FICHA DE RECLAMAÇÃO PARA DEUSES MENORES / JUN 2019

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FICHA DE RECLAMAÇÃO PARA DEUSES MENORES / JUN 2019

Mensagem por Michael Bertrand em Sab 29 Set 2018, 20:49

Relembrando a primeira mensagem :


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Éris, a deusa da discórdia. Acredito que a escolha da divindade encaixa-se perfeitamente na trama e características de meu personagem, explicitadas logo abaixo.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

— Físico: É dito desde o nascimento de Michael que o semideus é portador de características angelicais, ironicamente indo contra as características reais da própria mãe. Tal fato constatou-se com maior nitidez quando o rapaz alcançou a maior idade, chegando ao seu ápice da perfeição física. O meio-sangue é dono de um corpo definido, com músculos saltados e delineados naturalmente, como se Bertrand dedicasse a maior parte do tempo para treinos físicos - embora o faça, o filho de Éris apenas foi agraciado com uma beleza estonteante.

No nascimento, a cor de seu cabelo era de uma tonalidade castanha e bastante clara, mas com o passar dos anos, tornou-se um preto semelhante ao da mãe. A íris do par de olhos possui um tom de cor entre castanho e caramelo, sendo um olhar penetrante e misterioso. Michael se vangloria de não possuir cicatriz alguma em sua pele, mesmo após anos e anos de sobrevivência e batalhas. Sua derme é quase pálida, característica herdada de Éris e possui uma barba rala.

— Psicológico: Sua mente faz contraste com seu corpo, sendo totalmente podre. A aparência inocente e angelical é a verdadeira arma do filho de Éris, servindo como uma máscara que esconde sua real natureza e intenções. De fato, o físico é a única característica humana do ardiloso semideus, já que sua natureza sórdida foi comprovada pela própria Éris ainda quando ele era um simples bebê junto ao irmão gêmeo no útero da deusa - a outra criança nascera morta sem razão aparente enquanto Michael, mesmo prematuro, mostrou-se um recém-nascido em perfeito estado.

Não é à toa que o meio-sangue age de forma tão narcisista e, de fato, doente. Bertrand é o que os profissionais da saúde mental chamam de psicopata. Sem razões aparentes, ele apresenta desprezo e amoralidade para atos como amar e se relacionar com outras pessoas através de laços afetivos profundos, além de egocentrismo extremo e incapacidade de aprender com a experiência. Não possui arrependimento algum de suas atitudes, mesmo quando desmascarado e esse transtorno nasceu com ele.

— História do Personagem:

Mil novecentos e noventa e dois. Los Angeles.
Era noite de Halloween na cidade dos anjos e se não fosse isso, os mundanos de Los Feliz descobririam que os demônios daquela festividade estavam assolando a casa de número doze. Noah Bertrand, um homem de trinta anos, retornava de um culto realizado na igreja pentecostal a cinco quadras dali. Era um homem temente ao Deus cristão e, por isso, renegava a festa pagã, sendo o único vestido normalmente com terno e roupas sociais enquanto o restante perambulava com fantasias. Em mãos, o homem carregava a Bíblia Sagrada.

A lenda acerca do dia das bruxas dizia que, nesta data específica, o véu entre o mundo astral e o mundo material cairia e os mortos andariam entre os vivos. Os demônios se arrastariam com a ajuda das almas e destruiriam tudo o que vissem, a não ser que ganhassem oferendas. Os vivos que escondessem o rosto atrás de máscaras, sobreviveriam aos ataques. Os Bertrand odiavam máscaras.

Adelaid assistia aos comerciais noturnos na televisão enquanto o jovem Michael, em sua inocência de seis anos, rabiscava um livro de desenhos. A mulher era tão elitista e conservadora quanto o filho, apesar de uma megera sem piedade. Tinha aversão a tudo e todos que representavam diferenças. O comercial era sobre os protestos consequentes do ódio racial ocorrido em Los Angeles, deixando cerca de cinquenta e três mortos. Para ela, não passava de uma besteira.

Hmpf. A América não se compara à França, mon chéri — resmungou ela para o neto enquanto tragava o cigarro. — Meu marido foi um estúpido por ter nos tirado de lá.

Todas as noites, a rotina se repetia. A velha francesa reclamava de algo e enchia os ouvidos do pequeno semideus com falácias e disseminação de ódio, pensando ter a atenção do neto. Contudo, desde aquela idade, Michael era uma criança especial - não dava ouvidos ao que os outros pensavam, se tinha um foco, não o perdia por motivos banais. E todas as noites, o foco do menino era ignorar a avó. Adelaid desligou a televisão e caminhou até a janela da sala, encarando a rua por trás da cortina.

Já era pro seu pai ter voltado. — reclamou a velha. Quando girou o corpo, seus olhos pegaram de relance os desenhos de Michael. Eram palavras e simbologias desconhecidas por ela, por isso, a mulher aterrorizou-se, tomando o caderno das mãos da criança. — Quem te ensinou isso?!

Michael manteve-se em silêncio, encarando o desespero da avó e calmamente esperando que ela lhe devolvesse os desenhos. Diante disso, Adelaid desferiu um tapa forte no rosto do pequeno e partiu em direção ao telefone fixo da cozinha, obstinada a ligar para a igreja e chamar por Noah. Naquele momento, o meio-sangue sentiu-se ofendido e desejou retaliação pela atitude da matriarca, queria vê-la sangrar, embora aparentasse calma e submissão. Enquanto Adelaid discava, Michael abandonou a pequena mesa onde estava prostrado e partiu silenciosamente em direção ao jogo de facas dispostos na cozinha.

Alô. Sim, sou eu, a srª Bertrand. Meu filho se encontra? Ah, já saiu? Ótimo! — ela vociferava com a pobre coitada voluntária da igreja, visivelmente irritada. Já o neto retirava do jogo a maior e mais afiada faca de cortar carne. — Você passou dos limites, mocinho!

O tom ameaçador desapareceu quando ela virou o rosto e notou que o neto já não estava mais no mesmo lugar de antes. Pensou que, obviamente, por ser uma criança, Michael teria fugido até o quarto para evitar o futuro castigo. Não era a primeira vez que ela o faria, mas naquela noite, o destino tinha planejado outro rumo. Adelaid largou o telefone no gancho e saiu em busca da criança, mas quando virou o corredor da sala, foi surpreendida por um ataque. O meio-sangue, ao se revelar atrás da dispensa do corredor, desferiu na barriga da avó a lâmina da faca, perfurando-a profundamente.

Diante da dor e surpresa, a reação da mulher foi se afastar em um impulso forte e desequilibrado, caindo no chão. O sangue fluía da ferida com cada vez mais intensidade e volume, revelando a força descomunal da criança. Logo o piso de madeira ao redor dela estava ensopado pelo líquido carmesim. Adelaid não tinha palavras para proferir naquele momento, sua única tentativa de sobreviver era se arrastar até a porta enquanto Michael sorria inocentemente ao ver o sangue da avó.

Mich-ael... me ajuda — a voz estava fraca e cada palavra intensificava a dor.

A resposta veio logo em seguida, quando o menino ajoelhou-se em cima da nuca da velha, ergueu seu rosto pelo cabelo loiro grisalho com força e rasgou sua garganta de ponta a ponta, aumentando ainda mais o volume do sangue no chão. Adelaid morria lentamente enquanto, mesmo imóvel, assistia o neto abandonando a faca no chão e partindo em direção à poltrona após ligar a televisão novamente. Seu último vislumbre na vida foi a fumaça de seu cigarro subindo do cinzeiro.


Se não fosse trágico, seria um belo cenário de Halloween. Noah Bertrand ficou completamente horrorizado com o que viu ao adentrar a porta da própria casa. O corpo de sua mãe já esfriava e estava completamente pálido, devido à extrema perda de sangue. O homem queria poder gritar e chorar, mas a cena era tão horrenda que o deixou paralisado de medo. O líquido vermelho tinha atingido o tapete de lã branca, paredes e alguns móveis. O mundano enxergou as mãos de Michael igualmente ensanguentadas e apoiadas nos braços da poltrona enquanto a criança assistia o telejornal alegando as mortes provindas do ódio racial, a tela com marcas de mãos em carmesim.

Quando o avistou, uma luz brilhou por toda a sala e vinha de cima da cabeça do semideus. Havia um símbolo, um crânio em estado de putrefação e uma labareda de fogo dourada brilhando intensamente.

Michael... — murmurou ele com a voz fraca. Não sabia o que o assustaria mais, encontrar o filho morto ou vivo.

Ao escutar a voz do pai, a criança saltou do sofá e prostrou-se diante dele, fitando o homem como se tudo não passasse de uma brincadeira simples. Tinha um sorriso travesso e infantil, mas ao mesmo tempo inocente e ele ergueu as mãos para mostrar à Noah o sangue da avó.

A vovó não chegou na porta.

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Re: FICHA DE RECLAMAÇÃO PARA DEUSES MENORES / JUN 2019

Mensagem por 151 - ExStaff em Qui 29 Nov 2018, 11:10




Avaliação


Dolar Poggi

Hey Dolar, bom dia e bem vindo de volta!

Vamos à sua avaliação. De Hermes para Tânatos? Muitas pessoas estão trocando de progenitor nesse fórum, o que é bom pois as força sair de sua zona de conforto para tentar coisas novas. Confesso que fiquei confusa em alguns parágrafos, pois não consegui compreender quem estava falando, se era o Dolar ou o Roddy, e isso me atrapalhou um pouco em alguns pontos. Sua forma de narrar é diferente, isso é fato, mas acredito que a falta de parágrafos entre as falas - vi apenas uns dois ou três curtinhos - não seja, de fato, uma boa forma de se manter uma narração. Separar os acontecimentos e as ações em parágrafos certos faz o texto ficar muito melhor.

— Isso... isso pode voar? — eu seguia perplexo, é meu primeiro contato com criaturas místicas, essa coisa parada parecia muito com a descrição de uma Harpia. Em um rápido movimento Roddy lançou uma pedra até que grande para o porte dele em direção do inimigo em nossa frente. A pedra golpeia a perna da Harpia, o que a faz ficar irritadíssima e saltar em nossa direção.

Esse parte podia ser escrita de outra maneira, como ficaria abaixo:

— Isso... Isso pode voar? — eu seguia, perplexo. É meu primeiro contato com criaturas místicas, e essa coisa parada parecia muito com uma Harpia, segundo as descrições que Roddy me dera. Em um movimento rápido, o sátiro lançou uma pedra (grande até, a considerar o porte dele) na direção do inimigo em nossa frente, golpeando-a em sua perna. Isso a fez ficar irritada e saltar em nossa direção.

Reveja seu texto e escreva com cuidado, ok? Para qualquer dúvida ou esclarecimento, estou à disposição. Não desista ♥️

Resultado

Reprovado como filho de Tânatos;







Avaliação


Lyanna MacMahon

Olá Lyanna, bom dia!

Gostaria de iniciar sua avaliação dizendo que as fichas para Melinoe são avaliadas com rigor, ok? Seguirei nesse mesmo padrão.

Menina, que história foi essa? Me prendeu do começo ao fim, sério mesmo, e me fez desejar saber mais sobre essa guerra, sobre seu coven, sobre seu pai... Sobre tudo! Mas vamos para alguns detalhes que achei relevante falar, mas que não atrapalharam sua avaliação: primeiro de tudo, gostaria de informar que vou verificar à respeito da Forma Etérea para você, ok? Por isso, aguarde uma MP minha com essa questão. A segunda é que, no final de seu texto, mais especificadamente na frase abaixo:

"– Nossos inimigos caíram um a um e no final... – lançou o último olhar para a residência – ... Todos sangraram!"

O "sangraram" deveria ser "sangrarão", já que o verbo está no futuro.

Meus parabéns, filha de Melinoe, e bem vinda!

Resultado

Aprovada como filha de Melinoe;
100xp pela história;



Atualizado



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