Ficha de Reclamação para Deuses Menores

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Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 12:58

Relembrando a primeira mensagem :


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus menor.  Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses menores disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 

   
   
 
 

   
 
 
   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   



   


   
   


   
   

DeusesAvaliação
DeimosComum
DespinaRigorosa
ÉoloComum
EosComum
ÉrisRigorosa
HécateRigorosa
HéraclesComum
HipnosComum
ÍrisComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
PhobosComum
PerséfoneRigorosa
SeleneComum
TânatosComum




Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

A promoção da ficha acabou e a história passa a ser obrigatória a partir daqui. Boa sorte a todos.

Aviso! Acerca dos chalés dos deuses primordiais e menores, eles não existem, pois a história se passa em meados de 2008, durante a Guerra de Cronos. Apenas os chalés dos doze olimpianos estão disponíveis.


TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Maisie De Noir em Qua 03 Out 2018, 15:58


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eos. Sempre foi e sempre será uma deusa pela qual sempre me inspirei e me identifico. Apesar de muitas vezes não ser bem vista em questões on game, ainda acredito no potencial dela.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Maisie possui olhos âmbar que chamam atenção e se destacam em seu rosto assim como seu sorriso quase sempre presente. Possui cabelos ruivos que vão abaixo dos ombros e algumas sardas. Sua estatura é baixa, possuindo 1,62 de altura e um corpo que pode ser quase considerado franzino.

Psicológicas: Simpática e carinhosa. Essas duas palavras poderiam ser o suficiente para descrever a personalidade da semideusa. A bondade vem de seu coração e não gosta de machucar outras pessoas a menos que seja realmente necessário. Já tentou algumas vezes guardar rancor por algo, mas no final sempre acaba perdoando e sempre levando em consideração o bem estar e felicidade do outro.

— História do Personagem:

Primavera de 1993


Uma cena não tão incomum para os que conheciam os mitos e se apaixonavam por eles acontecia aos primeiros raios de sol da primavera tão aguardada por muitos. Uma mulher loira vestida com roupas de um tom rosa claro segurava em seus braços um embrulho com muito cuidado. A sua frente um homem jovem com cabelos ruivos a encarava descrente conforme a ouvia e olhava do embrulho para o rosto da deusa.

— Cuide dela, Ethan. Ela é o fruto do nosso amor — Falou ao passar a criança para os braços do homem. Um sorriso foi compartilhado e então um beijo de despedida antes do sol iluminar os três e então a mulher desaparecer.

Verão de 2000

A rotina sempre fez parte da vida da pequena Maisie. Todo dia acordava cedo para aproveitar o amanhecer com seu pai enquanto tomava café antes de ir para a escola e após seu horário de estudo um passeio pelo parque com seu pai antes de voltar para casa. No dia que essa rotina foi quebrada, a sua vida mudou de um jeito que a garota nunca imaginaria.

{...}

O sinal que indicava o horário de saída tocava alto o suficiente para todos ouvirem até mesmo de fora da escola. Dentro do prédio se iniciou uma gritaria de crianças – todas felizes – que já estavam com seus materiais arrumados e corriam para o grande portão de entrada. Maisie era uma dessas crianças e assim que saiu encontrou seu pai do outro lado da rua, porém ele não estava sozinho. Ao seu lado um homem alto de pele clara, careca e muito bem vestido parecia  tentar convencê-lo de algo e o seu progenitor negava veemente.

— Papai? — chamou a garota assim que se aproximou o suficiente.

— Esse assunto termina aqui. Não volte a nos procurar. — O homem mais velho então se abaixou e pegou a filha no colo, se afastando do homem desconhecido e a levando para casa, sem nem mesmo passar no parque antes.

— Quem era ele, papai?

— Ninguém que precise se preocupar, querida — respondeu Ethan sem nem mesmo olhar para trás. Infelizmente ele estava muito enganado.

Outono de 2004

Os anos passaram e a breve aparição do homem desconhecido foi esquecida por Maisie. Seu pai, porém, não se esqueceu por um segundo sequer, afinal as investidas do empresário eram constantes. Ethan cada vez mais se preocupava com a segurança da sua única filha que crescia e a cada dia o lembrava ainda mais a sua mãe. Sua doçura e alegria chamavam a atenção por onde passa e dificultava mantê-la em segredo.

O fatídico dia em que tudo finalmente mudou começou com uma manhã quente de outono. Era final de semana, então a garota não precisaria se preocupar com horários e por causa disso dormia até tarde em seu quarto, porém o som de vozes cada vez mais altas a despertou. Ainda atordoada pelo sono, a garota cambaleou pelo quarto bocejando até abrir a porta e se deparar com uma cena assustadora.

Seu pai estava parado na sala com os braços erguidos e havia um homem a sua frente que segurava uma arma apontada para sua cabeça. O homem não lhe era estranho, porém não conseguia se lembrar de onde. Na televisão uma reportagem sobre onde mostrava a cara do homem desconhecido o identificando como Marco Ross, um foragido da justiça.

— Eu já falei para você, não vou entregar a minha filha! — gritou Ethan para o outro homem.

— Você é um idiota. Eu lhe ofereci milhões! Poderia sair dessa vida merda de pouco — rosnou Ross preparando a arma.

O click de quando ela foi armada fez o coração da pequena disparar dentro do peito. Ela podia até mesmo sentir as batidas em sua cabeça conforme a adrenalina corria em suas veias. Com um grito alto ela se jogou para frente e nesse momento todo seu corpo começou a brilhar com uma luz dourada, cegando o atirador.

Por um segundo, tudo pareceu estar mais devagar. Contudo o tiro ainda atingiu o seu alvo antes que a garota pudesse impedir. O grito de dor de seu pai fez a garota paralisar, estando na frente do atirador que olhava para algo acima de sua cabeça com um sorriso triunfante. Ao erguer os olhos Maisie viu um símbolo brilhar com intensidade, algo como um sol surgindo entre portões celestes.

— Finalmente... — murmurou o foragido e abriu um amplo sorriso para a garota, agarrando seu braço. — Você vem comigo, pirralha.

— Não! Pai! — A semideusa recém-reclamada tentou se soltar, mas o homem era mais forte. Ao olhar para o seu pai o viu caído no chão com a mão no peito de onde sangue escorria em abundância manchando sua blusa. Lágrimas banharam os olhos dourados enquanto ela ainda se debatia. Sem remorso algum, o maldito deu uma coronhada na cabeça da garota, deixando-a desacordada.

{...}

Quando finalmente recobrou a consciência, Maisie sentia-se desnorteada, sem saber ao certo onde estava. Sua cabeça doía de forma descomunal e quando ergueu a mão viu-a banhada de vermelho. Sangue. Assim como no chão a sua volta. Logo as lembranças do que tinha acontecido voltaram a sua mente e o desespero se abateu.

— Pai!

Antes que conseguisse se erguer do chão, uma mão apertou-lhe o ombro, a mantendo parada. Seu corpo começou a tremer de medo conforme virava a cabeça devagar na direção do dono da mão. Logo a feição jovem e os cabelos escuros aliviaram um pouco o medo que a semideusa sentia, pois não era o mesmo homem que a machucara. Mas onde ele estaria? A menina tentou procura-lo, porém foi impedida pelo jovem a sua frente.

— Não se preocupe, você está segura agora.

— O que aconteceu? Cadê meu pai?

— Já chamei a ambulância para ele, você só precisa descansar. Ele logo vai ficar bem, mas você precisa ser forte por ele, ta bem?

Segurando o choro que queria sair, a garotinha confirma com a cabeça e sem se reprimir, se jogou para frente abraçando aquele garoto que de alguma forma havia a salvado.

Inverno de 2004

As festas de final de ano se aproximavam e com elas Maisie teve que tomar uma escolha difícil. Em suas costas uma mochila pesada que continha roupas e seus pertences mais importantes. Estava sozinha, já que seu pai ainda se encontrava no hospital devido a complicações em seu quadro de saúde. Estava sozinha no momento, afinal seus outros parentes viviam tão longe quanto possível. Ela era considerada uma bastarda na família e não era bem vista, então agora devia procurar ajuda em outros lugares.

Tomando coragem a garota respirou fundo e bateu três vezes contra a porta de madeira escura da mansão Ross. Não precisou esperar muito para que a porta fosse aberta e o mesmo garoto de 16 anos estivesse de frente para ela. Agarrando com força a alça da sua mochila, a semideusa então proferiu as palavras que a levaram direto para um mundo até então desconhecido.

— Eu aceito sua oferta, Mike.

Spoiler:
O personagem citado é Mike Ross e a ficha tem ligação com a sua própria história que será desenvolvida mais para frente tanto por mim quanto ele.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Katherine J. Villeneuve em Qua 03 Out 2018, 16:38


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Phobos. Eu quero recriar minha personagem pra ver se eu me animo a voltar, então prefiro jogar dentro do campo que eu já conheço bem.

Além disso, sempre consegui explorar bem a personagem com os poderes dele e como serão poucas as alterações na personalidade dela no início, acredito que eu consiga melhorar o que acho conveniente para Katherine.

— Perfil do Personagem:

Características Psicológicas:

Criada em meio familiar rico, não é culpa apenas de Katherine que ela tenha aderido a personalidade de abelha rainha/menina má, já que, desde que manifestara - ainda muito na infância - alguns de seus poderes, fora negligenciada por seus pais. Durante a escola, Villeneuve parecia acreditar fielmente que a escola pertencia a ela, e não pensava duas vezes em contestar - ou em humilhar quem dissesse diferente disso. Dentro de sua natureza, estava adaptada a intimidar e infringir medo, mesmo sem o controle de seus poderes. Os traços de personalidade mais notáveis de Kate consistem tipicamente em ela ser superficial, vaidosa e egocêntrica; sem mencionar que ela é inquestionavelmente narcisista. Jane tenta ser gentil, embora na maioria das vezes, seja em benefício próprio.

Se Katherine em algum momento fora uma pessoa melhor, esta desapareceu junto com seu irmão gêmeo, Alexander. Após a fuga do rapaz da mansão Napier, entrou em depressão profunda e, de forma insalubre, começou a treinar os poderes de seu progenitor, já que sua mãe enfim contara a verdade sobre seu pai. Sua mãe, sendo de doutrina católica, costuma a descrever como "o mal em pessoa" e "a personificação do diabo", muito embora o casal de gêmeos fora do casamento seja uma divergência assustadora de ideias.


Características Físicas:

Katherine é marcante em cada parte de seu corpo. Seu corpo esguio é bem formado, graças à genética ou aos anos como líder de torcida. Com um metro e sessenta e sete centímetros de altura, as únicas coisas que marcam sua pele alva como a neve são suas sardas e uma tatuagem de serpente que nasce e morre entre suas costelas, o que, devido sua posição, jamais a impediu de modelar, como fez por muitos anos até sua ida ao acampamento.

Sua face é delimitada por longos cabelos ruivos e ondulados - matiz que tinge também suas sobrancelhas levemente arqueadas -, que por vezes cobre seu ombro esquerdo, ocultando a marca da gangue que a criou. Seu rosto fino comporta olhos medianos, que perderam a cor âmbar para comportar o tom carmesim, associativo ao seu progenitor. Seus lábios cheios estão habitualmente cobertos por colorações avermelhadas, dando um perfeito contraste com seu rosto, cuja maquiagem não deixa expor as efélides de sua pele.


— História do Personagem:


Deixou-se deitar no chão enquanto delirava.

Não, não é este o início do fim; este é, mais ou menos, o meio da história. Antes disso, houve a queda. E esta era talvez o gatilho de Villeneuve.

"Eu subirei acima das mais altas nuvens e estabelecerei o meu trono acima do Trono de Deus e serei semelhante ao Deus altíssimo."
Lúcifer

"Preciso te levar embora. Corra."

Abandonaram a casa que foi sua moradia por tantos anos e em pouco tempo, ouviram-na explodir. Não pare de correr. A voz de seu padrasto alcançou seus ouvidos, mas ela não pararia nem mesmo se ele ordenasse. Havia uma gangue atrás deles, a traição de Joseph fora descoberta. O medo agora consumia-a viva, como um organismo, impulsionando-a a continuar correndo. Já havia tomado uma boa distância dele quando caiu.

Pensou em Lúcifer. Em sua queda. Em quantas vezes sua mãe contara aquela história, quando o fanatismo havia consumido seu cérebro dedicado; quando sua fé era a única coisa que a restara. Pensou sobre aqueles versos escritos por alguém chamado Isaías, em que o anjo caído que jurara superar o deus católico foi ao mais profundo abismo que seria possível. E lá fez seu império. Pensou no inferno. E voltou a pensar na queda. Talvez fosse aquela sensação, afinal. A sensação de voar sem asas, de um plano infinito, da ausência de medo que deveria sentir, mas no fim, não o fazia; ao se igualar com a figura angelical, sabia, em uma certeza falsa, em uma convicção incerta, que sobreviveria. Se Lúcifer soubesse, teria se livrado do reino dos céus muito antes.

Lilith era, pelos mitos mais antigos, a primeira mulher de Adão, a enviada de Lúcifer e também, o demônio dos ventos. Era boa e ruim; tinha fases como a lua. Lilith era poderosa, e caiu pelas fraquezas mais mundanas. Mas você, meu anjo, você já é o anjo caído.

O sussurro de sua mãe em seu ouvido a fez abrir os olhos sutilmente; um depois do outro. Via padrasto caído logo ao seu lado e podia sentir o alívio sutil, ele estaria com ela afinal. Aquilo a fez viajar de novo. Talvez para mais longe do que sua infância.

"Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra.
"
Apocalipse 12:7-9

Pensava em sua mãe. Nunca parara para pensar nela, mas o fazia naquele agora, uma forma de redenção. Quando Alexander foi embora, Cassidy enlouquecera. Pior que isso, tivera depressão, e nunca, nem mesmo por Katherine ou pelo seu marido, melhorou, nem mesmo tentou melhorar. Aos poucos, o fio de sanidade mental que a conectava com o mundo se desgastava, até arrebentar. Quando o fez, as palavras já não faziam sentido. As lágrimas desciam como a chuva em um dia de inverno, sem pressa de cessar. O silêncio ensurdecedor da casa era a companhia mais sensata da filha de Phobos, mesmo que, por vez ou outra, fosse interrompido por algum balbuciar insano, pelos tiros da mansão, pelos gritos que a gangue soltavam dentro da casa vez ou outra.

Era uma noite fria. Depois que sua mãe surtou, os dias e as noites acabaram por se tornar muito, muito mais longos. E a garota, no auge da adolescência, não deixaria aquela estragar sua vida. Dizia a si mesma que era a melhor decisão. Que era uma escolha difícil de fazer, mas todos sabemos – até mesmo você – que não era. Adentrou o recinto, que fedia a urina, vômito e sangue e suspirou. Informou-a que estava no horário das medicações e recebeu um sorriso fraco. Sabia que sua mãe tomaria o frasco inteiro se deixasse, e foi o que fez, ingerindo todo aquele. Sua mãe agradeceu, disse a ela que a amava.

Adeus mamãe.

Não sabia se sua voz estava naquele ou em outro plano. Não fazia diferença, ponderou. Olhou para o lado de novo. Ainda tinha companhia. Queria falar com ele, mas parecia tão absorto quanto ela estava a... Segundos? Minutos? Horas quem sabe; atrás. E era pra lá que voltaria, pelo menos tinha um passatempo. Assim como Lúcifer.

Pensava na droga. Fazia horas que não colocava nada em seu organismo. Tinha quase certeza que tinha algo dentro da bota, assim que chegasse ao inferno, teria de colocar aquilo pra dentro. Pensava na abstinência. Seis horas. Mais todo o tempo de queda. Pensava nas consequências. Os tremores, o cansaço, a ânsia de vômito constante. A sensação de que estava morrendo em prestação, o nariz sangrando. Pensava no nariz ensanguentado. Podia sentir todos os vasos se rompendo. A dor excruciante, a lágrima escorrendo pelo canto do olho esquerdo; um traço desuniforme e escuro como a noite manchando a pele pálida. Pensava no sangue. Sentia o líquido escarlate escorrer até seus lábios finos, o gosto metálico envolvendo cada milímetro de sua língua, aliviando aquela sensação desconfortável, como se a areia passasse por sua garganta. Tossiu.

Abriu os olhos. Estava perto do chão?
Vácuo. Nem mesmo uma onda sonora.
Silêncio. Estava sozinha?
Solidão. Onde estava seu corpo?
Dormência. Estava morta, afinal?
Queda. Era aquele o inferno?

Tateou o ar. Sentiu-o. O medo a velava como uma nuvem, um abraço que não a deixaria se quebrar contra o chão. Seria o suficiente para que sua queda fosse tranquila. Leve. Não fosse uma queda. Fosse seu pouso. Como o anjo que era. Mesmo que tivessem arrancado suas asas.

"Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. "
João 12:31

Sua mãe costumava falar sobre as asas de Lúcifer. Que eram as mais bonitas do reino dos céus. O que se falava era que Deus havia dado ao arcanjo os próprios pares, uma forma de destacá-lo diante aos outros.

Deixou-se deitar no chão enquanto delirava.

Era um par de asas majestoso. Quando caminhava, as penas mais inferiores tocavam o chão. Eram as penas mais brancas que já se vira; se um humano a encarasse, ficaria cego instantaneamente. Emitiam um brilho prateado, ainda mais reluzente se seu poder estivesse em uso: poderia curar qualquer ferimento. Katherine daria tudo por uma pena daquelas agora. Sentia a dor consumir seu corpo.

Dor. Podia sentir.
Consciência. Não estava morta.
Frio. Não era o inferno.
Inferno. Parecia o inferno.
Passos. Não estava sozinha.
Pânico. Não estava sozinha.

Choque. A alma de Katherine parecia querer abandonar o corpo. Sua mente vagava entre os dois lados, entre desistir ou lutar. E não achava que fosse uma escolha tão difícil. Mas mesmo que escolhesse a segunda opção, estaria tão perto da morte quanto. Abriu os olhos que não sabia bem quando os fechara. Passos. Encarou a sua frente. Passos. Viu a forma se aproximar. Passos. Seu padrasto Passos. Ele poderia ajudar. Farfalhar. Sua visão turvou. O som dos passos se afastara. O silêncio era sua única companhia

Pensou sobre o seu padrasto. Queria que estivesse com ela, mas ele o abandonara. Puta egoísmo, eu sei, ele parecia melhor do que ela. Poria-se de pé se fosse possível. Rolou, de modo com que ficasse de bruços contra o chão de terra. Tossiu. Apoiou as mãos, uma em cada lado do corpo, e sentiu cada músculo que podia sentir tremendo. Deixou a face tocar o chão mais uma vez. A dor lancinante envolvendo seu tronco. Podia se lembrar de quando foi atingida e resmungou algo que eu não ousaria repetir aqui. Apoiou seu corpo na própria lateral esquerda, colocando a mão onde acreditava que podia sentir as costelas partidas. Estava fora do lugar. Suspirou, havia perdido a guerra. A guerra. Levantou-se. Não sabia como tinha o feito, mas o fez. Ficou lá, sentada, absorvendo a dor.

Lembrou-se da droga no sapato. Tirou-os rapidamente, chacoalhando-os até o pequeno plastico transparente cair. Aquela quantidade não seria suficiente nem para um momento feliz. Fez aquilo da maneira menos sadia possível. Depositou o pó embaixo da língua, o gosto ácido se espalhando rapidamente, dissolvendo-se em segundos.

Esqueceu-se dos sapatos. Pôs-se de pé. Poderia morrer naquele segundo e não faria a mínima diferença. Suspirou. Deu três passos, eu sei porque eu contei.

Um. Doía como se mil facas atravessassem seu corpo.
Dois. Ela não aguentaria tanto tempo.
Três. Equilibrou-se na parede de espelhos.

Vomitou. Por n motivos. Pelo órgão perfurado, pelo medo, pelo cansaço e talvez por culpa da droga também. Encarou o líquido escarlate encharcar a terra marrom e viu uma lágrima se misturar em meio à poça difundindo-se em meio ao sangue, assustada com o fato do barro não absorver a mistura. Encarou seu reflexo contra a tela rachada de seu celular. Sua face demonstrava um milhão de sensações estranhas. Seus cabelos ruivos agora possuíam manchas vermelhas, a maquiagem criara uma nascente de traços pretos irregulares pela pele pálida, que agora se difundia com a sujeira gerada pelo material natural da floresta. Traçou um objetivo, caminharia até a estrada. Pé direito, pé esquerdo... Sua voz era como um mantra, uma ordem silenciosa. Parava vez ou outra para expulsar o sangue que se acumulava, observar as árvore e tomar as decisões cabíveis.

Pensava sobre o clima. Fazia muitos anos que a temperatura não a incomodava, mas naquele momento sentia os calafrios percorrerem seu corpo, seus músculos de contraindo a cada estalo que o ambiente fazia. As folhas balançavam, a terra molhada contra os pés desnudos a fazia temer o pior. O frio estava apenas em seu psicológico.

Ouvia o sibilar sutil, podia sentir olhos a encarando. Queria sair dali mas sentiu o bote da cobra contra sua perna, e mesmo quando a segurou com um golpe certeiro, sabia: o veneno estava em seu corpo. Correria em suas veias, espalharia-se pelo seu sangue, mataria-a da forma mais lenta e dolorosa possível.

Pensou em Lúcifer. Sua mãe sempre disse que a cobra que desvirtuou Adão e Eva foi enviada pelo Satanás, que não estava contente em sua solidão. Talvez o anjo a quisesse com ela. Seria fiel a ele, com certeza seria. Ela o amava. Ele sempre esteve lá. Mas ela teria de ir atrás dele antes que fosse tarde demais.

Correr. Para lugar nenhum.
Inferno. Precisava chegar.
Frio. Estava longe.
Metal. Deixara a floresta pra trás.
Terra. Já estivera ali antes.
Sangue. Nunca saira do lugar.

Tateou a perna ferida ainda no chão. Nada. Havia alucinado. Lúcifer não estava com ela, afinal. Colocou-se de quatro no chão, deixando o sangue sair da sua boca. Encarou-se novamente no reflexo, a palidez agora se estendia para os lábios, para a cor de sua iris. Precisava sair daquele local. Rastejou, não sabia dizer por quanto tempo, mas o fez. Não contou por quantas vezes se colocou em uma encruzilhada, mas a cada uma delas, ela garantia que ia desistir na próxima. E a hora havia chegado.

Seu corpo alcançara o limite. As lágrimas de derrota escorriam condescendentes. Suas costas alcançaram o chão cerâmico em um baque surdo. Em poucos segundos, o sangue expelido não era o suficiente. Tossia incessantemente, engasgando-se com o próprio sangue. Estava morrendo.

Pensou no paraíso. No quanto gostaria de que fosse mentira. Talvez fosse pro paraíso, quer dizer, mesmo o inferno não seria tão ruim. Teria que pagar pra ver.

Concentrava-se nas lágrimas que caiam, quentes, ásperas, culpadas. Se parassem de cair; saberia qual era a cor da cobra que se pendurara no teto. Dava atenção ao silêncio; se não estivesse tossindo tão alto, poderia ouvir ao bater de asas da borboleta azul. Tentava apreciar o cheiro; se não tivesse vomitado tanto, poderia sentir o cheiro das flores. Afagava a terra com o pé; se não tivesse andado descalço e cortado toda a planta, agora poderia sentir a terra fria. Procurava limpar a garganta, já havia se cansado do gosto ferroso.

Não sabia dizer em que momento perdeu a consciência. Mas quando a recobrou, viu-se tão próxima à estrada quanto gostaria. Estava logo ali, quase ao alcance de seus dedos. As palmas das mãos foram de encontro ao chão. Sabia que levantar-se exigiria muito de si, portanto, arrastou-se tanto quanto podia em direção ao asfalto. Viu uma luz branca irradiar contra seus olhos avermelhados.

Você pode me levar até esse local?

Murmurou com medo. O caminhoneiro assentiu levemente ao ver o mapa que a menina mostrava, um ponto no meio do mapa.

Você vai encontrar Alex lá. Eu prometo. Mas não volte para casa, Kate.

Pensou em casa. O conforto que o chão de tacos lhe trazia. O tapete manchado de tinta azul logo na entrada. Assim que voltasse, iria consertar as janelas. E a porta. E as cortinas. Ia limpar o quarto de sua mãe. Contrataria um jardineiro. Talvez mandasse reformar a cozinha, mas não os banheiros. Fez-se um mundo de promessas que jamais cumpriria, numa forma de se manter lúcida. Olhou para o lado e pôde ver sua cafeteria favorita. Queria um café. Talvez depois. Testaria um novo café da próxima vez. Precisava dormir. Pensou em Lúcifer.

"Como você caiu dos céus,
ó estrela da manhã, filho da alvorada!
Como foi atirado à terra,
você, que derrubava as nações! Você, que dizia no seu coração:
"Subirei aos céus;
erguerei o meu trono
acima das estrelas de Deus;
eu me assentarei no monte da assembleia,
no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto
que as mais altas nuvens;
serei como o Altíssimo". Mas às profundezas do Sheol
você será levado,
irá ao fundo do abismo!
"

Isaías 14:12-15


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Miranda Belotto em Qua 03 Out 2018, 18:03


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Deimos, pois nunca havia um personagem do tipo e gostaria de tentar algo novo, além de ter me interessado pelos poderes assim que os vi.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Possuindo uma constituição pequena, a primeira vista você deve pensar ser uma garota inofensiva. Medindo por volta de 1,60 com cabelos negros herdados de sua mãe e traços faciais que mais lembram a avó materna que sua própria progenitora.

Psicológicas:
Detalhista e de personalidade forte, não se engane pelo rostinho bonito. A garota acredita que tudo deve existir em um equilíbrio, inclusive isso se apresenta quando seu lado divino se mostra presente revelando o pior de sua personalidade, não sentindo remorso pelas coisas que faz ao pensar ser por algo que de alguma forma interfira na balança do destino.

— História do Personagem:

erro 404 not found
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 146-ExStaff em Qua 03 Out 2018, 20:17




Avaliação —  Maisie De Noir


Ficha bem escrita, com os requisitos necessários e organizada! Estou ansiosa para saber mais sobre essa trama conjunta que você citou. Parabéns, filha de Eos!


Resultado

Aceito como filha de Eos;
99 xp;
Item de reclamação padrão.


Avaliação — Katherine J. Villeneuve


Não tenho dúvidas que seu conforto em Phobos gerará ótimas narrações para a Katherine. Não tenho críticas, adoro o modo com que você escreve. Pense em Lúcifer outras vezes. Parabéns!


Resultado

Aceita como filha de Phobos;
100 xp;
Item de reclamação padrão.

Avaliação —  Miranda Belotto


Olá, Miranda! Gostei das suas descrições, mas acredito que podiam ter se estendido um pouco mais já que você não criou história. Entretanto, como a ficha para Deimos não requer avaliação rigorosa, é o suficiente. Parabéns!

Resultado

Aceita como filha de Deimos;
Sem recompensa;
Item de reclamação padrão.



ATUALIZADOS






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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Ailee Josephine Hayoung em Qua 03 Out 2018, 21:11


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Perséfone, pois acho que de todos os progenitores disponíveis, ela é quem mais com Ailee.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas): Ailee tem longos cabelos castanhos e olhos da mesma cor que exalam inocência, apesar de ter esquecido o que isso significa. Sua pele pálida contrasta com seus lábios levemente rosados, seu corpo não tem muitas curvas por sua descendência coreana, tem aproximadamente 1,55 de altura e pesa aproximadamente 45kg.

Apesar de ter sofrido muito e ter tido um passado não muito convincente, Ailee ainda esconde um pouco de alegria e curiosidade por baixo de uma longa e larga camada de ódio e sentimentos frios, costuma ser bem ácida com as pessoas por isso acostumou a ser chamada de metida e ignorante, tem bastante dificuldade em fazer amigos e as vezes tem baixa auto-estima.

— História do Personagem:

Bem, o que posso contar a vocês? Prometem que não vão fugir, como os outros? Não vão deixar minhas linhas, mesmo nos piores momentos? Pois o que tenho a contar, não é belo, não é simples. Trata-se de uma história antiga, desde a aurora de minha existência. Tudo começou, bem antes de eu nascer, e mesmo agora, parece irreal...

Um conto de flores e mortos


Desde muito jovem, eu havia sido criada pelas irmãs do edifício Lar de Caridade e Luz de Maria, um orfanato católico localizado na periferia do Queens, Nova York. Sozinha e desabrigada, eu vagara por uma semana inteira, até que uma das freiras havia me encontrado congelando contra a parede de um beco sujo e fedorento, ao lado de uma Blockbuster de esquina. Vez ou outra, os funcionários conseguiam-me um café ou bolinho, e por mais que eu me alimente bem agora, nunca vou esquecer do sabor do creme doce, e do café quente. A fome, torna tudo melhor. E eu nunca esquecerei os rostos daqueles que me alimentaram, também. Mas, como cheguei às ruas? Provavelmente, vocês estão perguntando a si mesmos. Deixe-me contar-lhes de onde vim, e talvez compreendam.

Filha de um floricultor chamado Kwon Donghee, nunca conheci minha mãe. Lembro de assistir no rosto cansado do meu pai amado, a luz da alegria e da melancolia a cada vez em que ele lembrava-se dela. Com o hábito estranho de levar algumas de suas amadas flores para o cemitério da cidadezinha onde eu crescera, papai contara-me que conhecera mamãe numa tarde de outono, quando as flores começavam a cair. Segundo ele, mamãe havia dito-lhe que o observara de longe, e que se apaixonara por ele, ao reconhecer o amor que ele tinha para com as flores, e para com os mortos. Papai sempre respeitara a morte. Curiosamente, ele dissera-me apenas que mamãe nunca poderia ter ficado mais tempo conosco. Segundo ele, ela lhe dissera que só tinha mais alguns dias na cidade, antes de ter de seguir em frente, para sua terra natal. Papai a amara, então. Eles haviam concebido a mim, e nove meses depois, eu havia sido deixada em sua porta com uma orquídea branca, e uma carta de amor que eu nunca pude ler.

Para papai, que nunca soube a identidade verdadeira de minha mãe, receber uma filha desconhecida em seus braços poderia significar apenas a sua morte. Em luto, ele passou grande parte de minha infância triste, e com semblante cansado. A única coisa que o mantinha sorrindo, era sua floricultura. E eu, é claro. Com o passar dos anos, passei a compreender que era diferente de outras meninas. Todas tinham mãe e pai, e eu nunca vira a minha. Acreditando que de alguma forma eu a matara no parto ou que eu fora má para que ela não me quisesse, tornei-me rebelde e muito agressiva por algum tempo. Foi quando, por acidente, provoquei um incêndio na floricultura. Papai se negara a me levar para um passeio na cidade em um sábado, e depois que ele saíra do escritório para cuidar das flores, eu havia derrubado uma garrafinha de álcool utilizado para limpar o balcão, sobre uma pistola de cola quente, ligada à tomada para fazer um arranjo encomendado. A tragédia foi imediata. Salvando-me, ele tirara-me do local enquanto o fogo consumia o nosso sustento. Aquele, foi o início da nossa ruína. Eu só não imaginava, que tudo estivesse bem mais relacionado a mim do que eu supunha.

Após recuperar-me da inalação de fumaça, recebi a notícia de que o Conselho Tutelar me enviaria à um reformatório, e que meu pai nada poderia fazer, pois a polícia havia constatado que o incêndio fora intencional. Aquilo arrasou com ele. Deprimido, meu pai mergulhou na bebida, e contraiu dívidas com pessoas perigosas, para reconstruir a floricultura. Levada ao primeiro abrigo pelo qual tive o desprazer de passar, fiquei aos cuidados do odioso Padre Choi, sendo enviada para um lar adotivo em Nova York, para ficar longe de papai. Descendente de coreanos naturalizados americanos, ele mais parecia um maracujá envelhecido, do que um homem. Mas isso não era o pior sobre ele. Com meus singelos nove anos, não tinha noção dos horrores aos quais ele me expunha. Tão nova, fui maltratada de muitas formas por aquele ser tido como bondoso e confiável por todos. Lembro-me até hoje de tê-lo odiado. E por muito tempo, acreditei que apenas o ódio poderia defender-me das pessoas. Fugindo do meu lar adotivo, vaguei pelos próximos meses, alimentando-me com a caridade dos funcionários da Blockbuster. Ao ser encontrada pela irmã Gemma, desnutrida e revoltada com o mundo, fiquei surpresa com seu amor e compreensão. Ela foi a primeira influência positiva feminina, que tive em minha vida.

Os três anos seguintes foram mais fáceis, mas a dor da perda de meu pai, ainda que ele estivesse vivo, era como uma presença frígida em minha alma. Mentindo meu nome, deixei de ser Kwon Sooyoung, e tornei-me Ailee Josephine Hayoung. Nervosa, eu sabia que Gemma não se deixara enganar. Mesmo assim ela concordou em proteger-me do lugar do qual eu fugira, indo contra suas próprias crenças na verdade, e mentindo por mim. O maior sacrifício que alguém já fizera por uma criança problemática. Depois, crescer foi fácil em uma escola decente e com pessoas amorosas. Mas eu não tinha notícias de Donghee, meu pai. Até meu aniversário de quatorze anos. Foi quando vi meu pai outra vez. Eu gostaria de dizer-lhes que ele encontrou alguém, que foi feliz. Mas esta não é uma história de amor, ou para idealistas. Quando vi meu pai outra vez, conheci também quem eu era. E não de uma maneira agradável. Foi numa manhã particularmente fria de fevereiro, quando uma camada de neve branca cobria o pátio do Lar de Caridade e Luz de Maria, ou L.C.L.M., como eu chamava. Eu estava correndo quando meus tênis All-Stars gastos escorregaram no piso congelado. Lutando para não cair, segurei-me na fonte com o Arcanjo Gabriel, que fitava nosso lar com paz e tranquilidade constantes. A primeira coisa que me veio à mente quando o vi. Agora, além dele mais alguém me observava. E sua presença, foi como uma presença obscura, que eclipsou o sol. Tudo escureceu, como se morresse. Como se nada mais pudesse ser ardente, vívido.

- Você é tão bonita quanto eu ouvi dizer. - o homem me disse, com certo desprezo em sua voz. Havia ali certa amargura também, e ressentimento. - As crias de minha esposa não são numerosas, pequena. Você deve saber o porquê.

- Ahn? - foi a coisa mais inteligente que eu pude dizer. Ou seja, nada. Sinceramente, se eu soubesse com quem estava falando, provavelmente teria me comportado ainda pior. Ou não. Vai saber...

- Você não tem a menor ideia de com quem está falando, não é mesmo, menina? - fiz que não, assustada. Eu queria correr e chamar por Gemma, mas ela não parecia estar em lugar algum. Aliás, ninguém parecia estar em lugar algum. Era tudo silêncio, sombra e céu nublado. Estranhamente nublado. - Eu sou Hades, deus dos mortos. Senhor do submundo, dos tesouros da terra, e blá, blá, blá...

- Espera! - berrei. - Você é O Hades, tipo... O Hades mesmo? Que legal ! Tipo o do Seinto Seiya (Cavaleiros do Zodiaco) ?

- Nem me fale neste desenho. Como se eu fosse me abrigar num corpo humano... Ainda mais naquele corpo! - não entendi o problema. O Shun era gatinho. - Mas isso não vem ao caso. Eu vim até você, jovem mortal, com um aviso. E com um conselho. Minha mulher tem sido, por diversas... Inapropriadamente benevolente com os seres humanos. E por outras vezes, muito agressiva quando se trata dos meus próprios filhos. Ainda mais agora, que Zeus revogou aquela estúpida restrição aos Três Grandes, e... Bem, você deve estar confusa. Devo apenas lembrar-lhe que não lhe farei mal. Isso seria uma dor de cabeça secular. Mas você não poderá mais fazer parte deste mundo. Deve se reunir aos seus semelhantes no Acampamento Meio-Sangue, ou não durará muito tempo. Seu cheiro já atraiu a atenção de um trio de ciclopes que vive nos becos próximos deste orfanato. Os filhos de minha mulher parecem ter uma fragrância excessivamente agradável. Apesar de não serem os mais poderosos, são muito detectáveis...

- Por que está me ajudando? - indaguei, totalmente desesperada. Se a mulher dele era minha mãe, e ele era Hades, eu era filha de... Perséfone? Bem, desde que eu me livrasse daquele tio louco, já estaria feliz... O que era aquela blusa do AC/DC ? Cara, ela parecia não ter sido lavada há séculos...

- Não estou te ajudando, semideusa. Estou me desculpando por uma... Atitude impensada. - Hades pareceu encarar os próprios pés, ligeiramente incomodado. O que era tão grave a ponto de incomodar um deus? A resposta veio quando ele abriu a mão esquerda, e o espetro de meu pai surgiu diante de meus olhos. Ele parecia cansado, pálido da morte, mas muito feliz. O lugar onde ele estava era bonito. Mas, se Hades era o deus dos mortos, e havia invocado meu pai, isso significava... ?

O choque foi demais para mim. Chorei alto, e meu peito apertou-se numa convulsão arbitrária e desleal. Sentei-me na fonte, encarando minhas mãos enluvadas. Eu só usava roupas doadas pelos outros, mas nunca havia pensado muito nisso. Era estranho como naquela hora, eu estava focando no fato de que minhas luvas cinzas eram maiores que minhas mãos, para desviar a atenção da minha dor. Não funcionou. Depois, encarei Hades com ódio. Ele havia feito aquilo? Por quê? Meu pai era um homem comum, nunca poderia representar ameaça a ele!

- Os deuses são tão egoístas quanto os humanos, minha jovem. - ele não parecia irritado, mas eu sabia que estava lendo meus pensamentos, e meu ódio também. - Eu não a culpo. Também me odiaria agora. Muitos antes já me odiaram, e aqui estou. Agi por ciúmes, e num espasmo de fúria, descontei em seu pai o afeto que Perséfone sentiu por ele, e que por vezes ainda nega a mim. Permiti que algumas barras de ouro surgissem em seu jardim, e elas carregavam uma poderosa maldição. Usando-as para pagar os seus agiotas, seu pai acabou condenando a si mesmo e a eles, à morte. Um dos mafiosos mais conhecidos de Nova York quis saber de onde aquele ouro estava vindo, e matou seu pai e os próprios comparsas, buscando a origem do metal precioso que eles tanto escondiam. Nada encontrou. Mas então eu conseguira o que queria. Sou muito bom nisso.

- Por que? - indaguei, horrorizada. Eu não me referia ao motivo de suas ações, mas sim ao motivo para que ele estivesse me contando aquilo tudo. Não tinha certeza se ele entendia, mas ele sorriu. O odiei ainda mais.

- Porque eu posso. - e então percebi que, diante de qualquer pergunta que eu fizesse, a resposta seria a mesma. Ele, e todos os deuses, conseguiam o que queriam, porque podiam. E depois de ver meu pai daquela forma diante de mim, não havia espaço para dúvidas. Odiei minha mãe por ter entrado na vida de papai, e ferrado com tudo. A linda Perséfone, uma baita chave de cadeia! - Controle os pensamentos, menina. Sua mãe a ouve. - "Ela que se dane!", eu quis gritar, mas me detive diante do deus da morte. Ele me dava muito medo. - Não se preocupe com seu pai. Ele vive nos Elíseos. Sua mãe assim garantiu, aliando-se à vida correta e exemplar que ele levou. Os meus juízes nada tiveram a levantar contra ele.

- E o quê eu faço agora? - indaguei, como uma boneca de pano, vazia. Sem alma.

- Espere um jovem de muletas. Ele deve estar aqui pela manhã. Siga-o sem questionar, e o mais depressa possível. O sátiro disfarçado a levará até um lugar seguro para todos os semideuses. Sei que não posso pagar minha dívida com você, criança. Mas nem todos têm a honra de me ver pessoalmente, em seu primeiro contato com o nosso mundo. Considere-se honrada. - de um jeito estranho e selvagem, eu sabia que Hades estava me provocando. Ele virou-se para sair, e o chamei de volta, gritando "Hades!", bem alto. Ele olhou, sorrindo.

- Muito obrigada por matar o meu pai, e vir aqui me dizer isso. Obrigada por contar sobre minha mãe ausente, e por me causar mais dor que qualquer outro. E eu conheço sobre dor. A minha mãe deve ter visto, sentada no trono dela, ou fazendo qualquer coisa que vocês façam no tempo livre! Estou imensamente grata! Não vejo a hora de retribuir o favor. - disparei, revoltada. Ele era tão egocêntrico.

- Às ordens, minha dama. - sumindo num vórtice de sombras, Hades se foi. O tempo voltou a correr, e o sol surgiu novamente. Quem era o deus do sol? Apolo? Bem, ele não devia estar feliz com a interrupção do seu trabalho. Chocada e nervosa, corri para o meu quarto, sem saber o que fazer.

Foi o pior aniversário da minha vida. Por que essas merdas tinham que acontecer sempre quando eu estava tendo um pouco de felicidade na minha vida? Imaginei que se Hades não era bom aliado, muito menos bom inimigo. Jamais poderia fazer nada para vingar papai. Devia deixar isso para alguma deusa de vingança, ou para alguém responsável por trazer justiça ao mundo. Eu estava sofrendo muito mais pela minha perda, do que julgara possível. Eu lamentava os momentos que nunca teria com meu pai. Tudo por causa do meu maldito incêndio. A tarde em que eu destruíra nossas vidas, nunca sairia da minha mente. Apática, segui o sátiro disfarçado de deficiente que surgiu no Lar de Caridade e Luz de Maria, no dia seguinte. Gemma não sabia, mas eu jamais voltaria, se pudesse evitar. Não queria vê-la morta como todos os outros. Triste e abatida, resolvi que odiava aquele mundo, e principalmente minha mãe. Como ela podia ter permitido tanta crueldade com meu pai? Não era certo que os deuses interferissem daquele modo no mundo humano. Mas... De certa forma, Hades não interferira. Ele apenas criara o ouro. A decisão de usá-lo para as dívidas foi de papai. Se ele tivesse usado o ouro na floricultura, nada teria acontecido. Mas meu pai jamais deixaria de pagar a um credor. E Hades também sabia disso. Rendendo-me, senti-me sonolenta e exausta (emocional e fisicamente), quando chegamos ao Acampamento Meio-Sangue. A placa estranha com o nome estava pendurada em grego antigo, mas eu pude lê-la. Nervosa e ansiosa, segui o sátiro pelo local, ignorando qualquer olhar direcionado à novata esquisita. Sem poder esperar para descansar, deitei-me na maca de uma enfermaria bonita e dourada, com símbolos e frascos estranhos por toda a parte. Não fui atacada por ciclopes, mas a correria era cruel. Incapaz de vivenciar minha própria realidade por muito mais tempo, desmaiei para o esquecimento...

E aqui, é o ponto onde nossa história acaba. Acordei no Acampamento, na Enfermaria Central. Uma papoula entrelaçada à um narciso brilharam imponentes sobre a minha cabeça. Sem saber o que fazer, ou onde ir, ouvi o nome de minha mãe ecoando nos lábios de outros semideuses. Perséfone, Perséfone. Irritadíssima, fingi ouvir os conselhos de meu sátiro protetor, Cillas, e caminhei até um canto mais isolado da mata. Mas nada apagaria a minha raiva. Não durante um longo tempo. Sem saber como segui, contei minha vida a vocês. Agora, só posso esperar que aguardem, para o que ainda está por vir...
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Xayah Lhothlan em Qua 03 Out 2018, 23:50


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hécate.

Hécate é a deusa dos mistérios, e sua área é a magia. Xayah é descendente de um clã de magos, todos adoradores da magia ioniana - uma terra antiga, destruída com o tempo e há muito perdida nas catacumbas secretas da Inglaterra. Seus antepassados foram adoradores da deusa da magia, e o pai de Xayah era um dos mais envolvidos com o mundo místico - ele podia ver através da névoa, e foi assim que conheceu a deusa. Em função de querer trabalhar com esse lado místico da família de Xayah, e resgatar a magia ioniana que existe na semideusa, resolvi escolher Hécate como progenitora. O que melhor que a deusa da magia para resgatar a magia?

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Xayah é uma garota baixa, com cabelos loiros que herdou de seu pai, assim como os olhos verdes. Ao olhar, uma beleza incomparável pode ser vista, radiante e resplandecente como o sol primaveril. Os lábios são cheios, e estão sempre entreabertos e esboçando um sorriso sarcástico ou fatal - afinal, se não for para seu Rakan ou para desprezar alguém, ela sorri para matar. Graças aos treinamentos físicos que recebeu, e aos costumes que adquiriu, seu corpo se mantém em forma e saudável, com curvas bem definidas e nada fora do lugar. Os olhos são grandes e expressivos, embora ela sempre mantenha o rosto escondido sob um capuz púrpuro, com pontas parecidas com penas. Uma tatuagem pode ser vista abaixo dos olhos, saindo de perto de suas orelhas e indo até próximo ao canal lacrimal, ambas púrpuras, dando um destaque a mais para as íris verdes intensas.

Características Psicológicas: Xayah é uma garota independente - ou é isso que gosta de pensar, uma vez que está sempre junto com seu parceiro e namorado. Não possui muita paciência com algumas coisas, principalmente com pessoas que se fingem de sonsas, mas sua paciência com crianças e com Rakan é infinita. É inteligente e estrategista, com objetivos bem definidos e foco necessário para cumpri-los de forma eficiente e eficaz. Como passou grande parte da vida dentro dos portões seguros de sua casa, não conhece muita coisa - Xayah saiu de casa com 18 anos, que foi quando conheceu aquele que estaria para sempre consigo -, sendo um pouco ingênua para algumas, mas muito esperta para outras. Não gosta de ver injustiças, e trabalha arduamente para combater todas elas. Não chega a ser animada como seu parceiro, mas sabe dançar muito bem e sempre o acompanha quando o assunto é alegria - embora ela mesma sempre mostre o oposto disso.

— História do Personagem:

Vai ficar em aberto, para desenvolvimento. Muito obrigada <3

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 147-ExStaff em Qui 04 Out 2018, 21:21




Avaliação  



Resultado —  Ailee Josephine Hayoung

Reprovada;

    Encontrei sua ficha em outro fórum, querida. Envie uma MP comprovando sua autoria em até 24 horas para evitar punições mais severas.


Resultado — Xayah Lhothlan

Aceita como filha de Hécate;
Recebe o item padrão;

    Ficha bem executada, cumprindo todos os pontos necessários para sua aprovação. Parabéns e bem vinda!



ATUALIZADA



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Charlotte Petersen em Qui 04 Out 2018, 22:51


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo a reclamada por Perséfone, pela visão que tenho dela, tendo ela um contato com a beleza da natureza e o sombrio do submundo. Ela é a junção de dois opostos, e os harmoniza serenamente. Possui força admirável por ter aprendido a aceitar a vida numa prisão. É um ser de tragetória singular. Personalidade em que Charlotte se espelharia de bom grado.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Cabelo curto e colorido (nem sempre a mesma cor), branca; 1,70; olhos castanhos. Conversa gesticulando com as mãos/braços, e nem sempre consegue conter as emoções através de expressões faciais. Andar cauteloso e passos calculados, postura sempre ereta e com ar de dominância (mas não sente ser o que transparece). Tem tatuada na nuca a constelação de câncer. Ruboriza a face facilmente, mesmo em situações simples. Treme quando encontra alguém que conhece, ou chega em lugares movimentados. Nunca foi de frequentar aulas de educação física, portanto seu condicionamento não é dos mais preparados. Veste-se com cores neutras, em contraste ao cabelo sempre colorido.

Características psicológicas: Já foi taxada de depressiva/esquizofrênica, mas sabe que não é nem um nem outro. É ansiosa, e lida com isso através de terapias alternativas. Procura filtrar tudo o que recebe, e receber tudo o que emite. Tem alma serena, dificilmente se deixa irritar. Prefere um bom livro à uma conversa vazia. Sempre foi muito solitária, mas sabe ser amigável, confiável. Não tenta se adequar aos padrões dos outros, preocupada em estar bem consigo mesma, podendo, assim, estar bem com os outros. Faz as coisas à seu favor, mas não deixa de favorecer os outros. Não é egoísta, muito menos mesquinha, apenas acostumada a cuidar apenas de si. É meiga e dedicada, nunca se envolveu em intrigas, e não deseja o mal dos outros. Planta o que pretende colher. Diz o que pretende ouvir. Trata como quer ser tratada. Procura absorver tudo o que pode lhe acrescentar. É bastante ligada ao seu interior (filha de filósofo, aprendeu a pensar como um), assim como à natureza. Nunca dispensa uma caminhada descalço ou banho de cachoeira para renovar as energias. Psicológico bastante ligado ao espiritual.

— História do Personagem:

Sem história nessa ficha.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Ekko Oliver Hammilton em Sex 05 Out 2018, 04:01


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária, pois gostaria de expandir meus horizontes e abraçar uma deusa a qual jamais trabalhei. Além do mais, a divindade encaixa-se muito bem na personalidade do Ekko, trazendo uma riqueza imensurável para o foco narrativo da trama do personagem. Previamente, eis que já pensava em trabalhar com um personagem médium, e tendo visto a habilidade dos filhos da Macária, não pude evitar de ser ela a escolhida para ser minha progenitora divina.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Ekko é um rapaz de estatura mediana, portando 1.68 cm e 68 kg distribuídos em sua estrutura corpórea. Cabelos negros, pele branca e olhos extremamente azuis, juntam-se para contrastar a aparência de Ekko. Caso houvesse uma versão masculina de Branca de Neve, o semideus se encaixaria perfeitamente nela. É comum ver Ekko trajando roupas leves e largadas, opta sempre pelo conforto e não liga para padrões de beleza. O garoto possui duas tatuagens, um com a palavra "ONE", referente à uma música do U2. A outra tatuagem é a figura de um espelho, objeto que Ekko gosta muito. A primeira tatuagem se localiza na região do pulso direito, a segunda está na altura do coração do semideus.

Características Psicológicas: O psicológico de Ekko é bem abalado e moldado pelos episódios traumatizantes que viveu. Boa parte de sua existência dividi-se no plano material e no plano espiritual, isto devido aos muitos espíritos que sempre pareceram acompanhar o rapaz. Ekko é uma pessoa bastante misteriosa e dono de uma personalidade forte, está sempre indagando-se acerca do que é real ou não. O fato dele manter contato com o plano dos espíritos, sempre fez com que as pessoas se afastassem dele, motivo pelo qual Ekko isolou-se do mundo. Por ser fã das cartas de tarot, o semideus define-se como a carta do Eremita. Um ser que está em busca da evolução, mas que precisa caminhar sozinho para obter as respostas. Embora não seja esquizofrênico como seu pai, Ekko apresenta sinais de depressão e ansiedade. Segundo alguns médicos do menino, ele deveria tomar cuidado para que a depressão não evoluísse para um estado inicial de esquizofrenia paranoide.


— História do Personagem:

AVISO:
Eu não iria discorrer a história, pois eu quero manter os mistérios de Ekko e ir desenvolvendo ao longo da trama, no entanto, eis aqui uma pequena amostra dele.

“Achei que ia ficar aqui e querer morrer de novo, ou pior, ficar aqui e não querer. Às vezes eu me olho no espelho e não sei dizer quem sou. Parece algo que aconteceu com outra pessoa. Mas a RIley, aquela Riley que queria ter todas aquelas coisas com você, ela não existe mais. A morte não te permite dizer adeus. Ela só abre um buraco na sua vida, no seu futuro, no seu coração...”Sense8 S1E09 – Death doesn’t let you say goodbye


Sanatório Grannis, Nova Jersey, 12 de Maio de 2013

As têmporas ainda pareciam emitir as correntes e a dor ainda era tão palpável quanto qualquer coisa que seus dedos pudessem tocar. A penumbra era a principal característica daquele recinto, sendo bem diferente do que a sala usual de consultas. O novo médico havia feito exigências acerca de seu atendimento, assim ouviu o rapaz pelo sanatório. Mãos à frente do corpo e repousadas no colo, cabeça baixa e encarando o chão, enquanto os cabelos lhe caiam abundantes fronte ao rosto. O clima frio de inverno permeava a sala, as folhas já se haviam partida há semanas e era raro os raios de sol fazerem exibição. Enquanto solitário estava na sala, Ekko manteve a cabeça encostada na beirada da mesa de consultas e soluçava, talvez pelo frio inevitável ou, talvez, pela reação posterior aos choques daquela manhã. Ainda que um jovem tranquilo, havia muita resistência por parte de Ekko em tomar remédios, ele sabia que não era louco. Um barulho de travas abrindo e o ranger da porta, revelou a chegada de outro indivíduo. O carrasco adentrou o consultório e seus passos e estadia obscureciam ainda mais cada pedaço daquele lugar.

Uma gargalhada aguda alta, uma gargalhada grave alta, duas materializações em cadeia e outras pessoas estavam na sala. Encostada na prateleira de livros à esquerda, eis que a mulher de vestido vermelho e rosa nos longos cabelos negros, fez-se presente. Ela era tão bonita, uma diferença de tudo que havia encaixado naquele recinto. Por outro lado, o homem de terno e expressão severa ficou ao lado da janela. Pela configuração temporal, já não entravam tantos raios luminosos.

- Bom dia, Sr. Hammilton. – Saudou o homem ao sentar-se na poltrona do outro lado da mesa. Ao escutar o sobrenome do menino, tal mulher encostada em livros, deu uma risada baixa, como se aquele nome lhe trouxesse um rastro de significância. – Como está se sentindo hoje? Melhor de tudo que lhe tem ocorrido? – Sua voz era grave e seu tom era a constituição perfeita de intimidador.

Ekko deixou o corpo na mesma posição, a tensão sempre presente e aflorada. Não fez esboço algum de reação, no entanto permitiu que a voz etérea preenchesse o lugar:

- A mesma sensação ruim de correntes elétricas. Alguém fica bem com isso? – A aproximação de Mary foi notada.

De pé atrás dele, a boca encostada em seu ouvido, a bela voz ouviu-se:

“Tenha cuidado, Ekko. Ele adorará saber o que lhe faz mal. Não demonstre fraquezas. Isto tudo é um jogo, ele não veio por acaso. ”

- Tudo bem. – O rapaz jovem falou quase para si mesmo. Não foi capaz de ver a reação do homem em frente a ele. Continuou sentindo seu corpo afetado em diversas partes, não importava o quanto falasse, ninguém entendia a grandiosidade do dano causado pela máquina de choques.

O médico pegou algo da pasta grande e depositou na mesa, empurrando na direção de Ekko. Era um longo e espesso aglomerado de papéis. O menino levantou o rosto e contemplou a entrega. Seus olhos silenciosos avaliaram qualquer rastro que identificasse o que era aquilo. De primeira, não soube. O receio de tocar em algo proveniente daquele homem não o permitiu.

“Não é sensato pegar nada que venha dele, pois, bem sabes que não devemos falar com estranhos. No entanto, pegue isto, vai querer ler e saber de tudo. Será difícil, filho. ” – Ekko surpreendeu-se com tamanha empatia demonstrada por Sebastian, seu outro companheiro. Ele estava sempre demonstrando mau-humor e rigidez, ambos em quantidades exacerbadas. E naquele instante, este foi brando em seus dizeres.

- Entendo, vou ficar com isso. – A mão do rapaz tocou os papéis e colocou aquilo no colo. Ele encarou o homem pela primeira vez. O médico e o paciente se avaliaram por longos instantes. O homem magro e de óculos no rosto, o menino magro e de cabelos longos enegrecidos.

- Andei lendo seus relatórios e prontuários, Sr. Hammilton. Pessoas invisíveis, Fatos futuros e revelações? Então quer dizer que vê pessoas que são invisíveis aos olhos comuns? – Havia certa descrença nos olhos do doutor. Ele cruzou os braços em frente ao peito.

Ekko confirmou com a cabeça, não apreciava a mentira. O homem de terno perto do outro agitou o espaço e as cortinas mexeram atrás do carrasco. Aquietada no lado oposto do local, Mary avaliava tudo em profundo silêncio, algo diferente do costumeiros. Ela era a mais falante de todos que ele havia conhecido algum dia. O rosto do médico recaiu no menino ao perceber o ato com as cortinas. Um menear da cabeça e os olhos cravados no paciente:

- Seus amigos estão aqui agora? – O Doutor apertou o corpo numa corrente desconhecida de frio. Foi Sebastian que sussurrara algo em seu ouvido. Como dele nada podia ouvir, sentia em forma de manifestações no espaço.

- Eles sempre estão. – As palavras de Hammilton foram breves e sua voz era um suave que poderia amedrontar.

“Ele não é quem diz ser, Ekko. Está aqui para fazer mal. Eu vejo suas intenções, a psique. ” – Mary comentou de onde estava encostada.

O médico passou a avaliar cada aspecto arquitetônico do lugar, seus orbes oculares vasculhando qualquer vestígio de presença. A afirmação e a expressão de Ekko muito o haviam incomodado, bem como, o clima do lugar. Ainda em sua posição imponente, ele disse o que havia trazido:

- São escritos do seu pai. Terry Hammilton, não é? Internado na ala de adultos, número sete? Não é fácil receber uma notícia assim, mas, devo noticiar-lhe o falecimento de seu pai. Ele teve uma parada cardíaca ao fim da última noite. Parece que o desejo derradeiro dele era entregar-lhe isto.

Os olhos de Ekko focalizaram os papéis no colo, enquanto o coração parece congelar por instantes. Dois anos que estava ali, três anos que seu pai estava. A culpa devia ser atribuída à Madeleine, a esposa de seu pai. Ao mínimo diagnóstico da esquizofrenia dele, não demorou até que ela fizesse ele permitir que ela administrasse todos os seus bens. Menos tempo ainda durou para que ela trancafiasse o marido naquele hospício. A esquisitice do enteado também ganhou um lugar em Grannis, afinal, que madrasta toleraria aquilo? Não importava o quanto ela tivesse jurado cuidar do garoto para seu progenitor, enviou o filho para o mesmo lugar, para que ambos compartilhassem de suas “loucuras” inevitáveis.

Todas as tardes, Ekko o visitava em sua ala e sentava com o mesmo debaixo de uma amoreira. Os remédios e os tratamentos de choque feitos em Terry, com o tempo, passaram a aturdir seu cérebro e um pouco de suas coordenações motoras. Havia instantes em que ele esquecia o próprio nome de seu filho. O menino lhe levava um buquê de flores e sentava-se para conversar, tantas vezes, apenas para ouvir seus delírios inconscientes. No entanto, estar em sua presença o preenchia o espírito. Em seus diálogos, Terry dizia para o filho que estava produzindo algo para ele que perduraria por toda esta existência. O rapaz nunca entendia muito bem sua colocação, contudo, alegrava-se de ser algo em seus bons pensamentos.

Ekko encarou as folhas e conseguiu ler em letras de máquina de escrever, ao alto da página, a seguinte frase; “O Menino que falava com espíritos. – De: Terry Hammilton”. Como em todas as vezes nas quais nunca chorava, eis que, assim se fez, não derramando uma lágrima. O jovem prendeu o choro e abraçou o manuscrito que, segundo seu pai, seria algo a perdurar pela eternidade. Alguém havia entrado na sala e um comando do médico foi o suficiente para que saísse logo. A mulher havia deixado uma sacola de coisas na soleira da porta e Ekko entendeu que eram pertences de seu pai.

- Ainda sobre seus amigos, Sr. Hammilton, o que eles estão lhe dizendo agora? – A curiosidade do homem o irava por dentro, mas o menino manteve as aparências e continuou abraçando o material de Terry. Sebastian e Mary assistiam a cena em silêncio.

- Estão dizendo que não devo confiar em você, que veio para fazer mal. Você não é quem diz ser! – As palavras de Ekko foram como gatilho para o doutor e em poucos segundos havia algo de diferente nele. O corpo estava mudando, o pescoço emitia o som de ossos quebrando e a besta dentro dele começava a aparecer. Mary estava certa, aquele homem estava ali para lhe fazer mal. E por mais improvável que fosse, o rapaz desconfiava que nas escrituras de seu pai, estavam os motivos de tudo aquilo. A verdade.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Myrtilla J. Malboro em Sex 05 Out 2018, 08:04


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eu escolhi Tânatos por desejar representar um semideus divergente dos estereótipos costumeiros. Tânatos consegue ser fascinante e incrível, mesmo que carregue uma aura sombria e obscura consigo. Isto pode ser visto como um ponto ímpar na narrativa, a possibilidade de ir do obscuro ao encantador. Myrtilla se insere nesta intersecção perfeita. Nunca joguei com filha desta divindade antes, confesso que é um desafio que estou aceitando de bom grado, sei que irei explorar muita coisa.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Os traços de aparência de Myrtilla deixam evidentes a presença americana em seu sangue. Cabelos negros e longos, encaracolados nas pontas, pele alva e olhos da cor do céu. Seu irmão, Martin, carrega com ele os mesmos resquícios de nacionalidade, porém, encerra-se apenas nos olhos. Myrtilla mede 1.63 cm de altura, enquanto porta 60 kg. Por ser gêmea fraterna de Martin, Tilla não desenvolveu-se tanto em altura como ele, tendo de ouvir algumas piadinhas por parte do outro. Não somente o irmão, mas todos os campistas riem da diferença considerável de altura entre os gêmeos.

Myrtilla procura estar trajando sempre as melhores roupas, ela tem um certo fanatismo por estar atraente aos olhos dos outros. Lhe apetece o uso de rímel e delineador, olhos de gato nunca faltam em sua maquiagem. Constantemente, Myrtilla está a vestir peças de cor vermelha, sua cor favorita. E para deixar bem claro, a moça é apaixonada por laboutins. Os coleciona.

Características Psicológicas: Viciada em seduzir. É importante discorrer sobre isso, tendo em vista que Myrtilla é uma criatura que valoriza a conquista e a paquera. Ao primeiro contato, todos acreditam que a garota é descendente de Afrodite. Myrtilla é extrovertida e sempre está envolvida nos mais diversos círculos de amizade, é como se as pessoas tivessem aprendido a lidar com sua obscuridade interior. A semideusa é uma mistura de escuro e claro, por que não chama-la de chiaroscuro? Myrtilla possui a mania de permitir que as pessoas a enganem e mintam para ela, derrubando o indivíduo em seguida com suas próprias palavras.

Ela não pode ser chamada de má, porém, se há alguém que sabe como machucar alguém, este alguém se chama Myrtilla. A garota é sensível quando deve, e áspera quando precisa. Pelos tempos nos quais viveu na Cidade do México, Tilla desenvolveu não só o idioma espanhol, como também, uma personalidade caliente.

— História do Personagem:

Após dialogar com meu irmão(Martin), chegamos ao veredito de que seria mais interessante desenvolver a trama dos irmãos. Ou seja, optamos por não colocar a história de ambos.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 147-ExStaff em Sex 05 Out 2018, 08:44




Avaliação  



Charlotte Petersen

Aceita como filha de Perséfone;
Recebe o item de reclamação padrão.

    Parabéns pela execução e boa sorte para narrar a conduta de Charlotte. No mais, bem vinda, semidivina!


Ekko Oliver Hammilton

Aceito como filho de Macária;
Recebe o item padrão;
100 de 100 xp’s possíveis

    Eu simplesmente ameio desenvolvimento prévio do personagem. Espero te avaliar mais vezes. Bem vindo, semideus!


Myrtilla J. Malboro

Aceita como filha de Thanatos;
Recebe o item padrão;

    Desenvolvimento impecável no que lhe foi imposto, parabéns!. Bem vindo, semideus!


ATUALIZADOS



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Martin J. Malboro em Sex 05 Out 2018, 09:04


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Sempre escolho o Tânatos primeiro, é um deus com o qual eu me identifico muito nos meus personagens. De todos os deuses menores, sinto que possuo uma conexão maior com ele. Para o Martin ele será de suma importância, pois o garoto passará por muitas situações nas quais apenas um filho de Tânatos obteria uma saída tão satisfatória.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Pele branca, geralmente bronzeada pelo sol, possuindo 1.93 cm de altura. Martin é dono de cabelos curtos escuros e olhos claros, aspectos que detém em semelhança para com a irmã gêmea. O rapaz cultivou um corpo forte e bem desenhado através dos treinos no Acampamento Meio – Sangue. Martin utiliza barba por fazer e gosta de como ela o torna atraente, mesmo que ele não admita.

É um daqueles caras que veste a primeira roupa que encontra ao abrir o guarda – roupas, tendo de escutar a irmã o recriminar por não estar na moda. Martin coleciona camisas de futebol, uma paixão que adquiriu com o avô, pai de sua mãe. Se sua vida não tivesse mudado tanto, ele teria seguido a carreira no âmbito esportivo.


Características Psicológicas: Martin é o completo oposto de sua irmã. O rapaz é fechado e possui poucas amizades dentro do Acampamento Meio – Sangue. É prestativo e solidário, mas odeia ser visto como uma pessoa boazinha. Martin é dono de um temperamento forte e decidido, muitas vezes agindo por impulso, permitindo-se guiar pelas sensações do momento. Diferente de Myrtilla, Tim é mais suscetível a quebrar a cara de alguém. Ele passa a imagem de um brutamontes, no entanto, apenas os íntimos conseguem ver o arcabouço de conhecimento que o menino de Tânatos carega.

Não partilha dos mesmos ideias que a irmã, nem aprova o fato de ela sair com quase todo o acampamento. Não por ser machista, mas sim pela superproteção que destina à irmã. Apenas a moça é capaz de ver seu lado mais brincalhão e engraçado, Martin sabe trancá-lo muito bem. O semideus é mal visto pela maioria dos colegas campistas pelo fato de não interagir com os outros como sua irmã. Secretamente, tudo aquilo o incomoda, por mais que ele não reclame ou fale.


— História do Personagem:
Como a Myrtilla disse, combinamos de deixar a história rolar em on. Sem história agora. Perdoa o tio, ele promete compensar.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 147-ExStaff em Sex 05 Out 2018, 09:47




Avaliação — Martin J. Malboro 


Bem como sua irmã, cumpriu muito bem o lhe foi imposto, parabéns e bem vindo, semideus!


Resultados

Aprovado como filho de Thanatos;
Recebe o item padrão;


ATUALIZADO



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por William Von Deadman em Sex 05 Out 2018, 19:28


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Para esta conta, escolho Tânatos. O deus ceifador tem um papel curioso nos relatos da mitologia. Às vezes parecendo bom, às vezes parecendo mau, outras vezes ainda parecendo neutro. Nunca se sabe o que esperar dele, o que se encaixa na trama e na personalidade de William.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
William tem olhos e cabelos castanhos, estatura mediana e, embora não seja musculoso, está em boa forma. No momento atual tem 15 anos. Suas habilidades incluem agilidade e força bem aplicada.

Psicológicas:
O rapaz costumava ser ativo e brincalhão, mesmo sendo um filho do deus ceifador. Fazia piadas consigo mesmo e com os outros e sua aura natural de morte não o impedia de ter bons amigos. Tudo mudou após o incidente. Ele se tornou fechado e desconfiado, não se sentindo capaz de pertencer a qualquer lugar. Mas o principal problema não era um possível trauma ou que ele se sentisse sozinho, mas não ter ideia de quem realmente é. Toda a sua vida antes do incidente foi completamente alterada em sua memória.

— História do Personagem:

Não era incomum que os monstros atravessassem suas barreiras para o mundo mortal a fim de caçar semideuses, mas, ultimamente, a frequência destes acontecimentos estava maior que o normal. William já tinha perdido as contas de quantas criaturas transformara em pó naquela semana e, pelo visto, tudo só ficaria pior. Com frustração por tudo o que estava acontecendo, em sua vida e com o mundo, o rapaz limpou o suor da testa com as costas da mão e deixou-se cair sentado sobre uma pedra achatada da pracinha.

— Ela está saindo do controle — a voz do amigo Declan chegou aos seus ouvidos.

— O problema é que não é mais só ela — respondeu William. — Não estamos mais enfrentando monstros domesticáveis, essas coisas eram selvagens! Tem algo ainda mais errado acontecendo.

— Se for mesmo o caso, vamos ouvir notícias do acampamento em breve. "Você já ouviu a palavra do nosso Senhor e Salvador Quíron?" — Brincou Declan, imitando uma voz falhada e fazendo o amigo rir um pouco. — Seja como for, nosso problema principal é continuar fugindo de Psiquê.

— Inferno...! O sangue daqueles desgraçados vai nos perseguir para sempre.

— Eu me pergunto o que aconteceria se os outros deuses brigassem com tanta intensidade assim por seus filhos e apadrinhados...

— Doce ilusão, meu amigo. Estamos por conta própria aqui.

Os dois guardaram suas armas e seguiram para fora da praça pelo lado menos movimentado. Já não se perguntavam mais o que os mortais enxergavam, mas evitavam ficar perto demais das aglomerações. Não eram maus rapazes, apenas não viviam sob a aba dos deuses mais e se orgulhavam disso. Ambos viam-se abandonados pelo Olimpo e aprenderam a sobreviver sozinhos. O grande problema veio quando enfrentaram servos da deusa da mente, que os seguiram em busca de supostas informações sobre uma rebelião. William e Declan jamais tinham ouvido falar daquilo de eram acusados de apoiar e um embate forte resultou daquela perseguição. No fim, os mentalistas acabaram mortos e os rapazes foram considerados inimigos pessoais de Psiquê.

O filho de Tânatos trazia as memórias daquele estranho dia em sua mente quando ele e o amigo chegaram à pequena quitinete no térreo do prédio onde moravam. Os dois largaram as armas sobre os colchões surrados e lavaram o rosto e as mãos antes de procurarem algo para comer. William sentiu um cheiro estranho ao se aproximar da cozinha, mas não achou que pudesse ser algo grave, já que o vizinho do apartamento ao lado sempre dava um jeito de bancar o Masterchef e inventava algo fedido. Tudo desandou logo em seguida, quando Declan riscou um fósforo para acender o fogão e a quitinete explodiu.

Os semideuses foram atirados longe, batendo com força contra o muro do beco para onde foram cuspidos. Gás. Sentiam dores lancinantes no corpo todo, as queimaduras profundas ardiam na pele e o oxigênio lhes faltava. O som de passos foi ouvido ao longe pela audição abafada de William. Ele ergueu a cabeça e viu Declan desacordado, provavelmente morto, a poucos metros e a silhueta de uma mulher se aproximando devagar, imune ao calor ainda presente no local e nem se preocupando se havia o risco de um desabamento. A mão gelada da mulher agarrou o rosto queimado do semideus, fazendo-o fitá-la:

— Sua maldição começa agora, filho de Tânatos. Eu disse a você que se arrependeria por ter derramado o sangue dos meus protegidos e nada do que você disser vai mudar minha decisão. Seus olhos se fecharão, os braços ceifadores do seu pai tomarão sua vida, mas você não permanecerá morto. Eu me regozijarei quando você agonizar em desespero por não saber mais quem é, quando sentir que não pertence a lugar algum, quando não tiver mais amigos para protegerem-no da minha fúria.

O coração de William poderia bater forte naquele momento por medo, raiva ou o que quer que fosse, mas, ao contrário, desacelerava. Sua visão embaçava, a audição ficava cada vez mais abafada, a estranha sensação de ter a vida se esvaindo aterrorizava-o.

— D-Declan...

— Ah, não se preocupe. Ele também terá sua parte no castigo. Nenhum dos dois sairá impune. Até logo, William Von Deadman. Eu o verei novamente quando você despertar em uma nova vida.

* * *

A visão do garoto se apagou naquele momento e qualquer coisa que ele tenha vivido no mundo dos mortos desapareceu de sua mente. Na verdade, tudo desapareceu. Sua família, seus amigos, sua jornada. William abriu os olhos e viu-se sob um céu noturno e estrelado, com um vento deliciosamente frio acariciando sua pele. Sentou-se. Estava numa praia. Ao longe, vozes animadas podiam ser ouvidas, mas ele não tinha a menor ideia de onde estava e muito menos de quem seriam as pessoas ali próximas.

— Deadman, hora de ir para cama, vamos! — Uma voz masculina ordenou. Ele não conhecia o dono, mas sentiu que deveria obedecer à convocação. Levantou-se, bateu a areia para fora de suas roupas e acompanhou o rapaz mais velho. — Você está bem, Deadman? Parece meio aéreo...

— Eu... — pensou em dizer a verdade, mas a espada embainhada na cintura de seu interlocutor o deixou em alerta. Estaria em perigo? — Eu estou bem. Fique tranquilo.

— Tem certeza, não é? Ainda lembra o caminho do chalé 11? Não andou bebendo, andou? Aqueles filhos de Hermes sempre trazem alguma coisa errada para dentro do acampamento... Não se deixe influenciar por eles. Sendo filho de Tânatos, é você quem deve causar fortes efeitos nas pessoas, lembre-se disso.

O cara não falava coisa com coisa, mas William apenas concordou. Em algum lugar de seu cérebro, registrou que o rapaz desconhecido até se parecia um pouco com ele, mas tinha certeza de que nunca o tinha visto na vida. Nunca tinha estado ali. Como as pessoas pareciam passar por ele sem estranhar sua presença? Como o rapaz mais velho lhe falava se nunca tinham conversado antes? Mas então, ao forçar um pouco a mente, William percebeu que sabia, sim, onde estava.

Conhecia o caminho da praia para a trilha de chalés. Sabia que os filhos de Hermes adoravam pregar peças e contrabandear tudo o que fosse possível e impossível. Sabia que um centauro era responsável por aquele lugar, que, por sua vez, era um refúgio de filhos dos deuses gregos. Ele viva ali. Tinha certeza de que vivia. Por quanto tempo? Não sabia. Sua mente estava estranhamente nebulosa. As pessoas o conheciam, ele as conhecia também, mas não tinha certeza alguma de como tudo aquilo virou uma realidade em sua vida.

Onde estava antes de chegar ao Acampamento Meio-Sangue? Como chegara lá? Era como se tivesse estado lá desde sempre, mas... quando esse sempre tinha começado? Meu nome é William Von Deadman, eu tenho 15 anos, sou filho de Tânatos, ele repetia como um mantra em sua cabeça. A foice brilhara sobre sua cabeça, ele sabia, Quíron o tinha saudado como semideus e o declarado reclamado em uma manhã de treino na praia. Era tudo o que ele sabia, e agora estava decidido a descobrir que maldição tinha sido jogada em sua cabeça.

~*~

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Ivan Magritte em Sex 05 Out 2018, 20:39


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Perséfone: A deusa é sinônimo de sedução, luxúria e vingança. Como filho de Perséfone, Iv é um belo garoto problema, que gosta de fazer suas próprias regras, usar da sedução para conseguir o que quer, e pisar em quem estiver em seu caminho.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físico: Ivan é descende de Belgas, portanto possui uma pele clara, é alto e esguio. Seus cabelos naturalmente loiros são escondidos com tintura negra. Os fios dourados passam a ele a impressão de ser angelical demais. Ele se move de forma pretensiosa, usando sempre roupas que são uma mistura de choque e sedução. Brinca entre o feminino e masculino. As vezes pinta as unhas, os lábios e as pálpebras, um por vez ou tudo de cada vez. Num dia nebuloso pode ser confundido com uma jovem garota. A influência das ruas Nova Yorkinas lhe deram trejeitos, girias e cicatrizes. Uma tatto bem escondida no meio da espinha: uma flor de papoula-ópio. E outra na lateral do dedo-do-meio da mão direita: "ven y verás".

Mente: Todos que olham Ivan nunca sabem o que esperar. Um beijo ou um cuspe no meio do rosto. E tudo isto seguido de seu sorriso misterioso. Ele é atraente, não por ser bonito, mas pelo seu mistério. Isso também faz com que ninguém confie nele devido a seu espírito volátil. Pode fazer amigos e inimigos em segundos com sua lábia, e depois inverter a situação com um estalo. Ele é curioso, com seus olhos ele penetra seu ser buscando te entender, mas logo se cansa e te esquece por completo. Porém, não apenas externamente que Ivan é dúbio. Seu próprio ser caminha duas estradas. Ele se ama de manhã e se odeia a tarde. Deseja alguém de dia e quer matar a noite. As palavras de um médico disseram: "Transtorno Bipolar". Mas o que ele ouvia em sua cabeça era: "Você é mais do que podem ver".

— História do Personagem:

Eu sou filho da traição. Da luxúria. Sou filho largado de uma mãe que não me quis. Sou sofrimento. Sou fruto de uma mãe seca. Uma mãe fria, enterrada numa tera infértil. Sou filho de uma mãe que apenas gera para ferir seu marido. Eu sou filho de...

- Tem certeza que ele virá? - Um garoto nerd parecia apreensivo. Ele se escondia da chuva em baixo da marquise de um prédio. Seus óculos embaçados escondiam o temor em seus olhos.

- Da para largar de ser medroso. - O garoto usando o moletom do time socou seu braço. - Quem me deu isso é de confiança.

Ele mostrou um cartão ao outro garoto. Uma carta de baralho negra. Em um dos versos podia se ver uma gravura. Um número "IV" em algarismo romano, sob uma flor de papoula. O símbolo dele. Daquele que tinha audácia e meios de se infiltrar na escola, e vender as ilícitas mercadorias. Drogas, armas, equipamentos. O que sua mente suja, pervertida e cheias de hormônios desejasse ele poderia conseguir. Porém, a seu preço.

Ele. IV, The Poppy.

O prédio em que os dois estavam era a antiga quadra da escola. Não era mais usada, sendo destino de encontros secretos, drogados anônimos e um dos pontos de troca de IV. Uma sombra se projetou em uma das janelas. O nerd saltou de medo, se segurando para não despejar suas fezes na calça. Uma pessoa encapuzada abriu a janela e fitou os dois do lado de fora. Um casaco escondia seu rosto e corpo. Poderia ser qualquer um. Ele se debruçou sobre o parapeito como uma senhora fofoqueira a observar a rua. Ergueu uma das mãos. O jogador lhe entregou a carta e junto um bolo de notas enrolado numa tira de elástico. O encapuzado levou o dinheiro até o rosto e pareceu cheirar. Ele enfiou a mão dentro do capuz de onde tirou um saquinhos plásticos contendo pequenas pastilhas e as jogou no chão. Os dois se abaixaram para pegar e quando se levantaram a figura estranha já havia sumido. O garoto por baixo do capuz já estava longe, andando por aí displicente enquanto contava o valor de sua transação.

Ivan Magritte era IV, The Poppy. Um descendente de imigrantes Belgas. Filho bastardo de um músico bêbado, que chegou em casa um dia trazendo um bebê no colo. Logo depois sumiu deixando dúvidas e uma criança para sua esposa criar. Eva Magritte, uma secretária pobre que teve que criar um filho de outra mulher. E criou, com muito amor e como pode. Teve ajuda de seu sogro. Um velho senhor, que possuía uma pequena barbearia no Brooklyn. Local que anos depois Ivan descobriu ser apenas uma fachada. Soren Magritte, líder de uma pequena gangue Belga local. Ensinava o pequeno Iv sobre a vida enquanto barbeava seus clientes. Depois ensinava no porão como sobreviver ao mundo, onde escondia armas, drogas e artimanhas. Seu neto cresceu como um belo jovem. Tinha a lábia da família, como Soren dizia. E como ninguém, parecia ter nascido com o dom de lidar com as plantas que abasteciam o estoque da "cozinha" de drogas. Suas palavras eram doces quando chegavam aos ouvidos dos "clientes", trazendo muito lucro a seu avô. Logo Eva percebeu a aproximação perigosa de seu sogro com seu filho.

Com coração na mão Iv negou o avô, mas apenas na frente dos olhares de Eva. Passou a construir seu pequeno império, sob tutela de Soren. Engava e comerciava com seus colegas, garotos dos bairros vizinhos, e turistas obtusos. Para seu nome não correr por aí e chegar aos ouvidos de sua mãe, Ivan adotou um codinome. Papoula sempre foi sua flor favorita, aquela que trazia a essência entorpecente. Assim IV, The Poppy nasceu.

Ivan por sua vez não era alguém que prestasse. Sua família era a única que algum dia escapavou de sua personalidade volátil. Seu hobby era estragar a vida dos outros. Ele era perfumado, mas o aroma so escondia o podre de seu ser. Uma alma selvagem, com olhos penetrantes que seduziam tudo e a todos. Limites nunca foram para ele. Seu nome corria por aí como um safado amante e perigosa companhia. Tão parecido com seu pai.

No corredores da escola preferia ser invisível, mas algumas cabeças viravam com seu andar. Inclusive de Isabela Loren. A garota mais popular da escola. A garota que ele fez questão de beijar. Não escondido, mas no corredor principal logo após o sinal tocar. Todos presenciaram. Inclusive Frank Gallo, namorado de Isabela.

Ele o achou na frente do prédio da escola. Uma multidão presenciava Frank indo em direção de Ivan. Uma formação de músculos contra o magro garoto. Socos, chutes e empurrões o detonaram, mas há quem dissesse que aquilo não tirava o sorriso dos lábios de Ivan, nem seu charme. Ele levantava e Frank continuava a derruba-lo. Ele não se importava com aquilo. Seu felicidade era ver a dor do outro. A dor que ele sentia em si, projetava naqueles que ele mais desprezava. Frank Gallo. Um idiota popular que se achava rei da escola.

Ivan viu seu sangue sujar o asfalto da calçada. Poças vermelhas e intensas como a flor de Papoula. Quando viu não acreditou em seus olhos. Seu sangue correu e se juntou. Depois se espalhou criando forma, desenhando o chão. Uma flor se formou, intensa brilhante e bela. Parecia que só ele via aquilo. Ele sentia que não era alucinação. Era algo poderoso, um chamado, uma força que o levantou. Ele não sentia dores ou remorço. Ele sentia um calor, uma vontade de se aproximar de Frank. Ele caminhou até seu oponente. Olhos nos olhos. Uma aúrea intensa saia dele. Um aroma luxuriante. Frank começou a tremer, sentia seu corpo vascilando e o coração batendo. Ivan estava bem a sua frente e ele não conseguia bater nele, ou ofende-lo.

- Frank Gallo. - Falou Ivan. - Porco sujo, boneco de plástico. O rei coroado por esta massa uniforme de rostos todos iguais. Sem história, sem individualidade e sem futuro. Você anda por estes corredores exalando confiança, fazendo todos de temerem e amarem, mas você é tão fraco quanto eles. Um pobre garoto com músculos que não tem coragem de verdade. - Ivan se aproximou mais ainda. - Que finge ser aquilo que querem de você. Você so me bate porque quer seu "eu". - Ivan envolve seus braço no pescoço de Frank. - Porque você quer... a... mim...

E foi assim que Ivan Magritte abandonou sua vida antiga. Com um beijo. Um ato que destruiu a fama de Frank Gallo. Um ato que fez todos admirarem e se assustarem ainda mais com ele. Ele nunca mais retornou a sua escola. Pegou suas coisas, despediu de sua mãe com um abraço, e se foi.

Um simples beijo fez com que Ivan entendesse a fragilidade e mediocridade daqueles a sua volta. Que ele pode sentir que era diferente, e mesmo não sabendo como ainda, logo estaria trilhando um destino maior.

O destino de um semi-deus.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 146-ExStaff em Sab 06 Out 2018, 19:48




Avaliação — William Von Deadman


William, que história interessante! Me deixou intrigada pra saber que fim levará sua rixa com Psiquê e as motivações para tal, já que a deusa da mente não é conhecida por ser má com muita gente (já eu sou, cuidado). Está muito aprovado e espero ver mais do seu personagem no PJBR!


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Avaliação — Ivan Magritte


Olá Ivan! Vejo que optou por reutilizar sua ficha antiga e, assim como a avaliação passada, não vejo motivos para reprová-lo. Você escreve muito bem, seu personagem é interessante e torço para que evolua sua trama no PJBR. Bem vindo, semideus!


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Zelda Blackthorn em Dom 07 Out 2018, 08:46


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Héracles. Bem, a Zelda será uma princesinha fodona, então acredito que os poderes/áurea de Héracles são a melhor escolha para o que planejo fazer com a personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas:
Zelda é uma bela jovem com longos cabelos ruivos ondulados que brilham acobreados à luz do dia. O rosto é composto por traços finos, mas bem definidos, e algumas sardas castanhas. Ela possui os olhos de sua mãe — verdes acinzentados e brilhantes, com anéis dourados ao redor das pupilas. Possuindo uma alta estatura, o corpo de Zelda é curvilíneo e possui músculos bem definidos devido ao constante treinamento físico, e suas costas são cobertas de cicatrizes que recebeu quando foi chicoteada na infância. Essa parte será abordada futuramente.
Mesmo sendo avassaladoramente linda — ou talvez exatamente por esse motivo —, Zelda também possui uma aparência intimidante, portanto ela ostenta uma vibe de durona.

Características Psicológicas:
Superficialmente, Zelda é uma mulher indiferente e fria que se importa apenas consigo mesma — ela precisou desenvolver a habilidade de esconder as próprias emoções devido aos traumas passados quando criança —, no entanto, quem a conhece sabe que ela é uma pessoa muito empática e com um forte senso de justiça que preza pela igualdade entre as pessoas e se indigna sempre que as minorias e os mais fracos são oprimidos/desfavorecidos.

Embora tenha uma ótima lábia e consiga mentir facilmente, Zelda é franca e honesta quando necessário. Ela sempre mantém as promessas que faz e defende seus ideais com afinco, dificilmente admitindo quando está errada de alguma forma, o que a torna extremamente teimosa.

Zelda pode ser sedutora e encantadora quando vê a oportunidade de tirar proveito de alguma circunstância, mas, geralmente, prefere manter-se reservada, abrindo-se honestamente apenas às pessoas com quem desenvolve algum vínculo de amizade/amor. Zelda é excelente em mascarar suas emoções e desempenhar papéis diferentes, adequando-se à situação conforme a necessidade, mas pode, eventualmente, acabar explodindo se for muito provocada.

Além disso, ela é inegavelmente leal àqueles que ganharam sua confiança, e nutre intenso ódio contra aqueles que a fizeram algum mal.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 146-ExStaff em Dom 07 Out 2018, 23:00




Avaliação — Zelda Blackthorn


O que eu posso falar além de que estou ANSIOSA pelo desenvolvimento dessa personagem? Adorei suas descrições físicas e psicológicas, foram muito completas e já deram um gosto pela trama da Zelda. Se o feminismo for legalizado, semideusas como esta serão comuns. Parabéns e seja bem vinda, primeira cria de Héracles!

Ps: registra essa PP antes que eu mesma roube.


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Pandora Wylie em Seg 08 Out 2018, 01:51


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Então, Macária. O motivo, em off, é que ela era a progenitora recém-escolhida de uma das minhas fakes antes do reset e nunca nem mesmo cheguei a usar as habilidades. Em on, o simbolismo da deusa parece ser a união perfeita de duas coisas que não são comumente associadas, a morte e a ideia de que ela não precisa ser associada ao sofrimento.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Fisicamente, Pandora é a garota dos sonhos de qualquer rapaz. Dona de longos cabelos castanhos que contrastam com sua pele alva, lábios carnudos que estão, na maioria das vezes, coloridos por pigmentos, olhos que variam entre o verde e o azul com resquícios de heterocromia, representada pelas pintas castanhas em suas íris e um nariz pequeno e delicado, é difícil que os olhos alheios não se atraiam automaticamente para ela. O corpo possui curvas atrativas, embora não sejam exageradas, e a altura é considerada boa para o gênero feminino, marcando 1,71m.

Psicologicamente, ela funciona de uma forma interessante, podendo até ser considerada um estereótipo. Possui uma aura ao redor de si que carrega um tom de ingenuidade extremamente forte, mas isso não faz parte da personalidade de Pandora. Manipuladora, ela se aproveita até mesmo daqueles que se consideram seus amigos. Não possui remorso algum em agir pelas costas de alguém, contanto que seja beneficiada. É vaidosa em excesso por conhecer o efeito que produz sobre as pessoas, intensificando-o através de aparatos cosméticos. É reservada quanto à vida pessoal, sempre dando respostas que parecem contemplar as perguntas dos outros, mas que são excessivamente vagas e lhes falta comprometimento. É doce de forma excessiva, uma vez que sempre está em busca de algo para si própria, utilizando-se da lábia para tal. Ela é uma garota que sabe o que quer e não mede esforços para conseguir.

— História do Personagem:

Pandora Wylie poderia ser tudo, mas não era modesta. Desde o nascimento, sempre ostentou uma fortuna maior do que podia contabilizar, resultado do emprego de seu pai, que servia em um hospital importante de Nova Iorque como cirurgião cardíaco. Não era difícil adivinhar que aquela bebê gordinha e risonha seria um dos seres mais mimados que já tinham pisado na terra. Seu pai, Gael, nem mesmo se importava com isso, cobrindo sua pequena filha de bens materiais, disposto a fazer seu dinheiro valer mais do que sua ausência em casa. Os brinquedos mais novos do mercado? Pandora ganhava. Babadores assinados por especialistas em moda? Pandora tinha. Creche para pequenos gênios, que estava mais para uma mina de ouro, tamanhas eram as mensalidades? Pandora frequentava. Era uma vida boa, embora faltasse a coisa mais importante para a garota, a presença de uma figura para lhe ensinar que dinheiro não era tudo.

A morena não mentia a respeito disso, não se vitimizava alegando que teria preferido o pai, o dinheiro lhe ensinava tudo o que precisava saber. Algo que ela queria poderia ser comprado e suas confusões poderiam ser resolvidas com investimento financeiro. Ah, o doce capitalismo. Suas babás podiam escolher se seriam aliadas ou demitidas, seu cozinheiro particular tinha boa parte de seu salário descontado quando cometia qualquer deslize em seus pratos, era uma vida fabulosa.

Seu primeiro choque veio aos quinze anos, quando o pai foi atropelado por uma van em alta velocidade. Embora fosse impossível que sobrevivesse, seu corpo quase sem vida foi levado ao hospital para que tivesse uma tentativa de melhora. Pandora foi até o local quando soube a respeito do ocorrido, sentindo o peito apertar em uma sensação totalmente desconhecida até aquele momento ao vê-lo estirado na cama, conectado a diversos aparelhos. A morena tentou afirmar que estava preocupada em relação ao seu sustento, mas não conseguia identificar que aquilo se tratava de uma tristeza genuína. Mesmo que Gael não fosse extremamente presente, era o único pai que a menina Wylie possuía e, por isso, ele era o melhor pai do mundo para ela. Sentindo as lágrimas preencherem seus olhos, a garota correu para o banheiro e se sentou no chão, enterrando a cabeça entre as mãos, assustada com aquela repentina demonstração de afeto pelo homem.

Não demorou para que a porta rangesse, denunciando a entrada de uma segunda pessoa ali. Pandora respirou fundo e tentou se recompor, preocupada com o que poderia ser pensado a seu respeito se a vissem naquele estado, já preparada para dar mais uma de suas respostas excessivamente longas, mas que não respondiam coisa alguma. Para sua segunda surpresa do dia, a enfermeira sentou-se no chão, passando a lhe fazer companhia. Ela parecia jovem e bonita como a própria Wylie, seus olhos encarando a parede oposta como se temessem invadir a dor alheia.

— Então... Dia difícil? — Sua voz era como melodia e poderia ser coisa da cabeça da garota, mas sua acompanhante emanava uma aura de calma tão forte que praticamente anestesiava o estado de desespero no qual Pandora se encontrava. Os lábios da desconhecida pareceram formar um curto sorriso, como se ela pudesse ler os pensamentos da adolescente. — Eu li a ficha dele, sei que você é a única parente que ele parece possuir. Particularmente falando, eu acho que você deveria deixar suas emoções fluírem e conversar com ele. As capacidades cerebrais ainda permanecem ativas em estado de coma e sei que o sr. Wylie gostaria de tê-la por perto. — A enfermeira estalou os lábios, parecendo pensar. — Trabalho com isso há anos, acredite em mim. A experiência se torna menos traumática para eles. — As lágrimas rolaram pelo rosto de Pandora, mas elas não se envergonhou. Tomou coragem e foi até o quarto do pai.

Gael Wylie foi levado em paz ao ser perdoado pela filha, mesmo que ela nem soubesse que esse era seu desejo. Pandora sentiu uma calmaria estranha tomar conta de si ao vê-lo dar seu último suspiro, tranquilizada porque ele não precisava estar preso aos aparatos mecânicos que apenas prolongavam seus gastos médicos. Era bonito e bom saber que ele não precisava lutar por estar cheio de arrependimentos, que poderia ir em paz. Enquanto isso, a sala foi invadida por uma tonalidade rósea quase imperceptível, um holograma brilhando levemente acima da cabeça de Pandora sem que ela percebesse. A enfermeira, por sua vez, via o que acontecia pela janela da sala, orgulhosa de como sua filha havia lidado com aquela situação. Macária sabia que ela podia não ser uma boa pessoa, mas via um enorme potencial em sua cria. Ela podia evoluir.

Hoje, aos dezessete anos, Pandora ainda administra a fortuna do pai, que triplicou quando ela descobriu que a van pertencia ao próprio hospital e abriu um processo. Sua personalidade, ao contrário do que Macária chegou a acreditar, havia apenas piorado ainda mais, uma vez que a única pessoa com quem possuía um elo emocional havia morrido, lançando-a ainda mais em um processo de distanciamento sentimental. Trabalha como modelo de campanhas fotográficas, embora não precise, visto que estar em meio a um mundo tão falso quanto ela própria faz seu coração vibrar em excitação. É uma vida fabulosa.

É uma vida vazia.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Ethan Miller em Seg 08 Out 2018, 02:16


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamado por Nêmesis, a deusa da vingança, e da justiça distributiva. Ethan tem um grande senso de justiça, apesar de ter feito escolhas ruins no seu passado, e agora, com direito a um novo recomeço, pretende colocar em prática todos seus princípios em prol de ajudar pessoas que foram/são injustiçadas. Ser reclamado por tal divindade daria total sentido à história.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Forte, alto, com cabelos escuros e lábios avermelhados. Seus olhos negros são misteriosos e escondem um passado que até mesmo Ethan tem medo de reviver. Sua pele clara e barba já rala se alastrando pelo rosto são traços característicos herdados de seu pai, juntamente com sua estatura alta. O semideus é dotado de uma beleza ímpar, chamando a atenção por onde passa, mesmo tentando ser sempre discreto. Possui uma tatuagem que se espalha pelo ombro e pescoço, como uma tribal, porém seu significado é desconhecido, sendo Ethan a única pessoa a entendê-la.

Apesar de sua beleza e presença sempre perceptíveis, Ethan não gosta de atrair olhares e atenções, prefere passar despercebido – ou tenta, pelo menos. Seu passado guarda coisas terríveis que o tornaram uma pessoa amarga e reservada. Ethan vive em razão de si, e apenas para si. Favores, amizades, nada disse existe para o semideus, que prefere se isolar e viver em sua bolha. Mas ele paga pelos seus erros do passado, por alguns ele paga estando sozinho, sem ninguém em quem confiar ou poder chamar de família; outros ele paga com a sua insanidade e a necessidade constante de se medicar para se sentir em paz com as coisas que nunca foram vistas ou descobertas.

— História do Personagem:

Aviso:
O passado de Ethan guarda coisas que vão ser abordadas aos poucos em suas missões. O que eu trouxe para a ficha foi uma passagem do presente, mas não deixa muito claro as coisas do passado. Então me perdoem se não ficar da forma como vocês queriam.

— E o colégio, como está?

As sessões com o psicólogo haviam se tornado monótonas, sempre as mesmas perguntas, para as quais eu dava as mesmas respostas, e a gente não avançava para nenhum lado. A verdade é que eu não gostava de gastar duas horas da minha sexta-feira para ser atendido por alguém que achava que conversando mudaria algo em mim. Nada daquilo realmente funcionava.

— Na mesma. — Evitava fazer contato direto com os olhos de Arthur, tanto para evitar que ele soubesse que eu estava mentindo, quanto por não gostar de encarar ninguém, da mesma forma que eu não gostava que me encarassem.

— Certo. E você já está preparado para tocar no assunto? — Enquanto falava comigo ele também mantinha os olhos abaixados, focados na caderneta onde fazia algumas anotações. — Já fazem sete meses.

O assunto. Para quem está se perguntando, eu tenho alguns problemas psicológicos, e fui diagnosticado recentemente com um pequeno grau de esquizofrenia, mas mesmo pequeno é suficiente para que eu tenha surtos, como o que eu tive no colégio há cerca de um ano atrás. Eu estava fora de mim, e acabei tirando a vida de um professor, ou pelo menos é o que me dizem, já que eu não me lembro de nada.

— Na verdade acho que ainda não. — Respirei fundo e olhei as horas pela tela de bloqueio do meu celular. — Eu preciso ir, tenho que ir fazer um trabalho na casa de uns amigos.

As olheiras de Arthur eram como sulcos profundos, com uma camada sombreada, dando contraste com seus olhos pretos. Ele olhava fixamente para mim, como se esperando alguma movimentação, mas me mantive imóvel, apenas esperando que ele falasse que eu poderia ir.

— Tudo bem, tá liberado. Semana que vem, no mesmo horário, tá? — Acenei em aprovação e me dirigia para a porta, quando ele continuou: — Ethan. Só toma cuidado. Tem muita coisa acontecendo.

Saí do consultório sem responder, afinal, não sabia o que ele queria dizer com aquilo, então acenei mais uma vez e dei o fora do local.

• • •

— Pai? To em casa. — Sempre que eu chegava da terapia a gente sempre pedia algum fast food para comermos, apesar de não conversarmos muito, era como uma rotina que mantínhamos. Mas naquele dia meu pais não estava me esperando na sala, vendo seu campeonato de beisebol. As luzes estavam acesas, entretanto o silêncio reinava na residência. Subi as escadas para procurá-lo, e o encontrei estirado, amordaçado e enrolado em uma corda, jogado no carpete do meu quarto.  

— PAI! — Corri para soltá-lo, enquanto ele tentava falar algo, sem sucesso, e balançando a cabeça em negação. Tirei sua mordaça, apenas por tempo suficiente para ouvi-lo dizer:

— Armadilha!

Senti um impacto em meu crânio, e minhas pálpebras pesaram no mesmo momento, tornando tudo escuro.

Quando abri os olhos novamente parecia que eu tinha apenas piscado, mas tenho certeza que havia se passado vários minutos. Um rapaz estava parado diante de mim, e meu pai ainda estava amarrado ao meu lado. Forcei meus pulsos e senti que tinha alguma coisa amarrando-os as minhas costas, mas, diferente do que fizeram com meu pai, não estava amordaçado.

O garoto me analisava demoradamente com seus olhos negros, mesmo tendo visto que eu já estava acordado. Sua pele era pálida, contrastando com a negritude de seus cabelos. Seus traços me lembravam alguém, que eu não conseguia lembrar. Trajava roupas escuras, e carregava uma foice negra. Resumindo, tudo remetia a escuridão.

— Incrível. Você não é um filho de Thânatos. — Ele me analisava como se eu fosse algum tipo de experimento de laboratório. — Como você se chama?

— Por que quer saber? — Sua expressão era de alguém deslumbrado.

— Bom, eu senti esse cheiro de morte muito longe. E essa aura escura que te cerca é perceptível a quilômetros. — Desviando seus olhos de mim, agora ele focava em algo sobre a minha cabeça. Ergui o pescoço para ver se algo estava em cima de mim, mas não consegui enxergar nada.

— Do que... você está falando?

— Você é filho de quem? — Perguntou o rapaz, com um semblante de curiosidade. As coisas não pareciam fazer sentido, e a impressão que dava era que ele estava sob efeito de algum entorpecente.

— Do meu pai, eu acho. Moço se você entrou na nossa casa para roubar, por que simplesmente não rouba e da o fora?

— Roubar? — A questão foi seguida de uma gargalhada, e após alguns segundos, o garoto recuperou o fôlego e continuou. — Não temos encontrado muitos semideuses pela região, eu vim para te convencer a se unir às nossas forças contra o Olimpo. Você sabe quem é sua mãe? Ou seu pai, talvez?

— Eu realmente não faço ideia do que você está falando. — Meu pai esperneava e tentava falar algo, mas a mordaça impedia.

— Ah, entendo. Seu pai ainda não te contou. Vou dar a chance para ele fazer isso, ou eu mesmo faço. — Com apenas uma das mãos o magricela retirou a faixa da boca do meu pai. Nada fazia sentido na minha cabeça, várias frases aleatórias e desconexas, e o principal: ele disse algo sobre a minha mãe. Meu pai suspirou fundo antes de dar qualquer declaração, mas por fim falou.

— Sua mãe é uma deusa, uma olimpiana. Eu não sabia que eles realmente existiam. Nós tivemos um caso, e ela ficou grávida. Disse que não poderia ficar com a criança, mas não quis explicar os motivos. Eu a confrontei e ela me contou tudo, sobre os deuses, e o Olimpo, e os filhos que eles têm com mortais. Ela havia dito que sua vida corria risco, e que quando tivesse idade suficiente eu deveria te mandar para um tal acampamento, onde você ficaria seguro e teria o treinamento necessário, mas eu ignorei tudo isso, achando que poderia te proteger, mas agora vejo o quão estupido fui. — As últimas palavras foram ditas em meio à soluços e lágrimas de arrependimento que escorriam pela sua face.

— Acampamento de merda! Sua mãe te abandonou, é o que todos eles fazem! Nos geram, e nos jogam nesse mundo cheio de monstros para que sejamos perseguidos e devorados.

Eu precisava de um momento para digerir tudo aquilo. Eles estavam dizendo que eu era filho de uma... deusa? Como assim os deuses existem? Sempre acreditei que fossem mitos, e aí da noite para o dia alguém simplesmente surge sabendo disso, e meu pai me omitiu essa informação durante toda minha vida.

— Então você veio aqui porque quer que eu me vire contra esses... deuses? Mas eu nem sei quem eles são. Isso não faz sentido!

Em um movimento rápido, o garoto pegou meu pai pelo colarinho, e colocou-o de pé, exatamente na frente dele, encostando sua foice no pescoço dele. A pele abaixo da lâmina estava sendo tão pressionada, que poderia romper a qualquer momento.

— Isso não é uma democracia onde você escolhe o que prefere. Ou você vem comigo, ou pode contabilizar mais uma morte na sua conta. Pelo visto já tem várias não é mesmo? — Eu estava desesperado. Apesar do péssimo relacionamento que sempre tive com meu pai, não poderia deixá-lo morrer assim.

— Você não precisa ir com ele. — Disse meu pai, com certa dificuldade per ter uma foice apertando sua garganta. — Honre sua mãe, e a mim, você é tudo que me sobrou.

— CALADO MORTAL! — O garoto parecia impaciente, e eu não tinha certeza do que poderia fazer para tirar a gente daquela situação. — E aí, semideus, qual vai ser?

— Nenhum.

Uma voz surgiu, sabe-se lá de onde, e algo acertou a cabeça do semideus que segurava meu pai, fazendo com que ambos desabassem ao mesmo tempo. Quando levantei os olhos, encontrei meu psicólogo parado na soleira da porta, com uma espada empunhada.

— Eu te disse para tomar cuidado.

• • •

Por fim acabei descobrindo que Arthur também era um semideus, e irmão de Aaron – o semideus que invadiu minha casa –, mas ambos eram diferentes: Aaron era contra os deuses, e Arthur era um apoiador do Olimpo. O que tudo isso quer dizer, eu não faço ideia. Acontece que ele sabia dessa procura por novos aliados à facção anti-olimpianos, da mesma forma que sabia que eu era um semideus pelos mesmos motivos com que Aaron descobriu, e decidiu ficar de olho.

Depois de finalizar Aaron, ele o amarrou e disse que o levaria para casa, e ainda se ofereceu para me levar para o tal acampamento. Eu ainda não sabia o que fazer, qual caminho tomar. No momento eu precisava ficar com meu pai, até resolver todas minhas pendencias judiciais.

Assim que Arthur saiu meu pai me deu um abraço, um verdadeiro abraço, algo que ele nunca tinha feito comigo em quinze anos. Seu soluço em meu ombro demonstrava o quão aliviado ele estava por toda a situação ter se resolvido, tanto a momentânea da invasão, quanto a do segredo que escondia de mim.

A primeira decisão que tomamos foi nos mudar de casa, afinal, se nos encontraram ali uma vez, agora éramos alvos fáceis. Arthur ainda me disse para tomar cuidado com os monstros, afinal, agora que eu sabia, o meu “cheiro” – seja lá o que isso significa – ficaria ainda mais forte. Ou seja, eu deveria viver as escondidas, com medo de ser caçado por qualquer criatura que sempre acreditei ser apenas um mito. Mas o que mais importava era que eu finalmente estava bem com meu pai.

No dia do meu julgamento uma nova página da minha história foi escrita. Estava entre meu advogado e meu psicólogo, quando o juiz deu a sentença, me declarando inocente. Então Arthur me abraçou dizendo “Parabéns, filho da justiça” e apontou para cima da minha cabeça, onde um leme quebrado rodeado por uma leve fumaça avermelhada estava flutuando.

— Nêmesis acabou de te reclamar como seu filho.

Com todos esses empecilhos resolvidos, eu tinha agora a decisão entre ir para o tal acampamento ou não. Eram muitas coisas para se colocar na balança, mas o desfecho desta história vocês vão descobrir mais para frente.
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