Tópico de Ajuda: Sobre Armas no RPG

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Tópico de Ajuda: Sobre Armas no RPG

Mensagem por Paolla León Solace em Ter 29 Mar 2011, 16:25



Quantas vezes em uma aventura de RPG há combates contra inimigos que portam armas (sejam eles elfos, humanos ou orcs)? Já notou que nunca há uma descrição de armas, ou algumas vezes até mesmo dos jogadores? Não que seja realmente necessário, mas creio que os jogadores de uma boa aventura medieval deveriam saber um pouco mais sobre as armas que empunham.




Isso daria a eles uma maior variedade tanto no combate quanto na interpretação pessoal. Segue abaixo uma descrição de alguns tipos mais usados de armas, outras podem vir em outras possíveis matérias. Não citarei regras para nenhum sistema, pois creio que eles mesmos já possuam descrições e regras próprias para elas, mas as descrições feitas a seguir podem ser úteis para sistemas mais simples e principalmente sistemas próprios. Comecemos pelo tipo mais simples de arma branca, o grupo das adagas. Começaremos com algumas diferenças básicas entre seus integrantes.



Adagas geralmente se diferenciam dos punhais por não possuírem corte e serem usadas mais no intuito da defesa, além de algumas serem desenhadas para serem arremessadas, enquanto o punhal é feito para corte e causar ferimentos mais graves, a faca, é usada mais como ferramenta do que como uma em si.


Adaga é o nome de um tipo de arma curta, de perfuração. Crê-se que tivesse origem na Península Ibérica. De formas diversas, evoluiu de outras formas de armas brancas medievais, como os punhais, misericórdias, facas e cotós. Nem sempre teve o mesmo comprimento. Se no início era bastante larga e curta, no século XVI media cerca de um terço de uma espada. No século XVII media, em média, 60 cm.




Era usada principalmente para amparar os golpes de espada dos adversários, por exemplo, em duelos. Enquanto que a espada era usada na mão direita, a adaga era usada pela esquerda e tinha também, por vezes, a função de destruir a ponta da espada do adversário, já que a sua têmpera era mais forte - além de que, por vezes, o seu gume era serrado.



O punhal em geral é uma pequena arma branca de lâmina curta e penetrante. No Brasil, seu uso era muito comum no cangaço, uma legendária forma de banditismo praticada até meados do século passado na região nordeste e cujo principal representante é Virgulino Ferreira, o Lampião. Nos bandos de Cangaceiros, o punhal adquire uma forma mais alongada, não possuindo corte e se caracterizando como uma arma própria para se ferir com a ponta.





A faca é um instrumento cortante, constituído de lâmina e cabo, que pega-se no punho do utilizador. Muitas vezes, em casos de urgência ou crueldade, a faca acaba sendo usada como uma arma para ferir outros seres.



A utilidade da faca é inúmera. Pode ser utilizada na gastronomia, tanto no preparo do alimento quanto na hora de consumi-lo. Pode também ser usada para cortar outros tecidos ou materiais não muito grossos. Já os facões são muito utilizados para abrir trilhas em florestas.



Desta palavra
foi construída a palavra faqueiro, um conjunto de utensílios usados nas refeições,não apenas facas, mas também colheres, garfos e outros utensílios usados para servir a comida. Muitas vezes dentro dum estojo próprio, é um dos artigos utilizados como prenda de casamento.




Normalmente para cortar um objeto com o uso de uma faca, basta apoiar a faca sob o objeto a ser cortado e com movimentos do tipo vai-e-vem, exercer uma pressão que pode ser variável dependendo do material a ser cortado. Este movimento é necessário para que a lâmina possa cortar o objeto com eficiência. Caso este movimento não seja feito, além de danificar a lâmina da faca, o material que está sendo cortado corre o risco de se despedaçar.



Segundo grupo de armas: maças



Enquadra-se nesse grupo, as armas que possuem como principal fuçao, o ataque direto e o esmagamento, que pode ser seguido de fratura de ossos e hematomas.



Armas pesadas, logo, para defesa não serviria bem, a melhor função para um personagem que utilize uma maça, tacape ou outra arma de esmagamento (assim como martelos de guerra) é o ataque, geralmente apenas um ataque devido ao peso da arma, esse único ataque deve ser na maioria das vezes fatal ou incapacitante. Serão apresentados aqui apenas a maça e o mangual, uma vez que torna-se desnecessario a descrição de armas como o porrete e o tacape.



A Maça é uma forma mais aprimorada do porrede, uma arma de mão forte e pesada. Consiste de um cabo de madeira, asvezes reforçado com metal, ou placas de metal, com uma cabeça de pedra, cobre, bronze, ferro ou aço. Esta cabeça é geralmente bem saliente e asvezes contém tachões e pontas para ajudar na penetração da armadura e infringir maior dano. Caso a cabeça seja presa por tiras de couro ou uma corrente a arma é denominada Mangual é não maça. O tamanho das maças é bem variado.




A maça foi inventada por volta de 12,000 AC e rapidamente tornou-se uma arma importante. Estas primeiras maças de madeira, com pedra sílex ou obsidiana encravadas tornaram-se menos populares devido ao aprimoramento das armaduras de couro curtido que pudiam absorver grande parte do impacto. Algumas maças tinham a cabeça inteira de pedra, mas eram muito mais pesadas e de dificil manejo.



A descoberta do cobre e do bronze tornou possivel as primeiras maças de metal.



Uma das primeiras imagens de maça que se conhece está na Paleta de Narmer (placa ceremonial egípcia). Maças eram muito utilizadas na idade do bronze no Oriente Próximo. Muitos povos não eram capazes de produzir as maças com lâminas e reforços de metal, o que a tornou ainda mais popular.



A maça tornou-se mais comum apartir da idade do ferro, quando espadas, e machados de ferro eram facilmente fabricados. O Império Romano não usava maças, provavelmente porque eles não precisavam de armas pesadas, armas de impacto, ou pelo aspecto do estilo de luta romana envolvendo lanças e armas rapidas. Uma maça era mais util à um guerreiro sozinho do que à unidades de infrantaria Romana.



Um mangual é um instrumento através do qual se malha cereais para debulhá-los. Consiste num pau comprido e fino, chamado de mango, que serve de cabo. Esse cabo é ligado por uma correia de couro, chamada por sua vez de inçadouro, a um outro, curto e grosso: o pírtigo, que percute as hastes, que podem ser de trigo, cevada etc.






Sua variação para o combate é mais pesada, feito quase ou totalmente de metal e permite a imobilização do oponente através da corrente (dependendo de seu tamanho) e o seu desarme.



Um martelo é um instrumento de ferro, com cabo de madeira utilizado para aplicar forças sobre os corpos (tal como pregar um prego numa madeira) ou para arrancar pregos. O martelo de guerra possuia o mesmo efeito de uma maça, que definiria a batalha em poucos, pesados porém poderosos golpes.



Terceiro grupo de armas, o mais comum e o preferido de muitos jogadores: as espadas



Existem diferenças basicas entre katanas, espadas medievais e sabres, tanto quanto no método de confecção quanto na arte do combate.



A katana e a espada longa medieval são equivalentes, mas há uma diferença, a primeira é feita para golpes com rapidez e é desenhada para ser usada em conjunto com técnicas, enquanto a segunda valoriza mais a força bruta que define a força do golpe. Os sabres, assim como as katanas são feitos para serem usados em golpes rápidos, porem não são usados para o corte e sim a perfuração.



A palavra espada é comumente usada para se referir a uma série de armas brancas longas, formadas por uma lâmina e uma empunhadura; abrangendo, por extensão, objetos como o sabre, o florete, o gládio, o espadim e a katana, entre outros.



Durante muito tempo a espada foi a principal arma para combate corpo-a-corpo, sendo usada tanto pela infantaria quanto pela cavalaria. Mesmo com o advento das armas de fogo, continuou a ser usada como instrumento bélico.



Apesar de algumas unidades hipomóveis de polícia ainda adotarem a espada (inclusive para praças), atualmente ela é principalmente um elemento simbólico. Em celebrações militares, representa a justiça e autoridade do oficial nas Forças Armadas. Em artes marciais, a prática do manejo da espada é um veículo para o desenvolvimento espiritual. Finalmente, há também o lado esportivo, representado por disciplinas como a esgrima e o kendo.



Na esgrima, espada designa especificamente uma das armas usadas, não sendo neste caso sinónimo de florete ou sabre, as outras disciplinas da modalidade. Peso máximo: 770g Comprimento máx. da lâmina: 90 cm Comprimento máx total: 110 cm



Dependendo do país, as espadas podem ter formatos e tamanhos diferentes. No Japão ela é conhecida como Katana, as espadas japonesas são feitas artesanalmente e podem levar até um ano para ficarem prontas, contudo o seu corte e peso são precisos para que seja possível manejá-la com facilidade.



A diferença entre as espadas do ocidente e do oriente, é de que as espadas do ocidente eram pesadas e de dificil manejo, projetadas para perfurar e não cortar. Já as espadas do oriente, eram feitas para cortar, como se fossem navalhas.



O sabre é uma das três armas usadas na esgrima. O ancestral desta arma é o sabre de cavalaria, uma arma de lâmina larga, ligeiramente curva e de um fio só. O sabre é uma arma de corte de influência oriental, usada por soldados montados à cavalo, cujo comprimento era o suficiente para se atingir tanto um cavaleiro inimigo quanto um soldado a pé. Tradicionalmente, o sabre antigo é afiado para o comprimento total do gume e 1/3 do lado oposto (o chamado 'falso gume'). Os sabres modernos permitem que o atleta use ambos os lados da arma. Atualmente, a área atacável do alvo é da cintura para cima, exceto as mãos.




Esta é uma influência direta do antigo duelo à cavalo. Alguns golpes mais baixos do que a cintura poderiam ferir a montaria, mas não incapacitariam o oponente. Nos dias de hoje, o sabre é considerado a arma mais ágil da esgrima. Seu peso é o mesmo do florete, aproximadamente 500g. No entanto é mais leve que a espada, que pode ter até 770g. É a arma mais curta das três, tendo no máximo 105cm, com lâmina de 88cm.



Florete é uma das armas utilizadas na esgrima. As outras armas são o sabre e a espada. Foi uma arma muito utilizada entre os séculos XV e XVIII;exigia muita habilidade espadachim uma vez que a forma de ataque eficiente, devido à constituição de sua lâmina (cilíndrica e extremamente afiada na ponta), seria a estocada. No florete, a área válida para ser tocada pelo adversário é o tronco, coberto por um colete metalizado, chamado jubeto. É uma boa arma para combates de perto por ser uma arma curta, um golpe nas partes vitais (cabeça,peito) pode ser fatal.




O gládio era a espada utilizada pelas legiões romanas. Era uma espada curta, de dois gumes, de mais ou menos 60cm, mais larga na extremidade. Era muito mais uma arma de perfuração do que de corte, ou seja, devia ser utilizada como um punhal, ou uma adaga, no combate corpo-a-corpo. Diz-se que era capaz de perfurar a maior parte das armaduras. Também chamado Gladius hispaniensis, por ter sido inspirado em armas utilizadas pelos celtiiberos na época. A peninsula Ibérica no seu conjunto era chamada de Hispania pelos romanos, dai o nome Gladius 'Hispaniensis'. Não confundir com Espanha, que só existiu 16 séculos mais tarde.




Por parte dos Romanos, não somente os legionários eram treinados pelos 'Doctores armorum' na técnica do gládio, mas também os gladiadores.



Katana ou catana é o sabre longo japonês, arma padrão dos samurais. Tem gume apenas de um lado, e sua lâmina é ligeiramente curva. Era usada tradicionalmente pelos samurais, acompanhada da wakizashi. O katana era usado em campo aberto, enquanto o wakizashi servia para combate no interior de edifícios. O conjunto das duas armas chama-se daisho, literalmente 'grande e pequeno', e podia ser usado apenas pelos samurais, representando seu prestígio social e honra pessoal.




Havia ainda um sabre pequeno, chamado tanto. Esta era utilizada não apenas para combates, mas também para o ritual do seppuku (suicídio ritual). A diferença básica entre as três era o tamanho, tendo a katana um comprimento de 60 ~ 75 cm de lâmina (hamon); a wakizashi entre 45 ~ 59 cm; e o tanto com comprimento entre 30 ~ 44 cm. Cada espadachim escolhia as espadas de acordo com as suas preferências, tanto em termos de forja quanto em termos de comprimento e curvatura da lâmina.



Afora estes, existem muitas outras variantes de sabres japoneses.



A cimitarra é uma espada de lâmina curva mais larga na extremidade livre, com gume no lado convexo, utilizada por certos povos orientais, tais como árabes, turcos e persas, especialmente pelos guerreiros muçulmanos.
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