Garoto Infernal

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Garoto Infernal

Mensagem por Kali Verona em Dom 29 Maio 2011, 00:17

Garoto Infernal


Sou Gabriel Skinbolic, estou de pé no abismo do inferno olhando diretamente nos olhos de Lúcifer enquanto um cheiro de morte paira pelo ar tornando tudo mais diabólico... Como eu vou morrer? Porque ainda luto? Não tenho resposta para isso, mas sei quando tudo isso começou, e vou contar a vocês. Não recomendo a leitura para absolutamente ninguém (A menos que você seja um demônio). O conto a seguir se trata da vida de um encaminhado do Diabo, não é agradável. Bom, se você optou por ler isso sem se importar com as conseqüências psíquicas, desejo a você uma boa morte, ou caso sobreviva, que seja internado em um sanatório onde o diabo seja capaz de atormentar você pelo resto da sua existência.

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Dia 1 de maio de 2011. Inglaterra, Ponto afastado nas colinas esquecidas.

“Juntos nós conseguiremos...”
Essa frase perturbava minha mente quando eu ficava sozinho com meus pensamentos. Porque o diabo visava tanto a minha vida? Eu mal tinha recordações o suficiente do meu passado pra ter certeza do que eu era. Sem dúvida não era humano. Que tipo de humano mata seus pais? Se eu sou humano, você está prestes a conhecer a essência do inferno que caminha na terra.
Cada passo que eu dava fazia meu corpo implorar por descanso, mas se eu parasse seria exatamente a ultima coisa que eu faria em minha vida. Aquela colina era mais negra do que eu estimei, um local rodeado de maldade e crueldade. Não que aquilo me incomodasse, pelo contrário, causava reações de aprovação em minha mente. Por um momento eu achei que permanecer ali por alguns dias seria algo maravilhoso, mas eu tinha de cumprir o que havia começado. Para muitos, assassinar uma pessoa era só questão de assalto. Outros nasciam com algum tipo de psicose que os induzia a tirar vidas. No meu caso era simplesmente minha razão de viver. Aquela fenda era exatamente tudo o que eu havia procurado e provavelmente ali dentro estaria o motivo dessa busca insana que eu havia estendido por tantos dias. Retirei meu capuz, adentrando o local com calma. Analisava cada rocha com um olhar desafiador, eu não queria se pego de surpresa a qualquer momento. Quando mais ao fundo da caverna que havia sido revelada depois de alguns passos, fui capaz de enxergar ele lá. Um único garoto, tremendo com uma adaga nas mãos.
- Então aqui é o seu covil, Leon? – Minha voz era claramente cruel, podia se ver o brilho do inferno dançando em meu olhar. – Interessante...
- S-Sai daqui, Gabriel. Já disse que eu não tenho mais nada a tratar com você.
Uma risada gutural saiu por entre meus lábios, até dobrei minhas costas me abaixando para rir mais confortavelmente. Após colocar a mão sobre a boca, com um sorriso sarcástico disse.
- Eu decido quando você tem ou não algo para tratar comigo. – Meu olhar se tornou sério, e minha expressão psicótica. – Você me seqüestra e acha que eu vou te esquecer? “Bad Idea”.
Ele avançou em minha direção empunhando a adaga com os olhos cheios de lágrimas. Seus cabelos negros balançavam freneticamente enquanto ele parecia ficar mais confiante a cada passo que se aproximava de mim. Quando estava em minha frente, esticou o braço para que a adaga perfurasse meu corpo. -“Você que está lendo de certo tem certeza que eu me esquivei.”- O meu sorriso se tornou satânico quando aquela adaga perfurou meu estômago e entrou dentro de mim rasgando meu corpo.
- Você é tão patético. – Minha voz soou sem nenhuma preocupação pelo ferimento, pelo contrário, era voz de alguém vitorioso.
Estendi minha mão agarrando o braço dele e puxando contra o meu corpo, fazendo a adaga perfurar ainda mais meu estômago. Com a outra mão enfiei meus dois dedos nos olhos dele sem hesitar, parando assim as lágrimas dele que começavam a me enojar.
- Cala a boca, po**a. – As palavras saíram como uma ordem dos meus lábios, então puxei meus dedos rasgando a face dele com uma força sobre-humana. Ele caiu ao chão gritando, enquanto morria com o sangramento que seria irreparável. Os gritos agudos para os meus ouvidos era a sinfonia da morte, o que me fez sorrir fechando os olhos para apreciar cada momento em que ele puxava o pouco ar que lhe restava para reger aquela sinfonia. Assim que ele parou de gritar, sabia que ele estava morto. Olhei para o corpo dele caído ao chão e me ajoelhei, passando a mão pelo peito dele. Não pude evitar, cravei a ponta dos meus dedos na pele dele, a arrancando e rasgando, procurando pelo coração dele. No momento em que toquei o órgão, já havia parado de bater. O arranquei mesmo assim, fazendo sangue espirrar por todo o local. Com o coração dele em minha mão, fiquei inexpressivo, pensando no que fazer. Depois de alguns segundos olhando para aquele “troço” vermelho e molhado nas minhas mãos, o apertei com uma força descomunal, fazendo-o explodir. Novamente sangue voou para todos os lados, e eu nem ao menos me importei de sujar minhas roupas. Me levantei com leveza, dando passos graciosos em direção a saída da caverna. No mesmo momento me lembrei da primeira vez que vi Renata.
** - Andem, comecem. – ** Essa era a ordem dada por aquele homem, e então eu e a garota de cabelos loiros e olhos verdes que reluziam na luz daquela manhã. Aceitando as ordens do rapaz, voei na direção dela com voracidade. Tínhamos apenas treze anos, e forçados aquele destino ridículo. Quando tentei acertá-la um soco, ela se esquivou dando um tapa em minha nuca, me fazendo ir longe e tomar no chão. Em menos de um segundo eu já estava de pé e corri na direção dela na intenção de chutá-la. Quando meu olhar encontrou o dela senti o mesmo desespero que havia dentro de mim, passando a venerar aquela garota.
- Reh... onde você está? – Eu ainda me lembro de como nos tornamos próximos depois que ficamos juntos durante dois anos. Mas então veio a noite do seqüestro... Fatos que devem ser mencionados mais tarde.
Hoje, ambos estamos com 17 anos, treinados, fortes e com caminhos diferentes. Mas eu ainda vou encontrá-la, sei que vou. Seja lá onde for.
Saí da caverna dando um sorriso vitorioso, já nevava intensamente. Coloquei meu capuz por cima da cabeça, abraçando o manto, passando a caminhar pela nevasca em direção a civilização. Horas de caminhada se estenderam, até que pude avistar uma pequena vila inglesa onde eu iria passar a noite. Caminhei até lá, entrando em uma hospedaria. Uma linda atendente de olhos azuis e cabelos negros lia uma revista no balcão. Parei na frente dela, a olhando com um sorriso falso.
- Olá, desejo um quarto. – A atendente se levantou, me dirigindo um sorriso interessando, o que me fez rir desenfreado por dentro. Ela acenou com a cabeça, assentindo e então meu falso sorriso simpático se tornou largo. Ela me entregou a chave e eu lhe entreguei o pagamento, dando as costas para ela e indo em direção as escadas. Quando o olhar dela já não podia encontrar o meu, pensamentos cruéis se formaram em minha mente, enquanto meus olhos ficavam avermelhados diabolicamente.
- Atrás do sorriso angelical, se esconde o mais cruel dos demônios.
Minha voz fora baixa o suficiente para que apenas eu fosse capaz de ouvi-la. Ao adentrar o quarto, retirei o manto e o joguei em cima de um pequeno criado-mudo que estava ali. Ao fazer isso, se revelou uma bainha onde um cabo de espada negro reluzia com uma pedra azul-safira em sua ponta. A bainha de couro não revelava a cor da lâmina e eu a coloquei em cima do manto. Me joguei em cima da cama, fechando os olhos, pronto para descansar.

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Re: Garoto Infernal

Mensagem por Elizabeth J. Stonem em Dom 29 Maio 2011, 00:53

*OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO*


Ficou mega perfeita essa fic, Gabs. Muito divo. *o*
Eu li duas vezes a fic toda e milhões de vezes a parte que a Reh apareceu. *o*
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Re: Garoto Infernal

Mensagem por Ravyn R. Ollicourt em Dom 05 Jun 2011, 22:45

Muito legal \o/
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Re: Garoto Infernal

Mensagem por Blake Aquilla em Seg 06 Jun 2011, 09:47

*-------------------*

Eu Adorei sua Fic , eu amo sangue :9

Eu tbm sou mt Sanguinario , mais o Titulo me lembra do filme " A Garota Infernal"

Foi daí que vc tirou a sua Fic? >.<
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Re: Garoto Infernal

Mensagem por Kali Verona em Qua 08 Jun 2011, 11:12

Não não.
Se você olhar nas outras fic's do fórum vai ver "Garota Infernal" que é a da Anne.
Essa minha e a dela são ligadas, se você ler a dela vai notar que ela cita o nome do meu personagem lá que nem citei o dela aqui. ;D
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Re: Garoto Infernal

Mensagem por Harleen F. Quinzel em Seg 12 Dez 2011, 22:28

muuuuuuito boa
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Re: Garoto Infernal

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