Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

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Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 13:03


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus primordial. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses primordiais disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
DeusesAvaliação
NyxMuito Rigorosa




Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

A promoção da ficha acabou e a história passa a ser obrigatória a partir daqui. Boa sorte a todos.

Aviso! Acerca dos chalés dos deuses primordiais e menores, eles não existem, pois a história se passa em meados de 2008, durante a Guerra de Cronos. Apenas os chalés dos doze olimpianos estão disponíveis.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Robin Moore Dayne em Seg 01 Out 2018, 17:55


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Nix, a personificação da noite. A deusa está envolvida intimamente com a reflexão de se erguer do nada e ser a criadora de sua própria vida e destino. A contemplação que sempre é feita com as estrelas e a busca por algo mais, algo que sempre esteve faltando e não podia ser preenchido somado à beleza e o mistério que a noite traz junto de um sentimento melancólico fazem um paralelo com a história do personagem, que foi moldado de forma a caber no grupo de seus filhos.

— Perfil do Personagem:

Características físicas: Excluindo-se o fato de ser um semideus, o rapaz exala uma aura frígida e escura, assim como os cabelos que crescem bagunçadamente em sua cabeça e os olhos com olheiras fundas e sempre melancólicos. O sorriso já não é mais aparente, mas quando visíveis, os dentes são tão brancos quanto a pele, pláida, quase reluzente, forte e dura assim como as expressões em sua face de um homem já formado e constantemente preocupado. Sua altura também corresponde aos ideais de um homem feito, atingindo ele seus 1,80m, sempre imponentes com a postura perfeita que ele ostenta, junto dos músculus que, apesar de não serem tão estufados, ficam perceptíveis através das vestes, modernas e discretas, focando na discrição e conforto do rapaz.

Características psicológicas: Outrora alegre, os sentimentos não parecem ser algo natural ou comum a Robin, que hoje já não se permite demonstrar qualquer tipo de reação como uma medida preventiva para não se trazer próximo às pessoas ao seu redor. Tenta incansavelmente convencer a si mesmo de que não vale a pena se misturar, pensamento esse que vai contra seu instinto protetor, algo que aprendeu a controlar, assim como sua língua, limitando-se a falar e tomar partido em discussões apenas quando necessário. Esses traços mostram claramente que Robin é fragilizado por um trauma que a maioria desconhece, algo que assola profundamente sua mente, tornando-o uma pessoa mais contida e cautelosa. Ainda assim, Robin não deixa de explorar alguns prazeres, poucos momentos de liberdade, como quando observa as estrelas ou sente o vento gélido contra seu rosto, para lembrar a si mesmo que ainda é, para todos os efeitos, um ser humano.

— História do Personagem:

A quem perguntar hoje, Robin não fala muito sobre seu pai. Não que eles tenham uma relação ruim ou algo do tipo. Atualmente eles não têm relação nenhuma porque, afinal de contas, Edrich morreu quando Robert, ou pequeno Robin, como o homem o chamava, ainda era pequeno. Nada muito surpreendente, apenas um infarto fulminante depois de uma semana hospitalizado por um acidente de carro. Robin nunca culpou o motorista do ônibus que bateu contra o carro do pai, ele sabia que não era a culpa de ninguém, foi apenas uma falha no sistema do semáforo. Mas aquela falha mudou a vida de um Robin de sete anos para sempre.

Órfão, Robin nunca conheceu a mãe que, segundo Edrich, era uma mulher misteriosa, encantadora e divertida. Compartilhava seus interesses por diversão barata, uma apresentação em algum restaurante no centro da cidade seguida de uma caminhada pelas ruas de Nova York sob as estrelas. Edrich era o cara simples que ganhava a vida como músico de bar, mas que tinha a cabeça nas nuvens. E por um tempo isso foi o bastante para chamar a atenção da única mulher que amou verdadeiramente. "Mas isso nunca foi o bastante para mantê-la por perto", ele contava ao seu Robert, deixado na porta do apartamento ainda bebê com um bilhete que Edrich escondia do pequeno, mas Robin sabia que todas as noites o pai relia o bilhete antes de dormir e o agarrava contra o peito com amor e afinco. Mesmo naquela época, ainda tão inocente, Robin sabia que era do pai que herdara todo aquele ar sonhador e alegre que todos gostavam de ressaltar, fossem os monitores da escolinha ou os amigos do pai que os visitavam vez ou outra. Fora do pai também que ele herdou o gosto por observar as estrelas e a paz de estar livre na noite.

Crescendo um pouco rebelde, mas espirituoso e alegre, Robert passou de orfanato a orfanato sem nunca conseguir uma família. Ele não se importava, realmente. Sabia que seu pai era sua família, mesmo depois de morto. Guardava-o no coração, e, vivendo em Nova York, como vivia, não foi difícil para ele aprender a escapar dos orfanatos durante a noite para poder passear sem rumo, dar a volta no quarteirão ou até mesmo passar incansáveis horas indo o mais longe que podia, para no dia seguinte receber uma grande bronca, uma advertência e, por fim, uma expulsão. Foi durante esses anos que Robert realmente se tornou quem era. Um rapaz alegre, sorridente, sempre brincalhão. Não perdia a oportunidade de zoar com os amigos da escola ou então as outras crianças no orfanato. Ele também era alvo de chacota as vezes e não ligava. Mesmo estando sozinho no mundo, Robert era verdadeiramente feliz. Aprendeu o que precisava aprender na escola, praticou esportes até todos os músculos e todos os membros ficarem incapacitados de tanta dor, para alguns dias depois voltar a repetir o processo. Ajudava no que podia nos orfanatos e, claro, fugia à noite sempre que podia.

Foi com seus dezesseis anos que o rapaz finalmente teve a segunda guinada em sua vida. Àquela altura, Robert já era um rapaz colegial, em seu segundo ano. Ele sinceramente não sabia como conseguiu nunca reprovar os anos escolares, uma vez que seu TDAH era um grande empecilho em sua vida desde que ele conseguia se lembrar. Talvez fosse por ele gostar de aprender as coisas, talvez ele só não queria ser o cara que repete quinze vezes a mesma série e por isso dava o seu melhor. Robert era particularmente bom jogando voleibol no time da escola e boatos diziam que ele saia às noites para se encontrar com um rapaz, apesar de ninguém de seu ciclo pessoal poder confirmar os boatos.

A verdade é que Robert apenas gostava de sair à noite sem rumo, tentando imaginar o que poderia ser diferente em sua vida se seu pai ainda estivesse vivo. Sim, ele tinha o auxílio dos orfanatos, mas ele se criou sozinho, sempre foi o criador de seu próprio mérito e, no fundo, Robert desejava ser mais do que apenas o garoto órfão com uma história de superação e, como se atendesse aos pedidos do rapaz, numa fatídica noite em que ele pensava exatamente naquelas coisas um garoto de cabelos dourados apareceu correndo à plenos pulmões pela rua. Não na direção de Robert, mas apenas correndo, como se fugisse de alguma coisa. Ele levava consigo um arco e uma aljava com flechas e suas expressões duras demonstravam que ele não estava apenas brincando de RPG pela cidade.

"Sai dai, vai embora", ele gritava para Robert, que engoliu em seco, travando no lugar, porque vários metros atrás do rapaz louro, subindo a ladeira havia algo que Robert sempre considerou impossível, mas estava ali em sua frente. Um monstro, erguendo-se pela rua. Tinha traços femininos, mas dentes afiados e olhos literalmente vermelhos em fúria e, descendo ao tronco, ia esverdeando-se e a pele era substituída por escamas, onde uma cauda de cobra dava lugar ao torso e pernas.

Se perguntassem para Robin há dois anos, ele diria que não lembrava bem, hoje ele já não se preocupa em responder, mas os fatos se deram em uma sequência que definitivamente selou seu destino naquele momento. Um grito exasperado de "Mas que m...?!" vindo dele seguido de três flechas sendo lançadas pelo rapaz louro, sendo a terceira a única que acertou a mulher-cobra, literalmente pulverizando-a no ar. Os dois garotos em descrença um com o outro. Robin por não conseguir acreditar em tudo que havia acontecido, o louro, que então se apresentou como Arthur, por Robin ter conseguido presenciar todo o ocorrido.

Demorou algumas horas para Arthur finalmente convencer Robin de tudo que havia acontecido e, alguns dias depois, eles voltaram a se encontrar, dessa vez no tal Acampamento Meio-Sangue, para qual Robin foi recrutado quando o professor coordenador do acampamento, Sr. Brunner entrou em contato com o orfanato do garoto. A desculpa? Um curso específico que ele ganhou em sua escola por excelência nas aulas. Ele nem ao menos pôde protestar, dizendo que não era nem de longe o melhor aluno de McKinley High, porque quando ele mesmo viu as notas e a carta de recomendação assinada pelo diretor, eram condizentes com os fatos apresentados pelo Sr. Brunner, que mesmo em sua cadeira de rodas, era bastante ágil e vivaz.

No Acampamento Meio-Sangue, Robert Dayne, como era conhecido por todos, tornou-se um dos campistas indefinidos que ficava alocado no Chalé de Hermes, assim como dezenas de outros garotos e garotas, mas sempre arranjava tempo para gastar com Arthur quando o filho de Apolo não estava em missão. Pelos dois anos seguintes, os dois ficaram muito próximos, treinando juntos, estudando juntos e eventualmente o amor floresceu entre os dois.

Nunca tendo sido reclamado por sua mãe divina, Robin, apelido exclusivo de Arthur àquela altura, nunca saia para missões, tendo atingido a maioridade, não limitava-se a passar apenas os verões no acampamento, sendo agora um campista de ano inteiro, já que não podia mais ficar nos orfanatos. Ele nunca alcançou grandes feitos, mas era bondoso, prestativo e bastante divertido. Era fácil vê-lo treinando com os mais jovens, auxiliando-os, ensinando-os. Ele constantemente gostava de participar em discussões abertas entre os campistas, pensava sempre no melhor para todos. E, claro, ter Arthur por perto dava a ele uma sensação de ser especial.

Foi no ano de 2006 que isso mudou. Arthur já estava longe do acampamento há mais de dois meses em missão. Deveria ser algo rápido. Ele nem mesmo recebia as mensagens de Íris que Robert mandava. Um grupo de expedição foi montado para tentar rastrear o filho de Apolo e Robin se voluntariou para ajudar. Impedido pelo Sr. Brummer, que não era nem cadeirante nem Brummer, mas sim o centauro Quíron, Robin precisou aguardar o retorno da equipe, um mês depois, que apenas confirmara que não havia rastros de Arthur em lugar nenhum, como se o louro simplesmente tivesse desaparecido no ar.

Naquela noite, Robin sonhou com seu amado. Ele estava vivo, estava bem, mas também diferente. Já não tinha os olhos brilhantes e alegres e os cabelos que antes eram dourados agora estavam empalidecidos. Todas as suas feições estavam mais ossudas, como se não estivesse se alimentando bem. O mais perturbador era o sorriso no rapaz, confiante e desafiador, antes de uma estaca atravessar sua barriga e a cena se abrir, deixando à mostra as correntes que o prendiam e o ser grotesco atrás de Arthur, a face de um monstro, que ficou gravada na mente do jovem Robin, que acordou se debatendo e gritando no meio do Chalé de Hermes.

Claro que os sonhos de semideuses eram interpretativos, mas algo em Robert se quebrou em sua alma naquela noite, e uma promessa que ele fizera a si mesmo passou a vingar naquele dia, uma promessa que ele mesmo não ousava falar para si mesmo em voz alta. Aquela madrugada foi a noite em que um corvo brilhou escuro sobre sua cabeça, sendo ele clamado por ninguém menos que a personificação da própria noite, Nix.

A mudança foi gradativa, entretanto. Robert passou a sorrir menos, a se pronunciar menos e a ajudar menos. Ninguém percebeu no começo, algo tão sutil que quando se deram conta, Robert Dayne já não era a mesma pessoa há dois anos. Ele apresentava agora uma nova faceta, uma nova aparência e aura que talvez tenham chegado a seu auge agora, assim como a noite também mudava a cada estação, acompanhando as mudanças ao redor do mundo, lenta e quase imperceptível, mas também presente a cada dia que se finda, se tornando mais escura antes do amanhecer.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 144-ExStaff em Seg 01 Out 2018, 18:59




Avaliação — Robert Dayne


Parabéns semideus, apenas atente-se com a repetição de palavras (o nome do personagem durante a história), no entanto não achei que isso fosse motivos para recusar sua ficha, bem vindo ao jogo!


Resultado

Aceito como filho de Nyx;
Recompensa: 90 xp;
Item de reclamação padrão.




Aguardando atualização






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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Misty Vanderbilt em Ter 02 Out 2018, 12:26


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Eu desejo ser reclamada por Nyx, eu sempre gostei de me envolver com magia e com a obscuridade. Então pra mim que bati o olho nos poderes de Nyx, rapidamente trombou com a minha trama que estou planejando, pois se unem juntas. Ela também é essencial e muito  importante.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Misty é uma jovem de uma beleza imensurável, seus cabelos negros são o destaque que emolduram o rosto que é naturalmente rosado. O nariz é reto e suavemente arrebitado na ponta, fazendo par com os lábios cheinhos. As sobrancelhas delineadas e arqueadas denotam a opinião da menina com facilidade. Quando age com sarcasmo, sempre levanta uma. Os olhos são chamativos em cores destoantes de um marrom escuro profundo.

Características Psicológicas: Misty é uma jovem de opiniões firmes e quereres certos que não mede esforços para conseguir o que quer, podendo mostrar-se totalmente diferente do que é quando magoada ou subjugada nas opiniões alheias. Pelo fato de ser enérgica e meio mandona, usufrui da arrumação como um intermédio para não embaralhar os pensamentos. É extremamente inteligente e um tanto sabe-tudo por este fato. Sobre amores, no momento tem sua cabeça bem aberta a isto e sem nenhum interesse, muito apegada a coisas materiais e gosta de ler, o que faz com que este seja seu passatempo para acabar com o tédio.

Não age por impulso, pensa muito bem antes de fazer algo, o que a prejudica em ajudar alguém ou "acobertar" algum indivíduo ou pessoa que venha lhe pedir ajuda. Também é péssima com conselhos e conversas, simplesmente opta por ouvir e responder, não puxando muito assunto, gosta de ficar sozinha na maior parte do tempo. As palavras com que ela se descreve são: "Culta, zeladora, indecisa e confusa, mas também tendo suas qualidades, como inteligência, e infelizmente, impaciente".

— História do Personagem: Prefiro desenvolver a história no decorrer da minha jornada. Obrigada.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Nicole Holmes em Ter 02 Out 2018, 14:44


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nix, pois é uma deusa única e com atributos inigualáveis. A própria personificação da noite e seus mistérios. Isso realmente é impressionante e fascinante.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Nicole é bastante alta para seus doze anos, tem os olhos azuis-acinzentados, os cabelos longos e ruivos e a pele bem pálida, em tom quase fantasmagórico.

Psicológicas: Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer com que as coisas não pareçam o que são. São reações químicas que começam no cérebro e se espalham por todo o corpo, causando diversas situações como, por exemplo, batidas cardíacas rápidas ou mesmo dores na região estomacal. E assim como outros tipos de defeitos, como o amor, pode ser evitado com um autocontrole vindo de uma mente sadia e bom uso dos sentidos. Para uma pessoa tão fria como Nicole, isso não é uma tarefa exatamente difícil – mesmo que em algumas situações até mesmo ela é atinginda. O seu cérebro reage dessa maneira principalmente quando não é possível confiar em seus sentidos, ou quando sente que talvez esteja errada. Tudo é fruto, evidentemente, de seu ego e orgulho.

Inteligente, esperta e ardilosa, uma ótima observadora e exímia violinista.

Pensamento precisamente racional, não utilizando qualquer tipo de emoção em seus julgamentos. Completa frieza, arrogância. Bastante inconveniente.

Ainda quando pequena Nicole fora fortemente influenciada pelos livros de seu bisavô, Conan Doyle, admirando de forma exacerbada o célebre personagem Sherlock Holmes. Encontrou no personagem um exemplo a ser seguido, um modelo ideal de pessoa descrito por seu bisavô. Nicole então treinou ainda mais o seu raciocínio lógico, esforçando-se para eliminar qualquer sentimentalismo de sua personalidade – seus únicos afetos eram seu pai e a Sra. Turner, mas nunca mais pode ver o primeiro e a segunda faleceu há um bom tempo. Para ajudar nesse processo, isolou-se de todas as outras pessoas da maneira que conseguiu, não tendo amigos. A frieza e o fato de sempre estar certa a tornou extremamente arrogante e, alguma vezes, chega a ser mal educada, utilizando-se de palavras pesadas. Para Nicole, tudo é sempre muito comum e tedioso, é como se todos vivessem em mundo muito lento, não conseguindo entendê-la, ou melhor, acompanhá-la.

— História do Personagem:

Mark Holmes era um homem de classe média que vivia no centro de Londres. Um homem extremamente comum, pelo menos aparentemente, tinha trinta e quatro anos de idade, era um escritor de não muito sucesso, mas que, apesar disso, conheceu uma mulher dois anos mais nova que não se importou dele não ter realmente um emprego e aceitou seu pedido de casamento. Tinham dois filhos, um menino e uma menina de oito e cinco anos, respectivamente. Sua única peculiaridade, que o retirava do grupo de pessoas ditas “comuns”, era o fato de ser neto de Sir Arthur Conan Doyle, o homem que criou Sherlock Holmes, explicando o motivo de amar tanto o personagem, de sonhar ser um escritor e de ainda receber um bom dinheiro pelos direitos autorais de livros, adaptações, filmes e etc.

Não era um homem muito feliz, no entanto. Amava sua mulher e os dois filhos, mas em certos pontos não pareciam realmente lhe compreender - sua filha, Sophia, principalmente, que leu apenas um livro de seu bisavô e não gostou, preferindo, posteriormente, coisas mais atuais. Sua vida profissional também não era completamente satisfatória. Por mais que amasse livros ligados à magia e ao oculto, nenhum de seus livros foi muito bem vendido. Tentou depois de um tempo, a muito contragosto, adaptar-se e escrever outros tipos de literatura, mas fora igualmente um fracasso.

Foi então que em um dia comum na biblioteca Mark a conheceu.

Era uma mulher incrivelmente bela, não dessas que muito se vê na televisão, com corpos esculturais e moldados em laboratório, mas uma beleza natural e não forçada. Um corpo esguio e elegante, com cabelos negros presos em um coque e óculos discretos, porém modernos - deveria ser uma professora, ou, pelo menos, ela era como professoras inteligentes e cultas deveriam parecer. Possuía olhos escuros e intensos, e uma pele branca suave. Mesmo casado Mark ficou encantado, mas para a sua surpresa fora ela quem iniciara uma conversa.

Falaram sobre todo o tipo de coisa. Começaram com política e filosofia e, enfim, chegaram à literatura, desde a clássica até a contemporânea, com uma atenção especial aos livros de Conan Doyle. Permaneceram naquela mesa da biblioteca por mais de seis horas, mesmo que, para os dois, parecera poucos minutos. Era como se estivessem completamente ligados pela conversa, e as coisas em volta, como o tempo ou as demais pessoas, não importavam.

Alguns meses de relacionamento secreto depois, Mark possuía em seus braços uma filha fora de seu casamento.

Um terceiro filho nunca estivera em seus planos. Por mais que adorasse crianças e tivesse muito jeito com elas, sua condição financeira, assim como a paciência de sua esposa, nunca lhe permitira cogitar tal idéia. Um filho com outra mulher, então, parecia-lhe algo não apenas improvável, mas realmente impossível de se realizar. Logo, imagine sua expressão de surpresa quando pegou aquela garotinha nos braços e descobriu que era justamente o que necessitava para ser feliz. Um filho é uma benção, muitos dizem; um verdadeiro presente dos deuses.

Claro que foi muito difícil acreditar na origem da mãe da pequena, apesar de nunca ter sido uma pessoa supersticiosa, porém algo na jeito como ela lhe revelou a verdade e sobre os perigos que a pequenina Nicole iria enfrentar um dia não deixaram espaço para dúvida ou incredulidade. Sua única opção era aceitar aquilo tudo; seu maior problema era sua esposa fazer o mesmo.

Mark, no entanto, nunca fizera o tipo corajoso; era apenas um sonhador covarde. Sem saber o que deveria ser feito, pediu ajuda a seu já falecido avô e começou a ler a primeira - e sua favorita - história de Sherlock Holmes, A Study in Scarlet. Ainda nas primeiras linhas uma idéia não exatamente perfeita, mas que deveria servir com um pouquinho de sorte, invadiu sua mente. Poderia alugar um apartamento para a criança e visitá-la sempre que possível. Abriu um sorriso ao avistar o livro The Sign of the Four jogado no chão próximo de si, lembrando ser o primeiro em que a Sra. Hudson é mencionada. Contrataria uma espécie de governanta que cuidaria da menina. Riu sozinho. O quão irônico seria se conseguisse alguém que realmente tivesse “Hudson” no nome?

Para uma pessoa não muito esperta e com uma condição financeira não muito boa, Mark conseguiu sustentar a situação por um tempo surpreendente. Sua sorte foi encontrar uma aposentada que se sentia bastante sozinha e que foi sua grande parceira para criar a pequena Nicole Eve Holmes. A senhora não possuía “Hudson” no nome, mas sim “Turner”, mas para sua felicidade, as semelhanças com a senhoria de Sherlock era muito grandes; no entanto, as diferenças eram muito evidentes também. Tentando deixar de lado aquela idéia absurda, Mark muito batia em sua testa.

A revelação sobre a situação aconteceu quando Alexandria estava prestes a completar sete anos. A menina nunca soube muito bem como a esposa do pai tinha descoberto sobre aquilo, pois quando ela chegou da escola naquele fatídico dia, encontrou Mark e a Sra.Turner conversando sobre a melhor maneira de prosseguir.

A velha senhora, que também era semideusa, e que após tantos anos convivendo com Nicole, tinha certeza que a garota também era, após ter suas suspeitas confirmadas por Mark que o Acampamento seria bom para Nicole, e daria tempo para a esposa dele se acalmar.

Apesar de a menina não ter a menor vontade de ir para os Estados Unidos, sabia que, com o tom de voz que a Sra.Turner havia usado, não haveria nenhuma discussão.

Semanas depois, foi no caminho de carro para a Colina Meio-Sangue que a Sra.Turner contou para a garota sobre o mundo mitológico. Assim que Nicole e a Sra.Turner desceram do carro e cruzaram a fronteira do Acampamento, o símbolo de Nix brilhou acima da cabeça de Nicole.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 146-ExStaff em Ter 02 Out 2018, 21:17




Avaliação —  Misty Vanderbilt


Misty, eu gostei da introdução à sua personagem e fiquei um pouquinho triste por não apresentar um background, mas você está completamente em seu direito. Acho que você poderia ter dito um pouco mais sobre a escolha do progenitor, visto que eu ainda não sei absolutamente nada sobre sua trama, portanto fica abstrato a ideia de que Nyx é importante para você e para sua história. Entretanto, gostei das descrições físicas e psicológicas e isso já dá um gostinho de como será sua personagem. Espero que sua trama se adapte ao obscuro que é ser uma cria da noite e estou ansiosa para ver seu desenvolvimento. Parabéns!

Resultado

Aceita como filha de Nyx;
Recompensa: nenhuma;
Item de reclamação padrão.



Avaliação —  Nicole Holmes


Nicole, a segunda candidata da noite para ser filha da nossa única primordial. Achei um tanto vago o seu motivo para ser cria de Nyx — todos os deuses são únicos e inigualáveis, não? — e também creio que você poderia ter descrito mais sua personagem fisicamente, uma vez que ainda não colocou o avatar para podermos visualizá-la como uma semideusa do RPG. Em contrapartida, suas descrições psicológicas foram incríveis, o que já me fez imaginar um pouco como a Nicole se comporta.

Minha outra crítica é em relação ao momento de reclamação de sua semideusa, que foi descrito de maneira rápida e sem maiores detalhes, o que torna a ficha de reclamação um tanto quanto ineficaz. É, sim, importante descrevermos o background do meio-sangue, porém neste momento você está passando por um teste, e muito importa a situação em que seu personagem estava quando seu progenitor divino definiu por reconhecê-lo como filho. Já que você optou por criar uma história, recomendo que reposte com uma adição de detalhamento neste único ponto — já que o resto está esplêndido — e, com certeza, será aprovada.


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Nicole Holmes em Ter 02 Out 2018, 22:30


   
FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nix, pois é uma deusa com atributos fascinantes: a própria personificação da noite e seus mistérios. Isso realmente é impressionante e fascinante. E de todos os deuses acho que Nix é quem mais combina com a personalidade de Nicole e a maneira como planejo desenvolver ela.

   — Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Nicole é bastante alta para seus doze anos, possui cabelos de um tom escuro de ruivo bem escuro, que beira o castanho, e que cai em delicados cachos até os ombros. Os olhos são de um tom de cinza tão escuros que quase parecem pretos e eles são possivelmente a única coisa na aparência da menina que combina com a personalidade fria e séria dela, já que suas feições são bastante delicadas, o que junto com os cachos, lhe dá um ar bem meigo e doce.

Psicológicas: Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer com que as coisas não pareçam o que são. São reações químicas que começam no cérebro e se espalham por todo o corpo, causando diversas situações como, por exemplo, batidas cardíacas rápidas ou mesmo dores na região estomacal. E assim como outros tipos de defeitos, como o amor, pode ser evitado com um autocontrole vindo de uma mente sadia e bom uso dos sentidos. Para uma pessoa tão fria como Nicole, isso não é uma tarefa exatamente difícil – mesmo que em algumas situações até mesmo ela é atinginda. O seu cérebro reage dessa maneira principalmente quando não é possível confiar em seus sentidos, ou quando sente que talvez esteja errada. Tudo é fruto, evidentemente, de seu ego e orgulho.

Inteligente, esperta e ardilosa, uma ótima observadora e exímia violinista.

Pensamento precisamente racional, não utilizando qualquer tipo de emoção em seus julgamentos. Completa frieza, arrogância. Bastante inconveniente.

Ainda quando pequena Nicole fora fortemente influenciada pelos livros de seu bisavô, Conan Doyle, admirando de forma exacerbada o célebre personagem Sherlock Holmes. Encontrou no personagem um exemplo a ser seguido, um modelo ideal de pessoa descrito por seu bisavô. Nicole então treinou ainda mais o seu raciocínio lógico, esforçando-se para eliminar qualquer sentimentalismo de sua personalidade – seus únicos afetos eram seu pai e a Sra. Turner, mas nunca mais pode ver o primeiro e a segunda faleceu há um bom tempo. Para ajudar nesse processo, isolou-se de todas as outras pessoas da maneira que conseguiu, não tendo amigos. A frieza e o fato de sempre estar certa a tornou extremamente arrogante e, alguma vezes, chega a ser mal educada, utilizando-se de palavras pesadas. Para Nicole, tudo é sempre muito comum e tedioso, é como se todos vivessem em mundo muito lento, não conseguindo entendê-la, ou melhor, acompanhá-la.

   — História do Personagem:

Mark Holmes era um homem de classe média que vivia no centro de Londres. Um homem extremamente comum, pelo menos aparentemente, tinha trinta e quatro anos de idade, era um escritor de não muito sucesso, mas que, apesar disso, conheceu uma mulher dois anos mais nova que não se importou dele não ter realmente um emprego e aceitou seu pedido de casamento. Tinham dois filhos, um menino e uma menina de oito e cinco anos, respectivamente. Sua única peculiaridade, que o retirava do grupo de pessoas ditas “comuns”, era o fato de ser neto de Sir Arthur Conan Doyle, o homem que criou Sherlock Holmes, explicando o motivo de amar tanto o personagem, de sonhar ser um escritor e de ainda receber um bom dinheiro pelos direitos autorais de livros, adaptações, filmes e etc.

Não era um homem muito feliz, no entanto. Amava sua mulher e os dois filhos, mas em certos pontos não pareciam realmente lhe compreender - sua filha, Sophia, principalmente, que leu apenas um livro de seu bisavô e não gostou, preferindo, posteriormente, coisas mais atuais. Sua vida profissional também não era completamente satisfatória. Por mais que amasse livros ligados à magia e ao oculto, nenhum de seus livros foi muito bem vendido. Tentou depois de um tempo, a muito contragosto, adaptar-se e escrever outros tipos de literatura, mas fora igualmente um fracasso.

Foi então que em um dia comum na biblioteca Mark a conheceu.

Era uma mulher incrivelmente bela, não dessas que muito se vê na televisão, com corpos esculturais e moldados em laboratório, mas uma beleza natural e não forçada. Um corpo esguio e elegante, com cabelos negros presos em um coque e óculos discretos, porém modernos - deveria ser uma professora, ou, pelo menos, ela era como professoras inteligentes e cultas deveriam parecer. Possuía olhos escuros e intensos, e uma pele branca suave. Mesmo casado Mark ficou encantado, mas para a sua surpresa fora ela quem iniciara uma conversa.

Falaram sobre todo o tipo de coisa. Começaram com política e filosofia e, enfim, chegaram à literatura, desde a clássica até a contemporânea, com uma atenção especial aos livros de Conan Doyle. Permaneceram naquela mesa da biblioteca por mais de seis horas, mesmo que, para os dois, parecera poucos minutos. Era como se estivessem completamente ligados pela conversa, e as coisas em volta, como o tempo ou as demais pessoas, não importavam.

Alguns meses de relacionamento secreto depois, Mark possuía em seus braços uma filha fora de seu casamento.

Um terceiro filho nunca estivera em seus planos. Por mais que adorasse crianças e tivesse muito jeito com elas, sua condição financeira, assim como a paciência de sua esposa, nunca lhe permitira cogitar tal idéia. Um filho com outra mulher, então, parecia-lhe algo não apenas improvável, mas realmente impossível de se realizar. Logo, imagine sua expressão de surpresa quando pegou aquela garotinha nos braços e descobriu que era justamente o que necessitava para ser feliz. Um filho é uma benção, muitos dizem; um verdadeiro presente dos deuses.

Claro que foi muito difícil acreditar na origem da mãe da pequena, apesar de nunca ter sido uma pessoa supersticiosa, porém algo na jeito como ela lhe revelou a verdade e sobre os perigos que a pequenina Nicole iria enfrentar um dia não deixaram espaço para dúvida ou incredulidade. Sua única opção era aceitar aquilo tudo; seu maior problema era sua esposa fazer o mesmo.

Mark, no entanto, nunca fizera o tipo corajoso; era apenas um sonhador covarde. Sem saber o que deveria ser feito, pediu ajuda a seu já falecido avô e começou a ler a primeira - e sua favorita - história de Sherlock Holmes, A Study in Scarlet. Ainda nas primeiras linhas uma idéia não exatamente perfeita, mas que deveria servir com um pouquinho de sorte, invadiu sua mente. Poderia alugar um apartamento para a criança e visitá-la sempre que possível. Abriu um sorriso ao avistar o livro The Sign of the Four jogado no chão próximo de si, lembrando ser o primeiro em que a Sra. Hudson é mencionada. Contrataria uma espécie de governanta que cuidaria da menina. Riu sozinho. O quão irônico seria se conseguisse alguém que realmente tivesse “Hudson” no nome?

Para uma pessoa não muito esperta e com uma condição financeira não muito boa, Mark conseguiu sustentar a situação por um tempo surpreendente. Sua sorte foi encontrar uma aposentada que se sentia bastante sozinha e que foi sua grande parceira para criar a pequena Nicole Eve Holmes. A senhora não possuía “Hudson” no nome, mas sim “Turner”, mas para sua felicidade, as semelhanças com a senhoria de Sherlock era muito grandes; no entanto, as diferenças eram muito evidentes também. Tentando deixar de lado aquela idéia absurda, Mark muito batia em sua testa.

A revelação sobre a situação aconteceu quando Alexandria estava prestes a completar sete anos. A menina nunca soube muito bem como a esposa do pai tinha descoberto sobre aquilo, pois quando ela chegou da escola naquele fatídico dia, encontrou Mark e a Sra.Turner conversando sobre a melhor maneira de prosseguir.

A velha senhora, que também era semideusa, e que após tantos anos convivendo com Nicole, tinha certeza que a garota também era, após ter suas suspeitas confirmadas por Mark que o Acampamento seria bom para Nicole, e daria tempo para a esposa dele se acalmar.

Apesar de a menina não ter a menor vontade de ir para os Estados Unidos, sabia que, com o tom de voz que a Sra.Turner havia usado, não haveria nenhuma discussão.

Semanas depois, foi no caminho de carro para a Colina Meio-Sangue que a Sra.Turner contou para a garota sobre o mundo mitológico.

Nicole, que assim como o pai, não era supersticiosa, ficou tentada a perguntar se isso era algum tipo de brincadeira. Porém sabia que nem seu pai nem a mulher que a tinha criado eram o tipo de pessoa que fariam brincadeiras assim.

Sentiu -se bastante aliviada do nada, pois embora nunca fosse admitir, desde que soubera que iria ser mandada para os Estados Unidos, tivera medo de estar sendo mandada embora de Londres porque o pai e a Sra.Turner não tinham mais paciência de lidar com alguém tão difícil quanto ela.

Quando Nicole e a Sra.Turner desceram do carro na frente do Acampamento, a menina começou a suspeitar que a Sra.Turner sabia do medo que teve, pois ao entregar a sacola com as coisas de Nicola para a menina, ela lhe deu um abraço muito forte e com um sorriso iluminado pelos primeiros raios de sol da manhã, prometeu que iria vir visitar o Acampamento em breve.

Nicole, que estava esperando não gostar muito do Acampamento, não conseguiu deixar de se surpreender com quanto gostou do local ao longo do dia, e não pode evitar deixar escapar um enorme e raro sorriso quando, na fogueira daquela noite, apareceu o símbolo de reclamação de Mix acima de sua cabeça.
   
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 146-ExStaff em Qua 03 Out 2018, 12:34




Avaliação —  Nicole Holmes



Não vou me repetir em elogiar novamente o que já achei bom da primeira vez que li, acredito que agora sua ficha está melhor e as características do personagem realmente ajudam a imaginação de quem está avaliando sua narração. Ainda penso que o momento da reclamação (aquelas últimas linhas do seu texto) poderia ser mais extenso, mas assim já está suficiente. Parabéns!


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Liadan J. Ainsworth em Qui 04 Out 2018, 18:31


FICHA DE RECLAMAÇÃO
Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

    Quero ser filha de Nyx porque tenho apreço pela deusa e porque acho que combina com a Liadan, que tende a ser de lua. Eu tenho personagens mais tradicionais - dentro da minha zona de conforto - e a Liadan é uma delas, então eu quero desenvolver melhor os problemas psicológicos do que fiz da outra vez. Acho que os poderes me dão essa margem - de trabalhar com inúmeras personalidades e tal, então foi por isso que escolhi ela.


Características Físicas

    "Encaro o espelho. Eu sou bonita. Na verdade, entre todos nós, eu sempre fui a mais bela. Penteio meu cabelo. Meus cabelos são longos, tão claros como a neve, ondulados como o daquela princesa... Como é o nome dela mesmo? Aurora. Ela é linda, não é? Mas eu sou mais. Meu nariz é mais fino, meus lábios são mais vermelhos. Mando um beijo para o espelho. A maquiagem está impecável, como sempre. Cobriu todas as pintinhas de meu rosto, perfeito. Ouço meu irmão mais velho chamar. Minhas pernas longas tremem um pouquinho com o desconforto dos saltos altíssimos. Já estou indo, Klaus. Minha voz soa descuidada, leve. Analiso o vestido pela última vez. Espelho espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?"


Características Psicológicas


    Síndrome de Alice no País das Maravilhas é uma doença que provoca alucinações, causando distorções ao nível da percepção visual da vítima, fazendo, por exemplo, com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente pequenos, as horas parecerem passar muito devagar, assim como ocorre com experiências influenciadas pela droga LSD.
      Esquizofrenia é uma perturbação mental caracterizada por comportamento social fora do normal e incapacidade de distinguir o que é ou não real. Entre os sintomas mais comuns estão delírios, pensamento confuso ou pouco claro, alucinações auditivas, diminuição da interação social e da expressão de emoções e falta de motivação.
        Liadan desenvolveu-se em torno de suas psicoses. De inteligência invejável e controle sob seu poder que humilharia mais tarde seus irmãos - também semideuses -, por ter crescido extremamente protegida por eles, sua mente perturbada pela genética paterna fez com que se tornasse sua própria paixão, doente por sua aparência e por sua sobrevivência - fato comprovado pelo assassinato de seu pai e abusador. Como é a irmã mais nova entre seis, única mulher e com maior potência de persuasão da família, Lia tende a ser muito mimada e dificilmente aceita um não. Concordar com Ainsworth é a forma mais efetiva de evitar um escândalo.


Sem história por aqui, amigos.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Dionísio em Qui 04 Out 2018, 21:33




Avaliação —  Liadan J. Ainsworth



Que posso dizer? Está é uma personagem interessantíssima, mesmo sem uma história descrita.
Você criou em mim grandes expectativas nas narrações dessa personagem.
Parabéns! E boa sorte em descrever as psicoses.


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Davei Ulrich Hasret em Dom 07 Out 2018, 13:47


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nix. Em outros fóruns sempre tive o costume de jogar com Apolo, uma vez que este reflete um pouco mais da minha própria personalidade em OFF. Mas Nix é uma deusa primordial e isso a torna diferente dos outros deuses e, sendo assim, jogar com ela seria um grande desafio e uma experiência diferente e interessante para mim, uma vez que diferente de Apolo que é ligado a luz e a medicina, ela é ligada à noite e a magia e é com essa combinação que estou construindo Davei.


— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Sem sombra de dúvidas, o que mais chama a atenção em Davei é seu sorriso largo que, apesar de na maioria das vezes não expressar, necessariamente, felicidade, está sempre estampando sua face. Seus olhos amendoados e de aparência triste também chamam a atenção, e possuem as mesmas cores do seu cabelo, castanhos. Os fios são longos e lisos, apesar de formarem uma leve ondulação nas pontas. Possuidora de seus 1,68 de altura, Davei mantém sua postura, apesar dos ombros vez ou outra tenderem a cair, dando a impressão de que é mais baixa do que verdadeiramente é. Se juntar todas as características de seu rosto, olhos tristes e um sorriso largo, é possível dizer que Davei mantém uma expressão vazia, por não ser sempre possível definir o que, de fato, está querendo demonstrar. No entanto, quanto um sentimento realmente a consome a ponto de ser demonstrado em ações, é bem nítida a mudança de expressões em sua face, não conseguindo esconder o que está sentindo.

Características Psicológicas: A expressão vazia que seu rosto esboça não significa que Davei não sinta nada. Na verdade, a complexidade dos sentimentos muitas vezes impedem que a mulher os demonstre de maneira certa e, também, por preferir se manter na sua e não se meter muito no que não é da sua conta, isso a ajuda com o fato de que, se não expressa muitas reações, não entra em problemas. É uma mulher alegre, apesar dos constantes pesadelos que tem e que, por essa razão transformaram essa alegria que outrora radiante, hoje é um constante estado de alerta. Como não se expressa muito, pode ser considerada por muitos uma mulher tímida, no que quando começa a falar, logo todos percebem que a timidez não faz parte do seu vocabulário e que apenas é uma pessoa que prefere observar do que falar.



— História do Personagem:

Apesar de amar seu pai com todo o coração, Davei nunca entendeu realmente as razões pelas quais ele nunca falava sobre sua mãe. Ora, era sua progenitora, aquela que havia lhe dado a luz, porque o homem se negava a falar sobre ela? Crescer apenas com um pai já era uma tarefa difícil, ser considerada estranha pela maioria dos seus colegas na escola e sentar junto a turma dos "esquisitões" durante o almoço também não era a coisa mais fácil do mundo. O pior era não saber ao certo se sua mãe havia morrido ou se havia os abandonado.

Apesar de ser um pai solteiro, nunca deixou que nada faltasse durante o crescimento de sua menina, tentando suprir todas as suas necessidades. Desde muito nova, aprendeu o significado da retribuição e reciprocidade, uma vez que seu pai sempre deixava claro a importância dessas qualidades numa pessoa. Saber ser recíproco com alguém era uma dádiva, segundo ele. O que a garota não sabia era que Helioth, seu pai, havia amado sua mãe com todo o coração e, por ter ficado sozinho, acabou considerando que tudo o que dera por aquela mulher nunca lhe fora retribuído. Assim sendo, criou a filha para que nunca dispusesse dos defeitos da mãe, apesar de nunca ter contado sobre seu ressentimento ou sobre qualquer outra coisa que a envolvesse.

Davei teve todos os motivos do mundo para crescer como uma menina alegre, extrovertida e amorosa, o que de fato realmente aparentava ser, pelo menos até quando percebeu o fato de que seu pai não era exatamente aquele homem feliz que parecia ser quando pequena, na verdade ele parecia muito mais estar cansado do mundo. Também percebeu que era uma das únicas garotas de sua turma no colégio que não tinha mãe e que nem mesmo sabia qualquer coisa a respeito dela. Isso acabou fazendo com que ela se isolasse das outras pessoas, colegas de turma e até mesmo se distanciasse de seu pai, que por sua vez quase nem falava muita coisa mais, isso desde quando havia criado coragem para perguntar sobre como sua mãe era quando ela e o pai se conheceram. A solidão que de uma hora para outra surgia em seu peito, fazia com que ela passasse suas noites no telhado de sua casa, observando as estrelas e o céu escuro que, de um jeito estranho, eram a única coisa que lhe traziam uma certa paz.

Ao ingressar no primeiro ano, aos quinze anos de idade, cores neutras passaram a reinar em seu guarda-roupa, assim como o delineado que várias vezes fazia nos olhos e se destacava devido a pele extremamente branca que possuía. De qualquer forma, apenas sua aparência e total falta de vontade de fazer amigos era o suficiente para que seus colegas de colégio a jogassem na turma dos "esquisitões". Era difícil, pelo menos foi assim no começo, até que percebeu que por diversas vezes, nunca mantivera a atenção naqueles que passavam o dia para zoar com ela e parou de ligar para a opinião alheia. Falando em atenção, também era complicado se atentar as aulas, muito embora se esforçasse e buscasse fazer seus deveres com muito esmero e dedicação. Tendo isso funcionado muito bem, mesmo que suas notas nem sempre tenham sido as mais altas.

Com o passar do tempo, devido ao gosto em observar as estrelas, passou a estudar mais sobre o espaço. Era interessante saber um pouco mais sobre os astros e o universo e como isso pode trazer algumas alterações de humor nas pessoas. Na mesma época em que começou a estudar a respeito disso, já com quase dezesseis anos completos, a curiosidade a respeito de sua mãe aumentava gradativamente, já ultrapassando as proibições ou desgostos do pai, que mantivera-se relutante a falar sobre esse assunto. Sair de casa durante a noite não era uma permissão dada por ele e, então, sempre que notava a atenção de Helioth diante da TV, corria para o quarto dele em busca de algo que fosse de sua mãe, algo como uma carta ou pelo menos uma foto. Nem mesmo sabia como ela era e isso, de certa forma, a entristecia. Não obter respostas a deixava maluca e, se dependesse de seu pai, ela nunca saberia nada.

Num determinado momento, após meses tentando encontrar algo, Davei acabou descobrindo a existência de um fundo falso na gaveta de meias de seu pai e, então, um mundo novo se abriu para a garota que, agora, estava por descobrir pelo menos algumas coisas a respeito de sua mãe, já que ali continham cartas guardadas e uma foto onde não se era possível enxergar nada além da noite. As cartas não falavam muito, o que era uma pena, mas havia descoberto que seus pais se conheceram durante uma festa de rua, durante a noite. Pensar nisso fazia com que Davei se lembrasse de todas as vezes em que fora chamada para ir em alguma festa por algum garoto maluco que as vezes aparecia na escola a achando bonita e seu pai a proibia, dizendo algo como "você não pode ir em festas durante a noite". Chegava a ser uma grande ironia, se quer saber.

Desde o dia em que leu as cartas de sua mãe, mesmo que nunca tivesse ficado sabendo o nome dela, alguns pesadelos começaram a surgir durante a noite, sempre que insistia em tentar dormir. As vezes não se lembrava do que havia sonhado, mas também haviam momentos em que os sonhos refletiam na morte de seu pai, ou então na presença de algo que a vigiava pela janela, estando esta aberta. Parecia coisa de criança, mas durante meses mantivera a janela de seu quarto fechada durante a noite, a fechando sempre antes do sol se pôr. Por vezes, Helioth precisava ir até o quarto da garota, para que ela se acalmasse.

Helioth, quando percebeu que a filha estava caminhando para a resposta de algo que ele, relutante, sempre tentou esconder, a chamou para conversar e pela primeira vez contou sobre sua mãe. Dizendo o quão encantadora e misteriosa ela conseguia ser ao mesmo tempo em que esbanjava uma beleza estonteante. Também contou sobre a noite em que se conheceram e sobre a noite em que Davei havia nascido. Haviam dado aquele nome para a garota pois, traduzindo, significava "a amada" e eles queriam que ela soubesse que sempre seria amada. O mais interessante da história contada por ele era que, assim como Davei, a mãe também tinha o costume de observar as estrelas e gostava de sair de noite - apesar de que essa segunda coisa sempre estivera restringida a garota. O problema era que desde muito tempo já não conseguia mais demonstrar tantas coisas, talvez por ter aprendido a ocultar o que sentia de seus colegas de escola. Era mais introspectiva e, ao ouvir tudo o que o pai tinha a dizer, a única coisa que fez fora abraçá-lo.

Durante as férias escolares, Helioth se ofereceu a levar a filha até um acampamento, para que ela conhecesse pessoas novas e, assim, encontrasse novos ares e talvez alguma coisa diferente para fazer ao invés de ficar só em casa. Segundo ele, seria muito bom que ela fizesse amizades, mas o que realmente mexeu com os sentidos da menina fora a notícia que o "meio do mato" era um lugar melhor para enxergar as estrelas do que a cidade. Com aquele sorriso que morria sempre no momento em que surgia, aceitou a ideia do pai, entrando no carro e seguindo com ele até o local e, durante o caminho, relutante, começou a contar para ela sobre a vontade de sua mãe para que Davei visitasse o acampamento algum dia. Helioth parecia contrariado enquanto contava isso para a filha, mas continuava, dizendo que a garota iria gostar de conhecer um pouco dos gostos da mãe e que talvez esse fosse um jeito de ela se aproximar da lembrança da mulher. Assim, ao chegarem, apenas despediu-se do home, muito mais animada do que quando havia embarcado na viagem, afinal conheceria mais a respeito de sua mãe e, pegando suas coisas e seguindo em direção ao acampamento. Observando o pouco do que era possível ver na entrada, até que havia gostado, se quer saber, apesar de nunca admitir isso para ninguém.

Aquele acampamento não era comum quanto pareceu a ouvir de seu pai sobre ele. Na verdade, todos eles pareciam vir das suas pesquisas. Por uma estranha razão, Davei não se assustou quando viu um sátiro caminhando pelo acampamento. Na verdade, tentava convencer a si mesma de que aquilo que seus olhos viam eram apenas uma fantasia, mas seu subconsciente de algum jeito sabia que aquilo tudo era uma coisa real. Não saber como expressar o espanto com tudo fazia com que mantivesse a neutralidade. Foi quando um homem se aproximou dela, dizendo conhecer Helioth e que estava encarregado de instalá-la assim como apresentá-la ao acampamento e explicar de quê aquilo se tratava.

Passou uns dias conhecendo melhor o local, agora já convencida de que tudo aquilo era real. Seu pai havia lhe dito para fazer amizades, mas mesmo com as pessoas por ali sendo simpáticas, não era como se Davei conseguisse se enturmar. Na verdade, não ter sido reclamada a deixava ainda menos a vontade. Mas a vontade de conhecer melhor sobre sua mãe permanecia acesa. Será que ela havia feito parte do acampamento também? Isso ninguém sabia dizer, na verdade, mas não desistiria até descobrir.

Foi numa noite, recostada numa árvore e observando as estrelas, em que os pensamentos sobre toda a sua vida começaram a passar pela sua cabeça, seu amor pelas luzes noturnas e também a falta de ânimo para e enturmar com o resto do mundo chamado colegas de escola, a fizeram pensar bastante nas cartas que um dia leu sobre sua mãe, assim como a imagem que só se podia enxergar a paisagem noturna. Até mesmo ali, onde as pessoas não a conheciam como a garota sem mãe, também era difícil de encontrar amizades. Fora que era muito estranho que tivesse tantas semelhanças com a mãe mesmo tendo passado toda a sua vida ao lado do pai. Muito embora, saber dessas semelhanças faziam com que se sentisse mais completa, principalmente por saber que existia essa ligação entre sua mãe e a noite. Então, as dúvidas que surgiam em sua cabeça e que nunca eram respondidas, foram cessadas naquela única noite, quando um corvo brilhou sobre sua cabeça. Sua mãe era Nix, a personificação da noite. Davei, aquela garota saltitante e que sorria feliz por tudo, há muito já não era mais a mesma pessoa, e agora finalmente sabia o porquê.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 146-ExStaff em Dom 07 Out 2018, 23:11




Avaliação —  Davei Ulrich Hasret



Olá Davei! Devo dizer que não gostei muito do final da sua história. Além de uma narrativa bem clichê e já usada tantas vezes aqui no fórum que chega a estar desgastada, ficou um pouco confuso o motivo pelo qual Nix a reclamou como filha. Por que fizera naquele momento, e não antes? Por que a Davei saltitou de alegria sendo que poderia ter conhecido a mãe muitíssimo antes? Acho que você deve explorar um pouco essas questões e explicitar mais da relação da sua personagem com ela mesma. Infelizmente este é um teste considerado muito rigoroso, portanto terei que pedir para que tente mais uma vez! Não desista, saia da "caixinha" na hora que estiver escrevendo sua personagem, pois precisamos de semideuses de personalidade original, ainda mais entre os filhos de primordiais. Até a próxima!


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Eva Jones em Sab 13 Out 2018, 03:09


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo que minha personagem seja reclamada por Nyx, porque ela era a antiga mãe dessa conta (Antes do Reset) e, por isso, eu já tenho uma noção dos poderes da Deusa. Também acho que será mais fácil para narrar a personagem e crescer com ela em sua nova história.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Eva é uma garota um tanto quanto diferente das outras crianças do colégio, principalmente pelos fatos de ser a mais esguia de seu grupo de amigas e seu pai ser um tatuador conhecido de São Francisco. No que isso implica? Em seu aniversário de 15 anos ela recebeu uma rosa vermelha de presente... Nas Costas! Desde então cada mês parecia ter uma novidade na pele da menina, fazendo com que seu colo, braços e costas se encontrassem repletos de desenhos e símbolos gravados. O problema de Mark -seu pai- não era ser ruim no que fazia e sim ser viciado em seu trabalho, tanto que seu estúdio ficava nos fundos de um clube de motos. Mas Eva não se importava muito com aquilo, principalmente porque os desenhos combinavam com seu cabelo longo de corte repicado. Geralmente a menina o pintava com cores escuras como Azul ou Roxo, mas atualmente ele se encontrava todo Branco com a raiz Preta. Seus olhos castanho-escuros contrastavam com a sua pele clara.

Características Psicológicas: Eva sempre foi uma garota bem reservada, quieta e que preferia ficar em seu canto do que entrar no foco das atenções. O único problema era que sua pele tatuada chama atenção até demais e, com isso, acabava sofrendo perseguições nas escolas que frequentava. Seu pai nunca teve muito dinheiro e sua mãe parecia ter largado os dois para seguir com um grupo de motoqueiros que rodavam por todo o país, por esse motivo ela sempre estudou em escolas públicas. A educação não era o lado ruim, mas sim como seus colegas tratavam anormalidades como ela e, mesmo que Eva não se importasse em ser xingada, a menina nunca conseguia evitar entrar em uma briga quando seus Bulliers começavam a falar de seu pai, por isso detenções, suspensões e expulsões acabavam se tornando comuns em sua vida estudantil. Fazer amigos então era mais um problema, a troca frequente de escolas impossibilitavam que ela firmasse uma amizade concreta com qualquer outra criança e, com o tempo, ela passou a desistir de tentar dar esse primeiro passo. Com seu pai, no entanto, a garota não tinha nenhum problema, pois, mesmo com a falta de uma figura materna, ele nunca deixou de a educar, dar carinho, amor, atenção e permitir que ela fizesse várias coisas malucas, como pintar o cabelo.

— História do Personagem:

Era uma tarde quente de verão e Eva Jones se encontrava sentada em um banco isolado no fundo de um ônibus escolar com o cotovelo apoiado no parapeito da janela. Ela bocejava a cada minuto olhando entediada para a paisagem desértica que passava do lado de fora enquanto sua turma fazia uma algazarra generalizada no resto do veículo. Os alunos do segundo ano do ensino médio do Instituto Thomas Williams voltavam de um passeio à um museu de ossos em Wadsworth depois de um dia chato escutando seu professor de Ciências falar sobre dinossauros e antepassados.

Eva parecia ser a única que não estava participando das brincadeiras, o que chamou a atenção de dois garotos do terceiro ano que se encontravam alguns bancos à frente. Um deles era corpulento, baixinho e de um corte de cabelo muito curto, quase careca, enquanto o outro ela auto, dentuço, cheio de espinhas no rosto e com um cabelo liso e oleoso que lhe cobria a testa. O gordinho e carrancudo deu uma cotovelada no amigo e apontou para Eva, em seguida ele apanhou uma bola de papel, cuspiu na mesma e levantou bem seu braço flácido fazendo mira.

— Nem pense nisso Sr. Garcia! — O garoto se sobressaltou e deixou a bolinha cair na própria cabeça quando o professor de ciências apareceu ao seu lado, de pé no corredor do ônibus e com uma lista de presença nas mãos. — Em vez de gastar seu tempo incomodando a Srta. Jones, por que você não escreve logo o seu nome aqui antes que eu tenha que lhe mandar mais uma vez para a detenção?

Robert Dunkeld já deveria ter seus quase 50 anos de idade e outros tantos de trabalho como professor, era baixinho, barrigudo, possuía cabelos brancos e ralos, um vasto bigode da mesma cor e sempre usava camisas de botão por dentro da calça. Um típico professor exemplo que nenhum aluno gostava. O garoto fechou a cara e pegou a prancheta enquanto os outros a sua volta riam da situação. Eva Jones, por outro lado, nem chegou a perceber o ocorrido. O TDAH da garota fazia com que ela se importasse mais em contar árvores que passavam do lado de fora do que prestar atenção no que acontecia dentro do veículo.

Era incrível como a sua falta de atenção agia, em certos momentos ela ficava perdida em pensamentos bestas como contar coisas inúteis ou ficar um bom tempo perdida olhando para o vazio, mas em outros a menina parecia ter um sexto sentido para evitar acidentes. Como na vez em que a sua Hiperatividade a salvou quando um galho seco quase caiu em sua cabeça. Na ocasião ela tinha acabado de se levantar de um banco da praça da Alamo Square aonde estava sentada debaixo de um grande pinheiro esperando pai, apenas tinha ficado entediada e decidiu dar uma volta quando o objeto caiu fortemente causando um estrago bem grande ao assento.

— JONES! — Eva olha para o lado assustada e se depara com uma prancheta à poucos centímetros de seu nariz. — Está dormindo? Estou te chamando já tem tempo!! Dá pra você assinar logo a sua presença ou prefere tomar falta?

— Não... Tudo bem... — A garota responde ao seu professor quase de forma inaudível e pega a prancheta para assinar seu nome.

Estava terminando a última letra quando um estouro vindo do lado de fora do Ônibus fez o veículo dar um solavanco e, com isso, a menina acabou riscando uns quatro nomes à cima do dela.

"Droga..."

— MAS O QUE FOI ISSO? — O professor Dunkeld tentava falar mais auto do que a gritaria que os alunos começaram a fazer. Ele começou a se dirigir para a frente do Ônibus no mesmo instante em que o veículo começou a diminuir a velocidade. — PAREM DE GRITAR SUAS PESTES E VOLTEM AOS SEUS LUGARES. NÃO, NÓS NÃO VAMOS MORRER E MUITO MENOS SER ABDUZIDOS. SENHORITA KELLY SAIA DE BAIXO DE SEU BANCO!!

— Hmmm... — Eva segurava a lista de chamada completamente sem saber o que fazer.

"Okay..."

E, levando a prancheta consigo, Eva seguiu atrás de seu professor. O veículo parou antes que ela pudesse chegar no meio do caminho e, quando finalmente saiu, o professor Dunkeld conversava energicamente com o motorista.

— Como assim estourou? Você não tinha feito uma revisão antes de sair?

— Sim eu fiz, tenho certeza. — O pequeno motorista coçava a cabeça olhando por debaixo do boné vermelho que usava. — E devo ter passado em algum buraco ou então uma pedra na pista.

— Me dê uma notícia boa Thompson.

— Bom, os alunos vão precisar descer para eu poder trocar o pneu.

— Eu disse uma notícia boa! — E, virando-se para a porta do veículo, o professor dá de cara com a garota. — Jones! Eu não disse que vocês poderiam sair!

— Desculpe, é que o senhor esqueceu a sua prancheta comigo. — A menina mostrou o objeto.

— Ah... Tudo bem então, obrigado. E agora: JÁ PARA DENTRO... Não, não... Espera... PARA FORA! TODOS PARA FORA AGORA!

A algazarra foi geral, todos os alunos começaram a sair ao mesmo tempo se acotovelando, gritando e balburdiando bastante. A sorte do professor de Ciências foi que o local em que tinham parado era completamente vazio, apenas existia a estrada cortando aquela área desértica, dessa forma ele conseguia manter todos os alunos dentro de seu campo de visão.

— Okay senhoras e senhores, silencio... SILENCIO! — A maioria dos alunos parou para prestar atenção. — Até mesmo vocês já devem ter percebido que o pneu do nosso ônibus escolar estourou e, devido a esse contratempo, teremos que esperar o Sr. Thompson trocar o pneu estourado por um novo. MAS — Ele aumenta a voz para abafar o início de alvoroço entre os alunos. — Isso não é motivo para ficarmos aqui sem termos o que fazer, então farei um Teste Oral enquanto esperamos. — A reclamação dos alunos foi em uníssono. — ISSO MESMO! Isso mesmo. Agora me escutem, um ponto para quem me disser que tipo de rochas podemos encontrar neste solo.

• • •

Depois de incansáveis perguntas e muito tempo no Sol de fim de tarde, até o professor Dunkeld parecia entediado.

— Agora quem pode me falar uma característica dos cactos?

— Eles têm espinhos!? — Respondeu um dos garotos do primeiro ano seguido por risadas.

— Muito bem Leonard. E que tipo de animais existem nesta região?

— Búfalos!? — Eva respondeu quase que no automático, sem qualquer intenção.

— Búfalos? Claro que não Jones, aonde já se viu... — Mas o professor parou de falar quando percebeu que a garota olhava fixamente para o horizonte. Ele acompanhou a direção e pôde ver um enorme búfalo correndo ao longe. — Ham, curioso. Eles não são muito comuns por aqui, mas... Talvez tenham migrado, eu não sei.

— Hm... Professor!? — A garota continua.

— Sim? — O homem responde sem tirar os olhos do animal.

— Não teria nenhum perigo ficarmos aqui com aquele bicho à solta, né?

— Não seja ridícula, Búfalos não animais tranquilos que só atacam quando são ameaçados. Nem carnívoros eles são. Aquele animal provavelmente deve estar procurando seu bando.

Ao terminar de falar, o suposto búfalo que corria ao longe fez uma curva para a esquerda e começou a rumar na direção em que estavam. Provavelmente era um animal muito grande, pois levantava bastante poeira correndo e, mesmo distante, o seu corpanzil já assustava.

— Thompson... THOMPSON!? — O professor chamou pelo motorista sem tirar os olhos do animal.

— OI!! — Respondeu o rapaz do outro lado do Ônibus.

— Já acabou?

— Ainda não, por quê?

— Porque eu acho que não vamos ter muito tempo.

— HAM?

No mesmo instante os alunos começaram a entrar em desespero e o professor logo chamou a atenção para ele.

— PRA DENTRO TODO MUNDO! JÁ PARA O ÔNIBUS, ANDA ANDA ANDA!

E a confusão se generalizo: Alunos se empurrando, professor gritando, motorista reclamando e todos sem conseguir entender o que estava acontecendo. O Búfalo se aproximava em uma velocidade incrivelmente alta, o rastro de poeira que ele levantava chegava a tampar os raios do Sol, seu corpo era muito musculoso e ele corria em duas pernas.

"Espera aí, duas pernas?"

— JONES! Se afaste da janela AGORA! — Seu professor falava exasperado do meio dos alunos. — Eu não estou brincando mocinha, saia já daí e se abaixe! Vamos esperar que esse bicho vá embora sem no per...

Tarde demais, o impacto da investida do animal na lateral do Ônibus o arrastou alguns metros para o lado que, por sorte, não virou. Os chifres do bicho atravessaram a lataria ficando à vista do lado de dentro e o automotivo amassou o bastante para quase fazer com que duas cadeiras separadas pelo corredor do veículo se tocassem. Eva, que estava na janela, voou com o impacto junto com os cacos de vidro que se espalharam por todos os lados.

Eva estava tonta, tinha batido forte com a cabeça no outro lado do veículo antes de cair toda torta no vão do assento. Algumas crianças choravam, outras estavam encolhidas em estado de choque e o professor Robert estava desmaiado virado com o rosto para o chão. Os chifres grandes e afiados do animal recuaram lentamente se desprendendo da lataria do Ônibus.

— MUUUUUUUHHH — Um som gutural vindo do lado de fora fez vibrar o piso do veículo.

— Ai... — Um fio vermelho de sangue escorria da cabeça pela lateral do rosto da pequena Jones.

Eva, que estava caída entre os primeiros bancos do Ônibus, se virou ainda zonza e engatinhou na direção da saída do automotivo. Não fazia ideia do motivo de estar fazendo essa loucura já que do lado de fora estava o suposto animal agressivo, mas o seu TDAH gritava em sua cabeça para que ela se movesse, corresse, fugisse, se afastasse o máximo que pudesse daquele lugar de qualquer maneira. Ela então se movimenta até a porta e para espantada ao conseguir visão do agressor ao lado de fora: Era uma criatura humanoide metade homem e metade touro, tinha cerca de 3 metros de altura, um corpo muito musculoso com braços de homem, patas de boi e uma pelagem marrom o cobrindo por completo, uma cabeça bovina com chifres muito grandes e pontudos, um focinho esticado e uma argola prateada presa em seu nariz, algumas cicatrizes espalhadas no peitoral e nos braços e algumas tranças em seu cabelo marrom e comprido.

O monstro tomou distância lentamente, se inclinou para frente e começou a bater sua pata direita no chão como se fosse avançar novamente contra o Ônibus.

— MUUUUUUUHHH — Ele produziu mais uma vez o som animalesco com a sua garganta.

Nuvens escuras e carregadas tomaram o céu.

— AEEEEOOOO SILVEEEEER — Uma voz ecoou segundos antes de um raio cair bem na criatura produzindo um clarão seguido de um forte 'CRACK'. A eletricidade foi tamanha que fez os pelos no braço de Eva se arrepiarem.

Quando os olhos da garota voltaram a enxergar, o homem-touro se debatia dando pinotes de um lado para o outro tentando se livrar de alguma coisa em suas costas.

— OOOOOOH, CALMA MIMOSA! CAAAAALMA! — A mesma voz de antes, só que agora vinha de um garoto que se agarrava nas costas do animal.

Ele tinha cabelos loiros e curtos, usava calça jeans, uma camiseta laranja, uma jaqueta de couro preta e aparentava ser apenas poucos anos mais velho que ela. O rapaz tinha enrolado uma corda dourada nos chifres do monstro e a segurava firmemente com a mão esquerda enquanto, com a direita, ele portava uma espada prateada. O animal tentava desesperadamente alcançar o garoto com as mãos, mas, curiosamente, o tamanho de seu corpo musculoso impedia que ele mal alcançasse seus próprios ombros. Seria um azar do destino ou astúcia do rapaz ao utilizar um suposto ponto fraco de seu adversário?

A luta durou pouco mais do que 5 segundos e terminou com o monstro caindo de cara no chão após um corte rápido de espada em sua nuca. Eva olhava boquiaberta para tudo aquilo e ficou ainda mais assustada quando o bicho começou a se desfazer em um pó dourado e o seu suposto salvador se aproximou caminhando calmamente em sua direção.

— Você é Eva? — Ele parou próximo da garota que concordou lentamente com um movimento de cabeça. — Perfeito... Eu me chamo George. — O garoto fez um movimento com a mão esquerda enrolando sua corda dourada no braço a fazendo se transformar magicamente em uma pulseira. Em seguida ele estendeu a mesma mão para a menina de forma educada.

Eva segurou em sua mão e aceitou a ajuda para descer os degraus do Ônibus de forma que pudesse ficar de pé do lado de fora.

— Então Eva — Ele era bem mais alto que ela. — Eu fui enviado em uma missão que consiste em te buscar, mas acho que você está melhor aqui. — O garoto ironizou e depois riu da própria piada enquanto ela permaneceu séria. — Não, tô brincando. Deixe-me perguntar: Você já andou de cavalo?

George deu as costas e começou a se afastar. A garota se viu completamente confusa e acabou precisando correr atrás dele.

— Espere! — Ela o segurou pelo ombro. — Do que você está falando? O que foi isso que acabou de acontecer? Eu não estou entendendo nada.

O loiro abriu um sorriso.

— Relaxe Eva, tudo será explicado logo, mas não aqui. — George sacudiu sua espada a transformando em uma caneta Bic azul. — Não estamos seguros neste lugar, como você pôde ver. A única coisa que eu lhe peço é que confie em mim. Então, você já andou de cavalo?

Eva ficou alguns bons segundos pensando o que deveria fazer. Poderia dar as costas e fingir que nada aconteceu ou correr e gritar por ajuda, poderia se beliscar e descobrir que tudo aquilo era um sonho ou desmaiar e ver em que hospital psiquiatra acordaria. Infinitas opções, mas nenhuma a fazia entender o que significava tudo aquilo que ela acabara de vivenciar. Por fim ela negou sacudindo a cabeça.

— Hm... Tudo bem, você pode se segurar em mim então.

Se antes ela não tinha entendido a frase do garoto, agora mesmo que Eva ficou completamente confusa.

George se virou, colocou dois dedos na boca e soltou um assobio alto e contínuo. O garoto repetiu umas duas vezes o som agudo até que um relinchar misturado com batidas de asas puderam ser ouvidos ao longe. Uma sombra apareceu percorrendo por entre as nuvens como se viesse na direção dos garotos e, descendo cada vez mais, ela acabou se revelando em um enorme Pégaso branco.

O cavalo alado pousou na frente de George sacudindo sua crina e encolhendo as asas. O garoto, habilmente, subiu no animal e logo estendeu uma mão para ajudar a pequena Jones.

— Vamos Eva?

A garota, relutante, estendeu a mão em resposta e subiu no animal com certa dificuldade.

• • •

O resto do dia se mostrou ser uma enorme mudança da vida de Eva: Além de descobrir que era uma semideusa, ela também conheceu um acampamento feito única e exclusivamente para abrigar adolescentes que eram assim como ela, filhos de Deuses do Olimpo. Era um lugar enorme e muito bonito que nunca tinha visto igual. Existiam estábulos, forjas, um pavilhão de jantar enorme, vários campos de treinamento e até mesmo uma parede para escaladas. Porém, de tudo o que lhe apresentaram, o que mais encantou a garota foram os Chalés. Cada Deus tinha o seu próprio chalé aonde seus respectivos filhos poderiam dormir. A grande maioria, inclusive, estava bem cheio.

George também lhe contou sobre os jantares, aonde existe a tradição de que cada campista deve oferecer parte de sua própria comida aos Deuses.

— Normalmente as reclamações acontecem nessa hora.

— Reclamações? — Eva perguntou curiosa.

— Sim, quando os novos campistas descobrem quem são os seus pais. Faz parte de um antigo trato feito conosco e eles nunca deixaram de cumprir tal acordo. Então, se tudo der certo, saberemos ainda hoje quem é a sua mãe.

George dava um sorriso animador para Sarah que começava a se sentir um pouco mais tranquila.

O dia terminou com um enorme banquete em volta da fogueira e com um símbolo em formato de triângulo todo estrelado e com uma Lua crescente em seu topo pairando sobre a cabeça de Sarah, significando que Nyx era sua mãe. Depois de aplausos e saudações, George se aproxima para a cumprimentar.

— Muito bem filha de Nyx, você está segura agora. Esse lugar irá te treinar para que você fique forte. Aqui você terá apoio, fará novos amigos, planejará seu futuro e trilhará o seu próprio caminho. Seja bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue!

Naquela noite, até a lua parecia sorrir para Eva.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Dionísio em Sab 13 Out 2018, 14:37




Avaliação —  Eva Jones



Eva, olá. Parabéns por sua PP. Uma paixão, diga-se de passagem.
Vamos lá, quero dizer que amei toda a sua narrativa! É uma história muito interessante, curiosa, e que mostra bem quais são os aspectos principais da personagem. Realmente, fiquei interessado de início ao fim. O lado triste dela, Eva, é que a deusa Nyx é avaliada com muita rigorosidade e, infelizmente, pude contabilizar vários erros. Vamos lá:

O primeiro aspecto, que foi um erro constante ao longo de toda ficha, é a frequente utilização de letras maiúsculas em substantivos que não são nomes próprios, por exemplo, nas situações abaixo. A palavra “ônibus” aparece praticamente todas as vezes com a primeira letra maiúscula, o que me faz perguntar se isso é decorrente de algum corretor seu:
@Eva Jones escreveu: “Geralmente a menina o pintava com cores escuras como Azul ou Roxo, mas atualmente ele se encontrava todo Branco com a raiz Preta. Seus olhos castanho-escuros contrastavam com a sua pele clara.”

“Como na vez em que a sua Hiperatividade a salvou quando um galho seco quase caiu em sua cabeça.”

“Eva, que estava caída entre os primeiros bancos do Ônibus, se virou ainda zonza e engatinhou na direção da saída do automotivo.”

O segundo aspecto que preciso apontar é a não utilização da vírgula em muitas frases, que por não possuírem pausa, tornam-se difíceis de ler e até perdem seu sentido principal. Este também é um erro que ocorreu com alguma frequência, mas parece ter sido corrigido da metade para o final de sua história.
@Eva Jones escreveu: “Os alunos do segundo ano do ensino médio do Instituto Thomas Williams voltavam de um passeio à um museu de ossos em Wadsworth depois de um dia chato escutando seu professor de Ciências falar sobre dinossauros e antepassados.”
Esta frase poderia ter sido pontuada da seguinte forma, tornando-se mais leve e fácil de ler:
Ciclano escreveu: “Os alunos do segundo ano do ensino médio, do Instituto Thomas Williams, voltavam de um passeio à um museu de ossos em Wadsworth, depois de um dia chato escutando seu professor de Ciências falar sobre dinossauros e antepassados.”
O último aspecto é a aparição de um nome estranho em sua ficha:
@Eva Jones escreveu: “George dava um sorriso animador para Sarah que começava a se sentir um pouco mais tranquila.”
Não sei se isso decorre de uma desatenção, se reaproveitou uma outra história ou se pretendes mudar o nome da personagem. Não pude identificar uma história semelhante a esta, de modo que não está sendo considerada plágio. Apenas sugiro corrigir este detalhe, tudo bem?

Com exceção destes pequenos erros, porque são pequenos, fáceis de se corrigir com uma nova leitura, sua ficha está incrível e muito prazerosa de se ler. Por favor, não desanime agora, corrija o que te foi mostrado, e tenho certeza que logo será aceita!
Boa sorte!

Resultado


Reprovada como filha de Nyx;


ATUALIZADO




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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Ravenna Kowalczyk Schmidt em Sab 13 Out 2018, 17:24


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Quero ser uma cria de Nyx, ela é uma deusa diferente por ser primordial e nunca joguei com uma filha dela antes, então decidi criar uma trama que vai me obrigar a fazer as coisas "fora da caixinha". Eu criei a personagem pensando nos atributos da noite, como a serenidade, o mistério e um quê que acho que a noite possui que não consigo explicar bem, mas que será desenvolvido ao longo da trama, então Nyx é perfeita pro que eu venho planejando aqui.

— Perfil do Personagem:

- Características Físicas: Ravenna tem pele branca aveludada e macia, tão bem cuidada que parece reluzir sob a luz, assim como os fios de seus longos cabelos, que são literalmente dourados, deixando os olhos penetrantemente azul-acinzentados bem marcados, ainda mais com a maquiagem que usa - com um delineador bem escuro -. Os lábios bem desenhados são naturalmente rosados e delicados, diferenciando-se do nariz, bem demarcado dando-a uma constante expressão de imponência, completada por sua altura, com seus 1,77m. Apesar de não ser musculosa, tem o corpo bem proporcionado, com pernas e braços longos e mãos firmes de mulher.

- Características Psicológicas: Influenciada por sua aparência sempre bela e requintada, Ravenna gosta de ser adjetivada como uma Mulher. Ela sente a força que a palavra traz e em sua mente, ela representa exatamente o que espera-se de uma mulher: Alguém decidida e firme, que conhece seus desejos mais íntimos e não se coloca em posição submissa. Ravenna gosta de sorrir e demonstrar segurança, e quando fala, o som da própria voz sempre lhe dá o prazer de saber que ela está sendo precisa e clara em todas as suas intenções. Apesar de prezar pela honestidade, a mulher sabe muito bem quando esconder os pensamentos e tende a agir apenas quando sabe que será seguro, entendendo que em um mundo que não é preto e branco, nem sempre as coisas são o que parecem e as vezes é melhor deixar informações de fora para preservar a sanidade dos próximos.

— História do Personagem:

2008

Ravenna baixou a mão, largando a pena que segurava, deixando-a repousar sobre a mesa de madeira escura ao lado do pedaço de papel agora preenchido com a tinta preta que gastara do tinteiro ali disponível e releu o que escrevera em silêncio com os olhos baixos sob a luz amarela da lamparina. Um sorrisinho ameaçou se formar no canto direito da boca da mulher, mas ela se conteve. Sabia que mesmo em sua certeza, estava cometendo um ato hediondo e não podia dar-se ao luxo de sorrir, era preciso cautela ao agir agora.

Quem ela estava querendo enganar? Em todos esses anos a filha da noite sempre precisou agir com cautela. E todos os seus atos levaram-a até aquele momento na escura biblioteca em uma fatídica noite de dezembro...

2000

Era o sétimo ano de Ravenna no acampamento. Ela adorava passar os verões ali, mas não escondia seu desprezo por estar presa ao chalé de Hermes desde o dia em que chegara. Todos os verões eram praticamente a mesma coisa: Chegava no acampamento, via vários de seus colegas sendo clamados pelos pais, com coloridos símbolos brilhantes sobre suas cabeças após algum ato de reconhecimento enquanto ela não tinha ideia de quem era sua mãe divina, apesar de conhecer muito bem o pai humano.

Isso não impedia-a de dominar a arte de lutas com arco e flechas na arena de treinos ou então de ser uma exímia artesã quando passava suas horas criando esculturas de argila no salão de artes. Demonstrava-se também uma ótima estrategista ao sempre participar dos eventos de Caça-Bandeira, sendo essa a sua atividade preferida. Lá, ela conseguia entrar em contato com a natureza mais do que em qualquer outro momento de suas estadias no acampamento. Ela podia se esgueirar entre árvores, escalar, lutar mesmo em terrenos escorregadios e, mesmo quando era derrotada ou se via caindo rolando da colina, ela sorria, pois estava verdadeiramente feliz.

A vitória, claro, era sempre seu objetivo. Queria mostrar que todos os anos de treinamento e aprendizagem valiam a pena, ela não era um peso morto. Desde que se reconhecera como uma semideusa, seu principal objetivo no Acampamento Meio-Sangue foi provar-se digna dessa bênção que era sua vida para os deuses.

Até aquela noite.

1993

Ravenna podia dizer como toda a certeza que seu pai estava descontente. Desde que recebera a misteriosa visita de uma moça cerca de um mês antes, o sempre alegre e despreocupado Leroy tornou-se um homem cauteloso e, Ravenna ousava, amedrontado. Ela nunca vira o pai ter medo de nada, uma vez que Leroy sempre foi o homem que moldou a garota para se orgulhar de quem era e nunca duvidar das coisas, porque ela era especial, porque ela podia construir a própria vida como ela quisesse, assim como ele o fez vários anos antes, quando sobrevivera cinco anos nos campos de concentração alemães, desde seu nascimento em 1940. As sequelas daquilo a garota nunca saberia, uma vez que o pai jamais tocara no assunto. Mas ela sabia que estavam lá. E, ao invés de Leroy usar isso para se sentir mal, cresceu saudável e tornou-se um homem bom, tornando-se, mais tarde, membro da agência de inteligência alemã. Sim, o homem fizera as pazes com o país que matou seus pais. E isso inspirava a garota todos os dias, afinal, se o próprio pai podia perdoar e trabalhar - e viver - junto daqueles que o tornaram prisioneiro desde seu nascimento, ela poderia também conseguir qualquer coisa, desde que estivesse disposta a abraçar a causa.

Portanto, quando desceram do carro no aeroporto, o coração de Ravenna retumbava dentro da caixa torácica por estar se mudando para os Estados Unidos sozinha. Ou melhor, por estar indo passar as férias de verão na América. E não estaria realmente sozinha. Ela iria para um acampamento, um lugar seguro. Um lugar onde ela poderia conhecer outras pessoas com histórias fantásticas e, segundo o que Leroy lhe dissera, onde ela poderia conhecer sua mãe. Foi o que a moça lhe havia dito, ele explicou. Ela conhecia a mãe de Ravenna e sabia que o acampamento era o lugar certo para a menina. Foi isso que convenceu Leroy, ela sabia. O homem nunca falava da genitora para a filha, que sempre assumiu ser por luto ou melancolia. Ela sabia que a mãe não estava morta, mas essa era toda a informação que teve durante seus treze anos de existência.

Por isso, mesmo transtornado, o pai concordou em mandar a filha para a América, onde a moça a levaria até o tão esperado acampamento.

2000

Grande parte dos campistas já haviam desistido, em amos os lados. Ravenna não. Ela era uma das poucas restantes no Time Vermelho que não havia sido incapacitada ou então desistido de conseguir a bandeira azul. Faltava muito pouco para ela conseguir, e a fogueira ao longe era a única coisa que brilhava no acampamento além da lua e as estrelas. Como sempre o céu estava limpo, e só por isso a atividade não fora suspensa - a pedido dos semideuses restantes, uma vez que Quíron já havia anunciando uma pausa para o jogo.

À noite, Ravenna sentia que era muito mais divertido, já que o elemento surpresa era o próprio ambiente. Ela não sabia quando ou se seria atacada, e também não fazia ideia de quando ou se poderia atacar também.

Abaixada entre arbustos, a jovem estava com o arco e uma flecha prontos para o caso de precisar atacar e, dando alguns passos para frente, deteve-se uma passada antes de pisar em uma armadilha, que destravou com a flecha em sua mão. A rede suspendeu-se vazia enquanto a corda que a puxou pra cima fez o barulho comum de estar raspando nos galhos. O que não foi comum foi o grito que acompanhou o raspar da corda. Ravenna virou-se de imediato, pronta para mirar em um semideus do Time Azul, mas seu cérebro processou o que estava acontecendo antes pelo feliz reflexo da lua no metal que caia.

O rapaz do time adversário havia ficado preso pela corda que enrolou-se em seu pé e a espada que outrora estivera em sua mão, agora caía com a ponta da lâmina na direção do rosto do rapaz. Ravenna sabia que o certo seria atingir a arma com uma flecha para desviá-la, mas no pânico, seu pensamento foi que talvez só acertaria o cabo da arma, fazendo-a cair de lado e decapitar o menino. Quando se deu por si, Ravenna já havia largado seu arco e estava no ar depois de um salto para interceptar a lâmina com as próprias mãos.

Ela nem ao menos sentiu o metal frio contra a pele ou então o tombo das costas contra o chão, arrancando-lhe o ar dos pulmões. Naquele momento, ela nem mesmo sentiu o corte do metal afiado contra suas palmas, fincando-se mais fundo quando ela segurou a espada mais forte. A adrenalina era demais para que ela sentisse qualquer coisa, e o TDAH e a Dislexia a faziam não compreender tudo que se passava até que a situação já estivesse acabada.

Soltando a lâmina, finalmente percebendo que estava sangrando, ela limitou-se a gemer de dor. Não por querer demonstrar força e não gritar, mas pelo simples fato de que não tinha ar suficiente para liberar em um grito. A pressão sobre os pulmões diminuiu depois de alguns segundos. Sua queda não fora tão grande. Quando o fluxo de adrenalina passou, Ravenna conseguiu compreender exatamente o que estava acontecendo. A árvore não estava tão longe dela quanto pensou, o rapaz estava a salvo, e ela não caiu de uma altura tão grande, já que seu pulo fora apenas o suficiente para interceptar a espada, alguns centímetros acima do rapaz.

Pouco importando-se com a dor, Ravenna estava sinceramente aliviada de ter conseguido salvar o garoto. E pelo que parecia, ele também. Enquanto tentava se soltar da corda, não parava de agradecê-la. E poucos momentos depois Quíron e os outros campistas mais próximos chegaram para prestar socorro aos dois. Foi ao se levantar que Ravenna ficou conhecida então como a filha da noite, com o corvo azul de Nyx brilhando sobre sua cabeça.

Sete anos. A garota levou sete anos para ser reconhecida pela mãe. Mas naquele momento ela soube que valeu a pena, pois fora reclamada em um momento puro. Ravenna não estava buscando glória ou tentando se provar perante os deuses. Não pensava em como ela sempre via outros semideuses sendo reclamados, ela apenas viu o perigo e correu em ajuda de alguém que precisava. Porque quis, porque sabia que podia e o fez. Sua mãe estava procurando um momento oportuno onde ela realmente se mostraria digna.

Obs:
Existem uns gaps na história, eu estou ciente disso. Eles fazem parte da trama que eu quero desenvolver enquanto jogo. Aqui limitei-me a escrever apenas o essencial para causar aquela pontinha de curiosidade onde as partes faltantes da trama serão adicionadas aos poucos.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por 146-ExStaff em Dom 14 Out 2018, 10:19




Avaliação —   Ravenna Kowalczyk Schmidt


Ravenna, acabei ficando por minutos encarando a tela e pensando se aprovava ou reprovava sua ficha. Por fim, decidi que, pela dificuldade desse teste, dúvidas não são aceitáveis.

Eu entendo o que tentou fazer com a narração e acho interessante, porém não sei se você conseguiu expor exatamente o que estava planejando. Lembre sempre que na sua cabeça as coisas estão perfeitamente organizadas e coerentes, mas o leitor não sabe nada sobre sua personagem e a história dela. Compreendo também o mistério que tentou deixar na ficha, mas ao invés de curiosidade trouxe confusão.

Outra coisa é importante salientar: você começará no RPG como nível 1, o que faz com que sua personagem seja destreinada assim como os demais novatos. Você pode expor em sua ficha que, no futuro, ela será uma exímia arqueira; mas ao momento em que você começar suas narrações, não.

Oriento que reorganize um pouco seu texto, pois os elementos dele estão bons (momento de reclamação está ótimo). Sinto muito, mas com uma avaliação muito rigorosa não posso aprová-la sendo que não fui completamente convencida de sua ficha. Tente novamente, ficarei feliz em reavaliá-la!


Resultado


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Eva Jones em Ter 16 Out 2018, 00:10

Adendos:
1º - Retirei as letras em maiúsculo no início de algumas palavras conforme apontado. Eu tenho essa mania de fazer isso as vzs quando quero dar ênfase em algum ponto importante, perdão...

2º - Arrumei as vírgulas no trecho apontado.

3º - Editei o nome "Sarah" para "Eva" conforme solicitado. Isso acabou acontecendo pois estava utilizando parte do início e do final da ficha de uma outra personagem minha, de outro fórum, para servir de inspiração para criar essa personagem aqui, então acabei confundindo o nome no final. Se precisarem de mais informações sobre isso podem me enviar MP.


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo que minha personagem seja reclamada por Nyx, porque ela era a antiga mãe dessa conta (Antes do Reset) e, por isso, eu já tenho uma noção dos poderes da Deusa. Também acho que será mais fácil para narrar a personagem e crescer com ela em sua nova história.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Eva é uma garota um tanto quanto diferente das outras crianças do colégio, principalmente pelos fatos de ser a mais esguia de seu grupo de amigas e seu pai ser um tatuador conhecido de São Francisco. No que isso implica? Em seu aniversário de 15 anos ela recebeu uma rosa vermelha de presente... Nas costas! Desde então cada mês parecia ter uma novidade na pele da menina, fazendo com que seu colo, braços e costas se encontrassem repletos de desenhos e símbolos gravados. O problema de Mark -seu pai- não era ser ruim no que fazia e sim ser viciado em seu trabalho, tanto que seu estúdio ficava nos fundos de um clube de motos. Mas Eva não se importava muito com aquilo, principalmente porque os desenhos combinavam com seu cabelo longo de corte repicado. Geralmente a menina o pintava com cores escuras como azul ou roxo, mas atualmente ele se encontrava todo branco com a raiz preta. Seus olhos castanho-escuros contrastavam com a sua pele clara.

Características Psicológicas: Eva sempre foi uma garota bem reservada, quieta e que preferia ficar em seu canto do que entrar no foco das atenções. O único problema era que sua pele tatuada chama atenção até demais e, com isso, acabava sofrendo perseguições nas escolas que frequentava. Seu pai nunca teve muito dinheiro e sua mãe parecia ter largado os dois para seguir com um grupo de motoqueiros que rodavam por todo o país, por esse motivo ela sempre estudou em escolas públicas. A educação não era o lado ruim, mas sim como seus colegas tratavam anormalidades como ela e, mesmo que Eva não se importasse em ser xingada, a menina nunca conseguia evitar entrar em uma briga quando seus bulliers começavam a falar de seu pai, por isso detenções, suspensões e expulsões acabavam se tornando comuns em sua vida estudantil. Fazer amigos então era mais um problema, a troca frequente de escolas impossibilitavam que ela firmasse uma amizade concreta com qualquer outra criança e, com o tempo, ela passou a desistir de tentar dar esse primeiro passo. Com seu pai, no entanto, a garota não tinha nenhum problema, pois, mesmo com a falta de uma figura materna, ele nunca deixou de a educar, dar carinho, amor, atenção e permitir que ela fizesse várias coisas malucas, como pintar o cabelo.

— História do Personagem:

Era uma tarde quente de verão e Eva Jones se encontrava sentada em um banco isolado no fundo de um ônibus escolar com o cotovelo apoiado no parapeito da janela. Ela bocejava a cada minuto olhando entediada para a paisagem desértica que passava do lado de fora enquanto sua turma fazia uma algazarra generalizada no resto do veículo. Os alunos do segundo ano do ensino médio, do Instituto Thomas Williams, voltavam de um passeio à um museu de ossos em Wadsworth, depois de um dia chato escutando seu professor de ciências falar sobre dinossauros e antepassados.

Eva parecia ser a única que não estava participando das brincadeiras, o que chamou a atenção de dois garotos do terceiro ano que se encontravam alguns bancos à frente. Um deles era corpulento, baixinho e de um corte de cabelo muito curto, quase careca, enquanto o outro ela auto, dentuço, cheio de espinhas no rosto e com um cabelo liso e oleoso que lhe cobria a testa. O gordinho e carrancudo deu uma cotovelada no amigo e apontou para Eva, em seguida ele apanhou uma bola de papel, cuspiu na mesma e levantou bem seu braço flácido fazendo mira.

— Nem pense nisso Sr. Garcia! — O garoto se sobressaltou e deixou a bolinha cair na própria cabeça quando o professor de ciências apareceu ao seu lado, de pé no corredor do ônibus e com uma lista de presença nas mãos. — Em vez de gastar seu tempo incomodando a Srta. Jones, por que você não escreve logo o seu nome aqui antes que eu tenha que lhe mandar mais uma vez para a detenção?

Robert Dunkeld já deveria ter seus quase 50 anos de idade e outros tantos de trabalho como professor, era baixinho, barrigudo, possuía cabelos brancos e ralos, um vasto bigode da mesma cor e sempre usava camisas de botão por dentro da calça. Um típico professor exemplo que nenhum aluno gostava. O garoto fechou a cara e pegou a prancheta enquanto os outros a sua volta riam da situação. Eva Jones, por outro lado, nem chegou a perceber o ocorrido. O TDAH da garota fazia com que ela se importasse mais em contar árvores que passavam do lado de fora do que prestar atenção no que acontecia dentro do veículo.

Era incrível como a sua falta de atenção agia, em certos momentos ela ficava perdida em pensamentos bestas como contar coisas inúteis ou ficar um bom tempo perdida olhando para o vazio, mas em outros a menina parecia ter um sexto sentido para evitar acidentes. Como na vez em que a sua hiperatividade a salvou quando um galho seco quase caiu em sua cabeça. Na ocasião ela tinha acabado de se levantar de um banco da praça da Alamo Square aonde estava sentada debaixo de um grande pinheiro esperando pai, apenas tinha ficado entediada e decidiu dar uma volta quando o objeto caiu fortemente causando um estrago bem grande ao assento.

— JONES! — Eva olha para o lado assustada e se depara com uma prancheta à poucos centímetros de seu nariz. — Está dormindo? Estou te chamando já tem tempo! Dá pra você assinar logo a sua presença ou prefere tomar falta?

— Não... Tudo bem... — A garota responde ao seu professor quase de forma inaudível e pega a prancheta para assinar seu nome.

Estava terminando a última letra quando um estouro vindo do lado de fora do Ônibus fez o veículo dar um solavanco e, com isso, a menina acabou riscando uns quatro nomes à cima do dela.

"Droga..."

— MAS O QUE FOI ISSO? — O professor Dunkeld tentava falar mais auto do que a gritaria que os alunos faziam. Ele começou a se dirigir para a frente do Ônibus no mesmo instante em que o veículo diminuía a velocidade. — PAREM DE GRITAR SUAS PESTES E VOLTEM AOS SEUS LUGARES. NÃO, NÓS NÃO VAMOS MORRER E MUITO MENOS SER ABDUZIDOS. SENHORITA KELLY SAIA DE BAIXO DE SEU BANCO!

— Hmmm... — Eva segurava a lista de chamada completamente sem saber o que fazer.

"Okay..."

E, levando a prancheta consigo, Eva seguiu atrás de seu professor. O veículo parou antes que ela pudesse chegar no meio do caminho e, quando finalmente saiu, o professor Dunkeld conversava energicamente com o motorista.

— Como assim estourou? Você não tinha feito uma revisão antes de sair?

— Sim eu fiz, tenho certeza. — O pequeno motorista coçava a cabeça olhando por debaixo do boné vermelho que usava. — Devo ter passado em algum buraco ou então uma pedra na pista.

— Me dê uma notícia boa Thompson.

— Bom, os alunos vão precisar descer para eu poder trocar o pneu.

— Eu disse uma notícia boa! — E, virando-se para a porta do veículo, o professor dá de cara com a garota. — Jones! Eu não disse que vocês poderiam sair!

— Desculpe, é que o senhor esqueceu a sua prancheta comigo. — A menina mostrou o objeto.

— Ah... Tudo bem então, obrigado. E agora: JÁ PARA DENTRO... Não, não... Espera... PARA FORA! TODOS PARA FORA AGORA!

A algazarra foi geral, todos os alunos começaram a sair ao mesmo tempo se acotovelando, gritando e balburdiando bastante. A sorte do professor de Ciências foi que o local em que tinham parado era completamente vazio, apenas existia a estrada cortando aquela área desértica, dessa forma ele conseguia manter todos os alunos dentro de seu campo de visão.

— Okay senhoras e senhores, silencio... SILENCIO! — A maioria dos alunos parou para prestar atenção. — Até mesmo vocês já devem ter percebido que o pneu do nosso ônibus escolar estourou e, devido a esse contratempo, teremos que esperar o Sr. Thompson trocar o pneu estourado por um novo. MAS — Ele aumenta a voz para abafar o início de alvoroço entre os alunos. — Isso não é motivo para ficarmos aqui sem termos o que fazer, então farei um teste oral enquanto esperamos. — A reclamação dos alunos foi em uníssono. — ISSO MESMO! Isso mesmo. Agora me escutem, um ponto para quem me disser que tipo de rochas podemos encontrar neste solo.

• • •

Depois de incansáveis perguntas e muito tempo no Sol de fim de tarde, até o professor Dunkeld parecia entediado.

— Agora quem pode me falar uma característica dos cactos?

— Eles têm espinhos!? — Respondeu um dos garotos do primeiro ano seguido por risadas.

— Muito bem Leonard. E que tipo de animais existem nesta região?

— Búfalos!? — Eva respondeu quase que no automático, sem qualquer intenção.

— Búfalos? Claro que não Jones, aonde já se viu... — Mas o professor parou de falar quando percebeu que a garota olhava fixamente para o horizonte. Ele acompanhou a direção e pôde ver um enorme búfalo correndo ao longe. — Ham, curioso. Eles não são muito comuns por aqui, mas... Talvez tenham migrado, eu não sei.

— Hm... Professor!? — A garota continua.

— Sim? — O homem responde sem tirar os olhos do animal.

— Não teria nenhum perigo ficarmos aqui com aquele bicho à solta, né?

— Não seja ridícula, Búfalos não animais tranquilos que só atacam quando são ameaçados. Nem carnívoros eles são. Aquele animal provavelmente deve estar procurando seu bando.

Ao terminar de falar, o suposto búfalo que corria ao longe fez uma curva para a esquerda e começou a rumar na direção em que estavam. Provavelmente era um animal muito grande, pois levantava bastante poeira correndo e, mesmo distante, o seu corpanzil já assustava.

— Thompson... THOMPSON!? — O professor chamou pelo motorista sem tirar os olhos do animal.

— OI!! — Respondeu o rapaz do outro lado do Ônibus.

— Já acabou?

— Ainda não, por quê?

— Porque eu acho que não vamos ter muito tempo.

— HAM?

No mesmo instante os alunos começaram a entrar em desespero e o professor logo chamou a atenção para ele.

— PRA DENTRO TODO MUNDO! JÁ PARA O ÔNIBUS, ANDA ANDA ANDA!

E a confusão se generalizo: Alunos se empurrando, professor gritando, motorista reclamando e todos sem conseguir entender o que estava acontecendo. O Búfalo se aproximava em uma velocidade incrivelmente alta, o rastro de poeira que ele levantava chegava a tampar os raios do Sol, seu corpo era muito musculoso e ele corria em duas pernas.

"Espera aí, duas pernas?"

— JONES! Se afaste da janela AGORA! — Seu professor falava exasperado do meio dos alunos. — Eu não estou brincando mocinha, saia já daí e se abaixe! Vamos esperar que esse bicho vá embora sem nos per...

Tarde demais, o impacto da investida do animal na lateral do Ônibus o arrastou alguns metros para o lado que, por sorte, não virou. Os chifres do bicho atravessaram a lataria ficando à vista do lado de dentro e o automotivo amassou o bastante para quase fazer com que duas cadeiras separadas pelo corredor do veículo se tocassem. Eva, que estava na janela, voou com o impacto junto com os cacos de vidro que se espalharam por todos os lados.

Eva estava tonta, tinha batido forte com a cabeça no outro lado do veículo antes de cair toda torta no vão do assento. Algumas crianças choravam, outras estavam encolhidas em estado de choque e o professor Robert se encontrava desmaiado com o rosto virado para o chão. Os chifres grandes e afiados do animal recuaram lentamente se desprendendo da lataria do Ônibus.

— MUUUUUUUHHH — Um som gutural vindo do lado de fora fez vibrar o piso do veículo.

— Ai... — Um fio vermelho de sangue escorria da cabeça pela lateral do rosto da pequena Jones.

Eva, que estava caída entre os primeiros bancos do Ônibus, se virou ainda zonza e engatinhou na direção da saída do automotivo. Não fazia ideia do motivo de estar fazendo essa loucura já que do lado de fora estava o suposto animal agressivo, mas o seu TDAH gritava em sua cabeça para que ela se movesse, corresse, fugisse, se afastasse o máximo que pudesse daquele lugar de qualquer maneira. Ela então se movimenta até a porta e para espantada ao conseguir visão do agressor ao lado de fora: Era uma criatura humanoide metade homem e metade touro, tinha cerca de 3 metros de altura, um corpo muito musculoso com braços de homem, patas de boi e uma pelagem marrom o cobrindo por completo, uma cabeça bovina com chifres muito grandes e pontudos, um focinho esticado e uma argola prateada presa em seu nariz, algumas cicatrizes espalhadas no peitoral e nos braços e algumas tranças em seu cabelo marrom e comprido.

O monstro tomou distância lentamente, se inclinou para frente e começou a bater sua pata direita no chão como se fosse avançar novamente contra o Ônibus.

— MUUUUUUUHHH — Ele produziu mais uma vez o som animalesco com a sua garganta.

Nuvens escuras e carregadas tomaram o céu.

— AEEEEOOOO SILVEEEEER — Uma voz ecoou segundos antes de um raio cair bem na criatura produzindo um clarão seguido de um forte 'CRACK'. A eletricidade foi tamanha que fez os pelos no braço de Eva se arrepiarem.

Quando os olhos da garota voltaram a enxergar, o homem-touro se debatia dando pinotes de um lado para o outro tentando se livrar de alguma coisa em suas costas.

— OOOOOOH, CALMA MIMOSA! CAAAAALMA! — A mesma voz de antes, só que agora vinha de um garoto que se agarrava nas costas do animal.

Ele tinha cabelos loiros e curtos, usava calça jeans, uma camiseta laranja, uma jaqueta de couro preta e aparentava ser apenas poucos anos mais velho que ela. O rapaz tinha enrolado uma corda dourada nos chifres do monstro e a segurava firmemente com a mão esquerda enquanto, com a direita, ele portava uma espada prateada. O animal tentava desesperadamente alcançar o garoto com as mãos, mas, curiosamente, o tamanho de seu corpo musculoso impedia que ele mal alcançasse seus próprios ombros. Seria um azar do destino ou astúcia do rapaz ao utilizar um suposto ponto fraco de seu adversário?

A luta durou pouco mais do que 5 segundos e terminou com o monstro caindo de cara no chão após um corte rápido de espada em sua nuca. Eva olhava boquiaberta para tudo aquilo e ficou ainda mais assustada quando o bicho começou a se desfazer em um pó dourado enquanto seu suposto salvador se aproximava caminhando calmamente em sua direção.

— Você é Eva? Eva Jones? — Ele parou próximo da garota que concordou lentamente com um movimento de cabeça. — Perfeito... Eu me chamo George. — O garoto fez um movimento com a mão esquerda enrolando sua corda dourada no braço a fazendo se transformar magicamente em uma pulseira. Em seguida ele estendeu a mesma mão para a menina de forma educada.

Eva segurou em sua mão aceitando a ajuda para descer os degraus do Ônibus de forma que pudesse ficar de pé do lado de fora.

— Então Eva — Ele era bem mais alto que ela. — Eu fui enviado em uma missão que consiste em te buscar, mas acho que você está melhor aqui. — O garoto ironizou e depois riu da própria piada enquanto ela permaneceu séria. — Não, tô brincando. Deixe-me perguntar: Você já andou de cavalo?

George deu as costas e começou a se afastar. A garota se viu completamente confusa e acabou precisando correr atrás dele.

— Espere! — Ela o segurou pelo ombro. — Do que você está falando? O que foi isso que acabou de acontecer? Eu não estou entendendo nada.

O loiro abriu um sorriso.

— Relaxe Eva, tudo será explicado logo, mas não aqui. — George sacudiu sua espada a transformando em uma caneta Bic azul. — Não estamos seguros neste lugar, como você pôde ver. A única coisa que eu lhe peço é que confie em mim. Então, você já andou de cavalo?

Eva ficou alguns bons segundos pensando o que deveria fazer. Poderia dar as costas e fingir que nada aconteceu ou correr e gritar por ajuda, poderia se beliscar e descobrir que tudo aquilo era um sonho ou desmaiar e ver em que hospital psiquiatra acordaria. Infinitas opções, mas nenhuma a fazia entender o que significava tudo aquilo que ela acabara de vivenciar. Por fim ela negou sacudindo a cabeça.

— Hm... Tudo bem, você pode se segurar em mim então.

Se antes ela não tinha entendido a frase do garoto, agora mesmo que Eva ficou completamente confusa.

George se virou, colocou dois dedos na boca e soltou um assobio alto e contínuo. O garoto repetiu umas duas vezes o som agudo até que um relinchar misturado com batidas de asas puderam ser ouvidos ao longe. Uma sombra apareceu percorrendo por entre as nuvens como se viesse na direção dos garotos e, descendo cada vez mais, ela acabou se revelando em um enorme pégaso branco.

O cavalo alado pousou na frente de George sacudindo sua crina e encolhendo as asas. O garoto, habilmente, subiu no animal e logo estendeu uma mão para ajudar a pequena Jones.

— Vamos Eva?

A garota, relutante, estendeu a mão em resposta e subiu no animal com certa dificuldade.

• • •

O resto do dia se mostrou ser uma enorme mudança da vida de Eva: Além de descobrir que era uma semideusa, ela também conheceu um acampamento feito única e exclusivamente para abrigar adolescentes que eram assim como ela, filhos de Deuses do Olimpo. Era um lugar enorme e muito bonito que nunca tinha visto igual. Existiam estábulos, forjas, um pavilhão de jantar enorme, vários campos de treinamento e até mesmo uma parede para escaladas. Porém, de tudo o que lhe apresentaram, o que mais encantou a garota foram os chalés. Cada Deus tinha o seu próprio chalé aonde seus respectivos filhos poderiam dormir. A grande maioria, inclusive, estava bem cheio.

George também lhe contou sobre os jantares, aonde existe a tradição de que cada campista deve oferecer parte de sua própria comida aos Deuses.

— Normalmente as reclamações acontecem nessa hora.

— Reclamações? — Eva perguntou curiosa.

— Sim, quando os novos campistas descobrem quem são os seus pais. Faz parte de um antigo trato feito conosco e eles nunca deixaram de cumprir tal acordo. Então, se tudo der certo, saberemos ainda hoje quem é a sua mãe.

George dava um sorriso animador para Eva que começava a se sentir um pouco mais tranquila.

O dia terminou com um enorme banquete em volta da fogueira e com um símbolo em formato de triângulo todo estrelado e com uma Lua crescente em seu topo pairando sobre a cabeça de Sarah, significando que Nyx era sua mãe. Depois de aplausos e saudações, George se aproxima para a cumprimentar.

— Muito bem filha de Nyx, você está segura agora. Esse lugar irá te treinar para que você fique forte. Aqui você terá apoio, fará novos amigos, planejará seu futuro e trilhará o seu próprio caminho. Seja bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue!

Naquela noite, até a lua parecia sorrir para Eva.

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

Mensagem por Éris em Ter 16 Out 2018, 22:13




Avaliação —   Eva Jones



Olá, Eva, parabéns pela persistência na ficha. Admiro muito isso nas pessoas. O teste para filhos de Nyx é rigoroso, portanto pequenos erros que seria relevados em outros, neste é o caminho para a sua reprovação.

Começaremos os comentários da avaliação pelos três primeiros pontos da ficha. Seu motivo para ter escolhido a divindade não me convenceu, apesar dele ser bastante comum no fórum e nas fichas, não o achei bom. Sua descrição física faltou - muito -, ficou rala e pobre em detalhes. Foi descrito apenas o rosto da personagem, e o corpo? Ela não possui um? Qual sua altura, peso, que tipo de roupas costuma vestir? Como eu disse, faltou. Já na descrição psicológica infelizmente a vi focar muito no passado, em quem a personagem foi e não em quem ela é. Os acontecimentos anteriores ao presente são importantes, nos moldam e nos tornam quem somos, mas também é necessário que demonstre seu atual momento.

Vamos agora para sua narração. Encontrei VÁRIOS defeitos nela nos primeiros parágrafos.
Falta de revisão e repetição de palavras foram os primeiros, vide citações:


@Eva Jones escreveu:“[...] enquanto o outro ela auto [...]”


Acredito que a frase correta seria ”[...] enquanto o outro era alto [...]”. A parte da repetição de palavras podemos exemplificar em quantas vezes nos dois primeiros parágrafos citou seu nome, quando poderia ter usado outros termos.

Outro erro foi a falta de coerência em algumas frases, vide citação:

@Eva Jones escreveu:
“Um típico professor exemplo que nenhum aluno gostava.”

A colocação das palavras na frase está incorreta, o que tira toda a coerência da mesma, poderia tê-la deixado como: ”Um exemplo típico de professor que nenhum aluno gostava.”

A narração segue com mais e mais repetições de palavras que você pode evitar utilizando o site Sinônimos [clique]. Infelizmente eu nem sequer precisaria ler todo o conteúdo da narração para lhe dar seu resultado, mas ainda sim o fiz.

Não deixarei todos os comentários aqui para não estender demais, porém posso lhe dizer que revisando seu texto antes de posta-lo já traria uma melhora de 50%. É cansativo e chato ler o que já escreveu, porém isso evita erros bobos como comer palavras ou erros de ortografia simples - tamanho é alto com L não com U.

Caso deseje uma ajuda mais detalhada e todos os comentários pode me procurar via MP que o farei com o maior prazer. No mais, sinto muito.


Resultado


Reprovada como filha de Nyx;




Éris
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Primordiais

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