Canoagem e Natação

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Canoagem e Natação

Mensagem por Organização PJBR em Qua 15 Ago 2018, 22:35

Canoagem e Natação



Descrição


"Nenhum rio separa, antes costura os destinos dos viventes.

— Mia Couto"


O espaço fica no rio, em um trecho mais amplo onde as margens se alargam, formando praticamente uma grande lago, apesar da correnteza continuar existindo, mas um pouco mais suave. Um barracão próximo serve para guardar os equipamentos diversos, e as canoas costumam ser amarradas perto da água. Fileiras de boias estão posicionadas, demarcando pistas.

A mais próxima à margem costuma ser usada para as instruções iniciais, já que é mais raso, com riscos de acidentes menores e mais fácil de se puxar para a terra em caso de incidentes. As pistas afastadas podem ser usadas para corridas e competições - apesar que, em algumas ocasiões, parte do trecho do rio é liberada para tal. Algumas pistas são marcadas por boias e obstáculos flutuantes, para treinar manobras, sem riscos de acidentes, evitando trechos pedregosos. Animais são raros, exceto pelos peixes, ariscos, que fogem assim que os semideuses se aproximam; raramente surge algo além, mas às vezes um ou outro animal maior pode acabar subindo a correnteza, vindo do mar, onde o rio desagua. O rio nasce fora do Acampamento, então parte dele está sob a proteção da barreira, o que faz com que também seja seguro contra os monstros vindos do exterior.

As boias também impedem que as canoas invadam áreas não navegáveis, uma vez que fora do "lago" os trechos são mais problemáticos - não chegam a haver grandes quedas d'água, mas alguns pequenos desníveis, formações rochosas e uma corrente mais forte. Além disso, há as naiádes. Em geral elas são amigáveis, mas podem ser adeptas de brincadeiras bobas - roubar remos, espirrar água, balançar canoas - mas nunca machucarão de verdade os campistas. Contudo, podem ser mais violentas quando as áreas em que habitam são invadidas - não matarão ninguém, mas tentarão expulsar campistas que saiam da área demarcada para a atividade.

Um trecho do lago também é delimitado para diversão dos campistas, para que não se machuquem ou atrapalhem os treinos.

O instrutor local é um filho de Poseidon, Max. Além dele, uma naiáde um pouco mais amigável também auxilia, além de ajudar a resgatar aos que caem na água, uma vez que alguns campistas não sabem nadar e entram em desespero. De longos cabelos ciano, Cora Coralina está sempre por perto - às vezes até flertando inocentemente com quem tira um tempo adicional para conversas.

{Pensador, May, gabs}

Informações de Jogo


Premiação máxima: 100 XP
→ Não há descontos de HP/ MP nem risco de morte.
→ NPCs até podem ser utilizados, mas lembrando que a postagem deve focar no personagem.
→ Flood não é permitido. Só serão consideradas postagens com mais de 5 linhas em fonte arial ou times tamanho 12 com margem normal, no Word. Templates e tables são aceitos, mas o tamanho da postagem será verificado para ver se o conteúdo está adequado ao disposto.
→ A postagem aqui só é permitida semanalmente, isto é, você só pode realizar um post por semana na "Canoagem". Desrespeitar isso causa anulação da postagem na primeira tentativa. Reincidências podem ter punições mais graves.



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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Kurt LeBeau em Sab 06 Out 2018, 23:34




Kurt LeBeau – Intervalo

Stop, wait a minute.

 
Deixei o campo de morangos com um destino certo: o rio de canoagem. Depois de uma manhã com um sol capaz de fritar um ovo, uma mergulho era a melhor pedida.

Pensei em parar no chalé 11 e colocar uma sunga, mas ainda não me sentia à vontade no acampamento. Eu era relativamente novo e não havia feito muitas amizades ou me enturmado ao ponto de não me importar mais.

Como já estávamos próximos ao meio dia, a quantidade de pessoas no rio era até alta afinal, como eu disse, Apolo não estava de brincadeira. Teria apostado com alguém que ele havia mandado rebaixar a carruagem do Sol só pra tirar onda.

Tirei a camisa e a coloquei pendurada no galho de uma árvore baixa próxima a margem do lago junto com o tênis.

O espaço era dividido, basicamente, em três partes. A maior delas era destinada à canoagem, com boias marcando circuitos diferentes; uma outra era para os campistas relaxarem e se divertirem em seus momentos de lazer e a terceira era dividida em raias onde podia-se praticar natação. E como eu sentia falta disso.

Mesmo antes de me mudar, quando ainda morava no Canadá, eu já havia deixado as piscinas fazia pelo menos um ano devido a problemas com o clube pelo qual eu nadava.

Entrar no rio sentindo a água gelada tocar meus pés foi uma sensação confortadora. Continuei adentrando com a pele arrepiada pelo contato com a água. Quando ela já estava pela minha cintura, tomei impulso e mergulhei pra frente.

Aproveitei o impulso e continuei deslizando por alguns segundos antes de começar a ondular o corpo e emergir da água. Por esse ser meu primeiro treino depois de um longo período, preferi focar na técnica.

Comecei com braçadas lentas de crawl, puxando a água em curvas até o quadril e arrastando a ponta dos dedos na água enquanto retornava o braço para a frente e repetindo o movimento com o outro braço. Cada uma delas me fazia sentir a sensação de liberdade que eu não sentia há muito tempo e que o acampamento não corroborava para existir.

Após umas oito braçadas, senti a necessidade de respirar. Repeti o mesmo movimento da braçada normal porém virando um pouco o corpo para a esquerda, fazendo assim com que boa parte de meu rosto ficasse fora d’água, facilitando inspirar o ar pela boca e sem atrapalhar a hidrodinâmica do nado.

Me fez lembrar do meu técnico, Walter, reclamando que eu sempre respirava do mesmo lado e que era mais eficiente revesar. Nunca consegui ver lógica nisso mas nem era esse o motivo de eu não respirar do lado esquerdo. Era simplesmente por todas (e quando eu digo todas, são todas mesmo) as vezes em que eu respirei do lado esquerdo eu ficava com água no ouvido.

Quando meu braço atingiu a linha do meu quadril, voltei meu rosto e meu corpo para suas posições normais — de frente para o fundo do rio — esperei duas braçadas antes de começar a soltar o ar lentamente pelo nariz, procurando fazer o maior aproveitamento dele.

Prossegui nadando assim até meu braço enrroscar na raia que delimitava o final da “piscina”. Caso fosse uma piscina mesmo, eu saberia que estava no final da piscina graças à marcação feita com os azulejos e poderia ter feito a virada olímpica — que nada mais é que uma meia cambalhota apoiando os dois pés na parede e depois me empurrar de volta.

Quando se aprende, a virada olímpica é a coisa mais simples do mundo, mas até que se aprenda é necessário bater a cabeça, literalmente. Quando meu técnico, um homem com uns quarenta e cinco anos de idade e mais de cem quilos entrou na piscina pra nos mostrar, não colocamos muita fé, mas ele foi lá e fez com uma técnica impecável.“Treinadores não jogam.”

Seus pés saíram da água sincronizados e atingiram a parede ao mesmo tempo. Quando nós tentamos reproduzir, bem… muitos de nós ou erraram a parede por terem começado muito cedo ou foram pro chão da piscina por começarem muito tarde.

Por incrível que pareça, a parte boa de se estar treinando num rio era o fato de ter uma correnteza, isso tornava mais difícil seguir uma linha reta, requerendo mais força para tal. Com treinos frequentes o resultado poderia ser muito bom.

Para algumas pessoas natação é chato pelo fato de você ficar se repetindo sempre, nadando num lugar delimitado, indo e voltando. Eu vejo de uma forma diferente. A cada volta eu tenho a chance de fazer melhor, uma volta nunca é igual a outra.

Com a cabeça dentro d’água, eu só tinha a mim. Eu era minha companhia pelo tempo que fosse necessário, repensando minhas decisões, refletindo sobre os fatos do dia ou simplesmente cantarolando.

Quando saí da água depois de dez voltas, eu me sentia diferente. Realmente sentia falta do poder terapêutico da água. Fui até a árvore onde havia deixado meus pertences (que por milagre divino ainda estavam lá) e os recolhi, retornando ao chalé 11 para trocar de roupa e relaxar pelo resto dia.

Dia:Dia de Preto   Lugar:Campo de MorangosCom:Vergonha Humor: Money Bitch!Vestindo: credits @

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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Eos em Ter 09 Out 2018, 00:04




Kurt LeBeau



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Pontos de experiência: 98 de 100 possíveis.

Menino, respira! Está aproveitando mesmo tudo que o acampamento pode oferecer, hein? haha Bem, seu post foi muito bom e gostei bem de como você teve o cuidado em descrever os movimentos com os braços, desse modo consegui imaginar muito bem o que se passava.

@Kurt Lebeau escreveu:Nunca consegui ver lógica nisso mas nem era esse o motivo de eu não respirar do lado esquerdo. Era simplesmente por todas (e quando eu digo todas, são todas mesmo) as vezes em que eu respirei do lado esquerdo eu ficava com água no ouvido.

Eu queria destacar nesse trecho acima é o uso dos parênteses. Hera já havia falado sobre isso no seu treino anterior e você até mesmo parafraseou para vezes durante o texto, poderia ter usado o travessão no lugar dos parênteses. Uma última coisa que aconteceu apenas uma vez, mas eu vou apenas apontar para tomar cuidado em narrações futuras:

@Kurt LeBeau escreveu:(...) puxando a água em curvas até o quadril e arrastando a ponta dos dedos na água enquanto retornava o braço para a frente e repetindo o movimento com o outro braço.

A repetição de palavras. Na segunda vez, "água" poderia facilmente ter sido substituída por "superfície". Fora o que apontei acima, o restante do seu treino me deixou muito contente em todos os quesitos! Até mesmo a letra em negrito, que combina bastante com o template, devo dizer. Parabéns!

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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Samuel Weiss Hathaway em Qua 10 Out 2018, 15:18

Sinceramente, no meio da atividade eu estava querendo desistir da louca ideia de praticar canoagem…

Os filhos de Hermes convidaram alguns dos novatos para praticar canoagem perto do fim de tarde, o que pelo menos foi uma ótima ideia para fugir do Sol forte nas costas. O ambiente era muito bonito, um grande lago com alguma correnteza, sem contar as demarcações das pistas e alguns obstáculos que flutuavam sobre a superfície, porém eu acho que vi alguma coisa mergulhar bem no fundo e depois saltar… Sereias?
- Jane, tem sereias por aqui?
- Claro que não, Sam, não seja tolo. São ninfas do rio, náiades.
- Ah claro… Como sou burro de confundir… - Comentei, levando uma leve cotovelada, antes de nos dividirmos em duplas para o treinamento.

Havia um filho de Poseidon organizando tudo, delegando as embarcações menores para os mais inexperientes, grupo do qual eu estava bem dentro, e não demorou para eu e a Jane ficarmos numa canoa preta com um bando de pássaros desenhado na lateral. A garota tinha cabelos ruivos presos num rabo de cavalo e olhos bem vivos, provavelmente ela era filha de Hermes realmente, por mais que atualmente fôssemos dois indefinidos.

Não demorou para estarmos dentro da água remando levemente, sinceramente essa parte era divertida e até refrescante, porém demorou um pouco para um sincronismo melhor das remadas para avançarmos melhor, só então fomos pegando o jeito de usar o tronco para alcançar mais força, direcionar melhor o barco com a combinação dos remos, por isso fomos para a tentativa de desviar dos obstáculos propostos na área rasa.

Quase viramos o barco tentando desviar da primeira boia, porém depois de algumas tentativas, notamos como girar o barco de uma forma segura e não demorou para vir a pior escolha naquele dia, uma competição. Depois daquela tarde eu deixei algo anotado em meu caderno: Filhos de Hermes são totalmente competitivos e sarcásticos. Foi quando alinhamos nossos barcos numa parte mais funda, com alguns obstáculos que aquele momento começou a ter seus pontos ruins.

Com a largada veio a exigência de esforço grande, afinal de contas era uma combinação muscular do braço com a lombar e dar impulsão necessárias para sair na frente foi exaustivo e nada agradável, só que logo chegaram os obstáculos. Tivemos de desacelerar um pouco para conseguir contornar uma das bóias e quase fiz um mergulho forçado quando tentamos sair da outra, só que ainda estávamos em segundo lugar e a Jane estava louca para ganhar aquela disputa, todavia os nossos adversários na frente fizeram algo bem legal, se não fosse eu o alvo da zoação.

Um deles jogou para trás um cipó que boiava no lago e gritou “Cobra!!!”, o que foi o suficiente para o desastre. Jane nem pensou duas vezes em abandonar o remo e desviar da serpente de mentira, só que o balanço da embarcação nos fez fazer uma visita inusitada ao fundo e beber um pouco de água. Como conclusão, meus braços doíam pelo esforço, estava cansado pelo treino, totalmente molhado e tivemos que levar o barco de volta ao ancoradouro sendo zoados por ter medo de cipó. Como eu disse, era melhor ter desistido de tudo isso quando sugeriram:
- Que tal uma corrida?
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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Dionísio em Qua 10 Out 2018, 15:41




Samuel Weiss Hathaway



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Pontos de experiência: 75 de 100 possíveis.

Samuel, meu jovem. Eu gostei do clima tranquilo e divertido da sua narrativa, o que é bom. Contudo, eu gostaria de destacar que ele ficou um pouco resumido e, talvez na vontade de fazer rapidamente, alguns erros foram deixados em seu texto. Não há nenhum erro grave, mas erros facilmente corrigíveis.

@Samuel Weiss Hathaway escreveu:Quase viramos o barco tentando desviar da primeira boia, porém depois de algumas tentativas, notamos como girar o barco de uma forma segura e não demorou para vir a pior escolha naquele dia, uma competição. Depois daquela tarde eu deixei algo anotado em meu caderno: Filhos de Hermes são totalmente competitivos e sarcásticos. Foi quando alinhamos nossos barcos numa parte mais funda, com alguns obstáculos que aquele momento começou a ter seus pontos ruins.

Esse é um trecho exemplar. Aqui sua narrativa perdeu fluidez porque você delongou muito sua frase até o ponto final, isso porque há muitas informações não diretamente ligadas.
Vou exemplificar: "Quase viramos o barco tentando desviar da primeira bola. Porém, depois de algumas tentativas, aprendemos a forma mais segura para girar o barco. Não demorou, então, para vir a pior escolha naquele dia: uma competição.". Com as pausas, torna-se mais fácil captar o sentido completo das informações que você quer passar, sem atropelar uma ou outra.

O segundo aspecto trata-se do final da frase, que perdeu o sentido pelo mesmo motivo.
Ex.: "Foi quando alinhamos o barco numa parte mais funda, com alguns obstáculos à frente, que o momento começou a nos mostrar dificuldades.".

E aqui vai uma sugestão: dê uma olhada em seu avatar, ele está fora dos padrões de tamanho do fórum.

Neste tópico aqui você pode olhar como fazer para ser reclamado por um progenitor.

É isso, boa sorte em seus próximos treinos.

AGUARDANDO ATUALIZAÇÃO



Dionísio
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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Hera em Qui 11 Out 2018, 16:05



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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Robin Moore Dayne em Sex 12 Out 2018, 02:59


Just Keep Swimming

E
u sorria, mesmo com todos os músculos de meu corpo reclamando de dor enquanto caminhava pela campina, tentando chegar ao rio para que eu pudesse descansar um pouco. Cada passada era mais difícil que a anterior, mas eu seguia avante e para baixo à colina onde ficava o acampamento, ouvindo o som do rio, vindo direto da parede de escalada, já podendo avistar o espaço onde o rio se alargava e tornava-se um "lago" para a prática de canoagem.

Acenei quando avistei o instrutor de canoagem Max trabalhando com as canoas para garantir sua segurança. — Ei, Max! Se importa se eu for dar uma volta? — Perguntei, aproximando-me da margem onde o rapaz estava. Ele falou que não havia problema e me cedeu uma das canoas que já havia preparado. Peguei os remos e subi na canoa com cuidado para não deixá-la virar logo de cara. Max soltou a canoa e me fez o favor de dar aquele empurrãozinho para que eu pudesse sair e, colocando os remos em posição, passei a remar com ambos os braços. Eu conseguia sentir a resistência da corrente tentando me mandar de volta para o ponto inicial. Sim, esse era um dos desafios, nadar contra a correnteza do rio.

Eu fazia mais esforço que o normal para conseguir remar, a força da água somada à dor nos braços por ter saído da parede de escalada há poucos minutos era maior do que eu imaginava, e mesmo respirando a plenos pulmões para conseguir força o bastante para mover os braços, puxando a canoa para frente. — Isso é... definitivamente... mais fácil... nos filmes! — Reclamei entre remadas antes de sentir uma movimentação sob o grande bote de madeira.

Ah merda... — Só então lembrei das náiades e, no meu estado de cansaço, eu simplesmente não conseguia remar para longe delas. Podia ouvir os risinhos travessos e a pele azul quase translúcida na água corrente das ninfas que balançavam o barco mais forte do que eu podia controlar, até que inevitavelmente, virei.

A sensação de estar na água era um misto estranho de desespero imediato com o alívio de estar sendo refrescado depois de vários minutos me esforçando e, mesmo com a conturbação de ter a canoa virada contra a corrente e as náiades nadando ao meu redor, rindo e tentando me desorientar, eu me sentia naqueles segundos em paz. Eu quase completamente esquecera o motivo de eu estar tentando ultrapassar todos os meus limites. Quase.

Lembrando-me de Arthur, dei um impulso para cima e subi à superfície, tomando o ar novamente em meus pulmões. A água estava fria, mas não gelada, e o sol que brilhava todos os dias no acampamento conseguia me esquentar o bastante para eu não começar a tremer. Eu estava sendo puxado pela corrente e sabia que se não começasse a nadar logo, eu iria parar no mar da praia dos fogos, então, baixando a cabeça rapidamente para molhar o rosto de novo e tirar o suor do corpo, mergulhei para tirar a camisa e fique segurando-a em uma mão enquanto dava braçadas e pernadas na água contra o curso natural do rio.

Ali, com a água cristalina e pura, eu conseguia manter meus olhos abertos sem senti-los arder, e conseguia ver as náiades me incentivando com seus rostos levemente infantis e conseguia sorrir. Elas eram definitivamente criaturas adoráveis. Levantei o rosto entre uma braçada para conseguir tomar mais ar, ali eu conseguia ver que estava me aproximando lentamente da margem, mas minhas pernas estavam se cansando mais rápido que o normal, até que percebi que estava movendo os membros inferiores por completo, incluindo as coxas, quando na verdade deveria mover apenas as pernas. Bufando de baixo d'água, criando mais bolhas de ar do que o necessário, passeia  bater as pernas concentrando-me em mover apenas dos joelhos para baixo, enquanto meus braços arqueavam completamente para jogar meu corpo para frente.

Tomava ar sempre que completava de cinco a sete braçadas, e voltava a nadar com força. Ali, estando com boa parte do meu corpo imerso, eu nem mesmo sentia os músculos reclamando, a sensação de estar com a água correndo contra mim me refrescando era algo que eu sentia falta e nem mesmo sabia até aquele momento, então eu aproveitava para dar o máximo que podia até finalmente conseguir chegar à margem, onde fiquei deitado um bom tempo recuperando o fôlego e as energias antes de ir para o chuveiro e depois para o chalé descansar.

Thanks to Todd

Robin Moore Dayne
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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Eos em Sex 12 Out 2018, 12:52




Avaliação



Robin Moore Dayne


    Olá Robin! Então, em comparação com os outros treinos esse, finalmente, você tocou em algo seu que não só o corpo ou a atividade em si. Seus treinos são ótimos, mas explore mais o seu personagem até neles. Pode ser uma boa experiência. Descontei uns pontinhos apenas pela incessante repetição de "canoa" no segundo parágrafo. Foi cansativo ler. No mais, parabéns!


Recompensa: 98 de 100 xp's possíveis.


ATUALIZADO




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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Apolo em Sex 12 Out 2018, 17:32



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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Kurt LeBeau em Qua 17 Out 2018, 02:44

Kurt LeBeau – Canoagem

Já faz uma semana que Marvin não fala comigo. Por mais que eu diga que ele está exagerando, no fundo ele tem razão. Nós havíamos feito uma aposta e eu não cumpri a minha parte. Qual era a minha parte? Lavar a roupa suja do chalé 11.

Eu simplesmente deixei na lavanderia e saí, até porquê não eram minhas roupas e tinha muitos filhos de Hermes por lá — o que era de se esperar já que a lavanderia é o castigo pros encrenqueiros — então as roupas voltariam pro nosso chalé sem problemas.

Quer dizer, sem problemas não, afinal eles poderiam aprontar bastante, porém felizmente eles não fizeram isso. Além disso, eu ainda tinha meus pagamentos para recolher na Casa Grande e não sabia se havia um prazo pra isso.

Sem Marvin pra me acompanhar, eu teria que me fazer a minha sequência de treinos sozinho e não sabia exatamente por onde começar. Queria muito ir nadar no lago de canoagem, mas o melhor fica pro final, com isso me sobraram o a Arena, o Hipismo, a Canoagem e o Complexo de Escalada.

Sendo assim, sentado na minha cama no chalé 11, decidi então começar pelo mais próximo que acabou por ser a Canoagem, só pra me deixar com mais vontade de nadar por lá.

Me dirigi até o lago e encarei o brilho da água calma, ainda estava cedo o suficiente para não ter muito movimento na superfície mas tinha certeza de que as náiades e os tritões já tinham despertado no fundo.

Me aproximei do barracão de equipamentos, onde alguns semideuses já estavam preparando os equipamentos para mais um dia de atividade. Pude reconhecer dentre eles a garota que “conheci” nos estábulos na semana anterior.

Abordei-a, com certa cautela, enquanto ela tentava alcançar alguns coletes numa prateleira alta.

— Estou começando a achar que você está me seguindo. — Disse enquanto me esticava um pouco para alcançar os coletes.

— Quem é que… Ah, obrigada. Eu lembro de você, é o... Kurt né? — Respondeu a garota enquanto eu lhe entregava a pilha de coletes.

— Kurt LeBeau, primeiro e único. — Respondi com uma pequena reverência. Ela riu baixinho, escondendo o rosto um pouco.

— Eu sou a Sophia,— Ela mimicou um vestido, cruzou as pernas e se abaixou um pouquinho. — você causou uma boa impressão no Erick naquele dia… Veio remar um pouco?

— Sim, embora minha vontade maior seja de nadar, tenho que seguir o cronograma de treino que montei.

— Ah, entendo. Bem, quer ajudar com as canoas?

— Sim, seria muito bom tem uma instrutora. Eu não sou tão bom remando quanto sou limpando estábulos. — Ela riu baixinho outra vez, eu poderia passar o dia ouvindo-a fazer isso.

— Então vista isso aqui.— Ela me jogou um dos coletes que eu havia pego.

Colocamos a canoa na parte rasa do lago, onde a água bate na cintura. Tentei pular pra dentro da canoa mas só pude sentir a Sophia me puxando pelo colete.

Aparentemente tentar subir nele como se estivesse tentando sair da piscina pela borda, acabaria virando a canoa e teria que ter o trabalho de desvirar. O modo mais indicado era me empurrar, deitado na água, e agarrar o outro lado, assim eu teria o peso bem distribuído.

Ela me entregou o remo quando eu me acomodei na canoa.

— Ok, vamos lá essa parte é bem chatinha. Não se segura muito pro meio nem muito nas pontas, a posição correta é dobrando o cotovelo em noventa graus. — Ficamos nos encarando um tempo até eu perceber que ela estava esperando eu segurar do jeito que ela havia acabado de dizer e assim o fiz.

O resto das instruções foram bastante tranquilas pra entender, graças à natação. Remar pra direita vira para esquerda, remar pra esquerda vira para direita. Alternando, vai pra frente.

— Mas, se você por acaso derrubar você… — Ela moveu a mão um pouco e uma onda bateu na lateral da canoa, jogando-me na água. — é só fazer como se fosse subir nela e puxar a canoa.

Ela demonstrou. Deitou na superfície e se atirou para o lado oposto segurando a beirada e puxando de volta. Me perguntei se não seria mais fácil virar o lado em que eu estava de pé, mas me ocorreu que se fosse no fundo eu não teria apoio algum.

Entrei na canoa mais uma vez e fui desafiado a completar um circuito inicial, que consistia em ir reto, contornar uma boia e retornar. Fui até a linha de partida e esperei a largada.

Assim que foi dada, comecei a remar controladamente. Como já sabia pela experiência com a natação, apostar na técnica pode ser bem melhor que só fazer as coisas o mais rápido possível.

Era interessante estar remando no lago, já que na verdade ele não é bem um lago. Em alguns pontos dele dáva para sentir a correnteza levando ao mar.

O sol da manhã batendo no rosto e o vento com cheiro de morangos era até que convidativo a deitar na canoa e tentar pegar um bronzeado, todavia provavelmente alguém me derrubaria na água.

Estava até que bem rápido mas não achei que fosse ser um problema na hora da curva. Nunca estive mais enganado. Eu tentei ficar mais próximo da boia e fazer um curva bem fechada entretanto a canoa não gostou da ideia.

Fui à água e tive que desvirá-la, remando de volta um pouco desapontado.

— Pronto pra mais uma?

— Na verdade não. — Respondi com um leve riso. — Ainda quero treinar em outros lugares hoje.

— Tudo bem, é só colocar a canoa na margem e devolver o colete. Acho que não vai precisar de ajuda com isso, vai?

— Não, pode deixar.

— Ótimo, tenho alguns alunos chegando, obrigada por fazer isso. Te vejo numa próxima vez.

Ela me deu um aceno enquanto corria um pouco para receber os outros alunos. Puxei a canoa até a margem e a empurrei na areia, certificando-me de que ela estava bem presa. Devolvi o colete a um garoto loiro e alto no barracão e rumei ao chalé 11 para vestir roupas mais condizentes com os próximos treinos.
Dia:de Treino Lugar:Lago de Canoagem Humor:Queria estar dormindo. Vestindo:Sei lá... Roupas?

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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por 147-ExStaff em Qua 17 Out 2018, 12:42


Kurt LaBeau




    Sua narração é realmente boa Kurt. Ela é fluída, fácil de ler, não possui erros notáveis e acaba sempre deixando um gostinho de quero mais. O que prejudica um pouco esse último ponto é a escolha de cores para destacar as falar. Eu não sou muito adepta de cores nos textos, afinal, qual livro que você tem as falas demarcadas? Mas não costumo reclamar quando elas não atrapalham, diferente das suas. São cores muito claras que quebram a seriedade do texto. Outro detalhe - meramente estético - é o uso de negrito no decorrer da narração; acaba deixando a aparência carregada desnecessariamente.

      No mais, parabéns



Resultado


96 de 100 pontos de experiência possíveis;

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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Kurt LeBeau em Qua 24 Out 2018, 03:06

Kurt LeBeau – Natação

Eu estava no meio do caminho para o chalé quando olhei para trás e dei meia volta.

Sim, eu fui vencido pela minha vontade. Sim, eu sei que disse que deixaria isso por último. Mas eu queria muito nadar mais um pouco no lago do acampamento. A última vez que eu fiz isso foi extremamente revigorante, precisava sentir isso outra vez.

Voltei ao lago com um sorriso estampado no rosto e deixei a camiseta e o chinelo no mesmo galho de árvore da primeira vez. Andei até que a água estivesse na minha cintura.

Ainda estava sorrindo quando me joguei pra frente, mergulhando na água fria. Outra vez a sensação de liberdade tomava conta de mim. Ela magnífico sentir a água percorrendo meu corpo enquanto deslizava por ela.

Braços e pernas parecendo mais leves enquanto eu terminava a primeira ida. Infelizmente por falta de uma parede, a retomada após chegar ao fim era mais lenta. Entretanto, assim como na primeira vez, hoje seria um treino de técnica.

Terminei a primeira volta de aquecimento e comecei a pensar no exercício seguinte. E com um sorriso de canto, tomei minha decisão. Era um exercício um tanto quanto chato e nunca gostei dele e mesmo assim foi o que veio à minha mente.

Comecei a braçada de crawl desenhando um “S” com a mão até que ela chegasse ao final, na coxa. Normalmente a braçada voltaria por cima com os dedos próximos à superfície, contudo nesse exercício não seria assim.

Alguns o chamam de “Três toques” e o nome é autoexplicativo. Durante a parte aérea da braçada, a mão deveria tocar três pontos do corpo (glúteos, ombros e testa) antes de entrar na água novamente.

Eu nunca gostei dele por deixar a braçada lenta, mas era engraçado pois eu me imaginava fazendo continência para os peixes no fundo, ou para as pessoas próximas quando eu tirava o rosto da água para respirar.

Mesmo assim, o sentimento de que nada pode me atingir enquanto eu estivesse ali não parava de aumentar. Fiz a volta e retornei ao começo. Obviamente quando eu ainda treinava fazia mais do que uma volta para cada exercício, porém ainda não era hora de treino pesado.

O exercício seguinte era um dos meus favoritos. Já que primeiro focava na fase aérea da braçada, o segundo foca na fase aquática. A ida da braçada continuava a mesma, a forma discreta de um “S” escrita na água.
Mas seu retorno era um pouco… capcioso. Ele precisava retornar rente ao corpo, gerando o mínimo de atrito possível e isso muitas vezes (Ai! Como agora...) fazia com que eu me machucasse com as unhas.

Uma coisa que acontecia com frequência nos treinos no Canadá era pegar o pé da pessoa à frente. Esse exercício era o mais discreto, assim o técnico não quase não dava uma bronca na gente depois do treino.

Eu teria feito mais exercícios e algumas voltas, mas algo não muito bom estava me esperando na margem do lago. E esse algo não muito bom veio na forma de Marvin Greig.

Nadei normalmente até a margem onde ele estava, mas passei direto por ele indo pegar meus pertences. Mas ele estava disposto a ignorar nossa pequena rixa por um bom motivo.

— Quíron precisa de nós.
Dia:de Treino Lugar:Lago de Canoagem Humor:Melhor que nunca.Vestindo:Sei lá... Roupas?

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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Éris em Qua 24 Out 2018, 16:27


AVALIAÇÃO - Kurt LeBeau



Pontos de experiência: 75 de 100 possíveis

    Entendo que treinos de canoagem e natação não tem muito o que desenvolver ou que seja mais fácil e prático quanto um comum feito nas arenas comuns. Ainda sim, não fiquei satisfeita com o que você produziu, Kurt. Lendo o que já realizou de postagens pelo fórum percebi que claramente você pode fazer mais, muito mais. Percebi que sua narrativa correu um tanto rápida demais, os movimentos ficaram pouco explicativos, mas ainda sim entendo que seja complicado descrevê-los mais. No mais, sugiro que releia seus textos antes de posta-los, assim evita que erros bobos passem despercebidos.

    AGUARDANDO ATUALIZAÇÃO





Éris
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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Hades em Sex 26 Out 2018, 17:16



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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Killian G. Fitzroy em Qua 21 Nov 2018, 18:49


Waters of June
"We salute at the threshold of the North Sea in my mind, And a nod to the boredom that drove me here to face the tide and swim..."

— Frightened Rabbit



dois mil e dois, Riacho Euros, CHBNatação


Calor. A sensação era tudo que o jovem, de roupa colada no corpo de maneira quase indecente, podia sorver do mundo naquela altura, o abafamento que dominara o acampamento tinha seus efeitos exponencialmente piorados com o aumento do número de semideuses. As férias de verão dos mortais havia começado e a quantidade de momentos de paz do herói caído se tornaram quase zero. A arena, um dos seus passatempos favoritos, encontrava-se povoada por retardados que nunca pegaram numa espada causando caos e desrespeitando os mais velhos, e o chalé?! Deuses, o usual cubículo que Hermes chamava de lar se entupia de pirralhos a um ponto que uma lata de sardinha seria mais confortável.

Felizmente ainda restava-lhe opções, duas para ser exato. As pernas pálidas marchavam apressadamente por sobre os folículos aparados de grama, as colunas brancas do refeitório enquadrando a figura vestida em preto e humor mais negro ainda. Alguns metros a frente poderia ser percebido a reflexão regular do sol sobre a superfície de água corrente. Ao constatar a aproximação de seu objetivo, um sorriso rascante tomou o lugar da carranca que previamente decorava os lábios finos e rosto cor de cal. O rio Euros corria tranquilo seu percurso até o mar, uma veia aberta atravessando o meio do camp, e infelizmente, um ponto de encontro famoso pelo lago usado para canoagem.

Naquelas temperaturas infernais entretanto, o foco do rebento da força era as raias mais afastadas dedicadas a atividades mais braçais. Ignorando completamente os poucos indivíduos dispersos flutuando em seus pedaços de madeira pintada — e agradecendo aos deuses olimpianos, ctônicos, titânicos e qualquer outro pelo milagre de não ter ninguém entre as bóias coloridas mais a frente — Kill arrancou a camisa escura jogando-a em uma pedra qualquer das redondezas. Uma leve checada no abdômen dividido para confirmar que o prisma em efeito reflexivo da blusa não fora carimbado na clara pele.

O shorts de estampa militar em tom fuliginoso foi deixado de lado em conjunto com os coturnos de cano alto, a adaga sempre presente depositada dentro do par esquerdo, e sem aviso prévio a cadavérica pilha de músculos submergiu no gélido fluido transparente. Ondulações se alastraram ao redor do molde do corpo, os tentáculos de alabastro erguendo-se momentaneamente antes de retornar para a água numa repetição que logo se tornou constante, o peito aprumando-se numa imitação às pontas de navios em desafio a força de resistência do líquido ao mesmo momento que as pernas em uníssono chicoteavam logo abaixo da superfície, a propulsão dos membros superiores e inferiores dirigindo-o rapidamente ao outro lado da lagoa.

Os olhos sem a devida proteção prontamente coloriram-se de carmim, pálpebras debatiam-se para se abrir sob a seiva da vida e agradeciam os segundos contados de contato com o oxigênio puro que se deslocava rente à massa líquida do Euros, enquanto as írises cinza chuvosas acompanhavam a aproximação da margem pedregosa. Mãos em formato de concha surgiram na altura da cintura para, em um espaço de aproximadamente cinco segundos, voltar a desaparecer à frente do corpo, um trajeto onde os braços desenham o movimento de desfraldar de asas. Tal ação repetida várias vezes induzia a ilusão de voo a qualquer transeunte qual gastasse um relance ao rebento do deus-herói.

A bacia de fluido em movimento em pouco tempo tornou-se pequena, as bordas afiguravam se aproximar a cada ocasião em que o rapagote realizava o movimento de giro e retornava para a outra margem, como era o caso agora. Uma última checada o informou que a encosta do lago se encontrava a menos de um metro, dessa forma ele iniciou a mudança de sentido. Os braços, dispostos a frente, perfuraram o plano como em um mergulho enquanto as pernas quebraram a mesma camada de dentro para fora, joelhos sendo postos em proximidade com o peito apenas para serem liberados de sua contração forçada alguns momentos depois, o toque dos pés com a irregular ourela embalando a figura seminua de volta ao centro do canal.

Com o tédio rápido de alguém que repete o mesmo passo-a-passo exacerbadamente o garoto optou por sair da virada com a adoção de um novo estilo de nado, para isso sua carcaça voluteou em seu próprio eixo, costas novamente virada para o céu claro e braços outra vez a escalar o corpo d'água, ainda que nesta ocasião o galgar era alternado — contraste ao sincronismo do anterior. Bolhas de ar embrenharam-se pelos caucasianos dedos também de forma intercalada, se desprendendo da correnteza do riacho no deslocamento vertical das, agora, duas nadadeiras posteriores.

O rosto, todavia, parecia passar menos tempo em contato com a atmosfera gasosa, sua convivência presentemente parcial com tal ambiente ocorrendo no período qual a braçada sucedia. O nariz avantajado entrando em paralelo com o espelho do lagoa seja ao apontar para a esquerda, seja para a direita, a configuração modalizando de forma a se opor ao braço propelido à fronte, e as esferas platinadas difundia olhares de esguelha para ambos os lados. Em uma destas rotações de ponto de vista, algo chamou-lhe a atenção, uma figura parecia observá-lo da margem qual espalharam-se suas roupas.

— Tu deveria ter mais cuidado, ninfas são bem chegadas a brincadeiras. — As palavras foram ditas em um tom irreverente de alguém que espera a continuação de uma piada. Uma cortina alva de cabelos úmidos circundava a cabeça de Fitzroy que, no preciso instante para não ter água turvando-lhe a compreensão da sentença alheia, reavera uma posição vertical razoavelmente estática sobre a massa aquífera ao passo que pernas e braços ainda estrebuchavam abaixo com o intuito de mantê-lo boiando. Pedras acinzentadas estreitaram-se ao distinguir a efígie assentada nas rochas da margem leste. — O que você faz aqui?

O comentário ardiloso foi respondido com uma risada leve. — Pra ver tu pelado, oras, pra que mais seria? — Capilares vermelhos foram jogados para trás acompanhando o movimento do crânio qual acoplava-se, a gargalhada escalando em uma frequência maior, pálpebras fecharam-se para dar espaço às características ruguinhas nos agudos dos olhos. — Tua cara agora ta impagável. — O bramido zombeteiro voltou a soar após poucos segundos, o burburinho servindo de som de fundo enquanto o corpanzil do branco dividia o líquido inodoro em caminho à borda, a ”impagável” feição não mais era que uma fria máscara de ódio — semblante trajado sempre que o outro avizinhada-se.

— Vai ficar falando merda até quando? — A pergunta foi recebida por sobrolhos levantados e um sorriso sincero a sombrear a face pálida, o ferrugem gostava das patadas e disputas deles. Tal transparência emocional teria feito qualquer outro indivíduo surpreso, não pelo ruivo ser inerentemente falso, e sim pela real fluidez de seus sentimentos, principalmente se considerada a companhia. Galahad estava pouco se fudendo.

— Porque tu não vem calar minha boca? — A maliciosa sugestão não fui sujeitada ao esperado clima de troça, ao contrário, o enfado apenas aprofundou-se. A pele alva dos braços refletiu o contrair de músculos quando os mesmos foram dobrados e postos a descansar no tronco delineado, lábios se estreitaram em reforço ao desgosto que substituia a felicidade — pseudo, de qualquer maneira — e paz que segundos atrás o inundava em confluência com as correntes d’água. — ...Okay, seu humor ta pior hoje, parça.

Um grunhido irritado foi tudo o que escapuliu do albino, a palavra não chegava nem perto de intitular o relacionamento de ambos os fedelhos, a bem da verdade, muitos dos campistas optariam por um vocábulo antagônico. Membros superiores enroscaram-se um pouco mais apertado ao redor do busto, a rajada de ar que circundava o local começava a arrepiar os poucos pêlos corporais que a puberdade estava a fazer vingar. O fluido que ainda envolvia suas pernas aparentava adotar uma gradação mais baixa na escala de temperatura, a falta de uma agitação constante por parte do rapaz deixava-o irrequieto e desconfortável.

—Quer ver meu humor melhorar? Só vaza, allmight. — Fosse pela captação de frustração ou cansaço na voz de barítono do meio-sangue, o menino de cabelos em fogo levantou e atirou um olhar calculado ao Killian, as bolotas esverdeadas percorrendo sem pressa a pele exposta. A frase seguinte recaiu na nuance de escárnio entre camaradas que Lucian adorava forçar na presença do outro. — Espero esbarrar com tu por aí. Antes de minha próxima missão, saca?!

Punhos apertados puxaram braços para a lateral do tórax, mandíbulas trincaram juntas, e uma maior quantidade de esclera foi escondida por sob pálpebras comprimidas. O estopim de mais uma briga entre os heróis sendo evitado pela saída do grandioso rei Arthur do recinto, raiva pelo último comentário convertendo o “espero que não” em um resmungar ininteligível e uma afluência de sangue pescoço acima.

Ainda com dentes cerrados Roy deu as costas ao local onde seu rival estivera e enfiou-se novamente embaixo do lago, uma nova rodada de voltas em modo crawl funcionaria temporariamente como seu escape para a onda de fúria que o assolava ao visualizar o rubro feliz e contente escapulindo em uma nova missão enquanto ele era deixado para trás naquele inferno mais uma vez. Respingos gordos umedeceram as pedras onde previamente peças pretas de roupa embolaram-se, sua ausência geraria um pandemônio no refeitório mais tarde, a escaramuça entre os dois heróis tão costumeira quanto a produção de morangos no acampamento. Por hora, entretanto, o alabastrino apenas voltou ao seu pacífico exercício.


Bem Basiquinho:
Read Me:
- Entonces, sei que fica meio maçante, infelizmente é mania minha escrever tão minuciosamente, porém estou tentando melhorar, fazer ficar mais pró-ativo, só tenha um tiquinho de paciência.

- Eu sei, tem muito verbo no passado, malz por isso também.

- Eu achei extremamente curtinho e rápido, sem muita ação, mas por enquanto é isso.

- Espero que tenha ficado claro que o Arthur tem uma relação complicada com Kill, irei explorá-lo um pouco mais em um treino futuro, mas torço que tenha sido uma introdução okei.

- Pequenos erros de adequação e vícios de linguagem nas falas são propositais.

- Ficou um lixo esse texto, mas fazer o que, né?!

- Peços desculpas pelo final, mas eu não tava num bom momento quando escrevi.

- É isso, acho.
Herossexual:
Poderes Ativos:

—Nenhum—
Poderes Passivos:
◊ Força ampliada I [Nível 01] — Desde seu nascimento, filhos de Héracles apresentam uma força superior se comparados a outros humanos ou mesmo semideuses. Neste nível, sua força é ampliada 10%, permanentemente, o que afeta tanto em combate quanto fora (com relação à sua capacidade de carga, por exemplo). Apenas filhos de Hefesto, Ares e Centauros se aproximam de seu potencial. [Antigo "Força sobre-humana"]

◊ Intimidador [Nível 02] — Sua força e aparência o tornam mais intimidador se comparado a outros semideuses. Ações e poderes de intimidação do filho de Héracles recebem uma bonificação de 10%. [Novo]
Brinquedinhos:
{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação] — (No coturno)
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Re: Canoagem e Natação

Mensagem por Eros em Sab 24 Nov 2018, 06:40


AVALIAÇÃO - Killian G. Fitzroy



Pontos de experiência: 80 de 100 possíveis

Kill,

Mesmo esquema da outra postagem; na questão da escolha de palavras e etc. Aqui, ao contrário do treino na arena, senti que realmente ações mais elaboradas ou com teor de treino faltaram. Não que o que tenha feito foi ruim, nada disso. Você é muito bom descrevendo movimentos, como notei, mas acabou pecando na quantidade de conteúdo mesmo. Outra coisa que reparei foi que acabou cometendo mais errinhos de digitação e concordância do que antes. Acompanhe comigo, por favor:

"Felizmente ainda restava-lhe opções, duas para ser exato. As pernas pálidas marchavam apressadamente por sobre os folículos aparados de grama, as colunas brancas do refeitório enquadrando a figura vestida em preto e humor mais negro ainda. Alguns metros a frente poderia ser percebido a reflexão regular do sol sobre a superfície de água corrente..."

O primeiro destaque deveria ter se adequado à palavra "opções", ou seja, ido para o plural. Depois, a crase faltou no "a" e, por fim, "percebido" se referia à "reflexão", ou seja, tinha de ter sido "percebida".

Como comentei, são coisas bobas. Não obstante, me pareceram mais falta de atenção mesmo, por isso então o puxão de orelha. Espero que tenha um pouquinho mais de esmero no futuro, pois sei que é capaz de algo excelente. No mais, parabéns pelo treino e, mais uma vez, destaco a maneira interessante como trata as personagens de suas narrativas. Bom trabalho, rapaz.



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Eros
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Re: Canoagem e Natação

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