{Lonely Wolf} — Missão One Post para Megan Sedgwyk

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{Lonely Wolf} — Missão One Post para Megan Sedgwyk

Mensagem por Maisie De Noir em Qua Jul 24, 2019 4:13 am


Lonely Wolf

Megan foi chamada com urgência na Casa Grande durante a noite. Chegando ao local, a semideusa pôde notar que o centauro não estava sozinho; ao seu lado, uma garota de aproximadamente treze anos não parava quieta. Seus cabelos estavam trançados de maneira desleixada e as armas — arco e aljava — apareciam pelas bordas de sua capa. Com a chegada de Megan, a outra semideusa parou a encarando de cima a baixo e então lançou um olhar indecifrável para o diretor de atividades.    

— Estamos ficando sem tempo.
***

"Quando a neve cai e os ventos brancos sopram, o lobo solitário morre, mas a matilha sobrevive!" - Game of Thrones.
Diretrizes


— Escreva uma introdução expondo um pouco do seu personagem e de sua trama. Diga o que fazia quando foi convocada por Quíron.

— Na Casa Grande lhe será explicado que uma das caçadoras de Arthemis havia dada como desaparecida após uma missão de reconhecimento na Floresta de Morgan-Monroe. Infelizmente a única caçadora por perto não conhecia o local e pediu ajuda ao centauro para indicar outra pessoa. A escolha foi Megan.    

— Você partirá com a caçadora até o local onde supostamente a desaparecida está. Encontre uma forma de chegar até Indiana no menor tempo possível, afinal uma nevasca se aproxima.    

— Quando chegarem à floresta começará a nevar. Encontre uma forma de localizar a caçadora desaparecida.  

— Quando a encontrarem, ela estará desacordada com os primeiros sintomas de hipotermia. Encontrem um jeito de ajuda-la antes de ser tarde demais.  

— Uma Banshee (clica) irá aparecer. Derrote-a sozinha enquanto a caçadora cuida de sua irmã.

— Encontrem uma forma de levarem a desacordada para um local seguro e onde poderá receber ajuda apropriada.  

— Finalize a missão de forma criativa.

Informações adicionais


— Missão one-post para Megan Sedgwyk

— Condições climáticas: Nublado, 13º.

— Local de Início: Acampamento Meio-Sangue.

— Horário: 22:41.

Status


Megan Sedgwyk — Nível 20

HP: 230/290
MP:250/290

Regras


— Não utilize cores cegantes e/ou templates com menos de 400px de largura.

— Poderes (com nível, separados por ativo e passivo) e armas em spoiler no final do texto.

— Prazo de postagem até 23h59, segundo o horário de Brasília, do dia 08/08/2019

—O critério de avaliação usado será o baseado neste sistema (clique).

— Agradeço se me enviar uma mensagem assim que postar.




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Re: {Lonely Wolf} — Missão One Post para Megan Sedgwyk

Mensagem por Megan Sedgwyk em Sab Jul 27, 2019 1:09 am


Megan claramente nunca foi uma fã da organização do chalé de Hefesto e muito menos uma frequentadora assídua. Desde que se mudou definitivamente para o Acampamento, passava mais tempo do lado de fora, vagueando pelas florestas — estava muito próxima de se tornar uma escoteira, inclusive — ou construindo coisas em uma tenda armada provisoriamente ao lado do chalé de Hermes, seus maiores fregueses. Diferentemente dos meio-irmãos, evitava se dar ao luxo de martelar ferro derretido para construir espadas. Preferiu investir em um negócio mais promissor e peculiar.

Não é que não gostasse da companhia dos outros semideuses do mesmo parentesco, no entanto. Embora eles consigam deixar tudo fora de lugar de uma maneira quase mágica, são bastante simpáticos e muito companheiros. Megan gosta mesmo dos irmãos, apenas não é uma fã do modo como se comportam dentro de casa.

— Scott, não! Eu não vou te dar um desconto. Nem tente! — Megan esbravejou, com o dedo indicador em riste para Scott.

O filho de Afrodite tinha uma certa queda por Megan. Todavia, ela sempre negou qualquer envolvimento amoroso. Tinha um certo receio quanto a essa parte da vida. Isso não se derivou de nenhuma experiência traumática ou coisa parecida, mas não se sentia confortável no mundo dos deuses o suficiente para ensaiar o lado romântico.

— Por favor, Megan! — disse Scott.

— Não insista e não tente usar seu charme em mim. Se fizer isso, eu quebro seus dentes — Determinada, respondeu. — São quinze dracmas e ponto final.

Scott moldou um biquinho no rosto angelical e devolveu o MP3 e os fones de ouvido na mesa da tenda. Várias outras bugigangas pendiam no suporte que improvisava um teto de tecido ou simplesmente estavam espalhadas pela superfície de plástico. Eram vários dispositivos eletrônicos que não eram capazes de atrair monstros por alguma invenção maluca de Megan. MP3, telas muito similares a smartphones — mas que somente tinham um vídeo na memória. Incrementar demais era perigoso —, quadradas e pretas quando desligadas e tudo mais que pudesse ser reduzido (no nível tecnológico) para se encaixar no padrão semideus de evolução tecnológica.

O próximo da fila era Kaleo, o semideus de Apolo que fazia bicos como oráculo — apesar de Megan acreditar que suas previsões e profecias eram muito duvidosas para um dia se concretizarem. Ele se aproximou, deu uma olhada na mesa e depois volveu as íris peroladas para Megan.

— Quíron quer falar com você — disse amargamente.

Eles nutriam alguma rivalidade por um motivo desconhecido. Talvez só não gostassem um do outro. Isso acontece as vezes.

— O que o bundudão quer? — Megan perguntou. Chamava Quíron assim em segredo.

— Falar com você, já disse… — Kaleo respondeu, levantando uma sobrancelha e espremendo os olhos em uma expressão clara de deboche.

Megan lançou um olhar de “não mexa em nada, se não eu te mato!” para Scott, que ainda fuçava pelos apetrechos. Bateu com o ombro de propósito em Kaleo e levantou as mãos acima do pescoço, moldando os lábios em um pedido de desculpa e um semblante ranzinza ao mesmo tempo. Depois, virou a cabeça bem rápido, de modo que as tranças imensas conseguissem chicotear o braço desprotegido do filho de Apolo. Ele rosnou, mas Megan não deu a mínima.





A Casa-Grande e sua pintura azul desbotada imploravam por aprimoramentos que Megan sabia exatamente quais eram, mas o centauro sempre repetia que ela estava ótima daquele jeito antigo e tedioso. Megan poderia implantar canhões de raio laser e armadilhas sensoriais para prevenir ataques. Nunca se sabe quando se entrará em uma guerra, mas Quíron rebatia de novo, alertando o risco exorbitante de acidentes com outros semideuses desavisados. Megan sugeriu colocar uma placa para alertar, mas Quíron só sabia negar todas as suas propostas.

Subiu as escadas em um segundo até entrar sem pedir licença nos aposentos do diretor de atividades. Passeou com os olhos pelo lugar, que sempre tinha a mesma decoração: uma mesa no fundo, na frente de uma extensa janela de vidro que se abria horizontalmente, duas cadeiras de madeira logo em frente e um tapete de pelinhos no meio do cômodo. Mesmo com móveis destoantes, parecia ser confortável para passar alguns minutos. Dessa vez, uma garota de mais ou menos treze anos decorava um dos cantos, com um olhar tenso e uma trança mal-feita pendente nas costas. Ela também tinha um traje meio militar e branco. Uma capa visivelmente pesada cobria toda a extensão do seu corpo, sendo que apenas a ponta de um arco e uma aljava eram explícitos no ombro.

— E aí, Quíron? O que foi? — Megan quebrou o silêncio.

O centauro se virou da janela, tomando cuidado extra com seu corpo de cavalo para não esbarrar na sua mesa meticulosamente organizada e derrubar tudo. Ele tinha o mesmo aspecto de quem viveu por eras e sabe muita coisa de sempre no rosto.

— Antes de tudo, boa tarde, mocinha — disse o centauro. — Para que lado foram seus modos, huhn? — Megan virou os olhos.

A peça de decoração — ou semideusa desconhecida — pareceu ganhar vida e se mexer constantemente, representando certa aflição ou pressa. Quíron lançou um olhar severo, mas não diretamente para ela e sim como se se lembrasse do motivo de ter convocado Megan.

— Sim, sim, claro… Vejamos — ponderou Quíron e colocou uma mão no queixo para auxiliar em seu pensamento. O gesto pareceu realmente surtir algum efeito. — Chamei você aqui, Megan, para solicitar sua ajuda em uma coisinha. Essa é Rosie, uma Caçadora de Ártemis. Uma das suas companheiras foi dada como desaparecida perto da floresta… Como se chama mesmo? — A última frase foi mais silenciosa, como se o centauro quisesse que só ele ouvisse.

— Morgan-Monroe — cuspiu Rosie.

— Isso. Morgan-Monroe. É um lugar um tanto mal-assombrado, e por isso Rosie precisa de ajuda. Você parece bastante qualificada para isso, Megan. Por isso, você a acompanhará na excursão — Quíron esticou um sorriso nos lábios quando terminou de pronunciar.

Não fazia o menor sentido. O que Megan tinha a ver com uma floresta mal-assombrada? Só por que passava tempo fora do chalé, zanzando pelo mato também? Não colocou muita confiança na decisão do centauro, mas não questionou. Ele parece sempre saber o que faz.

— Ok. Ela serve. Podemos ir? Estamos perdendo tempo, Quíron. Precisamos encontrar Jodie o mais rápido possível — Rosie interviu. Soava ansiosa.

— Certo, certo, vão logo — assentiu o centauro.

Ele cavalgou — caminhou? — pelo assoalho mais alguns instantes, dando algumas instruções e desejando boa sorte. Mas, no fim das contas, as duas teriam uma longa viagem pela frente. Rosie apressou Megan o suficiente para que ela só conseguisse reunir uma adaga, algumas frutas e um sanduíche de atum em uma mochila. Isso porque ela nem gosta de peixe.




Megan conseguiu se lembrar de alguns acessórios, por sorte. Colocou um anel no dedo médio e o simbólico colar com as contas de argila pendurado no pescoço. Trilhava pelos ladrilhos do Acampamento até os estábulos, onde pretendia conseguir um pégaso emprestado. Inicialmente, teve a ideia de pedir por um, mesmo com Rosie relutando e dizendo que poderiam simplesmente montar no cavalo alado e sair voando. Megan sabia que não era assim que as coisas funcionavam por ali e insistiu que falassem com Betty, a veterinária — ou coisa parecida. Para Megan, ela era a veterinária.

— Oi! Podemos emprestar um pégaso? — Megan perguntou, simpática.

— Não — Betty respondeu.

A veterinária nem mesmo se preocupou em olhar nos olhos de Megan para dar sua resposta. Estava aparentemente muito ocupada escovando a crina de um cavalo para isso. Rosie lançou um olhar de “Eu disse que não precisávamos avisar” para a filha de Hefesto e depois interferiu na conversa.

— É para algo muito importante — disse. — Resgataremos uma Caçadora de Ártemis. Se interessa em entrar na caçada algum dia?

— Não — repetiu Betty.

— Ok. Essa garota está me tirando do sério e ela só disse duas palavras. Juro que posso esquecer minha sororidade em cinco segundos! — Rosie grasnou no ouvido de Megan, baixo o suficiente para que só ela ouvisse.

— Vou tentar de novo — insistiu Megan.

— Nem tente! — gritou Betty, que se infiltrou mais a fundo no estábulo para pegar feno.

— Olha só, Betty. Nenhum pégaso vai morrer ou se ferir. Isso eu posso garantir. Agora, eu preciso que você tire as amarras de um deles e me passe as rédeas — emendou. — E por favor, faça isso depressa. Temos apenas um dia para resgatar Jodie ou sabe-se lá o que pode acontecer elas. E, se isso for possível, existe alguma espécie de pégaso farejador?

Megan empregou um timbre autoritário e implacável involuntariamente. Rosie teve até de erguer uma sobrancelha pela surpresa. O anel no dedo da forjadora emitiu um brilho rubro durante sua fala, o que provavelmente a fez soar tão convincente.

— Não existe, não, senhora… — Betty pareceu mais solícita e cooperativa.

Não demorou muito para que um pégaso aparecesse diante da Caçadora e da filha de Hefesto, prontificado com uma sela dupla. Era uma égua um pouco maior do que o usual, com asas gigantescas. Perfeita para duas montarias simultâneas. Tinha o pelo caramelo e uma crina extremamente lisa, mais hidratada que o cabelo de Rosie. Ergueram-se depressa. Rosie tomou as rédeas; parecia mais familiarizada com os animais. Megan acenou positivamente para Betty e, das alturas, gritou em agradecimento. Agora teria uma responsabilidade vitalícia com o pégaso, que relinchava enquanto trotava pelos ventos.




O animal foi extremamente dócil quando na companhia de Rosie, embora fosse mais apático e arisco com Megan. Ela ficou se questionando o motivo. Na sua lista de ocupações caso não fosse uma semideusa, ser uma veterinária ocupava a sétima ou oitava posição. Ainda assim, a maior parte do trajeto aéreo foi bastante tranquilo, sem nenhuma turbulência. Tiveram alguns vacilos, é claro, em que quase despencou de centenas de metros, mas no fim tudo ocorreu bem. Dividiram toda a viagem em três etapas. Saíram do Acampamento à tarde, aterrissaram em uma cidade interiorana para passar a noite e retomaram na manhã. Ao todo foram mais ou menos seis horas em cima do pégaso.

Quando chegaram na orla da floresta Morgan-Monroe, o deixaram atado aos arvoredos sob a tutela de uma câmera de segurança que Megan instalou provisoriamente, adaptando algumas coisas que roubou durante o pouso com seu conhecimento tecnológico. Caso alguém tentasse roubá-lo, um alarme soaria incessantemente e alto o suficiente para que até as edificações costeiras conseguissem ouvir.

— E então, Rosie. Por onde começamos nossa grandiosa investigação? — Megan perguntou.

Só depois de ajustar a mochila nas costas e se armar com a adaga longa que teve tempo de observar toda a vegetação. Eram árvores bastante próximas uma das outras, algumas com espinhos nos troncos, e todas altas e finas, sem muitas folhas nas copas. Não fazia a menor ideia de qual espécie eram. Seu forte eram microprocessadores e não herbologia. Logo de começo, algumas placas de madeira em formato de cruz sinalizavam provavelmente cadáveres abandonados. Megan torceu o nariz.

— Precisaremos nos dividir, eu acho. Consegue se proteger sozinha, certo?

— Acho que sim… Presto muita atenção nas aulas do Acampamento, sei tudo sobre monstros.

— Deveria ter um espírito mais livre.

— Sabe, Rosie. Bateu uma dúvida. Qual é sua idade? — Megan perguntou, curiosa.

— Não sei exatamente. Devo estar na casa dos noventa, por aí — respondeu Rosie.

Megan nem se espantou. Já viu de quase tudo. E também, pelo que sabe, as caçadoras tem uma idade imutável.

— Tuuudo bem. Nos encontramos depois.

— Como saberemos?

— Você pode apertar isso aqui — Megan respondeu e puxou a alça da mochila.

Abriu o zíper e puxou de lá uma caixinha cinza com um único botão. Quando passaram no hotel durante a noite, teve tempo de inventar várias coisas. Era um dispositivo relativamente simples, no entanto. Tirou mais um e apertou o botão para demonstrar o funcionamento para Rosie.

— Quando você apertar, a antena vai sair e apontar para onde estou. O mesmo vai acontecer com você. Só tome um pouco de cuidado, porque o GPS faz você aparecer no radar dos monstros também.

Rosie assentiu, mesmo sem entender muito bem o funcionamento do dispositivo. As duas seguiram caminhos diferentes, uma para cada extremo da floresta, na busca pela caçadora perdida. Megan avançou desbravando o território e cortando a vegetação mais alta. Sentiu-se uma verdadeira escoteira armada. Só torcia para que nenhum urso selvagem ou algo ainda mais perigoso, como um monstro, por exemplo, saltasse para devorá-la.

O tempo passou rápido. Entretida pela vida silvestre, averiguou os passarinhos, os catalogando mentalmente. Dava nomes sortidos para eles que refletiam suas aparências. Mais ao fundo, uma extensa clareira se abria. No centro, fileiras de lápides se erguiam por entre arbustos e algumas plantas mortas. Lá no fundo, uma senhora repousava sob uma estrutura tumular, observando flores murchas e sem vida alguma. Parecia um tanto entretida. Megan piscou e a silhueta coberta por um robe preto desapareceu. Sentiu um arrepio nos braços. Será que tinha visto alguma assombração?

Megan ativou seu dispositivo e se infiltrou floresta adentro pela segunda vez. Guiada pela antena, iniciou uma corrida na direção apontada. Rosie poderia estar em perigo. A assombração pareceu bastante real e, no mesmo instante, flocos de neve começaram a despencar avidamente do céu. A nevasca inesperada pegou Megan desprotegida, que só trajava uma camiseta laranja do Acampamento e uma calça mom-jeans. Estava implacável em sua corrida. Ganhou alguns arranhões no trajeto, mas o apetrecho vibrando sinalizava proximidade.

Conseguiu apenas captar a silhueta de Rosie e de uma outra garota deitada nas suas pernas, ambas no chão coberto por uma densa camada de neve. Mais ao lado, uma mulher putrefata e exalando um odor corruptivo, que fez as narinas de Megan arderem mesmo com certa distância. Ela se encaminhava vagarosamente, deixando um rastro de morte por onde arrastava as pernas mancas.

— AAAAAAAAAAAAAAAH! — berrou a fantasma.

Tudo pareceu estremecer e ficar turvo. O grito penetrou os ouvidos como cacos de vidro, cortando tudo pelo caminho. Os ossos de Megan vibraram, e Rosie provavelmente sentiu tudo dobrado tendo em vista que estava muito mais próxima.

— Saia daí, Rosie! Deixe essa velhota comigo! — esbravejou Megan, mesmo sem conseguir ouvir a própria voz direito.

Em meio a cambaleios e tropeços, disparou na direção do monstro. A arma empunhada na mão direita estava pronta para acertá-la, até que ela se moveu. Que coisa! Megan caiu com o rosto em uma pilha de neve, que fez o nariz arder ainda mais por causa do frio. Olhou para o lado, vistoriando a segurança de Rosie e a garota resgatada, que tremia, provavelmente com alguma consequência da mudança brusca no tempo.

A semideusa se levantou depressa. A banshee (como suspeitou que fosse, com seu conhecimento limitado às aulas do Acampamento) não parou de berrar por um segundo. Tudo ficava cada vez mais turvo. A vista já estava embaçada e a cabeça pesada. Os movimentos ficaram mais lentos, mas mesmo assim Megan conseguiu enfiar a lâmina no pescoço do cadáver. Uma fumaça enevoante saiu pelos olhos, nariz e boca — e um pouco até pelos ouvidos, também — até que explodisse em uma cortina de poeira dourada. Sedgwyk bufou, recompondo-se.

— Ei, vocês estão bem?! — gritou, sem conseguir ouvir a própria voz. Restou um zumbido irritante, além de um cansaço pelo esforço do duelo.

— Estamos sim! — Rosie gritou também. Estava tão atordoada quanto Megan, mas estava ocupada tentando levantar Jodie. — Poderia me ajudar, por favor?

— Ah, claro.

Megan se aproximou e jogou o braço de Jodie por cima do ombro. As duas trocaram poucas palavras em um caminho longo e complicado até encontrar o pégaso de novo. Quando chegaram no cavalo alado, tiveram de se esforçar o dobro para depositá-la nas costas do animal, mas a força sobressalente de Megan ajudou um pouco no processo. Agora, estavam presas em um momento constrangedor em que precisavam decidir qual delas acompanharia a hipotérmica Jodie.

— Você a conhece a mais tempo, então tem de ir — Megan explicou. — Eu dou um jeito de voltar. É até bom… Posso viajar um pouquinho — esticou um sorriso amarelo para amenizar a situação.

Rosie nem mesmo insistiu que fosse por educação. Apenas montou no pégaso e enfiou a mão no fundo do casaco gigantesco. Puxou, também, a capa das costas e a ofereceu para Megan, para que se protegesse do frio. A neve continuou a cair incessavelmente. Depois, Rosie entregou uma moeda prateada com algumas inscrições gregas.

— Deveria pensar em se juntar a nós. Se um dia tomar uma decisão, pode me chamar — Ela virou as costas, parecendo um pouco mais acalentada. Chicoteou as rédeas e o pégaso alçou voo.

— Vocês vão ao Acampamento, né? — Megan perguntou, preocupada, gritando para ser ouvida. — Não posso roubar um pégaso!

— Claro que sim! Nos vemos lá!

Megan guardou a moeda prateada no fundo da calça jeans e se enrolou na capa de tecido pesada de Rosie. Teria uma longa jornada para fazer. Talvez conseguisse levantar algum dinheiro no caminho, vendendo invenções que não durariam mais do que alguns dias antes de pifarem. Além disso, teria um tempo a mais para pensar na proposta de Rosie.

armas:
❊ {Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]

❊ {Prince}/ Anel [Um anel de pesado de prata, que porta o símbolo de uma poderosa família de um mundo alternativo. Esse símbolo é composto de algumas labaredas dançantes de fogo, que parecem realmente mexer com a luminosidade. Quando ativado, uma vez por missão e durante três turnos, a joia fará com que seu portador pareça um soberano, de modo que todas as suas ordens serão atendidas; entretanto, essas precisam ser concisas e apresentar razões plausíveis para a vítima segui-las. Resistências mentais se aplicam.] {Prata} (Nível mínimo: 13) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: missão Technological Paradise, avaliada por Bianca H. Somerhalder e atualizada por Melinoe.]
poderes:

ativos

nenhum

passivos

Nível 2
Braço de Ferro: Naturalmente, filhos de Hefesto / Vulcano são fortes e bem desenvolvidos, possuindo uma constituição e compleição maiores que a média dos semideuses. Sua força é consideravelmente maior comparada a outros semideuses em mesmo nível, recebendo uma bonificação permanente de 10%.

Megan Sedgwyk
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Re: {Lonely Wolf} — Missão One Post para Megan Sedgwyk

Mensagem por Maisie De Noir em Sab Jul 27, 2019 7:15 am


Lonely Wolf



Olá Megan! Sua missão foi incrível; sua personagem é cativante e sua personalidade é bem explorada. Foi uma missão rápida, pequena, mas que cumpriu quase todos os pontos obrigatórios. Entretanto, quero apontá-la algumas coisas que me incomodaram no decorrer do texto.

1) Por diversas vezes você mencionou ter um total domínio sobre eletrônicos em geral como criar aparelhos (o tal GPS) e também arrumar a câmera de segurança em uma árvore na floresta. Entendo bem que pelo seu progenitor lidar com essas coisas, seja realmente mais fácil, mas não há nada que me comprove isso, apenas sua narração e infelizmente só ela não é suficiente. Deve haver alguma base para isso, e você não me apresentou nenhuma.

2)
@Maisie De Noir escreveu:— Quando a encontrarem, ela estará desacordada com os primeiros sintomas de hipotermia. Encontrem um jeito de ajuda-la antes de ser tarde demais.

Você simplesmente não fez nada em relação a esse ponto. Quando você encontrou as caçadoras, a Banshee já apareceu, ou seja, você não a ajudou em relação a hipotermia. Um descontinho em adequação a proposta.

3) Sua luta com a banshee se resumiu em dois parágrafos onde ela apenas gritou e você a atacou, mas não descreveu nenhuma ação de fato. Foi tão rápido e vago que eu precisei ler novamente até perceber que já tinha de fato acabado.

4) Já comentei sobre a falta de descrição dos (possíveis) poderes em spoiler e novamente enfatizo isso. Como é uma missão OP, fica a cargo do player avisar quais poderes seus e também dos adversários devem ser levados em conta. Sei, por exemplo, que a Banshee usou o poder Grito (5), mas isso porque eu li a lista. Não é minha obrigação ir atras disso, mas sua de deixar destacado.  

São alguns pontos que você deve ficar atenta em narrações futuras. Descontos bobos que poderiam ser facilmente contornados. No mais, parabéns!

Resultado


— Coerência: 45 de 50 possíveis
— Coesão, estrutura e fluidez: 25 de 25 possíveis
— Objetividade e adequação à proposta 13 de 15 possíveis
— Organização e ortografia 10 de 10 possíveis

Total: 93 pontos (multiplicador = 4): xp = 375 xp + 37 dracmas + Item

{Scream} / Gargantilha [Uma gargantilha prata com um pequeno dispositivo escondido por um cristal branco de aproximadamente 3cm. Permite ao usuário a capacidade de reproduzir o grito da banshee em uma área de 15 metros ao seu redor, causando dano sonoro e diminuindo em 10% as ações do inimigo. Poderes de resistência sonora podem ser aplicadas.] (Nível Mínimo: 22) [Prata e cristal][Recebimento: Lonely Wolf, avaliada por Maisie De Noir e atualizada por Eos]

Descontos


20 HP
20 MP


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Re: {Lonely Wolf} — Missão One Post para Megan Sedgwyk

Mensagem por 153 - ExStaff em Sab Jul 27, 2019 7:22 am



Atualizado

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Re: {Lonely Wolf} — Missão One Post para Megan Sedgwyk

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