Ficha de Reclamação para Três Grandes

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Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Organização PJBR em Qua 12 Set 2018, 13:18


Ficha para Zeus, Hades e Poseidon


Esta ficha requer 70% de rendimento mínimo para ser aprovada e é avaliada de maneira muito rigorosa. Os Três Grandes — Zeus, rei dos deuses, deus do céu, trovão e relâmpago, deus da lei, ordem e justiça; Hades, rei do mundo inferior e dos mortos; e Poseidon, rei do mar, deus dos terremotos e dos cavalos — são os principais deuses e muito poderosos, portanto seus filhos devem se provar dignos.


Recompensa de reclamação


As fichas de reclamação valem, além da aprovação no grupo almejado, um rendimento de experiência de no máximo 150 xp para o jogador. O rendimento deve ser de acordo com a avaliação e só será bonificado caso o semideus tenha sido reclamado, portanto fichas rejeitadas não rendem nenhuma experiência.


Item de reclamação


Não existem mais itens de reclamação por progenitor, sendo o único presente a adaga a seguir:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]


Teste


O teste possui enredo aberto. As poucas obrigações referem-se à ficha de reclamação: você deve responder as questões presentes nela como se fosse uma ficha comum. Além disso, há uma parte adicional: além da história, o semideus deve narrar a descoberta como filho de um dos 3 grandes em uma missão relacionada a esse progenitor. O rendimento da missão definirá a aceitação ou não do personagem no grupo desejado.

A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico, psicológico e a história do personagem. Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.




TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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[b]— Missão de Reclamação:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Noelle van Houten em Seg 01 Out 2018, 15:47


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamada por Zeus, rei do Olimpo e deus dos céus. Acredito que para a personalidade da minha semideusa seja o progenitor que mais se encaixe, pois muitas das características da Noelle são características do próprio Zeus.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Noelle tem a pele clara, com algumas poucas sardas no rosto que são geralmente cobertas em uma fina camada de maquiagem. Os olhos variam de um azul celeste (quando está claro) para um tom mais denso ao anoitecer. Seus fios de cabelos, em contraste com seu corpo, são de uma nuance castanha beirando ao negro. Uma das características mais fortes do delicado rosto da semideusa são seus lábios vultosos, que por muitas vezes apresentam pequenos cortes decorrentes de uma mania em mordê-los ao menor sinal de raiva.

Sua constituição física é de alguém que foi ensinado desde cedo a manter um bom condicionamento para conseguir enfrentar as dificuldades da vida de um meio-sangue. Não possui músculos aparentes e sua força não é excepcional, mas se destaca dentre outros jovens comuns de sua idade.

Características Psicológicas: Não existe pessoa no mundo que diga o que Noelle deve ou não fazer. Ela é o tipo de garota que, se está fazendo algo óbvio e alguém lhe mostra como fazer melhor, simplesmente faz o contrário por pura provocação. Apesar disso, está longe de ser só mais uma criança mimada: teve que se virar praticamente sozinha desde os 8 anos de idade, arriscando sua vida para conseguir sobreviver. Isso a tornou resiliente e gananciosa, pois tem a certeza de que um dia ficará acima de todos que já estiveram ou estarão em seu caminho.


— História do personagem & missão de reclamação:

— Mãe, eu estou indo. — pronunciou enquanto colocava a mão na maçaneta da porta frontal. Aguardou alguns instantes enquanto esperava pela resposta da mulher que estava deitada no sofá por mais de quatro horas naquele dia, mas não ouviu nada além da tv ligada em um canal aleatório. Sua mochila pesava nas costas. — Não vai dizer nada?

Silêncio. Girou o trinco e saiu depressa, sem olhar para trás, não conseguindo ouvir o pranto que irrompeu pelo ambiente após.

Tinha o endereço de seu destino na cabeça, e não era muito distante de onde morava. Montclair ficava próxima o suficiente de Long Island para que a garota pudesse ir de ônibus em poucas horas. Durante todo o trajeto ficou pensando sobre o que falar para seu pai quando o encontrasse — isso se a mensagem que recebera fosse verdade e ele estivesse, de fato, esperando por ela.

Sua mãe nunca falara sobre ele, mas também não confirmava quando Noelle questionava se o homem estava morto, o que sempre deu esperanças para a menina. Não esperanças de que, após 18 anos, a figura paterna perfeita apareceria para dar amor e carinho incondicionais, compensando todos os anos que ele havia sumido — ela queria saber se conseguiria sair da merda em que estava com a ajuda dele. Tinha muitas perguntas para fazer, sua vida inteira havia sido estranha até ali. Tinha lembranças ruins da sua infância e do comportamento de sua mãe, que vivia em depressão desde que dera à luz.

Quando criança, Noelle adquiriu a mania de ouvir as ligações da casa através de um telefone secundário que ficava no quarto. Quando tinha cinco anos escutou a conversa de sua mãe com uma assistente social, quer perguntou se ela tinha filhos; para sua surpresa e confusão, a mãe respondeu que não insistentemente.

Aos sete começou a perceber que ouvia vozes pela casa, vozes de pessoas que não conhecia e que certamente não estavam presentes. Sua mãe as respondia e, por muitas vezes, chorava demasiadamente durante ou após a conversa. Em seu raciocínio tinha duas opções: fantasmas existiam e/ou a mulher era psicologicamente abalada.

Foi difícil aprender a cuidar de si mesma sem nenhuma ajuda ou conselho. Ia para a escola sozinha, comprava comida quando necessário e cozinhava algo diferente do que o mesmo arroz queimado de todo dia. Sua casa era sempre escura e bagunçada, não haviam flores nem decoração, e assim Noelle nunca teve a coragem de chamar algum amigo para passar tempo com ela lá. Conforme foi crescendo começou a se dar mais liberdade para sair quando e a hora que quisesse, pois de qualquer maneira sua mãe não ligava.

Foram duas as ocasiões em que presenciou ligações estranhas para Eleanor van Houten, sempre de alguém com um nome estranho e o tensão se instaurava na conversa. A garota sabia que era sobre ela, mas não entendia porquê queriam levá-la e nem porquê sua mãe insistia para que não, dizendo que "ela não sabe nada ainda". Questionar, mais uma vez, era inútil.

Noelle desembarcou em Long Island após algumas horas. Sua aparência estava ótima para quem acabara de sair de casa definitivamente e não tinha onde dormir, havia apenas alguns trocados que não durariam um mês completo. Olhou ao redor do terminal e começou a caminhar para a saída, quando avistou um rapaz vindo apressado em sua direção. Aquele, com certeza, não era seu pai.

— Olá! Meu nome é Hunter, eu fui encarregado de levá-la até seu destino, Nicolle. — disse apressado, andando até suas costas para apanhar a pesada mochila.

— É Noelle. Meu pai te mandou aqui? — interrogou desconfiada, agarrando a alça da sua bolsa e deixando-a junto ao corpo.

— Sim, ele está em um Acampamento próximo e devemos ir para lá o quanto antes.

Ela tinha, literalmente, zero coisas a perder seguindo um estranho que sabia sobre sua vida. É claro que anos de experiência com Discovery ID a ajudariam a matá-lo caso ele forçasse algum tipo de abuso, ou pelo menos ela tentaria.

O carro que levava ambos através da ilha era adaptado para pessoas com necessidades especiais, percebeu Noelle, lembrando que havia achado o jeito de caminhar do rapaz um tanto estranho mesmo. Talvez tivesse algum problema com o sistema motor ou algo assim. O céu fechava-se em nuvens carregadas e ocasionais descargas elétricas, o que deixava a van Houten tranquila — coisa que não tinha explicação e era exatamente o comportamento oposto de seu motorista. "Espere até chegarmos, por favor..." dizia baixo para si mesmo.

— Você não dirige na chuva? — perguntou Noelle.

— Oh, sim, mas é ruim, né? É melhor não chover, não sei por quê está chovendo... — respondeu, claramente nervoso com a situação.

A garota estreitou os olhos azuis e fitou o moço. Não era do tipo que trabalhava profissionalmente como motorista e parecia bem jovem para isso. — O quanto você conhece meu pai? — Os resmungos aumentavam e os dedos de Hunter apertavam o volante a cada vez que Noelle abria a boca. — Me fale ou eu saio desse carro agora mesmo.

— Não saia, por favor não saia... Eu preciso levá-la até o Acampamento... — choramingou, mas não obteve sucesso em seu pedido; a menina abriu a porta do carro e tirou o cinto de segurança, forçando o rapaz a frear violentamente. As unhas compridas e bem feitas arranharam o painel, evitando que batesse com a cabeça nele. — Está louca?

Estava. Com raiva, Noelle tirou a chave da ignição e saiu do carro, parando ao lado de um talude que dividia a estrada de uma densa mata acima. — Me fale.

Hunter, receoso de que algo acontecesse, desembuchou tudo o que sabia naquele momento de agonia. Disse que não sabia muito sobre seu pai mas tinha ouvido que a mulher dele atormentava sua mãe por muitos anos, e por culpa dela seu pai ainda não tinha a encontrado. Disse, também, que no Acampamento ela encontraria todas as respostas que buscava, entenderia quem ela própria era e aprenderia a lidar com todas as dificuldades que teria daqui pra frente.

Noelle estava atordoada com isso. Sentia ódio pela mulher que impedira sua vida de ser normal, nem seus pensamentos mais tóxicos se equiparavam a tamanha maldade. Em questão de segundos sua determinação de vida agora era infernizá-la igualmente, se tornar ainda pior que a criatura que acompanhava seu pai.

— Tente. — disse uma voz feminina vinda dos céus, seguida por um raio que atingira poucos metros de distância de onde o carro estava. O barulho da energia rasgando o ar era estrondoso e tão alto que fizera com que Hunter caísse no chão. Noelle permaneceu em pé.

— O que foi isso? — perguntou para o rapaz, que agora tomara as chaves de sua mão e corria para o carro, chamando-a para acompanhá-lo.

— Essa é Hera, que está querendo lhe matar; e este é Zeus, seu pai. Entra na merda do carro, precisamos ir pra um lugar seguro JÁ!

Antes que tivesse tempo de abrir a porta novamente, algo a puxou pelos pés, fazendo-a bater com os cotovelos no asfalto e deixar sangue onde estava. Uma coisa gosmenta e rastejante se enrolava pelo seu corpo, puxando-a para dentro da floresta cada vez mais. Já não adiantava mais espernear ou brigar, os movimentos iam se perdendo aos poucos.

Hunter corria atrás de Noelle mata adentro, e quando finalmente conseguiu alcançá-la, usou uma grande adaga para cortar aquilo que a sufocava. Ofegando pela falta de ar, a menina conseguiu se levantar e virou-se para olhar o que havia a atacado: uma enorme cobra coberta com penas em sua cabeça e a extensão do corpo, que agora era dividido em dois.

Sem se dar conta, um raio azulado brilhou acima de sua cabeça. "É, eu estava certo", disse o rapaz para si mesmo, agora pegando-a pela mão para que não desviasse seu caminho novamente. — Ah, isso aqui é seu agora, já está batizado. — falou jogando a adaga ensanguentada no colo da garota assim que sentara no carro.

— O que aconteceu agora? — interrogou seu companheiro, fitando repetidamente a adaga - o sangue - a face do menino - a floresta.

— Nada que não aconteça nos outros dias. Você vai se acostumar.

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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Zeus em Seg 01 Out 2018, 17:38




Avaliação — Noelle van Houten


Noelle, a primeira filha de Zeus. Gostei da descrição concisa do físico da personagem, sendo conivente com avatar da conta e além disso, a personalidade de Noelle foi bastante coerente com o progenitor almejado - portanto, nestes quesitos, não há motivos que impeçam sua aprovação. Sua história foi convincente e manteve a ligação perfeita entre a personagem e o progenitor, mantendo os requisitos suficientes propostos pela ficha. Estou ansioso para ver o desenvolvimento da personagem!


Resultado

Aceita como filha de Zeus;
Recompensa: 100 xp;
Item de reclamação padrão.




Atualizada






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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Dimitri Romanov em Seg 01 Out 2018, 23:02


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hades. O personagem estará muito ligado à morte, em contato próximo com esta, e sua personalidade será exótica, uma vez que ele terá duas. Logo, uma de suas faces será muito má e outra quase boa.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Quando se fala em Dimitri Romanov, a imagem que vem na cabeça das pessoas é o de um garoto de aparência agradável, até atraente, portador de olhos que combinam com seus cabelos, muito negros. A pele clara entra na equação e o resultado final é um contraste que causa interesse e até simpatia nas pessoas. Como não possui tatuagens e anda sempre bem vestido, sem ser excêntrico, facilmente é aceito nos padrões tradicionais da sociedade.

Essa imagem, todavia, predomina apenas em quem tem pouco contato com o garoto. O que realmente é marcante para qualquer que pessoa que conheça Dimitri não é sua aparência, mas sua personalidade. Ou melhor, suas duas personalidades. Distúrbio este que se desenvolveu quando ainda era pequeno. Fato é que ninguém nunca soube o porquê e nem como isso aconteceu, com exceção, talvez, do próprio semideus. Quem o conhece não sabe se há uma personalidade que predomine e é difícil saber quem está sendo. Isto acontece, essencialmente, por conta da grande astúcia da identidade má.

A personalidade boa é sociável, embora tímida, e agradável. Além disso, nesta forma Dimitri é leal e preocupado com seus amigos, sendo bastante sincero. Constantemente sente-se culpado quando descobre o que é feito por seu alter ego e tenta reparar estes erros, tendo quase um complexo de inferioridade e por isso tem dificuldades em adequar-se à um grupo. Sua tendência é ser mais contido, dificilmente tomando decisões de liderança.

O problema é que sua outra personalidade é, por essência, má. O interesse deste é simplesmente proporcionar o máximo de dor possível aos que estão próximos. Todavia, aprendeu logo a disfarçar sua sede de sangue. Possui maiores capacidades sociais, sendo ainda mais agradável, embora seja totalmente dissimulado nisso. Se enraivecido, torna-se sarcástico e ácido. Nesta forma, Dimitri nunca abre mão de seu objetivo e sabe muito bem como trabalhar em grupo, da forma mais proveitosa para si. Pode até ajudar e fazer o bem, às vezes, mas que ninguém se deixe levar por isso.

— História do Personagem:

Apenas a chuva e os trovões se faziam ouvir naquela noite tempestuosa, seus passos ficavam completamente inaudíveis enquanto corria naquela tempestade e a escuridão a ajudava a fugir lhe dando boas chances de não ser rastreada. Aliás, nunca estivera preocupada de verdade com ser rastreada. O jogo era sempre limpo. Mas não naquela noite.

Bella Romanov, agente de nível zero, identidade não existente. Dentro da organização governamental e militar russa, estava inserida em um grupo quase lendário. Daqueles que se fala só entre cochichos nervosos nos corredores com os mais chegados. Nunca com estranhos. Matar era parte de sua vida, tão comum quanto beber água. Uma mestra nisso. Não era psicopata, no entanto. Bom, talvez um pouco. Apenas fora treinada a ponto de executar o que lhe era pedido sem hesitação. Para tudo existiam motivações maiores, das quais nada sabia. O que sabia dizia respeito somente a seu próprio anonimato, à sua sobrevivência. E o que ela sabia agora é que certamente fora traída.

Entrou no prédio do apartamento e, antes de subir as escadas, encostou-se ao lado da porta de acesso, esperando e ouvindo. Tinha bons instintos e, naquela noite, todos eles tinham disparado assim que se infiltrara. E estavam gritando agora. Trinta segundos. Quarenta. Chuva e trovões. Dois minutos. Três. Notou que criara uma poça de água que escorrera de seu corpo para o chão. Água e sangue. Pela primeira vez em muito tempo fora ferida. Haviam acertado um tiro de raspão em sua perna.

Após esperar dez minutos, subiu. O apartamento era um lugar simples, suficientemente bem construído para permanecer aquecido mesmo no inverno rigoroso de Moscou, suficientemente discreto para passar despercebido aos olhos de curiosos. Seu interior era bem decorado e organizado, com móveis modernos e confortáveis, não que ela achasse isso muito importante. Bella era prática. Só comprara aquilo porque seu salário era suficientemente grande para não ter que contar.

Tirou suas roupas encharcadas, deixou-as cair na frente da porta de entrada, permanecendo nua. Tinha um corpo treinado e bonito, algo secundário. Às vezes a beleza lhe era útil. Foi até o quarto, de onde saíra havia menos de três horas. Seu coração batia forte, mas tudo parecia bem. Chegou até a cama de bebê e sentiu um enorme alívio. Seu filho, Dimitri, estava ali vivo, acordado e olhando-a com aqueles olhos lindos. Em silêncio. Era um garotinho incomum, seu filho. Tinha olhos inteligentes e dificilmente chorava, quase como se fosse consciente de sua situação e das circunstâncias de sua mãe.

Bella andou até seu guarda-roupas e pegou materiais de primeiros socorros básicos. Sentou na cama e limpou o corte no lado interno da coxa, quase na virilha, feito pelo projétil, sujando as roupas de cama no processo. Depois de enfaixar sua perna, foi novamente até Dimi. Dessa vez o tomou no colo e começou a amamenta-lo. As feições de seu filho eram muito serenas, porém ele se agarrava vorazmente em seu seio. Estava muito faminto e ainda assim ficara em silêncio. O que dizer do filho de um deus grego?

Sentou-se com ele do outro lado da cama, de frente para a rua que estava algumas dezenas de metros abaixo da varanda de seu quarto. Um vidro espelhado impedia que os vissem de fora para dentro e dava a mulher uma satisfatória vista dos prédios de Moscou, embora agora muito pouco nítida por conta da chuva densa. Fora ali mesmo, naquele quarto, que concebera aquele semideus com o deus do submundo. Ele elogiara seu bom gosto para apartamentos e vista, embora se importasse tanto com aquilo quanto ela própria. Amamentando, deixou-se embalar pelo som da chuva contra o vidro.

O relógio marcava 4h27min. Já havia se passado trinta minutos desde que chegara. Dimitri terminara de se alimentar e estava olhando-a, quase que em uma silenciosa apreciação do rosto de sua mãe. Ela o segurou de pé à sua frente, sentindo a pele macia dos pés do menino contra a pele nua de suas pernas, e o abraçou contra si. Uma lágrima escorreu de seu rosto, finalmente cedendo ao sentimento que palpitava em seu peito. Ele era seu único elo frágil. Contra todo treinamento, regras e proibições institucionais, ela tinha alguém a quem amar.

Foi quando beijou o rosto do filho que sentiu algo errado. Viu que os olhos dele estavam arregalados e, seguindo seu olhar, viu a partir do reflexo do vidro alguém atrás deles. Não podia ser verdade. Soltou o garoto deitado na cama e rapidamente estava de pé, encarando o invasor. Todavia, ela estava nua, sem equipamentos, ferida, e totalmente pega de surpresa. Finalmente, o amor iria cobrar seu preço para Bella Romanov. O pequeno garoto agora chorava, era um bebê afinal. Sentiu um leve ardor no braço e percebeu que fora atingida por um dardo, quase instantaneamente suas pernas amoleceram. Tentou andar e lutar, mas foi atingida por um murro forte, que a jogou na cama, sobre seu filho. De forma fria e silenciosa, o homem andou até ela. Bella sentiu seus longos cabelos negros serem puxados, ele era forte. Alguém tão profissional quanto ela, tinha certeza, porque fora capaz de segui-la. Seu peito agora estava completamente cheio de dor, a lágrima que sentira escorrer havia poucos segundos se multiplicara, molhando o rosto do menino. Com o corpo absolutamente impotente por conta do veneno, ela se rendeu a seu destino e, ainda acalmava o garoto com sua voz doce quando sentiu o ferro frio furar seu coração.

A mulher não sentira dor, seu sofrimento acabara rápido. Todavia, aquela criança doce nunca mais seria a mesma. Sua memória gravara as imagens que seriam o plano de fundo de todas as noites futuras. Mais do que aquilo, a imagem brilhante que se projetou sobre sua cabeça, o símbolo de Hades, um elmo sombrio, marcava aquele jovem semideus para o destino do qual não poderia fugir. Em sangue e morte, nascia um semideus.



Doze anos mais tarde.



O garoto entrou na casa do terror com apenas alguns segundos de vantagem para seus perseguidores. Mais uma vez Dimitri estava sendo perseguido e, claro, não poderia ser pego. Adentrando o brinquedo, logo sentiu-se mais à vontade e confiante. Era um ambiente escuro para favorecer os sustos que tentavam aplicar ali. O semideus nem hesitara penetrando naquela escuridão. Precisava despistar seus perseguidores.

De repente estava em um corredor, havia uma porta lateral no centro deste e uma porta nos fundos. Quase não havia luz, apenas um brilho muito fraco da cor de sangue. Já imaginava o que ia acontecer, então Dimitri fez o que esperavam dele e começou a caminhar para o fim do corredor. Como no script, a porta lateral abriu e de lá saiu um cara grande e mascarado carregando uma motosserra, que fez questão de ligar com um som bem alto.

O homem por trás da máscara surpreendeu-se ao ver aquele adolescente sorrir sadicamente à sua frente. Sentiu que deveria se afastar dele urgentemente, mas sua decisão não foi rápida o suficiente. Antes que o funcionário do parque pudesse se mover, o semideus acertou um chute entre suas pernas e posicionou uma faca em seu pescoço.

— Seja bonzinho e não deixe ninguém passar daqui, está bem? — Começou a se afastar, fez uma pequena pausa e retornou. — Pensando bem... seja malvado. — E com um movimento do pulso, cortou o rosto do homem na altura da bochecha.

Com o grito de surpresa e dor do homem, desapareceu pela porta no fundo do corredor antes que ele pudesse se recuperar. Não tinha um motivo plausível para aquilo, Dimitri apenas sabia ter gostado da expressão de dor que vira. Saindo da casa do terror, chegou à um ambiente cheio de espelhos e pode ver a própria imagem, refletida dezenas ou centenas de vezes. Um garoto, adolescente, com feições suaves e bonitas. Estava vestido com uma camisa social azul clara, calças jeans pretas. Em sua mão, uma faca com sangue na lâmina. Em seu rosto, um olhar forte e caloroso, que era um contraste total com o sorriso doentio que agora se desenhava.

Quando os dois guardas municipais finalmente chegaram à sala dos espelhos, souberam instantaneamente que o garoto que perseguiam havia alguns minutos estaria ali. Não porquê tivessem alguma habilidade especial para isso, só tinham muitas imagens de filmes que acabavam naqueles lugares. E o garoto ferira aquele ator. Eles estavam realmente furiosos agora. De ladrão de joias comum, passara a agressor e talvez homicida, em suas cabeças. A hostilidade estava densa no ar, mas concordaram em separar-se. Afinal, eram guardas treinados e homens feitos e o ambiente era muito grande para procurarem juntos.

Após alguns minutos procurando por entre aqueles espelhos, Jack sentia o suor escorrendo na testa, seu porrete já escapava por entre as mãos suadas. Não notara antes, mas estava muito quente ali. A cada nova sessão de espelhos ficava mais convencido de que haviam sido enganados, até que ouviu o grito agoniado de seu parceiro.

Constatou que Benjamin estava morto ao verificar seu pulso. A mancha de sangue que se formara a partir de sua garganta não deixava muitas dúvidas, também. Estava perplexo, atônito, tenso e, de repente, completamente rendido por uma faca em seu pescoço.

— Guarda mau... por quê abandonaste teu companheiro? — A voz que lhe falava no ouvido era muito jovem, porém a maldade que ela carregava... Soltou seu porrete, o corpo completamente paralisado de terror. A poça de sangue continuava a crescer, bem à sua frente. — O que eu deveria fazer com você? Já falhou em sua missão, deixou seu parceiro morrer, está humilhado e rendido. — Uma pausa, uma respiração entediada. Dimitri estava se alimentando dos sentimentos perturbados vindos de sua presa. — Depois de hoje, guarda você não será mais. Você é uma vergonha. — E bruscamente cortou a garganta do guarda.



Mais alguns anos. 2008.



— Eu não sei como fiz aquilo, Jean. De verdade, eu... — Sua voz cortou no meio da frase. Acordara no meio da noite, sonhando com dois homens uniformizados, que o perseguiam com as gargantas completamente dilaceradas.

— Dimitri, nós dois sabemos que não foi você. Isso é coisa do outro.

Era assim que ele e Jean, seu melhor amigo no ensino médio, chamavam sua outra personalidade. Já tinha plena consciência de sua condição de múltiplas personalidades. Lutava diariamente com o medo de deixar escapar seu alter ego.

— Jean, às vezes não sei mais quem eu sou. — Com a pausa, encararam-se. Jean era um garoto estranho, mais alto que Dimitri, cabelos castanhos curtos e muitos pelos corporais, com uma barbicha no queixo, mesmo tendo apenas 15 anos, mesma idade do semideus. Formavam uma dupla bem cheia de estranheza. Aquele olhar bastou para que soubessem que o assunto voltaria mais tarde.

— Vamos, temos prova de matemática ainda. — E assim, saíram do apartamento alugado por Dimitri Romanov. Seu nome era herança de sua mãe, morta quando ele era um bebê. Ele não tinha uma memória visual daquele dia, mas o sentimento de desespero assombrava todas as suas noites em seus sonhos. O jovem recebera de uma fonte não identificada uma enorme quantia de dinheiro, da qual tinha acesso à algumas parcelas até completar 18 anos, quando teria acesso completo. Imaginava que deveria ser parte da herança Romanov.

Em todos aqueles anos trocando de lugar com seu outro eu, aprendera que seu alter ego era capaz de acessar todas as suas memórias, como se estivesse o tempo todo vislumbrando o que ele estava fazendo, pronto para assumir o controle. Ele, contudo, apagava completamente e nunca tinha memórias do período fora do controle. Talvez houvesse outras memórias que poderiam estar somente com seu lado mal.
Como estavam atrasados, pegaram um atalho por um bairro mais perigoso que evitavam normalmente. Isso existia, mesmo ali, em Nova Iorque. Estavam passando por um parque público com muitas árvores e bonitos jardins quando sentiram o clima repentinamente fechar à frente deles.

— Semideus, sinto cheiro do submundo... — Uma voz feminina, embora não doce, falou enquanto uma mulher-cobra entrava no caminho dos rapazes. Em suas mãos, uma lança de aspecto bastante mortífero.

— Dimitri, tenho certeza de que você sabe o que isso é, porque sei que você sabe que é um semideus. Saque sua adaga, prepare-se para correr.

Indignado e surpreso, fez o que Jean lhe dissera. Porém, ao encara-lo, começou a vê-lo de uma forma diferente... em sua cabeça, aquilo era um par de chifres?

— Jean, o qu... — Foi interrompido pelo próprio amigo, quando este sacou uma flauta e começou a toca-la. Antes que pudesse falar qualquer coisa, cipós, galhos e raízes começaram a se movimentar e se enrolar naquela mulher, que era linda, da cintura para cima pelo menos.

— Corre! — Nunca o vira agir daquela forma, porém a súplica em sua voz fez Dimi não hesitar. Virou-se na direção contrária e começou a correr como se sua vida dependesse disso. E dependia. Repentinamente, ouviu o som de cascos como o de um cavalgar e viu que Jean tinha pernas peludas com cascos. Antes que tomasse fôlego pra dizer alguma coisa, viu que a mulher serpente era muito rápida e logo os alcançaria.

— Jean!

Seu amigo tropeçara e caíra, tentando tocar a flauta enquanto corria. Dimitri parou pouco à frente e o medo congelou o sangue sob sua pele. Em sua mente saltaram muitas imagens sangrentas. O sentimento de desespero começava a deixar seu peito pesado, sua visão estava começando a escurecer. Era ele, pronto para tomar seu lugar ao fraquejar. “Renda-se, Dimi. Isso é muito mais fácil comigo no controle. Posso salvar seu amigo, nosso amigo.”. Aquilo não podia acontecer, não surtaria agora. A escuridão era tão convidativa, no entanto...

— NÃÃO!

Neste grito, lançou-se contra aquele monstro, que estava pronto para furar o homem bode caído. Sua lâmina recebeu tons escuros como se a própria escuridão o estivesse ajudando e, com um único corte que surpreendeu seu alvo, explodiu-a em fumaça. Quando Dimitri Romanov virou-se, Jean soube diante de quem estava. Um sorriso desdenhoso estava ali estampado.

— Precisa de ajuda, sátiro?

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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por 146-ExStaff em Ter 02 Out 2018, 10:15




Avaliação — Dimitri Romanov


Eu adoro ler fichas para deuses ctônicos, geralmente os personagens são tão interessantes quanto essas próprias divindades. Gostei muito do seu personagem, você fez uma descrição ótima das características dele e nessa parte já dá pra ter um gostinho do que está por vir. A leitura do enredo foi leve e envolvente, sem delongar no que não era o foco e isso é muito bom. Não vejo motivos para não aprová-lo como o primeiro filho do rei do submundo, parabéns!


Resultado

Aceita como filho de Hades;
Recompensa: 150 xp;
Item de reclamação padrão.




Atualizado






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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Oliver Krügger em Ter 02 Out 2018, 17:39


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hades, pois acho que de todos os deuses disponíveis, ele é quem mais combina não só com Oliver, mas com a trama dele.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Seu físico é jovial, parece ser tão jovem quanto é, mas não a nada muito de relevante em relação a músculos, contudo, não chega alguém a ser privado dos mesmos como um esguio. Sua pele tem textura suave, macia e de coloração clara como a manhã. A face tem formato levemente oval, onde seus escuros e profundos olhos castanhos tem relevância como atração, apesar de que não seus lábios finos e claros também são atrativos. Suas mechas são lisas, possuem médio porte e coloração loira.

Características Psicológicas: Oliver é um jovem infrator de apenas dezoito anos e que esconde um passado sujo e violento um pouco recente. Tende a ser uma pessoa que não gosta de ser observada, ele é um anônimo, entra em brigas quando realmente é necessário, fora isso geralmente as evita. Costuma ser bastante centrado e determinado a subir no jogo da vida, porém, mantendo-se figurante perante a sociedade, porque a fama não o interessa. Não tem muitos amigos por ser extremamente anti-social. Ele encaixa-se no perfil de pessoas Bad-ass, pessoas desse tipo costumam agir com extremidade em quaisquer situações, tanto para o bem, tanto para o mal. É ardiloso, sempre com uma saída brilhante para as encrencas as quais se mete, mesmo que pareça impossível. Um pouco mal humorado, mas nada que o seu sarcasmo e personalidade irônica não resolvam.

— História do Personagem:

Noite tão bela quanta aquela não há. Nublada, céu negro, sem estrelas no céu, chuva torrencial, vento veloz. Atmosfera escura iluminada por rápidos feixes brancos quase imperceptíveis, os quais são chamados por raios, os quais são destrutivamente poderosos, não há quem resista à morte após ser atingido por um. Claro que pode perceber o meu sarcasmo. Enfim, a data não importa, entretanto. Dois seres humanos acharam um ao outro em um lugar qualquer, são estes: Elizabeth Krügger, esbelta austro-húngara de pele claríssima, olhos claros, cabelos enloirecidos; e James Awëllømann, alto homem de porte físico médio, pele pálida, dono de olhos castanho-escuros e madeixas negras – esse que não é o que parece.

Tudo teve início numa madrugada de 1999, o dia era datado como 15 de janeiro. Era uma tensa noite fria de inverno, não tão frias quantas aquelas nos tenebrosos invernos passados na capital da República da Aústria, Viena. Uma mãe estava em trabalho de parto em um hospital local, o mais próximo da sua casa localizada nos ricos bairros. Um menino nasceu e recebeu Oliver como nome e acompanhado com os sobrenome da sua família (Krügger). Estranhamente, na época, seu pai fora dado como desaparecido pela polícia, diziam que ele havia sido sequestrado, torturado, até mesmo morto. Elizabeth ficou a cuidar de seu filho recém-nascido como uma mãe solteira.

Ao decorrer do tempo, ao decorrer do seu crescimento, o garoto demonstrava ser estranho, dependendo da situação, da hora, do local, da vontade, ele passava de um garoto comum para um diabo possuindo o corpo daquela pobre e inocente criança. Ele sofria com algo parecido com dupla personalidade, no entanto, a segunda personalidade, a ruim, só vinha quando o desejo do menino de fazer algo ruim surgia. Era seu alter ego – o semideus que é - nascendo pouco a pouco dentro de um corpo não tão desenvolvido. Era como se fosse outra criatura se criando. Um dia, sua progenitora deixou-o no quarto brincando com uns bonecos, ela observou o mesmo brincar direitinho, então, foi fazer o almoço, quando a mesma retornou para ver seu filho, percebeu que os bonecos estavam destruídos. – O que você fez? – Indagou a mãe, piscando algumas vezes enquanto limpou os montes de sujeira; o garoto deu de ombros, sentando-se em um canto. – Os destruí.

Enfim, o tempo passou mais uma vez, agora era no fim da adolescência. Oliver nunca foi de nem ao menos um amigo, vivia isolado, sempre a sentar sozinho na sala de aula. Certo dia, uma garota qualquer o chamou para ir a um beco da escola, e inocentemente foi até lá. Quando percebeu, o loiro foi encurralado sob a escuridão do tal beco por um valentão que o espancou até ferir fortemente o físico.

Estava caído sobre o chão, sangrando. Soltou suspiro pesado enquanto se levantou aos poucos, cambaleante por causa da quantidade de líquido vermelho perdido. Tateou uma pedra que estava ao seu lado. Focou sua visão na superfície da mesma, notou que ela estava bem próxima dele. Rapidamente, correndo para em direção ao adversário que se vangloriou por tê-lo derrubado. Fez com que tal ser caísse ao chutar as costas, Ollie se posicionou sobre o tronco alheio. – Oi! – Disse com um sorriso sarcástico lapidado em seus lábios secos, erguendo o mineral que estava em suas mãos. Desceu a arma com tanta velocidade sobre o crânio do valentão num golpe, esse que não suportou e desmaiou. Contudo, ensandecido, o garoto continuou a bater mais e mais, diversas e diversas vezes, até que a vida se esvaiu daquela pessoa, assim como a caixa craniana. – Te fode aí!

Os responsáveis pela instituição de ensino descobriram o feito e mandaram o rapaz para um reformatório juvenil. Lá também permaneceu com a sua vida solitária. Participou de algumas brigas, as quais sempre saia com alguns ferimentos superficiais ou graves, já os outros, sempre mortos. Um confronto em especial necessita ser citado, esse que aconteceu numa gélida madrugada com mais outro ser repugnante de grande porte, era informalmente conhecido como Armário. A briga se deu, porque a suposta namorada do meliante (na realidade, Armário era apaixonado pela menina, mas ela não tocava o foda-se pra ele) resolveu ter certas saliências com o austro-húngaro. Talvez tenha sido a disputa mais árdua de ambos, tanto um quanto os dois estavam cansados e repletos de hematomas, no entanto, Ollie precisou demonstrou as suas verdadeiras capacidades.

Acendeu o cigarro que roubou do reitor em um momento em que ele não estava prestando a devida atenção. Colocou o charuto em seus lábios secos e entreabertos. Inalou a fumaça expelida pelo charuto ao tragar o mesmo; o ser desconhecido somente observou o que o loiro fez aos poucos. Andou até a frente da janela do prédio principal do reformatório, quebrando o vidro com um soco. O punho sangrou com a pancada, o líquido escorreu para sobre um caco com a forma triangular mais extensa. Agarrou tal pedaço quebrado e moveu-se rapidamente para em direção ao Armário, o qual ficou sem reação; quando o maior percebeu, sua mão estava tentando estancar o ávido sangramento da artéria carótida externa, entretanto, ao perder uma enorme porção do líquido que corre em seu corpo, a vida se perdeu em meio aos ares gélidos.

Saiu dessa prisão depois do tal evento, onde matou o homem brutalmente, além de que já tinha completado 18 anos. Quando reparou, sua mãe estava a sua espera na entrada do internato, sua face exibia-se triste, pensativa. – Precisamos conversar... – Sussurrou ao envolver os seus braços no corpo do garoto em um abraço a fim de confortá-lo. – Oliver, filho... – Prosseguiu na mesma fraca entonação, entrando em prantos. – Você não é o que parece... – Ele não pronunciou nem ao menos uma palavra, somente escutou e sugou os próprios lábios com os punhos cerrados. – É culpa de seu pai... – Uma mão da progenitora foi até as mechas loiras da prole, afagando. – Bem, ele não é o que é... Seu pai é um deus da mitologia gregra... – As vistas do jovem rapaz se arregalaram simultaneamente com a repentina revelação. – Você é um semideus, Oliver. – continuou, apertando-o mais forte no abraço.

– E parece que existe um lugar onde você pode treinar e se fortalecer, se você quiser ir para lá.

-É claro que quero.

— Missão de Reclamação:

Oliver estava disperso na sua imensidão de devaneios. Frio, calado sob o tempestuoso clima que faz lá fora. Andou, mas não saberia especificamente para onde rumou. Na maior parte do tempo, mesmo no Acampamento não tinha um objetivo definido, parecia um peregrino a vagar por toda a extensão do mundo, procurando o seu lugar em meio àqueles sete bilhões de pessoas. Porém naquele dia tinha uma tarefa importante para realizar: aparentemente havia muito algo muito valioso que precisava ser entregue novamente ao Mundo Inferior e Oliver foi o escolhido para a missão. Se ele fosse honesto, o principal motivo para ele aceitar a missão era o fato de talvez ter de enfrentar um monstro e ser reclamado pelo pai. Ele sabia pelos muitos indefinidos no Chalé de Hermes que nunca havia garantia de reclamação. E principalmente por saber que a chance de seu progenitor divino te reclamar não era extremamente comum, e ficava ainda mais rara quando se passava muito tempo de Acampamento, quando viu uma missão que lhe daria a chance de conhecer impressionar o pai, resolveu aproveitar a oportunidade, mesmo tendo que encontrar um objeto mágico sem saber o que era. Uma escuridão momentânea se projetou em sua visão. Ele achou normal, talvez fosse o período noturno, até mesmo a tempestade sobre seu físico, ou a densa neblina.

O seu andar era lento, preciso e perspicaz. Para onde caminhou era somente resultado do instinto. Fitou ao redor momentaneamente, a clareza da visão voltou à normalidade logo em seguida. Viu-se estar presente no Central Park, no município de Nova York, Estados Unidos da América.

O clima ainda permaneceu o mesmo, a neblina continuou densa, a chuva forte ainda a cair pingo por pingo enquanto relâmpagos iluminaram o céu, trovões estrondaram a redondeza com seus sons, os raios surgiram para enfeitar. Sua vestimenta está molhada. Em sua cintura, no lado esquerdo, tem uma bainha de uma adaga, emprestada de um filho de Hermes. Movimentou-se pelo local com a arma em mãos por precaução. Teve uma sensação estranha, constatando quo ar se tornou mais pesado a cada passo que o semideus deu. Ollie franziu o cenho, estranhando àquela mudança repentina de ares. Pressionou a palma contra o cabo da adaga, um pouco apreensivo.

Seus olhos rolaram lentamente pelos arredores com a finalidade de tentar fitar o que causou aquele temor de repente nele. Apertou o punho da arma firmemente novamente. Escutou o som de um galho sendo quebrado com um piso. A prole de Hades logo se virou para em direção donde veio tal som e algo se lançou, vindo até ele. O garoto, por sorte ou perspicácia, se desviou de relance no último instante. Viu, assim, a criatura passar direto. Pôde ver também que tal ser se trata de uma criatura meio-mulher, meio-réptil. “Dracaena...”, comentou em seus pensamentos enquanto retirou da bainha a espada por completo e assumiu uma posição de combate: ambas as palmas a segurar o equipamento à frente do corpo, as pernas poucos flexionadas.

A adversária voou mais uma vez a fim de acertá-lo com suas afiadas presas. Ollie refletiu rapidamente, então somente se atirou para a direita, esquivando do ataque primário, no entanto, a mesma deu um forte chute na altura do abdômen do rapaz, após que o mesmo se levantou, o qual fez ser lançado para trás. Seu físico, seu dorso atingiu uma árvore e depois o chão. Uma forte dor se apossou do lugar onde recebeu a pancada, mas tentou lembrar de que isso é algo psicológico.

Tomou ar, soltando um suspirado pesado logo em seguida. Cuspiu um pouco de sangue, se levantando com certa dificuldade. Seus lábios tremularam de raiva, mordeu-os em seguida. O seu olhar foi estreito gradativamente ao observar a oponente se deleitar, achando que tinha ganhado o combate só com um ataque. Mal sabe ela que está errada, completamente errada, porque mal-começou.

O punho direito, esse que está a empunhar a adaga, fez um movimento para chamar a atenção da outra lutadora, então funcionou, a dracaena veio precipitadamente em direção a ele como estivesse hipnose. – Vem aqui, serpente. – Zombou Oliver em um chamamento, rindo ironicamente em meio à fala; a adversária recobrou a sanidade e correu para ataca-lo com seus membros superiores. O semideus, com sucesso, se esquivou dar um salto seguido por um rolar no chão até a região das costas alheia, onde aproveitou para aplicar um corte horizontal no centro; a mulher-serpente soltou um berro ensurdecedor com o ataque recebido.

Com a dor do corte, o loiro percebeu que ela ficou paralisada por alguns segundos, mas então pegou um uma pedra grande que havia no chão e jogou-a com toda força na cabeça da dracaena, que caiu para trás. Respirou fundo, se cansou mesmo que pouco. A criatura de sexo feminino recobrou a consciência mais uma vez. “Ela não é fraca... é resistente”, concluiu, pensativo.

Cravou a ponta da espada no chão; a criatura ficou com um ar de criatura atiçada. Oliver, agora, tomou a iniciativa e tirando a adaga do chão, correu. Ao chegar perto dela, agarrou um monte de pedras com a mão esquerda (pois a direita estava segurando a arma), e as atirou em direção à mulher-serpente; a mesma tentou segurar com ambas as mãos as pedras à fronte do corpo, entretanto, não conseguiu e ficou atordoada quando uma a atingiu novamente na cabeça, e Oliver usou isso para lançar um movimento diagonal com o equipamento laminado, demarcando um corte no tórax e no abdômen; as mãos com garras da criatura atacaram simultaneamente o rapaz que se jogou para o lado com o auxílio de seu reflexo e sua velocidade para esquivar. Perfurou, então, a área onde seria o rim nos seres humanos. Contudo, o garoto levou um soco em seu peito direito de relance. Ollie ficou enfurecido, puxou a arma de lâmina do rim da dracaena e, rapidamente, penetrenou o centro do ventre, mais especificamente, a área central do peito. A espada atravessou o coração. O mesmo se jogou sobre o chão molhado da chuva, ofegante, após aquele incessante combate.

E no meio do monte de pó dourado que costumava ser uma dracaena havia um belo bracelete feito de onyx incrustado com vários rubis. Ollie ficou surpreso de não ter percebido o bracelete no braço da górgona, mas havia uma aura de poder emanando do objeto que fez o loiro ter certeza que o bracelete era o objeto que deveria entregar ao Mundo Inferior.

Carregando o bracelete com o máximo de cuidado possível, começou a andar em direção a rodoviária para ir para Los Angeles.

Após horas de viajem para chegar na Cidade dos Anjos, Oliver se dirigiu até os Estúdios M.A.C. Após alguns minutos de espera e de caminhar pelo Mundo Inferior, Oliver finalmente se encontrava no castelo de Hades para poder entregar o bracelete.

O senhor do Mundo Inferior, que estava sentado com uma expressão séria em seu trono, ao ver o bracelete que Oliver segurava, pareceu não exatamente feliz, mas satisfeito.

- Vejo que fez um trabalho razoável na missão que lhe foi entregue, meu filho - assim que o Senhor do Mundo Inferior terminou a frase, um símbolo de caveira começou a brilhar acima da cabeça de Oliver.

Após Ollie colocar o bracelete no pé do trono do pai que havia acabado de reclama-ló, o austro-húngaro se dirigiu ao mesmo caminho por onde tinha vindo para voltar. Assim que chegou que sentou no ônibus para enfrentar pela segunda vez a longe jornada NY-LA, Oliver desabou em seu assento e começou a dormir, se sentindo estranhamente bem com a sensação de missão cumprida e com ter sido reclamado pelo pai.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Victoria Halliwell em Qua 03 Out 2018, 02:17


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Em função da identidade que apresento fora das dependências desse fórum, seleciono, dentre tantos outros, Poseidon para que seja meu parente divino. Assim como o oceano, ora calmo, ora tempestuoso, tenho momentos de calmaria e de tempestade. Por mais que eu evite brigas na grande maioria das vezes, busco, em outras, por momentos de destaque.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

características físicas: Victoria possui longos cabelos castanhos e ondulados que despencam em suas costas em um perfeito efeito cascata. Seeder possui uma pele bronzeada pelo grande costume de ir a praia sempre que pode, além do par de olhos azuis como o mar herdados de seu pai, Poseidon. Apesar de sempre ter sido alta, força nunca foi uma das grandes habilidades de Halliwell, devido seu peso sempre baixo.

características psicológicas: Devido a ausência de uma figura paterna durante sua infância, Victoria foi criada sozinha por sua mãe no Caribe — onde passavam por dificuldades financeiras, fato que contribuiu para a semideusa entender o valor das coisas e do trabalho duro; muitas vezes, seu humor, assim como as ondas do mar provocadas por seu pai, podem mudar a qualquer momento. Desde pequena, a garota evita mostrar seu lado inseguro para não ser alvo de ataques.

— História do Personagem e Missão de Reclamação:

Anna Halliwell

Caribe

Alguns dias após ser demitida de meu antigo emprego, eu sabia que precisava de um novo o mais rápido possível. Com uma criança pequena para cuidar — Victoria —, eu precisava manter nossas contas em dia e ter dinheiro para nossa comida. Um resort novo, próximo a orla, havia acabado de ser inaugurado e estava contratando funcionários com funções as quais nem imaginava que existiam. Finalmente vou poder fazer o que sempre gostei: velejar. Victoria, com seu sorriso bobo, olhos extremamentes azuis e cabelos castanhos, sempre pede que eu a leve comigo para poder brincar na piscina com outras crianças hospedadas no hotel. Ao completar de seus sete anos, tive que mudá-la de escola, afinal, ela já não tinha mais idade para ficar em uma creche. Recorri até uma das escolas próximas ao meu emprego e a matriculei lá — e que mensalidade cara —, chamada Instituto Brewstler. Durante sua infância, Vitoria sempre era muito brincalhona e adorava visitar a orla, ficar na beira do mar e construir pequenos castelos de areia com seu balde de brinquedo.

Seis anos depois.

Victoria Halliwell

Caribe

Como todos os dias, eu havia acordado mais cedo que minha mãe e tomado meu café-da-manhã. Assim que acabei de me vestir para o passeio, encarei meu próprio reflexo no espelho durante alguns segundos, até que decido partir em uma corrida até a orla, onde um trio de funcionários próximos ao navio aguardavam por mim e minha mãe. Vestimos nossos coletes e permanecemos ali durante alguns minutos até que minha mãe chegasse e desse partida no hobie cat, catamarã com dois cascos semelhantes a bananas e uma única vela principal.

O vento parecia estar a nosso favor e minha mãe não queria abusar da velocidade. Provavelmente estava preocupada com a minha proximidade da popa, mas eu não estava fazendo nada demais ali. Minha mãe não conseguia ver, mas eu percebia que a água estava se movimentando de uma forma estranha; donzelas dançantes iam se formando lentamente ao lado do hobie cat. Foi quando, de surpresa, o catamarã atingiu uma pedra, e somando a influência que o vento havia tomado, nosso navio tomou para o lado, tendo uma das pás submersas. Tombei para o lado e cai na água, sentindo meu corpo ser puxado pelos dois braços. Quem estava me puxando? Já dentro d’água, eu não conseguia ver ninguém próximo de mim, me segurando ou muito menos me puxando. Assim que olhei para cima novamente, percebi que minha mãe também havia caído do hobie cat, e provavelmente estava à minha procura.

Anfitrite

Palácio de Atlântida

Senti a barra do vestido roçando contra os pés do trono e recuei lentamente. Me levantei e comecei a andar ao redor do terreno delimitado do âmbito; absorta em meus próprios pensamentos e dúvidas, mal notei quando uma garota materializou-se a minha frente, junto de Poseidon. Se ela fosse mais uma bastarda, eu iria destrui-la. Entreabri os lábios para reclamar quando Poseidon ergueu o indicador, fazendo com que eu interrompesse minha fala. Por mais rude que seja, ainda é o meu marido e portanto, minha autoridade. Eu analisei o corpo da menina enquanto ela lutava para se levantar, com olhos azuis e a pele totalmente bronzeada. Voltei a me sentar no trono, tentando parecer autoritária para a jovem. Conjurei um tridente na minha mão esquerda, levantando uma sobrancelha ameaçadoramente para a menina.

— Quem é essa? — perguntei, sem nem ao menos olhar para a moça, focando unicamente em Poseidon.
— É uma náiade. Eu a tirei do rio para te servir. Você vive reclamando de como precisa de uma serva, não? — o deus dos mares continuou a falar, mas eu parei de prestar a atenção. Encarei cada centímetro do corpo da menina, tendo arrepios enquanto ela olhava para os lados, sem saber o que fazer. Coitadinha. Quando Poseidon finalmente terminou de falar, eu pigarreei e concordei com a cabeça, mandando a garota para fora.
— Se ela for mais de uma de suas bastardas... — mais uma vez, fui interrompida pelo indicador do deus dos mares. Engoli seco, odiando ser submissa. Ele tentou me domar com um sorriso calmo, e eu sempre voltava a sorrir, em meio a soluços.

Victoria Halliwell

Palácio de Atlântida

Completamente sozinha. Sem minha mãe. Isso nunca tinha acontecido antes, e eu estava com um grande problema; havia sido transformada em uma serva. O homem com barba e um fedor incrível de alga tentou me explicar tudo o mais rápido o possível. Aparentemente, eu era uma semideusa. Como meu status de semideusa, eu estava sempre em perigo. Entretanto, dessa vez, era diferente. Um caçador de semideuses estava a solta e Poseidon havia descoberto o quão próximo de mim ele estava; tremi ao pensar em ser sequestrada, jogada em uma sarjeta. Contudo, olhei ao redor, notando que havia sido sequestrada e atirada em um lugar escuro e cheio de conchas do mar, contra a minha vontade. Estava assustada, tremendo, falando baixo e eu não sabia o que fazer. Era tanta coisa pra processar… Eu mal tive tempo para notar o rapaz que se encontrava parado na minha frente e parecia que ele estava ali há vários minutos. Com medo de ganhar mais um inimigo, forjei um sorriso meigo com os lábios e esperei ele começar a falar. Um guia. Bart. Iria me mostrar ao redor, algo assim. Eu estava desesperada, tentando imaginar uma forma de escapar daquele palácio, escapar das garras daquela mulher com o tridente.

Os dias passavam de maneira diferente no palácio. O tempo era lento, como se nunca fosse acabar. O meu tempo estava acabando, eu podia sentir. Enganar Anfitrite era suicídio e pelo que Bart havia me contado, ela era implacável. Aos poucos, fui me adaptando ao âmbito e ao estilo de vida dos nativos, sempre, é claro, servindo a Anfitrite. Eu nunca havia atuado na minha vida, e aqui estava eu, forçada a atuar. Ela pedia coisas impossíveis. Jóias no fundo do mar, comidas importadas. Com o auxílio de Bart, fui capaz de realizar todas as tarefas sem muitos empecilhos.
Semanas haviam se passado, e Anfitrite parecia cada vez mais desconfiada. Ela não era uma pessoa má, mas tinha um ódio inconfundível pelos bastardos do deus do mar. Quando pensei na deusa, imagens começaram se formar na minha cabeça. Pude ouvir o cálice que eu estava segurando se espatifar contra o chão, totalizando em um estampido alto. Minha mãe. Sendo açoitada pela lâmina do tridente de Anfitrite. Senti o gosto da bile e quando estava prestes a vomitar, a imagem se modificou. A rainha de Atlântida, virando tapas em jovens com a mesma aparência que eu; loiros, bronzeados, altos, charmosos. Fui acordada das visões com o chacoalhar incessante de Bart, desejando saber mais.

Anfitrite

Palácio de Atlântida

Brincar com a mente da garota estava se tornando chato. Eu tinha que ter certeza sobre quem ela era. Tinha que levar a garota para dentro da sala onde somente filhos de Poseidon podem adentrar. Mas eu sabia, no fundo. Mais uma bastarda. Mais uma ameaça ao meu trono, ao meu reinado eterno. Ela tinha que ser exterminada. Mesmo que não pudesse me matar ou se livrar de mim permanentemente, a sua presença fazia com que eu me sentisse temerosa. Aquela semideusa poderia representar a diminuição do meu papel como rainha. Caminhando pelos corredores do palácio, flagrei a semideusa travando um combate com um dos capangas de Poseidon, Bart, que, alguns anos atrás, também desconfiei dele ser mais um dos bastardos de meu marido. Durante alguns minutos, permanece ali, observando a luta. Seeder utilizava de um castiçal dourado para tentar afastar Bart o máximo possível, colidindo-o contra seu ombro várias vezes. Em minha cabeça, tive a ideia de  que sua força era inferior a do tritão, fato que foi averiguado assim que a garota finalmente foi rendida pelo tritão com sua força superior a da semideusa. A simples figura da garota fazia com que eu ficasse desconfortável. Ao analisar atentamente o rosto da garota, percebi o quão parecida ela era com a sua mãe. Terrível.  Empinei o nariz e adentrei no salão, suspirando.

— Tem alguma coisa te incomodando, jovem náiade? — falei de maneira irônica, deixando minha cabeça inclinar alguns centímetros para o lado. A semideusa fez que não com a cabeça e se levantou.

Gesticulei para a filha de Poseidon se aproximar, a guiando pelo palácio. Bart, estranhamente, havia desaparecido. Todavia, ele estava observando. Ele sempre estava observando. Abri a porta e esperei a garota entrar, com meus olhos vidrados na maçaneta. Precisava saber quem ela era de verdade.

Victoria Halliwell

Palácio de Atlântida

Me levantei assim que Bart se afastou de mim. Eu estava furiosa com ele, apesar de compreender que sua obrigação era não me deixar fugir daqui. Assim que me aproximei de Anfitrite, enrolei a mão ao redor da maçaneta e abri a porta, adentrando no salão. De súbito, notei o tapete esparramado pela sala, fornecendo imagens de mim mesma com a minha mãe. Anfitrite permaneceu do lado de fora, tentando penetrar a barreira invisível que protegia a porta. Eu franzi o cenho, observando Bart aparecer atrás da rainha de Atlântida. A divindade levantou a sobrancelha e conjurou o mesmo tridente que havia criado algumas semanas atrás. Eu sabia o que estava prestes a acontecer, e para ser sincera, não me importei. Tudo tinha sido tirado de mim. Eu não tinha mais uma razão para permanecer aqui. Empinei o queixo da mesma maneira que a deusa fazia e encarei enquanto ela erguia o tridente translúcido, o atirando contra mim. Coloquei as mãos ao redor do meu rosto instintivamente e pude escutar um turbilhão me engolfar. Quando removi as mãos, não estava mais dentro da água. Todas as conchas haviam sumido. O mar se tornou uma visão do horizonte, do meu atual ponto de vista. Um tridente feito d’água havia se formado acima de minha cabeça, embora eu já soubesse de quem era filha. Fui tirada do estado de choque pelo chacoalhar de uma menina morena, com os cabelos igualmente negros, ela me olhou fundo e maneou a cabeça negativamente.
— Bem vinda ao Acampamento Meio-Sangue, filha de Poseidon.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por 146-ExStaff em Qua 03 Out 2018, 20:08




Avaliação —  Oliver Krügger


Olá Oliver, vejo que você optou por reciclar uma ficha antiga do PJBR, entretanto, os IPs das contas não batem. Você tem 24 horas a partir da publicação desta postagem para enviar-me uma MP com a conta que originalmente postou a história confirmando que é, de fato, sua. Caso não o faça, sua ficha será invalidada e você pode sofrer punições de plágio conforme prevê-se em regras do fórum.


Avaliação —  Victoria Halliwell


Olá, Victoria. Percebi que você utilizou uma ficha de reclamação postada em um site sobre semideuses e, segundo nossas regras, apenas aceitamos histórias criadas originalmente para o PJBR. Abaixo o parágrafo que diz respeito ao caso:

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Comprove a autoria em 24 horas para que não sofra com punições de plágio.





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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Kwang Sun Hee em Qua 03 Out 2018, 22:52


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Poseidon, pois considero ele o mais interessante dos Três Grandes e acho que Kwang como filho de Poseidon combina com a trama que planejo para ele.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Kwang é um rapaz de porte atlético devido ao esporte que praticou desde criança, seus ombros são um pouco largos, os cabelos escuros são lisos e os olhos são castanho escuro. O garoto mede 1,76cm e pesa 57 quilos. Os olhos puxados deixam bem clara a sua descendência coreana.

Características Psicológicas: O asiático é um garoto com alto senso de humor, leal e brincalhão. Tem certa facilidade em fazer amigos e em se socializar com outras pessoas, tratando todas de forma igual e com muita brincadeira, tanta que tem horas que chega a ser irritante.

— História do Personagem:

Kwang nasceu no dia nove de abril de mil novecentos e noventa e oito, descente de uma família coreana que mudou-se para os Estados Unidos da América quando sua mãe era apenas um neném e desde então moram na cidade de Nova Iorque. Apesar de nunca conhecer seu pai o garoto podia conviver com isso. Sua mãe namorava outro homem, um rapaz que bastante era gentil e tinha um grande carinho pelo filho da namorada. Amante da natação, foi inscrito pela mãe em uma escola dedicada ao esporte quando alguns amigos dela sugeriram que atividades físicas poderiam fazer bem em ajudar a lidar com o TDAH. A escola de natação era a melhor e mais rígida da cidade, mas para Kwang era como se fosse algo natural, tirava de letra, e em pouco tempo estava batendo os recordes da sua idade, e foi apelidado lá dentro de: peixinho. O garoto era tão bom que os treinadores disseram que quando completasse a idade ele seria imediatamente enviado as olimpíadas.

Enquanto não tinha idade para as olimpíadas, Kwang se contentava com campeonatos amadores da idade dele e até mesmo avançados. Todos os seus adversários eram deixados para trás, o jovem nadador sempre levava a melhor independente da modalidade, não era uma pessoa nadando, parecia que era a própria água se locomovendo em um espaço. Era assim que as pessoas falavam dele.

O garoto já tinha tantas medalhas que não cabiam mais nem no apoio que havia no quarto dele. E foi durante a ida para um treino que aconteceu. Kwang estava na metade do caminho junto a sua mãe quando o primeiro monstro mostrou-se a ele, por algum motivo o monstro já sabia de Kwang. O monstro avançou contra o carro de sua mãe e a pegou pelo pescoço, arrancando a mulher pelo vidro. Kwang entrou em desespero no momento que aconteceu ele não sabia o que o monstro era e nem conseguia descrever o mesmo em seu pensamento. O jovem desceu do carro e começou a correr atrás do monstro que trotava para longe com sua mãe em mãos.

Quando o monstro parou eles estavam em um parque em nova Iorque, o monstro pegou a mãe do garoto e arremessou a mulher longe, ela bateu as costas em uma arvore e caiu desacordada, Kwang correu até sua mãe desesperado e ignorando totalmente o monstro que estava a sua frente, mas diferente dele, o monstro não o ignorava. Ele avançou em direção ao garoto que por reflexo saltou rolando para o lado, desviando de um golpe do monstro. O garoto arrastou-se para trás observando o monstro virar-se para ele novamente, sua mãe ainda estava desacordada jogada ao lado do monstro. O monstro avançou novamente para cima de Kwang e por algum motivo que nem ele mesmo entendia ele consegui desviar dos golpes. O monstro então, indignado por não conseguir afetar o garoto pegou a mãe do jovem semideus e falou algumas palavras que Kwang não entendeu. O monstro saiu correndo com a mãe do garoto em seu braço novamente, deixando cair uma espada, Kwang ainda frustrado e com medo perseguiu o monstro, mas não deu muito certo, o monstro quasr desapareceu nas ruas de Nova Iorque.

— ARGH! — Gritava o pequeno Kwang enquanto o monstro , ao ver que ele se aproximava, arranhava sua mãe, que caia ao chão e gritava de dor, com horríveis cortes em sua garganta e a mulher rolava de um lado para o outro no chão, o pequeno asiático moveu-se para cima do monstro e aplicou-lhe um corte enorme, cortando-lhe a garganta. — Eu sou o mais forte! — Bradou o garoto levantando a espada. Mas logo a cena se desfez.

Kwang havia acordado, sentia um liquido estranho escorrendo ao canto da boca, baba, o garoto limpou rapidamente a baba no canto da boca e levantou à cabeça, todos estavam rindo e olhando para o garoto, alguns apontavam, outros apenas riam. Ele estava na escola, como de costume. Sexta série, aula de matemática, qualquer pessoa com TDAH e dislexia dormiria em uma aula de matemática, era algo quase impossível, se manter acordado. Ele só não entendia o motivo da risada, ou melhor, ele nunca entendia. O único que não dava risada era Tyler, um garoto estranho que sempre estava com um boné aba reta e uma calça largada, parecia aqueles rappers antigos, tirando o fato que ele andava que nem um mongol por causa do problema nas pernas. O motivo das risadas foi por que o garoto continuou dormindo após o ultimo sinal bater.

Kwang levantou-se lentamente, pegou sua mochila e esperou para que todos saíssem para que ele pudesse sair. Na saída ele encontrou com seus amigos que estudavam em salas diferentes, Daniel e Brian. Os três costumavam ir juntos para casa, mas neste dia, Kwang teve de ir sozinho, Daniel e Brian eram irmãos e tinham uma consulta médica, deixando assim, Kwang sozinho no seu caminho de volta.

Ao chegar à sua casa, como de costume estava tudo apagado, sua mãe havia desaparecido a algum tempo atrás e os avós estavam cuidando dele. Sempre que o garoto entrava em casa ele via as fotos da mãe junto a seu padrasto, seu pai? Ele não conhecia, não sabia seu nome e muito menos onde ele está. Sempre que perguntava sua mãe fugia do assunto, deixando o garoto mais curioso ainda. Mais ao fundo no corredor havia outra foto da mãe, Kwang ajoelhou na frente da mesma juntou as mãos com os dedos esticados e rezou para os deuses que ela estivesse bem, independente de onde ela foi parar. Ele sempre acreditou nessa história de deuses e tudo mais.

Antes que ele pudesse acabar de rezar pela sua mãe um barulho estremeceu a casa por completo. Algo bem grande bateu na parede ao lado do garoto, uma vez, duas vezes e nada terceira tijolos para todos os lados. Kwang estava bem, por outro lado uma parte da casa estava no chão. O garoto assustou quando uma mão tocou seu braço o puxando para cima —Vamos cara, vamos, vamos, vamos! — Kwang olhou e viu pernas peludas, cascos no lugar dos pés e quando olhou para cima —TYLER — O sátiro puxava ainda mais forte o garoto que se levantou e começou a seguir o sátiro fazendo diversas perguntas.

O garoto seguiu o sátiro para fora da casa e o homem-bode abriu sua mochila de viagem (que era enorme) e tirou uma espada de bronze celestial. — Tome, não podemos correr de um cão infernal, teremos de lutar — Kwang olhou estranho para o garoto bode e ele resumiu o mais breve possível. A cabeça do garoto asiático latejava, tantas informações em pouco tempo, aquela coisa enorme presa e etc.

O tempo deles era curto, o cão infernal soltou-se dos escombros e avançou para cima deles, seu primeiro ataque foi no sátiro, os dentes do monstro chegaram com tanta velocidade que ele mal pode acompanhar, mas o sátiro rolou para a direita e puxou um bastão de beisebol de ferro e acertou a cabeça do animal que moveu-se para o lado zonzo. O animal balançou a cabeça e dessa vez avançou contra Kwang que levantou a espada e deixou o instinto toma-lo. Por mais que nunca tivesse pego em uma espada antes, sentiu-se como se já treinasse a anos. O cão infernal levantou a pata dianteira esquerda e fez um arranhão na diagonal, Kwang saltou-se para trás para que a patada passasse no vento e logo avançou, fazendo um corte na horizontal no animal, que uivou de dor, Kwang agora estava ao lado do monstro que virou rapidamente e tentou morder o garoto, Kwang teve um reflexo rápido dando um passo para o lado, mas não foi o suficiente para desviar por completo da mordida, de raspão, as presas do monstro pegaram no peito do garoto, rasgando sua camisa e abrindo um pequeno corte.

O sátiro percebeu que o garoto estava se saindo bem e deixou-lhe continuar sozinho nessa batalha. O monstro não estava nada satisfeito com apenas um corte pequeno e logo conseguiu acertar uma patada no garoto. O sátiro pensou em entrar novamente na luta mas quando deu-se conta Kwang já estava em pé. — Use a agua Kwang — A voz soou dentro da cabeça do garoto e quando ele olhou para trás do monstro o encanamento havia sido estourado e litros de agua jorravam para fora da casa, o garoto concentrou-se e então a agua veio até ele e se transformou em gelo, o gelo tinha a forma de uma lança e logo depois uma nevoa densa cobriu o local. Kwang podia ver muito bem e notou que o monstro não poderia. Ele usou isso para tirar vantagem, avançou para cima do monstro usando a espada e a lança, realizando golpes coordenados e bons o suficiente para alguns segundos depois, aquele grande cachorro preto evaporar.

Quando tudo acabou, Kwang estava exausto, Tyler aproximou-se do garoto e o pegou nos ombros, durante isso, Kwang desmaiou. Quando acordou estava em um lugar extremamente diferente e um homem cavalo estava a sua frente, junto ao homem-bode. Kwang sofria de uma dor de cabeça insuportável mas mesmo assim Quiron contou-lhe tudo e ao acabar, abriu um sorriso — Seja bem-vindo, Kwang, ao Acampamento Meio-Sangue.

— Missão de Reclamação:

Sabe, existem muitas maneiras de o Universo te dizer que você vai um dia terrível, mas o favorito de Kwang definitivamente era ser atacado às três horas da manhã por um cão infernal. Claro, ser chamado para a Casa Grande logo depois da fogueira deveria ter dado o aviso, mas foi quando Quíron perguntou se estaria disposto a fazer entregar um pacote em Atlântida, aparentemente a pedido do próprio Poseidon. Bem, agora é tarde para voltar para casa, pensou enquanto puxada uma flecha da aliava. (Por sorte, tinha trazido um arco e uma aljava que pegou emprestado de um amigo).

Virando-se para a a frente e mantendo o pacote seguro dentro da sacola que estava segurando, não querendo dar as costas para a fera, Kwang mantinha a mão firme no arco.

Decidindo que era melhor tentar deixar a criatura cansada, ele começou a correr. Devo dizer que essa não uma das melhores idéias que já teve, pois o cão infernal mordeu a isca e começou a correr atrás dele. Embora desagilizada por um corte feio na pata, a fera ainda era bem rápida, e se Kwang não tivesse desviado rapidamente e feito a criatura bater tropeçar em uma das várias cadeiras dobráveis da praia onde estavam teria dado uma mordida que o teria partido ao meio.

Bom, claramente ele não gostou de comer areia e se virou com ainda mais raiva para Kwang. Rezando aos deuses para acertar, enquanto a fera corria, pegou uma das flechas que estava na aljava e mirou no cão infernal. Milagrosamente, acertou em cheio.

Porém a criatura não gostou muito, logicamente e ele poderia jurar que viu ódio no olhos do monstro, que mesmo com uma flecha enfiada no olho direito, estava agachado para saltar em cima dele.

Dessa vez, porém, Kwang não foi tão ágil e acabou ganhando terríveis cortes na perna, fundos e com uma aparência tenebrosa. O cão agora latia, como se para tentar intimidar o garoto ainda mais.

Ainda encolhido no canto em que estava, Kwang mirou mais uma vez na fera, só que dessa vez no nariz dele. Dessa vez, acabou errando. Ao sentir a flecha passar por si, a criatura começou a correr em direção a Kwang, que desesperado, agarrou mais uma flecha e posicionou o arco mais uma vez, pronta para uma última defesa.

Por milagre, acertou no outro olho do cão infernal, que começou a se debater e lentamente virou pó. Fazendo um enorme esforço para se levantar, ele continuou no caminho que estava seguindo, agora bem mais perto do destino.

Após uma longa jornada até chegar a Atlântida, Kwang finalmente encontrou o belo reino aquático, que parecia ainda mais imponente do que ele imaginara que a moradia de um deus seria.

Ao entregar o pacote a Poseidon, Kwang até pensou se poderia perguntar o que havia de tão importante naquele pacote para que a entrega dele fosse tão urgente. Porém, apesar de curiosidade, resolveu não perguntar, pois pensou que se tivesse permissão para saber o que havia no pacote, já Quíron teria dito o que era quando perguntou se ele poderia entregar algo com urgência a Atlântida.

Sua surpresa foi muito grande quanto Poseidon deu -lhe os parabéns por uma missão bem cumprida e lhe chamou de filho. O símbolo de tridente que brilhou acima de sua cabeça naquele instante parecia aos olhos incrédulos de Kwang um enorme farol, provando a ele que não estava fantasiando e que realmente fora reclamado por um dos Três Grandes.

Depois de chegar ao Acampamento e de mudar suas coisas do Chalé de Hermes para o Chalé 3 durante os primeiros raios de sol do dia, mal pode conter o alívio pela missão que conseguiu cumprir ao se deixar para um cochilo, embora agora que a preocupação com quem seria seu progenitor divino estava resolvida, a dúvida sobre o destino da mãe e a insegurança com as perdas de memória que estavam ficando cada vez mais frequentes, estivessem começando a assombrar a mente do garoto.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Dammyen H. Lewth em Qui 04 Out 2018, 00:14


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hades, visto o melhor "encaixe" e adequação ao planejado para a trama do personagem, tendo em vista que sua esfera de poder é geralmente relacionada às trevas, ao mal que circunda o mundo e, como nunca trabalhei esse aspecto de forma coesa, quero o progenitor já relacionado para facilitar. Vejo também algumas similaridades de características entre Dammyen e Hades, como explicitado abaixo de forma mais abrangente.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Fisicamente possui seus 1,78 de altura, pele clara, cabelos longos num tom mais escuro de loiro e os olhos num verde "impuro", pelo aspecto mais escuro e cinzento. Por ter sido um praticamente de esportes durante boa parte da adolescência, tem a musculatura corporal bem definida e os oitenta quilos que pesa podem ser dificilmente notados, sendo até mesmo, em alguns casos, rechaçado de forma arbitrária por terceiros.

Sobre sua mente, o funcionamento psicológico de Dammyen é normal, sem nenhum tipo de distúrbio de personalidade. Considera-se alguém levemente introvertido, dependendo algumas vezes de auxílio de terceiros para enturmar-se ao ambiente. Além da introversão, que tentara melhorar e falhara miseravelmente, tem certa grosseria na hora de falar, sendo muitas vezes considerado ranzinza ou mal-humorado; tido como cínico quando tem um sorriso no rosto.

Ademais sobre suas características, é preguiçoso e tem facilidade de aprendizado, tem como arma principal para interação social leves ironias e, com as mulheres em específico, o uso (todas as vezes) desnecessário de erotismo. Tem como esporte preferido o basquete, cor preferida sendo o roxo, pizza é sua paixão, fuma ocasionalmente e gosta de cerveja e vinho.

— História do Personagem e missão de reclamação:

Nascido no “quintal” de Hades, Dammyen é de Los Angeles. Parido em 1987, ouviu relatos da mãe que saíra poucas vezes de casa até o ano de 1991, quando completara quatro anos.


mês qualquer, 1995
Bruxelas, Bélgica


— Mãe, você viu a meia azul? — gritara Dammyen, em seu quarto. Os olhos verdes percorriam cada milímetro da gaveta, sem sucesso.

Eu coloquei pra lavar, ela tava ficando preta de tanto você ficar pisando no chão com ela. — a mãe devolvera a gentileza do grito, com sua voz num tom que qualquer criança, com a mais absoluta certeza, ficaria receosa.

Os passos pela escada eram rápidos, com Damm invadindo a cozinha onde a mãe preparava o almoço. Agora com uma meia preta, o garoto encostara na geladeira em busca de uma pequena fatia de queijo fresco.

Você sabe muito bem que odeio que coma cinco minutos antes do almoço, Dammy. — a mãe desligara o fogo, virando-se para o filho e fitou-o com um olhar de desaprovação.

— O pedacinho que eu comi não tirou nadinha da minha fome, mãe. — Os cabelos loiros e os olhos verdes eram literalmente cópias.

“Cara de um, focinho do outro.”, seu pai realmente estava certo. — Devaneou Mariett, ou simplesmente Mary. — Coloque seu tênis e lave as mãos, vamos almoçar. Hoje você tem prova e a coisa que mais tira a nossa cabeça de sintonia é a fome.


outubro, 2003
Nova Iorque, Estados Unidos da América


Lateral, Damm.

Sequer conseguira terminar o nome e a bola encontrava-se em sua direção. Tendo ela em posse, bateu duas vezes rapidamente contra o chão, simulando um drible rápido. Com o pé de apoio bem posicionado, fez o step back e arremessou, um pouco além da linha do garrafão. Com a cesta convertida, veio o apito do treinador e a parabenização dos colegas.

Passe genial, Lewth e atenção para os pedidos de passe, Joshua. Se o nosso 23 aqui não tivesse decorado suas movimentações, seria desastroso — os dois garotos riram, com Dammyen tirando o colete que vestia. — Lewth, sua mãe ligou e pediu que avisasse: ela vai demorar no trabalho. Se quiser utilizar a quadra por mais algum tempo antes de voltar, tem minha permissão.

O garoto assentiu com a cabeça, enquanto todos lentamente deixavam a quadra. A bola laranja da Spalding era facilmente manipulada pelo garoto, com alguns dribles inconstantes e rápidos. A sua investida contra o marcador era sempre um sucesso, mas jamais tinha a confiança de finalizar a jogada, por isso sempre buscava o passe como primeira e única instância. Se ele quisesse, porém, ser um jogador de alto nível, precisaria perder esse medo.

Colocando o colete no chão, visto que tinham levado os cones e todos os outros marcadores, resolvera fazer alguns lances de drible e finalização. Nas três primeiras, acertos: duas bandejas e um arremesso de médio alcance. No quarto, erro: o arremesso de três pontos fora torto, com o péssimo posicionamento de pés por parte de Lewth. Por fim, o quinto e último arremesso fora um splash, como chamavam os acertos de Kobe Bryant

Guardando a bola que pegara emprestado, correu até onde posicionara o seu “adversário” colete e rumara ao vestiário, pegando suas coisas. Tomaria um banho em casa, já que a quadra de treinamento ficava a três quarteirões de distância somente. Com a alça da bolsa posicionando-se diagonalmente ao tronco, acelerara para chegar em casa, visto a ameaça de chuva que os céus da cidade profetizavam. O outono na cidade símbolo do país era estranho, com poucos eventos causais, como se algo interferisse diretamente na forma de vida mundana.

Dammyen, porém, jamais acreditou em divindade. Tinha em mente que talvez as ações interpretadas como “intervenção” não passavam de uma simples correlação de fatores externos, que atenuavam de formas com poucas probabilidades de ocorrência. Em resumo o seu cérebro recusava, de todas as formas, crenças descabidas. Neste devaneio dominante, focara-se rapidamente para atravessar a última rua antes de chegar em casa: pedindo liberação da portaria, adentrou o prédio assim que as primeiras gotas começaram a tocar o solo e, aliviado, suspirou. Por um momento, ao passar pelo saguão de elevadores, teve a impressão de ver um vulto do que seria o acesso primitivo ao estacionamento: elevadores chegavam até o subsolo e, mesmo que não, seria mais fácil cavar um buraco do que descer as escadas estreitas e escorregadias.

Seja lá o diabo que os olhos verdes de Lewth fitaram, não gostaria de ficar mais para descobrir por um intrínseco motivo: estava com fome. Muita fome. Para o treino de basquete, ao contrário da musculação, Damm raras vezes levava algo para comer ou até mesmo um shake de proteínas, achava desnecessário por morar perto da quadra onde o time treinava.

Ao abrir a porta de casa, a desgraça: a luz fraquejava, ameaçando acabar. Lewth precisava de um banho quente e comer, odiaria em qualquer hipótese tomar um banho gelado com medo de ter uma gripe. Largara suas coisas ao lado da porta e, com uma velocidade que jamais imaginara ter pra fazer tarefas domésticas, colocara um pequeno potinho no microondas, colocando dois minutos e meio no temporizador. Com a comida garantidamente quente, rumara ao banho, ainda na esperança de não ter a desagradável sensação de água gelada.

E não tivera. O banho quente ajudara-o a relaxar a musculatura, além de ser indiscutivelmente algo extremamente agradável ao dia chuvoso. Seco e vestido, rumara ao microondas para finalmente jantar.

Cheiro bom, mestre Lewth.

— Oi? — o garoto procurava a origem da voz, sem sucesso. — Meu cérebro derreteu no banho, só pode.

Não derreteu não. Ou talvez sim, quinze anos sem ter contato com o mundo mitológico. — o riso estridente incomodara os ouvidos de Lewth, começando a entediar-se de forma categórica com a alucinação.

Quem permitiu a sua entrada aqui, criada? — Mary encontrava-se ofegante. Talvez não fosse uma ilusão.

Mariett, você sabe muito bem que passou da hora desse garoto sair do mundo dos homens. O inibidor que Hades colocou no garoto está sumindo, ou eu nunca teria achado vocês. — a silhueta monstruosa argumentava e a mãe de Lewth ouvia com certo desespero.

Ele disse que duraria até os dezoito. DEZOITO. Ele tem dezesseis, droga. — As lágrimas corriam pelo rosto de Mariett e Dammyen, que poucas vezes tinha visto a mãe chorar, logo correra em sua direção.

— Aí, silhueta estranha, não faça minha mãe chorar de novo. — a cabeça doía a cada minuto que a silhueta tornava-se mais visível.

Você enxerga? Que surpresa. — Mary observava o filho com os olhos cheios de lágrimas, abraçando-o forte. Sussurrava algo parecido com “seu pai nunca foi de mentir” e “ele me prometeu dezoito anos”.

— Mas que diabos tá acontecendo? — A luz das violentas manifestações dos céus, seguida do barulho, invadiram a casa com certo desrespeito. — Quando a chuva ficou mais forte? E porque tem uma mulher com asas na minha casa?

Você vê… Merda. Realmente seu pai mentiu pra mim, isso é triste. — Mary levava a mão ao colar que sempre carregava, entregando-o ao garoto. — Não sei o motivo, mas seu pai disse que era pra eu te entregar quando a hora chegasse. Você precisa ir. — a voz embargada dava instruções rápido demais para alguém que tinha uma severa dor de cabeça.

Mestre Lewth, meu tempo neste mundo é curto. Precisamos ir logo, antes que te achem. — Os olhos verdes do garoto fitavam ainda a mãe, ajudando-a a sair do chão. — Mest… — os olhos complacentes do garoto estavam em fúria e a criatura aparentemente não ousaria encher a paciência.

— Eu volto, seja qual for o buraco que ela quer me levar. Prometo. — Os passos eram pesados e a passagem pela porta fora dolorosa. Lewth era incapaz de pensar em abandonar a mãe, ainda mais com uma mulher com asas de galinha.

A região do Queens que Dammyen morava possuía poucos prédios, já que seguia a estrutura padrão americana de casas germinadas com dois andares. E agora odiava morar no quinto andar e ser obrigado a ir pelas escadas, já que a galinha humanóide fizera questão de não ir pelo maldito elevador. O dito você é um alvo ambulante agora” tinha uma força argumentativa muito maior que “a escada é uma merda”. E seguindo, alguns tropeços e quase rolamentos patéticos para chegar ao térreo seriam nada mais que contratempos plausíveis para a fuga desesperada.

Ao tocar o solo do térreo, respirou. Jamais descera aquelas escadas correndo e, por mais rápido que fosse, sentia-se humilhado em perder para uma galinha.

Anos de esporte não tinham a capacidade de fazê-lo correr mais que um humanóide estranho.

— Patético. — criticou-se, aparentemente em voz alta.

Se tem tempo pra reclamar, tem tempo pra correr, mestre.

— Tem certeza que eu não tomei um doce e você é meu treinador? Credo, você fala igual. — Esbravejou, enquanto direcionavam-se para a porta.

As gotas gélidas explodiam ao encostar no corpo do garoto. Aquilo não era, em nenhuma circunstância, uma chuva qualquer. Algo em seu âmago avisava-o que um raio tinha reais probabilidades de fritá-lo de forma lenta e dolorosa.

— E aí, pra onde? — Perguntara, enquanto a chuva torrencial dava a ilusão de uma neblina crescente.

Long Island, qual direção? — A criatura aparentava confusão.

— Você me acha pelo cheiro e não sabe a direção do aeroporto? Eu hein. — Apontou para o Leste.

Essa chuva não é normal, mestre. Temos que ter cuidado.

— Ela me parece bem normal — reclamara. — Aliás, qual o seu nome e o que diabos é você? — Lewth estava ansioso para perguntar, apesar de sentir ser uma indelicadeza.

Annelise, Annie; como preferir. E sou uma harpia. Você estudou mitologia, não?

— Sim… — Relutou — Mais ou menos. Eu nunca fui um primor na hora de prestar atenção, já que eu aprendo bem rápido as coisas e consequentemente fico entediado. Mas então, qual é esse papo de Hades ser meu pai?

Não é papo, ele é o seu pai. — Ela batia as asas com mais força, como as gotas de chuva ferissem sua estrutura corporal.

— E desde quando deuses existem? Mitologia tem esse nome por isso: mito, algo inexistente.

Eles existem, um é seu pai e outro quer te matar. Precisamos de um táxi.

A mulher sacara uma moeda da sua bolsa, dourada como uma barra pura de ouro. Ao jogar no chão, o níquel sumira e uma buzina, vinda do nada, manifestava-se violentamente.

Monstros não podem andar conosco, harpia. Já o cheiro desse garoto me bota medo. — Uma das que ele viria a descobrir ser as Irmãs Cinzentas começara a reclamar da demora e a outra aparentava dormir, apesar de não ter olhos para provar a tese.

Entre no carro. — Annie ordenara. — Levem o mestre ao Acampamento, Quirón deve saber como lidar.

— Ei, ei! Entra no carro. — Gritara, mas recebera simplesmente uma batida de carro na cara.

Monstros não entram… — E as três bocas, em uníssono, riram antes de acelerar.

A força gravitacional e o almoço não conversaram muito bem, dando assim uma náusea instantânea ao baque da aceleração e também ao baque do freio, sendo que nem tivera tempo para piscar — não que em algum momento após a aceleração tinha algum pensamento além de vomitar.

Chegamos! Saia do carro, suba o morro e vomite no seu chalé, pirralho! — Não tendo opção, fora arremessado do carro e sentira os seus órgãos voltando ao posicionamento original.

A chuva que dominava o Queens, algo em torno de 30 minutos de carro, não tinha um mísero sinal do topo daquele morro. A sua pele coçava um pouco, mas nada daquilo importava muito. Aparentemente, havia parado numa colônia de férias dos universitários. Ou num playground. Quiçá num clube de golfe particular.

Posso ajudar, semideus?

— Semi-o-que? — Os olhos verdes fitavam a criatura com corpo de bode.

Se você consegue entrar aqui, é um semideus. — Ele observara a testa do garoto com um sorriso. A caveira mostrava-se nítida para qualquer um, menos o garoto. — Um filho de Hades, bem que percebi o seu cheiro diferente.

Damm levou o nariz aos braços.

— Sou filho de Hades porque meu desodorante é sem odor?

Observação:
Visando a fluidez da ficha, em principal, dei-me a liberdade de integrar os pontos pedidos para facilitar o entendimento sem me alongar de forma repetitiva.

Para alguns momentos, dei-me a liberdade de modificar locais já existentes para uma facilidade maior quanto a narrativa.

Agradecimento especial pra dona E., que me auxiliou na revisão.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por August C. H. Black em Qui 04 Out 2018, 10:29


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Gostaria de ser reclamado por Poseidon. Desejo isto pois dentre os deuses disponíveis, tenho conforto próprio em criar e narrar um personagem legado deste, assim como é do meu prazer faze-lo. Gosto de como grandes ideias podem ser utilizadas em um personagem provindo deste deus, desde narrações próprias quanto contribuições para a trama do fórum e de outros personagens.

— Perfil do Personagem:

— Características Físicas:

Até os dias atuais, não houve alguém negando-se a confirmar que os olhos de August Czar Harris Black são hipnóticos como os movimentos das ondas do mar. O tom azul profundo que neles reside se mistura com a luz, adquirindo tons mais claros ou até um pouco mais escuros, - criando ainda mais semelhança com o elemento que é tão ligado com sua vida, como sua alma - de praias cristalinas até os profundos pontos em que o sol não alcança mas a vida prospera. A pele apresenta um pouco de palidez, mas é possível visualizar partes em seu corpo que demonstram o tempo que ele passa na praia sob influência dos raios solares, mesmo corpo que é possível observar o principio de músculos provindos das longas horas nadando em meio a água salgada ou na piscina de seu colégio, nada realmente exagerado para um garoto de 16 anos mas que demonstram a força e resistência que ele adquirira com o tempo e os exercícios.
Seu cabelo cresce de modo liso, com o castanho escuro predominando sob os raros fios claros, formando um leve topete que remodela sua face. Também é possível, se observado com atenção, notar o início do crescimento lento de sua barba e bigode provindos do amadurecimento de August.

— Características Psicológicas:
August muitas vezes questiona em seu psicológico o porquê de seus pais terem escolhido aquele nome e acreditado que ele realmente seria tão importante quanto o homem que inspirou a escolha. Em todos os livros de história que já lera sobre Augusto César, não havia algo que podia ser semelhante entre o imperador e o adolescente, mas nem mesmo a vontade do jovem Black permitira que ele questionasse sua mãe acerca do assunto. Sua curiosidade é tão extensa quanto o mar, um símbolo que constantemente ele observa ser realmente seu espelho. Como o oceano, August tem emoções incapazes de serem previstas ou facilmente controladas; Desde a tempestades de rebeldia contra as regras impostas pela mulher que lhe dera a luz, até momentos de calmaria quando as reflexões sobre a vida e a verdade tomam o seu tempo e a sua percepção. Ainda sim, ele consegue ser um jovem calmo, fadado as mesmas tentativas que a vida impõe a outros jovens de sua idade, mas de modo um pouco mais perigoso. Tendo o sangue de uma oceanógrafa e ligado por raízes ainda mais profundas a imensidão azulada que persegue o horizonte, seu amor pelo mar é indescritível e interminável e muitas vezes sua imaginação já lhe questionara o porque dele não abandonar todos os problemas 'terrestres' e arcar com as consequências de uma vida no mar aberto.
Junto ao que o seu psicológico consegue observar sobre si mesmo, nos primeiros olhares externos daqueles que não o conhecem, existe a possibilidade de acreditarem que o jovem consegue ser antipático, solitário e talvez agressivo, mas tudo se baseia em como o tratam. Os que conseguem nadar contra a maré e aguentarem a maresia dos primeiros minutos em contato com o Black, visualizam algo semelhante a uma alegria em seu ser. August não tem medo de viver e de ser feliz, não importando o que possa acontecer ou o que ele tem que fazer para isso. "Só há uma vida. Temos de vivê-la o melhor possível". Sua impulsividade só pode ser controlada quando suas ações influenciam a vida de pessoas que ele preza, principalmente sua mãe, mas mesmo ela é incapaz de controlar o oceano em forma de garoto.

— História do Personagem & Missão :

— Miami Beach, Flórida. 26 de Janeiro de 1992.
A mulher avançou, permitindo que seus pés encontrassem a água gelada.
O oceano atlântico brilhava em sua frente, iluminado pela lua. As águas moviam-se lentamente, como que esperando para dormir junto aos humanos que deitavam em suas camas naquela madrugada, contrário a aquela que ignorando completamente o frio que a ação proporcionaria, sentava-se em meio a água. Suas roupas encharcaram automaticamente mas sua expressão não mudou; Mareena Black estava feliz e sempre que aquela emoção a alcançava ela gostava de dividi-la com o mar.
Na tarde do dia anterior ela havia recebido a notícia que fora aprovada para trabalhar em uma grande instituição de pesquisa marinha. Seu maior sonho tornava-se realidade, possibilitando que a oceanóloga utilizasse da faculdade que concluiu com orgulho. Ela teria para sempre a presença do horizonte do oceano que tanto admirava e poderia proporcionar conhecimento ao mundo com suas pesquisas e descobertas. E principalmente, estaria feliz.
Obrigada, meu Deus... — Um suspiro soltou-se de sua boca ao dizer aquelas palavras, como uma espécie de alívio. Tudo estava dando certo em sua vida e ela tinha a possibilidade de demonstrar aos seus pais que o futuro que ela tanto almejava estava se tornando o seu presente. Aquela que em tantos anos abaixou a cabeça para as palavras de seus progenitores, hoje poderia olhar em seus olhos e sorrir.
Tudo isso é por esforço seu, não coloque os créditos em um ser superior. Costumamos ficar um pouco arrogantes com essas coisas.
A voz lhe assustou, de modo que Mareena praticamente saltou da água, encarando aquele que havia acabado de aparecer ali. Era um homem alto, de brilhantes olhos azuis e pele bronzeada, vestido apenas com um shorts e com o corpo molhado, demonstrando que ele acabara de sair do mar. Aquilo intrigou a mulher, ao mesmo tempo que ativou seu senso defensivo. Nadar no mar as 2 horas da manhã era estranho.
E ele estava sorrindo.
O homem notou o receio dela e soltou um suspiro, colocando uma das mãos atrás da cabeça e mexendo em seus cabelos escuros molhados. Água se espalhou no ar, liberada pelo movimento.
Perdoe-me, não quis assustá-la, só... Não sei. Vi você sozinha, feliz e senti vontade de me aproximar.
O que ele falara não ajudara em nada e aquilo foi perceptível quando a mulher deu um passo para trás, procurando uma forma de se afastar. Sua cabeça gritando que aquilo era perigoso e que deveria correr. — Certo... Milhões de anos e eu não sei ser normal.
Ahn... Certo. Preciso ir. — Ela falou, apressada, dando meia volta. A adrenalina pulsando em suas veias, esperando um movimento do homem, uma ação errada, algo que a impulsionasse a correr.
Mas ela apenas ouviu um suspiro triste e virou-se levemente para ver o homem sentar no lugar em que ela estava e passar a encarar o mar, como ela havia feito.

— Miami Beach, Flórida. 13 de Setembro de 1992.
Suas costas doíam e seu corpo balançava com aquelas dores, mas ela ignorava e se mantinha caminhando de um lado para o outro enquanto esperava notícias. A barriga grande, provinda de seu primôgenito tornava o esforço ainda maior, mas Mare não conseguia controlar a preocupação.
Chamada de Iniki, a Tempestade Tropical que agora atinge o Havaí se tornou o o furacão mais intenso da história do estado. O governo estima prejuízos de quase 1 bilhão e 800 mil dólares e não há conhecimento de fatalidades até o momento. Voltamos em breve com mais informações.
Ela alcançou o controle de sua televisão, impedindo que o jornalista continuasse falando. Ela sabia o que estava acontecendo de verdade e não precisava daquelas informações. Ela só precisava que alguém batesse na porta.
E quando isso aconteceu, ela ignorou a gravidez e correu para abrir, encontrando o homem que havia se tornado tão importante para ela e para a criança que crescia dentro de si.
Ele não vai conseguir alcançar vocês. Não permitirei. — Foram as primeiras palavras que Poseidon lhe dissera antes dela abraçá-lo. Mareena sabia da situação do Deus Grego após muitas falhas tentativas que ele teve até conseguir conquistá-la. O homem dera a ela outra felicidade, alguém que seria seu sangue, seu legado. Mas aquele presente também trazia perigos.
Porque ele está fazendo isso? — Ela o questionou, permitindo que ele entrasse em sua pequena casa e fechando a porta. Ela via o corpo do deus tremendo, provavelmente por ele estar utilizando seus poderes para manter a tempestade longe do continente e principalmente, longe de Mareena e de seu filho.
Após a Segunda Guerra Mundial, eu e meus dois irmãos fizemos um tratado. — Ele a olhou, com uma seriedade que não combinava com sua face, mas ela sabia que ele era como o próprio oceano. Tinha seus momentos, suas necessidades e suas fúrias. — Nossos filhos eram poderosos demais e proporcionavam muitos problemas aos mortais e a nós. Com isso, decidimos não ter mais filhos. E, eu acabei com este tratado.
Ela soltou um suspiro. Nos últimos 7 meses ele contara a ela sobre sua vida, sobre os deuses e sobre como todo o mundo podia ser influenciado pelas ações de todos. Ela não se surpreendia por Poseidon não ter se controlado; Também sabia que os deuses podiam ser ignorantes.
E o que faremos? — Sua voz saiu baixa, quase falha, mas suficiente para que Poseidon a ouvisse e se aproximasse. O calor voltando a emanar de sua face e um sorriso reconfortando-a.
Vocês dois irão ficar bem. Zeus não fará nada, não permitirei. Eu protegerei vocês dois, mas de longe... — Os olhos dela fecharam-se em tristeza. Ela sabia que ele não poderia ficar para sempre e aquilo a machucava. O momento da partida chegara e Mareena nada podia fazer. — Não posso quebrar outro tratado ou o Olimpo entra em Guerra. Mas quero lhe pedir um favor.
Suas mãos encontraram as dela e ele as apertou, mantendo o sorriso que impedia qualquer pensamento contrário ao que ele pedia. Não havia como negar qualquer coisa ao deus dos mares.
Pode dizer.
Quero mostrar a meu irmão que nada pode ameaçar os meus descendentes. Quero que ele veja que não é capaz de controlar tudo. Quero que nosso filho cresça e conquiste o mundo como um grande imperador. Dê ao nosso pequeno o legado de Augusto César. Você promete para mim? Faria esse tratado comigo?
O sorriso que surgiu na face de Mare fora inconsciente. Ela apenas pensava no pedido e no motivo por trás dele. Poseidon era incontrolável, o reflexo do oceano e queria mostrar a todos que ninguém podia tirar aquilo dele. Nem de seus filhos.
Eu juro pelo Rio Estige.
Um trovão ribombou do lado de fora, selando aquele tratado.

— Las Vegas - Nevada. 13 de Setembro de 2008.
Seus pés tocaram a poça e ela se agitou, induzida pela movimentação criada. Seus ombros descansaram com aquele contato, como se apenas aquilo restaurasse suas energias, como sempre acontecia anos antes quando ele ficava próximo ao mar. Agora, quanto mais longe ele estava, mais cansado se sentia. Sua energia vital era baseada no oceano e mesmo que ele não entendesse o motivo, sabia que precisaria voltar.
Precisava chegar em Long Island, para o tal Acampamento. Mas antes, precisava ajudar Phill.
O garoto com peludas pernas de bode arfava encostado na parede oposta a dele. Ambos haviam se escondido naquele beco fugindo das garras afiadas da mulher cobra que estava perseguindo August desde que ele fugira de casa. Agora, após a revelação de que ele era um sátiro, um ser metade homem e metade bode, e que podia ajudá-lo a chegar ao Acampamento, August o seguia.
Faziam quase 2 meses que deixara sua mãe para trás. August cansara de tudo o que sua vida estava proporcionando a mulher. Ele tinha certeza que todos os seres que atacavam os dois estavam exclusivamente atrás dele.
Sua mãe não merecia sofrer. E graças a aquele pensamento, ele já não a via mais.
Preciso completar minha missão, preciso completar... — Phill soluçava, amedrontado. August sabia que ele era muito mais velho do que a aparência infantil demonstrava, mas o psicológico era igualmente semelhante a de uma criança. Ele vivia repetindo aquelas palavras desde que encontrara o outro semideus — como tinha chamado o Black —, dizendo que precisava salvar a garota que viera buscar. Os dois agora estavam em Las Vegas, buscando um meio de adentrar o tal Cassino Lótus, mas qualquer tentativa era impedida por algum monstro faminto pelo sangue dos dois.
Se acalme. Vamos ficar bem, estamos juntos. — August pediu, olhando nos olhos do homem-bode. Ele sabia o que aquela ação proporcionaria, observando Phillip começar a respirar mais devagar e fechar seus olhos para controlar o nervosismo. Muitas vezes ele fazia aquilo com sua mãe, deixando com que sua voz passasse confiança. Era mais um dos motivos que a sua progenitora ditava para exemplificar o porque dele ter o nome de um imperador. Ele era um líder nato, mesmo que não quisesse ser. — Precisamos continuar tentando. Se há uma... semideusa ali dentro, temos e vamos conseguir salvá-la. Iremos os três para o Acampamento.
O sorriso que ele proporcionara ao seu mais recente amigo fora definitivo. Phill deu um salto, saindo de perto da parede com uma determinação que raramente surgia em sua face. Ele queria que as palavras de August fossem reais. E iria fazer com que elas se tornassem isso.
— Vamos encontrá-la. — Ele olhou nos olhos do garoto, sentindo o cheiro de água salgada emanar da pele dele. Phillip era um sátiro jovem em comparação com muitos outros que saíam do acampamento resgatando semideuses e os trazendo para treinar e aquela era sua segunda missão. Ele não podia ter certeza de qual seria o parentesco do garoto com nome de imperador pois seu cheiro só era semelhante ao do mar e havia uma gama de deuses relacionados a isto. Sua única certeza era que August era poderoso. E que provavelmente, ele não poderia ser filho de Poseidon. O tratado ainda estava em vigor, não era possível. Mas mesmo com aquelas dúvidas, ele agradecia por não estar sozinho naquilo e por August conseguir fazer com que ele não desistisse. — Eu tenho certeza que conseguiremos.
E com aquelas palavras, ele saiu do beco, saltando, sem se preocupar com os mortais que poderiam vê-lo. A névoa o protegeria, afinal.
Mas não dos monstros.
Seus dois primeiros passos foram os últimos. As garras da mulher cobra surgiram quase instantaneamente ao seus movimentos, revelando que ela os estava esperando. Os olhos de Phill se arregalaram como os de August com a visão do sangue saindo do peito do sátiro.
Phill! — A voz de August formou-se em um turbilhão de sentimentos. Ele nunca vira a morte daquele jeito, sempre escapava das garras dos monstros e os via esfarelarem-se em uma poeira dourada e fétida. Mas não esperava que fosse ver alguém ter o destino dos monstros.
O homem-bode, em suas últimas ações tirou do bolso uma foto e a lançou no ar. Seus olhos encontraram os de August, enturvando-se com as lágrimas da dor que brotavam e do medo que aos poucos saía de seu corpo para dar lugar a aceitação. Ele morreria, mas sua missão teria que ser completada.
— Cassie. Salve Cassie.
E em seguida, seu pescoço fora rasgado pelos dentes afiados da Dracaenae.

---x---

Ninguém conseguia pará-lo.
Ele tinha certeza que os seguranças na porta da frente permitiram que ele entrasse pois queriam cada vez mais tolos dentro do Lotus Hotel and Casino gastando dinheiro e aproveitando. Mas as pessoas que tentavam agarrá-lo em seu percurso eram facilmente deixadas para trás. Ele desviava de mãos e braços, alguns humanos outros pertencendo a coisas que ele nem imaginava existir. Ouvia rosnados, rugidos, gritos. Mas ninguém impediria que ele encontrasse a garota.
A foto balançava em sua mão, segura. Ele a olhava a todo momento, buscando na multidão. Precisava encontrá-la antes que alguém diferente o fizesse ou que ele se tornasse vítima da tal magia que havia naquele lugar.
Phillip o alertara horas antes de ser morto. Aquele cassino era uma armadilha; Raramente as pessoas conseguiam sair, ficavam anos ali dentro sem saber que os dias estavam passando mais rápido do que pareciam. Cassie era uma daquelas vítimas. E sendo uma semideusa como ele, sendo missão de seu amigo, ele tinha que salvá-la.
Quando a avistou, ninguém conseguiu ficar em seu caminho.
August abriu espaço pela multidão com força e determinado, vendo a silhueta da garota que parecia estar se divertindo em algum jogo, rodeada por pessoas que ofereciam comidas e bebidas a ela, todas sorridentes. Seus braços agarraram os ombros dela, fazendo com que ela virasse e o encarasse. As roupas da garota demonstravam que ela estava ali a tempo demais.
Cassie...Precisamos sair. Agora! — Ele observou ela estranhar a ação, tentando se desvencilhar dele, mas August não permitiu. Com a força que sabia que tinha ele empurrou todos que voltavam a se aglomerar ao redor dela, convidando-a para mais jogos e mais diversão. Olhou ao longe os seguranças se aproximando, ouvindo os sons dos monstros que queriam se aproximar para um banquete. Sua mão agarrou o braço da garota e forçando-se para frente, ele correu para a saída.

— Long Island, New York. 20 de Setembro de 2008.
August limpou parte do sangue que escorria em sua testa, provindo das garras do cachorro gigante e negro que saltara sobre ele. Ele ouviu novamente o som alto semelhante a de uma trompa - como o anúncio de uma guerra - vindo de algum lugar mais a frente ou abaixo da colina em que estavam. Tochas se espalhavam entre as árvores, permitindo uma visão melhorada naquele fim de tarde mortal. Os dois animais gigantes rodeavam ele e Cassie querendo impedir que a jornada continuasse. Eles estavam perto do final daquilo tudo, tinha convicção de que o Acampamento estava próximo.
Mas precisaria passar por mais aqueles monstros primeiro.
A adaga que encontrara era semelhante a de Cassandra, quase idêntica, e ambos a portavam com estranha maestria, como se desde o início de suas vidas soubessem como usá-las, apesar de todo o nervosismo e medo que o garoto sabia que ambos estavam sentindo. O cansaço queria tomar seus corpos, mas ele não permitiria aquilo até que o perigo estivesse completamente eliminado.
Ele investiu, cansado de apenas se defender. Sua impulsividade ignorando qualquer senso de proteção própria e apenas visando o melhor para si e para a garota que passou a copiar seus movimentos, investindo contra o animal restante. Uma sincronia baseada na vontade de viver e na frustração que aquela jornada estava proporcionando a eles.
Ele desviou dos dentes do cão de olhos negros tirando o braço que segurava a adaga do alcance da boca da criatura. Movimentou-se rapidamente para o lado, arfando pelo esforço que tudo aquilo exigia dele e impedindo que uma das patas do monstro atingisse sua barriga. No instante seguinte, girou a arma em sua mão, permitindo que a lâmina abrisse um corte profundo na pele do ser que começara a ganir demonstrando dor. O garoto sabia que se passasse mais tempo lutando, ele desmaiaria. Precisava que aquilo acabasse logo.
Foi então que seu nariz recebeu o odor que tornou tudo melhor. Todo aquele ambiente expelia o cheiro de grama molhada. Havia chovido horas antes e a água ainda se encontrava viva na vegetação. Ele sabia o que fazer, a resposta estava sendo dita em seus sentidos, em sua mente. Utilizando o último de seus recursos, juntou suas mãos em um movimento de controle. Parte de sua cabeça não fazia ideia do que estava fazendo, mas ele acreditava que funcionaria, um instinto maior. Observou as gotas de água na grama e nas árvores começarem a se juntar em grande quantidade, seguindo as ordens dele. E então, subitamente, jogou seus braços para o lado.
A água acompanhou o movimento, formando uma súbita correnteza e lançando-se na mesma direção. O cão negro fora junto, levado pela força do elemento e lançado contra o tronco de uma das árvores. O ganido final dando a certeza que a vida fora retirada de seu corpo enquanto a água começava a escorrer, não mais controlada.
Os joelhos de August fraquejaram e ele caiu sentado. Seu peito ardia pelo esforço e seu coração se mantinha acelerado. Ao seu lado, Cassie destruía o monstro que sobrara, demonstrando o mesmo cansaço que ele. A única coisa que passava pela sua cabeça era deitar ali mesmo e ficar o máximo de tempo possível parado, sem fazer mais nada se não torcer para as dores sumirem. Estranhamente, não houve desejo para que tudo o que estava acontecendo em sua vida parasse de acontecer. Havia medo, dor, raiva e tristeza, mas nenhum daqueles sentimentos desejava que as coisas fossem normais. August sabia que aquela era sua vida, mesmo não entendendo nada sobre ela.
Mas não houve mais tempo para pensar. Ele ouviu os passos e se preparou mais uma vez, impelido por algo a nunca desistir ou parar de lutar. Ele se virou, observando uma grande quantidade de pessoas de estaturas diferentes mas com aparência jovem surgirem no cume da colina, vestidas com armaduras e portando armas maiores e muito mais perigosas que qualquer adaga, algumas simplesmente observando com camisetas laranja esvoaçando com o vento que passara a abençoar o lugar. Elas encaravam o garoto e a menina com expressões neutras, algumas gritando ordens e ditando para ajudarem os dois.
Mas todas pararam quando a água que antes se afastava colina abaixo, voltara a subir em um estranho feito. Juntando-se novamente, mas desta vez sem o controle do semideus, o elemento o rodeou enquanto ele se erguia, confuso. Seus olhos azulados alternando entre o chão onde o líquido se encontrava e o grande grupo de pessoas que pareciam tão surpresas quanto ele, para então erguerem-se e encararem a luz esverdeada que surgia em sua cabeça, formando um símbolo.
O tridente desapareceu quase tão rápido que surgira. No cume, muitos começaram a se ajoelhar em uma ação estranha, murmurando palavras que se perdiam no vento e na surpresa que August sentia. Poseidon, ouvira um dos ajoelhados falar um pouco mais alto, mas não teve mais tempo para pensar naquilo. Ao seu lado, o cansaço de Cassie vencia qualquer vontade de observar tudo aquilo e ela caía, desmaiada.

Thingzinha:

- Missão feita em conjunto com a história de Cassie Hudsson, filha de Melinoe.

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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por 147-ExStaff em Qui 04 Out 2018, 20:22




Avaliação  



Resultado — Kwang Sun Hee

Reprovado como filho de Poseidon;

    Sua ficha é boa, só não o suficiente para que você seja aceito para um dos três grandes. É um texto meio pausado, difícil de ler e um pouquinho cansativo, coisa que uma segunda leitura de revisão já resolveria. Eu não acredito que sua ficha seja um plágio, que que você a postou anteriormente, mas as regras sugerem que sua história deve ser original. Não desista!


Resultado — Dammyen H. Lewth

Aceito como filho de Hades;
Recebe o item padrão;
150 xp de 150 xp possíveis

    Adorei sua ficha. Ela é simples, dinâmica e cobre os fatores necessários para sua reclamação. Parabéns e bem vindo!


Resultado —  August C. H. Black

Aceito como filho de Poseidon;
Recebe o item padrão;
140 xp de 150 xp possíveis

    Eu adorei. Por mais que a organização deixe a desejar para mim (eu sempre recomendo um espaço entre um parágrafo e outro), sua ficha estava muito bem escrita e sua reclamação é merecida. Parabéns e bem vindo!


ATUALIZADOS



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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Kwang Sun Hee em Sex 05 Out 2018, 01:54


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Poseidon, pois considero ele o mais interessante dos Três Grandes e acho que Kwang como filho de Poseidon combina com a trama que planejo para ele.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Kwang é um rapaz de porte atlético devido ao esporte que praticou desde criança, seus ombros são um pouco largos, os cabelos escuros são lisos e os olhos são castanho escuro. O garoto mede 1,76cm e pesa 57 quilos. Os olhos puxados deixam bem clara a sua descendência  coreana.

Características Psicológicas: O asiático é um garoto com alto senso de humor, leal e brincalhão. Tem certa facilidade em fazer amigos e em se socializar com outras pessoas, tratando todas de forma igual e com muita brincadeira, tanta que tem horas que chega a ser irritante.

— História do Personagem:

Kwang nasceu no dia nove de abril de mil novecentos e noventa e oito, descente de uma família coreana que mudou-se para os Estados Unidos da América quando sua mãe era apenas um neném e desde então moram na cidade de Nova Iorque. Apesar de nunca conhecer seu pai o garoto podia conviver com isso. Sua mãe namorava outro homem, um rapaz que bastante era gentil e tinha um grande carinho pelo filho da namorada. Amante da natação, foi inscrito pela mãe em uma escola dedicada ao esporte quando alguns amigos dela sugeriram que atividades físicas poderiam fazer bem em ajudar a lidar com o TDAH. A escola de natação era a melhor e mais rígida da cidade, mas para Kwang era como se fosse algo natural, tirava de letra e em pouco tempo estava batendo os recordes da sua idade, e foi apelidado lá dentro de: peixinho. O garoto era tão bom que os treinadores disseram que quando completasse a idade ele seria imediatamente enviado as olimpíadas.

Enquanto não tinha idade para as olimpíadas, Kwang se contentava com campeonatos amadores de sua idadr e até mesmo avançados. Todos os seus adversários eram deixados para trás, o jovem nadador sempre levava a melhor independente da modalidade, não era uma pessoa nadando, parecia que era a própria água se locomovendo em um espaço. Era assim que as pessoas falavam dele.

O garoto já tinha tantas medalhas que não cabiam mais nem no apoio que havia em seh quarto. E foi durante a ida para um treino que aconteceu: estava na metade do caminho quando o primeiro monstro revelou-se, avançou contra o carro de sua mãe e a pegou pelo pescoço, arrancando a mulher pelo vidro. Ele entrou em desespero no momento que aconteceu, não sabia o que a criatura era e nem conseguia descrever o mesmo em seus pensamentos. Desceu do carro e começou a correr atrás do monstro que trotava para longe com sua mãe em mãos.

Quando a perseguição parou, estavam em um parque em uma área mais afastada da cidade. O monstro pegou a mãe do garoto e arremessou a mulher longe, que bateu as costas em uma árvore e caiu desacordada. Kwang correu até ela desesperado, ignorando totalmente a criatura perigosa que estava a sua frente, mas diferente do semideus, o monstro não o ignorou. Avançou em direção ao garoto que por reflexo saltou rolando para o lado, desviando de um golpe por pouco. Arrastou-se para trás observando o monstro virar-se em sua direção novamente, sua mãe ainda estava desacordada jogada ao lado da criatura, que avançou novamente para cima de Kwang. Por algum motivo que nem ele mesmo entendia conseguiu desviar de vários golpes. O monstro então, indignado por não conseguir afetar o semideus, pegou a mulher inconsciente, falou algumas palavras que Kwang não entendeu e saiu correndo com ela nos braços, deixando cair uma espada. Ainda frustrado e com medo o semideus perseguiu-o, mas não deu muito certo, pois a criatura quase desapareceu nas ruas de Nova Iorque.

— ARGH! — Gritava o pequeno Kwang enquanto o monstro, ao ver que ele se aproximava, arranhava sua mãe, que caia ao chão e gritava de dor, com horríveis cortes em sua garganta, rolando de um lado para o outro no chão. O asiático moveu-se para cima do monstro e aplicou-lhe um corte enorme, cortando-lhe a garganta. — Eu sou o mais forte! — Bradou levantando a espada. Mas logo a cena se desfez.

Kwang havia acordado, sentia um liquido estranho escorrendo ao canto da boca, baba, limpou rapidamente a baba no canto da boca e levantou à cabeça, todos estavam rindo e olhando para o garoto, alguns apontavam, outros apenas riam. Estava na escola, como de costume. Sexta série, aula de literatura, qualquer pessoa com TDAH e dislexia dormiria em uma aula como aquela, era quase impossível se manter acordado. Ele só não entendia o motivo da risada, ou melhor, ele nunca entenderia. O único que não ria era Tyler, um garoto estranho que sempre estava com um boné aba reta e uma calça largada, parecia aqueles rappers antigos, tirando o fato que andava que nem um mongol por causa do problema nas pernas. Aparentemente, o motivo de tanta graça foi o garoto ter continuado dormindo após o ultimo sinal bater.

Levantou-se lentamente, pegou sua mochila e esperou para que todos saíssem para que ele pudesse sair. Na saída, encontrou-se com seus amigos que estudavam em salas diferentes. Os três costumavam ir juntos para casa, mas neste dia, Kwang teve de ir sozinho, pois Daniel e Brian, que eram irmãos gêmeos, tinham uma consulta médica.

Ao chegar à sua casa, como de costume estava tudo apagado, sua mãe havia desaparecido a algum tempo atrás e os avós estavam cuidando dele. Sempre passava pelo hall de entrada do lugar, via as fotos da mãe junto de um homem com olhos da cor do mar. Não sabia quem era, e quando perguntava quem era a figura misteriosa nessas imagens, sua mãe fugia do assunto, deixando o garoto mais curioso ainda. Mais ao fundo no corredor havia outra foto dela, e Kwang ajoelhou-se na frente da mesma juntou as mãos com os dedos esticados, rezando para os deuses que estivesse bem, independente de onde foi parar. Ele sempre acreditou nessa história de deuses e tudo mais.

Antes que pudesse acabar de rezar pela sua mãe, um barulho estremeceu a casa por completo. Algo bem grande bateu na parede ao seu lado, uma vez, duas vezes e nada terceira tijolos para todos os lados. Kwang estava bem, por outro lado uma parte da casa estava no chão. Assustou-se quando uma mão tocou seu braço o e o puxou para cima —Vamos cara, vamos, vamos, vamos! — olhou e viu pernas peludas, cascos no lugar dos pés e quando olhou para cima —TYLER — O sátiro puxava ainda mais forte o garoto, que se levantou e começou a segui-lo fazendo diversas perguntas.

Quando estavam fora da casa, Tyler abriu sua mochila de viagem (que era enorme) e tirou uma espada de bronze celestial. — Tome, não podemos correr de um cão infernal, teremos de lutar — Kwang olhou estranho para o garoto bode, que resumiu a explicação do modo mais breve possível. A cabeça dele latejava, tantas informações em pouco tempo, aquela coisa enorme presa e etc.

O tempo era curto, o cão infernal soltou-se dos escombros e avançou para cima deles: seu primeiro ataque foi no sátiro, os dentes do monstro chegaram com tanta velocidade que ele mal pode acompanhar, mas conseguiu  rolar para a direita e puxou um bastão de beisebol de ferro acertando a cabeça do animal, que moveu-se para o lado zonzo, balançou a cabeça e dessa vez avançou contra Kwang, que levantou a espada e deixou o instinto toma-lo.

Por mais que nunca tivesse pego em uma espada antes, sentiu-se como se já treinasse a anos. O cão infernal levantou a pata dianteira esquerda e fez um arranhão na diagonal, ele saltou para trás para que a patada passasse no vento e logo avançou, fazendo um corte na horizontal no animal, que uivou de dor. Agora estava ao lado do monstro, que virou rapidamente e tentou morder Kwang, que teve um reflexo rápido dando um passo para o lado, mas não foi o suficiente para desviar por completo da mordida de raspão, as presas do monstro pegaram no peito do garoto, rasgando sua camisa e abrindo um pequeno corte.

O sátiro percebeu que o garoto estava se saindo bem e deixou-lhe continuar sozinho nessa batalha. O monstro não estava nada satisfeito com apenas um corte pequeno e logo conseguiu acertar uma patada nele. Tyler pensou em entrar novamente na luta, mas quando deu-se conta Kwang já estava em pé. — Use a água — A voz soou dentro da cabeça do semideus e quando ele olhou para trás, o encanamento havia sido estourado e litros de água jorravam para fora da casa, concentrou-se, água veio em sua direção e se transformou em gelo, que tinha a forma de uma lança e logo depois uma névoa densa cobriu o local. Kwang podia ver muito bem e notou que o monstro não poderia.

Usou isso para tirar vantagem, avançou para cima dele usando a espada e a lança, realizando golpes coordenados e bons o suficiente para alguns segundos depois, aquele grande cachorro preto evaporar.

Quando tudo acabou, Kwang estava exausto, Tyler aproximou-se do garoto e o pegou nos ombros, após isdo, a batalha teve seu preço e desmaiou. Quando acordou estava em um lugar extremamente diferente e um homem cavalo estava a sua frente, junto ao homem-bode. Sofria de uma dor de cabeça insuportável, mas mesmo assim Quiron contou-lhe tudo e ao acabar, abriu um sorriso — Seja bem-vindo, Kwang, ao Acampamento Meio-Sangue.

— Missão de Reclamação:

Sabe, existem muitas maneiras de o Universo te dizer que você vai um dia terrível, mas o favorito de Kwang definitivamente era ser atacado às três horas da manhã por um cão infernal. Claro, ser chamado para a Casa Grande logo depois da fogueira deveria ter dado o aviso, mas foi quando Quíron perguntou se estaria disposto a fazer entregar um pacote em Atlântida, aparentemente a pedido do próprio Poseidon. Bem, agora é tarde para voltar para casa, pensou enquanto puxada uma flecha da aliava. (Por sorte, tinha trazido um arco e uma aljava que pegou emprestado de um amigo).

Virando-se para a a frente e mantendo o pacote seguro dentro da sacola que estava segurando, não querendo dar as costas para a fera, Kwang mantinha a mão firme no arco.

Decidindo que era melhor tentar deixar a criatura cansada, ele começou a correr. Devo dizer que essa não uma das melhores idéias que já teve, pois o cão infernal mordeu a isca e começou a correr atrás dele. Embora desagilizada por um corte feio na pata, a fera ainda era bem rápida, e se Kwang não tivesse desviado rapidamente e feito a criatura bater tropeçar em uma das várias cadeiras dobráveis da praia onde estavam teria dado uma mordida que o teria partido ao meio.

Bom, claramente ele não gostou de comer areia e se virou com ainda mais raiva para Kwang. Rezando aos deuses para acertar, enquanto a fera corria, pegou uma das flechas que estava na aljava e mirou no cão infernal. Milagrosamente, acertou em cheio.

Porém a criatura não gostou muito, logicamente e ele poderia jurar que viu ódio no olhos do monstro, que mesmo com uma flecha enfiada no olho direito, estava agachado para saltar em cima dele.

Dessa vez, porém, Kwang não foi tão ágil e acabou ganhando terríveis cortes na perna, fundos e com uma aparência tenebrosa. O cão agora latia, como se para tentar intimidar o garoto ainda mais.

Ainda encolhido no canto em que estava, Kwang mirou mais uma vez na fera, só que dessa vez no nariz dele. Dessa vez, acabou errando. Ao sentir a flecha passar por si, a criatura começou a correr em direção a Kwang, que desesperado, agarrou mais uma flecha e posicionou o arco mais uma vez, pronta para uma última defesa.

Por milagre, acertou no outro olho do cão infernal, que começou a se debater e lentamente virou pó. Fazendo um enorme esforço para se levantar, ele continuou no caminho que estava seguindo, agora bem mais perto do destino.

Após uma longa jornada até chegar a Atlântida, Kwang finalmente encontrou o belo reino aquático, que parecia ainda mais imponente do que ele imaginara que a moradia de um deus seria.

Ao entregar o pacote a Poseidon, Kwang até pensou se poderia perguntar o que havia de tão importante naquele pacote para que a entrega dele fosse tão urgente. Porém, apesar de curiosidade, resolveu não perguntar, pois pensou que se tivesse permissão para saber o que havia no pacote, já Quíron teria dito o que era quando perguntou se ele poderia entregar algo com urgência a Atlântida.

Sua surpresa foi muito grande quanto Poseidon deu -lhe os parabéns por uma missão bem cumprida e lhe chamou de filho. O símbolo de tridente que brilhou acima de sua cabeça naquele instante parecia aos olhos incrédulos de Kwang um enorme farol, provando a ele que não estava fantasiando e que realmente fora reclamado por um dos Três Grandes.

Depois de chegar ao Acampamento e de mudar suas coisas do Chalé de Hermes para o Chalé 3 durante os primeiros raios de sol do dia, mal pode conter o alívio pela missão que conseguiu cumprir ao se deixar para um cochilo, embora agora que a preocupação com quem seria seu progenitor divino estava resolvida, a dúvida sobre o destino da mãe e a insegurança com as perdas de memória que estavam ficando cada vez mais frequentes, estivessem começando a assombrar a mente do garoto.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Anya Dmitrieva em Sex 05 Out 2018, 20:40


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hades, pois acho que ele é o progenitor que mais combina com a personalidade de Anya e com a trama planejada para as gêmeas Dmitrieva.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Caracterísicas físicas: a primeira vista Anya parece uma criança inofensiva. Os grandes olhos de um azul quase transparente (iguaizinhos à lua, diz Maria) e os lábios cheios enganam o inocente passante de que ela seja uma doce e inocente moça. Talvez a expressão normalmente mal-humorada dê uma melhor ideia do que realmente ela seja. Os cabelos são negros como a noite e lisos, a pele é do mesmo tom pálido que a da irmã.

Características emocionais: Anya não é o tipo de pessoa e distribui sorrisos e gentilezas gratuitamente. Fria, centrada e sarcástica, odeia ficar em dívida com qualquer pessoa e ela não tem medo de dizer o que lhe vem à cabeça, especialmente quando provocada, mas na maior parte do tempo fica calada com uma leve carranca, sua língua afiada já a colocou em vários problemas e isso não seria problema, se ela não tivesse arrastado consigo suas irmãs.

Evelina e Maria são sua melhor parte, como costuma falar, elas conseguem trazer a tona o que há de mais sociável em sua personalidade e – de certa maneira – controlam suas ações. Por elas Anya mataria e seria morta, sem ao menos pestanejar. Por mais que goste de irritá-las de vez em quando, elas são suas irmãs e, portanto, partes de si mesma.

— História do Personagem:


Pouco antes do nascer do sol, na hora mais escura da noite, as gêmeas nasceram, primeiro Anya e, dois minutos depois, Evelina. Dois belos bebês, mas com a saúde fragilizada. Aos dois anos, por motivos que os médicos desconheciam, a situação que já não era boa, deu uma guinada para pior, então elas foram levadas para a UTI neonatal, um lugar, por definição, angustiante, um lugar para aguardarem sua morte iminente, ou milagrosa recuperação.

Naquela madrugada, a UTI estava silenciosa, não haviam enfermeiras com seus olhares pesarosos ou médicos preocupados nos corredores. Uma mulher passava por entre as incubadoras, e ela precisava de privacidade. O manto negro farfalhava de leve quando ela andava, até que parou em frente às irmãs, com um sorriso tristonho, ela estendeu a mão sobre a incubadora e começou a murmurar em grego antigo. Quando suas palavras se extinguiram, ela se foi.

Na manhã seguinte, as bebês estavam com a saúde bem melhor, mas Yekaterina Dmitrieva foi encontrada morta na antiga propriedade da família, deixado para trás tanto Anya e Lina quanto Maria, que na época, era uma bebezinha de três semanas e nunca teve a chance de conhecer verdadeiramente a mãe.

Anya e Evelina foram criadas pelo tio, um físico renomado que protegia as sobrinhas como podia. Não conheciam seus pais e isso nunca lhes fez muita falta, ao menos não para Anya, ela amava o tio de maneira incondicional e irrestrita, daquele jeito que apenas as crianças são capazes.

Entretanto, os fios do destino tomaram um rumo inesperado.

Ela tinha apenas 7 anos e o tio já deveria ter ido busca-la na escola (que já fechara), então, com a mão da irmã mais nova bem segura entre a sua, resolveu ir caminhando para casa, cruzando os dois quarteirões que a separavam da irmã doente. Por mais estranho/engraçado que fosse, ela passara o dia sentindo um leve mal-estar no estômago, como se seu corpo compartilhasse a dor que sua gêmea sentia. Ou talvez fosse algo mais.

Enquanto caminhava pela noite a sensação ruim no estômago aumentava. Não que tivesse medo do escuro, na verdade gostava mais da noite que do dia, sentia-se mais confortável e acolhida. Quando chegou na frente de casa ela viu as luzes azuis e vermelhas piscando, vários homens uniformizados colocavam uma fita amarela ao redor da sua casa. Segurando ainda mais forte a mão de Maria, ela se encaminhou para o lugar onde viu Lina com um pesado cobertor envolvendo-lhe os ombros. De maneira muito adulta e protetora, ela escutou o relato dos policiais e deu-lhe seu depoimento, sempre segurando a mão das irmãs e acalmando a caçula.

Aquela foi a última noite em que se teve notícias de Alexei Dmitriev, o famoso físico russo que deixou (mais uma vez) para trás três crianças. Levadas para o sistema de adoção russo, as crianças eram agora responsáveis umas pelas outras.

Anya foi se tornando uma pessoa mais arisca e seu TDAH a impedia de ficar muito tempo parada em qualquer lugar, aparentemente a disfunção manifestava-se de maneira mais pronunciada nela que em sua irmã. E isso rendeu-lhe muitos problemas, que culminaram na sua expulsão – e, consequentemente, a das irmãs – do primeiro orfanato em que viveram após o desaparecimento do tio.

Foi por volta dessa época que Evelina começou a mudar. Anya conhecia a irmã melhor que a si mesma, mas algo diferente começou a se manifestar nela que, até hoje, não sabe o que é. Prefere não insistir no assunto com Lina, pois sabe que isso só renderia uma discussão inútil, mas mantém uma vigilância constante na irmã e sua nova peculiaridade.

Contudo as Parcas trouxeram mais surpresas na vida das Dmitrieva.

Era a primeira vez que surgia uma possível adoção para as três. Anya estava desconfiada até o último fio de cabelo do elegante homem de boné que aparecera para adotá-las. Ele sorria de maneira quase displicente para as irmãs, “Esse ai é treta” foi o pensamento da garota, ela lhe lançou um olhar que já tinha feito muitos valentões chorarem pedindo abrigo e ele não se abalou, apenas abriu ainda mais o sorriso.

E, de repente, ela ficou muito consciente do cheiro que ele exalava, parecia-lhe, de certa maneira, de animal de fazenda. Com todo o auto-controle que tinha, Anya endureceu o rosto e retesou todos os músculos, como para se concentrar em outra coisa que não o estranho que os levava do orfanato.

Até hoje ela tem problemas com sátiros.

Sim, por que aquele estranho revelou-se um homem-bode. Contou-lhes que eram semi-deuses e estavam indo para um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue, onde encontrariam outros filhos de deuses gregos. Se não tivesse visto com os próprios olhos os chifres na cabeça dele, Anya teria dado-lhe um soco na cara para fazê-lo voltar a si.

A noite caia no acampamento quando eles chegaram. Se Anya tivesse seguido o exemplo da irmã e dormido durante o longo vôo teria tido os mesmos pesadelos que faziam sua gêmea revirar no assento do avião, mas ela era uma garota insone e, ainda assim, escutava em sua cabeça uma voz que lhe sussurrava no fundo de sua mente “Venha, criança amaldiçoada, venha para mim. Criança amaldiçoada... criança amaldiçoada...”.

– Até serem reclamadas e descobrimos de quem são filhas, ficarão no Chalé de Hermes – o homem bode comentou assim que pisaram no tal Acampamento, Anya olhou em volta e viu vários chalés de aparências peculiares.

– De quem você acha que somos? –a voz de Lina ecoou seus pensamentos.

– Não posso dizer ainda – O homem-bode falou e as encaminhou para sua nova casa.

— Missão de Reclamação:

Anya apoiou-se na parade, arfante. Segurava suas adagas firmemente. Precisava só de um tempo para recuperar o fôlego que voltaria para matar aqueles monstros rídiculos, porém eles não dariam um tempo a ela, e foi isso que pensou ao vê-los em sua frente.

Também pensou "Maldito Quíon e a hora que eu me ofereci como voluntária para levar esses envelopes para o Mundo Inferior. Nem pude saber o que está neles"

A garota era ágil e por isso conseguiu escapar de uma das bolas de fogo lançadas pelo lestrigão, um dos monstros que haviam emboscado-a em Los Angeles, quando faltava pouco para chegar ao reino do senhor dos mortos. Notou a dracaenae vindo para cima dela e jogou uma das suas adagas na monstra, acertando-a na barrigada.

Levantou-se rapidamente, empunhando a outra adaga e se afastando do monstro.

A dracaenae a olhava com raiva, a adaga ainda presa em sua barriga.

Sibilando, ela se aproximou de Anya, ao mesmo tempo em que o lestrigão jogou outra bola de fogo. Escapou daquela novamente e correu, escondendo-se dos monstros atrás de uma pilha de caixas de papelão.

Entrar naquele galpão realmente havia sido uma péssima decisão, pensou.

A garota estava afartante, suas mãos suavam e ela temia soltar a adaga. Já havia perdido uma, se perdesse a outra seria o seu fim. Anya levantou-se e saiu correndo no exato momento em que o Lestrigão lança uma bola de fogo contra as caixas, mas a dracaenae já a esperava e assim que a garota apareceu, a monstra segurou em seu braço, ficando suas garras na pele dela.

Com o outro braço, Anya puxou a adaga ainda fincada na barriga da dracaenae e a atacou, fazendo com que a monstra sibilasse e a soltasse, afastando-se por alguns metros.

Apesar de não ter ideia de onde o segundo monstro estava, ela investiu contra a dracaenae, atacando-a com as duas adagas.

Anya conseguiu fazer alguns cortes na mostra, em seu rosto, braços e corpo. Nada grave, por enquanto. Ela não soube dizer exatamente quando o lestrigão apareceu, mas pode vê-lo por cima do ombro da dracaenae e foi isso que a fez recuar. Correu para o lado direito, fugindo da bola lançada por ele.

Não sabia que tinha fechado os olhos, apenas tomou consciência disso quando sentiu as garras da dracaenae fincando em seu braço, próximo de onde havia ferido anteriormente. Em questão de segundos, abriu os olhos e fincou uma das adagas do estômago da monstra, fazendo a mesma sibilar, porém, dessa vez, a dracaenae não a soltou e a garota não teve alternativa se não fincar a outra adaga no coração da monstra, transformando-a em pó em segundos.

Recuperou a adaga rapidamente, a tempo de me esquivar outra bola de fogo lançada pelo monstro que ainda restava. Se antes a garota estava arfante, agora o ar já faltava em seus pulmões, porém ainda havia um monstro para ser derrotado.

E então, Anya sorriu, aquele tipo de sorriso sádico que não é nada agradável de se ver. Com uma velocidade impressionante, correu em direção ao lestrigão. O monstro tentou segurá-la, mas a garota desviou, girando para o lado e finca uma das adagas em suas costas.

O monstro grunhiu e se virou, pronto para lançar outra bola de fogo, mas antes que ele consiguisse fazer isso, a outra adaga é lançada em direção a sua cabeça, transformando-o em pó assim como a dracaenae.

Ela respirou fundo, com suas mãos tremendo em alívio e desespero simultaneamente, e por fim pegou as adagas novamente, guardando uma no bolso e colocando sua mochila de volta nas costas, voltando a seguir o caminho para o Submundo.

Ao chegar lá para entregar os envelopes para Hades, foi reclamada e apesar de a reclamação não ser algo com que se importava, sabia que Lina estava muito ansiosa para saber quem era o pai e não pode deixar de ficar feliz pela irmã, que estava com muita vontade de encontrar quando chegasse ao Acampamento.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por 146-ExStaff em Sab 06 Out 2018, 20:03




Avaliação —  Kwang Sun Hee


Olá Kwang! Vejo uma evolução em sua ficha e não tenho motivos para reprová-lo desta vez. Os erros que encontrei foram mínimos (como em "[...] durante os primeiros raios de sol do dia [...]", você poderia ter deixado de fora a parte "do dia", já que não tem raio de sol durante a noite, né?), mas essas coisinhas desaparecerão ao longo do RPG. Seja bem vindo!


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Avaliação —  Anya Dmitrieva

Com a confirmação de autoria, não vejo motivos para reprová-la. A ficha está bem escrita e a história detalhada, com o ponto principal desenvolvido. Parabéns!


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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Belle Gremory em Dom 07 Out 2018, 22:50


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamada por Hades. De acordo com a trama que pensei para a personagem, um deus ctônico é a única opção — sendo Hades, o rei do submundo, a melhor escolha dentre os disponíveis. Desejo explorar a personagem de modo com que os eventos que acontecerem em sua vida tenham relação com a personalidade de seu progenitor divino.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Belle é uma menina de 15 anos, estatura média e físico normal para sua idade. Tem sua pele demasiadamente pálida e, em contrapartida, cabelos escuros como a noite. Os olhos azuis passam de um tom claro até o mais escuro quando não existe luz no ambiente, adaptando-se ao seu redor.
É uma garota reservada, que conversa com poucas pessoas e prefere abrir-se com os espíritos que vez ou outra aparecem para ela. Não é e nunca foi ligada à família, pois não chegou a conhecer uma que lhe aceitasse. Aproveita os momentos de solidão sem olhá-los com tristeza, pois sua própria companhia lhe agrada. Aprecia música e gosta de pensar que uma pessoa deve passar por todas as emoções possíveis em um mesmo dia, deste modo suas ações por vezes parecem sem sentido para quem olha de outra perspectiva.

— História do Personagem & Missão de Reclamação:

Tinha apenas três anos de idade quando viu seu primeiro espírito. Belleth não sabia na época qual era a diferença de uma pessoa viva e outra morta, já que ambas interagiam com ela e assim a menina retribuía. Sua mãe havia morrido no parto e fora autorizada por Hades a retornar ao mundo dos mortais uma vez por ano, para checar como estava sua filha até que esta completasse 6 anos. A semideusa recebia sua visita anual no orfanato onde atualmente residia, brincava e conversava com sua mãe até que alguém a interrompesse. Isso não chamara a atenção durante bons anos, uma vez em que se passava apenas como um comportamento normal infantil — ter amigos imaginários e falar consigo mesma.

Aos dez, Belle percebera que era a única que via determinadas pessoas. O momento de esclarecimento se deu quando brigou com um grupo de colegas para que incluíssem Dave no jogo em que organizavam, mas ninguém concordava pois não conheciam nenhum Dave e nem mesmo o tinham visto antes. Assim, a menina começou a ficar cada vez mais reservada.

Passara por diversas adoções e períodos de adaptação com famílias que a achavam diferente de mais para que fosse definitivamente apadrinhada. Coisas estranhas aconteciam ao seu redor, interferências que antes nunca haviam presenciado e catástrofes que fugiam ao ordinário — terremotos em perímetros muito pequenos e determinados; ventanias que acabavam com parte da residência onde estava; incêndios que surgiam sem motivo e destruíam tudo.

Ninguém sabia sobre seu dom, nem mesmo o que Belle decidira fazer com ele. Agora, aos quinze, não se assustava mais ao encontrar uma figura ensanguentada ou enforcada em um simples banheiro de escola. Não mudava sua expressão quando passava por um acidente e via dois corpos iguais, um deitado sem vida no chão e outro logo acima incrédulo com o que acontecera a si mesmo. Quando estava de bom humor, explicava para as pessoas o que havia acontecido com elas; quando não estava, apenas fingia não enxergar.

O mundo havia mudado para ela quando, durante um intervalo escolar, conversava com uma ex-aluna que havia morrido de câncer uma semana antes. O espírito contava como era não sentir mais absolutamente nada além de confusão mental e uma força a chamando para ir ao encontro do próximo mundo, o qual ainda não conseguia explicar.

— Se você sente a vontade de ir para lá, então vá. Deve ser bem melhor que essa merda aqui. — falou enquanto mordia um pedaço de sua maçã.

— Eu tenho medo de ir para o inferno, apesar de que... até agora não vi nenhum anjo ou coisa do tipo... não tenho certeza se isso existe. — respondeu o espírito da falecida garota.

— Você está certa, não existe. Nem a famosa luz no final do túnel, nada. — deu outra mordida e continuou comentando após. — Pelo que sei, você meio que entra no lugar por conta própria, caso já não tenha acordado lá. Como você está aqui, vai ter que ir andando ou algo assim.

Os olhos cinzas aquele ser etéreo podiam aparentar estarem mortos, mas ainda era possível ver sentimento através deles. A estudante sem vida estava com medo de seu destino, medo de deixar o mundo em que estava acostumada para trás.

— Você iria comigo? Quer dizer, ao menos até eu entrar. Se você consegue me ver então deve haver um motivo para isso, não? — questionou a doce voz.

Nunca nenhum espírito havia feito tal pergunta para Belle. O máximo de contato que tivera, além de sua mãe e seus amigos de infância que morriam de doenças no orfanato, era de pessoas desesperadas o suficiente para tentarem agredi-la (mesmo que sem sucesso, já que não podem tocá-la) ou que choravam tanto que não conseguiam pronunciar uma frase coerente sequer. Nenhum deles, de fato, perguntou a si mesmo o motivo de uma viva poder vê-los e ouvi-los.

— Okay. Eu acho que posso fazer isso, quer dizer, agora você instigou minha curiosidade.

A menina morta dera seu primeiro sorriso naquele fatídico dia. Seu espírito estaria finalmente em paz, com a ajuda de sua mediadora. Belleth teve de criar uma história clichê e segura para poder sair da escola mais cedo (disse que sua menstruação estava para vir naquele dia) e, como no orfanato não havia ninguém disponível para buscá-la, conseguiu sair sozinha. Toda vez que precisava convencer alguém a fazer o que ela queria, não precisava de muito esforço — é como se as pessoas ficassem automaticamente intimidadas com ela por perto.

As ruas da pequena cidade estavam praticamente sem movimento naquele horário. Folhas amareladas caíam das árvores e cobriam as calçadas em um degradê de cores quentes. A meio-sangue não sabia para onde, ao certo, estava indo, mas seguia sua colega finada.

— Eu sinto que é aqui, mas não pode ser... É apenas uma loja de discos antigos... — choramingou a garota assim que chegou à porta do estabelecimento. Não precisou abrir a porta para entrar, bastando apenas atravessar o vidro e então estava no interior. Belle, entretanto, empurrou através da entrada e fingiu que olhava vinis antigos.

— O que você está sentindo? — sussurrou a semideusa em questionamento.

— Parece que é por lá, eu sinto me chamando, é muito forte. — apontou para os fundos da venda, no exato momento em que o dono da loja saía da sala escura.

Os cabelos brancos do senhor agora combinavam com a cor da sua pele, que instantaneamente ficara pálida ao olhar para Belleth. Os olhos arregalados do velho homem cravaram-se no rosto da garota e, subitamente, voltaram-se ao chão enquanto abria espaço para a porta. "Por aqui, madame", dissera entre os dentes.

A meio-sangue não entendera mas não interrogou o ocorrido, uma vez em que percebeu que o espírito da menina que a acompanhava agora marchava em direção ao cômodo dos fundos. Seu coração batia acelerado, e isso a fez continuar com aquilo que estava fazendo. Será que finalmente obteria algumas respostas? Veria para onde vão as almas após perderem a vida na terra? Morreria ao fazer isso? Não tinha medo.

A sala era muito estranha. Um símbolo enorme estava pintado bem acima de uma porta que parecia levar ao porão da loja, já que revelava uma escada para baixo. Livros parecidos com bíblias ocupavam espaços de prateleiras, velas negras já derretidas estavam posicionadas aqui e ali pelo chão. Não tivera tempo suficiente para analisar todo o espaço, já que sua nova amiga tivera pressa em descer pelas escadarias.

Parecia não ter fim. Faziam minutos que as duas desciam por aquela escada escura e de paredes estreitas, porém frias, sem uma única luz para guiá-las. Belle vez ou outra ponderava sobre a possibilidade de voltar, mas sua curiosidade e instintos falavam mais fortes. Agora, ela mesma sentia a necessidade de chegar até onde o espírito chegaria.

Quando finalmente atingiram o final dos degraus, depararam-se com um imenso lago que parecia flutuar pelo espaço negro. Nele, um barco em estilo veneziano estava atracado na borda, aguardando seus próximos passageiros. A menina sabia exatamente o que fazer, pois se acomodou no banco e aguardou pela semideusa, que logo a seguiu.

— Princesa. — reverenciou o comandante da pequena embarcação.

Belleth não disse nada. Navegaram através do estreito rio por todo aquele lugar que sim, certamente era o inferno. A pobre criatura chorava lágrimas que não existiam mais. Pelo que se lembra dela, era uma religiosa.

Chegaram enfim à costa de uma ilha que comportava um gigantesco portão dourado. A semideusa e a fantasma caminharam em direção a ele, e nem mesmo precisaram bater para que abrisse.

— O que tem na sua cabeça? — questionou a espírito, apontando para Gremory.

O mesmo símbolo pintado na entrada da escadaria agora pairava sob a garota, como uma espécie de holograma arroxeado que estava sendo projetado ali. Ao pararem em frente às grades de ouro, uma figura de aparentes 40 anos lhes cumprimentou.

— Minha filha, seja bem vinda ao reino de Hades.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Zeus em Seg 08 Out 2018, 02:56




Avaliação — Belle Gremory


Bem, Gremory, tentarei ser breve nesta avaliação. Primeiramente, acerca da descrição da personagem, eu achei um detalhamento vago e corriqueiro, mas ainda assim, o suficiente. Já a personalidade, apesar de sucinta e direta, pode me dar uma visão abrangente do que esperar de ti em ocasiões futuras, apenas peço que sempre deixe separado, de preferência por espaço, características físicas e mentais. Por fim, sobre a história e descobertas de Belleth, posso dizer que sua narração é exemplar e sem erros. Portanto, mais do que merecida a vaga de filha de Hades. Parabéns!

Coerência: 50; Coesão, estrutura e fluidez: 25; Objetividade e Adequação à proposta: 15; Ortografia: 10.

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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Raul Gutierrez em Qui 11 Out 2018, 11:33

FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Hades, pois é o que Raul quer, e ele é particularmente teimoso. Cabeça dura como um tronco de cega-machado, sabe? A árvore não leva esse nome por puro capricho.

— Perfil do personagem:

Eu não lembrei muito de Raul a primeira vez que o vi. Na verdade, acho que isso conta mais do que eu poderia explicar aqui: o garoto passa despercebido como um espírito dos Asfódelos. Como as almas para sempre perdidas entre o bom e o mau, ele não é particularmente notável em uma multidão. Talvez seu rosto seja bem comum, eu não sei direito. Seus olhos, pelo menos, não tem nada de marcante: são escuros, sim, mas não o suficiente para desfilarem como memoráveis. Os cabelos, de fios também monotonamente negros, na primeira vez que o vi, estavam cobertos por uma toca — ou seria um capuz? De qualquer jeito, o moletom (um tamanho maior, é verdade) escondia um pouco seu jeito magricela, mas as pernas esguias mantinham o estilo gótico genérico. Ele tinha alguma pinta de quem poderia ser elegante, mas não só deixou o penteado crescer mais do que seria agradável, como também permitiu aos músculos ficarem menos exercitados que o recomendável. Talvez o maior indicador da presença de Raul não seja nem mesmo ele, mas o chaveiro que carrega para todos os lados: Mackenzie, sua cadela da raça husky.

[De Mackenzie, eu adoraria falar mais. Mas, como não é o foco, vou voltar ao Raul mesmo.]

Acho que a característica mais distinguível dele, depois dessa habilidade incrível de passar em branco, fosse a carranca meio teimosa. Suas pálpebras estão sempre meio desconfiadamente semicerradas — possivelmente, isso ajuda a esconder a cor de seus olhos —, e há um inquietante franzir de cenho, no encontro de suas sobrancelhas, que aparece a cada desgosto seu; e não são poucos. Por mais que passe a impressão de não se importar com nada, é difícil encontrar algo que não seja digno de uma mínima reclamação de sua parte. Esse menino, vou te falar, tem um exímio talento para encontrar falhas, e isso me leva a crer que ele seja observador, mas talvez não calculista. Obviamente, não é um gênio do crime, porque suas falhas são bem perceptivas. Ele não chega a ser burro a ponto de envolver-se numa confusão por livre e espontânea vontade, mas também não foge das brigas que aparecem ao seu redor. Quem nunca fez uma estupidez por conta de pavio curto? Sempre digo: esse espírito de juventude ainda vai acabar em maus lençóis. A história a seguir, mesmo começando numa confortável cama de hotel com finos lençóis de linho, é bom exemplo.

— História do personagem & missão de reclamação:

A história começa, como já dito, numa cama de hotel.

Nessa cama de hotel, um Raul muito confundido acordou com batidas frenéticas à sua porta e latidos de Mackenzie, que acabou por abrir a porta com uma patada só, devido ao seu porte de adulta. Esses lençóis não eram tão maus como os que ele acabara por se meter em questão de horas. Em questão de minutos, por sinal, foi evacuado do quarto por um nervoso rapaz de cabelo cacheadamente ruivo. De alguma maneira, esse ruivo conseguia não ser mordido por Mackenzie, embora ela rosnasse a cada aproximação mais severa contra Raul.

Raul sentia que dormira muito mal, eu lembro. Ele tinha uma cara de cansado, de confuso e de gol contra — tudo meio junto e misturado. Se havia um dia de pé acordar com o pé esquerdo, a cara fechada que Raul vestira para o café-da-manhã denunciava que ele não apenas despertara do lado errado da cama, como também era praticamente "ambicanhoto", de tanta carga negativa que sua aura exalava. A nuvem negra que pairava sobre si só não dava choque nos outros porque, aí, seria proveitoso para ele, talvez; e nada de certo poderia acontecer nesse dia.

Um exemplo era o lanche forçado que fizera no elevador. Os sanduíches embrulhados em papel alumínio e ofertados pelo tal de "Enrique", como se apresentava o ruivo, eram mirados com desconfiança; devorados, porém, com fome. (E isso seu paladar parecia meio afetado, porque não conseguia distinguir exatamente os ingredientes, necessitando abri-lo para que a vista fizesse seu efeito placebo e o familiar sabor de guacamole fosse plenamente aproveitado.)

— Devem ser as flores, cogitou o ruivo, com uma barba rala no queixo, coçando-a enquanto parava momentaneamente de apertar o botão do subsolo. Entretanto, voltou a atacá-lo em seguida. — Uma hora vai passar o efeito, mas Raul estava com muito sono para contestá-lo sobre, o que eram?, pétalas ou mesmo perguntar sobre esse tal "efeito". Mordia o sanduíche como se sua vida dependesse disso e, de certa forma, não estava errado.

Raul ofereceu um pedaço para Mackenzie, mais ou menos, no mesmo momento em que o elevador parou. Ele se ocupava em lamber os dedos, e seu cozinheiro maníaco pessoal se ocupava em xingar em línguas por si desconhecidas, mas que não soavam tão distante assim. Como falava espanhol, a sonoridade era parecida ao que seria... português? Talvez francês, pelos fonemas estranhos e não tão bem conhecidos por si.

(Lá na frente, ele ficaria chocado em saber que isso era grego.)

Bocejou, espreguiçando-se no espaço razoavelmente grande do elevador, afinal o hotel era luxuoso. Como se percebesse que seu dono — e amigo — despertava só agora, Mackenzie jogou-se contra suas pernas, buscando lamber-lhe a face, mas só conseguindo quando Raul se inclinou um pouco sobre o próprio eixo. Sua risada veio fácil, mas foi morrendo aos pouquinhos até perceber que algo pesado se chocou contra o teto do elevador, embora ainda do lado de fora.

[actualización de bitácora de viaje. empezar transmisión. entrada uno. estoy en un coche meo pequeño para mi, mackenzie, el bato pelirrojo, y una otra tipa super rara; ellos van adelante. creo que vamos por las vegas, esta ciudad de los pecados. no sé, pero me siento igual un pecado. encerrar transmisión.]

Pulemos um pouco para quando Raul está nesse dito coche — carro, em "mexicanês" —, com sua fiel cadela deitada em suas pernas no banco de trás. À frente, o mesmo rapaz ruivo de outrora (que, caso não tenha ficado claro, é um sátiro) passara há pouco a direção desconfortável, talvez pelas pernas de bode, a uma mulher no mínimo estranha.

Ela vestia um alinhado terno cinza, como se estivesse pronta para um funeral. Sua pele, meio esticada como a de quem saíra de uma cirurgia plástica, deixava uma margem muito grande para adivinhar sua idade, e Raul ainda achava esquisito como o sátiro, apresentado como "Enrique" em meio à fuga do hotel, estava ainda mais enervado desde que a senhora entrara. Não sabia o porquê, mas sua intuição dizia que ela era velhaexageradamente velha. (Éons mais velha, se quer saber a verdade.)

— Eu não entendi, começou o semideus. Com a mão direita, afagava o pescoço de Mackenzie, que encarava a lâmina de metal na mão livre de Raul, mas sem demonstrar medo, como se realmente confiasse nele. — Então, vocês esperam que eu compre a ideia de ser filho de um deus grego?, e o olhar passou da adaga — não que Raul soubesse a diferença entre isso, uma faca e um punhal; ainda — para o ruivo, mas ele estava demasiadamente nervoso para prestar atenção. Seus dedos tamborilavam incessantemente em qualquer coisa que estivesse ao seu alcance.

— Sim, afirmou a mulher, por aí. Encarou-o de volta pelo retrovisor, e ambos mediram um pouco as forças. Ela teve que desviar o foco para o trânsito, e ele voltou a analisar a arma, agora, pertencente a si.

Limpou a sujeira dela ao interromper o carinho em Mackenzie, puxando a manga do moletom acima dos pulsos. Podia lavar o casaco depois, mas não queria que o tal de bronze sagrado ficasse enferrujado.

— Tá, e uma tensão comum pareceu ser aliviada no carro.

Enrique voltou a respirar normalmente, conseguindo inclusive buscar o rosto de Raul pelo retrovisor. Em espanhol, perguntou:

— En serío, todo bién?, e semicerrou minimamente as pálpebras. Parecia querer ver através das palavras. — De que te acuerdas, niño?, que significava uma dúvida sobre as memórias de Raul. — Sobre toda sua vida?

Franziu o cenho, encarando a janela. Enrique se manteve focado no rapaz, que parecia colocar engrenagens em seus lugares.

, foi sua resposta instintiva, porque ninguém simplesmente esquece da própria vida. Retrocedendo desde o princípio, sabia que crescera no sul do México, em um pueblito — vilarejo — próximo da Guatemala, meio entre Chiapas e Oaxaca. Não se relembrava exatamente de uma figura masculina que pudesse chamar de pai, e a única pessoa familiarmente próxima do sexo feminino era sua tia; disso sabia. Tia Mercedes, pelo que se lembrava, e a simples dúvida fê-lo temer um pouco.

Sí, me acuerdo, quis dizer, mas se deteve pela breve insegurança. Não era exatamente um primor em recolher memórias da infância, mas a falta de episódios marcantes, mesmo que fosse sobre um flerte colegial com uma garotinha ou um melhor amigo com quem jogava bola às terças, lhe deixou meio ansioso por descobrir algo a que se agarrar. Lembrava, sim, de uma excursão que fizera para o norte: questionava-se se era escolar ou com Tía Mercedes — talvez ela fosse sua maestra? Já não estava tão certo.

Sí, me acuerdo, claro, sentiu necessidade de soltar do peito, mais em desabafo que por certeza. A mão apertou mais o cabo da adaga, mas só foi perceber a força que fazia quando os nós dos dedos se esbranquiçaram. Assustado, soltou-a ao dar-se conta de que não sabia como, nem quando, tampouco por quê estava naquele hotel.

Mackenzie latiu, acordando-o de sua pequena crise existencial.

Enrique fitou-o com... aquilo seria pena?.

— No, verdad?, indagou-o a estranha mulher, que... de alguma maneira, talvez, se assemelhasse a Tía Mercedes? Estava Raul a ponto de delirar? — Hades foi muito irresponsável em querer aproveitar o Día de los Muertos, e o contorno da estranha mulher tremeluziu, como se aquela não fosse sua forma natural. — Eu avisei, alertei mil vezes..., seguiu com suas reclamações.

— No, respondeu Enrique por ele. O sátiro inspirou profundamente e soltou todo o ar com alguma raiva discreta. — Culpa de lo puto Lótus, que, caso não tenha ficado claro, era o hotel onde Raul estava.

No entanto, há quanto tempo estava?

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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por Charlotte Hémery em Qui 11 Out 2018, 13:25


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Poseidon. Antes do reset, essa conta era filha de Poseidon e curtia a trama, os poderes etc. e tal. Acho que o deus combina bastante com a trama que pensei.


— Perfil do Personagem:

    Características Psicológicas
Confiável, passiva, inteligente e inocente. Charlotte pertence a um tipo de pessoa raramente encontrado atualmente; ela é puramente boa. Apesar de tudo que já aconteceu com a semideusa, não guarda mágoas do passado, nem rancores. É alguém que irá tentar ajudar um desconhecido, independente de sua alcunha ou feitos, e que não irá cobrar favores ou pedir por pagamentos.
Ela é uma espécie em extinção em meio à carnificina que o resto do mundo se encontra. E, talvez, ela também tenha uma data de validade.

    Características Físicas
Charlotte é uma garota com olhos verdes. Essa é a primeira coisa que qualquer um repara quando olha para ela. Seus olhos são marcantes, disso ninguém duvida. Geralmente, possuem uma cor forte, profunda. Dependendo do clima e da iluminação, porém, estes podem variar, ficando ou mais acizentados ou mais azulados. Sua face inteira é delicada, como uma boneca de porcelana, e seu sorriso - quando se faz presente - parece ser capaz de iluminar um cômodo inteiro. Sua estrutura é pequena, o que lhe confere um ar de fragilidade.


— História do Personagem & Missão de Reclamação:

aviso: contém conteúdo pesado, mas implícito para maiores de dezoito anos.

A história de Charlotte tem início no fim de sua vida.
    Fim este que se deu em um beco qualquer nas ruas de Paris, com sangue escorrendo de seu nariz, boca e no meio de suas pernas.
    Fim este que se deu por meio das batidas de seu coração, cada vez mais fracas, cada vez mais lentas ao segundo.
    Fim.
E o motivo disso foi que ela não viveu até depois de morrer.
Mas recomecemos.

Hémery nunca foi alguém em destaque; nunca foi a melhor aluna, nem a mais bonita, nem a mais popular. Mesmo seu concebimento deu-se em uma noite qualquer de bebedeira por parte de sua mãe e flertes sem compromisso e promessas ao vento por parte de seu pai. A gravidez foi de alto risco, o que era de se esperar, com uma mulher com veias estouradas, que substituía tequila por café nas manhãs. O nascimento foi doloroso, realizado em um hospital público, ao lado de uma mulher que abortava seu próprio bebê.
Depois de dez longas horas em trabalho de parto que Charlotte nasceu e foi recebida nos braços de Marie. E ali ficou.
    Bom, pelo menos até Marie decidir que a criança estava impedindo-a de alcançar seu maço de cigarros.

Cresceu, então.
Ia para a escola, onde não tinha amigos e comia seu lanche no banheiro.
Voltava para casa, que consistia de um pequeno apartamento na periferia e uma mulher que mal conseguia sustentar a si, quem diria duas pessoas.
Dormia em um colchão inflável, com algodão enfiado nos ouvidos para bloquear os sons de sua mãe fazendo o que fazia de melhor; drogar-se e abrir as pernas - e, de vez em quando, receber uns trocados por essa última atividade.
E, no dia seguinte, repetia tudo.
Seus dias favoritos eram os sábados. Todo sábado sua mãe ficava sóbria o suficiente para arrastar-se para fora da casa, com a pequena segurando sua mão. E, juntas, iam ao aquário da cidade. Ele era precário, com apenas algumas dezenas de peixes grandes e pequenos, mas era o suficiente para colocar um sorriso no rosto da garota. Lá, ela conseguia perder-se, fosse fazendo carinho em golfinhos ou alimentando os peixinhos. De vez em quando, cumprimentava o velho pescador que às vezes estava por lá, em uma camisa havaiana, com rugas aos redores dos olhos, de fortes tons azuis, mas toda vez que ele tentava falar algo, Marie fazia-se presente, já com as drogas que abasteceriam sua semana no bolso, arrumando seu batom e cabelos desarrumados, emergindo da salinha do gerente. A mais velha empurrava a pequena na direção da saída, sem ao menos olhar na direção do pescador.
    E todas as vezes, quando Charlotte olhava para trás, o homem havia sumido.
Foi em uma sexta à noite que tudo mudou.
Charlie, com seus dezesseis anos, voltava da escola, revisando seu caderno de anotações. Literatura nunca fora seu forte, as palavras nunca estavam na ordem certa. Em sua cabeça, só conseguia pensar na prova de segunda, e em como conseguiria responder à dez questões relativas ao livro, se não conseguia passar da primeira página.
Passou em frente ao aquário, surpreendendo-se em encontrar o pescador na porta, encarando-a com um sentimento que não conseguia traduzir nos olhos.
Oi?
— Olá, Charlotte. — Sua voz era forte, mas a dor nela era clara.
Sabe meu nome?
— Escute, eu- — ele balançou a cabeça, dando alguns passos para trás. Naquele momento, parecia ter mil anos, e não quarenta e tantos — -esqueça. Vai para casa? — a garota franziu a testa.
Aham.
— Tome cuidado no caminho, criança. — E, antes que ela pudesse dizer qualquer outra coisa, ele virou-se, andando em direção às profundezas do aquário. Hémery estava tão confusa que mal registrou todos os peixes do lugar seguindo-o, encarando cada passo que o homem dava. Na verdade, estava tão confusa que, ao resumir sua caminhada, não percebeu que ele olhou para trás, a expressão de quem sabia uma verdade terrível sobre ela em seu rosto, mas que não podia fazer nada sobre. Também não ouviu ele dizer para um dos peixes; — Chame Asclépio. Agora.

— Ora, ora, ora. O que temos aqui? — Essas palavras começaram tudo. Hémery levantou o olhar do caderno que levava, encontrando três homens, cujos rostos ela reconhecia mas não sabia exatamente de onde. — É a filhinha de Marie? — O do meio parecia ser o líder, cruzando os braços enquanto os outros dois começavam a circundá-la.
— É ela, sim. Eu lembro de você, garota. — O da esquerda puxou seu cabelo, preso em um rabo, analisando seu rosto. — Marie te colocou 'pra dormir no banheiro, não foi? Quando eu 'tava lá. — Agora, Charlie começava a sentir medo. Um medo tão puro que causava arrepios em sua pele, fazia com que ficasse paralisada, sem reação.
— Onde 'tá a sua mamãe? — O "líder" falou mais uma vez, aproximando-se cada vez mais. Quando parou, a menina conseguia sentir seu hálito, conseguia enxergar com clareza seu sorriso cruel. — Sua mãe 'tá devendo 'pra gente. Bastante. E, por algum motivo, ela não atende a porra da porta. — Ele acariciou seu rosto, apreciando a pele macia, jovem. — Acho que vamos ter que ensinar a ela uma lição por ser tão mal educada, o que acham rapazes? — Os outros deram risadas geladas, e a próxima coisa que Charlie sentiu foi mãos agarrando seus braços e cintura, puxando-a para então empurrá-la contra a parede de um beco vazio.
Foi apenas quando sentiu um deles rasgando sua blusa que ela começou a gritar, a berrar, a espernear.
    Eles tamparam sua boca e fizeram o que queriam.
Quando terminaram, ela estava jogada ao chão, a calça desabotoada e amontoada nos joelhos, a blusa rasgada, o rosto molhado de lágrimas e algo a mais, ossos quebrados da surra que levou antes, durante e depois. Seus olhos estavam vítreos, sem transmitirem qualquer sinal de que ainda estava viva. Ela não esboçou nenhum tipo de reação quando o líder pegou suas bochechas em sua mão e beijou-a uma última vez.
— Lembre-se de mim, bebê.
Pouco antes dela fechar os olhos, a respiração cada vez mais fraca, reconheceu o formato de um homem que nunca vira antes.
— Pelos deuses... O que aconteceu com você? — Sua voz era gentil, o horror que ele sentia era evidente. Ela sentiu quando ele cobriu seu corpo com um casaco e quando depositou sua cabeça em seu colo. — Deixe-me ajudá-la. — No segundo seguinte, Charlie fechou os olhos.
    O que quer que esperava ela do outro lado não poderia ser pior do que ela já havia vivido.

— Charlotte? Está acordada? — Ela abriu os olhos. Grandes olhos donos de uma peculiar coloração azul esverdeada. Um de cada vez.
O qu-? — Sua garganta estava seca. Seus olhos doíam e a visão estava borrada. Encontrava-se em um carro em movimento. Pelas janelas, ela enxergava árvores.
— Não tente falar, ainda está recuperando-se. — As memórias inundaram-na em forma de flashes e ela estremeceu.
Quem é você? — Conseguiu, as palavras falhas.
— Seu pai pediu-me um favor. Vim ajudá-la. — Eles estacionaram, então. Agora, ela conseguia enxergar o contorno de um grande pinheiro, que parecia servir de marco para algo. Ele logo estava abrindo sua porta, ajudando-a a descer do veículo. Por um momento, ela hesitou. — Vamos, vamos. Não tenho muito tempo. — Colocando um pé de cada vez para fora, a garota olhou em volta, sem saber onde estava, o que fazer. — Ah, Quíron! Na hora certa! — Levantando a cabeça, Charlie encontrou um homem em uma cadeira de rodas, esperando-a ao lado do pinheiro. — Escute, garota. — Aquele que ajudava-a a andar falou, atraindo sua atenção mais uma vez. — Seu mundo está prestes a mudar, entende? Estarei torcendo por você. — Ela abriu a boca, incerta do que falar.
E-Eu-
— Não se preocupe. Iremos ter outras oportunidades para conversar. — Ele encarou aquele que se chamava Quíron, um sorriso sem humor no rosto. — Fique de olho nesta aqui, centauro. É uma guerreira. — "Centauro"?
Você está indo?
— Sim, criança. Quando você se recuperar, encontre-me. Estarei esperando. — E, diante seus olhos, o homem desapareceu, deixando-a sozinha com Quíron.
Eu não entendo. Nada disso. — A atenção dele, porém, estava focada em algo acima de sua cabeça. Foi apenas naquele momento que Charlotte percebeu que seu corpo parecia estar envolto em uma espécie de luz esverdeada. Quando levantou o olhar, encontrou um tridente sobre sua cabeça. — O qu-?
— Eu explicarei tudo, em seu devido tempo. Mas, por enquanto- — ele abaixou a cabeça, em um sinal de respeito — -seja bem-vinda, filha de Poseidon.
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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

Mensagem por 146-ExStaff em Qui 11 Out 2018, 14:55




Avaliação — Raul Gutierrez


Raul, apesar de uma história e missão bem curtos, gostei muito do seu personagem e do desenvolvimento que você expôs. Você escreveu de maneira muito cativante e não encontrei nenhum erro grotesco que provoque sua reprovação. Portanto, em mexicanês, felicitaciones!

Coerência: 50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25;
Objetividade e Adequação à proposta: 15;
Ortografia: 10.


Resultados


Aceito como filho de Hades;
Recompensa: 150 xp;
Item de reclamação padrão.




Avaliação —  Charlotte Hémery


Eu estava realmente disposta a ser crítica hoje e quem sabe até reprovar alguém, mas infelizmente só vi fichas boas por aqui. Você escreve maravilhosamente bem e eu me encantei pela Charlotte e sua história. A única coisinha que me incomodou um pouco (e que você não necessariamente precisa mudar) é a formatação do texto, no caso eu prefiro quando a quebra de linha é seguida por um espaço entre um parágrafo e outro.

Entretanto, não é motivo de reprovação. Parabéns!

Coerência: 50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25;
Objetividade e Adequação à proposta: 15;
Ortografia: 10.


Resultados


Aceita como filha de Poseidon;
Recompensa: 150 xp;
Item de reclamação padrão.



Atualizado







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Re: Ficha de Reclamação para Três Grandes

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