The True Life

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The True Life

Mensagem por Convidad em Ter 29 Mar 2011, 23:03

Prefácio

Em um mundo tão complexo, tão cheio de aventuras, alegrias e felicidade, porque uma simples menina não poderia ser feliz? Essa é a pergunta que não se cala. Todos perguntam para si mesmo 'Por que minha vida é assim? Será que um dia isso vai mudar e eu serei livre de todos os problemas?', mas pense muito bem antes de pedir isso, pois não haveria graça ter a vida sem um pouco de aventura, adrenalina e problemas para resolvermos.

Não posso me tirar desse meio, as vezes penso sim que minha vida não vai ter solução, e parto logo para o apelo, dando os famosos 'pitis' e esperneando como uma criança mimada, mas algo que estou aprendendo é encarar os problemas de frente, é aceitar a vida como ela é, ela não vai se habituar a mim, então o jeito é eu me habituar a ela. Eu sei que o que eu passei é difícil mas agora tudo mudará, monstros irão me atacar, enigmas irão vir e eu terei de resolve-los rapidamente, pois vidas estarão em jogo e se eu falhar, será o fim, não só pra mim, mas vai ter outro alguém que irá para esse mesmo fim.



Capítulo 1 - Possibilidades, por que não?

Já havia passado da meia noite e lá estava eu, assistindo seriados que passavam na televisão nos fins de semana, eu estava de férias e queria aproveitar cada segundo que eu tinha para dormir tarde já que em dias de aula eu não poderia mais fazer aquilo. Fui até a geladeira e peguei um pedaço de bolo, o colocando em um prato e voltando para a frente da televisão. Não adiantou de muito pois quando cheguei o canal já havia saido do ar e então decidi que era hora de ir me deitar.

Terminei de comer o pedaço de bolo, colocando o prato na pia e sai andando em direção à porta. Quando a abri, olhei para trás e pensei na bronca que eu iria tomar na hora que acordasse, por deixar louça suja na pia. Dei meia volta, bufando comigo mesma e fui na direção da pia, chegando lá comecei a lavar meu prato e também guardei a louça que estava 'escorrendo'. Na verdade a louça estava ali pois aquilo era uma desculpa esfarrapada de todos da casa, para não guardar a louça pois estavam com preguiça.

Com as pálpebras já pesadas, me locomovi até meu quarto, onde minha prima já estava no décimo sono e de vez enquanto soltava um leve ronco, o que me fazia rir baixinho, tentei ignora-la e fui até meu guarda-roupa e troquei a roupa que eu estava no momento pelo meu bom e velho pijama rosa bebê com ursinhos coloridos espalhados por ele. Por mais que fosse infantil, eu o amava, ele me fazia sentir segura, protegida de certa forma.

Apesar da letra não ter nada haver, a música 'The only exception' me fazia pensar e, como seria ter uma família só minha, ter um marido para me abraçar quando eu estiver triste, quando eu estiver com problemas e precisar de um ombro para chorar; de ter um filho que me abraçasse com força quando esteja com medo, que me faça sentir uma super-heroína e que antes de dormir diga 'mamãe, eu te amo', me arrancando um sorriso bobo apenas por essa frase. Porém para a minha idade, apenas um namorado que fosse constantemente presente em minha vida, que realmente gostasse de mim, que me escutasse e fosse carinhoso comigo, bastava.

Nunca soube o que era realmente o amor, não um de verdade como em novelas e filmes, tive platônicos, claro, foi apenas um, mas foi duradouro. Daniel Jones, mais conhecido como Danny Jones, guitarrista e vocalista da banda 'McFly', na minha parede há vários posters dele e da banda, me fazendo rir quando olho para eles e me lembro de todas as músicas que aprendi a cantar e as informações obtidas por causa dessa loucura toda.

Comecei a sorrir e tentei desviar meu pensamento, mas logo decidi não ter feito isso, pois tocou em meu ponto fraco... Meus pais! Lembranças trancadas a sete chaves começaram a serem soltas e começou a passa-las em minha mente, todas em câmera lenta, o que me fez apertar os olhos e deixar algumas lágrimas escorrerem. Comecei a soluçar um pouco por causa do choro, então minha prima se mexeu na cama, querendo acordar. Tentei respirar fundo, mantendo a calma para não continuar chorando.

Passou-se alguns minutos até que consegui me controlar, voltando ao normal, a respiração já estava calma, as vezes dava pequenos soluços, mas passavam rápido. Limpei todas as lágrimas que restavam e voltei meus pensamentos. Estava tocando 'A year whitout you rain - Selena Gomez', o que me animou um pouco . Fiquei movimentando minha mão conforme o ritmo da música e lembrando das poucas fotos em 'familia' que eu tenho, quando eu digo 'familia', quer dizer eu, meu pai e minha mãe, e em minha mente veio apenas uma foto, uma de quando eu era bebê e estava na casa da minha avó materna e minha mãe me segurava em uma cadeira, bem já era um começo, eu sabia que minha mãe já estava comigo quando eu era pequena.

Agora eu sorria pois do nada me veio uma pequena lembrança em minha mente, meu querido tio, que me chama sempre por 'princesa' e fazia todas as comidas que eu pedia, me fazia sorrir quando eu estava quieta no meu canto desenhando com o dedo na mesa que lá havia, aquele que me contava histórias e passava a mão em meu cabelo enquanto assistíamos televisão, o mesmo que morreu e o qual eu sentia tanta falta a cada aniversário que passava e não escutava a voz dele no telefone me desejando um feliz aniversário, dizendo que me amava, mas eu sabia que no lugar em que ele estava, ele sabia que eu o amava e sentia sua falta.

Realmente agora seria a hora de dormir, muitas lembranças, muitos acontecimentos vindo atona a minha mente, era coisa demais para um dia só, eu tinha que para com essa história de chorar por cada coisa triste que eu lembrava da minha vida, eu teria que lidar com isso mais cedo ou mais tarde, se não fosse agora, que hora seria? Estava cansada de viver nessa situação e iria dar um jeito, ainda no mesmo dia cedo seria uma nova vida, eu daria um rumo aos meus sentimentos, as minhas ações e principalmente ao meu mundo em si.
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Re: The True Life

Mensagem por Jade West Kammie em Ter 29 Mar 2011, 23:37

AHÁ, PRIMEIRA A COMENTAR, MIMVEJEM. *Faz dancinha da macarena.*
Hihi, desnecessário. -q
AAMEI, mulher. E sinceramente, eu ri da parte de você se sentir uma super-heroína. D=
Eu imaginei você dançando com a roupa da Mulher Maravilha, zezuis. HUASHUSAHUHASUHSAUHSAUHSAU
Tá, a essa hora eu fico com pensamentos estranho, omg.

Eeeeeenfim, mudei total de assunto da fic, mas ok.
Eu já disse que fazer comentários grandes em fanfics é legal? Nunca? Pois é, eu gosto. '-'
Se prepare que os meus vão ser grandes, moça. Huhuhuhu -q
Se bem que esse foi bem furreca (?) mas tudo bem.

Tá, voltando ao assunto principal.
POOOOOOOOSTA MAIS NESSA JOÇA.
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Re: The True Life

Mensagem por Convidad em Qua 30 Mar 2011, 23:54

Capítulo 2 - Revelações complexas em minha vida.

A luz era muito forte, tão clara que chegava a cegar, mas abaixei a cabeça e vi que estava pisando na grama, havia margaridas, rosas, cravos e todos os tipos de flores que você possa imaginar, todas espalhadas pelo lindo campo que parecia não ter fim. Já havia se passado um certo tempo, então meus olhos já haviam se acostumado com a luz, enquanto pássaros e borboletas me rodeavam, eu não conseguia parar de sorrir e a mexer meus braços em movimentos delicados enquanto alguns pousavam em mim, aquilo tudo era tão lindo, tão irreal, então de repente uma mulher com um lindo vestido branco de uma alça, cabelos negros, tinha enrolados grandes e perfeitos, seus olhos eram castanhos e sorria, aquele sorriso era lindo de se ver. Ela se aproximava de mim vagarosamente, em passos leves que pareciam andar nas nuvens, ela era realmente linda mas passava um certo tipo de confiança e autoridade, o qual me fez estremecer um pouco.

- Olha como você está grande, parece que foi ontem que eu estava com você pequenininha em meus braços - A mulher disse, ainda com o lindo sorriso nos lábios, colocando a mão em minha face e fechando os olhos, parecendo que estava sonhando, perdida no tempo que nem eu sabia que existia, mas ao toque dela me senti mais confortável.

- Moça, é... desculpa mas quem é a senhora ? - Minha voz saiu um pouco estranha, mas deu para se escutar o que eu disse, ou ao menos entender, bem, eu entendi o que eu disse ao menos.

- Thais... Eu não sei por onde começar... - Ela retirou sua mão do meu rosto e seu sorriso ficou menor e meio sem graça.

- Que tal do começo ? - Eu disse em um tom meio sarcástico, depois me bateu um certo medo de ter falado aquilo, apenas me afastei, abaixando um pouco a cabeça.

- Eu não gosto de enrolar muito então, serei bem clara, eu sou sua mãe. - A mulher fechou sua expressão, ficando séria e me encarando de um jeito diferente, não que me colocasse medo, não sabia explicar, apenas fiquei a observando por um tempo.

- Mãe? Olha moça, desculpa mas eu sei quem é minha mãe e, ela não é voce! - Dei um passo para trás, ainda a observando, tentando disfarçar enquanto olhava para todos os lados procurando palavras para explicar a ela mas eu não tinha nada a dizer.

- Meu nome é Athena, a deusa da guerra, arquitetura, sabedoria, meu bem, você sabe de tudo isso, na escola você amava estudar sobre a Grécia, o Egito, lembra ? - Athena em um movimento devagar ela começou a se aproximar de mim novamente, então pude perceber que havia muitas coisas físicas nela que... Lembrava a mim mesma, isso era muito estranho para mim!.

- Como você... Athena ? Minha mãe ? Mas a minha mãe, ela mora... Eu não a vejo a anos! - O nervosismo estava dominando meu corpo e a fala havia saído rápido de mais, típico vindo de mim.

Athena olhou para mim com o lindo sorrindo de volta a sua face, seu olhar me transmitiu confiança, um carinho tão grande por mim, não dava para se explicar mas eu tive impressão que vários sentimentos consecutivos passaram pelo meu corpo por causa desse olhar, então ela me deu um abraço forte e eu não me contive com esse ato, e de imediato retribui aquele abraço, parecia
que eu havia esperado por ele a anos.


- Meu bem, eu não podia te criar no Olímpio, as regras são bem claras... então eu tive que entregar te entregar pro seu pai, pra ele cuidar de você, coisa que sua vó teve que fazer, e faz até hoje, eu sinto tanto pelo que você teve que passar.

- O que? - Disse um pouco confusa, não havia captado a história direito.

- Pergunte para a sua avó, conte a ela sobre esse sonho Thais - Então Athena beijou minha testa, olhou em meus olhos e sorriu de um modo carinhoso - Terei que ir embora meu amorzinho, outro dia eu voltarei!.
Então a linda mulher que se dizia Athena, se virou com seu glamuroso vestido branco se movimentando com ela, e foi correndo até uma porta dourada, ao segurar na maçaneta de virou em minha direção e ficou me observando, me dando o lindo sorriso enquanto girava a maçaneta e passava pela porta, que ao ser fechada sumiu em uma estranha cortina de fumaça.

Abri os olhos e fiquei olhando para os lados procurando Athena, aquela mulher havia mesmo dito que era minha mãe! Me levantei e olhei para a porta do meu quarto, finalmente cai na real, aquilo havia sido um sonho, mas havia parecido ser tão real, cada sentimento, cada toque, como aquilo poderia não ter acontecido? Depois de um tempo sentada na beira da cama pensando, passei as mãos em meu rosto, respirando fundo e tentando me lembrar do sonho em casa detalhe que havia. Fui até meu guarda roupa, olhando bem para as gavetas, abri uma delas e escolhi uma blusa verde do mickey e um short jeans escuro, tirei meu pijama e coloquei a tal roupa, com preguiça fui andando vagarosamente pelo corredor até chegar ao banheiro, onde escovei meus dentes e fiquei me observando no espelho do banheiro, e nada havia mudado, como sempre. Cheguei a cozinha, meu vô estava sentado em sua cadeira com a muleta do lado, fingindo que assistia a televisão, mas ficava apenas pensando em sua vida, em como era feliz e não sabia. Minha tia estava fumando, apoiando o braço direito no balcão como sempre, já minha vó estava perto do fogão, preparando o almoço como sempre.

Geralmente não falo com ninguem quando acordo, o mau humor me dominada de uma forma que eu não sabia explicar, já tentei mudar mas, como era de se perceber, falhei em minhas tentativas. Depois de olhar o que estava acontecendo no local, peguei um copo de água e o tomei, o colocando na pia e fui me sentar na cadeira vaga, abraçando minhas pernas e assistindo aos desenhos que passavam na televisão, sim eu tinha 15 anos e ainda assistia desenhos. Me virei em direção a minha vó, vendo ela cortando tomates, com uma concentração imensa, dava até vontade de rir, sabia que se eu a chamasse iria se desconcentrar e bufar um pouco, mas decidi falar assim mesmo.


- Vó, hoje eu sonhei com uma coisa muito estranha, foi cabuloso sabe... - Não sei o porque mas fiz uma careta nessa hora.

- Sonhou com o que Thais? - Ela parou de cortar os tomates e olhou pra mim com certa preocupação.
Olhei em minha volta atentamente, com vontade de soltar gargalhadas por ver a curiosidade de todos, até meu vô havia levantado a cabeça para saber o que era, quando direcionei meu olhar para ele, o mesmo tentou disfarçar, olhando para a televisão então o acompanhei, virando meu rosto para a televisão, fingindo que não era nada importante.


- Bem, depois eu conto... É coisa besta sabe! - Dei os ombros, tentando desviar a atenção dela, esperando que ela voltasse a cortar os tomates, e se lembrasse do assunto apenas quando o almoço acabasse.

Fiquei tentando prestar atenção no desenho, mas simplismente não consegui, a única coisa que vinha em minha cabeça era o bendito sonho, aquela mulher que se dizia Athena havia mexido comigo, eu não sabia se podia acreditar naquilo, talvez fosse um sonho bobo e minha vó me abraçasse e ficasse rindo, falando que deveria ser algo bom sonhar com isso, mas se não for, bem, isso será outra história. Minha vó terminou o almoço e fomos todos comer, eu praticamente enguli a comida e fiquei esperando ansiosamente para que minha vó terminasse o dela também, só não comecei a roer as unhas pois eu sabia que iria me arrepender depois. Fiquei esfregando uma mão na outra até ela colocar o prato na pia, no mesmo instante praticamente arrastei minha vó para o quarto e lhe contei o sonho em detalhes, ela ouviu tudo atentamente e sem interromper, isso não era um bom sinal, ela praticamente nunca fazia isso!. Quando terminei, seus olhos se encheram de lágrimas, ela retirou o óculos e ficou com uma cara de choro.


- Eu sabia que esse dia ia chegar filha, não fique com raiva da gente, é apenas que nenhum de nós podia contar, você não poderia ficar tão exposta! - Minha avó agora estava chorando, e limpou suas lágrimas em seu velho vestido que quase chegava na canela. Seus cabelos marrom bronze curtos, estavam molhados, não sabia se era de suor ou se ela havia tomado banho antes do almoço.

- Vó, você ta falando sério? Quer dizer... Ah isso é loucura! Você ta me falando que eu sou filha de uma deusa grega? Isso é piração vó, esquece o que eu contei, deve ter sido um delirio, sei lá. - Fiquei olhando um pouco assustada para ela, ah era brincadeira, só pode.

- Seu pai havia acabado de chegar do Japão com a sua mã... - Ela não havia conseguido terminar a frase, respirou fundo e continuou - Ela estava grávida de dois mese se não me engano, seu pai conheceu Athena no trabalho do seu tio, ela era arquiteta, linda como sempre! Eles sairam escondidos algumas vezes e depois de algum tempo ela sumiu do mapa. A sua... Bem, descobriram que eles sairam, ela já estava de 4 meses, ela passou muita raiva e então perdeu o bebê... não a levamos ao hospital pois o vizinho era médico e cuidou dela aqui em casa, ele queria a leva-la,mas ela não quis ir!.

- Sim, mas, o que tudo isso tem haver comigo? - Fiquei mexendo na minha unha, aquilo me acalmava de certa forma e eu realmente precisava de calma, naquele momento minha vida estava despencando.

- Bem, alguns meses depois do ocorrido, ouvimos a campainha e fomos ver o que era, havia um pequeno berço dourado do lado de fora da porta da sala, você estava dentro dele e do lado, havia uma carta que dizia sobre as complicações de você fica no Olimpio com Athena, sobre os monstros e...

- MONSTROS? - Interrompi no mesmo instante, que história confusa, eu estava sendo perseguidas por monstros também?.

- Por que você acha que eu não te deixo sair sozinha na rua? Eles estão em todos os lugares, porém sua mãe pediu para Hefesto fazer algum tipo de... Proteção com seus ferros, então ele pediu para seus filhos fazerem algo discreto. Por isso existem tantos ferros no fundo de casa.

- Hefesto? Athena? Meu Deus, será que eu estou sonhando ainda? - Resolvi tirar a prova real, beliscando a mim mesma - AI - O local onde eu me belisquei ficou ardendo de dor, bem... Eu não estava sonhando, não dessa vez!.

Minha vó me abraçou rindo da minha ingenuidade de me beliscar para ver se eu estava mesmo acordada, lágrimas começaram a brotar em meus olhos, enquanto ela já estava soluçando e chorando a algum tempo. Sempre fui fraca quanto a isso, fiquei tremendo e chorando sem parar. Com um bendito sonho a minha toda estava desabando, como se você uma avalanche, tudo o que eu sabia sobre mim, sobre minha origem, meus caminhos, meu futuro, agora tudo era incerto, minha vida foi uma imensa mentira, eu teria que me redescobrir, me reencontrar no mundo, não seria fácil, mas eu teria ela ali do meu lado, sempre que precisasse, eu sabia que minha vó estaria ali para me abraçar e dizer que tudo ia dar certo.
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Re: The True Life

Mensagem por Victor Galembeck em Qui 31 Mar 2011, 13:31

• • •

Estão perfeitos Thais. Tenho preguiça de criar uma fic, mais qualquer um dia desses poderia criar uma, a sua está linda. *--*

Posta mais. ó.ò
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Re: The True Life

Mensagem por Convidad em Sab 02 Abr 2011, 19:02

Capítulo 3 - O visitante me levou embora de casa.

Havia se passado uma semana depois da grande descoberta em minha vida... Eu, uma simples adolescente, era filha de Athena, ainda estava pasma com essa história, não era uma notícia que recebemos todos os dias, ao menos eu nunca escutei sobre uma história que de tal pessoa que filha de um Deus ou uma Deusa. Minha vó havia me ajudado muito, ela estava preocupada e toda hora ficava perguntando se eu estava bem, e eu não queria deixa-la pior, apenas sorria e balançava a cabeça em um sinal positivo. Ela havia me mostrado o berço onde haviam me encontrado, onde minha mãe havia me deixado para eles cuidarem de mim, quando o vi fiquei sem palavras, a beleza daquilo, não se dava para descrever, parecia algo que deveria estar em um museu e não em minha casa, eu nunca tinha o visto lá, estava bem no fundo do quarto de bugigangas do meu avô, no fundo de casa, então deveria ser por isso que nunca me deixaram entrar lá por muito tempo.

O berço era todo dourado, na cabeceira havia escrito o meu nome, a letra era perfeita, algo de se invejar, algo que humano algum conseguiria fazer igual ! Logo abaixo do meu nome, estava escrito "Filha de Athena", fiquei passando meus dedos pela pequena frase, meu coração acelerada e um sorriso se formava em meu rosto, era involuntário, então percebi que uma pequena lágrima passeava pelo meu rosto, mas a limpei antes que minha avó ou minha tia percebesse, eu não iria me passar por filha que foi abandonada e ao ver algo que passou por sua mãe se emociona toda.

Estava deitada em minha cama, olhando para o teto e pensando, como seria agora que eu havia descoberto tudo. Eu não queria abandonar tudo, não queria deixar meu lar, minha família aqui, nessa hora eu até pensei em minha gata chatonilda. O pequeno berço agora ficava no canto do meu quarto, entre a parede e o velho guarda roupa. Me levantei com um pouco de preguiça e fui me arrastando até onde ele estava, fiquei o observando e me aproximei mais, ficando apoiada na cerquinha dourada, olhando cada detalhe, então percebi que havia um pedaço de uma corrente aparecendo no canto do colchão, fiquei curiosa, mas poderia ser qualquer coisinha sem importancia, mas mesmo assim resolvi tirar minha dúvida, ou ficaria me lamentando por não ter ido mais além. Rapidamente retirei o colchão aquela corrente era um colar prata, com um pingente em forma de coruja, da mesma cor, havia algo escrito nela, coloquei mais perto dos meus olhos, pois não estava enxergando direito, percebi então as palavras escritas "Enquanto usa-lo, os Deuses irão lhe proteger".

Peguei o colar e o coloquei em meu pescoço, me observando no espelho com ele, como aquela jóia era linda, e como ao usa-la meus medos haviam ido embora, fiquei sorrindo sem perceber e pensei o quanto aquilo era especial para mim em tão pouco tempo, entre tanta confusão eu me senti feliz. Depois de muito tempo me adimirando no espelho, coisa que eu praticamente nunca fazia, comecei a andar até a porta, para ir contar a novidade para a minha vó. Caminhei pelo corredor, sem pressa alguma, chegando na cozinha havia um homem, parecia ter uns 20 anos, cabelo castanho escuro, enrrolado, era um pouco compridinho e havia uma linda expressão feliz em sua face, tanta que ao me ver ele sorriu, e involuntariamente também sorri para ele! O homem estava sentado em uma cadeira que estava de frente para a minha vó, havendo muletas encostadas na cadeira onde ele estava sentado, então conseqüentemente deveriam ser dele. Fiquei tentando busca a imagem dele em alguma de minhas lembranças, mas eu nunca havia visto aquele homem, nunca veio aqui em casa ou conversou com meus avós, ao menos eu nunca tinha visto, o que ele poderia estar fazendo na minha casa? Me virei para a minha vó, relembrando o motivo pelo qual eu estava lá.


- Vó, olha o que eu achei... Naquele lugar! - Enquanto as palavras saia da minha boca, segurei no pingente mostrando-o para ela, com um grande sorriso.

- É linda, filha... Bem, esse daqui é o George - Ela disse levando a mão em direção ao moço, que ainda estava com um grande sorriso no rosto ainda.

- Ah! - Finalmente disse, me deslocando até onde George estava, estendendo minha mão para cumprimenta-lo - Pazer, Thais.

- Prazer é todo meu senhorita! - George disse, me dando um aperto de mão forte e confiante, gostei mais dele nessa hora, ele parecia ser alguém firme em suas decisões.

- Meu bem... Eu preciso conversar com o George, vai lá fora conversar com o rapaz que veio acompanha-lo - Minha avó sorriu para mim e voltou o olhar para George.

O jeito que a minha vó falou me deixou preocupada, mas resolvi não discutir com ela e fui para a varanda da frente, parecia que não havia ninguém em casa, não havia gritos ou reclamação alguma, olhei em volta e não havia ninguém, respirei fundo e comecei a caminhar na direção do quintal do fundo. Um pouco a minha frente, havia um rapaz parado, olhando todos aqueles ferros que estava espalhados pelo quintal, ele estava de costas para mim e parecia estar com os braços cruzados, fui andando vagarosamente até ele, ficando ao seu lado e olhei para sua face. No momento em que seus olhos encontraram os meus, decidi que poderia ficar ali parada o olhando o dia inteiro para aquele menino. Eu procurava palavras para descrever sua beleza, porém não vinha nenhuma além de 'perfeição'. O menino tinha cabelo castanho escuro, seus olhos eram uma perfeita combinação de castanho com verde, melhor dizendo... era castanho esverdeado! Ele era mais alto que eu, usava roupas góticas, o que me fez ficar um pouco espantada, mas ignorei, ele parecia ser legal, isso que importava, ele também tinha algo diferente, algo como se ele fosse superior, não era arrogância, nem eu sei explicar direito o que era aquilo! O garoto sorriu para mim e eu dei um sorriso desajeitado em troca, não consegui fazer melhor do que aquilo, eu estava meio em sua presença, não que eu estivesse apaixonada, apenas sua beleza me encantava.


- Bem, pelo que vejo, você é Thais, não é? - Ele soltou seus braços enquanto falava, estendendo a mão direita para mim, com um sorriso confortante, para mim.

- Sim, é... E você, quem é? - Estendi minha mão direita, segurando a dele e sorrindo, voltando ao estado normal, vendo que o impacto havia passado.

- Me chame de Drox - O rapaz ainda sorrindo, apertou minha mão e a largou, voltando seu olhar para a sucata que havia em minha casa.

- Não é um apelido muito comum - Soltei uma risada, não querendo ofende-lo, apenas tentando descontrair.

-Bem, por mais que seja, eu gosto dele, é uma forma de se dizer que sou único, entende? Mas meu nome mesmo é Pedro - Drox não havia desviado o olhar daquele bando de ferro em momento algum - Hefesto fez um bom trabalho aqui! Realmente deve ser difícil algum monstro passar do muro!

- Você sabe dessa loucura toda ? - Fiquei surpresa de descobrir que ele sabia desse meu... Novo mundo, que nem eu mesma sabia muita coisa.

- Que você é filha de Athena, e Hefesto fez seus filhos forjarem todas aquelas armas logo ali? - Ele apontou para uma das 'montanhas' de ferro que tinha ali - Sim sim, eu sei sobre isso - Ele suspirou, de um modo que parecia já havia passado por tudo aquilo.

- Desculpa, mas eu não vejo nada além de uma pilha de ferro! - Soltei as palavras sem perceber, então arregalei os olhos pensando que falei besteira, mas Drox apenas riu um pouco.

Pedro se posicionou atrás de mim e continuou a rir um pouco, baixinho, colocando suas mãos sobre meus olhos, ao sentir suas mãos em minha face respirei fundo, eu deveria estar assustada ou com medo, mas apenas segurei o pingente, sabendo que nada de mal iria acontecer comigo enquanto eu estivesse com o colar.


- É a névoa! Agora pense que... O Olímpo realmente existe, que tudo o que você achou que não existia, de fato existe, os monstros, os Deuses, os heróis, tudo, acredite Thais, eu sei que no fundo você sempre acreditou! - Pedro sussurou em meu ouvido, me dando arrepios só de pensar nos montros, e então ele retirou sua mão da frente dos meus olhos.

Quando abri meus olhos, o que eu vi era inacreditável, no lugar de toda aquela sucata que não prestava para nada, havia arcos armados, com flechas apontadas para todos os lados, e em volta disso tido, havia algo no chão que parecia ser aranhas robôs, sim isso era muito estranho!.


- UAU - Não consegui dizer mais nada do que isso, minha garganta parecia ter sido trancada com várias chaves.

Ao ver minha reação, Drox começou a rir e foi se movimentando devagar até ficar a minha frente, observando minha expressão.


- Você tem um jeito diferente das outras pessoas... Não fica com medo pelo que ve, pelo que descobre, apenas... Aceita numa boa! - Ele fez uma cara de pensativo e passou sua mão direta pelos seus cabelos.

- Pelo que vejo você sabe quem é minha verdadeira mãe, sabe quem sou eu e os 'mistérios' que me cercam, mas, como você sabe tudo isso ? - Reconstrui minha expressão séria enquanto falava.

- Eu sou como você, só que no meu caso é meu pai que é um Deus, é complicado Thais. - Ele parecia não querer tocar no assunto, então apenas tentei disfarçar e sorri.

George apareceu na porta dos fundos, apoiado em suas muletas, nos olhando de uma forma interessante, parecia satisfeito com a nossa relação.


- Vocês dois ai, entrem, precisamos conversar!

Ao ouvir aquilo, Pedro pareceu ter ficado aliviado, segurando minha mão, ele me foi me puxando até a porta, ao sei toque, levei um pequeno choque, ele perecebeu pois eu puxei um pouco a minha mão, ele a estava soltando mas segurei sua mão forte e fomos para a cozinha. Chegando lá minha vó estava em pé ao lado de Georgie, me dando um olhar triste, parecia que iria chorar a qualquer momento, aquilo me deixou assustada, mas ainda estava sem reação alguma.

- Filha... - Minha avó começou a falar, abaixando a cabeça - Você vai ter que ir com eles, eu juro que não queria, mas se não for, você e nós podemos morrer - O soluço para o choro já estava em sua garganta e algumas lágrimas já escorriam pelo seu rosto.

- QUE? - Fiquei sem entender nada, o nervosismo estava me dominando, comecei a tremer um pouco, mas Drox segurou firme minha mão como se estivesse dizendo 'Tudo vai dar certo' - Do que você ta falando vó? Ir aonde ?

- George... Ele irá lhe explicar tudo, mas voce tem que ir Thais, AGORA! - Ela veio em minha direção, me dando um abraço forte e um beijo no rosto. Minha vó se afastou um pouco de mim me olhando e colocando a mão direita na boca, ainda chorando.

George olhou o relógio, parecia estar ansioso e apressado, com suas muletas começou a vir em minha direção.


- Pedro, pegue a bolsa de viagem dela ali no canto - George disse olhando em meus olhos - Thais, ela vai ficar bem, eu prometo, mas agora temos que ir! - Ele se virou e foi andando rapidamente com suas muletas em direção a porta.

Drox já estava com a minha sacola em seu ombro, segurando minha mão ele me puxou, me fazendo ficar mais distante da minha avó a cada instante, lhe dei um último olhar, meio embaçado pois as lágrimas já haviam invadido meus olhos.


- EU VOLTO VÓ - Consegui gritar para ela apenas isso, enquanto era me puxava em direção ao portão, me desabando em lágrimas.

O portão estava totalmente aberto e havia um táxi estacionado na beira da calçada de casa, a porta de trás estava aberta e George estava lá dentro, se ajeitando e colocando as muletas em um lugar que não atrapalhasse ninguém.


- Venham crianças, rápido! - Georgie fazia gestos com as mãos para nos apressarmos.

Fomos correndo em direção ao táxi, mas antes de entrar, eu me virei e dei uma última olhada naquela casa... Deixando as lembranças invadirem minha mente, pensando no quanto havia caido tanto naquela varanda, brincado tanto naquela grama, quanta coisa aconteceu ali, e eu iria abandonar tudo do dia para a noite, porém foram interrompidas quando Drox me puxou para dentro do táxi e fechou a porta, olhei pela janela e a minha vó estava lá chorando, acenando para mim, eu não me importava quanto tempo ia demorar, pelo que eu ia passar, a única coisa que estava vindo em minha cabeça agora era o objetivo da minha vida. Seria voltar pra abraçar aquela mulher que tanto me ama, dizer pra ela que eu fui forte e sempre iria voltar.


- Eu te amo vó - Foi tudo o que conseguir sussurrar, colocando a mão no vidro, deixando várias lágrimas andarem pelo meu rosto, soltando um soluço entre o choro, fechando bem os olhos e fechando as mãos com força.

Naquele momento parecia que várias facas invadiram meu coração, fazendo cortes dolorosos que a dor parecia não ter fim, eu sempre tive medo de ficar longe dela, e agora isso estava acontecendo, eu fiquei sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, minha vontade era de abrir a porta daquele táxi e ir correndo para casa e dizer que eu não iria e ponto final, que lá era meu lugar, mas algo dentro de mim dizia que se eu ficasse lá, algo pior iria acontecer, então abri meus olhos e vi ela perto do portão, se ajoelhando e ouvindo seu choro.


- Eu vou voltar vó... Eu vou!.
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Re: The True Life

Mensagem por Nico Willwerth Radcliffe em Sab 02 Abr 2011, 19:10

Show. *u*
Mais, mais.
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Re: The True Life

Mensagem por Luana C. Feither em Dom 03 Abr 2011, 17:33

* Chorando*
Ficou incrívelmente.. Maravilhoso, Tatha!
Vai ter mais?

Uuui. Drox lindooo.
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Re: The True Life

Mensagem por Chuck C. Austin em Dom 03 Abr 2011, 22:08

Muito LOL
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Re: The True Life

Mensagem por Grace Miller em Qua 06 Abr 2011, 19:21

Quero maais *-*
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Re: The True Life

Mensagem por Convidad em Dom 08 Maio 2011, 23:21

Capítulo 4 - Sempre tem que ficar pior.

O táxi andava em alta velocidade enquanto fingia olhar o movimento, segurando o pingente do meu novo colar, dado pela minha mãe, fiquei chorando em silêncio e pensando na minha avó, nas vezes nós brigávamos ou ficamos nervosas e parávamos de nos falar por simples minutos, mas eu a amo muito e ninguém sabe o quanto eu vou sentir falta dessa mulher e como vou me culpar se algo acontecer a ela e eu não estiver por perto pra protege-la, ou ao menos tentar fazer isso.

Pedro passou sua mão cuidadosamente pelo meu ombro, me dando um abraço desajeitado, parecia estar tentando me consolar, o que me fez chorar mais ainda. Contato físico nessas horas só me fazia piorar. Não sei dizer ao certo o que aconteceu mas meu choro se libertou de vez, me virei na direção dele, retribuindo seu abraço. O tempo se passou e fui percebendo que minhas lágrimas estavam molhando sua camiseta, fiquei um pouco sem graça e me afastei.


- Me desculpe... - Limpei minhas lágrimas com a mão, o que só fez elas serem espalhadas pelo meu rosto. Um pequeno sorriso se formou em meu rosto em um modo sincero de desculpas e abaixei minha cabeça.

- Se desculpar por um sentimento sincero? Ah para com isso menina! - Ele limpou as outras lágrimas que haviam escapado, erguendo meu rosto na altura do dele para olhar em meus olhos.

Olhei em seus olhos, desfazendo o sorriso, comecei a respirar fundo, fechei meus olhos e me acalmei aos poucos, o coração foi voltando ao seu ritmo habitual. Abri meus olhos e fiquei observando como aquele garoto conseguia ser tão gentil comigo.


- Meu bem, como sua vó disse, eu vou lhe explicar tudo - George disse calmamente enquanto olhava para a janela parecendo não ter preocupação alguma - Eu sou um guardião e você está indo para o acampamento meio-sangue, geralmente são na América do norte ou Europa, mas eles estavam sendo atacados demais então resolveram se instalar no Brasil mesmo, todos os campistas falam português, até os que vieram de fora. Enfim, é uma história grande! Mas continuando, você terá que treinar, aprender coisas básicas sobre o seu novo mundo - Ele fico alguns segundos pensativo se virando para mim com uma expressão amigável - Sobre os monstros, como derrota-los, sobre a Grécia antiga, e como você é filha de Athena, se quiser pode aprender sobre arquitetura também.

- Mas o que vai acontecer com a minha família? - Ignorando o sentimento de paz que eu tinha soltei a pergunta, no fundo eu ainda estava preocupada e não queria deixar nada de mal acontecer.

- Eles estão protegidos agora! Você se afastou e seu cheiro veio junto, além disso tem todas aquelas armas em seu quintal, acha que está lá de enfeite? Quando algum monstro se aproxima aquilo tudo fica preparado e se fica próximo demais, todas as flechas disparam. É infalível!. - George disse com um sorriso no rosto, ele parecia admirar o trabalho de Hefesto.

- Meu cheiro? - Perguntei enquanto pegava uma mecha do meu cabelo, cheirando-a.

- Não esse tipo de cheiro - Pedrox disse se afastando um pouco e me dando um lindo sorriso - Seu cheiro meio-sangue Thais, você é uma 'filhote de Deus', não cheira como os humanos

- Nossa, eu tenho um cheiro diferente, er... Legal - Abaixei minha cabeça, mordendo meus lábios e pensando em como deveria ser esse tal cheiro.

O silêncio permaneceu no carro, então virei meu rosto para a janela, vendo as casas passarem por mim, as pessoas, os carros, era um tipo de adeus a minha antiga vida. Fechei meus olhos, encostando minha cabeça no ombro de Drox, deixando o sono vir, sentindo a leve brisa em meu rosto pois haviam aberto a janela ao meu lado e simplesmente adormeci.


- Thais... Thais, acorda! - Pedrox estava sussurrando delicadamente em meu ouvido, sem querer me assustar.

Abri meus olhos e me espreguicei e olhei em minha volta, podendo percebendo que já era noite. Olhei para fora da janela e o vento em minha face continuava agradável. Havia várias estrelas no céu, exibindo sua beleza do alto do céu, ao centro estava a lua brilhando majestosamente, me fazendo sorrir de uma maneira que eu nunca havia sorrido antes. Abaixei um pouco minha cabeça e a imagem que encontrei foram árvores borradas passando por nós... Mato, pasto, algumas vacas... Isso só poderia significar que estávamos na estrada.


- Pra onde estamos indo? - Esfreguei meus olhos e logo fechei e abri os olhos com certa força, para que o sono fosse embora de vez.

- Pro acampamento, não posso falar exatamente onde fica, mas ele está no Rio Grande do Sul e é pra lá que estamos indo. Em daqueles grandes campos onde plantam uvas, Dionisio se sentiu mais a vontade e Zeus permitiu que a esposa ficasse com ele no acampamento. - George percebeu que estava falando mais do que deveria, sem graça ele parou de falar e se virou para o motorista, encostando a mão direita no ombro dele - Onde estamos ?.

- Falta 5 quilômetros senhor! -
O motorista disse como se fosse algo normal... Nós estávamos no quinto estado em apenas algumas horas.

- George, o motorista, ele... Sabe? - Eu parecia uma bêbada falando, o sono havia atacado até a minha voz, que coisa estranha!.

- Sei o bastante para leva-los ao acampamento! - O homem respondeu antes de George, sendo rude comigo. Como poderia uma pessoa ser tão sem educação assim? O que eu havia feito pra esse cara me tratar desse jeito?.

Fiquei em silêncio, apenas olhando pela janela e depois de um tempo comecei a ver as plantações de uvas enquanto eu me ajeitava no banco, eu precisava esticar logo minhas pernas, poder andar e me espreguiçar.


- Já estamos chegando! - Pedrox estava colocando sua mão em meu ombro, me sacudindo um pouco enquanto eu virava em sua direção, percebendo que ele também estava olhando pela janela.

- Apenas mais alguns minutos e vocês já chegam ao acampamento - Agora o motorista havia falado em um tom normal, realmente eu me revoltei, como ele poderia falar desse jeito mansinho com George e todo estúpido comigo ?.

- Obrigado! - George respondeu em um tom educado e ficou olhando pela janela também, respirando lentamente enquanto se virou para nós com uma expressão confusa - Isso está muito estranho!.

- O que?
- Drox tirou sua mão do meu ombro, dando mais atenção ao que George estava falando.

- Não há nenhum monstro aqui, eles já deveriam saber da Thais... Não estou reclamando, mas isso não me parece ser um bom sinal! - George estava impaciente, esfregando as mãos nas pernas e olhando em volta, como se estivesse esperando algo ruim acontecer.

- Verdade, devemos nos preparar, caso algo queira nos pegar de surpresa! - Drox falou um pouco rápido de mais, mas consegui acompanhar.

- Os dois pamonhas estão ficando espertinhos de mais! - Uma voz fina e arrepiante havia surgido do nada com uma horrível risada em seguida.

Olhei pela janela e lá havia um bicho estranho voando ao meu lado. Drox me puxou, passando por cima de mim, me deixando entre ele e George.


- SE ABAIXA! - Ele gritou para mim enquanto puxava meu braço pra baixo.

Sem discutir fiz o que ele havia mandado, escutando algo arranhando o teto do carro. Aquele barulho era agoniante e havia me causado arrepios extremos. Pedrox tirou de seu bolso uma espada, não me perguntem como, mas havia saído do bolso dele! A porta se abriu e ele se jogou para fora dela, caindo no asfalto e sumindo da minha vista em questão de segundos.


- NÃO PEDRO, VOLTA! - Gritei, ficando sem reação, olhei para George esperando que ele fizesse algo, mas ele estava olhando para o horizonte a nossa frente.

Me levantei e estava prestes a me jogar para fora do táxi também até que George segurou meu pulso com força, me impossibilitando de chegar até a porta. Dei um olhar suplicante para que ele me soltasse, eu precisava ir atrás dele, mas tudo o que recebi em troca foi um olhar sério e firme.


- Mocinha, você só sai desse táxi quando chegarmos ao nosso destino! - O olhar dele me assustou, me recuei, ficando de costas para todos, apenas olhando para trás e vendo Drox lutando com aquele animal esquisito.

Ouvi um grito e uma risada maligna, a qual me fez estremecer. Tentei ir para a porta novamente para ver o que estava acontecendo mas George me puxou para perto dele, não me deixando ir até a porta ou ficar observando pelo vidro de trás do carro.


- George, não quero que o Pedro... - As lágrimas caiam e o meu corpo estava tremendo.

- O Pedro sabe se cuidar, ele foi treinado para lutar contra com monstros, ele é um filho de Zeus, sabe o que faz! - George disse me abraçando e me dando um beijo na testa.

Eu havia ouvido direito? Filho de Zeus? Fechei meus olhos e fiquei tentando rezar para que ele conseguisse se livrar daquele horrível monstro, que pelo que eu lia... Parecia ser uma fúria. Um grito chegou até aos meus ouvidos, várias coisas ruins se passaram pela minha cabeça, fazendo um aperto em meu peito.


- Chegamos Thais, vamos... - Ouvi George enquanto ele me sacudia e me puxava para fora do carro.

Desci do carro e olhei para frente, havia um enorme arco dourado o qual eu parei e fiquei admirando por alguns segundo, quando dei uma 'acordada', percebi George já o havia atravessado, se virando para mim com cara de assustado.


- CUIDADO THAIS! - Ele gritou para mim, apontando para o céu.

Olhei para cima e aquela estranha 'ave' que havia atacado táxi estava lá, sorrindo maleficamente para mim enquanto voava para baixo, em direção a mim. Fechei meus olhos, esperando que se eu fosse morrer, que fosse rápido, mas eu me senti sendo empurrada, cai no chão e bati minha cabeça em uma maldita pedra. Abri meus olhos e passei a mão onde estava doendo bastante e quanto olhei para minha mão, havia sangue nela. Apertei bem os olhos pois a visão estava embaçada e olhe para meu lado e lá havia um garoto com uma espada na mão, lutando com a 'ave'. A visão não estava melhorando, então não consegui ver direito a face do garoto, apenas vi a espada atravessando o corpo do monstro e um grito. Meus olhos se fecharam e tudo se apagou.
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Re: The True Life

Mensagem por Marcos Truzzi em Dom 08 Maio 2011, 23:38

Como havia te dito no chat, gostei da maneira como você marca as falas. Achei interessante o destaque. Li o terceiro e quarto capítulo e gostei do que vi.

Ainda vou ler o resto, então comento por inteiro sobre tudo.
Parabéns.
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Re: The True Life

Mensagem por Blake Aquilla em Ter 31 Maio 2011, 19:01

Ficou ÓTIMO Thais

Sua Fic é muito boa.

Parece ser um livro mesmo ^^
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Re: The True Life

Mensagem por Convidad em Dom 19 Jun 2011, 13:52

Só podia ser minha mana para escrever algo tão criativo
Simplesmente xonei pela sua fic
*-*
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Re: The True Life

Mensagem por Convidad em Dom 03 Jul 2011, 22:20

Capítulo 5 - A enfermaria do acampamento

Abri os olhos lentamente e tudo estava embaçado, passei as mãos pelos meus olhos enquanto estavam fechados e em seguida os abri, me sentando na cama. Pude perceber que havia muias pessoas deitadas em camas espalhadas pelo lugar, aquilo parecia uma barraca gigante onde funcionava um hospital ou coisa do tipo.

Resolvi olhar para meu lado e lá estava Drox, deitado na cama, com um pano que envolvia seu braço e passava pelo seu pescoço, o pendurando. Me virei completamente para ele e então senti uma dor forte em minha nuca, fiz uma careta involuntariamente e levei minha mão até o lugar, massageando lentamente.


- Pode parar por aí mocinha! - Drox disse com certa autoridade. - Seja uma boa garota e se deite.

- Mas você... - Olhei para ele enquanto falava e pela sua expressão decidi não discutir com ele, não agora! - Está bem! - Soltei todo o ar de uma vez.

Me deitei virada para ele, olhando em seus lindos olhos incertos que não escolhiam uma cor definida e sorri, ele sorriu de volta mesmo sem saber o motivo.


- Por que está sorrindo? - Ele me perguntou de modo dócil.

- Me sinto feliz perto de você, é difícil de explicar e... O que aconteceu com o seu braço? - Havia saído preocupado demais essa frase mas tentei disfarçar, direcionando o olhar apenas para o braço.

- Aquela coisa me arranhou feio mas já está passando, prometo que vou ficar bem logo - Se formou um sorriso no canto da boca do garoto e apenas retribui o sorriso, abaixando um pouco a cabeça.

- Espero que sim... Não posso ir aí do seu lado mesmo? - Estava praticamente implorando para ele, precisava toca-lo para saber se era verdade, se não era uma maldita "névoa" como eles diziam.

- Não enquanto você estiver mal! - Sua mão livre se estendeu até a minha, a segurando com força e sorrindo para mim.

- Mas eu já estou bem - Fiz biquinho e uma cara de pedinte, tentando convence-lo de algo, mas ele foi firme.

- Eu queria muito, mas negativo senhorita Thais! - O filho de Zeus, é eu ainda lembrava desse fato, pegou um copo que havia em uma mesinha que estava entre nossas mesas e estendeu até a mim - Beba tudo, vai te fazer melhorar!.

- Remédio - Disse com certo nojo mas peguei o copo e fiquei olhando o líquido azul que havia lá - Certeza?

- Absoluta, beba logo! Não é tão ruim assim - Drox me dava um sorriso encorajador enquanto eu levava o copo até minha boca.

- Se for ruim eu jogo um cadeira em você quando estiver melhor - Encostei meus lábios no copo e mesmo com medo o virei, tomando um pouco do líquido que tinha um gosto doce enquanto o garoto ria de mim. Terminei de tomar e coloquei o copo na mesinha - Ok, dessa vez você estava certo, é gostoso!.

- Viu, você não confia em mim garota, tem que parar de ser assim!. - Ele disse e fez uma cara de como se ele fosse o dono da verdade.

- Irei confiar, apenas não gosto de remédios e nem de agulhas - Me deu calafrio só de lembrar de agulhas, era um dos meus piores pavores.

O garoto riu e logo depois de sentou em sua cama e ficou me observando, abri a boca para protestar sobre ele poder se levantar e eu não, ele apenas fez um som como se fosse 'shiiu' e se levantou, se sentando na beirada da minha cama, mexendo no meu cabelo enquanto eu ficava resmugando comigo mesma. Como era isso? Ele podia se levantar e eu não? Ele daqui a pouco estaria até matando tigres por aí e eu aqui, se possível até me amarrariam na cama. Nesse momento pensei que tinha exagerado mas havia lembrado de algo.


- Drox, a onde estamos? - Virei minha cabeça e fiquei olhando para o garoto enquanto ele mexia nos meus cabelos.

- No acampamento meio-sangue, George te contou no carro, lembra? - Seu olhar para mim era confuso.

- Sim, me lembro agora. - Tentei sorrir forçado mas foi uma má idéia - Tá e quem foi aquela pessoa que matou a fúria? Que me jogou no chão?.

- Você pode achar loucura mas foi Ares - Ele riu consigo mesmo e agora segurava minha mão delicadamente.

- Mas Ares não deveria estar no Olimpo? Ou com Afrodite? Não sei direito. - Fechei meus olhos com força, aquilo tudo era loucura demais pra mim.

- Quíron acha que é por causa dessa sua lembrancinha aqui - Ele pegou meu pingente na mão, o observando atentamente - Te protegeu, Athena deve ter feito com que os Deuses prometessem pelo rio Estige que ajudariam a te protejer - Ele riu e largou o pingente, olhando em meus olhos agora - Você é a única filha de Athena agora sabia?.

- A única? - Me espantei, pelo que eu sabia os Deuses tinham filhos adoidados por aí, nada contra mas achei estranho ser a única filha de Athena.

- Pelo que ela contou é, então você deveria ser protegida a todo momento, seu pai tinha a proteção de Athena para cuidar de você, mas ele não fez isso então essa proteção passou para seus avós - Ele sorriu para mim e eu ainda estava meio sem ação.

- Essa história é muito louca - Suspirei e apertei meu travesseiro contra mim.

- É louca sim mas tudo vai se encaixar no tempo certo, ok? - O filho de Zeus passou a mão pelo meu rosto e então voltou para sua cama, se deitando.

- Ok - Sussurrei para mim mesma, mas ele escutou e sorriu para mim, fechando seus olhos e se aninhando na cama.

Meus olhos começaram a ficar pesado e fui fechando eles lentamente, as vezes voltava a mim e os abria rapidamente e assim foi indo até que minha mente se cansou de brincar com meus olhos de quem iria se cansar primeiro e os dois cederam, minha mente parou de ficar maquinando coisas bobas e meus olhos se fecharam calmamente, me fazendo cair em um sono por assim dizer, gostoso.
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Re: The True Life

Mensagem por Luana C. Feither em Qua 06 Jul 2011, 15:52

Cof, Dona Thais. Ò.Ó
[ModeCiumenta: ON]SAI DE PERTO DO MEU DROX![/ModeCiumenta: OFF]
Enfim, muito boa a fic, Thais. Você escreve muito beeem mesmo.
Posta mais!
COLOCA EU!
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Re: The True Life

Mensagem por Convidad em Qua 06 Jul 2011, 17:14

Capítulo 6 - Primeira missão

Uma forte luz inundou o local onde eu dormia tranquilamente, coloquei os braços na frente do meu rosto para meus olhos não arder com o impacto e então a luz se apagou. Ainda estava deitada e olhei para o lado, vendo que era grama. Me sentei e esfreguei meus olhos lentamente para ver se a visão parava de ficar embaçada. Perto de mim havia um garoto não muito mais novo que eu e uma garota que parecia ser da minha idade ou um pouco mais velha.

- Vocês estão nos Jardins do Partenon, vocês precisam salvar uma Dríade que não consegue se conectar a sua árvore, algo a bloqueia. Achem-na. - Uma voz masculina havia surgido dos céus, parecia algum incomum.

- Bom, meu nome é Anne Elle, filha de Éolo - A garota andou em minha direção e estendeu a mão para mim, ela vestia um shortinho curtinho preto e uma blusa branca com a imagem de um coração vermelho, seus cabelos eram castanhos e seus olhos azul esverdeado.

- Thais Soken, filha de Athena - Me senti desconfortável falando daquele jeito e segurei a mão dela, me levantando da grama que estava um pouco molhada e sorri, levei o olhar para a minha roupa e percebi que estava de pijama, rosa bebê com ursinhos coloridos que minha tia havia me dado a algum tempo atrás.

- Ninguém perguntou mas eu sou Pedro Kimoy, filho de Hades, mas me chama de Pedroz para diferenciar do meu primo - O garoto se aproximou de nós, ele vestia uma camisa branca com uma gibson preta estampada e calça moletom preta, tinha cabelos negros bagunçados, parecia meio palido e seus olhos eram castanhos, o sorriso estava em seu rosto o tempo inteiro o que me fez sorrir de volta.

- Prazer Pedroz - Disse estendendo a mão direita para ele, o garoto segurou minha mão e as balançamos de leve, em forma de cumprimento.

- Bem, é a primeira missão de vocês? - Anne disse enquanto esfregava uma mão na outra.

- Isso é uma missão? O que? - Espantei com as palavras da garota, em uma hora eu estava em uma enfermaria e em outra estava em uma missão, não... Aquilo era demais pra mim.

- Os Deuses escolhem os campistas aleatoriamente para as missões, nessa nós temos que encontrar a Dríade e... - A fala de Anne foi interrompida por um grito vindo de dentro da floresta, olhamos rapidamente para lá e então Anne virou o olhar para nós novamente - Fiquem apostos com suas armas, não dêem mole e pelo amor de deus, não baixem as armas por nada. Fiquem atentos.

Ela se pôs a correr na direção das árvores enquanto eu olhava para o garoto sem saber o que fazer, ela havia falado mesmo para não abaixar as armas? Eu não tinha arma alguma e comecei a ficar nervosa, meu corpo ficou trêmulo e pensei que iria desmaiar mas o filho de Hades se aproximou de mim e me segurou. Uma fina chuva começou a cair sobre nós e um vento gélido vinha do norte, senti que algo gelado envolvia meu braço e então olhei para ele, lá havia um bracelete.

- Isso apareceu da onde? - Disse um pouco atordoada enquanto levava minha mão direita até o bracelete que se encontrava em meu braço esquerdo.

- Deve ser seu presente de reclamação, quer dizer, quando sua mãe disse perante o Olimpo todo quem você era, ela te deu um presente e esse bracelete deve ser alguma arma - Ele explicava de um jeito que parecia ser tão fácil, tão simples de se entender quando aquilo parecia uma bola de neve que me confundia cada vez mais.

Tentei forçar um sorriso mas a chuva começou a engrossar e o vento estava mais forte, fazendo com que alguns pedaços de capim nos sujassem. Toquei meu bracelete e logo ele se transformou em uma lança prateada, assustei no começo querendo larga-la mas a segurei firme quando percebi que um tornado ou algo do tipo começava a nos envolver. Meu coração acelerou mas percebi que nas costas do menino estava suspenso uma aljava e flechas que parecia ser de gelo, minha mente bolou um plano em questões de segundos e logo me virei para o garoto.

- ACHO QUE VAMOS TER QUE PARAR O TORNADO AQUI POR DENTRO, ATIRA AS FLECHAS CONTRA ELE - Gritei pois com aquele vento todo era impossível de se ouvir qualquer coisa que não fosse alto.

- TÁ BOM, VOU TENTAR! - O filho de Hades gritou para mim e começou a atirar as flechas contra o tornado, amenizando um pouco nossa situação.

O gelo começou a se espalhar por entre as rajas de ventos que se desfez facilmente. Uma aura gélida atingiu nós dois e ficamos meio que paralisados. De repente alguem aparece nas sombras um alguém que parecia ser mais alto que nós. Só dava para ver seus olhos da cor do mar. Me arrepiei com a presença dele e me apertei ao braço de Pedroz.

- Quem é você ? O que você está fazendo por aqui nessas horas? - Tentei fazer com quem minha voz saísse amigável mas não obtive sucesso, aquilo havia saído um pouco rude.

- Dá pra sentir o medo vindo das partículas de água emanadas pelo seu suor. - Um menino que parecia ser bem mais velho do que eu e Pedroz saiu das sombras, ele estava com um tridente na mão e o estendeu em minha direção, quando ele iria me golpear um lagarto apareceu em minha frente, me protegendo. - Seu lagarto traidor!

- Renan? - Pedroz falou como se estivesse surpreso - Você sumiu faz 2 meses, estava em uma missão e... - Ele parou por um momento e virou a cabeça em minha direção - Acho que ele está enfeitiçado - Ele sussurrou para mim.

O menino que parecia de chamar Renan sorriu para nós e a chuva parecia ter se acalmado, olhei atentamente para ele e percebi que havia uma marca sombria no braço dele, parecia que ela tinta pois estava 'derretendo'. Ele tomou uma posição que parecia querer nos atacar, apertei o braço de Pedroz e esperava que ele tivesse um plano pois eu estava na estaca zero.

Flechas começaram a cair do céu na direção de Renan, olhei para cima um pouco assustada com a cena mas ele havia desviado de todas, abri a boca um pouco impressionada com a agilidade dele. Anne desceu das nuvens e ficou ao meu lado, nos observando para ver se estávamos bem e vi que ela se preparava para outro ataque ao garoto.

- Olha a marca no braço dele Anne - Sussurrei para a garota e apertei minha lança nas mãos, ficando em posição de ataque.

A filha de Éolo observou bem a mancha e pela sua expressão parecia ter tido uma idéia, mas antes que fizesse qualquer coisa o lagarto soltou uma rajada de água no menino. Ele bateu as costas no tronco de uma árvore e caiu no chão e fomos correndo ver o que havia acontecido. Renan estava desmaiado e quando me sentei ao lado dele tudo se apagou.
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Re: The True Life

Mensagem por Elizabeth J. Stonem em Qua 06 Jul 2011, 17:23

OMG! EU APARECI! *OOOOOOOOOOOOOO*
MINHA IRMÃ É DIVA E ESCREVE MUUUUUUUUUUUUUUITO BEM, HÁ! <3
TE AMO, MANA! <3
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Re: The True Life

Mensagem por Luana C. Feither em Qui 07 Jul 2011, 12:23

Weee. Renan diivo malvadênho. *o*
AAH! Amo muuuito essa fanfic.
Posta mais, Thata! *OOOOOOOOO*
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Re: The True Life

Mensagem por Ravyn R. Ollicourt em Qui 07 Jul 2011, 15:44

POSTA MAIS THATAAAAAAAAAAAAAAA *-----------------------------*
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Re: The True Life

Mensagem por Rebecca S. Beckert em Sex 08 Jul 2011, 00:16

Mt bom...
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Re: The True Life

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