Arenas Gerais

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Arenas Gerais

Mensagem por Organização PJBR em Qui 16 Ago 2018, 00:18

Arenas



Descrição


As arenas na realidade são um grande espaço aberto, centro de uma construção que lembra o coliseu. Dividida em áreas, contém gaiolas com monstros, bonecos de treinos e suportes com armas e armaduras espalhados pelo lugar.


Orientações


• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Tipo de Treino: Armas à distância, Armas e combate corporal, combate à monstros - o player define, devendo deixar claro no início da postagem;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Pode-se utilizar equipamentos genéricos - itens como os da sala de armas, desde que narre que os pegou e devolveu no arsenal da Arena
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.


Informações de Jogo


Premiação máxima: 100 XP
→ Não há descontos de HP/ MP nem risco de morte.
→ NPCs até podem ser utilizados, mas lembrando que a postagem deve focar no personagem.
→ Flood não é permitido. Só serão consideradas postagens com mais de 5 linhas em fonte arial ou times tamanho 12 com margem normal, no Word. Templates e tables são aceitos, mas o tamanho da postagem será verificado para ver se o conteúdo está adequado ao disposto.
→ A postagem aqui só é permitida semanalmente, isto é, você só pode realizar um post por semana no "Arena". Desrespeitar isso causa anulação da postagem na primeira tentativa. Reincidências podem ter punições mais graves.


Horários


• Matutino:

— 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;
— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;
— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

— 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;
— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;
— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

— 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;
— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;
— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.





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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Hetton Feak em Seg 01 Out 2018, 16:51


Arena do Acampamento Meio-Sangue
Treino Matutino de Armas Brancas


Hetton caminhava para fora da água de sorriso no rosto. Sua pele pálida brilhava com o sol matinal e seus dentes brancos quase cegavam pelo reflexo do mesmo. O tritão vestia apenas shorts de um material especial que não se molhava – um truque que precisava ter para não sair simplesmente nu pela praia.

Ainda mesmo que não saísse nu, várias semideusas olhavam para ele com um carinho especial. Não era nenhum filho de Afrodite ou Apolo, mas ainda sim era um ser da natureza e a natureza tende a ser bela em suas construções. E Hetton sabia disso. Da última vez que viera à superfície para seu primeiro treino, percebera os olhares. Não era convencido ou sequer tinha o ego inflado, mas gostava do sentimento de inclusão que lhe era permitido. De início, achava que os semideuses eram gigantes superpoderosos, mas deu de cara com um punhado de adolescentes com habilidades que muitas vezes eram semelhantes as suas próprias.

- E lá vamos nós... – Sussurrou para si. O tritão possuía também um tridente, o qual tinha arranjado no arsenal submarino de sua família. Ele era preso em suas costas por uma fivela que cruzava a diagonal de seu tronco, tocando a pele úmida do rapaz.

Hetton começou sua corrida para a arena de forma que pudesse não só aquecer para seu treino, mas também acostumar suas pernas. Não as usava tanto, na verdade, eram quase novidade. De certa forma se sentia desconfortável.

“Mas é só questão de tempo”, imaginava.

Trotou da praia até o refeitório e correu do refeitório à arena. Chegou com a respiração razoavelmente pesada e fez uma breve pausa para recuperar aos poucos o fôlego perdido. Na arena, fora recepcionado por um instrutor sátiro.

- Me desculpe jovem. Você precisa de uma vestimenta para o treino. – Alertou. Hetton riu e respondeu.

- Ah... Sim. Vocês não têm nenhuma camiseta do acampamento sobrando por aqui?

O sátiro adentrou em uma espécie de inventário da arena, logo na lateral da entrada. Com uma olhadela rápida, Hetton visualizou toda sorte de equipamentos, tanto armas quando armaduras e ferramentas as quais ele mesmo não conhecia. Logo o sátiro retornou com um tecido laranja dobrado em suas mãos.

- Aqui está, pode ficar pra você. – O instrutor entregou e Hetton vestiu a camiseta, que estranhamente se encaixou perfeitamente em seu corpo. Com um breve agradecimento, o jovem tritão trespassou a entrada da arena num ânimo diferente. Ele esperava mais desta vez. Estava alegre por estar ali.

Avistou um grupo de semideuses num semicírculo. Havia filas dos dois lados e o sistema era: quando um lutador era desabilitado, o próximo da fila entrava em combate. Vários semideuses estavam ali, garotos e garotas de diversas paternidades e maternidades divinas.

Entrou na fila quando apenas três estavam em sua frente. A luta atual estava acirrada – um semideus parrudo contra uma semideusa de cabelos curtos, ágil como um beija-flor. Golpes trocados entre adagas e espada, desvios, avanços e algumas peculiaridades divinas. O semideus, que tinha a maior parte da plateia ao seu favor, havia sido não só desarmado, como também agilmente derrubado pela semideusa.

Hetton observava. A maioria ali já tinha frequentado a arena mais de uma vez, ele era o novato. Olhava os movimentos, o modo natural que as pernas dos seres “terrenos” se mexiam. Queria aquela naturalidade.

E, quando menos percebeu, já era sua vez.

Os cachos até os ombros caracterizavam a beleza de sua adversária. Seus pequenos olhos fitavam Hetton numa ferocidade felina e, sendo meio-peixe, sentiu-se de certa forma aflito. Cumprimentou-a com um singelo “Oi” e empunhou seu tridente com ambas as mãos.

A garota puxou de sua bainha dupla um par de espadas de bronze com diversos adornos os quais Hetton não prestou tanta atenção. Ao aprender com todas as lutas, o tritão percebeu que as respostas da maioria delas estavam nas passadas, nos pés, no gingado. Similar ao que os humanos chamavam de “dança”. E apesar de não conhecer muito dos ritmos mundanos, conhecia dos submarinos. Teria que dançar.

Sorriu. A garota avançou, cachos esvoaçaram. Hetton deu um passo para a esquerda, meio desengonçado, mas desviando com sucesso. Com ambas as lâminas a adversária seguiu o movimento do tritão com precisão. Este por sua vez ergueu o cabo de sua arma, bloqueando os golpes e sofrendo um impacto surpresa. Ela não só era ágil, mas adequadamente forte.

A jovem recuou suas espadas e avançou em outra direção. Hetton bloqueou e recebeu outro impacto. Sofria um pouco. Se esforçou para pensar e entre golpes, desvios, impactos e breves reclamações, pregava:

- Criatividade, criatividade!

E num lapso de instinto e invenção, quando bloqueou o terceiro ataque da garota girou o tridente e fincou-o no chão. Na utilização do impulso do impacto segurou o cabo de sua arma com ambas às mãos, tomou um impulso e jogou as pernas na direção da garota.  Porém, quando estava movimentando as penas no movimento fez com que estas retornassem à forma de sua cauda.

O público ao redor comemorava, pois aquilo não era normal. Um tritão na arena? Por mais seres da natureza que frequentassem o local, o jovem marinho ainda era decerto exótico. As escamas estapearam a garota, que cambaleou para trás. Hetton pousou, mais uma vez dotado de pernas, e aproveitou a deixa da jovem. Puxou seu tridente do chão e avançou em posição de estocar.

Rapidamente a garota se recompôs e ergueu suas lâminas trespassando os dentes do tridente num “x” perfeito. As armas travaram e a semideusa foi mais rápida: com um chute certeiro na altura da barriga do tritão afastou-o e retraiu suas armas, soltando-as. Hetton perdeu o fôlego por alguns segundos, segundos vitais para o próximo ataque de sua adversária.

Como dois ferrões as espadas avançaram de maneira veloz. O tritão teve tempo apenas para bloquear de forma desengonçada uma das lâminas, prendendo-a entre os dentes de sua arma. A segunda, porém, raspou seu braço esquerdo e um risco vermelho começou a nascer e escorrer. Saltou para trás, praguejando.

Quando saltou, porém, notou que puxou consigo uma das armas da garota. Por ter se deixado levar pelo acerto, a jovem se distraiu com a primeira espada. Movimentou seu tridente para o lado oposto da mesma, afastando arma de guerreiro quando a lâmina se soltou. Agora era espada contra tridente.

Até que a semideusa apontou a palma livre para Hetton, sorriu de canto da boca e de sua mão uma esfera flamejante saltou em direção do tritão.

Fogo, pensou. Héstia ou Hefesto?

As bolas de fogo vieram. Hetton saltou desviando da primeira. Quando a segunda chegou quis mais uma vez demonstrar o quanto tinha aprendido enquanto observava. A surpresa da batalha é uma grande tática.

O tritão abriu os braços e recebeu o fogo dessa forma. Quando todos na plateia e até mesmo sua adversária tinham em sua mente quem seria o vencedor da batalha, Hetton revelou um antigo truque de seus antepassados.

Da água eu vim... Água eu sou.

A esfera abriu um buraco em sua camiseta, mas se desfez quando tocou a pele do jovem tritão. Afinal, não tocara sua pele, tocara em água. E quando fogo toca em água ele se desfaz. Sua habilidade se baseava em transformar uma região de seu corpo no elemento do qual tinha sido criado – e ela estava ali. Ele sorriu, orgulhoso de si.

Os observadores aplaudiram e o vapor subiu ao redor de Hetton Feak, o tritão à prova de fogo. E mais importante que isso era a reação da adversária. A semideusa avançou furiosa e, portanto, desatenta. Era essencial para que Hetton soubesse dançar agora.

Em sua mente aquilo era extremamente excitante. Treinara a vida toda embaixo da água e agora estava, apesar de amar seu habitat, livre de todo aquele peso natural. Girou o tridente quando o primeiro ataque veio, bloqueando-o e tomando o impacto num segundo giro para bloquear mais um.

O segundo bloqueio lhe deu o que precisava: a garota sofreu o impacto pela lâmina rechaçada, abrindo espaço para um avanço irrecusável. E Hetton avançou, dançou. Estava começando a entender o uso de suas pernas.

Parou seu avanço quando o dente central tocou levemente no tórax da semideusa. Ela soltou sua arma e ergueu os braços em rendição. Os dois olharam profundamente nos olhos um do outro quando isso aconteceu. Olhos escuros, de ambos, vibrantes como as marés e as chamas.

Hetton agradeceu pela luta e junto com a semideusa se retirou do centro dos combates, recusando os pedidos para lutar novamente.

- Meu nome é Hetton Feak. – Disse à semideusa. – Filho de Yesul e Syl. – E o resultado foi uma expressão de estranhamento.

- Eu sou Nayara, filha de Héstia. Nunca ouvi falar o nome de nenhum dos dois. Calma, qual dos dois é um deus? – Ela riu enquanto recolocava suas armas em suas respectivas bainhas. E o tritão sorriu junto.

- Oh, não... Meu pai é um tritão, minha mãe uma nereida. Eu sou um tritão... – Explicou. E dali saíram conversando espontaneamente, para o que parecia ser o início de uma amizade.

Dados:
Tinha esse treino salvo desde mil anos atrás. Adaptei à nova história e arrumei alguns errinhos. Não coloquei um template decente por preguiça, espero que não seja obrigatório. Até!

Poderes, Habilidades e itens de Hetton :

- Habilidades -

Forma original I – Sendo estas criaturas espíritos da água, elas podem perder a sua "matéria", tornando-se o elemento do qual elas surgiram. A criatura que usa este poder fica com uma pequena parte do corpo intangível, por esta ficar temporariamente convertida em água. Nesse nível, afeta um único membro, como um braço, uma parte da perna, etc. Serve para defesa, desde que a criatura esteja preparada para o ataque e consiga, de alguma maneira, intuir ou guiar o ataque para a área transmutada. Pode ser usada 2 vezes em uma missão ou treino, com duração de um único turno e exige uma potência mediana de esforço. Mas lembre-se, são apenas pequenas partes, não abuse da sorte. [Idealizado por Joannie]

♂ Perícia com tridentes - Tritões são descendentes diretos de Tritão, filho de Poseidon e, como o Tritão original, herdam a habilidade com tridentes, uma vez que possuem uma cultura guerreira e valorizam o combate corpo a corpo, diferente das naiádes. Isso implica que possuem facilidade ao lidar com qualquer tipo de tridente, conseguindo aprender mais rapidamente quando treinam com essas armas. Não implica em sucessos automáticos, tampouco em movimentos extravagantes - é algo evolutivo, representando um conhecimento adquirido.

Transformação – Além de respirarem normalmente na água, também conseguem se manter fora dela sem problemas respiratórios, ainda que nesse nível só possam se manter 3 dias longe da água, após esse período devem mergulhar novamente em uma fonte de água natural, ou começarão a perder HP. O período de afastamento aumenta em 3 dias a cada nível. Além disso, aqueles que possuem caudas, como os tritões, adquirem pernas e características humanóides que os permitem agir na terra normalmente, controlando essa transformação quando em água.

- Itens -
- Tridente emprestado da arena;

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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Dimitri Romanov em Ter 02 Out 2018, 13:15


As frustrações do submundo
Hello darkness, my old friend...


Os sentimentos do garoto pareciam estar muito evidentes em seu rosto, pois a maioria dos outros semideuses simplesmente evitava seu olhar e alguns até se afastavam dele sem muita cerimônia. Ou talvez fosse a má fama de seu pai. O sátiro amigo lhe avisara sobre aquilo, quando lhe explicara sobre o acampamento. Deste modo, perturbado e desmotivado, acabou topando com a arena. Uma construção de arquitetura helênica que não deixava a desejar em nada daquilo que o garoto imaginara sobre ela. O detalhe mais contundente do lugar era que estava em uso e bastante marcada pelo que provavelmente tinham sido batalhas fortes e recentes. A presença de monstros na arena, presos por gaiolas, incomodou Dimi um pouco. Alguns deles também se incomodaram com o semideus, pois olharam-no com olhos sanguinários. Nâo que se importasse com eles, mas só mostrava que aquele mundo mágico não estava para brincadeira.

Explorou a arena tanto quanto conseguiu. Descobriu bonecos para treinos, armas e armaduras de aspecto padrão e mais gaiolas de monstros. Experimentou segurar as armas que tinha como opção nas prateleiras da arena e, não surpreso, gostou muito das espadas. Sentiu até uma certa familiaridade, como se a pegada fosse mais fácil do que a de uma adaga, inclusive. Imaginava que era uma opção tão boa quanto qualquer outra para quem não sabia nada, então pegou a espada que melhor se encaixou em sua mão, não muito grande e suficientemente rápida. Respirando fundo, percebeu então que todos os outros mantinham distância dele. Tinha até alguns outros novatos que pareciam ansiosos em escolher a própria arma, mas que estavam esperando que se afastasse antes. Revirou os olhos e, até com um pouco de irritação, caminhou em direção ao boneco de treino mais afastado da arena.

Sua irritação logo passou quando percebeu que não sabia bem o que fazer com aquele boneco ou com a espada. Todavia, não era naquele dia que receberia ajuda. Sua presença era demasiada nova e muito perturbadora aos outros, pelo que parecia. Além de que parecia estar cercado de semideuses recém-chegados como ele, ou com muito pouco tempo no acampamento. Talvez ser tão fraco fosse o problema, o motivo de ter perdido tão facilmente o controle. Precisava se fortalecer para que seu alter ego não se manifestasse tão facilmente. Pra que ele não tomasse o comando tão facilmente.

Experimentou então realizar cortes contra aquele boneco. Um, dois. Realizou talvez uns dez cortes contra o boneco, vendo o peitoral e a cabeça sendo picados pela espada em suas mãos. Aquilo não era motivador nem muito útil, seus oponentes não ficariam parados, então já estava quase desistindo de treinar. Ora, treinar sozinho era difícil em qualquer esporte. Em lutas também, pelo visto. Mas ninguém parecia ansioso em ajuda-lo. Começou a mover-se para guardar a espada, ainda mais frustrado. Repentinamente, sua cabeça foi invadida pela imagem de dois homens degolados, sangrando. Atrás desses, o vulto de uma mulher de cabelos negros, linda e com o peito perfurado. Ela estava chorando? Piscou duas vezes e ela tinha desaparecido.

"Quem é...?"

Voltou-se para o boneco e, dessa vez, vislumbrou no boneco a imagem da mulher-serpente daquela manhã. Trincou o maxilar. Dracaenae, Jean tinha dito. Deixou toda frustração e irritação contidas exalarem de seu corpo e correu contra o boneco. Agora realmente sentia vontade de golpear, forte e repetidas vezes. Segurou a espada com ambas as mãos e ao se aproximar, usou toda a força do corpo para cortar o boneco, sem mirar onde. Assombrou-se quando percebeu que a lâmina estava encoberta por... sombras? Escuridão? Sem cerimônia, a lâmina negra atravessou o corpo do boneco de lado a lado. Ficou encarando a espada, o boneco, suas mãos. Que sensação... incrível. O poder fluindo por seu corpo. Olhou para outros bonecos e desejou mais. Fatiar, cortar, deixar todos aqueles sentimentos simplesmente fluírem, transformados em poder.

Deste modo, Dimitri Romanov cortou e atacou repetidamente os bonecos da arena, a espada sendo envolvida por sombras a cada novo ataque. No fim, estava segurando-a com apenas uma mão e seus braços doíam com o esforço, parecia que se esgotara. Aquele poder o consumira, mas ele ainda queria mais. E o russo de cabelos negros sorria, não sadicamente como seu alter ego, mas de forma muito cobiçosa. Já ansiava pelo próximo treinamento. Naquele dia, contudo, apenas conseguiu guardar a espada e procurar um lugar para descansar.

Informações:

Poderes:
PASSIVOS:

Nível 1
Perícia com Espadas: Filhos de Hades possuem uma certa familiaridade com espadas. Inicialmente, significa que são capazes de bloquear e realizar golpes com mais destreza e precisão em detrimento de outros. Note que é relativo ao seu nível, e não significa uma habilidade perfeita, mas uma facilidade de manuseio e aprendizado com tal arma. [Modificado, antigo "Perícia com armas laminadas"][Edição por Cain M.]

Aura Sombria: Filhos de Hades emanam uma aura que causa desconforto às pessoas e criaturas próximas devido sua paternidade divina. Isso pode afetar suas interações sociais, pois causa sensações comumente ligadas ao instinto de morte — como calafrios, medo e ansiedade. Humanos e animais comuns tendem a se afastar, e mesmo seres mitológicos e outros semideuses podem ficar levemente perturbados. Não afeta outros filhos dos 3 grandes ou de deuses do submundo. A aura aumenta em 50% a dificuldade de domar qualquer criatura viva cuja origem não seja o submundo. Por outro lado, personagens sensíveis que sejam 10 níveis ou mais abaixo do semideus receberão penalidades em combate corpo a corpo contra o filho de Hades (ou seja, a 1,5m ou menos de distância). [Modificado, antigo "Aura da morte"][Idealizado por Cain M.]

ATIVOS:

Nível 1
Aura negra - O filho de Hades consegue invocar a manipular a escuridão, embutindo-a em sua arma, que passa a provocar dano adicional de trevas por 3 turnos. È necessário tocar o item a ser encantado dessa maneira. [Novo]

Item:
Espada da arena.
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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Robin Moore Dayne em Ter 02 Out 2018, 21:03


Knives

Treino de armas à distância pela tarde com adagas do arsenal.

O
calor daquela tarde era estonteante e fazia com que a pouca animação que existia em meu ser se esvaísse quase que completamente. O dia anterior havia sido mais ameno e foi quando decidi pela primeira vez em muito tempo a realizar um treino.

Praticamente me arrastei até a arena que servia de centro de treinamento para nós. Não muito surpreendentemente, o local estava vazio. A única alma viva no local era a minha pessoa, fora isso, meus olhos contemplavam sem real admiração uma grande arena circular com arquibancadas e equipamentos para treinamento. Caminhando pelo local até o arsenal, sorri imediatamente e logo estava na frente de uma prateleira com diversas facas organizadas quase que milimetricamente.

De volta à arena, estava com uma faca na mão esquerda, outra na direita e algumas outras nos bolsos de minha jeans. As facas eram objetos simples e bem afiadas, as quais eu era muito apegado. Gostava de lutar com as faças e em segundos já estava desferindo golpes nos bonecos, com um grande sorriso no rosto. Eu estava acostumado a usar apenas uma faca, mas usar duas era muito melhor, entretanto, isso fazia meu corpo cansar mais rápido e eu já não tinha grande disposição.

Parei alguns momentos para respirar e descansar e sentia algo me incomodando um pouco. Endireitei o corpo, uma vez que estava com as mãos apoiadas nas pernas e sorri.

Discrição é um talento natural ou algo que você aprendeu aqui? — Pergunto em alto e bom tom, sem me virar.

Isso pode te manter vivo em uma batalha. — Respondeu uma voz feminina, seguida de passos quase inaudíveis. Virei-me e encarei a garota. Alta, com cabelos castanhos e pele bronzeada pelo sol. Não era muito forte, e não tinha um corpo nem muito grande nem muito magro.

Não venha me ensinar o que pode me manter vivo ou não. Eu ter percebido que você estava aqui só mostra o quanto você é ruim nisso.

Hm... Esquentadinho, não é? Está usando elas de forma errada. — Advertiu a garota, apontando com os olhos para as facas, que segurava com a ponta para cima, por ser assim que eu sempre atacava.

E o que você tem a ver com isso?

Desculpe. — Pediu, um pouco acanhada. – Meu nome é Joan, filha de Hefesto. Posso te mostrar como usar as facas.

Não preciso de sua ajuda, posso me virar sozinho.

Ela deu de ombros e partiu para o arsenal, enquanto eu continuava esfaqueando os bonecos. Com a minha visão periférica, percebi que Joan estava de volta, mas não dei atenção, estava mais preocupado em acabar com a vida daquele desgraçado, infeliz. Percebi a garota fazendo um movimento brusco e uma faca atravessou o local, passando bem na frente de meu rosto, sendo cravada em um dos bonecos que repousavam ao meu lado.

Esse é o jeito certo. — Ela disse, convencida.

Sua louca! — Gritei, correndo em sua direção, pronto para enfiar uma faca em seu peito.

Com a mão esquerda para trás, fui me aproximando dela e quando estava a uma distância relativamente curta, ataquei, mas ela rapidamente se esquivou e acertou meu braço, causando dor o bastante para que eu largasse a faca e então me chutou nas costas.

Não tão rápido, revoltadinho! Eu nunca iria te acertar, eu sou treinada pra isso. É isso que eu quero te ensinar.

Que seja... — Resmunguei, levantando-me e pegando a faca do chão. Ainda irritado pelo ocorrido, caminhei junto à garota, que começou a falar como eu deveria segurar a faca, ajustar o ângulo e finalmente a atirar. — Tá, tá...

Posicionei-me na frente de um dos bonecos, com uma distância de dez metros entre eu e ele. Com a mão esquerda, peguei uma das facas que estavam no meu bolso e verifiquei seu peso. A lâmina era mais pesada o que o cabo, portanto, segurei-a pelo cabo, como se segurasse um martelo. Dobrei levemente o antebraço e ergui o braço quase à altura da cabeça. Focando em meu alvo, lancei a faca que girou no ar e passou de raspão no alvo. Eu havia errado.

Está balançando demais o braço. Mantenha ele reto quando for atirar.

Bufei e repeti os movimentos, um a um, lentamente e atirei a segunda faca, dessa vez, fazendo como Joan havia dito. A diferença foi sentida na hora. Ao invés de meu braço ter feito uma curva como a ponta de um chicote, ele manteve-se reto e eu havia acertado o alvo, mas ainda não estava satisfeito, aquela era a primeira vez que eu fazia isso, precisava fazer mais, precisava ter certeza de que não era apenas sorte de principiante... Como se isso existisse.

Continuei lançando as facas e, acertava várias, mas podia-se ver mais de uma dúzia de facas caídas no chão das tentativas fracassadas. Já estava ficando com o braço cansado e o tédio começava a bater.

Sabe por que você ainda erra tanto? Está colocando muita força em algo desnecessário. Atirar facas não exige força. É física pura. Se você lançar uma faca direito, a velocidade dela girando vai fazer ela ganhar força e vai acertar o inimigo.

Que seja! — Odiava que uma pivete como ela ficasse me falando o que é certo e o que é errado. O problema nisso? Eu sabia que provavelmente ela estava certa, então, quando lancei outra faca, coloquei menos força e ela acertou o boneco sem dificuldades.

Ela pediu para que eu parasse e foi até o boneco. Fez um pouco de força para arrancar uma das facas, mas conseguiu e então, olhando diretamente para mim, retirou a faca que eu acabara de lançar sem muita dificuldade.

Está vendo? Agora, pra provar que não é um truque... — Ela lançou as duas facas, uma seguida da outra em um boneco que estava à sua frente. Uma havia sido com visível força, e a outra podia ser considerada suave. — Tente tirar elas.

Revirei os olhos e puxei as duas facas. A segunda - a qual tinha sido jogada sem muita força - saiu facilmente, mas a primeira mantinha-se presa.

Quando se está lutando contra monstros, isso normalmente não acontece porque o monstro irá se desintegrar em pó. Mas digamos que você esteja enfrentando um autômato, um semideus ou, que os deuses o livre, um deus. Para arrancar a adaga do corpo do oponente, é muito mais fácil se ela não ficar presa. Poupa tempo. Te mantém vivo.

Limitei-me a dar de ombros, ouvindo o que ela tinha a dizer, dando de ombros no final.

Agora, por que você não termina seu treino? — Seu tom era duro e decidi acatar seu pedido.

Peguei então a última faca que estava em meu bolso e a lancei no boneco, sem nem mesmo olhar para ele. Sabia que havia acertado, pois não ouvi nenhum barulho do metal no chão, apenas um leve baque surdo da adaga sendo fincada no boneco.

O treino acabou. — Falei, com satisfação, sem nenhuma expressão no meu rosto enquanto fazia um cumprimento de cabeça para a garota.

Thanks to Todd

Robin Moore Dayne
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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Silvia Royce em Qua 03 Out 2018, 19:06


From rackets to fists

primeiro treino


Nos três dias seguintes à chegada ao Acampamento Meio-Sangue e à reclamação feita pela deusa Íris, Silvia Royce ficou inerte. Não que estivesse com preguiça ou acomodada demais. Ela estava em choque! Tudo veio de uma vez, de forma cruel e dolorosa. O pai fora assassinado por um criminoso aparentemente mitológico e desconhecido, os policiais tomaram-na por louca quando ouviram o relato sobre o bandido que "voava" — fato de que ela ainda não tinha tanta certeza —, ela foi resgatada da ala de perturbados mentais da delegacia por um cara de cadeira de rodas desconhecido, a mãe apareceu e fez um arco-íris girar ao seu redor e o cara de cadeira de rodas se revelou um centauro!

Era de pirar a cabeça de qualquer ser humano normal! Mas ela não era normal, era? Não. Era a filha da deusa grega natureba das mensagens. Ah, não entenda mal! Silvia achara Íris legal. Muito legal. A deusa se mostrou maternal e preocupada com a dor da filha, não cansou de tecer elogios ao pai falecido da menina e garantiu que o homem com certeza estava em um lugar lindo, cheio de pastos verdejantes e vento fresco chamado Campos Elísios. Talvez não estivesse junto dos heróis, afinal ele não tinha sangue semidivino nas veias, mas com certeza estava no melhor lugar do mundo dos mortos.

— E escute... Eu recebi o seu desenho — dissera a deusa na ocasião, puxando um papel da bolsa de material sustentável que Silvia não identificava. — Sei que acreditava que eu nunca o tinha visto, mas ele está comigo desde que você o fez naquela noite de dia das mães.

Foi ali que a desconfiança da menina desapareceu. Era intrínseco a ela ser compreensiva, tentar entender todos os lados de uma história antes de tomar um partido ou mesmo ignorar sua própria dor para optar pela empatia. Assim, ela ainda ficaria em choque por três dias, mas estava disposta a confiar que sua mãe realmente se importava com ela e que lhe daria forças para seguir em frente naquela loucura de universo meio-sangue.

Na manhã do quarto dia, Silvia decidiu que não iria mais só assistir aos treinos, até porque começava a se irritar com alguns brigões do chalé 5 — Ares, aparentemente —, que não a deixariam em paz enquanto ela não empunhasse a adaga recebida. Porém, seria muita negligência com a própria segurança mergulhar em um embate sem nem saber segurar uma arma branca direito. Deste modo, lá foi a garota, meia hora depois de tomar o café da manhã, até a arena do acampamento para encontrar um dos campistas mais velhos, que lhe serviria de instrutor.

— Pode guardar isso.

— Como é?

— A lâmina. Guarde. Agora.

— Mas eu quero treinar!

— E vai. Mas seria irresponsabilidade da minha parte permitir que você fizesse seu primeiro treino já armada. Guarde. Você pode morrer no primeiro golpe que der nesses bonecos.

Silvia suspirou com frustração, mas obedeceu. Quem era ela para questionar a decisão de um campista experiente? Mal tinha chegado!

— Tudo bem, guardei. E agora?

— Como é seu condicionamento físico?

— É bom. Jogo tênis pelo time da escola. Bem... jogava.

O rapaz acenou com a cabeça, identificando-se com a dor de perder uma parte da vida que não voltaria mais.

— Corra uma vez em volta da arena, por favor. Só pra aquecer.

Silvia odiava correr só por correr. Quando o fazia, era em quadra, atrás de uma bola verde que lhe renderia o ponto perfeito. Correr só pra dar voltas em algum lugar era a própria expressão da monotonia, mas era o jeito! Era a ordem do instrutor, então ela seguiria. Fez um breve alongamento para as pernas e começou a correr. Devagar... devagar... rápido! Era como ela costumava fazer quando passava muito tempo sem treinar, precisava dar uma explosão de energia ao corpo para estar pronta para uma partida.

A arena era enorme. Enquanto controlava a respiração cuidadosamente e vencia metro a metro do local, a filha de Íris observava cada canto diferente que aparecia. Jaulas com criaturas aterrorizantes eram vistas ou, pior, abertas para semideuses suficientemente corajosos para enfrentá-los. Em outro local, duelos aconteciam sob a tutela de outros instrutores, que orientavam quanto às posições das espadas, das mãos e dos pés. Em outra área, os semideuses agiam como lutadores de MMA e se engalfinhavam em lutas corporais aparentemente muito dolorosas. Por fim, ela voltou à área dos bonecos e foi diminuindo o ritmo pouco a pouco para alcançar seu orientador.

— Muito bom. Beba um ou dois goles de água e volte aqui. Vamos começar de verdade.

Silvia obedeceu e voltou logo em seguida.

— Certo. Pegue este boneco. Vê? Ele é bege. É o mais fácil de enfrentar. O intermediário é aquele marrom. O mais difícil é o vermelho. As dificuldades dos bonecos estão na quantidade e localização das ripas, que servem como membros inimigos te atacando, e na velocidade com que as ripas giram em torno do eixo central. O boneco vai simular uma batalha com você, mas não vamos treinar sua esgrima ainda. Primeiro você precisa aprender a atacar e defender com seus próprios membros. Depois colocamos uma arma na sua mão.

— Está bem.

— Certo. Golpeie uma das ripas. Devagar.

Silvia o fez, acreditando não ter colocado tanta força, mas o resultado foi desastroso. A ripa girou a toda velocidade e acertou-lhe a maçã direita do rosto com extrema força. Silvia se encolheu em dor.

— Eu disse para fazer devagar. Percebe por que eu não deixei você usar armas? — A semideusa gemeu que sim. — Vamos de novo.

Silvia repetiu o movimento. Bem mais devagar, dessa vez, e a ripa mal girou. Ela precisava encontrar o meio termo e tentou novamente, um pouco mais forte. O instrutor observou até que, finalmente, ela conseguiu a intensidade certa para um primeiro contato com aquele tipo de treinamento, e então começou a ensinar as posições e movimentos para defesa. Silvia ergueu o braço, abaixou o tronco, deslizou a perna para trás e saltou diversas vezes. Fez tudo errado na maioria das vezes e, apesar de ter passado anos coordenando braços e pernas nas partidas de tênis, passou a acreditar piamente que não tinha qualquer habilidade para lutar.

O instrutor não aliviava e muito menos deixava que ela se desanimasse. Incentivava-a constantemente e só por isso Silvia não desistiu tão fácil. Ele parecia realmente acreditar nela, quase como se aquele péssimo desempenho fosse apenas mais um dentre tantos outros de novatos que depois melhoraram muito. Ela decidiu acreditar também, apesar de estar absurdamente dolorida, e continuou por mais duas longas horas. O clima no acampamento nunca ficava desagradável, mas, naquele dia, o Sol parecia estar especificamente preso às costas da menina, fazendo-a suar e cansar horrivelmente.

Por fim, apenas quando Quíron soou a concha ao meio-dia, convocando todos para o almoço, o treino acabou. Silvia sentiu ter perdido quinze quilos só naquela sessão de tortura, mas também tinha certeza de que começara a pegar o jeito. Ela voltaria à arena mais vezes para não perder o ritmo. Aquela era sua vida agora, certo? Precisaria sobreviver. Aprendera, nos últimos dias, que o conhecimento sobre a própria identidade deixa o cheiro do sangue semidivino mais forte para os monstros, então era totalmente necessário que ela aprimorasse suas técnicas.

— Você tem futuro, Silvia. É dedicada, por mais difícil que a situação lhe pareça. Gostei disso. Não deixe de praticar.

— Não deixarei.

— A propósito, meu nome é Angellus.

— Angellus? Que bonito!

— Muito obrigado! — Ele disse, piscando e sorrindo em seguida.

— Angel! — Alguém chamou. Era um garoto de cabelos loiros e olhos claros, pele bronzeada no tom mais perfeito possível. Ao seu lado, vinha um rapaz de pele alva e cabelos cacheados pretos que Silvia já tinha visto no chalé de Hermes. Todos o chamavam de Junior.

— Você acaba com a minha autoridade me chamando assim, John. Pessoal, essa é Silvia Royce, recém-chegada e filha de Íris. Silvia, estes são John Griffin, de Apolo, e Claude Kefler, de Hermes, mas ele prefere ser chamado de Junior, sabem os deuses por quê.

— Muito prazer.

Eles responderam conforme mandava a boa educação e acabaram saindo em grupo da arena. Os três rapazes pareciam já bastante amigos, mas em nenhum momento deixaram Silvia de fora das conversas. Contaram brevemente suas histórias e combinaram de encontrá-la à noite na praia, para que realmente conversassem sobre suas experiências. Foi o primeiro grupo de semideuses que pareceu se aproximar sem uma tentativa de aplicação de trote por trás e Silvia se sentiu grata por isso. Junior foi com ela até o fim do caminho para o chalé 11, onde se separaram apenas quando ele foi para o banheiro masculino e ela para o feminino, uma vez que ambos precisavam de um longo banho antes de irem comer.

~*~

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Kara Willians em Qui 04 Out 2018, 22:32


Wishin for life
i hope you found happiness
K
Kara estava mais disposta do que normalmente naquela manhã de terça feira.
A jovem estava animada como nunca esteve antes, corria por entre os bonecos de madeira e palha velha como uma criança enquanto empunhava seu presente do acampamento meio-sangue. Quem diria que uma garota com uma história trágica teria tamanha força de vontade. Ela era veloz, mas desastrada em seus passos largos e quase confusos no solo arenoso do local. Encontrava brevemente a superfície de seus “inimigos” algumas vezes, parando por alguns instantes antes de retomar o fôlego e a velocidade.

Ela podia sentir o olhar atencioso do rapaz acompanhar seus movimentos, como uma câmera de segurança observa um criminoso e isso a incomodava. Ela parou ao alcançar o penúltimo boneco, ofegante e logo levou suas mãos aos joelhos enquanto se inclinava. O rapaz se aproximou do campo de batalha e Kara pode analisá-lo melhor.

Trajava as roupas comuns do acampamento e a única característica notável era seu cabelo - uma mistura alaranjada com castanho, quase como ferrugem -. Ele era alto e esguio e tinha uma postura exemplar.

— Você sabe que está fazendo isso errado, né? — Questionou.

— Eu não pedi ajuda… Estou apenas de passagem por aqui.

— Certo. Que tal uma ajuda então? Podemos treinar juntos.

Kara se recompôs, olhando para o garoto antes de disparar secamente.

— Eu disse que não preciso de ajuda. Existem diversos campistas por aqui.

— Deuses, tão grossa. Só queria ajudar!

— Eu já disse; não preciso de ajuda. — A jovem voltou-se contra o percurso que estava repetindo a algum tempo desde que havia deixado o chalé de Hermes.

Apesar do acampamento ser sua nova casa, viver no chalé de Hermes era desesperador. Kara sentia a necessidade de ter sua privacidade novamente e por isso passava a maior parte do tempo fazendo todas as atividades possíveis. Quíron havia informado sobre a variedade de habilidades que podiam ser aprendidas e a crucial deveria ser potencializada. Batalhas eram inevitáveis, ainda mais após o incidente com Seul.

Não. Ela havia prometido a seus companheiros de viagem que jamais se recordaria de seu passado horrível. Finalmente sua liberdade havia sido conquistada e faria qualquer coisa para mantê-la.

Kara seguiu com seus exercícios, enquanto o rapaz que havia a abordado se mantinha a distância com uma dúzia de bonecos de treino. A jovem seguia o mais rápido que podia, tentando inclinar seu corpo para adquirir velocidade e o mantendo rígido para desviar sem esbarrar como um animal descontrolado, mas sem sucesso. Seus passos ainda pareciam longos demais e atingir os bonecos parecia uma tarefa impossível. Uma, duas, três voltas e em todas no mínimo quatro bonecos atingiam o chão.
Ela decidiu então tentar novamente, mas trabalhando melhor sua tática de combate. Adagas eram armas difíceis de se manusear, mas tão mortais quanto uma espada de médio alcance. Kara desembainhou sua lâmina, segurando o punhal com leveza enquanto posicionava a arma na altura de sua cintura esquerda. Era como uma agente furtiva que havia visto em um filme em Manhattan certa vez.

Logo começou seu percurso, correndo o mais rápido que podia e com mais atenção para não se ferir com o equipamento em mãos. Ela desviou do primeiro com um salto, flexionando o joelho direito antes de girar o corpo e raspar o peito do boneco de palha com sua arma. Parou após a investida, saltando com o impulso do golpe contra a jugular de seu inimigo que cuspiu palha com o corte mal feito.

— Você precisa de equilíbrio. Já tentou flexionar as pernas por inteiro antes de atacar durante seu drible? — Recomendou o rapaz de antes enquanto lutava com outro boneco.

— Tsc. — Resmungou Kara baixinho, mesmo sabendo que talvez ele poderia ter razão. Decidira tentar mais uma vez.

Respirou fundo e saltou por entre os bonecos a sua frente, desviando do primeiro obstáculo e flexionando sua pernas até agachar-se no chão. Após se estabilizar, Kara avançou até o inimigo mais próximo e golpeou seu peito de cima para baixo, desferindo um corte que a travou por um instante. A madeira do boneco não era tão maleável quanto a palha dos anteriores e sua lâmina estava cravada na altura do pescoço de seu inimigo.

— Adaga é jeito. — Berrou o rapaz. Ele atingiu seu inimigo com sua espada brevemente. — Não adianta usar força, não é um martelo!

— Pode me deixar em paz? — Ela resmungou, furiosa com o rapaz e chamando a atenção de alguns campistas ao redor.

— Não vou! — Ele se aproximou novamente da garota que tentava arrancar a lâmina da madeira velha — Se você estiver lá fora, acha que algum monstro vai te ensinar como se defender ou a viver?

— Por que se importa? — Indagou. A lâmina estava livre.

— Por que eu sei que você veio aprender, mas ninguém se dispôs a ajudar. Por isso está a cerca de uma hora olhando os outros campistas treinarem.

Kara sentiu seu rosto corar. Infelizmente o garoto tinha razão. As pessoas não pareciam entender que Perséfone era uma deusa bondosa apesar de viver no submundo e negligenciar seus filhos. Era como se todos os problemas atuais fossem de total responsabilidade sua no acampamento. Já havia cansado de ouvir rumores e cochichos entre os campistas sobre seu respeito e estava cansada disso.

— Você não sabe de nada…

— Kara, certo? Quíron me falou sobre. Eu me chamo Dante, filho de Hipnos.

— Sim.. Filha de perséfone.

— Uau, deve ser incrível ser filha da rainha do inferno!

— Não é.

— Estava apenas brincando. Enfim, vamos ao que interesse: você seguiu meu conselho e quero que tente mais uma vez. Quero que ataque aquele boneco a alguns metros de você, mas, de forma coerente. Você não está correndo uma maratona! Concentra no seu objetivo principal que é acertar a pele dele — Instruiu Dante.

— Ok.

Kara respirou fundo enquanto sentia o olhar de Dante por trás de seus ombros. Ela seguiu, avançando rapidamente em direção ao boneco e pensou em uma estratégia de ataque furtivo. Ao se aproximar do boneco, levou a mão esquerda em encontro a seu pescoço e perfurou sua costela, estocando a lâmina afundo na madeira.

— Muito bem, mas como você retirar a adaga agora? Até fazer isso, estará morta.

— O que? — Ela reclamou, puxando com dificuldade a arma.

— Adagas não foram feitas para perfurar, apenas ferir a pele. Volte para cá e tente mais uma vez, exatamente o mesmo percurso, mas sem perfurá-lo e sim atingi-lo.

Ela repetiu o golpe, acertando agora a nuca do boneco com mais delicadeza. Tentou não pressionar com tanta força ao tocar seu alvo, flexionando um pouco o pulso para que não perfura se realmente. O corte certeiro deixou uma marca leve na superfície de madeira. KAra sorriu após entender melhor seu novo brinquedo e continuou: golpeou as costas do inimigo, desferindo um corte de cima para baixo antes de inclinar o pé direito e chuta-lo. Por estar preso ao chão o boneco retornou e a jovem o segurou com a mão esquerda antes de simular um degolamento.

— Uau, esse foi o pior assassinato que eu já vi. — Indagou Dante entre uma risadinha.

— Idiota! — KAra largou o boneco e sentou-se, cansada.

— Você se saiu muito bem. Já está aprendendo melhor como funciona seu equipamento, é um ótimo começo.

— Eu queria… — Ela parou por um instante, escolhendo com cuidado suas próximas palavras — te agradecer por me ajudar. Ninguém fez isso até agora.

— Hipnos não é um deus muito conhecido, mas se comigo já são malvados… Imagina com a filha de uma rainha…

— Por que fica chamando ela de rainha? Perséfone é terrível!

— Pelo menos ela está acordada! Vamos lá, você já descansou o suficiente.

Kara não segurou sua risada tímida e logo prosseguiu com o treino. Felizmente havia conhecido alguém disposto a lhe mostrar que nem tudo estava perdido e que sua liberdade realmente valeria a pena.


Considerações:

Essa narração acontece no FUTURO da trama da personagem. Para entender, favor ler a ficha de reclamação da personagem. Em resumo, ela escapou de uma mansão por onde foi mantida como prisioneira por anos e finalmente conquistou sua liberdade ao chegar ao acampamento. Como a personagem precisa de experiência para poder continuar a história de sua reclamação em DiY, decidi fazer um treino breve como se fosse logo após a sua chegada ao acampamento. Espero que o narrador entenda.

Ficha: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t13024-ficha-de-reclamacao-para-deuses-menores

Arma
{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]

Habilidades
Nenhuma relevante




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Re: Arenas Gerais

Mensagem por 147-ExStaff em Qui 04 Out 2018, 23:13




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Hetton Feak

Pontos de experiência: 100 de 100 possíveis

    A não ser a falta que me fez um template em sua postagem, não tenho muitos comentários. Você escreve bem e desenvolveu seu personagem com perfeição. Parabéns!


Dimitri Romanov

Pontos de experiência: 90 de 100 possíveis

    É uma narrativa curta, Dimitri, que poderia ter sido melhor desenvolvida. Como player com aura sombria, me identifico com a situação que Romanov está passando, então, boa sorte com isso. No mais, parabéns!


Robin Moore Dayne

Pontos de experiência: 100 de 100 possíveis

    Sem muitos comentários a se fazer, excelente narrativa, muito bem desenvolvida. Parabéns!




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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Dionísio em Qui 04 Out 2018, 23:38




Avaliação



Resultado Silvia Royce

Parabéns Silvia, um post com o equilíbrio entre narrativa de ambientação e treino propriamente. Gostei.
Recompensa: 100xp

Resultado Kara Willians

Um post organizado e estruturado (só não curti muito o template, a letra fica pequenina, mas é bonito). Vou descontar só 1 pontinho por uns erros de digitação, pra revisar com atenção no futuro, tá?
Sem mais, gostei.
Recompensa: 99xp







ATUALIZADAS






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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Heron Devereaux em Seg 08 Out 2018, 14:45

Lightweight
29 de setembro de 1998

U
m sopro gelado de outono. O corpo o rejeita e a carne se encolhe em direção aos ossos. A partir daí qualquer movimento se torna múltiplas vezes mais difícil de ser executado. Heron tentou ignorar o pensamento. Travava uma batalha contra os músculos da coxa. Um pé de cada vez, ele tentava seguir o caminho que os pneus indicavam, pisando sempre dentro deles. Não seria tão difícil, se o acampamento não tivesse mergulhado numa neblina fria e esbranquiçada.

O sol ainda se espreguiçava por trás das colinas mais distantes, tentando resistir à tentação de não se levantar. No perímetro da arena, havia uma pequena trilha de pneus velhos. O objetivo era pisar no interior dos pneus e seguir a trilha dessa forma, até o outro lado. Heron falhava nesse objetivo porque era duplamente traído (uma vez pelos seus músculos e outra pelos olhos, barrados pela bruma). Já conseguia ver o fim da pequena trilha, quando sentiu o pé resistir aos comandos. O tênis ficou preso em um dos pneus, o corpo perdeu sustentação e o rosto foi de encontro à borracha dos pneus.

— Isso é ridículo. Tem certeza de que tem 16 anos? — era Elsie, a filha de Hermes, escondida entra as várias camadas de neblina. Tinha tomado o menino como aprendiz, enquanto ele estivesse hospedado no chalé 11. Assumiu o compromisso determinada a fazer de Heron um semideus exemplar. Mas não demorou muito pra perceber que o garoto tinha pouco ou nenhum talento pras coisas. De repente, Elsie tinha assumido uma personalidade mal humorada que gritava ordens e xingamentos com a mesma frequência que respirava. — Você tem o condicionamento físico da minha avó.

— Pode ser. Acho que herdei os olhos dela também. — respondeu, apoiando os cotovelos na borracha dos pneus. — Não consigo ver nada com a neblina.

— Eu consigo. Mas preferia não conseguir. — A silhueta desenhada na névoa. Heron quase podia ver o sorrisinho de desdém em seu rosto. Os olhos felinos da menina, faiscando de desprezo. Se estivesse próxima o bastante, os dois teriam se engalfinhado e, depois disso, seriam inimigos pelo resto de suas vidas. — Deixa isso pra lá. Vamos entrar, quero ver se é melhor com os punhos do que é com as pernas.

Ele se colocou de pé e os dois entraram na arena. A neblina do acampamento quase não chegava até ali. Mas o interior da arena era tão frio quanto a parte de fora. Ele pensou em como as coisas mudaram de forma abrupta em sua vida. Há um mês, suas únicas preocupações eram bater carteira nas ruas de Manhattan, fugir da polícia e conseguir a aprovação de seu pai. Era um semideus, desde então. Tudo o que parecia fazer tanto sentido já havia perdido valor. Elsie era sua nova figura paterna. Esforçava-se mais do que o normal para conseguir arrancar-lhe um sentimento que ela não parecia disposta a oferecer. No final das contas, nem sabia por que se sentia assim.

Ele afastou os pensamentos quando Elsie arremessou duas luvas de couro em sua direção. Tentou colocá-las nas mãos brancas, que as artérias já quase não conseguiam irrigar. “Não se preocupe com isso, o exercício vai te fazer bem.” Ele se aproximou de um dos sacos recheados de areia pendurados pela arena. Elsie colocou o peso de seu corpo contra uma das colunas e cruzou os braços. Os olhos fixos no garoto.

— Pode começar.

Punhos cerrados. Tinha quase certeza de que havia perdido a sensibilidade nas pontas dos dedos, porque já não reconhecia a aspereza do couro nelas. Não deu muita importância para isso. No instante seguinte, empurrou um dos punhos em direção ao alvo. O golpe foi bastante desastrado e ele sentiu todo o impacto do golpe subir até a altura de seu ombro. Nas ruas, a forma como se golpeava o inimigo de pouco importava. No final, era sobre quem apanhava menos. Ali, as coisas eram um pouco diferentes.

— Assim vai acabar se machucando — Elsie resmungou, enquanto se aproximava. Colocou suas mãos sobre as articulações do menino. Primeiro os ombros. — Relaxa. O saco de pancadas não vai revidar. — Depois, os cotovelos. — Mantenha-os flexionados até a hora de atacar. — Finalmente, os pulsos. — Na altura dos ombros e próximos ao corpo. Não fique girando eles como se fosse um menino de rua, ou vai acabar fodendo a articulação. Vai de novo — disse, apontando para o saco de pancadas.

Heron elevou os punhos. Tentou mantê-los ao nível do ombro. O queixo logo acima deles. Os cotovelos flexionados, como a menina havia ensinado. Uma camada de suor cobria o corpo dele e fazia a temperatura de seu corpo cair um pouco mais. Ele respirou fundo e se arrependeu no mesmo instante. Sentiu a árvore brônquica queimar como brasa, incendiada pelo ar frio. Apertou os nós dos dedos contra a palma de suas mãos com força e levou um dos punhos para a frente, mirando o saco de areia. Um golpe mais controlado, menos desastrado, mas, acima de tudo...

— Fraco. É pra bater, não pra fazer carinho. Parece que estou dando lições para um bebê. — Elsie voltou para a coluna onde ela apoiava o corpo. Os braços cruzados e uma expressão no rosto que indicava que estava prestes a desistir. — Olha, garoto, tá melhorando. Mas bate com vontade.

A ideia era boa, mas, como eu disse, o frio aumentava, a carne se enroscava nos ossos e os movimentos iam perdendo a força.

— Não podemos fazer isso mais tarde?

— Não.

— Por quê?

— Porque quero que faça agora, seu merdinha. — O olhar felino de Elsie em chamas. Heron sabia que a discussão acabava ali.

Os punhos se fecharam outra vez. Sentiu o cheiro do couro das luvas, quando ele as aproximou de seu queixo. Os insultos da filha de Hermes costumavam ter um efeito positivo no menino. Daquela vez não foi diferente. Os olhos estavam fixos no saco de areia, quando ele empurrou um punho para frente, com força. Sentiu a força partir do ombro. Mas, dessa vez, o golpe era amortecido pelos cotovelos arqueados. Repetiu o ataque, com o outro punho. O couro da luva atritava contra o do alvo, toda vez que o acertava. Devia sentir dor, mas, àquela altura, já não sentia mais nada. De repente, entrou num frenesi. Um soco após o outro. O suor formava uma nova camada em seu corpo, empapando a camisa do menino. Os golpes ininterruptos continuaram.

O saco de pancadas balançava para frente e para trás, estimulado pelos socos que o semideus lançava contra ele. O corpo preso no movimento contínuo, enquanto a mente se afastava da realidade e, de repente, o saco de pancadas havia se transformado no único culpado por tudo de ruim que já aconteceu na vida do semideus. Talvez, pensava o menino, se conseguisse espancar o saco de pancadas o bastante, aí conseguiria arrancar a aprovação que ele tanto queria de Elsie. Era um pensamento bobo, mas a mente delirante se agarrou a ele com todas as forças.

Ele permaneceu assim por alguns instantes, até ser interrompido.

— Tá bom, já chega — Elsie havia abandonado a coluna em que se encostava. Suas mãos pequenas tocaram os braços do rapaz, transmitindo-lhe um pouco de calor. — Vamos descansar um pouco. Você não parece muito bem. — Ela tinha esse poder extraordinário de partir de uma treinadora abusiva para uma melhor amiga superprotetora num breve piscar de olhos. Heron a admirava por isso.

— Você acha? — respondeu, afastando-se dos devaneios. Uma nota de ironia nas palavras. — Cuidado, alguém pode achar que você está preocupada comigo.

— Eu estou. Mas tem razão. Não quero que ninguém perceba. Tenho uma reputação a zelar. — Elsie brincava, enquanto examinava o rosto, as mucosas e a pele do menino. — Tá com uma aparência péssima. Talvez esteja doente. Vamos procurar um lugar quente pra você, antes que desmaie ou coisa pior — ela disse, agarrando o pulso do semideus e arrastando-o em direção à saída.

— E o treino? — Perguntou. Mas a verdade é que não dava a mínima para ele.

— Já evoluiu o bastante hoje.

— Eu tento. Tenho medo de decepcionar minha treinadora.

— Não se preocupe com isso. — Ela tinha aquele sorriso que irritava Heron estampado no rosto, quando completou o pensamento. — Você já a decepciona todos os dias.

Considerações:
O treino é um flashback, em 1998.
Nas orientações fala que é permitido treino de combate corporal. Nos horários, ele já não cita isso. Mas acredito que fique dentro do treino com armas brancas. Perdão se não for permitido.
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Re: Arenas Gerais

Mensagem por 147-ExStaff em Seg 08 Out 2018, 15:28




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Pontos de experiência: 100 de 100 possíveis

    Eu nem imagino quão difícil possa ser narrar um personagem de nível baixo, sem ego, orgulho ferido ou não ou ainda sem tanta malícia pra combates, depois de tanto tempo High Level, mas você fez isso com maestria. Narrativa excelente, cumprindo os objetivos necessários. Parabéns!




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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Maëve Fritsch em Ter 09 Out 2018, 09:55

Wake up
Treino matinal
Acorda, princesinha um sopro gelado fez a filha da Morte acordar abruptamente, sentindo todos os pelos de seu corpo se eriçarem. Não era uma reação incomum ou pela primeira vez sentida, uma vez que sempre ouvia aquela maldita voz ao pé de seu ouvido. Ela, e mais umas vinte vozes.

Suas unhas foram instintivamente até a parte interna do antebraço, coçando com violência, enquanto levantava-se da cama um pouco cambaleando. Os cabelos negros estavam desgrenhados, atrapalhando um pouco sua visão enquanto chutava o pé de uma cama. — Maldição. — murmurou enquanto sentia o braço arder pelos arranhões. — Você é perturbada né, garota. — uma loira passou arqueando as sobrancelhas para Maëve.

Arqueando ligeiramente o corpo, passou rapidamente as mãos pelos cabelos desgrenhados, tropeçando mais uma vez ao sair do chalé, recebendo em cheio na cara os raios solares intensos. Que maldita hora seria aquela? Fungou antes de puxar o capuz por cima da cabeça, enfiando as mãos nos bolsos do moletom, segurando o cabo da pequena faca que havia ganho quando adentrou o acampamento. “E descobriu seu belo destino” outra voz irritante ressoou em sua cabeça.


Não fazia uma semana que havia chegado ao acampamento meio-sangue. Sua chegada não teve em nada de diferente da chegada da maioria dos semideuses que estavam ali. Fugindo de monstros e blábláblá. Mesmo que a descoberta que sangue divino corria em suas veias pudesse explicar o fato de sempre ouvir vozes e ver vultos, não a deixava melhor. Muito menos fazia com que as cicatrizes em seus pulsos desaparecessem. Ou fizesse que os outros semideuses a olhassem como se fosse uma aberração.

Maëve estava acostumada, na verdade, com os olhares e cochichos sobre si. Por isso, evitava sempre de conviver muito em sociedade, odiando o fato de a terem colocado em um chalé onde haviam outros semideuses que não fossem seus irmãos. Mesmo que se tivesse com “irmãos” (o que soa estranho na cabeça dela) melhorasse sua convivência.

Sentiu o frio da lâmina quase lhe cortar, a fazendo acordar de seus devaneios e perceber que estava parada no meio da arena de treinamento. Muitos semideuses já empunhavam suas armas de longa e curta distância e faziam treinos entre si, ou com espantalhos ou outros equipamentos estranhos para a menina.

Não tinha a menor intenção de aprender a usar armas, mas após aquele ataque e tantas outras histórias, parecia ser sua única saída. Aprender a se defender. “Bem que lâminas podiam funcionar contra espíritos” pensou com desgosto ao caminhar até uma área mais afastada dos demais, erguendo os olhos e encarando um espantalho todo remendado, caindo aos pedaços.  — Parecemos meio iguais, você não acha?  — murmurou pra ele, sorrindo com o canto dos lábios enquanto abaixava o capuz e tirava a faca de dentro do bolso.

Analisando-a mais de perto, não parecia ser realmente uma faca muito imponente. Seu cabo era feito de madeira, enrolado em couro e parecia confortável ao segurar. Sua lâmina era de algum material que Fritsch não tinha conhecimento, mas não era muito pesada. Sua lâmina era de corte duplo, o que devia ser bom, pensou consigo. “Por que você se engana achando que sabe de alguma coisa?” um sussurro congelante a fez fechar os olhos e respirar fundo, passando o dedo levemente sobre o fio da faca, com um arrepio um filete de sangue escapou.

Afastou ligeiramente os pés, pondo um mais a frente que o outro e respirou fundo duas vezes antes de abrir os olhos e encarar o espantalho. Viu nele o monstro que a atacou, viu também os espíritos que a atormentam desde a infância. Os lábios foram entreabertos enquanto segurando com firmeza a faca, apontou-a à frente do corpo. Movimentou o braço em um semi arco no ar, avançando lentamente contra o boneco, semicerrando os olhos e espetando seu peito. Não tinha aptidão pra isso.

Voltou dois passos e tentou se concentrar naquilo, fazendo um arco mais firme no ar, a faca fez um desenho completo antes de rasgar as finas palhas de baixo para cima. Retrocedeu novamente antes de limpar a mão suada no moletom e voltar a segurar firmemente a arma. Olhou de soslaio para os outros semideuses para tentar copiar seus movimentos. Dois passos para a frente, incline o corpo e ataque.

Retroceda.

Um passo para o lado, troca a arma de mão e defende o corpo com o braço livre, enquanto a lâmina cortava o ar para cima. Retroceda. Toma uma distância do espantalho enquanto arfava pesadamente pelo esforço e pelo sol quente que fazia, iniciando uma mini corrida enquanto não tirava o olhar de seu adversário, inclinou o corpo rapidamente para frente derrapando na areia fina do lugar, segurando o boneco com uma das mãos, cravou a faca onde seria seu pescoço.

Arfante, deixou-se cair sentada enquanto olhava para a faca cravada. Naqueles minutos em que treinava, não ouviu ou viu nenhum espírito a perturbá-la. Tudo estava quieto. Não aceitava ainda muito o fato que seu verdadeiro pai era um deus. Da morte. Mas a remeteu que talvez ele estivesse olhando por ela naquele instante, a deixando em paz sem precisar se machucar.
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Re: Arenas Gerais

Mensagem por 147-ExStaff em Ter 09 Out 2018, 10:19


Maëve Fritsch




    Gostei sim. Da introdução, da perturbação da Maëve e da confusão que isso gera. Foi um treino maravilhosamente bem escrito, parabéns. Eu só notei uma coisinha, que não vai te tirar pontos não, mas é uma correção pro futuro. Thanatos não é o deus da morte. Thanatos é a morte, a personificação da morte. No mais, parabéns!


PONTUAÇÃO:

— Coerência: 50 de 50 possíveis
— Coesão, estrutura e fluidez: 25 de 25 possíveis
— Objetividade e adequação à proposta 16 de 15 possíveis
— Organização e ortografia 10 de 10 possíveis
Total: 100 pontos (multiplicador = 1): 100


    Recompensa: 100 XP's



ATUALIZADA




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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Samuel Weiss Hathaway em Qua 10 Out 2018, 14:47

Segui um grupo de semideuses até um armazém com alguns itens guardados, como espadas de lâmina dourada e lanças com pontas bem afiadas, porém o instrutor do treinamento ordenou que pegássemos apenas as espadas, afinal de contas era o primeiro contato de grande parte do comboio com armas. Eu ainda entendia com dificuldade todo o lance de ser filho de algum deus grego que nunca quis saber de mim, só que de repente eu cresci e sou caçado por um monstro e sou obrigado a treinar para me proteger, tudo por causa de um infortúnio romance dos meus parentes.

Ainda era cedo, logo meu corpo ainda sentia uma pontada de preguiça, mas até que poderia ser divertido praticar com uma espada, caso seja como usar cabos de madeira para fingir que era o Skywalker numa épica batalha de rua do Guerra das Estrelas versão gueto do Brooklyn. O orientador da atividade nos conduziu até bonecos com peitorais e elmos metálicos, que seriam nosso alvo de ataque, só então disse:
- Bom dia todos, como bem sabem, todo semideus precisa saber se defender para sobreviver num mundo onde somos caçados. Por isso estão aqui, nessa aula de esgrima básica. - Comentou o instrutor, desembainhando sua própria espada e apontando para os bonecos. - Esses bonecos serão o alvo de seus golpes, de início vão experimentar espetar o inimigos fictícios, para treinar estocadas, estarei observando e corrigindo possíveis erros, porém primeiro irei demonstrar.

O campista mais experiente se aproximou de um dos bonecos, girando o corpo e estendendo o braço num golpe direto, fazendo com que metade de sua espada penetrasse na couraça do objeto de madeira e uma fenda enorme ficasse ali, demarcando a região do golpe. Fiquei surpreso com a força do ataque e temeroso se eu conseguiria fazer algo daquela forma um dia, só de pensar que tudo aquilo estava sendo feito por quê eu poderia depender de uma espada para sobreviver, era uma pressão bem de leve para aprender o mais rápido possível.

Não demorou para começarmos a treinar e foi um show de horrores no início. As espadas mal arranhavam as couraças, como se estivéssemos desenhando nas placas no tronco do alvo, só que estava nítido que estávamos errando. Até mesmo eu percebia que tinha algo errado, a ponta da minha lâmina apenas amassava a armadura, porém o instrutor logo chegou perto e me orientou:
- Samuel, não é?
- Sim, sou eu… Acho que estou fazendo errado.
- Na verdade o seu corpo está parado demais. - Falou o professor do momento. - Gire a cintura e impulsione o corpo com as pernas para o ataque ser mais forte. Não é só o braço.

Afirmei com a cabeça entendendo mais ou menos o que ele havia falado, por isso, os próximos ataques eu usei o corpo para lançar o golpe com muito mais força e foi nítido o resultados. Depois de algumas tentativas e tempo, todos aplicavam estocadas mais poderosas, que começavam a abrir fendas no metal e danificar mais o boneco, sendo que logo o treinador interrompeu aquela atividade para demonstrar outro estilo eficaz de movimento. Diferente de perfurar, agora nosso desafio era descrever cortes diagonais que desenhavam círculos antes de talhar o alvo.

Talvez por perceber o nível inicial dos campistas, fez questão de atentar cada um para o posicionamento das pernas, para estarem firmes e dando equilíbrio ao espadachim, dica que já deu um outro nível no treinamento. Depois de alguns minutos fazendo tantos cortes e notando que só melhoravam minha mira e desempenho, comecei a alternar os golpes, arcos e estocadas e sob o comando do instrutor, dar alguns passos de lado antes de cada ofensiva, já que movimentação era essencial em qualquer luta, já que um agressor estático gera abertura para um contra-ataque eficaz.

O treino durou enquanto tínhamos fôlego, porém ao passo que os campistas foram parando, diminuindo o ritmo das repetições e a intensidade, o instrutor pediu que todos parássemos, tomássemos uma água e guardássemos as espadas, sendo que já estava marcado que estaríamos na próxima aula para elevar um pouco o nível de periculosidade. Depois de depositar o item na sala de armas, fui para o chalé de Hermes para tomar um banho e tirar uma soneca.
Samuel Weiss Hathaway
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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Dionísio em Qua 10 Out 2018, 15:52




Samuel Weiss Hathaway



Resultado

Pontos de experiência: 80 de 100 possíveis.

Samuel, como disse no treino de canoagem, penso que seu treino poderia ser um pouco mais desenvolvido, porém ele tem um clima leve e isso é bom. O que posso te recomendar, além do que já foi dito antes, é que releia seu treino com calma e atenção antes de postar. Assim conseguirá você mesmo perceber o que dificulta a compreensão, algumas vezes.

É importante ler como se fosse o texto de outra pessoa, como se fosse a primeira vez. Assim você não seguirá a linha de raciocínio que utilizou na hora de escrever.

Boa sorte!


ATUALIZADO




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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Vincent V. Valentine em Qui 11 Out 2018, 11:55


Os ventos suaves que invadiam o chalé de Hermes vinham ao meu encontro me desejar um bom dia como todo a manhã desde que nasci. Já estava acordado, apenas observando o teto do local um tanto quanto pequeno se comparado com os outros chalés dos deuses maiores, mas eu não ligava. Alguns dos semideuses já estavam acordados, outros ainda desmaiado em suas camas e uma minoria já estava fazendo algo no meio do acampamento. Eu era um dos que ainda se mantinha deitado embora acordado. Não sabia bem o que fazer logo pela manhã, não até escutar duas pessoas conversando na cama ao lado. Não pude deixar de escutar, estavam falando alto por sinal como se quisessem acordar o restante do pessoal, mas a ideia que eles mencionavam me fez levantar da cama. Treinar, uma boa maneira de começar o dia. Meu corpo ao longo dos dois anos que estava ali foi se fortalecendo, treinava bastante para sobreviver aos perigos que haviam fora do acampamento e isso era uma das prioridades. Vez ou outra recebia cartas de minha mãe, ela que agora conhecera alguém legal o bastante pra cuidar dela enquanto eu não posso. Isso me deixava feliz. Voltava aos meus pensamentos sobre a tal arena, já tinha ouvido falar dela mas não ia nela. Meus treinos eram mais ao ar livre com os fortes ventos me tocando o corpo inteiro. Naquele dia seria diferente.

Não demorei a chegar, avistava alguns campistas passando de um lado para o outro em meio ao percurso mas evitando de conversar me limitando a um cumprimento mínimo como bom dia, ola ou oi, ainda não os conhecia direito para aprofundar relações de amizade. Logo alcancei o local de treino. Em seu interior pude ver a quantidade de armas de todos os tipos deixadas em um canto próximo a entrada, logo mais a frente um bocado de alvos marcados com tinta prontos para serem atingidos, interessante. Avancei até os armamentos, seria um pouco difícil para mim pois nunca tinha colocado a mãe em um a não ser minha faca, ganha assim que cheguei no acampamento. Fora isso, eu era péssimo. Demorei alguns minutos observando cada detalhe das armas, as segurava com a destra sentindo seu peso, sua textura e procurando manejar um pouco afim de saber o que era melhor para mim. Cheguei aos arcos, um deles foi o que mais me chamou a atenção pela beleza e sua sutilidade, sua leveza era impressionante facilitando o manejo. Até os menos afortunados conseguiriam usa-lo, isso incluía a mim também. Então o peguei. Junto a ele vinha uma aljava com algumas flechas de madeira, própria para os treinamentos. As posicionava nas costas como um arqueiro se acostumava a fazer e parti até os bonecos de treino me posicionando a frente deles pronto para o inicio do exercício.

Minha destra seguiu até uma das flechas enquanto a outra segurava o arco em seu centro. Posicionada na arma puxei sua corda até aonde conseguia usando de toda a minha força para tal ação trazendo até a mim. Meus olhos focaram o centro do boneco, minha respiração se aprofundou enquanto meu corpo relaxava. Me preparava para o tiro, esse que não foi como eu esperava. Meus dedos soltaram a corda, meus olhos miravam o ponto certo, porém a flecha em si colidia com a parte mais abaixo do centro. "Droga! Pensei abaixando o arco enquanto puxava uma certa quantidade de ar para me tranquilizar após o erro. Analisava o ocorrido e em pouco tempo via o que estava errado. "Vamos mais uma vez. Novamente, o arco apontado para o alvo central enquanto sua munição alcançava sua corda sendo puxada pelos meus dedos com tamanha força que os mesmo ficavam vermelhos. Mais uma vez disparei. Nada, acervava o ponto mais abaixo do centro embora fosse um pouco mais acima do anterior.

A ansiedade me afetava naquele momento. Suspirei procurando me acalmar me dirigindo até o boneco afim de buscar as flechas já lançadas. Havia algo mais atrás deles, eu não tinha visto ao chegar então fui até lá. Uma placa com informações de como usar armas. Logo abaixo se encontrava a que eu estava usando e isso me ajudaria pelo visto. Li atentamente a descrição a cerca de alguns minutos até perceber o que eu fazia de errado. "Entendo. Voltei ao ponto principal já com aquilo em minha mente me preparando para a terceira tentativa. Arco a minha frente e munição já colocada em sua corda puxei com dois dos dedos a mesma até a mim, usava de toda a minha força. Aprofundei minha respiração deixando os olhos focados no centro do boneco, erguia um pouco mais a arma cravando em um ponto mais acima como estava sendo dito na placa lida anteriormente, e naquele momento soltei. "Isso!" Embora não tenha acertado o ponto que queria percebeu a melhora significativa, pois atingira proximamente.

Aprofundei a respiração mais uma vez voltando o arco na direção do alvo a minha frente. Contava a distância deduzindo a mesma enquanto puxava a corda do objeto contra meu peito. O erguia um pouco mais, acima do que havia feito antes. Meu corpo todo relaxava, buscava me tranquilizar afim de atingir o centro desta vez. "Um, dois, três." Contei mentalmente em meio a uma profunda respiração que me preparou mentalmente para a ação a seguir. Larguei, e assim a munição se esvaiu do armamento rumo ao centro do boneco. Ouvi o barulho do choque e em seguida o ponto em que ele atingiu. "Bom! Conseguia, por pouco mas logo ouvia meu nome ser chamado e por isso segui para fora do local após guardar o equipamento.


HP: 100/100 MP: 100/100


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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Dionísio em Qui 11 Out 2018, 12:35




Vincent V. Valentin



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Vincent, achei tua narrativa um pouco pesada e acho que isso se deve principalmente pelos parágrafos excessivamente longos. O ponto positivo é que deixaste todos eles com um tamanho semelhante, mas aconselho que você os reduza. Facilita a leitura.

Outro conselho que preciso te dar é que faças uma revisão no uso das conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto). Elas sempre são precedidas de vírgulas e, mais de uma vez, as vi colocadas em sentenças sem vírgula. Isso prejudica a fluidez.

Ah, mais uma coisa, e esta já servirá de conselho também para a sua missão: coloque pensamentos do personagem, faça ele ter vida, emoções, casualidades, manias. Isso tudo ajuda a dar alma para ele e torna a narrativa muito mais viva!

De modo geral, gostei em como descreveu a dificuldade inicial do personagem e da pequena evolução que ele mostrou. Boa sorte em seus próximos treinos!

Pontos de experiência: 80 de 100 possíveis.


AGUARDANDO ATUALIZAÇÃO





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Re: Arenas Gerais

Mensagem por 146-ExStaff em Qui 11 Out 2018, 16:05



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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Raul Gutierrez em Sex 12 Out 2018, 00:14



(el bato se emputó)
páginas perdidas.


Talvez por ser filho de Hades, estava em seu sangue o respeito às criaturas infernais. De tantos espíritos lamuriosos que já escutara, de tanto contato com o inferno que já tivera, de tantas tradições mexicanas voltadas aos mortos que conhecia, Raul se sentia confortável o suficiente para questionar as diretrizes de um instrutor de combate a monstros. Não deveriam matar cães infernais a rodo, era sua reclamação ao encontrar os animais enjaulados, prontos para serem mortos. A si, parecia uma luta inválida: os monstros se viam bem enfraquecidos comparados aos do mundo real, então nem a desculpa de "preparar para combates a sério" deveria ser usada.

Mas era. E, por isso, ele estava engolindo areia agora.

— Levanta, mandou-o o rapaz pálido, de cabelos loiros, braços forçados pelos treinamento, mais experiente em anos de Acampamento, senão também em de vida, que eu não bato em gente caída.

— Mas sim em cães infernais, provocou-o o filho de Hades, erguendo-se armado apenas de sua teimosia, já que a adaga caíra em algum lugar à sua esquerda depois de tomar o primeiro ataque.

Como se suas palavras ativassem um dispositivo de ataque no instrutor, Raul teve que aparar uma espadada contra suas costelas ao abaixar-se um pouco e apará-las com a armadura de couro emprestada do arsenal. Tivera que ajustá-la infinitamente, e ainda estava um pouco grande, mas servia bem contra o lado chato da lâmina — era perceptível como o semideus mais velho utilizava de manobras não-fatais.

Armado de uma espada de metal, ataques cortantes eram a escolha mais sábia. No entanto, o alemãozinho ali se focava em bater com a parte chata ou o cabo. Chegou a cutilar seu oponente na barriga, uma vez, como esgrima; não passou, entretanto, de um aviso. Naquele momento, Raul estava chegando demasiadamente próximo com sua adaga, que cortara uma fina parte da blusa ligeiramente larga por cima das amarras da armadura de metal alheia. Em resposta, recebera um golpe forte na mão, soltando aquela estúpida adaga e tendo que se defender apenas com os punhos.

— Sabia que eu não luto normalmente com uma espada?, informou o monitor, tomando alguma distância de Raul. Alguns outros discípulos, para não perder a elegância, do rapaz, cuja pele bronzeada contrastava com seu corte estilo militar, riram em concordância. — Eu uso um arco, e soltou a lâmina no chão de areia batida. Alguém lhe jogou um arco e flecha, que mirou no solo logo à frente de Raul, dois ou três passos de distância. — É um aviso, mas deixou a arma. — Passa, e isso aqui, comentou cerrando os punhos, te aguarda.

Obviamente, a teimosia de Raul não pensou duas vezes.

Tentara dar o primeiro soco, mas a postura defensiva do rapaz era boa. Dificilmente arqueiros treinavam mais que sua mira, na concepção do filho de Hades, mas aquele ali passava algum tempo no ginásio. Seus braços eram fortes e aguentavam bem o tranco que as mãos de Raul, treinadas apenas pelas ruas e pelos filmes hollywoodianos, proporcionavam. Enquanto ele atacava com ódio, a defesa do instrutor era calculada, minuciosa, até mesmo precisa, de certa maneira — como, aliás, arqueiros precisam ser.

Dizem que ninguém pretende ganhar nada com o primeiro soco; serve, apenas, para medir forças. Por isso, quando o loirinho atacou pela primeira vez e Raul desviou a direção do golpe com seu braço direito, ele soube que não estava no mesmo nível que o instrutor. Aquele não era o estilo de luta principal dele, mas seguia dando uma lição bem dada no novato. O mexicano se esquivou de outro punho ao quase agachar-se e tentou uma rasteira, sem sucesso.

Em contrapartida, pulando sobre sua perna, o filho de Apolo chutou areia no rosto do outro semideus, que a cuspiu novamente. Distraído, foi alvo fácil de um pisão na canela e, ao inclinar-se por conta da dor, ter o lábio acertado pelo punho alheio.

Mackenzie, a husky de Raul, latiu. Desvencilhou-se da coleira e avançou contra o rapaz mais velho. Experiente, ele apenas se afastou do filho de Hades e ergueu os braços como se fosse inocente. A cadela mais ladrou que mordeu, parafraseando aquele famoso ditado, permanecendo próxima a seu dono.

— Tudo bem, garota, fez-se ouvir. Abraçou-se ao pescoço dela, que seguia fuzilando o instrutor com seus dois orbes claros. — Tudo bem, e segurou-a com carinhos e afagos por seu pelo.

— Experimenta criticar de novo meu trabalho, ameaçou-o, e sua cachorra aí vai pra uma daquelas jaulas.

Mackenzie latiu.

— Shh, pediu-a. — Junto, Mackenzie.

Ela se acalmou, e o loiro afastou-se vitorioso, sendo louvado por seus babacas de estimação.

Raul suspirou fundo e deixou o peso do corpo cair para trás, levando a mão direita aos lábios: primeiro, para conferir se havia sangue ali; depois, para protegê-los das lambidas violentas de sua cadela.

[actualización de bitácora de viaje. empezar transmisión. entrada dos. hici una pendejada hoy. por cuenta de los animales que son usados en los entrenamientos, me meti en una pelea con el instrutor de combate, y ahora me toca aceptar su desafío en la arena. ojalá no vaya para detención. encerrar transmisión.]
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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Eos em Sex 12 Out 2018, 00:47




Avaliação



Raul Gutierrez


Estou apaixonada. Deuses! Não que a presença da Mackenzie tenha algo a ver -q
Falando sério, eu gostei bastante da sua narrativa e já estou até mesmo ansiosa para ler mais coisas sua. Espero que já esteja pensando em uma DIY para oficializar a Mackenzie com você, semideus! Parabéns!


Recompensa: 100 de 100 possíveis.


ATUALIZADO




Eos
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Re: Arenas Gerais

Mensagem por Robin Moore Dayne em Sex 12 Out 2018, 02:53


Crossing Swords

Treino de espadas à noite com espada do arsenal.

E
spadas nunca foram o meu forte. Sempre preferi adagas. Elas podiam ser atiradas nos inimigos mais ao longe e também eram bastante furtivas em uma batalha corpo-a-corpo por serem pequenas, leves e fáceis de manejar. Eu nunca me importei muito em aprender a usar uma espadas. Até agora.

O bom dos treinos noturnos era que eram os mais vazios. A maioria preferia passar as horas que lhes restavam antes de se recolher nos chalés para visitar a praia, cantar na fogueira e passear por entre o campo. Eu já fui um deles. Agora eu tinha outras coisas em mente, e por isso, pela primeira vez em dois anos que estou aqui, finalmente peguei uma espada no arsenal.

Eu a brandia levemente para avaliar seu balanço. Era mais pesada do que parecia, mas ainda possível de se carregar em uma única mão enquanto um dos monitores me aguardava, já pronto para me auxiliar. Eu sempre via as outras pessoas treinando, então todo o meu conhecimento de como manejar uma espada se resumia a copiar os movimentos que eu lembrava, então me postei com as pernas em paralelo e o tronco de frente para o rapaz, que elogiou minha posição, corrigindo apenas a altura dos ombros.  — Está muito tenso, relaxe os ombros, precisa de mobilidade total dos braços pra atacar e defender.

Fiz como ele explicou e assim que ele balançou a cabeça, me dando permissão para dar o primeiro ataque, brandi a espada em um corte diagonal para a esquerda e avançando, ao que ele respondeu desviando-se para trás, usando sua própria espada para bloquear o ataque. Ele resistia e também passei a aplicar mais força, tentando desarmá-lo. Ele sorriu, me congratulando. — Atenção aos pés. Mantenha-os firmes. — Nem bem ele havia terminado a sentença e tentou avançar contra mim. Despreparado, meus reflexos não foram o suficiente para bloquear sua ignição e a lâmina de sua espada desceu contra o fio da minha. Ele girou enquanto eu perdia o equilíbrio para frente e me segurou pelo braço. Pude sentir o metal frio contra minha nuca. — E você tá morto.

Ele me soltou assim que me estabilizei e consegui abrir um sorrisinho. — É mais difícil do que parece. — Admiti, voltando à minha posição original. — De novo? — Pedi. Ele assentiu e repetimos os mesmos movimentos, mas dessa vez consegui firmar meus pés no solo de terra assentada da arena e ele fez um sinal positivo, girando a espada agora para cima, liberando a pressão contra o metal em minhas mãos e tentou me atacar. Bloqueei com os reflexos o golpe que vinha pela lateral e dessa vez não houve o embate entre fios travados, ambos recolhemos as espadas e tentamos atacar novamente. Era difícil me movimentar da maneira certa: para frente e para os lados com golpes rápidos e certeiros tendo que desviar e bloquear ataques. Fui vencido quatro investidas depois, quando não fui rápido o suficiente para arrastar os pés para o lado, permitindo que ele me acertasse, se quisesse, o que obviamente não o fez.

Morto de novo. Vamos focar em como você ataca, tá bem? — Ele começou a explicar que eu fazia movimentos muito longos e isso tomava tempo. — O arco com o braço precisa ser curto e rápido. Não precisa dar a volta toda. — Ele demonstrou uma sequência de três movimentos. Para frente na diagonal, um giro rápido com o pulso para o lado e uma investida para empalar. — Percebeu que eu não girei o braço todo? — Ele suspendeu meu braço na posição de ataque e pediu para eu tentar girar apenas o antebraço e o pulso. Percebi naquela hora como a espada era pesada e precisava ter o balanço certo, ou então eu poderia me machucar com a força do metal puxando o braço para baixo.

Continuamos por alguns minutos treinando as posições e a sequência básica dos três ataques antes de iniciarmos um combate de treinamento mais uma vez. Dessa vez, quando ele bloqueou meu primeiro ataque, consegui girar o braço antes de prendermos os fios das lâminas e desferi o segundo ataque à sua lateral esquerda, mas antes de atingi-lo, ele partiu para o empalamento, pulando o segundo ataque. — E morto de novo. Nunca espere que o adversário vai seguir a ordem os ataques, você precisa aprender a mudar de estratégia lendo os movimentos do oponente. Mas por hoje, chega. Posso te ensinar isso amanhã.

Concordei, já estava ofegante, mas já havia progredido um pouco, consegui dominar a sequência básica, já era melhor do que nada.

Thanks to Todd

Robin Moore Dayne
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Re: Arenas Gerais

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