Ficha de Reclamação para Três Grandes

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Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 13:18


Ficha para Zeus, Hades e Poseidon


Esta ficha requer 70% de rendimento mínimo para ser aprovada e é avaliada de maneira muito rigorosa. Os Três Grandes — Zeus, rei dos deuses, deus do céu, trovão e relâmpago, deus da lei, ordem e justiça; Hades, rei do mundo inferior e dos mortos; e Poseidon, rei do mar, deus dos terremotos e dos cavalos — são os principais deuses e muito poderosos, portanto seus filhos devem se provar dignos.


Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 150 xp para o jogador. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


Teste


O teste possui enredo aberto. As poucas obrigações referem-se à ficha de reclamação: você deve responder as questões presentes nela como se fosse uma ficha comum. Além disso, há uma parte adicional: além da história, o semideus deve narrar a descoberta como filho de um dos 3 grandes em uma missão relacionada a esse progenitor. O rendimento da missão definirá a aceitação ou não do personagem no grupo desejado.

A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico, psicológico e a história do personagem. Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.




TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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[b]— Missão de Reclamação:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Leonard Crawford em Qui 27 Jun 2019, 03:08


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Zeus/Júpiter, foi a primeira opção e achei que as características e poderes seriam legais para o desenvolvimento do meu personagem, tanto psicologicamente como em batalha, como líder e guerreiro.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Leonard possui olhos azulados de seu pai e cabelos castanhos claros de sua mãe. Sua face é de traços levemente quadrados e sobrancelhas marcantes, bem grossas. Além disso, Leonard possui um corpo levemente atlético e musculoso, apesar de não ser um atleta, tendo pouca gordura no corpo e bastante musculo para uma pessoa que não pratica musculação.

A personalidade de Leonard é um tanto quanto confusa, porém pode ser facilmente resumida como uma pessoa confiante e que demonstra autoridade em suas palavras. Apesar de ser uma pessoa um tanto quanto problemática, seu senso de justiça é bastante afiado e por ter nascido em um meio de difícil convivência, o jovem apresentou muitos problemas durante toda sua vida; principalmente por quebrar regras. Isso se dá ao fato do rapaz vislumbrar as coisas com outros olhos e entender a sociedade atual como uma forma de repressão aos mais frágeis e vê suas ações como um modo de se libertar de uma ditadura imposta. Entretanto, não gosta de injustiças e covardia, podendo ser bem agressivo quando posto em provações.

Como dito anteriormente, é um jovem bem confuso, podendo ser bem sério e bem humorado, dependendo da situação; mas geralmente está sério, apresentando certa dificuldade em criar ligações com as pessoas, devido sua dificuldade em aceitar conselhos e reconhecer onde errou, mesmo sabendo reconhecer quando erra.

— História do Personagem:

Leonard é filho único de uma mulher beirando os cinquenta anos de idade, porém não pôde viver com sua mãe durante todo seu desenvolvimento. Aos cinco anos, sua mãe foi diagnosticada com problemas psicológicos graves, relacionados a delírios e alucinações, oque a levou a ser internada em um hospital psiquiátrico. Leonard nunca soube ao certo oque havia ocorrido com ela, sendo obrigado a morar com seu único avô ainda vivo, já que seu pai nunca teria assumido a paternidade, dado os fatos contados pelo próprio avô.

O rapaz cresceu nos subúrbios de Nova Iorque num pequeno apartamento de dois quartos. Apesar de ser bem inteligente, o garoto nunca fora muito focado nos estudos e tinha um grande costume em matar aula; tendo uma relação muito conturbada com seu avô, dado o fato do velho não responder suas perguntas quanto a morte de sua mãe e, além disso, sofrer de um grave problema de alcoolismo, oque o levava a espancar o garoto de maneira indiscriminada. Desse modo, eles nunca foram muito próximos, tendo uma relação beirando a necessidade de convivência.

Tais fatos fizeram o rapaz buscar a independência o mais rápido possível, para assim, acabar por encontrar um emprego em uma lanchonete local onde o mesmo ganhava um misero salario, porém capaz de sustentar seu pequeno apartamento. Vivendo uma vida ainda simplória, porém mais pacifica, dos dezesseis aos vinte e dois anos.

— Missão de Reclamação:

A missão de reclamação de Leonard começou aos vinte e dois anos, com a morte natural de seu avô aos setenta e dois anos. O rapaz, apesar de não ter uma relação muito afetuosa com o velho, compareceu ao enterro um tanto quanto indiferente com a morte do mesmo e como único ente próximo foi até sua antiga casa para recolher as coisas antigas de seu avô. Sob a forte chuva daquela noite, ele adentrou o pequeno apartamento, subindo as escadas até o segundo andar, onde ficava o lugar. Suas intenções eram a de recolher as coisas deixadas pelo seu avô para então dar um jeito nelas posteriormente. Porém recolhendo-as, ele encontrou uma série de documentos de um hospital psiquiátrico com o nome de uma mulher de nome Mary Crawford, o mesmo sobrenome de Leonard. Intrigado e ao mesmo tempo confuso, já que isso nunca havia sido informado para ele de maneira correta, o rapaz folheou os documentos a procura de alguma informação, encontrando laudos médicos relacionados a transtornos psicológicos graves como psicose e alucinações graves. De acordo com o avô de Leonard, sua mãe havia morrido de câncer, quando ele havia apenas cinco anos, oque o deixou furioso naquele instante.

Porém as datas dos laudos eram datadas de anos atrás, oque fazia o rapaz se questionar a história, pelo fato das datas ainda sim não baterem cronologicamente. Entretanto, Leonard tinha em mãos o nome de sua mãe e o hospital psiquiátrico em que ela estava, tomando a decisão de ir até lá pesquisar sobre o assunto. Sob a chuva e agora sob os raios que caiam pela noite, Leonard seguiu até o hospital com o carro antigo de seu avô, chegando lá após alguns minutos de viagem. Com o seu documento em mãos, um tanto quanto impaciente e aborrecido, Leonard chegou até o hospital psiquiátrico pedindo para visitar a mulher de nome Mary Crawford, explicando que ela seria sua mãe biológica, pessoa da qual a muito tempo ele não via e que era importantíssimo vê-la naquele momento. A recepcionista relutante, barrou sua visita, dizendo para o mesmo voltar no dia posterior e no horário correto para isso. Porém o rapaz insistiu de maneira um tanto quanto autoritária, dizendo que o pai dela havia morrido e que ele tinha de avisa-la sobre a morte dele, sendo importantíssimo para que ele pudesse viajar no dia seguinte. A mulher acabou por cedendo, dada a história e até mesmo o susto que tomou com a maneira que o jovem reagiu; devido o histórico da paciente, não havia problemas, já que a mesma não apresentava problemas de agressividade.

O jovem subiu as escadas junto a uma enfermeira que o levou até um quarto numa ala médica para pessoas com esquizofrenia, uma boa parte delas conversando sozinhas, outras quietas e outras sendo atendidas individualmente. Em um quarto, quase no fim do corredor, estava Mary Crawford. A enfermeira abriu a porta do quarto deixando Leonard entrar, dando-lhe um aviso antes.
— Você tem apenas dez minutos. — Avisou ela, fechando a porta logo depois da entrada do mesmo. A mãe de Leonard estava sentada sobre a cama, com um livro em mãos e nem sequer levantou a cabeça ao ouvir a porta abrir. Leonard se aproximou devagar e tentou chamar sua atenção.
— Mary? — Queria chama-la de mãe, porém não sabia se podia fazer isso. A mulher levantou o rosto lentamente, olhando para a face do rapaz, imediatamente percebendo os olhos azuis inesquecíveis de seu filho.
— Leonard? — Levantou eufórica, com os braços abertos deu um forte abraço no jovem, já com as lagrimas escorrendo em sua face. Ela não precisava de resposta para a pergunta. Ela passou as mãos em seu cabelo, afastando seu rosto, mas não seu corpo.
— Você é tão lindo quanto seu pai. — Ela o elogiou, com um sorriso no rosto. Porém ele não sabia como reagir e acabou por desviar o olhar por um instante, em um sorriso envergonhado. Entretanto estava feliz em vê-la pela primeira vez depois de tanto tempo, mas sua mente continuava confusa depois de tanto tempo.
— Vamos, sente-se. Tem tanta coisa que quero perguntar, meu deus... — Dizia ela, se sentando na cama e puxando-o para lá. Sua empolgação era grande, porém Leonard tinha de ser rápido naquela noite e um raio a interrompeu.
— Ele sabe que você está aqui? — Perguntou, Mary. Leonard achou que ela se referia ao pai dela e a respondeu como pôde.
— Mary, seu pai morreu. — Disse ele, tentando conforta-la ao mesmo tempo. Porém ela não sentia mais nada pelo próprio pai, ele havia colocado ela naquele lugar por tanto tempo e havia a separado do próprio filho. Ela inclinou a cabeça como sinal de falta de entendimento, concluindo com detalhes.
— Estou falando do SEU pai. — Frisou a palavra "seu", procurando dar algum entendimento para Leonard. O rapaz afastou seu tronco alguns centímetros, colocando suas mãos sobre o joelho, além do susto, demonstrava claramente sua confusão.
— Como assim meu pai? Achei que ele estava morto. — Ele respondeu, fazendo sinal de negação com a cabeça e soltando um sorriso sem graça em seu rosto.
Sua mãe então levantou, dessa vez, colocando suas mãos sobre os ombros de Leonard. Ela em seguida andou até o outro lado da sala, pegando diversos desenhos e o entregou. Eram desenhos feitos a lápis de um homem barbudo, outros mostravam águias e raios; porém ele não pode entender muita coisa enquanto folheava os papeis; mas ela fez questão de explica-lo, mesmo que aquilo fosse o motivo de estar naquele lugar.
— Este é seu pai. Zeus, O Deus das Tempestades. — Disse ela, com um tom de serenidade que fora até mesmo assustador para Leonard. Nesse momento o rapaz realmente achou que sua mãe estava louca e que não poderia ajuda-la naquele estado. Ele apenas sorriu, ainda sem graça, e colocou as folhas sobre a cama, dando a ela um ultimo abraço. Ela tentou o repreende-lo, porém soube no momento em que ele se virou que ele não a ouviria.
— Aonde você vai? — Foram as ultimas palavras dela.
Leonard saiu da sala, desnorteado e ao mesmo tempo decepcionado. Todo esse tempo havia vivido uma mentira e quando finalmente pensou ter descoberto a verdade, a loucura havia estragado todo um momento. Porém não ligava para isso, sabia que sua mãe estava viva e isso era importante para ele.

Quando ele saiu do hospital psiquiátrico, um forte trovão ressoou no céu, fazendo-o olhar pra cima e recitar na sua própria cabeça. "Zeus." Ele se manteve sério, até que viu uma águia pousar sobre o carro antigo de seu avô, pra ele, uma simples coincidência. O rapaz tentou espantar o animal, porém o mesmo ao menos se moveu e em determinado momento começou a bicar o teto do carro.
— Mas que porr* — Praguejou, Leonard, colocando as mãos sobre o teto do carro. Ele adentrou o carro e o ligou em seguida, acelerando, na tentativa de fazer a águia sair do teto do carro. Funcionou, porém, a águia, apesar de poder voar muito mais alto, se conteve a voar alguns metros do carro como se quisesse guia-lo a algum lugar. Leonard então ficou intrigado com aquilo, não podia acreditar no que seus próprios olhos podiam ver. Ele então começou a seguir a águia, que por incrível que parecia naquele momento, fazia tudo que era possível para que isso ocorresse sem problemas; diminuindo a velocidade quando necessário e até mesmo parando quando ele precisava.

Após algumas horas de viagem, eles adentraram uma estrada de chão e apesar de Leonard começar a desconfiar dos sensos de direção do animal e do seu próprio senso de sanidade, ele ainda estava intrigado com o fato da águia manter tanta proximidade com o carro, ainda por cima, visivelmente incita-lo a segui-la.

No fim da estrada, a águia parou, como se esperasse o rapaz. Leonard saiu do carro, tentando decifrar aonde havia parado. Ele tentou se aproximar da ave, que voou mais adiante, se afastando dele. Ele sorriu ironicamente, sentindo sua paciência se esgotar devagar. De inicio aquilo apesar de loucura era apenas um passeio para o rapaz, mas agora beirava a insanidade. Ele então começou a caminhar junto a águia, até chegar numa espécie de acampamento, onde a águia pousou sobre uma placa com os escritos: Camp Half-Blood. Desconcertado, Leonardo olhou para a placa, juntamente para o animal, desacreditando aonde havia chegado. Por um momento desejou ser um sonho ou loucura de sua cabeça, porém no fundo, podia sentir uma conexão divina leva-lo até aquele local.
— Que lugar é esse? — Murmurou pra si mesmo, porém apenas uma resposta vinha a mente.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Maisie De Noir em Qui 27 Jun 2019, 03:53


Avaliação



Leonard Crawford — Aprovado


Olá, Leonard! Devo lhe dizer que adorei a sua ficha. Sua história foi bem escrita e cativante. Encontrei alguns erros pelo seu texto, mas em sua maioria pequenas palavras escritas errado como: "Leonard nunca soube ao certo oque havia ocorrido com ela[...]" onde o certo seria separado; sendo errinhos bobos. Algo que você pode melhorar um pouco nos seus textos futuros é o espaço entre os parágrafos, principalmente quando há diálogo. Fora isso, sua ficha foi exemplar. Parabéns!

Qualquer dúvida ou reclamação, não hesite em entrar em contato. Boa sorte!

XP: 135 de 150 possíveis.



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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Éolo em Qui 27 Jun 2019, 13:21



Atualizado

por Éolo


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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Ariel Hargraves em Dom 14 Jul 2019, 12:10


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Escolhi Hades porque quero tentar fazer um personagem com poderes nesse estilo. Algo mais relacionado com o submundo e diretamente com o mundo grego. Também quero algo que reflita a personalidade dos semideuses dos três grandes, e Hades foi o que mais me interessou entre os três.

— Perfil da personagem:
psicológicas
A mente de Ariel é quase um redemoinho. Nunca está alinhada com nada. Seus pensamentos giram, giram e giram e não chegam a ponto algum. Isso é porque ele tem hiperatividade e nunca consegue ficar quieto ou se concentrar muito bem em alguma coisa. Aliada aos problemas comuns de um semideus — como a dislexia e o déficit de atenção —, faz com que ele demore muito mais do que o aceitável para ler em inglês, mas consegue decifrar escrituras gregas muito rápido. É isso que é seu forte: decifrar as coisas. Seu raciocínio lógico é bem desenvolvido e capaz de quebrar todo tipo de código. Talvez venha daí sua obsessão recente por puzzles ou cubos-mágicos.

Ele não é autoritário e nem nada do tipo. Não herdou muita coisa de Hades ou simplesmente passou tempo demais com a mãe — eles atuaram sempre juntos. Seu altruísmo — o de Ariel — já foi um tanto problemático. Ele arriscaria a vida por literalmente qualquer um, até por um grilo prestes a ser atropelado por um automóvel em alta velocidade enquanto atravessa uma rodovia perigosa. E pior de tudo: fazia isso impulsivamente. Agora, ainda tem algo disso, mas em uma escala consideravelmente menor. Ficou um tanto negativista, sem confiar muito em palavras doces. Era uma criança doce, inclusive, mas foi moldado a ferro quente pelo tempo.

Pode ser que tenha algum problema com limites, também… Ou, quem sabe, não tenha nenhum.


físicas
Ariel é um garoto comum. Ele tem cabelo marrom, olhos pretos, um rosto de pedestre e um corpo sem muitos músculos — é até um tanto magricela, mas a mãe meio que o obrigou a treinar um pouco, por isso consegue se passar por definido. Suas roupas são aparentemente as mesmas quase sempre. Jeans surrados, uma camiseta de banda ou uma cantora pop aleatória, um tênis da Vans ou da Adidas — não tem uma marca preferida, mas gosta muito do conforto dessas duas, e são relativamente mais fáceis de serem furtadas por causa da popularidade. Além disso, tem sempre algo pendente no pescoço. Não dispensa um acessório por ali.

— Missão de reclamação:

alguns anos atrás, quando ariel tinha seus onze anos

Hoje é um dos dias em que tudo parece dar errado. As gotas de chuva caem cada vez mais fortes e até doem um pouco quando encostam na pele com agressividade. Os cílios carregados de água ficam mais pesados e é difícil manter o foco durante uma corrida sem rumo. Para onde  vou?, repito várias e várias vezes, perdido entre os becos e as vielas nova-iorquinas. Por cima do ombro, consigo ver alguns vultos e ouvir grunhidos distantes, acompanhados de passos carregados de muita fome e raiva. É deles de quem fujo. Minhas pernas estão um pouco cansadas, querendo ceder e precisando de uma pausa para descanso. No entanto, o compasso em que o monstro se aproxima não me dá nenhuma brecha para esse luxo.

— Caramba… — exalo, baixinho.

— Não temos tempo pra isso, criança. Recomponha-se e continue. Estamos quase lá! — Pippa sussurra.

Pippa também pode ser chamada de mãe. Aliás, ela é minha mãe. Temos uma relação de mãe e filho um pouco menos convencional. Isso porque há muitas outras crianças e adolescentes sempre por perto, então temos de dosar um pouco as coisas, para que eu não pareça o favorito ou que recebo mais atenção. Confesso que gostaria de receber mais atenção às vezes, já que sou o filho de verdade, mas não faço nada a respeito. Compreendo que os outros precisam de uma presença familiar o mesmo quanto eu, e por isso não ajo possessivamente com Pippa. E, sempre que possível, por ser um pouco mais velho, tento dar um puxão de orelha ou outro para parecer mais maduro e fraternal. Há quem diga que ajo maduro demais para minha idade. Que bobagem.

— Sabe.. Se você fosse um pouco menos… — fecho os lábios para evitar atrito.

Sinto que, mesmo ocupada correndo de um monstro para não acabar devorada, Pippa me lança um olhar fuzilante. Tenho que parar com minhas sugestões impulsivas. São meio problemáticas e bastante inoportunas, reconheço. Isso porque nem terminei o que ia falar. Acho que nem devo. Afasto esses pensamentos distrativos da minha mente e retorno ao meu objetivo principal do momento: não tropeçar em nada.

Viemos até esse lado de Nova Iorque — deve ser o Bronx ou algo do tipo. Não faço a menor ideia, para ser mais exato — para resgatar uma garotinha em apuros. Acabou que estamos procurando por ela e ao mesmo tempo fugindo de um monstro que queria devorá-la e agora quer nos devorar também. É um tanto engraçado como Pippa acha as crianças do orfanato-móvel e como elas sempre são adotadas por cadeirantes ou homens de muleta — quando são. Isso é algo questionável, inclusive, mas ela deposita sempre bastante confiança em todos os pais adotivos, o que me conforta um pouco. Sei que ela não toma decisões erradas.

— Ali! — ela grita e aponta em uma direção.

Automaticamente, mudamos o rumo da nossa corrida. Atrás de uma pilha de lixo e alguns barris cheios dele também, uma garota de mais ou menos sete ou oito anos se encolhe para tentar se esconder. O cheiro é bem forte e quase me causa náuseas. Isso só não acontece porque tampo o nariz com a ponta dos dedos. Pippa me puxa e nós dois acabamos caídos no meio dos sacos. Deve ser quase uma tonelada de lixo, esparramado por um perímetro relativamente pequeno, o que faz com que o odor seja muito forte.

— Eeeeca! — sussurro, hesitante, quando sem querer encosto em algo molhado e melequento. Prefiro não descobrir de que se trata.

— Shhh!

No escuro da noite é menos fácil ver o quão bonita minha mãe é. Não que ela seja uma Giselle, mas é algo bem próximo. Seu cabelo é meio loiro, meio marrom, como se tivesse feito ombré-hair, mas ela nunca fez isso. Seu rosto é bem harmonioso e a pele bronzeada e brilhante. Ela carrega uma aljava recheada de flechas prateadas, mas não tem nada em mãos que possa utilizar para atirar.

Agradeço a sua ideia de descansar em cima do lixo, apesar dos apesares. Minhas pernas agradecem mesmo. Algo em mim me faz brincar com uma latinha que encontro na superfície das montanhas de entulho. Preciso de um pouco de distração. Fugir de um monstro é estressante. Pippa a tira de mim e joga para o outro lado do beco. Maluca! Não faça isso! Mas então eu me lembro que estava sendo perseguido por um gigante estranho há pouco. Ela faz isso para que ele vá na direção oposta. Consigo vê-lo tentar farejar algo e, com uma iluminação meia-fase, é possível ver o contorno do seu nariz torcer com o mau-cheiro do lixo também. Ele funga bem forte — é possível ouvir o ranho subir pelos canais nasais de longe — e segue um outro cheiro, talvez mais atrativo que o de resíduos, que vem da mesma direção de onde a latinha parou. A água da chuva faz um contorno brilhante no seu corpo cheio de esteroides até ele desaparecer em uma segunda viela estreita.

— Uau… Genial — brinco.

— Agradeça à essa pirralhinha pela brilhante ideia — Pippa diz.

Ela passa a mão embebida em chorume (sem perceber, eu acho) na cabeça da garotinha. Ela afasta Pippa e xinga em uma língua que parece espanhol, mas não sei dizer exatamente, porque só falo inglês.

— Acho que é a hora de irmos embora — minha mãe fala, e consigo notar uma quantia positiva de alívio na sua voz — Onde será que Mike foi parar com o meu arco?

Até me esqueço que ela usa um arco de vez em quando. Click. Algo estala em minha mente, e então uma onda de preocupação faz meu corpo inteiro tremer com um espasmo e um calafrio simultâneos. Mike! Mike! Sacudir Pippa não é suficiente para fazer que ela se lembre também, então tenho de gritar bem alto:

— Mike estava vindo por lá!

Todos nós começamos a correr na direção do gigante, até a garotinha recém-resgatada — ela, na verdade, corre arrastada. Tem de mexer as pernas o mais rápido que consegue para não acabar se machucando de verdade. Parece sempre estar murmurando algo mal-educado e ininteligível para qualquer pessoa além de ela mesma. Mesmo correndo, sou obrigado a revirar os olhos com seus menos de dez anos de ingratidão. Por favor, coopere! Você poderia ter sido fatiada e depois assada em um espeto improvisado!, é o que eu gostaria de falar, mas soaria rude e extremamente agressivo com uma criança. Por isso, prefiro ficar em silêncio e apenas comprimir os lábios em sinal de reprovação.

Quando entramos no outro beco, a cena não é surpreendente. Mike, um garoto de catorze anos, se contrapõe em uma parede, encurralado por um brutamontes de dois metros e com um moicano estiloso no topo da cabeça. Ele é um rapazinho mirrado, sempre veste uma regata não importa se faça frio ou calor. Por trás da barreira de músculos bem diante dos meus olhos, consigo vê-lo vibrar da cabeça aos pés de medo. Preciso fazer algo. Preciso fazer algo. O arco de Pippa está no chão, largado, bem aos pés do gigante, trazido por Mike até ali.

Não penso duas vezes e disparo na direção da arma. Não estava tão longe assim. As poças acabam alarmando minha chegada, eu acho. O gigante vira na minha direção, já com uma palma preparada para me acertar. Minha mãe grita lá atrás, também se perguntando de onde veio tanta impulsividade e burrice. É só assim que percebo que ele tem apenas um olho fumegante bem no meio da testa. Que estranho. É um ciclope? Tenho tempo somente de colocar a mão no arco e arremessá-lo para trás, esperançoso, sem poder pensar muito no único olho do monstro. Torço para ter adivinhado corretamente a posição que Pippa se situa. Foi uma troca dolorida. Sinto um baque forte me jogar no chão e me fazer deslizar pelo concreto úmido. Tudo começa a girar no sentido anti-horário.

Um zunido metálico corta o ar pouco tempo depois de alguma coisa mais acertar minhas costelas. Minha visão se encurta pelas laterais e tudo vai ficando mais escuro aos poucos. Algumas silhuetas aparecem na minha frente e, lá no fundo, algumas vozes conhecidas mas estranhas chamam pelo meu nome. Não consigo responder. Até tento, mas nada que possa ser compreendido escapa dos meus lábios. Uma nuvem de pó dourado cai lentamente no chão, bem na minha palma entreaberta e sem qualquer reação. Lá no fundo, borrado, mais duas sombras gigantescas aparecem. De repente, tudo fica preto.

***

Acho que estou sonhando. Para todos os lados que olho — ou tento, no meio da escuridão —, há pedras. Existe apenas um feixe luminoso em uma das paredes úmidas e, bem no meio da fresta, uma silhueta masculina alta. Eu me aproximo um pouco e sinto um calafrio percorrer a espinha, como um alerta para não chegar perto demais. Um pouco de fumaça ou talvez gelo seco, para parecer mais sombrio, escapa do mesmo buraco que alumia o ambiente.

— Ca-han — a parede fala (ou tosse).

Ou melhor: uma voz que vem da parede fala. Quase isso. Depois, parece que é a fumaça quem fala. Que confusão! Uns segundos são suficientes para um homem da mesma altura da sombra se materializar na minha frente. Ele tem os olhos fundos, pretos e penetrantes. Seu rosto não tem uma idade muito certeira, mas é provável que beire os quarenta — como indica sua voz, também. Sinto um calafrio quando ele se aproxima mais um pouco, o que se intensifica quando a misteriosa nuvem inebriante toca os meus pés.

— Como vai? — pergunta.

— É… B-bem? — a voz quase não sai, mas respondo.

— Ah, que bom que perguntou! Eu também estou ótimo, como pode ver — e é como seu sarcasmo me dê um soco no estômago. Tenho de aprender a ser mais educado.

— Ahnn… — até tento, mas nenhuma palavra completamente formatada escapa da minha boca.

Ele dá um sorriso quase simpático — seria, se a iluminação macabra não deixasse o gesto um tanto sombrio. Sua mão toca meu ombro e eu encolho um pouco o corpo com a intimidade que o homem misterioso acha que tem. Você não pode sair por aí encostando nas pessoas!, quase falo em voz alta. Ainda bem que perdi o controle das minhas cordas vocais.

— Você já está grandinho — ele emenda.

Não consigo dizer nada. Fico parado, o observando. É só um sonho, mesmo. Mas por que parece tão real?

— Acredito que deva estar se perguntando quem eu sou. Vamos lá: — ainda não soltou meu ombro. — Sou Hades — quem? — Un-hum. Hades, o deus grego, ex… Ou será que posso me chamar de Olimpiano? Aliás… Quem liga? — concordo! — Eu comando o submundo, o reino dos mortos. Mas, às vezes, dou uma escapadinha e acabo no seu mundo.

— Certo.

— E agora a parte mais importante e também mais complicada — finalmente solta meu ombro enquanto fala. — Por que isso tem de ser tão complicado? Eu sou um deus! fala mais baixo, mas consigo ouvir mesmo assim.

— Pode me levar de volta? Esse sonho está muito estranho — pergunto.

— Não — Hades vocifera austero e determinado. Não penso em fazer nenhuma pergunta além dessa depois da sua resposta extremamente clara. Sua voz ecoa pelo túnel vazio e frio.

Consigo ouvir vozes me chamando de fora da caverna. É como se meu corpo de verdade estivesse com muita vontade de acordar mas não pudesse, porque Hades me prende em um sonho esquisito. Dou um sorriso amarelo e recuo um passo, evitando ficar muito perto.

— Sabe, sua mãe foi uma pessoa muito especial para mim. Ela não é uma deusa, uma semideusa como você ou alguma coisa que derive da Grécia. Mas ela tem um dom muito, muito especial: Pippa consegue ver através da névoa. É por isso que ela enxergou esse monstro que te fez parar aqui. E é por isso, também, que anda com um arco. Nunca achou isso estranho? — Hades pergunta, mas suponho que não precise de nenhuma resposta no momento. — E isso foi o que me atraiu nela. Não tenho muitos filhos porque mortais são muito entediantes. Pippa é uma rara exceção. Tivemos um momento ou outro e, então, você nasceu.

Ele está dizendo que é meu pai. Certo, certo. Também me chamou de semideus. O que é isso?

— Tenho observado vocês dois. Especialmente você, na verdade. Temo que sua hora tenha chegado — torço para que a hora que ele menciona não seja a de morrer. Sou tão jovem! — É. Realmente.

— Minha hora? — não consigo me conter e pergunto, mesmo com os dedos trêmulos. Fecho os punhos para esconder isso.

— Hora de cumprir o seu destino, Ariel — engulo em seco quando Hades diz meu nome. — Se não entendeu ainda, você é um filho de Hades. Meu filho. E semideuses têm deveres que precisam ser cumpridos. Sinto muito que isso comece tão cedo, mas não posso mais ficar escondendo você de monstros porque seu cheiro fica cada vez mais forte com o passar dos anos. E, no final das contas, mesmo sendo interessante, Pippa é apenas uma mortal. Chegará um tempo em que ela não dará mais conta de tudo isso.

Filho de Hades. Meu filho. Pippa é apenas uma mortal.

Já não tenho nada para dizer. Minha mente se esvazia e nenhum pensamento surge.

— Agora volte. Conte à Pippa sobre mim. Ela saberá o que fazer. Sempre sabe. Acho isso incrível — um olhar nostálgico passa por seus olhos, mas ele logo afasta isso. — Que Perséfone nunca saiba sobre isso! — ele murmura para si mesmo, mas consigo ouvir de novo.

— Até mais — ele se despede, sorridente, quase orgulhoso do discurso que fez.

A névoa fica mais densa rapidamente e sobe até a altura da minha cabeça. Sinto que vou sufocar mas, subitamente, acordo.

***

Minha cabeça lateja um pouco. Não sei se pelo sonho ou por ter tomado um tapa de um ciclope. Ciclope? Meus olhos custam a abrir e, aos poucos, me integro ao que acontece pelo mundo real. Mike vacila para os lados, quase sendo golpeado por um dos dois outros ciclopes que apareceram. Eu estou um pouco longe, inclusive. Longe demais e tonto demais para poder ajudar em algo. Pippa prepara uma flecha no arco enquanto corre do outro gigante e a garotinha tira uma faca de serra de debaixo do moletom.

Não questiono muita coisa.

A menina, então, enfia sua faca serrilhada no tornozelo do ciclope que tenta devorar Mike. Ele grita bem alto, enquanto o outro explode em poeira, acertado por uma flecha no meio da testa. Depois, enrola a garotinha com seus dedos gigantescos e roliços. Ela exprime um quase-grito, exaurida e sendo esmagada pelo monstro. Não demora muito para que estoure em pó dourado também, sendo acertado pela exímia pontaria de Pippa exatamente na laringe. Apenas uma mortal.

Tento erguer a mão para comemorar, mas isso soa como um espasmo, somente. Não tenho muita força ainda. Permaneço deitado, tentando recuperar os sentidos pouco a pouco. Os outros se aproximam de mim ao notar que acordei — Pippa traz a garotinha chorando em seu colo.

— Ariel? Filho?

Filho de Hades,
completo.

Mike me levanta. Consigo, finalmente, ver tudo claramente, sem nada embaçando a visão. Reviro minha mente em busca das palavras corretas para empregar, como se fosse um tanto difícil pronunciar alguma coisa clara. Na primeira tentativa, é só um som estranho que sai da minha boca.

— Pippa, quem é Hades?


Ninguém parece entender muito bem, mas vejo Pippa franzir o cenho e aproximar as sobrancelhas, numa óbvia expressão tensa. Ela se aproxima um pouco mais e acalenta meu rosto com a mão livre depois de largar seu arco no chão. Um filete de sangue escapa da sua têmpora, mas ela não parece sentir dor, já que muda o rosto para um semblante tenro e compreensivo rapidamente.

— Temos muito o que conversar, Ariel.

Ela vira as costas e eu e Mike a seguimos. Não faço a menor ideia do que pensar agora, mas algumas coisas ficam vindo nos meus pensamentos, pulsando, precisando de respostas. Não questiono muita coisa. Acho que esse é o momento em que tenho uma conversa de pertinho com a minha mãe. Ela só não quer falar as coisas na frente das outras crianças, presumo. Semideus. Filho de Hades.


— História da personagem:
alguns anos atrás, quando ariel tinha seus quase doze anos
Pippa me contou tudo com muitos detalhes. Eu não entendi muito bem como tudo se desenrolou, mas acabei nascendo depois que o deus do submundo, Hades, conheceu minha mãe, Pippa. Ela é uma mortal extraordinária, segundo as palavras de Quíron, um centauro milenar. Consegue ver através da névoa, coisa que normalmente só semideuses, como eu, monstros, deuses e outras criaturas mágicas conseguem fazer.

— Tenho mesmo que ir? — pergunto, um tanto triste.

Com aqueles olhos de quem quer chorar mas está segurando para parecer mais forte, minha mãe passa a mão no meu rosto, tentando memorizar os meus traços, acho. Não precisa fingir, Pippa. Eu sei que você é forte. Pode chorar de vez em quando., queria falar, mas acontece exatamente o mesmo comigo. Sei que vou demorar vê-la novamente e também coloco a mão no seu rosto.

— Sim, você tem. É mais seguro lá. Quíron vai treiná-lo — ela assegura, arrumando meu cabelo. — Você vai ficar bem.

— Mas e você? Vai ficar bem, sozinha?

— Eu vou ficar bem, sim, meu Ariel. E eu nunca vou estar sozinha. Sabe disso.

A garotinha que havíamos resgatado no beco, que atende por Hazel, estava segurando no pulso de Pippa. Ela é bem simpática, no fim das contas, mas não consegue falar inglês muito bem. Ainda bem que mães como a minha existem, e eu não ligo de emprestá-la para outras crianças quando é necessário.

— Tudo bem, então.

Eu a abraço como se reunisse toda a força que já tive durante a vida nos braços. Ouço até seus ossos estalarem, mas continuo apertando. Minhas costas também doem um pouco, porque Pippa me aperta com a mesma intensidade. É uma dor boa, até. Tem uma pitada de saudade antes mesmo de eu fitar seu rosto pela última vez.

Entro no táxi e Pippa encosta a porta, acenando por fora do vidro. Na frente, Quíron pilota, de uma maneira muito misteriosa, que prefiro nem mesmo descobrir como. Apenas rezo para todos os deuses do mundo para que não acabemos batendo em um poste assim que ele fizer a primeira curva. O centauro acelera e minha mãe e Hazel ficam para trás, ainda acenando. Pippa sustenta um sorriso trêmulo e não demora muito para cobrir o rosto, escondendo o choro. Assim que percebo, desmorono também. Uma lágrima escorre pela bochecha, mas não tenho muito tempo para fraquejar, já que Quíron interrompe o silêncio constrangedor. Ainda bem!

— Sua mãe é muito especial. Você vai vê-la de novo, não se preocupe — ele me consola, e sinto confiança em suas palavras.

— Sim, ela é — concordo, e passo a observá-lo pelo espelho do motorista. Quíron, por outro lado, mantém os olhos focados no asfalto.

— Não é todo dia que um semideus como você aparece. Ela tomou a decisão correta, como tem feito há algum tempo. Talvez agora suas memórias desembaracem um pouco, acredito. Sua mãe tem feito uma missão espetacular no mundo mortal — e, então, reconheço sua voz. — Ela tem resgatado semideuses. Mantém outras crianças como você vivas. Se ficassem sozinhas, talvez acabassem desaparecidas para sempre.

Entendo o que ele diz. Os ciclopes que nos atacaram há dias atrás estavam sedentos por carne fresca, e nós parecíamos bem apetitosos para eles. Penso um pouco na voz de Quíron. Lá no fundo das memórias, consigo me lembrar do seu rosto, que vejo refletido no espelho. Ele é o homem de cadeira de rodas que sempre aparecia para adotar as crianças.

— E as outras crianças? Hazel, Mike? Por que não estão vindo comigo?


— Não chegou a hora ainda — ele me olha pelo mesmo espelho, e então viro a cabeça para a janela. — Não sabemos se são semideuses, na verdade, embora sua mãe palpite que sim. Os monstros vieram atrás de você, não de Mike ou Hazel. Acabaram encontrando a garota por causa do seu cheiro, e ela tem um dom como sua mãe. É estranho e deveria ser um pouco mais incomum, mas coisas estranhas tem acontecido o tempo todo ultimamente.

Por um instante, tinha até me esquecido que sou um semideus.

— Caso eles sejam... Bem, saberemos em breve, e por enquanto estão bem seguros com a sua mãe. Sabe disso tanto quanto eu. — ele retoma a fala.

Depois disso, um silêncio perdura no carro. Consigo ouvir o atrito do pneu no asfalto por um longo período de tempo, até que as edificações altas e cinzas dão espaço para uma paisagem verde e silvestre. Desato o cinto de segurança quando o carro estaciona em frente a um campo de morangos imenso. Quando fixo o olhar, um imenso arco ornamental de mármore aparece bem diante dos meus olhos. Lá atrás, algumas cabanas e umas construções bem diferentes.

No topo do arco, as figuras começam a se movimentar até que consigo lê-las sem dificuldade alguma. Acampamento Meio-Sangue.

— Seja bem vindo ao seu novo lar, Ariel — Quíron diz e caminha na direção do Acampamento. Eu não tenho outra alternativa se não acompanhá-lo.

Hora de cumprir seu destino. Tudo ainda é muito novo, mas nada é muito questionável. Um deus apareceu para mim em um sonho, dizendo que sou seu filho. Depois, centauro. Não tem como não acreditar no que dizem. Espero que o Acampamento seja legal, pelo menos.

ariel:
Bem. Eu optei por colocar fragmentos temporais em vez do texto corrido contando sem muitos detalhes sobre a história da personagem. Achei que se encaixaria melhor. Mas desde o momento em que a ficha se passa até agora, Ariel mudou um pouco, por isso a personalidade descrita dessa forma. Também optei pela reclamação tradicional: deus aparecendo no sonho e contando tudo, já que se trata de um dos maiores. Espero que tenha sido uma leitura legal.
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Ariel Hargraves
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Filhos de HadesAcampamento Meio-Sangue

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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Katherine J. Villeneuve em Dom 14 Jul 2019, 13:51


Avaliação



Ariel Hargraves — Aprovado


Puts, tua narrativa é incrível. Atingiu tudo o que precisava com maestria, você tem um vocabulário bacana e um personagem que cativa. Gostei muito da organização do seu texto e de como tudo foi apresentado. Parabéns!

Qualquer dúvida ou reclamação, não hesite em entrar em contato. Boa sorte!

XP: 150 de 150 possíveis.



Atualizado




Katherine J. Villeneuve
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

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