{Festa Surpresa} — Missão One-Post para Dynan Moon

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{Festa Surpresa} — Missão One-Post para Dynan Moon

Mensagem por Eos em Qua 10 Out 2018, 12:52


Festa Surpresa

Algo que todos os semideuses gostam é de uma boa festa! Filhos de Apolo são uma das principais atrações das festividades que acontecem no acampamento e nunca se esqueciam de seus irmãos!


Diretrizes

— Introduza sua missão contando um pouco de sua rotina e seus pensamentos em relação a ser um semideus;

—É aniversário de uma de suas irmãs e todo o chalé decidiu preparar uma festa surpresa;

— Narre toda a preparação e como mantiveram ela fora durante todo o processo;

— Quando estiver na hora, você estará encarregado de guiar a garota até a sua festa;

— Tenha alguma dificuldade em encontra-la;

— Assim que a encontrar, ela estará com algum problema. Você tem liberdade para escolher qual e deve ajuda-la;

— Resolvido o problema, leve ela até o chalé sem que levante suspeitas;

— Finaliza a missão como achar melhor.

— Seja criativo!

— Prazo de entrega 20/10/2018;

— Quaisquer dúvidas pode me contatar via MP, WhatsApp ou Discord;

— Boa sorte.

Condições on game

Dynan Moon — Nível 2
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Re: {Festa Surpresa} — Missão One-Post para Dynan Moon

Mensagem por Dynan Moon em Seg 15 Out 2018, 20:51







Clara


“Ei, Clara!” gritei, vendo a garota descer a colina. “Vem treinar vôlei com a gente.” Gesticulei como se houvesse um time todo, preparado e animado para jogar. Quando, na verdade, era apenas eu, meu irmão Nick e o sátiro Linus, todos com o uniforme padrão do acampamento.

Clara parecia cansada, mas riu quando me viu. “É sério? Cês são doidos.”

“Por quê?” perguntei, sorrindo. “Precisamos de mais um pra fazer duplas.”

Ela apontou para cima. “Já tá escuro o céu. Eu nem sei se podemos ficar aqui essa hora.” Então ela sentou na grama do lado da quadra. “E eu estou morta. Vocês sabem que eu acabei de voltar de uma missão, né?”

“Sim, sim,” eu disse, andando até Clara e oferecendo uma mão para ajudá-la a levantar. “E queremos ouvir tudo sobre a sua missão. Você pode contar enquanto joga. Vamos, por favor.”

Ela fingiu um choro falso e reclamou, “Eu só quero ir pro nosso chalé, tomar um banho, desmaiar na minha cama...”

“Por favor, mana. Eu te coloco no meu time,” eu disse. “Quantas vezes você tem a chance de estar do mesmo lado da quadra do melhor jogar de vôlei do acampamento?”

Clara riu genuinamente. “Poucas semanas aqui e já tá assim? O que é que esse sátiro anda falando pra você?” Linus olhou em terror para mim, e depois para Clara, repetidas vezes. Ele tinha pavor de ser culpado de qualquer coisa.

Todos riram, então aproveitei a brecha. “Além de que, precisamos treinar,” agarrei a mão dela, “não queremos perder pros filhos de Ares de novo, queremos?” Foi suficiente. Clara deu um pulo para levantar. Todo seu cansaço parecia ter sido trocado por um desejo de ganhar.
Com a filha de Apolo a bordo, começamos a jogar em duplas. Também não demorou para a conversa fluir. Em poucos minutos de partida, Clara já estava quase gritando sua revolta com a missão. “Então vamos recapitular,” ela disse. “Tive que ir até Minnesota, no meio do nada, passar uma noite em um hotel horroroso! Sabe qual era a especialidade do restaurante daquele hotel? Carne! Só carne! O menu era inteiro feito de carne! Eu tive que ficar me lembrando que eu estava em um restaurante, e não em um matadouro! Olha, não gosto de ser a vegetariana chata do grupo, mas eu preciso me alimentar, certo? Estou indo matar um monstro, não turistar!”

Eu sorri. Feliz de que, horas antes desse jogo, consegui lembrar que Clara era vegetariana. “Ah, e mais uma coisa,” eu tinha dito para uma irmã, dentro do Chalé de Apolo, “nada de carne. Ela não come, nem mesmo peixe. Vamos fazer um banquete mais natural, pode ser?” Eles confirmaram, e eu olhei em volta. A festa surpresa estava tomando forma. Mas ainda não parecia perfeita. Dei uma volta pelo chalé, dando ordens: essa mesa vai pra lá; esses balões são naquela parede, não aqui; tal luz apagada, só aquela acesa; etc. Até que ouvi batidas na porta. Era Linus. “Quíron acabou de receber uma mensagem de Íris: ela tá chegando.”

Eu assenti. “Ok. Nick, vem com a gente. O resto sabe o que fazer. Vamos dar a festa que essa garota merece!” Com os gritos de animação dos meus irmãos, fechei a porta. O que me trouxe de volta para a realidade.

“E eu nem contei a pior parte ainda,” Clara disse, enquanto se preparava para sacar. “Quando eu estava prestes a matar o bicho: tchanam! Quem será que aparece? Uma maldita Caçadora de Ártemis, com suas flechas prateadas e blá blá blá, roubando toda minha glória.”

“Uma o quê?” perguntei, sem saber do que estava falando.

“São meio que devotas da deusa Ártemis. Você sabe, a irmã de Apolo. Deusa da lua, da noite, da caça, etc...” explicou Linus.

“Só mulheres podem ser caçadoras. E parecem odiar qualquer homem. Elas são metidas, isso sim.” Disse Nick, entrando na conversa.

“É, um pouco,” Linus disse. “Mas você tem que admitir que elas são maneiras.”

“Elas são megeras.” Clara exclamou. “A minha missão só prova isso. Mas... de qualquer forma, eu só tô reclamando desde que cheguei. Me diz, como você tá se ajustando ao acampamento, Dy?”

Eu pensei um pouco no que responder. “Acho que bem... minha mira tá melhorando. E agora eu sei usar uma faca. Além do vôlei, também.”

“Hum...” Clara disse, “que bom que tá conseguindo se adaptar. Alguma reclamação?”

“Sim!” eu disse. Clara me olhou surpresa. “Não aguento mais ver morangos. A gente não podia plantar outra coisa? Melancia, alface, tanto faz.”

Ela deu risada, e passamos o resto da partida em silêncio. Depois de algum tempo, Nick sugeriu que voltássemos pro chalé. Ninguém questionou, estava ficando tarde. “Vão indo na frente,” Clara disse, “eu vou depois.”

“Tem certeza? Acho melhor voltarmos todos juntos.” Eu disse.

“Já falei, só tenho que fazer uma coisa e já vou.” Clara insistiu.

“O que você vai fazer a essa hora? Melhor irmos pro chalé, Clara...” Nick disse.

“Por que querem tanto que eu vá pro chalé?” ela perguntou.

“Porque...” eu comecei, “você parece cansada. E nos preocupamos com nossa irmã.”

“Obrigada. Mas eu estou bem,” ela falou. “Não vai demorar muito pra eu voltar, juro.”

Eu não soube mais o que dizer. Dali, parti com Nick e Linus para o chalé de Apolo, onde fomos atendidos com um grito de “surpresa!” Explicamos para todos da festa por que Clara não estava com a gente. “Vou esperar dez minutos,” eu disse, “aí nós saímos pra procurar ela.”

Vinte minutos se passaram e nada de minha irmã aparecer. Eu saí novamente com Nick e Linus para tentar encontrá-la. Nick pensou que talvez ela estivesse na arena treinando, então foi até lá checar. Pedi para Linus ver no anfiteatro, enquanto eu conferiria a praia. Mas, antes do sátiro ir, ele segurou meu braço. “Ei, Dy. É muito legal você ter organizado essa festa pra sua irmã.”

“Eu só tô retribuindo. Ela preparou uma festa pra mim no dia que eu cheguei no acampamento.” Eu disse, sorrindo.

“Já faz quase um mês, né?” Linus falou. “Quase um mês e você ainda não leu a carta que a sua avó deixou.”

O quê?! Como ele sabia disso? “Do que você tá falando?” perguntei.

“Dy, você tá o dia todo mexendo num pedaço de papel dentro do seu bolso. Eu não sou tão ingênuo assim,” o sátiro disse. “Agora, o que eu não sei é por que você ainda não leu.”

Eu tirei a mão do bolso o mais rápido possível. Linus me conhecia melhor do que eu imaginava. Demorei um pouco para responder, mesmo sendo algo que eu estava pensando desde que pisei em Nova Iorque. “E se... seja lá o que minha vó disser, eu ficar me sentindo culpado por abandonar a minha mãe lá em Houston e fugir pra viver uma outra vida? E se o que ela escreveu foi exatamente isso, que eu só tô deixando pra trás a única pessoa que me ama, incapacitada, num hospital até ela morrer? Já está sendo difícil demais lidar com isso sem eu saber a opinião da minha vó, Linus.”

Ele suspirou e enxugou uma lágrima da bochecha. Aparentemente sátiros podem ser bem emotivos. “Dy, me escuta,” ele começou. “A sua mãe sabe o quanto você ama ela. E sabe que você precisa fazer isso. Você não pode ficar no Texas pra sempre. Você é um meio sangue! Você sabe disso, né? Não se culpe por querer viver a sua vida. Você entende o que eu quero dizer? Pera, acho que eu disse ‘você’ muitas vezes... droga, deixa eu começar de novo...”

“Tá tudo bem, Linus.” Eu disse enquanto ria. “Obrigado por ter dito isso. Agora vamos achar a Clara, ok?”

“Ok! Para o anfiteatro! Eu não tô chorando... nope...” então sátiro se foi, limpando o rosto nas vestes.

Depois de alguns minutos de caminhada, cheguei na praia. À primeira vista, parecia vazia, mas decidi chamar “Clara!” só para garantir. Em surpresa, recebi uma resposta: “Dy?! É você?” Tentando seguir o som, dei de cara com um enorme buraco no meio da areia. Minha irmã estava dentro dele, sentada de pernas cruzadas encima de um tapete. “Oi, maninho...” ela disse.

“O que diabos você tá fazendo aí?” perguntei.

“Ah, acho que isso aqui é alguma pegadinha de algum filho de Hermes. Muito malfeita, aliás... só cavaram um buraco e colocaram um tapete para cobrir. Enfim, eu tava andando pela praia. Tá muito escuro, então não vi o chão direito... me tira daqui, vai.”

Sem saber se eu gargalhava ou realmente me preocupava com minha irmã, decidi ajudá-la. Olhei em volta, estávamos no começo da praia, tinha uma árvore por perto e algumas pedras, mas nada demais. “Clara,” perguntei, “você ainda tá com a sua mochila da missão aí?” Ela respondeu arremessando a bolsa ao meu lado. Eu abri, buscando algo que fosse útil. Alguns lanches naturais, uma lanterna, uma faca, protetor solar, meias, e finalmente, uma corda. Desenrolei-a e percebi que era bem maior do que eu precisava. “Vou jogar a corda, e você só escala de volta aqui pra cima, ok?”

“Não vai dar,” Clara falou, “torci meu tornozelo na queda...”

Ótimo. Então não iria funcionar. Agora eu teria que descer para buscá-la. Mas como? Se eu descesse, teria que arranjar alguma forma de subir novamente. A corda poderia funcionar, se eu levasse Clara nas costas. Então eu só precisava prender a corda em algo. Chequei meus arredores novamente: as pedras eram muito arredondadas, e os galhos da árvore muito frágeis. Pensei em enrolar a corda no tronco, mas depois de tentar, descobri que ela não era tão longa assim. Então eu vi o maior objeto da mochila, que deitava gloriosamente no fundo, pronto para me salvar: um arco. Quando a ideia surgiu na minha mente, meu corpo recebeu uma dose de hiperatividade, me eletrizando. Busquei uma flecha que sobrava na aljava de Clara, amarrando a corda nela. Tomando distância, posicionei a seta no arco e atirei na árvore. Um tiro certeiro, afinal, é difícil errar um tronco inteiro. Puxei a corda algumas vezes pra garantir que eu havia atirado forte o suficiente, e a flecha não vacilou. Era hora de descer. Agradeci a todas as aulas de escalada do acampamento por ter conseguido descer aquele buraco, colocado Clara nas minhas costas, e subido novamente. Também agradeci minha irmã ser pequena e leve, já que meu físico também não colaborava. Acabei fazendo tanto esforço que desabei na areia logo depois. Clara sentou do meu lado. “Obrigada...” ela falou.

Eu me forcei ficar sentado para poder conversar. “Então, você vai me contar por que estava andando pela praia à essa hora da noite?”

Ela bufou. “Eu não sei... meu dia foi horrível, Dy. Voltei de uma missão inútil, caí em um buraco e torci meu tornozelo, além de que eu não recebi um único ‘feliz aniversário, Clara!’”

“Hoje é seu aniversário?!” perguntei.

“É... mas tudo bem. Você me conhece faz pouco tempo, eu não te culpo.” Ela disse. “É que, sabe quando nada na sua vida parece fazer sentido, e você só quer ir pra alguma praia, pra ficar lá, assistindo as ondas do mar, e nada mais que isso?”

Meus olhos viajaram até o céu. Até a lua, que me encarava em meio às estrelas. “Sei.”

“É difícil. Só isso.” Ela disse.

Fiquei em silêncio. Era realmente difícil. Mas eu queria dizer algo. “Olha, você quer saber mesmo como tem sido minhas últimas semanas no acampamento? Maravilhosas. E não é por causa dos treinamentos, da escalada, do arco e flecha, nem mesmo do vôlei. É por causa dos campistas. Tem tanta gente boa aqui. Principalmente os filhos de Apolo. Nós somos sempre tão felizes e animados. Eu desenvolvi um senso de humor que por doze anos eu não soube que existia dentro de mim! O meu ponto é... não importa o que você esteja passando, você tem seus irmãos e irmãs aqui pra te ajudar. E os outros meio-sangues também. Você pode sempre contar com a sua família, ok?”

Clara me abraçou. Não precisamos dizer mais nada. Eu me levantei, coloquei a corda e o arco de volta na mochila e seguimos para o chalé. Caminhar com minha irmã apoiada em mim era moleza comparado a ter que sair do buraco com ela nas costas.

Chegando perto dos chalés, Nick e Linus estavam parados na frente do de Apolo. Quando nos viram, os dois entraram correndo e fecharam a porta. Eu sorri. Clara fez uma cara estranha. “O que tá acontecendo?” Não respondi. Entramos no chalé e o grito ensurdecedor de “surpresa!” fez criar um sorriso imenso no rosto da minha irmã. Logo todos estavam abraçando e beijando ela, e a menina não pôde segurar o choro.

O resto da noite foi alegre e animado. Estava na hora de eu estragar. Espreitei para o canto do chalé, perto de uma janela. Minha mão foi ao bolso buscar a carta, que, de tanto ser apalpada, já estava muito amassada. A frente dela dizia “Leia, por favor. De sua avó.” Finalmente, tomei coragem para abrir:

“Dynan, meu querido. Hoje é o dia que você está deixando nossa casa, assim como sua mãe fez, anos atrás. Coloquei essa nota em sua bolsa pois existem coisas que precisam ser ditas, mas que seu avô jamais me deixaria dizer por perto dele. Como por exemplo, você já parou para pensar por que seu sobrenome é Moon? É claro que um garoto pequeno não questionaria o fato de sua descendência ser indiana e ter um nome em inglês. Mas acho que é hora de você saber.
Anos atrás, quando sua mãe estava grávida de você, estávamos na varanda da mansão de seu avô. Apenas eu e minha filha, no meio da noite, com as luzes apagadas, apreciando a vista. Ela já estava com você há sete meses. Já tinha até mesmo superado o fato de seu pai ter desaparecido. Foi então que seu avô entrou pela porta da varanda, reclamando. ‘O que tá acontecendo aqui? Duas mulheres fora de casa à essa hora?! Nem mesmo acenderam as luzes. Podem entrar, já.’ Sua mãe, como sempre, quis discutir. ‘Não estamos fora de casa, é só a varanda.’ E seu avô aumentava o tom da voz, cada vez mais. ‘Fazendo o quê? Deveria estar dormindo.’ Sua mãe respondeu: ‘Olhando pro céu, só.’ E seu avô disse: ‘Não tem nada para ver no céu, entre em casa agora!’
Ah, Dynan, a forma como sua mãe olhava para o céu... o brilho nos olhos dela. Nem o mais orgulhoso dos astrônomos sorria como a minha filha.
‘É a lua, pai. O brilho dela.’ Ela havia dito. E seu avô não pôde simplesmente deixar quieto... ‘Que brilho? A lua não brilha, menina boba. Ela é iluminada pelo sol.’ Sua mãe se levantou e foi direto pro quarto dela. Nada mais aconteceu naquele dia. Mas, tudo que podia ter acontecido já tinha acontecido. Um mês depois ela entrou em um processo com o governo para mudar o sobrenome. Depois de um tempo, ela conseguiu. Minha amada filha agora tinha jogado fora o nome de minha família e da família de meu marido. Minha filha agora se chamava Divya Moon. Seu avô não aceitou a mudança bem. Ele acreditava que ela tinha feito aquilo só para irritá-lo. Não tenho certeza se era verdade. Porém, mesmo assim, tudo ficou calmo, porque sua mãe ainda estava grávida.
Quando o menino Dynan Moon veio ao mundo. Seu avô aguentou mais um mês e então expulsou sua mãe de casa. Disse que se quisesse continuar naquela casa, precisava reconhecer que ela era filha dele. E você conhece sua mãe bem demais para saber o que ela respondeu: ‘Nunca.’
Com o pouco dinheiro que eu a dei, ela alugou um pequeno apartamento, e encontrou emprego no único lugar que fornecia uma babá junto com o salário: uma fábrica industrial. De resto, você sabe o que aconteceu... o acidente, e então a paralisia.
Essa é a história toda. Não sei o que seu avô te contou sobre sua mãe. Aposto que botou todas as culpas no seu pai desconhecido. Mas essa não é a verdade. A verdade é que somos ricos, e sua mãe nunca precisaria trabalhar para te sustentar ou sustentar ela mesma. Ela sabia disso. Só que o que acho que seu avô nunca entendeu era que a nossa filha não trocaria a liberdade dela por todo dinheiro do mundo.
E acho que você também não, Dynan. Boa sorte no acampamento.
Com amor, sua avó.”


Respirei fundo, percebendo que eu estava tremendo. Segurei a carta forte e gastei um tempo olhando para o vazio. Até que Linus chegou. “Uau, que festa! Você ouviu o discurso da Clara? Lágrimas e mais lágri... espera, que cara é essa? Ah meu deus, a carta! O que ela dizia?”

“Ahn... nada demais.” Eu disse.

“Hum... tudo bem, não precisa me contar. Mas foi melhor do que esperava?” ele perguntou.

“Sim. Foi sim.” Respondi. “Ei, uma coisa, qual o nome daquele grupo que a Clara tinha falado durante o vôlei? Alguma-Coisa de Ártemis.”

“As Caçadoras?” o sátiro disse.

“É, isso. Obrigado.” Eu guardei a carta no bolso e andei em qualquer direção, só queria me afastar. Acabei saindo do chalé e me sentando nas escadas que levavam para a porta. Todo meu corpo tremia e meus olhos pareciam incapazes de focar em algo. Como alguém que acabou de ter sua vida mudada pra sempre, eu indagava.

Caçadoras de Ártemis, huh?

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