Trama e Cenário

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Trama e Cenário

Mensagem por Organização PJBR em Sex 28 Set 2018, 10:51

Trama do fórum


O Acampamento (1100 a.C - 146 a.C)


Depois da morte de tantos heróis e heroínas, os deuses começaram a se importar.

Quíron, o tutor imortal e deus-centauro da aprendizagem e de todos os heróis, foi forçado a assumir o cargo de diretor do Acampamento Meio-Sangue durante a Grécia Antiga, este fundado para habitar os filhos meio mortais dos senhores do Olimpo. A data de sua criação não é exata, mas sabe-se que é tão velha que viu a ascensão e ruína de impérios, o que sugere que possa ter até 3 000 anos de idade.

Desde sempre, sua única e principal função foi treinar e manter semideuses seguros, para que um dia fossem capazes de sobreviver sozinhos ou realizar grandes feitos. Assim, responsável pela formação dos maiores e mais poderosos heróis gregos da história — como Perseu, Belerofonte e Hércules —, o acampamento prosperou por muito tempo em um campo entre florestas ocultas aos olhos dos mortais, até que foi completamente dominado pelo Império Romano e, posteriormente, destruído.

Os deuses gregos, que sempre acompanharam as maiores potências do mundo, acabaram se mudando para os Estados Unidos da America e, junto com eles, diversas locações mitológicas foram reconstruídas e adaptadas para o mundo moderno. O acampamento, sendo uma dessas locações, atualmente encontra-se na ilha de Long Island, Nova York, próxima do novo Monte Olimpo — o Empire State Building —, onde, com a ajuda de sátiros e outros semideuses, recruta meios-sangues desamparados ao redor do mundo todo.

(MAPA POLÍTICO MITOLÓGICO DOS EUA - VER EM TELA CHEIA)



Tratado de Não-Intervenção (1914 - 1945)


Os deuses sempre tiveram um fraco pelos mortais.

Antes do Tratado, havia semideuses em abundância ao redor de todo o globo. Suas linhagens eram fortes em uma alta porcentagem da população global, e como consequência, muitos conflitos foram travados. Até então, nenhum conflito foi tão destrutivo quanto os dos anos de 1900; liderados por semideuses dos Três Grandes e diversos outros dos olimpianos. Com a nova invenção dos filhos de Ares e Atena, finalmente foi criada a primeira arma de destruição em massa de grande escala: bombas atômicas.

Com o uso das armas nucleares e o fim da Segunda Guerra Mundial, os deuses finalmente sentiram medo. Seus filhos tinham desenvolvido meios para deterem eles, e tinham dado aos mortais. O novo oráculo, até então uma adolescente, profetizara enfim que um dos filhos dos Três Grandes iria trazer aos olimpianos o seu fim ou sua salvação, libertando inimigos antigos e devastando o Olimpo no processo.

O Tratado de Não-Intervenção veio logo depois.

Os deuses, a partir do ano de 1945, não teriam mais o direito de ver seus filhos e interagir diretamente com eles. Os Três Grandes, por gerarem proles especialmente poderosas, não poderiam até a conclusão da profecia ter relações com nenhuma mortal, de forma a não gerar mais proles capazes de destruírem o mundo e à si mesmos em seus confrontos.

Os deuses sempre tiveram um fraco pelos mortais.

E, como de praxe, o Tratado não foi seguido.


Guerra de Cronos (2008-2012)


Por um certo tempo, os deuses viveram com medo do momento em que a profecia iria se cumprir. Na perspectiva dos imortais, o tempo passou num piscar de olhos; já para os semideuses, a profecia era uma lenda do século anterior. O oráculo tornou-se uma múmia, amaldiçoada por Hades a não passar adiante o espírito de Delfos, e fora enfurnada no sótão da Casa Grande.

Em segredo, uma organização de semideuses expulsos do acampamento começou a procurar maneiras de derrubar o governo autoritário dos olimpianos. Caso se esforçassem, semideuses sozinhos até que poderiam derrotar alguns de seus progenitores, mas nunca todos. Precisavam de ajuda divina.

Precisavam dos titãs.

Sussurrando nos ouvidos dos renegados, Cronos, o antigo titã rei do tempo, ofereceu meios e promessas para realizar seus desejos. Primeiro, precisariam de um local seguro para transformar em sede; desenterraram um antigo navio mágico, Princesa Andrômeda, que se movia mais rápido do que qualquer outra embarcação mortal e, além de tudo, era capaz de conter monstros de todos os tipos e tamanhos.

Logo depois, buscaram e resgataram o sarcófago de Cronos de sua prisão no Tártaro e, a cada novo semideus que renunciava os deuses e se juntava aos titãs, mais ele ficava perto de uma ressurreição completa.

Em silêncio e durante três anos, um exército se formou. Ao final, o deus possuía batalhões, cada um comandado por um poderoso general, mais do que capaz de derrubar o Olimpo em diferentes partes do mundo. O camp, finalmente ciente dessa nova ameaça, enviou equipes de reconhecimento em direção ao Andrômeda. Poucos retornaram, mas possuíam informação valiosa:

Cronos despertou.

Foi descoberto que, além de Cronos, vários outros titãs haviam acordado em diferentes partes do mundo, e que obtiveram o apoio de muitos deuses menores. Hyperion e Crio dominavam São Francisco através do Monte Ótris; Atlas e Prometeus libertaram-se de suas punições eternas; Oceano e Tétis se preparavam para atacar Atlântida com seus monstros marinhos; Jápeto e Febe liberavam monstros presos no Tártaro; Ceos e Perses dominavam metade do espaço aéreo dos EUA, e tudo isso junto fazia com que o mundo mortal entrasse em crise.

A guerra pela salvação do Olimpo, outrora silenciosa, finalmente começou.

Incapazes de conter a nova ameaça sozinhos, os deuses mais uma vez recorreram aos seus filhos. Diversas batalhas foram travadas ao redor dos Estados Unidos, devastando diversos bairros, parques e campos. O Labirinto de Dédalo, junto com seu criador, fora completamente enterrado numa delas. Os deuses interferiam e tentavam parar o avanço dos titãs, dividindo o território nacional mitológico em dois.

Nenhum dos lados, por muito tempo, pareceu estar ganhando aquela guerra.

Cansado, Cronos finalmente resolveu atacar o coração dos semideuses. O Princesa Andrômeda, repentinamente, atracou na praia do acampamento meio-sangue e, após uma grande batalha de semideuses e monstros, obrigou Quíron a recuar. Aqueles que sobreviveram se refugiaram, pela primeira vez em séculos, no monte Olimpo.

Com os números reduzidos, os titãs viram a hora de realizar o ataque final. Liberaram sua arma secreta; um monstro tão grande e tão poderoso que tinha sido aprisionado em um vulcão distante, do outro lado dos EUA, para que pudesse ser vigiado sem colocar em risco a vida dos deuses: Tifão. Para que fosse possível deter o monstro antes de massacrar o Olimpo, todos os olimpianos deixaram seus tronos e foram lutar em Washington.

Sabendo que o Empire State estava vulnerável com a ausência dos deuses, Manhattan foi fortificada com a ajuda das caçadoras, menestréis, curandeiros, devotos e mênades. Deuses menores a favor dos titãs, como Hécate e Morfeu, manipularam a névoa para fazer com que os mortais evacuassem ou dormissem sem alertar o resto de NY. Cronos, que mal esperava a hora, não poderia perder a chance de finalmente atacar o Olimpo indefeso. Tomou todos os bairros da ilha de Manhattan com diversos monstros — dentre eles o minotauro, a porca camoniana e um drakon de Lídia —, semideuses e até mesmo alguns irmãos, titãs.

A batalha que se seguiu destruiu quase completamente o lugar; raios choveram dos céus e prédios desabavam em todos os espaços. O cenário urbano estava em chamas, e corpos cobertos de sangue pintavam as ruas. As defesas foram obrigadas a recuar contra a Quinta Avenida ao verem os avanços dos batalhões, que pareciam nunca acabar. Hades, que até então permaneceu no mundo inferior, resolveu aparecer no último momento para salvar seus irmãos. Invocou os mortos e suas fúrias para destronar as linhas de frente, ganhando tempo àqueles que ainda lutavam.

Cronos, que carregava um dispositivo capaz de destruir o Olimpo, percebeu que mesmo com a aparição do deus dos mortos, estava vencendo. E iria atacar mais uma vez, uma vez definitiva. No momento em que pisasse no Empire State, aquilo acabaria. Mas havia um traidor.

Pego de surpresa, Cronos viu que uma de seus próprios generais, Anne Elle, havia acionado o dispositivo de destruição. A explosão, que era capaz de sozinha destruir Manhattan, fora contida pelos poderes da filha de Éolo, que também havia destruído o titã. Todos na batalha foram capazes de ouvir o som causado pela explosão, e pararam de súbito. Com a derrota de Cronos e seu dispositivo, a guerra havia acabado.

O Princesa Andrômeda, que nesse momento já tinha sido destruído, desapareceu sob as batalhas de Poseidon e Oceano, naufragando os semideuses que ficaram para defender o navio. Tifão fora destruído ao chegar em NY, deixando um rastro de destruição por onde passou. E ao final da guerra, Hades — que tinha auxiliado o Olimpo no momento em que mais precisou — finalmente fora reconhecido por Zeus, ocupando o recém construído décimo terceiro trono do conselho olimpiano, e concedendo tanto o décimo terceiro chalé quanto os chalés dos deuses menores (e Nyx) ao acampamento meio-sangue.

Acreditando que a profecia tinha sido cumprida com um dos mais poderosos filhos de Zeus, uma parte do Tratado foi revogada: os Três Grandes, a partir daquele momento, poderiam novamente gerar novas proles.


O Levante (2015 - 2018)


O acampamento prosperou em paz após a Guerra de Cronos, sendo reconstruído e retomado. Alguns poucos eventos ocorreram nesse meio-tempo — como, por exemplo, semideuses tendo sonhos estranhos e até mortos retornando à vida —, mas nenhum tão alarmante quanto os conflitos causados pelos próprios semideuses.

Com uma aura divina, misteriosa e conflituosa abrangendo todo o território estadunidense, meios-sangues sentiam-se cada vez mais propícios a atacarem-se indiscriminadamente. Muitos lugares ao redor dos EUA foram destruídos, dentre os mais marcantes sendo a Praça La Paz — completamente reduzida à escombros —, Sorveteria Beijo Gelado e um terceiro conflito sobre os restos do antigo local público.

Os embates alertavam o mundo mortal e faziam a Névoa, força mística responsável por ocultar o mitológico dos mortais, entrar em colapso. O acampamento, até então alheio aos sinais de aproximação de um ser divino — acreditando plenamente que as lutas eram causadas apenas por desavenças —, não estava preparado para os repentinos ataques a seguir.

Todo o território norte-americano foi afetado por um longo inverno, o que deixou os semideuses em alerta. A revelação de que Despina havia enganado todos os meio-sangues — e até mesmo as divindades — gerou um clima de desconfiança dentro e fora do Acampamento. Muitos debandaram da colina e acabaram voltando-se contra os deuses. Meio-sangues que não haviam sido reclamados por anos agora mostravam poderes que, mais tarde, descobriram ser herança de Nêmesis.

Os deuses menores estavam se revelando aos poucos, assumindo suas proles para que essas possam desenvolver suas habilidades no Acampamento Meio-Sangue e lutar ao lado das crias dos Olimpianos. Por um tempo após todas as revelações, a colina esteve em paz.

Uma Nova Ameaça (2019 - atualmente)


Uma simples atividade no Acampamento Meio-Sangue havia terminado de forma desastrosa. Monstros irromperam pela barreira criada pelo velocino e atacaram os semideuses, que lutaram bravamente para defender seu lar. Quíron impusera uma ordem de proibição para a saída até que todos estivessem seguros.

Todos se perguntavam o que teria causado tal anormalidade.




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