Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

♥ the interview — mopim para Daniel Richtoff

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

♥ the interview — mopim para Daniel Richtoff

Mensagem por Catherine Burkhardt em Qui 05 Abr 2018, 21:07


the interview
Missão One-Post Interna Mediana para Daniel Richtoff

A vida de Daniel em Los Angeles era tranquila, se não um tanto entediante. Embora todos os semideuses desejassem ter uma vida normal, esse plano nunca dava certo por muito tempo. Pois de uma forma ou de outra, o mundo divino dava um jeito de bater na porta deles, arrastando uma penca de problemas consigo. Em seus sonhos, Daniel sentia que algo incomum, algo sobrenatural estava prestes a acontecer. Ele só não sabia que seria durante sua entrevista de emprego.

pontos obrigatórios

➳ Narre um período de tempo – determinado por você – que anteceda a missão e descrevendo seu personagem e sua história;

➳ Você receberá um convite para participar de uma seleção de trabalho na área de profissão de seu desejo - pode ser por e-mail, ligação, carta, mensagem de fumaça, você quem sabe - e agendará uma entrevista. A mulher com quem você fala vai se introduzir num cargo de liderança e dizer que embora a empresa/escritório esteja em recesso, ela entrevistará os candidatos pessoalmente;

➳ A empresa estará localizada no centro comercial de LA, o que dá credibilidade a oferta. Vá até lá no dia e horário marcado e suba até o 7° andar do prédio empresarial do endereço;

➳ Você sentirá que tem algo de errado quando perceber que não tem mais ninguém na sala de espera, nem em qualquer parte do lugar. Descreva bem o ambiente. Antes que você possa desistir e ir embora, seu nome será chamado, vindo de uma sala de conferência um pouco afastada e irá até lá;

➳ Uma mulher belíssima - sinta-se livre para descrever sua aparência física - em roupas formais estará lhe aguardando, sentada em uma das cadeiras na longa mesa. Narre a entrevista de emprego, tendo em mente que o tempo todo a mulher estará flertando discretamente, lhe seduzindo;

➳ Quando a entrevista estiver perto do fim, ela irá sugerir que vocês saiam juntos, se aproximando bastante de seu personagem. A mulher é, na verdade, uma Empousa de nível 5, que está tentando lhe seduzir para levá-lo para um quarto de hotel e matar você;

➳ Enfrente-a e derrote-a da maneira que achar adequada. E então, dê um desfecho criativo para sua missão.

Pontos Adicionais

➳ Missão one-post mediana interna para Daniel Richtoff;
➳ Horário de início: livre;
➳ Tempo: Frio, nublado;
➳ Local: Los Angeles, CA;
➳ Não utilize cores muito cegantes ou templates com barra de rolagem;
➳ Poderes (Todos com nível, separados entre ativos e passivos) e armas em spoiler;
➳ Peço para que envie uma MP, agilizará todo o processo;
➳ Prazo de postagem de 15 dias com margem de erro de 24 horas;
➳ Caso necessite de um aumento no prazo, tenha dúvidas ou coisas do tipo é só mandar uma MP.

condições on-game

Daniel Richtoff— Filho de Hipnos, nível 3
HP (120/120)
MP (120/120)

Catherine Burkhardt
avatar
Mentalistas de Psiquê
Mensagens :
319

Localização :
Londres

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♥ the interview — mopim para Daniel Richtoff

Mensagem por Daniel Rothmud em Qui 19 Abr 2018, 22:41


SPIDER-MAN
DANIEL ROTHMUD

Califórnia – Casa de Matt Vincent e Pacifica Thompson

Infelizmente, naquela movimentada e amplamente renomada cidade comercial, Dan vivia temporariamente de uma forma que sempre desprezou; dependendo de outros. Estava morando (ou, como seus amigos preferiam dizer, passando um tempo) na pequena casa um casal muito estimado por ele que conheceu em uma escola pública no Kansas, e que agora viviam em Los Angeles, bem próximos das universidades que pretendiam seguir. O primeiro dos conhecidos, Matt Vincent, era um homem alto de pele negra, cabelo preto desdenhado e um físico um tanto quanto atlético; nos tempos de colégio, era um famoso pestinha que assombrava as aulas da grande maioria dos professores com suas piadas e bobagens e nos esportes se destacava de forma impressionante. Atualmente, ele planejava se juntar ao ramo do empreendedorismo e talvez ingressar à Hult International Business School; tinha uma visão ambiciosa para o futuro, e Daniel respeitava isso. Sua namorada (com quem Rothmud não teve um contato tão inquebrável de amizade, embora a conhecesse bem) chamava-se Pacifica Thompson, e desde o começo já se identificava com a medicina. Ela era uma mulher magra e branca, com um cabelo castanho e olhos verdes sempre sérios; sempre foi uma pessoa mais severa que o comum, mas Dan nunca a criticou por isso, ela continuava de qualquer modo sendo alegre e doce com todos, inclusive com ele. Durante a sua estadia em Nova York e posteriormente Los Angeles, Rothmud passou parte de seu tempo tentando se esquivar da vista de ambos Clube da Luta e seguidores de Éris; era uma pessoa individual demais para seguir uma linha de pensamento coletiva, seja benéfica ou maléfica para a humanidade. Em vez de se assimilar com um dos grupos, procurava a expansão de seus poderes e habilidades já revelados para si através da mais pura leitura de obras mitológicas, para que quando procurado por qualquer ser de origem divina pudesse ser plenamente capaz de se defender e reclamar seu próprio espaço; contudo, algo estranho se arrastava pelos sonhos vívidos como uma sombra malévola em uma sala de completa luz, algo que o alertava. Apesar de astuto e inteligente, a ingenuidade do garoto sobre o mundo sobrenatural ainda era inegável, tinha muito o que aprender.

[...]

Naquela típica residência americana, um quintal curto que vinha antes de uma casa pequenina, mas confortável e atraente, Daniel estava utilizando o notebook na sala de estar, um cômodo pequeno composto apenas por dois sofás alinhados em frente a uma mesa de madeira escura com uma televisão moderna, poltronas perdidas em certos cantos e um longo tapete cinzento no centro. A iluminação era de um amarelo fraco, produzida por uma única lâmpada no teto e espalhada por todo o ambiente. O filho de Hipnos via em silêncio um vídeo aleatório de título "The true creativity is adapting" com o gato da família deitado sobre uma das almofadas a sua direita quando a central de ações do software apitou com um novo email recebido. Ele pausou o vídeo e resolveu ler a mensagem enviada aparentemente por uma empresa;Starshare Technological Production Company. Naquele instante compreendeu o que se passava e moldou um sorriso de entusiasmo no rosto; havia visto um anúncio sobre a procura por um assistente executivo na empresa tecnológica dias antes e, buscando acumular um pouco de dinheiro próprio, se inscreveu dentre os candidatos por uma entrevista pelo emprego. Tudo o que precisava saber se encontrava nas linhas daquele comunicado; o evento seria em três dias, ás cinco horas da tarde e no prédio principal da corporação, que se encontrava no centro comercial de Los Angeles. Não conseguia medir o tamanho de sua ansiedade, mas respirou fundo e resolveu continuar a ver o vídeo de outrora.

Califórnia – Casa de Matt Vincent e Pacifica Thompson; sete horas depois, reino dos sonhos

Daniel estava inconsciente do que existia verdadeiramente à sua volta; deitado naquela cama solitária do quarto de visitas e sob o som de um ventilador desajustado, a realidade era ceifada para dar espaço ao que de fato importava para aqueles que apreciavam a criatividade; o reino do sonhar.

Dessa vez, Rothmud vestia-se com um elegante terno branco, onde todo aquele vazio no tecido parecia de alguma forma vivo, movimentando-se como fumaça de um lado para o outro. Estava com uma calça social de mesma coloração e um sapato puramente negro; à sua volta, as paredes pálidas erguiam-se de maneira sincronizada, e o que antes era somente a sua própria figura se abriu para um grande cenário festivo. Haviam nobres mesas de mármore à sua esquerda, adornadas com comidas requintadas sobre as suas superfícies; o chão parecia composto por pedras brancas e polidas e a luz era clara e eficiente. Naquela festa aparentemente rica, onde somente pessoas de majestosa condição social seriam convidadas, conseguia ver um excesso de indivíduos trajados de maneira semelhante, bem-vestidos e alinhados, alternando desde homens com ternos ou coletes à mulheres com vestidos de primeira qualidade. Dan não tinha a mínima ideia do que fazia lá, mas algo naquele evento que possivelmente refletia sua ambição chamou-lhe a atenção; viu uma silhueta feminina entrar em uma das portas daquele salão, acompanhada por um riso agradável que o filho de Hipnos apenas pôde ouvir.

Ele decidiu segui-la; apesar de presenciar somente uma espécie de sombra da senhorita e de suas vestimentas esvoaçantes, algo nela o enfeitiçava e seduzia. Rothmud se aproximou da entrada para o novo cômodo de maneira quieta e curiosa e, ao abrir a porta, deparou-se com uma cena sem dúvidas bizarra; ainda um mero vulto, a mulher segurava uma dupla de talheres de prata e servia-se de uma bandeja metálica no centro de uma enorme mesa, mas aquilo que ela cortava com a faca e espetava com o garfo não era um alimento comum; ela se banqueteava com o corpo de um recém- nascido ainda vivo, retalhando seus bracinhos com a lâmina antes de trazê-los para os lábios e mastigá-los sem hesitação. No momento que viu o sangue escorrer dos lábios até o queixo da assassina, seu terno anteriormente esbranquiçado se tornou subitamente escarlate e o sonho se repartiu em instantâneo; havia perdido o controle.

Ele se estendeu ofegante do colchão com um susto, e de alguma forma tinha ciência perfeita de que aquilo não era comum, e sim uma espécie de alerta. Era filho do deus do sono e diretamente ligado com os Oneiros, dentre eles Morfeu; ser incapaz de comandar seu próprio sonho era estranho para ele, mesmo não sendo experiente sobre seus poderes. Resolveu que já tinha tido o suficiente de tempo adormecido e se levantou, apto a preparar uma boa caneca de café.

Califórnia – Starshare Technological Production Company; dois dias após

Daniel vestia-se com uma camisa social emprestada por Matt, uma calça executiva negra e sapatos de mesma cor; estava caminhando de forma apressada pelas ruas de Los Angeles, repletas de movimento público e dos mais variados tipos de pessoa, afinal, estava em um centro comercial. O táxi havia o deixado bem próximo da porta da construção, e o horário devia ser algo entorno de quatro e quarenta da tarde. Ele por algum motivo trazia, como sempre, a algibeira semidivina em uma mochila encouraçada, assim como um punhado de dinheiro e seu estranho livro de conhecimento expandido. Finalmente entrou no prédio, brindando o recepcionista com um sorriso simpático; o homem era feio, de cabelo raspado e uma imensa verruga sobressaltada no nariz, e perguntando-lhe sobre mais informações sobre o local da entrevista. Foi apontado para o sétimo andar e, nervoso, foi o quanto antes para os elevadores.

Subiu até o sétimo andar na mais precisa quietitude, enquanto recitava para si mesmo no cérebro tudo aquilo que era importante de ser ressaltado para uma entrevistadora. Alcançou seu destino e abandonou o transportador, adentrando em uma sala por uma porta de vidro. O espaço era limpo, repleto de poltronas negras que formavam uma espécie de fila de espera à direita de um balcão de funcionários, mas algo estava excentricamente errado; não haviam pessoas sentadas aguardando e muito menos trabalhadores no local. Tomado por uma expressão de dúvida, Daniel revirou os olhos pelo ambiente mais uma última vez antes de se prontificar para ir embora, quando uma voz feminina cortou o silêncio e o chamou pelo nome.
– Daniel Rothmud!?
- Huh, sim? – E caminhou até um cômodo de conferências que encontrava-se depois de um corredor ao lado do balcão, inseguro. Ele pisou em uma espécie de escritório somente para ver algo que fez seu futuro comentário travar por um momento e seu coração bater mais forte; sentada por trás da longa mesa, em uma cadeira giratória, havia uma mulher simplesmente magnífica. Dona de curtos fios loiros, finos e perfeitamente lisos que paravam em seu ombro, a moça possuía traços finos no rosto, olhos profundamente verdes e uma dupla encantadora de pintas na lateral esquerda da bochecha, que pareciam estar alinhadas em diagonal em sua face. Ela trajava um vestido empresarial cinza escuro, e muito provavelmente um salto alto.

Quando ele sorriu de agitação, ainda surpreso, ela o correspondeu da mesma forma, e Dan pôde ver seus dentes maravilhosamente brancos.

– Sente-se, sente-se. Fique à vontade. – Sua entonação era tão angelical que à partir dali Rothmud se esqueceu completamente de perguntar o motivo da fila estar vazia e não haver funcionários em serviço além dela. – Me chamo Theresa, tudo bem? Podemos começar quando quiser.
- Prazer, Theresa. Tudo bem, sim! Espero que também esteja. – Ele parou por um momento, colocando a mochila encouraçada por cima de uma cadeira sem nada à sua esquerda. – Na verdade, eu prefiro começar o quanto antes...

E começaram a conversa verdadeira, abandonando a cortesia social padronizada no mundo, mas que nenhum dos dois lados realmente se interessa (Olá! Tudo bem? Blá blá, sim, e você?) Theresa, como se apresentou, questionava de maneira um tanto superficial sobre as possíveis perícias ou talentos de Daniel, suas pretensões na empresa, seu grau de responsabilidade, afazeres, costumes, pontos positivos, negativos, etc. Como nunca esteve antes em uma entrevista, Dan não achou nem um pouco fraco e respondeu a todas as perguntas da maneira mais carismática que podia; ele era bom em moldar máscaras sociais, consequência de certas instabilidades em seu sistema psicológico.
- Sim, eu acredito que, apesar de ser como todo humano, falho e muitas das vezes errôneo, me esforço verdadeiramente para melhorar a condição daquilo em que estou empregado a realizar; isso me ajuda a me enxergar no espelho como um indivíduo. Se não estou dando o melhor de mim, então qual o porquê de eu estar vivendo?
– Ahr, sim, Daniel! Você parece sim ser uma pessoa muito determinada! Aposto que é incrível. – E ela sorriu. Rothmud jurava que via uma bipolaridade de sentidos naquilo que Theresa dizia.
– Bom, eu tenho certa experiência em lidar com as pessoas, com horário, planejamentos e organizações, já que estive grande parte da vida ajudando na gerência de um hotel no Kansas, um ofício em família, sabe? Posso certamente ajudar na administração da empresa como secretário executivo.
– Claro, uhum... tenho certeza que ajudaria. Fala mais de um idioma, Daniel? – Ela replicou em um tom sugestivo, quase que malicioso. Ela estreitava os olhos por centímetros enquanto se comunicava, como se tentasse seduzi-lo.
– É... consigo dialogar bem em francês, tive classes durante a escola sobre o assunto e certos cursos específicos...

E as perguntas prosseguiram, muitas delas eram mais particulares que o tradicional, como se Theresa brincasse com ele durante a entrevista.
– Você é solteiro?
– Sim, sou.
– Nossa... não consigo entender como um rapaz tão esbelto não têm uma namorada. Por que não continuamos a entrevista em outro lugar...? Que tal... um motel? – E foi se aproximando de Rothmud de maneira lenta conforme falava, como um filme de romance. Dan conseguia sentir o aroma perfumado que a mulher exalava, e conseguia também ver seus lábios semiabertos chegarem mais e mais perto. Por um segundo, pensou que fosse o beijar, e honestamente, de fato torceu para que isso ocorresse. Mas assim que o alcance de Theresa já era adequado, ela se contorceu para frente com um súbito solavanco e tentou rasgar-lhe a garganta com um quarteto de caninos afiados que pareciam ter surgido repentinamente em sua boca.

Daniel se inclinou para trás, fazendo com que a cadeira se virasse e desabasse de costas no piso branco do cômodo; conseguiu se livrar por pouco das presas, que chegaram a raspar em seu queixo. Ele não foi capaz, apesar disso, de livrar-se das garras afiadíssimas que perfuraram suas costelas direitas com um ataque em horizontal, ágil e preciso. Sentiu o sangue escorrer pela cintura enquanto grunhia de dor, repleto de adrenalina. O filho de Hipnos se arrastava para trás o melhor que podia, passando por cima da cadeira derrubada de uma maneira desastrada e manca. Quando olhou melhor para Theresa, pôde ver que sua pele agora vibrava em um pálido bestial, uma de suas pernas parecia animalesca; repleta de pelos, e a outra parecia feita inteiramente de bronze. Os fios anteriormente loiros e elegantes agora ascendiam pelo ar em um tom agressivamente rubro; aparentavam estar pegando fogo.

– TOLO SEMIDEUS! – Disse em uma voz explosiva e em seguida gargalhou violentamente, perseguindo-lhe pela sala de conferência enquanto Dan recuava para a esquerda, contornando a cadeira caída. – Achou mesmo que ganharia um encontro com uma empousa, bobinho?  

Theresa, se fosse mesmo esse o seu nome, projetou-se com um salto em sua direção, tentando encravar as garras em seu ombro. Naquela fração de segundos que tinha como reflexo, a mente do filho de Hipnos se abriu para novas possibilidades. Ele se recordou do vídeo que havia visto durante à noite de três dias atrás, "the true creativity is adapting", e por um momento sentiu como se fosse capaz de fazer qualquer coisa. Rothmud pulou contra a parede (sim, contra a parede), e pisou naquela superfície inclinada como o próprio homem-aranha. Ele capturou a mochila encouraçada com as mãos e correu em direção ao teto enquanto procurava a algibeira mágica; estava aderente a qualquer plano físico, seja ele reto ou não. A empousa observou a cena em choque, e tentou apanhar o herdeiro de Hipnos com pequenos saltos de maneira falha.

Agora, Daniel já removia a espada Lullaby da sacola encantada e prontificava-se a exterminar o monstro que o enganara. Estava de cabeça para baixo, mas os olhos permaneciam estáticos na imagem da besta. Ele forçou o maxilar e emplacou uma investida do teto até a parede e da parede até o chão, posicionando-se diretamente no flanco direito da empousa, prontificado a trucidá-la. Estranhamente familiarizado com a lâmina em mãos, recortou o ar na vertical, de baixo para cima, e arrastou a ponta do armamento com tudo no ombro da mulher, que berrou muito alto, tropeçando para trás com um semblante de pura fúria. Rothmud ainda experimentava a dor lancinante na costela, e percebia a camada escarlate de sangue continuar jorrando repetitivamente pelo ferimento das garras; precisava terminar aquilo rápido, ou o machucado poderia se desenvolver em uma hemorragia mortal. A aberração mitológica, sua rival no momento, revirou-se contra ele de forma implacável e tentou mais uma vez atingi-lo com as unhas agudas da mão esquerda, mas dessa vez o semideus foi mais rápido; Dan refletiu a garra com a lâmina e estocou a sua ponta em seu peito, onde chutou ser o coração. Ela desmoronou no piso para trás, e rodopiou uma vez no chão antes de prensar sua arma natural contra a canela do filho de Hipnos; o que forçou seu corpo para baixo.

O sonhador caiu ao lado da empousa, que já agonizada à beira da morte. Ele sentiu a agonia das feridas se alastrarem por todo o corpo, mas estava decidido a não se deixar levar de maneira tão fácil. Tentou se reerguer usando a outra perna como apoio e com o auxílio da mesa de madeira, e conseguiu sob o custo de uma exclamação de dor.
– Vadia estúpida! Quem é o tolo agora? – A besta se contorcia pelo chão e tentava correspondê-lo a altura, mas as lesões claramente a incapacitavam. Dan a retalhou pela última vez diretamente no pescoço, repartindo sua cabeça do resto do corpo; e nesse instante o ser se desfez em poeira negra, morto e enviado para as terras de Hades. Naquela sala, o chão estava inteiramente lotado de sangue. Removeu o tecido da manga da camisa social com um puxão de ambos os lados e utilizou dele para amarrar os cortes no corpo e conter o fluxo incessante de sangue; estava ensopado de vermelho. Precisava se livrar daquela cena criminal de alguma forma caso não quisesse ser enviado para a prisão, e olhou ao redor por minutos até pensar em algo.
– Que bagunça... – Rothmud caminhou até a o banheiro do andar e encontrou lá uma lixeira vazia, uma pia e uma privada. Ele refletiu e chegou a uma conclusão digna; destampou a lixeira e encheu o seu conteúdo com a água da pia e então, novamente a tampou. Carregou o objeto consigo até o piso banhado em sangue e o descarregou lá, transformando o chão em uma poça úmida composta pela mistura dos dois líquidos, sangue e água. Quando o sangue já era mais disperso pela água e não destacado como antes, retornou para o banheiro, largou a lixeira em um dos cantos e procurou um possível tecido para secar tudo aquilo. No quarto de manutenção, encontrou um pano de limpeza típico, e usou dele para seguir com seu plano.

Ao finalizar, o piso era límpido como antes, e não se podia ver a olho nu qualquer marca de confronto. Ainda assim precisava se livrar daquele pano repleto de rúbeo, mas a solução não foi difícil. Encontrou um espaço vazio na algibeira mágica, junto da espada e do livro encantado, e novamente abandonou o andar, caminhando desesperadamente até o elevador, temporariamente manco. Agora, mais que tudo, precisava driblar a segurança, pois suas vestimentas estavam picotadas e seus ferimentos, apesar de cobertos, ainda deixavam um registro sanguíneo na superfície. Ele ponderou calado ao entrar no seu transporte para o térreo, e arregalou os olhos com animação ao se aprofundar em uma linha de pensamento insana. E se não saísse pela porta da frente? Ele pressionou o botão do segundo andar freneticamente e aguardou o elevador parar, sorrindo de entusiasmo. Mancando, ultrapassou um corredor felizmente vazio e encarou uma grande janela disposta em seu final, realmente faria aquilo?

Daniel o fez, bizarramente, mas o fez. Ao horário de seis horas e meia, na já escurecida e noturna cidade de Los Angeles, um semideus corria em linha reta para baixo de um prédio pela sua superfície vertical. Ele estava novamente dobrando a realidade, enganando a gravidade. No escuro, era improvável que o vissem, ainda mais tendo descido cinco andares pelo elevador justamente para que não utilizasse o poder por tempo demais e para que sua história não acabasse tragicamente, consigo sendo visto ou mesmo perdendo o controle e desabando para a morte. Embora maníaca, a experiência de fugir daquela construção da maneira mais improvável possível era, na visão de Daniel, insuperável.

Poderes:
Passivos:
♦️ Nível 1

Perícia com espadas ▬ O filho de hipnos tem uma familiaridade instintiva com espadas, aprendendo a manuseá-las com mais facilidade do que outras armas. Note que a perícia é algo evolutivo e não indica o sucesso do movimento ou um conhecimento imediato, apenas um aprendizado menos dificultoso. [Modificado]

♦️ Nível 2

Relógio biológico alterado ▬ O filho de Hipnos precisa dormir menos do que os outros mortais - ainda que acabe passando mais tempo dormindo por causa de seus poderes. Nesse nível, ele passa a necessitar de uma hora a menos de sono que um semideus/ humano comum, dormindo apenas 7h por noite. A cada 5 níveis acima, o tempo de sono diminui 1h, até chegar a um mínimo de 4h por noite, sendo este o período necessário para que seus poderes façam efeito. [Modificado. Antigo "Corpo e Mente Sadio"]

Conhecimento sobre sonhos - Filhos e filhas de Hipnos tem mais faciidade em interpretar sonhos, sejam eles sonhos bobos e infantis ou sonhos mais importantes, mandados por entidades poderosas. Isso também vale para profecias enviadas através desse meio, embora se saiba que o futuro tem diferentes ramificações e, até mesmo se interpretando bem, não é possível saber muitas coisas, como no caso da Profecia dos Sete ou a de Percy Jackson. a porcentagem de sucesso na interpretação quando realizada por eles sobe em 20%. [Novo][Idealizado por Ariana R. O"Connor]

Ativos:
♦️ Nível 2

Quebrar a barreira da realidade I: Deslocamento aprimorado - O filho de Morfeus consegue alterar a realidade, se deslocando de uma maneira que normalmente não seria possível: andando pela parede de edifícios, sobre a água, etc. É como se possuíse aderência sobre qualquer superfície palpável. Dura 3 rodadas. [Novo]

Itens:
Usados;

{Lullaby} / Espada [Mede cerca de 80 cm, com 65 em sua lâmina. É feita de bronze sagrado; bastante afiada. Seu punho é coberto, com uma guarda de mão trabalhada não apenas no sentido decorativo. Tem dois gumes e há uma escrita entalhada na lâmina no fuller dela: "Bom sono". No nível 20, torna-se fones de ouvido, desse que são acolchoados, que não são feitos para serem conectados a eletrônicos, mas para minimizarem o som para dormir; nessa forma, contudo, não afeta poderes sonoros ou coisa assim.] {Bronze sagrado e couro branco} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hipnos]

{Sand bag} / Bolsa [Bolsa de veludo preta com zíper dourado. Dentro da bolsa uma quantidade ilimitada de areia mágica pode ser encontrada, sendo que mesmo que a areia seja perdida retornará para dentro da bolsa. Esse item é essencial para que o filho de Hipnos consiga usar alguns de seus poderes. Além disso, suporta guardar três objetos de tamanho até, no máximo, 150 cm, sendo que seres vivos não podem ser colocados aqui; o item deve passar pela abertura da bolsa, obviamente, e caso a sacola seja de alguma forma danificada, assim impedindo seu uso, ela retornará aos pertences do semideus, em seu chalé ou seja lá onde for seu lar.] {Couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hipnos]

Citado:

— {Tomo do Conhecimento} / Livro [De capa dura e enorme, o livro assume a capa que o portador desejar, além de possui propriedades mágicas relacionadas ao conhecimento. Uma vez por missão, o portador pode pesquisar uma fração do conhecimento divino sobre determinada criatura ou item, contanto que o nível mínimo do pesquisador seja maior que o do item pesquisado. Não funciona com semideuses ou deuses, apenas criaturas ou itens. Pode ser melhorado.] (Couro, bronze, papel) [Nível Mínimo: a definir] (Sem elementos){Recebimento: SMART (MOPIF), avaliado por Grimmjow Yuikimura e atualizado por Ares]









Daniel Rothmud
avatar
Filhos de Hipnos
Mensagens :
6

Localização :
LA, Califórnia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♥ the interview — mopim para Daniel Richtoff

Mensagem por Catherine Burkhardt em Sex 20 Abr 2018, 23:26


avaliação
Missão One-Post Interna Mediana para Daniel Richtoff

Hello, dear.

Você executou todos os pontos obrigatórios com perfeição e além de ter uma ótima narração, conseguiu inserir sua trama/características de seu personagem na narrativa com maestria. As cenas de alerta nos sonhos, particularmente, me cativaram bastante. Mas nenhum texto é completamente isento de erros e eu pude identificar algumas falhas recorrentes que uma revisão mais atenciosa teria previnido.

Daniel escreveu:Estava morando (ou, como seus amigos preferiam dizer, passando um tempo) na pequena casa de um casal muito estimado por ele que conheceu em uma escola pública no Kansas, e que agora viviam em Los Angeles, bem próximos das universidades que pretendiam seguir.

Daniel escreveu:Naquela típica residência americana, com um quintal curto que vinha antes de uma casa pequenina, mas confortável e atraente, Daniel estava utilizando o notebook na sala de estar, um cômodo pequeno composto apenas por dois sofás alinhados em frente a uma mesa de madeira escura com uma televisão moderna, poltronas perdidas em certos cantos e um longo tapete cinzento no centro.

No primeiro quote, você cometeu dois erros: o primeiro foi ter esquecido a preposição de e o segundo foi ter se referido, nas orações subordinadas seguintes, ao casal utilizando o verbo e o substantivo no plural. No segundo quote, você novamente esqueceu de utilizar uma preposição, nesse caso com.

Daniel escreveu:Durante a sua estadia em Nova York e, posteriormente, em Los Angeles, Rothmud passou parte de seu tempo tentando se esquivar da vista de ambos Clube da Luta e seguidores de Éris; era uma pessoa individual demais para seguir uma linha de pensamento coletiva, seja benéfica ou maléfica para a humanidade.

Avaliadora escreveu:Durante a sua estadia em Nova York e, posteriormente, em Los Angeles, Rothmud passou parte de seu tempo tentando se esquivar da vista tanto do Clube da Luta quanto dos seguidores de Éris; era uma pessoa individual demais para seguir uma linha de pensamento coletiva, seja benéfica ou maléfica para a humanidade.

Aqui, tenho outras duas observações para fazer no quesito gramatical e uma no sentido coerência. Como você pode notar ao comparar o seu trecho e o reescrito por mim, houveram alguns erros de pontuação. Igualmente, o uso de ambos teria sido mais adequado se os termos que você se referiu fossem citados antes. Nesse caso em especial o uso de tanto... quanto seria o mais indicado pois fornece uma coordenação de dois elementos de maneira igualitária, o que você pretendia expressar.

No quesito coerência, você especificou que seu personagem é afastado do mundo semidivino e, pelo que entendi, não frequentou o acampamento, escolhendo treinar seus poderes sozinho. Portanto, como você poderia estar atualizado nos acontecimentos da batalha entre Éris e o Olimpo, sabendo inclusive a localização dos sobreviventes? Se você mantém contato com alguém que está no Clube essa relação deveria ter sido citada ou explicada em um spoiler.

Daniel escreveu:Quando olhou melhor para Theresa, pôde ver que sua pele agora vibrava em um pálido bestial; uma de suas pernas parecia animalesca, repleta de pelos, e a outra parecia feita inteiramente de bronze. Os fios anteriormente loiros e elegantes agora ascendiam pelo ar em um tom agressivamente rubro: aparentavam estar pegando fogo.

Daniel escreveu:Finalmente entrou no prédio, brindando o recepcionista com um sorriso simpático; o homem era feio, de cabelo raspado e uma imensa verruga sobressaltada no nariz, e perguntando-lhe sobre mais informações sobre o local da entrevista. Foi apontado para o sétimo andar e, nervoso, foi o quanto antes para os elevadores.

Avaliadora escreveu:Finalmente entrou no prédio, brindando o recepcionista com um sorriso simpático; o homem era feio, de cabelo raspado e uma imensa verruga sobressaltada no nariz. Perguntando-lhe sobre mais informações sobre o local da entrevista, foi apontado para o sétimo andar e, nervoso, foi o quanto antes para os elevadores.

Nesses dois trechos temos dois erros que foram bastante recorrentes ao longo de sua narração: frases muito longas e uso excessivo — e, por vezes, desnecessário — de ponto e vírgula. No primeiro quote, você inverteu o lugar da vírgula por ponto e vírgula (uma pausa maior que a vírgula, porém menor que um ponto) e o utilizou no lugar de dois pontos (uma suspensão da voz do narrador, nesse caso com o objetivo de esclarecimento).

Creio que uma das razões para seus erros com essa pontuação foi a extensão de suas frases, quando você poderia, como demonstrado no terceiro quote, ter usado o ponto final e iniciado uma nova oração.

Daniel escreveu:Subiu até o sétimo andar na mais precisa quietude, enquanto recitava para si mesmo em seu cérebro tudo aquilo que era importante de ser ressaltado para uma entrevistadora.

Aqui, você deve ter se confundido e escrito quietitude quando a palavra correta é quietude. Além disso, você usou a preposição no quando o correto seria o uso da preposição em.

Daniel escreveu:O sonhador caiu ao lado da empousa, que já agonizada à beira da morte.

Por fim, mas não menos importante, no que suponho ter sido um erro de digitação você colocou o verbo agonizar no particípio passado agonizada, quando o correto seria no pretérito imperfeito agonizava.

Antes de encerrar essa avaliação, devo apontar mais duas coisas. Primeiro, que a cor que você utilizou para as falas da Empousa estavam um pouco cegante, o que acabou prejudicando minha leitura, pois tinha que parar e me concentrar pra ler as falas. Segundo, quando você enfrentar monstros ou NPCs semideuses é recomendado que coloque em spoilers os poderes utilizados pelos monstros — os passivos e os ativos, esse último que você não utilizou, o que pode acabar diminuindo drasticamente a dificuldade de um combate e, por consequência, sua pontuação.

No mais, você foi muito bem, mas, como todos nós, tem alguns pontos para aprimorar. Foi um prazer passar essa missão para você!
pontuação

➳ Coerência 45/50;
➳ Coesão, estrutura e fluidez 21/25;
➳ Objetividade e adequação à proposta 15/15;
➳ Ortografia e organização 7/10;

Recompensas= 88xps (x4) = 352 xp + 66 dracmas + item fraco:

♦️ {Sucker} / Punhal [Um punhal com lâmina de 15cm e cabo de pura prata revestido em couro. Não possui adornos ou marcas distinguíveis no cabo ou na guarda de mão, porém sua lâmina de ponta fina sem corte foi feita de garras de Empousa, sendo assim 15% mais afiada que punhais comuns. Acompanhada de uma bainha de couro simples.] {Materiais utilizados: prata, couro e garra de Empousa} (Nível Mínimo: 5) {Elemento: nenhum} [Recebimento: missão /the interview/, avaliada por Catherine Burkhardt e atualizada por ---]

status final

Daniel Richtoff— Filho de Hipnos
+ 3 níveis
+ 52 xp
- 35 HP
- 16 MP por uso de poderes ativos
- 15 MP pelo esforço físico

Para narradora Catherine Burkhardt: 15 xp + 20 dracmas

Aguardando atualização

Catherine Burkhardt
avatar
Mentalistas de Psiquê
Mensagens :
319

Localização :
Londres

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♥ the interview — mopim para Daniel Richtoff

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum