[MISSÃO ONE POST] Survivor // Aurora R. Bailey

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[MISSÃO ONE POST] Survivor // Aurora R. Bailey

Mensagem por Éris em Sex 26 Out 2018, 02:14


one post



O silêncio se fazia presente no terceiro andar do hospital. As luzes falhavam, fios elétricos espalhavam-se pelo chão, enaltecendo ainda mais a destruição que ocorrera ali. Corpos sem vidas surgiam pelo corredor aqui e ali, dando um ar de cena de terror a toda situação.

Embaixo do balcão de atendimento duas garotas estavam abraçadas, uma tapava a boca da outra com a mão. O medo latente, a respiração ofegante, o coração descontrolado devido a toda adrenalina que agora corria em suas veias.

O som de passos ecoou, as garras chocando-se contra o solo, alertando as jovens de que algo se aproximava, talvez sua morte.

INFORMAÇÕES:

> Criei algo um tanto quanto simples visto seu nível e o fato de não ser reclamada. Mas vale lembrar que semideuses não reclamados exalam um odor mais forte que atrai a atenção dos monstros com mais facilidade;
> Vou te deixar o mais livre possível. Seu objetivo é sair viva do hospital em ruinas, sua parceira é uma semideusa e assim como você, não reclamada, mas que possui conhecimentos do mundo mitológico. O monstro é um Ijiraq, um ser da mitologia Inuit. Ele não possui uma aparência fixa, minha única exigência é que ele possui garras longas e mortais, o restante deixo ao seu gosto;
> Não possui uma arma, mas o que encontrar no cenário pode usar como. Não precisa necessariamente matar o monstro, apenas sair viva;
> Tens 20 dias para postar, ou seja, dia 15/11 ás 01:20 da manhã;
> Qualquer coisa pode me procurar;
> Boa sorte;







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Re: [MISSÃO ONE POST] Survivor // Aurora R. Bailey

Mensagem por Aurora R. Bailey em Qua 14 Nov 2018, 22:47


obstacles
now hounds of love are hunting



Um belo começo

A semideusa finalmente havia acordado do seu longo sono, seus olhos se abriam conforme escutava alguém lhe chamar pelo nome. A claridade fora incomoda nos primeiros minutos, revelando o longo período que adormeceu.

Ainda com a visão embaçada olhou para os lados - seu pescoço estava tenso ao fazer aqueles movimentos - e não conseguiu reconhecer aquele local. Desespero, aquele sentimento tomou conta de si ao forçar a mente e nada encontrar, apenas sabia seu nome, sentia convicção disso.

A voz que repetia seu nome ia sumindo ao mesmo tempo que a garota despertava completamente. Era coisa da sua cabeça, afinal ninguém ainda havia aparecido ali.  

Tentou levantar e sentiu o peso dos seus músculos ainda rígidos e sem um bom condicionamento, revelando que a tempos não eram movimentados. Um pouco tonta manteve-se sentada por alguns segundos, esperando que seu corpo volta-se a se acostumar com os movimentos esquecidos. Respirando fundo criou coragem para tocar os pés no chão, uma onda de nostalgia percorreu o seu corpo ao sentir o chão gelado abaixo dos seus pés. Testou para ver se eles poderiam se manter firmes e ao se sentir confiável se desvinculou da cama. Estava livre. Caminhou um pouco pelo recinto até notar uma janela, do lado de fora o sol começava a se esconder.

Tudo começa

O momento de questionamentos e recuperação são interrompidos por um barulho. A garota, ainda um pouco tonta, foi em direção a porta - está estando fechada -  e saiu corredor a fora. Olhou para os dois lados, parecia um corredor sem fim e a luminosidade impedia da garota escolher com coerência qual caminho certo tomar. Mesmo assim preferia sair sem um caminho correto do que ter que retornar ao local que não poderia lhe ajudar a compreender o porquê de estar ali.

Continuou caminhando, chegou a uma porta que indicava uma saída - tratando-se da escada de emergência - desceu um andar e ao abrir a porta se assustou com a destruição. Rapidamente sentia sua respiração ofegante, diferente do andar que saiu aquele parecia uma cena de terror. Uma angústia tomava conta de si ao olhar pessoas sem vida ao chão, seu estômago embrulhava ao ver as vítimas dilaceradas. Não fazia ideia do que tinha acontecido ali e mesmo com medo forçou seus pés a voltarem a andar, infelizmente estava descalça e tinha que tomar cuidado onde pisava, desviando de corpos, sangue e utensílios cortantes de hospital.

— Alguém me ajude!

Finalmente alguém vivo apareceu, porém o momento de alívio que tomou conta do coração da garota foi apagando enquanto uma mulher -aparentando ser médica- que corria em sua direção caiu aos seus pés implorando por ajuda, mas a garota nada podia fazer. Tentava segurar para que a senhora se mantivesse de pé, mas era  seus últimos suspiros.

Infelizmente o mesmo trajeto que a falecida fez o causador do caos vinha junto, de início a garota não conseguia compreender do que se tratava. Por um momento acreditava que estivesse delirando, seus olhos enxergavam algo não humano.

Era um ser com olhos negros, rosto deformado -assim achava, não conseguia ver muito com tanto sangue cobrindo - no lugar de dedos humanos longas garras, fazendo a garota supor que essa era sua arma.

Por um momento Aurora  se manteve imóvel e antes de começar a correr sentiu como se o ser sorrisse para a mesma, começando assim sua nova caçada.

Esperança?

Criou forças para correr, porém metros depois parou para respirar, seu corpo ainda não respondia positivamente para tanta adrenalina. tinha cruzado alguns corredores e estava totalmente perdida. O cômodo em que se encontrava era uma recepção, se apoiou no balcão forçando o ar entrar em seus pulmões quando uma garota assustada surgiu, tendo em mãos um pedaço de madeira.

As duas se assustaram e gritaram, talvez revelando onde se encontravam, mas a garota que apareceu de surpresa sabia que uma hora seria encontrada. E sem exitar puxou sua nova companhia para seu esconderijo improvisado

.  — O que era aquilo? — Bailey finalmente dizia algo, sua voz saia rouca, mas audível. —  Tinha garras —  Já não falava olhando para a garota, mas tentando convencer a si mesmo que não estava louca.

— Você conseguiu enxergar através da névoa? —  Finalmente a jovem falou surpresa, mas não teve resposta e teriam que deixar as curiosidades e informações adicionais para outro momento se saíssem vivas. —  Se você for como eu ele chegará aqui logo. —  enquanto falava procurava algo que pudesse dar a ruiva para sua defesa. —  Precisamos de tempo para acharmos a saída. Pela janela será impossível, muito alto. —  O nervosismo estava estampado em sua voz, mas a mesma tentava controlar a situação e almejava sair viva dali.

Ray escutava tudo sem muito compreender, não tinha resposta e não sabia como poderia ajudar. As duas já podiam escutar o som de garras arranhando as paredes perto dali.

—  Esse porta é o nosso caminho de volta, vou ficar atrás dela, fique no meio da sala e quando a criatura passar por ela corra dando a volta pela mesa da recepção e saia comigo. Entendeu?
Bailey apenas afirmou com a cabeça, sua companheira lhe entregou um cabo para usarem para atravessar os puxadores da porta e ganharem tempo para correr.

A criatura vinha em sua direção, passos longos, mas não corria. Talvez ver o medo em suas vítimas fosse saboroso. Ao cruzar a porta Ray correu como havia sido mandada, a outra semideusa atacou o ser com uma cadeira, o mesmo virou para desviar, mas suas garras não foram suficientes para parar o objeto contra si. Fazendo-o perder o equilíbrio por um tempo.

Segundo andar

Saíram da sala ofegantes e chegaram rapidamente a escada de incêndio. Diferente de Aurora a outra semideusa sabia que aquela caçada não pararia naquele hospital, precisavam se livrar pelo menos daquele ser. Para sorte das duas a garota teve mais tempo de conhecer o hospital e sabia onde e como começar uma explosão.

Chegaram a um local com cilindros enormes, Aurora ficou surpresa enquanto a outra abria tudo sem cuidado. Ao terminar puxou a mão da garota incrédula e saiu por uma das janelas, que por sorte dava para uma escada de incêndio externa. Precisavam pular um metro para estarem seguras nos degraus. Ray passou na frente e começou a descer apressadamente, a outra retirou do bolso um isqueiro, acendeu e jogou janela adentro correndo logo em seguida, retirando seu casaco que começava a pegar fogo.

Em poucos segundos o prédio estava em chamas, uma grande quantidade de oxigênio líquido hospitalar provocaria de fato uma explosão enorme. As duas foram arremessadas da escada, por sorte o terreno não era asfaltado, diminuindo assim o impacto.

O real começo

Não quiseram se recuperar e correram, suas vistas estavam embaçadas, mas não importava. Queriam distância daquele local. Pararam em uma calçada ofegantes, e a menina começou a rir, deixando Bailey confusa.

— Nossa vida é arriscada, não é? —  Aurora olhava sem entender aquela frase —  Não sabe do que eu estou falando? Você consegue ver, não faz ideia do que se trata? —  a garota balançou a cabeça negando. —  Nunca passou por isso antes? Talvez o motivo de estar naquele hospital.

—  Eu não lembro da minha vida, apenas recordo do meu nome: Aurora.

E com surpresa de ambos os lados os corações começavam a se acalmar, mas não sabiam por quanto tempo. Se mantiveram ali sentadas, fitando a noite chegando.





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