Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

— maskara (MOIM / VON DEADMAN, Alex)

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

— maskara (MOIM / VON DEADMAN, Alex)

Mensagem por Vicka L. Danniels em Dom 03 Jun 2018, 01:01


maskara

— Preciso de sua ajuda, Alex.

Éris apareceu para o semideus por meio de um sonho. Sua voz era distante e a imagem, mas a tarefa foi passada de forma clara: a interferência na mensagem de Éris não era algo natural do mundo onírico. Aparentemente, a deusa estava sofrendo para contatar seus seguidores havia algum tempo, e com a guerra em andamento, aquilo não poderia acontecer. Restava ao arauto resolver o enigma.


pontos obrigatórios


• Introduza seu texto. Use as informações no parágrafo acima como base, podendo detalhar mais o sonho e a mensagem de Éris. A deusa relatará que, até onde a influência dela não sofria impedimentos, a fonte da interferência vinha dos limites de Nova Jersey;

• Logo após seu sonho, você perceberá que as pessoas na cidade estão agindo estranho: atos de pura loucura, como acidentes de trânsito aleatoriamente acontecendo e encenações de assalto ainda que a pessoa o fazendo não tivesse sequer armas em mãos. De alguma forma, você deve perceber que essas atividades fora do comum ficam cada vez mais frequentes em direção a um ponto, que será nos limites da cidade, assim como apontado por Éris;

• Viaje até o local, tendo ao menos uma dificuldade não combativa. Pode ser algo relacionado a loucura das pessoas na cidade. Você pode, também, chamar um NPC aliado. De alguma forma, você deve chegar a um local específico (digo de alguma forma porque sua percepção da frequência das atividades incomuns cria apenas a noção de um raio onde o ponto de influência está) onde está o que esteja causando essa perturbação na influência de Éris e na sanidade das pessoas;

• Você deverá chegar até um parque abandonado, onde o único brinquedo curiosamente funcionando será a casa de espelhos. Você deve adentrá-la, e dentro dela se deparará dentro de um labirinto. Considerando a dificuldade da missão, narre os obstáculos esperados para encontrar seu destino dentro de um labirinto (destino sendo, nesse caso, o centro dele). Lá, você encontrará uma máscara africana emanando uma aura perturbadora, que mexe com seus pensamentos e arranca de si instintos primordiais. Deduza que aquele artefato é o responsável pelos acontecimentos;

• O personagem se verá tentado a pegar a máscara para si, mas antes que possa fazê-lo, um outro semideus aparecerá e lhe impedirá. Este parecerá bem afetado pela magia do item por si só (cabendo a você como player fazer tal caracterização). O semideus, um filho de Hécate e feiticeiro de Circe do seu nível iniciará um diálogo falando sobre a história da máscara (cabendo a você, como player, desenvolvê-la dentro a missão que vai escrever) e, no meio da conversa, confessará ser um agente a favor dos olimpianos e acampamento tentando atrasar os planos de Éris. Sinta-se livre para criar e desenvolver mais informações sobre esse NPC, tais como a forma que ele adquiriu a máscara e etc.;

• Já influenciado pela aura da máscara e finalmente ouvindo isso, você tentará arrancar o artefato de seu pequeno altar e então um combate será iniciado entre você e o semideus. Neutralize-o, pegue a máscara e, ao sair do labirinto, você topará com Éris. Sua mente então se clareará, e você deve desenvolver um diálogo com a deusa, explicando o que aconteceu;

• Finalize da forma que achar mais apropriada;


player


Alex Von Deadman
Nível 18;
Vida: 260/260;
Energia: 260/260;


regras e informações


— Você tem 30 (trinta) dias para postar. Ao fazê-lo, me mande uma MP, para que a resposta seja agilizada;
— Itens e poderes em spoiler no final no post. No caso dos poderes, preferencialmente organizados por nível e tipo;
— Evite observações como "considerar todos os poderes até o nível X". Quando usar uma habilidade, cite-a e diga se é passiva, ativa ou especial (caso não o faça, o uso da habilidade será ignorado);
— Templates (com barrinha, fonte muito pequena ou que seja muito estreito) ou cores que dificultem a leitura são proibidos;
— Dúvidas, problemas? Precisa de um prazo maior? Me mande uma MP.


Vicka L. Danniels
avatar
Arautos da Discórdia
Mensagens :
527

Localização :
the sin was shown to me, so a sinner i became

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: — maskara (MOIM / VON DEADMAN, Alex)

Mensagem por Alex Von Deadman em Seg 30 Jul 2018, 00:29


Maskara

missão one post interna média


Prologue

Noite.

Para um filho do deus ceifador, a escuridão da noite não deveria ser um problema. Afinal de contas, deuses ligados à morte e ao Mundo Inferior normalmente têm bastante afinidade com a falta de iluminação, assim como seus herdeiros diretos e legados.

Não era bem assim para Alex Von Deadman.

Fazia muito tempo desde a última vez em que, de fato, o garoto conseguira dormir. Desde o sonho que o fizera decidir ir embora do Acampamento Meio-Sangue e tomar o lado de Éris como seu naquela guerra, a paz era algo que inexistia em sua vida. Em todas as noites que conseguia fechar os olhos, a voz de Thanatos o alcançava e soava cada vez mais insatisfeita com seus esforços. Ou com a aparente falta deles.

Alex havia declarado sua lealdade a Éris e matado um de seus meios-irmãos para passar no teste da deusa, mas seu pai ainda achava pouco, pois suas batalhas pareciam ínfimas em vista do que já tinha sido realizado pelos demais arautos. O problema disso era a barganha. Se o rapaz não agradasse o pai, não receberia o que pediu: a história de sua vida. A verdadeira. A parte que faltava em sua memória.

Ele sabia que não estava desde sempre no acampamento, não tinha crescido lá. Então por que não conseguia se recordar do que acontecera antes? O que era este vácuo em sua memória que o impedia de saber quem era e que o fazia constantemente se sentir como alguém que não tinha lugar naquele mundo, entre os outros como ele? Mesmo que tivesse tentado se misturar, as pessoas sempre desapareciam de sua vida. Ou pior: ele parecia nunca ter existido nas vidas delas. Por quê?


1. I called you. Just go!

Tudo está destruído, mas não é uma visão desconhecida. Na verdade, ele a tinha visto antes de todos os soldados. Sabia o que iria acontecer. Agora está de pé no que antes foi a sacada da Casa Grande: um parapeito parcialmente destruído e de segurança extremamente duvidosa. Na região onde antes tinham sido as enfermarias, dois semideuses trabalham sozinhos na esperança de reconstruir a área. A base dos arautos está um caos e poucos fazem algo para melhorá-la.

— Preciso de sua ajuda, Alex.

O semideus se volta na direção da voz. A deusa da discórdia o encara com um olhar severo, mas ele não acha que é o verdadeiro alvo da indignação da deusa. Tem algo mais sério acontecendo.

— Do que precisa? — Pergunta prontamente, mesmo sabendo que sua sensação depois de cumprir qualquer que fosse a missão seria de insuficiência.

— Comunicação. Estou tendo sérios problemas para alcançar meus arautos e não posso ter este tipo de problema em um momento crucial como este. Resolva.

— Com todo o respeito, mas comunicação não seria esfera de poder dos filhos de Hermes?

— Com todo o respeito — a deusa ironizou —, mas eu não estou pedindo a você? Não me questione, cria do ceifador. Vá para os limites de New Jersey e descubra o que está acontecendo antes que eu te faça encontrar seu pai antes da hora!


* * *

Alex despertou ofegante, suando em bicas. A deusa o atirara para fora do sonho de uma forma mais ameaçadora do que suas palavras pareciam expressar. Havia uma sensação gelada percorrendo a espinha do semideus, como se fosse a própria sensação da morte, algo que ele não deveria temer. Nos últimos tempos, ele se perguntava o tempo todo se teria tomado a atitude correta ao se aliar a Éris. Viver com medo de coisas que não deveriam assustá-lo era algo que o incomodava profundamente.

Ainda assim, ele agora era um arauto e precisava cumprir os desejos de sua mestra. Tendo sido ordenado a ir para os limites de New Jersey, Alex se levantou da cama sob o olhar atento de seu corvo Ravenclaw, que cantou inquieto. Perigo? Ainda era madrugada, mas grandes metrópoles americanas não adormecem e o som do lado de fora indicava ao semideus que havia trânsito e barulho nas ruas como se ainda fosse início de noite. Isso pode dificultar meu trabalho..., pensou, imaginando o que seria preciso enfrentar e que obstáculos mortais teria.

Tais pensamentos não eram suficientes para que ele deixasse de agir. Roupas trocadas, coturnos nos pés, adaga de soco devidamente embainhada, Spanown vestida, Death presa às costas e Perfidious no dedo, ele estava devidamente pronto para o combate, quase como um personagem de videogame completamente equipado para uma partida difícil. Além disso, ele trazia costumeiramente em seu pescoço o colar Temptation, caso precisasse de uma recuperação rápida em uma situação difícil, e o corvo em seu ombro direito, sempre alerta para seu dono.

Ele estava a ponto de sair do lugar que chamava de residência para realizar o desejo de Éris quando passou pela frente do banheiro. A porta aberta lhe permitiu ser refletido no espelho. Quem era? Alex se olhava, mas não se reconhecia, não tinha ideia de qual era sua identidade. Até mesmo seu nome era algo que não lhe pertencia. "O homem morto", referência ao seu pai, ele acreditava, mas não tinha ideia de quem o havia batizado daquela maneira. Proibindo-se de pensar no assunto naquele momento, o arauto disparou porta afora e deixou o pequeno apartamento para trás, sabendo que se encaminhava mais uma vez para algo do qual poderia sequer voltar.


2. Crazy people and an intervention

As coisas se mostraram esquisitas assim que Alex pôs o pé na rua. O ser humano consegue ser estranho em vários níveis, mas as pessoas pelas quais o filho de Thânatos passava pareciam realmente loucas. O trânsito estava fora de controle, com carros subindo as calçadas, bicicletas no meio da rua e motos entrando em lojas e bares. Com um simples olhar a Ravenclaw e poucas palavras, pediu ao corvo que fizesse a patrulha alguns metros acima, a fim de ter uma visão maior do problema.

Mais adiante, pedestres com brilhos de insanidade nos olhos assaltavam uns aos outros, mas não tinham armas nas mãos apontadas ameaçadoramente para aqueles que se sentiam vitimizados. Alex passou por cada situação ocultando-se nas sombras dos prédios e ativando o poder de sua capa, tentando não ser atrapalhado em seu caminho por aqueles mortais amalucados, mas a tarefa ficava mais difícil a cada quadra que atravessava.

Em dado momento, a violência começou a assustar o rapaz. Inicialmente, ele tinha realmente pensado que os pacientes de algum manicômio teriam fugido, mas agora, apesar de odiar as suspeitas que seu lado racional tentava impor em sua mente, tinha certeza de que a origem daquilo era sobrenatural. Para comprovar, Alex facilmente percebeu que as coisas pioravam à medida que ele se aproximava dos limites de New Jersey, conforme a deusa da discórdia solicitara.

Agora o desafio era chegar ao local desejado sem ser pego naquela onda de maluquice que atingia a cidade, o que talvez não fosse assim tão fácil. As sombras e a capa já não eram mais eficientes naquela área, havia carros incendiados por onde o semideus passava e ocasionalmente o som de explosões indicava que os problemas apenas piorariam. Além disso, o conjunto ensurdecedor de alarmes de lojas arrombadas fazia a trilha sonora do cenário quase pós-apocalíptico que Alex presenciava. O corvo era o guia fiel que conseguia ainda mostrar o melhor percurso.

Ele já estava próximo ao local onde deveria chegar quando as coisas escaparam de suas mãos. Um corpulento mortal louco o avistou do outro lado da rua e resolveu que ele seria sua próxima vítima. Aparentemente, já tinha espancado três ou quatro pessoas, as quais foram arrastadas para o local de onde ele agora saía. Alex tentou fingir que não via o homem balbuciante em sua insanidade, começou a caminhar mais rápido e sem olhar para qualquer outro lugar exceto o que estava diante de seus olhos, mas o homem não o deixaria ir embora.

Com um movimento de precaução, o arauto encaixou os dedos no soco inglês que servia de empunhadura para a adaga ainda embainhada e esperou o momento certo. O homem se aproximou por trás, seus pés arrastando no chão indicando a distância cada vez mais curta até que finalmente alcançou Alex. Mas o semideus, já preparado para o contato, virou-se rapidamente e agarrou o pescoço do homem com a mão livre. A mão da adaga, logo abaixo, estava a ponto de se mover e tirar a vida do homem sem qualquer piedade quando Alex foi atirado para o lado violentamente.

— Saia daqui! Rápido! — Ele ouviu uma voz masculina bradando ao fortão e, de alguma forma, conseguindo convencê-lo. Quando o filho de Thânatos se ergueu, viu que se tratava de um semideus outrora morador do acampamento. Um filho de Melinoe, se ele não estava enganado, que deixara o refúgio pouco antes da dominação dos arautos para procurar sua amada morta no Mundo Inferior. Ravenclaw voou rapidamente na direção dos semideuses, mas um gesto de Alex o fez conter o ataque e pousar.

— Maldito seja, Draco Baudelaire! Que diabos você faz aqui?

— Que diabos você estava fazendo? Pretendia matar um mortal? Por quê?

Alex bufou, balbuciando que não precisava dar satisfações de sua vida para o menestrel e disparou para longe, fazendo questão de esbarrar violentamente contra o ombro do antigo colega de acampamento e sendo seguido por seu pássaro leal. Mas Draco não tinha a intenção de deixar o arauto sozinho e resolveu ir atrás dele. Alex teria certa dor de cabeça para se livrar do rapaz.


3. Where my problem rests

— Qual é o seu problema, Baudelaire? Não tem nenhuma namorada morta pra você perseguir, não?! — Alex ralhou, com a paciência quase a zero, depois de algumas tentativas de tirar o herdeiro fantasma do seu encalço. Foi somente assim que o rapaz finalmente saiu do sério. Alex se viu imprensado contra a parede de um prédio alto com janelas e portas quebradas e alarme disparado.

— Não passe dos limites, Alex.

— Que medinho! Siga sua missão, moleque, e eu seguirei a minha. Ao contrário de você, eu decidi por um lado e tenho um papel a desempenhar na guerra. Vá atrás da sua fantasminha camarada antes que eu resolva considerar você como um inimigo.

Foi o suficiente para Draco acertar um forte soco em Alex, mas o filho de Thânatos limitou-se apenas a rir do desespero do antigo colega. O menestrel tinha tentado, por um longo caminho, entender quais razões teriam levado Alex a seguir os comandos da caótica deusa da discórdia, mas não obtivera resposta clara. Ele foi o único que, de fato, observou o arauto durante a estadia de ambos no acampamento e sabia que havia algo de errado com o rapaz, porém nunca tomou qualquer atitude em relação àquilo. Teria culpa?

— O que ela te ofereceu? Hm? Foi um acordo, não foi? Você nunca foi um dos problemáticos do acampamento, Alex, por que se tornar um dos vilões agora?

— Vilões? Você tem mesmo a mente tão pequena? Não existem heróis e vilões no nosso mundo, Baudelaire. Nós somos todos peões. O que importa é que proveito podemos tirar disso.

— Sua mestra por acaso sabe que está tirando proveito da proteção dela?

Alex riu.

— Ela não é idiota, meu caro. E nem finge ser. Garanto a você que todos os que estão com ela têm seus próprios demônios a enfrentar e por isso se aliaram. Assim como o fazem todos os outros servos dos deuses. Ou você acha que os curandeiros se unem a Asclépio pelo simples dever amoroso de tratar dos doentes? Acha que os mentalistas querem só encontrar documentos antigos e catalogá-los como faziam no acampamento? Ou será que os menestréis querem só tocar suas musiquinhas por aí? Não banque o burro, Baudelaire, ninguém é santo entre nós. Ninguém.

Draco largou o colarinho de Alex e o deixou seguir seu caminho. O arauto caminhou para longe, deixando o antigo conhecido para trás com suas fantasias sobre heróis e vilões e partindo em direção ao cerne do caos, para o qual Ravenclaw cantava em claro alerta e onde ele tinha certeza de que encontraria a fonte do problema. Estava se tornando difícil caminhar sem arranjar problemas e Alex quase agradeceu aos céus como um devoto quando encontrou uma moto largada em uma esquina. Com o veículo, encontrou-se logo próximo às fronteiras da cidade, enquanto a madrugada se aproximava do fim.

Quando o filho do ceifador finalmente alcançou o local de onde vinha toda a insanidade que pairava pela cidade, viu-se em um parque abandonado do exato tipo "filme de terror". Nada funcionava, tudo estava quebrado e dava a sensação de mal-assombrado e o único sinal de vida vinha do brinquedo com a maior possibilidade de assustar alguém já intrigado: a casa dos espelhos. Alex sorriu de canto, vencido. Que surpresa, não? Tinha de ser justamente a atração mais esquisita do local.

— Certo, vamos nessa — disse, indo totalmente contra os protestos de seu pássaro alarmado.

Deixando a adaga embainhada e puxando a foice das costas, Alex adentrou o local e viu-se cercado por altas paredes pontuadas por archotes acesos, formando um corredor longo que desembocava em uma bifurcação. Os corredores desta bifurcação seguiam em outras direções que somente poderiam ser descobertas se fossem seguidas. Um maldito labirinto..., reclamou Alex em pensamento. Lógico que as coisas não poderiam ser simples e ele precisaria enfrentar as surpresas dos corredores desconhecidos para elucidar o problema.


4. The battle

Alex optou pelo caminho à esquerda na primeira bifurcação. Tentou forçar o pensamento de que as coisas boas normalmente tendiam para o lado direito na crença popular, então aquela coisa do mal deveria ser encontrada pelo lado esquerdo. Depois virou à direita, depois direita de novo, porque eram os únicos caminhos que se mostravam disponíveis, e novamente esquerda em uma nova bifurcação. Deu de cara com uma parede, caminho sem saída. Tentou o outro caminho da bifurcação e virou à esquerda novamente. Sem sucesso.

Seguindo o caminho de volta, o meio-sangue retornou ao corredor inicial e tomou o outro caminho, concluindo que aquela coisa não seguia lógica alguma. Foi então que o estridente som de pedra arrastando em pedra quase ensurdeceu Alex, deixando-o sobressaltado. Não era som de monstro, não era um ruído de batalha ou de poderes semidivinos em interferência à sua missão. Além disso, o tremor que dominou o labirinto e o chão sob os pés do rapaz deixaram claro o obstáculo: as paredes se moviam. Caminhos se abriam e se fechavam constantemente.

Tendo percebido a artimanha do engenhoso lugar em que se encontrava, Alex percebeu que não poderia ficar muito tempo parado em um único lugar ou acabaria preso em algum momento. Deveria se mover o mais rápido que pudesse e manter em mente o caminho que vinha traçando. Em seu pensamento, duas soluções eram possíveis para aquele enigma: o centro do labirinto ou uma saída do outro lado dele. Qualquer que fosse a resolução, Alex não tinha ideia do que encontraria.

Não foi fácil. Por várias vezes, Alex teve medo de estar perdido. Temeu também que estivesse perdendo um pouco de sua linha de raciocínio e que isso fosse obra da magia presente no labirinto. Não poderia enlouquecer ou acabaria preso ali para sempre. Forçava-se a falar seus movimentos em voz alta o tempo todo, manter-se são com as lembranças do sobrenome que nem era seu e pelos objetivos que tinha na vida, mas parecia ficar cada vez mais difícil. Algo lá no fundo lhe dizia que isso era um sinal de que ele estava perto, mas o rapaz não se permitiu ter tantas esperanças.

Ele estava certo, contudo. Alcançando o centro do labirinto já sem ter tanta certeza de como o fazia, Alex desembocou em um átrio redondo, cheio de espelhos para todos os lados. Os reflexos o confundiam, sem que ele pudesse ter certeza se eram ele mesmo ou se havia mais alguém no local. No centro, uma máscara africana emanava uma aura influente demais. Alex sentia-se atraído a pegar a máscara, a usá-la, a roubá-la para si e entregar-se à sensação que dominava seus pensamentos.

Porém, a ponto de tocar a peça e realizar o que desejava, foi impedido por uma explosão de energia negra que atingiu a lateral esquerda de seu corpo, causando uma sensação terrível de ardor e atirando-o contra um dos espelhos do átrio. A dor e o barulho da explosão mágica afastaram um pouco da loucura que reinava na mente de Alex e ele sentiu uma certa frustração ao imaginar que tinha sido novamente impedido por Draco Baudelaire. Porém, pensando um pouco melhor, percebeu que aquele poder não poderia vir de um filho de Melinoe.

— Não vai pegar... — ameaçou o recém-chegado. Alex fitou-o ligeiramente confuso, observando que o rapaz parecia ainda mais tresloucado do que ele mesmo se sentia. — Essa coisa... é amaldiçoada. Não permitirei que Éris domine tamanha magia.

Alex franziu o cenho.

— Como é? Quem é você, desgraçado? — Levantou-se o filho de Thanatos, recuperando sua foice o mais rápido que conseguiu.

— Há milênios... Há milênios, uma tribo africana presenciou um crime familiar cometido em nome dos deuses. Houve uma dissidência no Olimpo... como sempre... e minha mãe, Hécate, amaldiçoou a peça e a escondeu. Sua intenção era impedir que os semideuses a procurassem, pois ela seria capaz de fortes destruições se caíssem nas mãos erradas. Mas é claro... é claro que vieram pessoas mal intencionadas atrás dela. Foi como veio parar aqui.

— E você pretende roubá-la? Sabendo que a própria Éris a deseja? Acha que é mais forte que uma deusa? — Indagou Alex, aproveitando o momento de diálogo para invocar os poderes de seu pingente e reduzir os danos causados no lado esquerdo de seu corpo pelo poder do rapaz.

— Eu preciso pegá-la! Eu a rastreei por muitos anos! Não a quero para mim, essa coisa só trará desgraça! Preciso levá-la comigo para que seja destruída pelos deuses, como deveria ter ocorrido desde o princípio!

— Não vai acontecer! — Garantiu Alex e, furioso e influenciado pela máscara, avançou na direção do altar para roubá-la.

O filho de Hécate não permitiria tão facilmente e avançou com igual ferocidade. O embate foi iniciado. Alex girava e atacava com a foice em mãos e o oponente agitava sua espada com maestria, movendo-se como um demônio pelo átrio enquanto o arauto investia e defendia, tentando derrotá-lo com toda a força que poderia imprimir em seus golpes.

Não foi uma luta fácil. O filho de Hécate tentava invocar magias e era impedido pelo arauto. Alex tentava invocar poderes e era igualmente impedido por seu oponente. O embate trazia dor, socos trocados de forma intensa e dolorosa e cortes abertos pelas lâminas de ambos. O filho de Hécate quase cortou o pescoço de Alex e logo em seguida foi atingido pela ponta da foice, que abriu um talho em sua face e a tingiu de sangue. Furioso, avançou disposto a matar o arauto, absolutamente agressivo, mas seu alinhamento heroico não o permitia atacar tão impiedosamente.

Alex percebeu esta fraqueza e aproveitou-se dela para mostrar toda a ferocidade que podia. Já tinha um ferimento no canto da boca e o nariz quebrado, mas dar um corte no rosto do oponente deu-lhe uma vantagem combativa. O rapaz estava enfraquecido pela dor e Alex podia ter a certeza absoluta de que a própria visão de seu oponente já estava embaçada pela agonia. Era o momento que ele tinha para neutralizá-lo de uma vez por todas e cumprir a missão que tinha recebido.

O filho de Thanatos usou a base do cabo da foice para acertar o meio do peito do herdeiro da magia, deixando-o temporariamente sem ar. Foi o suficiente para conseguir acertar a espada na mão do rapaz e fazê-la voar longe. O servo do Olimpo ameaçava cair de joelhos, sem forças, vencido, mas Alex não encerraria a luta com misericórdia e, invocando o poder congelante herdado de seu pai, agarrou o pescoço do rival com a mão livre, congelando o local e causando uma forte queimadura.

O ex-campista gritou de dor e lágrimas escaparam de seus olhos. Alex apertou o local, arrancando o ar novamente e o atirou longe. O rapaz cambaleou para trás, quase caindo e tendo certeza de que a morte seria seu destino enquanto Alex impiedosamente girava a foice acima da própria cabeça. Com um golpe cruel, rápido e impossível de conter, ele investiu contra o pescoço já machucado do oponente e arrancou-lhe a cabeça. O corpo inerte despencou no chão e o filho do ceifador tornou a dar atenção à máscara maligna.


5. Ending mission. Is there new things in my path?

Ainda dominado pelos efeitos do artefato, o semideus o tomou em suas mãos e cambaleou para fora do labirinto, fazendo o caminho de volta gravado em alguma área de sua memória que ainda funcionava sem sua sanidade maculada. É claro que alguns enganos foram cometidos, mas o arauto não demorou a chegar ao corredor pelo qual tinha entrado e, ainda dominado pela loucura, trombou com uma mulher esguia de vestido preto e saltos muito altos que com certeza não combinavam com o ambiente. Erguendo o olhar ao dela, porém, a loucura esvaneceu e Alex percebeu estar na presença de sua mestra.

— Excelente trabalho, jovem Alex. Dê-me a máscara.

O semideus baixou os olhos para o objeto em sua mão e, como se uma nuvem negra se dissipasse, relembrou dos momentos no átrio de espelhos. Não que tenha se arrependido de qualquer movimento, é claro. Na verdade, acreditava que teria derrotado o inimigo ainda mais rapidamente se estivesse completamente lúcido. Por fim, entregou a máscara à deusa, que acariciava Ravenclaw em seu braço. O pássaro voou para o ombro do dono logo em seguida.

— O filho de Hécate, lá dentro, disse que essa coisa pode ser uma arma de destruição em massa. Uma arma contra o Olimpo?

Éris sorriu.

— Pode ser, embora ela estivesse mais me incomodando. Sob o meu comando, agora, de volta a quem ela sempre pertenceu, será útil. Sem dúvida é uma forma de controle. Você viu os efeitos que ela, sozinha, causou, não viu?

— A cidade estava um caos, as pessoas agiam como se não pudessem conter a si próprias. Quanto mais perto daqui eu chegava, mais loucos os cidadãos ficavam. Mas o que quer dizer com "de volta a quem ela sempre pertenceu"? A máscara é sua?

— Não achou que uma peça inocente como essa causando tamanha discórdia que incomodou o Olimpo estava livre da minha influência, pensou? Seu adversário lá dentro não contou? A máscara era uma oferenda a mim.

— Isso explica um bocado...

— Bem, está liberado por hoje, Alex. Não precisarei mais de seus serviços pelo resto do dia. Eu acho. Quem sabe algo novo aparece, não é mesmo? Parece-me que você anda ávido por mostrar-se útil. Vá para casa e mantenha-se alerta.

Éris desapareceu em uma névoa escura. Alex atravessou o longo e estreito corredor e deparou-se com um embaçado amanhecer em New Jersey. Mais uma madrugada em claro, mais horas de sono perdidas. Ele já estava quase se acostumando, se parasse para pensar. Com a foice novamente presa às costas e Ravenclaw quieto em seu ombro, Alex arrastou os pés para longe da casa dos espelhos e aproximou-se da saída do parque abandonado. Não saiu tão rapidamente, contudo.

— Sente-se bem agora que entregou à sua amada mestra algo tão destrutivo? — A voz de Draco Baudelaire atingiu seus ouvidos.

— Você não cansa de encher minha paciência? — Contestou, voltando-se na direção do garoto sentado sobre um balcão surrado.

— Você não precisa servi-la, Alex.

— Não preciso? O que você sabe sobre o que eu preciso ou não, Baudelaire? Não é você que está aí, em uma odisseia infrutífera para trazer sua namorada de volta? Se nem mesmo seu mestre Orfeu conseguiu, acha que você vai conseguir?

— Você não tentaria qualquer coisa pelos seus objetivos? Preciso tentar pelos meus.

Alex bufou.

— Escute. Você é um servo olimpiano, apesar de não estar lá ao lado deles, e eu sou um arauto da discórdia. Somos inimigos naturais, mas terei piedade de você e darei um conselho: desista. Como um filho da morte, tanto quanto eu, você deveria saber que é impossível voltar! Não vai conseguir trazer sua amada de volta, Baudelaire. Isso vai contra todas as leis possíveis.

Draco pareceu ponderar e, quando tornou a fitar os olhos de Alex, demonstrou ter conhecimento de algo importante demais, um segredo que não revelaria tão facilmente.

— Sua própria existência aqui, diante de mim, me prova o contrário, Alex. É por isso que eu não vou desistir.

Alex pareceu tomar um soco no estômago.

— Que quer dizer com isso?

— Eu proponho um acordo. Estou indo para o Mundo Inferior e você deseja respostas do seu pai. Viaje comigo. Adversários nesta polarização dos deuses ou não, seremos aliados e resolveremos juntos os nossos enigmas.

— O que você sabe sobre mim, Baudelaire?

— Você não é como os outros, como sempre suspeitou. Eu ainda não sei exatamente o que você é e como isso é possível, mas quero descobrir. Aceite o acordo comigo e lhe direi tudo o que sei. Fechado?

O arauto encarou o menestrel. Aquilo não poderia ser uma armadilha, poderia? Estava assim não desesperado para aceitar um acordo com um garoto esquisito com quem jamais tivera contato antes? Não era Draco Baudelaire o filho estranho de Melinoe que se intitulava Fantasma da Ópera e que só conseguia se conectar à namorada também estranha e de cabelos verdes? Como poderia aquele garoto ajudá-lo? Em contrapartida, não era ele o primeiro a mostrar alguma ciência a respeito de seu problema? Alex respirou fundo e encarou o outro nos olhos. Tomou sua decisão:

— Fechado.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados por Alex:

PASSIVOS:
Perícia com foices (nível 01) - O filho de Thanatos possuirá uma familiaridade natural com foices. A flexibilidade e agilidade para realizar golpes incríveis com a arma, se destacando em especial com elas, conseguindo movimentos impensados para quem não possui tal característica, usando-a tanto para ataque quanto para a defesa, bloqueando golpes. Note que é relativo ao seu nível, e não significa uma habilidade perfeita, mas uma facilidade de manuseio e aprendizado com tal arma.[Modificado]

Cura Sombria (nível 03) - Em locais tomados por sentimentos ruins, más vibrações - tais como cemitérios - e cobertos por escuridão, tais semideuses podem obter uma cura involuntária, ainda que mínima, de 2% da HP e MP por turno, desde que não estejam realizando ações que exijam esforço (como combate ou ações físicas mais pesadas) e se mantenham dentro da área. Note que nem todos os cemitérios terão necessariamente essa "aura", e que, dependendo, pode se aplicar a outros locais - para fins de coerência, sempre consulte o narrador. [Modificado]

ATIVOS:
Toque gélido (nível 04) - O toque do filho de Thanatos torna-se capaz de provocar dano, como queimaduras por frio. Resistência elemental não faz efeito, uma vez que não há a produção de gelo ou manifestação elemental - mas tampouco causa dano adicional a quem possui sensibilidade ao elemento. Deve ser usado diretamente sobre a pele do alvo. Cada ativação é um toque, e a ativação é perdida mesmo se não acertar o alvo, provocando o gasto de MP. Dura apenas o turno de uso. [Novo]

Poderes utilizados pelo filho de Hécate e feiticeiro:

PASSIVOS:
Arcanum (nível 01) - Os feiticeiros concentram sua energia mágica [éter] na palma da mão, criando uma pequena esfera com cerca de 10cm de energia. Ela pode ser atirada contra oponentes a até 5m de distância, e explode ao entrar em contato com alguma superfície, gerando uma explosão de 2m de raio. Ataque de energia. Uma esfera por utilização. Ganha uma esfera adicional no nível 30. Por ser energia pura, concentrada, não se aplica RM.[Modificado]

Pet:

— {Ravenclaw} / Corvo [Pássaro jovem completamente negro, possuindo características de um animal comum de sua espécie e idade. Não possui habilidades combativas além das naturais (garras e bico), mas canta sempre que pressente situação de perigo (favorável ou não) a ser presenciada por seu dono. Não possui quaisquer poderes além deste.] [Nível 1 - XP: 0/100] [Recebimento: Story Mode "Kindred", avaliada e atualizada por Deméter.]

Itens levados:

{Death} / Foice [Foice da Morte; mede cerca de 2 m. O cabo é feito de bronze sagrado, assim como sua lâmina. Ao desejo de seu dono, a partir do nível 20, ela se transforma em um pingente de foice] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

{Spanown} / Capa [Uma capa negra feita de veludo e com capuz. A capa emite uma leve aura amedrontadora, por se lembrar da capa creditada a morte. A aura possui efeito até mesmo em seus aliados e animais, não possuindo efeito apenas sobre criaturas de nível igual ou maior. O efeito faz com que a defesa do inimigo reduza em 10%, por causa de seu temor em ser morto enquanto estiver próximo do portador a até 3m de distância, mas resistências ainda devem ser aplicadas. Adicionalmente, duas vezes por missão, por um período de dois turnos, há um efeito de camuflagem que deixa o usuário furtivo, escondido, diminuindo as chances de serem encontrados.] {Veludo negro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

Adaga de soco de bronze sagrado [A arma é uma mistura de adaga com soco inglês, mas tem tamanho e dano reduzido, com uma lâmina de base mais larga, com 10 cm, e comprimento reduzido, com 15cm, fazendo com que assuma uma forma mais triangular. Relativamente fácil de manusear e esconder, ainda que possa atrapalhar a desenvoltura das mãos para qualquer coisa que não o combate. É usada enganchando-se nos dedos, fechando as mãos como um punho, o que dificulta o desarme da mesma.] [Bronze sagrado e correias de couro. Sem nível mínimo. Sem elementos]

{Temptation} / Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]

{Perfidious} / Anel [Anel dourado em forma de garra, se encaixa no dedo indicador do arauto. É afiado, mas seu dano seria semelhante a de uma ponta de flecha se usado em ataque corporal, devido ao tamanho diminuto. Ainda assim, possui a capacidade de inocular veneno ao toque, seja diretamente, seja transmitindo o poder para a arma segurada. O veneno é debilitante, sendo considerado um veneno sobrenatural do nível do personagem, para fins de resistências - mas RM não se aplica - e causa a perda de 5% do HP do alvo por 3 turnos seguidos. 1 vez por missão. Adicionalmente, o anel detecta a presença de venenos em um raio de 5m do semideus, esquentando levemente como sinal, ainda que o semideus deve procurar para achar o local exato da presença da substância - a temperatura do anel indica a proximidade. Ambos os poderes só funcionam se o anel estiver sendo utilizado - apenas carregá-lo não permite nenhuma das duas coisas]

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
Alex Von Deadman
avatar
Arautos da Discórdia
Mensagens :
91

Localização :
Chalé de Thanatos

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum