Ficha de Reclamação para Deuses Menores

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Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 12:58

Relembrando a primeira mensagem :


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus menor.  Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses menores disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 

   
   
 
 

   
 
 
   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   


   
   



   


   
   


   
   

DeusesAvaliação
DeimosComum
DespinaRigorosa
ÉoloComum
EosComum
ÉrisRigorosa
HécateRigorosa
HéraclesComum
HipnosComum
ÍrisComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
PhobosComum
PerséfoneRigorosa
SeleneComum
TânatosComum




Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

A promoção da ficha acabou e a história passa a ser obrigatória a partir daqui. Boa sorte a todos.

Aviso! Acerca dos chalés dos deuses primordiais e menores, eles não existem, pois a história se passa em meados de 2008, durante a Guerra de Cronos. Apenas os chalés dos doze olimpianos estão disponíveis.


TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Hades em Sab 27 Out 2018, 19:39




Avaliação — Merlin M. Werstonem


Boa noite, Merlin. Achei bastante interessante a sua ficha. Realmente, Merlin não parece sentir remorso pelas coisas horríveis que ela faz. A relação com o pai também foi algo que me fez continuar interessado na narração. Você soube desenvolver esses pontos muito bem.

Quanto aos critérios de avaliação, decidi descontar alguns pontos em ortografia. Tenho a impressão de que uma revisão no texto teria dado um jeito nos erros. Por exemplo, situações nas quais os nomes dos personagens mudaram para "Melin" e "Mason", ou momentos em que "decidido" se transformou em "descido" e outros erros semelhantes. Um ponto menos importante, mas que eu gostaria de discutir, é a estrutura do post. Alguns parágrafos são divididos por espaço, enquanto outros não são. Também acho que isso teria sido corrigido com uma revisão do texto.

Por último, me questiono sobre a influência que Merlin teria sobre o pai e a namorada. Se ela estava internada numa instituição, de que forma seria capaz de machucá-los. E se era capaz de machucá-los, por que precisaria do pai para escapar da instituição? Não estariam os dois mais seguros com Merlin detida na clínica psiquiátrica? São questões que não ficaram muito claras e que poderiam ter sido desenvolvidas no texto.

Dito isso e pesando os fatos, não vejo motivos para não aprová-la. Fique de olho no que eu apontei durante a avaliação, para seguir melhorando. Espero grandes coisas de você. Parabéns, semideusa.  


Resultado

Aceita como filha de Éris;
Recompensa: 90 xp;
Item de reclamação padrão.




Atualizado






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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Bud H. Weiser em Seg 29 Out 2018, 00:41


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Tânatos, o Deus da morte. Bud é um garoto solitário e sombrio. A morte sempre o atraiu – ou ele sempre atraiu a morte?

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Fisicamente... bonito, corpo atlético e... ar sombrio. Ele não era como os outros. Chamava atenção das pessoas, não só pela beleza e seu porte físico, mas por sua aura tenebrosa que não permitia aproximação, somente dos rapazes mais briguentos e corajosos e das garotas com gostos mais diferenciados. Tem um metro e oitenta de altura, olhos azulados e cabelos morenos. Seu odor, às vezes, fica forte demais, e o cheiro se assemelha a formol, pele necrosada e... morte. Mas não se preocupem, esse odor só se manifesta em situações que o semideus considera como perigosas.

Psicologicamente... dono de uma serenidade que chega a ser incômoda aos outros, Bud é um garoto desapegado de bens materiais e pessoas, o que lhe dá uma característica popularmente chamada de “um homem frio” e, até mesmo, “insensível”. De fato, seu emocional dificilmente se abala, até mesmo a morte é incapaz de atormentar sua mente. Mais fácil ele atormentar a morte. Não procura causar dor e sofrimento a ninguém, porém acredita que tem o poder de julgar quando alguém deve ou não morrer.


— História do Personagem:
Legenda:
@Bud H. Weiser
@Darla H. Weiser
@Culbert
@Humanoide Monstruoso



New York – MA, 11 de setembro de 1998

— Olá, tudo bem? Prazer, somos seus novos vizinhos, viemos lhe dar as boas-vindas, não é, filho? — cutucou o braço do garoto.
— Sim, mamãe — respondeu com evidente desinteresse.

A mãe do menino lançou um sorriso constrangido para a nova vizinha, que devolveu o gesto de forma mais genuína e os convidou para entrar. Era uma senhora que aparentava ter seus setenta anos de idade, cabelos inteiramente brancos e presos por um laço que formava um coque, seu rosto possuía muitas rugas e marcas, tinha um olhar cansado e aquele típico cheiro de gente antiga. Vestia uma camisa florida e por baixo uma blusa preta, sua saia era rosa salmão e terminava nos tornozelos e em seus pés um par de sandálias.

Ao entrarem na residência, ele observou as paredes que possuíam um leve tom rosado, o piso inteiramente de madeira e alguns quadros, quase todos de flores e plantas, pendurados tentando dar um pouco de vida a aquele ambiente. No centro da sala, viu um sofá cinzento para duas pessoas, uma mesinha de centro marrom e uma poltrona azul clara, todos sobre um tapete rosa escuro levemente felpudo. Não havia uma televisão, então o que prendeu a atenção da criança foi um pequeno aquário com um peixe amarelo em cima de uma cômoda no canto do aposento. Ao encostar a mão no recipiente quase o derrubou. — Bud!!! — Sua mãe desesperadamente deu um tapa em seu braço e o trouxe para perto — Ai, por favor, desculpa! Esse menino mexe em tudo!

A idosa riu da cena presenciada e mostrou muita compreensão ao dizer que estava tudo bem. Anunciou que iria até a cozinha buscar um chá e três xícaras. A mãe lançou um olhar de repreensão a sua cria e o puxou para que sentassem no sofá. Quando a velhinha voltou, trazia em sua mão direita um bule que emitia um cheiro muito agradável de camomila e em sua mão esquerda três pequenas chávenas seguras pelas asas. Sentou-se na poltrona azulada e colocou os frascos na mesa, servindo a bebida em seguida.

— A propósito, muito prazer, meu nome é Senhora Culbert.
— Muito prazer! — disse a mulher — Meu nome é Darla Weiser e esse é meu filho, Bud.
— Oi, Bud! — proferiu docemente a velha — Você é um rapaz muito bonito, sabia?
— Obrigado. — respondeu com desânimo.

A conversa pouco interessava ao pequeno, que permaneceu quieto pela maior parte do tempo, somente reagindo a perguntas que eram diretamente direcionadas e com respostas curtas e apáticas. Atentou-se somente ao final da prosa, pois aquela senhora ofereceu ficar de babá durante a tarde, período em que a mãe estaria trabalhando em seu novo emprego que começaria na próxima semana. Ali daria início a uma história de amizade entre os dois.

Três anos depois...
New York – MA, 11 de setembro de 2001

Era uma terça-feira ensolarada. Weiser esperava ansioso pelo timbre que propaga do alarme escolar para poder voltar à sua moradia. Não suportava estar ali, sentado em uma cadeira, rodeado de pessoas que não eram importantes e ouvindo uma senhora que se intitulava mestra pronunciar frases complexas, mas com nenhum entusiasmo ou esforço para que fossem ouvidas. Quando o sino finalmente tocou, Bud pegou sua mochila pela alça, a colocou em seu ombro e se deslocou até o corredor. Pegou seus pertences de dentro do armário e, enfim, se retirou do colégio.

Já a caminho de casa, o garoto estranhou o pouco movimento nas ruas de uma cidade que parecia estar sempre agitada. Não haviam pessoas circulando, estava tudo calmo demais. Sirenes de bombeiro ecoaram, chamando a atenção dele. Percebeu um grande rastro de fumaça preta no céu e decidiu ver o que estava acontecendo. Quanto mais se aproximava, maior era sua percepção do caos que sucedia. A gritaria de policiais, bombeiros e paramédicos, a choradeira do público extremamente chocado e apavorado, repórteres e fotógrafos correndo de um lado para o outro, o calor que provinha de dois prédios desmoronados e ainda em brasas. O fim do mundo nunca pareceu tão próximo.

O local vivia um drama. O medo, a angústia e a tristeza eram perceptíveis. Parentes das vítimas mostravam todo o seu desespero, chorando lastimavelmente, discutindo e brigando com policiais e médicos querendo informações sobre seus entes. Bud tinha uma sensibilidade muito intensa quando o assunto era morte. A presença de cadáveres era facilmente detectada. Calculava um número aproximado de mil e quinhentas pessoas que chegaram a óbito. Sabia que quem estava dentro do edifício não havia escapado com vida. Outros, extremamente feridos, também não se livrariam de seu destino. Repentinamente, uma mão segurou com brutalidade seu punho, depois o outro foi apanhado da mesma forma. Em instantes, estavam algemados. Virou-se, espantado, querendo quem o prendia e o motivo, não antes que um murro o atingisse na cabeça.

— Temos um suspeito — disse um policial fardado inteiramente de preto e com seu rosto coberto por uma máscara de gás — vou levá-lo à viatura — e começou a arrastá-lo até o camburão.
— Que história é essa de suspeito? — esbravejou — O você está fazendo?!

Tentava de todas as maneiras se desvencilhar do oficial, no entanto seus esforços foram inúteis e acabou sendo trancado no compartimento traseiro do veículo. Ajoelhou-se com dificuldade devido seus braços estarem imobilizados e rastejou até a janela que permitia ver o motorista.

— Para onde está me levando?! Eu não fiz nada, acabei de sair da escola!
— Você tem o direito de permanecer calado — retrucou o vigilante, já com a voz ligeiramente alterada, parecia mais grave.

Sem mais o que fazer, se acomodou em um assento na lateral da cabine. Buscou manter a calma e encontrar alguma solução, tomar alguma atitude que possibilitasse uma escapatória, porém nada parecia factível. De repente, o carro pareceu bater em alguma coisa muito rígida, fazendo um grande estrondo e parando imediatamente, o que provocou um impacto tão forte que fez o guarda voar pelo para-brisa e Weiser chocar-se contra a parede e cair no chão. Mais um estrépito, dessa vez na porta do camburão, que se abriu. Ele ergueu os olhos e notou um semblante reconhecível, parecia ser sua vizinha, a Senhora Culbert. Ela subiu a bordo, pegou o garoto atordoado e o sobrepôs em seu ombro, em seguida desceu rapidamente.

A pancada havia deixado Bud desnorteado, todavia conseguia entender o que estava ocorrendo – ou quase. A idosa corria acelerada demais para alguém de sua idade, e o ruído de seus passos mais pareciam com os galopes de um cavalo em alta velocidade. Uma freada súbita quase fez com que Weiser despencasse novamente, mas foi seguro pelos braços da companheira. Um rugido medonho fez-se ouvir. Todo desajeitado naquela posição, o adolescente se apoiou no outro ombro da senhora para poder ver o ser que emitiu o barulho. A frente deles, estava uma criatura aparentemente humanoide, mas com características monstruosas. Quase três metros de altura, braços e pernas musculosas e peludas assim como todo o corpo, roupas rasgadas e a mesma máscara do policial que voou do carro instantes atrás.

— Sempre achei que o Hulk era verde — comentou.

Mais um urro e agora uma patada que jogou longe Bud Weiser e Senhora Culbert. Rolaram no chão após a queda, a idosa levantou-se primeiro e ajudou o jovem a se pôr em pé. Ele flexionou o cotovelo e notou um ralado feio na região, também sentiu uma gota de sangue escorrendo de seu joelho direito. O carro que antes estava preso, agora se via estraçalhado e a sua frente toda amassada. Naquele lugar não tinha ninguém para presenciar aquela aberração e ajuda-lo em uma fuga ou até mesmo combate. O monstro chegou até eles em um único salto. A distância era bem considerável, já que ele pulou de uma calçada a outra. Quando aterrissou, a velhinha aplicou um coice em seu estômago tão forte que o derrubou. “Uau” pensou o rapaz, abismado. O bicho se ergueu e deu outro golpe, agora somente na “super vovó” que de novo foi lançada a uma grande lonjura. Sem pensar direito, o garoto desferiu um soco no abdômen do ogro. — Aaaaii! — berrou de dor, e agora ele quem recebeu o ataque, sendo jogado na direção contrária de sua babá.

Mais uma queda, mais ferimentos. Além disso, vivia talvez a situação mais horripilante ao longo de seus nove anos de idade. O chão tremeu com o pouso do ser medonho ao seu lado. Uma nova pancada na cabeça e ficou tudo escuro.

Um ano depois...
Acampamento Meio-sangue, 11 de setembro de 2002

— Nem acredito que já se passou um ano. — disse Bud — Naquele dia descobri que minha babá de 75 anos, na verdade, era minha protetora — Weiser e Culbit riram juntos.
— Pois é. Você era muito bobo, me pegou vasculhando o lixo de sua casa várias vezes e nunca desconfiou de nada.
— Ei! Eu achava que você estava juntando as latas para vender, não para comer.

“Toc toc!” fez a porta da entrada do chalé doze. Era o líder dos filhos de Hermes e indefinidos, que apressou o semideus para que se dirigisse ao treinamento na arena o quanto antes. Saiu logo depois. Olharam um para o outro, reviraram os olhos e riram juntos mais uma vez. Ele ligeiramente pegou sua faca e trajou uma blusa mais grossa para se proteger de espadas e adagas. Agachou-se para amarrar seu coturno quando ouviu alguém malhando a porta novamente. — Calma!! Já to indo! — se levantou e correu até a entrada. Quando abriu, viu que ali não tinha ninguém, entretanto se deparou com uma caixa preta enlaçada por uma fita de tom cinza escuro. Levou o presente para dentro, sentou em sua cama e desatou o nó para retirar a tampa. Quando contemplou o objeto que estava dentro, um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente. Culbert, sem saber o que dizer ou fazer, apenas encarou o menino. Ele, depois de alguns instantes, fixou seu olhar nela — Tenho que ir.

Três anos depois...
Em algum lugar do mundo, 11 de setembro de 2005

— Enfim nos encontramos... você escapou da morte milhares de vezes, mas agora não terá outra saída. — Sacou seu armamento e fitou o inimigo. Até escorria saliva de sua boca com o desejo de matar. E essa cobiça estava muito próxima de se concretizar — Enfim terei um aniversário legal.

Continua...


Considerações:

— Foi apresentada uma pequena linha do tempo de Bud Hernandés Weiser;
— Bud ainda era uma criança nos anos 1998, 2001 e 2002, portanto ainda não tinha sua personalidade totalmente definida, apenas alguns lampejos;
— Não houve utilização de itens e poderes, até porque Bud desconhecia de suas habilidades, progenitor e etc;
— Algumas questões ficaram vagas propositalmente (como foi parar no acampamento, o que tinha dentro da caixa de presente e quem ele iria matar em 2005). Essas questões serão apresentadas futuramente em outras oportunidades caso a reclamação seja aprovada;
— Obrigado pela leitura, avaliação, correções, elogios, críticas e etc. Com certeza serão muito construtivas.

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Bud H. Weiser
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Hades em Ter 30 Out 2018, 21:14




Avaliação — Bud H. Weiser


Boa noite, Bud. Incomoda-me muito ter que reprovar a ficha. Está muito boa. A leitura foi tão natural, que só percebi no último ponto final que lhe falta o momento da reclamação. A reclamação acontece quando o símbolo do pai ou mãe divino aparece acima da cabeça do personagem. Como essa é, especificamente, uma ficha de reclamação, não seria certo aprová-lo sem esse ponto importante.

Fora isso, não tenho o que reclamar da ficha. Alguns poucos erros que, eu entendo, fogem à revisão.

Como eu disse no início da avaliação, a leitura foi muito natural, leve. O parabenizo por isso. Não é sempre que uma ficha consegue esse feito. Sem mais a dizer, torço para que você reposte a ficha com a alteração que eu solicitei e espero ler mais sobre o Bud em breve.

Resultado

Reprovado como filho de Tânatos.




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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Bud H. Weiser em Qua 31 Out 2018, 16:14


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Tânatos, o Deus da morte. Bud é um garoto solitário e sombrio. A morte sempre o atraiu – ou ele sempre atraiu a morte?

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Fisicamente... bonito, corpo atlético e... ar sombrio. Ele não era como os outros. Chamava atenção das pessoas, não só pela beleza e seu porte físico, mas por sua aura tenebrosa que não permitia aproximação, somente dos rapazes mais briguentos e corajosos e das garotas com gostos mais diferenciados. Tem um metro e oitenta de altura, olhos azulados e cabelos morenos. Seu odor, às vezes, fica forte demais, e o cheiro se assemelha a formol, pele necrosada e... morte. Mas não se preocupem, esse odor só se manifesta em situações que o semideus considera como perigosas.

Psicologicamente... dono de uma serenidade que chega a ser incômoda aos outros, Bud é um garoto desapegado de bens materiais e pessoas, o que lhe dá uma característica popularmente chamada de “um homem frio” e, até mesmo, “insensível”. De fato, seu emocional dificilmente se abala, até mesmo a morte é incapaz de atormentar sua mente. Mais fácil ele atormentar a morte. Não procura causar dor e sofrimento a ninguém, porém acredita que tem o poder de julgar quando alguém deve ou não morrer.


— História do Personagem:
Legenda:
@Bud H. Weiser
@Darla H. Weiser
@Culbert
@Humanoide Monstruoso



New York – MA, 11 de setembro de 1998

— Olá, tudo bem? Prazer, somos seus novos vizinhos, viemos lhe dar as boas-vindas, não é, filho? — cutucou o braço do garoto.
— Sim, mamãe — respondeu com evidente desinteresse.

A mãe do menino lançou um sorriso constrangido para a nova vizinha, que devolveu o gesto de forma mais genuína e os convidou para entrar. Era uma senhora que aparentava ter seus setenta anos de idade, cabelos inteiramente brancos e presos por um laço que formava um coque, seu rosto possuía muitas rugas e marcas, tinha um olhar cansado e aquele típico cheiro de gente antiga. Vestia uma camisa florida e por baixo uma blusa preta, sua saia era rosa salmão e terminava nos tornozelos. Em seus pés, um par de sandálias.

Ao entrarem na residência, ele observou as paredes que detinham um leve tom rosado, o piso inteiramente de madeira e alguns quadros, quase todos de flores e plantas, pendurados tentando dar um pouco de vida a aquele ambiente. No centro da sala, avistou um sofá cinzento para duas pessoas, uma mesinha de centro marrom e uma poltrona azul clara, todos esse móveis sobre um tapete rosa escuro e levemente felpudo. Não havia uma televisão, então o que prendeu a atenção da criança foi um pequeno aquário com um peixe amarelo em cima de uma cômoda no canto do aposento. Ao encostar a mão no recipiente quase o derrubou. — Bud!!! — Sua mãe desesperadamente deu um tapa em seu braço e o trouxe para perto — Ai, por favor, desculpa! Esse menino mexe em tudo!

A idosa riu da cena presenciada e mostrou muita compreensão ao dizer que estava tudo bem. Anunciou que iria até a cozinha buscar um chá e três xícaras. A mãe lançou um olhar de repreensão a sua cria e a puxou para que sentassem no sofá. Quando a velhinha retornou, trazia em sua mão direita um bule que exalava um cheiro muito agradável de camomila e em sua mão esquerda três pequenas chávenas sendo seguras pelas asas. Sentou-se na poltrona azulada e colocou os frascos na mesa, servindo a bebida em seguida.

— A propósito, muito prazer, meu nome é Senhora Culbert.
— Muito prazer! — disse a mulher — Meu nome é Darla Weiser e esse é meu filho, Bud.
— Oi, Bud! — proferiu docemente a velha — Você é um rapaz muito bonito, sabia?
— Obrigado. — respondeu com desânimo.

A conversa pouco interessava ao pequeno, que permaneceu quieto pela maior parte do tempo, somente reagindo a perguntas que eram diretamente direcionadas, com respostas curtas e apáticas. Atentou-se somente ao final da prosa, pois aquela senhora se ofereceu para ficar de babá dele durante a tarde, período em que a mãe estaria trabalhando em seu novo emprego que começaria na próxima semana. Ali daria início a uma história de amizade entre os dois.

Três anos depois...
New York – MA, 11 de setembro de 2001

Era uma terça-feira de manhã ensolarada. Weiser esperava ansioso pelo timbre que propagava do alarme escolar para poder voltar à sua moradia. Não suportava estar ali, sentado em uma cadeira, rodeado de pessoas que não eram importantes e ouvindo uma senhora que se intitulava mestra pronunciar frases complexas com nenhum entusiasmo e esforço para que fossem ouvidas. Quando o sino finalmente tocou, Bud pegou sua mochila pela alça, a colocou em seu ombro e foi até o corredor. Pegou seus pertences de dentro do armário e, enfim, se retirou do colégio.

Já a caminho de casa, o garoto estranhou o pouco movimento nas ruas de uma cidade que parecia estar sempre agitada. Não haviam pessoas circulando, estava tudo calmo demais. Sirenes de bombeiro ecoaram, chamando sua atenção. Percebeu um grande rastro de fumaça preta no céu e decidiu ver o que estava acontecendo. Quanto mais se aproximava, maior era sua percepção do caos que sucedia. A gritaria de policiais, bombeiros e paramédicos, a choradeira do público extremamente chocado e apavorado, repórteres e fotógrafos correndo de um lado para o outro e o calor que provinha de dois prédios desmoronados e ainda em brasas. O fim do mundo nunca pareceu tão próximo.

O local vivenciava um drama. O medo, a angústia e a tristeza eram perceptíveis. Parentes das vítimas mostravam todo o seu desespero, chorando lastimavelmente, discutindo e brigando com policiais e médicos querendo informações sobre seus entes. Bud tinha uma sensibilidade muito intensa quando o assunto era morte. A presença de cadáveres era facilmente detectada. Calculava um número aproximado de mil e quinhentas pessoas que chegaram a óbito. Sabia que quem estava dentro do edifício não havia escapado com vida. Outros, extremamente feridos, também não se livrariam de seu destino. Repentinamente, uma mão segurou com brutalidade seu punho e depois o outro foi apanhado da mesma forma. Em segundos, estavam algemados. Virou-se, espantado, querendo saber quem o prendia e o motivo, não antes que um murro o atingisse na cabeça.

— Temos um suspeito — disse um policial fardado inteiramente de preto e com seu rosto coberto por uma máscara de gás — vou levá-lo à viatura — e começou a arrastá-lo até ao camburão.
— Que história é essa de suspeito? — esbravejou — O você está fazendo?!

Tentava de todas as maneiras se desvencilhar do oficial, no entanto seus esforços foram inúteis e acabou sendo trancado no compartimento traseiro do veículo. Ajoelhou-se com dificuldade devido seus braços estarem imobilizados e rastejou até a janela que permitia ver o motorista.

— Para onde está me levando?! Eu não fiz nada, acabei de sair da escola!
— Você tem o direito de permanecer calado — retrucou o vigilante, já com a voz ligeiramente alterada, parecia mais grave.

Sem mais o que fazer, se acomodou em um assento na lateral da cabine. Buscou manter a calma e encontrar alguma solução, tomar alguma atitude que possibilitasse uma escapatória, porém nada parecia factível. De repente, o carro pareceu bater em alguma coisa muito rígida, fazendo um grande estrondo e parando imediatamente, o que provocou um impacto tão forte que fez o guarda voar pelo para-brisa e Weiser chocar-se contra a parede e cair no chão. Mais um estrépito, dessa vez na porta do camburão, que se abriu. Ele ergueu os olhos e notou um semblante reconhecível, parecia ser sua vizinha, a Senhora Culbert. Ela subiu a bordo, pegou o garoto atordoado e o sobrepôs em seu ombro, em seguida desceu rapidamente.

A pancada havia deixado Bud desnorteado, todavia conseguia entender o que estava ocorrendo – ou quase. A idosa corria acelerada demais para alguém da sua idade e o ruído de seus passos mais pareciam com os galopes de um cavalo em alta velocidade. Uma freada súbita quase fez com que Weiser despencasse novamente, mas foi seguro pelos braços da companheira. Um rugido medonho fez-se ouvir. Todo desajeitado naquela posição, o adolescente se apoiou no outro ombro da senhora para poder ver o ser que emitiu o barulho. A frente deles, apresentava-se uma criatura aparentemente humanoide, todavia com características monstruosas. Quase três metros de altura, braços e pernas musculosas e peludas, assim como todo o corpo, roupas rasgadas e a mesma máscara do policial que voou do carro momentos atrás.

— Sempre achei que o Hulk era verde — comentou.

Mais um urro e agora uma patada que jogou longe Bud Weiser e Senhora Culbert. Rolaram no chão após a queda. A idosa levantou-se primeiro e ajudou o jovem a se pôr em pé. Ele flexionou o cotovelo e notou um ralado feio na região. também sentiu uma gota de sangue escorrendo de seu joelho direito. O carro que antes estava preso, agora se via estraçalhado e a sua frente toda amassada. Naquele lugar não tinha ninguém para presenciar aquela aberração e ajudá-lo em uma fuga ou até mesmo combate. O monstro chegou até eles em um único salto. A distância era bem considerável, já que ele pulou de uma calçada a outra. Quando aterrissou, a velhinha aplicou um coice em seu estômago tão forte que o derrubou. “Uau” pensou o rapaz, abismado ao perceber que sua babá tinha cascos ao invés de pés. O bicho se ergueu e deu outro golpe, agora somente na “super vovó”, que de novo foi lançada a uma grande lonjura. Sem pensar direito, o garoto desferiu um soco no abdômen do ogro. — Aaaaii! — berrou de dor, e em seguida foi ele quem recebeu o ataque, sendo jogado na outra direção.

Mais uma queda, mais ferimentos. Além disso, vivia talvez a situação mais horripilante ao longo de seus nove anos de idade. O chão tremeu com o pouso do ser medonho ao seu lado. Uma nova pancada na cabeça e tudo ficou escuro.

Um ano depois...
Acampamento Meio-sangue, 11 de setembro de 2002

— Nem acredito que já se passou um ano. — disse Bud — Naquele dia descobri que minha babá de 75 anos, na verdade, era minha protetora — Weiser e Culbit riram juntos.
— Pois é. Você era muito bobo, me pegou vasculhando o lixo de sua casa várias vezes e nunca desconfiou de nada.
— Ei! Eu achava que você estava juntando as latas para vender, não para comer.

“Toc toc!” fez a porta da entrada do chalé doze. Era o líder dos filhos de Hermes e indefinidos, que apressou o semideus para que se dirigisse ao treinamento na arena o quanto antes. Saiu logo depois. Olharam um para o outro, reviraram os olhos e riram juntos mais uma vez. Ele ligeiramente pegou sua faca e trajou uma blusa mais grossa para se proteger de espadas e adagas. Agachou-se para amarrar seu coturno quando ouviu alguém malhando a porta novamente. — Calma!! Já to indo! — se levantou e correu até a abertura. Quando a escancarou, constatou que não tinha ninguém ali, entretanto se deparou com uma caixa preta enlaçada por uma fita de tom cinza escuro. Levou o presente para dentro, sentou em sua cama e desatou o nó para retirar a tampa. Quando contemplou o objeto que estava dentro, um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente. Culbert, sem saber o que dizer ou fazer, apenas encarou o menino. Ele, depois de alguns ensejos, levou seu olhar nela — Tenho que ir.

Já esteva deixando o chalé quando sua protetora o puxou pelo braço. — Bud! Espere! — Se virou para ela, seu olhar permanecia zangado e suas íris pareciam até flamejar de tanta raiva, quando na verdade estavam inteiramente negras. Observou que os olhos dourados de Culbert direcionavam-se para cima. Era notório seu espanto, despertando a curiosidade do rapaz, que inclinou a cabeça para trás querendo enxergar o que - ou quem - causava tanta perplexidade. Sobre ele, uma esfera negra e nebulosa se formava. Parecia estar se deformando - ou se formando. Em alguns instantes, sua configuração se assemelhava a uma foice negra e reluzente. Voltaram a se encarar, com a mesma feição de assombro. — Você sabe o que isso significa? — ela questionou. Pensativo, Weiser atrasou alguns segundos para refutar: — Sim... — caminhou com passos reimosos até a saída — sou o filho da morte... — interrompeu seu deslocamento, ainda de costas para sua amiga — e daqui pra frente, eu decido quem continua vivo ou não.

Três anos depois...
Em algum lugar do mundo, 11 de setembro de 2005

— Enfim nos encontramos... você escapou da morte milhares de vezes, mas agora não terá outra saída. — Sacou seu armamento e fitou o inimigo. A saliva escorria de sua boca com o desejo de matar. E essa cobiça estava muito próxima de se concretizar. — Enfim terei um aniversário legal.

Continua...


Considerações:

— Foi apresentada uma pequena linha do tempo de Bud Hernandés Weiser;
— Bud ainda era uma criança nos anos 1998, 2001 e 2002, portanto ainda não tinha sua personalidade totalmente definida, apenas alguns lampejos;
— Não houve utilização de itens e poderes, até porque Bud desconhecia de suas habilidades, progenitor e etc;
— Algumas questões ficaram vagas propositalmente (como foi parar no acampamento, o que tinha dentro da caixa de presente e quem ele iria matar em 2005). Essas questões serão apresentadas futuramente em outras oportunidades caso a reclamação seja aprovada;
— Obrigado pela leitura, avaliação, correções, elogios, críticas e etc. Com certeza serão muito construtivas.
— Desculpe por não ter deixado claro sobre a reclamação de Bud. Senão me engano, na época que eu jogava, não poderia dar certeza da reclamação (mas acho que estou enganado sobre isso). Agora está explicado como ele foi reclamado e aproveitei para fazer algumas correções (se ainda conter erros, poderia por favor me enviar uma mp os apontando? Pois faz tempo que não escrevo).

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Mikhail Bjergsen em Sex 02 Nov 2018, 15:07


Ficha de reclamação
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Nêmesis. A trama a ser desenvolvida do personagem melhor explicará esta decisão, mas pode-se dizer que Mikhail tem débitos do passado a pagar.

— Perfil do Personagem:
Sociopatia:
substantivo feminino
Psiquiatria. Transtorno de personalidade caracterizado pelo comportamento antissocial, muitas vezes criminoso, e pela falta de consciência social.

São as palavras que descrevem, elas que dão adjetivos e significados a algo ou alguém. No caso de Mikhail, por mais contraditório que isto seja, o que mais fala por ele é o silêncio. Alguns o veem com curiosidade, outros, com cautela. Seu jeito fechado e impassível o torna enigmático, alguém difícil de se entender. Por trás daquele olhar frio, o que será que ele está pensando?

Mas não se precipite, pois silêncio não é sinônimo de fragilidade. Afinal, se algo é frágil, tem tendência a quebrar ou danificar facilmente. E ele já está quebrado há muito tempo — como um brinquedo que vem com defeito de fábrica, intrínseco. Isso somado às experiências sofridas e as moléstias que sofreu desde muito cedo fez com que moldasse uma personalidade doentia e subversiva.

Engana-se quem diz que o tempo cura qualquer ferida. O tempo é um ótimo remédio, mas há feridas que nem mesmo ele pode curar. E Mikhail é cheio delas.

Dotado de um porte físico magro mas atlético — fruto de atividades físicas intensas —, não chega a ser considerado musculoso, tampouco é muito alto, atingindo uma estatura mediana para os padrões masculinos. Loiro, caucasiano e com olhos da cor do âmbar, poderia ser até considerado bonito, não fosse pela cicatriz pálida que vai de sua bochecha até o pescoço. Essa marca gera estranheza e aversão em pessoas de estômago fraco.


— História do Personagem:
O cigarro queimou seu último fio de tabaco, restando apenas a guimba. Joguei-a para longe e cuspi no chão.

— Para onde vamos agora?

Minerva estava deitada sobre o capô do carro com as mãos sobre o rosto para escondê-lo do sol. Resmungou uma resposta baixa que não consegui ouvir.

Retirei a blusa que estava usando. Agora era só um trapo, já que fora completamente rasgada por um monstro horas atrás e estava manchada de sangue seco. Usei-a para secar o suor do rosto e a larguei na beira da estrada deserta.

Meu nome é Mikhail Bjergsen e sou um semideus — filho de um mortal com uma deusa. Isso é tudo que sei. Aparentemente, minhas memórias foram apagadas sem data de devolução.

Tudo começou um ano atrás, quando acordei jogado em uma caçamba de lixo em Leesburg, pequena cidade do estado da Virgínia. Um isqueiro e a fotografia de uma mulher eram todos os pertences que estavam comigo. Sem rumo e sem memórias, passei a mendigar comida e abrigo, mas não demorou muito para que o primeiro ataque acontecesse.

De alguma forma, eu já havia sido reclamado — momento em que Nêmesis reconhecera nosso parentesco — antes da perda das lembranças. Mas é claro que não sabia disso e teria morrido facilmente para aquela dracaena se não fosse por Minerva. Ela apareceu em meio a uma explosão, matou o monstro e me salvou. Era de se esperar que eu ficasse com medo e surpreso, mas assisti a tudo com muita naturalidade, como se já houvesse passado por situações como aquela diversas vezes antes. Pensar nisso fez minha cabeça doer.

Posteriormente, eu e Minerva nos tornamos “cúmplices de sobrevivência”, como ela gosta de chamar. E com seu auxílio e um pouco de magia — afinal, ela era filha de Hécate, deusa que rege a feitiçaria no mundo —, descobri meu nome e consegui lembrar de alguns lapsos do meu passado. Desde então, lançamo-nos Estados Unidos adentro buscando respostas para o meu passado, caçando monstros — atividade na qual me saí muito bem — e procurando por seu irmão desaparecido.

Ah, e vez ou outra ficávamos bêbados. Eu também era bom nisso.

Agora, eu e ela estávamos seguindo uma nova pista do paradeiro de seu irmão mais novo.


— Então, Minney? Vai dizer para onde vamos?

— Já falei para não me chamar assim.

Ri e caminhei até o carro para pegar uma nova blusa no porta-malas. Só tinha peças floridas e com cores exóticas, e tive de vestir uma daquelas a contragosto. Péssima hora em que a deixei fazer as compras.

— Não tinha nada melhor? — questionei, referindo-me às roupas.

Minerva deu de ombros e pulou para o chão. Esticou o corpo, estalou o pescoço e prendeu o cabelo num coque frouxo.

— Existe um lugar para pessoas como nós — começou a falar.

— Jovens rebeldes e viciados em drogas? — cortei.

Ela me direcionou um olhar mortal. Odiava ser interrompida, e eu sabia disso, então o fazia de propósito. Prosseguiu:

— Semideuses. Serve para protegê-los e treiná-los.

— Porra, sério?

— Sim. Fica em Nova Iorque.

Ela não parecia muito animada tocando naquele assunto, e eu sentia que estava escondendo algo.

— Por que não falou desse lugar antes?

— Apesar de recolher meios-sangues, não são todos. Somente filhos de olimpianos e deuses maiores são bem-vindos — havia certo rancor em suas palavras. — Nós, filhos de deuses menores, não temos lugar.

— Você já passou por lá e não foi muito bom, suponho.

Não precisou que ela consentisse para eu saber que estava certo. Contudo, percebendo o desconforto que aquela história causava nela, decidi não insistir. Apenas entrei no carro e me sentei no banco de passageiro.

— Foda-se o que seja esse lugar, se seu irmão estiver lá nós o levamos — dei duas batidinhas no volante. — Vai ficar parada aí ou prefere que eu dirija?

Ela sorriu e pulou para o assento ao meu lado.

— Você dirigindo? Nem fodendo — pisou no acelerador e deixou para trás uma fumaça de poeira e dióxido de carbono.

Mal eu sabia que estava indo de encontro a um dos lugares que faziam parte do meu passado.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Hades em Dom 04 Nov 2018, 22:19




Avaliação — Bud H. Weiser


Boa noite de novo, Bud. Lembro de já ter dito na última avaliação que gostei muito da ficha. Não vou me alongar muito nisso. Você conseguiu corrigir o problema que eu havia apontado, além dos que eu não havia apontado (que orgulho). Parabéns, meu querido.


Resultado

Aceito como filho de Tânatos;
Recompensa: 100 xp;
Item de reclamação padrão.



Avaliação — Mikhail Bjergsen


Olá, Mikhail. Sendo Nêmesis uma deusa que exige avaliação rigorosa, não tenho muita confiança de que sua história esteja adequada. Eu estaria mais tranquilo se ao menos o momento da reclamação fosse melhor desenvolvido. Entendo, no entanto, que seu personagem não tem lembranças para preencher essas lacunas na sua história.

Tenho percebido que muitos jogadores decidem usar de problemas psicológicos em suas narrações. Nenhum problema quanto a isso, é claro. Mas tenho pensado se devo interferir, já que conheço um pouco sobre o assunto. Como você cita explicitamente um transtorno de personalidade antissocial, espero ver mais características de um sociopata nas futuras narrações. O comportamento impulsivo, a desconsideração/violação dos direitos das outras pessoas, a dificuldade em se ajustar às normas sociais... Isso, é claro, se o personagem for mesmo um sociopata. Acredito que, pelo pouco que eu li na ficha, você seja capaz de desenvolver o transtorno melhor.

Bom, nos critérios de avaliação do fórum, acho que é justo que eu desconte alguns pontos referentes a adequação à proposta. Mas você conseguiu se sair bem nos outros critérios, de forma que pretendo aceitá-lo como filho de Nêmesis. Parabéns. Espero ler mais sobre o personagem em breve.


Resultado

Aceito como filho de Nêmesis;
Recompensa: 95 xp;
Item de reclamação padrão.



Atualizado






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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Ultimos Daywolf em Sab 10 Nov 2018, 10:49


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Héstia, não só pela personalidade e história da deusa, que eu admiro muito - apesar de que identifico bem com a personalidade. Eu acredito que melhor se aproxima daquilo que idealizo para o meu personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

O jovem possui sua tonalidade natural de cabelos castanhos, cacheados sutilmente e de forma rebelde em sua cabeça.
Seus olhos acompanham a cor dos cabelos, e seu rosto, de pele pálida, é facilmente preenchido por sardas na bochecha quando acontece de o garoto ser exposto ao sol. Sua fisionomia não é atlética, e sua aparência um pouco acima do peso esconde seus músculos que são naturalmente desenvolvidos como o esperado de um semideus.

Em relação às crianças comuns, o rapaz é um jovem calmo, inteligente, sorridente e tranquilo. Dificilmente faz alguma coisa para se destacar ou chamar atenção; é tímido em relação à holofotes, e quando está de baixo deste, é por estar ajudando alguém. Ele é muito simpático com novas amizades, e tenta buscar entender o lado positivo das pessoas, o que também o torna um tanto ingênuo. Ultimos também não gosta de conflitos, e geralmente faz de tudo para evitá-los - O último caso acontece quando o conflito vem até àqueles que ele ama, isso o torna bastante protetor e possivelmente agressivo.

Em combates, o rapaz prefere assumir posturas defensivas, com contra ataques singulares e decisivos, mas seja contra qualquer oponente for, ele sempre busca evitar fatalidades.

— História do Personagem:


Origem:


Tudo começa cerca de vinte anos atrás, décimo segundo dia de inverno. Durante uma nevasca.

No norte dos Estados Unidos da América uma família cansada vivia em paz. Longe do tumulto da civilização lá fora, uma mãe repousava com seus filhos, jovens porém adultos frente uma lareira. Eles não tinham muito, mas eram uma família unida e feliz. Descansar após o dia de trabalho daquela forma era quase que uma tradição, qual desde pequenos eles seguiam.

Lanna, a filha mais velha, sonhava todos os dias com sua própria família. Não que ela não fosse grata àquela que ela tinha, mas ela sabia que um dia a doença de sua mãe a levaria embora e seu irmão sairia de casa, e ela estaria sozinha. Não era o medo de estar sozinha que ela sentia, mas seu gosto por aquele conforto era tamanho que ela queria mantê-lo para sempre. Ela queria filhos, e enquanto se dedicava em seu trabalho quase sempre era interrompida por homens que demonstravam interesse em fazê-la membro de sua família, mas ela nunca gostou de nenhum.

O tempo foi passando até que finalmente sua mãe veio a falecer, e ela chorou por longos sete dias praticamente sem parar. Sem forças por estar dias sem comer, a mulher não tinha mais passado os dias frente a lareira. Não era mais a mesma coisa, não sozinha.

Porém, no sétimo dia uma visita espetacular a surpreendeu. Seu irmão havia passado para a visitar. Eles conversaram e ele a ajudou a se recuperar. A mulher conseguiu melhorar, até que um dia, mesmo sem seu irmão, ela se viu disposta a acender a chama.

No momento que as chamas acenderam não demorou nada para o fogo alcançar seu tamanho máximo. Surpresa por tamanha energia nas chamas a mulher não notou de imediato a jovem que estava sentada em seu sofá, a observando, enquanto ela tentava revirar as brasas para deixar o fogo menos vigoroso.

Apesar de apenas após outro susto, Héstia conseguiu explicar para a mulher seus motivos. Ela havia desenvolvido interesse pela família pelas suas tradições e apego aos membros. E quando eles pararam de acender o fogo aos invernos ela começou a procurar os motivos. Após dias de visitas à margem das chamas Héstia precisava voltar para o Olimpo e para seus afazeres, e novamente Lanna se viu abalada. Porém, Héstia estava preparada e anunciou que sabia de um meio de mantê-la unidas.

Ela pediu para que, em segredo, a mulher fosse depositar nas brasas, durante nove meses, um pouco de seu sangue enquanto mantinha a tradição, no último dia ela daria a luz a uma criança que manteria o sangue de ambas unido para sempre.

O começo

Meu nascimento não foi algo muito fácil. Minha mãe, Lanna, estava grávida pela sua primeira vez, justamente de uma criança enorme e saudável - quase consigo imaginar a dor. Minha mãe disse que eu nasci quietinho, sem chorar, tomei uns tapas e ainda assim eu só sabia encarar os médicos e as enfermeiras, até que eles foram me dar um banho. E ai o choro do menino, até então sem nome, ecoou por toda a ala hospitalar.

Minha mãe havia tido bastante tempo para decidir entre suas opções de nome, e no fim preferiu me chamar de Ultimos talvez o parto tenho traumatizado ela um pouco. E ai vieram os exames, e nesses primeiros momentos os médicos acharam que eu estava sempre com febre, pois minha temperatura interna era sutilmente maior que o comum.

Como não era um período muito movimentado no hospital, e eu acabei me tornando popular entre os enfermeiros, minha mãe dizia que arranquei boas risadas de quem me segurava, ainda bebê - Deve ser um alivio ver uma criança que não é barulhenta. Eu era era tão quietinho e fofinho que todos sentiam uma enorme vontade de "abraçar". Eu sinto saudade de quando a minha mãe me contava essas histórias.

Pela histórias que eu conheço, três meses depois de meu nascimento mamãe fora visitada por Héstia novamente. Até então, foi a primeira vez que ela me abraçou, e logo me segurou em seu colo, e após dar um beijo na minha testa ela explicou que o filho delas não deveria mais viver por ali. Mamãe diz que Héstia se sentia culpada, mas ainda assim não estava arrependida, mesmo com o mínimo contato que eu teria com ela, ela gostava de mim e a segurança era prioridade. Héstia então pediu para que Lanna fosse morar no Alaska, afirmando que em meio ao isolamento da civilização a criança estaria mais segura e poderia viver com ela por mais tempo. Eu acho que não deveria estragar que no final foi lá que eu vivi a maior parte da minha vida.

"Com seus poderes, a deusa conseguiu atravessar o espaço, usou-se de teleporte para levar Lanna até onde ela estaria mais segura. A deusa nunca abandonaria seu filho, mas precisava escondê-lo por agora. Lá eles foram felizes. Eventualmente a deusa encontrava tempo para visitá-los, e o menino sempre terminava o dia dormindo frente a lareira em seu colo."

Mas nada que é bom dura para sempre, e aos poucos monstros começaram a atormentar a gente por lá, e mesmo com as orientações de Héstia, mamãe se viu forçada muitas vezes a pegar caminhos alternativos e longos para casa - eu ficava preocupado - Descobri depois que ela teve até mesmo que fugir de cães infernais perdidos. Apesar de que eu era o alvo, o meu cheiro estava sempre nela.

Infelizmente mamãe sabia tanto quanto a minha deusa-mãe que eu precisava partir para outro lugar, longe dela, até que pudesse lidar com os monstros sozinho.

Mesmo ao onze anos eu não entendia muito a situação, mas aceitei as palavras de minha mãe com maturidade. E assim, eu acho que a minha história começa.


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Hades em Sab 10 Nov 2018, 19:28




Avaliação — Ultimos Daywolf


Boa noite, Ultimos. Isso não é bem uma avaliação. O grupo dos filhos de Héstia não existe mais no fórum, de forma que não são mais aceitas fichas para filhos dessa deusa. Peço que escolha algum dos deuses das listas disponíveis nos tópicos de reclamação e reposte sua ficha com as alterações adequadas.




Não necessita atualização






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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Adrien Vasseur em Ter 13 Nov 2018, 03:16


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária. É uma deusa que eu admiro e acho a lista de poderes bons, sem mais.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Descrição Física: Adrien possuí cerca de um e setenta e cinco de altura, seus músculos são divinamente desenhados e marcados, divinos de forma literal graças a genética do seu pai. Seus olhos puxados, cabelos escuros e cor de pele puxou de Macária, que era essa forma a qual ela assumiu quando teve relação com o progenitor do semideus, já o resto dos seus traços como nariz e maxilar foram diretamente herdados do pai. A parte que mais admira em seu corpo é seu sorriso, seguido do seu abdome e peitoral.

Descrição Psicológica: Adrien é o do tipo extremamente galanteador. Não do tipo que quer sair transando com qualquer pessoa que vê, tentar conquistar apenas para inflar o seu ego, mas sim por que foi educado dessa maneira. Abrir porta do carro, pagar a conta do jantar, levar flores quando marcar encontro com alguém, se a pessoa sente frio ele oferece o seu casaco. Na real, ele é mais cavalheiro do que galanteador. Ele sempre tenta estar sorrindo o tempo todo, para levar felicidade por onde passa, afinal ele é famoso pelas ruas de Paris, então sempre tem algum paparazzi para fotografar o garoto. O seu sorriso esconde a tristeza que vive devido a ausência do pai. Ambos moram numa enorme casa, porém seu progenitor é um estilista famoso e sempre está ocupado de mais para dar atenção ao filho, porém é bastante rigoroso com ela, o obrigando a ter aulas de esgrima, arco e flecha, piano e inglês, o impedindo inclusive de ir para a escola, para que não corra perigo. Apesar de tudo ele é extremamente carinhoso com todos, achando que todos tem um lado bom, mesmo fazendo algumas coisas ruins, sempre merecendo uma segunda chance.

— História do Personagem:

Adrien acabou nascendo em uma das misteriosas longas viagens do seu pai para o japão, onde conheceu Macária que estava na forma humana de uma asiática.. Como um grande estilista, Gabriel era requisitado em diversos países e como era uma cria Deméter os monstros raramente atacavam devido ao cheiro dele, ainda mais levando em conta a idade do homem, ele não era atrativo para eles, o que fazia o filho de Macária ficar em segurança por bastante tempo.

A infância do jovem Vasseur foi um pouco conturbada. Gabriel tinha medo de que longe dele os monstros pudessem atacar o garoto, por isso Adrien sempre estudou em casa com Mayuri, uma assistente particular do seu pai. Seus horários eram extremamente rigorosos, passava a manhã toda estudando coisas de colégio, a tarde fazia esgrima e arco e flecha, a noite eram suas aulas de piano e inglês. As únicas 'folgas' que tinha de tudo isso era quando precisava desfilar uma nova linha de roupas do pai ou fazer ensaios fotográficos.

Adrien havia começado sua carreira como modelo desde cedo, quando tinha quatro anos de idade, e um fotógrafo o viu enquanto o Sr. Vasseur fazia um desfile de modas para as roupas que tinha confeccionado.  A criança estava junto de Mayuri e o homem achou que ele era extremamente fotogênico e tinha um ar de beleza que não sabia explicar, considerando ela exótica. O sucesso dele foi imediato e em questão de semanas todas as revistas da França comentavam sobre o garoto e sobre como o filho do maior estilista do país tinha um futuro promissor.

Ao sete anos, Adrien descobriu que era filho de Macária ainda não reclamado e que seu pai era filho de Deméter. Como ele ainda era uma criança, achou aquilo tudo incrível e com toda a explicação do pai sobre, ele compreendeu tudo muito bem, não entrando em conflitos nem nada parecido. Gabriel sabia que o perigo agora aumentaria pois o filho tinha conhecimento sobre o mundo mitológico, isso faz com que ele contratasse um filho de Ares para ser segurança especial do semideus. Onde quer que o jovem Vasseur fosse, o guarda o seguia. Desde da descoberta ele foi atacado apenas duas vezes, mas nunca se machucou já que fora protegido por alguém experiente e mais velho.

A reclamação do garoto aconteceu quando o mesmo tinha doze anos de idade, durante um desfile que realizava junto de seu pai. O simbolo apareceu em cima da sua cabeça, num brilho que misturava rosa e roxo, iluminando a passarela. As pessoas aplaudiram de pé, em meio a assovios, achando que tudo fazia parte do evento por que coincidentemente as cores combinavam com a roupa que ele usava. A felicidade estava estampada no rosto do jovem semideus recém reclamado, já o Sr. Vasseur olhava em negação, sabendo o que viria a seguir.

Para Adrien ir para o acampamento meio sangue seria algo libertador, afinal sabia que teria que ir para lá desde que seu pai contou sobre o mundo mitológico. Para ele o acampamento seria o passe para a sua liberdade, sem ter que viver isolado das pessoas e de amigos, só tendo contato social com os desfiles e as fotos. Já para o seu pai era algo horrível, o filho que criou com tanto esmero sairia de perto dele, correria perigo em um planeta que ele sabia ser muito perigoso, afinal cresceu naquele lugar e teve a sorte de atingir a idade em que os monstros pararam de seguir ele. Não acreditava que sua preciosa cria conseguiria sobreviver sem o seu auxílio.

Ambos tiverem uma enorme discussão quando chegaram em casa após o garoto ser reclamado. Mayuri foi quem conseguiu fazer a briga terminar, dando uma solução para os dois. Sua ideia era que Adrien ficasse três meses no acampamento e mais três meses na sua casa com seu pai. Era uma maneira de ambos não se separarem e saírem felizes com toda aquela história. Eles concordaram e o jovem Vasseur foi para o acampamento no dia seguinte.

Duas semanas depois que ele estava lá, seu pai foi brutalmente assassinado por uma gangue de paris. Mayuri foi pessoalmente até o acampamento contar para o rapaz, que ficou desolado, chorando por quase três horas seguidas, enquanto a assistente o consolava do lado de fora da barreira. Ela contou que toda a herança já estava no nome dele, deixou cartões e tudo que ele precisaria. Demorou algumas semanas para que ele entendesse tudo que aconteceu com o seu pai e tudo que acontecia no lugar onde estava vivendo. Desde então ele treina o máximo que consegue para que possa viver tanto quanto o seu pai nesse mundo.

Atualmente Adrien tem dezessete anos e quer ficar o mais forte que conseguir para poder se vingar da morte do seu pai.

Abre:
Bom, eu sou meio novo nesse mundo de PJ, mas pelo que sei filho de Afrodite e Deméter são mais 'protegidos' contra os monstros, por causa do seu cheiro, como o pai e o segurança já era mais velhos e semideuses, o garoto raramente sofreu ataques.

Alguns detalhes ficaram em branco como o por que da gangue matar o pai dele e coisas assim, isso foi de propósito para poder explorar melhor em DIY.

É isso, obrigadinho.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Killian G. Fitzroy em Ter 13 Nov 2018, 03:18

FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Héracles, simplesmente por ser o melhor deus, assim com Galahad, que irá dominar o mundo... Então, a bem da verdade, o deus foi escolhido por se encaixar perfeitamente à nova trama de Kill, toda essa influência como héroi número um e exemplo de perfeição grega, etc, será importante para a história do garoto, ainda que às vezes não da forma com se espera, além do mais a forma de batalha melee é admissivelmente minha zona de conforto (q).

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Os portadores do título de herói podem possuir um espectro físico capaz de variar entre bombados e magricelas, e Fitzroy pode ser apontado como estando em um meio termo. Com seus 1,70 de altura e aproximados 77 quilos, o garoto tem um porte atlético, de músculos definidos e delineados sobre um corpo delgado, um fator que valoriza sua predileção por velocidade e agilidade. Cabelos alvos e bagunçados coroam o rosto de estrutura óssea e marcante, o principal holofote para as raízes nórdicas do garoto, com um maxilar quadrado, bochechas cavadas e nariz fino e levemente avantajado. Os cílios também brancos circundam as írises cinza nuvem — coloração que varia levemente conforme seu humor e um pouco de jogo de luzes —, que quase sempre estão assoladas pelos seus tempestuosos pensamentos ou escurecidas pelo seu constante tédio. A pele de matiz branca-cadavérica é maculada de cicatrizes róseo-esbranquiçadas dos mais diversos tamanhos e profundidades, retalhos das merdas e confusões em que se metera. Talvez a última coisa a se perceber ao observar o jovem semideus é a simples e comum característica do albinismo, um detalhe tão ínfimo que nem chega a virar cabeças e desviar a atenção de incautos.

Psicólogo: Previamente um carismático, bravio, leal e altruísta cavaleiro em armadura brilhante, Galahad era um herói clássico, sempre ajudando os outros, liderando os corajosos e honrados na batalha contra o mal, além de trabalhar meio período como um arrasador de corações, sem perder a elegância e os bons modos claro. Well… nem tanto na prática, sua propensão para o altruísmo era mais pelo show e a fadada luta contra o “mal”... na verdade… era apenas uma forma de lidar com o tédio. Ainda hoje em dia o desinteresse o domina, sempre em busca do que fazer o semideus recai em suas ambições de provar a si mesmo, e por mais que ele não se importe com os outros — ao menos não com aqueles que não são próximos —, salvá-los e ser aclamado o herói novamente seria ótimo para o ego e para seu instinto competitivo. Galante e de certa forma brincalhão, Kill pode ser uma pessoa agradável de se conversar, principalmente se o ouvinte souber aproveitar o humor sarcástico e debochado do garoto. Inteligente, ou ao menos, “meramente esperto” o rebento da força não faz nada sem planejar antes, afinal, seu instinto já provou ter tendências suicidas. O seu único traço não tão cavalheiresco é a raiva, não algo como a fúria cega de um estúpido filho de Ares, é algo mais para uma irritação e frustração que se desenvolve em uma raiva fria e calculada, podendo chegar em uma quase insaciável sede de sangue.

— História do Personagem:


mil novecentos e noventa e sete, Acampamento Meio-Sangue


— Vocês podem ser um bando de inúteis, mas na minha arena aprenderão alguma coisa. — A voz grave era gritada por cima do ressoar de espadas e rugidos de monstros que, como música de elevador, prendia-se ao ambiente de arquitetura clássica que constitui o mini-coliseu. O provedor de mais uma ajuda na fomentação de uma enxaqueca generalizada postava-se à frente de um grupo de aproximadamente trinta ‘novatos’, sua camiseta alaranjada portando o centauro símbolo do acampamento assemelhava-se a um modelo baby look esticada por sobre o aglomerado de músculos que chamavam seu torso de lar. Os braços repletos de cicatrizes, as pernas compridas e até mesmo o rosto sardento também não decepcionaram quando o assunto era músculo, tendo o suficiente para uns três garotos normais.

Entretanto, se existia uma coisa — talvez a única coisa — que Fitzroy poderia afirmar com toda a certeza que seus sete anos de idade lhe permitiam, era que normalidade não existia, não naquele lugar, e definitivamente, não para desgraçados e fudidos como eles. A figura portadora de tal pensamento encontrava-se entre os trinta e poucos meio-sangues, apenas mais um zé ninguém, que por consequência de erros maternos, necessitava decidir se passaria o resto de sua infeliz e mal-amada vida fugindo ou lutando contra criaturas monstruosas e assassinas. O menino, na verdade, aprendera a não se importar, após anos na merda, você acostuma com o cheiro.

Írises cinza perpassaram o ambiente, desinteresse seu modus operandi, e logo reviraram em direção ao céu em lento acompanhamento das nuvens de matização espelhada às das esferas, ainda que talvez não tão turbulentas quanto às mesmas. Galahad remexeu levemente em seu eixo de rotação, pés brancos deslizavam minimamente na folga das botas pretas emprestadas, gradação que se repetia no restante de sua vestimenta, caracterizada por um calção de tecido leve e uma camiseta contendo um enorme asterisco vermelho no meio. O calçado pertencia ao colega, que nesse instante balançava-se em seus pés dois números maiores em um novo all-star vermelho sangue, logo ao lado do protagonista.

— Nem que pra isso eu tenha que pessoalmente abrir a porra dos seus crânios e enfiar conhecimento lá dentro. — O estimulante pep talk que fluia interminavelmente dos lábios finos do filho de Ares não surtia nenhum efeito sobre os ali presentes, no chalé 11 ou se aprende a se virar na primeira noite ou você acorda sem absolutamente nada em algum lugar irremediavelmente longe de onde repousara para dormir, completamente coberto em formigas-de-fogo. A bem da verdade, tal estória era uma mera exacerbação da realidade de forma a assustar os incautos, todavia, a mente conturbada de muitos pontudos filhos de Hermes não ficava tão longe da ficção.

Um suspiro baixo escapou do jovem albino, seus olhos voltando-se novamente ao nível do solo. Por sobre o piso arenoso encontrava-se uma pseudo separação de áreas, com bonecos de couro e cânhamo batendo continência no lado mais oriental e o posicionamento das bancadas de armas pontilhando opostos hemisférios, contudo a maior parte da arena é um caos instaurado. Mesmo sendo irritantemente cedo, o estádio estava entupido de pessoas e monstros, de forma a parecer uma batalha de um livro de fantasia, embora tais monstrengos roubassem um quadrado no local apenas para vanglória e alarde, em virtude de o horário de treino com monstros não começar ainda por um tempo.

O ruído arranhado de um escudo sendo forçado contra o fio de uma espada arrancou Killian de seu enfadado devaneio, o olhar sombrio recaindo sobre o instrutor e suas recém-chegadas cópias, outros dois fortes e feios progênies da guerra. — Agora, quero que todos se dividam em duplas para o treino de hoje. — Os berros — pela primeira vez naquela manhã — realmente penetraram o ouvido pálido até alcançar o martelo. O pescoço, rápido o suficiente para provocar o estalo de uma ou duas articulações, volteou para a esquerda, permitindo que lentes em nuance caramelo encaixam-se nas pigmentadas em variações de neve velha. — Trabalharemos o manuseio de merda que vocês tem na espada. E como gosto de lembrar sempre, não trabalho com armas sem gumo, então se se cortarem vão pagar cem flexões e cem abdominais!

A ameaça mal fora ouvida por cima do ribombar de passos e gritos que dominara o grupo, todos em busca de seus plus one, além do ocasional bate-boca quando os, assim chamados, “parceiros” preferiram outro. O filho do deus-ladrão bagunçou suas escuras madeixas enquanto se aproximava, o sorriso agudo no canto da boca sendo repetido pelo indefinido. —Espero que pegue leve comigo, herói. — A provocação fora dita numa nuance de voz ameno e leve, reforçando o status de piada entre dois melhores amigos. — Com você? Nunca! — A réplica viera de um rosto fechado, pronunciada em uma voz forçadamente grave, o tom de brincadeira proveniente da subversão não só da imagem atual como também do conhecido fato do aumento exponencial na competitividade do branquinho nos últimos meses.

Com leves empurrões e cutucões os dois semideuses se afastaram do grupo maior, o objetivo era o estande de armas à esquerda que lotava-se de espadas e lâminas dos mais variados modelos. Lá chegando, uma breve discussão sobre o grau de preferibilidade de uso entre cimitarras e gládios deflagrou, e tão calorosamente quanto surgiu, mingou em provocações e risadas. — Detesto espadas! — A reclamação proveio de um levemente emburrado descendente do deus mensageiro, os lábios frisados em uma linha reta só voltaram a se abrir ao ver a sobrancelha branca do outro se perder no ninho de rato que era os cabelos do mesmo. — ...E lanças, óbvio! Ninguém gosta de lanças. Prefiro os dias de treino com adagas, melhor arma alltaf. — Uma risada aguda foi a única resposta verbal do outro.

Se ajoelhando rapidamente, Gads penetrou uma mão no cano da bota, puxando o cabo envolto em madeira e couro da faca até perceber compreensão nascer no rosto do outro. Retornando a arma para o lugar onde estivera, o indefinido se aprumou e balançou as espáduas em um quase imperceptível dar de ombros, o ego amaciado pelas faíscas de inveja e admiração do moreno, uma vez que os monitores de Hermes haviam confiscado todas as armas pessoais das “crianças” após a confusão da semana passada. — Eu gosto de lanças. — A entonação blasé podia ser sentida de tão pesada sua presença na frase, sendo logo complementada após um piscar de olhos e uma revisão de pensamento. A voz saindo mais descontraída. — E espadas.

Um olhar que claramente afirmava a loucura nas palavras do outro delineou sua sombra na face descorada e fina do brunette, porém isso foi o máximo de prolongação que o assunto viu. No caminho de volta — de espadas em punho e uma conversa sussurrada de como retribuir a prank sofrida no início da semana — para o tumultuoso grupo de pirralhos qual pertenciam, dois pares de olhos foram atraídos para um canto mais a oeste do campo, onde risadas ribombantes e guturais sobressaiam ao rugido entrelaçado de guri e monstro. O que em algum momento fora um treino se tornara algo entre um show de horrores e um circo, a estrela desse evento era um fedelho mirrado que tentava a todo custo levantar um montante contra um angustiado cão infernal. O animal parecia estar acorrentado, mas sobre a possível influência dos espetos de músculos que caracterizava um outro grupo de filhos da guerra, tentava acariciar a cabeça do moleque para fora de seu corpo.

As passadas do duo se tornaram mais curtas e a velocidade que a palma do membro inferior tocava o solo diminuiu em decorrência da crescente fixação das janelas da alma para com o espetáculo a frente. A pesada arma laminada viu-se bruscamente livre do chão, um possível rompante de força do loirinho, e de alguma forma deve ter atingido o monstro peludo, visto os latidos guturais adotarem temporariamente uma frequência de onda diferente, um agudo ganido, antes de retornar à raivosa ameaça — talvez contendo até mesmo uns terahertz de comprimento a mais de raiva que antes. Os puxões que a criatura promovia na corrente teria desencorajado qualquer um, mas a falta de reação do amarelo apenas comprovava a ausência de um neurônio sequer no seu crânio largo pra caralho. “Deve ter escorrido pelo nariz enquanto ele dormia.”

Um grunhido irritado fez-se audível ao lado, muito fortemente um sinal de concordância do moreno, que adorava pregar que conhecimento era mais poderoso que o próprio poder em seu estado puro. As orbes prata-tinfoil iniciaram seu processo de giro em direção ao companheiro quando a sua visão periférica captou uma situação muito mais agravante, forçando assim as esferas a rolarem de volta para o foco principal, ainda que a cena não fosse mais a que ele deixara segundos atrás. O moçoilo loiro permanecia estático de lâmina em punho, entretanto Murphy ficou com pena e decidiu intervir, dessa forma, o canídeo vítima de engorgio estava solto.

O monstro negro, tão tranquilamente como quem afasta uma mosca, ferreteou três dos rebentos de Ares que de antemão o incitava, os coagindo a repousar por um tempo no solo do ringue, com uma das patas frontais, movimento repetido para lançar longe a espada previamente carregada pelo retardado que continuava a fazer caralho nenhum. O estádio transfigurou-se em uma cacofonia de reações, alguns buscaram armas (como ocorreu para os outros dois montes de músculo que participaram das provocações da recém liberta criatura), muitos dos portadores das mesmas iniciaram uma marcha em direção ao cão, e vários dos restantes acovardaram-se e praguejavam — ação adotada pelo élfico aliado de Roy, que botara em uso seu vasto dicionário de xingamentos.

O processo de resposta da massa apenas principiara a transcorrer ao mesmo momento que Galahad se pôs em movimento. Em contraposição ao associado, o protagonista finalmente vestiu o seu papel e, agindo como um idiota, galgou a distância do ataque com uma velocidade exorbitante para alguém de pernas curtas. Um pirralho nanico trajado em preto e portando uma espada na mão direita e uma adaga na esquerda não era uma verdadeira causa de pesadelos, contudo, a expressão dominante no rosto de ossos marcantes e a intensidade capaz de transmutar írises de matiz cinza clara em uma gama mais escura que a própria escuridão, eram por menores que ao menos implementariam o enregelar dos glóbulos vermelhos de qualquer um à sua frente.

O primeiro a aproximar-se da criança e o monstro, posicionado a pouco mais de um metro de ambos, Kill imbuiu um pouco de sua massa encefálica — tão comumentemente empregada na tarefa de produzir merda — no encargo de engendrar um plano minimamente lógico. Obviamente seu corpo não recebeu o memorando e tomou partido do ofício. Isto posto, o rapazote tornou-se um mero observador enquanto seu braço esquerdo contraia, o cabo almofadado de madeira folheada a couro resvalando em seus calos, o movimento gerando impulso ao arrastar a lâmina para trás de modo a aumentar a força e velocidade do lançamento. O arremesso possuia o claro intento de desvio de atenção por parte da monstruosidade. Tenha perfurado ou meramente ricocheteado, o objetivo foi alcançado quando vinte centímetros de bronze e madeira desapareceram sob cachoeiras de madeixas escuras, e uma bolota de vanadinita acendeu sua lanterna assassina diretamente voltada ao imberbe meio-divino.

Um cálculo rápido informou a Fitzroy a urgência de desviar da bocarra que deslanchou em sua direção em menos de três passadas, e obedecendo um cérebro high em adrenalina o hero-wannabe abusou da aceleração que caracterizava seu momento de inércia e propulsou o corpo em direção ao loiro, que com grandes e vidrados olhos sorvia a loucura do outro. O estalo de dentes fechando ecoou pelo ringue, todavia a figura, que deveria ter aproveitado a armadilha de cálcio partindo-lhe ao meio, engalfinhava-se com o outro moço ao tempo em que derraparam e rolaram para longe do cão felpudo.

Vencendo o direito de estar por cima, Galahad empurrou o jovem não-tão-magricela-quanto-ele-esperava para as suas costas e adotou uma postura combativa, com pernas flexionadas e corpo levemente curvado, além de arrumar a pegada na espada, pondo-a em riste. O tico tentava prever o próximo movimento da besta, e o teco fomentava um contra-ataque. “Ele está distante demais para tentar uma mordida, teria que ajustar o posicionamento do corpo duas vezes, no mínimo. Uma patada é mais provável, mas ainda terá um gasto de segundo com a mudança de base nas patas frontais visto que um ataque diagonal nesta configuração não tem range para me alcançar.”

A estratégia nunca foi posta em prova, pois redes de cobre estendidas sobre o bicho anunciaram a chegada do restante dos semideuses — esquecidos durante o rompante que dominara o albino —, muitos quais pareciam curvar-se ou reverenciar o pivete após um ou dois segundos de hesitação. Sua confusão continha um pouco de rosto enquanto olhos alvos buscavam pelo amigo ou qualquer outro que pudesse lhe salvaguardar naquele momento. As íris caramelo acenaram para ele, não em convocação, mas sim passando uma ordem que ele deveria ficar parado e talvez (só talvez) olhar para cima. Coroando o remelento b&w com uma luz esverdeada um leão holográfico rugia.

Uma voz se elevou no momentâneo silêncio que se seguiu, as palavras ditas em tom grave soavam estranhas aos ouvidos de Killian, principalmente pelas nuances de respeito e admiração que se refugiavam no rascante acento. Bolinhas de gude varriam a multidão ao redor, compreensão tentando abrir caminho na loucura ali apresentada, afinal ele era apenas mais um joão-ninguém, um esquecido e meio-pirado indefinido recheado de sarcasmo e tédio. Não era? — Ave Killian Galahad Fitzroy! Primeiro filho de Héracles, Deus da Força e dos Heróis, divino protetor da Humanidade!



"Giving help that’s not asked for… is what makes a true hero!"
— Izuku Midoriya




Bem Basiquinho:
Read Me:
- Entonces, sei que fica meio maçante, infelizmente é mania minha escrever tão minuciosamente, porém estou tentando melhorar, fazer ficar mais pró-ativo, só tenha um tiquinho de paciência;

- Eu sei, tem muito verbo no passado, malz por isso também;

- Eu achei meio curtinho e rápido, sem muita ação, mas por enquanto é isso;

- Tem muitas referências externas, o que nos deixa com certas brechas na trama, porém todas serão cimentadas em diy’s;

- Sei que tecnicamente não sou o primeiro de Héracles, mas ambos já reclamados tomaram doril e a reclamação se passa alguns anos no passado, então, forcei a barra mesmo (q);

- Pequenos erros de adequação e vícios de linguagem nas falas são propositais;

- A ausência de nome para o filho de Hermes é proposital, só queria apontar isso mesmo, e sim, ele fala línguas estranhas;

- A discussão sobre frequência e ondas não é 100% correta, houve uma leve romantizada (é esse o termo?) para adequar à situação. Só queria apontar isso também, antes de virem demonstrar seu conhecimento superior em exatas. Plis não humilhem o burro, isso nos machuca ç.ç

- Ficou um lixo esse texto, mas fazer o que, né?!

- É isso, acho.
Herossexual:
Poderes Ativos:

—Nenhum—
Poderes Passivos:
◊ Força ampliada I [Nível 01] — Desde seu nascimento, filhos de Héracles apresentam uma força superior se comparados a outros humanos ou mesmo semideuses. Neste nível, sua força é ampliada 10%, permanentemente, o que afeta tanto em combate quanto fora (com relação à sua capacidade de carga, por exemplo). Apenas filhos de Hefesto, Ares e Centauros se aproximam de seu potencial. [Antigo "Força sobre-humana"]
Brinquedinhos:
Espada Curta [Simplesmente é a mais básica de todas as espadas, mede 70 cm e qualquer pessoa com um conhecimento mínimo sobre armas sabe lidar com ela. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos ou outros itens. O cabo é de madeira simples.][Bronze sagrado e madeira} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} — (Emprestada da Arena - Na mão)

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação] — (Na bota)
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Hades em Ter 13 Nov 2018, 18:31




Avaliação — Adrien Vasseur


Olá, Adrien. Sua ficha foi bastante sucinta. Tenho a impressão de que essa era a sua intenção e de que pretende desenvolver melhor durante o decorrer da trama. Além do mais, você conseguiu atender aos requisitos da ficha.

Quanto aos critérios de avaliação do fórum, percebi alguns problemas de pontuação e ortografia. Acredito que uma revisão no post teria resolvido esses pequenos problemas, como dois pontos no lugar de reticências, Paris com letra minúscula e outros probleminhas de pontuação. Não vou descontar pontos por isso. Deixo a observação apenas como dica para que suas narrações sigam melhorando.

Ademais, seu personagem parece bastante interessante. Quero ver em breve como ele se encaixar nesse universos de deuses e semideuses. Parabéns.


Resultado

Aceito como filho de Macária;
Recompensa: 100 xp;
Item de reclamação padrão.




Atualizado


A ficha de Killian G. Fitzroy segue pendente e deverá ser avaliada em breve.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por 125-ExStaff em Ter 13 Nov 2018, 18:44




Avaliação — Killian G. Fitzroy


Olá, Killian. Parabéns pela ficha, devo dizer que superou as minhas expectativas para um filho de Héracles. Conseguiu encaixar esse fato de maneira sucinta em sua história, demonstrando que sabe o que está fazendo, entende? Eu realmente adorei a história e estou super ansioso para ver como seu personagem irá se desenvolver no fórum.

Bem vindo, primeiro filho de Héracles.


Resultado

Aceito como filho de Héracles;
Recompensa: 100 xp;
Item de reclamação padrão.




Atualizado




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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Zachary Dewin em Sab 17 Nov 2018, 12:36


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Éris. Antes do reset, este personagem era um filho de Hécate. Sua trama envolvia muito a questão da manipulação de pessoas e obtenção de vantagens e realização de interesses próprios. Eu pretendo manter parte da personalidade do Zachary antigo e, por isso, agora que existe a opção de reclamação por Éris, creio que se encaixe melhor com a deusa.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas:

Zachary possui estatura mediana, não se destacando muito dos demais. É magro, sem músculos aparentes. Não possui rosto excepcionalmente bonito, mas sua simplicidade tem certo charme. Os cabelos escuros e desalinhados. As sardas na ponta do nariz. Os olhos escuros e intensos. Sabe ser encantador. O estresse pode alterar sua aparência, arregalando seus olhos e adicionando olheiras fortes sob eles.

Características Psicológicas:

Neste ponto, vou repetir a proposta da minha última ficha de reclamação deste personagem. Eu ofereço a “História do Personagem” como resposta às características psicológicas de Zachary. Isso pelos seguintes motivos: não creio que a mente de Zachary esteja bem definida. É possível citar algumas características principais, entretanto, preferiria desenvolvê-las  sem estar engessado por elas. Eu quero que Zachary seja inconstante, por vezes incoerente, dócil quando necessário e maligno quando lhe aprouver. É uma cabeça desestabilizada, desequilibrada. A vontade de realizar seus próprios desejos irão guiar suas ações e, para isso, irá assumir a personalidade necessária para enganar aqueles à sua volta. O problema é que nem mesmo ele sabe quais são seus desejos.

— História do Personagem:

Zachary corria. Não sabia do que. Não sabia por quê. A escuridão o engolfava e lhe retirava o ar dos pulmões. As pernas pesadas protestavam. Via luz à frente, inalcançável. Não saia do lugar. Sentia as chicotadas em suas costas. Sentia as palmadas nas mãos. Suor quente molhava-lhe a testa e atrapalhava sua visão. Tropeçou. Quando caiu, não parou. Rodopiava em um poço sem fundo. Gritou. Ouviu alguém chamar seu nome. Não reconheceu a voz. Era uma mulher. Repetia “Zachary” entre gargalhadas...

- Zachary!

O rapaz saltou da cama, arfando. O movimento fez com que as feridas em suas costas latejassem. Reprimiu uma careta. Um dos orfãos de St. Martha lhe dirigia um olhar preocupado ao lado de sua cama. Era ele quem vinha lhe chamando?

- ‘Tô bem… - murmurou Zachary, sentindo as mãos tremerem. Pesadelos não lhe eram incomuns.

- São suas costas? - perguntou o órfão. Era mais jovem que Zachary, que tinha dezesseis anos.

- Quando foi que reclamei de uma surra? Volta a dormir - respondeu o rapaz em voz baixa, apanhando uma jaqueta que deixava em repouso em cima de sua cama e saindo do dormitório. O Orfanato de St. Martha não era enorme: uma casa antiga no bairro de Queen Anne, Seattle, construída defronte à igreja que acolhia os órfãos. Quem o comandava, além das freiras, era o Padre Edward, que também presidia os cultos no templo. O homem era rígido e exigia bom comportamento das crianças acolhidas. Por vezes, de maneira bastante exagerada. Suas costas eram prova.

Zachary se dirigiu em silêncio até a entrada da casa. As portas ficavam trancadas, mas o rapaz sabia de uma janela que tinha problemas com a fechadura. Sair era fácil. Sentiu o ar gelado da cidade acariciar sua face. Estacou. O Padre Edward fumava em frente ao lugar, observando a igreja até ouvir o barulho causado por Zachary.

- O que faz aqui fora? - rosnou o homem, soprando uma densa cortina de fumaça - você sabe que não é permitido sair depois do toque de recolher. Já é madrugada!

- Achei que tinha parado de fumar - respondeu o rapaz, carrancudo - o senhor tinha dito alguma coisa sobre pecado, ou algo assim. Ia ser bem chato se as irmãs ficassem sabendo. Eu fico quieto e você fica quieto. Me dá um caretinha.

O Padre rangeu os dentes. Puxou um maço e um isqueiro do bolso das calças e os atirou para Zachary. O garoto acendeu um e se postou ao lado do homem, devolvendo-lhe os emprestados. Convivia com o mesmo praticamente desde que nascera, sempre sujeito às suas regras e punições. Nunca fora adotado. Não tinha afeto pelo homem. Entretanto, apesar de suas atitudes, haviam criado certo laço.

- Sobre seu processo de adoção mais recente… - começou o homem, entre as tragadas. Zachary ergueu os olhos, desesperançoso. Estava muito velho. Seu tempo já havia passado. Sabia o que iria ouvir - negado. O casal busca alguém mais novo. Alguém menos problemático.

- Problemático é uma boa definição - murmurou o rapaz, soprando fumaça para o alto.

- Você precisa ir embora, Zachary - disse o Padre. O menino ergueu as sobrancelhas para o homem, surpreso. Não havia raiva eu sua voz, mas preocupação. Olhava para o céu com soturnidade, como se tentasse ver as estrelas invisíveis pela poluição da cidade - já passou da hora, não posso mais protegê-lo.

Zachary reprimiu uma gargalhada. O austero homem que lhe espancava com frequência o estava protegendo? O rapaz terminou seu cigarro com uma última tragada longa. Longa demais. Engasgou e tossiu. O Padre lhe dirigiu um olhar de piedade. O rapaz sentiu raiva.

- Me acompanhe, por favor - requisitou o homem, se dirigindo até as portas da Igreja. Curioso, Zachary o seguiu. Viu o Padre destrancar as portas e adentrar o breu. A nave da Igreja era longa e pomposa. Recheada por arcos e colunas, refletia a grandiosidade de Deus diante dos pequenos homens. O rapaz não gostava daquele lugar. Prosseguiram até o fim e adentraram em uma porta próxima ao altar: a sala do Padre.

O homem acendeu as luzes e se dirigiu até a sua grande mesa de cedro, sentando-se em sua cadeira. Pediu para que Zachary se acomodasse à sua frente. O Padre parecia preocupado. Pousou a mão sobre os olhos e respirou por um momento. Quando os ergueu para o rapaz, podia se ver tristeza.

- Você não vai ser adotado - disse ele.

- Eu sei, o senhor já me disse - Zachary estava confuso. O chamara até ali para dizer aquilo outra vez?

- Não, você não me entendeu. Você nunca vai ser adotado. Não posso permitir - sua voz falou por um momento. O homem ergueu os olhos para um crucifixo pregado em sua parede. A imagem pareceu renovar-lhe as forças - eu preciso contar… eu preciso dizer a sua história. Fique em silêncio, por favor.

“Você pode não acreditar. É compreensível. Eu não acreditaria, se não fosse comigo. Dezesseis anos atrás eu conheci… Bem, conheci uma mulher. Mais que uma mulher. Tinha acabado de assumir este templo e planejava os cultos da semana. Era tarde da noite, eu estava nesta mesma sala. Ela entrou pela porta sem avisar, gargalhando… Eu não sei o que aconteceu, mas suas palavras pecaminosas me afetaram. Não pude resistir. Amei-a. Assim como chegou, foi embora. Era como se tivesse despertado de um sonho. Por um momento pensei ser mesmo um sonho. Até que você chegou. Deixado à minha porta, acompanhado disto aqui…”

O Padre abriu uma gaveta de sua mesa. Dela, retirou dois objetos distintos: uma faca e uma carta dourada. Ele as estendeu para Zachary. O rapaz, sem palavras, os apanhou, se debruçando sobre o conteúdo escrito no papel:

“É seu. Parabéns pelo pecado, meu doce Padre. Gostarei muito de ver como você lidará com ele. Mantenha-o por perto, ele ficará seguro nas áreas da Igreja. Quero ver a DISCÓRDIA que ele irá causar quando for ficando cada vez mais parecido com você. Quando ele ficar velho demais, lhe dê a faca. Ele saberá o que fazer. Não ouse me desobedecer. - Éris”

- Então eu… eu… - gaguejou Zachary, arregalando os olhos e os voltando para o Padre.

- Sim. É evidente que eu estava lidando com forças poderosas. Eu atrapalhei todos os seus processos de adoção, pois não podia mandá-lo para longe. Não podia deixar você livre para circular fora das áreas da igreja, pois, segundo a carta, você só estaria seguro aqui - o Padre Edward o encarou com intensos olhos castanhos. Era a primeira vez que Zachary realmente os olhava com atenção. Percebeu como eram parecidos com os seus. Até mesmo tinha as mesmas sardas na ponta do nariz - você é meu filho. Meu maior pecado. Que Deus me perdoe.

Por um momento, o silêncio pairou sobre o cômodo. A cabeça de Zachary não estava repleta de pensamentos. Pelo contrário. Estava assustadoramente vazia, Havia apenas um zumbido incômodo eu seus ouvidos que parecia ficar cada vez mais alto. Desembainhou a adaga de bronze. Realmente sabia o que fazer. Saltou sobre a mesa abruptamente e, com um grito de fúria há muito contida, enterrou a lâmina no peito do homem.

O impacto fez com que os dois tombassem em direção ao chão, Zachary sobre o Padre. O rapaz empurrava com força a faca em direção ao coração do clérigo. Seus olhos se encontraram. O menino sentiu os dedos do homem pousarem com carinho em seu rosto. O Padre Edward tossiu, espirrando sangue em seu rosto. Então morreu.

Zachary pôde ouvir uma gargalhada histérica. Parecia ecoar das próprias paredes. A escuridão o engolfou, lhe retirando o ar dos pulmões. Viu uma luz à frente. Sentiu seu corpo cair para trás, mas não atingiu o chão. Rodopiava em um poço sem fundo, ouvindo seu nome ser chamado por uma mulher entre as gargalhadas. Sentiu seus pés tocarem solo firme. Abriu os olhos.

Estava de pé sobre uma varanda de madeira. Via montes gramados verdes e um céu ensolarado muito azul. Um lago. Uma floresta. Uma quadra de vôlei. Construções que não conhecia. Sobre sua cabeça, uma maçã dourada rodopiava de forma preguiçosa até se desvanecer.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Vincent A. Smith em Sab 17 Nov 2018, 19:32


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Thanatos. O Deus da Morte é uma parte necessária da vida se pensar bem. Só se tem o desejo de viver, sabendo-se que um dia irá morrer, desejo fazer parte desse ciclo.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Mais um jovem que está no ápice de sua da beleza, não passa por ter beleza demais, ou pelo menos gosta de fingir não ter. Seus cabelos pretos com um corte comum formam um topete simples, olhos escuros que contrastam com sua pele branca por não pegar sol o suficiente, porém se sente bem assim, tudo isso refletido num corpo de 1,77 m de altura. Nunca foi de ligar muito para a aparência e ainda assim é chamado de bonito pelas pessoas que passam na sua vida, então geralmente anda de boné e seus óculos refletem boa parte das coisas, para evitar ser olhado.
Psicológicas: Um jovem calmo, na maioria das vezes sério, tenta parecer indiferente na maioria das vezes, porém no fundo ainda se liga às pessoas mesmo que seja por uma coisa mínima. Particularmente tenta ficar bem, porém ao mínimo valor dado para algo, já começa a se auto sabotar. Um tanto desleixado as vezes, mas quando quer vai até o fim fazendo seu melhor.
Seu maior defeito por assim dizer é a timidez, não gosta de pessoas o olhando nem de ser o centro das atenções, então sempre que pode escapa de atividades onde pode estar no meio de tudo. Ao passar por qualquer situação onde está sendo olhado por muito tempo fica nervoso e tenta sair do ambiente.
— História do Personagem:

Meus bisavós possuíam uma vinicultura na Itália, não era grande, porém era um vinho de qualidade, muito procurado em Piemonte até a guerra estourar na Itália, então decidiram vir para os EUA para se salvarem. Vieram meus bisavós e minha vó quando ainda era uma criança, assim que conseguiram se estabelecer novamente, abriram sua vinicultura numa parte mais afastada de Nova York, então basicamente cresci numa fazenda.
Minha mãe sempre ajudou a fabricar os vinhos e enquanto isso plantava suas próprias flores que sempre gostou até surgir uma oportunidade de emprego numa empresa na cidade, uma funerária queria que a minha mãe decorasse os velórios, logo ela aceitou e começou a trabalhar, enquanto isso conheceu um homem durante uma visita ao cemitério em que entregava as flores, era o coveiro. Segundo ela, ficou impressionada com sua beleza e até lembrava de mim ao ver ele, foi um romance rápido de apenas alguns dias, minha mãe logo foi abandonada por ele e alguns dias depois descobriu estar grávida de mim.
Nasci, sempre muito criticado pelos meus avós pela minha mãe ter tido um filho sem se casar, me sentia sempre estando no meio dos problemas da casa, então sempre fugia para o lugar onde os vinhos eram guardados, lá eu me sentia sozinho, mas não estava no meio das brigas. Como eu morava afastado da cidade, estudei em casa então não tinha muito contato com as pessoas.
Tudo ia bem na minha casa, já estava com 13 anos e um dia resolvi tomar um pouco de vinho para ver se era bom e como era! Tomei alguns goles e logo estava bêbado, até cheguei a ter alucinações, ou o que eu pensei que era. Um rato morto estava preso numa ratoeira entre dois barris, olhei para ele com uma certa tristeza até fiz carinho nele e assim que meus dedos tocaram nele ele abriu os olhos que brilhavam com uma cor esverdeada.
Fiquei sem reação.
Ouvi ele esguichar, tentar se mover, porém logo caiu novamente. Apenas olhei incrédulo para o animal.
-O que foi?
Era a voz da minha mãe. Olhei assustado como se fosse um fantasma, tentei não demonstrar mais uma reação de surpresa.
-Um rato, devia estar quase morrendo. Vou jogar fora.
Peguei a ratoeira com cuidado tentando controlar minha tremedeira, minha mãe estendeu a mão para jogar fora.
-Pode deixar que eu jogo fora.- por um simples reflexo apertei a ratoeira e toquei no rato que novamente abriu os olhos com o tom esverdeado e esguichando. Dessa vez rapidamente afastei o rato da minha mãe olhando atônito para ela. Pude ver que ela também ficou nervosa com a situação, abaixou a cabeça, suspirou.
-Tenho que te contar a verdade filho....
Não entendi na hora, até descobrir que sou filho de Thanatos, o Deus da Morte.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Éris em Seg 19 Nov 2018, 22:01




Avaliação


Zachary Dewin

Odeio que tentem ser meus filhos, mas já que quer, vamos lá. Como deve ter visto, para Éris as avaliações são rígidas e assim o farei.

Logo no começo encontrei algo que me incomodou um pouco, na frase citada abaixo acredito que deveria ser usada a vírgula e não “e”.

Zachary escreveu:Sua trama envolvia muito a questão da manipulação de pessoas e obtenção de vantagens e realização de interesses próprios.

Já na sua descrição física achei desnecessária a quantidade de pontos finais, novamente, eles poderiam ser substituídos facilmente por vírgulas e tornado a forma que a leitura corre muito mais natural e “gostosa”.

Seguindo para as informações psicológicas, confesso que me surpreendeu. O personagem parece ter tudo para um desenvolvimento interessante e estou curiosa para ver como a personalidade vai se moldar. Evite repetir muito o nome dele, troque por adjetivos ou pelo sobrenome.

Na história encontrei o mesmo problema: Repetição excessiva do nome, além dos pontos finais excessivos. Esses dois detalhes realmente tornam a narrativa cansativa e incômoda aos olhos do leitor, tome cuidado.

Apesar de ter gostado bastante da história do personagem, de como ela se desenvolveu, você não narrou o reconhecimento de Éris sobre Zachary, não o suficiente para me agradar. Faltou algo mais intenso, que fosse mais a ver com a deusa. Não que matar o próprio pai não seja digno, você tem talento para ser minha cria, mas sinto falta de um “q” a mais que acabe coroando tudo com perfeição.

Fora isto, os erros de repetição de nomes e falhas nas pontuações me incomodaram demais, não posso aprova-lo, sinto muito. Tente de novo e terei  prazer de lhe dar sua cor.



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É um prazer avaliá-lo, Vincent. Como deve ter visto, a rigorosidade para as avaliações de Thanatos são mínimas, e assim farei. Porém não espere que erros excessivamente sejam ignorados.

Comecemos por suas descrições. Diferente do Zachary você usa muitas vírgulas em locais que um ponto seria bem vindo e tornaria o correr da leitura muito mais gostoso. Uma boa relida no conteúdo escrito te livraria facilmente dessas observações.

Vamos a história, se nas características você usou vírgula demais, na história faltou pontuação. Meu Deus, tudo corre tão rápido sem ligação alguma que eu acabei ficando perdida, precisei reler algumas vezes até me situar e entender o que era o que. Inclusive verifiquei se estava no site do fórum e não no Nyah! lendo uma daquelas fanfics de 2010.

Além da narrativa extremamente rala e falha, você pecou não nos mostrando o momento em que és reclamado. Esta é uma ficha de reclamação, portanto quando narrar o momento em que é reconhecido por seu pai divino se torna o mínimo que esperamos. Sinto muito.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Vincent A. Smith em Ter 20 Nov 2018, 01:29


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Thanatos. O Deus da Morte é uma parte necessária da vida se pensar bem. Só se tem o desejo de viver, sabendo-se que um dia irá morrer, desejo fazer parte desse ciclo.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Mais um jovem que está no ápice de sua da beleza, não passa por ter beleza demais, ou pelo menos gosta de fingir não ter. Seus cabelos pretos com um corte comum levantados para formar um topete simples, olhos escuros que as vezes parecem emitir um certo brilho contrasta com sua pele branca por não pegar sol o suficiente, porém se sente bem assim. O rosto é bem marcado pela mandíbula refletindo no rosto por inteiro e as sobrancelhas começam fortes enquanto ao se espalharem vão ficando mais fracas. Pelo trabalho no campo possui músculos bem desenvolvidos e as mãos calejadas com seus 1,75 de altura chega a ser em certo ponto "atlético".

Psicológicas: A primeira coisa a ser notada é sua calma que é exalada pelo olhar e jeito. Demonstra neutralidade no olhar sendo justo o suficiente com o que preza e uma lealdade enorme com seus parceiros sem nunca passar por sua cabeça deixa-los para trás, porém para fazer amizades existe uma grande dificuldade pela timidez que tem, não conseguindo simplesmente começar uma conversa por si só.

— História do Personagem:

15 anos atrás
Nascia Vincent Angelo Smith, um bebê ítalo americano, numa fazenda ao norte de Nova York.
Por ser uma fazenda afastada da cidade, o parto foi numa banheira cheia de água, pois sua avó disse que fazia bem ao bebê e até então não havia nada de errado. Nasceu bem e chorando igual a todo bebê, mas logo parou. Assim que sua mãe o tomou no colo ainda com os braços fracos pelo parto, sorriu.
-Il mio piccolo bambino. Irá se chamar Vicent...
10 anos atrás
A vida estava indo boa, agora com 5 anos Vincent já corria pelos campos da fazenda de uvas procurando as melhores frutas para a fabricação dos vinhos da sua família. Após achar as melhores, as levava para sua avó que olhava as uvas com um olhar clínico, pingava uma gota do néctar em sua boca e sorria.
-Está começando a ficar bom bambino!-Falava agitando suas mãos.
Com um sorriso no rosto, partia para recolher mais uvas e dessa vez queria pegar o máximo possível, logo passava no armazém para pegar uma cesta e uma foice. Por algum motivo tinha uma facilidade a usar o instrumento, balançando-a ao seu redor. Andou até um cacho de uvas que estava cercado por abelhas que rondavam o cacho, tomando bastante cuidado usou a foice para retirar as uvas do pé. Com precisão cirúrgica puxou-a e trouxe consigo uma abelha que estava na frente do cacho, apenas conseguiu a ver caindo no chão dando piruetas no ar. Agachou-se para ver o que havia acontecido: a abelha estava sem asas, um incrível acontecimento com uma chance em um milhão. "O que for pra acontecer com você, vai acontecer", pensou o pequeno enquanto recolhia as uvas caídas no chão que agora estavam amassadas, mas ainda podiam ser usadas.
Avistou seu avô trabalhando de longe e começou a ajuda-lo a tirar as uvas usando a foice enquanto recebia olhares de desaprovação.
-Você é só uma criança, não mexa com coisas afiadas.-Sendo fuzilado pelo olhar o avô, passou a foice para as mãos calejadas do trabalho que a puseram apoiada num . -Você sabe que é para o seu bem, certo? Não quero que se machuque, pequeno.
Seu avô havia nascido nos EUA, enquanto sua avó era imigrante italiana então havia muita diferença no temperamento e o tratamento. Apenas assentiu com a cabeça voltando a se concentrar em achar as melhores uvas, ouviu um berro ao seu lado. Seu avô com a mão no olho com algumas abelhas ao seu redor, pelo visto havia sido picado por uma no olho, balançava uma mão enquanto a outra continuava segurando o olho machucado até escorregar num cesto e cair de costas na foice.
Apenas viu a lâmina passando pelo peito do seu amado avô sem reação. Não sabia o que fazer para ajudar, então andou até seu avô, se ajoelhou e tocou seu rosto.
-Nonno?
Não estava triste nem impactado, apenas abaixou as mãos até por onde a lâmina atravessava seu peito com o sangue jorrando pela sua camisa. Ao longe a mãe do garoto veio sorrindo com várias flores embaixo do seu braço, havia um fascínio por flores principalmente lírios brancos. Foi se aproximando ainda com o sorriso estampado em seu rosto até ver o que estava acontecendo. Correu deixando as flores voarem para o alto sendo levadas para o alto indo com o vento. Abaixou-se abraçando o filho desesperada olhando cada parte do seu corpo vendo está tudo bem e aparentemente estava. Lágrimas rapidamente gotejavam dos seus olhos.
-Estou bem mãe.-Falou o pequeno numa voz calma.-O nonno também. Ele vai ficar melhor ainda.
Os olhos da mulher se arregalaram chocada com o tom de voz de seu filho. Abraçou Vincent fortemente.-Si babino, ele vai ficar bem.
Alguns meses atrás
O tempo passou, agora Vincent já é um adolescente. A fazenda não havia mudado nada, apenas alguns funcionários novos estavam ajudando atualmente e por ter muita dificuldade para aprender a mãe do jovem havia contratado uma professora para ensina-lo, porém não ajudava muito. Seu TDAH não o deixava se concentrar e a dislexia fazia com que as letras fiquem embaralhadas, cada dia estava mais difícil para aprender.
-É fácil! Angiospermas possuem flores, por que isso não entra na sua cabeça?!
Vincent apenas olhou para o livro com vergonha de olhar para a professora, que por algum motivo tinha muito entusiasmo para ensinar sobre plantas.
-Não sei, apenas não entendo. Nada.
Ariane, a professora, o olhou com decepção, levantou-se da cadeira. -Vamos caminhar um pouco, ficar apenas lendo o dia inteiro cansa também. -Com um sorriso, abriu a porta enchendo seus pulmões com o ar do campo. Para uma professora, era um tanto quanto animada e possui certos hábitos estranhos como falar com plantas afirmando que faz bem para elas crescerem e se sentirem bem. Mesmo estando ensinando Vincent a alguns meses, ainda não havia conseguido sucesso para ter uma certa conexão devido a sua timidez.
Andando pelos campos já podia se ver o sol se pondo no horizonte por trás da colina, sentaram-se na varanda olhando a luz ir embora.
-Gosto da noite.
Foi apenas um comentário simples, mas o primeiro espontâneo do aluno para a professora e isso dizia muito sobre a relação de ambos. Sem falar nada ela apenas sorriu de canto e voltou a olhar para a colina. O tempo se passou, o sol se foi e os animais noturnos começaram a aparecer para caçar. Morcegos passavam voando seguidos por corujas e uivos soaram pelo ar o que era estranho por não ter lobos na área. Os dois não ligaram, apenas olhavam as estrelas que apareciam no céu, porém um grito interrompeu o silêncio e uma figura feminina veio correndo seguida por dois vultos negros. Era a mãe de Vincent correndo desesperada para a varanda, o seu pulso estava cortado soltando gotas de sangue pelo chão e o jovem partiu correndo para ajudar sua mãe. Chegando perto passou por sua mãe e ficou de frente com os vultos que na verdade eram cães, muito maiores e diferentes que o comum, mas assim que chegaram perto do jovem já ficaram meio afastados, parecia que algo havia mudado ao ver o adolescente. Não muito atrás, Ariane correu junto, mas ao chegar perto uma coisa inimaginável aconteceu: pedras saíram de suas mãos, logo um chicote se formou e com uma exímia habilidade começou a açoitar os cães que logo fugiram. Ainda incrédulo com o que havia acontecido a primeira reação de Vincent foi ficar encarando Ariane que andou até a mulher ferida, furou seu dedo e deixou seu sangue pingar no corte, mas a cor não era vermelha e sim verde. As duas mulheres se encararam e assentiram com a cabeça como se já algo já estivesse planejado a muito tempo.
-O que aconteceu mãe? Ariane, o que foi isso?
Sem receber uma resposta, a mãe de Vincent apenas o puxou pelo braço. -Está tudo bem bambino, apenas vamos passear.-Sendo puxado pelo braço, confiou em sua mãe e a seguiu até o quarto arrumando a mala a pedido de sua mãe que partiu para pegar a picape. Logo suas roupas estavam numa mala e alguns pertences em sua mochila, logo foi para o carro e partiram.
Atualmente, no acampamento meio sangue
Alguns messes se passaram, agora entendia o que havia acontecido. Vincent não era um adolescente comum, mas um semi deus, filho de um deus grego e enquanto não estivesse preparado deveria ficar no acampamento para se preparar. Porém por ainda não saber quem é seu pai, estava no chalé de Hermes e o problema eram não apenas os outros indefinidos, mas os filhos de Hermes. São extremamente agitados além de roubarem tudo. Por se dar bem com a noite, preferia passar o dia dormindo e a noite andando pelo acampamento, mas era difícil pelos pequenos barulhentos e não eram poucos, Hermes é pior que um coelho.
Uma noite andando, foi até a arena de treinamentos apenas para se exercitar um pouco. Pegou uma foice com força para não deixa-la escorregar. Ainda se lembrava de seu avô morrendo na sua frente. Com a mão quase tremendo de tanta força para segurar a arma, foi até um boneco enquanto girava a foice sobre sua cabeça. Com um movimento rápido, avançou para a frente jogando a foice para o lado direito do alvo primeiro acertando com a haste no que seriam as costelas e puxou a foice rapidamente abrindo um corte fazendo a madeira ceder e o metade do boneco cair no chão. Após um suspiro leve, guardou a foice e andou até a Colina para deitar e olhar as estrelas, porém um sátiro estava lá, como não queria conversar com ninguém seguiu rumo para o outro lado, até ouvir uma voz forte.
-Para onde vai, filho de Thanatos?
Não havia mais ninguém ao redor, então Vincent sabia que o sátiro estava falando com o semi deus. Não entendeu o motivo pelo chamado, até olhar para cima e ver uma foice flutuando acima da sua cabeça, oficialmente foi reclamado por seu pai.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Afrodite em Ter 20 Nov 2018, 17:08




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Vincent A. Smith

Começamos logo na descrição física e psicológica. A primeira frase da descrição física me deixa confusa, eu releio diversas vezes, mas simplesmente fico tentando achar algum sentido nela que não existe;

Vincent escreveu:Mais um jovem que está no ápice de sua da beleza, não passa por ter beleza demais, ou pelo menos gosta de fingir não ter.
Tive uma certa noção do que quis dizer com isso, mas a forma como foi escrita deixa a desejar. Isso se perdura por todo o texto, diversas vezes sua narrativa da algumas voltas desnecessárias que nos confunde e precisamos reler o mesmo trecho para poder entender o contexto todo. Uma narrativa elegante é bem vista desde que o leitor possa entende-la claramente. 

Outro ponto que encontrei que me deixou incomodada foi que você peca nas virgulas, mesmo tendo concertado parte dos erros, ainda há trechos que faltam virgula, ou que há tem em excesso. Alem disso, há um defeito pequeno que quero ressaltar quanto a sua formatação de texto; Você diversas vezes muda as cores das fontes, optando por escolhas não apenas cegantes, mas sem qualquer padrão. Simplesmente você escolhe uma cor para cada NPC sem qualquer necessidade, deixando as vezes o leitor sem entender qual cor é de quem se ele não ler o texto atentamente. Não é algo que pesa muito, mas prejudica seu texto. Uma dica que eu dou é definir uma legenda fixa para NPC's em geral e uma apenas para suas falas, isso deixa seu texto mais claro e limpo. Outra coisa é o uso do traço " - " para indicar falas. Veja abaixo;

Vincent escreveu:-É fácil! Angiospermas possuem flores, por que isso não entra na sua cabeça?! 
Vincent apenas olhou para o livro com vergonha de olhar para a professora, que por algum motivo tinha muito entusiasmo para ensinar sobre plantas.
-Não sei, apenas não entendo. Nada.
Ariane, a professora, o olhou com decepção, levantou-se da cadeira. -Vamos caminhar um pouco, ficar apenas lendo o dia inteiro cansa também. -Com um sorriso, abriu a porta enchendo seus pulmões com o ar do campo. Para uma professora, era um tanto quanto animada e possui certos hábitos estranhos como falar com plantas afirmando que faz bem para elas crescerem e se sentirem bem. Mesmo estando ensinando Vincent a alguns meses, ainda não havia conseguido sucesso para ter uma certa conexão devido a sua timidez. 
Andando pelos campos já podia se ver o sol se pondo no horizonte por trás da colina, sentaram-se na varanda olhando a luz ir embora.
-Gosto da noite.

Alem da cor ser extremamente cegante, você não se preocupa em concertar a formatação do texto deixando-o desorganizado. Veja um exemplo correto;

Correção escreveu:— É fácil! Angiospermas possuem flores, por que isso não entra na sua cabeça?!  — Vincent apenas encarou o livro com vergonha de olhar para a professora, que por algum motivo tinha muito entusiasmo para ensinar sobre plantas. — Não sei, apenas não entendo. Nada — Ariane, a professora, o olhou com decepção, em seguida ergue-se de seu assento  — Vamos caminhar um pouco, ficar apenas lendo o dia inteiro cansa também. — Com um sorriso, abriu a porta enchendo seus pulmões com o ar do campo. Para uma professora, era um tanto quanto animada e possui certos hábitos estranhos como falar com plantas afirmando que faz bem para elas crescerem e se sentirem bem. Mesmo estando ensinando Vincent a alguns meses, ainda não havia conseguido sucesso para ter uma certa conexão devido a sua timidez. Andando pelos campos já podia se ver o sol se por no horizonte por trás da colina. Sentaram-se na varanda olhando a luz ir embora — Gosto da noite.

Veja que eu não só concertei pequenos pontos com erros de concordância, como deixei o texto mais limpo, claro e elegante de forma clara. As falas possuem a mesma cor, mas apenas a formatação já denota quem é que fala em cada trecho.

No ultimo trecho, na questão da reclamação como filho de Thanatos, há uma relação desconexa do texto com a realidade imposta. O semideus alega estar há meses no acampamento, mas em todo este tempo ele foi esquecido sem qualquer reclamação, mas por alguma razão todos sabiam que ele era realmente um semideus? Alem disso você afirma não ter força para segurar a foice, que tecnicamente é a arma simbolo de Thanatos, mas um pouco mais atras na narrativa, durante a infância do semideus, é citado que mesmo criança ele tinha facilidade para lidar com o instrumento; 

Vincent escreveu:Com um sorriso no rosto, partia para recolher mais uvas e dessa vez queria pegar o máximo possível, logo passava no armazém para pegar uma cesta e uma foice. Por algum motivo tinha uma facilidade a usar o instrumento, balançando-a ao seu redor.

Eu cogitei se as foices não tinham alguma diferença material para uma ser tecnicamente mais pesada que a outra, mas de qualquer forma, considerar que uma criança de 5 anos sem qualquer sinal físico de força conseguiu manusear um instrumento deste porte e um semideus jovem adulto não, é um pouco absurdo. Ainda mais considerando que ambos são a mesma pessoa em épocas diferente. A falta de detalhes bem impostos e explicação coerente prejudica e muito em alguns momentos, tome mais cuidado à isso. Espero sua ficha em breve, com os erros corrigidos. Você tem muito potencial, a proposta da sua história é ótima, mas lhe falta ainda um pouco de cuidado. Talvez com um pouco de releitura antes do envio todos estes problemas pudessem ter sido corrigidos.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Zachary Dewin em Ter 20 Nov 2018, 21:20


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Éris. Antes do reset, este personagem era um filho de Hécate. Sua trama envolvia muito a questão da manipulação de pessoas, obtenção de vantagens e realização de interesses próprios. Eu pretendo manter parte da personalidade do Zachary antigo e, por isso, agora que existe a opção de reclamação por Éris, creio que se encaixe melhor com a deusa.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas:

Zachary tem estatura mediana, não se destacando dos demais.  É magro, sem músculos aparentes e não possui rosto excepcionalmente bonito. Seus cabelos são escuros e geralmente estão desalinhados. Os olhos intensos, também escuros, são sombreados por fortes olheiras. Possui sardas na ponta do nariz, o que lhe confere certo charme.

Características Psicológicas:

Neste ponto, vou repetir a proposta da minha última ficha de reclamação deste personagem. Eu ofereço a “História do Personagem” como resposta às características psicológicas de Zachary. Isso pelos seguintes motivos: não creio que sua mente esteja bem definida. É possível citar algumas características principais, entretanto, preferiria desenvolvê-las  sem estar engessado por elas. Eu quero que ele seja inconstante, por vezes incoerente, dócil quando necessário e maligno quando lhe aprouver. É uma cabeça desestabilizada, desequilibrada. A vontade de realizar seus próprios desejos irá guiar suas ações e, para isso, irá assumir a personalidade necessária para enganar aqueles à sua volta. O problema é que nem mesmo ele sabe o que quer.

— História do Personagem:

Zachary Dewin corria. Não sabia do que. Não sabia por quê. A escuridão o engolfava e lhe retirava o ar dos pulmões. As pernas, já pesadas, protestavam. Via luz à frente, porém parecia inalcançável. Não saia do lugar. Sentia as chicotadas em suas costas e as palmadas nas mãos. Suor quente molhava-lhe a testa e atrapalhava sua visão. Tropeçou. Quando caiu, não parou. Rodopiava em um poço sem fundo. Gritou. Ouvia alguém chamar seu nome, mas não reconhecia a voz. Era uma mulher que repetia seu nome entre gargalhadas. Zachary. Zachary. Zachary...

- Zachary!

O rapaz saltou da cama, arfando. O movimento fez com que as feridas em suas costas latejassem. Reprimiu uma careta. Um dos orfãos de St. Martha lhe dirigia um olhar preocupado. Era ele quem vinha lhe chamando?

- ‘Tô bem… - murmurou, sentindo as mãos tremerem. Pesadelos não lhe eram incomuns.

- São suas costas? - perguntou o órfão mais jovem.

- Quando foi que reclamei de uma surra? Volta a dormir - respondeu em voz baixa. Apanhou uma jaqueta que deixava na cabeceira da cama e saiu do dormitório. O Orfanato de St. Martha era uma casa antiga no bairro de Queen Anne, Seattle, construída defronte à igreja que acolhia os órfãos. Quem o comandava, além das freiras, era o padre Edward, que também presidia os cultos no templo. O homem era rígido e exigia bom comportamento das crianças acolhidas. Por vezes, de maneira bastante exagerada. Suas costas eram prova.

Zachary se dirigiu em silêncio até a entrada da casa. As portas ficavam trancadas, mas o rapaz sabia de uma janela que tinha problemas com a tranca. Sair era fácil e assim o fez. Sentiu o ar gelado da cidade acariciar sua face. Então estacou. O padre Edward fumava em frente ao lugar, observando a igreja até ouvir o barulho causado pelo jovem.

- O que faz aqui fora? - rosnou o homem, soprando uma densa cortina de fumaça - você sabe que não é permitido sair depois do toque de recolher. Já é madrugada, volte pro quarto!

- Achei que tinha parado de fumar - respondeu o rapaz, carrancudo - o senhor tinha dito alguma coisa sobre ser pecado, ou algo assim. Iria ser bem chato se as irmãs ficassem sabendo. Eu fico quieto e você fica quieto. Me dá um.

O padre rangeu os dentes. Puxou o maço e o isqueiro do bolso das calças e os atirou para Zachary. O garoto acendeu um e se postou ao lado do homem. Nunca tendo sido adotado, convivera com o homem desde que nascera. Não tinha afeto algum pelo clérigo. Entretanto, apesar de todas as punições, haviam criado certo laço de cumplicidade quando ninguém estava por perto.

- Sobre seu processo de adoção mais recente… - começou o homem, entre as tragadas. O rapaz ergueu os olhos, desesperançoso. Estava muito velho, seu tempo já havia passado. Sabia o que iria ouvir - negado. O casal busca alguém mais novo, alguém menos problemático.

- Problemático é uma boa definição - murmurou, soprando fumaça para o alto.

- Você precisa ir embora, Zachary - disse o padre. O jovem ergueu as sobrancelhas para o clérigo, surpreso. A cotidiana raiva em sua voz não estava presente. Olhava para o céu com soturnidade, como se tentasse ver as estrelas invisíveis pela poluição da cidade - já passou da hora, não posso mais protegê-lo.

Em um primeiro momento, o órfão ficou sem reação. Depois teve de reprimir uma gargalhada. O austero homem que lhe espancava com frequência o estava protegendo? Terminou seu cigarro com uma última tragada longa demais. Engasgou e tossiu. O sacerdote lhe dirigiu um olhar de piedade que o fez sentir raiva.

- Me acompanhe, por favor - requisitou o homem, se dirigindo até as portas da Igreja. Curioso, Zachary o seguiu. Viu o clérigo destrancar as portas e adentrar o breu. A nave da Igreja era longa e pomposa, recheada por arcos e colunas, refletindo a grandiosidade de Deus diante dos pequenos homens. Não gostava daquele lugar. Prosseguiram até o fim e adentraram em uma porta próxima ao altar: a sala do padre.

O homem acendeu as luzes e se dirigiu até a sua grande mesa de cedro, sentando-se em sua cadeira. Pediu para que o jovem se acomodasse à sua frente. O senhor parecia preocupado, pousando a mão sobre os olhos e respirando profundamente.

- Você não vai ser adotado - disse ele.

- Eu sei, o senhor já me disse - estava confuso. O clérigo o chamara até ali para dizer aquilo outra vez?

- Não, você não me entendeu... você nunca vai ser adotado. Não posso permitir - sua voz falhou por um momento. Ergueu os olhos para um crucifixo pregado em sua parede. A imagem pareceu renovar-lhe as forças - eu preciso contar... Fique em silêncio, por favor.

“Você pode não acreditar. Eu não acreditaria se não tivesse acontecido comigo. Dezesseis anos atrás eu conheci… bem, conheci uma mulher. Mais que uma mulher. Tinha acabado de assumir este templo. Era tarde da noite, eu estava nesta mesma sala, quando ela entrou pela porta sem avisar. Eu não sei o que aconteceu, mas suas palavras pecaminosas me afetaram. Não pude resistir. Pequei. E assim como chegou, foi embora. Era como se fosse um sonho. Por um momento, pensei ser mesmo um sonho. Até que você chegou, deixado à minha porta e acompanhado disto aqui”.

O sacerdote abriu uma gaveta de sua mesa. Dela, retirou dois objetos distintos: uma adaga de bronze e uma carta dourada. Ele as estendeu para Zachary, que, sem palavras, os apanhou, debruçando-se sobre o conteúdo escrito no papel:

“É seu. Parabéns pelo pecado, meu doce padre. Gostarei muito de ver como você lidará com ele. Mantenha-o por perto, ele ficará seguro nas áreas da igreja. Quero ver a DISCÓRDIA que ele irá causar quando for ficando cada vez mais parecido com você. Quando ele ficar velho demais, lhe dê a faca. Ele saberá o que fazer. Não ouse me desobedecer. - Éris”

- Então eu… eu… - gaguejou o rapaz, arregalando os olhos para a mensagem.

- Sim. É evidente que eu estava lidando com forças desconhecidas. Eu atrapalhei todos os seus processos de adoção, pois não podia mandá-lo para longe. Você só estaria seguro aqui - o sacerdote o encarou com intensos olhos escuros, tão parecidos com os seus. Era a primeira vez que realmente os olhava com atenção. Até mesmo tinha as mesmas sardas na ponta do nariz - você é meu filho. Meu maior pecado. Que Deus me perdoe.

Por um momento, o silêncio pairou sobre o cômodo. A cabeça de Zachary não estava repleta de pensamentos. Pelo contrário. Estava assustadoramente vazia, exceto por um zumbido incômodo eu seus ouvidos que parecia ficar cada vez mais alto. Desembainhou a adaga de bronze. Realmente sabia o que fazer. Saltou sobre a mesa de forma abrupta e, com um grito de fúria há muito contida, enterrou a lâmina no peito do homem.

O impacto fez com que os dois tombassem em direção ao chão, o jovem sobre o padre. O rapaz empurrava com força a faca em direção ao coração do clérigo. Seus olhos se encontraram por um breve momento. O menino sentiu os dedos do homem tocarem seu rosto com delicadeza. O padre Edward tentou pronunciar algumas palavras antes de engasgar no próprio sangue. Sua mão caiu com um baque seco. Havia lágrimas em seus olhos. Já estava morto.

O silêncio pairou no cômodo antes de ser inundado por gargalhada histérica que parecia ecoar das próprias paredes. A escuridão o engolfou. Sentiu a cabeça leve, como se sua pressão houvesse caído. Apertou os olhos com desconforto, sentindo seu mundo girar sem rumo algum. Enjoado, sentiu bile amarga na garganta.

Quando achou que vomitaria, abriu os olhos e tudo parou de se mover. As trevas o circundavam como se ainda estivessem fechados. Entretanto, podia discernir uma figura flutuando à sua frente: uma mulher magra, de aparência feroz, trajando uma túnica negra pontilhada por estrelas tão brilhantes como as de um céu noturno. Asas negras projetavam-se de suas costas, esticadas de forma imponente.

- Por que o matou? - perguntou ela. Seu semblante era quase neutro, marcado levemente por uma aura agressiva, como a de um juiz inquirindo um réu. Zachary não sabia a resposta, não houvera tempo para pensar nisso. Pego de surpresa, disse a primeira coisa que lhe viera à mente.

- E-ele me batia. Abusava de mim! Por anos…!

- Por que o matou? - repetiu. Sua voz soou mais alta e mais imponente. O rapaz sentiu o ar vibrar à sua volta.

- Ele mentiu pra mim! Achei que não tinha pais e ele…!

-  Por que o matou? - pôde ouvir estalos próximos aos ouvidos e sentiu uma súbita onda de frio atravessar sua espinha. Não poderia mentir para aquilo. Zachary descontrolou-se.

- Eu não sei! - berrou, tão alto quanto a sua inquisidora. As palavras jorraram de sua boca. Quando se deu conta, já estava dizendo tudo o que sentia - Não tenho motivo, eu só queria ele morto! Padre maldito! Me batia! Me controlava! Mentiu pra mim! Desgraçado! Faz isso Zachary, faz aquilo, Zachary! Filho da Puta! Me regulando o tempo inteiro… me mantendo em ordem! Eu precisava de…

- Um pouco de caos? - sussurrou a mulher. Dessa vez, um sorriso de escárnio trespassava seu rosto. Em um átimo, estava próxima dele. Tocou seu queixo com os dedos e levantou o olhar do rapaz para seu rosto de maneira gentil. Encaravam-se - você não precisa de motivo, meu bem…

“Não vê? Essa é a natureza humana. Pessoas escondem-se atrás de seus “porquês” para cometer suas atrocidades. Na maioria das vezes eles já desejam algo antes mesmo de encontrar uma justificativa. Não existe controle sobre aquilo que se deseja. Não há ordem alguma nisso. Tudo simplesmente é. Humanos tentam sustentar a máscara de seres racionais enquanto, na maioria das vezes, não passam de animais. O que move a vida humana? Não é a busca pelos prazeres? O que há de mais animal que isso? É sombra e água fresca. Comer, dormir, foder, brigar… nada disso é controlado. É natural. A própria natureza é caótica. Esqueça a ilusão de que é possível ordenar as coisas. Os desejos, assim como todo o resto, estão a mercê da desordem. Do caos.”

- Q-quem…? - balbuciou ele. Encontrava dificuldade em pronunciar mais palavras. A entidade sorriu de forma sinistra, colocando todos os seus dentes à mostra.

- Eu sou Éris, deusa da discórdia - a divindade bateu as asas. O vento projetado por elas pareceu afastar o véu da escuridão, revelando um universo de estrelas que circundava os dois, como se estivessem no centro de uma galáxia -  e você, Zachary Dewin, é meu filho. Não se esqueça do dia de hoje. Você não precisa de motivo para querer algo. Apenas o persiga. Minta, roube e mate, se for preciso, mas não deixe de conseguir o que quer. Ninguém terá pena de você lá fora, por isso não tenha pena de ninguém. Se liberte das amarras impostas a você. Viva!

A deusa tocou seu peito com a palma da mão e o empurrou. Então a escuridão o apanhou novamente, retirando-lhe o ar dos pulmões. Sentiu seu corpo cair para trás, mas não atingiu chão algum. Rodopiava em um poço sem fundo, ouvindo seu nome ser chamado pela deusa entre gargalhadas.

Seus pés tocaram o soalho da varanda de uma grande casa senhorial. Via montes gramados verdes e um céu ensolarado muito azul. Um lago e uma floresta. Uma quadra de vôlei e várias construções que não conhecia. Sobre sua cabeça, uma maçã dourada rodopiou de forma preguiçosa até se desvanecer.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Éris em Seg 26 Nov 2018, 13:15




Avaliação


Zachary Dewin

Há muito tempo não leio algo que pegue minha atenção para si de forma tão possessiva quanto a narração do seu momento de reclamação. A forma como descreveu Éris ficou muito interessante, apesar de estar um tanto presa as predefinições da deusa, ainda é surpreendente. Me peguei rindo enquanto lia e me divertia com o diálogo entre mãe e filho, conseguiu evoluir bastante de uma ficha para outra apenas adicionando alguns novos parágrafos.

Ainda existem alguns erros, mas neste momento creio que eles não sejam tão relevantes. Não vou me estender, já está claro que foi muito bem. Aguardo ansiosamente por mais de Zachary.


Resultado


Aprovado como filho de Éris
80xp pela história

ATUALIZADO

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

Mensagem por Dolar Poggi em Ter 27 Nov 2018, 16:44


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Tânatos, tem tudo haver com o personagem que quero desenvolver, todo o lado escuro, mas também pretendo quebrar um pouco esse lado com um caráter divertido e amistoso. Sera uma guerra dentro dele, entre ser um cara frio por traços paternos e ser uma pessoa brincalhona e divertida por traços maternos.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Cabelos médios de cor castanha, pele branca como um brilho de lua, porte físico forte e chamativo, aparência levemente assustadora, um sorriso cativante e um olhar misterioso.

Psicológicas: Mesmo tendo presente traços paternos até assustadores ou temidos para a maioria, Dolar nunca deixou-se levar por tais coisas, sempre escolheu o lado divertido , o lado que consegue enxergar graça e risos em diversas situações. Tendo um passado conturbado devido a ausência de pais, Dolar obteve uma boa criação por sua tia Rosita, que sempre enchia a casa de diversão e vida, o que incentivou Dolar a levar uma vida mais calma e sempre estar disposto a dar umas boas risadas.

— História do Personagem:


Eu simplesmente me sento, tomo um pouco de água e começo a pensar em como vai ser minha vida daqui em diante, até porque eu não sou mais um “chamaco“ qualquer, agora eu finalmente descobri o paradeiro dos meus pais, o fato de nunca ter visto meu pai faz muito sentido, a tragédia envolvendo minha mãe de fato havia um porque. Mas não era só isso que me fez perder o folego, eu simplesmente não tinha palavras pra expressar o que passava na minha cabeça.

— Espera ai, já entendi tia, você se superou nessa! — Começo a rir, esperando as demais gargalhadas, afinal tinha um rapaz na minha frente, alegando ser um “sátiro” e quem confirma essa historia toda é minha tia Rosita, que sempre teve um grande humor e nunca faltaram brincadeiras sobre todas as coisas possíveis comigo.

— Isso é serio mesmo? Yo soy um semi-deus? — Isso tudo no fundo parece uma grande loucura, porem parece que todos estão aceitando isso numa boa e até um pouco felizes por esse dia chegar.
Minha Tia Rosita, começa a me explicar sobre o dia que minha mãe conheceu meu pai, me disse alguns detalhes sobre ele, disse que pelo motivo de ser filho de um deus minha vida seria difícil e repleta de desafios e que eu deveria estar pronto para tudo. Muita coisa faz muito sentido na verdade, ela explica um pouco sobre como eu sou e minhas ligações paternais, explicou o motivo da minha aparência meio gélida, porém notoriamente “hermosa”.

— É tudo verdade “mijo”, e por fim chega o dia em que você está pronto para seguir sua jornada, você não sabe o quanto eu te amo e o quanto foi difícil te deixar longe de tudo isso.

— Mas o que eu preciso fazer agora? Como eu posso falar com meu Pai? Acho que ele me deve uma explicação. — olho diretamente para Roddy, o Satiro.

— Calma amigão, os deuses não são...  bem... comunicativos, isso,  eles são meio misteriosos na verdade, tudo faz parte do charme, acho que com seu Pai não vai ser diferente, mas temos algo importante a ser feito. Eu solto um leve sorriso, é engraçado ver um Sátiro tentando me consolar, meio confuso com as palavras mas consigo sentir afeto nelas.

— Você tem que confiar no Roddy, eu sou “mega” perito em encaminhar meio-sangues como você, vamos partir em uma pequena jornada e te conto que não temos muito tempo.— parece que de verdade não tínhamos tempo, pois minha tia já tinha em mãos uma bolsa media cheia de roupas, mantimentos e uma quantia de dinheiro considerável. Junto meus pertences, dou um forte abraço na minha tinha e começo a acompanhar Roddy pelo mundo a fora.

Dois dias se passaram e seguimos nessa jornada, eu consegui fazer de Roddy um bom amigo, ele se preocupa muito comigo e sempre esta disposto a me alegrar ou conversar.

— Amigão, tenho duas noticias para te dar, qual você quer ouvir primeiro? — indagou Roddy olhando para baixo com um pouco de vergonha.

— Pode me falar as duas em qualquer ordem Roddy, eu so quero chegar de uma vez nesse acampamento. — de verdade é somente isso que quero, nunca fui fã de longas viagens e o sol sempre estava tão forte, isso me deixava mais pra baixo ainda.

— A boa é que nos resta apenas mais uma viagem e uma caminhada, a má é que não temos dinheiro pra essa passagem, amigão.
— Você so pode estar brincando comigo?! — eu não podia acreditar, para onde foi todas nossas finanças? Eu não deveria ter gastado tanto dinheiro com protetor solar, mas o que eu posso fazer? Minha pele é uma inimiga natural do sol.

— E como vamos fazer essa ultima viagem sem dinheiro Roddy? — ele parecia estar muito sem graça e triste pela situação, então decidi pegar leve com ele, já que ele só quer me ajudar.
Vamos lá Dolar, precisamos de alguma ideia incrível e possível de ser executada vamos analisar melhor nossas opções. Eu consigo ver três trens que irão para o mesmo destino, só preciso descobrir como entrar em um deles sem ser notado ou na verdade tudo o que preciso é ser notado.

— Ta vendo alí o segundo trem, a pessoa responsável por checar bilhetes é uma moça jovem e bonita, eu acho que consigo passar por ela sem problemas, mas preciso que você entre enquanto eu falo com ela. — Roddy explode com uma risada e começa a dar alguns tapas no meu ombro.

— Acho que você entendeu errado a quem puxou amigão, você não é filho de Afrodite! — que sátiro mais idiota, mas no fundo ele tem razão, eu não sou filho da Deusa de beleza, porém ainda tenho meus bons atributos físicos e minha tia sempre me elogiava muito pela minha aparência e porte físico.

— Cala a boca, me segue e por favor não estraga tudo. — coloco meu óculos escuro, tiro minha jaqueta, amarro ela na cintura, arrumo um pouco meu cabelo, testo alguns sorrisos e um bom tom de voz, subo as mangas da minha camisa, é, parece que estou pronto.

— Bom dia senhorita, meu nome é Dolar, eu tenho um bilhete para esse trem das 9:30AM — retiro calmamente meu óculos e olho fixamente nos olhos da donzela.

— Bem vindo ao expressos MEC, Meu nome é Elizabeth, posso checar seu bilhete de acesso? — ela é mais profissional do que eu pensei, mas preciso escapar disso.

— Claro que sim, desculpa minha confusão, é que de verdade você é dona de um par de olhos lindos e marcantes. — faço um sorriso, ela parece estar um pouco assustada, mas gostando de tudo. Abro minha carteira e só encontro bilhetes antigos com o meu nome e outras empresas de trem. Retiro da carteira um bilhete e resvalo na bancada da moça, derrubando o meu bilhete junto com os demais no chão. Nesse momento Elizabeth rapidamente busca todos os bilhetes, e eu faço o mesmo com intuito de chamar a atenção necessária para que Roddy consiga entrar.

— Não se preocupe Sr.Dolar, eu posso fazer isso. — disse a moça rapidamente buscando ordenar tudo.

— Mas a culpa foi minha, eu insisto. — vou para a mesma direção que ela fazendo um leve sorriso e ganhando sua confiança, toco levemente nas mãos dela, o que faz ela ganhar um pouco de cor, consigo ver Roddy entrando no trem e fazendo com a boca “ você é o melhor “.

—Acho melhor o Sr. Entrar, o trem sai em 10min, pode deixar que eu termino de juntar isso e marco seu bilhete. — ela parecia confusa mas definitivamente ela estava vermelha e sem graça, eu aproveito a situação e entro no trem.

— Você acredita em amor a primeira vista? — me viro e entro no trem com meu coração disparado, foi a primeira vez que eu flerto assim com alguém, de verdade estou me sentindo incrível.

—Não fala nada... só... aproveita a viagem por favor. — Roddy tinha um sorriso na face e não queria esconder isso, mas ele me respeitou e apenas viajamos calados até a nossa próxima parada.
Mais um dia se passou e cada vez mais próximos estávamos do nosso objetivo, uma espécie de acampamento repleto de pessoas como eu, semi-deuses cheios de duvidas e inseguranças. Já tinha cansado de contar arvores e parecia que estávamos andando em círculos, essa maldita floresta sempre tem a mesma imagem, sempre as mesmas arvores. Roddy via minha indignação com a distância, com o fato de nunca chegar e se divertia com isso, o que me tirava do serio ainda mais, afinal é normal estar nervoso quando você descobre um sentido para a vida.

— Vocês parecem meio perdidos! — uma voz medonha ecoou no meio da floresta, parecia vir de cima das arvores, uma voz de alguém com uma idade avançada e meio cansada.

— Mas eu conheço esse cheiro... é cheiro de semi-deus... — uma forte risada veio depois dessa frase assustadora.

— Dolar corre! — Roddy começa a correr em meio as arvores e eu claramente o sigo sem delongas, porém sigo escutando essa risada cada vez mais próxima e podia jurar que ouvia som de asas.
Vejo algo rápido e pesado descer em nossa frente, uma coisa estranha com asas, face de mulher, garras no lugar dos pés e um olhar desafiador.
— Isso... isso pode voar? — eu seguia perplexo, é meu primeiro contato com criaturas místicas, essa coisa parada parecia muito com a descrição de uma Harpia. Em um rápido movimento Roddy lançou uma pedra até que grande para o porte dele em direção do inimigo em nossa frente. A pedra golpeia a perna da Harpia, o que a faz ficar irritadíssima e saltar em nossa direção.

— Sai dai Dolar! — grita Roddy, o que me fez perceber que realmente estamos em uma situação de perigo eminente e consigo reacionar a tempo de esquivar desse avance. Começamos a correr outra vez, porém dessa vez realmente feito loucos, Roddy ia correndo saltando olhando pra trás e murmurando o tempo todo.

— Falta pouco, pouco, pouquíssimo, pouco mesmo, pouquinho... — pareceu meio traumatizador ver a cara de pânico dele, mas eu conseguia ver no fundo a determinação presente nessas ações, conseguia ver a verdadeira coragem desse Sátiro.
Outra duas investidas mais de nossa inimiga mal sucedidas devido a grande quantidade de arvores e vegetação presente, o que realmente foi um alivio por que em campo aberto ela faria picadinho de nós.

— Conseguimos! Não para de correr! — ele parecia bem feliz e eu esgotado, mas ele estava certo, eu não consegui mas ouvir nem a risada nem batidas de asa, nem nada, apenas o barulho dos cascos de Roddy golpeando o chão, e as minhas gotas de suor caindo sobre meu rastro em movimento. Começo a ver pessoas distantes e algo parecido com pequenas casas.

— Eu não acredito Roddy, chegamos de verdade!? — eu mal podia acreditar, descobrir o paradeiro dos meus pais, descobrir que sou um semi-deus, fazer amizade com um Sátiro, abandonar o que me restava de família, viajar vários dias, realizar uma sedução por falta de dinheiro, participar de uma perseguição frenética valendo minha vida e agora, uma nova vida me esperava, uma vida cheia de novidades e pessoas novas presentes nela. Um sátiro esgotado, um semi-deus completamente sujo e cansado, todos presentes nos olham, alguns riem, outros nos ignoram e no fundo eu sinto um forte sentimento de “casa”.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Menores

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