Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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— dragonborn (EVENTO)

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— dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Seg 28 Maio 2018, 00:00

Relembrando a primeira mensagem :


dragonborn

Desde a queda de Alcatraz, as coisas não eram mais as mesmas.

Havia algo diferente no ar; uma sensação de alerta constante, injeções de adrenalina involuntárias, deixando aqueles envolvidos nas novelas divinas num constante estado de apreensão. O que de ruim pode acontecer em seguida? Ninguém sabia nomear o que causava o frio na barriga, as noites em claro e o medo constante de que o próximo minuto seria o último de sua vida.

Por meses, nada aconteceu. Até que a paz fora dilacerada da forma mais brutal possível.

De repente, o mundo inteiro pareceu ser tomado pelos mais diferentes desastres e catástrofes. Terremotos, erupções vulcânicas, enchentes. Nevascas fora de época, tão longas que pareciam promessas de um inverno eterno. Os bastardos poderiam ter ignorado, é claro. Não é da minha conta, muitos pensaram. Até que... Sem que pudessem escolher ou choramingar, passou a ser de sua conta.

A causa para tudo? Desconhecida. Cabia a eles descobrirem o motivo para, mais uma vez, o mundo estar a beira de um apocalipse.


pontos obrigatórios


• Introduza seu texto. Você pode usar os parágrafos acima como um guia, adaptando as informações dadas. Seu personagem deve entrar em contato com a trama do evento de alguma forma, seja por sonho, boatos, aviso... De algum jeito, ele deve saber que os dragões estão envolvidos, mas não saberá de que forma;

• Pesquise sobre a informação que chegou até você. Em sua investigação, você deve encontrar um possível local para viajar — este destino deve ser relacionado com seu sonho, ou a forma que você ficou sabendo dos estranhos acontecimentos (tenha em mente que os dragões no fórum são elementais);

• Considerando que este é um evento sendo avaliado como difícil, há a condição especial de que cada player só pode levar consigo um máximo de 5 (cinco) itens de seu arsenal, que devem ser escolhidos desde o primeiro turno. Poderes de invocação serão aplicáveis em turnos futuros. Pets também serão limitados: apenas um por jogador, e poderes de teletransporte do pet serão aplicáveis em turnos futuros (exemplo: cães infernais viajando pelas sombras);


player


Ayla Lennox
Nível 152
1510/1610 HP
1484/1610 MP

Catherine Burkhardt
Nível 86
950/950 HP
950/950 MP

Dimitri S. Belikov
Nível 1
100/100 HP
100/100 MP

Emmeraude Charlotte Fabrey
Nível 7
160/160 HP
160/160 MP

Garrett Bardrick
Nível 36
225/450 HP
225/450 MP

Gregory Castellan
Nível 125
1340/1340 HP
1048/1340 MP

James Archeron
Nível 42
510/510 HP
510/510 MP

Jeff Smith
Nível 49
580/580 HP
556/580 MP

Jessamine H. Julie
Nível 60
680/690 HP
680/690 MP

Jhonn Stark
Nível 89
985/1000HP
688/1000MP

Joah Dongho
Nível 19
190/280 HP
190/280 MP

Joe Bullock
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Joel Hunter
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Jung Wormwood Aconite
Nível 6
150/150 HP
150/150 MP

Logan Montecarlo
Nível 76
845/850 HP
850/850 MP

Maisie De Noir
Nível 57
650/660 HP
650/660 MP

Melanie Gauthier
Nível 46
500/550 HP
436/550 MP

Peter Lost
Nível 71
761/800 HP
689/800 MP

Sadie Browen
Nível 115
1240/1240 HP
1240/1240 MP

Thea Françoise d'Orleans
Nível 24
330/330 HP
330/330 MP

Vicka L. Danniels
Nível 58
670/670 HP
670/670 MP

Victor Glaciem
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP


regras e informações


— Este é um evento no formato de missão one-post contínua, avaliado como difícil de acordo com o sistema de missão por dificuldade. O evento possui requisitos próprios para a obtenção de suas recompensas em itens e habilidades, que podem ser conferidas no post de inscrição;

— Vocês tem exatos 7 (sete) dias para postar, ou seja, o prazo encerra-se às 00h do dia 04/06/2018. As regras de punição, que podem ser conferidas no post de inscrição do evento, estão válidas aqui;

— Considerando as condições específicas deste evento, cada player pode levar apenas 5 (cinco) itens de seu arsenal. Os itens devem ser escolhidos desde o primeiro turno. O mesmo se aplica a pets: apenas um por player. Poderes de invocação serão válidos nos turnos seguintes;

— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);

— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;

— Dúvidas, problemas? Precisa de um prazo maior? Me mande uma MP.






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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Garrett Bardrick em Seg 11 Jun 2018, 23:43

Dragonborn,

A viagem até Nashville foi calma. O filho de Macária achou isso muito estranho, mas tentou ficar atento. Infelizmente o sono acabou vencendo o garoto durante a viagem. Com o semideus dormindo, a viagem acabou de forma rápida. Acabou sendo acordado por uma moça que avisou que a viagem tinha chegado ao fim. Rapidamente o garoto verificou se todos os seus equipamentos estavam consigo, após confirmar, saiu do ônibus. Alguns passageiros o olharam de forma estranha, mas o garoto apenas seguiu seu rumo.

Assim que saiu da rodoviária, percebeu que a cidade estava um pouco vazia. Deveria haver um pouco de movimento naquele horário, mas poucos carros e pedestres estavam transitando no dia. “Essas catástrofes estão assustando os humanos.” Pensou enquanto olhava atentamente as ruas. Como tratou os garotos com certa ignorância e brutalidade, esqueceu-se de perguntar sobre alguns detalhes. “Legal, vim parar em uma cidade que não conheço e nem sei para onde vou!” afirmou em sua mente enquanto dava os primeiros passos naquela cidade.

Enquanto andava pela cidade, percebeu que alguns comércios estavam fechados. Garrett acabou deduzindo que os alimentos tinham acabado. Uma coisa que não entrava na mente do semideus era o porquê dos dragões estarem envolvidos nisso. O devoto nunca ouviu história de algum semideus que tenha visto ou combateu algum dragão.

Após algum tempo caminhando, Garrett decidiu que teria que conversar com algumas pessoas. Buscar informações de coisas anormais que andaram acontecendo. Infelizmente no início fora bem complicado. Pela vestimenta nem um pouco atraente, algumas pessoas decidiram evitar conversar com o garoto. Algumas pessoas que pararam para responder o garoto, não sabiam informar o que de fato aconteceu de anormal nos últimos dias. O semideus não podia desistir assim tão fácil, precisava encontrar respostas o mais rápido possível. Teria que achar as respostas antes que anoitecesse.

A caminhada pela cidade estava começando a ficar cansativa para o garoto. Parecia que naquela cidade ninguém sabia lhe explicar nada. “Essas pessoas não prestam atenção nas coisas?” pensou enquanto caminhava. Tirando as pessoas que não sabiam de nada, Garrett ainda teve que lidar os olhares por conta do seu traje. Apesar de ser uma coisa chata, o garoto teria que manter a calma.

Quando a sua paciência estava chegando ao limite, Garrett avistou um casal de senhores que estavam descendo no carro. Ele teria que aborda-los. Rapidamente o garoto correu em direção ao senhor e fez as mesmas perguntas que fez as outras pessoas. Felizmente o senhor não sabia as respostas, mas contou que uma floresta próxima à cidade estava intacta em comparação a cidade. Garrett achou aquilo intrigante e decidiu fazer mais algumas perguntas. Tanto o senhor quanto a senhora responderam todas as perguntas. Por fim, o garoto perguntou se o senhor poderia lhe dar uma carona até a floresta. O idoso achou engraçada aquela pergunta e decidiu perguntar o por quê. Garrett era um péssimo mentiroso, mas teve que inventar alguma história. Se aquele casal fosse mais novo, talvez a história não colasse, mas com eram idosos, até que a história fez sentido. Felizmente o senhor acabou levando o garoto naquele exato momento.

A viagem até local foi rápida. O senhor achou estranho e até perguntou ao garoto se ele ficaria ali. Garrett confirmou e desceu perto da floresta. Agradeceu a carona e disse que encontraria um jeito de retornar a cidade. Assim que o carro deu meia volta e seguiu de volta para a cidade, o semideus adentrou na floresta. Realmente aquele local estava intacto, mas o lugar era bem grande. Teria que andar bastante para tentar achar um dragão.

No inicio a caminhada pelo local não trouxe nada de interessante. A paciência do garoto estava sendo perdida aos poucos, até um som pôde ser escutado. O garoto não sabia identificar, mas como se tratava de um barulho, o primeiro até então, decidiu investigar. Ao chegar ao local, deparou-se com o grande dragão. A coloração dele era verdade com uns detalhes em cobres. O monstro estava atento à outra coisa, era como se a presença do Garrett não significasse nada. O filho de Macária precisava fazer alguma coisa para chamar a atenção. Rapidamente o garoto tentou fazer uma lança com a sombra. Começou a girar e andar ao redor do dragão. Garrett não tinha afeição com lanças em geral, mas estava fazendo tudo o que era possível para chamar a atenção.



Falas do Garrett | Pensamentos do Garrett

Observações:
Fiz com uma pressa do cão e meu pc bugou na hora que estava perdendo e perdi parte do final do texto. Então como não tinha muito tempo fiz as coisas ainda mais rápido. Prometo que no próximo vou melhorar!
Poderes:
Nível 3 - Umbracinese iniciante - Consiste na dominação de sombras, poder comum entre os deuses do submundo. Você poderá mover as sombras, moldá-las e torná-las sólidas, no entanto em proporções pequenas - um item simples (sem engrenagens e estruturas mecânicas) de até 5kg e que possa ser usado com uma única mão. Neste level as sombras são fracas e podem ser "dissolvidas" facilmente, não durando mais do que 2 turnos. É necessário uma sombra pré-existente para tal.{Macária}{Ativo}
Armas:
{Rest in peace}/ Adagas Gêmeas - Este par de adagas é branco prateado e, considerando cabo e lâmina, possuem no total 30cm cada. Seu gume é liso e o cabo apresenta arabescos e entalhes que mesclam ramos florais e runas. As duas adagas possuem os mesmos poderes e eles sempre são ativados/ consumidos ao mesmo tempo (assim, mesmo que só transforme uma em arma, ao ativar o poder o consumo também vale para a que está em forma de item, ainda que neste caso seja ineficaz). Transformam-se em um par de anéis no nível 20, gravados com as letrs R.I.P. na parte interna. [Bronze sagrado][Sem elementos]{Presente de reclamação de Macária}{Um anel está no dedo indicador da mão esquerda e ou outro na mão direita}
{Shadow walker}/Botas - As botas parecem coturnos, negras e com cadarços. Seu uso garante um aumento constante no deslocamento natural de 3m. Adicionalmente, ativando seu efeito o usuário torna-se capaz de se locomover sobre qualquer superfície que forneça um mínimo de apoio (sejam superfícies íngremes ou líquidas, mas não gases ou similares) ainda que permaneça sujeito a condições adversas (caminhar sobre lava danificaria o item, não sendo possível por muito tempo, uma vez que ainda há o contato com a superfície). Cada ativação dura 3 turnos. 3x por missão. [Couro e borracha][Sem elementos]{Presente de reclamação de Macária}{Pés}
{Embrace}/Manto leve, de um tecido negro e fluido. Apesar de não fornecer bonificações efetivas na defesa, seu efeito permite ao usuário teleportar-se pelas sombras. A distância permitida por viagem equivale ao nível do semideus x10 em Km (no mínimo 1/ 10 desse valor por viagem). Permite até 3 usos por missão. Há uma chance de falha na localização final caso não se conheça o lugar a ser visitado. Pesquisas, imagens, fotos e similares podem reduzir isso. Não é possível atravessar barreiras mágicas com este poder. [Tecido][Sem elementos]{Presente de reclamação de Macária}{Vestido}
Escudo de Ópio (Se transforma em um bracelete de couro entrelaçado, de cor verde, com pingente em forma de pena de pavão de ouro. Quando ativado, o couro é a correia que o prende ao braço do semideus, enquanto o escudo assume uma forma circular, com o entalhe da pena de pavão no centro. A cada defesa encostada no oponente o droga aos poucos, a cada monstro drogado e morto que tenha encostado no escudo seu poder de defesa aumenta. O veneno tem um poder sonífero. O efeito é variável, de acordo com o nível do oponente. Oponentes muito fracos - 10 níveis ou menos - ou afetados várias vezes seguidas - mais de 5 vezes no combate - ficam um pouco mais lentos, reduzindo seus ataques e defesas em 20% por 3 rodadas, e retomando a contagem de turnos de envenenamento, caso venha a ser acertado novamente) [Contador: 0 ][Couro e ouro abençoado][Nível mínimo: 5] (Presente de Hera)[by:Hera]{Pulso esquerdo}
Espada de Romã Sagrado (Espada de bronze sagrado, mas de cor dourada, com várias camadas, muito finas e preenchidas com sementes de romã em seus interiores. Ao corte no oponente, se ativada, as sementes liberam um veneno que remove 5 HP a cada duas rodadas. Até 3 vezes por combate - ou seja, por luta, não missão. O cabo é de madeira, recoberto com cetim verde e delicados filigranas de linha dourada.)[Bronze sagrado, madeira, cetim e romã][Nível mínimo: 5] (Presente de Hera)[by:Hera]{Embainhada}


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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Ter 12 Jun 2018, 00:05


aumento de prazo em 24h
Concedidas 24h a mais do prazo original, ou seja, postagens encerradas às 00h do dia 13/06/2018. Àqueles que já postaram, está reservado o direito de editar seus posts. Caso desejem que alguma alteração seja feita, basta mandar uma MP para ADM Éris explicando qual edição você quer e onde no seu texto.






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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jessamine H. Julie em Ter 12 Jun 2018, 12:52


BABY, I'M DYIN' //

Ah, Califórnia.
A casa dos maconheiros de plantão, das minas gostosas e dos surfistas bronzeados. Ou, pelo menos, é a impressão que todo filme e toda música popular passam. A Califórnia que eu me encontrava no momento resumia-se a um cara pedindo por dinheiro na rua, uma ou duas prostitutas fazendo hora na esquina e um pirralho - sério, ele não poderia ter mais de dezesseis anos - tentando bolar um baseado.
Ah, Califórnia.

Enquanto examinava meus arredores e conferia os pertences que levava, pude perceber que 'tava em uma cidade pequena, pouquíssimo movimentada. Também percebi que não fazia nem ideia do que eu deveria estar procurando. Olhei de soslaio para o grupo de pessoas à minha frente. Respirei fundo e em um segundo, um sorriso grande estava em meu rosto.
E aí? — Falei, assim que cheguei a uma distância razoável das prostitutas. Ambas vestidas em roupas praticamente inexistentes, ambas com maquiagem borrada e cabelo bagunçado. Créditos a ela por ao menos tentarem.
— Não jogo 'pra esse time. — A da direita falou.
— Eu não ligo. Quatrocentos a hora, garota. — A da esquerda retrucou, soltando a fumaça de seu cigarro na direção do meu rosto. Passei meus olhos por sua figura, sem deixar que a descrença que sentia fosse óbvia.
Ah, qual é? Quatrocentos?
— Tudo bem, só porque eu gostei de você, faço por duzentos.
— Nossa, você realmente não sabe negociar, amiga.
Opa, calma lá, gente. Eu não 'tô querendo esse tipo de negócio, embora vou guardar o pensamento 'pra depois, que tal? — Elas me encararam com certa curiosidade e resolvi tentar mais uma vez — Só quero umas informações, só isso.
— Ah, não. Outra vez?
— Aquele velho falou a mesma coisa. Nós parecemos centro de informações, por acaso?
Que velho?
— Um nada simpático. Gordo, baixo, todo rechonchudo. Parecia ter problema de raiva, sério!
— E ele fedia a vinho. Cara, 'cê 'tá na Califórnia, pelo menos fica chapado do jeito legal! — Ou eu 'tava enlouquecendo ou elas 'tavam falando de Dionísio. Resolvi testar a sorte mais uma vez.
Realmente, parece que ele era um saco. Mas eu sou legal, 'né? E quem sabe, posso até dar a vocês uns trocados pela informação. — Isso pareceu ter atraído a atenção das duas, que imediatamente endireitaram-se.
Agora sim, garota. Meu nome é Bruna, prazer. — A da direita falou com um sorriso, revelando que um dente faltava em sua boca.
— E eu sou a Pietra, xuxu. — A outra estendeu a mão e apertei-a de bom grado.
Bom, primeiro de tudo; onde estamos?
— Condado de Siskiyou, meu bem. — Pietra respondeu.
Uau, ok. — Eu nunca havia falado daquele lugar. Quando Dionísio falara sobre Califórnia, eu esperava o lugar com praias, descolado que nem nos filmes. — O que o velho mal-educado queria?
— Oba, eu respondo essa! — Bruna gritou, a animação na voz clara. Mas, quando abriu a boca para falar, não tinha palavras. Levantei uma sobrancelha, indicando que Pietra respondesse. O mesmo aconteceu.
Dionísio havia calado-as, e calado-as bem. Xinguei-o mentalmente, passando para a próxima pergunta.
Bom, 'cês perceberam alguma coisa estranha por aqui?
— Não, acho que não.
— Cala a boca, Pietra. E quanto ao Velho Nick?
— Ah, mas ele é sempre estranho.
— Mas vai falar que ele sempre começou a fazer uns rituais zoados no pé da montanha?
— Ora, mas-
'Pera aí. Rituais? Quem é esse cara?
— O Velho Nick! Um velho mal-humorado, meio louco. — Bruna falou, rolando os olhos.
— E ele nunca paga bem.
— Ai amiga, não acredito que 'cê fode aquilo.
Daddy issues alert. — Murmurei, tentando focar minha atenção no ponto importante da conversa. — Onde ele mora?
— Em uma casinha horrível perto da montanha.
Montanha? — Pietra apontou para algo atrás de mim e no momento que me virei, um arrepio subiu pela minha espinha. Ele, porém, não foi causado pelo tamanho da montanha - que era surpreendente, sem dúvidas -, e sim pela sensação que senti. Sabe quando 'cê é um pirralho ainda e 'tá fazendo alguma coisa errada, escondida? Tipo sair de casa sem a permissão dos papais ou então roubar uma ou duas garrafas do estoque de álcool deles? E aí eles descobrem? Então.
— Aquele é o Monte Shasta. Essa cidade toda só existe por causa dele. Cidade turística, vulcão ativo et cetera e tal.
Vulcão ativo?
— Ah, não se preocupe, neném. A última erupção foi em 1986. Estamos de boa, 'tá ligada?
Não, Bruna. Não tenho tanta certeza quanto a isso.
Pelo menos agora eu tinha 'pra onde ir.

A partir de umas orientações confusas - francamente, eu deveria entender que porra seria "virar à direita no guaxinim atropelado e fedido"? (se bem que eu me virei bem nessa parte) -, cheguei à tal casinha horrível. E pude constatar pessoalmente que ela era, de fato, horrível.
Pequena, mas tão pequena que nem conseguia imaginar alguém vivendo ali. Pedaços da telha faltavam, e a única janela estava coberta por tábuas de madeira. A pintura antes azul clara 'tava desgastada e a porta 'tava entreaberta. Localizada exatamente na base da tal montanha, esta fazia uma sombra sobre a moradia, e a sensação de alerta que senti antes agora era muito mais presente. E o cheiro. Meus olhos lacrimejaram e quase vomitei minhas tripas 'pra fora naquele momento. Parecia uma mistura de ovos podres com salsa e alguma coisa morta. Essa última parte deveria ter me preocupado, mas dei de ombros e dei algumas batidinhas de leve no pedaço de madeira que servia de porta.
Ôoo de casa? — Do fundo da casa, pude ouvir passos e resmungos.
— Se for o Jock, eu não tenho dinheiro 'pra você, verme!
Nope, tente de novo.
— É a porra da Cristine? Já falei que não quero internet 'pra ficar acessando a página do censo da América. Eu 'tô é cagando 'pros nomes mais usados.
Nossa, mas 'cê deveria 'tá na página dos desabrigados procurando um lar. — Isso fez com que os passos aproximassem e a porta abrisse de supetão. E finalmente pude examinar meu anfitrião. Ele era alto, mais alto do que o esperado. Sua figura esguia servia 'pra evidenciar a barriga flácida que carregava e as bolsas embaixo dos olhos azuis elétricos e vermelhos eram negras. Seu cabelo grisalho era desarrumado e o canto da boca 'tava manchado de vermelho. Fiz o possível 'pra esconder minha cara de puro nojo e acho que com sucesso, já que ele abriu um sorriso largo, mostrando os dentes podres, amarelos e os que faltavam.
— O que uma beleza dessas 'tá fazendo na humilde residência do Velho Nick? — Ele se chama de "Velho Nick"?
Bruna e Pietra mandam oi. — Nesse instante, suas feições mudaram para algo parecido com malícia e ele avançou, colocando-se ao meu lado.
— Ora, ora, ora. E você é meu novo brinquedinho? — Deixei a repulsa de lado, considerando minhas opções. a) eu poderia mandar a real 'pra esse velho tarado. b) conseguir informações na cama - 'pera, isso não é uma opção mas nem fodendo, eu tenho meus limites, 'né? c) uma junção de a) e b).
Isso aí. Vai fazer sacanagem comigo, vai? — Falei, apoiando o braço em seus ombros. Imediatamente senti sua mão no meu quadril. Ew.
— Vamos 'pra dentro, bebê. Vou fazer muito mais que isso.
Uau. — Assim que pisei dentro daquilo que ele chamava de casa, franzi a testa. O cheiro era muito pior ali e na pouca luz pude discernir alguns móveis. O que atraiu-me a atenção, porém, foram os desenhos gravados nas paredes, chão e teto. E por favor alguém me diz que a tinta que ele usou não era sangue. Ok, esse cara é maluco.
— Vem cá, vem. — Falou, começando a me puxar na direção da cama minúscula - que se resumia a um colchão maltrapilho.
O que é isso?
— É o Grande Nick, só espera que 'cê vai ver. — Ele botou como nome do pau dele "Grande Nick"?
Não, não essa maravilha que eu tenho certeza que é o Grande Nick. 'Tô falando da decoração.
— Ah! Veja bem, meu bem. Vamos, sente-se aí que o Velho Nick vai te contar uma história de arrasar.
Arrã.
— Bom, há muito tempo atrás, Skell, o Espírito do Mundo Acima desceu dos céus para esta montanha. Ele teve de lutar contra Llao, o Espírito do Mundo Abaixo e após muitos anos, foi vitorioso. Agora, Skell reside na montanha, protegendo a população do Condado de Siskiyou! — Seus olhos 'tavam arregalados e o cuspe voava de sua boca a cada palavra. Afastei-me um pouco, minhas costas encontrando a parede mais próxima.
Sério? Que legal. Quando que a guerra acabou?
— Em 1986, garota. Eu estava presente! A última batalha devastou mais de metade da gloriosa Siskiyou. — 1986? Então quer dizer que...
E essa batalha, como você conseguiu perceber que ela 'tava acontecendo?
— Que pergunta boba, meu bem. Todos poderiam ter percebido, com as pedras fumegantes e a os jatos de sangue escaldante que derramaram sobre a cidade! —  Ok, ele é louco. Já 'tava quase inventado uma desculpa qualquer 'pra vazar dali o mais rápido possível, mas algo que aprendi no Acampamento ecoou em minha cabeça; "todo mito tem um fundo de verdade".
Ei, Velho Nick?
— Sim, meu bem? — Ele agora lutava contra o cinto, sem dúvidas assumindo que era seu dia de sorte.
E quanto à recentemente? 'Cê percebeu mais alguma batalha acontecendo na montanha? — O homem paralisou ao ouvir minhas palavras.
— FINALMENTE! — Seu berro assustou-me e levantei da cama, pronta para um possível ataque.
Quê?
— Finalmente alguém que reconhece os sinais, como eu!
Sinais?
— Sim, sim! Skell vem agitando-se, está pronto para batalhar mais uma vez! Ele fala comigo, sabe? Em meus sonhos. Promete glória e riquezas, mas não desejo nada disso, só quero conhecê-lo.
É mesmo? E por que não o faz?
— Não seja tola, garota. Skell fala que ainda não é a hora, que minha hora chegará. Ele ainda está cansado da batalha de sua vida, precisa recuperar suas forças.
Bom, esse Skell parece um covarde, isso sim. — No mesmo momento, pude sentir a mudança no ar. Velho Nick calou-se. A sua casa tremeu. E, no fundo de minha mente, eu ouvi. Era um sussurro nada discernível, mas constante. Ele parecia percorrer meu corpo inteiro, arrepiando minha pele e mandando calafrios pela minha espinha.
— Não, não, não, não! — Velho Nick gritou, avançando para cima de mim, suas mãos ossudas prendendo meus ombros contra a parede. — Como fez isso, menina? Como convocou-o? — Foi a desolação em sua voz que me impediu de arrebentar o velho naquele instante. Era como se eu havia acabado de destruir seus sonhos e esperanças. Como se, em questão de segundos, ele não fosse o único capaz de comunicar-se com o tal Skell e isso o matasse.
E-Eu não fiz nada, Velho Nick. — Seus dedos apertaram com mais força, até que me soltou.
— Pois bem. A garota quer saber mais sobre Skell, não? Ela não acredita no Velho Nick. Pois bem. — Resignado, ele afastou-se, apontando para a porta. — Skell convoca-a, garota.
O que ele quer?
— Vá. Vá antes 'dele ficar impaciente.
Como vou achar Skell?
— Ele achará a ti, garota.
Isso não é nem um pouco assustador. — Já ia embora, quando virei-me para o homem, examinando-o. — Ei, Velho Nick?
— O que você quer?
Desculpa que não deu 'pra me apresentar ao Grande Nick. — Nisso, ele abriu um sorriso torto, quase que triste.
— Não se preocupe, garota. — Ele apontou para mim, um tom melancólico em sua voz. — Skell diz que você é estragada.
Disse, é? Acho que ele 'tá certo quanto a isso.

Eu adoraria dizer que o Velho Nick era só mais um maluco meio pirado. Adoraria xingar Dionísio e os deuses por preocuparem-se com uma coisa tão idiota. Adoraria afirmar que suas preocupações não têm fundamentos. Mas isso não era possível. Não quando o sussurro constante permanecia ali, no fundo de minha mente.
Ele guiou-me pelo mato, tornando-se mais alto a cada passo que dava. E, quando encontrei uma caverna que poderia jurar que não 'tava ali até uns minutos atrás, soube que havia chegado no meu destino.
Examinei a entrada e a falta de luz mais 'pra frente. Respirei fundo e comecei minha caminhada.

Achar meu caminho pelo solo rochoso era difícil, ainda mais com a voz em minha cabeça. Chegou em um ponto que não sabia quanto tempo havia se passado, nem em que ponto da montanha eu estava. Foi depois de algum tempo, porém, que pude sentir que alguma coisa havia mudado.
O ar tornou-se mais quente e eu conseguia sentir o suor escorrendo pela minha pele. O chão tornou-se liso. E, à minha frente, pude sentir uma presença. Era quase a mesma sensação que havia sentido em Alcatraz, antes do lugar desabar, logo depois da febre de ouro. Minha boca 'tava seca.
Pensei que eu era estragada demais 'pra estar na sua presença. Uma pena 'cê achar isso, ouvi dizer que a primeira impressão é a que fica.


mimimi:
etc:
— bom, no fim do outro post, Dionísio "teletransportou" a Jess até Califórnia, mais precisamente no Condado de Siskiyou, que abriga o Monte Shasta, um vulcão ativo cuja última erupção foi em 1986. Pesquisando um pouquinho mais, descobri que tem toda uma lenda por trás desse vulcão (clica) e resolvi fazer uso dela pra trama da Jess nesse evento.

— caso não tenha percebido, cada título é uma música diferente que eu recomendo, então é só clicar no ícone de nota musical lá em cima 'pra ouvir

— o estilo do texto (todo quebrado em parágrafos diferentes e tal) é mais por questão de organização, pra mostrar passagens de tempo e mudança de "assunto", sei lá

— espero que tenha curtido

— beijinhos
e tal:
poderes:
poderes // héracles:
— (PASSIVO / LVL 17) Sentidos aguçados II - Audição: Devendo ficar atentos à aproximação de monstros, e sendo capaz de rastreá-los, nesse nível a audição dos filhos de Héracles se desenvolve. Como um lutador e rodeado de perigos, era natural que tivesse que se manter atento ao seu redor. Seus filhos escutam o equivalente ao dobro em termos de distância do que um humano normal ou semideus sem esta habilidade, e 50% a mais em termos de acuidade.
poderes // mênade:
— (PASSIVO / LVL 19) Habilidade Teatral III ~ Todos acreditam nas palavras que proferirem de sua boca, colocando toda a fé e caindo em suas emboscadas. Consegue deixar monstros aturdidos por sua capacidade de mentir, e sua atuação é perfeita.
equipamentos:
— {Opprimere} / Clava [Clava de bronze sagrado. É uma arma maciça, de aparência intimidante, mas filetes dourados envolvem partes dela, deixando-a com o aspecto menos rústico. Transforma-se em um relógio no nível 20] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

— Arco Longo de Empousa [Arco longo, necessita força para que seja usado. Composto por pele de empousa. Uma extremidade do arco é feito completamente de mármore branco enquanto a outra é revestida com pele de burro. Além de ser extremamente charmosa, possuindo adornos em bronze. O seu efeito especial é que, quando é tocada por qualquer um que não seja o portador original, emitirá uma temperatura extremamente grande capaz de causar queimaduras. Transforma-se em um anel feito de mármore, com o entalhe do rosto de uma empousa.] {Mármore branco, bronze, pele de burro} (Nível mínimo: 20) {Elemento fogo} [Recebimento: Missão; comprado de Camden Navarre]

— {Acutus} / Aljava [Aljava com flechas de bronze sagrado. Comuns, pórem ilimitadas.] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

— {Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

— {Cantil de Dioníso} / Cantil [Um recipiente prateado, mágico, com a letra "D" emoldurada na frente e costas do objeto de formato retangular. É encantado para que nunca esteja vazio, embora, se consumido, o licor que porta só apareça novamente na manhã posterior, limitando o uso à uma vez por dia. Se consumido, tem o efeito de recuperar 40 de MP e 40 de HP instantaneamente.] {Prata} (Nível Mínimo: 28) {Nenhum elemento} [Recebimento da missão “Dad's Lesson”, avaliada por Ártemis e atualizada por Hécate.]
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Peter Lost em Ter 12 Jun 2018, 15:27

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DRAGONBORN
Parte 2  
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Peter Lost
Quer se perder comigo?
Já passava do meio dia quando eu começara minha caminhada, a cidade agitada parecia não ter se abalado com as catástrofes naturais que faziam o mundo todo tremer. Multidões de pessoas andando velozmente pelas calçadas enquanto os carros lotavam as ruas, denunciando o quão dependentes de suas rotinas os mortais eram.

Se soubessem o que eu sabia, com certeza não estariam tão calmos com o que se passava ao redor do globo. Tentei evitar qualquer tipo de pensamento relacionado à minha próxima tarefa, afinal, dragões eram seres poderosos e o simples fato de me encontrar pessoalmente com tal criatura era assustador.

Mantive-me focado na paisagem daquela selva de pedra. Ao longe eu conseguia ver a morada de meu pai – que antigamente era conhecida como Monte Olimpo e hoje se denominava de uma forma mais humilde: Empire State Building –, não podendo deixar de indagar se o senhor dos raios estaria ali assistindo à minha empreitada para um encontro sem precedentes.

Atingir o meu destino não foi algo difícil e muito menos demorado, uma vez que o rio Hudson delimita a fronteira entre as cidades de Nova Iorque e Nova Jersey, permitindo-me chegar ao local com pouco mais de meia hora de caminhada.

Ω

O rio se estendia por quilômetros e em um primeiro momento não consegui identificar nada de anormal, a não ser talvez a fúria com a qual a água se movia. Decidi acompanhar sua margem, em busca de qualquer indício da criatura mitológica que supostamente estaria escondida naquelas águas.

Aproximei-me de um píer, buscando respostas para aquela busca aparentemente sem sentido. O local outrora cheio de turistas, agora mantinha-se solitário sem uma única pessoa, a não ser por mim mesmo. Respirei fundo, pensando em um plano de ação. Eu não conseguiria caminhar por toda a extensão do rio, não tinha tempo ou pernas para aquilo, portanto fiz o que qualquer semideus em uma viagem faria.

"Hermes, senhor dos viajantes, me ajude!" comecei minha prece "Preciso de sua ajuda em minha viagem, preciso de uma orientação!"

Em diversas outras ocasiões, Hermes me ajudara em momentos como aquele. Por algum motivo eu me sentia a vontade com o deus e suspeitava que ele também apreciava minha companhia de vez em quando. Não deveria ser diferente naquele momento.

Sem que eu pudesse terminar minha prece, uma mão um tanto forte pousou-se sobre meu ombro, fazendo-me virar rapidamente. Não era o deus dos viajantes que se colocava ao meu lado, mas um homem alto, de cabelos grisalhos, vestindo um terno preto com uma elegante gravata que combinava com a cor de seus olhos azuis como o céu. Era meu pai.

Olá Peteco. — Ele falou com sua voz grave e uma carranca.

P-pa-p-papai? — Gaguejei, tentando mentalmente formular uma frase que pudesse fazer sentido. — O-o que está fazendo aqui?

Me pareceu que você estava com problemas, eu pensei em lhe dar uma breve ajuda. — Sua expressão não mudou, ele me encarou com seus olhos penetrantes. O silêncio tomou conta da conversa, fazendo algumas rugas se formarem na testa de Zeus.

Do que está falando?

Escute filho... — Ele então soltou um grande suspiro. — ... Essa sua ideia de batalhar com um dragão. Você não tem o poder para derrotar uma criatura dessas. — A verdade me acertou como um soco. Eu temia que ele dissesse isso e a frase fez com que lágrimas rolassem pelo meu rosto que assumia uma coloração rosada.

Dei as costas para o deus e tentei partir, mas ele segurou-me pelo braço e me puxou em sua direção, fazendo-me virar e encará-lo de novo.

Eu não mais preciso de você! — Cuspi as palavras. — Onde você estava quando eu precisei de você no acampamento?

Se quer continuar sua busca, acho melhor ir de taxi. — O senhor dos raios ignorou minha pergunta e me entregou alguns dólares. — Mas lembre-se, algumas batalhas não são vencidas com poder.

Não me ignore! — Gritei com toda a fúria que um garoto de onze anos poderia ter.

Há mais uma coisa que eu tinha que dizer. — Ele levou a mão até o queixo, pensativo. A raiva crescia dentro de mim, mas sua mão forte ainda prendia meu braço, de forma que eu não conseguia me desvencilhar do deus. — Sua busca deve ser no parque Rockwood Hall! — Ele então apontou para um carro amarelo na rua, como se já tivesse tudo preparado. — Aquele taxi irá te levar até lá. Pague-o com este dinheiro que eu lhe entreguei.

Zeus me soltou e começou a se afastar de mim, eu não conseguia acreditar que ele iria embora daquela forma, após ter me ignorado.

Papai, seu idiota! — Gritei mais uma vez. Ele parou e virou-se para me encarar. — Por que está fazendo isso?

Termine sua tarefa e depois venha até mim. — Sua voz ainda era forte como um trovão e não parecia abalada por minhas palavras, mas por um breve momento imaginei ter visto angústia em seu olhar. — Estarei te esperando..

Fiquei encarando-o partir. Eu não queria ter que terminar minha tarefa para obter as respostas, mas após anos sendo tratado dessa maneira pelos deuses, eu sabia que não teria outra opção a não ser continuar minha jornada.

Ainda relutante com toda aquela situação, segui as instruções de meu pai, o taxi estava à minha espera e já sabia o meu destino.


Ω


O trajeto demorou pouco mais de uma hora, o motorista não fez muitas perguntas ou comentários, mantendo-se concentrado no caminho o tempo todo. Conforme nos aproximávamos do local, era possível notar diferenças climáticas e uma grande movimentação nas proximidades do parque.

Diversas emissoras de televisão estavam representadas por suas equipes de jornalistas, enquanto várias viaturas agrupavam-se e montavam uma barricada impedindo que qualquer pessoa entrasse no parque. Era evidente que algo estava acontecendo e os mortais não faziam ideia do risco que estavam correndo.

Paguei o motorista com os dólares que meu pai me dera e saí do carro, tentando aproximar-me de meu destino. Esgueirei-me entre os repórteres e jornalistas até finalmente alcançar a barricada. Os policiais gritavam ordens para os civis, exigindo que se afastassem. Era evidente que nem todos os policiais da cidade juntos poderiam espantar os olhos curiosos das pessoas que agora já rodeavam o local.

Tentei aproveitar a situação para atravessar pela zona. Eu não teria muito tempo, analisei a situação e me movi o mais rápido que pude: pulei em cima do capô de um carro, deslizando sobre o mesmo. Ao atingir o outro lado, pude escutar gritos dos policiais, ordenando para que eu voltasse. Ignorei.

Iniciei minha corrida em direção ao rio, mas antes que eu pudesse fazer qualquer outra coisa, diversas mãos me agarraram e me levaram ao chão. Já era tarde, eu havia sido pego pelos policiais.

Debati-me violentamente tentando chutar e socar meus captores e continuar minha busca, mas os homens eram treinados e com certeza um garotinho não seria problema nenhum para segurarem.

Sem grande cerimônia, os oficiais me arrastaram para dentro de uma viatura e me colocaram sentado dentro da mesma, enquanto outro policial se sentava ao meu lado. Ele abriu um sorriso gentil ao me olhar, e eu o analisei o máximo que pude.

Seu uniforme azul e um tanto desbotado denunciava que o homem já estava no cargo há algum tempo. Em seu peito eu conseguia ler "Tenente C. Allen" e sua expressão ainda sorridente não conseguia disfarçar o cansaço exposto pelas olheiras sob seus olhos castanhos.

Onde estão seus pais, amigão? — Sua pergunta súbita fez com que eu olhasse para baixo, envergonhado. Ele então continuou, na tentativa de me fazer falar algo. — Oh, onde estão meus modos? Sou o tenente Cody Allen, e você é?

Peter. — Falei de uma forma fria e desgostosa.

Peter... E o que faz com essa sua lança? — Ele pareceu um tanto entretido com a arma em minhas costas e fez um gesto para que eu a entregasse. Obedeci o homem, entregando-a para ele sem dizer nada. Após alguns instantes ele tornou a perguntar. — Onde está seu papai ou sua mamãe?

Não sei.

Você está perdido? — Ele se inclinou em minha direção, a preocupação apareceu em sua voz.

Não. Eu vivo sozinho. — Continuei olhando para baixo enquanto minhas bochechas ficavam rosadas.

Entendi... — Ele então olhou pela janela, um tanto preocupado, voltou-se para mim e começou. — Bem, já que não sabemos onde seus pais estão, você deve ficar aqui até eu voltar, ok? — Ele abriu a porta para sair, mas antes que o fizesse, Cody se virou para mim. — Não se preocupe, vou arranjar algum lugar bom pra você ficar!

Assim que o policial saiu da viatura, ele colocou minha lança apoiada no lado de fora do carro e eu sabia que teria que agir rápido se quisesse sair daquele lugar. Tentei abrir a porta, mas não era possível abri-la pelo lado de dentro, eu estava preso.

Olhei em volta, diversos policiais corriam de um lado para o outro, gritando ordens. Eu estava ficando com pouco tempo. Rodei o interior do veículo com os olhos, não havia nada que pudesse me ajudar.

Transformei Karabela em uma lâmina e bati com o cabo da espada no vidro do carro o mais forte que consegui. Precisei dar algumas porradas para conseguir quebrar o vidro e abrir a porta pelo lado de fora, mas assim o fiz, o alarme do veículo começou a tocar, fazendo com que todos os policiais próximos se virassem em minha direção.

Aquele realmente não era o meu dia.

Agarrei minha lança, que estava apoiada no lado de fora da viatura, e comecei a correr novamente para dentro do parque. Naquele ritmo eu seria pego de novo, o que me fez forçar minhas pernas para o máximo de suas capacidades. Ao fundo, podia escutar o tenente Allen chamando meu nome, assim como diversos outros gritos.

Não tive coragem de olhar para trás, eu sabia que deveria estar em uma péssima situação. Dei um impulso forte no chão e me lancei para frente com um mergulho no ar, contudo ao contrário do esperado meu corpo não caiu no chão, mas deslizou pelos ares, eu estava voando.

Eu sabia que os mortais ficariam impressionados, mas logo a névoa tomaria conta disso. Assim, eu apenas voei o mais rápido que pude para dentro do parque, ignorando os chamados. Eu não sabia o que os mortais estariam vendo naquele lugar, mas com certeza era assustador o suficiente para que nenhum deles viesse atrás de mim.

O sol já descia no céu, em poucas horas todo o céu estaria pintado em um tom alaranjado magnífico. O parque era enorme, uma verdadeira obra de arte da natureza, na qual as árvores e plantas se mesclavam quase que perfeitamente com as construções em pedra feitas posteriormente, deixando uma paisagem de tirar o fôlego ao fundo, na qual se poderia avistar tanto o rio Hudson quanto sua margem do outro lado em Nova Jersey.

Avancei pela grama o mais rápido que pude, até aproximar-me o suficiente do rio. Estava agitado como eu nunca havia visto. A água transbordava, alagando boa parte do parque e levando um rastro de destruição por onde passava. Eu me sentia aterrorizado com aquela visão, mas agora não havia mais como voltar atrás. Resolvi, por fim, seguir o rastro de destruição enquanto minha eletro-percepção gritava, como se alguma criatura de proporções colossais estivesse próxima.

Finalmente, encontrei uma grande formação rochosa de coloração estanho, na qual a luz solar batia emitindo um brilho azulado. Eu nunca havia visto algo tão bonito, de forma que fiquei alguns instantes admirando a beleza daquela paisagem. Para meu espanto, após alguns breves momentos a rocha começou a se mexer.

Eu não sabia o que estava acontecendo, meu coração disparou e minha respiração se tornou ofegante. Fiquei deslumbrado com a visão, a formação rochosa era o próprio dragão. Mantive-me perplexo enquanto assistia ao ser majestoso se espreguiçar como se tivesse acabado de acordar, abrindo suas enormes asas aos céus e enrijecendo sua cauda por uma fração de segundo.

Naquele momento eu finalmente compreendi a fala de meu pai " Essa sua ideia de batalhar com um dragão. Você não tem o poder para derrotar uma criatura dessas. "

Eu realmente não conseguiria – e não queria –  fazer frente a uma criatura daquelas. Aproximei-me cambaleante, enquanto todas as células em meu corpo diziam-me para fugir dali. Talvez Zeus estivesse certo, eu não poderia derrota-lo, mas algumas batalhas não precisariam ser vencidas pela força.

Poderoso dragão, eu sou Peter Lost, filho de Zeus! — Gritei para conseguir ser ouvido em meio ao barulho de água. Em seguida curvei-me para a criatura, demonstrando todo o respeito que eu tinha por ele. — Venho em busca de paz e orientação!

A criatura se virou para mim e eu tive a impressão de que ela penetrava minha alma com seus olhos tão azulados quanto os meus. Eu finalmente encontrara o dragão.

Adendos:
Arsenal:
{Karabela} / Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus] Formato de anel na mão esquerda.

♦️ Perdição [Espada com lamina de bronze sagrado. A arma se adequa em peso e tamanho ao usuário, seu cabo é de aço negro com um fino revestimento de couro preto para melhor manuseio e tem um comprimento padrão. A arma não tem nada de especial em relação a uma arma de bronze sagrado comum, exceto pelo fato de que, quando a espada não esta em uso, ela se torna uma luva negra com as letras “PL” bordadas em branco, indicando que ela só funciona com Peter.] {Bronze Sagrado, Aço Negro, Couro e Tintura} (Nível mínimo: 9) {Nenhum elemento}Formato de luva na mão direita.

♦️ {Lost Belt} / Armadura [Uma armadura que protege o usuário. A armadura é feita de bronze e é reforçada para aguentar grandes danos, tanto que golpes comuns de espada causam pouco dano nela. Protege a parte do tronco, pescoço - por causa da gola de metal -, peitorais, costas e ombros. Quando o dono quiser, a armadura se transforma em um cinto, revestido em couro e vice-versa. É muito leve, tanto que Peter pode correr como se estivesse vestindo uma camisa comum.] {Bronze e Couro} (Nível: 24) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥ ] Na calça jeans.

▲ {Skiá} / Colar [Trata-se de um colar feito inteiramente de prata que ostenta um pequeno pingente de ônix lapidado cuidadosamente no formato de um relâmpago. O item concede o usuário a habilidade de, uma vez por evento/missão, absorver um ataque não físico (mágico ou elemental), desde que o adversário tenha no máximo até o mesmo nível que o jogador.] (Prata, Ônix) {Nível mínimo: 40} (Não controla nenhum elemento) [Recebimento: Missão - "The Lost Boys" / Avaliada por Ayla Lennox e Atualizada por Psiquê.] Utilizando como colar no pescoço.

{Thunder} / Lança [Lança metálica, feita inteiramente de bronze sagrado. A ponta é maior do que a de lanças comuns, formando uma lâmina em forma de raio, que apesar de mais difícil de manejar para quem não é acostumado, pode causar danos potencialmente maiores, ainda mais considerando-se o peso, já que até seu cabo é metálico. Esse dano adicional contudo não é inerente à arma, dependendo do manuseio e habilidades do semideus.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus] Presa nas minhas costas.

Poderes:
Poderes passivos:
Voar (Nível 5) - Será seu poder característico. É muito útil e aperfeiçoado quando quiser.

Eletro-percepção (Nível 11) - Assim como alguns animais, como os tubarões, que detectam estímulos elétricos, sua percepção é melhorada dentro de um raio. 10m iniciais, mais 1m adicionail por nível. Dentre desse raio, você é capaz de notar mudanças sutis geradas pela movimentação dos seres ao redor e, portanto, não recebe ataques críticos provenientes de ataques surpresa, mas não quer dizer que consiga prever os ataques completamente, já que não é como se soubesse os movimentos que estão planejando, e sim que estão perto.
Poderes Ativos:
Nenhum poder ativo utilizado.
Observações:
Bem, Peter foi em busca do seu dragão, procurando-o pelo rio Hudson. A conversa que ele tem com Zeus está relacionada com a trama pessoal do personagem que terá continuação por conta dos acontecimentos deste evento.

Sobre o Tenente Cody Allen, criei o personagem para este evento, mas agora estou com planos de adicioná-lo à trama futura do Peter.

O dragão escolhido foi o de água, acredito que isso tenha ficado claro.

Sem mais, espero que goste <3
Peter Lost
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Logan Montecarlo em Ter 12 Jun 2018, 18:48

palavras que escrevi à morte

Espírito atormentado de Logan,

Não deveria ter te deixado chegar até aqui, e sei disso. E, cada vez mais, sinto que, ao ter-te em minhas mãos, deveria ter simplificado minha vida e apenas te entregado a Lorde Hades, pois assim é e assim sou: simples, direto e inevitável.

Muitos me veem assim. Acreditam que a morte tem uma função que exige rapidez, e isso é verdade. Porém, e o digo por experiência própria, há muita imprecisão aí. Engana-se quem crê que a morte apenas chega a cortar o fio da vida, e fim. Ao menos, essa não é minha maior ocupação.

Sou eu quem traz as almas da superfície. Sou eu quem escuta seus últimos lamentos; as verdadeiras últimas palavras, às vezes tão interessantes quanto aquelas guardadas nas memórias do mundo e dos homens. Sou eu quem busco os espíritos, quem os acompanha e, principalmente, quem os escuta. Obviamente, depois de tanto tempo nessa rotina, em algum momento, você descobrir a relevar a maioria das coisas.

Mas essa tática não chega a ser usada em toda travessia que faço.

Às vezes, não custa nada prestar alguma atenção no que os mortos te dizem. Além de mais precioso do que as mentiras dos vivos, é bonito que os outros percebam que você — que alguém — está dispondo um pouco de seu tempo. Ainda que, enquanto deus, o tempo não tenha tanta significância pra mim, ele ainda é obviamente uma moeda valorosa para vocês. Por qual outro motivo construiriam relógios?

Basicamente, a morte não é tão preto no branco quanto a vida. Quer dizer, na verdade, ela até é; mas a travessia, como qualquer outro trajeto, é bem mais relativa e graciosamente temperada. Se meu elevador falasse, Logan, talvez eu mesmo precisasse matá-lo. Seria uma pena pelas histórias que não chegamos a viver, mas que escutamos; e, muitas vezes, o contar de uma história pode fazê-la mais viva em ti do que nos presentes dela. Alguns momentos são bons de serem escutados, não vividos.

Enfim, a questão é que você estava entre essas travessias mais dignas de atenção. Como eu sabia que você não estava morto — porque aquele julgamento dos Três Juízes foi incorreto, mais uma demonstração da estúpida burocracia infernal —, não estava certo te matar, uma vez que ainda não era teu tempo. Sou conhecido por minha lealdade a Lorde Hades e realmente o respeito. Contudo, antes dele, minha lealdade esteve, está e estará sempre com a morte. E, enquanto leal à morte, eu não podia te matar.

Igualmente, por teu desleixo e atrevimento, por teu descuido e comportamento temeroso, tampouco poderia te deixar sem algum castigo e, por isso, fiz o que fiz. Assim, em primeiro lugar, entenda que você se pôs nessa situação. Entretanto, saiba também que não são muitas almas a quem dedico meu tempo. Sinceramente, diria que só Sísifo se assemelha a você em relação a essa teimosia de viver. Todavia, meu instinto sobre ambos é bem diferente: Sísifo tentou enganar a morte; você, apenas, não a aceitou.

Nesse ponto, Logan, te julgo idiota. Mas também tomo alguma parte das tuas dores, já que ainda não era tua devida hora, e te dou razão.

Mas daí à sua decisão de, literalmente, subir o mundo inferior já me parecia bem estúpida. Por isso, confesso que me choquei ao perceber seus passos pela escada que, no final das contas, nem era uma escada, como você descobriu na última parte do percurso. Agarrar-se à pedra como você fez e ainda por cima moldá-la quando necessário já demonstrava a tal teimosia supracitada. Entre negar a morte e praticamente escalar o Submundo, existem diferenças notáveis. Talvez a principal delas seja: nunca soube de alguém que cavou a própria saída. Tal perseverança — e, sim, imagino que isso seja um elogio — é rara de se conhecer, e posso me presumir por tê-la presenciado.

Dobrando a terra, você criou apoio onde não havia. Eu vi suas mãos calejarem ao longo do caminho. Espíritos atormentados vieram criar peso em sua alma, e de todos você escapou com tua aura respeitosamente intimidante. Todas as mãos espectrais que se sustentavam em ti, aproveitando-se de teu esforço para regressar, te soltaram com uma ordem tua. As poucas que ainda consideravam, você intimidou. Repasso tudo isso aqui porque você não deveria esquecê-lo. Esse tipo de recordação, Logan, deve permanecer documentada.

Dessa maneira, documento aqui seu sucesso. Você escapou, em algum momento. Quando abriu, com teu toque, o teto — ou solo, a depender do ponto de vista —, eu fui testemunha dos tímidos raios de Sol que por ali entravam. Depois de tanto tempo encarcerado, imaginei que você aproveitava da iluminação natural (e já não mais de seu isqueiro) e supus que aqui nos separávamos.

Logan, vou te contar um segredo, que de secreto não tem nada além do fato de poucos o saberem. Tendo a função da morte, nenhuma terra realmente está fora de meus domínios. Mesmo o Alasca, Terra Além dos Deuses, não é uma Terra Além da Morte e, portanto, além de mim e minha foice. Curiosamente, a saída que você escolheu ficava em uma pouca das ilhas desabitadas do arquipélago das Aleutas. Por isso (e pelo fato de que, caso eu me ativesse mais ao seu caso, você correria algum perigo de ser detectado), diminui minha força e me mantive por breve tempo como espectador, até porque nada passava de uma sutil curiosidade minha sobre seus passos após a pena que te impus. Pelo que me lembre, mas aqui as lembranças já me eram levemente turvas, você estava do lado externo do Monte Cerberus, no pé da montanha, enquanto buscava alguma fonte de energia — que não sei se você sentia, mas eu sim — no alto, perto da boca do vulcão, onde uma silhueta vagamente humanoide pairava.

Digo "vaga" porque, para mim, você a via quase semelhante a ti, já que teu corpo não denunciou nenhum sinal. No entanto, para mim, Logan, aquilo obviamente não era humano, porque o rastro de morte que carregava era muito maior e mais antigo do que qualquer humano poderia carregar.

Cuidado com as feras que tenta domar, semideus.

Dragões sempre serão dragões.

Atenciosamente,

Tânatos.

P.S.: Caso você realmente escape dessa infantil armadilha de Lorde Hades e seja capaz de superar meu castigo, tenho um pedido a te fazer: por favor, nunca diga que escapou da morte, mas do Submundo. Há muitas coisas em jogo nessa simples troca de palavras, que eu acredito que você possa entender. Confio em sua precisão ao contar sua história.

apêndice:
— a relação entre Logan e Tânatos (e o castigo dele) será abordada futuramente em uma DIY. caso necessário, consultar-me privadamente para maiores informações.

— a dita "armadilha de Hades" seria referente ao fato de Logan, não estando morto, ainda ser mantido no Mundo Inferior, por pura frescura de Hades que não aceita bem os filhos de sua esposa.

— o dragão teria sido encontrado, provisoriamente, em sua forma humana, apesar de sua imensa aura de poder ser de um dragão.

— a dificuldade tá na subida do Mundo Inferior à superfície. vide observações nos poderes.

— segundo o poder "Consciência Monstruosa", Logan necessita ter um encontro com monstros extra ao pedido ao evento. esse encontro deu-se nesse turno, com os espíritos e almas que tentavam agarrá-lo para mantê-lo no Submundo.

arsenal:
(em forma de espada) — {Flowerblade} / Espada [Uma espada que mede cerca de 70 cm, sendo que sua lâmina é em torno de 60 cm. Sua lâmina é de bronze sagrado e fica em um tom diferente conforme a estação do ano, e o pomo tem a forma de uma rosa desabrochando. Seu guarda-mão tem um formato de quatro pétalas laterais divididas igualmente, e no centro há um brasão em forma de flor, adaptável ao gosto do meio-sangue. Ao matar alguém, toda a sua estrutura torna-se negra e gélida, relembrando ao filho de Perséfone o sofrimento que uma morte pode causar. ] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]

(em forma de fitinha, no pulso esquerdo) — {Flowershield} / Escudo [Um escudo pequeno e circular (cerca de 30 cm de altura e largura); é feito de aço e é bastante resistente. Em seu centro há entalhado um brasão de flor adaptável ao gosto do semideus. No nível 20, torna-se uma fitinha dessas que são amarradas nos pulsos ou nos tornozelos.] {Aço} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]

(em forma de colar, no pescoço) — {Fênix de Ka-Ha-Si} / Amuleto Místico Inuíte. [É um colar que possui um pingente de gelo que nunca derrete, cujo formato é o de uma fênix de asas abertas. Conquistada pelo semideus no Alasca, após um teste feito pelo Mestre dos Ursos. Bonifica aspectos físicos (força, agilidade, velocidade, etc; +15%) quando exposto à condições frias (temperaturas abaixo de 10ºC). Em casos extremos, quando o proprietário estiver com menos que a metade de seu total de HP, o amuleto pode desenvolver propriedades curadoras, em cerca de 10% do HP total. Os poderes totais da joia ainda não foram descobertos. Sua ativação dura por três rodadas, uma vez por missão.] {Zero Absoluto - Nunca derrete.} (Nível Mínimo: 15) {Elementos que controla: Nenhum} [Recebimento: DIY ~ Alaska II, por Hécate](Att por Hécate).

(em forma de corrente, usada na escalada!) — Anima Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista]

(em forma de isqueiro, oferecendo luz enquanto Logan sobe do Submundo para a superfície) — {Óbolo de Caronte} / Isqueiro [É um isqueiro pequeno, um zippo, tingido branco prateado, opaco, ligeiramente frio em contato com a mão, feito de ferro estígio. Nele, estão aprisionadas as águas do Flegetonte, o rio das chamas inextinguíveis, o que faz o isqueiro sempre ter carga. O nome é uma referência ao óbolo de Caronte, que é um termo alusivo para uma moeda colocada em ou sobre a boca de um defunto antes de seu sepultamento. Em um sentido mais amplo, o de viático, o óbolo é o "sustento para jornada". Foi dado a Logan por Caronte, em uma rara demonstração de piedade, antes do barqueiro abandoná-lo nos portões do Hades.] {Materiais utilizados: ferro estígio} {Elementos controlados: chamas do Flegetonte} (Nível Mínimo: 60) [Recebimento pela Do It Yourself "BlackOut", avaliada e atualizada por Hécate.]
poderes:
(perséfone, passivo de nível 2) {permitir o esforço físico no subterrâneo} — Respiração Subterrânea: O Mundo Inferior é um local fechado, onde a circulação de ar é pouca (senão nula, a depender do lugar onde estiver), e isso não é mais um problema para as proles de Perséfone, pois conseguirão oxigenar normalmente mesmo se expostos a condições difíceis. O principal efeito disto, além de respirar normalmente no Submundo, é segurar a respiração por três turnos completos, inutilizando venenos do ar, por exemplo, sem sofrerem consequências da falta de inspiração ou expiração.

(perséfone, passivo de nível 5) {enxergar no escuro e visualizar seres etéreos} — Olhar Infernal: Por Perséfone viver metade do ano no Submundo, seus filhos conseguirão enxergar perfeitamente em ambientes escuros ou com pouca luz. Afora isto, conseguirá ver seres do Submundo, por exemplo, o Cérbero e espíritos, que aparecem meio desfocados em condições normais (não inclui deuses ou semideuses).

(perséfone, passivo de nível 9) {intimidar espíritos que se agarravam a Logan} — Epítetos II: Além de Koré, Perséfone era conhecida por outros nomes, sendo uma das deusas com mais alcunhas da mitologia grega. Muitos desses passarão a formar características dos filhos dela, porém serão liberados com o passar dos níveis. O segundo epíteto é Despoina (senhora), cujo efeito é o de dar influência aos filhos de Perséfone. No entanto, esse respeito somente é válido para indivíduos relacionados ou com flores ou com o Mundo Inferior.

(perséfone, passivo de nível 11) {encontrar a saída} — Encontrar: Perséfone, para os gregos, tinha várias habilidades, dentre elas a de encontrar objetos perdidos. Seus filhos herdam essas características, um pouco estendidas: para eles, é um tipo de intuição que informa sobre o que está oculto, seja um objeto, um cofre, runas, uma porta, etc., sendo válido apenas para objetos e coisas inanimadas.

(perséfone, passivo de nível 18) {incrementar sucesso da escalada} — Aura da Sorte: Narciso, flor designada como seu símbolo, além da renovação, também significa boa sorte, e seus filhos são cercados por esta aura. A partir desse nível, qualquer atividade do filho de Perséfone tem uma chance aumentada em 10% de ser bem sucedida (em jogos de azar, essa chance sobe para 50%).

(perséfone, passivo de nível 20) {aumentar habilidades físicas na escalada} — Fortalecimento II: Quando próximos de sombras ou em ambientes funestos – que não sejam criações suas –, os filhos de Perséfone sentem-se muito mais animados e fortes. Dessa forma, ganham um bônus de força física, velocidade e resistência mental (contra ataques que mexam com o psicológico dele).

(perséfone, passivo de nível 26) {afastar espíritos mais fracos} — Epíteto V: Além de Koré, Perséfone era conhecida por outros nomes, sendo uma das deusas com mais alcunhas da mitologia grega. Muitos desses passarão a formar características dos filhos dela, porém serão liberados com o passar dos níveis. O quinto epíteto é Epaine (temível), cujo efeito é de criar uma aura ao redor dos filhos de Perséfone. Essa aura não pode ser vista, mas tem a singular habilidade de afastar os indivíduos em geral, pois eles sentirão medo do semideus; pode ser suprimido se for conveniente.

(perséfone, passivo de nível 32) {recuperar cansaço da subida ao chegar do lado de fora do mundo inferior} — Vivificar: É um poder de cura dos filhos de Perséfone; algo como uma fotossíntese. Ao absorver luz solar, recupera 10 HP em cada turno ativado (três turnos), sendo que só pode ser usado uma vez por missão (e, obviamente, só durante o dia).

(perséfone, ativo de nível 1) {pendurar-se na pedra durante a escalada} — Constrição I: O filho de Perséfone invoca raízes que brotam do chão. A princípio, elas enlaçam um inimigo até a cintura, impedindo-o de se movimentar por três rodadas.

(perséfone, ativo de nível 8) {criar sombras sólidas para se segurar} — Umbracinese I: Pelos filhos de Perséfone serem adaptados ao Submundo, conseguem controlar simplesmente as sombras. Podem, por exemplo, criar projéteis ou objetos simples de sombras, que darão dano físico embora seja considerado um ataque elemental não-mágico. O bom senso deve ser sempre utilizado, embora a criatividade do utilizador também entre em pauta.

(perséfone, ativo de nível 14) {criar espaços para escalar} — Geocinese I: Pelos filhos de Perséfone serem adaptados ao Submundo, conseguem controlar simplesmente a terra e as pedras. Podem, por exemplo, criar projéteis ou objetos simples, que darão dano físico embora seja considerado um ataque elemental não-mágico. O bom senso deve ser sempre utilizado, embora a criatividade do utilizador também entre em pauta.

(psiquê, passivo de nível 2) {lembrar do monte cerberus e do dragão} — Memória fotográfica: Tudo o que você ver ou ler ficará gravado em sua memória por anos, serve tanto para imagens para textos.

(psiquê, passivo de nível 4) {resistir às tentações dos espíritos} —Resistência Mental: Sua mente é resistente a manipulações ou invasões. Isso não se aplica a outro mentalista, porém se o inimigo for mais fraco encontrará muita dificuldade, assim como o que for mais forte terá de se concentrar mais para conseguir o efeito mental sobre um mentalista.

(psiquê, passivo de nível 15) {lembrar-se das escaladas quando no acampamento meio-sangue} — Memória Muscular: Ao observar um movimento de alguém, você o aprende e consegue reproduzi-lo com perfeição. Apenas movimentos corporais.

(psiquê, passivo de nível 30) {encontrar a porta do monte cerberus} — Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém.

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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por James Archeron em Ter 12 Jun 2018, 22:28

dragonborn: breaking the silence
I hear some distant drumbeat, a heartbeat pulsing low

CINCO

Enquanto eu segurava a porta do táxi, uma velha colocou a cabeça para fora da janela do passageiro. A senhora já passou do prazo de validade, pensei ao observar a aparência da mulher: pele cinza e enrugada, boca sem dentes e olhos cobertos por um tufo de cabelo grisalho.

— Passagem? — a pergunta proferida em um timbre baixo e murmurante quase se perdeu em meio aos outros ruídos de New York.

— Duas para Sunset Crater, fica no Arizona — informei. Percorri o beco com os olhos, procurando Grego para chamá-lo mais uma vez, porém ele havia sumido.

O filho de Ares não estava nos meus planos iniciais da viagem, então, apesar da decepção ao constatar que não teria companhia durante a missão, decidi que a jornada não seria interrompida por causa da partida dele.

— Na verdade, é só uma passagem — corrigi, voltando minha atenção para a velha.

— O Arizona fica fora da nossa área de prestação de serviços, semideus — ela falou de forma mecânica, como se já tivesse repetido aquela informação inúmeras vezes. — Trabalhamos apenas na grande New York e vizinhança.

Ah, ótimo, agora como eu vou chegar rápido ao outro estado? Talvez eu deva voltar ao Clube da Luta para pegar dinheiro mortal e arriscar entrar em um avião... ou talvez eu possa negociar com as Irmãs Cinzentas.

— Deino! — ecoou outra voz de dentro do táxi. — Por que está demorando tanto?

— Mais um semideus que não sabe sobre nossa rota de trabalho — respondeu a mulher que tinha nome de Pokémon.

— Escuta... — eu não sabia exatamente o que dizer, porém precisava convencê-las a me levar até o Arizona. — Bem, a senhora deve ter notado as recentes catástrofes no nosso país, né?

A velha assentiu sem demonstrar qualquer interesse no assunto.

— E a senhora sabe o que 'tá por trás disso tudo?

— Claro que sabemos — respondeu uma outra mulher, caolha e também sem dentes, ao empurrar Deino para o lado, tentando colocar a cabeça para fora. — São os dragões.

— Então... é... eu quero ir ao Arizona para descobrir o que 'tá acontecendo e, talvez, com sorte, ajudar a evitar o fim do mundo — senti-me um pouco constrangido ao proferir as palavras, percebendo como soavam pretensiosas. — ‘Cês não querem que o mundo acabe, não é?

— Estamos aqui há muito tempo. Vimos muitas guerras, mortes e destruição. Assistimos o surgimento de algumas civilizações, presenciamos a queda de outras. Pela nossa experiência, o mundo sempre está à beira do fim — declarou Deino, e a outra mulher balançou a cabeça para concordar. — Tudo tem um fim, semideus.

— Nesse caso, o fim pode ser adiado. E vocês podem me ajudar a fazer isso! — eu não sabia que argumentos poderia usar para persuadi-las, mas desistir não era uma opção. — Talvez as senhoras sobrevivam a isso tudo, como sobreviveram tantas vezes antes, porém as pessoas que não foram agraciadas com a imortalidade não terão essa chance. Vocês têm apreço por esse serviço de transporte, né? Mas ‘cês ficarão sem clientes se os semideuses morrerem. Assim, perderão a função que têm exercido há séculos. Sem ter algo para fazer, em algum momento vocês vão se sentir inúteis. E do que adianta sobreviver sem ter um propósito? Do que adianta apenas existir?

As duas irmãs ficaram caladas durante o meu discurso, mas não pude deduzir o que elas estavam pensando devido à ausência de expressão facial.

— Ele é bom com as palavras, não é, Enyo? — perguntou Deino. A outra irmã mostrou a gengiva desdentada ao sorrir. — Mas só isso não fará com que mudemos de ideia.

— Eu pago vinte dracmas a mais quando chegarmos ao destino — ofertei. Talvez uma apelação financeira surtisse efeito.

Para a minha infelicidade, as mulheres não demonstraram a reação que eu esperava.

— Você está tomando nosso tempo, semideus, procure outra forma de ir para a sua viagem — Enyo virou a cabeça na direção da outra irmã que estava ao volante. — Pemphredo, vamos.

Eu não podia deixá-las partir. Ainda não.

— Espera! — pedi, ao mesmo tempo que minha mente trabalhava freneticamente para juntar as informações que eu sabia sobre as Greias.

As três mulheres tinham cabelos grisalhos desde o nascimento, por isso ficaram conhecidas como Irmãs Cinzentas. Elas pediram aos deuses para ter vida eterna, mas esqueceram de pedir juventude eterna, portanto envelheciam sem morrer — o que explicava o estado decrépito em que se encontravam. Diziam que elas eram mulheres sábias, porém, considerando o quanto foram tolas na formulação do pedido que fizeram às divindades, o fato podia ser questionado.

Elas estão bastante desgastadas fisicamente, então talvez possam se interessar pelas maçãs da deusa Idun, cogitei, relembrando a história contada por tia Pearl sobre os frutos que podiam restaurar a força e a juventude de deuses e imortais. Ela também contou que havia recebido algumas maçãs, conservadas em âmbar, como pagamento de um serviço prestado à guardiã do pomar sagrado.

— Além dos dracmas, posso dar uma maçã — tanto Enyo quanto Deino sorriram, mas continuei antes que elas falassem algo: — Uma maçã que pode restaurar a juventude de vocês.

Como eu não sabia a durabilidade do efeito, omiti a informação. Elas ficaram quietas, provavelmente considerando a proposta.

— Finalmente uma oferta que nos interessa, semideus — falou Enyo. — No entanto, somos três pessoas, então queremos três frutas.

— Não sei se as senhoras sabem, mas esses frutos da imortalidade são extremamente difíceis de conseguir, então eu só tenho um — nenhum era meu, na verdade, entretanto seria mais fácil conseguir apenas uma unidade. Dei de ombros e forcei um tom desinteressado para ocultar o desespero que eu estava sentindo. — É pegar ou largar.

— Muito bem — disse a primeira mulher. — Aceitamos.

Ufa!

— Não estou com a maçã agora, mas prometo que chamarei vocês para pagar minha dívida assim que eu voltar para casa. Após concluir essa jornada, claro — torci para que elas acreditassem na minha palavra.

— Uma promessa comum não é suficiente. Jure pelo rio Styx — as três mulheres falaram em uníssono.

Uma promessa pelo rio Styx era o voto mais sagrado no mundo grego, nem mesmo os deuses ousariam quebrá-lo. Eu estava assumindo um grande risco, mas, tomando cuidado com a escolha de palavras, não voltei atrás:

— Eu juro pelo rio Styx que entregarei uma maçã para vocês depois que eu voltar para minha casa em Beach City — proferi as palavras com firmeza, e senti um arrepio percorrer minha nuca.

O som de um trovão ecoou pelo recinto, consumando o juramento.

— Dê-me a moeda da corrida normal — pediu Deino, e eu entreguei um dracma.

— Ótimo, semideus, agora podemos seguir viagem — declarou a irmã que estava na direção.

SEIS

O alívio que eu sentia ao entrar no táxi foi imediatamente substituído por preocupação quando encarei as três mulheres que estavam amontoadas no assento dianteiro — Pemphredo dirigindo, Enyo no meio e Deino no lado do passageiro. A irmã que não havia aparecido na janela também era decrépita, como eu já esperava, mas, diferente das outras, ela ostentava um único dente amarelado. Elas tinham algumas características físicas em comum: mãos ossudas, pele enrugada e grisalhos cabelos oleosos; como traje, todas usavam vestidos escuros no tom de ébano.

O detalhe alarmante, contudo, só ficou visível quando as velhas mexeram no cabelo pegajoso, revelando o que havia abaixo dos fios. Na região dos olhos, elas tinham pálpebras fechadas e afundadas, com exceção de Enyo, que tinha um único olho verde, corado por afluxo sanguíneo.

Alguém esqueceu de mencionar esse pequeno detalhe. Talvez não seja um problema para a condução do automóvel mágico, eu estava falhando miseravelmente em ficar calmo. Pelos deuses, espero que elas saibam o que estão fazendo!

Com o intuito de distrair minha mente, esquadrinhei o interior cinzento do veículo à procura de algo estranho ou extraordinário, porém, além da grossa corrente preta que surgiu no lugar do cinto de segurança, não era muito diferente de um táxi comum.

— E lá vamos nós! — gritou a velha que estava na direção.

Minhas costas foram de encontro ao encosto do banco quando a motorista acelerou. O carro disparou entre as ruas de New York, passando várias vezes a centímetros de pedestres e outros automóveis, até chegar à rodovia.

Eu não gostava de ficar no assento traseiro porque sempre sentia enjoo, mas não cabia mais uma pessoa no banco das irmãs, então tentei reprimir a ânsia de vômito que surgia sempre que o táxi era freado bruscamente ou balançava muito — infelizmente, acontecia com muita frequência.

— Cuidado com os caminhões! — berrou Enyo, girando o volante para outra direção antes que Pemphredo pudesse reagir ao comando.

— Acho melhor você me dar o olho, Enyo — disse a motorista.

O quê? COMO ASSIM?

Antes que eu pudesse perguntar, senti o carro inclinar para o lado direito, ficando em duas rodas.

AI. MEUS. DEUSES.

— Ela precisou passar entre dois carros — Enyo parecia muito tranquila ao falar, então pensei que aquilo deveria acontecer com frequência, o que me deixou ainda mais agitado.

— ‘Cês devem conhecer bem essas estradas, né? — De que outra forma seria possível evitar tantos acidentes? A não ser que a Carruagem da Danação tenha um sistema automático de pilotagem... Não, não deve ter.

— Conhecemos vários lugares — Pemphredo abriu um largo sorriso banguela, exibindo o único dente que tinha. — Sabemos muitas coisas!

— Sim, somos muito sábias! — confirmou Enyo, fitando-me pelo retrovisor. — Temos muitas informações sobre o mundo mágico.

— Algo sobre o paradeiro do seu pai — soltou Deino, imediatamente recebendo um cutucão da irmã que estava no meio.  

— Controle sua língua, velha! — repreendeu uma delas.

— Onde? — Meu coração estava acelerado. Eu nunca tinha procurado meu pai porque sempre pensei que ele não queria ser encontrado, mas não pude controlar a curiosidade.

— Não podemos falar! — as três velhas gritaram ao mesmo tempo.

— Curva à frente — informou a caolha.

Olhei pela janela, sem conseguir distinguir a paisagem devido à alta velocidade, e meu estômago revirou.

— Como 'cês sabem sobre o meu pai?

— Não podemos contar — repetiu a motorista. — Dê o olho p'ra mim!

Seria melhor se a condutora pudesse enxergar, então fiz coro ao pedido:

— Dê o olho p'ra ela!

Pemphredo estendeu a mão e arrancou o viscoso globo verde de Enyo, empurrando-o para dentro da própria órbita, e piscou algumas vezes rapidamente.

Uma briga irrompeu entre as irmãs.

Elas guinchavam, estapeavam-se e gritavam. Enyo colocou a mão na boca de Pemphredo, pegou o dente da outra velha e o jogou na minha direção quando o carro balançou com um solavanco. A motorista urrou de fúria.

Senti a bile subir à garganta.

— Eu vou vomitar!

— NÃO! — assustei-me com o grito das irmãs.

— Dê-me o dente — pediu Deino.

— Não. Expliquem o que vocês estavam falando sobre o meu pai — exigi, fazendo uma pinça com o indicador e o polegar para pegar o dente. — Ou eu vou jogá-lo na estrada.

Que coisa mais nojenta!

Pemphredo puxou o volante bruscamente para desviar de outro carro.

— Realmente não podemos falar, semideus — disse Enyo. — Mas você poderia começar procurando pela estrada da lua.

— O quê?

— É tudo que podemos dizer. Agora, dê-me o dente — ordenou Deino, e eu fiquei feliz em obedecer.

Estrada da lua, estrada da lua, estrada da lua... eu não sabia onde ficava, mas repeti a informação até memorizá-la. Talvez minhas tias saibam algo sobre isso.

Cansado das discussões entre as Greias e da constante náusea, fechei os olhos para não ver o restante do trajeto.


Acordei com uma freada brusca do táxi. Eu nem sabia quanto tempo passara, mas, aparentemente, havíamos chegado.

— Essa é a Rodovia Fire 545 — informou Pemphredo. — Daqui dá para avistar o vulcão, então vai ser apenas alguns minutos de caminhada. Agora, pague-nos.

— Certo.

Entreguei os dracmas às Greias e aguardei enquanto a velha que estava com o dente mordia as moedas — se para provar o gosto ou verificar a veracidade, eu não tinha como saber.

— Lembre-se do seu juramento — informou a motorista antes de pisar no acelerador e fazer o táxi desaparecer em meio a uma cortina de fumaça negra.

Claro que vou lembrar. Eu prometi que entregaria uma maçã para vocês, mas não especifiquei qual maçã.

Assim que as irmãs saíram, percorri o ambiente com os olhos para checar se eu estava no local correto.

A paisagem era bem semelhante à do meu sonho, porém havia mais arvoretas e arbustos, bem como vários blocos de rochas espalhadas pelo vasto campo; e, claro, assim como nas imagens que vi no celular de Bram, não tinha corpos amontoados no chão — ao menos não na extensão alcançada pela minha visão.

As palavras “MONUMENTO NACIONAL DO VULCÃO SUNSET CRATER” foram gravadas em um bloco de granito que jazia próximo à estrada. Alguns metros à frente, uma placa informava a proeminência do cone — cerca de trezentos e quatro metros — e indicava a trilha que levava à montanha.

Não vejo turistas, então, provavelmente, as autoridades devem ter emitido ordem de evacuação. Menos mal. Sem mortais por perto, minha atenção ficaria totalmente no dragão, eu não teria que agir como um super-herói.

SETE

Meu coração batia mais forte a cada passo que eu dava na direção do vulcão. Durante o percurso, repensei várias vezes se era uma boa ideia tentar aproximação com uma criatura tão poderosa e inteligente, mas eu precisava entender por que os dragões estavam agindo daquela forma.

Desistir não é uma opção, Jim, recordei.

Eu não pretendia enfrentar o dragão em combate porque com certeza não possuía força e poder suficiente para derrotá-lo, então precisava pensar em alguma forma de conquistá-lo. No entanto, antes de tudo, eu tinha que sobreviver ao primeiro contato.

Continuei seguindo em frente apesar da dificuldade imposta pela irregularidade do terreno. A caminhada poderia ser exaustiva para quem não tinha uma rotina de exercício, mas meu condicionamento físico sempre foi ótimo, portanto senti apenas uma leve fadiga provocada por calor.

Ao olhar para cima, pude ver que o cone de cinzas estava expelindo uma pequena quantidade de fumaça, contudo não havia sinal de fragmentos de rocha quente ou de magma, exceto os derrames que deveriam estar no campo desde a última erupção. Foi tranquilizante constatar que eu não precisaria ficar preocupado com lavas, ao menos não por um tempo, porque minha jornada seria muito mais complicada se o vulcão mostrasse maior instabilidade.

Em determinado ponto, após vários minutos percorrendo o trajeto, ouvi um barulho semelhante a tambores. Foi só então que percebi a quietude que embalava o ambiente. Eu estava acostumado à minha locomoção silenciosa, entretanto, até aquele momento, parecia que algo havia bloqueado outros ruídos que em circunstâncias normais poderiam ser ouvidos — como a movimentação das arvoretas, o canto de pássaros e o uivo do vento.

Será que algum turista está ouvindo música?, cogitei. Mas eu não vi pessoas por aqui, então talvez não seja uma melodia. Que estranho.

Próximo ao topo da montanha, parei de andar e fechei os olhos, concentrando-me para distinguir o que eu estava escutando. Eu me sentia o Demolidor por causa da audição otimizada que herdei de Atena, porém nem sempre era fácil definir a origem do ruído.

O som, emitido em um intervalo regular de tempo, era pulsante, vivo, como as batidas de um coração. As batidas do coração de uma criatura enorme... como um dragão.

Se eu posso ouvi-lo, então há a possibilidade dele me ouvir também, considerei, já pensando em uma forma de chamar a atenção do monstro.

Tomado por um nervosismo repentino, precisei de uma série de respirações profundas até conseguir abrir a boca.

— Meu nome é James Archeron. Eu tive um sonho com vossa senhoria na noite passada. Acredito que era vossa vontade trazer-me de minha longínqua terra até aqui — o tom formal poderia soar estranho aos meus ouvidos, mas eu não ousaria correr o risco de afrontar o dragão. — Portanto, eis-me aqui, e peço humildemente que revele-se para mim.

Por longos segundos, nada aconteceu.

E então pude ouvir o estrondoso som que lembrava um trovão, o qual assimilei ao movimento das asas do dragão.

Ele está vindo.

Elevei meus olhos aos céus a tempo de notar o sutil tremeluzir do ar no momento em que a criatura emergiu do interior da montanha, brilhando ao refletir a luz solar em suas escamas douradas.

Meu coração acelerou quando contemplei a magnitude do dragão.

Como no sonho, senti vontade de correr, todavia, contrariando todos os meus instintos, firmei os pés no chão, dobrando levemente os joelhos, e suportei a ventania causada pelo bater de asas.

Ele olhou para mim e, enquanto eu fitava suas íris prateadas com pupila na forma de fenda vertical, lembrei-me do lema da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts: Draco Dormiens Nunquam Titillandus. Nunca desperte um dragão adormecido.

Tarde demais.







    ADENDOS
  • Primeiramente, quero avisar que a retirada de Gregory Castellan da missão se deu pela ausência do player (ele informou que ia se afastar do fórum, então precisei desvincular nossos personagens).
  • A dificuldade foi a negociação entre James e as Greias em relação à viagem ao Arizona. Destaque para a habilidade passiva "Oratória".
  • Levando em conta que o personagem poderia ter sonhado com qualquer dragão, mas sonhou com aquele em Sunset Crater, assumi que era a vontade da criatura que o semideus fosse até lá. Assim, a forma de chamar a atenção do dragão não foi nada especial e surpreendente, já que, supostamente, James estava sendo esperado. Usei o diálogo formal antiquado por ainda não saber como o dragão será retratado (vamos ver qual será a voz dele nos próximos turnos, huh?).
  • Idun é uma deusa nórdica, guardiã do pomar sagrado de maçãs que renova a juventude e a força dos deuses/imortais.
  • A informação sobre "estrada da lua" fornecida pelas Irmãs Cinzentas foi mais um elemento da trama do James que eu resolvi encaixar no evento. Spoiler: o caminho leva à terra dos feéricos.
  • Acho que é isso por enquanto. Se surgir alguma dúvida e tal, pode mandar MP. Obrigado por ler tudo.



Arsenal:
◈ {Wisdom} / Lança [É uma réplica da lança de Athena. O cabo da arma é branco, feito de álamo, enquanto a lâmina é prateada - apenas um efeito estético, já que seu material ainda é bronze sagrado. Perto da lâmina está engastada uma coruja, e todo o cabo foi trabalhado, não sendo linear, e sim possuindo algumas curvaturas, o que faz com que seu manuseio seja mais complexo a quem não tem a perícia adequada. Possui 1,5m de alcance][Álamo e bronze sagrado](Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Atena] (como adaga, na bainha de couro presa à calça)

◈ {Vasar} / Espada [Espada de bronze sagrado, que mede ao todo 90 cm, sendo 70 de lâmina e 20 de base. A base é de couro, e no final de seu cabo, está entalhada a sigla JA, as iniciais de seu dono, James. Os golpes da espada são tanto cortantes do que perfurantes, mas não se descarta esta outra utilidade da arma. Quando não utilizada, transforma-se em um anel comum, ao comando de seu dono, com a inscrição: “Guerra por guerra”. Tem a habilidade de perfurar armaduras e escudos em até 20 % de capacidade, caso de itens fortalecidos a perfuração se dará pela diferença de porcentagem. {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla nenhum elemento}[Recebimento: The Dragon's Flame e modificado na Music and Forge] (como anel, no anelar esquerdo)

◈ {Strategy} / Escudo [Escudo de bronze sagrado. Possui uma pequena coruja entalhada em seu centro. O escudo tem uma superfície muito lisa e, portanto, refletora; basta que o campista direcione-a corretamente para atrapalhar a visão do inimigo. Quando não utilizado, transforma-se em uma moeda de bronze. No nível 20 transforma-se em um bracelete com entalhes similares ao do item.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo:10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Athena e modificado por Harry S. Sieghart] (como bracelete, no braço canhoto)

◈ {Warn!} / Relógio [Na forma de um relógio comum, analógico. Ao ser ativado, cria um campo de energia. O campo em si é transparente e afeta apenas o próprio semideus. No período ativado, reduz danos de impactos (mas não cortes ou outros tipos) em 50%, desde que provenham de fontes mundanas ou de nível inferior ao semideus. Como extra, também mantém um indicador da temperatura ambiente, como um segundo relógio, onde os marcadores vão de azul para vermelho, conforma as mudanças de frio para quente (mas não afeta itens e similares, apenas marca a temperatura local).E ainda serve para ver as horas!. 3 ativações por missão, com duração de 3 turnos cada][Eletrônico][Não controla nenhum elemento][Nível mínimo: 3][Recebimento: Evento Burn, baby, burn! - Jan. 2014. Atualizado por ~Eos] (como relógio, no braço direito)

◈ {Hover Boots} / Botas aladas [Botas presta de couro com cano longo. Ao comando de seu dono, eles materializam indestrutíveis asas prateadas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. A bota fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Comprada de Rhydian Fraser] (botas, nos pés -q)
Habilidades:
PASSIVAS:

◈ ATENA ◈
— Nível 19 - Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.
— Nível 25 - Identificando o Terreno - agora os filhos de Atena conseguirão, com uma rápida analisada ao seu redor, saber detalhes como profundidade de um rio, tipo de solo, de pedras, de árvores, etc. Isso permite que elaborem melhores estratégias utilizando o ambiente ao seu redor. Contudo, não detecta alterações mágicas, e sua percepção pode acabar falhando por isso. Detalhes mais técnicos como a profundidade do rio, citado anteriormente - podem ser apenas gerais, dentro de uma certa faixa - por exemplo, se ele dá pé ou não, mas não qual a exatidão em metros. Não detecta a propriedade dos elementos - que tipo de solo ou se a água é potável, por exemplo.
— Nível 26 - Oratória - Filhos de Atena possuem boas capacidades de oratória e argumentação. Assim, quado usa desse meio para influenciar um alvo, suas chances de convencimento são ampliadas em 10%. Note que depende de convencer o alvo - então, deve ser apresentada uma argumentação e linha de raciocínio condizentes, e que não é uma habilidade sobrenatural, ainda que possa afetar a efetividade de poderes que dependam disso. [Novo]


◈ MÊNADES ◈
— Level 16 ~ Alma de Felino ~ Seu personagem adquire a capacidade de locomover através de âmbitos sem causar qualquer resquício de barulho, como um felino. Seus passos são furtivos e quase impossíveis de serem ouvidos.

ATIVAS:

— Error 404;





song: breaking the silence, loreena mckennitt || turno: 002 || companion: dragon

Is it coming from within?
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Vicka L. Danniels em Ter 12 Jun 2018, 22:38


dragonborn

Com seu destino claro e a dica de Éris — estranhamente prestativa nos últimos tempos, o que incomodava Vicka —, ficou fácil chegar até o local; o tanto que um lugar certo para viagem e cumpri-la de avião roubado poderia facilitar. O endereço dado pela patrona revelou um depósito de veículos aéreos abandonados. Haviam desde modelos imitando o 14bis, como helicópteros e aviões mais modernos. Desgraçada, pensou, se impedindo de conjurar o nome da patrona.

Andou pelos corredores dos transportes empilhados: como o ferro-velho de Hefesto, haviam enormes aglomerados de sucatas, ainda que com certo nível de organização; criavam paredes, corredores, se assemelhando a um labirinto. Dentro de si, Danniels sentiu algo se contorcer ao pensar na palavra — havia alguma coisa em sua memória a qual não conseguia alcançar, e lembrou-se do aviso de Morfeu: "tem certas coisas que estão melhor quando estão escondidas."

— O que você faz invadindo minha propriedade?

Danniels virou-se de costas ao ouvir a pergunta, quase atendendo ao seu instinto natural de esconder-se. Forçou-se, no entanto, a ficar parada no lugar, encarando a luz forte da lanterna em seu rosto e colocando uma mão na frente, para fazer sombra. Pensou que, sendo uma dica dada por Éris — que obviamente estava interessada nos dragões —, não deveria se acovardar. Conhecendo a deusa, caso cedesse a seus instintos mais primitivos de medo, a situação ficaria pior.

Analisou o indivíduo rapidamente: um homenzinho de menos de 1,65m de altura aparentemente, em seus 50 anos talvez, com uma expressão rabugenta e um telefone em mãos. Ligar para a polícia? Vicka permaneceu imóvel, pensando no que fazer, observando o homem cada vez mais tentado a digitar algo no celular de flip segurado pela destra. Não teria escolha senão engajar num combate caso ele o fizesse — calculava que seria breve, se o homem fosse um simples mortal; mas tratando-se da Discórdia...

— Espera, esse é o colar dela? — O homem disse, e a semideusa automaticamente levou a mão até o pingente em seu pescoço. Não foi hoje que você me traiu, não é?

— Sou uma enviada de Éris. — Anunciou, estufando o peito, procurando impor respeito. — Vim a mando da Discórdia, e procuro passagem livre para Nova Zelândia.

O homem desligou a lanterna e se aproximou, olhando de baixo para a semideusa. Observou suas feições, sua aparência. Fixou o olhar no colar, por fim, gastando alguns bons minutos olhando para o mesmo. Voltou a encarar a filha de Hermes nos olhos, e Vicka sorriu, quase ácida, vendo o reconhecimento nos olhos do homem.

— Somente ela poderia reunir seres são horrendos e repulsivos. — Foi surpreendida pelas palavras duras. Não demonstrou seu susto, e mesmo assim foi oferecida uma explicação pouco depois: — Assim como você, também sou um mensageiro. Mas fui recrutado por minha habilidade de reconhecer aberrações como você, a trupe reunida pela Discórdia em seu circo dos horrores.

O homem, sem desviar o olhar de Vicka, deixou que um reflexo roxo escapasse de suas íris castanhas.

Talvez, só talvez, ele fosse uma aberração sem saber.


Descobriu, dentro do ferro-velho, um tipo de hierarquia: aparentemente, o velho (cujo nome era Joshua, leu em seu uniforme de mecânico depois) era um tipo de arauto secreto de Éris. A deusa o mantinha em segredo por um motivo que o idoso se recusava a compartilhar. A meio-sangue não forçou; não era de seu interesse saber daquela informação pelo momento. Talvez, depois, questionasse a Discórdia, mesmo sabendo que a mentira era inevitável.

Abaixo do velho, vinham alguns subordinados. O ferro-velho era um tipo de casa forte, esconderijo até mesmo de outros deuses, e a patrona mimava seu arauto com itens, empregados e escravos, além de material de forja. A partir disso, Danniels deduziu que Joshua fosse um filho de Hefesto — a confirmação veio logo após, quando o velho a apresentou sua aeronave mais recente: construída basicamente a mão, com o auxílio de alguns subordinados, o semideus prometia ser tecnologia de ponta.

Onde tá a piada, Éris? Onde tá a falha, o erro; onde estou deixando passar?

Não externalizou seu pensamento, é claro, assumindo que o orgulho de Joshua fosse tão grande quanto o dos outros arautos que já havia conhecido desde que acordou — ainda que Christopher e Bianca se curvassem à Discórdia não importa o que acontecesse, haviam os teimosos como ela própria. Joshua parecia ser do seu tipo.

Aceitou a chave do avião com um sorriso, e desejou boa sorte com as aberrações que Éris poderia mandar até ali.


O avião parecia um jatinho — não que a semideusa tivesse tido a oportunidade de viajar em um. Havia uma equipe de comissários de bordo a seu dispor, e Vicka notou certa curiosidade a respeito dos submissos a Joshua: uma tatuagem em seus pescoços, no formato de aspas. Alguns deles apresentavam aspas roxas, mas a maioria era simplesmente preta. Mais uma vez, não questionou. Sua mente estava focada na missão.

— Toalha quente, senhora? — Ouviu uma voz delicada perguntar, vendo uma menina de não mais do que 16 anos ao levantar a cabeça. Perguntou-se até onde ia o sistema de escravidão do arauto misterioso. Fez uma recusa leve com a cabeça, recostando-se na poltrona e olhando pela janela.

Não gostou do que viu.

O céu antes azul límpido coloria-se em tons cinzentos, majoritariamente escuros. Os pelos de seus braços arrepiaram-se com a eletricidade no ar, e Vicka pensou no que havia feito para irritar Zeus. Nada, você não precisa de nada para irritar o deus dos deuses, pensou, amarga, alimentando seu ódio pelos olimpianos bem escondido no âmago. A Discórdia ficaria orgulhosa e, lembrando do pai, Danniels sentiu-se enojada.

A turbulência veio logo após seu estômago se contorcer ao pensar em Hermes e Éris. Castigo, agora? Mas não, parecia algo natural, uma turbulência ocorrida pelo espaço aéreo que ocupavam. Deixou-se acreditar. A viagem seguiu por mais alguns minutos, até que ouviu o barulho antes de sentir toda a estrutura do avião tremer. Quis pensar ah não, mas sua linha de raciocínio foi quebrada por outro tremor.

Antes que pudesse perceber, as aeromoças estavam pedindo que permanecesse sentada e colocasse o cinto de segurança disponível, com algumas delas correndo da cabine do piloto até os fundos do jatinho às pressas. Viu a menina de 16 anos cair no chão e levantar-se sem se incomodar em ver se havia se machucado. Que porra tá acontecendo?

Depois de ver cinco comissários de bordo insistirem que não levantasse, não fosse em lugar algum, Danniels irritou-se: levantou a mão e, em sua voz mais autoritária, mandou que saíssem. E funcionou, o que levantaria ainda mais suspeitas sobre o tratamento de Joshua para com seus subordinados se todos eles não estivessem correndo risco de vida. Com o caminho livre, a semideusa levantou-se e andou com dificuldade até a cabine do piloto.

Mayday! Mayday! Turbulência violenta! Risco de queda! — Ouviu ambos piloto e copiloto dizerem. Assim que as palavras chegaram em seu ouvido, o coração parou; não porque estava nervosa (e estava, muito), porque viu o bico do avião se descolar.

Éris, isso é obra sua?

Depois do bico, foram as asas, e depois o jatinho se partiu em metade.

Vicka se viu caindo, puxada pela pressão do ar.

Não sentiu quando caiu na água.


Quando acordou, a tempestade tinha passado.

Estava apoiada num pedaço de madeira que não sabia existir dentro do jatinho — parecia com uma porta, e sentiu-se estúpida por comparar a situação ao Titanic. Estava desorientada e sentia frio. Olhou para os lados, sem encontrar ninguém, até que olhou para trás: viu uma outra pessoa, um dos comissários de bordo, flutuando assim como ela.

— Sabe onde estamos? — Gritou, mas não conseguiu arrancar reação do, aparentemente, único sobrevivente do acidente além dela. Pôde ver a boca do indivíduo mexer, e voou com seus tênis até o bote improvisado. Não pousou, para seu peso não afundar o homem. — Ei, você ainda tá vivo? — Vicka perguntou mais uma vez, tentando decidir se viu apenas uma miragem ou se realmente havia visto o homem mexer. De repente, sentiu seu pescoço ser apertado, e automaticamente sacou sua adaga.

Pai, me proteja como protege seus viajantes.

— Eu te salvei. Você voou por um tempo, e depois... Depois... Começou a gritar, desmaiou. — Ele disse, fraco, e o sorriso fragilizado dizia a Vicka que não lhe restava muito tempo. — Estamos perto da praia. Faltava tão pouco... — A voz estava quase sumindo. Só mais um pouco, e chegaria sua hora de ser carregado por Tânatos. — Voe até a praia. Cumpra sua missão, em nome da Disc...

Vicka não ficou por perto para ouvir o resto da frase. Saiu voando, em direção da praia a vista.


Seus tênis pararam de funcionar poucos metros de distância da areia — desgostosa, se viu obrigada a nadar. Chegou na praia cansada, com sede e fome, olhando para todos os lados sem saber onde ou como saciar suas necessidades. Seus tênis não funcionariam, então não poderia voar por entre a vegetação e procurar coqueiros ou outras árvores frutíferas.

Vagou por mais alguns minutos entre as árvores, procurando alguma que fosse baixa, com o fruto fragilizado o suficiente para sua forma enfraquecida arrancar. Era inegável, contudo, que sua maior preocupação e emergência era o consumo de água. Não demorou para uma enxaqueca forte lhe atacar — não forte o suficiente para fazer-lhe ficar de joelhos, como as dores do Esquecimento, mas provocou visões. Em sua mente, via trechos de memórias passando rápido: o rosto do homem que abandonou na água se aproximando, voando consigo até a água, quando foi atingindo por uma corrente de vento forte. Em sua visão, conseguia ver um rio furioso correr por entre a terra a vista, distante.

Viu alguns rios, lembrou-se de alguns gritos, e quando atingiu a água, nada. Suas lembranças acabavam ali e, seguindo o que aprendeu com Morfeu. Não force o que você não deseja.

Assim que voltou a si, também voltou a raciocinar. Rio? Tentou revisitar novamente as memórias, só para saber onde o corpo d'água poderia estar. Fosse graça divina, fosse mérito próprio, conseguiu visualizar melhor sua queda: assumindo que havia pousado no mesmo ponto de quando teve aquela visão, haveria um rio correndo com violência a nordeste — só não tinha como saber a que distância. Bufou, e se pôs a marchar, a medida do possível para alguém com fome e sede. Contava com as bênçãos de Éris para não morrer desidratada ou desmaiar de fome.


Andou pelo o que pareceram horas, mas o sol indicava que não poderiam ter passado mais de uma ou duas. Olhou para os tênis, perguntando-se quando voltariam a funcionar — seu pensamento rapidamente mudou de linha, contudo, ao perceber o estado do solo: onde se encontrava, estava mais molhado do que o trecho pelo qual passava alguns minutos atrás. Encheu-se de desespero na expectativa de haver água por perto, contudo, segurou seu impulso de sair correndo, andando com calma, no mesmo ritmo em que caminhara até aquele momento.

Talvez em dez — ou quinze, ou vinte, ou trinta... — minutos chegou a uma das margens do rio. Da mesma forma que em suas lembranças, o rio corria com força e violência, e ao ver as pedras no fundo de seu leito, chegou a conclusão de que o melhor seria procurar por sua nascente; não seria o mesmo que água filtrada, mas era o luxo máximo que podia se oferecer. Mantendo-se ao lado do rio, caso a sede se tornasse muito forte, era só se arriscar a ter uma diarreia ou coisa pior bebendo da diretamente da água corrente.

Não soube dizer por mais quanto tempo andou até que chegasse no fim. Não soube dizer o tamanho de sua frustração, também, ao ver que a nascente não se encontrava a vista — caminhou por metros e mais metros, observando o leito do rio afinar cada vez que dava um passo para frente e, no final, deparou-se com uma nascente escondida. A água, saindo lenta de uma entrada apertada dando para dentro da rocha, sugeria um rio subterrâneo.

Quis gritar, mas não precisava atrair atenção.

Não precisa?

A voz sibilou ácida em sua mente, como no dia o qual acordou sozinha na cabana no Michigan. Lembrava a de Éris, soava como Éris, mas algo dizia a semideusa que não era a voz de sua patrona. Era grave. Incisiva. Quase manipuladora somente usando o fator medo. Quem é...? Sentiu sua cabeça doer, e não soube se era uma repreensão da voz estranha em sua cabeça ou decorrência da desidratação.

De qualquer forma, serviu para seu propósito: relembrar a semideusa de seu objetivo. Achar o dragão responsável pelos desastres em Waitomo. Se foi repreendida por considerar escapar da tarefa parcialmente, deveria estar no local certo. Colocou os pés dentro da água, que cobria até mais ou menos metade de suas panturrilhas, e analisou a entrada apertada. Era possível de se arrastar e enxergar no escuro não seria uma preocupação. Agachou-se na água, molhando suas roupas, e entrou pelo o local.

Fechou a boca, para não beber a água contaminada.


Arrastou-se por certa de três metros, agradecendo a si própria por não ser claustrofóbica. Foi surpreendida quando saiu do corredor apertado: depois do difícil acesso, viu-se imersa num grande lago, onde acima de sua cabeça, brilhavam pontos azuis florescentes. Estou sonhando?, perguntou-se, meio esperando uma resposta de Morfeu. Não se incomodou quando a mesma não veio.

Ao olhar para a direita, viu que os pontos aglomeravam-se e pintavam uma superfície que a semideusa logo identificou como terra firme. Nadou até a mesma, levantando com dificuldade e sujando-se com o material florescente. Lavou apenas as mãos ao agachar e passá-las na água do lago.

Parou, então, para olhar bem para a caverna. De acordo com seus conhecimentos geográficos limitados, o bolsão d'água poderia se estender por metros até que achasse outra caverna. Resolveu não arriscar, e muito menos pular na água novamente — para sua sorte, pôde observar um único sulco na pedra onde pisava por onde a água do grande lago parecia vazar, aparentando ser a fonte do grande lago. Sem mais o que fazer, resolveu seguir o pequeno riacho, com talvez dois ou três metros de largura.

A mesma massa azul se estendia por todo o chão e pontilhava o teto, causando desconforto na semideusa. Os limites entre sonho e realidade já haviam sido o suficientemente testados em sua vida e, mesmo sabendo que Morfeu retornaria, não estava feliz com essa informação.

Mas, ao alcançar outro lago — desta vez menor, aparentemente mais raso —, sua mente excluiu todos assuntos. A sua frente, somente alguns metros nadando, havia a fonte do rio. A nascente jorrava quase tímida por entre três pedras. Daquela vez, não houve o que pensar. Danniels pulou na água, nadando até a caricatura de cachoeira, e enchendo sua boca com a água límpida.

Seu radar apitou, fazendo os pelos de seu braço arrepiarem-se, e interrompeu o que fazia. Segurou numa das rochas, e observou o ambiente com cuidado.

Tum, tum, tum. A caverna tremeu. Tum, tum, tum.

Viu uma para duas vezes o tamanho do seu corpo.

— Há muitos éons não vejo uma criatura tão engajada em invadir meu refúgio...

(jack) danniels:
esclarecimentos:
AH VAMO LÁ

Basicamente, a Vicka seguiu a dica de Éris e deu de cara com um arauto que a deusa mantém em segredo, o Joshua, por uma bênção de Hécate que ele recebeu: Joshua consegue ver dentro da alma das pessoas, identificando seus passados e seus erros, onde elas mais se arrependem e onde são mais podres. Vicka já mentiu, roubou, matou; inclusive fora do serviço de Éris — então já sabemos porque ele tem tanta repulsa pela semideusa. Inventei ele só pra esse turno, mas conforme escrevi e me aprofundei um pouco na história do NPC, talvez use na trama pessoal. Enfim, o Joshua é um filho de Hefesto obcecado com veículos aéreos, então ele tem diversos protótipos de avião prontos. A pedido de Éris, cedeu a Vicka o melhor deles.

Sobre a dificuldade não combativa, tentei narrar a queda do avião + dificuldade em procurar água, coisa que Vicka estava mais desesperada para achar. Calculo que ela tenha ficado a deriva no mar por mais ou menos umas 18h, 19h, talvez quase um dia. Nada que fosse capaz de matá-la considerando as passivas de Éris destacadas em spoiler. O rapaz que a salvou é um servo de Joshua, que como explicitado no texto, possui um sistema de escravidão. Por tabela, também são seguidores de Éris, e a deusa contatou este servo em específico dizendo-lhe para salvar a arauto.

Considerar as limitações do tênis pro trecho onde eu digo que pararam de funcionar. Como não tenho dados sobre a velocidade deles, chutei que a Vicka caiu e ficou a deriva num ponto onde seria possível observar algumas coisas da ilha. Ainda sim, demorou para chegar na mesma, atingindo o limite do tênis neste turno.

Vicka chamou a atenção do dragão sem se esforçar para tal, mas também não tentou ocultar sua presença devido a voz em sua cabeça. No final, tudo foi em volta da busca pela água. Caso ela tivesse encontrado a água e não o dragão, teria continuado a jornada.

Caso não tenha ficado claro, tô considerando que a personagem chegou na Nova Zelândia e a pequena caverna é um acesso desconhecido para um sistema de cavernas conectados às cavernas de Waitomo, destino estipulado no primeiro turno.

Sobre o desmaio durante a queda: pelas circunstâncias, ela teve um flashback de quando caiu no Labirinto sob influência das consequências geradas pelo contato com o deus Esquecimento. Se necessário, posso explicar o estado mental da personagem e a DiY que ainda preciso postar para explicar isso.

É isto. Fé.
poderes:
Nível 5 - Sentir Aproximação {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Assim como as serpentes pressentem a aproximação de suas presas, os filhos de Hermes também adquirem o sentido que sempre lhes deixa a par da aproximação de outras criaturas na área em que se encontra. A extensão da mesma é definida pelo seu nível, sendo que a cada nível a partir do 5, 1 metro de extensão é adicionado. [passiva, hermes]


Nível 8
Ouvidos atentos - Informações são importantes, ainda mais quando se planeja utilizá-las como fonte de suas tramóias. Os Arautos, por isso, tem sua acuidade auditiva dobrada se em comparação com outros semideuses - isso se refere tanto ao alcance quanto ao volume do som que são capazes de identificar. [passiva, éris]

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%. [passiva, éris]

Nível 11
Controle dos Males III: Limos - Arautos se aproximam cada vez mais de sua patrona e seus filhos nesse nível. Agora, o poder recebido provém de Limos, o espírito da fome, e implica que ela para de afetá-los de forma tão tenaz. Eles ainda precisam se alimentar, mas resistem mais à situações em que fiquem muito tempo sem comida ou bebida: conseguem resistir até 10 dias nessas condições. [passiva, éris]

Nivel 15 - Cansaço reduzido
Por ser filho do mensageiro dos deuses, você nao se cansa facilmente em missões ou longos percursos. [passiva, hermes]

Nível 22
Afinidade sombria - Arautos são ligados ao tártaro e às sombras das quais Éris descende. Eles tem um gasto 10% menor de MP (arredondando para cima) quando em ambientes totalmente escuros, seja escuridão mágica ou noturna (desde que sem iluminação artificial ou puar muito claro/ direto - sombras ou penumbra apenas não possuem nenhum efeito. [passiva, éris]

Nível 35
Flexibilidade - A discórdia é famosa por se infiltrar facilmente em qualquer lugar, e seus seguidores herdam tais habilidades. Nesse nível, essa facilidade se manifesta de forma física. Esses semideuses são mais flexíveis, esgueirando-se com facilidade mesmo nos locais mais claustrofóbicos, agindo da mesma forma que répteis ou gatos - se houver espaço suficiente para ao menos metade de sua massa corporal e que permita a passagem de suas cabeças. Ações que envolvam passagens dificultosas são bonificadas em 25%, desde que cumpram este requisito. passiva, éris]

Nível 43
Respiração subterrânea - Por sua ligação com o tártaro e o submundo, seguidores de Éris conseguem lidar melhor com ambientes de ar saturado, como ocorre normalmente no subterrâneo. Eles não possuem penalidades por ficarem muito tempo nestes locais, seu corpo se adaptando a isso, mas ainda precisam de uma quantia mínima de oxigênio para se manterem. Não afeta outras condições respiratórias, como o ar rarefeito ou respiração aquática, ou mesmo uso de poderes relativos a isso. [éris, passiva]
itens:
{Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Temptation} / Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

Exercitatio / {Khopesh} [Lâmina curva, fina o suficiente para perfurar o espaço entre duas costelas, medindo 70 centímetros, onde a lâmina possui 60 e o cabo 10. Sua ponta é extremamente afiada. A lâmina se mostra abençoada por Sekhmet, emitindo um brilho avermelhado que causa a sensação que queimação a quem for atingido. Se o ataque for efetivo, 5% do HP serão retirados do inimigo. Dura dois turnos, uma vez por missão.] {Nível mínimo: 30} (Missão Life is a Sphinx Enigma, idealizada por Katherine J. Villeneuve e atualizada por Éris)

{Prickly} / Carta de baralho [Ao sair da catedral, Vicka encontrou em seu bolso uma carta de barulho, o Curinga, que provavelmente havia sido plantada ali pelo seu aliado. Esta carta pode ser jogada a longa distância e, quando penetra na pele do adversário, ativa espinhos que saem de toda a sua superfície. Estes, por sua vez, liberam um veneno que deixa o oponente lento e confuso, perdendo assim 30% de sua agilidade para defender e atacar. Dura três turnos, pode ser usado 1 vez por missão.] {Plástico e espinhos} (Nível Mínimo: 30) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: missão "queen of thorns", elaborada e avaliada por Bianca H. Somerhalder e atualizada por Éris.]


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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jhonn Stark em Ter 12 Jun 2018, 23:35


Roaring thunder
We need to face it.

Lightning strike
Our world is broken.
— Você percebe que isso é uma péssima ideia, certo?

A voz de Reeze cortou seus pensamentos. A garota havia pego o assento ao seu lado no avião, a janela com vista privilegiada para as nuvens. Enquanto observava as formações e as classificava em sua mente, a garota de Éolo enrolava os cabelos entre os dedos de forma apreensiva, compulsiva. As poucas mechas esverdeadas e alaranjadas estavam bagunçadas, mas ela não parecia ligar muito.

Haviam problemas maiores a resolver.

— Eu percebi quando você falou pela terceira vez. Essa é a décima. — Stark sorriu, tentando deixar o clima um pouco mais leve. Não queria pensar no monstro que os aguardava até que chegasse a Vegas.— Sei que vamos conseguir. Não precisa ficar nervosa.

Ela revirou os olhos, imitando em zombaria a última frase. Ele suspirou, cruzando os braços.

Assim que saiu do bar e foi ao encontro de Reeze no aeroporto, teve que enfrentar alguns problemas logísticos com sua viagem: a filha de Éolo não tinha voos comerciais dispostos a passar pela zona de tempestade, e não haveria nada que os convencesse do contrário. Porém, após uma conversa séria com alguns departamentos e cobrança de vários favores, a semideusa conseguiu um avião privado que faria a viagem.

— Ah, mas o tanto que você vai me dever depois disso. — Ela disse, ainda olhando para as nuvens. — Eu sei que é um favor humanitário, mas você vai me pagar sim.

A semideusa havia se voluntariado para acompanhar o curandeiro, com a justificativa de que talvez Éolo pudesse ajudar em algo. Seus poderes, quem sabe, poderiam conter um pouco da tormenta que caía sobre os humanos.

A garota fez o sinal da cruz pela terceira vez desde o embarque. Cada instância, porém, representava um dos deuses do vento: Bóreas, Notus, Zéfiro e Eurus. A junção das mãos no fim da prece era para Zeus e Éolo. Seis divindades evocadas em menos de um minuto com uma tradição católica.

Ele repetiu o gesto. Se o problema eram tempestades, precisariam de todos os ventos possíveis ao lado deles.

* * *

Chegaram ao Red Rock Canyon no início da tarde.

As estradas estavam bloqueadas na direção do centro turístico. Transpor os oficiais não foi uma tarefa fácil, especialmente com toda a insistência dos homens de que "a segurança da população" era prioridade, e eles não poderiam entrar lá. Era uma zona de perigo absurda.

Haviam ficado presos ali por vinte minutos.

Dentro de Stark, Yang fervia de ódio. Mesmo em tais condições,  seu lado Yin tomou o controle e trouxe uma jogada triunfal àquele debate: entes queridos reféns, uma tia perdida e uma avó machucada no lugar.

"Eu nunca me perdoaria se eles fossem embora agora, senhor." Ele havia segurado a mão de Reeze a essa altura. "Não sem conhecer minha noiva, Olivia."

E assim um dos guardas liberou sua passagem, com lágrimas nos olhos.

Agora, dentro do prédio principal do local, encontravam-se presos diante de um mar de turistas estressados. Alguns poucos guias tentavam colocar ordem em tudo o que acontecia. Algumas pessoas de outros estados reclamavam dos planos frustrados, crianças berravam, senhoras diziam que "sabiam que era melhor terem ficado em casa". O habitual caos não dava muitas brechas para a dupla trabalhar.

— Isso é uma perda de tempo! — Um homem levantou a voz. Tinha por volta de 50 anos, e uma cara de quem brigava em lojas de conveniência por descontos com o gerente. — Liberem a travessia de retorno, vamos embora daqui!

— Calma, senhor Pykes. — Respondeu uma das atendentes. "Carol", dizia seu crachá. — Sabemos que a área focal dos raios é nas trilhas mais ao norte, não a zona de saída... mas não fomos autorizados a efetuar a evacuação. Permaneçam aqui onde é seguro!

Mais reclamações. Reeze encarou Stark nos olhos, sabendo exatamente qual seria o próximo passo: a guia havia indicado aquilo com precisão. O local de maior incidência definitivamente era o ponto de encrenca, certo?

Teriam que seguir pelas trilhas. O dragão estaria lá.

O filho de Héstia estava prestes a falar algo quando um forte raio atingiu o topo da construção, cortando todas as fontes de energia. O pânico em massa se instalou, jogando tudo em um caos indescritível.

A garota de Éolo correu com Stark para uma das extremidades livres dos esbarrões violentos das pessoas. Ela então encarou o semideus com uma expressão séria e determinada, arrancando o colar que carregava no pescoço e o entregando nas mãos do rapaz.

— Reeze. — Ele disse. — Mas...

— Vá na frente. — Ela encarava a varanda mais próxima, prendendo os cabelos em um coque e dimensionando seu desafio. — A tempestade vai aumentar e as pessoas aqui vão fazer besteira. Eu vou ficar e controlar os danos na medida do possível. A missão com o dragão é sua, no fim das contas, então não insista na mudança de papéis.

Ele iria protestar, mas não adiantaria. Ele conhecia Reeze o bastante para saber aquilo.

— O colar que você carrega é um mensageiro dos ventos. — Ela disse, forçando-o a segurar o objeto mais respeitosamente. — Um presente de meu pai para que eu possa me impor mais facilmente com criaturas de seus domínios. Use-o com sabedoria.

O rapaz assentiu.

Ambos então fizeram uma despedida silenciosa, evitando um adeus e seguindo por seus caminhos. Ele pelo portão principal e para as trilhas, ela para os céus acima do centro turístico.

* * *

Ele planava a pouco mais de um metro do chão.

A velocidade era contínua através do caminho da terceira trilha, sendo relevante o bastante para decretar a urgência daquilo tudo. Conforme Stark se aproximava do término do percurso, ouvia os rugidos da tempestade ficarem cada vez mais altos. Os raios também pareciam perigosamente mais próximos.

Bateu os calçados voadores na extremidade final da rota, desativando-os. Havia utilizado o item durante todo o percurso, e temia sobrecarregá-los. À sua frente, as nuvens tempestuosas e carregadas o impediam de ver muito: apenas enxergava a imensidão desértica e a força impiedosa de seu oponente.

Igual ao seu sonho. Só que o pilar não estava ali.

Ele pensou em Reeze. Pensou em todas as tragédias que ocorriam naquele mundo por culpa de criaturas como aquela, e quantas vidas talvez estivessem dependendo dele para voltar à normalidade. O calor de seu medalhão parecia percorrer todo o seu corpo, mas ele não se dividiria ainda.

— Mostre-se! — Ele gritou. Sua voz foi levada pelos ventos e trovões, engolida como um insignificante ruído. — Eu, Jhonn Stark, ordeno que mostre-se!

Mais trovões, mais raios, nenhuma resposta.

Ele olhou para o pingente que agora usava no pescoço. A autoridade era mágica ou apenas decorativa? Se fosse mágica, era bom que funcionasse logo, antes que ele perdesse a paciência.

— Isso não tem propósito. Esse desgraçado não vai se mostrar para nós. — A entonação que saiu de seus lábios era a de Yang. Após a fala, porém, o rosto surpreso era o de Yin. — Ele não está se mostrando para a nossa autoridade. Mas não usamos em momento algum a verdadeira autoridade do colar.

Jhonn então segurou o item com uma de suas mãos. Fez uma prece ao deus dos ventos, respirou fundo, e então repetiu sua ordenança.

— Eu sou Jhonn Stark, hoje um mensageiro de Éolo nessa terra. — O item começou a brilhar, expandindo sua luz bruxuleante pelo corpo do semideus. Uma brisa agradável o envolvia. — E pelo poder do deus dos ventos, eu o ordeno que mostre-se"

Um último trovão ressoou. Os ventos cessaram.

Por um minuto inteiro, apenas o silêncio.

E então, uma silhueta imensa começou a descer das nuvens, diretamente em sua direção.

Adendos:
Itens:
❖ Braçadeira quitinosa [Braçadeira lisa e cilíndrica, de tons avermelhados. Ao ser ativado, faz com que a pele do semideus tenha suas características alteradas, se enrijecendo, aumentando sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: pele de carangueijo gigante} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

❖ {Phoenix} / Espada [Espada de 90 cm, com sua lâmina medindo cerca de 75 cm. É feita de um cristal único e especial, a espada é longa e fina, com um corte afiadíssimo e infalível. Sua guarda-mão tem um formato de taça, porém, com delicados formatos de chamas queimando na direção da lâmina, como se a consumissem; seu punho é feito de aço. Vem junto de uma bainha coberta por malha de aço e couro branco. Quando não está em uso, se transforma em um anel de prata com o desenho de uma chama.] {Cristal, Prata e Aço} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héstia adaptado por Harry S. Sieghart]

❖ {Scorched} / Escudo (Escudo circular feito de ouro e prata com várias camadas destes materiais. No centro do escudo está desenhado uma lareira, o símbolo de Héstia. Na parte interior do escudo, ou seja, onde há um encaixe para o usuário por o seu braço há uma espécie de almofada, simbolizando o "conforto". Útil para aguentar ataques fortes. Quando não está em uso, se transforma em um relógio de ponteiros feito de ouro com a parte interior de ouro branco.] {Prata e Ouro} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héstia adaptado por Harry S. Sieghart]

❖ {Tao} / Amuleto [Um amuleto antigo de prata com inscrições em um idioma desconhecido. A imagem circular de Yin e Yang se complementando permanecem no centro da figura. Ao ser segurado por seu usuário, pode dividi-lo em suas duas essências, personalidades opostas com HP/MP individuais, equivalentes a 1/2 do total do personagem. Devido ao estado incompleto do item como está, cada uma das personalidades pode utilizar apenas poderes de um dos grupos aos quais o semideus pertence – Um com acesso aos poderes de Héstia, o outro aos poderes de Asclépio. O nível máximo de acesso aos poderes equivale a ¾ do nível atual do personagem. Com futuras DiY, as limitações do item poderão ser removidas.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 70) {Magia} [Recompensa pela DiY "Yin and Yang", avaliada e atualizada por Hécate.]

❖ {Winged Sneakers} / Tênis [Um par de tênis azulados, que tem como detalhes alguns desenhos de ventos. Ao bater seus pés um no outro por três vezes, o usuário começa a voar. Consegue chegar em alturas e alcançar velocidades consideráveis. Para descer, basta fazer as mesmas ações que fez para subir que ele diminuirá a altitude aos poucos. Quando está sendo usado em solo confere ao semideus que o calça um aumento de cerca de 10% em sua agilidade. {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Chama da Esperança" narrado e avaliado por Dom Demon/William Véroz; atualizado por ~Lady Íris~]
Poderes:
-
Obs:
Legendinhas, personagens e explicações:
-
Outras observações cabíveis:
Então, lá vamos nós.

❖ Reeze seguiu a viagem junto por ser uma filha de um deus dos céus e julgar que seria assistência cabível. No fim, ela nem ficou junto ao Jhonn no momento mais importante.
❖ A dificuldade foi em arrumar o transporte e ultrapassar tanto a barragem policial, o caos do centro turístico e as trilhas do lugar. Ok que foram resolvidas rápido na narração, mas são dificuldades.
❖ Yin e Yang não aparecem separados nessa narração.
❖ Red Rock Canyon é uma área no meio do deserto do Mojave, perto de Vegas. É um ponto turístico conhecido e local adequado para o dragão elétrico ao meu ver.
❖ O colar da Reeze é um item inventado, claro, por ela ser uma "relações públicas" de Éolo e uma organizadora de aeroporto. Ele meio que dá o "reconhecimento" de que aquela pessoa é um mensageiro do deus. Claro que o dragão vai olhar com desdém, mas quis confrontar aquele inconveniente.

Extrinhas e curiosidades:
❖ Os posts do Jhonn tem 2 conjuntos título/subtítulo: O da direita é do Yang. O da esquerda é o do Yin.

Observação final: Qualquer dúvida sobre Yin e Yang, minha trama, ou qualquer coisinha, só chamar que a gente esclarece.

É isso. Be kind ❤️
SAIU ESSA MURRINHA!:



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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Emmeraude C. Fabrey em Ter 12 Jun 2018, 23:42


Dragonborn


— Zangada? Zangada?— Dimitri chacoalhou meus ombros com gentileza me acordando do torpor em que me encontrava. Ele estava me chamando sem que eu respondesse ao que? Seria uns sete minutos? Eu havia recebido muita informação em menos de vinte e quatro horas e a sensação era como se algo ou alguém descomunalmente gigante tivesse sido jogado sobre minhas costas e a cada tentava em digerir tudo aquilo só me fazia perceber que a qualquer momento acabaria surtando... A voz de Dimitri me chamando ecoava ainda em minha mente misturada a lembrança da voz de Kalel me alertando sobre dragões. Eu tinha que aceitar. Meu irmão estava morto.
—Emme... Tsc,tsc. Você esta bem? — Ele chamou novamente, agora estava mais perto, sentado ao meu lado no banco. Uma mão sobre meu ombro e os olhos verdes como azeitonas apreensivos.
Engoli em seco represando todo aquele sentimento amargo antes de me forçar a sorrir para ele tentando acalmar aquele olhar cheio de preocupação. Engasguei, me sentia podre, eu não sabia mentir. Nunca soube.
—Estou bem Plantinha... Fique tranquilo. — Acariciei seu rosto sentindo a barba que começava a nascer roçar nos meus dedos e fitei seu olhar profundo; Dimitri, em resposta pareceu ficar mais preocupado ainda e arquear as sobrancelhas, pegou minha mão que estava em sua face e levou aos lábios beijando-a, suspirei com o ato de afeição e abaixei os olhos. Ali estava eu tentando mentir pra ele sobre como estava, tentando ser durona e levantar meus muros, protege-lo de toda a minha loucura interna e ali estava Dimitri, quebrando cada uma das minhas paredes internas apenas com beijos e olhares. Céus, como resistir a um homem desses?
—Nem ouse tentar mentir pra mim Zangada. Sei quando não esta bem. Quando quiser conversar estou aqui. Vou estar aqui sempre pra você. — Dimitri apertou minha mão e nos olhos dele vi que aquele semideus realmente me amava e faria qualquer coisa por mim, até dar a vida... O vi então se afastar novamente como se me desse espaço e suspirei observando o modo que ele agora admirava a paisagem pela janela fechada do taxi enquanto roía as unhas da mão direita. "—Que merda Charlotte!"— Praguejei mentalmente. Afinal por que eu tinha aquela mania idiota de tentar afastar as pessoas? Não, dessa vez eu não iria me sabotar... Escorreguei de um lado do banco para o outro até estar ao lado dele e estava prestes a começar a falar quando notei pelo reflexo no vidro que o filho de Deméter estava sorrindo e estivera me observando aquele tempo todo, o sorriso era malicioso... Eu conhecia bem aquele sorriso...
Quis então gritar com ele, não acreditava...
—SAMAMBAIA MANIPULADORA CHANTAGISTA EMOCIONAL RATAZANA DE JARDIM...
Dimitri não me deixou terminar de excomunga-lo, assim que tinha percebido minha expressão de surpresa por perceber o joguinho dele havia se virado e me beijado com violência, um beijo pra me fazer recordar da nossa noite, arrepiar cada pedacinho de pele no meu corpo e esquentar meu sangue. Uma de suas mãos estava nos meus cabelos enquanto a outra apalpava minha bunda incentivando meu corpo a relaxar e então me lembrei de Joshua Malek, o taxista vizinho a minha tia que me conhecia desde criança e o que ele poderia estar achando do show gratuito que estávamos dando ali no táxi dele. Lutei pra me afastar do corpo quente dele apesar do meu próprio corpo suplicar por mais, dei tapinhas em suas mãos enquanto o mandava parar e tentava ver a expressão de Joshua pelo espelho a sua frente, a tentativa não teve sucesso, havia me esquecido como o Sr. Malek era baixo. Dimitri ainda ria e tinha as mãos erguidas em um gesto que dizia: "eu me rendo", mas seus olhos queriam dizer outra coisa, algo como "vou te devorar". Toda vez que tentava inclinar meu corpo para frente para talvez conseguir uma visão de nosso motorista Dimitri deixava sua pose de Napoleão pós perder a guerra para voltar a tentar me agarrar e me tentar a transar loucamente ali mesmo, afinal era isso que ia acabar acontecendo caso não estivéssemos num táxi de um conhecido da minha família que praticamente me viu sair das fraldas. Na terceira tentativa de chegar aparentemente me dei conta, era como se minha cabeça estivesse voltando a funcionar...
O Sr. Malek com certeza já teria aberto a boca para falar algo sobre aquela bagunça que eu e o Plantinha estávamos fazendo, mas era como se ele nem estivesse ali. Era isso! Ele não estava ali! O ser la na frente como se estivesse lendo meus pensamentos começou a cantarolar uma música da Lady Gaga com sua voz feminina...
—Dimitri Pare! Pare! Caramba dedo verde! Você não percebeu nada não? — Ele parou e por alguns minutos me encarou esperando uma explicação, quando apontei para o banco do motorista pareceu entender ao escutar a voz cantarolando e começou a se levantar devagar do banco até que ficasse numa altura suficiente para enxergar quem ou o que estava sentado e dirigindo o carro de Joshua Malek, por que com certeza aquela voz não era do senhor gordinho indiano de meia idade que havia visto me visto crescer.
E repentinamente, antes que ele pudesse ver qualquer coisa, o carro saiu da estrada e foi com tudo contra uma árvore antiga. —Ah, Inferno. — Reclamei enquanto passava a mão sobre minha cabeça, havia a batido no teto do carro com tudo.
—Éh, Amor? — Olhei para o vidro da frente do banco do motorista e meu sangue esquentou novamente, e dessa vez não foi de tesão, mas sim ao encarar um Dimitri literalmente jogado contra o vidro com a testa sangrando e a sua frente nossa "querida" motorista, uma filha de nêmesis dos arautos de Éris, era mais baixa do que eu lembrava mas mantinha uma adaga no pescoço do cara que eu amava e isso pra ela não era nadinha bom... Dimitri olhava a cena ainda com humor como se não estivesse com dor ou não entendesse que aquela prostiranha cósmica estava querendo nos matar e então percebi que o ar do carro estava ligado e me perguntei que merda de droga aquela vadia havia colocado pra que nós dois aspirássemos.
Resolvi atordoa-la no murro mesmo pelo menos para poder tirar Dimitri dali.
Olá putinha, sera que pode fazer o favor de tirar essa faquinha de pão do pescoço dele antes que eu tenha que quebrar esse teu pescoço de galinha no braço por favor? — Forcei minha voz a soar o mais arrogante que pude e observei atentamente a raiva nascer e fluir nos olhos dela com soberba.
—Acho melhor calar essa sua boca de cadela filha de Ares se não quiser perder seu brinquedinho. — Sorri com imponência como resposta a ela e estiquei minha mão rapidamente lhe alcançando o punho. A garota, apesar de baixa era forte, mas eu sabia que filhos de Nêmesis normalmente preferem usar chicotes e com certeza não era ali, dentro daquele carro apertado que ela poderia demonstrar essas tais habilidades naturais. Ela pós toda sua força para que eu não pudesse retirar a adaga de sua mão, sua outra mão foi ao meu pescoço numa tentativa de me sufocar. Nada disso me abalou mais do que a imagem dela com a adaga no pescoço de Dimitri que ria como se tivesse chapado de maconha enquanto rolava aquela briga por uma merda de adaga. Começava a perder a paciência. Quem Éris achava que eu era? Aquela arauto não tinha habilidade suficiente pra lidar comigo ou era mesmo muito burra...—Sou filha do Deus da guerra Vadia! Acha mesmo que pode competir no braço comigo?— Ela sibilou como uma cobra e sorriu com malicia para mim o que revirou meu estomago. —Ah Porra! Pelos Deuses! Que merda de briga de criança!— Me cansando daquilo deixei de fazer braço de guerra com ela e investi com minha força ao contrário, contra o rosto da putinha. No primeiro golpe vi o sangue surgir e a cabeça dela inevitavelmente ser jogada pra trás. Não queria tirar sangue daquela coisinha sem significado, mas ao usar a adaga contra ela o punho da arma acabou fazendo um estrago maior do que esperei e apesar disso não parei, continuei investindo contra ela até ver a mesma desmaiada no banco e com o rosto desfigurado. Cuspi no rosto dela ainda enojada.
—É querida, isso daí não vai dar pra resolver nem com plastica.
—Meu pedacinho de mel cruel... — Dimitri sussurrou entre uma risada e outra. Balancei a cabeça indignada, eu realmente amava aquela erva daninha...
Abri a porta do carro com dificuldade e joguei o corpo atordoado da filha de nêmesis na calçada para depois sair do mesmo e puxar com cuidado um Dimitri que aparentemente lembrou se de que tinha um corpo e de que naquele momento ele devia estar doendo muito. O coloquei encostado no para-choque do táxi enquanto examinava se havia quebrado algo e pra minha sorte ele estava bem e inteiro, já não ria mais e olhava também com nojo para o rosto da arauto jogada em meio as folhas e ao asfalto.
—O que houve ali? Vai me contar? — Olhei pra ele preocupada.
—Não se lembra Plantinha? Quem sou eu? — Me lançou um olhar cheio de desejo quando me respondeu com a voz numa entonação sexy e máscula.
—Emmeraude Charlotte Fabrey. Pra maioria Emme, pros íntimos Charlie. A semideusa mais sexy e gostosa e o amor da minha vida... Minha Zangada. — Fiz uma careta para ele e cruzei meus braços em frente ao corpo me sentindo aliviada.
—Você esta ótimo. — Pus as mãos no bolso e dei de ombros antes de começar a me explicar...
—Então, ouve um acidente e nossa motorista, bem... Ela bebeu antes de dirigir, tsc, tsc. Sabe como é né?
Dimitri cruzou os braços ainda encostado no carro e me olhou com descrença. —Ata, é claro que bebeu...
Ele esticou o corpo alongando os muculos doloridos e se forçou a dar um passo a frente na estrada, gemeu com dor.
—Bom... Tudo dói e não temos mais um carro nem uma motorista... Aliás achava que ela era ele e indiano e gordinho... Ah, tanto faz. Felizmente o aeroporto é no final dessa estrada, o que você acha de pegarmos nossas armas e bem, irmos? —  Sorri e balancei a cabeça pra ele, fui a parte de trás do táxi e com um chute fiz o porta malas se abrir, tirei de lá a mochila comprida que continha a foice e outras armas do filho de Deméter e pendurei nas costas usando a outra mão para pegar minha mochila. Dimitri já tinha começado a caminhar pela estrada, com certeza tentando aquecer os muculos e amenizar a dor. Joguei minha mochila para ele, que, apesar de ter mais armas era mais leve e menor. —Leve a minha, eu levo a sua por enquanto. — Ele piscou pra mim sorrindo e voltou a caminhar em direção ao fim da estrada sabendo que logo eu o alcançaria. Percebi uma pequena movimentação da arauto que havia derrubado e ainda estava estendida no asfalto, me aproximei dela e notei que a mesma estava começando a recuperar os sentidos e quase abrindo os olhos, sorri com a maldade estalando dentro de mim.
— Nunca mais ameace meu homem ramelinho podre de puta. — Cuspi no rosto dela novamente e a chutei com tudo mirando no maxilar, satisfeita dei as costas e caminhei rapidamente até alcançar Dimitri que andava como se tivesse acabado de passar por um moedor de carne, apesar disso não me preocupei. Sabia que Dimitri era um semideus tão resistente quanto eu poderia ser, "uma árvore com raízes profundas não cai facilmente", me disse ele uma vez e estava certo. Logo estaríamos no aeroporto.


***************************************************************************************

Quando chegamos no aeroporto tentamos ser rápidos. Graças ao uso da névoa conseguimos embarcar com nossas armas e adentramos no avião para o Brasil. Dimitri havia me deixado sentar na janela e me fitava com os olhos verdes como se fosse um filhote de gato travesso pedindo carinho, não consegui deixar de sorrir.
Aquela situação toda no carro e a possibilidade dele ter se ferido gravemente serviram de algo pelo menos, me distraíram da emoção que o caos de receber a noticia da morte de Kalel por ele mesmo havia me causado.
Então estava na hora, toquei na mão de Dimitri com gentileza querendo mais sua atenção o que era um gesto bobo, já que o mesmo não havia tirado os olhos de mim desde a hora que havíamos nos sentado, como se eu fosse a oitava maravilha do mundo, linda como uma deusa, dizia ele... Não sei aonde ele via tanta beleza, talvez a névoa atrapalhasse sua visão ou devesse ir a um oftalmologista.
—Arbusto... Eu vi Kalel quando você foi pra cozinha lá no chalé... — Ele me olhou assombrado e surpreso.
—Espera Zangada, ta dizendo que meu cunhado viu nossa transa?—
—Sim... Quer dizer, Não! Pelo menos acho que não viu... — Senti minha face arder lembrando dos comentários que meu irmão havia feito sobre eu estar gozando... —Ah, mas não é isso que me importa... O que importa é que Kalel veio até mim como... Fantasma. Aparentemente foi morto pelo líder dos arautos depois de tentar chantageá-lo. Eu te disse que ele estava procurando algo valioso para Éris, aparentemente tem haver com as coisas que estão acontecendo e com... — Engoli em seco antes de continuar... — Dragões...
Dimitri continuava me olhando abismado.
—Então seu irmão viu a gente transando? Puta que pariu! Você sabe o que quer dizer isso Zangada? Como é que vou conseguir fazer boa impressão pra sua família agora?
Abri a boca e tive vontade de esmurrar a cara dele. —Eu digo que meu irmão morreu e você ta preocupado com a imagem que ele vai ter de você? Você quer ficar sem dente ou quer que eu lhe quebre o nariz? Não tem amor a vida? — Ele riu e me abraçou me acalmando. —Zangada aceite, o que me importa é ficar ao seu lado, no resto, até na morte do seu irmão, damos um jeito... Fazemos 12 trabalhos, contratamos mariachis pra tocar pro Hades, subornamos alguém; mas eu prometo meu amor... — Ele acariciou meu rosto e encostou sua testa na minha.      
—Juntos nós podemos dar um jeito em tudo...
Aquelas palavras normalmente não me acalmariam, não surtiriam efeito em mim, mas quando vindas de Dimitri... Eu não sabia como ou por que afinal aquele homem mexia tanto comigo, mas cada vez que ele falava era como se fosse o universo sussurrando ao meu ouvido. Terminei de contar para ele tudo que Kalel havia me contado e ele se atentou aos detalhes, comicamente meu irmão havia me passado a mesma informação que a ninfa passara para ele. As horas foram se passando e logo acabamos nos pegando no sono. Ele primeiro e eu me peguei observando como uma boba apaixonada o sono tranquilo e então Morfeu também me levou e sonhos estranhos me culminaram, visões de montanhas caindo sobre mim e rochas se partindo ao meio como uma tempestade de pedras na floresta. Acordei assustada e nem sabia o que era mais assustador; não saber o que estava acontecendo e o que estava me atacando ou a ausência de Dimitri nos meus sonhos. Mas assim que abri meus olhos e tentei recuperar minha respiração a mão de unhas roídas acariciou meu rosto. O avião estava escuro e eu coberta, nas sombras só os olhos verdes azeitonas me fitavam com ternura.
—Você esta bem? Estamos quase chegando...
Balancei a cabeça me descobrindo e respirando fundo.
—Estou, foi apenas um sonho rui... — Fui interrompida por um solavanco muito forte que fez o avião virar com tudo em um rodopio e de repente uma corrente de ar fortíssima começou a puxar tudo e todos, a aeronave caia rapidamente e a gravidade tentava nos jogar pra cima. Felizmente os dois estavam bem presos as poltronas pelos cintos, usando minha força me segurei ao corpo de Dimitri e aos bancos enquanto os gritos desesperados dos passageiros ao nosso redor ficavam cada vez mais fortes e as mascaras de ar caiam acima de nós. Prendi meus olhos cor de mel nos olhos cor de oliva. —Prepare-se para o impacto meu amor.

*****************************************************************************************

Quando o avião chegou ao chão o barulho foi ensurdecedor, a poeira e fumaça que subiu fez com meus olhos e garganta ardessem. Abri meu cinto e senti Dimitri me puxar para si me abraçando e apertando meu rosto ao seu corpo.  
—Você esta bem? — A voz dele se sobressaiu ao das engrenagens do avião se rachando. Eu sentia cheiro de queimado, havia fogo e pessoas feridas. Precisávamos agir rapidamente. Nossas malas com armas haviam caido do bagageiro e estavam espalhadas pelo corredor, a pegamos e consegui apalpar dentro da mochila até que achei Orc, meu machado de bronze, e foi preciso apenas algumas pancadas com ele para que a carcaça metálica abrisse ao meio com espaço suficiente para que pudêssemos sair. Dimitri e eu buscamos pelos sobreviventes e os carregamos até uma clareira segura. Havíamos caído aparentemente em plana floresta amazônica acima de um morro e o que fora do nosso avião além de estar cada vez mais consumido pelo fogo com grandes chances de explodir a qualquer momento estava a passos de cair em um precipício. Dimitri me chamou, ele havia feito seu máximo como médico atendendo os pacientes mais emergentes e também estudara a situação do acidente. Literalmente algo ou alguma coisa havia nos acertado, algo tão grande que levou consigo uma turbina e partes da cauda e da asa do avião. Muitos passageiros morreram e meu acompanhante conseguiu achar uma ninfa da floresta e ao conversar com ela obter informações tanto de como conseguirmos ajuda para os sobreviventes quanto sobre o motivo de estarmos ali. Fomos até uma aldeia de indígenas nativos dali, uma sobrevivente que afirmou ser nativa do lugar conversou com o chefe por nós e explicou-a  situação. Os indígenas nos contaram uma história sobre o guardião daquela floresta, um animal que pelo modo que eles descreveram só poderia ser um dragão e que aparentemente havia acordado a pouco e o único modo de mante-lo calmo era quando a linda deusa Abiatã (que acreditamos ser uma dríade)toca sua flauta doce e o guardião para para escuta-la. Após ouvirmos a história e o chefe da tribo nos indicar a direção de onde haviam ocorrido as aparições da fera Dimitri olhou pra mim com um sorriso de orelha a orelha, ele nem parecia mais o cara dopado estirado no vidro do carro...
—Vamos atrás dessa tal de Abiatã... Vamos precisar da ajuda dela para chamar a atenção do Dragão...
Carregando agora a minha mochila e a dele também, o cara que eu recém descobri que amava tinha brilho no olhar, ele parecia um garotinho abrindo presentes no Natal quando entrou na densa floresta e eu o segui.








Poderzinho Matreiro:

Ataque atordoante [Nível 06]
O semideus golpeia o alvo, mas não provoca perda de HP. Caso o ataque seja bem sucedido, o oponente será atordoado por dois turnos. Nessas condições, o adversário do semideus terá uma dificuldade 20% menor para esquivar de ataques e não conseguirá usar poderes que exijam concentração. Pode ser usado duas vezes a cada combate. [Novo]
Aquele machadinho pra abrir a carcaça do avião:

{Orc} Machado [Feito de bronze, essa arma possui corte de ambos os lados. Seu cabo é feito de madeira e envolvido por couro de javali. É bem leve, podendo ser facilmente manuseado.] {Madeira, Couro de Javali e Bronze} (Nível Mínimo: 5) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento em missão com Ares]
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Dimitri S. Belikov em Qua 13 Jun 2018, 00:57



How to Train Your Dragon
▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄▄

The supreme art of war is to defeat the enemy without fighting.


O sangue escorria por toda a extensão do braço direito de Dimitri, mas nada poderia dar certeza se o sangue era dele ou das pessoas que o mesmo salvou do desastre de avião. Todo o caminho fora atípico, Emmeraude contou detalhes sobre seu irmão e o contato que tiveram ainda no chalé onde ambos passaram a noite. Lá, ele contara sobre os dragões e detalhara a própria morte.

Dimitri amava a pequena semideusa a sua frente com tamanha intensidade que  sua tristeza podia ser sentida por cada pelo do corpo sobrehumano. Contudo, nesse momento não estavam em posição de quem podia ou não perder o foco. A floresta que os cercava era famosa e vasta. A Amazônia é tida pelos especialistas como a maior floresta tropical do mundo e em seu seio ela guarda, com toda a certeza, centenas de espécies diferentes de animais e vegetações. Nesse momento, toda ela conversava entre si pela presença do filho de Deméter naquele ambiente.

O semideus encontrou a mão esquerda da namorada com a sua direita e os dedos se entrelaçaram, ele não queria a perder e após a grandiosa catástrofe com a aeronave era esse o sentimento que ainda permeava o coração do rapaz. Com isso, seguiram ambos em frente, adentrando espaços que nenhum humano normalmente conseguiriam acessar graças a densa mata ou a periculosidade dos animais que poderiam aparecer ali. Foi necessária uma caminhada de várias horas, tempo esse que serviu para que o filho de Deméter repassasse todas as informações que conseguiram angariar até ali.

"Seres antigos, tão antigos quanto o próprio tempo e que estavam adormecidos debaixo da terra, dentro dos mares, nuvens ou vulcões. Criaturas de extrema inteligência e que provavelmente possuíam uma arrogância ao nível de seu poder."

- Amor, as árvores estão me guiando, sinto muito por termos andado tanto, precisa de descanso?

A filha de Ares possuía uma constituição física perfeita e Dimitri duvidava muito que ela estivesse realmente cansada, contudo, o acidente poderia ter minado parte de suas forças. Em resposta a pergunta de Dimitri, Emm apenas acenou positivamente com a cabeça para indicar que deviam continuar andando.

- Mãe, me ajude a encontrar o caminho que me leve até essa criatura mistica secular. Não lhe peço força, apenas sabedoria e proteção, para que consigamos eu e minha amada, chegar ao nosso objetivo.

E então as árvores se calaram. O som natural invadiu os ouvidos dos semideuses e ambos pararam, após um aceno de Dimitri para que evitassem seguir. O vento corria por entre as árvores e bagunçava os cabelos da dupla que apenas procuravam ao redor por algo que parecia querer vir, mas ainda estava oculto.

— Tem alguém aqui.... — A voz de Emm saiu estranhamente baixa, em um sussurro declaradamente feito apenas para Dimitri.

— Sei disso Zangada.... Eu sei. — Dimitri passou a mão sobre a cintura, segurando o cabo de sua faca.

Spoiler:


— Tire a mão da faca, filho de Deméter, ou deixará de ser bem vindo em nosso reino. — Uma voz grutal ecoou por entre as árvores, como se as folhas tivessem voz e ampliassem aquele efeito.

Dimitri respirou fundo e uma gota de suor correu por sua nuca, molhando a camisa já repleta de suor e sujeira. Seus dedos deslizaram para fora do cabo da faca, quando a figura decidiu se mostrar para os semideuses. Era um sujeito baixo, porém, imponente. Por todo o seu corpo era possível notar a presença da natureza primitiva que se escondia por trás daquele lugar. Em sua mão, a pedra vermelha brilhava na ponta do cajado que estava preso ao chão ,parecendo se enraizar.

— Estávamos a espera de vocês dois... — O ser ergueu a mão quase leprosa para evitar que Dimitri ou Emmeraude se pronunciassem — Apenas me sigam, ela vai explicar o que vocês quiserem, se tiverem paciência.

Ambos os semideuses acenaram aceitando a condição e o homem se virou, fazendo um aceno com o cajado e abrindo uma espécie de corredor entra as árvores centenárias que permeavam o local. Os troncos se abriram para dar acesso a uma espécie de corredor que desembocava em algum lugar mais a frente. A prole de Deméter acariciou as costas das mãos de Emmeraude com o polegar e antes de seguir o eremita ele a beijou apaixonadamente. Não se sabia onde eles poderiam acabar.

O homem os guiou pelo corredor aberto entre os troncos e as criaturas pareciam respeita-lo ao ponto de não entrarem sem seu caminho. Folhas caiam, criando um clima menos tenso para os visitantes que naquele instante já não sentiam qualquer receio... era com toda a certeza aquela a direção.

Quando chegaram ao fim do corredor, o guia tocou a parede rochosa e ela deu passagem aos dois semideuses que antes de seguirem em frente notaram que o homem fez um sinal para que eles fizessem silêncio. Eles seguiram e no instante em que chegaram ao local designado ambos quase desabaram. Uma pequena cachoeira desembocava naquele vale escondido. Dentro do lago, uma figura dantesca parecia descansar, de olhos vidrados na mulher que tocava uma linda música na flauta. As dimensões do Dragão erma colossais, seus chifres pareciam galhos frescos, porém resistentes. Sobre o corpo, pedaços de limo e terra, raízes, folhas, tudo fazia parte daquele corpo enorme.

Dele, uma energia colossal se espalhava, despertando nos semideuses uma sensação de calma e paz.. como  a natureza deve ser. A mulher que tocava a flauta fez um sinal para que os semideuses se aproximassem e Dimitri apertou a mão de Emm, roçando os próprios lábios nos dela antes de tomar coragem e se aproximar. Aquela era a Abiatã que fora mencionada pelos Índios? Por que as vestes da mulher eram brancas e quase transparente. De sua cabeça cresciam chifres semelhantes ao do dragão e sua beleza não era sensual ou algo parecido....

Ela representava a natureza.


Armas:
♦️ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

{Farming} / Foice [Foice druídica. É uma foice curta de lâmina extremamente recurvada, em forma de "c". Seu manuseio é mais complicado do que o de foices comuns, mas seus danos tendem a ser maiores, apesar de exigir proximidade para o bom uso, devido ao pouco alcance. Além disso, pelo seu tamanho pode ser empunhada com uma mão só. No nível 20 transforma-se em um anel.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Deméter]

{Corn} / Escudo [Escudo médio de bronze sagrado. É circular, e em seu centro há um desenho entalhado: a imagem da deusa, junto de uma colheita que parece ser eterna.] {Bronze} (Nível Mínimo: 1)  [Recebimento: Presente de Reclamação de Deméter]

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pool party ≡
with fulano ≡
wearing this

everytime I think I'm closer to the heart.


Desculpe o atraso x.x
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Melanie Gauthier em Qui 14 Jun 2018, 00:06

First Post



Estava na hora da partida. Melanie precisava planejar de qual forma iria chegar ao local e como poderia achar um dragão, aqueles pensamentos lhe faziam pensar em outras coisas: uma delas era saber como os humanos viam um dragão. A névoa era importante para manter o equilíbrio entre os dois mundos, no ar talvez fosse confundido com um avião, mas em terra firme? Qual seria encobrir um monstro tão grande. Resolveu deixar aqueles questionamentos para um momento mais tranquilo na sua vida.

Havia decidido que um ônibus seria sua melhor opção. Sua viagem seria um pouco mais de um dia e dirigindo poderia lhe cansar. Partiria naquele dia mesmo, aproveitaria o momento da noite para seguir uma viagem mais tranquila, pelo menos esperava por aquilo. Para sua sorte havia uma programação em poucos minutos, dando a garota um tempo para forrar o estômago para a viagem.

Escolheu uma das lanchonetes ali presente e se debruçou sobre o balcão. Pediu um lanche leve e aguardou por uns minutos. Junto com seu lanche uma presença se fez desnecessária.

— Que gatinha.

A semideusa não se deu ao trabalho de virar para dar atenção ao desconhecido, queria apenas comer tranquila e dormir durante a viagem toda, porém aquele indivíduo não compreendeu sua indisposição para novas amizades. O mesmo se permitiu chegar mais próximo e voltou a tentar sua atenção:

— O que te leva ao México?

Novamente silêncio, a garota já estava com seu lanche em mãos e continuou fingindo que ninguém existia ao seu lado e tomou o rumo oposto. O ônibus já estava a espera dos passageiros, que eram poucos, dando a Mel espaço ao seu lado para descansar melhor.

O planejamento era descansar durante todas as horas que iria passar dentro do ônibus, porém quatro horas após a viagem uma movimentação dentro do ônibus fez a garota despertar do seu sono tranquilo.

—  O sonho estava bom, princesa?

Nesse momento a semideusa se permitiu olhar para o homem que antes havia tentado puxar assunto, era um homem moreno e com um sorriso cínico nos lábios, uma cicatriz na testa chamava muita atenção.

— Infelizmente não poderemos ficar conversando muito, tivemos essa oportunidade antes, mas você não me deu atenção —  fez uma cara de tristeza substituindo logo por um sorriso. —  Bom, gostei do seu relógio, passa pra cá. E nem tente reagir, não estou sozinho e temos reféns para qualquer tipo de imprevisto, sabe como é né, não sabemos até onde vão rostinhos bonitos.

Infelizmente a garota não podia ter uma reação forte sem saber o que estava acontecendo do lado de fora, infelizmente teve que entregar seu item. Em pouco tempo os ladrões foram embora em um carro que os aguardava do lado de fora. Para evitar uma perseguição os pneus do ônibus haviam sido furados. Ali começava os primeiros empecilhos naquela viagem.

Melanie se juntou aos poucos passageiros esperando que o socorro chegasse, mas sua intenção não era simplesmente deixar nas mãos de policiais, precisava recuperar seu item. Para sua sorte um grupo de motoqueiros passou por eles na estrada, a garota aproveitou a distração de um deles para roubar-lhe a moto.

Algumas horas seriam acrescentadas em sua viagem e a garota não gostava nem um pouco daquilo. Poucos minutos depois, enquanto seguia o rastro dos ladrões, chegou ao um ponto de parada dos mesmo. Era um posto de gasolina, pode ver de longe que havia apenas um tomando conta do abastecimento , enquanto os outros compravam algo na venda do local.

O que havia pego seu item se encontrava no abastecimento e ele havia se tornado seu alvo. A garota foi apenas percebida ao chegar por trás acertando-lhe a costela. Tomando o pulso do homem torcendo-o enquanto retirava seu item.

— Vou apenas pegar de volta meu querido relógio.

Não esperou uma resposta, apenas lançou o homem contra o carro para que não volta-se a lhe perseguir. Montou na sua nova moto e voltou ao seu caminho de origem.

***

Finalmente estava em seu destino, não sabia a localidade do que procurava, mas algo dentro de si lhe mandava ir em direção ao que o sonho havia lhe mostrado. Descansou em um dos hotéis da cidade próxima e em poucas horas voltou para sua procura.

O céu se encontrava agitado e em pouco tempo observando-o e em um dos momentos pode ver uma diferença passar entre as nuvens. Ali estava seu alvo, seu coração começava a tomar um ritmo descompensado e suas pernas respondiam a essa curiosidade, sem notar já havia começado a correr e em pouco tempo estava pisando em areia.

Seu sonho estava se completando, majestoso vinha do céu. Restava apenas esperar.



Complementos:
Poderes:
Armas:
♦️ {Death Eagle} / Bestas de Repetição [Par de bestas de repetição de titânio com o formato de duas Desert Eagle. As setas são feitas de prata lunar. O cartucho recarrega sozinho de acordo com a vontade do portador, mas caso não possua mais munição é gasto 10 MP para recarregar. Possuem capacidade para 15 balas. As balas contém veneno. São semi-indestrutíveis e se transformam em um anel de titânio de três aros com uma caveira como enfeite e que prende os três aros, e sempre retornam para seu dono. Seu alcance e violência aumentam em 10% quando utilizadas à noite e 20% se a luz da lua tocar nelas.] {Titânio; Prata Lunar} (Nível Mínimo:15) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥]

{Scratch} / Bracelete [Bracelete feito de ouro negro e com espinhos de aço em linha reta no topo do objeto. Uma vez por missão, durante dois turnos, o bracelete brilha com uma aura roxa e golpes que envolvam cortes causam 50% a mais de dano no inimigo, se ele for acertado. A última palavra é a do narrador. O efeito só funciona com armas de corte]{Material: ouro negro e aço} (Nível: 15) [Recompensa da missão "The Devil's Choice", avaliada e elaborada por Matias Blake, atualizada por Asclépio.]


— {Spartan’s Spear} / Lança [Uma peça feita na antiga Esparta, mas ainda tão funcional quanto era nos tempos antigos. Com um cabo feito de madeira desconhecida e envolto em couro negro e vermelho e uma ponta feita de bronze sagrado, a lança possui uma habilidade especial. Uma vez por evento/missão, o portador da lança pode atirar essa lança a qualquer direção e, com um comando mental, ela voltará a sua mão. Quando não estiver em uso, a lança se transfigurará em uma edição de bolso de “A Arte da Guerra”] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 40) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recompensa pela missão “The Good of War”, avaliada por Jeff Smith e atualizada por Éolo]

1x  Cronômetro [Um relógio de pulso dourado com propriedades mágicas. Ao ser pego em um controle de grupo ou em algum tipo de habilidade que impeça o player de agir/ se movimentar (charme/ sedução, medo, paralisia, constrição, lentidão, petrificação), o item pode ser ativado. Ao ser ativado, o personagem se teletransporta um metro atrás dele ou para algum lugar seguro adjacente próximo (não seria teletransportado para a caída de um desfiladeiro, por exemplo), anulando o efeito debilitante que recebeu e consumindo o cronômetro. Caso receba vários controles de grupo em um único turno, o cronômetro anulará todos.] {Quantidade: 1} (Nível Mínimo: 20) [Recebimento: Loja de Itens Mágicos]

1x Néctar dos deuses [Uma bebida dourada e doce, considerada divino por possuir poderes de cura e ser especialmente fabricada pelo/ para os deuses. Sua ingestão causa dano em vez de cura caso quem o coma seja mortal ou não possua o nível mínimo do item, incinerando-o. Ao ser ingerido, recupera 210 de MP. Consumido ao ser utilizado. Não aumenta a capacidade de armazenamento total do MP.] {Quantidade: 1} (Nível Mínimo: 30) [Recebimento: Loja de Itens Mágicos]


Mascotes:
— Bugaboo {Pet} [Corcel Negro com olhos Vermelhos] [Cavalo comum, encantado com Ares para conectar-se ao seu filho Tony. Dessa forma, o cavalo pode comunicar-se livremente com o rapaz, sendo entendido somente por ele ou filhos de Poseidon. O rapaz só pode compreender ao seu próprio animal. Bugaboo também teve seus cascos abençoados pelo deus da guerra, de modo que pode pisar livremente por brasas e chamas, além de caminha sobre a água (em curtas distâncias). Ambas as habilidades implicam em gastos de MP do animal.] (Nível mínimo: 01) {HP/MP: 100/100} [Recebimento: DIY] |
ross.
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Qui 14 Jun 2018, 19:21


dragonborn

Foi a grande confirmação de que os semideuses precisavam: os dragões de fato estavam acordados. Os bastardos não tinham muito ideia do que as grandiosas criaturas desejavam, no entanto. Eram uma ameaça? Ou aliados? Era impossível deduzir sem perguntar, visto que a inteligência e sabedoria dos répteis era muito superior a de qualquer mortal, e possivelmente a de alguns deuses. O que fazer?

Com diálogo, observação, o quaisquer que fossem os meios, os meio-sangues puderam perceber algo estranho nos seres: estavam enfraquecidos ou incoerentes, aparentando doença.


pontos obrigatórios


• Narrem seu encontro com o dragão, o que seus personagens sentiram e como reagiram á presença da criatura. Sendo um NPC, vocês, também podem narrar o dragão — quero que a relação com ele seja bem desenvolvida. Neste turno, portando, alguns alinhamentos começam a ser definidos; vocês têm 3 possibilidades de dragões:

  1. dragão doente e imparcial: este dragão quer ajuda para se livrar da doença;
  2. dragão insano: dragão doente, não tem mais raciocínio de acordo com sua sabedoria ancestral. Levado a loucura pela doença, deseja causar caos e destruição;
  3. dragão maldoso: dragão que não está doente, seu alinhamento, experiências de vida e sabedoria simplesmente o levam a desejar poder, caos, e etc.;

Independente do alinhamento de dragão escolhido, sua postagem deve deixar claro o posicionamento do personagem em relação a criatura: se irá combatê-lo ou ajudá-lo, seja o objetivo que for estabelecido uma vez que o tipo de dragão por escolhido;

• Caso o player deseje se aliar a criatura, deve ser estabelecido um objetivo para ganhar sua confiança. Este poderá ser iniciado, mas não terminado. Caso o personagem se oponha a opinião do dragão, um combate deverá ter início e ser terminado com sua fuga;

• De alguma forma, seu personagem deve descobrir sobre a doença e os efeitos dela. Pode ser que o dragão fale, pode ser uma inscrição, outra pessoa contando... Vale tudo, desde que seja coerente. Nesta explicação, o seguinte deve ser esclarecido sobre a enfermidade: a libertação de Antiphates, dragão monstruoso e sobrenatural preso nas profundezas de Alcatraz, trouxe a doença da dominação aos dragões. Ela degenera suas faculdades mentais e sanidade, reduzindo-os a um status de procura a objetivos mundanos (tais quais caos por caos; perceba aqui, então, que haverá uma diferença entre o dragão maldoso por escolha e o dragão insano). O caráter degenerativo da doença levará o dragão, em seu estágio terminal, a uma mentalidade animalesca e, por fim, a morte — geralmente, poucos dias após sua inteligência ser reduzida ao mínimo;

• Para efeitos de nivelamento e poderes, o respectivo dragão de cada player deve ser, no mínimo, 25 (vinte e cinco) níveis maior que o personagem. Ao final do turno, deixem em spoiler a cor, elemento e nível do dragão escolhido;


player


Ayla Lennox
Nível 152
1510/1610 HP
1484/1610 MP

Catherine Burkhardt
Nível 86
950/950 HP
950/950 MP

Dimitri S. Belikov
Nível 1
100/100 HP
100/100 MP

Emmeraude Charlotte Fabrey
Nível 7
160/160 HP
160/160 MP

Garrett Bardrick
Nível 36
225/450 HP
225/450 MP

Gregory Castellan
Nível 125
1340/1340 HP
1340/1340 MP

James Archeron
Nível 42
510/510 HP
510/510 MP

Jeff Smith
Nível 49
580/580 HP
556/580 MP

Jessamine H. Julie
Nível 60
680/690 HP
680/690 MP

Jhonn Stark
Nível 89
985/1000HP
688/1000MP

Joah Dongho
Nível 19
190/280 HP
190/280 MP

Joe Bullock
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Joel Hunter
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Jung Wormwood Aconite
Nível 6
150/150 HP
150/150 MP

Logan Montecarlo
Nível 76
845/850 HP
850/850 MP

Maisie De Noir
Nível 57
650/660 HP
650/660 MP

Melanie Gauthier
Nível 46
500/550 HP
436/550 MP

Peter Lost
Nível 71
761/800 HP
689/800 MP

Sadie Browen
Nível 115
1240/1240 HP
1240/1240 MP

Vicka L. Danniels
Nível 58
670/670 HP
670/670 MP

Victor Glaciem
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP


regras e informações


amaldiçoados:
Joah Dongho, Joe Bullock, Thea Françoise d'Orleans. Vocês tem até o prazo de 00h para justificar suas não postagens.

EDIT: player Thea com não-postagem justificada. Próximo turno, abordar pontos obrigatórios perdidos;

EDIT²: player Thea retirada do evento por apresentação de justificativas plausíveis. Sem aplicação de punições.

Melanie, pelo o horário de postagem do seu turno, sua postagem foi desconsiderada. Por não apresentar justificativa via MP ou outros meios de comunicação, você se encontra amaldiçoada. Apesar tudo, pelas regras você ainda permanece no evento. Por ter postado, não precisa cobrir o pontos do turno anterior neste agora.

EDIT: Não postagem de Melanie justificada. Retirada de maldição, sem necessidade de abordar os pontos obrigatórios do turno anterior; contudo, o mesmo será zerado.

Dimitri, sua não-postagem estaria justificada caso não apresentasse post neste turno. Como você postou depois do horário estabelecido, seu turno será zerado e você não receberá outras penalizações. Assim como Melanie, você não precisa cobrir os pontos do turno anterior neste de agora.

Jung, sua não-postagem foi justificada, garantindo sua permanência no evento sem outras punições.

Caso você tenha anunciado desistência e não postado no outro turno sem apresentação de justificativa, seu caso estará sendo analisado pela staff.

Caso você tenha anunciado desistência dando uma justificativa plausível e não postou no turno anterior, ao postar nesse, basta seguir a regra de abordar os pontos perdidos e sua postagem estará sendo válida.

Caso deixe de postar neste turno também, sua desistência será notificada, e o caso será analisado pela staff.

— Este é um evento no formato de missão one-post contínua, avaliado como difícil de acordo com o sistema de missão por dificuldade. O evento possui requisitos próprios para a obtenção de suas recompensas em itens e habilidades, que podem ser conferidas no post de inscrição;

— Vocês tem exatos 7 (sete) dias para postar, ou seja, o prazo encerra-se às 00h do dia 22/06/2018. As regras de punição, que podem ser conferidas no post de inscrição do evento, estão válidas aqui;

Somente serão aceitas postagens feitas a partir das 00h do dia 15/06/2018. Posts com horário antes do estipulado serão desconsiderados e o responsável será punido por flood;

— Considerando as condições específicas deste evento, cada player pode levar apenas 5 (cinco) itens de seu arsenal. Os itens devem ser escolhidos desde o primeiro turno. O mesmo se aplica a pets: apenas um por player. Poderes de invocação serão válidos nos turnos seguintes;

— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);

— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;

— Dúvidas, problemas? Me mande uma MP.






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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Maisie De Noir em Qui 21 Jun 2018, 21:26


Dragonborn
Fod fin vul dovah nok
☀️

Todos os sentidos da feiticeira se mantinham em alerta máximo. O corpo da criatura havia desaparecido atrás de si, porém sua presença ainda era forte. Maisie não sabia o que esperar e aquele silêncio, fora o fato de estar totalmente rodeada pela escuridão, não ajudavam em nada.

Você vai me ajudar.

Maisie se surpreendeu quando ouviu a voz humana vindo de traz de si. Girando o corpo, a garota se deparou com uma mulher já idosa com pele extremamente branca e longos cabelos negros. A pele demarcava sinais de muitos anos, porém não parecia ser de fato velha, como se muitos produtos Ivone tivessem sido usados na vida para mantê-la firme.

Sinto a magia impregnar seu corpo, semideusa. — A última palavra foi dita com certo nojo. — Então você me será útil e me servirá como ser inferior que é.

Maisie arregalou os olhos ao ouvir aquelas palavras. A voz detinha comando e superioridade, a ruiva se sentia praticamente forçada a fazer o que lhe era imposto, porém o medo a impedia de se mover ou até mesmo falar algo, apenas encarar a mulher a sua frente. Esta começou a caminhar pela caverna, dando as costas para semideusa.

— Como eu te ajudaria? — Perguntou hesitante para a senhora.

Você achará um jeito de me curar. Antiphates trouxe a doença para todos nós! Vivi anos da minha vida aqui, expulsando todos que ousavam tomar conta da minha ilha, mas agora? Sinto esses anseios pelo ouro e poder. Não consigo controlar! — Raiva dava um toque a mais nas palavras carregadas do monólogo. — Essa sensação não é minha, tenta me controlar contra minha vontade, mas eu não permitirei! E você — ordenou virando-se apontando um dedo com unha tão grande que parecia uma garra — irá acabar com isso, ou sua vida chegará no fim antes que saia deste lugar.

A feiticeira sentia que não tinha muita opção, nesse instante reviu todas suas ações sobre o que pensava quando foi até lá, sozinha. Curiosidade, com certeza, e também – ela tinha certeza disso – reparar o que fez em Alcatraz. Apesar da ameaça explicita, a feiticeira acenou com a cabeça, decidida ao que faria.

— Eu poderia tentar usar algum feitiço, mas sinto que não será o bastante — comentou um tanto acanhada sobre o olhar feroz da dragonesa. — Mas tenho conhecimentos sobre poções, acredito que tenha algo nessa ilha que eu possa usar.

Espero que não seja tão inútil quanto aparenta ser.

A senhora se virou novamente e caminhou até um canto, onde abriu um enorme baú. O brilho dourado se fez presente no local e no mesmo instante Maisie virou o rosto, evitando aquele tesouro e a tentação que poderia ser capaz de causar. Ainda tinha lembranças vívidas do que aconteceu na prisão do grande dragão.

O que ainda faz ai, semideusa?! Vá! — Gritou fazendo sua voz ecoar por toda a caverna.

Sem precisar de outro estímulo, a semideusa se virou para o lugar de onde veio e correu de volta para o túnel, precisando diminuir sua velocidade por conta da escuridão, porém agora já conhecia o caminho, então seria mais fácil ir e voltar. Tinha um objetivo agora e tinha pressa para cumpri-lo.

☀️:
Esclarecimentos:
• Dragão de sombras (cromático), elemento trevas de nível 82.

• O dragão usou o poder ativo (-) Assumir forma apenas para dialogar, mas de qualquer forma deixarei em spoiler.
• Basicamente meu dragão consegue ver a verdade nas palavras da minha personagem e sentir que ela quer realmente ajudar, então confia nela para a deixar ir fazer a tal poção.


Dragão:
(-) Assumir forma - Desde o nível inicial um dragão é capaz de assumir a forma  humanóide. Nessa forma, ele pode usar vestes e itens apropriados para seu novo  físico, e algumas de suas habilidades, e terá a aparência média de um humano na  mesma faixa. Contudo, ele não pode voar, utilizar seu sopro nem ataques naturais (mordida, garras, cauda, asas). Ele mantém todas as estatística passivas, com  exceção das que dependam de componentes físicos específicos (como a resistência  ampliada das escamas), mas mantém sua força, destreza e similares. A forma adotada  não é modificável (ou seja, toda vez que assumir a forma humana, ele terá a mesma  aparência, salvo na transição etária) e será proporcional à idade do dragão, até  certo ponto (Filhote: até 6 anos, muito jovem: até 11 anos, adolescente: até 17  anos, jovem adulto: até 25 anos, adulto/ maduro: até 40 anos, ancião: até 60 anos,  venerável: até 80 anos, lendário: acima de 80 anos). A transformação é ativa, mas o  gasto ocorre apenas no momento da sua adoção, correspondente a um poder de gasto  elevado. Não há tempo de duração limite, mas cada vez que for desfeita a nova  utilização computará um gasto normal. A forma não imita/ copia características de  outro ser existente, e sua aparência geralmente segue o ambiente em que o dragão vive, seja em características gerais, seja assimilando-se a povos locais (assim, um dragão que vive no subterrâneo tende a ser mais pálido, um do deserto pode parecer um beduíno, um dragão branco poderia tanto parecer com um inuíte quanto ser absolutamente albino).
Poderes:
[ b]
PASSIVOS[/b]


Nível 2 — Circe
Aura de penumbra - O meio em que os feiticeiros se encontram exalam escuridão, e esta parece se fazer sempre presente nos recintos onde estes se situam. De início, funciona apenas em pequenos locais, podendo torná-los levemente mais escuros. Com o desenvolvimento do personagem ele pode abranger mais a escuridão, mas isso de acordo com o nível em que se encontrar.

Nível 3 — Eos
Senso de Localização - As aves são animais ligados à deusa Eos, e assim como estas, os filhos de Eos poderão ter o mesmo senso de localização que elas possuem. As aves podem migrar e retornar ao local de origem como se tivessem uma bússola interna, então esses semideuses poderão memorizar perfeitamente os caminhos que fazem para não se perder e sempre saberão se localizar, exceto quando afetados por magias/ poderes ou estiverem em locais mágicos/ modificados - como o labirinto de Dédalo ou o Tártaro.

Nível 4 — Eos
Agilidade - A deusa Eos é caracterizada como uma deusa ágil e veloz, pois o amanhecer não se delonga e sempre se cumpre. Devido a isso, os filhos da deusa herdam essa habilidade, se tornando rápidos e muito ágeis, sua movimentação sendo 50% superior a de outras criaturas sem habilidades similares. Se aplica apenas à movimentação, mas não dá direito a ações adicionais.

Nível 5 — Eos
Aura de Confiança - Tudo pode estar dando errado, mas algo com o qual todos sempre podem contar e ter certeza é que depois de uma noite escura sempre há um lindo amanhecer. Os filhos de Eos podem inspirar confiança em qualquer pessoa próximo de si, independentemente de realmente serem confiáveis ou não, além de serem naturalmente otimistas. Poderes relativos a tristeza, ira e desânimo sobre eles são reduzidos em 15% quando provenientes de fontes de nível igual ou menor, e em 5% sobre seus aliados, desde que estejam a até 25m do filho de Eos e que o poder provenha de uma fonte de nível igual ou menor.
Equipamentos:
{Dawn} / Cimitarra [Cimitarra de bronze com um cabo de aço. O formato do punho, junto do pomo, lembra levemente o formato de penas, em um arranjo que protege as mãos do portador; tem, obviamente, a lâmina curva. Vem junto de uma bainha metálica, com cores que mudam de tons púrpuras à alaranjados] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos][Presente de Eos]

{Dusk} / Escudo [Escudo de bronze circular com a imagem de um sol nascente em alto relevo, em tons iridescentes. No nível 20 transforma-se em um bracelete de metal, com grafismos que lembram a imagem que decora o escudo.] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos]

{Precioso} / Anel [Como agradecimento por ter recuperado um anel mágico e muito poderoso, a filha de Eos ganhou um outro anel como recompensa. Fino e dourado, quase imperceptível, o adorno tem o poder de, uma vez por missão e a desejo do portador, adquirir uma brilho prateado e um pequeno feixe de luz que, ao ser apontado para algum ferimento que esteja causando perca de hp, cicatriza ou faz com que o sangramento pare. Cortes com hemorragia intensa apenas faz com que diminua o sangramento e pode ser usado em si mesmo ou em companheiros. Não causa dor e não faz com que a dor que o semideus esteja sentido passe (no caso de hemorragia intensa).] {Ouro} (Nível Mínimo: 23) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Missão Precioso, avaliada por Athena e atualizada por Eddie Kimoy]

{Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

{The Sun} / Carta de Tarot [Uma carta mágica, encontrada no Labirinto de Dédalo, que possui o desenho de um sol brilhante e amarelo em uma de suas faces. Uma vez por missão/evento/RP, a carta envolve o usuário com uma aura dourada suave e quente, similar ao Sol, curando 15% do HP/MP. Ativação consciente necessária.] {Elemento: Cura} (Nível mínimo: 55) [Recebimento: DIY "Maze", avaliada por e atualizada por Éolo.]
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Sadie Bronwen em Qui 21 Jun 2018, 23:49



DRAGONBORN
Conversas dracônicas: um plano para outros Planos


Ele sorriu, mas não fez nenhum gesto que denotasse culpa ou que pudesse ser interpretado como um pedido de desculpas. O sorriso ainda pairava em seus olhos, marcados por pequenas rugas, quando finalmente se dirigiu à semideusa.

— Precisava avaliá-la antes. Se suas ações fossem incoerentes ou se não tivesse a percepção adequada, então eu precisaria de alguém mais capaz.

Sua entonação era firme, e pelo modo como falava, Sadie percebeu seu orgulho, não de forma arrogante, mas sim condescendente: se ela falhasse, a culpa nunca teria sido pela escolha errada dele, mas por pura fraqueza dela. Contudo, como ele poderia esperar algo diferente de uma simples mortal?

— Sinto que deveria tomar isso como um elogio, mas só poderia fazer isso se realmente soubesse o que espera de mim.

Ele fez um sinal com a cabeça, indicando o restaurante atrás de ambos.

— Achei que havia sido claro sobre precisar de seu auxílio, mas entendo que necessite de mais detalhes. Podemos discutir isso no conforto desse estabelecimento humano...

Sadie ainda aguardava que ele tomasse a dianteira, até perceber que ele esperava que ela seguisse em frente. Era um tanto estranho notar como ele parecia mais divertido do que enfadado com suas ações, mas a semideusa sabia que parte dessa imagem era um engodo: ele continuava a avaliando a cada ato, medindo suas reações e postura. Ela, por sua vez, mantinha-se tensa: não era apenas uma questão de autoridade (algo ainda um tanto nublado em sua vida, já que não considerava Circe exatamente como um exemplo), era, antes, uma questão de mistério: se ele realmente fosse um dragão, até que ponto ia seu poder? Qual seria sua forma real, seu modo de pensar e sua visão sobre esse mundo e suas criaturas? Ele pedia auxílio, mas em que medida era um pedido real ou apenas um joguete de uma alma imortal entediada? Tudo isso passava em um átimo de segundo por sua mente, enquanto ela caminhava de volta ao restaurante, a postura rígida e o passo controlado, tentando se manter amistosa sem contudo conseguir abaixar a guarda.

Fazer o translado dos poucos metros entre o penhasco e uma das mesas no interior do estabelecimento foi o percurso mais longo de que se lembrava em muito tempo. Estava cônscia de cada movimento de seu corpo: os passos, a coluna ereta, a respiração. Sentia sua nuca formigando, não apenas pelo olhar dirigido pelo dragão como também pelo poder da criatura, que fazia seu corpo pulsar da mesma forma que um nodo de magia faria.

O dragão não disse mais nada durante esse tempo. Quando finalmente se sentaram, ele manteve-se estoico, tomando o cardápio que um dos funcionários oferecia, não relegando mais do que um breve olhar, e falando algo em voz baixa com o atendente. Nesse momento, Sadie percebeu suas mãos, com luvas brancas de tom opaco. Por algum motivo, aquilo lhe chamava até mais atenção do que os olhos leitosos dele, mas ele ou não captou seu interesse ou preferiu ignorá-lo, e Sadie preferiu não mencionar nada que pudesse aborrecê-lo.

Foram mais alguns minutos de um silêncio tenso, que ele quebrou com uma palavra.

— Alamis.

— Uhn?

Sadie havia se surpreendido, não compreendendo o enunciado.

— Meu nome. Se vamos trabalhar juntos, não quero que fique me chamando por "dragão".

Ela acenou, e retribui a gentileza, mesmo sabendo que ele estava ciente de seu nome.

— Sadie Bronwen, semideusa, filha de Melinoe.

A conversa ainda era pausada, como se não soubessem o que esperar um do outro. Entretanto, Sadie já não era tão paciente quanto em tempos passados, e de uma forma ou outra havia muito que queria saber. Resolveu ignorar os protocolos, abordando Alamis diretamente.

— Por que me chamou?

Ele mantinha as mãos cruzadas sobre a mesa, a mesma expressão indecifrável no rosto.

— A princípio não foi um chamado específico. Utilizei de meus recursos para tentar atrair criaturas que pudessem me ajudar, e tinha apenas algumas diretrizes básicas... Seria como selecionar uma faixa de transmissão, por assim dizer. Apenas os que tivessem poder o suficiente perceberiam o chamado. Aparentemente, você se encaixa nos objetivos.  — Ele não variava seu tom de voz, focando-se em relatar os fatos e em gravar as reações dela. — Após o primeiro contato, eu tentei manter um fluxo de informações. Além disso, a conexão parecia ser realizada em duas vias, e eu acabei captando mais coisas sobre os afetados... Coisas pessoais. Sua ligação com Deathwing fez com que me focasse em você. Mais do que qualquer outro, você já teve um vislumbre do que podemos enfrentar.

Sadie absorvia as informações sem interromper. Sua intenção era preencher todas as lacunas, e ele aparentemente estava disposto a isso.

— Ok... E nesse caso com o quê exatamente espera que eu auxilie? Além disso, você se diz herdeiro de Nozdormu. Como Deathwing não o encontrou? E por que você só se manifestou agora?

Ela tentava não parecer tão temerosa durante o questionamento, mas a sensação de estar frente a frente com um predador era constante, e ele não parecia fazer questão de confortá-la quanto a isso. Antes de responder ele aguardou que o atendente, que retornava com seus pedidos, posicionasse as coisas na mesa: pratos, talheres e guardanapos, seguidos de copos e taças. Uma garrafa que parecia ser de cerveja e uma de vinho, além de vários pratos. Sadie observava calada, vendo-se ser servida, mesmo sem ter pedido nada. Compreendeu que era o que Alamis tinha feito ao falar com o garçom quando entraram. O dragão esperou o homem se afastar, e fez um gesto para Sadie.

— Responderei suas perguntas em breve. Por hora, achei que pudesse gostar da culinária típica. Particularmente, eu aprecio muito. Além disso, talvez seja sua última refeição diante do que venho lhe apresentar.

Sadie compreendeu: ele não se envolveria pessoalmente. Mais uma vez, ela estava ali apenas como um soldado, na melhor das hipóteses: chamada a servir sem ter pedido por isso, comandada por alguém mais poderoso a quem não podia enfrentar, e com a sua vida na linha de frente. Resolveu entrar no jogo. Além do mais, com a comida a sua frente, podia finalmente perceber o quanto estava faminta. Rendeu-se, servindo-se do que estava disposto na mesa. Durante estes momentos (não tão breves) ele fez o mesmo, com mais elegância e satisfação do que ela, certificando-se de explicar cada coisa, como se até esse conhecimento frívolo o tornasse superior: falou do ceviche e de como era preparado, citando as origens do prato e a técnica necessária no corte do peixe, falava dos frutos do mar e das comunidades pesqueiras pelo litoral, citava o modo como a quenella era preparado, e o fato do nome ter se tornado um modo elegante de se referir a purê, e de como o merengue era um doce tradicional e, ainda assim, era servido em lugares como aquele. O dragão realmente parecia apreciar a comida humana, deleitando-se com a refeição. Ele ainda sugeriu as bebidas — pisco e vinho — e apesar de provar ambas, por educação, Sadie logo deixou o álcool de lado, preferindo apenas água. Não só não gostava do sabor, como a possibilidade de ter seu pensamento e ações turvados pela bebida não lhe era atraente.

Ela terminou bem mais rápido, passando mais da metade do tempo aguardando que ele fizesse o mesmo, sem pressioná-lo. Ele bebeu toda a bebida alcoólica, mas em nenhum momento pareceu alterado. Além disso, não tirou as luvas durante a refeição, o que a deixava realmente intrigada. Quando ele retomou a conversa ela se sobressaltou, perdida como estava em seus pensamentos.

— Certo... As explicações. A questão é que, apesar de tudo, a forma humana não é apenas viável, é necessária. Ao nos misturarmos com os humanos, conseguimos disfarçar nossa natureza, por mais degradante que isso possa ser. Apesar de tudo, para nós, que não nos aliamos a Deathwing, é a melhor forma de nos mantermos ocultos. A aura mundana encobre nosso poder, e dificulta que nossos oponentes nos encontrem.

Ele fez uma espécie de esgar, assumindo uma expressão saudosista.

— Sim, era ótimo sobrevoar cidades e colocar o terror e o medo no coração dos mortais, para que se lembrassem do quanto são insignificantes. Mas hoje há outras formas de controle sobre os mais fracos, e o dinheiro é, por essência, a melhor e mais efetiva delas. E você deve saber sobre as lendas que dizem respeito dos tesouros dracônicos... — Os olhos dele, neste momento, assumiam uma expressão ameaçadora, com um brilho diferente no centro de suas córneas esbranquiçadas. — Bom, não são apenas lendas.

Ele retornava à expressão "habitual", com o ar mais leve, e o corpo, que havia inclinado levemente para frente, voltando a ficar ereto.

— Além disso, Deathwing tem sua obsessão voltada às fêmeas. Ele planeja criar um exército com suas proles. Sim, ele caçou muitos de nós, mas não intenta manter uma perseguição constante, tanto por acreditar que já destruiu aqueles que representariam uma ameaça maior, quanto por estar certo de que pode lidar com os que restaram depois. Além disso, ele tem algo a seu favor. Nós, dragões, não somos realmente unidos.

Ele suspirava, sem, contudo, interromper a narrativa por muito tempo. Sadie, por sua vez, focava toda sua atenção no relato: não era apenas uma questão única (já que provavelmente não teria muitas oportunidades de ter um encontro assim com outra dessas criaturas), mas havia também o interesse pessoal: os livros não lhe davam tantos direcionamentos, e havia um ovo em seu poder.

— O fato é que os que não se importam com a humanidade ou com o mundo irão se aliar a ele, ou ao menos, não irão se opor. Há sim, uma briga de egos, mas é menor, até por Deathwing não fazer questão de controlá-los: ele só quer soltá-los sobre a humanidade, como uma nova e mais devastado Caixa de Pandora. Agora, entre os que não concordam com ele, há divergências internas: que tipo de abordagem realizaríamos, quem lideraria, quem teria a glória... E até quem ficaria com os espólios. Isso nos divide. Indo além, sequer sabemos realmente os interesses uns dos outros e não podemos simplesmente confiar cegamente.

Pela primeira vez, Sadie o interrompeu.

— Então, você quer proteger a humanidade?

A expressão de Alamis abriu-se, e o dragão não conteve os risos, que chacoalharam seu corpo por um momento.

— Proteger a humanidade? Humanos são gado! Ou pragas, dependendo do seu ponto de vista. Mas a questão é que eles fizeram algumas coisas interessantes neste mundo... Vinho, conforto, diversão... Há dezenas de coisas que existem por causa ou apesar dos humanos, e que bem ou mal estão intimamente ligadas com a manutenção disso que vocês chamam de civilização, ou o que for. É isso que eu pretendo manter!

Sadie arqueou as sobrancelhas. O motivo era egoísta, mas parecia sincero. Ele se empolgara na explicação.

— Um deus precisa de crentes... Um dragão precisa de servos. Não... Eu me lembro da época das barbáries, e reinar sobre mato e bestas, brigando por territórios, não é o que eu chamaria de um bom plano de vida.

Certo... Então ela se aliaria a um dragão hedonista, que só queria saber de manter seu padrão de vida e conforto.

— E só agora resolveu se mostrar? Qual o motivo disso?

Pela primeira vez ele pareceu aborrecido.

— Não é fácil elaborar um contra-ataque contra um oponente como este... E os dragões estão agitando-se agora que Antiphates se libertou. Alguns não o consideram digno, dada sua natureza inicialmente humana, outros pretendem se unir a ele. Além disso, a natureza dessa criatura, ou talvez da magia que estava em sua prisão, têm afetado a todos de seu tipo: muitos de nós estão perdendo a sanidade. Não que eu me lamente tanto por isso, desde que não me afete, mas dragões insanos fazem coisas estúpidas. Não quero ter meu território invadido por uma dessas coisas. E é isso que eles estão fazendo: saindo a caça de mais tesouros e de destruição, pura e simples, bestas mais inúteis que um wyvern. Criaturas imundas! — Um esgar de puro ódio cruzou sua face, indicando seu desprezo por aqueles que caíam sobre tal enfermidade. Não durou mais do que um segundo, contudo, logo dando lugar ao seu autocontrole habitual. — Independente disso, é o momento perfeito, uma vez que ainda estão confusos e não tomaram nenhum lado, mas isso está mudando aos poucos. É necessário agir antes que formem alianças duradouras. Antiphates foi o primeiro, mas outros nomes começaram a ser sussurrados. Nós também tínhamos deuses, semideusa. E se eles se erguerem, este mundo verá uma guerra que colocará seus preciosos deuses gregos na lama. Como eu disse, não gosto de guerras. Elas ameaçam meu padrão de vida.

— Ainda falta uma coisa...

Ele se levantou, atraindo a atenção de um dos atendentes e pegando Sadie de surpresa. Assim que o garçom se aproximou, Alamis retirou algo dos próprios bolsos e depositou na mão do rapaz, com displicência, enquanto fazia um sinal para que Sadie o seguisse, o que ela fez sem hesitação.

Deram a volta no estabelecimento, em uma rua em descida que se encontrava com a estrada. Um carro de luxo (que Sadie não saberia identificar o modelo, já que nunca se interessou por estas coisas) o aguardava, com um homem de terno preto parado à porta. Assim que se aproximaram, o homem moveu-se, abrindo o carro e aguardando que entrassem antes de fechar novamente a porta e assumir seu lugar ao volante.

— Temos muito que conversar. Por sorte, também temos tempo.

Foram 15 minutos de carro, e mais uma hora no avião particular. Durante o trajeto, ele explicou todo seu plano, e o porquê precisar da semideusa, e tudo se resumia a um artefato: a orbe dracônica.

Ele entrou em uma longa explanação sobre a roda dos mundos, a sobreposição de planos, e a existência de características compartilhadas, portais entre as realidades e semelhanças entre esses planos, que ele chamava de Multiverso. Sabia bebia do conhecimento, lembrando inclusive de coisas lidas na biblioteca de Circe, mas tudo ia muito além do que conhecida, a ponto de ser difícil de processar. Não era apenas uma teoria mágica: envolvia conceitos complexos de realidade, espaço, tempo e ciência, coisas que ela só havia arranhado até então.

A orbe, por si, se enquadrava nisso como um elo: criada em outro plano, acabara parando na realidade material atual através das eras e do efeito da magia. Não era apenas um artefato, eram vários: um para cada tipo de dragão cromático. Na realidade em que foram criadas, todos esses dragões eram malignos, sendo os metálicos considerados bondosos e benevolentes, e haviam se voltado contra os humanos. Magos e estudiosos devotados, unidos aos deuses, criaram então os artefatos como forma de controlar essas criaturas. Eles poderiam atrair e comandar os dragões, utilizando os itens para enfraquecer suas fileiras, dizimando-os pouco a pouco. Desnecessário dizer que isso não deixou as criaturas muito felizes. As histórias sobre esse mundo diziam que os humanos haviam vencido a guerra, denominada de "Guerra da Lança Dracônica", levando as criaturas quase à extinção. O que ocorreu depois, não se sabe: muitos registros planares foram perdidos, e o próprio Alamis era da nossa Terra atual, não sabendo mais do que o que agora lhe contava. Contudo, em seus séculos de estudo, e herdando as funções do pai, ele havia descoberto lendas que o levavam a crer que uma orbe estava próxima, tendo sido protegida ali, no Peru, mais precisamente no local chamado de Portão dos Deuses. De acordo com isso, o portão — um paredão de 23 metros de altura, com uma porta menor no centro — levava a um templo no mundo em que a orbe fora criada e na qual se encontrava guardada, o plano de Krynn. Ele havia passado os últimos séculos em busca da chave desse portal, finalmente encontrando-o. O problema era que, como um artefato dracônico, ela tinha proteções contra aqueles que eram seus alvos, impedindo que ele sequer entrasse no local. Apenas um humano poderia fazer isso — ou um meio-humano, como era o caso dela. Ele não tinha certeza sobre o tipo de orbe, mas qualquer uma seria uma arma em potencial contra os aliados de Deathwing. E, se fosse a orbe dos dragões negros, tanto melhor: conseguiriam lutar contra seu oponente principal assim que a tivessem em mãos.

Quando a conversa chegou a esses termos, já estavam em Punto. De lá até as margens do Titicaca, indo de Helicóptero, demoraria algo entre 15 e 20 minutos. Era tempo o suficiente para explicar sobre a região, chamada de Vale dos Espíritos ou, ainda, de Floresta de Pedra, devido às formações rochosas estranhas que assomavam na área, algumas em forma de animais, criaturas ou mesmo claramente esculpidas artificialmente, com ângulos e arestas incômodos aos olhos. Além disso, o local era ligado pelas linhas de Ley a outros pontos de Peru, e além. Sadie compreendia isso, e sentia o fluxo mágico nas veias, com a sensação de formigas andando sob a pele conforme se aproximavam: era um local de poder, um nodo, o que ao mesmo tempo que a fazia se sentir revigorada, lhe enviava calafrios pela espinha. Além da área em que ficava o paredão em si, havia a proximidade do Titicaca: o lago também era um local sagrado, marco da origem da dinastia Inca e ponto em que os filhos do Deus Sol tinham chegado à Terra. Não eram os seus deuses, mas não deixava de ser algo divino, e se sentia temerosa por invadir tal território. Sadie fez uma prece silenciosa, desculpando-se pela profanação que sua presença poderia representar, e tentando deixar claro que seu único interesse era o bem maior. Alamis, por sua vez, não parecia muito afetado, mas intuía o que se passava com a garota, permanecendo em silêncio nos últimos minutos da viagem para não atrapalhá-la. A presença e o trabalho dela serviam ao seu propósito, afinal, e não ganharia nada ao provocá-la sobre suas crenças ou sobre os poderes que ela servia.

O helicóptero pousou no chão rochoso, permitindo que ambos finalmente pudessem examinar a região de perto. Sadie logo dirigiu-se a uma das estátuas de pedra, e compreendeu o nome recebido pela área, ou melhor, os dois nomes: haviam muitas estátuas, realmente, mas não era só uma questão de quantidade — elas possuíam almas, Sadie podia sentir ao tocá-las, como uma leve fisgada. Um espírito dormente, entorpecido e sem capacidade de comunicação ou manifestação, mas alojado ali. Isso se aplicava a todas as formas que lembravam criaturas vivas. As outras, abstratas ou artificiais, não passavam de pedra, com o fluxo energético percorrendo sua composição, quase como se tivessem sido feitas para auxiliar que a energia realizasse esse percurso, o que ela não duvidava. O dragão assumiu novamente o papel de professor.

— Nunca encontraram nenhuma cidade construída aqui, mas diziam que era um povo evoluído, remanescentes de Mu e de Atlântida. Dizem que foram punidos quando o último sacerdote perdeu a chave do portão. Considerando que as mesmas lendas diziam que a chave foi jogada no lago, da mesma forma que as lendas sobre a espada daquele rei bretão, e eu realmente a encontrei lá, eu não duvido.

— Mas se sabiam que a chave estava no lago, porque a consideravam perdida?

Ele sorriu, dessa vez com certo deboche.

— Você pode ver o lago daqui. Olhe seu tamanho. Saber que a chave estava ali ajudaria os humanos em algo? Eles nunca teriam acesso a ela novamente, não por meios mundanos. Além disso, o sacerdote deveria guardá-la, e não se desfazer dela quando percebeu que era impotente contra os colonizadores. Eu a encontrei, mas eu não sou uma criatura comum, um reles mortal.

Ela assentiu. A imensidão de água no horizonte seria um desafio para qualquer criatura. Era um lago, mas parecia não ter fim, com ilhas despontando aqui e ali, e o céu se refletindo em sua superfície, quase como se as águas fossem outro portal, fazendo parte de outro mundo. Fazia sentido o que ele dissera, afinal.

Alamis indicou o paredão mais a frente, como se fosse necessário apontar a direção. Ele era enorme, um quadrado gravado na pedra, com mais de 20 metros de lado. Bem ao centro, uma reentrância menor, pouco mais alta do que uma pedra comum, com uma reentrância circular em uma das laterais. Tudo era de um tom avermelhado, característica do solo e das pedras da região. Ali, a magia pulsava com mais intensidade. Aproximou-se lentamente.

— Eles acreditavam que os deuses voltariam através desse portal. Talvez fosse verdade, ou talvez fosse isso que os viajantes de Krynn disseram quando chegaram aqui. Não duvido que ele tenha sido usado nesse sentido. Ou talvez as histórias surgiram quando aqueles que usaram o disco sem saber de suas propriedades foram para o lado de lá e não voltaram.

— Por falar nisso, como espera que eu volte?

— Quero acreditar que deve ter uma chave similar do outro lado, entretanto, ainda assim vou reposicionar a chave a cada hora para tentar reabrir a conexão. Espero que isso não tenha um limite de uso.

Sadie suspirou. Não era uma surpresa que apenas o seu pescoço ficasse na guilhotina, afinal. Contudo, antes de prosseguirem, ainda teve clareza o suficiente para considerar que talvez seus poderes não funcionassem do outro lado, fosse total ou em parte. Pensou nos itens que gostaria de levar consigo, unindo as mãos na frente de seu corpo e pronunciando o encantamento.

— Que a magia traga-me o que preciso! Επικαλούμαι 

Em alguns instantes, o escudo e um vidro avermelhado se materializavam no chão, um passo a sua frente. Recolheu ambos, prendendo o escudo às costas e o frasco de poção no cinto. Acenou para que Alamis prosseguisse, o que ele fez prontamente. Pela primeira vez ela viu "a chave": um disco dourado, cravejado em joias, do tamanho de um Pires, que ele retirava de algum bolso oculto em suas roupas — ou assim ela tivera a impressão. Assim que ele encostou o disco na rocha, o item ficou preso, brilhando com uma luz intensa. Nesse momento, tudo inanimado com o que fazia contato parecia piscar, como se ficasse momentaneamente etéreo, inclusive as roupas de Alamis. Foi fugaz, mas ela pode ver suas mãos, e perceber que não eram totalmente humanas, com uma leve camada de escamas. O que realmente a surpreendeu, no entanto, foi a cor: eram azuis. Infelizmente, a duração foi curta demais para lhe permitir uma observação mais atenta, e o efeito se extinguiu. Por um instante, mais nada ocorreu, até o disco começar a girar lentamente e um som semelhante ao urdir de uma tempestade ressoar em seus ouvidos, ficando cada vez mais alto. E então, o relâmpago: todo o espaço da porta menor foi tomado por raios azulados, até se unirem, formando um único feixe luminoso que cobria toda a reentrância. Sadie deu um último olhar ao dragão, que a encorajou com um aceno. A semideusa respirou fundo, sentindo o ar dos Andes e da Terra que conhecia pelo que poderia ser a última vez, e entrou.

Informações:
Trama pessoal:
Notinhas relevantes dessa postagem:

Ok, sobre o mundo de Krynn: a questão é que enchi as coisas com referência aos dragões, jogando na história inclusive os deuses dragões de D&D. Krynn, no caso, é um dos muitos cenários do RPG (onde é desenvolvido a Dragonlance - Guerra da Lança Dracônica - que serve como base para a criação das orbes; outro cenário é Greyhawnk (não citada). Lá eles chamam essa quantia de cenários de Multiverso, e todo o Multiverso ficaria dentro do Plano Material. Adoto parte desse conceito aqui, com a diferença de uma referência básica da roda dos mundos do King, da saga do Pistoleiro: a questão que todos os mundos compartilham certas coisas, e que podem se sobrepor em algum momento. As orbes são itens igualmente tirados do D&D, aparecendo na versão 3.0, 3.5 e 5ª edição (possivelmente nas outras também, mas não joguei elas nem tenho os livros). Elas são artefatos, o que as coloca na categoria OP, mas calma: ainda vou desenvolver suas capacidades e tal dentro dos próximos turnos.

Do local: O portão dos deuses é real, tem várias lendas e etc. Aqui só adaptei pela trama.

Da distância: me baseei em dados de aeroporto online pra saber a duração do vôo entre Lima e Puno, e no Google Maps sobre Puno – portão dos deuses.

Do dragão: vou explicar dele num tópico à parte aqui em baixo, sorry.

Meios de transporte: Como eu disse, o avião usei informação básica e tal (mas seria um particular, não vôo comercial, no caso). No helicóptero, me baseei no modelo EC 145 Mercedes-Benz Style , que atinge a velocidade máxima de 268 km/h com autonomia de 680 km. A distância era de algo em torno de 69 Km.

Ah, Sadie acredita nas coisas que o dragão diz, tanto por ter tido os sonhos (explicados como parte da trama anterior e tal) quanto por querer evitar que um mal maior ocorra. Ela é séria, mas pode ser bem ingênua, sendo mais um soldado do que outra coisa - Cumprir com o dever e fazer o melhor. Ela não espera que mintam para ela sobre algo tão sério, e pela diferença de níveis não captaria a mentira dele de qualquer forma. 
Dragão:
Ooook. Aqui, preciso de vários adendos.

Tópico 1: Personalidade – Ele não tá sendo tão arrogante porque precisa da Sadie, e sabe disso. Mas ele é sim hedonista, e se acha acima dos humanos (acredito ter deixado isso claro).

Tópico 2: Forma Humana - Na real, a forma humana seria uma justificativa pra várias coisas: 1 – Não mostrar efeitos da doença, no caso de manifestações físicas (ele oculta com as roupas, por isso o lance das luvas); 2 – Ele gosta de poder, e como ele próprio diz, dinheiro é poder no mundo atual. Assim, que melhor forma de usar um tesouro acumulado em séculos, do que pra ter seus servos particulares e todo conforto do mundo, em vez de assumir a forma real e viver numa caverna? (ou, ao menos, ter dinheiro suficiente pra comprar um flat do tamanho de uma caverna e ficar na forma real, mas confortável). É basicamente a visão de mundo dele: Sou um rei, humanos são meus criados, se você recusar algo eu te compro ou te mato (ou compro alguém pra te matar e depois fazer o serviço que não quis, sem fazer esforço).

Tópico 3: Tipo - Ele é um dragão azul, elétrico, Nível 140 (to ferrada).
Posicionamento dracônico:
Ok, como me falaram que seria possível, desde que coerente, vim explicar a linha de pensamento, com algumas revelações dos planos para turnos futuros.

A ideia principal aqui é: ele não é legal, ele tá se fazendo de legal. Como assim? Simples, ele é um dragão maligno que quer usar a Sadie pra conseguir algo pra ele, algo que não consegue ou não poderia obter por meios normais (no caso, a orbe). Então, futuramente ele vai revelar esse lado e vai ter luta. Então, o alinhamento real é: bicho escroto. Mas, nesse tópico, como ele ainda tá sendo “bonzinho” adotei o que foi pedido nesse caso: missão pra fechar com o dragão. Nesse ponto, a questão da confiança é complicada: ele é quem mais precisa que ela confie, e pelo nível e afins, ele se coloca também mais como o chefe da missão do que um participante ativo, mas ele tá lá, ajudando com informação (não totalmente verdadeira, que fique clara – ainda pretendo trabalhar certas mentiras dele no lance da descoberta da índole real) e recursos (a viagem, e a chave do portal). Espero que isso cumpra o ponto.
A missão:
Como dito, a ideia é recuperar um item poderoso que não deve cair em mãos erradas, justamente para essas mãos erradas. Eu a considerei iniciada por motivos de: ela foi totalmente explicada e Sadie entrou no local. Além disso, o ponto pedia um início, sem conclusão, mas nunca delimitou o quanto dela deveria ser desenvolvida – ponto que escolhi deixar para o próximo turno (no qual vou me ferrar por precisar desenvolver muita coisa que coloquei aqui + orientações normais, mas ok).
Informação retroativa:
Sobre o turno passado, não deixei claro uma coisa por esquecimento (o poder do tritão, que é um ativo de nível 23, que cria uma bolha de ar cujo único efeito é possibilitar que o alvo respire sob a água por 5 turnos); não citei poderes do filho de Hefesto por não descrever diretamente o que ele fez, ainda que só considere mesmo como a habilidade com artesanato e afins desse grupo, e não ativos. Sobre os níveis deles: os humanos não possuem nada, sendo que o capitão só tem uma grande perícia e conhecimento náuticos, adquiridos por experiência de vida. Inicialmente eu ia fazer o tritão dar trabalho, mas mudei de ideia; por sinal, ele seria o de nível mais alto dentre os prisioneiros, tendo nível 25. O filho de Héracles é nível baixo, algo entre 7 – 10; o de Afrodite é nível 15. Dos outros feiticeiros, o de Hefesto era um novato entusiasmado, tipo o de Héracles. O de hermes teria por volta do nível 20 e a de Ares é a mais forte, com 30, 32, algo por aí. Circe não daria um esquadrão de Elite nas mãos da Sadie. E já defini o futuro do filho de Hefesto, mas isso é pra uma DIY futura. No mais, eles devem aparecer de novo (exceto pelo coitado supostamente morto) no retorno após a missão, se houver.
Itens:
Os itens foram adaptados. Segue o padrão adotado:
{Agony} / Corrente [Corrente com cravos. É feita de bronze sagrado mas sua coloração é desgastada, como se fosse velha e corroída. A corrente possui 3m de comprimento, e apesar do tamanho pode ser facilmente manuseada pelos filhos da deusa do fantasma.  Transforma-se em uma braçadeira com spikes no nível 20. A corrente de Sadie foi modificada, possuindo os cravos em tamanho maior e afiados, provocando 20% mais dano do que de uma corrente comum. Além disso, suas extremidades possuem pontas afiadas,como pequenas adagas, podendo provocar danos perfuro-cortantes com golpes de ponta, e não apenas concussivos. Na lateral de cada extremidade, há ganchos, que podem ser ativados sem custo, por pressão, para auxiliar em ações de aprisionamento, para enlaçar o alvo, desarme ou para auxiliar em uma escalada.[Melhorado por Pio]{T} {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 5) (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Soul} / Colar [Um colar feito de prata com um pingente metálico em uma forma abstrata, algo como um "borrão" ou uma "mancha".  Quando ativado, permite que o semideus assuma a forma etérea. Contudo, ele só pode ficar nesta forma 5 turnos por missão, seja de forma contínua ou não - ou seja, ele pode gastar os 5 turnos seguidos ou dividir a utilização, mas a soma do uso não pode exceder o tempo máximo por missão. Como Sadie adquiriu o poder especial de Forma Etérea, seu colar de reclamação pode ser utilizado para canalizá-lo de acordo com as regras contidas na lista de poderes, com gasto de MP e duração conforme descritos.] {Prata} (Nível Mínimo: 1) {Controle etéreo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe, modificado através de poder especial de Melinoe]

{Legion}/ Anel [Anel prateado. Olhando de perto seus detalhes lembram ossos justapostos, como se o anel fosse feito de pequenas peças até tomar seu formato. O anel suga a alma/ energia dos oponentes derrotados em combate (mortos ou destruídos pelo filho de Melinoe - ele deve ser o último a golpear o oponente para fazer efeito. Essa essência pode ser usada futuramente na ativação de certos poderes, como "Ectofagia" e "Acessar memória", respeitando os limites dos poderes. Adicionalmente, o semideus pode escolher gastar o poder de uma alma capturada - consumindo-a no processo - e ganhando um aumento de suas características de 15%, por 3 turnos. Isso afeta força física, esquiva e potência/ chance de acerto de ataque, mas não a duração dos poderes, ainda que o dano seja alterado. Apenas uma alma pode ser consumida desta forma por missão. Uma vez por missão o anel pode manipular a energia espiritual do próprio semideus, fazendo com que recupere 20 HP sem custos adicionais ou qualquer perda.] {Bronze sagrado}(Nível Mínimo: 1) {Controle de almas. Almas coletadas: 39} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Lentes do Auspício} / Lentes [Parecem um par de lente de contato comuns, incolores, mas quando colocadas permitem ao usuário identificar as auras daqueles dentro do seu campo de visão. Com isso, pode-se identificar pessoas comuns de monstros ou semi-deuses, tendo também o sentido do seu nível de poder, de acordo com a intensidade da aura, mesmo sem definir suas habilidades, apenas o conhecimento de nível de força. No caso dos semi-deuses, identifica também o deus que lhes deu a benção, seja seu pai/mãe divino ou patrono do grupo, ou os dois nos casos em que se aplicam. Não exige ativação, funcionando constantemente, mas a cada utilização precisa de 6h de descanso, semelhante a uma lente comum. Possuem um estojo específico, cujo líquido de limpeza sempre se regenera, mantendo as lentes em perfeito estado para uso. O estojo e as lentes são considerados um único item. Para fins de resistência (como bloqueios de auras), em casos que se aplicam, deve-se sempre considerar o nível do usuário.] {Material gelatinoso} (Nível mínimo: 30) {Sem elemento} [Recebimento: Missão Pursuit]

{Skyscraper} / Calçado alado [Esses sapatos assumem a forma desejada pelo dono, desde que fechados ou parcialmente fechados (cobrindo o calcanhar). Ao comando de seu dono, eles materializam asas nos calcanhares (da cor variada, dependendo do sapato e do desejo do semideus - apenas estético) mas indestrutíveis. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente do antigo Hermes por Criação de Poderes, em 2012]
Itens invocados:
{Hollow}/ Escudo Grande [Escudo de bronze sagrado, com ganchos para uma corrente, de forma a prendê-la de duas maneiras diferentes.Pelo centro, com a corrente saindo por um lado do escudo,ficando uma única extremidade solta, ou pela lateral, deixando uma ponta livre de cada lado para o ataque. Os ganchos tem travas de segurança internas, de modo que a corrente possa ser presa ou solta de acordo com a vontade do usuário, mas não se soltasse com o tranco ou puxão de um oponente; o escudo também possui uma fivela para prendê-lo ao braço do usuário, dando um suporte maior, não escapando facilmente da mão a menos que a braçadeira do mesmo seja danificada de alguma forma. Tem uma cabeça de dragão esculpida na frente, e escamas nas laterais.]{T} {Bronze sagrado} {Sem elementos} (Nível mínimo: 1) [Adquirido nas forjas]

Elixir da Vida (divino) [Frasco de vidro com cerca de 150ml de um líquido de uma cor verde, mas escura, beirando o verde musgo, nebulosa. De gosto cítrico mas ainda adocicado, ainda que mais pungente, lembrando uma mistura de menta e limão, quando ingerido é capaz de restaurar a vitalidade de um alvo, sendo que a dose deve ser totalmente consumida no processo para que faça efeito - sendo então retirada do arsenal. Recupera 200HP de um único alvo.] (Quantidade: 1) [Comprado na loja]
Poderes:
Feiticeiros — Passivos

Nível 1
• Maestria com a magia: Por serem feiticeiros de Circe, vocês sofreram menos perda de MP do que o normal ao usarem algum poder. [ New] >>> Aplicável aos ativos, mas não tem porcentagem, então...

Nível 3
• Respiração: Hécate é a tríplice da terra, do mar e do céu, isso lhe dá alguma vantagens quanto a sua respiração em comparação com a dos demais semideuses. [ Benção de Hécate ] [ New]
• Respiração alvejada. Respirar em locais subterrâneos ou de alta pressão é como respirar ao ar livre, normalmente para os abençoados por Hécate. Pode ser usado em conjunto com a submissão, ou quando voar. [ New] >>> Ambos para explicar porque ela não é afetada pela altitude, nem tá demonstrando nada demais.

Nível 4
• Fortalecimento por Magia: Se há presença de magia no ambiente em que você se encontra, elas o tornaram mais vigoroso. >>> Local de Poder, Linhas de Ley, etc e tal (Tanto a região do Portão em si quanto o Titicaca, considerando isso pelas lendas e afins).

Feiticeiros —  Ativos
Aqui, fiquei na dúvida de qual nível seria: II ou III. Seguem as descrições. Isso porque ele abre brecha para algo duradouro já no segundo nível, com o lance de invocar/ desinvocar, e porque muda a categoria de tamanho. Nesse caso, por serem 2 itens (1 pequeno e um mediano) eu consideraria o nível III (que possibilitaria chamar até uma armadura completa ou mascote); contudo, apesar do nível mais alto, ele cita um gasto de energia menor que o padrão, então não sei bem como fica.

Nível 37
• Magia da Invocação III. Último estágio, invoque coisas como acessórios, ou até mesmo mascotes e armaduras. A energia gasta para invocar armas é muito pouca então você pode usar a mesma estratégia e conjuração do "Invocar II”. >>> final do texto, para invocar escudo + poção.

Melinoe —  Passivos

Mediunidade [Nível 1]
Mediunidade é a habilidade de ver e se comunicar com fantasmas. Como filhos da deusa dessas criaturas, esses semideuses herdam tal capacidade desde seu nascimento, mesmo que não saibam de suas origens. Contudo, não implica em qualquer autoridade sobre os fantasmas. >> Usei na percepção dos fantasmas presos no Vale.

Poder Espiritual [Nível 18]
O poder espiritual desses semideuses é muito elevado, portanto terão mais facilidade em realizar magias e gastarão menos energia para realizá-las. Define-se como magia apenas as habilidades dos feiticeiros e outros poderes advindos de grimórios e similares. O custo é reduzido em 10%. [Modificado] >>> Aplica-se aos ativos de Feiticeiros.

Absorção de Poder [Nível 33]
Ao entrar em contato com algo que possua ou estando em um lugar de grande poder espiritual, poderá restaurar suas forças. Isso se aplica a templos e necrópolis em geral, bem como locais notoriamente assombrados e locais místicos, como Stonehenge, por exemplo. A recuperação é lenta - 2% de HP e MP por turno no local. No caso de objetos, vale apenas para objetos de poder direto dos deuses ou artefatos épicos, listados pela história, como Excalibur ou o Graal e outros itens de grande representatividade e o semideus precisa de contato direto. Itens pessoais/ ganhos não produzem/ deixam de possuir esse efeito. [Modificado]  >>> Desde que chegou no vale.

Curiosidades sobre as receitas:
As receitas utilizadas foram de uma matéria falando sobre um jantar com pratos andinos típicos, e foi de onde peguei o cardápio. Então sim, essas receitas existem haha. Por sinal, quenella, ou quenelle, é só a forma da montagem do purê, deixado mais consistente e colocado na foma de um "bolinho" em vez de ser jogado no prato.

▲  
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Peter Lost em Qui 21 Jun 2018, 23:52

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DRAGONBORN
Parte 3  
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Peter Lost
Quer se perder comigo?
O dragão colossal me fuzilava com o olhar. Todas as células de meu corpo gritavam para que eu fugisse dali, mas minhas pernas não obedeciam ao comando. O simples fato de estar próximo à criatura fazia com que eu me sentisse na presença dos próprios deuses.

Meu coração batia acelerado e meus joelhos tremiam. Eu só conseguia imaginar as parcas assistindo aquele momento com a linha de minha vida em mãos, enquanto riam das reações que eu tinha naquele momento, aguardando o momento oportuno para cortá-la sem nenhum remorso. Mesmo assim dei pequenos passos na direção do ser, que manteve-se imóvel como se estivesse me analisando.

Minhas emoções estavam transbordando por todo o meu ser, mesclando-se em nervosismo, ansiedade, medo e – ironicamente – animação. Quanto mais próximo eu chegava, mais detalhes eu conseguia perceber, tais como suas unhas e dentes imensos e afiados, suas asas poderosas se mostravam mais ameaçadoras do que nunca e eu não pude deixar de pensar que se a criatura me atacasse, aquele seria o meu fim.

Há muito não vejo um filhote humano tão jovem quanto você. — A voz rouca e calma ecoou em minha mente como se fosse meu próprio pensamento, fazendo com que um calafrio percorresse minha espinha.

Passei um rápido momento me perguntando se deveria responder, mas mantive-me em silêncio.

Você é muito corajoso de vir aqui. — Ele continuou, sabendo que eu não responderia. — Eu poderia acabar com você em um piscar de olhos, sabia? E tenho sentido cada vez mais fome!

Abri a boca para responder, mas nada saiu. Eu estava impressionado demais com a situação para dizer qualquer coisa.

Seu companheiro foi mais agressivo, não está aqui pela glória de me derrotar? — Imaginei que ele estaria se referindo ao semideus que eu encontrara no clube da luta mais cedo naquele mesmo dia. Não movi um músculo, imaginando a cena do garoto tentando lutar com o dragão. — Eu tinha me esquecido do quão impressionáveis são os humanos. — Ele soltou uma gargalhada mental. — Não me faça perder o meu tempo Peter Lost, filho de Zeus.

Ao me chamar pelo meu nome, senti como se houvesse levado um soco no estômago. Ele realmente ouvira minha patética introdução e agora engajava em nossa conversa da maneira como preferia.

Eu... — Soltei, sem ter realmente pensado no que dizer, tentando improvisar algo.

O filhote fala! — Ele me cortou. Seu ar agora era de deboche. — Estava começando a achar que você me ignoraria.

Por favor, não quero lutar com você. Eu só precisava ver o que estava ocasionando todas as catástrofes ao redor do mundo. — Eu começava a me acostumar com a presença da criatura.

Não quer? — Ele estreitou os olhos, logo antes de aproximar seu rosto de minha face, fitando-me de frente. — Todas as catástrofes são oriundas de uma doença que está se espalhando entre os dragões, filhote.

Doença? — Indaguei. Varri todo o corpo da fera com meus olhos, ele parecia extremamente saudável.

É uma doença da mente, vocês humanos tem algo parecido, chamam de Alzheimer. — Ele fez uma rápida pausa.— Antiphates, um dragão extremamente poderoso se libertou de sua antiga prisão, o que acarretou a condição que afeta a todos nós.  — O ser baforou seu hálito gelado em minha direção, explicando-me com ar arrogante. — Nossa mente se degenera, deixando-nos cada vez mais parecidos com feras sem pensamentos lógicos, buscando apenas suprir nossos desejos carnais até que sejamos levados, inevitavelmente, para a morte.

Você não me parece tão... — Tentei mostrar compaixão, mas logo me arrependi, sendo cortado novamente pela criatura.

Calado! — Ele soltou um som parecido com um rugido raivoso, enquanto a palavra ecoava em minha mente. — Não diga que eu estou bem, minha minha mente se desfez o suficiente! Eu já estou pensando quase como um... humano

Como posso ajuda-lo? — Falei, a preocupação em minha voz era evidente. Eu não poderia deixar aquela criatura morrer por uma coisa tão banal quanto uma doença.

Eu não confio em você, filhote. Não se esqueça que um dos seus já tentou me matar, e não faz muito tempo. — Ele pisou forte, fazendo o chão tremer e afastando seu rosto do meu. — Comece livrando-se daquela multidão de humanos na entrada do parque. — O pedido, na realidade, fora uma ordem do dragão. Ele não parecia querer admitir, mas eu percebia a irritação do mesmo por precisar da minha ajuda. —Se você garantir que não seremos incomodados, eu lhe darei o prazer de me ajudar. Caso contrário, você se tornará um ótimo jantar!

Antes que eu pudesse dizer se realizaria seu pedido, a criatura se virou para o outro lado e pôs-se a observar o rio. Inicialmente tentei imaginar o que ele estaria pensando, mas eu sabia que precisaria ajudar ou matar o dragão se quisesse evitar mais catástrofes.

Como a segunda opção não seria possível, dei as costas para ele e comecei minha caminhada de volta à entrada do parque. Mais uma vez, eu teria que lidar com a polícia.
Adendos:
Arsenal:
{Karabela} / Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus] Formato de anel na mão esquerda.

♦️ Perdição [Espada com lamina de bronze sagrado. A arma se adequa em peso e tamanho ao usuário, seu cabo é de aço negro com um fino revestimento de couro preto para melhor manuseio e tem um comprimento padrão. A arma não tem nada de especial em relação a uma arma de bronze sagrado comum, exceto pelo fato de que, quando a espada não esta em uso, ela se torna uma luva negra com as letras “PL” bordadas em branco, indicando que ela só funciona com Peter.] {Bronze Sagrado, Aço Negro, Couro e Tintura} (Nível mínimo: 9) {Nenhum elemento}Formato de luva na mão direita.

♦️ {Lost Belt} / Armadura [Uma armadura que protege o usuário. A armadura é feita de bronze e é reforçada para aguentar grandes danos, tanto que golpes comuns de espada causam pouco dano nela. Protege a parte do tronco, pescoço - por causa da gola de metal -, peitorais, costas e ombros. Quando o dono quiser, a armadura se transforma em um cinto, revestido em couro e vice-versa. É muito leve, tanto que Peter pode correr como se estivesse vestindo uma camisa comum.] {Bronze e Couro} (Nível: 24) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥ ] Na calça jeans.

▲ {Skiá} / Colar [Trata-se de um colar feito inteiramente de prata que ostenta um pequeno pingente de ônix lapidado cuidadosamente no formato de um relâmpago. O item concede o usuário a habilidade de, uma vez por evento/missão, absorver um ataque não físico (mágico ou elemental), desde que o adversário tenha no máximo até o mesmo nível que o jogador.] (Prata, Ônix) {Nível mínimo: 40} (Não controla nenhum elemento) [Recebimento: Missão - "The Lost Boys" / Avaliada por Ayla Lennox e Atualizada por Psiquê.] Utilizando como colar no pescoço.

{Thunder} / Lança [Lança metálica, feita inteiramente de bronze sagrado. A ponta é maior do que a de lanças comuns, formando uma lâmina em forma de raio, que apesar de mais difícil de manejar para quem não é acostumado, pode causar danos potencialmente maiores, ainda mais considerando-se o peso, já que até seu cabo é metálico. Esse dano adicional contudo não é inerente à arma, dependendo do manuseio e habilidades do semideus.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus] Presa nas minhas costas.

Poderes:
Poderes passivos:
Nenhum poder passivo utilizado
Poderes Ativos:
Nenhum poder ativo utilizado.
Dragão:
Dragão de nível 96, elemento água, cor Estanho.
No caso, escolhi "dragão doente e imparcial: este dragão quer ajuda para se livrar da doença."
Observações:
Nada de mais por aqui, uma conversa rápida. Apesar de orgulhosos, os dragões também podem ser respeitosos, quando querem. Utilizei um pouco disso para tentar fugir do "Ele é orgulhoso, quer que todos os mortais se fodam e vai mandar em mim como quiser".
Espero que goste <3
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Eos em Sex 22 Jun 2018, 00:13


aumento de prazo em 24h

Concedidas 24h a mais do prazo original, ou seja, postagens encerradas às 00h do dia 23/06/2018 (virada de sexta). Àqueles que já postaram, está reservado o direito de editar seus posts. Caso desejem que alguma alteração seja feita, basta mandar uma MP para ADM Éris explicando qual edição você quer e onde no seu texto. Qualquer dúvida ou reclamação também deve ser enviada diretamente a ela. No momento estou postando o aviso por conta do PC da ADm em questão não estar funcionando.


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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por James Archeron em Sex 22 Jun 2018, 21:21

dragonborn: heal
Take my mind and take my pain like an empty bottle takes the rain and heal me

OITO

A imensa e majestosa criatura sobrevoou o cone de cinzas do vulcão, movendo-se para um local da montanha em que poderia aterrissar. A uma distância segura, acompanhei toda a movimentação com os olhos.

Tão logo pousou, o dragão foi encolhendo, metamorfoseando-se, perdendo os traços reptilianos. As enormes asas, os chifres pontudos e a longa cauda desapareceram; e as brilhantes escamas douradas deram lugar a uma pele bronzeada, a qual estampava constelações de sardas multicoloridas.

Um homem de meia-idade estava onde há pouco tempo havia uma criatura mitológica.

Ele ostentava uma beleza pura, natural. Os lisos cabelos dourados com mechas prateadas caíam até o pescoço, conferindo um aspecto mais jovial ao desconhecido; e o corpo, inteiramente nu, possuía músculos bem definidos.

Ao fitar os intensos olhos prateados do homem dragão, senti-me pequeno e insignificante — ainda que não houvesse tanta diferença entre nossa altura —, como se eu realmente fosse um ser inferior.

Ele deu alguns passo na minha direção, aproximando-se, e meu coração acelerou. Eu não sabia se deveria fazer alguma reverência para demonstrar respeito, então apenas curvei a cabeça levemente.

— Sim — a voz etérea causou arrepios na minha nuca.

Franzi o cenho, sem realmente saber o que ele queria dizer.

— Sim?

— Sim, era minha vontade trazê-lo até aqui, semideus. Tu és filho da sabedoria, talvez sejas de alguma serventia. — As palavras foram proferidas com indiferença, como se ele estivesse apontando o óbvio. — Estou enfermo, como podes ver.

— O quê? — Desisti do diálogo formal ao perceber que o homem dragão não era tão antiquado. Não havia doença aparente, e eu não conseguia assimilar a ideia de que um ser tão poderoso e inteligente estivesse precisando da minha ajuda. É, talvez essa seja a doença... — Desculpe-me, mas não pude ver enfermidade alguma.

Ele não deu sinais de impaciência, tampouco exibiu qualquer expressão facial que indicasse seus pensamentos, contudo, mesmo assim, tive a sensação de que eu estava sendo julgado. O olhar dele — que não havia alterado de forma alguma — parecia dizer “pobre criatura desprovida de perspicácia”.

— A doença afeta as minhas faculdades mentais — informou ele. — Já ouviste algo sobre Antiphates?

Limitei-me a aquiescer.

— A doença da dominação aos dragões foi trazida pela libertação de Antiphates — abri a boca para questionar o que aquilo significava, mas ele continuou: — Já não sou o mesmo. Não consigo acessar todo o conhecimento que adquiri ao longo dos anos. Tenho anseios que não condizem com quem eu sou, ou costumava ser. Às vezes, sem motivo algum, apenas porque posso, sinto o forte desejo de incendiar lugares, ceifar a vida de seres inferiores que nunca causaram-me incômodo algum. Minha mente está bagunçada, confusa, distorcida.

Embora as palavras fossem angustiantes e aterrorizantes, o tom em que eram proferidas passava uma sensação melancólica.

— Eu não sou o único — prosseguiu, depois de ficar alguns segundos em silêncio, como se estivesse relembrando algo ou organizando os pensamentos. — Vários dragões têm perdido a sanidade. Alguns sofreram degeneração intelectual, transformando-se em feras selvagens incapazes de raciocinar. Outros morreram poucos dias depois que tiveram a redução da inteligência.

Tentei ficar impassível, assumindo que demonstrar compaixão poderia ofendê-lo. Se o que ele estava dizendo era verdade, então as catástrofes decorriam da doença que afetava a mentalidade dos dragões.  

— Tu irás ajudar-me — ele falou com convicção, então supus que não era um pedido.

E eu achando que só os deuses usavam os semideuses como ferramentas...

Sopesei minhas escolhas. Eu poderia deixá-lo à mercê da doença até que definhasse, correndo o risco de ser indiretamente responsável por mortes e destruição, ou poderia buscar uma forma de ajudá-lo. Se curá-lo significava dar um passo na prevenção do apocalipse, então eu teria que tentar.

— Por mais que eu queira fazer algo, não sou um curandeiro, não sei o que fazer — decidi ser sincero.

— Provavelmente tenho alguma informação útil. Entretanto, como mencionei, não estou conseguindo acessar tudo o que aprendi durante minha longa vida.

Talvez eu pudesse usar a telepatia para vasculhar a complexa mente do homem dragão a fim de encontrar qualquer pista sobre a origem da doença ou ainda como tratá-la, porém ele teria que permitir.

— Eu tenho uma ideia, mas pode não ser do seu agrado... — mesmo convicto de que ele recusaria o que eu ia propor, não recuei: — Posso dar uma olhada na sua mente. Pode ser que eu ache algo, ou não, mas não há muitas alternativas.

— Tu estavas certo — uma pessoa poderia apresentar receio mesmo sem expressar reação alguma? — Este recurso não é do meu agrado.

Ficamos em silêncio por alguns segundos. Tentei pensar em outro plano que não fosse algo tão íntimo e invasivo, contudo não encontrei outras saídas.

— Vou focar nas memórias sobre a enfermidade, não vou ficar olhando toda sua vida — acho que não conseguiria mesmo se tivesse tal intenção. — O senhor só teria que direcionar sua mente para esse tópico.

Era ele quem estava precisando de ajuda, então era estranho que eu estivesse sentindo uma forte vontade de servi-lo. Sendo apenas um semideus filho de Atena, eu não possuía meios eficazes para ampará-lo, todavia, ainda assim, queria ganhar a confiança dele, queria ser útil.

— Não vais causar mais dano à minha mente? — questionou ele enquanto mantinha os olhos fixos nos meus, e torci para que fosse um sinal de que ele estivesse considerando. — Tens certeza?

— Sim, senhor. Eu vou apenas ver, talvez ouvir, nada de alterações — eu estava sendo honesto, minhas habilidades não permitiam modificar as lembranças.

— Pois bem, estás dizendo a verdade — concluiu. — O que tens a fazer, faze-o logo.

Aproximei-me do homem dragão, mantendo menos de meio metro de distância entre nós, e ergui as duas mãos como se fosse segurar a cabeça dele nas laterais, porém sem tocá-lo. Ele continuou impassível, sequer piscou com o gesto.

— Certo. Tente trazer à memória tudo o que conseguir sobre a doença.

Ele não pareceu gostar de receber ordens, porém percebi quando seu olhar ficou desfocado, como se estivesse olhando para um lugar muito, muito distante. Concentrei-me o máximo possível antes de tentar entrar na mente do poderoso ser, temendo falhar ou ter uma sobrecarga de informações, e torci para que pudesse resgatar algum fato relevante.







    ADENDOS

  • Assumindo que o dragão é metálico, está doente/imparcial, e precisa de ajuda... a personalidade dele não é tão "sou o superior fodão e você é o pobre coitadinho". E, na real, essa ideia de que os dragões cromáticos agem de uma forma e os metálicos de outra são estereótipos, né? Podem haver exceções. Então é isso.
  • Sobre o posicionamento do James : ele quer impedir mais catástrofes e tal, então fará o que for possível para ajudar o dragão, portanto pretende firmar a aliança e tal.
  • Conversei com a Eos e ela disse que seria possível usar telepatia para visualizar memórias/lembranças (não apenas enviar mensagens ou recebê-las, mas também "ver/ouvir" os pensamentos; claro que a precisão depende muito da situação, do nível e etc). A habilidade estará listada abaixo, em spoiler, porém ainda não foi ativada. O objetivo é extrair alguma informação da mente do dragão que possa ajudá-lo e, aí, ganhar a confiança dele.
  • Acho que é isso por enquanto. Se surgir alguma dúvida e tal, pode mandar MP. Obrigado por ler tudo.



Arsenal:
◈ {Wisdom} / Lança [É uma réplica da lança de Athena. O cabo da arma é branco, feito de álamo, enquanto a lâmina é prateada - apenas um efeito estético, já que seu material ainda é bronze sagrado. Perto da lâmina está engastada uma coruja, e todo o cabo foi trabalhado, não sendo linear, e sim possuindo algumas curvaturas, o que faz com que seu manuseio seja mais complexo a quem não tem a perícia adequada. Possui 1,5m de alcance][Álamo e bronze sagrado](Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Atena] (como adaga, na bainha de couro presa à calça)

◈ {Vasar} / Espada [Espada de bronze sagrado, que mede ao todo 90 cm, sendo 70 de lâmina e 20 de base. A base é de couro, e no final de seu cabo, está entalhada a sigla JA, as iniciais de seu dono, James. Os golpes da espada são tanto cortantes do que perfurantes, mas não se descarta esta outra utilidade da arma. Quando não utilizada, transforma-se em um anel comum, ao comando de seu dono, com a inscrição: “Guerra por guerra”. Tem a habilidade de perfurar armaduras e escudos em até 20 % de capacidade, caso de itens fortalecidos a perfuração se dará pela diferença de porcentagem. {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla nenhum elemento}[Recebimento: The Dragon's Flame e modificado na Music and Forge] (como anel, no anelar esquerdo)

◈ {Strategy} / Escudo [Escudo de bronze sagrado. Possui uma pequena coruja entalhada em seu centro. O escudo tem uma superfície muito lisa e, portanto, refletora; basta que o campista direcione-a corretamente para atrapalhar a visão do inimigo. Quando não utilizado, transforma-se em uma moeda de bronze. No nível 20 transforma-se em um bracelete com entalhes similares ao do item.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo:10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Athena e modificado por Harry S. Sieghart] (como bracelete, no braço canhoto)

◈ {Warn!} / Relógio [Na forma de um relógio comum, analógico. Ao ser ativado, cria um campo de energia. O campo em si é transparente e afeta apenas o próprio semideus. No período ativado, reduz danos de impactos (mas não cortes ou outros tipos) em 50%, desde que provenham de fontes mundanas ou de nível inferior ao semideus. Como extra, também mantém um indicador da temperatura ambiente, como um segundo relógio, onde os marcadores vão de azul para vermelho, conforma as mudanças de frio para quente (mas não afeta itens e similares, apenas marca a temperatura local).E ainda serve para ver as horas!. 3 ativações por missão, com duração de 3 turnos cada][Eletrônico][Não controla nenhum elemento][Nível mínimo: 3][Recebimento: Evento Burn, baby, burn! - Jan. 2014. Atualizado por ~Eos] (como relógio, no braço direito)

◈ {Hover Boots} / Botas aladas [Botas presta de couro com cano longo. Ao comando de seu dono, eles materializam indestrutíveis asas prateadas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. A bota fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Comprada de Rhydian Fraser] (botas, nos pés -q)
Habilidades:
PASSIVAS:

◈ ATENA ◈
— Nível 19 - Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.


◈ MÊNADES ◈
— Level 16 ~ Alma de Felino ~ Seu personagem adquire a capacidade de locomover através de âmbitos sem causar qualquer resquício de barulho, como um felino. Seus passos são furtivos e quase impossíveis de serem ouvidos.

ATIVAS:

— Nível 23 - Telepatia avançada - Neste estágio a comunicação melhora, abrangendo o alvo da telepatia em linha de visão a até 250m, ou, caso tenha a visão bloqueada mas esteja ciente da presença da criatura, a 100m. Agora, permite repassar as mensagens a até cinco pessoas que estejam dentro do limite, e receber respostas maislongas (até 150 palavras) já que sua capacidade de captar o pensamento é ampliada. Caso o alvo tenha meios próprios de resposta, poderá utilizá-lo, ampliando estes limites. Gasto constante por turno, ação livre (podendo ser usado sem atrapalhar ataques e defesas). A ligação é interrompida se o alvo ficar longe do alcance/ ciência ou não estiver consciente. [Modificado, antigo especial "Telepatia"] PODER AINDA NÃO FOI ATIVADO NESSE TURNO (mas no final do post fica subtendido que será usado, por isso já listei).
Informações sobre o Dragão:


    — Dragão Metálico:
  • Nível: 67 (ancião/imenso);
  • Cor: Dourado;
  • Elemento: Fogo;
  • Cinese: Pirocinese;
  • Habitat: Montanhas vulcânicas.
  • Sobre a personalidade: até então tem se mostrado agradável porque está doente e precisando de ajuda. Contudo, mesmo em estado normal, não é tão soberbo. Claro que, como a maioria dos dragões, é muito inteligente e poderoso, mas não sai por aí impondo a supremacia de sua espécie.
  • Sobre a forma humana: bem, ao assumir a forma humanoide na frente de James, ele estava fazendo uma declaração de que não teme o semideus — mesmo nu (que para humanos é um estado vinculado à vulnerabilidade) e doente, ele ainda é poderoso e, por isso, não se importa com a forma em que aparece. Ah, ele deve ter a aparência de um homem de 55 anos, mais ou menos.

Habilidades do Dragão:

PASSIVAS:
— (21) Visão empática; Seu conhecimento da natureza mortal aumenta a ponto de agora ele conseguir discernir sentimentos, percebendo esta aura nas criaturas ao seu redor. Poderes de bloqueio de aura podem afetar esta percepção, no entanto.
— (40) Julgar: Dragões possuem um sentido apurado e compreensão sentimental grande. A partir deste nível, eles possuem um sexto sentido para captar mentiras. Eles não sabem qual é a verdade, mas percebem que não é o que está sendo dito a eles. Isso só se aplica a mentiras de fato - uma omissão não seria captada desta maneira. (Essa habilidade, combinada com a habilidade anterior, fez com que o dragão percebesse que James realmente queria ajudá-lo e que estava sendo honesto ao informar que não mexeria com a mente da criatura.)
— (65) Mente enigmática: A mente dos dragões não funciona da mesma forma da humana. Poderes de telepatia e afins de uma origem menor só funcionam sobre eles quando são alvos voluntários; caso a fonte seja de até 20 níveis acima, eles possuem uma resistência de 50%. Acima disso são afetados normalmente. (James não sabia que o dragão possuía resistência mental quando disse que precisava de permissão para acessar a mente da criatura e tal, ele apenas não ousaria tentar usar o poder contra alguém tão poderoso.)

ATIVAS:
— (-) Voo: Especial - O voo é considerado um poder de uso constante para Dragões - é  algo natural, mas requer um gasto de energia regular. Além disso, sua capacidade de  carga aumenta com o tempo, mas sua habilidade de manobra decai quanto maior o  tamanho do animal.A capacidade de carga e de manobra encontra-se nos passivos.
— (-) Assumir forma - Desde o nível inicial um dragão é capaz de assumir a forma humanóide. Nessa forma, ele pode usar vestes e itens apropriados para seu novo físico, e algumas de suas habilidades, e terá a aparência média de um humano na mesma faixa. Contudo, ele não pode voar, utilizar seu sopro nem ataques naturais (mordida, garras, cauda, asas). Ele mantém todas as estatística passivas, com exceção das que dependam de componentes físicos específicos (como a resistência ampliada das escamas), mas mantém sua força, destreza e similares. A forma adotada não é modificável (ou seja, toda vez que assumir a forma humana, ele terá a mesma aparência, salvo na transição etária) e será proporcional à idade do dragão, até certo ponto (Filhote: até 6 anos, muito jovem: até 11 anos, adolescente: até 17 anos, jovem adulto: até 25 anos, adulto/ maduro: até 40 anos, ancião: até 60 anos, venerável: até 80 anos, lendário: acima de 80 anos). A transformação é ativa, mas o gasto ocorre apenas no momento da sua adoção, correspondente a um poder de gasto elevado. Não há tempo de duração limite, mas cada vez que for desfeita a nova utilização computará um gasto normal. A forma não imita/ copia características de outro ser existente, e sua aparência geralmente segue o ambiente em que o dragão vive, seja em características gerais, seja assimilando-se a povos locais (assim, um dragão que vive no subterrâneo tende a ser mais pálido, um do deserto pode parecer um beduíno, um dragão branco poderia tanto parecer com um inuíte quanto ser absolutamente albino).






song: heal, tom odell || turno: 003 || companion: dragon

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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Ayla Lennox em Sex 22 Jun 2018, 23:37


Storm in the sky, fire in the street
and i watch in wonder
Acadia National Park, Maine
3:16 a.m

Enquanto a fera aproximava-se, uma sensação nova tentava despertar no âmago da semideusa. Lutava contra o orgulho e todas as certezas da garota em agonia, clamando por só alguns segundos de domínio sobre aquela consciência, deixando-a finalmente com um estranho revirar no estômago e uma pontada em sua nuca cada vez que cogitava erguer o rosto para fitar a silhueta crescente de oito, quem sabe nove metros.

Deduziu, por fim, que era assim a impressão de pequenez.

Diante dessa constatação, nasceu e morreu em seus pensamentos uma certeza que jamais escaparia de seus lábios: aquela criatura era, sim, digna de seu respeito e talvez um pouco mais que isso. Temor.

“Você não é um dos meus peões. Prevaleça.” havia dito a voz. A lembrança ainda fresca ressurgiu, apartando de imediato a tormenta de seu interior. O medo era algo a ser pago por outros. Tinha débitos maiores a serem quitados, ordens as quais não podia dar o luxo de postergar ou vacilar. Permitiu-se oferecer apenas o silêncio enquanto contemplava a criatura finalmente parar a poucos metros de onde estava.

Uma lufada de ar morno foi expulsa pelas narinas do dragão, que pareceu aninhar-se no chão só para que tivessse os olhos na altura da prole dos deuses, ainda de pé em um dos galhos mais altos da árvore no coração do parque.

As fendas em meio ao mar dourado das íris dracônicas aumentavam e diminuíam de forma indiscriminada, como se procurassem uma forma melhor de fazer com que Ayla se perdesse ali mesmo. Tinha o corpo coberto por uma fina camada de terra, galhos e fuligem, todos incapazes de esconder a natureza metálica de suas escamas cor de cobre. Sacudiu a cabeça como faziam os cães, moveu a cauda algumas vezes, arrancando alguns pinheiros do chão pela raiz.

Em poucos segundos, uma pequena clareira havia sido criada.

“Centenas de anos” manifestou-se a criatura, ainda sem ira no tom de voz “e a insolência de vocês, humanos, segue a mesma.”

“Talvez essa insolência tenha sido o que nos manteve vivos.” Rebateu Ayla.

“Ou quem sabe ela os esteja guiando cegamente à ruína.”

“Precisaremos de um pouco mais de tempo para ter certeza.” A lupina não se conteve e respondeu mais uma vez. “Vim até aqui com um propósito. Acredito que seja você.”

Não sabia se aquela criatura era capaz de rir, mas diante daquela afirmação, ao menos pareceu ter vontade de fazê-lo. No entanto, tudo que viu foi o remexer inquieto da cabeça reptiliana junto a uma respiração cada vez mais ofegante – como se aqueles gestos fossem capazes de expulsar de sua mente algum tipo de ideia incômoda que deixava o simples ato de estar ali uma tarefa excruciante.

“Não me lembro de tê-la chamado aqui, criança, e pouco importa o nome do mestre que a enviou.” O espaço entre os olhos do dragão se enrugou. “É uma ideia estúpida até para os de sua raça permanecer no meu caminho. Vá embora.”

Estava prestes a negar a sugestão quando notou uma cabeçada a ser direcionada contra o tronco da árvore onde se encontrava. Saltou para o galho mais próximo de um pinheiro próximo e só então deixou que a gravidade atuasse sobre si, caindo com um rolamento a tempo de ver o carvalho que era o coração de Acadia ir ao chão e ser arrastado para longe.

O animal permanecia inquieto, movendo-se em passos curtos de um lado para o outro em busca de algo (ou alguém) onde pudesse aplacar sua fúria. Tinha movimentos súbitos e não calculados, focados apenas em destruir aquele lugar que outrora poderia ter sido seu lar.

Suas patas cederam ao próprio peso brevemente e o chão antes só de areia batida, passou a se tornar mais úmido e escuro. Estava ferido, quem sabe tanto quanto os lugares por onde havia passado. Houve um urro bestial e o solo tremeu, fazendo com que a lupina tropeçasse. Mais pelo orgulho que por força genuína, pôs-se de pé novamente e passou a falar só.

“Kyle, humano fraco e tolo, era certo que me largaria à miséria desse mundo, sozinho para guardar a ilha.” E rugiu. “Pois bem, que agora todos pereçam, que lembrem sempre de Daeron e seu jugo sobre a terra!”

E sem saber se lançava ao vento uma mentira ou um palpite, a seguidora de Éris simplesmente acabou por dizer:

“Ele está aqui.”

Em um lampejo de lucidez nas íris cor de âmbar, o dragão reagiu apenas com uma ordem.

“Traga-o.”

Sem outra opção, a garota passou a ser guiada apenas pelo que diziam seus sentidos. Percebia e sentia onde estava escondida toda angústia por aqueles rastros hostis e súbitos de uma guerrilha injusta. Os pedidos de ajuda se tornavam mais altos, a sensação e aura de um indivíduo a tentar escapar das garras de Tânatos cada vez mais claras.

Correu.

Em meio a escombros de uma cabana que se misturava a troncos corroídos e raízes reviradas, um corpo ensanguentado e longe de suas feições originais chamava por qualquer deus que pudesse ouví-lo. Sem muita sorte, acabou alcançando os ouvidos de Lennox.

Ossos quebrados, queimaduras fundas, pedaços de rocha cravados em pele e um uniforme da guarda local em retalhos. Pouco importava quem ele havia sido, agora era apenas um amontoado de dor e promessas de um adeus breve.

Ayla ajoelhou-se ao lado do rapaz. Ao que parecia, era o único além dela que queria estar no parque. Como ela, tinha um propósito ali – ou ao menos assim acreditava.

“Kyle?”

“Você o encontrou também, não foi?” A voz era sôfrega e áspera apesar de embebida em sangue. Ela apenas acenou com a cabeça. “Daeron não lembra mais de mim. Os rumores são verdadeiros.”

“Que rumores?”

“Depois de Alcatraz…” um arrepio percorreu a espinha da semideusa com a menção do local “nenhum deles foi o mesmo. Nenhum de nós, eu diria.” Era um semideus também, deduziu. “A aparição de Anthipates despertou nos dragões algo antigo q-” Kyle começou a tossir, expulsando uma mistura escura de fluidos e ar.

Esperou, mesmo que não tivessem tempo.

“Está além da salvação. Não é mais o guardião de Acadia sábio que conheci. A doença levou embora sua sanidade, é apenas um animal.” Pontuou ele com o olhar cada vez mais vago. “Perdemos.”

Em contrapartida àquele último suspiro melancólico e desesperançoso fruto de um encontro em tempos ruins, a voz do sonho mais uma vez ascendeu à sua consciência. Prevaleça.

Independentemente das chances, apesar da loucura, sem considerar que nem mesmo os sentidos da criatura estavam em seu favor. Deveria prevalecer.

Daeron não era uma força que podia subjugar ou mover em seu favor. Seus atos eram descuidados e sem propósito, como os que havia corrigido em nome de sua patrona meses atrás. Tinha em suas mãos a obrigação de fazê-lo novamente.

Umbrae.

Chamou pelas sombras e foi atendida de imediato. A escuridão moldou-se ao seu redor, submetendo-se à autoridade simbolizada naquela coroa de ferro estígio. Como havia imaginado, um grifo totalmente negro estava a seu dispor, as asas abertas em uma envergadura de quase dez pés, garras afiadas e juba a misturar-se com a penugem cor de obsidiana.

Abandonando a lembrança de Kyle, rasgaram o céu noturno até o centro de Acadia, onde a criatura oscilava, alheia, entre a tarefa de lamber as próprias feridas e a de atender a sua nova necessidade de resumir seus arredores ao puro nada.

Prevaleça.

“Chegue mais perto.” Orientou sua montaria. “Mergulhe. Mire nos olhos.”

O vento frio roçava contra sua pele conforme perdiam rapidamente altitude. Assobiou bem alto, arrancando Daeron de seus devaneios senis e embebidos em chagas de seus antepassados. As patas de sua criação foram de encontro às orbes cor de âmbar, arrancando do novo oponente um grito.

Asas foram abertas, dentes envolvidos por uma espuma amarelada e gases que lembravam o enxofre prometido no próprio inferno se fizeram presentes. Novas ameaças se erguiam da terra ao céu.

Sem pensar duas vezes, agarrou mais forte no corpo do grifo e começou a abrir distância antes de qualquer outro movimento.
Ademais:
itens:
♦️ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

{Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Nightmare} / Coroa [Feita de ferro estígio em sua parte central e adornada com desenhos e palavras sobre pesadelos, depois do último encontro de Ayla com Alexander a coroa teve seus poderes ampliados. Após a morte de um inimigo, sua alma será armazenada no item, podendo depois ser utilizada para seu principal fim posteriormente. Ativando o item por um comando mental, sombras e uma areia negra começarão a surgir no ar e se moldarão até tomar a forma de alguma criatura, segundo a vontade de seu criador. Seu tamanho máximo pode chegar a até três metros e ela possuirá a mesma resistência física de um corpo comum. Ela não possuirá as habilidades mágicas habituais de sua raça, mas sim as físicas (o que significa que um dragão moldado a partir deste item não cuspirá fogo, por exemplo, mas uma aranha ainda conseguirá escalar paredes) e emitirá uma leve aura de medo (equivalente à aura de um filho de Phobos nível 10), que afetará todos em um raio de 10 metros, exceto seu dono. Cada criatura possui 200HP, independente do tamanho e da forma, e permanece invocada por, no máximo, quatro rodadas ou até que seu HP seja zerado (o que vier primeiro), sempre seguindo as ordens de seu mestre e desfazendo-se em areia negra ao seu fim. Cada invocação possui o gasto de uma alma, podendo ela ser adquirida por uma missão, evento, DIY, etc. e elas necessariamente precisam ser de alguma criatura mágica ou semideus. Por serem feitas unicamente de sombras, não podem ser afetadas por ataques do mesmo elemento e o dano físico infligido sofrerá uma redução de 25% - apenas ataques de luz funcionam normalmente e não sofrem penalidades] [Material: Ferro estígio][Nível mínimo: 60][Controle sobre areia negra, sombras e pesadelos/medo][Contador de almas: 12][Recebimento: DIY - Oblivion]

{Weismann} / Runa [Um fragmento da Runa Weismann, que foi destruída durante a segunda Batalha dos Reis. Foi dada a Ayla e Jon pelo próprio Weismann, o Rei Prata Imortal. Pode ser colocada em um colar, pulseira e até mesmo em um anel, pois seu tamanho não é maior do que o de uma pedra brita, e tem a coloração branca. Apesar de a runa ter concedido a imortalidade para Weismann, ela não a concedeu para os semideuses, mas graças ao seu poder, os danos físicos recebidos pelos semideuses diminui em 25%, podendo aumentar progressivamente a cada dez níveis subidos. Não pode ser perdida, vendida e tampouco trocada ou dada, visto que além do poder fornecido ele é um símbolo da confiança e amizade dos Reis para com Ayla e Jhonn.] (Nível mínimo: 50) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Return of Kings", passada e avaliada por Nyx e atualizada por Hécate.]
Poderes:
Passivos

Nível 3: Sentidos Aguçados
Quando está a noite, os sentidos (Visão, audição, tato, olfato e paladar) dos filhos de Selene serão mais aguçados, melhor do que qualquer meio-sangue, sendo o dobro do que um humano comum em questão de acuidade e/ou alcance. [Modificado]

Nível 5: Comunicação Noturna
A Lua brilha no céu escuro e os animais noturnos aproveitam a noite e a Lua. Os filhos de Selene podem se comunicar com as criaturas notívagas, como morcegos, corujas, puma, lobos, raposa costeira, cotia, entre outros, desde que de hábitos noturnos. Contudo, não é um comando e tampouco eles atacarão por você: é somente para pedir informações ou direção. Não invoca tais criaturas, e o nível de compreensão depende exclusivamente da inteligência da criatura. Seja coerente - encontrar um lobo em NY não seria coeso, mas um morcego ou coruja sim, por exemplo. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 10: Fases da lua I - Lua Nova I
Esta fase Lunar representa um ótimo momento para dar inicio as coisas diferentes ou tomar atitudes. Isso faz com que não se atrapalhem tanto ao lidar com situações e coisas inesperadas: mesmo pegos de surpresa, eles conseguirão raciocinar e planejar, fazendo com que suas estratégias tenham chances melhores de acerto, mesmo que em menor nível se comparados com filhos de Atena, por exemplo. Contudo, a estratégia tem que ter sentido e ser plausível, e o semideus precisa ter meios de realizá-la - a última palavra é do narrador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 13: Lado Oculto
A Lua sempre tem um lado ‘oculto’ em relação a terra. Os filhos de Selene também terão isso, em comparação a outros semideuses. Assim, eles podem manter para si suas reais intenções com mais facilidade. Na prática, poderes ou ações (mesmo comuns) que envolvam blefes, mentiras e afins possuem um aumento/ chance de dar certo de 10% adicionais, se comparados a semideuses de mesmo nível que não possuam poderes do tipo. Contudo, ainda precisa ser coerente, e a palavra final é do narrador/ avaliador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 23: Gravidade alterada
Todos sabem que na lua a gravidade é mínima. Os filhos de Selene terão seu impacto reduzido, diminuindo seus danos por quedas em 50% - mas uma queda muito alta ainda pode ser potencialmente perigosa ou até fatal. [Modificado, antigo ativo "Gravidade"]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 30: Estabilidade
A lua estabiliza o eixo da terra, permitindo a manutenção do clima - sem ela, isso não seria possível. No seu caso, esse poder significa que você consegue manter sua temperatura corporal estável, fazendo com que resista melhor a alterações climáticas e interpéries naturais, apesar de ainda poder ser afetado por poderes de frio e fogo, por exemplo. Você ainda pode sofrer com efeitos naturais, como hipotermia ou desidratação pela temperatura, mas demora 5 vezes mais do que humanos normais para senti-los [Novo].

Nível 8
Ouvidos atentos - Informações são importantes, ainda mais quando se planeja utilizá-las como fonte de suas tramóias. Os Arautos, por isso, tem sua acuidade auditiva dobrada se em comparação com outros semideuses - isso se refere tanto ao alcance quanto ao volume do som que são capazes de identificar.

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%.

Nível 12
Presença aterradora - A aura do tártaro passa a impregnar os Arautos neste nível. Agora, sempre que realizam ações voltada para a intimidação de um alvo eles recebem uma bonificação de 20% para chances de sucesso. Não interfere em ataque e dano.

Nível 14
Controle dos males IV: Hisminas - Filha que rege as discussões e disputas, situações que exigem um pensamento claro e raciocínio veloz. Por isso, seguidores da deusa da Discórdia desenvolvem uma capacidade de raciocínio acima do comum. Isso tanto faz com que consigam reagir e bolar estratégias rapidamente, quanto faz com que se recuperem mais rapidamente de ataques de confusão - habilidades e efeitos do tipo ou que visem tirar seu foco e concentração são reduzidos em 25% para oponentes de nível menor, ou 10% para oponentes de nível igual ou maior.

Nível 17
Controle de Males V: Disnomia - Às vezes traduzida como desrespeito, outras como desordem - aspecto adotado com certa frequência e aqui representada. A partir desse nível Arautos detectam a concentração de emoções hostis e caos - seja um palanque político de debates, um ringue de luta livre ou uma guerra. O raio de sentido abrange 100m, aumentando mais 100m a cada 15 níveis após adquirir o poder.

Nível 19
Mãos leves - Se apoderar do que não lhe pertence ou esconder itens alheios é motivo para discórdia, seja o alvo um item menor, como um anel, seja algo mais importante, como uma arma ou um reino. Seguidores de Éris perdem para filhos de Hermes, mas também possuem propensão e discrição para pequenos furtos - suas chances variam pelo ambiente e condições, mas em geral são 15% maior do que a de uma pessoa comum - isso se aplica a furtos discretos, como pegar um item esquecido ou algo assim, não a assaltos ou ações de pilhagem agressivas e abertas, ou roubos diretos, mesmo que ainda necessite de uma ação - o item não vai parar da mão de um semideus para o bolso do seguidor de Éris sem uma ação coerente que justifique. A última palavra é do narrador/ avaliador.

Nível 21
Controle dos Males VI: Ponos - Éris é mãe de Ponos, a fadiga. Seus seguidores, por sua vez, mantém uma relação distinta com esse fator - eles não são tão afetados pela fadiga natural, conseguindo suportar esforços físicos maiores. Seu gasto de Mp para atividades naturais será sempre de 50% comparado a semideuses comuns. Isso não afeta o uso de poderes, seja da parte deles, sejam efeitos de poderes nocivos - nesse ponto, o gasto é normal.

Ativos
Observações relevantes:
- o dragão escolhido é de cor cobre, portanto, de elemento veneno + geocinese e nível 180;
- encontrar kyle não foi uma tentativa de ganhar a confiança do dragão, visto que a ordem recebida por ayla foi a de prevalecer sobre os inimigos e ela não pretendia ajudá-lo;

- Kyle é um semideus que trabalhava no Acadia e acabou ganhando a confiança de Daeron muito tempo atrás e tornou-se uma espécie de aliado;
- numa última tentativa, Kyle encontrou-se com Daeron, já em sua forma apenas animalesca. sem reconhecê-lo, houve um combate onde o rapaz levou a pior;
- um dos indícios de que o dragão já está longe das plenas faculdades mentais é a incapacidade de assumir forma humana, a inquietação constante e os ataques súbitos;
*daeron está, sim, um pouco ferido (considerando a trilha de destruição que veio deixando por toda costa leste) e fez uso do poder de terremoto [75] e o rugido [25] além das passivas que devem ser consideradas principalmente no momento que o dragão manda a ayla ir buscar o outro guri.

peço encarecidamente que, caso haja alguma dúvida ou problema com a interpretação do texto, entrem em contato por MP.
beijinho, não me mata <3 q

Ayla Lennox
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Vicka L. Danniels em Sex 22 Jun 2018, 23:48


dragonborn

Ao ouvir a voz, Vicka foi retirada de seu frenesi em busca de água. A pequena cascada continuava a jorrar por entre as pedras, encharcando os cabelos e rosto da semideusa — ainda sim, não esboçava reação alguma ao ser flagrada pelo monstro; no fundo de sua mente, perguntava-se qual outra palavra poderia melhor classificar tal criatura, mas não havia. Era um monstro, e sua monstruosidade estava estampada no tamanho, voz, presas.

Havia algo destoante na criatura, um elemento diferente de tudo que o caracterizava como o horror hediondo registrado na mente da semideusa. Observou bem por longos momentos de silêncio, temendo qualquer movimentação do ser aparentemente inteligente, até que encontrou os olhos do dragão: não havia fúria, ou raiva, ou irracionalidade ali escondidas — tampouco havia humanidade, também; no entanto, existia uma coisa muito similar ao sentimento de, talvez, compaixão.

Isso é pena que eu vejo?

Os pequenos e brilhantes olhos negros brilhavam em contraste com a pele cinza escurecido, quase negro. Numa movimentação similar a um suspiro, o dragão elevou-se até quase atingir o teto da caverna, onde somente a presença dos pontos luminosos marcava sua silhueta. A semideusa quis levar a mão até a adaga escondida no cós da calça, em reflexo, mas ao mergulhar a mão constatou sua mais do que óbvia desvantagem: na água, seria lenta e quase indefesa. Decidiu por esperar, e ver o que aconteceria em seguida.

O dragão falou.

— Em que ano estamos, criança? — A voz era alta, solene, quase ensurdecedora.

— Dois mil e dezoito. — Respondeu, procurando não demonstrar fraqueza. Em seguida, pensou no que mais poderia adicionar, sentindo-se idiota por não saber como lidar com a situação. De repente, se deu conta de que Éris não havia delimitado uma missão ou tarefa a ser cumprida. Até onde a meio-sangue sabia, poderia ter sido enviada a uma armadilha fatal. — Caminhamos para o primeiro ano após a queda da prisão dos deuses.

O olhar piedoso do dragão mudou para algo diferente, como se a compreensão de algo lhe atingisse. Danniels permaneceu semi-imersa na água, pensando que, caso a criatura resolvesse atacar, poderia nadar até a outra margem do lago e se espremer pela entrada apertada — ainda sim, tinha consciência das suas chances mínimas.

O dragão não parecia interessado em iniciar um combate, contudo. Com algo similar a tristeza no olhar, a criatura parecia ponderar sobre a resposta de Vicka, ainda que parecesse ignorar a presença da semideusa parcialmente.

— Entendo. — Falou mais para si próprio do que para a meio-sangue. — Meu sono durou por menos tempo do que pensei. — A criatura deu um passo para trás, olhando para a água como se tivesse perdido em pensamentos.

A arauto sentiu-se mais confiante ao ver o dragão afastar-se, ainda que minimamente, e considerou nadar até uma das margens. A opção mais segura seria ir até o lado oposto do lago e sair daquela situação de merda a qual Éris havia lhe colocado; no entanto, ficaria com as costas expostas à criatura e, tendo que nadar para não morrer afogada, estaria ainda mais indefesa. Se quisesse pisar em terra, teria que aproximar-se do dragão. E foi o que fez.

Soltou a rocha a qual se prendia e arriscou nadar em direção ao chão da caverna. Em alguns centímetros de aproximação, a criatura nada fez, permanecendo quieta. Ao notar os movimentos de Danniels, contudo, a criatura focou o olhar na meio-sangue. O que eu faço? Não estava distante da margem; talvez um ou dois metros facilmente cumpridos se não fosse atacada. Será que ele sabe do meu medo?

— Não tema, jovem humana, pois sou demasiado grandioso para perder meu pouco tempo em mortes fúteis.

Enquanto nadava até a margem, a semideusa podia sentir o olhar da criatura sobre si. As palavras haviam pesado em sua mente, como se de repente reconhecesse sua posição naquele plano material: um de capacidades limitadas e em necessidade de ajuda, guia; um professor.

Pare com isso.

Chegou a margem e saiu da água, permanecendo jogada no chão por longos minutos. Tentou ignorar o dragão; nem mesmo Éris arrancava tal sensação de incapacidade da semideusa, mas isso acontecesse, talvez, pela natureza ácida da relação das duas.

— Talvez você possa me ajudar. — Ouviu a voz grave dizer. Permaneceu imóvel, de olhos fechados e com um braço tampando o rosto. — Levante-se e siga-me.

Sem mais nem menos, o dragão virou-se e começou a andar, voltando para onde tinha saído. Por um segundo, Vicka considerou fugir. Depois, pensou em tudo que havia passado em nome daquela missão. Ficou de pé, espremeu o excesso de água da sua camisa e seguiu o dragão.


— Eu não sei onde a prisão dos deuses se encontra nesta era, mas houve um tempo longínquo, em minha juventude, onde algumas das criaturas eram mantidas nos locais remotos do planeta. — O dragão falava, de costas para Vicka, sem parecer se importar em verificar se a semideusa estava ouvindo, ou mesmo seguindo-o. Orgulho também é um pecado. — Haviam horrores escondidos nas profundezas dos oceanos, entre as fendas mais escuras dos continentes e mesmo em vulcões. — Nesta fala, a criatura parou, inspirou fundo e voltou retomou o monólogo. — Sempre vivi recluso, mas nunca sem saber o que acontecia entre vocês, humanos. Até que...

Uma interrogação surgiu na cabeça da semideusa ao ouvir a voz da criatura fraquejar. Confusa o suficiente com a situação, resolveu contornar a figura imensa e conferir o que havia parado sua fala. Aparentemente, nada físico; o dragão havia parado num trecho onde o túnel cavernoso continuava por pelo menos alguns metros e, até onde a visão de Danniels alcançava, não haviam empecilhos no caminho. Estava prestes a falar alguma coisa quando o olhar da criatura tombou para o lado e para baixo, observando a parede direita.

A semideusa ficou surpresa com o que viu. Eram metros e mais metros de ilustrações quase rupestres despojadas em pedra — não havia escrita, apenas imagens e, ainda sim, pareciam narrar uma história. Pôde identificar um vulcão, e uma figura similar ao dragão perto dela. Exceto... Haviam chamas sendo cuspidas de sua boca, e pessoas correndo, pessoas mortas, e havia fumaça — pelo menos, era isso que parecia estar ilustrado.

— Quando o Pesadelo Dourado escapou de sua cela, eu fiz um voto de reclusão de dois mil anos. — Havia pesar em sua voz, de forma que levou Vicka a entender arrependimento em suas ações passadas. — Eu perdi minha fé, e me recolhi, hibernando. Acordei há alguns meses, confuso, sabendo que meu tempo ainda não havia chegado.

Vicka ouvia, em silêncio, somente absorvendo as informações. Pesadelo Dourado lhe fazia pensar na sua última tarefa em nome de Éris e na mensagem por sonho que a antecedeu. O dragão, mais uma vez, parecia perder-se nos próprios pensamentos. Se estivesse certa, passariam-se muitos minutos até que uma noma reação viesse da criatura, e ela precisava de uma resposta e conclusão naquele momento.

— Você acha que ele acordou de novo? — Perguntou, tentando manter a postura de inofensiva mas também querendo ser notada.

— Da última vez, seu despertar trouxe pragas para minha raça. — Havia agora nojo em sua voz, e Danniels torceu para que não virasse um alvo para o monstro descontar sua raiva. — Outros acordaram de seus votos de sono, e a Ganância espalhou-se entre nós. Felizmente, na época, não fui atingido. Mas hoje... — Ele parou novamente, e suspirou, cansado. — A cada dia que passa, sinto minha mente enfraquecer-se. Lembro de um ancião do meu tempo, que exibiu os mesmos sintomas antes de começar a perder sua lucidez, comportar-se como um animal...

A semideusa avaliou o que fazer, pensando no que Éris iria querer de si. Não haviam instruções claras e não havia interesse primordial por parte da meio-sangue de se envolver com a situação. O que poderia tirar dali? Um dragão aparentemente velho e doente estava preso numa caverna, ocupado se lamentando. Não sabia se poderia curá-lo, não sabia se valia a pena curá-lo e, ainda sim, falou antes que pudesse se impedir. Imbecil empática.

— Eu posso investigar. — Falou, atraindo a atenção da criatura para si. — Tenho meios e recursos, e sirvo uma deusa poderosa. — É a ela quem você deve lealdade? — Um dragão escapou da prisão em sua queda há alguns meses. Ele também era dourado.

A atenção da criatura pareceu redobrar-se ao ouvir as palavras da semideusa, o olhar de tristeza e piedade acendendo-se numa faísca de raiva. Não ameaçou a semideusa, ainda que sua voz tenha sido mais energética em sua próxima fala:

— Se ainda existir um vilarejo aqui perto, há uma família que fora próxima de minha raça antes do meu sono. Eram curandeiros, e em seus livros haviam as mais diversas informações sobre enfermidades.

— Me espere, então. — Pediu, tirando de si a mais piedosa voz possível. — Caso sua hora chegue, derrube a caverna. Esse será meu sinal para, caso eu volte e você não estiver mais em suas capacidades mentais, fugir de volta ao meu país.

O dragão acenou com a cabeça, a semideusa voltou por onde havia entrado.


Respirar o ar puro da floresta não fez muita diferença para Vicka. Entrou em estado de alerta, contudo, ao olhar para o lado e ver fumaça — a cor cinzenta, similar a do dragão, indicava ser uma queimada em curso. Tendo em mente o objetivo passado pela criatura, pôs-se a andar em direção ao possível fogo, na esperança de conseguir, ao menos, roupas secas.

(jack) danniels:
esclarecimentos:
me dá uma moral aí a escola tá comendo meu cu

Chumbo, Trevas, nível 83.

Vicka saiu da caverna em procura de civilização já que no post do turno não dizia o quão desenvolvido tinha que ser o objetivo secundário. O objetivo é achar essa família de curandeiros que teriam em sua herança relatos sobre a doença.
poderes:
Nível 5 - Sentir Aproximação {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Assim como as serpentes pressentem a aproximação de suas presas, os filhos de Hermes também adquirem o sentido que sempre lhes deixa a par da aproximação de outras criaturas na área em que se encontra. A extensão da mesma é definida pelo seu nível, sendo que a cada nível a partir do 5, 1 metro de extensão é adicionado. [passiva, hermes]

Nível 8
Ouvidos atentos - Informações são importantes, ainda mais quando se planeja utilizá-las como fonte de suas tramóias. Os Arautos, por isso, tem sua acuidade auditiva dobrada se em comparação com outros semideuses - isso se refere tanto ao alcance quanto ao volume do som que são capazes de identificar. [passiva, éris]

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%. [passiva, éris]

Nível 11
Controle dos Males III: Limos - Arautos se aproximam cada vez mais de sua patrona e seus filhos nesse nível. Agora, o poder recebido provém de Limos, o espírito da fome, e implica que ela para de afetá-los de forma tão tenaz. Eles ainda precisam se alimentar, mas resistem mais à situações em que fiquem muito tempo sem comida ou bebida: conseguem resistir até 10 dias nessas condições. [passiva, éris]

Nivel 15 - Cansaço reduzido
Por ser filho do mensageiro dos deuses, você nao se cansa facilmente em missões ou longos percursos. [passiva, hermes]

Nível 22
Afinidade sombria - Arautos são ligados ao tártaro e às sombras das quais Éris descende. Eles tem um gasto 10% menor de MP (arredondando para cima) quando em ambientes totalmente escuros, seja escuridão mágica ou noturna (desde que sem iluminação artificial ou puar muito claro/ direto - sombras ou penumbra apenas não possuem nenhum efeito. [passiva, éris]

Nível 35
Flexibilidade - A discórdia é famosa por se infiltrar facilmente em qualquer lugar, e seus seguidores herdam tais habilidades. Nesse nível, essa facilidade se manifesta de forma física. Esses semideuses são mais flexíveis, esgueirando-se com facilidade mesmo nos locais mais claustrofóbicos, agindo da mesma forma que répteis ou gatos - se houver espaço suficiente para ao menos metade de sua massa corporal e que permita a passagem de suas cabeças. Ações que envolvam passagens dificultosas são bonificadas em 25%, desde que cumpram este requisito. passiva, éris]

Nível 43
Respiração subterrânea - Por sua ligação com o tártaro e o submundo, seguidores de Éris conseguem lidar melhor com ambientes de ar saturado, como ocorre normalmente no subterrâneo. Eles não possuem penalidades por ficarem muito tempo nestes locais, seu corpo se adaptando a isso, mas ainda precisam de uma quantia mínima de oxigênio para se manterem. Não afeta outras condições respiratórias, como o ar rarefeito ou respiração aquática, ou mesmo uso de poderes relativos a isso. [éris, passiva]
itens:
{Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Temptation} / Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

Exercitatio / {Khopesh} [Lâmina curva, fina o suficiente para perfurar o espaço entre duas costelas, medindo 70 centímetros, onde a lâmina possui 60 e o cabo 10. Sua ponta é extremamente afiada. A lâmina se mostra abençoada por Sekhmet, emitindo um brilho avermelhado que causa a sensação que queimação a quem for atingido. Se o ataque for efetivo, 5% do HP serão retirados do inimigo. Dura dois turnos, uma vez por missão.] {Nível mínimo: 30} (Missão Life is a Sphinx Enigma, idealizada por Katherine J. Villeneuve e atualizada por Éris)

{Prickly} / Carta de baralho [Ao sair da catedral, Vicka encontrou em seu bolso uma carta de barulho, o Curinga, que provavelmente havia sido plantada ali pelo seu aliado. Esta carta pode ser jogada a longa distância e, quando penetra na pele do adversário, ativa espinhos que saem de toda a sua superfície. Estes, por sua vez, liberam um veneno que deixa o oponente lento e confuso, perdendo assim 30% de sua agilidade para defender e atacar. Dura três turnos, pode ser usado 1 vez por missão.] {Plástico e espinhos} (Nível Mínimo: 30) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: missão "queen of thorns", elaborada e avaliada por Bianca H. Somerhalder e atualizada por Éris.]


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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jung Wormwood Aconite em Sex 22 Jun 2018, 23:59

Borobudur
2 & 3 — dragonborn
Aviso:
A partir daqui a narração será feita na primeira pessoa. Sei que os narradores não são fãs de mudanças assim, mas essa foi a melhor forma que encontrei para expressar a Jung nesse turno. Espero que compreendam.

A tenda de Ártemis some mais rápido do que meus olhos podem processar, dando lugar a um lugar totalmente novo. Depois de alguns segundos minhas pupilas se retraem, se acostumando com a mudança repentina da luz, e finalmente eu posso ver onde estou.

Para minha surpresa, é uma floresta. Conto nos dedos as horas que passei fora de florestas, e por isso, é de se esperar que eu esteja confortável com o novo ambiente. Entretanto, eu nunca vi nada parecido isso. As árvores que me rodeiam agora são altas como nunca, e suas coroas parecem querer esconder o céu de tão cheias que são. É difícil não se sentir pequena em ambiente como esse. Alguns raios de sol conseguem entrar na mata fechada, revelando que aqui, no outro lado do mundo, ainda é dia. 

O calor confortável dos aposentos da minha deusa foi substituído por um insuportável. Eu nem sequer fiz esforço e já sinto o suor escorrendo por minha pele. A umidade elevada também não contribui, fazendo a quentura parecer pior do que já é. Penso se não tem um rio aqui perto, para eu me limpar dessa sensação terrível.

De qualquer modo, deixo minhas vontades para depois, assim como fiz com o ensopado de cervo. Ártemis está contando comigo, e seria bom se eu chegasse nesse templo enquanto ainda tenho a luz do sol a meu favor. As florestas parecem ser substituídas por versões mais perigosas e assustadoras durante a noite, e algo me diz que essa daqui não é diferente.

Não sei de imediato qual caminho devo seguir. Perambular por aí até achar algo não parece inteligente da minha parte, e ficar plantada aqui muito menos. Minhas irmãs de caça sempre sabem por onde ir, e seguir elas não é uma tarefa que julgo difícil. Penso se Ártemis errou em me escolher para essa missão. Há meninas que merecem o prestígio de matar um dragão muito mais que eu. Meninas que são veteranas no séquito. Meninas que nunca erram seus disparos. Elas fariam esse trabalho sem dificuldades, e não teriam, por exemplo, problemas em achar o templo. Mas não, eu fui a escolhida em vez delas. Jung, a novata que nem sequer sabe de onde veio.

Sacudo a cabeça, tentando me livrar desses pensamentos. Ártemis confia em mim, e eu devia fazer o mesmo. Além do mais, eu já fiz um acordo comigo mesma que não vou ficar pensando sobre meu passado desconhecido. Pensar nele só piora meus pesadelos, e eu estou realmente gostando de ter noites sem eles.

Ouço um movimento se projetar não muito longe de onde estou, tornando-se mais alto conforme os segundos passam. Sei, por experiência, que isso tem grande potencial de significar perigo. Por isso começo a escalar uma árvore, a fim de me esconder. No entanto, provo que sou realmente ruim em fazer isso sob pressão, conseguindo apenas escorregar e cair sentada no chão.

E é aí que ele aparece. Um tigre, correndo majestoso em suas quatro patas listradas. Sua pelagem é uma das coisas mais lindas que já vi, ganhando até mesmo da floresta que é seu palco. Seus olhos tem a cor de um lago, e até encontram os meus por um momento. Me preparo para morrer ali, esquecendo até mesmo que seguro um arco na mão esquerda. Imagino ele estraçalhando minha carne, reduzindo minha existência a uma poça de sangue.

Então, contra todas as possibilidades, o felino me ignora, continuando a correr até desaparecer entre as árvores.

Fico ali sentada por mais um tempo, desacreditada com o que havia acabado de acontecer. Teria o tigre realmente desprezado uma garota despreparada e aflita? Fecho a boca, que a propósito não percebi ter escancarado, e me levanto. O que tinha acabado de acontecer?

Mais animais aparecerem subitamente. Macacos pulando de galho em galho sobre minha cabeça, ouço pássaros se comunicando nos mais exóticos sons enquanto voam na mesma direção que o tigre, um réptil aqui e outro acolá passam como tiros, levantando algumas folhas no processo. A floresta inteira parece estar fugindo de algo, e meus instintos me mandam fazer o mesmo.

Mas eu não faço o que meus instintos mandam. Em vez disso, corro ao encontro do que os animais fogem. Meu coração em baques como se fosse um tambor, e meu sangue ardendo feito lava. Quero gritar, e liberar o ímpeto que se alojou nos meus pulmões, mas não o faço. Vou guardar ele para o dragão, e pelo que parece, não vai demorar muito.

(...)

Não penetrei nem dois quilômetros na selva quando uma chuva torrencial começa. Os jatos de água caem sobre minha pele trazendo uma refrescância imediata, o que relaxa os músculos do meu rosto. A floresta fica com um cheiro agradável de terra molhada, e até consigo beber um pouco de água que escorre por uma folha. Gosto quando os prazeres vem depois da labuta, e essa é exatamente a ocasião.

Assovio uma melodia que minhas irmãs de caça me ensinaram. Usamos ela para avisar que achamos frutas, água ou carne na floresta. É claro que interpreto o som pelo seu significado original, mas nesse ponto associo ele também com outras coisas. Morangos, coelhos sendo assados na fogueira, chuvas agradáveis e repentinas... Tornou-se sinônimo de felicidade.

Estou tão radiante que nem percebo o caminho se tornando íngreme e escorregadio, só me dando conta quando tropeço em uma raiz exaltada e saio rolando ladeira a baixo.

Já consigo prever minha pele cheia de manchas roxas enquanto caio. Tento ganhar a estabilidade novamente, mas a terra molhada me faz deslizar para baixo sempre que ameaço ficar de pé. É humilhante, doloroso e com gosto de lama.

De repente o chão se revela falso, e eu caio em uma espécie de buraco. Não é fundo a ponto de me machucar na queda, mas também não é baixo o suficiente para eu pular e sair dele. Checo minhas armas. O arco continua na minha mão esquerda, a faca no bolso do moletom e a aljava com a zarabatana nas costas. Tudo sã e salvo, exceto pelas minhas roupas que estão em condições deploráveis.

Analiso o buraco minuciosamente, pois ele parece um ambiente bem propício a cobras e animais do gênero. Descubro então uma passagem escondida por vegetação, e o lugar revela ser na verdade um túnel subterrâneo. Tenho que me dizer pelo menos duas vezes o quanto podia ser pior antes de seguir o único caminho, pois ele é realmente assustador. A luz é quase nula, e o piso é uma lama que engole meus pés até o calcanhar. Claustrofóbico e molhado, o túnel parece um universo feio escondido pela magnífica floresta acima dele.

Estou andando apressadamente, tateando as paredes para me guiar na escuridão. Parece que descobri uma fobia, pois o que sinto aqui é um completo e puro pânico. O teto está a um palmo de mão da minha cabeça, e mesmo assim acho que ele está caindo sobre mim. Tento correr para chegar logo no final, se é que há um, mas é uma tarefa impossível com essa lama que prende meus pés. Até parece meus pesadelos, quando estou submersa naquele mel...

E esse é o gatilho para tudo que vem em seguida. Dou um tapa na minha testa, me amaldiçoado por ter pensado naquilo. O arco começa a tremer na minha mão esquerda, assim como todo meu corpo. Um frio desse pela minha garganta, e tento expulsar ele com um som estranho que mistura um gemido com um soluço. É claro que não consigo, e agora sinto como se eu tivesse saído da floresta tropical e ido direto para as trundas congeladas. Tento me mover, mas a lama virou areia movediça. Ela engole cada centímetro do meu corpo, enquanto eu luto e me rebato gritando por socorro. Vejo alguém se aproximando, uma mulher que traz a iluminação da manhã e me empurra ainda mais para baixo. Levo minhas mãos até meu rosto apenas para confirmar meu maior temor: elas estão pintadas por uma substância viscosa e amarela, exatamente como nos meus piores pesadelos. Meu último grito sai com mais força que o anterior, só que dessa vez é inútil. Eu já estou enterrada em uma cova de mel, fechando os olhos.

(...)

— Acorde.

Quem fala tem um timbre único, alto como uma montanha e tem a presença de uma. É poderoso o suficiente para me fazer pular de onde estou deitada, escancarando as pálpebras e puxando fôlego.

Mas meu fôlego não dura muito, pois o portador da voz não só faz jus a ela, como também é quem eu vim matar. Levo minhas mãos até as costas, procurando tirar uma flecha da aljava. No entanto, não encontro nada. O arco também sumiu, assim como minha faca de caça.

— Meu mestre, olhe para essa insolente! Está procurando o arco e flecha para te matar! — Dessa vez a voz é mundana, fraca e fina. Tem a presença de um esquilo, e até poderia pertencer a um.

— Eu ainda vejo bem com meus olhos, muito obrigado — o maior diz. Seu tom parece ameaçador, mas trás também uma irritação que não sei decifrar.

Recuo dois passos, enquanto meus globos oculares procuram desesperados saber onde e com quem estou.

O primeiro que ele analisa é o dragão. E é grande, ainda maior do que imaginei. Seu corpo é semelhante ao de um réptil, cheio de escamas e pintado na cor do sangue. Duas asas enriquecem suas costas, mas nesse momento estão contraídas. Apesar de grande, ele parece mal. Seus olhos de cobra estão estranhamente cansados, e a forma que está deitado no chão não parece a de alguém que pode levantar voo e destruir tudo o que é sagrado.

O segundo é um homem, e isso por si só não me agrada. Não que eu antipatize com homens, não tenho experiência o suficiente para tanto. Mas minhas irmãs de caça antipatizam, e eu tendo a seguir a linha de raciocínio delas quando quem está na minha frente é uma ameaça. A cabeça do homem é raspada, revelando algumas rugas em sua careca. Ele veste um roupão vermelho e maltrapilho, e sua pele é tão pálida que parece não ver o sol há anos.

O ambiente é Borobudur, o templo e palco da minha missão de abate. É uma pena eu estar em condições tão desfavoráveis, pois toda a arquitetura parece ter sido feita para me dar vantagem em combate. Consigo me ver claramente disparando flechas e sumindo da vista do dragão. Estamos todos no ponto mais baixo do local, o primeiro de três andares. É completamente feito de pedra, com o que me parece ser esculturas em forma de sino dispostas em todos os andares.

— Como vocês me acharam? — Pergunto, curiosa e aterrorizada. Eu não estava afundando até morrer antes? Não... Eu não devia estar de verdade. Aquela mulher não fazia sentido, e se fizesse, como eu estaria aqui agora?

— O humano te encontrou no túnel secreto, espreitando como uma barata até as entranhas do meu esconderijo — o dragão responde.

— Eu estava indo te apunhalar — o menor mostra uma faca enferrujada que escondia na manga do roupão —, mas quando cheguei você estava caída na lama.

É. Deve ter sido isso. Foi apenas um pesadelo, o pior e mais vivo de todos.

— E porquê não me matou então? — Não quero morrer, e encher eles de perguntas pode atrasar o processo.

— Por causa disso — o dragão levanta uma de suas patas dianteiras, revelando todo meu arsenal. — Você é uma semideusa, vínculos com Ártemis, eu imagino. Veio para me matar, procurar luta. Mas não, não é isso que eu quero.

O humano, e aparente servo do ser mais poderoso, se aproxima de mim, trazendo um livro nas mãos. O objeto é revestido por um couro semelhante ao que cobre o dragão, e parece ser muito velho.

— Eu quero ajuda, caçadora de Ártemis, e só você pode me oferecer. Estou morrendo graças a maldição que Antiphes liberou na sua ascensão, e a cura está nas mãos do Servo — seus olhos indicam o livro. — Você me ajuda, e assim ganha de volta suas armas, e ainda, um favor de um dragão.

Arregalo os olhos, descrente. O dragão não é um ser voraz e mortífero afinal, é apenas um doente. A vontade de matar ele diminui, mas não some. Ainda tenho uma dúvida antes de dispensar ela. — Por que seu servo não faz a cura?

— O Servo sabe ler tanto quanto uma jaca, e é tão inteligente quanto uma. Não saberia distinguir as plantas, nem fazer o processo com a qualidade necessária — o dragão vermelho responde, deixando o servo constrangido e cabisbaixo.

Vou até o humano e pego o livro de suas mãos. Não preciso ler mais que um parágrafo para descobrir que a poção descrita se torna um veneno mortal caso feita incorretamente. Uma fagulha acende meus pensamentos, e assim descubro a forma que irei matar o dragão.

— Você promete que vai fazer isso que está falando? — Pergunto aflita e sem querer saber a resposta, mas ainda assim faço para mostrar meu falso interesse.

— Eu prometo — o ser lendário responde.

O Servo indica o caminho e resmunga algo sobre os ingredientes já estarem prontos, e eu apenas o sigo.

informações:
O lugar para onde Jung foi teletransportada se chama Borobudur, e é um templo budista que fica na Tailândia. Aconselho você a assistir esses vídeos (1 e 2) para ter uma melhor ideia de como é o ambiente que está por vir. Essa aqui já é mais opcional, mas tenho certeza que vai te ajudar a imaginar como é a Jung. Divirta-se se com a leitura, e até logo!
Itens:
{Wild Moon} / Arco [Arco prateado feito de bronze sagrado e enfeitado com pequenos desenhos de animais selvagens. O item fora produzido com entalhamento em lua crescente, assumindo o formato de C. No nível 20 pode transmutar-se em uma pulseira de prata com pingentes em forma de lua crescente e em forma de animais selvagens.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

{Lunather} / Aljava [Aljava de couro trabalhado, com engastes de bronze sagrado. Contém flechas infinitas - são comuns, de olmo e bronze sagrado, mas de acabamento fino.] {Couro e bronze sagrado; olmo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

{Wolf's Fang} / Faca [Faca de caça feita de bronze sagrado. É leve, afiada e bastante resistente. Possui empunhadura feita de osso de lobo e couro negro, sendo que existem alguns desenhos de constelações em todo o corpo da faca. Acompanha uma bainha de couro negro, que na parte inferior leva as iniciais CA entalhadas. Pode ser facilmente escondida devido ao seu tamanho - 30 cm.] {Bronze sagrado, osso e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

Thorn / Zarabatana [Após ajudar alguns Espinhos, Jung recebeu uma Zarabatana com alguns dardos embebidos em uma mistura com ervas que deixa a região atingida dormente. Pode lançar apenas três dardos por missão com o intervalo de cinco turno entre eles.] (Nível mínimo: 6) [Recebimento: missão "Forest Friends", elaborada por Maisie de Noir e atualizada por Éolo]
Poderes:
Passivos:
Nenhum.
Ativos:
Nenhum.
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Dom 24 Jun 2018, 23:52


dragonborn

Àqueles que compadeceram-se da causa do dragão encontrado, precisavam agora conquistar sua confiança; o que não seria tarefa fácil. Cada dragão requeria uma maneira específica para constatar que o semideus era, de fato, confiável. Agora, àqueles que foram contra seus dragões... A busca seria ainda mais intensa.


pontos obrigatórios


• Para quem resolveu se aliar ao dragão, desenvolvam o objetivo estabelecido no turno anterior para conquistarem a confiança da criatura. O turno deve abordar vocês se encontrando com o dragão e informando que a tarefa foi cumprida. Com a confiança ganha, deve-se estabelecer nova tarefa: para os dragões imparciais/doentes, o semideus deve descobrir como curá-lo. Para os insanos e maldosos, objetivo relacionado a seu alinhamento/posicionamento. Deve-se, novamente, começar tal tarefa, mas não terminá-la;

• Quem optou por fugir, deve neste turno fazer uma busca por fraquezas do dragão e elaborar um plano para matá-lo. Pode ser feita busca de aliados (NPCs) também;


player


Ayla Lennox
Nível 152
1510/1610 HP
1484/1610 MP

Catherine Burkhardt
Nível 86
950/950 HP
950/950 MP

Dimitri S. Belikov
Nível 1
100/100 HP
100/100 MP

Emmeraude Charlotte Fabrey
Nível 7
160/160 HP
160/160 MP

Garrett Bardrick
Nível 36
225/450 HP
225/450 MP

Gregory Castellan
Nível 125
1340/1340 HP
1340/1340 MP

James Archeron
Nível 42
510/510 HP
510/510 MP

Jeff Smith
Nível 49
580/580 HP
556/580 MP

Jessamine H. Julie
Nível 60
680/690 HP
680/690 MP

Jhonn Stark
Nível 89
985/1000HP
688/1000MP

Joah Dongho
Nível 19
190/280 HP
190/280 MP

Joe Bullock
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Joel Hunter
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Jung Wormwood Aconite
Nível 6
150/150 HP
150/150 MP

Logan Montecarlo
Nível 76
845/850 HP
850/850 MP

Maisie De Noir
Nível 57
650/660 HP
650/660 MP

Melanie Gauthier
Nível 46
500/550 HP
436/550 MP

Peter Lost
Nível 71
761/800 HP
689/800 MP

Sadie Browen
Nível 115
1240/1240 HP
1240/1240 MP

Vicka L. Danniels
Nível 58
670/670 HP
670/670 MP

Victor Glaciem
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP


regras e informações


amaldiçoados:
Joah Dongho, Joe Bullock, Thea Françoise d'Orleans. Vocês tem até o prazo de 00h para justificar suas não postagens.

EDIT: player Thea com não-postagem justificada. Próximo turno, abordar pontos obrigatórios perdidos;

EDIT²: player Thea retirada do evento por apresentação de justificativas plausíveis. Sem aplicação de punições.

Melanie, pelo o horário de postagem do seu turno, sua postagem foi desconsiderada. Por não apresentar justificativa via MP ou outros meios de comunicação, você se encontra amaldiçoada. Apesar tudo, pelas regras você ainda permanece no evento. Por ter postado, não precisa cobrir o pontos do turno anterior neste agora.

EDIT:. Não postagem de Melanie justificada. Retirada de maldição, sem necessidade de abordar os pontos obrigatórios do turno anterior; contudo, o mesmo será zerado.

EDIT.: por segunda não-postagem, sua personagem está morta e amaldiçoada.

Dimitri, sua não-postagem estaria justificada caso não apresentasse post neste turno. Como você postou depois do horário estabelecido, seu turno será zerado e você não receberá outras penalizações. Assim como Melanie, você não precisa cobrir os pontos do turno anterior neste de agora.

EDIT.: Dimitri não postou pela segunda vez. Personagem amaldiçoado e morto.

Jung, sua não-postagem foi justificada, garantindo sua permanência no evento sem outras punições.

Emmeraude, sua não-postagem não foi justificada. Personagem amaldiçoada, com permanência no evento. Neste turno, narrar os pontos obrigatórios faltosos.

Jessamine, sua não-postagem não foi justificada. Personagem amaldiçoada, com permanência no evento. Neste turno, narrar os pontos obrigatórios faltosos.

Jhonn, sua não-postagem foi justificada. Abordar neste turno os pontos obrigatórios perdidos.

Joel, com duas não-postagens seu personagem está morto e amaldiçoado.

Logan, sua não-postagem foi justificada. Abordar neste turno os pontos obrigatórios perdidos.

Victor, sua não-postagem foi justificada. Abordar neste turno os pontos obrigatórios perdidos.

Caso você tenha anunciado desistência e não postado no outro turno sem apresentação de justificativa, seu caso estará sendo analisado pela staff.

Caso você tenha anunciado desistência dando uma justificativa plausível e não postou no turno anterior, ao postar nesse, basta seguir a regra de abordar os pontos perdidos e sua postagem estará sendo válida.

Caso deixe de postar neste turno também, sua desistência será notificada, e o caso será analisado pela staff.

— Este é um evento no formato de missão one-post contínua, avaliado como difícil de acordo com o sistema de missão por dificuldade. O evento possui requisitos próprios para a obtenção de suas recompensas em itens e habilidades, que podem ser conferidas no post de inscrição;

— Vocês tem exatos 7 (sete) dias para postar, ou seja, o prazo encerra-se às 23h59h do dia 01/07/2018. As regras de punição, que podem ser conferidas no post de inscrição do evento, estão válidas aqui;

Somente serão aceitas postagens feitas a partir das 00h do dia 25/06/2018. Posts com horário antes do estipulado serão desconsiderados e o responsável será punido por flood;

— Considerando as condições específicas deste evento, cada player pode levar apenas 5 (cinco) itens de seu arsenal. Os itens devem ser escolhidos desde o primeiro turno. O mesmo se aplica a pets: apenas um por player. Poderes de invocação serão válidos nos turnos seguintes;

— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);

— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;

— Dúvidas, problemas? Me mande uma MP.






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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Logan Montecarlo em Dom 01 Jul 2018, 13:08

palavras que escrevi à besta

Logan,

Espero que entenda minha sinceridade quando digo que me alegra que tenha me encontrado. Não o digo em forma de desafio, se é que meu tom de voz já não o deixa claro; entretanto, devido à sua energia vingativa quase palpável, senti-me na posição de também te explicar isso.

Obviamente, e tanto eu quanto você entendemos o papel dos inuítes nisso, seu espírito escalou o Mundo dos Mortos por vontade de vingança. Se a queria, aqui estou. Enfrento-te se for de seu desejo e o faço em minha forma humana.

Não por vontade minha, contudo. Para isso, também, que te chamei.

Chamei-te, sim, porque, sem minha vontade, você não me buscaria. Caso fosse de meu verdadeiro interesse, eu já teria me escondido; e me dói, profundamente em meu orgulho ancestral, usar essa palavra: escondido.

Dragões não deveriam se esconder, e portanto não me escondo. Porque, ainda que não possua forma de um, sou dragão: sou da espécie que dominou céus e terras e oceanos, e outros reinos que já se subjugaram aos de minha raça.

Infelizmente, não consigo me apresentar como dragão. Que oração dolorosa de ser proferida.

Não pretendo entrar na discussão sobre uma incompatibilidade entre o cerne de alguém e sua forma física, pois imagino que qualquer pensante já questionou a relação entre essência e matéria. Assim, passemos rápido por esse tema, porque não sei quanto tempo me resta.

Sim, quanto tempo me resta. Eu vou morrer, mas não no sentido frágil de vocês, humanos. Encontro-me enfermo, se não percebeu ainda, e sei que minhas faculdades mentais serão atacadas.

Não posso falar por todos os dragões, mas nada deveria ser mais próximo da morte do que rebaixar-se ao nível de nossos semelhantes inconscientes, que se deixam domar por mortais. Vocês, gregos, os chamam de protodracos, se não me engano.

Nunca pude imaginar-me nessa situação, embora previsões já existissem. Igual de alerta deve estar você, Logan, pois meus registros em Oblivion já davam sinais de alguma debilidade retornando. Eu somente não creía que a liberação de Antiphates, o dragão preso em Alcatraz, fosse o gatilho para as profecias que há muito já circulavam.

Sinais foram dados à respeito do despertar de minha espécie. Quando te encontrei — e, perdão, te congelei —, minha forma dracônica já não era forte. Perceptível era que meu sopro, o sopro de um dragão, mesmo um híbrido como eu, já não exalava tanto poder quanto deveria.

Por isso, te congelei. Por isso, te busquei. Por isso, te escolhi.

Entre tantos outros, Logan, você não só encontrou Oblivion, este livro mágico que atravessa gerações, como tornou-se respeitado entre a comunidade hiperbórea a quem deixei Oblivion. Logan, você se tornou rei mesmo sendo estrangeiro. Talvez sua ganância tenha subido demasiado à cabeça, pois concentrar duas essências elementais opostas e inaturais ao seu corpo é algo proibido inclusive entre nós, dragões.

Mesmo assim, está aqui, em frente a mim, ainda que em forma espiritual — e mais débil que quando inteiro, devo pontuar.

Embora portador da doença, meus estudos não avançaram o necessário para entendê-la e curar-me. Não é dos mais fáceis pedidos que faço, até porque minha natureza não é de pedir, mas sei, por tua habilidade com Oblivion, que eu estava certo em minha escolha.

Escolhi que fosse você a me ajudar.

Por isso, trago esse pergaminho. Em minhas condições normais, eu seria capaz de traduzi-lo, mas receio que, aos poucos, toda leitura me deixa cansado. Escritas se tornam turvas, e as páginas estão em geral esfumaçadas. Qualquer forma de conhecimento por mim buscada, é renegada pela natureza animalesca dessa enfermidade.

Entretanto, estou confiante que, como portador do Oblivion, você possa descobrir os segredos aí guardados.

Caso seu espírito ainda permaneça inquieto, embora não seja a impressão que me passa, repito: enfrento-te se for de teu desejo e o faço em minha forma humana.

Porém, tanto eu quanto você sabemos que essa batalha terminará sem ganhador.

Em comparação com um dragão, você me parece menos orgulhoso; pelo menos, o suficiente para entender o que quero dizer.

Que tenhas a sabedoria na hora de sua escolha,
como eu tive ao escolher-te,

De um dragão doente,

Um Forasteiro.

"Segundo as lendas antigas, como tudo, a era dos dragões obedece ao movimento circular. Entre ciclos de ruína e glória, quando os humanos e demônios eram submetidos aos dragões, das regiões mais remotas do coração de ambas as raças maiz frágeis, surgiu o desejo de subjugar as feras que as dominavam — e, com ele, um pacto.

Da versatilidade do sangue humano e da crueldade das linhagens demoníacas, foi criada uma doença híbrida de mágica e viral, responsável por enfraquecer as faculdades mentais das feras, tornando o combate entre as facções mais justo.

Minhas pesquisas mostram que a enfermidade afeta, principalmente, a capacidade de memória e movimentação, alojando-se no cérebro e espalhando-se pela medula, já que..."


— OBLIVION.


palavras que escrevi a mim


Dragão Forasteiro,

O trabalho no pergaminho me custou mais esforço do que eu imaginava.

Embora eu, de alguma maneira, conseguisse identificar todos os símbolos, não é como se eu pudesse entendê-los. Desde o vocabulário usado até a própria construção gramatical da linguagem, tudo me era estranho, e nenhuma das minhas interpretações preenchia as lacunas vitais para melhor compreensão do texto.

Assim, eu não pude usar só papel e caneta. Foi-me também necessária a clariciência que, através do toque, me levou até o momento em que o pergaminho era escrito.

Mesmo assim, as coisas não ficaram mais simples logo de início. Imagino, pela minha experiência, que a falta de conhecimento sobre o documento afetou precisão e execução; pude, no entanto, recolher algumas informações.

Documento-as a seguir:
    Havia uma caverna, ou algum lugar muito úmido e de iluminação baixa. Havia uma série de musgos e plantas e, talvez, até pequenos ingredientes orgânicos de origem animal pendurados pelas paredes. Havia uma mesa, ou uma superfície genérica de madeira, como uma bancada qualquer. Havia um pesquisador, ou assim eu preferi chamá-lo. Havia também um dragão morto: um dos olhos havia sido retirado, e a boca era mantida aberta por uma estaca grande que permitia acesso do pesquisador às estruturas internas do cadáver; alguns ossos semelhantemente grandes à criatura repousavam encostados nas paredes. Havia um ovo estranhamente poderoso, mas morto. Havia também um filhote de dragão com todas as estranhas reviradas, além de ferramentas que exalavam muita magia, necessária para romper as escamas poderosas e a natureza mitológica dos dragões. Havia um livro, e só.
Acredito, com certa seguridade, que o pergaminho nada mais era do que uma parte desse livro, ou ainda alguma tradução do que me parece ser um dos maiores estudos sobre dragões perdidos no tempo.

Adiantadamente peço desculpas pelo detalhamento da cena, mas creio que você tenha o direito de saber, precisamente, tudo que possa ser útil. Divido, ademais, uma impressão desagradável: receio que o pesquisador fosse, também, dragão. (Ou, pelo menos, suas maneiras lembravam muito às de um.)

Suponho que, talvez, para tentar se curar, ele estava estudando outros de sua própria espécie. Não sei como isso é visto entre vocês.

Enfim, a partir do documento, não há uma cura propriamente dita. Porém, sabendo que é algo alojado no cérebro, eu imagino que eu possa, caso seja de sua vontade, tentar buscá-lo.

Também não sei qual a extensão da doença agora, mas eu começaria pela cabeça. Considerando que você ainda não se tornou bestial, nem perdeu a capacidade de movimentação, é de se imaginar que a medula ainda não tenha sido afetada. Isso significa um estágio mais primário do contágio; e, como toda enfermidade, seria mais fácil tratá-la agora.

Não garanto nenhum tipo de sucesso, mas prometo meu esforço. Mais do que isso, seria ingenuidade minha de dizer e sua de acreditar.

Por mais que sua mente ancestral seja um labirinto e uma armadilha para mortais como eu, estou disposto a correr o risco para te ajudar. Não há motivos para uma batalha entre nós dois, agora.

Depois, quem sabe, caso a doença te afete mais, esse combate já não será inevitável? Aproveitemos então o pouco de paz que nos resta. Tampouco tenho vontade de ganhar de um dragão enfraquecido; se é que o faço, que seja com honra.

Espero que nos encontremos, ambos em melhores condições.

De um espírito vingativo que se acalmou,

Logan Montecarlo.

apêndice:
— a relação entre Logan e o dragão vem de antes do evento: Logan encontrou um livro mágico ao chegar à comunidade hiperbórea no Alaska, que foi deixado por um "forasteiro" (dragão, que explica a assinatura ao final da carta) para o "protegido de psiquê" (Logan); saindo dessa comunidade, foi congelado por um dragão que "apenas" suspirou seu poder nele, mas não o atacou; agora é revelado que, tanto quem deixou Oblivion com os hiperbóreos, quanto o dragão que o congelou, são a mesma pessoa (ou, melhor, dragão). esses eram sinais da escolha, feita pelo dragão, de Logan ser o semideus a ajudá-lo. a escolha não se baseia tanto em Logan ser especial ou coisa assim, até porque o orgulho dracônico não permitiria, mas sim no bom entendimento de Oblivion por Logan e também em ser um dos poucos semideuses no Alaska, Terra Além dos Deuses. caso necessário, consultar-me privadamente para maiores informações.

— dragão híbrido de prata e bronze (gelo e ácido), de nível 101. ele se encontra na forma humana, pois está fraco, e lhe dá tanto vergonha quanto pena apresentar-se assim, mas tampouco apresentar-se-ia enquanto dragão, por estar débil. sua aura, contudo, segue poderosa.

— o espírito vingativo de Logan foi acalmado pelo dragão: tanto pelo poder ancestral de suas auras, quanto pelas palavras e explicações dadas. além disso, Logan sente que, mesmo com o dragão em forma humana, não conseguiria ganhar dele.

— tarefa do terceiro turno: tradução do pergaminho e entendimento da doença. para isso, apesar do passivo "intuitivo multilíngue" de psiquê, foi necessário também o ativo "clariciência".

— tarefa do quarto turno: explicação para o dragão sobre o pergaminho e a doença. também oferta de cura através dos poderes mentais de logan. vide descrição de "Oblivion", no arsenal.

arsenal:
(em forma de espada) — {Flowerblade} / Espada [Uma espada que mede cerca de 70 cm, sendo que sua lâmina é em torno de 60 cm. Sua lâmina é de bronze sagrado e fica em um tom diferente conforme a estação do ano, e o pomo tem a forma de uma rosa desabrochando. Seu guarda-mão tem um formato de quatro pétalas laterais divididas igualmente, e no centro há um brasão em forma de flor, adaptável ao gosto do meio-sangue. Ao matar alguém, toda a sua estrutura torna-se negra e gélida, relembrando ao filho de Perséfone o sofrimento que uma morte pode causar. ] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]

(em forma de fitinha, no pulso esquerdo) — {Flowershield} / Escudo [Um escudo pequeno e circular (cerca de 30 cm de altura e largura); é feito de aço e é bastante resistente. Em seu centro há entalhado um brasão de flor adaptável ao gosto do semideus. No nível 20, torna-se uma fitinha dessas que são amarradas nos pulsos ou nos tornozelos.] {Aço} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone]

(em forma de colar, no pescoço) — {Fênix de Ka-Ha-Si} / Amuleto Místico Inuíte. [É um colar que possui um pingente de gelo que nunca derrete, cujo formato é o de uma fênix de asas abertas. Conquistada pelo semideus no Alasca, após um teste feito pelo Mestre dos Ursos. Bonifica aspectos físicos (força, agilidade, velocidade, etc; +15%) quando exposto à condições frias (temperaturas abaixo de 10ºC). Em casos extremos, quando o proprietário estiver com menos que a metade de seu total de HP, o amuleto pode desenvolver propriedades curadoras, em cerca de 10% do HP total. Os poderes totais da joia ainda não foram descobertos. Sua ativação dura por três rodadas, uma vez por missão.] {Zero Absoluto - Nunca derrete.} (Nível Mínimo: 15) {Elementos que controla: Nenhum} [Recebimento: DIY ~ Alaska II, por Hécate](Att por Hécate).

(em forma de corrente, usada na escalada!) — Anima Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista]

(em forma de isqueiro, oferecendo luz enquanto Logan sobe do Submundo para a superfície) — {Óbolo de Caronte} / Isqueiro [É um isqueiro pequeno, um zippo, tingido branco prateado, opaco, ligeiramente frio em contato com a mão, feito de ferro estígio. Nele, estão aprisionadas as águas do Flegetonte, o rio das chamas inextinguíveis, o que faz o isqueiro sempre ter carga. O nome é uma referência ao óbolo de Caronte, que é um termo alusivo para uma moeda colocada em ou sobre a boca de um defunto antes de seu sepultamento. Em um sentido mais amplo, o de viático, o óbolo é o "sustento para jornada". Foi dado a Logan por Caronte, em uma rara demonstração de piedade, antes do barqueiro abandoná-lo nos portões do Hades.] {Materiais utilizados: ferro estígio} {Elementos controlados: chamas do Flegetonte} (Nível Mínimo: 60) [Recebimento pela Do It Yourself "BlackOut", avaliada e atualizada por Hécate.]

(em forma de livro, poder de aparecer e desaparecer conforme vontade do usuário) — {Oblivion} / Livro [Esse livro foi dado aos hiperbóreos por um forasteiro, um dia antes de Trotsy, o Conselheiro, passá-lo a Logan. Era destinado que fosse seu: o forasteiro dissera que um seguidor de Psiquê viria buscar. Encadernado de forma simples com alguma espécie de couro preto, o livro é feito de Papiro do Lete, que permite que tudo aquilo que seja escrito em si seja apagado imediatamente, isto é, continua um livro em branco, sempre, independente de quanto seja escrito; o conteúdo, contudo, permanece no livro. A escrita pode ser feita de maneira convencional ou de forma mágica, simplesmente fluindo os pensamentos para o papel através do toque. O conhecimento disposto nele é incalculável: existem relatos no livro antes mesmo da escrita ter sido inventada pelos egípcios. Entretanto, apenas o possuidor dele consegue acessar as informações ali contidas; e, mesmo assim, não sempre. Conhecer não significa poder usar; ler sobre o funcionamento de um barco é diferente de saber pilotar um barco; o mesmo é válido para feitiços, rituais e formas de magia em geral; embora seja capaz de lê-los, não é capaz de lançá-los ou coisa parecida. Todo aquele que não for seu possuidor encontrará apenas páginas em branco; os que forçarem alguma forma de penetração no diário sofreram danos mentais (na prática, ficam incapazes de realizar uma ação ofensiva durante dois turnos). O novo possuidor só pode ser escolhido voluntariamente pelo antigo ou quando conquistado de forma nobre, ou seja, não pode ser roubado ou tomado a força. Em termos práticos, o possuidor do livro pode pesquisar uma informação, segredo, história, enfim, alguma coisa relativa a conhecimento, uma vez por batalha — não é exigido tempo para a pesquisa, uma vez que a informação "pula" para a mente do portador, mas é necessário que toque nas páginas de papiro. Aparece e desaparece conforme vontade do portador. Fora de uso relativo aos objetivos da missão, pode ser escrito ou lido, como forma de "lazer".] {Papiro do Lete} (Nível Mínimo: 50) {Memórias, Conhecimento, Teletransporte} [Recebimento: DIY "Alaska I - Igloo", avaliada por Deméter e atualizada por ~Eos.]
poderes:
(perséfone, passivo de nível 3) {mudar de espírito vingativo ao auxílio do dragão} — Espírito Ambíguo: Perséfone, antes de ser raptada por Hades, chamava-se Koré, tendo uma dupla identidade entre os gregos (durante inverno e outono, era Perséfone; verão e primavera, Koré). Esse espírito bipolar passa para seus filhos, que podem adquirir traços tanto de Perséfone quanto de Koré, ou seja, podem ser tanto bons quanto maus na mesma proporção; contudo, não é necessário que absorvam isso, mas – se o fizeram – não será incoerente.

(perséfone, passivo de nível 11) {encontrar as palavras do pergaminho} — Encontrar: Perséfone, para os gregos, tinha várias habilidades, dentre elas a de encontrar objetos perdidos. Seus filhos herdam essas características, um pouco estendidas: para eles, é um tipo de intuição que informa sobre o que está oculto, seja um objeto, um cofre, runas, uma porta, etc., sendo válido apenas para objetos e coisas inanimadas.

(perséfone, passivo de nível 18) {incrementar sucesso da tradução} — Aura da Sorte: Narciso, flor designada como seu símbolo, além da renovação, também significa boa sorte, e seus filhos são cercados por esta aura. A partir desse nível, qualquer atividade do filho de Perséfone tem uma chance aumentada em 10% de ser bem sucedida (em jogos de azar, essa chance sobe para 50%).

(perséfone, passivo de nível 32) {recuperar cansaço} — Vivificar: É um poder de cura dos filhos de Perséfone; algo como uma fotossíntese. Ao absorver luz solar, recupera 10 HP em cada turno ativado (três turnos), sendo que só pode ser usado uma vez por missão (e, obviamente, só durante o dia).

(psiquê, passivo de nível 2) {lembrar das visões da clariciência} — Memória fotográfica: Tudo o que você ver ou ler ficará gravado em sua memória por anos, serve tanto para imagens para textos.

(psiquê, passivo de nível 3) {traduzir o documento, apesar de não ser suficiente} — Intuitivo multilíngue: Capacidade de traduzir de formas intuitivas novas línguas.

(psiquê, passivo de nível 30) {auxiliar na tradução} — Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém.

(psiquê, ativo de nível 27) {auxiliar na tradução} — Clariciência: Capacidade de ver o passado dos animais, lugares e objetos inanimados através do contato fisico, as visões ocorrem como uma experiência fora do corpo, como uma memória superficial ou uma visão na forma astral.

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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Ayla Lennox em Dom 01 Jul 2018, 18:57


Storm in the sky, fire in the street
and i watch in wonder
Acadia National Park, Maine
3:21 a.m

O relevo e vegetação do Parque Acadia aos poucos se tornavam borrões e eram substituídos por margens e linhas que nada mais davam à garota além de noções de limite e espaço destruído pela silhueta enfurecida de Daeron.

Desde o encontro com Kyle, vinha ruminando como um animal inquieto todo o conhecimento que possuía a respeito dos dracônicos, ficando apenas com uma mistura amarga na boca que não sabia dizer se era uma anunciação do próprio sangue ou a plena certeza de que aquela não era uma batalha para a qual havia sido preparada para vencer, somente evitar. Ninguém em sã consciência preparava um soldado para derrubar um tanque de guerra com as próprias mãos.

Logo após a criação de sua coroa ter violado as orbes do dragão, sabia que não existia alternativa além de afastar-se, afinal, a cegueira estava longe de ser um empecilho grandioso o suficiente para frear a cólera daquele ser. Era um atraso e nada mais.

Ayla não precisava de bom senso ou soluções instantâneas para aquele problema. Precisava de tempo. Era isso que o bater das asas do grifo sombrio vinha comprando.

Com a adaga, fez um talho na própria palma e deixou que o sangue escorresse e rasgasse o céu até manchar folhas, copas e terra indiscriminadamente para formar uma trilha falsa a ser seguida pelas narinas bufantes de seu novo oponente.

Oscilava seu foco entre o céu limpo e o chão imundo, testemunha de uma destruição corrosiva e pútrida. Árvores eram derrubadas pela cauda de Daeron, troncos se partiam em mordidas únicas, rochas e arbustos se desfaziam e misturavam em poças ácidas. Era aquela a natureza que enfrentava.

Olhou mais uma vez para o astro de sua mãe e sua porção mais escura, fazendo uma breve prece em grego antigo que se findava com as mesmas palavras que havia usado mais cedo. Não pediu por um favor – pois haveria de pagar um preço por aquilo –, mas pelo que havia conquistado e só naquela noite precisou clamar.

“Drákos, deíxe ton eaftó sou.” Seu tom de voz era diferente. Chamava, daquela vez, por um dos seus.

Não era um dos peões. Não jogaria como um.

Seria estupidez lançar a sorte contra uma criatura ancestral, mesmo que consumida pela loucura e fragilidade de Anthípates. O rosto de Daeron virou-se, o focinho como uma seta apontando diretamente para Lennox e seu servo nos ares.

Abriu as asas e avançou em uma velocidade que ia contra as impressões esperadas graças a seu corpo gigantesco. Dentes à mostra, garras prontas, um grito de guerra reverberando por toda a traquéia do animal e rasgando o ar noturno.

Agarrou-se ao cabo de sua arma como se nesse ato segurasse firme também o próprio fio de vida. Os nós dos dedos ficaram brancos. Sabia que o fim vinha em sua direção.  

O fim de quê?

Não se atreveu (como ninguém se atreveria) a fechar os olhos. Contemplou sem medo o encontrão de Daeron com uma duplicata sua de matéria lunar, de maneira que o som daquele baque foi afiado e certeiro, ao mesmo tempo fazendo com que lembrasse de um fatal disparo de arma de fogo e de um inevitável e simples ponto final ao fim de uma frase.

Havia alguém em seu favor. Uma cópia do dragão que resplandecia em aura prata, trazendo consigo, mesmo no meio do engalfinhar caótico de duas formas gigantescas rumo ao chão, a ideia pequena e clara de que aquela luta finalmente estava em pés de igualdade.

Seu momento se aproximava. Precisava apenas de um átimo oportuno para que pudesse finalmente prevalecer.
Ademais:
itens:
♦️ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

{Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Nightmare} / Coroa [Feita de ferro estígio em sua parte central e adornada com desenhos e palavras sobre pesadelos, depois do último encontro de Ayla com Alexander a coroa teve seus poderes ampliados. Após a morte de um inimigo, sua alma será armazenada no item, podendo depois ser utilizada para seu principal fim posteriormente. Ativando o item por um comando mental, sombras e uma areia negra começarão a surgir no ar e se moldarão até tomar a forma de alguma criatura, segundo a vontade de seu criador. Seu tamanho máximo pode chegar a até três metros e ela possuirá a mesma resistência física de um corpo comum. Ela não possuirá as habilidades mágicas habituais de sua raça, mas sim as físicas (o que significa que um dragão moldado a partir deste item não cuspirá fogo, por exemplo, mas uma aranha  ainda conseguirá escalar paredes) e emitirá uma leve aura de medo (equivalente à aura de um filho de Phobos nível 10), que afetará todos em um raio de 10 metros, exceto seu dono. Cada criatura possui 200HP, independente do tamanho e da forma, e permanece invocada por, no máximo, quatro rodadas ou até que seu HP seja zerado (o que vier primeiro), sempre seguindo as ordens de seu mestre e desfazendo-se em areia negra ao seu fim. Cada invocação possui o gasto de uma alma, podendo ela ser adquirida por uma missão, evento, DIY, etc. e elas necessariamente precisam ser de alguma criatura mágica ou semideus. Por serem feitas unicamente de sombras, não podem ser afetadas por ataques do mesmo elemento e o dano físico infligido sofrerá uma redução de 25% - apenas ataques de luz funcionam normalmente e não sofrem penalidades] [Material: Ferro estígio][Nível mínimo: 60][Controle sobre areia negra, sombras e pesadelos/medo][Contador de almas: 12][Recebimento: DIY - Oblivion]

{Weismann} / Runa [Um fragmento da Runa Weismann, que foi destruída durante a segunda Batalha dos Reis. Foi dada a Ayla e Jon pelo próprio Weismann, o Rei Prata Imortal. Pode ser colocada em um colar, pulseira e até mesmo em um anel, pois seu tamanho não é maior do que o de uma pedra brita, e tem a coloração branca. Apesar de a runa ter concedido a imortalidade para Weismann, ela não a concedeu para os semideuses, mas graças ao seu poder, os danos físicos recebidos pelos semideuses diminui em 25%, podendo aumentar progressivamente a cada dez níveis subidos. Não pode ser perdida, vendida e tampouco trocada ou dada, visto que além do poder fornecido ele é um símbolo da confiança e amizade dos Reis para com Ayla e Jhonn.] (Nível mínimo: 50) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Return of Kings", passada e avaliada por Nyx e atualizada por Hécate.]
Poderes:
Passivos

Nível 1: Aura Lunar
Os filhos de Selene tem o poder levemente aumentado durante a noite, fazendo com que suas ações em geral tenham uma chance adicional de acerto. Contudo, isso não altera a força/ dano do poder nem as habilidades físicas do semideus, apenas a chance de acerto, que são potencializadas em 10% neste nível, subindo para 20% no nível 50. [Modificado]

Nível 3: Sentidos Aguçados
Quando está a noite, os sentidos (Visão, audição, tato, olfato e paladar) dos filhos de Selene serão mais aguçados, melhor do que qualquer meio-sangue, sendo o dobro do que um humano comum em questão de acuidade e/ou alcance. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 10: Fases da lua I - Lua Nova I
Esta fase Lunar representa um ótimo momento para dar inicio as coisas diferentes ou tomar atitudes. Isso faz com que não se atrapalhem tanto ao lidar com situações e coisas inesperadas: mesmo pegos de surpresa, eles conseguirão raciocinar e planejar, fazendo com que suas estratégias tenham chances melhores de acerto, mesmo que em menor nível se comparados com filhos de Atena, por exemplo. Contudo, a estratégia tem que ter sentido e ser plausível, e o semideus precisa ter meios de realizá-la - a última palavra é do narrador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 18: Aura Lunar II
Agora, adicionalmente aos efeitos do nível I, o filho de Selene passa a gastar 10% menos energia ao utilizar seus poderes no período noturno ou escuridão completa. [Novo]


Nível 23: Gravidade alterada
Todos sabem que na lua a gravidade é mínima. Os filhos de Selene terão seu impacto reduzido, diminuindo seus danos por quedas em 50% - mas uma queda muito alta ainda pode ser potencialmente perigosa ou até fatal. [Modificado, antigo ativo "Gravidade"]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 30: Estabilidade
A lua estabiliza o eixo da terra, permitindo a manutenção do clima - sem ela, isso não seria possível. No seu caso, esse poder significa que você consegue manter sua temperatura corporal estável, fazendo com que resista melhor a alterações climáticas e interpéries naturais, apesar de ainda poder ser afetado por poderes de frio e fogo, por exemplo. Você ainda pode sofrer com efeitos naturais, como hipotermia ou desidratação pela temperatura, mas demora 5 vezes mais do que humanos normais para senti-los [Novo].

Nível 8
Ouvidos atentos - Informações são importantes, ainda mais quando se planeja utilizá-las como fonte de suas tramóias. Os Arautos, por isso, tem sua acuidade auditiva dobrada se em comparação com outros semideuses - isso se refere tanto ao alcance quanto ao volume do som que são capazes de identificar.

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%.

Nível 12
Presença aterradora - A aura do tártaro passa a impregnar os Arautos neste nível. Agora, sempre que realizam ações voltada para a intimidação de um alvo eles recebem uma bonificação de 20% para chances de sucesso. Não interfere em ataque e dano.

Nível 14
Controle dos males IV: Hisminas - Filha que rege as discussões e disputas, situações que exigem um pensamento claro e raciocínio veloz. Por isso, seguidores da deusa da Discórdia desenvolvem uma capacidade de raciocínio acima do comum. Isso tanto faz com que consigam reagir e bolar estratégias rapidamente, quanto faz com que se recuperem mais rapidamente de ataques de confusão - habilidades e efeitos do tipo ou que visem tirar seu foco e concentração são reduzidos em 25% para oponentes de nível menor, ou 10% para oponentes de nível igual ou maior.

Nível 17
Controle de Males V: Disnomia - Às vezes traduzida como desrespeito, outras como desordem - aspecto adotado com certa frequência e aqui representada. A partir desse nível Arautos detectam a concentração de emoções hostis e caos - seja um palanque político de debates, um ringue de luta livre ou uma guerra. O raio de sentido abrange 100m, aumentando mais 100m a cada 15 níveis após adquirir o poder.

Nível 19
Mãos leves - Se apoderar do que não lhe pertence ou esconder itens alheios é motivo para discórdia, seja o alvo um item menor, como um anel, seja algo mais importante, como uma arma ou um reino. Seguidores de Éris perdem para filhos de Hermes, mas também possuem propensão e discrição para pequenos furtos - suas chances variam pelo ambiente e condições, mas em geral são 15% maior do que a de uma pessoa comum - isso se aplica a furtos discretos, como pegar um item esquecido ou algo assim, não a assaltos ou ações de pilhagem agressivas e abertas, ou roubos diretos, mesmo que ainda necessite de uma ação - o item não vai parar da mão de um semideus para o bolso do seguidor de Éris sem uma ação coerente que justifique. A última palavra é do narrador/ avaliador.

Nível 21
Controle dos Males VI: Ponos - Éris é mãe de Ponos, a fadiga. Seus seguidores, por sua vez, mantém uma relação distinta com esse fator - eles não são tão afetados pela fadiga natural, conseguindo suportar esforços físicos maiores. Seu gasto de Mp para atividades naturais será sempre de 50% comparado a semideuses comuns. Isso não afeta o uso de poderes, seja da parte deles, sejam efeitos de poderes nocivos - nesse ponto, o gasto é normal.

Ativos

Nível 95: Dragão lunar
Invocando as sombras lunares, o filho de Selene cria um dragão luminoso. Ele possui o mesmo tamanho de um dragão comum, mas não possui inteligência nem capacidade de fala, feito puramente de energia - não é uma criatura viva, e não possui HP, apenas MP, que se zerado faz com que se dissolva, mesmo se não tiver alcançado a duração máxima do poder. Danos provocados fazem com que a MP se reduza, ainda que ele não tome danos físicos diretos - apenas danos provocados através de poderes, desde que não dependentes de uma forma física pra agir. Armas que afetem criaturas etéreas são uma exceção. Não é afetado por poderes mentais ou relativos a qualquer sentimento, uma vez que não é uma criatura normal, mas dreno pode afetar sua MP. Possui tamanho grande [em torno de 10m de comprimento e 4 de altura] e ataca com garras e um sopro gélido, que se propaga em linha reta por até 50m, causando dano por gelo, congelando objetos e afetando criaturas, causando dano e reduzindo a movimentação dos atingidos em 50% por 3 turnos, mas pode usar o sopro apenas uma vez, lembrando que gasta MP do dragão ao usar tal sopro. Fica 3 turnos ativo, e pode ser invocado apenas 1 vez por missão. Possui 500 MP.[Novo]
Observações relevantes:
- o dragão escolhido é de cor cobre, portanto, de elemento veneno + geocinese e nível 180;
- sim, eu apelei e invoquei o dragão de selene pra comer o cu do daeron (esse momento é MEU). como não é pra matar nesse turno, encerrei com o encontrão deles e a queda onde eu assisto e, como dito, espero por uma oportunidade para intervir.

peço encarecidamente que, caso haja alguma dúvida ou problema com a interpretação do texto, entrem em contato por MP.
beijinho, não me mata <3 q

Ayla Lennox
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jessamine H. Julie em Dom 01 Jul 2018, 20:34


PLAY THESE LITTLE GAMES //

Pensei que eu era estragada demais 'pra estar na sua presença. Uma pena 'cê achar isso, ouvi dizer que a primeira impressão é a que fica.
A risada foi a primeira coisa que percebi.
Era profunda, ancestral. O som era horrível e, ao mesmo tempo, agradável - sabe-se lá como que isso é possível. Era, porém, fraca.
A segunda coisa foi na verdade duas. Dois olhos, 'pra ser exata. Negros como ônix, frios como gelo. E acompanhando-os, uma fileira de dentes afiados e expostos.
— Humor. — Sua voz era profunda, tipo a daquele ator inglês lá, que antes era o Sherlock Holmes e agora virou modinha. Eu 'tô cara-a-cara com o Sherlock Holmes. Que irônico. — Fazem eras desde a última vez que detectei humor. — Ele parecia refletir sobre algo, os olhos tornando-se brevemente enevoados.
É?
— Mas não veio até aqui para isso, não é?
Não. Imagino que não.
— Pergunte, então. — O divertimento em sua voz era claro e comecei a me sentir como se fosse uma marionete e ele era o responsável por todo e qualquer moviment — Imagino que três perguntas são o suficiente. — Três? Só isso? Então, antes de abrir a boca mais uma vez, fiz algo que não 'tava acostumada a fazer; pensei.
Quem é você?
— Skell.
Imaginei. — Agora, ele inclinou a cabeça.
— O prazer é todo seu, tenho certeza.
E depois eu é que tenho senso de humor. — Murmurei, sentindo que o outro ficava cada vez mais entretido. — O que quer? — Afastou-se e não consegui identificar sua localização, tentando guiar-me pelas formas nas sombras. Pelos barulhos de garras raspando contra o solo, aquilo não podia ser bom.
Ajuda. — A resposta veio depois de um longo silêncio. Franzi a testa, confusa.
Como eu, uma garotinha pequena e "estragada" poderia te ajudar? Não, melhor ainda, porquê eu deveria ajudar? — Eu deveria ter percebido que fora longe demais.
Deveria ter sido mais atenta.
Se tivesse sido, talvez teria conseguido desviar-me de suas garras.
Ao invés disso, agora encontrava-me contra o chão, com a cabeça latejando e com garras prendendo-me, duas ao lado da cabeça e outras duas espremendo as costelas. Ofeguei, procurando por ar.
E no instante seguinte, algumas poucas chamas foram soltas, as últimas caindo sobre o resto da vegetação sobrevivente, servindo de iluminação.
    Eu queria que nada disso tivesse acontecido.
À minha frente, com o focinho praticamente contra meu rosto, estava um dragão - pois é, e não, eu não 'tava sob efeito de alucinógenos. Suas escamas alternavam entre o dourado e o vermelho, os dentes brancos eram visíveis e os olhos encaravam-me com presunção, arrogância.
Eu o odiei logo de cara.
— Insolente. — Meu rosto queimava com a proximidade da boca ainda fumegando. Observei-o melhor, tentando anotar mentalmente qualquer detalhe que pudesse usar para depois.
Imagino que isso signifique que acabaram minhas perguntas? — Consegui falar, apesar da pressão que sentia sob meus pulmões. A risada que ele soltou reverberou por meu próprio corpo e pelas paredes.
Antiphates. — O nome fez com que eu paralisasse. Ainda podia sentir a marca que o dragão deixara em mim, sua presença.
O que é isso? Uma nova lembrancinha do McDonald's? — As garras apertaram-se ao redor de meu corpo. Talvez fosse melhor eu calar a boca.
— Você sabe bem quem é. Mas que tal um esclarecimento?
Por favor.
— Antiphates.
Sim, 'cê já falou isso. — O rosnado convenceu-me a definitivamente calar a boca.
— Antiphates. — Ele repetiu, como se estivesse me testando. Uma vez satisfeito com meu silêncio, continuou. — Ele havia sido preso há anos e com sua prisão, veio a ruína dos dragões. Éramos invencíveis, incríveis. Mas com sua prisão, tornei-me dormente quase. Recolhi-me para esta montanha e adentrei um estado de entorpecimento.
Tipo um urso quando vai hibernar?
— Talvez. Mas minha hibernação foi forçada. — Finalmente soltou-me e coloquei-me de pé, observando-o.
E aí?
— Então, você libertou-o.
Eu?
— Sim. Ou não foi seu sangue o responsável por libertá-lo de sua prisão? Não foi o seu sangue aquele que o acordou, que lhe deu as forças necessárias para libertar-se? — O corte - que havia feito em meu braço - latejou. Apesar de ter visitado uma curandeira, ele nunca havia cicatrizado bem e ainda conseguia distinguir onde minha faca havia rompido a pele.
Acho que sim.
— Ao ser liberto, Antiphates fez questão de que todos nós soubéssemos o que havia acontecido, de uma maneira ou de outra. Ele infectou-nos, disseminou algo que nos degenera, pouco a pouco. — A raiva em suas palavras era praticamente palpável.
Que amigo péssimo.
Amigo? Jamais concordei com seus ideais de dominação global.
Então 'cê é um dos bonzinhos?
— Não me confunda com bonzinho, garota. Sou feliz livre.
Entendo.
— Mas chega de conversa fiada. Eu te chamei aqui com algo em mente.
Chamou, é?
— Preciso de sua ajuda, mas não confio em você, semideusa. Não consigo visualizar seus ideais claramente. Isso é enervante.
Talvez seja porque nem mesmo eu sei quais são eles.
— Justo. Mas tenho uma ideia de como pode conquistar minha confiança.
E quem disse que eu quero ela?
— E tem escolha? — Nessa hora, pausei e percebi restos de animais desafortunados que haviam adentrado os limites do lar do dragão e engoli em seco. Não. Eu não tinha escolha.
O que 'cê quer? — Pude jurar que os olhos dele brilharam, como se estivesse satisfeito com minha resposta.
— Antiphates deixou sua marca em você, garota. Deixe-me senti-la, deixe-me analisá-la. Acredito que você será essencial em minha cura. — Cura? Era esse meu propósito ali?
O que você quer dizer?
Então, seus olhos negros brilharam. Sua forma começou a diminuir, a cauda encurtou e as garras retraíram. O focinho encolheu e as escamas desapareceram. Em alguns segundos, eu tinha à minha frente um homem de idade média com cabelo vermelho como fogo. A única indicação de sua verdadeira forma eram os olhos.
    Eles permaneciam como fendas, sempre atentas.
    Eles causavam arrepios em minha espinha.
Como-?
— Seu braço. Dê-me aqui. — Ignorando-me, Skell estendeu a mão e pude analisá-lo melhor, a pele gasta e a altura média. Seu porte era o de um homem na casa dos quarenta - talvez cinquenta - e o cabelo era uma bagunça. Um sorriso predatório estava em seu rosto. Ele parecia frágil. Anotei o que pude em minha cabeça e, procurando ganhar tempo, abri a boca mais uma vez.
O que 'cê quer com isso? — Mais uma vez, o brilho interessado em seus olhos.
— Um voto de confiança.

Como assim? — Recuei mais alguns passos, galhos secos quebrando sob meus pés. Ele acompanhou meus movimentos, mantendo a distância.
— Não deseja ganhar minha confiança, garota? Eu sinto sua curiosidade, sinto seu interesse e seu medo. — Balançou a mão, os dedos firmes. — O braço.
Em um momento de insanidade - e possivelmente de burrice -, estendi o braço esquerdo, sentindo a cicatriz latejar com a proximidade.
No momento em que encostou em mim, risquei tudo o que havia pensado sobre sua forma humana. Os dedos ossudos apertaram a carne com força. As unhas cortaram a pele e pude enxergar o sangue brotando. Ele fechou os olhos, como se estivesse sentindo meu ferimento, a história por trás dele.
E eu, naturalmente, berrei.
Apesar de meus esforços, não consegui retirar o braço de suas mãos e este começava a arder, como se estivesse sendo queimado. Ao mesmo tempo, minha mente voava por memórias e pensamentos, que apareciam diante meus olhos em flashes.
    Eu vi Quíron apresentando-me o Acampamento.
    Vi meus antigos colegas do lugar.
    Vi minha missão à Alcatraz e toda a estrutura desabando.
    Vi o sorriso de minha mãe e o olhar malicioso de meu padrasto.
    Vi Grimmjow quando deixei-o em seu quarto de hotel, parecendo mais solitário do que jamais admitiria.
    Vi paisagens de tirar o fôlego e as colinas do Acampamento.
    Vi Dionísio brindando em minha direção.
    E, quando achei que havia terminado, vi um rosto que me era desconhecido e, ao mesmo tempo, conhecido. O homem sorria, um sorriso que era largo e ligeiramente torto. Os olhos brilhavam e refletiam emoções que não conseguia identificar. Quem era esse?
    Mas tão rápido quando havia começado, as memórias chegaram ao fim.
    E vi-me diante Skell mais uma vez.
— Interessante.
O qu-O que você fez?
— Procurei pela assinatura de Antiphates, pela sua marca que eu sabia que ele não resistiria em colocar em você. — Uma pausa. E então; — por quê? O que viu?
Nada. — Respondi, talvez rápido demais.
Hm. — Analisei meu braço, agora solto, procurando distrair minha mente. Por quê havia visto aquelas imagens? Quem era o homem que havia visto? O que o dragão havia feito comigo, nos breves momentos que me tivera exposta?
As feridas pararam de sangrar, mas agora filetes de sangue escorriam por ele. Pude enxergar as marcas de suas unhas ao redor da cicatriz. O latejar de antes ficou mais forte agora, transmitindo uma sensação que não conseguia traduzir.
Conseguiu o que queria?
— Bom, você me ofereceu seu braço, não? Sem saber o que eu poderia ter feito com ele. Afinal, eu poderia ter arrancado-o fora de seu corpo, poderia ter imobilizado-te e ter posto um fim à sua vida insignificante. — Quando ele falava assim, dar-lhe meu braço realmente não parecia ter sido uma ideia muito boa.
Verdade. Fico feliz que não tenha me matado. — Aparentemente, ele ou não conhecia ironia, ou escolhera ignorá-la.
— Ah, sim. Eu também.
Por que?
— Acredito que estamos perto de livrar-me desse estado ridículo que Antiphates me colocou.
Como? — O homem à minha frente abriu um sorriso que me fez afastar alguns passos.
— Não foi o seu sangue que o libertou? Bom, será o seu sangue o responsável por me curar.
Mas-
— Comecemos, então.

mimimi:
etc:
— bom, o último post do evento acabou com a primeira fala que começa esse post aqui ~se alguém percebeu, parabéns q

— o dragão se chama Skell e é um dragão doente e imparcial, nível 85 (oitenta e cinco), de cor vermelha com adornos dourados, do elemento fogo

— o dragão mudou de forma e virou um homem

— fiz que, pra ganhar a confiança dele, Jess teria que arriscar, que fazer algo arriscado e que iria colocá-la em uma posição vulnerável ~que foi oferecer o braço pra ele

— não foram utilizados poderes ou equipamentos

— caso não tenha percebido, cada título é uma música diferente que eu recomendo, então é só clicar no ícone de nota musical lá em cima 'pra ouvir (a música dessa vez é Go Fuck Yourself, do Two Feet)

— o estilo do texto (todo quebrado em parágrafos diferentes e tal) é mais por questão de organização, pra mostrar passagens de tempo e mudança de "assunto", sei lá

— espero que tenha curtido

— beijinhos
e tal:
poderes:
poderes // héracles:
— (- / LVL 00) sei lá
poderes // mênade:
— (- / LVL 00) sei lá
equipamentos:
— {Opprimere} / Clava [Clava de bronze sagrado. É uma arma maciça, de aparência intimidante, mas filetes dourados envolvem partes dela, deixando-a com o aspecto menos rústico. Transforma-se em um relógio no nível 20] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

— Arco Longo de Empousa [Arco longo, necessita força para que seja usado. Composto por pele de empousa. Uma extremidade do arco é feito completamente de mármore branco enquanto a outra é revestida com pele de burro. Além de ser extremamente charmosa, possuindo adornos em bronze. O seu efeito especial é que, quando é tocada por qualquer um que não seja o portador original, emitirá uma temperatura extremamente grande capaz de causar queimaduras. Transforma-se em um anel feito de mármore, com o entalhe do rosto de uma empousa.] {Mármore branco, bronze, pele de burro} (Nível mínimo: 20) {Elemento fogo} [Recebimento: Missão; comprado de Camden Navarre]

— {Acutus} / Aljava [Aljava com flechas de bronze sagrado. Comuns, pórem ilimitadas.] {Nenhum Material} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héracles]

— {Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

— {Cantil de Dioníso} / Cantil [Um recipiente prateado, mágico, com a letra "D" emoldurada na frente e costas do objeto de formato retangular. É encantado para que nunca esteja vazio, embora, se consumido, o licor que porta só apareça novamente na manhã posterior, limitando o uso à uma vez por dia. Se consumido, tem o efeito de recuperar 40 de MP e 40 de HP instantaneamente.] {Prata} (Nível Mínimo: 28) {Nenhum elemento} [Recebimento da missão “Dad's Lesson”, avaliada por Ártemis e atualizada por Hécate.]
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Maisie De Noir em Dom 01 Jul 2018, 21:17


Dragonborn
Fod fin vul dovah nok
☀️

A luz do sol avisou a semideusa que finalmente havia chegado ao fim da caverna. No mesmo instante, a feiticeira se deu conta de que, apesar de realmente conhecer poções, não fazia ideia do que poderia ajudar a dragonesa. Erguendo os olhos, Maisie pôde ver alguns pássaros empoleirados nas árvores, porém nenhum deles cantava. Ainda se mantinham em silêncio o que deixava a garota tensa sem saber exatamente o motivo daquela atitude dos animais.

Suspirando, a filha do amanhecer não aguentou ficar parada e saiu em busca de algo, qualquer coisa que pudesse lhe ajudar. Não conhecia a ilha a fundo, sabia apenas onde o fotógrafo estaria e estava decidida a manter-se afastada. Não queria ter que responder perguntas do seu sumiço e esperava que o convencessem a não procura-la a esmo pela ilha tomada pela vegetação.

Alguns minutos de caminhada se passaram conforme a semideusa entrava cada vez mais adentro da mata fechada que tomava conta das antigas casas de North Brother. Cansada de apenas caminhar, Maisie fechou os olhos e juntou as mãos em posição de prece. Sabia que muito provavelmente não seria respondida, mas era sua única solução. Precisava de uma ajuda divina.

— Circe, minha senhora, preciso de seus conhecimentos para que seja capaz de completar esta missão.

A ruiva pedia com afinco, repetindo a mesma frase quase como um mantra, esperando que a grande feiticeira a respondesse de alguma forma. Não havia muito que fazer sem o saber da poção que havia prometido ser capaz de fazer. Não queria deixar aquele dragão sofrendo, mesmo a tratando sem qualquer gentileza, ainda era uma criatura que não queria aquilo para si. Já bastava de maldade no mundo.

— Então era você. Interessante.

Ao ouvir uma voz feminina desconhecida, a feiticeira abriu os olhos se deparando com uma idosa que a encarava com sabedoria e curiosidade. Os cabelos brancos eram tão chamativos quanto aqueles olhos violetas. Maisie não conseguia desviar o olhar conforme a mulher se aproximava revelando um sorriso de ferro. Por mais que aquilo fosse assustador, a ruiva não sentia perigo, então simplesmente ficou parada notando alguns outros traços como o nariz grande e a postura corcunda, apesar de seus passos serem decididos.

— Minhas visões me trouxeram até você, semideusa. E sei exatamente do que precisa.

— Quem é você? — A ruiva conseguiu perguntar assim que estava bem próxima da outra a ponto de se tocarem.

— Sou Baba-yaga e estou aqui para lhe ajudar.

Os olhos de Maisie se arregalaram com aquela afirmação. Circe havia ouvido suas preces?

— Mas há um preço, porém não será pago agora. Seu destino a levará de volta até mim.

— Imaginei... você pode me ajudar a encontrar um remédio para a doença que aflige os dragões?

A entidade mágica confirmou com a cabeça abrindo novamente um sorriso com dentes que pareciam presas. Erguendo as mãos, a velha entregou uma cesta que antes a semideusa não havia reparado e dentro dela possuía várias ervas, dos mais diversos tipos.

— Você precisará destes ingredientes. Tome cuidado com o preparo, deve ser preciso ou as consequências serão desastrosas. — Avisou a feiticeira olhando no fundo dos olhos da garota. — Há o modo de preparo escrito dentro da cesta, é algo muito antigo e sugiro que guarde com sua vida essa informação.

Maisie confirmou com a cabeça sem conseguir ter nenhuma reação além dessa. A garota começava a sentir medo com as possíveis consequências.

— O mais difícil, porém, é algo que você terá que ser capaz de conquistar. Apenas o sangue deles fará com que a poção funcione. Isso cabe a você conseguir. — A mulher começava a falar rápido e a empurrar levemente a ruiva para a direção que ela havia vindo. — Agora vá! Não faça perguntas. O tempo é crucial para que você conclua isso antes que Myldrerrerth perca totalmente o controle.

Sem qualquer outra palavra, Baba-yaga sumiu diante dos olhos da filha do amanhecer que ainda precisou piscar algumas vezes, tomando o foco. ”Isso foi estranho...”, pensou agarrando a cesta contra o peito não demorando de refazer o caminho até a caverna.

~*~

De volta a escuridão parcial do subterrâneo, a feiticeira de Circe se ajoelhou no chão próxima a uma pedra razoavelmente achatada que usaria como mesa. O brilho do tesouro da dragonesa proporcionava luz o suficiente para que a garota visse o que fazia, mas nada assim disso. O dragão continuava no mesmo lugar que antes, agora acariciava algumas peças de ouro puro que também atraiam a atenção da semideusa.

O pergaminho com as instruções da poção parecia velho e faziam a ruiva querer estar com uma luva para não maltratar aquele suporte físico. Conforme a entidade havia lhe dito, quase todos os ingredientes estavam naquela cesta, mas ainda faltava o principal. Erguendo os olhos novamente, Maisie mordeu o lábio e pigarreou chamando a atenção do dragão na forma humana que rosnou para ela.

Está pronto? — Grunhiu ao se aproximar, recebendo uma resposta negativa da garota. — Então o que faz parada?

— Preciso do seu sangue para que a poção tenha efeito. — Explicou.

Por que exatamente eu deveria dar-lhe meu precioso sangue? — Questionou desconfiada a criatura que se aproximava enquanto acariciava uma adaga cravejada de joias e ouro. — Me convença antes que a mate agora mesmo pela audácia.

A De Noir tremeu com aquela visão e um pouco hesitante mostrou-lhe o papel contend a fórmula para a poção.

— Como pode ver, sua doença não é algo simples que pode ser facilmente contornada com um elixir comum. É preciso sangue dracônico poderoso, servindo então para acabar com a maldição de sua raça. Só poderei ser capaz de te livrar deste tormento se colaborar. Não peço algo para mim, mas para a senhora mesmo.

Após explicar sua situação, a semideusa abaixou o olhar em submissão para aquele ser que ainda a encarava desconfiado. Quase um minuto depois, Maisie ouviu o som de metal contra carne e ao erguer os olhos viu a dragonesa com a mão estendida em punho com o seu sangue gotejando contra um pilão pequeno que havia separado para esmagar as ervas.

Não desperdice meu sangue, semideusa. — Grunhiu a mulher-dragão.

☀️:
Esclarecimentos:
• Dragão de sombras (cromático), elemento trevas de nível 82.

• A criatura que ajudou Maisie com o como fazer é a Baba-yaga e segundo sua própria descrição “ajuda jovens magos e bruxas honestos como puder, e protege viajantes necessitados do perigo.” Em relação ainda a criatura, deixarei os poderes que levei em consideração para a cena em spoiler.

• Pretendo utilizar esta aparição da Baba-yaga em uma futura DIY, por isso ela cobra algo sem de fato pedir no momento.

• Neste turno foi necessário a intervenção da Baba-yaga para que Maisie tivesse consciência dos ingredientes e no final conseguir o mais difícil que era o sangue dracônico, dado com a promessa de que a poção curaria o dragão da doença.

• Qualquer dúvida entre em contato.

Baba-yaga:

Passivos


Conhecimento Mágico (-): A velha Yaga conhece tudo o que há para se saber sobre magia. Estudiosa dos segredos arcanos é procurada por muitos que desejam um pouco de sua sabedoria.

Rastrear Intenções (10): Baba-Yaga pode rastrear as intenções e sentimentos de todos que conhece, desde que em seu campo de visão. Com um simples olhar, pode determinar a índole boa ou má de um ser vivo – resistências e afins são totalmente ignoradas por este poder neste sentido.

Alquimista (30): Yaga é uma alquimista plena, e pode preparar a maioria das poções, antídotos ou venenos do mundo conhecidos e desconhecidos. Ela também possui grande conhecimento e ingredientes, de qualquer tipo, de ervas mágicas a substâncias incomuns.
Poderes:

PASSIVOS


Nível 1 — Eos
Beleza da Alvorada - Quem é capaz de não admirar o amanhecer? Assim como não há quem não admire a alvorada, não há quem não admire os filhos de Eos por sua aparência bela e agradável. Os filhos do amanhecer são lindos e admiráveis, talvez não tanto quanto os filhos de Afrodite, mas ninguém pode deixar de reparar em neles, principalmente nas primeiras horas do dia. A aparência dos filhos de Es fornece uma bonificação de 10% no uso de poderes de sedução, charme e persuasão quando o alvo puder vê-los.

Nível 2 — Circe
Aura de penumbra - O meio em que os feiticeiros se encontram exalam escuridão, e esta parece se fazer sempre presente nos recintos onde estes se situam. De início, funciona apenas em pequenos locais, podendo torná-los levemente mais escuros. Com o desenvolvimento do personagem ele pode abranger mais a escuridão, mas isso de acordo com o nível em que se encontrar.

Nível 3 — Circe
Respiração alvejada - Respirar em locais subterrâneos ou de alta pressão é como respirar ao ar livre, normalmente para os abençoados por Hécate. Pode ser usado em conjunto com a submissão, ou quando voar.

Nível 3 — Eos
Senso de Localização - As aves são animais ligados à deusa Eos, e assim como estas, os filhos de Eos poderão ter o mesmo senso de localização que elas possuem. As aves podem migrar e retornar ao local de origem como se tivessem uma bússola interna, então esses semideuses poderão memorizar perfeitamente os caminhos que fazem para não se perder e sempre saberão se localizar, exceto quando afetados por magias/ poderes ou estiverem em locais mágicos/ modificados - como o labirinto de Dédalo ou o Tártaro.

Nível 4 — Eos
Agilidade - A deusa Eos é caracterizada como uma deusa ágil e veloz, pois o amanhecer não se delonga e sempre se cumpre. Devido a isso, os filhos da deusa herdam essa habilidade, se tornando rápidos e muito ágeis, sua movimentação sendo 50% superior a de outras criaturas sem habilidades similares. Se aplica apenas à movimentação, mas não dá direito a ações adicionais.

Nível 5 — Eos
Aura de Confiança - Tudo pode estar dando errado, mas algo com o qual todos sempre podem contar e ter certeza é que depois de uma noite escura sempre há um lindo amanhecer. Os filhos de Eos podem inspirar confiança em qualquer pessoa próximo de si, independentemente de realmente serem confiáveis ou não, além de serem naturalmente otimistas. Poderes relativos a tristeza, ira e desânimo sobre eles são reduzidos em 15% quando provenientes de fontes de nível igual ou menor, e em 5% sobre seus aliados, desde que estejam a até 25m do filho de Eos e que o poder provenha de uma fonte de nível igual ou menor.

Nível 5 — Circe
Beleza lasciva - Circe é considerada deusa do amor físico, e seus aprendizes adquirem uma beleza especial aos olhos de outras pessoas, e em níveis mais altos, os feiticeiros da deusa passam a ter um poder de sedução maior, persuadindo e encantando seus adversários.

Nível 7 — Circe
Especialista em Venenos e Poções - Como um aprendiz de Circe você é capaz de distinguir perfeitamente um veneno de uma poção comum ou mágica, não obstante sabe prepará-los com facilidade.

Nível 9 — Eos
Discernimento I - O amanhecer separa a luz e as trevas, a noite escura do dia luminoso, e isso permite que os filhos de Eos possam discernir o bem do mal, o que (ou quem) presta ou não. Principalmente, sabem diferenciar seus inimigos dos aliados num olhar. Na prática, sempre descobrem quem tem a intenção de atacá-los (não sendo surpreendidos), ainda que não saibam suas motivações, desde que o ataque seja premeditado e o alvo não tenha poderes que bloqueiem esta percepção (em termos de resistência, considerar como um poder mental).

Nível 35 — Circe
Autodidata - Vocês poderão aprender qualquer coisa sem que esta lhes sejam ensinadas, podendo traduzir línguas sem grande esforço e aprendê-las com velocidade equivalente. Desta forma, poderá copiar qualquer habilidade alheia sendo esta comum ou não. [ Se estende a habilidades alheias permitindo que as use, contudo, depois de três vezes usados, o dano que o poder alheio inflige é divido ao metade se em comparação com o original e você só poderá usá-lo se próximo dos verdadeiros detentores dele, e, no máximo cinco vezes]
Equipamentos:
{Dawn} / Cimitarra [Cimitarra de bronze com um cabo de aço. O formato do punho, junto do pomo, lembra levemente o formato de penas, em um arranjo que protege as mãos do portador; tem, obviamente, a lâmina curva. Vem junto de uma bainha metálica, com cores que mudam de tons púrpuras à alaranjados] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos][Presente de Eos]

{Dusk} / Escudo [Escudo de bronze circular com a imagem de um sol nascente em alto relevo, em tons iridescentes. No nível 20 transforma-se em um bracelete de metal, com grafismos que lembram a imagem que decora o escudo.] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos]

{Precioso} / Anel [Como agradecimento por ter recuperado um anel mágico e muito poderoso, a filha de Eos ganhou um outro anel como recompensa. Fino e dourado, quase imperceptível, o adorno tem o poder de, uma vez por missão e a desejo do portador, adquirir uma brilho prateado e um pequeno feixe de luz que, ao ser apontado para algum ferimento que esteja causando perca de hp, cicatriza ou faz com que o sangramento pare. Cortes com hemorragia intensa apenas faz com que diminua o sangramento e pode ser usado em si mesmo ou em companheiros. Não causa dor e não faz com que a dor que o semideus esteja sentido passe (no caso de hemorragia intensa).] {Ouro} (Nível Mínimo: 23) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Missão Precioso, avaliada por Athena e atualizada por Eddie Kimoy]

{Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

{The Sun} / Carta de Tarot [Uma carta mágica, encontrada no Labirinto de Dédalo, que possui o desenho de um sol brilhante e amarelo em uma de suas faces. Uma vez por missão/evento/RP, a carta envolve o usuário com uma aura dourada suave e quente, similar ao Sol, curando 15% do HP/MP. Ativação consciente necessária.] {Elemento: Cura} (Nível mínimo: 55) [Recebimento: DIY "Maze", avaliada por e atualizada por Éolo.]
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