Ficha de Reclamação para Deuses Menores

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Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 12:58

Relembrando a primeira mensagem :


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus menor.  Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses menores disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 

   
   
 
 

   
 
 
   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   



   


   
   


   
   

DeusesAvaliação
DeimosComum
DespinaRigorosa
ÉoloComum
EosComum
ÉrisRigorosa
HécateRigorosa
HéraclesComum
HipnosComum
ÍrisComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
PhobosComum
PerséfoneRigorosa
SeleneComum
TânatosComum




Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

A promoção da ficha acabou e a história passa a ser obrigatória a partir daqui. Boa sorte a todos.

Aviso! Acerca dos chalés dos deuses primordiais e menores, eles não existem, pois a história se passa em meados de 2008, durante a Guerra de Cronos. Apenas os chalés dos doze olimpianos estão disponíveis.


TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Xayah Lhothlan em Qua 03 Out 2018, 23:50


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hécate.

Hécate é a deusa dos mistérios, e sua área é a magia. Xayah é descendente de um clã de magos, todos adoradores da magia ioniana - uma terra antiga, destruída com o tempo e há muito perdida nas catacumbas secretas da Inglaterra. Seus antepassados foram adoradores da deusa da magia, e o pai de Xayah era um dos mais envolvidos com o mundo místico - ele podia ver através da névoa, e foi assim que conheceu a deusa. Em função de querer trabalhar com esse lado místico da família de Xayah, e resgatar a magia ioniana que existe na semideusa, resolvi escolher Hécate como progenitora. O que melhor que a deusa da magia para resgatar a magia?

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Xayah é uma garota baixa, com cabelos loiros que herdou de seu pai, assim como os olhos verdes. Ao olhar, uma beleza incomparável pode ser vista, radiante e resplandecente como o sol primaveril. Os lábios são cheios, e estão sempre entreabertos e esboçando um sorriso sarcástico ou fatal - afinal, se não for para seu Rakan ou para desprezar alguém, ela sorri para matar. Graças aos treinamentos físicos que recebeu, e aos costumes que adquiriu, seu corpo se mantém em forma e saudável, com curvas bem definidas e nada fora do lugar. Os olhos são grandes e expressivos, embora ela sempre mantenha o rosto escondido sob um capuz púrpuro, com pontas parecidas com penas. Uma tatuagem pode ser vista abaixo dos olhos, saindo de perto de suas orelhas e indo até próximo ao canal lacrimal, ambas púrpuras, dando um destaque a mais para as íris verdes intensas.

Características Psicológicas: Xayah é uma garota independente - ou é isso que gosta de pensar, uma vez que está sempre junto com seu parceiro e namorado. Não possui muita paciência com algumas coisas, principalmente com pessoas que se fingem de sonsas, mas sua paciência com crianças e com Rakan é infinita. É inteligente e estrategista, com objetivos bem definidos e foco necessário para cumpri-los de forma eficiente e eficaz. Como passou grande parte da vida dentro dos portões seguros de sua casa, não conhece muita coisa - Xayah saiu de casa com 18 anos, que foi quando conheceu aquele que estaria para sempre consigo -, sendo um pouco ingênua para algumas, mas muito esperta para outras. Não gosta de ver injustiças, e trabalha arduamente para combater todas elas. Não chega a ser animada como seu parceiro, mas sabe dançar muito bem e sempre o acompanha quando o assunto é alegria - embora ela mesma sempre mostre o oposto disso.

— História do Personagem:

Vai ficar em aberto, para desenvolvimento. Muito obrigada <3

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 147-ExStaff em Qui 04 Out 2018, 21:21




Avaliação  



Resultado —  Ailee Josephine Hayoung

Reprovada;

    Encontrei sua ficha em outro fórum, querida. Envie uma MP comprovando sua autoria em até 24 horas para evitar punições mais severas.


Resultado — Xayah Lhothlan

Aceita como filha de Hécate;
Recebe o item padrão;

    Ficha bem executada, cumprindo todos os pontos necessários para sua aprovação. Parabéns e bem vinda!



ATUALIZADA



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Charlotte Petersen em Qui 04 Out 2018, 22:51


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo a reclamada por Perséfone, pela visão que tenho dela, tendo ela um contato com a beleza da natureza e o sombrio do submundo. Ela é a junção de dois opostos, e os harmoniza serenamente. Possui força admirável por ter aprendido a aceitar a vida numa prisão. É um ser de tragetória singular. Personalidade em que Charlotte se espelharia de bom grado.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Cabelo curto e colorido (nem sempre a mesma cor), branca; 1,70; olhos castanhos. Conversa gesticulando com as mãos/braços, e nem sempre consegue conter as emoções através de expressões faciais. Andar cauteloso e passos calculados, postura sempre ereta e com ar de dominância (mas não sente ser o que transparece). Tem tatuada na nuca a constelação de câncer. Ruboriza a face facilmente, mesmo em situações simples. Treme quando encontra alguém que conhece, ou chega em lugares movimentados. Nunca foi de frequentar aulas de educação física, portanto seu condicionamento não é dos mais preparados. Veste-se com cores neutras, em contraste ao cabelo sempre colorido.

Características psicológicas: Já foi taxada de depressiva/esquizofrênica, mas sabe que não é nem um nem outro. É ansiosa, e lida com isso através de terapias alternativas. Procura filtrar tudo o que recebe, e receber tudo o que emite. Tem alma serena, dificilmente se deixa irritar. Prefere um bom livro à uma conversa vazia. Sempre foi muito solitária, mas sabe ser amigável, confiável. Não tenta se adequar aos padrões dos outros, preocupada em estar bem consigo mesma, podendo, assim, estar bem com os outros. Faz as coisas à seu favor, mas não deixa de favorecer os outros. Não é egoísta, muito menos mesquinha, apenas acostumada a cuidar apenas de si. É meiga e dedicada, nunca se envolveu em intrigas, e não deseja o mal dos outros. Planta o que pretende colher. Diz o que pretende ouvir. Trata como quer ser tratada. Procura absorver tudo o que pode lhe acrescentar. É bastante ligada ao seu interior (filha de filósofo, aprendeu a pensar como um), assim como à natureza. Nunca dispensa uma caminhada descalço ou banho de cachoeira para renovar as energias. Psicológico bastante ligado ao espiritual.

— História do Personagem:

Sem história nessa ficha.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Ekko Oliver Hammilton em Sex 05 Out 2018, 04:01


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária, pois gostaria de expandir meus horizontes e abraçar uma deusa a qual jamais trabalhei. Além do mais, a divindade encaixa-se muito bem na personalidade do Ekko, trazendo uma riqueza imensurável para o foco narrativo da trama do personagem. Previamente, eis que já pensava em trabalhar com um personagem médium, e tendo visto a habilidade dos filhos da Macária, não pude evitar de ser ela a escolhida para ser minha progenitora divina.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Ekko é um rapaz de estatura mediana, portando 1.68 cm e 68 kg distribuídos em sua estrutura corpórea. Cabelos negros, pele branca e olhos extremamente azuis, juntam-se para contrastar a aparência de Ekko. Caso houvesse uma versão masculina de Branca de Neve, o semideus se encaixaria perfeitamente nela. É comum ver Ekko trajando roupas leves e largadas, opta sempre pelo conforto e não liga para padrões de beleza. O garoto possui duas tatuagens, um com a palavra "ONE", referente à uma música do U2. A outra tatuagem é a figura de um espelho, objeto que Ekko gosta muito. A primeira tatuagem se localiza na região do pulso direito, a segunda está na altura do coração do semideus.

Características Psicológicas: O psicológico de Ekko é bem abalado e moldado pelos episódios traumatizantes que viveu. Boa parte de sua existência dividi-se no plano material e no plano espiritual, isto devido aos muitos espíritos que sempre pareceram acompanhar o rapaz. Ekko é uma pessoa bastante misteriosa e dono de uma personalidade forte, está sempre indagando-se acerca do que é real ou não. O fato dele manter contato com o plano dos espíritos, sempre fez com que as pessoas se afastassem dele, motivo pelo qual Ekko isolou-se do mundo. Por ser fã das cartas de tarot, o semideus define-se como a carta do Eremita. Um ser que está em busca da evolução, mas que precisa caminhar sozinho para obter as respostas. Embora não seja esquizofrênico como seu pai, Ekko apresenta sinais de depressão e ansiedade. Segundo alguns médicos do menino, ele deveria tomar cuidado para que a depressão não evoluísse para um estado inicial de esquizofrenia paranoide.


— História do Personagem:

AVISO:
Eu não iria discorrer a história, pois eu quero manter os mistérios de Ekko e ir desenvolvendo ao longo da trama, no entanto, eis aqui uma pequena amostra dele.

“Achei que ia ficar aqui e querer morrer de novo, ou pior, ficar aqui e não querer. Às vezes eu me olho no espelho e não sei dizer quem sou. Parece algo que aconteceu com outra pessoa. Mas a RIley, aquela Riley que queria ter todas aquelas coisas com você, ela não existe mais. A morte não te permite dizer adeus. Ela só abre um buraco na sua vida, no seu futuro, no seu coração...”Sense8 S1E09 – Death doesn’t let you say goodbye


Sanatório Grannis, Nova Jersey, 12 de Maio de 2013

As têmporas ainda pareciam emitir as correntes e a dor ainda era tão palpável quanto qualquer coisa que seus dedos pudessem tocar. A penumbra era a principal característica daquele recinto, sendo bem diferente do que a sala usual de consultas. O novo médico havia feito exigências acerca de seu atendimento, assim ouviu o rapaz pelo sanatório. Mãos à frente do corpo e repousadas no colo, cabeça baixa e encarando o chão, enquanto os cabelos lhe caiam abundantes fronte ao rosto. O clima frio de inverno permeava a sala, as folhas já se haviam partida há semanas e era raro os raios de sol fazerem exibição. Enquanto solitário estava na sala, Ekko manteve a cabeça encostada na beirada da mesa de consultas e soluçava, talvez pelo frio inevitável ou, talvez, pela reação posterior aos choques daquela manhã. Ainda que um jovem tranquilo, havia muita resistência por parte de Ekko em tomar remédios, ele sabia que não era louco. Um barulho de travas abrindo e o ranger da porta, revelou a chegada de outro indivíduo. O carrasco adentrou o consultório e seus passos e estadia obscureciam ainda mais cada pedaço daquele lugar.

Uma gargalhada aguda alta, uma gargalhada grave alta, duas materializações em cadeia e outras pessoas estavam na sala. Encostada na prateleira de livros à esquerda, eis que a mulher de vestido vermelho e rosa nos longos cabelos negros, fez-se presente. Ela era tão bonita, uma diferença de tudo que havia encaixado naquele recinto. Por outro lado, o homem de terno e expressão severa ficou ao lado da janela. Pela configuração temporal, já não entravam tantos raios luminosos.

- Bom dia, Sr. Hammilton. – Saudou o homem ao sentar-se na poltrona do outro lado da mesa. Ao escutar o sobrenome do menino, tal mulher encostada em livros, deu uma risada baixa, como se aquele nome lhe trouxesse um rastro de significância. – Como está se sentindo hoje? Melhor de tudo que lhe tem ocorrido? – Sua voz era grave e seu tom era a constituição perfeita de intimidador.

Ekko deixou o corpo na mesma posição, a tensão sempre presente e aflorada. Não fez esboço algum de reação, no entanto permitiu que a voz etérea preenchesse o lugar:

- A mesma sensação ruim de correntes elétricas. Alguém fica bem com isso? – A aproximação de Mary foi notada.

De pé atrás dele, a boca encostada em seu ouvido, a bela voz ouviu-se:

“Tenha cuidado, Ekko. Ele adorará saber o que lhe faz mal. Não demonstre fraquezas. Isto tudo é um jogo, ele não veio por acaso. ”

- Tudo bem. – O rapaz jovem falou quase para si mesmo. Não foi capaz de ver a reação do homem em frente a ele. Continuou sentindo seu corpo afetado em diversas partes, não importava o quanto falasse, ninguém entendia a grandiosidade do dano causado pela máquina de choques.

O médico pegou algo da pasta grande e depositou na mesa, empurrando na direção de Ekko. Era um longo e espesso aglomerado de papéis. O menino levantou o rosto e contemplou a entrega. Seus olhos silenciosos avaliaram qualquer rastro que identificasse o que era aquilo. De primeira, não soube. O receio de tocar em algo proveniente daquele homem não o permitiu.

“Não é sensato pegar nada que venha dele, pois, bem sabes que não devemos falar com estranhos. No entanto, pegue isto, vai querer ler e saber de tudo. Será difícil, filho. ” – Ekko surpreendeu-se com tamanha empatia demonstrada por Sebastian, seu outro companheiro. Ele estava sempre demonstrando mau-humor e rigidez, ambos em quantidades exacerbadas. E naquele instante, este foi brando em seus dizeres.

- Entendo, vou ficar com isso. – A mão do rapaz tocou os papéis e colocou aquilo no colo. Ele encarou o homem pela primeira vez. O médico e o paciente se avaliaram por longos instantes. O homem magro e de óculos no rosto, o menino magro e de cabelos longos enegrecidos.

- Andei lendo seus relatórios e prontuários, Sr. Hammilton. Pessoas invisíveis, Fatos futuros e revelações? Então quer dizer que vê pessoas que são invisíveis aos olhos comuns? – Havia certa descrença nos olhos do doutor. Ele cruzou os braços em frente ao peito.

Ekko confirmou com a cabeça, não apreciava a mentira. O homem de terno perto do outro agitou o espaço e as cortinas mexeram atrás do carrasco. Aquietada no lado oposto do local, Mary avaliava tudo em profundo silêncio, algo diferente do costumeiros. Ela era a mais falante de todos que ele havia conhecido algum dia. O rosto do médico recaiu no menino ao perceber o ato com as cortinas. Um menear da cabeça e os olhos cravados no paciente:

- Seus amigos estão aqui agora? – O Doutor apertou o corpo numa corrente desconhecida de frio. Foi Sebastian que sussurrara algo em seu ouvido. Como dele nada podia ouvir, sentia em forma de manifestações no espaço.

- Eles sempre estão. – As palavras de Hammilton foram breves e sua voz era um suave que poderia amedrontar.

“Ele não é quem diz ser, Ekko. Está aqui para fazer mal. Eu vejo suas intenções, a psique. ” – Mary comentou de onde estava encostada.

O médico passou a avaliar cada aspecto arquitetônico do lugar, seus orbes oculares vasculhando qualquer vestígio de presença. A afirmação e a expressão de Ekko muito o haviam incomodado, bem como, o clima do lugar. Ainda em sua posição imponente, ele disse o que havia trazido:

- São escritos do seu pai. Terry Hammilton, não é? Internado na ala de adultos, número sete? Não é fácil receber uma notícia assim, mas, devo noticiar-lhe o falecimento de seu pai. Ele teve uma parada cardíaca ao fim da última noite. Parece que o desejo derradeiro dele era entregar-lhe isto.

Os olhos de Ekko focalizaram os papéis no colo, enquanto o coração parece congelar por instantes. Dois anos que estava ali, três anos que seu pai estava. A culpa devia ser atribuída à Madeleine, a esposa de seu pai. Ao mínimo diagnóstico da esquizofrenia dele, não demorou até que ela fizesse ele permitir que ela administrasse todos os seus bens. Menos tempo ainda durou para que ela trancafiasse o marido naquele hospício. A esquisitice do enteado também ganhou um lugar em Grannis, afinal, que madrasta toleraria aquilo? Não importava o quanto ela tivesse jurado cuidar do garoto para seu progenitor, enviou o filho para o mesmo lugar, para que ambos compartilhassem de suas “loucuras” inevitáveis.

Todas as tardes, Ekko o visitava em sua ala e sentava com o mesmo debaixo de uma amoreira. Os remédios e os tratamentos de choque feitos em Terry, com o tempo, passaram a aturdir seu cérebro e um pouco de suas coordenações motoras. Havia instantes em que ele esquecia o próprio nome de seu filho. O menino lhe levava um buquê de flores e sentava-se para conversar, tantas vezes, apenas para ouvir seus delírios inconscientes. No entanto, estar em sua presença o preenchia o espírito. Em seus diálogos, Terry dizia para o filho que estava produzindo algo para ele que perduraria por toda esta existência. O rapaz nunca entendia muito bem sua colocação, contudo, alegrava-se de ser algo em seus bons pensamentos.

Ekko encarou as folhas e conseguiu ler em letras de máquina de escrever, ao alto da página, a seguinte frase; “O Menino que falava com espíritos. – De: Terry Hammilton”. Como em todas as vezes nas quais nunca chorava, eis que, assim se fez, não derramando uma lágrima. O jovem prendeu o choro e abraçou o manuscrito que, segundo seu pai, seria algo a perdurar pela eternidade. Alguém havia entrado na sala e um comando do médico foi o suficiente para que saísse logo. A mulher havia deixado uma sacola de coisas na soleira da porta e Ekko entendeu que eram pertences de seu pai.

- Ainda sobre seus amigos, Sr. Hammilton, o que eles estão lhe dizendo agora? – A curiosidade do homem o irava por dentro, mas o menino manteve as aparências e continuou abraçando o material de Terry. Sebastian e Mary assistiam a cena em silêncio.

- Estão dizendo que não devo confiar em você, que veio para fazer mal. Você não é quem diz ser! – As palavras de Ekko foram como gatilho para o doutor e em poucos segundos havia algo de diferente nele. O corpo estava mudando, o pescoço emitia o som de ossos quebrando e a besta dentro dele começava a aparecer. Mary estava certa, aquele homem estava ali para lhe fazer mal. E por mais improvável que fosse, o rapaz desconfiava que nas escrituras de seu pai, estavam os motivos de tudo aquilo. A verdade.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Myrtilla J. Malboro em Sex 05 Out 2018, 08:04


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eu escolhi Tânatos por desejar representar um semideus divergente dos estereótipos costumeiros. Tânatos consegue ser fascinante e incrível, mesmo que carregue uma aura sombria e obscura consigo. Isto pode ser visto como um ponto ímpar na narrativa, a possibilidade de ir do obscuro ao encantador. Myrtilla se insere nesta intersecção perfeita. Nunca joguei com filha desta divindade antes, confesso que é um desafio que estou aceitando de bom grado, sei que irei explorar muita coisa.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Os traços de aparência de Myrtilla deixam evidentes a presença americana em seu sangue. Cabelos negros e longos, encaracolados nas pontas, pele alva e olhos da cor do céu. Seu irmão, Martin, carrega com ele os mesmos resquícios de nacionalidade, porém, encerra-se apenas nos olhos. Myrtilla mede 1.63 cm de altura, enquanto porta 60 kg. Por ser gêmea fraterna de Martin, Tilla não desenvolveu-se tanto em altura como ele, tendo de ouvir algumas piadinhas por parte do outro. Não somente o irmão, mas todos os campistas riem da diferença considerável de altura entre os gêmeos.

Myrtilla procura estar trajando sempre as melhores roupas, ela tem um certo fanatismo por estar atraente aos olhos dos outros. Lhe apetece o uso de rímel e delineador, olhos de gato nunca faltam em sua maquiagem. Constantemente, Myrtilla está a vestir peças de cor vermelha, sua cor favorita. E para deixar bem claro, a moça é apaixonada por laboutins. Os coleciona.

Características Psicológicas: Viciada em seduzir. É importante discorrer sobre isso, tendo em vista que Myrtilla é uma criatura que valoriza a conquista e a paquera. Ao primeiro contato, todos acreditam que a garota é descendente de Afrodite. Myrtilla é extrovertida e sempre está envolvida nos mais diversos círculos de amizade, é como se as pessoas tivessem aprendido a lidar com sua obscuridade interior. A semideusa é uma mistura de escuro e claro, por que não chama-la de chiaroscuro? Myrtilla possui a mania de permitir que as pessoas a enganem e mintam para ela, derrubando o indivíduo em seguida com suas próprias palavras.

Ela não pode ser chamada de má, porém, se há alguém que sabe como machucar alguém, este alguém se chama Myrtilla. A garota é sensível quando deve, e áspera quando precisa. Pelos tempos nos quais viveu na Cidade do México, Tilla desenvolveu não só o idioma espanhol, como também, uma personalidade caliente.

— História do Personagem:

Após dialogar com meu irmão(Martin), chegamos ao veredito de que seria mais interessante desenvolver a trama dos irmãos. Ou seja, optamos por não colocar a história de ambos.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 147-ExStaff em Sex 05 Out 2018, 08:44




Avaliação  



Charlotte Petersen

Aceita como filha de Perséfone;
Recebe o item de reclamação padrão.

    Parabéns pela execução e boa sorte para narrar a conduta de Charlotte. No mais, bem vinda, semidivina!


Ekko Oliver Hammilton

Aceito como filho de Macária;
Recebe o item padrão;
100 de 100 xp’s possíveis

    Eu simplesmente ameio desenvolvimento prévio do personagem. Espero te avaliar mais vezes. Bem vindo, semideus!


Myrtilla J. Malboro

Aceita como filha de Thanatos;
Recebe o item padrão;

    Desenvolvimento impecável no que lhe foi imposto, parabéns!. Bem vindo, semideus!


ATUALIZADOS



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Martin J. Malboro em Sex 05 Out 2018, 09:04


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Sempre escolho o Tânatos primeiro, é um deus com o qual eu me identifico muito nos meus personagens. De todos os deuses menores, sinto que possuo uma conexão maior com ele. Para o Martin ele será de suma importância, pois o garoto passará por muitas situações nas quais apenas um filho de Tânatos obteria uma saída tão satisfatória.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Pele branca, geralmente bronzeada pelo sol, possuindo 1.93 cm de altura. Martin é dono de cabelos curtos escuros e olhos claros, aspectos que detém em semelhança para com a irmã gêmea. O rapaz cultivou um corpo forte e bem desenhado através dos treinos no Acampamento Meio – Sangue. Martin utiliza barba por fazer e gosta de como ela o torna atraente, mesmo que ele não admita.

É um daqueles caras que veste a primeira roupa que encontra ao abrir o guarda – roupas, tendo de escutar a irmã o recriminar por não estar na moda. Martin coleciona camisas de futebol, uma paixão que adquiriu com o avô, pai de sua mãe. Se sua vida não tivesse mudado tanto, ele teria seguido a carreira no âmbito esportivo.


Características Psicológicas: Martin é o completo oposto de sua irmã. O rapaz é fechado e possui poucas amizades dentro do Acampamento Meio – Sangue. É prestativo e solidário, mas odeia ser visto como uma pessoa boazinha. Martin é dono de um temperamento forte e decidido, muitas vezes agindo por impulso, permitindo-se guiar pelas sensações do momento. Diferente de Myrtilla, Tim é mais suscetível a quebrar a cara de alguém. Ele passa a imagem de um brutamontes, no entanto, apenas os íntimos conseguem ver o arcabouço de conhecimento que o menino de Tânatos carega.

Não partilha dos mesmos ideias que a irmã, nem aprova o fato de ela sair com quase todo o acampamento. Não por ser machista, mas sim pela superproteção que destina à irmã. Apenas a moça é capaz de ver seu lado mais brincalhão e engraçado, Martin sabe trancá-lo muito bem. O semideus é mal visto pela maioria dos colegas campistas pelo fato de não interagir com os outros como sua irmã. Secretamente, tudo aquilo o incomoda, por mais que ele não reclame ou fale.


— História do Personagem:
Como a Myrtilla disse, combinamos de deixar a história rolar em on. Sem história agora. Perdoa o tio, ele promete compensar.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 147-ExStaff em Sex 05 Out 2018, 09:47




Avaliação — Martin J. Malboro 


Bem como sua irmã, cumpriu muito bem o lhe foi imposto, parabéns e bem vindo, semideus!


Resultados

Aprovado como filho de Thanatos;
Recebe o item padrão;


ATUALIZADO



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por William Von Deadman em Sex 05 Out 2018, 19:28


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Para esta conta, escolho Tânatos. O deus ceifador tem um papel curioso nos relatos da mitologia. Às vezes parecendo bom, às vezes parecendo mau, outras vezes ainda parecendo neutro. Nunca se sabe o que esperar dele, o que se encaixa na trama e na personalidade de William.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
William tem olhos e cabelos castanhos, estatura mediana e, embora não seja musculoso, está em boa forma. No momento atual tem 15 anos. Suas habilidades incluem agilidade e força bem aplicada.

Psicológicas:
O rapaz costumava ser ativo e brincalhão, mesmo sendo um filho do deus ceifador. Fazia piadas consigo mesmo e com os outros e sua aura natural de morte não o impedia de ter bons amigos. Tudo mudou após o incidente. Ele se tornou fechado e desconfiado, não se sentindo capaz de pertencer a qualquer lugar. Mas o principal problema não era um possível trauma ou que ele se sentisse sozinho, mas não ter ideia de quem realmente é. Toda a sua vida antes do incidente foi completamente alterada em sua memória.

— História do Personagem:

Não era incomum que os monstros atravessassem suas barreiras para o mundo mortal a fim de caçar semideuses, mas, ultimamente, a frequência destes acontecimentos estava maior que o normal. William já tinha perdido as contas de quantas criaturas transformara em pó naquela semana e, pelo visto, tudo só ficaria pior. Com frustração por tudo o que estava acontecendo, em sua vida e com o mundo, o rapaz limpou o suor da testa com as costas da mão e deixou-se cair sentado sobre uma pedra achatada da pracinha.

— Ela está saindo do controle — a voz do amigo Declan chegou aos seus ouvidos.

— O problema é que não é mais só ela — respondeu William. — Não estamos mais enfrentando monstros domesticáveis, essas coisas eram selvagens! Tem algo ainda mais errado acontecendo.

— Se for mesmo o caso, vamos ouvir notícias do acampamento em breve. "Você já ouviu a palavra do nosso Senhor e Salvador Quíron?" — Brincou Declan, imitando uma voz falhada e fazendo o amigo rir um pouco. — Seja como for, nosso problema principal é continuar fugindo de Psiquê.

— Inferno...! O sangue daqueles desgraçados vai nos perseguir para sempre.

— Eu me pergunto o que aconteceria se os outros deuses brigassem com tanta intensidade assim por seus filhos e apadrinhados...

— Doce ilusão, meu amigo. Estamos por conta própria aqui.

Os dois guardaram suas armas e seguiram para fora da praça pelo lado menos movimentado. Já não se perguntavam mais o que os mortais enxergavam, mas evitavam ficar perto demais das aglomerações. Não eram maus rapazes, apenas não viviam sob a aba dos deuses mais e se orgulhavam disso. Ambos viam-se abandonados pelo Olimpo e aprenderam a sobreviver sozinhos. O grande problema veio quando enfrentaram servos da deusa da mente, que os seguiram em busca de supostas informações sobre uma rebelião. William e Declan jamais tinham ouvido falar daquilo de eram acusados de apoiar e um embate forte resultou daquela perseguição. No fim, os mentalistas acabaram mortos e os rapazes foram considerados inimigos pessoais de Psiquê.

O filho de Tânatos trazia as memórias daquele estranho dia em sua mente quando ele e o amigo chegaram à pequena quitinete no térreo do prédio onde moravam. Os dois largaram as armas sobre os colchões surrados e lavaram o rosto e as mãos antes de procurarem algo para comer. William sentiu um cheiro estranho ao se aproximar da cozinha, mas não achou que pudesse ser algo grave, já que o vizinho do apartamento ao lado sempre dava um jeito de bancar o Masterchef e inventava algo fedido. Tudo desandou logo em seguida, quando Declan riscou um fósforo para acender o fogão e a quitinete explodiu.

Os semideuses foram atirados longe, batendo com força contra o muro do beco para onde foram cuspidos. Gás. Sentiam dores lancinantes no corpo todo, as queimaduras profundas ardiam na pele e o oxigênio lhes faltava. O som de passos foi ouvido ao longe pela audição abafada de William. Ele ergueu a cabeça e viu Declan desacordado, provavelmente morto, a poucos metros e a silhueta de uma mulher se aproximando devagar, imune ao calor ainda presente no local e nem se preocupando se havia o risco de um desabamento. A mão gelada da mulher agarrou o rosto queimado do semideus, fazendo-o fitá-la:

— Sua maldição começa agora, filho de Tânatos. Eu disse a você que se arrependeria por ter derramado o sangue dos meus protegidos e nada do que você disser vai mudar minha decisão. Seus olhos se fecharão, os braços ceifadores do seu pai tomarão sua vida, mas você não permanecerá morto. Eu me regozijarei quando você agonizar em desespero por não saber mais quem é, quando sentir que não pertence a lugar algum, quando não tiver mais amigos para protegerem-no da minha fúria.

O coração de William poderia bater forte naquele momento por medo, raiva ou o que quer que fosse, mas, ao contrário, desacelerava. Sua visão embaçava, a audição ficava cada vez mais abafada, a estranha sensação de ter a vida se esvaindo aterrorizava-o.

— D-Declan...

— Ah, não se preocupe. Ele também terá sua parte no castigo. Nenhum dos dois sairá impune. Até logo, William Von Deadman. Eu o verei novamente quando você despertar em uma nova vida.

* * *

A visão do garoto se apagou naquele momento e qualquer coisa que ele tenha vivido no mundo dos mortos desapareceu de sua mente. Na verdade, tudo desapareceu. Sua família, seus amigos, sua jornada. William abriu os olhos e viu-se sob um céu noturno e estrelado, com um vento deliciosamente frio acariciando sua pele. Sentou-se. Estava numa praia. Ao longe, vozes animadas podiam ser ouvidas, mas ele não tinha a menor ideia de onde estava e muito menos de quem seriam as pessoas ali próximas.

— Deadman, hora de ir para cama, vamos! — Uma voz masculina ordenou. Ele não conhecia o dono, mas sentiu que deveria obedecer à convocação. Levantou-se, bateu a areia para fora de suas roupas e acompanhou o rapaz mais velho. — Você está bem, Deadman? Parece meio aéreo...

— Eu... — pensou em dizer a verdade, mas a espada embainhada na cintura de seu interlocutor o deixou em alerta. Estaria em perigo? — Eu estou bem. Fique tranquilo.

— Tem certeza, não é? Ainda lembra o caminho do chalé 11? Não andou bebendo, andou? Aqueles filhos de Hermes sempre trazem alguma coisa errada para dentro do acampamento... Não se deixe influenciar por eles. Sendo filho de Tânatos, é você quem deve causar fortes efeitos nas pessoas, lembre-se disso.

O cara não falava coisa com coisa, mas William apenas concordou. Em algum lugar de seu cérebro, registrou que o rapaz desconhecido até se parecia um pouco com ele, mas tinha certeza de que nunca o tinha visto na vida. Nunca tinha estado ali. Como as pessoas pareciam passar por ele sem estranhar sua presença? Como o rapaz mais velho lhe falava se nunca tinham conversado antes? Mas então, ao forçar um pouco a mente, William percebeu que sabia, sim, onde estava.

Conhecia o caminho da praia para a trilha de chalés. Sabia que os filhos de Hermes adoravam pregar peças e contrabandear tudo o que fosse possível e impossível. Sabia que um centauro era responsável por aquele lugar, que, por sua vez, era um refúgio de filhos dos deuses gregos. Ele viva ali. Tinha certeza de que vivia. Por quanto tempo? Não sabia. Sua mente estava estranhamente nebulosa. As pessoas o conheciam, ele as conhecia também, mas não tinha certeza alguma de como tudo aquilo virou uma realidade em sua vida.

Onde estava antes de chegar ao Acampamento Meio-Sangue? Como chegara lá? Era como se tivesse estado lá desde sempre, mas... quando esse sempre tinha começado? Meu nome é William Von Deadman, eu tenho 15 anos, sou filho de Tânatos, ele repetia como um mantra em sua cabeça. A foice brilhara sobre sua cabeça, ele sabia, Quíron o tinha saudado como semideus e o declarado reclamado em uma manhã de treino na praia. Era tudo o que ele sabia, e agora estava decidido a descobrir que maldição tinha sido jogada em sua cabeça.

~*~

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Ivan Magritte em Sex 05 Out 2018, 20:39


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Perséfone: A deusa é sinônimo de sedução, luxúria e vingança. Como filho de Perséfone, Iv é um belo garoto problema, que gosta de fazer suas próprias regras, usar da sedução para conseguir o que quer, e pisar em quem estiver em seu caminho.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físico: Ivan é descende de Belgas, portanto possui uma pele clara, é alto e esguio. Seus cabelos naturalmente loiros são escondidos com tintura negra. Os fios dourados passam a ele a impressão de ser angelical demais. Ele se move de forma pretensiosa, usando sempre roupas que são uma mistura de choque e sedução. Brinca entre o feminino e masculino. As vezes pinta as unhas, os lábios e as pálpebras, um por vez ou tudo de cada vez. Num dia nebuloso pode ser confundido com uma jovem garota. A influência das ruas Nova Yorkinas lhe deram trejeitos, girias e cicatrizes. Uma tatto bem escondida no meio da espinha: uma flor de papoula-ópio. E outra na lateral do dedo-do-meio da mão direita: "ven y verás".

Mente: Todos que olham Ivan nunca sabem o que esperar. Um beijo ou um cuspe no meio do rosto. E tudo isto seguido de seu sorriso misterioso. Ele é atraente, não por ser bonito, mas pelo seu mistério. Isso também faz com que ninguém confie nele devido a seu espírito volátil. Pode fazer amigos e inimigos em segundos com sua lábia, e depois inverter a situação com um estalo. Ele é curioso, com seus olhos ele penetra seu ser buscando te entender, mas logo se cansa e te esquece por completo. Porém, não apenas externamente que Ivan é dúbio. Seu próprio ser caminha duas estradas. Ele se ama de manhã e se odeia a tarde. Deseja alguém de dia e quer matar a noite. As palavras de um médico disseram: "Transtorno Bipolar". Mas o que ele ouvia em sua cabeça era: "Você é mais do que podem ver".

— História do Personagem:

Eu sou filho da traição. Da luxúria. Sou filho largado de uma mãe que não me quis. Sou sofrimento. Sou fruto de uma mãe seca. Uma mãe fria, enterrada numa tera infértil. Sou filho de uma mãe que apenas gera para ferir seu marido. Eu sou filho de...

- Tem certeza que ele virá? - Um garoto nerd parecia apreensivo. Ele se escondia da chuva em baixo da marquise de um prédio. Seus óculos embaçados escondiam o temor em seus olhos.

- Da para largar de ser medroso. - O garoto usando o moletom do time socou seu braço. - Quem me deu isso é de confiança.

Ele mostrou um cartão ao outro garoto. Uma carta de baralho negra. Em um dos versos podia se ver uma gravura. Um número "IV" em algarismo romano, sob uma flor de papoula. O símbolo dele. Daquele que tinha audácia e meios de se infiltrar na escola, e vender as ilícitas mercadorias. Drogas, armas, equipamentos. O que sua mente suja, pervertida e cheias de hormônios desejasse ele poderia conseguir. Porém, a seu preço.

Ele. IV, The Poppy.

O prédio em que os dois estavam era a antiga quadra da escola. Não era mais usada, sendo destino de encontros secretos, drogados anônimos e um dos pontos de troca de IV. Uma sombra se projetou em uma das janelas. O nerd saltou de medo, se segurando para não despejar suas fezes na calça. Uma pessoa encapuzada abriu a janela e fitou os dois do lado de fora. Um casaco escondia seu rosto e corpo. Poderia ser qualquer um. Ele se debruçou sobre o parapeito como uma senhora fofoqueira a observar a rua. Ergueu uma das mãos. O jogador lhe entregou a carta e junto um bolo de notas enrolado numa tira de elástico. O encapuzado levou o dinheiro até o rosto e pareceu cheirar. Ele enfiou a mão dentro do capuz de onde tirou um saquinhos plásticos contendo pequenas pastilhas e as jogou no chão. Os dois se abaixaram para pegar e quando se levantaram a figura estranha já havia sumido. O garoto por baixo do capuz já estava longe, andando por aí displicente enquanto contava o valor de sua transação.

Ivan Magritte era IV, The Poppy. Um descendente de imigrantes Belgas. Filho bastardo de um músico bêbado, que chegou em casa um dia trazendo um bebê no colo. Logo depois sumiu deixando dúvidas e uma criança para sua esposa criar. Eva Magritte, uma secretária pobre que teve que criar um filho de outra mulher. E criou, com muito amor e como pode. Teve ajuda de seu sogro. Um velho senhor, que possuía uma pequena barbearia no Brooklyn. Local que anos depois Ivan descobriu ser apenas uma fachada. Soren Magritte, líder de uma pequena gangue Belga local. Ensinava o pequeno Iv sobre a vida enquanto barbeava seus clientes. Depois ensinava no porão como sobreviver ao mundo, onde escondia armas, drogas e artimanhas. Seu neto cresceu como um belo jovem. Tinha a lábia da família, como Soren dizia. E como ninguém, parecia ter nascido com o dom de lidar com as plantas que abasteciam o estoque da "cozinha" de drogas. Suas palavras eram doces quando chegavam aos ouvidos dos "clientes", trazendo muito lucro a seu avô. Logo Eva percebeu a aproximação perigosa de seu sogro com seu filho.

Com coração na mão Iv negou o avô, mas apenas na frente dos olhares de Eva. Passou a construir seu pequeno império, sob tutela de Soren. Engava e comerciava com seus colegas, garotos dos bairros vizinhos, e turistas obtusos. Para seu nome não correr por aí e chegar aos ouvidos de sua mãe, Ivan adotou um codinome. Papoula sempre foi sua flor favorita, aquela que trazia a essência entorpecente. Assim IV, The Poppy nasceu.

Ivan por sua vez não era alguém que prestasse. Sua família era a única que algum dia escapavou de sua personalidade volátil. Seu hobby era estragar a vida dos outros. Ele era perfumado, mas o aroma so escondia o podre de seu ser. Uma alma selvagem, com olhos penetrantes que seduziam tudo e a todos. Limites nunca foram para ele. Seu nome corria por aí como um safado amante e perigosa companhia. Tão parecido com seu pai.

No corredores da escola preferia ser invisível, mas algumas cabeças viravam com seu andar. Inclusive de Isabela Loren. A garota mais popular da escola. A garota que ele fez questão de beijar. Não escondido, mas no corredor principal logo após o sinal tocar. Todos presenciaram. Inclusive Frank Gallo, namorado de Isabela.

Ele o achou na frente do prédio da escola. Uma multidão presenciava Frank indo em direção de Ivan. Uma formação de músculos contra o magro garoto. Socos, chutes e empurrões o detonaram, mas há quem dissesse que aquilo não tirava o sorriso dos lábios de Ivan, nem seu charme. Ele levantava e Frank continuava a derruba-lo. Ele não se importava com aquilo. Seu felicidade era ver a dor do outro. A dor que ele sentia em si, projetava naqueles que ele mais desprezava. Frank Gallo. Um idiota popular que se achava rei da escola.

Ivan viu seu sangue sujar o asfalto da calçada. Poças vermelhas e intensas como a flor de Papoula. Quando viu não acreditou em seus olhos. Seu sangue correu e se juntou. Depois se espalhou criando forma, desenhando o chão. Uma flor se formou, intensa brilhante e bela. Parecia que só ele via aquilo. Ele sentia que não era alucinação. Era algo poderoso, um chamado, uma força que o levantou. Ele não sentia dores ou remorço. Ele sentia um calor, uma vontade de se aproximar de Frank. Ele caminhou até seu oponente. Olhos nos olhos. Uma aúrea intensa saia dele. Um aroma luxuriante. Frank começou a tremer, sentia seu corpo vascilando e o coração batendo. Ivan estava bem a sua frente e ele não conseguia bater nele, ou ofende-lo.

- Frank Gallo. - Falou Ivan. - Porco sujo, boneco de plástico. O rei coroado por esta massa uniforme de rostos todos iguais. Sem história, sem individualidade e sem futuro. Você anda por estes corredores exalando confiança, fazendo todos de temerem e amarem, mas você é tão fraco quanto eles. Um pobre garoto com músculos que não tem coragem de verdade. - Ivan se aproximou mais ainda. - Que finge ser aquilo que querem de você. Você so me bate porque quer seu "eu". - Ivan envolve seus braço no pescoço de Frank. - Porque você quer... a... mim...

E foi assim que Ivan Magritte abandonou sua vida antiga. Com um beijo. Um ato que destruiu a fama de Frank Gallo. Um ato que fez todos admirarem e se assustarem ainda mais com ele. Ele nunca mais retornou a sua escola. Pegou suas coisas, despediu de sua mãe com um abraço, e se foi.

Um simples beijo fez com que Ivan entendesse a fragilidade e mediocridade daqueles a sua volta. Que ele pode sentir que era diferente, e mesmo não sabendo como ainda, logo estaria trilhando um destino maior.

O destino de um semi-deus.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Hera em Sab 06 Out 2018, 19:48




Avaliação — William Von Deadman


William, que história interessante! Me deixou intrigada pra saber que fim levará sua rixa com Psiquê e as motivações para tal, já que a deusa da mente não é conhecida por ser má com muita gente (já eu sou, cuidado). Está muito aprovado e espero ver mais do seu personagem no PJBR!


Resultado

Aceito como filho de Tânatos;
Recompensa: 100 xp;
Item de reclamação padrão.




Avaliação — Ivan Magritte


Olá Ivan! Vejo que optou por reutilizar sua ficha antiga e, assim como a avaliação passada, não vejo motivos para reprová-lo. Você escreve muito bem, seu personagem é interessante e torço para que evolua sua trama no PJBR. Bem vindo, semideus!


Resultado

Aceito como filho de Perséfone;
Recompensa: 10 xp;
Item de reclamação padrão.







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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Zelda Blackthorn em Dom 07 Out 2018, 08:46


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Héracles. Bem, a Zelda será uma princesinha fodona, então acredito que os poderes/áurea de Héracles são a melhor escolha para o que planejo fazer com a personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas:
Zelda é uma bela jovem com longos cabelos ruivos ondulados que brilham acobreados à luz do dia. O rosto é composto por traços finos, mas bem definidos, e algumas sardas castanhas. Ela possui os olhos de sua mãe — verdes acinzentados e brilhantes, com anéis dourados ao redor das pupilas. Possuindo uma alta estatura, o corpo de Zelda é curvilíneo e possui músculos bem definidos devido ao constante treinamento físico, e suas costas são cobertas de cicatrizes que recebeu quando foi chicoteada na infância. Essa parte será abordada futuramente.
Mesmo sendo avassaladoramente linda — ou talvez exatamente por esse motivo —, Zelda também possui uma aparência intimidante, portanto ela ostenta uma vibe de durona.

Características Psicológicas:
Superficialmente, Zelda é uma mulher indiferente e fria que se importa apenas consigo mesma — ela precisou desenvolver a habilidade de esconder as próprias emoções devido aos traumas passados quando criança —, no entanto, quem a conhece sabe que ela é uma pessoa muito empática e com um forte senso de justiça que preza pela igualdade entre as pessoas e se indigna sempre que as minorias e os mais fracos são oprimidos/desfavorecidos.

Embora tenha uma ótima lábia e consiga mentir facilmente, Zelda é franca e honesta quando necessário. Ela sempre mantém as promessas que faz e defende seus ideais com afinco, dificilmente admitindo quando está errada de alguma forma, o que a torna extremamente teimosa.

Zelda pode ser sedutora e encantadora quando vê a oportunidade de tirar proveito de alguma circunstância, mas, geralmente, prefere manter-se reservada, abrindo-se honestamente apenas às pessoas com quem desenvolve algum vínculo de amizade/amor. Zelda é excelente em mascarar suas emoções e desempenhar papéis diferentes, adequando-se à situação conforme a necessidade, mas pode, eventualmente, acabar explodindo se for muito provocada.

Além disso, ela é inegavelmente leal àqueles que ganharam sua confiança, e nutre intenso ódio contra aqueles que a fizeram algum mal.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Hera em Dom 07 Out 2018, 23:00




Avaliação — Zelda Blackthorn


O que eu posso falar além de que estou ANSIOSA pelo desenvolvimento dessa personagem? Adorei suas descrições físicas e psicológicas, foram muito completas e já deram um gosto pela trama da Zelda. Se o feminismo for legalizado, semideusas como esta serão comuns. Parabéns e seja bem vinda, primeira cria de Héracles!

Ps: registra essa PP antes que eu mesma roube.


Resultado

Aceita como filha de Héracles;
Sem recompensa;
Item de reclamação padrão.





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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Pandora Wylie em Seg 08 Out 2018, 01:51


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Então, Macária. O motivo, em off, é que ela era a progenitora recém-escolhida de uma das minhas fakes antes do reset e nunca nem mesmo cheguei a usar as habilidades. Em on, o simbolismo da deusa parece ser a união perfeita de duas coisas que não são comumente associadas, a morte e a ideia de que ela não precisa ser associada ao sofrimento.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Fisicamente, Pandora é a garota dos sonhos de qualquer rapaz. Dona de longos cabelos castanhos que contrastam com sua pele alva, lábios carnudos que estão, na maioria das vezes, coloridos por pigmentos, olhos que variam entre o verde e o azul com resquícios de heterocromia, representada pelas pintas castanhas em suas íris e um nariz pequeno e delicado, é difícil que os olhos alheios não se atraiam automaticamente para ela. O corpo possui curvas atrativas, embora não sejam exageradas, e a altura é considerada boa para o gênero feminino, marcando 1,71m.

Psicologicamente, ela funciona de uma forma interessante, podendo até ser considerada um estereótipo. Possui uma aura ao redor de si que carrega um tom de ingenuidade extremamente forte, mas isso não faz parte da personalidade de Pandora. Manipuladora, ela se aproveita até mesmo daqueles que se consideram seus amigos. Não possui remorso algum em agir pelas costas de alguém, contanto que seja beneficiada. É vaidosa em excesso por conhecer o efeito que produz sobre as pessoas, intensificando-o através de aparatos cosméticos. É reservada quanto à vida pessoal, sempre dando respostas que parecem contemplar as perguntas dos outros, mas que são excessivamente vagas e lhes falta comprometimento. É doce de forma excessiva, uma vez que sempre está em busca de algo para si própria, utilizando-se da lábia para tal. Ela é uma garota que sabe o que quer e não mede esforços para conseguir.

— História do Personagem:

Pandora Wylie poderia ser tudo, mas não era modesta. Desde o nascimento, sempre ostentou uma fortuna maior do que podia contabilizar, resultado do emprego de seu pai, que servia em um hospital importante de Nova Iorque como cirurgião cardíaco. Não era difícil adivinhar que aquela bebê gordinha e risonha seria um dos seres mais mimados que já tinham pisado na terra. Seu pai, Gael, nem mesmo se importava com isso, cobrindo sua pequena filha de bens materiais, disposto a fazer seu dinheiro valer mais do que sua ausência em casa. Os brinquedos mais novos do mercado? Pandora ganhava. Babadores assinados por especialistas em moda? Pandora tinha. Creche para pequenos gênios, que estava mais para uma mina de ouro, tamanhas eram as mensalidades? Pandora frequentava. Era uma vida boa, embora faltasse a coisa mais importante para a garota, a presença de uma figura para lhe ensinar que dinheiro não era tudo.

A morena não mentia a respeito disso, não se vitimizava alegando que teria preferido o pai, o dinheiro lhe ensinava tudo o que precisava saber. Algo que ela queria poderia ser comprado e suas confusões poderiam ser resolvidas com investimento financeiro. Ah, o doce capitalismo. Suas babás podiam escolher se seriam aliadas ou demitidas, seu cozinheiro particular tinha boa parte de seu salário descontado quando cometia qualquer deslize em seus pratos, era uma vida fabulosa.

Seu primeiro choque veio aos quinze anos, quando o pai foi atropelado por uma van em alta velocidade. Embora fosse impossível que sobrevivesse, seu corpo quase sem vida foi levado ao hospital para que tivesse uma tentativa de melhora. Pandora foi até o local quando soube a respeito do ocorrido, sentindo o peito apertar em uma sensação totalmente desconhecida até aquele momento ao vê-lo estirado na cama, conectado a diversos aparelhos. A morena tentou afirmar que estava preocupada em relação ao seu sustento, mas não conseguia identificar que aquilo se tratava de uma tristeza genuína. Mesmo que Gael não fosse extremamente presente, era o único pai que a menina Wylie possuía e, por isso, ele era o melhor pai do mundo para ela. Sentindo as lágrimas preencherem seus olhos, a garota correu para o banheiro e se sentou no chão, enterrando a cabeça entre as mãos, assustada com aquela repentina demonstração de afeto pelo homem.

Não demorou para que a porta rangesse, denunciando a entrada de uma segunda pessoa ali. Pandora respirou fundo e tentou se recompor, preocupada com o que poderia ser pensado a seu respeito se a vissem naquele estado, já preparada para dar mais uma de suas respostas excessivamente longas, mas que não respondiam coisa alguma. Para sua segunda surpresa do dia, a enfermeira sentou-se no chão, passando a lhe fazer companhia. Ela parecia jovem e bonita como a própria Wylie, seus olhos encarando a parede oposta como se temessem invadir a dor alheia.

— Então... Dia difícil? — Sua voz era como melodia e poderia ser coisa da cabeça da garota, mas sua acompanhante emanava uma aura de calma tão forte que praticamente anestesiava o estado de desespero no qual Pandora se encontrava. Os lábios da desconhecida pareceram formar um curto sorriso, como se ela pudesse ler os pensamentos da adolescente. — Eu li a ficha dele, sei que você é a única parente que ele parece possuir. Particularmente falando, eu acho que você deveria deixar suas emoções fluírem e conversar com ele. As capacidades cerebrais ainda permanecem ativas em estado de coma e sei que o sr. Wylie gostaria de tê-la por perto. — A enfermeira estalou os lábios, parecendo pensar. — Trabalho com isso há anos, acredite em mim. A experiência se torna menos traumática para eles. — As lágrimas rolaram pelo rosto de Pandora, mas elas não se envergonhou. Tomou coragem e foi até o quarto do pai.

Gael Wylie foi levado em paz ao ser perdoado pela filha, mesmo que ela nem soubesse que esse era seu desejo. Pandora sentiu uma calmaria estranha tomar conta de si ao vê-lo dar seu último suspiro, tranquilizada porque ele não precisava estar preso aos aparatos mecânicos que apenas prolongavam seus gastos médicos. Era bonito e bom saber que ele não precisava lutar por estar cheio de arrependimentos, que poderia ir em paz. Enquanto isso, a sala foi invadida por uma tonalidade rósea quase imperceptível, um holograma brilhando levemente acima da cabeça de Pandora sem que ela percebesse. A enfermeira, por sua vez, via o que acontecia pela janela da sala, orgulhosa de como sua filha havia lidado com aquela situação. Macária sabia que ela podia não ser uma boa pessoa, mas via um enorme potencial em sua cria. Ela podia evoluir.

Hoje, aos dezessete anos, Pandora ainda administra a fortuna do pai, que triplicou quando ela descobriu que a van pertencia ao próprio hospital e abriu um processo. Sua personalidade, ao contrário do que Macária chegou a acreditar, havia apenas piorado ainda mais, uma vez que a única pessoa com quem possuía um elo emocional havia morrido, lançando-a ainda mais em um processo de distanciamento sentimental. Trabalha como modelo de campanhas fotográficas, embora não precise, visto que estar em meio a um mundo tão falso quanto ela própria faz seu coração vibrar em excitação. É uma vida fabulosa.

É uma vida vazia.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Ethan Miller em Seg 08 Out 2018, 02:16


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamado por Nêmesis, a deusa da vingança, e da justiça distributiva. Ethan tem um grande senso de justiça, apesar de ter feito escolhas ruins no seu passado, e agora, com direito a um novo recomeço, pretende colocar em prática todos seus princípios em prol de ajudar pessoas que foram/são injustiçadas. Ser reclamado por tal divindade daria total sentido à história.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Forte, alto, com cabelos escuros e lábios avermelhados. Seus olhos negros são misteriosos e escondem um passado que até mesmo Ethan tem medo de reviver. Sua pele clara e barba já rala se alastrando pelo rosto são traços característicos herdados de seu pai, juntamente com sua estatura alta. O semideus é dotado de uma beleza ímpar, chamando a atenção por onde passa, mesmo tentando ser sempre discreto. Possui uma tatuagem que se espalha pelo ombro e pescoço, como uma tribal, porém seu significado é desconhecido, sendo Ethan a única pessoa a entendê-la.

Apesar de sua beleza e presença sempre perceptíveis, Ethan não gosta de atrair olhares e atenções, prefere passar despercebido – ou tenta, pelo menos. Seu passado guarda coisas terríveis que o tornaram uma pessoa amarga e reservada. Ethan vive em razão de si, e apenas para si. Favores, amizades, nada disse existe para o semideus, que prefere se isolar e viver em sua bolha. Mas ele paga pelos seus erros do passado, por alguns ele paga estando sozinho, sem ninguém em quem confiar ou poder chamar de família; outros ele paga com a sua insanidade e a necessidade constante de se medicar para se sentir em paz com as coisas que nunca foram vistas ou descobertas.

— História do Personagem:

Aviso:
O passado de Ethan guarda coisas que vão ser abordadas aos poucos em suas missões. O que eu trouxe para a ficha foi uma passagem do presente, mas não deixa muito claro as coisas do passado. Então me perdoem se não ficar da forma como vocês queriam.

— E o colégio, como está?

As sessões com o psicólogo haviam se tornado monótonas, sempre as mesmas perguntas, para as quais eu dava as mesmas respostas, e a gente não avançava para nenhum lado. A verdade é que eu não gostava de gastar duas horas da minha sexta-feira para ser atendido por alguém que achava que conversando mudaria algo em mim. Nada daquilo realmente funcionava.

— Na mesma. — Evitava fazer contato direto com os olhos de Arthur, tanto para evitar que ele soubesse que eu estava mentindo, quanto por não gostar de encarar ninguém, da mesma forma que eu não gostava que me encarassem.

— Certo. E você já está preparado para tocar no assunto? — Enquanto falava comigo ele também mantinha os olhos abaixados, focados na caderneta onde fazia algumas anotações. — Já fazem sete meses.

O assunto. Para quem está se perguntando, eu tenho alguns problemas psicológicos, e fui diagnosticado recentemente com um pequeno grau de esquizofrenia, mas mesmo pequeno é suficiente para que eu tenha surtos, como o que eu tive no colégio há cerca de um ano atrás. Eu estava fora de mim, e acabei tirando a vida de um professor, ou pelo menos é o que me dizem, já que eu não me lembro de nada.

— Na verdade acho que ainda não. — Respirei fundo e olhei as horas pela tela de bloqueio do meu celular. — Eu preciso ir, tenho que ir fazer um trabalho na casa de uns amigos.

As olheiras de Arthur eram como sulcos profundos, com uma camada sombreada, dando contraste com seus olhos pretos. Ele olhava fixamente para mim, como se esperando alguma movimentação, mas me mantive imóvel, apenas esperando que ele falasse que eu poderia ir.

— Tudo bem, tá liberado. Semana que vem, no mesmo horário, tá? — Acenei em aprovação e me dirigia para a porta, quando ele continuou: — Ethan. Só toma cuidado. Tem muita coisa acontecendo.

Saí do consultório sem responder, afinal, não sabia o que ele queria dizer com aquilo, então acenei mais uma vez e dei o fora do local.

• • •

— Pai? To em casa. — Sempre que eu chegava da terapia a gente sempre pedia algum fast food para comermos, apesar de não conversarmos muito, era como uma rotina que mantínhamos. Mas naquele dia meu pais não estava me esperando na sala, vendo seu campeonato de beisebol. As luzes estavam acesas, entretanto o silêncio reinava na residência. Subi as escadas para procurá-lo, e o encontrei estirado, amordaçado e enrolado em uma corda, jogado no carpete do meu quarto.  

— PAI! — Corri para soltá-lo, enquanto ele tentava falar algo, sem sucesso, e balançando a cabeça em negação. Tirei sua mordaça, apenas por tempo suficiente para ouvi-lo dizer:

— Armadilha!

Senti um impacto em meu crânio, e minhas pálpebras pesaram no mesmo momento, tornando tudo escuro.

Quando abri os olhos novamente parecia que eu tinha apenas piscado, mas tenho certeza que havia se passado vários minutos. Um rapaz estava parado diante de mim, e meu pai ainda estava amarrado ao meu lado. Forcei meus pulsos e senti que tinha alguma coisa amarrando-os as minhas costas, mas, diferente do que fizeram com meu pai, não estava amordaçado.

O garoto me analisava demoradamente com seus olhos negros, mesmo tendo visto que eu já estava acordado. Sua pele era pálida, contrastando com a negritude de seus cabelos. Seus traços me lembravam alguém, que eu não conseguia lembrar. Trajava roupas escuras, e carregava uma foice negra. Resumindo, tudo remetia a escuridão.

— Incrível. Você não é um filho de Thânatos. — Ele me analisava como se eu fosse algum tipo de experimento de laboratório. — Como você se chama?

— Por que quer saber? — Sua expressão era de alguém deslumbrado.

— Bom, eu senti esse cheiro de morte muito longe. E essa aura escura que te cerca é perceptível a quilômetros. — Desviando seus olhos de mim, agora ele focava em algo sobre a minha cabeça. Ergui o pescoço para ver se algo estava em cima de mim, mas não consegui enxergar nada.

— Do que... você está falando?

— Você é filho de quem? — Perguntou o rapaz, com um semblante de curiosidade. As coisas não pareciam fazer sentido, e a impressão que dava era que ele estava sob efeito de algum entorpecente.

— Do meu pai, eu acho. Moço se você entrou na nossa casa para roubar, por que simplesmente não rouba e da o fora?

— Roubar? — A questão foi seguida de uma gargalhada, e após alguns segundos, o garoto recuperou o fôlego e continuou. — Não temos encontrado muitos semideuses pela região, eu vim para te convencer a se unir às nossas forças contra o Olimpo. Você sabe quem é sua mãe? Ou seu pai, talvez?

— Eu realmente não faço ideia do que você está falando. — Meu pai esperneava e tentava falar algo, mas a mordaça impedia.

— Ah, entendo. Seu pai ainda não te contou. Vou dar a chance para ele fazer isso, ou eu mesmo faço. — Com apenas uma das mãos o magricela retirou a faixa da boca do meu pai. Nada fazia sentido na minha cabeça, várias frases aleatórias e desconexas, e o principal: ele disse algo sobre a minha mãe. Meu pai suspirou fundo antes de dar qualquer declaração, mas por fim falou.

— Sua mãe é uma deusa, uma olimpiana. Eu não sabia que eles realmente existiam. Nós tivemos um caso, e ela ficou grávida. Disse que não poderia ficar com a criança, mas não quis explicar os motivos. Eu a confrontei e ela me contou tudo, sobre os deuses, e o Olimpo, e os filhos que eles têm com mortais. Ela havia dito que sua vida corria risco, e que quando tivesse idade suficiente eu deveria te mandar para um tal acampamento, onde você ficaria seguro e teria o treinamento necessário, mas eu ignorei tudo isso, achando que poderia te proteger, mas agora vejo o quão estupido fui. — As últimas palavras foram ditas em meio à soluços e lágrimas de arrependimento que escorriam pela sua face.

— Acampamento de merda! Sua mãe te abandonou, é o que todos eles fazem! Nos geram, e nos jogam nesse mundo cheio de monstros para que sejamos perseguidos e devorados.

Eu precisava de um momento para digerir tudo aquilo. Eles estavam dizendo que eu era filho de uma... deusa? Como assim os deuses existem? Sempre acreditei que fossem mitos, e aí da noite para o dia alguém simplesmente surge sabendo disso, e meu pai me omitiu essa informação durante toda minha vida.

— Então você veio aqui porque quer que eu me vire contra esses... deuses? Mas eu nem sei quem eles são. Isso não faz sentido!

Em um movimento rápido, o garoto pegou meu pai pelo colarinho, e colocou-o de pé, exatamente na frente dele, encostando sua foice no pescoço dele. A pele abaixo da lâmina estava sendo tão pressionada, que poderia romper a qualquer momento.

— Isso não é uma democracia onde você escolhe o que prefere. Ou você vem comigo, ou pode contabilizar mais uma morte na sua conta. Pelo visto já tem várias não é mesmo? — Eu estava desesperado. Apesar do péssimo relacionamento que sempre tive com meu pai, não poderia deixá-lo morrer assim.

— Você não precisa ir com ele. — Disse meu pai, com certa dificuldade per ter uma foice apertando sua garganta. — Honre sua mãe, e a mim, você é tudo que me sobrou.

— CALADO MORTAL! — O garoto parecia impaciente, e eu não tinha certeza do que poderia fazer para tirar a gente daquela situação. — E aí, semideus, qual vai ser?

— Nenhum.

Uma voz surgiu, sabe-se lá de onde, e algo acertou a cabeça do semideus que segurava meu pai, fazendo com que ambos desabassem ao mesmo tempo. Quando levantei os olhos, encontrei meu psicólogo parado na soleira da porta, com uma espada empunhada.

— Eu te disse para tomar cuidado.

• • •

Por fim acabei descobrindo que Arthur também era um semideus, e irmão de Aaron – o semideus que invadiu minha casa –, mas ambos eram diferentes: Aaron era contra os deuses, e Arthur era um apoiador do Olimpo. O que tudo isso quer dizer, eu não faço ideia. Acontece que ele sabia dessa procura por novos aliados à facção anti-olimpianos, da mesma forma que sabia que eu era um semideus pelos mesmos motivos com que Aaron descobriu, e decidiu ficar de olho.

Depois de finalizar Aaron, ele o amarrou e disse que o levaria para casa, e ainda se ofereceu para me levar para o tal acampamento. Eu ainda não sabia o que fazer, qual caminho tomar. No momento eu precisava ficar com meu pai, até resolver todas minhas pendencias judiciais.

Assim que Arthur saiu meu pai me deu um abraço, um verdadeiro abraço, algo que ele nunca tinha feito comigo em quinze anos. Seu soluço em meu ombro demonstrava o quão aliviado ele estava por toda a situação ter se resolvido, tanto a momentânea da invasão, quanto a do segredo que escondia de mim.

A primeira decisão que tomamos foi nos mudar de casa, afinal, se nos encontraram ali uma vez, agora éramos alvos fáceis. Arthur ainda me disse para tomar cuidado com os monstros, afinal, agora que eu sabia, o meu “cheiro” – seja lá o que isso significa – ficaria ainda mais forte. Ou seja, eu deveria viver as escondidas, com medo de ser caçado por qualquer criatura que sempre acreditei ser apenas um mito. Mas o que mais importava era que eu finalmente estava bem com meu pai.

No dia do meu julgamento uma nova página da minha história foi escrita. Estava entre meu advogado e meu psicólogo, quando o juiz deu a sentença, me declarando inocente. Então Arthur me abraçou dizendo “Parabéns, filho da justiça” e apontou para cima da minha cabeça, onde um leme quebrado rodeado por uma leve fumaça avermelhada estava flutuando.

— Nêmesis acabou de te reclamar como seu filho.

Com todos esses empecilhos resolvidos, eu tinha agora a decisão entre ir para o tal acampamento ou não. Eram muitas coisas para se colocar na balança, mas o desfecho desta história vocês vão descobrir mais para frente.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 147-ExStaff em Seg 08 Out 2018, 10:08




Avaliação



Pandora Wylie


    QUE FICHA. De longe, uma das fichas mais simples e mais incríveis que li. Estou curiosa pelo desenvolvimento da personagem (e entendo sua dor pela fake). Parabéns!


Aceita como filha de Macária;
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Ethan Miller


    Eu amei! Estou curiosa para o lado que você vai escolher! Gostaria de ler mais sobre sua história, mas vejo que terei de esperar. Parabéns e bem-vindo, semideus


Aceito como filho de Nêmesis;
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ATUALIZANDO



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Vincent V. Valentine em Qua 10 Out 2018, 12:36


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Éolo. Desde sua infância percebeu que havia algo incomum a sua volta. Em tempo de muita ventania seu estado emocional se abrandava e ao sair na rua parecia que não era tão afetado por tal ocorrido, como se fizesse parte de tal elemento. Nunca soube explicar de fato, sua mãe por outro lado sabia bem o motivo de tal benção concedida pelos ventos, mas nunca foi capaz de explicar, até o momento certo.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Seu tom de pele é bastante claro, não chegando ao tom pálido. Seus cabelos por outro lado possuem um tom negro, om um corte curto e bem ajeitado assim como seus olhos. Ambos se assemelham ao céu nas noites mais escuras, como se o universo estivesse neles. Seu porte por outro lado não é avantajado, pelo contrário. Possui um porte médio bem distribuído em seus 1,70 e 65 Kg, tendo sues músculos definidos.

Características Psicológicas: Como sempre, um menino muito bem educado, gentil e um pouco bem humorado. Possui um pouco de dificuldade em se socializar logo de inicio, pois sua introversão dificulta um pouco, mas isso não quer dizer que com o tempo não se torne um pouco mais amigável. Dono de uma serenidade fora do comum, quase sempre se mantem com uma expressão calma. Leva as coisas muito a sério, pois aprendeu as responsabilidades da vida com sua mãe. Há também seu lado um pouco mais irritado, sim ele também se irrita, embora seja com coisas mais sérias. Isso o afeta de forma que age agressivamente contra quem lhe irritou, mas apenas caso não consiga sair de perto ou não consiga se acalmar.

— História do Personagem:

O vento invadia meu quarto com seu assobio baixo porém audível o bastante para me acordar. Era estranho, mas aquela era minha forma de despertar desde que me conheço por gente, sempre me perguntei o porquê, era como se os ventos tivessem a necessidade de me felicitar toda a manhã. Enfim, meus olhos se abriam pouco a pouco, se acostumavam com a claridade que invadia o comodo pela janela entre aberta até enfim me erguer da cama. Ainda sonolento ergui colocando meus chinelos e seguindo até meu banheiro me arrumei após um bom banho. Logo a voz de minha doce mãe ecoou pelo quarto, como sempre eu estava atrasado. Eram meus dezoito anos, por incrível que pareça havia sobrevivido até ali, sabem muito bem o que dizem sobre os semideuses que chegam aos dezesseis anos. Sim, isso mesmo, eu já tive a oportunidade de conhecer mais sobre minha história, apesar de não tê-la por completo, meu pai ainda era desconhecido, até mesmo para minha mãe. Tudo se resumia a um Deus e tudo mais, mas era um pouco complicado de acreditar eu sei. Enfim.

Em meio a cozinha com a mesa do café da manhã completamente arrumado minha mãe lavava parte da louça que havia deixado na noite passada, pois é meu cansaço repentino me obrigou a não fazer meus serviços. Digo repentino pois nunca tinha sentido algo parecido, era uma sensação bem estranha para falar a verdade, era como se algo estivesse praticamente saindo de mim, mas vai saber. Minha mãe sabia, tinha feito uma expressão de preocupação mas se limitou a cuidar de mim. Achei estranho de fato, mas não perguntei nada. Agora, com seus olhares atentos a mim e um pouco de preocupação em sua face tomamos nossa refeição da manhã. Já havia passado da hora, o ônibus da escola já tinha passado e eu teria que correr para não perder a segunda aula, era meu último ano na escola. -Bem mãe, melhor eu ir antes que eu me atrase ainda mais. Dei-lhe um beijo em seu rosto, avistei seu sorriso e parti. Tudo devia ser normal naquele dia, devia.

Percorrendo a mais de dois quarteiros de onde eu morava escutava alguns barulhos estranhos como uma pata de cavalo batendo no chão, um pequeno uivo, mas não haviam animais naquele arredor. Os ventos daquele dia estavam mais agitados, me envolviam de forma protetora como se algo de ruim me acontecesse, mas em minha mente se passava muitas coisas naquelas semanas, aquilo podia ser apenas mais uma delas. Então segui em frente. O barulho já me incomodava, estavam ficando mais altos e próximos, mas meus olhos buscavam por respostas ao meu redor e nada viam. Encontrava-me em um beco, um tipo de atalho para minha escola, então seria impossível não enxergar nada naquele lugar, mas enfim. Alguns passos mais a frente e um cheiro forte de enxofre exalou pelo caminho me deixando enjoado. "Mas o que é isso?" Não havia esgoto, comida podre ou algo estragado o bastante para liberar aquele cheiro, mas com ele veio mais uma vez o uivo e garras arranhando latas de lixo as derrubando no chão. Consegui enfim perceber de onde vinha, também se não visse as latas caindo a uns dois metros de mim certamente eu precisaria de óculos. Mas enfim, paralisei naquele instante, não sabia o que de fato estava ocorrendo até uma sombra se formar e tomar forma em um cachorro negro de médio porte. Parecia um animal qualquer se não fossem pelos vívidos olhos avermelhados que se assemelhavam a cor de sangue. "Mas que porcaria é essa? Estava espantado, isso era óbvios pois estava estampado em minha cara, mas o que faria?

No meio do desespero se encontra a solução, naquele momento entendi a frase que me era dita pela minha avó que falecera a um ano atrás. Estava tremendo é verdade, mas sentia algo crescendo em mim, algo inexplicável. O animal em si partiu, veio com toda a sua ferocidade animalesca em busca de minha carne, e assim percebi que as palavras de minha mãe sobre a tal história contada sobre meu pai não era tão ridícula assim. Cada músculo do meu corpo levado pela adrenalina do momento se movimentou involuntariamente com o mais puro reflexo permitindo que o cão passasse direto por mim. Era estranho eu sei, logo eu, um garoto que não fazia nenhum esporte a não ser um pouco de musculação para melhorar minha força, logo eu tinha aquele reflexo de gato. O pequeno monstro por sua vez caiu com suas quatro patas sobre o chão se voltando para mim, ainda mais irritadiço com seus dentes afiados, saliva escorrendo e seu bafo, sim vinha dele aquele forte cheiro de enxofre. Ali percebi que seria meu fim, certamente não aguentaria ficar me esquivando por muito tempo e não adiantaria correr pelo visto. Mas sempre há momentos em que a sorte vem lhe ajudar. Aquele som de patas de cavalo batendo no chão? Bem, aquilo também foi impressionante para mim.

O vento me cobria com seu manto no instante em que o cachorro veio me atacar, me jogou para o lado com força impedindo-me de ser atingido pelo animal mas ainda sim me levando em seus braços evitando de me ferir. Agora aquele segundo barulho? Bem, do nada aparece um jovem, não tendo mais do que seus dezoito anos me ajudar. Pelo menos era o que parecia. Se colocara a minha frente, entre o animal e minha vida ali era o inicio de uma amizade pensei. Suas pernas eram diferentes, pareciam pernas de bode ou algo parecido, eram elas que faziam aquele barulho pensei. Não dava para ver seu rosto, apenas seus movimentos rápidos com os braços trazendo de seu bolso um instrumento. Sua música logo ecoava pela viela e de forma rápida adormecia o animal, mas até quando? Era hora de partir de forma rápida dizia o garoto, ele estava me seguindo desde minha casa. Incrivelmente estava com uma grande mochila, mas aquela era minha? Sim, ele havia passado em minha casa, estava ali para me levar. Era difícil de entender. Seus olhos se voltaram para o alto de minha cabeça, via alguma coisa que lhe fazia sorrir. -Bem meu amigo, bem vindo ao mundo dos semideuses, filho de Éolo. Era espantoso, toda aquela história sobre deuses e semideuses, mas não era hora de explicações mas sim de fugir. Pelo que parecia minha mãe já estava a par de tudo, tinha escrito uma carta que o garoto me dera em meio ao caminho para o tal acampamento meio-sangue. E lá fomos.

Demoramos um pouco para chegar de fato, mas lá tudo foi explicado. Descobri que durante os meus longos anos de vida meu pai, Éolo o Deus dos ventos, havia colocado uma habilidade em mim que impediam os monstros de me sentir, até aquele dia em que me senti mal, fazia sentido embora fosse tudo muito louco. Na carta de minha mãe ela dizia aquele lugar seria bom para mim, melhor do que minha própria casa, mas seria mesmo? Encontrei outros assim como eu, Demorei sim um bom tempo para me enturmar, hoje tenho os meus vinte anos e converso com poucos, mas ainda sim não encontrei dificuldades e nem inimizades por ali. Vejo que meu corpo está bem mais forte, minha mente bem mais calma, meus poderes vieram a tona e agora em combate eu me saio muito bem. Agora o que virá no futuro, bem isso é difícil de dizer.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Eos em Qua 10 Out 2018, 13:36




Avaliação — Vincent V. Valentine


Olá Vicent! Bem, sua ficha teve alguns errinhos o que causou o desconto de alguns pontos como o uso excessivo de "enfim" e "mas enfim". Realmente, é quase um vício e eu já me preparava em todo texto para vê-lo escrito novamente. O uso do traço (-) em vez do travessão (—) nas falas é algo que você deve ficar atento, pois realmente se é descontado bastante isso em missões. A falta do uso da vírgula antes das conjunções é um ponto que deve se atentar. Algo que me incomodou bastante foi o seu possível ataque, afinal, uma hora o animal estava lá e do nada sua narração se voltou totalmente para o sátiro deixando o monstro para lá como se fosse nada demais. Enfim, parabéns pela ficha e seja bem vindo de volta, filho de Éolo!


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Pennélope Vyolet Mitch em Qua 10 Out 2018, 21:16


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Tânatos / Thanatos. Por ser a divindade relacionada diretamente a morte e por conter mitos tão interessantes e pouco explorados, acredito que será o melhor para o desenvolvimento da trama da personagem, inclusive para auxílio de futuras maldições que Penn venha a adquirir.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Apesar de ser originária da Dinamarca a jovem Penn pouco tem traços que remetem ao povo do país. Sua pele é bastante clara ficando marcada e com cicatrizes facilmente, o que responde a presença de algumas espalhadas pelos pulsos, coxas, abdômen e seios, os olhos são esverdeados de um tom quase acinzentado, aparentemente gelados mas sempre possuindo um brilho incomum. A boca é pequena e delicada, dona de um rosado natural e atraente, enquanto o corpo é esbelto e repleto de curvas atraentes que contrastam bem com seu 1.70 cm de altura e os 78kg.

Faz o tipo de garota que está sempre trajando short seja jeans ou de tecidos leves, blusas soltas e que a permitem se movimentar livremente. Raramente usa calças, afinal, acredita que elas prendem seus movimentos e evitam que ela seja tão flexível quanto deseja ser. Nos pés tem sempre um par de all star clássico - branco e preto - nada muito extravagante, apenas o necessário. O cabelo de tom castanho e de tamanho médio longo costumeiramente é preso em um coque ou rabo de cavalo, ambos deixam alguns fios da franja soltos que caem sobre a lateral do rosto, emoldurando-o.

Características Psicológicas: “A garota monstruosa que assassinou o pai sem motivo nenhum, louca por ter inventado uma história de abuso que jamais acontecerá apenas para destruir a família e principalmente a mãe.” São estes os comentários que corriam nos corredores da clínica durante toda a estadia da menina. Ao contrário dos boatos, Vyolet trata-se de uma criança presa no corpo de uma adolescente, ainda é tão doce quanto antes, gentil, sorridente e amigável com quem quer que se aproxime, tornando-a um tanto inocente. Nega-se a crer que o mundo é cruel, apesar de ter passado por tantos momentos e situações apavorantes.

É comum ver Pennélope por sua segurança em risco para salvar outros, agindo como um suporte. Porém ainda é bastante focada e obcecada em seus objetivos, quando os traça não a nada no mundo que a desvie dele. Estrategista, autocrítica e estudiosa evita sempre errar seus movimentos, calculando-os muito bem para somente então realizá-los, graças a isso tende a desenvolver uma precisão entre acontecimento x reação. Sua sinceridade pode também ser confundida com agressividade ou grosseria, afinal, não guarda para si o que pensa, seja lá o que for ou como possa lhe atingir ela dirá, ou seja, zero responsabilidade emocional.



— História do Personagem:


Silêncio. Escuridão.

Nada era visto, os únicos sons ouvidos partiam dos grilos espalhados no campo e Harpias que patrulhavam as redondezas do acampamento. As estrelas eram ocultadas e ignoradas pelo brilho dourado excessivo e majestoso emitido pela lua cheia, a brisa ia e vinha baixando a temperatura e consequentemente aliviando o calor que fazia naquela noite.

Uma silhueta esbelta apresentava-se em frente a entrada da cabana. A cabeça pendia para o alto, os olhos presos ao céu, os cabelos presos em uma trança lateral e aparentemente sujo demais para que pudesse ficar livre. O traje resumia-se em uma blusa alaranjada com o cavalo alado símbolo do AMS e um short folgado - um típico pijama. No colo a lâmina brilhava, não que àquela semideusa possuísse alguma arma, mas ela havia roubado ela de alguém que conhecera.

O punhal fora apertado pela mão alva e delicada, o braço oposto fora estendido enquanto a ponta do armamento deslizou pela pele, abrindo um corte e fazendo com que sangue escorresse. Um gemido rompeu os lábios naturalmente rosadas, os dentes cravaram no beiço inferior num ato que visava impedir o grito de dor. As pálpebras baixaram-se, a lágrima escorreu sem hesitação e o corpo tombou, imergindo em lembranças a tanto tempo ignoradas.


FLASHBACK ON


— Ele mereceu… Eu sei que ele mereceu...— o sussurro ecoava pelo quarto embebido na escuridão. O timbre suave e quase infantil denotava medo e insegurança pelo que o futuro lhe reservaria. O corpo balançava sutilmente para frente e para trás, um balançar quase robótico que pouco produzia ruídos, as mãos presas entre os fios longos e negros os dedos os puxava com força, também apertando e arranhando o couro cabeludo.

A movimentação produzia apenas um som, como se o vai e vem do humanóide fosse feito sobre uma poça pegajosa, e de fato era. A frente havia algo estendido, mais exatamente um cadáver ainda quente, o crime havia sido cometido a pouco. O tilintar das chaves ao toque do trinco fez com que a assassina estacasse, as pupilas se dilataram apavorada, a tremedeira lhe acometeu tão rápido quanto um raio e ela apenas esperou.

Os passos aproximavam-se pouco a pouco. A voz feminina cantarolava algo, parecia relaxada, tranquila demais para o que veria em breve. — Penn, Kill, estão aí dentro? — ela gritou, buscava ansiosa por sua filha e seu esposo, era estranho que ambos não estivessem pela sala como de costume. — Penn, está no banho? — novamente a voz ecoou. A criminosa ouviu o som da porta ao lado do quarto sendo aberta, a mulher havia entrado no banheiro.

O ruído do andar no corredor retornou, o nervosismo cresceu explosivamente. A maçaneta girou, a porta fora empurrada e aberta. Os lábios que antes traziam um sorriso animado, agora demonstrava horror. O quarto antes infantil que acolhia tão docemente a criança, agora tinha o carpete e a parede manchados de sangue. — Mamãe, o papai tentou me tocar… — a voz saiu suave, como se a imagem não fossem assombrosa.

Os lábios e bochechas machados pela cor rubra característica do sangue assustaram ainda mais a maior. As pequenas mãozinhas seguravam a arma do crime: Um cutelo. — O Q-QUE VOCÊ-Ê FEZ? — a adulta gaguejava, os olhos arregalados, o pedaço de bolo de chocolate que tinha em mãos foi diretamente ao chão. Espantada. A situação a sua frente era mais do que inusitada, sua filha que sempre fora tão doce e gentil agora estava em uma cena de assassinato. A pequenina levantou-se, caminhou chorosa até a progenitora, fitando-a com o olhar marejado.

— Mamãe, eu não fiz por mal, ele mereceu, não é?! Eu pulei nele e rasguei seu pescoço… Ninguém pode tocar meu corpinho, a senhora me disse… — a esta altura dos acontecimentos até a fala da garota falhava. A cabeça virava fitando a genitora e os restos mortais banhados na poça de sangue, sua mente estava confusa, acreditava ter agido corretamente mas agora? Agora ela sentia-se suja, imunda pelo que fizera.

A memória retornou para o momento em que tudo começou. Pennélope havia chegado da escola, seu genitor estava na cozinha preparando o jantar, mal a viu e já a mandou para o banho, sem hesitação a ordem foi acatada. Enquanto a criança brincava na banheira o homem adentrou o recinto tinha apenas uma toalha presa em sua cintura, os olhos brilhavam com a imagem da outra sem roupas imersa parcialmente na água.

Inicialmente ele apenas ajoelhou-se e brincou com a pequena Mitch, em seguida a mão deslizou entre as pernas dela que assustada se levantou e correu para o quarto. Lá, já debaixo das cobertas e encolhida, o pai voltou a procurá-la, desta vez com mais avidez e “fome”. Foi então que ela reagiu e avançou. A mordida no pescoço deixou-o desestabilizado o suficiente para que a menina tivesse tempo de ir a cozinha buscar a arma.

As cenas seguintes eram dignas de um filme de psicopata. Ainda com o pedófilo vivo e agonizando - afinal, a raiva da menina permitiu que a mordida arrancasse um pequeno pedaço da carne - Pennélope deu início aos golpes, não sabia onde devia acertar, apenas o fazia querendo ver o homem morto.


FLASHBACK OFF


As lágrimas rolavam incessantemente, não apenas pela dor provinda do ferimento no braço esquerdo, mas também pela memória recém revivida. Vyolet podia ouvir sua mãe chamando-a de monstro, ainda a via ligando para a clínica psiquiátrica, lembrava-se do timbre assustado e de como ela se manteve distante mesmo quando a criança berrava por ajuda e implorava pelo perdão.

Ela só tinha nove anos quando tudo ocorreu, estava apenas se defendendo do que hoje ela sabia que era alguém horrível. Porém a recordação da mãe, o pavor nos olhos, a dor e nojo no timbre faziam com que a adolescente se odiasse e se visse como um ser monstruoso.

O ambiente aos poucos era tomado por uma névoa sutil que envolvia também o corpo da garota. Sobre sua cabeça pairava uma foice, símbolo do deus dos ceifeiros e mortos Tânatos, de alguma forma depois de muito tempo ele havia enfim admitido que aquela era sua cria.

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Pennélope Vyolet Mitch
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Eos em Qua 10 Out 2018, 22:36




Avaliação —  Pennélope Vyolet Mitch



Olha Pen, eu queria muito fazer um comentário "grande" da sua ficha, mas as palavras sumiram, sério. Que ficha maravilhosa! Eu realmente não tenho muito o que dizer, estou apenas sentindo ela e a vibe. Parabéns pela reclamação!


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Aceita como filha de Thanatos;
Pontuação: 100 de 100 xp's possíveis;
Item de reclamação padrão.




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Eos
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Deuses
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

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