Investigador - MIOP Vincent V. Valentine

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Investigador - MIOP Vincent V. Valentine

Mensagem por Dionísio em Qui 11 Out 2018, 12:04


Investigador



Quíron andava realmente nervoso nos últimos dias. Havia muita atividade mágica incomum começando a dar sinais de vida e seus instintos imortais lhe diziam que algo ruim iria acontecer muito em breve. O centauro estava em sua cadeira de rodas, que comporta magicamente o traseiro gigante de um cavalo, e seu único sinal de ansiedade era o tamborilar de dedos sobre a escrivaninha. Depois de ler um relatório, sua fronte se fechou em uma expressão tempestuosa e imediatamente convocou Vincent V. Valentine até ali.

Assim que chegou, o semideus teve dois choques: o conforto da sala em comparação com o exterior, e o clima terrivelmente pesado ali presente, principalmente por conta do estado de espírito do velho líder do acampamento.

— Obrigado por vir, Vincent, sente-se. — Não era um agradecimento caloroso, mas mera educação. Ainda assim, apontou uma cadeira confortável. A mente do centauro estava milhares de quilômetros à frente. — O que vou te dizer é seríssimo, portanto escute com atenção. Estamos nos aproximando de um tempo que poucos semideuses vivos hoje tiveram a infelicidade de enfrentar. — Seus olhos agora fixavam-se no semideus e o avaliavam com intensidade, ainda que fossem gentis. — Manter o acampamento preparado e abastecido é muito importante.

Saindo de trás de sua mesa, ele dirigiu a cadeira de rodas até estar ao lado da cadeira do filho de Éolo. Em seu lugar, Vincent se remexeu um pouco desconfortável e bastante ansioso pelo que viria. O tom do velho centauro se tornou mais baixo, mas suas palavras estavam plenamente compreensíveis.

— Estão roubando materiais de nosso acampamento. Não sabemos quem ou como. Mas nossos relatórios apontam uma diminuição constante, quase de uma vez por semana. Sabemos, contudo, que precisa ser um semideus daqui de dentro. Ou alguns semideuses. Preciso que descubra quem. — Quíron pegou um pequeno anel de cima da mesa, com um rubi muito pequeno em seu exterior. — Pegue isto, se apertar esta pedrinha — Ele o demonstrou, era bastante discreto. — eu saberei que encontrou algo e irei imediatamente até você.


Diretrizes

— Introduza brevemente o que estava fazendo até ser chamado por Quíron.
— Você tem a árdua tarefa de descobrir um semideus, ou um grupo de semideuses, que está roubando materiais do acampamento (armas, materiais de forja, da enfermaria, etc). Você é livre para escolher quem e quantos, porém seja criativo!
— Tenha cuidado porque não sabes em quem confiar. Você pode contar com UMA fonte confiável de informação durante a missão, e este te ajudará apenas com informações. Seja razoável, esta fonte não vai saber tudo, ou já teria dito para o velho centauro.
— Por ter fontes limitadas de informação, você deve narrar como conseguirá informações casualmente de outros semideuses (rodas de conversa, espionar outros semideuses).
— Vou te dar o benefício de não se preocupar com o tempo em ON transcorrido nessa missão, você pode precisar de alguns dias, então sinta-se livre para narrar a passagem do tempo de alguns dias. Portanto, não envolva outros jogadores. Não ultrapasse, contudo, o limite de 7 dias nesta narração. (Apesar disso, esta é uma postagem on, não atemporal.)
— A única arma que de fato tem é sua adaga de reclamação. O anel servirá para seu propósito uma única vez, quando apertar o rubi, Quíron irá até você com algum reforço.
— Aproveite a oportunidade para desenvolver um pouco dos sentimentos do seu personagem.
— Após o processo de investigação, escolha um local e pegue-os em flagrante. Não mate ninguém! Quíron quer informações deles.
— Finalize a missão após deixá-los com Quíron.
— Seja criativo!
— Prazo de entrega 21/10/2018, 12:04 (ao meio dia, horário de Brasília).
— Poderes e armas em spoiler no final da narração, sem irregularidades.
— Quaisquer dúvidas pode me contatar via MP, chatbox ou Discord;
— Boa sorte.





Dionísio
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Re: Investigador - MIOP Vincent V. Valentine

Mensagem por Vincent V. Valentine em Sab 13 Out 2018, 21:31



O inicio:

Caminhado até o exterior da arena de treinamento me deparo com um dos semideuses do acampamento. Sua expressão era ofegante, como se tivesse acabado de correr uma maratona. Foi difícil explicar o que queria comigo logo de começo, precisou antes retomar o fôlego perdido enquanto apoiava suas mãos sobre os joelhos se mantendo um pouco arqueado.—O que há meu amigo?O perguntei, esperando sua resposta que viria assim que conseguisse falar.

—Quíron... Mencionou o líder do acampamento dando uma pausa para respirar. —Ele quer que você vá até a casa grande, parece que é algo urgente. Terminou suas palavras sentindo um alívio por não ter que dizer mais nada. —Tudo bem, agora descanse. Vou até la falar com ele, pode deixar. Um pouco preocupado com o que o homem tinha a dizer, percorri o descampado um pouco pensativo. "O que foi que será que fiz?" Não me lembrava de ter feito algo de errado, mas o frio que subia pela espinha me arrepiava de forma incomoda.

Desabafo:

Adentrado em sua sala procurei cumprimenta-lo da forma mais educada. —Ola Quiron, em que posso ajuda-lo? A voz do centauro ecoou dentro da sala de forma pesada, havia um pouco de preocupação e tristeza em suas falas, pelo menos era o que sentia vindo delas. Sentei-me na cadeira a frente de sua mesa, assim como havia me pedido e então comecei a escuta-lo atentamente. — O que vou te dizer é seríssimo, portanto escute com atenção. Estamos nos aproximando de um tempo que poucos semideuses vivos hoje tiveram a infelicidade de enfrentar. Suas palavras me deixaram um pouco apreensivo, sentindo que algo de muito ruim vinha, e que a qualquer momento poderíamos enfrentar coisas que estavam além de nossos poderes.

— Manter o acampamento preparado e abastecido é muito importante. A demora para explicar o que de fato eu fazia ali me deixava nervoso, era nítido o suor que escorria pelas mãos. —O que está acontecendo Quiron? Do que está falando? Suas insinuações não me deixavam mais calmo, o que me fez querer saber logo o que ele queria dizer com tais palavras.

Sua aproximação repentina me deu um certo calafrio, sua face expressava uma feição ainda pior do que sentia em sua fala, de fato a situação era muito séria. — Estão roubando materiais de nosso acampamento. Não sabemos quem ou como. Mas nossos relatórios apontam uma diminuição constante, quase de uma vez por semana. Sabemos, contudo, que precisa ser um semideus daqui de dentro. Ou alguns semideuses. Preciso que descubra quem. Ao meu lado o homem começou a explicar um pouco do que estava ocorrendo, sem deixar escapar o todo que estaríamos prestes a enfrentar. —Porque fariam isso Quiron? O que desejam? Minhas perguntas não foram respondidas, talvez não fosse a hora para isso e no momento eu tinha que primeiro resolver aquela questão.

— Pegue isto, se apertar esta pedrinha O líder do acampamento voltava até sua mesa, e de cima dela pegava um anel. —Pode deixar comigo, farei o meu melhor. Vou falar com o tal informante, ele fica bastante no Chalé de Hermes também certo? Pegava o anel a mim entregue, e o colocava em meu anelar direito. —Isso mesmo, ele passa metade do tempo no chalé de Hermes, a outra ele passa andando por ai, foi assim que ele escutou algumas coisas estranhas.

Sem mais o que falar assenti com a cabeça. —Então vou procura-lo, acho que consigo encontra-lo facilmente. Toda a descrição do jovem campista também era citada, pelo que parecia ele de fato era diferente dos demais, logo seria fácil de acha-lo. Me retirei da sala com tudo o que tinha ouvida até ali martelando em minha cabeça. "Agora tenho que ficar mais forte. Nãos só a mim, como também o restante dos campistas caso queiram se manter vivos. Alcancei o exterior da casa grande, e avancei rumo ao chalé de Hermes.

Em Busca da Verdade:

Durante todo o caminho que percorri até o chalé de Hermes procurei por pistas. Observava ações, conversas, olhares e até mesmo expressões, tudo o que me ajudasse a descobrir o que estava acontecendo de errado no acampamento. No entanto, não havia encontrado nada de errado, até chegar ao chalé. Caminhando pelo corredor passei por dois garotos que conversavam baixo. O assunto? Se tratava de uma ameaça feita por um dos filhos de Ares, aqueles que gostam bastante de briga e tudo mais, a um dos filhos de Eolos. Sim, um dos meus irmãos. Guardei o dia, e o nome do rapaz que fez tal convocação para a luta na arena, pois aquilo podia ser algo. Me senti um tanto desconfortável, isso porque não me dou muito bem com filhos de Ares, assim como os de Zeus. Só o fato de saber que um deles está querendo brigar com um dos meus irmãos, já me deixava irritado.

Alcancei o dormitório em busca do tal rapaz que me daria mais informações, mas ao adentrar percebi que estava vazio. "Vou ter mesmo que esperar?" Eu até conseguia esperar, mas me ansiedade batia em minha porta me deixando nervoso a medida que a hora passava. Enfim. Sentei-me em minha cama para espera-lo, enquanto isso lia um dos meus bons livros. Horas se passaram e nada do garoto, no momento em que me levantei para ir em sua busca ele adentrou do comodo. "Até que enfim!" Me limitei a um alivio mental, evitando desentendimentos.

Me apresentei antes de mais nada, demonstrando minha educação para com o jovem.  —Prazer, sou Vincent, um dos filhos de Eolo. Procurei falar baixo, tentando não chamar a atenção de quem quer que entrasse no local. —Bem Vincent, sou Edgar. Quiron me avisou que viria até aqui. Então, até o momento não descobri muito mais do que havia dito até ele, mas observei uma pequena movimentação estranha durante a manhã, bem cedo no local aonde guardam tudo o que usamos, armas, comidas e afins. Um deles era Scoot, um filho de Ares. Pelo que fiquei sabendo ele ameaçou um dos seus irmãos e o chamou para um combate amanhã. Um dos irmãos dele, Daniel, também estava junto dele, assim como um dos filhos Hermes. Não sei muito mais, mas acho que você conseguirá ter alguma noção do que está acontecendo amanhã, em meio a luta. Boa sorte amigo. Apesar de não ser muita coisa a mais, me ajudaria em minha investigação. —Obrigado, vou verificar isso.  Eu tinha escutado dois garotos comentando sobre isso. Levei minha destra até ele em um ato de cumprimento, e assim parti para o exterior do local. "Pelo visto vou precisar esperar um pouco mais." Pensei enquanto caminhava, levando a mão até a face de forma negativa.

A Luta:

O dia seguinte se erguia. Não consegui de fato dormir, parar de pensar em tudo o que estava acontecendo era bem difícil para mim, me encontrava em uma posição bem acima do que sou capaz de suportar. Segui até a arena, seria o dia da luta contra meu irmão, e devia atentar-me a qualquer ação fora do normal dentro daquele ambiente. Ao chegar suspirei, haviam outras pessoas no interior do recinto, prontos para o que estava prestes a ocorrer. Me aproximei do centro aonde outros semideuses também se encontravam, fazendo uma pequena roda. Dentro dela haviam algumas armas jogadas ao chão, tudo para que os lutadores tivessem acesso. E lá estavam ele.

Senti um certo arrepio subindo pela espinha ao olhar para o jovem filho de Ares, uma sensação de perigo, como se algo estivesse em meus ouvidos tentando me alertar do que estava por vir. "Vai acontecer alguma coisa." Deixei meus pensamentos por ora de lado, pois o melhor a se fazer naquele momento era se atentar na luta em si. Embora estivesse preocupado, analisava cada ação daqueles que estavam a minha volta.

A luta se iniciou. O garoto de cabelos negros foi de encontro a uma enorme espada pesada, que erguia com uma única mão como se fosse apenas uma pena. Enquanto isso, meu irmão se limitou a uma espada empunhada em sua destra mantendo a outra armada com um escudo, algo mais balanceado ao meu ver. O filho do Deus da guerra era mais forte, mais feroz e consequentemente mais experiente em batalha, herança genética eu podia afirmar, estava em seu sangue. Mesmo assim seu descuido permitiu receber alguns golpes, embora agisse como se nada o abalasse mantendo seus ataques. Pouco a pouco o outro filho de Eolos conseguiu uma pequena vantagem sobre o embate, alcançando o rosto do oponente gerando um corte superficial em sua bochecha. Tal ação foi o estopim para o pior. roga, droga, droga...

Meus olhos enxergaram o que eu podia chamar de tentativa de homicídio. O garoto de cabelos negros, agora furioso, entrou em um estado de fúria extrema. A cena dos seus músculos se contraindo e em seguida se expandindo deixando as veias a mostra me fez perceber que aquilo seria o fim caso ninguém fizesse nada. Em um único golpe com seu pé o filho de Eolo perdeu seu escudo, e caiu no chão logo em seguida, abrindo a guarda para o fim. No meio de todos um dos professores do acampamento apareceu, com uma espada tão grande quanto a do filho de Ares, aparou seu ataque protegendo o campista caído. Me senti aliviado, certamente eu não teria como fazer aquilo, mas não era o fim. Do meio dos semideuses saiu mais um outro garoto. Sua mão foi de encontro a uma adaga jogada ao chão de forma rápida, mirando no que ainda se encontrava caído. Era nítida a ação dele. Tal arma foi lançada, mas meu reflexo aliado com minha atenção redobrada pude rebate-la com o que vi mais próximo de mim, um chakran. Todos escutaram o tilintar das armas ao se chocando, o que deu o desfecho de tudo.

Os olhos ferozes do atacante covarde se atentaram a mim. Sua raiva expressada em sua face me fez acreditar que havia algo muito errado em tudo aquilo. Sua reação, apontando para mim e saindo com o outro garoto após uma bronca do professor, me obrigou a desconfiar de ambos, sendo eles os principais suspeitos de tudo. Com isso saí do local indo atrás de ambos, buscando alguma pista deixada por eles, mantendo-me escondido afim de não ser percebido.

Funcionou. Alcancei o chalé de Ares conseguindo vê-los a frente dele conversando. Escondido ao lado do dormitório pude escutar um pouco de toda a conversa. Pelo que parecia ambos comentavam sobre minha ação, suas voes demonstravam um sentimento enorme de raiva do que eu acabara de fazer, e por isso diziam que se vingariam. Antes mesmo do termino da conversa um terceiro garoto, saído do chalé, seguia até eles os interrompendo por alguns minutos.

Respirei profundamente de forma baixa, evitando ser escutado e percebido por eles. Naquele instante os três começavam a conversar, mas por estarem falando baixo pude escutar apenas quando eles disseram uma data. Fariam algo no dia seguinte, e com certeza algo grande pelo que parecia. Estavam felizes, porém suas expressões me davam calafrios apesar disso. Sem mais, partiram daquele local rumo ao interior do dormitório, e ali me vi sem mais nada a fazer além de esperar pelo dia seguinte mais uma vez. O que já estava me deixando cada vez mais irritadiço.

Meu Fim?:

Mais uma noite mal dormida. Olhando para o teto ainda no escuro, me perguntava o que devia fazer. Apesar de tanto esforço para me responder, nada me passava pela mente de forma simples, sem entrar em conflito ou luta. Decidi então por fazer o meu melhor, independente do resultado final que viesse a acontecer. Com isso, em plena cinco da manhã, me levantei da cama pronto para dar o inicio ao desfecho de toda a trama já estabelecida.

Após um banho gélido e refrescante, me arrumei com as primeiras vestes que encontrava. Uma calça jeans negra, com uma blusa branca e uma jaqueta de couro da mesma cor da calça. O que eu mais gostava de usar. Os ventos me envolviam a medida que caminhava pelos corredores do chalé, me seguindo até o exterior do local aonde me deparava com um vazio desolador no campo. Me senti um pouco mal, estava indo direto para a boca do lobo sem saber o que iria acontecer comigo, mas era normal sentir isso quando estamos indo de encontro ao desconhecido. "Vamos, se acalme. Vai dar tudo certo, Quiron vai chegar a tempo. Confie nele." Aspirei uma grande quantidade de ar procurando me acalmar antes de seguir em frente.

Avancei pelo meio do acampamento, seguindo na direção da praia onde eles marcaram de se encontrar. O horário seria as seis, uma hora depois do meu despertar, isso mostrava toda a minha ansiedade. Conforme eu caminhava sentia uma sensação estranha, um toque gélido me deixando arrepiado e com um calafrio subindo pela espinha. Medo, quem sabe. Ainda sim prossegui. Em poucos minutos me encontrava escondido em meio algumas moitas, o lago tinha uma certa ligação com a floresta e isso certamente me ajudaria na camuflagem. Me mantive ali, atento as movimentações esperando pelos inimigos. Naquele dia, teria toda a minha confirmação.

A hora se passou e enfim se deu as seis da manhã. Ouvi algumas vozes, baixas, vindas do meio das árvores até que suas presenças fossem visíveis. Era audível o tilintar de objetos metálicos, vindos do interior de algumas bolsas grandiosas que eles carregavam como se não fosse nada devido as suas forças sobre-humanas. Senti um certo alivio misturado com ansiedade, de terminar com tudo aquilo, mas ainda não podia aparecer para eles sem ter certeza. Então fiquei escutando a conversa deles enquanto observava o que fariam.

Uma das canoas que estavam viradas de cabeça para baixo foi usada, colocada dentro da água enchida com os objetos. De dentro de uma das bolsas caiu uma estada, uma katana para ser mais especifica. De outra, furada, caía grãos deixando uma trilha de comida até eles. Aquele foi o meu sinal. Saí de trás da vegetação de forma serena, indo de encontro a eles deixando clara a minha presença ao deixar escapar algumas palavras. —Olha quem eu encontrei. Acho que descobri quem roubou as armas, comida e outras coisas a mais de dentro do acampamento. Bem, ou vocês devolvem ou serei obrigado a entrega-los a Quiron. Todos se voltaram para mim ao me escutarem, mas o que mais gostou de me ver foi o filho de Hermes, o suposto cabeça de toda aquela organização criminosa, ele que tentou jogar a adaga contra o meu irmão, ele que me ameaçou ao sair, e que agora estava a minha frente, acerca de dois metros de distância.

—Olha só, pelo que parece temos um intruso pedindo para morrer. Continuem colocando as coisa na canoa, vou cuidar desse cara. Seu sorriso arrogante, e feroz mostrava a sua real intenção. Era a hora de lutar. Minha faca jazia empunhada na destra, escondida atrás das costas para que ele não pudesse ver. Começaria ali a luta final.

Em um movimento rápido o garoto lançou uma de suas pequenas adagas contra mim, impulsionando-se logo em seguida em minha direção. Era clara a sua tentativa de distração, e fácil para mim de escapar. Os ventos me auxiliaram naquela luta, usados para desviar a arma que seguia até mim, a fazendo cair no chão mais atrás. Enquanto a investida do garoto, bem usei dos meus reflexos para me esquivar de seu soco.

A mão dele em seguida vinha em minha direção após perder o primeiro golpe, mas esse desta vez era aparado pelo meu punho esquerdo abrindo sua guarda. Com a destra avancei contra ele desferindo um golpe com a adaga, afim de golpeá-lo na barriga. Seus movimentos também eram ágeis, e por isso conseguiu escapar a tempo, com um pequeno corte em sua camisa. —Seu desgraçado, você rasgou minha melhor camisa. Seu olhar ainda mais feroz voltou-se para meu rosto, com suas palavras raivosas proferidas a mim. Não me intimidei, apenas respirei profundamente mantendo toda a minha calma para não perder aquela luta.

Mais uma vez. Sacou uma outra adaga pequena, e a lançou contra mim avançando junto dela. Usando os ventos a repeli para a esquerda combinando com um movimento defensivo me esquivando com seu soco. Usando a mesma mão, procurei atingi-lo no rosto, mas ele conseguiu se esquivar, ainda sim utilizei a destra para fincar a faca em sua barriga, só que sua esquiva para trás foi mais rápida. Naquele instante senti uma energia fluindo por todo o meu corpo, alcançando minhas unhas as fazendo crescer repentinamente. Aquilo me deixou confiante.

O combate estava empatado até o momento, mas até quando? Dessa vez, eu avancei. Usei a mão esquerda para ataca-lo com a unha, em seguida a destra para atingi-lo com a adaga como distração, pois na verdade minha ação previa sua esquiva, e por isso moveria a mão mais uma vez afim de fincar minhas unhas em sua coxa. Como previsto. Se esquivou do primeiro ataque, depois do segundo e por fim gritou ao ser atingido pelo terceiro. Eu havia calculado, embora ele tivesse a capacidade de se esquivar de mim, conseguia fazer isso com uma distancia de poucos centímetros.

Mancando e sangrando, chamou seus comparsas para lutar por ele, pois sabia que iria perder naquele ritmo. Naquele instante, levei minhas mãos para trás das costas, escondendo o anel, e o pressionei com vontade. O suor em meu rosto mostrou que eu não aguentaria por mais tempo contra dois garotos de uma só vez, eu seria literalmente massacrado, se tratando de dois filhos de Ares.

O mais forte, esse que lutara contra um dos meus irmãos, também era o mais habilidoso. Tinha observado bem seus padrões de luta, e sabia que contra ele eu não tinha muita sorte se fosse usar a força. Estava em desvantagem perante ao segundo, desconhecia suas formas de lutar, e isso me deixava na pior. "Não demore Quiron, preciso de você o mais rápido possível." Praticamente implorava por sua aparição repentina, sabendo que tudo aquilo podia acabar em questão de instantes.

O desconhecido foi o primeiro a avançar contra mim. Conseguia me esquivar, algumas vezes até tentar acerta-lo, mas falhava sempre. Em seguida vinha o mais forte, esse que me dava um pouco mais de trabalho, conseguia me livrar de seus golpes por poucos centímetros, e quase cheguei a cair no chão. A situação estava piorando, meu cansaço já estava aparente, e os inimigos já estavam estampando seus sorrisos de vitória ao me ver derrotado daquela forma. Avançaram, conseguia apenas me livrar dos primeiros golpes, mas depois fui atingido por uma joelhada no diafragma que me fez perder o fôlego na mesma hora. Cai no chão ajoelhado logo em seguida, recebi um soco no rosto e caí no chão, sem conseguir respirar direito. Minha visão estava turva, efeito do golpe, e naquele momento comecei a rezar pelo meu pai. "Desculpe meu pai, por ser tão fraco. Sei que deve estar desapontado, mas fique sabendo que foi o melhor que pude fazer. Saiba que pelo menos salvei um de meus irmãos, então no final das contas, estou feliz pelo que fiz." Era o fim.

Lágrimas escorreram pelo meu rosto, mas não se tratavam de lágrimas de tristeza, mas sim de felicidade, tinha conseguido alcançar meu objetivo, embora fosse morrer no final das contas. Fechara meus olhos para não ver o fim, respirava suavemente relaxado e aceitando tudo aquilo, mas como um milagre escutei o barulho de cascos colidindo com o solo e se aproximando mais e mais. Não era o dia, não da minha morte. AO abrir meus olhos me deparei com alguns dos campistas a minha volta, estavam com suas flechas apontadas na direção dos garotos, e no meio deles Quiron. Senti-me aliviado, ele conseguira chegar a tempo para me salvar da morte, e isso era o bastante para mim.

Os garotos foram amarrados, e levados pelos outros campistas. O líder de todo o acampamento por sua vez permaneceu ali. Olhando para mim, aproximou-se com um sorriso de satisfação. Ergueu sua mão em minha direção procurando me levantar, me elogiando pelo bom trabalho que acabara de fazer. —Muito bem garoto, você conseguiu. Estamos a salvos, por enquanto. Mas creio que eles não serão os únicos a tentarem nos trair. Por isso, fique de olho. Ainda um pouco desnorteado, ergui-me do chão procurando pelo fôlego perdido a minutos atrás. O anel que estava em meu dedo anelar foi retirado, e entregue a seu verdadeiro dono agora que eu já havia terminado o meu serviço. —Obrigado Quiron, você realmente me salvou. Tome, ele é seu. Agora preciso ir descansar um pouco, três dias sem dormir direito, não me aguento muito mais de pé. Deixava um pequeno sorriso escapar pelos lábios ao entregar o objeto em suas mãos, seguindo em seguida rumo ao meu quarto para descansar de vez.

HP: 110/110 MP: 110/110


Considerações:
Magias Usadas:
Perícia com Chackran [Nível 1]: O filho de Éolo consegue manejar chakrans de maneira bem simplista, mesmo não tendo tido contato com a arma anteriormente na vida. Consegue executar giros simples, pegar na arma de modo correto e como se posicionar, entretanto, não concede uma perícia considerada, elevada ou absoluta, apenas representa uma familiaridade com a arma e uma facilidade de aprendizado, se comparado a alguém sem tal habilidade. [Novo]

Aerocinese I [Nível 1]: Você consegue manipular pequenas quantidades de ventos podendo apenas influenciar objetos de pequeno porte e direcionar pequenas rajadas de ar contra o oponente, porém nada que prejudique seriamente - apenas uma pequena distração no próximo turno, o suficiente para reduzir o ataque do alvo em 25%. [Modificado, nome e descrição]. [Antigo Aerocinese Iniciante]

Garras [Nível 2]: O filho de Éolo consegue manipular suas unhas fazendo-as crescerem no máximo cinco centímetros, em forma recurvada como garras de pássaros, podendo assim usá-las ofensivamente para perfurar e cortar couro, madeira e carne. Qualquer tipo de metal pode cortar facilmente as garras. Cada ativação mantém as unhas transformadas por 3 rodadas, mas se cortadas de alguma forma elas não regeneram, sendo necessária uma nova ativação.[Modificado, nível e descrição.]
Armas Levadas:
{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]
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Re: Investigador - MIOP Vincent V. Valentine

Mensagem por Dionísio em Seg 15 Out 2018, 23:31




Avaliação — Vincent V. Valentine



Olá Vincent, quero o congratular por ter concluído esta missão! De modo geral, gostei de sua narrativa, acho que narrar em primeira pessoa é difícil. Particularmente, prefiro a terceira pessoa porque me sinto mais livre nela. Contudo, narrar em primeira é uma opção e se saiu razoavelmente bem. Há o que melhorar, claro, mas isso vem com o tempo e com as correções que serão feitas pelos avaliadores.

O primeiro ponto que eu avalio, antes de tudo, é se os pontos obrigatórios (diretrizes) foram respeitados e cumpridos. E, tanãn... Parabéns, você cumpriu muito bem com os pontos obrigatórios e, portanto, nós vamos passar para a avaliação gramatical e ortográfica, onde também se encaixa a coerência do texto.

Da sua narrativa, quero chamar sua atenção em apenas dois aspectos, que foram os erros mais relevantes que identifiquei. Primeiramente, chamo sua atenção para a acentuação. Por muitas vezes eu percebi palavras acentuadas erroneamente ou não acentuadas. Este é um erro que facilmente pode ser corrigido com uma releitura e um corretor de texto (word, por exemplo) e que gera descontos, que se tornam mais graves quando cometidos com muita frequência. O segundo aspecto relevante em sua narrativa e que precisa de atenção é a transição entre os diálogos e a narrativa de acontecimentos ou pensamentos.

— Manter o acampamento preparado e abastecido é muito importante. A demora para explicar o que de fato eu fazia ali me deixava nervoso, era nítido o suor que escorria pelas mãos. —O que está acontecendo Quiron? Do que está falando? Suas insinuações não me deixavam mais calmo, o que me fez querer saber logo o que ele queria dizer com tais palavras.

Se observar com atenção esse trecho de sua missão, vai perceber duas coisas:
1 – Faltam espaços após o uso do travessão.
2 – Faltam travessões na hora de separar o diálogo da narrativa.

Curiosamente, estes detalhes se repetiram muitas vezes, de modo que quase acreditei ser um padrão no seu modo de escrever. Sei que utilizou a cor para denotar a diferença no diálogo, mas esta ferramenta não é suficiente por si só. Anterior ao diálogo e posterior ao diálogo deve ser usado o travessão. Ao usar o travessão, faz-se necessário haver um espaço o separando de qualquer letra ou ponto.

Vou permanecer com apenas estes aspectos ortográficos nessa avaliação e que gostaria muito que observasse em suas próximas narrativas. Vai melhorar muito seu desempenho e a fluidez do seu texto.

Neste ponto, preciso fazer mais algumas ressalvas, que estão relacionadas diretamente com a coerência da missão.

1 – Senti falta de um desenvolvimento sobre o motivo de haver aquela luta entre o filho de Ares e seu meio-irmão. Eu posso pressupor que é por conta de alguma informação que ele possuísse, que talvez ele tivesse descoberto, alguma coisa assim. Se tivesse ido procura-lo, seria totalmente coerente e aceitável que ele tivesse alguma informação útil para você. Deste modo, ficou algo um pouco vago, um pouco conveniente demais e uma oportunidade não explorada.

2 – Infelizmente, não consigo imaginar como um filho de Éolo conseguiria lutar com um filho de Hermes e superá-lo ou igualá-lo em agilidade, principalmente porque estes são reconhecidamente os mais ágeis dentre os semideuses. O segundo ponto se torna ainda mais impossível, imaginar que este mesmo filho de Éolo poderia se esquivar e manter uma luta, logo em sequência, contra dois filhos de Ares, sendo atingido apenas por uma joelhada, quando estes são especialmente os guerreiros mais habilidosos dentre os semideuses.

Finalmente, parabéns! E boa sorte em sua jornada, semideus!

Resultado

Coerência: 30/50
Coesão, estrutura e fluidez: 21/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Organização e ortografia: 5/10

Total: 71% x 3 = 213 xp + 21 dracmas

Status:
- 10 HP
- 36 MP

AGUARDANDO ATUALIZAÇÃO



Dionísio
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Re: Investigador - MIOP Vincent V. Valentine

Mensagem por 147-ExStaff em Qua 17 Out 2018, 13:33



Atualizado
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Re: Investigador - MIOP Vincent V. Valentine

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