Brothers in Arms - MOPI para Keane DalMoro

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Brothers in Arms - MOPI para Keane DalMoro

Mensagem por Éolo em Qua 21 Ago 2019, 22:26


Brother of Arms?

— ... e seu histórico militar o torna um pouco mais qualificado para a função. Eles são novatos, a maioria ainda em seus 12 anos. Precisam apenas de uma instrução básica.

O centauro falava, do outro lado da mesa, sentado em sua cadeira de rodas. Ao lado de Keane, Gil, filho de Ares, estava com o cotovelo apoiado no braço da cadeira com cara de tédio.

Diretrizes

— Desenvolva seu texto conforme o descrito acima e mostrando um pouco da sua rotina e falando sobre seus sentimentos e impressões quanto ao acampamento;

— Quíron solicitará que você compareça à sala dele e te pedirá para dividir um treino para os campistas mais novos com Gil;

—Ele não dirá o motivo específico para esse treino “especial”, mas diante dos acontecimentos de 04 de julho, e de sua experiência de vida, você supõe que ele não quer criar pânico dentro do “batalhão”;

— O treino foi marcado para aquela tarde mesmo, contando com a presença de campistas de diversos progenitores, mas todos pré-adolescentes.

— Devido à sua falta de conhecimento/entendimento quanto ao mundo semidivino, deixará que Gil dite como o treino vai ocorrer, mas logo perceberá o descaso dele com os campistas;

— Comece a tomar espaço dentro do treino, sugerindo ensinar combate desarmado (área em que tem mais domínio do que lanças, arcos e chicotes);

— Gil dará de ombros e aceitará, assim você mostrará algumas manobras, pedindo que ele lhe ataque e se defendendo (prendendo o braço dele, derrubando...) o que fará com que os alunos comecem a rir e gritar “Olé!” e coisas do gênero.

— Gil ficará incomodado com isso e começará a lhe atacar de verdade, fingindo que é parte do treino.

— Você pode decidir lutar pra valer ou encerrar o treino. Caso encerre, decida como lidar com a conduta do filho de Ares (caso reporte a Quíron, terá feito um inimigo mas ganhará pontos com o centauro). Caso lute, ganhando ou perdendo, finja que foi parte do treino e transforme o combate em um ensinamento pros alunos;

— Seja criativo;

— Prazo: 21/09/2019

Condições on game

[url=http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/u22919rpg color=#171543] Keane DalMoro [/color][/url] — Nível 1
HP: 100/100
MP: 100/100

Informações adicionais

— Local: Acampamento;

— Horário: 10:30;

— Tempo: Nublado;

— Poderes, equipamentos e mascotes deverão ser colocados em spoiler ao final do post, para fins de organização. Observações como "poderes até tal nível serão desconsideradas";








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Re: Brothers in Arms - MOPI para Keane DalMoro

Mensagem por Keane DalMoro em Qui 22 Ago 2019, 17:12

Brothers in Arms
Keane DalMoro
Escute. O som dilacerante do canhão, carregado, respingar sangue na frota leste da capital, desfalecer seu olhar aos poucos... detento a lutar. Escute... suas mãos tremerem, o estômago a queimar como um fogaréu, indeciso, castigado a mirar naquela criança inocente, sem culpa à nascer neste mundo cruel. Escute, soldado. Os seus fragmentados passos, entretanto dolorosos, responderem às consequências da sua fraqueza interna. Está escutando, Keane? Ouve o zunido dos disparos na…


— Keane. — um breu desenvolve na visão do semideus, que aos poucos, identifica os responsáveis pela ala hospitalar. Sua pele frígida por suor, notava-se um contraste com o calor inquieto do seu coração fraturado, fora as fortes pulsações nos pulmões abafados pela inerente dor latente, respirando como se acabara de se afogar no Mar de Monstros.


Seu rosto sôfrego, reprimido pela guerra militar, tiritava na cama, inquieto e sórdido, fazendo lençóis parecerem o próprio semideus de tão desordenado. O peitoral de DalMoro, quente como o submundo naquele tenso instante, chocava-se contra a cama pela dupla vista no local, que apesar de prontificados, seus olhares entregavam o pavor pelo paciente sob descontrole.


Em alguns segundos, sua consciência pesa. Suas mãos deslizavam, indelicadamente, o cálido cobertor que o embrulhava. Seu corpo parece ceder, silencioso, fazendo com que os pesadelos inundem a sua insana mente. De novo. E de novo… e de novo.


Neste momento, as visões fúnebres de DalMoro relembram o seu trágico e adocicado passado. Desperta a lembrança precitada, em nítidas ilustrações, podendo se notar a vista de sua figura materna, Felicia, cantarolando pela tenda hospitalar do Teerã. Como era aconchegante escutá-la.


Sua metódica voz, doce, ressoava como uma sutil melodia, despertando um sentimento vivo por todos aqueles soldados… feridos, desprovidos de fé. Corrompidos pelo amor despedaçado. O cenário é envolvido por um peculiar fundo negro, onde, um tácito segundo, torna-se a imagem do aglomerado e Felicia serem afundados em um enfurecido mar em chamas.


Acorde. Realmente, se tornou uma criança fútil. Você não entende, Keane. É filho de um deus grego e prefere manter o seu coração aquecido por meros mortais. Está na droga de um acampamento para seres divinos e se comporta como um esquisito. Não enxerga que está predestinado a viver a guerra? Não enxerga que esse é o mundo que viverá para sempre?


Por fim daquele maldito pesadelo, o iraniano despertava com um frio percorrer o corpo todo, tentando manter-se intacto naquele dia. Um curioso arrepio inundava a sua espinha, intrigante, como se tivesse visto um fantasma passar pela sala. E de certa forma viu. Desta vez, um salão amadeirado tomava conta onde residia, sentado em uma pequena cama que a qualquer momento, parecia aparentemente se partir. O seu estridente som, indelicado, respondia pelo balançar do corpo do semideus ao se levantar.


Quíron pairava no centro do recinto, batucando seus passos com a cadeira de rodas de forma apressada, achatando a madeira do frágil piso. De seu lado, um rapaz moreno e de estatura alta estava a se sentar, aconchegando o braço de forma tediosa na cadeira. Seu olhar autoritário parecia um forte julgamento, como se fosse o desprezo encarnado.


— Keane. Por favor, sente-se. — expressava o centauro, parecendo preocupar-se com DalMoro sob seu olhar arregalado. Suas pupilas dilatadas incitavam a insegurança com o filho de Deimos, provavelmente, dado a seu diagnóstico como problemático veterano de guerra. Ele acatava as simples ordens do diretor, que num profundo e desconfortável silêncio, passou a tornar o ambiente repugnante por sua ignóbil presença. 


Fascinante… não vê como é poderoso? Como as pessoas temem você? Ah… eu tinha esquecido, Keane. Eles só estavam assim pelo fato de você estar tendo alguns surtos psicóticos, está longe de ser considerado um semideus venerado. Talvez, um dia, você acorde para a sua medíocre vida  e se torne a p***** do temor reencarnado.


— É… Keane… você está melhor desde a última vez? — o suspiro de Quíron é tímido, porém, confortante. Como se tendesse a se tornar uma figura paterna para o rapaz naquele instante. Como geralmente faz a todos. — Um pouco. Talvez, um pouco. — respondia DalMoro, desviando o olhar diversas vezes numa simbologia de desconforto. Ou apenas preso em impuros pensamentos.


— Bom, dos mais novos, vocês dois são os melhores em luta. — Quíron alterna o olhar entre Keane e Gil, sorrindo de escanteio para manter a personalidade convidativa. — Quero que os dois formem um treino agora para os novos. O que acham, hein? Está uma linda tarde. — termina o veredito, marcando um bondoso sorriso pelo rosto para criar um elo empático na conversa. Lidar com um filho de Ares emburrado e um ex-soldado da IRIA teria que precisar de uma boa aparência.


Quando o centauro se despede, a silhueta da cadeira de rodas revelava vilosas patas de cavalo. O filho de Ares partia-se para fora em conjunto, desviando o caminho de Quíron. Num movimento de cortar o ar com a mão direita, insinuava para que Keane o seguisse, dando poucas palavras até chegar no desejado recinto.


Um público relevante de semideuses aguardavam por ordens do centauro. Podia se notar o pôr-do-sol nevoento, tendo uma tarde nublada e calma para proliferar uma intensa taciturna batalha. Os olhares pareciam se repetir, corriqueiros, sentenciando a ênfase militar de DalMoro. Todos sabiam dos seus complicados problemas mentais. Perpetuado a ser considerado um renegado.


Assiste, Keane… todos esses olhos de merda que julgam eternamente você. Assista esses seres privilegiados, conectados pelo sangue de uma divindade, deixarem se levar não ter tido uma forte conexão com seus pais divinos. Eles não ligam em ser marionetes. Aceitam a eterna escravidão. Assista essa multidão tomar a forma da guerra, substituídos pelos seus companheiros aguerridos nas Forças Armadas. Porra! Assis…


— Revida! — No momento que o transe se despedaça, o rosto de Gil, o filho de Ares,  é marcado por uma cicatriz por entre a linha do queixo e a orelha. O golpe achatado era sustentado por um sugestivo filho de Hermes na localidade, risonho em meio à luta contra Gil. Mantinha um porte físico pequeno, dando a entender a sua agilidade. Naquele momento, ele parecia tomar descontrole por ter sido acertado, ainda mais, intimidado pelo combatente. Ele estava a liderar o treino.


Keane tinha perdido a linha do tempo ao perceber a sua solidão no treinamento. Provavelmente havia sido sobrado por meio da insanidade acudida no filho de Deimos. Era indesejado. Ele notava a adaga presa entre o punho direito, perguntando-se o que havia acontecido, aquela hora. Suas asseadas vestimentas, mantinham-se limpas, provando para o filho de Deimos que não havia feito nada a não ser se equipar para o combate. Ao deparar-se com a intensa batalha de Gil, ele decide caminhar na multidão que cercava a dupla. Uma audaciosa ventania abraçava o tumulto, simplória, destacando o morno clima. As vozes do grupo ecoavam como um hino de intimação, baderneiros, podendo se ouvir pela Casa Grande.


Gil, dado a estatura colossal, partia com uma tremenda vontade para cima do filho de Hermes, decidido a humilhar o novato. Seus olhos reprimiam à pura raiva, em êxtase. Seus passos, pesados, impactavam o corpo sobre a lança que parecia segurá-la com extrema firmeza, para atingir a espada do oponente numa impetuosa força, que naquele segundo, pesando a colisão do ataque, era derrubado pelo impacto armado. A lâmina do filho de Hermes esvoaçava como se fora nada para alguns centímetros do campo. Sua afiada ponta, lânguida, cortava alguns gramíneos da relva.


— Isso, acaba com ele, Gil! — as vozes na mente de Keane ressoavam como um brado azucrinante, numa lembrança do filho de Deimos na era jubilosa do exército iraniano. Suas inesquecíveis lutas clandestinas nos desordeiros bares na capital, as divertidas noites que não irão se repetir nesta vida, o espetacular… o excêntrico espetacular show de sua mãe no palco. Sua doce voz. Memórias que castigam… subitamente, o cérebro daquele que apenas queria ser normal. Mas entenda… DalMoro, entenda que jamais será um garoto normal. 


Notório a dificuldade do filho de Ares sobre o treinamento. Mas não em combate, e sim, internamente. Seus olhos remetiam como um fogo enjaulado, bruto, relembrando a figura paterna e parente próximo do protagonista desta trama. Sua veemência castiga sua tutela, que quando percebido, demonstrava um certo rancor pelos noviços. Estava convicto a transformar aquele treino em um ato de bullying.


Aquilo era combustível para DalMoro quebrar o momento grosseiro do filho de Ares, antecipando o seu próximo movimento. O militar havia empurrado o seu corpo para a frente, que numa mente conturbada, diferenciava o enfurecido semideus a um de seus grandes compatriotas nos perdidos bares do Teerã, sua cidade natal. Aquela luta. Nunca esquecera aquela famosa luta.

Sua figura cortejava um rapaz musculoso como Gil, talvez mais, seus ombros eram largos. Os olhos, bem abertos, pareciam demonstrar que Kalil tivera sempre confiante. Ironicamente, sua altura não correspondia, sendo um homem de estatura baixa.



Não adianta DalMoro, sempre terá que conviver com os erros do seu passado. Vai se lembrar daqueles que morreram. Vai se lembrar dela. Vai se lembrar, lentamente, numa doce sinfonia, acredito que um dia, que vive neste doente mundo por conta de um príncipe da guerra sangrenta. Quando chegar este grandioso dia, será muito histórico. As lanças da caótica ordem irão batucar sua chegada para o apocalipse. Você me entende? Então transforme esse treino na sua catástrofe. Mostre o interno monstro que vive dentro de você.


O transtorno pós-guerra, apesar de em teoria, desconexo, se perdeu ao semideus relembrar a imagem de seu primeiro, e talvez, único amigo vestir o uniforme militar. Parecia, até então, se manter consciente, desvencilhando da adaga que maratona pela grama. — Chega, Gil. Hora de ensinar a lutar como um homem. Sem truques. — a compostura do semideus se arquiteta para uma luta. Ele parecia dobrar o abdômen, de forma dinâmica, acostumado a aprender a luta desarmada durante o período no exército militar.


Os punhos de DalMoro fechavam-se, abruptos, dispostos. O seu olhar era um foco, como uma dança, fitando Gil respirar como um temido touro. Era a aula que eles precisavam. Apesar de Gil visualizar aquilo como um desafio. E Keane… uma forma de descontar seus problemas.


Gil se desprendia da lança que acoplava, arremessando a arma com fluidez para perto da adaga perdida no gramado por Keane. Isso gera uma certa tensão no desafio, parecendo subestimar DalMoro pelo íntimo olhar. Ele andava em círculos pela sua área, sem ao menos gerar uma base de defesa. Nisso, o filho de Ares prolifera o índice da batalha, marcando um caminho com seu punho direito ao rosto de DalMoro. Era desleixado, porém, forte e rápido.


O cenário era mudado por um ambiente cálido, o sol fervente destacava a pele bronzeada dos militares bêbados pelo recinto. O soco de Gil gerava uma imagem de seu passado, passando a relembrar a sua briga com o major naquele dia. Antes de tudo se acabar.


— Você sabe apanhar, recruta. — Kalil acabara de marcar o rosto de Keane com um bruto soco, abrindo um corte no canto do lábio inferior esquerdo. Ele averiguava ao dedilhar a boca, arqueando as sobrancelhas para o major. O seu abafado riso e o corte do seu sorriso, irônico, mostrava a sua lealdade e intimidade com o aguerrido companheiro. Os soldados, inquietos, bradavam o nome do superior no pelotão refugiado na Síria, afundando ambos numa chuva de cerveja quente.


Após retomar a guarda, e numa tentativa de surpresa, o recruta buscava atingir a perna direita de Kalil com um chute eficaz, inesperado. Gerava uma careta sugestiva de força que implantava naquele segundo de luta. Sua tentativa fora interessante, entretanto, o major entrelaçava a perna grossa de DalMoro com os antebraços, era ligeiro. Ele visionava Keane decair bruscamente no chão, que numa escala satisfatória de velocidade do rapaz, estava por cima do semideus. Suas pernas encaixadas por entre a largura da sua cintura, impedindo que ele se levante.


Kalil encara o rapaz com escassez, como se, seu débil olhar o prendesse, profundamente, em um âmago pesadelo. — Ainda tem que aprender muito para tentar me bater, soldado. — do ímpeto da frase de Kalil, e o cerrar do seu punho destro, demonstrava o final drástico do semidivino ao ter o soco resguardado no seu nariz. Essas memórias refletem ao presente de Keane. Refletem, numa explosão de alheios sentimentos, se enxergar abaixo de Gil em prontidão para socá-lo com brutalidade.


O soco de Kalil era alternado pelo cenário do filho de Ares, que no momento que o transe é finalizado, tem seu pulso impedido pelos brutos punhos de DalMoro. Ele ergue a cabeça para a frente, a debater a testa contra o flácido nariz de Gil, fazendo seu semblante tapar-se.  — Autch! — dizia o semideus golpeado, colocando a mão na região. Naquele ambiente de guerra, os semideuses aclamavam a luta, em tendência, dividindo suas torcidas. As narinas de Keane pingavam sangue.


O filho de Deimos parecia ser corrompido por alguma entidade. Talvez, fosse ele mesmo. Seu rosto estava a demonstrar uma ansiedade, que num rápido movimento, capava da distração de Gil para eclodir o punho fechado no olho esquerdo do rapaz. O baque fora potente, impactando o semideus adversário para fora de cima do seu corpo. Suas olheiras tingiam um anémico roxo, que quando notado, parecia ter o olhar semicerrado.


Isso, Keane. Lembre-se de onde veio. Quem você é. Não passa de um monstro criado pelo deus do pânico. É pra isso que está apto a servir. Libere o seu monstro interior. Quem. É. Você?


O desespero da luta irrompe o semideus, agora, levantando com eficácia. Gil, debilitado, passava a enxergar DalMoro com um certo pavor. Sua torcida ganhava força naquele instante. Não deixava o filho de Ares se preparar, desonrado, castigando o mesmo chute que dava no major Kalil no passado. Era um movimento aprimorado desta vez, cuidadoso, perpetuando a perna a brutalizar a bochecha do enfraquecido semideus.


O seu desmaio era notável no momento que tinha o chute acertado, porém, DalMoro parecia prender-se no enfurecer da batalha. Ele pescava o colarinho de Gil e surrava o rapaz com uma série de brutos socos, insolentes, preso numa guerra interna.


Era bruto o golpe. Gerava o temor no público. Aquilo que parecia um show de briga, tornou-se um cenário melancólico. Eles assistiam, aos poucos, DalMoro capaz de assassinar o filho de Ares com sua horrenda força. E de novo. De novo. E de novo… e de novo.


As lembranças do major Kalil vem à tona. Um soco forte é dado. As lembranças da guerra da Síria vem à tona. Um soco forte é dado. As lembranças da figura materna a cuidar do filho incerto. Um soco forte é dado. As lembranças… elas corrompem, lentamente, a alma bondosa que sustenta o sangue dos deuses da guerra. Ela está dentro de você. Não haverá outra forma, se não, a guerra.


Continue. Vamos, continue. — Keane. — Continue. Por favor, continue! — Keane! — Continua, acaba com ele, porra! Seja como o pai! — Keane! — mais uma vez, acordava preso em uma maca. Mais uma vez, sua respiração ofegante, o seu suor latente. O coração palpitava, doutrinado, tendo uma aconchegante massagem, em placidez, deixando o sangue quente se aquecer com o cuidado da doutora.


— O que aconteceu? — mais uma vez… mais uma eterna vez. O filho de Deimos se queixava, entreolhando a médica com certo pecado. — Você acabou tendo outro surto, Keane. Infelizmente, não poderá ter alta ainda. — enquanto dado a resposta, ele se deitava, parecendo se quebrar na própria mente. Pensando sobre seus atos. Se sentindo perdido e culpado.


— E Gil? — ele dizia, enquanto sua voz parecia mórbida e cansada. O seu olhar penetrava o teto amadeirado, solto pelos lençóis da cama. — Não se preocupe. Ele estará bem. — ela sorri, mas dava a se notar a mentira pelo sorriso falso. O filho de Ares passara um tempo fora da baderna, que apesar de não estar em estado grave, ganhou cicatrizes pelo rosto inteiro.


Num ciclo vicioso de DalMoro, a sua consciência adormece, o sono ganha espaço no rapaz. É sempre espantoso pensar, um delicado jovial rosto, preso num corpo de brutamontes, tentar manter-se humano. É inerente ser um semideus. É inerente ser o nascido de Deimos. Está vivo de novo, não está? Está completamente vivo. Você não irá morrer ainda, Keane. Eu já te disse isso uma vez. Predestinado a ser grande. Destinado a viver em guerra.


Apesar de tudo, os boatos correm que a luta de DalMoro tem sido um reconforto corporal para alguns campistas. Serviu como um aprendizado. Porém, para outros, pânico.

Spoiler:
Poderes Passivos:
Poderes Ativos:
Equipamentos:
{Half Blood} / Adaga Comum [Adaga simples feita de bronze sagrado, curta e de duplo corte. A lâmina possui 8cm de largura, afinando-se ligeiramente até o comprimento, que chega a 20cm. Não possui guarda de mão e o cabo é de madeira revestido com couro, para uma empunhadura mais confortável; acompanha bainha de couro simples.] {Madeira, couro e bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Item de Reclamação]
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Re: Brothers in Arms - MOPI para Keane DalMoro

Mensagem por Éolo em Ter 27 Ago 2019, 17:48


Avaliação



Reloi o/ Keane, deixa eu te liberar logo. Olha... devo dizer que seu texto está fora de tudo que eu imaginava para essa missão. Você transformou uma ideia de missão, que quando eu bolei achei demasiada simples, em um dos melhores textos que eu li em algum tempo. A forma como usa as vozes na cabeça dele, com o vocabulário rebuscado e a narração do atual como sendo um evento anterior dá ao leitor a mesma sensação de "transe" em que o personagem se encontra.

E mesmo assim, não consegui encontrar erros ortográficos relevantes ou até mesmo erros de coerência e concordância, que eu julgo frequentes em textos onde a ideia é desnortear o leitor. O mais admirável é você ter conseguido fazer tudo isso, com maestria, em menos de 24 horas.

Só pra dizer que encontrei um erro no seu texto: Anêmico tem acento circunflexo, não agudo.

— Coerência: 50 de 50 possíveis
— Coesão, estrutura e fluidez: 25 de 25 possíveis
— Objetividade e adequação à proposta 15 de 15 possíveis
— Organização e ortografia 10 de 10 possíveis
Subtotal: 100 pontos (multiplicador = 3): 300 xp + 30 dracmas.

Recompensa: {Control} / Anel [Um anel simples feito de prata e com duas pedras esbranquiçadas em seu topo. Recebe cargas conforme o personagem perde consciência de seus atos, podendo acumular duas cargas. Quando em combate, libera as cargas no jogador, lhe concedendo mais 10% de bônus de precisão até o final do combate. Após o uso, não carrega pelas próximas 12 horas. Não carrega fora de missões e não acumula cargas de uma missão para a outra.] {Prata} (Nível mínimo:5) {Não controla elemento}

Descontos: -25HP

Qualquer dúvida ou reclamação, não hesite em entrar em contato. Boa sorte!



ATUALIZADO




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Re: Brothers in Arms - MOPI para Keane DalMoro

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