Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

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Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 13:07

Relembrando a primeira mensagem :


Ficha de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus filho de um deus olimpiano.  Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, porém ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses olimpianos disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.





   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   
 
 
   
   


   
   


   
   


   
   


   
   
DeusesAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresComum
DeméterComum
DionísioComum
HefestoComum
HermesComum


Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 100 xp para o jogador. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses ou criaturas.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

A promoção da ficha acabou e a história passa a ser obrigatória a partir daqui. Boa sorte a todos.

Aviso! Acerca dos chalés dos deuses primordiais e menores, eles não existem, pois a história se passa em meados de 2008, durante a Guerra de Cronos. Apenas os chalés dos doze olimpianos estão disponíveis.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Allie C. Jones em Seg 22 Out 2018, 12:19


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Ares, por conta da personalidade e história da personagem que serão melhor descritas em sua história.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Allie tem olhos verde-oliva e cabelos castanhos enrolados na altura dos ombros, que vivem presos em uma trança ou um rabo de cavalo. Nunca ligou muito para sua aparência, o que fez com que se descuidasse e desenvolvesse várias sardas por conta do sol. Sua pele é clara com um leve - bem leve - bronzeado. É relativamente alta, 1,75m e pesa cerca de 85kg por ser corpulenta e levemente musculosa por conta dos esportes que praticava na escola.  

Características psicológicas: Jones adora mandar nas pessoas ou obrigar que eles a obedeçam. Tem duas coisas que ela não suporta nem de longe: falsidade e gracinha. Além disso, ela pode ser bem manipuladora quando quer. Quem a vê pela primeira vez, acha que ela não está para brincadeira - e ela realmente não está - e só pela cara fechada, já sabe que é uma pessoa de poucos amigos. Um pouco violenta e bruta, por conta de toda sua bagagem de vida, mas quem a conhece de verdade sabe que ela é uma ótima pessoa e está sempre disposta a ajudar os outros. Esconde seus sentimentos reais 90% do tempo e não liga para o que os outros pensam dela. Lá no fundo, tem sentimentos lindos que poderiam ser compartilhados, mas é muito orgulhosa e tem uma reputação a manter.

— História do Personagem:

- Repete o que você falou, idiota! – bradou a menina no corredor do colégio, já com o punho levantado para desferir um soco no rosto do menino que a havia importunado. Ele ficou pálido na hora e não pensou duas vezes em sair correndo.

Assim que ele se distanciou, Allie bateu seu armário com toda a força possível - que não era pouca - já que era a melhor atleta do time de handball do colégio. Amelia, sua única e melhor amiga, estava ao seu lado tentando acalmar mais um dos vários ataques de nervos que aconteciam frequentemente.  

Pavio curto era uma característica que qualquer um poderia identificar em sua personalidade. Durante toda a vida, ela precisou se virar e amadureceu muito rápido, pois foi criada apenas pela mãe, Giorgia. A mesma nunca lhe deu a devida atenção. Era muito claro que guardava um certo rancor do pai da menina, que as deixou antes da criança nascer, e descontava essa raiva na filha, porque a achava muito parecido com o "infeliz".

Logo que nasceu, as duas ainda moravam no estado do Maine, mas por conta do comportamento inadequado e os problemas que a filha causou em várias escolas e locais pelos quais passaram, elas tiveram que recomeçar oito vezes. Até que chegaram em Morristown,  no estado de Nova Jersey. Assim que pisaram na cidade, a mãe prometeu à filha que aquela seria a última vez que mudariam e, se algo acontecesse novamente, a jovem estaria sozinha e ela iria viver a vida que nunca pôde ter.

- Amélia, se esse menino mexer comigo mais uma vez, eu vou fazer ele perder o rumo de onde ele está. Quem ele pensa que é pra falar essas coisas sobre mim?

Jones era uma menina diferente das outras da sua turma. Por conta de seu TDAH e dislexia, repetiu de ano duas vezes, o que a tornava dois anos mais velha que as meninas do nono ano. Além disso, seu estilo era totalmente o oposto das patricinhas que infernizavam a sua vida: só usava roupas pretas, coturno e maquiagem pesada. Saias e vestidos era algo que passavam longe de seu guarda-roupas. Seu biotipo também não ajudava muito: desde pequena sempre foi grande e os esportes - a única coisa que seus problemas não a atrapalhavam de fazer – a deixaram corpulenta e musculosa, a tornando um pouco desajeitada. Tudo isso era mais do que suficiente para que os meninos fizessem graça e falassem coisas desagradáveis. Ela jurava que não ligava, mas não sabia se conter quando algum "otário", como ela chamava todos os meninos da escola, mexia com ela.

Era mais um dia normal no Nottingham High School e ela e Amelia se dirigiam para o treino de handball depois da aula. A jovem não tinha muito senso de comunidade: colocava seu fone de ouvido em qualquer circunstância e deixava as pessoas ao seu redor falando sozinhas. No seu ouvido, apenas um gênero musical: rock. Podia ser hard rock, punk rock, pop rock... Mas tinha que fazer jus a sua personalidade.

Assim que chegou à quadra, ouviu a professora falando que algumas meninas do colégio vizinho iriam treinar com as alunas da Nottingham naquele dia, por conta de uma inundação na quadra da outra escola.

- Pessoal, essas são as alunas da Morristown High e elas irão jogar com a gente hoje. Já que temos a oportunidade, vamos tratar isso como um amistoso e não um treino, então joguem pra valer.

Allie não sabia dizer claramente, mas sentia que alguma coisa estava errada com três das meninas, que não haviam parado de encará-la desde que entrou no ginásio. Ela encarou de volta, com os olhos pegando fogo e uma das meninas desviou o olhar e cochichou no ouvido da que estava ao seu lado.  

“Pronto, mais gente imbecil pra lidar com gracinha nessa escola agora. Eu vou acabar com elas.” – pensou.

Quando todas estavam prontas, a treinadora apitou e o jogo começou pra valer. As meninas do outro colégio agiam com certa violência e ao acertar Jones com uma cotovelada, a menina entendeu que elas queriam briga. No desenrolar da partida, houveram várias faltas e desfalque nos dois times, pois o embate entre Allie e o trio foi tão caloroso, que acabou resultando em alguns pequenos ferimentos.

Ao ouvir o apito final, todas foram aos vestiários e não contente com o desenrolar do jogo,  pavio curto da turma colocou uma das meninas contra a parede, a segurando pela gola da camiseta.

- Quem você pensa que é pra chegar numa escola que não é sua e agir como se fosse dona desse lugar?

A menina, com muita calma, tranquilidade e com olhar de desdém, tirou o braço de Allie de seu pescoço, fazendo uma força descomunal que a menina jamais havia visto na vida.

- Querida, você não tem nem ideia de quem eu sou. Senão, não estaria falando assim comigo.

Essa frase foi a gota d’água. O sangue subiu para o seu rosto e ela ficou vermelha como um pimentão. Seus olhos saltaram para fora e com apenas um grito, ela jogou a menina para fora do vestiário, já que estavam perto da porta. A estranha se levantou do chão e a impressão foi que o ser havia flutuado em sua direção. “Acho que estou vendo coisas, só posso estar vendo coisas”, pensou ela.  

Então, em um golpe, Allie foi arrastada para fora da escola, pela porta do ginásio, até o estacionamento, onde foi atirada no chão de uma altura considerável. No momento que atingiu o solo, percebeu o que antes era uma menina de 16 anos, havia se tornado um monstro horrível que pairava sobre sua cabeça.  

Uma aglomeração começou a se formar do lado de fora para presenciar a briga e depois de levar mais uma surra, Jones entendeu que se quisesse sair dali pelo menos, teria que lutar à altura. Assim que a coisa pousou no chão, ela correu e desferiu um golpe em seu rosto, que a deixou um pouco desnorteada, mas se recuperou em questão de instantes.  

O demônio correu em direção à menina novamente, e mesmo confusa, não tinha medo. Muito pelo contrário, se sentia mais viva do que nunca. Começou a correr de encontro com o ser e assim que se encontraram, o monstro foi derrubado e a jovem ficou em cima de suas pernas por tempo suficiente para que pudesse olhar claramente o que era aquilo.  

A criatura tinha um rosto humano, porém perturbador, sua pele parecia escamas de inseto e seus olhos eram de um vermelho vivo apavorante. Perdida em seu devaneio, ouviu um grito ao longe e sentiu uma mão tentando lhe entregar alguma coisa. Era Amélia, com um pedaço de madeira pontiagudo.  

Os sons a sua volta, que pareciam zunidos, voltaram com tudo e a única coisa que Allie conseguiu ouvir foi sua amiga gritando para que ela cravasse a madeira no peito da coisa. E sem pestanejar, a menina o fez. Assim que sentiu aquele pequeno pedaço de madeira sendo enfiado no monstro, ela viu tudo ser reduzido a pó e ao olhar em volta, todos observavam perplexos ao que havia acabado de acontecer.

Amelia pegou a amiga por baixo do braço e tentou carregá-la para longe, sem muito sucesso, já que a menina pesava muito. Assim, abaixou perto do ouvido dela e disse muito calmamente, mas em um tom apavorante.

- Allie, escuta. A gente tem que sair daqui. Esse lugar é muito perigoso agora que te acharam.  

- Me acharam de onde, Amelia? O que está acontecendo?

- No caminho eu explico. Só vamos.

E assim, as duas partiram rumo a um lugar que Allie nem imaginara o que era. Durante a viagem de trem de Morristown para Long Island, Amelia explicou para a colega que ela não era uma pessoa comum. Tudo aquilo que havia sofrido durante sua vida, se tratava de uma adaptação ao mundo que ela realmente pertencia: o mundo dos Deuses. Jones era uma meio-sangue.

Mas, apesar de todo o cansaço e stress, a semideusa se sentia mais viva do que nunca. A adrenalina que corria em suas veias a mantia acordada e pronta para qualquer luta. As peças em sua cabeça começaram a se encaixar pouco a pouco e ela ficou animada com a ideia, mesmo a amiga lhe dizendo que, a partir de agora, tudo ficaria um pouco mais complicado.

A viagem foi tranquila e não trouxe monstros ou batalhas para as meninas que corriam para buscar abrigo no único lugar seguro para pessoas como elas. Assim que ultrapassaram a barreira do acampamento, Amelia caiu de joelhos por conta do cansaço e Allie viu alguns campistas correndo em sua direção.

Mas, ao se aproximarem, começaram a diminuir o passo e ao contrário da recepção calorosa que a jovem esperava receber, todos olhavam para ela como se fosse uma alienígena. Ela olhou para a campista caída no chão, que apontou para cima de sua cabeça, onde um símbolo iluminado em vermelho vivo flutuava:

- Oh deuses, isso é muito raro. Seu pai te reclamou no momento que entrou aqui.

- Meu pai?

- Sim. Bem-vinda, Allie, filha de Ares, deus das guerras. - falou um campista que ainda parecia perplexo.

E assim, Jones sentiu que tinha toda uma vida nova pela frente e finalmente havia encontrado o lugar a que realmente pertencia.  

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Allie C. Jones
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Harriet C. Fitzgerald em Ter 23 Out 2018, 03:40


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Atena, não existe um motivo especifico a cerca da escolha.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Harriet possui longos fios de cabelo castanhos, um sorriso sempre desenhado entre os lábios e um olhar convicto e decidido. Não é realmente alta mas seu corpo esguio lhe permite possuir curvas presente em boa parte das adolescentes, suas finas sobrancelhas levemente arqueadas lhe dão um ar de arrogância, enquanto sua pele alva salienta todas suas outras características como, principalmente seus olhos. Não possuí qualquer tipo de marca no corpo como tatuagens ou cicatrizes e suas vestimentas sempre são tendenciosas a cores neutras.

Características Psicológicas: Uma pessoa teimosa e convicta em sempre ter razão. Adora lidar com problemas que lhe gerem desafios e que me te desafiem a superar limites, entretanto só os fazem quando tem realmente um interesse ingênuo por trás da atividade. Corajosa e proativa sempre está dentro de tudo que lhe propõem, gosta de sempre estar no foco das atenções e se puder sempre na liderança para que assim tenha garantias que as coisas sigam o fluxo que deseja. Harriet apesar de todas suas qualidades possui sérios problemas em lidar com pessoas e principalmente assumir relacionamentos, os sentimentos parecem ser diversas vezes mais complexos para ela do que para o resto do mundo e se tornar uma boa pessoa parece um desafio árduo para a garota que infelizmente não enxerga a possibilidade de tratar seres humanos como números e estatísticas, mostrando-se ter um caminho longo e complexo para evoluir.    

— História do Personagem:

—Quer saber, eu estou de saco de cheio dessas suas regrinhas estúpidas e desse seu hálito de bêbado, sim essa casa é sua, então pode enfia-la bem no meio do seu — A frase parou por ali com o estrondar da porta contra seu batente, a vizinhança era notificada que Harriet e o pai tinham discutido mais uma vez, talvez a décima na semana e a terceira do dia, a garota de cabelos castanhos e seu progenitor nunca tiverem um bom relacionamento e bate boca como esse se tornaram cada vez mais comuns com o passar dos anos. O homem, Zachary, havia-a 'criado' só e a pequena cresceu sem a presença da mãe o que levou muitos a utilizarem tal fato para justificar o modo de agir da Fitzgerald que também nunca facilitou a vida do pai como educador, as reclamações e ligações por parte da escola se tornaram constantes, Harriet era tida como um símbolo de confusão não apenas em uma instituição de ensino, mas sim em todas pela qual havia passado, afinal, cedo ou tarde sempre era convidada a mudar-se o quanto antes. Zac nunca foi um exemplo para a filha, irresponsável, desempregado e com sérios problemas envolvendo bebida alcoólica, sua função como responsável legal fora completamente negligenciada por seu estilo de vida, aos poucos a garota diminuía suas frequências nas aulas evitando matérias específicas das quais considerava não serem um desafio que valesse seu tempo e esforço, e por mais que tentasse absorver as informações passadas, no segundo posterior sua mente divagava com o voar de uma mosca. Não é nem mesmo necessário citar que suas notas sempre foram aquém e sua presença dentro da sala fosse mal vista.

Apesar de tudo isso a jovem nunca havia se envolvido com problemas grandes, sim, uma confusão ou outra sempre aparecia, era como se atraísse a desordem apenas por existir, um imã de transtornos. Seus passos naquela manhã lhe locomoviam lentamente pela calçada, o céu não apresentava nuvem alguma permitindo que o sol expusesse ao máximo seus raios que confortavelmente aqueciam a branca pele da morena que um tanto desolada caminhava sem rumo, nada em mãos ou nos bolsos e uma enorme vontade de nunca mais ter de atravessar aquela porta já tão castigada pela sua brutalidade diária. Mordiscava seu lábio inferior contendo a raiva que lhe assumia no momento, não compreendia o quão poderia ser azarada na vida para nem mesmo ter uma família da qual pudesse se orgulhar. Seus olhos enchiam-se de lágrimas mas antes que pudesse chorar percebeu um carro aproximar-se da guia e diminuir a velocidade para acompanhar seus passos —Hey, Hella, lembra de mim? — O vidro abaixou-se revelando uma figura ruiva em seu interior com um sorriso bobo nos lábios, se tratava de Jon, um garoto da escola de cabelos encaracolados cor de ferrugem que havia cismado com a garota desde sempre, ela nunca o tratou com gentileza e nem o tinha como amigo, mas isso parecia não incomoda-lo já que sempre que possuía a chance de se aproximar e efetuar uma abordagem, ele o fazia. Como resposta apenas o ofereceu um rolar de olhos e o cruzar de braços, porém a indiferença nunca fora uma arma contra 'Jon, O Insistente';

—Sabe, recentemente eu tirei minha carteira de motorista e meu pai me deixou dirigir o seu possante, show né?! — Talvez, o ponto a favor do garoto fosse seu jeito de levar as coisas, claramente aquele Del Rey caindo aos pedaços não poderia ser chamado de possante em hipótese alguma, mas aos olhos esverdeados de Jon aquilo era uma máquina —Então, eu estava dando uma volta, sabe, e pensei em fazer uma pequena viagenzinha, Long Island, conhece? — Sua voz empregava uma entonação tosca que tentava parecer galante, mas o fazia soar como um idiota —Não está afim de ir comigo? — Subitamente a garota interrompeu seus passos, o que pareceu pegar o motorista de surpresa já que o mesmo bruscamente freou o carro e levou sua testa ao volante de forma sútil, mas ainda sim vergonhosamente tentou disfarçar o ocorrido, mas a essa altura Hella já estava ao seu lado no banco do passageiro —Tudo bem, eu preciso mesmo me ocupar um pouco, não quero voltar para casa tão cedo...—  Citou com indiferença voltando toda sua atenção à paisagem pela janela, suas mãos juntaram-se e brincavam com os dedos e seu olhar baixo deixava uma fácil leitura para o garoto que sua acompanhante não estava em um bom dia, e talvez numa ato de bom senso calou-se pelo resto da viagem apenas limitando-se a comentar alguma coisa ou outra, porém nada que engatasse uma conversa real. O trajeto fora tranquilo - apesar de jurar que aquele ferro-velho engataria no meio da estrada -, e a garota pode até mesmo se dar o luxo de adormecer em uma parte do percurso, era bem verdade que não conhecia Jon o suficiente para entrar em um carro com o mesmo e sair por ai, mas qualquer coisa era melhor do que voltar e reviver a mesma cena daquele velho embriagado, adormecido no sofá envolto de inúmeras latinhas com o brilho da televisão como única fonte luminosa do cómodo.

—Hella, acorde. Chegamos — Despertou com as palavras e o chacoalhar, olhou em volta ainda um pouco 'desligada' e não pode perceber muita coisa ao seu redor —Onde estamos? Não tem nada por aqui — Questionou, e de fato estava certa, não havia nada por ali que justificasse tal viagem a menos que o objetivo fosse contemplar o nada —Não se preocupe, tenho uma surpresa para você, acho que até vai gostar, mas tem que confiar em mim, tudo bem? —  Ainda sonolenta e apenas concordou com um movimento com a cabeça, desceu do carro e bateu sua porta com a típica força imposta sobre tal item —Desculpe — Disse ao notar o espanto do garoto com tamanha violência. Logo acomodou-se ao seu lado e iniciou uma caminhada que parecia os conduzir para lugar nenhum, com o olhar fixo para o ponto futuro a mesma ironicamente iniciou uma fala —Eu sempre te tratei com tanto desdém, porque ainda insiste em ser legal comigo? — Seus olhos sempre mantinham-se focados no caminho e antes que pudesse obter uma resposta voltava a falar, talvez, impondo ali o que viria a ser um monologo —Eu só causo problemas, as pessoas me evitam por isso e eu aprendi a estar sozinha, você deve ter algum tipo de problema por tentar se aproximar de mim, nem mesmo meu pai me quer por perto —  Suas palavras apesar de carregadas de algumas 'farpas' também eram acompanhadas por sentimentos que talvez seu coração nunca tivesse a oportunidade de expressar —Eu não faço as coisas que faço de propósito, além das pessoas querem vir aplicar psicologia em minha vida dizendo que sou desse jeito por que nunca tive mãe, eles que vão tomar no meio do — Nesse instante Jon deu um pequeno grito como se quisesse interromper o que viria a seguir —De fato sua vida não é nada fácil, mas acho que você pode lidar com problemas maiores que esse, aposto que eles vão aparecer — Completou com um pequeno soco no ombro da menor, com um sorriso falso a garota voltou a tomar o controle da resenha —É isso que tem pra dizer? Que as coisas apenas vão piorar, você é um péssimo conselheiro, se isso é que é ter amigos eu prefiro continuar sozinha.

A conversa estendeu-se e aos poucos a garota sentia-se confortável em abrir um pouco de espaço para que outras pessoas entrassem. Os passos pararam e Jon fitou a garota ao seu lado de cima a baixo, mais uma vez aquele sorriso estúpido se colocava no meio de seus lábios o que apenas a deixava sem graça perante a situação que se montava ali —O que foi, to cagada?! — Perguntou de forma agressiva, o que fez o jovem ruivo se colocar a rir —Não, não é isso. É apenas coisa minha. Na verdade acho que já posso te revelar a surpresa — Um silêncio tomou-se no mesmo instante, o sol já se punha e o ambiente alaranjado deixava tudo mais impactante —Vai parecer loucura, mas ouça com atenção — Uma sobrancelha foi arqueada por parte da menor —Eu sou um sátiro — Disse levando a mão ao peito —E você é uma semi-deusa — Completou pousando a mesma mão sob os ombros da garota —Você não tem uma mãe porque ela é uma deusa, e seu pai é um babaca porque sim — Novamente colou-se a rir —É normal que semi-deuses tenham problemas nessa fase, é uma puberdade muitas vezes mais complicada mas posso te afirmar que... — Jon calou-se, Harriet já o havia interrompido para contestar toda aquela ideia —Você não quer que eu acredite mesmo nisso né? Deuses, sátiros, você tem que parar de andar com aqueles seus amigos estranhos viciados em Senhor dos Anéis, okay?! E não leva muito a sério esse negócio de D&D, tá te deixando louco, eu hein, que conversa de doido — Girou sob os próprios calcanhares e se dirigiu em direção ao carro, mas antes disso sentiu seu punho ser agarrado —Não é brincadeira, posso te provar, é só vir comigo. Já que disse que não quer voltar para casa tão cedo, acho que ainda temos tempo, vamos

O olhar estreito carregado de estranhamento por parte de Harriet para com Jon durou boa parte do percurso, a desconfiança que pairou no ambiente depois da última troca de palavras havia permanecido e deixado o clima um tanto quanto pesado, o garoto com certeza havia notado o contexto em que estava mas como sempre não se deixava incomodar, pelo contrário, tirava proveito da situação para mostrar sua típica maneira de levar a vida, de forma leve e descontraída —Que cara é essa? Acho bom você não ter nada contra sátiros — Mais uma vez a resposta foi o virar de olhos, a jovem tinha tantas perguntas a serem feitas que não sabia por onde começar. Ainda não se via convencida de toda aquela história mas desejava tanto que fosse a verdade, tudo finalmente faria sentido e sua vida passaria a não ser um desastre completo, porém era como se agarrar ao nada, em sua mente tudo soava tão fantasioso que chegava a ser ridículo acreditar em tais palavras —Se você é um sátiro, porque se parece como um humano? — Uma gargalhada pode ser ouvida por parte do ruivo que deixava clara sua intenção de irrita-la com seu modo de agir —Perspicaz minha jovem, mas tudo será revelado aos poucos, é um mundo novo do qual você terá tempo para descobrir — Sua mão gesticulava paciência, o que apenas serviu para emburrar a Fitzgerald que cruzou os braços e fechou o rosto.

O caminho se tornou um subida e antes que pudesse notar algumas árvores apareciam no ambiente, os pés de ambos estavam sobre uma colina que guiava-os sempre à frente, Jon sempre mantinha um ou dois passos a frente deixando-a com seu pouco bom humor para trás apenas tendo de segui-lo, para todo caso, seu ceticismo ainda mantinha-se tão forte quanto suas palavras de baixo calão. O dito satiro cessou seus passos e virou-se fitando a garota por um momento, levou seu indicador da destra até os lábios num sinal claro que solicitava silêncio e descrição, Harriet juntou as sobrancelhas em estranhamento e seguiu com as órbes o mesmo dedo apontar para cima, mais precisamente nos galhos da árvore e em meio as folhas podia-se notar alguma coisa. A pouca luz que restava apenas deixava a vista poucos detalhes que eram insuficientes para concretizar qualquer coisa, mas espantosamente uma cauda revelou-se e causando o despencar de várias folhas —Isso é um...?! — Sussurrou a menina —Dragão?! Sim, mas vamos ignora-lo por enquanto, está dormindo, temos coisas tão legais quanto no acampamento, você vai ver — A empolgação de Jon era contagiante e a menina deixava-se levar pela extravagancia do garoto que a puxou pela mão, ao atravessarem a árvore que acomodava a criatura o cenário transformou-se e do alto pode-se ter a visão de uma local que só poderia ser o tal acampamento.

—Seja bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue — Gritou o garoto com os braços abertos e seu típico riso incontido —Está vendo, é aqui que pessoas como você se reúnem para poderem aumentar drasticamente suas chances de sobrevivência, a maioria dos semi-deuses sequer tem a chance de chegar aqui já que são constantemente atacados por monstros, você não imagina a sorte que teve por não termos de lidar com nada do tipo em nosso caminho — Naquele instante a jovem parecia ter a cabeça em outro lugar, seus olhos fixaram na imagem do acampamento que emanava luzes e sem que percebe-se lágrimas escorriam por seus olhos, atravessando suas bochechas rosadas para por fim sumirem no fim do desenho de seu rosto, se aquilo era um sonho desejava nunca mais ser acordada. Finalmente as coisas pareciam tomar um rumo e seu futuro deixava de ser uma incógnita para ser quase uma certeza, sim, ela viveria o dia de amanhã;

[...]

Minutos mais tarde a garota se encontrava num chalé um tanto quanto desgastado pelo tempo, algumas pinturas gravadas em sua parede mal podiam ser vistas já que as cores por muito já desbotadas não permitiam, o caminho até lá fora fascinante, a garota presenciou com seus próprios olhos a veracidade do que lhe fora dito mais cedo, adolescentes tão jovens quanto ela lutavam em uma arena - e não poupavam esforços na atividade -; Todos carregavam em mãos armas afiadas e os demais presentes tinham em comum a roupagem, camisetas laranjas com um desenho em negro em seu meio com os dizeres 'Camp Half-Blood', mas talvez o mais surpreendente de tudo fora seu encontro com o centauro, Quíron, quando seus olhos encontraram tal criatura sua garganta fechou-se, era enorme e não sabia como reagir àquilo, havia sido tão embaraçoso que no presente momento era quase impossível não sentir vergonha. O som de cascos anunciaram sua presença mais uma vez e ao revelar-se, Jon que a acompanhava imediatamente retirou-se mas não sem antes dar o sinal de positivo com o polegar —Você deve ter muitas dúvidas — Disse o centauro —Eu sou o responsável pelo acampamento e você agora faz parte dele, sei que precisa de respostas mas vou focar no principal, devemos descobrir quem é seu progenitor — Houve uma pausa —Faremos isso ainda hoje, vamos todos nos reunir em volta da fogueira e assim a verdade será revelada não só para você mas a todos que se encontram na mesma situação, prepare-se. Aqui dentro temos algumas roupas do acampamento para você, vista-se e nos encontre depois, tudo bem? — Tudo que Harriet pode fazer foi concordar com um singelo 'sim'

[...]

Harriet estava pronta, havia se livrado de suas antigas roupas dando lugar a camiseta laranja, uma calça jeans e um par de tênis brancos, olhou-se no espelho e permitiu-se sorrir, não lembrava da última vez que se sentia tão aliviada, feliz; Passava os dedos pelos seus fios castanhos pensando em como seriam as coisas dali para frente, se daria bem os demais campistas? Quem seria sua mãe? Balançou a cabeça afim de desvencilhar sua cabeça de tais pensamentos e concentrou-se em seguir as instruções de Quiron. Observando o próprio reflexo chegou a conclusão de que as roupas até haviam-lhe caído bem em seu corpo, pelo menos sentia-se bem consigo mesma e no fim era isso que importava.

Saiu do chalé junto a outras pessoas que assim como ela estavam ansiosos para serem reclamados, mas diferente de alguns não puxou conversa ou começou um possível inicio de alguma amizade, estava mais tímida do que jamais pensou que fosse e seus braços cruzados talvez não dessem o espaço para que qualquer um sentisse a vontade para se aproximar. Caminhou sempre alguns passos atrás do pelotão que corria a frente até que chegassem a praia, cada um acomodou-se em volta da fogueira sentando nos diversos troncos que eram espalhados em volta do fogaréu e ela como todos também o fez. Do outro lado pode ver o sátiro em pé por trás de alguns campistas que conversavam e riam, se limitou a acenar para ele e logo o centauro apareceu tomando a palavra e atenção de todos —Um lugar seguro — disse ele —O único lugar seguro para pessoas como vocês, o Acampamento Meio-Sangue — Suspirou —Muitos de vocês já passam dos doze anos e estranhamente ainda não foram reclamados, mas está noite isso muda — Um sorriso surgiu, talvez pela primeira vez na presença dela jovem —Precisamos fazer com que nossos recém-chegados se sintam bem-vindos — Disse Quíron lançando um olhar para Jon —Cada um terá um guia que lhes mostrará o acampamento, isso depois de serem reclamados;

—Alguém pode me dizer o que quer dizer ser reclamado? — Balbuciou um garoto no meio dos campistas, estes que deram um passo atrás num primeiro momento, o garoto imaginou ter feito algo errado ao notar que o rosto de todos estavam banhados em uma estranha luz vermelha, como se alguém tivesse ascendido uma tocha por trás dele, pairando no alto de sua cabeça havia uma resplandecente imagem holográfica: um martelo flamejante —Isso — disse Jon —É ser reclamado. — O garoto virou-se de costas para o mar, depois olhou para cima e soltou um grito —Meu cabelo tá pegando fogo? — Ele se abaixava mas o símbolo o acompanhava, subindo e descendo como se quisesse escrever algo com as chamas em sua cabeça —Você acaba de ser reclamado por Hefesto meu jovem — O martelo desapareceu, mas o menino continuava se esquivando com medo que a coisa continuasse o perseguindo. Após ele muitos outros vieram e cada um deles seguiu junto ao um guia para dentro do acampamento até que chegasse a vez de Harriet, quando o brilho surgiu sob sua cabeça sua respiração travou e os poucos que restavam cochichavam uns com os outros até que Jon gritou —Atena, sua mãe é Atena — palmas solitárias foram dadas por parte do garoto de cabelos encaracolados que logo as cessou —Jon... — Disse Quiron contendo a empolgação do sátiro —Muito bem, filha de Atena, um campista experiente irá acompanha-la pelo acampamento e te apresentar o Chalé número 6.

[...]

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Hades em Ter 23 Out 2018, 04:10




Avaliação


Allie C. Jones

Oi, Allie. Tô muito emocionado que a personagem finalmente encontrou seu lugar no mundo. Com uma mãe daquelas, durante o texto todo eu queria dar um abraço nela (apesar de suspeitar que ela talvez não tivesse gostado disso).

Mas, enfim, vamos lá. Tive a impressão de que já tinha visto uma ficha sua aqui, então fui procurar sobre ela. Ao meu ver, você conseguiu atender o que havia sido pedido de você durante a última avaliação.

Em relação à minha avaliação, não tenho reclamações a fazer quanto a coerência e objetividade. Você preencheu bem os dois pontos da avaliação. Referente a ortografia, tenho um pouco a dizer sobre pontuação. Você sabe quando usar pontuação razoalmente bem. Eu consigo perceber isso pelo texto. Mas em alguns momentos, nos quais foram usadas vírgulas, teria sido melhor o uso de um ponto final. Veja o exemplo abaixo:

@Allie C. Jones escreveu:Assim que pisaram na cidade, a mãe prometeu à filha que aquela seria a última vez que mudariam e, se algo acontecesse novamente, a jovem estaria sozinha e ela iria viver a vida que nunca pôde ter.

Na formatação do seu texto, a frase ocupa um espaço de três linhas. Bem longo. E o sentido seria o mesmo, se você separasse ela em duas frase. Assim:

@Allie C. Jones escreveu:Assim que pisaram na cidade, a mãe prometeu à filha que aquela seria a última vez que mudariam. Se algo acontecesse novamente, a jovem estaria sozinha e ela iria viver a vida que nunca pôde ter.

Esse é apenas um dos exemplos. O primeiro 1/3 do texto tem outras frases que também poderiam usar um ponto final no meio delas. Eu sugiro que você dê uma olhada nisso.

Também queria apontar uma coisinha menor:

@Allie C. Jones escreveu:Começou a correr de encontro com o ser e assim que se encontraram...

Aqui você usa "de encontro com". Acredito que o que você queria era "de encontro ao".

Bom, por enquanto é isso. Peço que dê atenção ao que eu citei, principalmente à pontuação. Parabéns pela evolução e torço para que você continue nessa escalada.

Resultado

Aceita como filha de Ares;
Recompensa: 90 xp;
Item de reclamação padrão.

A ficha de Harriet C. Fitzgerald permanece pendente.



Aguardando Atualização






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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por 147-ExStaff em Ter 23 Out 2018, 12:51



Atualizado
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Éris em Ter 23 Out 2018, 17:18




Avaliação


Harriet C. Fitzgerald

Harriet, é um prazer estar avaliando sua segunda tentativa para filha de Atena. Vale lembrar que esta requer uma avaliação rigorosa e assim o farei.

O primeiro ponto a ser observado trata-se das três descrições pré narrativa. De cara eu percebo a famosa e tão odiada por mim, repetição de palavras, nas descrições físicas e psicológicas encontrei nada mais, nada menos, do que a palavra sempre sendo repetida SEIS vezes. Um número um tanto absurdo para apenas dois parágrafos. Outra que encontrei mais vezes do que o necessário foi pessoas. Existem tantos sinônimos que se encaixariam melhor na frase e que você poderia ter arrumado com rapidez.

Sou uma narradora apegada a detalhes, e senti falta disso enquanto ditava a aparência que Harriet possui. Foi tudo muito rápido e curto, poderia ser melhor desenvolvido, mas ainda sim está “passável”.


Partindo para sua narração, não preciso ler mais do que meio parágrafo para encontrar um defeito que me incomode.

Harriet escreveu:—Quer saber, eu estou de saco de cheio dessas suas regrinhas estúpidas e desse seu hálito de bêbado, sim essa casa é sua, então pode enfia-la bem no meio do seu —

Nessa frase dita pela personagem faltou um espaço entre o travessão e a palavra “quer”, assim como faltou a reticências entre, novamente, o travessão e a palavra “seu”. Coisa simples, mas que vale ficar de olho na hora de revisar.

Senti que seu texto corre demais, torna-se apressado pela quantidade de vírgulas que possui e a falta de pontos finais. Uma forma de evitar isso é ler com calma e paciência, talvez até em voz alta, assim você sente onde precisa do que.

No trecho que cito abaixo houve um caso de redundância. Antes você já havia dito que a figura que surgiu era ruiva, não havia porque rebater na tecla de que os cabelos eram de tons ferrugem.

Harriet escreveu:O vidro abaixou-se revelando uma figura ruiva em seu interior com um sorriso bobo nos lábios, se tratava de Jon, um garoto da escola de cabelos encaracolados cor de ferrugem [...]

Outro detalhe que percebi, você peca muito na pontuação pré, durante e pós travessão. Antes de se iniciar uma frase dita por alguém você finaliza a sentença anterior com ponto final ( . ) ou com dois pontos ( : ). Quando finaliza o que foi dito, você pode terminar com exclamação, interrogação, ambas ou reticências, além do clássico ponto, depende apenas do que vai se suceder após.

Mais um ponto: Quem seria Hella? Você cita esse nome em algumas frases dita pelo personagem masculina e durante a narração. Lembre-se: Aqui não aceitamos reaproveitamento de fichas e isso pode ocasionar seu ban.

No quote abaixo te mostro mais um erro de pontuação. Quando diz “que as coisas vão piorar” caberia muito bem uma interrogação, afinal trata-se de uma pergunta retórica.

Harriet escreveu:—É isso que tem pra dizer? Que as coisas apenas vão piorar, você é um péssimo conselheiro, se isso é que é ter amigos eu prefiro continuar sozinha.

Finalmente chegamos a parte da reclamação, o momento que deveria ser reconhecida pelo seu genitor. Mas faltou, faltou forte, faltou rude. Você poderia ter desenvolvido melhor, algo mais interessante e diferente. Não consigo acreditar que realmente ocorra um “mutirão de reclamação” como narrou. Os semideus são acolhidos por seus pais de forma individual, trabalhe isto.

No mais, o que posso te aconselhar é: Trabalhe com sinônimos, repetição de palavra deixa seu texto pobre, chato e enjoativo; Trabalhe pontuação, é algo bastante fácil de se aprender, ou apenas mantenha aberta uma aba que explique como usar cada um dos pontos enquanto relê o conteúdo; RELEIA, não assim que acabou de escrever, faça depois, quando estiver menos “quente”. Isso fará uma grande diferença.





Resultado


Reprovada como filha de Atena;



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Egon von Strauss em Qui 25 Out 2018, 19:50


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Atena, a deusa da sabedoria. Em termos simples, acredito que seja a divindade mais plenamente capaz de estruturar os traços de Egon no quesito psicológico, explorando sua inteligência, astúcia e afins. Além disso, carregar um filho de Atena para um caminho mais incomum, de conflito ideológico pessoal e de responsabilidade em lidar com a própria mentalidade de alta performance será no mínimo interessante.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas – Egon é, para os parâmetros alemães, europeus ou americanos da modernidade, baixo demais, apesar de possuir uma estatura mediana se comparado a um indivíduo em um país subdesenvolvido. Comporta traços finos no rosto branco, herdados prioritariamente de seu pai, Richter, e um maxilar um tanto quanto acentuado. Há quem diga que, agora com seus longos fios loiros conservados logo após abandonar a ideologia skinhead e, com os olhos profundamente cinzentos, von Strauss seja realmente bonito. Embora carregue a estatura baixa, é carrancudo e possui músculos precisamente delineados, herança direta de seu estilo de vida intenso e desafiador nas ruas e institutos de Detroit.

Na lateral da bochecha, uma cicatrização demarcada pela quebra de uma garrafa de vidro em uma briga de bar o recorda costumeiramente de que ele não pode demonstrar fraqueza, seja ela física ou principalmente mental. Ele traz tatuada no pulso esquerdo a palavra "Ändern", significando "mudança" em alemão.

Psicológicas – Vivenciando confrontos frequentes nas ruas de Michigan desde os primórdios de sua formação psicológica e arrastado ao meio de disputas ideológicas, sociais e criminosas sem outra opção aparente, Egon cresceu instintivamente agressivo e frio, embora nunca se livrasse da capacidade racional e cognitiva invejável. Sua lealdade é experimentalmente comprovada para aqueles em quem confia e seu senso de liderança é intuitivo, desenvolvido ao longo dos anos ao planejar e praticar a sobrevivência própria e dos que considerava amigos. A hostilidade de von Strauss é na verdade um de seus principais artifícios de manipulação e imposição de respeito, sendo o descendente de alemães tão afiado em discursos inspiradores quanto em discussões mortais.

Egon transporta no semblante uma seriedade característica e parece exigir subordinação absoluta sempre que dirige os olhos a alguém, contudo sua índole não é fechada ou introvertida; ele é comunicativo e divertidamente sarcástico, embora muitas vezes privilegie o silêncio. Mesmo com o egocentrismo, o garoto não mais demonstra uma falta de respeito gritante.

— História do Personagem:

Meses atrás –

Abner Roberts era um indivíduo verdadeiramente alto, beirando os dois metros e dez centímetros, e Egon podia deduzir que em sua juventude o atual professor de história, filosofia e literatura já havia atuado como... talvez um jogador de... basquete? Não, seu físico era, mesmo que atualmente composto principalmente por gordura, minimamente musculoso. Seus braços volumosos se assemelhavam aos de um quarterback, e sua mania de caminhar com as pernas excessivamente juntas impossibilitariam de que passasse qualquer tipo de bola entre elas. A forma como erguia o queixo para enxergar o ambiente condizia com um líder em um campo amplo e requisitado em espaço, não com um jogador limitado a uma quadra menor, onde a visão geral não fosse tão importante. Von Strauss julgou-lhe, portanto, como um possível antigo membro do clube de futebol.

Naquela pequena sala de escritório, sentia-se realmente pequeno diante do homem, e coçava a lateral do maxilar com a superfície de um lápis enquanto Abner o instruía, gesticulando com frequência por cima do óculos de grau e levantando aquelas grossas sobrancelhas sempre que terminava qualquer frase de conselho.

– ... um desperdício enorme para a academia e para a sua própria vida continuar com um comportamento nocivo e sem propósitos como o seu, Egon! Você ingressou tardiamente no colégio e mesmo assim superou nos exames a compreensão de qualquer professor e a nota de qualquer outro aluno.

Nunca havia reparado de fato no quão energético ele podia ser mesmo depois de já ter ouvido aos seus comunicados particulares duas vezes, e isso somente reforçou a Egon a concepção de que provavelmente já havia sido um atleta. Conseguia captar cada mensagem dirigida por ele sem problemas, e mesmo assim não retrucava um único comentário, pensativo.

– Não quero que ande mais com essa corja skinhead, entende? Não é a primeira vez que você retorna com um novo corte no corpo, e eu sei bem que você não passa por nenhuma depressão! Abra a cabeça, von Strauss! Você tem a chance de construir algo, de honrar o nome de seus falecidos pais, de ser alguém na vida além de um caçador de brigas de gangue nas ruas! – Abner Roberts falava com uma sensatez incrível, e o jovem de ascendência alemã compreendia, mas era ranzinza demais para adotar todos os seus palpites e advertências de maneira tão submissa.

– Não fale dos meus pais outra vez, senhor Roberts. Sei bem que como professor e principalmente tendo cursado filosofia, é perfeitamente capaz de entender a liberdade individual que tenho de aderir ao grupo que quiser, desde que eu não seja um problema dentro dessa instituição.

– Você é um problema fora dela, e não demonstra respeito suficiente pelo corpo docente. Eu investi esforço pessoal para que você estudasse aqui e deixasse de lado essa forma de vida inconsequente porque eu sei pelo que você passa, garoto, e você sabe disso. – Ele fez uma pausa momentânea, suspirando profundamente, como quem se lembrasse de um passado trágico; chutou Egon.

– Veja, garoto... eu sei bem como não é ter onde se apoiar, filho, e eu sei que não se tornou a pessoa que é por escolha, e sim por vivência. Mas por favor... me dê a chance de lhe mostrar uma estrada melhor e eu estenderei a minha mão sem pensar duas vezes. – A voz de Abner soava melancólica, frustrada, talvez esperançosa. Egon encarou-lhe com os olhos cinzentos como névoa por segundos, reflexivo. Naquele momento que pareceu congelado na linha temporal, von Strauss engoliu parte da própria saliva e, com uma feição misturada em dúvida e indiferença, consentiu apertando a enorme mão negra do professor.

Há um dia –

– Estamos aqui, Egon. Esse é o lugar em que estará seguro de tudo e todos, e principalmente de si mesmo. – O sátiro, como havia se auto-declaro horas atrás durante a viagem, desligou o motor do Renault que havia pego emprestado com a chave prateada e chutou a porta do motorista com os potentes músculos da perna. Vestia-se com uma jeans picotada, que abria espaço para enormes pelos castanhos, um moletom oficial do clube de astronomia do colégio e um tênis vermelho.

– Ahr, eu adoro a sua preocupação por mim, Flint. – O semideus era mais singelo, trajando botas de couro, uma modesta e barata calça negra esportiva e uma camisa de manga longa, completamente branca. Ele abandonou o carro com desânimo, desacreditando que realmente considerou tudo o que seu companheiro de muitas aulas havia explicado.

– O que te contei não é nenhuma piada, mesmo que seja difícil pra alguém como você aceitar, mano.

Egon expeliu o ar pelas narinas com mais força, somente para demonstrar com clareza sua impaciência com Todd Flint, o menino-cabra. Ele revirou algumas coisas dentro da mochila antes de fechá-la e caminhou em direção a colina que se espreitava por entre as nuvens, seguindo a imagem manca que conhecia bem.

– Você vai voltar para buscar outros, não é? – Questionou enquanto arremessava uma bala de morango entre os lábios, atentando-se aos passos do sátiro com os olhos intensamente cinzas; Flint, por sua vez, assentiu.

– Mande um abraço ao professor Abner por mim, não nos despedimos muito bem. Diga que sou grato.

– Egon von Strauss demonstrando sinais de afeto? Eu devia registrar isso, de todos os que já resgatei, você é de longe o mais ignorante. – Seu rosto moldou um semblante risonho em segundos e um sorriso verdadeiramente amigável, que foi compartilhado no mesmo instante pelo filho de Atena. Ele enfiou a mão no meio da sacola de balinhas para usurpar uma delas para si e continuou andando... ou trotando, até o final daquele caminho rústico.

Hoje –

Já se encontrava naquele excêntrico acampamento de criaturas mágicas e indivíduos duvidosos faziam dois dias, e mesmo assim não apresentava uma noção digna de quem ou do que seria seu ancestral divino; no fundo, von Strauss nem mesmo se importava, ele sabia que continuaria a ser ele mesmo independente de qualquer coisa, e que todas as mudanças naturais que sofresse seriam evoluções, nunca retrocessos. Ao menos, era o que havia jurado para si mesmo e para o seu professor há meses.

Naquele dia, a refeição foi agilizada para mais cedo e deu lugar a uma atividade divertida; capture a bandeira, mas bem diferente da versão colegial. Egon, por exemplo, guarnecia-se com um colete e capacete de couro, uma espada com lâmina em tamanho mediano e um escudo circular. No instante em questão, acompanhava outros dois campistas por um caminho traçado em meio as árvores extensas da floresta, e se aproximavam de uma clareira cada vez mais.

A dupla que seguia parecia experiente, o da esquerda, Brooks, era alto e moreno, carregando consigo um martelo de batalha. O que não sabia o nome, da direita, apesar de menor trazia a mesma fúria indomável no olhar e manipulava sua lança com singular aptidão. Quando fecharam o percurso e alcançaram a clareira, ouviram um brado de combate e saliva voando para fora dos lábios de um inimigo, membro do time azul, quando se dirigiu ao seu companheiro para indicar ordens.

– Scott, agora! – E o arqueiro assentiu, puxando o cordel da flecha o máximo que pode e instaurando a mira diretamente em Egon, que fechou os olhos e estendeu o escudo. Sentia naquele breve momento que seria empalado pela seta, mas surpreendentemente ela não foi disparada. Quando recuperou a visão e baixou a defesa, viu que Scott parecia confuso.

– Devo disparar na coruja, Matt? – Ele mantinha o arco em linha de ataque e uma compostura ofensiva, mas seu tempo de incerteza ou burrice temporária foi suficiente para permitir que Brooks se aproximasse, acertando o cabo do martelo no maxilar do arqueiro rival. O acompanhante da lança, por sua vez, tratava de lidar com o tal Matt, espetando-lhe a ombreira com a ponta do armamento.

Egon moveu-se de maneira natural contra Matt, que agora enfrentava dois semideuses. Ágil, recortou o ar na horizontal até atingir as costelas do adversário com a espada média. O oponente se desestabilizou e, com a guarda comprometida, foi facilmente acertado e apagado por um soco de Brooks, que já havia os alcançado àquela altura.

– Sua mãe nos deu um bom auxílio indireto, huh? Parabéns, filho da sabedoria. – Brooks se manifestou alegremente, enquanto caminhava para fora da clareira, em busca de mais batalhas.

Egon comprimiu o semblante em curiosidade, sem responder com palavras. Por um átimo, perdeu-se nos próprios pensamentos até organizá-los e, talvez por instinto ou destino, esgueirou os olhos para cima, onde a imagem prateada de uma rigorosa coruja ainda rutilava.



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Éris em Sex 26 Out 2018, 17:32




Avaliação


Egon von Strauss

Olá, Egon, primeiramente tenho que te agradecer por este nome que me fez lembrar Ratatouille e querer correr para assistir. Como mostrado na lista lá em cima, a avaliação para filhos de Athena é rigorosa, então assim farei.

Comecemos então pelos três pontos iniciais, ou seja, motivo e descrições. Em geral eles são bem satisfatórios, são diretos e simples. Não a muitos rodeios ou floreios em meio a narrativa de tais, o que, surpreendentemente, me agradou. Está impecável quanto a grafia e não passou nem perto das características que mais me incomodam. Meus parabéns.

O que te tornou perco de ser impecável nas descrições surgiu e me decepcionou na narrativa da história. Repetição de palavras, como já disse em outras avaliações, é algo massante para o leitor. É repetida bastante vezes o nome de seu personagem ou do outro, algo que seria evitado com o uso de características de ambos que poderia diferenciá-los.

Falando do conteúdo criativo em si, eu estou dividida. Em parte adorei pela inovação tanto dos fatos que narrou quanto do momento em que foi, supostamente, reconhecido por Atena. É diferente do que presenciamos no fórum, foge do comum, mas não me prendeu do começo ao fim.

Ainda sim, devo-lhe os parabéns. Sua ficha é quase cem por cento impecável. Existe um erro aqui ou ali, mas que realmente no conjunto em si não faz tanta diferença. Uma ficha simples e direta que lhe concede aprovação.



Resultado


Aprovado como filho de Atena;
40xp pela história;



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Hades em Sex 26 Out 2018, 17:42



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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Eloy B. Gauthier em Seg 12 Nov 2018, 22:57


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite, deusa do amor e da beleza. Como player eu particularmente gosto muito desta deusa, e além de ter gostado muito da lista de poderes, creio que é o parentesco mais indicado para a trama que pretendo desenvolver para o personagem. E né, rainha incompreendida do Olimpo. rs

— Perfil do Personagem:

Características Físicas:
Eloy é um garoto de média estatura que tem um porte físico esguio e levemente atlético, medindo exatos 1,72 metros de altura e pesando 60 Kg. Possui a pele clara e traços bastante delicados, os quais contrastam com seus cabelos castanhos - geralmente arrumados em um perfeito topete - e ressaltam seus expressivos e límpidos olhos azuis. Devido a sua descendência divina, o semideus possui uma aparência jovial e beleza exuberante, características que frequentemente o fazem chamar a atenção mesmo que não queira. Além disso, seus lábios carnudos são naturalmente róseos, a pele é macia e exala com frequência um suave aroma floral com notas adocicadas que lembram o perfume de rosas.
Em questão de estilo, pode-se dizer que o jovem Gauthier tem um forte senso de moda, pois gosta de estar sempre belo e bem vestido. Na maioria das vezes usa roupas básicas e elegantes, apostando nas camadas e em tons pastéis - sendo estes seus favoritos. Também é apaixonado por acessórios, como anéis, pulseiras e colares, os utilizando com frequência para complementar seus visuais.

Características Psicológicas:
Devido a educação digna de um príncipe que recebeu durante a infância, Eloy tornou-se uma pessoa extremamente cordial, polida, gentil e atenciosa, que detesta conflitos e sempre tenta resolver as coisas de forma diplomática. Mais que tudo o garoto é movido pelos sentimentos, especialmente o amor em todas as suas formas, o que por vezes o torna alguém impulsivo e inconsequente. Ainda assim é extremamente leal com aqueles que possui algum laço importante, fazendo o possível e o impossível para mantê-los felizes e seguros. Se apega demais as pessoas e, sinceramente, não é difícil conquistar seu afeto. Basta tratá-lo com gentileza e demonstrar sinceridade, pronto, o primeiro passo já foi dado. Mas não ouse mexer com os seus, ou verá o pior lado do doce garoto. Também é alguém muito sonhador, criativo e as vezes avoado, tendo forte ligação com as artes em geral. Adora pensar no mundo como ele deveria ser, não como realmente é - algo que o torna bastante ingênuo e inocente, mas não ignorante. Apenas tem o hábito de tentar ver o lado positivo das coisas e procurar o bem nas pessoas, acreditando que todos o tenham ou ao menos possam recuperá-lo através de uma redenção.
Ah, e ele também adora doces e abraços.

— História do Personagem:

Gosto de pensar que a vida é composta por fases, umas melhores do que outras, mas todas com algum propósito e significado. São experiências e aprendizados que moldam a forma com que pensamos, agimos e vemos o mundo, e comigo não é diferente. Cheguei ao acampamento meio-sangue a pouco mais de uma semana, e ontem descobri que minha mãe é Afrodite, a deusa do amor e da beleza. Talvez isso explique o porque dos sentimentos sempre terem regiro a minha vida, e dos fotógrafos amigos do meu pai terem ficado tão loucos para que eu entrasse logo cedo em sua agência de modelos. Mas enfim, não vem ao caso. Estou aqui para contar a vocês qual a minha história, pois acredite, minha vida mudou bastante desde que cheguei nesse lugar.

Meu pai - Pierre Gauthier  - conheceu minha mãe em uma de suas viagens para Saint-Tropez, na França. Ele me contou que estava indo para uma sessão de fotos quando a viu pela primeira vez, passando no corredor do mesmo prédio da empresa que o contratou. Ela provavelmente era uma modelo de lá, pois imediatamente o deixou encantado por sua beleza. Foi paixão a primeira vista. Ele ficou um tanto receoso e encabulado de falar com ela logo de cara, talvez até intimidado pela imponência que a dama de vestido vermelho esvoaçante impunha por onde passava, mas o destino tratou de dar uma ajudinha. Minutos depois, ele descobriu que ela seria sua parceira naquele ensaio, que por sinal tinha uma pegada meio sensual e provocativa.

Ao fim do ensaio, meu pai foi falar com a moça que havia despertado seu interesse e ambos começaram a conversar. Combinaram de se encontrar mais vezes para se conhecerem melhor, e em pouco tempo o sentimento desabrochou. Ambos desenvolveram um romance digno daqueles dos filmes que vemos por aí, bem meloso e avassalador, e resultado disso - como você pode supor - fui eu. Fruto do breve porém verdadeiro amor entre um humano e uma deusa. Admito que eu gostaria de conhecê-la, saber como ela é e tudo mais, pois sua fama não é lá das melhores. Meu pai sempre a descreve como a mulher mais linda que ele já conheceu, assim como a mais doce e ao mesmo tempo sedutora. 'Irresistível' era como ele costumava descrevê-la.

Mamãe desapareceu quando eu tinha pouco mais de um ano meses de idade, e desde então nem eu nem meu pai a vimos novamente. As vezes sinto que ele ainda sente a falta dela, mas ele lida bem com isso. Inclusive, o namorado atual dele - Christopher - é muito legal comigo e sempre me leva para tomar sorvete. Eu, como era um bebê na época, não lembro de muita coisa. Mas sabe aquela sensação de segurança que sentimos quando estamos ao lado dos nossos pais? Como se nada de ruim pudesse nos acontecer, pois temo eles ali cuidando de nós a todo instante? Então, eu sinto isso com frequência desde criança, e hoje sei o porquê. Minha mãe devia estar sempre olhando por mim, mesmo que eu não percebesse. Entendo que por ser uma deusa ela deve ter tido seus motivos para nos abandonar, e que provavelmente tenha sido algo muito difícil e doloroso para ela também. E é justamente por isso que eu gostaria de encontrá-la novamente, abraçá-la mesmo que apenas por um segundo e poder dizer que, independentemente de qualquer coisa, eu a amo.

Minha infância foi como a de qualquer outra criança normal de classe média-alta. Eu tinha vários amigos na vizinhança, recebia muitos presentes nas datas comemorativas, e mesmo ocupado com a vida de modelo meu pai sempre me deu todo o amor, carinho e atenção que eu precisava. Moramos em París até os meus nove anos de idade, quando nos mudamos para Versalhes. Foi bastante doloroso deixar todas as pessoas que eu conhecia e gostava para trás, mas eu me adaptei com certa facilidade. Conheci novos lugares, novos amigos e amei o fato da nossa nova casa ter uma piscina. Lembro que eu brincava nela sempre que possível, e um dia até joguei um monte de tinta na água achando que ela ficaria colorida. Obviamente minha ideia não saiu como o planejado, e quando meu pai viu que a água estava escura ele ficou desesperado. Foi engraçado. Depois disso eu fiquei um tempo sem ganhar tintas novas, mas os gizes de cera compensavam bem. Mas o piano era meu 'brinquedo' favorito. Ah, nessa época eu também fui eleito o representante de classe dois anos seguidos, e foi muito divertido. Eu amava a nova escola.

Nos mudamos novamente quando eu tinha treze ou quatorze anos, dessa vez para Ottawa, no Canadá. A adaptação em um lugar tão diferente do que eu estava acostumado a morar levou um pouco mais de tempo, mas foi muito bom para eu aprimorar o pouco que eu sabia sobre a língua inglesa. Comecei a fazer aula de dança, teatro, pintura e música, atividades pelas quais sou apaixonado até hoje. Foi nessa última que eu conheci Oliver, um introvertido garoto de cabelos morenos que era absurdamente talentoso com a flauta. Nos tornamos amigos quando ficamos na mesma equipe para fazer a atividade onde teríamos que realizar um dueto instrumental para a turma, e desde então somos inseparáveis. Nessa época meu pai também passou a fazer questão que eu o acompanhasse em todas as viagens - tanto internacionais quanto locais - para os desfiles de moda, ensaios fotográficos e gravação de propagandas, e Oliver ia conosco para me fazer companhia. Por algum motivo ele parecia mais preocupado que o normal, constantemente tenso e as vezes até excessivamente exausto para apenas uma noite mal dormida. Quando eu lhe perguntava, ele me dizia que era porque estava trabalhando demais, que tinha que acordar muito cedo e que os seus novos agentes estavam exigindo demais dele, mas na verdade ele estava tendo que nos proteger dos monstros que nos cercavam sem eu saber. Ok que por ser filho de Afrodite eu praticamente não chamava atenção, mas né, ele queria garantir. Não duvidei na época, e atualmente entendo os motivos pelo qual ele não me contou nada. Ele não queria roubar a inocência que eu tinha. Meu pai teve que amadurecer muito cedo, e não queria que o mesmo acontecesse comigo.

Tudo continuou bem durante os anos posteriores, comigo vivendo na utópica bolha que era a minha vida. Mas como nem tudo são flores, arco-íris e unicórnios, um dia ela teve que estourar para que eu de fato visse a realidade. Era uma sexta-feira a noite, Oliver, eu e mais alguns amigos estávamos reunidos no salão principal da escola juntos aos demais alunos, esperando pelo início da festa de formatura. Havíamos acabado de passar pela cerimônia, e em breve muitos de nós seguiríamos por caminhos diferentes - o que tornava aquela uma noite de despedidas para a maioria. A música preenchia o ambiente de maneira agradável, alguns dançavam, outros bebiam algum refresco e nós jogávamos papo fora sobre os planos que tínhamos para o futuro. Eu e Oliver iríamos para a mesma faculdade de música, e era muito empolgante saber que continuaríamos a nos ver mesmo depois do colegial. Amber - nossa amiga que tinha uma queda por Oliver - disse que pretendia fazer psicologia. Peter faria engenharia química e Aaron trabalharia jundo ao pai dele em uma oficina e automóveis. Todos estávamos a apenas um passo de iniciar a caminhada rumo aos nossos sonhos, mas nem sempre as coisas acontecem como planejamos.

Lembro que naquela noite Amber pediu para falar comigo em particular, fora da escola, pois aparentemente ela iria se declarar para Oliver e queria saber se eu tinha alguma dica para ela. Sempre achei que os dois ficavam muito fofos juntos, mas ele não parecia muito confortável na presença dela. Não sei explicar o motivo, mas meu amigo sempre dava um jeito de se esquivar das investidas românticas da garota sem ser rude ou grosseiro. Alertei-a sobre a possibilidade de ele gostar dela apenas como amiga, mas também falei um pouco a respeito do que ele gostava para ajudá-la a ter mais chances. Sempre gostei de ser o 'cupido' do grupo.

Pouco tempo depois, seguimos conversando até chegarmos sem querer na quadra de esportes. Foi quando a garota de cabelos ruivos simplesmente começou a rir de uma maneira muito estranha e maliciosa, o que me deixou bem confuso. Inicialmente fiquei sem entender o motivo daquele repentino ato, mas ao fitá-la novamente vi que os seus olhos estavam incandescentes como brasas de uma fornalha.

— Eloy, Eloy... sempre tão bobinho. — Lembro claramente da voz dela dizendo essas palavras, e ainda sem entender, franzi o cenho e dei um passo para trás.

O que significava aquilo? Aquela não parecia a doce Amber que eu conhecia a uns quatro meses.

E a cada segundo que passava, o "disfarce" da garota parecia se deteriorar mais e mais. Nos dedos dela não existiam mais as unhas sempre coloridas e bem cuidadas, mas sim garras pontiagudas e afiadas prontas para serem usadas. Os fios cor de cobre agora tornaram-se semelhantes a uma cascata de chamas sobre a cabeça daquela que a poucos instantes era minha amiga. E o mais chocante: suas pernas agora estavam completamente diferentes. Uma era de burro e outra de bronze, reluzindo sobre as luzes dos refletores.

— Amber... o-o que é isso? — Indaguei, já com as costas pressionando a grade que cercava o local. Um frio percorreu minha espinha e, pela primeira vez na vida, me senti em perigo iminente.

— Seu pai não te contou nada, não é? — Continuou ela, me fazendo ficar ainda mais confuso do que já estava. "Meu pai sabia que minha amiga era um monstro assassino e não me contou?" Foi o primeiro pensamento que lembro ter na hora, e então tudo o que eu queria era acordar daquele pesadelo.

— Fique longe dele sua... coisa horrorosa! — Quando a voz de Oliver surgiu, tanto eu quanto "Amber" nos voltamos para ele e o vimos correr em nossa direção sem calças e com pernas de bode. Até hoje me pergunto como ele fazia para escondê-las e usar tênis, mas naquele momento e só achava que estava enlouquecendo.

Entretanto, meu corpo aproveitou aquele breve momento de distração da empousa e, por puro reflexo, se moveu praticamente sozinho para longe dela. A essa altura meu coração já estava tão acelerado que eu achava que ele poderia sai pela boca a qualquer momento, minha respiração falhava e minha mente quase entrava em colapso por nada mais parecer fazer sentido. Oliver gritou novamente, me dizendo para ter cuidado, o que acabou me despertando de um breve transe no qual eu tinha entrado sem sequer perceber. Tudo isso a tempo de me esquivar - meio desengonçado, admito - das garras da mulher-burro-fogosa que tentou fatiar minha costas. Corri o mais rápido possível para perto do meu amigo, e juntos seguimos rumo a parte da frente da escola com "Amber" em nosso encalço.

Estar correndo por minha vida ao lado de um amigo com pernas de bode tendo uma monstra não tão amigável assim atrás de nós foi uma sensação bem louca.

Para o nosso azar, "Amber" demonstrou-se mais rápida que ambos, e em pouco tempo acabou nos alcançando. Tudo o que senti em seguida foi uma dor aguda e uma forte sensação de ardência no lado esquerdo do abdômen, seguida de uma possível pancada na cabeça que eu posso jurar ter sido efetuada pela perna metálica da mulher-monstro. Acho que ela havia me furado ou cortado com as garras, mas não tenho certeza porque perdi a consciência pouco tempo depois. Além disso só tenho flashes de memória estando no banco de trás do carro do meu pai, com Oliver ao meu lado e o mundo girando a minha volta. Quando de fato acordei eu estava aqui, na enfermaria do acampamento, com meu melhor amigo ao lado me observando e alguns curandeiros andando de um lado para o outro.

Oliver também tinha se ferido durante o combate, mas conseguiu me proteger e ligar para meu pai antes da monstrenga acordar.  Se não fosse por ele eu certamente estaria morto. Depois ele também me contou tudo sobre como seria minha vida a partir daquele dia, sendo um semideus. E bem, até então não foi tão ruim.

Dois dias após ter recebido alta, fui reclamado por minha mãe e mudei de chalé para poder ficar junto dos meus irmãos. E nossa, lá era incrível. Provavelmente o chalé mais lindo e luxuoso de todos.

Atualmente ainda estou me adaptando a todas estas mudanças, e apesar de não poder ficar aqui comigo, meu pai prometeu que viria me visitar sempre que pudesse. Então creio que ficarei bem, aprenderei mais sobre quem eu sou e conhecerei outros semideuses como eu. Não parece uma vida ruim, apenas diferente do que eu havia planejado.

É, acho que é só isso. Se eu lembrar de mais alguma coisa conto a vocês um outro dia, tá? Vou dormir agora, os treinamentos de hoje foram produtivos mas bem cansativos. Então boa noite a todos que tiveram a paciência de me ouvir até aqui, durmam bem e tenham bons sonhos. Obrigado pela atenção.
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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Elizabeth Walker em Ter 13 Nov 2018, 11:54


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite. Estou mudando os deuses de quem faço filhos, pois é q
Brincadeiras à parte, os filhos de Afrodite sempre são vistos como pessoas fúteis ou coisa do tipo e, embora eles tenha lá suas paranóias com beleza e afins, eu acredito que possam ser boas pessoas que sabem se portar da maneira certa no momento certo, independente do que isso possa acarretar. Trabalhar isso com Elizabeth, mesmo com a personalidade boa dela, será um ponto interessante no desenrolar da trama que previ para a personagem.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Elizabeth é uma garota de porte mediano, com cerca de 165cm de altura. Os longos cabelos loiros vieram do pai, e ela possui heterocromia - um olho azul e outro amarelado. É uma garota de beleza incomparável e sabe muito bem disso, tanto que virou uma das melhores modelos francesas - o que acarreta em sempre ir e voltar da escola com seu guarda costas e sua secretária, além de ter um pai extremamente rígido com isso. O rosto em forma de coração lhe dá um aspecto de ser uma bonequinha perfeita, e a aparência frágil a faz parecer feita de porcelana. Os braços são magros mas firmes, as pernas são torneadas e o corpo é curvilíneo, sendo perfeito em todos os aspectos. Os olhos heterocromáticos estão sempre atrás de um óculos de grau, já que sua visão é comprometida - Lizzie possui 6 graus de miopia, sendo completamente cega sem seus óculos. Costuma usar roupas coloridas, embora não dispense o pretinho básico ou as camisetas nerds que tem em seu closet.

Características Psicológicas: Elizabeth é uma garota fofa, meiga e carismática que consegue cativar corações onde quer que vá. Apesar de ser uma modelo incrível, Lizzie gosta de se divertir em parques e fliperamas, além de sempre tentar agradar seus fãs - como tirar uma selfie aqui e ali. Detesta injustiças, embora não costume fazer justiça com as próprias mãos já que ela acredita no "Castigo Divino" e na lei universal do "Carma": tudo que vai, volta, e nem sempre vai ser leve como aquilo que foi. Apesar de ser uma moça alegre, tem seu lado melancólico graças a seu pai, que lhe é muito rígido e praticamente não lhe dá atenção - nem mesmo em seu aniversário ele lhe dirige a palavra. É curiosa com muitas coisas, uma vez que começou a ir para a escola há um ano - antes ela tinha professores particulares -, e apesar disso sabe fazer amigos facilmente. Mesmo com a personalidade doce, a garota sabe quando e como ser incisiva e firme, além de ter respostas afiadas sempre prontas na ponta da língua - principalmente se forem para Chloé, sua colega de sala e rival.

— História do Personagem:

"Você deve estar pensando "olha só, ela fez uma Zoey Montgomery mas com outro nome!"

Tenho algumas coisas para lhe falar: a primeira é que não sei quem é Zoey Montgomery. A segunda é que não sei quem é "ela" a quem vocês se referem. E a terceira é que sim, minha história será narrada em primeira pessoa. Curioso, não? Devo dizer que esta será a história sobre a minha vida, então se não quiser saber nada sobre uma adolescente esquisita, metade humana metade deusa - semideusa, olha só! -, sugiro que pare de ler esse diário.

Digo...

É um diário, por que você está fuçando? Quer saber, esquece. Tenho muita coisa para contar, confesso. Talvez eu deva começar falando que minha mãe não é humana, e sim uma deusa. Pois é né, que loucura! Você não faz ideia do que é loucura, meu amigo, não faz ideia. Como eu descobri isso? Beleza, ai vai então..."

***********************

Tudo começou no dia 16 de Fevereiro desse mesmo ano.

Acordei com meu despertador me cutucando para levantar. Sim, cutucando. Ignorei e virei-me para o lado, resmungando algo que nem eu mesma entendi, mas esperava que Nathalie tivesse captado a mensagem de que eu queria dormir mais um pouco. Eu fiquei até quase três da manhã naquele maldito ensaio fotográfico para a grife do meu pai, que ficou perfeita, modéstia a parte, então eu merecia um pouco de descanso, poxa!

— Lizzie, vai se atrasar para a aula de chinês. — ela falou, o tom sério chegando até meus ouvidos. Cobri a cabeça com determinação: nada me tiraria da cama naquele dia e eu estava disposta e ficar ali pelo menos até dar seis horas da tarde e... — Elizabeth! — Nathalie puxou as cobertas com força, fazendo com que eu me encolhesse e gemesse em protesto.

— Qual é, Nathalie. Me deixe dormir! — reclamei enquanto Ash, meu mordomo, segurava minha destra e me sentava na cama, soltando-me logo em seguida. Esfreguei um dos olhos com a canhota, enquanto a destra ia para o colchão e ficava espalmada entre as minhas pernas. Minha perna direita estava dobrada, enquanto a esquerda estava esticada, então aproveitei e fiz cara de choro: eu sempre conseguia o que eu queria quando ficava naque aposição, não por ser sexy ou coisa do tipo, mas por ser fofa.

E isso amolecia o coração da minha... Hum... Da secretária do meu pai.

— Eu fiquei trabalhando até tarde. Não pode me deixar dormir essa manhã? — bocejei e vi a mais velha suspirar. "Yes!"

— Tudo bem, Elizabeth. Pode dormir até mais tarde, mas não se atrase para o almoço. Seu pai...

— Papai vai almoçar comigo? — despertei instantaneamente, curiosa com a resposta de Natalie. Meu pai era um homem extremamente ocupado, que nunca tinha tempo para mim, nem para dar bom dia ou algo do tipo. E, quando  meu via, apenas me perguntava do trabalho de modelo e se as fotos estavam sendo bem feitas, afinal eu não podia deixar a carreira de Gabriel Walker desmoronar.

Meu pai é um estilista, o melhor em toda a Europa, posso dizer com certeza. Desde que me lembro por gente ele é famoso por seus designs incríveis que misturam o antigo com o moderno, desde a Idade Antiga até o século atual. Papai tem seu nome cravado em pedra, uma rocha sólida que construiu sua fortuna de forma honesta e decente, além de ser extremamente rígido e durão, embora ele tenha uma única fraqueza que evita falar: mamãe.

Eu cresci sem uma mãe, mesmo que eu considere Nathalie quase uma - afinal ela está comigo desde que nasci -, mas não é a mesma coisa. Eu sinto falta de alguém que nem conheço! A única coisa que papai disse sobre ela foi que nos abandonou quando eu nasci, me entregando para que ele me criasse sozinho, o que sempre fazia com que eu me perguntasse se sou amada realmente. Meu pai é frio comigo, Nathalie não tem a obrigação de me amar como uma filha e minha mãe está em qualquer lugar que não em casa.

Por isso, quando papai almoçava ou jantava comigo, eu sentia uma fagulha de esperança se acender apenas para ser apagada pelo iceberg chamado Gabriel Walker.

— Não irá, senhorita. — Nathalie suspirou, me fazendo murchar. Não falei? — Ele só não quer que você se atrase para nada hoje. É só isso, pode dormir mais um pouco. — e, com essas palavras finais, tanto ela quanto Ash se retiraram do meu quarto, me deixando sozinha. Suspirei e lancei-me para fora da cama, afinal eu tinha planos.

Achou que minha preguiça fosse real, não é? Peguei você.

Desde criança eu fui ensinada em casa: tive muitos professores particulares, os melhores que o dinheiro pode pagar, então sim, meu QI é bem elevado, fato comprovado pelo meu teste que chegou a bater quase 200 pontos. Mas sabe, eu sentia falta de pessoas, não que eu não interagisse, embora fosse mais por redes sociais com meus fãs, e quando trocava farpas com Chloé, a filha do prefeito de Paris e garota cotada a levar o prêmio "Pentelha do Ano", quando eu tinha o dever de fazer a social em eventos de caridade. Eu queria ver gente, queria saber como é conversar, como é ter um colega de classe.

Então, secretamente, eu me matriculei no Colégio Françoise Dupont, que ficava perto do centro. Papai não precisava saber disso, nem ninguém ali, e tudo que eu precisava fazer era sair na surdina, o que eu fazia muito bem, modéstia a parte - aprendi a ser silenciosa para despistar paparazzis e pessoas doidas, afinal quando se está na indústria da fama você aprende muita coisa, acredite. Tomei um banho rápido e coloquei uma saia rodada vermelha com bolinhas pretas, uma camisa de linho branca, meu blazer preto e amarrei meu lenço vermelho no pescoço - meu lenço da sorte que sempre cheirava a rosas. Segundo papai, era um lenço deixado pela mamãe, a única coisa que eu tinha dela.

Peguei minha mochila e coloquei meu caderno dentro junto com o estojo e a carteira, calcei minha botinha preta de cano baixo e abri a porta do meu quarto. Olhei para os lados e não vendo ninguém, resolvi sair, dando largas passadas pelos corredores até chegar na porta de entrada do hall, onde eu a abri e fechei rapidamente, correndo logo em seguida como uma louca até o portão dos fundos onde vi uma silhueta parada. A princípio pensei que tivessem me descoberto, mas era apenas Ash me esperando.

Ele era o único que me ajudava sem me dedurar.

— Obrigada, Ash.

— Posso perder meu emprego se algo acontecer a você, sabia? — ele riu sem humor, e eu lhe dei dois tapinhas nas costas.

— Não se preocupe, não vou deixar isso acontecer. — falei e sorri confiante. — Vou nessa. Nos vemos mais tarde.

***********************

Chamei um táxi, que me deixou na porta do colégio e nem cobrou muito caro — 15 Euros e uma foto, que tive que recusar por razões óbvias — e então saí do carro, sorrindo como uma boboca enquanto encarava a fachada do colégio, sem perceber as expressões das pessoas. Claramente algumas tiraram fotos, outras começaram a acenar enquanto eu caminhava colégio adentro, subindo as escadas que davam acesso à construção com classe e elegância, acenando de volta. Isso ia parar na internet, e meu pai iria me descobrir.

Bom, lidar com a fera eu faço depois.

Depois de pedir algumas informações, eu consegui chegar na sala de aula onde estudaria. A professora estava na porta e sorriu quando me encarou - não um sorriso forçado ou interesseiro, mas um sorriso sincero e doce, como se me visse apenas como a adolescente normal que gostaria de ser.

— Bom dia. Você deve ser a Elizabeth, não é? — ela perguntou, me fazendo concordar com a cabeça. — Sou Caline Bustier, a professora responsável por essa classe. Vamos entrar, vou lhe apresentar para a turma.

***********************

Eu tenho duas coisas a dizer sobre minha classe: a primeira é que ela é muito divertida e fiz uma amiga - que por sinal é a garota que divide carteira comigo, e seu nome é Alya. A segunda é que, infelizmente, Chloé estava nela. Era hora do intervalo e minha mais nova melhor amiga estava me levando para conhecer a escola, me apresentando todos os lugares e, depois, ela me apresentou para o restante da turma. Tinha um garoto chamado Nino - que aparentemente era seu namorado -, uma garota gótica chamada Juleica, uma menina amante do rosa cujo nome eu não lembro e mais uns pares de gente.

Conversamos e voltamos para a sala de aula e, qual foi a minha surpresa quando vi um garoto loiro grudando um chiclete na minha cadeira. Estavam tirando com a minha cara?

— Ei, você ai! — falei em alto tom, fazendo com que alguns de nossos colegas nos encarassem. Caminhei a passos largos até próximo a ele e cruzei os braços, fazendo-o se levantar e olhar para mim de forma desconcertada, gaguejando ao tentar me explicar alguma coisa que não entendi muito bem. Ergui uma das mãos e fechei os olhos, respirando para me acalmar, então ouvi uma risadinha que eu conhecia muito bem. — Muito engraçado, Chloé, haha. Por um acaso está no jardim da infância? — suspirei e arranquei uma folha do meu caderno, colocando em cima do chiclete e ignorando completamente o loiro, que se retirou cabisbaixo.

— Amiga, aquele ali é o Adrien Agreste. — Alya sussurrou com um sorriso de desculpas. — Ele em si é uma pessoa bacana, seu único defeito é ser amigo da Chloé.

— Se é amigo dela, deve ter a personalidade meio parecida. — resmunguei enquanto colocava a cabeça sobre a palma da mão, apoiando o cotovelo na mesa. Encarei o loiro novamente e notei que ele era o colega de mesa de Nino, e os dois pareciam estar engajados em uma conversa. Sobre o que era eu não sei, mas também não me interessava.

Não era da minha conta.

***********************

Suspirei assim que cheguei na porta do colégio. Estava caindo a maior chuva e eu havia perdido o número do taxista, ou seja, teria que voltar para casa à pé. Segurei a mochila nas mãos e resolvi esperar já que estava com medo de pegar o celular e ligar para meu pai - depois das milhares de fotos e vídeos que provavelmente foram parar na internet, ele devia estar uma fera comigo. Mordi o lábio inferior, afinal eu estava dividida: a escola era um local legal, mas não tinha mais tanta certeza se queria voltar. Quer dizer, imagina estudar durante o ano inteiro com Chloé Bourgeois? Acho que vou pirar.

Recostei-me na parede, pensando em quanto tempo eu ficaria por ali esperando, quando alguém passou por mim. Era ele.

— Eu gostaria de dizer que sinto muito. — Adrien começou, escondido sob ser guarda-chuva branco. Então virou-se para mim, estendendo um pouco o braço e deixando o objeto sobre minha pessoa. Um sorriso sincero de desculpas surgiu em seus lábios, o que me fez ficar estupefada. Confesso que ele era lindo com aqueles cabelos loiros, olhos verdes e rosto angelical, e então foi a minha vez de ficar muda. — Não foi eu quem grudou chiclete na sua cadeira. Eu apenas estava tentando retirá-lo. Chloé faz muitas brincadeiras estúpidas, então eu sempre tento consertá-las.

Continuei calada, olhando para ele com sabe-se lá com qual expressão. Adrien olhou para baixo e então para mim novamente, desta vez estendendo o cabo do guarda-chuva na minha direção.

— Eu não sei muito bem como fazer amizades, eu confesso. Mas você me parece ser uma pessoa legal. — falou sorrindo e, dessa vez, eu senti minhas bochechas arderem. — Podemos ser amigos, o que acha?

Um trovão ecoou no céu, me fazendo "acordar" do meu estado de torpor graças às palavras dele, e somente ai eu peguei o guarda-chuva de sua mão. E, em meu nervosismo, eu o fechei em mim mesma sem querer, o que causou gargalhadas no loiro à minha frente. Abri o objeto, meu rosto ardendo em vergonha, e dei uma risada sem graça, completamente envergonhada.

— Pode ficar com o guarda-chuva, eu moro aqui do lado, literalmente. Tá vendo aquela padaria? — ele indicou uma construção baixa, com paredes em cor nude. Afirmei com a cabeça. — Apareça ali quando quiser comer algo diferente. Meus pais são os melhores em toda a Paris. Bem, vou indo nessa. Até amanhã. — Adrien se virou e começou a correr escada abaixo, indo o mais rápido possível para fugir da chuva.

— Até amanã... Manana... Manhãna... Ai... — suspirei em derrota, o rosto completamente corado em vergonha e o coração batendo de forma engraçada no peito. Aquilo era o que chamavam de "amor à primeira vista"? Abri um sorriso enquanto apertava o cabo do guarda-chuva, o barulho das gotas de água que caíam me dando uma sensação de quero mais.

Eu cheguei a duvidar da minha vontade de realmente bater o pé com meu pai sobre isso. Mas, depois de hoje, eu tinha certeza de que queria aquilo. Eu queria ver Adrien novamente, queria vê-lo todos os dias. Suspirei e ergui os olhos para cima.

E foi nessa hora que minha vida mudou completamente.

Uma pomba branca, com uma aura cor de rosa, pairava acima de mim para que, com a mesma rapidez que surgiu, ela sumir. Não sabia  que aquilo significava, mas esperava que fosse algo bom, um sinal de que eu estava tomando a decisão correta. Agora era apenas enfrentar o meu pai e lhe contar que a escola não seria uma coisa ruim para mim. Principalmente com meu destino amoroso em jogo.

Observações:
Desculpem pela história, de verdade ;-;
Eu comecei a ficar sem ideias, faz tempo que não escrevo uma ficha de reclamação ;-;

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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Phobos em Ter 13 Nov 2018, 17:42




Avaliação


Eloy B. Gauthier

Olá. Primeiro de tudo seja bem vindo ao fórum.

Eu gostei da história que desenvolveu para o seu personagem e maneira como descreveu tudo. Meu único conselho é que separe um pouco mais alguns dos seus parágrafos, eles acabam ficando grandes de mais e se tornam um pouco massante de se ler, mesmo não estando ruim e com a escrita impecável. Por ser uma ficha de avaliação comum, não tem por que eu ser chato e falar vários detalhes bobos que passaram por despercebido.

Resultado


Aprovado como filho de Afrodite;
100xp pela história;







Avaliação


Elizabeth Walker

Olá. Lá vamos eu te encher de elogios como sempre fiz em minhas avaliações pra você antes do remake do fórum.

Devo confessar que fiquei extremamente surpreso com a sua decisão. Afrodite? Cadê o girl power da filha de Apolo mais poderosa do fórum? Na real, eu espero muito que Elizabeth seja tão f*da quanto a Zoey foi para o fórum, sou muito KeikoFã sim. Não tenho o que reclamar a sua história, nem da sua escrita, afinal você sempre foi muito boa com tudo o que fazia e é extremamente criativa. Boa sorte na sua nova jornada!

Resultado


Aprovada como filha de Afrodite;
100xp pela história;




Atualizado




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Re: Ficha de Reclamação para Deuses Olimpianos

Mensagem por Dolar Poggi em Qua 14 Nov 2018, 12:46


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hermes, Pelo simples fato que eu adoro as possibilidades de desenvolvimento do meu personagem baseado nas habilidades e traços de um filho de Hermes. Também e perfeito para meu herói de origens latina.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Dolar tem exatamente 24 anos. 1,80m de altura com 83kg. Um rapaz com aparência jovem, cabelos castanhos, olhos verdes e mesmo dono de um belo sorriso e traços sérios dominantes no seu rosto, na verdade nunca deixa seu lado divertido e engraçado de lado. Com um porte físico levemente forte, mantem sua agilidade e destreza em dia para poder levar sua vida de uma forma mais " fácil ".

Psicológicas: Dolar e a pessoa que sempre fica por cima nas situações. Dono de um super ego e incrível nível de confiança moldada com os anos de experiencia fazendo coisas idiotas e estupidas apenas para chamar a atenção da sua mãe e padrasto. Um tipo de pessoa que foca toda sua atenção em como transformar uma situação seria e para muitos "chata" em momentos únicos e divertidos principalmente pra ele. (até por que nem todos estão dispostos a receber boas e más piadas em todos os momentos.)

Mesmo na infância tendo alguns complexos de inferioridade e  problemas para fazer amigos, Dolar nunca recuou ou se deixou levar pela situação, ele sempre buscou estar a frente de todos, buscar vantagem nas situações, ser o centro das atenções. Tudo isso para moldar o perfil de uma pessoal que supostamente está pronta para tudo e todos.

— História do Personagem:
Meu primeiro presente.

O ano é 2004, eu estava super ansioso por que em 2 dias eu completaria 10 anos de idade e não podia esperar mais. 1 semana antes minha mãe disse que talvez meu pai voltasse de sua longa viagem a trabalho para poder estar perto do filho, e isso e algo que que fez entrar em euforia. Durante 9 anos da minha vida eu apenas ouvia historias vagas sobre meu pai, alguns detalhes sobre a aparência dele, algumas coisas que ele poderia ter falado ou não (já que minha mãe não é tão boa com detalhes), porém eu sempre imaginava o melhor, um super pai, forte, grande, respeitado e com um grande amor por nós, mesmo no fundo sabendo que talvez  estivéssemos sido abandonados.
A manhã tão esperada chega e a unica coisa que consigo imaginar é como ele deve ser.

— Parabéns pra você... Muitas felicidades ...   de vida! — eu conseguia escutar essa canção levemente sendo cantada por uma voz muito familiar. Eu conheço essa voz, é a minha mãe, ela está outra vez sem dormir e com certeza se esforçou o máximo para comprar algum presente, mesmo que não seja o de valor maior. Abro meu olhos e vejo minha mãe com um chapéu de festa na cabeça e Artur com um pequeno bolo na mão. Os dois estão dizendo o quanto sou importantes pra eles.

— Cade... cade meu pai? — segurando o choro por mais uma vez ser enganado e esperado tanto para ver ou sentir algo que não existe na minha realidade.

— Filho, ele teve um pequeno imprevisto, eu sei que é chato mais ele não vai conseguir chegar. — eu conseguia notar o peso nas palavras da minha mãe, algo que qualquer pessoa poderia ver de longe, meu pai não ia chegar, nem tinha tentado vir, apenas escutei algo que eu precisava escutar para me sentir melhor.

— Tudo bem mãe, não que isso seja importante, até por que minha família são vocês e não nenhum pai idiota que não consegue sequer lembrar do aniversario do seu próprio filho. —  sem nenhuma expressão abaixei minha cabeça e senti uma mão bem doce e sutil fazendo um leve carinho.

— Você esta crescendo muito rápido,não só em tamanho Dolar, acho que você merece isso. — eu deveria estar triste, minha mãe deveria estar triste porém estávamos super feliz com toda a situação. Minha mãe tira do bolso uma moeda dourada, coloca em minhas mãos, com um leve sorriso me diz.

— Isso é um presente do seu pai, e algo muito importante, quero que guarde com você, é uma moeda magica! *plim* — falou rindo reproduzindo um tipo de movimento magico.

Instruções a serem seguidas.

O ano é 2010, já não sou uma criança e também não vivo mais em uma casa, minha mãe faleceu a 3 anos e não tenho prazer na vida, porém sigo tentando encontrar um rumo pra ela.

Sábado, dia 22 de Julho. O dia começa super bem, as 6:00am estou acordado e esperando o resto dos meus companheiros para realizar nossas atividades diárias desse orfanato. Tarefas simples de serem executadas (ainda mais fácil se você tiver pratica, e eu tenho muita.). Conseguimos terminar antes das 10am para poder aproveitar melhor nosso dia e quem sabe fazer alguma coisa idiota pra gerar problemas a velha Sra. Rosita, que se esforça pra fazer de nossos dias nesse lugar os piores possíveis. (pra mim parece uma troca justa.)

— Dolar, hoje temos algo grande pra fazer — Samuel tinha um sorriso perigoso quando me disse essas palavras, eu não podia esperar menos já que se ele não encontra problema o problema encontra ele.

— Cara, eu to dentro, o que você tem pra mim? — mesmo inseguro com os planos de Samuel eu não tive escolha já que todos estavam se divertindo muito com isso, e eu não sou de ficar de fora.

O plano era simples, eu como sou o mais rápido e ágil, iria chamar a atenção do guarda e faze-lo me seguir pelos becos, enquanto Samuel e Daniel deveriam aproveitar esse meio tempo pra roubar essa loja super chique e elegante que tinha na calle 14. Eu sempre fico meio nervoso antes de atuar, mas se existe alguém que foi feito pra isso sou eu, tenho uma facilidade enorme com essas coisas, mesmo que não seja a melhor coisa para ser bom nisso. 1,92m, careca e com um bom porte físico, na cintura um radio e uma pistola, expressão de impaciência e confiança, realmente parecia ser um bom guarda, mas como todos os outros, não são páreos para Dolar.

— Bom dia sr. Oficial, poderia fazer uma pergunta? — mantive o sorriso grande e inocente esperando uma boa reação

— Garoto, isso não e um lugar para crianças, vai brincar em outro lugar. — muito serio e profissional sua atitude, porém eu já esperava por isso.

— É eu tenho um grande sonho de um dia ser magico, eu poderia te mostrar ? juro que vai ser muito rápido — puxo do meu bolso, minha moeda da sorte, uma moeda de Ouro que recebi a muito tempo do meu pai, ela é brilhosa, de tamanho médio e sempre chama muito a atenção.

— Ta vendo essa moeda? Vou fazer ela sumir. — com muita pratica e a atenção correta da pessoa eu escondo a moeda atras dos meus dedos e faço uma cara de mistério.

— Mas... Pra onde foi? — com essa resposta eu sabia que ia ser fácil enganá-lo e ainda mais ganhar tempo.

— Ela ta bem aqui, olha! — coloco minha mão no bolso esquerdo do guarda chamando toda sua atenção a esse lado e ao mesmo tempo eu pego sua arma com a outra mão.

— Tadãaam ! Tava o tempo todo no seu bolso! — guardando a pistola por trás  de mim, sobre minha camisa, foi como roubar doce de criança, ele nem viu acontecer.

— Agora vem a magica principal oficial! — ele chega sorrir de emoção. então simplesmente me afasto 6 passos para trás e revelo a pistola.

— Ei... isso e meu, me devolve agora !
— Na verdade se ta comigo é meu. — faço um sorriso e começo a correr na direção dos becos, algo super comum e simples de executar. Olho para trás e posso ver meus amigos entrando na loja, e um guarda furioso me perseguindo pelas ruas, algo notavelmente engraçado.

— Acho melhor você desistir, nunca vai me pegar! — grito sorrindo arrevessando ruas, saltando muros e pegando os piores e mais confusos caminhos.

— Acho que você não entendeu garoto... — uma voz terrivelmente assustadora e grossa, algo que nunca tinha ouvido antes, eu senti um medo enorme e mais forte que esse medo foi somente minha vontade de sobreviver. Começo a correr o meu limite, escalo muros grandes, subo por cima de casas, porém sempre que eu olhava para trás, eu via esse guarda com olhos estranhos e uma risada aterrorizante.
Começo a pensar que talvez isso seja algo da minha cabeça, mas e tão real. Um grande muro seguido de uma queda alta e perigosa, escolho esse caminho por extinto e executo o salto mais largo da minha vida, eu pude ver tudo em câmera lenta, eu coloco meu pé sobre uma pedra visivelmente confiável e ao momento que executo o salto, essa mesma pedra se solta e em pleno ar eu sei que não vou conseguir atravessar, eu começo a ver o chão cada vez mais próximo. Uma queda que para qualquer pessoa normal seria muito ruim e geraria lesões ao simples contato, mas não comigo, eu sabia o que fazer, sabia como ia ser a queda e sabia que posição eu deveria tomar pra diminuir os danos da queda.

— ahhhhhhhhh! — grito de dor, não acho que cheguei a torcer alguma coisa, mas isso realmente doeu bastante. Vejo uma sombra e um forte impacto, ao meu lado está o guarda com olhos vermelhos e uma risada maligna. Eu entro em panico e disparo um tiro na direção do braço do guarda que grita de dor mas não demostra estar muito incomodado com isso.

— Dolar, o que você ta fazendo! Sai dai!! — sera minha imaginação? parece exatamente como a voz do meu amigo, sera que é mesmo o Daniel? ou será coisas da minha cabeça. Em uma fração de segundos eu vejo alguém saltar na costa do guarda a minha frente e escuto bem forte.

— Corre Dolar, pega isso e vai! — Artur estava do meu lado me entregando uma mochila, ao mesmo tempo em que o guarda se sacudia para derrubar Daniel. Eu entrei em um estado de pavor e medo que me fez ficar congelado. Senti uma forte dor no rosto, esquentou a minha face, eu havia levado um murro de Artur.

— Você não entende ainda,por favor sai daqui agora! eu seguro ele, agora vai! — nesse momento eu não tive duvidas comecei a correr na direção contraria a esse guarda, corri o mais rápido possível seguindo estritamente as informações postas por Artur em uma folha dentro dessa mochila. A ultima coisa que me lembro era ter minha moeda da sorte nas mãos e chegar em algum lugar estranho parecido com um acampamento repleto de chalés e pessoas da mesma idade que a minha.

Spoiler:
Desculpa pela velocidade da historia e pelos acontecimentos rápidos, não to com muito tempo
Obg mesmo assim!
Percy Jackson RPG BR



Dolar Poggi
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