Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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— dragonborn (EVENTO)

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— dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Seg 28 Maio 2018, 00:00

Relembrando a primeira mensagem :


dragonborn

Desde a queda de Alcatraz, as coisas não eram mais as mesmas.

Havia algo diferente no ar; uma sensação de alerta constante, injeções de adrenalina involuntárias, deixando aqueles envolvidos nas novelas divinas num constante estado de apreensão. O que de ruim pode acontecer em seguida? Ninguém sabia nomear o que causava o frio na barriga, as noites em claro e o medo constante de que o próximo minuto seria o último de sua vida.

Por meses, nada aconteceu. Até que a paz fora dilacerada da forma mais brutal possível.

De repente, o mundo inteiro pareceu ser tomado pelos mais diferentes desastres e catástrofes. Terremotos, erupções vulcânicas, enchentes. Nevascas fora de época, tão longas que pareciam promessas de um inverno eterno. Os bastardos poderiam ter ignorado, é claro. Não é da minha conta, muitos pensaram. Até que... Sem que pudessem escolher ou choramingar, passou a ser de sua conta.

A causa para tudo? Desconhecida. Cabia a eles descobrirem o motivo para, mais uma vez, o mundo estar a beira de um apocalipse.


pontos obrigatórios


• Introduza seu texto. Você pode usar os parágrafos acima como um guia, adaptando as informações dadas. Seu personagem deve entrar em contato com a trama do evento de alguma forma, seja por sonho, boatos, aviso... De algum jeito, ele deve saber que os dragões estão envolvidos, mas não saberá de que forma;

• Pesquise sobre a informação que chegou até você. Em sua investigação, você deve encontrar um possível local para viajar — este destino deve ser relacionado com seu sonho, ou a forma que você ficou sabendo dos estranhos acontecimentos (tenha em mente que os dragões no fórum são elementais);

• Considerando que este é um evento sendo avaliado como difícil, há a condição especial de que cada player só pode levar consigo um máximo de 5 (cinco) itens de seu arsenal, que devem ser escolhidos desde o primeiro turno. Poderes de invocação serão aplicáveis em turnos futuros. Pets também serão limitados: apenas um por jogador, e poderes de teletransporte do pet serão aplicáveis em turnos futuros (exemplo: cães infernais viajando pelas sombras);


player


Ayla Lennox
Nível 152
1510/1610 HP
1484/1610 MP

Catherine Burkhardt
Nível 86
950/950 HP
950/950 MP

Dimitri S. Belikov
Nível 1
100/100 HP
100/100 MP

Emmeraude Charlotte Fabrey
Nível 7
160/160 HP
160/160 MP

Garrett Bardrick
Nível 36
225/450 HP
225/450 MP

Gregory Castellan
Nível 125
1340/1340 HP
1048/1340 MP

James Archeron
Nível 42
510/510 HP
510/510 MP

Jeff Smith
Nível 49
580/580 HP
556/580 MP

Jessamine H. Julie
Nível 60
680/690 HP
680/690 MP

Jhonn Stark
Nível 89
985/1000HP
688/1000MP

Joah Dongho
Nível 19
190/280 HP
190/280 MP

Joe Bullock
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Joel Hunter
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Jung Wormwood Aconite
Nível 6
150/150 HP
150/150 MP

Logan Montecarlo
Nível 76
845/850 HP
850/850 MP

Maisie De Noir
Nível 57
650/660 HP
650/660 MP

Melanie Gauthier
Nível 46
500/550 HP
436/550 MP

Peter Lost
Nível 71
761/800 HP
689/800 MP

Sadie Browen
Nível 115
1240/1240 HP
1240/1240 MP

Thea Françoise d'Orleans
Nível 24
330/330 HP
330/330 MP

Vicka L. Danniels
Nível 58
670/670 HP
670/670 MP

Victor Glaciem
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP


regras e informações


— Este é um evento no formato de missão one-post contínua, avaliado como difícil de acordo com o sistema de missão por dificuldade. O evento possui requisitos próprios para a obtenção de suas recompensas em itens e habilidades, que podem ser conferidas no post de inscrição;

— Vocês tem exatos 7 (sete) dias para postar, ou seja, o prazo encerra-se às 00h do dia 04/06/2018. As regras de punição, que podem ser conferidas no post de inscrição do evento, estão válidas aqui;

— Considerando as condições específicas deste evento, cada player pode levar apenas 5 (cinco) itens de seu arsenal. Os itens devem ser escolhidos desde o primeiro turno. O mesmo se aplica a pets: apenas um por player. Poderes de invocação serão válidos nos turnos seguintes;

— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);

— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;

— Dúvidas, problemas? Precisa de um prazo maior? Me mande uma MP.






Éris
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por James Archeron em Dom 01 Jul 2018, 21:18

dragonborn: anger
reckless but honest words leave my mouth

NOVE

As barreiras mentais do dragão recuaram lentamente, dando-me acesso ao acervo de memórias armazenadas ao longo dos séculos. Tive vislumbres de acontecimentos recentes, como nosso encontro, e de eventos que antecediam a versão do mundo que eu conhecia. Em meio ao turbilhão de imagens e sons, concentrei-me em procurar algo que tivesse ligação com a enfermidade que estava afligindo os dragões.

Direcione seus pensamentos para a doença, emiti o pedido telepático com o intuito de fazer o homem dragão focar no que era mais urgente. Ele não respondeu, mas pude ver novas cenas: o céu com milhares de pontos luminosos, o interior do vulcão, uma aldeia em chamas, grandes olhos carmins e várias outras paisagens aleatórias.

Foco, senhor.

Ele fechou os olhos e respirou fundo, provavelmente tentando atingir um estado de concentração maior. Uma repentina calmaria pairou sobre a mente dele, e foi então que eu consegui alcançar uma série de lembranças antigas.

Um imenso dragão dourado de olhos vermelhos soprava chamas por onde passava, causando destruição e morte. Outros dragões, menores, pareciam tentar combatê-lo. Não muito longe, uma mulher de meia-idade gritava um nome que não pude distinguir. Ao lado da mulher, um dragão médio — a versão mais jovem do homem que estava à minha frente — emitia um rugido alto e aterrorizante.

A reminiscência mudou.

O Terror Dourado, como ficou conhecido o dragão após aquele dia, estava parado sobre os restos da mulher que havia esmagado, rugindo estrondosamente ao ponto de afugentar os outros dragões que estavam atrás dele. O outro dragão dourado mais jovem estava paralisado, fitando o sangue e os ossos da forma humanoide que sua mãe havia assumido a fim de tentar chamar a atenção de seu pai.

Chega!

A ordem foi acompanhada das barreiras que até então estavam retraídas. Fui expulso da mente do homem dragão, e, antes que eu pudesse reagir, senti um punho acertar meu rosto. A dor excruciante deixou-me paralisado por alguns segundos. Ao fitá-lo, pude ver, pela primeira vez desde nosso primeiro contato, uma demonstração de sentimento: seus olhos prateados brilhavam em pesar e fúria.

— Tu disseste que não ias bisbilhotar minha vida — definitivamente, eu preferia quando ele não demonstrava emoções. O tom raivoso fez meu coração acelerar.

— Não foi minha intenção! — eu estava dizendo a verdade, e torcia para que ele acreditasse em mim. — Apenas segui a direção que você apontou.

Ele estava em posição de ataque, e, por um momento, cogitei sacar minhas armas para enfrentá-lo.

— Estou tentando ajudar você, e minha boa vontade é retribuída com um soco? — não era uma boa ideia confrontar a criatura, porém o furor que se aproximava de mim apenas cresceria se fosse reprimido. — Eu não sou tão poderoso quanto você, é verdade, mas eu tenho poder e armas. Talvez eu não ganhe uma luta contra você, porém estou convicto de que posso machucá-lo. E você está doente, então esse não é um dia muito bom para um combate, né?

Enquanto eu falava, não deixei de contemplar os assustadores olhos prateados com pupila na forma de fenda vertical. As palavras — cada uma proferida com raiva — jorraram da minha boca como se possuíssem vontade própria. Eu não havia perdido o controle, contudo estava sendo imprudente.

O homem dragão fez menção de que ia falar algo, porém ergui a mão para impedi-lo.

— Mas não vou atacá-lo. Eu não quero — respirei fundo, tentando ficar tranquilo. — Eu atravessei o país para encontrá-lo, então eu vou ajudar. Confie em mim, certo?

— Tu és atrevido, semideus, e eu poderia matá-lo mesmo na minha atual condição — ele parecia estar mais calmo, já que havia voltado a exibir o semblante impassível. — Entretanto, vejo que tens vontade de provar que não és apenas mais uma criatura inferior desse mundo que foi agraciado com habitantes como eu. Vejo, também, que estás sendo franco, que realmente não tiveras intenção de ver o momento em que meu pai, acometido por esta lastimosa enfermidade, massacrou minha mãe. Pois bem. Tu fizeste como falaste, portanto deposito em ti minha confiança. Agora, tu usa tua habilidade novamente para conseguir alguma informação relevante.

Apenas assenti.

Com um passo largo, diminui a distância entre nós, deixando poucos centímetros separando nossos corpos. Por precaução, não ergui as mãos como antes — eu teria como me defender se o homem resolvesse desferir outro soco.

A sólida barreira dourada foi recolhida outra vez, possibilitando-me navegar por aquela complexa e extraordinária mente. Não demorei encontrar a sangrenta cena envolvendo a morte da genitora do homem dragão, e, correndo o risco de sofrer outro ataque, decidi ampliar o uso da telepatia para buscar mais lembranças sobre o mesmo episódio.

Saltei as imagens do evento até que um momento específico chamou minha atenção: o Terror Dourado estava acorrentado em uma clareira, e ao redor dele havia uma espécie de círculo mágico composto de símbolos enigmáticos e runas que eu não conhecia. Ao observar com atenção a estranha escrita, cheguei à conclusão de que, possivelmente, era linguagem dracônica. O homem estava calmo e tranquilo, então resolvi não perguntar se ele conseguia entender ou até mesmo usar aquele encantamento — na verdade, eu nem sabia se ele tinha acesso àquela memória.

Avancei ainda mais na reminiscência, analisando atentamente todos os fragmentos de imagens que surgiam. Às vezes, eu podia ouvir falas e ruídos, mas não conseguia entender o diálogo entre os dragões. Mesmo sem compreender as conversas, pude perceber que o imenso dragão dourado estava passando por um ritual de cura.

Fiquei alerta ao desenrolar da cena. Completamente focado, vi e revi a lembrança algumas vezes. Quando dei-me por satisfeito, constatando que já havia memorizado todas as informações pertinentes, saí da mente do homem dragão.

— Creio que encontrei algo útil, uma possível forma de curá-lo — declarei, exibindo um largo sorriso que não foi retribuído. — Mas precisarei da sua ajuda.







    ADENDOS
  • Os objetivos do turno anterior e deste turno meio que se mesclaram. James pretendia acessar a mente do dragão para buscar alguma informação sobre a cura da doença, e, assim, obter a confiança do dragão. Apesar do conflito desencadeado por esta ação, o dragão acabou confiando no semideus. Quanto ao objetivo referente à descobrir a cura, James conseguiu ainda enquanto sondava a mente da criatura (o ritual que ele menciona, no caso; não narrei o que ele viu porque colocarei no próximo post, assim como a parte que o dragão terá que desempenhar para concluir o processo e tal).
  • Assumindo que o dragão é metálico, está doente/imparcial, e precisa de ajuda... a personalidade dele não é tão "sou o superior fodão e você é o pobre coitadinho". E, na real, essa ideia de que os dragões cromáticos agem de uma forma e os metálicos de outra são estereótipos, né? Podem haver exceções. Então é isso.
  • Conversei com a Eos e ela disse que seria possível usar telepatia para visualizar memórias/lembranças (não apenas enviar mensagens ou recebê-las, mas também "ver/ouvir" os pensamentos; claro que a precisão depende muito da situação, do nível e etc). A habilidade estará listada abaixo, em spoiler. O objetivo inicial era extrair alguma informação da mente do dragão que pudesse ajudá-lo e, aí, ganhar a confiança dele. No processo, James acabou descobrindo uma possível forma de curar o dragão.
  • Sobre o James não entender o diálogo dos dragões mesmo estando na mente de um dragão: não há vínculo mental entre a criatura e o semideus, daí é como se o James estivesse assistindo as memórias, não vivenciando sob a perspectiva do dono da mente e tal.
  • Acho que é isso por enquanto. Se surgir alguma dúvida e tal, pode mandar MP. Obrigado por ler tudo.



Arsenal:
◈ {Wisdom} / Lança [É uma réplica da lança de Athena. O cabo da arma é branco, feito de álamo, enquanto a lâmina é prateada - apenas um efeito estético, já que seu material ainda é bronze sagrado. Perto da lâmina está engastada uma coruja, e todo o cabo foi trabalhado, não sendo linear, e sim possuindo algumas curvaturas, o que faz com que seu manuseio seja mais complexo a quem não tem a perícia adequada. Possui 1,5m de alcance][Álamo e bronze sagrado](Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Atena] (como adaga, na bainha de couro presa à calça)

◈ {Vasar} / Espada [Espada de bronze sagrado, que mede ao todo 90 cm, sendo 70 de lâmina e 20 de base. A base é de couro, e no final de seu cabo, está entalhada a sigla JA, as iniciais de seu dono, James. Os golpes da espada são tanto cortantes do que perfurantes, mas não se descarta esta outra utilidade da arma. Quando não utilizada, transforma-se em um anel comum, ao comando de seu dono, com a inscrição: “Guerra por guerra”. Tem a habilidade de perfurar armaduras e escudos em até 20 % de capacidade, caso de itens fortalecidos a perfuração se dará pela diferença de porcentagem. {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla nenhum elemento}[Recebimento: The Dragon's Flame e modificado na Music and Forge] (como anel, no anelar esquerdo)

◈ {Strategy} / Escudo [Escudo de bronze sagrado. Possui uma pequena coruja entalhada em seu centro. O escudo tem uma superfície muito lisa e, portanto, refletora; basta que o campista direcione-a corretamente para atrapalhar a visão do inimigo. Quando não utilizado, transforma-se em uma moeda de bronze. No nível 20 transforma-se em um bracelete com entalhes similares ao do item.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo:10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Athena e modificado por Harry S. Sieghart] (como bracelete, no braço canhoto)

◈ {Warn!} / Relógio [Na forma de um relógio comum, analógico. Ao ser ativado, cria um campo de energia. O campo em si é transparente e afeta apenas o próprio semideus. No período ativado, reduz danos de impactos (mas não cortes ou outros tipos) em 50%, desde que provenham de fontes mundanas ou de nível inferior ao semideus. Como extra, também mantém um indicador da temperatura ambiente, como um segundo relógio, onde os marcadores vão de azul para vermelho, conforma as mudanças de frio para quente (mas não afeta itens e similares, apenas marca a temperatura local).E ainda serve para ver as horas!. 3 ativações por missão, com duração de 3 turnos cada][Eletrônico][Não controla nenhum elemento][Nível mínimo: 3][Recebimento: Evento Burn, baby, burn! - Jan. 2014. Atualizado por ~Eos] (como relógio, no braço direito)

◈ {Hover Boots} / Botas aladas [Botas presta de couro com cano longo. Ao comando de seu dono, eles materializam indestrutíveis asas prateadas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. A bota fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Comprada de Rhydian Fraser] (botas, nos pés -q)
Habilidades:
PASSIVAS:

◈ ATENA ◈
— Nível 19 - Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.


◈ MÊNADES ◈
— Level 16 ~ Alma de Felino ~ Seu personagem adquire a capacidade de locomover através de âmbitos sem causar qualquer resquício de barulho, como um felino. Seus passos são furtivos e quase impossíveis de serem ouvidos.

ATIVAS:

— Nível 23 - Telepatia avançada - Neste estágio a comunicação melhora, abrangendo o alvo da telepatia em linha de visão a até 250m, ou, caso tenha a visão bloqueada mas esteja ciente da presença da criatura, a 100m. Agora, permite repassar as mensagens a até cinco pessoas que estejam dentro do limite, e receber respostas mais longas (até 150 palavras) já que sua capacidade de captar o pensamento é ampliada. Caso o alvo tenha meios próprios de resposta, poderá utilizá-lo, ampliando estes limites. Gasto constante por turno, ação livre (podendo ser usado sem atrapalhar ataques e defesas). A ligação é interrompida se o alvo ficar longe do alcance/ ciência ou não estiver consciente. [Modificado, antigo especial "Telepatia"] (Ativada no início do post)
— Telepatia Superior - Neste estágio a comunicação melhora, abrangendo o alvo da telepatia sem limite de alcance, caso em linha de visão, ou, caso tenha a visão bloqueada mas esteja ciente da presença da criatura, a 500m. Agora, permite repassar as mensagens a até dez pessoas que estejam dentro do limite, e receber respostas como em uma conversa normal, sem interferências. Caso o alvo tenha meios próprios de resposta e os utilize, como telepatia própria, o custo será reduzido à metade da MP normal. Gasto constante por turno, ação livre (podendo ser usado sem atrapalhar ataques e defesas). A ligação é interrompida se o alvo ficar longe do alcance/ ciência ou não estiver consciente. [Modificado, antigo especial "Telepatia"] (Ativada na segunda vez em que James acessou a mente do dragão. Não afeta em questão de distância e tal porque o alvo está próximo, contudo creio que a precisão da habilidade de level mais alto seja maior, portanto é mais coerente apontá-la como a utilizada para a narração que fiz.)
Informações sobre o Dragão:


    — Dragão Metálico:
  • Nível: 67 (ancião/imenso);
  • Cor: Dourado;
  • Elemento: Fogo;
  • Cinese: Pirocinese;
  • Habitat: Montanhas vulcânicas.
  • Sobre a personalidade: até então tem se mostrado agradável porque está doente e precisando de ajuda. Contudo, mesmo em estado normal, não é tão soberbo. Claro que, como a maioria dos dragões, é muito inteligente e poderoso, mas não sai por aí impondo a supremacia de sua espécie.
  • Sobre a forma humana: bem, ao assumir a forma humanoide na frente de James, ele estava fazendo uma declaração de que não teme o semideus — mesmo nu (que para humanos é um estado vinculado à vulnerabilidade) e doente, ele ainda é poderoso e, por isso, não se importa com a forma em que aparece. Ah, ele deve ter a aparência de um homem de 55 anos, mais ou menos.

Habilidades do Dragão:

PASSIVAS:
— (21) Visão empática; Seu conhecimento da natureza mortal aumenta a ponto de agora ele conseguir discernir sentimentos, percebendo esta aura nas criaturas ao seu redor. Poderes de bloqueio de aura podem afetar esta percepção, no entanto.
— (40) Julgar: Dragões possuem um sentido apurado e compreensão sentimental grande. A partir deste nível, eles possuem um sexto sentido para captar mentiras. Eles não sabem qual é a verdade, mas percebem que não é o que está sendo dito a eles. Isso só se aplica a mentiras de fato - uma omissão não seria captada desta maneira. (Essa habilidade, combinada com a habilidade anterior, fez com que o dragão percebesse que James realmente queria ajudá-lo e que estava sendo honesto/verdadeiro em relação ao que estava falando.)
— (65) Mente enigmática: A mente dos dragões não funciona da mesma forma da humana. Poderes de telepatia e afins de uma origem menor só funcionam sobre eles quando são alvos voluntários; caso a fonte seja de até 20 níveis acima, eles possuem uma resistência de 50%. Acima disso são afetados normalmente. (Como exposto na narração, o dragão tornou-se um alvo voluntário.)

ATIVAS:
— (-) Voo: Especial - O voo é considerado um poder de uso constante para Dragões - é  algo natural, mas requer um gasto de energia regular. Além disso, sua capacidade de  carga aumenta com o tempo, mas sua habilidade de manobra decai quanto maior o  tamanho do animal.A capacidade de carga e de manobra encontra-se nos passivos.
— (-) Assumir forma - Desde o nível inicial um dragão é capaz de assumir a forma humanóide. Nessa forma, ele pode usar vestes e itens apropriados para seu novo físico, e algumas de suas habilidades, e terá a aparência média de um humano na mesma faixa. Contudo, ele não pode voar, utilizar seu sopro nem ataques naturais (mordida, garras, cauda, asas). Ele mantém todas as estatística passivas, com exceção das que dependam de componentes físicos específicos (como a resistência ampliada das escamas), mas mantém sua força, destreza e similares. A forma adotada não é modificável (ou seja, toda vez que assumir a forma humana, ele terá a mesma aparência, salvo na transição etária) e será proporcional à idade do dragão, até certo ponto (Filhote: até 6 anos, muito jovem: até 11 anos, adolescente: até 17 anos, jovem adulto: até 25 anos, adulto/ maduro: até 40 anos, ancião: até 60 anos, venerável: até 80 anos, lendário: acima de 80 anos). A transformação é ativa, mas o gasto ocorre apenas no momento da sua adoção, correspondente a um poder de gasto elevado. Não há tempo de duração limite, mas cada vez que for desfeita a nova utilização computará um gasto normal. A forma não imita/ copia características de outro ser existente, e sua aparência geralmente segue o ambiente em que o dragão vive, seja em características gerais, seja assimilando-se a povos locais (assim, um dragão que vive no subterrâneo tende a ser mais pálido, um do deserto pode parecer um beduíno, um dragão branco poderia tanto parecer com um inuíte quanto ser absolutamente albino).






song: anger, sleeping at last || turno: 004 || companion: dragon

sooner or later the fire dies down, then i'll open my eyes again
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jhonn Stark em Dom 01 Jul 2018, 21:56


Roaring thunder
We need to face it.

Lightning strike
Our world is broken.
Assim como no sonho, a criatura era imensa.

Seu corpo esguio descia dos céus em um mergulho veloz, as escamas azuladas faiscando pelo atrito com o ar. O bater das asas fazia com que a poeira do deserto fosse impulsionada por uma ventania forte, que ao mesmo tempo agitava as vestimentas do filho de Héstia. O dragão havia se revelado ao visitante, fosse aquilo algo bom ou não.

Stark teve que reunir toda a sua força e compostura para não demonstrar medo ou hesitação diante da aproximação do monstro colossal. Caso mostrasse algum sinal de fraqueza ali, sua única possibilidade viável de diplomacia como mensageiro de Éolo iria pelos ares.

Seguindo aquilo, ele possivelmente morreria. Mas preferia não pensar na possibilidade.

Yin e Yang se agitavam em seu interior, ansiando pela fragmentação. Jhonn evitou a todo custo cruzar os braços para mantê-los quietos, pois tinha medo de expor sua instabilidade naquele embate. Naquele instante, seu anel pesava em sua mão, ansiando o momento do combate.

“Agora não. Yin disse na mente do semideus, com autoridade e pulso firme. O punho da espada ficou cerrado, levemente trêmulo. “Eu não concordei em vir até aqui para você estragar tudo com violência mal calculada.”

Yang não se deu o trabalho de responder à contraparte, contentando-se em relaxar o punho e deixar a situação estável novamente. Dada a natureza do espírito ativo e temperamental, aquilo era um equivalente de ”Como quiser, chefe."

O impacto da aterrissagem do dragão foi reduzido pela graciosidade de seus movimentos, mas a terra ainda tremeu quando seu corpo a atingiu. Jhonn teve que encontrar seu equilíbrio com um pequeno ajuste de posição, agradecendo aos deuses por não ter sofrido uma queda patética ali.

Durante todo esse tempo, manteve o contato visual com a criatura e manteve o brasão de Éolo bem exposto. Seu pescoço doía devido ao ângulo de observação que tinha que adotar para visualizar a imensidão de seu rival do dia.

O dragão seguia um padrão de corpo oriental, assim como no sonho. Não tinha um corpo forte e bruto como os padrões ocidentais, mas sim uma figura longa e esguia como a de uma serpente. Talvez, devido ao seu propósito como um dragão de elemento celeste, precisasse de uma forma mais aerodinâmica.

Seu corpo era comprido. Possuía talvez dez vezes o tamanho de Stark, erguendo-se a uma altura quatro vezes maior que a do filho de Héstia. O resto de seu corpo formava um círculo ao redor do semideus, de forma a barrar formas de escape tradicionais.

Agora, o rapaz estava à mercê da sorte.

— Obrigado por responder ao chamado. — Stark tentava medir as palavras da forma mais adequada. Deveria chamar a criatura de Senhor Dragão? Infrator? Fera? — Em nome dos deuses olimpianos, eu...

A criatura rosnou, batendo a cauda no objeto brilhante que marcava a influência de Éolo ali. A jóia foi arremessada em uma pedra a alguns metros de distância, perdendo aos poucos seu brilho.

— Seus deuses não tem autoridade aqui, meio-sangue. — A voz era profunda, imponente. Apesar da fluência, algo a mais se destacava no uso da língua, possivelmente resquícios do idioma nativo da criatura. — E a audácia deles ao mandar um mero mortal diante de Fulgur, o rugido dos céus, é insultante.

As pupilas reptilianas de Fulgur ficaram mais finas ao encarar o semideus ao término da frase. Naquele instante, uma estranha aura fantasmagórica surgiu ao redor da fera e desapareceu em um piscar de olhos, deixando Jhonn em alerta. O dragão, porém, não parecia ter notado.

“E lá se vai o plano A.” Yang suspirou. “Uma pena, mas estamos oficialmente fodidos.”

— Fulgur, peço perdão pela insolência. — O controle de Yin sobre o corpo era indubitável para quem quer que o reconhecesse. Assumindo a posição de vassalo e seguindo no jogo com as regras do dragão, ele mantinha as esperanças de resolver tudo bem. — A gravidade de nossa situação atual pediu medidas bem drásticas.

Yang, em sua mente, fazia uma expressão de nojo.

— Os dragões se mantiveram parados por todos esses anos, mas agora suas ações indicam um retorno... catastrófico. — A porção diplomática de Stark continuou seu raciocínio, tentando não soar ofensivo.

INSOLENTE! A voz de Fulgur ressoou como um trovão. O dragão aproximou o rosto do filho de Héstia, que recuou alguns passos. A qualquer instante o monstro enfurecido poderia abocanhá-lo e encerrar aquilo. — Nós não somos feras bárbaras, não somos criaturas sem princípios e NUNCA nos escondemos. Tudo ficou diferente só quando Ele...

Silêncio. Fulgur retraiu o pescoço e assumiu uma expressão de confusão, como se lutasse contra algo. A aura fantasmagórica retornou à visão de Stark, envolvendo o dragão como uma centena de correntes de escamas vermelhas. Acima da cabeça do dragão da tempestade, uma caveira dracônica parecia liberar tentáculos sombrios, que queimavam o crânio da fera ao toque.

A imagem desapareceu outra vez, fazendo com que Stark piscasse repetidas vezes também em confusão.

“Mas que diabos...” Yang começou, antes de ser cortado pelos pensamentos de Yin.

“Ele falou de alguém.” Yin seguiu o raciocínio. Enquanto isso, se concentrou em Fulgur e deixou que os poderes de Asclépio mostrassem alguns dados à sua frente, uma análise breve e funcional.“‘Ele’ com e maiúsculo. Será que é...”

“O dragão de Alcatraz.” Yang concluiu. “Ele é o culpado.”

E a última peça se encaixou no lugar com os instintos do curandeiro.

Uma doença. o pensamento foi instantâneo na mente do semideus. Os instintos desenvolvidos em seu tempo de curandeiro estavam direcionando tudo para aquela conclusão. A informação continuou a fluir em instantes, construindo o raciocínio: uma doença de caráter mágico estava tomando posse do animal místico, fazendo com que seus instintos e ações…

— Você está fazendo isso por que não está bem, não é? Alguma coisa está se apossando de você.

O dragão rosnou em alerta, suas escamas eriçadas. Ele não parecia querer admitir aquilo. Stark concentrou suas forças em passar a aura de Héstia adiante, reduzindo seu nível de alarme. O semideus mal se atreveu a mover o corpo, temendo quebrar a concentração do efeito mágico.

— Pessoas tem sofrido, Fulgur. Me diga o que você precisa e eu o farei. Prometo que posso curá-lo.

O dragão ergueu a cabeça e cerrou os olhos, tentando manter a compostura e segurança de sua figura imponente. Não iria demonstrar fraqueza contra a maldição, não poderia.

Acima da aura contorcida de correntes espectrais que cobriam Fulgur, uma energia acalentadora se disseminava, afrouxando os elos. A força da deusa do lar parecia retardar a proliferação do mal que afligia a entidade.

A criatura rugiu quando as correntes figurativas da maldição se intensificaram. A aura apaziguadora passou a apenas retardar o efeito.

“É mais forte do que nós.” Yang começou. Por ser o responsável pelas habilidades de Héstia, sua energia estava totalmente direcionada àquele cabo de guerra. “Não conseguiremos fazer nada se continuarmos nesse ritmo.”

— Por favor, Fulgur. — O semideus insistiu, forçando sua persuasão um degrau acima do que normalmente conseguiria. — Mostre-me o que devo fazer para provar meu valor. Eu quero ajudá-lo.

As pupilas do dragão voltaram ao estado normal. Ele deu um longo suspiro antes de lançar sua proposta.

— Se você quer tanto provar algo, eis aqui minha proposta. — O dragão estudou pacientemente seu vassalo. — Muito tempo atrás, outro dragão lutou por esse território comigo. Um dragão não tão gentil, mas não tão poderoso quanto eu.

“Humildade é tudo.” Yang pensou.

— Devido às leis dos antigos, eu não posso ir até lá, mesmo sabendo que tal dragão tem em sua posse algo muito precioso para mim. — Fulgur parecia distante, envolto no pensamento de ter o que queria. — Você deverá ir até o covil de Rusalye e me trazer o que eu perdi. Faça isso e sua palavra me será de valia. Falhe e veja meu verdadeiro poder despertar contra tudo o que aqui permanece.

“Verdadeiro poder.” Yin ecoou as palavras.Ele nem está se esforçando ainda.

— Eu aceito. — O rapaz disse, sem pensar duas vezes.

O dragão assentiu, encarando um ponto no horizonte. Quando Stark voltou o corpo para ver o que acontecia ali, pôde notar a concentração de nuvens negras e a luz relampejante que marcavam um ponto nos céus.

— O relâmpago será seu guia. — O réptil parecia satisfeito com aquilo. — Siga sua luz e encontre o que eu pedi. Você tem duas horas mundanas, semideus.

O curandeiro apenas assentiu, batendo os calcanhares de seus sapatos e voando em direção ao ponto definitivo de seu fim.

* * *

Nada.

Absolutamente nada. Isso era o que a luz do relâmpago marcava: um terreno de areia plana como em qualquer outro ponto do deserto, diferenciado apenas por algumas rochas disformes distribuídas em seu entorno.

Assim que viu aquilo, o meio-sangue foi tomado por um misto de sensações complicadas, frustrantes e assustadoras. O tumulto de suas contrapartes fez com que o medalhão de psiquê brilhasse de forma intensa, cobrindo o corpo do rapaz com sua aura azulada.

E então, eles se dividiram.

”O relâmpago será seu guia.” As palavras de Yang deixaram os lábios de Stark em uma imitação grave do dragão. — Parabéns, relâmpago, seu senso de direção é uma merda.

O outro revirou os olhos, ainda procurando por algo.

— Foco, Yang. A tumba do dragão tem que estar aqui em algum lugar.

— Quer saber? É bom que esteja.— Ele bufou, impaciente. — Pois se voltarmos de mãos vazias, estamos mortos. Todo mundo tá morto.

— Sua postura negativista não vai ajudar em nada aqui. — As palavras de Yin foram ditas de forma tranquila, centrada, como a voz da razão que ele era. — Tudo o que precisamos agora é...

Infelizmente, a discussão dos dois teve que ser adiada.

Abaixo dos pés dos semideuses, o chão tremeu. As areias vacilaram, afundando de forma veloz e perigosa, impedindo os jovens de escapar.. Como um redemoinho, puxaram ambos os Starks impotentes em direção ao seu centro, engolindo-os sem possibilidade de luta.

E assim que atingiram o fundo do poço, tudo foi tomado pela escuridão.

* * *

Luzes flutuantes surgiram das palmas do curandeiro.

Ambas eram guiadas por sua vontade, como lâmpadas mágicas suspensas no ar. A primeira parou entre ele e sua contraparte. e a outra continuou a varredura da área ao redor deles, buscando qualquer ameaça oculta nas trevas.

A queda não tinha sido muito grande, graças aos deuses. A caverna subterrânea havia sido projetada justamente para que quem quer que parasse ali, não acabasse morto pela queda. Yin já estava de pé e caminhando enquanto Yang ainda se erguia e resmungava.

Um gotejar constante ecoava de forma estranha.

Não demorou muito para que a esfera luminescente encontrasse em seu raio os contornos de algo estranho, espinhos erguidos a partir do chão em formatos desproporcionais, fragmentados. Alguns dos estranhos arcos eram tomados por uma coloração mais escura, concordante com a tonalidade terrosa do ambiente ao seu redor.

Yang seguia adiante com um pouco mais de vivacidade e impulsividade, até que a luz que o seguia parou diante de uma figura ameaçadora.

Seu sangue gelou ao ver o rosto dracônico em sua forma esquelética, com a boca aberta como em um último grito de desafio. O filho de Héstia quase caiu de costas novamente, sendo amparado pelo curandeiro. Ambos agora tinham noção de que os espinhos eram as costelas da criatura, seus ossos partidos de sua última batalha.

Rusalye.

A criatura era um pouco menor que Fulgur, definitivamente. Sua forma física era tão oriental quanto a do outro dragão, mas seu corpo havia sido totalmente destruído pelo tempo. Quantos séculos haviam se passado desde a batalha de ambos?

A única coisa que ainda seguia vívida e constante ali era um fluxo de água que deixava os orbes vazios do dragão morto. Lágrimas de angústia? De derrota?

— O flagelo do mar. — Uma voz feminina, forte, ecoou na caverna.

Os Starks viraram-se a tempo de ver a mulher que estava apoiada em um dos ossos, bem atrás deles. Ela possuía uma pele castigada pelo sol, cabelos presos em intrincados padrões com ossos e tecidos. Sua pele possuía marcas circulares feitas com argila, desenhos simples e sem significado aparente. Sua forma era brilhante, etérea.

— O dragão que quis afundar o deserto em água. — A mulher prosseguiu. — A criatura que ousou atacar os devotos de Fulgur e roubar sua sacerdotisa.

O curandeiro arregalou os olhos. Yang, por sua vez, franziu o cenho e apontou para a dama fantasma.

— Então é você no fim das contas? — Ele disse, acusador. — O que Fulgur quer?

A mulher se permitiu dar uma leve risada.

— Lamento informar, mas espíritos não podem ser ofertados livremente. Minha alma apenas permaneceu aqui até que meu senhor pudesse encontrá-la. — Ela disse. — O dragão da tempestade quer suas preces de volta. Sua credibilidade, a fé dos antigos povos do deserto.

— E como nós resolvemos isso? — O ceticismo de Yin começou a se manifestar. Como devolveriam a um dragão a fé do passado? — Rezando?

A mulher apontou para o crânio do dragão morto, de onde o fluxo de água seguia constante.

— Ao matar os devotos de Fulgur, o Flagelo do Mar foi amaldiçoado por toda a fé dos crentes. — Ela falou. — As lágrimas dos perdidos derramadas por sua causa sempre continuariam a jorrar. Essa seria a lembrança imortal de Rusalye: a fé de devotos que ele nunca teria sendo parte dele.

Yin encarou o rosto esquelético à sua frente, focando a luz um pouco mais para o alto. No centro do crânio da besta abatida, uma escama singular permanecia vívida e brilhante, conservada em sua grandeza esverdeada.

Uma lembrança imortal.

O garoto ativou seus sapatos voadores, subindo até o rosto dracônico. Assim que repousou as mãos sobre o item tão desejado, viu com sua visão periférica a preocupação de Yang e o sorriso no rosto da sacerdotisa.

E então, ele puxou o objeto com força.

Assim que a escama foi liberada, o fluxo d’água foi interrompido. O chão tremeu novamente. O esqueleto fragilizado pelos séculos parecia ter aquele único ponto como apoio, rachando e se transformando em pó em instantes. As pedras e a areia começaram a seguir em ondas pela caverna, prontas para destroçar tudo em seu caminho.

A sacerdotisa do dragão desapareceu, e os semideuses correram por suas vidas.

* * *

O dragão da tempestade estava ficando impaciente.

O semideus não havia retornado ainda. Sua visão continuava a ficar turva. Seu impulso bestial, primal e totalmente deselegante parecia querer assumir a qualquer instante, e ele lutava contra aquilo.

As nuvens acima dele se condensavam. A tempestade acima do centro de observação turística começava a ficar mais forte, mais difícil de controlar para a prole de Éolo e…

PARE!

O comando partido do semideus veio antes que fosse tarde demais. Aterrissando exausto do voo contra as intempéries, o rapaz ergueu a escama de Rusalye acima de sua cabeça, para que Fulgur pudesse vê-la claramente.

— Pare. — Ele disse, encarando a besta nos olhos. — Eu tenho o que você pediu.

O dragão deu o que aparentava ser um sorriso, porém com muitos dentes de sobra.

— Parece que eu o subestimei, filho dos deuses. — Ele disse, satisfeito. — Você é digno de minha palavra, que eu cumprirei como estabelecido.

O rapaz assentiu, aguardando até que a tempestade aliviasse sua pressão no mundo. Havia se reunido após a fuga da caverna, pois sua divisão tornaria inviável o retorno em tempo hábil. Yin e Yang agora estavam em pleno acordo, evitando a todo custo qualquer deslize que libertasse um dragão louco e incurável por aí.

A aura que via no dragão ainda era pesada, e parecia se estender em tons cada vez mais vívidos: precisava agir naquele instante ou não teria outra chance.

“Você sabe mesmo o que vamos fazer?” Yang perguntou mentalmente, incerto.

“Confie em mim.” Yin insistiu. “Teoricamente não tem como dar errado.”

Era uma ameaça mental que ameaçava a personalidade do dragão. A escama retornada tinha as preces de todos os seguidores de Fulgur. Asclépio e Héstia poderiam ajudar o semideus a guiar a cura de maldição e fazê-lo restaurar exatamente quem ele deveria ser.

Ou isso, ou o dragão reviveria seus traumas de guerra e seria perdido de vez no abismo da escuridão. Mas Stark preferia a primeira alternativa.

Ele aproximou-se do dragão, que curvou a cabeça em sua direção. Assim que colocou a escama no centro da testa da criatura ancestral, uma luz brilhante começou a emanar daquele ponto.

Ele não soltou a escama.

— Não se afaste. — Ele disse ao monstro, evitando ser desconectado naquele instante crucial.

Então, focou suas preces para Asclépio. Pediu que o dragão tivesse as energias para lutar, e a vitalidade para se curar. Transferiria o poder de sua oração junto ao poder das orações do séquito da criatura da tormenta.

Suas mãos foram tomadas por um tom dourado, então um tom prateado. A escama mágica seguiu os tons.

Ele só esperava que fosse o bastante.

Adendos:
Itens:
❖ Braçadeira quitinosa [Braçadeira lisa e cilíndrica, de tons avermelhados. Ao ser ativado, faz com que a pele do semideus tenha suas características alteradas, se enrijecendo, aumentando sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: pele de carangueijo gigante} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

❖ {Phoenix} / Espada [Espada de 90 cm, com sua lâmina medindo cerca de 75 cm. É feita de um cristal único e especial, a espada é longa e fina, com um corte afiadíssimo e infalível. Sua guarda-mão tem um formato de taça, porém, com delicados formatos de chamas queimando na direção da lâmina, como se a consumissem; seu punho é feito de aço. Vem junto de uma bainha coberta por malha de aço e couro branco. Quando não está em uso, se transforma em um anel de prata com o desenho de uma chama.] {Cristal, Prata e Aço} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héstia adaptado por Harry S. Sieghart]

❖ {Scorched} / Escudo (Escudo circular feito de ouro e prata com várias camadas destes materiais. No centro do escudo está desenhado uma lareira, o símbolo de Héstia. Na parte interior do escudo, ou seja, onde há um encaixe para o usuário por o seu braço há uma espécie de almofada, simbolizando o "conforto". Útil para aguentar ataques fortes. Quando não está em uso, se transforma em um relógio de ponteiros feito de ouro com a parte interior de ouro branco.] {Prata e Ouro} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héstia adaptado por Harry S. Sieghart]

❖ {Tao} / Amuleto [Um amuleto antigo de prata com inscrições em um idioma desconhecido. A imagem circular de Yin e Yang se complementando permanecem no centro da figura. Ao ser segurado por seu usuário, pode dividi-lo em suas duas essências, personalidades opostas com HP/MP individuais, equivalentes a 1/2 do total do personagem. Devido ao estado incompleto do item como está, cada uma das personalidades pode utilizar apenas poderes de um dos grupos aos quais o semideus pertence – Um com acesso aos poderes de Héstia, o outro aos poderes de Asclépio. O nível máximo de acesso aos poderes equivale a ¾ do nível atual do personagem. Com futuras DiY, as limitações do item poderão ser removidas.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 70) {Magia} [Recompensa pela DiY "Yin and Yang", avaliada e atualizada por Hécate.]

❖ {Winged Sneakers} / Tênis [Um par de tênis azulados, que tem como detalhes alguns desenhos de ventos. Ao bater seus pés um no outro por três vezes, o usuário começa a voar. Consegue chegar em alturas e alcançar velocidades consideráveis. Para descer, basta fazer as mesmas ações que fez para subir que ele diminuirá a altitude aos poucos. Quando está sendo usado em solo confere ao semideus que o calça um aumento de cerca de 10% em sua agilidade. {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Chama da Esperança" narrado e avaliado por Dom Demon/William Véroz; atualizado por ~Lady Íris~]
Poderes:
Asclépio:
Passivos

Olhar Clínico (Nível 13)
Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

Empatia médica (Nível 40)
O curandeiro agora consegue identificar perturbações e poderes que estejam agindo sobre o alvo e que alterem suas condições originais, desde uma maldição, poderes de charme, hipnose ou similares, que afetem sua tendência ou comportamento. Identificar não quer dizer que seja capaz de anular, contudo - isso ainda depende de suas habilidades, níveis e especificações da condição do alvo. [Novo]

Persuasão médica (Nível 50)
Curandeiros desenvolvem a habilidade de se expressar melhor, seja para explicar um tratamento ou para convencer um paciente a adotá-lo, ou até mesmo para acalmar os atendidos e seus amigos e familiares em momentos difíceis. A partir desse nível, poderes que envolvam lábia e persuasão recebem uma bonificação de 10% na sua chance de funcionamento (mas não efeitos ou duração). [Novo]

Ativos

Curar ferimentos (Nível 1)
Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Esferas Luminescentes (Nível 2)
Não só pelo fato do pai divino de Asclépio ser Apolo, mas também por conta da medicina ser muitas vezes associada à luz da salvação, os aprendizes desenvolverão uma habilidade peculiar. Ao concentrarem luz ambiente na palma de sua mão, poderão formar uma esfera de luz que não possui fins ofensivos, somente de iluminação. A esfera formada terá uma vontade semiprópria, pois será destinada a uma pessoa que pode controla-la na seguinte proporção: direção (somente em locais que ele conseguir enxergar) e cor; o brilho, a forma, o tamanho e nenhum outro efeito poderá ser modificado pela pessoa a qual a esfera fora entregue, assim como o aprendiz não poderá fazer isso. A esfera não possuirá vida ou energia e seguirá somente o seu controlador, desaparecendo a um comando deste; ela terá um brilho fraco (uma lâmpada, nada que consiga cegar ninguém), uma forma circular e um tamanho pequeno – o punho do semideus fechado, aproximadamente –, que são os efeitos imutáveis, e não emitirá calor. A duração é de 1h ou 10 postagens. O raio é difuso, e ilumina no máximo 3m ao redor da esfera.

Toque Energético (Nível 3)
Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração prateada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do MP do alvo com o toque direto. A restauração será equivalente ao custo de MP deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo 1). Não pode ser utilizado sobre si mesmo. Para fins de gasto de MP e cálculo de recuperação, é considerado um poder nível 1. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]
Héstia:
Passivos

Nível 21

Presença acolhedora - Semelhante ao poder dos curandeiros. A aura dos filhos de Héstia conforta e relaxa os aliados/ pessoas ao seu redor, bonificando efeitos de cura usados por eles sobre os alvos ou dentro da área em 10%. Afeta uma área de 15m de raio do semideus, desde que ele esteja consciente. [Novo]

Nível 23

Voz calmante - Héstia sempre foi conhecida pelo temperamento calmo e pouco afeito à brigas. Dessa forma, seus filhos tornam-se diplomatas natos, e poderes de calma e/ ou persuasão que visem acalmar um alvo utilizando a voz são ampliados em 20%. [Novo]

Ativos

Nível 6

Controle de emoções - Héstia era também ligada às emoções, por seu papel como protetora do lar. Seus filhos, herdando tais habilidades, conseguem afetar emocionalmente um alvo, modificando suas reações. Deve haver toque constante ou uso da fala para transmitir essa alteração (nesse caso de forma condizente) e uma postura coerente à emoção que deseja passar. Tentar acalmar um alvo gritando com ele não funcionaria, por exemplo. O poder obedece a uma escala emocional, onde cada espaço equivale a um turno (considerando o estado mais próximo da situação do alvo como inicial):  Ódio _____ Receio/ Ansiedade _____ Neutralidade _____ Interesse/ Calma _____ Serenidade/ Amabilidade
Qualquer interferência externa contra o usuário resulta em falha, uma vez que a habilidade requer certa concentração.
Obs:
Legendinhas, personagens e explicações:
1Chelsea Drevoir: Filha de Hipnos e curandeira de Asclépio. Trabalhou na enfermaria Healing Hills com Jhonn, sendo uma de suas aliadas mais leais e frequentes, bem como confiáveis. Atualmente está com ele atendendo na enfermaria de Thea Françoise d'Orleans.

2Yin: Parte empática e pensativa de Jhonn Stark, sua metade com os poderes de Asclépio. Yin surge fisicamente apenas quando o poder do medalhão "Tao" é ativado, sempre acompanhado de seu oposto complementar: Yang.

3Yang: Parte impulsiva e temperamental de Jhonn Stark, sua metade com os poderes de Héstia. Yang surge fisicamente apenas quando o poder do medalhão "Tao" é ativado, sempre acompanhado de seu oposto complementar: Yin.

4"Estavam separados": Yin e Yang, devido ao poder do medalhão "Tao", conseguem assumir formas físicas, dividindo o corpo de Jhonn em dois.

5Reeze Zilmore: Filha de Éolo com relativa influência nas companhias aéreas do mundo mortal.
É uma NPC bem presente em missões como uma intermediária para as necessidades do acampamento quanto a missões em locais mais distantes.
Outras observações cabíveis:
Caham, lá vamos nós.

❖ Esse turno foi pra compensar o anterior também, então... Tem BASTANTE COISA
❖ O dragão escolhido foi um dragão da eletricidade lvl 120, cromático (Eu acho? Enfim, é azul). Ele é um senhor supremo e antigo do deserto de Vegas.
❖ Jhonn claramente decidiu AJUDAR o dragão. Poisé. Ele notou a doencinha através dos poderes passivos citados de Asclépio, que permitem notar maldições e blábláblá.
❖ O Fulgur quis que ele resolvesse essa questão com um velho inimigo morto e recuperasse a "fé" que tava amaldiçoando o inimigo dele, que seria a fé dos seguidores mortos que ele tinha. Enfim.
❖ Jhonn encontra o espírito da sacerdotisa de Fulgur que explica a novela pra ele, e ele segue de volta pro dragão. Lá, ele usa o poder de "cura" dele mesmo somado com as memórias boas de Fulgur como um dragão benevolente.

Extrinhas e curiosidades:
❖ Os posts do Jhonn tem 2 conjuntos título/subtítulo: O da direita é do Yang. O da esquerda é o do Yin.
❖ Rusalye é uma criatura mencionada na trilogia Grisha que eu botei pra cá pq acho o nome legal. Mas não tem nada a ver com o Rusalye oficial mesmo.

Observação final: Qualquer dúvida sobre Yin e Yang, minha trama, ou qualquer coisinha, só chamar que a gente esclarece.

É isso. Be kind ❤️
SAIU ESSA MURRINHA!:

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Jhonn Stark
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Sadie Bronwen em Dom 01 Jul 2018, 23:31



DRAGONBORN
Não faça acordos com um dragão
A primeira coisa que sentiu foi o tranco, como se seu corpo fosse um pedaço de metal puxado por um ímã gigante. Ao pisar no chão, tropeçou um passo à frente, cambaleando de leve antes de recuperar o equilíbrio. A segunda coisa foi a luminosidade: por mais que enxergasse no escuro, devido à sua natureza ligada ao submundo, ainda sentia a mudança brusca, piscando algumas vezes seguidas até seus olhos se acostumarem. Seus outros sentidos também entraram em alerta no lugar incomum: podia sentir o cheiro, terroso, proveniente das rochas e de certa umidade. Uma brisa gelada permeava o local, e não havia sons além dos provocados por ela mesma, e um leve gotejar, que aparentemente vinha de algum lugar à frente.

Analisou melhor o local, uma sala circular, focando no ponto de onde saíra: o portal havia se fechado, e Sadie percebeu que a palavra descrevia bem a abertura: ainda que do lado de fora fosse apenas uma parede de pedra, deste lado o batente da passagem era elevado, formando uma "meia-coluna" com pedras de várias cores engastadas. Algumas delas ainda brilhavam. Provavelmente formavam um sistema mágico de abertura e fechamento. Não ousou tocar — talvez pudesse ser levada de volta se o fizesse, e ainda não era a hora. Observando, contudo, as pedras não pareciam removíveis, o que poderia indicar o motivo de não terem sido depredadas, se é que alguém ainda habitava ou visitava esse espaço. Outras passagens similares espalham-se em espaços regulares, indicando que ali era um ponto de confluência. A que outros locais estava ligado? Tentou decorar o portal de onde viera, e notou as runas acima da passagem: a do seu portal estava escrito "Oerth". Estranhamente, outra abertura possuía a mesma inscrição. Parou para ver as demais, e identificou outros nomes: Krynn, Eberron, Greyhawk, Mundo Médio, Reinos Esquecidos, Sexto Mundo. Nem todas estavam tão legíveis, contudo, e ela gastou algum tempo tentando decifrá-las.

Entretanto, Sadie tinha outras preocupações no momento, logo mudando o foco de sua atenção. Queria se localizar ou entender onde estava. Ali, diferente do que esperava, as paredes não eram de pedra nua: havia murais talhados na rocha, com relevos em bom estado de conservação, com imagens dracônicas variadas, de dragões pousados sobre moedas, sobrevoando torres de castelos, cuspindo fogo (ou seja lá o que fosse), lutando (entre si e com humanos) e sendo venerados. Escritos em uma linguagem que não compreendia acompanhavam as imagens — ela não sabia se era alguma espécie de narração ou legenda. Ao menos, sabia que estava no lugar correto.

A sala não apresentava mais nada além dos murais e uma espécie de mosaico no chão, ao centro. Não havia outras passagens de entrada ou saída, e não tinha ideia de para onde deveria seguir: simplesmente não parecia haver nenhum caminho que levasse adiante. Tentou ficar etérea e, apesar de conseguir assumir a forma, sua passagem era, de alguma forma, bloqueada pela rocha. Aparentemente, manter-se intangível não a ajudaria muito, e logo assumiu novamente a forma natural.

Além disso, Sadie sentia a magia crepitar por todo o lugar, passando por seu corpo no processo. Longe de deixá-la satisfeita, tal efeito a deixava apreensiva: era sinal de que algo grande se encontrava ali. Sentia a onda mágica mais forte perto do centro, e se aproximou para observar o mosaico.

A figura também era circular, com cerca de um metro de diâmetro. Dentro dela, mais três círculos menores, com símbolos diferentes: uma lua, uma estrela e um sol. Ao redor deles, partindo dos símbolos, sulcos escuros, como fendas, mas era impossível ver se tinha algum escoador ou se era apenas um relevo decorativo. Runas desenhavam-se ao redor de toda a figura e, ao focar sua atenção, Sadie subitamente compreendeu o sentido, com as letras mágicas adaptando-se para serem lidas: “Na noite, o sangue escorre. No ar, a chuva dança. No sol, o solo aquece.” Do lado de fora, outros círculos menores marcados no chão, como se tivessem sido encaixados um dentro do outro, apesar de não haver qualquer desnível. Aparentemente, seu caminho dependia daquilo, a menos que desejasse seguir para um dos outros mundos cujos nomes estavam nos portais, o que não era o caso.

Não era difícil associar os símbolos às escrituras: a lua só poderia ser à noite, e o sol estava bem claro, sobrando as estrelas para o ar. Sendo assim, restava a segunda parte, mas era praticamente autoexplicativa.  Sadie seguiu as ordens na sequência: transformou sua corrente, utilizando um dos espinhos para ferir o antebraço esquerdo (ela era destra, mas a corrente necessitava de duas mãos para um bom manejo, e não queria se prejudicar a ponto de não conseguir lutar de modo adequado). Não fez um ferimento muito profundo, apenas o suficiente para que algumas gotas de sangue caíssem sobre o símbolo, que brilhou em resposta, logo guardando a arma em sua forma mundana. Moveu-se em seguida, partindo para o outro símbolo. Ali, precisaria de água. Não carregava um cantil nem nada do tipo (se lembraria da necessidade disso em ocasiões futuras). Precisou apelar mais uma vez para a magia, mirando as mãos no chão e invocando o encantamento com palavras breves. Sem demora, o jato de água atingiu o ponto mirado, provocando o mesmo efeito. Faltava o terceiro símbolo. Amaldiçoou-se novamente: algo simples como fósforos poderiam dar conta do requerido, mas teve que buscar forças novamente na sua ligação mágica, lançando um raio de fogo sobre o sol. Agora, não apenas o símbolo em questão brilhou, mas os outros dois fizeram coro. A luz espalhou-se pelos sulcos, e outro efeito teve inicio: o círculo central começou a elevar-se. Sadie, que estava sobre ele, precisou se equilibrar para não cair. No teto, as pedras se afastavam magicamente, enquanto a plataforma se aproximava, se encaixando no chão.

Sadie estava em uma nova sala, igualmente circular e sem iluminação. Nesta, contudo, havia apenas uma espécie de trono, feito de algum tipo de mineral — ela não possuía conhecimento o suficiente para saber qual. Em seu pedestal, uma nova inscrição, com a mesma linguagem mágica do enigma da sala anterior: “Aquele que deseja domar um dragão deve ter o coração forte para não ser subjugado por ele. Prepare-se para o seu julgamento”. Aparentemente, alguém não havia se saído tão bem: o esqueleto sentava-se, a cabeça pendente. Apesar disso, não havia nenhum fantasma ali.

Ela não sabia bem o que esperar, mas não era uma questão de escolha. Ainda assim, manteve-se cautelosa. Antes de tudo, precisaria se sentar no trono. Aproximou-se com cuidado, tocando o corpo com respeito. Esperava que o corpo se desmontasse, mas não ocorreu, fosse pelo motivo que fosse. Assim, o carregou com cuidado até a borda da sala, o depositando suavemente no chão. Chegou a pensar em revistá-lo, mas não parecia haver mais do que farrapos de roupa e uma arma enferrujada — uma maça — que definitivamente não era de bronze sagrado. Deixou-a onde estava. Voltou para o ponto aonde o trono se encontrava, sentando-se.

As coisas ocorreram simultaneamente: primeiro, a luminosidade tênue, que surgiu no chão e se espalhou suavemente pela sala, a deixando na penumbra. O segundo ponto foi o trono, cujos braços e pedestal criaram garras, prendendo seus braços e pernas. Depois disso, a imagem que surgiu ao seu redor, como um tribunal: via as criaturas sentadas nas arquibancadas, não apenas humanos, ainda que não soubesse dizer de quais raças as outras eram, com traços que variavam enormemente entre si, todas vestidas com robes vermelhos e dourados. E então a voz que ribombou, vinda de uma figura central da qual ela não conseguia divisar o rosto. E, surpreendentemente, era uma voz feminina.

— Aquele que intenta obter a orbe deve provar seu valor: este não é um item mundano. Assim como os outros artefatos de seu tipo, esse foi criado em tempos de guerra, para auxiliar-nos contra os dragões malignos, mas desde então fomentou ele próprio outras lutas. Não podemos arriscar que venha a ocorrer novamente. O equilíbrio dos mundos depende das mãos sobre as quais as orbes repousam. — Sadie sentia a solenidade de tudo: da voz, da declaração, do local onde estavam (que não mais parecia a sala de uma torre). Ela mal respirava, aguardando os desdobramentos. A voz continuava. — Você tem agora a chance de voltar. Caso desista, será liberada para retornar ao seu mundo, sem qualquer dano ou prejuízo. Caso contrário, deverá se provar digna de empunhar esse artefato. Precisamos saber suas reais intenções, e cada ato que praticou até então será avaliado e julgado. Se for digna, poderá seguir adiante: ainda há outras provas. Caso contrário, sua jornada terminará aqui. Deseja continuar?

Talvez devesse hesitar, mas estava ciente de tudo que estava em risco. Apesar do nervosismo, a voz saiu firme e a resposta foi rápida.

— Sim.

Não sabia se estava discernindo corretamente, mas podia jurar que sentiu um tom de aprovação quando a mulher voltou a falar.

— Não diga que não foi avisada.

Sadie estava acostumada a reviver o passado: ele é um fardo constante, uma vez que remorsos, falhas e lembranças são os alimentos dos fantasmas. Ainda assim, era exaustivo: reabria feridas antigas e criava outras, conforme focavam em coisas nas quais ela nunca havia parado muito para pensar, como os efeitos colaterais de suas ações. Todas suas escolhas até ali foram vistas e repensadas, as que fez e as que deixou de fazer — como quando deixou uma humana ser morta por um vampiro apenas para não chamar a atenção em meio a uma investigação no mundo mortal, ou, muito antes, quando fugiu de Arkhan, liberando os outros presos do manicômio. Como semideusa, pela primeira vez deu-se conta de como sua existência afetava o mundo, de uma forma ainda maior que a de um humano era capaz de fazer. Havia ainda outra questão: o trono não aceitava mentiras. A cada demora, cada hesitação, cada omissão, meia verdade ou distorção, sentia a eletricidade atravessar seu corpo, trincando os dentes para não gritar perante aquele estranho tribunal. Não seria o suficiente para matá-la, caso se mantivesse objetiva e não tentasse fugir às perguntas. Podia entender agora o destino do esqueleto anterior, mas ela nunca teve necessidade de se esconder: assumiu tudo que fez até então, e se lamentou de verdade por aqueles que tiveram o destino alterado ao cruzar com ela — talvez por isso mesmo tivesse conseguido escapar do pior da provação: mais do que erros, havia responsabilidade de assumi-los e desejo de não cometê-los. Quando terminou, os pulsos e tornozelos apresentavam queimaduras, ainda que leves, e se sentia fraca, física e mentalmente, pelo processo excruciante de perguntas e respostas — cada uma delas tirada diretamente de sua mente e projetada de forma ilusória para o julgamento de todo tribunal, que se autodenominava de "Conselho dos Sábios" — Uma espécie de guilda que reunia seres poderosos, que havia jurado fazer o que fosse necessário para manter o universo em equilíbrio, ainda que dosassem sua própria interferência para esse fim. Focaram especialmente na sua ligação com o dragão, o que provocou um rumor mais alto que percorreu toda a sala, mas se contiveram ao saber sua intenção de usar a orbe contra Deathwing: era esse, afinal, o propósito do artefato, combater dragões malignos.

O trono voltou ao normal, soltando seu corpo, e apesar de seu impulso inicial ser o de levantar o mais rápido possível, se conteve, aguardando que a "Sábia" a dispensasse. A atitude pareceu novamente ser bem vista. A mulher dava um passo à frente, retirando o capuz que lhe cobria o rosto. A pele pálida como um pergaminho, e com tantas rugas como o papel teria fibras, cabelos de um branco brilhante e olhos de cor âmbar: ela era velha, mas, ao mesmo tempo, parecia atemporal, e Sadie não saberia precisar sua idade, se lhe fosse pedido para descrevê-la.

— Você fez bem, semideusa. Nós aprovamos suas ações, mas há outros testes pela frente. Mantenha-se resoluta: a única forma de dominar a tormenta é não temer seus raios. Que os deuses, do seu e dos nossos mundos, estejam com você.

A imagem tremulou, se desfazendo, e um ponto na parede começou a brilhar como um portal. Sadie sabia o que deveria fazer a seguir.

Ela saiu na terceira sala, encostada à parede. Nessa, o piso também se destacava: uma área semicircular (exatamente na qual estava) não apresentava nenhuma alteração. Já outros pontos no chão, além desse trecho, mostravam desgaste e rochas enegrecidas. Não foi difícil entender após dar o primeiro passo: o flash cegante cortou a escuridão, e o som ecoou quando o raio atingiu o chão, próximo o bastante de onde estava para fazer com que temesse ser acertada. Foi dar um passo para trás, mas se viu acuada por uma espécie de parede, que impedia seu retorno. Como haviam lhe dito: ela não tinha a opção de voltar.

Uma lajota brilhava no chão, na borda oposta da sala, e agora os raios caíam desordenadamente. Ficar etérea não a impediria de receber a energia, mas se o mecanismo fosse ativado por seus passos, isso poderia ajudar. Assumiu mais uma vez essa forma, flutuando a alguns passos do chão. Infelizmente, seu raciocínio não foi correto: os raios continuavam, e sentiu na pele quando foi atingida por uma corrente de energia, deixando-a sem fôlego e fazendo-a arquejar de dor. Voltou à forma sólida, mantendo-se no chão para se recuperar: por mais que temesse ser atingida novamente, não tinha condições de correr. Contudo, isso não ocorreu, por mais que a sala relampejasse ao seu redor. Lembrou-se das palavras da sábia: “A única forma de dominar a tormenta é não temer seus raios”. Seria esse o segredo? Levantou-se lentamente, respirando fundo. Ela voltou a caminhar, sem pressa e tentando dominar seu medo. Sua respiração aos poucos voltava ao normal, enquanto dava passos lentos, na direção do piso brilhante. Por vezes, o raio estourava ao seu lado, ou a seus pés — não se movia além do caminho traçado.

Quando atravessou a sala e pisou no quadrado luminoso, sentiu algo familiar: o empuxo do teletransporte, que experimentava sempre que usava magias do tipo.

Desta vez a sala era diferente: apenas um semicírculo, com um paredão a sua frente. No centro dele, uma porta decorada com um dragão, com a boca aberta como se prestes a soprar. Sobre a porta, as mesmas runas mágicas, que se adaptavam à leitura: “Apenas iguais podem seguir adiante”. Pela segunda vez sentiu-se perdida: de que tipo de igualdade falavam? Alamis disse que dragões não entravam ali, e o Conselho dos Sábios, durante seu interrogatório, também afirmou algo similar, sobre a necessidade de proteger a orbe das criaturas, e por isso mesmo não ficaram muito contentes com sua associação a ele. Tocou a estátua, sem qualquer efeito. Ela, como semideusa, não tinha nenhuma natureza dracônica — sequer lembrava se algum deus grego possuía relação com eles, exceto talvez por Psiquê e a maldição de Antiphates. Com relação à magia, a energia que sentia parecia mais forte ali, mas não com foco especificamente na cabeça de dragão. Tentou mais uma vez o sangue, também sem sucesso. Estava cansada e perdida, com a sensação que todo o esforço havia sido em vão. Contudo, sequer havia caminho de volta. Imaginava se morreria ali, de inanição ou algo do tipo, mas a sala tampouco apresentava restos de antigos ocupantes ou algo similar. Deitou-se, encarando o testo. Quanto tempo se passou, não saberia dizer: em algum momento ela havia dormido, acordando se não com a resposta, pelo menos com ânimo suficiente para voltar a buscá-la. Tinha fome, mas não havia muito que fazer nesse sentido, além de outra nota mental sobre coisas a carregar no bolso em futuras aventuras, se escapasse dali. As próximas horam foram gastas re-imaginando seus passos: o que havia feito e com o que havia se deparado, para descobrir onde estava a resposta. A única coisa que fazia sentido era a relação entre a sala do trono e a sala da tormenta: teria algo ligado ao elemento, uma vez que ambas trabalhavam com punições ligadas a raios e eletricidade? Não custava tentar... Na pior das hipóteses, estaria fadada ao fracasso, mas até então era exatamente onde estava neste momento.

Aproximou-se da sala, mirando a mão na direção da boca do dragão e usando mais uma vez sua magia. O raio brilhou, mas a luminosidade permaneceu mesmo após o disparo. A estátua emitiu um rugido ensurdecedor, que não provocou danos, mas fez com que Sadie tapasse os ouvidos por um instante, e então a porta começou a abrir. Ela não sabia o que esperar: depois de tudo isso, talvez um dragão real? Em vez disso, havia apenas um pedestal, com um globo do tamanho de uma laranja: a orbe.

Sadie aproximou-se, sem tocá-la, analisando seus detalhes: toda orbe era decorada, o mesmo tema reptiliano que havia por toda a torre, ou o que quer que fosse aquele espaço. Dentro, era como se raios dançassem, e a cada "relâmpago" uma cor azulada se espalhava pelo objeto esférico. Então ela subitamente compreendeu: era a orbe dos dragões azuis.

Seu estômago afundou com essa constatação: ainda tinha em seu âmago a esperança de conseguir uma arma contra Deathwing, e acabara de ser frustrada. Apesar disso, sabia que a orbe seria útil, bastava aprender como utilizá-la. Esticou a mão lentamente, e seu toque sobre o item foi tão suave que se fosse algo vivo, não seria sentido. Esperava outro choque ou algo similar, mas tudo que teve foi uma faísca, de cor azul, que se espalhou por seus dedos e braços, desaparecendo a seguir, como se tivesse se infiltrado sob sua pele. O Pedestal desceu, e o chão assumiu o formato da mesma plataforma circular da primeira sala. Sadie guardou a orbe no bolso o casaco e pisou no centro desse espaço, recebendo o tranco de mais um teletransporte. Quando viu, estava de volta à sala inicial, com as portas ao seu redor. Só precisava voltar para casa, para a Terra.

Localizar a porta de onde viera foi fácil: havia duas marcadas como "Oerth", e ela conseguiu se lembrar de sua posição inicial com base nas portas ao lado e no mosaico central. Ativá-lo não foi tão complicado: como feiticeira, tinha certa habilidade com itens mágicos (o que ela suspeitava ter ajudado nas provas pelas quais passara também) e precisou de poucos minutos para descobrir a sequência das gemas no portal, precisando pressioná-las para ativar a tranca dimensional. Aparentemente, Alamis havia deixado a chave em posição: o portal entrou em atividade, e se viu piscando, o portão dos deuses a suas costas e um céu estrelado acima de sua cabeça. Alamis se encontrava um pouco mais distante, ainda no helicóptero. E algo a incomodou: mais do que um lampejo, ela via agora todo o corpo dele escamado, de uma tonalidade que ficava entre o azul-celeste e o azul royal, vivo. Seus olhos leitosos brilhavam no escuro, e suas unhas pareciam maiores, negras e lustrosas, e o mesmo tom escuro tomava suas mãos, subindo por um de seus braços. Notava também que a imagem projetada parecia falha: havia buracos na escama, como se tivessem caído, mostrando uma pele rachada por baixo, um aspecto semelhante à sarna. Piscou várias vezes, mas a imagem não voltava ao normal. Seria algum efeito de portar a orbe? Olhou para trás em um relance: o disco dourado se mantinha encaixado no paredão: provavelmente, diferente do que lhe dissera, ele havia deixado a chave posicionada todo o tempo. Fazia sentido, já que não saberia em que hora ela voltaria.

— Achei que tivesse morrido.

Sadie captou uma entonação diferente, uma sensação estranha, provocada por sua voz.

— Não achou não, ou não teria deixado a chave posicionada.

Alamis sorriu, a observando.

— Eu precisava esperar... Foram dois dias, afinal de contas.

Sadie assimilou lentamente essa informação, que de alguma forma sabia ser real: ela não tinha noção de tempo lá, mas jurava não ter passado mais de 24 horas. Isso significava que, na torre, o tempo deveria passar duas ou três vezes mais rápido.

— Aconteceu algo notável nesse tempo?

— Nada que mereça atenção. — De novo, o tom estranho, como se algo ressoasse além da voz. E conseguiu a orbe? — Dessa vez, o tom era de avidez, de uma forma que ele não conseguiu disfarçar, se é que tentava. Isso despertou a desconfiança de Sadie.

— Não sei se esse seria o termo adequado. Por sinal, o que não entendi sobre esses itens é: como usar contra os outros dragões? A orbe é tão poderosa assim?

Ele estreitava os olhos, interrompendo seu passo, provavelmente percebendo como ela desviava do assunto.

— A orbe permite que se chame um dragão, e que se dê uma ordem a ele. Além disso, ela oferece algumas vantagens ao seu portador contra um tipo específico. Mas por que a pergunta agora?

— Você não me disse sua cor.

— Você não perguntou. Eu sou um dragão azul, Sadie. É essa a orbe que você encontrou?

Ele falava de modo calmo, mas algo chicoteou no cérebro da semideusa: ele se apresentava como filho de Nozdormu, contudo, nas lendas, a epítome desse dragão era Nozdormu, o Branco. Como então seu filho poderia ser azul? De alguma forma, não se lembrara disso antes, mas agora isso deixava bem claro uma coisa: Alamis mentia. Ela falou baixo, dando um passo para trás. Duvidava que ele fosse assumir a forma real — seus empregados ainda estavam ali — mas não poderia arriscar se ver presa em um confronto físico, caso ele assim o fizesse.

— Nozdormu era branco.

— As histórias mentem. Não duvido que os deuses também. Eles só precisavam de você, diriam o que fosse para convencê-la. — A voz de Alamis parecia mais suave. De fato, suas palavras faziam sentido. Mas eu digo a verdade, Sadie. Por que me daria o trabalho de contatar uma mortal fraca, se não fosse assim? Você fez sua parte. Deveria deixar que eu seguisse com a minha. Dê-me a orbe, semideusa. Eu unirei os dragões azuis contra Deathwing!

Ela sentia sua fúria e sua paixão, e podia se render a elas. Sua mão foi instintivamente para o bolso do casaco, mesmo que aquele outro tom, incômodo, ainda ecoasse nas palavras de Alamis. Esse tom, contudo, tornou-se mais forte no momento em que ela tocou a superfície do objeto. Podia perceber agora que ele tentava convencê-la por suas habilidades, e isso permitiu que retomasse um pouco do seu autocontrole.

— Derrotaremos Deathwing, e depois Antiphates. Teremos paz, Sadie. — Os olhos dele brilhavam de um modo quase insano, mas que prendiam sua atenção. Essas palavras, contudo, eram reais: fosse qual fosse sua definição de paz, Alamis acreditava no que dizia.

— Nesse caso, lutarei a seu lado. Eu posso ficar com a orbe, Alamis, e a usarei com sabedoria. Derrotaremos os dois juntos, mas ela será minha garantia de que nenhum dragão fará mal aos mortais.

O grito que se seguiu foi furioso e inumano. O raio partiu em sua direção em segundos, mas foi o bastante para que conseguisse se defender, invocando sua magia. Ela não acreditava que poderia segurar o golpe completamente, nem que seria páreo para ele, mas ainda não sabia utilizar a orbe a seu favor e precisava se valer apenas de suas habilidades. Ainda assim, quando o raio a atingiu — enfraquecido, após ultrapassar a barreira mágica — não foi tão doloroso quanto esperava. Recuou, sentindo a parede de pedra atrás de si: sabia que não tinha chances em um combate ali, estava debilitada e não tinha ideia do que ele poderia fazer. Perguntava-se, inclusive, o porquê dele não assumir sua forma real: estava claro a partir do momento que ele atacou que qualquer testemunha humana, como o piloto, seria descartada mais tarde.

Ela não tinha muito tempo: em um átimo, girou o disco novamente. O portal se abriu (talvez não tivesse um limite de uso, afinal) e ela simplesmente se atirou pela passagem. Ela não conseguiria levar o disco, e precisava confiar que Alamis havia dito a verdade sobre não poder entrar na torre. Apenas se sentiu segura quando, arquejante e desesperada, se encontrou no chão do local, o portal fechado às suas costas.

Ela esperou e esperou, mas não houve qualquer movimento que indicasse alguma tentativa de passagem. Estaria segura ali, mas se perguntava até quando. A resposta veio mais rápido do que esperava, com vários portais brilhando ao mesmo tempo. Ela levantou-se, transformando a corrente e a segurando em frente ao corpo, de prontidão. Os estranhos surgiram, vindo de cada uma das passagens. Em comum, notava a tatuagem exibida na face de todos, e as runas bordadas nas roupas. Aquele vindo do portal de Krynn foi quem tomou a palavra:

— Então foi você que trouxe a Irmandade de volta à ativa?



Ela agora descansava, ouvindo e aprendendo enquanto se recuperava. Estava em um mundo estranho, com muito mais magia do que sonhara em ver algum dia — não que fosse algo ruim, pelo contrário: recebera cuidados rápidos e descobrira coisas inimagináveis. Inclusive, essa mesma magia permitia que falassem e entendessem a mesma língua, algo a que ela nunca imaginou ter acesso algum dia.

A primeira delas era a questão de viagem entre os mundos: isso existia e era mais comum do que imaginava. A diferença era que, enquanto em alguns locais essas passagens se formavam de maneira natural, podendo originar portais aleatórios com duração variada, de permanente a poucos segundos, em outros, como a torre, eram criados propositalmente. Nesse caso, em específico, pela Irmandade Metálica: seguidores e aliados de Bahamut e dos dragões metálicos em geral, com origem no mundo dos Reinos Esquecidos, aonde o poder do deus dragão era mais proeminente.

Aparentemente, a torre que ela enfrentou era uma das várias criadas para proteger as orbes. Isso significava que existiam outras mais, ainda que nem todas ainda mantivessem o item em questão: heróis do passado já haviam perdido alguns dos itens, cujo paradeiro ainda era uma incógnita. A Irmandade era um grupo antigo, aliado aos Sábios (cujo intuito era manter o mundo nos trilhos, o que por vezes fazia com que tomassem ações duvidosas em prol desse equilíbrio) e que tentavam monitorar as orbes remanescentes para que não caíssem em mãos erradas. No passado, a Irmandade possuía membros em cada mundo aonde a existência dos dragões era uma realidade, mas sua necessidade e mesmo sua função foram se tornando obsoletas em alguns desses locais, quando dragões tornaram-se extintos ou começaram a ocultar sua natureza. Assim, eles uniram seus poderes apenas para criar os portais que permitiam que atravessassem entre esses planos, e protegeram as orbes com magias poderosas, para testar aqueles interessados em possuí-las e para que fossem alertados se alguém tentasse algo nesse sentido. O chamado que sentiram com Sadie fora o primeiro após séculos sem movimentação no mundo de "Oerth". A posição na Irmandade era assumida após experiências pessoais com dragões, ou herdada de alguma maneira, como com o representante da Terra — ou ao menos um deles, já que o segundo não aparecera. Sadie desconfiava que ele estava morto, provavelmente sendo a fonte do conhecimento do próprio Alamis. Além disso, seu poder também foi esmaecendo: em mundos como Krynn e Greyhawk, a magia era presente e acessível, mas, na Terra, poucos a possuíam, fazendo com que caíssem aos poucos no esquecimento. Aparentemente, Sadie assumiria esse posto: ela relatou seus sonhos e experiências, recebendo em troca informações valiosas sobre o inimigo que agora enfrentava.

O principal era sobre seu elemento: sendo um dragão azul, dominava a eletricidade. Por conta disso, o melhor que Sadie poderia fazer era evitar o uso de itens metálicos, e buscar proteções isolantes. Sobre a imagem que ela viu, eles não saberiam informar: mesmo com a narração do que ele disse sobre a doença, eles não conheciam algo similar em seus mundos, então isso continuava como uma incógnita. Contudo, se houvesse uma forma de fazer com que isso progredisse, Sadie poderia utilizá-la. A primeira coisa que ela pensou foi no tempo, mas ele não parecia sofrer tanto com isso, e não podiam correr o risco de que ele se descontrolasse enquanto ela ainda não tinha nenhuma forma de pará-lo. Por sinal, o tempo era um problema entre os mundos: como ela percebeu anteriormente, em Krynn ele passava mais rápido, bem como em Eberron, mas não era uma realidade padrão em todos os locais. No Mundo Médio ele era similar, e nos Reinos Esquecidos e no Sexto Mundo a passagem de tempo era mais rápida que na realidade da Terra. Sadie foi levada aos Reinos Esquecidos por conta disso: mesmo que passasse mais tempo ali, o que permitiria ao seu corpo se recuperar, a Terra não teria tantas modificações. Outro ponto era a magia do local: magias de cura, que eles diziam ser fornecidas aos servos dos deuses, eram relativamente comuns, e foram utilizadas sobre ela após as duras provações na torre. Ela teria que estar em seu melhor se pretendia enfrentar um dragão adulto, e seus poderes ali pareciam não surtir efeito: os deuses gregos não tinham qualquer influência nesses planos, sendo que só conseguiu utilizar suas habilidades pela torre estar em um ponto de intersecção planar, uma espécie de limbo que admitia diversas influências. Ainda assim, a magia deles não parecia tão diferente daquela utilizada pelos curandeiros, surtindo o efeito desejado.

O próximo ponto era o pior: táticas de combate. Sabia que não lutaria sozinha — esse também era o papel deles. Mas como enfrentar algo que parecia invulnerável? O primeiro ponto que lhe foi ensinado foi sobre a disposição em campo: não era bom que se mantivessem próximos. Sopros em geral eram ataques de área, e quanto mais combatentes perto, mais chances de serem acertados. O melhor seria treinar movimentos de agrupamento e dispersão, para tentá-lo fazer utilizar esta arma, e ao mesmo tempo terem alguma chance de esquiva. O segundo ponto eram sobre vulnerabilidades físicas: rabo e cabeça não eram bons locais, já que geralmente continham chifres e espinhos bem resistentes. Os olhos sempre eram uma opção, mas eram um ponto complicado de acerto. Fora isso, asas e barriga, se acertadas por baixo, poderiam dar algum resultado — e, no caso das asas, ainda atrapalharia a locomoção de Alamis.

Essa era outra questão de interesse: eles não sabiam a forma real dele. Se o que Alamis dissera sobre ter séculos de idade fosse verdadeiro, então ele provavelmente seria um dragão enorme, ou até maior. Isso significava que seu voo não era tão bom: ele deveria usar poucas manobras, provavelmente alguma investida com o sopro no combate, e um pouso visando provocar danos por esmagamento, para em seguida defender uma posição vantajosa no terreno. Seria mais fácil se pudesse, nesse caso, delimitar o local do encontro, o que a Irmandade providenciaria: eles sabiam manusear os portais melhor do que ela, e pretendiam atraí-lo para o segundo portal em Oerth, que também ficava no Peru: a floresta de pedra no platô dos Markawasi. Obviamente Sadie e os outros já estariam aguardando, e ele provavelmente saberia disso. Infelizmente, teriam que contar com o interesse dele na orbe, uma vez que estavam sendo diretos.

— Por que há dois portais na Terra?

Os integrantes da Irmandade eram pacientes em explicar, apesar de tudo. Afinal, era o conhecimento que os unia. Dessa vez, Bigby, o mago dos Reinos Esquecidos era quem lhe ensinava.

— Alguns locais atraem mais portais e mais dragões de certo tipo. Isso ocorre nesse local que você chamou... Peru? É isso? Por alguma razão desconhecida, os dragões azuis gostam de lá, e as energias que fluem ali favorecem a movimentação entre os planos. Achamos que seria prudente manter dois portais, tanto como uma rota de fuga quanto como fator surpresa. Isso acontece em outras torres também, ligadas a outros reinos, alguns que você nem tem ideia. Infelizmente não temos tempo agora, ou eu lhe ensinaria.

Sadie tomou o assunto por encerrado, mas gostou da insinuação de um possível mentor — não era uma traição a Circe, já que não louvaria ninguém, então não se sentia mal ao pensar sobre isso. Mas ainda havia coisas a questionar e aprender, se tivesse tempo.

E então havia o terceiro ponto: o poder da orbe. Como um artefato, ela requeria sintonização: Sadie precisou passar horas de meditação com o item, para que se tornasse apta a acessar suas habilidades. Ela própria se viu afetada pela orbe: um sussurro insidioso se infiltrava em sua mente, e parecia se deleitar em provocar destruição, ansioso pela luta. Ela sabia que ele desejava que ela liberasse todo seu ódio, mas não apenas sobre Alamis. A semideusa se refreava, contudo: se perdesse o controle, a batalha estaria perdida, e mais, sua própria humanidade em jogo. Ela não deveria se tornar um monstro, afinal — seu objetivo era combatê-lo. O segundo fator é que, enquanto na posse do item, todo e qualquer dragão a odiaria. Ok, ela poderia lidar com isso. Os outros fatores eram estéticos: seu cabelo e olhos assumiram tons azulados, suas unhas fiaram negras, e uma camada de pele escamosa azul recobria seu corpo, inclusive sua face, ainda que não lhe oferecesse qualquer proteção extra. O que lhe intrigou foi por quê deixariam o item em mãos inexperientes, mas aparentemente a própria orbe se recusaria a sintonizar com outra pessoa senão aquela que a havia resgatado. Quem diria que um item poderia ser tão caprichoso? Mas ao menos ela tinha vantagens reais agora, aprendendo a ativar suas habilidades e ganhando resistência o suficiente para se manter viva.

Foi uma semana nesse mundo, o que significava pouco mais de três dias na Terra. Provavelmente Alamis a aguardava, tentando ele próprio acessar o portal, ou apenas esperando seu retorno em frente ao paredão — ela não saberia dizer. O que mais ele poderia fazer? Ao menos, precisavam contar com isso. De sua parte, ela foi levada ao outro portal na Terra, com seus itens, a orbe sintonizada a si, e uma equipe com seis integrantes da Irmandade (o outro integrante da Terra era um humano comum, do povo dos Andes, que apenas registrava e repassava a história da Irmandade entre os seus, para mantê-los vivos na memória — sem habilidades sobrenaturais além de seu conhecimento peculiar, mantendo-se longe do combate). Cada um tinha seu próprio arsenal, construído especificamente para afetar esse tipo de criatura: Neon tinha a magia xamânica, controlando os elementos e curando aliados; Bigby tinha conhecimento planar, dominando por conseguinte o espaço e o posicionamento do grupo, com magias de teletransporte e similares; Datran, de Eberron, tinha itens mágicos estranhos, que misturavam ciência e tecnologia com a magia, sendo ele próprio um forjado de guerra, uma espécie de construto arcano com inteligência e personalidade individual, resistente aos poderes elétricos do dragão e ao seu charme; Elluna, a elfa de Krynn, tinha a poderosa lança chamada de "mata-dragão", o que não precisava de observações adicionais; do Reino Médio, Jared tinha a pontaria com armas à distância, e a capacidade de unir qualquer grupo, liderando-os e instilando coragem; e de Greyhawk havia Lianon, o draconato de platina, paladino de Bahamut — praticamente a encarnação dos ideais do deus dragão do bem, com honra, força bruta e mais magia curativa (que nunca era demais). Sadie só teria uma função: ativar a orbe em momentos oportunos e agir como isca. Não era uma posição tão confortável, mas era o melhor que poderia fazer.

Ela estava mais calma do que deveria: não que não temesse, mas não via escapatória de seu destino. Aprendera na pele, em poucos dias, um ditado que Neon, a xamã do sexto mundo, dissera ser recorrente em seu plano: nunca faça acordos com um dragão. Esse dragão, entretanto, também aprenderia uma lição, se dependesse dela: não tente enfrentar uma semideusa.




Sadie
Outros
Narração

Informações:
Trama e afins:
Talvez tenha ficado confuso, então vamos lá:

Ponto 1: A torre é um lugar entre dimensões, criada de forma artificial por magos e seres extremamente poderosos, ligando ao menos duas facções: o Conselho dos Sábios e a Irmandade Metálica (que foi quem realmente coordenou os esforços para tal, explicação sobre ambas em outro tópico);

Ponto 2: Por essa localização peculiar, Sadie ainda conseguiu usar seus poderes dentro da torre, o que não acontece quando ela vai pra outro plano, dependendo das habilidades de seus novos amigos pra se curar e pá.

Ponto 3: Dizia que podia procurar NPCs, e não limitou o tipo de ajuda que dariam. Não faria sentido deixarem ela toda estourada e jogá-la pra morte, então sim, eles a curaram – clérigos, paladinos, xamãs, etc – magia similar às de curandeiro, recuperando HP e MP pra que ela volte em condições pro combate (estou considerando aqui aliados de nível superior + lapso temporal de quatro dias, o bastante pra que ficasse full para um combate direto no futuro).

Ponto 4: Diferente dela, como coloquei, eles tem nível superior – seriam os caras nível épico em rpg. Basicamente, limitações planares não afetam tanto seu desempenho fora do mundo, reduzindo, mas não anulando seus poderes, da forma como fez com a Sadie.

Ponto 5: Essa mesma limitação a impediu de usar suas habilidades de recuperação pessoais, enquanto que poções e afins mantém as propriedades, mas seria estúpido usar enquanto possuem outro recurso, podendo ser melhor aproveitadas no combate, caso necessário – um raciocínio lógico a qualquer um nessa situação.

Ponto 6: Considere que a Irmandade possui mais gente, a questão é que esses são os que estão em contato direto com ela. Em tese, mesmo eles teriam limitações e regras próprias, o que justifica não terem interferido antes e se manterem em segundo plano na maior parte do tempo.

Ponto 7: Outro motivo para que Alamis não assuma ainda sua forma real é em parte o orgulho de sua aparência (atualmente afetada pela doença) e em parte para poupar suas energias. Aqui, considerei que a doença está progredindo de forma mais lenta nele, seja pela sua idade/ nível, seja por fatores individuais – ele está sucumbindo, mas mais devagar do que deveria. Considero plausível, já que bem ou mal vetores de doenças podem sofrer mutações – ele não é imune, mas seria uma adaptação à trama.

Ponto 8: Escrevo de forma mais informal em diálogo justamente por falas permitirem essa liberdade, como o uso de "pra" e afins.

Ponto 9: A floresta de pedra dos Markawasi é outro ponto real, também com lendas de ser um portal dos deuses. Dá pra fazer uma tour sobre isso no Peru/ Andes. Não explanei mais porque vai ser abordado no turno seguinte.
Facções:
As duas facções aqui não possuem necessariamente o mesmo objetivo sempre, mas são aliadas quando convém.

Conselho dos Sábios: Seres de poder superior (novamente, nível épico) que acreditam no conceito da “Balança dos Mundos”. Suas ações visam o equilíbrio, que é algo que por vezes são os únicos a vislumbrar. Assim, pode impedir uma pessoa de ser morta em um dia, para auxiliar na destruição de um mundo inteiro na semana seguinte. Nesse caso em específico, eles julgam a intenção de quem deseja a orbe, para avaliar se suas ações podem provocar um desbalanceamento brusco. No caso de Sadie, em específico, ela não planeja a dominação global ou o extermínio de todos os dragões do mundo, e suas ações em geral colaboram com a visão deles. Já o esqueleto é magicamente colocado ali (por isso não se desmonta), mais como um teste de caráter da Irmandade.

A Irmandade, por sua vez, é formada por aqueles com um ideal de justiça, honra e bondade, ideias pregadas por Bahamut. A visão deles é um pouco mais delimitada entre bem e mal, e por isso a avaliação que fazem é mais pessoal.

Ambas as facções possuem indivíduos de vários mundos diferentes que compartilham ideais similares, e possuem um relacionamento neutro/ amigável entre si.
Itens:
Os itens foram adaptados. Segue o padrão adotado:

{Agony} / Corrente [Corrente com cravos. É feita de bronze sagrado mas sua coloração é desgastada, como se fosse velha e corroída. A corrente possui 3m de comprimento, e apesar do tamanho pode ser facilmente manuseada pelos filhos da deusa do fantasma. Transforma-se em uma braçadeira com spikes no nível 20. A corrente de Sadie foi modificada, possuindo os cravos em tamanho maior e afiados, provocando 20% mais dano do que de uma corrente comum. Além disso, suas extremidades possuem pontas afiadas, como pequenas adagas, podendo provocar danos perfuro-cortantes com golpes de ponta, e não apenas concussivos. Na lateral de cada extremidade, há ganchos, que podem ser ativados sem custo, por pressão, para auxiliar em ações de aprisionamento, para enlaçar o alvo, desarme ou para auxiliar em uma escalada.[Melhorado por Pio]{T} {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 5) (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Soul} / Colar [Um colar feito de prata com um pingente metálico em uma forma abstrata, algo como um "borrão" ou uma "mancha". Quando ativado, permite que o semideus assuma a forma etérea. Contudo, ele só pode ficar nesta forma 5 turnos por missão, seja de forma contínua ou não—ou seja, ele pode gastar os 5 turnos seguidos ou dividir a utilização, mas a soma do uso não pode exceder o tempo máximo por missão. Como Sadie adquiriu o poder especial de Forma Etérea, seu colar de reclamação pode ser utilizado para canalizá-lo de acordo com as regras contidas na lista de poderes, com gasto de MP e duração conforme descritos.] {Prata} (Nível Mínimo: 1) {Controle etéreo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe, modificado através de poder especial de Melinoe]

{Legion}/ Anel [Anel prateado. Olhando de perto seus detalhes lembram ossos justapostos, como se o anel fosse feito de pequenas peças até tomar seu formato. O anel suga a alma/ energia dos oponentes derrotados em combate (mortos ou destruídos pelo filho de Melinoe — ele deve ser o último a golpear o oponente para fazer efeito. Essa essência pode ser usada futuramente na ativação de certos poderes, como "Ectofagia" e "Acessar memória", respeitando os limites dos poderes. Adicionalmente, o semideus pode escolher gastar o poder de uma alma capturada — consumindo-a no processo — e ganhando um aumento de suas características de 15%, por 3 turnos. Isso afeta força física, esquiva e potência/ chance de acerto de ataque, mas não a duração dos poderes, ainda que o dano seja alterado. Apenas uma alma pode ser consumida desta forma por missão. Uma vez por missão o anel pode manipular a energia espiritual do próprio semideus, fazendo com que recupere 20 HP sem custos adicionais ou qualquer perda.] {Bronze sagrado}(Nível Mínimo: 1) {Controle de almas. Almas coletadas: 39} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Lentes do Auspício} / Lentes [Parecem um par de lente de contato comuns, incolores, mas quando colocadas permitem ao usuário identificar as auras daqueles dentro do seu campo de visão. Com isso, pode-se identificar pessoas comuns de monstros ou semideuses, tendo também o sentido do seu nível de poder, de acordo com a intensidade da aura, mesmo sem definir suas habilidades, apenas o conhecimento de nível de força. No caso dos semideuses, identifica também o deus que lhes deu a benção, seja seu pai/mãe divino ou patrono do grupo, ou os dois nos casos em que se aplicam. Não exige ativação, funcionando constantemente, mas a cada utilização precisa de 6h de descanso, semelhante a uma lente comum. Possuem um estojo específico, cujo líquido de limpeza sempre se regenera, mantendo as lentes em perfeito estado para uso. O estojo e as lentes são considerados um único item. Para fins de resistência (como bloqueios de auras), em casos que se aplicam, deve-se sempre considerar o nível do usuário.] {Material gelatinoso} (Nível mínimo: 30) {Sem elemento} [Recebimento: Missão Pursuit]

{Skyscraper} / Calçado alado [Esses sapatos assumem a forma desejada pelo dono, desde que fechados ou parcialmente fechados (cobrindo o calcanhar). Ao comando de seu dono, eles materializam asas nos calcanhares (da cor variada, dependendo do sapato e do desejo do semideus - apenas estético) mas indestrutíveis. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente do antigo Hermes por Criação de Poderes, em 2012]

{Hollow}/ Escudo Grande [Escudo de bronze sagrado, com ganchos para uma corrente, de forma a prendê-la de duas maneiras diferentes.Pelo centro, com a corrente saindo por um lado do escudo,ficando uma única extremidade solta, ou pela lateral, deixando uma ponta livre de cada lado para o ataque. Os ganchos tem travas de segurança internas, de modo que a corrente possa ser presa ou solta de acordo com a vontade do usuário, mas não se soltasse com o tranco ou puxão de um oponente; o escudo também possui uma fivela para prendê-lo ao braço do usuário, dando um suporte maior, não escapando facilmente da mão a menos que a braçadeira do mesmo seja danificada de alguma forma. Tem uma cabeça de dragão esculpida na frente, e escamas nas laterais.]{T} {Bronze sagrado} {Sem elementos} (Nível mínimo: 1) [Adquirido nas forjas] 

Elixir da Vida (divino) [Frasco de vidro com cerca de 150ml de um líquido de uma cor verde, mas escura, beirando o verde musgo, nebulosa. De gosto cítrico mas ainda adocicado, ainda que mais pungente, lembrando uma mistura de menta e limão, quando ingerido é capaz de restaurar a vitalidade de um alvo, sendo que a dose deve ser totalmente consumida no processo para que faça efeito - sendo então retirada do arsenal. Recupera 200HP de um único alvo.] (Quantidade: 1) [Comprado na loja]  
Pontos obrigatórios:
Aqui, a missão inicial foi concluída. Como explicado anteriormente, haveria uma troca de lados: Sadie acabou lembrando de informações cruciais que desmascaravam Alamis,  e o poder da orbe a auxiliou a superar resistências e afins para captar a mentira, o que provocou a ira dele. Ele tentou usar poderes voltados mais à persuasão, sem sucesso – como explicado, ele está poupando energia devido a sua debilidade atual.

A partir daí, seria a questão de encontrar aliados e delimitar um plano – os aliados seriam os integrantes da facção, que ficaram cientes da movimentação na torre, e o plano está delimitado ao final, com as funções de cada um do grupo. Sadie ficou como isca e portadora da orbe.
Testes da torre:
O teste inicial foi baseado na postagem abaixo, mas que pode ser vista aqui:



O restante foi fruto de pesquisa de enigmas em rpg + ideias pessoais, com base no elemento do dragão.

Além disso, tudo na torre é mágico – o que interferiu principalmente nas habilidades e resistências de Sadie.
Poderes:
Usados novamente

Feiticeiros — Passivos

Nível 1
• Maestria com a magia: Por serem feiticeiros de Circe, vocês sofreram menos perda de MP do que o normal ao usarem algum poder. [ New] >>> Aplicável aos ativos, mas não tem porcentagem, então…

•  Domínio aprimorado com objetos mágicos (cetros, cajados e grimórios): Sua personagem adquire o domínio aprimorado com qualquer objeto mágico ou encantado magicamente, seja ele um cetro ou um cajado. Se um grimório, você pode realizar magias com ele com naturalidade, realizando-as com muita dificuldade. [ Pode ser que você não consiga, a depender do nível de dificuldade. ] [ Modificado] >>> Usando o portal e afins.

Nível 2
• Auxílio sombrio: Na presença mínima de escuridão, você é capaz de receber ajuda dela, tendo um aumento considerável em sua força e em sua MP. Se a lua se fizer presente, sua precisão aumentará ainda mais, e seus ataques serão ainda mais poderosos, e acima de tudo certeiros, podendo ser barrados apenas por meio mágicos de proteção. [ New] >>> Aplicável durante a narração na torre.

Nível 4
• Fortalecimento por Magia: Se há presença de magia no ambiente em que você se encontra, elas o tornaram mais vigoroso. >>> A torre é totalmente mágica, então...

• Maestria com encantos: Você será capaz de pronunciar palavras mágicas que, irão se manifestar graças à magia que passa a correr por suas veias. Essas palavras vão fluir de você para o ambiente, lhe possibilitando a execução de encantamentos diversos; desde de suas armas, até aquilo que for de sua vontade. [ New] >>> Passivo que não entendo bem, já que ela tem os encantamentos ativos. Imagino que forneça algum bônus ou facilite o uso. Além disso, ajudaria a identificar e intuir a resposta dos enigmas, já que todos eram relacionados à magia.

Nível 15
• Imunidade à magia. Magia não resultará o efeito desejado em vocês, tendo seus danos reduzidos a metade se tendo você como alvo.[ New] >>> Os poderes da torre, bem ou mal, eram mágios. Dessa forma, o dano é reduzido. Além disso, o objetivo lá é testar interessados na orbe, não matar – assim, meio que a potência seria adaptável.

Feiticeiros — Ativos

Level 2.. 
• Nercusius Verdicu. O primeiro ataque ofensivo dos feiticeiros. Este ataque consiste em lançar raios de energia branca mesclado a uma coloração verde água das mãos do bruxo. Pode causar danos medianos caso acerte tendo o efeito elétrico e impactante no alvo. >>> Na sala final da torre, a porta dos iguais.

Jato Quente (Nível 9). Ao abrir as duas palmas, dois círculos mágicos irão surgir, um em cada mão e irá formar um pouco de água na palma, ao juntar as mãos com as palmas direcionadas ao alvo, um jato de água em alta velocidade e muito quente, fervendo, irá ser lançado em direção ao oponente, ou não.  >>> Na sala inicial. Apesar da magia Chicote de água ser de nível mais baixo, acredito que ele seja “sólido”, então não serviria ao propósito necessário, por isso optei por essa.

Level 17
• Kimocha. Permite que o feiticeiro crie fogo e raios, podendo converter o fogo em bolas de fogo ou outras formas de ataques, tal como os raios. [ Nada comparado aos filhos de Héstia ou de Zeus] >>> Na sala inicial, para ativar o fogo.

Melinoe — Passivos

Visão Noturna [Nível 3]
A escuridão e a noite não são problemas para esses semideuses. Fantasmas sempre foram relacionados à escuridão e ao submundo,e a própria Melinoe é caracterizada como uma deusa ctônica. Seus filhos então se adptam facilmente a essa condição, mantendo a mesma capacidade visual do que em condições normais. [Modificado] >> Na torre, todo o tempo


Poder Espiritual [Nível 18]
O poder espiritual desses semideuses é muito elevado, portanto terão mais facilidade em realizar magias e gastarão menos energia para realizá-las. Define-se como magia apenas as habilidades dos feiticeiros e outros poderes advindos de grimórios e similares. O custo é reduzido em 10%. [Modificado] >>> Aplica-se aos ativos de Feiticeiros.
Poder do dragão:
Ele tentou utilizar três poderes em Sadie, além do poder de transformação ativo de forma constante:

(-) Assumir forma - Desde o nível inicial um dragão é capaz de assumir a forma  humanóide. Nessa forma, ele pode usar vestes e itens apropriados para seu novo  físico, e algumas de suas habilidades, e terá a aparência média de um humano na  mesma faixa. Contudo, ele não pode voar, utilizar seu sopro nem ataques naturais  (mordida, garras, cauda, asas). Ele mantém todas as estatística passivas, com  exceção das que dependam de componentes físicos específicos (como a resistência  ampliada das escamas), mas mantém sua força, destreza e similares. A forma adotada  não é modificável (ou seja, toda vez que assumir a forma humana, ele terá a mesma  aparência, salvo na transição etária) e será proporcional à idade do dragão, até  certo ponto (Filhote: até 6 anos, muito jovem: até 11 anos, adolescente: até 17  anos, jovem adulto: até 25 anos, adulto/ maduro: até 40 anos, ancião: até 60 anos,  venerável: até 80 anos, lendário: acima de 80 anos). A transformação é ativa, mas o  gasto ocorre apenas no momento da sua adoção, correspondente a um poder de gasto  elevado. Não há tempo de duração limite, mas cada vez que for desfeita a nova  utilização computará um gasto normal. A forma não imita/ copia características de  outro ser existente, e sua aparência geralmente segue o ambiente em que o dragão vive, seja em características gerais, seja assimilando-se a povos locais (assim, um dragão que vive no subterrâneo tende a ser mais pálido, um do deserto pode parecer um beduíno, um dragão branco poderia tanto parecer com um inuíte quanto ser absolutamente albino).

(5) Olhar fascinante - Os olhos do dragão assumem um brilho  sobrenatural,  tornando-o hipnótico a um alvo com o qual faça contato visual. Enquanto neste  estado, o alvo tem suas ações hostis contra o dragão ou seu aliado principal  reduzidas em 50%. O efeito dura 3 turnos, ou até o alvo ser atacado, seja pelo  protodraco ou por seu cavaleiro. 1x por ocasião.

(9) Cinese elemental: Projéteis - O dragão consegue criar projéteis feitos do seu  elemento, utilizando-os como uma forma de ataque à distância. É mais fraco do que o  sopro, mas com um alcance maior, ainda que individual: 5m.

(55) Voz sibilante - Um dragão pode ser bem persuasivo quando quer. Com esta habilidade, ele pode colocar enconto em sua voz, tornando mais fácil persuadir mortais a fazerem seus desejos. Durante três turnos, ações de diplomacia, encanto e convenimento baseados na voz são beneficiados e possuem uma potência 50% maior, desde que o alvo possa ouví-lo. Não é utilizável em combate, ou como um comando - é necessário desenvolver a argumentação, não dar uma ordem simples.
Poderes de aliados:
Como eu disse, minha base é o RPG. Eles teriam poderes de cura e restauração similares ao dos curandeiros. A diferença é que, como no RPG, diferente de Sadie cujo poder é natural e volta com descanso, no caso da Xamã e do Paladino vem através de rezas e afins, então a recuperação é diária: eles não teriam uma quantia de MP para gastar, mas sim habilidades fixas e delimitadas - tipo, x magias por dia - e usaram na Sadie.
Orbe:
Ok, aqui eu mesma buguei. A orbe aparece em várias versões do RPG, então fiz um compilado pegando as coisas que tinha mais sentido como base, e adicionando outras.

Primeiro ponto: ao sintonizar com ela todos os dragões passam a te odiar, até que essa ligação seja quebrada. Bons ou maus, eles não admitem serem controlados/ perder sua autonomia e livre-arbítrio. Esse seria mais um motivo para a Irmandade evitar o uso - melhor deixar a uma estranha. Outro ponto seria a "Ligação dracônica": A orbe contém a essência de um dragão de seu tipo aprisionado. Essa essência fala com o portador de forma telepática, e tenta convencê-lo a seguir suas orientações. Um personagem mentalmente vulnerável está propenso a obedecer aos comandos da entidade dracônica, cujos objetivos dependem do tipo de dragão preso. Este conflito deve ser interpretado caso haja uma situação do tipo. Isso ainda não ocorreu com a Sadie, já que não houve um conflito mental, apesar dela estar ciente dessa presença.

Agora, ela também oferece bonificações e poderes.

A orbe também possui um mecanismo especial, sendo um item de carga. Isso significa que ela contém uma reserva de MP própria, que se recarrega diariamente, mas cujos poderes só podem ser utilizados se o item possuir energia o suficiente para tal. Ela é um item nível 100, com MP equivalente a isso.

Passivos (sem custo), ignorando o nível do dragão, se ele for da cor da orbe.

* Visão dracônica: O portador fica ciente de um dragão (de qualquer tipo), mesmo na forma humana, enxergando algumas de suas características originais sob o disfarce humanóide. Também sente a presença de dragões (de qualquer tipo) em 1,5 Km de distância, e de dragões do tipo específico a 15 km. Isso é uma via de mão dupla, e dragões também o detectam de acordo com seu tipo pela mesma distância estipulada.
* Fala draconiana: o portador consegue captar quando um dragão (de qualquer tipo) está mentindo, da mesma forma que consegue mentir para um deles, com chances menores de ser captado. Além disso, o portador consegue falar, ler e entender dracônico.
* Potencializar ataque: ataques realizados pelo portador contra dragões do tipo específico da orbe recebem bonificação na chance de acerto e dano de 20% enquanto de posse do item.

- Ativos (Especial: a orbe é um item de carga. Isso significa que ela contém uma reserva de MP própria, que se recarrega diariamente, mas cujos poderes só podem ser utilizados se o item possuir energia o suficiente para tal)

9. Cinese elemental (projéteis): Como o poder do dragão de mesmo nível

Nível 25. Convocar Dragões. Enquanto controlar a orbe, você pode usar uma ação para fazer o artefato emitir um
chamado telepático que se estende em todas as direções por 50 quilômetros. Dragões malignos no alcance sentem-se compelidos a vir até a orbe o mais rápido possível pela rota mais direta. Divindades dracônicas, como Tiamat,
não são afetadas pelo chamado. Dragões atraídos até a orbe serão hostis a você por obriga-los contra a
vontade deles. Uma vez que tenha usado esta propriedade, ela não pode ser usada novamente por 1
hora. Custo equivalente ao dobro do nível do poder.

Nível 50. Imunidade elemental: torna o portador imune ao elemento do dragão por 3 turnos.

Nível 60 Dominar dragões: O portador consegue dar um comando absoluto a um dragão da cor da orbe. A menos que seja uma ordem autodestrutiva, o dragão será obrigado a obedecê-la. Para determinar o nível da resistência, considera-se o nível da orbe + metade do nível do usuário.

Destruindo uma Orbe. Uma Orbe dos Dragões parece frágil, mas é imune a maioria dos danos, incluindo
a ataques e armas de sopro de dragões. A magia desintegrar (magia poderosa que reduz qualquer coisa a pó, geralmente acessível para personagens de nível muito alto) ou um ataque bem dado de uma arma mágica mais poderosa do que ela é suficiente para destruir a orbe, no entanto.
Observação final:
Sinto que dei uma exagerada nesse turno, mas tentei manter certa lógica apesar de tudo. Qualquer dúvida, favor entrar em contato, ainda que compreenda que o primordial deve estar disposto nesse tópico.
Curiosidade:
A citação logo abaixo do título do template é um provérbio de Shadownrun, um RPG muito bom. No original, seria: ""Watch your back, shoot straight, conserve ammo, and never, ever, cut a deal with a dragon." Em uma tradução livre: "Fique atento, acerte o alvo, poupe munição. E nunca, jamais, faça um trato com um dragão." Eu precisava muito usar isso nesse evento.



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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Vicka L. Danniels em Dom 01 Jul 2018, 23:58


dragonborn

Sua busca pela fumaça levou Vicka até uma moradia humilde, ainda entranhada na floresta; no entanto, caso olhasse bem ao horizonte, seria possível ver um conjunto habitacional simples. Era difícil definir sua forma, mas suporia serem similares à casinha diante de si: pequena, talvez com não mais do que três cômodos. Suas paredes eram de pedra, fazendo um contraste interessante com os chalés de madeira de sua terra natal — enquanto o primeiro material arejava mais os cômodos, o segundo procurava manter o calor dentro.

Respirou fundo, deu a volta na casa até encontrar uma porta e pensou em como poderia piorar a própria aparência. Levou a mão até os cabelos emaranhados e, ao vê-la sair enlameada de sua cabeça, chegou a conclusão de que não seria necessário adicionar mais ao visual pós-apocalíptico que portava. Deve ser o suficiente para arrancar um mínimo de piedade destas pessoas.

Forçou sua melhor expressão de dor emocional e carência, e bateu na porta de madeira.

— Já vai, já vai! — Ouviu uma voz feminina dizer, e precisou conter o sorriso maldoso em seu rosto.

Quando foi atendida, o olhar da mulher — não deveria ter mais do que um e sessenta de altura, talvez uns cinquenta ou sessenta anos — foi do mais puro desespero.

— Menina... O que houv-

— MULHER! Por que tá parada que nem poste na porta? — Desta vez, uma voz masculina, seu dono cortando a senhora que atendera Danniels. A arauto pôde ver o homem aproximar-se e, quando estava logo atrás da idosa, sua expressão também foi de choque. — O-o que aconteceu? Quem é você?

Vicka fez como quem tenta falar, mas não consegue. Engoliu em seco diversas vezes, desviando o olhar para o chão ao invés de encarar os aparentes donos do casebre. Levou as mãos até a frente do corpo, e deixou que os ombros subissem e descessem quase descontrolados enquanto forçava seu choro — somente quando as lágrimas corriam livres por suas bochechas, foi que levantou o rosto, desejando arrancar dos idosos a mais pura compaixão possível.

— Eu, eu... — Não terminou a frase, levando a mão menos suja até o rosto para limpar as lágrimas. — Eu fui atacada, por entre as florestas... — Soluçou, e direcionou o olhar para a mulher. Ela parecia mais manipulável que o homem. — Preciso de ajuda, sinto fome...

E em sua última frase, a idosa pareceu quebrar um pouco. Pôde ver seus olhos lacrimejarem quando levantou a destra discretamente para limpá-los. Numa fração de segundo após isso, a mulher virou para o marido, apenas olhando-o como quem informa uma decisão que, parcial ou unânime, seria tomada, e esticou o braço para segurar a canhota de Danniels. Abriu um sorriso caloroso, bem equilibrado com sua expressão misericordiosa, e sua fala próxima fala não surpreendeu a arauto:

— Por favor, entre. Coma alguma coisa.

— Sim, sim. — A semideusa falou, ainda limpando as lágrimas. — Muito obrigada.


Os idosos fizeram várias perguntas sobre o que a semideusa viu na floresta, mas a mesma recusava-se a responder, tal qual uma vítima severamente traumatizada evita relatar sua história. Por diversas vezes, ameaçou chorar novamente; cada uma delas, o casal oferecia algo novo à meio-sangue. Da primeira vez, deram-lhe roupas limpas e pediram-lhe que tomasse um banho — reconhecendo o próprio estado, não negou. Depois, quando já estava limpa, voltou a forçar o choro, e desta vez foi oferecida comida e água. Sem saber calcular há quanto tempo não consumia água ou alimento, também não negou, sentando-se à mesa e comendo como um fugitivo de guerra passando fome.

Não tô muito distante disso mesmo.

Não chorou uma terceira vez, mas os idosos também não insistiram com mais perguntas. Assim, seguiu aproveitando-se da boa hospitalidade do casal por talvez mais uma hora ou duas, atenta ao sol mesmo que não soubesse informar a hora a partir de sua posição — apegava-se mais ao óbvio, se estava perto de anoitecer ou não. Quando o astro parecia atingir metade de sua trajetória da tarde, o homem disse algo útil, chamando a atenção da meio-sangue.

— Talvez ela devesse visitar um médico. — O senhor disse, e a mulher estremeceu-se levemente. Vicka levantou uma sobrancelha discretamente antes de abaixá-la; não podia passar uma imagem de cinismo.

Não! — A mulher respondeu numa língua que não era o inglês. O que tenta esconder de mim?Não médicos, ela precisa de ajuda espiritual.

O velho olhou em descrença para a mulher, e respondeu como se fingisse que Vicka não estava ali: — Está louca, mulher? É só mais uma perdida no meio da floresta. — A semideusa seguia comendo a sopa que lhe fora oferecida, agindo da forma que acreditava que uma pessoa sem conhecimento da língua local agiria.

A mulher discordou do marido, falando uma última frase naquele idioma antes de levantar-se e dirigir-se até a filha de Hermes: —Não, homem, ela é um espírito enviado pelos deuses para nos salvar.

— Menina — agora falando em inglês, a mulher chamou a atenção de Vicka —, vá até o vilarejo e pergunte por um homem chamado Anewa. Ele vai te dar a ajuda que você precisa.

Com esta última fala, Vicka terminou sua sopa e saiu da casa sem se despedir. Não mais precisava dos idosos.


Com o cair da noite, a arauto chegou à vila.

Ainda haviam traços alaranjados no horizonte, mas as pessoas daquele humilde conjunto não pareciam depender da luz solar para regrar sua vida — fato que surpreendeu a semideusa, não podia negar. A eletricidade era distribuída de forma quase primitiva, contudo: os fios era sustentados por postes de madeira, apenas enrolados e emaranhados no topo das vigas. Entravam e saíam pelas janelas dos casebres — muito parecidos com a moradia dos idosos que a acolheram —, que por este fato, eram incapazes de fechar.

Passou despercebida pelas pessoas da vila, todas também parecidas com os idosos: tinham pele morena, cabelos negros e ondulados e olhos levemente puxados, como indígenas, e Vicka logo deduziu que aqueles terrenos deveriam ser alguma reserva pertencente à nativos — concluiu que o fossem devido ao que normalmente era propagado pela mídia sobre o país, que possuía pessoas em sua maioria branca e de descendência europeia.

Onde vou achar esse Anewa?

Andou por mais alguns minutos antes de achar um casebre cuja estrutura lembrava-lhe um bar; não, pousada, pois possuía uns dois andares contando o térreo, tudo muito simples. Aproximou-se, adentrando pela porta de madeira, e constatando que tratava-se, de fato, de um bar com quartos para viajantes. "Vinte e cinco dólares por noite", dizia a placa.

— Me vê um uísque. — Pediu ao aproximar-se da bancada do barman, sem muita cerimônia. Quando o homem retornou, bebericou do copo impecavelmente limpo. Engoliu sem dificuldade, e voltou a falar: — Onde posso achar um homem chamado Anewa?

O rosto do homem pareceu paralisar numa só expressão, e Vicka soube que sua fachada calma e despercebida havia acabado ali. Levou o copo com o uísque até a boca novamente e, enquanto a bebida queimava sua garganta ao descer pelo trato digestivo, notou algo estranho: se todos na vila eram nativos, como não notaram uma mulher branca andando em seu meio? Apoiou o copo na bancada de madeira, limpa o suficiente que era possível sentir o cheiro do lustra móveis, e observou qual seria a reação do barman.

No segundo seguinte, uma mão pousou em seu ombro. Sua destra automaticamente repousou sobre o cabo da adaga de seu pai, e precisou se controlar para sacá-la.

— Não se preocupe, criança do Novo Mundo. — Ouviu a voz trêmula, e ao seu lado sentou-se um homem muito mais idoso do que o casal que a acolheu tantas horas atrás. — Mesmo que tentasse, não seria capaz de me matar. — Havia um tom melancólico em sua voz, sugerindo que havia história por trás daquela afirmação. Perigosamente, Vicka identificou-se com o desconhecido. — Sou aquele que você procura, e tenho te esperado há muitas luas. — O homem continuou, e seu tom de voz era tão firme que não restava escolha à semideusa a não ser acreditar.

— Como sabe quem sou? — Falou, cética, ainda que em seu interior acreditasse piamente no que o homem dizia.

O velho respirou fundo e levantou de seu lugar ao lado de Vicka, dando-lhe as costas antes de responder: — Os deuses - seus deuses - me mostraram. Já os meus, assustados com o despertar da fera, aceitaram a ajuda oferecida.

O velho começou a andar em direção à saída, e Vicka o seguiu.


Ele guiou a semideusa até a própria casa. Era simples, de pedra como as demais, sendo o único diferencial a aparente decoração, que Vicka logo entendeu não se tratar de simples adornos — para o homem, os desenhos e as máscaras eram proteção, ou algum outro feitiço com propósito diferente. Não se importava. Não era aquele seu objetivo ali.

— Por muitas gerações, ninguém sabia do grande réptil escondido na floresta. Apenas eu, que ando por esta terra há mais tempo que o primeiro nativo destas ilhas. — Enquanto falava, o velho indicou um local no chão para a semideusa. Caminhou até o mesmo, mas não sentou-se; não seria tratada como uma criança, ainda que dessa forma tivesse sido chamada. — Então, por um sonho, meus deuses me disseram que um diabo branco apareceria por estas terras, porque a criatura acordaria precisando de ajuda. — De costas, o homem pegou uma máscara e uma miniatura de madeira do que parecia um dragão. — Perguntei se nós, meu povo, não poderíamos ser a ajuda, mas me disseram que não era nosso problema. Fugia de nossas capacidades.

Havia certa amargura na voz do velho, como se ressentisse os próprios deuses de forma profunda. Aparentemente, o motivo do desgosto era óbvio, mas havia um desrespeito grande demais na fala do homem. A explicação ia além do que ele contava, e Danniels sentia-se cada vez mais inclinada a investigar a vida do nativo. Mordeu a própria língua, se forçando a focar na tarefa passada pelo dragão.

— Me surpreende, agora, que você diabo branco, precise de nós para atingir seu objetivo. — Não se ofendeu pela fala, apenas ouvindo de forma atenta. — Meus deuses me disseram que a cura depende da água mais limpa desta terra misturada com pó de estrela. Sua criatura deve saber onde encontrar tais ingredientes.

— Agradeço. — Falou, seca, andando até a entrada do casebre e saindo sem dar as costas ao velho.


A caminhada de retorno até o dragão demorou algumas horas, então somente chegou à criatura quando as estrelas brilhavam alto no céu.

Desta vez, precisou fazer o caminho até o monstro sozinha; ao alcançar a altura do lago onde a nascente subterrânea se encontrava, o réptil não se apresentou. Pelo contrário, Vicka teve de nadar e depois caminhar mais fundo no sistema de cavernas para encontrar o gigante. Estava fraco, com olhar vago. Encontrava-se deitado e com as asas caídas. A semideusa manteve certa distância, pela própria segurança.

— Eu fui até a civilização. — Anunciou, chamando a atenção do dragão para si. — Um velho me disse que a cura pode ser feita com a fonte de água mais limpa misturada com pó de estrela. — Falou, crua, vendo os olhos da criatura alinharem-se com seus próprios. — Sabe o que isso significa?

O dragão fechou os olhos, e se não fosse o fato de ser um dragão, Danniels diria que pôde ver lágrimas se formarem.

— Sim, significa que meu destino foi selado.

(jack) danniels:
esclarecimentos:
Cara, então. escola comendo meu cu DE NOVO

Ela fui lá cumprir a tarefa que o dragão passou: conversar com a civilização e descobrir uma cura. O que eu criei de ambientação aqui foi um vilarejo de nativos que existe desde muito antes da colonização da Nova Zelândia, tipo, da época mais ou menos que o dragão foi hibernar. Então ele sabia da existência dessas pessoas. O velho, NPC do turno, é um ancião que foi amaldiçoado pelos próprios deuses. Se necessário posso fornecer a backstory dele via privado. Não coloquei aqui por falta de tempo porque achei que seria meio enrolação.

Dei uma adaptada no que foi proposto no post do turno. A Vicka se aliou ao dragão sim, só que os ingredientes da cura não existem mais — isso vai ser explicado melhor no próximo turno, de finalização. Bom, meio spoiler, mas acho legal esclarecer aqui logo pra não gerar confusão: já que não tem mais cura, bem, tchau tchau dragão. Vai ser desenvolvido no encerramento. Como fiz uma adaptação, não creio que gere descontos de adequação a proposta. Enfim, é isto. Tá uma merda.

P.S.: atenção especial às passivas nesse turno, principalmente o poliglota, mochileiro, passo determinado, lábia e os poderes de charme e leitura corporal: gosto pelo perigo e falsa inocência + habilidade de charme do item Tempation; controle dos males I.
poderes:
Nível 2 - Poliglota {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Hermes também é o patrono das comunicações, e seus filhos sabem se comunicar como ninguém. Eles falam, escrevem e compreendem qualquer idioma existente. [passiva, hermes]

Nível 3
Controle dos Males I: Pseudologos - Arautos recebem poderes relativos aos filhos de Éris e seus companheiros inseparáveis. Neste nível, Pseudologos os influencia: eles se tornam peritos em analisar pessoas através da linguagem corporal. Isso faz com que esconder seus reais sentimentos ou mentir para um deles seja muito mais difícil. Nível não interfere tanto aqui, uma vez que os sinais corporais independem deles, exceto para casos de semideuses específicos, que possuam poderes relativo à ocultação sentimental - nesse caso, se forem de nível igual ou maior suas reações podem ficar ocultas. Adicionalmente, a leitura corporal de um Arauto sempre vai ser dificultada, uma vez que eles sabem quais reações são esperadas e como controlá-las. Mentiras comuns são mais difíceis de serem descobertas, e poderes de manipulação igualmente - personagens de nível igual ou menor terão sempre 50% de chance a menos de notar tais coisas, não sabendo se o poder fez efeito sobre eles ou não caso sejam de nível igual ou menor, e igualmente tendo uma percepção menor quando o filho de Éris for sutil ao utilizar estes recursos. Claro que, se exagerar ou deixar brechas propositais, eles serão descobertos. Não significa que sejam imunes/ resistentes aos poderes, apenas não demonstram suas reações a tal. [passiva, éris]

Nível 4
Gosto pelo perigo - Arautos são rodeados por uma aura que instiga seus alvos. Isso faz com que eles próprios possam se tornar uma tentação em si, como se rodeados por uma aura sobrenatural - não mudará a aparência, mas mesmo que seja feio, o arauto ainda será considerado "instigante", "carismático", "exótico" ou similar - o famoso "ele não é bonito, mas tem um certo "que" que não dá pra explicar". Seus poderes de charme são ampliados em 5% a partir deste nível, aumentando para 10% no nível 14, e mais 5% a cada 10 níveis subsequentes, chegando ao máximo de 25% no nível 44. [passiva, éris]

Nível 6
Falsa inocência - Arautos conseguem assumir uma postura que os faz parecer mais fracos. Isso é útil quando em grupo, fazendo com que assim sejam menos visados nos ataques, ao menos no primeiro turno. Caso haja mais de uma pessoa no grupo com poderes similares, os de nível mais alto serão mais bem sucedidos na postura - vale também para poderes de outros deuses, mas não se acumula com eles, mesmo se o progenitor do Arauto oferecer algo similar. Este poder deixa de fazer efeito contra alguém que saiba do real poder do semideus - em tese, evita com que seja atacado no primeiro turno contra um oponente desconhecido caso haja outros alvos disponíveis. [passiva, éris]

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%. [passiva, éris]

Nível 14 - Mochileiro {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Os filhos de Hermes não só estão acostumados a longas viagens como são capazes de se virar em qualquer uma delas. As pessoas sempre estão dispostas a ajudá-los em suas jornadas, seja com carona, alimentação, hospedagem ou comida, sem receber qualquer dinheiro em troca. [passiva, hermes]

Nivel 15 - Cansaço reduzido
Por ser filho do mensageiro dos deuses, você nao se cansa facilmente em missões ou longos percursos. [passiva, hermes]

Nível 18 - Passo Determinado {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Hermes é o deus das viagens, portanto é normal que seus filhos nunca se percam em uma, desde que não estejam em caminhos não alterados magicamente, labirintos nem tenham suas faculdades mentais comprometidas. [passiva, hermes]

Nivel 30 - Lábia
Por ser filho do deus do discurso eloquente e persuasivo, você pode convencer pessoas mais facilmente com sua lábia. [passiva, hermes]

Nível 43
Respiração subterrânea - Por sua ligação com o tártaro e o submundo, seguidores de Éris conseguem lidar melhor com ambientes de ar saturado, como ocorre normalmente no subterrâneo. Eles não possuem penalidades por ficarem muito tempo nestes locais, seu corpo se adaptando a isso, mas ainda precisam de uma quantia mínima de oxigênio para se manterem. Não afeta outras condições respiratórias, como o ar rarefeito ou respiração aquática, ou mesmo uso de poderes relativos a isso. [éris, passiva]
itens:
{Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Temptation} / Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

Exercitatio / {Khopesh} [Lâmina curva, fina o suficiente para perfurar o espaço entre duas costelas, medindo 70 centímetros, onde a lâmina possui 60 e o cabo 10. Sua ponta é extremamente afiada. A lâmina se mostra abençoada por Sekhmet, emitindo um brilho avermelhado que causa a sensação que queimação a quem for atingido. Se o ataque for efetivo, 5% do HP serão retirados do inimigo. Dura dois turnos, uma vez por missão.] {Nível mínimo: 30} (Missão Life is a Sphinx Enigma, idealizada por Katherine J. Villeneuve e atualizada por Éris)

{Prickly} / Carta de baralho [Ao sair da catedral, Vicka encontrou em seu bolso uma carta de barulho, o Curinga, que provavelmente havia sido plantada ali pelo seu aliado. Esta carta pode ser jogada a longa distância e, quando penetra na pele do adversário, ativa espinhos que saem de toda a sua superfície. Estes, por sua vez, liberam um veneno que deixa o oponente lento e confuso, perdendo assim 30% de sua agilidade para defender e atacar. Dura três turnos, pode ser usado 1 vez por missão.] {Plástico e espinhos} (Nível Mínimo: 30) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: missão "queen of thorns", elaborada e avaliada por Bianca H. Somerhalder e atualizada por Éris.]


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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jung Wormwood Aconite em Seg 02 Jul 2018, 00:00

Borobudur
4 — dragonborn
O servo me leva para o outro lado do templo, onde um caldeirão de ferro me aguarda sobre uma fogueira. Dentro dele alguns litros de água já fervem, indicando que o fogo está acesso já faz um tempo.

Abro o livro para ler a receita da cura, mas antes que eu consiga ler sequer um parágrafo o servo arranca o livro da minha mão. Estou prestes a toma-lo de volta quando o servo aponta para algo.

É um bagre, talvez o maior que já vi. Nem se compara com aqueles que minhas irmãs de caça pegavam. Esse daqui deve ter no mínimo uns cinco quilos a mais e uma cor vermelha. Deve ser um bagre especial que só aparece de dez em dez anos, ou talvez tenha uma condição rara... Mas o que isso tem a ver? Por que ele apontou para o bagre? O servo deve ter percebido que não entendi, pois logo fala: — Você acha mesmo que o mestre vai tomar a cura de estômago vazio?

Faz sentido, e também decido não me opor. Com ajuda do servo levantamos o peixe morto do chão e o colocamos dentro do caldeirão. Ele é pesado, mas juntos nós conseguimos fazer o serviço. O homem careca trás um saco cheio de temperos e ervas, e eu uso elas para preparar a refeição. Não sou cozinheira. O máximo que já cheguei perto do preparo de comida foi quando levei um animal morto para a fogueira. De qualquer forma, sou uma boa amiga da caçadora que se encarrega disso, o que me fez observar de vez em quando o preparo. Sabendo menos que o básico eu começo a agir. Adiciono um punhado de sal na água fervendo, e coloco alguns ramos de alecrim para dar sabor. Improviso também, jogando folhas que espero serem saborosas aqui e ali. Estou proibida de segurar possíveis armas, então o servo se encarrega de mexer o caldeirão.

Depois de duas horas de cozimento o prato finalmente está pronto, ou assim espero. Enfiamos o bagre em um galho longo e grande, e espalhamos um pouco mais de sal em sua pele vermelha. Não deve estar tão mal assim, porque minha boca até saliva enquanto levamos ele até o dragão.

O dragão, vermelho igual ao bagre, enfia tudo na boca de só uma vez, e depois mastiga e engole de uma forma estranha e barulhenta. Torço o nariz e franzo os lábios, porque ver um dragão levantando o pescoço e tossindo para engolir um peixe não é a cena mais bonita de todas.

— Por que estão me assistindo comer? Vão fazer a cura! — O dragão diz em meio de um tossido e um barulho que não sei distinguir. Eu não envenenei aquele bagre, mas até parece que o fiz, pela dificuldade que o dragão está tendo. Ele deve estar realmente doente, se está tendo tantas dificuldades assim...

Tento não pensar na enfermidade do dragão enquanto vamos de volta para o outro lado do templo, dessa vez para ler o livro e descobrir como fazer a cura.

informações:
Eu sei que está ruim. Muitas desculpas por isso
Itens:
{Wild Moon} / Arco [Arco prateado feito de bronze sagrado e enfeitado com pequenos desenhos de animais selvagens. O item fora produzido com entalhamento em lua crescente, assumindo o formato de C. No nível 20 pode transmutar-se em uma pulseira de prata com pingentes em forma de lua crescente e em forma de animais selvagens.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

{Lunather} / Aljava [Aljava de couro trabalhado, com engastes de bronze sagrado. Contém flechas infinitas - são comuns, de olmo e bronze sagrado, mas de acabamento fino.] {Couro e bronze sagrado; olmo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

{Wolf's Fang} / Faca [Faca de caça feita de bronze sagrado. É leve, afiada e bastante resistente. Possui empunhadura feita de osso de lobo e couro negro, sendo que existem alguns desenhos de constelações em todo o corpo da faca. Acompanha uma bainha de couro negro, que na parte inferior leva as iniciais CA entalhadas. Pode ser facilmente escondida devido ao seu tamanho - 30 cm.] {Bronze sagrado, osso e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

Thorn / Zarabatana [Após ajudar alguns Espinhos, Jung recebeu uma Zarabatana com alguns dardos embebidos em uma mistura com ervas que deixa a região atingida dormente. Pode lançar apenas três dardos por missão com o intervalo de cinco turno entre eles.] (Nível mínimo: 6) [Recebimento: missão "Forest Friends", elaborada por Maisie de Noir e atualizada por Éolo]
Poderes:
Passivos:
Nenhum.
Ativos:
Nenhum.
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Seg 02 Jul 2018, 00:07


aumento de prazo em 24h
Concedidas 24h a mais do prazo original, ou seja, postagens encerradas às 00h07h do dia 03/07/2018. Àqueles que já postaram, está reservado o direito de editar seus posts. Caso desejem que alguma alteração seja feita, basta mandar uma MP para ADM Éris explicando qual edição você quer e onde no seu texto.






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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Victor Glaciem em Ter 03 Jul 2018, 00:03


Dragonborn

things will never be the same anymore - turnos 03 e 04


Era inegável o quanto, só de olhar, dava para ver que aquela criatura era superior, por mais que admitir tal fato ferisse meu brio de semideus. Mas, apesar de claramente majestoso, imponente e muito amedrontador, o dragão parecia diferente do que eu pensei que seria. Sua aura de poder parecia enfraquecida, como se algo nele não estivesse dentro do esperado. Ele parecia estranho, ainda que o efeito de sua presença sobre mim tenha sido muito forte.

— Não tema, semideus — disse o enorme reptiliano. Sua voz era grave, aveludada. Como um daqueles personagens poderosos de filmes épicos, que sabem a influência que possuem e que seus interlocutores jamais teriam como desafiá-los. — Ao contrário de alguns dos meus irmãos, não estou ainda com minha sanidade perdida.

— Ainda?

— Você não sabe.

O olhar do dragão pareceu triste. Era como se cada segundo fosse uma condenação a mais para sua mente. Insanidade, ele tinha dito. Estava enlouquecendo. Mas o que poderia afetar a mente de uma criatura que fazia até mesmo deuses temerem? Que tipo de ameaça estaria solta pelo mundo e que seria capaz de tal feito?

— Só o que sei é que você apareceu para mim em sonho. Não o conheço, sequer sabia que dragões ainda poderiam voltar à atividade. O que está acontecendo?

O dragão soltou um suspiro profundo, fazendo-me sentir na pele o frio de sua desesperança.

— Antiphates. Ele foi libertado de Alcatraz e desde então estamos em uma crise terrível. Uma doença que destrói cada um dos nossos neurônios. Alguns foram mais atingidos que outros, fazendo loucuras simplesmente por fazer, como se fossem psicopatas humanos. Outros sempre tiveram péssima índole e apenas aproveitam o momento. Mas ninguém escapou, eu mesmo sinto que estou a ponto de enlouquecer. Foi tudo durante a guerra. Você esteve presente na guerra contra a deusa da discórdia, eu sei. Resgatou seu irmão.

Imediatamente fiquei em alerta.

— O que sabe sobre o meu irmão? Sabe onde ele está?

— Tudo a seu tempo, criança. Há algo mais importante do que Maximus, agora.

Senti meu corpo congelar, o que não era possível, dados os meus poderes. Ele conhecia o Max, sabia seu nome. Onde ele poderia estar?

— Se sabe algo sobre o meu irmão, fale agora. Deseja a minha ajuda, pelo que vejo. Vamos jogar limpo um com o outro!

O dragão soltou uma risada fraca, mas um tanto irônica. Era como se, mesmo enfraquecido, quisesse mostrar que era ele quem estava no controle ali e que eu não tinha o menor poder para negociar.

— Prove que posso confiar em você, semideus, e direi onde seu irmão está.

— E será que eu posso confiar você?

— Só há uma maneira de descobrir, eu acredito.

— E o que é que eu preciso fazer?

O dragão sorriu. Ou pareceu sorrir, ao menos.

— Um ovo. Preciso que o recupere para mim.

Ah, não...

— Ovo? Um... filhote?

— Meu filhote, sim. As avalanches vez ou outra ficam fora do meu controle e, em uma destas ocasiões, acabei perdendo a última de minhas crias. A mãe deles... Bem, este ovo é tudo que me restou. Encontre-o. Traga-o de volta para mim. Então direi onde está seu irmão, mas ainda haverá uma tarefa a ser cumprida.

Não me parecia o melhor dos acordos. Dois favores em troca de um, mas era a vida do Max em jogo. Além disso, o dragão estava tentando recuperar seu filhote e acabei me imaginando no lugar dele involuntariamente. Era uma sensação estranha, jamais pensei que um dia sentiria aquele peso de responsabilidade, principalmente porque era algo que acabava de chegar à minha vida. Mas senti. Pensei na criança que Quione gerava. Minha criança. Percebi que faria qualquer coisa para tirá-la do perigo, mesmo que ainda nem pudesse imaginar como seria seu rostinho.

— Tem minha cooperação.

* * *

Deixei o local imediatamente, com o plano de seguir o caminho que as avalanches faziam. O enorme dragão branco não dissera o tempo que seu filhote estava desaparecido, então eu precisava considerar que poderia ter-se perdido no primeiro descontrole. A questão era: se algum civil tivesse encontrado o ovo, não o teria vendido só por observar que não se tratava de algo comum? Aquilo poderia ser uma caçada sem resultados.

Busquei por todos os lados. As montanhas de neve deslocadas pelas avalanches eram densas, mas os poderes herdados de minha mãe permitiam-me detectar quaisquer alterações no gelo. Bem, não houve qualquer uma durante um longo período. O raio do poder cobria 100m e senti a neve densa por cerca de dois quilômetros até verificar uma variação. Algo mínimo em meio a todo aquele mar de gelo, mas que era diferente de tudo que eu vinha sentindo.

Caminhei até lá, calmamente, para não passar batido pelo rastro. O ovo estava sobre uma camada muito grossa de gelo, que precisei cavar com mãos nuas por um tempo considerável. Quando encontrei o tesouro tão esperado, vi um ovo todo prateado cuja casca tinha riscos naturais em alto relevo, semelhantes aos mesmos detalhes do corpo do pai, mas com o que pareciam ser padrões próprios.

Retornei ao local onde tinha deixado o dragão adulto com o máximo de rapidez que consegui. A iluminação era mínima, a quantidade de neve poderia fazer qualquer outro semideus se perder, mas aquele era o meu ambiente, ainda que o Alasca fosse uma terra além dos deuses. Porém, recebi uma ingrata surpresa quando cheguei ao local de onde tinha partido após o acordo com o dragão: ele tinha ido embora.

— Não... Não! Onde você está?! — Olhei em volta e, por um momento de desespero ao pensar que Max estava sob o domínio do enorme réptil, não consegui enxergar os sulcos no solo nevado.

Quando notei, porém, vi que não havia um padrão de passos e que as pegadas estavam espalhadas por todo lado. Os sulcos pareciam mostrar que o dragão andara se debatendo. Estaria em agonia? Mais uma crise de sua doença? Talvez a insanidade estivesse tentando tomar o controle e ele tentava resistir à perda da própria consciência.

Segurei o ovo prateado firme em meus braços e vi-me tomado de empatia pela criatura. Ele não queria, mas ficava cada vez mais próximo de ser apenas uma besta descontrolada. Perdia sua própria identidade daquela forma. Um rugido alto e cheio de sofrimento soou através do ar gelado do Alasca e indicou, por fim, a direção para onde eu deveria seguir. Corri na direção do som. O dragão estava deitado, encolhido e, de longe, parecia tremer.

Aproximei-me devagar. Ele gemia, ora baixo, ora um pouco mais alto, completamente agoniado. Sua cabeça se movia revolvendo a neve, como se aquilo fosse uma forma temporária e quase ineficaz de protelar a derrota naquela batalha. Num destes movimentos, porém, ele abriu os olhos e conseguiu divisar minha silhueta em meio à neve. Seu foco, é claro, caiu diretamente no que eu trazia em meus braços e consegui entrever um pequeno lampejo de alívio em seu olhar por um pequeno momento.

— Você conseguiu...

— Como prometido. Você está b... — comecei a perguntar, enquanto me aproximava com o ovo no colo, mas ele cortou minha fala.

— Imagino que queira saber sobre o seu irmão... Ele está fora de perigo. É um rapazinho corajoso e tem uma personalidade parecida com a sua. Por isso o afastei, assim que notei a aproximação.

— Max chegou a descobrir que deveria vir ao Alasca?!

— Não, por muito pouco. Mas uniu os pontos facilmente. Estamos em uma área do mundo que os deuses gregos não têm controle, filho de Despina. Maximus percebeu que as coisas estavam diferentes e, considerando as companhias com quem você anda, imaginou que pudesse haver algo relacionado aos seus poderes.

— Garoto esperto... Onde ele está?

Você foi escolhido pelas Parcas para lidar comigo, Victor. A decisão de me ajudar como um aliado ou me enfrentar como um inimigo é sua. Seu irmão está sob os cuidados da jovem filha de Bóreas, a quem você ama. Contactá-la através do gelo foi o último feito que consegui realizar com a certeza de que não perderia as rédeas de mim mesmo.

— Não quero lutar com você. Sabe, Quione temeu por mim quando decidi vir atrás de você. Ainda mais aqui, onde estou por conta dos meus próprios poderes. Talvez seja imprudência minha querer ajudá-lo. Talvez eu acabe contribuindo para a dominação mundial e para a queda da humanidade, mas não creio que estou errando em tomar seu partido contra sua doença. Você poderia ter acabado comigo assim que cheguei, mas optou pela diplomacia. Sim, eu sou um ser inferior, mas você escolheu me tomar por aliado. Diga-me o que fazer para ajudá-lo.

— Existe uma cura. Esta é a sua tarefa. Encontrá-la. Você saberá o que é quando encontrar. Seu desafio é o tempo. Cure-me, Victor Glaciem, e saberei que a humanidade não é assim tão ruim. Peço apenas algo além disso.

— O que deseja?

— Leve o ovo com você. Não me perdoaria se fizesse algo ao meu filhote, mesmo que estivesse sem controle de mim mesmo.

Abracei o ovo mais firme e assenti, garantindo que cumpriria a tarefa pedida com as condições exigidas. Eu sabia que poderia estar me encaminhando para a morte ou que qualquer outro em meu lugar poderia desconfiar completamente da palavra de uma criatura que, havia tanto tempo, esperava para despertar e retomar o controle do mundo, mas minha escolha foi confiar nele. Assim, deixei sua presença outra vez, sendo direcionado pela única instrução que ele ainda conseguiu me dar: seguir para o norte.

Adendos:

Este post cobre o turno anterior e o atual. Reforço, como pedido, que o dragão escolhido é o de gelo, branco. Descrevo-o no post como de corpo branco, detalhes prateados (como as garras e alguns detalhes nas escamas) e olhos azuis.

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Resistência ao frio (Nível 02) - Poderes baseados em gelo sempre causam 50% do dano a menos, se forem do mesmo nível ou em níveis inferiores. Poderes de água ainda os afetam normalmente. Além disso, gelo e frio naturais não afetam o semideus normalmente - ele é 5 vezes mais resistente do que um humano comum, demorando a sentir efeitos como hipotermia, mas ainda pode sofrer privações por temperaturas extremas caso a exposição seja prolongada.

Localizar elemento (Nível 06) - Por seu elemento de domínio, além de saberem as mudanças climáticas, neste nível também passam a detectar massas de ar frio e grandes quantidades de neve, gelo ou água, que possam favorecer suas habilidades, em um raio de 100m, ampliável em igual medida a cada 10 níveis de personagem acima da aquisição do poder. Não gasta energia, mas requisita concentração (não podendo ativar poderes nem fazer isso em combate, mas ainda podem andar) de 1 turno a cada 100m. [Novo]

Itens levados:

— {Coldbreeze} / Arco longo [Arco longo feito de madeira de álamo, branca, e metal prateado, apesar de ser bronze sagrado. Possui vários entalhes e formas curvilíneas.] {Álamo e Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Fast} / Aljava [Aljava de couro branco com entalhes prateados. Contém flechas infinitas - são comuns, de álamo e bronze sagrado, mas de acabamento fino, com penas brancas e bem equilibradas.] {Couro e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Winter} Espada longa [Espada de 90 cm, com a lâmina medindo cerca de 75 cm. A lâmina é prateada e seu cabo é esbranquiçado, feito de álamo e revestido de seda branca, com entalhes prata. Sobre a lâmina há um escrito "O Inverno está chegando" — significa o poderio da espada. Transforma-se em um anel com a mesma inscrição no nível 20.] {Álamo, seda e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Ghantī} / Anel [Este anel foi deixado para trás por Quione, ninfa da neve, durante uma missão em que Victor participou. É completamente branco e quando tocado por semideuses que não possuem poderes provenientes do frio, acaba congelando a pele. Pode ser usado como um potencializador de poder durante dois turnos somente uma vez por missão ou evento, aumentando a eficácia de ataques que envolvam poderes de gelo/neve/frio em 10%.] {Dularuna} (Nível Mínimo: 5) {Não controla nenhum elemento} [Recompensa pela missão "Faz Favor", criada por Atena e avaliada por Psiquê.]

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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Sab 07 Jul 2018, 23:42


dragonborn

Chegava a hora de por ponto final nas frases escritas pelo destino até aquele momento. Àqueles aliados dos grandiosos répteis deveriam finalizar sua missão para com os mesmos; os que desafiaram as criaturas anciãs, precisavam lutar pela própria sobrevivência.

Qual seria, então, o desfecho dessa história?


pontos obrigatórios


• Para quem escolheu ajudar o dragão, terminem o último objetivo estabelecido com a criatura. Quem escolheu lutar, finalize o combate, que deve ser terminado com seu personagem matando a criatura;

• Terminem o turno dando um destino para seu personagem: ficando na localidade atual, voltando para casa... Fica a encargo de vocês;


player


Ayla Lennox
Nível 152
1510/1610 HP
1484/1610 MP

Catherine Burkhardt
Nível 86
950/950 HP
950/950 MP

Dimitri S. Belikov
Nível 1
100/100 HP
100/100 MP

Emmeraude Charlotte Fabrey
Nível 7
160/160 HP
160/160 MP

Garrett Bardrick
Nível 36
225/450 HP
225/450 MP

Gregory Castellan
Nível 125
1340/1340 HP
1340/1340 MP

James Archeron
Nível 42
510/510 HP
510/510 MP

Jeff Smith
Nível 49
580/580 HP
556/580 MP

Jessamine H. Julie
Nível 60
680/690 HP
680/690 MP

Jhonn Stark
Nível 89
985/1000HP
688/1000MP

Joah Dongho
Nível 19
190/280 HP
190/280 MP

Joe Bullock
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Joel Hunter
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP

Jung Wormwood Aconite
Nível 6
150/150 HP
150/150 MP

Logan Montecarlo
Nível 76
845/850 HP
850/850 MP

Maisie De Noir
Nível 57
650/660 HP
650/660 MP

Melanie Gauthier
Nível 46
500/550 HP
436/550 MP

Peter Lost
Nível 71
761/800 HP
689/800 MP

Sadie Browen
Nível 115
1240/1240 HP
1240/1240 MP

Vicka L. Danniels
Nível 58
670/670 HP
670/670 MP

Victor Glaciem
Nível 14
230/230 HP
230/230 MP


regras e informações


amaldiçoados:
Joah Dongho, Joe Bullock, Thea Françoise d'Orleans. Vocês tem até o prazo de 00h para justificar suas não postagens.

EDIT: player Thea com não-postagem justificada. Próximo turno, abordar pontos obrigatórios perdidos;

EDIT²: player Thea retirada do evento por apresentação de justificativas plausíveis. Sem aplicação de punições.

EDIT³: Joah e Joe não postam há mais de um turno. Personagens mortos e amaldiçoados.


Melanie, pelo o horário de postagem do seu turno, sua postagem foi desconsiderada. Por não apresentar justificativa via MP ou outros meios de comunicação, você se encontra amaldiçoada. Apesar tudo, pelas regras você ainda permanece no evento. Por ter postado, não precisa cobrir o pontos do turno anterior neste agora.

EDIT:. Não postagem de Melanie justificada. Retirada de maldição, sem necessidade de abordar os pontos obrigatórios do turno anterior; contudo, o mesmo será zerado.

EDIT.: por segunda não-postagem, sua personagem está morta e amaldiçoada.

Dimitri, sua não-postagem estaria justificada caso não apresentasse post neste turno. Como você postou depois do horário estabelecido, seu turno será zerado e você não receberá outras penalizações. Assim como Melanie, você não precisa cobrir os pontos do turno anterior neste de agora.

EDIT.: Dimitri não postou pela segunda vez. Personagem amaldiçoado e morto.

Jung, sua não-postagem foi justificada, garantindo sua permanência no evento sem outras punições.

Emmeraude, sua não-postagem não foi justificada. Personagem amaldiçoada, com permanência no evento. Neste turno, narrar os pontos obrigatórios faltosos.

Segunda não-postagem. Personagem morta e amaldiçoada.

Jessamine, sua não-postagem não foi justificada. Personagem amaldiçoada, com permanência no evento. Neste turno, narrar os pontos obrigatórios faltosos.

Sua não-postagem foi justificada. Personagem segue livre de maldição.

EDIT.: não postagem justificada. Sua personagem encontra-se livre de maldição e neste turno devem ser abordados os pontos obrigatórios perdidos.

Jhonn, sua não-postagem foi justificada. Abordar neste turno os pontos obrigatórios perdidos.

Joel, com duas não-postagens seu personagem está morto e amaldiçoado.

Logan, sua não-postagem foi justificada. Abordar neste turno os pontos obrigatórios perdidos.

Victor, sua não-postagem foi justificada. Abordar neste turno os pontos obrigatórios perdidos.

Garrett, você está há mais de um turno sem postar. Personagem morto e amaldiçoado.

Jeff, você está há mais de um turno sem postar. Personagem morto e amaldiçoado.

Peter, sua não-postagem está justificada. Abordar neste turno pontos obrigatórios perdidos.

Caso você tenha anunciado desistência e não postado no outro turno sem apresentação de justificativa, seu caso estará sendo analisado pela staff.

Caso você tenha anunciado desistência dando uma justificativa plausível e não postou no turno anterior, ao postar nesse, basta seguir a regra de abordar os pontos perdidos e sua postagem estará sendo válida.

Caso deixe de postar neste turno também, sua desistência será notificada, e o caso será analisado pela staff.

— Este é um evento no formato de missão one-post contínua, avaliado como difícil de acordo com o sistema de missão por dificuldade. O evento possui requisitos próprios para a obtenção de suas recompensas em itens e habilidades, que podem ser conferidas no post de inscrição;

— Vocês tem exatos 7 (sete) dias para postar, ou seja, o prazo encerra-se às 23h59h do dia 15/07/2018. As regras de punição, que podem ser conferidas no post de inscrição do evento, estão válidas aqui;

Somente serão aceitas postagens feitas a partir das 00h do dia 08/07/2018. Posts com horário antes do estipulado serão desconsiderados e o responsável será punido por flood;

— Considerando as condições específicas deste evento, cada player pode levar apenas 5 (cinco) itens de seu arsenal. Os itens devem ser escolhidos desde o primeiro turno. O mesmo se aplica a pets: apenas um por player. Poderes de invocação serão válidos nos turnos seguintes;

— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);

— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;

— Dúvidas, problemas? Me mande uma MP.






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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Maisie De Noir em Qui 12 Jul 2018, 16:03


Dragonborn
Fod fin vul dovah nok
☀️

Mesmo com as falas raivosas ou as atitudes da dragonesa, Maisie se empenhou e em seguir todos os passos descritos no pergaminho da Baba-yaga. A língua antiga – como a própria entidade havia dito – se tornava parte de seu conhecimento conforme mais e mais vezes o lia para seguir à risca as indicações.

Ervas misturadas com sangue conforme o poder de purificação delas se impregnavam àquela essência mística. Em sua mente, palavras pareciam ser sussurradas, como um feitiço de tempos antigos e – sem perceber – a filha do amanhecer começou a murmura-las, vendo o sangue no pilão mudar de cor para algo mais claro.

Os olhos negros da criatura se mantinham pregados na semideusa que trabalhava concentrada enquanto entoava aquilo que parecia ser um encantamento. Por um momento passou pela mente de Maisie que caso ela quisesse, poderia ter matado o dragão naquela forma, a confiança, apesar de mínima, tinha sido conquistada. Porém o pensamento logo sumiu sendo preenchido pela sua real intenção de ajudar a criatura.

Assim que terminou, a ruiva ergueu o olhar para a velha e suspirou.

— Preciso de um cálice.

Em primeiro momento, a garota esperou por alguma palavra que a impedisse, mas esta nunca ocorreu, apenas um aceno de cabeça indicando o tesouro escondido que brilhava. Com a permissão, a semideusa se ergueu da pedra onde se encontrava e seguiu naquela direção, encontrando todo tipo de coisas douradas.

A Febre do Ouro a atingiu praticamente no mesmo instante, a fazendo estender a mão para acariciar uma coroa com detalhes que lembravam muito penas sobrepostas. Tão lindas, pensou esquecendo-se momentaneamente da sua real necessidade, porém um rugido feroz a trouxe de volta daquele encantamento.

O cálice, garota — grunhiu a dragonesa. — Qualquer outra coisa e irei matá-la pela ousadia de me roubar.

— Perdão — murmurou Maisie se encolhendo e entendendo novamente a mão para o tesouro assim que viu o que necessitava.

O cálice de outro era encrustado de pequenas joias que brilhavam em tons de verde e vermelho. Respirando fundo, a semideusa se voltou para a mesa que estava usando como bancada e despejou o líquido claro no novo recipiente de ouro, o estendendo para a criatura a sua frente.

— Beba. — disse a feiticeira. — O gosto não será bom, mas não acho que se importe tanto já que a livrará da maldição.

O que tem aqui? — Perguntou a dragonesa girando o cálice nas mãos pálidas.

— Alecrim, arruda, alfazema e guiné misturados ao seu sangue.

Com a resposta, Maisie finalmente se permitiu encarar aqueles olhos negros por tempo o bastante para que a verdade fluísse dela e convencesse que não havia feito nada de mal naquele líquido. A reação da criatura, poucos segundos depois, foi de beber todo o conteúdo do cálice de uma só vez.

— Acredito que isso seja o suficiente para livrar-lhe desse mal. Não gosto dessa sensação de se ver preso a algo tanto quanto você, por isso a ajudei. — As palavras saíam da boca da semideusa antes que ela pudesse as conter. — O que Antiphates fez com todos de sua espécie é algo que deva ser levado em conta. Estive em sua presença e sei de seu poder de destruição, mas atingir seus próprios sem motivo algum? Há mais por trás disso, então acredito que deva ter cuidado. Não foi a única e, pelo o que vi antes de vir, nem todos tem o mesmo pensamento que eu em ajudar. Sua espécie pode sofrer danos, assim como a minha sofrerá.

A dragonesa não disse nenhuma palavra referente a isso, apenas encarou a ruiva de cima a baixo uma última vez antes de se transformar na sua forma real e deixa-la para trás, na caverna subterrânea.

~*~

Quando a feiticeira saiu pela última vez pelo buraco da caverna escondida, o sol já estava pronto para se afastar no horizonte tingindo o céu com cores mais escuras das que são encontradas no amanhecer que sua mãe carrega.

As palavras da velha Baba-yaga ainda permaneciam na mente de Maisie assim que começou a caminhar na direção em que havia a encontrado algum tempo atrás – provavelmente horas. Tudo tinha um preço e agora ela tinha uma dívida com a entidade. Como pagaria esta dívida, apenas a própria Bruxa revelaria.

Olhando por entre as árvores, a ruiva distinguiu uma casa diferente de todas as demais da ilha abandonada e dentro dela, uma mulher alimentava o fogo que lançava fumaças pela chaminé. Ali estava a residência da Baba-yaga.

☀️:
Esclarecimentos:
• Dragão de sombras (cromático), elemento trevas de nível 82.

• Maisie permanecerá na ilha, por enquanto.

• O poder “socorrista” pode não ser aceito, porém o coloquei com base em sua descrição. De qualquer forma é passivo, então está lá querendo ou não -q

• Qualquer dúvida entre em contato.

• A Febre do Ouro foi uma condição apresentava inicialmente no evento Chained Souls, onde os personagens começaram a se sentir atraídos por tesouros de todo o tipo e entrariam em algo parecido com transe. Porém o efeito não é tão forte no momento para a Maisie por já o conhecer, diferente do dragão que além de se sentir atraído pelas riquezas, ainda sente a ganância causada pela ganância e seu próprio instinto.
Poderes:

PASSIVOS

Nível 2 — Eos

Socorrista - Eos é ligada à carruagem de Apolo, além do seu elemento principal ser ligado à pureza e recuperação. Seus filhos têm a mesma ligação, podendo se tornar curandeiros quase tão hábeis quanto os filhos de Apolo, recebendo uma bonificação de 5% em seus poderes de cura caso sigam esta carreira.

Nível 2 — Circe
Aura de penumbra - O meio em que os feiticeiros se encontram exalam escuridão, e esta parece se fazer sempre presente nos recintos onde estes se situam. De início, funciona apenas em pequenos locais, podendo torná-los levemente mais escuros. Com o desenvolvimento do personagem ele pode abranger mais a escuridão, mas isso de acordo com o nível em que se encontrar.

Nível 3 — Circe
Respiração alvejada - Respirar em locais subterrâneos ou de alta pressão é como respirar ao ar livre, normalmente para os abençoados por Hécate. Pode ser usado em conjunto com a submissão, ou quando voar.

Nível 3 — Eos
Senso de Localização - As aves são animais ligados à deusa Eos, e assim como estas, os filhos de Eos poderão ter o mesmo senso de localização que elas possuem. As aves podem migrar e retornar ao local de origem como se tivessem uma bússola interna, então esses semideuses poderão memorizar perfeitamente os caminhos que fazem para não se perder e sempre saberão se localizar, exceto quando afetados por magias/ poderes ou estiverem em locais mágicos/ modificados - como o labirinto de Dédalo ou o Tártaro.

Nível 5 — Eos
Aura de Confiança - Tudo pode estar dando errado, mas algo com o qual todos sempre podem contar e ter certeza é que depois de uma noite escura sempre há um lindo amanhecer. Os filhos de Eos podem inspirar confiança em qualquer pessoa próximo de si, independentemente de realmente serem confiáveis ou não, além de serem naturalmente otimistas. Poderes relativos a tristeza, ira e desânimo sobre eles são reduzidos em 15% quando provenientes de fontes de nível igual ou menor, e em 5% sobre seus aliados, desde que estejam a até 25m do filho de Eos e que o poder provenha de uma fonte de nível igual ou menor.

Nível 7 — Circe
Especialista em Venenos e Poções - Como um aprendiz de Circe você é capaz de distinguir perfeitamente um veneno de uma poção comum ou mágica, não obstante sabe prepará-los com facilidade.

Nível 35 — Circe
Autodidata - Vocês poderão aprender qualquer coisa sem que esta lhes sejam ensinadas, podendo traduzir línguas sem grande esforço e aprendê-las com velocidade equivalente. Desta forma, poderá copiar qualquer habilidade alheia sendo esta comum ou não. [ Se estende a habilidades alheias permitindo que as use, contudo, depois de três vezes usados, o dano que o poder alheio inflige é divido ao metade se em comparação com o original e você só poderá usá-lo se próximo dos verdadeiros detentores dele, e, no máximo cinco vezes]
Equipamentos:
{Dawn} / Cimitarra [Cimitarra de bronze com um cabo de aço. O formato do punho, junto do pomo, lembra levemente o formato de penas, em um arranjo que protege as mãos do portador; tem, obviamente, a lâmina curva. Vem junto de uma bainha metálica, com cores que mudam de tons púrpuras à alaranjados] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos][Presente de Eos]

{Dusk} / Escudo [Escudo de bronze circular com a imagem de um sol nascente em alto relevo, em tons iridescentes. No nível 20 transforma-se em um bracelete de metal, com grafismos que lembram a imagem que decora o escudo.] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos]

{Precioso} / Anel [Como agradecimento por ter recuperado um anel mágico e muito poderoso, a filha de Eos ganhou um outro anel como recompensa. Fino e dourado, quase imperceptível, o adorno tem o poder de, uma vez por missão e a desejo do portador, adquirir uma brilho prateado e um pequeno feixe de luz que, ao ser apontado para algum ferimento que esteja causando perca de hp, cicatriza ou faz com que o sangramento pare. Cortes com hemorragia intensa apenas faz com que diminua o sangramento e pode ser usado em si mesmo ou em companheiros. Não causa dor e não faz com que a dor que o semideus esteja sentido passe (no caso de hemorragia intensa).] {Ouro} (Nível Mínimo: 23) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Missão Precioso, avaliada por Athena e atualizada por Eddie Kimoy]

{Pride} / Jaqueta [Uma jaqueta em estilo aviador na cor marrom. A primeira vista, parede apenas uma peça de vestuário comum, sendo que seu efeito especial é revelado quando seu usuário sofre algum ataque: o couro da jaqueta imita uma pele de dragão, sendo 50% mais resistente a ataques perfuro-cortantes que qualquer liga metálica comum, sem propriedades mágicas/especiais. Adicionalmente, dentro da jaqueta há dois bolsos, cada um com capacidade para carregar um item pequeno. Por imitar pele draconiana, a jaqueta também oferece resistência bônus de 30% a ataques de fogo e de calor.] {Couro, outros tecidos} (Nível mínimo: 35) {Nenhum elemento} [Recebimento: evento Chained Souls, avaliado e atualizado por Éris.]

{The Sun} / Carta de Tarot [Uma carta mágica, encontrada no Labirinto de Dédalo, que possui o desenho de um sol brilhante e amarelo em uma de suas faces. Uma vez por missão/evento/RP, a carta envolve o usuário com uma aura dourada suave e quente, similar ao Sol, curando 15% do HP/MP. Ativação consciente necessária.] {Elemento: Cura} (Nível mínimo: 55) [Recebimento: DIY "Maze", avaliada por e atualizada por Éolo.]
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Victor Glaciem em Sex 13 Jul 2018, 23:33


Dragonborn

things will never be the same anymore - turno 05


O norte se mostrou absolutamente contra a ideia de ser explorado. Quanto mais eu seguia, mais difícil parecia continuar. O ovo do dragão continuava devidamente abrigado em meu braço. Eu sabia que poderia ter problemas caso enfrentasse um embate em posse dele, mas fizera uma promessa ao dragão. Era o filhote dele. Seu fruto, seu herdeiro.

Alguém, um dia, tinha me dito que família era poder. Eu sabia disso, partira em busca de meu irmão por anos! Agora, eu mesmo estava a ponto de ter um filho meu e desejava, do fundo do coração, ser um bom pai. Ao contrário do homem que só serviu para fecundar Despina, eu queria ser alguém que estaria presente, que cuidaria e criaria de verdade, alguém com quem meu herdeiro ou herdeira pudesse contar de verdade.

Entre um pensamento e outro sobre o que faria do meu futuro, quando estivesse novamente reunido com minha família, precisei descansar e respirar fundo. Sentir o gelo e o frio daquela terra além dos deuses era o que mantinha minhas energias em níveis aceitáveis. Não havia a possibilidade de pedir à minha mãe que me ajudasse a encontrar a tal cura, não havia como pedir a Apolo uma visão para indicar o caminho, estava por conta própria.

Meu radar, contudo, não demorou a avisar que havia alguma perturbação na massa de neve sob meus pés. Eu estava perto. Iria encontrar. E então o rugido do enorme dragão me alcançou, fazendo os pelos da minha nuca se arrepiarem completamente. Voltei-me na direção do som e avistei o enorme ser correndo em minha direção. Não parecia muito pacífico, mas preferi acreditar que ele apenas pretendia me alertar sobre alguma coisa urgente, ou mesmo me apressar, mas o brado desesperado que ele deu foi o suficiente para me fazer correr:

— CORRA, GLACIEM! CORRA OU ACABAREI POR MATÁ-LO! LEVE MEU FILHOTE PARA LONGE!

Disparei o mais rápido que pude, mas soube antes mesmo de começar a correr que estaria morto em poucos minutos. Ele era muito mais rápido que eu, minha única esperança era encontrar a cura antes que acabasse morto. As esperanças começavam a desaparecer, o hálito terrivelmente gelado do dragão fustigava minhas costas e minhas pernas queimavam pela corrida quando finalmente detectei o local exato da cura. E ela parecia... fluida.

Havia um desnível a menos de dez metros. Usei o máximo de força que ainda podia para correr até o líquido azul brilhoso que parecia correr sob uma fina camada de gelo. Desembainhei Winter e, com um único golpe, enterrei a lâmina sobre o solo. Quase não consegui, mas puxei a espada e rolei para o lado no último segundo para sair do caminho a tempo. O dragão não pôde se virar a tempo e acabou exatamente sobre a rachadura recém-aberta. Caiu.

* * *

— Jamais poderei agradecer o suficiente a você o que fez por mim, Victor Livius Glaciem. Espero que sua jornada de volta para casa ocorra em paz. Encontrará seu irmão a salvo, conforme garanti anteriormente.

— Muito obrigado. Foi uma honra ajudá-lo. Honestamente... eu não sei qual é a posição de vocês, dragões, em relação aos humanos. Quione me alertou para ter cuidado, pois vocês desejam dominar a terra outra vez. Não consigo acreditar que todos desejem tamanha destruição. Talvez um dia nos encontremos de novo e espero que, novamente, possamos atuar lado a lado.

— Será um prazer. Boa sorte com sua filha.

— Para você também com seu filhote.

Deixei o Alasca imediatamente após esta conversa. Não tinha como voltar com a mesma carruagem da chegada, visto que a magia divina não conseguira ultrapassar a barreira do estado americano, então precisei pegar um transporte até a fronteira com o Canadá, onde pude apresentar minha documentação e tive a passagem liberada. Já em solo doméstico, usei alguns dracmas para mandar uma mensagem de Íris para Max e descobri que, de fato, ele estava em casa e seguro. Respirei fundo e finalmente sorri de verdade em muito tempo. Era hora de voltar para casa.

~*~

Adendos:

Reforço, como pedido, que o dragão escolhido é o de gelo, branco. Descrevo-o no post como de corpo branco, detalhes prateados (como as garras e alguns detalhes nas escamas) e olhos azuis.

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Resistência ao frio (Nível 02) - Poderes baseados em gelo sempre causam 50% do dano a menos, se forem do mesmo nível ou em níveis inferiores. Poderes de água ainda os afetam normalmente. Além disso, gelo e frio naturais não afetam o semideus normalmente - ele é 5 vezes mais resistente do que um humano comum, demorando a sentir efeitos como hipotermia, mas ainda pode sofrer privações por temperaturas extremas caso a exposição seja prolongada.

Localizar elemento (Nível 06) - Por seu elemento de domínio, além de saberem as mudanças climáticas, neste nível também passam a detectar massas de ar frio e grandes quantidades de neve, gelo ou água, que possam favorecer suas habilidades, em um raio de 100m, ampliável em igual medida a cada 10 níveis de personagem acima da aquisição do poder. Não gasta energia, mas requisita concentração (não podendo ativar poderes nem fazer isso em combate, mas ainda podem andar) de 1 turno a cada 100m. [Novo]

Cura invernal (Nível 7) - Locais frios (abaixo de 0ºC) deixam esses semideuses mais saudáveis e mais à vontade, podendo curar pequenos danos. Até 2hp por rodada, no máximo 25 HP por uma noite de sono neste local. Não se aplica a condições criadas pelo próprio semideus ou outros irmãos. [Modificado]

Itens levados:

— {Coldbreeze} / Arco longo [Arco longo feito de madeira de álamo, branca, e metal prateado, apesar de ser bronze sagrado. Possui vários entalhes e formas curvilíneas.] {Álamo e Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Fast} / Aljava [Aljava de couro branco com entalhes prateados. Contém flechas infinitas - são comuns, de álamo e bronze sagrado, mas de acabamento fino, com penas brancas e bem equilibradas.] {Couro e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Winter} Espada longa [Espada de 90 cm, com a lâmina medindo cerca de 75 cm. A lâmina é prateada e seu cabo é esbranquiçado, feito de álamo e revestido de seda branca, com entalhes prata. Sobre a lâmina há um escrito "O Inverno está chegando" — significa o poderio da espada. Transforma-se em um anel com a mesma inscrição no nível 20.] {Álamo, seda e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Despina]

— {Ghantī} / Anel [Este anel foi deixado para trás por Quione, ninfa da neve, durante uma missão em que Victor participou. É completamente branco e quando tocado por semideuses que não possuem poderes provenientes do frio, acaba congelando a pele. Pode ser usado como um potencializador de poder durante dois turnos somente uma vez por missão ou evento, aumentando a eficácia de ataques que envolvam poderes de gelo/neve/frio em 10%.] {Dularuna} (Nível Mínimo: 5) {Não controla nenhum elemento} [Recompensa pela missão "Faz Favor", criada por Atena e avaliada por Psiquê.]

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Sadie Bronwen em Sab 14 Jul 2018, 23:57



DRAGONBORN
E o mundo acabará em chamas!
O cheiro os atingiu antes da visão: cheiro de morte, carne queimada e abandono. A origem estava clara, bem a frente de todos: Alamis, na forma humana, os aguardava. Ele sentava-se em uma rocha, calmamente, com um menino em seu colo. O garoto devia ter cerca de 8 ou 9 anos, e parecia aterrorizado, mesmo que incapaz de sair dali. Era evidente que estava debilitado fisicamente, provavelmente forçado a aguardar a chegada da Irmandade — mas com qual objetivo? Atrás dele, a paisagem do local era a imagem do desalento, com as pequenas casas, em sua maioria de pedra e palha, tomadas por fogo ou completamente desmoronadas no chão. O cheiro vinha dos corpos, espalhados por todo o local: aparentemente, Alamis se dera ao trabalho de caçar um por um dos habitantes da pequena vila. Sadie deu um passo à frente, analisando o cenário e seu rival.

— Alamis...

— Semideusa! Não esperavam mesmo que eu ficasse lá aguardando que chegassem, provavelmente após um plano que consideram elaborado, para tentar me pegar desprevenido, certo? — Ele riu, e Sadie percebeu uma sombra que não havia antes em seus olhos, como se ele estivesse mais bestial. Quando ele meneou a cabeça, ela percebeu partes de seu crânio não mais recobertos pelo cabelo: de alguma forma, a doença avançara, a ponto da forma humana não ocultá-la mais por completo. — E onde está o meu bom e velho Xavier?

As reações aparentemente seguiam o que ele esperava, quando os membros da Irmandade crisparam punhos e seguraram a respiração por um breve instante.

— Oh... Entendo. Acreditavam mesmo que Orlon era o traidor? Eu entendo, ele era um cara estranho... Eu até diria que lamento desapontá-los, mas a verdade é que me divirto com a ingenuidade humana. Nã-nã-não... Se dependesse dele eu não teria informação nenhuma. Mas Xavier, o bom Xavier, tinha a vila dele para proteger...

O cenário se delineava na mente de Sadie: ele convenceu Xavier a lhe passar as informações que precisava e, agora, se voltava contra ele. O ditado de Neon ecoava em sua mente, e saiu, mesmo que sem querer, por seus lábios.

— "Nunca faça acordos com um dragão"...

Foi a vez de Alamis responder em fúria, ainda que não saísse do lugar. O menino, por sua vez, apenas tremia, os olhos arregalados.

— E por que um dragão iria querer negociar com humanos? Vocês são gado, ovelhas. Nós lhes direcionamos, e vocês obedecem ou seguem para abate. Não se engane ou superestime seu valor, semideusa! E vocês... não ousem se mexer...

Fosse por apreensão, do que ele faria com o menino, ou pela surpresa, a Irmandade acatou, enquanto Alamis se levantava, sempre mantendo o menino — agora de pé, a sua frente — consigo. Ele mantinha as duas mãos sobre o garoto, uma em cada ombro.

— Gostaria que Xavier estivesse aqui para ver o que acontece com quem tenta fugir ao rebanho...

— Não mate o garoto!

Sadia havia aprendido sobre as orbes, e era hora de usar esse conhecimento. A ordem poderia ter sido mais elaborada, mas não havia tempo, e a reação foi mais por instinto e desespero do que por qualquer coisa. Antes que Alamis pudesse pensar em fazer outra coisa ao garoto, Jared atirava na direção de Alamis, enquanto toda a Irmandade começava a se posicionar, e Sadie dava uma nova ordem, agora ao garoto:

— Corra!!!

A ordem de Sadie era vaga o suficiente para permitir que Alamis ainda ferisse o garoto, se quisesse, mas a movimentação da Irmandade desviaram seu fogo. O menino correu — Sadie já não prestava atenção — enquanto Alamis rugia, e o fenômeno aconteceu: havia pó e vento, e a atmosfera subitamente se tornou mais densa; o ar crepitava. Por um momento, não conseguiam enxergar através da ventania, mas logo o corpo emergiu, azul e brilhante: Alamis assumia sua forma real.

A forma era mais do que gigantesca: era colossal! A mera perspectiva da batalha fazia seu estômago agitar-se e, se estivesse sozinha, certamente fugiria. Seria uma atitude covarde, mas era também sensato. Contudo, a orbe lhe dava certa confiança que não lhe era natural, beirando quase a arrogância, e o fato de haver ali um time focado em auxiliá-la lhe davam forças para persistir. Além disso, havia outra coisa: o dragão estava visivelmente debilitado. Pontos diversos no seu corpo apresentavam escamas opacas e manchas negras, quase como se estivesse necrosando aos poucos. Uma das asas parecia particularmente afetada, com um rombo na pele coriácea. Apesar disso, ele ainda emanava poder, e o ar ao seu redor crepitava em eletricidade.

O primeiro movimento de Alamis foi mais óbvio do que ela esperava: uma baforada, concentrada em si. Bem ou mal, Sadie havia angariado seu ódio e, por conseguinte, sua atenção.

A semideusa, por sua vez, confiava no poder do item que carregava para suportar a descarga elétrica, que apesar do impacto não lhe provocou danos maiores do que a sensação de formigamento por todo o corpo. A Irmandade já havia tomado posição, com Bigby flutuando a 10 metros do solo, na lateral direita do dragão. Lianon e Elluna tomavam à frente, cada um por um lado, mirando o peito de Alamis com suas armas, uma vingadora-sagrada e uma matadora de dragões. Datran estava na outra lateral, preparando uma série de itens que, se Sadie visse, chamaria de "granadas"; Jared ficava mais atrás com suas pistolas e Neon também se mantinha na retaguarda, entoando cânticos que Sadie supunha serem para alguma magia de suporte.

Após o ataque inicial, ele parecia notar os outros alvos. Seu ataque a seguir foi na direção de Elluna, suas garras brilhando enquanto sua pata se esticava tentando acertar a elfa; ela tentou aparar com a lança, mas a força dele era muito superior, a empurrando vários metros para trás. Licaon, finalmente agindo, tentou aproveitar a brecha com sua espada, mas tudo que ela fez foi ser rechaçada pelas escamas e chifres da cabeça de Alamis. O draconato esquivou-se, antes que a mordida o pegasse. Bigby usava magias: Sadie reconheceu projéteis de éter, que aparentemente surtiam efeito em atravessar a pele escamosa do dragão. Datran e Jared usavam seus equipamentos para tentar acertas as partes visivelmente mais fraca do corpo dele. Todos seguiam a regra principal de se enfrentar um dragão: espalhar-se.

Neon estava mais para trás, mas ela sabia que devia estar bolando algo para atrapalhar a movimentação da criatura: a ventania no local agitava-se, sinal de manipulação do elemento. Ela também deveria colaborar, mas não usaria a corrente: ataque físico seria inútil com as armas que possuía.

— Que a terra o engula, como há de fazer com suas vítimas!

A magia foi mais distrativa do que qualquer coisa: sentindo que o terreno tentava afetá-lo, o dragão bateu as asas, tentando erguer-se do solo. Nesse momento, o ritual da xamã se fez presente, fazendo com que o dragão perdesse parte de seu equilíbrio aéreo, forçando-o a um pouso sem jeito, a apenas poucos metros de onde estava, e que deixava exposto a parte de baixo de seu corpo. Ali, as escamas eram mais finas, de uma tonalidade mais clara, mudando de azul para um bege mosqueado. Elluna não havia se recuperado, ainda alguns metros distante, mas Lianon estava perto o suficiente e, dessa vez, a espada seguiu o caminho devido, ainda que o dano provocado estivesse longe do esperado. Era um começo, contudo, e Alamis rugiu, ensandecido. Dessa vez, seu ataque seria certeiro, se Sadie não o interrompesse na hora.

— Foque em mim!

O comando foi emitido no momento certo, fazendo a cabeça de Alamis virar em sua direção. Estava longe para emitir um ataque físico direto, contudo, batendo os pés em frustração no chão, provocando um tremor que desestabilizaria todos apoiados no solo — apenas Bigby escapando do efeito — antes de concentrar seu poder no deslocamento e projetando seu corpo a frente, mais rápido do que Sadie acreditaria ser capaz pelo seu tamanho.

Não fosse a habilidade etérea, ela teria morrido em uma mordida. Os dentes de Alamis, contudo, abocanharam o vazio, quando ela planou em sua forma fantasmal, afastando-se o máximo que podia — cerca de 20 metros — e manteve-se nessa forma.

O dragão, fosse pelo comando, se é que ainda estava ativo, fosse pela raiva, ainda tentava alcançá-la. Teria conseguido, se Bigby não a teletransporta-se. Desnorteada, Sadie se via atrás do dragão. Um novo urro de frustração se elevou no ar.

Dessa vez, Sadie sentiu o poder contido, assim como sentiu o pulsar da orbe, a protegendo. Sem ela, provavelmente teria abandonado o combate naquele momento. Quanto aos outros, nem todos tiveram a coragem de se manter em posição: Lianon não era afetado; o draconato havia explicado sobre suas habilidades de paladino no tempo que treinaram juntos, e uma das coisas que diferenciava os ditos "guerreiros divinos" dos mortais era sua imunidade a medo e a doenças, coisas mundanas demais para eles; Elluna também permanecia na luta, sua lança infundindo-lhe a coragem necessária para tal; Datran possuía consciência, mas emoção era algo humano, algo que ele nunca foi. Bigby, Jared e Neon, por sua vez, fraquejavam, afastando-se o máximo que podiam, sem realizar qualquer tentativa de ataque, apenas buscando proteger-se, o mago e a xamã com escudos de magia, e Jared pelo terreno, procurando cobertura nas rochas.

Alamis pareceu levemente desnorteado por não ter mais seu alvo principal à vista, mas logo percebeu o que ocorria. Sadie, por sua vez, ainda não havia se reposicionado adequadamente, e quando a cauda dele varreu o terreno, dessa vez ela não conseguiu fugir, o corpo atirado contra as rochas do local. O dragão virava-se, tentando ficar de frente para ela, enquanto o draconato e a elfa tentavam acompanhar o movimento. Datran auxiliava, utilizando seus explosivos para reduzir os avanços do reptiliano — Sadie sabia que muitos deles continham efeitos diversos que iaam além do dano direto, e agradecia por isso, mesmo sem entender bem seu funcionamento. De algum modo, o fato de ser mais tecnologia do que magia parecia afetar mais a criatura.

Sadie tentava não usar todos os recursos de uma só vez: bem ou mal, só tinha uma pálida ideia de até onde iam as habilidades de seus companheiros — a luta real era bem diferente dos treinos controlados que tivera até então. Dessa forma, o combate se estendia bem mais do que o planejado, com o grupo da Irmandade assumindo uma postura muito mais defensiva. O dragão visivelmente não utilizava todo seu poder — a doença drenava suas forças, caso contrário, provavelmente teria soprado bem mais vezes — mas sua força física os superava facilmente, e seus poderes elementais ainda eram uma ameaça, ora com um escudo físico ou com projéteis. Seu tamanho também dificultava — era difícil se aproximar o suficiente para afetar seus pontos vitais. Lianon era quem mais sofria, com sua armadura metálica potencializando o dano de cada golpe que ele recebia, mas a resistência física do draconato era descomunal, talvez por, bem ou mal, parte de sua essência também ser monstruosa. Aos poucos faziam sim avanços, com cortes e perfurações quebrando as escamas, mas precisavam gastar muito mais energia para ferir Alamis do que ele gastava para produzir tal efeito no grupo.

Estavam agora em três, pelo menos até que os outros se recuperassem — o que parecia já estar ocorrendo, pelo que ela podia ver da movimentação. Sadie precisaria utilizar tudo o que tinha se quisesse realmente impedir que a destruição de Alamis se alastrasse, agora que ele havia mostrado sua face real. Concentrou-se, seu poder se ampliando e dividindo: a natureza tríplice, sempre ligada a magia, com Hécta e Circe, agora tomava forma, com seus três clones surgindo atrás de si. Ela não tinha pretensões de enganar o dragão com eles: pelo que lhe ensinaram, ele teria habilidade suficiente para saber qual Sadie era a real. A questão ali era apenas ter volume suficiente para um ataque concentrado, aumentando o grupo e tentando abrir uma brecha para que Elluna e Lianon terminassem com a luta.

Sadie fez um sinal para os companheiros: precisava de uma distração — algo que atenderam prontamente. De alguma forma, Bigby encantara as pistolas de Jared, que agora exibia não apenas uma cadência de tiro maior, mas também um poder perfurante avançado. O pistoleiro não estava contente pelo acovardamento ao qual fora submetido, tentando recuperar a pose e descontar todos os ataques possíveis.

Já a feiticeira usava aos clones para criar um pequeno exército: a invocação de fantasmas tomava a planície, facilitada pela carnificina recente. Os mortos estavam inquietos e furiosos... Quase trinta deles, materializando-se no campo de combate.

Sim, eram mais fracos do que Alamis, mas eram muitos. E agora, mortos, tinham um poder nunca antes possuído em vida. A Irmandade olhava estarrecida para Sadie: não imaginavam tal poder.

— Não percam tempo! Avancem!

Ela assumia uma postura de comando. Sentia a dor de cada alma ali, inclusive daquelas que não possuíam força o suficiente para se manifestar, e não poderia permitir isso.

A luta virava, o dragão elevando-se no céu em uma tentativa de fuga. Sua mobilidade, contudo, estava prejudicada pelos ferimentos anteriores e pela doença. Ele não desistia, contudo, sua forma transformando-se no elemento puro, em um último esforço, a energia afetando todos ao redor, seres tangíveis e intangíveis. A xamã, contudo, era ligada aos elementos, e não fugiria novamente. Utilizando mais poder do que seria sensato, ela criava uma tempestade de areia, isolando a forma elétrica do dragão. Seu corpo todo tremia, sua pele rachando enquanto a energia mágica parecia escapar de suas veias. Sadie compreendeu o que ela fazia. Era uma ação suicida, mas não deixaria que fosse em vão. Ela se movimentou até Neon, posicionando suas mãos na nuca da xamã, e usando seu conhecimento mágico e energia para transferir para ela o poder que ainda tinha consigo, unindo os clones ainda ativos no mesmo processo. A tempestade logo formava um casulo, e o dragão era puxado à terra.

A forma gigantesca caiu com um estrondo, explodindo em faíscas, ao mesmo tempo que a xamã afastava Sadie com um pulso mágico, antes de se desfazer, a energia provocando um choque de retorno que a desintegrou na frente de toda a Irmandade.

Sadie cambaleava, sem mais forças para um ataque efetivo.

— Vá em frente, Alamis... Ainda consegue fazer algo?

A provocação era barata e infantil, e ela nunca pensou que ele cairia nessa, mas talvez ele próprio estivesse cansado de lutar. Quando se ergueu, despejando a última baforada, que parou em uma muralha de pedra criada por Sadie, ele abriu a brecha que Lianon e Elluna esperavam a batalha inteira, o peito aberto para lança e espada. Alamis ergueu mais uma vez o corpo em fúria e desespero, as asas agitando-se e tentando afetar as criaturas ao redor, mas sem rumo ou energia. À distância, Datran supria Jared com munição, criada especialmente para a ocasião. A bala, disparada a distância, teve a rota afetada por Bigby, e com a magia tornando-a certeira, a cabeça de Alamis se inclinou para trás pela última vez com o tranco, seus olhos, brancos leitosos, encarando o vazio.

Estava acabado. O silêncio tomou o grupo. Neon estava morta, além de qualquer recuperação. Os fantasmas também se foram, satisfeitos com a morte daquele que destruiu sua vila. Lianon e Elluna apresentavam muitos ferimentos físicos — ele não mexia mais um braço, e a elfa arfava a cada movimento. Aqueles que atacavam à distância estavam um pouco melhores, mas sentiam vergonha por sua covardia. Sadie estava exaurida — tanto pelo auxílio direto a Neon, ampliando e sustentando seu poder, quanto pelo gasto com suas magias e invocações. Ficaram assim um bom tempo, tentando se recuperar, até que o portal brilhou novamente, dessa vez para permitir a passagem de outro humano: Xavier.

Ele tinha estampado seu sofrimento no rosto. Sabia do peso de suas decisões, e não havia como desfazer isso. Um pequeno sorriso formou-se em seu rosto sofrido quando o garoto surgiu: ao menos, alguém havia sido salvo.

— Eu sei que devo explicações a todos, e sei que devo me submeter aos julgamentos e decisões do grupo. Eu só gostaria de pedir... Seria possível enterrar meu povo? Depois de tudo, afinal, é o que me resta...

Sadie esperou que os outros respondessem. Eles haviam perdido uma amiga também, e a traição de Xavier os afetava bem mais. Lianon deixava seu lado como paladino falar mais alto.

— Os mortos merecem nossas condolências. Teremos tempo para conversar, e creio que Neon gostaria disso também. — Os outros anuíram. Ele se virou para Sadie. — O que diz, semideusa?

Ela foi pega de surpresa, não imaginando que lhe dariam voz naquele momento, mas concordou.

— Eu sou descendente da deusa dos fantasmas, afinal. Não sei tanto sobre isso, mas ainda assim tenho algum conhecimento sobre rituais fúnebres. Os mortos merecem descanso... E nós também. Tiremos um tempo. Sei que você possui algumas habilidades de cura, e trago comigo alguns itens também. Não conseguiremos fazer nada no estado em que nos encontramos.

Xavier falou, baixo, indicando a direção.

— Há uma caverna... Era um templo sagrado de meu povo. Fica a meia hora de caminhada, na direção das montanhas. É um local santificado, geralmente só seria permitido entrar lá em dias sagrados mas... — Ele silenciava. — Não creio que tenham tido tempo de fugir. O local deve estar vazio, mas será um bom ponto de descanso. Se ainda puderem acreditar em algo que eu digo.

Ninguém disse nada, mas se colocaram a caminho. Haviam feridas ali que iam muito além das mortes e da destruição, mas a seu tempo poderiam esclarecer tudo, para o bem ou para o mal. A ameaça imediata estava eliminada: o corpo de Alamis, na sua forma original, se desfazendo lentamente, como ocorria com a morte de um monstro. Restava agora saber quanto tempo teriam antes que uma ameaça maior se erguesse, mas isso só os deuses — ou talvez nem eles — poderiam dizer.



Sadie
Outros
Narração

Informações:
Trama e afins:
A questão da traição: isso será explicado em eventos futuros, mas basicamente Alamis persuadiu Xavier a lhe dar informações em troca de não atacar a vila. Com essas informações ele foi atrás do outro guardião humano, matando-o e conseguindo a chave dos portais. Xavier disse que não tinha acesso à orbe/ não poderia pegar sem atrair a Irmandade, e por isso Alamis tentou contato com os semideuses, acabando por criar a ligação com Sadie. Usando informações que conseguiu captar pelos sonhos e afins, com suas pesquisas pessoais, ele a atraiu – e até então, ela não conseguia captar as mentirar por conta da diferença de níveis.
Batalha:
A batalha tinha muita gente, e espero ter conseguido passar essa sensação de “tudo ao mesmo tempo” com vários personagens agindo. Cada um teria sua função, habilidade e lugar. Mas a iniciativa foi de Alamis pelo nível e os passivos de dragão. Novamente, não coloquei poderes específicos, mas creio ter dado uma idéia geral do que cada um fazia: combatentes com armas poderosas, magias, itens mágicos e afins. No geral, eles se posicionaram em semicirculo ao redor dele (que é olossal, então estavam bem distantes uns dos outros) e tentaram se manter assim, para não possibilitar um ataque concentrado. Aqui, para as ações, usei a idéia de duas ações por turno e afins, considerando movimento, combate, defesa, etc, mais ações livres. Também não esquecer que por mais que pareça desproporcional, o alcance do dragão é muito maior que o de um humano – estou considerando cerca de 9m para ataque corporal, similar aos dados em D&D, de onde me baseei para descrições e afins. Qualquer dúvida, dá um grito. Ah, também tentei deixar subentendido que durou mais turnos do que os descritos – mas narrar uma batalha com ao menos 8 personagens duraria uma eternidade se fosse turno a turno.
Itens:
Os itens foram adaptados. Segue o padrão adotado:

{Agony} / Corrente [Corrente com cravos. É feita de bronze sagrado mas sua coloração é desgastada, como se fosse velha e corroída. A corrente possui 3m de comprimento, e apesar do tamanho pode ser facilmente manuseada pelos filhos da deusa do fantasma. Transforma-se em uma braçadeira com spikes no nível 20. A corrente de Sadie foi modificada, possuindo os cravos em tamanho maior e afiados, provocando 20% mais dano do que de uma corrente comum. Além disso, suas extremidades possuem pontas afiadas, como pequenas adagas, podendo provocar danos perfuro-cortantes com golpes de ponta, e não apenas concussivos. Na lateral de cada extremidade, há ganchos, que podem ser ativados sem custo, por pressão, para auxiliar em ações de aprisionamento, para enlaçar o alvo, desarme ou para auxiliar em uma escalada.[Melhorado por Pio]{T} {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 5) (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Soul} / Colar [Um colar feito de prata com um pingente metálico em uma forma abstrata, algo como um "borrão" ou uma "mancha". Quando ativado, permite que o semideus assuma a forma etérea. Contudo, ele só pode ficar nesta forma 5 turnos por missão, seja de forma contínua ou não—ou seja, ele pode gastar os 5 turnos seguidos ou dividir a utilização, mas a soma do uso não pode exceder o tempo máximo por missão. Como Sadie adquiriu o poder especial de Forma Etérea, seu colar de reclamação pode ser utilizado para canalizá-lo de acordo com as regras contidas na lista de poderes, com gasto de MP e duração conforme descritos.] {Prata} (Nível Mínimo: 1) {Controle etéreo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe, modificado através de poder especial de Melinoe]

{Legion}/ Anel [Anel prateado. Olhando de perto seus detalhes lembram ossos justapostos, como se o anel fosse feito de pequenas peças até tomar seu formato. O anel suga a alma/ energia dos oponentes derrotados em combate (mortos ou destruídos pelo filho de Melinoe — ele deve ser o último a golpear o oponente para fazer efeito. Essa essência pode ser usada futuramente na ativação de certos poderes, como "Ectofagia" e "Acessar memória", respeitando os limites dos poderes. Adicionalmente, o semideus pode escolher gastar o poder de uma alma capturada — consumindo-a no processo — e ganhando um aumento de suas características de 15%, por 3 turnos. Isso afeta força física, esquiva e potência/ chance de acerto de ataque, mas não a duração dos poderes, ainda que o dano seja alterado. Apenas uma alma pode ser consumida desta forma por missão. Uma vez por missão o anel pode manipular a energia espiritual do próprio semideus, fazendo com que recupere 20 HP sem custos adicionais ou qualquer perda.] {Bronze sagrado}(Nível Mínimo: 1) {Controle de almas. Almas coletadas: 39} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe]

{Lentes do Auspício} / Lentes [Parecem um par de lente de contato comuns, incolores, mas quando colocadas permitem ao usuário identificar as auras daqueles dentro do seu campo de visão. Com isso, pode-se identificar pessoas comuns de monstros ou semideuses, tendo também o sentido do seu nível de poder, de acordo com a intensidade da aura, mesmo sem definir suas habilidades, apenas o conhecimento de nível de força. No caso dos semideuses, identifica também o deus que lhes deu a benção, seja seu pai/mãe divino ou patrono do grupo, ou os dois nos casos em que se aplicam. Não exige ativação, funcionando constantemente, mas a cada utilização precisa de 6h de descanso, semelhante a uma lente comum. Possuem um estojo específico, cujo líquido de limpeza sempre se regenera, mantendo as lentes em perfeito estado para uso. O estojo e as lentes são considerados um único item. Para fins de resistência (como bloqueios de auras), em casos que se aplicam, deve-se sempre considerar o nível do usuário.] {Material gelatinoso} (Nível mínimo: 30) {Sem elemento} [Recebimento: Missão Pursuit]

{Skyscraper} / Calçado alado [Esses sapatos assumem a forma desejada pelo dono, desde que fechados ou parcialmente fechados (cobrindo o calcanhar). Ao comando de seu dono, eles materializam asas nos calcanhares (da cor variada, dependendo do sapato e do desejo do semideus - apenas estético) mas indestrutíveis. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente do antigo Hermes por Criação de Poderes, em 2012]

{Hollow}/ Escudo Grande [Escudo de bronze sagrado, com ganchos para uma corrente, de forma a prendê-la de duas maneiras diferentes.Pelo centro, com a corrente saindo por um lado do escudo,ficando uma única extremidade solta, ou pela lateral, deixando uma ponta livre de cada lado para o ataque. Os ganchos tem travas de segurança internas, de modo que a corrente possa ser presa ou solta de acordo com a vontade do usuário, mas não se soltasse com o tranco ou puxão de um oponente; o escudo também possui uma fivela para prendê-lo ao braço do usuário, dando um suporte maior, não escapando facilmente da mão a menos que a braçadeira do mesmo seja danificada de alguma forma. Tem uma cabeça de dragão esculpida na frente, e escamas nas laterais.]{T} {Bronze sagrado} {Sem elementos} (Nível mínimo: 1) [Adquirido nas forjas] 

Elixir da Vida (divino) [Frasco de vidro com cerca de 150ml de um líquido de uma cor verde, mas escura, beirando o verde musgo, nebulosa. De gosto cítrico mas ainda adocicado, ainda que mais pungente, lembrando uma mistura de menta e limão, quando ingerido é capaz de restaurar a vitalidade de um alvo, sendo que a dose deve ser totalmente consumida no processo para que faça efeito - sendo então retirada do arsenal. Recupera 200HP de um único alvo.] (Quantidade: 1) [Comprado na loja] >>. Não foi usado, mas será, em postagens futuras dando continuidade à trama, fora do evento, como deixa claro no final, em que ela informa ter o item. 
Poderes:
Usados novamente

Feiticeiros — Passivos

Nível 1
• Maestria com a magia: Por serem feiticeiros de Circe, vocês sofreram menos perda de MP do que o normal ao usarem algum poder. [ New] >>> Aplicável aos ativos, mas não tem porcentagem, então…

•  Domínio aprimorado com objetos mágicos (cetros, cajados e grimórios): Sua personagem adquire o domínio aprimorado com qualquer objeto mágico ou encantado magicamente, seja ele um cetro ou um cajado. Se um grimório, você pode realizar magias com ele com naturalidade, realizando-as com muita dificuldade. [ Pode ser que você não consiga, a depender do nível de dificuldade. ] [ Modificado] >>> Usando o portal e afins.


Nível 4
• Fortalecimento por Magia: Se há presença de magia no ambiente em que você se encontra, elas o tornaram mais vigoroso. >>> A planície é um local real e existe, e também acredita-se ser um local ligado a outros planos. Se considerar isso mágico, então está fazendo efeito...

• Maestria com encantos: Você será capaz de pronunciar palavras mágicas que, irão se manifestar graças à magia que passa a correr por suas veias. Essas palavras vão fluir de você para o ambiente, lhe possibilitando a execução de encantamentos diversos; desde de suas armas, até aquilo que for de sua vontade. [ New] >>> Passivo que não entendo bem, já que ela tem os encantamentos ativos. Imagino que forneça algum bônus ou facilite o uso. Além disso, ajudaria a identificar e intuir a resposta dos enigmas, já que todos eram relacionados à magia.

Feiticeiros — Ativos

Nível 5

• Clone tríplice. Com essa habilidade poderá criar três clones a sua própria imagem e com metade de seus poderes, os clones irão surgir em três à suas costas. Duram 3 rodadas. [ New]

Muralha (Nível 17 ). Direcionando a mão a terra, um círculo mágico irá aparecer e movendo a mão para cima, uma barreira rochosa irá aparecer no dobro do seu tamanho. Resistente a ataques a longa distância. >>> Se proteger do último sopro

Sucção (Nível 25 ). Ao direcionar sua mão para o chão, um círculo mágico irá aparecer no solo. Você poderá fazer com que o solo se abra rapidamente, e com isso a sua vontade ele irá sugar o oponente e esmagá-lo entre as paredes que irão se abrir.  >>> tentar afetar o dragão no combate

Nível 35

• Mystiokinesis ou manipulação da névoa é a habilidade de controlar uma forma natural de energia, também conhecido como magia. Por exemplo: a criação de neve, mudando o clima, transformando as pessoas em outros animais, etc. Assim, dando-lhe controle sobre quase tudo. A magia é uma força muito complexa e perigosa, uma vez que dá o controle das energias naturais, a fim de produzir uma mudança positiva, mas também poderia ser usado para fins malignos. Sendo assim, adquire o controle da névoa podendo deixar seres humanos, semideuses e os próprios monstros enuviados com efeitos que muitos conhecem por magia. Esse poder te dá uma ampla capacidade de criar magias para determinadas necessidades, algumas já são específicas nos poderes ativos, estas não. Você é quem cria a magia, desde que ela seja coerente com o nível em que se encontra. 
>>> Seria para “doar” MP e sustentar o efeito da Neon



Melinoe — Passivos

Poder Espiritual [Nível 18]
O poder espiritual desses semideuses é muito elevado, portanto terão mais facilidade em realizar magias e gastarão menos energia para realizá-las. Define-se como magia apenas as habilidades dos feiticeiros e outros poderes advindos de grimórios e similares. O custo é reduzido em 10%. [Modificado] >>> Aplica-se aos ativos de Feiticeiros.

Além disso, Sadie assumiu a Forma Éterea – ainda com utilização do colar. Descrição a seguir:

É a forma similar a de um fantasma. Quando nestas condições, o semideus adquire a característica de intangibilidade - isso faz com que qualquer ataque físico não produza efeitos sobre seu corpo, sejam armas, ataques baseados em manifestações físicas (como um poder que faça uma lâmina sair do solo) ou magias de efeito físico. Ataques cuja base seja puramente de energia (como uma rajada mágica) ainda os afetarão normalmente, bem como poderes que afetem a MP de alguma forma.

Outro ponto, contudo, é que nesta forma o semideus tampouco pode afetar o mundo físico, exceto se tiver poderes para tal, ou já tenha níveis suficientes para optar por não tornar etéreo o que toca. Isso faz com que ataques usados pelo filho de Melinoe não surtam efeito em seres físicos, caso o item seja etéreo. Telecinese, sopro congelante e outros poderes ainda podem ser utilizados normalmente, desde que não dependam de ataque físico direto, como um soco ou uso de item - exceto, novamente, se o semideus tiver poderes para deixar a intangibilidade de forma seletiva ou o oponente receber dano fantasmagórico.

Além disso, outras criaturas que estiverem na mesma condição provocam dano normal nos filhos de Melinoe, como fantasmas e sombras. Adicionalmente, certos monstros podem também provocar tal efeito - cães infernais e fúrias, por exemplo, são guardiões do Mundo inferior, ferindo estes seres normalmente - mas são afetados por eles em igual medida. Esqueletos, zumbis e outras criaturas de forma física não compartilham de tais habilidades, já que apesar da origem similar, suas características tem pouca coisa em comum.

Outro ponto é que, diferente de fantasmas normais, filhos de Melinoe ainda são seres vivos. Apesar de tudo, ainda precisam respirar, comer, dormir e ainda pensam e sentem emoções normalmente. Logo, não ficam imunes a nenhum desses efeitos. Eles ainda podem ser envenenados - nesse caso, por via aérea, já que ataques físicos não são viáveis - sofrer afogamentos, efeitos de sono ou ter as emoções alteradas, dentro das limitações de suas habilidades. 

Ativos

Invocar Fantasmas {Avançado} [Nível 25]
Agora poderá invocar almas do mundo dos vivos e do mundo inferior, inclusive monstros, em uma versão etérea, aumentando o número de almas para sete almas no máximo. Cada fantasma terá o equivalente à 1/4 do nível do semideus, arredondando para baixo. Caso opte por invocar apenas dois fantasmas, eles terão metade do seu nível, ou apenas 1 com 75% do seu poder. Em situações de combate, fantasmas invocados duram 5 turnos ou até serem destruídos. Contudo, caso seja invocado para uma tarefa específica e imediata, ele permanecerá até sua conclusão, partindo em seguida. Fantasmas invocados ficam imediatamente sobre o controle do semideus. 1 vez por combate, apenas 1 invocação ativa por vez.  Para fins de delimitação, "Invocar fantasma" é considerado um mesmo poder, independente do nível utilizado.[Modificado] >>. Ela e os clones, invocando 28 fantasmas ao total.  
Poder do dragão:
Passivos

(6) Ataque adicional: asas - As asas dos dragões a partir deste nível não são  apenas funcionais para movimentação, mas conseguem ter resistência e alcance para  uso em ataques cororais quando ele se encontra no solo. Além de garras e mordidas,  seus ataques com asas podem causar dano caso acertem a partir deste nível. Usar as  asas no ataque não é obrigatório - é apenas uma opção a mais - e ainda será uma  ação ativa.

(15) Arma natural aprimorada: Tanto os dentes quanto as garras dos dragões são  materiais resistências e de qualidade sobrenatural. A partir deste nível, eles são  considerados como afiados a 10%, independente da ocasião. Este aprimoramento não  pode ser retirado por nenhum tipo de poder ou circunstância. Além disso, cortes e  perfurações provocados por estas armas naturais inflingem 10% a mais de dano.

(20) Presença imponente: dragões exalam uma aura opressora  que afeta os inimigos  que estejam enfrentando-os diretamente. isso faz com que inimigos mais fracos  percam parte de sua confiança, perdendo a iniciativa no primeiro turno de combate.  Afeta apenas seres sencientes. A iniciativa afeta apenas combate direto - um ataque  surpresa ou à distância  (acima de 25m) não tem a iniciativa alterada. 

(23) Presença aterradora: Dragões são bestas intimidadoras, possuindo uma aura de  medo permanente que amplia a efetividade de ações e poderes de medo e intimidação  realizados por eles em 50%.

(27) Ataque adicional: cauda - A cauda dos dragões a partir deste nível não é  apenas funcional para movimentação, mas consegue ter resistência e alcance para uso  em ataques corporais quando ele se encontra no solo (o uso em voo o  desestabilizaria). Além de garras e mordidas, seus ataques com a cauda podem causar  dano caso acertem a partir deste nível. Usar a cauda no ataque não é obrigatório -  é apenas uma opção a mais - e ainda será uma ação ativa.

(30) Capacidade de manobra reduzida: ruim - Seu tamanho interfere em sua capacidade  de vôo - quanto mais cresce, mais desajeitado um dragão é, compensando isso através  de força física e presença intimidadora. Agora, além das penalidades para atacar  enquanto no ar, e de não poder realizar manobras abruptas enquanto realiza estes  ataques (ainda pode dar um rasante, mas precisa de espaço para se recuperar do vôo,  não conseguindo fazer curvas muito fechadas nem muito rápidas), sua velocidade/  deslocamento de vôo são reduzidos à metade.

(33) Superioridade: A natureza dos dragões e o patamar de poder alcançado por eles  neste nível faz com que deixem de sentir medo - apenas uma intervenção divina  direta poderia suscitar este sentimento neles.

(35) Escamas resistentes: Ataques com armas (lâminas e flechas em geral, mas não  ataques contusivos) são reduzidos em 50% quando acerta um dragão. Armas mágicas ou  mais poderosas do que eles podem ter essa penalidade reduzida ou anulada.

(43) Natureza mágica: Mágica não é tão eficaz contra estes monstros, por sua  natureza ancestral. Magias hostis tem sempre o dano reduzido em 10% (sempre  arredondando para baixo) independente do nível do oponente. Para este propósito  define-se como magia poderes provenientes de grimórios ou encantamentos de energia  pura (éter). Soma-se com outras resistências. 

(47) Sentido cego: Dragões possuem sentidos tão avançados que sua própria percepção  é alterada. Desse modo, eles não sofrem mais ataques surpresa, tendo uma noção da  presença de oponentes em uma área de 100m ao seu redor (não a posição exata, mas a  direção geral, e o intuito de ataque).

(67) Golpe em raio: cauda - A cauda dos dragões a partir deste nível aprimora-se ainda mais quando ele se encontra no solo (o uso em voo o desestabilizaria). A partir desse nível, ele pode optar por realizar um ataque em raio, conseguindo acertar vários alvos de uma só vez - este ataque tem um alcance de 140º, sem que o dragão precise sair do lugar, gerando um efeito de encontrão nos alvos da área. Usar a cauda no ataque não é obrigatório - é apenas uma opção a mais - e ainda será uma ação ativa.

(73) Ascenção poderosa: Apesar de sua capacidade de manobra ser ruim, dragões mais experientes conseguem dominar suas fraquezas, de forma que a partir desse nível não perdem velocidade no movimento necessário para ganhar altitude, assim que deixam o solo.

(75) Alcance ampliado (sopro): O sopro do dragão passa a ser o alcance triplicado.  Não afeta a largura do sopro.

(83) Área ampliada - O dragão, por seu tamanho e poder, consegue alcançar fisicamente alvos a uma distância razoável - 9m.

(90) Sopro acelerado: Agora o dragão pode usar seu sopro uma vez a cada 3 turnos.

(95) Domínio elemental: Agora o domínio do dragão sobre sua natureza e seu elemento é tão grande que seu sopro passa a ser uma ação livre.

(100) Escamas defletoras: Agora sua natureza sobrenatural e suas escamas estão tão  fortes que podem defletir mesmo ataques mágicos ou de componentes elementais.  Ataques provenientes de fontes com metade de seu nível ou menos deixamd e afetá- los, e acima disso até o seu mesmo patamar são reduzidos em 25%. Apenas criaturas  mais fortes podem sonhar em ferir um dragão.

Ativos

(-) Assumir forma - Desde o nível inicial um dragão é capaz de assumir a forma  humanóide. Nessa forma, ele pode usar vestes e itens apropriados para seu novo  físico, e algumas de suas habilidades, e terá a aparência média de um humano na  mesma faixa. Contudo, ele não pode voar, utilizar seu sopro nem ataques naturais  (mordida, garras, cauda, asas). Ele mantém todas as estatística passivas, com  exceção das que dependam de componentes físicos específicos (como a resistência  ampliada das escamas), mas mantém sua força, destreza e similares. A forma adotada  não é modificável (ou seja, toda vez que assumir a forma humana, ele terá a mesma  aparência, salvo na transição etária) e será proporcional à idade do dragão, até  certo ponto (Filhote: até 6 anos, muito jovem: até 11 anos, adolescente: até 17  anos, jovem adulto: até 25 anos, adulto/ maduro: até 40 anos, ancião: até 60 anos,  venerável: até 80 anos, lendário: acima de 80 anos). A transformação é ativa, mas o  gasto ocorre apenas no momento da sua adoção, correspondente a um poder de gasto  elevado. Não há tempo de duração limite, mas cada vez que for desfeita a nova  utilização computará um gasto normal. A forma não imita/ copia características de  outro ser existente, e sua aparência geralmente segue o ambiente em que o dragão vive, seja em características gerais, seja assimilando-se a povos locais (assim, um dragão que vive no subterrâneo tende a ser mais pálido, um do deserto pode parecer um beduíno, um dragão branco poderia tanto parecer com um inuíte quanto ser absolutamente albino).

(7) Cinese elemental: Criação (Baforada) - O dragão consegue agora realizar um  ataque com um sopro de algum elemento (vide descrição), provocando dano nos alvos.  O sopro alcança 9m de distância e abre-se em um cone com 3 m de largura final. O  sopro pode ser usado 1x a cada 5 turnos.

(9) Cinese elemental: Projéteis - O dragão consegue criar projéteis feitos do seu  elemento, utilizando-os como uma forma de ataque à distância. É mais fraco do que o  sopro, mas com um alcance maior, ainda que individual: 5m.

(23) Aprimorar armas - O dragão concentra-se em atacar com suas garras e mordidas,  reforçando-as momentaneamente a ponto de torná-las mais perigosas, aumentando os  danos, caso acerte, em 25%. Dura 3 turnos, 1 x a cada 5 turnos.

(25) Rugido aterrorizante - Rugido aterrorizante - Da mesma forma que utilizam seus  rugidos para afugentar criaturas que entrem em seu território, o dragão também  utiliza esta ferramenta para tentar desestabilizar alvos em combate. O rugido ecoa  por 25m de raio, e aqueles que o escutam, caso afetados, se sentem impelidos a  fugir ou adotar uma postura defensiva: Caso sejam de até 10 níveis mais baixo que o  protodraco, os alvos tentarão fugir (ainda que não o façam de maneira descuidada,  não realizando ações suicidas para tal), só atacando o dragão caso não tenham  opção; acima disso, o alvo assume uma postura defensiva, reforçando suas defesas em  25%, mas perdendo sua capacidade de ataque na mesma proporção. Resistências sonoras  e sentimentais podem ser aplicadas, não fazendo efeito em criaturas com 15 níveis  ou mais que a fera. 1x por combate.

(50) Deslocamento ampliado - Utilizado quando necessita perseguir suas presas, o  dragão concentra seu poder em seu corpo, dobrando seu deslocamento. Ação  livre,duração de três turnos.

(65) Escudo elemental - Ao invés de expelir o sopro, o dragão concentra o elemento  em uma aura ao seu redor, provocando danos a quem se aproximar a menos de 3m. A  aura dura 3 turnos, podendo ser utilizada até 2x por evento. Caso esteja sendo  usado de montaria, seu cavaleiro é considerado como parte de si para determinar o  efeito, só sendo negativamente afetado caso desmonte. 

(70) Aprimorar escamas - O dragão usa de sua força vital para se concentrar e  ampliar a resistência de suas escamas, tornando-se invulnerável a ataques físicos  de até 10 níveis acima do seu por três rodadas. Apenas armas com nível de item  maior do que o dragão conseguem quebrar essa defesa. Ataques elementais, mágicos ou  não físicos de forma geral não sofrem penalidades. 1 vez por evento. 

(75) Manobra: terremoto - O dragão utiliza todo o peso de sua forma real para criar  um tremor de terra. Pode ser realizado em conjunto com a aterrisagem, ou apenas  batendo no chão. O tremor cria uma oscilação em um raio de 10m ao redor do dragão,  que derruba criaturas de tamanho médio ou menor, ou desequilibra criaturas grandes  (que ficam com o deslocamento reduzido pela metade por duas rodadas). Criaturas com  poderes de equilíbrio podem evitar a queda, dependendo do nível.

(100) Receptáculo elemental: O dragão desperta sua natureza elemental,  transformando todo seu corpo no elemento dominado por ele (o elemento de cinese).  Nessa forma, ele é considerado intangível (o elemento está em constante movimento  em seu corpo, mesmo os de terra, que tornam-se dragões de areia movediça) e seus  poderes ligados ao elemento (sopro e cinese) passam a custar metade da energia,  além de receberem uma regeneração contínua de 5% de HP e MP. Dura 3 rodadas, uma  vez por evento.
Orbe:
Ok, aqui eu mesma buguei. A orbe aparece em várias versões do RPG, então fiz um compilado pegando as coisas que tinha mais sentido como base, e adicionando outras.

Primeiro ponto: ao sintonizar com ela todos os dragões passam a te odiar, até que essa ligação seja quebrada. Bons ou maus, eles não admitem serem controlados/ perder sua autonomia e livre-arbítrio. Esse seria mais um motivo para a Irmandade evitar o uso - melhor deixar a uma estranha. Outro ponto seria a "Ligação dracônica": A orbe contém a essência de um dragão de seu tipo aprisionado. Essa essência fala com o portador de forma telepática, e tenta convencê-lo a seguir suas orientações. Um personagem mentalmente vulnerável está propenso a obedecer aos comandos da entidade dracônica, cujos objetivos dependem do tipo de dragão preso. Este conflito deve ser interpretado caso haja uma situação do tipo. Isso ainda não ocorreu com a Sadie, já que não houve um conflito mental, apesar dela estar ciente dessa presença.

Agora, ela também oferece bonificações e poderes.

A orbe também possui um mecanismo especial, sendo um item de carga. Isso significa que ela contém uma reserva de MP própria, que se recarrega diariamente, mas cujos poderes só podem ser utilizados se o item possuir energia o suficiente para tal. Ela é um item nível 100, com MP equivalente a isso.

Passivos (sem custo), ignorando o nível do dragão, se ele for da cor da orbe.

* Visão dracônica: O portador fica ciente de um dragão (de qualquer tipo), mesmo na forma humana, enxergando algumas de suas características originais sob o disfarce humanóide. Também sente a presença de dragões (de qualquer tipo) em 1,5 Km de distância, e de dragões do tipo específico a 15 km. Isso é uma via de mão dupla, e dragões também o detectam de acordo com seu tipo pela mesma distância estipulada.
* Fala draconiana: o portador consegue captar quando um dragão (de qualquer tipo) está mentindo, da mesma forma que consegue mentir para um deles, com chances menores de ser captado. Além disso, o portador consegue falar, ler e entender dracônico.
* Potencializar ataque: ataques realizados pelo portador contra dragões do tipo específico da orbe recebem bonificação na chance de acerto e dano de 20% enquanto de posse do item.

- Ativos (Especial: a orbe é um item de carga. Isso significa que ela contém uma reserva de MP própria, que se recarrega diariamente, mas cujos poderes só podem ser utilizados se o item possuir energia o suficiente para tal)

9. Cinese elemental (projéteis): Como o poder do dragão de mesmo nível

Nível 25. Convocar Dragões. Enquanto controlar a orbe, você pode usar uma ação para fazer o artefato emitir um
chamado telepático que se estende em todas as direções por 50 quilômetros. Dragões malignos no alcance sentem-se compelidos a vir até a orbe o mais rápido possível pela rota mais direta. Divindades dracônicas, como Tiamat,
não são afetadas pelo chamado. Dragões atraídos até a orbe serão hostis a você por obriga-los contra a
vontade deles. Uma vez que tenha usado esta propriedade, ela não pode ser usada novamente por 1
hora. Custo equivalente ao dobro do nível do poder.

Nível 50. Imunidade elemental: torna o portador imune ao elemento do dragão por 3 turnos. >>> Usado x1

Nível 60 Dominar dragões: O portador consegue dar um comando absoluto a um dragão da cor da orbe. A menos que seja uma ordem autodestrutiva, o dragão será obrigado a obedecê-la. Para determinar o nível da resistência, considera-se o nível da orbe + metade do nível do usuário. Usado x2

Destruindo uma Orbe. Uma Orbe dos Dragões parece frágil, mas é imune a maioria dos danos, incluindo
a ataques e armas de sopro de dragões. A magia desintegrar (magia poderosa que reduz qualquer coisa a pó, geralmente acessível para personagens de nível muito alto) ou um ataque bem dado de uma arma mágica mais poderosa do que ela é suficiente para destruir a orbe, no entanto.
Observações finais:
É um fucking dragão. Sadie nunca teria derrotado sozinha. Parte do sentimento dela vem, inclusive, da orbe – o dragão preso nela é vaidoso o suficiente para instilar certa arrogância no portador. Outro ponto: O dragão tá doente – então sim, considerei certa redução em todas as estatísticas dele. Ainda assim, foi quase um mini-exército pra combater (6 da irmandade + Sadie + 3 clones + 28 fantasmas). Ah, entende-se também que durante os turnos "subentendidos" haveria certo gasto de HP e MP de ambas as partes, com habilidades, golpes e afins. A fuga de Alamis não foi medo: foi racionalidade, ele ainda está apto o suficiente para perceber que estava em grande desvantagem, mas foi tarde demais. Então é… espero ter deixado claro que não foi um combate fácil. Ah, e não usei alguns poderes de feiticeiro porque não fazem sentido e quebrariam a narrativa: tipo a habilidade da lista atual de metamorfosear o alvo em qualquer criatura pequena ou média não mitológica, o que basicamente anularia qualquer coisa. No mais, sobre custos e afins: Sadie foi chamariz na batalha, mas só tomou diretamente o golpe de cauda (escapou do sopro com a orbe e da mordida com forma etérea). Gastou muito MP. Imagino que além das habilidades, ela tenha doado muito de seu MP pra Neon concluir o aprisionamento elemental. Considerando tudo, se Sadie terminar com 10% da MP tá no lucro. Sadie ainda permanecerá aí para encerrar sua relação com a Irmandade e tals. É isso, obrigada pelo tempo lendo!



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Sadie Bronwen
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éris em Dom 15 Jul 2018, 00:07


aumento de prazo em 24h
Concedidas 24h a mais do prazo original, ou seja, postagens encerradas às 00h08h do dia 17/07/2018. Àqueles que já postaram, está reservado o direito de editar seus posts. Caso desejem que alguma alteração seja feita, basta mandar uma MP para ADM Éris explicando qual edição você quer e onde no seu texto.






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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Ayla Lennox em Dom 15 Jul 2018, 12:05


Storm in the sky, fire in the street
and i watch in wonder
Acadia National Park, Maine
3:24 a.m

As duas silhuetas, antes grandes e majestosas, perdiam esses trejeitos conforme se aproximavam da terra. O engalfinhar das duas imagens dracônicas nada tinha além de movimentos brutos e desordenados que se misturavam a urros tão embolados quanto aquele conjunto de patas, focinhos e caudas.

Quando os dois, por fim, alcançaram o chão de Acadia, a aura antes resplandecente da réplica pareceu vacilar, como se aquele amontoado de energia estivesse tendo dificuldades para continuar junto. Não seria um oponente à altura de Daeron em seus melhores, era verdade, mas naquela instância derradeira graças às chagas de Anthipates, alcançava o patamar de suficiência aos planos da garota.

O outrora guardião do parque, cego e sangrando, pareceu render-se à sua natureza animalesca como único guia. Não mais falava, não movia-se com graça, não ponderava suas ações. De pé, bem como seu oponente, avançou, recebendo resistência e uma cabeçada do outro na altura de sua mandíbula, mas acabou por subjugá-lo, levando-o ao chão e colocando seu peso para garantir que não haveria escapatória. O dragão de energia viu-se encurralado em cada gota de ácido que escapava da boca de Daeron, umas acertando o chão, outras seu corpo.

Era hora. Ayla encontrou os olhos de seu aliado e em uma última ordem, disse a ele que soprasse. Ao fazê-lo, focou-se em Moonlight, que não apenas se duplicava, pesando em ambas as mãos, como também crescia e se tornava mais impiedosa em cada centímetro ganho.

Em questão de segundos, uma brisa fria escapou da boca do ser prateado, indo diretamente de encontro à face de Daeron, criando uma ligeira camada de gelo puro como uma frágil focinheira que se fazia conforme a figura invocada aos poucos se despedisse em uma sombra pálida até ser esquecida.

“Desça.” Disse ao grifo, dando sutis toques em seu flanco para guiar o mergulho.

Quando próximos ao longo pescoço do animal, Lennox preparou-se para saltar enquanto ordenava que o fruto da coroa prosseguisse em sua trajetória, de maneira que o impacto pudesse servir como um tipo de gancho. Precisava de uma trajetória reta e limpa que dependia de uma inclinação do focinho de Daeron rumo aos céus.

Saltou, as adagas prontas a perfurarem a única porção não coberta por uma armadura escamosa daquele animal. Podia ver ali a pulsação de uma artéria, o deglutir sôfrego e angustiado de uma mistura de saliva e ácido. Ouviu a batida seca do encontrão e, quase simultaneamente, as lâminas atravessaram pele, tecido e cartilagem. O sangue veio. A gravidade fazia seu trabalho junto a passos descendentes e desajeitados da semideusa para vencer qualquer resistência ao corte.

Foi quando chegou à metade do caminho que percebeu que Daeron finalmente desfalecia, o corpo pendendo para os lados até ceder. Ayla, em algum tipo de respeito tardio, fingiu desfalecer também, retirando a adaga e sua cópia daquele corpo cuja vida já não mais fazia questão de insistir em ficar.

Seus pés encontraram uma poça rubra e chegou a tempo de contemplar um último suspiro amargo a ponto de fazer seus olhos lacrimejarem. Sentou-se em um tronco caído por perto, ainda quieta e suja de sangue que pingava da coroa até as bordas de sua jaqueta, tentando dar um pouco de sentido às coisas.

Devia voltar pra casa? Ainda existia algo assim a sua espera?

Por algum motivo, vendo aquela figura grandiosa morta à sua frente e por suas mãos, lembrou-se de contos de outros tempos e outros deuses. Lembrou-se da ideia de sacrifício e, ali onde estava, cogitou se aquele era um bom o bastante para enganar qualquer imortal a ponto de começar entregá-la algum tipo de redenção.

Duvidava.
Ademais:
itens:
♦️ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

{Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Nightmare} / Coroa [Feita de ferro estígio em sua parte central e adornada com desenhos e palavras sobre pesadelos, depois do último encontro de Ayla com Alexander a coroa teve seus poderes ampliados. Após a morte de um inimigo, sua alma será armazenada no item, podendo depois ser utilizada para seu principal fim posteriormente. Ativando o item por um comando mental, sombras e uma areia negra começarão a surgir no ar e se moldarão até tomar a forma de alguma criatura, segundo a vontade de seu criador. Seu tamanho máximo pode chegar a até três metros e ela possuirá a mesma resistência física de um corpo comum. Ela não possuirá as habilidades mágicas habituais de sua raça, mas sim as físicas (o que significa que um dragão moldado a partir deste item não cuspirá fogo, por exemplo, mas uma aranha  ainda conseguirá escalar paredes) e emitirá uma leve aura de medo (equivalente à aura de um filho de Phobos nível 10), que afetará todos em um raio de 10 metros, exceto seu dono. Cada criatura possui 200HP, independente do tamanho e da forma, e permanece invocada por, no máximo, quatro rodadas ou até que seu HP seja zerado (o que vier primeiro), sempre seguindo as ordens de seu mestre e desfazendo-se em areia negra ao seu fim. Cada invocação possui o gasto de uma alma, podendo ela ser adquirida por uma missão, evento, DIY, etc. e elas necessariamente precisam ser de alguma criatura mágica ou semideus. Por serem feitas unicamente de sombras, não podem ser afetadas por ataques do mesmo elemento e o dano físico infligido sofrerá uma redução de 25% - apenas ataques de luz funcionam normalmente e não sofrem penalidades] [Material: Ferro estígio][Nível mínimo: 60][Controle sobre areia negra, sombras e pesadelos/medo][Contador de almas: 12][Recebimento: DIY - Oblivion]

{Weismann} / Runa [Um fragmento da Runa Weismann, que foi destruída durante a segunda Batalha dos Reis. Foi dada a Ayla e Jon pelo próprio Weismann, o Rei Prata Imortal. Pode ser colocada em um colar, pulseira e até mesmo em um anel, pois seu tamanho não é maior do que o de uma pedra brita, e tem a coloração branca. Apesar de a runa ter concedido a imortalidade para Weismann, ela não a concedeu para os semideuses, mas graças ao seu poder, os danos físicos recebidos pelos semideuses diminui em 25%, podendo aumentar progressivamente a cada dez níveis subidos. Não pode ser perdida, vendida e tampouco trocada ou dada, visto que além do poder fornecido ele é um símbolo da confiança e amizade dos Reis para com Ayla e Jhonn.] (Nível mínimo: 50) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Return of Kings", passada e avaliada por Nyx e atualizada por Hécate.]
Poderes:
Passivos

Nível 1: Aura Lunar
Os filhos de Selene tem o poder levemente aumentado durante a noite, fazendo com que suas ações em geral tenham uma chance adicional de acerto. Contudo, isso não altera a força/ dano do poder nem as habilidades físicas do semideus, apenas a chance de acerto, que são potencializadas em 10% neste nível, subindo para 20% no nível 50. [Modificado]

Nível 3: Sentidos Aguçados
Quando está a noite, os sentidos (Visão, audição, tato, olfato e paladar) dos filhos de Selene serão mais aguçados, melhor do que qualquer meio-sangue, sendo o dobro do que um humano comum em questão de acuidade e/ou alcance. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 10: Fases da lua I - Lua Nova I
Esta fase Lunar representa um ótimo momento para dar inicio as coisas diferentes ou tomar atitudes. Isso faz com que não se atrapalhem tanto ao lidar com situações e coisas inesperadas: mesmo pegos de surpresa, eles conseguirão raciocinar e planejar, fazendo com que suas estratégias tenham chances melhores de acerto, mesmo que em menor nível se comparados com filhos de Atena, por exemplo. Contudo, a estratégia tem que ter sentido e ser plausível, e o semideus precisa ter meios de realizá-la - a última palavra é do narrador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 18: Aura Lunar II
Agora, adicionalmente aos efeitos do nível I, o filho de Selene passa a gastar 10% menos energia ao utilizar seus poderes no período noturno ou escuridão completa. [Novo]


Nível 23: Gravidade alterada
Todos sabem que na lua a gravidade é mínima. Os filhos de Selene terão seu impacto reduzido, diminuindo seus danos por quedas em 50% - mas uma queda muito alta ainda pode ser potencialmente perigosa ou até fatal. [Modificado, antigo ativo "Gravidade"]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 30: Estabilidade
A lua estabiliza o eixo da terra, permitindo a manutenção do clima - sem ela, isso não seria possível. No seu caso, esse poder significa que você consegue manter sua temperatura corporal estável, fazendo com que resista melhor a alterações climáticas e interpéries naturais, apesar de ainda poder ser afetado por poderes de frio e fogo, por exemplo. Você ainda pode sofrer com efeitos naturais, como hipotermia ou desidratação pela temperatura, mas demora 5 vezes mais do que humanos normais para senti-los [Novo].

Nível 8
Ouvidos atentos - Informações são importantes, ainda mais quando se planeja utilizá-las como fonte de suas tramóias. Os Arautos, por isso, tem sua acuidade auditiva dobrada se em comparação com outros semideuses - isso se refere tanto ao alcance quanto ao volume do som que são capazes de identificar.

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%.

Nível 12
Presença aterradora - A aura do tártaro passa a impregnar os Arautos neste nível. Agora, sempre que realizam ações voltada para a intimidação de um alvo eles recebem uma bonificação de 20% para chances de sucesso. Não interfere em ataque e dano.

Nível 14
Controle dos males IV: Hisminas - Filha que rege as discussões e disputas, situações que exigem um pensamento claro e raciocínio veloz. Por isso, seguidores da deusa da Discórdia desenvolvem uma capacidade de raciocínio acima do comum. Isso tanto faz com que consigam reagir e bolar estratégias rapidamente, quanto faz com que se recuperem mais rapidamente de ataques de confusão - habilidades e efeitos do tipo ou que visem tirar seu foco e concentração são reduzidos em 25% para oponentes de nível menor, ou 10% para oponentes de nível igual ou maior.

Nível 17
Controle de Males V: Disnomia - Às vezes traduzida como desrespeito, outras como desordem - aspecto adotado com certa frequência e aqui representada. A partir desse nível Arautos detectam a concentração de emoções hostis e caos - seja um palanque político de debates, um ringue de luta livre ou uma guerra. O raio de sentido abrange 100m, aumentando mais 100m a cada 15 níveis após adquirir o poder.

Nível 19
Mãos leves - Se apoderar do que não lhe pertence ou esconder itens alheios é motivo para discórdia, seja o alvo um item menor, como um anel, seja algo mais importante, como uma arma ou um reino. Seguidores de Éris perdem para filhos de Hermes, mas também possuem propensão e discrição para pequenos furtos - suas chances variam pelo ambiente e condições, mas em geral são 15% maior do que a de uma pessoa comum - isso se aplica a furtos discretos, como pegar um item esquecido ou algo assim, não a assaltos ou ações de pilhagem agressivas e abertas, ou roubos diretos, mesmo que ainda necessite de uma ação - o item não vai parar da mão de um semideus para o bolso do seguidor de Éris sem uma ação coerente que justifique. A última palavra é do narrador/ avaliador.

Nível 21
Controle dos Males VI: Ponos - Éris é mãe de Ponos, a fadiga. Seus seguidores, por sua vez, mantém uma relação distinta com esse fator - eles não são tão afetados pela fadiga natural, conseguindo suportar esforços físicos maiores. Seu gasto de Mp para atividades naturais será sempre de 50% comparado a semideuses comuns. Isso não afeta o uso de poderes, seja da parte deles, sejam efeitos de poderes nocivos - nesse ponto, o gasto é normal.

Ativos

Nível 95: Dragão lunar
Invocando as sombras lunares, o filho de Selene cria um dragão luminoso. Ele possui o mesmo tamanho de um dragão comum, mas não possui inteligência nem capacidade de fala, feito puramente de energia - não é uma criatura viva, e não possui HP, apenas MP, que se zerado faz com que se dissolva, mesmo se não tiver alcançado a duração máxima do poder. Danos provocados fazem com que a MP se reduza, ainda que ele não tome danos físicos diretos - apenas danos provocados através de poderes, desde que não dependentes de uma forma física pra agir. Armas que afetem criaturas etéreas são uma exceção. Não é afetado por poderes mentais ou relativos a qualquer sentimento, uma vez que não é uma criatura normal, mas dreno pode afetar sua MP. Possui tamanho grande [em torno de 10m de comprimento e 4 de altura] e ataca com garras e um sopro gélido, que se propaga em linha reta por até 50m, causando dano por gelo, congelando objetos e afetando criaturas, causando dano e reduzindo a movimentação dos atingidos em 50% por 3 turnos, mas pode usar o sopro apenas uma vez, lembrando que gasta MP do dragão ao usar tal sopro. Fica 3 turnos ativo, e pode ser invocado apenas 1 vez por missão. Possui 500 MP.[Novo]

Nível 5: Arma Cintilante
Em questão de batalha a arma dos filhos de Selene toma um brilho intenso, seu tamanho é ampliado e sua lâmina fica mais afiada e assume um aspecto mais largo, possibilitando ferimentos não apenas mais profundos mas também movimentos diferenciados, passando a lembrar uma kukri ou mesmo o formato da lua. Cada ativação do poder permite que a arma se mantenha nesse formato por 3 turnos. Afeta apenas adagas, espadas e similares que sejam empunhadas com uma única mão. Cada uso afeta apenas uma arma ou uma lâmina. [Modificado]

De item

{Moonlight}
Poder do Item (Nível 50) Duplicata lunar - a adaga se divide em uma cópia idêntica, feita de energia luminosa. Para fins de dano e resistência, a cópia é considerada de prata lunar. Dura 3 turnos. 1 ativação por missão.
Observações relevantes:
- o dragão escolhido é de cor cobre, portanto, de elemento veneno + geocinese e nível 180;
- sim, eu apelei e invoquei o dragão de selene pra comer o cu do daeron (esse momento é MEU)

peço encarecidamente que, caso haja alguma dúvida ou problema com a interpretação do texto, entrem em contato por MP.
beijinho, não me mata <3 q

Ayla Lennox
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jhonn Stark Ontem à(s) 22:29


Roaring thunder
We need to face it.

Lightning strike
Our world is broken.
O filho de Héstia seguiu em seus esforços de reataurar o dragão, apesar dos protestos e urros angustiados de Fulgur.

As correntes da maldição de Antiphates tinham os elos quebrados e reconstruídos em instantes. As auras de cura do servo de Asclépio pareciam irradiar através das mesmas, reforçadas pela escama dos fiéis do dragão da tempestade.

O monstro ergueu a cabeça para o alto, atirando Stark para trás.

O réptil disparou uma rajada desgovernada de raios, da qual o mortal desorientado teve que desviar. Não sabia exatamente como proceder com o dragão irado, totalmente perdido em meio à maldição.

Stark se dividiu em dois.

— É muito forte! — Yang gritou. — Não vamos conseguir segurá-lo sendo bonzinhos, Yin!

Ele mantinha seus poderes de calmaria ativos, focando em retardar as problemáticas de Fulgur. Yin por sua vez se encontrava aterrorizado, sem saber exatamente como proceder.

Na visão mágica do curandeiro, as correntes dracônicas avançavam para se prender na besta indomável. Yang o sacudiu para trazê-lo de volta à realidade.

— Você quer que a gente viva?? — O semideus disse, impaciente. — Então volte ao trabalho! Eu vou segurar o que puder!

Yin, em silêncio, assentiu e bateu seus sapatos.

Enquanto voava, fazia uma prece à deusa da sorte. Queria e precisava de uma intervenção ali. Tinha que ficar bem. Tinham que curar o dragão. Tinham que...

Desviou de um raio por um triz. Grudou-se ao crânio do monstro, mantendo o brilho de seus poderes de Asclépio ativos.

— Fulgur, me escute! — Ele disse. — Você não é assim. Seu povo sabe que você não é assim. Nós também sabemos!

O dragão gritou, agitado. Yang, no chão, suava frio devido à concentração para manter tudo bem. Mesmo assim, a aura de Héstia não era o bastante.

Foi então que, em um gesto desesperado, o curandeiro agarrou mais firmemente a escama mágica de Fulgur e seus sacerdotes.

Em meio ao caos e às correntes, um novo brilho surgiu.

O brilho de soldados e o clamor de armas. A luz dourada e prateada de Asclépio se convertia nos corpos dos espíritos dos fiéis do dragão, que surgiam com suas armas a postos para a batalha.

Fios eram cortados mais rápido do que o poder da maldição os erguia. O fardo de Fulgur parecia ser aliviado aos poucos, e a calmaria retornava.

Por fim, o fantasma da sacerdotisa virou-se para o curandeiro, agradecido. Com um único golpe, a guerreira tribal partiu o crânio maldito que simbolizava as chagas de seu patrono.

Um trovão retumbou nos céus. Depois, silêncio.

Stark abriu os olhos outra vez. Seus olhos encontraram-se com os de Fulgur, que agora possuíam seu brilho habitual.

Silêncio. Ele desceu até o chão, se reunindo com Yang em seu corpo sintonizado. Fulgur então encarou-o com as asas estendidas, parando o rosto a ppufos centímetros do rapaz. E por fim, a criatura curvou a cabeça em respeito.

— Obrigado. — Disse o grande senhor das tempestades. — Muito obrigado.

O jovem semideus se curvou em retorno.

— Meu dever em ajudar foi cumprido, Fulgur. — Ele disse, sorrindo. — se você ainda precisar de meu auxílio, ainda estou aqui. Eu... acho que posso ajudar com algumas dores e cansaços físicos seus também.

A criatura assentiu.

Os céus clarearam. A tarde foi inexplicavelmente tomada por um sentimento de calmaria em meio à pressão poderosa do ozônio das tempestades.

Jhonn suspirou, encarando a criatura à sua frente. Ainda tinha muito trabalho para fazer. Reeze teria que aguardar. O acampamento também.

O dragão era sua prioridade número um até segunda ordem.
Adendos:
Itens:
❖ Braçadeira quitinosa [Braçadeira lisa e cilíndrica, de tons avermelhados. Ao ser ativado, faz com que a pele do semideus tenha suas características alteradas, se enrijecendo, aumentando sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: pele de carangueijo gigante} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

❖ {Phoenix} / Espada [Espada de 90 cm, com sua lâmina medindo cerca de 75 cm. É feita de um cristal único e especial, a espada é longa e fina, com um corte afiadíssimo e infalível. Sua guarda-mão tem um formato de taça, porém, com delicados formatos de chamas queimando na direção da lâmina, como se a consumissem; seu punho é feito de aço. Vem junto de uma bainha coberta por malha de aço e couro branco. Quando não está em uso, se transforma em um anel de prata com o desenho de uma chama.] {Cristal, Prata e Aço} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héstia adaptado por Harry S. Sieghart]

❖ {Scorched} / Escudo (Escudo circular feito de ouro e prata com várias camadas destes materiais. No centro do escudo está desenhado uma lareira, o símbolo de Héstia. Na parte interior do escudo, ou seja, onde há um encaixe para o usuário por o seu braço há uma espécie de almofada, simbolizando o "conforto". Útil para aguentar ataques fortes. Quando não está em uso, se transforma em um relógio de ponteiros feito de ouro com a parte interior de ouro branco.] {Prata e Ouro} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Héstia adaptado por Harry S. Sieghart]

❖ {Tao} / Amuleto [Um amuleto antigo de prata com inscrições em um idioma desconhecido. A imagem circular de Yin e Yang se complementando permanecem no centro da figura. Ao ser segurado por seu usuário, pode dividi-lo em suas duas essências, personalidades opostas com HP/MP individuais, equivalentes a 1/2 do total do personagem. Devido ao estado incompleto do item como está, cada uma das personalidades pode utilizar apenas poderes de um dos grupos aos quais o semideus pertence – Um com acesso aos poderes de Héstia, o outro aos poderes de Asclépio. O nível máximo de acesso aos poderes equivale a ¾ do nível atual do personagem. Com futuras DiY, as limitações do item poderão ser removidas.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 70) {Magia} [Recompensa pela DiY "Yin and Yang", avaliada e atualizada por Hécate.]

❖ {Winged Sneakers} / Tênis [Um par de tênis azulados, que tem como detalhes alguns desenhos de ventos. Ao bater seus pés um no outro por três vezes, o usuário começa a voar. Consegue chegar em alturas e alcançar velocidades consideráveis. Para descer, basta fazer as mesmas ações que fez para subir que ele diminuirá a altitude aos poucos. Quando está sendo usado em solo confere ao semideus que o calça um aumento de cerca de 10% em sua agilidade. {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Chama da Esperança" narrado e avaliado por Dom Demon/William Véroz; atualizado por ~Lady Íris~]
Poderes:
Asclépio:
Passivos

Olhar Clínico (Nível 13)
Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

Empatia médica (Nível 40)
O curandeiro agora consegue identificar perturbações e poderes que estejam agindo sobre o alvo e que alterem suas condições originais, desde uma maldição, poderes de charme, hipnose ou similares, que afetem sua tendência ou comportamento. Identificar não quer dizer que seja capaz de anular, contudo - isso ainda depende de suas habilidades, níveis e especificações da condição do alvo. [Novo]

Persuasão médica (Nível 50)
Curandeiros desenvolvem a habilidade de se expressar melhor, seja para explicar um tratamento ou para convencer um paciente a adotá-lo, ou até mesmo para acalmar os atendidos e seus amigos e familiares em momentos difíceis. A partir desse nível, poderes que envolvam lábia e persuasão recebem uma bonificação de 10% na sua chance de funcionamento (mas não efeitos ou duração). [Novo]

Ativos

Curar ferimentos (Nível 1)
Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Toque Energético (Nível 3)
Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração prateada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do MP do alvo com o toque direto. A restauração será equivalente ao custo de MP deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo 1). Não pode ser utilizado sobre si mesmo. Para fins de gasto de MP e cálculo de recuperação, é considerado um poder nível 1. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]
Héstia:
Passivos

Nível 21

Presença acolhedora - Semelhante ao poder dos curandeiros. A aura dos filhos de Héstia conforta e relaxa os aliados/ pessoas ao seu redor, bonificando efeitos de cura usados por eles sobre os alvos ou dentro da área em 10%. Afeta uma área de 15m de raio do semideus, desde que ele esteja consciente. [Novo]

Nível 23

Voz calmante - Héstia sempre foi conhecida pelo temperamento calmo e pouco afeito à brigas. Dessa forma, seus filhos tornam-se diplomatas natos, e poderes de calma e/ ou persuasão que visem acalmar um alvo utilizando a voz são ampliados em 20%. [Novo]

Ativos

Nível 6

Controle de emoções - Héstia era também ligada às emoções, por seu papel como protetora do lar. Seus filhos, herdando tais habilidades, conseguem afetar emocionalmente um alvo, modificando suas reações. Deve haver toque constante ou uso da fala para transmitir essa alteração (nesse caso de forma condizente) e uma postura coerente à emoção que deseja passar. Tentar acalmar um alvo gritando com ele não funcionaria, por exemplo. O poder obedece a uma escala emocional, onde cada espaço equivale a um turno (considerando o estado mais próximo da situação do alvo como inicial):  Ódio _____ Receio/ Ansiedade _____ Neutralidade _____ Interesse/ Calma _____ Serenidade/ Amabilidade
Qualquer interferência externa contra o usuário resulta em falha, uma vez que a habilidade requer certa concentração.
Obs:
Legendinhas, personagens e explicações:
1Chelsea Drevoir: Filha de Hipnos e curandeira de Asclépio. Trabalhou na enfermaria Healing Hills com Jhonn, sendo uma de suas aliadas mais leais e frequentes, bem como confiáveis. Atualmente está com ele atendendo na enfermaria de Thea Françoise d'Orleans.

2Yin: Parte empática e pensativa de Jhonn Stark, sua metade com os poderes de Asclépio. Yin surge fisicamente apenas quando o poder do medalhão "Tao" é ativado, sempre acompanhado de seu oposto complementar: Yang.

3Yang: Parte impulsiva e temperamental de Jhonn Stark, sua metade com os poderes de Héstia. Yang surge fisicamente apenas quando o poder do medalhão "Tao" é ativado, sempre acompanhado de seu oposto complementar: Yin.

4"Estavam separados": Yin e Yang, devido ao poder do medalhão "Tao", conseguem assumir formas físicas, dividindo o corpo de Jhonn em dois.

5Reeze Zilmore: Filha de Éolo com relativa influência nas companhias aéreas do mundo mortal.
É uma NPC bem presente em missões como uma intermediária para as necessidades do acampamento quanto a missões em locais mais distantes.
Outras observações cabíveis:
Caham, lá vamos nós.

❖ Esse turno foi pra compensar o anterior também, então... Tem BASTANTE COISA
❖ O dragão escolhido foi um dragão da eletricidade lvl 120, cromático (Eu acho? Enfim, é azul). Ele é um senhor supremo e antigo do deserto de Vegas.
❖ Jhonn claramente decidiu AJUDAR o dragão. Poisé. Ele notou a doencinha através dos poderes passivos citados de Asclépio, que permitem notar maldições e blábláblá.
❖ O Fulgur quis que ele resolvesse essa questão com um velho inimigo morto e recuperasse a "fé" que tava amaldiçoando o inimigo dele, que seria a fé dos seguidores mortos que ele tinha. Enfim.
❖ Jhonn encontra o espírito da sacerdotisa de Fulgur que explica a novela pra ele, e ele segue de volta pro dragão. Lá, ele usa o poder de "cura" dele mesmo somado com as memórias boas de Fulgur como um dragão benevolente.

Extrinhas e curiosidades:
❖ Os posts do Jhonn tem 2 conjuntos título/subtítulo: O da direita é do Yang. O da esquerda é o do Yin.
❖ Rusalye é uma criatura mencionada na trilogia Grisha que eu botei pra cá pq acho o nome legal. Mas não tem nada a ver com o Rusalye oficial mesmo.

Observação final: Qualquer dúvida sobre Yin e Yang, minha trama, ou qualquer coisinha, só chamar que a gente esclarece.

É isso. Be kind ❤️
SAIU ESSA MURRINHA!:

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Jhonn Stark
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Jung Wormwood Aconite Ontem à(s) 23:07

Borobudur
5 — dragonborn
O livro dispõe de informações incríveis. O autor mescla a parte técnica da poção com um diário, informando o perigo que foi procurar pelos ingredientes e seus devaneios graças a previsão da doença. É uma leitura cativante, cheia de suspense e terror. As vezes tenho que retomar alguns parágrafos, pois ignorei totalmente a receita e fiquei imersa na realidade do escritor. Mulheres que voam em vassouras, homens ricos e misteriosos do deserto, será que um dia vou conhecer figuras assim? Levando em consideração que acabei de fazer o jantar de um dragão, as probabilidades parecem favorecer o inesperado.

Oh, o dragão... Eu já estava me esquecendo dele. Me vejo segurando uma balança, onde de um lado posso curar um monstro capaz de reduzir cidades a pó e do outro posso dar fim a ele. Um ingrediente a menos, é fácil assim para transformar a poção em um veneno mortífero. Esse é meu trabalho afinal, livrar o mundo de bestas. Por que parece tão difícil agora?

Uma vez, mais precisamente a três dias atrás, eu fiquei diante de um dilema quase igual. Era a hora da caçada por comida, quando todas as seguidoras de Ártemis se espalhavam para abater o jantar. Normalmente eu pego coisas pequenas, um ou dois esquilos, as vezes um coelho. Naquele tarde, entretanto, minha mira estava no pescoço de um pato selvagem. A corda retraída estava prestes a ser solta, quando eles apareceram. Seis patos filhotes, versões miniaturas que seguiam o maior. Devo ter demorado demais a decidir o que fazer, pois quando eu me dei conta, a família de patos havia ido embora.

Agora eu tenho um pato maior, e ele não está em condições de ir embora. Qual será o destino dessa vida que só depende de mim?

Começo a fazer a poção. De qualquer modo eu vou ter que fazer ela, então é melhor que seja antes do vulcão entrar em erupção. Para minha surpresa, todos os ingredientes já estão à disposição. O servo os traz para mim, cada um em uma caixinha preta. Abro uma por uma com um pouco de hesitação, mas no final nenhum item me surpreende. São todos coisas que me parecem mundanas, apesar de novas. A primeira caixa contém pequenas frutas rosas, que tenho que espremer com um galho longo pois, aparentemente, o suco delas causa cócegas. Eu aprendi isso da pior maneira. A segunda caixa guarda algo sólido e cinza, mais ou menos do tamanho de uma manga. Quando levo ele até o caldeirão e o afundo na água ele se desintegra como se fosse areia, e dá um aspecto pastoso para a poção. É agora que adiciono o suco das frutinhas, que traz novamente a consistência ideal para a poção. E assim se segue, cheio de coisas que nunca saberei o nome. No final a poção está borbulhando mesmo já estando fria, e adquiriu um tom furta-cor. Só falta um ingrediente: uma folha seca e roxa com pintinhas verdes que deslizei discretamente para o meu bolso.

Peço para o servo me ajudar a arrastar o caldeirão até o dragão, que se remexe diante da sua suposta salvação.

— Nada mal, caçadora de Ártemis, nada mal... — O monstro sibila no que não sei diferenciar entre elogio e desdém.

Caçadora de Ártemis... É isso o que eu sou afinal. Minha mão encontra a folha escondida, e a amassa até torná-la farelo. Meu coração dispara, pois eu sei que acabei de matar o dragão da forma mais traiçoeira de todas.

— Eu vou apreciar mais seu elogio se você tomar a poção logo — digo enquanto minha cabeça gira de um lado pro outro, procurando coisas que não existem e denunciando a minha ansiedade.

O escamoso se arrasta até o caldeirão. Eu sei que ele está doente e essas coisas, mas eu posso jurar que ele está se esforçando para demorar o máximo possível, como se quisesse me incomodar com sua lentidão. Franzo minha sobrancelha, muito satisfeita por ter dado um fim a folha que o salvaria.

Sua língua se mostra comprida, saindo do meio de vários dentes afiados. Ela afunda no líquido, o trazendo para dentro de sua boca. Ele já está na metade do caldeirão quando o efeito começa. Primeiro um de seus olhos se abre mais que o outro, e o outro começa a piscar incessantemente. Tanto o dragão quanto o servo devem ter entendido a artimanha que planejei, pois começaram a avançar contra mim. Eu posso correr, é a opção mais segura, mas eu já fugi muito do inevitável hoje. Esquivo de uma facada do servo e deslizo por debaixo da asa do dragão, chegando até minhas armas. Oh, minhas preciosas armas! A aljava encaixa perfeitamente no meu ombro, prendo a faca de caça no meu cinto e o arco está em um passe com uma flecha posicionada na corda. Disparo contra o dragão, mas apenas para ver a flecha ficar pendurada em uma escama vermelha. Mas a flecha não faria diferença, ele já está convulsionando no chão, se debatendo e levando consigo o servo, que sofre com o impacto fatal de sua cauda.

Matar o dragão, check! Agora eu preciso fugir da Tailândia antes que o vulcão consuma minha glória prematura.

informações:
Ai meu deus, isso FINALMENTE acabou. Parabéns para todos que conseguiram, nós merecemos. E obrigado ao avaliador por me dar a nota que eu mereço, que no caso é ZERO. Eu sei que teve o uso do arco no final, mas não foi algo relevante, então não coloquei o poder passivo de perícia.
Itens:
{Wild Moon} / Arco [Arco prateado feito de bronze sagrado e enfeitado com pequenos desenhos de animais selvagens. O item fora produzido com entalhamento em lua crescente, assumindo o formato de C. No nível 20 pode transmutar-se em uma pulseira de prata com pingentes em forma de lua crescente e em forma de animais selvagens.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

{Lunather} / Aljava [Aljava de couro trabalhado, com engastes de bronze sagrado. Contém flechas infinitas - são comuns, de olmo e bronze sagrado, mas de acabamento fino.] {Couro e bronze sagrado; olmo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

{Wolf's Fang} / Faca [Faca de caça feita de bronze sagrado. É leve, afiada e bastante resistente. Possui empunhadura feita de osso de lobo e couro negro, sendo que existem alguns desenhos de constelações em todo o corpo da faca. Acompanha uma bainha de couro negro, que na parte inferior leva as iniciais CA entalhadas. Pode ser facilmente escondida devido ao seu tamanho - 30 cm.] {Bronze sagrado, osso e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Entrada no Grupo - Caçadoras de Ártemis]

Thorn / Zarabatana [Após ajudar alguns Espinhos, Jung recebeu uma Zarabatana com alguns dardos embebidos em uma mistura com ervas que deixa a região atingida dormente. Pode lançar apenas três dardos por missão com o intervalo de cinco turno entre eles.] (Nível mínimo: 6) [Recebimento: missão "Forest Friends", elaborada por Maisie de Noir e atualizada por Éolo]
Poderes:
Passivos:
Nenhum.
Ativos:
Nenhum.
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por James Archeron Ontem à(s) 23:13

dragonborn: fix you
Lights will guide to home and ignite your bones

DEZ

Relatei ao homem dragão tudo o que eu havia presenciado, descrevendo cada cena o mais precisamente possível, e ele ficou em silêncio durante toda a narrativa. Como suspeitei, não compartilhamos a visão da mesma lembrança que fora trazida à tona enquanto eu vasculhava seus pensamentos.

— Então tu acessaste somente até o momento em que meu pai foi curado? — questionou ele.

— Sim, só até o momento em que dá pra perceber que ele recuperou a sanidade — relembrei.

— Entendo. Meu pai cometeu suicídio depois que retomou suas faculdades mentais. Ele não suportou lidar com as consequências de seus feitos, não se perdoou por ter ceifado a vida de minha mãe — a neutralidade com que ele falava, despido de qualquer sentimento, era ainda mais arrasadora.

— Sinto muito — declarei.

— Tu disseste que encontraste uma forma de ajudar-me, sim? E que precisarias da minha ajuda... — apenas assenti. — Acaso planejas reproduzir o ritual de cura?

— Sim, senhor — confirmei enquanto fitava seus atentos olhos prateados. — Eu não pude entender o cântico entoado pela sacerdotisa, mas você pode acessar minha mente para memorizar as palavras. Quanto ao círculo mágico, posso reproduzi-lo sem falhas, mesmo não sendo portador da magia compatível para ativá-lo.

— A sacerdotisa proferiu as palavras em dracônico, por isso não pudeste entender. Há runas dracônicas no círculo mágico, todavia, de fato, não é preciso compreendê-las para reproduzi-las — ele parecia estar apenas confirmando o que eu havia dito, portanto fiquei quieto. — Pois bem. Deixe-me ver minha lembrança na sua mente para que possamos prosseguir com a cura.

— Certo — eu havia invadido a mente dele, então nada mais justo que deixar ele ter acesso à minha.

O homem dragão cravou seus intensos olhos em mim e colocou uma mão sobre meu ombro. Senti quando a presença dele se aproximou da minha mente, então fiz meus escudos mentais recuarem para facilitar o acesso às cenas do ritual. Foquei meus pensamentos naquela lembrança que não era minha, repassando-a algumas vezes.

Eu não sabia se o dragão estava vasculhando a minha mente, procurando algo além do que devia ver, mas, de qualquer forma, senti-me estranha e intimamente vinculado a ele, como se tivéssemos uma conexão profunda. No entanto, a ligação foi interrompida bruscamente, deixando-me com uma inesperada e melancólica sensação de solidão.

— Eu conheço o cântico, portanto vamos trabalhar em seu plano. Torçamos para que possamos alcançar o resultado esperado.


Precisei de vários minutos para conseguir completar o círculo mágico. Usando apenas a faca, consegui entalhar as runas dracônicas no terreno da montanha, deixando o homem dragão no centro dos símbolos. Precisei de algumas orientações, mas consegui reproduzir a mesma figura que eu havia visualizado na lembrança.

— Certo, agora você precisa usar seu sangue e entoar os cânticos — informei.

O homem dragão aquiesceu e em seguida estendeu a mão para que eu fizesse um corte em sua palma. Como a faca estava suja de terra, utilizei a adaga para fazer a incisão. Ele não demonstrou nenhuma reação de dor, apenas fechou o punho e deixou que o sangue caísse no chão onde havia uma runa específica para o sacrifício.

Sussurrando, ele começou a proferir as palavras antigas e desconhecidas assim que o líquido atingiu a terra. Senti um arrepio em minha nuca ao ouvir aquela estranha língua carregada de magia, e o ambiente pareceu vibrar em nossa volta.

Como na lembrança, o círculo mágico emitiu luzes multicoloridas e brilhantes, tão intensas ao ponto de fazer-me fechar os olhos — e voltei a abri-los apenas quando não pude mais ouvir a voz do homem dragão.

As luzes desapareceram, mas o círculo mágico ficou incrustado no chão. O homem não parecia fisicamente diferente, contudo não estava como antes. Ele parecia mais cheio de vida, poderoso e imponente.

A cura havia funcionado.

— Você sente alguma diferença? Consegue acessar suas memórias? Está tudo bem? — não consegui evitar o bombardeio de perguntas.

— Sim. Sim. Sim. Não irei esquecer-me do que fizeste por mim, James Archeron — o homem dragão parecia realmente agradecido. — Tu serás recompensado. A propósito, meu nome é Amren.

Talvez eu tivesse feito algo pelo mundo ao curá-lo. Era um dragão a menos para causar destruição. Agora só posso torcer para que ele não se volte contra a humanidade.

— Espero que possamos nos encontrar novamente algum dia, Amren — declarei. Por alguma razão desconhecida, eu queria abraçá-lo, mas não ousei estabelecer contato físico. Eu estava feliz por ter conseguido ajudar uma criatura tão poderosa.

— Não tenhas dúvida quanto a isso, semideus. Nossos caminhos se cruzarão outra vez. Agora que estou curado, algo urgente chama por minha atenção.

Assim, sem mais delongas, Amren voltou à forma de dragão, e, em toda sua plenitude e magnificência, alçou voo.


As Irmãs Cinzentas não atenderiam ao meu chamado em um local tão longe da rota de serviço delas, então eu precisava encontrar uma forma de mandar uma Mensagem de Íris para um velho amigo, filho de Nix.

Era a hora de cobrar alguns favores — e de voltar para casa.







    ADENDOS
  • Bem, a cura ocorreu por meio de um ritual dracônico, o qual foi executado pelo próprio dragão. Não entrei muito em detalhes porque não achei necessário, já que não era o James quem ia dirigir o ritual.
  • O James conseguiu reproduzir o círculo mágico apenas porque fixou as runas. Como expresso em posts anteriores, ele já tem uma certa intimidade com runas nórdicas, então não teve muita dificuldade em apenas reproduzir as runas dracônicas (veja bem: ele não usou magia dracônica ou algo assim, apenas “desenhou” os símbolos).
  • Assumindo que o dragão é metálico, está doente/imparcial, e precisa de ajuda... a personalidade dele não é tão "sou o superior fodão e você é o pobre coitadinho". E, na real, essa ideia de que os dragões cromáticos agem de uma forma e os metálicos de outra são estereótipos, né? Podem haver exceções. Então é isso.
  • Conversei com a Eos e ela disse que seria possível usar telepatia para visualizar memórias/lembranças (não apenas enviar mensagens ou recebê-las, mas também "ver/ouvir" os pensamentos; claro que a precisão depende muito da situação, do nível e etc). A habilidade estará listada abaixo, em spoiler. O objetivo inicial era extrair alguma informação da mente do dragão que pudesse ajudá-lo e, aí, ganhar a confiança dele. No processo, James acabou descobrindo uma possível forma de curar o dragão.
  • Sobre o James não entender o diálogo dos dragões mesmo estando na mente de um dragão: não há vínculo mental entre a criatura e o semideus, daí é como se o James estivesse assistindo as memórias, não vivenciando sob a perspectiva do dono da mente e tal.
  • É isso. Se surgir alguma dúvida e tal, pode mandar MP. Obrigado por ler tudo.



Arsenal:
◈ {Wisdom} / Lança [É uma réplica da lança de Athena. O cabo da arma é branco, feito de álamo, enquanto a lâmina é prateada - apenas um efeito estético, já que seu material ainda é bronze sagrado. Perto da lâmina está engastada uma coruja, e todo o cabo foi trabalhado, não sendo linear, e sim possuindo algumas curvaturas, o que faz com que seu manuseio seja mais complexo a quem não tem a perícia adequada. Possui 1,5m de alcance][Álamo e bronze sagrado](Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Atena] (como adaga, na bainha de couro presa à calça)

◈ {Vasar} / Espada [Espada de bronze sagrado, que mede ao todo 90 cm, sendo 70 de lâmina e 20 de base. A base é de couro, e no final de seu cabo, está entalhada a sigla JA, as iniciais de seu dono, James. Os golpes da espada são tanto cortantes do que perfurantes, mas não se descarta esta outra utilidade da arma. Quando não utilizada, transforma-se em um anel comum, ao comando de seu dono, com a inscrição: “Guerra por guerra”. Tem a habilidade de perfurar armaduras e escudos em até 20 % de capacidade, caso de itens fortalecidos a perfuração se dará pela diferença de porcentagem. {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla nenhum elemento}[Recebimento: The Dragon's Flame e modificado na Music and Forge] (como anel, no anelar esquerdo)

◈ {Strategy} / Escudo [Escudo de bronze sagrado. Possui uma pequena coruja entalhada em seu centro. O escudo tem uma superfície muito lisa e, portanto, refletora; basta que o campista direcione-a corretamente para atrapalhar a visão do inimigo. Quando não utilizado, transforma-se em uma moeda de bronze. No nível 20 transforma-se em um bracelete com entalhes similares ao do item.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo:10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Athena e modificado por Harry S. Sieghart] (como bracelete, no braço canhoto)

◈ {Warn!} / Relógio [Na forma de um relógio comum, analógico. Ao ser ativado, cria um campo de energia. O campo em si é transparente e afeta apenas o próprio semideus. No período ativado, reduz danos de impactos (mas não cortes ou outros tipos) em 50%, desde que provenham de fontes mundanas ou de nível inferior ao semideus. Como extra, também mantém um indicador da temperatura ambiente, como um segundo relógio, onde os marcadores vão de azul para vermelho, conforma as mudanças de frio para quente (mas não afeta itens e similares, apenas marca a temperatura local).E ainda serve para ver as horas!. 3 ativações por missão, com duração de 3 turnos cada][Eletrônico][Não controla nenhum elemento][Nível mínimo: 3][Recebimento: Evento Burn, baby, burn! - Jan. 2014. Atualizado por ~Eos] (como relógio, no braço direito)

◈ {Hover Boots} / Botas aladas [Botas presta de couro com cano longo. Ao comando de seu dono, eles materializam indestrutíveis asas prateadas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. A altura e capacidade de voo também aumentam, na proporção de 1m por nível. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. A bota fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando ao arsenal do semideus, aonde quer que seu baú se localize.] {Couro} (Nível Mínimo: 20) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Comprada de Rhydian Fraser] (botas, nos pés -q)
Habilidades:
PASSIVAS:

◈ ATENA ◈
— Nível 19 - Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.


◈ MÊNADES ◈
— Level 16 ~ Alma de Felino ~ Seu personagem adquire a capacidade de locomover através de âmbitos sem causar qualquer resquício de barulho, como um felino. Seus passos são furtivos e quase impossíveis de serem ouvidos.

ATIVAS:

— Error 404;
Informações sobre o Dragão:


    — Dragão Metálico:
  • Nível: 67 (ancião/imenso);
  • Cor: Dourado;
  • Elemento: Fogo;
  • Cinese: Pirocinese;
  • Habitat: Montanhas vulcânicas.
  • Sobre a personalidade: até então tem se mostrado agradável porque está doente e precisando de ajuda. Contudo, mesmo em estado normal, não é tão soberbo. Claro que, como a maioria dos dragões, é muito inteligente e poderoso, mas não sai por aí impondo a supremacia de sua espécie.
  • Sobre a forma humana: bem, ao assumir a forma humanoide na frente de James, ele estava fazendo uma declaração de que não teme o semideus — mesmo nu (que para humanos é um estado vinculado à vulnerabilidade) e doente, ele ainda é poderoso e, por isso, não se importa com a forma em que aparece. Ah, ele deve ter a aparência de um homem de 55 anos, mais ou menos.

Habilidades do Dragão:

PASSIVAS:
— (21) Visão empática; Seu conhecimento da natureza mortal aumenta a ponto de agora ele conseguir discernir sentimentos, percebendo esta aura nas criaturas ao seu redor. Poderes de bloqueio de aura podem afetar esta percepção, no entanto.
— (40) Julgar: Dragões possuem um sentido apurado e compreensão sentimental grande. A partir deste nível, eles possuem um sexto sentido para captar mentiras. Eles não sabem qual é a verdade, mas percebem que não é o que está sendo dito a eles. Isso só se aplica a mentiras de fato - uma omissão não seria captada desta maneira. (Essa habilidade, combinada com a habilidade anterior, fez com que o dragão percebesse que James realmente queria ajudá-lo e que estava sendo honesto/verdadeiro em relação ao que estava falando.)
— (65) Mente enigmática: A mente dos dragões não funciona da mesma forma da humana. Poderes de telepatia e afins de uma origem menor só funcionam sobre eles quando são alvos voluntários; caso a fonte seja de até 20 níveis acima, eles possuem uma resistência de 50%. Acima disso são afetados normalmente. (Como exposto na narração, o dragão tornou-se um alvo voluntário.)

ATIVAS:
— (-) Voo: Especial - O voo é considerado um poder de uso constante para Dragões - é  algo natural, mas requer um gasto de energia regular. Além disso, sua capacidade de  carga aumenta com o tempo, mas sua habilidade de manobra decai quanto maior o  tamanho do animal.A capacidade de carga e de manobra encontra-se nos passivos.
— (-) Assumir forma - Desde o nível inicial um dragão é capaz de assumir a forma humanóide. Nessa forma, ele pode usar vestes e itens apropriados para seu novo físico, e algumas de suas habilidades, e terá a aparência média de um humano na mesma faixa. Contudo, ele não pode voar, utilizar seu sopro nem ataques naturais (mordida, garras, cauda, asas). Ele mantém todas as estatística passivas, com exceção das que dependam de componentes físicos específicos (como a resistência ampliada das escamas), mas mantém sua força, destreza e similares. A forma adotada não é modificável (ou seja, toda vez que assumir a forma humana, ele terá a mesma aparência, salvo na transição etária) e será proporcional à idade do dragão, até certo ponto (Filhote: até 6 anos, muito jovem: até 11 anos, adolescente: até 17 anos, jovem adulto: até 25 anos, adulto/ maduro: até 40 anos, ancião: até 60 anos, venerável: até 80 anos, lendário: acima de 80 anos). A transformação é ativa, mas o gasto ocorre apenas no momento da sua adoção, correspondente a um poder de gasto elevado. Não há tempo de duração limite, mas cada vez que for desfeita a nova utilização computará um gasto normal. A forma não imita/ copia características de outro ser existente, e sua aparência geralmente segue o ambiente em que o dragão vive, seja em características gerais, seja assimilando-se a povos locais (assim, um dragão que vive no subterrâneo tende a ser mais pálido, um do deserto pode parecer um beduíno, um dragão branco poderia tanto parecer com um inuíte quanto ser absolutamente albino).
— (20) Telepatia Iniciante - Ao firmar uma parceria com outra criatura, o dragão cria  um elo empático que lhe permite uma comunicação rudimentar - frases de até 150  caracteretes, a até 50m de distância - apenas com este aliado. Trocar o elo com  outra pessoa exige outra ativação. O elo permite que o dragão receba respostas  mentais, seguindo as mesmas restrições. É necessário tocar o alvo a ser afetado.  Custo constante.






song: fix you, coldplay || turno: 005 || companion: dragon

And I will try to fix you
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Vicka L. Danniels Hoje à(s) 00:05


dragonborn

"Sim, significa que meu destino foi selado."

Por mais tempo do que a semideusa pôde acompanhar, as palavras ecoaram em sua cabeça. Selado. Ainda que procurasse referências em sua não tão extensa memória, era impossível encontrar alguma experiência passada que explicasse as últimas palavras do dragão. Olhou bem para a criatura, que carregava um olhar triste, e deixou observou-o de baixo para cima, de cima para baixo. Havia desistido? Uma criatura tão poderosa simplesmente abrindo mão do que a fazia singular perante o resto do mundo?

Minutos de silêncio arrastaram-se, quebrados somente pela nascente jorrando água no lago subterrâneo. Vicka pensou em Éris, que a enviou até ali, e no que a deusa acharia da resposta e atitude do dragão. Provavelmente mandou a arauto contatar o monstro na esperança de recrutar um novo aliado; mas a Discórdia desejava um soldado em plenas condições físicas e mentais ou alguém quebrado seria suficiente? Danniels lembrou de si, perdida e sem memórias na cabana no Michigan.

Não, você não conta, você foi construída. Ele... ele está...

Ele já está
morto.

— O que você quer dizer com selado? — Pronunciou-se, chamando a atenção do dragão para si. — Olha, eu vim até aqui numa missão mal definida. Cumpri o que você pediu. — Não posso voltar de mãos abanando. — Deve ter alguma coisa que eu possa fazer. Sou basicamente humana, mas não sou inútil.

A criatura mudou o olhar de tristeza para compreensão, e depois piedade. Sua boca, ainda que reptiliana, parecia exibir algo parecido com um sorriso — ou talvez a semideusa estivesse novamente perdendo o controle de suas faculdades mentais. É isso, que você quer, Éris? Dois loucos adoecidos destruindo tudo em seu caminho?

Sentiu a cabeça doer, e um som estático no ouvido direito lhe tirou a atenção da situação por alguns segundos. Sabia que aquele era o jeito da deusa de lhe dizer "não me desafie".

— Não seja ingênua, criança humana. — Havia dor e perda na voz antes solene do dragão, como se lembrasse de um passado doloroso. De acordo com a conversa anterior entre os dois, antes de Vicka ir até o vilarejo, essa era uma possibilidade bastante plausível. — Meu povo já foi grande. Dominamos continentes inteiros muito antes de sua espécie nascer. Mas desde minha época, não se ouve mais sobre a fonte da juventude.

Fonte da juventude?

— Entenda, jovem humana, não sou o mais antigo dos dragões. — A criatura começou a narrar, desviando o olhar de Vicka e passando a encarar a saída da caverna. — Foi meu avô quem me contou da fonte, disse-me que era guardada pelo mais formidável dos dragões. Um ser de força e poder implacáveis, até que foi derrotado por um monstro de coração corrompido. — Vicka não sabia se era possível para dragões chorar, mas se fosse, o sujeito estaria prestes a fazê-lo. — Os dois - a fonte e o grande dragão - eram unidos de forma intrínseca. Quando seu guardião caiu, a fonte...

— Ela secou.

Mergulhados num silêncio de compreensão mútua, os dois — semideusa e dragão — abaixaram suas cabeças.

Não havia mais o que ser feito.


— Por que, então, fui enviada até aqui? — Vicka não soube dizer quanto tempo havia se passado desde ela e a criatura emudeceram-se. Talvez alguns minutos, talvez algumas horas; não fazia diferença. Diante dos olhos da meio-sangue, o monstro parecia lentamente perecer.

— Como eu saberei? Estou recluso há dois mil anos, é a primeira vez em milênios que vejo outra criatura sapiente.

Vicka refletiu por um momento, agachando-se ao lado do dragão. Sua pergunta fora estúpida, de fato, mas precisava ser feito. Havia uma inquietação em suas entranhas, uma necessidade de fazer alguma coisa, como se seu propósito ali não tivesse terminado. Como poderia? Sequer fora enviada numa missão clara, era impossível que seu objetivo tivesse cumprido-se. Começou a balançar a perna direita, depois a esquerda, e depois voltou a olhar para o dragão. Seus ombros estavam mais baixos, as asas não eram mais mantidas ao lado do corpo; ao invés disso, encontravam-se jogadas de qualquer jeito, o dono não mais se preocupando por onde elas passavam ou arrastavam-se.

— Fui mandada por uma deusa. — Arriscou revelar sobre si mesma, esperando que a menção à divindade de Éris não causasse a fúria do dragão. — Ela esperava que eu pudesse recrutá-lo ao seu exército, eu acho. A missão não foi muito clara.

O dragão emitiu um som similar a uma risada de escárnio: — Recrutar? Eu sou um orgulhoso dragão verdadeiro. Seus deuses são deveras arrogantes, criança.

É, eu sei que são. Novamente, dor de cabeça.

— Me explique de novo sobre a fonte da juventude. — Vicka levantou, incapaz de permanecer agachada. Antes que o dragão falasse, começou a andar em círculos, de um lado para o outro, sem manter um padrão estabelecido. — Temos uma nascente aqui. Tenho certeza que há outras em meio a floresta. Por que precisa ser uma água mágica?

Novamente, o olhar piedoso, quase caridoso. Desta vez, contudo, foi acompanhado por uma nota de sarcasmo, denotado por um som parecido como uma risada.

— É a pureza da água da fonte que lhe dava seus efeitos curativos. Nenhuma outra água é tão límpida quanto a da fonte foi. Sem essas propriedades, é impossível fazer o remédio para a doença.

Vicka andava cada vez mais rápida, agora em círculos mais ou menos regulares. Coçava os cabelos, novamente sujos e emaranhados por ter entrado no esconderijo da criatura.

— E a poeira de estrela? Seria algo como um meteorito?

— Sem a água, a poeira estelar é inútil.

— Isso não vai ficar desse jeito. — Caminhou até o lago e mergulhou, nadando em direção à saída.


Voltou até a vila, notando que uma madrugada inteira havia se passado. O sol, preguiçoso, levantava-se à leste, e junto dele algumas casas acendiam luzes e sons de cozinha podiam ser captados. Povo estranho, pensou consigo, lembrando dos dias onde acordava às três da tarde em prédios abandonados, mais preocupada com o a próxima missão que pudesse revelar algo sobre seu passado do que com a própria sobrevivência.

Balançou a cabeça, passando a mão pelos cabelos e ainda os sentindo levemente úmidos. Precisava achar o velho curandeiro, precisava de mais informações. Água pura e farelo de meteorito não poderiam ser as únicas esperanças do dragão. Éris, seria uma ótima hora para uma ajuda divina.

Como sempre, nada.

Restava a semideusa, então, recorrer à Anewa. Onde ele poderia estar? Da última vez, foi ela a encontrada pelo ancião. Não podia contar com isso, não naquele momento; a vida do dragão estava em risco, assim como sua vontade. De que forma, então, encontrar quem procurava? Não tinha como invadir as casas à procura da dele — estava cedo, as pessoas já acordavam e logo a atividade começaria no vilarejo — e, ainda que tivesse entrado na mesma, não tinha como descobrir com exatidão qual era: todas as construções eram parecidas, quase iguais.

Precisava lembrar-se de algum detalhe diferente sobre a casa, algo que a destacasse das demais. Forçou a memória, sabendo que não deveria fazê-lo; sua mente ameaçou desmoronar-se, mas antes que acontecesse, conseguiu resgatar o que precisava: a decoração externa da casa era incomum, cheia de símbolos e talismãs que, na noite anterior, Danniels deduziu serem para proteção ou feitiços.

Refazendo os passos, a viajante caminhou em passos firmes até seu destino.


Um único filete de fumaça escapava pela tímida abertura da porta da casa do velho, e Vicka tomou a liberdade de entrar. Sua mão encontrava-se preparada na adaga de seu pai; não sabia se seria necessário arrancar a informação que procurava a força, ou se seria atacada pela súbita aparição — o ancião não pareceu exatamente satisfeito com a presença da semideusa na noite anterior.

— O que procuras, andarilha?

Surpreendeu-se com o fato do velho já saber de sua presença, e a mão ao redor da adaga apenas apertou. Fechou a porta da casa, aproximando-se em passos leves da figura sentada, de costas, no centro do cômodo. Não sacou Quick Cut, mas parou a poucos centímetros de distância do homem, procurando deixar claro que, se fosse de seu desejo atacá-lo, seria completamente capaz de fazê-lo.

— A água pura e o pó de estrela. — Falou, seca, séria. — Não podem ser a única coisa para o dragão.

O velho respirou fundo, soltando o ar lentamente: — A criatura merece morrer. Não é natural que um ser viva por tanto tempo quanto ele tem vivido

Naquele momento, a visão da semideusa tornou-se vermelha com a raiva. Como ele poderia dizer uma coisa daquelas? Dizia-se o mais antigo habitante daquelas terras, talvez com a mesma idade que o dragão. Não tinha vergonha da própria hipocrisia? A semideusa sacou a adaga, empurrando o velho com violência no chão e agachando-se, pressionando a lâmina afiada contra a pele sensível do pescoço do mesmo.

— Desgraçado egoísta. — Falou baixo, ameaçadora, cuidadosamente forçando um pouco mais a lâmina contra o pescoço do homem. — Não seja hipócrita!

O olhar do homem era vazio, e Vicka quase afrouxou o aperto da adaga. Quase, pois quando o viu abrir a boca para falar, manteve a mão firme.

— Sua adaga não me matará. Minha maldição transcende nós dois. — Ele falou, tranquilo. — Sobre o dragão, eu não minto. Confira você mesma os escritos. Não há outro remédio. Ele vai definhar, e lentamente enlouquecer, até que sua carne pereça. De sua existência, somente sobrarão os ossos e a pele.

Olhou para Anewa com desconfiança enquanto o mesmo apontava para a parede esquerda. As paredes eram marcadas com um tipo de escrita muito antigo, impossível para a semideusa decifrar olhando de longe. Precisava aproximar-se, mas poderia confiar no velho para não atacá-la? Claro que não. Ainda que fosse perfeitamente capaz de defender-se, uma ansiedade tomava conta de seu âmago ao pensar em ser atacada.

— Sua vida não me vale nada. — Com essa afirmação, deixou o velho no chão, aproximando-se da parede.

Em poucos minutos de análise, percebeu que o mesmo estava certo. Não havia outro remédio.

— Ele vai sofrer. — Falou, querendo controlar a voz.

— Me diga, criança. — O velho levantou-se, mas não andou até Vicka. — Por que deseja tanto salvá-lo?

Eu não sei.

— Porque... Porque ele acordou sozinho. — Começou a falar, sem virar-se de costas. — E solitário. Sem saber o que estava acontecendo. Achou que estava perdendo a própria sanidade.

E o velho emitiu um som de hmm, como se refletisse. Vicka usou o um ou dois minutos que passaram para colocar as próprias emoções no lugar. Eu me identifiquei com ele.

— Ele, de fato, irá sofrer. — As palavras de Anewa doeram como uma facada em seu coração. — A não ser que você leve a lança de pedra, e crave em seu coração. — Os ouvidos da semideusa ficaram atentos ao ouvir a fala do velho. — Meus deuses me disseram que você voltaria, movida em compaixão pelo monstro. — Monstro? — Você não quer que ele sofra. Crave a lança em seu coração, e ele morrerá em paz. Está abençoada pelos bons espíritos desta ilha.

Anewa finalmente aproximou-se, colocando a lança em sua mão. Segurou firme, e saiu correndo da casa do velho.


— Ele disse que você pode partir em paz. De forma digna. — Terminou de relatar ao dragão, que parecia cansado.

Os ombros estavam cada vez mais caídos, Vicka pôde notar enquanto ele se ajeitava no chão, deitado de lado. Você está se preparando?

— Não há dignidade alguma na morte. — Havia luto antecipado em sua voz, a desesperança alta; mais alta do que a própria criatura. — Mas antes morto do que reduzido a um animal. Eu não quero esta vida de humilhação, de redução.

A semideusa abaixou a cabeça, olhando para as próprias mãos que seguravam a arma. Ponderou por vários minutos se aquilo realmente era a escolha certa a ser feita. Precisava matá-lo? Éris não a matou quando acordou perdida e doente na cabana no Michigan.

— Não me insulte com sua dúvida, criança humana. Esta é minha escolha. Você é apenas uma ferramente consciente de sua tarefa.

— Eu nunca soube seu nome.

Vicka aproximou-se da criatura, empunhando a lança quase trêmula. O dragão fechou os olhos, e por alguns momentos, a meio-sangue pensou que fosse matá-lo no mais completo silêncio.

— Eirmae. Eu me chamo Eirmae.

Honrando sua palavra, Vicka cravou a lança sagrada no coração da criatura.

— Eu sinto muito, Eirmae.


Não soube dizer por quanto tempo repousou na caverna, ao lado do cadáver do dragão. Mas sabia que, quando resolveu deixar Eirmae, já era noite novamente. Meio sem destino, caminhou um tempo entre a mata sem querer lembrar dos últimos momentos da criatura. Por fim, acabou na porta da primeira habitação que havia encontrado, poucos dias antes, e novamente bateu.

Não precisou de truques desta vez; estava em lágrimas. Imunda.

— Entre, menina. — A mulher disse tão logo abriu a porta.

E Vicka entrou.

(jack) danniels:
esclarecimentos:
ACABOU CARALHO

Acho que ficou tudo explicado, qualquer dúvida só chegar de zap/MP/fb. Sobre o final: a Vicka tá meio traumatizada porque sente como se parte dela tivesse morrido com o dragão — deve tá meio óbvio, mas ela sentiu uma conexão profunda com a criatura pelas condições em que o encontrou, e nas quais ele possivelmente despertou. O rumo que eu dei pra ela foi, então, ficar pela casinha com os idosos que a acolheram primeiro até se consertar de novo.
poderes:
Nível 2 - Poliglota {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Hermes também é o patrono das comunicações, e seus filhos sabem se comunicar como ninguém. Eles falam, escrevem e compreendem qualquer idioma existente. [passiva, hermes]

Nível 3
Controle dos Males I: Pseudologos - Arautos recebem poderes relativos aos filhos de Éris e seus companheiros inseparáveis. Neste nível, Pseudologos os influencia: eles se tornam peritos em analisar pessoas através da linguagem corporal. Isso faz com que esconder seus reais sentimentos ou mentir para um deles seja muito mais difícil. Nível não interfere tanto aqui, uma vez que os sinais corporais independem deles, exceto para casos de semideuses específicos, que possuam poderes relativo à ocultação sentimental - nesse caso, se forem de nível igual ou maior suas reações podem ficar ocultas. Adicionalmente, a leitura corporal de um Arauto sempre vai ser dificultada, uma vez que eles sabem quais reações são esperadas e como controlá-las. Mentiras comuns são mais difíceis de serem descobertas, e poderes de manipulação igualmente - personagens de nível igual ou menor terão sempre 50% de chance a menos de notar tais coisas, não sabendo se o poder fez efeito sobre eles ou não caso sejam de nível igual ou menor, e igualmente tendo uma percepção menor quando o filho de Éris for sutil ao utilizar estes recursos. Claro que, se exagerar ou deixar brechas propositais, eles serão descobertos. Não significa que sejam imunes/ resistentes aos poderes, apenas não demonstram suas reações a tal. [passiva, éris]

Nível 4
Gosto pelo perigo - Arautos são rodeados por uma aura que instiga seus alvos. Isso faz com que eles próprios possam se tornar uma tentação em si, como se rodeados por uma aura sobrenatural - não mudará a aparência, mas mesmo que seja feio, o arauto ainda será considerado "instigante", "carismático", "exótico" ou similar - o famoso "ele não é bonito, mas tem um certo "que" que não dá pra explicar". Seus poderes de charme são ampliados em 5% a partir deste nível, aumentando para 10% no nível 14, e mais 5% a cada 10 níveis subsequentes, chegando ao máximo de 25% no nível 44. [passiva, éris]

Nível 6
Falsa inocência - Arautos conseguem assumir uma postura que os faz parecer mais fracos. Isso é útil quando em grupo, fazendo com que assim sejam menos visados nos ataques, ao menos no primeiro turno. Caso haja mais de uma pessoa no grupo com poderes similares, os de nível mais alto serão mais bem sucedidos na postura - vale também para poderes de outros deuses, mas não se acumula com eles, mesmo se o progenitor do Arauto oferecer algo similar. Este poder deixa de fazer efeito contra alguém que saiba do real poder do semideus - em tese, evita com que seja atacado no primeiro turno contra um oponente desconhecido caso haja outros alvos disponíveis. [passiva, éris]

Nível 9
Visão no escuro - Éris transita entre os mundos, mas grande parte do seu tempo é gasta no Tártaro, como filha da Noite e deusa desprezada por seus pares. Viver em tais ambientes a tornou apta a lidar com seus abismos e escuridões, e seus seguidores adquirem a visão no escuro, com acuidade e alcance igual à visão normal. Caso já possuam tal habilidade, o alcance é ampliado em 50%. [passiva, éris]

Nível 14 - Mochileiro {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Os filhos de Hermes não só estão acostumados a longas viagens como são capazes de se virar em qualquer uma delas. As pessoas sempre estão dispostas a ajudá-los em suas jornadas, seja com carona, alimentação, hospedagem ou comida, sem receber qualquer dinheiro em troca. [passiva, hermes]

Nivel 15 - Cansaço reduzido
Por ser filho do mensageiro dos deuses, você nao se cansa facilmente em missões ou longos percursos. [passiva, hermes]

Nível 18 - Passo Determinado {NEW}{Idealizado por Sadie Bronwen}
Hermes é o deus das viagens, portanto é normal que seus filhos nunca se percam em uma, desde que não estejam em caminhos não alterados magicamente, labirintos nem tenham suas faculdades mentais comprometidas. [passiva, hermes]

Nivel 30 - Lábia
Por ser filho do deus do discurso eloquente e persuasivo, você pode convencer pessoas mais facilmente com sua lábia. [passiva, hermes]

Nível 43
Respiração subterrânea - Por sua ligação com o tártaro e o submundo, seguidores de Éris conseguem lidar melhor com ambientes de ar saturado, como ocorre normalmente no subterrâneo. Eles não possuem penalidades por ficarem muito tempo nestes locais, seu corpo se adaptando a isso, mas ainda precisam de uma quantia mínima de oxigênio para se manterem. Não afeta outras condições respiratórias, como o ar rarefeito ou respiração aquática, ou mesmo uso de poderes relativos a isso. [éris, passiva]
itens:
{Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador.] {couro e borracha} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]

{Temptation} / Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

Exercitatio / {Khopesh} [Lâmina curva, fina o suficiente para perfurar o espaço entre duas costelas, medindo 70 centímetros, onde a lâmina possui 60 e o cabo 10. Sua ponta é extremamente afiada. A lâmina se mostra abençoada por Sekhmet, emitindo um brilho avermelhado que causa a sensação que queimação a quem for atingido. Se o ataque for efetivo, 5% do HP serão retirados do inimigo. Dura dois turnos, uma vez por missão.] {Nível mínimo: 30} (Missão Life is a Sphinx Enigma, idealizada por Katherine J. Villeneuve e atualizada por Éris)

{Prickly} / Carta de baralho [Ao sair da catedral, Vicka encontrou em seu bolso uma carta de barulho, o Curinga, que provavelmente havia sido plantada ali pelo seu aliado. Esta carta pode ser jogada a longa distância e, quando penetra na pele do adversário, ativa espinhos que saem de toda a sua superfície. Estes, por sua vez, liberam um veneno que deixa o oponente lento e confuso, perdendo assim 30% de sua agilidade para defender e atacar. Dura três turnos, pode ser usado 1 vez por missão.] {Plástico e espinhos} (Nível Mínimo: 30) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: missão "queen of thorns", elaborada e avaliada por Bianca H. Somerhalder e atualizada por Éris.]


Vicka L. Danniels
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Peter Lost Hoje à(s) 00:06

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DRAGONBORN
Parte 3  
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Peter Lost
Quer se perder comigo?
O dragão me dera uma tarefa simples: garantir que não seríamos incomodados. Portanto eu deveria fazer com que todas as pessoas próximas ao parque fossem embora. Além disso, deveria me certificar de que elas não voltariam ao local enquanto estivéssemos ali.

Em um primeiro momento eu me senti confuso. Naturalmente eu não sabia o que fazer, mas aquele pedido era um tanto quanto estranho. Se não houvesse ninguém por ali, o ser colossal poderia me matar e ninguém nunca iria saber do ocorrido. Ele dizia não confiar em mim, mas eu mesmo não sabia se poderia confiar na criatura. Balancei a cabeça a fim de colocar os pensamentos em ordem e então ignorei aqueles pensamentos macabros.

Caminhei o mais rápido que pude pelo parque, tentando bolar um plano para me livrar da multidão que estava ainda maior do que há poucos instantes. Felizmente era extremamente fácil me livrar de mortais: eu só precisaria de alguns raios.

Com um leve impulso no solo abaixo de mim, levantei voo e subi alto o suficiente para que eu pudesse enquadrar todo o parque dentro de meu campo de visão. Por fim movimentei meus braços violentamente nos céus, formando um aglomerado de nuvens negras próximo a mim.

O céu se mantinha negro, os ventos se tornavam cada vez mais fortes e a chuva começou a cair pesadamente. Respirei fundo, tentando manter-me concentrado e sentindo uma quantidade imensa de poder atravessar o meu corpo, era evidente que eu teria que tomar cuidado para não matar aqueles pobres mortais.

Uma tempestade de raios finalmente se formou, destruindo árvores, postes de eletricidade e até mesmo alguns bancos de madeira dentro do parque. Contudo, aquilo foi suficiente para me livrar dos olhares curiosos.

Eu me sentia ofegante, havia utilizado muito poder para conjurar a tempestade e sabia que ela se manteria ali por um bom tempo. Retornei ao solo e sentei-me no chão, com o intuito de recuperar o fôlego. Em seguida, corri até a entrada do parque e fechei dois grandes portões de ferro que permitiam a entrada de turistas e visitantes. Agora ninguém poderia entrar... ou sair.

Ω

Voltei o mais rápido que pude ao dragão, ele já me aguardava com seus olhos focados em mim.

Fiz o que você me pediu, qual o próximo passo? — Falei o mais rápido que pude.

Você foi rápido, agora eu posso... ¬—Sua voz ecoou em minha mente, ele então fez uma pausa estreitou os olhos enquanto me observava e avançou contra mim. — Jantar!

Por puro reflexo, pulei para trás desviando do bote da criatura. Sem descanso, ele me atacava continuamente, e eu não tinha tempo – ou vontade – para revidar. Eu havia prometida que o ajudaria e estava disposto a fazê-lo.

Eu não quero lutar com você!

Você não tem escolha, ou me derrota, ou será derrotado!

Era verdade, eu estava ficando sem muitas escolhas. Portanto, levantei voo e me coloquei na altura da cabeça do dragão, eu não queria matar a criatura, mas transformei minha luva em uma lâmina e coloquei-me em seu campo de visão.

Eu dei minha palavra de que irei ajudá-lo. Eu preciso de você! — Estendi minha espada em sua direção e a soltei, deixando-a cair no chão metros abaixo de mim. — Se você realmente acredita que não precisa da minha ajuda, faça o que tem que ser feito.

Era a primeira vez que eu não sentia medo algum do dragão, mas mesmo assim ele avançou em minha direção, pronto para me devorar. Era o fim.

Sem minha espada em mãos, eu não teria chance alguma contra aquele monstro, portanto apenas fechei os olhos e aceitei seu ataque. Um longo momento se passou... Nada aconteceu. Quando abri novamente os olhos, a boca da criatura estava parada há poucos centímetros de mim. Por algum motivo, ele havia parado seu ataque.

Meu coração batia acelerado, eu mesmo não conseguia entender o que estava acontecendo, até que a voz do monstro ecoou novamente em minha mente.

Pegue sua arma, filhote. — Ele se afastou. — Você provou ser de confiança.


O q-que? — Indaguei, obedecendo a ordem da criatura e me armando novamente.

Outros semideuses lutaram comigo, tentaram me derrotar. A sua tarefa nunca foi realmente afastar as pessoas daqui, mas demonstrar que é capaz de fazer o que é preciso para me ajudar.

Eu não entendo. — Minha voz era trêmula

No fim das contas, você é só uma filhote mesmo — Ele então soltou uma risada e então tornou sua fala. — Como eu disse, sofro de uma doença da mente, para me ajudar, devemos nos unir como um e você deverá vagar em minha mente e retirar a doença.

Eu... — Comecei — Eu ainda não entendo.

É uma magia antiga, você entenderá. — O monstro aproximou suas garras de mim e, com todo cuidado que seu corpo colossal permitiu, encostou em minha testa.

Tudo ficou escuro. Minha mente se apagou.

Ω

Abri os olhos, um clarão forte fazia com que meus olhos doessem. “Eu morri?” perguntei a mim mesmo.

Olhei para minhas mãos, mas para minha surpresa, todo meu corpo estava coberto de escamas, como se eu mesmo fosse ume espécie de homem-dragão. Aquilo, por incrível que pareça, não me assustou. Nem mesmo o fato de eu estar respirando no fundo de algum oceano.

Peter Lost, filho de Zeus. Você está em minha mente, vagando por um oceano infinito de pensamentos e memórias. É daí que você deve tirar a doença

Como devo fazer isso?

Nenhuma resposta. Por um longo período, mantive-me flutuando na água, até ser atingido por uma correnteza que vinha de lugar nenhum. Eu era puxado para o fundo, e por mais desesperador que fosse, eu não conseguia nadar para cima.

A visibilidade ia se tornando difícil conforme meu corpo ia se aprofundando naquele oceano, até que por fim eu estava no escuro completo. Rodei os olhos por todo o local, procurando algo que pudesse me ajudar e, para minha sorte, ao longe eu consegui encontrar um pequeno foco de luz.

Sem pensar muito, nadei pela escuridão tentando me aproximar da luz. Não demorou muito para que eu alcançasse uma esfera de luz do tamanho de uma maçã. Minha curiosidade me deixou um tanto aflito, mas sem pensar muito eu a agarrei e nesse momento, minha consciência pareceu se expandir.

Diversas informações e conhecimentos desconexos pareciam entrar em minha mente, tudo parecia confuso e eu mesmo já começava a me esquecer, meu nome, quem eu era e o que fazia ali. Eu estava pronto para me deixar levar para a escuridão daquele oceano quando uma cena se fixou em minha mente

Um dragão se libertava de Alcatraz, e então meus instintos mais animalescos pareciam tomar conta de mim, eu queria apenas comer e matar, nada mais. Eu havia encontrado a doença da mente.

Agarrei a orbe de luz com mais força e comecei a nadar para cima, não sabia bem o que fazer, mas meus instintos pareciam querer me ajudar, e eu os deixei. Meu corpo reptiliano se mostrou muito útil naquele momento.

Após longos minutos daquela situação, a água ao meu redor começou a se tornar mais clara e cristalina e novamente fui puxado para baixo, como se alguém tivesse apertado uma descarga gigante naquele oceano.

Tentei lutar contra, mas era impossível, a única coisa que eu poderia fazer era segurar a orbe de luz com todas as forças.

No momento seguinte, fui arremessado para trás caindo na grama molhada do parque Rockwood Hall. O céu estava claro e estrelado, a tempestade já havia passado e em minha mão, onde deveria estar a orbe luz, residia uma marca negra com formato de um dragão.

Eu me sentia confuso, não entendera o que havia acontecido ali, na verdade, eu quase não me lembrava dos últimos momentos, tudo parecia distante como em um sonho.

Obrigado, filho de Zeus. — A voz do dragão ecoou em minha mente. — Você me salvou, e por isso serei eternamente grato, criança.

O que aconteceu? —Indaguei, ainda fitando minha mão.

Sua mente humana não está pronta para aceitar algumas coisas, assim como a mente dos mortais não está pronta para aceitar nosso mundo divino. — Ele se virou para o rio. — Eu contarei a todos o que você fez. Essa marca em sua mão será para sempre a prova de sua bravura, filhote. De hoje em diante, você será conhecido como Peter Lost, o filho de Zeus e amigo dos dragões.

Eu não estava em condições de dizer nada, minha mente ainda estava confusa com tudo o que havia acontecido, mas o dragão mergulhou no rio e se foi. Após isso, sua voz ecoou uma última vez em minha mente:

Nós nos encontraremos novamente, amigo dos dragões. Até lá, adeus.

Adendos:
Arsenal:
{Karabela} / Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus] Formato de anel na mão esquerda.

♦️ Perdição [Espada com lamina de bronze sagrado. A arma se adequa em peso e tamanho ao usuário, seu cabo é de aço negro com um fino revestimento de couro preto para melhor manuseio e tem um comprimento padrão. A arma não tem nada de especial em relação a uma arma de bronze sagrado comum, exceto pelo fato de que, quando a espada não esta em uso, ela se torna uma luva negra com as letras “PL” bordadas em branco, indicando que ela só funciona com Peter.] {Bronze Sagrado, Aço Negro, Couro e Tintura} (Nível mínimo: 9) {Nenhum elemento}Formato de luva na mão direita.

♦️ {Lost Belt} / Armadura [Uma armadura que protege o usuário. A armadura é feita de bronze e é reforçada para aguentar grandes danos, tanto que golpes comuns de espada causam pouco dano nela. Protege a parte do tronco, pescoço - por causa da gola de metal -, peitorais, costas e ombros. Quando o dono quiser, a armadura se transforma em um cinto, revestido em couro e vice-versa. É muito leve, tanto que Peter pode correr como se estivesse vestindo uma camisa comum.] {Bronze e Couro} (Nível: 24) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥ ] Na calça jeans.

▲ {Skiá} / Colar [Trata-se de um colar feito inteiramente de prata que ostenta um pequeno pingente de ônix lapidado cuidadosamente no formato de um relâmpago. O item concede o usuário a habilidade de, uma vez por evento/missão, absorver um ataque não físico (mágico ou elemental), desde que o adversário tenha no máximo até o mesmo nível que o jogador.] (Prata, Ônix) {Nível mínimo: 40} (Não controla nenhum elemento) [Recebimento: Missão - "The Lost Boys" / Avaliada por Ayla Lennox e Atualizada por Psiquê.] Utilizando como colar no pescoço.

{Thunder} / Lança [Lança metálica, feita inteiramente de bronze sagrado. A ponta é maior do que a de lanças comuns, formando uma lâmina em forma de raio, que apesar de mais difícil de manejar para quem não é acostumado, pode causar danos potencialmente maiores, ainda mais considerando-se o peso, já que até seu cabo é metálico. Esse dano adicional contudo não é inerente à arma, dependendo do manuseio e habilidades do semideus.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus] Presa nas minhas costas.

Poderes:
Poderes passivos:
Voar (Nível 5) - Será seu poder característico. É muito útil e aperfeiçoado quando quiser.
Poderes Ativos:
Convocação de tempestades (Nível 55) - Apesar de não ser filho de Poseidon, nesse nível as nuvens estão sob seu comando, podendo criar catástrofes aéreas e elétricas. Gasta muita energia e só pode ser usado uma vez por missão.
Observações:
Tive alguns problemas, mas já expliquei pra Vicka (melhor sotaque). Estou postando os 2 turnos nesse aqui. Espero que goste <3
Peter Lost
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éolo Hoje à(s) 00:09

Evento encerrado

As avaliações foram separadas entre a staff, portanto não sairão todas no mesmo dia ou hora.

Para todos que participaram, desejo boa sorte.


Lord of Winds? nah
Éolo
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Re: — dragonborn (EVENTO)

Mensagem por Éolo Hoje à(s) 00:59


Dragonborn — avaliação

Explicação:
Esta avaliação trata-se somente das players Sadie Browen e Vicka L. Danniels. Em comum acordo, durante minha estadia na administração do fórum, fiquei encarregado da avaliação dos administradores que viriam a participar do evento, mantendo-me portanto fora do evento. Tal atitude tratou-se da preocupação da staff em mostrar idoneidade e imparcialidade.

Dito isso, aproveito para anunciar também que entrego o cargo de Éolo, tendo cumprido com minhas funções de forma satisfatória, creio eu.

Atenciosamente,
Lucas.

Sobre a avaliação: os pontos de experiência estarão divididos em quatro categorias (coerência, CEF, objetividade e ortografia), onde na pontuação destas será aplicada um multiplicador de duas vezes, levando à pontuação máxima possível no evento de 700 pontos de experiência.

Sobre itens, riscos e reavaliações: caso o player não atinja o rendimento mínimo de 70% (490 XP), será declarado morto segundo o sistema de dificuldades vigente no fórum e as diretrizes de inscrição para o evento dragonborn. Para que seja adquirido a premiação de item, deverá ser atingido o rendimento mínimo descrito nas diretrizes do evento. Caso seja desejo do player, poderá ser solicitada uma reavaliação, contanto que a justificativa dada seja julgada plausível. Prioritariamente, a avaliação será refeita pelo avaliador primário (Éolo).

Sobre arredondamento: como puderam perceber, as recompensas do turno (140 XP e 45 dracmas) foram divididas pela porcentagem do critério avaliativo correspondente de forma igualitária. O arredondamento utilizado será o simples e mais conhecido, onde exemplificarei para melhor esclarecimento:

Exemplo:
Suponhamos que seja obtido, ao final de um dos turnos, a quantia de 99,5 pontos de experiência. Caso a segunda casa decimal seja 6 ou superior, será arredondado para 100 pontos de experiência, assim como se for 4 ou inferior o arredondamento tenderá aos 99 pontos de experiência.

Válido tanto para experiência quanto para dracmas.


Sadie Browen; filha de Melinoe e feiticeira de Circe.


Coerência – pontos possíveis de obtenção por turno: 70 pontos de experiência e 22,5 dracmas por turno

1° turno: 70 pontos de experiência e 22,5 dracmas (100% de rendimento no quesito)
2° turno: 67 pontos de experiência e 21,53 dracmas (95,71% de rendimento no quesito)
3° turno: 68 pontos de experiência e 21,86 dracmas (97,14% do rendimento no quesito)
4° turno: 60 pontos de experiência e 18 dracmas (80% do rendimento no quesito)
5° turno: 65 pontos de experiência e 20,89 dracmas (92,86% de rendimento no quesito)

Coesão, estrutura e fluidez – pontos possíveis de obtenção por turno: 35 pontos de experiência e 11,25 dracmas por turno

1° turno: 30 pontos de experiência e 9,64 dracmas (85,71% de rendimento no quesito)
2° turno: 28 pontos de experiência e 9 dracmas (80% de rendimento no quesito)
3° turno: 32 pontos de experiência e 10,28 dracmas (91,43% do rendimento no quesito)
4° turno: 28 pontos de experiência e 9 dracmas (80% de rendimento no quesito)
5° turno: 30 pontos de experiência e 9,64 dracmas (85,71% de rendimento no quesito)

Objetividade e adequação à proposta – pontos possíveis de obtenção por turno: 21 pontos de experiência e 6,75 dracmas

1° turno: 19 pontos de experiência e 6,11 dracmas (90,48% de rendimento)
2° turno: 21 pontos de experiência e 6,75 dracmas (100% de rendimento no quesito)
3° turno: 17 pontos de experiência e 5,46 dracmas (80,95% de rendimento no quesito)
4° turno: 18 pontos de experiência e 5,79 dracmas (85,71% de rendimento no quesito)
5° turno: 21 pontos de experiência e 6,75 dracmas (100% de rendimento no quesito)

Ortografia e organização – pontos  possíveis de obtenção por turno: 14 pontos de experiência e 4,5 dracmas

1° turno: 10 pontos de experiência e 3,21 dracmas (71,42% de rendimento no quesito)
2° turno: 8 pontos de experiência e 2,57 dracmas (57,14% de rendimento no quesito)
3° turno: 9 pontos de experiência e 2,89 dracmas (64,28% de rendimento no quesito)
4° turno: 9 pontos de experiência e 2,89 dracmas (64,28% de rendimento no quesito)
5° turno: 12 pontos de experiência e 3,86 dracmas (85,71% de rendimento no quesito)

Total: 140 pontos de experiência e 45 dracmas por turno

1° turno: 129 pontos de experiência e 41,46 dracmas (92,14% de rendimento no turno)
2° turno: 124 pontos de experiência e 39,86 dracmas (88,57% de rendimento no turno)
3° turno: 126 pontos de experiência e 40,5 dracmas (90% de rendimento no turno)
4° turno: 115 pontos de experiência e 36,96 dracmas (82,14% de rendimento no turno)
5° turno: 128 pontos de experiência e 41,14 dracmas (91,43% de rendimento no turno)

Total do evento: Possuindo rendimento de 88,86%, a player Sadie Browen obtém 622 pontos de experiência, 200 (199,92) dracmas e as recompensas pertinentes ao rendimento obtido no total.

Status finais: 850 HP e 112 MP

Primeiro turno:
Sadie, bem-vinda de volta ao fórum, primeiramente. Depois de alguns anos afastada da conta player, deu o ar da graça.

Anos esses que estão visíveis no seu texto. Busquei, durante toda a leitura do turno, elementos e nuances da narrativa que corroborassem toda a atmosfera mais misteriosa de Sadie, o desenvolvimento e apego desta junto à irmã e tudo mais. Senti isso meio travado, como se ainda o link jogadora–personagem ainda não estivesse completamente sincronizado. É algo que eu, particularmente, só posso aconselhar que continue narrando para sincronizar bonitinho. O caso é que a proposta adotada na narrativa do primeiro turno — a apresentação da Sadie e seus dramas pessoais, junto com a introdução dos dragões — foi um pouquinho longe demais. Você sabe a trama do fórum, senhora administradora! Segura o cavalo!

Piadinha ao acaso, serve pra te alertar que colocar muita coisa numa narrativa enxuta só facilita a desorientação e deslocamento do leitor para outra tarefa, o que eu sei muito bem que não é a intenção.

Tirando isso, acho que a outra grande é importante ressalva tange ao ponto da pontuação. Gramaticalmente, as divergências são unicamente por gosto do freguês: como também um narrador em terceira pessoa, costumo desenvolver minha narrativa com outra linha gramatical, mas seguindo uma pontuação textual coerente. Sua principal falha neste primeiro turno foi a utilização de algumas vírgulas que não deveriam marcar presença, ou seja, uma vírgula que atrapalha o leitor que apelidei de forma carinhosa e exclusiva como “vírgula não natural”. Ignorando o nome, o seu texto peca em algumas pontuações que não são orgânicas ao contexto narrado.

Segundo turno:
De novo o grande fator de problema: pontuação.

Durante boa parte do texto peguei-me corrigindo as pontuações empregadas na sua narrativa. O recurso da utilização de texto entre vírgulas, uma espécie de apêndice ao que é escrito, é mal utilizado. Não que abuse do recurso em si, mas das vírgulas: estão em excesso na narrativa.

Mas no que interfere? A fluidez do texto é extremamente prejudicada. Claro que em raros momentos de leitura aqui no PJBR ficaremos extasiados com a leitura, sem erros ou coisas que incomodem. Vi também durante a narrativa um certo receio de utilizar o substituto da vírgula nestas ocasiões [a narrativa posicionada entre travessões (—)], como nos casos onde utilizara o parêntese — algo que quebra a forma orgânica da narrativa.

No mais, creio que cabem somente estas observações acerca do turno. A dificuldade não combativa fora cheia de detalhes e informações que demonstrou pesquisa, apesar de não me localizar com facilidade sobre qual foi a cidade peruana que fora parar.

Terceiro turno:
Como um entusiasta culinarista, curti a leitura. Não significa que eu não me perdi em pequenos detalhes ou que outros tenham ficado conectados da forma que imaginara. Creio que sim, o aprofundamento é bom, assim como inserir elementos de diversas outras fontes: enriquecer a história é sempre a melhor alternativa.

O caso é que aprofundar de forma tão abrupta talvez faça o leitor perder-se. O apêndice dos spoilers de cada turno serve como contextualização, mas não significa que não gere descontos. Assim como uma história densa e cheia de detalhes é empolgante, se mal elaborada ou transmitida, torna-se cansativa de ler.

De resto, mesmos erros: vírgula e uma ou outra coisa estética que eu achei estranha; vírgula gerando desconto e a estética só como aporrinhamento.

Quarto turno:
Sabe a crítica que fiz no terceiro turno sobre aprofundamento e etc.? Bom, eu estava certo. Tive que ler sua narrativa deste turno duas vezes: a primeira, obviamente, não ciente de nada da narrativa; a segunda, com o arcabouço que o apêndice acrescenta na narrativa. Resultado?

Duas experiências distintas. Na primeira leitura senti-me perdido num emaranhado de informações e locais. Na segunda também fiquei perdido, mas pelo menos algumas coisas encaixaram-se com maior facilidade. As transições entre salas foram confusas, informações foram jogadas e não tão bem trabalhadas e, claro, a repetição de termos terminou o serviço sujo e jogou minha mente humana emaranhado de bolinha.

Assim como foram duas experiências distintas, espero como avaliador somente duas alternativas à uma segunda ou terceira leitura: que esteja perfeito e eu esteja caçando erro ou que algo não tenha feito nexo dentro da narrativa e eu preciso retomar. Geralmente a segunda alternativa predomina.

“Poxa, tá horrível, narrei mal.”

Não, só inseriu MUITA informação. E transições. E talvez um pouco de repetições.

Atente-se na próxima oportunidade, já que se fosse uma One-Post normal, talvez isso teria gerado descontos suficientes pra perigo de morte. Como as informações já tinham sido apresentadas ao leitor anteriormente, mesmo que de forma superficial, resolvi fazer um desconto mais brando.

Quinto turno:
Digamos que eu basicamente li uma luta que pulou de um cartoon.

Foi bem elaborada, fluiu com certa qualidade e deu importância para todos os elementos que colocara dentro da narrativa, apesar de que, em muitos momentos, senti falta da Sadie. O que isso significa em termos gerais? Quase nada, visto que o estilo narrativo de terceira pessoa permite tal flexibilização.

Como neste turno não foi essencialmente de história, um dos seus maiores erros sumiu: a quantidade enorme de vírgulas a cada parágrafo. Sendo que, se tivesse descrito uma sensação de falta de ar ao tomar o ataque da cauda do dragão, teria tido este último turno como o melhor.

No mais, serve de atenção: se um mísero soco já tem capacidade de tirar o ar, imagina uma porrada que te joga contra outra superfície.

Enfim, parabéns pela participação no evento e seu consequente rendimento.


Vicka L. Danniels; filha de Hermes e arauto da discórdia

Coerência – pontos possíveis de obtenção por turno: 70 pontos de experiência e 22,5 dracmas por turno

1° turno: 63 pontos de experiência e 20,25 dracmas (90% de rendimento no quesito)
2° turno: 0 pontos de experiência e 0 dracmas (0% de rendimento no quesito)
3° turno: 60 pontos de experiência e 19,29 dracmas (85,71% de rendimento no quesito)
4° turno: 65 pontos de experiência e 20,89 dracmas (92,86% de rendimento no quesito)
5° turno: 67 pontos de experiência e 21,54 dracmas (95,71% de rendimento no quesito)

Coesão, estrutura e fluidez – pontos possíveis de obtenção por turno: 35 pontos de experiência e 11,25 dracmas por turno

1° turno: 28 pontos de experiência e 9 dracmas (80% de rendimento no quesito)
2° turno: 10 pontos de experiência e 3,21 dracmas (28,57% do rendimento no quesito)
3° turno: 31 pontos de experiência e 9,96 dracmas (88,57% de rendimento no quesito)
4° turno: 30 pontos de experiência e 9,64 dracmas  (85,71% de rendimento no quesito)
5° turno: 30 pontos de experiência e 9,64 dracmas  (85,71% de rendimento no quesito)

Objetividade e adequação à proposta – pontos possíveis de obtenção por turno: 21 pontos de experiência e 6,75 dracmas

1° turno: 19 pontos de experiência e 6,11 dracmas (90,47% de rendimento no quesito)
2° turno: 11 pontos de experiência e 3,54 dracmas (52,38% do rendimento no quesito)
3° turno: 17 pontos de experiência e 5,46 dracmas (80,95% de rendimento no quesito)
4° turno: 20 pontos de experiência e 6,43 dracmas (95,24% de rendimento no quesito)
5° turno: 19 pontos de experiência e 6,11 dracmas (90,47% de rendimento no quesito)

Ortografia e organização – pontos  possíveis de obtenção por turno: 14 pontos de experiência e 4,5 dracmas

1° turno: 11 pontos de experiência e 3,54 dracmas (78,57% de rendimento no quesito)
2° turno: 13 pontos de experiência e 4,18 dracmas (92,86% de rendimento no quesito)
3° turno: 13 pontos de experiência e 4,18 dracmas (92,86% de rendimento no quesito)
4° turno: 12 pontos de experiência e 3,86 dracmas (85,71% de rendimento no quesito)
5° turno: 11 pontos de experiência e 3,54 dracmas (78,57% de rendimento no quesito)

Total: 140 pontos de experiência e 45 dracmas por turno

1° turno: 121 pontos de experiência e 38,9 dracmas. (86,43% de rendimento no turno)
2° turno: 34 pontos de experiência e 10,9 dracmas. (24,28% de rendimento no turno)
3° turno: 121 pontos de experiência e 38,9 dracmas. (86,43% de rendimento no turno)
4° turno: 127 pontos de experiência e 40,82 dracmas (90,71% de rendimento no turno)
5° turno: 127 pontos de experiência e 40,82 dracmas (90,71% de rendimento no turno)

Total do evento: Possuindo rendimento de 75,71%, a player Vicka L. Danniels obtém 530 pontos de experiência, 170 (170,34) dracmas e as recompensas pertinentes ao rendimento obtido no total.

Status finais: 214 HP e 340 MP

Primeiro turno:

Sei quão difícil é contextualizar as coisas, mas você forçou um pouco a barra nas deduções. Um exemplo nítido é um trecho da narrativa, ainda dentro do sonho, onde deduziu estar numa caverna. Como Vicka descobriu isso? Palpite? Em nenhum momento conseguira ver a entrada da mesma, atendo-se somente às visões do teto e do chão, além de uma das laterais. Também em momento algum descrevera uma iluminação proveniente de uma fonte externa, já que salientara durante a narrativa onírica a ambientação com mínima luz. Compreendo a passiva de Éris que tange à visão no escuro, mas não fora dada nenhuma informação crucial para a dedução de estar dentro de uma caverna.

Em muitos momentos, as suas pontuações acabavam invertendo-se. Além de uma utilização demasiada da vírgula em trechos que poderiam muito bem fluir sem o peso destas, identifiquei, durante a leitura, alguns pontos de troca entre a vírgula e o ponto.

Outra coisa que prejudicou na fluidez do texto foi a estruturação que utilizara: não sei se visava manter parágrafos mais enxutos, mas não é assim que utiliza-se esse recurso. Você literalmente quebrou um pedaço do texto que conectava-se perfeitamente sem o menor motivo, já que não era uma transição de uma ideia para outra, não abordava outra linha de raciocínio e sequer quebrou no lugar certo, caso buscasse realmente desconectar o trecho.

Mecanização da narrativa.

Vicka permaneceu presa durante o sonho e sequer desesperou-se? O arrepio com a presença de Éris, por exemplo, fora mal elaborado: faltou nuances dentro da narrativa que explicassem o motivo. Senti-me, durante a leitura, numa deriva de ideias coesa, mas que perdeu-se na hora da escrita.

Segundo turno:
Posso dizer com muita sinceridade? Difícil de ler e pior ainda de avaliar. O motivo é simples: fiquei na dúvida de entre declarar ou não sua morte já neste turno.
Se fosse uma One-Post normal, você estaria morta por isso:

Primeiro, creio que faltou-lhe pesquisa. Não algo muito complexo, que demandaria horas de pesquisa. Faltou só jogar a rota NY–Auckland no Google e isso fez uma diferença enorme na leitura da sua postagem. Não é como se o mundo sumisse, por exemplo, ao estar dentro do avião. Não é também como se uma turbulência fosse capaz de te teleportar para o meio do oceano sem literalmente passar por TODO O TERRITÓRIO estadunidense.

Partirei agora para as pressuposições, já que carece as informações na sua narrativa. Parto da concepção mais simples da história: a rota tomada fora similar (para não dizer a mesma) que as companhias aéreas costumam praticar. Caso tenha optado por outra rota aérea, deveria ter explicitado durante a narrativa para contextualização. Outra coisa que também me incomodou um pouco: caso dê endereços, coloque a cidade a qual refere-se. Uma busca simples no Google Maps enviou-me para um prédio da Colgate-Palmolive no endereço indicado, no centro de NY. Até aí, problema zero. Pressupus então, pela falta de informação novamente da narrativa, que o NPC possuía um hangar no aeroporto (escolha qualquer um de NY, as rotas aéreas continuam iguais). Indo deste pressuposto, agora deduzo que a rota adotada fora a mais coerente: atravessar o país, fazer uma escala para abastecer e voar novamente. E aqui temos os problemas: cadê tudo isso?

Ok, problema 1 apontado. Vamos ao segundo: cadê a passagem temporal? A leitura dá a entender uma passagem temporal que beira a trinta, quarenta minutos. Cruzar o país demora aproximadamente seis horas e dez minutos num voo comercial. Ok, é um jato feito por um semideus e etc., mas numa comparativa tosca que resolvi adotar para ilustrar, o jato Concorde — o avião de passageiros mais rápido da história, aposentado em 2003 — faria o percurso NY–LA entre duas e três horas, voando em velocidade máxima (o que não é de sã consciência dentro de uma tempestade). Supondo então que o NPC fez melhorias em um Concorde, fazendo-o literalmente dobrar a velocidade (e ignorando um pouco a física, já que a minha área é economia somente), teríamos um avião que cruza o país em uma hora e quinze, mais ou menos. A não ser que o seu rumo tivesse sido completamente deturpado e sua narrativa indicasse, na realidade, o oceano Atlântico, teríamos: você estaria caindo no território estadunidense; talvez em água, mas longe de ser salgada.

Erro de número três: a queda. De novo vamos ao empírico porque faltou informações. Supondo que o avião seja o Concorde aprimorado, a altura média de voo deste modelo é de 19000 metros (aproximadamente). Aqui eu vou te dar uma colher de chá e dizer que realmente tudo o que eu disse ali pra cima foi balela — ou seja, você estava sobrevoando o oceano e teu avião virou sucata.

Vamos supor então que o avião perdera 10000 metros de altitude num passar de cinco minutos (o que é bastante coisa). Primeiro que viria um enjoo absurdo e uma dor de ouvido tremenda. Até aí, é uma semideusa, cabe a desculpa do “é contornável”. Mas temos problemas: a primeira é que o bico do avião fora o primeiro a dar adeus — ainda durante a queda. O bico serve pra aerodinâmica, já que é como se “cortasse” o vento, sendo uma superfície de menor contato em comparação às outras do avião. Foi-se aí boa parte da aerodinâmica do “pássaro de ferro”.

Depois disso, o desmonte das asas e por fim a cabine partindo-se. Gostaria aqui de chamar você a fazer um teste neste site seguindo as condições: uma queda pela despressurização da cabine de 9000 metros de altura sendo que a Vicka pesa cerca de 50 quilos. Ignorando todos os vetores de desaceleração (atrito com o ar e etc), o impacto contra a água seria apenas na velocidade de 1512 km/h. Você viraria um nada.

Porque resolvi utilizar um exemplo tão pitoresco, com um valor de queda tão absurdo? Porque você narrara a Vicka, pela despressurização, desmaiada. Você, em nenhum momento, utilizou-se de qualquer recurso pra tentar sobreviver. E mesmo uma queda de míseros 50 metros, ainda com os 50 quilos como padrão, seria um impacto de míseros 112 km/h, o suficiente pra fazer seus ossos darem aquela quebradinha absurda.

Pra mim, você estaria morta.

Bom, tirando todas as incoerências acima que só a existência já me faz não querer a leitura, aqui vem o bônus: a adição de um outro NPC de completa aleatoriedade que diz ter te salvado, o que em teoria simplesmente destrói os pontos levantados anteriormente. Mas aqui jaz a pergunta: salvou como? Mesmo não sendo a sua personagem, seria uma explicação muito bem-vinda ao avaliador saber: quem era o NPC, qual sua afiliação divina, o motivo deste não ter apagado igual Vicka e, o mais importante para a coerência, COMO ele te salvou? Você não só abdicou dessas explicações na narrativa, mas desrespeitou um pouco o intelecto do leitor ao pressupor que esses fatos passariam batidos.

Trago aqui mais uma ressalva que não faz o menor sentido: Vicka ficou à deriva por 18 horas, como bem mencionou no spoiler. Foi carregada pelo NPC milagroso por quantas horas? Pelas dezoito horas? Falta detalhes nisso, coisa que prejudica e muito a leitura.

E por fim, uma indagação do mais alto calibre, já que parte da pressuposição do avião feita lá em cima: você cruzou da costa leste a oeste da ilha que possui a CAPITAL do país e não teve a capacidade de achar uma mísera cidade?

Mas enfim, tirando toda a minha indignação, os erros apontados no primeiro turno diminuíram de forma substancial, ainda tendo um pouco de mecanização na narrativa nos pontos onde Vicka é assolada por lembranças — e reage de maneira supérflua, isso quando o faz.

Perceba que sua narrativa deste turno só traz indagações. Não esclarece nada além da demonstração ao leitor de uma narrativa feita às pressas e sem lógica. O prazo extra não foi bem utilizado, infelizmente.

Terceiro turno:

Acho que essa vai ser a avaliação mais simples (da minha parte) de todo o evento. Conseguiria resumir o conteúdo em três pontos: pobre, com erros e sem rumo.

Começando pelo erro mais simples, vamos falar de pontuação: achei uns três erros nesse quesito e um plus de erro de digitação, ou seja, nada que faria ser notada caso a narrativa estivesse num nível acima.

O que seria esse nível acima? Um melhor desenvolvimento do ponto obrigatório. O diálogo com o dragão foi raso para o potencial que possui, o objetivo secundário foi basicamente jogado para dizer que cumpriu com a ordem do ponto obrigatório (foi basicamente o que eu entendi com aquele recado do spoiler) e, sendo sincero, a narrativa não empolga. Não dá vontade de ler porque não consigo identificar esforço na entrega de uma narrativa de alto nível.

Por fim, a falta de rumo. Se a transição do incêndio no vilarejo estivesse bem escrita, eu teria aguardado pra saber o que aconteceria. Expectativa, apesar de não ser um critério avaliativo, é algo que gosto de ter. E é algo que também guia a narrativa de forma coesa, que faz o leitor ter interesse na sua narrativa no meio de 3 páginas de evento, preterindo a de outros.

Quarto turno:
Bom, a narrativa (do evento, não do turno) começou a dar uma guinada de qualidade. Melhor descrito, pecou em revisões e contextualizações.

Ao utilizar-se de qualquer ferramenta no texto para destaque (seja negrito, itálico, cores ou sublinhado), tenha certeza de utilizar no mesmo padrão. Num trecho, não sei se o itálico fugiu um pouco da mão na hora da edição da postagem ou se faltou um travessão — eu particularmente creio na segunda opção.

Sobre contextualização, uma pessoa poliglota (que compreende vários idiomas) geralmente sabe qual é o idioma out tem uma mínima noção. Enriqueceria mais a narrativa se colocasse um dos idiomas nativos da Nova Zelândia ou até mesmo buscasse uma língua morta para contextualizar.

Tirando estas observações, creio ter sido um turno bom. Empolgou, já que a parte de pedinte da personagem foi literalmente um nojo de ler pela absurda dissimulação e, se não era a intenção principal, conseguiu mesmo sem querer.

Espero que mantenha o nível para recuperar o prejuízo do segundo turno.

Quinto turno:
Final clichê e bonitinho; interessante e mal elaborado.

Novamente, o seu potencial apareceu. Senti que a narrativa fluiu com certa tranquilidade — tirando algumas travas de repetições de termos e falta de palavras — e a história teve um bom desfecho, mas ainda permaneço com a crítica à pobreza de detalhes e informações dentro da narrativa. Tudo muito simples, muito supérfluo e, apesar de ter fluidez, não significa em termos equivalentes com a qualidade.

Faltou isso durante todo o seu desempenho no evento: qualidade. Entendo bem os argumentos que influenciam na narrativa, mas pela minha função aqui ser de avaliador — e não juiz de méritos —, sinto-me no direito de exigir mais de alguém que conheço o potencial.

Dito isso, encerro a sua avaliação. Parabéns por conseguir se manter viva após o desastroso turno dois e busque sempre evoluir.



Aguardo atualização





Lord of Winds? nah
Éolo
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