[DIY - Dimitri Romanov] - Considerações de um agente duplo

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[DIY - Dimitri Romanov] - Considerações de um agente duplo

Mensagem por Dimitri Romanov em Qua 03 Out 2018, 08:42


CONSIDERAÇÕES
DIY de Dimitri Romanov


Este tópico está destinado para as missões Do It Yourself, por Dimitri Romanov.
Dimitri Romanov
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Re: [DIY - Dimitri Romanov] - Considerações de um agente duplo

Mensagem por Dimitri Romanov em Qua 10 Out 2018, 15:11


Tensionado ao limite
Missão DIY – Dimitri Romanov


Atenção: Esta narrativa pode conter cenas +18. Tenha consciência disso ao continuar. Se quer evitar constrangimentos, dê meia volta.




Havia alguns dias que Dimitri voltara até Nova Iorque. Depois de ter sido levado ao acampamento, aprendera muitas coisas novas. Não podia deixar de lado, no entanto, a sensação de que não era bem quisto lá. Ainda que treinando e se esforçando para ajudar, havia sempre aquele olhar de “CRIATURA IMUNDA DO SUBMUNDO”. Poucos pareciam realmente não se importar com quê sangue corria em suas veias e, ainda que estivesse no lugar propício para aprender, precisava de mais espaço.

O garoto passara o dia na biblioteca municipal. Esgotara toda literatura sobre as tradições ditas mitológicas que encontrou. Talvez pudesse encontrar coisas mais úteis no acampamento, mas queria estar longe de lá por enquanto. Assim, passara a ler principalmente sobre seu distúrbio psicológico. Livros de psicologia eram chatos, técnicos, densos, mas Dimitri Romanov sentia necessidade de entender o seu alter ego sádico.

Carregando uma pequena mochila com livros retirados da biblioteca e algum dinheiro, estava parado esperando um ônibus, em uma rua sem movimento algum. Conforme o tempo passava, sentia-se menos dono de si. As últimas noites lhe escapavam da memória, ele parecia ter definido que seria o dono da noite. Junto de si, duas moças, que se mantinham tão afastadas dele quanto possível sem sair do ponto de ônibus. Olhando-as, notou que eram pouco mais velhas que ele, de beleza apática, sem brilho. Talvez fosse o cansaço de um dia de trabalho. Tentou sorrir, mas o próprio sentimento desesperador de estar perdendo o controle fez com que saísse torto. Elas fingiram não perceber.

Silêncio, não havia outra alma viva por ali. Tampouco morta, o semideus sabia. Quando por fim escutou o som de um ônibus distante, seus olhos foram atraídos para o outro lado da rua. De moletom e capuz, escondendo o rosto, calça e coturnos escuros, uma figura atravessou a rua, já apontando a arma que trazia para os três.

— Passem as bolsa ou furo vocês! — A voz era masculina, adulta, mas não muito velha.

As garotas contiveram gritos de horror, o filho de Hades ficou tenso. Estava descrente que alguém o estava ameaçando, aquilo era bem inusitado. Provavelmente a arma na mão daquele cara lhe dava confiança para ignorar até mesmo a aparência pouco comum do semideus. Ou talvez estivesse em seu território. Sem fazer movimentos bruscos, retirou sua mochila das costas e a jogou aos pés do ladrão. Com o canto dos olhos notou o ônibus fazendo a curva na outra esquina, a figura encapuzada pegou as bolsas das mulheres e sua mochila, afastando-se de costas e escondendo a arma, até que o ônibus cortou o contato visual deles.

Em choque, as garotas entraram no ônibus, suas pernas tremendo a ponto de tropeçarem na escada. O semideus, por outro lado, aproveitou a cobertura do ônibus e observou para onde aquele cara estava indo. O motorista, agora ciente do que se passara, aguardava o garoto tomar a decisão.

— Suba logo, garoto. É causa perdida. — O rosto do garoto estava indecifrável. Não havia medo ali, o choque sumira, ele parecia apenas paralisado, seu olhar parecia estar dançando entre a luz e as sombras. Dentro de sua mente, a escuridão se espalhava, absorvendo sua consciência, sua visão estava escurecendo, seu corpo não lhe obedecia, queria apenas entrar no ônibus. “Vamos Dimi, você precisa de mim.”. Conseguia sentir o sangue dentro de cada veia de seu corpo, estava repentinamente sensível, ainda que completamente desligado do exterior. “Não, não, NÃO!”, gritou dentro de sua cabeça. Tateou a escuridão e, com o esforço de tentar mover um trem, empurrou a escuridão de volta para o canto mais distante, de onde ela saíra.

Como se estivesse andando em cimento de secagem rápida, Dimitri Romanov fechou seu punho, cambaleou até se apoiar na escada do ônibus e deixou sua face encostar na porta aberta, sentindo a agradável solidez que ela lhe dava. Respirava com muita dificuldade, sua testa suava com abundância, as pernas tremulavam. Aceitou a mão do motorista como ajuda para subir, mas sua mente estava tão absorta no que acabara de acontecer que não ouviu nada. Sequer percebeu que não precisara pagar a passagem. Tampouco notava a cidade passando do lado de fora do vidro da janela. Não registrou a presença do senhor que sentou ao seu lado e começou a falar do próprio dia como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

O que acabara de acontecer? Dimi mal podia acreditar, ele conseguira impedir que sua outra personalidade tomasse o controle. Ele... resistira. Mas não imaginava que aquilo fosse tão difícil, nunca tivera a possibilidade de lutar. Sua consciência ainda estava um pouco anestesiada quando por fim desceu do ônibus. Estava próximo do centro de Manhattan, o sol terminara de se pôr e agora só restava um pouco de claridade que logo seria extinguida. Precisava se distrair agora, precisava comer. Se deu por conta de que estava havia muitas horas sem se alimentar, pelo menos desde o almoço, que também não fora nada especial.

~.~.~.~.~

Depois de uma emocionante luta entre o dragão guerreiro e o vilão, o filme se encaminhava para seu final feliz. Kung Fu Panda lhe gerara boas risadas e Dimitri conseguira jogar um pouco mais para o fundo da mente o acontecimento do final da tarde. Estava tão feliz, absorto em pensamentos acerca do filme, que não notou quando as pessoas pararam à sua frente na saída do cinema.

— Oh, me desculpe! Estava distraído. — Falou, sincero e com um meio sorriso constrangido. Acabara se chocando com a garota à sua frente, esta usava um vestido curto que lhe deixava as pernas muito expostas, bastante justo também no corpo, em seus lábios um batom escuro estava borrado. Ao seu lado, um cara loiro, mais velho e mais alto que Dimitri, usando uma jaqueta de couro sobre uma camisa branca simples. Quando percebeu o que tinha acontecido, foi para cima do semideus.

— Você acha isso engraçado? Se esfregar nas garotas dos outros? — Tentando se esquivar, Dimi se moveu de forma a descer os últimos degraus do cinema para a rua.

— Desculpe, foi sem querer.

Parecendo não o ouvir, o valentão lhe deu um empurrão forte que o fez rolar nos degraus e cair estatelado na calçada. Sentindo gosto de sangue em sua boca, os braços um pouco doídos, começou a se levantar. O clima da noite estava mais frio, mas o sangue correndo nas veias do semideus agora estava bombardeado de adrenalina. Seus olhos estavam injetados de raiva, não de ódio, de raiva. Alguma divindade estava realmente testando seus limites. Tinha que ser.

— Como é? Quer encarar? — Dizia o garoto mais velho, descendo os degraus e deixando apenas dois metros de distância entre eles. Não havia como fugir agora, um carro estava estacionado logo atrás do semideus impedindo que fosse para a rua. Trincou seu maxilar. A noite havia melhorado tanto... Mas não podia terminar perfeita. Seria um desafio ao título semideus. Relaxando o próprio corpo e erguendo as mãos em um gesto de paz, deu um passo despreocupado à frente. Várias pessoas tinham parado para ver a cena, isso não colaborava no estado de espírito do submundano.

— Escute, cara. Será que podemos conversar? Isso tudo não passa de um mal... — Aquela velha técnica sempre funcionava. Falando como quem não quer nada e tomando o cuidado de não denunciar sua ação na fala, mantendo a mesma tonalidade no momento de agir, deu um soco rápido na direção do nariz de seu oponente. Antes que ele tivesse tempo de registrar o que acontecera, Dimitri avançou mais um passo e desferiu um soco forte mirando a boca do estômago. Sentiu o ar sendo expulso dos pulmões do seu oponente, que tentou segurá-lo, mas o semideus já se afastara e estava correndo para longe. Completamente desprevenido, levou alguns minutos antes que aquele garoto pudesse respirar normalmente de novo. Nesse tempo, o filho de Hades desaparecera.

— Desgraçado filho da...  — Xingou Dimi. Finalmente parara de correr e se apoiava na vitrine de uma loja para recuperar o fôlego. Estava na frente de uma loja de roupas na esquina, com vários manequins vestindo looks bonitos e chamativos. Enquanto os observava, seus pensamentos estavam alguns minutos no passado. Sentira uma pontada de escuridão sair daquele canto quando caíra na calçada, mas o suprimira com toda sua força. Precisava se controlar ou coisas ruins aconteceriam.

Recuperado, aprumou-se e começara a se afastar da loja quando algo chamou sua atenção. Havia movimento dentro da loja, no fundo, mas estava muito difícil ver porque o brilho da vitrine estava na sua frente. Mas aquilo era... uma garota? Era um vulto pequeno e parecia usar um vestido florido. O que ela estaria fazendo lá dentro? Como não disparou os alarmes?

— Hey! Menina! Saia daí!

Como se respondesse a ele, ela andou, ou teria flutuado, na direção da parede lateral à sua direita, a que dava para a rua. Aturdido, viu-a atravessar a parede.

— Mas o q...? — Dimi correu até a esquina e teve uma visão clara da garotinha no meio da rua. Ela estava parada, virada para ele, descalça e realmente usando um vestido florido em tons de rosa e verde. Andando na direção dela, percebeu que ela estava chorando, seu rosto estava molhado e seus olhos vermelhos. Quando percebeu o carro vindo, era tarde demais. Antes que pudesse gritar, viu-a ser atropelada. Melhor, viu-a atravessar também o carro. Então a ficha caiu.

— Você é um fantasma. — É claro. Ele era filho do deus do submundo, podia se comunicar e ver espíritos. Como se precisasse de confirmação, a menina começou a se afastar do semideus. Intrigado, passou a segui-la.

Desta vez se mantendo nas ruas e não mais atravessando paredes, a garotinha o fez andar durante alguns quilômetros. Afastaram-se de Manhattan e foram na direção de Long Island. Não havia mais tanto movimento na ponte quando Dimitri passou por lá. Em sua cabeça, começava se perguntar se havia algum propósito naquilo ou estava apenas seguindo um fantasma perdido. Quase ao seu lado, a menina continuava com as lágrimas no rosto e a expressão de sofrimento. Depois de se questionar inúmeras vezes e ter quebrado dez vezes a promessa de ir embora na próxima esquina, o herdeiro Romanov vislumbrou uma mudança.

— Mamãe... Ajude... Por favor. — Surpreso, percebeu a menina apontando para o cemitério logo à frente. Dentro de si, parecia que seu demônio particular esperava ansioso pelo que viria. Isso o preocupava.

— O quê? — Perguntou o semideus. A garota, no entanto, não parecia ser capaz de formular frases melhores. Se deu por conta de que ela deveria ser muito jovem, não mais que cinco anos. — Me mostre, por favor.

Ela concordou com a cabeça, seu olhar cada vez mais desesperado. Dessa vez, ela correu. Certamente muito mais rápido do que o faria se estivesse viva e Dimitri precisou de toda sua força para acompanha-la. Entrando no cemitério, mal teve tempo de registrar que era um cemitério enorme. Corria feito um louco por entre os túmulos atrás de menina, sentindo algumas consciências frias reagirem à sua presença, o identificando. Não dispensou atenção a isso, contudo. “Para onde ela está me levando? E-estou com um mau pressentimento”.

~.~.~.~.~

Repentinamente, deu de cara com a menina parada de joelhos, sua voz e seu choro completamente audíveis para si. Aproximando-se dela, seu instinto o fez sacar a adaga. Seu coração batia furiosamente, sentia cada músculo se preparando para o que viria, sua consciência das trevas se agitava, ansiosos pelo que encontraria.

E, diferente que qualquer expectativa que poderia criar, a cena que se desenhava ali o chocou profundamente. Muito profundamente. Em um espaço entre túmulos, protegidos por um pequeno telhado de madeira que servia de abrigo em dias de chuva, Dimitri viu a cena mais desumana de sua vida. Com muitas velas acesas com chamas roxas formando um círculo em seu redor, havia uma mulher nua ali. Era uma mulher relativamente jovem, cabelos escuros e compridos. O que tornava aquilo horripilante era a presença de três homens, também nus, que estavam rindo enquanto alternavam-se com a mulher. Ela gemia, parecia tentar gritar, mas sua voz já havia há muito se quebrado. Não pode ver seu rosto, mas o corpo dela estava cheio de símbolos pintados com tinta preta, símbolos que ele não reconhecia, mas sabia serem associados às antigas religiões e mitos. Como ligação entre as velas, havia cinzas delimitando o círculo.

— Mamãe... — A garota murmurou, em um choro. A mulher virou o rosto na direção dela e viu o semideus. Este viu o rosto dela, olhos roxos, lábio cortado e um dos símbolos desenhado na testa. Não sabia se ela conseguia reconhece-lo, provavelmente estava quase inconsciente pois não demonstrou qualquer surpresa, mas seus lábios desenharam-se em um pedido de socorro.
Dimitri caiu de joelhos. Sentia repugna daqueles homens. Sentia ódio daqueles homens. Seu sangue fervia. Repentinamente, a escuridão em sua mente parecia extremamente confortável, familiar e até bem-vinda. O ódio vindo da escuridão somou-se ao seu e deixou-se levar, seus olhos fecharam.

Quando Dimitri Romanov abriu seus olhos, seu rosto era uma máscara de ódio letal. Pondo-se de pé, sentia o cheiro de sangue ali. Sentia o cheiro de homens nojentos, suados, com seus membros eretos, tão absortos no prazer do abuso que não o viram se aproximar até que estivesse dentro do círculo. Quando o viram, viram a adaga que o garoto segurava ser completamente envolvida por sombras. Sombras estas que eram densas, tão densas quanto as dos olhos dele.

O sangue daqueles três homens manchou o solo do cemitério, e mancharia também as cinzas e as velas. A mulher permanecia quase inconsciente, alheia ao que realmente acontecia ali. O garoto cortara as gargantas e todas as artérias principais, de forma que o sangue se esvaísse dos corpos por inteiro. Viu o fantasma da garota olhando-o, nem um pouco surpresa com a violência demonstrada. Parecia quase aliviada quando desapareceu.

Dimitri ajudou a mulher a vestir-se, não porque estivesse com pena dela. Não sentia nada pela mulher, tampouco misericórdia. A misericórdia era um sentimento do seu eu fraco. Deixou apenas as roupas íntimas dela, rasgadas e manchadas pelo sangue, para que quem quer que encontrasse os corpos pela manhã soubesse exatamente o que acontecera ali. Ajudava a mulher por ódio dos homens. Sim, por ódio.

Refazendo o caminho até o portão de entrada do cemitério, vislumbrou uma figura feminina ao longe. Sabia que ela o observava. Será que vira o que ele fizera? Teria que mata-la também? Não podia arriscar ser descoberto. Mas se pudesse simplesmente sair dali antes que a polícia chegasse, nunca o encontrariam. Vivera muitos anos escondido e sabia bem viver assim, quando seu ego fraco não suportaria seus atos.

Um movimento lhe surpreendeu, um vulto realmente esquelético surgiu em sua frente. Aliás, não era um vulto esquelético, era um esqueleto em carne e osso. Ou só ossos. Largou a mulher e esta caiu sobre o túmulo ao lado, esparramando flores que estavam ali. Ergueu sua adaga ainda envolta em escuridão e atacou, um corte rápido no pescoço do esqueleto. Surpreendeu-se ao perceber que a escuridão desapareceu ao contato e, principalmente, seu corte mal arranhou o esqueleto. Este tentou lhe agarrar, mas não era muito rápido e Dimitri se esquivou com facilidade.

Antes que pudesse pensar, outro esqueleto surgiu às costas desse. Ótimo. Que noite. Mudou o manejo de sua adaga, segurando-a com a ponta para baixo. Provavelmente não seriam afetados por escuridão, e sua adaga simplesmente escorregara no corte. Precisaria ser contundente. Os esqueletos começaram a andar em sua direção, porém medo não fazia parte seu repertório de sentimentos. Lembrou-se dos homens lá atrás e, cheio de ódio, saltou até o primeiro esqueleto, usando sua adaga para cravá-la entre os ossos no peitoral e, forçando como alavanca, parti-los.

Assim que um osso cedeu, a resistência dos demais pareceu ir embora e quebraram-se como se feitos de palha seca. Quando o primeiro esqueleto explodiu em pó, Dimitri já avançara até o segundo e empurrara a cabeça deste contra uma coluna de mármore, escutando o estalo do pescoço quebrando com o impacto. Chutou o corpo deste contra a coluna, escutando outro estalo, das costelas. Finalizou com a adaga e este explodiu tal como o primeiro.

Certificou-se de que não havia mais nada ali perto. Olhou para a mulher desacordada. Ela ficaria bem, perdera dois preciosos minutos com aqueles esqueletos. Já estava próximo da saída, então virou-se e partiu. Chegando no portão que dava para a rua, percebeu uma Lamborghini rosa estacionada à frente da saída. Encostada na porta do motorista dessa, uma garota linda. Mais baixa que ele, pele branca, cabelos ruivos muito chamativos. E o corpo, delineado pela roupa justa que usava... Precisou evitar conscientemente olhar muito tempo. Dentro de sua mente, apreciou o que via. Talvez pudesse ser uma deusa. Das trevas. Virou-se para ir embora pela calçada.

— Pretende fingir que não está todo cheio de sangue para todo mundo? Não acho que possa ir muito longe assim. — Sua voz... Pelos deuses. Estaria apaixonado muito em breve. Mas era verdade, seus braços, camiseta e até o rosto estavam completamente cheios de sangue seco daqueles homens. Reconheceu-a então como a figura que o observara carregar a mulher. Droga, ela era muito gata pra ser morta.

— Escute, eu não sei o que...

— Não me enrole, semideus. Entra aí. — Ela o interrompeu e apontou para o carro. — Tire a camiseta, e limpe esse sangue. — Disse, alcançando uma toalha limpa.

Enquanto se limpava, Dimitri tentava observar a garota com o canto dos olhos. Sabia que, apesar do carro rosa, ela era como ele. Sentia que havia sentimentos profundos ali. Seus olhos, todavia, acabam sempre notando aquelas pernas torneadas e ele acabou se inclinando contra a porta, evitando de olhá-la. Não queria dar na cara. E ela fingia não o perceber.

— Então. Como se chama? — Ela disse, fixando nele os olhos de cor carmesim. Se permitindo um momento de silêncio, devolveu o olhar e fixou seus olhos nos dela. O carro andava rapidamente, mas nenhum sentia medo.

— Dimitri Romanov. — Disse, ainda sem desviar o olhar e precisando de muita força para não olhar para aqueles lábios vermelhos.

— Katherine J. Villeneuve. — Disse finalmente desviando o olhar, apenas para colocar o carro frente à um portão de ferro. Estavam frente à uma enorme mansão branca, duas estátuas de serpentes lhes davam as boas-vindas. O garoto estava estupefato, mas não demonstrou. Apenas sorriu, divertidamente. — Temos muito que conversar, Dimitri.

Considerações:

Armas:
{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]
Poderes:

Ativos:
Poderes Ativos

Nível 1
Aura negra - O filho de Hades consegue invocar a manipular a escuridão, embutindo-a em sua arma, que passa a provocar dano adicional de trevas por 3 turnos. È necessário tocar o item a ser encantado dessa maneira. [Novo]

Passivos:
Nível 1
Sentidos Etéreos - Os filhos de Hades conseguem ver, ouvir e se comunicar com seres etéreos, como espíritos que já deixaram o mundo dos vivos e assombrações. Isso não dá ao semideus a capacidade de controlar tais fantasmas, e os espíritos não são obrigados a respeitá-lo, apenas conseguirão se comunicar com eles. Contudo, isso não os torna aptos à interação física - seres etéreos não podem ser tocados diretamente a menos que se materializem, utilizando seus próprios poderes, independente do nível do filho de Hades. [Antigo "Olhar sobrenatural"]

Nível 2
Visão Noturna - A escuridão é algo intimamente ligada ao filho de Hades, não os afetando da mesma forma do que sobre outros semideuses. Assim, quando no escuro – desde que este seja natural, ou seja, formas de escuridão mágicas fazem efeito normalmente -, a visão dos semideuses não é prejudicada, de modo que eles conseguem enxergar sem problemas, mantendo a mesma acuidade e alcance da visão normal. [Modificado]
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Re: [DIY - Dimitri Romanov] - Considerações de um agente duplo

Mensagem por 147-ExStaff em Qua 10 Out 2018, 15:35


DIMITRI ROMANOV



    Eu não gostei, eu amei. Depois de passar um pente fino - duas vezes - na sua missão, e constar que você contou com uma revisão ortográfica até mesmo melhor que a minha, posso te dizer que foi uma das narrativas mais envolventes que já li. Organizada, com um template que ajuda a leitura, você deixou um gostinho de "quero mais", em todos os pontos.

    Estou ansiosa para ler mais sobre o Dimitri. Te vejo na próxima! Parabéns campeão!


PONTUAÇÃO:

— Coerência: 50 de 50 possíveis
— Coesão, estrutura e fluidez: 25 de 25 possíveis
— Objetividade e adequação à proposta 15 de 15 possíveis
— Organização e ortografia 10 de 10 possíveis
Total: 100 pontos (multiplicador = 4): 400
DESCONTOS:

- 10 de HP
- 19 de MP (15 cansaço + 4 pelo uso do poder ativo)

    Recompensa: 400 XP's e 40 dracmas


AGUARDANDO ATUALIZAÇÃO



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Re: [DIY - Dimitri Romanov] - Considerações de um agente duplo

Mensagem por Hera em Qui 11 Out 2018, 15:12



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Re: [DIY - Dimitri Romanov] - Considerações de um agente duplo

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