {Anello di Vigneti} / anel [feito de ouro com entalhes detalhados de vinhas em torno de seu aro, é uma relíquia da família de Kalled que perteceu ao próprio Diamógenes, filho de Dionísio. Duas vezes por missão/evento/treino, Kalled pode invocar vinhas com o uso do anel. Estas vinhas surgirão do solo e poderão ser usadas como meio de contenção, seja para criar muros ou enroscar oponentes. No caso de oponentes, só funcionam em um por vez, tornando preferível a invocação de um muro. Para efeitos de resistência, são vinhas comuns que estão sujeitas ao fogo e a corte de lâminas, lembrando que, como elas são muitas, acabam se tornando grossas e mais difíceis de cortar, porém não são indestrutíveis.] {Materiais utilizados: ouro} (nível mínimo: 70) {Elemento controlado: vegetação, especificamente vinhas} [Recebimento pela DIY "Antigas Raízes", avaliada e atualizada por Hécate.][indicador esquerdo]

♣️♣️♣️♣️ Outros ♣️♣️♣️♣️

♣️ Terreur [Colar de prata, tendo como pingente uma ônix esculpida em formato de um martelo de forja. Uma vez por missão, ao ter o pingente pressionado, o corpo de Kalled será envolvido por uma aura negra, e seus olhos se tornarão vermelhos. Os piores pensamentos do semideus invadirão a mente dele, fazendo com que este tenha uma fúria incontrolável. Consequentemente, a força do filho de Hefesto duplicará em um ataque, se for este for bem explicado. Só dura um turno][Presente de Aniversário de sua irmã Andy] {ônix e prata} {não controla elemento} {nível mínimo:15}[Pescoço]

♠️ Baquetas Mágicas - Quando batidas no ar, reproduzem o som de bateria. [Executa os poderes de Menestrel com perfeição] {By.: Orfeu}{Elemento: som} {nível mínimo=1} [bolso interno da jaqueta]
♠️ {Cardinal} / Bússola [O item, com 10cm de diâmetro, é feito de ouro e possui uma agulha encantada de prata e nenhuma outra marcação. Trata-se de uma bússola encantada para detectar magias conforme o desejo de seu dono. Para utilizá-la, deve-se dizer com precisão o que quer encontrar e deixar que a peça guie o caminho. Pode ser usada 2 vezes por missão/evento.] {Materiais utilizados: prata e ouro} (Nível Mínimo: 65) {Elemento controlado: magia} [Recebimento pela missão "Orpheus' Music", narrada por Poseidon, atualizada por Hécate.][Bolso direito]



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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Katherine J. Villeneuve em Ter 13 Mar 2018, 23:45


maze


Mikhael tentava incessantemente contatar seu meio irmão. Demorou algum tempo para que aceitasse a morte do outro. Sentada na poltrona do primeiro andar, ouviu a porta bater, o baque surdo de seu corpo no chão e logo os soluços.

Açucena não entendia o que estava acontecendo. Sempre que parecia captar uma ou outra informação, tinha sua memória varrida, e voltava para um daqueles livros de pintura terapêuticos.

Anastasia se juntara à garota na sala de estar e encarava sua mestra com atenção, como se aguardasse uma ordem, uma informação, qualquer coisa que fosse.

A partir do início da guerra, Katherine calou-se. Mais precisamente assim que Psiquê disse a ela que seus aprendizes precisavam dela mais do que o acampamento, e que dariam conta. Talvez fosse verdade. Não arriscaria deixar os três ali sozinhos, mas não queria os levar para a guerra. E a proteção dos três deveria ser o suficiente.

Seus olhos fitavam Hellsing, que pateava agoniada. As águias que invocara a distraíram por alguns minutos, mas logo depois já se acanhava. O clima na casa não podia pesar mais. Sempre que uma das duas se pronunciavam, Villeneuve erguia a mão, pedindo por silêncio. A um certo ponto, pediu que treinassem, e foi em rumo ao seu quarto, acompanhada da cachorra.

— Preciso de ajuda.

Foi assim que Psiquê entrou na história. A fumaça azul se formou em meio ao recinto, e Katherine encarou-a, reconhecendo a imunidade da mente da deusa.

— Minha senhora. — Sua voz saiu engasgada, não podia mais disfarçar sua preocupação. A deusa sorriu, mas logo sua face endureceu, como se lembrasse a razão de estar ali. Villeneuve caminhou até a mesa onde dispunha as armas, como se soubesse o que estava acontecendo.

— Eu sei que pedi que você não intervisse, Jane. Mas eu não fazia ideia.

Conhecia aquele tom de voz. Foi o mesmo, exatamente o mesmo, que a deusa usou para informar que ficaria presa.

— Perdemos. — Afirmou. O acampamento não significava nada à semideusa, mas quem estava lá. Se seu lado enfraquecesse, estavam perdidos. Os mundos estavam ameaçados. E a paz, aquela que Katherine tanto buscara nos últimos dez anos, estaria arruinada. — Perdemos a guerra. Vocês deixaram todos morrerem.

O silêncio se instaurava no ar. Justo o silêncio, do qual era quase impossível fugir. Podia jurar que o ar se tornara rarefeito naquele momento porque sua respiração pesou. Encarava a deusa que possuía pálpebras tremeluzentes e olhos vermelhos.

Alguns... Alguns poucos se salvaram. Mas estão presos...

— No labirinto. — Suspirou. Ela sabia. — Quem que eu conheço que está lá? — A criatura divina parecia estar em transe. Sua face se perdia e voltava, como se não acreditasse no acontecimento. — Psiquê!

— Catherine está lá.

— Ela está viva? Bem?

A loira estendeu sua mão. Katherine teria de se contentar com as armas que usava em seu corpo. Sem hesitar, tocou-a. Sentiu que fora sugada e suspirou, odiava aquilo que a deusa fazia. No fim, viu-se caindo, e se o desespero pela queda não tivesse a tomado por um momento, com certeza praguejaria toda a linhagem de sua patrona.

O pânico logo foi superado, restou muito – muito – tempo, para que se visse em tédio. Não aquele tédio depois de passar dez horas na frente da televisão; era tédio de quem não tinha opção, de quem não poderia alterar qualquer que fossem os fatos. Viu-se então nas memórias de seu alter ego, prestando atenção naquela que estava vivendo.

Elizabeth nunca aceitara que sua relação com Hons não passava de uma memória implantada, criada por outro – o mesmo que a obrigou a esquecer de sua existência – para motivá-la a lutar, mesmo em sua pior essência. Por isso, passava muito tempo revivendo as memórias que possuíam juntos, desde que a acolhera em uma noite fria até que, enquanto encarcerada, Psiquê fê-la uma visita, informando a morte do semideus.

A memória que vivia agora era singela, suave.

Elizabeth ouvia um som alto. Esfriara significativamente, o que lhe causava anseio por ficar mais tempo naquela cama quente e macia. Mas não. Sua mente sempre buscava por mais e mais momentos ao lado daquele que estava sempre entre lhe dar um beijo ou um tiro. Colocou um roupão por cima da camisola que usava e vagueou pela mansão em busca da música. Podia reconhecer Bach de longe, e continuou se aproximando até alcançar a batente da porta que estava escancarada. No meio de uma sala gigantesca, coberta de armas de todos os tipos, havia um piano de cauda, preto e finamente lustrado, sendo tocado pelo moreno. Parecia confiar no que estava fazendo e esmurrou as teclas quando errou uma nota.

— A culpa não é dele se você não estuda, sabe? — Falou baixo, notando seu desconforto logo que saiu de onde estava para sentar ao lado do rapaz que lhe encarava pelos olhos cor de Esmeralda com incredulidade, como se não soubesse do que estava falando.

— Você não cansa de ser petulante, não é? — Ouviu, abafado pelo som das teclas que voltaram a ser marteladas, ainda por uma composição de Bach. — Por que não está dormindo?

— Poderia lhe perguntar o mesmo, Damm — Tinha doçura em sua voz, de forma perigosa. Ele parara de tocar e a encarava como se fosse lhe matar. Ela no entanto, sorria encalistrada, aproximando-se cada vez mais, sem se preocupar com o risco que corria tão perto assim. Ele caminhou até um aparelho de som, ligou-o e a puxou pela mão. Por alguns minutos, sentiu que ele não era o rapaz com quem convivia. Ele lhe segurava com carinho e lhe conduzia com calma. Não sentiu o medo que lhe seguia sempre que estava com ele. Nem mesmo a tensão de quando era tocada, sempre entre o limite da agressão. Sentia-se quase protegida. Dançavam pelo cômodo como se fossem um só corpo, ele rindo e ela lhe encarando a todo momento.


A música estava por acabar quando Katherine se desligou de sua segunda consciência, vendo o chão se aproximar. Teletransportou-se para o chão antes de alcançá-lo, sem sentir qualquer que fosse os efeitos da queda. Buscou então pelas mentes que conhecia no máximo de raio que poderia. Há poucos metros dali estava Catherine, e era pra lá que iria, assim que descobrisse o caminho. Tocou a parede de mármore com a intenção de usar a clarisciência para traçar sua rota, mas via uma parede mudar a cada cinco segundos. Fora isso, mal podia se localizar em seu mapa mental, devido ao tamanho do lugar. Pôs-se a correr. Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Esperava qualquer mudança e voltava a rondar, até que encontrasse Catherine. Sua mente estava confusa, se tentasse, ia se perder fácil ali.

— Meu amor! Você está bem?

— Estou perdida. — Abaixou-se na intenção de ficar à altura da ex aprendiz, passando a mão em sua face, na tentativa se retirar um pouco da sujeira e da maquiagem borrada.

— Todas estamos, querida! — Riu, na tentativa de tranquilizá-la, colocando toda a sorte com que podia contar no ato. — Preste atenção. Foco. Você tem que sair daqui. Vá ao Clube da Luta. Eu vou te encontrar lá, tudo bem? Tome cuidado.

Beijou-a na bochecha, logo voltando a correr, para encontrar a segunda pessoa que conhecia ali. Adam Kyle. Viu-o em um dos corredores, e aliviou o passo – erro seu. Estava quase o alcançando quando uma parede metálica fechou entre os dois. Suspirou, voltando na direção que vinha. A terceira aura conhecida de Villeneuve era a que mais precisava de ajuda. A filha de Eos, antiga aprendiz de Jane não tinha ideia de como deixar o local, e a mentalista iria sair com ela – assim que a encontrasse.

Virou para a esquerda cinco vezes até encontrar algo. Uma presença pequena, recostada contra uma parede dourada, os cabelos pretos oleosos em frente ao rosto. Ela cheirava mal, algo como vômito e sangue misturados, e estar num ambiente tão neutro talvez acentuasse isso. Aproximou-se com a corrente já em mãos. Lewth lembrara daquilo, mas Katherine não entendeu bem quando ouviu o aviso. Atrás de você.

Mesmo assim, girou nos calcanhares e viu a si mesma. "Que legal, é quase uma luta entre nós duas." Katherine não entendeu bem, começou a dar passos pra trás quase que involuntariamente, na decisão de tomar distância o suficiente para usar sua corrente antes que ficasse cega pelo medo. Não tinha defesas para aquilo, ela sabia bem, era uma ilusão que Elizabeth costumava usar com frequência já que era impossível de ser defendida por igual ou inferior.

O medo não tinha forma, cor ou tamanho. Era uma mancha, uma nuvem em sua mente que a impedia de se mover. Sua doppelganger diminuia a distância entre as duas de forma significativa, e só parou quando a corrente se enroscou em sua perna, derrubando-a rapidamente. Não daria conta de derrotar o monstro, era mais ágil, possuia mais habilidade e de longe estava com menos problemas que ela. Mentalizou o caixão negro em volta da cópia que tentava se levantar e enquanto ele se formava completamente, encarou a menina contorcida no chão, um fio vermelho envolvendo seu pescoço. "Deixe-a, Katherine. Deixe-a". Correu para longe, agradecendo a quem quer que fosse quando uma parede se fechou atrás de si.

— Quem era a menina? — Falou alto, a voz ecoando pelo corredor de metal. "Amber, a garota que me tornou renegada." Lewth respondeu, como se não quisesse continuar o assunto. Mas na solidão das duas, conversar era o que restava antes que uma ou outra desistissem de tentar. — E ela estava ali por quê?

"Porque ela é o gatilho da minha insanidade." Esse era o fim da conversa. Mas Elizabeth, que nunca contara aquela história, pôs-se a falar, com calma, como se quisesse pôr um ponto final nos questionamentos. "Eu não sabia o que o fio vermelho significava. Eu derrotei o duplo, não sei, ele sumiu. Mas ela começou a agonizar e tudo o que eu tinha que fazer era salvar ela. E eu salvei, juro que sim. Rompi o fio. Mas... Mas eu estava irritada, e queria me curar e... e... e eu matei ela. E mantê-la viva era minha missão porque... Porque ela era a dona da minha sanidade. Se eu não tivesse rompido o fio, estaria tudo bem comigo, mas selar o destino dela não era meu trabalho. Por isso... Por isso que você não podia salvá-la. Se o fizesse, o duplo a mataria de novo e você se tornaria eu."

— Mas era o que você queria, Liza. Você sempre quis ter seu corpo de volta. — Villeneuve estava indignada. Brava, por sinal. Apreciava o instinto de sobrevivência de seu alter-ego, a vontade de dominar. Desistir da única chance que teve em anos de ter o controle de novo era a coisa mais estúpida que poderia ter feito. "Eu sei. Mas você cuida dele melhor do que eu. Vamos logo com isso, Kit-Kat, quero ir pra casa."

O silêncio dominou a mente da mentalista. A caminhada até o conjunto de pensamentos de Maisie demorava, e estava pronta para largar a garota e voltar pra casa quando ouviu seu choro. Aproximou-se e sorriu, acarinhando sua face.

— Eu tentei, mas não consigo achar a saída. Eu sempre viro pro lado errado, Jane! — Suas palavras saiam cortadas por seus soluços. Estava em choque, sentia dor, não sabia, nem tinha ideia de como sair de lá, mas queria o fazer.

— Venha, Kissa — Chamou-a, tentando despertar a personalidade sanguinária da aprendiz. — Vamos embora.

Usando sua mente – e talvez mais do que devia –, procurava por uma saída. Caminhavam rápido, passando por corredores largos e estreitos, altos demais, baixos demais, onde a natureza interferia ou não. Foi em um daqueles, um cujo o pântano dominara toda uma área do labirinto, que Katherine achou a porta. Uma porta de madeira, entalhada de forma muito discreta, a palavra indicativa de saída brilhando sutilmente em dourado. Suspirou contente.

Abriu-a lentamente. Por mágica ou por intervenção divina, um muro de água se formava em sua frente. Os lábios de Villeneuve se desencostaram levemente para que ela pudesse soltar o ar. Gemeu. Pensou em voltar. Mas não o faria. Contando com a habilidade de nado de Maisie, puxou-a para que atravessassem juntas, segurando o ar no último momento possível.

O contato com a água gerou um desconforto absurdo na mentalista. Um pouco pelo medo, um pouco pelo frio. A sensação de congelamento tomava suas entranhas a ponto de fazer com que a garota desejasse a inconsciência. Não estavam nas profundezas do oceano, podia quase ver o céu. Olhou para baixo e não pôde mais ver a entrada do labirinto. Nadou até a superfície com a filha de Eos ao seu encalço.

Um barco se aproximava e acenou. Quando subiram, foram recebidas por pescadores simpáticos e cobertas macias.

— Para onde estamos indo?

— Para Nova Iorque, é claro. De onde vocês surgiram?

Assim que foi questionada, atrasou o tempo; apagou a memória do resgate que os pescadores possuíam. Fez o mesmo com Maisie, desde que a encontrou até o barco. Apagou de todos a própria existência naquele evento e sorriu, deixando uma mensagem gravada logo em frente da garota. “Te encontro no Clube da Luta. J.”

Teletransportou-se para o quarto no velho casarão. Tomou banho, jogou as roupas fora, arrumou-se o suficiente para descer. Deparou-se com as garotas ainda treinando e se perguntou o que tinha acontecido.

— O que aconteceu com sua testa, mana?

— Estava brincando com a Hellsing.

— Tudo bem, Kit-Kat?

— Tudo bem, Ana.

Deixou que a filha de Thanatos visse suas lembranças, mas pediu silêncio. Era só questão de tempo para que eles soubessem o estrago.

ARMA:

☩ Anima Bracelet / Bracelete [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista] — Pulso esquerdo
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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Éris em Ter 13 Mar 2018, 23:52


prazo estendido até 23h59min de 14/03

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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Vicka L. Danniels em Qua 14 Mar 2018, 16:09


the aftermath

A princípio, Vicka caía.

Aconteceu tudo muito rápido: uma hora, estava enfrentando Esquecimento; no minuto seguinte, lutou contra Grimmjow; no segundo imediatamente após viu o largo sorriso dourado de seus pesadelos e, quando se deu conta, caía. Vicka Danniels caía em direção a um enorme abismo quase sem fim e não havia nada que pudesse fazer, até que o choque passou o suficiente para lembrar que era filha de Hermes e os tênis de seu pai poderiam salvá-la da morte certa.

E foi o que fez. Não falou, gesticulou ou pensou antes de ativar o presente de Hermes, voando na mesma direção que os destroços do chão e paredes, assim evitando ser atingida pelos pedregulhos. Por um tempo, pareceu que daria certo; comicamente chegou a pensar em si mesma como um tipo de heroína, voando tal qual as figuras exageradas e supervalorizadas dos quadrinhos; o pensamento não durou muito, esvanecendo-se rápido. Danniels não era o mocinho daquela história. Pensou em Hermes, e seu coração apertou.

Por um segundo, o rosto do pai sumiu de suas memórias. Vicka piscou uma, duas, três vezes, tendo consciência de que mesmo com assistência de seus tênis voadores, não poderia se deixar distrair. Precisava manter velocidade, tempo e aceleração constantes — preferencialmente, idênticos aos dos destroços caindo.

Outro relapso. E dessa vez esqueceu o rosto de Éris. Balançou a cabeça.

Mais um. Não foi um rosto ou pessoa. Foi ela mesma. Sentiu mais do que viu sua carne se transformar em trevas — e não sem uma dor agoniante capaz de lhe arrancar gritos de pura dor. Perdia controle de seus tênis alados, e enquanto caía, podia ver seu braços se desfazerem em nuvens negras como a mais densa noite de inverno. Olhou para as próprias pernas, e não as encontrou, berrando de pânico muito mais do que por sofrimento.

Ao fundo de sua mente podia ouvir uma vozinha incômoda.

"Defenda-a, sacerdotisa, pois se não o fizer, seremos nós vossos novos patronos."

Após isso, Vicka foi imersa em escuridão, mas não soube dizer se era de seu próprio corpo ou pela falta de luz do abismo.

No final, qual seria a diferença?


Acordou num corredor frio e mal iluminado, onde uma única tocha brilhava em meio a escuridão. Escuridão. Rapidamente, flashes de momentos antes de sua queda invadiram sua mente, e Vicka sentiu uma dor de cabeça quase excruciante distorcer sua visão. Lembrava de uma densa nuvem de trevas, lembrava de cair em direção ao abismo e lembrava de um pânico tão grande o qual nunca havia sido submetida, nem mesmo quando encontrou Christopher e Bianca meses atrás.

"Defenda-a, sacerdotisa."

Passado alguns minutos, decidiu levantar, mas não sem antes empunhar a adaga de seu pai — tristemente, a lâmina foi de pouco uso no tempo presa da semideusa em Alcatraz. A boca secou ao pensar na prisão e no que havia enfrentado na cela de Esquecimento — por algum motivo, suas memórias pareciam turvas e confusas. Balançou a cabeça, sentindo dor, e levou a mão até a nuca, descobrindo um sangramento menor; tentou focar em se localizar. Andou até onde a tocha estava e a tirou de seu apoio na parede, usando a iluminação parca para observar o ambiente: haviam destroços de concreto, objetos de ouro reluzente e mesmo alguns pedaços de corpos espalhados pelo lugar.

Não estava mais em Alcatraz, percebeu ao olhar para cima. Sua visão novamente ficou turva, e desta vez teve visões de paredes de pedra passando por seus olhos em alta velocidade — imediatamente associou à queda, o que deveria explicar o porquê de mancar ao andar e doer quando respirava. Apesar dos ferimentos, se forçou a continuar a análise do local: aparentemente estava tão fundo no chão que o buraco por onde caiu não passava de um pequeno ponto acima de sua cabeça, quase como uma estrela.

Não havia escolha a não ser continuar.

"Ou seremos vós vossos novos patronos."

Na escuridão do desconhecido, adentrou àquela que traz a desordem.


Não demorou muito para perceber que estava em um labirinto. Como um rato, andou pelos mais diversos corredores, muitas vezes se encontrando no mesmo ponto inicial após horas de caminhada — eram raros momentos como aquele que agradecia por Éris cumprir pelo menos parte de seu acordo: abençoara a ladina com os mais diversos presentes, e dentre eles o dom de suportar fome severa por mais tempo que um humano ou meio-sangue normais conseguiriam. Era com sua mente que deveria se preocupar.

Vagando pelo o que agora pareciam dias, Vicka podia sentir algo parecido com o que sofreu durante a queda: seu corpo, fraco, aparentava se desfazer em sombras. Sua mente, débil, cedera ao pânico das visões mais de uma vez; era uma figura andarilha em território desconhecido, gritando de dor e medo a cada alguns intervalos de tempo irregulares.

Primeiro foi uma perna.

Depois um braço. Começou pelos dedos, que exalaram uma tênue névoa escura antes de se mesclarem ao ar completamente. Seguiu pelo pulso, depois antebraço até que finalmente subiu para os ombros.

Consumiu seu peito e tronco. Alastrou-se pelos membros inferiores.

Àqueles mais próximos, um grito de puro horror cujo único significado era socorro.


Após o que deveria ser o quarto ou quinto apagão, Vicka chegou num corredor bifurcado que parecia ser exatamente igual aos outros sete ou oito — ou dez, ou catorze, ou dezesseis — que cruzou desde que acordara naquele lugar estranho. Apoiou-se na parede, com sede e mesmo fome, não conseguindo focar em nada além da boca seca até que novamente sua visão embaçou. De novo. Não. Não de novo.

Não viu seu corpo se desfazer. Diante de seus olhos defeituosos, identificou Hermes escolhendo o caminho da esquerda, carregando em seu colo o corpo de uma mulher jovem. A ladina olhou ao redor, identificando mais uma sessão destruída do interminável labirinto: pedras, poeira, corpos, e uma inscrição curiosa num fragmento de concreto específico.

"Deixai toda esperança, ó vós que entrais."

Imediatamente, escolheu o corredor da direita, progressivamente se afastando do pai que parecia cumprir um papel clássico — acompanhar os mortos até seu destino final, e de uma forma que expressava toda compaixão que Vicka ao menos acreditava haver no coração do deus. Deuses têm coração?


Não houveram outros apagões, ou visões, ou sentir seu corpo se desfazer. Houve, contudo, uma perda de memória. Quando Danniels chegou ao final de uma passagem apertada com uma porta esculpida em pedra, não se lembrava de como chegou até ali. Apertou o cabo da adaga de Hermes, preparando-se para mais uma sessão de tortura — sempre ao identificar uma lacuna em branco nas próprias memórias, parecia que sua carne não suportava o choque e se desintegrava.

Não veio nada. E a semideusa não desperdiçou a chance de arriscar uma saída daquele lugar de horrores — todas as vezes que caía, desmaiava, fraquejava com a inanição e desidratação, o labirinto mudava, como se fosse uma entidade viva procurando dificultar a saída daqueles que ousaram desbravar suas entranhas. Mesmo trêmula, Danniels conseguiu pegar sua chave-mestra no bolso da jaqueta aos pedaços, e inseriu na fechadura. Girou. Sem haver uma maçaneta, o bloco de pedra automaticamente abriu-se, não preocupado em esperar que a ladina saísse de seu caminho em direção à parede.

Vicka sentiu o primeiro sopro de ar em seu rosto. A luz era forte, então fechou os olhos. Conseguia, contudo, sentir cheiro de mofo e umidade, muito semelhantes ao interior de Alcatraz, antes de invadir a cela de Esquecimento.

Esquecimento.

Seu corpo tremeu e um grito se instaurou em sua garganta. Não, não de novo. De novo não. Imediatamente abriu os olhos e correu para fora do labirinto, levando consigo apenas sua chave. Atrás de si, a porta se fechou, e mesmo com os olhos tão fracos Vicka pôde identificar uma única inscrição em azul cintilante na pedra que se mesclava à parede externa, como se nunca tivesse se aberto: um triângulo que, em seu devido tempo, também desapareceu.

Quando olhou para trás, viu uma luz fraca e alaranjada. Curiosa e desesperada por uma lufada de ar vivo, Danniels correu até o foco de iluminação, a tocha inicialmente encontrada há muito consumida pelo fogo e descartada. Pisou em grama, e em pedras também. A sua frente, viu o mais brilhante pôr do céu que já teve o privilégio de assistir. Guardou sua adaga, andou para fora da caverna, ainda que não tivesse certeza de onde estava.

Caminhou em direção às grades, imaginando estar perto da civilização.

(JACK) Danniels:
esclarecimentos:
— Tomei vantagem do que foi especificado no post de introdução da atividade para narrar uma passagem de dias dentro do labirinto — mas, ao ler o final do post e tendo em mente que a invasão do grupo de Ataque Externo aconteceu numa única tarde, é possível perceber que no mundo exterior apenas algumas horas se passaram. Vicka, contudo, sofreu todos os efeitos de alguém preso por dias sem acesso à água ou comida;

— O post está recheado de referências à narração do grupo de ataque externo. Qualquer dúvida, só conversar comigo;

— A dificuldade narrativa pedida pelo texto foi puramente psicológica: os ataques onde Vicka vê seu corpo se desfazer são consequência da habilidade You Are Trapped, adquirida como recompensa do evento. A personagem não sabe se seu corpo está realmente se dilacerando ou se são alucinações, visto que está há dias sem comer ou beber qualquer coisa;

— Possível post de despedida. ehtois ™
habilidades:
Nível 11
Controle dos Males III: Limos - Arautos se aproximam cada vez mais de sua patrona e seus filhos nesse nível. Agora, o poder recebido provém de Limos, o espírito da fome, e implica que ela para de afetá-los de forma tão tenaz. Eles ainda precisam se alimentar, mas resistem mais à situações em que fiquem muito tempo sem comida ou bebida: conseguem resistir até 10 dias nessas condições. [passiva, éris]

— {You Are Trapped} / Poder Especial [Vicka adquiriu sequelas de seu encontro com Esquecimento, vez ou outra sentindo seu corpo agindo de uma forma que não deveria devido ter tido contato direto com o deus. Dessa forma, periodicamente, Vicka sente partes de seu corpo repentinamente se transformarem em uma névoa negra e abstrata que se movimenta sozinha — interpretativamente, não a tornando intangível. Conscientemente e com o gasto de 200 MP, no entanto, ela pode transformar integralmente seu corpo em uma “escuridão negra” que se comporta como uma ventania. Nesse estado, ela fica 100% intangível, e não pode interagir fisicamente NEM com fantasmas e NEM com seres vivos, já que não é uma forma etérea e nem física — não podendo, também, ser atingida por nenhuma habilidade física, mental, elemental ou mágica. Vicka também pode atravessar paredes e se movimentar em alta velocidade, mas não é capaz de se comunicar, lutar ou ativar habilidades nessa forma (APENAS se movimentar). Apesar de Vicka conseguir controlar quando isso acontece, é uma experiência relativamente traumática — entrar no plano de Esquecimento por completo faz com que ela experimente transtornos de dupla personalidade, cansaço mental e perdas de memória temporárias (interpretativo). Essa habilidade pode ser ativada duas vezes por evento com o intervalo de 2 turnos entre as ativações, com a duração limitada ao turno em que foi utilizada (instantânea).] [Recebimento: “Chained Souls”, evento avaliado por Esquecimento e atualizado por Éris.] [MENCIONADA APENAS PARA FINS INTERPRETATIVOS]
itens relevantes:
{Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

— {Enjoy} / Chave Mestra [Uma chave de bronze ligada a um chaveiro de pelúcia, que estava rasgado. Possui um leve toque rústico em sua forma, como se tivesse sido produzida por um ferreiro da época monárquica, apesar de estar intacta ao tempo. Uma aura cinzenta quase que invisível cercava o objeto, conferindo-o a capacidade de abrir qualquer fechadura, mágica ou não, por mais velha que ela fosse. Fora do Acampamento, a chave só funciona em fechaduras não-mágicas.] [Bronze, pelúcia e magia] [Nível mínimo: 5] [Nenhum elemento] [Recompensa pela missão "Out of stock", entregue por Quíron e atualizada por ~Deimos.]


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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Cuzão em Qui 15 Mar 2018, 01:45


Chained Souls
Encerramento Externo – Avaliação


Sobre a avaliação: os pontos de experiência estarão divididos em quatro categorias (coerência, CEF, objetividade e ortografia), onde na pontuação destas será aplicada um multiplicador de duas vezes, levando à pontuação máxima possível no evento de 200 pontos de experiência.

Sobre itens, riscos e reavaliações: caso o player não atinja o rendimento mínimo de -% (- XP), será declarado morto segundo o sistema de dificuldades vigente no fórum. Por ser uma atividade extra, salientamos que não haverão descontos de status ou mortes (mas só dessa vez, ok?). Para que seja adquirido a premiação de item (ou a sugestão de recompensa do player), deverá ser atingido o rendimento mínimo de 75% (150 XP). Caso seja desejo do player, poderá ser solicitada uma reavaliação, contanto que a justificativa dada seja julgada plausível. Prioritariamente, a avaliação será refeita pelo narrador primário (Éolo ou Éris).



Logan Montecarlo; filho de Perséfone e mentalista de Psiquê [AVALIADO POR ÉRIS]

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 100/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 50/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 30/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 20/20
·
Total: 200/200 · Rendimento de 100%, proporcionando a obtenção do item.


Sempre gostei muito de sua narração, França. Apesar de simples, ela é carregada de significados em cada trecho, e me agrada a forma como você se apropria das tramas propostas (seja o evento, seja o encerramento) para adaptá-las ao Logan sem perder pontos na coerência geral. Acho esse um diferencial muito legal do que você faz com seu personagem, comparado a outros players, que costumam dar um jeitinho (às vezes muito bem arquitetado) de inserir suas próprias tramas nas narrações oficiais. Não encontrei erros em seu texto, pelo menos, não que mereçam ser ressaltados. Para você, só elogios, e vê se fica no fórum, viu?



Adam Kyle; filho de Macária

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 82/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 40/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 0/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 15/20
·
Total: 137/200 · Rendimento de 68,5%, não proporcionando a obtenção do item.


Pois bem, Adam. Gostei do seu texto, achei ele leve e coeso, mas com grandes problemas de objetividade. Além disso, não vi a grande dificuldade que andar pelo labirinto poderia te provocar. Entendo que, no âmbito emocional, é uma dificuldade e tanto para a prole ver a sua progenitora aos prantos, mas dentro do labirinto deve-se ressaltar o seguinte ponto:
b) Ambiente-se. Descreva o labirinto e como são os corredores onde você parou. Lembre-se que esta é uma estrutura viva: o labirinto muda seus corredores e passagens, e há os mais diferentes monstros e obstáculos nas suas entranhas. O tempo ali dentro também é diferente: pode passar mais rápido ou mais devagar em relação ao mundo da superfície. Seja coerente, e tenha em mente que para conquistar a recompensa em xp é necessário que hajam obstáculos na trajetória de seu post;

Você fez a primeira parcela deste ponto de maneira satisfatória, mas não vi o obstáculo e por isso a postagem não receberá nenhuma quantidade de experiência pela quebra do ponto obrigatório. Esperávamos, quando pedido isso, maior dificuldade quanto ao desenvolvimento deste ponto obrigatório. Como não se adequou ao pedido, o seu post deveria sofrer a anulação, mas como é uma atividade extra, optei por zerar a experiência do quesito que tange ao critério.



Bianca H. Somehalder
; filha de Selene e arauto da discórdia [AVALIADA POR ÉRIS]

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 100/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 46/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 30/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 20/20
·
Total: 196/200 · Rendimento de 98%, proporcionando a obtenção do item.


Já avaliei um texto seu não faz muito tempo, e preciso dizer que esta narração parece de uma outra pessoa. Muito mais caprichada nos pontos de transição de uma frase para outra, sua fluência se mostra agora impecável. Gosto muito da Bianca e da forma que você desenvolve o personagem, então não tenho reclamações sobre caracterização, e sim, apenas elogios, visto que você elaborou um obstáculo de forma criativa e diferente (não usou um monstro ou simplesmente se perdeu pelo labirinto, como o óbvio — porém válido — sugere. Detectei umas duas repetições de palavras no mesmo parágrafo, e acho que uma player com sua experiência sabe que isso torna o texto não só pobre, mas mecanizado e incômodo de ler.




Lilith Skeiron; filha de Éolo

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 87/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 39/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 15/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 18/20
·
Total: 159/200 · Rendimento de 79,5%, proporcionando a obtenção do item.


Densa. A sua narrativa é densa, Lilith. Não que isso me incomode, tanto por eu narrar de modo similar quanto ao ponto de gostar de textos bem elaborados. Mas o seu tem diversas falhas, onde a primeira é, sem dúvida, a mais necessária de se destacar: objetividade. Entendo o texto como um projeto de Do-It-Yourself, como muito bem salientara no spoiler e, sendo sincero, creio que deveria ter mantido como projeto.

Metade do seu texto, aproximadamente, fora de devaneios. Apoio sempre o aprofundamento de cada uma das características da personagem para enriquecer a narrativa, mas creio que nessa atividade extra tal aprofundamento foi mal executado. Circunstância errada para escrever sobre todos os devaneios, infelizmente.

Ao resto da sua narrativa, devo ser sincero que ela não fluiu como uma máquina bem lubrificada, com o texto engasgando em algumas partes não tão cruciais, mas como avalio o conjunto da obra e não partes isoladas, merece o desconto.



Catherine Buckhart; filha de Afrodite e mentalista de Psiquê

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 93/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 36/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 20/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 12/20
·
Total: 161/200 · Rendimento de 80,5%, proporcionando a obtenção do item.


Catherine, serei sincero: sua narrativa é exaustiva. Mas dá pra consertar. Não sei se algum de seus avaliadores já te chamaram a atenção pra isso, mas farei uma ressalva que parece até um pouco ofensiva: você não tem conforto pra narrar em terceira pessoa.

Você abusa de repetições para referir-se à personagem, até quando não é necessário. A narrativa em terceira pessoa ideal é mais limpa, não precisando destacar sempre a ação em que “ela”, “a filha de Afrodite”, “a mentalista”, “a inglesa”, “a negra” está envolvida. Isso trava muito o seu texto, deixa ele cansativo e chato de ser lido. Espero que isso não se repita, porque a sua narrativa é, se corrigir os erros, potencialmente uma das melhores do fórum, superando até mesmo as múmias que aqui ainda residem.

No mais, atente-se aos erros de ortografia. Senti umas pausas desnecessárias no texto e esse ponto destacado me chamou muito a atenção:
“Pois nessa ocasião, ela perdera a pessoa que mais amava, que lhe criara, lhe educara e lhe amara”
Não sou um linguista formado, sequer sei nome de regra de gramática, mas acho que consigo explicar na base de um exemplo:
“Pois nessa ocasião, perdera a pessoa que mais amava. Que criara, educada e amara Catherine.”
Além disso, acho que o certo seria algo do tipo, mas posso estar errado:
”Pois nessa ocasião, ela perdera a pessoa que mais amava, que criara-a, educara-a e  amara-a”

Na dúvida, faça sempre o simples.



Aleksandr Frey; filho de Phobos e arauto da discórdia

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 75/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 42/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 23/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 16/20
Total: 156/200 · Rendimento de 78%, proporcionando a obtenção do item.


Achei a sua narrativa coerente, mas apesar do rendimento, achei aquém do potencial que possui.

Novamente, o texto parece ter sido feito às pressas, sem revisão, mal estruturado. Ortograficamente, observei em diversos momentos as repetições de palavras e características que, numa narração em terceira pessoa, são excesso.

Outro ponto a se destacar é que achei o combate fraco para as possíveis proporções que ele poderia tomar. Estava enfrentando o que poderíamos chamar de doppelganger do Allan, ou um espírito raivoso em busca de um corpo, e fora absurdamente mal desenvolvido, fraco, chato de ler. E, claro, ressaltar que terminou seu post agindo como Allan também tira uns pontinhos de experiência.

No geral, não é nem de perto a melhor postagem que já li sua, mesmo que tenham sido pouquíssimas. E, claro, acho que não preciso ressaltar a observação que a administração passou para você.



Kalled C. Almeida; filho de Hefesto e menestrel de Orfeu

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 75/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 37/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 18/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 14/20
·
Total: 144/200 · Rendimento de 72%, não proporcionando a obtenção do item.


Vamos ao que interessa: achei sua narrativa mediana. Mas tendendo ao bom, talvez. Você corrigiu os erros que tanto enchemos o saco (pontuação e ortografia, principalmente). Quer dizer, mais ou menos. Você utiliza ponto e vírgula com uma frequência absurda que quebra o ritmo de leitura, umas vírgulas que deveriam existir não estão lá e uns pontos que teoricamente seriam vírgulas aparecem com certo descuido.

Acho muito válido continuar te aconselhando (ou irritando) a revisar seus posts com calma. Se sente dificuldade em achar os erros, leia em voz alta que perceberá quando devem haver pausas, onde há pontuação errada e tudo mais.

Sobre seu combate, achei simples e vago. Orfeu te resgatar foi um anticlímax enorme, mas meus colegas me orientaram a aceitar tal justificativa. Porém, como foi mal desenvolvido, houve o desconto.



Katherine J. Villeneuve; filha de Phobos e mentalista de Psiquê

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 93/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 46/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 27/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 18/20
·
Total: 184/200 · Rendimento de 92%, proporcionando a obtenção do item.


Ora, ora, Katherine.

Gostei muito da postagem, de como utilizou a sua alter-ego como desafio e de, claro, como enriqueceu a sua narrativa. Só não me foi completamente agradável essa narrativa de Resgate do Soldado Ryan por não ter encontrado as conexões narrativas com os players citados que estiveram no evento e por isso tirei singelos pontinhos de coerência.

Novamente, senti que a narrativa não fluiu completamente bem, mas em pontos muito específicos, onde tive que reler para tentar entender o que acontecera no momento. E só por ter mencionado o Dammyen merecia chegar no nível 200 com essa postagem, mas forças maiores me impedem (tipo bom senso e uma equipe de administradores).



Vicka L. Danniels; filha de Hermes e arauto da discórdia

Coerência – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 97/100
Coesão, estrutura e fluidez – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 49/50
Objetividade e adequação à proposta – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 30/30
Ortografia e organização – pontos obtidos/possíveis de obtenção: 20/20
·
Total: 196/200 · Rendimento de 98%, proporcionando a obtenção do item.


Magistral. Queria te avaliar somente com essa palavra, mas me recuso a ficar calado. Você me dá orgulho, pirralha de Hermes que só toma decisão idiota.

Sua narrativa foi sensacional, com um ponto a mais que todos os outros avaliados por mim, pelo menos, não tiveram: a real conexão com cada um dos acontecimentos de Alcatraz. Você conseguiu me absorver, como leitor, em determinados pontos profundos e reflexivos que me fizeram imaginar a situação com o mínimo de detalhes. Obviamente ninguém passa ileso de descontos nas minhas avaliações e as suas foram por duas coisas: a primeira é que, sem água, o corpo humano perece rapidinho. E que, apesar de debilitada, senti falta da Vicka assumindo um instinto de sobrevivência mais primitivo, como se fossem os últimos gastos de energia para manter a sobrevivência do corpo. Fatores meramente interpretativos, ainda assim.

Parabéns e, do fundo do coração, te espero de volta o mais breve possível dessa folga que você vai tirar.

Com isso, encerro as avaliações. Aqueles que obtiveram rendimento, receberão o seguinte item:

— {Location} / Bússola [A primeira vista, o objeto se assemelha a um relógio de bolso antigo: de formato circular que abre e fecha, e possui uma corrente de prata (mesmo material da constituição de seu corpo) presa em seu topo. Na parte da bússola que abre, há uma letra grega Delta gravada. Por dentro, o objeto se mostra uma bússola comum de funcionamento perfeito, sendo que ela possui uma habilidade especial: se durante uma ocasião o semideus precisar escolher entre dois caminhos, a bússola apontará para aquele menos perigoso; na prática, ela indicará a opção onde as dificuldades propostas (caso haja alguma) sejam menores que na outra opção. 1x por ocasião.] {Prata} (Nível mínimo: 25) {Nenhum elemento} [Recebimento: Chained Souls - Encerramento, avaliado por Éolo e atualizado por Éris.]

Obrigado pela participação e esperem as próximas etapas da trama, um spoiler pode surgir por aí quando menos esperarem.

Aguardando a atualização. Gerência, a conta é de vocês.

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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

Mensagem por Éris em Qui 15 Mar 2018, 14:55


atualizado

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Re: — chained souls (EVENTO / ENCERRAMENTO)

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