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Trama e Cenário

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Trama e Cenário

Mensagem por Organização PJBR em Seg 09 Jul 2018, 14:39

Trama do fórum



O Acampamento (1100 a.C - 146 a.C)


Depois da morte de tantos heróis e heroínas, os deuses começaram a se importar.

Quíron, o tutor imortal e deus-centauro da aprendizagem e de todos os heróis, fundou o acampamento meio-sangue durante a Grécia Antiga para habitar os filhos meio mortais dos seus senhores do Olimpo. A data de sua criação não é exata, mas sabe-se que é tão velha que viu a ascensão e ruína de impérios, o que sugere que possa ter até 3 000 anos de idade.

Desde sempre, sua única e principal função foi treinar e manter semideuses seguros, para que um dia fossem capazes de sobreviver sozinhos ou realizar grandes feitos. Assim, responsável pela formação dos maiores e mais poderosos heróis gregos da história — como Perseu, Belerofonte e Hércules —, o acampamento prosperou por muito tempo em um campo entre florestas ocultas aos olhos dos mortais, até que foi completamente dominado pelo Império Romano e, posteriormente, destruído.

Os deuses gregos, que sempre acompanharam as maiores potências do mundo, acabaram se mudando para os Estados Unidos da America e, junto com eles, diversas locações mitológicas foram reconstruídas e adaptadas para o mundo moderno. O acampamento, sendo uma dessas locações, atualmente encontra-se na ilha de Long Island, Nova York, próxima do novo Monte Olimpo — o Empire State Building —, onde, com a ajuda de sátiros e outros semideuses, recruta meios-sangues desamparados ao redor do mundo todo.

(MAPA POLÍTICO MITOLÓGICO DOS EUA - VER EM TELA CHEIA)


Tratado de Não-Intervenção (1914 - 1945)


Os deuses sempre tiveram um fraco pelos mortais.

Antes d'O Tratado, havia semideuses em abundância ao redor de todo o globo. Suas linhagens eram fortes em uma alta porcentagem da população global, e como consequência, muitos conflitos foram travados. Até então, nenhum conflito foi tão destrutivo quanto os dos anos de 1900; liderados por semideuses dos Três Grandes e diversos outros dos olimpianos. Com a nova invenção dos filhos de Ares e Atena, finalmente foi criada a primeira arma de destruição em massa de grande escala: bombas atômicas.

Com o uso das armas nucleares e o fim da Segunda Guerra Mundial, os deuses finalmente sentiram medo. Seus filhos tinham desenvolvido meios para deterem eles, e tinham dado aos mortais. O novo oráculo, até então uma adolescente, profetizara enfim que um dos filhos dos Três Grandes iria trazer aos olimpianos o seu fim ou sua salvação, libertando inimigos antigos e devastando o Olimpo no processo.

O Tratado de Não-Intervenção veio logo depois.

Os deuses, a partir do ano de 1945, não teriam mais o direito de ver seus filhos e interagir diretamente com eles. Os Três Grandes, por gerarem proles especialmente poderosas, não poderiam até a conclusão da profecia ter relações com nenhuma mortal, de forma a não gerar mais proles capazes de destruírem o mundo e à si mesmos em seus confrontos.

Os deuses sempre tiveram um fraco pelos mortais.

E, como de praxe, o Tratado não foi seguido.

Guerra de Cronos (2007-2011)


Por um certo tempo, os deuses viveram com medo do momento em que a profecia iria se cumprir. Na perspectiva dos imortais, o tempo passou num piscar de olhos; já para os semideuses, a profecia era uma lenda do século anterior. O oráculo tornou-se uma múmia, amaldiçoada por Hades a não passar adiante o espírito de Delfos, e fora enfurnada no sótão da Casa Grande.

Em segredo, uma organização de semideuses expulsos do acampamento começou a procurar maneiras de derrubar o governo autoritário dos olimpianos. Caso se esforçassem, semideuses sozinhos até que poderiam derrotar alguns de seus progenitores, mas nunca todos. Precisavam de ajuda divina.

Precisavam dos titãs.

Sussurrando nos ouvidos dos renegados, Cronos, o antigo titã rei do tempo, ofereceu meios e promessas para realizar seus desejos. Primeiro, precisariam de um local seguro para transformar em sede; desenterraram um antigo navio mágico, Princesa Andrômeda, que se movia mais rápido do que qualquer outra embarcação mortal e, além de tudo, era capaz de conter monstros de todos os tipos e tamanhos.

Logo depois, buscaram e resgataram o sarcófago de Cronos de sua prisão no Tártaro e, a cada novo semideus que renunciava os deuses e se juntava aos titãs, mais ele ficava perto de uma ressurreição completa.

Em silêncio e durante três anos, um exército se formou. Ao final, o deus possuía batalhões, cada um comandado por um poderoso general, mais do que capaz de derrubar o Olimpo em diferentes partes do mundo (Clique). O camp, finalmente ciente dessa nova ameaça, enviou equipes de reconhecimento em direção ao Andrômeda. Poucos retornaram, mas possuíam informação valiosa:

Cronos despertou.

Foi descoberto que, além de Cronos, vários outros titãs haviam acordado em diferentes partes do mundo, e que obtiveram o apoio de muitos deuses menores. Hyperion e Crio dominavam São Francisco através do Monte Ótris; Atlas e Prometeus libertaram-se de suas punições eternas; Oceano e Tétis se preparavam para atacar Atlântida com seus monstros marinhos; Jápeto e Febe liberavam monstros presos no Tártaro; Ceos e Perses dominavam metade do espaço aéreo dos EUA, e tudo isso junto fazia com que o mundo mortal entrasse em crise.

A guerra pela salvação do Olimpo, outrora silenciosa, finalmente começou.

Incapazes de conter a nova ameaça sozinhos, os deuses mais uma vez recorreram aos seus filhos. Diversas batalhas foram travadas ao redor dos Estados Unidos, devastando diversos bairros, parques e campos. O Labirinto de Dédalo, junto com seu criador, fora completamente enterrado numa delas. Os deuses interferiam e tentavam parar o avanço dos titãs, dividindo o território nacional mitológico em dois.

Nenhum dos lados, por muito tempo, pareceu estar ganhando aquela guerra.

Cansado, Cronos finalmente resolveu atacar o coração dos semideuses. O Princesa Andrômeda, repentinamente, atracou na praia do acampamento meio-sangue e, após uma grande batalha de semideuses e monstros, obrigou Quíron a recuar. Aqueles que sobreviveram se refugiaram, pela primeira vez em séculos, no monte Olimpo.

Com os números reduzidos, os titãs viram a hora de realizar o ataque final. Liberaram sua arma secreta; um monstro tão grande e tão poderoso que tinha sido aprisionado em um vulcão distante, do outro lado dos EUA, para que pudesse ser vigiado sem colocar em risco a vida dos deuses: Tifão. Para que fosse possível deter o monstro antes de massacrar o Olimpo, todos os olimpianos deixaram seus tronos e foram lutar em Washington.

Sabendo que o Empire State estava vulnerável com a ausência dos deuses, Manhattan foi fortificada com a ajuda das caçadoras, menestréis, curandeiros, devotos e mênades. Deuses menores a favor dos titãs, como Hecate e Morfeu, manipularam a névoa para fazer com que os mortais evacuassem ou dormissem sem alertar o resto de NY. Cronos, que mal esperava a hora, não poderia perder a chance de finalmente atacar o Olimpo indefeso. Tomou todos os bairros da ilha de Manhattan com diversos monstros — dentre eles o minotauro, a porca camoniana e um drakon de Lídia —, semideuses e até mesmo alguns irmãos, titãs.

A batalha que se seguiu destruiu quase completamente o lugar; raios choveram dos céus e prédios desabavam em todos os lugares. O cenário urbano estava em chamas, e corpos cobertos de sangue pintavam as ruas. As defesas foram obrigadas a recuar contra a Quinta Avenida ao verem os avanços dos batalhões, que pareciam nunca acabar. Hades, que até então permaneceu no mundo inferior, resolveu aparecer no último momento para salvar seus irmãos. Invocou os mortos e suas fúrias para destronar as linhas de frente, ganhando tempo àqueles que ainda lutavam.

Cronos, que carregava um dispositivo capaz de destruir o Olimpo, percebeu que mesmo com a aparição do deus dos mortos, estava vencendo. E iria atacar mais uma vez, uma vez definitiva. No momento em que pisasse no Empire State, aquilo acabaria. Mas havia um traidor.

Pego de surpresa, Cronos viu que uma de seus próprios generais, Anne Elle, havia acionado o dispositivo de destruição. A explosão, que era capaz de sozinha destruir Manhattan, fora contida pelos poderes da filha de Éolo, que também havia destruído o titã. Todos na batalha foram capazes de ouvir o som causado pela explosão, e pararam de súbito. Com a derrota de Cronos e seu dispositivo, a guerra havia acabado. (Clique)

O Princesa Andrômeda, que nesse momento já tinha sido destruído, desapareceu sob as batalhas de Poseidon e Oceano, naufragando os semideuses que ficaram para defender o navio. (Clique). Tifão fora destruído ao chegar em NY, deixando um rastro de destruição por onde passou. E ao final da guerra, Hades — que tinha auxiliado o Olimpo no momento em que mais precisou — finalmente fora reconhecido por Zeus, ocupando o recém construído décimo terceiro trono do conselho olimpiano, e concedendo tanto o décimo terceiro chalé quanto os chalés dos deuses menores (e Nyx) ao acampamento meio-sangue.

Acreditando que a profecia tinha sido cumprida com Josh, um dos mais poderosos filhos de Zeus, uma parte do Tratado foi revogada: os Três Grandes, a partir daquele momento, poderiam novamente gerar novas proles.

Revolta de Éris (2012 - Tempos atuais)


O acampamento prosperou em paz após a Guerra de Cronos, sendo reconstruído e retomado. Alguns poucos eventos ocorreram nesse meio-tempo — como, por exemplo, um período de inverno (Clique), semideuses tendo sonhos estranhos (Clique) e até mortos retornando à vida (Clique) —, mas nenhum tão alarmante quanto os conflitos causados pelos próprios semideuses.

Com uma aura divina, misteriosa e conflituosa abrangendo todo o território estadunidense, meios-sangues sentiam-se cada vez mais propícios a atacarem-se indiscriminadamente. Muitos lugares ao redor dos EUA foram destruídos, dentre os mais marcantes sendo a Praça La Paz — completamente reduzida à escombros — (Clique), Sorveteria Beijo Gelado (Clique) e um terceiro conflito sobre os restos do antigo local público (Clique).

Os embates alertavam o mundo mortal e faziam a Névoa, força mística responsável por ocultar o mitológico dos mortais, entrar em colapso. O acampamento, até então alheio aos sinais de aproximação de um ser divino — acreditando plenamente que as lutas eram causadas apenas por desavenças —, não estava preparado para os repentinos ataques a seguir.

Aparentemente sem motivo nenhum e durante festividades, a praia dos fogos — onde se concentrava a maioria dos campistas — revelou conter minas terrestres. As mortes foram inevitáveis e vieram aos montes, com explosões seguidas de ataques inexplicáveis que incendiaram a floresta e algumas construções. (Clique)

Embora tenham tido poucas (mas significantes) baixas, muitas perguntas começavam a se formar nas cabeças dos campistas. O que está acontecendo? Por que fomos atacados? Quem nos atacou?

Novamente, dúvidas.

O tempo se arrastou como uma calmaria antes da tempestade, até que houve um novo ataque. A barreira do acampamento mostrou rupturas (Clique), enquanto monstros surgiam, descontrolados, ao redor de NY (Clique). Semideuses foram obrigados a se mobilizar para conter aquela ameaça, embora ainda não conseguissem dizer com o que exatamente estavam lidando.

Ao final, uma certeza: uma força poderosa liderava aquelas criaturas, e ela estava interligada com todos os acontecimentos anteriores.

Como um predador que aguarda o momento certo, Éris, a deusa da discórdia, finalmente se revelou. Desestabilizado e fraco com as investidas anteriores, o acampamento sucumbiu às falsidades dos seguidores da deusa: fez com que informantes, infiltrados, dissessem à Quíron que ela liberaria criaturas antigas presas em Alcatraz, obrigando-o a enviar seus melhores semideuses para a prisão. O primeiro de muitos erros.

Sem aqueles semideuses, o acampamento não resistiria. Aquela era a oportunidade perfeita.

Surgindo com um exército composto por ladrões, mentirosos, assassinos, renegados, monstros e até piratas, Éris invadiu o acampamento logo em seguida. A deusa apenas observou enquanto sua linha de frente dizimava as defesas de Quíron, desfazendo a barreira e colocando em chamas tudo o que viam. Dragões, semideuses, monstros e até mesmo centímano batalharam até a morte, mas o que restou do acampamento ao final não valia mais todos aqueles sacrifícios. Estavam perdendo. Estavam morrendo.

Com seus centauros, Quíron bateu em retirada. Ordenou que encontrassem o Clube da Luta, a antiga morada de semideuses saqueadores e mercenários, mas que não eram fiéis à causa dos arautos, para que encontrassem refúgio lá. A partir daquele momento, sátiros que buscassem novos semideuses os guiariam para o Clube da Luta, enquanto arautos empenhavam-se em recrutar crianças abandonadas pelos deuses para transformá-las em uma nova geração de assassinos. (Clique)

Em Alcatraz, as coisas só pioravam. A cidade de São Francisco, que estava sendo evacuada por causa de um tornado, testemunhou a ascensão de um novo e poderoso inimigo dos olimpianos. Desmoronando a prisão subterrânea, o maior dragão já visto no mundo grego destruiu a superfície da pequena ilha, derramando água e escombros sob aqueles presos embaixo de seu corpo, fazendo-os descobrir que Alcatraz era a entrada para o, até então considerado destruído, Labirinto de Dédalo. (Clique)

Com a destruição da maior prisão dos deuses, perdendo apenas para o Tártaro, diversos monstros e divindades esquecidas foram liberadas. O dragão ancião, Antiphates, voou até o Monte St. Helena, a antiga prisão de Tifão em Washington, e estabeleceu uma morada no vulcão — que começava a, novamente, demonstrar sinais de atividade. Nos noticiários, os mortais observavam com confusão a informação de que a Mãe Natureza havia resolvido atacar, e destruía indiscriminadamente as metrópoles dos EUA. Nas manchetes, o título: "O Apocalipse está chegando?"



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