Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

— dragonborn (EVENTO)

Página 1 de 4 1, 2, 3, 4  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

— dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Seg 28 Maio 2018, 00:00


dragonborn

Desde a queda de Alcatraz, as coisas não eram mais as mesmas.

Havia algo diferente no ar; uma sensação de alerta constante, injeções de adrenalina involuntárias, deixando aqueles envolvidos nas novelas divinas num constante estado de apreensão. O que de ruim pode acontecer em seguida? Ninguém sabia nomear o que causava o frio na barriga, as noites em claro e o medo constante de que o próximo minuto seria o último de sua vida.

Por meses, nada aconteceu. Até que a paz fora dilacerada da forma mais brutal possível.

De repente, o mundo inteiro pareceu ser tomado pelos mais diferentes desastres e catástrofes. Terremotos, erupções vulcânicas, enchentes. Nevascas fora de época, tão longas que pareciam promessas de um inverno eterno. Os bastardos poderiam ter ignorado, é claro. Não é da minha conta, muitos pensaram. Até que... Sem que pudessem escolher ou choramingar, passou a ser de sua conta.

A causa para tudo? Desconhecida. Cabia a eles descobrirem o motivo para, mais uma vez, o mundo estar a beira de um apocalipse.


pontos obrigatórios


• Introduza seu texto. Você pode usar os parágrafos acima como um guia, adaptando as informações dadas. Seu personagem deve entrar em contato com a trama do evento de alguma forma, seja por sonho, boatos, aviso... De algum jeito, ele deve saber que os dragões estão envolvidos, mas não saberá de que forma;

• Pesquise sobre a informação que chegou até você. Em sua investigação, você deve encontrar um possível local para viajar — este destino deve ser relacionado com seu sonho, ou a forma que você ficou sabendo dos estranhos acontecimentos (tenha em mente que os dragões no fórum são elementais);

• Considerando que este é um evento sendo avaliado como difícil, há a condição especial de que cada player só pode levar consigo um máximo de 5 (cinco) itens de seu arsenal, que devem ser escolhidos desde o primeiro turno. Poderes de invocação serão aplicáveis em turnos futuros. Pets também serão limitados: apenas um por jogador, e poderes de teletransporte do pet serão aplicáveis em turnos futuros (exemplo: cães infernais viajando pelas sombras);


player


Ayla Lennox
Nível 152
1510/1610 HP
1484/1610 MP

Catherine Burkhardt
Nível 86
950/950 HP
950/950 MP

Dimitri S. Belikov
Nível 1
100/100 HP
100/100 MP

Emmeraude Charlotte Fabrey
Nível 7
160/160 HP
160/160 MP

Garrett Bardrick
Nível 36
225/450 HP
225/450 MP

Gregory Castellan
Nível 125
1340/1340 HP
1048/1340 MP

James Archeron
Nível 42
510/510 HP
510/510 MP

Jeff Smith
Nível 49
580/580 HP
556/580 MP

Jessamine H. Julie
Nível 60
680/690 HP
680/690 MP

Jhonn Stark
Nível 89
985/1000HP
688/1000MP

Joah Dongho
Nível 19
190/280 HP
190/280 MP

Joe Bullock
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Joel Hunter
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Jung Wormwood Aconite
Nível 6
150/150 HP
150/150 MP

Logan Montecarlo
Nível 76
845/850 HP
850/850 MP

Maisie De Noir
Nível 57
650/660 HP
650/660 MP

Melanie Gauthier
Nível 46
500/550 HP
436/550 MP

Peter Lost
Nível 71
761/800 HP
689/800 MP

Sadie Browen
Nível 115
1240/1240 HP
1240/1240 MP

Thea Françoise d'Orleans
Nível 24
330/330 HP
330/330 MP

Vicka L. Danniels
Nível 58
670/670 HP
670/670 MP

Victor Glaciem
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP


regras e informações


— Este é um evento no formato de missão one-post contínua, avaliado como difícil de acordo com o sistema de missão por dificuldade. O evento possui requisitos próprios para a obtenção de suas recompensas em itens e habilidades, que podem ser conferidas no post de inscrição;

— Vocês tem exatos 7 (sete) dias para postar, ou seja, o prazo encerra-se às 00h do dia 04/06/2018. As regras de punição, que podem ser conferidas no post de inscrição do evento, estão válidas aqui;

— Considerando as condições específicas deste evento, cada player pode levar apenas 5 (cinco) itens de seu arsenal. Os itens devem ser escolhidos desde o primeiro turno. O mesmo se aplica a pets: apenas um por player. Poderes de invocação serão válidos nos turnos seguintes;

— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);

— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;

— Dúvidas, problemas? Precisa de um prazo maior? Me mande uma MP.






Éris
avatar
Administradores
Mensagens :
263

Localização :
unknow

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Victor Glaciem em Seg 28 Maio 2018, 14:39


Dragonborn

things will never be the same anymore - turno 01


Max estava dormindo. Quione, a jovem deusa e princesinha dos temperamentais, acabara de sair depois de uma longa sessão de tortura aos meus instintos. Eu deveria estar em paz, mas, por mais uma noite, não havia um mínimo de sono em meu organismo. As lembranças do caos espancavam minha mente com uma intensidade que eu não poderia compreender.

Na verdade, podia.

Quase perdi meu irmão para a morte naquele dia escuro. Raios, tempestade, fogo e lâminas para todo lado. O acampamento fora completamente destruído, o exército comandado por Quíron fugiu subjugado e humilhado, quase exterminado. Quando cheguei, meu único propósito era retirar Max de toda aquela confusão, mas acabei batalhando a favor dos servos dos deuses para evitar que ele fosse empalado.

Na primeira oportunidade, agarrei o garoto pela cintura e o prendi na carruagem emprestada por Bóreas para começar a jornada de volta. Sabia que o rei gelado cobraria pagamento por aquele favor pelo resto da minha vida e que eu precisaria aguentar Zetes e Calais pelo mesmo tempo, mas era um preço que eu pagaria sem sofrimento, considerando que finalmente tinha meu caçula perto de mim outra vez.

Agora eu passava noites em claro, cada estalo de eletrodoméstico velho parecendo trazer consigo um ataque dos soldados de Éris. Como se eles estivessem mesmo dispostos a caçar o campista que havia fugido na companhia de um desconhecido... Mas o mundo não era mais o mesmo e a minha preocupação, por mais exagerada que fosse, não iria embora tão cedo. Na verdade, as coisas só piorariam.

* * *

— Isso é coisa da sua namorada ou precisamos nos preocupar, Victor? — Perguntou Max, de forma muito pertinente.

O Canadá estava tomado por uma nevasca absurda demais para ser natural, assim como o resto do mundo, que parecia entrar em colapso. Queimadas, tempestades, terremotos e vulcões castigando o solo depois de muito tempo adormecidos. Todas as influências míticas deveriam estar envolvidas nesse problema generalizado e ninguém parecia ter respostas concretas sobre o assunto.

— Ela não é minha namorada.

— Vamos nos preocupar, então.

— "Vamos" coisa nenhuma. Você vai ficar aqui, onde é seguro. Eu resolvo isso. Nem tente começar a discutir!

Max se contentou apenas com um suspiro de frustração e um rolar de olhos. Superprotetor? Eu? De jeito nenhum... Era só a ideia de perdê-lo outra vez que muito me aterrorizava, por mais semideus e corajoso que ele fosse. Acabamos, naquela última noite de paz insegura, sentados diante da TV e atentos a cada notícia de catástrofe que chegava em tempo real às emissoras. Por volta das onze e meia, meu irmão disse que iria dormir. Foi a última vez que o vi.

* * *

Estou paralisado dentro de uma geleira absurdamente grande. Por minha pele, um vento gelado sopra em intervalos periódicos, como uma respiração. Sinto-me observado e viro-me em todas as direções, tentando descobrir quem é o responsável por aquilo. Eventualmente, deparo-me com um par de olhos reptilianos enormes e azuis. Um rugido faz a geleira vibrar perigosamente. Tudo se apaga.

A primeira coisa que encarei foi o teto da sala, quando meus olhos se abriram. Estava afundado no sofá puído, a TV ligada no último canal que eu lembrava de ter assistido, mas minha mente só me fazia enxergar o sonho. Aquilo era um dragão? Preso em uma geleira, expirando rajadas de ar em temperatura extremamente baixa e causando tremores com seus rugidos... Ah, não...

Desejei não ter entendido como uma mensagem, mas, sendo um semideus, o pensamento não poderia ser diferente. Eu provavelmente fazia parte de um seleto grupo de amaldiçoados que salvariam o mundo de um problema grande demais mais uma vez. Encarei o anel branco em meu dedo e, através da porta aberta, enxerguei o arco e minhas flechas em meu quarto. Era hora de entrar no "modo guerreiro" e mergulhar no campo de batalha. Só precisava conversar com Max.

A cama perfeitamente arrumada e a total ausência de vida humana no quarto indicou-me que meu irmão não estava por perto. Chamei uma vez, duas, abri a porta do banheiro e percorri a pequena casa duas ou três vezes atrás dele. Nada. Meu irmão tinha desaparecido e eu não sabia se havia sido sequestrado por soldados da deusa da discórdia, se havia fugido para investigar o problema da nevasca ou se era uma união das duas possibilidades.

— MAXIMUS!!! — Bradei enfurecido. Não conseguia acreditar que estava acontecendo de novo. Estávamos separados mais uma vez.

Disparei para o meu quarto e troquei de roupa. Embainhei Winter, prendi Coldbreeze e Fast às costas e mantive o anel branco em meu dedo. Qualquer que fosse a razão do sumiço de Max, estava envolvida com as catástrofes em curso e o sonho estranho. Não havia outra explicação. Os meses de calmaria que vivi com insegurança foram o pequeno período de paz com o qual eu deveria ter me contentado. Não o fiz. Agora estava de volta à ação.

Minha única pista, contudo, era a geleira e eu não tinha ideia de onde encontrá-la. Mas havia alguém que sabia e que, provavelmente, não estaria muito feliz em perder espaço em seu reino para quem quer que estivesse utilizando dragões para seus propósitos. Decidi tomar o rumo do castelo de Bóreas novamente. O rei temperamental precisaria escutar o que eu tinha a dizer e eu não aceitaria um não como resposta ao meu pedido de ajuda.

— Aonde meu guerreiro favorito está indo assim, tão decidido? — A voz cheia de provocações e ironias soou, depois de eu ter andado apenas alguns metros para longe de casa. Voltei-me em sua direção.

— Quione. Nunca fiquei tão feliz em vê-la.

Ela fingiu estar ofendida.

— Pensei que nossa noite há três semanas tinha sido agradável.

— Temos problemas. Preciso falar com seu pai.

— Tudo bem, agora estou preocupada. O que aconteceu?

— O mundo está um caos. Essa nevasca não é coisa sua, é?

— Para minha total irritação, não. Tem alguma coisa interferindo na minha área de atuação e isso me deixa muito frustrada. Sabe de alguma coisa?

— Andei sonhando... Eu estava em uma geleira enorme e um dragão me encarava com ares nada pacíficos. Acredito que alguém os está utilizando para um propósito maligno.

Quione empalideceu, mais do que imaginei ser possível com sua pele já muito pálida. Seu lábio inferior estava tremendo, suas mãos abriam e fechavam em claro ar de nervosismo.

— Quão parco é o seu conhecimento sobre estas criaturas, Victor? Dragões não se permitem ser utilizados por outros seres. Seria um desrespeito para eles. Se há dragões envolvidos... isso pode ser um levante.

A ninfa das neves invocou sua carruagem de gelo e partimos diretamente para o palácio de Bóreas. O rei, surpreendido pela visita, tentou esbravejar algo sobre não termos respeito ou decência, nada tão importante, mas logo ficou em silêncio quando percebeu quão sério era o assunto. Zetes e Calais ainda tentaram ecoar os resmungos do pai, mas foram facilmente calados pelo olhar fuzilante de Quione.

Explicamos a situação. Bóreas, preocupado como nunca o tinha visto antes, deixou-se cair sobre sua enorme poltrona e o tempo fechou dentro da sala. Começou a nevar lá dentro, quero dizer, fechou mesmo. Aparentemente, o rei já estava ciente das mudanças climáticas no Canadá e, embora os mortais acreditassem na palavra de seu governante eleito, Bóreas tinha completa noção de que as origens do problema eram mitológicos.

— Entrei em contato com o Cabeça de Vento há dois dias. Ele já estava tentando retomar o controle das coisas, mas não parecia ser um problema de resolução tão previsível.

— Cabeça de Vento? — Interrompi.

— Éolo. Como eu ia dizendo, já não parecia algo simples, mas com o relato do seu sonho... Parece-me que vocês semideuses têm mais uma pedra enorme para tirar do sapato. Digo, não veio aqui achando que vou resolver seus problemas, veio?

— Eu jamais pensaria isso. Só preciso saber onde fica esta geleira. Você conhece os domínios de gelo no norte melhor do que qualquer outro — bajulei —, acredito que saberia caso algo diferente estivesse acontecendo.

Bóreas semicerrou os olhos, claramente percebendo minha postura de puxa-saco, mas acabou fechando os olhos e recitando algum mantra esquisito que só não tinha cara de magia. Conhecendo o rei gelado, provavelmente era só um exagero para impressionar enquanto se conectava com o gelo de seus domínios. Minha preocupação veio quando ele também empalideceu.

— Você está com problemas sérios, meu rapaz. Tudo o que sinto é a nevasca em níveis alarmantes. Sua geleira está ainda mais ao norte do que nós.

— Groenlândia?!

— Alasca — ele respondeu, com um tom grave que não compreendi.

— Muito obrigado.

Disparei para fora da sala, mas Quione veio junto, questionando se eu estava louco ou apenas determinado a morrer. Não tinha encontrado meu irmão? O que me levaria a cometer tamanha loucura?

— Alguém levou o Max, princesinha! Ou ele saiu para investigar sozinho, eu não sei! A última vez que o vi foi ontem à noite, antes de dormir. Não posso ficar aqui parado!

— O que você não pode é ir para o Alasca!

— E por quê?

— É uma terra além dos deuses, Victor. Estará por conta própria se for até lá!

— Bem, eu sempre estive.

— Victor...

— Eu vou, Quione! Se quiser me ajudar, aceito sua carruagem. Se não quiser, dou meu jeito. Mas eu vou!

Ela bufou, novamente em frustração. Odiava ser contrariada e, principalmente, odiava não poder interferir nas escolhas dos semideuses. Nem tudo poderia acontecer como ela queria, afinal.

— Apenas garanta que irá voltar.

Sorri.

— Está preocupada comigo, princesinha?

— Ora, faça-me o favor! Só não quero que sua filha seja criada sem um pai. Não acho que Max, aos 12 anos, tem a capacidade de ser responsável a ponto de criar a sobrinha.

— COMO É QUE É?

— Volte logo — foi a última coisa que Quione disse antes de desaparecer. Como se tudo não bastasse, uma nova bomba acabava de ser atirada em meu colo. A deusa esperava um bebê meu.

Adendos:

Poderes utilizados:

Nenhum poder foi utilizado neste turno.

Itens levados:

— {Coldbreeze} / Arco longo [Arco longo feito de madeira de álamo, branca, e metal prateado, apesar de ser bronze sagrado. Possui vários entalhes e formas curvilíneas.] {Álamo e Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Fast} / Aljava [Aljava de couro branco com entalhes prateados. Contém flechas infinitas - são comuns, de álamo e bronze sagrado, mas de acabamento fino, com penas brancas e bem equilibradas.] {Couro e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Winter} Espada longa [Espada de 90 cm, com a lâmina medindo cerca de 75 cm. A lâmina é prateada e seu cabo é esbranquiçado, feito de álamo e revestido de seda branca, com entalhes prata. Sobre a lâmina há um escrito "O Inverno está chegando" — significa o poderio da espada. Transforma-se em um anel com a mesma inscrição no nível 20.] {Álamo, seda e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Ghantī} / Anel [Este anel foi deixado para trás por Quione, ninfa da neve, durante uma missão em que Victor participou. É completamente branco e quando tocado por semideuses que não possuem poderes provenientes do frio, acaba congelando a pele. Pode ser usado como um potencializador de poder durante dois turnos somente uma vez por missão ou evento, aumentando a eficácia de ataques que envolvam poderes de gelo/neve/frio em 10%.] {Dularuna} (Nível Mínimo: 5) {Não controla nenhum elemento} [Recompensa pela missão "Faz Favor", criada por Atena e avaliada por Psiquê.]

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
Victor Glaciem
avatar
Filhos de Despina
Mensagens :
29

Localização :
Quebec

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jason A. Hallows em Seg 28 Maio 2018, 15:12

Gregory não estava em sua tenda no Acampamento Éris, aquele lugar era completamente diferente. O acampamento, mesmo tomado pelos arautos e completamente destruído, não era tão deserto quanto o cenário onde ele se encontrava. E ele jurava que após os primeiros quatro dias depois da batalha, os seguidores da discórdia haviam cremado a maioria dos mortos. Na realidade era o que ele acreditava, já que não tinha memória alguma de sua vida antes de acordar em Long Island com Éris o reconhecendo como um soldado e líder — tudo o que ele sabia daquilo tudo, além de ser filho do deus da guerra, era contado pelos arautos.

Ao fundo tinha um vulcão em atividade. Castellan caminhava entre corpos ensanguentados e perfurados por lanças, cerca de trezentos guerreiros. Ao fundo um sol vermelho-alaranjado brilhava, mas era ofuscado por uma enorme névoa cinza que escapava de fendas do chão e se apossava de todo o cenário. Além disso, ao olhar para cima, notou que ele estava infestado de abutres carniceiros de penugem negra. Um, no entanto, estava pousado em cima de um corpo, encarando o semideus com curiosidade. Ao contrário do restante das aves, aquele tinha penas vermelhas e não se alimentava da carne dos mortos e seguia Gregory com o olhar. Ao se encararem, o herdeiro da guerra notou que a criatura tinha olhos de coruja.

No entanto, antes de pensar em reagir à cena, o romano sentiu um bufo de vento contra suas costas — o impacto foi tanto que, se ele não fosse um semideus, teria sido jogado longe. Ao se virar, notou um par de fendas amarelas e reptilianas. Os olhos brilhavam em um dourado incandescente. A criatura era enorme e Castellan pode formar, com o olhar, um vislumbre do resto do corpo. Não enorme, monumental. Após grunhir curioso, a criatura abriu a boca e abocanhou o arauto. A visão de Grego tornou-se turva.


E ele acordou. Não sentia medo, seu corpo estava em uma temperatura normal e nada de calafrios. Era como se aquilo tivesse sido mais um sonho calmo do que um pesadelo. Gregory piscou inúmeras vezes e encarou o teto por cerca de cinco minutos até finalmente notar a presença de Éris, sentada no pé da cama. O corpo esbelto da deusa estava coberto por um vestido de cor negra com adornos em dourado. Ela tinha uma tatuagem de uma serpente na têmpora que, por vezes, brilhava em um tom de cor de ouro, simultaneamente com os olhos.

Achei que não iria acordar nunca, querido. — a deusa exibia um sorriso perverso nos lábios e dedilhava a perna do líder, mordendo o lábio inferior. O filho de Marte arqueou a sobrancelha e apoiou a cabeça nas duas mãos, esperando pelo resto das palavras da deusa. — Não recebo nem um oi?

Talvez quando devolver minha vida. — afirmou o semideus de forma ríspida, saindo da cama para fugir dos dedos da divindade. Se ergueu, cobrindo a cintura com o lençol, mas logo sentiu a mão de Éris ao redor de seu pescoço.

E aquele toque já não era tão suave como outrora. Ela o asfixiava, erguendo-o no ar.

Essa é sua vida agora, não entendeu? — Éris aproximou o rosto ao dele e seus olhos brilhavam, assim como a tatuagem na têmpora. Gregory pôde ouvir o sibilo de serpentes e sentiu sua mente presa a memórias, estava revivendo vislumbres de seu passado, podia ver uma cidade com características romanas, uma arqueira e uma mulher familiar. Contudo, todas as lembranças desapareceram no segundo seguinte e, novamente, ele não se lembrava de nada. — Lembre-se, você precisa de mim, não o contrário.

Quando sentiu que o corpo de Castellan já não resistia mais à falta de ar, a deusa o soltou, divertindo-se com a cena dele despencando no chão. Contudo, o semideus foi resistente o suficiente para apoiar um braço e joelho no chão, evitando cair completamente. Levou outra mão ao pescoço enquanto recuperava lentamente a respiração. Não conseguiu, no entanto, segurar uma gargalhada dolorosa ao pensar na ironia do momento.

Então... o que faz aqui? Não tenho nada a te oferecer...

É um caso a parte. Você lidera meu exército e, como líder, deve estar ciente do que acontece em nosso mundo. Outros arautos já estão adiantados, aliás.

Adiantados? Em quê? — a afirmação da deusa havia pego a atenção do romano.

Por mais que ele sentisse desgosto por Éris — ou Discórdia, como sua mente sempre o corrigia —, seu instinto e necessidade de competição obstruía aquilo. Além do mais, se ela era realmente a única que podia devolver-lhe as memórias, ele não tinha outra alternativa a não ser liderar aquele exército de idiotas dramáticos. E, como consequência, agir em seu nome.

Tem a ver com meu sonho... o que era aquilo? — questionou.

Com a pergunta, Discórdia voltou a encará-lo com um olhar sórdido. O mesmo olhar draconico do sonho.

Não é óbvio? Um dragão.

A partir dali, a visão passou a fazer sentido. Gregory raciocinou tudo em silêncio, encarando a vista do lado de fora da janela. Assistir o movimento rotineiro dos humanos o acalmava e, consequentemente, o ajudava a pensar de forma esclarecedora. Já sabia que a criatura desconhecida era um dragão, então deveria se ater ao cenário. Tinha sido um tipo de deserto, completamente seco, sem qualquer sinal de vida. Literalmente, sem vida. Os inúmeros corpos evidenciavam aquilo. Talvez fossem um tipo de sinal de sua descendência divina no deus da guerra. Por algum motivo, sabia que era um deserto ao longe, mas ainda dentro do país. Na realidade, ao tentar imaginar o local de seu sonho, ele sentiu certa familiaridade, como se tivesse vivido em locais desertos a vida inteira.

Ao virar o rosto para dialogar com a deusa, o filho de Marte notou que estava sozinho novamente. Não esperava menos da deusa da discórdia. Ainda assim, depois de dias mudando de cidade em cidade pra sobreviver, ele teria o mínimo de ação. Entendia que, com isso, o risco de morrer aumentaria. Mas ficar parado não traria suas memórias de volta. Após um banho de dez minutos, o semideus estava vestido e pronto para se armar. Decidiu que não deveria se entupir de armas ou isso apenas o atrasaria — cinco itens seriam o suficiente.

Ele vestiu a armadura por baixo da jaqueta preta e por cima da calça jeans, além do elmo na cabeça. Fireblood, o machado, foi encaixado no suporte nas costas. O escudo da guerra repousou no braço esquerdo, em forma de braçadeira. Affiance, a espada de bronze celestial, no dedo médio direito em forma de anel. Por fim, optou por um item não tão ofensivo, mas de restauração; Temptation, o colar, ao redor do pescoço. Antes de sair, ele bebericou três frascos de elixir de energia para ficar totalmente restaurado.

Assim, Grego estava pronto para partir em busca do dragão. O problema era: com tantas regiões desertas pelo país, perderia bastante tempo até chegar ao local correto. Ele deveria pensar em algo rápido para não perder mais tempo. Já do lado de fora do hotel, o semideus sentou-se ao lado de um mendigo que parecia bêbado demais pra se incomodar. O homem tentava acender um cigarro de todas as formas possíveis, mas as mãos tremiam de modo que o isqueiro não ficava parado, despencando sempre. Castellan tirou da jaqueta uma nota de cem dólares e entregou ao humano, se apossando do cigarro e o acendendo. Novamente, ele gostava de analisar as atividades humanas para pensar direito. Assistiu o mendigo cambaleando pela rua em busca de algo para comer, a camareira carregando o carrinho cheio de toalhas para cada quarto, o casal de amantes se despedindo em segredo.

Até que um odor forte adentrou suas narinas. Não era o cheiro de monstros, como ele estava acostumado a sentir, era algo semelhante ao dele. De imediato ele entendeu que havia outro semideus por perto, mas as ruas de Nova Iorque eram completamente movimentadas. Qualquer um daqueles humanos poderia ser um meio-sangue e Grego não era tão otimista quanto a presença de algum parente divino. Não tinha lembrança alguma, mas sabia que situações como aquela geralmente acabavam em morte. Era como intuição.

Ele caminhava entre os mortais, analisando cada pessoa sem deixar passar o mínimo detalhe. Olhou de relance pra dentro de um beco e viu uma única pessoa parada. Era um rapaz caucasiano de cabelos ruivos acobreados e, se não fosse pela camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue e uma braçadeira com entalhe de coruja no braço, Gregory pensaria se tratar de só um louco avulso da cidade que nunca dorme. Havia uma aura familiar entre ambos. Mesmo desconfiado, o filho de Marte optou por abordá-lo.

Com o machado em mão, em caso de ataque, adentrou o beco e chamou a atenção do ruivo.

Você é como eu... a camiseta... um semideus, certo?

O desconhecido também parecia desconfiado com a aproximação de Greg, mas logo se mostrou alguém não tão ofensivo. Na realidade, ele parecia eufórico, os olhos cor de âmbar brilhavam. Não seria difícil se reconhecerem como semideuses, já que ambos podiam ver os itens que carregavam.

O quê? Se eu sou uma camiseta? — ele deixou uma risada escapar. — Isso aí, mano, sou um semideus. Bem legal, né? Meu nome é James, filho de Atena. Quem é você?

Minerva. — Gregory o corrigiu automaticamente, como se não controlasse a língua. Era como se tivesse aversão aos nomes gregos. Ainda assim, Minerva era uma deusa pura que não teria filhos. O que, aparentemente, não era o caso de Atena. O filho de Roma ignorou a correção automática e estendeu a mão para cumprimentá-lo. — Me chame de Grego. Sou filho de Ares.

Ele não podia deixar claro sua ligação com Discórdia, tampouco se taxar de líder do exército que havia destruído Alcatraz e o Acampamento Meio-Sangue. Na realidade, aquelas ações haviam sido tomadas pelo líder antigo, mas as consequências recairiam nele também. Castellan foi tirado dos próprios devaneios ao escutar as perguntas de James.

Então, eu estou planejando uma viagem ao Arizona, caso tenha interesse. Não nos conhecemos, mas uma companhia seria boa, considerando a visão que eu tive há meia hora. — ele parecia não ter fecho na língua, tagarelando dez palavras a cada cinco segundos. Tirou um dracma do bolso. — Talvez seja em Sunset Crater, Arizona. Com as Greias a gente chega lá rapidinho.

Greias?

O romano não estava interessado nas Greias, apesar de não saber do que se tratava. Havia ignorado completamente o restante da fala do filho de Atena ao escutar a parte onde ele havia tido uma visão. E o que tornava tudo ainda menos coincidente foi que, meia hora atrás, ele também tinha tido uma visão. Talvez...

Stethi, O harma diaboles! As palavras arranhavam ao entrarem no ouvido do arauto. Mas ele não teve tempo para tentar descobrir o porquê. Uma enorme fenda formou-se no chão em frente aos dois semideuses e uma fumaça negra se ergueu enquanto um táxi subia de dentro. Era um veículo antigo, que tremia com o motor ligado e as engrenagens pareciam estar soltas.

Pormenores:
Ao fim do evento, descontar os três frascos de energia da ficha. Ao ingerir o líquido, Gregory recuperou o total de 390 pontos de MP, ou seja, ultrapassando até mesmo o limite e ficando full.

Caso não tenha ficado claro, o elmo faz parte da descrição da armadura, por se tratar de uma armadura completa (ou seja, protege não só o dorso, mas também pernas e cabeça).

Passivas:
◊ Cheiro de Sangue [Nível 65]
Os sentidos do filho de Ares tornam-se mais apurados, uma vez que estar atento é essencial para um guerreiro. A partir desse nível, o semideus consegue discernir, pelo olfato, o odor de monstros e semideuses, conseguindo captar a natureza de um alvo dessa forma. Dessa forma, podem captar a aproximação de alguém da área em que se encontram  - não tem garantias de que sejam amigos ou inimigos, contudo - desde que em condições favoráveis (como o vento e a não-interferência de outros odores fortes) e dentro de uma área próxima (a até 20m de raio). Não localiza o cheiro de um alvo específico - por exemplo, pode identificar a presença de um semideus em uma área movimentada, mas não a localização exata ou de quem é filho. [Novo]
Armas:
☭| ITENS DE RECLAMAÇÃO |☭

๑ {Stunt} / Escudo [Escudo circular feito de metal com uma cabeça de javali esculpida em seu centro. Banhado em bronze, este fica em um tom avermelhado quando usado em batalha, representando sua segunda camada de bronze sagrado. Transforma-se em uma braçadeira de spikes no nível 20.] {Bronze sagrado (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

☭| ITENS DE GRUPO EXTRA |☭

{Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

☭| ITENS OFENSIVOS |☭

— {Affiance} / Espada [Um anel feito de ouro que ao desejo do dono se transforma em uma espada de bronze celestial, um metal raríssimo e bem poderoso. Perto do punho, na parte da lâmina, possuí um buraco no formato de sol. Uma vez por missão/evento o usuário pode fazer o anel se dividir em dois e pode entregar o segundo anel apenas para uma pessoa que ame ou tenha extremamente confiança, caso contrário não servirá de nada. Quando os dois semideuses quiserem, os anéis se transformam em um par de espadas, sendo que a do semideus que recebeu a segunda parte tem uma lua cravada ao invés do sol. Durante 3 turnos, os ataques combinados dos dois dão 50% a mais de dano (além do dano a mais que o metal divino já causaria em monstros/outros semideuses). Pela sua composição, não afeta mortais.] [Bronze celestial] [Nível Mínimo: 84] (Nível Mínimo para receber a segunda parte: 06) [Recebimento: Comprado de Alaric L. Morningstar]

{Fireblood} / Machado de guerra [O cabo da arma mede cerca de 40 cm e sua lâmina 20cm. Sua empunhadura é feita de madeira de ébano, sendo de uma cor totalmente escura e um material resistente, sendo revestido em couro no meio para melhor manuseio do portador. O pé do cabo possui o entalhe do rosto de um dragão e palavras em grego antigo espalhadas por toda a madeira. A lâmina também é escura, sendo feita de ferro estígio, possuindo runas e símbolos mágicos por toda a extensão. Tais símbolos brilham em laranja fogo sempre que a arma for banhada em sangue. Possui três espaços circulares na lateral da lâmina que se enchem de uma pequena quantidade de fogo e liberam um efeito especial; uma vez por missão, ao ser banhada em sangue três vezes, as runas se ativarão de forma que a lâmina liberará fogo como a lava ao atingir um oponente. Resistências ao elemento se aplicam. Possui o segundo efeito de retornar para as mãos do portador sempre que for arremessada.]{Ferro estígio, ébano, couro}(Nível mínimo: 120){Controle sobre o fogo}[Recebimento: feito e comprado na forja Wine and Forje, atualizado por Hécate.]

☭| ITENS DEFENSIVOS |☭

Armadura de Protodraco [A armadura é completa e feita da carcaça de um protodraco de gelo morto por Christopher. Seu tom é prateado, de acordo com o tom de cor da criatura outrora viva. Seu elmo foi forjado no formato da cabeça do monstro, possuindo escamas pontiagudas no topo — assim como as costas do dorso. Têm 75% a mais de resistência contra impactos e perfuros, mas não à magia. Considerando o elemento natural do protodraco, a armadura protege o usuário e diminui o dano por frio e gelo em 50%, afetando apenas o elemento comum, sendo que frio e gelo mágicos ainda surtem efeito normalmente. É capaz de manter a temperatura corporal do usuário estável quando em um ambiente gélido (uma nevasca, por exemplo).]{Pele de protodraco}(Nível mínimo: 100){Elemento: gelo}[Recebimento: conquistada através da DIY "A terra além dos deuses", avaliada e atualizada por Phobos]
#001 // O NOVO LÍDER // DRAGONBORN // ONDE: ARIZONA

— Ross
Jason A. Hallows
avatar
Arautos da Discórdia
Mensagens :
1712

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Ayla Lennox em Ter 29 Maio 2018, 14:56


Storm in the sky, fire in the street
and i watch in wonder
Van Buren, Maine
10:37 p.m

Talvez estivesse no que chamavam de utopia.

Não que ali – pouco importava onde, de fato, era ali – fosse um lugar indiscutivelmente ideal e de perfeita harmonia. Cogitava essa possibilidade porque cada vez mais acreditava que estava em um não-lugar.

Era um cenário vazio e vago como a tentativa de usar uma vela de chama bruxuleante para iluminar uma noite inteira, e sua única alternativa era se agarrar àquele monte fraco de cera e fogo. Permanecia à mercê do escuro e incerto, e qualquer coisa ou noção que surgisse ao seu redor não parecia ser, mas estar.

Tinha suas dúvidas a respeito de que tipo de fim era aquele que havia encontrado, afinal de contas, não existia sobre ela jugo ou sentença.

Ao menos ainda não.

Repassava as histórias e promessas, anunciações da morte – sua morte – e todas, cada uma delas, todos presságios e promessas de angústia e dor eterna que lhe haviam sido entregues entre gritos exasperados, maldições sussurradas ou mesmo no silêncio de zombaria dos deuses junto às Parcas eram como areia a escorrer entre seus dedos. Somente lembranças.

E daquela vez, Ayla lembrava de tudo.

Lembrava do acampamento. Das cinzas.

Morte e sangue rasgaram suas narinas ao fazê-lo.

Lembrava de tudo antes das cinzas.

Tremeu. Vacilou. O breu também.

Lembrava do que era antes de ser.

Sentiu frio e seus cabelos se mexerem. Não havia vento ou tempestade. Não naquele não-lugar.

Lembrava, por fim, de Moros e suas íris opacas pela cegueira, de Macária e seus ares irrevogáveis junto a feições de meio-termo. Pensou nas próprias feições também e a noção de tempo, ou melhor, a ausência de uma fez com que caísse. Não estava caindo em si, tampouco em um esclarecimento milagroso ou desespero. Apenas caía. Tinha o revirar em seu estômago de quem é jogado do alto sem rumo, sem saber quando vai chegar o chão – ou se sequer existe um chão.

O quanto ainda lembrava dos traços do próprio rosto? Quanto tempo fazia que não encontrava o próprio reflexo? Quanto tempo fazia que não ouvia a própria voz? Quanto tempo fazia?

Aquela era uma terra de ausências e, aos poucos, ela se fazia ausente também. De certa forma, sagrava quente por um talho fundo quem havia sido. Era um corpo de memórias, elos e marcas anêmicas e pálidas, mal cumpriam suas funções originais.

Então ouviu alguém chamá-la.

“Eu precisava trazer você até aqui.” a voz reverberou pelo ar, inquietando até mesmo os ossos da semideusa. “Era a única chance dessa sangria funcionar.”

Abriu a boca e fechou algumas vezes, como se não estivesse certa de quais palavras escolher para prosseguir.

“Vamos precisar de tempo até que perceba o quão útil pode ser nas minhas mãos.” O silêncio pesou e, apesar de não ter um rosto à sua frente, Ayla podia imaginar perfeitamente um sorriso satisfeito digno das fantasias de Lewis Carroll pairando nas proximidades. “As coisas estão mudando, criança. Há novas peças entrando nesse jogo, criaturas de sangue antigo cujo poder não pode ser ignorado.”

“Onde?” finalmente perguntou.

Foi como ouvir uma estranha. Não havia emoção ou receio naquela voz rouca e mofada pela falta de uso. Era uma condensação de tudo que conseguia reunir dentro de si, tudo que restava intacto: instinto.

“Eles não se escondem, Ayla.” O timbre feminino voltou a falar. “As crias de Ládon, Cadmo, Ismenius, dos gigantes de Colóquida e Téspia nunca se esconderam ou tiveram motivos para isso.” Explicou ela. “Mas agora, ao que parece, eles tem motivos para mostrarem quem são e do que são capazes. Siga a trilha de destruição e veja onde ela cessa.”

Dito isso, uma linha branca surgiu no horizonte, como se imitasse um hesitante nascer do sol. Essa, estranhamente, parecia alcançável e real. Lennox viu-se caminhando até ela, os passos inconscientes e involuntários.

Uma janela. Através dela, via sob um céu estrelado de horas altas grades metálicas com placas avermelhadas acima de uma grama alta. Como espectadora, via seu foco se afastar, dando lugar a estradas e placas que surgiam e sumiam fora de tempo hábil para que pudesse ler o que diziam. Finalmente chegou a um aglomerado de rochas e areia que limitavam uma nova cidade. Ao longe, uma ilha.

“Acadia será seu primeiro teste.” A voz se fez audível pelo que parecia ser a última vez. “Você não está entre os meus peões. Aja como tal e prevaleça sobre os dragões.”

Uma mão invisível segurou sua destra e a apoiou contra a paisagem. Sem borrões, sem escuridão. Sabia para onde estava indo e foi levada até lá em um passo largo e duradouro, como quem abre e fecha os olhos tentando dar sentido ao que via.

Estava de volta, e isso era tão nítido quanto a cena que se formava enquanto abandonava o breu.

* * *

O ar invadiu seus pulmões com uma urgência que desconhecia o motivo. Seu corpo parecia desacostumado com aquela demanda maior do que a de lufadas sonolentas.

Ayla tossiu como a condenada que ainda acreditava ser e, de volta ao controle, inclinou-se no banco do motorista. Estava dentro do Dodge ainda estacionado próximo à pista de pouso nos limites do Maine. O carro se resumia a poeira, terra e algumas folhas trazidas pela brisa.

Abriu a porta e pisou no chão úmido de chuva recente e fora de época.

Seus olhos buscaram pelos aviões e era ali que sua trilha se iniciava. Tijolo por tijolo, as instalações feitas para recebê-los estavam no chão. Algumas armações metálicas encontravam-se em ângulos retorcidos, junto a madeiras corroídas e queimadas. Um único planador encontrava-se partido no meio, talvez o único sem sorte.

O bosque que se estendia atrás de onde lembrava ter estacionado havia experimentado dias melhores. Um corredor revelava árvores inclinadas e outras com as copas carcomidas até onde era capaz de alcançar com a vista.

Acadia. Pensou. Parque Nacional Acadia.

Voltou ao banco do motorista do Dodge e deu a partida. Instinto.

Ainda não sabia o que estava acontecendo.

Seu instinto a mandava seguir para o sul e por mais que pudesse estar sendo traído, era o que lhe restava. Era o que lhe movia e haveria de bastar.

Ademais:
itens:
♦️ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

{Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Nightmare} / Coroa [Feita de ferro estígio em sua parte central e adornada com desenhos e palavras sobre pesadelos, depois do último encontro de Ayla com Alexander a coroa teve seus poderes ampliados. Após a morte de um inimigo, sua alma será armazenada no item, podendo depois ser utilizada para seu principal fim posteriormente. Ativando o item por um comando mental, sombras e uma areia negra começarão a surgir no ar e se moldarão até tomar a forma de alguma criatura, segundo a vontade de seu criador. Seu tamanho máximo pode chegar a até três metros e ela possuirá a mesma resistência física de um corpo comum. Ela não possuirá as habilidades mágicas habituais de sua raça, mas sim as físicas (o que significa que um dragão moldado a partir deste item não cuspirá fogo, por exemplo, mas uma aranha  ainda conseguirá escalar paredes) e emitirá uma leve aura de medo (equivalente à aura de um filho de Phobos nível 10), que afetará todos em um raio de 10 metros, exceto seu dono. Cada criatura possui 200HP, independente do tamanho e da forma, e permanece invocada por, no máximo, quatro rodadas ou até que seu HP seja zerado (o que vier primeiro), sempre seguindo as ordens de seu mestre e desfazendo-se em areia negra ao seu fim. Cada invocação possui o gasto de uma alma, podendo ela ser adquirida por uma missão, evento, DIY, etc. e elas necessariamente precisam ser de alguma criatura mágica ou semideus. Por serem feitas unicamente de sombras, não podem ser afetadas por ataques do mesmo elemento e o dano físico infligido sofrerá uma redução de 25% - apenas ataques de luz funcionam normalmente e não sofrem penalidades] [Material: Ferro estígio][Nível mínimo: 60][Controle sobre areia negra, sombras e pesadelos/medo][Contador de almas: 12][Recebimento: DIY - Oblivion]

❖ Braçadeira argilosa [Bracelete de terracota de textura rústica e irregular, de tonalidade avermelhada. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus com uma camada de argila e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: couro} [Comprado de Lavínia Cavendish]
Poderes:
Neste turno, nenhum poder (ativo ou passivo) merece destaque;
Observações relevantes:
- o evento se passa aproximadamente dois meses após a diy glory;
- levar em consideração o encontro antes com macária, onde a ayla chava que ia morrer, mas na verdade foi levada pela deusa ao que chamo na narração de não-lugar, que é um ambiente como o purgatório. vazio e atemporal (prometo explicar tudinho numa futura diy);
- os nuances de tremores, frio, etc, fazem referência a tudo que aconteceu por perto dela durante esse "sono" que a deusa da boa-morte a colocou;
- sangria, especialmente na idade média, era um tipo de tratamento médico que consistia em tirar um pouco de sangue de quem tava doente pra que a pessoa melhorasse. a ideia da deusa foi fazer algo parecido e tirar o peso de alguns elos e memórias que faziam parte da ayla (não é amnésia) e o resto fca pra trama pessoal;
- a música do título se chama "put it on me" do matt maeson;
- qualquer dúvida/bronca, MP;

Ayla Lennox
avatar
Arautos da Discórdia
Mensagens :
1100

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Catherine Burkhardt em Ter 29 Maio 2018, 16:46


sky full of song
the good ones always seems to break

Foi em seus sonhos que Catherine teve conhecimento do que estava por trás dos desastres naturais que assolavam o mundo. E, para sua surpresa, a fonte da mensagem fora Atena.

Depois das imagens desconexas e confusas que costumam invadir o sono dos mortais, a filha de Afrodite se viu sentada nas areias de uma praia, seu olhar fixo no horizonte à frente, onde o sol começava a se pôr. Por um tempo, permaneceu ali, imóvel, com o mundo ao seu redor imutável e infinito, até que a presença da deusa da sabedoria se fez notável, aparecendo repentinamente em seu campo de visão. Não tinha certeza de como soube de imediato que aquela belíssima morena era Atena, porém havia uma sensação estranha em seu peito junto com essa conclusão, como alguém que reconhece algo que nem mesmo lembrava ter estado em sua posse.

— Você vem acompanhado às notícias, suponho. Sabe da atual instabilidade do mundo mortal. — Falara a deusa, suas vestes cinzentas tremeluzindo delicadamente ao seu redor, seus cabelos negros emoldurando sua face elegantemente e uma expressão de firmeza e seriedade que fizera a semideusa, inconscientemente, melhorar sua postura. — Mais que isso, você testemunhou a ascensão de Antiphates da prisão de Alcatraz. Chegou a hora de continuar o que vocês começaram, Catherine, pois os dragões acordaram. Um, em especial, aguarda por vocês na Islândia.

Por mais que soubesse quão importantes eram as palavras de Atena, a inglesa não conseguiu absorvê-las por completo. A cena inteira lhe lembrava da primeira vez que se encontrara com seu aprendiz, embora as posições estivessem invertidas e a mãe dele ocupasse seu lugar. Sua mente estava turva; sentia-se leve, como se flutuasse e o único ponto completamente nítido de sua visão era a figura feminina que pairava sobre si. E quanto mais tempo permanecia diante da deusa, mais forte se tornava a sensação de familiaridade, indo muito além do que a visível semelhança entre Jeff e sua progenitora.

— Por que eu não me lembro de conhecer você? — Questionou a negra, sem nem ao menos notar como desviara drasticamente do assunto do diálogo. Por que elas se conheciam, Catherine não duvidava daquilo por nenhum segundo, mas a ausência daquela lembrança era incomum. Um largo sorriso sedutor surgia em seus lábios e sua testa levemente franzida dava a sua expressão um ar adorável que seria praticamente irresistível para qualquer outro. Atena, no entanto, permaneceu impassível e altiva.

— Essa é uma conversa para outra hora, minha cara.

∞∞∞

Quando a inglesa despertou, foi sob as ministrações de Anastasia. A boca da filha de Tânatos deslizava pela pele desnuda de seu pescoço e tórax e antes mesmo de abrir os olhos, já sentia a parte baixa de seu abdômen se contrair deliciosamente. Por um instante, desorientada após o encontro com Atena, o nome da deusa quase escapou de seus lábios num gemido, mas que logo foi abafado pela ordem suntuosamente sussurrada em seu ouvido de que ela não tinha permissão de falar.

Mordeu o lábio para conter sua voz e o sorriso satisfeito que se espalhava por seu rosto, simplesmente deixando-se ser controlada, rendida ao prazer proporcionado por sua companheira mentalista. Dessa vez, eram suas mãos que estavam atadas à cabeceira da cama e, entre as suas pernas, a morena de penetrantes olhos azuis lhe dominava, o preto das alças bastante destacado onde se envolvia na cintura da semideusa.

Tão distraída estava com sua inesperada atividade matinal que quase não notou quando um rosto familiar surgiu próximo da cama, com uma expressão um tanto surpresa pela cena que acabara invadindo, que lentamente se transformava em outra coisa.

O pigarreio do filho de Atena pareceu sobressaltar mais Anastasia do que Catherine, que parou o movimento quase que imediatamente com uma expressão simultaneamente furiosa e envergonhada, enquanto a outra simplesmente virou o rosto e, ao ver Jeff, sorriu largamente, sentindo um alívio por vê-lo são e salvo depois da aventura que tiveram no futuro invadir seu peito mesmo na situação que se encontrava. Com agilidade, remexeu suas mãos até que seus punhos deslizaram pelas amarras e seus braços se libertaram.

A negra sentiu a agitação da morena antes que esta fosse expressa verbalmente e colocou uma mão na lateral de seu rosto numa tentativa de acalmá-la, cobrindo a nudez delas com o lençol com a outra.

— Ele é meu aprendiz, Ana, e tem uma boa razão para estar aqui. Perdoe-o pela interrupção. — Ofegou à mulher, com um leve sorriso de desculpas, engolindo seco quando ela se mexeu sobre si em desprazer. Então, se dirigiu ao intruso numa voz mais alta: — Sua mãe me fez uma visita. Suponho que a minha retribuiu o favor?

— Sim. Eu não atrapalharia as atividades extracurriculares de Cath sem um bom motivo. E sim, Afrodite me visitou em sonho. Basicamente, ela me passou uma missão. Bem, passou a missão para nós dois. — Ele falou, parecendo um pouco sem jeito, mas logo assumindo uma postura séria.

"Talvez eu devesse ir embora..." Começara a falar mentalmente a filha da morte, porém Cath logo a interrompeu. "Não ouse sair daí. Seremos breves."

Agora que seus corpos estavam ocultados, Catherine dedicou sua total atenção ao rapaz, deixando que sua mão acariciasse a pele macia e branca do rosto de Anastasia, virado na direção oposta à mensagem de Íris, e assentiu ao ouvir suas palavras.

— Não é nada que você não tenha visto antes, my dearest. — Incitou brevemente, antes de focar no que se recordada do seu sonho. — Atena foi concisa com suas palavras, mas me disse o mesmo. Dragões, catástrofes naturais e Islândia, pelo visto. — A negra pausou, franzindo a testa em concentração. Ela reconhecia o quarto do Clube de Luta atrás do rapaz e se fosse de onde estava no momento, na Mansão Napier, até lá, perderia tempo precioso. — Encontre-me no aeroporto daqui a 30 minutos.

— Bem, falando de você, realmente não é nada que eu não tenha visto. — Continuou o rapaz, seu sorriso se alargando. — Concordo. Assim tenho tempo para me preparar e você terá tempo para terminar o que começou. — Ela ergueu uma sobrancelha a provocação, sua expressão ruborizada pelo esforço físico demostrando sua diversão com a piscada que ele lançou para Ana, que o ignorou por completo. — Eu realmente confio em suas habilidades, mas acha que trinta minutos serão o suficiente?
A filha de Afrodite gargalhou com a pergunta, sacudindo a cabeça. Não conseguiu evitar a memória do encontro entre os dois numa cafeteria pouco tempo atrás e sentiu-se levemente constrangida por sentir-se ainda mais excitada. Sentiu o olhar de questionamento de Ana em seu rosto, mas escolheu não expandir o assunto. Ao invés disso, assentiu para seu aprendiz, com os olhos brilhando de malícia.

— I have many, many skills, darling. Farei valer cada segundo. — Provocou levemente, antes de retornar para o tom mais sério que podia, considerando a posição que se encontrava. — Estarei lá o mais rápido que puder. Se você puder arranjar nossas passagens, ficarei bastante grata. Ah, e não se esqueça de levar agasalhos. — E mandando um beijo no ar para Jeff, encerrou a ligação de maneira apressada.

No instante que a mensagem de Íris se desfez, os lábios da morena se chocaram contra os seus de maneira um tanto violenta e os batimentos cardíacos da mentalista aceleraram-se ainda mais. Somente quando perdeu seu fôlego, a filha de Tânatos se afastou e antes mesmo que Catherine pudesse se desculpar, ou fazer qualquer coisa a não ser arfar barulhentamente, um sorriso um tanto sádico apareceu nos lábios de Anastasia.

— Alguém merece uma punição por essa interrupção. E não é o bonitinho da mensagem.

Nos minutos que procederam tal declaração, foi difícil para a negra se lembrar de que tinha uma missão urgente a cumprir; de que tinha que se encontrar com Jeff para juntos viajarem para o outro lado do oceano e que o destino do mundo podia estar em suas mãos outra vez.

∞∞∞

Despedir-se de Anastasia demorou mais do que Catherine previra, mas ambas se separaram satisfeitas. Decidindo contra uma viagem até o Clube da Luta, reuniu os itens que havia carregado consigo até a casa que Katherine e os aprendizes dela ocupavam e concluiu que deveriam ser o bastante. Com um bracelete em cada antebraço, seu piercing firme no umbigo, a jaqueta de aviador fechada ao redor de seu corpo e Yin Yang atada à sua cintura, sentia-se levemente nervosa, mas um tanto sedenta por um bom desfecho depois do fracasso em Alcatraz. Chamou o primeiro táxi que encontrou e pediu com um sorriso charmoso para ser levada até o aeroporto JFK pela rota mais rápida que o motorista conhecia.

Não sabia muito bem o que a esperava, mas nem mesmo a maneira que seu corpo doía em todos os lugares certos desviava de sua mente o perigo eminente que os aguardava na Islândia. E, em retrospecto, sentia-se estúpida por não fazer a conexão imediatamente.

Os últimos meses não haviam sido fáceis, era um fato: a vida no Clube da Luta era muito diferente do que os campistas estavam acostumados e uma grande tensão pairava no ar que os cercava, deixando todos em estado de alerta constante e imersos numa aparente infinita preocupação. No entanto, os sinais haviam se multiplicado nessa última semana. Um número extraordinário de desastres naturais parecia assolar o mundo. Vulcões entrando em erupção; maremotos destruindo cidades, e até mesmo estados, litorâneos; terremotos causando grandes devastações; nevascas densas congelando áreas onde nem ao menos devia nevar... Todos esses incidentes foram inicialmente creditados ao aquecimento global, mas quando eles aumentaram em escala e em alcance, a filha de Afrodite começara a ficar desconfiada. Sentiu neles um toque de sobrenatural, algo divino, e soube que era somente uma questão de tempo antes sua interferência se fazer necessária. Catherine só desejava que não tivesse que se confinar noutra ilha correndo risco de vida tão cedo.

Foi durante a viagem que recebeu sua segunda ligação de Íris do dia, dessa vez de Maisie De Noir. A primeira coisa que notou na semideusa foi sua aparência cansada, triste e preocupada. Antes que a negra pudesse falar qualquer coisa, a filha de Eos perguntara, visivelmente inquieta:

— Você acha que isso tudo está acontecendo por causa do que fizemos em Alcatraz?

— Eu não sei. Tenho me perguntado a mesma coisa. Antiphates anunciou que coisas ruins estavam para acontecer, mas o que aconteceu naquela prisão não foi nossa culpa, Maisie. Estávamos fadados a perder. — Replicou honestamente. Ela tinha demorado a aceitar a falha de seu grupo na prisão, porém sabia que se torturar com aquilo não lhe ajudaria em nada. Era hora de seguir em frente.

Maisie não pareceu satisfeita com a resposta e Catherine se viu preocupada pela amiga, desejando que pudesse remediar aqueles sentimentos negativos que emanavam da outra.

— Nós demos o sangue... nós o libertamos...

— E agora lidaremos com as consequências, seja lá o que forem. — Pausando, a semideusa cravou o olhar na ex-companheira de batalha e tentou emitir o máximo de segurança que pôde. — Tome cuidado, Maisie. Eu ainda lhe devo uma bebida, lembra?

— Sim. Não me esqueci dela. — As duas trocaram um breve sorriso, mas logo a expressão de Maisie se endureceu. — Tome cuidado também e cuide dele para mim. Por favor, Cat.

Dele. Jeff. Por alguns segundos, a filha de Afrodite não reagiu. Afinal, não sabia que seu aprendiz e a ruiva se conheciam. Porém reconheceu no olhar dela sentimentos profundos, uma verdadeira paixão, que lhe fez acenar positivamente. Teria tempo para questionar essa relação mais tarde.

— Com minha própria vida, se for necessário.

Maisie pareceu grata pela resposta, relaxando um pouco pela primeira vez naquela conversa.

— Obrigada. Por tudo. — Com um aceno da feiticeira, a mensagem se desfez, tão repentina quanto surgira, deixando-a para reclamar em voz alta de quão inconvenientes seus amigos eram por fazerem chamadas de vídeo o tempo todo para um taxista levemente confuso.

Antes mesmo que percebesse que o táxi parara de vez, chegara ao aeroporto. Sem nem olhar para o contador, aproximou-se da divisão entre bancos traseiro e dianteiro e, com uma voz aveludada e elogios exagerados, distraiu o motorista o bastante para escapar da viagem sem pagar nada.

Desceu o carro e não precisou andar muito para avistar seu aprendiz. O filho de Atena estava em pé na entrada, carregando uma mochila nas costas, esperando-a pacientemente. Lembrou-se da viagem ao futuro, da preocupação acumulada ao descobrir que Jeff também estava naquela realidade caótica e, mesmo nas circunstâncias atuais, sentiu a mais pura felicidade se espalhar por seu corpo.

Com um largo sorriso, apressou os passos que os separavam e no instante que os olhos cinzentos dele encontraram os seus heterocromáticos, Catherine pulou em seus braços, o envolvendo pelos ombros com força e plantou seus lábios nos dele em um beijo fervoroso. Quando o ar lhe faltou, afastou-se o suficiente para que pudesse ver seu rosto e suspirou. Agora, sentia uma conexão diferenciada com ele, quase como se sua percepção estivesse mais expandida.

— Estou tão feliz de ver que você está bem, meu amado aprendiz. Senti sua falta profundamente. — Embora houvesse um tom dramático em seu sotaque inglês, as palavras foram ditas com a mais pura sinceridade.

— Eu também senti sua falta. E adoraria compensar o tempo perdido, mas infelizmente nossos problemas não acabaram. — Respondeu Jeff, tão lindo, tão cativante e tão fofo como sempre, oferecendo a mão para sua mestra. A negra não se demorou em entrelaçar as mãos deles. — Ainda temos uma missão a cumprir. Me acompanha?

Com um firme aceno em confirmação, ela indicou o interior do aeroporto com a mão livre.

— Vamos nessa. Teve alguma sorte com nossas passagens?

— Bem, eu cheguei não faz muito tempo, então ainda tenho que resolver isso. — Contou Jeff, enquanto entravam. Rapidamente, Catherine analisou o lugar ao redor e ao constatar que nenhum segurança os abordara de imediato, relaxou levemente. — O que você acha de termos nomes de disfarce? Até pensei em dois. Eu poderia ser Jacob Peralta e você Amy Santiago. O que acha?

— Uma boa ideia. — Respondeu com um sorriso travesso, entendendo a referência. Discretamente, a inglesa foi o guiando em direção das bilheterias.

O aeroporto estava uma loucura. Muitas pessoas por toda parte, voos sendo cancelados e reagendados com frequência, vozes expressando preocupação e protesto se misturando num só coro. Mas, expandindo sua aura o máximo que pôde para fazer suas ações passarem despercebidas, Catherine não encontrou problemas em chegar à recepcionista.

Parando na frente dela, cumprimentou-a com animação, antes de se comunicar mentalmente com o aprendiz: "Hora do aprendizado, meu padawan. Enquanto eu a distraio, você vai acessar o sistema de aviação e nos colocar no voo mais recente para a Islândia. Concentre-se no computador dela até que consiga visualizar em sua mente os dados do sistema. Acesse o itinerário do voo e então, acrescente nossos nomes na lista de passageiros."

— Hey, que loucura hoje, ein? Eu e meu marido estamos muito animados para essa viagem! Somos detetives, sabe, e quase nunca temos um tempo para ficarmos sozinhos e relaxarmos. — Ia dizendo a semideusa simultaneamente para a recepcionista, estrategicamente gesticulando e se inclinando na direção da mulher para atrair sua atenção. Não se surpreendeu em notar a espectadora cativa que ela se tornara. — Quer dizer, nós temos folgas simultâneas, mas Charles, o melhor amigo e parceiro de Jake na delegacia, está sempre conosco. Eu adoro o Charles, mas às vezes um casal só quer um pouco de solidão, vinho e uma noite quente, se é que você me entende!

Mesmo enquanto falava, sua mente estava atenta às ações de Jeff. No instante que recebeu a confirmação dela, deu um largo suspiro e sacudiu a cabeça, subitamente se concentrando.

— Enfim! Nós viemos pegar nossas passagens, fizemos a compra pela internet. Os nomes são Jacob Peralta e Amy Santiago!

A recepcionista falou algumas coisas que a mentalista quase não deu atenção enquanto exibia uma falsa animação e emitia sons de concordância quando era necessário, mas não demorou muito para que as passagens saíssem e uma mensagem de boa viagem fosse dada.

A inglesa deu uma falsa risada quando Jeff falou, o assistindo pegar as passagens com um olhar orgulhoso.

— Vamos, amor? Antes que Charles decida nos acompanhar? — Questionou o rapaz, surpreendendo-a com uma ótima imitação de um sotaque inglês. Com uma sobrancelha erguida, trocou um olhar de diversão com ele.

— Tenho certeza que Rosa e Gina estão o mantendo ocupado o bastante, mas é melhor nos apressarmos. Muito obrigada pela ajuda! — Com uma última piscada de olho, Catherine se virou e se afastou da fila, deixando a mulher anormalmente corada para trás.

— Bom trabalho, Peralta! — Sussurrou para o aprendiz, uma vez que estavam longe o suficiente para não serem ouvidos. O avião os deixaria na Groelândia e de lá, ela os levaria para Islândia via teletransporte. Não era ideal, porém seguro o bastante. Aparentemente, o clima na área estava um verdadeiro caos.

— Muito obrigado, Santiago. — Murmurara em resposta o filho de Atena, antes de seu rosto ficar sério. Ela seguiu seu olhar e o viu parar sobre o posto de segurança à frente, especificamente nos detectores de metal. — Certo, como fazemos isso? Mais uma rodada de hack ou você usa sua linda e maravilhosa voz pra nos tirar desse problema? — Ele perguntou, com certa apreensão.

Catherine fez uma expressão de mistério, o olhando com as sobrancelhas erguidas.

— Um pouco dos dois, meu querido esquiador. — Anunciou, antes de discretamente o puxar para o começo da fila. O voo deles sairia daqui a poucos minutos, então deviam se apressar. Então, ergueu sua voz e começou a falar: — Jake, eu estou tão animada que você vai nos levar para esquiar! Eu fiz uma planilha com todas as atividades que iremos fazer e é com orgulho que digo que nos inscrevi em 20 classes nesse fim de semana!

— Vinte classes? São todas as disponíveis ou você deixou alguma de fora? Esqui nu, talvez?

Enquanto iam conversando, a fila foi se aproximando do detector de metais. Quando chegou a vez deles, a filha de Afrodite mostrou seu passaporte e colocou seus pertences na bandeja, assim como sua espada. Torcia para que a névoa e sua mentira fossem o bastante para disfarçar as katanas como esquis, mas no caso disso falar, concentrou-se nos detectores e os desativou no instante em que os dois cruzaram, de forma que a falha fosse imperceptível pelos seguranças.

A negra fez uma expressão de ofensa que os dois sabiam ser falsa enquanto caminhavam, parando somente ao chegar na sala de embarque.

— É claro que não deixei! E você sabe muito bem que se ficássemos expostos à neve desnudos ganharíamos queimaduras bastante dolorosas.

Era uma brincadeira para manter o disfarce, mas Catherine era grata pela distração. Pois agora que esperava para entrar no avião o peso da missão começava a se fazer perceptível. Dragões... Havia lido sobre eles na biblioteca do acampamento, mas lá não tinha muitas informações, tudo era bastante misterioso. Não fazia ideia do que esperar. E seu último encontro com um deles não era uma lembrança que gostava de revisitar. Porém, por hora, não restava mais nada a não ser a agradável companhia de Jeff e o turbilhão de pensamentos em sua cabeça, até os dois chegarem em seu destino e, se fossem azarados, onde a Morte os aguardava.


Extras:
Esclarecimentos:
Ficou longo, sim, mas a culpa é do Jeff q
O personagem referenciado no início da missão é Anastasia Bathory, filha de Tânatos, com a autorização de sua player. A conversa no táxi foi com a personagem Maisie De Noir, filha de Eos, da mesma player e vai ser incluída no post dela no evento. Jeff e Cath estão indo juntos para o evento, e por conta dos diálogos, o post acabou grandinho.
Resumo das ações: Cath sonhou com Atena, que a mandou para Islândia com o Jeff. Os dois se encontraram no aeroporto, usaram seus poderes para driblar a segurança e conseguir as passagens e agora se encaminham para a Groelândia, para se teletransportar de lá para a Islândia.
Dar atenção especial aos passivos Luxúria, Dissimulação, Habitué, Voz Persuasiva, Linguagem corporal, Tecnopatia, Ciberpatia e Telepatia Avançada para o sucesso das ações executadas e considerar a ativação do passivo Stalker para monitorar o estado de Jeff ao longo da missão.
Equipamentos:
♦️ Braçadeira de madeira [Bracelete de madeira rústica e irregular. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: madeira} [Ganho como recompensa pelo evento \"O levante\"]

— {Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

{Rose Quartz} / Piercing de umbigo [Um piercing de umbigo feito do mais puro ouro e brilhante ouro, cuja forma e estética não podem ser modificados ou danificados por meios comuns ou mortais. Em sua ponta, há uma rosa perfeitamente esculpida em quartzo rosa. Dado à Catherine por Afrodite, como recompensa por sua lealdade e um gesto de afeto. Enquanto Catherine usar o objeto, ela sentirá a aura reconfortante da mãe, como se estivesse em na presença dela. Uma vez por missão/evento/RP, o item tem a capacidade de recuperar 15% do HP/MP total, nunca ultrapassando o limite da barra de status atual da personagem.] {Materiais utilizados: Ouro] (Nível Mínimo: 55) {Elemento: Cura} [Recebimento: bird set free, avaliada por Afrodite e atualizada por Ares, posteriormente por Éolo]

Anima Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista]

Yin Yang. [Uma espada de punho prateado e com um desenho bem talhado de uma borboleta em azul. Sua lâmina é de uma beleza diferenciada, pela divisão do cume central, metade dela possui um material negro e a outra metade é feito de prata sagrada. Seu corte é duplo e sua ponta afinada, uma espada bastante resistente. Ela possui uma habilidade de ativar um segundo modo em que a espada original se divide em duas, uma de lâmina totalmente preta e outra de prata sagrada. Nesse segundo formato a sua resistência diminui um pouco, porém seu corte fica extremo, podendo cortar metais pesados e causar efeitos sobre armas sagradas. Essa espada vem em uma bainha preta com entalhes azuis em borboletas, ela se adapta ao corpo do mentalista podendo ser usada do modo que este desejar carregar a espada.] [Materiais: Prata Sagrada e Material Negro] (Nível Mínimo: 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: Presente por ser mentalista]
Poderes:
Passivos:
Afrodite  

Beleza Estonteante (Nível 1)
Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fossem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo. Não é nenhum efeito hipnótico, contudo - apenas estético.

Luxúria (Nível 5)
O desejo pode ser despertado com pequenos gestos, mas que para o observador são sedutores e provocantes. Você pode despertar esse desejo com um simples olhar, um toque, pela aproximação, de modo que qualquer um deixa de prestar atenção em outras coisas para se focar apenas em você. Não é uma habilidade sobrenatural, indica apenas um conhecimento de como usar seu lado sensual para manipular as pessoas, mas não é charme, magia nem nada do tipo: apenas estudo de comportamento.

Delicadeza (Nível 6)
Assim como pombos ou cisnes, seus passos são suaves e delicados, dificilmente sendo percebidos pelo inimigo em uma aproximação sutil. Note que sentidos aguçados ainda podem captar sua presença, assim como uma aproximação descuidada podem lhe denunciar. O silêncio não é completo.

Dissimulação (Nível 7) [Modificado]
Pode não ser filho de Dionísio, mas sabe dissimular bem o suficiente para convencer outras pessoas. Dissimule o quanto quiser, seja inocência, choro ou alegria, pois há grandes chances de acreditarem. Lembre-se de que suas atitudes devem ser coerentes para que acreditem. Além disso, não modifica sua aura, fazendo com que suas intenções possam ser descobertas por quem tem poder para isso.

Super-Elasticidade (Nível 10)
Uma habilidade ainda relacionada à eterna boa forma dos filhos de Afrodite, que agora relaciona a incrível habilidade em realizar movimentos que exigem muita elasticidade corporal sua e uma excelente condição física. Você seria como um contorcionista, mas note que limites humanos ainda devem ser considerados.

Aura do Amor (Nível 12)[Modificado]
Quando você está por perto, as pessoas passam a ficar mais calmas, tendo uma tendência maior a se apaixonar por alguém ou ficar mais romântico para com seu companheiro. Seus aliados também ficam mais colaborativos, e planos em grupo tendem a funcionar melhor, com uma chance adicional de 10%. Não afeta as habilidades, não aumentando nenhum poder.

Habitué (Nível 14) [NOVO - idealizado por Sadie Bronwen]
Independente dos trajes ou condições em que se encontra, o filho de Afrodite sempre passam uma sensação de segurança a quem está ao seu redor. Mesmo suas gafes são minimizadas, como se fossem algo ensaiado. Isso faz com que mortais comuns os vejam de forma diferente, alguém que ter personalidade, ou alguém excêntrico - ele pode ir com trapos a um evento "black tie", e ainda vão julgar que ele é uma celebridade. Não afeta semi-=deuses ou seres mitológicos.

Voz Persuasiva (Nível 15) [Modificado]
Falando com jeitinho, com um brilho no olhar e de forma delicada, quem será capaz de dizer “não” a um filho de Afrodite assim? Você nem precisa se esforçar tanto, mas dependendo da “vítima”, pode dar um pouco mais de trabalho. Isso é válido para humanos comuns. No caso de monstros e semideus, não - nesse caso, apenas potencializa efeitos de charme e poderes que dependem da voz para fazer efeito.

Visão auspiciosa (Nível 19) [NOVO - idealizado por Sadie Bronwen]
O filho de Afrodite enxerga a aura da emoção das pessoas ao seu redor. Não é telepatia, ou algo do tipo, mas ele sempre vai saber o estado emotivo das pessoas - ansiedade, raiva, amor, nada escapa de seus olhos. Não detecta pensamentos ou informações específicas, apenas o sentimento geral. Por exemplo, se alguém mentir para eles, não conseguem perceber, mas podem identificar que o locutor está ansioso, mesmo que não identifiquem o motivo. Não pode ser desativado.

Linguagem corporal (Nível 50) [NOVO - idealizado por Sadie Bronwen]
A sedução é um jogo que envolve muitos fatores, dentre eles a capacidade de emitir sinais, e reconhecer aqueles enviados pelo alvo para ver se estão em sintonia. Por isso, a capacidade dos filhos de Afrodite é aprimorada nessa área. Eles reconhecem sinais da linguagem corporal, podendo analisar melhor aqueles ao seu redor. Não é uma premonição e não é certo, mas auxilia - sinais de que a pessoa está descontente, está nervosa, está mentindo ou interessada em algo, etc. O corpo fala, e o filho de Afrodite é capaz de ouvir.

Stalker (Nível 80) [NOVO - idealizado por Sadie Bronwen]
O filho de Afrodite marca um alvo com um beijo - não necessariamente na boca, mas deve beijar. Com esse poder, ele será capaz de monitorar as condições da pessoa/ criatura, sabendo direção e distância, além de condições como HP e MP. Pode manter apenas uma marcação por vez, mas só funciona em aliados. A marcação deve ser renovada a cada mês off, mas não custa energia. Condições negativas podem afetar o resultado - uma pessoa sobre efeitos mágicos ou divinos mais fortes pode não ser localizada, bem como no Submundo em geral. Pessoas no Tártaro não podem ser monitoradas, a ligação é quebrada automaticamente neste caso.

Psiquê

◉ Nível 2. Memória fotográfica: Tudo o que você ver ou ler ficará gravado em sua memória por anos, serve tanto para imagens para textos.

◉ Nível 4. Resistência Mental: Sua mente é resistente a manipulações ou invasões. Isso não se aplica a outro mentalista, porém se o inimigo for mais fraco encontrará muita dificuldade, assim como o que for mais forte terá de se concentrar mais para conseguir o efeito mental sobre um mentalista.

◉ Nível 7. Detector de Mentiras: Sabe exatamente quando uma pessoa está mentindo ou não, é como se sua mente se agitasse na presença da mentira.

◉ Nível 10. Empatia: Você sabe exatamente o que o outro está sentindo em termos de emoções.

◉ Nível 13. Tecnopatia: Habilidade de se comunicar com as máquinas tecnológicas, elas irão seguir os seus pensamentos, por exemplo, invadir bancos de dados, mudar os semáforos, tudo que estiver ligado a tecnologia e também controla coisas mecânicas.

◉ Nível 14. Ciberpatia: A capacidade de interceptar, gerar mensagens e eletrônicos, digitais e transmissões de rádio

◉ Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos.
Ativos:
Afrodite  

none

Psiquê

none



and I wanted you badly, but you could be anyone

Catherine Burkhardt
avatar
Mentalistas de Psiquê
Mensagens :
401

Localização :
Londres

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Joel Hunter em Ter 29 Maio 2018, 22:26



DRAGONBORN
Embodied In Love And Shadow
Enquanto olhava a rua pela janela do restaurante sem necessariamente ver alguma coisa, inúmeros pensamentos tomaram conta da minha cabeça. Pensamentos que já estavam crescendo no solo fértil da minha mente com ervas daninhas, principalmente depois dos noticiários reportando sobre desastres naturais em diversos lugares do mundo. A maioria foi atribuída ao aquecimento global, mas eu sabia que a explicação não era tão simples. Nunca é.

Eu já tinha ouvido alguns boatos no Clube da Luta sobre o que havia acontecido em Alcatraz e como isso foi o início de toda essa loucura. Deuses antigos e outras criaturas que passaram séculos ou milênios aprisionados e sendo torturados agora estavam livres outra vez. Livres e putos da vida, afinal a estadia no SPA e Resort Alcatraz não foi nada agradável.

Contudo, todos esses pensamentos são afastados quando o cheiro de torradas, bacon e ovos chega as minhas narinas. Olho para o prato colocado cuidadosamente a minha frente na mesa como uma criança olha pro seu brinquedo favorito. Nada melhor que café da manhã para consolar o possível fim do mundo.

Ataquei a refeição com a mais pura sensação de alegria. Aquilo estava ótimo. Agradeci a garçonete enquanto mordia um pedaço da tira de bacon. Ela sorriu ao mesmo tempo em que ajeitava o avental.

— Não sei como meu pai ainda não construiu um busto seu aqui, Joe. — Brincou Jackie. Seu pai era o cozinheiro e proprietário do local e ela o ajudava nas horas vagas. Eu já era um cliente assíduo deles e depois que Jackie começou a trabalhar lá... Bom, digamos que minha frequência de visitas aumentou. Exponencialmente. — Nunca vi ninguém amar tanto a comida daqui como você.

Seus cabelos negros e lisos foram cortados na altura do ombro fazia duas semanas. Os olhos, igualmente escuros, percorriam meu rosto e pareciam se divertir ao ver o quanto eu me deliciava com o trabalho de seu pai. A boca, em um largo sorriso, confirmava isso.

— Bom, talvez eu não venha só pela comida. — Respondi sem pensar, só percebendo a besteira dita ao ver as bochechas da menina passando do branco para o rosa em velocidade recorde. —  Quer dizer, a música também é ótima! — Corrigi o mais rápido que pude, cantarolando o ritmo que vinha do rádio da cozinha. — Err... Tenho que ir. Obrigado por tudo. — Entreguei alguns dólares para Jackie enquanto saía apressado, olhando para o piso e sem esperar sua reação. — Valeu, Sr. Collins! Estava ótimo! — Gritei para o pai dela.

Pude ouvir um “Volte sempre, Joe” vindo da cozinha, embalado por Don’t Dream It’s Over.

...

No caminho de volta para a casa do meu pai, no Brooklyn, os últimos acontecimentos voltaram a ocupar minha mente. Algo de errado estava acontecendo com o mundo, mas ninguém sabia ao certo o que era. E isso me deixava, no mínimo, desconfortável.

Estava tão distraído ao andar pela rua que quase não percebi um senhor sentado na calçada, encostado na parede de um pequeno prédio. Julgando pelas roupas rasgadas e sujas e pela placa com os dizeres “Veterano sem-teto, por favor, me ajude”, ele não estava em boas condições. Parte do seu rosto estava enfaixada, de modo que seu olho esquerdo encontrava-se coberto pelo curativo já puído.

Tirei uma nota de dois dólares da carteira e me aproximei dele. Não olhou pra cima até que eu estivesse bem perto. Quando o fez, pude perceber que o olho exposto era de um verde incrivelmente claro, quase branco, o que contrastava com a pele negra do homem.

— Desculpa, amigo. Não é muito, mas é o que eu tenho. — Disse, enquanto depositava o dinheiro no chapéu posicionado ao seu lado.

— Não é desse tipo de ajuda que precisamos no momento, Fruto da Retribuição. É chegada sua hora. — Ele falou, enquanto agarrava meu braço, com uma voz profunda e rouca, que se não fosse pela movimentação da sua boca, eu juraria que ele falava direto a minha mente.

Em seguida, eu não estava mais no Brooklyn. Muito menos nos Estados Unidos.

...

Estava quente. De uma forma desagradável, como se eu estivesse dentro de um forno industrial. No horizonte, colinas de areia tinham suas imagens distorcidas em função do calor que castigava, cortesia do sol que parecia tomar conta de todo o céu. Duas árvores sem folhas, fincadas no solo, eram os únicos sinais de vida naquele lugar. Apesar de estar no meio do deserto, eu ainda podia ouvir o barulho de ondas ao longe.

Os Senhores da Terra despertaram, Hunter. E é dever do seu sangue detê-los, Ecoou a voz do mendigo pelo deserto.

Então, de repente, o sol que antes brilhava orgulhoso deu lugar a nuvens negras. Uma névoa cinza-escura se formou aroma do ambiente mudou drasticamente e estática arrepiou os cabelos dos meus braços como se eu os tivesse encostado em uma televisão antiga. As árvores começaram a estremecer, e eu tive a impressão de que elas estavam se levantando.

O chão estremeceu. Mas não como um terremoto. Parecia mais como algo acordando. A grande cabeça reptiliana surgiu do arenoso, juntamente com o resto do corpo, revelando que as árvores eram na verdade chifres com várias ramificações, presos no topo do crânio coberto por escamas.  Os olhos azuis da criatura brilhavam em meio em meio ao mormaço, me fitando. Um barulho grave e arrastado tomou conta do lugar, como um bocejo após uma longa noite de sono. Tentei gritar, mas minha garganta seca não emitiu nenhum som. O Lagarto Colossal emitiu um som que interpretei como um riso ante a minha tentativa frustrada de demonstrar meu desespero. Ergueu a pata e, com um aceno, dissipou parte da névoa, e só então pude ter um pequeno vislumbre da grandiosidade do ser que estava diante de mim.

Sabe onde encontrá-lo, criança. A terra castigada clama por vingança. Sua vingança.

Fechei os olhos e quando os abri, como em um passe de mágica, estava de volta às ruas de Nova Iorque na mesma posição de quando o mendigo agarrou meu braço. O deserto, a névoa e o réptil gigante haviam sumido, assim como o morador de rua com o meu dinheiro.

Atordoado pela visão proporcionada pelo sem-teto, balbuciei de forma quase involuntária o nome do lugar aonde haveria de encontrar a besta: Namibe, Angola.

O safado poderia pelo menos ter deixado a grana.

...

— Angola? — Meu pai repetiu, deixando a louça na pia e virando-se para mim. — Bem longe dessa vez, huh? E o que te espera lá?

— Um dragão. — Respondi, enquanto encarava a lata de refrigerante em minhas mãos. — A merda de um dragão.

— Tá de sacanagem?

Fuzilei o velho Edmundo com um olhar de “você acha que eu brincaria com isso?”.

— Ok, não, não está. Alguma ideia de como vai chegar lá? — Ele perguntava como se eu estivesse indo para uma excursão para Washington com a turma da escola. Estava tranquilo demais para alguém que veria o filho partir em uma missão suicida.

— Nenhuma. Não tenho grana pra passagem de avião. E não acho que algum uber aceite essa corrida.

— Bom, eu conheço alguém no porto que pode te ajudar. — Mais uma vez, o dia seria salvo pelas relações interpessoais do ex-sargento Edmundo Hunter. — O nome dele é Kevin Stewart, capitão de um dos navios que exporta as mercadorias de onde eu trabalho para a África. Talvez possa ser útil. Ele me deve alguns favores. — Meu pai encerrou. Eu não esperava que ele me contasse o que havia feito por esse tal de Kevin.  Desde que ele havia se demitido do antigo emprego como cozinheiro para trabalhar como motorista de caminhão de uma fábrica de válvulas e outros equipamentos da indústria do petróleo, ele andava um pouco misterioso.

Eu havia omitido toda a parte sobre o Veterano e a visão. Se aquilo já era estranho para mim, não queria nem imaginar como seria para o meu pai. O mais esquisito é que o homem era um total desconhecido para mim, mas os seus olhos... Eu tinha certeza que já havia visto aqueles olhos alguma vez. E era alguma coisa neles que fazia com que algo dentro de mim me compelisse a ir até outro continente para encontrar uma fera mitológica que poderia me matar com um simples arroto.

Segundo o mendigo, era dever do meu sangue deter a criatura. E algo me dizia que ele não se referia ao lado divino da família. Talvez o velho Edmundo estivesse escondendo algo bem maior do que eu pensava.

...

Na manhã seguinte, após alguns telefonemas do meu pai e algumas mensagens de íris para alguns colegas do Clube da Luta, lá estava eu no Porto de Nova Iorque, esperando para falar com um sujeito que eu mal conhecia para viajar até outro continente no navio dele. Na minha mochila, apenas algumas roupas e porções que eu estava levando por precaução. Levei minha mão até o cabo de Balance, que estava presa às minhas costas, só por precaução.

O tempo estava fresco, e o cheiro do mar enchia meus pulmões. Eu não era um grande fã da maresia, mas ela era o menor dos meus problemas naquele momento. Enfiei as mãos no bolso do casaco ao sentir o vento frio percorrer todo o cais. Em breve, frio seria a última coisa que eu sentiria.

Avisto um homem de longa barba ruiva e cabeça raspada caminha em minha direção. Ele tinha quase dois metros e facilmente dava três de mim em largura. Eu podia jurar que ele abriu um sorriso por debaixo da cabeleira facial vermelha ao me ver. Abriu os braços, mostrando o sobretudo preto que usava no momento, junto com as galochas amarelas.

— Joel! — Ele estende a mão para me cumprimentar, e eu a aperto.  Ele retribui e quase quebra meus dedos ao segurar minha mão com tanta força, em um gesto de amizade. — Eddie me passou a situação! Você é mais que bem vindo no Princesa Graúda, embora eu não consiga entender como seu pai deixou você ir para Namibe sozinho.

— Princesa... Graúda? — Eu repito o nome da embarcação, ao mesmo tempo que massageio minha mão esmagada pelo grandão. — Ah, meu pai confia em mim, eu acho. Eu sei me virar.

— Claro que sabe! — Kevin responde, rindo de forma relaxada. — Você é um Hunter, afinal. Ainda assim, deve tomar cuidado. — O tom do capitão agora era sério, como se estivesse dando um aviso. — Não sei o que você vai fazer em outro continente, e se seu pai me pediu pessoalmente para transportá-lo, confio nele o suficiente para não me preocupar com os seus motivos. Mas as coisas andam... Estranhas. Você vai descobrir

Engoli a seco. Não sabia se Kevin tinha conhecimento do mundo grego ou se poderia ver através da névoa, mas algo em sua voz me fazia acreditar que, assim como eu, ele não acreditava que toda a merda que estava acontecendo ao redor do planeta não era apenas por causa de um buraco na Camada de Ozônio

— Agora, vamos! O navio irá partir em breve.

Segui o gigante de barba ruiva até onde o Princesa Graúda estava atracado, me perguntando se veria novamente  os prédios que lentamente deixava para trás.

— Ah, e tome cuidado com isso nas suas costas. — Avisou Kevin, sem olhar para mim. — Pode machucar alguém.

— Pode ficar tranquilo, capitão. — Respondi, tentando esconder a tensão na minha voz. Não sabia em que a Névoa havia transformado minha espada, mas acreditei que não era nada letal, uma vez que o careca não se alarmou em momento algum. — Isso é só para os lagartos.

bagulhos:

OBS:
Basicamente, Joel já sabia que tinha merda rolando e o Veterano só deu um empurrãozinho pra saber onde ele devia ir. No decorrer dos posts eu vou desenvolver mais isso.
O pai do Joel tem os famigerados "contatos" devido a sua popularidade entre a galera do Brooklyn, mas Joel tá começando a desconfiar que tem mais coisa nesse meio.
O destino, como descrito no texto, é a província de Namibe, na Angola. O local tem um litoral com alguns portos, então ir de navio não é uma escolha ruim (a princípio).
itens:

♦️ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Balance}/ Espada longa de uma mão. [Seu formato é simples, com a guarda reta e empunhadura anatômica, de couro avermelhado. Sua cor é prateada, com entalhes discretos. Possui 1,30 de tamanho total, sendo que a lâmina corresponde a 1,10m. Transforma-se em um anel no nível 20.]{ Bronze sagrado e couro. } (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Nêmesis]

— {Equilibrium} / Amuleto [Feito de aço, o amuleto encantado foi modelado como uma maçã cruzada por duas espadas. Quando o usuário ativa o poder do amuleto, afeta um inimigo que esteja a no máximo 10 metros de distância e em seu campo de visão. O efeito faz com que a discórdia recaia sobre ele, reduzindo a eficácia de suas ações em conjunto com outros aliados em 10% por duas rodadas. Uma vez por missão.] (Nível mínimo: 5) {Elementos controlados: magia} [Recebimento pela missão "Balance or Discord", avaliada por Jeff Smith e atualizada por Zeus]

Poção de Vitalidade [Um frasco esférico de 150ml, portátil, contendo um líquido verde musgo. Ao ser ingerido, recupera 80 de HP. Consumido ao ser utilizado. Não aumenta a capacidade de armazenamento total do HP.] {Quantidade: 1} (Nível Mínimo: 10) [Recebimento: Loja de Itens Mágicos]

Poção de Energia [Um frasco esférico de 150ml, portátil, contendo um líquido amarelo. Ao ser ingerido, recupera 80 de MP. Consumido ao ser utilizado. Não aumenta a capacidade de armazenamento total do MP.] {Quantidade: 1} (Nível Mínimo: 10) [Recebimento: Loja de Itens Mágicos]
poderes:

Nenhum até o momento.


I will come reformed.

Joel Hunter
avatar
Filhos de Nêmesis
Mensagens :
53

Localização :
things could be worse

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Maisie De Noir em Qua 30 Maio 2018, 10:54


Dragonborn
Fod fin vul dovah nok
☀️

A  ruiva caminhava em algum tipo de buraco escuro tendo apenas as paredes como guia, pois sua visão era inútil na escuridão, o que consequentemente lhe fazia deduzir que era dia fora daquele lugar. A garota não sabia dizer o quanto andou pelo caminho de pedra até que abruptamente algo brilhou diante dos seus olhos. O corredor se tornava uma caverna iluminada apenas por uma luz suave de tons dourados que eram emanados de grande quantidade de ouro bruto que a fazia lembrar-se das peças que encontrou na cela de Antiphates.

Instintivamente a semideusa desviou o olhar com medo que a Febre de Ouro tomasse conta de sua mente o que consequentemente a fez deparar-se com a escuridão que a envolveu completamente nas sombras. Mesmo forçando sua visão, Maisie não conseguia distinguir nada, porém ela sabia – talvez mais seu instinto do que seu sentido de fato – que quanto mais olhasse para as trevas, mais ainda elas a encarariam de volta. De repente a garota sentia os pelos do seu braço se arrepiarem e um grande rugido se fazia presente ecoando por todo o lugar, tornando-se ensurdecedor por conta da proximidade.


~*~

Maisise não aguentava mais ter esse sonho. Era sempre a mesma coisa toda noite e aquele som agressivo ficava em sua mente mesmo depois de acordar. A ruiva queria apenas entender o que estava causando aquele fenômeno e tinha suas suspeitas, faltava apenas algo que as confirmasse. Após a conversa com Choi na cafeteria alguns pontos se ligaram em sua mente. A De Noir não podia ignorar o fato que aquela caverna lembrava demais a cela do dragão dourado que destruiu a ilha de Alcatraz alguns meses atrás.

Pensar naquela criatura colossal aprisionada fazia a semideusa tremer ao lembrar-se que ela, junto com seus companheiros de missão, haviam sidos os responsáveis por liberta-lo. Erguendo-se da cama, a semideusa estava decidida a encontrar uma resposta para estes sonhos recorrentes, porém uma aparição repentina a fez mudar totalmente o foco de seus pensamentos. Sua aprendiz surgiu na porta do seu alojamento parecendo acanhada, mas visivelmente deixava transparecer que estava inquieta e queria dizer algo.

— Eva, aconteceu alguma coisa? — Perguntou se aproximando da filha de Nyx.

— Hm, eu tive um sonho estranho. — Começou sem olhar para a ruiva. Sua voz era baixa e as bochechas ganharam uma cor suave que contrastava com a pele alva. — Acho que era mais um aviso.

— E então...? — Estimulou quando a menor não falou mais nada.

— Tem algo na Ilha North Brother. Minha mãe me mostrou... tinha alguma coisa muito errada lá. Era escuro, mas parecia estar embaixo da ilha ou dentro dela, não consegui ver muito bem...

Eva falava com o olhar distante e o cenho franzido, como se recordando as imagens vistas durante o sono conforme falava. A ruiva logo se preocupou que a deusa da noite quisesse envolver a própria filha naquela história. Maisie estava pronta para interferir e fazê-la desistir da ideia, quando a semideusa continuou a falar, dessa vez olhando para o seu rosto.

— Ela queria que eu fosse lá, mas não acha que eu esteja pronta para isso. Ela disse para que eu procurasse ajuda e você foi a primeira pessoa que eu pensei.

— Não se preocupe com isso, querida. — A feiticeira puxou a outra garota para um abraço, afagando suavemente seus cabelos negros. — Eu irei cuidar disso para você. Agora é melhor eu ir. Ainda tenho o que me preparar.

~*~

Assim que Eva se foi, Maisie caminhou até os seus pertences escolhendo seus itens de reclamação, o anel que tinha praticamente desde que havia entrado nessa vida mitológica e sua jaqueta. Terminando de ajeitar o casaco nos ombros, a semideusa notou a carta de tarot caída sobre o seu travesseiro com a face do sol virada para cima. Um suspiro baixo deixou a garota com um toque melancólico ao se recordar da sensação que ela causava quando ansiava pelo poder contida nela. Sem pensar duas vezes, a carta foi guardada no bolso.

A filha do amanhecer pretendia fazer apenas mais uma coisa para antes de sair naquela aventura. O alojamento onde Jeff dormia não era distante do seu próprio, então Maisie demorou apenas alguns poucos minutos até estivesse batendo suavemente na porta antes de entrar. Um sorriso brincava nos cantos dos lábios da ruiva quando ela deu dois passos fechando a porta atrás de si.

— Oi! Você... — Assim que notou que o mentalista fazia a mesma coisa que ela havia feito momentos atrás, seu sorriso morreu e preocupação tomou conta das suas feições. — Você também vai atrás deles, não é?

A garota não precisava falar do que se referia, já que o filho de Athena podia muito bem ler seus pensamentos.

— Sim. Mas não se preocupe. Catherine irá junto comigo. Nós voltaremos antes que você sinta nossa falta.

Maisie conhecia aquele tom motivador. Havia ouvido ele bastante quando estiveram no futuro apocalíptico de Psique. Sem conseguir conter-se, deixou que suas pernas a levassem até o garoto e o abraçou com o máximo de força que possuía. De alguma forma o medo de perdê-lo fazia seu corpo estremecer e toda a coragem que possuía havia sumido por completo, mas não podia guarda-lo em um potinho dentro da proteção do Clube da Luta. Sabia muito bem que ele era capaz.

— Tudo bem. — A filha do amanhecer ergueu o olhar para os orbes cinzentos que a cativaram desde o primeiro encontro entre eles. — Tome cuidado e volte logo.

A ruiva se despediu com um beijo singelo na bochecha do filho de Athena e virou-se para a saída, o deixando sozinho para que terminasse de se aprontar. Seu coração se apertou conforme se distanciava e este sentimento a fez virar na esquina mais próxima. Havia uma pessoa que a semideusa ainda precisava contatar.

~*~

— Você acha que isso tudo está acontecendo por causa do que fizemos em Alcatraz?

Maisie podia ver Catherine através da mensagem de íris que praticamente flutuava a sua frente. A filha do amanhecer precisava falar com alguém que esteve na destruição junto dela e de todas as pessoas, a negra era em quem mais confiava. Precisava confirmar que não estava louca ao pensar que a promessa de Antiphates estava se tornando verdade tão rápido.

— Eu não sei. Tenho me perguntado a mesma coisa. Antiphates anunciou que coisas ruins estavam para acontecer, mas o que aconteceu naquela prisão não foi nossa culpa, Maisie. Estávamos fadados a perder.

Aquilo era verdade e a feiticeira ainda não havia perdoado o centauro por manda-los para a ilha sabendo o que estava aprisionado lá, mas o pior de tudo era saber que as decisões de todos eles causou o estopim para tudo o que acontecia no momento relacionado aqueles seres ancestrais.

— Nós demos o sangue... nós o libertamos... — Murmurou a ruiva ao se abraçar, desviando o olhar da imagem da amiga.

— E agora lidaremos com as consequências, seja lá o que forem. — Lá estava o mesmo tom que Jeff havia usado em si. A De Noir suspirou. — Tome cuidado, Maisie. Eu ainda lhe devo uma bebida, lembra?

— Sim. Não me esqueci dela. — Aquela promessa fez as semideusas abrirem um sorriso, apesar de pequeno. Parecia que sempre seria a promessa de que voltariam vivas das dificuldades. — Tome cuidado também e cuide dele para mim. Por favor, Cat.

Maisie não precisava explicar quem ele seria, já que ambos fariam aquela viagem juntos.

— Com minha própria vida, se for necessário.

Contente com a resposta dada, a ruiva acenou para a filha de Afrodite se sentindo muito mais leve. A chamada foi desfeita e finalmente Maisie estava pronta para continuar com o que havia prometido a sua aprendiz. Possuindo um nome e a confirmação do que poderia haver no local, a feiticeira precisava agora saber o que andava acontecendo por lá e faria isso ao chegar na ilha, mesmo sabendo que não seria tão fácil.

☀️:
Observações:
• Os personagens citados na narração são respectivamente Choi Tabei Camellia, Eva Jones, Jeff Smith e Catherine Burkhardt. Haverá posts em on refentes a cada interação tanto no evento quanto fora.

• Maisie esteve na presença de Anthipates quando ele foi liberto, então já sabia sobre os dragões.

• O local indicado por Eva tem relação com o sonho descrito no inicio do turno.
Poderes:
-x-
Equipamentos:
{Dawn} / Cimitarra [Cimitarra de bronze com um cabo de aço. O formato do punho, junto do pomo, lembra levemente o formato de penas, em um arranjo que protege as mãos do portador; tem, obviamente, a lâmina curva. Vem junto de uma bainha metálica, com cores que mudam de tons púrpuras à alaranjados] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos][Presente de Eos]

{Dusk} / Escudo [Escudo de bronze circular com a imagem de um sol nascente em alto relevo, em tons iridescentes. No nível 20 transforma-se em um bracelete de metal, com grafismos que lembram a imagem que decora o escudo.] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos]

{Precioso} / Anel [Como agradecimento por ter recuperado um anel mágico e muito poderoso, a filha de Eos ganhou um outro anel como recompensa. Fino e dourado, quase imperceptível, o adorno tem o poder de, uma vez por missão e a desejo do portador, adquirir uma brilho prateado e um pequeno feixe de luz que, ao ser apontado para algum ferimento que esteja causando perca de hp, cicatriza ou faz com que o sangramento pare. Cortes com hemorragia intensa apenas faz com que diminua o sangramento e pode ser usado em si mesmo ou em companheiros. Não causa dor e não faz com que a dor que o semideus esteja sentido passe (no caso de hemorragia intensa).] {Ouro} (Nível Mínimo: 23) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Missão Precioso, avaliada por Athena e atualizada por Eddie Kimoy]

{Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

{The Sun} / Carta de Tarot [Uma carta mágica, encontrada no Labirinto de Dédalo, que possui o desenho de um sol brilhante e amarelo em uma de suas faces. Uma vez por missão/evento/RP, a carta envolve o usuário com uma aura dourada suave e quente, similar ao Sol, curando 15% do HP/MP. Ativação consciente necessária.] {Elemento: Cura} (Nível mínimo: 55) [Recebimento: DIY "Maze", avaliada por e atualizada por Éolo.]
Maisie De Noir
avatar
Feiticeiros  de  Circe
Mensagens :
406

Localização :
Onde sou necessária

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jeff Smith em Qua 30 Maio 2018, 13:21



Encontros e desencontros


Não importa o fato de Afrodite ser a deusa mais bonita do panteão grego. Más notícias trazidas por ela ainda são más notícias.

O sonho havia começado como qualquer outro. Imagens desconexas passavam pelos meus olhos. Até que, depois de algum tempo, o cenário parou de se transmutar e se fixou em uma praia. O sol estava se pondo no horizonte. Era uma visão muito bonita, mas o que me chamou mesmo a atenção foi a mulher que estava parada no mar. Meu corpo foi dominado pelo impulso de correr até ela, e foi o que eu fiz.

— Catherine? — Perguntei antes de realmente chegar ao seu lado. Porém, não era minha mestre que estava lá e sim outra pessoa, que estranhamente lembrava Catherine. Assim como Cath, a mulher também era negra, e possuía uma beleza estonteante. Porém havia algo a mais. Era como se a beleza fosse ao mesmo tempo natural e poderosa.

— Não, meu querido. Mas fico feliz em saber que minha filha não sai de sua mente. — Afrodite começou a fazer um pequeno carinho em meu rosto. — Bem, escolhi esse lugar pois achei que seria mais fácil para você absorver as informações que eu lhe darei.

— Bem, as informações são sobre os desastres climáticos que estão acontecendo ao redor do mundo? — Embora minha mente começasse a sentir os efeitos inebriantes dos poderes de Afrodite, me mantinha lúcido o suficiente para receber sua mensagem.

— Agora eu vejo porque Cath o aceitou como aprendiz. Bonito E inteligente. — Afrodite sorriu, mas logo seu belo sorriso foi substituído por uma expressão séria. — Sim. Os desastres climáticos não são obra da natureza. Quando Alcatraz caiu, várias coisas fugiram de lá. Diga-me, o que você sabe sobre dragões?

Aquela pergunta fez meu coração falhar uma batida. Quer dizer, eu já havia enfrentado alguns monstros antes. Droga, eu havia visto o futuro já. Mas dragões eram outra história.

— Admito que apenas o que li em alguns livros no acampamento. — Minha voz havia baixado uma oitava. — Bem, então temos muito que fazer, certo?

— Exato, caro semideus. — Afrodite começou a desaparecer, e eu sabia que era só questão de segundo até que o sonho acabasse. — Seu desafio te espera no país de gelo e fogo. Catherine irá junto com você. Só tome cuidado com a mensagem. — Com esse feliz aviso, meus olhos se abriram e o teto do meu quarto no Clube da Luta invadiu minha visão.

Peguei um caderno que ficava perto da minha cama e comecei a anotar as informações que Afrodite havia me passado. Dragões estavam causando os desastres. Meu desafio estava no país de gelo e fogo. Cath iria junto comigo.

Não eram as melhores informações do mundo, mas já era algo para começar. Resolvi começar com o mais fácil que era encontrar Catherine. Vesti alguma roupa e comecei a procurar pelo Clube. Falei com todos os filhos de Afrodite que passaram por mim, mas nenhum sabia onde ela estava. Então, decidi apelar para outro meio de comunicação.

Pegando um prisma emprestado com um filho de Íris, corri até meu quarto e, usando uma lanterna e o prisma, fiz um pequeno arco íris. Então peguei um dracma que estava jogado pelo cômodo e o atirei na combinação de cores.

— Ó Íris, aceite minha oferenda. Mostre-me Catherine Burkhardt, onde quer que ela esteja. — Esperei alguns segundos até o rosto de Catherine aparecer, mas o que apareceu primeiro me deixou mais surpreso ainda.

Os gemidos foram os precursores da mensagem. Logo após, Catherine apareceu. Infelizmente ela não estava sozinha. Mais infelizmente ainda: ela estava no meio de uma atividade que talvez eu não devesse estar assistindo, mas não conseguia desviar os olhos. Mesmo que fosse algo que eu já tivesse feito mais do que apenas ver, minha única reação foi soltar um leve pigarro, para anunciar minha presença.

A reação da outra garota foi totalmente inesperada. Bem, pelo menos eu não esperava que ela fosse se assustar tanto. Por um momento, realmente não sabia o que fazer. Até que a voz de Catherine me trouxe de volta a realidade.

— Ele é meu aprendiz, Ana, e tem uma boa razão para estar aqui. Perdoe-o pela interrupção. Sua mãe me fez uma visita. Suponho que a minha retribuiu o favor?

Com um sorriso de desculpas e um aceno de cabeça concordando com o que Cath havia dito, ajustei minha postura antes de despejar tudo o que eu tinha a falar.

— Sim. Eu não atrapalharia as atividades extracurriculares de Cath sem um bom motivo. Bem, Afrodite me visitou em sonho. Basicamente, ela me passou uma missão. Na verdade, passou a missão para nós dois.

— Não é nada que você não tenha visto antes, my dearest. Atena foi concisa com suas palavras, mas me disse o mesmo. Dragões, catástrofes naturais e Islândia, pelo visto. — Cath parecia estar traçando um plano para enfrentar seja lá o que estava nos esperando. — Encontre-me no aeroporto daqui a trinta minutos.

— Bem, falando de você, realmente não é nada que eu não tenha visto. — Um sorriso zombeteiro se espalhou pelo meu rosto. — Concordo. Assim tenho tempo para me preparar e você terá tempo para terminar o que começou. — Não pude evitar uma rápida piscada de olho em direção a Ana. — Eu realmente confio em suas habilidades, mas acha que trinta minutos serão o suficiente?

Não era preciso ser um mentalista para saber o que se passava na cabeça de Catherine naquele momento. A mesma lembrança estava povoando minha mente. Contudo, um simples aceno de cabeça me deixou mais tranquilizado.

— I have many, many skills, darling. Farei valer cada segundo. — A voz de Cath variava entre o sério e o sensual. Era um pouco complicado manter minha mente limpa, mas fiz o possível. — Estarei lá o mais rápido que puder. Se puder arranjar nossas passagens, ficarei bastante grata. Ah, e não se esqueça de levar agasalhos. — E com um beijo sendo jogado em minha direção, a mensagem terminou tão abruptamente quanto havia começado.

— Arrume as passagens e casacos. Como vou saber qual casaco Catherine gostaria de usar? — Falei comigo mesmo, pensando nos problemas em que tinha me metido.

Fiquei tão absorto em meus pensamentos, enquanto fazia minha mala e escolhia meus equipamentos que não percebi quando Maisie entrou no meu quarto.

— Oi. Você... — Ela viu as coisas em cima da minha cama e seu rosto rapidamente congelou. — Você também vai atrás deles, não é?

— Sim. Mas não se preocupe. — Minha voz assumiu um tom calmo, motivador. — Catherine irá junto comigo. Nós voltaremos antes que você sinta nossa falta.

Maisie então correu até mim e me abraçou forte. Senti seu corpo tremer por alguns segundos, até que retribuí o abraço.

— Tudo bem. Se cuida. Volta logo. — Com um beijo em minha bochecha, a filha do amanhecer se despediu e saiu do meu quarto. Olhei para meu relógio de bolso e percebi que o prazo estava quase acabando. Então reuni minhas coisas em uma mochila, corri rapidamente até o quarto de Catherine e coloquei os primeiros casacos quentes que vi na mochila e corri para fora do Clube da Luta.

Preparando tanto meu corpo quanto minha mente para a viagem, joguei um dracma no chão e recitei as palavras Stethi, O harma diaboles! e, após o Taxi das Irmãs Cinzentas ter se materializado à minha frente, pedi para ser levado até o Aeroporto JFK. Depois de dez minutos sendo jogado de um lado para o outro, cheguei ao local.

Sentei no chão, perto da porta de entrada como um verdadeiro hipster. Aproveitei o tempo de vantagem para tentar pensar no que fazer. Um dragão não é exatamente um monstro que você mata com um golpe de espada. No interior da minha mente havia uma vozinha dizendo que talvez aquela seria uma viagem só de ida. Mas tudo isso sumiu da minha cabeça quando Catherine chegou.

Ver a filha de Afrodite andando até mim era algo surreal. O mundo parecia que havia entrado em câmera lenta. Até olhei meu reflexo em um vidro para checar se eu não tinha, acidentalmente, ativado o Efeito Borboleta. Mas não, meus olhos estavam normais.

Tive apenas um segundo para perceber o que iria acontecer e, largando a mochila no chão, segurei o corpo de Cath junto ao meu, retribuindo seu beijo. Quando nos separamos, ela afastou-se um pouco de mim e suspirou.

— Estou tão feliz de ver que você está bem, meu amado aprendiz. Senti sua falta profundamente.

Minha mente parou de funcionar por alguns segundos. De fato, não consegui escutar direito as palavras que saíram de seus lábios, mas a parte racional da minha mente sempre faz hora extra.

— Eu também senti sua falta. E adoraria compensar o tempo perdido, mas infelizmente nossos problemas não acabaram. — Ofereci minha mão a Cath. — Ainda temos uma missão a cumprir. Me acompanha?

Entrelaçando seus dedos ao meus, Catherine confirmou com um aceno de cabeça, e começamos a andar, como um simples casal que estava prestes a viajar por aí.

— Vamos nessa. Teve alguma sorte com nossas passagens?

— Bem, eu cheguei não faz muito tempo, então ainda tenho que resolver isso. — Ao entrar no local, rezei aos deuses para que os seguranças não fizessem perguntas sobre minha espada. — O que você acha de termos nomes de disfarce? Até pensei em dois. Eu poderia ser Jacob Peralta e você Amy Santiago. O que acha? — Não pude evitar um sorriso ao dizer meu plano bobo.

— Uma boa ideia. — Cath respondeu com um sorriso travesso em seu rosto. Então sutilmente ela foi me guiando até os guichês de venda de passagens.

Durante todo o caminho consegui pegar algumas informações desconexas, mas todas falavam quase a mesma coisa: o mundo estava virando de pernas pro ar. Quando chegamos ao guichê, deixei que Cath assumisse a conversa, mas isso não queria dizer que eu ficaria sem nada a fazer.

"Hora do aprendizado, meu padawan. A voz de Cath ecoou em minha mente. Enquanto eu a distraio, você vai acessar o sistema de aviação e nos colocar no voo mais recente para a Islândia. Concentre-se no computador dela até que consiga visualizar em sua mente os dados do sistema. Acesse o itinerário do voo e então, acrescente nossos nomes na lista de passageiros."

Enquanto Catherine fazia seu show, fechei os olhos e comecei a me concentrar no sistema da companhia aérea. Era uma bagunça, mas foi relativamente fácil acessar o sistema.

Infelizmente o tempo na Islândia estava caótico demais e o espaço aéreo do país estava fechado para voos comerciais. Porém eu não precisava exatamente de um voo para lá. Algo ao redor já me ajudaria, então continuei procurando pelo sistema, até que encontrei meu pote de ouro. Havia um voo indo para a Groenlândia, que era o país mais perto da Islândia. Lá, poderíamos nos teleportar até o país de gelo e fogo.

Brincar de hacker era legal, então arrumei duas passagens na primeira classe em nome de Jacob e Amy. Depois de tudo pronto, enviei uma mensagem telepática para Cath. ”Tudo pronto, Santiago.

— Enfim! Nós viemos pegar nossas passagens, fizemos a compra pela internet. — Cath continuava a manter a atenção da recepcionista. — Os nomes são Jacob Peralta e Amy Santiago!

Quase não consegui esconder meu alívio em ver que o plano havia dado certo e que as passagens estavam na minha mão. Porém, ainda havia uma parte da minha mente que estava gostando de entrar no personagem. Por isso, fiz minha melhor imitação de sotaque inglês. O que é fácil, quando se convive com uma mulher inglesa por um bom tempo.

— Vamos, amor? Antes que Charles decida nos acompanhar?

— Tenho certeza que Rosa e Gina estão o mantendo ocupado o bastante, mas é melhor nos apressarmos. Muito obrigada pela ajuda! — Com a feliz despedida, nos afastamos da mulher e fomos em direção à fila do embarque.

— Bom trabalho, Peralta! — Cath sussurrou para mim. Dei um aperto carinhoso em sua mão, como forma de agradecimento.

— Muito obrigado, Santiago. — Tudo estava indo muito bem, até que algo fez meu sorriso murchar. Quando você é um semideus que anda armado até os dentes, existe algo que é seu pior inimigo: o detector de metais. Olhei para Cath com uma nota de desespero em meu rosto. — Certo, como fazemos isso? Mais uma rodada de hack ou você usa sua linda e maravilhosa voz pra nos tirar desse problema?

— Um pouco dos dois, meu querido esquiador. —Catherine começou a me puxar para o começo da fila. Nosso voo não demoraria a decolar. Tempo não era nosso aliado, no momento. — Jake, eu estou tão animada que você vai nos levar para esquiar! Eu fiz uma planilha com todas as atividades que iremos fazer e é com orgulho que digo que nos inscrevi em vinte classes nesse fim de semana! — Catherine começou sua performance e eu sabia que teria que agir de forma inusitada para que o plano desse certo.

— Vinte? — Minha voz se ergueu no mesmo tom, enquanto eu fingia assombro. Quem fazia vinte modalidades de esqui na mesma viagem? — São todas as disponíveis ou você deixou alguma de fora? Esqui nu, talvez? — Tive que me segurar para não rir da falsa expressão ofendida que Cath fez ao olhar para mim, mesmo sabendo que ela estava fazendo algo com o detector de metais.

— É claro que não deixei! — Cath era realmente uma excelente atriz. Seu talento natural não demandava o uso de nenhum poder. — E você sabe muito bem que se ficássemos expostos à neve desnudos ganharíamos queimaduras bastante dolorosas.

Era isso. Estávamos esperando o embarque para um país desconhecido, para ir a outro país desconhecido, enfrentar um dragão. As chances de nós sairmos vivos de lá eram pequenas. Eu sabia disso. Cath também. Mas, por hora, Tudo o que eu tinha era a promessa de que, independente do que acontecer, Catherine estaria ao meu lado. Isso era mais do que eu precisava para seguir em frente.


CONSIDERAÇÕES:
Meu post se passa junto com o da Catherine, então desculpe se parecer que os post são duplicados. As interações com Cath e Maisie de Noir estão replicados em seus determinados posts. No post, conversei com Cath e com Maisie, então fui até o aeroporto, hackeei o sistema e consegui duas passagens de avião para a Groenlândia. Considerar principalmente o poder Tecnopatia e o Controle de Probabilidade.

Poderes Utilizados:
Psiquê:
Passivos:
◉ Nível 2. Memória fotográfica: Tudo o que você ver ou ler ficará gravado em sua memória por anos, serve tanto para imagens para textos.

◉ Nível 10. Empatia: Você sabe exatamente o que o outro está sentindo em termos de emoções.

◉ Nível 13. Tecnopatia: Habilidade de se comunicar com as máquinas tecnológicas, elas irão seguir os seus pensamentos, por exemplo, invadir bancos de dados, mudar os semáforos, tudo que estiver ligado a tecnologia e também controla coisas mecânicas.

◉ Nível 18. Motivador: Palavras de incentivo sempre dão certo quando são propagadas por você, podendo animar ou desanimar alguém, o motivando ou desmotivando a fazer algo.

◉ Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos.

◉ Nível 30. Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém.

Ativos:
--

Atena:
Passivos:
Nível 16

Sabedoria - A sabedoria mais do que o conhecimento reflete a habilidade de aplicar ele de forma efetiva. Está vinculada à consciência e a atenção do personagem em relação ao mundo. A sabedoria vai além da inteligência e, por isso, é apenas agora que tal habilidade é adquirida. Os filhos de Atena agora tornam-se capazes de avaliar melhor sua situação, adquirindo uma espécie de bom senso: quando confrontados em uma situação de escolha, com base nas informações que possuem, são capazes de decidir o caminho menos danoso. O resultado final, contudo, ainda pode ser modificado, uma vez que a base dessa decisão é o conhecimento do próprio personagem, que nem sempre é completo. Cabe ao narrador definir até que ponto o conhecimento do semideus influencia, e ser justo ao indicar sua melhor opção - que não necessariamente será bem sucedida. Não se aplica a situações comuns de combate. [Modificado]

Nível 19

Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.

Nível 30

Visão clara - Você consegue ter uma visão um pouco mais clara na presença da Névoa, fazendo com que o reconhecimento de criaturas mitológicas fique mais fácil; porém, você ainda poderá confundir-se em locais mágicos e com criaturas de nível similar ou maior do que o seu (nesse caso, não os identificando). O mesmo vale para poderes de ocultação baseados na névoa, considerando sempre o nível do usuário.

Ativos:
--

ARMAS LEVADAS:
Anima Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista]

Yin Yang. [Uma espada de punho prateado e com um desenho bem talhado de uma borboleta em azul. Sua lâmina é de uma beleza diferenciada, pela divisão do cume central, metade dela possui um material negro e a outra metade é feito de prata sagrada. Seu corte é duplo e sua ponta afinada, uma espada bastante resistente. Ela possui uma habilidade de ativar um segundo modo em que a espada original se divide em duas, uma de lâmina totalmente preta e outra de prata sagrada. Nesse segundo formato a sua resistência diminui um pouco, porém seu corte fica extremo, podendo cortar metais pesados e causar efeitos sobre armas sagradas. Essa espada vem em uma bainha preta com entalhes azuis em borboletas, ela se adapta ao corpo do mentalista podendo ser usada do modo que este desejar carregar a espada.] [Materiais: Prata Sagrada e Material Negro] (Nível Mínimo: 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: Presente por ser mentalista]

{Strategy} / Escudo [Escudo médio de bronze sagrado. Possui uma pequena coruja entalhada em seu centro. O escudo tem uma superfície muito lisa, denotando um exímio trabalho de forja, sem imperfeições. No nível 20 transforma-se em um bracelete com entalhes similares ao do item.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo:1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Atena]

Elixir de Vitalidade [Uma solução em uma garrafa de vidro de 200ml, portátil, contendo um líquido rosado. Ao ser ingerido, recupera 130 de HP. Consumido ao ser utilizado. Não aumenta a capacidade de armazenamento total do HP.] {Quantidade: 1} (Nível Mínimo: 20) [Recebimento: Loja de Itens Mágicos]

Elixir de Energia [Uma solução em uma garrafa de vidro de 200ml, portátil, contendo um líquido arroxeado. Ao ser ingerido, recupera 130 de MP. Consumido ao ser utilizado. Não aumenta a capacidade de armazenamento total do MP.] {Quantidade: 1} (Nível Mínimo: 20) [Recebimento: Loja de Itens Mágicos]

Jeff Smith
avatar
Mentalistas de Psiquê
Mensagens :
357

Localização :
NY

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Peter Lost em Qui 31 Maio 2018, 19:44

ϟ
DRAGONBORN
Parte 1  
ϟ
Peter Lost
Quer se perder comigo?
Desde que perdera minha casa para os arautos de Éris, meus pensamentos se voltavam para o passado com grande recorrência. Eu não conversara com ninguém desde minha fuga do acampamento em chamas. Meus irmãos, parentes e amigos haviam sumido em um piscar de olhos, sequer sabia onde se encontravam ou até mesmo se estavam vivos ou não.

Os dias estavam perigosos. Vulcões em erupção, tsunamis e terremotos eram apenas alguns dos diversos outros tipos de catástrofes naturais que pareciam deixar mortos em todas as partes do planeta. Em um primeiro momento associei tudo o que estava acontecendo à ascensão de Éris, a deusa da discórdia. Eu havia jurado derrotar seus seguidores e retomar meu lar, portanto se aquilo tudo era obra dela, eu faria algo para impedir mais desastres.

Naquela manhã levantei cedo, meu novo lar nada mais era do que uma pequena barraca no interior de uma igreja há muito abandonada por quem quer que participasse de seus cultos. Não vivia sozinho ali, mas com outros moradores de rua, criando uma espécie de “sociedade secreta” para aqueles que não tinham aonde morar.

O local tinha uma grande quantidade de aromas nada agradáveis, os quais se mesclavam entre urina, fezes, restos de comida apodrecida e até mesmo de seres humanos que precisavam urgentemente de um banho. Não posso dizer que gostava daquilo, mas com certeza poderia camuflar meu cheiro de semideus, deixando-me a salvo de qualquer monstro que pudesse estar procurando um lanchinho de filho de Zeus.

Eu sentia falta dos dias no acampamento, os treinos diários e a broncas de Quíron não eram nada se comparados à dificuldade de se viver nas ruas, tendo que enfrentar diversos monstros todos os dias apenas para poder comer um pouco. Eu mesmo já havia me tornado outra pessoa se comparado a quem era naqueles tempos antigos, agora eu não mais me via como um herói do olimpo, mas como espécie de vingador, o qual era vagarosamente consumido pela vergonha que sentia por não poder ter salvo a todos.

Tudo aquilo era tão sufocante que eu nem mesmo conseguia chamar meu pai em meus pensamentos: “O que ele deve pensar de mim?” era a única coisa que conseguia pensar quando sua imagem tomava meus pensamentos.

Eu imaginava que a única forma que poderia ter o perdão dos deuses seria ajudando na retomada do acampamento, portanto era o que eu deveria fazer. Sem grande cerimônia, deixei a igreja, em busca de respostas para todas as perguntas mais íntimas que poderia fazer para mim mesmo.

Ω

Depois da queda do acampamento, vários heróis passaram a viver em Nova Iorque, o que atraia diversos monstros para a cidade e tornava a vida muito mais complicada. Me dirigi ao local onde muitos semideuses refugiados se encontravam: O Clube da Luta. Pessoalmente, eu não adorava ter que entrar naquele lugar, mas era o melhor para se obter informações sobre qualquer assunto do mundo “divino”.

Antes de adentrar no clube, me deparei com um garoto que parecia apressado. Seus cabelos ruivos e seu porte atlético me eram familiares, sua camiseta laranja do acampamento combinava com a minha, a qual eu usava como um lembrete da última derrota. Eu já o havia visto antes, nunca o conhecera pessoalmente, mas seu nome era James Archeron, um filho de Atena que costumava morar no acampamento.

Moço! — Chamei-o tentando parecer o mais maduro possível. Ele se virou em um solavanco, como se não tivesse reparado em minha presença ali. — Moço, pode me ajudar?

Eu? — Ele apontou para si mesmo e então se aproximou, exibindo um leve sorriso. — Que camisa legal! — O ruivo fixou os olhos na camiseta que eu usava, logo antes de se agachar e se colocar próximo à minha altura, fitando-me nos olhos. — E então, o que aconteceu?

Bem… Eu preciso de algumas informações. — Minhas bochechas ficaram rosadas com o elogio de minha camisa. Mantive o olhar fixo nos pés, tentando esconder a vergonha e, por fim, me forcei a retomar o assunto. — Você sabe o que está acontecendo no mundo?

No mundo? — O garoto então me mandou um olhar divertido. — Acho que ele continua rodando, não é mesmo? — Ele então soltou uma risada descontraída — Mas imagino que esteja perguntando das catástrofes, certo?

Isso mesmo! — Exclamei mais alto do que gostaria.

Bem, eu mesmo ainda não sei com detalhes. — Ele se colocou em pé e levou a direita ao queixo, pensativo. — Mas os rumores me dizem que tem algo a ver com... — Uma pausa dramática. — Dragões!

Dragões? — Falei baixinho, um pouco incrédulo. — Quer dizer que a Éris está usando dragões?

Espera ai, cara. Não sei nada sobre essa história de Éris, mas algumas pessoas tem dito que esses fenômenos estranhos são por causa de dragões. — Ele colocou a mão em meu ombro direito, fitando minha expressão apreensiva. — Não fique assim, iremos sair dessa!

Onde... — Minha mente estava perigosamente ativa, tentando ligar os pontos daquela nova informação. Eu mal conseguia formular uma frase completa. Por um breve momento eu não soube o que fazer, mas forcei as palavras a pularem de meus lábios. — Onde posso encontrá-los?

Sinceramente, eu não sei muito bem, também estou nesta busca. — Ele deu de ombros. — Mas ouvi alguns rumores, algumas coisas estranhas estão acontecendo no rio Hudson, talvez seja um bom local pra se procurar.

Rio Hudson. — Repeti as palavras, como se estivesse guardando aquele nome em minha mente. — Obrigado, tio!

Não foi nada, amigão! — Ele então piscou algumas vezes e voltou-se novamente para mim — Não faça nada perigoso, ok?

Ok, moço. A gente se vê por ai! — Pela primeira vez em dias, abri um grande sorriso.

Aquilo, para mim, era uma grande vitória. A excitação parecia exalar de todos os poros em meu corpo, assim como a adrenalina e até mesmo a ansiedade. Aquela mescla de sensações tão familiar que só se encontrava em batalhas de vida ou morte já estava voltando ao meu corpo. Finalmente eu tinha um destino.

Após a partida de James, suspirei forte, tomei coragem e entrei para mais uma visita ao clube da luta.

Ω

O local estava mais lotado do que de costume, abarrotado com proles de deuses por todos os cantos. Eu não reconhecia ninguém na multidão, mas mantive-me caminhando entre as pessoas, esgueirando-me pelos menores espaços possíveis.

Muitos rumores podiam ser escutados, muitas pessoas falando sobre suas vidas e suas últimas aventuras ou tarefas realizadas para deuses arrogantes. Infelizmente, não consegui identificar nenhuma conversa sobre dragões pelos alojamentos ou pelas arquibancadas das arenas. Todos pareciam mais interessados nas lutas e em suas apostas.

Sem muita escolha, resolvi visitar a enfermaria, afinal, se alguém tivesse enfrentado algum dragão recentemente, com certeza ele estaria por lá. Dessa maneira, avancei o mais rápido que pude até chegar até a ala dos enfermos.

O local era estranhamente espaçoso, com cerca de quatro ou cinco macas, além disso era arejado e agradável, algo que demonstrava um forte contraste com tudo fora daquela sala. O símbolo dos curandeiros esculpido na parede denunciava que eu realmente deveria estar no local certo.

Um garoto loiro rapidamente veio ao meu encontro, sorrindo de forma um tanto forçada e um tanto fria.

Olá, sou o doutor St.Cuthbert. Em quem posso ajuda-lo? — Sua voz era calma, porém não me passava muita tranquilidade.

O-Olá... — Gaguejei. Tentei analisa-lo, mas ele não parecia nada além de um curandeiro comum. — Estou procurando alguém que tenha chegado do rio Hudson

Bem específico, hein? Vocês são amigos? — Ele pigarreou, mas ao perceber a ausência de minha resposta, apenas sorriu e apontou para a última maca. — Pode ir vê-lo, vou deixá-los com um pouco mais de privacidade.

Enquanto o curandeiro se retirava do aposento, avancei sem demora até a maca indicada. Um garoto um pouco mais velho do que eu, de cabelos negros e olhos acinzentados jazia em seu leito, ainda com equipamentos de batalha. Ele me fitou com olhos arregalados e ar desesperado.

O que você quer de mim? — Sua voz ríspida quase me fez correr para longe dali, mas mantive-me firme. — Você veio para me matar, não é?

N-Não... — Comecei um tanto sem jeito. —  Vo-Você esteve no rio Hudson?

Estive. — Ele cuspiu as palavras. — Aquele local está amaldiçoado, apenas fique longe!

Eu preciso saber, o que tem lá? — Insisti. — Os rumores dizem que é um Dra...

Shh! — O garoto tentou me silenciar. Ambos nos encaramos por um grande período. — Aquilo não é um monstro comum. Aquilo controla poderes inimagináveis! Não sei exatamente o que aconteceu, minha memória está confusa, não consigo me lembrar dos detalhes.

É realmente um... Dragão? — Perguntei, tentando extrair o máximo de informações possíveis.

Eu já lhe disse, apenas fique longe! — O menino então soltou uma gargalhada histérica, seguida de uma forte tosse. — Escute-me bem, garotinho... — Ele então agarrou a gola de minhas camisa, puxando-me para perto de si, de forma que nossos rostos quase se tocavam. — Dragões são criaturas poderosas, você não quer brigar com eles ou só acabará como eu!

O que posso fazer para ajudar? — Minha voz estava baixa, como se eu tivesse medo que mais alguém estivesse escutando nossa conversa.

Os dragões são criatura inteligentes e extremamente poderosas. — Ele olhou para o teto, ainda segurando minha camisa. — Eu me pergunto se mesmo os deuses poderiam derrota-los. — Ele então voltou tornou a soltar uma gargalhada histérica. — Você vai ser dilacerado!

Em um solavanco, me desvencilhei do menino e deixei a sala correndo, meu coração estava acelerado e minha respiração ofegante. Aquela conversa me causaria pesadelos por diversos dias, mas eu ainda não tinha todas as respostas então teria que ir em busca deste novo monstro.

Ω


Voltei o mais rápido que pude para minha barraca na igreja, a qual era tão pequena que só tinha espaço para um colchão, meus equipamentos e meu autômato. Olhei em volta, garantindo que os outros moradores mortais não estivessem olhando meus pertences, e peguei alguns equipamentos essenciais, tais como Perdição e Karabela, que eram minha lâminas e nunca haviam falhado comigo e Lost Belt, o qual ia preso em meu jeans, pronto para me salvar a qualquer momento. Por fim, também decidi levar Skiá e Thunder, afinal era sempre bom ter alguns equipamentos sobrando para os piores momentos.

Eu realmente não sabia muito sobre dragões, ou sobre seus poderes – apesar de ser apaixonado por estas criaturas magníficas –, também não conhecia muito sobre o rio Hudson, mas eu sabia que não conseguiria fugir de meu destino. Eu não era mais uma criança com medo de tudo, mas uma criança com sede de poder.

Vasculhei a velha igreja até encontrar jornais atuais, usados por moradores de rua para se protegerem do frio. A busca permaneceu enquanto meus olhos procuravam pelas palavras que se embaralhavam bem à minha frente. Precisei de longos minutos até conseguir decifrar algumas das notícias ali impressas e demorei ainda mais tempo para encontrar o que procurava.

Por fim, um pequeno artigo no jornal de poucos dias atrás prendeu minha atenção. Ele dizia que a movimentação dos animais que viviam nas redondezas do rio Hudson era incomum, porém nenhum cientista sabia dizer exatamente o motivo de tais alterações no ecossistema da região.

Não era muita coisa, mas era o suficiente para que eu aceitasse a ideia dos garotos no clube da luta. Eu sabia o que tinha que fazer, e também sabia que se conseguisse sair daquilo vivo eu com certeza iria estar mais forte para me vingar dos arautos da discórdia.

O resto das minhas coisas estariam seguras em minha barraca, Banzay não permitiria que ninguém roubasse nada e, mais uma vez naquele dia, deixei o local. Agora meu momento de euforia já havia passado e eu voltara a pensar nas coisas de forma mais clara.

Eu tinha noção que a possibilidade de não voltar era grande, então tomei alguns minutos para me lembrar de todos aqueles com quem eu havia falhado, relembrar dos tempos em que eu era feliz no acampamento e os motivos pelos quais eu estava fazendo aquilo. Abri um leve sorriso, me sentia pronto para evoluir e me tornar um semideus mais poderoso.

Não tinha dinheiro para taxis, portanto só me restava caminhar pela cidade até chegar ao meu destino. Se um dragão realmente fosse a causa de tudo aquilo, eu iria descobrir.

Adendos:
Arsenal:
{Karabela} / Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus] Formato de anel na mão esquerda.

♦️ Perdição [Espada com lamina de bronze sagrado. A arma se adequa em peso e tamanho ao usuário, seu cabo é de aço negro com um fino revestimento de couro preto para melhor manuseio e tem um comprimento padrão. A arma não tem nada de especial em relação a uma arma de bronze sagrado comum, exceto pelo fato de que, quando a espada não esta em uso, ela se torna uma luva negra com as letras “PL” bordadas em branco, indicando que ela só funciona com Peter.] {Bronze Sagrado, Aço Negro, Couro e Tintura} (Nível mínimo: 9) {Nenhum elemento}Formato de luva na mão direita.

♦️ {Lost Belt} / Armadura [Uma armadura que protege o usuário. A armadura é feita de bronze e é reforçada para aguentar grandes danos, tanto que golpes comuns de espada causam pouco dano nela. Protege a parte do tronco, pescoço - por causa da gola de metal -, peitorais, costas e ombros. Quando o dono quiser, a armadura se transforma em um cinto, revestido em couro e vice-versa. É muito leve, tanto que Peter pode correr como se estivesse vestindo uma camisa comum.] {Bronze e Couro} (Nível: 24) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥ ] Na calça jeans.

▲ {Skiá} / Colar [Trata-se de um colar feito inteiramente de prata que ostenta um pequeno pingente de ônix lapidado cuidadosamente no formato de um relâmpago. O item concede o usuário a habilidade de, uma vez por evento/missão, absorver um ataque não físico (mágico ou elemental), desde que o adversário tenha no máximo até o mesmo nível que o jogador.] (Prata, Ônix) {Nível mínimo: 40} (Não controla nenhum elemento) [Recebimento: Missão - "The Lost Boys" / Avaliada por Ayla Lennox e Atualizada por Psiquê.] Utilizando como colar no pescoço.

{Thunder} / Lança [Lança metálica, feita inteiramente de bronze sagrado. A ponta é maior do que a de lanças comuns, formando uma lâmina em forma de raio, que apesar de mais difícil de manejar para quem não é acostumado, pode causar danos potencialmente maiores, ainda mais considerando-se o peso, já que até seu cabo é metálico. Esse dano adicional contudo não é inerente à arma, dependendo do manuseio e habilidades do semideus.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus] Presa nas minhas costas.

Poderes:
Poderes passivos:
Nenhum poder passivo utilizado
Poderes Ativos:
Nenhum poder ativo utilizado.
Observações:
Nada de mais por aqui, apenas fiz uma rápida interação com James e alguns NPCs. Espero que goste <3
Peter Lost
avatar
Filhos de Zeus
Mensagens :
268

Localização :
Lost...

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jung Wormwood Aconite em Qui 31 Maio 2018, 20:48

Borobudur
1 — dragonborn
A roda do norte não esperava que a primavera fosse tomada por um frio avassalador, e nem que aquilo iria ser apenas a premissa de um caos colossal. Os semideuses já esperavam o inesperado, afinal, o futuro era incerto com a desunião causada pela deusa da discórdia, Éris. Irmão contra irmão, filho contra pai. O assalto contra o Acampamento Meio-Sangue foi o estopim para algo ainda mais grandioso. Terrível, mas grandioso.

Um vento gélido e forte conduzia todos os galhos de uma floresta no leste dos Estados Unidos, onde as caçadoras se uniam mais uma vez para caçar bestas terríveis. As donzelas que não patrulhavam estavam amontoadas em volta de uma fogueira, a fim de se aquecer com o fogo crepitante. Rastrear e abater monstros era impossível com a neve que caía incessantemente, portanto o acampamento improvisado foi tomado por um tédio incomum na vida das garotas. O ar trazia um zumbido inquietante e amedrontador, e ninguém ousava tocar no único assunto digno de substituir ele. Contudo, Jung era uma novata ávida por tirar dúvidas, e não perderia aquela chance tão rara.

— Alguém aqui esteve no ataque de Éris? — Ela soltou as palavras assim como se deve tirar um band-aid, rapidamente.

A verdade é que uma de suas irmãs esteve lá. Romilda, que parecia sempre inerte e distante, endireitou sua postura de um ímpeto, como fazia sempre que o assunto indelicado aflorava. Sua boca se abriu, e por um instante pareceu querer dizer alguma coisa, mas deve ter desistido, pois logo então voltou a sua letargia costumeira.

Não precisou de tempo para Jung perceber que certos semideuses pareciam quebrados. Assustavam-se com os pios das corujas e acordavam em gritos no meio da noite, como se estivessem sendo perseguidos o tempo todo. Também não demorou para entender que isso estava diretamente ligado a perdas, mas disso não entendia muito bem. Só havia ganhado desde que acordara de um sono misterioso e sem precedentes. Mesmo assim, ela tentava imaginar como era o sentimento. Deduzia que ele fosse semelhante com aquele que perdurava em seus sonhos, onde estava sempre afogada em um líquido dourado e viscoso.

De repente uma das meninas levantou-se e começou a atiçar o fogo com um graveto.

— Romilda não foi a única a presenciar a queda do Acampamento Meio-Sangue — disse com uma voz pesada, daquelas que dominam com facilidade os ouvintes.

Todos os olhares se tornara, para ela, que se chamava Navya, e o mundo pareceu desaparecer e ser substituído por outro enquanto ela dizia:

— Sangue já manchava a grama outrora verde quando a barreira mágica finalmente cedeu. Chuva, a maior chuva que já presenciei na minha vida, transformou aquele lugar em um cemitério lamacento, e era nele em que lutávamos a todo custo pela nossa sobrevivência. Eu, junto com um grupo de amigos, consegui despistar a atenção e fugir pela floresta quando tudo parecia perdido. Achávamos que havíamos escapado, que estava tudo bem. Mas não… Fomos emboscados por um grupo de arautos três vezes maior que o nosso, com quem lutamos sem derrubar um único alvo. Foi humilhante, doloroso… Eu fui a última que restou, e quem virou um verdadeiro saco de pancadas. Contudo, eles não me mataram. Éris precisava transmitir a mensagem do que é capaz, e alguns sobreviventes eram perfeitos para isso. — Navya parou para encarar o público que ouvia tenso suas palavras. — Vocês veem que foi isso que eu acabei de fazer?

Romilda desabou em prantos, e junto da contadora da história, se retirou para uma das tendas prateadas.

Jung não precisava mais imaginar o sentimento de perda. Navya havia descrito ele muito bem.

(...)

A filha de Éolo participou da última patrulha, que não rendeu nada além de uma caminhada fria. Os animais pareciam ter se escondido com a mudança drástica e súbita de temperatura, e por isso não achou nem sequer um coelho. Por sorte um casal de cervos desavisados das caçadoras ia render a janta naquele dia. Jung mal podia esperar para saborear a carne macia que Estella,uma semideusa de Deméter muito boa na cozinha, ia preparar.

Entretanto, Aconite só sentiu o cheiro do ensopado de cervo, pois logo que chegou no acampamento foi avisada que Ártemis queria vê-la.

A jovenzinha estava ansiosa. Não que ver Ártemis fosse algo ocasional, na verdade, grande parte do tempo era do lado da deusa quando se juntava ao seu séquito. Mas ser convocada sozinha podia ser tanto algo bom como podia também ser algo ruim, e a incerteza era sem desconcertante.

— Disseram que queria me ver, minha deusa — Jung disse enfiando sua cabeça pela abertura da tenda.

— E eu quero. Por favor, entre — respondeu Ártemis.

A caçadora adentrou o ambiente, e logo foi abraçada pela quentura agradável que vinha do braseiro. Sua matriarca estava bem diante dele, observando as chamas com um pesar significativo. A divindade estava em sua versão ruiva de doze anos de idade, e mesmo assim não conseguia esconder o fato de que existia a muito tempo. Seu rosto podia ser de uma criança, mas o modo que ele se expressava denunciava uma eternidade de sabedoria.

— Sinto muito pela pressa, minha criança selvagem, sei como vocês ficam animadas quando abatem uma boa carne.

Era verdade. Comida tem um efeito mágico sobre meninas que demandam tantas calorias, então quando os cervos apareceram sendo arrastados aconteceu uma verdadeira festa no acampamento.

— Eu não me importo de esperar — disse Jung de volta.

Ártemis suspirou antes prosseguir: — Você já deve ter se ambientado com a realidade que nosso universo vem passando. Estamos em guerra, e isso é inegável. Mas também não é só isso. Algo novo, mas muito antigo, veio à tona, e algo me diz que isso tem a ver, por exemplo, com o gelo que cai lá fora. Os dragões voltaram, e não sei se já ouviu falar deles, mas com certeza vai, ainda mais depois do que você deve fazer.

Isso fez um frio percorrer a espinha da caçadora. Mesmo tendo pouco conhecimento sobre o mundo mitológico ela já tinha ouvido boatos sobre um dragão, e não era nada comparado as as coisas que havia matado. E agora tinha que fazer algo relacionado a um dragão? Era surreal demais.

— Eu acredito que você tem total capacidade de completar a missão que estou te dando, e sei também que você já imagina qual ela é.

A semideusa precisou engolir em seco antes de dizer: — Sim, eu imagino.

Jung já estava armada. Sempre levava seu arco quando ia patrulhar, e sua faca de caça no guardada no bolso bolso do moletom já havia se tornado praticamente uma extensão do seu corpo. Dentro da aljava que trazia pendente no ombro um item novo acompanhava as flechas: uma zarabatana com dardos anestésicos. A arma foi uma retribuição por ter prestado um favor para a raça dos Espinhos, um favor que quase lhe custara a vida.

Finalmente não restava nada a não ser embarcar naquela missão.

— Você vai para Borobudur, que costumava ser um templo e atração turística famosa. No entanto, os vulcões que o cercam ameaçaram entrar em erupção recentemente, e por isso o lugar está sem um humano sequer — a deusa disse segurando gentilmente os ombros de sua seguidora. — Lembre-se: você ainda tem um ensopado de cervo para comer.

E essas foram as últimas palavras de Ártemis para a filha de Éolo naquela noite, pois logo então ele teletransportou sua caçadora para o outro lado do mundo.

informações:
O lugar para onde Jung foi teletransportada se chama Borobudur, e é um templo budista que fica na Tailândia. Aconselho você a assistir esses vídeos (1 e 2) para ter uma melhor ideia de como é o ambiente que está por vir. Essa aqui já é mais opcional, mas tenho certeza que vai te ajudar a imaginar como é a Jung. Divirta-se se com a leitura, e até logo!
Itens:
{Wild Moon} / Arco [Arco prateado feito de bronze sagrado e enfeitado com pequenos desenhos de animais selvagens. O item fora produzido com entalhamento em lua crescente, assumindo o formato de C. No nível 20 pode transmutar-se em uma pulseira de prata com pingentes em forma de lua crescente e em forma de animais selvagens.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

{Lunather} / Aljava [Aljava de couro trabalhado, com engastes de bronze sagrado. Contém flechas infinitas - são comuns, de olmo e bronze sagrado, mas de acabamento fino.] {Couro e bronze sagrado; olmo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

{Wolf's Fang} / Faca [Faca de caça feita de bronze sagrado. É leve, afiada e bastante resistente. Possui empunhadura feita de osso de lobo e couro negro, sendo que existem alguns desenhos de constelações em todo o corpo da faca. Acompanha uma bainha de couro negro, que na parte inferior leva as iniciais CA entalhadas. Pode ser facilmente escondida devido ao seu tamanho - 30 cm.] {Bronze sagrado, osso e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

Thorn / Zarabatana [Após ajudar alguns Espinhos, Jung recebeu uma Zarabatana com alguns dardos embebidos em uma mistura com ervas que deixa a região atingida dormente. Pode lançar apenas três dardos por missão com o intervalo de cinco turno entre eles.] (Nível mínimo: 6) [Recebimento: missão "Forest Friends", elaborada por Maisie de Noir e atualizada por Éolo]
Poderes:
Passivos:
Nenhum.
Ativos:
Nenhum.
Jung Wormwood Aconite
avatar
Caçadoras de Ártemis
Mensagens :
40

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Logan Montecarlo em Sex 01 Jun 2018, 11:39

palavras que escrevi às ruínas

ei, Logan,

eu acho que te devo desculpas.

não só pela situação atual, mas desde antes. nunca quis ter te metido nesse tipo de problema; perder-te, Logan, eu... não dá. não posso. não consigo aguentar essa possibilidade.

peço desculpas pelo Alasca. por ter aceitado uma missão suicida, em uma conversa pouco promissora entre os monitores [lembra quando você era monitor, Logan?], você partiu para essa terra gelada, como em um exílio forçado. mas ninguém, Logan, e repito: ninguém vai para uma terra além dos deuses só para esquecer a namorada, seu idiota.

por uma menina, ninguém sai do conforto de um lar — porque, para meio-sangues nesse inóspito mundo, só o acampamento pode ser considerado nosso lar. [ou podia, antes de Éris, mas aí já são outros quinhentos.]

isso é coisa de filme, Logan, e, apesar de você ter o nome do Wolverine, aquela história não era sobre você, se bem que, no final, a duvidosa morte caiu bem a ambos.

e, por sinal, é desde essa duvidosa morte que você sabe sobre os dragões, hein?

antes dos seus colegas, Logan, talvez até antes dos deuses. [porque, afinal, o Alasca é uma terra além deles, não? bom, pelo menos dos gregos, porque os inuítes, sim, pareciam bem presentes] ouso até dizer que, antes de todos os que presenciaram a queda de Alcatraz, Logan, você sabia sobre os dragões, pois já os conhecia desde que você foi atacado por um desses monstros.

[nota do autor: se é que "monstros" não é uma palavra dócil para eles. parece-me meio injusto que dracaenae e dragões sejam identificados pelo mesmo termo.]

você sabia que essas feras haviam despertado: que os vulcões voltavam a explodir, que geleiras estavam a ruir, que céus e terras se abriam para os dragões novamente; como se, antes de Alcatraz, o destino já te sussurrasse discretamente.

mas quem sou eu pra falar de destino, né? vamos deixar isso pra lá. por agora, voltemos ao Alasca.

você também sabia, Logan, pelos inuítes, que tudo possui alma (ou inua, como eles chamam), uma espécie de espírito que todos nós temos, e as plantas, e os animais, e a maré, e as geleiras e os precipícios, os terremotos também, e os vulcões. por isso mesmo, por tudo ter alma, os inuítes tinham tanto medo dos espíritos, porque matar uma foca para comer se tornava tão punível quanto matar por matar, e manter-se nos costumes era a única forma de impedir que espíritos vingativos nos buscassem.

eu nunca fui de me manter nos costumes, por isso mesmo me parece engraçado que você tenha buscado e/ou decidido vingar-se do dragão, e não de mim.

talvez você já tenha me desculpado antes de eu pedir perdão, Logan.

porque talvez você soubesse, Logan, que o Alasca era uma terra além dos deuses, e não além dos mortos. igual aos dragões — fossem pelas suas histórias e experiências aí na terra gelada ou pelo conhecimento presenteado por Oblivion —, você sabia, Logan.

sabia que alma era um conceito mais complicado que o imaginado;
    que os espíritos vingativos voltavam;
      e que os inuítes tinham medo desse retorno.
e, mesmo assim, você não teve medo de voltar dos mortos para se vingar.

não sei se é a verdade, mas fiquei sabendo que você voltou pela nossa saída. porque nos sabíamos que um lugar chamado "monte cerberus" não poderia ser mera coincidência. mesmo assim, é coragem demais subir do Mundo Inferior por uma saída na terra além dos deuses (mas não além dos mortos); ou até forçar a sua saída do Submundo para o Alasca, só para se vingar de um dragão.

é coragem demais para alguém que fugiu do acampamento pela ex-namorada.

sei que te ofendo, Logan. desculpe-me por isso também.

porque, de tantos destinos possíveis, te escrevi um tão desgraçado.

foi mal, Logan.

com meu sincero perdão,

Gabriel.

P.S.: quando você me contou que queria realmente fazer isso de subir para a Terra para se vingar, eu mal acreditei, mas sua imagem — com a espada de sua mãe e a corrente de sua protetora, o óbolo de caronte te dando alguma luz na mão com a fitinha, e o colar dos inuítes, povo que te acolheu — saindo do gelo, praticamente cavando do inferno até a superfície, um leve sentimento misto de justiça e vingança, naquela sua forma meio espectral de quem teve a alma fatiada... essa imagem, Logan, me parece bem verídica. e, apesar de ter medo, eu espero que seja. boa sorte, herói arruinado.


apêndice:
— a trama do logan tá resumida do começo até o meio da carta: logan terminou com a namorada, Lexis Skönhet, uma personagem daqui, e, para esquecê-la, deixou o acampamento meio-sangue em uma missão difícil em direção ao Alasca, justamente pela localização.

— resolvendo o problema lá com os hiperbóreos [pode consultar meu tópico de DIYs], começou o seu retorno até que foi atacado por um dragão, como é descrito nessa DIY, no "chapter two".

— pelo motivo acima, é dito que Logan sabia, antes da queda de Alcatraz e talvez até antes dos deuses, que os dragões estavam retornando.

— esse dragão que o atacou é responsável pela "duvidosa morte" de Logan, dita como referência ao personagem Wolverine. basicamente, como explicitado melhor no "P.S." e até no evento anterior, "Chained Souls", a alma de Logan está dividida em vários pedaços. será desenvolvido melhor após o término do evento.

— o local "monte cerberus" existe realmente. está localizado na ilha semisopochnoi, nas ilhas rat, que é um pequeno grupo de ilhas desabitadas na região das ilhas aleutas, pertencentes ao alasca, segundo esse link e o google maps.

— então, só pra concluir, um desses pedaços da alma de Logan decidiu subir do inferno ao alasca para vingar-se do dragão que o matou. todas as informações da mitologia inuíte foram retiradas da wikipedia, mais precisamente desse link.

— gabriel, quem escreve a carta a logan, sou eu, o player off, se não ficou óbvio. como na vida real, eu escrevo tudo em letra minúscula, exceto palavras que são personificadas.

arsenal:
(em forma de espada) — {Flowerblade} / Espada [Uma espada que mede cerca de 70 cm, sendo que sua lâmina é em torno de 60 cm. Sua lâmina é de bronze sagrado e fica em um tom diferente conforme a estação do ano, e o pomo tem a forma de uma rosa desabrochando. Seu guarda-mão tem um formato de quatro pétalas laterais divididas igualmente, e no centro há um brasão em forma de flor, adaptável ao gosto do meio-sangue. Ao matar alguém, toda a sua estrutura torna-se negra e gélida, relembrando ao filho de Perséfone o sofrimento que uma morte pode causar. ] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]

(em forma de fitinha, no pulso esquerdo) — {Flowershield} / Escudo [Um escudo pequeno e circular (cerca de 30 cm de altura e largura); é feito de aço e é bastante resistente. Em seu centro há entalhado um brasão de flor adaptável ao gosto do semideus. No nível 20, torna-se uma fitinha dessas que são amarradas nos pulsos ou nos tornozelos.] {Aço} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]

(em forma de colar, no pescoço) — {Fênix de Ka-Ha-Si} / Amuleto Místico Inuíte. [É um colar que possui um pingente de gelo que nunca derrete, cujo formato é o de uma fênix de asas abertas. Conquistada pelo semideus no Alasca, após um teste feito pelo Mestre dos Ursos. Bonifica aspectos físicos (força, agilidade, velocidade, etc; +15%) quando exposto à condições frias (temperaturas abaixo de 10ºC). Em casos extremos, quando o proprietário estiver com menos que a metade de seu total de HP, o amuleto pode desenvolver propriedades curadoras, em cerca de 10% do HP total. Os poderes totais da joia ainda não foram descobertos. Sua ativação dura por três rodadas, uma vez por missão.] {Zero Absoluto - Nunca derrete.} (Nível Mínimo: 15) {Elementos que controla: Nenhum} [Recebimento: DIY ~ Alaska II, por Hécate](Att por Hécate).

(em forma de corrente) — Anima Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista]

(em forma de isqueiro, oferecendo luz enquanto Logan sobe do Submundo para a superfície) — {Óbolo de Caronte} / Isqueiro [É um isqueiro pequeno, um zippo, tingido branco prateado, opaco, ligeiramente frio em contato com a mão, feito de ferro estígio. Nele, estão aprisionadas as águas do Flegetonte, o rio das chamas inextinguíveis, o que faz o isqueiro sempre ter carga. O nome é uma referência ao óbolo de Caronte, que é um termo alusivo para uma moeda colocada em ou sobre a boca de um defunto antes de seu sepultamento. Em um sentido mais amplo, o de viático, o óbolo é o "sustento para jornada". Foi dado a Logan por Caronte, em uma rara demonstração de piedade, antes do barqueiro abandoná-lo nos portões do Hades.] {Materiais utilizados: ferro estígio} {Elementos controlados: chamas do Flegetonte} (Nível Mínimo: 60) [Recebimento pela Do It Yourself "BlackOut", avaliada e atualizada por Hécate.]
poderes:
Nenhum necessariamente digno de menção.

Logan Montecarlo
avatar
Mentalistas de Psiquê
Mensagens :
362

Localização :
viajei por aí

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jessamine H. Julie em Sex 01 Jun 2018, 17:28


TEMPT MY TROUBLE //

E o que você quer?
— Acho que é óbvio, não?
Não, perdão.
— Na verdade, são duas coisas que eu "quero". Aliás, é um absurdo falar que eu quero ambas as coisas, já que uma delas nem é minha vontade direito.
Imagino que ambas sejam alguma missão ridícula e super perigosa, e que eu provavelmente vou falhar miseravelmente.
— Sim. Pode-se dizer que sim.
Comece, então. O que 'cê 'tá esperando?
— Pois bem, insolente. Creio que se lembre dos recentes acontecimentos.
Quais?
— Ora, não se faça de tola que não temos muito tempo. Alcatraz, ouro. Ainda nada? Ou só está fingindo? E quanto a Antiphates?
Ah.
— Exato. Com seu ressurgimento, nós, os deuses poderosos e incríveis fomos alertados de um novo tipo de perigo; dragões.
No plural?
— Ah, sim. Ou pensou que Antiphates seria o único? Claro, admito que ele é único, mas não o único, entende?
Não.
— Não importa. Eis o que você precisa saber; queremos mais informações. Os deuses estão inquietos e-
E você não? 'Tá inquieto.
— ...
?
— O que eu estou sentindo não é de sua conta, mocinha. Agora, preste atenção. Eu, como seu patrono ordeno que banque a... Qual o nome? Daquele detetive famosinho? Inglês. Shana Jones?
Sherlock Holmes?
— Tanto faz. Incorpore-o. Traga-me resultados.
Mas não sei nem por onde começo.
— Imagino que a Califórnia é uma boa ideia.
Pensei que esse lado aí do país não era bom 'pra mim.
— De fato. Mas situações desesperadoras pedem por medidas drásticas.
Então a situação é desesperadora?
— ...
Hm?
— Cansei-me de você. Vá de uma vez.
Suave. Mas-
— O que você quer agora?
E quanto à segunda coisa?
— Ah. Não se preocupe. Conversaremos sobre isso se você voltar.
Se?
— Vá embora.
Mas-

mimimi:
etc:
— bom, resolvi tentar um outro tipo de narração e espero ter conseguido. Tentei contextualizar tudinho por meio do diálogo entre Dionísio e Jessamine ~que teve início nessa DIY aqui, mas que nunca acabou.

— basicamente, o deus do vinho mandou ela ir pra Califórnia e ao fim, ele a "teletransporta", fazendo com que esteja ali (por isso que a fala final foi cortada). Pesquisei sobre lista de vulcões nos EUA e, de acordo com esse link aqui, escolhi a Califórnia pra ser o lugar onde a Jess vai.

— a menção a Antiphates veio do evento "CHAINED SOULS", e nele, foi pelo sangue da Jess que o dragão-mor se libertou ~aqui

— eu poderia ter feito uma puta narração, mas não tenho tempo, nem paciência então perdão q

— espero que tenha curtido a leitura de qualquer jeito

— beijinhos, tô enrolando
e tal:
poderes:
poderes // héracles:
— (PASSIVO / LVL 02)
poderes // mênade:
equipamentos:
— {Opprimere} / Clava [Clava de bronze sagrado. É uma arma maciça, de aparência intimidante, mas filetes dourados envolvem partes dela, deixando-a com o aspecto menos rústico. Transforma-se em um relógio no nível 20] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

— Arco Longo de Empousa [Arco longo, necessita força para que seja usado. Composto por pele de empousa. Uma extremidade do arco é feito completamente de mármore branco enquanto a outra é revestida com pele de burro. Além de ser extremamente charmosa, possuindo adornos em bronze. O seu efeito especial é que, quando é tocada por qualquer um que não seja o portador original, emitirá uma temperatura extremamente grande capaz de causar queimaduras. Transforma-se em um anel feito de mármore, com o entalhe do rosto de uma empousa.] {Mármore branco, bronze, pele de burro} (Nível mínimo: 20) {Elemento fogo} [Recebimento: Missão; comprado de Camden Navarre]

— {Acutus} / Aljava [Aljava com flechas de bronze sagrado. Comuns, pórem ilimitadas.] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

— {Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

— {Cantil de Dioníso} / Cantil [Um recipiente prateado, mágico, com a letra "D" emoldurada na frente e costas do objeto de formato retangular. É encantado para que nunca esteja vazio, embora, se consumido, o licor que porta só apareça novamente na manhã posterior, limitando o uso à uma vez por dia. Se consumido, tem o efeito de recuperar 40 de MP e 40 de HP instantaneamente.] {Prata} (Nível Mínimo: 28) {Nenhum elemento} [Recebimento da missão “Dad's Lesson”, avaliada por Ártemis e atualizada por Hécate.]
Jessamine H. Julie
avatar
Líder dos Mênades
Mensagens :
568

Localização :
você me diz :9

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Vicka L. Danniels em Sex 01 Jun 2018, 19:43


dragonborn

Em seu sonho, Vicka via estrelas.

Deitada em meio a escuridão, não conseguia enxergar nada não importava para onde olhasse, exceto para cima — milhares de pontos brilhantes coloriam o que parecia ser um céu noturno. Curiosamente, conseguia ver a si própria; sua pele quase brilhava em contraste ao preto do ambiente, e de repente, notou não haver um chão sustentando-lhe. Estava suspensa, no ar, e o fato de sequer ter pensado até aquele momento sobre a maldição que lhe fora lançada por Esquecimento denunciou que aquela era uma viagem ao mundo onírico.

Sorriu de mau gosto. Se sabia tratar-se de um sonho, não era apenas seu subconsciente agindo poucos minutos antes de seu despertar.

Esperou que, ao perceber que estava no mundo onírico, alguma coisa acontecesse — seu mensageiro, contudo, parecia não se importar com a passagem de tempo, pois a bastarda ficou em suspensão por longos minutos. Podia mexer-se, mas com dificuldade, como se estivesse debaixo d'água; não fazia diferença para onde ia, contudo: o céu estrelado era uma presença constante, tão infinito quanto a escuridão, fazendo Vicka refletir sobre a grandeza daqueles domínios.

A apatia e inércia só foram quebradas quando a arauto não mais esperava por isso. Sem aviso, as estrelas do céu noturno começaram a movimentar-se em sua direção, a semideusa tentando escapar da chuva por puro instinto de sobrevivência. Mal conseguiu sair do lugar quando se viu rodeada de branco, branco e mais branco, lentamente se transformando em azul, sem deixar espaço para o breu do lado de fora.

Num episódio inédito, a arauto se viu clamando pelo abraço das sombras escuras.

Quando abriu os olhos, estava caindo. Ainda estava no sonho, então a mensagem não havia sido passada em sua totalidade. Durante a queda, se viu entre os pontos azuis brilhantes. Ainda havia céu noturno, diferente da outra parte da mensagem, mas rapidamente os dois elementos sumiam. Vicka parecia transitar de uma dimensão vazia, exceto pelas estrelas, para um outro tipo de lugar, ainda não indentificável.

Ainda estava escuro, mas não tanto. Os pontos luminosos se alinhavam em linhas paralelas de quatro ou cinco seguimentos, alguns, porém, atingiam mais de trinta centímetros de comprimento. A semideusa identificava rochas como paredes, e sentia-se molhada. Ao olhar para baixo, viu-se parcialmente imersa em água, no que parecia um lago. Na direção do teto, nada, somente as linhas florescentes.

Esperou que mais minutos se passassem, como da última vez, mas os acontecimentos se desenrolaram numa velocidade brutal: enquanto distraia-se identificando qual lugar da realidade o mundo onírico havia resolvido imitar, uma criatura surgia entre a escuridão fracionada da caverna. Não demorou para que Vicka identificasse a movimentação estranha no local, mas se viu paralisada antes que pudesse olhar para trás. A sua frente, o mesmo sorriso dourado de seus pesadelos, de Alcatraz, surgiu. Sombras se manifestavam atrás de si e em sua direção, como se fossem vapor.

Dragão?

Foi quando tudo sumiu, e o abraço quente da escuridão nunca fora tão bem vindo pela semideusa.


Morfeu. Foi você? Você é o mensageiro?

"Nem mesmo eu posso controlar sonhos em sua totalidade."

Acordou. Suada e assustada, com as palavras do deus ecoando em seus ouvidos.

— Merda de mundo onírico que não sabe separar realidade de fantasia.

Dado seu bom dia ao mundo, levantou da cama e foi em direção ao chuveiro. Infelizmente, as respostas não seriam encontradas no banheiro.


Não precisou ir muito além da sala de estar para encontrar algum direcionamento, contudo. Com uma toalha enrolada no corpo e outra secando os cabelos, pôde ver na pequena televisão em estado decrépito de funcionamento uma série de notícias interessantes. Yellowstone mostrava sinais de atividade, enchentes e terremotos no interior do país, nas cidades mais pacatas e distantes da modernidade da civilização.

Passou os canais, e não havia um único noticiário que não relatasse a ocorrência de catástrofes. Na Califórnia, um abalo sísmico havia derrubado dois prédios numa região longe da capital. Passou mais um. Na Flórida, o mar havia invadido as cidades costeiras. Mais outro. E finalmente sua atenção fora capturada na totalidade que tinha a oferecer: as cavernas de Waitoma, na Nova Zelândia. As imagens mostravam o interior do local, afetado por tremores não previstos e indetectados até o momento de seu ápice. Haviam destroços nas entradas comuns da formação rochosa, e os estragos se estendiam por vários metros em seu interior.

"Nosso drone sequer consegue ir até o final da caverna, James!", o repórter falou, na televisão.

Abriu um sorriso de mau gosto ao ver a formação rochosa idêntica ao seu sonho — não restaram dúvidas ser o mesmo lugar quando a televisão mostrou os segmentos luminosos, azuis florescentes. Voltou até o banheiro, para vestir-se, e enquanto o fazia, perguntava-se como sairia dos Estados Unidos para Nova Zelândia. Estava a meio caminho de colocar a blusa quando os pelos de seu braço arrepiaram-se. Não há vento, e não faz frio.

— Quando você vai se cansar de fazer isso? — Falou, aparentemente pro nada, até que Éris apresentou-se, apoiada na parede oposta à semideusa.

— Acho que nunca. É sempre divertido ver como você reage. — Você arranca a reação de mim, pensou sem externalizar. A deusa podia ler seus pensamentos sem ofender-se, no entanto. Algo sobre acreditar na privacidade da mente; só mais uma baboseira para a divindade perder tempo de sua imortalidade. — Não vou te ajudar na viagem. — Ela falou, não solicitada, sorrindo cínica.

Vicka levantou uma das sobrancelhas.

— Não pedi sua ajuda. — Devolveu, seca, finalmente colocando a blusa. Quando terminou, a Discórdia estava parada a sua frente, poucos palmos de distância. Danniels permaneceu em pé, tão firme quanto possível para alguém trajando apenas a blusa transparente e calcinha. — Se não vai ajudar, o que faz aqui?

A deusa riu, e a bastarda não entendia mais a situação. Infelizmente, aquele era um fenômeno comum nas suas interações com a patrona.

— A gazela assustada por seu general não existe mais, não é? — Sentiu um gosto amargo na boca à menção dele. Para quem havia metido a semideusa na novela de Éris, o meio-sangue era relativamente ausente em sua vida. Não sentia falta, contudo. — Imagino o que Christopher diria te vendo assim — a Discórdia desviou o olhar do rosto de Vicka, passando por todo seu corpo antes de voltar —, toda confiante. Sua desobediência seria uma ótima desculpa para mandá-lo prestar-lhe uma visita. — A risada sarcástica da deusa inquietou a mente de Danniels, que viajava até a noite onde encontrou o filho de Ares conversando com a filha de Selene. — Para sua infelicidade — ela passou o indicador pelo rosto da filha Hermes, aproximando os rostos levemente —, ele não está disponível.

Da mesma forma repentina que surgiu, Éris desapareceu no ar. Confusa sobre a visita da patrona, foi somente ao olhar para o chão que a meio-sangue pôde entender melhor o objetivo da pequena cena criada pela divindade: um envelope jazia ali. Ao pegá-lo, um recado escrito em letra cursiva e detalhada começou a aparecer. A tinta verde denunciava a remetente.

"Eu disse que eu não te ajudaria."

No final do papel havia um nome, seguido de um endereço: Thundral Holmes, 300 Park Av.

— Era mais fácil ter dado o recado direto, patroa. — E terminou de vestir-se, pegando sua mochila contendo todos seus pertences antes de sair do apartamento mofado.

(jack) danniels:
esclarecimentos:
none
poderes:
itens:
{Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Temptation} / Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

Exercitatio / {Khopesh} [Lâmina curva, fina o suficiente para perfurar o espaço entre duas costelas, medindo 70 centímetros, onde a lâmina possui 60 e o cabo 10. Sua ponta é extremamente afiada. A lâmina se mostra abençoada por Sekhmet, emitindo um brilho avermelhado que causa a sensação que queimação a quem for atingido. Se o ataque for efetivo, 5% do HP serão retirados do inimigo. Dura dois turnos, uma vez por missão.] {Nível mínimo: 30} (Missão Life is a Sphinx Enigma, idealizada por Katherine J. Villeneuve e atualizada por Éris)

{Prickly} / Carta de baralho [Ao sair da catedral, Vicka encontrou em seu bolso uma carta de barulho, o Curinga, que provavelmente havia sido plantada ali pelo seu aliado. Esta carta pode ser jogada a longa distância e, quando penetra na pele do adversário, ativa espinhos que saem de toda a sua superfície. Estes, por sua vez, liberam um veneno que deixa o oponente lento e confuso, perdendo assim 30% de sua agilidade para defender e atacar. Dura três turnos, pode ser usado 1 vez por missão.] {Plástico e espinhos} (Nível Mínimo: 30) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: missão "queen of thorns", elaborada e avaliada por Bianca H. Somerhalder e atualizada por Éris.]


Vicka L. Danniels
avatar
Arautos da Discórdia
Mensagens :
527

Localização :
the sin was shown to me, so a sinner i became

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Sadie Bronwen em Sab 02 Jun 2018, 19:41





DRAGONBORN
Uma fúria de garras e escamas!
As sensações eram reais, mas de alguma forma dessa vez ela sabia ser um sonho: talvez fosse a impressão de déjà vu, ou talvez apenas não estivesse tão assustada. O mais surpreendente nem era isso, mas sim o fato de que demorara tanto para que esse pesadelo a assolasse novamente, afinal, há quanto tempo tinha sido o primeiro? Um ano atrás? Ela já havia se esquecido, com tudo que acontecera nesse período ocupando todo e qualquer espaço em sua mente que pudesse ser reservado à preocupações externas.

Não tinha sequer se envolvido nos eventos relativos ao Acampamento. Sim, uma parte dela lamentava por eles, e por Quíron, a primeira pessoa — ou criatura — a lhe tratar com gentileza em muito tempo. Ali havia sido seu lar por mais de um ano, e se sentia levemente culpada por se manter alheia ao ocorrido. Contudo, havia alguns assuntos primordiais: primeiro, a questão de sua irmã. Christine estava doente e seus dias se escoavam mais rápido do que areia em uma ampulheta. Ela era apenas um bebê, era mortal, e era a única coisa boa a acontecer na sua família após Estela — o que para Sadie era motivo suficiente para fazer dela sua prioridade.

E havia o ovo — mesmo que não tivesse mais sonhos até então, e não houvesse sido convocada pelos deuses (ainda que guardasse o item em sua posse sem qualquer tipo de autorização) — precisava dar um jeito de chocá-lo antes que definhasse, tarefa na qual até então não alcançara qualquer sucesso.

Circe provavelmente teria como auxiliá-la com ambas as coisas, mas duvidava de que ela o faria, mesmo se pedisse: a deusa gostava de ter cartas na manga, e não ajudaria ninguém em troca apenas de gratidão ou juras de lealdade eterna. Sadie já convivia com a patrona o suficiente para saber disso. Não, ela não se apoiava em coisas tão subjetivas: a servidão dos feiticeiros era apoiada em uma troca mais palpável, e provavelmente sua ajuda custaria mais a Sadie do que estaria disposta a oferecer, exceto em um caso de desespero. De sua parte, a filha de Melinoe aprendera a não confiar cegamente em sua senhora, e ainda tinha feridas não cicatrizadas em sua relação, assim como um orgulho que odiaria admitir.

Além de tudo isso, a guerra recém-declarada afetara a ilha: as tentativas de invasões eram mais frequentes, tanto por seguidores de Éris, que desejavam um fim à neutralidade do grupo de Circe, quanto de sobreviventes e renegados de ambos os lados, buscando um porto seguro. A quantia de novos membros também crescia de forma nunca antes vista, a maioria buscando poder para se vingar, ou apenas achando que Circe os acolheria em troca de mais servos, sem perceber que os grilhões da deusa dos feiticeiros poderiam ser mais pesados do que seriam capazes de suportar.

Tudo isso passou pela mente de Sadie nas primeiras noites em que os pesadelos retornaram, e dessa forma ela os ignorou. Entretanto, quando os sonhos começaram a se repetir, com cada vez mais detalhes e mais frequência, a ponto de impedir seu descanso, não havia muito o que pudesse fazer exceto tentar entender o que ocorria. Se recusava a falar com Circe, tentando juntar os fragmentos um a um: esparsos, vagos e que se desmanchavam rapidamente mal ela abria os olhos. Era um avanço lento, mas junto com a insônia surgiu também um sentimento de urgência inexplicável. Começou a registrar cada sonho, na esperança de não perder nenhum detalhe.

Ela agora via não apenas Deathwing, mas outros dragões — tantos, como nunca sequer havia imaginado. Para Sadie, até então, eles eram raros: poderosos sim, mas praticamente extintos. Todavia, não era o que os sonhos mostravam: eles eram de várias cores e tamanhos, e respondiam não só a Deathwing, que os subjugava em combate, mas a outros dois dragões, que pareciam ainda mais fortes. Um deles, dourado e de um tamanho colossal, com um nome que ela ouviria depois, em relatos de semideuses que chegavam, vindos do lado de fora: Antiphates. O outro (ou melhor, outra) era mais uma hidra do que um dragão, com cinco cabeças, cada uma de uma cor. No sonho, os outros dragões a reverenciavam como uma deusa, e seu nome era pronunciado com orgulho e temor: Tiamat.

Em alguns momentos, ela tinha também sonhos melhores, mas agora as garras e escamas estavam presentes mesmo aí. Nesses, uma aura de paz a invadia, junto com o reflexo platinado e uma voz poderosa e calma, que ressoava como um trovão. Uma voz que também tinha um nome, mas que não lhe causava medo: Bahamut.

Os sonhos se alternavam, ora caos, fogo e enxofre, ora o cheiro da chuva e a brisa no rosto, com a sensação de estar em pleno voo. A paisagem nesses sonhos também se alterava, e aos poucos ela via cidades. Algumas, conseguia reconhecer: viu Nashville em meio a uma tempestade de raios, e um vulto azul sobre a cidade; viu uma criatura serpentina erguendo-se no mar de Insmouth e ser louvada como um deus; uma massa verde, que confundia-se com a floresta, emergiu das árvores no coração da África; e em Juneau um dragão branco ergueu-se de um pico gelado e provocou uma avalanche, soterrando metade da cidade (nesse dia, ela acordou gritando, lembrando de Owen e sua ajuda, acalmando-se apenas após verificar que, apesar de o sonho ter refletido o que ocorreu no mundo real, ele estava seguro). Ela viu muito mais, em locais que não sabia nomear. Aos poucos, os relatos do mundo humano confirmavam que aquilo não estava apenas em sua mente, e que Juneau não era uma coincidência: era um fato, e era uma revoada.

Sadie começou a reunir informações: criava gráficos, marcava pontos no mapa, tentando encontrar qualquer ligação que justificasse o porquê desses locais. A biblioteca da ilha também a ajudava a reunir informações sobre as criaturas dracônicas, mas mesmo com esse material não avançava muito: a maioria não passava de lendas e relatos, em grande parte exagerados, sem qualquer embasamento que indicasse um contato real com os seres. Circe assistia a essa movimentação em silêncio. A semideusa sabia que sua patrona havia notado algo, e sabia que ela se divertia com o que observava, sempre com um meio sorriso a curvar-lhe os lábios. Contudo, se a deusa não tomaria a iniciativa, Sadie tampouco o faria, continuando com o seu trabalho solitário.

A filha de Melinoe poderia ter se mantido afastada, evitando um novo envolvimento, ou poderia ter ido a qualquer um destes lugares, se não houvesse sido chamada. A voz não era conhecida, mas o nome citado sim: Nozdormu. O dragão, que começou a falar com ela em sonhos, dizia ser um dos últimos filhos do Guardião do Tempo. Perseguido por Deathwing, e agora tentando se manter oculto de seus novos e mais poderosos aliados. Ele estava fraco, e seria subjugado em breve se não tivesse ajuda. E ele também poderia oferecer algo em troca: ele era herdeiro dos domínios de seu pai, Guardião do Tempo; mais do que o elemento natural de um dragão, ele também comandava esse bem tão precioso para a humanidade. Certamente, ele poderia ser de ajuda para uma semideusa, não? E ele sabia de coisas — fosse por algum tipo de ligação empática, consolidada de maneira onírica, fosse por algum outro poder, ele tinha ciência de sua irmã, do ovo, e de seu passado. Ora, o tempo a tudo controlava… Se ele tivesse ajuda para recuperar seus domínios e seu poder, então quem sabe…

A pergunta seguinte foi natural para Sadie: Aonde?

Ela se preparava agora para usar sua magia, traçando o círculo no chão de seu quarto, completamente escuro — de uma forma ou de outra, seus olhos se adaptavam à falta de luz. Já havia separado seus itens: a corrente, seu colar e o anel de reclamação eram de praxe, junto com as botas e suas lentes. Ela não ligava muito para os itens de feiticeira, mas Ripper era mais do que necessário: sua companhia era um alívio em meio ao caos, e a lembrava de que não estava sozinha, de que não fazia as coisas apenas por si mesma. Quanto ao restante, poderia se virar sem, ou tentar invocar depois — o escudo chamaria muita atenção para ser levado por aí. Fora isso, mantinha apenas alguns itens mundanos, como uma troca de roupas e alguns dracmas e dólares, em caso de necessidade. Só esperava que o teleporte fosse preciso o suficiente: todas as informações que havia conseguido foram através de livros e fotografias. O destino? Peru.

Informações:
Trama pessoal:
Como sempre digo, avaliador não precisa ter bola de cristal. Então, algumas explicações se fazem necessárias para entender as referências.

Ponto 1: A relação Sadie/ Circe: Em tempos passados, Sadie foi manipulada por Circe enquanto era líder dos feiticeiros, com a desculpa de que precisava ter sua capacidade de liderança e avaliação aprimoradas. Isso resultou na morte de sua primeira aprendiz, Lizzy, uma filha de Afrodite ainda criança, e no abandono da liderança de grupo por Sadie, que ainda não perdoou a deusa, mas possui motivos particulares para desejar o poder do grupo, o que leva a questão 2;
Link com a DIY relativa a este ponto aqui.

Ponto 2: Dentro dessas questões particulares há a doença de sua meia-irmã, recém-nascida de um parto de risco que matou sua madrasta (sim, a vida de Sadie é uma novela mexicana). Com um problema grave no coração que a medicina humana não pode curar, Sadie tem concentrado boa parte de seu tempo na procura de magias e curas mitológicas que resolvam isso, o que a afastou de todos os últimos acontecimentos;
Não há um link de algo específico, sendo algo em mente na construção da personagem, mas ainda não plenamente explorado.

Ponto 3: Os dracos: Sadie teve um conhecimento anterior dos dragões através de um evento no solstício, o que a levou a adquirir um ovo de dragão (não protodraco, dragão mesmo), que ela manteve mesmo sem consentimento divino. Na trama, ela descobriu a insurreição de um dragão ancestral, que era parte de um grupo que agiam como guardiões do mundo. Corrompido, ele rebelou-se contra seus irmãos e agora planeja se voltar contra os que o deixaram em segundo plano.   A trama baseava-se nos dragões de WoW, sendo o principal (e vilão) o Deathwing. Apesar disso, há outros dragões envolvidos, como Nozdormu, o Guardião do Tempo, um destes dragões que se mantinham neutros, mas que foi subjugado por Deathwing. É uma prole desse dragão a citada aqui.
Link do evento aqui.

Ponto 4: Divindades dracônicas: Já que é pra inserir dragões, façamos com tudo o que se tem direito. Aqui, liguei Antiphates ao que já tinha elaborado, e inseri outras duas divindades, famosas dentro do D&D: Tiamat e Bahamut. De um jeito ou de outro, planejo expandir isso futuramente. Esta foi a primeira citação sobre eles.

Ponto 5: Apenas um esclarecimento — os dramas, dólares e a troca de roupa são mais interpretativos do que qualquer coisa, uma vez que a limitação de itens seria por aqueles do arsenal (me informei sobre com a Éris). No fim, só não seria coerente simplesmente executar uma viagem dessas só com a roupa do corpo.  
Itens:
Os itens estão em processo de adaptação, e até o 2º turno já devem ter recebido as adequações cabíveis. Por hora, constam aqui como um registro do que foi levado, uma vez que mesmo que a descrição mude esses ainda serão os objetos escolhidos.

{Agony} / Corrente [Corrente com cravos. É feita de bronze sagrado mas sua coloração é desgastada, como se fosse velha e corroída. A corrente possui 3m de comprimento, e apesar do tamanho, pode ser facilmente manuseada pelos filhos da deusa do fantasma. Transforma-se em uma braçadeira com spikes no nível 20. A corrente de Sadie foi modificada, possuindo os cravos em tamanho maior e afiados, provocando 20% mais dano do que de uma corrente comum. Além disso, suas extremidades possuem pontas afiadas, como pequenas adagas, podendo provocar danos perfuro-cortantes com golpes de ponta, e não apenas concussivos. Na lateral de cada extremidade, há ganchos, que podem ser ativados sem custo, por pressão, para auxiliar em ações de aprisionamento, para enlaçar o alvo, desarme ou para auxiliar em uma escalada.[Melhorado por Pio]{T} {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 5) (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Soul} / Colar [Um colar feito de prata com um pingente metálico em uma forma abstrata, algo como um “borrão” ou uma “mancha”. Quando ativado, permite que o semideus assuma a forma etérea. Contudo, ele só pode ficar nesta forma 5 turnos por missão, seja de forma contínua ou não - ou seja, ele pode gastar os 5 turnos seguidos ou dividir a utilização, mas a soma do uso não pode exceder o tempo máximo por missão. Como Sadie adquiriu o poder especial de Forma Etérea, seu colar de reclamação pode ser utilizado para canalizá-lo de acordo com as regras contidas na lista de poderes, com gasto de MP e duração conforme descritos.] {Prata} (Nível Mínimo: 1) {Controle etéreo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe, modificado através de poder especial de Melinoe]

{Legion}/ Anel [Anel prateado. Olhando de perto seus detalhes lembram ossos justapostos, como se o anel fosse feito de pequenas peças até tomar seu formato. O anel suga a alma/ energia dos oponentes derrotados em combate (mortos ou destruídos pelo filho de Melinoe - ele deve ser o último a golpear o oponente para fazer efeito. Essa essência pode ser usada futuramente na ativação de certos poderes, como "Ectofagia" e "Acessar memória", respeitando os limites dos poderes. Adicionalmente, o semideus pode escolher gastar o poder de uma alma capturada - consumindo-a no processo—e ganhando um aumento de suas características de 15%, por 3 turnos. Isso afeta força física, esquiva e potência/ chance de acerto de ataque, mas não a duração dos poderes, ainda que o dano seja alterado. Apenas uma alma pode ser consumida desta forma por missão. Uma vez por missão o anel pode manipular a energia espiritual do próprio semideus, fazendo com que recupere 20 HP sem custos adicionais ou qualquer perda.] {Bronze sagrado}(Nível Mínimo: 1) {Controle de almas. Almas coletadas: 39} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Lentes do Auspício} / Lentes [Parecem um par de lente de contato comuns, incolores, mas quando colocadas permitem ao usuário identificar as auras daqueles dentro do seu campo de visão. Com isso, pode-se identificar pessoas comuns de monstros ou semi-deuses, tendo também o sentido do seu nível de poder, de acordo com a intensidade da aura, mesmo sem definir suas habilidades, apenas o conhecimento de nível de força. No caso dos semi-deuses, identifica também o deus que lhes deu a benção, seja seu pai/mãe divino ou patrono do grupo, ou os dois nos casos em que se aplicam. Não exige ativação, funcionando constantemente, mas a cada utilização precisa de 6h de descanso, semelhante a uma lente comum. Possuem um estojo específico, cujo líquido de limpeza sempre se regenera, mantendo as lentes em perfeito estado para uso. O estojo e as lentes são considerados um único item. Para fins de resistência (como bloqueios de auras), em casos que se aplicam, deve-se sempre considerar o nível do usuário.] {Material gelatinoso} (Nível mínimo: 30) {Sem elemento} [Recebimento: Missão Pursuit]

{Skyscraper} / Calçado alado [Esses sapatos assumem a forma desejada pelo dono, desde que fechados ou parcialmente fechados (cobrindo o calcanhar). Ao comando de seu dono, eles materializam asas nos calcanhares (da cor variada, dependendo do sapato e do desejo do semideus - apenas estético) mas indestrutíveis. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente do antigo Hermes por Criação de Poderes, em 2012]
Pet:
Ripper. Cão infernal. Pela descrição antiga, estava em 140 HP/ MP. Considerando-se a atualização, e o fato de que o antigo padrão era 100 de HP/ MP – e de que ele já foi aprimorado em missões e afins – atualmente a ficha de Ripper seria:

Tipo: Fera Mitológica
Nível de Periculosidade: 5
Nível Monstruoso: 5 (210 HP/ MP)
Taxa de Progressão: 1
Status Base: 150, aumento de 15 a cada nível.
Tamanho: Como possui nível 5, Ripper possui o tamanho de um cão de grande porte.

Poderes Disponíveis

Passivos:

(-) Sentidos aguçados: cães infernais têm um faro e audição extremamente desenvolvidos, conseguindo capitar o mais leve som ou odor e a grandes distâncias - semelhante a um cão comum, mas duas vezes mais potente.

Ativos:

(5) Viagem nas sombras: Habilidade de se teleportar pelas sombras. A distância é variável, mas quanto mais longe maior o gasto de energia. O movimento ocorre em uma velocidade de dez quilômetros por segundo. Pode mover-se a até quinhentos quilômetros, mas cães nunca erram o objetivo, desde que já tenham visitado o destino. Diferente do que ocorre com os semideuses, a distância mínima para se teletransportar é menor, apenas 50m, mas como ação de movimento - truque geralmente utilizado em caçadas, dando vantagem às presas. O gasto de Mp é grande, impossibilitando dois teleportes em turnos seguidos e limitando o número de uso a 3 vezes por evento, mais 1 adicional a cada 15 níveis superiores, independente da distância cruzada.

Lembrando que ele pode atacar com garras e mordidas, inerentes a sua forma, mas que não são ataques especiais, apenas naturais de um cão.
Poderes:
Como ainda não foi executada a magia em si, não sei se caberia nessa primeira postagem, mas os poderes a serem considerados nesse caso seriam os seguintes:

Feiticeiros — Passivos

Nível 1
• Maestria com a magia: Por serem feiticeiros de Circe, vocês sofreram menos perda de MP do que o normal ao usarem algum poder. [ New]

Nível 2
• Auxílio sombrio: Na presença mínima de escuridão, você é capaz de receber ajuda dela, tendo um aumento considerável em sua força e em sua MP. Se a lua se fizer presente, sua precisão aumentará ainda mais, e seus ataques serão ainda mais poderosos, e acima de tudo certeiros, podendo ser barrados apenas por meio mágicos de proteção. [ New]

Nível 4
• Fortalecimento por Magia: Se há presença de magia no ambiente em que você se encontra, elas o tornaram mais vigoroso.

• Maestria com encantos: Você será capaz de pronunciar palavras mágicas que, irão se manifestar graças à magia que passa a correr por suas veias. Essas palavras vão fluir de você para o ambiente, lhe possibilitando a execução de encantamentos diversos; desde de suas armas, até aquilo que for de sua vontade. [ New]

Feiticeiros —  Ativos

• Time Travelling Spell. Esta magia permite ao feiticeiro fazer com que um portal triangular apareça acima dele, sugando-o para ele e por meio deste ele pode se locomover por grandes distâncias. Porém, esta magia requer tempo para ser completada, portanto, se usada para fugir de efeitos imediatos prova-se falha.

Note que ainda não foi realizado; como pede o turno, ela está apenas preparando a magia como forma de transporte, a ser efetivada no turno seguinte.

Melinoe —  Passivos

Visão Noturna [Nível 3]
A escuridão e a noite não são problemas para esses semideuses. Fantasmas sempre foram relacionados à escuridão e ao submundo,e a própria Melinoe é caracterizada como uma deusa ctônica. Seus filhos então se adaptam facilmente a essa condição, mantendo a mesma capacidade visual do que em condições normais. [Modificado]

Poder Espiritual [Nível 18]
O poder espiritual desses semideuses é muito elevado, portanto terão mais facilidade em realizar magias e gastarão menos energia para realizá-las. Define-se como magia apenas as habilidades dos feiticeiros e outros poderes advindos de grimórios e similares. O custo é reduzido em 10%. [Modificado]


Sadie Bronwen
avatar
Líder dos Feiticeiros
Mensagens :
312

Localização :
Ilha de Circe

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jhonn Stark em Dom 03 Jun 2018, 19:01


Roaring thunder
We need to face it.

Lightning strike
Our world is broken.
Tudo começou com uma tormenta nos céus.

Aos olhos dos semideuses, as forças da natureza adquiriam um significado mais focado na essência divina. Tempestades — e os deuses que as regiam — tinham uma reputação não muito boa, e a tendência de deixar mortais e meio-sangues inquietos. Céus escuros e atribulados eram ótimos mensageiros para más notícias.

Não seria diferente daquela vez.

Em um piscar de olhos, uma coluna de energia crepitante atingiu o chão desértico, iluminando a noite. Várias outras seguiram seu exemplo, ligando os céus ao solo em vários pontos desconexos: uma sequência perigosa de raios.

Seguindo o exemplo da manifestação luminosa deveras exagerada, o trovão propagado teve uma sonoridade antinatural, desafiadora: sua essência bestial fez o corpo de Stark se retrair, alarmado.

No topo de um pilar de pedra, o filho de Héstia assistiu impotente a amostra caótica de poder à sua frente. A qualquer instante, de sua posição desfavorável, uma rajada de eletricidade poderia encerrar sua existência miserável em um piscar de olhos.

Mas o curandeiro não teria tanta sorte. Ele sabia que não era seu momento.

O medo e angústia que tomaram seu ser não eram derivados diretamente da eletricidade, ou dos céus enegrecidos. Era um medo racional derivado do cenário em si, do que representava para ele. Seu convívio com Chelsea na enfermaria e sua vasta experiência com deuses o faziam saber identificar sonhos em segundos.

O fato de ser um sonho era mais uma má notícia que uma boa.

Os sonhos sobrenaturais geralmente se dividiam em três categorias: missões perigosas, histórias traumáticas e más notícias — e muitas vezes, os sonhos podiam englobar todas. Principalmente na situação atual do mundo semidivino.

O filho de Héstia cerrou os olhos por um instante. Suspirou pesadamente, tentando reestabelecer a calma. Não tinha jeito de escapar do que quer que fosse aquilo, então… se permitiria escutar a mensagem.

Abriu os olhos novamente.

Entre as nuvens, a cada novo feixe de luz, o semideus via uma silhueta imensa deslizando graciosamente pelos céus. Possuía um aspecto reptiliano e um par de asas imponente que se estendia ao lado do corpo. A cada bater de asas, um novo raio surgia.

A criatura rugiu uma vez, acompanhada pelos ecos dos trovões.

Dois rugidos desafiadores responderam em uníssono ao barulho da tempestade. Olhando para a  base do pilar de pedra em que estava, o semideus pôde ver dois felinos que movimentavam-se sincronizadamente ao seu redor, em uma ronda protetora. Ambos encontravam-se em extremidades opostas da base rochosa.

Eles estavam o protegendo?

Antes que pudesse pensar mais a respeito, a estática tomou toda a área, eriçando seus pelos. Mesmo compreendendo o perigo indicado por aquilo, seus esforços de erguer uma barreira foram vãos: o impacto do raio foi capaz de arremessá-lo a metros de distância, rodando pelo chão do deserto.

Os sons do seu entorno foram substituídos por um som agudo e persistente. Sentia o cheiro de queimado de suas roupas, e a dor de seu corpo atirado ao chão. Sua consciência parecia deslizar cada vez mais rápido para longe, enquanto os ventos e raios ficavam mais agressivos ao seu redor.

Os tigres haviam desaparecido. Ele estava só.

A grande sombra reptiliana desceu das nuvens, voando em um padrão circular ao seu redor. Parecia brincar com o filho de Héstia, em um jogo de caça cruel. Com a visão embaçada, o rapaz conseguia apenas ver a coloração das escamas do oponente: um azul cobalto.

E no instante em que a besta avançou em sua direção, o mundo foi tomado pela escuridão.

* * *

O rapaz acordou sobressaltado na enfermaria.

Mas não era a sua enfermaria. A bancada de estudos era mais alta, o piso era diferente e as macas ocupavam um espaço mais reduzido — apenas o suficiente para atender dois pacientes por vez, a princípio. A enfermaria de Thea podia não ser a Healing Hills, mas era um espaço onde o curandeiro poderia trabalhar bem depois que… bem, depois que tudo foi perdido.

Havia se mudado para lá com Chelsea1 depois que aceitou firmar um pacto de aprendizado com d’Orleans e seu irmão Afonzo. O filho de Héstia ainda retornava ocasionalmente para atender no clube da luta, mas a selvageria do local não era muito cômoda para seus gostos pessoais.

O rapaz se levantou, com a respiração ainda acelerada. Sua mente seguia para direções totalmente opostas e confusas, causando um mal estar bem aparente.

“Nós vamos morrer.” Yin2 repetia em sua mente, como um mantra. “É isso, chegou o momento. Foi bom enquanto durou. Ah, deuses, o que eu fiz de errado?”

“Você quer parar com isso?” Yang3 urrou de volta. “Os deuses não são burros a ponto de nos matar. Aceite, vamos sair em mais uma briga egoísta e vamos voltar vivos como sempre.”

— Aqui não. Jhonn falou para si mesmo. Abraçava o próprio corpo na tentativa de evitar que se dividissem ali mesmo. O recado era claro: controlem-se. — Vamos para outro lugar, por favor.

As duas partes de sua mente ficaram em silêncio, assentindo juntas com seu corpo físico. Após um bom tempo de reclusão, sairiam para um passeio.

* * *

Os dois estavam separados4 em um canto mais afastado do bar.

O lugar não era muito grande. Além disso, devido ao fato de ainda ser manhã, quase não havia movimento. Os televisores ligados mostravam mais e mais reportagens repetitivas sobre desastres naturais espalhados por todo o mundo.

— Tudo bem, vamos alinhar os fatos que compreendemos até agora. — Yin rabiscava em uma folha de receituário, de forma atenta. — O sonho pode ser um reflexo de uma dessas desgraças mundiais.

— Tudo aconteceu após a queda do acampamento. — Yang complementou. — E alguns semideuses que atendemos no clube mencionaram Alcatraz, não é?

Alcatraz. Um arrepio percorreu o corpo de Yin, que parou de escrever por um segundo. Girou sua lata de refrigerante algumas vezes com os dedos antes de prosseguir com o que o atribulava.

— Você realmente acha que… — Ele hesitou por um momento, incerto de se devia seguir com a teoria.

— Que o monstro que vimos é real? — Seu oposto o encarou, erguendo uma sobrancelha. Antes de responder, virou sua tequila de uma vez só, para o desgosto de Yin. — Com certeza. Éris não tem todo esse poder de fuder o mundo de uma vez sozinha, então… as feras de alcatraz são um plano B bem viável. Muitos monstros, muito estrago.

O silêncio daquela constatação permaneceu entre eles por um bom tempo.

— Os tigres não são literais. — Yin arriscou. — Somos nós. A temática oriental foi muito na cara, os opostos complementares que vão confrontar o dragão.

Yang não iria falar sobre o poder do inimigo no sonho. Não mencionaria o fato de que o adversário tinha chances de dissipá-los, de acabar com os tigres em um só golpe. Preferia não abalar sua moral de equipe com aquele detalhe.

— Então — ele prosseguiu, tamborilando os dedos na mesa. Estava apenas levemente bêbado. — Excelente o fato de que sabemos o que nos aguarda. Mas ainda resta uma questão: pra onde nós vamos?

Em um instante, como se em resposta direta à pergunta,  a televisão mais próxima da mesa ocupada pela dupla alternou sua programação. O vídeo imediato não era de uma qualidade muito boa ou firmeza profissional, provavelmente havia sido feito com um celular.

Mas eles sabiam. Aquele era o local do sonho. Só podia ser.

O anúncio da matéria ocupava o quadrante específico, mas não era muito legível para os semideuses. Tiveram que aguardar a fala da repórter para compreender a situação.

“Recebemos imagens exclusivas de uma tempestade no Mojave hoje pela manhã.”  A voz da repórter era clara, concisa. “A testemunha seguia sua programação pela região do Red Rock Canyon, próximo a Las vegas. A tempestade de raios no deserto é intensa e perigosa, recomenda-se a cautela dos visitantes, que devem permanecer afastados da área.”

O par se encarou. Yang riu ao ouvir a última parte. Cautela e sensatez não eram elementos muito comuns nas atividades cotidianas deles.

“Tal fenômeno climático ainda perturba cientistas como os outros que afligem o mundo atualmente. Ambientalistas reafirmam o aquecimento global e...”

— Red Rock Canyon. — Repetiu Yin.

A certeza da rota de partida o assolou por uns instantes. Se os deuses tinham um grande plano do destino, era bom que eles o fizessem dar certo. Yang assoviou para preencher o silêncio do ambiente e voltou a atenção para o copo vazio.

— É. — Ele disse. — O último prego do caixão acabou de ser batido. Pelo menos podemos tirar umas fotos bonitas pro velório. — Ele sorriu para o outro, que tinha uma postura de repúdio quanto à postura inconveniente dele. Reeze? 5

Yin suspirou, então assentiu.

— Reeze.

Pagaram as contas. Afastaram-se do bar e verificaram a ausência de pessoas no local onde estavam, permitindo que se unissem novamente em um Jhonn Stark.

E então, começaram os preparos para ir em direção ao olho da tempestade.

Adendos:
Itens:
❖ Braçadeira quitinosa [Braçadeira lisa e cilíndrica, de tons avermelhados. Ao ser ativado, faz com que a pele do semideus tenha suas características alteradas, se enrijecendo, aumentando sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: pele de carangueijo gigante} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

❖ {Phoenix} / Espada [Espada de 90 cm, com sua lâmina medindo cerca de 75 cm. É feita de um cristal único e especial, a espada é longa e fina, com um corte afiadíssimo e infalível. Sua guarda-mão tem um formato de taça, porém, com delicados formatos de chamas queimando na direção da lâmina, como se a consumissem; seu punho é feito de aço. Vem junto de uma bainha coberta por malha de aço e couro branco. Quando não está em uso, se transforma em um anel de prata com o desenho de uma chama.] {Cristal, Prata e Aço} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héstia adaptado por Harry S. Sieghart]

❖ {Scorched} / Escudo (Escudo circular feito de ouro e prata com várias camadas destes materiais. No centro do escudo está desenhado uma lareira, o símbolo de Héstia. Na parte interior do escudo, ou seja, onde há um encaixe para o usuário por o seu braço há uma espécie de almofada, simbolizando o "conforto". Útil para aguentar ataques fortes. Quando não está em uso, se transforma em um relógio de ponteiros feito de ouro com a parte interior de ouro branco.] {Prata e Ouro} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héstia adaptado por Harry S. Sieghart]

❖ {Tao} / Amuleto [Um amuleto antigo de prata com inscrições em um idioma desconhecido. A imagem circular de Yin e Yang se complementando permanecem no centro da figura. Ao ser segurado por seu usuário, pode dividi-lo em suas duas essências, personalidades opostas com HP/MP individuais, equivalentes a 1/2 do total do personagem. Devido ao estado incompleto do item como está, cada uma das personalidades pode utilizar apenas poderes de um dos grupos aos quais o semideus pertence – Um com acesso aos poderes de Héstia, o outro aos poderes de Asclépio. O nível máximo de acesso aos poderes equivale a ¾ do nível atual do personagem. Com futuras DiY, as limitações do item poderão ser removidas.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 70) {Magia} [Recompensa pela DiY "Yin and Yang", avaliada e atualizada por Hécate.]

❖ {Winged Sneakers} / Tênis [Um par de tênis azulados, que tem como detalhes alguns desenhos de ventos. Ao bater seus pés um no outro por três vezes, o usuário começa a voar. Consegue chegar em alturas e alcançar velocidades consideráveis. Para descer, basta fazer as mesmas ações que fez para subir que ele diminuirá a altitude aos poucos. Quando está sendo usado em solo confere ao semideus que o calça um aumento de cerca de 10% em sua agilidade. {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Chama da Esperança" narrado e avaliado por Dom Demon/William Véroz; atualizado por ~Lady Íris~]
Poderes:
-
Obs:
Legendinhas, personagens e explicações:
1Chelsea Drevoir: Filha de Hipnos e curandeira de Asclépio. Trabalhou na enfermaria Healing Hills com Jhonn, sendo uma de suas aliadas mais leais e frequentes, bem como confiáveis. Atualmente está com ele atendendo na enfermaria de Thea Françoise d'Orleans.

2Yin: Parte empática e pensativa de Jhonn Stark, sua metade com os poderes de Asclépio. Yin surge fisicamente apenas quando o poder do medalhão "Tao" é ativado, sempre acompanhado de seu oposto complementar: Yang.

3Yang: Parte impulsiva e temperamental de Jhonn Stark, sua metade com os poderes de Héstia. Yang surge fisicamente apenas quando o poder do medalhão "Tao" é ativado, sempre acompanhado de seu oposto complementar: Yin.

4"Estavam separados": Yin e Yang, devido ao poder do medalhão "Tao", conseguem assumir formas físicas, dividindo o corpo de Jhonn em dois.

5Reeze Zilmore: Filha de Éolo com relativa influência nas companhias aéreas do mundo mortal.
É uma NPC bem presente em missões como uma intermediária para as necessidades do acampamento quanto a missões em locais mais distantes.
Outras observações cabíveis:
Então, lá vamos nós.

❖ Jhonn teve um sonho que foi a maior parte do post (socorro) e mostrou a ação do dragão no lugar. Isso foi necessário pra estabelecer o contato inicial com a história e tudo isso.
❖ Yin e Yang são porções da psiquê de Jhonn, literalmente seu lado Yin e Yang. Enquanto o personagem tem o medalhão "Tao" em sua posse, seus pensamentos podem ser fragmentados especificamente entre as personalidades, que estão conscientes de tudo o que está acontecendo. Caso eles entrem em discordância ou estresse emocional muito grande na posse do medalhão, Jhonn se separa nos dois automaticamente.
❖ Yin e Yang não são de conhecimento público geral, por isso Jhonn não queria que eles se separassem na enfermaria de Thea.
❖ Red Rock Canyon é uma área no meio do deserto do Mojave, perto de Vegas. É um ponto turístico conhecido e local adequado para o dragão elétrico ao meu ver. É isso.
❖ No fim do post, Jhonn decide seguir para o aeroporto. Lá ele pode ser encaminhado por Reeze pra Vegas.

Extrinhas e curiosidades:
❖ Os posts do Jhonn tem 2 conjuntos título/subtítulo: O da direita é do Yang. O da esquerda é o do Yin.
❖ Yin não gosta de álcool. Yang, por sua vez... gosta bastante. Eu quis colocar essa dinâmica de diferença no post, mesmo que sutil. *risos*

Observação final: Qualquer dúvida sobre Yin e Yang, minha trama, ou qualquer coisinha, só chamar que a gente esclarece.

É isso. Be kind ❤️
SAIU ESSA MURRINHA!:

Jhonn Stark
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
716

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Melanie Gauthier em Dom 03 Jun 2018, 20:01

First Post


“Me encontre no Powell's Books”


Melanie caminha ao encontro do seu desconhecido, talvez soubesse de quem se tratava, mas, queria constatar com seus próprios olhos.

Imaginei que fosse você... Pensei que fosse o tipo de pai que só aparece uma vez a cada dez anos. Qual sua relação com o sonho da noite passada?

Querida, os tempos não estão fáceis, acho que já tenha imaginado. Afinal, não estaria viva nesse momento.

O deus parecia um pouco aflito. A garota tentava imaginar se aquilo era possível, mas, preferia deixar aquela dúvida para momentos que não tivesse com o que se preocupar.

O sonho que tivera na noite anterior ainda estava vivo em sua memória, fatos que ela gostaria que não indicassem nada, e que fossem apenas sua imaginação fértil.

O motivo pelo qual estive com você da última vez teve um propósito. E já imagino que lhe foi revelado.

A garota ouvia tudo enquanto relembrava cada detalhe do sonho anterior.

Seus pés estavam cravados na areia, a ventania era tão forte que, mesmo caminhando, seus pés eram cobertos rapidamente por aqueles minúsculos grãos amontanhados. Nada existia a sua volta, e era possível ver a areia e um céu tempestuoso. Fleches de luz brincavam em meio à nuvens acinzentadas, e algo se movia em meio aquela imensidão livre. A garota se permitiu ajoelhar para tentar vislumbrar melhor o que acontecia,enquanto algo gigantesco horizontalmente se erguia da terra, e, antes que pudesse compreender do que se tratava, foi arremessada para trás por uma ventania mais forte do que a existente. Aquilo bastou para ser retirada do sonho e voltar à vida real.

—  Algo grande estava em meus sonhos, mas antes de compreender, acordei. —  ela forçava a sua mente para que lhe desse mais informações.

—  Sei que tens andado muito com humanos, então, deve ter sofrido mais com acontecimentos naturais do que mitológicos. A névoa tapou também o seu raciocínio. Não sei se está pronta para a luta que precisa travar...

Para a minha sorte, tem o poder da livre escolha, não é mesmo? Não sou burra. Sei muito bem que os últimos acontecimentos tem haver com coisas nossas, mas, de certa forma, está prejudicando em tudo. Então, posso supor que algo grande vem por aí.

Um breve silêncio surgiu entre os dois. Ares olhava para a cria enquanto a mesma tinha uma pequena revelação do sonho anterior. Sua dúvida era grande, mas, sentia como estivesse olhando para um dragão, a pequena fração antes de ser atirada para trás lhe revelava a criatura que se erguia. Voltou sua atenção ao deus, surpresa.

Um dragão. Mas...por que isso está sendo revelado a mim?

—  O mundo está sendo dividido, nós sabemos que muitas crianças não suportam os deuses, mas, algo maior está se aproveitando disso para gerar uma guerra enorme. E sabemos que também irão atrás disso.

Agora sabia do que se tratava, precisava ir atrás de um dragão. Olhou ao redor, querendo crer que aquilo realmente estava acontecendo.


—  Mas... —  quando deu por si, o deus já havia sumido. Porém, no seu lugar, havia um pequeno bilhete escrito "Deserto de Chihuahua” . Agora já sabia onde precisava ir, mas, mesmo assim, não compreendia muitas coisas.

Antes de seguir rumo a sua viagem, foi ao encontro de um recém conhecido.

Ignácius, finalmente lhe encontrei.

O responsável pela sua mais nova arma de combate está distraído com alguns livros, quando notou a presença da semideusa.

A que devo a honra? Veio procurar artefatos valiosos? Vou logo adiantando que nosso estoque está vazio.

Na verdade não...Preciso de algumas informações antes de partir para uma missão suicida — o homem ergueu a sobrancelha em curiosidade.

Em que posso ajudá-la?

Estou um pouco desatualizada dos últimos acontecimentos e, até então, estava despreocupada do que estava acontecendo. Mas, me diga: o que você sabe sobre aparição de dragões?

A pergunta havia pego o homem desprevenido, e seus olhos brilharam logo em seguida.

Vou ser breve em explicação: houve um ataque e criaturas presas em Alcatraz foram libertadas. Incluindo dragões.
Finalmente a mesma começava a compreender que as coisas estavam realmente perigosas.

Obrigada querido, espero vê-lo novamente algum dia.

Boa sorte!

A menina sorriu e saiu do recinto. Seu sonho estava prestes a se tornar realidade, mas, não sabia como seria o desfecho da história. Primeiro precisava chegar ao seu destino: Deserto de Chihuahua.






Complementos:
Poderes:
Armas:
♦️ {Death Eagle} / Bestas de Repetição [Par de bestas de repetição de titânio com o formato de duas Desert Eagle. As setas são feitas de prata lunar. O cartucho recarrega sozinho de acordo com a vontade do portador, mas caso não possua mais munição é gasto 10 MP para recarregar. Possuem capacidade para 15 balas. As balas contém veneno. São semi-indestrutíveis e se transformam em um anel de titânio de três aros com uma caveira como enfeite e que prende os três aros, e sempre retornam para seu dono. Seu alcance e violência aumentam em 10% quando utilizadas à noite e 20% se a luz da lua tocar nelas.] {Titânio; Prata Lunar} (Nível Mínimo:15) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥]

{Scratch} / Bracelete [Bracelete feito de ouro negro e com espinhos de aço em linha reta no topo do objeto. Uma vez por missão, durante dois turnos, o bracelete brilha com uma aura roxa e golpes que envolvam cortes causam 50% a mais de dano no inimigo, se ele for acertado. A última palavra é a do narrador. O efeito só funciona com armas de corte]{Material: ouro negro e aço} (Nível: 15) [Recompensa da missão "The Devil's Choice", avaliada e elaborada por Matias Blake, atualizada por Asclépio.]


— {Spartan’s Spear} / Lança [Uma peça feita na antiga Esparta, mas ainda tão funcional quanto era nos tempos antigos. Com um cabo feito de madeira desconhecida e envolto em couro negro e vermelho e uma ponta feita de bronze sagrado, a lança possui uma habilidade especial. Uma vez por evento/missão, o portador da lança pode atirar essa lança a qualquer direção e, com um comando mental, ela voltará a sua mão. Quando não estiver em uso, a lança se transfigurará em uma edição de bolso de “A Arte da Guerra”] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 40) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recompensa pela missão “The Good of War”, avaliada por Jeff Smith e atualizada por Éolo]

1x  Cronômetro [Um relógio de pulso dourado com propriedades mágicas. Ao ser pego em um controle de grupo ou em algum tipo de habilidade que impeça o player de agir/ se movimentar (charme/ sedução, medo, paralisia, constrição, lentidão, petrificação), o item pode ser ativado. Ao ser ativado, o personagem se teletransporta um metro atrás dele ou para algum lugar seguro adjacente próximo (não seria teletransportado para a caída de um desfiladeiro, por exemplo), anulando o efeito debilitante que recebeu e consumindo o cronômetro. Caso receba vários controles de grupo em um único turno, o cronômetro anulará todos.] {Quantidade: 1} (Nível Mínimo: 20) [Recebimento: Loja de Itens Mágicos]

1x Néctar dos deuses [Uma bebida dourada e doce, considerada divino por possuir poderes de cura e ser especialmente fabricada pelo/ para os deuses. Sua ingestão causa dano em vez de cura caso quem o coma seja mortal ou não possua o nível mínimo do item, incinerando-o. Ao ser ingerido, recupera 210 de MP. Consumido ao ser utilizado. Não aumenta a capacidade de armazenamento total do MP.] {Quantidade: 1} (Nível Mínimo: 30) [Recebimento: Loja de Itens Mágicos]


Mascotes:
— Bugaboo {Pet} [Corcel Negro com olhos Vermelhos] [Cavalo comum, encantado com Ares para conectar-se ao seu filho Tony. Dessa forma, o cavalo pode comunicar-se livremente com o rapaz, sendo entendido somente por ele ou filhos de Poseidon. O rapaz só pode compreender ao seu próprio animal. Bugaboo também teve seus cascos abençoados pelo deus da guerra, de modo que pode pisar livremente por brasas e chamas, além de caminha sobre a água (em curtas distâncias). Ambas as habilidades implicam em gastos de MP do animal.] (Nível mínimo: 01) {HP/MP: 100/100} [Recebimento: DIY] |
ross.
Melanie Gauthier
avatar
Filhos de Ares
Mensagens :
367

Localização :
Chalé de Ares

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Garrett Bardrick em Dom 03 Jun 2018, 21:32

Dragonborn,

Tudo parecia transcorrer normalmente. A paz estava reinando aos poucos, mesmo não estando no lar dos semideuses. Apesar do clube de luta não ser nada como o acampamento, era a única coisa que restava para alguns semideuses. Felizmente Quíron sabia daquele local, de alguma forma acabou ajudando. Treinos eram realizados todos os dias e Garrett procurava participar de quase todos os exercícios. No início, o ódio estava tomando conta do garoto, mas com o passar do tempo, sabia que aquilo não levaria a lugar algum. Precisava de uma estratégia, não só ele, mas todos ali presentes. Recuperar o acampamento não seria uma tarefa fácil, mas precisaria de tempo.

O tempo é complicado. Alguns semideuses estavam perdendo a paciência e confusões eram geradas. Garrett, apesar de ser um devoto de Hera, deveria manter a calma entre os semideuses. Não era uma tarefa fácil, mas em seu primeiro dialogo com um grupo, acabou complicando as coisas. Alguns semideuses acabaram criando uma desavença com o filho de Macária. Felizmente uma semideusa acabou entendendo o diálogo do garoto e isso acabou criando um laço.

Com o tempo, algumas catástrofes começaram a surgir. Terremotos, tsunamis, erupções e enchentes. Infelizmente o garoto não presenciou tudo e o que sabia era através de boatos. A paz que antes estava implantada começou a ser questionada. Reviravoltas estavam começando a surgir. Alguns semideuses mais experientes tentavam acalmar as coisas, mas estava sendo em vão. Garrett tentou ajudar, mas o caos estava começando a surgir. Enquanto conversar com um grupo de semideuses, uma garota acabou aproximando-se.

— Garrett, precisamos conversar. — Disse enquanto olhava a sua volta.

— Agora? — Perguntou.

— Sim, precisa ser agora. Estou indo para o seu quarto. Por favor, não demore. — Disse com a voz apreensiva.

Não demorou muito para terminar a conversa com um grupo de semideuses. Alguns deles estavam questionando sobre os acontecimentos, apesar de não saber o que estava acontecendo, o devoto tentou passar tranquilidade. Pareceu funcionar naquele momento, mas precisava conversar com a garota. Rapidamente caminhou em direção ao seu quarto e ao abrir a porta, a garota já estava por lá. E pelo modo que agia, parecia impaciente.

— Por que você demorou? — Acabou questionando. — Não importa, não temos tempo.

— O que aconteceu, Lucy? — Perguntou enquanto olhava a garota.

— Você disse que ia cuidar da gente. As coisas estavam indo bem, mas o que está acontecendo? — Indagou.

— Eu também não sei, a única coisa que sei é das catástrofes. Sinto que tem mais alguma coisa, mas poucas pessoas não estão falando sobre o assunto. Você sabe de alguma coisa?

— Eu não sei. Na verdade, acho que sei. Gilbert e Joshua andam tendo sonhos estranhos.

— Que sonhos são esses? — Perguntou ao interromper a garota.

— Nem eles sabem ao certo, mas eles falam que aparecem dragões no sonho deles. Falam também sobre Nashville. Da última vez queríamos sair porque não gostamos desse local, queríamos recuperar o Acampamento. Agora isso está acontecendo. A dúvida está voltando. — Deu uma leve pausa. — Eles estão querendo ir até Nashville para averiguar. Você sabe que nossos sonhos não são normais. Você precisa conversa com eles.

— Acho que tentar conversar não vai dar certo. Eles pretendem ir a Nashville quando?

— Hoje à noite. Eles acreditam que será a hora perfeita para sair do clube.

O devoto de Hera ficou calado por alguns motivos. Faltavam algumas horas para anoitecer. Ele precisava de um plano. Gilbert e Joshua ainda não estavam prontos para saírem. Tentar uma nova conversa não iria adiantar. Até a porque a última acabou em luta. “Por que eles confiariam em mim de novo?” pensou por alguns minutos.

— Lucy, quando eles tiverem saindo. Procure me avisar. Já sei o que vou fazer.

Rapidamente a garota sai do quarto deixando o semideus sozinho. Garrett não estava forte o suficiente, mas não podia deixar aqueles dois semideuses partirem. Então o semideus acabou comendo um doce e tomando uma bebida dourada. Não demorou muito para o se sentir bem. Podia não está cem por cento, mas estava bem melhor. Após aquela mini refeição, o garoto decidiu se organizar. Vestiu a manta, calçou as botas, colocou os anéis em cada mão, embainhou a espada e o bracelete no pulso esquerdo. Assim que terminou de se arrumar, sentou-se na cama e esperou o momento chegar. Levou apenas algumas horas até uma batida na porta lhe chamou a atenção. Aquele poderia ser o aviso de Lucy, prontamente o garoto levantou da cama e caminhou até a porta. Ao abrir, confirmou que se tratava de Lucy. Ao olhar para o lado, avistou os garotos.

— Ei! — Procurou chamar a atenção dos garotos.

— Você de novo? Você não se cansa? — Gilbert disse enquanto dava meia volta.

— Sim, sou eu de novo. Só que dessa vez não vou ser educado. — Disse enquanto caminhava em direção aos garotos. — Dessa vez não vou ser educado. Você vai ficar aqui e não vai sair.

— Você falou pra ele, Lucy? — Perguntou enquanto olhava para garota. — Você acha que vai me impedir dessa vez?

— Deixa ela fora disso. Ela se preocupa com você, Gilbert. E com você também Joshua. — Disse enquanto olhava para o outro garoto. — Sim, eu vou te impedir. Vocês não vão sair. Eu vou no lugar de vocês. Preciso investigar isso. Vocês não estão pronto.

— Eu vou. Você não vai me impedir. — Disse enquanto dava meia volta.

O devoto sabia que o diálogo não iria funcionar, mas ele não esperava que uma crise de ódio fosse tomar conta.

— Escute aqui garoto. — Disse enquanto agarrava o garoto e o pressionou contra a parede. — Já falei que você não vai. Não tente fazer nada, Joshua, estou de olho em você. Você vai aqui e vai tentar manter a tranquilidade do local. Vou até Nashville averiguar a situação. Alguma coisa não faz sentido, essas catástrofes e agora sonhos com dragões. Nunca vi um de perto, mas não pode ser um bom sinal. Então você vai ficar aqui. Entendeu? — Disse em um tom sério enquanto olhava nos olhos do garoto.

O garoto apenas afirmou a cabeça. Gilbert nunca viu Garrett agir daquela forma, nem mesmo quando tratou o garoto com ignorância da última vez ele agiu daquela forma. Alguma coisa não estava batendo. Ele sabia que medir forças com o filho de Macária não levaria a lugar nenhum, a não ser a enfermaria. Rapidamente Garrett largou o garoto.

— Cuidem do local. Quando eu voltar, contarei o que aconteceu.

Assim que terminou de falar, o semideus caminhou para fora do local. Uma viagem até Nashville através das sombras seria rápido, mas o local era muito distante. O devoto apenas usou a viagem das sombras até uma rodoviária, ele iria até o local em uma viagem de ônibus. Seria longa, mas seria o meio mais rápido e econômico que pensou naquele momento.

Falas do Garrett | Pensamentos do Garrett | Falas da Lucy | Falas do Gilbert

Observações:
Retirar a ambrósia e o néctar. Sei que o Garrett é devoto, mas nesse evento vou revelar um lado obscuro que existe dentro dele. Pretendo explorar isso com o tempo. O enredo é baseado em uma missão passada, no caso, a primeira missão como devoto.
Armas:
{Rest in peace}/ Adagas Gêmeas - Este par de adagas é branco prateado e, considerando cabo e lâmina, possuem no total 30cm cada. Seu gume é liso e o cabo apresenta arabescos e entalhes que mesclam ramos florais e runas. As duas adagas possuem os mesmos poderes e eles sempre são ativados/ consumidos ao mesmo tempo (assim, mesmo que só transforme uma em arma, ao ativar o poder o consumo também vale para a que está em forma de item, ainda que neste caso seja ineficaz). Transformam-se em um par de anéis no nível 20, gravados com as letrs R.I.P. na parte interna. [Bronze sagrado][Sem elementos]{Presente de reclamação de Macária}{Um anel está no dedo indicador da mão esquerda e ou outro na mão direita}{Shadow walker}/Botas - As botas parecem coturnos, negras e com cadarços. Seu uso garante um aumento constante no deslocamento natural de 3m. Adicionalmente, ativando seu efeito o usuário torna-se capaz de se locomover sobre qualquer superfície que forneça um mínimo de apoio (sejam superfícies íngremes ou líquidas, mas não gases ou similares) ainda que permaneça sujeito a condições adversas (caminhar sobre lava danificaria o item, não sendo possível por muito tempo, uma vez que ainda há o contato com a superfície). Cada ativação dura 3 turnos. 3x por missão. [Couro e borracha][Sem elementos]{Presente de reclamação de Macária}{Pés}
{Embrace}/Manto leve, de um tecido negro e fluido. Apesar de não fornecer bonificações efetivas na defesa, seu efeito permite ao usuário teleportar-se pelas sombras. A distância permitida por viagem equivale ao nível do semideus x10 em Km (no mínimo 1/ 10 desse valor por viagem). Permite até 3 usos por missão. Há uma chance de falha na localização final caso não se conheça o lugar a ser visitado. Pesquisas, imagens, fotos e similares podem reduzir isso. Não é possível atravessar barreiras mágicas com este poder. [Tecido][Sem elementos]{Presente de reclamação de Macária}{Vestido}
Escudo de Ópio (Se transforma em um bracelete de couro entrelaçado, de cor verde, com pingente em forma de pena de pavão de ouro. Quando ativado, o couro é a correia que o prende ao braço do semideus, enquanto o escudo assume uma forma circular, com o entalhe da pena de pavão no centro. A cada defesa encostada no oponente o droga aos poucos, a cada monstro drogado e morto que tenha encostado no escudo seu poder de defesa aumenta. O veneno tem um poder sonífero. O efeito é variável, de acordo com o nível do oponente. Oponentes muito fracos - 10 níveis ou menos - ou afetados várias vezes seguidas - mais de 5 vezes no combate - ficam um pouco mais lentos, reduzindo seus ataques e defesas em 20% por 3 rodadas, e retomando a contagem de turnos de envenenamento, caso venha a ser acertado novamente) [Contador: 0 ][Couro e ouro abençoado][Nível mínimo: 5] (Presente de Hera)[by:Hera]{Pulso esquerdo}
Espada de Romã Sagrado (Espada de bronze sagrado, mas de cor dourada, com várias camadas, muito finas e preenchidas com sementes de romã em seus interiores. Ao corte no oponente, se ativada, as sementes liberam um veneno que remove 5 HP a cada duas rodadas. Até 3 vezes por combate - ou seja, por luta, não missão. O cabo é de madeira, recoberto com cetim verde e delicados filigranas de linha dourada.)[Bronze sagrado, madeira, cetim e romã][Nível mínimo: 5] (Presente de Hera)[by:Hera]{Embainhada}


Garrett Bardrick
Dragonborn
Post 001
Garrett Bardrick
avatar
Devotos de Hera
Mensagens :
109

Localização :
Acampamento Meio-Sangue - Chalé 11

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por James Archeron em Dom 03 Jun 2018, 21:59

dragonborn: sign of the times
Welcome to the final show, hope you're wearing your best clothes

UM

Se eu estivesse em um filme, naquele momento começaria a tocar Sign of the Times do Harry Styles. O cenário só podia ser descrito como apocalíptico, portanto a música se encaixava perfeitamente na trilha sonora.  O trecho “nós temos que fugir daqui” expressava com grande precisão o que eu queria fazer.

Fui atingido por diferentes odores — fumaça, decomposição orgânica, dejetos, e algo que associei a corpos carbonizados — antes mesmo de entender o que estava acontecendo. Senti ânsia de vômito, seguida por um arrepio na nuca que emitiu vários sinais de alerta para que eu corresse. Contudo, a necessidade de saber o que estava por trás de tudo acabou vencendo a vontade desesperadora de sair daquele lugar. A curiosidade matou o gato, e a próxima vítima sou eu.

Olhei em volta a fim de analisar o ambiente, mas não consegui identificar onde eu estava. Era uma espécie de campo rupestre, cuja vegetação disposta em mosaico — predominantemente composta por ervas, gramíneas e arbustos —, não ocupava trechos contínuos. Vários metros à frente, um vulcão em atividade, conforme pude constatar ao enxergar poeira e fumaça sendo expelidas do cone, completava a paisagem.

Alguns pontos de incêndio transformaram arvoretas em tochas, cortando a escuridão da noite. A luminosidade provida ao campo era baixa, porém suficiente para permitir que eu enxergasse bem graças às habilidades que herdei de Atena.

Inúmeras pessoas e armas jaziam sobre o solo, como se o local houvesse sediado uma grande batalha. Havia membros corporais espalhados por diversas partes da extensão do terreno, assim como várias pilhas de corpos queimados e esqueletos humanos. Minhas pernas fraquejaram perante a visão, mas consegui permanecer em pé.

O que diabos aconteceu aqui?

Embora eu pudesse sentir calor e odores, não fui capaz de distinguir se o que estava diante de mim era a vida real ou apenas fantasia. Que seja apenas um sonho, que seja apenas um sonho... Repeti a frase diversas vezes, tornando-a uma prece para qualquer entidade que estivesse ouvindo.

Um estrondoso som, semelhante a um trovão, ecoou pelo campo, acompanhado por uma forte ventania. Devido à repetição do barulho em um curto intervalo de tempo, a ideia de que poderia ser um fenômeno natural logo foi descartada. Parece que algo enorme está batendo as asas, cogitei, sentindo meus batimentos cardíacos acelerarem. Mas se isso é uma criatura...

Recebi a confirmação dos meus pensamentos assim que olhei para cima: um aterrorizante e maravilhoso dragão voava a uma elevada altitude.

— Por todos os títulos de Daenerys Targaryen, que incrível! — As palavras foram ditas em um tom mesclado de temor e excitação. — Senhor dragão, eu nem te conheço, mas já te venero.

Talvez por ter ouvido minhas palavras ou por mera coincidência, a colossal criatura, em toda sua glória, clareou o céu noturno com uma baforada de fogo. As chamas coníferas alcançaram alguns metros antes de extinguirem-se.

— Ele é um ser majestoso, não é, Jim? — Uma bela mulher havia surgido ao meu lado, trajando calça jeans e camiseta verde com o selo “PROPRIEDADE DO HOTEL VALHALA”. Assim como eu, ela tinha cabelos ruivos acobreados e olhos acastanhados no tom de âmbar.

Eu não a conhecia, mas fui tomado pelas sensações de calmaria e familiaridade ao fitá-la. Momentaneamente, esqueci o conturbado cenário.

— Os dragões são muito poderosos e superiormente inteligentes quando comparados aos humanos. Essas características, contudo, são acompanhadas por orgulho e arrogância, então são naturalmente hostis com os seres que, segundo eles, são inferiores. Embora possam criar alianças, não obedecem ordens, portanto é aconselhável não tentar subjugá-los de forma alguma — a voz da mulher assumira uma entonação mais acadêmica.

Olhei novamente para o dragão, admirando-o, mas logo voltei minha atenção à desconhecida.

— Há várias histórias sobre a criação, ou o surgimento, deles — ela continuou sem se importar em dizer quem era, como se fôssemos velhos conhecidos. — Mas não sei se alguém, além deles próprios, sabem quais fatos são reais e quais são apenas especulações. De qualquer forma, todos concordam que eles existem há muito, muito tempo.

— Agradeço as informações e tal, mas eu queria saber quem é você — soltei a pergunta indireta antes que ela prosseguisse com a aula sobre os seres mágicos.

A mulher gargalhou subitamente, e, ao ouvir o melodioso som, não consegui segurar o riso.

— Desculpe-me, garoto — ela não parecia mais velha que eu, provavelmente não tinha mais que trinta anos, então estranhei ser chamado de “garoto”, mas a explicação veio logo depois: — Eu sou Soairse, sua avó.

Fiquei em choque. Ela havia utilizado um tom neutro, portanto não fui capaz de identificar se era uma brincadeira ou não. Eu já estava habituado às estranhezas e maravilhas do mundo mágico, mas aparentemente ainda podia ser surpreendido.

— O QUÊ? SÉRIO?! COMO ASSIM? — Talvez, só talvez, eu tenha exagerado na reação, mas não pude evitar. — Ok, somos fisicamente parecidos, e eu realmente senti certa familiaridade quando vi você, mas AVÓ?! 'Cê não parece ser tão mais velha que eu. E, ah, 'cê acaba de estragar as chances de tudo isso ser apenas um sonho aleatório.

Um sonho envolvendo uma avó que eu sequer conhecia não poderia ser apenas um sonho, poderia?

— Calma, calma, Jim, vou explicar — Saoirse olhou para cima e respirou fundo antes de prosseguir. — Eu sou uma einherji, significa...

— Que ‘cê é uma soldada do exército eterno de Odin — disparei em um só fôlego. — Foi mal, eu conheço o termo porque a tia Pearl me contou algumas histórias sobre o mundo nórdico.

Minhas tias, Pearl, Garnet e Amethyst, ficaram responsáveis por mim após o desaparecimento do meu pai. Eu ainda era criança na época, e não tínhamos vínculos sanguíneos, mas elas, assim como eu, faziam parte do mundo mágico. Todas elas falavam sobre suas origens, mas tia Pearl, sendo filha de Odin — conhecido também como o Pai de Todos —, sempre contava algo sobre o os nove mundos.

— Não me interrompa de novo, garoto, não temos muito tempo — a postura descontraída foi substituída por uma expressão séria. — Sou filha de Frey, deus nórdico do verão, e de Aelin Archeron, rainha do mundo dos feéricos. Eu morri quando tinha vinte e nove anos, e uma Valquíria julgou que minha morte foi honrosa e digna o suficiente para me levar à Valhala, por isso aparento ser jovem. Fisicamente, parei de envelhecer naquele dia.

Tia Pearl certa vez mencionou que as valquírias eram responsáveis pela escolha dos einherjar. Para se tornarem elegíveis a Valhala, os guerreiros deveriam ter uma morte valorosa, apreço pela honra ou alguma ligação com os deuses nórdicos; assim, havia einherjar semideuses e mortais comuns, uma vez que a escolha era feita tanto pela ancestralidade quanto pela coragem.

— Parece que nossa família sempre encontra uma forma de se relacionar com os deuses, não é? — Ela piscou um olho e sorriu, como se estivesse contando uma piada, mas não captei o que era engraçado, então retribui o sorriso só para socializar. — Mas enfim, agora que você sabe sobre mim... Bem, eu tenho observado você, e entendo sua decisão de se manter à parte dos conflitos divinos, mas essas catástrofes que estão afetando Midgard, como você pode ver agora, não são naturais, tampouco causadas por disputas entre os deuses. Há uma ameaça maior.

“Você deve saber que os mundos não são como planetas, sim? Estão mais para dimensões diferentes, camadas distintas da realidade, todas ligadas pela Árvore do Mundo. Os outros mundos também têm enfrentado alguns problemas ultimamente, mas a situação aqui é mais alarmante. O forte dano em Midgard pode refletir nos demais locais. Alguns einherjar serão enviados para seu mundo, mas toda ajuda será necessária, Jim; então, ao menos dessa vez, você vai precisar fazer alguma coisa.”

Recordei-me de ter entreouvido uma conversa de dois semideuses do Clube da Luta. Enquanto atiravam flechas na área de treinamento, eles comentaram sobre um antigo inimigo dos olimpianos — Antiphates, talvez o maior dragão já visto no mundo grego — que havia fugido após o desmoronamento da prisão subterrânea de Alcatraz.

Eu já tinha concluído que os desastres possuíam uma causa mágica, em razão de tudo estar acontecendo ao mesmo tempo — terremotos, furacões, vulcões em erupções, e outras calamidades. Até aquele momento, entretanto, eu não havia vinculado os acontecimentos aos dragões; na verdade, cheguei a pensar que poderia ser mais uma discussão interna de algum panteão, então apenas ignorei os ocorridos.

— Eu não sei o que fazer — admiti, sentindo frustração ao constatar que realmente não tinha ideia do que poderia ser feito em relação ao projeto de apocalipse que se aproximava do meu mundo. — Na verdade, nem sei se posso fazer algo.

— Então descubra, garoto, porque você não tem muito tempo. Uma dica: comece por aqui — Saoirse movimentou as mãos para indicar o local. Em seguida, e inesperadamente, ela acariciou o meu rosto com o polegar. Fechei os olhos ao sentir o afeto transmitido pelo gesto. — E não esqueça: você não está sozinho.

Quando voltei a abrir os olhos, tanto Saoirse quanto o sonho estavam desvanecendo.

DOIS

Acordei levemente saudoso, sentindo um calorzinho no peito ao recordar as últimas palavras proferidas por Saoirse. Você não está sozinho. Parecia uma declaração clichê e óbvia, mas, para mim, era importante.

Eu amava minha estranha família composta pelas três mulheres que haviam permanecido ao meu lado ainda que não fôssemos geneticamente ligados, mas, às vezes, eu imaginava como eram meus ascendentes biológicos, então foi uma experiência peculiar ter um encontro com a avó desconhecida que era super descolada.

Meus devaneios foram interrompidos pela voz familiar de Wylan, o filho de Hécate que era meu melhor amigo:

— Ora, ora, parece que alguém aprendeu a dormir vestido. Já são mais de nove horas, Bela Adormecida.

Sentado, percorri os olhos pelo alojamento à procura de Will, mas ele não estava fisicamente no cômodo, então demorei um pouco para encontrá-lo. Aliás, apenas parte dele podia ser visualizada na projeção de uma mensagem de Íris — algo semelhante a uma chamada de vídeo holográfica que deuses e semideuses utilizavam como meio de comunicação.

Wylan exibiu um largo sorriso quando percebeu que era alvo da minha atenção.

— Senti sua falta, mano. Quanto ao seu comentário, sinto informar que fui obrigado a cobrir as partes principais por causa dessa cor encardida da roupa de cama — fitando os conhecidos e brilhantes olhos verdes de Will, mostrei uma careta de nojo ao apontar para os tecidos.

Os arautos de Éris haviam dominado o Acampamento Meio-Sangue alguns meses antes, então, após os acontecimentos orquestrados pela deusa da discórdia, aqueles que não eram fiéis à causa receberam ordem de Quíron para que encontrassem refúgio no Clube da Luta, em New York. O local, que até então funcionava como morada de semideuses saqueadores e mercenários, não possuía o mesmo conforto que os chalés do acampamento, mas servia ao propósito de manter os abrigados em segurança.

Não era tão difícil lidar com a precária condição dos alojamentos no clube, uma vez que a outra alternativa seria ficar hospedado em algum lugar da cidade, à mercê de monstros e arautos. Eu criticava os lençóis encardidos, mas os deuses sabiam como eu era grato por ter onde ficar quando estava em New York.

— Mas então... ‘cê não vai acreditar no sonho louco que eu tive.

— O Jake Gyllenhaal estava deitado em uma banheira cheia de Doritos? — Wylan mordeu o lábio inferior, provavelmente mentalizando a cena. — Ou o sonho estava relacionado a dragões?

— Não adivinhe, cara — revirei os olhos, desapontado por não ter conseguido causar o impacto que eu pretendia. — É, sonhei que eu estava em um lugar de vegetação árida...

E então, resumidamente, narrei todo o sonho: os corpos, a paisagem e o dragão; também mencionei minha conversa com Saoirse, ressaltando o elo familiar, e o alerta que ela havia dado sobre o impacto dos acontecimentos nos outros mundos. Wylan permaneceu em silêncio e atento durante o tempo em que fiquei falando. Ao final, prometi que depois recontaria a história para expor todos os detalhes.


— Hum... — Will enrolou uma mecha de cabelo no dedo, assumindo uma expressão reflexiva. — Interessante. Entrei em contato porque tive um sonho parecido, mas o cenário era aqui em Beach City, na praia perto da sua casa. O dragão era azul e podia controlar eletricidade. Está tudo normal por enquanto, porém estou com um pressentimento de algo grande vai acontecer, então pretendo fazer uma vigília na praia.

— Também pretendo ir ao local do meu sonho, mas não sei onde fica. 'Cê tem alguma ideia?

— Nenhuma. Toda hora há uma notícia sobre alguma calamidade em algum lugar. Há pouco vi um jornalista falando sobre algo estranho que estava acontecendo nas águas do rio Hudson, mas ele não soube explicar o que era. Ninguém sabe.

— É um dragão, ele só não pode ver por causa da névoa — comentou Bram, meu parceiro de beliche, erguendo a cabeça da cama. Ele era o filho de Hermes que ajudava as pessoas a conseguir coisas, desde que fosse bem pago. Não era muito confiável, mas, de alguma forma, conseguimos estabelecer um vínculo amigável. Pensei que ele estivesse dormindo, porém, aparentemente, estava atento à minha conversa com Wylan o tempo todo.

— Isso nós sabemos, mano — declarei.

— Não, vocês supõem. Eu sei porque ontem um cara foi levado à enfermaria, falando que o rio Hudson estava amaldiçoado. Ele parecia fora de si, mas, após muitas perguntas, e quando estava quase apagando, revelou qual criatura havia encontrado — o outro semideus sentou na própria cama e esfregou os olhos. — A princípio, o curandeiro achou que ele estava delirando, mas outros semideuses do clube começaram a comentar sobre os sonhos que estavam tendo nos últimos dias. E alguns visitantes também trouxeram boatos externos de que há criaturas em vários locais, causando grande destruição.

— E por que eu só ‘tô ouvindo isso agora? — Respirei fundo, tentando não ficar irritado. Droga, Bram.

— Você uma vez disse que preferia ficar na sua, sem se meter nas confusões do mundo mágico. — Ele estava certo. Eu havia feito tal comentário logo quando cheguei. — De qualquer forma, tenho trocado mensagem com outros filhos de Hermes para saber se eles têm alguma informação mais relevante além das notícias expostas no jornais mortais que estão circulando pela internet. Eles acham que é o Apocalipse, dá para acreditar?

Wylan, que estava quieto até então, pigarreou para chamar nossa atenção.

— Então você tem acesso à internet, Brandon? Porque seria útil para pesquisar a localidade do vulcão que apareceu no sonho do Jim.

— Era o que eu ia pedir agora, Will — saí da cama, colocando-me de pé, e olhei para o filho de Hermes. — Você pode pesquisar sobre “vulcões em atividade nos Estados Unidos”?

Bram assentiu, pegando o celular debaixo do travesseiro, e tocou várias vezes no aparelho, provavelmente digitando as palavras para fazer a busca.

— Hã... aqui tem uma lista com vulcões, a maioria apresentou sinais de atividade nos últimos dias.

Ele virou a tela na minha direção e pude ver vários nomes acompanhados por algumas imagens: Caldeira de Yellowstone, Kilauea, Monte Santa Helena, Monte Rainier, Monte Sasha, e uma infinidade de outros locais que não tinham a paisagem que eu estava procurando.

— Temos que ser mais específicos. Pesquise sobre qual região dos Estados Unidos tem clima árido tropical, por favor — solicitei ao lembrar da vegetação do campo.

— Sudoeste!

Mentalmente, visualizei o mapa dos Estados Unidos na tentativa de relembrar quais eram os estados da região Sudoeste. Nevada, Califórnia, Novo México, Oklahoma, Texas...

— Algum dos estados dessa região noticiaram sobre vulcões recentemente? — Sorri ao ver que Bram já estava digitando antes que eu terminasse de falar. — Achou alguma coisa?

— Acredito que sim.

Ele exibiu o resultado da busca, correndo o dedo pela barra de rolagem para mostrar as imagens.

— Para! — Senti meu coração acelerar ao ver o mesmo vulcão dos meus sonhos. Estava um pouco diferente sem os mortos espalhados pelo campo, mas não havia dúvida de que era o mesmo. Apontei para a foto que o ilustrava. — É esse aqui!

— Segundo a legenda, é o vulcão Sunset Crater e fica localizado ao norte da cidade Flagstaff, no Arizona — Bram fez menção de pegar papel e caneta, também debaixo do travesseiro, para anotar a informação, porém fiz um gesto com a mão para indicar que não era necessário.

— Acho que vou seguir a dica de Saoirse sobre começar por esse lugar — alternei minha visão entre os outros dois semideuses enquanto relembrava o que minha avó havia falado. — Está decidido.

Tanto Bram quanto Will assentiram em aprovação.

— Não faça besteira, James, e cuide-se — aconselhou Wylan antes de passar as mãos pela mensagem de Íris, interrompendo a comunicação e dissipando a imagem.

— Valeu, Bram! Fico te devendo uma.

— Eu vou cobrar.


A fim de escolher as vestimentas e itens mais adequados para a viagem, caminhei até o armário que eu usava para guardar meus pertences.

Nunca fui adepto de armaduras — exceto a do Homem de Ferro, e só porque tem inúmeras utilidades — por achar que o peso atrapalhava a locomoção, então optei por um traje básico: sobre a cueca boxer branca, uma calça jeans — com uma bainha de couro — cuja cor havia desbotado devido ao tempo de uso; a velha camiseta laranja do acampamento, estampada com a figura de um Pégaso em tinta preta na parte da frente, logo abaixo das palavras "Acampamento Meio-Sangue”; e, para completar, calcei Hover Boots, as botas que possuíam atributo de voo, e, como bônus, eram muito confortáveis.

Fixei meus olhos no arsenal, mensurando quais armas e itens poderiam ser mais úteis, e dei preferência aos que poderiam ser carregados mais facilmente. Peguei o anel Vasar, que poderia se tornar uma espada, para usá-lo no anelar esquerdo. Transformei a lança Wisdom em uma adaga e a guardei na bainha que estava presa na calça. Para finalizar, coloquei Strategy — o escudo que assumia a forma de um bracelete com entalhe de coruja — no braço canhoto e o relógio Warn no braço direito.

Após apanhar alguns dracmas e confirmar, pela terceira vez, que eu não havia esquecido algo importante, deixei o alojamento para trás.

TRÊS

Enquanto eu percorria o trajeto que levava à saída do Clube da Luta, tentei imaginar qual seria a forma mais rápida de chegar ao Arizona. Voar era a solução mais óbvia e a mais perigosa, então logo descartei a ideia de ir ao aeroporto. A viagem de carro comum poderia demorar quase dois dias, então não era uma opção viável para quem estava com pressa. Eu tinha que sonhar com um lugar no outro lado do país, né?

Eu estava tão concentrado em meus próprios pensamentos que demorei um pouco até perceber que estava sendo chamado.

— Moço! — Virei com um movimento brusco na direção da desconhecida voz, encontrando um garoto caucasiano com cabelos negros e olhos claros. Tive a sensação que eu o conhecia de algum lugar. — Moço, pode me ajudar?

— Eu? — Apontei o polegar para o meu peito e exibi um sorriso para cumprimentá-lo. Eu ainda estava esquadrinhando o garoto, tentando lembrar se realmente já tínhamos nos encontrado alguma vez, quando notei que ele também estava vestindo a camisa laranja do Acampamento Meio-Sangue. — Camiseta legal!

É o Peter que não é Pan, nem Parker ou Quill. Se eu não estou enganado, é um dos filhos de Zeus, consegui recordar. Era a primeira vez que estávamos tendo contado, mas eu já o tinha visto antes, provavelmente no período em que morei no acampamento.

— E então, o que aconteceu? — Questionei, fitando-o nos olhos, ao me abaixar para igualar nossa altura.

— Bem… Eu preciso de algumas informações — as bochechas dele estavam coradas, tornando-o adoravelmente fofo. Peter ficou olhando para baixo por um tempo, e eu quase perguntei o que havia de interessante no chão, mas ele voltou a falar: — Você sabe o que está acontecendo no mundo?

— No mundo? Acho que ele continua rodando, não é mesmo? — Embora eu estivesse rindo de modo descontraído, minha mente estava tentando formular uma resposta descente para o garoto. Assim, decidi fazer outra pergunta para ganhar um pouco mais de tempo. — Mas imagino que esteja perguntando das catástrofes, certo?

— Isso mesmo! — Confirmou ele, rápido demais.

— Bem, eu mesmo ainda não sei com detalhes — ergui-me novamente, e coloquei a mão direita no queixo enquanto sopesava se deveria ou não falar o que eu sabia. Decidi contar a verdade. — Mas os rumores me dizem que tem algo a ver com... — Fiz uma pausa dramática, diminuindo meu tom de voz a um sussurro conspiratório antes de continuar: — Dragões!

— Dragões? — Não pude identificar se a pergunta era retórica ou a repetição que precede o processamento de uma informação inesperada, então apenas aquiesci. — Quer dizer que a Éris está usando dragões?

Franzi o cenho, tentando imaginar como ele havia chegado àquela errônea conclusão.

— ‘Pera aí, cara. Não sei nada sobre essa história de Éris, mas algumas pessoas têm dito que esses fenômenos estranhos são por causa de dragões — para poupá-lo de uma longa história, ocultei a informação de que eu havia sonhado com as criaturas. Pude notar que Peter estava apreensivo, então coloquei minha mão sobre o ombro dele para tentar tranquilizá-lo. — Não fique assim, iremos sair dessa!

— Onde... Onde posso encontrá-los? — A pergunta fora concluída apenas alguns segundos após a primeira palavra ser proferida, porém a pausa foi suficiente para que eu sentisse um leve receio em relação ao que ele poderia estar planejando.

— Sinceramente, eu não sei muito bem. Também ‘tô nessa busca — Dei de ombros para demonstrar desinteresse no assunto. Talvez alguma parte do sonho se tornasse real, então era melhor não envolver uma criança, mesmo que uma super poderosa, naquilo tudo. Talvez ficar perto de outros semideuses aqui em New York fosse mais seguro, então revelei o que eu havia escutado no alojamento: — Mas ouvi alguns rumores. Algumas coisas estranhas estão acontecendo no rio Hudson. Talvez seja um bom local p’ra procurar.

— Rio Hudson — o filho de Zeus repetiu as palavra, talvez para memorizá-las. — Obrigado, tio!

— Não foi nada, amigão! — Que fofinho!. Aproveitando o momento, voltei minha atenção para o garoto e falei algo que, implicitamente, demonstrava minha preocupação.  — Não faça nada perigoso, ok?

— Ok, moço. A gente se vê por ai! — Ele abriu um largo sorriso. Retribuí o gesto, e ergui a mão como sinal de despedida.

Cuide-se, garoto. Talvez a gente possa se encontrar novamente em um momento menos conturbado.

Deixando Peter para trás, girei nos calcanhares e voltei a percorrer os últimos metros do trajeto que me levaria às ruas de New York.

QUATRO


Um táxi passou por mim assim que cheguei à superfície, fazendo-me ter uma epifania: AS GREIAS! Decidi, então, que a Carruagem da Danação conduzida pelas Irmãs Cinzentas seria o meu meio de locomoção. Agora só preciso de um lugar menos movimentado para convocá-las.

Caminhei apressadamente pelas ruas da cidade, atento ao ambiente para não ser pego desprevenido por algum monstro, até encontrar um beco vazio — largo o suficiente para que servisse ao meu propósito. Percorri os olhos por toda a extensão do recinto a fim de confirmar que não havia algum perigo à espreita.

Peguei um dracma no bolso para convocar as Greias, entretanto fui interrompido antes de iniciar o processo.

— Você é como eu... a camiseta... um semideus, certo?

Ah, pronto, hoje é o dia de encontrar semideuses, pensei, no mesmo tempo em que devolvia a moeda grega ao local de origem.

Senti o impulso de sacar minhas armas assim que notei o machado na mão do desconhecido, mas rapidamente cheguei à conclusão de que ele não tinha intenções ofensivas, uma vez que havia descartado o elemento surpresa ao denunciar sua presença com uma pergunta.

— O quê? Se eu sou uma camiseta? — Soltei uma risada, mais para expressar tranquilidade do que por achar a piadinha engraçada. — Isso aí, mano, sou um semideus. Bem legal, né? Meu nome é James, filho de Atena. Quem é você?

— Minerva — replicou ele. Quase respondi que a contraparte romana de Atena não tinha filhos, mas optei por apenas guardar a informação de que talvez ele fosse um semideus romano. — Me chame de Grego. Sou filho de Ares.

Apertei a mão que fora estendida, apreciando o fato de encontrar alguém jovem que ainda cumprimentava as pessoas com um aperto de mãos.

Com um rápido e discreto olhar, analisei a aparência do filho de Ares: alto, caucasiano, cabelos castanhos... mas a heterocromia dos olhos, um azul e outro cinza, era a característica mais marcante. Ele era bonito, mas também intimidante.

Talvez ele possa me ajudar nessa viagem, considerei, embora não tenha precisado de muita reflexão para decidir convidá-lo. Comecei a falar antes que eu mudasse de ideia:

— Então, eu estou planejando uma viagem ao Arizona, caso tenha interesse. Não nos conhecemos, mas uma companhia seria boa, considerando a visão que eu tive há meia hora. —Eu poderia relatar o sonho no caminho, então, mais uma vez, tirei um dracma do bolso para chamar as Irmãs Cinzentas. — Talvez seja em Sunset Crater, Arizona. Com as Greias a gente chega lá rapidinho.

— Greias?

Sem responder, joguei a moeda no chão e proferi as palavras:

— Stethi, O harma diaboles! — As palavras em grego antigo significavam “Pare, Carruagem da Danação!”.

Uma grande fenda surgiu no asfalto à nossa frente, acompanhada de uma fumaça negra que se ergueu à medida que um táxi subia da abertura. Olhando para o velho e barulhento automóvel, comecei a questionar minha escolha. Não parece muito seguro, mas vou assim mesmo.

— Ei, Grego, você vem ou não? — Perguntei, mantendo a porta do veículo aberta.







    ADENDOS
  • Este é o primeiro post com o personagem James, portanto decidi fazer uma introdução à trama pessoal dele, a qual envolve mitologia nórdica (os elementos terão como base o universo criado pelo Rick Riordan, podendo ter as complementações/alterações que eu julgar necessárias). Eu sei que o post ficou extenso, e até peço desculpas, mas eu precisava colocar alguns ganchos para criar uma conexão com as histórias que serão postadas depois do evento.
  • O sonho de James não estava refletindo a realidade. Embora o local fosse real (Sunset Crater), as mortes e etc eram apenas visões (talvez algo que aconteceu ou poderia acontecer em algum momento).
  • James tem a intenção de ir ao vulcão Sunset Crater, no Arizona, acompanhado por Gregory Castellan (a interação no post foi previamente combinada com o player).
  • A outra interação com player envolveu Peter Lost (e também houve combinação prévia).
  • Sobre os npcs regulares/fixos:
    Saoirse é uma semideusa nórdica (filha de Frey) e semifeérica (essa informação foi ocultada, mas será abordada em uma diy futura). Quando ela disse que a família Archeron sempre acha um meio de se relacionar com os deuses, estava se referindo ao fato de que ela também conquistou um deus (isso também será abordado futuramente; spoiler: James é um semideus legado).
    Aiden, o pai de James, desapareceu quando ele ainda era criança. Aguardem as DIY's para saber o que aconteceu. -q
    Wylan (filho de Hécate) é o melhor amigo de James que foi responsável por levá-lo ao Acampamento Meio-Sangue. Os dois têm casa em Beach City, uma cidade fictícia na Califórnia, onde reside a família de ambos (todos npc também, como Pearl, Garnet e Amethyst).
  • Bram, o filho de Hermes, tem um vínculo amigável com James, mas não são exatamente amigos, então pode ser que ele seja ou não citado futuramente (é um npc recorrente).
  • Acho que é isso por enquanto. Se surgir alguma dúvida e tal, pode mandar MP. Obrigado por ler tudo.



Arsenal:
◈ {Wisdom} / Lança [É uma réplica da lança de Athena. O cabo da arma é branco, feito de álamo, enquanto a lâmina é prateada - apenas um efeito estético, já que seu material ainda é bronze sagrado. Perto da lâmina está engastada uma coruja, e todo o cabo foi trabalhado, não sendo linear, e sim possuindo algumas curvaturas, o que faz com que seu manuseio seja mais complexo a quem não tem a perícia adequada. Possui 1,5m de alcance][Álamo e bronze sagrado](Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Atena] (como adaga, na bainha de couro presa à calça)

◈ {Vasar} / Espada [Espada de bronze sagrado, que mede ao todo 90 cm, sendo 70 de lâmina e 20 de base. A base é de couro, e no final de seu cabo, está entalhada a sigla JA, as iniciais de seu dono, James. Os golpes da espada são tanto cortantes do que perfurantes, mas não se descarta esta outra utilidade da arma. Quando não utilizada, transforma-se em um anel comum, ao comando de seu dono, com a inscrição: “Guerra por guerra”. Tem a habilidade de perfurar armaduras e escudos em até 20 % de capacidade, caso de itens fortalecidos a perfuração se dará pela diferença de porcentagem. {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla nenhum elemento}[Recebimento: The Dragon's Flame e modificado na Music and Forge] (como anel, no anelar esquerdo)

◈ {Strategy} / Escudo [Escudo de bronze sagrado. Possui uma pequena coruja entalhada em seu centro. O escudo tem uma superfície muito lisa e, portanto, refletora; basta que o campista direcione-a corretamente para atrapalhar a visão do inimigo. Quando não utilizado, transforma-se em uma moeda de bronze. No nível 20 transforma-se em um bracelete com entalhes similares ao do item.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo:10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Athena e modificado por Harry S. Sieghart] (como bracelete, no braço canhoto)

◈ {Warn!} / Relógio [Na forma de um relógio comum, analógico. Ao ser ativado, cria um campo de energia. O campo em si é transparente e afeta apenas o próprio semideus. No período ativado, reduz danos de impactos (mas não cortes ou outros tipos) em 50%, desde que provenham de fontes mundanas ou de nível inferior ao semideus. Como extra, também mantém um indicador da temperatura ambiente, como um segundo relógio, onde os marcadores vão de azul para vermelho, conforma as mudanças de frio para quente (mas não afeta itens e similares, apenas marca a temperatura local).E ainda serve para ver as horas!. 3 ativações por missão, com duração de 3 turnos cada][Eletrônico][Não controla nenhum elemento][Nível mínimo: 3][Recebimento: Evento Burn, baby, burn! - Jan. 2014. Atualizado por ~Eos] (como relógio, no braço direito)

◈ {Hover Boots} / Botas aladas [Botas presta de couro com cano longo. Ao comando de seu dono, eles materializam indestrutíveis asas prateadas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. A bota fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Comprada de Rhydian Fraser] (botas, nos pés -q)
Habilidades:
PASSIVAS:

◈ ATENA ◈
— Nível 19 - Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.
— Nível 25 Identificando o Terreno - agora os filhos de Atena conseguirão, com uma rápida analisada ao seu redor, saber detalhes como profundidade de um rio, tipo de solo, de pedras, de árvores, etc. Isso permite que elaborem melhores estratégias utilizando o ambiente ao seu redor. Contudo, não detecta alterações mágicas, e sua percepção pode acabar falhando por isso. Detalhes mais técnicos como a profundidade do rio, citado anteriormente - podem ser apenas gerais, dentro de uma certa faixa - por exemplo, se ele dá pé ou não, mas não qual a exatidão em metros. Não detecta a propriedade dos elementos - que tipo de solo ou se a água é potável, por exemplo.


ATIVAS:

— Error 404;





song: sign of the times, harry styles || turno: 001 || companion: gregory

We gotta get away from here
James Archeron
avatar
Mênades
Mensagens :
491

Localização :
NY

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Dimitri S. Belikov em Dom 03 Jun 2018, 22:24



How to Train Your Dragon
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄

The supreme art of war is to defeat the enemy without fighting.


Algumas manchas vermelhas permeavam o colchão confortável quando Dimitri se levantou da cama e as costas ardiam com as marcas deixadas por Emmeraude na noite anterior. Por sinal, a linda mulher ainda se encontrava adormecida em sua cama, nua, apenas coberta por um lençol que pouco fazia para evitar que suas curvas fossem evidentes. Após se espreguiçar, o semideus depositou um beijo simples nos lábios ainda fechados da amada e permitiu que as palavras escapassem em um tom baixo, porém atencioso:

— Já vou levantar zangada, fazer um café pra nós.

Ela fez um gesto qualquer com a cabeça, tirando um sorriso apaixonado dos lábios da prole de Deméter. Aquela havia sido a primeira noite que passaram juntos, após anos perturbados por desencontros e ferimentos. Para ele, fora uma noite inesquecível e indescritível, jamais tida anteriormente com nenhuma outra garota. Porém não exigia que ela tivesse a mesma avaliação.

O cheiro do café coado ganhava os ares do chalé aonde estavam quando Dimitri começou a sentir um tremor leve, como se caminhões estivessem passando do lado de fora mas isso era inviável. Como cenário para a primeira noite de sexo, o semideus escolhera um chalé que descobriu na famosa Randolph Forest. A floresta era conhecida por abrigar uma linha de trem que levava feridos da guerra para hospitais na capital e ali, diversos corpos celestes foram encontrados... era um local bonito e calmo. Perfeito para duas pessoas que não querem ser ouvidas.

O tremor fez surgir em Dimitri um sinal de alerta já que tremores, naquela área, não eram comuns. Esse alerta foi se intensificando enquanto os tremores aumentavam a um ponto que era quase impossível para um ser humano permanecer de pé. Sorte dele que em suas veias tinha sangue divino. Se movendo o mais rápido que pôde, o rapaz chegou ao quarto e encontrou Emmeraude acordada, com olhos arregalados e cabelos extremamente bagunçados provavelmente devido ao despertar repentino providenciado pelo terremoto.

— Pegue suas coisas zangada.. temos de sair daqui.

Sem delongas, não demorou para que os dois semideuses estivessem do lado de for ado chalé e para Dimitri isso havia se tornado uma questão pessoal. Como a floresta estava quieta, surgiu no filho de Deméter um senso de urgência já que uma floresta nunca estava quieta. As árvores conversavam entre si, assim como as folhas, flores e animais e tudo o mais. Agora estavam quietos. Sem que percebesse, Dimitri buscou a mão esquerda da linda Emmeraude com a sua direita e seus dedos s entrelaçaram enquanto o jovem quase hipnotizado começava a procurar por alguém que pudesse lhe dizer o que estava acontecendo por ali.

Foram necessários alguns minutos de caminhada por mata fechada para que Dimitri conseguisse encontrar o que estava procurando. Uma pequena criatura tremia enfiada no nó de uma grandiosa árvore. A ninfa não devia medir mais do que vinte centímetros e tinha seu corpo coberto por musgos e cascas daquela árvore que provavelmente era sua casa. Os cabelos eram finos como cabelo de milho e tinham igual coloração enquanto os olhos grandes eram de um marrom, cor de terra. Ela estava agarrada ao tronco e ao ver Dimitri seu corpo tremeu por inteiro, forçando-a a se esconder no buraco que provavelmente a protegia na maior parte do tempo. O sorriso curto cortou a face de Dimitri e o semideus se agachou, apoiando o dedo indicador na borda do buraco enquanto segurava com a outra mão a mão de Emmeraude:

— Hey, sou um filho de Deméter e preciso da sua ajuda — Dimitri buscava passar confiança para que a ninfa se apresentasse à ele.

— Eu saber filho de quem você ser, mas mudar isso não vai. Não poder ficar por aí! — A voz da ninfa era baixa e carregava certo pânico. Talvez Emmeraude sequer estivesse a escutando, mas Dimitri a ouvia em bom som.

Os olhos azuis do semideus encontraram os da companheira por alguns instantes. Ele sentia agora que não se importava tanto com a própria segurança, mas não podia deixar que Emmeraude corresse perigo desnecessário. Com um gesto, o semideus pegou um broto de planta no chão e o ergueu enrolado em seu dedo indicador oferecendo à ninfa, que aos poucos abandonava o interior do buraco para um ângulo em que o filho de Deméter podia a enxergar:


— Tem relação com todos esses desastres que vem acontecendo não? Nevascas, furacões e agora tremores... O que esta acontecendo minha amiga?

Houve um momento de exitação. Não era incomum semideus buscarem ajuda com ninfas, mas nem todas elas confiavam nos semideuses. Mesmo assim, a pequena moradora da árvore veio ao encontro do broto de planta e o pegou, brincando com as pequeninas folhas entre as mãozinhas minusculas em evidente tentativa de se distrair. Ela olhou para ambos os semideuses e seu rosto estava ruborizado:

— Desculpar eu vocês devem, comum não ser com semideuses falar. Mas sim, relação com outras coisas isso ter. — Ela sentou-se na beirada do buraco no tronco — A muito tempo, na terra poderosos seres existiu. Dragões eram eles, ligados todos na natureza eles eram. Terra, água, ar, fogo, das entranhas de gaia vieram e como reis viveram seu ciclo. — Sua voz estava evidentemente mais calma e alta, já que se fazia necessário escutar o que ela dizia — Saber o por que disso eu não sei, mas relação com isso eles ter.

Dragões? Dimitri já escutara algumas vezes histórias no próprio Clube de que existiam, mas jamais acreditou que poderia realmente encontrar um. Como instinto, apertou ainda mais a mão de Emmeraude enquanto tomava ar para fazer a única pergunta que poderia fazer naquele momento:

— E como posso saber se são realmente eles que estão fazendo isso e o por que?

A ninfa deu de ombros, parecendo distraída com os próprios pés:

— Encontrar um você deve, eu saber que um mora onde Gaia respira. Vá e veja, com sorte vivo você volta.

E então ela sumiu, adentrando novamente o buraco e abandonando Emmeraude e Dimitri ali, em meio as árvores ainda silenciosas. Onde Gaia respira? Isso talvez devesse ser uma charada fácil de responder mas exigiu do semideus alguns minutos de raciocínio, já que sempre que olhava para o rosto de Emmeraude o filho de Deméter esquecia do que estava pensando. No fim, seu rosto empalideceu e os lábios ficaram entreabertos:

— Zangada, acho que teremos de ir para a Amazônia.... no Brasil.

A floresta amazônica é conhecida mundialmente como o pulmão do mundo, mesmo que isso não fosse de todo verdade. Todavia, aquela era a primeira grande pista que tinham sobre as catástrofes então não podiam perder tempo. Após apanharem roupas e armas, ambos os semideuses seguiram para o aeroporto e embarcaram no primeiro voô com destino a terras tupiniquins. Se tivessem sorte, poderiam chegar antes do anoitecer.

Armas:
♦️ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Farming} / Foice [Foice druídica. É uma foice curta de lâmina extremamente recurvada, em forma de "c". Seu manuseio é mais complicado do que o de foices comuns, mas seus danos tendem a ser maiores, apesar de exigir proximidade para o bom uso, devido ao pouco alcance. Além disso, pelo seu tamanho pode ser empunhada com uma mão só. No nível 20 transforma-se em um anel.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Deméter]

{Corn} / Escudo [Escudo médio de bronze sagrado. É circular, e em seu centro há um desenho entalhado: a imagem da deusa, junto de uma colheita que parece ser eterna.] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deméter]

###

pool party ≡
with fulano ≡
wearing this

everytime I think I'm closer to the heart.
Dimitri S. Belikov
avatar
Filhos de Deméter
Mensagens :
5

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Emmeraude C. Fabrey em Dom 03 Jun 2018, 23:38



How to Train Your Dragon
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄

The supreme art of war is to defeat the enemy without fighting.


— Já vou levantar zangada, fazer um café pra nós.
Escutei a voz masculina sussurrar em meu ouvido e balancei a cabeça em concordância sem querer abrir os olhos, só queria me concentrar e tentar voltar ao sonho da onde havia sido tirada. Era a primeira noite que havia passado com Dimitri e apesar de eu ter lhe arrancado mais que prazer; ter lhe tirado sangue e marcado suas costas ele parecia feliz. Virei na cama uma, duas, três, quatro vezes e não pegava no sono novamente. Qual era o problema comigo? Um frio subia pela cama, deviam ser o que? 8, 9 horas da manhã? Aquele frio era quase inexplicável quando comparado ao clima quente que a floresta estava quando chegamos na madrugada cheios de tesão e loucos um pelo outro. Mordi os lábios ao relembrar a noite... — "Piranha"—  A voz familiar teve um impacto em mim que eu não esperaria e sua risada rouca se fez ser ouvida por mim nitidamente. Arregalei os olhos e passei a procurar o dono daquela voz, pelos deuses se eu o encontrasse ali e ele estivesse bem Kalel não só ouviria boas, mas também sentiria a força do meu punho em seus dentes. Eu tinha certeza que havia o ouvido embora o quarto estivesse vazio, me levantei e dei uma olhada na cozinha, Dimitri estava lá coando café, parecia estar divagando, Com certeza não tinha ouvido o mesmo que eu. Pronto, definitivamente, eu, Emmeraude Charlotte Fabrey estava ficando louca.
— Estou perdendo a noção da realidade... só pode ser isso... —  Resmunguei pra mim mesma enquanto coçava a cabeça e me espreguiçava toda como uma gata. — Você deve é estar tomando muito chá de cogumelo. Depois desse namorado filho de Deméter que arranjou não duvido de mais nada de você... —  A voz veio de trás de mim, da cama e o susto foi tão grande que sem nem perceber me vi rapidamente em pé. O que, ou melhor quem, eu via na cama, pelos deuses, eu não podia acreditar. — KALEL FABREY JONHSON ONDE VOCÊ ESTEVE ESSE TEMPO TODO!?— Minha voz saiu mais alterada do que eu gostaria e ele começou a fazer shiu pra mim. — Quieta Charlie! Quer que seu namorado ache que você é louca e termine com você? Ele vai pensar isso se vier aqui e te pegar falando sozinha...—  Eu o encarava sem conseguir acreditar, meu irmão estava deitado na cama onde eu estivera dormindo com a maior folga, como se aquilo fosse a coisa mais natural de todas! Me aproximei dele tentando confronta-lo já preparando o soco. — Como você entrou aqui? Onde você esteve Kalel? Sabe que eu estava morta de preocupação? — Ele me parou antes que eu pudesse toca-lo. — Não, não Charlie. Você não esta entendendo a situação... Preocupada é? Eu vi como esta preocupada... Gozando. —  Ele riu e então a luz da janela transpareceu por ele e então percebi, Kalel não estava nítido. Era como... Se fosse apenas uma sombra... — Kal... O que houve? Qual é o problema com você? — Ele me deu seu costumeiro sorriso sarcástico e azedo e arrumou com os dedos os cabelos bem hidratados. — Morto.
— Morto?— Repeti num sussurro pra mim mesma me deixando cair sobre a cama. Kalel pareceu engolir em seco e eu não soube o que falar, só senti lágrimas quentes descerem pela minha face.
— Não, não Charlie... Não chore... — Por um momento não sabia se ficava indignada em saber daquele modo ou se surtava por realmente não saber como lidar com aquela perda, eu já deveria esperar aquilo depois do sumiço dele... Mas primeiro foi nossa mãe e agora Kalel... — Não chorar Kal? Como? Me diga; como aconteceu? E como você esta aqui? — Kalel passou a mão sobre o queixo e estalou os dedos antes de falar, aquele tique... Mesmo após a morte Kalel... Seu ladrãozinho... — Charlie estou aqui por que sou filho de Hades e bem, meu pai entendeu que eu realmente precisava vir ver você, tenho coisas pra te falar e... — Não Kalel! Como aconteceu? Diz logo! —  O interrompi, precisava saber, nada podia ser mais importante que aquilo. Kal balançou a cabeça e continuou a falar: — Éris. Ordenou que um dos Arautos, o lider, me executasse.
— O que como assim?
— Bem. Você lembra que eu estava fazendo um trabalho para aquela serpente não é? Estava procurando uma pedra em especial, rara. Encontramos e... Eu sabia que como ela não precisava mais de mim ia me matar, então tentei chantagear o líder dos arautos.— Kalel balançou a cabeça. — Péssima escolha a minha, péssima. Tsc,tsc.
Ouvi um barulho como de um trator do lado de fora e achei estranho, mas perdi a atenção pelo barulho ao perceber que a sombra de meu irmão estava sumindo. — Kalel? Kalel não!
— Charlie preste atenção!—  Ele começou apressado. — Dragões Charlie. Dragões. A pedra para Éris, tudo, despertou os dragões que dormiam a anos nas profundezas da terra! Charlotte não da para fugir! Você e o cunhado Visconde de Sabugosa tem que ir pro Brasil, Amazônia Charlie! Precisa ir antes que seja tar... — A sombra de Kalel havia sumido completamente. Dimitri entrou no quarto, parecia tenso.
— Pegue suas coisas zangada.. temos de sair daqui.
E só naquele momento me dei conta de como deveria estar meu estado, olhos vermelhos e cabelos bagunçados. Comecei a colocar minhas roupas enquanto debatia comigo mesma se devia ou não contar para Dimitri sobre a aparição de meu irmão, eu o amava, sentia isso, mas queria esperar a hora certa para contar... Saímos rapidamente do chalé e estranhamos o silencio da floresta, caminhamos apressados e de mãos dadas até que o filho de Deméter avistou uma ninfa que conversou com ele quase em sussurros. Eu não tive intenção de ouvi-la, já sabia pra onde devíamos ir. Tirei meu celular do bolso buscando sinal e ligando o 4g, abri no primeiro site de viagens de avião para mortais e comprei duas passagens para o Brasil. Dimitri deixou sua atenção na ninfa e olhou novamente para mim. Olhos nos olhos e eu senti minha pele se arrepiar. Realmente eu o amava, tinha que contar pra ele, mas antes que pudesse abrir minha boca...

— Zangada, acho que teremos de ir para a Amazônia.... no Brasil.

— Tudo bem... Já comprei as passagens Plantinha... Vamos preciso pegar as armas na casa da minha tia e então iremos para o aeroporto. —  Comecei a andar em direção a estrada que daria na casa de minha tia Robin enquanto Dimitri me seguia. Ia olhando pro chão, me sentindo culpada.
— O que? Você já sabia? Não me falou nada? — Parei e olhei para o filho de Deméter comigo, me aproximei e lhe acariciei a face. — Amor... — Era a primeira vez que eu me deixava chama-lo daquele modo e eu o vi sorrir.
— Eu vi Kalel, eu... — O que? Você encontrou seu irmão? Que bom Zangada! —  Neguei com a cabeça e então ele pareceu entender. — Não... Não é bom né?  —  Não... —  Dimitri ficou em silencio e voltamos a caminhada, ele pareceu entender que eu precisava de um tempo para mim e isso era uma das coisas que mais amava nele, a confiança que tinha em mim, sabia que quando eu estivesse pronta iria lhe contar tudo.
Já com minhas armas em mãos seguimos viagem em um táxi para o aeroporto para pegarmos o avião. Com sorte até a noite estaríamos no Brasil.


Armas:

{Stunt} Escudo [Escudo circular feito de metal com uma cabeça de javali esculpida em seu centro. Banhado em bronze, este fica em um tom avermelhado quando usado em batalha, representando sua segunda camada de bronze sagrado. Transforma-se em uma braçadeira de spikes no nível 20.] {Bronze sagrado (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

{Harpe Kopesh} Espada elétrica [Espada feita de bronze sagrado, com a lâmina medindo 80 cm e o punho envolvido em couro. É leve, podendo ser empunhada com apenas uma mão. Uma vez por missão, pode ativar sua habilidade especial, deixando-a eletrificada. Caso atinja um membro, ele ficará com 50% de seu movimento debilitado por dois turnos. A lâmina fica banhada em eletricidade somente durante o ataque em questão, dissipando-se mesmo que não atinja o alvo.] [Bronze sagrado, couro] [Nível mínimo: 10] [Eletricidade] [Recebimento: Adaptado por Zeus]

{Orc} Machado [Feito de bronze, essa arma possui corte de ambos os lados. Seu cabo é feito de madeira e envolvido por couro de javali. É bem leve, podendo ser facilmente manuseado.] {Madeira, Couro de Javali e Bronze} (Nível Mínimo: 5) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento em missão com Ares]

{Órion} Arco Longo [Arco moderno, e de longo alcance, podendo lançar flechas até 50mt, com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 75mtrs, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Requer certa força física, e a pessoa que quiser utilizar essa arma terá que ter um pouco mais de perícia.Seu material é o mesmo do arco curto, sendo feito de madeira de qualidade e banhado a bronze, mas sua estrutura requer mais cuidado ao forjar, já que sua envergadura é grande, precisando ser resistente para suportar a tensão da corda.][Madeira e Bronze. Nívem mínimo: 2. Sem elementos]

{Scorpio} Aljava comum [Bolsa de couro simples feita para armazenar flechas. Possui correias para serem presas nas costas ou cintura. O formato e resistência não facilita o uso para outros fins.][100 flechas][Couro][Sem elemento, sem nível mínimo]


Ué

OBS: Mals o texto estar sem cor e bagunçado, mas foi o que deu pra fazer na pressa <3

everytime I think I'm closer to the heart.
Emmeraude C. Fabrey
avatar
Filhos de Ares
Mensagens :
251

Localização :
Chalé 5

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Seg 04 Jun 2018, 23:08


dragonborn

Era óbvia, agora, a fonte do problema: dragões. Criaturas talvez tão antigas quanto o próprio tempo, não era surpresa que seu poder fosse capaz de causar os desastres que estavam causando. Com o problema em suas mãos, agora os semideuses deveriam viajar até os locais indicados por suas visões, avisos, ou mesmo patronos. Encontrar um ser tão grandioso, contudo, seria um outro tipo de problema.


pontos obrigatórios


• Encontrado um destino para viajar, vocês devem agora executar esse trajeto. O método fica a sua livre escolha, mas deve haver no caminho, ao menos 1 (uma) dificuldade não combativa, considerando o nível de dificuldade do evento;

• Faça uma investigação sobre a localização exata do dragão. A partir disso, chame a atenção da criatura de alguma forma — tenha em mente que são seres altamente inteligentes e orgulhosos. Tomem cuidado em sua abordagem. Este deve ser um primeiro contato, onde vocês encerrarão suas narrações ao encontrar o dragão;


player


Ayla Lennox
Nível 152
1510/1610 HP
1484/1610 MP

Catherine Burkhardt
Nível 86
950/950 HP
950/950 MP

Dimitri S. Belikov
Nível 1
100/100 HP
100/100 MP

Emmeraude Charlotte Fabrey
Nível 7
160/160 HP
160/160 MP

Garrett Bardrick
Nível 36
225/450 HP
225/450 MP

Gregory Castellan
Nível 125
1340/1340 HP
1340/1340 MP

James Archeron
Nível 42
510/510 HP
510/510 MP

Jeff Smith
Nível 49
580/580 HP
556/580 MP

Jessamine H. Julie
Nível 60
680/690 HP
680/690 MP

Jhonn Stark
Nível 89
985/1000HP
688/1000MP

Joah Dongho
Nível 19
190/280 HP
190/280 MP

Joe Bullock
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Joel Hunter
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Jung Wormwood Aconite
Nível 6
150/150 HP
150/150 MP

Logan Montecarlo
Nível 76
845/850 HP
850/850 MP

Maisie De Noir
Nível 57
650/660 HP
650/660 MP

Melanie Gauthier
Nível 46
500/550 HP
436/550 MP

Peter Lost
Nível 71
761/800 HP
689/800 MP

Sadie Browen
Nível 115
1240/1240 HP
1240/1240 MP

Vicka L. Danniels
Nível 58
670/670 HP
670/670 MP

Victor Glaciem
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP


regras e informações


amaldiçoados:
Joah Dongho, Joe Bullock, Thea Françoise d'Orleans. Vocês tem até o prazo de 00h para justificar suas não postagens.

EDIT: player Thea com não-postagem justificada. Próximo turno, abordar pontos obrigatórios perdidos;

EDIT²: player Thea retirada do evento por apresentação de justificativas plausíveis. Sem aplicação de punições.

— Este é um evento no formato de missão one-post contínua, avaliado como difícil de acordo com o sistema de missão por dificuldade. O evento possui requisitos próprios para a obtenção de suas recompensas em itens e habilidades, que podem ser conferidas no post de inscrição;

— Vocês tem exatos 7 (sete) dias para postar, ou seja, o prazo encerra-se às 00h do dia 12/06/2018. As regras de punição, que podem ser conferidas no post de inscrição do evento, estão válidas aqui;

Somente serão aceitas postagens feitas a partir das 00h do dia 05/06/2018. Posts com horário antes do estipulado serão desconsiderados e o responsável será punido por flood;

— Considerando as condições específicas deste evento, cada player pode levar apenas 5 (cinco) itens de seu arsenal. Os itens devem ser escolhidos desde o primeiro turno. O mesmo se aplica a pets: apenas um por player. Poderes de invocação serão válidos nos turnos seguintes;

— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);

— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;

— Dúvidas, problemas? Me mande uma MP.






Éris
avatar
Administradores
Mensagens :
263

Localização :
unknow

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Victor Glaciem em Sex 08 Jun 2018, 15:27


Dragonborn

things will never be the same anymore - turno 01


Faltava-me controle mental. Eu seria pai. Quione tanto fez que conseguiu fazer com que eu me rendesse, agora havia um bebê sendo gerado e dependendo da minha sobrevivência. Não era algo bom para ter em mente enquanto eu rumava em uma carruagem encantada diretamente para o Alasca, a terra além dos deuses. O ar gelado espancava meu rosto com a velocidade do veículo, mas nada parecia importar. Eu estava em piloto automático: Alasca, encontrar o dragão, resolver o problema, voltar para casa. Passos pontuados por tentar descobrir onde estaria Max e como criaria uma criança.

* * *

As coisas não pareciam muito auspiciosas, devo dizer, mas foi quando me aproximei da fronteira que tudo veio abaixo. Literalmente. A carruagem começou a dar problema, faíscas surgiram ao mesmo tempo em que a coisa chacoalhava fortemente, ameaçando me derrubar. Capengando pelos últimos quilômetros canadenses, fui diminuindo a altura do voo gradativamente e com muita dificuldade. Foi o que me salvou. Assim que cruzei a fronteira, o veículo voador explodiu, ainda que sem chamas, em vários pedaços e caí rolando sobre o gelo norte-americano.

É claro que nem mesmo um veículo de apoio eu teria naquele lugar, esta era a minha dificuldade. Estava mesmo por conta própria e, se não desse um jeito logo, acabaria preso ali e prestes a morrer. Precisava encontrar o dragão o quanto antes e, decidido, caminhei a passos firmes em direção à cidade, ignorando as dores pontuais resultantes da queda que me serviu de aterrissagem.

* * *

Ninguém tinha ideia do que causava toda aquela comoção na natureza, mas todos pareciam igualmente aterrorizados pelas nevascas fora de período, pelos tremores de terra, por todas as estranhezas que tornavam o Alasca ainda mais perigoso. Fazendo perguntas, como se eu fosse algum aventureiro louco ou meteorologista mais louco ainda, descobri que os cidadãos estavam prestes a deixar o estado. O governo vinha dando indícios de que aquela área deveria ser isolada, até que os cientistas descobrissem o que estava acontecendo e quando aquilo acabaria.

Tais dados, contudo, não seriam de tanta valia se não fosse um único fato em comum: todos diziam que a geleira da montanha mais ao norte era a única que ainda estava intacta. Os mais jovens acreditavam ser uma base governamental e criavam as mais ridículas teorias de conspiração. Os mais velhos diziam que era lenda ou uma impossibilidade muito grande que algo ainda estivesse de pé, considerando a quantidade de neve que caía em avalanche todos os dias. Outros queriam apenas ir embora e salvar suas famílias, o que me causou certa identificação. Tudo o que eu queria era manter Max a salvo. Max e a bebê que ainda nasceria.

Eu precisava, então, de uma abordagem. Jamais conseguiria chegar à base do dragão como se chegasse à minha casa. Era-me necessário chamar a atenção do dragão, deixar que ele soubesse que eu queria encontrá-lo e que me permitisse ir ao seu encontro. Quione deixara muito claro como eles eram seres orgulhosos, eu não poderia brincar em serviço e precisaria de toda a minha lábia para fazer a criatura ceder.

Caminhei em direção ao norte. Trenós ainda podiam ser alugados, ainda que os cães também parecessem extremamente amedrontados. Talvez os cidadãos mais aventureiros tivessem vontade de fazer o que eu estava fazendo: uma perigosa investigação. Atravessei Fort Yukon e Prudhoe Bay até que, por fim, depois de uma jornada que pareceu cansar-me mais do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito na vida, cheguei a Barrow. Devo dizer que ali senti a verdadeira tensão que se propagava pelo estado. Sem dúvida era o epicentro.

Era noite. Todos os veículos que me levaram pelo caminho fizeram questão de ir embora o mais rápido possível, mas o carro do último trajeto foi o mais desesperado. Barrow estava vazia. Não havia viva alma pela cidade e tudo estava abaixo de neve, como se uma inundação de gelo tivesse tomado conta do local. Era ali que o dragão de olhos azuis que me apareceu em sonho receberia meu recado. E, eu esperava, aceitaria também a minha visita.

Encontrei uma vasta área branca, onde eu era o único ponto escuro para chamar atenção. Invocando meus poderes, criei quatro agulhas de gelo e lancei-as ao alto, a fim de mandar o recado sobre a minha chegada.

— Estou aqui! Você apareceu em sonho para mim e vim ao seu encontro! Apareça! Acredito que temos muito a conversar, não?

Silêncio. Não houve resposta por um minuto inteiro. Chamei novamente e novamente recebi silêncio. Então gritei pela terceira vez e o chão tremeu. Uma pequena quantidade de neve deslizou da montanha mais ao longe e uma sucessão de tremores periódicos se seguiu. Passos. Cerca de dois minutos depois, o enorme réptil branco, com linhas prateadas pelo corpo e olhos azuis como safiras apareceu diante de mim. Ele era aterrorizante.

Adendos:

Poderes utilizados:

ATIVOS:
Espinhos de gelo (Nível 2) -
agulhas de gelo são formadas na mão do semideus, que pode lançá-las na direção de um inimigo. 2 agulhas iniciais mais 1 a cada 5 níveis posteriores à aquisição do poder. 1 vez a cada 2 rodadas. Não podem ser direcionadas a inimigos diferentes. Alcance de até 5m.

Itens levados:

— {Coldbreeze} / Arco longo [Arco longo feito de madeira de álamo, branca, e metal prateado, apesar de ser bronze sagrado. Possui vários entalhes e formas curvilíneas.] {Álamo e Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Fast} / Aljava [Aljava de couro branco com entalhes prateados. Contém flechas infinitas - são comuns, de álamo e bronze sagrado, mas de acabamento fino, com penas brancas e bem equilibradas.] {Couro e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Winter} Espada longa [Espada de 90 cm, com a lâmina medindo cerca de 75 cm. A lâmina é prateada e seu cabo é esbranquiçado, feito de álamo e revestido de seda branca, com entalhes prata. Sobre a lâmina há um escrito "O Inverno está chegando" — significa o poderio da espada. Transforma-se em um anel com a mesma inscrição no nível 20.] {Álamo, seda e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Ghantī} / Anel [Este anel foi deixado para trás por Quione, ninfa da neve, durante uma missão em que Victor participou. É completamente branco e quando tocado por semideuses que não possuem poderes provenientes do frio, acaba congelando a pele. Pode ser usado como um potencializador de poder durante dois turnos somente uma vez por missão ou evento, aumentando a eficácia de ataques que envolvam poderes de gelo/neve/frio em 10%.] {Dularuna} (Nível Mínimo: 5) {Não controla nenhum elemento} [Recompensa pela missão "Faz Favor", criada por Atena e avaliada por Psiquê.]

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
Victor Glaciem
avatar
Filhos de Despina
Mensagens :
29

Localização :
Quebec

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Ayla Lennox em Sab 09 Jun 2018, 19:33


Storm in the sky, fire in the street
and i watch in wonder
Acadia National Park, Maine
3:06 a.m

Conforme avançava pela interestadual, as coisas ao seu redor começavam a ganhar certa familiaridade. Cada hora passada – por todos os deuses, como era bom ter de volta o abominável ladrão Tempo e suas noções – dava um toque a mais de veracidade àquilo que cercava semideusa.

Realmente havia voltado.

Todos aqueles contornos de mundo, de imediato a alcançaram embaçados e de mãos dadas com formas incertas, texturas que pareciam todas iguais paletas monocromáticas e pálidas. Aos poucos, toda a ambiência – viva como lembrava ser – soprava um pouco de vida também nos sentidos da lupina, passando a ela nitidez e uma impressão de que talvez esta, junto à certeza, outrora (se um dia ou dez anos atrás, pouco importava) lhe abraçavam e pertenciam. Não mais. Dali para frente tudo seria um pouco menos.

As placas da rodovia 95 tornavam-se cada vez mais esparsas e davam lugar a anúncios de pousadas, postos e cidades próximas. Logo a relva e os pinheiros foram substituídos por mais placas do tipo que dizem o que se pode ou não fazer atrás de um volante, bem como fachadas luminosas e filhotes de arranha-céus. Estava em Trenton.

Não tinha intenções de demorar para abandonar aquele pedaço do Condado de Hancock. A madrugada era vazia e silenciosa até mesmo nos bares, que pareciam estar amuados pelo caminhar caótico do mundo, que não havia poupado sequer aquela cidade de fim de mundo. Teve certeza disso quando precisou frear o Dodge antes mesmo de chegar na ponte que he daria acesso ao parque.

Havia luz. Muito mais do que na cidade inteira, se reunida. E gente. Também muito mais do que parecia ser possível reunir naquela porção de costa.

Um bloqueio se estendia de um extremo da ponte a outro. Desleixado, como se uma resolução de última hora, uma necessidade que não estavam prontos para atender. Os homens tinham expressões cansadas, deixando claro que abandonar os próprios lares não estava dentro dos planos pacatos que cultivavam por hábito.

Ayla desceu do carro, aproximando-se dos cavaletes e cones que, antes das viaturas, constituíam o impedimento da passagem. Diferentemente de seu sonho – se é que aquilo havia sido, de fato, um sonho –, não hesitou na hora de falar. Ainda estranhava seu próprio timbre mofado e rouco, mas como era quase certo de que nenhuma verdade deixaria sua boca nos próximos instantes, melhor ainda seria que o fizesse com a voz de uma completa estranha.

“O que houve aqui? Eu… eu…” Suas últimas palavras falharam, passando uma persona de nervosismo. “Acabei de me mudar e ouvi os barulhos enquanto dormia.”

“Sinto muito, madame.” Um homem de meia-idade e uniforme da polícia local amassado a afastou alguns passos para trás. “Alguns tremores se espalharam pela Costa Leste, nossa ponte cedeu por volta das duas da manhã.”

“E o parque?” Questionou.

“Ainda não temos informações a respeito de lá, mas os rumores não são bons.” O policial de nome Benjamin prosseguiu. “Os feridos resgatados mais cedo parecem loucos, dizem que viram coisas.”

“Ben, pode desligar o rádio, daqui quinze minutos você pode voltar à delegacia.” Outro oficial chamou a atenção da dupla, interrompendo a conversa antes mesmo que Ayla pudesse questionar um pouco mais.

“Sim, Jeffords” Respondeu o homem com um aceno. “Ei, o que está fazendo?! Não pode passar!”

O policial agarrou a garota pelos ombros assim que a viu em uma tentativa súbita de avançar, repreendendo-a logo em seguida. A morena abaixou o rosto e pediu desculpas, afastando-se de cabeça baixa e voltando até o Dodge.

Na altura da cintura, escondido pela barra da jaqueta, repousava o pequeno dispositivo usado pelas autoridades para comunicação. Chiados, palavras ininteligíveis, mais chiados. Funcionava o suficiente para seus planos.

Encontrou uma mochila no banco traseiro com alguns de seus pertences. Colocou-a sobre o ombro e pôs-se a caminhar próxima às águas até que chegasse a um píer, mas a presença de um rapaz preparando um barco para pescar a poupou bons minutos de percurso.

“Não, eu não estou conseguindo passar.” Falou de forma audível o bastante para chamar a atenção do outro. “Consegui os materiais que pediu, mas dizem que é arriscado demais.” Silêncio. “Ok, tente mantê-lo estável, vou procurar um jeito de chegar até aí.”

E fingiu desligar o rádio já desativado. Com poucos passos, o indivíduo revelou seus contornos à semideusa. Tinha feições mouras e pelo menos um palmo e meio a mais que ela, pele curtida de sol, sardas e uma barba que o dava cerca de três anos a mais do que realmente deveria ter – era como um primo distante e mais velho.

“Me perdoe, ouvi um pouco da sua conversa. Me chamo Amir.” Disse ele com um sotaque inconstante nas palavras. “Posso ajudar em alguma coisa?”

“Me chamo Sophie. Sou médica e estava ajudando a trazer os feridos do parque para os hospitais daqui.” Ofereceu um rápido aperto de mão enquanto olhava, preocupada, para a ilha. “Fui buscar alguns materiais para estabilizar os feridos restantes, mas…”

“Não deixaram você voltar.” Concluiu Amir. Lennox acenou com a cabeça. Ao menos aquilo era, em partes, quase verdade.

O rapaz não pareceu pensar duas vezes. Retirou do pequeno bote algumas redes, maletas e lonas escuras de plástico, largando-as ali mesmo na areia enquanto colocava os remos num canto e preparava o pequeno motor para ser ligado.

“Vamos, eu posso deixar você lá.” Ofereceu-se. “Se alguém precisa de ajuda, não vamos perder tempo.”

Subiu na estreita e singela embarcação, sentando-se enquanto o moreno os lançava rumo à água com um empurrão. Poucos minutos preenchidos com o som do motor já cansado revelaram em Amir uma inquietação que Ayla conhecia. Ele carregava a face de quem não tinha certeza do que estava fazendo.

A expressão pareceu congelar no mesmo instante em que a propulsão cessou como em um último suspiro de morte há muito anunciada. Estavam à deriva, mesmo que não distantes da terra.

“Não. Não, não… Eu sabia que não deveria ter saído sem meu pai.” Ele passou a mão pelos cabelos, visivelmente nervoso. “Precisamos remar de volta, isso. Remar. Ele vai estar nos esperando na costa.”

E as coisas começaram a dar errado assim que o mouro se colocou de pé. O barco imediatamente balançou, instável, e Ayla finalmente abriu a boca.

“Sente, Amir. Vamos acabar virando” Controlar seus dizeres para que não saíssem entredentes era como tentar domar um animal arisco.

Ele não a obedeceu, sequer pareceu tê-la ouvido. A embarcação sacolejou novamente com os movimentos súbitos e desesperados em busca do par de remos. Ao vê-los, praticamente jogou-se na direção deles e, ao fazer isso, também foi como jogar-se em meio às águas.

A estabilidade nada mais era senão uma lembrança. Caíram.

Seus pés falharam em encontrar chão e fazia frio. Aquelas condições, ao contrário do que seria fácil acreditar, não violaram seu corpo junto à aflição ou graças a ela. Ayla sabia o caminho de volta mesmo que não houvesse luz a guiá-la, e mesmo que por algum motivo acreditasse que as águas sempre fossem sinônimo de esquecimento, ela lembrava como sair dali.

Abriu os olhos e moveu a cabeça para os lados enquanto começava a mover as pernas até que sentisse o corpo ascender até a superfície. Tinha pouco fôlego, então os braços instintivamente começaram a ajudar na tarefa de arrastá-la de volta a qualquer ponto acima do nível do mar.

Seu rosto rompeu o lençol anil distante da costa, já roubando pelas narinas e boca a maior quantidade de ar possível, quando de súbito engasgou-se. Os ramos de seus pulmões ironicamente queimavam. Estava sendo arrastada para o fundo outra vez.

Olhando para baixo, Amir prendia suas pernas tentando desesperadamente de alguma forma usar o corpo da garota como corda ou escada, queria subir mesmo que falhasse miseravelmente na tarefa, derrubando ambos.

A filha de Selene o empurrava, mas a pegada do outro era firme apesar dos movimentos não planejados. O moreno era pesado e agora estava preso em sua cintura, agarrando sua roupa e mochila também, liberando bolhas pela boca enquanto parecia suplicar por ajuda.

A água começava a confundir os sentidos da lupina enquanto lançava socos e cotoveladas lerdos e sem força alguma. Canse. Foi a única palavra que pensou com clareza. Bastava.

Sua devoção à mãe dos males pareceu finalmente vir em seu favor. A exaustão não a venceria, pelo contrário, era sua aliada naquele instante.

O abraço do rapaz se afrouxou, seus membros cediam a um peso invisível e incompreensível. Aos poucos, Ayla via-se livre para subir buscar oxigênio entre tosses e a vontade evanescente de olhar para baixo e encontrar Amir a afogar-se em suas boas intenções e ingenuidade de terra e mar.

Abraçou o barco ainda virado até recuperar-se por completo. De volta ao controle, colocou o bote em posição favorável e remou até ouvir o arranhar do casco contra a areia e pedregulhos ásperos.

Estava no Parque.

A orla tinha poucos metros de domínio até ser vencida pela floresta. Mais uma vez, o que quer que se abrigasse ali, pouco se importava com seus rastros. Galhos e copas violados, falhas no tapete de mata verde lhe davam a trilha que precisava.

Sorriu. Não precisava mais esconder ou conter a própria aura. Talvez fosse (e assim esperava) como uma mensagem às criaturas notívagas em cada passo que dava, dizendo para que se afastassem, que havia algo mais ali a ser temido.

Rumava em direção ao coração da floresta e ao chegar finalmente no fim da trilha de destruição, estava de frente a uma árvore que julgou ser a mais alta de todo Acadia. O silêncio carregava uma amálgama densa de respeito e medo em medidas desiguais por parte dos outros seres viventes ali, como se qualquer ruído pudesse ameaçar suas condições atuais.

Com Nightmare no topo de sua cabeça, Ayla subiu em alguns dos galhos, afastando-se bons metros do chão antes de bradar a plenos pulmões um convite e um desafio ao mesmo tempo. Que aquela criatura digna até mesmo da atenção dos deuses se mostrasse.

“Drákos, deíxe ton eaftó sou.¹” O grego escapou de seus lábios com naturalidade.

Em meio à sombras, seu pedido foi atendido com uma silhueta esguia e escamosa, dona de íris amarelas como âmbar violadas por uma fenda negra, cada parte daquele ser tinha proporções que faziam jus às notícias que se espalhavam. Se estava ali como inimigo ou aliado, ainda não sabia e não pretendia decidir, mas compreendia finalmente o motivo de ter sido alcançada até mesmo além do que julgava ser vida.

Olhou o abismo nos olhos, daquela vez, desejando que ele a olhasse de volta.
Ademais:
itens:
♦️ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

{Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Nightmare} / Coroa [Feita de ferro estígio em sua parte central e adornada com desenhos e palavras sobre pesadelos, depois do último encontro de Ayla com Alexander a coroa teve seus poderes ampliados. Após a morte de um inimigo, sua alma será armazenada no item, podendo depois ser utilizada para seu principal fim posteriormente. Ativando o item por um comando mental, sombras e uma areia negra começarão a surgir no ar e se moldarão até tomar a forma de alguma criatura, segundo a vontade de seu criador. Seu tamanho máximo pode chegar a até três metros e ela possuirá a mesma resistência física de um corpo comum. Ela não possuirá as habilidades mágicas habituais de sua raça, mas sim as físicas (o que significa que um dragão moldado a partir deste item não cuspirá fogo, por exemplo, mas uma aranha  ainda conseguirá escalar paredes) e emitirá uma leve aura de medo (equivalente à aura de um filho de Phobos nível 10), que afetará todos em um raio de 10 metros, exceto seu dono. Cada criatura possui 200HP, independente do tamanho e da forma, e permanece invocada por, no máximo, quatro rodadas ou até que seu HP seja zerado (o que vier primeiro), sempre seguindo as ordens de seu mestre e desfazendo-se em areia negra ao seu fim. Cada invocação possui o gasto de uma alma, podendo ela ser adquirida por uma missão, evento, DIY, etc. e elas necessariamente precisam ser de alguma criatura mágica ou semideus. Por serem feitas unicamente de sombras, não podem ser afetadas por ataques do mesmo elemento e o dano físico infligido sofrerá uma redução de 25% - apenas ataques de luz funcionam normalmente e não sofrem penalidades] [Material: Ferro estígio][Nível mínimo: 60][Controle sobre areia negra, sombras e pesadelos/medo][Contador de almas: 12][Recebimento: DIY - Oblivion]

{Weismann} / Runa [Um fragmento da Runa Weismann, que foi destruída durante a segunda Batalha dos Reis. Foi dada a Ayla e Jon pelo próprio Weismann, o Rei Prata Imortal. Pode ser colocada em um colar, pulseira e até mesmo em um anel, pois seu tamanho não é maior do que o de uma pedra brita, e tem a coloração branca. Apesar de a runa ter concedido a imortalidade para Weismann, ela não a concedeu para os semideuses, mas graças ao seu poder, os danos físicos recebidos pelos semideuses diminui em 25%, podendo aumentar progressivamente a cada dez níveis subidos. Não pode ser perdida, vendida e tampouco trocada ou dada, visto que além do poder fornecido ele é um símbolo da confiança e amizade dos Reis para com Ayla e Jhonn.] (Nível mínimo: 50) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Return of Kings", passada e avaliada por Nyx e atualizada por Hécate.]
Poderes:
Passivos

Nível 3: Sentidos Aguçados
Quando está a noite, os sentidos (Visão, audição, tato, olfato e paladar) dos filhos de Selene serão mais aguçados, melhor do que qualquer meio-sangue, sendo o dobro do que um humano comum em questão de acuidade e/ou alcance. [Modificado]

Nível 5: Comunicação Noturna
A Lua brilha no céu escuro e os animais noturnos aproveitam a noite e a Lua. Os filhos de Selene podem se comunicar com as criaturas notívagas, como morcegos, corujas, puma, lobos, raposa costeira, cotia, entre outros, desde que de hábitos noturnos. Contudo, não é um comando e tampouco eles atacarão por você: é somente para pedir informações ou direção. Não invoca tais criaturas, e o nível de compreensão depende exclusivamente da inteligência da criatura. Seja coerente - encontrar um lobo em NY não seria coeso, mas um morcego ou coruja sim, por exemplo. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 10: Fases da lua I - Lua Nova I
Esta fase Lunar representa um ótimo momento para dar inicio as coisas diferentes ou tomar atitudes. Isso faz com que não se atrapalhem tanto ao lidar com situações e coisas inesperadas: mesmo pegos de surpresa, eles conseguirão raciocinar e planejar, fazendo com que suas estratégias tenham chances melhores de acerto, mesmo que em menor nível se comparados com filhos de Atena, por exemplo. Contudo, a estratégia tem que ter sentido e ser plausível, e o semideus precisa ter meios de realizá-la - a última palavra é do narrador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 13: Lado Oculto
A Lua sempre tem um lado ‘oculto’ em relação a terra. Os filhos de Selene também terão isso, em comparação a outros semideuses. Assim, eles podem manter para si suas reais intenções com mais facilidade. Na prática, poderes ou ações (mesmo comuns) que envolvam blefes, mentiras e afins possuem um aumento/ chance de dar certo de 10% adicionais, se comparados a semideuses de mesmo nível que não possuam poderes do tipo. Contudo, ainda precisa ser coerente, e a palavra final é do narrador/ avaliador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 30: Estabilidade
A lua estabiliza o eixo da terra, permitindo a manutenção do clima - sem ela, isso não seria possível. No seu caso, esse poder significa que você consegue manter sua temperatura corporal estável, fazendo com que resista melhor a alterações climáticas e interpéries naturais, apesar de ainda poder ser afetado por poderes de frio e fogo, por exemplo. Você ainda pode sofrer com efeitos naturais, como hipotermia ou desidratação pela temperatura, mas demora 5 vezes mais do que humanos normais para senti-los [Novo].

Nível 8
Ouvidos atentos - Informações são importantes, ainda mais quando se planeja utilizá-las como fonte de suas tramóias. Os Arautos, por isso, tem sua acuidade auditiva dobrada se em comparação com outros semideuses - isso se refere tanto ao alcance quanto ao volume do som que são capazes de identificar.

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%.

Nível 12
Presença aterradora - A aura do tártaro passa a impregnar os Arautos neste nível. Agora, sempre que realizam ações voltada para a intimidação de um alvo eles recebem uma bonificação de 20% para chances de sucesso. Não interfere em ataque e dano.

Nível 17
Controle de Males V: Disnomia - Às vezes traduzida como desrespeito, outras como desordem - aspecto adotado com certa frequência e aqui representada. A partir desse nível Arautos detectam a concentração de emoções hostis e caos - seja um palanque político de debates, um ringue de luta livre ou uma guerra. O raio de sentido abrange 100m, aumentando mais 100m a cada 15 níveis após adquirir o poder.

Nível 19
Mãos leves - Se apoderar do que não lhe pertence ou esconder itens alheios é motivo para discórdia, seja o alvo um item menor, como um anel, seja algo mais importante, como uma arma ou um reino. Seguidores de Éris perdem para filhos de Hermes, mas também possuem propensão e discrição para pequenos furtos - suas chances variam pelo ambiente e condições, mas em geral são 15% maior do que a de uma pessoa comum - isso se aplica a furtos discretos, como pegar um item esquecido ou algo assim, não a assaltos ou ações de pilhagem agressivas e abertas, ou roubos diretos, mesmo que ainda necessite de uma ação - o item não vai parar da mão de um semideus para o bolso do seguidor de Éris sem uma ação coerente que justifique. A última palavra é do narrador/ avaliador.

Nível 21
Controle dos Males VI: Ponos - Éris é mãe de Ponos, a fadiga. Seus seguidores, por sua vez, mantém uma relação distinta com esse fator - eles não são tão afetados pela fadiga natural, conseguindo suportar esforços físicos maiores. Seu gasto de Mp para atividades naturais será sempre de 50% comparado a semideuses comuns. Isso não afeta o uso de poderes, seja da parte deles, sejam efeitos de poderes nocivos - nesse ponto, o gasto é normal.

Ativos

Nível 3
Convocação I: Fadiga - Invocando o poder de Ponos, essa habilidade afeta um alvo dentro da linha de visão em um raio de 20m. O alvo afetado fica fatigado, perdendo 50% do seu deslocamento, como se estivesse sob um efeito de lentidão, durante 3 turnos. Resistência à fadiga pode minimizar o efeito. 1 vez por combate.
Observações relevantes:
- a dificuldade foi, sim, evitar o afogamento;
- a maneira da ayla chamar a atenção do dragão no parque foi espalhar sua aura aura pelo lugar, afugentando os animais (que acredito serem mais sensíveis a energia e afins) enquanto seguia a mesma trilha feita pela criatura antes, como se estivesse fazendo dela sua. peço que seja levado em consideração também o nível da ayla nesse aspecto;
- tô usando aspas no lugar do travessão pra indicar os diálogos, espero que não haja problema quanto a isso;
- a última frase (segundo google tradutor ™ ) destacada significa ¹dragon, show yourself | dragão, mostre-se;
- qualquer dúvida/bronca, MP;

Ayla Lennox
avatar
Arautos da Discórdia
Mensagens :
1100

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Maisie De Noir em Seg 11 Jun 2018, 15:45


Dragonborn
Fod fin vul dovah nok
☀️

Pegar um taxi não foi difícil, muito menos aguentar a viagem de trinta e três minutos ouvindo o motorista contar praticamente sua vida inteira para uma desconhecida. Maisie seguiu a viagem até o Bronx tentando dividir sua atenção entre o homem tagarela e sua preocupação com o que encontraria ao chegar ao seu destino. Nesse ritmo, a viagem se passou mais rápida do que ela realmente imaginou que seria e com um sorriso nos lábios pagou o valor indicado no taxímetro no painel do carro.

Port Morris era um lugar claramente voltado para a indústria e também ótimo para se apreciar a natureza, porém a prole do amanhecer não estava a passeio. A mente da feiticeira vagava imaginando muito ”e se” referentes a Alcatraz. A culpa ainda recaía sobre os seus ombros, mesmo com a fala de Catherine.

Maisie respirou fundo parando de frente para o Rio East, o único caminho para se chegar até a ilha. Olhando em volta, a semideusa notou que havia apenas um barco parado com algumas poucas pessoas por volta. Havia um grupo de dois homens que aparentavam estar discutindo, enquanto outro se mantinha mais afastado, apenas observando a espera de uma decisão.

A semideusa não fazia ideia do que estava de fato acontecendo, mas precisava de um barco, isso era um fato, então esperava convencer aqueles homens a lhe dar uma carona até seu destino. Conforme se aproximava, as vozes iam se exaltando, oque deixou Maisie preocupada. Ela sabia que sua presença poderia acalmar os ânimos, mas se começassem a brigar antes, seria muito difícil conseguir algo.

— Ian, desiste!  Ninguém quer voltar lá, você deveria aceitar e fazer o mesmo. — Ditou um homem usando um uniforme que a ruiva não reconheceu. — É perigoso demais.

— Eu preciso fotografar aquelas coisas, Mark — rebateu o homem que parecia estar bem mais alterado. Apenas nesse momento a garota viu que ele tinha uma máquina fotográfica profissional pendurada no pescoço. — Já sou conhecido por explorar aquela ilha, não posso parar agora só por medo de alguns assistentes.

A menção de uma ilha deixou a De Noir muito mais atenta a conversa agora.

— Aqueles caras foram atacados por alguma coisa! Eles têm todo o direito de desistirem dessa ideia ridícula que você insiste em manter.

A feiticeira prendeu a respiração vendo o fotógrafo grunhir claramente irritado. Pelas poucas coisas que havia sido discutido entre ambos, Maisie deduziu que eles falavam da ilha que Eva tinha lhe dito. Reunindo coragem, a filha do amanhecer se postou ao lado da dupla.

— Com licença, senhores. — Os olhos dourados da semideusa percorreram o rosto dos dois. — Sei que pode parecer rude, mas não pude me conter e acabei ouvindo parte da conversa. Vocês se referem a North Brother?

— Quem é você? — Perguntou Mark franzindo o cenho em desconfiança.

— Maisie — disse ao abrir um sorriso acolhedor para o homem. Logo se voltou para o outro, notando belos olhos azuis que a encaravam como se a avaliasse. — O senhor precisa de uma ajudante? Eu posso fazer isso. Sempre tive interesse em ver o “por trás das câmeras”. Claro, se o senhor realmente quiser. Já vi algumas fotos daquela ilha e deuses! Toda aquela mistura entre o que um dia foi uma cidade autossuficiente que agora é tomada pela natureza novamente. É verdade que lá é um santuário dos pássaros? Devem ser lindos!

Conforme falava, a ruiva gesticulava um pouco, atraindo ainda mais a atenção dos homens. Pela visão periférica, Maisie notou que até mesmo o barqueiro – era o que a garota deduziu ser aquele homem que até agora não havia participado da conversa – a olhava fixamente.

— Você está mesmo disposta a ir? — Perguntou Mark por fim.

— Sim! Mas ainda preciso saber se me aceita. — Disse virando-se para o que se chamava Ian, dando-lhe o seu melhor olhar pidão. — E então?

— Feito. Partiremos em vinte minutos.

Maisie não conteve o sorriso de felicidade ao ouvir a resposta positiva. Agradeceu a ambos e se afastou um pouco, dando-lhes privacidade para terminarem de resolver as coisas. Quando estava longe o suficiente, a semideusa se permitiu suspirar e observar o horizonte. Precisava se concentrar no que encontraria a seguir.

~*~

Durante a viagem de barco, a feiticeira conseguiu muitas informações que julgou serem importantes. Ian Ference – que Maisie descobriu ser um fotógrafo famoso e autor de grande parte das imagens que já havia visto de North Brother – contou-lhe sobre suas viagens a ilha e também como era trabalhar lá. A semideusa devia confessar que achava interessante a forma como ele falava do lugar.

Entre as histórias do lugar, Ian contou sobre os estranhos acontecimentos que presenciou. Um de seus ajudantes havia encontrado uma passagem dentro de uma pequena gruta e quando tentou descer, foi atacado por algo que nem mesmo ele sabia dizer o que foi. A semideusa ouvia com atenção e a menção do local, perguntou onde ficava. Prontamente, o fotógrafo lhe deu a localização por alto, apesar de sua atenção total estar na máquina em suas mãos.

— Você pretende ficar muito tempo por lá? — Perguntou a jovem ao ver que se aproximavam da ilha.

— Não, apenas o suficiente para algumas fotos.

~*~

Assim que teve uma oportunidade, Maisie havia se separado de Ian e correu em busca da gruta onde supostamente o dragão estaria. A semideusa havia deixado o homem extremamente concentrado no seu trabalho e nem desviou sua atenção da paisagem que admirava ao escolher o melhor ângulo.

As antigas ruas asfaltadas agora eram tomadas pela natureza, assim como os esqueletos das construções e postes que um dia conduziram energia por toda a cidade. Maisie conseguia ouvir o canto dos pássaros diurnos, todos pareciam nervosos com alguma coisa, quase como se avisassem sobre algo. A garota não as ignorou, porém não podia simplesmente sair. Na verdade, até podia, porém não o queria.

A filha do amanhecer trilhou um caminho entre as árvores, ainda ouvindo os animais canoros ao seu redor, o que de certa forma a deixava nervosa. Ela soube com exatidão quando chegou ao lugar que ficava a entrada da caverna, pois todos os sons pararam abruptamente. A feiticeira hesitou por um momento olhando para a escuridão que seguia a sua frente, contudo não demorou para que seus pés a levassem para dentro.

Assim que a escuridão a envolveu, a ruiva se sentiu novamente em seu sonho. Suas mãos tateavam as paredes de pedra a guiando cada vez mais para baixo. A decida era suave até certo ponto, pois quando virou em uma passagem para a direita, precisou de todo o seu equilíbrio para não escorregar e rolar até o final – seja lá onde fosse.

Tomando mais cuidado para não deslizar, Maisie seguiu pelo caminho na penumbra até sentir o chão aos seus pés estabilizarem. A garota esperava seus olhos se acostumarem a escuridão, entretanto o máximo que conseguia distinguir eram alguns contornos disformes. Sem a ajuda da parede, a feiticeira testou logo dar alguns passos sozinha, até que notou não haver nada mais a sua volta.

Fechando os olhos, a feiticeira se concentrou um pouco, deixando que a escuridão se tornasse ainda mais presente no local. Lembrava-se bem do sonho e esperava que aquilo atraísse a atenção do ser que se mantinha ali. Respirou fundo algumas vezes até que sentiu os pelos da sua nuca se arrepiarem e ouvir uma respiração forte vindo do seu lado direito.

Virando na direção da presença, seu corpo se paralisou ao encarar o olhar violeta a sua frente. A feiticeira se sentiu hipnotizada por aquela cor que parecia vibrar nas trevas do lugar, sendo a única coisa que conseguia de fato distinguir.

— Sinto como se pudesse me perder olhando para seus olhos. — Murmurou a garota sem conseguir se conter.

A criatura, porém, não se manteve parada. Maisie sentiu o chão tremer ligeiramente quando o dragão ergueu a cabeça, vários metros acima e caminhou a sua volta, como se a avaliasse. A feiticeira não se moveu, ocupada o suficiente distinguindo os contornos do corpo do dragão, ouvindo ele bufar com seu comentário e fazer os pelos do seu braço se arrepiarem.

☀️:
Esclarecimentos:
• A dificuldade foi encontrar uma forma de chegar até a ilha que foi resolvida conseguindo uma carona com o fotógrafo usando-se dos poderes passivos de persuasão e fazendo com que ele tivesse interesse na Maisie.
Poderes:

Passivos

Nível 1 — Eos
Beleza da Alvorada - Quem é capaz de não admirar o amanhecer? Assim como não há quem não admire a alvorada, não há quem não admire os filhos de Eos por sua aparência bela e agradável. Os filhos do amanhecer são lindos e admiráveis, talvez não tanto quanto os filhos de Afrodite, mas ninguém pode deixar de reparar em neles, principalmente nas primeiras horas do dia. A aparência dos filhos de Es fornece uma bonificação de 10% no uso de poderes de sedução, charme e persuasão quando o alvo puder vê-los.

Nível 1 — Circe
Aura do mistério - Uma aura mágica influencia diretamente na personalidade fos feiticeiros ao adentrarem o grupo, tornando-os um atraente mistério a ser desvendado pelos demais semideuses.

Nível 2 — Circe
Aura de penumbra - O meio em que os feiticeiros se encontram exalam escuridão, e esta parece se fazer sempre presente nos recintos onde estes se situam. De início, funciona apenas em pequenos locais, podendo torná-los levemente mais escuros. Com o desenvolvimento do personagem ele pode abranger mais a escuridão, mas isso de acordo com o nível em que se encontrar.

Nível 3 — Eos
Senso de Localização - As aves são animais ligados à deusa Eos, e assim como estas, os filhos de Eos poderão ter o mesmo senso de localização que elas possuem. As aves podem migrar e retornar ao local de origem como se tivessem uma bússola interna, então esses semideuses poderão memorizar perfeitamente os caminhos que fazem para não se perder e sempre saberão se localizar, exceto quando afetados por magias/ poderes ou estiverem em locais mágicos/ modificados - como o labirinto de Dédalo ou o Tártaro.

Nível 4 — Eos
Agilidade - A deusa Eos é caracterizada como uma deusa ágil e veloz, pois o amanhecer não se delonga e sempre se cumpre. Devido a isso, os filhos da deusa herdam essa habilidade, se tornando rápidos e muito ágeis, sua movimentação sendo 50% superior a de outras criaturas sem habilidades similares. Se aplica apenas à movimentação, mas não dá direito a ações adicionais.

Nível 5 — Eos
Aura de Confiança - Tudo pode estar dando errado, mas algo com o qual todos sempre podem contar e ter certeza é que depois de uma noite escura sempre há um lindo amanhecer. Os filhos de Eos podem inspirar confiança em qualquer pessoa próximo de si, independentemente de realmente serem confiáveis ou não, além de serem naturalmente otimistas. Poderes relativos a tristeza, ira e desânimo sobre eles são reduzidos em 15% quando provenientes de fontes de nível igual ou menor, e em 5% sobre seus aliados, desde que estejam a até 25m do filho de Eos e que o poder provenha de uma fonte de nível igual ou menor.

Nível 5 — Circe
Beleza lasciva - Circe é considerada deusa do amor físico, e seus aprendizes adquirem uma beleza especial aos olhos de outras pessoas, e em níveis mais altos, os feiticeiros da deusa passam a ter um poder de sedução maior, persuadindo e encantando seus adversários.

Nível 6 — Eos
Linguagem da alvorada - As aves (em especial canoras) são símbolos de Eos. A partir deste nível, seus filhos conseguem se comunicar com elas. Afeta a maioria das aves (com facilidade maior para as diurnas). A capacidade comunicativa varia pela inteligência do animal, e nem sempre será satisfatória - a inteligência e o raciocínio das aves não funciona como dos humanos. Além disso, não as invoca ou comanda de nenhuma maneira.

Nível 20 — Circe
Beleza lasciva II - A sua beleza nesse nível já está muito maior, e somada a aura de mistério que você exala, atrai o olhares de todos por onde passa. Não são tão belos quanto os filhos de Afrodite, mas são mais atraentes que estes por uma aura mágica influir diretamente no bom senso de qualquer outrem, afim de fazê-los se interessarem de forma irrefutável por você.
Equipamentos:
{Dawn} / Cimitarra [Cimitarra de bronze com um cabo de aço. O formato do punho, junto do pomo, lembra levemente o formato de penas, em um arranjo que protege as mãos do portador; tem, obviamente, a lâmina curva. Vem junto de uma bainha metálica, com cores que mudam de tons púrpuras à alaranjados] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos][Presente de Eos]

{Dusk} / Escudo [Escudo de bronze circular com a imagem de um sol nascente em alto relevo, em tons iridescentes. No nível 20 transforma-se em um bracelete de metal, com grafismos que lembram a imagem que decora o escudo.] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos]

{Precioso} / Anel [Como agradecimento por ter recuperado um anel mágico e muito poderoso, a filha de Eos ganhou um outro anel como recompensa. Fino e dourado, quase imperceptível, o adorno tem o poder de, uma vez por missão e a desejo do portador, adquirir uma brilho prateado e um pequeno feixe de luz que, ao ser apontado para algum ferimento que esteja causando perca de hp, cicatriza ou faz com que o sangramento pare. Cortes com hemorragia intensa apenas faz com que diminua o sangramento e pode ser usado em si mesmo ou em companheiros. Não causa dor e não faz com que a dor que o semideus esteja sentido passe (no caso de hemorragia intensa).] {Ouro} (Nível Mínimo: 23) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Missão Precioso, avaliada por Athena e atualizada por Eddie Kimoy]

{Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

{The Sun} / Carta de Tarot [Uma carta mágica, encontrada no Labirinto de Dédalo, que possui o desenho de um sol brilhante e amarelo em uma de suas faces. Uma vez por missão/evento/RP, a carta envolve o usuário com uma aura dourada suave e quente, similar ao Sol, curando 15% do HP/MP. Ativação consciente necessária.] {Elemento: Cura} (Nível mínimo: 55) [Recebimento: DIY "Maze", avaliada por e atualizada por Éolo.]
Maisie De Noir
avatar
Feiticeiros  de  Circe
Mensagens :
406

Localização :
Onde sou necessária

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Sadie Bronwen em Seg 11 Jun 2018, 22:33



DRAGONBORN
Velas ao mar! Enfrentando a tormenta!

A magia fora entoada e… Nada. Sadie não sentiu o formigar de éter que geralmente corria pelo seu corpo, começando pela ponta dos dedos das mãos e descendo por sua espinha provocando arrepios. Abriu os olhos: ainda estava em seu quarto, com Ripper deitado aos seus pés. Reavaliou as runas: estavam corretas. Observou novamente as fotos e releu as informações pesquisadas acerca de seu destino, apenas para se asseguras que, em uma próxima tentativa, conseguisse seu intento. Talvez apenas não tivesse visualizado com vontade o suficiente. Esse era o segredo da magia, tão essencial quanto a benção de um patrono.

— Assim como a lua translada a Terra, que ela possa me levar em suas voltas até o destino que almejo!

Não faltava vontade, estudo ou benção, mas fosse o que fosse, a magia não estava fluindo. Só restava uma opção: perguntar para Circe sobre o ocorrido. Afinal, se havia alguma anomalia na trama da Ilha, quem melhor para saber?

Dessa vez, teria que ceder. Respirou fundo, se preparando mentalmente para o possível embate. Não era fácil lidar com a deusa, mesmo quando ainda tinha algum tipo de consideração por ela. Contudo, como quase sempre ocorria, era a divindade que se adiantava, sempre um passo a frente, e a chamava, antes que conseguisse bater à porta.

— Diga, Sadie… O que finalmente a traz perante mim?

O tom zombeteiro era característico e, como sempre, irritava a semideus, que apenas crispava os punhos, abaixando as mãos e adiantando-se, passando pela porta entreaberta. Apesar de seu humor, adotava a postura respeitosa de sempre, cônscia de sua posição ali.

— Auxílio, senhora. Eu preciso investigar algumas coisas fora da ilha, mas não consegui usar a magia para sair. Queria saber se algo ocorreu. — Ela esperava a resposta, percebendo a demora proposital da deusa (provavelmente testando sua paciência), de forma que sentiu necessidade de complementar sua fala. — Ainda que entenda que não esteja em posição de exigir nenhuma informação privilegiada.

O adendo pareceu divertir ainda mais Circe, que acenou displicentemente em sua direção.

— Sim, sim. Mas não é nada que mesmo um novato não poderia saber. Deve estar ciente dos eventos lá fora, não? Só estou tentando nos proteger. — Ela deu um passo para o lado, deixando a janela atrás de si e a paisagem que exibia à mostra. — As tentativas de invasões estão mais frequentes, e não podemos nos arriscar a isso. As magias de entrada e saída estão bloqueadas. Apenas o mar se mantém como um caminho viável. É só?

Sadie engoliu em seco. O orgulho descia queimando por sua garganta como se estivesse tentando comer vidro moído. Ainda assim, não havia muitas alternativas.

— Não, senhora. Eu preciso de auxílio. Há algumas semanas eu tenho vivenciado certos sonhos… Sonhos com dragões. Minhas pesquisas indicam que são reais, e esses sonhos citam um local lá fora, de forma direta. — Ela tentava se manter firme, sem qualquer pista da resposta que receberia. O meio sorriso de Circe era inalterável, deixando-a com a expressão impossível de ser lida, mesmo se Sadie tivesse capacidade para tal. — Eu preciso ir ao encontro da criatura, antes que seja tarde demais. As cidades estão sendo destruídas… E eu tenho certeza de que há algum motivo forte para tal, talvez com magia envolvida…

A última frase era apenas uma tentativa de despertar o interesse de Circe, ou melhor: de relembrá-la dele. Sadie estava certa de que a deusa já sabia das criaturas, e que provavelmente mandaria alguém investigar, se já não houvesse algum feiticeiro a caminho.

— Eu só preciso de cinco minutos sem a barreira. É o suficiente para terminar a magia…

Ela encerrou, encarando a deusa.

— Eu entendo, Sadie. Contudo, cinco minutos pode ser muito tempo. Na realidade, além dos problemas habituais, eu já estava ciente disso também. É mais um motivo para não correr o risco com nossas proteções… — Ela falava em um tom mais baixo, como se realmente lamentasse, mas Sadie sabia não ser o caso. — Em todo o caso, pode pegar qualquer um dos navios ancorados. Eu também ofereceria uma tripulação, mas não posso permitir que meus feiticeiros debandem quando mais precisamos, certo? Escolha três feiticeiros… e talvez cinco dos meus hamsters. Permitirei que retornem à forma natural, se aceitarem lhe servir.

Os olhos da deusa faiscavam, e Sadie tentava controlar suas emoções para não responder da mesma maneira. O resultado era diferente do esperado, mas não necessariamente uma surpresa.

— Sim, senhora.

Ela saiu sem encarar Circe. Sabia que a deusa sorria.



— Por quê ajudá-la? Não devemos nada a você, sequer é a nossa líder!

— Por opção, devo lembrá-la. — Seus olhos faiscavam, tanto com o poder de Circe quanto com o seu próprio, herdado de Melinoe, enquanto ela escrutinava os presentes na sala. — Mas não estou pedindo ajuda com base em títulos inúteis. O mundo desmorona lá fora, em vários sentidos, e por mais que a ilha pareça segura, não vai demorar muito para que sejamos aprisionados no meio disso tudo. E não falo apenas de Éris: ela pode ter sido o gatilho para a situação, mas há coisas piores, coisas que nem os deuses podem domar lá fora. Digam-me… Já viram a destruição de cidades? Sem sentido, sem motivo, exceto pelo prazer de dominar e aniquilar? Já viram monstros tão colossais quanto montanhas? Fogo e morte se aproximam, vindo dos céus, e não farão distinção entre mortais e semideus. Nesse cenário, Éris será o menor dos seus problemas. Junte-se a ela, se quiser, ou entoque-se aqui na ilha, como uma covarde. Eu me dirijo exclusivamente aos que tem poder e bravura suficiente para lutar. Claramente não é o seu caso!

A outra feiticeira calou-se, ante o olhar intimidador de Sadie. A filha de Melinoe, por sua vez, se sentia uma profetisa do Apocalipse. Contudo, de que outra forma poderia convencê-los?

— Dragões. De todas as cores e tamanhos, surgindo em várias cidades. Os desastres com os quais vocês têm sonhado, as notícias de cidades queimando até as ruínas… São eles.

— E como espera pará-los? — A questão veio de um garoto, que parecia pálido. Sadie não saberia dizer se era medo, ansiedade ou alguma outra coisa.

— Eu não sei. Tenho informações específicas apenas sobre um deles, e ele me pediu ajuda. Não há muitas opções: posso ir, e descobrir o que está ocasionando isso, ou posso continuar por aqui, e nos mantemos todos no escuro. É exatamente por isso que estou perguntando: Quem, dentre todos vocês, estaria disposto a me auxiliar? Eu sei que estão com medo… — Ela andava pelo local, deixando seu olhar vagar e tentando atingir cada um deles enquanto falava. Sabia que não seria fácil: Os feiticeiros, acima de tudo, prezavam pela autopreservação. Era um grupo heterogêneo e egoísta, na melhor das hipóteses. — Eu também estou. Da mesma forma, sei que não posso exigir nada. Não posso sequer garantir o resultado dessa empreitada. Dessa forma, eu não peço que me acompanhem, peço apenas que me auxiliem a sair do campo anti-teletransporte da Ilha, e aguardem meu retorno. As águas do Mar de Monstros já são perigosas o suficiente, mas creio que a maioria de vocês já esteja familiarizada com elas…

— E se você não voltar? Ficaremos te esperando por quanto tempo? — A garota com a qual já discutira mantinha o olhar de desafio enquanto a analisava.

Ela já esperava por essa pergunta. Suspirou, resignada.

— Uma semana… Dez dias, no máximo. Tenho autorização para o uso de um dos barcos, e neles há espaço suficiente na despensa para aguentar este tempo. Podemos pegar os suprimentos necessários da Ilha. Só precisamos achar um ponto fixo e seguro para servir de base. Circe também me autorizou a levar alguns prisioneiros, para servirem no navio, e pessoalmente se encarregará de transfigurá-los a sua forma natural, mas a contenção deles nesse período ficará por conta de vocês.

— Então quer dizer…

— Que se acabarem com a garganta cortada por descuido não será um problema meu. Todos estão avisados do que os espera.

O burburinho se espalhava. Ela ainda não sabia a quantos atingira. Se tivesse mais voluntários do que Circe permitira, teria que selecionar alguns. Por outro lado, era mais fácil que ocorresse o contrário, e então teria que se virar com o que tinha. Só lhe restaria aguardar.

— Aos interessados, os aguardarei no píer, em uma hora. Partimos a meia-noite!



Radix chegara, arrastando os cinco piratas por uma coleira. Grilhões prendiam-se em pescoços, mãos e pés, atrapalhando o movimento.

— Podia ter me chamado pra essa aventura, Fantasminha!

A empousa (em sua forma humana) fazia biquinho, jogando charme para cima da semideusa, como sempre fazia. Era uma amizade estranha, mas era sólida, ao menos para os padrões que Sadie conhecia.

— Vou precisar de um aliado na Ilha. Você será responsável por manter minha equipe atualizada da situação daqui, e se algo ocorrer, você é a única daqui de dentro a quem posso pedir socorro. Sei que sua lealdade é principalmente com Circe, e não pode trair isso, mas também sei que consegue exercer sua influência sobre alguns de nossos companheiros… E preciso que alguém cuide de Ripper. Já quase o perdi em um navio uma vez, não quero repetir a dose.

A empousa suspirava. — O que eu não faço por você, hun?

Sadie analisava agora os prisioneiros, que variavam em espécie e perfil. A maioria dos que acabavam na ilha eram semideuses que falhavam no teste para o grupo ou piratas tentando pilhar os tesouros de Circe. Mais raramente, humanos que se perdiam nas correntes mágicas (tanto aéreas quanto marítimas) que permeavam o mar de monstros, ou semideuses que chegavam ali por engano, enquanto aventuravam-se por outros motivos. A escolha de Sadie pelo velho capitão humano era óbvia: precisava de alguém experiente na condução de um navio, mesmo um que não fosse tão grande. Tendo perdido seu barco no triângulo das bermudas, ele acabara na ilha por engano, mas tinha um temperamento calmo, e não parecia desejoso de vingança. Ela, por si só, não possuía nenhum tipo de conhecimento náutico, tendo que se fiar no que o velho lobo do mar sabia. O segundo “ex-hamster” era um semideus, um filho de Héracles que havia falhado no teste. Fizera a promessa de interceder por ele junto a Circe caso a empreitada fosse bem-sucedida. Além disso, precisava de força física para manejar mastros e, na pior das hipóteses, remos. O terceiro era outro humano, sobrevivente de um naufrágio, que levava uma vida calma na forma de um animal, e dissera preferir continuar assim se voltassem. Aparentemente seu único talento era o culinário, mas seria necessário para manter a tripulação nesse período em que estivesse em missão e, se soubesse cumprir ordens, estava de bom tamanho. O quarto era outro semideus, filho de Afrodite, que acabara na Ilha por se envolver romanticamente com outro feiticeiro (e traí-lo — parecia que transformar “ex-affairs” em bichos de estimação era algo comum no grupo). Por último, havia um tritão. Sadie teve trabalho em conseguir que Circe o liberasse (ela falara hamsters, não peixinhos de aquário), mas, por fim, conseguiu a autorização para tal. Os poderes dele seriam os mais úteis em vista do ambiente, mas ele também seria o mais propenso a tentar algo, na sua visão.

— Eu agradeço pelo auxílio, e espero que possamos nos dar bem nesse período. Minha missão é de suma importância, mas não para a ilha. Entendo, inclusive, que se fosse apenas por ela vocês não teriam motivos para se envolver.

— Não é como se tivéssemos muitas opções, semideusa… — O espírito da água falava de forma dura, quase militar. Ela não podia culpá-lo por estar bravo, no fim das contas.

Ela o encarou. Lembrou-se de outro tritão, um amigo, que vira há muito tempo.

— Eu compreendo. Mas o mundo de vocês também corre perigo. Além disso, de minha parte, não quero tratá-los mal ou feri-los: não me deem motivos para isso, eu lhes peço. Se possível, intercederei em favor de todos, caso tenha sucesso nessa empreitada. Prometo, até lá, tratá-los com respeito e sem crueldade. A começar por essas correntes.

Ela se adiantou, removendo as coleiras e algemas uma a uma. O tritão encolheu-se ao seu toque, e ela lamentou que tivessem essa imagem de si, perguntando-se o que ele havia passado não apenas no Spa, mas entre outros humanos e semideuses. Apesar disso, não demonstrou hostilidade, a olhando surpreso ao ver o metal ir ao chão.

— Eu não vou pedir que me respeitem, sei que devo conquistar isso. Só espero que entendam que farei o que tiver que fazer, caso as coisas não saiam bem. Antes de tudo, ainda jurei minha palavra a “ela”, goste ou não disso.

Eles acenaram levemente, até o velho capitão tomar a dianteira.

— Então, em qual banheira vamos viajar?

Sadie sorriu.

— Creio que vai gostar dela. Garanto que ela tem um pouco mais de navegabilidade que uma banheira. Apenas aguardemos mais um pouco, há mais tripulantes para chegar.

— “Ela”? Parece que a mocinha sabe um pouco sobre barcos, apesar do que me disse! Sim, sim… As mulheres da minha vida…

O capitão assumia um ar sonhador, enquanto Sadie voltava a olhar na direção da sede do Spa. A ansiedade fazia seu estômago revirar mais do que as ondas poderiam fazer. E se ninguém aparecesse? Contudo, não demorou muito, e viu os três surgirem. Surpreendeu-se ao ver a semideusa que a questionara entre eles.

— Então essa é a equipe? Tsc… Não é de admirar que precisasse de ajuda.

— Eu gostaria de dizer que somos os melhores, mas acho que isso soaria muito otimista…

— E falso! — Radix completou ao fundo.

Sadie fez uma careta com a intervenção, voltando-se novamente aos companheiros feiticeiros.

— Não imaginava que viesse, Ewelyn.

— Sou uma filha de Ares. Discuti com você só pra ver até onde ia sua fibra. Se não me desafiasse, se só se encolhesse, não valeria a pena lutar ao seu lado. Mas ainda acho que é uma idiota em fazer isso.

— Bem-vinda a bordo. Já você não é bem uma surpresa, Devon.

— O que eu posso dizer? Barcos!

O filho de Hefesto não era muito poderoso, mas era entusiasmado. Além disso, seu conhecimento seria útil.

— Aposto que por mim não esperava.

— De fato, Craig. Estava tão pálido que achei que vomitaria enquanto eu discursava. O que o fez mudar de ideia?

— A ameaça de Ewe de me espancar até a morte…

Sadie sorria, mas sabia que havia algo mais entre os dois. Tanto melhor. O filho de Hermes era astuto, e inteligência sempre era uma boa adição a qualquer grupo. Gastaram mais alguns minutos de apresentações gerais, descobrindo o nome dos outros tripulantes: O lobo do mar era Saul; o cozinheiro, Ed; o filho de Héracles era Bruce; Yan era o nome do semideus de Afrodite e, fechando o grupo, Acantus, o tritão.

O barco — um Xebec — já estava preparado, com a despensa cheia, apenas aguardando a tripulação. A escolha de Sadie foi unicamente com base teórica, mas parecia ter sido aprovada por Saul: era um barco pequeno, rápido, e que não demandava uma grande tripulação para ser manejado, apesar de não ser dos mais resistentes (o que não deveria ser problema, uma vez que não estavam em uma incursão de guerra). Tinham seu próprio conhecimento da região (uma vez que feiticeiros também patrulhavam o perímetro náutico da ilha), além de mapas que mostravam as melhores rotas e as correntes do local, ainda que estas fossem inconstantes. Não deveriam ter problemas.



Otimismo não era algo que combinasse com semideuses, e Sadie em breve se lembraria do motivo. Durante as primeiras horas de viagem, o conhecimento e habilidades de Saul, aliados ao mapa e informações privilegiadas que possuíam, os guiaram sem maiores problemas. Contudo, mal a aurora se aproximava, a situação parecia mudar: longe do alaranjado que deveria cobrir o horizonte, o único tom visível era um cinza chumbo, que parecia carregar toda a ira de Zeus. As águas agitavam-se, e o navio perdia parte de sua estabilidade.

— Não vamos conseguir nos manter assim! Precisaríamos de uma tripulação maior!

O grito de Saul lhe chamou a atenção. Em apenas nove, sendo que dentre eles apenas quatro possuíam algum conhecimento útil à situação, não tinham muitas chances contra uma tormenta. Sadie entendeu o recado.

— Eu clamo aos espíritos dos naufragados! Que aqueles sepultados no mar retornem com as vagas e me auxiliem mais uma vez!

Não demorou a fazer efeito: a névoa condensou-se nas formas fantasmagóricas, a maioria encarquilhada, e o cheiro de algas e maresia tornou-se pungente, quase enjoativo, acompanhado pela brisa gélida trazida pelas criaturas. Ali, estava longe o suficiente da Ilha para conseguir usar seu poder de invocação, apesar de que a trama ainda fosse grossa o bastante para impedir habilidades mais fortes. Por sorte, não demandava tanto esforço, e as criaturas, na realidade, não vinham de outro plano: o mar era um grande túmulo, como qualquer filho de Melinoe poderia atestar.

As sete almas puseram-se imediatamente a seu serviço. Sadie, pouco experiente, delegou a responsabilidade de seus comandos a Saul. O velho capitão parecia ele mesmo prestes a desfalecer e entrar para seu séquito morto-vivo, mas passado o momento inicial de surpresa, ele superou o medo, tomando o controle da situação. Os fantasmas moviam as velas, balanceavam os pesos e controlavam mastros, permitindo que o restante da tripulação ficasse em segurança relativa. Parecia que tudo ocorreria bem, até que veio o estrondo, desestabilizando completamente o barco e jogando Sadie para o outro lado do convés. A semideusa sentia, além dos ossos encharcados, todo o ar fugir dos pulmões quando suas costas foram de encontro à amurada. Ergueu-se, segurando firme, tentando se manter de pé no piso molhado e escorregadio.

— O que foi isso?

Ela precisava gritar para se fazer ouvir por cima do barulho, mas Saul captara suas palavras.

— Recifes de corais! A tormenta e as águas agitadas alterou nossa visibilidade, e não temos equipamentos tecnológicos aqui para auxiliar!

Por um momento, ela estava literalmente perdida. Foi a vez de Devon tomar a frente, algo que Sadie não esperava ver: ele era entusiasmado, mas nunca foi do tipo que se colocava sob os holofotes.

— Preciso descer para ver o casco. Vou necessitar de apoio, caso esteja entrando água.

Antes que precisasse mandar, Acantus se adiantou. No convés, lidar com a ventania e a força da tempestade era complicado o suficiente para os que permaneciam, mas podiam também ver outras coisas na água, tentáculos com ventosas que não atacavam o navio, mas estavam à espreita, a espera de uma refeição fácil que caísse nas águas. Bruce e Ewe tinham força e equilíbrio suficientes para amarrar cordas e se manterem estáveis no convés. Saul não podia largar o timão. Craig era ágil, deslocando-se conforme fosse necessário para resolver algum problema ou fazer peso para balancear o navio. Sadie ficava ao lado do capitão, comandando os marujos fantasmagóricos. Apenas Yan e Ed não eram muito úteis, ficando na parte de baixo, protegidos e longe do caminho, onde ao menos não causariam problemas.

Todavia, por mais esforço que fizessem, o barco parecia estar afundando. Sadie deixou Saul mais uma vez sozinho com os fantasmas, descendo para o interior do navio. Antes que chegasse ao fundo, já enxergava o problema: a água não parava de subir, e o buraco era maior do que pensava, bem mais do que uma rachadura: parecia que um troll havia dado um soco na madeira. Yan e Ed, que ela acreditava não estarem ajudando, tentavam auxiliar Devon, enquanto Acantus usava seus poderes para reduzir o fluxo de água. Contudo, mesmo o esforço combinado pouco fazia para conter a inundação. Sadie assumiu seu lugar, como esperado.

— Não consigo fazer muita coisa com esse volume de água! — O filho de Hefesto já parecia exausto, mas mantinha sua posição.

— Posso tentar congelar quantias menores, ao menos por tempo suficiente para um reparo emergencial, talvez...

Devon não tirou os olhos do casco, mas assentiu. Acantus entendia seu papel, tentando controlar o fluxo de água, enquanto Sadie tentava congelar as partes que ele moldava, assoprando seu hálito congelado. Os outros dois tentavam providenciar materiais para selar o buraco: o gelo derretia rápido, e não era tão efetivo.

— Não está dando certo! Vou ter que resolver isso pelo lado de fora!

Acantus se movimentou rápido, tocando no filho de Hefesto, envolvendo-o em uma bolha de ar que o permitiria respirar na água, enquanto saía junto com o semideus para controlar a água pelo lado de fora. Por dentro, os outros continuavam tentando improvisar alguma espécie de contenção.

E então parou. De alguma forma, o filho de Hefesto conseguira selar a rachadura. Sadie voltou correndo para o convés, para ajudá-los a subir mais uma vez, enquanto os outros dois tripulantes enxiam baldes e começavam a subir também, em um revezamento para esvaziar o navio.

Do lado de cima, a tempestade continuava, ainda que sua violência tivesse amainado. Os fantasmas agora davam conta da maior parte das tarefas, auxiliados pelos outros semideuses.

— Ewe, Craig, Bruce! Preciso de ajuda! Devon e Acantus estão na água!

Ela gritou por socorro, uma vez que não teria força física o suficiente para puxá-los, e não só não tinha visibilidade como o ambiente não permitia que se concentrasse para utilizar suas habilidades telecinéticas.

Para o estarrecimento do grupo, apenas Acantus retornou.

— Devon?

O tritão chacoalhou a cabeça. O pesar estava evidente.

— Havia… Coisas na água. Não consegui fazer nada. Criaturas normais poderiam me respeitar, mas não era o caso. Me desculpe…

O estômago de Sadie afundou. Perder um semideus era sempre terrível. Não bastasse isso, o fato também lhe trazia lembranças amargas: era o segundo filho de Hefesto que perecia sob seu comando. Incrivelmente, com similaridades demais, até na personalidade. Suspeitava que o deus ferreiro não a teria em boa conta por muito mais tempo, mas o que pesava de verdade era a sensação de inutilidade. Sentia como se falhasse pessoalmente: bem ou mal, a vida e segurança de todos no navio dependiam dela, e na primeira ocasião já fracassara.

— Deve haver alguma…

— Coisa? Não, não há. A essa altura a bolha de ar já se desfez, e mesmo que consiga combater os monstros, deve ter se afogado. As correntezas aqui também não são naturais, e duvido que ache o corpo mesmo que mergulhe para procurar. Além disso, não poderíamos lhe oferecer um funeral digno. Deixe que o mar se encarregue disso. — Acantus era pragmático e direto, o que a surpreendia, acostumada como estava com os espíritos da água do Acampamento, mais gentis. Apesar disso, sabia que ele estava certo.

Sadie se deixou perder em pensamentos. Ficaria mental e emocionalmente inútil por metade do dia, em um estado de estupor difícil de superar. Lembrava-se de quantos fantasmas tinha em sua conta, e duvidada de que Devon tivesse seguido adiante, sem lamentar ter entrado naquela aventura. Os números eram altos demais, e essa era uma constatação cruel, que pesava mais sobre si do que o esforço e o cansaço físico que se abateu após a ação.

— Vai ficar assim por quanto tempo? — Ewe tentava trazê-la de volta à realidade. — Ok, é uma lástima, mas precisamos continuar, não? Quantas mortes teremos se você falhar?

Sadie acenava, mas não respondia, não de verdade. Precisou mais do que algumas palavras para fazê-la reagir: precisou de um soco. Os outros se espantaram, mas estavam surpresos demais para intervir. Sadie não revidou enquanto a filha de Ares despejava suas próprias mágoas sobre ela:

— Nós a seguimos porque acreditamos no que disse. Não somos tão fortes, mas sabemos que a ameaça é real, e nos importamos! Precisamos de você agora, e se não é capaz não devia sequer ter iniciado isso, já que se desistir agora, o esforço de todos nós, inclusive dele, terá sido em vão! — O tom era raivoso, e Sadie, agora no chão, a olhava abismada. — Você não é a única que perdeu um amigo... Se é que é por isso que lamenta. O que te dói mais? A morte dele ou o seu fracasso?

A filha de Ares respirava ofegante, os olhos brilhantes pelas lágrimas, que ela não ousava deixar cair. Sadie estava sentada no chão, o corpo arqueado para trás, apoiado na mão esquerda, os joelhos dobrados e a mão direita, que estava livre, sendo levada para limpar a boca, da qual escorria um filete de sangue. Apesar de tudo, ela parecia ter tomado o rumo.

— Me desculpe, você tem razão. — Ela se levantou, os movimentos mais decididos, retomando sua voz de liderança, ainda que trêmula. — Saul, quais nossas coordenadas? Quero saber se falta muito para atravessarmos a barreira e chegarmos ao arquipélago.

— Pelo mapa de vocês, temos mais uma hora, se o tempo colaborar.

Ela indicou seu entendimento, virando-se para Yan e Ed:

— Verifiquem o casco. Teremos tempo para um reparo real quando alcançarmos a terra firme, mas não quero ser pega desprevenida mais uma vez. A qualquer sinal de infiltração, avisem a mim e a Acantus. — Ela virava-se para o tritão. — Você deve descansar, já se esforçou demais. Bruce e Ewe: cuidem dos cordames, Craig, auxilie Saul com a direção!

Eles assumiram seu posto, mais aliviados de ver Sadie de volta ao seu estado normal. Contudo, ainda havia muito a fazer. Ela reviu sua pesquisa, analisando o que havia conseguido reunir de informações com seus sonhos e estudo. Não poderia se dar ao luxo de falhar na magia, depois de superar tanta coisa (ainda que soubesse que o pior estava por vir).



Aportaram em terra firme cerca de uma hora e meia depois. As ilhas do arquipélago eram pouco mais além de cascalho, sendo que a maior (na qual haviam ficado) possuía uma encosta rochosa, formando uma parede que barrava a maior parte do tempo, e em cujos paredões aves litorâneas faziam seus ninhos.

Tiveram algum trabalho para trazer o barco para o raso, ancorando-o para que pudessem realizar uma análise melhor dos danos e fazer um reparo decente. Sem Devon, teriam o triplo do trabalho. Contudo, podiam dormir no barco, e apesar dos danos e da água, a maior parte da despensa estava a salvo — na pior das hipóteses, teriam ovos frescos, e podiam pescar.

Sadie averiguou o local, mas não parecia haver nenhuma ameaça oculta. O maior problema ali era estarem expostos: qualquer um à distância notaria a embarcação. Ewe já havia levantado essa hipótese, e agora pensava em táticas defensivas. Além disso, Sadie a deixara responsável pela equipe enquanto estivesse ausente, mas até então não havia tido motivos para desconfiar ou temer nenhum deles.

— Vocês sabem aonde me encontrar se precisarem, mas não garanto que terei condições de responder...

— Ei! Tá achando que a gente não consegue se virar nesse monte de... Nada? Depois do que passamos até aqui, acho que você nos subestima. Quer dizer, quem diria que a maior aventura da minha vida fosse pra viajar até um monte de pedras? — Craig mantinha seu bom humor, fazendo até mesmo Sadie dar um de seus raros sorrisos. Ela os agradeceu, se afastando para preparar um novo círculo de magia, ação que levaria em torno de cinco minutos. Os traços foram feitos cuidadosamente, e ela lhes lançou um último olhar antes de entrar no círculo.

Após entoar mais uma vez o encantamento, ainda com os olhos fechados, poderia pensar que não tivesse funcionado: ainda havia o som das ondas, o cheiro do mar, e o som das gaivotas. Contudo, dessa vez sentia o sol cálido na pele, e ouvia os barulhos da cidade ao fundo: buzinas, música e vozes. Encarou a paisagem, absorvendo cada detalhe: o mar, bem mais calmo que o que conhecia, e de um tom quase verde. À distância, quiosques na areia, e uma rodovia. Ela estava na extremidade da praia, no local que vira e estudara pelas fotos nas pesquisas. Na outra extremidade, via um penhasco rochoso, e de alguma forma aquela imagem lhe atraía. Talvez fosse a ligação criada pelos sonhos, que a fazia saber que, se o dragão estivesse em algum lugar, seria ali.

Foram algumas horas de caminhada, e apesar dos jeans, tênis e camiseta, com a mochila nas costas, não chegou a chamar muita atenção das pessoas. Alguns vendedores lhe paravam no caminho, com seu linguajar rápido e enrolado, que ela não entendia, mas alguns gestos eram o suficiente para permitirem que continuasse seu caminho. Um deles, mais insistente, acabou exigindo alguns dólares, em troca de um refrigerante e um pouco de paz, mas nada que a atrasasse muito.

O problema maior se mostrou quando finalmente chegou aos pés do penhasco: era cedo demais para usar qualquer habilidade ou para se fiar nos tênis para subir sem problemas, podendo chamar a atenção humana indesejada. Apesar disso, havia uma trilha, um tanto quanto longa e íngreme, mas que parecia o único caminho viável (e normal) a seguir.

Depois de algum tempo, se arrependeu de não ter gasto um pouco mais: uma garrafa de água viria a calhar, após todo o esforço físico. Não era só o penhasco: o clima do local, mais quente e úmido do que estava acostumada, a exauria. Esperava ao menos um grande encontro quando chegasse ao topo, mas não havia nada além de pedras e a visão da praia em uma queda de muitos metros abaixo. Apesar disso, sentia como se alguém a observasse, a constante apreensão, ainda que não conseguisse identificar nada imediato.

Não sabia como contactar a criatura, ainda que esperasse que ela estivesse ali. A única coisa em que pensou foi em deixar um sinal e, agachando-se entre as pedras, riscou em uma delas duas runas: gebo e ansuz, as runas do encontro e da mensagem, mentalizando um chamado, avisando que atendera à convocação onírica. Esperava que a assinatura mágica colocada ali servisse para passar o recado, enquanto permanecia na cidade. Ainda assim, resolveu aguardar mais. A conexão que sentia com o local era forte demais para ignorar, e não custava analisar a situação com calma.

Agora, do topo do penhasco, via outro caminho, levando em direção a um restaurante. Sem mais o que fazer por hora, seguiu até lá. Esperava mais uma rodada de mímicas e desentendimento, mas os donos e funcionários do local estavam acostumados com turistas, falando um inglês carregado de sotaque, mas compreensível. Assim, conseguiu uma refeição decente, e ouviu a história do local: O penhasco de chamava “Salto do Frade”. Diziam que, antigamente, um menino órfão foi adotado por uma família rica, e se apaixonou pela irmã de criação, que o correspondia. Notando o sentimento de ambos, o pai da moça resolvera enviar o garoto para o convento e a filha para a Europa, de barco. No dia da viagem, em desespero, o rapaz se atirara do penhasco, morrendo nas pedras abaixo, enquanto a moça, vendo a cena de seu navio, jogava-se ao mar. Uma história trágica e com um alto teor de drama, mas que Sadie duvidava ser verdadeira: não via os fantasmas ali (por mais que soubesse que os deuses às vezes pudessem se apiedar, isso era raro, sendo o mais comum que vidas interrompidas bruscamente, ainda mais por vontade própria, gerassem assombrações). De si, pouco dissera, exceto que aguardava uma pessoa, mas não fora pressionada a nada.

O pôr-do-sol já se aproximava, e antes que a dona do estabelecimento a alertasse, ela sentiu todos os pelos de sua nuca se arrepiarem. Olhando pelas janelas de vidro, que davam visão para o penhasco, ela observou o homem, com roupas brancas e uma túnica de corte peruano típico, porém branca e de tecido leve, ondulando ao vento. Ele tinha a pedra que ela gravara nas mãos, e se virou bem a tempo de encará-la, seus olhos de um azul tão claro que quase pareciam brancos.

— Parece que seu amigo chegou...

— Sim. Com licença... — Ela se levantou calmamente, enquanto ele se manteve no local, jogando a pedra para o alto apenas para agarrá-la novamente, em uma postura jocosa.

Sadie caminhou até o penhasco a passos lentos. Não sabia a reação dele, e deveria se preparar para qualquer coisa, mas tentava manter as próprias ações contidas, com a voz modulada e sem gestos bruscos. Sabia apenas que ele era poderoso, e não tinha intenção de esconder: as lentes latejavam em seus olhos em vista da aura despendida por ele. Fez um cumprimento, quase uma reverência, e finalmente dirigiu-se à criatura a sua frente, que agia como o lobo em pele de cordeiro: não um homem, um dragão.

— Eu sei que estava me observando. Por que fez estes jogos, herdeiro de Nozdormu, quando tudo que fiz foi responder ao chamado para servi-lo?



Sadie
Outros
Narração

Informações:
Trama pessoal:
Novamente, algumas citações e explicações

Ponto 1: A missão faz referência a outro tritão que Sadie conheceu (Cyprinus) e a quase perda de Ripper. Ambos os fatos ocorreram na mesma missão, que pode ser conferida aqui. Por sinal, não, Ripper não foi na missão.

Ponto 2: Outra questão foi sobre a morte do filho de Hefesto. Ela ocorreu neste evento. Nós sabemos que foi por não-postagem, mas Sadie não. So... Mais drama!!!

Ponto 3: Empousa é uma terminologia comum e abrasileirada, então não é considerada errada. Radix, por sinal, é uma NPC fixa que aparece em metade das postagens da Sadie, então não vou linkar aqui. Por sinal, ela é quem deu o apelido de "Fantasminha" para a filha de Melinoe, e pode chamá-la assim sem correr risco de ela própria virar um.

Ponto 4: NPCs totalmente criados, nenhum personagem real foi citado (ou morto) nesta missão.

Ponto 5: Sobre algumas decisões de Sadie e a interferência de certos poderes: A telecinese de Melinoe exige concentração, o que ela não teria em meio a uma tempestade, mal parando em pé sobre o convés; já a dos feiticeiros é mais forte (e zoada) mas ela nem sabia aonde o semideus estava, e creio que isso seria um impeditivo. Sobre alguns passivos (como o sobre-enxuto, que a manteria seca se quisesse) não narrei os efeitos por não serem pertinentes (não creio que no meio do caos ela pararia para pensar "uhn, posso pegar um resfriado, melhor manter minhas roupas secas".

Ponto 6: Na parte de chamar a atenção do dragão, como explicado, já havia uma ligação preestabelecida em sonho (inclusive descrita na postagem anterior) então Éris disse que tudo bem, desde que o encontro fosse descrito.. Apesar disso, a perícia com magias e a habilidade de manipular a névoa para criar um “chamado espiritual” e tal serviria pra marcar um “ponto de encontro”, mesmo Sadie acreditando já estar sendo vigiada, como se o “link” ainda estivesse ali, mesmo que de maneira inconsciente para ela.

Ponto 7: Escrevo de forma mais informal em diálogo justamente por falas permitirem essa liberdade, como o uso de "pra" e afins.
Itens:
Os itens foram adaptados. Segue o padrão adotado:

{Agony} / Corrente [Corrente com cravos. É feita de bronze sagrado mas sua coloração é desgastada, como se fosse velha e corroída. A corrente possui 3m de comprimento, e apesar do tamanho pode ser facilmente manuseada pelos filhos da deusa do fantasma. Transforma-se em uma braçadeira com spikes no nível 20. A corrente de Sadie foi modificada, possuindo os cravos em tamanho maior e afiados, provocando 20% mais dano do que de uma corrente comum. Além disso, suas extremidades possuem pontas afiadas, como pequenas adagas, podendo provocar danos perfuro-cortantes com golpes de ponta, e não apenas concussivos. Na lateral de cada extremidade, há ganchos, que podem ser ativados sem custo, por pressão, para auxiliar em ações de aprisionamento, para enlaçar o alvo, desarme ou para auxiliar em uma escalada.[Melhorado por Pio]{T} {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 5) (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Soul} / Colar [Um colar feito de prata com um pingente metálico em uma forma abstrata, algo como um "borrão" ou uma "mancha". Quando ativado, permite que o semideus assuma a forma etérea. Contudo, ele só pode ficar nesta forma 5 turnos por missão, seja de forma contínua ou não—ou seja, ele pode gastar os 5 turnos seguidos ou dividir a utilização, mas a soma do uso não pode exceder o tempo máximo por missão. Como Sadie adquiriu o poder especial de Forma Etérea, seu colar de reclamação pode ser utilizado para canalizá-lo de acordo com as regras contidas na lista de poderes, com gasto de MP e duração conforme descritos.] {Prata} (Nível Mínimo: 1) {Controle etéreo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe, modificado através de poder especial de Melinoe]

{Legion}/ Anel [Anel prateado. Olhando de perto seus detalhes lembram ossos justapostos, como se o anel fosse feito de pequenas peças até tomar seu formato. O anel suga a alma/ energia dos oponentes derrotados em combate (mortos ou destruídos pelo filho de Melinoe — ele deve ser o último a golpear o oponente para fazer efeito. Essa essência pode ser usada futuramente na ativação de certos poderes, como "Ectofagia" e "Acessar memória", respeitando os limites dos poderes. Adicionalmente, o semideus pode escolher gastar o poder de uma alma capturada — consumindo-a no processo — e ganhando um aumento de suas características de 15%, por 3 turnos. Isso afeta força física, esquiva e potência/ chance de acerto de ataque, mas não a duração dos poderes, ainda que o dano seja alterado. Apenas uma alma pode ser consumida desta forma por missão. Uma vez por missão o anel pode manipular a energia espiritual do próprio semideus, fazendo com que recupere 20 HP sem custos adicionais ou qualquer perda.] {Bronze sagrado}(Nível Mínimo: 1) {Controle de almas. Almas coletadas: 39} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Lentes do Auspício} / Lentes [Parecem um par de lente de contato comuns, incolores, mas quando colocadas permitem ao usuário identificar as auras daqueles dentro do seu campo de visão. Com isso, pode-se identificar pessoas comuns de monstros ou semideuses, tendo também o sentido do seu nível de poder, de acordo com a intensidade da aura, mesmo sem definir suas habilidades, apenas o conhecimento de nível de força. No caso dos semideuses, identifica também o deus que lhes deu a benção, seja seu pai/mãe divino ou patrono do grupo, ou os dois nos casos em que se aplicam. Não exige ativação, funcionando constantemente, mas a cada utilização precisa de 6h de descanso, semelhante a uma lente comum. Possuem um estojo específico, cujo líquido de limpeza sempre se regenera, mantendo as lentes em perfeito estado para uso. O estojo e as lentes são considerados um único item. Para fins de resistência (como bloqueios de auras), em casos que se aplicam, deve-se sempre considerar o nível do usuário.] {Material gelatinoso} (Nível mínimo: 30) {Sem elemento} [Recebimento: Missão Pursuit]

{Skyscraper} / Calçado alado [Esses sapatos assumem a forma desejada pelo dono, desde que fechados ou parcialmente fechados (cobrindo o calcanhar). Ao comando de seu dono, eles materializam asas nos calcanhares (da cor variada, dependendo do sapato e do desejo do semideus - apenas estético) mas indestrutíveis. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente do antigo Hermes por Criação de Poderes, em 2012]
Dificuldade:
Tentei trabalhar de verdade essa parte. Foram vários pequenos entraves, além da dificuldade maior, na tentativa de deixar claro como certas ações a afetava. Em termos menores, teria a questão de engolir o orgulho para pedir a deusa por ajuda, e se resignar ao tê-la negada, percebendo que a patrona na realidade estava se divertindo ao dificultar tudo, pouco se importando com sua preocupação, segurança ou o mundo mortal. O segundo ponto foi convencer outros Feiticeiros a acompanhá-la. Já os "hamsters" por hora mantive como NPCs dóceis e legais, que podem ser reutilizados em algum momento. A grande dificuldade real seria o uso do navio na tempestade, uma vez que nenhum poder de Sadie controla o clima ou a água (ao menos em uma escala relevante ao cenário/ evento) e um novo fracasso no que se refere ao seu papel de liderança e à segurança de seus seguidores, o que realmente é algo que a acompanha e pesa mais em seus ombros como um fantasma pessoal, e seu sentimento de incapacidade perante isso.
Barco, as runas e outros:
O barco, um Xebec, não é um barco muito grande. As estatísticas foram inspiradas na Revista Tormenta n° 6, uma revista que apresenta material para RPG e que, neste número em específico, apresenta regras para veículos náuticos, com dados como capacidade de carga, velocidade e tamanho. A revista pode ser encontrada no site da Biblioteca Élfica.

Barco Xebec


As runas foram pesquisadas na internet mesmo. Sobre o destino: o Salto do Frade é um ponto real, bem como o restaurante que tem visão pra ele, a título de curiosidade. No caso do dragão: sim, ele já vigiava Sadie, pela ligação empática criada em sonhos, mesma ligação que a guiou diretamente àquele ponto da praia. Como no turno anterior deixa claro, ela foi contactada diretamente por ele, só precisando mesmo indicar sua presença no local para travar contato.

Gebo


Ansuz
Poderes:
Dessa vez tivemos poderezitos!

Feiticeiros — Passivos

Nível 1
• Maestria com a magia: Por serem feiticeiros de Circe, vocês sofreram menos perda de MP do que o normal ao usarem algum poder. [ New] >>> Aplicável aos ativos, mas não tem porcentagem, então...

Nível 2
• Auxílio sombrio: Na presença mínima de escuridão, você é capaz de receber ajuda dela, tendo um aumento considerável em sua força e em sua MP. Se a lua se fizer presente, sua precisão aumentará ainda mais, e seus ataques serão ainda mais poderosos, e acima de tudo certeiros, podendo ser barrados apenas por meio mágicos de proteção. [ New] >>> Aplicável em parte no início da tempestade. No decorrer da cena amanhece, então o poder deixaria de fazer efeito.

Nível 3
• Respiração: Hécate é a tríplice da terra, do mar e do céu, isso lhe dá alguma vantagens quanto a sua respiração em comparação com a dos demais semideuses. [ Benção de Hécate ] [ New]>>> Para explicar a recuperação rápida após perder o ar, logo no início da tempestade, quando caiu no convés.

Nível 4
• Fortalecimento por Magia: Se há presença de magia no ambiente em que você se encontra, elas o tornaram mais vigoroso. >>> Mar de Monstros conta?

• Maestria com encantos: Você será capaz de pronunciar palavras mágicas que, irão se manifestar graças à magia que passa a correr por suas veias. Essas palavras vão fluir de você para o ambiente, lhe possibilitando a execução de encantamentos diversos; desde de suas armas, até aquilo que for de sua vontade. [ New] >>> Passivo bonitinho, só pra justificar os encantamentos/ ativos, e a marcação das runas na pedra.

Feiticeiros — Ativos

Nível 19
• Time Travelling Spell. Esta magia permite ao feiticeiro fazer com que um portal triangular apareça acima dele, sugando-o para ele e por meio deste ele pode se locomover por grandes distâncias. Porém, esta magia requer tempo para ser completada, portanto, se usada para fugir de efeitos imediatos prova-se falha. >>> Aqui a magia foi finalmente realizada no final da postagem. Aplicar os efeitos passivos de redução de MP.

Nível 35
•Mystiokinesis ou manipulação da névoa é a habilidade de controlar uma forma natural de energia, também conhecido como magia. Por exemplo: a criação de neve, mudando o clima, transformando as pessoas em outros animais, etc. Assim, dando-lhe controle sobre quase tudo. A magia é uma força muito complexa e perigosa, uma vez que dá o controle das energias naturais, a fim de produzir uma mudança positiva, mas também poderia ser usado para fins malignos. Sendo assim, adquire o controle da névoa podendo deixar seres humanos, semideuses e os próprios monstros enuviados com efeitos que muitos conhecem por magia. Esse poder te dá uma ampla capacidade de criar magias para determinadas necessidades, algumas já são específicas nos poderes ativos, estas não. Você é quem cria a magia, desde que ela seja coerente com o nível em que se encontra. >>> Chamando o dragão ao colocar poder mágico/ espiritual nas runas na pedra, criando um “farol astral”.

Melinoe — Passivos

Mediunidade [Nível 1]
Mediunidade é a habilidade de ver e se comunicar com fantasmas. Como filhos da deusa dessas criaturas, esses semideuses herdam tal capacidade desde seu nascimento, mesmo que não saibam de suas origens. Contudo, não implica em qualquer autoridade sobre os fantasmas. >> Os fantasmas são mais citados nessa parte, e a mediunidade entra nisso.

Poder Espiritual [Nível 18]
O poder espiritual desses semideuses é muito elevado, portanto terão mais facilidade em realizar magias e gastarão menos energia para realizá-las. Define-se como magia apenas as habilidades dos feiticeiros e outros poderes advindos de grimórios e similares. O custo é reduzido em 10%. [Modificado] >>> Aplica-se aos ativos de Feiticeiros.

Melinoe - Ativos

Hálito Congelado [Nível 1]
O filho de Melinoe possui o hálito espectral. Isso faz com que, ao utilizar tal habilidade, consiga espelir uma névoa de capacidades congelantes. O alcance limita-se a apenas 1,5m, afetando apenas um alvo. Pode congelar um objeto ou congelar um membro do oponente, inutilizando o uso da parte corporal afetada por 3 turnos. Isso provoca dano (baixo e não contínuo) por congelamento, além de uma penalidade de 25% em ações que utilizem/ dependam da parte corporal afetada, mas não provoca dano interno nos órgãos. O congelamento dura 3 rodadas. Pode ser utilizado 1 vez a cada 5 rodadas.[Modificado] >>> Ao menos 3x, enquanto tentando selar o navio.

Invocar Fantasmas {Avançado} [Nível 25]
Agora poderá invocar almas do mundo dos vivos e do mundo inferior, inclusive monstros, em uma versão etérea, aumentando o número de almas para sete almas no máximo. Cada fantasma terá o equivalente à 1/4 do nível do semideus, arredondando para baixo. Caso opte por invocar apenas dois fantasmas, eles terão metade do seu nível, ou apenas 1 com 75% do seu poder. Em situações de combate, fantasmas invocados duram 5 turnos ou até serem destruídos. Contudo, caso seja invocado para uma tarefa específica e imediata, ele permanecerá até sua conclusão, partindo em seguida. Fantasmas invocados ficam imediatamente sobre o controle do semideus. 1 vez por combate, apenas 1 invocação ativa por vez.  Para fins de delimitação, "Invocar fantasma" é considerado um mesmo poder, independente do nível utilizado.[Modificado]>>> Invocado no navio; como fora de combate, eles ficariam ativos até o término da função (ajudar a atravessar a tempestade) partindo logo após.

▲  
Sadie Bronwen
avatar
Líder dos Feiticeiros
Mensagens :
312

Localização :
Ilha de Circe

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 4 1, 2, 3, 4  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum