{Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

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{Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Qui 18 Out 2018, 09:12




Spectrum



Sentava-se sobre uma rocha maior à beira do riacho Zéfiro. Os olhos perdidos nas ondulações que o vento produzia na água e na barra de seu vestido púrpura, que roçava na rocha e se esparramava pelo chão de terra da floresta. Era linda, é verdade. Mas havia angústia em seus olhos e em sua voz. "Traz meu coração de volta", sussurrou a moça.

As palavras empurraram Silvia de volta à realidade. Estava no chalé de Hermes outra vez. O corpo suado. Na mente, a lembrança de um sonho que se esvanecia aos poucos. Nas mãos, um pedaço de barbante púrpura que atravessava o chalé de 11 e seguia em direção à porta.


Diretrizes

— Esse é o post de introdução. Você pode se prolongar um pouco nele, se assim preferir. Como é uma narrada, não pedirei muito de você.
— Caso eu não tenha sido muito claro (o que às vezes acontece mesmo), o que aconteceu é que Silvia teve um sonho enquanto dormia no chalé de Hermes. Uma mulher desconhecida à beira do riacho Zéfiro. Ela faz um pedido à semideusa e Silvia acorda do sonho com um barbante na mão que ela não segurava quando se deitou para dormir. Também não sabe até onde o barbante vai, mas sabe que vai em direção à saída do chalé.
— Tudo é possível numa narrada. Não precisa seguir o caminho que eu estou indicando. Você tem liberdade para escolher o que fazer. Mas, se escolher o caminho que estou indicando, encerre o post ao sair do chalé de Hermes.


Informações

— Horário: 00:03 am.
— Clima: 21°C, pouco nublado, 10% de chance de chuva.
— Poderes e armas: Sempre citados em spoiler sem irregularidades, caso contrário serão ignorados.
— Prazo de postagem: Até o dia 20/10, às 09:13 am. Atrasos sem justificativas ou aviso prévio não serão tolerados.

Silvia Royce — Nível 3
HP: 100/120
MP: 100/120

Observação:
Note que a pontuação máxima de HP/MP não concorda com o que diz na sua ficha. Acho que houve um erro na atualização. Enfim, isso não importa muito. Já estou ciente do problema e provavelmente isso será corrigido quando atualizarem a missão.

Para dúvidas, reclamações, pedidos de extensão de prazo e outros, por favor, enviar uma MP.

Boa sorte.







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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Sex 19 Out 2018, 22:57


Spectrum

turno 01


Não é incomum que semideuses tenham sonhos, mas isso costuma impressionar aqueles que acabam de descobrir quem são. Menos incomum ainda é que esses sonhos tragam mensagens. Silvia chegara ao acampamento havia pouco tempo. Perdera o pai, seu melhor amigo e maior apoio, e ainda não tivera tanto sucesso assim para fazer amigos. Bem, sejamos justos: três semideuses foram bastante gentis com ela e se mostraram dispostos a ser bons parceiros, mas, depois de tamanha mudança em sua vida, a filha de Íris ainda tinha certas ressalvas sobre confiar ou não em quem quer que fosse, já que não conhecia ninguém realmente por ali ainda. Talvez o sonho daquela noite pudesse mudar esse cenário.

— O que aconteceu? Silvia, calma. Respira. Calma. Puxe o ar lentamente e solte mais lentamente ainda...

Claude Kefler, ou, como preferia ser chamado, Junior, saltara de seu colchonete logo ao lado a toda velocidade e agora segurava a menina pelos ombros, olhando atentamente em seus olhos e fazendo o possível para acalmá-la. Ele era um filho de Hermes e um dos três garotos gentis. Sua voz era calma e denotava preocupação, enquanto Silvia ofegava fortemente, ainda sentindo uma estranha sensação em seu peito depois de despertar tão bruscamente do sonho.

— Ei... O que aconteceu?

— Tinha uma mulher... Eu não sei quem era. Ela estava sentada à beira de um riacho, um lago, sei lá... Agia estranho. Ela era muito bonita, tinha um vestido longo e roxo e pedia para eu levar de volta o coração dela... Foi só um sonho, não foi? Diga que foi só um sonho.

Junior abriu a boca para responder, mas seus olhos foram atraídos para as mãos de Silvia.

— O vestido era roxo... assim? — Ele perguntou, apontando para um barbante na cor exata com que a menina tinha sonhado. Ela tinha certeza de que nunca vira aquele fio antes e, sem palavras, acenou positivamente com a cabeça.

Os semideuses tentaram puxar o barbante para examiná-lo, mas perceberam que a peça era grande demais. Grande e se encaminhava para a porta do chalé 11, como se mostrasse um caminho a ser seguido. Silvia engoliu em seco. Não fora um simples sonho, por mais que assim desejasse. Já tinha ouvido falar desses fenômenos nas aulas do acampamento: estava recebendo uma missão. Ela fechou os olhos e respirou fundo, tendo certeza de que não tinha grandes chances de sair viva de um possível embate. Acabara de chegar! Mas algo lhe dizia que não poderia ficar para sempre se escondendo ou apenas treinando. Uma hora seria posta à prova.

Num átimo, antes que a prudência a impedisse, Silvia tateou ao redor em busca de seus tênis. Nem pensou em trocar a calça de moletom cinza e a enorme camiseta branca que lhe serviam de pijama. Calçou os tênis e pegou sua adaga, recebida das mãos de Quíron quando chegou ao acampamento. Junior quis protestar, quis dizer que era arriscado demais, principalmente à noite, com as harpias rondando. Chegou até a sugerir companhia, mas sabia que só causaria problemas se fosse. Não recebera o sonho, provavelmente não tinha papel a desempenhar ali.

— Você vai mesmo? Tem certeza? Não quer chamar o Quíron? O monitor, que seja? Podemos acordá-lo!

— O que eles diriam? Todos os semideuses recebem missões em algum momento. Eu consigo, Junior. Preciso conseguir. Preciso ser forte agora que estou só nesse mundo. Deseje-me sorte.

— Tudo bem... Boa sorte.

Silvia respirou fundo e, seguindo o cordão de cor púrpura, deixou a morada dos filhos de Hermes, dos outros deuses e dos indefinidos. Todos ainda dormiam, embora muitos parecessem inquietos. Talvez cada um estivesse recebendo sua própria missão, a filha de Íris não teria como saber, agora só havia a certeza de que alguém a tinha escolhido para cumprir um objetivo e ela não podia aceitar uma derrota. Faria o melhor que pudesse para vencer o que quer que estivesse a caminho.

Adendos:

Olá! Primeiramente, desculpe-me pelo tamanho do post. Quis contextualizar bem a personagem no momento atual dela. Tenho a impressão de que fazer um post totalmente objetivo ficaria impessoal demais. Espero que não tenha problema ter colocado o Claude Kefler "Junior" neste turno.

Itens levados:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]

Poderes utilizados:

Nenhum poder utilizado neste turno.

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Seg 22 Out 2018, 00:27




Spectrum



A luz da luz iluminava o acampamento lá em cima, entre as nuvens. O sabor da aventura na ponta da língua, aquela injeção de adrenalina que Silvia precisava. Talvez nem tivesse noção do perigo que corria. Fedia a suor, a incerteza e a semideus, e as harpias não a perdoariam por isso.


Diretrizes

— Muito bem. Silvia deixou o chalé 11. Mas não irá muito longe antes de ser abordada pelas harpias.
— São duas. Elas conversam enquanto atravessam o acampamento meio-sangue voando. Esconda-se. Elas bloquearão o caminho em direção à floresta. Dê um jeito de tirá-las do caminho, da forma como achar melhor.
— Tudo é possível numa narrada. Não precisa seguir o caminho que eu estou indicando. Você tem liberdade para escolher o que fazer. E lembre-se, não há certeza de que suas ações vão ter o efeito que você espera. Eu decidirei no próximo post se você foi bem sucedida ou não.


Informações

— Horário: 00:09 am.
— Clima: 21°C, pouco nublado, 10% de chance de chuva.
— Poderes e armas: Sempre citados em spoiler sem irregularidades, caso contrário serão ignorados.
— Prazo de postagem: Até o dia 23/10, às 11:28 pm. Atrasos sem justificativas ou aviso prévio não serão tolerados.

Silvia Royce — Nível 3
HP: 100/120
MP: 100/120

Observação:
Note que a pontuação máxima de HP/MP não concorda com o que diz na sua ficha. Acho que houve um erro na atualização. Enfim, isso não importa muito. Já estou ciente do problema e provavelmente isso será corrigido quando atualizarem a missão.

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Seg 22 Out 2018, 13:26


Spectrum

turno 02


A noite estava fresca e a Lua no céu fazia a iluminação da área do acampamento. Tudo estava silencioso em um primeiro momento, sendo possível ouvir apenas o crepitar da fogueira sempre acesa entre os chalés e os sons vindos da floresta, um pouco mais ao longe. Silvia seguia o barbante roxo com atenção, desejando que tivesse até mesmo almofadas sob os pés para evitar quaisquer problemas. Tudo estava indo muito bem, até que sua audição gratamente mais apurada nos últimos tempos avisasse que havia perigo por perto.

Duas harpias. Não bastava o medo de ser abordada por uma só que estivesse fazendo a ronda, tinham de ser duas! Silvia olhou em volta rapidamente e pensou em se esconder sob a copa de uma árvore próxima, mas lembrou-se de já ter aprendido que harpias adoravam se empoleirar nos galhos. Precisava de outro lugar. E rápido! Uma nova olhada em volta a fez considerar os chalés como uma possibilidade. Precisaria recuar um pouco o caminho que já tinha percorrido, mas, pelo menos, poderia tentar se aproveitar do telhado largo do chalé de  Deméter, que fazia uma sombra escura no pequeno beco formado por ele e pelo chalé de Hera. Talvez, apesar das plantas, as harpias não tivessem coragem de pisar os pés de galinha sobre a morada dos filhos dos deuses.

Escondendo-se e vendo as aves mitológicas se aproximarem, a filha de Íris percebeu que precisaria chamar a atenção delas para longe de onde estava, se quisesse continuar o que tinha começado. Abaixando-se devagar e fazendo o possível para se manter escondida às sombras, Silvia tateou em volta em busca de qualquer coisa que pudesse ser arremessada longe para atrair o olhar e a audição das criaturas. Encontrou uma pedra. Não tão grande e não tão pequena. Preparou o lançamento e mirou em um ponto mais atrás de onde as harpias estavam, onde algumas folhas secas podiam ser vistas. Provavelmente fariam algum barulho. Por favor, que seja o suficiente para tirá-las do meu caminho, torceu e, respirando fundo, atirou.

Adendos:

Itens levados:

{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Ouvidos sensíveis (Nível 3) - Íris era a mensageira específica de Hera, e também responsável por auxiliá-la a descobrir os casos de Zeus. A deusa tem uma audição desenvolvida, ouvindo facilmente os boatos para que possa repassá-los à sua Senhora. Seus filhos herdam tal capacidade. Sua audição tem o dobro do alcance e potência que a de um humano comum. Por outro lado, não são resistentes a poderes sonoros, mas não sofrem o dobro do efeito de um poder. [Novo]

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Qua 24 Out 2018, 18:55




Spectrum



— Consegue sentir o cheiro? — Quis saber uma das harpias.

Havia arrastado a outra até ali, guiada pelo olfato aguçado e pela certeza de que um banquete as esperava na área dos chalés. Elas farejavam o ar ao redor. Os bicos empinados. O cheiro de semideus temperado com pitadas de medo se espalhava fácil.

Silvia arremessou uma pedra. E, embora as criaturas não tivessem um audição muito boa, os barulhos e o movimento chamaram a atenção delas. As criaturas atravessaram o ar, batendo as asas em direção ao barulho. Os bicos salivando, enquanto Silvia se esgueiravam na direção oposta, para dentro da floresta.

Diretrizes

— Bom, continue o caminho indicado pelo barbante, para dentro da floresta. Avance um pouco por ela. Mas saiba que o lugar é bem escuro durante o dia. Imagine à noite. Lide com isso, ou acabará se machucando na escuridão.
— Tudo é possível numa narrada. Não precisa seguir o caminho que eu estou indicando. Você tem liberdade para escolher o que fazer. E lembre-se, não há certeza de que suas ações vão ter o efeito que você espera. Eu decidirei no próximo post se você foi bem sucedida ou não.


Informações

— Horário: 00:13 am.
— Clima: 21°C, pouco nublado, 10% de chance de chuva.
— Poderes e armas: Sempre citados em spoiler sem irregularidades, caso contrário serão ignorados.
— Prazo de postagem: Até o dia 26/10, às 5:56 pm. Atrasos sem justificativas ou aviso prévio não serão tolerados.

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Observação:
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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Sex 26 Out 2018, 12:51


Spectrum

turno 03


Rápidos momentos de tensão, embora tenham parecido um ano inteiro, se seguiram. Antes do atirar da pedra, as harpias farejavam o ar com tanta atenção que Silvia não conseguia entender como as criaturas já não estavam salivando bem diante dela. Sabia que precisava controlar o próprio medo para evitar chamar a atenção do olfato dos monstros, mas ainda não conseguia. Era a primeira vez que enfrentava uma situação como aquela. Seu plano, contudo, deu certo. O rápido movimento feito pelo projétil capturou os olhares das harpias, que, famintas, voaram naquela direção.

Silvia se controlou para não suspirar pesadamente em alívio e tratou de seguir logo o caminho oposto, seguindo o barbante em direção à floresta — não que isso a tranquilizasse mais do que permanecer ali, visto o perigo que a mata trazia. E havia outro problema: a escuridão. A filha de Íris não possuía uma lanterna ou sequer um palito de fósforo para iluminar o espaço ao seu redor. Ainda não desenvolvera os poderes de sua mãe que lhe permitissem captar fontes de luz e controlá-las. Que droga..., gemeu mentalmente em agonia, precisaria ter muito cuidado ou acabaria se ferindo antes mesmo de cumprir o que era devido. Buscou os pontos onde a luz da Lua tocava e passou a caminhar com calma e atenção, movendo-se devagar, mas não ficando muito tempo parada para não ser atacada.

Adendos:

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{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Ouvidos sensíveis (Nível 3) - Íris era a mensageira específica de Hera, e também responsável por auxiliá-la a descobrir os casos de Zeus. A deusa tem uma audição desenvolvida, ouvindo facilmente os boatos para que possa repassá-los à sua Senhora. Seus filhos herdam tal capacidade. Sua audição tem o dobro do alcance e potência que a de um humano comum. Por outro lado, não são resistentes a poderes sonoros, mas não sofrem o dobro do efeito de um poder. [Novo]

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Ter 30 Out 2018, 18:31




Spectrum



Não era bem silêncio. Mas os ruídos da floresta eram constantes e, por isso, não chamavam tanta atenção. Silvia atravessou a vegetação. Passos cuidadosos na escuridão. Vez ou outra, a floresta a castigava. Os galhos e pedras roçavam suas pernas, mastigando a pele da filha de Íris. Mas nada que lhe trouxesse muita preocupação.

Ela seguiu o caminho do barbante, desviando das árvores e dos arbustos. Os ruídos da floresta e a escuridão abafaram o barulho da criatura mais a frente. Silvia já havia entrado na clareira, quando a luz da lua brilhou sobre o pelo acastanhado da raposa. Era pequena, porque ainda não havia alcançado seu verdadeiro potencial. Encolhia-se à beira de uma enorme rocha no centro da clareira. O barbante púrpura corria, em sua direção e tocava nas três enormes pedras vermelhas, que a pequena raposa guardada embaixo das patas, como um brinquedo.

Seria como roubar doce de uma criança, de fato. Não fosse a fera que rosnava no topo da rocha. A figura maternal pronta para defender sua cria.

Diretrizes

— Seguindo o caminho do barbante, você dá de cara com duas raposas. Mãe e filho. O barbante indica que você precisa do que a raposa menor guarda embaixo das patas. Você terá que lidar com as criaturas antes de seguir o restante do caminho.
— Tudo é possível numa narrada. Não precisa seguir o caminho que eu estou indicando. Você tem liberdade para escolher o que fazer. E lembre-se, não há certeza de que suas ações vão ter o efeito que você espera. Eu decidirei no próximo post se você foi bem sucedida ou não.


Informações

— Horário: 00:20 am.
— Clima: 21°C, pouco nublado, 10% de chance de chuva.
— Poderes e armas: Sempre citados em spoiler sem irregularidades, caso contrário serão ignorados.
— Prazo de postagem: Indeterminado. Atrasos sem justificativas ou aviso prévio não serão tolerados.

Silvia Royce — Nível 3
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Raposa I (Vulpino) — Nível 4
HP: 91/91
MP: 91/91

Raposa II (Vulpino) — Nível 1
HP: 70/70
MP: 70/70

Observação:
Note que a pontuação máxima de HP/MP não concorda com o que diz na sua ficha. Acho que houve um erro na atualização. Enfim, isso não importa muito. Já estou ciente do problema e provavelmente isso será corrigido quando atualizarem a missão.

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Seg 05 Nov 2018, 11:28


Spectrum

turno 04


Pequenos arranhões foram abertos nas partes nuas do corpo da semideusa enquanto ela caminhava às escuras pela floresta, mas nada que fosse grave. O barbante em sua mão era fielmente seguido, os passos da garota sob a trilha sonora dos estalos de galhos e folhas secas caídas. Por vezes, Silvia temeu ouvir o rugido de monstros, mas não os viu em seu caminho até a clareira, onde acharia o que estava profetizada pelo sonho a encontrar: três grandes pedras vermelhas. Seria fácil se ela não fosse uma meio-sangue.

A dificuldade estava no fato de que os itens pareciam servir de brinquedo a uma jovem raposa, que, por sua vez, era vigiada de perto por sua mãe, uma raposa maior que rosnava ameaçadoramente do topo da rocha ao centro da clareira para a filha de Íris. Silvia, lembrando-se das aulas de Biologia na escola, sabia que as raposas eram canídeos e que, por isso, poderiam ser domesticados como cachorros ou, ao menos, amansados. Ela decidiu que não atacaria, afinal era apenas uma mãe cuidando de seu filhote. Precisaria ganhar a confiança dos dois.

Cautelosamente, ela se ajoelhou no chão, nunca tirando seus olhos dos da mamãe raposa. Estava decidida a não demonstrar medo, cumpriria sua missão sem precisar ferir os animais que viviam em paz na floresta. Bem, ao menos era isso que desejava.

— Oi — falou, com toda a suavidade que conseguiu. — Olha, eu não vou machucar vocês, está bem? Eu só preciso das pedras.

Silvia começou a se mover ainda de joelhos na direção das raposas. Sem deixar de focar o olhar na mãe, a garota buscou por seu campo de visão algo que também pudesse servir de brinquedo ao filhote, a fim de substituir os itens que ela precisava recuperar.

Adendos:

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Qua 07 Nov 2018, 18:41




Spectrum



A raposa rugiu, do alto de seu rocha. Na floresta, era matar ou morrer. As palavras de Silvia não pareciam com nada para a criatura. Tinham a intenção de acalmar, é claro. Mas para a raposa, grunhidos de ameaça e de amizade eram bastante semelhantes. E a prioridade era proteger sua cria.

Silvia passou os olhos pela clareira. O lugar era coberto por outras pedras menores do que a que as raposas se empoleiravam. O gramado também era distribuído por flores violáceas que brilhavam fracamente à luz da lua. Mas nada além disso.

A semideusa distraiu-se um pouco em sua busca. Quando percebeu, a raposa já descia de sua rocha, rosnando. Pronta para mastigar o braço da filha de Íris.


Diretrizes

— A intenção foi boa, mas são criaturas selvagens. O treinamento exigido para domesticá-las seria demorado e você não tem poderes que te permitam acalmar a criatura ou fazer com que ela entenda suas palavras. Decidi por fazer a raposa seguir outro caminho. Você pode tentar outra abordagem, é claro, mas a raposa está avançando para atacá-la. Fuja ou se defenda.
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Informações

— Horário: 00:24 am.
— Clima: 21°C, pouco nublado, 10% de chance de chuva.
— Poderes e armas: Sempre citados em spoiler sem irregularidades, caso contrário serão ignorados.
— Prazo de postagem: Até o dia 10/11, às 17:41. Atrasos sem justificativas ou aviso prévio não serão tolerados.

Silvia Royce — Nível 3
HP: 95/120
MP: 100/120
[Ferimentos causados pela caminhada no escuro]

Raposa I (Vulpino) — Nível 4
HP: 91/91
MP: 91/91

Raposa II (Vulpino) — Nível 1
HP: 70/70
MP: 70/70

Observação:
Consertei o HP/MP no perfil. Não sei porque ainda não tinha feito isso. (?)

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Dom 11 Nov 2018, 15:26


Spectrum

turno 05


A tentativa de argumentação da filha de Íris foi infrutífera. Na verdade, pareceu até que só serviu para irritar a mamãe raposa ainda mais. A semideusa optou por correr os olhos pelo local em que se encontrava o mais brevemente possível, vendo pedras menores que as usadas pelas raposas e algumas flores ao luar. Luar..., pensou. Se nada desse certo, talvez pudesse tentar usar a fonte de luz natural para se proteger, embora não fosse ainda tão poderosa.

Silvia, então, voltou o olhar de volta para os vulpinos e sentiu o coração saltar uma batida quando percebeu que a mãe já não estava mais somente empoleirada em sua rocha, mas descendo em sua direção com ares nada amigáveis. Acabaria tendo de lutar e, constatando isso, ergueu-se devagar com a adaga na mão, de prontidão para o provável embate. Não tomaria a iniciativa de ferir o animal. Na verdade, preferiu mover-se lateralmente, na intenção de traçar uma rota em semicírculo para se aproximar do filhote com as pedras vermelhas a serem recuperadas. Era um risco, mas precisava completar sua missão.

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Qui 15 Nov 2018, 21:30




Spectrum



Silvia esquivou-se dos dentes afiados da criatura, afastando-se lateralmente. Mas a raposa era obstinada e não deixaria a filha de Íris se aproximar tão fácil de sua prole. Saltou outra vez em direção à garota. A boca aberta, os dentes à mostra, mirando a perna direita da semideusa.


Diretrizes

— A raposa avança contra você outra vez. Continue a se defender.
— Bom, isso foi inesperado. Eu esperava uma batalha. Se você tiver motivos para evitar o combate, desenvolva-os no próximo post. Caso eu me satisfaça com a justificativa, posso encontrar uma forma de contornar o problema.
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— Prazo de postagem: Até o dia 18/11, às 20:30. Atrasos sem justificativas ou aviso prévio não serão tolerados.

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MP: 100/120
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Raposa I (Vulpino) — Nível 4
HP: 91/91
MP: 91/91

Raposa II (Vulpino) — Nível 1
HP: 70/70
MP: 70/70

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Dom 18 Nov 2018, 19:55


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turno 06


Não surpreendeu quando a raposa se mostrou ainda mais furiosa, afinal a meio-sangue ficou mais perto do filhote. Silvia, por sua vez, depois de rolar para o lado na tentativa de se defender, ainda se recusava a ferir o animal selvagem que a atacava. Sabia que corria riscos e que, provavelmente, deveria se defender, mas aquilo era algo tão fora de sua existência, por assim dizer, que ela não conseguia sequer imaginar sua arma perfurando a carne da raposa. Não era um monstro mitológico do mal, vindo do Tártaro, mas uma mãe protegendo sua cria como o pai de Silvia a protegeu até seu último suspiro. Ela não poderia se igualar ao assassino de seu progenitor, não poderia condenar o filhote à mesma dor que ela ainda sentia tão vivamente.

— Olha, eu só quero as pedras. Na verdade, nem sou eu quem quer! É uma missão! Por favor, eu não quero te ferir! — Disse a garota, fazendo o possível para se manter afastada do animal.

Adendos:

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Sex 23 Nov 2018, 18:50




Spectrum



Silvia rolou para o lado, mas os dentes da criatura ainda se fecharam em volta de sua perna. Dentes pontudos que penetravam a pele e que estavam prestes a puxá-la, rasgando todos os tecidos vivos do corpo da semideusa de Íris.

Mas aí, a lua se afastou das poucas nuvens que a cobriam. Sua luz mais forte do que nunca. As flores violáceas da clareira cintilaram mais forte, quase como se tivessem luz própria. Um perfume adocicado se espalhou pelo lugar com uma velocidade absurda, preenchendo as narinas na semideusa e das duas raposas. Um aroma que as criaturas não eram capazes de resistir. Um aroma que chegava até a encher a filha de Íris de tentação. Um aroma que fez os dentes da raposa mãe largarem a perna de Silvia.


Diretrizes

— Isso! Era exatamente o que eu queria. Um link entre as criaturas e a relação pai-filha da Silvia. Não exatamente dessa forma, mas era onde pretendia chegar. Muito bem.
— As flores assumiram um brilho incomum e estão exalando um aroma que chamará a atenção das raposas (e em menor grau, a sua atenção também). Decida o que deve fazer a seguir.
— Tudo é possível numa narrada. Não precisa seguir o caminho que eu estou indicando. Você tem liberdade para escolher o que fazer. E lembre-se, não há certeza de que suas ações vão ter o efeito que você espera. Eu decidirei no próximo post se você foi bem sucedida ou não.


Informações

— Horário: 00:30 am.
— Clima: 21°C, pouco nublado, 10% de chance de chuva.
— Poderes e armas: Sempre citados em spoiler sem irregularidades, caso contrário serão ignorados.
— Prazo de postagem: Até o dia 26/11, às 17:50. Atrasos sem justificativas ou aviso prévio não serão tolerados.

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Seg 26 Nov 2018, 12:29


Spectrum

turno 07


Apesar das tentativas de afastamento, os dentes da raposa ainda foram dolorosamente cravados na perna de Silvia. A garota precisou de todo o seu autocontrole para não gritar de dor. Na verdade, deve ter sido alguma parte de seu subconsciente que a evitou de chamar a atenção de mais monstros com o urro que ela desejava soltar, mas manteve preso. Ainda assim, não dava para evitar as lágrimas involuntárias que escorreram de seus olhos. Nunca tinha sentido uma dor física tão forte.

Mas os deuses, pelo visto, não a tinham abandonado. As nuvens saíram da frente da Lua, que brilhou intensamente naquele momento, iluminando toda a clareira em que se encontravam e fazendo reluzir as lindas flores que ali estavam. Lindas, cheirosas, altamente sedutoras. Os dentes da raposa abandonaram a perna de Silvia antes que dilacerassem sua pele e os dois vulpinos pareciam completamente distraídos. Até a filha de Íris percebia o poder que havia ali, mas conseguiu ainda se lembrar da missão que tinha.

Era o seu momento. Precisava tentar enquanto os deuses lhe davam a chance. Ela se arrastou devagar na direção do filhote para tentar alcançar as pedras a serem resgatadas. Tentava, também, não forçar tanto a perna machucada, pois, se precisasse correr, precisaria de toda a sua força restante. E mantinha-se atenta. Se as flores parassem de exalar o perfume mágico, Silvia precisaria usar a luz para distrair as raposas. Não quis tentar esse movimento logo de início por medo de cortar o efeito do aroma, mas ficou preparada.

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Sab 01 Dez 2018, 15:55




Spectrum



Silvia colocou as mãos do cristais vermelhos. Eram rubis, na verdade. Cintilavam à luz da lua. Mas eram muito mais do que isso. Dava para sentir pela energia que transbordava deles em direção às mãos da filha de Íris. Eram belos de se admirar. Se eu fosse Silvia, no entanto, não perderiam tanto tempo nisso. A noite era nublada e as nuvens logo cobririam a luz que vinha do céu.


Diretrizes

— Deixe a clareira enquanto pode e volte a seguir o caminho indicado pelo barbante, em direção, outra vez, da escuridão.
— Tudo é possível numa narrada. Não precisa seguir o caminho que eu estou indicando. Você tem liberdade para escolher o que fazer. E lembre-se, não há certeza de que suas ações vão ter o efeito que você espera. Eu decidirei no próximo post se você foi bem sucedida ou não.


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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Ter 04 Dez 2018, 12:38


Spectrum

turno 08


Tendo, enfim, alcançado as pedras, a filha de Íris notou que se tratavam de lindos rubis. Mais do que isso, as pedras pareciam emanar uma energia bastante poderosa e a cor parecia querer se grudar aos olhos da garota, tão bela que era. Porém, Silvia ainda tinha em mente que se tratava de uma missão e que os deuses a estavam ajudando naquele momento, não poderia cometer o erro de desperdiçar aquela oportunidade. Precisava deixar a clareira o quanto antes, longe do olhar e, principalmente, das presas dos vulpinos. Assim, seguindo o barbante que a trouxera àquele lugar, a semideusa mancou rumo à escuridão outra vez, torcendo para que, quando as raposas percebessem a ausência das pedras, ela já estivesse bem longe dali com elas.

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Qui 06 Dez 2018, 22:36




Spectrum



As coisas pareciam meio encaminhadas, quando Silvia colocou os pés na escuridão e deixou a clareira. Tinha os rubis nas mãos e o barbante púrpura também, indicando o caminho. Mas as pedras vermelhas não estavam prontas para retornar ao local de onde nunca deveriam ter saído. A energia que emanava deles fluía em direção ao corpo da filha de Íris, sugando informações de sua mente, planejando a melhor forma de afetá-la. A melhor forma de resistir.

Na escuridão da floresta, uma figura conhecida cintilava. As pupilas da menina demoraram um instante para se acostumarem com a luz que emanava dele. Mas não teve nenhuma dificuldade em reconhecer seu pai.


Diretrizes

— Aqui, você terá visões do seu pai, geradas pelo poder dos rubis. Você pode falar/interagir com ele, se quiser. Ele não é agressivo ou hostil. Mas tentará fazer com que você dê meia volta e desista do que está fazendo. E é claro que você pode escolher obedecer. Ou ir contra ele e prosseguir pelo caminho indicado pelo barbante.
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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Dom 09 Dez 2018, 00:36


Spectrum

turno 09


Tudo ficou bem por um tempo. A energia das pedras parecia cada vez mais forte, mas Silvia chegou a pensar que era apenas a adrenalina correndo por suas veias semidivinas. Era sua primeira missão e estava tendo sucesso, os deuses a tinham ajudado! Tinha certeza de que não poderia fraquejar, mas, em seu coração, havia uma grande certeza de que tudo daria certo no final. Então ele apareceu. Silvia estancou seus passos imediatamente, automaticamente, e quase deixou as pedras caírem de suas mãos.

— P-Pai...?

O homem sorriu com aquela ternura que Silvia tão bem conhecia. Mas não poderia ser possível! Não depois de...

— Oi, princesa. Sou eu.

— Você está...?

Mas ela sabia que não estava. Não tinha como ele estar vivo. Aquilo era uma visão. Como era possível? Silvia não tinha ideia, mas sabia que qualquer coisa poderia acontecer no mundo dos semideuses. As lágrimas quiseram jorrar de seus olhos, mas ela conseguiu contê-las. Odiava chorar na frente do pai, pois sabia que ele também se entristeceria se não a visse feliz. Fez-se de forte. Quis correr para abraçá-lo, mas teve certeza de que seus braços atravessariam o fantasma. Pensou em um milhão de coisas para dizer, mas não conseguiu dizer nenhuma. Estava a ponto de entrar em colapso quando Joseph Royce fez sua voz ser ouvida com firmeza e doçura, como só ele conseguia fazer:

— Princesa, volte à clareira e deixe essas pedras. Corra de volta ao acampamento e se esconda sob suas cobertas, não torne a vir à floresta.

— O quê...? Mas... Mas por quê?

— Isso tudo é perigoso demais, meu amor...

— Pai, eu não posso... Eu estou em uma missão. Quando um semideus recebe uma missão, deve cumprir. As coisas podem sair de controle se a missão não for cumprida.

Joseph pareceu surpreso com a certeza da filha. E sua surpresa a surpreendeu. Ela sempre tinha sido bastante decidida, ele a tinha ensinado a ser desta forma.

— É a minha filha que ouço ou o centauro que a treina?

— É você. Pai... Você sempre disse que eu era muito mais do que pensava sobre mim mesma, lembra? Você disse que havia algo em mim que um dia eu ainda descobriria. Disse que esse "algo" seria muito especial. Várias vezes! Eu descobri, pai. Não da forma como gostaria, mas descobri. Eu não posso ser covarde agora.

— Você não é covarde. Sei que não é. E não seria se abandonasse essa missão suicida. Pense, princesa! De que adiantará ser especial se não puder viver para ser?

— De que adiantará viver se eu não puder fazer o que eu devo fazer, pai? Não posso passar meus dias treinando só para nunca utilizar os poderes que recebi. É covardia!

— Filha...

— Eu conheci minha mãe.

Um estranho silêncio percorreu a floresta. Silvia jamais pensaria que usaria o pouco que conhecia da mãe para ir contra um conselho de seu pai. Parecia errado! Mas, ao mesmo tempo, parecia ainda mais errado desperdiçar a ajuda que a deusa do arco-íris lhe dera minutos antes. Os deuses só interferiam quando era-lhes importante, Silvia aprendera, então a missão deveria ser completada.

— Ela disse que você era incrível e que se orgulharia muito de mim se soubesse que eu nunca fraquejei. E eu acreditei nela, pai. Acreditei porque conheço você. Então, por favor, tenha orgulho de mim. Por favor...

— Eu tenho. Eu tenho, princesa.

Silvia suspirou fundo. Só queria poder abraçar o pai, mas sabia que não poderia. Pior: sabia que já tinha passado muito tempo ali. Precisava partir antes que pusesse tudo a perder. Assim, com algumas lágrimas rebeldes correndo pelas faces sem que ela pudesse segurar, despediu-se do pai e prometeu que conseguiria sobreviver. Prometeu também que tentaria vê-lo de novo e que o faria ser realmente orgulhoso da filha que tinha, mas precisava ir embora. Com o coração apertado e vendo a imagem do pai desaparecer, Silvia seguiu em frente, conforme o barbante indicava.

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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Hades em Sab 15 Dez 2018, 19:20




Spectrum



Silvia deixou o pai para trás e atravessou a escuridão da floresta. O som da água em seus ouvidos aumentava. Ela havia chegado ao seu destino, era o que indicavam o som e o barbante púrpura em sua mão. Ela afastou-se da escuridão da floresta, aproximando-se da água. Uma pedra maior se destacava no cenário. Era lá onde a mulher de vestes púrpuras descansava. Os olhos inchados, as lágrimas rolando pelas bochechas. Mas um pequeno sorriso surgiu em seus lábios quando seus olhos encontraram a filha de Íris. Ela afastou as lágrimas com as costas das mãos.

— Vem, criança, se aproxima — sussurrou, chamando a menina para mais perto. — Obrigado. Obrigado por atender meu chamado. Obrigado por trazer meu coração de volta. — Ela lançou um olhar em direção às pedras. — Está em pedaços, eu sei. Eu bem sei. — Por um instante, lutou para manter os pensamentos ruins longe dela. — Mas o tempo há de curá-lo. Eu sei que vai curá-lo. Não importa quantos éons isso leve — completou, antes de sorrir para a menina. — O seu também, criança. O seu também vai curar. Eu sei que vai. Eu bem sei.


Diretrizes

— Bom, entregue os pedaços do coração de Ariadne. Se sua personagem conhecer sobre mitologia, é possível que reconheça a mulher. Caso não, aja de forma adequada. Após entregar o pedido da deusa, ela te presenteará com um rubi menor em forma de coração preso a um cordão. É um colar. Despeça-se da deusa, retorne para o acampamento. Este é o encerramento da missão. Pode se prolongar um pouco nele, caso ache necessário.
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Re: {Spectrum} — Missão narrada para Silvia Royce

Mensagem por Silvia Royce em Dom 16 Dez 2018, 15:47


Spectrum

turno 10 - final


Ainda doía. Silvia sonhara tanto com aquele momento e fora tão diferente do planejado! Ela queria ter tido mais tempo com o pai. Queria ter perguntado mais coisas. Não conselhos, queria indagar a respeito dele. Onde ele estava? Como estava? O que fazia? Teria encontrado paz? Ela não tinha como saber e precisava encerrar sua missão, ainda não sabia o que a aguardava. Até que, depois de algum tempo de caminhada, ouviu o som do movimento das águas.

A filha do arco-íris encontrou o local com que tinha sonhado. Saindo do meio das árvores, viu-se em meio a um punhado de água corrente e pedras, no qual, na maior delas, assentava-se uma moça de roupas em cor púrpura como o fio que trouxera a semideusa àquele local. Seu olhar abandonou a tristeza e brilhou em alegria quando viu que Silvia chegava com pedras nas mãos, pedindo para que a garota se aproximasse logo em seguida. Silvia obedeceu, sentindo uma estranha sensação de saber quem era aquela mulher, mas sem ter certeza.

— Obrigado — disse. — Obrigado por atender meu chamado. Obrigado por trazer meu coração de volta.

Assim que pronunciou as últimas palavras, Silvia se lembrou das lições de Mitologia no acampamento. As pedras eram o coração partido, o fio era o guia para o cumprimento de uma missão perigosa em um lugar perigoso. Aquela era Ariadne, que fora abandonada por seu amor, Teseu. Silvia se aproximou um pouco mais e, sem saber o que dizer, entregou à jovem mulher as pedras, sentindo-se péssima pela tristeza que a princesa sentia.

— Está em pedaços, eu sei. Eu bem sei.

— S-Sinto muito...

— Mas o tempo há de curá-lo. Eu sei que vai curá-lo. Não importa quantos éons isso leve — ela disse e sorriu para a filha de Íris, que, ainda nervosa, esboçou um sorriso de volta em compaixão.

Realmente esperava que Ariadne pudesse ter seu coração inteiro outra vez. Aprendera que o desenrolar da história da princesa era incerto, ninguém sabia exatamente o que teria acontecido a ela. Silvia, agora, sabia que tinha trazido o coração da moça de volta. De alguma forma mágica, fazia parte da história de uma pessoa que todos fora do mundo mítico pensavam ser apenas um mito.

— Espero que fique tudo bem. Que o seu coração volte a ser como era antes logo.

— O seu também, criança. O seu também vai curar. Eu sei que vai. Eu bem sei.

Silvia suspirou fundo e ficou em silêncio por alguns segundos. Por fim, despediu-se de Ariadne e recebeu dela um pequeno presente: um colar cujo pingente era um rubi lapidado em forma de coração. Assim que colocou o colar, a semideusa deixou o local e retornou na direção que, pelo que percorrera, lembrava ser a do acampamento. Ariadne não saía de sua cabeça. O coração partido da princesa retornara à sua dona depois de ser brinquedo para as raposas. Literais e figurativas. A filha de Íris jamais tinha sofrido um trauma igual ao de Ariadne, mas sabia o que era uma dor irreparável. Apesar da torcida da filha da rainha Pasífae, a dor no coração de Silvia nunca desapareceria.

* * *

Junior estava acordado quando Silvia retornou ao chalé 11. Seus olhos denotavam preocupação e ele precisou se segurar para não dar um grito de alegria e alívio ao ver sua amiga voltando viva. Ele a abraçou de forma protetora e cuidadosa, verificou os ferimentos da garota e admirou o colar de rubi, tudo de uma só vez. Silvia quis arrastá-lo para fora do chalé a fim de contar tudo o que lhe tinha acontecido, mas sabia que só seriam alvo das harpias se fizesse isso. Acabou apenas aceitando ali mesmo a ajuda de Junior, que a fizera se deitar e limpou os furos causados na pele da menina pelos dentes da mamãe raposa, e prometeu que contaria tudo pela manhã. Adormeceu sem perceber e sonhou com labirintos, fios roxos e pais fantasmagóricos.

~*~

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