Ficha de Reclamação para Deuses Menores

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Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 12:58


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus menor.  Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses menores disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 

   
   
 
 

   
 
 

   
 
 
   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   



   


   
   


   
   


   

DeusesAvaliação
DeimosComum
DespinaRigorosa
ÉoloComum
EosComum
ÉrisRigorosa
HebeComum
HécateRigorosa
HéraclesComum
HipnosComum
ÍrisComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
NikéComum
PhobosComum
PerséfoneRigorosa
SeleneComum
TânatosComum
TiqueComum




Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador — caso este tenha apresentado ao menos uma dificuldade combativa na narração. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Maisie De Noir em Sex 21 Jun 2019, 23:00


Avaliação



Aaron Kinkle — Aprovado


Olá, Aaron! Não tenho muito o que comentar sobre a sua ficha. Foi boa, um pouco confusa, mas não teve nenhum erro que saltasse aos olhos. Achei interessante a história do seu personagem e acredito que seja do seu interesse saber mais sobre os Patrulheiros de Têmis, um de nossos grupos extras, que se encaixa perfeitamente na sua trama. No mais, parabéns!

Qualquer dúvida ou reclamação, não hesite em entrar em contato. Boa sorte!



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Éolo em Sex 21 Jun 2019, 23:18



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Jason Jordan em Seg 24 Jun 2019, 15:07

Obs: Não consegui fazer no template padrão pq fica aparecendo: "Você não tem permissão para postar links externos e e-mails."

— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamado por Héracles pois, além de ser um dos primeiros "heróis" que conheci, creio que seria um bom desafio criar meu personagem, com todas suas dificuldades, sendo filho dele.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Ele é um jovem alto (1,80) com um corpo definido, braços largos e pernas grossas, tem olhos claros e cabelo ondulado. Tem uma barba rala que muitas vezes esquece de fazer, usa brinco e um piercing na orelha direita.  
 
Características Psicológicas: Jason é um garoto problemático, além da imperatividade, TDAH, é um tanto quanto impulsivo e irritadiço, mas há quem diga que ele é gentil e protetor. Gosta de admirar o céu e de corridas, seja de carros, motos ou pra manter a forma, geralmente lida com problemas ou algumas situações com ironia ou bom humor.

— História do Personagem:

Mais um dia maçante estava terminando, aquela espelunca de igreja que aqueles refugiados chamavam de lar estava cada vez menor, acontece que depois da morte de minha mãe, da fuga do orfanato e do lar adotivo, encontrei uma igreja abandonada, mais uma obra incompleta em um bairro periférico e o que seria apenas uma noite acabou se tornando minha moradia. Depois de alguns anos mendigando, arrumando bicos e até roubando para sobreviver você acaba conhecendo novas pessoas, pessoas com histórias tão ruins ou piores que a sua, que te fazem pensar: "Nossa, a vida é uma vadia, uau" mas não sou nenhum tipo de benfeitor ou algo do tipo, as pessoas que estão aqui me ajudaram quando precisei e não é como se a igreja fosse minha, também era bom ter ajuda para juntar comida e bom, nem sempre estava "100%" para vigiar a entrada ou ir "trabalhar".  
 
Atualmente erámos 5 pessoas na igreja, eu ficava no segundo andar e dormia no parapeito de uma janela grande que tinha, considerava um privilégio mas eu fui o primeiro a chegar ali e também eu que mais arrumava bicos, por algum motivo sempre fui forte, pelo menos, mais forte do que aparentava e eventualmente conseguia alguns trampos carregando móveis e sacolas de compras para lojas e mercados.  Lua era a mais velha entre nós, tinha 20 anos e era tatuadora, entregamos folhetos juntos uma vez e descobri que ela tinha perdido a casa e os bens em um golpe e eu queria uma tatuagem, então toda vez que ela quer ou precisa, ela dorme na igreja em troca da minha tatuagem de Leão no ombro direito, além de outras coisas. Os parceiros Vlad e Tom eram artistas, faziam improvisações, peças, cantavam e dançavam, além de trabalharem em uma concessionária de motos, o que era bem legal sempre adorei motos, eles não dormiam lá sempre, geralmente iam nos finais de semana ajudar com alimentos e diversão, sempre era uma festa com eles, eu os conheci em um momento delicado, eles estavam fazendo um protesto artístico na rua e alguns policiais começaram a agredi-los, aquele dia foi louco, paramos na delegacia mas criamos uma amizade e tanto. Por fim Jessy, uma garota de 15 anos, baixinha, mas com um olhar sério, ela “descobriu” a igreja sozinha e só a acolhemos.

Depois do acidente de minha mãe tenho tido vários pesadelos, não apenas com o acidente em si, cenas do carro capotando, flashs da briga que tive com ela, comecei a sonhar com um acampamento, mas não era um acampamento comum, uma espécie de portão estranho marcava a entrada dele e em um desses sonhos, na madrugada para meu aniversário de 18 anos para ser exato, eu me vi no topo de uma colina na frente desse mesmo portão e um homem alto, mais alto que eu, forte, com cabelos castanhos claros e uma barba bem feita me esperava dentro do portão, tentava dizer algo mas minha voz não saia ele também não falava nada apenas ficava parado em posição desafiante, com os braços cruzados e um olhar sério talvez esperando algo e então acordava, sentindo culpa pelo acidente e dor de cabeça por não conseguir dormir direito. Com certeza dormir era pior parte do dia pelo menos Lua me ajudava com isso, confessava que não me orgulhava de muitas decisões que já tomei e nunca fui ou dependente do que usava, mas as vezes não sentir nada era melhor do que sentir, por isso Lua me ajudava, ela conhecia pessoas que forneciam e me ajudava com algumas dosagens.  

Acordo no meu aniversário ainda meio grogue, quando param de fazer efeito fico extremamente indisposto, além da dor de cabeça, de sentir meu corpo fraco e meus dedos tremendo, me sinto como uma grávida, exceto pela falta de apetite. Demoro algumas horas para sair do parapeito, respirando fundo e reunindo o máximo de força possível, me levanto e desço os degraus, vejo Jessy e Lua se arrumando para sair quando um barulho de gindaste começou a ecoar, os sons começavam a ficar mais altos gradativamente, olhava ao redor da sala pensando que talvez estivesse alucinando e então percebo as garotas se abraçando com medo, o som ficava mais alto e quando percebo o que vai acontecer tento alerta-las: “Cuid...” fui interrompido por uma bola de demolição arrebentando a parede, destruindo grande parte do segundo andar, graças á Deus não acertou nenhuma das meninas, ainda meio tonto, tentava assimilar o que estava acontecendo, havia um rombo enorme na parede da igreja, alguns destroços fechavam a saída, aparentemente estavam demolindo a igreja, tudo que conseguia pensar era em tirar as garotas dali, corro em direção á elas, minhas pernas mal me respondiam mas estava forçando-as a funcionarem, analisando as garotas, Luas tinha um machucado na testa, um escombro deve ter batido na sua cabeça mas a Jessy estava bem, olhando ao redor vejo que a única saída era uma janela perto de onde a bola estava batendo.

Temos que chegar naquela janela – falava apontando por cima do ombro – vocês conseguem?  

Falava tentando passar tranquilidade, Jessy parecia muito assustada e Lua fazia um sinal com não com a cabeça.

Eu não consigo... –Ela mostrava a perna, estava ferida, muito – A-acho que não consigo...

Falava com uma voz meio triste, sem pensar muito, a seguro nos braços e a levanto, olho para a Jessy e faço com um sinal pra cabeça indicando a janela, ela se levanta e vamos em direção a janela, mais batidas na parede, o que era minha casa por quase 5 anos estava sendo destruída, minha vontade era de ficar ali e “afundar com o navio” mas tinha que tirar as garotas dali, a janela estava emperrada então mas fazendo um esforço consigo abrir a janela, conseguimos sair pela janela e acabamos em um beco que fica atrás da igreja, ainda com Lua em meus braços seguimos para a frente da igreja, consegui ver as cenas finais da demolição, Tom e Vlad estava discutindo com os demolidores, tentando impedi-los, até que eles nos percebem. Oficialmente eu era um sem teto. Os meninos levaram as garotas para o hospital enquanto eu via minha casa sendo destruída e simplesmente não podia fazer nada, estava paralisado, irritado e desesperado. Como geralmente faço para me acalmar, puxo uma cartela de cigarros do bolso e coloco um na boca, sem acende-lo, era um hábito que tinha, começo a olhar em volta e vejo um homem familiar no final de um beco, era o homem que me encarava no alto da colina do acampamento, por alguma razão me sentia atraído, queria saber se ele tinha algo a dizer, ou se só era um cara aleatório. O segui para dentro do beco e encontrei uma moto com um bilhete: “Encontre o acampamento”. Talvez as drogas ainda estivessem fazendo efeito, ou eu só queria dar uma volta naquela Harley, mas decidi aceitar, sem dicas, sem rumo, em busca de um lugar que nunca foi, só vamos!
Jason Jordan
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Zéfiro em Ter 25 Jun 2019, 10:57


Avaliação



Jason Jordan — Aprovado


Olá, Jason!
Confesso que fiquei tentado a reprovar sua ficha. Ela apresentou uma certa quantidade de erros mas nada muito gritante. Acredito que você tenha uma ótima criatividade e que sua trama possa se desenvolver muito bem. Peço que se atente ao uso das vírgulas e a frases muito extensas. Uma dica que eu sempre utilizo, leia em voz alta, ajuda muito. Outra dica, em caso de falas ou pensamentos tente utilizar o itálico e o negrito, ajudam na compreensão do texto. Parabéns filho de Heracles.
85 xp

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Valerie Murray em Qui 27 Jun 2019, 01:27

Observação: fiz a postagem com um template mais básico porque o sistema diz que não posso postar links ainda.



FICHA DE RECLAMAÇÃO

— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Por Hécate, devido à trama "conjunta" desta personagem com outra minha. Na verdade, essa aqui é meio que uma prequel da Annie Murray.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Corpo atlético, bastante agilidade e altura mediana. Pele clara, olhos azuis e cabelos naturalmente castanhos escuros.

Psicológicas:
Valerie sempre foi muito segura de si e, depois de descobrir sua natureza semidivina, sempre fez questão de deixar bem claro que sabia exatamente a intensidade e o alcance de seus poderes, o que fez com que ela sempre chamasse a atenção das pessoas à sua volta — para o bem ou para o mal.

— História do Personagem:

01 de janeiro de 1988
00h00

O mundo celebrava a passagem do ano novo, mas Ronald Murray estava sozinho em sua casa. Estivera assim desde os 18 anos, quando resolveu abrir mão da convivência com aquela família de loucos na qual tinha nascido. A linhagem dos Murray passava ensinamentos sobre os mitos gregos, romanos e nórdicos de geração em geração, como se fossem a mais absoluta verdade. Besteira, na opinião de Ronald. Aquilo era uma baboseira maior do que as que aquele pessoal "doidão" dos anos 70 dizia. Ainda assim, alguém bateu à sua porta exatamente à meia-noite daquela virada de ano.

Quem poderia estar fazendo aquilo? Ron só conseguia imaginar um bando de bêbados sem nada para fazer querendo dar-lhe votos de feliz Ano Novo. Não atenderia. Não comemorava o Ano Novo. Era uma data festiva demais para um homem tão solitário e ele realmente não queria fazer parte de toda aquela balbúrdia.

Bateram de novo. O primeiro minuto do ano ainda nem tinha acabado e já batiam pela segunda vez. Quanta insistência! Não, ele não abr... Mais uma vez. Chega! Deveria ser algo realmente importante, certo? A muito contragosto, Ron se encaminhou para a porta. A carranca fechada já estava pronta para dar o perfeito fora em quem quer que o estivesse incomodando. Abriu. Ninguém. Nem à esquerda, nem à direita, nem à frente. Ninguém, exceto um embrulhinho em um cesto.

— Isso é alguma piadinha de mau gosto?

Ajoelhou-se e desembrulhou o pacotinho, que se movia com um padrão que parecia respiração. Um bebê. Uma linda menininha que se parecia assustadoramente com ele. Em suas mãozinhas, um bilhete que dizia:

Cuide bem da pequena, ela tem um papel muito importante a desempenhar em sua curta vida. Você vai entender que todos estavam certos o tempo todo. Por mais que você queira fugir, a verdade vai te acompanhar para sempre.
- H.

Não. Ela, de novo, não. Meses atrás, Ron tinha sido seduzido por uma mulher que só poderia ser uma bruxa. Ela falava sempre sobre os mesmos deuses que seu pai, sua avó e sua bisavó falavam, mas ele não se cansava dela. Sempre que estava sozinho, algo em seu íntimo dizia que ele deveria mandá-la pastar assim que a encontrasse novamente, mas nunca conseguia. Até que, um dia, todo aquele encanto que havia em sua presença deixou de existir e a mulher foi embora, deixando uma estranha sensação de alívio e de negócios inacabados no coração de Ron. Agora ela lhe trazia um bebê.


01 de janeiro de 2000
00h00

Aniversário de Valerie. Doze anos. Apesar de ter odiado a ideia no início, Ron passara a adorar sua pequena filha e isso o aproximou dos deuses, por mais que ele não gostasse da ideia. O trecho "curta vida" daquele bilhete eram o pesadelo mais frequente daquele homem, que aprendera a rezar todas as noites e pedir aos panteões grego, romano e nórdico (e qualquer outro que pudesse existir) que mantivesse sua filha a salvo. Ron nunca a desejara, mas, assim que a carregou pela primeira vez, viu que ela seria indispensável em sua vida.

Agora a esperta menina comemorava seu décimo segundo aniversário, mas parecia ser muito mais velha. Valerie tinha uma maturidade grande demais para sua idade, o que assustava seu pai. Ele torcia para que ela não se metesse em encrencas com homens espertalhões que a vissem como uma mulher adulta, torcia para que as pessoas não tentassem se aproveitar de sua inteligência e autossuficiência. Mas os piores problemas viriam de uma forma que Ron não poderia imaginar.

Ela estava feliz da vida! Como sempre, comemorava com o pai assim que dava meia-noite, então estavam em um belo momento de festa. Valerie abraçava o pai com carinho e dançava com ele ao som de uma música nova do *NSync, banda pela qual a menina era absolutamente apaixonada. Por mais madura que fosse, ainda havia um pouco de pré-adolescente nela, afinal...

No auge da dança e da música, as coisas começaram a ficar esquisitas. Uma estranha luz arroxeada preencheu a casa por completo, e, embora a menina tivesse certeza de que seu pai tinha armado aquilo para a comemoração, Ron estava mais confuso do que ficara quando o embrulho foi deixado à porta de sua casa. Então, ele percebeu.

— Não... Não, por favor, não...

Uma súbita explosão de energia separou pai e filha e um não podia mais ver o outro, ainda que estivessem no mesmo cômodo. Foi como se um pesado véu mágico tivesse sido colocado entre os dois a fim de mantê-los completamente separados. De um lado, Ron ouvia uma voz dizer que ali começava a jornada de sua filha e que ele deveria dizer adeus imediatamente se não quisesse morrer diante dela e causar-lhe um trauma; do outro lado, Valerie se via flutuando em uma fumaça negra assustadora enquanto a mesma voz anunciava, de forma um tanto tenebrosa:

— Valerie Thaisa Murray, nascida no primeiro dia do milésimo nongentésimo octogésimo oitavo ano da Era Cristã — a essa altura, Valerie já estava perdida em sua própria data de nascimento —, completa hoje, na virada do milênio, a idade necessária para iniciar a jornada que trará ao mundo um dos três fortes elos responsáveis pelo equilíbrio entre os Três Grandes. Seja agora reconhecida como filha de Hécate, a deusa da magia e das encruzilhadas. Que sua odisseia comece e que você saiba escolher bem os caminhos corretos para cumprir os desígnios dos deuses.

O véu invisível que separava pai e filha foi desfeito e a menina viu um Ron assustado e revoltado demais caído do outro lado da sala. Nas mãos dele, havia uma adaga de lâmina de bronze que Valerie jamais tinha visto antes. Uma segunda explosão ocorreu, desta vez física, destruindo completamente a entrada da residência. Não havia, contudo, qualquer aparente ameaça do outro lado, mas um estranho caminho iluminado que, um metro à frente, se separava em três vórtices. A mesma voz feminina de outrora falou aos dois ao mesmo tempo:

— Valerie precisa seguir em frente em sua vida, mas a escolha está nas mãos dela. Esta é sua primeira encruzilhada, minha criança. O caminho do meio a levará a um futuro cheio de provações, mas que permitirá a você que cumpra seu papel. O caminho à esquerda permitirá que você e seu pai fujam juntos, mas a morte virá de forma rápida e cruel para os dois. O caminho à direita permitirá que vocês voltem às vidas normais que têm, esquecerão tudo o que aconteceu aqui, mas a morte virá de forma igualmente rápida e cruel. A escolha é sua, criança. Faça-a agora.

Não havia muito tempo para ponderar. Ron queria ser egoísta e pedir para que ela fugisse com ele, mas sabia que a morte rápida e cruel viria primeiro para ele, de modo a fazê-la sofrer, se assim escolhessem. Ela precisava seguir seu caminho. Parecia injusto, quase como se as Parcas e a própria Hécate quisessem que a menina escolhesse o caminho do meio. Mas a verdade é que ela poderia mandar tudo se explodir sem ela só para ficar com o pai, se achasse que seria melhor.

— Vamos, Valerie! Escolha! — Bradou a voz de Hécate.

— Eu já decidi! Só preciso ter coragem...

Ela olhou para o pai com lágrimas rolando pelos olhos. Não conseguia acreditar que aquilo era seu aniversário, mas era tudo absurdo demais para ser uma pegadinha ou uma simples mentira. De alguma forma, os deuses a quem ela vira o pai rezando durante a vida toda eram reais. Mais do que isso, uma dentre eles era a mãe que a abandonara à porta do pai no mesmo dia em que ela nasceu. Ela não simpatizava nem um pouco com as divindades que o lado paterno de sua família tanto cultuava, mas acreditou que, se não os seguisse naquele momento, causaria um sofrimento terrível ao seu pai, no qual ele não deveria ter qualquer participação. Assim, anunciou:

— Escolho o caminho do meio. Desculpa, pai... Mas o senhor não tem que morrer se eu puder fazer a escolha que o salva. Eu não sei o que vai acontecer comigo, não sei o que vai acontecer na minha vida, mas você não precisa perder a sua. Eu juro que eu volto. Assim que eu puder, eu volto para encontrar você. E vai ficar tudo bem. Prometo que vai.

Ron abraçou a filha tão apertado que parecia que sabia que nunca mais iria vê-la. Como a voz de Hécate dissera e sem saber, os dois deram um adeus definitivo um ao outro, a despeito de todas as promessas que a corajosa menina fez. Valerie passou pelo vórtice do meio enquanto o pai chorava em um misto de medo pela menina e ódio absoluto de Hécate. Não sabia o que a aguardaria do outro lado. Não sabia que estava a ponto de ser cuspida no meio do anfiteatro do Acampamento Meio-Sangue pelas chamas estranhamente arroxeadas da fogueira. Não sabia que estava prestes a iniciar uma jornada que já tinha um trágico final marcado.

Valerie Murray
Valerie Murray
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Maisie De Noir em Qui 27 Jun 2019, 04:05


Avaliação



Valerie Murray — Aprovada


Olá, Valerie! Devo dizer que esta foi uma das melhores fichas que li. Me prendeu do inicio ao fim com um história envolvente e sem erro qualquer! Estou sem palavras para comentar sua ficha, está perfeita! Digo que está sendo reclamada com louvor, parabéns!

Qualquer dúvida ou reclamação, não hesite em entrar em contato. Boa sorte!



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Kyros W. Fritz em Seg 01 Jul 2019, 10:25


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Éolo. Há uma ideia de liberdade no vento que combina bem com o personagem que estou criando, a ideia de poder ir aonde quiser e não poder ficar em um lugar só. Basicamente escolhi  Éolo por criar um personagem que presa a liberdade acima até da própria vida.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):


Características Físicas
Tem o corpo de um atleta, com as pernas bem torneadas e definidas feitas para corridas de longas distâncias. É alto, com 1,82m de altura e possui olhos azuis-esverdeados. Os cabelos estão constantemente bagunçados e sem nenhum cuidado, mas são lisos e escuro. Possui a pele branca e algumas cicatrizes pelo corpo de batalhas mais antigas. Normalmente é visto com um sorriso neutro no rosto.

Características Psicológicas

Kyros não sabe, ou melhor, não consegue lembrar de muita coisa sobre si. Só o que sabe é o seu nome e que está constantemente fugindo de monstros. O único nome que tinha na cabeça ao acordar era esse, Kyros, embora não tivesse certeza de se esse era seu nome ou não. É uma pessoa bastante animada, sempre pronto para enfrentar um desafio novo e ansioso por aventuras. Não consegue se prender a um lugar por muito tempo, e por isso constantemente vaga por ai, sempre com fome por liberdade.

— História do Personagem:

Doeu, e doeu muito. O segundo após eu abrir os olhos pela primeira vez pareceu durar uma eternidade. Eu já não me lembrava de absolutamente nada, mas aquele foi o último pensamento que passou pela minha cabeça. Eu tentei suportar a dor ao acordar, rangendo os dentes e levando a mão até a cabeça. Pûde sentir o cabelo. Liso, macio e coberto por algumas faixas de gaze. Minha cabeça estava completamente enfaixada, com apenas umas mechas mais rebeldes de cabelo brotando daqui e dali. Olhei em volta, tentando lembrar de onde eu poderia estar, mas nada me veio à cabeça. Ouvi o som de passos e me virei para sua origem.

— Ah, você acordou. — Era uma garota loira bem baixinha, com cerca de 1,54, ela tinha os olhos verdes fugazes por trás dos óculos redondos. — Está sentindo alguma coisa? Dor de cabeça? — Ela se colocou a me examinar e eu, por instinto, decidi que ela devia ser uma médica.

— Só quando eu acordei. Não consigo me lembrar de nada. Quem é você? — Ela checou as faixas em minha cabeça e deu um suspiro apreensivo.

— Imaginei que seria o caso. Só o fato de você estar vivo já é um milagre e tanto. — Ela se afastou e olhou  para mim — Eu sou Louise. Consegue se lembrar do seu nome?

Vasculhei minha mente em busca de respostas sem obter sucesso. Quanto mais eu procurava mais minha mente doía até que a dor se tornou insuportável. Eu não conseguia me lembrar… E isso começou a me dar medo. Minha respiração acelerou bruscamente e senti uma dor enorme no peito. Quem eu era? O que eu fazia ali? Porque eu não me lembrava de nada? Ouvi a voz distante da garota chamando por alguém enquanto minha mente se desvanecia.

Ué...?


Não tem muito tempo...

Porque  não posso me lembrar?

Se ele souber onde está vai ser o fim.

Qual o meu nome?

Fuja, garoto!

Eu sou..


Kyros irá...

Acordei no meio da noite com uma dor de cabeça leve, bem menos intensa que a pessoa. Do sonho eu só podia lembrar de uma imensidão negra, de uma voz, e de um nome. Kyros… como se escreve isso? Era esse meu nome? Quando tentei lembrar de mais coisas a minha cabeça simplesmente começou a doer, como que num aviso para que eu não me excedesse. Quem diabos era Kyros? Eu tinha família? Havia alguém me esperando em algum lugar? Senti que eu precisava me lembrar disso, por algum motivo que me era desconhecido.

Peguei no sono mais uma vez e quando acordei já era dia, com o sol  bem alto no céu. Dei um suspiro e olhei para os lados. Percebi melhor onde estava, era uma enfermaria bem iluminada, com algumas camas separadas por cortinas. Não havia mais ninguém ali além de mim. Nem mesmo Louise estava por ali. Seria hora do almoço? Por falar nisso, eu também estava sentindo fome.

Louise entrou na enfermaria com uma bandeja de comida e sorriu aliviada quando me viu acordado. A bandeja consistia de pão ovos um suco de laranja e uma maçã. Me coloquei a devorar tudo sob o olhar atento da garota. Toda vez que nossos olhos se encontravam ela dava um sorriso feliz para mim, que continuava a comer despreocupadamente. Eventualmente ela se afastou, e deduzi que fosse para  continuar seus afazeres na enfermaria, mas nunca pensaria no que de fato aconteceu em seguida. Ele pareceu bem assustador na primeira vez que eu o vi, o corpo de um cavalo marrom com o pelo castanho e até mesmo uma cauda, mas no lugar do pescoço estava o tronco de um homem de meia idade com o olhar cansado e experiente. Do lado dele, e parecendo ser bem menos impressionante, estava um homenzinho mais rechonchudo e nada interessante, que decidi ignorar completamente em favor do cavalo.

Essa é a descrição que tenho a fazer de Quíron, o treinador de heróis e de Dionísio, o deus do vinho.

— Finalmente acordou. Eu sinceramente achei que ele ia morrer. — o homem de vestes púrpuras disse, me encarando com um olhar que misturava indiferença e petulância. Normalmente eu teria respondido a altura, mas eu estava muito ocupado admirando o homem cavalo. Este percebeu meu olhar surpreso e deu um sorrisinho divertido. Ele já devia estar acostumado com aquilo.

— Vejo que nunca viu um centauro.

— Ah! — exclamei ao perceber que estava olhando demais e desviei o olhar dele um pouco, desconfortável — Sinto muito, não, eu nunca vi um centauro.

— Está tudo bem, eu estou acostumado com os olhares. Diga-me, garoto, já viu alguma ninfa, sátiro ou qualquer outro tipo de criatura por aí? — eu o teria chamado de louco, mas ele próprio era um centauro. Sátiros e ninfas não eram tão absurdos no reino das possibilidades. Neguei com a cabeça e ele assentiu. — É raro um semideus da sua idade nunca ter visto criaturas mágicas antes.

— Ele provavelmente viu. Sequer lembra do próprio nome, como se lembraria de monstros? — o centauro assentiu com as palavras do homem baixinho. Este então olhou para mim com um ar mais sério — Eu sou Dionísio, o deus das festas, do vinho, etc etc.

Arquear a sobrancelha foi inevitável, assim como o olhar de incredulidade. Aquele homenzinho era um deus? Entretanto havia algo sobre ele que me dizia que ele devia estar falando a verdade, uma coisa como uma aura mística em volta dele. Ao invés de discutir apenas assenti com a cabeça, sentindo que era ali a minha deixa para dizer meu nome… entretanto não conseguia pensar em nenhum. Nenhum exceto…

— Sou Kyros. — Os dois piscaram levemente com a revelação súbita do nome. Kyros não soava como certo, mas era literalmente a única coisa de que eu me lembrava, eu só conseguia me lembrar de “Kyros”. O centauro assentiu lentamente, como se gravasse o nome em sua mente.

— Vejo que não está tudo perdido, afinal. — Quíron disse em um ar mais animado. Eu assenti incerto de como proceder. — Até quando ele precisará ficar ai, Louise?

— Cerca de uma semana. Ele estará em 100% logo logo. — O centauro assentiu.

— Mandarei providenciarem uma cama no chalé de Hermes para você, garoto. Por hora descanse, logo mais passarei aqui para lhe dar umas aulas e algumas informações básicas sobre o mundo em que vivemos, acho que precisará disso.

E ele realmente voltou algumas horas mais tarde, com alguns livros e seu poço de conhecimento sobre história, geografia e filosofia. Quíron me ensinou muito sobre o mundo do lado de fora na enfermaria naquela semana em que fiquei internado, me ensinou sobre o perigo dos monstros do lado de fora do acampamento, me falou tudo sobre o acampamento propriamente dito e também me contou sobre os deuses e como eu era um semideus. Ele me explicou sobre como as coisas funcionavam e a que horas eu poderia fazer tal coisa. Me falou sobre os chalés de todos os deuses e me contou que eu ficaria no chalé de Hermes, o deus dos viajantes.

Foi uma semana bastante produtiva para mim, que tinha sede de saber mais sobre tudo no mundo. Só saber não bastava para mim, eu queria fazer mais, eu queria também explorar o mundo. Minha curiosidade não tinha limites, mas por sorte os conhecimentos de Quíron também não. Quanto mais eu perguntava mais ele me explicava, e em pouco tempo eu tinha todo o conhecimento que um semideus deveria ter, talvez até um pouco mais. A semana passou num feixe e logo eu já estava sendo liberado da enfermaria.

— Ohhhh! Na cama você não parece ser tão alto! — a loira exclamou admirada e eu dei um sorriso fraco — Bom, espero te ver por aqui de novo! Er, quero dizer…

— Eu acho que entendi. — Sorri para ela — Bom, eu vou indo. Estou doido para ver como é esse lugar.

— Claro, claro, vá lá.

Como eu posso te explicar como me senti? O sol estava batendo no meu rosto, o vento nos meus cabelos e os sons do acampamento inundavam meus ouvidos. Antes de ir para o chalé de Hermes dei uma voltinha por aí, olhando e descobrindo o máximo possível antes de finalmente andar até o chalé de Hermes. Devo dizer que demorei mais que uma hora para ver tudo que eu tinha vontade de ver, mas valeu cada segundo. Por fim fui até o chalé de Hermes para saber onde dormiria. Haviam alguns garotos lá, todos eles com feições  espertas e rápidas, cada um deles me julgando rapidamente antes mesmo de falar comigo e então puxando conversa amigavelmente, me tratando como se eu fosse um deles.

Era fácil se sentir como um filho de Hermes, devido ao fato de eles serem tão receptivos. Fiquei no chalé de hermes por cerca de duas semanas, me enturmando aprendendo nomes e entendendo como a vida no acampamento funcionava na prática. A gentileza e paciência deles era algo a ser louvável. Eu me senti como um filho de Hermes, é claro, mas sabia bem que não era um. Havia algo ali, uma diferença fundamental, embora quase imperceptível. Nós não éramos a mesma coisa, mas como provar? Como saber? Só havia algo dentro de mim dizendo que algo estava errado que, como de costume, eu estava esquecendo algo.

Adoraria contar sobre como minha reclamação foi em um momento de catarse, um momento épico e glorioso em minha vida que nunca esquecerei, como em uma luta ou treino, mas para falar a verdade foi como se Éolo simplesmente tivesse se lembrado de minha existência, como um “Ops, foi mal filhão”. Eu só estava almoçando tranquilamente no refeitório quando algo brilhou acima de minha cabeça, o símbolo da rosa dos ventos.

A realidade tende a ser decepcionante.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Éolo em Seg 01 Jul 2019, 11:14


Avaliação



Kyros W. Fritz — Aprovado


Garoto, você não lembra nem o próprio nome e tá reclamando de eu não ter te reclamado de maneira especial?! Olha, melhor fazer muitas oferendas viu? O que me lembra... Faltaram vírgulas entre os itens da sua refeição na enfermaria, fora isso, ótima ficha garoto. Gosto de quem não conta sobre seu passado inteiro e deixa o tom de mistério.

100xp.

Qualquer dúvida ou reclamação, não hesite em entrar em contato. Boa sorte!



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Louise Price Bolter em Seg 01 Jul 2019, 23:05


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser reclamada por Despina, visto que é a Deusa cujo poder faz uso do gelo, uma matéria que gosto muito e acho bastante poderosa, afinal, poucos conseguem sobreviver ao frio. Nosso corpo é composto por 70% água, que precisa estar em sua forma líquida para exercer as funções vitais, caso o observado seja contrário, a morte é certa.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Características físicas:
Louise possui cabelos loiros, de forma que durante o inverno tornam-se levemente acizentados, parecendo encaixar-se perfeitamente em ambientes providos de neve ou neblina. Os olhos possuem uma coloração azul bastante escura, remetendo a partes mais profundas dos oceanos, conhecidas por possuírem águas mais gélidas. A pele é clara, muito clara, de forma que é possível ver alguns de seus vasos sanguíneos percorrendo por entre a fina camada de gordura presente sob a epiderme pálida, tornando algumas regiões levemente azuladas por conta da passagem do sangue venoso. As extremidades corporais, como mãos e pés, possuem temperaturas baixas. As bochechas adquiriram um tom mais rosado, assim como os lábios levemente carnudos, deixando o rosto em formato de coração bastante atraente. Tudo isso presente em 1,68 cm de altura.

Características psicológicas:
Apesar de transparecer apatia em grande parte do tempo, a expressão monótona tornou-se comum justamente após desejos incontroláveis de ajudar o próximo, culminando sempre com consequências ruins para si mesma ou abandonos de pessoas importantes. Louise sempre tentou manter as pessoas amadas por perto, mas seus sentimentos nunca foram o suficiente, de forma que aos poucos uma grande barreira foi criada, afastando a garota de possíveis decepções. Houve, então, o desenvolvimento de certa arrogância e incapacidade de confiar nas pessoas, como uma síndrome de autossuficiência, na qual Louise sente que é sempre melhor quando está sozinha. Sua mais decepção consigo mesma seria deixar alguém, novamente, ter um espaço importante em sua vida.


— História do Personagem:

Abandonada, podemos dizer?

A primeira vez.

Proveniente de uma tribo situada na periferia da África do Sul, a pele acizentada, cabelos loiros e olhos azuis sempre causaram estranheza na aldeia em que nascera. Apesar da colonização dos Ingleses, responsável por uma miscigenação no continente africano, principalmente no país África do Sul, algumas regiões mais afastadas mantém sua essência, com peles negras vistosas e olhos escuros que refletem como uma bela noite estrelada. É importante salientar que a exploração provocada pelos brancos durante a colonização e até mesmo o apartheid causados por estes, trouxe uma sensação ruim aos nativos da terra. Louise nasceu durante a lua minguante, na beira de uma cachoeira entre grandes árvores, deixando o ambiente bastante úmido e frio, em contraste com o clima que geralmente predominava, quente.
O pequeno bebê havia sido deixado em um pequeno leito de folhas e fora encontrado por um membro da tribo Huamcadala, Paki. Acabara de nascer e havia sido abandonada pela primeira vez.

A segunda vez.

A presença de criança de pele leitosa e cabelos claros foi encarada como um mau presságio, visto que remetia aos colonizadores que tanto sangue derrubaram pelas terras. Chorava a plenos pulmões, sentia a rejeição mesmo enquanto ainda não possuía grande acuidade cognitiva. O homem que a resgatara procurava uma maneira de acalmar o desespero que o bebê sentia. As mulheres grávidas não lhe ofereciam o peito para alimento, havia um certo medo de que o leite secasse e, então, não haveria o que fornecer aos bebês da tribo.
Paki sabia o que estava acontecendo, sabia que havia sido iludido pela promessa de que ele e a mulher que havia concebido Louise seriam felizes no final, como o dia e a noite. Não tinha como confessar para o tribo seus sentimentos, que a criança era fruto de um adultério. Decidiu se livrar do que estava causando problemas para si e pavor para a aldeia.

Era sol, escaldante. O homem andava com a criança em seu colo, de forma a tentar escondê-la. O bebê já possuía uma semana de vida, tinha sido alimentada com leite de animais e tentava suportar a falta de nutrientes e anticorpos que só o leite materno lhe proveria. Sentia o suor escorrendo entre as pequenas dobras do seu corpo minúsculo. Houve, então, um pequeno momento em que faltou apoio em seu corpo e as roupas ficaram encharcadas de água. O ar faltou para os seus pulmões. A correnteza levava o pequeno pedaço de matéria orgânica fruto de um amor proibido. Uma pequena camada de gelo formou-se sob o embrulho à deriva, uma proteção de quem a havia deixado na primeira vez. Abandonada pela segunda vez.

A terceira vez.

Como sobreviveu? É difícil dizer. Foi cerca de um dia até chegar à costa da praia de Durban, local no qual foi encontrada por um casal de turistas franceses. Um momento de sorte. Os olhos da mulher turista se encheram de esperança, a mesma não tinha capacidade de gerar um ser em seu próprio ventre. Agradeceu a Deus e aceitou Louise como um presente vindo dos mares. Não avisaram ninguém sobre o achado, o medo de tomarem o bebê era maior do que tudo. A fiscalização do navio em que viajavam não era das melhores.

O bebê recebeu carinho pela primeira vez. Foi tratado como prioridade pela primeira vez. Sentiu amor pela primeira vez. Foi nomeado como Louise. Cresceu em um bairro nobre da bela Toulouse. Estudou nos melhores colégios em busca de um maior rendimento escolar, pois o TDAH sempre a deixava um pouco atrasada com relação às outras crianças. Tinha, realmente, uma infância invejável, com pais atenciosos, boa situação econômica. O fato de ter sido adotada sempre fora escondido da garota, mas no fundo ela sentia um passado discrepante, nada parecido com o atual, apenas uma sensação, um dejá vu.

Como tudo que é bom dura pouco, bastou um dia para que sua insignificância voltasse à tona. Alguns dias após Louise completar 14 anos, sua mãe adotiva, Elizabeth, engravidou. O que pensavam ser impossível, agora era realidade. Toda a atenção foi para criança formada biologicamente. Os meses seguintes foram de repleta antipatia com a presença de Louise, era como se a mesma fosse uma intrusa dentro da própria casa. Levou, ainda, meses após o nascimento do novo membro da família para que a garota de pele quase azulada fosse completamente descartada.
Louise se viu em um orfanato em uma pequena cidade no interior da França. Chorava de soluçar. Era a terceira vez que havia sido abandonada e essa sensação de dejá vu persistia. Parecia que todos em algum momento a deixariam de lado. Nunca seria suficiente? Sua presença nunca seria desejada? Chorou sentada em um pequeno balanço com assento de pneu. Balançava as pernas suavemente. Olhou para o céu. Fechou os olhos fez um pedido, afinal, era seu aniversário de 15 anos. Desejou nunca mais ser afetada pela falta de sentimentos das outras pessoas. A partir desse momento, uma barreira afetiva foi formada. Louise nunca mais seria a mesma.

A quarta vez.

A garota fez poucas amizades no orfanato. Quase não conversava com os outros adolescentes. Todos que já tinham uma idade mais avançada e estavam ali sabiam que jamais seriam adotados. Era apenas uma questão de tempo até não terem mais para onde ir. A única coisa que fazia Louise sentir uma pequena paz interior era brincar na neve ou simplesmente sentir uma brisa gélida em seu rosto.
Durante uma noite bastante escura, lua minguante, um barulho fez a garota levantar da cama em um pulo. Caminhou sorrateiramente pelo assoalho de madeira cuja temperatura era fria, desceu as escadas enquanto forçava a visão em busca de encontrar algo na escuridão. Seus ouvidos captaram um gemido de dor, uma voz sem força que buscava ajuda. Respirou fundo. As luzes se acenderam subitamente. O carpete da sala, que costumava ser bege, possuía uma coloração vermelha escura. Havia, no ar, um cheiro parecido com o de ferrugem. O corpo de um dos órfãos que morava com Louise estava sem vida. Ao seu lado, uma figura que remetia ao passado distante, Paki. A figura, antes jovial, agora possuía alguns cabelos grisalhos. Em sua mão, uma adaga afiada coberta pelo líquido vital do jovem morto.

- Eu preciso salvar minha tribo. Preciso terminar a desgraça que você começou ao nascer. Finalmente encontrei você. – Disse Paki com um tom de voz desesperado.
Louise não sabia do que se tratava, estava assustada e não sabia o que fazer. Havia um homem desconhecido lhe acusando de coisas estranhas. Que negócio era esse de tribo??

- As crianças não sobrevivem, há anos morrem de fome porque o leite seca! É como se houvesse uma pedra de gelo no lugar do líquido! – Ele dizia descontrolado, incrédulo ao olhar para a garota que estava ainda mais pálida pelo pavor.

Ela simplesmente não conseguia falar. Sua primeira reação foi correr gritando por ajuda. Ninguém respondia. Ao acender as luzes, encontrava cada vez mais sangue e mais corpos sem vida. Pulou por uma janela do segundo andar, enroscando a perna em um pequeno arbusto no chão coberto de neve. Sentiu calor na região lateral da coxa. O líquido quente escorria rápido por conta da adrenalina e pelos batimentos cardíacos excessivamente rápidos.
Próximo ao balanço de pneu, observou uma mulher parada, os braços cruzados. Sua aparência era bastante parecida com a de Louise. Juntas, viram Paki se aproximar por ódio, a adaga pronta para ser cravada no peito da garota de apenas 15 anos. Em questão de segundos, o corpo sem vida do homem caiu no chão. Suas fibras musculares haviam sido congeladas e seu sangue aos poucos foi parando de circular pelo frio. A mulher ao lado de Louise apenas balançava a cabeça levemente, sem acreditar nas proporções que seu romance havia tomado. Colocou a mão no ombro da garota mais baixa e apertou levemente, olharam-se nos olhos. Uma conexão parecia ter sido estabelecida. Um momento de silêncio se instaurou.

- As coisas não têm sido boas para você. Vá para esse lugar, encontrará o suporte necessário e as respostas para suas perguntas. Nos encontraremos um dia, talvez. – Após quebrar o silêncio, Despina sorriu com o canto dos lábios e entregou para Louise um pequeno informativo sobre o Acampamento Meio-sangue, um envelope com uma grande quantidade de dinheiro. Virou as costas e partiu.

Louise ficou parada por um tempo, incrédula. Sua cabeça estava não parava nem por um segundo. Dessa vez, não havia sido abandonada ainda. Não sentia nada pelas pessoas que haviam morrido e achou melhor partir antes que a polícia chegasse. Decidiu seguir as pistas dadas pelo informativo e buscar maior esclarecimento do porquê de tamanha desgraça em sua vida.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Éolo em Ter 02 Jul 2019, 10:16


Avaliação



Louise Price Bolten — Reprovada


Eu estou fazendo essa avaliação com a mão no peito, pois eu acredito no potencial da história. Mas Despina é uma deusa de avaliação rigorosa então...

O maior motivo da reprovação não foi de qualidade de texto, mas sim da incoerência dele. Em grande parte causada pelo seguinte fator:

Paki, um tribal, conseguiu em 15 anos rastrear um bebê que foi levado pelo rio, encontrado por estrangeiros e "traficado" para outro continente. Existem crimes que dispõe de anos e tecnologias e ainda não foram solucionados. Os EUA levaram 10 anos para matar bin Laden, mesmo com todo seu arsenal tecnológico.

Eu entendo que é da trama, mas não consigo ver acontecendo. Por mais que ela tivesse tido uma vida boa, você não deu inicações de que os pais adotivos dela fossem notoriamente conhecidos ou tivessem sido capa de jornais/revistas por algum motivo. Eu consideraria te aprovar, caso tivesse feito algo do gênero.

Como erros menores, trago o uso de hífen (-) no lugar de travessão (—) ao iniciar falas e a falta de espaçamento entre alguns parágrafos, como:

@Louise Price Bolter escreveu:...em contraste com o clima que geralmente predominava, quente.
O pequeno bebê havia sido deixado...



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Adcos Knovitch em Sab 06 Jul 2019, 00:41


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Éris. É a deusa que mais se encaixa com o cinismo, a personalidade e os métodos de batalha que irão pautar o enredo de Adcos.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Fisíco: Alto, de porte desproporcional: um pouco mais magro do que deveria. Corpo esguio e postura arquitetadamente relaxada. Branco, de rosto bem definido e cabelos escuros de proporções médias. Músculos não tão bem tonificados, porém perceptíveis. Tem olhos bem pretos e cativantes, além da expressão variada, normalmente mantém o maneirismo convincente de convidatismo, mas quando não está em pleno exercício de seus sofismos, exibe a sua original expressão de olhar vazio e cínico, de pálpebras semicerradas.


Personalidade: "Os fins justificam os meios". Adcos se considera um herói mal interpretado, e acredita que só existe bondade através do caos. É imprevisível e ambíguo, sendo quase impossível de saber quais são seus reais objetivos e ideais. Possui muitas facetas e camadas de personalidade e usa cada uma delas de acordo com a situação que se encontra. No entanto, não o confunda, ele tem identidade própria, só não a mostra até que seja o momento certo. Costuma se dar bem com quem entende sua natureza fragmentada e sua filosofia por trás da importância da discórdia. Apesar de tudo, tem empatia pelos injustiçados, desprivilegiados e incompreendidos. Por vezes, ele mesmo assume o seu desvio de caráter.

— História do Personagem:

O cheiro repugnante de mofo, a baixa iluminação, que remetia a um estado de decadência, e a defeituosa circulação de ar foram os fatores que tornaram o fim daquela semana no xilindró um alívio. No entanto, abandonar aquela concentração de delinquência coletiva e o sentimento de companheirismo, vindo dos presidiários, deixa até hoje, no rosto de Adcos, um sorriso de nostalgia. Saiu do local, pensando que talvez fosse sentir falta daquele ambiente, ainda que existam grandes chances de que um dia retorne.

Afora daqueles muros isolantes, lhe esperava um homem, que parecia carregar a culpa nos olhos, com sua expressão usual de reprovação. Para esse senhor, deve ser no mínimo estressante ter um filho baderneiro, que há alguns dias estava depredando patrimônio público em prol do comunismo e balburdiando em praça pública.

Nem abraços ou formalidades, o silêncio que predominava enquanto Adcos entrava no carro parecia ensurdecer, como um ruído irritante e crescente. O jovem estava acostumado com seu pai e suas histerias constantes sobre ser inconsequente e problemático. Surpreendentemente, desta vez fora o contrário, o homem não disse uma palavra até que se passasem alguns minutos dentro do carro já em movimento.

— Por favor, antes de tudo, eu quero deixar claro que fiz o que estava dentro do meu alcance para que isso não viesse a acontecer, para que você não se rendesse a esse lado, mas vejo que meus esforços foram em vão. — Ele murmurou sem tirar os olhos da estrada.

Apesar de terem sido murmúrios abstratos, Adcos sabia precisamente sobre o que seu pai estava falando. Desde que nasceu, sempre foi o tipo de pessoa que causava intrigas exponencialmente. Não que se envergonhe disso, mas a maioria das pessoas não entendem que existe um conceito e jeito, próprio de Adcos, de exercer bondade: O jeito que surge a partir do caos, afinal, existem tempos de luz sem existir trevas? Para fazer justiça, você precisa rebaixar os soberbos, instaurando, assim, a discórdia entre eles. Por coincidência, essa parte final é a mais prazerosa para o jovem em questão, mas isso não deveria ser um problema, pois no fim das contas, alguém tem que fazer o trabalho sujo.

Em um dos porta objetos dentro do carro, Adcos conseguia ver uma carta, perfeitamente embrulhada em um envelope, com um destinatário esquisito e uma sentença que chamava atenção: "Acampamento Meio-Sangue". Pela janela, o cenário urbano comum, que costumava acompanhar o trajeto à casa do jovem, começou a mudar gradualmente para uma estrada monótona, envolta por árvores e campos verdes, que seguiam o pôr do sol de um dia longo, dentro de um percurso o qual o jovem não estava familiarizado.

– Pai, pra onde é que a gente tá indo? – Questionou Adcos, apesar de fazer alguma ideia. Provavelmente algum reformatório, acampamento cristão, ou algo do tipo, pensava.

O senhor demorou para responder, ele parecia ainda se culpar. Adcos tentava imaginar que tipo de mulher havia se relacionado com esse homem patético, ao ponto de terem um filho. Provavelmente uma "inconsequente", como ele, tendo em vista que seu pai cumpre perfeitamente com o perfil de pessoa a qual é muito prazeroso atormentar, daquelas que baseiam suas vidas nas normas sociais. Possivelmente, sua mãe só queria se divertir com aquele senhor, era o que a lógica de Adcos apontava, e ele não a culpava.

– Você vai pra um lugar que sabe lidar com sua natureza caótica, já que eu não consigo. Nunca consegui, nem com a daquela mulher. – Lamentava o senhor. – Já deixei tudo preparado, para ser um processo mais tranquilo. Assim que chegarmos lá, irão te receber e você vai saber de tudo.

Enquanto o carro lentamente parava, era possível ver uma figura por entre as árvores, parada, como se estivesse esperando por algo. Não fazia questão de se esconder, principalmente com aquela blusa laranja que gritava por atenção a metros de distância. A figura, uma jovem, que segurava uma espada, a princípio assustou um pouco a Adcos. Após receber a carta do senhor, a menina assentiu com a cabeça, deixando subentendido que era hora de partir.

Não houve despedida, os laços entre pai e filho foram cortados pelo bater da porta do carro, enquanto Adcos ia em direção à colina verdejante, guiado pela jovem de blusa chamativa. Por meio de sofismos, o garoto tentava conseguir respostas, como sobre que tipo de reformatório estranho ele estaria indo dessa vez, mas as únicas que conseguia era o som dos passos amassando as folhas e os galhos amarelados da floresta no outono.

À medida do prosseguir da breve trilha, já era possível avistar progressivamente o destino. Um lugar rústico, com construções estranhas e de formas variadas, além de muitos jovens de blusa laranja. No entanto, o que mais saltava aos olhos de Adcos era o homem com corpo de cavalo que vinha em sua direção. O momento de espanto, que resultou do romptimento da mentalidade cética do garoto, fez o novato dar alguns passos para trás, mas foi rapidamente repreendido pelo centauro.

– Calminha aí, queridão. Vamos ver isso aqui... – O estranho ser folheou a carta que lhe era entregue pela menina da trilha. – Seu pai não especificou seu parentesco divino, mas a julgar pelo modo como ele te descreve... Bom, parece que vamos ter que esperar.

Entre as surpresas, Adcos foi acompanhado por Quíron em toda a sua triagem inicial, desde a contextualização até o tour pelo acampamento. À medida que o jovem era exposto às informações, o semideus parecia se adequar de forma rápida, o bastante para já esquematizar e analisar todo o tipo de ecossistema e relações regentes no ambiente semideus.

Aquele dia marcante foi consumado entre o tilintar de talheres e pratos, durante as refeições no acampamento. Misteriosamente, uma maçã dourada, envolta em uma serpente, cintilou acima e em volta de Adcos. O sentimento de ser o único o qual não sabia o que aquilo significava o corroía por dentro, enquanto os outros semideuses susurravam entre si.

— Parabéns, filho de Éris, prole da discórdia. — anunciava Quíron, com uma expressão satisfatória, como a de alguém que já havia antecipado aquilo.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Dom 07 Jul 2019, 13:41



Adcos Knovitch


Olá, comunista. Gostei muito da descrição que você deu ao seu personagem, achei que a história ficou coerente e objetiva com relação ao Acampamento Meio-Sangue. Não vejo motivos para reprová-lo, os únicos erros que encontrei foram com relação à pontuação (vírgulas em excesso em alguns momentos e faltando em outros) e erros de digitação, creio eu, como em:


    [...] o homem não disse uma palavra até que se passasem alguns minutos dentro do carro já em movimento. O momento de espanto, que resultou do romptimento da mentalidade cética do garoto [...]O sentimento de ser o único o qual não sabia o que aquilo significava o corroía por dentro, enquanto os outros semideuses susurravam entre si.


Seja bem vindo, filho da discórdia.

Resultados


Aprovado como filho de Éris.


Coerência: 50 de 50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25 de 25;
Objetividade e Adequação à proposta: 15 de 15;
Ortografia: 6 de 10.

Total: 96 xp.

Descontos: Não existem descontos nesta atividade.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Hera em Dom 07 Jul 2019, 14:19



Atualizado

por hera

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Amelie Davenport em Qui 01 Ago 2019, 13:05


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Tânatos. Eu já tinha uma ideia de personagem e trama, bem como sua história, então usei de opinião popular – vulgo chat, obrigada quem me ajudou – e cheguei a conclusão de que Tânatos seria um progenitor ideal para Amelie.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
físico
Amelie é extremamente bela. Seus cabelos negros e lisos emolduram um rosto de feições fortes, olhos claros, nariz anguloso e boca carnuda.

Mede 175 cm e pesa 52 quilos; corpo magro, mas com curvas adequadas para seu porte, seus braços e pernas são longilíneos e delicados.

Possui algumas tatuagens e se mantem sempre em boa forma física.

psicológico
De uma calma estoica, poucas vezes perde as estribeiras, mas quando o faz é aterrador. É de poucos amigos, não forçando a barra, poucos realmente chegam a conhecê-la, mas é bem-educada e cordial com todos que merecem esse lado dela.

Esforçada e trabalhadora, é muito madura para a idade, é durona e seu único medo é que algo aconteça com sua irmã, a quem ama mais que tudo.

Possui um trauma muito grande, tendo sido abusada quando mais nova, então, acabou contraindo claustrofobia e tem pesadelos, mas tenta lidar com isso liberando energia na luta, fazendo yoga e cozinhando.

Sua aparência e presença são intimidadoras por isso não deixam revelar a menina boa, que adora cozinhar, assistir filmes da disney com a irmã, toca piano e até canta, contudo, isso não a importa nem um pouco.

É muito desapegada, algo deve ser muito importante para que realmente chame sua atenção, podendo inclusive dar a impressão de ser egoísta e desinteressada, mas isso é uma característica inerente de sua personalidade e, na verdade, é o contrário, pois é de personalidade empática.

características gerais
Lutadora de muay thai e boxe; trabalha em uma loja de bolos e cupcakes, apaixonada por culinária, yoga e séries.



— História do Personagem:

Amelie Davenport
Las Vegas;
17 anos;
Rosalie Davenport, mãe; Katie Davenport, irmã; Kevin Otto, padrasto;

resumo
Amelie Davenport, 17 anos, nasceu e cresceu nos subúrbios menos abastados de Las Vegas, mora com a mãe, irmã e o padrasto que detesta com todas as forças – na verdade, nem de sua mãe é exatamente fã, tendo muitos problemas com a mesma.

Passa o maior tempo possível fora de casa e somente mora ali, pois em todas as tentativas frustradas de fugir, alguém – sabe-se lá como – sempre acaba encontrando-a e a levando de volta, além de se preocupar com a irmã caçula.

Aos 9 anos de idade, houve um incidente muito triste em sua vida, tentou apaga-lo de todo jeito, mas possui traumas como a claustrofobia e os pesadelos recorrentes.

Aos 14 anos começou a treinar boxe e muay thai, o que a ajudou muito a superar seu passado e a deu equilíbrio, também trabalha em uma empresa de confeitaria e ama seu trabalho.

Descobriu ser uma semideusa aos 17 anos, após um ataque de uma equipe de copiadores, tendo sido salva por Moe e Ella, donos de seu restaurante preferido e que se revelaram serem semideuses “aposentados” – hoje eles ajudam Quíron a identificar as crias divinas dos deuses na região.

Kevin estava desaparecido e sua mãe passou a culpa-la, então, ela deixou Katie sob os cuidados de Ella e Moe e se mudou para o Acampamento Meio-Sangue ainda incerta sobre a decisão, mas não tinha nada a perder e alguém ainda a caçava.

Reclamação: a filha da morte.
Subúrbios de Las Vegas
Era exatamente 23 horas e 17 minutos quando Amelie cruzou a porta do pequeno apartamento alugado em que morava. Do lado de fora já se ouvia música alta e uma balbúrdia de vozes, a morena suspirou parada a soleira antes de tomar coragem para virar a chave e se lançar porta adentro.

O cheiro de cigarro barato inebriava o local, 5 homens estavam sentados numa pequena mesa de madeira jogando cartas na sala, Kevin marido de sua mãe entre eles, enquanto a mãe de Amelie e outra mulher riam e conversavam próximas.

Mais uma noite de terça...”, pensou a menina cansadamente, enquanto passava por eles sem lhes dar a mínima atenção, seu semblante era fechado e enigmático.

Ela atravessou o pequeno apartamento de 40 m² até a cozinha e abriu a geladeira, buscando alguma comida para saciar sua fome e para variar havia apenas cerveja e alguns snacks baratos.

Mãe, Katie jantou hoje? – Perguntou ela com a voz autoritária.

A mãe por um segundo aparentou realmente prestar atenção a ela e abriu a voz para responde-la, mas antes que o fizesse seu marido nojento respondeu: – É claro que sim, Melie. Você acha que não alimento minha família? – Falou com a voz embargada, provavelmente pelo álcool.

É Amelie para você! – Disse a menina simplesmente.

Ela balançou a cabeça em reprovação e foi até o quarto que dividia com sua irmã mais nova. Ao abrir a porta, Katie estava deitada em sua cama com um notebook no colo e fones de ouvido, ria baixinho de algo que via na tela.

Oi, querida! – disse Amelie aproximando-se dela – Jantou?

Não! – Respondeu a menina tirando os fones – Você viu o que tem na geladeira?! Aquilo dá câncer! Você sabia, Melie?

Amelie riu levemente, Katie, sua irmã de 7 anos, era muito esperta e inteligente, sempre a fazendo rir.

Quer comida chinesa? – Perguntou levantando-se da cama e dando um beijo no alto da cabeça da caçula – Posso ir comprar para você!

Do Moe’s? – Perguntou ela animadamente.

A morena voltou a rir e assentiu, bateu de leve seu casaco over size jeans no corpo e saiu novamente. Sem dar muitas explicações, passou pela pequena sala apinhada de pessoas e foi em direção da porta, quando mais uma vez seu padrasto, Kevin, a incomodou.

Onde pensa que vai? – Gritou – Está vendo, Rosie? Eu digo que você precisa ser mais firme com a pirralha.

Querido, por favor... – Começou Rosalie tentando conter a situação.

Amelie apenas olhou para trás com um sorriso cínico no rosto e balançou a cabeça em negativa, achando a situação uma piada e então continuou seu caminho.

A confusão se instalou em seguida. Kevin levantou-se derrubando a mesa, cambaleou até a morena e a segurou pelos cabelos, todos arfaram surpresos e Rosalie gritou.

A menina estava tão cansada, queria tanto se ver longe dali e ele realmente passou de todos os limites. Ela virou para frente, segurou o punho dele com as duas mãos e em um segundo fez com que seu punho girasse, segurando-o com força e pressionado os ossos do carpo de sua mão.

Em pé, olhou-o com tanto desprezo que o teria feito pó se pudesse; com a adrenalina agindo por seu corpo chutou Kevin nas costelas e ele caiu de frente. Os dois sempre brigavam, desde que ele foi morar ali quando ela tinha nove anos, mas isso nunca havia acontecido – Kevin era irritante e mal caráter, batia em sua mãe, mas nunca ousou encostar nela.

Ao levantar os olhos viu que todos na sala a encaravam assustados, até mesmo sua mãe, era como se não fosse realmente ela que tivessem visto, mas algo terrível.

Aberração! – Dizia Kevin com a voz elétrica, enquanto se levantava rapidamente – É isso que é! Suma dessa casa!

Amelie olhou para a mãe em busca de apoio, mas a mesma estava com as mãos na boca: – Você é igual ele – Disse ela com lágrimas nos olhos.

A moça suspirou cansada e saiu num rompante, batendo a porta atrás de si. Suas mãos tremiam e suor escorria pelo pescoço e seu cabelo estava desalinhado, mas uma estranha satisfação lhe perdurava a mente. Ela em todos esses anos sempre aguentou as ofensas de Kevin, mas hoje ela havia lhe dado um bom chute nas costelas e provavelmente quase quebrado seu pulso.
***

Ela andou pelas ruas iluminadas de seu bairro até chegar ao Moe’s, um restaurante de comida chinesa muito bom e barato, Moe, o dono, era legal e nunca sequer havia conhecido algum chinês, mas fazia um yakissoba dos deuses e tocava o restaurante aconchegante com sua esposa Ella.

Fez o pedido de sempre (yakissoba de frango duplo) e aguardou sentada em uma mesa distante das demais pessoas, arquitetando onde iria passar a noite – provavelmente no ginásio de treino. Já havia sido mandada para fora de casa inúmeras vezes, durava cerca de duas semanas até que a mãe a ligasse para voltar: “Kevin já está calmo e disse que te perdoa por amor a mim!”, era basicamente o que ela falava.

Dessa vez a situação havia sido muito mais estranha, além de Kevin e ela terem partido para confronto físico, todos estavam tremendamente assustados e ela nem imaginava o motivo, além disso, sua mãe havia dito “Você é igual a ele”, provavelmente uma alusão a seu pai.

Ela nunca falava sobre ele, apenas soltava esse mesmo comentário em diversas situações. Deu de ombros e soltou o ar pesadamente, estava cansada daquilo e não queria adicionar mais esse assunto para pensar.

Seu pedido ficou pronto minutos depois e ela se apressou a buscá-lo no balcão. – Obrigada, Moe! – Disse passando-lhe os dólares correspondentes.

Eu que agradeço, menina! – Falou ele – Tome cuidado esta noite, ela está bem estranha.

Pode deixar! Até mais! – Ela se despediu e seguiu seu caminho.

Ao sair do estabelecimento, foi envolvida por um ar gélido que a fez tremer um pouco e a rua estava estranhamente silenciosa, suas botas faziam barulho na calçada, enquanto tentava andar cada vez mais rápido.
 
Dobrou a esquina, faltando apenas dois quarteirões para chegar ao prédio em que morava, quando deu de frente com Kevin parado no meio da rua. Seus olhos giraram nas órbitas e ela decidiu simplesmente ignorá-lo.
 
Ei, princesa... – Disse ele dando um sorriso sinistro – Não vai falar com seu pai?

Você não é meu pai! – Disse ela entredentes parando subitamente.

Eu sei – Retorquiu levantando os braços e balançando a cabeça – Mas, Kevin gosta de fantasiar que é seu papaizinho, o que o torna ainda mais estranho, é claro!

Que porra... – Ela falou ficando nervosa.

É uma atração natural – Continuou Kevin se aproximando – Os filhos dele geralmente exercem esse poder, mostrando ainda mais como todos gostam de flertar com a morte...

Você está drogado? – Perguntou Amelie já ficando sem paciência e voltando a caminhar – Só vou levar o jantar de Katie e vou embora, não se preocupe comigo.

Katie, a filha do Kevin, ouvi sobre ela – Falou com a voz rouca – Ele não gosta exatamente dela, só ignora sua existência.

Você é doente! – Falou ela.

Eu não, o Kevin! – O homem sorriu de maneira assustadora e começou a se aproximar dela – Estou aqui apenas a serviço. Eu iria terminar meu trabalho mais cedo hoje, mas você é bem forte para uma semideusa sem treinamento ainda.

O que você está falando? – O coração da morena batia irregular e sua respiração começava a ficar alterada.

Serei rápido, gosto de um serviço limpo! – A voz era mais grave a esse momento e assustava Amelie.

Ela virou-se para correr, mas o homem era tão rápido quanto ela, ele a agarrou pela cintura e a ergueu do chão com facilidade. Amelie soltou a sacola com comida, segurou o antebraço do seu atacante e com toda a força que tinha impulsionou seu corpo para baixo, quando seus pés tocaram o chão, ela girou o corpo usando o peso de Kevin contra ele mesmo, que caiu de costas no chão.

Ela foi iniciar uma corrida novamente, mas ele a segurou pelo tornozelo e ela caiu estatelada na rua; usou a perna livre para lhe dar um chute no nariz e assim que ele a soltou, levantou-se e correu.

De repente, das duas esquinas adjacentes a rua, saíram aqueles quatro caras que estavam mais cedo em sua casa, um deles carregava uma espada e ela não tinha para onde correr.

Eu os trouxe só de precaução, pois não tinha imaginado que seria tão chato de dar um fim você. Ainda mais depois de hoje que mostrou sua verdadeira forma a nós... Uma malditazinha filha da morte, quem diria? – Falou Kevin sorrindo com o nariz torto e isso a deixou ainda mais assombrada, mas engoliu em seco.

Cinco contra um! – Disse ela com cinismo – Não são tão fortes assim para precisar de tudo isso, não é?

Até no momento do fim não demonstra medo – Falou o homem cruzando os braços – É um deles mesmo... Se acham tão superiores, mas o fim está próximo e nós todos iremos triunfar.

Em um segundo um som agudou cortou o ar e uma flecha dourada passou voando acertando Kevin, ou quem quer que fosse, em cheio no seu peito. Ele caiu de costas e Amelie virou-se assustada, enxergando Moe que corria com um arco em mãos e uma aljava nas costas e sua esposa com uma espada enorme. – Corra, Amelie! – Gritou ele e ela não pensou duas vezes, correu em direção a calçada e se jogou para debaixo de uma caminhonete estacionada.

Seu coração batia tão rápido que tinha certeza que o som era audível, ela só conseguia enxergar os pés pela rua e pareciam travar uma batalha furiosa, deixando a menina sem entender nada. Amelie fechou os olhos com força desejando que tudo aquilo fosse um pesadelo, mas sentiu alguém puxar seus pés e arrasta-la de seu esconderijo; era um dos homens que a atacava.

Me solta agora! – Gritou ela se debatendo. Conseguiu soltar um de seus pés e o impulsionou com força no joelho direito e depois na região genital do homem que se desestabilizou, então ela levantou-se com força e acertou seu próprio joelho no rosto do agressor.

Amelie correu, mas olhou de soslaio para trás para certificar-se se ele estava próximo, mas o homem permanecia parado com os olhos arregalados e era envolto por sombras negras etéreas; a menina não conseguiu identificar o que era aquilo, mas tinha uma lembrança distante de já ter visto.

O mesmo aconteceu com os outros homens e Moe e Ella afastaram-se deles, os três gritavam audivelmente e eram arrastados pelas formas negras pesadamente, não havia escapatória e, então, desapareceram passando pelas paredes de um dos enormes prédios. Era como se tivessem deixado de existir.

O que era aquilo? – Falou Ella observando o local de onde pareceram desaparecer.

Não sei... – Disse Moe – Almas, talvez...

Amelie caiu sentada no chão, seu corpo todo tremia e sua respiração era irregular. Os adultos aproximaram-se dela, mas esta afastou-se assustada.

Fique calma, menina – Disse Moe abaixando-se e ficando na sua altura e estendo-a a mão – Somos quem sempre fomos.

Você matou Kevin? – Disse ela se lembrando da flecha que acertou seu peito.

Ele não era o Kevin, era um maldito Copiador ou Doppelganger – Replicou ele ajudando-a a levantar – Ao que parece foram contratados por alguém para dar um fim a você.

Por quê? Não fiz nada a ninguém! – Disse ela confusa, além das escoriações um de seus tornozelos estava com uma dor incômoda.

Eu sei – Falou Moe – Mas, pode ser que seu pai tenha feito ou sei lá, precisamos investigar mais.

Como assim? O que meu pai tem a ver com isso? – Sua voz era trêmula e cansada.

Semideusa, Amelie, é isso que você é! – Falou Ella com calma, em seus olhos havia um certo pesar, enquanto passava o braço da menina em seus ombros e a ajudava a caminhar – Assim como nós.

Quando os três foram iniciar a caminhada novamente, aquelas imagens etéreas apareceram mais uma vez ao final da rua, mas desta vez não fizeram nada, apenas começaram a virar fumaça e subir ao céu.

Os três acompanharam com os olhos e notaram surpresos a fumaça se tornar densa e formar um desenho negro flutuante no ar; era uma caveira rebuscada com detalhes prateados e a lâmina de uma foice cruzando-a, então, meio segundo depois dissolveu-se e desapareceu.

Está feito! – Disse Moe com a voz rouca encarando Amelie – Bem-vinda ao seu novo mundo, Amelie Davenport, semideusa filha de Tânatos.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Qui 01 Ago 2019, 17:11



Amelie Davenport


Oi Amelie! Gostei muito do seu texto, da sua personagem e dos elementos que você adicionou à sua narração. Achei que você conseguiu passar com objetividade e fluidez todos os pontos importantes para a reclamação da Amelie e dos elementos que compuseram a história. Encontrei apenas alguns erros de acentuação em poucas palavras, fora isso nada para apontar. Parabéns!

Resultados


Aprovada como filha de Tânatos.


Coerência: 50 de 50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25 de 25;
Objetividade e Adequação à proposta: 15 de 15;
Ortografia: 8 de 10.

Total: 98 xp.

Descontos: Não existem descontos nesta atividade.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Melinoe em Qui 01 Ago 2019, 22:15



Atualizado

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Gabrielle Belmont McKay em Qui 26 Set 2019, 06:19


 
FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hécate. Por conhecimento em sua história e origem em outras culturas. Farei um personagem voltado a magia, bruxaria. Seria ideal para a construção do personagem ao longo de suas aventuras.

 — Perfil do Personagem :

Características Físicas:
Pele pálida, olhos grandes e verdes -que ficavam azul esverdeados as vezes -, cabelos ruivos que lembravam o outono. Tinha 1,68, mas por ser magra e esguia, aparentava ser maior. Uma aparência frágil, de alguém que não sabia lutar, mas possuía muito conhecimento

Características Psicológicas:
Solitária, e nunca se incomodou em ser, pois significava mais tempo para seus estudos. Só era próxima de seu pai. Ela tentava agir o mais racional, e não pela emoção. Corajosa, abandonou sua vida para proteger quem ama. Gosta de mostrar que tem poder e não devem pensar em fazer qualquer coisa contra ela. Gostava especificamente de ler sobre ocultismo, e seu modo de vestir era um pouco gótico.

 — História do Personagem:

                                                                                             
Um Novo Lugar

Estava me arrumando para a escola a meia hora. Vestia um vestido preto e longo, um casaquinho de renda, coturno baixo e uma turmalina em colar, que eu comprei em uma feirinha. Eu costumava demorar para pentear meus cabelos, que eram ruivos como os de meu pai, mas a textura dos fios era diferente, que me faziam pensar ser da minha mãe.

Desci do meu quarto para tomar meu café da manhã. Sinto o cheiro de bacon queimando com manteiga derretida, e de garfo batendo em vasilha. Entrando na cozinha, encontro meu pai já terminando de preparar o meu lanche. - Pai, você sabe que já tenho 14 anos, certo? Posso arrumar meu café da manhã sozinha, e preparar o seu também. - Olhei para ele como se o estivesse repreendendo. - Querida, eu sei que você pode cozinhar sozinha, mas deixa seu velho fazer algo por você. Gostaria que ainda fosse minha garotinha, mas eu sei que está crescendo. - O tom de voz dele, parecia triste quando falava desse jeito. - Tudo bem, mas não se acostume tanto, você tem que aceitar que estou crescendo e ficando mais velha. - Me sentei para o café da manhã. Era omelete com bacon e suco de maracujá. Aproveitei para preparar o lanche para levar à escola. Não gostava da merenda de lá. - Sabe querida, desculpe por fazer você mudar tanto. Eu só fiquei nervoso, porque, bem existe uma proteção em você, que está chegando no fim. - Olhei para ele tentando entender o que ele queria dizer. - Ah pai, isso não é momento. Pare de achar que só porque estou ficando mais velha, que o laço entre nós vai se acabar. - Terminei de comer e fui lavar meu prato. - Não era bem isso que eu queria dizer, mas você está certo. Meu medo é de perder você. - Fiquei sem entender tanto todo aquele drama, por mais super protetor que ele fosse, mas não deixei me levar pelo seu drama.

Adam, meu pai, sempre cuidou de mim com muito carinho e cuidado. Me vigiava o tempo todo, como se tivesse medo de que algo fosse acontecer. Já nos mudamos tantas vezes que perdi as contas. Sempre estamos indo para novos lugares. Então me acostumei a ser uma pessoa sozinha, não que eu ache isso ruim. Estou a um mês morando Baltimore, o que é estranho, pois meu pai sempre decidia morar no interior, como se estivesse fugindo de algo. Mas dessa vez, estamos morando na cidade mais populosa de Maryland.

- Bom serviço hoje pai, vou para escola. - Dei um beijo em seu rosto e sai de casa. A escola não era tão longe, só ficava a 3 quarteirões de casa.

Meu pai era autônomo, podíamos morar em qualquer lugar e ainda ter uma vida relativamente boa. E sempre foi apenas eu, e meu pai. Nunca conheci minha mãe. Parecia que meu pai tinha rancor dela, a ponto de ter medo de dizer o nome dela ou falar qualquer coisa relacionado a minha mãe. Falar dela em casa, foi praticamente proibido. Bem, mas eu não me importava, já que ela me abandonou e me deixou para ser criada sozinha por um cara, que quando me pegou no colo pela primeira vez, era um desempregado que tinha uma banda de rock em que as músicas falavam sobre ocultismo. É, ele era um fanático quando era mais jovem, e provavelmente eu puxei esse lado dele. Desde de muito nova, amava ler os livros de ocultismo que estavam em sua estante. Meu pai também sempre me pareceu ser um entusiasta da mitologia grega, mas nunca tive certeza. Quando ele começava a ler qualquer coisa sobre, ficava paranoico, e é assim que a gente acabava se mudando. O bom foi que ele me ensinou a falar grego. Ficava impressionado com a facilidade que eu tinha, afinal com a dislexia, seria normal se não fosse tão boa. Ele sempre foi um pai incrível e que se esforçou muito para me dar uma boa vida.

Me aproximando da escola sinal bateu. Um barulho bem chato que dava para escutar até um quarteirão depois. Me apressei para entrar, não que eu gostava de ir à escola, achava a maioria das aulas irrelevante, e não gostava  das pessoas de lá. Bem, exceto pelo Tommy, entrou a um mês na escola junto comigo. Não queria sua amizade, mas ele realmente forçou a ter uma comigo e acabei aceitando.

Hoje era aula de história, tinha interesse pela matéria. Entrei na sala, coloquei minha mochila pendurada e me sentei. Ficava balançando a caneta com a mão, porque eu sempre fui uma pessoa muito agitada. Estava fazendo um esforço para prestar atenção na aula, quando comecei a sentir algo sendo jogado em mim. Olhei, e era uma bolinha de papel, abri e tinha um desenho mal feito de mim, e escrito "BRUXA". Olhei para trás diretamente ao garoto e disse. - Sim, sou bruxa, e você devia tomar cuidado comigo, porque hoje você vai ter uma dor de barriga horrível e não vai sair do banheiro. - Depois de um tempo, o sinal para sair da sala já tinha batido. Eu costumava levar algum lanche de casa, e ficar em um canto lendo. E foi exatamente o que eu fiz.

                                                                                             
Um Estranho Amigo

- Ei, você sabia que aquele cara realmente está no banheiro desde que você disse aquilo? - Olhei para o garoto de cima a abaixo. - Seu zíper da calça está aberto, Tummy. - Voltei a ler o livro. Ele olhou para a calça sem entender muito. - Ah sim, desculpe. Mas então. Eu vi o que você fez com aquele idiota. - Foi só coincidência, era apenas para dar um susto nele, é psicológico. - E voltei a minha leitura. O garoto sentou a meu lado, e ficou observando o que eu estava lendo. - Be, se você não admite, tudo bem. - E continuou olhando para o livro. Revirei os olhos, fechei o livro e olhei para ele. - Eu não fiz nada, tá? Era só para irrita-lo. Bem que eu gostaria mesmo de ter feito aquilo. Mas não sou nenhuma bruxa, isso não existe. - Me levantei e comecei a andar para outro lugar. Mas para minha não surpresa, ele começou a me seguir.

- Gabrielle, preste atenção. Ok, vamos considerar que é apenas coincidência. Mas estou aqui a um mês com você. Também só estou vivo por ser seu amigo. Eu te observo, quer dizer, com boa intenção. É meu trabalho. Não, esperar. Ser seu amigo é meu trabalho. - Parei para encarara-lo, parecia ser muito mais velho, e estava com um sorriso no rosto peludo dele, como se não tivesse dito nada estranho. - Ok, vou fingir que estamos falando de coisas normais, e não de você achar que consigo jogar feitiços em outras pessoas. Aliás, não quero jogar nenhuma praga em você também. - Dei um sorriso debochado e voltei a andar, mais calma dessa vez. - Logo você entenderá, seu tempo aqui já passou do limite..- Ficou nervoso, como se tivesse dito algo que não deveria. Não entendi o que ele quis dizer. Parece que estava me dizendo que meu tempo está no fim. Que eu morreria, talvez. Ele só falava de coisas estranhas. - Desculpe, eu tenho que ir relatar uma coisa...Para meu professor de constelações! Não tínhamos nenhum professor disse, e em escola nenhuma. Mas já tinha desistido de entender ele

Era realmente impressionante que mesmo com as pernas tortas, ele conseguia correr tanto. Voltei a caminhar pelo pátio da escola, sentindo a brisa do vento em meu rosto. Perdida em pensamentos, lembrei de como meu pai estava triste a tempo. Talvez devesse comprar torta para ele, de maçã, era sua favorita. Lembrei do quanto teria que andar. Decidi faltar o segundo tempo de aula, pois daria tempo de ir na loja sem ele suspeitar que eu não fui assistir alguma matéria chata. - É, farei isso, quero ver um sorriso no rosto dele. - Andei para fora da escola, atravessei a rua e fui em direção ao centro. O trânsito estava lento até mesmo para pedestres atravessarem a rua no Centro. Isso que poderia me fazer demorar mais do que eu esperava. Quando cheguei perto das lojas de doces era pôr-do-sol e o tempo insinuava que podia chover. Não sei dizer o porquê, mas o clima estava ficando estranho, e não pelo tempo, estava pressentindo algo ruim. Era assim desde de criança.

                                                                                             
A Misteriosa Velha da Loja de Tortas

Depois de andar por um longo tempo, encontrei uma loja que tinha na frente uma placa com uma linda torta de maçã. Que incrível coincidência. Não precisei entrar, para sentir o cheiro delicioso que vinha de dentro. Aquele cheiro era hipnotizador. Decidi que compraria naquele lugar. Quando entrei, vi uma senhora com uma touca no estilo lenço preta na cabeça. Não consegui ver seu cabelo, mas a pele era tão enrugada, e branca. Ela estava atrás do balcão. Assim que me viu, deu um sorriso com os dentes podres, parecia que estava me aguardando. Não tinha ninguém, além de mim na loja, o que deixava tudo estranho. - Venha, venha, experimente uma torta. A sua preferida é de limão, não é?  Tenho uma especial para você. - Estendeu os braços em minha direção, e depois apontou para a torta em cima da prateleira. - Tire um pedaço e coma. - O cheiro da torta que ela me ofereceu era ainda melhor, não podia resistir aquela torta, era minha favorita. - Obrigada, mas não devo aceitar. Queria uma torta de maçã, igual a que tem na vitrine da loja.- A senhora teria para me vender? - A boca dela fez um movimento estranho, pareceu irritada porque eu não quis a torta dela. - Tenho uma torta de maçã quentinha, acabou de sair do forno. Mas antes, por favor, experimente a torta que lhe ofereci. - Me aproximei do balcão, pegando a faca grande para cortar uma fatia, e logo a coloquei no prato que estava do lado, peguei um garfo que também estava ali. Engraçado, não tinha visto nada disso antes, conforme eu tinha necessidade, aparecia, mas eu devia estar imaginando. Ergui o prato que estava com a torta, cortei um pedaço com o garfo. O cheio de limão fresco, e massa assada a pouco tempo estava muito bom, nunca tinha sentido um cheiro assim. Estava pronta para comer

A porta da entrada da loja fez um barulho, como se alguém entrasse. Mas eu não quis olhar, apenas queria comer aquele pedaço. - Não, não, NÃO COMA A TORTA, está enfeitiçada.- Tummy correu em minha direção, rápido como ele era, e bateu em minha mão, a torta caiu no chão e se desmanchou - Você está bem? Não podia comer aquilo, se não você ficaria presa aqui para sempre. Ele me pegou pelo braço - que ficou vermelho - e me puxou para fora dela. Apenas quando eu sai, percebi que chovia, o céu parecia zangado. Incrível como não deu para escutar isso do lado de dentro, ou sentir o cheiro. Ainda estava sem entender nada, me virei para olhar a loja mas, não tinha mais nenhuma nada no lugar, e nem uma velha. Era um lugar abandonado.  - Ei, o que é isso? O que aconteceu com a loja? Era para estar bem aqui. - Apontei com minha mão, e depois coloquei as duas na boca, completamente surpresa. Como não percebi aquilo? Não tinha nenhuma loja de tortas. A velha até sabia o meu sabor favorito, o que não poderia ser possível, porque nunca a tinha visto antes na vida.

- Tortas enfeitiçadas? Isso só pode ser uma brincadeira. Foi você quem armou tudo, correto?. - Acusei Tummy, afinal, como ele saberia aonde eu estava. Só tinha uma possibilidade, ele me seguiu para pregar uma peça.. - Que brincadeira idiota, Tommy! Mas o que exatamente aconteceu aqui? - O acusei com raiva.

- Não fiz nada. Você acha que eu magicamente montaria uma loja de torta e depois desfazer em um passe de mágica? Não tenho esse tipo de poder, mas alguma outra pessoa sim. Não se esqueça, nunca seja atraída para lojas de doces que tenham velhas. Tem histórias sobre isso. - Me respondeu como se fosse algo que eu deveria saber, ou acreditar.

- Do que você está falando? Enlouqueceu? O que quer dizer com isso? - Comecei a dar gargalhadas, sem entender bem o que estava acontecendo, tudo aquilo não fazia sentido. Tommy pareceu sério de repente, olhando para o céu, e a chuva caindo em seu rosto. - Precisamos ir embora, você deve voltar para casa. As coisas não parecem nada bem agora. Andamos até um lugar mais movimentando permaneci em silêncio, não sabia o que podia falar. Apenas chamei um Uber para mim, me despedi e fui embora.

                                                                                               
A Vítima

Chegando próximo de minha casa, vi um tumulto. Vizinhos na rua e a polícia estava em frente da minha casa. Meu coração gelou na hora e pensei logo em meu pai, paguei o motorista e corri em direção a minha casa gritando por ele. Um policial me impediu de continuar. - Você é Gabrielle, filha de Adam Belmont McKay? - Não conseguia pensar direito, depois do que aconteceu, não entendia porque aquele policial estava perguntando isso, mas tive que responder - S..im, ss..im. Sou eu mesma. - O policial não disse nada na hora, ele olhou para o chão, e depois para meu rosto. - Senhorita, deseja entrar em casa? Talvez seja melhor conversar lá dentro. - Tive um aperto no coração na hora, fiquei sem ar, aquela sensação que tive mais cedo, de que algo ruim aconteceria. - Por favor, só diga logo o que houve com meu pai - Perguntei ao policial.

- Se você insiste. Bem, como você estava demorando para voltar pra casa e seu pai ficou muito preocupado, decidiu ir atrás de você. Foi até o centro, ele foi pela estrada ao norte, mais vazia, talvez para chegar mais rápido por causa do trânsito. Mas infelizmente ele sofreu um acidente na estrada e o carro capotou. Ele está em estado de risco. -A chuva escondeu minhas lágrimas, não tive reação no momento e senti o mundo girar a minha volta. Meu pai ficou daquele jeito por minha causa, porque eu fugi da aula e fui andar no centro do outro lado da cidade. Precisava logo ver ele.

No hospital sentada observando meu pai deitado na cama, ainda desacordado. Lembrei de como meu dia foi muito estranho. Mas nada importava agora, só queria que meu pai melhorasse. Acabei cochilando e tive um sonho estranho. Eu corria no escuro e algo me seguia. Logo a frente uma tocha era jogada até onde eu estava, mas quando olhava para trás, uma criatura horrenda já tinha me alcançado.

                                                                         
Donzela, Mãe, Anciã


Tummy me acordou, não tinha ideia do porque ele estava naquele local. Ele estava muito nervoso e me deixando no mesmo estado. Ele começou a falar coisas estranhas sempre, que tínhamos que sair de lá, para meu bem e do meu pai. Começamos a discutir. - Seu pai não sofreu apenas um acidente, algo atacou ele. E a coisa que o atacou não queria ele, queria você. Como aquela loja de torta. Acha que aquilo foi normal? - Arregalei os olhos. O que ele quis dizer com ataque e que algo podia estar atrás de mim. Lembrei-me da loja, realmente fiquei com medo, meu pai nunca pegaria a segunda estrada para o Norte, ele era muito paranoico para isso. Decidi dar uma chance para Tummy se explicar. Disse que eu acreditaria nele se eu fosse com ele para a parte de trás do hospital. Eu queria ver algo, mas não sabia o que. Mesmo que não acreditasse, fui com ele.

- Por onde vamos sair? Eu espero que você saiba o que está fazendo, porque se não eu vou ter que te bater. - Ele pegou minha mãe para me guiar e tentou fazer o mínimo de barulho. Tentei fazer o mesmo. - Bee, bem ali, vamos por ali, mais para frente tem um lugar que precisamos ir.- Quanto mais andava, percebia que o hospital parecia vazio. Onde estavam os funcionários de plantão? Totalmente silencioso, enquanto ele me puxava, observava os lados. Cada vez tudo ficava mais estranho.

- Precisamos nos apressar. - Chegamos a parte de trás do hospital, um lugar aberto com uma vista para o céu e a lua iluminando a noite, rosas para todos os lados, e um agradável cheiro que exalava delas, com estradas de tijolinhos para caminhar pelo jardim.
- Não sabia que tinha um lugar bonito assim aqui. Mas o que nós estamos fazendo parados aqui?
- Bem, não sei ao certo, mas acho que estamos esperando alguém abrir uma passagem ao Acampamento Meio-Sangue.- Ele parecia agitado, como se por algum motivo estivesse com medo e pressa. Achei o nome muito engraçado e queria ri. Mas ele parecia realmente preocupado em me levar a outro lugar. Ele sempre foi louco, por isso éramos amigos, mas não levava a sério as coisas que ele dizia. E agora essa de termos que ir para este tal de Acampamento.
- Por que temos que ir para o Acampamento Meio-Sangue?
- Porque sua localização por muito tempo esteve escondida, e agora não está mais. Não me pergunte, porque eu realmente não sei muito sobre isso tudo. Estou apenas tentando completar minha missão de levar você ao Acampamento Meio-Sangue viva. Talvez não entenda, mas monstros virão atrás de você. Todo Semideus que estiver fora do Acampamento, estará correndo grande perigo. Ultimamente muitas anormalidades estão ocorrendo por todo canto, lá é o lugar mais seguro para você. - Ele sabia demais, demais para ser um simples garoto. Se tudo que ele dizia, fosse verdade, estávamos correndo perigo. Tentei entrar no que ele dizia, para ver se entendia.
- Tummy, você não é humano, então? - Esperava uma resposta sincera, possuía muitas duvidas em minha cabeça depois de tudo o que ele disse. De alguma forma estranha, eu sentia algo diferente nele, sempre senti isso, não era igual aos outros.
- Não. Apenas estou disfarçado, assim como você está disfarçada aqui entre os mortais. - Ele não pareceu surpreso com a pergunta e a respondeu de forma séria. Eu ainda tinha dificuldade de acreditar em toda aquela história dele de Semideus. E ainda sim tinha que ver com meus próprios olhos esse Acampamento, caso realmente exista. Não perguntei a ele o que era esse lugar, mas já tinha lido sobre Meio-Sangue em livros, e sabia que eram metade alguma criatura e outra humana. Não tinha como nada daquilo existir. Tudo podia ser uma grande piada, era só nisso que eu pensava.
- Só estou aqui, porque eu sei que tem algo errado e diferente acontecendo e queria saber o que é.. Começamos a discutir sobre o lugar que estávamos ainda. Até que uma senhora apareceu com mais duas mulheres, na direção da lua que estava atrás, como uma miragem, sendo uma jovem adulta, a outra parecia ser um pouco mais velha que eu. Percebi que agora, Tummy, me ignorava e olhava atrás de mim.

Com uma aparência intimadora, e uma presença que fazia parecer estar mais frio, mas só era o medo controlando seu corpo. Uma senhora apareceu, junto com uma moça que devia ser apenas um pouco mais velha do que eu, e outra que tinha um sorriso acolhedor, mas não era muito velha ou nova. Estava me tremendo, não sabia o que fazer e não consegui sair do lugar. Tummy não disse nada. Será que queria me matar? Não conseguia encarar elas, isso exigia muito de mim. Pensei que iria morrer. Juntas, elas me encararam, olhando diretamente em meus olhos e começaram a recitar algo.

Sento-me na escuridão da noite da Lua Nova com meus cães. Na encruzilhada, para onde convergem três caminhos. Todos os caminhos são desejáveis. Mas apenas um você pode percorrer. Apenas você pode escolher. A escolha cria finais. E todo início vem de um final. Qual caminho você escolherá? Qual caminho percorrerá? Embora a escolha seja sua, eis um segredo que partilho com você: O caminho a escolher é entrar no seu vazio. O caminho a escolher é deixar morrer. O caminho a escolher é voar livre. E nos caminhos escolhidos não há mal ou bem, não há certo ou errado. Existo na escuridão e na luz. Sou tanto o sopro que deixa teus pulmões vazios e traz o fim, quanto o choro do recém nascido que traz o início. Sou tanto as juras de amor quanto as lágrimas da verdade. Sou a vida e sou a morte. Tudo que se cria a de se destruir para um novo começo. Meu é o reino que não tem rainha ou rei. Meu é o tudo que não pertence a ninguém. Sou portadora da chave do fim e do início.

- O que está acontecendo? Era elas que eu devia ter medo? E quem você esperava? Após elas pararem de falar, tomei coragem para me dirigir a ele. Pensei que estava com tanto medo quanto eu. Mas ao olhar para ele, parecia apenas pensativo. As encarava com certo respeito, que eu não entendia.
- Espere, eu acho... Entendi. Eu realmente não achei que ela iria vir até aqui te encontrar. Não se assuste, você confiou em mim até agora. Somos amigos, confie mais um pouco.
- Hécate, é uma honra estar em sua presença. Por favor, abra uma passagem para que possamos seguir ao nosso destino com segurança. Levarei a criança até o Acampamento, como deseja. -
Hécate? Eu li sobre ela, foi um dos poucos livros que meu pai proibiu, e eu pegava escondido quando conseguia. Mas ele estava sempre relendo. Isso não podia ser verdade. Mas eu sei que não era um sonho, e que ele estava falando realmente com Hécate, Deusa da Magia, Encruzilhadas, do Submundo, Feiticeira, e tantos os nomes que ela tinha. Por que fazia isso? Olhava para ele, e depois para elas. Sem compreender nada. Recebi um pisão no pé, que realmente doeu, e voltei meu olhar para ele tentando entender o que estava acontecendo. - Ela está aqui para reclamar você como filha. - Respondeu. Com extrema naturalidade, fazendo parece que aquilo fosse algo normal

A senhora e a mais nova começaram a sumir como uma miragem aos poucos, só ficou uma que parecia uma mulher, não muito velha ou muito nova. Ainda me encarando. - Sátiro. - Agora olhando para Tummy - Obrigada por encontrá-la. Darei um caminho para vocês, assim que ela me dizer que aceita seu destino. - Mudou seu olhar para minha direção - Gabrielle, eu a reconheço como minha filha que estará sobre minha vigília. - Minha cabeça estava girando, desde que entendi finalmente que uma Deusa, especificamente Hécate, estava dizendo que era minha mãe. E ainda chamou meu amigo de Sátiro. Isso não podia ser possível. Eu não sabia o que pensar ou dizer. - Você aceita seu destino? - Quando ela terminou de perguntar, fiquei complemente sem entender. Olhava todos os lados daquele lugar, e não tinha ninguém. Pedi ajuda a única pessoa, além de mim e de Hécate, que estava por perto. - Não sei o que fazer! Eu devo aceitar? Eu posso dizer não? Se eu falar algo errado, morremos? -
- Você pode dizer não, é claro, mas não me pergunte as consequência disso, porque eu não sei. Mas se você aceitar, a gente pode ir embora logo, então pense bem.- Ele parecia muito surpreso e um pouco nervoso. Provavelmente com medo do que eu iria responder.
- Senhora Hécate, eu devo voltar para meu pai, ele só tem a mim. Não me entenda mal, não estou querendo desrespeitar você. - Me virei de costas para os dois, a caminho da porta para o hospital. Só queria ir embora daquele lugar, jogar uma água gelada no rosto e ter certeza que tudo aquilo era minha imaginação. Ainda tremendo, sem conseguir andar direito, sentindo o peso daquela presença que me puxava para o chão, como a gravidade. Escutei a voz dela, ainda falando comigo.

- Não a procurei antes, por um feitiço, não consegui encontra-la. Eu tinha um trato com seu pai, e ele deveria me entregar você quando completasse 12 anos. Mas ele usou o meu feitiço de proteção, com a ajuda de alguém, que todas minhas crianças tem, para fugir com você e a distanciar de quem você realmente é. Eu sou sua mãe. E você tem um destino a cumprir e não é entre os mortais. Seu pai me desafiou, invocando minha ira. Não posso perder um filho. Se você quer que seu pai fique bem, vá com o Sátiro.- Quando ela disse tudo, ainda estava de costas, paralisada. As suas palavras foram como agulhas acertando meu coração. Existia frieza em sua voz. Entendi que se eu ficasse com meu, ela o machucaria. Virei-me para ela, encarando-a.

- Agora você tem a sua verdade. Meus filhos costumam ter uma proteção, que impede de monstros os encontrarem. Meu feitiço em você já está fraco. Seu pai, conseguiu converter isso de forma, que eu, não a pudesse encontra-la, e por isso está se desfazendo até desaparecer. Agora, se voltar, eu não poderei mais jogar este feitiço e a proteger. Então monstros irão vir atrás de você, e seu pai. Não acho que queira isso para ele. Não falarei mais nada. É sua escolha. - Pela sua expressão, ela dizia a verdade.
- Tummy, isso é possível? Meu pai pode ser perseguido por monstro toda a vida, se ficar comigo?
-Eu sinto muito, mas ela não mente. Ficar com seu pai, só o colocará em perigo. - Confirmando minha duvida. Eu não tinha escolha. Eu iria para aonde fosse necessário. Finalmente entendi porque nos mudávamos tanto e o que ele queria dizer em não querer me perder. E ele nunca me perderia. Agora era minha vez de proteger ele.
-Eu aceito. Para manter meu pai a salvo. Vou aonde precisar, irei para este Acampamento Meio-Sangue com Tummy. Contanto que não deixe monstros perseguirem meu pai. - Disse de cabeça erguida e com lágrimas nos olhos.
Ela estendeu a mão, e uma chama enorme roxa e azul apareceu entre nós e, entre ela, minha mãe. Eu não fazia ideia do que era aquilo, mas eram um fogo diferente.
- Vamos Gabrielle, parece que ela abriu uma passagem para irmos embora, não tenha medo. Do outro lado, vamos sair em algum lugar do Acampamento. - Então Tummus entrou, e o fogo o engoliu, fazendo-o desaparecer. Eu queria me despedir deo meu pai, mas sabia que não teria tempo, e ela não permitiria esse pedido. Meu pai me roubou dela, em sua visão. Mas se ela tem outros filhos. Por que se importa comigo também? Eram muitas dúvidas. A única coisa que eu tinha certeza, é que iria atrás dessas respostas. Uma nova parte da minha vida ia começar. Se engolida pelas chamas, era um caminho sem volta, para proteger quem eu amo, eu faria. Me joguei nas chamas e fui engolida por ela.

Estava jogada no chão, meu corpo doía e um enjoo me fazia querer vomitar. Olhos fechados, não conseguia abrir. A claridade dificultava. Levantei-me aos poucos. Não estava morta ainda. Então meus olhos voltaram a se abrir. Vi um rosto amigável, era Tummus. Ainda no chão e gemendo e parecendo enjoado. Me espantei a ver que não era mais um garoto, com cara de velho, e sim metade humano e bode. Eu não estava machucada, mas fui parar em um lugar estranho, que tinha um campo com árvores. Tive que relembrar o que aconteceu e do porque estarmos ali. Me pus de joelhos. Olhei para minha frente, e vi um cavalo, mas não era um cavalo, tinha tronco e cabeça de humano. Olhei para seu rosto de homem e ele olhou de volta. Acho que nada mais estava me assustando. Veio de trote até próximo de mim.- Eu sou Quiron, bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue. -  
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Gabrielle Belmont McKay
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Melinoe em Seg 21 Out 2019, 20:21



Gabrielle Belmont McKay


Olha, queria dizer que foi por pouco! A ficha para Hécate é rigorosa, e você pecou em algumas coisinhas aqui e ali, mas eu gostei tanto do desenvolvimento da sua história que resolvi te aprovar! Peço que se atente a alguns detalhes, entretanto: 1. tente separar o texto em si das falas, iniciando novos parágrafos para colocar essas. Assim, há uma maior organização e é mais fácil de ler; 2. ao invés do hífen (-), use travessão (—) para iniciar e terminar falas; 3. atente-se ao uso do passado e do presente, já que você misturou ambos os tempos verbais em sua narração.

Por último, dê uma revisada na ortografia. Um exemplo de erro comum no seu texto foi:
Estava me arrumando para a escola a meia hora
Aqui, deveria ser há meia hora, já que indica ideia de tempo decorrido.


Resultados

Aprovada como filha de Hécate.

Coerência: 50 de 50;
Coesão, estrutura e fluidez: 20 de 25;
Objetividade e Adequação à proposta: 15 de 15;
Ortografia: 5 de 10.

Total: 90 xp.

Descontos: Não existem descontos nesta atividade.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

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